UNIÃO DINÂMICA DE FACULDADES CATARATAS CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

MANUAL DE APROVAÇÃO DE LOTEAMENTOS

LEOCIR STODULSKI

Foz do Iguaçu 2006

Leocir Stodulski

MANUAL DE APROVAÇÃO DE LOTEAMENTOS

Monografia apresentada à banca examinadora da Faculdade Dinâmica das Cataratas – UDC, como requisito parcial para obtenção do Grau de Bacharel em Engenharia Civil, sob orientação do professor José Luiz Faraco.

Foz do Iguaçu 2006

TERMO DE APROVAÇÃO

FACULDADE DINÂMICA DAS CATARATAS

MANUAL DE APROVAÇÃO DE LOTEAMENTOS

TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO PARA OBTENÇÃO DO GRAU DE BACHAREL EM ENGENHARIA CIVIL

___________________________________ Leocir Stodulski ___________________________________ Orientador: José Luiz Faraco ____________________________________ Nota Final Banca Examinadora:

_________________________________________ Professor: Carlos Alberto Prado da Silva Junior

_________________________________________ Professora: Heliana Barbosa Fontenele

tão importante na minha carreira profissional. que foi privada de muito afeto. i . amor e carinho pelos 5 anos dedicados à faculdade de Engenharia Civil. hoje com 6 anos de idade.DEDICATÓRIA A Deus e minha filha Tainá Stodulski.

manifesto essa gratidão a todos os colegas da 1ª turma do Curso de Engenharia Civil. Orientador José Luiz Faraco e a todos os familiares que de certa forma souberam compreender todo esforço e tempo dedicados à elaboração deste trabalho. aos professores. Coordenador Carlos Alberto Prado da Silva Junior.AGRADECIMENTOS A motivação e o empenho para a realização deste trabalho foram devidos à colaboração de muitas pessoas. ii .

Aprovação. o objetivo principal deste manual. para conduzir tecnicamente o processo de regularização e aprovação de um loteamento. iii . Palavras – Chave: Manual. Seguindo conforme o planejamento do mesmo. desde o primeiro contato com a área até o seu registro final. minimizando o tempo de trabalho e o entendimento da burocrática tramitação que o referido processo demanda. dando opções de modelos de loteamento e suas devidas características quanto à finalidade de utilização e sua urbanização e infra-estrutura básica. principalmente com relação aos órgãos públicos.RESUMO Com a imensa burocracia existente nos organismos brasileiros. bem como aos demais interessados no assunto. Loteamentos. é trazer subsídios aos profissionais da área. este manual auxiliará em todas as etapas da aprovação de um loteamento. Este manual tem por finalidade criar um melhor desenvolvimento de todo perímetro urbano e agilizar o desenvolvimento de projetos de novos loteamentos previamente estudados e adaptados segundo o lo plano diretor do município em questão.

.. 6 4................ 3 DOCUMENTAÇÃO DO IMÓVEL...........................SUMÁRIO DEDICATÓRIA................................................2 LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO CADASTRAL...................... 7 4....................................................................................................................................................... AZIMUTES..................2 CONFRONTAÇÕES................................. 16 iv ........................................ vii 1 2 3 4 INTRODUÇÃO ...........................3 DIRETRIZES DE ARRUAMENTO...... 8 5................................ 2 LOTEAMENTOS NO BRASIL............... 12 6........3 CERTIDÕES .......................................................... GALERIAS PLUVIAIS E REDES DE ESGOTO................................................................1 TÍTULO DE PROPRIEDADE ................................ 1 OBJETIVOS........ 9 5......... 15 6.......................................... ii RESUMO . 10 6 CONSULTA PRÉVIA MUNICIPAL.......................................................... 6 4....................2 PLANO DIRETOR ... 14 6...........................4 CERTIDÃO DE ANUÊNCIA MUNICIPAL .................................................................................................... i AGRADECIMENTOS ................... 6 4............ MEDIDAS E CÁLCULO DA ÁREA...................................................................3 LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO PLANIALTIMÉTRICO ................................................................................................................................................................. iii LISTA DE FIGURAS ........ 12 6........................1 LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO INICIAL................................................................................. 8 5...... .................................................. 7 5 TOPOGRAFIA DO TERRENO ....................................... ..........4 ZONEAMENTO .....................................................................................................1 ANTE-PROJETO .......................................................................

............ 17 7 LICENÇA PRÉVIA E LICENÇA DE INSTALAÇÃO AMBIENTAL ............................1 CONTRATO ........................................ 20 7....................................4 PROJETO DA REDE DE GALERIAS DE ÁGUAS PLUVIAIS .....1 PROJETO DEFINITIVO LOTEAMENTO ................. .................................................... 40 10.................................................. 47 13 CONSIDERAÇÕES FINAIS........... 19 7...... 50 ANEXO I . 49 14 BIBLIOGRAFIA ............................ 41 11 REGISTRO DO LOTEAMENTO........................ 53 v .................................................. 30 8.........................................................................................................1 REQUERIMENTO E CADASTRO IMOBILIÁRIO ......................2 DESCRIÇÃO DA TIPOLOGIA FLORESTAL ......................................... 44 12 DISCUSSÃO E ANÁLISE DO RESULTADO......... REDE DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA POTÁVEL E REDE DE ESGOTO................. 37 10 APROVAÇÃO DO PROJETO DO LOTEAMENTO NA PREFEITURA .............................. 51 ANEXO II .....................................................5 ÁREA DE RESERVA TÉCNICA ................................... 43 11.....3 PROJETO DO SISTEMA SANITÁRIO..............................6....................4 RELAÇÃO DE DOCUMENTOS PARA LICENÇA PRÉVIA ............................. 52 ANEXO III .............. 21 8 PROJETO DO LOTEAMENTO .......3 LAUDO GEOLÓGICO............................................... 18 7................................... 18 7................................................................................................................................................... 22 8............ 26 8..................................... 33 9 PAVIMENTAÇÃO DAS VIAS URBANAS ....2 PROJETO DA REDE DE ENERGIA ELÉTRICA ...................................... 25 8...................1 RELAÇÃO DE DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA APROVAÇÃO......................................................................................

.................................................................................... 54 vi .............ANEXO IV........

