Particularidades da fisiologia da reprodução em vacas de leite

Roberto Sartori

Introdução
• Índices reprodutivos • Função reprodutiva no pós-parto de vacas em lactação • Função reprodutiva durante o ciclo estral de vacas e novilhas • Ingestão de matéria seca/energia e reprodução • Alterações na expressão de estro da vaca leiteira • Fecundação e desenvolvimento embrionário em vacas e novilhas • Fatores associados a morte embrionária/fetal em bovinos

Índices reprodutivos em rebanhos leiteiros de alta produção
• Taxa de concepção:
• Vacas lactantes: < 40% • Novilhas: > 50% • *40 anos atrás: 60-70% para ambos

TAXA DE CONCEPÇÃO (%) 1996 A 1998
80
Taxa de concepção (%)

70 60 50 40 30 20 10 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 MÊS Vacas Novilhas

Cedido por Profa. Ricarda Santos, ref. CIA AGRÍCOLA NOVA AMERICA

Produção de leite e taxa de concepção em 532 rebanhos de vacas Holandesas e 29 rebanhos de vacas Jersey 7500 7000 6500 6000 5500 5000 76-78 79-81 82-84 85-87 88-90 91-93 94-96 97-99 Anos 40 35 30 Taxa de concepção (%) Produção de leite (kg) 8000 Jersey Holstein 55 50 45 2001.. (2009) •Fonte: S. Trends in reproductive performance in southeastern Holstein and Jersey DHI herds. 2002. Dairy Sci. 85:244-251 . Washburn et al. Norman et al. J. P..

Diferenças entre vacas mestiças e puras Fazenda Santa Luzia Mestiça Holandesa Persistência de lactação Taxa de detecção de cio Anestro após PVE Taxa de concepção < 275 d    > 305 d    .

Função reprodutiva pós-parto Agropecuária Palma .

Primeira ovulação pós-parto Dia da 1a ovulação pós-parto em vacas leiteiras Média (n) Vacas holandesas de alta produção Vacas mestiças 35 d Variação 9 a 166 d 50 a 70 d 10 a >200 d .

Balanço energético e anestro pós parto .

Balanço energético Valores relativos Produção de leite BEN máximo IMS 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 Semanas pós-parto .

. 1990 .Relação entre CMS e primeira ovulação pós-parto 22 20 18 16 14 12 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Semanas pós-parto < 22 d 22 to 42 d > 42 d CMS (kg/d) Staples et al.

5 3. 2004 Condição corporal 60 d .75 Vacas anovulatorias (%) ECC ao 70 dias Wiltbank et al.. 2003 Anestro.5 2.25 2. % 35 30 25 20 15 10 2.Relação entre ECC e anestro em vacas 50 45 40 Santos.75 3 3.25 3.

Função reprodutiva durante o ciclo estral de vacas e novilhas Lenda e Fábula da Embrapa .

Ciclo estral e ondas foliculares Tamanho folicular Ovulação Estro 8-9 16 Dias do ciclo estral 21 .

Ovócito Corpo Lúteo Progesterona Corpo Lúteo Progesterona .Ovário Folículo .Estrógeno.

31 vacas lactantes Taxa de concepção (%) 80 70 60 50 40 30 20 10 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Vacas Novilhas . 2004) MÊS . (JDS.Função ovariana em novilhas e vacas lactantes da raça Holandesa .29 novilhas .10 a 16 meses de idade Sartori et al.>20 d pós-parto .Produção = 46 kg/d .

20 18 16 Ovulação única ou dupla OV OV Folículo (mm) 14 12 10 8 6 4 2 0 Estro -5 -3 -1 1 3 5 7 Estro 9 11 13 15 17 19 21 23 Dias do ciclo estral Estradiol .

20 18 Dias entre luteólise e ovulação 14000 Progesterona (ng/ml) OV12000 10000 Volume luteal (mm3) 16 14 12 10 8 6000 4000 2000 Volume do CL 8000 6 4 2 0 -5 -3 -1 1 3 5 7 Progesterona 0 9 11 13 15 17 19 21 23 Dias do ciclo estral .

