Curso Profissional de Contabilidade 2º Ano Direito das Organizações Módulo 7

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Módulo 7 – Introdução aos Impostos e IVA

Professora: Isabel Brito

Direito das Organizações .Conceito de Imposto Todos os indivíduos que vivem em sociedade sentem um conjunto de necessidades: • Necessidades Individuais – como a fome. educação saúde. iluminação pública e educação pública. são aquelas que atingem toda a comunidade e resultam da vida social (ex: necessidade de segurança. de segurança. etc. segurança. justiça. diversão. etc). As necessidades colectivas (de instrução.) obrigam o Estado e outros entes públicos a suportarem avultadas despesas – Despesas Públicas. Têm a particularidade de não serem divisíveis e o seu custo de produção não pode ser imputado a um indivíduo em particular. Estas necessidades colectivas serão saciadas com Bens de Consumo Colectivos. são aqueles que satisfazem as necessidades colectivas. É através das receitas públicas que o Estado e os outros entes públicos fazem face às despesas públicas 2 . de defesa nacional. sede.Módulo 7 – Introdução aos impostos e IVA 1 . etc • Necessidades Colectivas. de saúde pública. Ex: defesa nacional.

nos mais diversos sectores. pagamentos de remunerações a professores. Segurança .Direito das Organizações . enfermeiros e outros técnicos e auxiliares de saúde. Ao conjunto dos Rendimentos obtidos pelo Estado dá-se o nome de RECEITA PÚBLICA  Então uma Definição de Receita Pública. pode ser: 3 .construção e manutenção de esquadras e quartéis. Autarquias. Governos etc.construção e manutenção de hospitais e centros de saúde. aquisição de equipamentos e veículos etc. Há muitos exemplos da Despesa Pública efectuada pelo Estado. para fazer face à Despesa Pública o Estado tem também de obter rendimentos. pagamentos de remunerações a polícias e militares. auxiliares de acção educativa e administrativos. Transportes e Comunicações. onde há DESPESA PÚBLICA Mas. ou seja. pagamentos de remunerações a médicos. Saúde .Módulo 7 – Introdução aos impostos e IVA  Então uma Definição de Despesa Pública. pode ser: As DESPESAS PÚBLICAS são os gastos efectuados pelo Estado e outros entes públicos na satisfação das necessidades coletivas nas suas mais diversas áreas. Obras Públicas. Justiça. atribuição de subsídios etc. são apenas mais alguns exemplos de sectores onde o Estado incorre em gastos. subsídios à compra de medicamentos etc. Institutos Públicos de diversa natureza. tais como: Educação – construção e manutenção de escolas.

Ex. satisfazer as necessidades colectivas Juridicamente. assim.: Receitas provenientes da venda da madeira das explorações florestais do Estado. estas Receitas Públicas podem classificarse em: Receitas Coactivas Receita voluntárias • Receitas voluntárias .São as fixadas pelo Estado por via legislativa de forma autoritária. Estas receitas denominam-se ainda receitas patrimoniais por derivarem do património do Estado.São aquelas em que o preço é estabelecido por via negocial ou contratual. IMPOSTOS TAXAS ou ainda MULTAS e COIMAS Ramos do Direito Público 4 . • Receitas coactivas .Módulo 7 – Introdução aos impostos e IVA As RECEITAS PÚBLICAS são os rendimentos económicos obtidos pelo Estado e outras entidades públicas para fazer face às despesas públicas e. • As Receitas Coactivas tomam a designação de Receitas públicas mediatas.Direito das Organizações . porque decorrentes da exigência as contribuintes de uma parte da riqueza gerada por estes. como por exemplo as propinas cobradas aos alunos ou o imposto sobre os rendimentos das pessoas singulares cobrado às pessoas que auferem rendimentos. ou seja. de acordo com a lei.

