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GEOGRAFIA
O professor Avelino com ‘Projeções Cartográficas’

Jornal de Fato
Sábado, 10 de outubro de 2009 www.defato.com
telefone (84)3315-8900

HISTÓRIA

O professor Bruno Balbino descreve ‘Imperialismo’

GEOGRAFIA
O professor Blênio Marcos define ‘Fontes de Energia’

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CIANOMAGENTAAMARELOPRETO

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TÔ NA ÁREA
Prof. Sávio Marcelus

ENEM
O Ministério da Educação e Cultura (MEC) vai aplicar o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM-2009) nos dias 5 e 6 de dezembro. O anúncio foi feito pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, depois de reunião com o ministro da Justiça, Tarso Genro, que ofereceu apoio da Polícia Federal e da Força Nacional de Segurança para aplicação das provas. A nova data, além de provocar o adiamento de vestibulares em pelo menos seis universidades federais e seis estaduais, também vai adiar a realização de dois grandes concursos públicos federais: IBGE e Receita Federal.

considerada a padroeira dos professores. SALÁRIO Segundo pesquisa patrocinada pela Organização das Nações Unidas para Educação e Cultura (UNESCO), metade dos professores do Brasil ganha menos de R$ 720,00, com salários baixos e formação deficiente. Essa é a realidade de 2.803.761 brasileiros. O que chama mais atenção é a situação do Nordeste. A realidade salarial é pior ainda, pois segundo a pesquisa esse índice salarial é de R$ 420,00. Falta vontade política, e que só poderá vir da melhor forma possível através da articulação da União, dos Estados e dos Municípios. Sem essa articulação, com certeza, teremos ainda muitos problemas. RANKING De acordo com pesquisa publicada pela Organização das Nações Unidas (ONU), e que relata o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), a Noruega é o país onde a vida das pessoas é melhor. Já, o Brasil ficou em 75ª posição no ranking de 182 países avaliados pelo IDH, com a inclusão de Andorra e Liechtenstein pela primeira vez e a volta do Afeganistão, que havia saído do índice em 1996. O IDH brasileiro subiu levemente, de 0,808 para 0, 813. Mas, mesmo assim, o país, que no ano passado ocupava a 70ª posição no ranking do Pnud, após uma revisão do índice, passou a ser o 75º (com IDH de 0,808). Agora, com os

novos números, o Brasil manteve a posição e permaneceu no grupo dos países com alto desenvolvimento humano. Já, a China foi o país que registrou o maior aumento, subindo sete posições, seguida pela Colômbia e pelo Peru, que melhoraram cinco posições no ranking. BOLSA EMPRESA É um programa adotado por empresas que visam a investir na capacitação dos funcionários. A companhia financia os estudos do contratado através de bolsas parciais ou integrais, permitindo o crescimento profissional do empregado e qualificação de mão-de-obra para a empresa. REGRAS PARA A BOLSA Como a iniciativa de custear a graduação do funcionário parte da empresa, cada grupo empresarial possui as próprias regras de seleção. A dica para quem quer se candidatar a esse tipo de bolsa é investir num curso relacionado a sua área de atuação na companhia para compensar a qualificação recebida. QUANTIDADE DE BOLSAS A quantidade de bolsas oferecidas varia conforme a companhia. Tudo depende do acordo feito entre patrões e empregados. Para requerer o benefício, consulte o setor de recursos humanos ou de treinamento do grupo em que você trabalha para ficar por dentro das condições para concorrer a esse tipo de bolsa.

NOVAS DATAS As instituições de ensino superior que vão utilizar o Exame Nacional do Ensino Médio como forma de selecionar novos alunos estão dispostas a fazer mudanças em seus calendários desde que não haja atraso no início das aulas em 2010. O adiamento do Enem provavelmente vai coincidir com vestibulares de universidades federais. Com isso, o MEC apresentou um levantamento com as datas de todas as seleções do país. Devido à data do novo exame ser de responsabilidade do Ministério da Educação e Cultura, as universidades terão apenas de se adequar. Qualquer mudança do processo seletivo será de plena responsabilidade de todas as universidades, que poderão, inclusive, deixar de utilizar as notas do Enem, como é o caso da Universidade do Estado do RN (UERN). DEFESA O MEC deve contar com o total apoio dos representantes do Conselho Nacional de Secre-

tários de Educação (CONSED), pois a entidade vai apresentar um pedido formal às instituições federais que vão utilizar o Enem como forma de seleção de novos alunos para que mantenham a adesão ao exame nacional, mesmo com atraso da prova. Com uma nota de apoio ao Ministério da Educação e Cultura, manifestando apoio ao Enem e lamentando os acontecimentos e defendendo a total apuração dos fatos. DIA DO PROFESSOR A criação da data se deu em virtude de D. Pedro I, no ano de 1827, ter decretado que toda vila, cidade ou lugarejo do Brasil criasse as primeiras escolas primárias do país, que foram chamadas de "Escolas de Primeiras Letras". Comemorado mundialmente no dia 05/10, no Brasil o feriado foi instituído nacionalmente por meio do decreto 52.682/63, assinado pelo então presidente da República João Goulart, em 1963, e tendo como base religiosa Santa Tereza d'Ávilla,

