MORTE E VIDA MACUNAIMA: UM CHORO BEM BRASILEIRO

TÂNIA REGINA OLIVEIRA RAMOS*

"Não há quem possa resistir/a esse chorinho brasileiro". Macunaima tem merecido e vem merecendo os mais aprofundados e variados estudos, e o que se observa é que a tentativa de se querer ler diferente um livro que prima pela originalidade,escrito por um autor ainda mais original, é talvez uma das mais angustiantes tarefas de um estudioso da literatura. MACUNA/MA é o livro sobre o qual o tudo do quase tudo foi dito. O pró"a prio quase, ou aquilo que posso dizer que se situa entre margem e o texto" também já foi lido. Já se analisou a sua ruptura e tradição, já se comprovou sua morfologia, já se traçou o seu roteiro, já se elaborou a sua edição critica, já se organizou sua trajetória da literatura ao cinema, foi roteiro de filme, foi peça de teatro. No entanto, MACUNAIMA é o livro em que,a cada leitura,suas possibilidades de interpretação são capazes de reabilitar o espanto. E o espanto é esse momento de infinitização em que não se sabe o como, o quando, o porquê, mas se tem consciência da capacidade de persuasão e sedução, que possui Mário de Andrade, em tudo o que escreveu. O espanto deve igualmente ser considerado como o gesto de admiração mais relacionado com a
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Professora Adjunto II - UFSC, atualmente cursando Doutorado em Literaturas de anguas Portuguesas - PUC/RJ. 113

os estudos literários tendem a passar da admiração ao conhecimento ou. contemporânea á sua publicação (décadas de 30 e 40). Lendo o livro. notas. ou teve que dizer. Talvez tenha sido o que aconteceu com MACUNAIMA. Raro é tudo o que tem o eterno sabor da novidade. Se ele me espanta toda vez que o leio é porque ele é raro e marca a sua diferença pela novidade. dentro de uma perspectiva sociológica. sob esse signo da diferença. pois se tal passagem acontece. e que tão bem se compreende. crônicas. pois desenvolve o 114 . sobre um esquema de base invariante. e algumas variantes. angústia manifestada em sucessivos posfãcios. faz-se necessária a revisão de trabalhos analíticos e críticos sobre ele. Hoje. cartas. MACUNAIMA tem sido visto por quase todos os estudos analíticos e críticos como uma tese. procura mostrar que a fábula do livro segue um modelo básico de estruturação. onde se pode ter contato com o que o próprio Mário de Andrade disse. É exatamente onde pretendo ficar: entre o texto da rapsódia e o texto do grande desejo de Mário: "talvez eu devesse escrever. e que angustiou tanto o escritor Mário de Andrade. principalmente sobre a sua edição crítica. pelo menos ensaio AO LADO DE MACUNAIMA. cria uma obra de arte. como uma idéia demonstrada. Basta conferir. Haroldo de Campos. Não é apenas um bom livro ou um livro marco. MACUNAIMA representa uma meditação extremamente complexa. equivalente ao dos contos folclóricos. em relação á critica. são tentativas de. uma terceira qualidade. rico de metáforas. MACUNAIMA deixa de ser isto ou aquilo. pelo menos. Mário de Andrade trabalhando livremente modelos variáveis. símbolos e alegorias. Para Gilda de Mello e Souza. efetuada através de um discurso selvagem. lembrando Kierkegaard: "Quanto mais um homem é original. parece dizer mais do que o primeiro modelo de análise. por exemplo. mais a sua angústia é profunda".surpresa. Esse segundo enfoque. comentando tudo o que botei nele até sem querer". sem esquecer que essa tem um lado negativo: a possível tendência de se ficar no parecer e não se chegar a saber o que o objeto admirado realmente é. sobre a "sua rapsódia". a admiração é capaz de ajudar a se descobrir no objeto admirado.

