Sistema de Apoio à Decisão para Planejamento de Redes de Telecomunicações Baseado em Camadas

Archimedes Alves Detoni

Dissertação de Mestrado em Engenharia Elétrica (Automação)

Mestrado em Engenharia Elétrica (Automação) Universidade Federal do Espírito Santo Vitória, Dezembro de 2001

Sistema de Apoio à Decisão para Planejamento de Redes de Telecomunicações Baseado em Camadas

Archimedes Alves Detoni

Dissertação submetida ao Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica da Universidade Federal do Espírito Santo como requisito parcial para a obtenção do grau de Mestre em Engenharia Elétrica - Automação. Aprovada em ____ / 12 / 2001 por:

_____________________________________________ Prof. Dr. Anilton Salles Garcia - Orientador, UFES

___________________________________________ Prof. Dr. Saulo Bortolon - Co-Orientador, UFES

___________________________________________ Prof. Dr. Luiz de Calazans Calmon, UFES

___________________________________________ Prof. Dr. Marcos Carneiro da Silva

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO Vitória, Dezembro de 2001

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Detoni, Archimedes Alves, 1976

Sistema de Apoio à Decisão para Planejamento de Redes de Telecomunicações Baseado em Camadas. [Vitória] 2001 xii, 103 p., 29,7 cm (UFES, M. Sc., Engenharia Elétrica, 2001) Dissertação, Universidade Federal do Espírito Santo, PPGEE. I. Planejamento de Redes de Telecomunicações I. PPGEE/UFES...............................II. Título (série) iii

iv .À DEUS. à minha esposa Suzana e à minha família. dedico este trabalho e minha vida com muito amor e carinho.

dedicação. Rodolfo e Vinícius. Arlindo. José Gonçalves e Crediné que durante a graduação e o mestrado tive a satisfação e o imenso prazer de conhecer e conviver. À minha esposa e sempre namorada. Aos meus orientadores e grandes amigos. Aos professores dos Departamentos de Engenharia Elétrica e Informática: Davidson. Fábio. À CAPES pelo auxílio financeiro que me incentivou e possibilitou a execução deste trabalho. pelo amor. Leandro. Getúlio e Rizoneth e irmãos. pelo amor e carinho recebidos durante toda a vida.Agradecimentos À Deus pela sua graça e bondade concedendo-me vida em abundância e orientação. v . Suzana. Rosane. agradeço pelos socorros e pelo carinho a mim dedicados. Ricardo. Por ser meu porto seguro. Aos meus pais. Anselmo. respeito. apoio e companheirismo dedicados a mim desde o momento em que nos conhecemos. Aos amigos verdadeiros e companheiros: Ádrian. Halisson. mas a encorajar a busca do novo. Karina e Leonardo. Hans. Saulo e Anilton que estiveram sempre dispostos não somente a transmitir os seus conhecimentos. pelo sempre disponível auxílio e pelo companheirismo no decorrer deste trabalho. Gilmar. minha fortaleza e amparo a todo instante. Agradeço a eles pelas oportunidades oferecidas e pelo auxilio durante toda minha vida acadêmica.

........ Capacidade e Confiabilidade no Planejamento da Rede Multicamadas....................... 62 5 ...... 43 3.....................................3 3..................................3........ DE OTIMIZAÇÃO E INTERFACE GRÁFICA BASEADA EM GIS ............Exemplos de Consultas no Planejamento....................39 .1 3........ 37 3................ 47 4 .....................................................HISTÓRICO DA UTILIZAÇÃO DE FERRAMENTAS COMPUTACIONAIS NO PLANEJAMENTO DE REDES DE TELECOMUNICAÇÕES .................28 3 ..........Uma proposta de interface utilizando GIS para o DSS ........15 ............BD Georeferenciados para Planejamento e Projeto de Redes Multicamadas .........GIS para Planejamento e Projeto de Redes Multicamadas .. 11 2 .................................55 3................4 ....1 2.................. 64 vi ..2 3.17 ........1 ..............INTRODUÇÃO..............2..........A Rede de Transporte Multicamadas .........21 O Esforço de Desenvolvimento do LPRM/UFES ...................................................................... 30 3...........................2 2....Programas Desenvolvidos no Convênio UNICAMP/CPqD-TELEBRÁS .....34 ...... 15 2............CONCLUSÕES ....................1 .44 ...............1 ......Otimização para Planejamento e Projeto de Redes Multicamadas ......Esforços Iniciais por parte das Empresas do sistema TELEBRÁS ...4 ......3 2..............1.......................SISTEMA DE APOIO À DECISÃO PARA PLANEJAMENTO DE REDES DE TELECOMUNICAÇÕES INTEGRANDO MODELOS DE DADOS.Trabalhos Desenvolvidos após Convênio UNICAMP/CPqD-TELEBRÁS.......Sumário 1 ..........................................REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...........Custo......................

.......................................24 Figura 6 .........Planos de Transmissão Digital .................27 Figura 10 .....................................58 Figura 31 – Modelo de Dados para o Exemplo ......................................51 Figura 24 .................59 vii ................................42 Figura 17 .........Rede Local com sete Centrais de Assinante...........21 Figura 4 .............37 Figura 13 .....40 Figura 14 ..............................Janela com os Cabos de Fibras sendo Roteados sobre a Malha de Galerias.......................................................................Rede Multicamadas: Camada-Cliente é Roteada sobre sua Camada-Suporte .....................Tela do DSS para Selecionar os Cabos Representados pela Rota Destacada no Mapa ........................Janela para Seleção de Modelo de Otimização .........................41 Figura 16 ................23 Figura 5 ..........Estratégia de Montagem do Modelo ..........41 Figura 15 ........................50 Figura 22 ................................................................Possibilidade de incorporação de novas camadas na estrutura em camadas......................................... duas com Função Tandem..........33 Figura 12 ...Rede de Cabos de Fibras Interurbana de SP (previsão em 1996 para 2000).........................................................Rede de Cabos de Fibras Óptica na Cidade de São Paulo.................................................................25 Figura 8 ..............................Detalhamento do Modelo de Dados para a Camada SDH de Baixa Ordem .......31 Figura 11 .........Custo das Facilidades para Prover Fluxo xi no Arco i...................49 Figura 20 ..................51 Figura 23 ..................53 Figura 26 ........45 Figura 18 ..........................................................................................52 Figura 25 ..............................53 Figura 27 ..Janela Inicial do DSS para a Rede do Norte do Espírito Santo...........................Tela do DSS para Selecionar os Pares de Fibras Representados pelas Rotas Destacadas no Mapa.................27 Figura 9 .........Modelo de Dados Relacional da Rede Multicamadas..............57 Figura 29 – Um Problema de Rede de Fluxo Multiproduto ...................Janela com o Roteamento dos Pares de Fibras sobre a Camada de Cabos .....Lista de Figuras Figura 1 ...........................................................Tela do DSS para Selecionar a Consulta sobre as Rotas..........Janela Mostrando a Interligação dos Equipamentos dentro de um mesmo CF........................Detalhamento da Camada de Arcos VC-4 Interligando Nós SDXC 4/1.........20 Figura 3 .48 Figura 19 .........Uma Rede com três Clusters.............................................58 Figura 30 – Modelo de Programação Linear para o Exemplo ..........................Relacionamento entre o Container VC-4 e os Equipamentos SDXC 4/1 e SDXC 4/4 ....Solução Integral Aplicando a Estratégia ........................................................Janela com a Camada de Galerias Conectando Diretamente os CFs .................Janela mostrando o zoom do Mapa de Pares de Fibras roteados sobre Cabos.54 Figura 28 .........................................Rede de Tronco Multi-Hierárquica ...................................49 Figura 21 .........................................Arquiteruta de um DSS (Decision Support System).............24 Figura 7 .16 Figura 2 ..............Seis Diferentes Visualizações em uma Rede de Três Camadas....Contribuição de Cinco Soluções Propostas pelos Planejadores para Gerar uma Solução Automaticamente ............................

Lista de Abreviaturas ADM ATM bps CF DIO DSS GIS IDE IP ITU Kbps LPC Mbps MCMF MDI OPL OXC PCM PDH SDH SDXC SONET SQL STM-n VC WDM Add-Drop Multiplexer Asynchronous Transfer Mode Bits por segundo Centro de Fio Distribuidor Intermediário Óptico Decision Support System Geographical Information System Integrated Development Environment Internet Protocol International Telecommunication Union Kilobits (1024 bits) por segundo Lower Order Path Connection Megabits (1024 Kilobits) por segundo Minimum Cost Multicommodity Flow Multiple Document Interface Optimization Programming Language Optical Crossconnector Pulse Code Modulation Plesiochronous Digital Hierarchy Synchronous Digital Hierarchy Synchronous Digital Crossconnector Synchronous Optical Network Structured Query Language Synchronous Transport Module level n Virtual Container Wavelength Division Multiplexing viii .

Telecomunicações. também refletindo a estrutura multicamadas da rede de transporte. A modelagem de dados é apresentada detalhadamente. cabos. Planejamento. E os modelos de otimização baseados em fluxos em redes multiprodutos são gerados através de interação com o banco de dados através da linguagem OPLScript. Palavras-chave: Sistema de Apoio à Decisão. a rede de transporte. GIS ix . Nestas décadas. em particular. Interface Gráfica com Usuário e Ferramentas de Otimização. comprimentos de onda.RESUMO Esta dissertação apresenta um histórico das principais metodologias e ferramentas para planejamento de redes desenvolvidas no Brasil nas décadas de 70 a 90. e reflete a estrutura multicamadas. A partir das experiências históricas e da identificação destas camadas. Tal arquitetura é suportada pelo tripé Banco de Dados. passou a ser composta de camadas superpostas (galerias. containers virtuais. etc). fibras. é proposta aqui uma arquitetura multicamadas para uma ferramenta computacional de apoio ao planejamento e projeto de redes de transporte. As interfaces gráficas baseadas em sistemas de informação geográfica são explicadas através de exemplos.

Keywords: Decision Support System. The database model is presented. GIS x . The GIS based graphical user interface is explained through examples. From this historical view. Telecommunications Planning. including part of its structured query language (SQL) script. a graphical user interface model and an optimization model.ABSTRACT This dissertation shows first an historical evaluation of the telecommunication network methodologies and tools developed during 70’s and 90’s. it is proposed a computational architecture to implement a multilayered telecommunication networks planning tools. It describes three models. based on the multilayer concept related to these telecommunication networks: a data model. making it possible a coherent integration of them in a single computational tool. They take into account the layered nature of the transport network. The optimization models are treated as a multi-commodity network flow problem and are presented via OPLScript modeling language.

que implementa um circuito 64 Kbps. Por sua vez.INTRODUÇÃO A partir do início da década de 70. as redes metropolitanas tornaram-se muito vulneráveis e a gerência de todos os seus elementos constituintes tornou-se bastante complexa. Isso tem exigido das empresas maneiras mais econômicas e seguras para o fornecimento desses serviços e. 4. Com isso. onde (n = 1. a aplicação adequada de ferramentas computacionais e técnicas de otimização no planejamento dessas redes. e tem a capacidade de transportar 63 canais E1. Quando uma pessoa liga para outra. 11 De fato. tais redes passaram a ser compostas em camadas. seguido da introdução da fibra óptica nos meios de transmissão. Cada cabo de fibras liga dois distribuidores intermediários ópticos (DIOs) e é transportado através da malha de galerias. Um dos fatores marcantes desse avanço tecnológico ocorrido nas telecomunicações foi o processo de digitalização. alguns convênios foram firmados entre empresas. centros de pesquisa e universidades a fim de conceber metodologias e ferramentas computacionais para auxiliar no planejamento de redes de telecomunicações. Como conseqüência. 16. Cada par de fibras liga dois equipamentos crossconnect ópticos (OXC – Optical Crossconnector) e é transportado dentro de cabos de fibras ópticas. Por sua vez. atender às demandas de uma camada-cliente. cada sinal STM-n é mapeado em um comprimento de onda WDM e transportado através de pares de fibras ópticas.1 . sendo que cada galeria liga dois centros de fios. Para o melhor entendimento do que vem a ser uma rede em camadas é mostrado a seguir um exemplo de rede telefônica. Tal circuito é transportado através de uma malha de canais E1 (2Mbps). elas estão se comunicando por meio de uma linha direta. 64 ou 256). Cada container VC-4 liga dois equipamentos SDH de baixa ordem SDXC 4/1. Nesse sentido. a capacidade de transporte aumentou substancialmente. cobrindo grandes distâncias e possibilitando o transporte de um enorme volume de informações através de uma única conexão da rede. Cada sinal STM-n liga dois equipamentos SDH de alta ordem SDXC 4/4. Cada canal E1 liga duas centrais de comutação e tem a capacidade de transportar 30 canais 64 Kbps. consequentemente. Cada container VC-4 é transportado através de sinais STM-n. houve um grande crescimento da complexidade do sistema de telecomunicações brasileiro. e tem a capacidade de transportar n containers VC-4. onde uma camada-suporte atua oferecendo rotas para . cada canal E1 é transportado dentro de containers VC-4 numa rede SDH (Synchronous Digital Hierarchy).

