Estrutura dos Sistemas de Ensino, Formação Profissional e Ensino para Adultos na Europa

Edição 2007

Comissão Europeia

ESTRUTURAS DOS SISTEMAS DE ENSINO, FORMAÇÃO PROFISSIONAL E EDUCAÇÃO DE ADULTOS NA EUROPA

PORTUGAL
2006/2007

Informação prestada por: Unidade Portuguesa da Rede Eurydice Ministério da Educação Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação (GEPE) Avª 24 de Julho, 134 1399-029 Lisboa e-mail: eurydice@gepe.min-edu.pt Membro da Rede Documental do CEDEFOP Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social

Se deseja obter mais informação sobre os sistemas educativos na Europa, por favor consulte a base de dados EURYBASE em http://www.eurydice.org e as monografias do CEDEFOP em http://www.cedefop.europa.eu/

Portugal (2006/2007)

ÍNDICE ANALÍTICO
1 Organização do Sistema educativo em portugal, 2006/2007 5 1. RESPONSIBILIDADES E ADMINISTRAÇÃO 7 1.1. Dados gerais..............................................................................................................................................................................7 1.2. Bases do sistema de educação e de formação: princípios/legislação..................................................................7 1.3. Distribuição de responsabilidades para a organização e administração dos sistemas .............................. 10 1.4. Avaliação da qualidade ...................................................................................................................................................... 14 1.5. Financiamento....................................................................................................................................................................... 14 1.6. Órgãos consultivos e de participação........................................................................................................................... 15 1.7. Sector privado........................................................................................................................................................................ 15 2. EDUCAÇÃO PRÉ-ESCOLAR 17 2.1. Organização............................................................................................................................................................................ 18 2.2. Programa de actividades ................................................................................................................................................... 18 2.3. Avaliação.................................................................................................................................................................................. 19 2.4. Professores.............................................................................................................................................................................. 19 3. ENSINO BÁSICO/ESCOLARIDADE OBRIGATÓRIA 20 3.1. Primeiro ciclo.......................................................................................................................................................................... 22 3.2. Segundo ciclo ........................................................................................................................................................................ 23 3.3. Terceiro ciclo .......................................................................................................................................................................... 25 3.4. Avaliação/certificação/orientação.................................................................................................................................. 26 3.5. Professores.............................................................................................................................................................................. 28 4. ENSINO SECUNDÁRIO GERAL, PROFISSIONAL e ENSINO PÓS-SECUNDÁRIO 29 4.1. Organização escolar ............................................................................................................................................................ 29 4.2. Currículo................................................................................................................................................................................... 31 4.3. Avaliação/Certificação ........................................................................................................................................................ 32 4.4. Orientação............................................................................................................................................................................... 34 4.5. Professores.............................................................................................................................................................................. 35 5. Formação Profissional Inicial 36 5.1. Sistema de Aprendizagem ................................................................................................................................................ 37 5.2. Cursos de Educação e Formação .................................................................................................................................... 38 5.3. Formação Sectorial ............................................................................................................................................................. 40 5.4. Cursos de Especialização Tecnológica.......................................................................................................................... 41 5.5. Estabelecimentos de educação/formação profissional ......................................................................................... 42 5.6. Financiamento....................................................................................................................................................................... 42 5.7. Formação de formadores .................................................................................................................................................. 42 6. ENSINO SUPERIOR 44 6.1. Condições de acesso ........................................................................................................................................................... 46 6.2. Propinas/Apoios financeiros ............................................................................................................................................ 46 6.3. Calendário escolar................................................................................................................................................................ 47 6.4. Cursos ....................................................................................................................................................................................... 47 6.5. Avaliação/Certificação ........................................................................................................................................................ 48 6.6. Professores.............................................................................................................................................................................. 49 7. EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO CONTÍNUA DE ADULTOS 50 7.1. Quadro legislativo específico........................................................................................................................................... 50 7.2. Administração/Organizações envolvidas .................................................................................................................... 52 7.3. Financiamento....................................................................................................................................................................... 53 7.4. Organização............................................................................................................................................................................ 53 7.5. Educação de adultos no ensino superior..................................................................................................................... 57

Estruturas dos Sistemas de Ensino, Formação Profissional e Educação de Adultos na Europa

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Formação Profissional e Educação de Adultos na Europa 5/58 .Portugal (2006/2007) ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA EDUCATIVO EM PORTUGAL. 2006/2007 Estruturas dos Sistemas de Ensino.

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ideológicas ou religiosas. A língua portuguesa é falada por mais de 200 milhões de pessoas.º 5/1997 de 10 de Fevereiro. o Produto Interno Bruto foi: 155 289 milhões de Euros. Em 2006. contribuir para a correcção das assimetrias de desenvolvimento regional e local. consagrados na Constituição da República Portuguesa (CRP). alterada pela Lei n. 1. definição de instrumentos de cooperação institucional entre os vários departamentos governamentais envolvidos no Programa de Expansão e Desenvolvimento da Educação Pré- Estruturas dos Sistemas de Ensino. RESPONSIBILIDADES E ADMINISTRAÇÃO 1. São Tomé e Príncipe e Timor. bem como a igualdade de oportunidades para ambos os sexos.º a 75. A Lei-Quadro da Educação Pré-Escolar. desenvolver a capacidade para o trabalho com base numa sólida formação geral e específica. Angola. define os princípios gerais.º. bem como para a realização do educando. artigos 43. Bases do sistema de educação e de formação: princípios/legislação Os princípios básicos da Educação. o Governo que é presidido pelo PrimeiroMinistro. são os seguintes: contribuir para a defesa da identidade nacional e respeito pela cultura portuguesa. A educação pré-escolar. Moçambique. através da adopção de estruturas e processos participativos.Portugal (2006/2007) 1. assegurar uma escolaridade de segunda oportunidade.º 49/2005. Formação Profissional e Educação de Adultos na Europa 7/58 . 70. Lei n. É garantido o direito a uma efectiva igualdade de oportunidades no acesso e sucesso escolares e à criação de escolas particulares e cooperativas. Os órgãos de soberania são: o Presidente da República garante da independência nacional e da unidade do Estado. O novo ordenamento jurídico visa os seguintes objectivos: criação de uma rede nacional de educação préescolar. pedagógicos e organizativos. Os órgãos de poder local são as autarquias: municípios e freguesias. integrando uma rede pública e uma rede privada. O português é a língua oficial de oito países: Portugal. Fica situado na Península Ibérica e tem como fronteiras: a norte e este a Espanha e a sul e oeste o Oceano Atlântico.º. enunciados na Lei de Bases do Sistema Educativo (LBSE): Lei n. descentralizar e diversificar as estruturas e acções educativas. com a publicação da LBSE. não podendo este atribuir-se o direito de programar a educação e a cultura segundo quaisquer directrizes filosóficas. a Assembleia da República que detém o poder legislativo. Tem uma área total de 92 152 km² e uma população residente de 10 563 milhares (2005). estéticas. Os arquipélagos dos Açores e da Madeira são regiões autónomas com Governos e Assembleias Regionais Legislativas dotadas de poderes próprios. de 19 de Setembro e pela Lei n. os deputados da Assembleia da República e o Primeiro-Ministro são eleitos por sufrágio universal directo. O ensino público não é confessional. e os Tribunais que exercem o poder judicial. assegurar o direito à diferença. Cabo Verde. 73.de 14 de Outubro. O Presidente da República. Brasil. É um Estado laico e a religião maioritária é a católica. desenvolver o espírito e a prática democráticos.º. políticas.2.º 46/86. A fundação da nacionalidade remonta a 1143 e em 1910 foi instaurada a República. passa a ser integrada no quadro geral do sistema educativo.º e 77.º 115/97. Dados gerais Portugal é o país mais ocidental da Europa.1. de 30 de Agosto. Guiné-Bissau. Os princípios organizativos determinantes das finalidades do sistema educativo. consagração do direito de participação das famílias na elaboração dos projectos educativos. são os seguintes: ao Estado incumbe a responsabilidade da democratização do ensino.

º 115 – A/1998. Este diploma cria os cursos científico-humanísticos. Na sequência das estratégias definidas.º 35/1990. constituído por 3 ciclos) e a escolaridade pós-obrigatória (ensino secundário) para três anos.º 392/2002. superar situações de isolamento. tendo em vista o prosseguimento de estudos ou a inserção no mercado de trabalho. de 25 de Janeiro. bem como do ensino secundário. permaneçam e tenham sucesso na escola. da gestão curricular e da avaliação das aprendizagens do ensino básico e o Decreto-Lei n. bem como da avaliação das aprendizagens. administração e gestão dos estabelecimentos públicos (escolas dos 2. de 18 de Janeiro.º 74/2004. pessoais. nos cursos deste sistema. definição das condições organizativas dos estabelecimentos de educação pré-escolar bem como das condições de enquadramento do apoio financeiro. O Decreto-Lei n. de acordo com o enunciado na Lei de Bases. Com o objectivo de combater o abandono escolar. que estabelece os princípios orientadores da organização e da gestão do currículo. foram publicados o Decreto-Lei n. O Despacho Conjunto n. incluindo os de ensino recorrente. com vista à concretização. têm vindo a ser adoptadas várias medidas. e profissionais.de 1 de Julho. Este normativo define os agrupamentos como unidades organizacionais dotadas de órgãos próprios de administração e gestão. que cria os cursos de especialização tecnológica. A formação profissional inicial inserida no mercado de emprego tem carácter subsidiário e visa a aquisição das capacidades indispensáveis para os jovens que abandonaram o sistema de ensino sem qualificação e pretendem iniciar o exercício de uma profissão.º 115-A/1998. quer de ingresso no ensino superior. referentes ao nível secundário de educação. O sistema de aprendizagem visa assegurar a integração de profissionais qualificados nas empresas. O objecto e âmbito desta Portaria são alargados pela Portaria n. prevenir a exclusão social.º 6/2001. quer para a reforma do ensino secundário.Portugal (2006/2007) Escolar. reorganiza estes cursos quer a nível de acesso e de estrutura de formação. define os apoios e complementos educativos na escolaridade obrigatória. nomeadamente a criação de Cursos de Educação e Formação. prevê o funcionamento dos serviços especializados de apoio educativo. de 4 de Maio. artísticos especializados. estabelece o regime aplicável à prestação de serviços de apoio educativo e o Decreto-Lei n. reforçar a capacidade pedagógica dos estabelecimentos que o integram. destinados 8/58 Estruturas dos Sistemas de Ensino. quer para a reorganização curricular do ensino básico. entre outras. que conferem uma qualificação profissional de nível 4 e um diploma de especialização tecnológica. tecnológicos. sociais e relacionais. de 26 de Março. escolar e profissional. que visam contribuir para que as crianças acedam. O Despacho Normativo n. de 3 de Novembro. de 23 de Maio. O Decreto-Lei n. orientados para o prosseguimento de estudos e para a inserção no mercado de trabalho. O Decreto-Lei n. de 29 de Agosto. A formação. a fim de dar resposta às crescentes necessidades do tecido económico e empresarial. a partir de um projecto educativo comum. de nível secundário não superior. de 12 de Abril.º ciclos do ensino básico e do ensino secundário) e consagra formalmente os agrupamentos de escolas de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário. desenvolve-se em regime de alternância e contempla as seguintes valências: reforço das competências académicas. aprova o regime de autonomia. com cursos diferenciados. com dupla certificação. constituídas por estabelecimentos de educação pré-escolar e de um ou mais níveis de ensino.º 12/2000. é consubstanciada através da publicação da Portaria n. das seguintes finalidades: favorecer um percurso sequencial e articulado dos alunos abrangidos pela escolaridade obrigatória. de 29 de Agosto.º 105/1997.º 88/2006.º 989/1999. O Decreto-Lei n. aquisição de saberes no domínio científicotecnológico e uma sólida experiência na empresa. Formação Profissional e Educação de Adultos na Europa . A Lei de Bases do Sistema Educativo (LBSE) alarga a escolaridade obrigatória para 9 anos (ensino básico. define a organização curricular de cada um dos ciclos do ensino básico. de 4 de Maio. estabelece e fixa os requisitos necessários para a constituição dos agrupamentos de estabelecimentos públicos de educação pré-escolar e do ensino básico.º 286/1989.º e 3. A necessidade de formação de quadros intermédios. que define os princípios orientadores da organização.

º 12 da LBSE. de 21 de Março. quando exigidos. quer nos regimes especiais. Os princípios gerais reguladores do ensino superior encontram-se.º 69/1988. de 30 de Junho e n.º 1083/2000. Do quadro legal do ensino superior constam o estatuto da carreira docente universitária. Consolidar a universalidade do ensino básico de nove anos e alargar progressivamente a todas as crianças a educação pré-escolar. na perspectiva da natureza da entidade instituidora.º 158/2004. de curta duração. do ensino concordatário e do ensino à distância. A autonomia dos estabelecimentos de ensino superior politécnico está prevista na Lei n.º 54/1990. de 5 de Setembro. de 24 de Março que alterou o novo modelo de organização do ensino superior no que respeita aos ciclos de estudos e sua duração. Reforçar o desenvolvimento e democratização das novas tecnologias. de 25 de Setembro. Adaptar os modos e tempos de funcionamento dos estabelecimentos do pré-escolar e escolas básicas às necessidades das famílias. de 19 de Setembro e 49/05. de 30 de Agosto.º 74/2006. de 3 de Março. no sentido de acolher e orientar os adultos. em conformidade com os princípios de Bolonha. complementada pelo Decreto-Lei n.º 1082 – A/2001. cria os Centros de Reconhecimento e Validação de Competências. As últimas alterações do regime de acesso ao ensino superior constam dos Decretos-Lei n. quer nos aspectos gerais. 2003. na realização das provas de ingresso e na satisfação. As principais tendências/estratégias a salientar são: • • • • • Apostar na educação de qualidade para todas as crianças e jovens. o Governo aprovou o Decreto-Lei n.º 64/2006. A autonomia das instituições de ensino universitário já referida na Lei de Bases do Sistema Educativo. de 20 de Novembro. assenta na aprovação num curso de ensino secundário ou habilitação legalmente equivalente. patrimonial e disciplinar. particular e cooperativo. na Lei de Bases do Sistema Educativo de 1986. de 1 de Julho. de 5 de Setembro. alterada pelas leis n. Ainda no mesmo âmbito. administrativa. que não possuem o 9. na perspectiva da natureza da formação ministrada. a Portaria n. Paralelamente também são criadas ofertas de formação diversificadas. de 16 de Julho. Lei n. de 27 de Julho. as Acções S@ber + que se destinam a adultos que pretendam melhorar os seus níveis de conhecimento numa determinada área de formação. igualmente. os subsistemas do ensino superior público. pedagógica.º 296-A/1998. do ensino superior particular e cooperativo. de 27 de Maio. N. através do Despacho n. previsto no art. Na sequência da alteração da Lei de Bases do Sistema Educativo. maiores de 18 anos. O ensino superior compreende. visando melhorar os seus níveis de certificação escolar e de qualificação profissional ou prosseguimento de estudos.º 19/1980. é definida na Lei n. cultural. foram criados Cursos de Educação e Formação de Adultos. que teve 4 alterações e o do ensino superior politécnico. Formação Profissional e Educação de Adultos na Europa 9/58 . alterado em 1999. de 27 de Janeiro.Portugal (2006/2007) preferencialmente a jovens com idade igual ou superior a 15 anos.º 108/1988. O regime de acesso ao ensino superior. tendo por base o Despacho Conjunto n.º 76/2004. os subsistemas do ensino universitário e do ensino politécnico e. Tendo em conta os princípios orientadores da aprendizagem ao longo da vida.º 115/97. Estruturas dos Sistemas de Ensino. Enraizar a cultura e a prática da avaliação e da prestação de contas. de 24 de Setembro. alterado pelo Decreto-Lei n. dos pré-requisitos. Decreto-Lei n. 2004 e 2006.º 453/2004. tem sido alvo de várias regulamentações. que estabelece a autonomia científica.º 24/1994. n. O acesso e ingresso nos estabelecimentos de ensino superior público. previsto no Decreto-Lei.º 185/1981. financeira.º ano de escolaridade.

Nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira. O ME é. Formação Profissional e Educação de Adultos na Europa . privilegiando as áreas do livro e da leitura e do audiovisual e afirmando a cultura portuguesa no mundo 1. Direcção – Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular (DGIDC). à preservação do ambiente e à promoção da saúde. de prevenir o abandono escolar precoce e promover a qualificação da população em geral numa perspectiva de realização da igualdade de oportunidades. ainda. apoiando a criação artística. adaptam a política nacional de educação a um plano regional e gerem os recursos humanos. Tecnologia e Ensino Superior (MCTES). Aproximar o ensino secundário do sistema de formação profissional. a administração da educação é da responsabilidade dos Governos Regionais. incluindo as modalidades especiais e a educação extra-escolar. em especial os da qualidade do ensino e das aprendizagens. 10/58 Estruturas dos Sistemas de Ensino. Os serviços centrais do Ministério da Educação (Decreto-Lei n. Gabinete de Gestão Financeira (GGF). Promover um sistema nacional. da educação ao longo da vida e da inovação educacional. Concretizar o processo de Bolonha. a regulação. de organismos de administração indirecta. Direcção – Geral dos Recursos Humanos da Educação (DGRHE). As competências do ME visam promover o desenvolvimento e a modernização do sistema educativo e da autonomia de administração e gestão das escolas tendo em vista melhorar os níveis de eficiência e de eficácia dos objectivos estabelecidos. validação e certificação das competências adquiridas. no âmbito da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário. à promoção da cidadania. a avaliação e a inspecção do sistema educativo. o planeamento. à inclusão social. Estas. ao apoio à família.Portugal (2006/2007) • • • • • Estender ao nível do ensino secundário os processos de reconhecimento. reconhecido internacionalmente e passível de certificação. materiais e financeiros. de órgãos consultivos e de outras estruturas. O ME tem de assegurar a escolaridade obrigatória. Valorizar a cultura promovendo a defesa e valorização do património cultural. promoção e execução das políticas de educação e formação profissional e participa na coordenação das políticas de educação e de formação vocacional com as políticas nacionais relativas à promoção e difusão da língua portuguesa. através das respectivas Secretarias Regionais de Educação. de 27 de Outubro) são os seguintes: • • • • • • Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação (GEPE) Inspecção – Geral da Educação (IGE) Secretaria – Geral (SG).º 213/2006. garantindo a qualificação dos portugueses no espaço europeu. Distribuição de responsabilidades para a organização e administração dos sistemas A política nacional de educação é da responsabilidade do Ministério da Educação (ME) e do Ministério da Ciência. A política educativa do ME compreende a gestão de recursos. a concepção.3. de garantia de qualidade no ensino superior. responsável pela definição. Este Ministério prossegue as suas atribuições através de serviços de administração directa do Estado (serviços centrais e periféricos).

a auditoria e a fiscalização do funcionamento do sistema educativo. o Gabinete Coordenador do Sistema de Informação (MISI). dos ensinos básico e secundário e da educação extra-escolar. do apoio técnico-jurídico e contencioso. das escolas e prestar apoio técnico-normativo à formulação das mesmas. da documentação e informação e da comunicação e relações públicas. Estruturas dos Sistemas de Ensino. A missão da DGRHE é garantir a concretização das políticas de desenvolvimento dos recursos humanos. elaborar. os valores. financeiro e organizacional. administrativo e logístico aos órgãos e serviços do ME. coordenar. Os serviços periféricos englobam cinco Direcções Regionais de Educação (DRE). assegurar a realização dos exames. O diploma que aprova o regime de autonomia. a orientação. conjuntamente com o regulamento interno e o plano anual de actividades. pedagógico. A sua missão é coordenar e dinamizar a oferta de educação e formação profissional de jovens e adultos. gerir a rede de reconhecimento. a observação e avaliação global de resultados obtidos pelo sistema educativo e o apoio às relações internacionais e à cooperação nos sectores de actuação do ministério. as metas e as estratégias segundo os quais a escola se propõe cumprir a sua função educativa. constituem instrumentos do processo de autonomia das escolas. A missão do GGF é garantir a programação e gestão financeira do ME. IP) que é tutelada pelos Ministérios da Educação e do Emprego e Formação Profissional. A missão da IGE é assegurar o controlo. A missão do GAVE é planear.Portugal (2006/2007) • Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE). A autonomia é o poder reconhecido à escola pela administração educativa de tomar decisões nos domínios estratégico. Funciona. é elaborado e aprovado pelos órgãos de administração para um horizonte de três anos e deve explicitar os princípios. sem prejuízo das competências atribuídas por lei às autarquias e aos órgãos de gestão e administração das escolas. administração e gestão das escolas é o Decreto-Lei n. São serviços descentralizados que asseguram a execução da política relativa ao sistema educativo. ainda. aplicar e controlar os instrumentos de avaliação externa das aprendizagens. promover a investigação científica no âmbito do desenvolvimento e da inovação curricular e dos instrumentos de ensino e avaliação e dos apoios e complementos educativos e ainda coordenar e propor orientações para a promoção do sucesso e prevenção do abandono escolar e para o desporto escolar. a coordenação e o acompanhamento das escolas e a correcta utilização dos recursos humanos e materiais. A composição e o modo de funcionamento destes órgãos estão previstos em diploma próprio. docentes e não docentes. Formação Profissional e Educação de Adultos na Europa 11/58 . validação e certificação de competências e coordenar o desenvolvimento curricular e as metodologias e materiais de intervenção específicos. financeiros. promovendo o desenvolvimento e a consolidação da sua autonomia. no quadro do seu projecto educativo que. validar. administrativo. A missão da SG é prestar apoio técnico. nos domínios da gestão dos recursos humanos. materiais e patrimoniais. que consagra a orientação educativa da escola. Os órgãos consultivos são: o Conselho Nacional de Educação (CNE) que é ouvido sobre a política educativa e o Conselho das Escolas que é ouvido no tocante à definição das políticas de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário. dos serviços e organismos do ME e assegurar o serviço jurídico-contencioso decorrente do exercício da sua missão.º 115A/1998. A missão do GEPE é garantir a produção e análise estatística da educação. A missão da DGIDC é garantir a concretização das políticas relativas à componente pedagógica e didáctica da educação pré-escolar. O Projecto Educativo. IP (ANQ. cuja missão é criar. de 4 de Maio. O organismo de administração indirecta é a Agência Nacional para a Qualificação. manter e garantir o bom funcionamento do sistema integrado de informação do ME.

