REFORMA DO CPP: INOVAÇÕES REFERENTES A PROCEDIMENTOS PENAIS (LEI 11.719/2008, DE 20.06.

2008) - parte final

É verdade. 397): .Lei n. CPP). 395. § 2º. o rol de testemunhas (art. A finalidade desta resposta após a citação acaba sendo a de proporcionar ao acusado a possibilidade de trazer aos autos argumentos que possam levar à absolvição sumária. se o juiz "não a rejeitar liminarmente"). II. Como a resposta se dará após o recebimento da denúncia ou queixa. e suas disposições normativas se aplicarão. além de outros exigidos pela doutrina. no entanto. 95-112 do CPP) serão processadas em apartado (art. a tendência é a defesa se limitar a afirmar que apresentará seus argumentos por ocasião das alegações finais. a originalidade (ausência de litispendência ou coisa julgada) As condições da ação são a tipicidade em tese da conduta descrita na peça acusatória. o juiz receberá a inicial e ordenará a citação do acusado. a legitimidade ativa e passiva. III. quando o caso. Feito juízo de admissibilidade positivo (recebimento da denúncia ou queixa. a existência de partes que possam estar em Juízo (capacidade processual e de ser parte). subsidiariamente. § 5º. aos procedimentos especiais e aos procedimentos sumário e sumaríssimo (art. estende-se também aos procedimentos comuns. na resposta. era cabível recurso em sentido estrito contra a decisão que não recebia a denúncia ou queixa (art. 41 do CPP). ou b) se o acusado.art. Eventuais exceções (de litispendência. especificar as provas pretendidas e arrolar testemunhas. 396-A. que. como endereçamento ao juízo competente. CPP): a justa causa. 395-398 do CPP)[11] serão aplicáveis a todos os procedimentos penais de primeiro grau. no prazo de 10 dias (art. citado. CPP). CPP): os pressupostos processuais são a demanda judicial (veiculada pela denúncia ou queixa). conforme se verá adiante. não se diferenciam mais os casos de não-recebimento (por falta dos requisitos da inicial) dos casos de rejeição da denúncia ou queixa (por falta de condição da ação). CPP). pedido de condenação e redação em vernáculo. ainda que não regulados no CPP (é o caso do procedimento para apuração de crimes de entorpecentes . de coisa julgada. para responder à acusação. Essa fase teria realmente sentido apenas para influenciar no juízo de admissibilidade da peça acusatória. o acusado poderá argüir preliminares e alegar tudo o que interesse à sua defesa. por escrito. assinatura do membro do Ministério Público ou do advogado do querelante (munido com procuração com poderes especiais – art.Rodrigo de Abreu Fudoli (CONTINUAÇÃO) X . Possivelmente não haverá alteração na interpretação dessa hipótese de cabimento recursal. ou seja. quando necessário (art.PROCEDIMENTO ORDINÁRIO: O procedimento ordinário é o procedimento padrão. qualificando-as e requerendo sua intimação. I. 11. 396. Como se vê. e só existia no procedimento do Júri. seu objetivo fica parcialmente esvaziado. A absolvição sumária trata-se de forma de julgamento antecipado da lide. Mas se entendia cabível o recurso em sentido estrito em ambas as situações. c) faltar justa causa para o exercício da ação penal (art. o réu poderá tentar convencer o juiz a absolvê-lo sumariamente. parágrafo único). CPP): a) caso não seja apresentada a resposta no prazo legal. Para que se instaurar o processo penal. com todas as conseqüências nefastas disso. para só depois se permitir a resposta à inicial? Na prática. o procedimento ordinário se inicia com o oferecimento de denúncia ou queixa. Então. a jurisdição (e a competência e imparcialidade do Juízo). O acusado será absolvido sumariamente quando o juiz verificar (art. Agora. 396 "caput"). a qualificação do acusado. 396-A).343/06). Na resposta. lastro probatório mínimo que torna idônea a acusação[12] também é condição da ação. Antes. Será nomeado defensor. Algumas das novas regras (precisamente as contidas nos arts. e não mais na extinta “defesa prévia”. a classificação do crime e. A inépcia se caracterizará pela falta dos requisitos da inicial. para não adiantar sua tese defensiva e facilitar a tarefa da acusação. de incompetência do Juízo ou de ilegitimidade de parte . ou seja. Com isso. e nada dizia a lei sobre os casos de rejeição (falta de condições da ação). não constituir defensor. razão pela qual essa fase não é completamente inútil. Em caso de citação por edital. para fins de juízo de admissibilidade negativo da acusação. para apresentar a resposta em duas situações (art. § 1º). o arrolamento das testemunhas da defesa agora se faz nessa fase. oferecer documentos e justificações. Os requisitos da inicial são a exposição do fato criminoso com todas as suas circunstâncias. concedendo-selhe vista dos autos por 10 dias. 395. 581. 44 do CPP). o prazo para defesa começa a fluir a partir do comparecimento pessoal do acusado ou do defensor constituído (art. 395. I. b) faltar pressuposto processual ou condição para o exercício da ação penal (art. e o interesse de agir. 396-A. 394. A peça acusatória poderá ser rejeitada se: a) manifestamente inepta (art.