 Actividade financeira é aquela que o Estado desenvolve ao efectuar as despesas públicas e a obter as receitas públicas necessárias à cobertura dessas despesas. quanto à sua natureza. o Direito Fiscal. O Direito Fiscal como Direito Público  Vimos que o Direito Fiscal é um ramo específico do Direito Financeiro e este um dos ramos do Direito Público. podemos dizer que.  Direito Público  Não há uma definição absolutamente consensual sobre esta vasta área do direito interno. Administrativo. dentro deste. Então.  Aqui interessa-nos definir o Direito Financeiro:  DIREITO FINANCEIRO é todo o conjunto de normas jurídicas que disciplinam a actividade financeira do Estado.  Contudo.Direito das Organizações . 5 . a que parece reunir maior consenso é a que se fundamenta nos critérios do Interesse subjacente e do Sujeito das relações jurídicas em causa. Direito Público pode definir-se como se segue: DIREITO PÚBLICO é todo o conjunto de normas que protegem directamente interesse público (interesse) e em que um dos sujeitos da relação é o Estado ou outra pessoa colectiva dotada de autoridade pública (sujeito). criminal. o Direito Fiscal é um ramo de Direito Público.Módulo 7 – Introdução aos impostos e IVA  Podemos subdividir o Direito Público em vários ramos: Direito Constitucional.  Com base nesses critérios. processual Financeiro e.

temos: DIREITO FINANCEIRO DIREITO DAS DESPESAS DIREITO DAS RECEITAS Direito dos Impostos. encontrando-se numa posição superior aos dos particulares. Direito Tributário ou Direito Fiscal Direito Orçamentário DIREITO DA ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA 6 .Módulo 7 – Introdução aos impostos e IVA Este enquadramento não levanta qualquer dúvida se pensarmos que o Direito Fiscal visa interesses colectivos através da captação de impostos para posterior satisfação das necessidades públicas  Critério dos Interesses O imposto destina-se à satisfação das necessidades colectivas.Direito das Organizações .  0 Direito das Despesas e  O Direito da Administração Financeira. Esquematicamente. O Direito Financeiro compreende três ramos distintos:  0 Direito das Receitas.  Critério dos Sujeitos da Relação Juridica No direito fiscal o Estado encontra-se revestido de “jus imperii”.

Sistema Fiscal  1.Módulo 7 – Introdução aos impostos e IVA DIREITO TRIBUTÁRIO como o conjunto de normas que regulam a actividade do Estado no que respeita à captação das receitas coactivas em geral DIREITO FISCAL é o ramo do Direito Financeiro que integra as normas que regulam as relações do imposto.Direito das Organizações . ou seja. O sistema fiscal visa a satisfação das necessidades financeiras do Estado e outras entidades públicas e uma repartição justa dos rendimentos e da riqueza. Ninguém pode ser obrigado a pagar impostos que não hajam sido criados nos termos da Constituição. TAXAS DIREITO TRIBUTÁRIO (RECEITAS COACTIVAS) IMPOSTOS DIREITO FISCAL Base legal do Direito Fiscal  Direito Fiscal e o Direito Constitucional  Na Constituição da República Portuguesa (CRP) existem normas de natureza fiscal:  Garantias fundamentais dos cidadãos em matéria tributária. que tenham natureza retroactiva ou cuja liquidação e cobrança se não façam nas 7 .  2. a taxa.  3. os benefícios fiscais e as garantias dos contribuintes. que determina a incidência. a cobrança das receitas através dos impostos.º . Os impostos são criados por lei.  Orientam o legislador e limitam a sua competência fiscal CRP Artigo 106.

Compete ao Governo.º . O imposto sobre o rendimento pessoal visa a diminuição das desigualdades e será único e progressivo.  2. no exercício de funções legislativas: a) Fazer decretos-leis em matérias não reservadas à Assembleia da República.Impostos  1.Módulo 7 – Introdução aos impostos e IVA  Artigo 107.  4. mediante autorização desta. A tributação do património deve contribuir para a igualdade entre os cidadãos. 8 .devendo onerar os consumos de luxo Artigo 201. A tributação do consumo visa adaptar a estrutura do consumo à evolução das necessidades do desenvolvimento económico e da justiça social. tendo em conta as necessidades e os rendimentos do agregado familiar.Direito das Organizações .  3.Competência legislativa 1. b) Fazer decretos-leis em matérias de reserva relativa da Assembleia da República. A tributação das empresas incide fundamentalmente sobre o seu rendimento real.º .