Número de ondas foliculares no ciclo 80 n=11 Porcentagem de fêmeas Novilhas Vacas 60 n=15 40 n=9 20 n=2 n=3 n=1 0 2 ondas 3 ondas 4 ondas .

05 -7 -6 -5 -4 -3 -2 -1 Dias em relação à ovulação .8±0.5 mm 14.Folículo ovulatório 17 16 15 14 13 12 11 10 9 8 7 Folículo ovulatório (mm) Novilhas Vacas 16.2 mm P < 0.9±0.

05 -7 -6 -5 -4 -3 -2 -1 -6 -5 -4 -3 -2 -1 10 8 6 4 Estradiol (pg/ml) 2 0 Dias em relação à ovulação .05 * P < 0.Folículo ovulatório 17 16 15 14 13 12 11 10 9 8 7 Concentração sérica de estradiol 12 Folículo ovulatório (mm) Novilhas Vacas * * P < 0.

.Correlação entre volume do folículo ovulatório e volume luteal subseqüente (Sartori et al. 2002) .

05 Novilhas Vacas 0 2 4 6 8 10 12 14 Dias do ciclo estral .Volume luteal Volume luteal (mm3) 10000 8000 6000 4000 2000 P < 0.

Volume luteal Volume luteal (mm3) 10000 8000 6000 4000 2000 P < 0.05 1 0 0 2 4 6 8 10 12 14 2 4 6 8 10 12 14 Dias do ciclo estral .05 Novilhas Vacas Concentração sérica de progesterona 6 Progesterona (ng/ml) 5 4 3 2 P < 0.

1 10. (d) Dia da luteólise Dias entre luteólise e ovulação 22.2 Novilhas = = >> > = = > 22.6 1.0 55.9 11.1 18.9 5.6 .9 18.9 10.6 17.9 8.9 78.5 4.Outros resultados Vacas Duração do ciclo estral (d) Ciclos com 2 ondas (%) Ovulação dupla (%) Emergência da 2a onda (d) Emerg. última onda e ov.

(2002) Journal of Dairy Science Novilhas Vacas lactantes Porcentagem de fêmeas Dias entre PGF e ovulação Não ovularam .Tempo após a PGF2 (D 7) para detecção de ovulação em vacas lactantes e novilhas holandesas Sartori et al.

Tempo após a PGF2 (D 7) para detecção de ovulação em vacas secas e lactantes Sartori et al. (2002) Journal of Dairy Science Vacas secas Vacas lactantes Porcentagem de fêmeas Dias entre PGF e ovulação Não ovularam .

Ingestão de matéria seca/energia e reprodução
Ingestão de matéria seca e função reprodutiva

Metabolismo de esteróides
53.0 Mcal/d vs. 12.5 Mcal/d Tam. do CL Tamanho do folículo

1600 L/h vs. 750 L/h

Tempo luteólise-ovulação
 ovulações múltiplas

 Estradiol  Progesterona

Influência da IMS/energia na [P4] plasmática em vacas holandesas não lactantes (n = 7 por grupo)

Fonte: Santos (2005)

Função ovariana e concentrações séricas de hormônios esteróides e metabólicos em novilhas Nelore submetidas à baixa ou alta ingestão alimentar
Mollo, Sartori e colaboradores (2007)

Material e métodos Animais: novilhas Nelore GRUPOS: Alta Ingestão (n = 20) ad libitum ~1.7 M Baixa Ingestão (n = 19) 0.7 M .

4 23.38 1.25 2.81 11.79 2.23 0.32 4.5 *Boião PPU (Integral Produbom.35 11.5 11.85 0.55 85 25 9 1.59 5.Composição de MS e PB da dieta dos animais que estavam recebendo dietas de baixa ou alta ingestão Kg/cab/d % MS Total Kg MS/d % PB Total proteína (Kg) % PB Baixa ingestão Feno de Coast-cross Silagem de milho Suplemento energético/protéico* Total % do peso vivo Alta ingestão Feno coast-cross Silagem milho Suplemento energético/protéico* Total % do peso vivo 2.3 11.9 29.5 5.4 0.18 1.1 9.6 0.08 13 9 22 0.7 85 25 9 4.78 13 9 22 0.2 0.07 0. Goiânia. . GO).28 0.1 0.52 0.