o espaço flutuante do herói-personagem e do autor Mário de Andrade. distraem-se. sou obrigado a confessar duma vez por todas: eu copiei o Brasil. a alegria e a tristeza do autor são metáforas líquidas. o que se comprova pelas suas constantes descobertas e explicações.. metonimicamente apresentadas. porém. eu sou demais". ou seja.ao menos naquela parte em que me interessava satirizar o Brasil por meio dele mesmo". repetem-se. mas. tro peçam.que o próprio Mário de Andrade justifica em 1931: "Enfim. passagem da admiração ao conhecimento. onde as idéias hesitam. Começo a minha (a) ventura: A última leitura que fiz de MACUNA/MA levou-me á. uma tese das contradições da sociedade brasileira representada pelo herói-titulo. assim o leu. que estou levantando.. Nós assim conseguimos ler MACUNAIMA e parece que o autor. assim a leitura de MACUNAIMA. porque o livro assim o é. na história ou diante da história.e. O choro e a risada do herói. não sabem onde vão parar.. "do sentimental eu sou. mas muito mais um caráter de ensaio. A oscilação entre a euforia e a melancolia é possibilidade de se ler um dos caracteres de Macunaima: o sentimentalismo miltrovertido e angustiante na base do "jeitinho brasileiro". Numa tese sabe-se onde se vai chegar. XVIII). sem a constante subordinação de tudo o que já foi dito. de quem disse: "Não vim ao mundo para ser pedra" (M.e. A revisão da critica sobre MACUNATMA reforça a hipótese de que não há como se ler uma idéia demonstrada. e foi mareada pela observação do es p aço flutuante. A questão. contudo. 2 venturoso e aventuroso. é uma constante no estudo do caráter nacional brasileiro: o sentimentalismo. preso ã problemática do primitivismo ou da preguiça como forma de reação tropical à sociedade de consumo e ã ética e estética européias aqui instaladas. Uma tentativa de várias orações coordenadas: e. deixando a estrutura em aberto. ensaio sai ã procura de si mesmo. o O . "de quem não chora não mama". A rapsódia de Mário não tem apenas esse caráter documental. como possibilidade de se acrescentar sempre mais alguma coisa. ao ver o seu livro publicado. ou mesmo.

que é a abdução.. lançou um "chora. mas porque sentimentalmente ele). E tentávamos deduzir pela estória coisas evidentes. Um outro aspec- 116 . imagina que o seu brinquedo foi útil e que se divertiu "mostrando tesouros em que ninguém pensa mais". Motivadas pela questão do Modernismo. Há múltiplos pontos de contato entre o herói e o autor. nothing more than feelings"? E Nana Caymmi. esquecendo que MACUNAIMA não mais consegue ser lido em si e por si.Poras harmonicamente equilibradas: o choro e a gargalhada. travestido de um nome "outro". até mesmo na sua controvertida e conhecida revisão do movimento modernista. se processava um abalo silencioso em relação a MACUNAIMA: eu não lia e não ria a molecagem. que atravessou fronteiras. cantando: "feelings. Não foi um brasileiro. em 1985. em circularidade. o deboche. mas via muito mais o humor fino e o lirismo sutil nas duas metá . porque se Mário de Andrade não escreveu o texto com prazer. E até por uma leitura passional. Como se chega a essa hipótese de leitura em relação á cultura brasileira? Através dessa maneira de ler Macunaíma.sentimento exacerbado. pela mesma brecha e Dela vnz feminina. brasileira". escrito imediatamente após terminada a primeira . E tal como MACUNAIMA.ersão do livro. percebendo sempre que um é a presença do outro em ausencia. E entre parênteses. não porque ache ruim. a malandragem." Interessante que. na semelhança formal com o aposto que persegue o seu herói (herói sem nenhum caráter) desabafa: "(é o livro detesto que nunca pego. indiscutivelmente o escreveu com paixão. Assim teria que ser. Há vários macunalmas em torno dele. a vertente de lágrimas fez História: março-abril de 1985 que o digam. em mim. que vai da euforia do brincar a "banzar solitário no campo vasto do céu". Mas o que chama a atenção é a capacidade que o autor teve de perceber suas afinidades com o personagem e a necessidade de o proteger e o justificar. Mário de Andrade. no prefácio inédito. Aliás. o herói. éramos induzidos a ler as "verdades" formais do texto. a leitura afetiva que possibilita a atração por uma verdade possível. lidos por uma nova noção de proximidade.

