Climatologia Separativa Climatologia Dinâmica

10. valores extremos. meses anos (5. mínimas. 100 ou 150 anos ) CLASSIFICAÇÕES ◦ KÖPPEN ◦ STRAHLER ◦ THORNTWAIT . 30. médias para dias.Cálculos de médias. máximas. variabilidade entre os dados e frequência Estatística De 3 em 3 horas. 50.

p. 1976.“Insatisfação com a práxis do tratamento climatológico e suas limitações. 54) Teoria dos Sistemas . sobretudo a nível classificatório. para a compreensão da organização do espaço” (MONTEIRO. 45. 53. 19) O método separativo é ◦ Estático ◦ Não mostra as causas ◦ Não considera a interconexão entre os elementos Serra (1942. 48.

◦ Monteiro propôs a análise rítmica a partir dos “tipos de tempo”. de Pédelaborde e do “ritmo climático”. ◦ A partir de Monteiro. e Monteiro o construiu. se passa a compreender o clima como a “sucessão habitual dos tipos de tempo sobre um determinado lugar” ◦ Para estudar o clima de um local através desta abordagem é necessária a construção de um gráfico com todos os elementos que compõem a atmosfera ◦ Permite a análise genética dos tipos de tempo . de Max Sorre O grande problema até então era a inexistência de um arcabouço teórico.

as depressões. a variabilidade e a gênese dos fenômenos climáticos . a atuação dos centros de ação e de sistemais tais como anticiclones. as massas de ar e as frentes com os fatos do tempo e do clima.Busca relacionar os fatos da circulação atmosférica. Apreender a dinâmica.

Ritmo: analisar em unidade cronológica no mínimo diária Muito trabalhoso: 30 anos?? Análise diária?? Então Monteiro (1973) cria o método de anos-padrão Irregularidades no ritmo (principalmente precipitação) ◦ Anos-padrão SECOS. CHUVOSOS e NORMAIS .

Não pela quantidade. mas distribuição das chuvas Períodos trimestrais (estações do ano) Média de precipitação em pelo menos 10 anos Cálculo do desvio padrão dos dados .

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Este Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN) também abrange a Região Nordeste e provoca nebulosidade nas suas bordas e inibe a sua formação no interior do sistema. a sudeste do JST tem-se um cavado contornado pelo Jato Polar Norte. O JST contorna a borda sul da AB. centrado sobre MG. Sobre o Atlântico. É interessante notar que a sudeste deste vórtice ciclônico tem-se uma circulação anticiclônica. observamos que o Anticiclone térmico associado à Alta da Bolívia (AB) continua bastante amplo e um pouco deslocado para sul em relação a sua posição climatológica. Essa Alta estende uma crista até a Região Sul do Brasil. . Este cavado organiza um sistema frontal em superfície (vide análise de superfície). Na faixa leste do Brasil o escoamento é predominantemente ciclônico.Na análise da carta sinótica de altitude da 00Z (250 hPa) deste domingo (20/02). Este aparece centrado entre o norte da Argentina e sul da Bolívia e a divergência causada pelo seu escoamento difluente favorece a convecção sobre áreas do CentroOeste. Este padrão su¬gere uma situação de bloqueio no escoamento atmosférico naquela região e nas áreas em torno.

praticamente sem deslocamento nas últimas 48 horas. MS e sul da Bolívia. Nota-se um cavado com eixo bastante zonal entre o centro da Argentina e o Atlântico como reflexo de altitude e associado a um sistema frontal em superfície. Nota-se uma configuração de bloqueio sobre o Pacífico Leste.Na análise da carta sinótica de nível médio (500 hPa) da 00Z deste domingo (20/02). faixa oeste da Região Sul. Um sistema de alta pressão. No extremo sul do continente predomina uma curvatura anticiclônica no escoamento. um sobre o TO e outro sobre o Atlântico a leste da Região Nordeste. notam-se dois Vórtices Ciclônicos (VC) próximos. com um VC em torno do paralelo 30S. Uma região com circulação anticilônica pouco organizada segue atuando entre o Norte da Argentina. . favorecendo o aumento das temperaturas devido à compressão adiabática e à forte incidência da radiação solar. No norte dessa circulação tem-se o favorecimento de convecção profunda conforme pode ser observado na imagem de satélite. ao largo da Região Sudeste. também observado em altos níveis atua no Atlântico.

