Proposições Pastel (selvaticamente traduzidas) de Ginsberg (para Clemente) traduzidas destraduzidas versificadas adaptadas inadaptadas

Frasco de perfume entre as coxas, ela aprecia o aroma humano: sabe a azul.

Palmas das mãos e dos pés a olhar para fora com os olhos arregalados na primeira guerra mundial para um monoplano em baixo.

Sobrancelhas em caracol, chakra entre os olhos , nariz de ferro, pórtico da boca, barba de carvalho; ouvidos de ouvir o mar.

Ratos comeram o grande coração vermelho no peito: ela estava distraída no amor.

Espreita através da fechadura do céu. O grande homem azul & a sua mulher suportam o vazio do espaço. Ele ajoelha-se e lambe lábios de laranja espalham-se entre os joelhos:

Inclinou-se devido ao peso das nebulosas. Um morcego que é maior que a tua orelha escuta teu sono enquanto o sonhas. . de joelhos a Grande Mãe de cabeça para baixo com as mãos no cú: assim pode vir-se sózinha. Protege o teu plexo elétrico negro polvo com guarda-sol vermelho.levantam a alegria cega das aves. Dobrada. e agacha-se debaixo das colinas.

dois cucos de costas vigiam a transformação do que está acima.Esconde o teu segredo rasca escuro olho: virilha com longos dedos rosa entrelaçando. o Grande Pásssaro é passageiro. Lâmpada gigantesca: um azul que ronda nos olhos trabalha os lábios lábios magenta magenta escaldando o século. Um pássaro terra-sena: olhos impassíveis na sua virilha. . Proa de terra com face de ave Dead Man cargo. Proa de terra com face de homem.

Ele ajoelha-se em peles de fogo ela senta-se no Lotus laranja & leva à boca a maçã azul.Uns pontos mais à frente estão as mandíbulas da lua-baleias. Ele chama a sua lua-baleia e ela olha-o surpresa. Lanterna no queixo de Bismarck sonhos de excesso de flores encarnadas: espinhos surgem através do crânio. Num útero oval azul uma menina crescidinha .

Sangue. Mão longa sobre o olho esquerdo: Mãe Sudão vê costelas magras & grandes barrigas de fome.enrola nos olhos fechados sonhos do seu nascimento. No meio do coito uma iguana larga uma baba rosada nas suas costas: escapou-se da gaiola. morte & suores no ventre obscuro da Terra que anseia horizontes: . Grande gente miúda faz yum yab na sua margarida amarela de dez pétalas.

nuvens devorantes e uma asa azul. Lamentas-te como um cão que olha a lua-baleia cruzando os mares num barco pálido pálido. Trinta chaves do Reino tilintam no peito: o Papa sonha com o corpo de S. e colocas-te em frente à lua com a pila para o céu. Pedro O frasco de perfume dos deuses escorre entre as nádegas: eles sorriem e inalam . Escalas a montanha dentes-de-neve.

sorriso: rosa. mamilos: encarnados. Branco: clitoris. Ele deita-se de olhos meio fechados estupefacto pelo Sol pairar demasiado baixo. .o odor da crueldade. Ela posa auto-confiante: o céu azul e as nuvens nascem ao seu ventre oval. O hermafrodita negro agacha suas esferas pretas em defesa do quadrado negro de Malevitch: táticas de escravo.

Duas meninas mostram grandes vibradores: uma deles é um rapaz com o pau para fora? . Repousa de olhos abertos em travesseiros estrelados sob o cian de um céu que é uma teta. Ela olha através da sua máscara com as mãos cruzadas. A dama Buda dorme no ar lazúli numa folha verde: joelhos levantados espalham a nudez.pernas & olhos: escuros.

mãos telescopiam um olho desavergonhado. . Firmemente presas nas dobras da toalha de praia. ele agacha-se no seu planeta de bolhas azuis. braços pendendo: o umbigo solar-anal do Yogui queima o vermelho. Pernas atrás do pescoço. olhando para trás para o rapaz iluminado que ele engatou. Soprando bolhas no céu azul.Passos negros na sombra.

