O complexo Teníase/Cisticercose constitui-se de duas entidades mórbidas distintas, causadas pela mesma espécie de cestódio, em fases diferentes

do seu ciclo de vida. A teníase é provocada pela presença da forma adulta da Taenia solium ou da Taenia saginata, no intestino delgado do homem. A cisticercose é uma entidade clínica provocada pela presença da forma larvária nos tecidos de suínos, bovinos ou do homem. Agente Etiológico: Taenia solium e a Taenia saginata pertencem à classe Cestoidea, ordem Cyclophillidea, família Taenidae e gênero Taenia. Na forma larvária (Cysticercus cellulosae _ T. solium e Cysticercus bovis _ T. saginata) causam a teníase. Na forma de ovo a Taenia saginata desenvolve a cisticercose no bovino, e a Taenia solium no suíno ou no homem. Reservatório e Fonte de Infecção: o homem é o único hospedeiro definitivo da forma adulta da Taenia solium e da Taenia saginata. O suíno ou o bovino são os hospedeiros intermediários (por apresentarem a forma larvária nos seus tecidos). Modo de Transmissão: o homem que tem teníase, ao evacuar a céu aberto, contamina o meio ambiente com ovos eliminados nas fezes, o suíno ou o bovino ao ingerirem fezes humanas (direta ou indiretamente), contendo ovos de Taenia solium ou Taenia saginata, adquirem a cisticercose. Ao alimentar-se com carne suína ou bovina, mal cozida, contendo cisticercos, o homem adquire a teníase. A cisticercose humana é transmitida através das mãos, da água e de alimentos contaminados com ovos de Taenia solium. Período de Incubação: o período de incubação para a cisticercose humana pode variar de 15 dias a muitos anos após a infecção. Para a teníase, após a ingestão da larva, em aproximadamente três meses, já se tem o parasita adulto no intestino delgado humano. Período de Transmissibilidade: os ovos de Taenia solium e de Taenia saginata podem permanecer viáveis por vários meses no meio ambiente, principalmente em presença de umidade. Susceptibilidade e Imunidade: a susceptibilidade é geral. Tem-se observado que a presença de uma espécie de Taenia garante certa imunidade, pois dificilmente um indivíduo apresenta mais de um exemplar da mesma espécie no seu intestino; porém não existem muitos estudos abordando este aspecto da infestação. Guia de Vigilância Epidemiológica Distribuição, Morbidade , Mortalidade e Letalidade: a América Latina tem sido apontada por vários autores como área de prevalência elevada. Schenone et al (1982) relataram a existência de neurocisticercose em 18 países latinoamericanos, com uma estimativa de 350.000 pacientes. A situação da cisticercose suína nas Américas não está bem documentada. O abate clandestino de suínos, sem inspeção e controle sanitário, é muito elevado na maioria dos países da América Latina e Caribe, sendo a causa fundamental a falta de notificação (OPS - 1994). No Brasil, a cisticercose tem sido cada vez

Niclosamida ou Clorossalicilamida.1994. com sequelas graves e óbito. A localização no sistema nervoso central é a forma mais grave desta zoonose. subcutânea e muscular (como o tecido cardíaco). número e fase de desenvolvimento dos cisticercos e da resposta imunológica do hospedeiro. Pupo et al . flatulência.1980. Takayanagui . Até o momento não existem dados disponíveis para que se possa definir a letalidade do agravo. 1990.Cisticercose: infecção causada pela forma larvária da Taenia solium cujas manifestações clínicas estão na dependência da localização. Da conjunção destes fatores resulta um quadro pleomórfico. o Brasil registrou um total de 937 óbitos por cisticercose no período de 1980 a 1989. Segundo dados da Fundação Nacional de Saúde/Centro Nacional de Epidemiologia (FNS/CENEPI 1993). Tratamento: o tratamento da teníase poderá ser feito através das drogas: Mebendazol. podendo existir também nas formas oftálmica.1945/46. praziquantel e albendazol têm sido considerados eficazes na . Lima .1986. diarréia ou constipação. náuseas. até há pouco mais de uma década e meia. principalmente nas regiões Sul e Sudeste. Albendazol. tipo morfológico. Tavares .1994.1993. Com relação à cisticercose. Brotto .1994. Spina-França . CostaCruz et al .1956. Excepcionalmente é causa de complicações cirúrgicas. Agapejev . Vianna et al .1945/46.1962.1962. Silva et . Praziquantel.mais diagnosticada.1947.1966.Curitiba. tanto em serviços de neurologia e neurocirurgia quanto em estudos anatomopatológicos (Pupo et al. a terapêutica medicamentosa da neurocisticercose era restrita ao tratamento sintomático.1940.1957. Canelas . As manifestações clínicas variam desde a simples presença de cisticerco subcutâneo até graves distúrbios neuropsiquiátricos (convulsões epileptiformes. é bom.1995). De la Riva . Brotto 1947.1966. debilidade. pode ser explicada pela falta de notificação ou porque o tratamento realizado em grandes centros. 1987. O prognóstico. inexistindo um quadro patognomônico. Lima . resultantes do tamanho do parasita ou de sua penetração em estruturas do aparelho digestivo tais como apêndice. perda de peso.Teníase: causa retardo no crescimento e no desenvolvimento das crianças. dificultam a identificação da procedência do local da infecção. e baixa produtividade no adulto. hipertensão intracraniana. Atualmente. colédoco e ducto pancreático. com uma multiplicidade de sinais e sintomas neurológicos (Trelles & Lazarte . Aspectos Clínicos Descrição: o complexo teníase/cisticercose é uma zoonose e manifesta-se no homem sob duas formas clínicas: Parasitose intestinal . Canelas . Silva . como São Paulo. A sintomatologia mais freqüente são dores abdominais. A baixa ocorrência de cisticercose em algumas áreas do Brasil.1980. quadros psiquiátricos como demência ou loucura). Arruda et al 1990. 1987). Parasitose extra-intestinal . Brasília e Rio de Janeiro. como por exemplo nas regiões Norte e Nordeste. Takayanagui .