EDIÇÃO ESPECIAL DO JORNAL DE FATO • NÃO PODE SER VENDIDO SEPARADAMENTE

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EDITOR GERAL William Robson COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA Sávio Marcellus

DIAGRAMAÇÃO Telêmaco Sandino IMPRESSÃO Gráfica de Fato

SANTOS EDITORA DE JORNAIS LTDA • Redação e oficinas: Avenida Rio Branco, 2203, Centro, Mossoró-RN - CEP: 59.611-400

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LÍNGUA PORTUGUESA
PROJEÇÕES CARTOGRÁFICAS
Projeção cartográfica é a representação de uma superfície esférica (a Terra) num plano (o mapa), ou seja, trata-se de um "sistema plano de meridianos e paralelos sobre os quais pode ser desenhado um mapa" (Erwin Raisz. Cartografia geral. P. 58). O grande problema da cartografia consiste em ter de representar uma superfície esférica num plano, pois, como é sabido, a esfera é um sólido não- desenvolvível, isto é, não-achatável ou não planificável. Assim, sempre que achatarmos uma esfera, necessariamente ela sofrerá alterações ou deformações. Experimente, por exemplo, cortar uma laranja ao meio e depois pressionar (achatar) uma dessas partes sobre uma superfície plana. Isso quer dizer que todas as projeções apresentam deformações, que podem ser em relação às distâncias, às áreas ou aos ângulos. Assim, cabe ao cartógrafo escolher o tipo de projeção que melhor atenda aos objetivos do mapa. Obs: A melhor forma de representar a Terra é através do Globo Terrestre Os tipos de propriedades geométricas que caracterizam as projeções cartográficas, em suas relações entre a esfera (Terra) e um plano, que é o mapa, são: a) Conformes - conservam as formas, porém distorcem as áreas. Ex: Mercator b) Equivalentes - conservam as áreas, mas distorcem as formas. Ex: Peters c) Equidistantes - conservam as distâncias, mas distorcem formas e áreas A maior parte das projeções hoje existentes deriva dos três tipos ou métodos originais, a saber: cilíndricas, cônicas e plaMarcos Garcia

AVELINO SOUZA
Professor colaborador

nas ou azimutais. A projeção cilíndrica resulta da projeção dos paralelos e meridianos sobre um cilindro envolvente, que é posteriormente desenvolvido (planificado). Esse tipo de projeção:

A projeção cônica resulta da projeção do globo terrestre sobre um cone, que posteriormente é planificado. Esse tipo de projeção:

A projeção azimutal resulta da projeção da superfície terrestre sobre um plano a partir de um determinado ponto (ponto de vista). De acordo com Erwin Raisz (famoso cartógrafo americano), as projeções azimutais são de três tipos: polar, equatorial e oblíqua. Elas são utilizadas para confeccionar mapas especiais, principalmente os náuticos e aeronáuticos, isso porque é do tipo Eqüidistante, fato que facilita o cálculo com precisão das distâncias entre os diversos pontos da Terra.

apresenta os paralelos retos e horizontais e os meridianos retos e verticais; acarreta um crescimento (deformação) exagerado das regiões de elevadas latitudes; é o mais utilizado para a representação total da Terra (mapas-múndi).

apresenta paralelos circulares e meridianos radiais, isto é, retas que se originam de um único ponto; é usado principalmente para a representação de países ou regiões de latitudes intermediárias, embora possa ser utilizado para outras latitudes.

Vejamos, a seguir, alguns dos
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mais conhecidos tipos de projeção cartográfica. Projeção de Mercator Nesta projeção os meridianos e os paralelos são linhas retas que se cortam em ângulos retos. Publicada pela primeira vez no auge das grandes navegações, a projeção de Mercator valoriza as áreas de média e de baixa latitude, dando a elas um tamanho maior do que o real Nela as regiões polares aparecem muito exageradas. Essa projeção é do tipo cilíndrica, conforme e eurocêntrica

Projeção Cilíndrica Equivalente de Peters Projeção de Mollweide Nesta projeção os paralelos são linhas retas e os meridianos, linhas curvas. Sua área é proporcional à da esfera terrestre, tendo a forma elíptica. As zonas centrais apresent am grande exatidão, tanto em área como em configuração, mas as extremidades apresentam grandes distorções. Vale salientar que destacamos aqui, apenas alguns tipos de projeções cartográficas, pelo menos as mais usadas e também cobradas nos vestibulares, porém existem diversos outros tipos de projeções.