Esta estrutura em camadas se reflete nos componentes que formam o DSS. Por conseguinte. E a camada de cabos de fibras serve para rotear a camada de pares de fibras. a arquitetura deste tipo de ferramenta deve ser constituída basicamente de três sub-sistemas integrados: Banco de Dados. Nesta arquitetura é fundamental a noção de que as redes de telecomunicações atuais são construídas em camadas que são suporte para o roteamento de outras. em Erlangs.Portanto. Segundo Bortolon [4]. surge a necessidade do desenvolvimento de uma ferramenta que forneça informações precisas e consistentes. através de interfaces amigáveis. por exemplo. o banco de dados apresenta uma estrutura lógica também em camadas recursivas. seja na modelagem orientada a objeto. cujo tráfego é medido. também refletem esta mesma estrutura em camadas. como mencionado anteriormente. considerando sua arquitetura em multicamadas e a importância da sobrevivenciabilidade destas redes. Interface Gráfica e Ferramentas de Otimização. Vale notar. Da mesma forma. como mostrado em Trevisol [39]. Ou seja. qualquer dano em um par de fibras pode causar uma séria interrupção no serviço da rede. como detalhado anteriormente. recursivamente. construídas com componentes de software típicos de sistema de informações 12 . um DSS (Decision Support System) voltado para o planejamento e projeto de redes de telecomunicações multicamadas. e assim por diante até chegar ao nível das demandas dos usuários. demandando dele respostas cada vez mais rápidas a questões do tipo: • • • Onde instalar novos cabos de fibras e como roteá-los através das galerias? Onde instalar novos equipamentos? Como projetar a rede para garantir a sobrevivenciabilidade (capacidade de recuperação da rede quando em presença de falha)? • Como minimizar o custo da rede projetada? Diante dessa complexidade inerente ao problema de planejamento de redes de telecomunicações. Esse fato torna a tarefa do projetista da rede ainda mais complexa. seja na modelagem relacional. basicamente modelos de fluxo multiprodutos empregando a estrutura matricial arco-caminho. que nas redes de fibras ópticas uma única conexão transporta uma enorme quantidade de informações. os modelos de otimização envolvidos. Enquanto as facilidades de interfaces com os usuários. de maneira a suprir as necessidades dos planejadores e projetistas dessas redes. a camada de galerias é servidora para rotear a camada de cabos de fibras. Assim. como descrito em Guerra [16].

ao se tentar otimizar a síntese e o roteamento sobre estas redes. principalmente pelo reuso dos mesmos componentes de software para as diferentes camadas. universidades e centros de pesquisas. layers. Isto pode ocorrer. Também é vantajosa pela possibilidade de inclusão de novas camadas tecnológicas com pouco impacto sobre a arquitetura do sistema. quanto os modelos de otimização de roteamento e os modelos de dados refletem a organização multicamadas das redes de telecomunicações. estes roteamentos otimizados de uma camada sobre outras são denominados de “otimização do roteamento lógico sobre uma rede física”. No domínio de sistemas georeferenciados. Estas novas camadas poderiam ser incluídas sem prejuízo das outras já modeladas. A ferramenta visa dar suporte ao trabalho dos planejadores e projetistas de rede. mais especificamente redes SDH. Em resumo. com as descrições dos principais sistemas produzidos pelas empresas operadoras de serviços telefônicos. os canais E1 sofreriam um roteamento “lógico” sobre uma malha de containers VC-4 “física”. No capítulo 2 é apresentado um histórico da utilização de ferramentas computacionais no planejamento de redes de telecomunicações. estas “camadas de informação” são denominadas de Finalmente. A utilização desta arquitetura tende a reduzir o tempo de desenvolvimento do software. esta dissertação se encontra organizado como descrito a seguir. Ao mesmo tempo.geográficas. seja na modelagem de otimização ou na modelagem da interface de interação com o usuário. e ainda pelas parcerias entre essas instituições. mas sua arquitetura é concebida de tal forma a permitir a integração do projeto de diversas camadas da rede. No intuito de simplificar a exposição dos temas abordados neste trabalho. por exemplo. o encaminhamento de chamadas telefônicas seria um roteamento “lógico” sobre uma rede de canais E1 “física”. com grande reaproveitamento de código durante a sua implementação. o objetivo deste trabalho é apresentar a especificação de uma arquitetura de DSS voltada para o planejamento e projeto de redes de telecomunicações multicamadas. tanto as interfaces baseadas em GIS. Muitas vezes como mostrado por Garcia [11]. Sendo assim. 13 . Assim. com a inclusão de camadas de comprimentos de onda e de voz-sobre-IP. os problemas de otimização envolvidos traduzem esta hierarquia de camadas. utilizam uma representação de informações estruturada em camadas.

Neste capítulo são especificados cada um dos sub-sistemas que integrados compõem tal ferramenta computacional: • na seção 3. Guerra [16] e Silva [34]. neste sentido: • Trevisol [39]. 2001. 436-447. muitas das idéias apresentadas aqui foram geradas em trabalho conjunto com outros membros da equipe e se encontram parcialmente descritas em outras dissertações e monografias do grupo. USA.3 são exploradas as facilidades de interfaces baseadas em sistemas de informações geográficas (GIS – Geographical Information System). com projeto lógico que tira proveito da hierarquia de camadas característica das redes SDH. que apresentam uma primeira integração entre modelos de dados e de otimização em uma rede com 3 camadas. É importante ressaltar que este trabalho se encontra inserido no contexto de um grupo de pesquisas. Sendo assim.No capítulo 0 é proposta uma arquitetura de um DSS para planejamento e projeto de redes de telecomunicações multicamadas. Texas. • Rodrigues [28]. 9th International Conference on Telecommunication Systems. que apresenta uma implementação da integração entre modelo de dados e de otimização usando linguagens específicas para modelagem de otimização. Uma das contribuições decorrentes da elaboração desta dissertação foi a publicação do artigo: “Multi-Layered Telecommunications Network Optimization Integrating Database and Geographical Information Systems”. 14 . Destacam-se. destacando a forma como as multicamadas da rede de transporte podem ser apresentadas visualmente ao usuário empregando facilidades comuns a sistemas baseados em GIS.4 é apresentado um modelo de otimização de fluxo em redes multiprodutos e a geração desse modelo utilizando a linguagem OPLScript. • Pereira [25].2 é apresentado um modelo de banco de dados relacional. • na seção 3. pp. que apresenta as primeiras discussões sobre como representar as multicamadas em diagramas Entidade-Relacionamento. • na seção 3.

exigindo-se a aplicação adequada de ferramentas computacionais e técnicas de otimização. cada Km2 da cidade era representado por um único ponto de 15 . aos ambientes de planejamento das empresas do Sistema TELEBRÁS. O PLAFUN utilizava a divisão da área geográfica da cidade em quadrículas de 1Km2. Nesse sentido. Da necessidade de se resolver esse problema surgiu a primeira metodologia de planejamento de redes de telecomunicações. [21]. desenvolvidas pelas equipes de ambos os convênios. UNICAMP/CPqD-TELEBRÁS e UFMG/TELEMIG. foram firmados com o objetivo de conceber metodologias formais para o planejamento de redes de telecomunicações. Tomava-se toda a demanda de comunicação originada em cada quadrado concentrando-a no centro do mesmo. que buscam maneiras mais econômicas e seguras para o fornecimento desses serviços. Para tal. A idéia básica era incorporar a utilização de ferramentas computacionais. análise e proposição de alternativas de investimentos capazes de suprir adequadamente as necessidades do mercado a um baixo custo. das empresas operadoras. tanto em instituições de ensino e pesquisa. desenvolvido para atender uma necessidade específica da TELERJ como mostrado em Telerj [37] e Mateus et al. o PLAFUN (Plano Fundamental de Rede). A partir dessa época. universidades e centros de pesquisas. houve um grande esforço de desenvolvimento por parte de algumas empresas operadoras. tornou-se necessário um planejamento eficaz. o estudo.2 . Assim.Esforços Iniciais por parte das Empresas do sistema TELEBRÁS O primeiro problema de planejamento de redes de telecomunicações estudado na década de 70 foi o de localização de centrais telefônicas. Alguns convênios de relevância nacional como. 2.HISTÓRICO DA UTILIZAÇÃO DE FERRAMENTAS COMPUTACIONAIS PLANEJAMENTO DE REDES DE TELECOMUNICAÇÕES NO Desde o início da década de 70 o tema “Planejamento de Redes de Telecomunicações” tem ocupado uma posição de destaque no Brasil. A seguir são apresentadas. por exemplo. quanto dentro das empresas.1 . descrições dos sistemas desenvolvidos pelo convênio UNICAMP/CPqD-TELEBRÁS. com desenvolvimento de pesquisas em tecnologias inovadoras e eficientes para a implantação de serviços de telecomunicações. o crescimento da complexidade do sistema de telecomunicações brasileiro vem exigindo. Em seguida são abordados os trabalhos desenvolvidos a partir da evolução dos produtos deste convênio. primeiramente.

Rede Local com sete Centrais de Assinante. apresentado em Tiba et al. começou a haver a preocupação em se definir metodologias científicas para o planejamento de redes de telecomunicações. baseada em quadrículas. Primeiramente. torna-se necessário determinar a quantidade de meios de comunicação a ser instalado entre elas. não retrata eficientemente as demandas reais. principalmente ao se definir regras diferenciadas para escoamento de tráfego como. Esse programa fazia a otimização do entroncamento local. duas com Função Tandem 16 . para se poder calcular quantos circuitos (a comunicação era completamente analógica) deveriam ser instalados entre as centrais para prover comunicações entre os assinantes das centrais com um grau de qualidade aceitável. Uma decorrência importante da utilização do PLAFUN foi que. a partir dele. levar em consideração a possibilidade de colocar centrais TANDEM (centrais que agrupavam a demanda de várias outras centrais). que foi o sistema OTELO. era decidido o número de centrais telefônicas a serem instaladas e a localização das mesmas (em quais quadrículas). é necessário verificar qual o tráfego demandado entre cada par de centrais. Isso levou ao desenvolvimento do sistema para cálculo dos Circuitos de Junção Local (CIJULO).. O CIJULO era um programa muito pesado. Obtida a localização das centrais telefônicas através do PLAFUN. apresentado em Moreno [22]. ex. A principal deficiência foi que esse tipo de representação das demandas. desenvolvido na TELESP. Com base nisso.demanda. Por esse motivo surgiu uma alternativa para o cálculo dos circuitos de junção. Figura 1 . que eram os circuitos para “juntar” (interligar) as centrais. calculando o número mínimo de circuitos necessários entre as centrais para suportar a demanda de comunicação entre as mesmas. p. [38].

e surgiu uma nova metodologia que modelava a rede a partir da localização dos armários. em relação às obtidas no PLAFUN. No caso de centrais digitais. Os programas CIJULO e OTELO determinam o número de circuitos entre as centrais. M. os programas OTELO e CIJULO já não eram mais apropriados para o cálculo de entroncamentos baseados em tecnologia digital.A Figura 1. ilustra o emprego de centrais tandem no encaminhamento de chamadas. facilitando o tratamento dos dados por parte do planejador. Dentre os principais benefícios trazidos pelo LOCUS podemos citar: • a utilização de dados reais (localização física dos armários). T1. um canal E1. 2. onde o ponto de concentração da demanda de um grupo de assinantes não era o centro de uma quadrícula geográfica. [36]. Araújo [2] e Yamakami et al. • localização mais realista e eficiente das centrais. na verdade. N e O) possuem assinantes filiados e demandas para todas as outras centrais. Sendo assim. isto não significa que não exista demanda entre elas. Nela. Para solucionar esse problema foi elaborado 17 . extraída de Bortolon [3]. a metodologia de divisão da cidade em quadrículas foi suprimida. juntamente com o PLAFUN. necessários para interligar as centrais. passando a enfocar o número de enlaces PCM (Pulse Code Modulation) de 2Mbps . Com a localização das centrais sendo realizada de forma mais eficiente somada ao início do processo de digitalização das redes de telecomunicações. Este problema será abordado na seção 0 como o mapeamento de interesse de tráfego (em Erlangs equivalentes) em canais E1. apenas que todas estas chamadas serão encaminhadas através das centrais tandem T1 e T2. [41]. mas sim um armário de distribuição ao qual os assinantes estavam fisicamente ligados. N e O. o problema de cálculo de entroncamento deixava de ser baseado no número de circuitos.Programas Desenvolvidos no Convênio UNICAMP/CPqD-TELEBRÁS Tomando-se por base a necessidade de uma maior adequação das ferramentas às reais necessidades das empresas. Sendo que o encaminhamento já foi determinado e não foi fixada nenhuma ligação direta entre as centrais M. cada um destes circuitos é. ou seja. a evolução seguinte das metodologias de planejamento de redes de telecomunicações se deu com a preocupação em retratar o funcionamento real da rede. equivalente a 30 circuitos de voz.2 . T2. todas as centrais (A. B. Enquanto isso. denominada LOCUS (Localização de Centrais Urbanas) – Tavares et al. as centrais A e B podem se comunicar diretamente entre si e via tandem com todas as outras. A partir daí.

