Rocha, J.F.

et al, 2002

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ESTUDO ANATÔMICO E HISTOQUÍMICO EM FOLHAS DE Plantago major L. E Plantago australis Lam. (PLANTAGINACEAE) JOECILDO FRANCISCO ROCHA1 MARIA MERCEDES TEIXEIRA DA ROSA1 CÁTIA CRISTINA MOFATO FRADE2 EDUARDO MARCELO DIERSMANN2 ABSTRACT: ROCHA, J.F.; ROSA, M.M.T. da; FRADE, C.C.M. & DIERSMANN, E.M. Anatomical and histochemical study in the leaves of Plantago major L. and Plantago australis Lam (Plantaginaceae). This paper presents the foliar anatomy and histochemical data of the Plantago major and Plantago australis. These species with medicinal property were cultivated and collected in the Botanic Garden of the Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Brazil. The leafs of the both species have a dorsiventral mesophyll, anomocytic stomata, glandular and nonglandular trichomes. An endodermis was also observed in two species. Collateral and bicollateral vascular bundles occur in Plantago major while in Plantago australis occur only collateral vascular bundles. Alkaloids, mucilage and phenolics compounds were detected in several tissues. KEY WORDS: Plantago; leaf anatomy; medicinal plant.

INTRODUÇÃO Os estudos relacionados com a medicina popular têm merecido cada vez maior atenção, devido a gama de informações e esclarecimentos que fornecem à Ciência contemporânea (Silva et al.1992). Nota-se um número crescente de pessoas interessadas no conhecimento de plantas utilizadas como medicinais. Faz-se necessário, portanto, o estudo detalhado das mesmas, visando avaliar a atividade fitoterápica indicada popularmente, bem como analisar o potencial de diversos taxa como matéria prima na obtenção de novos fármacos. O gênero Plantago L. (Plantaginaceae), cujas plantas são conhecidas vulgarmente como tansagem, língua-de-vaca,

Departamento de Botânica, Instituto de Biologia, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Km 47 da Antiga Estrada Rio-São Paulo, Seropédica, RJ, Brasil. 23.850-000. 2 Bolsistas de Pré-Iniciação Científica - UFRRJ.
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tanchagem, etc., apresenta cerca de 16 espécies distribuídas no território nacional (Barroso, 1991). Várias espécies deste gênero possuem propriedades medicinais, com diversas indicações terapêuticas, dentre elas destaca-se a utilização contra inflamação da boca e garganta (Correa Jr. et al. 1991 e Lorenzi, 1991). No presente trabalho são apresentados dados da anatomia foliar e histoquímica de Plantago major L. e Plantago australis Lam., espécies comumente utilizadas na fitoterapia popular. Através do levantamento bibliográfico, foi possível constatar que, embora caracteres anatômicos da família Plantaginaceae tenham sido estudados por Solereder (1908) e Metcalfe & Chalk (1957, 1989) as espécies do gênero Plantago carecem de estudos anatômicos e histoquímicos. Espera-se que tais estudos possam fornecer subsídios, que contribuam para melhor conhecimento do gênero, da família e sobretudo, para a avaliação das indicações terapêuticas citadas para as espécies aqui estudadas.