Projeções de Mercator, cilíndrica e conforme Projeção de Peters Outra projeção muito utilizada para planisférios é a de Arno Peters, que data de 1973. Essa projeção valoriza as áreas pobres da Terra, fazendo com elas apareçam em suas proporções reais. Sua base é cilíndrica equivalente, e determina uma distribuição dos paralelos com intervalos decrescentes desde o Equador até os pólos, como podemos observar no mapa a seguir.

Exercícios
Todo mapa é confeccionado num determinado sistema de projeção. Observe o mapa a seguir e assinale o tipo de projeção em que foi desenhado.

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02 (Ufscar)

a) Cônica b) Cilíndrica c) Policônica d) Circular

Durante os anos 1970, esse mapa era visto como uma reação simbólica dos países subdesenvolvidos - o Sul geoeconômico - contra a cartografia tradicional, em especial a projeção
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de Mercator, que mostra o norte "acima" do sul e a Europa no centro. Mas essa idéia logo foi abandonada por falta de consistência. Analise as seguintes afirmativas sobre essa questão: I. A projeção de Peters mostra a proporção exata de cada área sem distorcer os seus formatos. II. O impacto político-ideológico de se colocar o sul "acima" do norte é diminuído ou anulado pelo fato de que a imensa maioria dos países está no hemisfério norte, sendo o sul mais oceânico. III. Tanto faz colocar o norte ou o sul na parte de cima do mapa, pois a posição mais correta para analisar um mapa é na horizontal, estando ele sobre uma mesa. IV. A projeção de Peters é melhor para a navegação do que a de Mercator. As afirmativas corretas são: a) I e II. b) II e III. c) III e IV. d) I e IV.

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e) As projeções cartográficas permitem que, na construção dos mapas temáticos, os meridianos e os paralelos terrestres sejam transformados de uma realidade tridimensional para uma realidade bidimensional.

Observe as representações do continente africano, realizadas por meio das projeções de Mercator e de Peters.

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Os conhecimentos sobre projeções cartográficas e uso de mapas possibilitam afirmar: a) A projeção azimutal fornece uma visão eurocêntrica do mundo e, por isso, ela não é mais utilizada. b) As distorções da representação, nas projeções cilíndricas, são maiores no Equador e menores nos pólos. c) A projeção de Peters é a única que não pretende privilegiar nenhum continente, porque ela reproduz rigorosamente a realidade. d) A projeção cônica só pode ser utilizada para representar grandes regiões, porque as distorções são pequenas entre os trópicos, não representando, portanto, a realidade das áreas mapeadas.

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Adaptado de Oswald Freyer - Eimbeke, p.40) Assinale a alternativa correta: a) Na projeção de Peters, as distâncias entre os paralelos crescem à medida em que se afastam do Equador, gerando um aumento exagerado das áreas localizadas próximas aos pólos. b) A projeção de Mercator não se presta para a comparação de superfícies ou para medir distâncias, uma vez que foi criada para atender às necessidades de navegação do século XVI. c) Tanto a projeção de Mercator como a de Peters falseiam a superfície dos continentes, seja pela deformação latitudinal (Mercator) ou pela deformação longitudinal (Peters). d) Por situar a África no centro, a projeção de Peters torna a África maior do que de fato ela é, se comparada aos demais continentes.

LÍNGUA PORTUGUESA
A INVENÇÃO DO ORIENTALISMO: O ORIENTE COMO ESPELHO DO OCIDENTE
Muitas vezes acreditamos que as palavras, as coisas, as ideias, os sentimentos, os hábitos e os costumes são elementos naturalizados e que desde sempre existiram como um a priori. Geralmente somos levados a pensar que a nossa maneira de amar, de relacionar com os pares, de comer, de cheirar, de sentir e de se identificar como nordestino, brasileiro, potiguar, mossoroense, é algo natural e, portanto, a-histórico. Dificilmente nos indagamos por que comemos assim e não assado? Por que nos vestimos de uma maneira e não de outra? Por que selecionamos cheiros e odores?Por que somos chamados de nordestinos? Por que somos sul-americanos? Por que somos Ocidentais e outros são Orientais? Esse conjunto de indagações chega para nós historiadores como objeto de estudo. Nosso métier é desnaturalizar algo tido como naturalizado, dado, desencarnado, fixo, ou seja, mostrar através do conhecimento histórico que o mundo e tudo aquilo que está inserido nele, desde as vestimentas, passando
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Marcos Garcia

