Universidade do Sul de Santa Catarina

Palhoça
UnisulVirtual
2007
Trigonometria e
Números Complexos
Disciplina na modalidade a distância
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Pedagógico à Tutoria
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Aprendizagem
Márcia Loch (Coordenadora)
Cristina Klipp de Oliveira
Silvana Denise Guimarães
Pesquisa e Desenvolvimento
Dênia Falcão de Bittencourt
(Coordenadora)
Núcleo de Acessibilidade
Vanessa de Andrade Manuel
Apresentação
Este livro didático corresponde à disciplina Trigonometria e
Números Complexos.
O material foi elaborado visando a uma aprendizagem autônoma,
abordando conteúdos especialmente selecionados e adotando uma
linguagem que facilite seu estudo a distância.
Por falar em distância, isso não significa que você estará
sozinho. Não esqueça que sua caminhada nesta disciplina
também será acompanhada constantemente pelo Sistema
Tutorial da UnisulVirtual. Entre em contato sempre que sentir
necessidade, seja por correio postal, fax, telefone, e-mail ou
Espaço UnisulVirtual de Aprendizagem - EVA. Nossa equipe
terá o maior prazer em atendê-lo, pois sua aprendizagem é nosso
principal objetivo.
Bom estudo e sucesso!
Equipe UnisulVirtual.
Rosana Camilo da Rosa
Eliane Darela
Paulo Henrique Rufino
Palhoça
UnisulVirtual
2007
Design Instrucional
Karla Leonora Dahse Nunes
2ª edição revista e atualizada
Trigonometria e
Números Complexos
Livro didático
Copyright © UnisulVirtual 2007
Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida por qualquer meio sem a prévia autorização desta instituição.





Edição --- Livro Didático

Professores Conteudistas
Rosana Camilo da Rosa
Eliane Darela
Paulo Henrique Ru.no

Design Instrucional
Karla Leonora Dahse Nunes

ISBN 978-85-60694-32-7

Projeto Gráfico e Capa
Equipe UnisulVirtual

Diagramação
Fernando Roberto Dias Zimmermann

Revisão Ortográfica
B2B




516.24
R69 Rosa, Rosana Camilo da
Trigonometria e números complexos : livro didático / Rosana Camilo
da Rosa, Eliane Darela, Paulo Henrique Rufino ; design instrucional Karla
Leonora Dahse Nunes. – 2. ed. rev. e atual. – Palhoça : UnisulVirtual, 2007.
326 p. : il. ; 28 cm.

Inclui bibliografia.
ISBN 978-85-60694-32-7

1. Trigonometria. 2. Números complexos. I. Darela, Eliane. II. Rufino,
Paulo Henrique. III. Nunes, Karla Leonora Dahse. IV. Título.

Ficha catalográfica elaborada pela Biblioteca Universitária da Unisul


Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .3
Palavras dos professores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .9
Plano de estudo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
UNIDADE 1 – Estudando a Trigonometria nos Triângulos . . . . . . . . . . . . . 17
UNIDADE 2 – Conceitos Básicos da Trigonometria . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 51
UNIDADE 3 – Estudando as Funções Trigonométricas . . . . . . . . . . . . . . . . 95
UNIDADE 4 – Estudando as Relações, Equações e Inequações
Trigonométricas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 155
UNIDADE 5 – Números Complexos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 193
Para concluir o estudo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 247
Sobre os professores conteudistas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 249
Respostas e comentários das atividades de auto-avaliação . . . . . . . . . . . . 251
Referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 321
Anexo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 323
Sumário
Palavras dos professores
Estamos apresentando os conteúdos relativos à disciplina
Trigonometria e Números Complexos. Os assuntos
apresentados são de fundamental importância para sua
formação profissional e são abordados de forma clara
e objetiva, sempre salientando aspectos da História da
Matemática, conforme preconiza o Projeto Pedagógico
do Curso de Matemática Licenciatura.
É indiscutível que o uso das tecnologias deve estar
presente na sala de aula, logo a formação de um
profissional com competência para desenvolver atividades
didáticas num contexto informatizado torna-se
necessária. No decorrer desta disciplina, vamos incentivá-
lo e orientá-lo para o uso de diferentes softwares
matemáticos.
Utilizamos uma linguagem acessível, pois estamos
inseridos num contexto de Educação a Distância, e uma
linguagem mais técnica poderia prejudicar o andamento
das atividades.
Você terá a oportunidade de desenvolver atividades e
leituras num ambiente virtual, e poderá refletir sobre
aspectos didáticos na abordagem dos tópicos estudados
com a utilização de recursos tecnológicos.
Finalizando, gostaríamos de desejar um ótimo trabalho,
e dizer que nossa relação didática será no ambiente
virtual, mas estaremos sempre em contato para sanar
suas dúvidas. Procure manter suas atividades em dia e
conte conosco.
Profª. Eliane Darela, Msc.
Prof . Paulo Henrique Rufino.
Profª. Rosana Camilo da Rosa, Msc.
Plano de estudo
O plano de estudos visa a orientá-lo/a no desenvolvimento
da disciplina. Nele, você encontrará elementos que
esclarecerão o contexto da disciplina e sugerirão formas de
organizar o seu tempo de estudos.
O processo de ensino e aprendizagem na UnisulVirtual
leva em conta instrumentos que se articulam e se
complementam. Assim, a construção de competências se dá
sobre a articulação de metodologias e por meio das diversas
formas de ação/mediação.
São elementos deste processo:
o livro didático;
o Espaço UnisulVirtual de Aprendizagem (EVA);
as atividades de avaliação (auto-avaliação, a
distância e presenciais).
Carga Horária
60 horas – 4 créditos.
Ementa
Arcos e ângulos. Funções trigonométricas. Relações
trigonométricas. Equações e inequações trigonométricas.
Números Complexos. Operações e representações dos
números complexos. Trigonometria e os números complexos.



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Universidade do Sul de Santa Catarina
Objetivo(s)
Geral
A disciplina objetiva a reflexão e construção de conhecimentos
no contexto da Trigonometria e dos Números Complexos,
propiciando ao universitário a oportunidade de: investigar,
observar, analisar e delinear conclusões testando-as na resolução
de problemas, formando uma visão ampla e científica da
realidade.
Específicos
Desenvolver o conceito de razões trigonométricas no triângulo
retângulo.
Resolver problemas aplicando as relações fundamentais entre as
razões trigonométricas.
Reconhecer e aplicar a lei dos cossenos e a lei dos senos na
resolução de triângulos.
Expressar e converter a medida de um ângulo de graus para
radianos e vice-versa.
Introduzir o conceito das funções circulares.
Reduzir arco ao 1º quadrante.
Construir, ler e interpretar gráficos das funções
trigonométricas utilizando, corretamente, procedimentos e
ferramentas tecnológicas.
Resolver equações e inequações trigonométricas.
Resolver e simplificar expressões trigonométricas, aplicando as
relações trigonométricas.
Aplicar as fórmulas da adição, subtração e arco duplo.
Compreender o conceito de números complexos.
Identificar um número complexo na sua forma algébrica e
representá-lo no plano de Argand-Gauss.












13
Trigonometria e Números Complexos
Compreender os conceitos de módulo e argumento de um
número complexo z. Apresentar a forma trigonométrica de z.
Operar com números complexos na forma algébrica e
trigonométrica.
Conteúdo programático/objetivos
Os objetivos de cada unidade definem o conjunto de
conhecimentos que você deverá deter para o desenvolvimento de
habilidades e competências necessárias a sua formação. Neste
sentido, veja a seguir as unidades que compõem o Livro Didático
desta disciplina, bem como os seus respectivos objetivos.
Unidades de estudo: 5
Unidade 1 - Estudando a Trigonometria nos Triângulos
Nesta unidade, apresentam-se as razões trigonométricas nos
triângulos retângulos, bem como as leis dos senos e cossenos
em triângulos quaisquer. O estudo desta unidade nos permite a
resolução de problemas que envolvem situações reais.
Unidade 2 - Conceitos Básicos da Trigonometria
Nesta unidade, são apresentados conceitos relativos à
trigonometria na circunferência. Estes conceitos são
fundamentais para definir o seno e o cosseno na circunferência
trigonométrica, o que também será abordado nesta unidade.
Unidade 3 - Estudando as Funções Trigonométricas
As funções trigonométricas, também conhecidas como funções
circulares, serão discutidas nesta unidade, possibilitando a
leitura gráfica e a modelagem de problemas práticos. Os recursos
tecnológicos serão indispensáveis, pois facilitam as representações
gráficas.