neutralizadas em água acética a 1:500. MATERIAIS E MÉTODOS O material utilizado neste estudo constou de folhas adultas coletadas de espécimes cultivadas no Jardim Botânico da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Johansen. 1949). © Univ. as secções foram montadas em glicerina a 50% (Strasburger. lavadas em água destilada e coradas com mistura de azul de astrasafranina (Bukatasch. Inflorescência laxa. solução aquosa de sulfato ferroso e formalina (JOHANSEN. 1981) e cristais de fenol e óleo de cravo (Netolitzky 1963. . coradas com safranina aquosa e montadas em glicerina a 50% (Johansen 1940). 1962).0(9. As secções foram clarificadas em solução comercial de hipoclorito de sódio a 50%. 2002.c. 1924).). 1972). margens crenadas. DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA Plantago major L. RESULTADOS Plantago major L. lugol (Langeron. o material foi herborizado e encontra-se depositado no Herbário do Departamento de Botânica da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (RBR). Para os testes histoquímicos foram feitos cortes a mão livre. sob os números.c. para evidenciação de compostos fenólicos. é uma erva com raiz principal inconspícua e raízes secundárias espessas. (6. As fotomicrografias e respectivas mensurações foram obtidas com o auxílio do microscópio Orthoplan de Leitz. glabras ou pilosas. respectivamente. com ocular micrométrica e equipamento fotográfico Orthomat. Rural do Rio de Janeiro Revista.1. No estudo anatômico adotou-se o critério de descrever os detalhes estruturais de P. em material fresco.34 Estudo anatômico e histoquímico Os resultados apresentados fazem parte do projeto de estudos anatômicos de plantas medicinais desenvolvido no Departamento de Botânica da UFRRJ. Fed.4188 e 4189. 1965. australis Lam. 1940). l. solução aquosa a 7% de acetato cúprico (Johansen. p. Vogel. para identificação de grãos de amido.. Série. Após esse processamento. para evidenciação de resinas. 3 a muitos óvulos por lóculo.) para identificação e evidenciação de sílica. 22. utilizando-se o micrótomo de Ranvier e manualmente. neutralizadas em água acética a 1:500. (RBR) . 1A e B). l. glabro. 1982). em vista frontal.0-)6. para detecção de alcalóides. para evidenciação de mucilagens pécticas e celulósicas. Parte do material coletado foi utilizado a fresco e outra parte foi fixada em álcool a 70o GL e FAA 50% (Johansen. solução de iodo.57. n. para evidenciação de compostos de natureza lipídica. major L.).5 cm de comprimento (Fig.518. iodeto de potássio e Reativo de Dragendorff (Costa. Ciências da Vida Vol. inconspicuamente sulcado.0 cm de comprimento. 1940). (RBR) . Para o estudo anatômico. Após a separação. Folhas obovadas.5-1. vermelho de rutênio e azul de metileno (Langeron. Plantago australis Lam.33-41. Para o estudo das epidermes. ácido fluorídrico (Jones & Handreck. Rural. As descrições morfológicas foram baseadas no trabalho de Pereira & Romanuic Neto (1993). e as lâminas foram lutadas com esmalte incolor.4187 e Plantago major L. ovário 2-locular. caule 0. foi empregado o método de raspagem descrito por Metcalfe (1960). l.c. destacando-se apenas as diferenças observadas para P. estas foram clarificadas pela solução de hipoclorito de sódio a 50%.0) cm de comprimento: escapo 11. submetidos a reagentes específicos: Sudan III e IV (Jensen. Para a identificação da espécie. lavadas em água destilada. Universidade. foram feitas secções transversais e longitudinais nas regiões mediana do pecíolo e no terço médio da lâmina foliar.