pelos hábitos gastronômicos até as identidades locais, regionais e nacionais, é, na verdade, uma construção política, econômica, cultural, e, absolutamente, histórica. Nesse sentido, queremos esboçar brevemente nesse texto uma história dos conceitos, isto é, de como uma determinada ideia formulada pelo discurso e, portanto, transformado em conhecimento se constituiu como uma dada maneira de ver e de dizer sobre o Ocidente, o Oriente e o Orientalismo, conceitos estes que foram 'inventados' e localizados historicamente. Partiremos daqui! O Oriente é um conceito, uma construção discursiva, uma ideia, elaborada pelo pensamento europeu desde a Idade Média, mas que ganhou força com o Imperialismo francês e inglês no século XIX. O que a Europa chama de Oriente era a região colonial adjacente ao seu mundo, rica em civilizações que os europeus consideravam seu próprio passado. Era a região hoje identificada como Oriente Médio, o Egito e o mundo árabe. Essa vastíssima área, imaginada geograficamente, permitiu a generalização dessa região, ao mes-

BRUNO BALBINO
Professor colaborador

mo tempo em que escamoteou as diferenças locais através de um movimento de homogeneização. Dessa representação do Oriente surgiu o conceito de "orientalismo". O Orientalismo nasceu como campo de estudo que engloba um conjunto de conhecimentos e de disciplinas especializadas em estudar o Oriente. Entretanto, seu significado

não para por aí. O referido termo possui várias definições: uma delas se expressa numa forma de pensamento ou de uma tradição na qual se baseiam escritores e artistas, sobretudo da Europa, agrupados num complexo de determinadas ideias que se acreditam constituir o Oriente. E por último, o orientalismo é uma forma de negociar com o Oriente, uma for-

ma de dominação típica do imperialismo europeu do século XIX. Foi no século XIX que surgiram os termos "orientalismo" e "orientalistas" para designar os estudiosos que traduziam os textos orientais para o Inglês. A prática de tradução nesse momento da história européia era
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motivada pela noção de que a conquista colonial necessitava de um conhecimento do povo conquistado. Desta forma, a relação entre o Oriente e Ocidente, via o pensamento calcado no orientalismo, passou a ser de dominação. O Ocidente criou uma visão distorcida do Oriente como o Outro, numa tentativa de diferenciação que servia os interesses do colonialismo permeando graus variados de uma complexa hegemonia do primeiro em detrimento ao segundo. A construção do Oriente pela Europa, se deu primeiro como ideia e depois como realidade política baseada na conquista e na colonização. Era preciso reunir um conjunto de saberes acadêmicos sobre o Oriente para que possibilitasse -através do saber- uma forma de colonização. É válido destacar também que a invenção do conceito Oriente não serviu somente coCONTINUA...

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O Concerto da Concubina do Grão-Turco, Carle Vanloo, 1737

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mo uma tentativa de impor uma certa autoridade no jogo do poder entre as duas espacialidades (Oriente e Ocidente). A cultura européia ganhou força e identidade comparando-se com o Oriente como uma espécie de identidade substituta e até mesmo subterrânea, clandestina. Dessa maneira, para que exista um Ocidente, mesmo que na imaginação de seus integrantes, é preciso que exista também um Oriente. As duas entidades geográficas imaginadas apóiam-se através de um espelho que reflete uma à outra. O Ocidente produziu um conjunto de imagens estereotipadas para representar o que considerava ser a cultura ocidental- ou seja, a cultura do Oriente Médio e do mundo árabe. O Oriente era entendido como sensual com seus haréns, despótico, violento e primitivo. Nesse sentido, o orientalismo do século XIX foi responsável por construir obras eruditas sobre costumes árabes e egípcios e também por produzir uma enxurrada de literatura popular na França, Inglaterra e Alemanha sobre os estereótipos orientais. No início do século XX, a descoberta da tumba de Tutancamon no Egito, por exemplo, fascinou o público europeu e gerou uma onda orientalista na moda e nos móveis. Várias versões d'As mil e uma noites foram publicadas nesse período. Tal sucesso se deveu à popularização do discurso orientalista que enfatizava o Oriente como sensual e mágico. O fascínio e a sensualidade caracterizaram no início do século XX imagens e discursos sobre um espaço exótico e Outro. Entretanto, os sentidos criados para o Oriente foram sendo, ao longo do tempo, resignificados através de uma nova conjuntura política e econômica pautada em outros níveis de Imperialismo e de novas formas de negociar - sobretudo, com o aparecimento de novos agentes como os EUA - com o mundo oriental. Atualmente, as formas que se estabelecem no diálogo entre Ocidente e Oriente se contornam pelas expressões do terrorismo e do fundamentalismo.