As mudanças do comportamento do herói sempre se dão por essas marcas sintomáticas: "Macunaima se acordava. "Me nasceu uma vontade manhosa de chorar. muito mais vencido do que convencido. suando sem parar. contar que não agüentava mais. maldito. o próprio choro. "Quando a vontade de chorar parou. então. Talvez seja uma recaída romântica perceber que as forças em conflito no herói. III). morto de calor. sem harmonizar. para mostrar essa tristeza manifestada pelo choro e a alegria. entre autor e herói. mas muito mais cristalizar. É justamente o ser assim do herói. O choro é sempre forma de convencer. Cavalcanti Proença. me queixar muito.to era a angústia que me provocavam as cartas e notas de Mário de Andrade sobre o livro. apesar do banho. tem plena consciência de que nada se transformaria pelo riso. o autor ou o herói." Nada é gratuito nas afinidades. não conseguiria ainda fazer "que a alegria fosse a prova dos nove". dando grandes gargalhadas" (M. as suas passagens de estados (e por que não de 117 . Macunaima afastou os mosquitos e quis espairecer" (M. me esconder no seio dela e me queixar.o seu avesso -. Um outro desejo de leitura era descobrir porque eu não conseguia ver não só um brasileiro socialmente legítimo. Essa leitura do sentimentalismo brasileiro deu-se também em função de perceber que a maioria das leituras críticas pro- cura provar que o herói não conseguiu ser em essência.XII). mas as possibilidades de um brasileiro humanamente legítimo. que aquele calor estava insuportável. numa "grande gargalhada". em ROTEIRO DE MACDNAIMA. mas exaustivo. e no espaço de MACUNAIMA. O herói . percebeu esta identificação.ou o autor. de chamar por Mamãe. Fiz um levantamento não em totalidade. a alegria e a tristeza eram marcas de alguma coisa que Mário de Andrade procurou deixar evidente. e o riso . explicando: "Várias vezes Macunaíma tem vontade de chorar ante as dificuldades surgidas" e. porque "ainda flor amorosa de três raças tristes". se identifica com o autor na Amazónia.

XV). onde o fingimento é condição de como dizer e a máscara é fundamental para desmascarar o mundo . Não está. que provocam o inesperado. porque não está. "Macunaima se acordava dando grandes das" (M. O herói não é.. Podemos conferir: "E contando o transporte da casa de novo prá deixá onde não tinha caça deu uma grande gargalhada" "Contou como enganara o Curupira e deu uma grande gargalhada" (M.XIII. acabou chorando". nome principiado por Ma tem má-sina" (M.XV). o inusitado e a legitimidade do herói. Mais do que o refrão "Ai. na poesia. "MacunaIma dava uma grande gargalhada" (M. o maioral resmungou. Mário e Macunalma. num texto onde tudo é grande malvado (o nome). Mário também o foi. "Depois que discursou Macunaíma deu uma gargalhada" (N. "Macunaima deu uma grande gargalhada de experiência" (4."Mário. Tal como.XV).III). gargalhagrande "Macunaima deu uma grande gargalhada" (M. grande herói. como se no sonho ou diante do espelho (acordava sempre dando grandes gargalhadas) e 118 . grande mágico.o ensaio Ao lado de e Macunaima herói tem um lado Pierrô. No capítulo XVI é colocado entre parênteses.. põe a máscara" . "Uhum..Estados?).XI). numa analogia com o aposto do titulo: "(herói sem nenhum caráter) (Macunalma deu uma grande gargalhada)" Macunaima quase sempre ri de si mesmo. "que vivia só cantando e acabou chorando.IV). porque não há como deslocar ou descolar.III). Prefiro acreditar que tem máximas nessa leitura de aproximação entre os dois. o que para mim vem sendo a verdade possível. porque não e. que sempre se dão por um espírito "sorumbático" "macambúzio". Macunaíma consegue ser "ubíquo". que preguiça!" aparece no livro a grande: expressão "grande gargalhada".. porque dissimulado.

