Universidade da Beira Interior

Departamento de Matemática
Cálculo I
Exercícios resolvidos – Cálculo Diferencial em R
Bioquímica e Ensino de Física e Química
PERGUNTAS
1. Determine o conjunto dos pontos onde é diferenciável cada uma das seguintes funções, bem como
a sua derivada:
a) f(x) = e
x
sen x +e
1
x
b) f(x) =
1
2
ln cosh(2x)
c) f(x) =
sen
2
x
sen x
2
d) f(x) =
sen x+cos x
sen x−cos x
e) f(x) =
x
5
+1
e
x
−2
f ) f(x) = sen tg
1−x
2
ln x
g) f(x) = x
1+e
1
x
2+e
1
x
h) f(x) =

cosh x −1
i) f(x) = x|x −1|
j) f(x) =
_
x
2
, x ≤ 0
x , x > 0
k) f(x) =
_
(1 −x) ln(x −1) , x > 1
1−x
2
2x+1
, x ≤ 1 ∧ x = −
1
2
l) f(x) =
_
x
1−x
, x ≤ 0
arctg x , x > 0
1
2. Determine a recta tangente ao gráfico das seguintes funções nos pontos indicados:
a) f(x) =

x no ponto de abcissa 4.
b) f(x) = 1 + 3e
x+3
num ponto onde o declive seja 3e.
c) f(x) = e

x+3
+ ln arctg x no ponto de abcissa 1.
d) f(x) = arcsen
x−1
2
no ponto de intersecção com o eixo das abcissas
3. Sejam f e g duas funções de classe C
1
(R) verificando:
i) ∀x, y ∈ R f(x +y) = f(x)f(y)
ii) ∀x ∈ R f(x) = 1 +xg(x)
iii) lim
x→0
g(x) = 1
Mostre que f

(x) = f(x).
4. Considere a função dada por:
f(x) =
_
3−x
2
2
, x ≤ 1
1
x
, x > 1
a) Mostre que é possivel aplicar o teorema de Lagrange a f no intervalo [0, 2]
b) Determine os números reais e tais que f(2) −f(0) = 2f

(c)
5. Determine o polinómio de Taylor do grau indicado em torno dos pontos indicados para cada uma
das seguintes funções:
a) f(x) = ln x , grau 2, no ponto x = 1.
b) f(x) = cos x , grau 3, no ponto x = 0.
c) f(x) = e
x
2
, grau 4, no ponto x = 0.
d) f(x) = sen x , grau n, no ponto x = 0.
2
6. Utilize a regra de Cauchy para calcular os seguintes limites:
a) lim
x→
π
4
e
sen x
−e
cos x
sen x −cos x
b) lim
x→0
_
1
sen x

1
x
_
c) lim
x→
π
2
(tg x)
cos x
d) lim
x→0
+
x
x
e) lim
x→0
(cos x)
1
x
2
f ) lim
x→0
sen x −x
x −tg x
7. Estude cada uma das seguintes funções considerando:
i) O domínio.
ii) Os zeros.
iii) As assíntotas.
iv) A primeira derivada.
v) Os extremos e intervalos de monotonia.
vi) A segunda derivada.
vii) Os pontos de inflexão e sentido da concavidade.
viii) O esboço do gráfico.
a) f(x) = ln(x
2
−1)
b) f(x) =
_
xln x , x > 0

1 −x , x ≤ 0
c) f(x) =
_
e
−1−(x+1)
2
, x < −1
e
|x|−2
, x ≥ −1
3
RESOLUÇÕES
1. (a) A função tem domínio D
f
= R\ {0} (que é um aberto). Temos
_
e
x
sen x +e
1
x
_

= e
x
sen x +e
x
cos x −
1
x
2
e
1
x
estando esta expressão bem definida em R\ {0}. Assim a função é diferenciável em R\ {0}
e tem derivada dada por
f