Direcção executiva: órgão de administração e gestão da escola nas áreas pedagógica. definida no respectivo regulamento interno. assegurar as relações internacionais e acompanhar e avaliar a execução de políticas nos domínios da ciência. Avaliação e Relações Internacionais (GPEARI). para além dos direitos e deveres dos membros da comunidade escolar. aprovação e efeitos da carta educativa. promovendo o processo de agrupamento de escolas. Conselho pedagógico: órgão de coordenação e orientação educativa da escola. da formação e da cultura. nos domínios da gestão de recursos internos. O conselho municipal de educação coordena a política educativa a nível municipal. A política educativa do ensino superior é assegurada pelo Ministério da Ciência. a nível municipal.º 7/2003. tecnologia. Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) e visa assegurar uma sólida formação científica e técnica e o desenvolvimento da sociedade da informação. Formação Profissional e Educação de Adultos na Europa . articula a intervenção dos agentes educativos e dos parceiros sociais e propõe as acções adequadas à promoção de uma maior eficiência e eficácia do sistema educativo. A missão do GPEARI é garantir o apoio técnico à formulação de políticas e ao planeamento estratégico e operacional. Secretaria-Geral (SG). • • O Decreto-Lei n. num contexto de descentralização administrativa. visando a aproximação entre os cidadãos e o sistema educativo e a co-responsabilização entre ambos. A missão da SG é assegurar o apoio técnico especializado aos órgãos e serviços do MCTES. de cada um dos seus órgãos de administração e gestão. ensino superior e sociedade da informação. Estratégia. nos domínios pedagógico e didáctico. Inspecção-Geral (IG). da documentação e informação e da comunicação e relações públicas. Este ministério prossegue as suas atribuições através dos seguintes serviços: • Administração directa do Estado: Gabinete de Planeamento. bem como os processos eleitorais para os referidos órgãos. Direcção-Geral do Ensino Superior (DGES). cultural. A carta educativa é. O Regulamento Interno pode ser revisto no ano subsequente ao da sua aprovação podendo ser introduzidas as alterações entendidas como convenientes. tendo como objectivo a melhoria da educação. de reforço dos modelos de gestão e de valorização do papel das comunidades educativas e dos projectos educativos das escolas. regulou as competências.Portugal (2006/2007) O Regulamento Interno define o regime de funcionamento da escola ou do agrupamento de escolas. 12/58 Estruturas dos Sistemas de Ensino. de desempenho e financeira. A missão da IG é apreciar a legalidade e regularidade dos actos praticados e a sua gestão e os seus resultados. Conselho administrativo: órgão deliberativo em matéria administrativa e financeira. de 15 de Janeiro. É assegurada por um conselho executivo ou um director de acordo com a opção da escola ou do agrupamento de escolas. a composição e o funcionamento dos conselhos municipais de educação e a elaboração. das estruturas e serviços de orientação educativa e de apoios educativos. da orientação e acompanhamento dos alunos e da formação inicial e contínua do pessoal docente e não docente. administrativa e financeira. através do controlo de auditoria técnica. do apoio técnico-jurídico e contencioso. Os órgãos de administração e gestão das escolas são os seguintes: • • Assembleia: órgão responsável pela definição das linhas orientadoras da actividade da escola e onde a comunidade educativa tem participação e representação. do ensino. o instrumento de planeamento e ordenamento da rede educativa.

I. IP. infra-estruturas. IP (ITN. • Administração indirecta do Estado: Fundação para a Ciência e Tecnologia. da cooperação internacional e da mobilidade de estudantes no espaço europeu. A missão da FCT. Os órgãos de governo das universidades estatais são: a Assembleia da Universidade. IP (IM. O CCCT tem por missão aconselhar o ministro no domínio da política científica e tecnológica e na promoção da inovação. administrativa e financeira da universidade e o Conselho Administrativo a quem compete a gestão administrativa.P. patrimonial e financeira. que elege o Reitor e aprova os estatutos. A missão do CCCM. Conselho Coordenador da Ciência e Tecnologia (CCCT).P. como laboratório do Estado. nomeadamente no domínio das aplicações pacíficas das tecnologias nucleares. IP (IICT. tanto as Universidades como os Institutos Politécnicos têm autonomia administrativa. Centro Científico e Cultural de Macau. dos estudantes e dos funcionários. IP. qualificação e investigação.P.).). criação das estruturas da universidade. execução. redes. é o apoio técnico e cientifico á cooperação com os países das regiões tropicais. I. o Senado. I. projectos e recursos humanos em todos os domínios da ciência e da tecnologia e a cooperação científica e tecnológica internacional. Outras estruturas: Academia das Ciências de Lisboa (ACL) A ACL é uma instituição científica de utilidade pública cujas competências e modo de funcionamento constam dos respectivos estatutos. A missão da UMIC. nomeadamente nas vertentes de definição da rede.P. dos investigadores. IP (UMIC. como laboratório do Estado.). do acesso. A missão do CNE é dar parecer sobre a política educativa. com conselhos de natureza consultiva. IP (CCCM. desenvolvimento de planos e orçamentos.P. o Reitor que supervisiona a gestão académica. A missão do ITN. No que diz respeito ao Ensino Superior Público. promover e divulgar o conhecimento sobre Macau e sobre as relações de Portugal com Macau e com a China e as da Europa com a região Ásia-Pacífico. e coordenação das políticas do ensino superior. A Assembleia e o Senado são constituídos por igual número de representantes do corpo docente. I. que garantem a ligação com a comunidade económica. programas.). I. IP é o desenvolvimento. Estruturas dos Sistemas de Ensino. UMIC – Agência para a Sociedade do Conhecimento.). Instituto de Meteorologia.P. IP. da climatologia e da geofísica. social e cultural. é a prossecução das políticas nacionais de ciência e tecnologia. é a prossecução das políticas nacionais nos domínios da meteorologia.). A missão do IM.Portugal (2006/2007) A missão da DGES é assegurar a concepção. Não há um modelo de gestão único para as universidades. financiamento e avaliação de instituições. responsável pelas decisões finais. financeira. I. IP é mobilizar a sociedade da informação através da promoção de actividades de divulgação. Instituto Tecnológico e Nuclear. • O sistema do ensino superior é constituído por dois subsistemas: o universitário e o politécnico. académica e pedagógica. Instituto de Investigação Científica Tropical. As universidades também contam. A missão do IICT. • Órgãos Consultivos: Conselho Nacional de Educação (CNE). Formação Profissional e Educação de Adultos na Europa 13/58 . IP é produzir. da acção social. como laboratório do Estado. nos seus estatutos. Conselho Coordenador do Ensino Superior (CCES). IP (FCT. O CCES tem por missão aconselhar o ministro no domínio da política de ensino superior.

os estabelecimentos de ensino público. agricultura e saúde. de nível não superior. administrativa e financeira da instituição. alteração ou encerramento de unidades organizativas. 1. que estrutura um sistema de garantia da qualidade no ensino superior. o Conselho Geral. bem como para aumentar e gerir os seus próprios fundos. de 6 de Janeiro. composta por representantes de vários ministérios e parceiros sociais. O actual governo publicou recentemente o Despacho n. Atribui ainda subsídios ao ensino particular e cooperativo e às escolas profissionais.4.º 484/2006. que prepara e distribui o orçamento.º 1/2003. Financiamento O Ministério da Educação.Portugal (2006/2007) Os órgãos directivos dos institutos politécnicos são: o Presidente que coordena a gestão académica. é responsável pelo sistema de aprendizagem e pelos centros de emprego e formação profissional. reconhecido internacionalmente. Além do Ministério da Educação também os municípios assumem as responsabilidades no financiamento da educação. Acções S@ber +. bem como a acção social escolar. enquanto no ensino secundário público os alunos pagam uma pequena propina anual. psicológicos e sociológicos. Avaliação da qualidade A avaliação da qualidade do sistema educativo é assegurada pela Inspecção – Geral da Educação. existe o particular e cooperativo e o concordatário. aprecia os relatórios anuais de execução e as propostas para criação. Além do ensino superior público. 1. Existem. a manutenção. formação profissional e segurança social. que aprova o plano de actividades. as instituições de ensino superior têm liberdade para gerir os fundos atribuídos pelo Estado. Tem ainda responsabilidade. A garantia da qualidade do ensino é da responsabilidade da administração central. Através do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) e em colaboração com os parceiros sociais. No contexto da aprendizagem. Formação Profissional e Educação de Adultos na Europa . o apetrechamento e algumas despesas de funcionamento dos estabelecimentos do pré-escolar e do 1.5. de 9 de Janeiro. o IEFP conta com a Comissão Nacional de Aprendizagem. Compete-lhes ainda assegurar o financiamento dos transportes escolares e das actividades educativas complementares e tempos livres. pela criação dos centros de Reconhecimento e Validação de Competências e sobre os cursos de especialização tecnológica. O Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social (MTSS) é responsável pela definição e prossecução de políticas relacionadas com o emprego. ainda. financia os seus serviços centrais e regionais. A inspecção escolar goza de autonomia no exercício da sua actividade. organizativos e financeiros e ainda os de natureza político-administrativa e cultural. ofertas de formação com incidência sectorial nas seguintes áreas: turismo. Estes cursos são da responsabilidade conjunta dos respectivos ministérios e do Ministério da Educação. o Conselho Administrativo. A base legal do sistema de avaliação do ensino superior é de 1994 e o regime jurídico do desenvolvimento e da qualidade do ensino superior foi aprovado pela Lei n. A avaliação deve ser continuada e abranger os aspectos educativos e pedagógicos. A escolaridade obrigatória no sector público é de frequência gratuita. Gozando de autonomia financeira. através do orçamento do Estado. juntamente com o Ministério da Educação. sobre as escolas profissionais. competindo-lhes a construção.º ciclo do ensino básico. sobre os cursos de educação e formação para jovens e adultos. 14/58 Estruturas dos Sistemas de Ensino.

Conta com 63 membros. Formação e Desenvolvimento Social.º 39/2006. ainda. 1. de 21 de Novembro. podendo elaborar propostas de legislação ou regulamentação e deve. A sua competência visa a avaliação de estratégias e de propostas de políticas no âmbito da formação profissional inserida no sistema educativo e no mercado de emprego e é exercida de forma articulada e no integral respeito pelas atribuições do Conselho Económico e Social. É responsável. Este Conselho tem composição tripartida. complementado por receitas próprias e pelo pagamento de uma propina. (ii) expandir e diversificar a formação inicial dos jovens.6. Estruturas dos Sistemas de Ensino. representando os diversos parceiros e interesses da sociedade civil e os detentores da legitimidade para decidir as medidas de política educativa. Sector privado O Estatuto do Ensino Particular e Cooperativo não superior. de 20 de Fevereiro. relatórios e recomendações sobre todos os assuntos relacionados com a educação. existem outras linhas de financiamento. 1. (iii) promover a aprendizagem ao longo da vida e melhorar a empregabilidade da população activa. de 21 de Abril. com poderes autónomos a nível administrativo e financeiro. O MCTES tem o Conselho Coordenador da Ciência e Tecnologia e o Conselho Coordenador do Ensino Superior. No domínio da formação profissional. nos termos do disposto no art. pareceres. A União Europeia também co-financia o sector educativo.º 39/2006. criado pelo Decreto-Lei n. aprovado pelo Decreto-Lei n. Órgãos consultivos e de participação Os principais órgãos consultivos são os seguintes: O Conselho Nacional de Educação (CNE). A mobilidade de alunos e professores entre o regime público e o particular e cooperativo está assegurada. integrando representantes do Governo e das confederações sindicais e patronais. é o Conselho Nacional da Formação Profissional.º 49º. Estes estabelecimentos são criados e geridos por pessoas singulares. e desenvolvem actividades regulares de carácter educativo de acordo com os objectivos do sistema de educação e de formação. criado em 1982. por parte dos alunos. da Comissão Permanente de Concertação Social e do Conselho Nacional de Educação.Portugal (2006/2007) O sistema de financiamento do ensino superior público compete ao Estado. através do Ministério da Ciência. da Lei de Bases do Sistema Educativo. as finalidades gerais da acção educativa e os acordos celebrados entre o Estado e os estabelecimentos de ensino particular e cooperativo.7. nomeadamente o Programa Operacional Sociedade de Informação e o Programa Operacional do Emprego. Tecnologia e do Ensino Superior. Formação Profissional e Educação de Adultos na Europa 15/58 . órgão independente do Ministério da Educação.º 553/1980. comunitário. agindo individual ou colectivamente. O Conselho das Escolas que assegura a representação destas junto do ME. participa na definição da política e pronuncia-se sobre os projectos de diplomas respeitantes à educação pré-escolar e aos ensinos básico e secundário. (iv) guiar e promover o desenvolvimento da sociedade do conhecimento. ser obrigatoriamente ouvido sobre a reestruturação da rede pública de estabelecimentos de educação. De acordo com a Resolução do Conselho de Ministros n. pela emissão de opiniões. de valor único. Articulando-se com o PRODEP III. passa a integrar as competências do extinto Conselho Coordenador do Ensino Particular e Cooperativo. o órgão com funções consultivas. estabelece que o exercício da liberdade de ensino tem como limites apenas o bem comum. por sua própria iniciativa ou por solicitação. através do Programa de Desenvolvimento Educativo para Portugal (PRODEP). cujos objectivos definidos para o período de 2000-2006 (PRODEP III) são os seguintes: (i) melhorar a qualidade da educação básica.

desde que proporcione. O diploma procura conciliar a independência e autonomia das instituições com o necessário controlo e intervenção do Estado como garantia da qualidade científica. 16/58 Estruturas dos Sistemas de Ensino. Formação Profissional e Educação de Adultos na Europa . de 23 de Março. matrícula. A autonomia pedagógica. Os estabelecimentos de ensino particular e cooperativo beneficiam dos subsídios previstos nos contratos e de subsídios especiais atribuídos pelo Estado com determinados condicionalismos legais. de aproveitamento e de habilitações. e alterado pelo Decreto-Lei n. podem funcionar em regime de autonomia pedagógica. de cursos.º 94/1999. consiste na não dependência de escolas públicas quanto a: orientação metodológica e instrumentos escolares. o reconhecimento dos respectivos graus e define a intervenção fiscalizadora do Estado quanto à qualidade de ensino ministrado e a possibilidade de apoio financeiro. de 22 de Janeiro.º 16/1994. As escolas particulares. Os regulamentos das escolas com cursos e planos próprios devem conter as regras a que obedece a inscrição ou admissão. no âmbito do seu projecto educativo. em cada nível de ensino. aprovado pelo Decreto-Lei n. cultural e pedagógica. uma formação global de valor equivalente à dos correspondentes níveis de ensino a cargo do Estado. planos de estudos e conteúdos programáticos. as normas de assiduidade dos alunos e os critérios de avaliação de conhecimentos. a idade mínima para a frequência. constituindo cada um deles um ciclo de estudos completo e pode ter um projecto educativo próprio. O estatuto do ensino superior particular e cooperativo. consagra as condições de criação de instituições. emissão de diplomas e certificados de matrícula.Portugal (2006/2007) Cada escola particular pode destinar-se a um ou vários níveis de ensino. avaliação de conhecimentos.

mas só em 1986. Formação Profissional e Educação de Adultos na Europa 17/58 .º 5/1997 – que consagrou este nível de educação como a primeira etapa no processo de educação ao longo da vida. cooperativa e social. do Planeamento e da Administração do Território. de carácter universal mas de frequência facultativa. com o objectivo de desenvolver propostas de intervenção pedagógica a nível curricular e de formação de educadores. os critérios são de ordem social. integrando uma rede pública e uma rede privada que engloba os estabelecimentos de educação pré-escolar do ensino particular e cooperativo e os que funcionam em instituições particulares de solidariedade social e em instituições sem fins lucrativos. bem como os princípios de organização. definindo os seus objectivos e criando as Escolas de Educadores de Infância oficiais. Estruturas dos Sistemas de Ensino. Foi definido como meta até ao ano lectivo de 2000/2001 proporcionar o acesso à educação pré-escolar a 90 % das crianças de 5 anos. é dada prioridade às crianças com 5 anos. de formação e de pesquisa. proceder à despistagem de inadaptações ou deficiências e promover a melhor orientação e encaminhamento da criança. a educação pré-escolar foi enquadrada definitivamente no sistema educativo. passou a considerar a educação préescolar como parte integrante do sistema. a educação pré-escolar pode desenvolverse através da operacionalização de diversas modalidades que se complementam e articulam. bem como o papel estratégico do Estado. Em 1996. EDUCAÇÃO PRÉ-ESCOLAR A Lei 5/1973. Em 10 de Fevereiro de 1997. das autarquias e da iniciativa particular. são objectivos da educação pré-escolar: estimular as capacidades de cada criança e favorecer a sua formação. A educação pré-escolar destina-se a crianças com idades compreendidas entre os três anos e a idade de ingresso no ensino básico (6 anos) e deve realizar-se em estreita cooperação com a família. social e intelectual e desenvolvimento motor. definiu a rede. cujos pais ou encarregados de educação residam ou trabalhem na freguesia onde se localiza o estabelecimento. Os desenvolvimentos legais do novo ordenamento jurídico concretizam os seguintes objectivos: criação de uma rede nacional de educação pré-escolar. contribuir para a sua estabilidade afectiva. Nos termos desta Lei-Quadro. De acordo com a Lei de Bases do Sistema Educativo e com a Lei-Quadro da Educação Pré-Escolar. Em 1978 foram criados os primeiros jardins de infância oficiais do Ministério da Educação. que aprovou a reforma do sistema educativo. o Ministério da Educação lançou o Programa de Expansão e Desenvolvimento da Educação Pré-escolar. com a publicação da Lei de Bases do Sistema Educativo (Lei n.Portugal (2006/2007) 2. incutir hábitos de higiene e saúde.º 46/1986. visando criar condições de acesso a um maior número de crianças e de conferir visibilidade nacional à educação de infância. assim como o de promover e acompanhar o lançamento de programas de inovação. nomeadamente a educação de infância itinerante e a animação infantil e comunitária. em parceria com o Ministério da Solidariedade e Segurança Social e o Ministério do Equipamento. de 25 Julho. Em 1995. o Ministério da Educação elaborou um Plano de expansão da rede de estabelecimentos de educação pré-escolar. definição de instrumentos de cooperação institucional entre os vários departamentos governamentais envolvidos no Programa de Expansão e Desenvolvimento da Educação Pré-Escolar. consagração do direito de participação das famílias na elaboração dos projectos educativos. foi publicada a Lei-Quadro da Educação Pré-Escolar – Lei n. através da definição dos seus objectivos genéricos em torno da formação e do desenvolvimento equilibrado das potencialidades das crianças. no desenvolvimento de princípios contidos na Lei de Bases do Sistema Educativo. de 14 de Outubro). de acordo com as necessidades das famílias. bem como das condições de enquadramento do apoio financeiro. definindo o papel participativo das famílias. Nos estabelecimentos da rede privada de solidariedade social. definição das condições organizativas dos estabelecimentos de educação pré-escolar. os princípios gerais e os princípios pedagógicos. Enquanto a oferta global de educação pré-escolar não possibilite alargar a todas as crianças com 3 e 4 anos a frequência do jardim de infância da rede pública. a realizar em estreita colaboração com a família. A mesma lei estabeleceu o ordenamento jurídico desta etapa da educação básica.

(ii) a organização do ambiente educativo como suporte do trabalho curricular e da sua intencionalidade. O mesmo Despacho estabelece ainda que as actividades de animação e de apoio à família no âmbito da educação pré-escolar devem ser objecto de planificação pelos órgãos competentes dos estabelecimentos de educação tendo em conta as necessidades das famílias e articulando com os municípios da respectiva área a sua realização. composta pelos estabelecimentos particulares e cooperativos. 2. No início de cada ano lectivo. estabelece que o horário de funcionamento dos estabelecimentos de educação pré-escolar públicos deve corresponder a um mínimo de 8 horas diárias e deve ser comunicado aos encarregados de educação no início do ano lectivo. ou em instalações onde funciona um ou diversos níveis de ensino básico. enunciados na Lei-Quadro da Educação PréEscolar. acompanhamento e apoio pertence às Direcções Regionais de Educação. ouvidas as autarquias e os pais ou encarregados de educação. Os estabelecimentos da rede privada contam. também tutela uma rede de estabelecimentos de educação pré-escolar que é gerida pelos centros Regionais de Segurança Social e é composta por estabelecimentos particulares de solidariedade social (IPSS) e por estabelecimentos públicos de iniciativa do MTSS. Formação Profissional e Educação de Adultos na Europa . também. a adopção do calendário escolar compete às direcções pedagógicas dos estabelecimentos de educação pré-escolar. cinco dias por semana. A formação dos grupos de crianças obedece a critérios de ordem pedagógica e depende dos métodos e princípios definidos pelo conselho pedagógico do estabelecimento. que estão sob a tutela do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social. (iv) a continuidade e intencionalidade educativas. define os estabelecimentos de educação pré-escolar como estruturas que prestam serviços vocacionados para o desenvolvimento educativo das crianças e para o apoio às famílias.Portugal (2006/2007) 2. de 16 de Junho. O Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social (MTSS). denominados jardins de infância. complementares entre si. tais como autarquias e cooperativas. Área do Conhecimento do Mundo. Área da Expressão/Comunicação. o financiamento é assegurado pelas famílias. O Despacho nº 12591/2006 (2ª série).1. podendo os estabelecimentos solicitar apoio financeiro para as famílias carenciadas. Na rede privada. 18/58 Estruturas dos Sistemas de Ensino.2. Nos estabelecimentos da rede pública a componente educativa é totalmente assegurada pelo Estado. Sempre que as estruturas dos estabelecimentos o permitam as salas de actividades devem ser organizadas de acordo com a idade das crianças. A legislação em vigor desde 1997. Programa de actividades O desenvolvimento curricular é da responsabilidade do educador de infância e deve ter em conta: (i) os objectivos gerais da educação pré-escolar. cuja responsabilidade pela coordenação. Na rede particular solidária ou sem fins lucrativos o Estado comparticipa o funcionamento das instituições assegurando integralmente os custos da componente educativa e comparticipa nos custos das actividades de animação sócio educativa e apoio às famílias. Os dois tipos de serviços (jardins de infância e creches) podem funcionar no mesmo edifício ou separadamente. dispõem também de creches para crianças com idades compreendidas entre os três meses e os três anos. Os estabelecimentos do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social estão abertos 10 a 12 horas por dia. Organização Sob a tutela do Ministério da Educação existe uma rede pública e uma rede privada de estabelecimentos de educação pré-escolar. com o apoio de outras instituições. A maior parte das instituições. A educação pré-escolar da rede pública pode ser ministrada em estabelecimentos próprios. Normalmente os professores mudam de grupo todos os anos. (iii) as áreas de conteúdo – Área de Formação Pessoal e Social. públicas e privadas. Nos estabelecimentos do Ministério da Educação o número de crianças confiadas a cada educador não deve ser superior a 25 e para grupos homogéneos de três anos não mais de 20 crianças.

