O Brasil entre o Abismo e a Liberdade

Marília Santos de Castro Bertoluci1 Outubro de 2006 A distância do Brasil em relação aos países desenvolvidos não parou de aumentar nos últimos anos. O país que sempre foi “o país do futuro” está cada vez mais um país “do passado”, dominado por idéias retrógradas, crescendo cada vez menos e sendo superado de longe por países que poucos anos atrás se encontravam em situação pior que a brasileira. Chile, Índia e China, são alguns dos exemplos de países que, por tomarem a decisão de ampliar cada vez a liberdade em suas economias, desfrutam de maiores e crescentes taxas de desenvolvimento a cada ano. Temos o Brasil hoje em direção oposta aos ideais liberais e nas mãos de políticos incompetentes e desonestos. Luís Inácio Lula da Silva, atual presidente, e candidato da esquerda à reeleição (veja o plano de governo em http://www.lula.org.br/home.php2) vem fazendo um governo com uma impressionante e interminável lista de escândalos e corrupção (para maiores e assombrosos detalhes basta abrir qualquer edição dos principais jornais e revistas brasileiros nos últimos anos). Lula, o candidato da esquerda, é um populista que tem estreitas relações com os senhores Hugo Chávez e Evo Morales (sugere-se leitura dos sites http://www.midiasemmascara.com.br/3 e http://www.olavodecarvalho.org/, do filósofo brasileiro Olavo de Carvalho, com incríveis esclarecimentos do comprometimento do atual governo com o foro de São Paulo), tendo este último desrespeitado não só seu amigo Lula, mas toda a nação brasileira com o episódio do Gasoduto, ao qual o presidente brasileiro foi omisso e submisso. Entretanto, pode haver uma luz de esperança no horizonte, pois o país está vivendo um momento crucial, capaz de decidir definitivamente seu futuro. No momento, o Brasil se encontra frente a uma batalha que pode ter conseqüências salvadoras (ou desastrosas para o futuro da nação, caso as pesquisas de opinião venham a se concretizar): o segundo turno das eleições presidenciais. Felizmente, as pesquisas de opinião dos eleitores já se mostraram equivocadas para as previsões do primeiro turno, pois apontavam uma vitória esmagadora do atual presidente candidato à reeleição. No entanto, o resultado proporcionou a chance de um novo embate, onde Geraldo Alckmin, o candidato que prega um Brasil decente, junto à bandeira da liberdade, livre iniciativa e respeito a propriedade privada (proposta de governo disponível em http://www.geraldo45.org.br/metas/ ) enfrenta a esquerda de Lula.

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A autora é economista e Mestre em Administração de Empresas. Cidadã brasileira e portuguesa, é empresária no Brasil e associada do Instituto de Estudos Empresariais – IEE. 2 Ligação entretanto quebrada. 3 URL entretanto alterado para http://www.midiasemmascara.org/. 1

Geraldo Alckmin é homem sério, com longa experiência administrativa. Ex-governador de São Paulo, o maior estado brasileiro, onde deixou a marca de um governo de competência, seriedade e redução dos gastos públicos. Geraldo é um médico que dedicou sua vida ao trabalho da administração pública bem-sucedida, carrega em sua campanha a bandeira dos ideais liberais, e se propõe a transformar o Brasil em país capaz de atingir o desenvolvimento, com menos impostos, respeitando a propriedade privada, e a livre iniciativa. Do outro lado, temos novamente o Lula dos escândalos, que acoberta “movimentos sociais” que colocam em risco a liberdade e a propriedade privada, um homem que muito pouco trabalhou em sua vida, um ex-sindicalista baderneiro que se orgulha de sua baixíssima escolaridade, e que envergonha a nação fazendo seus famosos pronunciamentos estapafúrdios e vexatórios. A escolha entre os dois candidatos parece óbvia e muito simples, mas o que vemos nos resultados do primeiro turno das eleições é um Brasil dividido em dois: o Norte e Nordeste são Lula; e Sul e Sudeste são Alckmin. Esta divisão de opiniões se deve ao fato dos estados onde Lula desponta serem onde se encontra maior contingente de eleitores analfabetos ou com baixíssima escolaridade, e onde estão os piores índices de desenvolvimento econômico. Esses eleitores, que vêem em Lula sua imagem e semelhança, não medem as conseqüências desastrosas dessa identificação. Hoje, o Estado brasileiro inchado e usurpador que sobrecarrega a economia Brasileira com abusivas taxas de impostos (veja a situação abusiva dos impostos no Brasil em http://www.aclame.com.br/4), a grande bandeira da campanha de Lula, o programa “Bolsa-família”, fornecido para 11,1 milhões de famílias e que promete ser ampliado (dados do próprio candidato, disponível em http://www.lula.org.br/5) nada mais é que uma esmola vergonhosa que faz o povo se vender barato ao governo populista, um programa que não traz nenhum real benefício de longo prazo. Tristemente, esses supostos “beneficiados” não têm condições de entender que o Bolsa-família é uma demagogia que extermina a esperança de um futuro digno, pois a esquerda demagógica deseja, na verdade, mantê-los nessa situação de esmoleiros, e de preferência, cada vez mais aumentar o contingente de miseráveis, pois assim estariam cada vez mais garantindo eleitores. A política esquerdista não tem condições de gerar desenvolvimento econômico e nem pretende buscá-lo, pois não quer fomentar a liberdade, a livre iniciativa e o empreendedorismo que fazem a economia funcionar, permitindo mais e melhores empregos, os empregos que trariam dignidade ao povo, tirando-o da condição de mendigos do governo. Para sustentar a demagogia esquerdista, todo o povo brasileiro, em todas as classes sociais, está sendo sugado por impostos abusivos, principalmente nas classes mais pobres, onde a esquerda criou uma mentalidade contrária à realidade, fazendo-os acreditar que “só ricos pagam impostos”, não percebendo que os impostos os tornam ainda mais pobres e miseráveis. Por isso, quanto maior o grau de instrução das regiões brasileiras maior a aceitação de Geraldo Alckmin, o que explica sua vitória nos estados brasileiros com maior
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Ligação entretanto quebrada. Ligação entretanto quebrada. 2

grau de desenvolvimento e melhores índices de escolaridade. O Brasil precisa desesperadamente de mais Liberdade, menos Estado, impostos reduzidos e instituições fortes, com mais respeito à propriedade privada e aos contratos. A maioria da população do Sul e Sudeste sabe disso e anseia por um governo com os ideais liberais. A possibilidade do novo embate nas eleições presidenciais é um sopro de esperança que poderá trazer a desesperadamente necessária Liberdade, mas somente o bom senso e a racionalidade em grande escala nos salvará...

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