14
Universidade do Sul de Santa Catarina
Unidade 4 - Estudando as Relações, Equações e Inequações Trigonométricas
O estudo das relações e transformações trigonométricas
será abordado nesta unidade, salientando-se que as relações
trigonométricas são decorrentes do seno e cosseno de um arco,
estudados na unidade 2. Amplia-se o estudo, nesta unidade,
abordando equações e inequações trigonométricas.
Unidade 5 - Números Complexos
Nesta unidade, apresenta-se um novo conjunto, chamado
conjunto dos números complexos. Serão abordadas as operações
na forma algébrica e trigonométrica, bem como a representação
gráfica desse número.
Agenda de atividades/ Cronograma
Verifique com atenção o EVA. Organize-se para acessar
periodicamente o espaço da Disciplina. O sucesso nos
seus estudos depende da priorização do tempo para a
leitura; da realização de análises e sínteses do conteúdo; e
da interação com os seus colegas e tutor.
Não perca os prazos das atividades. Registre as datas no
espaço a seguir, com base no cronograma da disciplina
disponibilizado no EVA.
Use o quadro para agendar e programar as atividades
relativas ao desenvolvimento da Disciplina.



15
Trigonometria e Números Complexos
Atividades
Avaliação a Distância
Avaliação Presencial
Avaliação Final (caso necessário)
Demais atividades (registro pessoal)
UNIDADE 1
Estudando a Trigonometria nos
Triângulos
Objetivos de aprendizagem

Desenvolver o conceito de razões trigonométricas no
triângulo retângulo.

Resolver problemas aplicando as relações fundamentais
entre as razões trigonométricas.

Reconhecer e aplicar a lei dos cossenos e a lei dos senos
na resolução de triângulos.
Seções de estudo
Seção 1 Introdução à Trigonometria
Seção 2 Definindo as razões trigonométricas no
triângulo retângulo
Seção 3 Relações trigonométricas em um triângulo
qualquer: lei dos senos e lei dos cossenos
1
18
Universidade do Sul de Santa Catarina
Para início de conversa
Sabe-se que algumas medidas podem ser obtidas diretamente,
outras são obtidas de modo indireto. A largura de uma sala,
por exemplo, pode ser medida com uma trena, o comprimento
de uma estrada pode ser medido, por meio de um hodômetro
instalado em um automóvel que percorra a estrada do início
ao fim. Em ambos os casos essa medida é encontrada de modo
direto. Já a distância da Terra até a Lua só pode ser obtida de
modo indireto.
A Trigonometria é uma ferramenta importante para a resolução
de problemas que envolvem grandes distâncias como os de
engenharia, navegação e astronomia.
Nesta unidade, você estudará a trigonometria no triângulo
retângulo, bem como as leis dos senos e cossenos em triângulos
quaisquer. A contextualização da trigonometria, por ser de suma
importância, será abordada no desenvolvimento das atividades.
SEÇÃO 1 – Introdução à trigonometria
O que é trigonometria?
Tri = três
gonos = ângulos
metria = medição
Logo, trigonometria significa medição de três ângulos.
19
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 1
Você sabia...
Triângulo retângulo é um triângulo que possui um ângulo
reto (90º).
O estudo da trigonometria foi impulsionado pela necessidade
de evolução da Agrimensura, Navegação e Astronomia, já que
as dimensões do universo sempre fascinaram os cientistas. O
astrônomo grego Aristarco de Samos (310 a.C. - 230 a.C.) foi
um dos primeiros a calcular as distâncias que separam a Terra,
a Lua e o Sol. Para isso, ele usou relações entre as medidas dos
lados dos triângulos retângulos com seus ângulos internos.
Acredita-se que, como ciência, a trigonometria nasceu com
o astrônomo grego Hiparco de Nicéia (190 a.C. - 125 a.C.),
também conhecido como o Pai da Trigonometria por ter
estudado e sistematizado algumas relações entre os elementos
de um triângulo.
A relação entre as medidas dos lados de um triângulo com as
medidas de seus ângulos é de grande utilidade na medição de
distâncias inacessíveis ao homem, como a altura de montanhas,
torres e árvores, ou a largura de rios e lagos.
Também encontra-se aplicações da trigonometria na Engenharia,
na Mecânica, na Eletricidade, na Acústica, na Medicina e até na
Música.
Para compreender, acesse
o site sugerido na seção
‘saiba mais’ ao final desta
unidade.
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Universidade do Sul de Santa Catarina
SEÇÃO 2 - Definindo as razões trigonométricas no
triângulo retângulo
Do ponto de vista matemático, o desenvolvimento da
trigonometria está associado à descoberta de constantes nas
relações entre os lados de um triângulo retângulo.
Suponha que a Figura 1.1 represente uma rampa, em uma pista
de skate, que forma um ângulo de α graus com o solo:
Quando o skatista percorre 50m sobre a rampa, o mesmo
fica a uma altura de 30 metros e o seu deslocamento na
horizontal é de 40 metros;
Quando o skatista percorre 75m sobre a rampa, o mesmo
fica a uma altura de 45 metros e o seu deslocamento na
horizontal é de 60 metros;
Quando o skatista percorre 100m sobre a rampa,
o mesmo fica a uma altura de 60 metros e o seu
deslocamento na horizontal é de 80 metros.
Figura 1.1: Representação da situação problema
Na figura 1.2, tem-se os triângulos retângulos ABS, ACT e
ADU semelhantes entre si. Escreva a razão entre a altura que o
skatista atinge e a distância percorrida sobre a rampa, para os três
momentos considerados.



21
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 1
Figura 1.2: Representação da distância percorrida e da altura
Temos: ∆ ABS ~ ∆ ACT ~ ∆ ADU
Logo:
BS
AS
CT
AT
DU
AU
= = → = = =
30
50
45
75
60
100
0 6 ,
(valor
constante).
Você pode observar que, em qualquer um dos triângulos
retângulos considerados, a razão entre a medida dos lados BS,
CT e DU, opostos ao ângulo α, e a medida dos lados AS, AT e
AU, opostos ao ângulo reto é igual a 0,6, independentemente das
medidas dos lados considerados.
Esse valor constante é chamado seno do ângulo α e simbolizamos
por sen α.
Agora, vamos escrever a razão entre o deslocamento na
horizontal e a distância percorrida sobre a rampa pelo skatista,
para os três momentos considerados.
Figura 1.3: Representação da distância percorrida e do deslocamento na horizontal


Temos:
AB
AS
AC
AT
AD
AU
= = → = = =
40
50
60
75
80
100
0 8 ,
(valor
constante).
22
Universidade do Sul de Santa Catarina
Você pode observar que, em qualquer um dos triângulos
retângulos da figura 1.3, a razão entre a medida dos lados AB,
AC e AD, adjacentes ao ângulo α, e a medida dos lados AS, AT e
AU, opostos ao ângulo reto é igual a 0,8, independentemente das
medidas dos lados considerados.
Esse valor constante é chamado cosseno do ângulo α e
simbolizamos por cos α.
Ainda há uma terceira igualdade que podemos estabelecer: a
razão entre a medida da altura que o Skatista atinge e o seu
deslocamento na horizontal.

Figura 1.4: Representação da altura e do deslocamento na horizontal

Temos:
BS
AB
CT
AC
DU
AD
= = → = = =
30
40
45
60
60
80
0 75 ,
(valor
constante).
Você pode observar, na figura 1.4, que em qualquer um
dos triângulos retângulos, a razão entre a medida dos
lados BS, CT e DU, opostos ao ângulo α, e a medida dos
lados AB, AC e AD, adjacentes ao ângulo α é igual a 0,75,
independentemente das medidas dos lados considerados.
Esse valor constante é chamado tangente do ângulo α e
simbolizamos por tg α.
Os números que expressam o seno, cosseno e tangente do ângulo
agudo α, são denominados razões trigonométricas do triângulo
retângulo.
23
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 1
Generalizando, tem-se:

Figura 1.5: Triângulo retângulo
Na figura, 1.5 tem-se:
O triângulo ABC é retângulo em A;
O lado oposto ao ângulo reto denomina-se
hipotenusa (a);
Os lados b e c denominam-se catetos;
O cateto b é oposto ao ângulo β e adjacente ao ângulo α;
O cateto c é oposto ao ângulo α e adjacente ao ângulo β.
Você lembra do Teorema de Pitágoras?
O quadrado da hipotenusa é igual à soma dos
quadrados dos catetos:
a
2
=b
2
+c
2