(x) = e
x
sen x +e
x
cos x −
1
x
2
e
1
x
.
(b) O domínio de f é D
f
= {x ∈ R : cosh(2x) > 0} = R. Temos
_
1
2
ln cosh(2x)
_′
=
1
2
[cosh(2x)]

cosh(2x)
=
senh(2x)
cosh(2x)
,
estando esta expressão bem definida em R. Assim a função é diferenciável em R e tem
derivada dada por
f

(x) =
senh(2x)
cosh(2x)
.
(c) O domínio de f é D
f
= {x ∈ R : x = ±

kπ, k ∈ N ∪ {0}} (que é um aberto). Temos
_
sen
2
x
sen x
2
_′
=
2 sen xcos xsen x
2
−2xcos x
2
sen
2
x
sen x
2
= 2 sen xcos x −2xcotg x
2
sen
2
x,
estando esta expressão bem definida em D
f
. Assim f é diferenciável em D
f
e tem derivada
dada por
f

(x) = 2 sen xcos x −2xcotg x
2
sen
2
x.
(d) O domínio de f é D
f
= {x ∈ R : sen x −cos x = 0} = {x ∈ R : x =
π
4
+kπ, k ∈ Z}. Temos
_
sen x + cos x
sen x −cos x
_′
=
(cos x −sen x)(sen x −cos x) −(sen x + cos x)(cos x + sen x)
(sen x −cos x)
2
= −
2
(sen x −cos x)
2
,
estando esta expressão bem definida em D
f
. Assim f é diferenciável em D
f
e temos
f

(x) = −
2
(sen x −cos x)
2
.
(e) O domínio de f é D
f
= {x ∈ R : e
x
−2 = 0} = R \ {ln 2}. Temos
_
x
5
+ 1
e
x
−2
_′
=
5x
4
(e
x
−2) −e
x
(x
5
+ 1)
(e
x
−2)
2
,
estando esta expressão bem definida em D
f
. Assim f é diferenciável em D
f
e temos
f

(x) =
5x
4
(e
x
−2) −e
x
(x
5
+ 1)
(e
x
−2)
2
.
4
(f) O domínio de f é D
f
=
_
x ∈ R :
1−x
2
ln x
=
π
2
+kπ, k ∈ Z ∧ ln x = 0 ∧ x > 0
_
. Temos
_
sen tg
1 −x
2
lnx
_′
=
_
tg
1 −x
2
ln x
_′
cos
_
tg
1 −x
2
ln x
_
=
_
1−x
2
ln x
_′
cos
2
_
1−x
2
ln x
_ cos
_
tg
1 −x
2
ln x
_
=
−2x
2
ln x −(1 −x)
2
xln
2
xcos
2
_
1−x
2
lnx
_ cos
_
tg
1 −x
2
ln x
_
,
estando esta expressão bem definida no conjunto
C =
_
x ∈ R :
1 −x
2
lnx
=
π
2
+kπ, k ∈ Z ∧ x = 0 ∧ ln x = 0 ∧ x > 0
_
.
Assim a função é diferenciável em C ∩ D
f
= D
f
.
(g) A função tem domínio D
f
= R\ {0}. Temos
_
x
1 +e
1/x
2 +e
1/x
_′
=
1 +e
1/x
2 +e
1/x
+x

e
1/x
x
2
_
2 +e
1/x
_
+
e
1/x
x
2
_
1 +e
1/x
_
_
2 +e
1/x
_
2
=
e
1/x
(3x −1) +xe
2/x
+ 2x
x
_
2 +e
1/x
_
2
,
estando esta expressão bem definida em D
f
. Assim f é diferenciável em D
f
e temos
f