Oriente x Ocidente

Estes conceitos produzem efeitos de dizibilidade e visibilidade que se constituem como uma nova maneira de olhar para o Oriente através do signo dos ataques terroristas e do radicalismo religioso. Nesse sentido, aparece uma reorganização da geografia imaginária, de um lado, o Ocidente representado pelos EUA, apresentados como corajosos e defensores dos valores humanos e democráticos e do outro, o mundo oriental, tendo como representante o mundo islâmico. Assim, as imagens do exótico, do sensual e do maravilhoso, dantes criadas pelo período oitocentista, foram sendo cambiados por novos estereótipos alçadas por novas condições geopolíticas. O Oriente passa a ser o inimigo, o infiel, o radical, o não-cristão, o fundamentalista. Em posição oposta o Ocidente se define através

de um jogo de espelho como o benevolente, o fiel, o cristão, o promotor da paz. Em breves palavras, concluímos que: o Oriente é uma invenção do Ocidente e, portanto, não existe como civilização nem mesmo como região. Ambos são construções Históricas. O Oriente é um conjunto de ideias, visões, imagens, textos, tipos humanos, representações dominado por preconceitos, construídos pelo Ocidente como forma de se identificar como superior. Ao considerar o Oriente primitivo, violento, despótico, o Ocidente, ao mesmo tempo, está se considerando avançado, democrático, esclarecido. O Ocidente se constrói a partir da Europa, e mais tarde pelos EUA, como um discurso que identifica o Oriente como o Outro, como a oposição, como o que o Ocidente não deveria ser. É im-

portante destacar que o Oriente nunca foi passivo a essa construção e até hoje resiste à dominação cultural do Ocidente. Dessa maneira, podemos perceber que a invenção dos espaços perpassa por relações de poder que tentam homogeneizar representar o Outro. Como nos mostra o crítico literário palestino Edwar Said a representação do Oriente é obra do Ocidente e que o orientalismo é exterior e afastado do Oriente dependendo mais do Ocidente que do próprio mundo oriental. As maneiras de representar o Outro, isto é, o Oriente, tornam-o visível, claro e "lá" no discurso sobre ele. É no discurso sobre o outro que se tenta legitimar e apontar as suas próprias diferenças, em suma, apresentar o Oriente como o outro e o "lá" para se identificar a partir dele a diferença do mundo ocidental.

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FONTES DE ENERGIA DO BRASIL
Energia é a capacidade de produzir trabalho. Na história, a descoberta de novas fontes energéticas e o aumento do consumo de energia sempre acompanharam a ampliação da capacidade produtiva das sociedades. O aumento do consumo e a diversificação das fontes responderam às mudanças das necessidades sociais. O homem primitivo limitava o seu consumo energético às necessidades postas pelo preparo dos alimentos. Mais tarde, necessidades vinculadas ao conforto doméstico e à produção agrícola ou industrial, passaram a predominar. Há quase dois séculos as necessidades energéticas foram ampliadas pela evolução das técnicas de produção e de transportes. O homem do século XIX consumia quase quarenta vezes a energia despendida pelo homem primitivo. O homem atual consome mais de três vezes a energia despendida no tempo da revolução industrial. Essa explosão do consumo energético é um fenômeno característico dos países desenvovidos. Atualmente, os recursos energéticos mais utilizados no mundo são o carvão mineral, o petróleo, a água e o átomo; juntos eles correspondem a mais de 90% da oferta mundial de energia. A utilização de qualquer um deles acarreta danos ambientais: o petróleo e o carvão, além de extremamente poluentes, contribuem para o aquecimento do planeta; as usinas hidrelétricas exigem a inundação de vastas áreas, o que pode ser bastante grave em regiões florestadas; a energia nuclear, além do risco de acidentes, gera resíduos com grande poder de contaminação. O potencial energético do Brasil Carvão Mineral: é um hidroMarcos Garcia