Vale notar que os programas para planejamento de redes até o SETTER somente consideravam as facilidades de transmissão ociosas e a possibilidade de instalação de novas facilidades.o programa ECIC (Estimativa de Custo de Interligação entre Centrais). A evolução do OTIRE originou dois outros programas. era necessário. esses programas somente trabalhavam com expansão de demanda. mesmo que ineficientes. passou-se para a etapa de roteamento. a utilização do OTIRE se tornou inviável por ser um programa que exigia grande capacidade de processamento. esse programa se preocupava em encontrar a melhor forma de rotear os elementos de interligação sobre essa estrutura. posteriormente. definir como os elementos de interligação (circuitos analógicos. baseado em programação linear inteira. Portanto. os programas de auxílio ao planejamento de redes. utilizavam a modelagem da rede através da formulação arco-caminho e trabalhavam com o conceito de fluxo multiprodutos. canais PCM digitais cabos PCM e pares de fibra) seriam distribuídos. A primeira versão de um programa que resolvia esse problema de roteamento era o OTIRE (Otimização de Redes). Dado a estrutura física da rede. Ou seja. até então elaborados. o SETTERC (para roteamento de cabos convencionais de rede analógica) e o SETTERP (para roteamento de cabos PCM). a partir do qual o conceito de ligações por circuitos puramente analógicos foi substituído por: • • • ligação de uma central analógica com uma digital. como o ECIC determinava quais conexões eram necessárias para suportar as necessidades de comunicação entre as centrais (entroncamento). se tornaram obsoletos por não incorporarem tais facilidades. O OTIRE era baseado no modelo nó-arco de representação da rede. Dado que o problema de entroncamento estava resolvido. impossibilitando a modificação de rotas de escoamento de tráfego. não possibilitando a alteração da configuração da infra-estrutura de rede em uso. sobre as conexões propostas pelo ECIC. além de serem baseados em programação linear inteira. ligação entre duas centrais digitais. Com o avanço do processo de digitalização da rede e o crescimento da mesma. mostrados por Shibata [32]. mostrado por Reis [27]. Esses dois programas. Com o advento da fibra ótica e da flexibilidade de configuração de novas rotas possibilitada pela tecnologia digital. 18 . ligação entre duas centrais analógicas. ou roteados (roteamento). onde a rede já instalada era considerada fixa.

a quantidade de elementos de interligação em um único meio físico se tornava cada vez maior (um enlace PCM suportava 30 canais de voz. 19 . em termos de pares e cabos de fibras esses números se tornam muito maiores). Nesse contexto. Era possível. extraída de Bortolon [3]. o planejamento já considerava a multiplexagem de sinais de baixa hierarquia para alta hierarquia através de gateways de multiplexagem. resolvia o problema da rede para suprir as demandas em um determinado instante. Até esse momento. um programa de visão estática. Da necessidade de se planejar a evolução da rede surgiu o programa PORULP (Programa de Roteamento Urbano de Longo Prazo). A partir daí. então. Portanto. Esse programa fornecia ao planejador vários cenários da rede indicando um plano de evolução (projeções futuras) a partir de dados do projeto atual da rede e da previsão de crescimento da demanda. Garcia et al. Garcia [11]. [14]. ainda. ou seja. o padrão de transmissão da rede de transporte era o PCM 2Mbps. A Figura 2. mostra um exemplo de rede de troncos dividida em níveis (ou camadas). Surge. um cabo contendo 20 pares suportava 600 ligações. início da década de 80. surgiu o programa PORRUS (Programa de Otimização do Roteamento em Redes Urbanas com Segurança). com a digitalização da rede. enquanto eram desenvolvidos os programas PORRUS e PORULP. Vale ressaltar que a partir do PORRUS começou-se a trabalhar com a demanda total da rede. em caso de falha na rede uma certa quantidade da demanda continuaria sendo atendida. as tecnologias digitais disponíveis eram de 34Mbps.Além disso. No entanto. o PORRUS era. O programa criado para solucionar esse novo problema foi o PRETA. onde se buscava um planejamento da expansão da rede para prazos longos (de 5 a 10 anos). portanto. chegando a 140Mbps. fazer alterações em rotas previamente determinadas. Essa ferramenta atendia à necessidade de se garantir segurança na transmissão. [13]. a projeção de demanda futura. onde se começou a trabalhar com camadas (através de utilização de heurísticas): camada analógica (64Kbps). camada digital básica (2Mbps) e camadas digitais de alta hierarquia (34Mbps). ou seja. Garcia et al. Foi então que se percebeu uma nova necessidade do planejamento de redes. a necessidade de segurança na rede se tornou inquestionável para se manter um serviço de comunicação com o mínimo de qualidade. Em meados da década de 80. o conceito de camadas. O planejador definia quais rotas poderiam ser alteradas e o quanto da rota poderia ser modificado (variando de 0 a 100% da rota).

dificultando.Rede de Tronco Multi-Hierárquica Assim como o PORRUS. Por exemplo. o PRETA considerava aspectos de segurança e permitia modificações em rotas preestabelecidas da rede. redes metropolitanas). no mínimo. como mostrado na Figura 3 extraída de Bortolon [3]. Contudo. 560Mbps) para o planejamento de redes. Com isso. tornando inviável a utilização dos modelos de programação linear utilizados até os programas PORRUS e PORULP.3 .Figura 2 . 2. também. Este custo fixo passa a ser significativo em relação ao custo total da rede. é necessário. ex.Trabalhos Desenvolvidos após Convênio UNICAMP/CPqD-TELEBRÁS No início da década de 90. Uma das principais limitações do PRETA era a utilização de arquivos seqüenciais como estrutura para armazenamento de informações. para se trabalhar com redes de até 34Mbps há um custo fixo envolvido. a instalação de um multiplexador de 2Mbps para 8Mbps e outro de 8Mbps para 34Mbps. além das terminações de linhas nas pontas de 2Mbps e 34Mbps. pois. onde é grande o volume de informações e de consultas necessários. a utilização do programa para o planejamento de redes de grande porte (p. fez-se necessário a introdução de outras camadas (mais uma camada para 140Mbps ou mais duas para abranger. 20 Como conseqüência.. houve um . abandonando o uso da programação linear devido a necessidade de se considerar custos fixos para instalação dos equipamentos multiplexadores. A mudança significativa introduzida com o PRETA foi a utilização de heurísticas para o planejamento de redes multicamadas. continuava-se trabalhando apenas com ligações ponto-a-ponto. assim. começou-se a trabalhar com velocidades de rede de 140Mbps e 560Mbps.

aumento da complexidade na elaboração de novas heurísticas e. o que 21 . pois esse formato de apresentação das informações era bem vista pelos planejadores. foi elaborado um programa (Programa de Fluxo de Custo Mínimo em Rede Multiproduto com Critério Linear por Partes – PMFCMLPP) que seria um equivalente do PRETA para redes com velocidades de 140 e 560 Mbps. que são fortemente orientados a manipulação de dados. Tal estruturação dos programas de planejamento. do planejamento das redes. principalmente de equipamentos e meios de transmissão. tornava as modificações e atualizações das ferramentas computacionais bastante custosas sempre que havia a inserção de novas tecnologias. que passavam a apresentar pelo menos quatro camadas e um volume ainda maior de informações a serem armazenadas. Neste programa ainda era utilizado um arquivo seqüencial contendo todas as informações necessárias para o planejamento. neste trabalho houve a primeira tentativa de se normalizar as informações utilizando-se arquivos textos em formato de tabelas e elaborando consultas (queries). consequentemente.Planos de Transmissão Digital No trabalho de Bortolon [3]. ainda na UNICAMP. Contudo. utilizando naquela época um único arquivo seqüencial. Figura 3 .

E o segundo era a ineficiência da rotina de geração de caminhos otimizados. iniciou-se a introdução da Hierarquia Digital de Transmissão Síncrona (SDH). Outras modificações em relação ao programa anterior são relacionadas à linguagem de programação (mudou de Fortran para C) e às heurísticas utilizadas. verificou-se ser possível o reaproveitamento de vários dos conceitos e modelos utilizados anteriormente. a partir do padrão SONET (Synchronous Optical NETwork). Isso visava possibilitar consultas sobre o estado da rede e tornar os programas mais manuteníveis. mesmo diante de todas essas modificações na estrutura da rede. Além da deficiência em relação à estrutura de dados utilizada. Alguns pontos deste trabalho merecem ser detalhados: 22 . Sexton [31]. que gerava todos os caminhos possíveis para então escolher os melhores. ainda. das quais destacaram-se os anéis autoregeneradores e os hubs (roteadores). A tecnologia SDH viabilizou o emprego de altíssimas taxas de transmissão e de topologias inovadoras na implantação de redes de telecomunicações. O primeiro é que havia a necessidade de aperfeiçoamentos na implementação do algoritmo para cálculo de fluxo multiproduto de custo mínimo. como por exemplo o conceito da rede dividida em camadas (multicamada). Como fruto do convênio UNICAMP/TELESP e com o objetivo de atender às necessidades citadas acima. exigindo novas ferramentas e metodologias para o planejamento das redes.seria uma estrutura aproximada de um banco de dados simplificado. foi apresentada em Bortolon [4] uma metodologia para planejamento de redes de transporte na hierarquia SDH contemplando modelos de programação linear inteira mista que tratavam a rede de transporte como uma rede de fluxo multiprodutos e consideravam. definida pelo ITU (International Telecommunications Union). o modelo de fluxo multiproduto. dois outros aspectos da elaboração do programa descrito acima exigiram esforço de desenvolvimento. No período da finalização do trabalho descrito acima. Essas novas opções e flexibilidades apresentadas ao planejador da rede pela hierarquia SDH. tornou obsoleta a tecnologia utilizada até então pelos planejadores. as características de modularidade dos equipamentos SDH para composição dos custos. para estabelecer uma tecnologia de transmissão digital em substituição à hierarquia PDH (Plesiochronous Digital Hierarchy) vigente até então. os modelos de encaminhamento e a formulação matemática utilizando modelo arco-caminho. Contudo.

tais como. extraída de Bortolon [4]. Tais acidentes geográficos podem dificultar ou. ilustra uma das etapas da metodologia proposta. rios. estradas e a própria distância entre centrais. É relevante observar a semelhança deste problema com o apresentado na Figura 1. onde se resolvia o mapeamento de interesse de tráfego sobre Figura 4 . Mais adiante este roteamento será tratado como sendo o mapeamento de canais E1 em containers VC-4. até mesmo. 23 .Uma Rede com três Clusters • A apresentação geográfica de informações: a Figura 5 e Figura 6. em que centrais periféricas são associadas a um ou mais centros de fios hub.• Definição de Clusters de Centrais Periféricas: a Figura 4. retiradas de Bortolon [4]. Nestes centros de fios ocorreria a multiplexagem de canais E1. ressaltam que em certos estágios de planejamento de redes é necessário considerar a presença de acidentes geográficos. inviabilizar a instalação de alguma facilidade da rede planejada. canais E1.

Figura 5 - Rede de Cabos de Fibras Óptica na Cidade de São Paulo

Figura 6 - Rede de Cabos de Fibras Interurbana de SP (previsão em 1996 para 2000) 24

Participação do planejador: a metodologia proposta permitia aos planejadores estabelecer previamente diversas soluções iniciais, a partir das quais programas de otimização determinavam soluções otimizadas, reunindo elementos propostos por eles. Na Figura 7, extraída de Bortolon [4], cinco soluções propostas pelos planejadores são combinadas para formar uma sexta, que emprega anéis e cadeias SDH de cada uma das cinco primeiras propostas. Esta interação planejador-ferramenta é uma estratégia interessante para aumentar a aceitação das ferramentas de otimização.

Figura 7 - Contribuição de Cinco Soluções Propostas pelos Planejadores para Gerar uma Solução Automaticamente Em Bortolon [4] o planejamento de redes SDH era feito utilizando-se um modelo de roteamento de canais E1 (2Mbps) diretamente sobre pares de fibra óptica, sem considerar a existência dos containers VC-4 que encapsulam os canais E1. Ainda assim, atendia à maioria dos requisitos de planejamento, tanto que foi utilizado na geração do anteprojeto da rede da área metropolitana e interurbana de São Paulo, obtendo importantes resultados para o planejamento daquela rede. 25

Outra mudança introduzida naquele trabalho foi a utilização de linguagens de modelagem para otimização. Gerou-se uma entrada padrão contendo um modelo de fluxo multiproduto para ser resolvido por uma ferramenta de otimização (OSL, CPLEX ou LINDO). Os dados da rede contidos nos arquivos disponibilizados pela operadora eram agrupados em um único arquivo padrão com todas as informações de um grafo de fluxo multiproduto (nós, arcos, produtos e rotas) e, em seguida, era gerado um modelo (arquivo com extensão LP). Esse modelo era submetido a um solver (OPL, OSL, CPLEX ou LINDO), que executava o modelo e gravava a solução em um arquivo com formato padronizado, arquivo esse que era mostrado ao planejador como a solução do problema. Houve, ainda, uma primeira tentativa de se gerar uma interface gráfica para a visualização do grafo multiproduto gerado pela ferramenta de otimização. Porém, mais importante que a interface gerada, foi a constatação da necessidade do desenvolvimento de uma interface gráfica que possibilitasse consultas sobre a rede e visualização dos resultados. A partir desse trabalho, onde foi definida uma metodologia para o planejamento de redes na hierarquia SDH, surgiu a necessidade de se apresentar uma solução para o problema de evolução da rede de transporte a longo prazo (uma espécie de “herança” das redes PDH), ainda no convênio UNICAMP/TELESP, Zanandrea [43]. Ou seja, era necessário planejar uma estrutura de longo prazo da rede, contemplando vários estágios de evolução da rede como mostrado na Figura 8, extraída de Zanandrea [43]. Esse trabalho possibilitou um estudo mais aprofundado e, conseqüente, um maior amadurecimento dos pesquisadores da UNICAMP na utilização da tecnologia SDH. No trabalho desenvolvido por Zanandrea [43] foi mantida a maioria das idéias de modelagem utilizadas por Bortolon [4], agregando o conceito de estágios evolutivos da rede e incorporando no planejamento a possibilidade de se instalar partes do equipamento (modularidade a nível de placas tributárias) ao invés da instalação completa do mesmo. A Figura 9 ilustra o tipo de soluções apresentadas por aquele programa. Através de reconfigurações do roteamento e da implantação de anéis/enlaces diretos, ou mesmo do aumento da capacidade dos sistemas, uma seqüência de três estágios de expansão (quatro matrizes de demanda) é atendida a um custo mínimo.