(x) =
e
1/x
(3x −1) +xe
2/x
+ 2x
x
_
2 +e
1/x
_
2
.
(h) A função tem domínio D
f
= {x ∈ R : cosh x −1 ≥ 0} = R. Temos
_

cosh x −1
_′
=
1
2
(cosh x −1)
−1/2
· senhx =
senhx
2

cosh x −1
,
estando esta expressão bem definida no conjunto {x ∈ R : cosh x −1 > 0} = R\{0}. Assim
f é diferenciável em R ∩ R \ {0} = R \ {0} e tem derivada
f

(x) =
senhx
2

cosh x −1
.
(i) A função tem domínio D
f
= R. Temos
f(x) = x|x −1| =
_
x(x −1) , se x ≥ 1
x(1 −x) , se x < 1
Se x > 1 temos f

(x) = (x
2
−x)

= 2x −1.
Se x < 1 temos f

(x) = (x −x
2
)

= −2x + 1.
No ponto x = 1 temos
f

(1) = lim
h→0
f(1 +h) −f(1)
h
.
Por um lado
lim
h→0
+
f(1 +h) −f(1)
h
= lim
h→0
+
(1 +h)
2
−(1 +h) −0
h
= lim
h→0
+
1 + 2h +h
2
−1 −h
h
= lim
h→0
+
(h + 1) = 1,
5
por outro lado
lim
h→0

f(1 +h) −f(1)
h
= lim
h→0

1 +h −1 −2h −h
2
−0
h
= lim
h→0

(−1 −h) = −1.
Como lim
h→0
+
f(1 +h) −f(1)
h
= lim
h→0

f(1 +h) −f(1)
h
conclui-se que não existe derivada em
x = 1. Assim f é diferenciável em R \ {0} e temos
f

(x) =
_
2x −1 , se x > 1
−2x + 1 , se x < 1
(j) Para x < 0 temos f

(x) = 2x.
Para x > 0 temos f

(x) = 1.
No ponto x = 0 temos
lim
h→0
+
f(h) −f(0)
h
= lim
h→0
+
h −0
h
= 1, e lim
h→0

f(h) −f(0)
h
= lim
h→0

h
2
−0
h
= = lim
h→0

h = 0,
logo lim
h→0
+
f(h) −f(0)
h
= lim
h→0

f(h) −f(0)
h
e portanto não existe derivada no ponto x = 0.
Conclui-se que f é diferenciável em R \ {0} e temos
f

(x) =
_
2x , se x < 0
1 , se x > 0
(k) A função tem domínio R \
_

1
2
_
.
Para x > 1 temos f

(x) = −ln(x −1) + (1 −x)
1
x−1
= −ln(x −1) −1.
Para x < 1 e x = −
1
2
temos f

(x) =
−2x(2x+1)−2(1−x
2
)
(2x+1)
2
= −
2x
2x+1

2−2x
2
(2x+1)
2
.
Para x = 1 temos
lim
h→0
+
f(1 +h) −f(1)
h
= lim
h→0
+
−hln h
h
= lim
h→0
+
−lnh = +∞,
assim não existe derivada em x = 1. Conclui-se que f é diferenciável em R \
_

1
2
, 1
_
e
temos
f

(x) =
_
−ln(x −1) −1 , se x > 1

2x
2x+1

2−2x
2
(2x+1)
2
, se x < 1 ∧ x = −
1
2
(l) A função tem domínio R. Deste modo, temos para x < 0
f

(x) =
_
x
1 −x
_′
=
1 −x +x
(1 −x)
2
=
1
(1 −x)
2
e para x > 0
f

(x) = (arctg x)

=
1
1 +x
2
.
Para x = 0 temos
lim
h→0
+
f(0 +h) −f(0)
h
= lim
h→0
+
arctg h −0
h
= lim
h→0
+
1
1+h
2
1
= 1
lim
h→0

f(0 +h) −f(0)
h
= lim
h→0

h
1−h
−0
h
= lim
h→0

1
1 −h
= 1
6
Deste modo temos f

(x) = lim
h→0
f(0 +h) −f(0)
h
= 1 e portanto
f

(x) =
_
_
_
1
(1−x)
2
, se x < 0
1 , se x = 0
1
1+x
2
, se x > 0
2. (a) Procuramos a recta da forma y = mx + b com m = f