9 .Direito das Organizações . ou seja. a Lei Fiscal tem em conta factores específicos como a sede (morada efectiva) do sujeito passivo (contribuinte) e o local onde os rendimentos foram obtidos ou onde ocorrem os factos que dão origem ao imposto. logo também à Lei Fiscal.  Aplica-se assim o princípio da não retroactividade também á Lei Fiscal. Entre a publicação e a vigência da lei decorrerá o tempo que a própria lei fixar…. desde que tenha surgido antes dessa lei  A Obrigação Tributária nasce com a verificação do pressuposto previsto na lei para a sujeição ao imposto. bem como aos rendimentos que aí forem adquiridos  Assim. A lei só se torna obrigatória depois de publicada no jornal oficial. para alguns impostos.. 2. que significa que não se deverá aplicar a nova lei desde que a obrigação tenha sido constituída antes do seu aparecimento.Módulo 7 – Introdução aos impostos e IVA Princípios da Lei Fiscal Artigo 5º Começo e vigência da lei 1. Aplicação da lei no espaço  Trata-se de definir qual o território em que a lei produz efeitos  Para isso aplica-se o princípio da territorialidade à Lei Fiscal  Este princípio refere que a Lei Fiscal do Estado aplica-se apenas aos factos e situações que ocorram nesse Estado.  O texto deste artigo aplica-se a toda a Lei.

Relativamente às pessoas colectivas e outras entidades com sede ou direcção efectiva em território português.Extensão da Obrigação do Imposto 1 . incluindo os obtidos fora desse território.º . 2 . É da exclusiva competência da Assembleia da República legislar sobre as seguintes matérias: a) Estado e capacidade das pessoas.Elementos do Imposto 10 . i) Criação de impostos e sistema fiscal e regime geral das taxas e demais contribuições financeiras a favor das entidades públicas. CIRC – Art. o IRC incide sobre a totalidade dos seus rendimentos. b) Direitos. 2 . liberdades e garantias. 4º .Módulo 7 – Introdução aos impostos e IVA  Principio da Territorialidade  A lei fiscal de um Estado apenas abrange os factos e situações que ocorram no território desse Estado e os rendimentos que nele tenham sido obtidos.As pessoas colectivas e outras entidades que não tenham sede nem direcção efectiva em território português ficam sujeitas a IRC apenas quanto aos rendimentos nele obtidos.  Principio da legalidade Artigo 168.Reserva relativa de competência legislativa 1.Direito das Organizações .

criada por lei a favor do Estado ou entidade pública (sujeito activo). pecuniária. 11 . sem carácter de sanção.Direito das Organizações . Encontramos na definição de imposto os vários elementos que caracterizam a natureza do imposto Prestação Tributária Coactiva Prestação Pecuniária Naturez a Prestação Estabelecida por Lei do Prestação Sem Carácter de Sanção Imposto Finalidades Fiscais e Extra Fiscais Prestação Unilateral O Imposto é:  …é uma prestação tributária coactiva. para dar cobertura às despesas públicas com objectivos de ordem económica e social. unilateral.  porque o Estado obriga o seu pagamento a todos os cidadãos que se encontram nas situações previstas na lei.Módulo 7 – Introdução aos impostos e IVA Vejamos a definição que contempla todas as características fundamentais dos impostos: O Imposto é uma prestação tributária coactiva.

 …tem finalidades fiscais e extra fiscais. porque o Estado cobra para fazer face aos encargos públicos (finalidades fiscais) mas também com o intuito de promover o bem-estar social e a ordem económica  Os IMPOSTOS são as chamadas receitas fiscais.  porque o sujeito activo Estado recebe o valor e não retribui directa ou imediatamente com algo em troca  …é uma prestação estabelecida por lei. uma obrigação legal. e são devidos ao Estado sem qualquer contrapartida. portanto.  É claro que é sobretudo com estas receitas fiscais que o Estado pode fazer face às despesas públicas em geral.  …é uma prestação sem carácter de sanção. sem que o Estado tenha de entregar ou fazer algo de concreto em troca.  …é uma prestação unilateral. e só a lei.  porque é entregue em dinheiro (só pode ser em bens muito excepcionalmente .Módulo 7 – Introdução aos impostos e IVA  …é uma prestação pecuniária.  porque não é tributado como resultado de qualquer infracção ou ilegalidade cometida.imposto sucessório). 12 . ou seja.Direito das Organizações . que atribui ao Estado o poder de tributar o imposto que é.  porque é a lei.