14 Planta Indicando algumas projeções de ruas (linha tracejada) 15 Planta Típica de Zoneamento de uma cidade .....................................................................................Perfil típico da rua...................... ........ 30 FIGURA 18 -Esquema Geral do Sistema urbano de abastecimento de água potável ...............................................................................................................Esquema conceitual do sistema sanitário composto pela rede de água potável e rede de esgoto ....................................................LISTA DE FIGURAS FIGURA 1 FIGURA 2 FIGURA 3 FIGURA 4 FIGURA 5 FIGURA 6 FIGURA 7 FIGURA 8 FIGURA 9 Curvas de níveis típicas de terreno plano..... 22 FIGURA 10 ............. 11 Itens básicos para Ante Projeto ......................Modelo de Loteamento adequado à topografia do terreno 2................................................ 16 Perfil Geológico do Terreno ............................................ 23 FIGURA 11 ..... 21 Modelo de Loteamento adequado à topografia do terreno 1............................. 20 Gráfico para determinar a infiltração...Esquema de racionalização das ligações prediais ................. 24 FIGURA 12 ................ 29 FIGURA 17 ........... 26 FIGURA 14 -Esquema geral de um sistema de fornecimento energia elétrica ....................................................... 27 FIGURA 15 ............................... 31 vii ............................ 28 FIGURA 16 ..............Modelo de quadras para terrenos mais planos 2.. 11 Curvas de níveis típicas de terreno acidentado ................................Modelo de quadras para terrenos mais planos 1......Observações para uma correta iluminação ......................... 24 FIGURA 13 ..... 13 Planta planialtimétrica indicando o sentido do fluxo ..................................

38 FIGURA 26 ................................................... 37 FIGURA 25 ........................................................................................................Esquema típico de uma rua com rede de esgoto sanitário................................ 36 FIGURA 24 -Limitações pela declividade longitudinal das vias para veículos..... 34 FIGURA 22 -Elementos básicos do sistema de drenagem pluvial convencional .................................Desenho da Rua para atender sua função prioritária ......................................................................... ...... 39 TABELA 01 – Raios de curvatura............. ............ 32 FIGURA 20 .......... 35 FIGURA 23 ...... 39 viii ............................. ...................Equemas alternativos de estacionamentos................................Principais tipos de boca de lobo ...................................................................................... 33 FIGURA 21 ...................................FIGURA 19 -Esquema de um Sistema de esgoto sanitário com seus órgãos constituintes.................Jogo de bocas de lobo colocadas adequadamente para impedir o alagamento da faixa de pedestres.................

gerando com isso favelas e loteamentos clandestinos. normalmente invadem áreas de preservação permanente. energia elétrica e galerias de águas pluviais. tanto em relação aos aspectos legais quanto ambientais. esgoto sanitário. que não estavam preparadas nem tampouco foram projetadas para absorver esta demanda. tem o presente trabalho o objetivo de elaborar um “Manual de Aprovação de Loteamentos”. irregulares. . bem como pelas precárias condições financeiras. e loteamentos nos quais não será possível a regularização. houve um crescimento desordenado de algumas áreas urbanas. tais como em relevos acidentados. Devido à rapidez deste fato. longe de infra-estruturas mínimas como água tratada. principalmente as próximas aos grandes centros. bem como a elaboração de projetos acordados com as mais variadas diretrizes e normas técnicas pertinentes a loteamentos novos.1 1 INTRODUÇÃO Com a crescente e rápida migração da população rural para as cidades. áreas de difícil acesso e áreas desprovidas de fiscalização tanto dos proprietários como dos órgãos públicos. uma vez que foram iniciados em locais inadequados. Atraídos pela busca de melhores condições de vida. e baseando-se nas dificuldades encontradas na aprovação dos loteamentos emergentes.

2 2 OBJETIVOS Através deste manual. inclusive das obras de infra-estrutura necessárias para que o loteamento seja aprovado de acordo com as exigências dos Órgãos Competentes. em forma de um manual onde estão inclusos todos os trabalhos a serem desenvolvidos. . teremos o objetivo de subsidiar os profissionais devidamente habilitados para conduzir tecnicamente o processo de regularização e aprovação de um loteamento. Repassando através do mesmo todas as informações necessárias pertinentes a cada uma das partes interessadas. e o profissional contratado para essa missão. proporcionando um maior entendimento entre o proprietário. também denominado loteador. que os auxiliará do início até o final em todas as etapas.

tais como. sem antes serem tomadas as providências para assegurar o escoamento das águas. de logradouros públicos ou prolongamentos. de 19 de dezembro de 1979. modificação ou ampliação das vias existentes. que dispõe sobre o parcelamento do solo urbano. etc. em terrenos onde as condições geológicas não .3 3 LOTEAMENTOS NO BRASIL A urbanização de áreas em forma de loteamentos regulares gera inúmeros benefícios a toda a sociedade. salvo se atendidas as exigências específicas das autoridades competentes. Outro setor beneficiado é o comércio local. praças públicas. com aumento significativo no volume de vendas em virtude do aumento populacional. asfalto. redes de esgoto. em terrenos que tenham sido aterrados com material nocivo à saúde pública. No Brasil os loteamentos estão regulamentados pela Lei Federal nº 6. em terrenos com declividade igual ou superior a 30% (trinta por cento). empregos diretos e indiretos com as construções que se sucedem após a implantação dos referidos loteamentos. com abertura de novas vias de circulação. tais como: terrenos alagadiços e sujeitos às inundações.766. melhorias da qualidade de vida das pessoas com água potável. sobre a subdivisão de gleba em lotes destinados à edificação. também define algumas restrições a locais onde não são permitidos loteamentos. sem que sejam previamente saneados. energia elétrica.

de 10 de julho de 2001. o estabelecimento de procedimentos que garantam os meios para exigir do loteador irregular o cumprimento de suas obrigações. alterada pela Lei Federal nº 9. habitabilidade. As áreas urbanas são porções do território de especial interesse público para o desenvolvimento urbano.257. previstos na Lei Federal nº 10. a possibilidade da execução das obras e serviços necessários à regularização pela Prefeitura ou associação de moradores. Os parcelamentos do solo para fins urbanos. até a sua correção. que contenha no mínimo: os requisitos urbanísticos e jurídicos necessários à regularização.785/99 e os procedimentos administrativos.766/79. poderão ser regularizados com base em lei específica. as ações de fiscalização necessárias para coibir a implantação de novos parcelamentos irregulares. objeto de projetos urbanísticos específicos. nas quais poderão ser aplicados instrumentos de intervenção. sem isentar o loteador das responsabilidades legalmente estabelecidas. saúde. o estabelecimento de normas que garantam condições mínimas de acessibilidade. com base na Lei Federal nº 6.257/01. segurança. o percentual mínimo de áreas com destinação pública. bem como alternativas quando for comprovada a impossibilidade da sua destinação. que auxiliam na definição das diretrizes de organização do espaço urbano no Brasil. implantados irregularmente antes da aprovação da Lei nº 10. a previsão do .4 aconselham a edificação e em áreas de preservação ecológica ou naquelas onde a poluição impeça condições sanitárias suportáveis.