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Solução Integral Aplicando a Estratégia 27 .Estratégia de Montagem do Modelo Figura 9 .Figura 8 .

pois eram gerados por outros programas. banco de dados e consultas) utilizada por Pereira [25]. 3. com poucas alterações. ou seja. Abordou apenas a modelagem da rede de transporte. visto que naquele trabalho foi projetado um banco de dados relacional contendo tais informações e seus relacionamentos. onde se pensava estar concentrado o maior custo para implantação/expansão das redes de telecomunicações. o programa desenvolvido utilizava como entrada arquivos LP que precisavam de edição manual. o modelo de otimização (arquivo LP) era gerado automaticamente a partir de consultas às informações contidas no banco de dados. que tinham a finalidade de sanar cada um desses problemas e objetivando a elaboração de uma ferramenta de apoio ao planejamento de redes SDH. Como continuidade ao trabalho desenvolvido por Pereira [25] foram desenvolvidos dois outros trabalhos simultâneos. 28 Isto impedia a automatização do Não sendo abordado o planejamento das redes de acesso. alguns aspectos importantes ainda mereciam atenção: 1. responsável por ligar os assinantes aos . sendo aprimoradas principalmente as rotinas para geração dos modelos de otimização. a infra-estrutura de programação (estrutura de interface.4 O Esforço de Desenvolvimento do LPRM/UFES Desse momento em diante foram elaborados trabalhos na UFES. o desenvolvimento de modelos para alocação de sinais E1 em VC-4 fora do hub. Outros avanços encontrados no trabalho de Pereira [25] foi a utilização do Delphi como ferramenta de programação e do SQL Server como SGBD (Sistema de Gerência de Bancos de Dados).Apesar dos avanços incorporados em Zanandrea [43]. 2. Utilização de um único arquivo contendo todas as informações necessárias para o planejamento da rede (problema de estrutura de informações). processo de planejamento. Nesses trabalhos foi aproveitada. 2. visando atender dois objetivos: minimizar o número de VC-4 na rede e maximizar o pass by do VC-4 (caminho percorrido por um VC-4 sem a necessidade de add-drop). o de Silva [34] e de Guerra [16]. Iniciando pelo problema de estruturação dos dados. em Pereira [25] foi definida a extinção do arquivo sequencial com todos os dados da rede. No caso. Necessidade de geração de um modelo de fluxo multiproduto (arquivo LP) para ser resolvido por uma ferramenta de otimização (problema de modelagem). que enfocavam o problema de grooming na rede periférica. Dessa forma. centros de fios (problema de grooming).

Entre as contribuições desses trabalhos destaca-se a adoção de visão da rede SDH como um grafo multicamadas. garantindo a consistência e integridade das informações. centenas de milhares de arcos). além de simplificar a tarefa de modificação e criação de consultas. os modelos de otimização e as interfaces de uma ferramenta para auxiliar a decisão dos planejadores. Explicações mais detalhadas sobre a estrutura do banco de dados em camadas são abordadas na seção 3. Esta era uma das limitações apontadas nos trabalhos anteriores. teríamos um subgrafo (uma camada da rede) com o E1 como produto. Rodrigues [28] aproveitou o banco de dados proposto por Trevisol. incluiu algumas das correções propostas no presente trabalho. Mais recentemente. Como fruto da identificação de padrões existentes entre as camadas da rede. na tentativa de se identificar semelhanças. padrões entre a estrutura de dados. um dos componentes de um DSS (Decision Support System). no trabalho de Trevisol [39] foi elaborada uma hierarquia de camadas para o subsistema de banco de dados. Dessa forma. e – principalmente – elaborou formas de se obterem modelos de otimização a partir do banco empregando scripts escritos em OPL [20]. Por outro lado. 29 . arcos e produto. os VC-4 como arcos e os equipamentos SDXC 4/1 como nós. Este passo é fundamental para que se possam criar bancos de modelos. Santos [29] concebeu um algoritmo de otimização do fluxo de multiprodutos que permite a otimização do roteamento de redes de grande porte (milhões de rotas. Por exemplo. concluiu-se que esse padrão poderia ser modelado por um grafo multiproduto.Vale ressaltar que essa tendência de reaproveitamento de modelos e códigos passou a nortear todos os trabalhos desenvolvidos a partir de Pereira [25]. no problema de alocação de sinais E1 em VC-4. ou seja. onde cada camada é um subgrafo com nós.2.

Ao mesmo tempo em que necessitam de mais tempo para se preparar tecnicamente e assimilar tantas mudanças.SISTEMA DE APOIO À DECISÃO PARA PLANEJAMENTO DE REDES DE TELECOMUNICAÇÕES INTEGRANDO MODELOS DE DADOS. A rede de transporte é construída com camadas de multiplexagem superpostas. fibras. onde uma camada-suporte é utilizada para rotear demandas de uma camada-cliente. sinais PCM 30 (Pulse Code Modulation) e sinais de voz 64 Kbits. cada vez mais freqüente. O lado esquerdo mostra como os nós comutadores de camadas adjacentes são conectados dentro de um mesmo prédio (fazendo as conexões entre nós de camadas diferentes). Ao mesmo tempo. Na Figura 10. Do ponto de vista tecnológico. O lado direito da figura ilustra como os arcos de uma camada são utilizados para transportar os arcos da camada imediatamente inferior. cabos de fibras. DE OTIMIZAÇÃO E INTERFACE GRÁFICA BASEADA EM GIS A introdução. eles também são ligados a outros nós da mesma camada localizados em outros prédios (fazendo as conexões entre nós de uma mesma camada). têm resultado em desafios importantes aos planejadores de redes de telecomunicações. sinais SDH (Synchronous Digital Hierarchy) de alta e baixa ordem. além do cada vez mais presente IP (Internet Protocol). também são pressionados a gerar cada vez mais projetos em um espaço de tempo reduzido. de novas tecnologias de transporte de informações e o crescimento da variedade de serviços oferecidos. comprimentos de onda WDM (Wavelength Division Multiplexing).3 . 30 . a rede de transporte passou a ser construída com diversas camadas: galerias. estes roteamentos multicamadas são ilustrados.

e dimensionar a capacidade destes nós. muitas vezes. mas trazem sérios problemas de sobrevivenciabilidade e uma enorme complexidade no projeto da rede. algumas das quais estão ilustradas a seguir. Diferentes decisões precisam ser tomadas pelos projetistas. dependentes umas das outras: • Onde instalar novos nós em cada camada da rede.4 CENTRAL DE COMUTAÇÃO TELEFÔNICA OU SW ITCH ATM CANAIS E1 (2Mbps) TERMINAL DE USUÁRIO CANAIS 64Kbps Figura 10 . Um nó pode ser um prédio. um cross31 .Rede Multicamadas: Camada-Cliente é Roteada sobre sua Camada-Suporte Em uma rede de grande porte.n VC . a digitalização permite usar estas camadas com grandes economias de escala (milhões de canais 64 Kbps passando por uma mesma galeria).RUAS GALERIAS CABO DE FIBRAS PAR DE FIBRAS CENTRO DE FIOS DIO OXC SDXC 4/4 SDXC 4/1 STM . Note que as decisões são. um distribuidor intermediário óptico (DIO).

Nesta dissertação é descrita uma proposta de arquitetura para um sistema de apoio a decisão (DSS). Com todas estas variáveis influenciando as decisões a serem tomadas. como roteá-los sobre canais E1. eficaz. sendo que esta integração se faz através de um modelo de dados fortemente adaptado à organização multicamadas da rede. Como encaminhar os sinais 64 Kbps entre centrais. Como rotear os canais E1 sobre os containers VC-4. um par de fibras ópticas. Em todas estas decisões. é muito importante que se utilizem ferramentas computacionais especializadas para o planejamento de redes de transporte. um comprimento de onda levando um sinal STM-n. um VC-4. com a diferenciação de produtos oferecidos aos clientes. Para tanto. mesmo. são propostos modelos de dados. um arco pode ser uma galeria. um VC-12. dependendo da camada da rede que esteja sendo trabalhada. modelos de otimização e interfaces gráficas que permitem o planejamento de redes de grande porte de forma interativa. uma central de comutação ou. um multiplexador (OLTM) ou um crossconnector (SDXC) SDH. e assim por diante até definir as rotas dos cabos através da malha de galerias. baseando-se nas idéias de Bortolon [4]. • Onde instalar novos arcos em cada camada da rede e dimensionar a capacidade destes arcos. o planejador deve estar atento para obter uma solução gerenciável. um enlace 64 Kbps entre centrais de comutação ou um pacote IP. De acordo com a camada da rede. um cabo de fibras. resiliente e de custo competitivo. alguns serviços devem ter garantida uma maior sobrevivenciabilidade. um roteador IP. os VC-4 sobre os STM-n. Mais ainda.connect WDM (OXC). • Como rotear as demandas de uma camada-cliente na camada que lhe é suporte. A Figura 11 mostra a arquitetura de um DSS destacando a grande importância de se integrar os modelos de otimização de fluxo em redes multiproduto com as interfaces gráficas baseadas em dados georeferenciados. um add-drop multiplexer (ADM). 32 . que procura dar suporte ao trabalho dos planejadores e projetistas.

Arquiteruta de um DSS (Decision Support System) As seções seguintes deste capítulo descrevem de forma detalhada cada um dos componentes de um DSS para planejamento de redes de transporte multicamadas explicitados na Figura 11. Enquanto em Trevisol [39] e Detoni et al. camada de conexões via rádio ou via satélite. quais sejam: • • • camada de ruas. sinais STM-n ou comprimentos de onda WDM – um comprimento de onda WDM transporta um sinal STM-n. na seção 3.Base de Dados (organização em camadas) Modelos de Otimização (fluxo multiproduto e scripts OPL) Interfaces Gráficas (dados georeferenciados em (n*(n+1) / 2) formas de visualização) Figura 11 . cabos de fibras.2. adaptado a bancos de dados relacionais. permitindo acesso direto a informações sobre as facilidades da rede (equipamentos ou links) e intervenções. • camada de rede de pacotes IP. Na seção 3. ou 33 . baseado em Trevisol [39]. São sugeridas algumas modificações sobre a base de dados proposta por Trevisol [39] a fim de se melhorar a modelagem das conexões internas aos centros de fios. que é roteada sobre os canais E1. Na seção 3. é mostrada a especificação de um modelo de dados.1 é enfatizado o paralelismo existente entre as camadas da rede de transporte. Ainda é descrita nesta seção um protótipo de interface que atenda às principais necessidades do planejador. por onde são roteadas as galerias. Em seguida. propõe-se aqui a inclusão de novas camadas. é proposto um modelo de visualização adaptado a sistemas de informações geográficas (GIS). fibras ópticas.3. que pode ser roteada sobre VC-4 ou diretamente sobre comprimentos de onda WDM. que segue a hierarquia de uma rede SDH. containers VC-4 e canais E1). camada de interesse de tráfego (em Erlangs) entre centrais de comutação. Mostra-se que existem até n*(n+1)/2 visualizações diferentes para uma rede com n camadas sobrepostas. [9] é apresentada uma rede com seis camadas (galerias.

um poço de visitação ou um ponto de derivação.1 . mostrando como é relativamente fácil gerar modelos a partir da base de dados proposta. além das informações de ruas e quadras. O relacionamento entre essas duas redes (camadas) surge à medida que os centros de fios contêm DIOs. Por exemplo. não optar por escavar novas galerias em ruas muito movimentadas ou que atravessem rios. A terceira camada é a que lida com os equipamentos DIOs e os cabos de fibras ópticas que os interligam. visto que há algumas questões críticas para as quais o planejador necessita desta camada para tomar decisões. baías. é importante a presença desta informação em um DSS para o planejamento de redes de telecomunicações. Nesta dissertação não estará sendo explorada a modelagem de dados e de otimização para o roteamento de galerias sobre a camada de ruas. Um DIO (Distribuidor Intermediário Óptico) é um equipamento onde sempre se originam e para onde se destinam os cabos de fibras. [8] e Rodrigues [28]. Após esta explicação..A Rede de Transporte Multicamadas Tomando-se por base a representação da Figura 10. no entanto. a seção 3. um modelo de otimização e seu script OPL (Optimization Programming Language). . é apresentado a seguir a explicação detalhada de cada uma das camadas constituintes da Rede de Transporte. que saem de um cabo e entram em outro. equipamentos OXCs e pelos pares de fibras. como apresentado em Detoni et al.). durante o processo de planejamento. e as galerias fazem o roteamento dos cabos de fibra ópticas. modularidades e roteamento disjunto). Este protótipo de interface permite escolher uma entre aquelas n*(n+1)/2 diferentes visualizações. montes.. 34 A sua camada-cliente é formada pelos O relacionamento entre essas duas redes (camadas) surge à medida que os DIOs recebem pares de fibras dos OXCs. A segunda camada é formada por centros de fios (CFs) e pelas galerias que os interligam.4 é proposto um modelo básico de otimização para rede de fluxo multiprodutos. A sua camadacliente (sua camada subjacente) é a rede de DIOs e cabos de fibras ópticas. Esta forma de geração de modelos de otimização é a base para a construção de bancos de modelos. Esta camada. e os cabos de . Um CF pode ser um prédio.1 apresenta algumas particularidades tecnológicas dos equipamentos e do roteamento em redes de transporte (custos.1. 3. também. é onde se realizam as emendas dos pares de fibras ópticas. permite a identificação de acidentes geográficos (rios.interações. A primeira camada mostra a rede de ruas por onde passam as galerias. Na seção 3. É apresentado. Já um cabo de fibras constitui-se de um conjunto de pares de fibras.