tanto no Pacífico como no Atlântico. No interior do Brasil. . favorecendo a convecção observada na imagem de satélite. reforçada por uma circulação ciclônica desde o Paraguai e MS até Rondônia que apresenta ventos de quadrante sul no norte da Argentina. nota-se uma significativa convergência dos ventos entre o sul da Amazônia e parte do Centro-Oeste. A circulação fica ciclônica com um cavado entre o sul de SC e o leste do RS. Nota-se que o escoamento mais baroclínico fica restrito a latitudes ao sul de 40S. Essa combinação reforça a convecção gerada pelo calor e umidade elevada do ar. com reflexos em níveis superiores. observa-se que vem persistindo a circulação anticiclônica entre o Atlântico e a faixa centro-leste do Brasil. com um centro de alta pressão de 1600 mgp em torno de 38S/22W.Na análise da carta sinótica de níveis baixos (850 hPa) da 00Z de domingo (20/02). Na costa sul da Argentina nota-se uma circulação anticiclônica bem organizada.

A alta pós frontal está relativamente bem organizada e profunda (vide outros níveis) na costa do sul da Argentina com pressão central de 1029hPa. A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) oscila entre 2N e 5S no Pacífico. com núcleo pontual de 1023 hPa. de característica térmica se estendendo pelo RS até o Atlântico. Sobre o Atlântico tem-se a atuação de uma onda frontal afastada do continente a oeste de 40W. A Alta Subtropical do Pacífico Sul (ASPS) está centrada 42S/85W. Tem-se um cavamento no campo de pressão entre o Paraguai e o Uruguai. com núcleo pontual de 1021 hPa. » Visualizar imagem de Superfície .Na análise da carta sinótica de superfície da 00Z do dia 20/02. e em torno de 1S e 3N no Atlântico. A Alta Subtropical do Atlântico Sul (ASAS) posiciona-se em torno de 38S/12W. não se observam sistemas frontais sobre o continente sulamericano.

enquanto em SC o GFS prevê mais chuva para o sul do Estado do que o modelo ETA20. O modelo RPSAS tem um timing parecido com o ETA20 porém a intensidade do ciclone é bem menor. RPSAS e ETA20 dão algum indicativo. . A partir do prazo de 72h. Hoje tem-se convecção na costa norte do RJ e no ES associada à borda sudeste deste VCAN. ETA40 e ETA20 prevêem chuva significativa. Os modelos ETA40. principalmente com relação ao campo de pressão sobre o Atlântico. Já nas primeiras 24 horas há diferenças no campo de precipitação na Região Nordeste. o que não se observa no GFS. mas favorece AM parte da Região Nordeste onde já foram registrados acumulados significativos (mais de 50 em 6h no Recife-PE). o que favorece a convergência de umidade e gera com forte instabilidade. Para 48h os modelos RPSAS. O modelo ETA20 mostra a formação de um centro de baixa pressão sobre o Atlântico. A partir do prazo de 96h as maiores diferenças entre os modelos no campo de chuva acontecem na Região Nordeste e em SC.Neste domingo (20/02) se verifica em baixos níveis o predomínio do padrão de ventos ciclônicos entre o Paraguai e o sul da Amazônia. Um VCAN centrado sobre a Região Sudeste inibe a formação de nuvens em parte dessa região. No entanto os modelos T213 e ENSEMBLE não apresentam nenhum indicativo. os modelos ETA20 e GFS começam a divergir. mas o GFS apresenta um campo de precipitação mais próximo do observado. Na Região Nordeste o modelo GFS prevê muito mais chuva. Já foi registrada chuva significativa (maior que 50 mm) em áreas de PE e PB. na altura da Região Sul. Já na solução do modelo GFS essa baixa só aparece em 96h e com menor intensidade.