IPTU. .5 parcelamento das dívidas acumuladas junto ao erário público como o Imposto Predial e Territorial Urbano . quando houver.

azimutes ou rumos. encontra-se uma cópia do mapa e memorial descritivo do imóvel.6 4 DOCUMENTAÇÃO DO IMÓVEL 4. áreas. AZIMUTES. loteamento ou transferência. bem como se existe alguma hipoteca. comprova-se a legitimidade do atual proprietário. . que possibilitam a verificação das confrontações e do cálculo da área. MEDIDAS E CÁLCULO DA ÁREA.2 CONFRONTAÇÕES. onde constam as medidas.1 TÍTULO DE PROPRIEDADE Através de uma cópia atualizada da matrícula do terreno retirada no Cartório de Registro de Imóveis da Comarca do Município. Juntamente com a matrícula do imóvel que fica arquivado no cartório de registro de imóveis. servidão ou observação que impeça o imóvel de sofrer qualquer subdivisão. 4.

a necessidade de verificar a situação dela e do seu atual proprietário quanto débitos na Receita Federal.3 CERTIDÕES Comprovada a propriedade do imóvel e a existência da área. Estadual e Municipal. dirigido ao órgão competente na área de uso e ocupação do solo.7 4. relativos ao CPF do proprietário e a matrícula do Imóvel.4 CERTIDÃO DE ANUÊNCIA MUNICIPAL É um dos primeiros passos para a regularização do loteamento. geralmente a Secretaria de Planejamento. 4. gerando uma expectativa tanto no proprietário como na população interessada no empreendimento. será informado através de uma Certidão de Anuência Municipal. com um requerimento protocolado na Prefeitura Municipal. para não iniciar de forma que não possa concluir. pertinentes a área em questão. o deferimento ou indeferimento quanto às leis de uso e ocupação do solo. .

5.1 LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO INICIAL Este serviço é de competência de um profissional habilitado pelo CREA (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura) que com equipamentos topográficos de precisão.8 5 TOPOGRAFIA DO TERRENO Os levantamentos topográficos são de suma importância no início de qualquer interferência no imóvel. evitando com isso futuros aborrecimentos com os lindeiros da área. implantando o fechamento do perímetro da área com as medidas e confrontações constantes no mapa e memorial descritivo do terreno. isso para que não seja feito subdivisões e loteamentos sobrepostos a outras áreas. devido à conservação das estradas onde máquinas deslocam marcos de divisas e lindeiros em comum acordo definem recolocá-los e mais uma série de indiferenças em relação aos marcos de divisas. . pois é difícil encontrar no terreno o que se encontra nos documentos. fará no local uma medição para levantamento da atual situação do imóvel.

lotes em areais não edificáveis. redes de energia elétrica e telefonia. lagos. removido ou preservado. projeção das ruas em desacordo com a topografia do terreno etc. rede de água potável. através de um levantamento cadastral. bem como qualquer objeto que deverá ser deslocado. o topógrafo faz uma varredura no terreno. locando em coordenadas precisas todas as edificações existentes.9 5. infra-estruturas existentes como arruamentos. tais como. Isso é necessário para não ocorrer surpresas na hora da implantação dos lotes. pela topografia ou faixas de servidão já averbadas na matrícula do imóvel. reservas a serem preservadas. cercas. postes de telefones e energia elétrica nas entradas de veículos. redes de esgoto. depois de não haver mais nem uma dúvida quanto à área e as confrontações dos terrenos. . lotes sob galerias de águas pluviais existentes.2 LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO CADASTRAL Com o profissional habilitado acima citado. para o planejamento do loteamento ser adequado ao tempo previsto. lotes na projeção das ruas existentes no entorno. galerias pluviais. .

conforme a Lei Federal 6.10 5. Servirá este levantamento para obter o perfil do terreno quanto as cotas de níveis. para cálculos e projetos da futura implantação das redes de água. serão aceitas perante o atendimento das exigências especificas das autoridades competentes do Município.766 de 19 de Dezembro de 1979. para melhor conforto em relação à insolação. cortes e aterros na implantação das futuras edificações.3 LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO PLANIALTIMÉTRICO Este levantamento apresentado em forma de projeto devidamente acompanhado pela sua ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) deverá observar principalmente a locação da infra-estrutura no entorno quanto as galerias de águas pluviais. devendo ser ponto fundamental na concepção do modelo de loteamento adequando a sua forma à topografia planialtimétrica dos terrenos. . a declividade acima de 30%. como visto nas figuras abaixo. galerias pluviais e pavimentações e que para todos sejam implantados em harmonia com a topografia do terreno. esgoto. Verificamos na figura nº1 e nº2 formas de levantamentos planialtimétrico.

. 1997. FIGURA 2 .Curvas de níveis típicas de terreno acidentado FONTE: Mascaró.11 FIGURA 1 .Curvas de níveis típicas de terreno plano FONTE: Mascaró. 1997.

área/testada dos lotes. contendo numeração dos lotes e quadras larguras de ruas. diretrizes de ruas. numeração dos lotes. que passarão ao domínio do município no ato de registro do loteamento.12 6 CONSULTA PRÉVIA MUNICIPAL Com um ante-projeto do loteamento elaborado por um profissional habilitado pelo CREA. 6. fará junto a Prefeitura Municipal.Projeto deverá conter basicamente as seguintes informações: numeração das quadras. tamanhos de lotes.1 ANTE-PROJETO O Ante . indicação dos perfis de escoamento das águas pluviais e uma estatística com . quadras. passeios. apontando algumas particularidades quanto ao zoneamento. que será analisada pela Secretaria de Planejamento do respectivo Município. áreas institucionais também conhecidas como reserva técnica. áreas destinadas a passeios públicos. etc. o profissional ou proprietário do empreendimento. larguras de ruas. um requerimento protocolando a Consulta Prévia. área e medidas das testadas dos lotes. indicação dos perfis de escoamento das águas pluviais e uma estatística para observar na área loteada os percentuais referentes a ruas.