quanto na abaxial (Fig.F. ambas as faces apresentam células com paredes sinuosas. tanto na face adaxial. DESCRIÇÃO ANATÔMICA LÂMINA FOLIAR EPIDERME Secções transversais da lâmina foliar revelam uma epiderme uniestratificada.6µm. et al. 2A).6µm. O parênquima paliçádico é constituído por um a dois estratos de células largas e curtas. Tricomas tectores e secretores são observados esparsamente em ambas as faces. 2C). Figura 1 . Suas paredes periclinais externas achamse revestidas por uma cutícula delgada.A) Plantago major L. O parênquima lacunoso apresenta-se compacto. B) Vista frontal da epiderme adaxial. C) Vista frontal da epiderme abaxial. 2D). apresentam paredes mais espessas. cultivado no Horto de plantas medicinais do Jardim Botânico da UFRRJ. B) Habitus de Plantago major L. Barra= 40. A) Secção transversal do mesofilo. As folhas são anfiestomáticas com estômatos do tipo anomocítico (Fig. pluricelulares e apresentam paredes espessas e célula basal de formato circular a elíptico. MESOFILO Secções transversais da lâmina foliar revelam um mesofilo com organização dorsiventral. deixando entre elas espaços intercelulares conspícuos. o que lhes confere formatos variáveis. Barra= 61. Observa-se ainda. 2B e C). suas células têm formas variadas e pouco ramificadas (Fig. .5µm. Em vista frontal. 2002 35 Sementes 6 a muitas. Figura 2 . 2A). com células de formato e tamanho variado. 2B). Os tricomas tectores são unisseriados.Rocha. Sobre as nervuras as células epidérmicas. retas ou levemente curvas dispostas em fileiras paralelas (Fig. devido ao tamanho pouco desenvolvido das lacunas. J. Barra= 23. de ambas as faces.Lâmina Foliar de Plantago major. testa rugosa.3µm. registrando estômatos e tricoma secretor. D) Vista frontal da epiderme abaxial sobre a nervura mediana com tricoma tector. castanhoescuras. destacando tricoma tector e estômatos. Barra= 62. que as células epidérmicas que circundam tais tricomas dispõem-se radialmente (Fig. irregulares. Os tricomas secretores são pluricelulares e exibem uma cabeça constituída por duas células de paredes delgadas (Fig.

Série.5µm. 3B). 3A). Fibras de paredes celulósicas. Observa-se ainda o colênquima nas extremidades das expansões laterais do pecíolo (Fig. junto ao floema e ao xilema (Fig. quanto na abaxial. Suas células têm formas variadas. Ciências da Vida Vol. Fed. nota-se um parênquima Figura 3 . 3C). 22. Ao longo de todo mesofilo. formado por células heterodimensionais de secção arredondadas ou elípticas. com paredes delgadas. dispostas esparsamente. 3D).0µm. Rural do Rio de Janeiro Revista. podem ser vistas. Logo abaixo da epiderme abaxial. são observados esparsamente por toda epiderme. 3B). sendo substituído por células parenquimáticas. Tal tecido é interrompido em alguns trechos. Barra= 27. C) Feixe vascular bicolateral da nervura mediana com endoderme. A epiderme é uniestratificada. Envolvendo todo o feixe vascular. Barra= 62.Lâmina Foliar de Plantago major em Secção Transversal. nota-se nervuras de diferentes calibres. 2002. B) Detalhe da face abaxial da nervura mediana. deixando entre elas espaços intercelulares de dimensões variadas (Fig. 3C). não apresenta suas células diferenciadas em paliçádico e lacunoso. notase um a três estratos de colênquima angular e lamelar (Fig. NERVURA MEDIANA O tecido de revestimento mostra características semelhantes as descritas para o restante da folha.2µm. D) Pormenor do feixe vascular. Difere.36 Estudo anatômico e histoquímico Nota-se ainda. p. observa-se uma endoderme com estrias de Caspary (Fig.5µm. Preenchendo todo o córtex do pecíolo. A) Mesofilo nas proximidades da nervura principal. n. Barra= 64. bem como tricomas secretores pluricelulares semelhantes aos já descritos anteriormente. Em relação ao sistema vascular notase a presença de apenas um feixe do tipo bicolateral (Fig. © Univ. nota-se um parênquima fundamental. 4A).33-41. que o mesofilo em alguns trechos. Rural. com paredes espessas (Fig. principalmente na face abaxial (Fig. Grãos de amido podem ser vistos nas células endodérmicas. por apresentar maior espessamento parietal e cuticular. . 4A). Ao longo da nervura. bem como seus espaços intercelulares (Fig. destacando a epiderme. Barra= 62. Logo abaixo da epiderme abaxial notase um estrato de colênquima. PECÍOLO Secções transversais revelam que este exibe formato côncavo-convexo. sendo que a parte convexa apresenta-se lobada. no entanto. Estômatos podem ser vistos em ambas as faces. 4B). tanto na face adaxial. colênquima e parênquima.1. Universidade. principalmente nas proximidades da nervura mediana.