As crianças aprendem a aprender. (iv) a construção articulada do saber. (v) a exigência de resposta a todas as crianças. que se interessa mais pelos processos do que pelos resultados e procura tornar a criança protagonista da sua aprendizagem. As crianças transitam para o ensino básico com 6 anos. o educador elabora um relatório final de avaliação do projecto pedagógico desenvolvido. Avaliação Uma pedagogia estruturada implica uma organização intencional e sistemática do processo pedagógico. O ingresso e a progressão na carreira. a formular as suas opiniões e a aceitar as dos outros. 2. O pessoal auxiliar deve deter como habilitação mínima a escolaridade obrigatória. a formação especializada e a formação contínua. Nos termos das Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar. ou Escolas Superiores de Educação públicas e privadas não integradas em Institutos. A componente lectiva na educação pré-escolar e no 1º ciclo do ensino básico é de vinte e cinco horas semanais.Portugal (2006/2007) As Orientações Curriculares (definidas pelo Despacho n. Os professores do ensino público são funcionários do estado. 2.º 5220/97 de 4 de Agosto. estabeleceu a obrigatoriedade da detenção do grau de “licenciado” por parte dos educadores.3. pode ser recomendada a sua permanência no jardim de infância para além daquela idade legal. de 19 de Janeiro). centrada na cooperação.º 15/07. do Ministro da Educação) constituem o quadro de referência comum para todos os educadores da rede nacional e têm por objectivo. independentemente do modelo pedagógico utilizado pelo estabelecimento de educação pré-escolar. Estruturas dos Sistemas de Ensino. (ii) o reconhecimento da criança como sujeito do processo educativo. como fundamento de novas aprendizagens. a partir dos efeitos que vai observando.4. (iii) a valorização dos saberes da criança. No fim do ano lectivo. O horário do pessoal docente corresponde a 35 horas semanais desenvolvidas em cinco dias de trabalho. A relação pessoal auxiliar de acção educativa por sala é de um elemento para uma ou duas salas. o que pressupõe uma pedagogia diferenciada. A avaliação na Educação Pré-Escolar assume uma dimensão marcadamente formativa. Assentam nos seguintes fundamentos que se devem articular entre si: (i) o desenvolvimento da criança e a aprendizagem como vertentes indissociáveis. desenvolvendo um espírito democrático. possibilita-lhe estabelecer a progressão das aprendizagens a desenvolver com cada criança e. obrigando o educador a planear o seu trabalho. No caso de crianças com necessidades educativas especiais. A sua reflexão. bem como os direitos e deveres dos docentes são estabelecidos pelo Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário (Dec-Lei n. previstas na Lei de Bases do Sistema Educativo.º 413-A/1998 de 17 de Julho. compreende a formação inicial. na medida em que se trata de um processo contínuo e interpretativo. a avaliação realizada com as crianças é uma actividade educativa. A Portaria n. garantir aprendizagens significativas às crianças. simultaneamente. que inclui os educadores de infância. a avaliação do desempenho. constituindo também uma base de avaliação para o educador. A formação inicial dos educadores de infância realiza-se em Escolas Superiores de Educação integradas em Institutos Superiores Politécnicos. a relacionar-se e a fazer parte de um grupo. num clima de participação e partilha. Formação Profissional e Educação de Adultos na Europa 19/58 . que deve ficar acessível para consulta no estabelecimento de ensino. adequar o processo educativo à evolução e às necessidades das crianças e do grupo. a avaliar o processo educativo e os seus efeitos no desenvolvimento e nas aprendizagens das crianças. Professores A formação do pessoal docente.

1. garantindo. ensinar uma primeira língua estrangeira e iniciar uma segunda. coerência e continuidade entre os diferentes ciclos da educação básica. desenvolver o conhecimento e o apreço pelos valores específicos da identidade. de 14 de Outubro – o ensino básico é universal. ENSINO BÁSICO/ESCOLARIDADE OBRIGATÓRIA De acordo com a Lei de Bases do Sistema Educativo – Lei n. bem como de alimentação e alojamento. A articulação entre os três ciclos é sequencial. O Despacho Normativo n. com base no Decreto Regulamentar n. obrigatório e gratuito e tem a duração de nove anos. a cultura escolar e a cultura do quotidiano. O 20/58 Estruturas dos Sistemas de Ensino.º ciclo com jardim de infância (dos 3 aos 10 anos). língua.º ciclos (dos 6 aos 15 anos). com a duração de dois anos (dos 10 aos 12 anos de idade). tal como definido na Lei de Bases.º. escola do 2. com a duração de três anos (dos 12 aos 15 anos de idade). ao mesmo tempo. escola do 1.º 33/ME/91. dependendo da situação socioeconómica do respectivo agregado familiar. escola secundária com 3. desenvolver atitudes autónomas.º e 3.º ciclo. de 26 de Março. Em 2000. escola básica integrada com jardim de infância (dos 3 aos 15 anos). de acordo com a Lei de Bases do Sistema Educativo: assegurar uma formação geral de base comum a todos os alunos. com a duração de quatro anos (dos 6 aos 10 anos de idade) 2.º ciclo (dos 12 aos 18 anos). criar condições de promoção do sucesso escolar e educativo de todos os alunos. numa perspectiva de unidade global. São objectivos do ensino básico. O serviço de transporte escolar é gratuito para os alunos na escolaridade obrigatória que residam a mais de 3km da escola. cabendo a cada um dos ciclos completar e aprofundar o anterior. proporcionar às crianças com necessidades educativas específicas condições adequadas ao seu desenvolvimento. iniciou-se um processo de reordenamento da rede educativa que.º ciclo.º ciclo do ensino básico (dos 6 aos 10 anos de idade). O ensino básico organiza-se em três ciclos: • • • 1. escola básica integrada .º 46/86. assegurar a inter-relação entre o conhecimento teórico e prático. Formação Profissional e Educação de Adultos na Europa . baseados em dinâmicas locais de associação e tendo como objectivo anular situações de isolamento e de dispersão de escolas de pequena dimensão.º e 3. implicou o reequacionamento dos critérios e normativos de ordenamento da rede escolar bem como da tipologia de edifícios escolares.º 12/2000. de 29 de Agosto. consagrou os seguintes tipos de estabelecimentos de ensino: • • • • • • escola do 1. escolas particulares ou cooperativas. proporcionar o desenvolvimento físico e motor. 3. A organização geral do sistema de ensino. A obrigatoriedade de frequência aplica-se a crianças entre os 6 e os 15 anos de idade e pode ser cumprida em escolas públicas.º ciclos do ensino básico (dos 10 aos 15 anos). 2. proporcionar a aquisição de conhecimentos básicos que permitam aos alunos prosseguir os seus estudos ou serem admitidos em cursos de formação profissional. agrupando estabelecimentos públicos de educação pré-escolar e do ensino básico. podendo ainda os alunos dispor gratuitamente do uso de livros e material escolar. encorajar as actividades manuais e promover a educação artística. frequência e certificação.Portugal (2006/2007) 3. Nas escolas particulares ou nas cooperativas de ensino as despesas com os apoios às famílias carenciadas podem ser suportadas pelo Estado.º ciclo. história e cultura portuguesa. levou à constituição de agrupamentos de escolas. A gratuitidade abrange todos os custos relacionados com a matrícula.

(v) valorização da aprendizagem experimental e das actividades de pesquisa nas diferentes matérias.º 209/2002. A iniciativa da elaboração. Nos procedimentos de adopção. foram criadas três áreas curriculares não disciplinares: a Área de Projecto.º 6/2001. que tem como objectivo o desenvolvimento da consciência cívica do aluno. técnica e pedagógica e são constituídas por despacho do Ministro da Educação. Estes diplomas definem os princípios orientadores da organização. podendo integrar estabelecimentos de educação pré-escolar e de um ou mais ciclos do ensino básico. Os manuais escolares são. sob proposta do Serviço do Ministério da Educação responsável pela coordenação pedagógica e curricular. que visa a concepção. bem como os princípios e objectivos a que deve obedecer o apoio sócio-educativo relativamente à aquisição e ao empréstimo de manuais escolares. em articulação vertical ou horizontal. de 6 de Fevereiro. da gestão curricular e da avaliação das aprendizagens do ensino básico. a educação rodoviária e os Direitos Humanos. de 28 de Agosto. adequado às características da sua comunidade educativa e integrado no Projecto Educativo de Escola. da produção e da distribuição de manuais escolares e de outros recursos didáctico-pedagógicos pertence aos autores. estabeleceu que as escolas devem desenvolver actividades no domínio do ensino da língua portuguesa como língua não materna. a Educação Cívica. realização e avaliação de projectos que articulem saberes das diversas áreas curriculares. define o regime de avaliação. com carácter transversal. (iv) abordagem. no âmbito dos órgãos de coordenação e orientação educativa das escolas. de 17 de Outubro. que visa a aquisição de métodos de estudo e de trabalho que favoreçam a autonomia. certificação e adopção dos manuais escolares do ensino básico e do ensino secundário.º 7/2006. turma. Com o objectivo de permitir a integração no sistema educativo português dos alunos do ensino básico cuja língua materna não é o Português. Para além das áreas disciplinares. Estruturas dos Sistemas de Ensino. e as comissões de avaliação. a educação ambiental. no âmbito da educação para a cidadania. definidas para cada um dos ciclos e para o final da escolaridade básica. (viii) diversidade de ofertas educativas por forma a que todos os alunos possam desenvolver as competências essenciais e estruturantes. No ano lectivo de 2001/2002. as competências específicas para cada área disciplinar e disciplina no conjunto dos três ciclos e em cada um deles. são de frequência obrigatória. Estas actividades devem ser organizadas de acordo com as necessidades dos alunos a que se destinam. de 18 de Janeiro e o n. de temas como o desenvolvimento sustentável. entre outros instrumentos de trabalho. têm a duração semanal de noventa minutos e inserem-se no âmbito da área curricular não disciplinar de Estudo Acompanhado. avaliação e certificação dos manuais escolares intervêm os docentes. escola. o Despacho Normativo n. o Ministério da Educação implementou a Reorganização Curricular do Ensino Básico. da educação para a cidadania e da utilização das tecnologias de informação e comunicação. bem como um conjunto de aprendizagens e experiências educativas que devem ser proporcionadas a todos os alunos. utilizados pelo aluno e pelo professor como auxiliares indispensáveis e obrigatórios no processo ensino/aprendizagem. A sua concretização constitui um processo flexível. (vii) reforço do currículo nos domínios da língua materna e da matemática. dotada de órgãos próprios. o Estudo Acompanhado. procurando respostas diferenciadas e adequadas às diferentes necessidades e características de cada aluno. estabelecendo os seguintes princípios orientadores: (i) coerência e sequencialidade entre os três ciclos do ensino básico e articulação destes com o ensino secundário. (iii) integração no currículo. consubstanciada pelos Decretos-Lei n. As comissões de avaliação dispõem de autonomia científica. (ii) integração do currículo e da avaliação. (vi) reconhecimento da autonomia da escola no sentido da definição de um projecto de desenvolvimento do currículo. De acordo com os princípios do Decreto-Lei n.º 6/2001. aos editores ou a outras instituições legalmente habilitadas para o efeito. A interpretação e aplicação do currículo nacional são operacionalizadas através da elaboração de projectos curriculares de escola e de turma. A Lei nº 47/2006. geograficamente próximos. o Ministério da Educação definiu o conjunto de competências essenciais estruturantes no âmbito do desenvolvimento do currículo nacional. comunidade ou região. com projectos pedagógicos comuns e articulados. Formação Profissional e Educação de Adultos na Europa 21/58 . garantindo a esta uma função reguladora da aprendizagem.Portugal (2006/2007) agrupamento de escolas representa uma unidade organizacional.

o horário escolar e os intervalos. A conclusão com aproveitamento do ensino básico confere o direito à atribuição de um diploma (diploma de ensino básico). correspondendo a uma duração semanal de cento e trinta e cinco minutos.º ciclo tem a duração de quatro anos e é ministrado. o mesmo professor deve acompanhar o grupo de alunos ao longo dos 4 anos que compõem o 1. Primeiro ciclo O 1. em escolas básicas do 1. os estabelecimentos desenvolvem. no máximo. devendo ser idêntico ao dos programas das disciplinas a que se referem. atribuindo uma comparticipação cujo montante é calculado de acordo com o critério do custo anual por aluno. 22/58 Estruturas dos Sistemas de Ensino. dos sectores público ou particular e cooperativo. do meio físico e social. em regra. particularmente as mais carenciadas. A actividade de apoio ao estudo tem uma duração semanal não inferior a noventa minutos. que pode ser coadjuvado por outros professores em áreas especializadas. A Lei de Bases do Sistema Educativo define como principais objectivos para o 1. por instituições particulares de solidariedade social (IPSS). em regime misto. Por outro lado.Portugal (2006/2007) O período de vigência dos manuais escolares do ensino básico é. O ensino de inglês nos 3º e 4º anos desenvolve-se em três períodos diários de quarenta e cinco minutos. em regime normal (manhã e tarde). O Ministério da Educação concede apoio financeiro às entidades promotoras. O Despacho nº 19575/2006. Língua Estrangeira. Educação Física. O tempo lectivo é gerido pelo professor. actividade física e desportiva. O preço dos manuais escolares e de outros recursos didáctico-pedagógicos para o ensino básico atende aos interesses das famílias e dos editores e assenta nos princípios de liberdade de edição e de equidade social. excepcionalmente. da responsabilidade de um professor único. ensino do inglês ou de outras línguas estrangeiras a partir do 1º ano de escolaridade. pode ser adoptado o regime duplo (apenas manhã ou apenas tarde). As actividades lectivas compreendem 25 horas semanais e são organizadas.ºciclo: o desenvolvimento da linguagem oral e a iniciação e progressivo domínio da leitura e da escrita. Numa perspectiva da escola a tempo inteiro. ou por agrupamentos de escolas. estando sujeitos ao regime de preços convencionados. das noções essenciais da aritmética e do cálculo. de 16 de Junho. musical e motora. As turmas devem ser constituídas.º ciclo (EB1). de 25 de Setembro. Formação Profissional e Educação de Adultos na Europa . tendo em conta as características do grupo. destinando-se nomeadamente à realização de trabalhos de casa e de consolidação das aprendizagens. dramática. cinco horas para o Estudo do Meio. incluindo uma hora diária para a leitura. cinco horas para a área das expressões e restantes áreas curriculares. com carácter obrigatório.º ciclo. ou escolas básicas integradas (EBI). por associações de pais e de encarregados de educação. O horário de funcionamento corresponde a um mínimo de oito horas diárias. em caso de carência de instalações. acordados em conselho de docentes. ensino da música e outras expressões artísticas. obrigatoriamente. das quais metade deve ser dedicada ao ensino experimental das ciências. sete horas para a Matemática. As famílias. As actividades de enriquecimento curricular podem ser promovidas pelas autarquias locais. O ensino é globalizante. define os tempos mínimos semanais a dedicar às áreas fundamentais do currículo do 1º ciclo: oito horas para a Língua Portuguesa.1. recebem apoios económicos para aquisição dos manuais escolares. nomeadamente Música. de seis anos. por 25 alunos. a fixar por portaria conjunta do Ministro da Economia e da Inovação e do Ministro da Educação. das expressões plástica. as escolas devem criar modalidades de empréstimo de todos os recursos didáctico-pedagógicos existentes. 3. com base no Despacho nº 12591/2006 ( 2ª série). actividades de enriquecimento curricular que incluem: actividades de apoio ao estudo e ensino do inglês para os alunos dos 3º e 4º anos de escolaridade. mantendo-se os estabelecimentos abertos das 9h00 às 17h30.

Segundo ciclo O 2. Áreas curriculares não disciplinares Área de Projecto Estudo Acompanhado Formação Cívica Área curricular disciplinar de frequência facultativa Educação Moral e Religiosa O trabalho a desenvolver pelos alunos deverá integrar. O horário escolar é organizado entre segunda e sextafeira. se o Conselho Escolar assim o decidir. terminando o ano lectivo. 2). Formação Profissional e Educação de Adultos na Europa 23/58 . e na educação moral e cívica. As turmas que integram alunos com necessidades educativas especiais não podem ultrapassar os 20 alunos. 3).2. e constar explicitamente do projecto curricular de turma.Portugal (2006/2007) A duração do ano escolar é fixada anualmente pelo Ministério da Educação. organizados em períodos de 90 minutos.1.º ciclo do ensino básico tem a duração de dois anos e é ministrado. 3. A educação para a cidadania é transversal a todas as áreas do currículo. O 2. De acordo com a Lei de Bases do Sistema Educativo. Matemática. sendo desejável que a cada área corresponda um/dois professores. Estruturas dos Sistemas de Ensino. e um máximo de 28. escola básica integrada (EBI). Após as férias de Verão (aproximadamente 10 semanas). visando habilitar os alunos a assimilar e interpretar crítica e criativamente a informação. Em situações justificadas. respeitando os totais por ciclo e por ano de escolaridade. de modo a possibilitar a aquisição de métodos. O currículo do 1. obrigatoriamente.º ciclo do ensino básico incidem na formação humanística.º ciclo inclui as seguintes componentes: Áreas curriculares disciplinares Expressão Artística e Físico/Motora Estudo do Meio Língua Portuguesa. As escolas públicas podem corresponder a diferentes tipologias: escola básica .º e 3.º ciclos (EB1. número preferencial. em escolas públicas ou de iniciativa privada ou cooperativa. O horário semanal corresponde a 17 tempos lectivos em cada um dos anos. geralmente. escola básica . actividades experimentais e actividades de pesquisa adequadas à natureza das diferentes áreas. está organizado por áreas de estudo de carácter pluridisciplinar. nos finais de Junho. as escolas reabrem durante a segunda quinzena de Setembro. os objectivos específicos do 2.2. em regime misto. física e desportiva. a escola pode distribuir a carga horária semanal dos alunos de forma diversa.º ciclos (EB2.º ciclo do ensino básico funciona em regime de pluridocência. As áreas curriculares não disciplinares devem ser desenvolvidas em articulação entre si e com as áreas disciplinares. científica e tecnológica. O número de alunos por turma varia entre 24.º e 2. de instrumentos de trabalho e de conhecimento que permitam a sequência da sua formação. artística. numa perspectiva do desenvolvimento de atitudes activas e conscientes perante a comunidade. incluindo uma componente de trabalho dos alunos com as tecnologias de informação e da comunicação. e ao sábado.

as escolas devem proporcionar actividades curriculares específicas para a aprendizagem da Língua Portuguesa como segunda língua aos alunos que não têm o Português como língua materna. O plano de estudos do 2. nomeadamente no ensino das ciências. de modo a proporcionar aos alunos o domínio da língua de forma estruturada e sequencial. Nos termos do Despacho Normativo n.º ciclo. apostadas na utilização formativa e criativa dos tempos livres dos alunos. 24/58 Estruturas dos Sistemas de Ensino. de frequência facultativa. Formação Profissional e Educação de Adultos na Europa .º ciclo integra as seguintes componentes: Áreas curriculares disciplinares Línguas e Estudos Sociais Língua Portuguesa Língua Estrangeira (Francês. incluindo uma componente de trabalho dos alunos com as tecnologias de informação e da comunicação. os alunos podem optar pelo Francês. Inglês ou Alemão. preferencialmente de áreas científicas diferentes. O desporto escolar encontra-se incluído nestas actividades. A escola deve.Portugal (2006/2007) Neste ciclo inicia-se a aprendizagem obrigatória de uma língua estrangeira curricular. e constar explicitamente do projecto curricular de turma. De acordo com a oferta actualmente existente. que continua pelo 3. ainda. Alemão ou Inglês) História e Geografia de Portugal Matemática e Ciências Matemática Ciências da Natureza Educação Artística e Tecnológica Educação Visual e Tecnológica Educação Musical Educação Física Formação Pessoal e Social Educação Moral e Religiosa (facultativa) Áreas Curriculares não disciplinares Área de Projecto. de 6 de Fevereiro. Formação Cívica A educação para a cidadania é transversal a todas as áreas do currículo. Estudo Acompanhado. O trabalho a desenvolver pelos alunos deve integrar actividades experimentais e actividades de pesquisa adequadas à natureza das diferentes áreas ou disciplinas. oferecer actividades de enriquecimento de natureza lúdica e cultural. As áreas curriculares não disciplinares devem ser desenvolvidas em articulação entre si e com as áreas disciplinares. A Área de Projecto e o Estudo Acompanhado são assegurados por equipas de dois professores da turma.º 7/2006.