2004.Itens básicos para Ante Projeto FONTE: Secretaria de Planejamento da Prefeitura de Missal – PR. . conforme figura nº3 e modelo de apresentação do projeto planialtimétrico na figura nº4.13 os percentuais referentes às áreas dos lotes. FIGURA 3 . áreas institucionais. áreas das ruas.

zoneamento. tamanho dos lotes.Planta planialtimétrica indicando o sentido do fluxo das águas. FONTE: Secretaria de Planejamento da Prefeitura de Missal – PR. 2004. observará as diretrizes de arruamentos. área de reserva técnica. . destino final das redes de galerias de águas pluviais e esgotos.14 FIGURA 4 . a secretaria de planejamento com base no plano diretor. 6.2 PLANO DIRETOR Na resposta a consulta prévia.

Planta Indicando algumas projeções de ruas (linha tracejada) FONTE: Plano Diretor da Cidade de Missal – PR. A figura nº5 mostra projeções de ruas de um perímetro urbano que cresceu sem planejamento. GALERIAS PLUVIAIS E REDES DE ESGOTO. levando em consideração a bacia de contribuição e o dimensionamento existente das redes.15 6.3 DIRETRIZES DE ARRUAMENTO. 2005. para que não exceda sua capacidade gerando assim futuros transtornos aos munícipes e ao município. O loteador deverá manter os alinhamentos propostos pela prefeitura quanto as projeções das ruas contidas no plano diretor do município. e também observar se é possível a ligação das redes de galerias de águas pluviais e redes de esgoto nas redes existentes no entorno. . FIGURA 5 .

16 6. taxa de ocupação. recuos laterais e frontais. tais como residencial.Planta Típica de Zoneamento de uma Cidade FONTE: Plano Diretor da Cidade de Missal – PR. mostrado na figura nº6. são especificadas de acordo com cada zoneamento. a testada do lote no sendo de meio da quadra como também no lote de esquina. área verdes e área de expansão urbana. o zoneamento consiste em definir as características de uso do solo. . coeficiente de aproveitamento e área de estacionamento. comercial. FIGURA 6 . industrial. as características como tamanho do lote (área mínima).4 ZONEAMENTO O zoneamento é a base de todo o processo de loteamento. 2005.

não sendo o suficiente será repassado uma área em terrenos para que seja atingida a área mínima descrita na consulta prévia.5 ÁREA DE RESERVA TÉCNICA A lei Federal 6.766 de 19 de Dezembro de 1979. para a execução de vias e área institucional para futuros empreendimentos em benefício da sociedade.00m² (quinze mil metros quadrados). é claro. caso em que o percentual poderá ser reduzido dos 35%. estabelece uma área mínima de reserva técnica que é de 35% da área do imóvel. . ser inferior a este.17 6.000. que passarão ao domínio do município no ato de registro do loteamento. salvo loteamentos com a finalidade industrial cujos lotes forem maiores que 15. No cálculo da área de reserva técnica entram as ruas e passeios. mas cada município estabelece seu percentual não podendo.

a publicação do recebimento da mesma. publicações em jornais. deve ser publicado o pedido da licença prévia e posteriormente ao recebimento. Já as publicações da súmula de pedido de licença prévia deverão ser publicadas uma em jornal de circulação regional e outra no Diário Oficial. anuência do Município.br/meioambiente. observando alguns documentos exigidos tais como: análise geológica em sondagem e percolação. no endereço eletrônico www. projeto preliminar do loteamento. projeto planialtimétrico. depois de cumprida todas as exigências da licença . 7.1 REQUERIMENTO E CADASTRO IMOBILIÁRIO O formulário para o preenchimento do requerimento ambiental e cadastro imobiliário do empreendimento encontra-se no site do Governo Federal. fotos do terreno. em formato e fonte conforme anexo 03.gov.pr. A licença prévia vai dizer se é possível a liberação do empreendimento solicitado devido aos impactos ambientais.18 7 LICENÇA PRÉVIA E LICENÇA DE INSTALAÇÃO AMBIENTAL O Licenciamento Ambiental é feito nos escritórios regionais do Instituto Ambiental do Município e Estado em questão. ou conforme anexo 01 e anexo 02.

reservas. pastagens.19 prévia ambiental. Recuperação e Proteção da Reserva Florestal Legal e Áreas de Preservação Permanente). portando para essas áreas implicará em 55% entre reserva técnica e reserva legal. que consiste em 20% da área. No caso do terreno ser urbanizado posteriormente a Lei Federal 7. . 7. a reserva que será cedida. encaminha-se ao escritório do Instituto Ambiental a solicitação da licença de Instalação do loteamento. será exigido além da reserva técnica mínima de 35%.2 DESCRIÇÃO DA TIPOLOGIA FLORESTAL Essa descrição é parte integrante da documentação solicitada para a emissão da licença prévia e será de acordo com a vegetação existente no terreno. juntamente com os projetos devidamente adequados a mesma e novamente com as publicações nos dois jornais da súmula de pedido da licença de instalação. a averbação da reserva legal do imóvel. reserva essa que será preservada. matas.803 de 18 de julho de 1989. através do SISLEG (Sistema de Manutenção. matas ciliares. fazendo assim uma permuta entre a matrícula que vai ceder a reserva e a que vai receber. árvores. a reserva legal poderá ser feita em outro imóvel. fica intacta conforme termo de compromisso assinado pelo proprietário do imóvel.

E conforme e permeabilidade do terreno através do teste de percolação que é a capacidade de absorção de água do solo.htm .Perfil Geológico do Terreno FONTE: http://www. basicamente.br/home. FIGURA 7 . como mostra a ilustração na figura nº8.20 7. na retirada de amostra de solo através da execução de furos no terreno para determinação do seu perfil geológico. altura do lençol freático.solosondagem.com. mostrado na figura nº7. ambos os testes servirão para futuras instalações de fossas. o geólogo fará um laudo geológico contendo informação a respeito da sondagem que consiste. sumidouros e também para cálculos de fundação das futuras edificações.3 LAUDO GEOLÓGICO De acordo com as especificações do instituto ambiental.

dependem de um acompanhamento técnico para sua . 2005.Gráfico para determinar a infiltração FONTE: Laudo Geológico – Loteamento Residencial – Missal –PR. 7.4 RELAÇÃO DE DOCUMENTOS PARA LICENÇA PRÉVIA Todos os documentos necessários para o protocolo junto ao órgão ambiental que expedirá a licença prévia do empreendimento. os acima citados estão entre os mais importantes. estão relacionados em ordem no anexo 04. elaboração.21 FIGURA 8 .