australis (Fig.Pecíolo de Plantago major. Uma endoderme com estrias de Caspary e grãos de amido. caule (0. observa-se que o feixe vascular é do tipo colateral (Fig. major. B e C) é muito semelhante às características observadas e descritas para P. podem ser destacadas algumas diferenças na estrutura foliar de P. O sistema vascular está representado por numerosos feixes colaterais (Fig. A) Secção transversal registrando a epiderme abaxial.0(-32. 2002 37 aerífero com lacunas de tamanhos muito variados (Fig. longitudinais e o estudo da epiderme em vista frontal. inconspicuamente sulcado. . . D) Feixe vascular colateral. escarpo (18. . testa fovelada.O pecíolo exibe secção plano-convexa.6µm.Rocha. J. 4D). entre elas podemos citar: . castanhas. tricomas. margens inteiras. pubescente. alvos.O parênquima cortical apresenta menor número de lacunas com menores dimensões (Fig. australis que a distingue de P. DESCRIÇÃO ANATÔMICA Secções transversais. Plantago australis Lam. .Tricomas tectores e secretores mais abundantes em ambas as faces da folha. 4D). junto ao floema e xilema. pubescentes.2-)0.F.023. 7C). membranáceas. podendo apresentar-se ligeiramente lobado em ambas as faces. Folhas espatuladas. major. colênquima e parênquima. como já descrito para a nervura mediana (Fig.0-25. ovário 3-locular. observando-se colênquima.0) cm de comprimento. é observada circundando os feixes vasculares. 7B). Barra= 67. Barra= 100µm.0) cm de comprimento. 1 óvulo por lóculo. C) Detalhe do parênquima aerífero. Inflorescência laxa. Barra= 67. 6A.O pecíolo apresenta tricomas tectores em grande quantidade na face abaxial e Figura 4 . tricomas alvos. 7A). as secundárias espessas. DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA Plantago australis é uma erva com raiz principal inconspícua.9) cm de comprimento (Fig. revelam que o pecíolo e a lâmina foliar de P.5µm.0-)19.0-)13. Sementes 3. et al.As expansões laterais do pecíolo são mais longas e preenchidas por um parênquima com paredes espessadas (Fig.0(-33. . B) Secção transveral da expansão lateral do pecíolo. 5). 4C). Entretanto.4-0. Barra= 65.5µm. . na base das folhas.Na nervura mediana. (11. raramente na face adaxial e tricomas secretores somente na face abaxial.7(-0. Fibras pericíclicas de paredes celulósicas podem ser vistas.

4µm .8µm. 2002.1. Barra= 39. COMPOSTOS FENÓLICOS . © Univ.Lâmina Foliar de Plantago australis. p.5µm. TESTES HISTOQUÍMICOS DE Plantago major E P. B) Vista frontal da epiderme adaxial com tricoma secretor e estômatos. Barra= 67. D) Vista frontal da epiderme abaxial. Fed. Barra= 124. Universidade. . C) Vista frontal da epiderme abaxial.7µm. Rural. COMPOSTOS ALCALOÍDICOS . A) Expansão lateral do pecíolo com parênquima. LIGNINA .33-41. nas células fundamentais da epiderme. B) Detalhe do pecíolo registrando epiderme adaxial e parênquima.nos tricomas secretores. australis COMPOSTOS MUCILAGINOSOS encontrados nos tricomas secretores e na célula basal dos tricomas tectores.Secção transversal da folha de Plantago australis. Barra= 36. registrando tricoma tector e estômatos. Figura 7 .nos tricomas secretores. Série.6µm. 22. n.6µm. Barra= 61. na cutícula e nas paredes das células endodérmicas. Barra= 38. GRÃOS DE AMIDO .38 Estudo anatômico e histoquímico Figura 5 . no colênquima.0µm. Rural do Rio de Janeiro Revista.Habitus de Plantago australis. A) Secção transversal do mesofilo.nas paredes celulares dos Figura 6 .nas células da endoderme e no parênquima do xilema. na nervura mediana.em todos os tecidos da folha. no parênquima do xilema e mesofilo. C) Detalhe do feixe vascular do tipo colateral. evidenciando tricoma secretor e estômatos. COMPOSTOS LIPÍDICOS . Ciências da Vida Vol. Barra= 25.