(4) que passe no ponto (4, f(4)) =
= (4, 2). Temos que f

(4) =
1
2
x

1
2
|
x=4
=
1
2

4
=
1
4
. Assim tem que se verificar 2 =
1
4
· 4+b ⇔
⇔ b = 1. A recta pedida é a recta de equação y =
1
4
x + 1.
(b) Temos f

(x) =
_
1 + 3e
x+3
_′
= 3e
x+3
. Assim f

(x) = 3e ⇔ 3e
x+3
= 3e ⇔ x = −2.
Deste modo f

(−2) = 3e. Procuramos a recta da forma y = 3ex + b que passa no ponto
(−2, f(−2)) = (−2, 1 + 3e). Temos 1 + 3e = 3e(−2) + b ⇔ b = 1 + 9e. A recta pedida é a
recta de equação y = 3ex + 1 + 9e.
(c) Procuramos a recta da forma y = mx + b com m = f

(1) que passe no ponto (1, f(1)) =
=
_
1, e
2
+ ln
π
4
_
. Temos que f

(x) =
1
2
(x + 3)

1
2
e

x+3
+
1/(1+x
2
)
arctg x
, pelo que f

(1) =
e
2
4
+
2
π
.
Tem que se verificar e
2
+ ln
π
4
=
e
2
4
+
π
2
+b ⇔ b =
3e
2
4
+ ln
π
4

π
2
. A recta pedida é assim a
recta y =
_
e
2
4
+
π
2
_
x +
3e
2
4
+ ln
π
4

π
2
.
(d) Um ponto de intersecção da função f com o eixo das abcissas é um ponto (a, 0) com
f(a) = 0. Temos f(a) = 0 ⇔ arcsen
a−1
2
= 0 ⇔
a−1
2
= 0 ⇔ a = 1. Conclui-se que
existe um único ponto de intersecção com o eixo das abcissas: o ponto (1, 0). Temos
f

(1) =
1/2
_
1−(
x−1
2
)
2
|
x=1
=
1
2
. Assim a recta pedida é a recta da forma y =
1
2
x + b, que
passa no ponto (1, 0). Como 0 =
1
2
+ b ⇔ b = −
1
2
concluimos que a recta pedida é a recta
y =
1
2
x −
1
2
.
3. Seja x ∈ R fixo. Temos, atendendo a que f(x) é constante, f

(x + y) = f(x)f

(y). Fazendo
y = 0 obtemos f

(x) = f(x)f

(0). Por outro lado, f

(x) = g(x) + xg

(x) e portanto f

(0) =
= lim
x→0
[f(x)f

(0)] = [ lim
x→0
f(x)]f

(0). Conclui-se que f

(0) = lim
x→0
[g(x) + xg

(x)] = 1 + 0g

(0) = 1.
Deste modo f

(x) = f(x).
4. (a) A função g : R → R dada por g(x) =
3
2

1
2
x
2
é contínua em R logo f é contínua para
x < 1. A função h : R \ {0} →R dada por h(x) =
1
x
é contínua em R \ {0}, uma vez que é
um quociente de polinómios, logo f é contínua para x > 1. Temos lim
x→1

3 −x
2
2
= 1 = f(1)
e lim
x→1
+
1
x
= 1. Deste modo f é contínua em x = 1. Conclui-se que f é contínua em R
e em particular é contínua em [0, 2]. Temos, para x < 1, f

(x) =
_
3−x
2
2
_′
= −x e para
x > 1, f

(x) =
_
1
x
_′
= −
1
x
2
. Uma vez que lim
x→1

f

(x) = lim
x→1

(−x) = −1 = lim
x→1
+
_

1
x
2
_
=
= lim
x→1
+
f

(x), conclui-se que f

(1) = −1 (uma vez que f é contínua como vimos). Note-se
que poderiamos ter recorrido à definição de derivada no ponto x = 0
Assim
f