Encontram-se nas Figuras nº9 e nº10.Modelo de Loteamento adequado à topografia do terreno 1. 1997 . observações e restrições. seguindo suas orientações.22 8 PROJETO DO LOTEAMENTO Após o recebimento da licença prévia do órgão ambiental com a aprovação da consulta prévia da Prefeitura Municipal. FONTE: Mascaró. alguns modelos esclarecendo a utilização de acordo com a topografia e economia na infraestrutura. a concepção do modelo apropriado do loteamento quanto às ruas sinuosas. lotes fora de esquadro. FIGURA 9 . loteamentos circulares. o próximo passo será a confecção do projeto definitivo do loteamento.

FONTE: Mascaró. também ficam mais econômicas observando a topografia do terreno. gerando assim uma melhor utilização dos terrenos que apresentam certa declividade. execução das galerias de águas pluviais e redes de esgoto que fazem parte da infraestrutura. Ambas as figuras mostram modelo de loteamento em harmonia com as curvas de níveis. fica mais alto seu custo pela infra-estrutura que aumenta consideravelmente para atender as quatro vias públicas.23 FIGURA 10 . a Figura nº 12: Apresenta quadras quadradas. . as pavimentações das ruas. 1997. A Figura nº11 apresenta quadras retangulares normalmente aplicados em terrenos com a topografia plana.Modelo de Loteamento adequado à topografia do terreno 2.

Modelo de quadras para terrenos mais planos 2. 1997.Modelo de quadras para terrenos mais planos 1. FIGURA 12 . 1997.24 FIGURA 11 . . FONTE: Mascaró. FONTE: Mascaró.

área institucionais. os projetos de infra-estruturas deverão ser acompanhados de orçamento e cronograma da sua execução. pista de rolamento. ART (anotação de responsabilidade técnica). projeto da rede de energia elétrica com iluminação pública. projeto das galerias de águas pluviais e projeto da pavimentação contendo passeio público.25 8. árvores. projeto planialtimétrico. projeto do sistema de abastecimento de água potável. sendo a prefeitura responsável pela fiscalização da obra. projeto de sistema de esgoto ou das fossas e sumidouros que serão utilizados no caso da inexistência da rede de esgoto. . memoriais descritivos. ruas. a Figura nº13 mostra um perfil típico de ruas adotadas nos loteamentos.1 PROJETO DEFINITIVO LOTEAMENTO O Projeto definitivo do loteamento será composto do mapa dos lotes.

8. apresentando um orçamento.26 FIGURA 13 - Perfil típico da rua.2 PROJETO DA REDE DE ENERGIA ELÉTRICA Através de um requerimento à empresa fornecedora. o Projeto da rede de distribuição de Energia Elétrica deverá ser dimensionado por Engenheiro Eletricista e devidamente aprovado no órgão competente. 2004. solicita-se uma carta de viabilidade de fornecimento de energia elétrica. . FONTE: Secretaria de Planejamento da Prefeitura de Missal – PR. A Figura nº14 mostra um esquema geral de rede de energia elétrica. memorial descritivo e um cronograma de execução da obra.

Esquema geral de um sistema de fornecimento energia elétrica FONTE: Mascaró. 1996.27 FIGURA 14 . .

para não ocorrer obstruções na frente dos terrenos. O esquema na figura nº15. 1996. como também a racionalização das ligações prediais com o objetivo de diminuir custos. . mostra alguns cuidados na locação da rede quanto às divisas dos lotes.Esquema de racionalização das ligações prediais FONTE: Mascaró.28 FIGURA 15 .

. mostra que a distância entre as luminárias depende da altura do ponto de luz e das características minotécnicas dos corpos iluminados. 1997.29 A ilustração na Figura nº16. FIGURA 16 . tentando evitar que a arborização interfira nos raios luminosos. mostra de forma esquemática as condições a levar em consideração para uma correta iluminação.Observações para uma correta iluminação FONTE: Mascaró.

REDE DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA POTÁVEL E REDE DE ESGOTO.Esquema conceitual do sistema sanitário composto pela rede de água potável e rede de esgoto FONTE: Mascaró.30 8. O Sistema Sanitário na Figura nº17. é formado por duas redes simétricas e opostas. .3 PROJETO DO SISTEMA SANITÁRIO. 1996. esgoto. rede de abastecimento de água potável e rede de FIGURA 17 .

FIGURA 18 .Esquema geral do sistema urbano de abastecimento de água Potável FONTE: Mascaró. memorial descritivo e um cronograma para o acompanhamento da execução da obra. 1996. tratamento e finalmente as redes de distribuição. o sistema completo do abastecimento de água. desde sua captação no rio. apresentando também um orçamento.31 O Projeto da rede de distribuição de Água Potável deverá ser dimensionado por um profissional técnico habilitado pelo CREA e também aprovado pelo órgão competente. na Figura nº18. armazenamento. .

. Esquema geral mostrado na Figura nº19.Esquema de um Sistema de Esgoto Sanitário com seus órgãos constituintes. que serve como parâmetro para dimensionamento da rede de esgoto. normalmente na faixa de 80% deste consumo. elementos acessórios tais como: poços de visita. estações de tratamento. e detalhes na Figura nº20.32 A rede coletora de esgotos de forma geral. FONTE: Mascaró. FIGURA 19 . estações de recalque. geralmente sua taxa é cobrada de acordo com o consumo da água potável. constituí-se basicamente de rede de tubulações destinadas a transportar os esgotos. 1996.

1996.4 PROJETO DA REDE DE GALERIAS DE ÁGUAS PLUVIAIS O Projeto da rede de galerias de águas pluviais será aprovado pela própria prefeitura.Esquema típico de uma rua com rede de esgoto sanitário FONTE: Mascaró. apresentando também um orçamento.33 FIGURA 20 . . memorial descritivo e um cronograma para o acompanhamento de sua execução. desde que seja adequado e devidamente dimensionado de acordo com as normas. 8.