BLÊNIO MARCOS
Professor colaborador

carboneto formado pela decomposição de restos vegetais que sofreram um lento processo de solidificação. Milhões de anos foram necessários para que ele fosse constiuído. A transformação da matéria vegetal em carvão só se completa em ambientes propícios. É necessário que haja pouca oxigenação, pois isso dificulta a ação de bactérias aeróbias, impedindo a decomposição total dos vegetais. Nos ambientes tropicais, a vegetação é mais exuberante, porém a maior quantidade de oxigênio disponível faz com que a ação bacteriana decomponha os restos vegetais antes da sua carbonização. As maiores reservas carboníferas do globo estão localizadas nas zonas temeperadas. No Brasil, o carvão é encontrado na bacia sedimentar do Paraná, destacando-se nela as seguintes localidades: vale do Rio Cinzas no Paraná, vale do Jacuí no Rio Grande do Sul e principalmente vale do Tubarão em Santa Catarina, nos municípios de Crisciúma, Lauro Muller, Si-

derópolis, Araranguá e Urussanga. O carvão extraído é do tipo hulha, de baixa qualidade com grande concentração de cinzas e enxofre. O transporte é feito pela estrada de ferro Dona Teresa Cristina até o porto de Imbituba, em Santa Catarina, e de lá vai para o porto de Angra dos Reis, onde é misturado ao carvão importado e posteriormente utilizado nas siderúrgicas concentradas no Sudeste. Petróleo: é um hidrocarboneto que se apresenta sob a forma fluída, formado por restos vegetais e animais em ambientes marinhos. Os restos dos animais e vegetais microscópicos (plâncton) que vivem na superfície, são depositados junto com lama e areia no fundo do mar. Essa fonte passou a ser encarada como fator estratégico durante o Estado Novo (1937-1945). O nacionalismo industrialista de Getúlio Vargas foi responsável pela criação do Conselho Nacional do Petróleo (CNP), em 1938. Mais tarde, no pós-guerra, também seria Vargas, o criador da Petro-

brás empresa estatal monopolista, em 1953. Contudo, até o início de 1970, os maiores investimentos da Petrobras concentravam-se em seu parque de refino. As reservas do Recôncavo Baiano e da bacia sedimentar do Nordeste já eram conhecidas e exploradas, mas o preço do petróleo no mercado interncaional era baixo demais para justificar grandes investimentos em pesquisa e prospecção do óleo no Brasil. A extração de petróleo no subsolo dos oceanos é uma atividade cara e exposta a muitos riscos. Mesmo assim, atualmente 70% do petróleo extraídono Brasil provém da plataforma continental. O grande destaque é o estado do Rio de Janeiro, onde se localizamas dezoito plataformas da Bacia de Campos. Atualmente, no contexto da abertura da economia brasileira, o monopólio da Petrobras foi rompido. A Agência Nacional do Petróleo (ANP), estabeleciCONTINUA...

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cidade para as regiões Sudeste e Sul. Nela estão instalados cerca de 70% do potencial gerador nacional. O Sudeste conta ainda com a hidrelétrica de Três Marias, na Bacia do São Francisco e as usinas de Salto Grande e Mascarenhas no Rio Doce. Em meados da década de 1970, abriuse mais uma onde de investimentos no setor elétrico, desta vez destinados à construção de hidrelétricas de grande porte em regiões distantes dos mercados urbano-industriais. Em 1975 foi assinado um tratado associando o Brasil ao Paraguai na construção de Itaipu, uma das maiores usinas hidrelétricas do mundo. Na região Nordeste, a construção de usinas hidrelétricas na Bacia do São Francisco integrou o plano de desenvolvimento regional implantado pelo governo federal na década de 1960. assim nasceram as usinas do sistema Centrais Hidrelétricas do São Francisco (Chesf), completado nas décadas de 1980 e 1990 pelas usinas de Itaparica e Xingó. O Programa Nacional do Álcool - Proálcool O Proálcool foi lançado em 1975, no contexto da primeira crise do petróleo, deveria contribuir para aliviar a conta de importações do país e reduzir a dependência em relação ao petróleo. O programa tinha como meta a substituição paulatina da gasolina pelo álcool nos carros de passeio. Para incentivar o aumento da produção de álcool de cana-de-açúcar, o Proálcool previa a concessão de uma série de benefícios financeiros aos plantadores de cana e aos proprietários de usinas, principalmente os da região Sudeste. ao mesmo tempo, as indústrias automobilísticas foram incentivadas a passar a produzir carros movidos a álcool e, aos usuários desses automóveis, foram concedidos benefícios fiscais. O auge do Proálcool ocorreu em 1986, quando o consumo de álcool combustível ultrapassou o de gasolina automotiva. Entretanto, a redução dos preços internacionais do petróleo colocou limites para a substituição da gasolina, acabando por arrastar o próprio Proálcool para uma crise. A Guerra do Golfo, em 1991, e a subsequente diminuição da influência da Opep reacenderam o debate em torno do futuro do combustível automobilístico no Brasil. Os críticos do Proálcool tendem a insistir no elevado custo econômico dos subsídios, defendendo uma atitude liberal em relação à questão energética, que deveria se regulada pelas leis de mercado. Alguns deles também enxergam no programa uma influência negativa para o setor agrícola, já que a lucratividade artificial do cultivo de cana-deaçúcar para as usinas alcooleiras estaria desviando terras aptas para a produção de alimentos e matérias-primas industriais.