0 380.8 -3 Baixa ingestão Alta ingestão * Grupo A:  ECC de 3.0 420.4 3.0 2.0 Baixa ingestão 460.0 400.0 Alta ingestão * Grupo A: +4.0 -3 -2 -1 0 1 Grupo B: -1.0 3.7 -2 -1 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Semanas em relação ao início dos tratamentos .6 a 2.Peso e ECC 480.2 Grupo B:  ECC de 3.0 360.2 Escore de condição corporal 4.1 kg por semana Peso corporal (kg) 440.7 a 4.8 3.8 kg por semana *Em crescimento 2 3 4 5 6 7 8 9 Semanas em relação ao início dos tratamentos 4.6 3.2 3.

06 mm/d Diâmetro folicular 13 12 11 10 9 8 7 6 -7 P < 0.05 -6 -5 -4 -3 -2 -1 Dias em relação à ovulação .90 ± 0.0±0.2 mm = 1437 mm3 11.05 mm/d 14 Baixa ingestão (n=16) Alta ingestão (n=18) 14.Folículo ovulatório 1.22 ± 0.8±0.2 mm = 860 mm3 0.

Folículo ovulatório Baixa ingestão (n=16) Pico de estradiol 18 Baixa ingestão (n = 30) Alta ingestão (n = 29) 14 16 Diâmetro folicular 12 11 10 9 8 7 6 -7 -6 -5 -4 -3 -2 -1 Dias em relação à ovulação Estradiol sérico (pg/ml) 13 Alta ingestão (n=18) 14 12 10 8 6 4 2 0 Pico pré-ovulatório P < 0.10 .05 P > 0.

8 18 16 600 Insulina Baixa ingestão (n=19) Alta ingestão (n=20) 14.9 560 540 520 2 500 D0 do ciclo estral 0 D0 do ciclo estral P > 0.20 *P < 0.05 .6 IGF-I total sérico (ng/ml) Insulina sérica (μUI/ml) 14 12 10 8 6 4 580 * 7.IGF-I 620 588.9 Baixa ingestão (n=19) Alta ingestão (n=20) 569.

Volume luteal Alta ingestão (n = 20) Baixa ingestão (n = 19) 4500 4000 3500 Volume luteal (mm3) 3000 2500 2000 1500 1000 500 0 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 P < 0.05 Dias do ciclo estral .

05 P > 0.5 Alta ingestão (n = 20) Baixa ingestão (n = 19) Progesterona sérica (ng/ml) 3500 4 3.10 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Dias do ciclo estral .Volume luteal 4500 4000 Concentração sérica de progesterona 5 4.5 3 2.5 1 0.5 2 1.5 0 Volume luteal (mm3) 3000 2500 2000 1500 1000 500 0 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 P < 0.

Ingestão de matéria seca/energia e número de ondas 60 50 Baixa ingestão (n=16) Alta ingestão (n=18) Porcentagem 40 30 20 10 0 2 3 4 5 Número de ondas no ciclo estral .

Ingestão de matéria seca/energia e número de ondas 60 50 Baixa ingestão (n=16) Alta ingestão (n=18) Porcentagem 40 30 20 10 0 2 3 Padrão de ondas similar em vacas mestiças 4 5 Número de ondas no ciclo estral .

Alterações na expressão de estro da vaca leiteira .

2001 Dia do Parto Junho. 2000 Paul Fricke (com. Pessoal) .Distribuição dos DEL na 1ª IA: Fazenda 1 DEL na 1ª IA Vacas recebendo 1ª IA após 100 DEL 100 DEL vacas recebendo 1ª IA antes 100 DEL Junho.

(1997) .Aceites de montas em vacas holandesas 60 50 40 Frequência 30 20 10 0 <3 4a7 8 a 14 > 14 Número de aceites de montas Nebel et al.