1996. FONTE: Mascaró. . segue alguns cuidados para fornecer mais conforto aos pedestres e motoristas.34 A rede de galerias de águas pluviais.Jogo de bocas de lobo colocadas adequadamente para impedir o alagamento da faixa de pedestres. quanto a localização correta das bocas de lobo. mostrados na Figura nº21. FIGURA 21 .

. FIGURA 22 . a localização da rede mestre das galerias e a rede principal localizada no centro da rua podendo ser locada no passeio público. ligando através de travessas as bocas de lobo com a rede principal. exemplificado na figura nº22. 1997.35 O perfil das ruas adequado conforme a topografia do terreno serve para melhor captação das águas.Elementos básicos do sistema de drenagem pluvial convencional FONTE: Mascaró.

1996. funciona como alternativa no caso de entupimento da grade. com uma maior eficiência na absorção do caudal. segue abaixo alguns tipos de boca de lobo de combinação vertical e lateral da captação. secções parabólicas fazem com que o caudal se comprima junto ao meio fio favorecendo a captação do escoamento superficial. segue na Figura nº23 alguns modelos mais utilizados. FIGURA 23 . a abertura junto ao meio fio.Principais tipos de boca de lobo FONTE: Mascaró. .36 As bocas de lobo e sua eficiência estão associadas à secção transversal da via pública.

concreto. sendo a prioridade de cada função habitação. Já o perfil da rua está diretamente ligado à sua utilização.Limitações pela declividade longitudinal das vias para veículos. FIGURA 24 . Geralmente o traçado das ruas está diretamente ligado à topografia do terreno. trânsito ou comércio. pedra irregular ou paralelepípedos. FONTE: Mascaró.37 9 PAVIMENTAÇÃO DAS VIAS URBANAS A pavimentação segue algumas diretrizes do Município quanto ao seu tipo. já informa qual será o tipo dessa pavimentação a ser executada no loteamento. para não acontecer algumas falhas como as ilustradas na Figura nº24. conforme figura nº25. na consulta prévia expedida pelo órgão municipal competente. . 1996. sendo asfáltica.

e maiores serão as áreas pavimentadas. Outro aspecto importante é a determinação dos raios de curvatura nos cruzamentos. 1997.Desenho da Rua para atender sua função prioritária FONTE: Mascaró. Quanto maior for o raio. um raio de curvatura médio de 8 metros.38 FIGURA 25 . determinam que os cruzamentos ocupem de 20 a 25% da área total pavimentada. mais confortável será o tráfego. . Os raios de curvatura dos cruzamentos para diferentes tipos de ruas estão indicados na tabela nº1 e na Figura nº26.

39

TABELA 01 – Raios de curvatura RAIO MÍNIMO ACONSELHÁVEL TIPO DE RUA (M) Ruas de acesso a habitações Ruas ônibus) Ruas coletoras (com ônibus) Avenidas 7a9 10 a 15 do setor residencial (sem 3a5 1a2

FIGURA 26 - Esquemas alternativos de estacionamento.

FONTE: Mascaró, 1997.

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10 APROVAÇÃO DO PROJETO DO LOTEAMENTO NA PREFEITURA

Após o loteador ter cumprido as exigências ambientais, em posse da Licença de Instalação fornecida pelo órgão ambiental competente, e o loteamento estar de acordo com a Lei Federal nº 6.766, de 19 de dezembro de 1979, que dispõe sobre o Parcelamento do Solo Urbano, bem como em conformidade com Plano Diretor do Município, a Prefeitura Municipal através de uma análise, verificando o atendimento a todas as observações e restrições contidas na consulta prévia expedida anteriormente, e com base na visita técnica ao empreendimento para a verificação e liberação das obras de infraestrutura básica do loteamento, que compreendem as demarcações dos terrenos, pavimentação das vias públicas como ruas e passeios, rede de energia elétrica, iluminação pública, rede de galerias pluviais, rede de esgoto se for o caso, poderá aprovar o loteamento definitivamente ou no caso do proprietário não ter concluído as obras de infra-estrutura, caucionar alguns terrenos de valor equivalente ao valor da infra-estrutura não executada, em nome da prefeitura, aprovando um cronograma de no máximo 2(dois) anos de prazo para a execução das obras. Em caso das obras serem executadas, serão liberados os terrenos caucionados pelo loteador em favor da prefeitura. No entanto, não ocorrendo a execução das mesmas, o poder público poderá escriturar os terrenos em nome do município, ficando em contrapartida responsável pela execução das obras de infra-estrutura.

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10.1

RELAÇÃO DE DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA APROVAÇÃO.

• Requerimento solicitando aprovação do loteamento assinado pelo proprietário. • Projeto Definitivo e ART do Loteamento contendo detalhamento das ruas, lotes, memorial descritivo individual de cada lote, rua e área institucional. • Projeto e ART do Sistema de Abastecimento de Água Potável, aprovado no Órgão competente. • Projeto e ART da Rede de Galerias de Águas Pluviais. • Projeto e ART da rede de Energia Elétrica e Iluminação pública, aprovado pelo órgão competente. • Projeto e ART Planialtimétrico. • Projeto da Pavimentação das Ruas. • Laudo Geológico de Sondagem e Percolação do solo com ART’s. • Matrícula do imóvel Atualizada. • Cópia da Anuência Municipal. • Licença Prévia - fornecida pelo Instituto Ambiental. • Licença de Instalação - fornecida pelo Instituto Ambiental. • Negativa de Ações Criminais – Completa para fins de Loteamento. (Fórum). • Negativa na Receita Estadual. • Negativa na Receita Federal.

que será parte integrante da relação de documentos necessários para registro do mesmo no Cartório de Registro de Imóveis. . • Todos os projetos que fazem parte da infra-estrutura deverão apresentar um memorial descritivo. orçamento e cronograma físico financeiro. • Após a aprovação da prefeitura.42 • Negativa de ônus Reais (Registro de Imóveis). a mesma encaminhará à Câmara Municipal de Vereadores o referido Decreto de Aprovação do Loteamento.

o loteador deverá submetê-lo ao registro imobiliário dentro do prazo de 180 (cento e oitenta) dias. abrangendo os últimos 20 (vinte) anos.de ações penais com respeito ao crime contra o patrimônio e contra a Administração Pública.766: I . acompanhados dos respectivos comprovantes. estaduais e municipais incidentes sobre o imóvel.Histórico dos títulos de propriedade do imóvel.de ações pessoais relativas ao loteador. c) .Certidões negativas: a) . b) .dos cartórios de protestos de títulos. acompanhado dos seguintes documentos constante na Lei Federal 6. pelo período de 10 (dez) anos. II . em nome do loteador. III . IV . sob pena de caducidade da aprovação.Certidões: a) . pelo período de 10 (dez) anos.Título de propriedade do imóvel.de tributos federais. pelo período de 10 (dez) anos.de ações reais referentes ao imóvel. .de ônus reais relativos ao imóvel. c) .43 11 REGISTRO DO LOTEAMENTO Aprovado o projeto do loteamento pela Prefeitura Municipal. b) .