da em 1998, concedeu áreas de prospecção para empresas transnacionais. Assim, um sistema misto - estatal e privado - passou a vigorar no setor petrolífero do país. As Usinas Nucleares A história das usinas termonucleares no Brasil começou em 1969, quando o governo comprou da empresa norte-americana Westinghouse a usina de Angra I, com capacidade de 600 MW, alimentada por urânio enriquecido. Como o acordo de venda não previa a transferência a tecnologia de enriquecimento, o Brasil precisava importar dos países desenvolvidos o urânio a ser consumido na usina. Em 1975, o general Ernesto Geisel assinou um acordo com a Alemanha para a construção de reatores nucleares que gerariam 10.400 MW em 1990 e 75.000 MW no ano 2000. o custo dos reatores atingiria trinta bilhões de dólares, cerca de duas vezes o preço de Itaipu, cuja capacidade ultrapassa os 12.000 MW. O acordo Nuclear Basil-Alemanha jamais chegaria a ser completado. Dos oitos reatores previstos, apenas dois - Angra II e III, iniciariam a fase de construção. Além da energia, as usinas geram também uma imensa quantidade de resíduos radioativos. Esse é um dos principais alvos da crítica dos ambientalistas com relação às usinas nucleares brasileiras: ainda

não se resolveu o que fazer com o material radiativo, estocado em depósitos "provisórios". A Energia Hidréletrica A capacidade instalada do Brasil para a produção de eletricidade é de aproximadamente 58.140 MW, e as usinas hidrelétricas são responsáveis por mais de 90% desse total. O alto potencial hidrelétrico brasileiro é determinado pela conjunção de dois fatores: o volume de águas e o relevo. As elevadas médias pluviométricas, decorrentes do predomínio de climas equatoriais e tropicais no território, e a disposição dos divisores de águas que delimitam as principais bacias hidrográficas brasileiras têm como resultado a existência de muitos rios caudalosos e planálticos no país. Nas bacias do Amazonas, Tocantins e Paraná encontra-se a maior parte do potencial hidrelétrico nacional. Distribuição geográfica do potencial instalado A concentração espacial da indústria no Brasil reflete-se na concentração espacial da demanda energética. A região Sudeste, pólo industrial do país, é responsável por cerca de 50% do consumo total da eletricidade. As regiões Sul e Nordeste ocupam, respectivamente, o segundo e terceiro lugares. A Bacia do Paraná é a principal fornecedora de hidreletri-

Exercícios
O petróleo é um recurso básico para a moderna sociedade industrial. Assinale o que for correto sobre as características desse recurso natural. a) Os inúmeros derivados do petróleo produzidos pela indústria petroquímica são biodegradáveis, ou seja, não trazem problemas para o ambiente. b) Como se trata de uma riqueza natural renovável, o petróleo jamais se esgotará. c) No Brasil, a extração do petróleo

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é realizada basicamente em poços terrestres, sendo que a maior parte está localizada na bacia sedimentar amazônica. d) O petróleo é a matéria-prima básica para inúmeros tipos de indústrias químicas, como de plásticos, de asfalto e de borracha sintética. e) As maiores reservas mundiais de petróleo conhecidas na atualidade localizam-se na América Central, particularmente, em Cuba.

energia e sua utilização no Brasil permitem afirmar: a) As mais modernas fontes de energia, utilizadas amplamente no Brasil, são a maremotriz e a solar. b) O carvão vegetal produzido na região Nordeste possui alto teor de combustão e é utilizado nas indústrias siderúrgicas da região. c) O petróleo foi elemento básico na produção de energia no Brasil, todavia foi plenamente substituído pelo álcool.
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Os conhecimentos sobre fontes de