Distribuição da duração do estro em vacas holandesas 60% ≤ 8h 35 30 25 Frequência 20 15 10 5 0 <4 Nebel et al. (1997) 4a8 8 a 10 Horas >10 .

(1997) 400 185 17.Características do estro em vacas e novilhas holandesas e Jersey monitoradas pelo HeatWath 1995-2002 Períodos de estros --(n)-Vacas Hol.9 9. Jerseys 990 420 6.8 Aceites de monta --(n)-Duração do estro ----(h)---- Novilhas Hol.3 8.0 27.5 7. Jerseys Nebel et al.7 12.5 10.7 .

2 .0 3.8 Concreto 9.4 No de montas Britt et al 7.Manifestação de cio em vacas holandesas em piso de terra ou concreto Terra Horas em cio 13.

7 produção de leite 18.0 4..0 14.0 2.8 n=37 0.3 n=94 5.1 4.0 25 30 35 40 45 50 55 Produção de leite (kg/d) .0 12.0 n=25 Lopez et al.6 n=65 6.8 n=73 n=56 2.Duração do estro em relação à 14.0 10.0 16. 2004 (An Reprod Sci) Duração do cio (h) 9.0 6.0 8.

0b Diâmetro folicular.9a 32.4b 1.5a 0.8 7.3 a 17.1a 0. n 46.6 1.5b < 0. kg/d Duração.8 0.05 .bP 18.6 6. pg/ml a. h Aceites de monta.6 0. 2004 (An Reprod Sci) > Produção n = 31 < Produção n = 40 Produção de leite.4 8.3 11.2 b 0..0 6.9 9.5 1.8 0.0 1. mm Estradiol.Duração do estro em relação à produção de leite Lopez et al.

Expressão de estro em vacas mestiças .

4 51.6 11.. % Falha na detecção.4 40.6 40.0 48. 2003 56.5 8. % Detecção incorreta.1 .6 36. % Meneghetti et al.Eficiência (ou melhor. INEFICIÊNCIA) na detecção de estro em mestiças Taxa de detecção de estroJaneiro mestiças a pasto em vacas Fevereiro Média Detecção correta.8 6.

Sartori e colaboradores (2007) .Comportamento estral em novilhas Nelore submetidas à baixa ou alta ingestão alimentar Mollo.

8 2.7b 17.Duração e intensidade do estro em relação à ingestão alimentar Baixa ingestão n = 10 Duração.01 entre grupos.2B 1.8 2.5A 5.1 29. h Aceites de monta.9 11.bDiferença A. P < 0.8 35. n a. P = 0.5a entre grupos.07 .BDiferença Alta ingestão n = 14 10. n Montas.7 8.9b 2.1a 6.

.Modelo resumindo possíveis efeitos da ingestão de matéria seca/energia na fisiologia reprodutiva da fêmea bovina.

Vaca de  produção Vaca de  produção Progesterona Folículo pré-ovulatório Pico LH •Pico de LH mais cedo •Ovulação de folículo menor •Cio mais longo •Pico de LH atrasado •Ovulação de folículo maior •Cio mais curto Estradiol -1 0 Dias em relação à luteólise 1 2 3 4 5 .

Fecundação e desenvolvimento embrionário em vacas e novilhas Falhas de fecundação são comuns em vacas de leite? .

2% (69/86) 87. (1993) .9% (90/106) 86.5% (23/26) 72. (1993) .0% (25/25) 97.1o serviço Hawk e Tanabe (1986) .0% (13/18) 85.Repetidoras O’Farrell et al. % (n/n) 80.6% (41/42) 88.9% (73/85) 84.Verão Média Fecundação.3% (421/488) . (1983) .Taxa de fecundação em vacas leiteiras pós parto Cerri et al. (1994) Wiebold (1988) Hawk e Tanabe (1986) .Inverno Ryan et al.0% (87/100) 100. (2004) Tanabe et al.Repetidoras Ryan et al.