24
Universidade do Sul de Santa Catarina
Desta forma, tem-se:
sen
b
a
β
β
= =
=
cateto oposto
hipotenusa
cateto adjacente
hipote
cos
nnusa
cateto oposto
cateto adjacente
=
= =
c
a
tg
b
c
β
De modo análogo, pode-se estabelecer as razões para o ângulo α.
Que tal você rever agora alguns aspectos que
caracterizaram a vida de Pitágoras e a história da
matemática?
Retrospectiva histórica
Pitágoras viveu há 2.500 anos e não deixou obras
escritas. O que se sabe de sua biografia e de suas
idéias é uma mistura de lenda e história real.
Acerca de 50 Km de Mileto, na ilha Jônia de Samos,
por volta de 589 aC. nasceu Pitágoras, que também
esteve no Egito e, por desavenças com o tirano
Polícrates, de Samos, mudou-se para Crotona ao
sul da Península Itálica onde fundou uma sociedade
voltada ao estudo da Filosofia, das Ciências Naturais
e da Matemática, chamada Escola Pitagórica.
Rapidamente, os membros desta sociedade passaram
a ver números por toda a parte concluindo que o
Universo era regido por uma inteligência superior
essencialmente matemática.
25
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 1
Figura 1.6 – Pitágoras
Fonte: http://centros5.pntic.mec.es/ies.sierra.minera/dematesna/demates45/op-
ciones/sabias/escuela%20pitagorica/escuela%20pitagorica.htm.
Capturado em 09/04/2006
Atualmente não há documentos que justifiquem a afirmação
de que o Teorema de Pitágoras foi demonstrado pela primeira
vez pelos Pitagóricos. Conjetura-se que os membros da mais
antiga escola pitagórica conheciam muito bem a geometria dos
babilônios, portanto, as idéias básicas do teorema poderiam ter
suas origens em outras épocas bem mais remotas.
O maior feito teórico dos pitagóricos foi a descoberta dos
irracionais, mas seu mérito máximo consiste em haverem
provocado uma verdadeira epidemia de interesse pela matemática,
que contagiou a maioria das cidades-estado da Grécia.
Saiba mais
Você poderá enriquecer mais esta leitura, lendo:
Boyer, Carl Benjamin, 1906- História da Matemática.
Ângulos notáveis
Os ângulos de 30º, 45º e 60º são considerados notáveis uma
vez que aparecem freqüentemente nos problemas de geometria.
Apresentamos a dedução dos valores do seno, do cosseno e da
tangente do ângulo de 45º. Os outros dois ângulos você mesmo
fará resolvendo o exercício 1 das atividades de auto-avaliação ao
final da unidade.
26
Universidade do Sul de Santa Catarina
Podemos resumir as razões trigonométricas dos ângulos notáveis
em uma única tabela:
27
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 1
Considerando as definições das razões trigonométricas e
utilizando processos mais sofisticados de medidas de ângulos
e segmentos, podemos construir uma tabela de valores
trigonométricos para consultar quando encontrarmos situações
que não envolvam ângulos notáveis. Em anexo encontra-se uma
tabela que fornece as razões trigonométricas dos ângulos de 1º a
89º.
Você pode, também, obter diretamente valores trigonométricos
utilizando as funções de uma calculadora científica ou softwares
matemáticos.
Você sabia...
Nas calculadoras científicas, o seno que abreviamos por sen é
identificado por sin e a tangente, tg, é identificada por tan.
28
Universidade do Sul de Santa Catarina
Nos exemplos a seguir você irá utilizar as razões trigonométricas
para descobrir as medidas desconhecidas indicadas por x. Será
um bom exercício para verificar a sua compreensão do assunto até
o presente momento.
1) Calcule o valor de x:
Figura 1.7: Triângulo retângulo
Na figura 1.7, você pode observar que a medida desconhecida x
é o cateto oposto ao ângulo de 55º e que 3 cm corresponde ao
cateto adjacente. Logo, a razão trigonométrica que iremos utilizar
será a tangente.
tg
tg
55
55
3
1 428
3
4
º
º
,
,
=
=
=
=
cateto oposto
cateto adjacente
x
x
x 2284cm
2) Determine o valor de x:
Figura 1.8: Triângulo retângulo
29
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 1
Agora você observa na figura 1.8, que a medida desconhecida é o
cateto oposto ao ângulo de 30º e a hipotenusa vale
16 cm. Portanto, utilizaremos a razão trigonométrica seno para
encontrar a medida x.
sen
cateto oposto
hipotenusa
sen


30
30
16
1
2 16
2 16
8
º
º
=
=
=
=
=
x
x
x
x cmm
3) Encontre o valor de x:
Figura 1.9: Triângulo retângulo
Na figura 1.9 você pode observar que o cateto adjacente mede 10
cm e a medida desconhecida x é a hipotenusa. Assim, usaremos a
razão cosseno para descobrir o valor de x.
cos
cateto adjacente
hipotenusa
cos
60
60
10
1
2
10
20
º
º
=
=
=
=
x
x
x cm
30
Universidade do Sul de Santa Catarina
E então?
Você sentiu dificuldade para compreender os
exemplos?
Se sim, retorne à leitura buscando sanar suas dúvidas.
Caso não compreenda, entre em contato com o(a)
professor(a) tutor(a), via EVA (Espaço UnisulVirtual de
Aprendizagem).
Se não sentiu dificuldades quanto à compreensão dos exemplos,
observe os problemas abaixo:
P1) Um eletricista deseja conhecer a altura de um poste, sabendo
que quando o ângulo de elevação do sol é de 68º, a sombra do
mesmo projetada no solo, mede 2,4 m.
Modelo real Modelo matemático

Figura 1.10: Modelo real e matemático do problema P1
Solução:
A partir da figura 1.10, você pode observar a situação apresentada
no problema P1 e perceber que a solução será encontrada por
meio da razão trigonométrica tangente. Observe que a altura do
poste, representada por x, é o cateto oposto ao ângulo de 68º e
a medida do cateto adjacente ao mesmo ângulo é de 2,4 m, que
corresponde a sombra do poste.
31
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 1
tg
cateto oposto
cateto adjacente
tg
68º
68º
=
=
x
2 4
2 475
,
, ==
=
x
x
2 4
5 94
,
, m
Lembre-se:
A tg 68º= 2,475 é obtida pela calculadora ou pela tabela
trigonométrica.
Resposta: A altura do poste é de 5,94 m.
P2) Uma família desejando realizar um passeio de fim de
semana, parte da sua cidade situada no nível do mar seguindo por
uma estrada em aclive de 36º. Após percorrer 80 m a que altitude
esta família estará?
Modelo real Modelo matemático
Figura 1.11: Modelo real e matemático do problema P2
Solução:
Observando a figura 1.11, você observa a situação apresentada
no problema P2 e percebe que a solução será encontrada por
meio da razão trigonométrica seno. A altitude em que a família
se encontra, está representada por x, sendo denotada por
cateto oposto ao ângulo de 36º. A medida da hipotenusa, que
corresponde a distância percorrida pelo carro é de 80 metros.
32
Universidade do Sul de Santa Catarina
sen
cateto oposto
hipotenusa
sen
36º
36º
80
=
=
=
=
x
x
x
0 588
80
,
447 04 , m
Resposta: A família estará a uma altitude 47,04 metros.
P3) Desejando saber qual a altura de uma torre, uma empresa
de telefonia utilizou um teodolito, aparelho óptico de precisão
utilizado para medir ângulos. O teodolito foi colocado a uma
distância de 50 m da base da torre, num nível de observação de
1,50 m e o ângulo marcado foi de 20º.
Modelo real Modelo matemático
Figura 1.12: Modelo real e matemático do problema P3
Solução:
A situação apresentada no problema P3 está representada na
figura 1.12 e você pode perceber que a solução será encontrada
por meio da razão trigonométrica tangente. A altura da torre está
representada por x, é denotada por cateto oposto ao ângulo de
20º. A medida do cateto adjacente, que corresponde a distância
entre o teodolito e a base da torre é de 50 metros.
tg 20º
cateto oposto
cateto adjacente
tg
50
=
=
=
20
0 364
º
,
x
xx
x
50
18 20 = , m
33
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 1
Note que o nível de observação do teodolito é de 1,50 metros,
logo devemos acrescentá-lo ao resultado encontrado: h= 18,20 +
1,50 = 19,70 metros.
Resposta: A altura da torre é de 19,70 metros.
Você sabia...
Teodolito é um instrumento óptico de precisão para medir
ângulos horizontais e verticais.
Em áreas de grande extensão, o topógrafo precisa, muitas
vezes imaginar triângulos em pontos inacessíveis. Medindo
três elementos desses triângulos, sendo que pelo menos um
deles é um lado, ele pode encontrar as demais dimensões
necessárias para uma aplicação prática.
Veja a seguir, alguns aspectos históricos sobre Hiparco...
Retrospectiva Histórica
Acredita-se que, como ciência, a Trigonometria nasceu com o
astrônomo grego Hiparco de Nicéia (190 a.C. - 125 a.C.). Este
grande astrônomo criou uma matemática aplicada para prever os
eclipses e os movimentos dos astros, permitindo a elaboração de
calendários mais precisos e maior segurança na navegação.
Hiparco estudou e sistematizou algumas relações entre os
elementos de um triângulo, foi ele o primeiro a construir a tabela
trigonométrica.
34
Universidade do Sul de Santa Catarina
Da vida de Hiparco sabe-se apenas que nasceu em Nicéia, em
data desconhecida, e que trabalhou em Alexandria e Rodes.
No tempo de Hiparco a filosofia pitagórica havia estabelecido
um preconceito meramente especulativo: o de que os astros
descrevem movimentos circulares perfeitos. E havia também o
preconceito aristotélico, segundo o qual a natureza dos corpos
celestes é imutável. Meteoritos e cometas não eram tidos como
fenômenos astronômicos, mas atmosféricos, coisas deste mundo
imperfeito e não da eterna impassividade celeste.
Foram idéias como essa que Hiparco refutou, com base nas
observações efetuadas ao longo de uma carreira científica de
mais de trinta anos, provavelmente entre os anos 161 e 127 a.C.
No curso desses trabalhos, Hiparco viria a desvendar um novo
campo da matemática, a trigonometria.
Infelizmente, é impossível avaliar hoje toda a extensão e o
valor da obra deixada por Hiparco. Admite-se que tenha
sido importante, pela influência que exerceu sobre cientistas
posteriores.
SEÇÃO 3 - Relações trigonométricas em um triângulo
qualquer: lei dos senos e lei dos cossenos
As razões trigonométricas estudadas até agora foram utilizadas
em triângulos retângulos. Esta seção tem por finalidade mostrar
outras relações que valem para quaisquer triângulos, assim, você
estudará a seguir, valores de senos e cossenos de ângulos obtusos.
Como esse assunto ainda não foi abordado, você aprenderá neste
momento apenas como lidar com eles na prática e deixaremos a
parte teórica, desses ângulos, para a próxima unidade.
Você sabia...
Ângulo obtuso é um ângulo cuja medida é maior que 90º.
35
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 1
Lei dos senos
Um fazendeiro deseja instalar energia elétrica em uma parte de
sua fazenda que é cortada por um rio. Para tanto, precisa colocar
dois postes em lados opostos deste rio para permitir a passagem
do fio.
Para fazer este projeto é necessário saber a distância entre
os postes, e a presença do rio impede a sua medição direta.
Utilizando um aparelho apropriado, o teodolito, o fazendeiro
posicionou-se em um local em que era possível visualizar os dois
postes e medir a distância entre eles, o ângulo obtido entre a
linha de visão dele e os postes foi de 120º. Seu ajudante mediu a
distância entre o poste mais afastado e o fazendeiro obteve 100
metros. Mediu também o ângulo entre a linha do poste mais
próximo do fazendeiro e a linha entre os postes, obtendo 45º.
Modelo real Modelo matemático
Figura 1.13: Modelo real e matemático do problema enunciado
Note que no modelo matemático da figura 1.13, temos o
triângulo AÔB obtusângulo e descobrir a medida do lado AB é
a resolução do problema. Para encontrarmos esta medida vamos
estudar a lei dos senos cujo teorema é enunciado abaixo.
Teorema
Em todo o triângulo, as medidas dos lados são
proporcionais aos senos dos ângulos opostos:
a b c
sen A sen B sen C
^ ^ ^
= =
36
Universidade do Sul de Santa Catarina
Considere o triângulo ABC representado na figura 1.14:

Figura 1.14: Lei dos senos
Agora observe a resolução do problema!
100
45 120
100
2
2
3
2
2
2
100 3
2
100 3
2
100 3
2
2
2
100
sen
d
sen
d
d
d
d
d
º º
.
=
=
=
=
=
=
66
4
100 6
2
50 6
122 47
d
d
d m
=
=
= ,
Resposta: A distância entre os postes é de aproximadamente
122,47 metros.
Na seqüência, acompanhe a demonstração dessa lei.
37
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 1
Existem três casos a considerar:
O triângulo ABC é retângulo;
O triângulo ABC é obtusângulo;
O triângulo ABC é acutângulo.
Faremos a demonstração quando o triângulo for acutângulo. Os
outros dois casos você irá demonstrar na resolução do exercício 19
das atividades de auto-avaliação ao final desta unidade.
Considere o triângulo ABC acutângulo, representado na figura
1.15:

Figura 1.15: Representação do triângulo para demonstração
Sejam AH
1
e BH
2
as alturas relativas aos lados BC e AC
respectivamente.
No triângulo retângulo AH
1
C, temos que
sen C sen C
^
1
^
= ⇒ =
h
b
h b
1
.
. [1]
No triângulo retângulo AH
1
B, temos que
sen B sen B
^
1
^
= ⇒ =
h
c
h c
1
.
. [2]
Comparando [1] e [2], temos:
b.sen C
^
=
c.sen B
^

⇒ =
sen B sen C
^ ^
b c
[A]



38
Universidade do Sul de Santa Catarina
No triângulo retângulo BH
2
C, temos que
sen C sen C
^
2
^
= ⇒ =
h
a
h a
2
.
. [3]
No triângulo retângulo AH
2
B, temos que
sen A sen A
^
2
^
= ⇒ =
h
c
h c
2
. . [4]
Comparando [3] e [4], temos:
a.sen C
^
= c.sen A
^
⇒ =
sen A sen C
^ ^
a c
[B]
De [A] e [B] podemos concluir que:
a b c
sen A sen B sen C
^ ^ ^
= =
Lei dos cossenos
Na duplicação da BR-101, em um dos pontos do trecho sul, é
necessário a construção de uma ponte que una os pontos A e
B conforme a figura a seguir. O engenheiro responsável pela
obra só conseguiu as seguintes medidas: AC=30m, BC=50m e a
medida do ângulo entre esses lados 120º. Ele necessita descobrir
qual a extensão da ponte.
Modelo real Modelo matemático
Figura 1.16: Modelo real e matemático do problema enunciado no exemplo.
39
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 1
Perceba agora que, no modelo matemático temos o triângulo
ABC obtusângulo representado na figura 1.16, e descobrir a
medida do lado AB é a resolução do problema. A aplicação da
lei dos cossenos é a solução deste problema. Observe o que diz o
teorema:
Em todo triângulo, o quadrado da medida de um lado
é igual à soma dos quadrados das medidas dos outros
dois lados, menos duas vezes o produto das medidas
desses dois lados pelo cosseno do ângulo oposto
àquele lado, ou seja:
a b c b c A
b a c a c B
c a b a b
2 2 2
2 2 2
2 2 2
2
2
2
= + −
= + −
= + −
. . .cos
. . .cos
. . .cos
^
^
CC
^
Figura 1.17: lei do cossenos
Voltando ao problema inicial, de acordo com o triângulo na
figura 1.17, para encontrar o comprimento da ponte, precisamos
encontrar a medida d. Para isso, utilizaremos a lei dos cossenos:
AB AC BC AC BC
d
d
2 2 2
2 2 2
2
2 120
30 50 2 30 50 0 5
900
= + −
= + − −
=
. . .cos º
. . .( , )
++ +
=
=
=
2500 1500
4900
4900
70
2
d
d
d m
Resposta: A extensão da ponte deve ser de 70 metros.
Na seqüência, acompanhe a demonstração dessa lei.
40
Universidade do Sul de Santa Catarina
Existem três casos a considerar:
O triângulo ABC é retângulo;
O triângulo ABC é obtusângulo;
O triângulo ABC é acutângulo.
Faremos a demonstração quando o triângulo for acutângulo.
Na seleção das atividades de auto-avaliação, você resolverá a
atividade 18 que contempla o segundo e o terceito caso onde, Â é
reto e  é obtuso respectivamente.
Considere o triângulo ABC acutângulo, representado na figura
1.18:
Figura 1.18: Representação do triângulo para demonstração
Demonstração:
O segmento CH representa a altura relativa ao lado AB do
triângulo ABC, logo CH é perpendicular a AB.
Perceba que a altura CH divide o triângulo ABC em dois
triângulos retângulos de acordo com a figura
1.19.



41
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 1
Figura 1.19: Representação dos triângulos para demonstração.
Aplicando o Teorema de Pitágoras em ambos os triângulos,
temos:
b
2
= m
2
+ h
2
a
2
= h
2
+(c-m)
2

h
2
= b
2
- m
2
[1] a
2
= h
2
+ c
2
-2.c.m + m
2
[2]
Substituindo [1] em [2], temos:
a
2
= b
2
- m
2
+ c
2
-2.c.m + m
2

a
2
= b
2
+ c
2
-2.c.m [3]
Note no triângulo AHC
^
que temos: cos A
m
b
^
=
Logo m = b.cos [4]
Substituindo [4] em [3], temos:
a
2
= b
2
+ c
2
-2.b.c. cosÂ
De forma análoga, você demonstra que:
b
2
= a
2
+ c
2
-2.a.c. cos B
^
.
c
2
= a
2
+ b
2
-2.a.b. cos
C
^
.
42
Universidade do Sul de Santa Catarina
Retrospectiva Histórica
Considerado o mais eminente matemático do século
XVI, François Viète (1540-1603) contribuiu bastante
para o avanço do estudo da trigonometria. A forma
atual da expressão do teorema dos cossenos foi
estabelecida por ele.
Figura 1.20 - Fonte: http://www.sulinet.hu/ematek/html/images/arckepek/viete.jpg.
Capturado em 16/04/06.
Utilizando recursos tecnológicos na trigonometria
O uso de softwares no ensino é importante. No ensino da
trigonometria pode ser muito interessante no que diz respeito
à visualização de vários conceitos explorados no triângulo
retângulo e em triângulos quaisquer. Como sugestão, indicamos
o software Tales.
Síntese
Nesta unidade você estudou as razões trigonométricas, as leis
do seno e cosseno, bem como suas aplicações. Você deve ter
observado que os conteúdos abordados são muito úteis para
calcular distâncias inacessíveis. Você deverá ter resolvido os
Você poderá encontrar o software
acessando o site:
http://www.unifra.br/cursos/
downloads.asp?curs=25&grad=M
atem%C3%A1tica&endereco=ma
tematica
43
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 1
exercícios da auto-avaliação e esclarecido todas as suas dúvidas
com o professor-tutor para prosseguir seus estudos. Na próxima
unidade, trabalharemos com a trigonometria na circunferência.
Atividades de auto-avaliação
1) Considerando o triângulo eqüilátero ABC de lado a, deduza os valores
do seno, do cosseno e da tangente de 30º e 60º.
2) Qual o valor de a e c no triângulo ABC?
3) Calcule as medidas desconhecidas indicadas nos triângulos abaixo:
a)