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d) A utilização de lenha como fonte de energia foi totalmente substituída pelo gás vindo da Bolívia. e) No Brasil, mais de 85% da energia elétrica consumida são geradas nas usinas hidrelétricas. Algumas fontes de energia, com o petróleo e o carvão mineral são consideradas não renováveis. Isso preocupa, e tem levado alguns países a adotarem medidas no sentido de: a) parar de usar essas fontes, protelando assim seu esgotamento. b) investir mais em fontes de energia renováveis, visando a diminuir a dependência em relação aos recursos não renováveis. c) proibir o consumo desse tipo de energia como combustível, reservado o seu uso apenas como matéria prima. d) limitar a comercialização desses recursos, encarecendo o preço dos produtos deles derivados. e) substituí-las totalmente por outras fontes de energia. Atualmente, um dos objetivos da Petrobrás é aumentar, até 2010, a participação do gás natural dos atuais 7,5% para 12%. Sobre esse combustível, é correto afirmar que a) a descoberta de reservas no Recôncavo Baiano deve tornar o país auto-suficiente e beneficiar os setores automotivo e residencial, principais consumidores de gás. b) novos acordos com a Venezuela e com o Equador devem ampliar a oferta de gás natural e propiciar a instalação de novas usinas termelétricas. c) a instabilidade política do nosso maior fornecedor preocupa principalmente o setor industrial que consome cerca de metade do gás oferecido. d) a Bolívia, nossa principal fornecedora de gás natural, tem subsidiado a construção de novos gasodutos com o objetivo de aumentar o consumo brasileiro do combustível. e) as usinas térmicas brasileiras, abastecidas com o gás boliviano, trabalham com capacidade máxima e consomem pouco mais da metade do combustível importado. Um problema ainda não resolvido da geração nuclear de eletricidade é a destinação dos rejeitos radiativos, o chamado "lixo atômico". Os rejeitos mais ativos ficam por um período em piscinas de aço inoxidável nas próprias usinas antes de ser, como os demais rejeitos, acondicionados em tambores que são dispostos em áreas cercadas ou encerrados em depósitos subterrâneos secos, como antigas minas de sal. A complexidade do problema do lixo atômico, comparativamente a outros lixos com substâncias tóxicas, se deve ao fato de a) emitir radiações nocivas, por milhares de anos, em um processo que não tem como ser interrompido artificialmente. b) acumular-se em quantidades bem maiores do que o lixo industrial convencional, faltando assim locais para reunir tanto material. c) ser constituído de materiais orgânicos que podem contaminar muitas espécies vivas, incluindo os próprios seres humanos. d) exalar continuamente gases venenosos, que tornariam o ar irrespirável por milhares de anos. e) emitir radiações e gases que podem destruir a camada de ozônio e agravar o efeito estufa. Assinale a alternativa que aponta, corretamente, uma dificuldade para o aproveitamento dos rios da Bacia Amazônica, no que se refere à geração de energia elétrica. a) A baixa declividade ao longo de seus cursos, que, ao serem represados, causam grande impacto com o alagamento de grandes áreas florestadas. b) A navegação, uma das principais formas de deslocamento na região amazônica, é limitada em represas utilizadas para geração de energia elétrica. c) A economia da região amazônica, baseada no extrativismo mineral, vegetal, na pecuária extensiva e ainda a ausência de indústrias, não gera grande consumo de energia elétrica. d) O clima Equatorial, predominante na região amazônica, apresenta uma estação seca no inverno, que reduz a vazão dos rios e inviabiliza a produção de energia elétrica.

Jornal de Fato Sábado, 10 de outubro de 2009

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e) As entidades ambientalistas internacionais argumentam que as termoelétricas, que utilizam carvão vegetal, causam menos impactos ambientais à Floresta Amazônica do que as hidroelétricas. O Brasil apresenta elevado potencial hidrelétrico determinado pela interação entre regime pluvial e relevo. Sobre as usinas hidrelétricas instaladas no território brasileiro, pode-se afirmar que I. localizam-se em áreas com grande volume de águas f luviais, inf luenciado pelo clima e com predomínio de relevo do tipo planalto. II. concentram-se em função da demanda urbano-industrial, da viabilidade econômica e das políticas públicas que definem o modelo energético. III. ocasionam impactos que provocam a perda de solos agricultáveis e a remoção das populações ribeirinhas. Está correto o que se afirma em: a) I, apenas. b) I e II, apenas. c) I e III, apenas. d) II e III, apenas. e) I, II e III. As crises de petróleo dos anos 70 levaram o Brasil a ampliar sua produção interna e a estimular a busca de fontes alternativas de energia, como o álcool, na tentativa de substituir parcialmente o consumo do petróleo. NÃO é conseqüência e/ou ref lexo ambiental do uso do álcool como fonte alternativa: a) O álcool substitui a gasolina, mas não o óleo diesel, que é a base do transporte de carga e dos equipamentos agrícolas no País. b) A substituição de lavouras de produção de alimentos pela monocultura canavieira favoreceu a concentração da propriedade da terra. c) A utilização de queimadas nos canaviais facilita o corte, mas favorece a mineralização do solo, afetando a produtividade. d) As empresas usineiras, por interesse de proteção ambiental, impedem, como padrão de comportamento, que o vinhoto se torne agente de poluição.

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