major e referem-se a presença de taninos e mucilagens na sua composição química. sendo que em P. podemos concluir que em . Metcalfe & Chalk (1957) citam para o gênero Plantago. Pereira & Romaniuc Neto (1993) tenham descrito tricomas unicelulares nas folhas de P. 2002 39 elementos condutores do xilema. major. Ao tratar o sistema de revestimento. são citados por Trapp (1933) e Metcalfe & Chalk (1957) para a família Plantaginaceae. sistema fundamental e nas células do floema. enquanto FAHN (1979) assinala que as mucilagens constituem um complexo de polissacarídeos que aumentam a capacidade de retenção de água pelas células. ocorrendo em ambas as faces da epiderme. tricomas secretores e tectores pluricelulares. Do exposto. Um parênquima aerífero com lacunas de tamanho variado foi registrado no pecíolo de ambas as espécies. 1989) sugere que a mucilagem reduz a transpiração. australis as lacunas apresentam-se com menores dimensões e em menor número. aparecimento e ataque de animais. Tais substâncias são citadas por Esau (1985) e Fahn (1979) como um grupo heterogêneo de substâncias presentes em quase todos os tecidos vegetais. Os testes histoquímicos evidenciaram compostos fenólicos em diferentes tecidos da folha. que a parte utilizada da planta são as folhas. expansões laterais do pecíolo curtas preenchidas por colênquima e tricomas tectores e secretores menos abundantes em ambas as faces da folha. registramos aqui. tricomas pluricelulares tectores e secretores em ambas as espécies. australis e folhas glabras em P. associadas ao floema e ao xilema. a presença do feixe colateral na nervura mediana. australis. preferencialmente em solos muito úmidos ou até mesmo encharcados. dissolvidos no vacúolo. As características foram encontradas em P.nas paredes celulares dos tecidos do sistema dérmico.Rocha. bem como um tecido homogêneo em alguns trechos do mesofilo. Tais autores mencionam ainda. A presença de um tecido com lacunas pode ser interpretada como sendo uma característica adaptativa ao tipo de ambiente em que as espécies habitam. embora ainda haja dúvidas quanto a totalidade de suas funções. em formas de gotas no citoplasma ou impregnando a parede celular. Solereder (1908) e Meltcalfe & Chalk (1957) citam a presença de estruturas isobilateral. Volkens (apud Gregory & Baas. podendo ser vistos também no mesofilo. contrapondo com o feixe bicolateral na nervura mediana. expansões laterais do pecíolo longas preenchidas com parênquima e tricomas tectores e secretores mais abundantes em ambas as faces da folha em P. major e P. J. Em P. notam-se fibras pericíclicas de paredes celulósicas além da presença de uma endoderme conspícua. (1998) citam atividade farmacológica como cicatrizante para P. DISCUSSÃO Plantago major e Plantago australis são espécies que apresentam grande similaridade anatômica. circundando os feixes vasculares. Esclerênquima não lignificado e uma endoderme com estrias de Caspary. Entretanto destacamos como características principais para diferenciá-las. australis foi registrada a presença de estrutura dorsiventral. et al. Embora taxonomistas como.F. estômatos do tipo anomocítico. CELULOSE . Compostos mucilaginosos e fenólicos foram identificados nos tricomas secretores e na célula basal dos tricomas tectores. espécies aqui estudadas. As espécies estudadas têm seu habitat. principalmente próximo a nervura mediana. Ao longo de toda a folha. Corrêa et al. major e P. dorsiventral e a ocorrência de tecido homogêneo nas folhas de espécies da família Plantaginaceae. australis. Os autores mencionados referem que tais substâncias estão relacionadas com a proteção quanto ao dessecamento.