Neste ciclo o ensino está organizado por disciplinas ou grupos de disciplinas.º ano).º e 3. Educação Artística – Educação Visual. ou em escolas secundárias com 3.3. escolhida entre Francês. em períodos de 90 minutos. Formação Profissional e Educação de Adultos na Europa 25/58 . As turmas são mistas. em especial nas áreas curriculares não disciplinares. constituindo o ano final o termo da escolaridade obrigatória de nove anos Pode ser prestado em escolas básicas integradas. Musical. Matemática. De acordo com o Despacho nº 13599/2006.º ciclo. Ciências Humanas e Sociais – História e Geografia. Outra disciplina (Ed. artística. as escolas devem preencher com actividades educativas variadas os furos de horário resultantes da ausência de professores. a ocupação plena dos tempos escolares foi tornada obrigatória em todas as escolas do ensino básico. indispensável ao ingresso na vida activa e ao prosseguimento de estudos. nas suas dimensões humanística.º anos. Ciências Físicas e Naturais – Ciências Naturais e Físico-Química.Portugal (2006/2007) No ano lectivo de 2005/06. 3. Educação Física. científica e tecnológica. com um professor por disciplina ou área curricular não disciplinar. física e desportiva. são objectivos específicos deste ciclo: a aquisição sistemática e diferenciada da cultura moderna. Estruturas dos Sistemas de Ensino. tal como no 2. em regime de pluridocência. Teatro ou Dança). O currículo integra as seguintes componentes: Áreas curriculares disciplinares Língua Portuguesa. Introdução às TIC (9.º ciclo. em escolas básicas do 2. Áreas Curriculares não disciplinares: Área de Projecto Estudo Acompanhado Formação Cívica A disciplina de Introdução às Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) é leccionada apenas no 9. de 28 de Junho. O tempo escolar está organizado. A aprendizagem de uma segunda língua estrangeira é obrigatória no 3. De acordo com a Lei de Bases do Sistema Educativo. Terceiro ciclo O terceiro ciclo do ensino básico compreende três anos lectivos.º ciclos. Formação Pessoal e Social Educação Moral e Religiosa (facultativa). Inglês.º ciclo. Língua Estrangeira (LE1 + LE2). literária. com respeito pela realização autónoma do individuo. Alemão ou Espanhol. bem como a orientação escolar e profissional que faculte a opção de formação subsequente ou de inserção na vida activa. Educação Tecnológica. embora seja desejável a utilização das TIC no 7.º ano.º e 8.

no âmbito da avaliação sumativa interna.º e 3. 3. A avaliação sumativa interna ocorre no final de cada período lectivo. nos termos definidos no regulamento interno. em diálogo com os alunos e. por ano de escolaridade. nomeadamente no ensino das ciências. a realização de uma prova global ou de um trabalho final. no final de cada ciclo. interna e externa. de carácter facultativo.4. O Despacho Normativo n. adequação e reformulação do projecto curricular de turma. e dos professores que integram o conselho de turma nos 2. de 14 de Março. respectivamente. A escola pode. No 1. No 1. A avaliação dos alunos do ensino básico encontra-se regulamentada pelo Despacho Normativo n. A avaliação formativa é a principal modalidade de avaliação do ensino básico. por um professor. dos professores. A avaliação sumativa dá origem a uma tomada de decisão sobre a progressão ou retenção do aluno. no final de cada ano. integradas no projecto educativo de escola. de modo a permitir rever e melhorar os processos de trabalho. Avaliação/certificação/orientação A avaliação. A avaliação diagnóstica é da responsabilidade de cada professor e conduz à adopção de estratégias de diferenciação pedagógica adequadas às características dos alunos e às aprendizagens e competências a desenvolver. assumindo carácter contínuo e sistemático. intervêm. em cada disciplina ou área disciplinar. nos 2. diagnosticar insuficiências e dificuldades ao nível das aprendizagens e (re) orientar o processo educativo. com alterações introduzidas pelo Despacho Normativo nº 18/2006.º 50/2005. também. no processo de avaliação os serviços especializados de apoio educativo e outros serviços organizados pela escola. Inclui a avaliação sumativa interna e externa. A avaliação sumativa. a informação resultante da avaliação sumativa expressa-se de forma descritiva em todas as áreas curriculares.º e 3. Enquanto elemento regulador da prática educativa. de natureza lúdica ou cultural.º ciclo. expressas no projecto curricular de escola e no projecto curricular de turma. em todas as disciplinas. Formação Profissional e Educação de Adultos na Europa . O processo de avaliação compreende as modalidades de avaliação diagnóstica. e incide sobre as aprendizagens e competências definidas no currículo nacional para as diversas áreas e disciplinas de cada ciclo. define. sempre que necessário.º ciclo. e de Aprovado/a ou Não aprovado/a. expressa através das menções. dos alunos e dos encarregados de educação. Satisfaz e Satisfaz bem. de cada ano lectivo e de cada ciclo. no 1. e numa menção qualitativa de Não satisfaz. No 9º ano de escolaridade. avaliação formativa e avaliação sumativa. à excepção das disciplinas de Língua Portuguesa e de Matemática.º ano de escolaridade não há lugar a retenção. organizar actividades de enriquecimento. a avaliação tem um carácter sistemático e contínuo. princípios de actuação e normas orientadoras para a implementação. excepto se tiver sido ultrapassado o limite de faltas injustificadas. ao aluno. É da responsabilidade do professor titular da turma em articulação com o respectivo conselho de docentes. Fornece ao professor. ao encarregado de educação e restantes intervenientes informação sobre o desenvolvimento das aprendizagens. acompanhamento e avaliação dos planos 26/58 Estruturas dos Sistemas de Ensino.Portugal (2006/2007) As áreas de Projecto e de Estudo Acompanhado são asseguradas. de Transitou ou Não Transitou. com os serviços especializados de apoio educativo e os encarregados de educação. consiste na formulação de um juízo globalizante sobre o desenvolvimento das aprendizagens do aluno e das competências definidas para cada disciplina e área curricular. de 20 de Outubro.º ciclos.º 1/2005. cada uma. nas áreas curriculares não disciplinares. enquanto parte integrante do processo de ensino e aprendizagem. permite verificar o cumprimento do currículo. contribuindo para a elaboração. realizada no 9º ano. utilizando a informação recolhida no âmbito da avaliação formativa. a avaliação sumativa interna inclui. Além dos órgãos de gestão da escola ou agrupamento e da administração educativa. O trabalho a desenvolver pelos alunos deve integrar actividades experimentais e actividades de pesquisa adequadas à natureza das diferentes áreas ou disciplinas.º ciclos expressa-se numa classificação de 1 a 5. de 5 de Janeiro. ainda. também. relativamente às quais os alunos estão sujeitos a exames nacionais.

º e 3. e ao conselho de turma. de 14 de Fevereiro. todos os alunos que frequentam escolas públicas e estabelecimentos de ensino particular e cooperativo realizam. de acompanhamento e de desenvolvimento como estratégia de intervenção com vista ao sucesso educativo dos alunos do ensino básico. simultaneamente. compete ao professor titular de turma.º ciclos. O plano de acompanhamento é aplicável aos alunos que tenham sido objecto de retenção em resultado da avaliação sumativa final do respectivo ano de escolaridade.º e 3. que se destinam a gerar indicadores que permitam verificar.º ciclo. ou do grupo de alunos e são de frequência obrigatória.º ciclo será atribuído. que incidem. desenvolvidas na escola ou sob sua orientação. se concluir que um aluno. provas de aferição. O plano é delineado. nos 2. que já foi retido em qualquer ano de escolaridade. O plano de acompanhamento é elaborado pelo conselho de turma e aprovado pelo conselho pedagógico para ser aplicado no ano lectivo seguinte. Os alunos que tenham atingido a idade limite da escolaridade obrigatória sem aprovação na avaliação final do 3. pelo respectivo órgão de administração e gestão. em articulação com outros técnicos de educação. no final dos 1º e 2º ciclos do ensino básico. as quais devem ser tomadas em consideração na elaboração do projecto curricular da turma em que o referido aluno venha a ser integrado no ano lectivo subsequente. Quando. quando necessário. mediante a realização de exames nacionais a todas as disciplinas.Portugal (2006/2007) de recuperação. deve o mesmo ser submetido a uma avaliação extraordinária que ponderará as vantagens educativas de nova retenção. as seguintes modalidades: • • • • • Pedagogia diferenciada na sala de aula. envolvendo os pais ou encarregados de educação e os alunos. quando necessário. a retenção traduz-se na repetição de todas as áreas e disciplinas do ano em que o aluno ficou retido. área curricular disciplinar ou não disciplinar e pode integrar. Aulas de recuperação. entre outras. orientação e aconselhamento do aluno. As actividades a desenvolver no âmbito dos planos de recuperação e de acompanhamento devem atender às necessidades do aluno. O plano de recuperação é planeado. Em situações de retenção. Nos 2. realizado e avaliado. nas disciplinas ou áreas disciplinares em que o aluno não adquiriu as competências essenciais. Actividades de ensino específico da língua portuguesa para alunos oriundos de países estrangeiros. Programas de tutoria para apoio a estratégias de estudo. elaborar um relatório analítico que identifique as competências não adquiridas pelo aluno. tanto em anos terminais de ciclo como em anos não terminais. em articulação com outros técnicos de educação. competindo à direcção executiva do agrupamento ou escola determinar as respectivas formas de acompanhamento e avaliação. não possui as condições necessárias à sua progressão. Aos alunos que obtiverem aprovação na avaliação sumativa do final do 3. a qualidade das Estruturas dos Sistemas de Ensino. predominantemente. Formação Profissional e Educação de Adultos na Europa 27/58 . Consiste num conjunto de actividades concebidas no âmbito curricular e de enriquecimento curricular. realizado e avaliado.º ciclo ou sem completarem o 9º ano de escolaridade podem candidatar-se à obtenção do diploma de ensino básico. O plano de recuperação é aplicável aos alunos que revelem dificuldades de aprendizagem em qualquer disciplina. envolvendo os pais ou encarregados de educação e os alunos. no decurso de uma avaliação sumativa final. no 1. o diploma de ensino básico. Ao abrigo do Despacho nº 2351/2007.º ciclos. Actividades de compensação em qualquer momento do ano lectivo ou no início de um novo ciclo.

Para progressão na carreira é exigida uma avaliação de desempenho em que seja atribuída a menção qualitativa mínima de Bom.º ciclo são multidisciplinares e o ensino é globalizante. A formação do pessoal docente compreende a formação inicial. Os SPO encontram-se especializados em unidades de apoio incorporadas na rede escolar. Os professores têm acesso à profissão desde que detentores de uma qualificação profissional. 28/58 Estruturas dos Sistemas de Ensino. neste aspecto. A componente lectiva dos professores do 1º ciclo é de vinte e cinco horas semanais. Professores Os professores do 1. em média. Os professores dos 2. Os horários dos professores compreendem uma componente lectiva e uma componente não lectiva. A Orientação é prestada pelos Serviços de Psicologia e Orientação (SPO) que desenvolvem a sua acção nos estabelecimentos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário. Formação Profissional e Educação de Adultos na Europa . bem como a frequência. conforme estabelece a Lei n. a formação inicial dos educadores de infância e dos professores dos três ciclos do ensino básico realiza-se em escolas superiores de educação – integradas no ensino superior politécnico – e em universidades.Portugal (2006/2007) aprendizagens. No 1.º ciclo inclui orientação educacional e profissional.º e 3. a redacção anterior da Lei de Bases do Sistema Educativo (Lei n. dos 2º e 3º ciclos é de vinte e duas horas semanais. que alterou. que pode ser coadjuvado em áreas especializadas.º e 2. a vinte e cinco horas anuais. enquanto no 3. intervindo nos domínios do apoio psicopedagógico a alunos e professores. bem como o número de anos de serviço prestado na docência. De acordo com esta nova redacção. A formação inicial dos professores do ensino básico compreende uma componente científica e técnica e uma componente pedagógica orientadas para a obtenção de uma qualificação profissional específica adquirida através da frequência de cursos superiores que conferem o grau de licenciatura. de módulos de formação contínua. bem como na orientação escolar e profissional. a adequação dos programas e a conformidade das práticas lectivas e pedagógicas. do apoio ao desenvolvimento do sistema de relações interpessoais na escola e entre esta e a comunidade. As condições de serviço de todos os docentes no sector público estão reguladas pelo Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário.º ciclos a Orientação é essencialmente psico-pedagógica.5. com aproveitamento. Ao corpo docente do ensino não superior é atribuído um horário de 35 horas semanais. 3. que. no período em avaliação. que tem por base a classificação académica e a classificação pedagógica obtidas.º 115/97. que actuam dentro das escolas ou agrupamentos de escolas. sob a responsabilidade de um único professor. correspondam.º46/86). a formação especializada e a formação contínua. Os professores do ensino público são funcionários do Estado. pelo menos durante dois períodos.º ciclos do ensino básico e do ensino secundário são especialistas nas disciplinas. previstas na Lei de Bases do Sistema Educativo. evidenciando os aspectos a alterar para a obtenção de melhorias significativas nos resultados dos alunos.

de 3 de Novembro. Estruturas dos Sistemas de Ensino. ENSINO SECUNDÁRIO GERAL.º 74/2004. 550 D e 550 E. não superior. de 2 de Novembro). devendo ser assegurada a permeabilidade entre estas duas vias. em 1989.Portugal (2006/2007) 4. da dança e da música. tendo sido alterada a reorganização curricular desta oferta educativa. definindo os modelos de organização. visando a consolidação das respectivas potencialidades no domínio do ensino profissional de nível secundário A Portaria n. revoga esta legislação e estabelece novas regras para a organização e funcionamento destes cursos. Organização escolar De acordo com a reestruturação orgânica e funcional do Ministério da Educação.º 26/89.º 550 A.º 74/2004. define-o como um ciclo único de ensino pós-obrigatório. respectivamente. entende-se por ensino secundário o ciclo trienal de estudos após a conclusão da escolaridade obrigatória. na essência. alterada pelas Portarias n. As alterações curriculares estão. utilizando recursos públicos e privados. de 8 de Janeiro). A LBSE estabelece ainda os objectivos. Formação Profissional e Educação de Adultos na Europa 29/58 . materializam a execução dos princípios enunciados no Decreto-Lei n. organização e funcionamento destas escolas foi objecto de alteração em 1998 (Decreto-Lei n. de 21 de Janeiro). PROFISSIONAL E ENSINO PÓS-SECUNDÁRIO A Lei de Bases do Sistema Educativo (LBSE). de 21 de Maio. As bases gerais do ensino artístico especializado.P. de 12 de Abril. dos cursos profissionais. No ano lectivo de 2004-2005. estabelece o regime que regulamenta a criação. 550 B. Conforme estabelece o quadro legal instituído na LBSE. funcionamento e avaliação dos cursos tecnológicos. através de uma rede de escolas de iniciativa local. Lei n. para o ensino regular. de 14 de Outubro. no quadro de uma Reforma que visa adequar as formações de nível secundário às mudanças sociais e às necessidades de desenvolvimento do país. e a Agência Nacional para a Qualificação I. dos cursos científicohumanísticos e dos cursos do ensino recorrente.º 392/2002. O regime de criação. Com o intuito de diversificar e aumentar a oferta de formação profissional.º 4/1998. O Decreto-Lei n. já em 2004/05. aplicáveis aos diferentes percursos neste nível de ensino. que estabelece os princípios orientadores da organização e da gestão do currículo. Por sua vez. orientadas quer para o prosseguimento de estudos.º 46/86. as duas escolas com ensino artístico especializado na área das artes visuais e dos audiovisuais iniciaram. tal como funcionaram até 2004. de 26 de Março. dependente também do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social.º 74/2004. que abrange as áreas das artes visuais e dos audiovisuais. bem como da avaliação e certificação das aprendizagens do nível secundário da educação. definidas no Decreto-Lei n..º 88/2006. entraram em vigor novos planos de estudo para o ensino secundário. cursos de formação pós-secundária. prevendo-se a sua entrada em vigor no próximo ano. de 26 de Março. com a duração de três anos. constam de legislação de 1990 (Decreto-Lei n. a aplicação de novos planos de estudo. 550 C. as funções de concepção pedagógica e didáctica do ensino de nível secundário são atribuídas a dois organismos: a Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular (DGIDC). organização e funcionamento dos Cursos de Especialização Tecnológica (CET). construídos com a participação activa das escolas. o ensino profissional e a educação de adultos. as condições de acesso e modelos da organização da formação profissional. Os cursos das áreas da música e da dança estão a ser objecto de reestruturação. enquanto modalidade especial da educação escolar. para o ensino artístico especializado. organizado segundo formas diferenciadas.º 698/2001 e n.º 344/90. conforme o quadro legal instituído no Decreto-Lei n.º 989/1999. de 23 de Maio.1. as Portarias n. 4. as escolas profissionais (DecretoLei n. dos cursos artísticos especializados. quer para a vida activa. Assim. foram criadas. ao estabelecer os objectivos e organização do ensino secundário.

em escolas de ensino artístico especializado nas áreas das artes visuais. Para uma escolha criteriosa de uma das vias de educação ou formação. denominados de cursos científicohumanísticos e cursos predominantemente orientados para a vida activa.5 a 25 horas. O ensino artístico especializado destina-se a jovens com aptidões ou talentos específicos e é ministrado. enquanto que os cursos tecnológicos podem oscilar entre as 20 e as 36. tendo em conta a necessidade de manter o grupo/turma do ano lectivo precedente. a nível local e regional. os cursos tecnológicos. sendo o seu início e terminus definido por despacho. Em princípio. embora a sua criação seja normalmente resultado da iniciativa da sociedade civil. capacidades e competências. permitindo a inserção no mundo do trabalho ou o prosseguimento de estudos de nível superior. em função da racionalização de recursos humanos e físicos. Em termos de organização escolar. e estabelecimentos de ensino particular e cooperativo. As turmas do ensino secundário são constituídas por um número mínimo de 24 alunos e um máximo de 28 alunos.Portugal (2006/2007) O ensino secundário regular estrutura-se segundo formas diferenciadas contemplando a existência de cursos predominantemente orientados para o prosseguimento de estudos. Ainda dentro deste nível de educação. Os cursos profissionais organizam-se num ciclo de formação global de 3100 horas.5 horas. criadores e profissionais nos diferentes ramos artísticos. contemplar cursos das vias acima referidas. Por outro lado. Os cursos artísticos especializados têm uma carga horária de 20. pelo Ministério da Educação. tendo em conta a oferta formativa da escola. principalmente. estando garantida a permeabilidade entre eles. Cada escola secundária do ensino regular deve. há a considerar o ensino profissional que pretende responder às carências do mercado de trabalho. A rede escolar é constituída por escolas de natureza pública e privada básicas ou secundárias e escolas que associam o ensino básico e o ensino secundário. Visa proporcionar uma elevada formação especializada a futuros executantes. entre outras organizações. Tal como no ensino básico. Dentro deste 30/58 Estruturas dos Sistemas de Ensino. não podendo as turmas que integram alunos com necessidades educativas especiais ultrapassar os 20 alunos. dos audiovisuais. A duração do ano lectivo corresponde a um mínimo de 180 dias efectivos de actividades escolares. Os cursos das escolas profissionais também dão acesso ao ensino superior. publicado anualmente. Os cursos profissionais ministrados em escolas profissionais são regulamentados e reconhecidos pelo Ministério da Educação. embora possa haver preponderância de uma das vias. nas disciplinas específicas de acesso. pelo que se procura que os cursos leccionados em cada escola estejam relacionados com as características e necessidades da região em que se insere. empresas ou associações empresariais e sindicatos. organizadas por grupos etários. mediante a realização dos exames nacionais do ensino regular. de modo a assegurar um equilíbrio numérico dos sexos e a integrar os alunos com necessidades educativas especiais. No caso de o aluno pretender frequentar um curso não disponível na escola mais próxima da sua residência. podendo ter de recorrer a meio de transporte da rede pública ou transporte escolar disponibilizado pela autarquia. no final do ensino básico. poderá ser transferido para uma outra escola. Formação Profissional e Educação de Adultos na Europa . o horário semanal das turmas dos cursos científico – humanísticos varia entre as 16 e as 20 horas. os alunos têm acesso a serviços de psicologia e orientação. na sua oferta educativa. designadamente de autoridades autárquicas. esta modalidade de formação alternativa ao sistema regular de ensino destina-se a jovens cujo objectivo mais imediato é a inserção no mercado de trabalho. Os cursos de especialização tecnológica possibilitam percursos de formação especializada em diferentes áreas tecnológicas e visam desenvolver capacidades e competências profissionais. da dança e da música. Nas disciplinas de carácter prático ocorre o desdobramento de turmas mediante condições específicas. em especial aos institutos politécnicos. os alunos têm a possibilidade de escolher o seu percurso educativo em função dos seus interesses. as turmas no ensino secundário são mistas.

comum aos cursos científico-humanísticos. a aquisição e o desenvolvimento de um conjunto de saberes e competências de base do respectivo curso. visando também a aquisição e o desenvolvimento de saberes e competências de base de cada curso. A utilização das tecnologias de informação e comunicação é fortemente recomendada nos novos programas das várias disciplinas como um recurso a privilegiar. A aprendizagem de línguas estrangeiras está garantida no currículo português. as matrículas e os exames de equivalência à frequência. Formação Profissional e Educação de Adultos na Europa 31/58 . artísticos especializados e profissionais. 4. Com função correspondente. Estes cursos de formação são prestados em conservatórios. A componente de formação geral. dependendo da área do saber. Para além da abordagem transversal. escolas e academias de Estruturas dos Sistemas de Ensino. enquanto meio facilitador do acesso à informação e ao conhecimento. Educação Física e Tecnologias de Informação e Comunicação. uma língua estrangeira na componente de formação geral. aos cursos tecnológicos e aos cursos artísticos especializados visa contribuir para a construção da identidade pessoal. os planos de estudo incluíram a disciplina de Tecnologias da Informação e Comunicação. desenvolvam autonomia na utilização de tais recursos. Língua Estrangeira. artísticos especializados e profissionais. nos cursos científico-humanísticos. variável de curso para curso. Todos os alunos de nível secundário podem escolher uma língua estrangeira de iniciação como disciplina de opção. para todos os alunos do 10.2. Currículo A estrutura curricular de todos os cursos das várias ofertas educativas e formativas do ensino secundário integra um conjunto de disciplinas ou áreas não disciplinares que se organizam em torno de componentes de formação. As componentes de formação tecnológica. de carácter facultativo e natureza eminentemente lúdica e cultural. respectivamente.º ano. social e cultural dos alunos e integra as seguintes disciplinas: Português. são as próprias escolas que estabelecem as datas para as reuniões de avaliação.Portugal (2006/2007) calendário. garantir que todos os alunos. a componente de formação científica. a formação especializada é conferida aos alunos com talento e aptidões reconhecidas nestas áreas. Pretendese. As Escolas Secundárias Artísticas têm os seus próprios planos de estudo e estão vocacionadas para jovens que desejem prosseguir os seus estudos ou obter um emprego neste domínio. organizar actividades de complemento curricular. o Projecto Tecnológico. Filosofia. independentemente do contexto socioeconómico de que provêm. ainda. técnico-artística e técnica. Nos campos da dança e da música. assim. As escolas podem. pelo menos.º ano a Área de Projecto. Os planos de estudo do ensino secundário de todas as vias educativas e formativas integram obrigatoriamente. nomeadamente um período de estágio. Por sua vez. a publicação das avaliações dos alunos. variável com a área do saber. O ensino artístico especializado pode ser ministrado nas Escolas Secundárias Artísticas e nas Escolas Profissionais com especialização artística nas Escolas Secundárias. A componente de formação específica. na Área Tecnológica Integrada. nos cursos tecnológicos. nos cursos tecnológicos. a matriz dos cursos tecnológicos inclui. visando a utilização criativa e formativa dos tempos livres dos alunos e o desenvolvimento de uma cultura de participação activa na vida cívica. visam. sendo obrigatória a aprendizagem de duas línguas estrangeiras no ensino básico. integra um conjunto de disciplinas. que visa mobilizar e integrar competências e saberes adquiridos nas diferentes disciplinas. em complementaridade com a componente de formação científica. visa proporcionar formação científica consistente. A matriz curricular dos cursos científico – humanísticos inclui no 12. proporcionando o desenvolvimento de um projecto relacionado com a área de formação do curso. integrando formas específicas de concretização da aprendizagem em contexto de trabalho.