onde cada um desses comprimentos de onda leva um sinal STM-n. e onde se faz a conexão dos canais E1 de um container VC-4 de chegada com os canais E1 de um container VC-4 de saída. A quarta camada é a que lida com os equipamentos OXC e os pares de fibras ópticas que os interligam. 35 . tanto os equipamentos OXC quanto os SDXC 4/4 estão contidos num CF. Além disso. Um sinal STM-n. Além disso. e os pares de fibras fazem o roteamento dos sinais STM-n. Além disso. O relacionamento entre essas duas redes (camadas) surge à medida que os SDXC 4/4 recebem containers VC-4 dos SDXC 4/1 e os sinais STM-n fazem o roteamento dos containers VC-4. pode conter até n containers VC-4 (onde. Os equipamentos SDXC 4/1 e os containers VC-4 que os interligam são mostrados na sexta camada. por sua vez. torna-se necessário fazer uma conversão. com um comprimento de onda de um par de fibra de saída. O relacionamento entre essas duas redes (camadas) surge à medida que os OXCs recebem sinais STM-n dos SDXC 4/4. Esta rede de OXCs e pares de fibras tem como camada-cliente a rede de SDXC 4/4 e sinais STM-n. Um par de fibra constitui-se num elemento óptico que pode transportar diferentes comprimentos de onda. tanto os equipamentos SDXC 4/4 quanto os SDXC 4/1 estão contidos num CF. 64 ou 256). A camada-cliente à rede de equipamentos SDXC 4/1 e containers VC-4 é a rede de Centrais de Comutação (ou switches ATM – Asynchronous Transfer Mode) e canais E1. n = 1.fibras fazem o roteamento dos pares de fibras. Além disso. pode conter até 63 canais E1. tanto os equipamentos SDXC 4/1 quanto as Centrais de Comutação estão contidos num CF. Um OXC é um equipamento crossconnect WDM onde os pares de fibras se originam e para onde se destinam. Um SDXC 4/1 é um equipamento SDH de baixa ordem onde se originam e para onde se destinam os containers VC-4. Quando os comprimentos de onda são diferentes. Os SDXC 4/4 e os sinais STM-n que os interligam estão na quinta camada. 4. O relacionamento entre essas duas redes (camadas) surge à medida que os SDXC 4/1 recebem canais E1 das Centrais de Comutação. tem-se que tanto os DIOs quanto os OXCs estão contidos num CF. A camada-cliente à rede de equipamentos SDXC 4/4 e sinais STM-n é a rede de SDXC 4/1 e containers VC-4. Um container VC-4. é onde se faz a conexão de um comprimento de onda de um par de fibra de chegada. 14. O SDXC 4/4 é um equipamento SDH de alta ordem onde se originam e para onde se destinam os sinais STM-n e onde é feita a conexão dos containers VC-4 de um sinal STM-n de chegada com os containers VC-4 de um sinal STM-n de saída. e os containers VC4 fazem o roteamento dos canais E1. por sua vez.

Na Figura 12 são mostrados alguns exemplos de como poderia ser feita a incorporação de novas camadas na estrutura proposta nesta dissertação: é possível rotear IP sobre diferentes camadas da rede. O relacionamento entre essas duas redes (camadas) surge à medida que as Centrais de Comutação recebem canais 64Kbps dos Terminais de Usuários. e onde se faz a conexão das chamadas telefônicas (canais 64Kbps) de um canal E1 de chegada com os canais 64Kbps de um canal E1 de saída. que procura utilizar padrões identificados na rede. através da reutilização de modelos e códigos. ATM e das conexões via rádio. Na oitava camada estão os Terminais de Usuários e os canais 64Kbps que os interligam. é a flexibilidade para a inclusão de novas camadas na hierarquia da rede de acordo com a necessidade de incorporação de novas tecnologias. Um Terminal de Usuário é um equipamento onde se originam e para onde se destinam os canais 64Kbps. pode ser utilizado nas modelagens de dados. A camadacliente à rede de Centrais de Comutação e canais E1 é a rede de Terminais de Usuários e canais 64Kbps. de otimização e na concepção das interfaces gráficas de um DSS para planejamento de redes multicamadas. Já um canal E1 é um sinal digital de 2Mbps que pode conter até 30 canais 64Kbps. e os canais E1 fazem o roteamento dos canais 64Kbps. Outra importante característica desta modelagem. Como é o caso das tecnologias de transmissão IP. como por exemplo containers VC-4 ou sobre comprimentos de onda WDM. Uma Central de Comutação é um equipamento digital onde se originam e para onde se destinam os canais E1. portanto. 36 . e as conexões via rádio ou satélite suprimindo a necessidade de galerias e ruas. Já um canal 64Kbps é um sinal básico de comunicação que pode ser digital ou analógico.Na sétima camada estão as Centrais de Comutação (ou switches ATM) e os canais E1 que as interligam. células ATM podem ser roteadas sobre containers VC-4. A partir dessa descrição é possível identificar a existência de um padrão que se repete em toda a hierarquia de camadas e.

Não é 37 . como os “racks” (gabinetes metálicos) de equipamentos ou as baterias e geradores de emergência. Por exemplo. Fabricantes produzem SDXCs que podem comutar 64. Seu custo total fica. este equipamento pode ser comprado com apenas metade de sua capacidade instalada (6 placas). portanto. • Custos lineares com a distância: típicos dos enlaces físicos (cabos coaxiais.Ruas Galerias Cabo Fibras Par Fibras Conexões via rádio STM-n VC-4 IP sobre WDM IP sobre VC-4 E1 Voz ATM Figura 12 . por exemplo.Possibilidade de incorporação de novas camadas na estrutura em camadas 3. reduzido. • custos de placas de expansão ou de terminais: somente são pagas se e quando o projeto indicar a necessidade. capacidades e modularidades. Os custos podem assumir formas distintas: • custos fixos de instalação: são típicos das instalações “fixas”. A modularidade é outra característica dos equipamentos de telecomunicações. encontram-se cabos de fibras ópticas que podem transportar 8. No mercado.1. Na instalação.Custo. Capacidade e Confiabilidade no Planejamento da Rede Multicamadas Todos os nós e arcos desta rede multicamadas têm associados a eles custos.1 . um equipamento SDxC 4/1 pode ter capacidade para 12 placas de entrada de canais 2 Mbps. e o investimento adicional é adiado até quando necessário. 16 ou 32 pares de fibras. cada uma delas com capacidade para até 21 canais E1. cabos de fibra. 256 ou 1024 canais E1. etc).

Por exemplo: • Um par de fibras que é protegido por APS (Automatic Protection Switching) deve ter seu par reserva roteado por cabos e galerias diferentes do par de trabalho Wu [40]. simultaneamente. facilidades de exibição de grafos específicos. Uma outra forma de modularidade nos custos diz respeito às distâncias: um enlace de rádio necessita de um repetidor a cada 40 Km. que compartilhem uma mesma galeria. da mesma forma Wu [40]. mesmo que o custo linear não seja tão grande (geralmente. • Um VC-4 protegido por via (path protection. fibras e cabos disjuntos. • Um anel STM-16 protegido por line-switching (anel bidirecional) deve ter seus sinais STM-n de reserva roteados por comprimentos de onda que usam pares. um ou dois destes regeneradores traz muita diferença no custo total dos enlaces. Além disso. por exemplo. para dimensionamento automatizado. caso um prédio do anel seja ligado ao restante da rede por apenas um caminho Wu [40]. comprimentos de onda. apesar de indesejável. é preciso respeitar restrições de roteamento disjunto. cabos e galerias (se possível) disjuntas umas das outras. pode ser inevitável. A presença de nenhum. várias camadas. custo e disjunção de caminhos exigem que uma ferramenta de planejamento disponha de: • • • uma base de dados capaz de suportar todas estas informações.possível – ou pelo menos é difícil – obter equipamentos “feitos sob medida”. algoritmos especializados de fluxo em redes. um mesmo anel não pode ter dois dos seus sinais STM-n compartilhando a mesma fibra ou o mesmo cabo. anéis unidirecionais) deve ter seu par de reserva roteado por sinais STM-n. onde estas características fiquem evidentes. Isto é. Estas considerações conjuntas de capacidade. Ou alguns tipos de fibra óptica exigem regeneradores de sinal a intervalos regulares. levando em consideração. fora destas especificações. Assim. 38 . o custo dos regeneradores é significativamente maior que o custo linear do meio). Eventualmente. é preciso projetar a rede empregando as capacidades “padrão”.

um par de DIOs “É_Conectado_por” um Cabo de Fibras ou um Cabo de Fibras “Interliga” dois DIOs. tomando os dois Nós.. • O relacionamento entre as camadas adjacentes através dos Nós e Arcos. • O relacionamento entre os Nós e os Arcos dentro da mesma camada. contudo. cada SDXC 4/4 “Envia_STMN_Para” um ou mais equipamentos OCX. Tomando o modelo relacional (diagrama entidades-relacionamentos) mostrado na Figura 13. estão destacadas: • a camada que contempla DIOs e cabos de fibras. Na seção 3. Por exemplo: cada Centro de Fios “É_De_Um” Tipo de Centro de Fios. A seguir. pode-se dizer que um Arco “Interliga” esses dois Nós. Tais semelhanças são registradas abaixo: • O relacionamento entre as tabelas de Nós e Arcos e suas respectivas tabelas de tipo. Como exemplo.1. Por exemplo: cada par de Centro de Fios “É_Conectado_Por” uma Galeria ou uma Galeria “Interliga” dois Centros de Fios.3. Em relação aos Nós tem-se: cada OXC “Envia_Fibras_Para” um ou mais DIOs. Nesse caso temse duas visões: cada par de Nós “É_Conectado_Por” um Arco. cada Galeria “É_De_Um” Tipo de Galeria. ou. que corresponde à sexta camada da Figura 10. Pode-se notar. em outro caso. o referido modelo é explicado detalhadamente. cada SDXC 4/1 “Envia_VC4_Para” um ou mais equipamentos SDXC 4/4 e assim até a camada de 39 . etc. o que possibilita a geração de um modelo coeso e com uma estrutura altamente hierárquica entre as camadas. na Figura 13 várias semelhanças entre os relacionamentos das camadas adjacentes. correspondente à terceira camada da Figura 10. ainda.2 .2.. é proposto aqui um modelo de dados relacional baseado em Trevisol [39]. Cada DIO “É_De_Um” Tipo de DIO. • a camada com equipamentos SDXC 4/1 e containers VC-4.BD Georeferenciados para Planejamento e Projeto de Redes Multicamadas Para modelar todos os nós e arcos de uma rede multicamadas como descrito na seção anterior. descrevem-se consultas típicas que um planejador de redes pode vir a fazer e que são traduzíveis sobre o banco descrito aqui. pode-se notar que para cada camada da Figura 10 (excetuando-se as camadas de ruas e de canais 64Kbps) existe uma “camada de dados” correspondente nesta figura.