K. tóxicas e medicinais. P. aquáticas.York. COSTA. LORENZI. Sistemática das Angiospermas do Brasil. & CHALK. LANGERON. & SCHEFFER. Gedruber Borntraeger. 326 p. condimentares e aromáticas. 1962. 1991. Handbuch der pflanzwnatomie. ed. 1965. Anatomy of monocotyledons. 1963. de um modo geral. Editora Vozes. 22. 1. D. os caracteres anatômicos descritos. Farmacognosia. JONES. Freeman & Co. METCALFE. AGRADECIMENTOS Agradecemos à professora Léa de Jesus Neves do Laboratório de Anatomia Vegetal do Museu Nacional . 207 p.. C. 1940. Brasil. A. Mucilage cells in dicotyledons. & HANDRECK. Paul B. Vol. Barcelona. Berlim. & BAAS. 2. H. 3. Claredon Press. 3. C. NETOLITZKY. Minas Gerais.. pelo uso do fotomicroscópio. como antinflamatórios e cicatrizantes. Série. 1982. CORRÊA. 148 p. Vol. 1985. CORREA Jr. In: Linsbauer. & QUINTAS. L. 23: 79-96. 4. A. F. M. Fed. Vol.2. R. San Francisco. Lisboa. Plant soil. London. & CHALK. 1972. MING. Claredon Press. Bemerkungem zur doppel far burng Astrablau. R. 1960. G. Ciências da Vida Vol. C. Mikrokosmos. Inc. 38: 125-174. FAHN. 2 a ed. Omega. EMATER-PR. 439 p. H. Hoeber. Israel Journal of Botany. 3a ed. K. 1989. 1991. Paris. Oxford.40 Estudo anatômico e histoquímico relação à anatomia foliar das espécies de Plantago aqui estudadas. Vol. Rural do Rio de Janeiro Revista. Claredon Press. Plant microtechnique. F. Editora Plantarum. 1979. 2002. Academic Press.1. Précis de microscopie. M. Nova Odessa. . Studies of silica in oat plant. A. Universidade. Oxford. D. P. Os testes histoquímicos evidenciaram a presença de substâncias que justificam a indicação terapêutica das espécies na fitoterapia popular. © Univ. Imprensa Universitária UFV. 1032 p. Secretory tissues in plants. 1430 p. BUKATASH. L. Plantas Medicinais: do cultivo à terapêutica. L. H. parasitas. 6 (8): 255 p. ESAU. A. Das tropische Parenchyn. L. JOHANSEN. C. estão de acordo com as descrições feitas para a família Plantaginaceae pelos autores anteriormente referidos. R. RJ. 1500 p. 1998. Petrópolis. 2a ed. Masson & Cie Ed. GREGORY. M. Oxford. M. 779 p.Safranin. Uptake of silica from soils by the plant. 162 p. W. Fundação Calouste Gulbekian. SIQUEIRA-BATISTA.UFRJ. R. 246 p. Rural. Curitiba. 302 p. 790 p. L. 1957. W. 1989. JENSEN. C. 408 p. Anatomia Vegetal. M. METCALFE. A. Anatomy of the dicotyledons. Plantas daninhas do Brasil: terrestres. III. F. Cultivo de plantas medicinais. N. METCALFE. p. n. E. Vol. A. 2a.33-41. Botanical histochemistry: principles and pratice. Anatomy of the dicotyledons. K. 1949. Vol. 1991. LITERATURA CITADA BARROSO. 297 p. Viçosa.

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