XII).XII).I). brincaram. "ChoreSes. como jogo. Então Macunalma desamarrou a cara" (M.Um choro adulto sob a forma de que chamei "chorinho bem brasileiro". procurava não exteriorizar: Vejamos: "Macunaima ria por dentro. "E era se rindo em plena felicidade que ele cantava assim:" (M. como farsa do herói: "Macunaima assuntou o deserto e sentiu que ia chorar. 1. não chorou não" (M. I). "A patroa veio no quarto pra consolar Macunaima. vendo as micagens dos manos" (M. O próprio "brincar". não. relacionado ao prazer sexual e ao gozo. "Macunaima sentiu um frio por dentro de tanta co- 119 . "Macunaima choramingou o dia inteiro. De continuou chorando" (M. aparece sob o principio da "queda" e da "tristeza": "Brincou com a copeira e voltou macambúzio prã pensar" (M. noite "Macunaima ficou de azeite uma semana.XIII). só porque desejava saber as línguas da terra" (M. Depois de brincarem o herói pegou no choro" (M. sem comer. Macunaima principiou chorando outra vez"(M. O choro como representação. malícia e manha: "Jigue falou que aquilo não era brinquedo de criança.X). 2.II).II). Mas não tinha ninguém por ali. O choro e as lágrimas são ainda constantes no corpo do livro.quando ria dos outros. O choro como chantagem.RIII).

Estava muito tristinho. tão sorumbática nas tão sorumbática que os olhos dele choravam a cada estrofe" (M. manos! Macunalma repetiu macambúzio". "O herói se atirou para trás chorando largado na cama" (M. 120 . XII).VIII). O choro como impregnação sentimental no herói.XII). Macunaima repetiu"(M. "Maanape chorou muito.XII). "E chorava gemendo assim: Muiraquitã. "Descantou a tarde interinha.IV). "Voltaram pro quarto de Maanape e toparam com o herói se lastimando" (M.IV).XI).XIV). muiraquitã" (M. "Macunalma ficou com ódio" (M. a inesquecivel"(M.XII).VI).moção e percebeu que ia chorar. . 3. "Macunaima sentiu-se desinfeliz e teve saudade de Ci. O choro como abatimento e pessimismo: "Macunalma sentiu que ia chorar" (M. herói. "Paciência. uma moda. na natureza.XV). "Quando enxergaram o mano chorando se assustaram bem" (M. 4. (M.XIII).IV). se atirando sobre o corpo do mano" (M. Mas disfarçou bem" (M.XI). "Maginou sorumbático" (M. "O silencio era feio e o desespero também" (M. no outro: "Maanape engulia as lágrimas" (M. "Estava muito tristinho! o herói fez.Não que tristinho nem mané tristinho.XI).

"Macunalma parou. no abandono completo" (M. "chorou e não procurou esconder". A diferença não está na covardia. por si só esvazia teses do herói covarde. cantada e contado no que dá de se ler a síntese de nossa leitura: morte e vida macunaíma. O esboço dessa hipótese de leitura. "As lágrimas pingavam dos olhinhos azuis dele sobre as florzinhas brancas do campo" (M.XVII). que foge da luta.XVII).5. muito antes de possibilidades outras da manifestação do desejo. que deixo aqui. me esconder no seio dela". Mário de Andrade. cuja legitimidade do "humano" (muito mais do que mítico) permitiu o riso e o choro. "Macunalma sentou no parapeito da fonte e assuntou os baguais marinhos de bronze chorando água" (M. não perdeu a dimensão da autenticidade da "chamar por mamãe. Também estava comovido" (M. Chorava comoção pela boca moças" (M.XIV). e mesmo na sua maioridade intelectual e ao decretar a maioridade do herói. se aborreceu de tudo. o herói viu no alto as estrelas" (M."que um ho- 121 . O choro. inscreveu na nossa história cultural. escrito por um Autor que.VII). "Todos os passarinhos choraram de pena gemida nos ninhos e o herói gelou de susto" (M. mas em Macunaima. motivador de um lirismo poético: "Então de tanta dor. que extrapola a história: "Ficara defunto sem choro.X). XIII).XVII). foi-se embora e banza solitário no vasto campo do céu" (M. O choro. das 6. "Macunaíma parado em riba da estátua ficara sozinho ali. "É mesmo o herói capenga que de tanto penar na terra sem saúde e com muita saúva. E o livro termina no silêncio da gargalhada e no choro contido.XV). na sua história. como a tristeza inusitada.