bem como uma avaliação sumativa. a opção por metodologias orientadas para a acção implica uma avaliação contínua. O resultado da avaliação sumativa interna ou externa. Não é autorizada a matrícula em disciplinas em que o aluno não tenha obtido classificação igual ou superior a 10 valores em dois anos consecutivos em cada disciplina. conjuntamente com a avaliação sumativa interna. não apenas para avaliar produtos mas como regulador de processos. na avaliação dos cursos científico-humanísticos. no que se refere ao apuramento dos resultados finais do aluno. O aluno não pode matricular-se mais de três vezes para frequência do mesmo ano do curso em que está inserido. Avaliação sumativa externa é da competência do Ministério da Educação e tem por objectivo permitir o acesso ao ensino superior a todos os alunos dos cursos de nível secundário de educação. podendo. que têm uma avaliação com modelos próprios. A avaliação sumativa interna é da responsabilidade conjunta dos professores que integram o Conselho de Turma e destina-se a informar o aluno e o seu encarregado de educação do Estado de consecução dos objectivos curriculares e a facultar uma base para as decisões sobre o ulterior percurso escolar do aluno. os alunos podem transitar de ano com duas disciplinas com classificação negativa. em articulação com os órgãos de orientação e de apoio educativo. Uma tal abordagem pressupõe a utilização de uma variedade de técnicas. A avaliação sumativa interna realizada no final do 3.3. do desenvolvimento e qualidade do processo educativo. Destina-se a informar os alunos.Portugal (2006/2007) música e em escolas de dança. Este modelo de avaliação é descritivo e qualitativo. na sua forma. ou em todas menos uma ou duas. A avaliação formativa é da responsabilidade dos professores. Com excepção dos cursos de ensino recorrente e do ensino profissional. para a adopção de metodologias diferenciadas. todavia. professores e restantes intervenientes. Formação Profissional e Educação de Adultos na Europa . formativa e sistemática. bem como à conclusão do curso. conduzirá à progressão ou retenção do aluno. 4. nos casos em que tal se justificar. A avaliação sumativa processa-se através das seguintes formas: avaliação sumativa interna e avaliação sumativa externa. instrumentos e estratégias de avaliação adequados às finalidades.º anos os alunos que obtiverem uma classificação final igual ou superior a 10 valores em todas as disciplinas curriculares do ano. tecnológicos e artísticos. é expresso. de forma a integrar as várias dimensões que estruturam a aprendizagem e a demonstrar cabalmente o que os alunos efectivamente sabem e são capazes de fazer. Este tipo de avaliação é também utilizada obrigatoriamente nos cursos científico – humanísticos para conclusão de curso. e contribui para a estipulação de metas intermédias que promovam o sucesso educativo do aluno. encarregados de educação. de forma quantitativa. com recurso a múltiplos processos de observação e recolha de informação. Avaliação/Certificação Avaliação A avaliação das aprendizagens dos alunos é encarada como essencial no processo de ensino e aprendizagem. através de uma média ponderada. fazê-lo em curso equivalente de outro sistema alternativo ao ensino regular. em cada disciplina. desde que com classificação não inferior a oito valores. que ofereçam ensino integrado ou articulado com o ensino regular das escolas secundárias.°período de cada ano lectivo. na escala de 0 a 20 valores.º e 11. Para cada uma das modalidades de educação estão definidos procedimentos de avaliação. ou seja. Consideram-se aprovados no 10. 32/58 Estruturas dos Sistemas de Ensino. devendo o conselho de turma produzir recomendações no sentido da adopção de medidas de apoio e complemento educativo. para a promoção de medidas de apoio educativo e para a reorientação do aluno relativamente às suas opções curriculares. cujo resultado final tem que ser igual ou superior a dez valores.

nomeadamente no estágio e na Prova de Aptidão Profissional (PAF). proporcionando um reajustamento do processo ensino – aprendizagem e o estabelecimento de um plano de recuperação que permita a apropriação pelos alunos/formandos de métodos de estudo e de trabalho e proporcione o desenvolvimento de atitudes e de capacidades que favoreçam uma maior autonomia na realização das aprendizagens. 5. Nos cursos pós-secundários. como parte integrante da avaliação. Os planos de estudos integram um estágio com avaliação própria. No ensino secundário a avaliação realiza-se por componente e expressa-se numa escala de 0 a 20 valores. de acordo com a escala definida para o respectivo nível de escolaridade. os alunos/formandos terão de obter uma classificação final igual ou superior a 10 valores em todas as disciplinas e/ou domínios e/ou módulos. Nos cursos tecnológicos para conclusão do ensino secundário os alunos. Formação Profissional e Educação de Adultos na Europa 33/58 . Para além da avaliação sumativa de cada módulo. para além de uma classificação final igual ou superior a dez valores. a avaliação compreende as modalidades formativa e sumativa. Para conclusão de um curso de nível secundário. Estas avaliações realizam-se em conselho de turma. A avaliação formativa incide em todas as componentes de formação. Nos cursos de educação e formação a avaliação é contínua e reveste um carácter regulador. A avaliação dos alunos dos cursos profissionais assume carácter predominantemente formativo e contínuo e incide sobre as aprendizagens realizadas em cada módulo. concluem o ensino secundário os alunos que obtenham aprovação em todas a disciplinas do plano de estudo do respectivo curso e. sendo a ponderação definida pela direcção técnico – pedagógica da escola. artísticos especializados e profissionais que obtiverem uma classificação final igual ou superior a dez valores. em todas as componentes de formação. têm ainda que realizar uma avaliação sumativa externa. Os alunos dos cursos científico – humanísticos. de especialização tecnológica. Estruturas dos Sistemas de Ensino. A avaliação sumativa realiza-se no final de cada módulo e exprime-se numa escala de 0 a 20 valores. conjuntos de módulos ou disciplinas. em determinadas disciplinas definidas por legislação própria. A classificação final de cada disciplina é a média ponderada das classificações obtidas em cada módulo. não superiores. 6 e 7 e curso de formação complementar. A avaliação realiza-se por disciplina ou domínio e por componente de formação.Portugal (2006/2007) Para efeitos de conclusão de estudos de nível secundário. O curso compreende ainda. A conclusão do curso depende de uma classificação global igual ou superior a dez valores. a realização de uma Prova de Aptidão Profissional (PAP). de igual modo. na escala de 0 a 20 valores. cabendo a cada escola regulamentar os procedimentos a adoptar. de tipo 4. que deve assumir o carácter de projecto interdisciplinar. os alunos serão objecto de avaliação formativa qualitativa ao longo do ano lectivo. possui um carácter sistemático e contínuo e é objecto de notação descritiva e qualitativa. Para conclusão de um curso de especialização tecnológica é necessário obter uma classificação igual ou superior a 10 valores em todas as unidades de formação e em todas as componentes de formação que o integram. na avaliação sumativa interna. Nos cursos artísticos especializados. na avaliação sumativa interna. podendo a direcção técnico – pedagógica da escola estabelecer um regime de progressão anual. para além da aprovação em todas a disciplinas e áreas não disciplinares do plano de estudo do respectivo curso. têm que ser aprovados no Estágio e na Prova de Aptidão Tecnológica (PAT). bem como os critérios aos quais essa progressão deve obedecer. A avaliação sumativa expressa-se. aprovação na Formação em Contexto de Trabalho (FCT) e na Prova de Aptidão Artística (PAA). consideram-se aprovados os alunos dos cursos tecnológicos. ainda. cujo produto final é apresentado à comunidade educativa em sessão pública. considerando-se aprovados nesta prova os alunos que obtenham classificação igual ou superior a 10 valores. através de exames nacionais.

preferencialmente no ensino superior politécnico.º ano de escolaridade. Dispõem de medidas de apoio educativo os alunos que. vocacionado para o acesso ao ensino superior. pais ou outros encarregados de educação. vocacionados para jovens maiores de 15 anos. o desenvolvimento da formação profissional qualificante dos jovens. quer com a introdução do projecto tecnológico a concretizar ao longo dos três anos. Os alunos detentores dessa formação têm condições especiais de acesso ao ensino superior. O ensino profissional é uma modalidade especial de educação que visa. aos alunos que. Um diploma de ensino secundário em qualquer um dos cursos dá acesso a cursos do ensino superior em áreas do conhecimento relacionadas. Os cursos tecnológicos. pessoal auxiliar. como técnico intermédio e diploma de conclusão dos estudos secundários. tecnológica ou artística. c) técnicos de serviço social. pretendam obter uma formação de nível secundário. destinam-se. nos termos de despacho do Ministério da Educação. os cursos profissionais permitem ao jovem desenvolver competências específicas para o exercício de uma profissão. Paralelamente. tenham frequentado a escola com regularidade e não tenham cancelado a matrícula na disciplina em causa. Estes serviços dispõem de uma equipa técnica permanente. existem cinco cursos científico-humanísticos. Os CET conferem Diploma de Especialização Tecnológica (DET) e qualificação profissional de nível 4. uma qualificação profissional de nível 3.). Os cursos artísticos especializados conferem os mesmos certificados que os outros cursos de nível secundário. tendo em vista o prosseguimento de estudos para o ensino superior (universitário ou politécnico). A estrutura curricular dos cursos tecnológicos favorece a aproximação ao mundo laboral.º e 12. aos alunos que. demonstrando dificuldades na aprendizagem. e um Certificado de Aptidão Profissional (CAP). podendo a formação realizada ser creditada no âmbito do ensino superior. tendo concluído o 9. quer com a inclusão obrigatória de um período de estágio em contexto de trabalho. pretendam obter uma qualificação profissional de nível intermédio que lhes possibilite o ingresso no mercado de trabalho. juntamente com um certificado de conclusão de ensino secundário. A conclusão de um curso tecnológico confere dois tipos de diploma: diploma de qualificação profissional de nível 3 que certifica o jovem para o ingresso no mercado de trabalho. organizados em dez cursos de áreas diferenciadas. Pelo facto de uma parte significativa da carga horária ser dedicada à formação técnica.º. obtém um diploma de conclusão de estudos secundários que lhe permite aceder ao ensino superior. conferem os mesmos certificados do ensino regular. tendo concluído o 9. principalmente. principalmente. Os cursos de educação e formação. permitindo a integração no mercado de trabalho e acesso ao ensino superior. estejam interessados em tais medidas. A equipa pode incluir: a) psicólogos.º anos de escolaridade. Na via de ensino geral. essencialmente. 34/58 Estruturas dos Sistemas de Ensino. bem como qualificação profissional de nível 1. reconhecidas através da atribuição de um diploma de qualificação profissional de nível 3. fomentando o desenvolvimento de relações no seio da comunidade educativa. ou seja correspondentes ao 6. 2 e 3 respectivamente. neste caso. possibilitando a candidatura ao ensino superior.4. preferencialmente a cursos do ensino superior politécnico. Orientação Os serviços de psicologia e orientação prestam orientação escolar e profissional e fornecem apoio psico– pedagógico a todos os membros da comunidade escolar (alunos. etc. 4.º ano de escolaridade. b) professores habilitados com cursos de especialização em orientação escolar e profissional. professores.Portugal (2006/2007) Certificação Os cursos científico-humanísticos destinam-se. 9. Formação Profissional e Educação de Adultos na Europa . constituída por um número variável de pessoas. A conclusão com aproveitamento de um Curso de Especialização Tecnológica (CET) possibilita a entrada no mundo do trabalho ou no ensino superior.

Os horários dos professores compreendem uma componente lectiva e uma componente não lectiva. em universidades. Formação Profissional e Educação de Adultos na Europa 35/58 . Os professores do ensino secundário leccionam 20 horas por semana. Estruturas dos Sistemas de Ensino. etc. gestão de actividades socioculturais e ensino de adultos. incluindo professores de disciplinas de natureza profissional. fomentando o desenvolvimento de relações no seio da comunidade educativa. que assegurem a formação científica na área de docência respectiva. quando todas as turmas pertencem a este nível de ensino. variável em conformidade com o Projecto Educativo da escola e repartida por cinco dias da semana. Professores A Lei de Bases do Sistema Educativo de 1986 determina que a formação inicial de professores do ensino secundário tenha lugar. podendo leccionar numa escola. O programa de acção de cada serviço deve ser incluído no Projecto Educativo da Escola. Para progressão na carreira é obrigatória a frequência de um determinado número de horas de formação contínua. é aprovado pelo competente órgão de direcção e tem por base um plano de trabalho com as turmas e/ou com alunos individuais por forma ajudar os mesmos nas suas escolhas vocacionais ou profissionais ou. Podem adquirir qualificação para a docência em educação especial os professores do ensino secundário com prática pedagógica no ensino regular ou no ensino especial. ou 22 horas. pode obter-se através de cursos de licenciatura. exclusivamente.). administração escolar e inspecção. Os professores têm acesso à profissão desde que detentores de uma qualificação profissional. pessoal auxiliar. complementada por formação pedagógica adequada. pais ou outros encarregados de educação. Estas mesmas instituições podem também facultar outros cursos de pós-graduação/especialização. nomeadamente. que obtenham aproveitamento em curso especializado vocacionado para o efeito e realizado em estabelecimentos de ensino superior. por seu turno.Portugal (2006/2007) As medidas de apoio podem revestir a forma de apoio educativo diversificado e adicional durante todo o ano ou a forma de um programa intensivo de apoio educativo diversificado após o termo das aulas do 3. A qualificação profissional dos professores do ensino secundário.º período.5. estes serviços prestam apoio psico – pedagógico a todos os membros da comunidade escolar (professores. na redefinição de percursos formativos. vocacional ou artística. no respectivo plano anual de actividades. o qual. com contratos a prazo ou contratos de nomeação definitiva. 4. bem como o número de anos de serviço prestado na docência.º ciclo do ensino básico. caso leccionem também turmas do 3. que tem por base a classificação académica e a classificação pedagógica obtidas. ainda. Para além disso. Ao corpo docente do ensino não superior é atribuído um horário de 35 horas semanais. Os professores do ensino público são funcionários do Estado.

A base institucional para esta modalidade de formação é a empresa e o público-alvo é constituído pelos activos. na evolução de todas as ofertas qualificantes dirigidas a jovens sem o ensino secundário completo.Portugal (2006/2007) 5. o Decreto-Lei n. centrado na população jovem. a nível nacional. A iniciativa do Governo “Novas Oportunidades” assume que um dos principais objectivos para o desenvolvimento dos portugueses e para a modernização rumo à sociedade do conhecimento é elevar os níveis de educação e qualificação de base da população. numa perspectiva da aprendizagem ao longo da vida. quer empregados quer desempregados. visando a aquisição das capacidades indispensáveis para os jovens que abandonaram o sistema de ensino sem qualificação e pretendem iniciar o exercício de uma profissão. definindo competências precisas em matéria de formação e qualificação profissional. veio regular as actividades de formação dentro do sistema educativo. esbatendo todas as formas de descriminação social por via do nível de educação. avaliação e certificação. o universo de jovens que abandonam o sistema de ensino sem qualificação é uma parcela muito significativa da população jovem. onde se inclui a educação de adultos e a educação extra-escolar. para jovens maiores de 15 anos. Uma das estratégias desta iniciativa passa por um primeiro eixo de intervenção. Para cada sistema ou subsistema. • • 36/58 Estruturas dos Sistemas de Ensino. FORMAÇÃO PROFISSIONAL INICIAL Em Portugal. no estabelecimento de mecanismos de reorientação do processo educativo dos alunos do ensino básico que estejam em risco de retenção repetida e de abandono escolar. enquanto que a formação profissional inserida no mercado de trabalho é da responsabilidade do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social (MTSS). em articulação ou por iniciativa própria. passando pela definição de percursos curriculares alternativos e encaminhamento para Cursos de Educação e Formação (CEF). nomeadamente: • na implementação dos planos de recuperação e de acompanhamento como estratégia de intervenção privilegiada de combate ao insucesso educativo dos alunos do ensino básico. com incidência em vários domínios. de 16 de Outubro. populações alvo e componentes de formação.º 401/91. incluindo os indivíduos à procura do primeiro emprego. possibilitando que um número crescente de jovens não abandone a escola e atinja o ensino secundário. de um sistema articulado de educação e formação. desenvolvem-se actualmente várias estratégias de acção centradas nas estruturas de formação do Ministério da Educação e do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social que.º 405/91. existe um certo número de disposições reguladoras a vários níveis que especificam a forma de gestão. Esta lei diferencia o tipo de formação com base na instituição dominante e no grupo destinatário. diminuir o abandono constitui um dos principais desafios dos sistemas de ensino e de formação profissional. que estabeleceu a estrutura do sistema educativo. A formação relacionada com o mercado de trabalho foi regulamentada pelo Decreto-Lei n. Formação Profissional e Educação de Adultos na Europa . Por forma a concretizar estes objectivos. pelo que. Assim. finalidades. A responsabilidade pela coordenação da formação dentro do sistema educativo compete ao Ministério da Educação. se constituem como vectores de desenvolvimento nos domínios da educação e formação de jovens e adultos. nomeadamente pelo alargamento da rede dos Cursos de Educação e Formação (CEF). para percursos conferentes de certificação escolar e profissional. o enquadramento legal da educação e formação profissional tem como referência a Lei de Bases do Sistema Educativo. Em termos de organização do sistema. de 16 de Outubro. sendo um factor chave a organização. A formação profissional inicial inserida no mercado de emprego tem carácter subsidiário. relativamente à formação inicial inserida no sistema de ensino e destina-se fundamentalmente à população desempregada.

Formação Profissional e Educação de Adultos na Europa 37/58 . sociais e relacionais.º ano. Protecção ao Ambiente. de composição tripartida.Portugal (2006/2007) • na expansão da rede dos “Centros Novas Oportunidades” permitindo o acesso ao reconhecimento. O Sistema de Aprendizagem tem. em que esta se obriga a ministrar-lhe formação em regime de aprendizagem e aquele se obriga a aceitar essa formação e a executar todas as actividades a ela inerentes. Os cursos do Sistema de Aprendizagem destinam-se a jovens de ambos os sexos que tenham concluído o 1. Calçado. as autarquias locais. Electrónica e Automação. das Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores. da Agricultura. as empresas. Secretariado e Trabalho Administrativo. incluindo esta última. através do Instituto de Emprego e Formação Profissional. Em articulação com estes Ministérios e na qualidade de parceiros sociais. como finalidade. aquisição de saberes no domínio científico-tecnológico e uma sólida experiência na empresa. Pescas. a partir de diferentes graus de acesso. Têxtil. Para ingresso neste modelo de formação é celebrado o “Contrato de Aprendizagem” entre o formando e a entidade formadora (a entidade coordenadora e a entidade de apoio à alternância). no desincentivo à entrada no mercado de trabalho de jovens com menos de 22 anos que não tenham concluído o ensino secundário. Comércio. pessoais. A formação desenvolve-se em regime de alternância (ou seja. ao longo do processo formativo). procura uma interacção constante entre a formação teórica e a formação prática. Floricultura e Jardinagem. de 25 de Outubro. formação em situação de trabalho distribuída. validação e certificação de competências a um maior número de pessoas. • O Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social. Finanças. as organizações sindicais e profissionais. num leque alargado de áreas profissionais. Ao nível da orientação estratégica e do acompanhamento.º 205/96. as associações patronais e empresariais. assegurando ofertas de dupla certificação. este sistema é tutelado pela Comissão Nacional de Aprendizagem (CNA). preferencialmente. Construção Civil. proporcionando dupla certificação escolar e profissional. Banca e Seguros. que integra representantes das Confederações Patronais e Sindicais. Silvicultura e Caça. 3. do Desenvolvimento Rural e Pescas. Os cursos do Sistema de Aprendizagem têm uma duração que varia entre as 970 horas e as 4500 horas. alargando o referencial de formação ao 12. a integração nas empresas de profissionais qualificados. individualidades de reconhecido mérito no domínio da formação profissional. e ainda. através de perfis de formação que contemplam uma tripla valência: reforço das competências académicas. para além dos Ministérios do Trabalho e da Solidariedade Social. Vidro. as instituições particulares de solidariedade social e as associações culturais de nível local e regional. Visam qualificar candidatos ao primeiro emprego que tenham atingido a idade limite da escolaridade obrigatória e que não ultrapassaram. Cuidados de Beleza. 5. organiza e promove a execução de medidas e programas de formação de adultos. com uma preparação técnica adequada a uma participação activa no desenvolvimento das organizações em que se inserem. obrigatoriamente. Sistema de Aprendizagem O Sistema de Aprendizagem tem sido alvo de várias reformas. Ourivesaria. Produção Agrícola e Animal. de forma a facilitar a sua integração na vida activa. em termos de níveis de escolaridade e de qualificação.º. da Educação.º ciclos do ensino básico ou o ensino secundário. nas seguintes áreas de formação: Gestão/Administração. da Secretaria de Estado da Juventude. Cerâmica. nomeadamente de Cursos de Aprendizagem. 2. embora a sua legislação base seja o Decreto-Lei n. o limite etário dos 25 anos. Artesanato. desenvolvem também acções diversificadas no âmbito da educação e formação para este grupo etário. de forma progressiva. nomeadamente.1. no quadro dos direitos e deveres que lhe são cometidos por força da legislação e outra regulamentação aplicáveis a este sistema.º. Estruturas dos Sistemas de Ensino. Os itinerários de Aprendizagem organizam-se.

com carácter sumativo. e ainda qualificação profissional de nível 4. com equivalência ao 2. Indústrias Gráficas. Formação Profissional e Educação de Adultos na Europa . ocupa no mínimo 30 % da duração total. de 27 de Julho. Cursos de Educação e Formação Os Cursos de Educação e Formação para Jovens. Os cursos de Aprendizagem configuram um processo formativo integrado. com componentes de formação sociocultural.º ciclos do ensino básico ou ao ensino secundário. organizado pelo Júri Regional e assistido pelos Júris de Prova. Audiovisuais e Produção dos Média. e facilitar a futura inserção profissional dos jovens. bem como a avaliação do formando durante o desenvolvimento da componente de formação prática em contexto de trabalho. A Prova de Avaliação Final assume o carácter de prova de desempenho profissional e consta de um ou mais trabalhos práticos. Turismo e Lazer. bem como ao desenvolvimento de actividades práticas e de ensaio ou experiência em contexto de formação e ainda à resolução de problemas inerentes ao exercício profissional. 3 associada a uma progressão escolar. tanto no que se refere a conhecimentos académicos. Frio e Climatização. sob orientação de um Tutor. Ciências Informáticas. 2. baseados nas actividades do perfil de competências visado. Construção.º e ao 3. são formações iniciais qualificantes. Serviços Pessoais e à Comunidade. No final de um processo formativo estruturado a partir de perfis-tipo devidamente regulamentados os diplomados do Sistema de Aprendizagem obtêm uma qualificação profissional (Certificado de Formação Profissional) relativa a uma formação de nível 1. apoiada na apreciação sistemática das actividades desenvolvidas pelo formando na sua experiência de trabalho. através da realização das actividades inerentes ao exercício profissional. Reparação e Manutenção de Veículos a Motor. como Centros de Formação Profissional de Gestão Participada e outras entidades formadoras acreditadas.2. será assegurado por um Tutor da Entidade de Apoio à Alternância. O acompanhamento técnico – pedagógico. Engenharia Química. devendo avaliar as capacidades e conhecimentos mais significativos. Cortiça. A formação prática. em articulação com o Coordenador da Acção. Metalurgia e Metalomecânicas. no caso de conclusão de um curso de especialização tecnológica. realizada em contexto de trabalho. nomeado pela Entidade Coordenadora. Os detentores de um curso de aprendizagem de nível secundário podem ainda prosseguir estudos no ensino superior. 5. nomeados para o efeito. em proporção e combinação variáveis. Madeira e Mobiliário. salvaguardando sempre a sua flexibilidade e coerência. A componente de formação científico-tecnológica é constituída pelo conjunto dos domínios orientados para a aquisição dos conhecimentos necessários às técnicas específicas e das tecnologias de informação.º 453/2004.Portugal (2006/2007) Electricidade e Energia. conforme as áreas de actividade contempladas e os níveis de qualificação profissional que conferem. Indústrias Extractivas. visa consolidar as competências e os conhecimentos adquiridos em contexto de formação. como a atitudes potenciadoras do desenvolvimento pessoal e relacional. A avaliação dos formandos é contínua e formativa. Às acções-tipo da responsabilidade do IEFP. A componente de formação sociocultural é constituída pelos domínios que visam proporcionar a aquisição de competências transversais. científico-tecnológica e prática. A componente de formação prática realizada em contexto de trabalho. com possibilidade de créditos no âmbito do ensino superior. podem aceder não só os Centros de Emprego e Formação Profissional. A formalização das candidaturas efectua-se junto dos serviços locais do IEFP. nomeadamente o do trabalho. Os itinerários de Aprendizagem completam-se com a realização de um exame final. sendo completada com formação prática simulada. tendo em vista aumentar as condições de empregabilidade e facilitar o exercício profissional e o desempenho de diversos papéis sociais nos vários contextos da vida. dos Ministros da Educação e do Trabalho e da Solidariedade 38/58 Estruturas dos Sistemas de Ensino. Os resultados desta apreciação são formalizados nos momentos de avaliação intermédia e final de período (ano) de formação. e foram criados por Despacho Conjunto n. Hotelaria e Restauração.

