INSTITUTO CAMILLO FILHO BACHARELADO EM DIREITO - BLOCO IV DISCIPLINA: DIREITO PENAL II PROFESSORA: ARIANA BARJUD

ADÉLIA MOURÃO LEITE

RELATÓRIO SOBRE A PALESTRA DIREITO PENAL E A PROTEÇÃO À VIDA

TERESINA 2011

Professor: Ariana Barjud. TERESINA 2011 .ADÉLIA MOURÃO LEITE RELATÓRIO SOBRE A PALESTRA DIREITO PENAL E A PROTEÇÃO À VIDA Trabalho apresentado à disciplina Direito Penal II no dia 16 de Novembro de 2011.

mas. 2. 1. auxílio. Apesar do imprevisto. encontra-se a vida. enquanto aprendiam conceitos de grande importância no Direito Penal. por razões familiares. Estava previsto que o acompanhasse o Prof. 2. Tal princípio defende que o Direito Penal só deve ser utilizado em situações extremas e para resguardar os bens jurídicos de maior relevância social. fez com que os ouvintes se sentissem como em uma informal conversa. Djalma Veloso. protegida em vários momentos por nosso ordenamento. Cabendo aqui ressaltar dois: o capítulo “Dos crimes contra a vida” de nosso Código Penal e a Constituição Federal demandar um julgamento diferenciado para crimes dolosos contra a vida (tribunais de júri). infanticídio e aborto. é basicamente caracterizado por matar alguém. induzimento e instigação ao suicídio. mas o qualificado se subdividirá em outros cinco tipos: 1. DOS CRIMES CONTRA A VIDA Este capítulo trata basicamente de quatro crimes: homicídio. Há o homicídio simples e o qualificado. Lucas Villa soube fazer sua apresentação com maestria.DIREITO PENAL E PROTEÇÃO À VIDA Essa palestra foi proferida pelo professor Lucas Villa no terceiro dia (11/nov/2011) do III Fórum Ibero Americano de Direito: a vida em debate. Neste rol de bens jurídicos. 121. por motivo fútil ou torpe . mas o Código Penal o trabalha em várias faces. Bem didático. INTRODUÇÃO O Direito Penal no Brasil é regido pelo princípio da intervenção mínima.1 HOMICÍDIO Tratado no art. este teve que se ausentar.

o homicídio culposo. . que provoca o que a Criminologia chama de overkill (matar várias vezes – é aquele que causa um sofrimento muito maior à pessoa do que seria necessário) 3. jamais poder ser punido na modalidade consumada. Esquecendo que somente aqueles de absoluta irrelevância podem ser considerados fúteis e somente aqueles que causam repugnância profunda aos valores sociais podem ser considerados torpes. Em caso de concurso de pessoas. nos casos de emboscada ou traição). já que o Brasil adotou a teoria monista no que diz respeito ao concurso de agentes. de a sociedade acreditar sempre que o motivo foi fútil ou torpe. já que nada mais é do que matar alguém. 2. 5. É também um crime próprio. Enquanto listava “as faces do homicídio” trabalhadas no Código Penal. os partícipes e co-autores responderão também por infanticídio. 2. com base no que aprendi esse semestre. pois este não é requisito para que se consume o tipo penal do art. no que diz respeito aos crimes contra a vida. Há de questionar-se no entanto. o por quê do palestrante considerar o homicídio culposo como qualificado. por exemplo. induzimento ou instigação ao suicídio são puníveis penalmente independentemente da consumação do suicídio. Lucas Villa fez uma interessante observação ao dizer que há uma tendência. 4. por covardia ou aproveitamento da confiança da vítima (é o que ocorre. Já o auxílio.2 SUICÍDIO O palestrante explicou que o suicídio não é punido pelo ordenamento jurídico brasileiro por 2 razões: não representar efetiva lesão a bens jurídicos alheios. mas sim uma causa de diminuição. por sua circunstâncias especiais.3 INFANTICÍDIO Tratado no art. só podendo ser praticado pela mãe em estado puerperal. pois.122.2. no entanto. sei que a culpa não é uma qualificadora. 123 Lucas Villa ressaltou ser este uma espécie de homicídio privilegiado. para garantir a impunidade por outro crime. possui sua pena reduzida.