. 40 . Quanto aos Arcos: cada Cabo de Fibras “É_Roteado_Em” uma ou mais Galerias.Central de Comutação. • O relacionamento entre a camada Centro_Fios/Galerias e as demais camadas. idem até a camada de canais E1. .Modelo de Dados Relacional da Rede Multicamadas Note-se que os relacionamentos entre as camadas adjacentes através dos nós e arcos necessitam de tabelas de relacionamento para suportá-las. cada OXC “Está_Contido_Em” um Centro de Fios. Onde cada um dos Nós “Está_Contido_Em” um Centro de Fios. cada STM-n “É_Roteado_Em” um ou mais Pares de Fibras. Exemplos: cada DIO “Está_Contido_Em” um Centro de Fios. cada Par de Fibras “É_Roteado_Em” um ou mais Cabos de Fibras.. Tipo_CF cod_tipo_CF descricao observações Tipo_Terreno cod_tipo_terreno descricao observacoes E_De_Um Está_Localizada_Em É_De_Um Tipo_Galeria cod_tipo_galeria descricao observacoes Centro_Fios cod_cf capacidade utilizacao disponibilidade Contêm São_Interligados_Por E_Conectado_por E_Conectado_por Conecta Conecta Galeria cod_galeria capacidade utilizacao comprimento disponibilidade Transporta Cabo_Galeria descricao Interliga Está_Contido_Em Contêm Tipo_DIO cod_tipo_dio descrição observações Camada de São Interligados_Por E_Conectado_por E_Conectado_por Conecta Conecta É_De_Um Recebe_Fibras_De DIO cod_dio capacidade utilizacao disponibilidade Cabo_Fibra cod_cabo capacidade utilizacao comprimento disponibilidade É_Roteado_Em E_De_Um Transporta Tipo_Cabo cod_tipo_cabo descrição observações Interligam Contêm OXC_DIO descricao Cabos de Fibras Faz_Parte_De Envia_Fibras_Para Fibra_Cabo descricao Contêm Esta_Contido_Em Contêm Tipo_OXC cod_tipo_swdm descrição observações É_De_Um Recebe_STMn_De OXC cod_swdm capacidade utilizacao disponibilidade São_Interligados_Por E_Conectado_por E_Conectado_por Conecta Conecta Par_Fibra cod_fibra capacidade utilizacao comprimento disponibilidade É_Roteado_Em É_De_Um Transporta Tipo_Fibra cod_tipo_fibra descrição observações Interligam STMN_Fibra descricao Faz_Parte_De SDXC44_OXC descricao Envia_STMn_Para Esta_Contido_em Tipo_SDXC44 cod_tipo_sdxc44 descrição observações E_De_Um Recebe_VC4_De SDXC44 cod_sdxc44 capacidade utilizacao disponibilidade São_Interligados_Por E_Conectado_por E_Conectado_por Conecta Conecta STMN cod_stmn capacidade utilizacao disponibilidade É_Roteado_Em É_De_Um Transporta Tipo_STMN cod_tipo_stmn descrição observações Interligam VC4_STMN descricao SDXC41_SDXC44 descricao Faz_Parte_De Camada São_Interligados_Por Conecta Conecta Envia_VC4_Para Está_Contido_Em Tipo_SDXC41 cod_tipo_sdxc41 descrição observações É_De_Um Recebe_DemandaE1_De SDXC41 cod_sdxc41 capacidade utilizacao disponibilidade E_Conectado_por E_Conectado_por VC4 cod_vc4 capacidade utilizacao disponibilidade É_Roteado_Em É_De_Um Transporta Tipo_VC4 cod_tipo_vc4 descrição observações Interligam CComutacao_SDXC41 descricao SDH Baixa Ordem Faz_Parte_De Central_Comutacao cod_cc capacidade utilizacao disponibilidade São_Interligados_Por E_Conectado_por E_Conectado_por Conecta Conecta DemandaE1_VC4 descricao Envia_DemandaE1_Para Está_Contido_Em Tipo_CC cod_tipo_cc descrição observação É_De_Um Interligam Demanda_E1 cod_demanda_e1 quantidade capacidade utilizacao disponibilidade É_Roteado_Em É_De_Um Tipo_DemandaE1 cod_tipo_demanda descrição observações Figura 13 .

Detalhamento do Modelo de Dados para a Camada SDH de Baixa Ordem O acréscimo deste relacionamento ao modelo se justifica pela possibilidade de haver um enorme número de ligações passando por um “arco” que liga dois equipamentos SDH de 41 . é o relacionamento “Faz_Parte_De” que relaciona a tabela de relacionamento entre os nós pertencentes a camadas adjacentes e os arcos da camada subjacente àquela tabela. o SDXC 4/1 destino ao SDXC 4/4 destino). também. STM-n SDXC 4/4 Origem VC-4 SDXC 4/1 Origem SDXC 4/1 Destino SDXC 4/4 Destino Figura 14 . O exemplo contido na Figura 15 esclarece melhor a questão: um container VC-4 “Faz_Parte_De” dois relacionamentos “SDXC41_SDXC44” (um mesmo VC-4 interliga o SDXC 4/1 origem ao SDXC 4/4 origem e.Uma alteração incorporada nessa dissertação ao modelo proposto em Trevisol [39].Relacionamento entre o VC-4 e os Equipamentos SDXC 4/1 e SDXC 4/4 SDXC41_SDXC44 descricao Faz_Parte_De VC4_STMN descricao CAMADA SDH Envia_VC4_ Para Esta_Contido_Em Tipo_SDXC41 cod_tipo_sdxc41 descricao observacoes E_De_Um Recebe_Demanda E1 _De SDXC41 cod_sdxc41 capacidade utilizacao disponibilidade Sao_Interligados_Por E_Conectado_Por E_Conectado_Por Interligam Conecta Conecta VC4 cod_vc4 capacidade utilizacao disponibilidade E_Roteado_Em E_De_Um Transporta Tipo_VC4 cod_tipo_vc4 descricao observacoes CComutacao_SDXC41 descricao BAIXA ORDEM Faz_Parte_De DemandaE1_VC4 descricao Figura 15 . Com isso. o planejador pode ter acesso a informações do tipo: “Qual arco (VC-4) está conectando um nó (SDXC 4/4) a outro da camada subjacente (SDXC 4/1) ?” Por exemplo. o arco da camada subjacente (VC-4) conecta os nós das camadas adjacentes origem e destino (equipamentos SDXC 4/1 e SDXC 4/4 origem e equipamentos SDXC 4/1 e SDXC 4/4 destino). na Figura 14.

• Os arcos que ligam esta camada à camada subjacente representam canais E1 recebidos/enviados pelo SDXC 4/1 de uma central de comutação localizada no mesmo 42 Nestas duas .ordens diferentes localizados num mesmo centro de fios. • Os arcos da própria camada representam containers VC-4 trocados entre um par de equipamentos SDXC 4/1. • Os arcos que ligam esta camada à camada superior representam containers VC-4 enviados do SDXC 4/1 para um SDXC 4/4 localizados no CF origem e daí para um SDXC 4/4 e então para o SDXC 4/1 localizados no CF destino.Detalhamento da Camada de Arcos VC-4 Interligando Nós SDXC 4/1 Na Figura 15 é feita uma ampliação da “Camada SDH Baixa Ordem” (equipamentos SDXC 4/1 e containers VC-4) existente na Figura 13. STM . “ampliações” : • Os nós da camada representam equipamentos de comutação SDH de baixa ordem. por questão de segurança. Sendo assim. Eles são representados no modelo de dados da Figura 15 pela entidade “VC4”. Eles são representados no modelo de dados da Figura 15 pela entidade “SDXC41”. cada sinal STM-n roteia até n containers VC-4 (capacidade). com capacidade de comutar canais E1 de um container VC-4 para outro. denominados SDXC 4/1. por sua vez.n SDXC 4/4 SDXC 4/1 VC . é muito importante que o “arco” pelo qual são “roteadas” essa ligações esteja modelado no sistema. na Figura 10. e até mesmo gerenciamento. Eles são representados no modelo de dados da Figura 15 pela entidade “SDXC41_SDXC44”. Estes equipamentos recebem/enviam containers VC-4 entre si. • Cada container VC-4 (produto) é roteado por uma seqüência de um ou mais sinais STM-n (arco).4 CENTRAL DE COMUTAÇÃO TELEFÔNICA OU SWITCH ATM CANAL E1 2 Mbps Figura 16 . na Figura 16 é feita uma ampliação da mesma camada representada. De forma análoga. que podem estar no mesmo CF ou em CFs diferentes.

• Consultas relacionando nós e arcos dentro de uma mesma camada. ao CF em que o nó está instalado. Ou sobre o tipo de um determinado arco. num determinado momento pode ser relevante obter respostas para perguntas do tipo “Qual a quantidade de galerias (arcos) conectadas à um determinado CF (nó) ? ”. 3.1 . arcos e produtos de forma a generalizá-las e explicitar as semelhanças existentes entre várias das questões comumente levantadas pelo planejador. ou qual o caminho mais curto entre dois nós e que possua uma determinada capacidade ociosa. nós. No trabalho desenvolvido por Trevisol [39]. Ou ainda consultas que demandam algoritmos de otimização: qual o caminho mais curto entre dois nós. Ou seja. cada um desses termos pode ser instanciado de acordo com a necessidade do planejador. camada-cliente. ao número atual de arcos ligados ao nó (utilização). • Cada equipamento SDXC 4/1 está localizado em um determinado CF. ou ainda. devem estar contempladas em um DSS para tal fim. Podem ser consultas referentes ao tipo do nó. assumem as seguintes formas: • Consultas sobre um determinado nó ou arco isoladamente. • Consultas relacionando nós e arcos de camadas diferentes: 43 . ou dado um arco. Sendo assim.Exemplos de Consultas no Planejamento Nesta seção estarão sendo exploradas algumas consultas inerentes ao processo de planejamento de redes de transporte multicamadas e. Em outro momento. Seriam os seguintes tipos de consultas: quais arcos interligam dois nós informados. saber quais são os nós interligados por ele. a quantidade máxima de produtos que podem ser roteados através desse arco (capacidade). à quantidade máxima de arcos que podem ser ligados ao nó (capacidade). portanto. ou consultas. o número atual de produtos roteados através do arco (utilização). as perguntas. pode ser importante a informação sobre “Qual a capacidade dos CFs (nós) que se encontram conectados por uma determinada galeria (arco)?”.2. além de sua capacidade ociosa. além de sua capacidade ociosa.prédio. Eles são representados no modelo de dados da Figura 15 pela entidade “CComutacao_SDXC41”. “Quais são os cabos de fibras (arcos da camada-cliente) roteados em galerias (arcos da camada-suporte) que passam por dois CFs (nós da camada-suporte) conhecidos? ”. Estas consultas estão formuladas utilizando os termos camada-suporte.

especialmente quando se pensa no número de combinações possíveis ao se instanciar os termos nó. galerias. Um ambiente com interface baseada em GIS permite ao projetista interagir de forma mais eficaz com o sistema nessa identificação. avaliando o grau de congestionamento das ruas por onde a mesma passa. 3. Instalar novos cabos em ruas periféricas é mais econômico que nas ruas principais.3 . O georeferenciamento dessas informações é importante para o planejamento e projeto de redes. • a identificação de grandes edifícios de escritório. a possibilidade de um projetista avaliar a dificuldade de se instalar novos cabos dentro de uma galeria. informações de centros de fios. Por exemplo: • o traçado de ruas influencia diretamente no traçado das galerias (uma galeria entre dois pontos da rede segue um caminho ao longo de uma seqüência de ruas). rodovias ou ferrovias) e topografia.GIS para Planejamento e Projeto de Redes Multicamadas Sistemas de Informações Geográficas (GIS) são utilizados para apresentar dados georeferenciados em uma interface gráfica para usuários. estradas. cabos de fibras e todas as outras facilidades que compõem uma rede de transporte multicamadas. no caso de centros urbanos. shopping centers ou zonas de crescimento rápido permitem avaliar a oportunidade de se instalar mais facilidades em um ponto da rede. o que permite calcular o comprimento da galeria. pode-se notar que a quantidade de consultas possíveis em um DSS para planejamento de redes multicamadas é realmente grande. Mais especificamente neste trabalho é proposta a utilização de GIS para apresentar. distribuídas em um mapa de vias (ruas. 44 . Mais importante é. DIOs. arco e produto para os equipamentos e conexões existentes nas camadas da rede.Quais são os arcos (arcos da camada-suporte) por onde um determinado produto (arco da camada-cliente) é roteado? Quais são os produtos roteados em determinado arco? Quais são os produtos roteados através dos arcos que conectam dois nós selecionados? Quais são os nós (equipamentos) contidos em um determinado CF? Quais nós da camada-suporte recebem arcos que saem de um determinado nó da camada-cliente? Quais nós da camada-cliente enviam arcos para um determinado nó da camadasuporte? Portanto. portanto um sistema GIS pode ser muito útil.