(x) =
_
_
_
−x, se x < 1
1, se x = 1

1
x
2
, se x > 1
e f é diferenciável em R e em particular em ]0, 2[. Conclui-se que o teorema de Lagrange é
aplicável a f no intervalo [0, 2].
7
(b) Temos f(2) =
1
2
e f(0) =
3
2
. Como vimos na alínea a) temos
f

(x) =
_
−x, se x ≤ 1

1
x
2
, se x > 1
.
Assim, de acordo com o teorema de Lagrange existe c ∈ [0, 2] tal que f(2) −f(0) = 2f

(c).
Seja c ∈ [0, 1]. Temos f(2) − f(0) = 2f

(c) ⇔ −1 = −2c ⇔ c =
1
2
. Seja c ∈]1, 2] Temos
f(2) − f(0) = 2f

(c) ⇔ −1 = 2
_

1
c
2
_
⇔ c = ±

2. Atendendo a que −

2 ∈]1, 2] e

2 ∈]1, 2], concluimos que existem dois números reais nas condições pedidas:
1
2
e

2.
5. (a) Temos f

(x) =
1
x
, f
′′
(x) = −
1
x
2
e portanto f(1) = 0, f

(1) = 1 e f
′′
(1) = −1. Assim
P
2
(x) = f(1) +f

(1)(x −1) +
f
′′
(1)
2!
(x −1)
2
= x −1 −
1
2
(x −1)
2
= −
1
2
x
2
+ 2x −
3
2
.
(b) Temos f

(x) = −senx, f
′′
(x) = −cos x, f
′′′
(x) = sen x e portanto f(0) = 1, f

(0) = 0,
f
′′
(0) = −1 e f
′′′
(0) = 0. Conclui-se que
P
3
(x) = f(0) +f

(0)x +
f
′′
(0)
2!
x
2
+
f
′′′
(0)
3!
x
3
= 1 + 0x −
1
2
x
2
+
0
3!
x
3
= 1 −
1
2
x
2
.
(c) Temos f

(x) = 2xe
x
2
, f
′′
(x) = 2e
x
2
+ 4x
2
e
x
2
, f
′′′
(x) = 4xe
x
2
+ 8xe
x
2
+ 8x
3
e
x
2
e f
(4)
(x) =
= 4e
x
2
+ 8x
2
e
x
2
+ 8e
x
2
+ 16x
2
e
x
2
+ 24x
2
e
x
2
+ 16x
4
e
x
2
e portanto f(0) = 1, f

(0) = 0,
f
′′
(0) = 2, f
′′′
(0) = 0 e f
(4)
(0) = 12. Deste modo
P
4
(x) = f(0) +
f

(0)
1!
x +
f
′′
(0)
2!
x
2
+
f
′′′
(0)
3!
x
3
+
f
(4)
(0)
4!
x
4
= 1 + 0 +x
2
+ 0 +
12
24
x
4
=
1
2
x
4
+x
2
+ 1.
(d) Para k = 0, 1, 2, ... temos
f
(n)
(x) =
_
¸
¸
_
¸
¸
_
sen x, se n = 4k
cos x, se n = 4k + 1
−sen x, se n = 4k + 2
−cos x, se n = 4k + 3
e
f
(n)
(0) =
_
¸
¸
_
¸
¸
_
0, se n = 4k
1, se n = 4k + 1
0, se n = 4k + 2
−1, se n = 4k + 3
Temos
P
n
= f(0) +
f