por favor vá embora/não chore ainda não que eu tenho um violão/e te encontraram chorando e bebendo na mesa de um bar/eu chorei na avenida eu chorei/chorei não procurei esconder todos viram/ah quantas lágrimas eu tenho derramado/o enorme prazer de me ver chorar/ choro por tudo se assim for preciso/se um dia eu tiver que chorar ninguém chora por mim. afetivo e sedutor. As lágrimas. manos: americano". Esses aspectos. através da trajetória do herói brasileiro. tanta alegria. também deseja colo".. O livro. Afinal.. pouco explorados. porque a cada leitura. mas pertinentes. ainda que ensaiadas e programadas. Um manifesto que desencaminhou a linguagem de sua vocação institucional e perverteu a postura literária dos personagens. na busca de uma congregação de valores. descoberto.. novas aventuras. somos o pais de tanto riso. com os olhos rasos d'água"... E se existe a procura da nacionalidade arlequinal como um todo. como "um brasileirinho" ou "o chorinho bem brasileiro". repetem-se em Noel Rosa: "Quando eu morrer não quero choro nem vela" e passam pelo Rancho Fundo "onde o moreno canta as mágoas. A nossa poética musical vem ainda recebendo os "baguais marinhos da fonte chorando água" (M.XIII). Divagações sentimentais. ou "paciência. Redescoberto. deixam evidente o que ainda se tem a dizer sobre MACUNAIMA. pelo prazer de chorar e pelo estamos aí. As-lágrimas foram a transformação do sólido em liquido. do reto em círculo. E continuam a fazer História: tristeza. para angústia de Mário de Andrade. E as lágrimas cantadas nas toadinhas de Macunalma: "Quando eu morrer não me chores". mais de mil palhaços no salão. e o riso espontãneo parecem ser a maior herança que nos legaram Macunalma e MACUNA1MA. Ou melhor: o que Macunaima. Hoje pode ser considerado o mais vivo e duradouro manifesto do movimento modernista. ainda tem a dizer. nesse livro entusiasmado. Macunaima en- 122 . um dia sem nenhum caráter. ficou no ostracismo por muitos anos. estratificados nos movimentos literários anteriores.nem também chora.... Depois.

O "tem mais não" do epílogo. ao gosto de Mário de Andrade onde a manha e a malícia misturam-se. com o sentimento doído de uma eterna cultura solidão. que sempre canta se não mais "chorinho". Parece que tudo o que dissemos arrisca-se a surgir como insensatamente descolado. como possibilidade de leitura. 123 . assusta-nos. na música. uma música ao sabor "morte e vida macunamma". Tem mais sim. por uma das trezentas e cinqüenta máscaras de Mário. "até sem querer". embora expressão psicolOgica de sentimentos. Na poesia. mostrados de maneira arlequinal. usa uma máscara branca com uma lágrima eterna.quantó homem brasileiro. O que não se deseja é que a insensatez desloque-nos de tudo o que Mário de Andrade colocou em MACUNAíMA.de Andrade: "Estou perdido sem pai nem mãe me leve para sua casa". embolado e embotado por uma outra.Macunaíma . inscrita e escrita. sem limite. sempre se ouvirá Mário . Paciencia: Macunaíma é pierra. Mesmo no rock.

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