Cópia do ato de aprovação do loteamento e comprovante do termo de verificação pela Prefeitura da execução das obras exigidas por legislação municipal. acompanhado de competente instrumento de garantia para a execução das obras. com a duração máxima de 2 (dois) anos. as cessões. ou de cessão ou de promessa de cessão.1 CONTRATO São irretratáveis os compromissos de compra e venda. confiram direito real oponível a terceiros. pelo período de 10 (dez) anos.de ações penais contra o loteador. poderam ser feitos por escritura pública ou por instrumento particular. e estando registrados. . os que atribuam direito à adjudicação compulsória. quadras e logradouros e das obras de escoamento das águas pluviais ou da aprovação de um cronograma. VI . demarcação dos lotes. ou promessas de cessão. Os compromissos de compra e venda. no mínimo. cessões e promessa de cessão. que incluirão. a execução das vias de circulação do loteamento. V .44 d) . 11.Exemplar do contrato-padrão de promessa de venda. VII .Declaração do cônjuge do requerente de que consente no registro do loteamento.

descrição do lote ou dos lotes que forem objeto de compromissos.denominação e situação do loteamento. . pelo menos.nome. prazo.declaração das restrições urbanísticas convencionais do loteamento. forma e local de pagamento bem como a importância do sinal.taxa de juros incidentes sobre o débito em aberto e sobre as prestações vencidas e não-pagas. VII . bem como a cláusula penal. após o registro e anotações devidas. V . VI . área e outras características. as seguintes indicações: I . IV . cadastro fiscal no Ministério da Fazenda. número e data da inscrição. O contrato deverá ser firmado em 3 (três) vias ou extraídas em 3 (três) traslados. sendo uma para cada parte e o terceiro para arquivo no registro imobiliário. II . nacionalidade.preço. supletivas da legislação pertinente.45 de acordo com o modelo depositado na forma do Inciso VI do Artigo 18 e conterão. registro civil.indicação sobre a quem incumbe o pagamento dos impostos e taxas incidentes sobre o lote compromissado. nunca excedente a 10% (dez por cento) do débito e só exigível nos casos de intervenção judicial ou de mora superior a 3 (três) meses. III . confrontações. estado civil e residência dos contratantes.

será obrigatório o arquivamento da procuração no registro imobiliário. Se aquele que se obrigou a concluir contrato de promessa de venda ou de cessão não cumprir a obrigação. sob pena de proceder-se ao registro do pré-contrato.46 Quando o contrato houver sido firmado por procurador de qualquer das partes. passando as relações entre as partes a serem regidas pelo contrato-padrão. o credor poderá notificar o devedor para outorga do contrato ou oferecimento de impugnação no prazo de 15 (quinze) dias. .

com a Legislação Federal e Estadual e com os procedimentos nos diversos Órgãos (como o IAP e CREA. Como a política urbana tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e da propriedade urbana. preocupou-se. que não deve trazer grandes variações neste aspecto. há a necessidade de se consultar a legislação municipal em questão. onde está normatizada que o parcelamento do solo urbano poderá ser feito mediante loteamento ou desmembramento. este manual pode servir a todos os profissionais envolvidos no processo de aprovação de Loteamentos. na elaboração do material. todo o processo de aprovação de um loteamento contendo essas observações das leis citadas neste trabalho. O parcelamento do solo urbano em território brasileiro é regido por Lei Federal. claro que neste caso. o Estatuto das Cidades rege inúmeras diretrizes que ao longo do desenvolvimento de um loteamento vão nos norteando. .47 12 DISCUSSÃO E ANÁLISE DO RESULTADO O manual resume de forma clara. por exemplo). e em ordem de execução dos trabalhos tanto técnicos para elaboração dos projetos como também das obras de infra-estruturas necessária para a implantação do mesmo. observadas as disposições desta Lei e as das legislações estaduais e municipais pertinentes. independente do Município em que trabalha. Considerando que.

têm-se uma regra básica que pode ser observadas em outros municípios quanto às instalações de futuros loteamentos.48 Levando em conta o plano diretor da cidade de Missal. que devem ser respeitadas e projetadas nos novos loteamentos. onde constam diretrizes de arruamento. .

todo o processo envolvendo a aprovação de loteamentos urbanos. escassez de trabalhos semelhantes realizados no Brasil e inexistência de auxiliares de pesquisa que poderiam contribuir para maior abrangência do trabalho. . os resultados preliminares apresentados mostram o quão promissor e rentável é esse campo de atuação. Sabedores da imensa burocracia existente nos organismos brasileiros. Considerando que este estudo é um primeiro trabalho enfocando a questão. Mesmo com essas limitações. facilitando desta forma. procuramos apresentar subsídios para os profissionais envolvidos no assunto. algumas limitações foram impostas. Além de procurar reunir em um único documento toda tramitação envolvendo a matéria.49 13 CONSIDERAÇÕES FINAIS As pretensões deste trabalho foram elaborar um estudo do assunto “aprovação de loteamentos” e dos demais dispositivos legais envolvidos na sua prática. através de um manual simplificado. o trabalho apresenta diversos modelos de documentos necessários para o desenvolvimento do referido loteamento. principalmente com relação aos órgãos públicos. quais sejam: o grande número de dispositivos legais regulamentando a matéria.

presidencia. Disponível em: <http://www. . MISSAL.gov. 1997. 2005.br>. Disponível em: <http://www. 30 dez. Desenho Urbano e Custo de urbanização. Gazeta do Paraná. Juan Luiz.gov.50 14 BIBLIOGRAFIA BRASIL.br>.presidencia. BRASIL. p. Acesso em: 3 jun. MASCARÓ. BRASIL. 7 e 8. 2006. Juan Luiz. 2006. Disponível em: <http://www.803 de 18 de julho de 1989. Acesso em: 3 jun. 1996.gov.br/home. Disponível em: <http://www.solosondagem.presidencia.htm MASCARÓ. Lei Municipal n° 728 de 26 de dezembro de 2005. Lei Federal n°9. 2006.gov. http://www.br>. Acesso em: 3 jun. Lei Federal n° 6.com. Seção Editais.br>.presidencia. Manual de Loteamentos e Urbanização.785 de 29 de janeiro de 1999. Lei Federal n° 10257 de 10 de julho de 2001. 2006. Lei Federal n° 7. BRASIL. INTERNET.766 de 19 de dezembro de 1979. Acesso em: 3 jun.