Seis Diferentes Visualizações em uma Rede de Três Camadas O planejador pode ter interesse em visualizar as galerias da rede de duas formas: • respeitando o traçado de ruas. São elas: (1a) visão de galerias conectando diretamente CFs. 45 . G1 G3 G4 G2 G6 G5 G7 CF P2 C1 GALERIAS (1a) P4 CF C2 C4 C3 C1 C3 C5 C6 C7 C7 C1 C3 C4 C2 CABO DE FIBRAS C5 C6 DIO’s CF OXC P1 P2 C2 C4 (2a) (2b) DIO’s P4 P1 P2 P3 P5 P4 P6 P1 P4 P2 P1 P4 P2 PAR DE FIBRAS (3a) (3b) (3c) Figura 17 . (2b) visão de cabos de fibras conectando diretamente DIO’s. Na Figura 17 estão representadas seis diferentes visualizações para uma rede de três camadas: galerias. (3a) visão de pares de fibras conectando OXCs e roteados através da rede de galerias. cada uma delas destacando o tipo de informação que se necessita extrair da rede. ou seja. o comprimento real das galerias que ligam dois CFs.• a forma tradicional de se calcular demandas futuras (fazendo quadrículas à mão em um mapa) pode ser substituída por rotinas automatizadas mais flexíveis baseadas em informações mais relevantes. cabos de fibras e pares de fibras. que mostra a distância real entre dois prédios. (3b) visão de pares de fibras conectando OXCs e roteados através da rede de cabos de fibras. e (3c) visão de pares de fibras conectando diretamente OXCs. (2a) visão de cabos de fibras conectando DIO’s e roteados através da rede de galerias. Em um sistema GIS existe a possibilidade de se visualizar as camadas da rede de transporte de várias maneiras.

cada container VC-4 sendo representado como uma linha direta ligando dois equipamentos SDH de baixa ordem (SDXC 4/1). Esta visualização auxilia a avaliar a confiabilidade destes canais se protegidos por anéis unidirecionais. existem diversas maneiras de se visualizar cada uma das camadas restantes da rede mostrada na Figura 10. • respeitando o trajeto das galerias por onde cada cabo passa (Figura 17 .plano 2a). a emenda de um par de fibras que chega ao DIO A1 do CF A com um par de fibras que chega ao DIO A2 no mesmo CF exigirá. 46 . Cada uma atendendo a diferentes propósitos do planejador como mostrado nos exemplos a seguir: • Um conjunto de canais E1 da rede pode ser visualizado ao longo de seu roteamento por containers VC-4. em um projeto detalhado. Esta visualização auxilia a avaliar a confiabilidade destes containers se protegidos por anéis bidirecionais. Esta visualização auxilia a avaliar a confiabilidade destes containers quanto a rupturas de cabos de fibras. • Um conjunto de containers VC-4 da rede pode ser visualizado ao longo de seu roteamento por pares de fibra. As visualizações dos cabos de fibras lançados na rede de galerias também interessam ao planejador de mais de uma forma: • respeitando o trajeto das ruas por onde cada cabo passa. dando a noção do congestionamento de cabos em cada rua e do comprimento total de cabos instalados na rede. • como linhas diretas ligando os DIOs origem aos DIOs destino dos cabos (Figura 17 plano 2b). Da mesma forma. • Um conjunto de containers VC-4 da rede pode ser visualizado ao longo de seu roteamento por cabos de fibras.plano 1a). nós e arcos. dentro do CF A. Isto possibilita avaliar galerias como pontos de risco. considerando diferentes combinações de camadas. eventualmente. Lembrando que cada CF pode conter mais de um DIO e que. a instalação de um cabo de fibras entre os dois DIO’s. permitindo verificar o congestionamento de cabos em cada galeria. cada cabo de fibras sendo representada como uma linha direta ligando dois DIOs. o que dá uma noção da conectividade dessa camada da rede. Isto também permite avaliar ruas como pontos de risco. cada par de fibras sendo representado como uma linha direta ligando dois equipamentos SDH de alta ordem (OCX).• como linhas diretas ligando os CFs (Figura 17 .

Contudo. A seguir são exploradas as principais funcionalidades que devem estar presentes em uma interface como a exposta anteriormente. 3. curvas de nível. ou qualquer outra que atenda às necessidades específicas do planejador). ou seja. que apenas as visões originais da rede devem ser realmente mantidas. 2b.3. a elaboração de consultas sobre as facilidades da rede. Pois. concentração de renda. todas as outras visões podem ser extraídas do cruzamento dessas visões com as informações mantidas no banco de dados. vale esclarecer que não se faz necessária a geração e manutenção manual dessas vinte e uma camadas. Inicialmente. seguindo uma seqüência de passos que vão desde a inicialização da ferramenta. a Figura 18 apresenta a tela inicial do DSS onde é mostrado um mapa com algumas informações geográficas da região onde está localizada a rede (deve mostrar as informações relevantes para o planejamento: regiões políticas. seguindo o exposto na Figura 17 seriam elas as visões 1a. 3c. Embora nem todas essas visões sejam úteis para o planejador da rede. em uma rede de seis camadas como exposta na Figura 10 existe a possibilidade de visualizar a rede de 21 (vinte e uma) formas diferentes. densidade demográfica. malha viária. A seqüência de passos a ser seguida pelo usuário (planejador) é a seleção dos arcos e rotas (as opções de rotas dependem do arco selecionado – são disponíveis apenas as rotas que podem ser roteadas através do arco selecionado). existem n * (n+1) / 2 visões diferentes possíveis em uma rede de n camadas. até a geração de soluções otimizadas para alguma camada da rede utilizando-se um dos modelos de otimização disponíveis.1 . hidrografia. As janelas são apresentadas em figuras.De uma forma geral. Informações mais aprofundadas sobre a utilização dessa biblioteca de componentes na implementação de interfaces com facilidades GIS podem ser encontradas em Detoni [8].Uma proposta de interface utilizando GIS para o DSS Nesta seção é apresentada uma proposta para interface de um DSS para planejamento de redes multicamadas utilizando o conjunto de componentes de software para manipulação de mapas contidas no MapObjects® da ESRI. Sendo assim. um DSS deve permitir a escolha de qual dentre todas deverá ser gerada. 47 . Propõe-se aqui. É utilizada para fins de exemplificação uma rede fictícia do norte do estado do Espírito Santo.

sendo consideradas apenas as conexões diretas entre os centros de fios. 48 . se estão cruzando rios e lagoas).Ferramenta de Otimização Combo Box para Seleção da Rota Ferramentas para Manipulação do Mapa Combo Box para Seleção do Arco Ferramenta para Seleção de Rotas Ferramenta para Seleção de Arcos Figura 18 . é mostrada na Figura 19 a malha de galerias que interliga os centros de fios. uma vez que nesta camada não está sendo respeitado o roteamento das galerias sobre a camada de vias. Percebe-se que ao selecionar a camada de arcos (galerias na cor azul) implicitamente são selecionados os nós (centros de fios na cor marrom). Outra percepção importante é que os arcos dessa camada não levam em consideração acidentes geográficos (por exemplo.Janela Inicial do DSS para a Rede do Norte do Espírito Santo Na seqüência.

Janela com os Cabos de Fibras sendo Roteados sobre a Malha de Galerias 49 .Figura 19 .Janela com a Camada de Galerias Conectando Diretamente os CFs Figura 20 .

Nesta figura está destacada em vermelho as rotas (cabos de fibras) que passam através do arco (galeria) que conecta os nós (CFs) localizados nas sedes das cidades de São Gabriel da Palha e São Domingos do Norte. Devido a essa representação de múltiplas rotas (cabos de fibras) por uma mesma reta é disponibilizada para o usuário uma janela.Tela do DSS para Selecionar os Cabos Representados pela Rota Destacada no Mapa No caso de o usuário optar por fazer consultas sobre as rotas selecionadas é apresentada uma tela com as opções de consultas disponíveis para aquela rota (essas consultas dependem da camada da rede que está sendo representada pela rota no mapa da janela principal). 50 . por conseguinte.Na Figura 20 são mostradas as rotas percorridas pelos cabos de fibras sobre as galerias (arcos) e. as consultas disponíveis são mostrados na Figura 22. os DIOs (nós em verde) interligados pelos cabos (rotas em amarelo) são representadas sobre os CFs (nós conectados pelas galerias). É importante salientar que a reta destacada em vermelho na Figura 20 pode representar várias rotas (cabos de fibras) que passam através daquele arco (galeria). onde se pode selecionar com quais das rotas (cabos) o planejador deseja trabalhar. Permitindo ao mesmo destacar no mapa toda a rota percorrida pelo cabo sobre as galerias (sendo que um cabo pode percorrer uma seqüência de mais de uma galeria) e ainda fazer consultas sobre as rotas selecionadas. apresentada na Figura 21. Figura 21 . Seguindo a seqüência do exemplo. onde as rotas representam a camada de cabos de fibras.

por se tratar de um sistema MDI (Multiple Document Interface). independente da anterior. é inicializada uma nova aplicação. com a opção de arco selecionada 51 . Na verdade.Figura 22 .Tela do DSS para Selecionar a Consulta sobre as Rotas Figura 23 .Janela com o Roteamento dos Pares de Fibras sobre a Camada de Cabos Admitindo-se que o planejador opta pela consulta selecionada na Figura 22 – “Quais pares de fibras estão passando por este cabo de fibras?” – é apresentada uma nova “janela” para o usuário.

é a aplicação de zoom que permite a visão com mais riqueza de informações sobre a rede a partir de uma certa escala (certas informações se disponibilizadas em escalas muito grandes tornam o mapa visualmente “poluído”).Tela do DSS para Selecionar os Pares de Fibras Representados pelas Rotas Destacadas no Mapa Outra funcionalidade importante do DSS.como cabos de fibras e a de rota selecionada como pares de fibras. Nessa nova janela. é mostrada ainda uma tela. e simples de ser implementada em um aplicativo com interface GIS. apresentada na Figura 24. temos as rotas em vermelho (pares de fibras) e seus respectivos nós em azul (OXCs) sobre a camada de arcos amarelos (cabos de fibras e seus nós verdes (DIOs). contendo informações de todos os pares de fibras ópticas resultantes da consulta e destacadas em verde no mapa. Portanto. mostrada na Figura 23. que estão ocultados pelos OXCs. estão destacados em verde os pares de fibras (rotas) resultantes da consulta realizada sobre o cabo de fibra (arco) selecionado na tela da Figura 21. Na Figura 25 são mostrados os nomes dos distritos onde os CFs estão localizados (os equipamentos DIO e OXC estão posicionados dentro dos CFs). Figura 24 . Além dessa nova aplicação inicializada a partir da consulta. 52 . Nesta escala também é possível discernir a existência dos equipamentos DIO localizados sob a camada dos equipamentos OXC.

Interligação dos Equipamentos dentro de um mesmo CF 53 .Janela mostrando o zoom do Mapa de Pares de Fibras roteados sobre Cabos Figura 26 .Figura 25 .

O conjunto de modelos disponíveis são selecionados a partir de um banco de modelos de acordo com o arco e a rota ativas na janela principal. Por fim. chega-se ao nível de detalhe onde consegue-se visualizar como estão interligados os equipamentos dentro de um mesmo CF ou como uma fibra (rota) passa de um cabo (arco) para outro. a interface deve permitir ao planejador selecionar um determinado modelo de otimização a ser aplicado sobre o conjunto de arcos e rotas destacados na janela principal. mesmo em escalas pequenas. se for o caso. Isso é feito a partir da disponibilização de um conjunto de modelos em uma janela.Janela para Seleção de Modelo de Otimização Após a execução do modelo de otimização é gerada uma nova janela (um nova aplicação por se tratar de um sistema MDI) com uma proposta de rede incorporando a solução otimizada para os arcos e as rotas selecionadas onde o planejador pode. mostrada na Figura 27.Aplicando ainda mais o zoom sobre o mapa (diminuindo mais a escala). onde o usuário deve selecionar o modelo que melhor se adeqüe ao tipo de otimização que ele necessita. arco ou rota pode estar representando graficamente um conjunto de equipamentos ou conexões. alterar a proposta de rede apresentada e salvar a nova configuração da rede no banco de dados. Figura 27 . Salientando que um mesmo nó. de acordo com a Figura 26. 54 . respectivamente.

.. qual o roteamento que os novos canais E1 devem ter sobre os containers VC-4? Será necessário abrir novos VC-4? Onde? Ao responder a estas perguntas..k = d k ∀j 1. Os modelos de otimização citados acima são baseados em um modelo primário. explorado nos trabalhos de Silva [34] e Guerra [16]. e foi extraído da tese de Santos [29]. apresentando a seguinte forma: Minimizar k j C j .. devem ser considerados: a capacidade esgotada de sinais STM-n e a capacidade de comutação das matrizes LPC (Lower Order Path Connection) intermediárias. todos os nós e arcos têm associados a eles custos. Este problema é conhecido como grooming de canais E1 em containers VC-4. .. o custo dos cabos. O modelo matemático utilizado neste trabalho é um problema de Minimum Cost Multicommodity Flow (MCMF)..k ⋅ x j .. devem ser considerados: a impossibilidade de instalação de cabos em certas galerias. com as respectivas fibras disponíveis.. capacidades e modularidades.k (1) sujeito a: k j aij . qual o roteamento que os novos pares de fibra devem ter sobre os cabos existentes? Será necessário instalar novos cabos? Onde? Ao responder a estas perguntas. . e a disjunção entre pares de fibra para proteção no nível de cabo e/ou de galeria. nk.k x j . k = 1.[1].. Portanto.Santos [29] e Ahuja et al. Por exemplo: • Conhecidos os pares de CFs que devem ser conectados diretamente por novos pares de fibra e os cabos instalados atualmente na rede. conhecido na literatura como grafo de fluxo multiproduto . m ∀k= (2) (3) (4) j x j.3.Otimização para Planejamento e Projeto de Redes Multicamadas O uso de modelos de otimização foi consagrado como apoio fundamental ao projeto de redes. p x j ..k ≤ bi ∀ i = 1.k ≥ 0 = 1. p 55 .. existem várias formas úteis de utilização da otimização. desde os trabalhos de Rapp [26] na década de 60. .. • Conhecidos os equipamentos SDH de baixa ordem que devem ser conectados diretamente por canais E1 e os containers VC-4 instalados atualmente na rede e seus respectivos canais E1 disponíveis.4 . . No caso de redes multicamadas.

com custo unitário igual a ηi. dk unidades. a fim de minimizar o custo total. A restrição (2) pode ser melhorada de forma a considerar características de projeto de rede: • As capacidades de cada arco podem ser incrementadas.k = í î 0 . não são utilizados completamente. • Novas facilidades são comumente instaladas em grandes módulos que. . deve ter um fluxo no máximo igual a bi . se o arco i pertence à rota R k j a ij .. sua capacidade de transmissão é representada pela constante bi.. transportada entre os nós origem e destino.. utilizando "variável de decisão inteira" não será considerada neste trabalho. • No caso de existir facilidades já instaladas em um arco. com custo zero. .onde: ì1. p. k C j . Fazer isso para todo k = 1. m.. A quantidade de módulos é representada pela variável yi. A modelagem adequada. Para a adequação do modelo linear utilizado são incluídas variáveis si representando capacidades de folga. em geral. onde i = 1. (2) Cada arco ai. comprando e instalando novas facilidades de transmissão..k é a rota j utilizada para escoar o produto k é o número de produtos a serem roteados é a quantidade do produto k passando pela rota R k j é o custo para transportar uma unidade do produto k através da rota R k . é a quantidade total do produto k a ser transportada. onde p é o número total de produtos na rede. 56 . O algoritmo descrito nesta dissertação será preparado para a solução de subproblemas dentro de algoritmos de programação inteira. (3) Cada produto k deve ter sua quantidade total. caso contrário Rk j p xj. bi dk As restrições de (1) a (3) podem ser entendidas como: (1) Distribuir dk sobre algumas rotas disponíveis para cada produto k.. j é o fluxo máximo através do arco i.