e sumativa no final de cada nível de escolaridade. ou seja. ou outras entidades formadoras acreditadas. adequada a cada nível de qualificação. numa lógica de identificação/valorização das competências previamente adquiridas. assume a forma de estágio sob orientação de um tutor. 9. conforme legislação aplicável. em articulação com entidades da comunidade. no quadro da área de formação em que se insere. bem como qualificação profissional de nível 1. sendo que a componente prática. organizacionais e de gestão de carreira relevantes para a qualificação profissional a adquirir. escolas profissionais e centros de gestão directa e participada do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP). ou de nível superior. Estruturas dos Sistemas de Ensino. visa a aquisição e o desenvolvimento de competências técnicas. Formação Profissional e Educação de Adultos na Europa 39/58 . consubstanciada em protocolos subscritos pelas entidades envolvidas. atitudes e conhecimentos. para a inserção no mundo do trabalho e para a formação ao longo da vida. após conclusão dos 12 anos de escolaridade. numa perspectiva de: aproximação ao mundo do trabalho e da empresa. bem como àqueles que. em função do modelo de organização e desenvolvimento da formação adoptado. Privilegiam uma estrutura curricular acentuadamente profissionalizante.º anos de escolaridade.º e 12. que conferem qualificação profissional de nível 4. A componente de formação prática. os participantes seguem Itinerários de Qualificação traçados a partir dos seus interesses e necessidades e em função dos respectivos projectos pessoais. Os alunos/formandos podem prosseguir estudos em formações pós-secundárias. Está estruturada em torno de itinerários de qualificação por unidades de formação. relacionais. Os diferentes percursos têm uma duração mínima de 1200 horas e máxima de 2200 horas.º. por vias formais ou informais. as empresas ou organizações empresariais. terá uma duração de um a seis meses. designadamente. tendo em vista rentabilizar as estruturas físicas e os recursos humanos e materiais. A componente de formação sociocultural é constituída pelos domínios que visam proporcionar a aquisição de competências. 2 e 3. habilitando para o exercício profissional. correspondem ao 6. Os domínios que integram esta componente de formação serão seleccionados de acordo com o perfil de saída visado. Destinam-se a jovens com idade igual ou superior a 15 anos. respectivamente. Nos Cursos de Educação e Formação a avaliação é contínua. revestindo um carácter regulador. A componente de formação científica é constituída pelos domínios que visam proporcionar a aquisição de competências no âmbito das ciências aplicadas. tendo em conta a diversidade dos públicos e contextos.Portugal (2006/2007) Social. aprofundamento das questões de saúde. A componente de formação tecnológica organiza-se em função das competências a adquirir correspondentes à qualificação profissional a obter. particulares e cooperativas. estruturada com base num plano individual ou roteiro de actividades a desenvolver em contexto de trabalho. em risco de abandono escolar ou que já abandonaram a escola antes da conclusão da escolaridade de 12 anos. A estrutura curricular dos cursos de educação e formação compreende as componentes de formação sociocultural. pretendam adquirir uma qualificação profissional. que servirão de base à componente de Formação Tecnológica. Os Cursos de Educação e Formação são desenvolvidos pela rede das escolas públicas. não superiores. tendo em vista a aquisição de competências no domínio das tecnologias da informação e das tecnologias específicas da área profissional. No quadro da estrutura curricular definida. mediante a realização de exames nacionais. científica. a desenvolver em contexto de trabalho. higiene e segurança no trabalho. Realiza-se por disciplina ou domínio e por componente de formação Os cursos de educação e formação conferem os mesmos certificados do ensino regular. outros parceiros sociais e associações de âmbito local ou regional. que respeita a especificidade das respectivas áreas de formação. tecnológica e prática. as autarquias. sensibilização às questões da cidadania e do ambiente.

Os cursos de 2 anos concedem um Diploma de Especialização Tecnológica e conferem um certificado de formação profissional de nível 4. Restaurante/Bar. às tutelas um relatório de descrição e avaliação relativamente ao desenvolvimento desta oferta formativa. Formação na área da Saúde: o Ministério da Saúde assegura a formação inicial de grupos profissionais associados à prestação de cuidados de saúde. O Ministério da Agricultura desenvolve Formação Profissional Agrária. favorecendo e valorizando os recursos do território. 5.º 603/2003. o Instituto de Desenvolvimento Rural e Hidráulica foi criado através do Decreto-Lei n. e tem como principal objectivo atribuir uma certificação profissional a todos os que pretendam ingressar no mundo do trabalho. permitindo o acesso a uma profissão e equivalência ao 12. A formação surge como o instrumento estratégico fundamental pela melhoria que imprime nas qualificações dos profissionais da saúde. Estes cursos têm a duração de 3 anos e conferem o nível 3 de qualificação profissional. para o que conta com uma rede de Centros de Formação Agrária. Os cursos de Gestão Hoteleira e Gestão Turística regulamentados pelos Despachos Conjuntos n. Desenvolvimento Rural e Pescas. constituído por elementos do Ministério da Educação e do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social que apresentará. anualmente.º 599/2003. Hotelaria e Restauração. Tem investido nas competências dos profissionais da saúde. Alojamento Hoteleiro.º 74/96. de 19 de Maio. Neste âmbito. Para acompanhamento e avaliação do funcionamento dos CEF. por objectivo assegurar o Desenvolvimento Rural sustentável. A duração depende do tipo de curso frequentado (de 1 a 3 anos lectivos). no contexto dos diferentes programas nacionais tendo em vista reunir as condições fundamentais para a consecução dos objectivos estratégicos do PNS. Tem. Os cursos de formação inicial do INFTUR visam qualificar os jovens para exercer profissões ou actividades profissionais definidas no Sector do Turismo. Formação Profissional e Educação de Adultos na Europa .Portugal (2006/2007) Sempre que se verifiquem as condições de certificação profissional e de avaliação específica exigidas pelo Sistema Nacional de Certificação Profissional. de 16 de Maio. desenvolvem e apoiam acções de formação inicial com diversos níveis de qualificação e saídas profissionais. com vista a responder às necessidades de qualificação do sector turístico. 40/58 Estruturas dos Sistemas de Ensino. os formandos têm acesso ao respectivo certificado de aptidão profissional (CAP). e n. com ênfase nas áreas de gestão e organização da empresa agrícola. Neste âmbito a Direcção-Geral da Saúde desenvolve com o apoio do Programa Operacional Saúde XXI um conjunto de acções de formação de apoio ao Plano Nacional de Saúde 2004-2010. com idades preferencialmente compreendidas entre os 14 e os 25 anos. integram Cursos de Qualificação Inicial e de Especialização Tecnológica e são constituídos por duas fases (1 ano + 1 ano). Turismo. os recursos humanos e os recursos do conhecimento. que aprova a orgânica do Ministério da Agricultura.º 246/2002. o apoio à instalação de jovens agricultores. valorizando na formação inicial. de 8 de Novembro. regulamentados pela Portaria n.º 257/2002. de 13 de Março: Cozinha.3. de 18 de Junho. Formação Sectorial No âmbito da formação profissional inicial existem outras modalidades de oferta formativa com incidência sectorial distribuída por diversos níveis de qualificação: Formação no Sector do Turismo: As Escolas de Hotelaria e Turismo sob tutela do Instituto Nacional de Formação Turística (INFTUR) do Ministério da Economia e da Inovação. Os cursos com a duração de um ano concedem um certificado de formação profissional de nível 3. introduzindo alterações ao Decreto-Lei n. entre outros. É dirigida a jovens desempregados ou à procura do primeiro emprego. é criado um Conselho de Acompanhamento. Para os formandos com o 9º ano de escolaridade existem os seguintes cursos.º ano de escolaridade.

ao longo da vida. na dupla perspectiva de articulação entre os níveis secundário e superior de ensino e de creditação. de 11 de Julho. laboratorial. revogando a Portaria n. de 23 de Maio. para novos públicos e envolver as instituições de ensino superior na expansão da formação pós-secundária. pelo menos. Os formandos não titulares do ensino secundário terão uma formação adicional. Formação Profissional e Educação de Adultos na Europa 41/58 . O currículo dos CET é estruturado de acordo com 3 componentes de formação: formação geral e científica. mas também como alternativas válidas para a profissionalização de técnicos especializados e competentes. 15 % e 85 % da duração global estabelecida. Estruturas dos Sistemas de Ensino. para efeitos de prosseguimento de estudos superiores.º 698/2001. e a Portaria n. tendendo.º 393/02. centros de formação profissional de gestão directa e participada do IEFP ou outras entidades formadoras acreditadas. escolas tecnológicas.º 989/1999. formação tecnológica e formação em contexto de trabalho. formações póssecundárias não superiores.Portugal (2006/2007) 5. exigem uma política estratégica de (re)estruturação da oferta formativa adequada a estas novas exigências. que visam conferir qualificação profissional de nível 4.º 88/2006. de 3 de Novembro. O diploma de especialização tecnológica dá acesso a um Certificado de Aptidão Profissional (CAP) emitido no âmbito do Sistema Nacional de Certificação Profissional Os indivíduos. Cursos de Especialização Tecnológica As crescentes necessidades do tecido socioeconómico em termos de quadros intermédios.4. respectivamente. regula os cursos de especialização tecnológica. da formação obtida nos cursos de especialização pós-secundária. 5 anos de actividade profissional comprovada na área de um CET. Os cursos de especialização tecnológica (CET) procuram. bem como estabelecimentos de ensino superior públicos. Os CET conferem Diploma de Especialização Tecnológica (DET) e qualificação profissional de nível 4. A formação em contexto de trabalho tem uma duração que pode variar entre 360 e 720 horas. maiores de 25 anos e. oficinal e ou de projecto deve corresponder a pelo menos 75% das suas horas de contacto. Os cursos de especialização tecnológica são desenvolvidos pela rede das escolas públicas. o conjunto das vertentes de aplicação prática. capazes de assumir condutas pró-activas em relação aos desafios de um mercado de trabalho em rápida mutação e acelerado desenvolvimento científico e tecnológico. particulares ou cooperativos. devendo corresponder a cada uma delas. a Portaria n.º 88/2006. que criou esses mesmos cursos. Esta componente desenvolve-se em parceria. em geral. O Decreto-Lei n. cabendo à entidade promotora a celebração dos protocolos que visam assegurar o desenvolvimento desta formação junto de entidades que melhor se adeqúem à especificidade da área de formação. bem como às características do mercado de emprego. A duração global mínima de cada curso é de 1200 horas e a máxima de 1 560 horas. compreendido entre 60 e 90. para a seguinte configuração: As componentes de formação geral e científica têm uma duração global que pode variar entre 840 e 1020 horas. após o cumprimento de um plano de formação com um número de créditos ECTS. Na componente de formação tecnológica. O Decreto-Lei n. particulares e cooperativas. não só apresentar-se como resposta a estas necessidades. com um número de horas suplementares. podem obter um diploma tendo por base a avaliação das suas competências profissionais. de 12 de Abril. estabelecidas pelo órgão competente da instituição de formação que deve decidir quanto ao número de créditos suplementares que aqueles devem obter. Os percursos formativos variam em função das características dos projectos e dos perfis dos participantes. no sentido de alargar a oferta formativa. cumpre ainda os compromissos assumidos pelo Governo.

No que respeita à formação teórica. Estabelecimentos de educação/formação profissional A execução da política de emprego e formação profissional inserida no mercado de emprego cabe ao Instituto do Emprego e Formação Profissional – IEFP. através de uma medida específica do Programa Operacional do Emprego. 18 de Novembro e n. A rede é constituída por 29 centros. 18 de Junho e Portaria 42/58 Estruturas dos Sistemas de Ensino. públicas ou privadas.5. que desenvolve a sua acção através de uma rede de órgãos executivos locais designados por Centros de Emprego e Centros de Formação Profissional. o financiamento do sistema de aprendizagem está acessível não só aos Centros de Emprego e aos Centros de Formação Profissional do IEFP como também a entidades formadoras privadas acreditadas. com núcleos regionalizados e unidades móveis. Os Centros de Formação Profissional de Gestão Participada. são constituídos através de acordos estabelecidos entre o IEFP e as associações empresariais ou sindicais do Sector e têm como objectivo a promoção de acções formativas de natureza sectorial ou profissional. Formação de formadores As condições para o exercício da actividade de formador no âmbito de mercado do trabalho encontram-se regulamentadas pelos Decretos Regulamentares n. as empresas privadas podem candidatar-se à participação e poderão beneficiar de uma compensação financeira por receberem os formandos. Formação e Desenvolvimento Social . apoio e avaliação das acções de formação profissional.6. A rede de Centros de Gestão Directa é constituída por 33 centros distribuídos pelo território nacional e dois centros de reabilitação profissional.POEFDS e o restante do Orçamento da Segurança Social). preparação. Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS) e por fundos oriundos do Orçamento do Estado. designadamente nos cursos de aprendizagem. as empresas privadas podem candidatar-se à participação e poderão beneficiar de uma compensação financeira por receberem os formandos. oriundos do Orçamento do Estado. 5. inerentes a cada entidade responsável. O Sistema de Aprendizagem é inteiramente financiado com fundos públicos (mais de 60 % provenientes do Fundo Social Europeu. nomeadamente a remuneração para um tutor e um montante por cada formando. Formação Profissional e Educação de Adultos na Europa . tendo como competências a programação. nomeadamente a remuneração para um Tutor e um montante por cada formando. Quando à formação prática.º 66/94. o financiamento está acessível não só aos Centros de Emprego e aos Centros de Formação Profissional do IEFP como também a entidades formadoras privadas acreditadas. com uma rede de 86 centros têm também actividade formativa em alguns programas. Financiamento Os vários tipos de formação são financiados por fundos conjuntos do Programa Operacional de Emprego. Quando à formação prática. Todos os restantes tipos de formação são igualmente financiados por fundos conjuntos do Programa Operacional de Emprego.º 26/97.Portugal (2006/2007) 5. já que o seu financiamento leva em linha de conta o custo da formação. coordenando-os quando funcionam junto a entidades terceiras. Formação e Desenvolvimento Social e por fundos. Os Centros de Formação Profissional que integram a rede de centros do IEFP têm uma natureza diferenciada: Os Centros de Formação Profissional de Gestão Directa são as unidades operacionais do IEFP. execução.7. inerentes a cada entidade responsável. Os formandos do Sistema de Aprendizagem têm direito a um conjunto de apoios consignados no contrato de aprendizagem que celebram com as entidades formadoras. já que o seu financiamento leva em linha de conta o custo da formação. também designados por Centros Protocolares. Os Centros de Emprego. 5. No que respeita à formação teórica.

Exige também a preparação pedagógica. Este CAP tem duração de 2 anos e a sua renovação exige 60 horas de formação de actualização pedagógica e 120 horas de experiência formativa. Estruturas dos Sistemas de Ensino. 5 de Novembro. formação científica.Portugal (2006/2007) n. Formação Profissional e Educação de Adultos na Europa 43/58 . no fim dos quais as condições de renovação exigem a realização de uma formação de actualização (60 horas) e 300 horas de experiência formativa. homologado pelo IEFP (entidade certificadora). técnica. Para os formadores que já se encontram no mercado de trabalho foram contempladas condições especiais de acesso: terem frequentado uma acção de formação pedagógica de formadores com duração mínima de 60 horas ou terem 180 horas de experiência profissional.º 1119/97. O exercício da actividade de formador exige uma preparação psicossocial. O Certificado de Aptidão Pedagógica de Formador tem como requisito a frequência de um curso de formação pedagógica de formadores de duração igual ou superior a 90 horas. comprovada por um Certificado de Aptidão Pedagógica de Formador. tecnológica e prática. que implica a posse de qualificação de nível igual ou superior ao nível de saída dos formandos nos domínios em que se desenvolve a formação. O CAP tem validade de 5 anos.

o ensino universitário visa assegurar uma sólida preparação científica e cultural e proporcionar uma formação técnica que habilite para o exercício de actividades profissionais e culturais e fomente o desenvolvimento das capacidades de concepção. faculdades diferenciadas. Lei n. pelos subsistemas do ensino superior público. Em execução desse objectivo. As universidades podem ser constituídas por escolas. o Governo aprovou o Decreto-Lei n.European Credit Transfer and Accumulation System). • • • Na sequência da alteração da Lei de Bases do Sistema Educativo. O ensino politécnico visa proporcionar uma sólida formação cultural e técnica de nível superior. A adopção do modelo de organização do ensino superior em três ciclos. podendo. de inovação e de análise crítica. que altera a LBSE e consagra. A adopção do sistema europeu de créditos curriculares (ECTS . A transição de um sistema de ensino baseado na ideia da transmissão de conhecimentos para um sistema baseado no desenvolvimento de competências. na perspectiva da natureza da entidade instituidora. pelos subsistemas do ensino universitário e do ensino politécnico e. institutos. 44/58 Estruturas dos Sistemas de Ensino. modificando as condições de acesso ao ensino superior para os que nele não ingressaram na idade de referência. TIPO DE INSTITUIÇÔES O ensino universitário realiza-se em universidades. atribuindo aos estabelecimentos de ensino superior a responsabilidade pela sua selecção e criando condições para o reconhecimento da experiência profissional. fomentando o desenvolvimento das capacidades de concepção. O ensino superior português é composto. de inovação e de análise crítica. de 24 de Março. oportunidade única para incentivar a frequência do ensino superior. melhorar a qualidade das formações oferecidas e proceder à sua internacionalização. ENSINO SUPERIOR O programa do actual Governo (XVII) estabeleceu como um dos objectivos essenciais da política para o ensino superior: garantir a qualificação dos portugueses no espaço europeu. O ensino universitário visa assegurar uma sólida preparação científica e cultural e proporcionar uma formação técnica que habilite para o exercício de actividades profissionais e culturais. em conformidade com os princípios da Declaração de Bolonha. integrar unidades orgânicas de ensino politécnico.º 74/2006. concretizando o Processo de Bolonha. A designação de instituto universitário pode ser adoptada pelos estabelecimentos de ensino superior universitário quando ministram cursos diferentes na mesma área científica. institutos universitários e em estabelecimentos não integrados em universidades. De acordo com a Lei de Bases do Sistema Educativo (LBSE). Formação Profissional e Educação de Adultos na Europa . de 14 de Outubro.º 46/86. de 30 de Agosto. que procedeu às alterações relativas ao novo modelo de organização do ensino superior no que respeita aos ciclos de estudos e sua duração. ainda. o seguinte: • A criação de condições para que todos os cidadãos possam ter acesso à aprendizagem ao longo da vida. nomeadamente. Os estabelecimentos não integrados em universidades são instituições que desenvolvem actividades no domínio científico ou em áreas de formação previamente definidas.Portugal (2006/2007) 6. do ensino superior particular e cooperativo e do ensino concordatário. na perspectiva da natureza da formação ministrada.º 49/2005. desenvolver a capacidade de inovação e de análise crítica e ministrar conhecimentos científicos de índole teórica e prática com vista ao exercício de actividades profissionais. por departamentos ou outras unidades. o governo elaborou a Lei n. fomentar a mobilidade dos estudantes e diplomados.

bem como para o estreitamento das ligações com organismos estrangeiros congéneres. os quais têm de ser submetidos para análise técnica à DirecçãoGeral. instituições ou escolas. AUTONOMIA A autonomia das instituições de ensino universitário referida na Lei de Bases do Sistema Educativo. administrativa. investigação e cultura e. em geral. Neste sentido. administrativa e financeira. Integram-no os institutos superiores politécnicos. financeira. São. publicados no Diário da República. ainda. de 27 de Janeiro. A autonomia das instituições de ensino superior público politécnico é referida na Lei de Bases do Sistema Educativo mas é a Lei n. organizar cursos e atribuir graus de ensino superior. gozando as escolas superiores que os integram de autonomia cientifica.º 108/88. Incumbe-lhe ainda. que estabelece a autonomia científica. que colaboram na realização da educação ao longo da vida e na valorização dos recursos humanos locais. financeira e patrimonial. Neste sentido. nomeadamente. pronunciar-se sobre todas as matérias relacionadas com este sistema de ensino. colaborar na formulação das políticas nacionais de educação. pedagógica. administrativa. de 22 de Janeiro e alterado pelo Decreto-Lei n.Portugal (2006/2007) O ensino superior universitário particular e cooperativo é constituído por universidades e escolas universitárias não integradas. segundo critérios de interesse regional ou de natureza das escolas. com designações várias. ENSINO PARTICULAR E COOPERATIVO A Lei de Bases do Sistema Educativo estabelece que é da responsabilidade do Estado garantir o direito de criação de escolas particulares e cooperativas de ensino superior. Estes estabelecimentos gozam de autonomia pedagógica. tendo como competência. O ensino politécnico realiza-se em escolas superiores. científica e cultural. suspender. O ensino superior concordatário é constituído pela Universidade Católica com pólos ou extensões. Os estabelecimentos de ensino superior podem associar-se em unidades mais amplas. podem propor a criação de cursos. sem prejuízo da autonomia de cada uma delas. mas também no plano orçamental. extinguir e alterar cursos.º 24/94. Compete ao Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas assegurar a coordenação e representação global das Universidades nele representadas. posteriormente. Estruturas dos Sistemas de Ensino. têm o direito de criar. Formação Profissional e Educação de Adultos na Europa 45/58 . que aprovou o Estatuto e Autonomia dos Estabelecimentos de Ensino Superior Politécnico e que estabelece a autonomia estatutária. de 23 de Março. ser constituídos centros de estudos superiores.º 16/94. integrando unidades orgânicas de ensino. Os referidos cursos só podem produzir efeitos jurídicos após registo na Direcção-Geral do Ensino Superior. de acordo com a legislação vigente e com as orientações emanadas do Gabinete do Ministro. em conjunto. desde que as respectivas propostas sejam aprovadas pelo Senado. salvaguardando a identidade de cada um. cabendo aos estabelecimentos de ensino superior a certificação das qualificações atribuídas. complementada pelo Decreto-Lei n. através do seu director ou presidente do conselho directivo. O Estatuto do Ensino Superior Particular e Cooperativo foi aprovado pelo Decreto-Lei n. bem como as escolas superiores não integradas. pronunciar-se sobre os projectos legislativos que digam directamente respeito ao ensino universitário público e sobre questões orçamentais deste nível de ensino e contribuir para o desenvolvimento do ensino. através do seu presidente.º 94/99. Após despacho de registo a universidade pode publicar as respectivas deliberações do Senado no Diário da República. O Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos é o órgão de representação conjunta dos estabelecimentos públicos de ensino superior politécnico. podendo. é definida na Lei n. ciência e cultura. de 24 de Setembro. institutos ou outra designação apropriada nos termos dos respectivos estatutos. patrimonial e disciplinar. não só no plano legislativo. pedagógica. Podem.º 54/90. para a dignificação das funções da universidade e dos seus agentes. designadas por faculdades.de 5 de Setembro. cultural.