44
Universidade do Sul de Santa Catarina
b)
4) Considere o trapézio retângulo ABCD da figura e determine as medidas
x e y indicadas:

5) Observando a seguinte figura, determine:
a) O valor de a;
45
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 1
b) O valor de b;
c) A medida do segmento AD.
6) Calcule o valor de x e y indicados na figura abaixo:
7) Observe o triângulo a seguir, sabendo que a medida do lado AD é
40 cm, encontre a medida do lado BC.
46
Universidade do Sul de Santa Catarina
8) Duas pessoas A e B estão situadas na mesma margem de um rio,
distante 60 3 m uma da outra. Uma terceira pessoa C, na outra
margem, está situada de tal modo que AB seja perpendicular a AC e a
medida do ângulo seja 60º. Determine a largura do rio.
9) Uma árvore projeta uma sombra de 30 m quando o sol se encontra a
64º acima da linha do horizonte. Qual a altura da árvore?
10) (VUNESP/99) Duas rodovias retilíneas A e B se cruzam formando
um ângulo de 45º. Um posto de gasolina se encontra na rodovia A,
a 4 Km do cruzamento. Pelo posto passa uma rodovia retilínea C,
perpendicular a rodovia B. Qual a distância, em Km, do posto de
gasolina a rodovia B, indo através de C?
11) Um estudante de matemática vê um prédio, do Campus da UNISUL
de Tubarão SC, construído em um terreno plano, sob um ângulo de
30º. Aproximando-se do prédio por mais 20 metros, passa a vê-lo sob
um ângulo de 60º. Considerando que a base do prédio está no mesmo
nível do olho do estudante, determine a altura do prédio e a que
distância está o estudante do mesmo.
12) Determine na figura a seguir, a medida do lado AB, sabendo-se a
medida do lado AC é 3 3cm.
47
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 1
13) No triângulo RPM determine o valor de x sabendo que: MP= 10 2 cm;
med( )=60º e med( )=75º.

14) Determine o valor de x na figura abaixo:
15) Qual o perímetro do quadrilátero ABCD?
16) Dois ângulos de um triângulo medem 60º e 75º. Se o lado oposto ao
menor ângulo mede 18 2 cm, qual é o comprimento do lado oposto
ao ângulo de 60º do triângulo?
48
Universidade do Sul de Santa Catarina
17) Os lados de um paralelogramo medem cada um 8 cm, e o menor
ângulo que eles formam mede 60º. Calcule a medida em cm da menor
das diagonais deste paralelogramo.
18) Prove a lei dos cossenos quando:
a) o ângulo  for reto.
b) o ângulo  for obtuso.
19) Prove a lei dos senos quando:
a) o ângulo  for reto.
b) o ângulo  for obtuso.
Desafios na Trigonometria
1)(ITA-SP) Os lados de um triângulo medem a, b e c centímetros. Qual o
valor do ângulo interno deste triângulo, oposto ao lado que mede a
cm, se forem satisfeitos as relações 3a=7c e 3b=8c?
49
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 1
2) (Unicamp-SP) A água utilizada na casa de um sítio é captada e
bombeada do rio para uma caixa d’água a 50 m de distância. A
distância da caixa d’água e o ângulo formado pelas direções caixa
d’água/bomba e caixa d’água/casa é de 60º. Se pretendemos bombear
água do mesmo ponto de captação até a casa, quantos metros de
encanamento são necessários?
Saiba mais
Como você estudou, o uso da trigonometria não se limita apenas
a estudar triângulos. Sua aplicação é bastante difundida em
vários setores tais como Engenharia, Astronomia, Topografia,
Mecânica, etc.
Para saber mais sobre estas aplicações, consulte o site:
http://www.mat.ufpr.br/~licenciar/links/f-trig.htm onde você
verá o cálculo de distâncias entre a Terra e o Sol, a Terra e a Lua
e também a aplicação da trigonometria na construção de um
túnel.
UNIDADE 2
Conceitos Básicos da
Trigonometria
Objetivos de aprendizagem

Expressar e converter a medida de um ângulo de graus
para radianos e vice-versa.

Calcular a primeira determinação positiva de arcos
maiores que 360º.

Introduzir o conceito de seno e cosseno para ângulo de
0º a 360º.

Reduzir arco ao 1º quadrante.
Seções de estudo
Seção 1 Arcos e Ângulos
Seção 2 Conhecendo a Circunferência Trigonométrica
Seção 3 Seno e Cosseno na Circunferência
Trigonométrica
Seção 4 Simetrias
Seção 5 Redução ao primeiro Quadrante
2
52
Universidade do Sul de Santa Catarina
Para início de conversa
Nesta unidade, você ampliará os estudos de seno e cosseno. A
Trigonometria estudada na unidade 1 passará a ocupar toda
uma circunferência, ou seja, o objeto de estudo desta unidade
é definir as razões seno e cosseno, estudadas anteriormente,
na circunferência trigonométrica, também conhecida como
circunferência unitária.
Na unidade anterior, você estudou a Trigonometria com
o objetivo de resolver problemas utilizando os triângulos
retângulos, isto é, utilizou a Trigonometria na forma com a
qual ela apareceu há milhares de anos. Nas seções a seguir,
serão abordados o seno e o cosseno de forma mais acentuada,
trabalhando a Trigonometria como uma necessidade atual da
Matemática.
SEÇÃO 1 - Arcos e Ângulos
Considere a circunferência na figura 2.1.
Figura 2.1: Arco de circunferência
Observe que os pontos A e B dividem a circunferência
em duas partes. Estas partes são denominadas arcos de
circunferência.
53
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 2
Temos:
O arco , em que o ponto A é a origem e B é a
extremidade do arco;
o arco , em que o ponto B é a origem e A é a
extremidade do arco.
Você sabia...
Arco nulo é o ponto;
Arco de uma volta é a
circunferência.


Ângulo Central
Ângulo central é o ângulo cujo vértice é o centro da
circunferência.
Observe a figura 2.2:
Figura 2.2: Ângulo Central
A medida de AÔB é α e denotamos por med(AÔB)= α.
A medida do arco AB é α e denotamos por med( )= α.


54
Universidade do Sul de Santa Catarina
Note que a medida de um arco não representa a medida do
comprimento desse arco.
Observe a figura 2.3:
Figura 2.3: Arcos de circunferência
Os arcos e possuem a mesma medida α, porém, possuem
comprimentos diferentes, m e n respectivamente.
Unidades de medida de arcos e ângulos
Conheça agora as unidades mais utilizadas para medir arcos e
ângulos de circunferência. São elas: o grau e o radiano.
Grau
Você já sabe que uma circunferência é dividida em 360 partes
iguais. O grau é uma dessas 360 partes:
1
1
360
º = da circunferência.

55
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 2
Você sabia...
Existe uma terceira unidade de medida de arco que é o
grado. Grado é a medida de um arco igual a 1/400 do arco
completo da circunferência na qual estamos medindo o arco.
Os submúltiplos do grau são o minuto e o segundo.
1
1`
60
=

do grau.
1
1``
60
= do minuto.
Radiano
Radiano é um arco cujo comprimento é igual ao raio da
circunferência que o contém, cuja notação é rad. Observe a figura
2.4:
Figura 2.4: Radiano
Note que, esticando o arco , a medida do segmento obtido
será igual à do raio.
56
Universidade do Sul de Santa Catarina
Relação entre grau e radiano
Lembre-se que o comprimento de uma circunferência
é calculado pela fórmula 2 C r π = , onde r é o raio da
circunferência.
Como cada raio r equivale a 1 rad, fica claro que o arco de uma
volta de circunferência corresponde a 2π rad. Então, tem-se a
seguinte relação:
360º → 2π rad ou 180º → π rad
É possível estabelecer os seguintes resultados entre as três
unidades:
Desenho
Grau 90 180 270 360
Grado 100 200 300 400
Radiano
π/2 π 3π/2 2π
Observação:
0 graus = 0 grado = 0 radianos
Veja alguns exemplos de como é feita a conversão entre o grau e o
radiano:
1) Vamos converter 300º em radianos.
180
300
180
300
18
30
3
5
3 5
5
3
rad
x
rad
x
rad
x
rad
x
x rad
x rad
π
π
π
π
π
π


