2011

Universidade Federal do Maranhão (UFMA) Karolyne Cantanhêde

[ANÁLISE DA VISÃO DE FOUCAULT SOBRE O DISCURSO]
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Nos quatro primeiros capítulos. o papel dos jogos de linguagem e dos atos de fala nos processos comunicativos.UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS – CCSO DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DISCIPLINA: TEORIAS DA LINGUAGEM ALUNA: ANNA KAROLYNE ROCHA CANTANHEDE Análise sobre a visão de Foucault acerca do discurso A análise em questão é fruto da leitura de dois livros muito interessantes na área da Linguística: o livro “Do signo ao discurso”. mais especificamente a visão de Foucault sobre o discurso. temas e questões essenciais para compreender a relação entre linguagem e realidade. Essas questões são analisadas por diferentes perspectivas e por diferentes autores e escolas de pensamento. a questão do significado e significante. Mas com o passar do tempo. Saussure com o significado e significante. cujos estudos permitiram a elaboração de outra abordagem para o estudo da referência que leva mais em conta os processos de comunicação em situações de uso. de Inês Lacerda de Araújo. sendo que todos esses autores analisam sob a perspectiva da análise do discurso. E neste sentido. serão abordados aspectos do capítulo V (Referência e discurso: o papel da pragmática). e vem com o intuito de abordar autores. vários autores deram sua contribuição para a compreensão desta questão: Wittgenstein e seus jogos de linguagem. Neste capítulo. foi lançado pela Editora Parábola. do que simplesmente a relação sujeito/objeto mediada pela linguagem. de Norman Fairclough. a questão da fala como prática humana entre outras práticas. Nesta resenha. assim. em 2004. o problema se estendeu ao campo da lingüística. Inês aborda três momentos da contribuição da pragmática e da filosofia da linguagem para a compreensão da referência. O primeiro momento seria representado pelas autoras francesas Lorenza Mondada e Danièle Dubois. E a vantagem mais evidente desta deste novo olhar sobre a referência é que. a linguagem deixa mais o campo abstrato e começa a se . A obra se divide em vários capítulos. palavras e coisas. ela fala de uma questão básica muito presente na filosofia: o problema da referência. mais especificamente ao campo do discurso. Dewey e Quine e o externalismo. de Inês Lacerda de Araújo e “Discurso e Mudança Social”. entre outros. O livro “Do signo ao discurso”.

sem nenhuma perspectiva além desta. pelo conhecimento de mundo que tenho.situar mais sobre o campo real: nesta formulação sobre o conceito de referência. o qual diz que o discurso é uma prática social de sentidos. onde também mostrou três grandes momentos do saber ocidental. Por exemplo. que estariam no outro lado. Mas se eu não nunca tivesse visto o objeto lápis na vida. eu iria acreditar totalmente. o que vai definir as coisas é o conhecimento que se tem desse determinado objeto. mostra que a linguagem não se limita a função designadora. Este último. Já o segundo momento é representado pela figura do francês Michel Foucault. Ele introduz esta visão no livro “A palavra e as Coisas”. cujo instrumento é o discurso. do saber. Ou seja. como puros dados. E por fim. Em primeiro lugar a autora destaca o motivo de ter incluído Foucault neste trabalho. Só por Foucault abordar a questão do discurso seria motivo suficiente para incluí-lo no seu estudo. Ele confere mais autoridade ao trabalho da autora. porque eu sei que aquele objeto cilíndrico que serve para a escrita. isto é. o discurso de antigamente sobre os direitos femininos era altamente machista: as mulheres deviam restringir-se apenas a cuidar dos filhos e do marido. há um lápis em cima de uma mesa. Não há de um lado a significação. as palavras não definem as coisas. ao conceber a linguagem como lugar de constituição do sujeito e o discurso como uma prática social. o discurso sobre os direitos femininos já mudaram bastante: finalmente as mulheres conquistaram seu espaço de independência. que representaria as coisas. por conta que eu nunca tive a experiência de ver o objeto lápis. e alguém me dissesse que aquilo era um CD. Segundo a autora. pois o discurso é veículo de relações saber e poder. Eu só digo que aquilo é um lápis. e que neste sentido. por essa palavra (l-á-p-i-s). seus direitos e sua dignidade. . Foucault defende que a linguagem não serve só para dizer a realidade. consideradas como entes em si. a linguagem seria fator constitutivo de uma relação entre indivíduos em situações reais de comunicação. E cada um desses momentos tem suas redes organizadoras do saber (epistemês). em que a linguagem seria imprescindível para a comunicação. haveria um terceiro momento representado na figura de Habermas. do sujeito e do poder na análise do discurso. Hoje. os lingüistas da linha francesa como Derrida e Foucault são inovadores nesta área por abordarem a questão do discurso. além de respaldar tudo o que ela diz no texto. expondo alguns pontos que serão tratados mais adiante. Ela fala que tanto lingüistas como filósofos tem se debruçado há alguns anos com a questão da referência e da significação. se define por esse termo. Por exemplo.