independentemente das suas condições económicas. As bolsas de estudo e o auxílio de emergência fazem parte dos primeiros. 6.º 16º da Lei 37/2003 alterada pelo art. frequência e sucesso escolar. assinada entre Portugal e a Santa Sé. em 7 de Maio de 1940. Tecnologia e Ensino Superior. previamente. é reconhecida. façam prova de capacidade para a sua frequência através da realização de provas específicas especialmente adequadas.Portugal (2006/2007) O funcionamento de curso que confira um grau académico carece de autorização do Ministério da Ciência. O ingresso em cada instituição de ensino superior está sujeito a numerus clausus. Propinas/Apoios financeiros O valor da propina é fixado em função da natureza dos cursos e da sua qualidade. cabendo-lhe. o Estado. veio reforçar a importância atribuída à política de acção social que tem como objectivo permitir que todos os estudantes. quer directos quer indirectos. Condições de acesso Para se candidatarem ao ensino superior através do concurso nacional. desde que comunique.2. ao Ministério da Ciência.º 2 do art. através do sistema de acção social do ensino superior. enquanto o acesso a alimentação. os estudantes devem satisfazer as seguintes condições: • • • Ter aprovação num curso de ensino secundário ou habilitação legalmente equivalente. oficialmente. realizadas pelos estabelecimentos de ensino superior. Posteriormente. Esta instituição pode criar faculdades. neste domínio. publicada em Portaria. possam frequentar o Ensino Superior. de 17 de Abril. que aprova o respectivo plano de estudos. assumir a defesa das liberdades de aprender e de ensinar e representar as instituições suas associadas. alojamento. Formação Profissional e Educação de Adultos na Europa .º 128/90. serviços de saúde e apoio a actividades culturais e desportivas e a outros apoios educativos integram os segundos. não sendo titulares da habilitação de acesso ao ensino superior. O sistema de acção social em vigor compreende apoios.º 37/2003. Ter realizado as provas de ingresso exigidas para o curso a que se candidata com a classificação mínima de 95 pontos. 46/58 Estruturas dos Sistemas de Ensino. desde 1971. criada com estatuto próprio ao abrigo do Artigo XX da Concordata. oficialmente reconhecidas nos termos do Estatuto do Ensino Superior Particular e Cooperativo e demais legislação aplicável. institutos superiores. pela superação de desigualdades económicas. ENSINO CONCORDATÁRIO A Universidade Católica Portuguesa. Tecnologia e Ensino Superior. O seu enquadramento jurídico obedece ao disposto no Decreto-Lei n.º 1/2003. de 22 de Agosto. e os titulares de qualificações pós-secundárias apropriadas. assegura o direito à igualdade de oportunidades de acesso. Têm igualmente acesso ao ensino superior. os maiores de 23 anos que. de 6 Janeiro. Satisfazer os pré-requisitos exigidos (se aplicável) para o curso a que se candidata. A Associação Portuguesa de Ensino Superior Privado (APESP) é uma associação de instituições de ensino superior não estatais. departamentos. sociais e culturais. de 30 de Agosto.1.3 do salário mínimo nacional em vigor e um valor máximo a fixar nos termos do disposto no n. Trata-se de uma associação de direito privado que tem por objectivo primordial a representação e plena integração do ensino superior não estatal no sistema educativo português. 6. que aprova o Regime Jurídico do Desenvolvimento e Qualidade do Ensino Superior. entre um valor mínimo correspondente a 1.º 3º da Lei n. a Lei n. No quadro da Lei n.º 49/2005. centros de investigação ou outras unidades orgânicas.

sendo a formação superior neles realizada creditável no âmbito do curso em que sejam admitidos. O ciclo de estudos conducente ao grau de licenciado no ensino universitário tem uma duração normal compreendida entre seis e oito semestres curriculares. excepcionalmente. a aquisição de uma especialização de natureza profissional. Estruturas dos Sistemas de Ensino. correspondentes a 180 créditos e. correspondentes a 90 ou 120 créditos. Calendário escolar Não existe uma data fixa para o início das actividades lectivas a nível superior.3. 6. As universidades conferem os graus de licenciado. 6. No ensino universitário o grau de mestre pode igualmente ser conferido após um ciclo de estudos integrado. mestre e doutor. apesar de algumas matérias serem anuais. Os institutos politécnicos conferem o grau de licenciado e de mestre. Podem candidatar-se ao ingresso no 2. Os estabelecimentos de ensino superior podem ainda realizar cursos de ensino pós-secundário não superior visando a formação profissional especializada. predominantemente. De um modo geral. O ciclo de estudos conducente ao grau de licenciado no ensino politécnico tem normalmente uma duração de seis semestres curriculares. No ensino universitário o ciclo de estudos conducente ao grau de mestre deve assegurar. uma duração de sete ou oito semestres curriculares correspondentes a 210 ou 240 créditos. é considerado estudante economicamente carenciado todo aquele cujo rendimento familiar mensal per capita seja igual ou inferior a 1. No ensino politécnico o ciclo de estudos conducente ao grau de mestre deve assegurar.4. Formação Profissional e Educação de Adultos na Europa 47/58 . A maioria das instituições do ensino superior divide o ano em semestres.2 do salário mínimo nacional. Os titulares destes cursos estão habilitados a concorrer ao acesso e ingresso no ensino superior. correspondentes a 180 ou 240 créditos. O montante da bolsa de estudo varia segundo uma escala de 6 níveis determinados em função dos rendimentos familiares declarados ao fisco no ano imediatamente anterior. cabendo às instituições a fixação do seu calendário escolar.º ciclo de estudos conducentes ao grau de mestre: • os titulares de grau de licenciado ou equivalente legal. mestre e doutor. predominantemente. Cursos No ensino superior são conferidos os graus académicos de licenciado. com 300 a 360 créditos e uma duração normal compreendida entre 10 e 12 semestres curriculares. O ciclo de estudos conducente ao grau de mestre tem uma duração compreendida entre três e quatro semestres curriculares. a aquisição de uma especialização de natureza académica com recurso à actividade de investigação ou que aprofunde competências profissionais. em casos cobertos por normas jurídicas nacionais ou da União Europeia. o ano lectivo começa a 15 de Outubro e acaba a 31 de Julho. nos casos em que a duração para o acesso ao exercício de uma determinada actividade profissional seja fixada por normas legais da União Europeia ou resulte de uma prática estável e consolidada na União Europeia.Portugal (2006/2007) No actual enquadramento jurídico e para efeitos de elegibilidade às bolsas de estudo.

De acordo com legislação recente (Decreto-Lei n. Artes e Humanidades. por outro lado. que seja reconhecido como satisfazendo os objectivos do grau de licenciado pelo órgão cientifico estatutariamente competente do estabelecimento de ensino superior onde pretendem ser admitidos. onde pretendem ser admitidos. no qual o trabalho do estudante desempenha um papel fundamental. pedagógica. poderá vir a alterar os esquemas de avaliação. individuais ou de grupo. bem como o seu equivalente na escala europeia de comparação de classificações. alguns cursos que não conferem grau académico. administrativa e financeira. Actualmente a Universidade Aberta ministra cursos em várias áreas.º 74/2006). 6. tenham obtido o número de créditos fixado.5. os titulares de grau de licenciado detentores de um currículo escolar ou científico especialmente relevante. com autonomia científica. através da aprovação em todas as unidades curriculares que integram o plano de estudos do curso de licenciatura. A médio prazo.º ciclo de estudos das instituições universitárias ou politécnicas o grau de licenciado é conferido aos que. tendo também em funcionamento alguns cursos em regime presencial. os detentores de um currículo escolar. Não existem em Portugal instituições de ensino superior estrangeiro reconhecidas pelo Ministério da Ciência. criado em 1988. científico ou profissional. 48/58 Estruturas dos Sistemas de Ensino. que seja reconhecido como atestando capacidade para realização deste ciclo de estudos pelo órgão cientifico legal e estatutariamente competente da universidade onde pretendem ser admitidos. ao introduzir um novo paradigma formativo. as instituições de ensino superior devem aprovar normas relativamente aos regimes de precedências e de prescrição do direito à inscrição. atribuindo diplomas de licenciatura e mestrado. Formação de Professores/Educação. Tecnologia e Ensino Superior. reconhecido e que ateste capacidade para a realização deste ciclo de estudos pelo órgão cientifico legal e estatutariamente competente da universidade. No 1. • Podem candidatar-se ao ingresso no 3. Realiza. Avaliação/Certificação Aos graus de licenciado e mestre é atribuída uma classificação final expressa no intervalo de 10 a 20 valores da escala numérica inteira de 0 a 20. a implementação do Processo de Bolonha. integrando novas práticas que valorem o esforço do estudante independentemente da sua presença nos espaços tradicionais em que se realiza a aprendizagem. a avaliação pode assumir a forma de apreciação de trabalhos de pesquisa. na formação profissional na área do multimédia. Formação Profissional e Educação de Adultos na Europa . A nível dos segundos ciclos de estudos. especialmente vocacionado para exercer as suas funções através de metodologia própria designada por ensino a distância. os detentores de um currículo escolar. Ciências Sociais e do Comportamento. nomeadamente.Portugal (2006/2007) • os titulares de um grau académico superior estrangeiro. na formação de formadores e na educação contínua. científico ou profissional. incidindo na concepção e edição de materiais didácticos multimédia para o ensino superior e para o ensino da língua e cultura portuguesas.º ciclo de estudos conducentes ao grau de doutor: • • os titulares de grau de mestre ou equivalente legal. pelo órgão científico estatutariamente competente do estabelecimento de ensino superior onde pretendem ser admitidos. • A Universidade Aberta é um estabelecimento de ensino superior. que seja reconhecido como atestando capacidade para realização deste ciclo de estudos.

individualidades nacionais ou estrangeiras de reconhecida competência cuja cooperação se afigure de particular interesse e relevância. como professores convidados. Os estabelecimentos de ensino superior podem realizar cursos não conferentes de grau académico cuja conclusão com aproveitamento conduza à atribuição de um diploma. O pessoal docente do ensino superior pode exercer funções em regime de tempo integral ou em regime de tempo parcial. as categorias dos docentes neste ensino devem ser paralelas às categorias de docentes do ensino superior público e deverão possuir as habilitações e graus legalmente exigidos para o exercício de funções da categoria respectiva no ensino superior público. universitárias ou politécnicas. Formação Profissional e Educação de Adultos na Europa 49/58 . as funções. fazem acompanhar todos os seus diplomas da emissão do suplemento ao diploma. assistente do 2. De acordo com o Estatuto do Ensino Particular e Cooperativo. professores visitantes de entre personalidades de reconhecida competência e assinalável prestígio que em estabelecimentos de ensino superior estrangeiros exerçam funções docentes em áreas científicas análogas àquelas a que o recrutamento se destina. 6.º 42/2005 de 22 de Fevereiro relativamente aos princípios reguladores de instrumentos para a criação do espaço europeu do ensino superior. no acto público de defesa da dissertação. previsto naquele normativo. através da aprovação em todas as unidades curriculares que integram o plano de estudos do curso de mestrado. é feita nas próprias instituições. correspondendo cada uma à atribuição de um diploma. O doutoramento é obrigatório para aceder às três primeiras categorias. Podem. Os ciclos de estudos conducentes ao grau de licenciado ou de mestre podem ser organizados em etapas. bem como a sua progressão. No ensino politécnico. Estruturas dos Sistemas de Ensino. e no acto público de defesa da tese. tenham obtido o número de créditos fixado.º triénio. também. é atribuído aos que tenham obtido aprovação nas unidades curriculares do curso de doutoramento. na sequência do estabelecido pelo Decreto-Lei n. O modo de progredir na carreira académica depende da habilitação académica e do tempo de serviço. do trabalho de projecto ou do relatório de estágio. As categorias. Na carreira docente universitária existem as categorias de professor catedrático. os deveres.Portugal (2006/2007) No 2.º ciclo de estudos das instituições universitárias ou politécnicas o grau de mestre é conferido aos que. Professores A expansão do sistema educativo introduziu uma profunda transformação qualitativa no que respeita ao corpo docente. o recrutamento. as instituições de ensino superior recrutar para pessoal docente. podem ainda recrutar. O mestrado é obrigatório para aceder às duas primeiras categorias. bem como os regimes de prestação de serviço do pessoal docente do ensino superior estão estipulados nos Estatutos das Carreiras Docentes Universitária e Politécnica. A percentagem de docentes com mestrados e doutoramentos tem vindo a aumentar nos últimos tempos. professor associado. assistente e assistente estagiário. professor auxiliar. o provimento. A selecção de novos docentes. quando exista. professor adjunto. O recrutamento do pessoal docente é feito mediante concurso documental. existem as categorias de professor coordenador.6. Todas as instituições. e da aprovação. os direitos. quer a nível de ensino superior particular e cooperativo. O grau de doutor.º triénio e assistente do 1. conferido unicamente pelas instituições universitárias. quer a nível do ensino superior público. na carreira docente.

que cria os cursos científico-humanísticos. de 29 de Abril. com a reestruturação dos serviços da então designada Direcção-Geral da Educação Permanente. cursos técnicos do ensino secundário recorrente. Formação Profissional e Educação de Adultos na Europa . tecnológicos e artísticos especializados de ensino recorrente. que estabelece o regime jurídico específico da formação profissional inserida no mercado de emprego. o qual se traduz no Plano de Educação de Adultos. publicada em 1986. organizado num sistema de unidades capitalizáveis. Para além desse normativo foi ainda lançada a experiência pedagógica de ensino recorrente – 3. de 21 de Maio.º 550-E/2004. É apenas em finais de 1975.º 20421/1999. No final de 1997. que regula a formação profissional inserida quer no sistema educativo quer no mercado de emprego. tendo em vista o exercício qualificado de uma actividade profissional. Este 50/58 Estruturas dos Sistemas de Ensino. que faça destes – individualmente ou em grupo – sujeitos da sua própria educação e agentes criadores de uma verdadeira cultura nacional".° e 2. No quadro das grandes linhas gerais da Revisão Curricular e. de 14 de Junho.º 74/91. a organização da formação profissional de forma recorrente. Prevê. de 16 de Outubro. de 22 de Julho. estabeleceu novas regras de funcionamento do ensino recorrente por unidades capitalizáveis. da Reforma do ensino secundário.1.º 401/91.° ciclo do ensino básico. enquanto o Despacho n. estabeleceu a criação de cursos gerais de ensino secundário recorrente. O enquadramento legal da formação profissional foi estabelecido pelos já mencionados Decreto-Lei n. é realizada por empresas. permitindo conciliar a frequência de estudos com uma actividade profissional. foi definido posteriormente. conferindo os diplomas e certificados atribuídos pelo ensino regular.º 41/SEED/94. Na sequência dessa reorganização foi publicada a Portaria n.º 36/1999. em regime experimental. que visa assegurar uma escolaridade de segunda oportunidade. incluindo o ensino recorrente. EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO CONTÍNUA DE ADULTOS 7. Na sequência de legislação publicada em 1979 realizaram-se os trabalhos preparatórios do Plano Nacional de Alfabetização e Educação de Adultos (PNAEBA). O Despacho n. Em 1976. por iniciativa dos Ministério da Educação (ME) e Ministério do Trabalho e Solidariedade (MTS) foi constituído um grupo de trabalho tendo por objectivo a elaboração de um documento de estratégia visando a revitalização da educação de adultos. o preâmbulo da Portaria n. considerando a educação extra-escolar como parte integrante do sistema educativo. incluindo os candidatos ao primeiro emprego. através do Despacho n.º ciclo e secundário – em regime de blocos capitalizáveis. estabeleceu os princípios orientadores da organização e da gestão do currículo.º 419/76 explicita a nova concepção da educação de adultos: "encorajar um processo de aprendizagem relativamente aos adultos. foi estabelecido pelo Decreto-Lei n. com planos e métodos de estudo específicos. de 27 de Outubro.° ciclos do ensino básico recorrente foram regulamentados no final da década de 80. posteriormente.º 16/SEEI/96. bem como da avaliação das aprendizagens referentes ao nível secundário de educação. A Lei de Bases do Sistema Educativo. enquanto o currículo do 3. considerando o ensino recorrente de adultos como uma modalidade especial de educação escolar.º 74/2004. define os princípios organizativos do sistema educativo. documento de referência obrigatória no âmbito da educação de adultos. Os planos curriculares dos cursos dos 1. Constituem público-alvo os activos empregados e desempregados.º 273/ME/92. de natureza formal e não formal. de 10 de Novembro. centros de formação e outras entidades empregadoras ou formadoras. sendo estes generalizados através do Despacho n. de 16 de Outubro. O Despacho Normativo n. de 26 de Março. inicial ou contínua. e pelo Decreto-Lei n. através do Despacho n. que se começa a definir o quadro do sistema nacional de educação de adultos. A formação profissional. Quadro legislativo específico A história da educação de adultos em Portugal é relativamente recente.Portugal (2006/2007) 7. criou. nas suas vertentes de ensino recorrente e de educação extra-escolar. de 5 de Setembro.º 405/91. de 9 de Fevereiro. O quadro geral da organização e desenvolvimento da educação de adultos. que visam proporcionar uma segunda oportunidade de formação. modalidade formal de educação de adultos.º 193/91. igualmente. definindo os seus objectivos e actividades no âmbito de iniciativas múltiplas. o Decreto-Lei n. com o objectivo primordial de eliminar o analfabetismo.

de 14 de Outubro. também já extinto. assumindo o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP). Esta concretização incluiu no domínio da educação e formação de adultos: a realização de actividades de articulação estratégica e técnica a todos os níveis pertinentes. face aos desafios colocados pelo processo de globalização da economia e pela constante mudança e inovação na área das tecnologias. Por forma a reforçar as iniciativas já desenvolvidas no domínio das ofertas de educação e formação destinadas a adultos com baixos níveis de qualificação escolar e profissional – estabelecidas pelo Decreto-Lei n. O Despacho Conjunto n. estruturada em patamares sequenciais de entrada e de saída. Este organismo. o lançamento de concursos nacionais para financiamento e apoio de iniciativas inovadoras e. quer o desenvolvimento de aquisição de aprendizagens pelos adultos. propiciou a criação do Programa para o Desenvolvimento da Educação e Formação de Adultos e a constituição do Grupo de Missão encarregado da respectiva concretização. por forma a fomentarem a aquisição progressiva de níveis mais elevados de qualificação.º 208/2002. Em 1999. Esta política integradora visa.º 401/91 e nº. perspectivada como complementar face a modalidades existentes. definiu como um dos principais objectivos a integração entre as políticas e os sistemas de educação e as políticas e os sistemas de formação ao longo da vida. para a sua adequada inserção na vida activa. cuja acção transversal estava orientada para o desenvolvimento de mecanismos facilitadores da qualificação ao longo da vida.º 453/2004. a ser desenvolvida no âmbito de uma rede nacional de entidades públicas e privadas. em risco de abandono escolar ou que já abandonaram a escola antes da conclusão da escolaridade de 12 anos. que não pretendem prosseguir estudos. de 5 de Setembro. pelos Decretos-Lei n. bem como pela Portarias n. com o objectivo de assegurar um continuum de formação. tendo em vista aumentar a competitividade do nosso tecido empresarial. e n. que aprova a nova Lei Orgânica do Ministério da Educação. quer a qualificação inicial de jovens. ainda. sublinha a importância atribuída à necessidade de potenciar o quadro de qualificação da população adulta. não possuem uma qualificação profissional. Estruturas dos Sistemas de Ensino. uma responsabilidade própria na execução de um conjunto de acções de educação formação de adultos. de 20 de Julho.º 387/1999.º 1082-A/2001. por via da valorização das competências adquiridas ao longo da vida em contextos formais e não formais. de 28 de Julho. dos jovens e adultos. bem como àqueles que. particularmente no que se refere à respectiva componente profissionalizante. a criação da ANEFA. sucede à DGFV. e dinamiza uma oferta integrada de educação e formação destinada a públicos jovens e adultos. A recém criada Agência Nacional para a Qualificação.º 286-A/2001. de 15 de Março dos Ministérios da Educação e da Segurança Social e do Trabalho – foram criados os cursos de Educação e Formação de Adultos (EFA) e lançado o Sistema de Reconhecimento. a constituição e animação de uma rede de organizadores locais de ofertas diversificadas. sucedeu à ANEFA. que deve combinar uma lógica de serviço público. de 20 de Novembro e n. Este normativo cria uma oferta formativa com identidade própria. pela Lei n.º 1083/2000. de 16 de Outubro. pelos Despachos Conjuntos n. a construção de um sistema de validação e certificação formal de saberes e competências. o desenvolvimento de actividades e processos visando a criação de uma Agência Nacional de Educação e Formação de Adultos (ANEFA). constituindo-se como uma modalidade de formação e qualificação diversificada e flexível.Portugal (2006/2007) documento. A concepção integrada de educação e formação da responsabilidade do Ministério da Educação conduziu à criação da Direcção-Geral de Formação Vocacional (DGFV). Validação e Certificação de Competências. 405/91. uma vez publicado. de 17 de Outubro. O Decreto-Lei n. facilitando a integração no mundo do trabalho. através da Rede de Centros de Formação (Gestão Directa e Participada). após conclusão de 12 anos de escolaridade.º 650/2001. veio estabelecer e regulamentar Cursos de Educação e Formação destinados a jovens com idade igual ou superior a 15 anos. com uma lógica de programa. duplamente tutelada pelo Ministério da Segurança Social e do Trabalho e pelo Ministério da Educação. assumindo as funções e competências que lhe eram cometidas no âmbito da educação e formação de adultos. dependente do Ministério da Educação e do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social. de 28 de Setembro.º 46/86. Formação Profissional e Educação de Adultos na Europa 51/58 .