2002 (J Dairy Sci) .Novilhas (12 a 16 meses) Estro IA Detecção de cio 0 Ov PGF 2 Coleta de embrião/ovócito Estro Detecção de cio 0 1 6 7 8 Dias em relação ao estro .Vacas lactantes (46 kg/d de leite) .Fecundação em vacas e novilhas holandesas Sartori et al..

Novilhas Vacas lactantes Taxa de fecundação .Fecundação em fêmeas holandesas Verão 32/32 100% 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 Porcentagem * 21/38 55% P < 0.05 * 80% das estruturas não clivadas possuíam espermatozóide acessório na zona pelúcida.

.

4 39.2 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 Temperatura ambiente (oC) .2 (24) (38) (99) (56) (45) 39.2 (28) (19) Temperatura corporal (oC) 40.6 Novilhas holandesas Vacas holandesas (77) (86) (16) (27) 39.4 (52) (2) (46) (44) (43) (47) (32) 38.8 39.8 38.6 38.0 (22) (44) (13) (26) (43) (10) (90) (79) (24) (97) 38.0 39.40.

Vacas lactantes (46 kg/d de leite) .Fecundação em vacas lactantes e secas no inverno .Vacas secas (“repetidoras” quando lactantes) Estro IA Detecção de cio 0 Ov PGF 2 Coleta de embrião/ovócito Estro Detecção de cio 0 1 6 7 8 Dias em relação ao estro .

Fecundação em fêmeas holandesas Inverno 36/41 34/38 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 Porcentagem 88% 89% Vacas lactantes Vacas secas Taxa de fecundação .

Fecundação em fêmeas holandesas Verão 32/32 Inverno 36/41 34/38 100% 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 Porcentagem 84% 21/38 89% 55% P < 0.05 Novilhas Vacas lactantes Vacas lactantes Vacas secas Taxa de fecundação .

Sobrevivência embrionária até Dia 6 ou 7 .

(1993) Verão Wiebold (1980) Cerri et al.Embriões viáveis ( 7 dias) coletados de vacas leiteiras pós parto (lactantes) 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 Porcentagem 24/41 16/31 43/69 12/25 95/166 52% P > 0. (1993) Inverno Ryan et al. (2004) Média Embriões viáveis .10 59% 62% 57% 48% Ryan et al.

Verão: Vacas lactantes X novilhas .Inverno: Vacas lactantes X vacas secas Estro IA Detecção de cio 0 Ov PGF 2 Coleta de embrião/ovócito Estro Detecção de cio 0 1 6 7 8 Dias em relação ao estro .Desenvolvimento embrionário em fêmeas da raça holandesa .

05 Novilhas Vacas lactantes Embriões viáveis .Embriões viáveis coletados de fêmeas holandesas Verão 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 Porcentagem 23/32 72% 7/21 33% P < 0.

05 33% P < 0.Embriões viáveis coletados de fêmeas holandesas Verão Inverno 28/34 23/32 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 Porcentagem 82% 19/36 7/21 72% 53% P < 0.05 Novilhas Vacas lactantes Vacas lactantes Vacas secas Embriões viáveis .

) .) Qualidade embrionária (33% viabil.Resumo – Vacas leiteiras com alta produção de leite Fecundação Verão (55% fec.) Qualidade embrionária (53% viabil.) Fecundação Inverno (88% fec.

(2006) – 25 a 46 d (IA) Vasconcelos et al. (2006) – 25-32 a 60-66 d (IA) Sartori et al. (2006) – 25-32 a 60-66 d (TE) Vasconcelos et al./fetal % (n/n) 20% (38/195) 23% (67/286) Chebel et al. (2003) – 26-33 a 68 d Vasconcelos et al. (1997) – 28 a 42 d Vasconcelos et al. (2006) – 25 a 46 d (TE) Silke et al. (2002) – 43 a 56 d (a pasto) 11% (56/512) 6% (29/456) 19% (13/70) 26% (22/84) 10% (8/84) 22% (20/91) 3% (23/705) 2% (14/682) . (1997) – 43 a 56 d Sartori et al. (2003) – 28 a 42 d Fricke et al. (2002) – 28 a 42 d (a pasto) Silke et al.Morte embrionária tardia/fetal precoce entre 25 e 60 dias em vacas leiteiras Morte embr.