(0)
1!
x +
f
′′
(0)
2!
x
2
+... +
f
n−1
(0)
(n −1)!
x
n−1

f
(n)
(0)
n!
x
n
.
Pelo que, como f
(n)
(0) = sen(n
π
2
), temos
P
n
= 0 +x + 0 −
1
3
x
3
+... +
sen(n
π
2
)
n!
x
n
6. (a) Temos, recorrendo à regra de Cauchy,
lim
x→
π
4
e
sen x
−e
cos x
sen x −cos x
= lim
x→
π
4
cos xe
sen x
+ sen xe
cos x
cos x + sen x
= lim
x→
π
4

2
2
_
e

2/2
+e

2/2
_
2

2
2
= e

2/2
(b) Temos, recorrendo à regra de Cauchy,
lim
x→0
_
1
sen x

1
x
_
= lim
x→0
x −sen x
xsen x
= lim
x→0
1 −cos x
sen x +xcos x
= lim
x→0
sen x
cos x + cos x −xsen x
=
0
2
= 0
8
(c) Temos, recorrendo à regra de Cauchy,
lim
x→
π
2
(tg x)
cos x
= lim
x→
π
2
e
ln(tg x)
cos x
= e
lim
x→
π
2
cos xln(tg x)
= e
lim
x→
π
2
ln(tg x)/(1/ cos x)
=
= e
lim
x→
π
2
(1/cos
2
x)/ tg x
sen x/cos
2
x
= e
lim
x→
π
2
1/(cos xsen x)
sen x/cos
2
x
= e
lim
x→
π
2
cos x
sen
2
x
= e
0
= 1
(d) Temos, recorrendo à regra de Cauchy,
lim
x→0
+
x
x
= lim
x→0
+
e
ln x
x
= e
lim
x→0
+
xln x
= e
lim
x→0
+
ln x/(1/x)
= e
lim
x→0
+
1/x
−1/x
2
= e
lim
x→0
+
−x
= e
0
= 1
(e) Temos, recorrendo à regra de Cauchy,
lim
x→0
(cos x)
1/x
2
= lim
x→0
e
ln(cos x)
1/x
2
= lim
x→0
e
ln(cos x)/x
2
= e
lim
x→0
−sen x/ cos x
2x
=
= e
lim
x→0(
−sen x
2x cos x
)
= e
lim
x→0(
−1
2 cos x
·
sen x
x
)
= e
(−1/2)·1
= e
−1/2
(f) Temos, recorrendo à regra de Cauchy,
lim
x→0
sen x −x
x −tg x
= lim
x→0
cos x −1
1 −1/cos
2
x
= lim
x→0
cos
3
x −cos
2
x
cos
2
x −1
= lim
x→0
−3cos
2
xsen x + 2 cos xsen x
2 cos xsen x
=
= lim
x→0
cos xsen x(2 −3 cos x)
2 sen xcos x
= lim
x→0
_
1 −
3
2
cos x
_
= −
1
2
7. (a) Temos
• D
f
= {x ∈ R : x
2
−1 > 0} =] −∞, −1[∪]1, +∞[
• f(x) = 0 ⇔ ln(x
2
−1) = 0 ⇔ x
2
−1 = 1 ⇔ x
2
= 2 ⇔ x ±

2
O conjunto dos zeros é o conjunto
_


2,

2
_
.
• lim
x→1
+
f(x) = lim
x→1
+
ln(x
2
−1) = −∞, lim
x→−1

f(x) = lim
x→−1

ln(x
2
−1) = −∞.
Deste modo, as rectas x = 1 e x = −1 são assíntotas verticais.
lim
x→+∞
f(x)
x
= lim
x→+∞
ln(x
2
−1)
x
= lim
x→+∞
2x/(x
2
−1)
1
= lim
x→+∞
2
x −1/x
= 0
mas lim
x→+∞
[ln(x
2
− 1) − 0x] = lim
x→+∞
ln(x
2
− 1) = +∞; agora, lim
x→−∞
ln(x
2
−1)
x
=
lim
x→−∞
2x
x
2
−1
= = 0 mas, mais uma vez, lim
x→−∞
[f(x) − 0x] = lim
x→−∞
ln(x
2
− 1) = +∞.
Conclui-se que não existem assíntotas horizontais.
• f