segundo grandes áreas de competências. coordena e apoia a maioria das ofertas de educação e formação de jovens e adultos nas seguintes modalidades: Ensino Recorrente. regula. correspondentes aos previstos no desenho curricular dos cursos EFA. Validação e Certificação de Competências” na medida 4. Deste modo. o reconhecimento.2. de 12 de Janeiro. A Portaria n. validação e certificação de competências assume uma nova dimensão ao permitir percursos formativos personalizados a que os sistemas de educação/formação procuram responder. Sistema de Reconhecimento. Validação e Certificação de Competências e Acções S@bER+. revogando a Portaria n. permitindo uma formação qualificada que lhes facilita a sua integração no mercado de emprego ou o prosseguimento de estudos em condições especiais. baseado num Referencial de Competências-Chave para a Educação e Formação de Adultos. O Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social. no âmbito do processo de RVCC desenvolvido nos Centros Novas Oportunidades.º 4.º 88/2006. de 3 de Novembro. O Despacho n. É desenvolvida por entidades de natureza pública ou particular desde que devidamente acreditadas. aprova o regulamento específico que define o regime de acesso aos apoios concedidos no âmbito da tipologia de projecto n. Esta formação organiza-se em módulos de formação. “Reconhecimento.º 4. de 12 de Abril. a Portaria n. O despacho n. promove.º 698/2001. em função das necessidades diagnosticadas neste contexto. recentemente denominados “Centros Novas Oportunidades”.º 86/07. Nesta medida.º 9937/07. A Agência Nacional para a Qualificação. Administração/Organizações envolvidas O exercício da competência legislativa neste domínio cabe ao Estado de forma exclusiva.º 393/02. regula os Cursos de Especialização Tecnológica (CET). uma vez garantida a sua qualidade científica e pedagógica e assegurado o respectivo reconhecimento oficial. A nível concelhio existe um coordenador para a actividade da educação de adultos. independentemente da sua situação face ao mercado de emprego. O ME e o MTSS promovem a realização das várias ofertas de educação e formação de adultos. de 29 de Maio. organiza e promove a execução de medidas e programas de formação de adultos. as acções de formação de curta duração. o Ministério da Educação (ME) e o Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social (MTSS) são as entidades responsáveis pela Educação e Formação de Adultos.2.Portugal (2006/2007) O Decreto-Lei n. podendo estas ofertas ser prosseguidas por quaisquer entidades públicas ou privadas. através dos Centros de Emprego e dos Centros de Formação Profissional do IEFP. Cursos de Educação e Formação de Adultos. Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS). para todo o território nacional. definindo e alargando o referencial de competências-chave para o ensino secundário. através de uma construção curricular flexível e de dispositivos que valorizam o desenvolvimento pessoal. de 24 de Março. que criaram esses mesmos cursos. de 11 de Julho. 7. Formação Profissional e Educação de Adultos na Europa .º 6741/2006. Validação e Certificação de Competências (Centros RVCC). tem como objectivo a certificação de um determinado nível de educação (básico ou secundário). dirigidas aos adultos em processo. e numa perspectiva de educação/formação de adultos e da formação contínua de activos.º 989/1999. o governo e os parceiros sociais acordaram sobre a criação de Centros de Reconhecimento. 52/58 Estruturas dos Sistemas de Ensino. social e profissional dos cidadãos. Considerando o quadro das qualificações existente em Portugal. que continua a apresentar défices de qualificações escolares e profissionais. “Promover a equidade das políticas de emprego e formação” do Programa Operacional. O desenvolvimento desta rede.2. de 23 de Maio. Assim. As Direcções Regionais de Educação são as executoras no terreno das diferentes acções de educação de adultos. importa reconhecer todas as aprendizagens realizadas pelos trabalhadores em contextos não formais ou informais. altera legislação anterior e reforça o âmbito do sistema RVCC. “Desenvolvimento e modernização das estruturas e serviços de apoio às políticas de emprego e formação” do eixo n. possibilitando o acesso de adultos a cursos de especialização em diferentes áreas tecnológicas. Cursos de Educação e Formação.5. e a Portaria n.

empregabilidade. que se inserem em contextos de inclusão e coesão social. O reconhecimento das competências adquiridas ao longo da vida. para a modernização e para a sociedade do conhecimento é a organização. integrando representantes de parceiros sociais. e) Comissão Permanente de Certificação (CPC). c) Conselho Nacional de Educação (CNE). no âmbito da Qualificação e Classificação de Activos (QCA) III. órgão que subscreveu o acordo de política de formação profissional. as instituições particulares de solidariedade social e as associações culturais de nível local e regional. as empresas e as associações patronais e empresariais. quer ao Observatório do Emprego e Formação Profissional (OEFP). d) entidades públicas. desde que realizem formações para o mercado de trabalho e tenham os respectivos centros de formação acreditados. sendo co-financiadas pelo Fundo Social Europeu (FSE). 7. mas também aqueles que. entre as quais a da formação profissional. No quadro geral da educação de adultos destacam-se as seguintes instituições de apoio: a) Conselho Económico e Social (CES). empreendedorismo e prevenção de todas as formas de discriminação e exclusão. não só adultos desempregados. de mobilidade. As acções que aqui se acolhem dirigem-se a pessoas maiores de 18 anos que não concluíram o 9º ano de escolaridade ou o ensino secundário. no âmbito da aprendizagem ao longo da vida. órgão que assegura a coordenação do sistema nacional de certificação profissional. a aposta está em captar para a aprendizagem. e) empresas ou associações de empresas. Estruturas dos Sistemas de Ensino. competitividade. b) associações empresariais. Organização O desenvolvimento de uma educação de qualidade e a promoção da formação profissional são objectivos fundamentais do Governo. ainda. Validação e Certificação de Competências adquiridas. a nível nacional. Financiamento A larga maioria das actividades de educação de adultos desenvolvidas no âmbito do Ministério da Educação e do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social são financiadas por verbas do Orçamento Geral do Estado. tem funções de natureza consultiva sobre questões educativas. desde que a formação esteja correlacionada com as respectivas atribuições. 7. c) entidades sem fins lucrativos que desenvolvam actividades no domínio da economia social ou do apoio a grupos sociais desfavorecidos e em risco de exclusão social. pacto assinado pelo Governo e pelos parceiros sociais subscritores em finais de 1996. quer à Comissão de Acompanhamento do Acordo de Concertação Estratégica. Destacam-se em particular a valorização do sistema de Reconhecimento. escolas profissionais e outras entidades enquadradoras de estagiários e bolseiros. a quem incumbe pronunciar-se sobre as grandes opções de política económica e social. (que deverá constituir a ‘porta de entrada’ para a formação de adultos). as organizações sindicais e profissionais. com vias diversificadas. que um factor-chave para o desenvolvimento. desde que a formação se integre no objecto da missão social. tendo entre outros objectivos a elevação dos níveis de qualificação de base da população adulta.3. Relativamente às ofertas de educação e formação profissionalizante dirigidas a adultos pouco escolarizados. Formação Profissional e Educação de Adultos na Europa 53/58 . o que constitui o principal mote para a adopção de posturas pró-activas face à procura de novas qualificações. profissionais ou sindicais.Portugal (2006/2007) Neste âmbito. permite estruturar percursos de formação complementares ajustados a cada individuo. têm a sua situação precarizada por deterem um baixo nível de qualificação. b) Comissão Permanente de Concertação Social (CPCS). que. em contextos diferenciados de aprendizagem. A iniciativa do Governo “Novas Oportunidades” conjuga aqueles objectivos ao assumir.4. Funções de natureza consultiva no que se refere a questões de política educativa e de formação profissional cabem. São também parceiros sociais as autarquias locais. induzindo ainda o reconhecimento individual da capacidade de aprender. e a oferta de formação profissionalizante dirigida a adultos pouco escolarizados. embora se encontrem a trabalhar. de um sistema articulado de educação e formação. são consideradas como entidades formadoras: a) instituições do ensino secundário ou superior. d) Agência Nacional para a Qualificação (ANQ) que visa potenciar o quadro de qualificação da população adulta.

O plano curricular tem a duração de 1 ano. sendo que o acesso a qualquer dos níveis depende de uma das seguintes condições: a) apresentação de certificado de conclusão do nível precedente.° ciclo do ensino básico. O horário e a duração do curso são acordados entre formadores e alunos. conduz à obtenção de um grau de escolaridade e à atribuição de um diploma ou certificado equivalentes aos conferidos pelo ensino regular. A estrutura curricular do 1.° ciclo do ensino básico integra as seguintes disciplinas: Português. 2.º e 12 º anos de escolaridade.º. que constitui a via formal de educação de adultos e que. como instrumento adequado à superação das lacunas de formação em adultos pouco escolarizados. O ensino recorrente tem a mesma organização da educação formal: 1. que correspondem ao ensino secundário.º ciclos. Têm acesso a este tipo de ensino. prevendo-se ajustamentos de acordo com as necessidades dos alunos. quer ao nível do ensino básico. designadamente. no que respeita aos seus níveis educativos. b) avaliação diagnóstica globalizante. o prosseguimento de estudos e/ou o desenvolvimento de competências profissionais. prosseguir estudos no âmbito das restantes alternativas de educação e formação. o ensino recorrente visa especialmente a eliminação do analfabetismo funcional. A estrutura curricular do 2. Alargamento das possibilidades de acesso à formação por parte de activos empregados. • As principais vias de estudo em que se organiza a educação de adultos são: (i) Os Cursos de Educação e Formação (CEF).º e 3.Portugal (2006/2007) A concretização dos objectivos genericamente enunciados pressupõe medidas que incidam. b) atenuar os desequilíbrios existentes entre os diversos grupos etários. Forte incremento da procura de formação de base por parte dos vários grupos de adultos. aos que abandonaram precocemente o sistema educativo e aos que o procuram por razões de promoção cultural ou profissional. que correspondem à escolaridade obrigatória e 10. quer do ensino secundário. sem todavia lhes retirar a sua vocação tendente ao prosseguimento de estudos. Formação Profissional e Educação de Adultos na Europa . não pretendendo. os indivíduos a partir dos 15 e dos 18 anos de idade. Reorganização do actual modelo de ensino recorrente – via de educação formal de adultos – com percursos formativos mais ágeis e flexíveis. Validação e Certificação de Competências adquiridas em todos os contextos da vida. Matemática e Mundo Actual. procurando dar resposta às necessidades educativas e formativas dos jovens.° ciclo do ensino básico contempla uma área única abrangendo os seguintes domínios: Português. tendo como referência um mínimo de 150 horas lectivas ou 60 dias. que. Nos 2. de imediato. designadamente o desqualificado. Matemática e Língua Estrangeira (Francês ou Inglês). com idade igual ou superior a 15 anos. São objectivos próprios desta modalidade de ensino: a) assegurar uma escolaridade de segunda oportunidade aos que dela não usufruíram na idade própria.º. (ii) O Ensino Recorrente.º ano do sistema de Reconhecimento.°ciclos do ensino básico e no ensino secundário. No 1. Expansão da rede de “Centros Novas Oportunidades” e alargamento ao 12. sobre: • • • • Aumento da oferta de cursos de Educação e Formação de Adultos (EFA). que visam a promoção do sucesso escolar. preferem aceder a uma qualificação profissional mais consentânea com os seus interesses e expectativas. pressupondo a última o desenvolvimento de trabalho multidisciplinar. respectivamente. bem como a prevenção dos diferentes tipos de abandono escolar. 54/58 Estruturas dos Sistemas de Ensino. 11.º e 3. através da modulação e ajustamento das ofertas e da adopção de mecanismos de organização e repartição de custos de formação que assegurem a efectivação do direito individual à formação e que sejam compatíveis com a competitividade actual e futura das empresas. de uma forma organizada e segundo um plano de estudo. As áreas "Homem e Ambiente" e "Formação Complementar" fazem igualmente parte da estrutura curricular deste ciclo.

as 3 competências–chave definidas. o ensino recorrente atribui os mesmos diplomas e certificados que os conferidos pelo ensino regular. Formação Profissional e Educação de Adultos na Europa 55/58 .° ciclo e realiza-se por área disciplinar no 2°. É nesta fase que o adulto constrói o seu Dossier pessoal. consubstanciadas num conjunto de actividades assentes em metodologias várias. No que diz respeito ao ensino secundário. Os Centros RVCC organizam o processo de cada adulto segundo três eixos de intervenção – Reconhecimento. Este processo permite aos menos escolarizados e aos activos empregados e desempregados verem reconhecidas. nos mais variados contextos. A duração média do curso é de 2 anos. O currículo distribui-se pelas seguintes disciplinas: Língua Portuguesa. equivalente ao 12. ou seja. o currículo é semelhante ao currículo dos cursos diurnos da educação formal.Chave para a Educação e Formação de Adultos. Linguagem e Comunicação.° ciclos do ensino básico a avaliação contínua é descritiva e qualitativa.° e 3. bem como da indicação de materiais de consulta complementares ou alternativos.º ano. foram adquirindo ao longo da vida. Ciências Naturais e Ciências Sociais. sendo os objectivos. o balanço de competências. para todos os efeitos legais. atribuída uma qualificação profissional de nível 3. maiores de 18 anos. ° ciclo do ensino básico e no ensino secundário a avaliação é quantitativa. com as respectivas componentes de formação. Validação e Certificação. designadamente. existindo aulas de apoio para os alunos do regime não presencial. No 1. (iii) O processo de Reconhecimento. No 3. de acordo com o definido no Referencial de Competências. as formações complementares. como a informação. Tecnologia e Ciência. o aconselhamento. contemplam os seguintes campos: Sociedade. A avaliação assume duas formas: avaliação contínua e avaliação final. Validação e Certificação de Competências (RVCC). permitindo que o aluno progrida dentro do seu próprio ritmo e suas possibilidades. objectivos. contemplando cursos científico-humanísticos.° e 2. documento que contém todas as provas documentais das competências de que é portador. à escolaridade obrigatória. Tecnologias de Informação e da Comunicação. finalidades e competências adaptados aos adultos. Língua Estrangeira. O programa de cada disciplina ou área disciplinar é constituído por uma sequência de blocos. a provedoria e a animação local.° ciclos do ensino básico. para todos os efeitos legais. que se destina a todas as pessoas adultas. Tecnologias de Informação e Comunicação.º ciclo do ensino básico e ensino secundário o regime é por disciplina e a assiduidade concretiza-se nas modalidades de presencial e não presencial.° ciclo do ensino básico recorrente é. Nos cursos do 2. Relativamente à certificação. Cidadania e Profissionalidade. através do esclarecimento de dúvidas suscitadas pela utilização de guias de aprendizagem ou de outros manuais. A titularidade do 3. avaliação e certificação próprias. A conclusão com aproveitamento do ensino secundário recorrente é. Matemática. Para a educação básica. Os formandos que o requeiram podem ter uma avaliação final. No caso de conclusão com sucesso de um curso tecnológico e de um curso artístico especializado é. Tem carácter global no 1. Cultura.Portugal (2006/2007) O 3. com conteúdos. adoptando-se a escala de 0-20 valores. Relativamente ao ensino secundário recorrente. Reconhecimento de Competências: processo de identificação pessoal de competências previamente adquiridas. dependendo contudo do ritmo de aprendizagem de cada aluno. validadas e certificadas as competências e conhecimentos que. Cidadania e Empregabilidade. ° ciclo do ensino básico está organizado por blocos capitalizáveis. organizado por módulos capitalizáveis. as competências – chave estão divididas em 4 áreas: Linguagem e Comunicação. assegurando igualmente uma oferta diversificada de serviços. equivalente ao 9. A metodologia adoptada no ensino recorrente visa apoiar a autoformação do aluno. sem a escolaridade básica de 9 anos ou sem o ensino secundário.° ano de escolaridade. Validação de Competências: acto formal realizado pelo Centro e que se consubstancia num conjunto de actividades que visam apoiar o adulto no processo de avaliação das suas competências relativamente às 4 áreas Estruturas dos Sistemas de Ensino. ainda. cursos tecnológicos e cursos artísticos especializados. No 3. Matemática para a vida. da negociação de estratégias individuais de aprendizagem e avaliação. o diploma corresponde à conclusão da totalidade de cada ciclo.

º. 2 e 3. No final do processo RVCC. equivalente ao 1. por via formal.º ciclos do ensino básico ou do ensino secundário. No final do percurso formativo é emitido um certificado de educação e formação de adultos – Básico 1 (B1). o Júri deverá ainda posicioná-lo nas várias unidades de competência das áreas de Competências-Chave de cada um dos níveis – Básico 1 (B1). não formais e informais. quer secundário). associados a uma qualificação profissional de níveis 1. Uma tipologia de itinerários com base no desenho curricular dos cursos EFA. o adulto fica na posse do Dossier pessoal e de um Certificado de Educação e Formação de Adultos. Finalmente e. tendo sempre em conta o Pedido de Validação de Competências apresentado pelo adulto. sem qualificação profissional. Destinam-se a adultos maiores de 18 anos que não possuem a escolaridade básica de 9 anos ou o ensino secundário.º. numa óptica de dupla certificação escolar e profissional e possibilita o acesso a desempenhos profissionais qualificados. Básico 2 (B2). não formal ou informal.º ou 3. Este referencial é organizado com base nos Referenciais de Formação do IEFP. e que culmina com o registo destas na Carteira Pessoal de Competências-Chave e a emissão de um certificado legalmente equivalente aos diplomas dos 1. A oferta de cursos de Educação e Formação de Adultos (EFA) permite a obtenção dos 1. Certificação de Competências: processo que confirma as competências adquiridas em contextos formais. de acordo com o definido no Referencial de Competências-Chave para a Educação e Formação de Adultos. equivalente ao 3. sistemas flexíveis de formação organizados em módulos ou unidades e formação em função dos perfis individuais dos candidatos.Portugal (2006/2007) de Competências-Chave e aos níveis de certificação escolar. Processos estruturados para reconhecimento e validação de competências adquiridas ao longo da vida. ministérios. interpretando a correlação entre todas as provas aí documentadas e o Referencial de Competência-Chave. integrando um leque alargado de áreas de formação. O percurso de formação é constituído em função dos conhecimentos já adquiridos pelos formandos. Este processo culmina com a intervenção do Júri de Validação. Formação Profissional e Educação de Adultos na Europa . 2.º ciclos do ensino básico e ensino secundário. estruturados em itinerários de qualificação assentes em unidades capitalizáveis. ao analisar e avaliar o Dossier Pessoal apresentado pelo adulto. que constituem uma oferta integrada de educação e formação com dupla certificação. Um referencial de formação para a formação profissionalizante baseado em itinerários de qualificação. Básico 3 (B3) ou Secundário. Esta oferta formativa assenta nos seguintes princípios orientadores: percursos flexíveis de formação. abrindo mais e melhores perspectivas de formação ao longo da vida. através da aplicação de: Um referencial de Competências-Chave para a formação de base ou para o nível secundário.º ciclo do ensino básico e ao nível 1 de qualificação profissional.º e 3. O plano curricular de cada curso EFA organiza-se em torno de duas componentes articuladas: a formação de base e a formação profissionalizante. Básico 2 (B2). escolar e profissional. • • • • • Assim. empregados ou desempregados. estruturada com base no Referencial de Competências-Chave para a Educação e Formação de Adultos (quer de nível básico. já validadas. (iv) Os Cursos de Educação e Formação de Adultos (EFA).º ciclo do ensino básico e ao nível 1 de qualificação profissional. Básico 3 (B3). esta oferta assenta em percursos flexíveis. 2. equivalente ao 2. inscritos nos Centros de emprego do IEFP ou indicados por outras entidades. 56/58 Estruturas dos Sistemas de Ensino. da sua experiência pessoal e profissional e dos diferentes contextos socioeconómicos e culturais em que estão inseridos. como empresas. sindicatos e outros.º ciclo do ensino básico e ao nível 2 de qualificação profissional ou ao ensino secundário e qualificação profissional de nível 3.

Portugal (2006/2007) (v) A Educação Extra-Escolar. consolidação. pretendendo estimular os públicos adultos a adquirir. No que respeita à certificação. realizando cursos livres de línguas estrangeiras abertos ao público em geral. os conhecimentos adquiridos através da educação extra-escolar podem ser reconhecidos e creditados como equivalentes a unidades/blocos de disciplinas do ensino recorrente. seminários e círculos de estudo sobre temas culturais relacionados com a língua. São objectivos próprios da educação extra-escolar: a) promover o desenvolvimento e a actualização de conhecimentos e de competências em substituição ou complemento da educação escolar. dentro de condições específicas definidas para cada curso. uma vez que a mobilidade entre a educação extra-escolar e o ensino recorrente é garantida através de um sistema de análise curricular. independentemente da habilitação escolar ou da qualificação profissional que possuem. promovendo conferências. Estruturas dos Sistemas de Ensino. A organização curricular é flexível e diferenciada e compreende três módulos (50 h cada). garantindo a obtenção dos certificados por ele atribuídos. competindo aos formadores a elaboração de relatórios individuais e por domínios. ou ao ensino superior. bem como de acções de curta duração no âmbito dos cursos EFA. sequenciais ou alternadas. c) cursos realizados em articulação com o ensino recorrente.5. desenvolver ou reforçar as suas competências pessoais. b) combater o analfabetismo literal e funcional. através da realização de provas específicas. baseadas nas competências adquiridas ao longo da vida. A conclusão de um curso de nível secundário. organizadas fora do sistema escolar e realizadas num quadro de iniciativas múltiplas. No final de cada curso será atribuída a cada formando a menção de "Apto" ou "Não Apto". de Acções S@bER +. Contudo. públicas ou privadas. devem assegurar através de parcerias as ofertas de cursos de Educação e Formação de Adultos. A educação extra-escolar oferece 3 modalidades de cursos: a) cursos sem objectivo de obtenção de equivalências escolares. bem como o aproveitamento final que obtiveram face aos objectivos estabelecidos. levadas a efeito pelos estabelecimentos. mesmo não sendo titulares da habilitação mas desde que revelem capacidade para a sua frequência. que é o conjunto de actividades educativas e culturais de natureza sistemática. Os centros Novas Oportunidades. (vi) As acções S@bER+. para além da função de Reconhecimento. As estruturas. visando a obtenção de equivalência a unidades. A avaliação é contínua e qualitativa. cultura e história portuguesas. que constituem um conjunto diversificado de acções de curta duração. disciplinas ou níveis de ensino recorrente. Para além dos adultos em geral que ingressam através dos exames nacionais e frequentam os estabelecimentos de ensino superior em cursos diurnos ou pós-laborais. nomeadamente leccionação em regime pós-laboral (especialmente no ensino privado). Validação e Certificação de Competências. promovendo cursos de extensão educativa e formação ligados à comunidade da qual fazem parte. permite o acesso ao ensino pós-secundário não superior. podendo articular-se com o ensino recorrente e a educação escolar. profissionais ou escolares. podem frequentar o ensino superior adultos maiores de 23 anos. 7. bem como outras acções de formação tendo por objectivo cursos de reciclagem e actualização. Educação de adultos no ensino superior O ensino superior. c) promover a ocupação criativa e formativa dos tempos livres. de que constem os progressos e dificuldades reveladas por cada formando. conduz o trabalho de disseminação cultural. Destinam-se a pessoas maiores de 18 anos. através das suas instituições. correspondentes a diferentes níveis de dificuldade: iniciação. A frequência com aproveitamento de um ou mais módulos confere um certificado de formação. Formação Profissional e Educação de Adultos na Europa 57/58 . aprofundamento. de qualquer modalidade de educação de adultos. b) cursos com programas próprios. a educação extra-escolar "não constitui um processo dirigido à obtenção de um grau académico". recorrendo a vários métodos de acção: prolongando os horários dos cursos para além do horário normal. formas de organização e processos pedagógicos assumem forma flexível e regem-se pelos princípios específicos da educação de adultos.