a capoeira não era considerada uma arte marcial e quem a praticava era considerado malandro. Isto significa que para um discurso apareça. é a caracterização de uma frase. Ele levanta a hipótese de que não se deve atentar apenas para a estrutura do enunciado propriamente dito. a Linguagem tem muitos autores que a consideram prática. Por isso. porque estabelece sentido: “Você acha que vai chover hoje?” E ainda poderá fazer parte de um discurso: o de quem não gosta de chuva. se alguém diz o seguinte enunciado: “Você vai chover que acha hoje?”. a fim de equipará-la a ciências exatas. deixando um pouco de lado a caráter científico. Hoje. Sem o discurso. O que significa que não se pode falar qualquer coisa em qualquer época. para a estrutura da frase. a sua frase não estabelece sentido nos parâmetros lógico. de ideologia. e sim uma prática. Outro ponto sobre a visão de Foucault é a questão da formação discursiva (processo de produção de discursos). ele passará de categoria e se tornará uma frase. Outro ponto importante da visão de Foucault citado pela autora é a relação entre enunciado e discurso. é necessário que as condições sociais e políticas também mudem. Ele afirma que as condições para que apareça um objeto de discurso. de marginalidade. com a mudança de pensamentos. ou marginal. Por exemplo. ela já é uma prática corriqueira. mas junto dele ganha um sentido e um usos nas situações de comunicação reais. é inata a nós. Por exemplo. visto que somos seres dotados de linguagem e a utilizamos a todo o momento de nossas vidas. as condições históricas para que se possa dizer algo são numerosas e pesadas.A autora ressalta que a noção de discurso de Foucault traz uma nova dimensão para a análise de discurso. Os objetos de um discurso mudam conforme o contexto em que estão inseridos. o enunciado continua a ser as mesmas palavras unidas sem nenhum sentido. Mas se ao invés disso reorganizarmos este enunciado. Isso porque. por assim dizer. isto é. Não basta abrir os olhos. . ninguém entenderá a tua mensagem. prestar atenção ou tomar consciência para que novos objetos. mas sim para os usos no cotidiano dessas estruturas. para o conceito a que está vinculada esta frase. Isso quer dizer que a fala não é simplesmente um processo de comunicação. é investir a fala como prática entre outras práticas. É até considerada um dos símbolos de nossa nação. alguns analistas do discurso não conferem status “epistemológico” a sua disciplina. logo não tem sentido. Ele introduz uma dimensão em que falar é criar uma situação. sem o estigma de malandragem. e como banimento de certos preconceitos. a capoeira pode ser praticada por qualquer pessoa. no contexto da ditadura. antigamente. que afinal de contas.