PARANÁ O REQUERENTE SUPRA-CITADO. RENOVAÇÃO LI. DEGRADANTES E/OU MODIFICADORAS DO MEIO AMBIENTE. RLA 01 USO DO IAP 01 PROTOCOLO SID 00 USO DO IAP 00 PROTOCOLO LOCAL INSTITUTO AMBIENTAL DO PARANÁ SECRETARIA DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE E RECURSOS HÍDRICOS DIRETORIA DE CONTROLE DE RECURSOS AMBIENTAIS REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL 02 IDENTIFICAÇÃO DO REQUERENTE 02 RAZÃO SOCIAL (PESSOA JURÍDICA) OU NOME (PESSOA FÍSICA) 03 CGC/MF OU CPF/MF 04 INSCRIÇÃO ESTADUAL . COMPROMETENDO-SE A RESPEITÁ-LA.PESSOA JURÍDICA OU R.G. OUTROSSIM.Órgão Ambiental REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL DOCUMENTO DESTINADO À FORMALIZAÇÃO DO REQUERIMENTO PARA TODAS AS MODALIDADES DE LICENCIAMENTO DE ATIVIDADES POLUIDORAS. LICENÇA DE OPERAÇÃO.51 ANEXO I Requerimento Ambiental . NESSES TERMOS PEDE DEFERIMENTO 14 LOCAL E DATA 15 ASSINATURA DO REQUERENTE 05 IDENTIFICAÇÃO DO RESPONSÁVEL TÉCNICO (SE HOUVER) 16 NOME DO TÉCNICO RESPONSÁVEL 17 QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL . .PESSOA FÍSICA 05 ENDEREÇO COMPLETO 06 BAIRRO 07 MUNICÍPIO/UF 08 CEP CONTATO 09 TELEFONE PARA 03 IDENTIFICAÇÃO DO OBJETO DA SOLICITAÇÃO 11 SOLICITAÇÃO DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL PARA: (TIPO DE EMPREENDIMENTO) 12 CÓDIGO DA ATIVIDADE 04 REQUERIMENTO AO SENHOR DIRETOR PRESIDENTE DO INSTITUTO AMBIENTAL DO PARANÁ CURITIBA . RENOVAÇÃO LO) . LICENÇA PRÉVIA. QUE CONHECE A LEGISLAÇÃO AMBIENTAL E DEMAIS NORMAS PERTINENTES. DECLARA. CONFORME ELEMENTOS CONSTANTES DAS INFORMAÇÕES CADASTRADAS E DOCUMENTOS EM ANEXO. LICENÇA DE INSTALAÇÃO. REQUERER EXPEDIÇÃO DE: 13 MODALIDADE DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL: (AUTORIZAÇÃO.. VEM MUI RESPEITOSAMENTE À PRESENTA DE V.S.

N ....NÚMERO) 07 ENDEREÇO 08 BAIRRO 09 MUNICÍPIO/UF 10 CEP 11 NOME PARA CONTATO 12 CARGO (DDD ...CAP.52 ANEXO II Cadastro Imobiliário – Órgão Ambiental CADASTRO IMOBILIÁRIO DOCUMENTO DESTINADO AO CADASTRAMENTO DE EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS PARA QUALQUER MODALIDADE DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL CIM 01 USO DO IAP 01 PROTOCOLO SID SECRETARIA DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE RECURSOS HÍDRICOS CADASTRO IMOBILIÁRIO E 00 USO DO IAP 00 PROTOCOLO LOCAL INSTITUTO AMBIENTAL DO PARANÁDIRETORIA DE CONTROLE DE RECURSOS AMBIENTAIS 02 IDENTIFICAÇÃO DO REQUERENTE 02 RAZÃO SOCIAL 03 CGC 04 INSCRIÇÃO ESTADUAL 05 TELEFONE (DDD .RAMAL) O 13 TELEFONE PARA CONTATO 03 CARACTERÍSTICAS DO EMPREENDIMENTO 14 ATIVIDADE 15 CÓDIGO 16 ENDEREÇO 17 BAIRRO 18 UNICÍPIO/UF 19 CEP 20 CORPO RECEPTOR 21 BACIA HIDROGRÁFICA 22 NOME DO EMPREENDIMENTO 23 TIPO DO EMPREENDIMENTO EDIFICAÇÕES PLURIDOMICILIARES EDIFICAÇÃO NO LITORAL ❏ LOTEAMENTO ❏ .NÚMERO) 06 FAX (DDD . 24 UNIDADES N O DE UNIDADES 25 TAMANHO DAS TOTAL EM UPF/PR 26 INVESTIMENTO CONSTRUÍDA (m 2 27 ) ÁREA IMÓVEL (m 2 28 ÁREA TOTAL DO ) 29 FINALIDADE 30 SERVIDO POR REDE DE ABASTECIMENTO ESGOTO 31 SERVIDO POR REDE DE ABSORÇÃO DO SOLO 32 SE NEGATIVO . DE (l/m /d) 2 33 FREÁTICO NÍVEL DO LENÇOL ❏ .

tamanho 8 8 cm comprimento 4 cm altura .53 ANEXO III Súmula de Pedido e Recebimento de Licença Previa Observações: Fonte Arial.

Profissional Habilitado • Descrição da tipologia florestal • Apresentação de no mínimo 10 fotografias do local • Planta Planialtimétrica • Laudo Geológico • Anuência do Município • Prova de publicação da sumula em jornal diário oficial do estado e circulação regional • Taxa de Licença Prévia .54 ANEXO IV Relação de Documentos para Expedição da Licença Previa Empreendimento Imobiliário. • Requerimento Licenciamento Ambiental • Cópia de contrato social (pessoa Jurídica) CPF e RG (pessoa Física) • Cadastro Imobiliário • Matricula Atualizada (90 dias) • Planta do Município locando o empreendimento • Projeto e ART preliminar do loteamento .