Resenha sobre “As queleras musicais dos anos 50: ideário e contradições” – Ricardo Tacuchian.

Durante toda a década de 50 o Brasil passou por um período conturbado tanto político quanto economicamente.O período que isso começa a ocorrer é em 1945, com a eleição de Getulio Vargas, e que acabou por se consolidar em 1964. A vida musical no Brasil estava sendo fortemente influenciada pelo serio político da época.Neste momento começou a guerra fria, e o mundo inteiro ficou na luta Capitalismo X Comunismo.E no mesmo período no Brasil estava ocorrendo uma onda de ditaduras e revoluções era uma época muito agitada.No cenário musica surgiu em 1946 o Manifesto Musica Viva que se estende até o Manifesto Musica Nova em 1963. O cenário musical no Brasil é afetado pela guerra fria.Com o lançamento da Doutrina Thruman durante a guerra fria, é criado uma perseguição contra pessoas com posições comunistas.Claudio Santoro nessa época(1947) ganha uma bolsa para ir estudar em Guggenheim, mais não consegui o visto do Consulado para os Estados Unidos pois era do membro do Partido Comunista do Brasil. Uma outra coisa crucial no desenvolvimento cultural nessa época, foi a corrida espacial, que estimulou muito outros setores da tecnologia.Isso gerou uma industrialização do Brasil.Assim, com os planos de JK, e o imperialismo acontecendo, o Brasil se tornou um pais industrial, o produto interno bruto do pais era baseado na indrustria, deixou de ser um pais rural. Muitos compositores até esse momento utilizavam o folclore e se baseavam no homem do campo para escrever suas musicas, mais com a modernização do Brasil, a musica precisa buscar novas alternativas e acompanhar os processos que estavam acontecendo.A bossa nova de 58 e o Rock Nacional que surgiu um pouco mais tarde, foram segmentos da musica popular que conseguiram se apoiar na temática da periferia e do campo durante esse período.Mais no final da década de 40 começou a surgir um setimento nacionalista na pessoas com os movimentos “O petróleo é nosso”(1949), e com a criação da Petrobras e o monopólio do petróleo estabelecido, foi exaltado ainda mais o nacionalismo nas pessoas.Um pouco antes apareceu Koellreutter e seus discípulos em 1946 com o Manifesto

Porém ele não explicava qual era o “verdadeiro nacionalismo”.Os preconceitos estéticos tinham quê ser repelidos. você era livre para criar o que quisesse. a funcionalidade da musica. que é a questão do novo. referentes. Koellreutter não especifica o que seria uma musica popular ruim.Villa Lobos se mantinha alheio a isso. Apoiara qualquer iniciativa no sentido de desenvolver e estimular a criação e divulgação de boa musica popular. O segundo ponto do Manifesto é uma coisa que Koellreutter sempre foi coerente. ele foi uma peça fundamental para o desenvolvimento da musica no Brasil. O primeiro ponto do manifesto diz que a “concepção utilitária da arte” deve prevalecer sobre a tendência da “arte pela arte”. do que a educação formal que o Manifesto apoiava.O movimento Musica nova deixava isso muito claro. ficando parado até 1960 mais ou menos. Musica Viva. O quarto e ponto do Manifesto é sobre a musica popular:”Compreendendo a importância social e artística da musica popular.O Manifesto de 46 apresenta quatro pontos base.Não a duvidas quanto a influencia de Koellreutter sob outros artistas nos anos 50.O terceiro ponto do manifesto é a educação musical. combatendo a produção de obras prejudiciais a educação artístico-social do povo”. ele ficava ocupado com viagens constantes aos Estados Unidos devido a peças que estava escrevendo para Hollywood e Broadway. e na sua influencia sobre as pessoas. hoje isso está muito abalado.Mais com o passar dos anos e a evolução dos meios de comunicação. e além disso tratava o câncer.Música Viva. o cultivo do signo novo a educação musical e a musica popular. que é um movimento de esquerda. que diziam combater o “falso nacionalismo” na música. Os grandes nomes da musica nesse momento eram Camargo Guarnieri(São Paulo). estas.Em certo momento o documento descreve:’’ a arte somente poderá florecer quando o nível artístico coletivo tiver atingido um determinado grau de evolução”.Entre tanto.Porém . Guerra-peixe. Este foi um momento na história em que os artistas realmente acreditavam no poder da musica. doença que viria a matá-lo anos depois. Francisco Mignone e Lorenzo Fernandez(Rio). demonstraram exercer uma maior influencia no gosto das pessoas. mais o grupo foi muito abalado primeiro com a saída de Claudio Santoro e um ano depois.Apoiar tudo o que for novo.

Ele afirma na carta em uma passagem “Afirmo. antinacional e não tem nem uma afinidade com a alma do povo”. juntamente com outros como José Siqueira. o nacionalismo na musica vai durar toda a década de 50.Guerra Peixe e Claudio Santoro se tornaram “cristãos.Em 1950 Camargo Guarnieri publica nos principais jornais do Brasil uma Carta Aberta aos Músicos e Críticos do Brasil. ao lado de Mignone e Guarnieri. Radamés Gnattali. sem medo de errar.alguns músicos não concordavam com Koellreutter. A Carta Aberta sendo comparada com o Manifesto carta Aberta tem varias semelhanças. Radamés Gnattali. José Siqueira. que o dodecafonismo jamais sera comprendido pelo grande publico porque ele é essencialmente cerebral.As duas apresentam o mesmo tom.novos” do nacionalismo musical.Apos a carta aberta. e a musica de vanguarda e experimentalista foram ganhando espaço até o Maximo predomínio em 1980. Francisco Mignone. apexar de estarem e opniões opostas. os anos foram passando e a musica nacionalista foi ficando para trás. Brasilio Itiberê.Na carta.Villa-Lobos viveu até 1959. Messiânico e Autoritário. Camargo Guarnieri.Por fim. antipopular.. Cesar Guerra Peixe e Claudio Santoro. Guarnieri critica pesadamente o dodecafonismo e outras idéia veiculadas pelo Musica Viva.Na carta Guarnieri faz citações que demonstram uma apologia a um nacionalismo musical. Em 1950 os sete maiores da Musica eram Nacionalistas:Villa-lobos. como uma das maiores personalidades musicais das Américas.. a preocupação com a educação musical e a denuncia contra o formalismo. .