terá que ser revisada. Todo discurso é um acontecimento. nós não falamos nada que não faça sentido ao outro. Por exemplo. ou porque propõe uma nova leitura de informações existentes.E por fim. o autor tem como objetivo desenvolver uma abordagem de análise lingüística que possa contribuir para preencher a lacuna (uso da análise lingüística como método para estudar a mudança social que seja viável na prática) e investigar a mudança social e cultural. Com esta descoberta. Ele chama atenção para os processos de mediação. que acabam por resultar na neurodegeneração. de diferentes modos e posicionam as pessoas de diversas maneiras como sujeitos sociais e são esses efeitos sociais do discurso que são focalizados na análise do discurso. “Discurso e Mudança Social”. eles se constroem ou as constituem entidades .entre os processos de produção e interpretação da fala e da escrita. Discurso usado em relação a diferentes tipos de linguagem usada em diferentes tipos de situação social. nada que não faça parte do universo referencial do outro. E para isto usamos da estratégia para sermos entendidos: esta se faz presente no discurso por três formas – pela . Texto é uma dimensão do discurso. Os discursos não apenas refletem ou representam entidades e relações sociais. os paradigmas anteriores terão que ser revisados. Uma das noções proposta por Foucault é a formação de estratégias no discurso. a incapacidade dos neurônios de secretar a beta-amiloide que está no coração da patogênese da doença de Alzheimer. isto é. a teoria dominante de que um aumento na secreção dos peptídeos beta-amiloides levaria à formação de placas. tentamos adequar o nosso universo referencial ao do outro para que assim possamos ser entendidos. A maior atenção aos textos e à análise lingüística aumentaria o valor da análise de discurso como método na pesquisa social.chave. No capitulo II. E o procedimento pelo qual o discurso é formado. alguns pesquisadores da Suécia descobriram que na verdade. Já o livro de Norman Fairclough. Todo acontecimento tem um potencial desestabilizador. como o contexto situacional do uso linguístico. o produto escrito ou falado do processo de produção textual. visa conter o caráter aleatório do acontecimento. O livro é centrado na análise do discurso e no conceito de discussão . Em qualquer ato de linguagem. o autor comenta as perspectiva sociais do discurso no trabalho de Michel Foucault. Tudo o que falamos sempre tem um sentido e uma estratégia para que este discurso seja entendido. aglomerados tóxicos de proteínas danificadas entre as células. por que sempre acrescenta algo de novo na sociedade. Foucault fala da ordem de discurso.

Doutorou-se em Estudos Linguísticos pela UFPR. Ele é um dos fundadores da análise crítica do discurso (ACD). ela confere autoridade ao discurso. se o que está sendo dito pode se confiar. Se o que está sendo falado. Tem dois livros publicados pela Editora UFPR. A legitimidade do que está sendo passado diz respeito à validade. defendendo no campo da filosofia da linguagem. são dois livros muito interessantes na área da Linguistica que debatem muito bem a visão de Foucault sobre o discurso. A ACD concebe a linguagem como um elemento da prática social. sobretudo os midiáticos. São recomendados para graduandos e pesquisadores da área da Lingüística. Seus livros e artigos abordam temas referentes à filosofia da ciência. pois afinal de contas. Seu trabalho de pesquisa foca-se sobre o lugar da linguagem nas relações sociais e sobre a linguagem como parte integrante de processos de mudança social. Norman Fairclough foi professor emérito de lingüística na Universidade de Lancaster. o discurso constrói os objetos de conhecimento. à epistemologia. à analise do discurso e à questão da subjetividade. A ACD não pode ser classificada como disciplina. Comunicação Social e afins. uma vez que se trata . pela legitimidade.) e Foucault e a crítica do sujeito (2001). o sujeito e as formas sociais do „eu‟. e atualmente é professora pesquisadora do Programa de Mestrado em Filosofia da PUCPR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná). portanto. A credibilidade diz respeito à confiança das informações. e. Norman coloca outro ponto da visão Foucault: os trabalhos arqueológicos do autor. a dimensão estratégica da linguagem só funciona efetivamente se houver a captação do conteúdo por parte do interlocutor. A captação diz respeito à assinalação do conteúdo exposto no ato de linguagem entre duas pessoas. Introdução à filosofia da ciência (2003. está sendo compreendido pelo outro. 3ª ed. Enfim. Inês Lacerda de Araújo foi professora na UFPR. A segunda é uma ênfase na interdependência da prática discursivas de uma sociedade ou instituição: os textos sempre recorrem a outros textos contemporâneos ou historicamente anteriores e os transformam. a legalidade do argumento. e pela credibilidade.captação. uma área de estudos que analisa a influência das relações de poder sobre o conteúdo e a estrutura dos textos. manutenção e transformação das significações de mundo. e nem tem um método próprio de análise. que inclui a noção do discurso como construidor da sociedade em várias dimensões. que inclui duas contribuições à analise de discurso: a primeira é uma visão constituiva do discurso. responsável pela criação.

sendo.de uma área de investigação transdisciplinar. . tal qual a Linguística Aplicada desancorada e independente quanto aos estudos da linguagem.

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