(x) =
2x
x
2
−1
, x ∈] − ∞, −1[∪]1, +∞[,
2x
x
2
−1
= 0 ⇔ x = 0 mas 0 ∈] − ∞, −1[∪]1, +∞[.
Conclui-se que a primeira derivada não tem zeros. Deste modo, temos o quadro
−1 1
f

− N.D. N.D. N.D. +
f ց N.D. N.D. N.D. ր
Atendendo a que lim
x→−1

f(x) = −∞ e lim
x→1
+
f(x) = −∞, concluimos que f não tem
extremos.
• f
′′
(x) =
2(x
2
−1)−2x·2x
(x
2
−1)
2
=
−2(x
2
+1)
(x
2
−1)
2
. Logo f
′′
(x) < 0, para todo o x ∈] −∞, −1[∪]1, +∞[.
Temos o quadro
−1 1
f
′′
− N.D. N.D. N.D. −
f ∩ N.D. N.D. N.D. ∩
9
Não existem portanto pontos de inflexão.
• Podemos então esboçar o gráfico de f.
(b) Temos
• D
f
= R
• xln x = 0 ⇔ x = 0 ∨ ln x = 0 ⇔ x = 0 ∨ x = 1.
Temos {0, 1}∩]0, +∞[= {1},

1 −x = 0 ⇔ x = 1. Temos {1}∩] − ∞, 0[= {}. Logo
apenas temos um zero: o ponto x = 1.
• lim
x→0
+
f(x) = lim
x→0
+
(xln x) = lim
x→0
+
ln x
1/x
= lim
x→0
+
1/x
−1/x
2
= lim
x→0
+
(−x) = 0,
lim
x→0

f(x) = lim
x→0


1 −x =

1 = 1.
Conclui-se que não há assíntotas verticais.
lim
x→+∞
f(x)
x
= lim
x→+∞
xln x
x
= lim
x→+∞
ln x = +∞,
lim
x→−∞
f(x)
x
= lim
x→−∞

1 −x
x
= lim
x→−∞
1
2
(1 −x)
−1/2
(−1)
1
= 0,
lim
x→−∞

1 −x = +∞. Conclui-se que não existem assíntotas não verticais.
• Para x > 0 temos f

(x) = (xln x)

= ln x + 1.
Para x < 0 temos f

(x) = (

1 −x)

=
1
2
(1 −x)
−1/2
(−1) = −
1
2

1−x
.
lim
h→0
+
f(h) −f(0)
h
= lim
h→0
+
hln h −1
h
= −∞ concluimos que não existe derivada em
x = 0. Assim
f

(x) =
_
ln x + 1 , se x > 0

1
2

1−x
, se x < 0
f

(0) = 0 ⇔ (ln x + 1 = 0 ∧ x > 0) ∨
_

1
2

1−x
= 0 ∧ x < 0
_
⇔ ln x = −1 ∧ x > 0 ⇔
⇔ x =
1
e
. Podemos construir o seguinte quadro
0
1
e
f

− N.D. − 0 +
f ց 1 ց −
1
e
ր
Temos um mínimo no ponto x =
1
e
.