Escolha dos “anos-padrão” ◦ Descrição Geral das estações Descrição de todos os eventos atmosféricos de um determinado período analisado ◦ Essa é uma grande dificuldade… Descrever Analisar? .

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dia 5/3 . dia 11/3 . dia 6/3 .o ramo litorâneo da frente fria penetra pelo sul do estado atraído por uma área de baixa pressão dominada pelo ar tropical atlântico continental (TAC). ou velho (PV). onde mais 181. avança até Santos onde 99.4 mm) onde estaciona.o ressecamento do ar é violento (abaixo de 50%).6 mm se precipitam. de noroeste e oeste. atinge Iguape onde descarrega 219. dia 7/3 . repercute em Ubatuba (48. O ar tropical já domina toda a área (TA). e chega a Cananéia onde despeja 110. o ar polar (PA). O litoral de Iguape é o mais atingido pelas precipitações desta frente estacionária (FPAE). Em Santos e Ubatuba. caracterizando a Massa Tropical Atlântica Continentalizada (TAC). onde 287. As chuvas param. a frente.a frente (FPA). uma nova frente (FPA). os ventos. dia 9/3 . e à tarde já se torna ar polar tropicalizado. já invade o sul do estado e repercute em Cananéia. . já penetra elevando a pressão e baixando a temperatura. no final da tarde. avança sobre todo o litoral paulista e é rapidamente aquecido.a temperatura continua em elevação e o ar se tropicaliza. a temperatura continua a subir e ultrapassa os 35º.6 mm caem na área.o centro de baixa pressão se desloca para o interior do país e o ar tropical atlântico (TA) se continentaliza declinando a pressão e a umidade com ventos de norte e nordeste. indicam a penetração do ar tropical continental (TC) e. estabilizando o tempo.o ar polar (PA).a frente (FPA). dia 8/3 .6 mm de chuva. Nova frente (FPA) já se anuncia no sul do Brasil. a pressão volta a baixar e a temperatura a se elevar. entra em dissipação.0 mm. dia 10/3 . Em Cananéia.2 mm de chuva atinge a área e. mas ainda continua a atuar em Cananéia.

FPAE (210. e que o ar polar. Ubatuba.9 mm). fato este que não ocorreu nas demais localidades.FPAD (280. . É certo que as frentes passaram pelo setor centro-sul do litoral paulista com mais rapidez do que em outros anos. o litoral sul apresentou um número maior de passagens frontais que Ubatuba. Assim mesmo. observamos uma elevada percentagem de participação dos sistemas frontais tanto em Ubatuba (48. que neste ano. teve acrescida seu total anual de chuvas em função das situações de frentes estacionárias sobre a área e vários episódios onde as mesmas permaneceram vários dias sobre a região até entrarem em dissipação (FPAD).2 mm) e estacionárias .9 mm). quanto pelas frentes em dissipação .Longe de ter sido um verão de atividade pluviométrica reduzida. Em 1981 e 1983. participou em mais de 40% dos dias do ano. Santos teve 17 e Ubatuba 18 passagens. e enquanto Cananéia e Iguape registraram 13 passagens. causados não só pela FPA (953.1%). além de receber precipitações frontais da FPA.0 mm de chuvas neste verão. com quase 1660. ao contrário de Iguape e Cananéia cujos índices foram inferiores a 35%.9%). por outro lado. distribuídos em 65 dias (total mais elevado do período analisado). quanto em Santos (41.

Metodologias de Ensino ◦ Ditos populares ◦ Tipos de nuvens ◦ Sucessão dos tipos de tempo .É uma abordagem muito importante para se utilizar no ensino de Geografia na Educação Básica.

Climatologia Separativa e Climatologia Sintética . O problema das fontes 2. As definições de tempo e clima 3.1.