(2004) – 30 a 70 d (EUA) 1.3% (19/205) . (2002) – 43 a 56 d (Irlanda) Rivera et al. (2002) – 28 a 42 d (Irlanda) Silke et al.5% (2/131) 2.3% (3/129) 9./fetal % (n/n) Silke et al.Morte embrionária tardia/fetal precoce entre 28 e 60 dias em novilhas leiteiras Morte embr.

(1996) Vacas lactantes Folículos P4 Savio et al. (1992) Novilhas E2 -1 0 1 2 3 4 Dias após luteólise Cio 5 Cio Dia do ciclo .Modelo hipotético da baixa fertilidade em vacas de alta produção de leite Lactantes Não lactantes Ovócito comprometido Taxa de concepção (%) P4 Diâmetro folicular (mm) P4 37 65 15 49 Ahmad et al.

Modelo hipotético da baixa fertilidade em vacas de alta produção de leite Lactantes Não lactantes Ovócito comprometido P4 Dias de dominância do folículo ovulatório Folículos E2 -1 Embriões 0 1 2 Embriões 5 degenerados 3 4 viáveis Dias após luteólise Fecundação Fecundação e qualidade embrionária (Cerri et al.. 2009) .

embrionário E2 -1 0 1 2 3 4 Dias após luteólise 5 1 2 3 4 5 Dias após ovulação .Modelo hipotético da baixa fertilidade em vacas de alta produção de leite Lactantes Não lactantes Ovócito comprometido P4 Folículos CL P4  desenv.

5 ng/mL)  P4 (1.Modelo hipotético da baixa fertilidade em vacas de alta produção de leite – [P4] Embriões transferidos em D7 e colhidos em D13 em receptoras superovuladas ou não (Lonergan et al.. 2007) Embriões colhidos em D13 ou D16 de novilhas inseminadas e suplementadas ou não com P4 a partir do D3 (Carter et al. 2008) Comprimento do concepto (mm) Área do embrião (mm2)  P4 (2 a 2..5 a 2 ng/mL)  P4 (35ng/mL)  P4 (5-10ng/mL)  P4 13  P4  P4 16  P4 Dia do ciclo estral .

Sêmen (Reprodutor) 10. Anovulação à IATF 8. Momento da IA em relação ao estro/ovulação 2. Estresse térmico 5.Fatores associados a morte embrionária/fetal em bovinos 1. Desbalanço hormonal 6. Mastite 4. Perda de condição corporal pós parto 9. Ambiente uterino 3. Nutrição 7. Anomalias cromossômicas .

2004 Morte embrionária (%) 25 20 15 10 5 P = 0.Mastite e morte embrionária/fetal em vacas leiteiras Chebel et al..02 0 Sem mastite Com mastite .

001 0 Ciclando Não ciclando . 2004 Morte embrionária (%) 25 n = 213 20 15 10 5 n = 1245 P < 0..Anovulação à IATF e morte embrionária/fetal em vacas leiteiras Santos et al.

05 147 103 4. 2002 Morte embrionária (%) 14 250 12 10 8 6 4 2 0 12% P < 0.5% Perda de CC Manutenção de CC 5% Aumento de CC .Perda de condição corporal pós parto e morte embrionária/fetal em vacas leiteiras Silke et al..

.05 0 Touro A Touro B . 2004 Morte embrionária (%) 25 20 15 10 5 17% n = 91 2% n = 116 P < 0.Efeito do macho na morte embrionária/fetal em vacas leiteiras Pursley et al.

Corrigir desbalanço hormonal e induzir ciclicidade antes de inseminar 5.  estresse (térmico e outros tipos) 4. 3. IA adequada com sêmen de boa qualidade 2.  doenças infecciosas ou infecções localiz. Manejo nutricional adequado 6.Como melhorar a eficiência reprodutiva?  Maximixar fecundação e minimizar perdas embrionárias 1. Técnicas avançadas de reprodução .

br .usp.Obrigado! sartori@esalq.