O arco a1. Naquele trabalho pode ser verificado como o número de rotas se torna impressionantemente grande (da ordem de milhões de rotas e milhares de arcos para redes metropolitanas).. . A função de custo pode ser escrita da seguinte forma: Minimizar k j C j . m (5) F a c ilid a d e U m a n o v a F a c ilid a d e d e v e E x is te n te é su fic ie n te s e r in s ta la d a C u sto (x i ) x i< b i x i> b i bi xi Figura 28 .A inclusão das variáveis de compra yi... Contudo. k ⋅ x j . variáveis de folga si e capacidades já instaladas bi na restrição de arco (2) está expressa na restrição (5) e no gráfico da Figura 28 : k j aij . Na Figura 29 é mostrada a rede exemplo com três produtos diferentes que devem ser transportados através de uma rede com 6 nós e 10 arcos. conecta os nós 1 e 2. faz-se necessário a utilização de variáveis inteiras (variáveis de decisão de compra) ao modelo. tem capacidade para transportar 6 unidades e um custo de $5 por unidade transportada. Assim. pode ser necessário empregar funções de custo linear por partes na expansão de facilidades no caso das mesmas serem instaladas em módulos.k x j . k + si − yi = bi y i= 0 y i> 0 ∀i = 1. por exemplo. Justificando a proposta feita ali de uma especialização do método SIMPLEX para lidar com otimização em redes de grande porte. 57 .k + i ηi yi (6) Um exemplo de problema de MCMF é apresentado por Santos [29] e mostrado a seguir.Custo das Facilidades para Prover Fluxo xi no Arco i. mesmo em redes consideradas pequenas.

y9 ≤ 5. y7 ≤ 6. 3) PA ) PA 6 1 (a 2.5 1 PB (a4. y10≤ 6. 4 4 ) . 7) (a8. 3 (a5. y3 ≤ 7. y5 ≤ 6. 4. na Figura 30 é apresentado o modelo matemático correspondente. 6. 5. .4 (a 9 (Arc. 5) (a 6 .PC 2 (a ) . y2 ≤ 7. Minimizar 5y1 + 6y2 + 4y3 + 6y4 + 5y5 + 10y6 + 11y7 + 6y8 + 4y9 + 3y10 sujeito a (a1) (a2) (a3) (a4) (a5) (a6) (a7) (a8) (a9) (a10) r1A + r2A + r1A + r3A + r4A + r3A r 5A + r 6A + r 5B + r 5B + r2A + r1A + r2A + r3A r 3C + r 3B+ 3B+ 5B + r6B + 2C + r r r r 4C + r2B + r 4B + r6B + r3C + r5A + r 6B+ r1C r 4A + r 6A + r 1B + r 2B + r2C + r 5A+ r 6A + r4A + r5A + r 4B + r 4C + r6A + r 4B + r 4C r1B + r2B + r3B + r4B + r5B + r6B r5C -y 1 =0 r5C -y 2 =0 r 6C -y 3 =0 -y4 =0 r5C -y 5 =0 -y 6 = 0 r6C -y 7 = 0 r6C -y 8 = 0 -y9 = 0 -y 10 = 0 =7 =7 =7 r1A + r2A + r3A + r4A + r5A + r 6A r 1C+ r 2C + r 3C + r4C + r5C + r6C yj . (a 7 ) . Cost.6 11 0 (a 1 6) 3. Capacity) (a3. 7) .5 . 6. rj ≥ 0 ∀ j y1 ≤ 6. y6 ≤ 4. Figura 30 – Modelo de Programação Linear para o Exemplo 58 .1 0.6 . 6. y8 ≤ 3. y4 ≤ 5. 6) 5 PC PB Figura 29 – Um Problema de Rede de Fluxo Multiproduto Supondo que cada produto pode ser transportado por 6 rotas diferentes e que haja uma demanda de 7 unidades de cada um deles.

Na Figura 31 é mostrado um modelo relacional simplificado da base de dados que suporta as informações fundamentais para representar a rede de fluxo multiprodutos sendo tratada. um ambiente integrado de desenvolvimento (IDE – Integrated Development Environment) para otimização.Lustig [20]. Em Rodrigues [28]. esta estratégia de gerar problemas de programação linear inteira mista a partir de um banco de dados é usada em aplicações de planejamento de redes SDH. na formulação desses problemas. Em seguida é mostrado um script OPL que implementa um modelo de otimização para a rede exemplo. 59 . No no: int caracteristica: varchar(20) latitude: int longitude: int No_Arco no: int arco: int Arco arco: int capacidade: int custo: int candidato: int escolhido: int No_Demanda no: int demanda: int Arco_Rota arco: int rota: int demanda: int Demanda demanda: int volume: int Rota rota: int demanda: int fluxo: int candidato: int escolhido: int Figura 31 – Modelo de Dados para o Exemplo Nesta seção é mostrado como conectar o banco de dados ao OPLStudio . baseado no modelo de dados da figura acima. A vantagem desta abordagem é a flexibilidade e a velocidade com que se pode gerar modelos específicos para resolver problemas de planejamento à medida em que eles surgem. Mais importante: esta abordagem pode ser estendida para qualquer uma das camadas da rede.

rota & k. a rota.rota. {No} no from DBread(rede.arco> | a in arco : x[a] = 1 }. var int x[arco] in 0. }.. struct Resut_Arco {int arco. forall( i in arco ) sum( j in ArcoRota[i] ) rotafluxo[j] <= i. "rede/lar/lar"). {Resut_Rota} ResutRota = {<r. struct Resut_Rota {int rota. explicitando quem é o arco. int rota. int escolhido. "update arco set escolhido = 1 where arco = ? ")(ResutArco).100. {Resut_Arco} ResutArco = {<a.struct No {int no. int demanda. int demanda. {Rota} rota from DBread(rede. {No_Demanda} no_demanda from DBread(rede. "select rota.. int custo.}. struct Arco {int arco.arco = a. {Arco_Rota} arco_rota from DBread(rede. quando um modelo matemático de otimização é empregado: 60 . DBupdate(rede. {Demanda} demanda from DBread(rede. rota. struct No_Demanda {int no. struct Demanda {int demanda.}.}. int demanda. DBupdate(rede. volume from demanda"). "select demanda. escolhido from arco where candidato = 1"). capacidade. custo. string caracteristica. int fluxo. demanda. o problema resolvido e a formulação (nó-arco ou arcocaminho). {Rota} ArcoRota[a in arco] = {r | r in rota & k in arco_rota : r.}.}. minimize sum(i in arco) i.capacidade * x[i]. caracteristica from no"). "select arco. DBconnection rede("odbc". "select no. struct No_Arco {int arco. int volume.}. struct Arco_Rota {int arco.demanda = r. demanda from arco_rota"). var int rotafluxo[rota] in 0. {Arco} arco from DBread(rede.1. {No_Arco} no_arco from DBread(rede.arco }. escolhido from rota where candidato = 1").}.rotafluxo[r]> | r in rota : rotafluxo[r] > 0}. escolhido = 1 where rota = ? ")(ResutRota). demanda from no_demanda").}. Na tabela a seguir são citados alguns artigos obtidos em pesquisa bibliográfica. {Rota} DemandaRota[d in demanda] = {r | r in rota : d.demanda }.}. int escolhido. "select arco. "select arco.rota = k. int no. "select no. int capacidade.volume. no from no_arco").custo * x[i] subject to { forall( i in demanda ) sum( j in DemandaRota[i] ) rotafluxo[j] = i. struct Rota {int rota. "update rota set fluxo = ?. Existem vários problemas de otimização de rotas em redes multicamadas que podem ser resolvidos utilizando-se esse ambiente de banco de dados conectado a um IDE para otimização.

[8] Sung. Bortolon 34/140Mbps [11] PDH Newport. Lee [31] E1 STM-1 Cabo de Fibras STM-n Yoo. Chang [19] STM-n DS-3 (VC-4) Implantação de DXC em redes PDH E1 Dimensionamento de redes PDH E1 Dimensionamento de redes PDH Genérica Projeto de Redes Considerando Performance e Sobrevivenciabilidade Erlangs Dimensionamento de Rede de Troncos (E1) E1 Dimensionamento de Redes SDH Fibra Óptica Dimensionamento de Malha de Cabo de Fibras ATM Dimensionamento de Redes ATM embutidas em backbones SDH STM-n Dimensionamento de Redes WDM VC-4 Dimensionamento de Rede com Múltiplos Anéis Unidirecionais VC-4 Dimensionamento Redes SDH baseadas em SDXC E1 Dimensionamento de Redes SDH baseadas em Anéis de ADMs e SDXCs VC-4 Balanceamento de Carga em Anéis Bidirecionais Arco-Caminho Arco-Caminho Arco-Caminho Diversos Modelos Arco-Caminho Arco-Caminho Diversos Modelos Arco-Caminho 61 . Banerjee [31] Fibra Óptica Laguna [16] Grover et al. [16] Moreno [20] Arco Fibra Óptica Rota Problema Formulação (sem modelo matemático) Nó-Arco Nó-Arco Nó-Arco 34/140Mbps PDH Garcia. [5] Gavish et al. [6] STM-n STM-n STM-n Lee.Artigo Kerner et al. [8] Cosares et al. Varshney Genérico [20] Shinohara [31] Brungard et al.

Dentre as contribuições trazidas pela arquitetura em camadas proposta neste trabalho. • A utilização de modelos de otimização adequados a cada etapa do processo de planejamento da rede. quanto as informações para a engenharia da rede integradas em um mesmo sistema. 62 . redes ATM e conexões via rádio. por exemplo: redes IP. e baseando-se nos trabalhos desenvolvidos pelo grupo de pesquisa da UFES nessa área. incluindo e excluindo arcos e rotas de acordo com as suas próprias experiências e necessidades é uma flexibilização metodológica necessária. O trabalho aponta a importância do uso desse tipo de ferramenta para projetar redes com grau de qualidade e segurança segundo as necessidades do planejador e dentro de custos razoáveis.1 de acordo com o aparecimento de novas tecnologias. • A utilização de uma base de dados contendo tanto as informações para o planejamento da rede. Nesta arquitetura são integradas facilidades de interfaces gráficas baseadas em GIS. banco de dados e ferramentas de otimização aplicadas a cada fase específica do planejamento. possibilitando a extensão do modelo proposto para considerar outras camadas como exposto na seção 3. permitirá à empresa prestadora de serviços de telecomunicações atender de forma mais eficiente às novas necessidades “urgentes” de um cliente em relação à confiabilidade e velocidade de comunicação. onde o planejador pode interagir com as soluções propostas pela ferramenta.4 . Assim esta dissertação apresentou uma proposta de arquitetura de software em camadas. considerando desde o nível de ruas até o nível de canais 64Kbps. podemse destacar: • A flexibilidade da arquitetura.CONCLUSÕES A partir de análises da evolução histórica das metodologias e ferramentas computacionais para o planejamento de redes de telecomunicações brasileiras. O emprego de legendas visuais de cor e espessura (uma característica das interfaces GIS) traz facilidades à interpretação das imagens. • A utilização de GIS junto a uma base de dados integrada possibilita uma visualização detalhada das características de projeto da rede. chegou-se a um elenco de características necessárias a uma ferramenta de apoio a decisão para o planejamento e projeto de redes de telecomunicações.

63 . através de trabalhos futuros: • Incorporar o conceito de Topologias ao modelo de dados (principalmente aquelas baseadas em anéis e suas variações). já estão em andamento através de trabalhos de graduação e mestrado. Ou ainda. adicionando características de roteamento disjunto e topologias diferentes nos modelos já existentes. exclusão de arcos e rotas e consultas sobre a rede.Apontam-se algumas das etapas que devem ser seguidas para se alcançar uma implementação eficiente das idéias propostas aqui. • Incorporar novos algoritmos de otimização e aprimorar os já existentes. é bom ressaltar. que ofereça ao planejador as facilidades gráficas de inserção de novos arcos e rotas. Por exemplo. Além da possibilidade de utilizar algoritmos de otimização nas diversas fazes do planejamento. ao invés dos algoritmos de fluxo. Ou considerando a possibilidade de utilização de constraint programming (disponível no OPLStudio). considerando se é mais adequado utilizar o modelo arcocaminho. Algumas destas implementações. nó-arco ou de inserção de colunas. • Implementar um conjunto de interfaces. na solução de um problema. implementando modelos de otimização que levem em consideração as características específicas de cada camada da rede. baseados nas propostas expressas neste trabalho.

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