=
=
=
=
=




57
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 2
Note que você deverá usar a simplificação até transformar a
fração na forma irredutível, pois o resultado é expresso na forma
de fração e não em forma decimal.
2) Transforme
3
4
rad
π
em graus.
Como já se viu que π rad → 180º, tem-se:
3 3.180 540
135
4 4 4
rad
π
= = =
 

3) Vamos transformar 15º 30’ em radianos.
Primeiro, transforma-se 15º 30’ em minutos:
1º = 60’
15º 30’ = 15.60’ + 30’ = 900’ + 30’ = 930’
Agora, transforma-se 180º também em minutos:
180º = 180.60’ = 10800’
Então, tem-se:
10800
930
10800
930
1080
93
360
31
360 31
31
360
'
'
'
rad
x
rad
' x
rad
x
rad
x
x rad
x rad
π
π
π
π
π
π


=
=
=
=
=
58
Universidade do Sul de Santa Catarina
Tudo com você!
Vá até a página de auto-avaliação e resolva as
atividades referentes a este assunto.
Comprimento de arco de circunferência
Como você estudou anteriormente, a medida de um arco não
representa o seu comprimento, pois este depende do raio da
circunferência em que esteja contido.
Por exemplo, um arco 1  de 60º tomado sobre uma
circunferência de raio 15 cm, tem comprimento maior que um
arco 2  também de 60º, tomado sobre uma circunferência de
7cm de raio.
Então, tem-se:
Sendo AÔB um ângulo central de medida α rad e o arco de
comprimento  , pode-se estabelecer:
Comprimento do arco Medida do arco
r _________________________ 1 rad


_________________________ α rad
que fornece a relação  =α . r
Essa relação permite calcular o comprimento de um arco
de circunferência em função do raio e do ângulo central
correspondente, medido em radianos.
59
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 2
Acompanhe alguns exemplos que envolvem o comprimento de
arco de circunferência.
1) Considere a circunferência representada na figura 2.5:
Figura 2.5: Comprimento de arco de circunferência
Determine, em cm, o comprimento  do arco , sabendo que
α =3 rad.
Resolução:

=α.r

=3.6

=18 cm
2) Qual o valor, em rad, do arco de uma circunferência de 3m de
raio, sabendo-se que o comprimento desse arco é de 4,5 metros?
3
4 5
3
1 5
.r
4,5 .
,
, rad
α
α
α
α
=
=
=
=

3) O pêndulo de um relógio, cujo comprimento é de 25 cm,
executa o movimento de A para B, conforme mostra a figura 2.6.
Determine o comprimento do arco descrito pela extremidade
do pêndulo. Use π=3,14.
60
Universidade do Sul de Santa Catarina
Figura 2.6: Pêndulo
Resolução:
O raio r é representado pelo pêndulo, então, r = 25 cm.
O ângulo α =2.35º = 70º.
Agora, veja a conversão de grau para radianos, pois, como você
sabe, para o cálculo do comprimento de um arco, não é possível
utilizar a medida em graus.
180
70
180
70
18
7
18 7
7
18
º rad
º x
º rad
º x
rad
x
x rad
x rad
π
π
π
π
π


=
=
=
=
Na seqüência, calcula-se o comprimento do arco .

=α.r
7
25
18
175
18
175 3 14
18
30 53
.
. ,
, cm
π
π
=
=
=
=




61
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 2
Verifique se você realmente compreendeu esta seção,
resolvendo os exercícios propostos na auto-avaliação.
Em caso afirmativo, passe para a seção 2, onde será
abordado o ciclo trigonométrico. Se você percebeu
dificuldade em resolver os exercícios, procure
sanar suas dúvidas com o tutor, ou retome a seção
novamente.
SEÇÃO 2 - Conhecendo a circunferência trigonométrica
Quando se fala em ‘ciclo trigonométrico’, fala-se da mesma
circunferência que conhecemos, só que com características
específicas. O ciclo trigonométrico é uma circunferência de raio
unitário (r = 1), cujo centro é a origem do sistema cartesiano. Ele
é orientado positivamente no sentido anti-horário. Observe a
figura 2.7:
Figura 2.7: Ciclo Trigonométrico
O centro da circunferência é O(0,0).
O raio da circunferência é unitário, r = 1.
O ponto A(1,0) é a origem dos arcos, isto é, os arcos são
medidos a partir de A.
O sistema de coordenadas cartesianas divide a
circunferência em quatro regiões, chamadas quadrantes.
Dizemos que um arco pertence ao quadrante no qual se
encontra sua extremidade.





62
Universidade do Sul de Santa Catarina
Veja alguns exemplos:
1) Identifique a que quadrantes pertencem os arcos cujas medidas
são:
a) 130º
Como você pode observar, o arco de 130º, partiu do ponto A no
sentido positivo e sua extremidade está no 2
º
quadrante, logo, ele
pertence a este quadrante.
b) -120º
Agora, observe que o arco de -120º partiu do ponto A, no
sentido negativo e sua extremidade está no 3
º
quadrante, logo, ele
pertence a este quadrante.
63
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 2
c)
5
)
3
c rad
π
Neste exemplo, você observa que o arco de
5
3
rad
π
partiu
do ponto A no sentido positivo, e sua extremidade está no 4
º

quadrante, logo, ele pertence a este quadrante.
Arcos Côngruos
Observe as circunferências representadas na figura 2.8:
Figura 2.8: Arcos Côngruos
Você pode observar que o arco permanece com a mesma
extremidade, independentemente do número de voltas completas
na circunferência.
Assim sendo, é possível definir arcos côngruos como:
Arcos que possuem a mesma extremidade e diferem,
apenas, pelo número de voltas completas na
circunferência.
64
Universidade do Sul de Santa Catarina
Na figura 2.9, marcamos um arco de 60º.
Figura 2.9: Arcos côngruos a 60º
É fácil observar que os arcos de 60º, 420º e 780º têm a mesma
extremidade e, ainda, que poderíamos encontrar infinitos outros
arcos com origem em A e a mesma extremidade. Para isso, basta
descrevermos voltas completas na circunferência.
Dessa forma, podemos escrever:
60º = 60º + 0.360º
420º = 60º + 1.360º
780º = 60º + 2.360º

Assim:
Se um arco mede α graus, a expressão geral dos arcos côngruos a
ele é:
α + k. 360º, k ∈ Z
Se um arco mede α radianos, a expressão geral dos arcos
côngruos a ele é:
α +2kπ, k ∈ Z
É importante que você saiba que, se o arco for negativo, basta
fazer o percurso das voltas no sentido negativo e também ter-se-á
infinitos arcos côngruos com medidas negativas.



65
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 2
Faça a mesma representação gráfica 2.9 para
este caso. É uma boa forma de verificar se você
compreendeu o assunto. Não esqueça que o sentido
negativo, no ciclo trigonométrico, é o sentido horário.
Como visto, a cada ponto da circunferência, podem estar
associados infinitos arcos côngruos. Chamamos, então, de
primeira determinação positiva de um arco, a medida α do arco
côngruo a ele, tal que 0 ≤ α < 360º ou 0 ≤ α < 2 π rad.
Acompanhe alguns exemplos:
1) Calcule a primeira determinação positiva e escreva a expressão
geral dos arcos côngruos a 1240º.
Solução:
Os arcos côngruos diferem apenas pelo número de voltas
completas. Logo, deve-se fazer a divisão do arco de 1240º por
360º. Dessa forma, obtém-se o número de voltas completas e a
sua primeira determinação positiva.
Logo, 160º é a primeira determinação positiva e 3 representa o
número de voltas completas.
A expressão geral dos arcos côngruos a 1240º será:
β = 160º+ k. 360º, k ∈ Z
2) Calcule a primeira determinação positiva e escreva a expressão
geral dos arcos côngruos a -1352º.
Solução:
Daí, -272º + 360º = 88º.
66
Universidade do Sul de Santa Catarina
Logo, 88º é a primeira determinação positiva de -1352º.
A expressão geral dos arcos côngruos a -1352º será:
β = 88º+ k. 360º, k ∈ Z
3) Calcule a primeira determinação positiva e escreva a expressão
geral dos arcos côngruos a
11
3
rad
π
.
Solução:
Para resolver este exercício, deve-se escrever o arco considerado
desmembrando-o de forma conveniente:
Observe que, para desmembrar a fração de forma conveniente, é
necessário pensar em um número que seja imediatamente menor
que o numerador, tal que, dividido pelo denominador, resulte em
um número par.
Logo,
5
3
rad
π
é a primeira determinação positiva de
11
3
rad
π
.
A expressão geral dos arcos côngruos a
11
3
rad
π
será:
β =
5
3
π
+ 2 , kπ, k ∈ Z.
67
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 2
4) Determine, na circunferência trigonométrica, o quadrante
onde está a extremidade dos seguintes arcos:
a) 1720º
Solução:
Para solucionar esta questão, primeiramente, divida o número
apresentado no problema por 360º. Assim, você encontrará o arco
de 280º, que é côngruo ao arco de 1720º.
Logo, eles possuem a mesma extremidade e estão, dessa
forma, no mesmo quadrante que, neste caso, é o quarto, pois
270º < 280º < 360º.
b)
19
4
π
Solução:
Veja que, novamente, encontramos a primeira determinação
positiva do arco, que é
3
4
rad
π
.
Como você percebe, este arco é côngruo a
19
4
π
rad e, portanto,
ambos possuem a mesma extremidade.
Logo, o arco de
19
4
π
rad está é no 2
º
quadrante.
Para entender melhor, note que
3
4
rad
π
é equivalente a 135º.
68
Universidade do Sul de Santa Catarina
Você sabia...
Normalmente, as pessoas justificam que o raio da
circunferência é r=1, porque nas definições dadas para
tangente e secante, bem como nas definições de seno e
cosseno, figura sempre o raio r do círculo no denominador.
Se supusermos r=1, as fórmulas se simplificarão bastante.
Tal explicação deve ser complementada com a observação
de que tomar r=1 corresponde a escolher o comprimento
do raio como unidade de medida. Como todas as linhas
trigonométricas são quocientes entre duas medidas, o
valor de cada uma delas se mantém inalterado quando elas
passam de uma unidade para outra. Por isso, é interessante
convencionar r=1.
(Fonte adaptada do livro Matemática Ensino Médio 2
ª
Luiz Roberto Dante, São Paulo,
Ática, 2004)
SEÇÃO 3 - Seno e Cosseno na Circunferência
Trigonométrica
Na unidade anterior, os valores do senα e cosα foram definidos
apenas para ângulos agudos, ou seja, para 0
2
π
α < < .
Agora, nesta seção, você estudará o seno e cosseno de arcos ou
ângulos maiores que
2
π
rad, algo impensável quando se trabalhava
com triângulos retângulos. Você também poderá trabalhar com
senos e cossenos de ângulos negativos. Veja só que interessante!!!
Definindo Seno e Cosseno na Circunferência Trigonométrica
Considere a figura 2.10:
69
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 2
Figura 2.10: Seno e Cosseno na Circunferência
Então:
Seno do arco cuja medida é x é a ordenada do ponto M,
ou seja: senx=OM”;
Cosseno do arco cuja medida é x é a abscissa do ponto
M, ou seja: cosx=OM’.
Veja por que:
Figura 2.11: Seno e Cosseno