Alguém dança em vermelho fogo. ossos da coxa grande: o bebé fantasma dá vida a sonhos além do útero. Ajoelha-se com unhas grandes maravilha-se a cobra radiando no seu peito.Estrela. mas ninguém se queimou ou afogou ainda. cana & cia. outro salta no mar lilás. Ele pisa o seu próprio peito na cama com o vermelho meio-teso. Quanto à sua longa e espessa cauda. . pássaro. demônios azuis lutam com tesouras de ouro.

Ajoelhado. não se sabe muito bem para quê. Um ser humano ajoelha-se perante o leopardo branco que devora uma zebra rosa: estão ali quatro. defende-se: tem grandes salamandras em cada palma da mão. .Com a língua escorrendo para fora ele trava a bicicleta e come uma laranja mortalmente esgotado. nu. A Dama dos Caracóis delicadamente ergue as coxas nuas para esfregar a sua cona.

Uma orquídea cresce no seu quadril. Metade homem metade mulher: um peixe contorcendo-se eufórico um olho triste. um grande ovo imita os deuses: profecias escarlates vomitam gêmeos. O olho sorri.O indicador esquerdo sondando um mamilo esquerdo mostra um santo duvidoso. a mão forma uma concha no ouvido. Eles trocam olhares. . azul e grande. Uma abelha faz sombra no cu.

Cortinas ocultam o prego e a sua sombra: é mais um drama do samsara: Acto I.O esqueleto de William Burroughs monta um pónei que ama um gato. O vermelho dos lábios apela . Ele mergulha do céu passada a altura do sol para o espaço azul-oceano nu. Um lacrau transcreve cenas de violência. O cavalo está cavalgando em cima doutro cavalo: o buda encíumado pisca o olho à prostituta.

Braços nascem do pescoço. O pesadelo ainda não passou: nirvana na bicicleta. Ajoelha-se a menina-flor para os bezerros e os porcos capitalistas.à gordura do bilionário na carapaça da tartaruga: o tesão é eterno. 1852. O presidente estripa a sua esposa. Jeannie esfrega-se nas bochechas de Duvals uma mosca faz cócegas: Paris. A pálida dama de verde procura a cabeça de Osiris dentro do frigorífico. Os pentelhos sobem a barriga. .

Um lobo lambe o coração escarlate e vivo de uma dama núbia enrolada na cama. Um polvo barroco afaga a rachadura entre as pernas vermelhas da Celestina: Picasso espreita pelo buraco da fechadura. A árvore verde . Os verdes czares reparam que o Hermitage está a ser devorado por espelhos.Anjos derramam ânforas de água negra no seu guarda-sol de terra cota.

sonha com um sol lilás. Eva dança com o pescoço dourado lavando o céu. A boca de ouro rosa e os dedos do chamã prendem a amante ao sono. Um Adão azul ajoelha-se no barro grená da terra. A raiz-submersa agarra uma cabeça: o mundo castanho ovula. Cometas voam. Picha grande. ventre pálido . atiram esperma para a frente e atingem um homem erecto Uma mulher limpa-o com salmos enxutos.

Cortado por uma faca amarela do pescoço verde até à virilha negra. O vermelho dos lábios caça cabeças de amazonas: elas descansam os olhos calmos em almofadas fosforescentes.forrado com pele avermelhada: olhem para o macaquinho que nasceu. . Os dadaístas em volta cantam canções acastanhadas. ele sorri na dor. Um corvo debica a prega da mama da deusa junto a uma cabeça que chupa um lingam. O pálido vetala observa. Um homem alto encolhe-se num búzio rosado.

A velhice escala-os outra vez. Mãos seguram o seu rabo apertando com alegria e lambem e comem como canibais: .coragem azul rolando para fora. ela olha para baixo para a sua yoni engrossando. Ela voa baixo: milhares de degraus de pedra durante anos. Aves debicam o globo ocular do seu crânio e o olho do coração enquanto a sua coisa vermelha jorra sementes. Nua numa cela de prisão solitária.