f
′′
(x) =
_
1
x
, se x > 0

x
4(1−x)
3/2
, se x < 0
f
′′
= 0 ⇔ x < 0 ∧ −
x
4(1−x)
3/2
= 0 ⇔ x = 0 ∧ x < 0, o que é impossível. Conclui-se que
a segunda derivada não tem zeros. Podemos construir o quadro
0
f
′′
+ N.D. +
f ∪ 1 ∪
Não temos pontos de inflexão.
• Podemos então esboçar o gráfico da função.
(c) • D
f
= R
• A função não tem zeros.
• lim
x→−1

f(x) = lim
x→−1

e
−1−(x+1)
2
= e
−1
, lim
x→−1
+
f(x) = lim
x→−1
+
e
|x|−2
= e
−1
.
Deste modo, não há assíntotas verticais.
lim
x→+∞
f(x)
x
= lim
x→+∞
e
x−2
x
= +∞, lim
x→−∞
f(x)
x
= lim
x→−∞
e
−1−(x+1)
2
x
= 0,
10
lim
x→−∞
(f(x) − 0x) = lim
x→−∞
e
−1−(x+1)
2
= 0. Conclui-se que y = 0 é assimptota não
vertical à esquerda.

f

(x) =
_
_
_
−2(x + 1)e
−1−(x+1)
2
, se x < −1
−e
−x−2
, se −1 < x < 0
e
x−2
, se x > 0
Note que: lim
x→0

f

(x) = lim
x→0

_
−e
−x−2
_
= −e
−2
= e
−2
= lim
x→0
+
_
e
x−2
_
= lim
x→0
+
f

(x) e
lim
x→−1

f

(x) = lim
x→−1

_
−2(x + 1)e
−1−(x+1)
2
_
= 0 = −e
−1
= lim
x→−1
+
_
−e
−x−2
_
= lim
x→−1
+
f

(x),
e portanto (repare que temos continuidade de f em x = 0 e x = −1) concluimos que
não existe derivada nestes pontos. Podemos construir o seguinte quadro
−1 0
f

+ N.D. − N.D. +
f ր e
−1
ց e
−2
ր
Não existem extremos de f.

f
′′
(x) =
_
_
_
(4x
2
+ 8x + 2)e
−1−(x+1)
2
, se x < −1
e
−x−2
, se −1 < x < 0
e
x−2
, se x > 0
f
′′
(x) = 0 ⇔ 4x
2
+ 8x + 2 = 0 ⇔ x =
−8 ±

64 −32
8
= −1 ±

2
2
.
Como −1−

2
2
∈] −∞, −1[ mas −1+

2
2
∈] −∞, −1[ temos apenas um zero da segunda
derivada no ponto x = −1 −

2
2
. Podemos construir o quadro
−1 −

2
2
−1 0
f
′′
+ 0 − N.D. + N.D. +
f ∪ e


3
2
∩ e
−1
∪ e
−2

Temos um ponto de inflexão no ponto x = −1 −

2
2
.
• Podemos então esboçar o gráfico.
11
TABELA DE DERIVADAS
Sejam u e v funções diferenciáveis e k, a e α constantes reais.
k

= 0
x

= 1
(u ±v)

= u

±v

(uv)

= u

v +uv

_
u
v
_′
=
u

v−uv

v
2
(ku)

= ku

(u
α
)

= αu
α−1
· u

(

u)

=
u



u
(
n

u)

=
u

n
n

u
n−1
(e
u
)

= e
u
· u

(a
u
)

= a
u
· u

ln a, a ∈ R
+
\ {1}
(u
v
)

= u
v
v

ln u +vu
v−1
u

(ln u)

=
u

u
(log
a
u)

=
u

ulna
, a ∈ R
+
\ {1}
(sen u)

= cos u · u

(cos u)

= −sen u · u

(tg u)

=
u

cos
2
u
= sec
2
u · u

(cotg u)

= −
u

sen
2
u
= −cosec
2
u · u

(sec u)

= sec utg u · u

(cosec u)

= −cosec ucotg u · u

(arcsen u)

=
u


1−u
2
(arccos u)

= −
u


1−u
2
(arctg u)

=
u

1+u
2
(arccotg u)

= −
u

1+u
2
(arcsec u)

=
u

u

u
2
−1
(arccosec u)

= −
u

u

u
2
−1
(senhu)

= cosh u · u

(cosh u)

= senh u · u

(tgh u)

= sech
2
u · u

12