70
Universidade do Sul de Santa Catarina
Observe o triângulo retângulo OM’M da figura 2.11. Neste
triângulo podem-se aplicar as razões trigonométricas, estudadas
na unidade 1.
Para isso, retira-se o triângulo do ciclo trigonométrico para
melhor visualização. Observe a figura 2.12:
Figura 2.12: Triângulo Retângulo
Aplicando-se as razões trigonométricas nesse triângulo, tem-se:
'
'
1
'
''
cateto oposto
sen x
hipotenusa
MM
sen x
OM
MM
sen x
sen x MM
sen x OM
=
=
=
=
=

cos
'
cos
'
cos
1
cos '
cateto adjacente
x
hipotenusa
OM
x
OM
OM
x
x OM
=
=
=
=
Observe, no ciclo trigonométrico, que MM’=OM”.
Dessa forma, mostramos que o seno de um arco é a
ordenada do ponto que representa a extremidade
deste arco e o cosseno é a abscissa desse ponto.
Podemos nos referir aos valores dos arcos em graus ou radianos.
Também podemos pensar em seno e cosseno de arcos maiores
que 90º, algo impensável quando trabalhávamos com triângulos
retângulos. É possível, ainda, pensar em senos e cossenos de
ângulos negativos.
71
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 2
Na unidade 1, você viu que alguns ângulos são considerados
notáveis por serem mais utilizados na resolução de problemas,
são eles: 30º ou
6
π
rad, 45º ou
4
π
rad e 60º ou
3
π
rad. Observe a
representação geométrica do seno e do cosseno de cada um deles:
1
sen
6 2
3
6 2
cos
π
π
=
=
2
sen
4 2
2
cos
4 2
π
π
=
=
3
sen
3 2
1
cos
3 2
π
π
=
=
Agora, serão acrescentados outros arcos que também podem ser
considerados notáveis: 0º ou 0 rad, 90º ou
2
π
rad, 180º ou π rad,
270º ou
3
2
π
rad e 360º ou 2π rad. Geometricamente, cada um
deles, representa o seno e o cosseno. Observe:
72
Universidade do Sul de Santa Catarina
73
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 2
Veja a tabela 2.1, onde estão reunidos os valores do seno e
cosseno representados geometricamente.
Tabela 2.1: Valores Notáveis
x 0 (30º)
6
π
(45º)
4
π
(60º)
3
π
(90º)
2
π
(180º) π
3
(270º)
2
π
2 (360º) π
senx 0
1
2
2
2
3
2
1 0 -1 0
cosx 1
3
2
2
2
1
2
0 -1 0 1
Você sabia...
Criada por Edmund Gunter, a palavra cosseno surgiu no
século XVII como sendo o seno do complemento de um
ângulo. Gunter sugeriu combinar os termos “complemento”
e “seno” em co-sinus, que logo foi modificado para cosinus
e, em português “co-seno”. Os conceitos de seno e cosseno
tiveram origem nos problemas relativos à Astronomia.
Acompanhe alguns exemplos, onde serão calculados os senos e
cossenos de arcos maiores que 360º.
74
Universidade do Sul de Santa Catarina
1) Calcule o valor de sen1845º.
Solução:
Primeiramente, calcula-se a 1
ª
determinação positiva:
Então, sen1845º = sen45º =
2
2
.
Logo,
2
1845º
2
sen = .
2) Calcule o valor de cos(-900º).
Solução:
Deve-se calcular a primeira determinação positiva de (-900º).
Perceba que -180º é a primeira determinação negativa, e precisa-
se da primeira determinação positiva.
Assim: -180º + 360º = 180º.
Logo, a primeira determinação positiva é 180º.
Tem-se, então, que:
cos(-900º)=cos180º=-1
Logo, cos(-900º)=-1
3) Calcule o valor de
19
sen .
3
π
.
Solução: Vamos calcular a primeira determinação positiva.
19 18
6
3 3 3 3
π π π π
π = + = +
Assim, temos que
3
π
é a primeira determinação positiva de
19
3
π
.
75
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 2
Dessa forma,
19 3
sen sen
3 3 2
π π
= = .
Logo,
19 3
sen
3 2
π
=
.
Que tal conhecer mais sobre a história do seno?
Retrospectiva histórica
Enquanto na obra de Ptolomeu, intitulada “Almagesto”, a
“Trigonometria” era fundamentada no estudo da relação entre
um arco arbitrário e sua corda, os hindus apresentaram uma
trigonometria que relacionava a metade da corda e a metade do
ângulo central correspondente a esta corda. Uma vez conhecido o
valor do comprimento de uma corda, pode-se calcular o seno da
metade do arco correspondente, pois a metade do comprimento
da corda dividido pelo comprimento do raio do círculo é,
justamente, esse valor, ou seja, para um círculo de raio unitário, o
comprimento da corda subtendida por um ângulo x é
x
2sen
2
| |
|
\ .
.
Observe a figura 2.13:
Figura 2.13: Meia corda
76
Universidade do Sul de Santa Catarina
^
2
2
2 2
OB r
AOB x
AB
x
sen
r
x AB
sen
r
=
=
=
=
Os hindus chamaram esta meia corda de jiva.
O matemático indiano Aryabhata, por volta do ano 500,
elaborou tabelas envolvendo metades de cordas que, atualmente,
são reconhecidas como tabelas de senos. Ele usou jiva no lugar de
seno. Não é incrível?
Figura 2.14: Aryabhata. Extraído do site: www.freeindia.org/dynamic_includes/images/aryabhata.jpg
Acesso em 28/06/06.
Durante algum tempo, os matemáticos árabes oscilaram entre o
Almagesto e a Trigonometria de jiva. O conflito chegou ao final
quando, entre 850 e 929, o matemático árabe Al-Battani, adotou
a Trigonometria hindu, introduzindo uma preciosa inovação - o
círculo de raio unitário. Surgiu então, o nome da função seno.
77
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 2
Figura 2.15: Al-Battani www.islamonline.com/cgi-bin/news_service/prof... (acesso em 28/06/06)
A palavra hindu jiva (meia corda), dada ao seno, foi traduzida
para o árabe que o chamou de jiba. Tal palavra tem o mesmo som
que jiva. Daí, jiba se tornou jaib nos escritos árabes. A palavra
árabe adequada que deveria ter sido traduzida seria jiba, que
significa a corda de um arco, em vez de jaib, pois foi o estudo das
cordas de arcos numa circunferência que originou o seno.
O nome seno vem do latim sinus que significa seio, volta, curva,
cavidade. Muitas pessoas acreditam que este nome se deve ao fato
de o gráfico da função correspondente ser bastante sinuoso. Mas,
na verdade, sinus é a tradução latina da palavra árabe jaib, que
significa dobra, bolso ou prega de uma vestimenta que não tem
nada a ver com o conceito matemático de seno. Trata-se de uma
tradução defeituosa que dura até hoje.
SEÇÃO 4 - Simetrias
Considere a circunferência trigonométrica representada na figura
2.16:
Figura 2.16: Simetria
78
Universidade do Sul de Santa Catarina
Os pontos M
1
,