O IRC – Imposto Sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas. O IRS – Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares. entre muitos outros (IMI.)  As MULTAS e as COIMAS são também receitas coactivas do Estado impostas como penalização a infracções cometidas pelos cidadãos ou sociedades. tais como:  As taxas  As multas  As Coimas 13 .  Já vimos que existem outras receitas coactivas além das receitas fiscais (dos impostos ).)  As TAXAS são receitas coactivas do Estado mas devidas em contrapartida de um serviço prestado. directa ou indirectamente. etc. As Taxas Moderadoras – pagas pela maioria dos utentes dos serviços públicos de saúde Entre muitas outras (Taxa municipal de direitos de passagem.  São exemplos de Taxas: As Propinas – pagas pelos estudantes que frequentam estabelecimentos de ensino público.Módulo 7 – Introdução aos impostos e IVA  São exemplos de Impostos: O IVA – Imposto Sobre o Valor Acrescentado.Direito das Organizações . taxa de saneamento etc. IA. taxa de tratamento de resíduos sólidos.

Só é aplicada ou cobrada a quem pretenda utilizar o respectivo serviço.  As multas têm natureza não fiscal e destinam-se a penalizar as infracções cometidas pelos cidadãos e empresas  Por exemplo uma multa de trânsito paga à GNR ou uma multa por lançamento de resíduos poluentes num rio paga à Inspecção Geral do Ambiente. uma prestação ou retribuição em troca de um serviço prestado. concretamente:  A unilateralidade (face às taxas. ao contrário do imposto que se destina a aplicar em função de todos.  As multas e as coimas são prestações coactivas que resultam de um facto ilícito e têm um fim punitivo.  ou seja. que são bilaterais)  O carácter não sancionatório (face às multas e às coimas.  As Coimas já têm natureza fiscal uma vez que se destinam a penalizar pela falta de cumprimento duma prestação tributária Por exemplo uma coima pela falta do pagamento do IRS ou IRC 14 .  A taxa tem uma utilidade individualizada. que são sanções)  As taxas são prestações coactivas que resultam de contratos bilaterais. dão lugar a que o Estado receba.Direito das Organizações .Módulo 7 – Introdução aos impostos e IVA  O que distingue o Imposto destas receitas é a sua natureza. total ou parcialmente.

 Os contribuintes podem ser pessoas singulares ou colectivas. ou seja.  É sempre o contribuinte que é a quem a lei exige o pagamento dos impostos. isto aponta para a distinção de vários momentos ou fases  Consideram-se quatro fases na relação jurídica do imposto.Direito das Organizações .  Portanto é sempre o Estado que é a quem a lei atribui o direito de cobrar impostos. são sujeitos passivos os cidadãos individuais e as empresas 3 – Fases do Imposto  Sabemos da noção de Direito Fiscal que este ramo regula os impostos em cada um dos seus momentos.Módulo 7 – Introdução aos impostos e IVA Sujeitos dos impostos  Sujeito Activo do Imposto  É aquele que recebe o valor do Imposto. a saber: 15 .  Sujeito Passivo do Imposto  São os que pagam o valor do imposto.