4 ABORTO Defendeu que a principal discussão acerca deste tema é se o feto deve ser considerado como vida ou como expectativa de vida. Lucas Villa nos disse que a ponderação de valores feita pelo legislador. é no mínimo curiosa. 3. . deveria o Direito resguardá-lo em face dos outros direitos? Apesar de ter feito interessantes reflexões a este tema. muitos de nossos institutos manifestam-se como verdadeiros sacramentos. 24 do Código Penal há a excludente de ilicitude em caso de estado de necessidade. visto que no art. Sendo assim.2. posto que. não haveria necessidade do legislador autorizar o aborto em caso de risco de vida da mãe. Quanto à excludente de ilicitude em caso de estupro. Sendo este expectativa de vida. apesar de o Brasil alegar ser um Estado laico. pois considerou a dignidade da mãe como preponderante em relação à vida do feto. a qual considera desnecessária e redundante. válida para todos os crimes. neste caso. Lucas Villa fez considerações acerca da laicidade do Estado. enquanto a doutrina considera que o direito à vida deve prevalecer ante todos os demais. O palestrante expôs uma interessante opinião acerca do aborto no que se refere à excludente de ilicitude do inciso I. o professor preferiu ater-se a dizer que essa discussão cabe mais ao campo da Bioética que ao Direito Penal. CONSIDERAÇÕES FINAIS Ao final da palestra.

3907088.0.08 /4 42. 4: .903/H3.79  :.70/9..6:008 6:0 ./0 ..048 .78025706:04249../0/23:4    $&    5.7088.9./. .4. 5741:3/.46:0.7 80 34 039.24389.09./.43.8.9.8074 547  7.J/4  97.8 54/07 807 5:3/4 3.394  547 8:.9.72344.J/4 E6:047.79     %   %7..4 /4 8:..720 57O574  8O 54/03/4 807 57.4750884./0.4.7 0109.8'.2 705:33.4246:.848/002-48..7700.085F.4.10:2.390 ..4.008 F./.:94708 708543/074 9./434. 70/:/..20394 /.7.J/4.8./05474:974..7 .:3893.438/07.:784/0...2.39.48 . .94:8070890:2.9047./04.:5484.8  48 5.03/46:08420390./47.3.07 2.08 34 705708039. .J/4.J/4 34 F 5:3/4 504 47/03..J/4845:3J.J/457. /.2-F254731. 084 .397.720   547 .0897..48:.8 1.48 .2.8 0850.346:0/7085094 . .7.203903/0503/039020390 /./494:.54/02 807 .03908  .438:2. 24/./4 548 ./4 E6:0 3. .6:00 6:0.34F:2. 30.088E74    5...1.. -038 :7J/.4    442.574..6:008/0.20394 :7J/.4770  54700254 348.J92. 503.0/.4 .-..-84:9...79J.80346:0.8  5488: 8:.8 34 O/4 !03. 2.:8.3.:5484  36:.:8.8 F /4 6:0 2./.  E 4 .8'. F4 6:04..:784 /0 50884.1./.431.4 -7.7.4:97.508 0 .7.  :..J/4  548 0890 34 F 706:894 5.9.882:2.7208.4 14194:94750 86:0.438/07..84 /0 ..08503.438:20 4 954 503./48 1908 0 8420390 .6:.42-.2002089.470884./.0897./48947508  E /0 6:08943.43.854/02807./4 50.84.. 346:0 /7085094.:2841720394 2:942./45:07507. 6:0 80 .0/042..4./4.4/076:0E:2.    6:0574.:F2  34 039.:8.390 05.  A 9..7/./46:0807..E7.48.3904-807. /0..:J4  3/:203944:389..394 89.:5.4: 6:0 4 8:. 2.7 4 42.7.438:2. .5703/088080208970  806:0.  2 .438/07.2-F2 :2 .25:3/.....394  4 547 6:H /4 5.4397.

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