e) nos animais com cisticercose (suína/bivina). a verdadeira solução da neurocisticercose está colocada primordialmente nas medidas de prevenção da infestação (OPS .1994). Bloqueio de Foco do Complexo Teníase/Cisticercose: o foco do complexo teníase/cisticercose pode ser definido como sendo a unidade habitacional com pelo menos: Guia de Vigilância Epidemiológica a) nos indivíduos com sorologia positiva para cisticercose. como melhor opção. (TAKAYANAGUI . Medidas de Controle Trabalho Educativo da População: como uma das medidas mais eficazes no controle da teníase/cisticercose deve ser promovido extenso e permanente trabalho educativo da população nas escolas e nas comunidades. O trabalho educativo da população deve visar à conscientização.1987. A aplicação prática dos princípios básicos de higiene pessoal e o conhecimento dos principais meios de contaminação constituem medidas importantes de profilaxia. os indivíduos deverão receber tratamento com medicamento específico.1990-b. Uma vez identificado o foco. Diagnóstico Laboratorial Teníase: geralmente tem ocorrência sub-clínica. Cisticercose: o diagnóstico é realizado através de biópsia tecidual. d) um indivíduo com sintomas neurológicos suspeitos de cisticercose.terapêutica etiológica da neurocisticercose. . 1994). mais saudáveis. sendo muitas vezes não diagnosticada através de exames coprológicos. por opção pessoal. TAKAYANAGUI . é mais comumente realizado através da observação pessoal da eliminação espontânea de proglótides. a extirpação cirúrgica. tomografia computadorizada e ressonância magnética). Há questionamentos sobre a eficácia das drogas parasiticidas na localização cisternal ou intraventricular e na forma racemosa. fita gomada e tamização. Os exames parasitológicos de fezes são realizados pelos métodos de Hoffmann. ou seja. recomendando-se.1996. Levando-se em consideração as incertezas quanto ao benefício. devido à forma de eliminação deste helminto. Serão incluídos no mesmo foco outros núcleos familiares que tenham tido contato de risco de contaminação. COLLI et al . a falibilidade e os riscos da terapêutica farmacológica. quando exeqüível (COLLI .1994-b. Vigilância Epidemiológica Notificação: a notificação da teníase/cisticercose poderá fornecer dados epidemiológicos mais precisos sobre a prevalência populacional e permitir o mapeamento geográfico das áreas mais afetadas para melhor direcionamento das medidas de controle. c) um indidíduo eliminando proglótides. cirurgia cerebral. ao corte dos hábitos e costumes inadequados e à adoção de novos. b) um indivíduo com teníase. 1990-b). testes imunológicos no soro e líquido cefalorraquiano ou exames de imagem (RX.

Fiscalização da Carne: essa medida visa reduzir ao menor nível possível a comercialização ou o consumo de carne contaminada por cisticercos e orientar o produtor sobre medidas de aproveitamento da carcaça (salga. http://www. principalmente). e rigoroso hábito de higiene (lavagem das mãos após evacuações. higiene adequada das mãos.pdf .org. graxaria. recomenda-se medidas para evitar a sua propagação: tratamento específico. Para os portadores de teníase.br/biosseguranca/Guia%20de%20Vigilancia%20Epidemiologica. congelamento. entretanto. Isolamento: para os indivíduos com cisticercose ou portadores de teníase.crorj. Fiscalização de Produtos de Origem Vegetal: a irrigação de hortas e pomares com água de rios e córregos que recebem esgoto deve ser coibida através de rigorosa fiscalização. o controle ambiental através da deposição correta dos dejetos (saneamento básico). porém é importante. Desinfecção Concorrente: é desnecessária. com segurança para o consumidor. conforme a intensidade da infecção) reduzindo a perda financeira. Cuidados na Suinocultura: o acesso do suíno às fezes humanas e à água e alimentos contaminados com material fecal deve ser coibido: esta é a forma de evitar a cisticercose suína. deposição dos dejetos garantindo a não contaminação do meio ambiente. não há necessidade de isolamento. evitando a comercialização ou o uso de vegetais contaminados por ovos de Taenia.

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