Direito das Organizações . 1 – Incidência  A incidência do imposto é afinal o saber sobre QUEM ou O QUÊ se aplicam as normas desse imposto. se define algo que é passível desse imposto.Módulo 7 – Introdução aos impostos e IVA  1 – Incidência.  Se se define uma pessoa como sujeito de um imposto.Cobrança.  2 – Lançamento. então fala-se em incidência real ou objectiva REAL (0bjectiva) INCIDÊNCIA PESSOAL (Subjectiva) QUEM está sujeito ao imposto O QUE está sujeito ao imposto A INCIDÊNCIA é a definição legal dos actos ou situações sujeitos a imposto e das pessoas sobre as quais recai o dever de os prestar Exemplo: a incidência real do Imposto Municipal Sobre Imóveis (IMI) são os próprios imóveis e a incidência pessoal são os proprietários desses imóveis 2 – Lançamento 16 . diz-se que se trata duma incidência pessoal ou subjectiva  Quando.  3 – Liquidação.  4 . ao invés.

ou seja. que também comunica ao sujeito passivo a Colecta apurada.Módulo 7 – Introdução aos impostos e IVA Ao lançamento corresponde apenas um processo administrativo que é levado a cabo pelos serviços fiscais. Exemplo: Rendimento auferido/ transacção comercial O LANÇAMENTO do imposto é um conjunto de procedimentos que levam à identificação do sujeito passivo e ao apuramento do valor sobre o qual irá incidir esse imposto. A cobrança de dívidas fiscais faz-se em duas modalidades:  Pagamento Voluntário 17 . A esse valor dá-se o nome de Matéria Colectável. ou seja. nas Repartições de Finanças. É a partir da liquidação que se estabelece a relação jurídico-tributária obrigatória. A LIQUIDAÇÃO do imposto traduz-se na aplicação da taxa legal à matéria colectável para determinar o valor de imposto a pagar (a colecta). um facto gerador da obrigação de pagar o imposto. Este processamento é feito pelos serviços da Direcção-Geral de Contribuições e Impostos (DGCI). O lançamento é originado por um facto tributário. A cobrança é efectuada através das Tesourarias da Fazenda Pública. 4 – Cobrança A cobrança é a última das 4 fases da vida do imposto e. o montante a pagar. extingue-se o seu efeito pois cumpriu-se a prestação tributária. ou seja. 3 – Liquidação Nesta fase processa-se à aplicação da taxa legal ao valor (matéria colectável) sobre o qual ela incide. quando ela se concretiza.Direito das Organizações .

O critério mais generalista é aquele que os divide em impostos directos e indirectos:  São Directos os impostos que incidem sobre o rendimento e o património. 4 – Classificação dos Impostos Os impostos podem ser classificados de acordo com vários critérios. impostos directos são aqueles cuja base de incidência é o rendimento. tributam directamente o rendimento nacional.Direito das Organizações . A partir do dia seguinte ao final do prazo para o pagamento voluntário. após expirado o prazo legal para o pagamento do imposto. legalmente estabelecido. os 18 . isto é. ou seja o consumo ou despesa Por definição.  Os Juros Moratórios são os juros devidos pelo atraso de pagamento das obrigações fiscais.Módulo 7 – Introdução aos impostos e IVA  Cobrança Coerciva A COBRANÇA é o pagamento do imposto por parte do contribuinte sujeito passivo e a entrada do valor do imposto nos cofres do Estado  O pagamento é voluntário sempre que o contribuinte o cumpre dentro do prazo estabelecido na lei. cujas taxas (de juro) estão fixadas na lei. Assim. Ao invés.  Se o pagamento não for efectuado até ao final desse prazo. a cobrança passa a ser coerciva. a DGCI instaura um processo de execução fiscal.  São Indirectos aqueles impostos que recaem sobre a utilização desse rendimento . começam a vencer-se juros moratórios (de mora).

Um exemplo do primeiro caso é o já familiar IRS que todos nós temos de declarar através dos também familiares Mod. nos quais declaramos os rendimentos auferidos no ano anterior e onde aproveitamos para deduzir despesas dentro dos limites legais.Módulo 7 – Introdução aos impostos e IVA impostos indirectos reduzem o rendimento disponível onerando os preços dos bens e serviços. 19 . por exemplo. No caso dos impostos indirectos temos. que onera em 23% os preços de muitos bens e que pagamos quase sem nos apercebermos. 3.Direito das Organizações . não menos familiar IVA. o nosso.