Uma tesoura corta os narizes aos Pinocchios mascarados. Caga o resto nos sapatos: . Pequena rosa alada.uma estrela azul inscreve-se nas coxas. os braços esticados para cima segurando a tigela azul do céu. O cego rapa o seu cabelo com uma navalha dourada. A Dama do Coração paira: uma cona floresce nas pernas e no seu centro um rijo caralho selvagem. A Vénus de Willendorf está sobre os ombros de Marte.

Ciúmes! Ciúmes! Com o seu queixo na mão. Dentro do seu ventre o feto grená do hermafrodita reabre o seu terceiro olho. Pés negros espezinham o pescoço: .uma rosa cinzenta é o vórtice do dinheiro: a moda é insaciável. Limpando o escuro sangue lágrimas de trabalho duro: tenta manter-te grande ò cabeça triste. ele pondera matar a Musa Infiel.

e oito patas de formiga. ficam esperneando no chão: noites indigo. Ali misturam sexos seios mamilos pés e mãos: tantas pilas no sono. Adão contempla o seu umbigo atrás de um arbusto palpitando com ciúmes de Deus. Um funil.braços largos relaxados. . Uma mão treme: o ouro escorre para baixo da virilha. uma faca.

as axilas.Corpos espalham abertura. ela come o seu branco gelado: o sexo desliza pela língua. O jovem Don Juan exibe gloriosamente a sua presa imberbe: lábios sombrios mancham a aurora. pés tenebrosos pressionam. as mamas . O que a suporta: o terceiro olho. Nas cinza do crescente lunar. verdes polegares levantam um sapato marrom: o champanhe já se foi.

Lugares: boca olhos nariz o segredo nasce da branca ferida os mágicos importunam o Medo. o umbigo. a estrela no campo a cor do apocalipse. O céu embrulha as nuvens.os olhos. Nos túmulos dos antepassados o cão guarda a entrada das caves ctónicas sob os ciprestes. . o cú. a fenda da cona.

e engole Abaixo do peito milhares de olhos-vespa reinventam a rosa: é melhor que te despaches! Apanhada na casa do meu corpo ardes .A Dama dos Caracois arqueia o seu pescoço: à sombra de uma pirâmide magenta mumias oleosas encantam o mundo. o rosto é de giz uma ninhada de budas. Acima. Mas a dama empalidece decapitada. Leva uma nuvem aos ombros.

Ela observa três corvos e pergunta-nos qual a entrada: quer esverdear as coxas . Espiralando desmaia de prazer: o fantasma do deus a terra no céu azul flutuante nuvens erógenas relâmpago negro. Cortaram-lhes os pescoços. Sol vermelho no mar amarelo. barcos pálidos flutuam: há aves e cabeças de homens ressurrectos.desmaias na minha cor com os olhos bem abertos.

O orvalho unta o galo verde. De pé junto às negras chaves da porta de um cemitério africano assiste-se ao nascimento das àrvores sábias. Crânios esperam sob a terra. Meteoros iluminam as entranhas. A caveira fuma um charuto excitando os lábios vaginais da ninfa azeteca. O pecado azula a face! Ele segura uma vela branca quente .com a glória de Adonai.

Ele ajoelha-se e levanta as duas mãos para subitamente orar à urina do deus. Jonas unta-se de profecias: outro homem abraça a baleia. O vórtex da serpente negra sobe rodeando os punhos.entre as coxas solares dela. Uma palmeira desflorando um centauro: da crosta terrestre levanta-se um cão vermelho vivo . & o coração é fendido por olhares obscuros.

latindo para as estrelas. Kansas. para Francesco Clemente Château Chenonceau. 22 de julho de 1995 Allen Ginsberg . 05 de julho de 1995 Lawrence. 24 jun 1995 Naropa Institute.

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