M
2
, M
3
e M
4
, vértices do retângulo
M
1
M
2
M
3
M
4
, estão associados a arcos com origem no ponto A.
Os pontos M
2
, M
3
e M
4
, são ditos simétricos de M
1
, no 2
º
, 3
º
e
4
º
quadrantes, respectivamente.
Os arcos AM
1
, A’M
2
, A’M
3
e AM
4
são congruentes de medida
α, em grau ou radiano.
Conhecendo-se a medida de um deles, é possível, pela simetria
existente, calcular a medida dos outros. Observe as figuras 2.17 e
2.18.
Em Grau:
Figura 2.17: Simetria em graus
Em Radiano:
Figura 2.18: Simetria em radianos
79
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 2
Utilizando as unidades indicadas em cada
circunferência trigonométrica, determine as medidas
dos arcos trigonométricos simétricos na primeira volta
positiva:
a)

Solução:
Veja que o arco mede 60º, e que os pontos C, D
e E são simétricos a B. Portanto, os arcos , , e
são congruentes de medida 60º.
Logo, os arcos , e , serão determinados
do seguinte modo:
=180º - 60º
=120º.

= 180º + 60º
= 240º.

= 360º - 60º
= 300º.
80
Universidade do Sul de Santa Catarina
b)
Solução:
Veja que o arco é
17
12
π
rad, e que os pontos B, C
e E são simétricos a D. Portanto, os arcos , e
são congruentes de medida
17
12
π
rad.

Logo, os arcos , e serão determinados do
seguinte modo:
81
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 2
SEÇÃO 5 - Redução ao primeiro quadrante
Nesta seção, você vai constatar que, utilizando a simetria
estudada, poderá determinar os valores do seno e cosseno
de arcos, de qualquer quadrante, com os valores do primeiro
quadrante.
Para isso, use a redução ao primeiro quadrante, que trabalha com
os sinais das funções seno e cosseno indicadas nas figuras 2.19 e
2.20:
Figura 2.19: Sinal do cosseno Figura 2.20: Sinal do seno
Observe a tabela 2.2:
Tabela 2.2: Sinal do seno e cosseno
Quadrante cos α sen α
1
º
+ +
2
º
- +
3
º
- -
4
º
+ -
Note que os sinais do seno e do cosseno de um arco x dependem
do quadrante a que pertence a extremidade do arco.
Quando reduzimos um arco dado ao primeiro quadrante,
estamos determinando um arco do primeiro quadrante cujo seno
e o cosseno são iguais em valor absoluto aos do seno e cosseno do
arco dado.
82
Universidade do Sul de Santa Catarina
Observe como se faz esta redução:
Redução do segundo quadrante para o primeiro
quadrante:
Figura 2.21: 2
º
Quadrante
Perceba que, na figura 2.21, falta x para 180º. Logo, podemos
afirmar que x e (180º-x) têm senos iguais e cossenos simétricos.
Redução do terceiro quadrante para o primeiro
quadrante:
Figura 2.22: 3
º
Quadrante
Agora, perceba que, na figura 2.22, x e (180º+x) têm senos e
cossenos simétricos.


83
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 2
Redução do quarto quadrante para o primeiro quadrante:
Figura 2.23: 4
º
Quadrante
Veja que, na figura 2.23, os arcos x e (360º-x) têm senos
simétricos e cossenos iguais.
De modo análogo, estas reduções valem para arcos em radianos.
Acompanhe os exemplos a seguir:
1) Calcule sen150º e cos150º.
Solução:
O arco de 150º pertence ao 2
º
quadrante. Logo, usa-se o primeiro
caso da redução:
x = 180º - 150º
x = 30º
Lembre-se que x é o arco do primeiro quadrante que auxilia a
obter o seno e cosseno procurado.
Como 150º é um arco do segundo quadrante, usa-se o sinal do
seno e do cosseno desse quadrante, conforme a tabela 2.2.
Assim, tem-se:
1
150º 30º
2
sen sen = =
3
cos150º cos30º
2
= − = −

84
Universidade do Sul de Santa Catarina
Logo,
1
150º
2
sen = e
3
cos150º
2
= −
2) Obtenha sen 240º e cos 240º.
Solução:
O arco de 240º pertence ao 3
º
quadrante. Logo, usa-se o segundo
caso da redução:
x = 240º - 180º
x = 60º
Lembre-se que x é o arco do primeiro quadrante que auxilia a
obter o seno e cosseno procurado.
Como 240º é um arco do terceiro quadrante, usa-se o sinal do
seno e do cosseno desse quadrante, conforme a tabela 2.2.
Assim, tem-se:
3
240º 60º
2
sen sen = − = −
1
cos 240º cos 60º
2
= − = −
Logo,
3
240º
2
sen = − e
1
cos 240º .
2
= − .

3) Determine sen 315º e cos 315º.
Solução:
O arco de 315º pertence ao 4
º
quadrante. Logo, usa-se o terceiro
caso da redução:
x = 360º - 315º
x = 45º.
Lembre-se que x é o arco do primeiro quadrante que auxilia a
obter o seno e cosseno procurado.
85
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 2
Como 315º é um arco do quarto quadrante, usa-se o sinal do
seno e do cosseno desse quadrante, conforme a tabela 2.2.
Assim, tem-se:
2
315º 45º
2
sen sen = − = −
2
cos315º cos 45º
2
= =
Logo,
2
315º
2
sen = − e
2
cos315º .
2
= .
4) Determine
7 7
sen e cos
6 6
π π
.
Solução:
O arco de
7
6
π
pertence ao 3
º
quadrante. Logo, usa-se o segundo
caso da redução:
7

6
x
π
π = −
7 6
6
x
π π −
=
.
6
x
π
=
.
Lembre-se que x é o arco do primeiro quadrante que vai nos
auxiliar na obtenção do seno e cosseno procurados.
Como
7
6
π
é um arco do terceiro quadrante, usa-se o sinal do
seno e do cosseno desse quadrante, conforme a tabela 2.2.
Assim, temos:
7 1
6 6 2
sen sen
π π
= − = −
7 3
cos cos
6 6 2
π π
= − = −
Logo:
7 1 7 3
cos
6 2 6 2
sen e
π π
= − = − .
86
Universidade do Sul de Santa Catarina
5) Determine 2460º sen e cos 2460º . .
Solução:
É necessário conhecer a primeira determinação positiva de 2460º.
O arco de 300º, primeira determinação positiva, pertence ao 4
º

quadrante. Logo, usa-se o terceiro caso da redução:
x = 360º - 300º
x = 60º
Lembre-se que x é o arco do primeiro quadrante que nos auxilia
a obter o seno e cosseno procurado.
Como 300º é um arco do quarto quadrante, usa-se o sinal do
seno e do cosseno desse quadrante, conforme a tabela 2.2.
Assim, temos:
3
2460º 300º 60º
2
sen sen sen = = − = −
1
cos 2460º cos300º cos 60º
2
= = =
Logo,
3
2460º
2
sen = − e
1
cos 2460º
2
= .
87
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 2
6) Calcule o valor de
45 90 135
270 2. 315
sen º sen º sen º
M
sen º sen º
+ +
=
+
.
Solução:
Calcula-se, separadamente, cada um dos senos.
2
45º
2
90º 1
2
135º 45º
2
270º 1
2
315º 45º
2
sen
sen
sen sen
sen
sen sen
=
=
= =
= −
= − = −
.
Substituindo os valores encontrados na expressão M, tem-se:
2 2 2 2
1 1
2 1
2 2 2
1 2 1 2
2
1 2.
2
M
+ + +
+
= = =
| | − − − −
− + −
|
\ .
.
Racionalizando o denominador, tem-se:
2 1 1 2 2 2 1 2 1
. 1
1 2 1
1 2 1 2
M
+ − + − + − +
= = = = −
− −
− − − +
.
88
Universidade do Sul de Santa Catarina
Atividades de auto-avaliação
1) Expresse em graus (º):
a)
5
3
π
rad

b)
4
3
π
rad
c)
7
6
π
rad

d)
9
π
rad
2) Expresse em radianos (rad):
a) 20º
89
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 2
b) 315º
c) 120º
d) 67º30´

3) Encontre o comprimento de uma circunferência de raio 10 cm. Adote
π = 3,14.
4) A roda de uma bicicleta tem 100 cm de diâmetro. Determine o número
de voltas efetuadas pelas rodas quando a bicicleta tiver percorrido
14,13 km.
90
Universidade do Sul de Santa Catarina
5) O comprimento do arco , na circunferência abaixo, é:
6) Determine em que quadrante está a extremidade de cada arco:
a) 1550º
b)
95
6
π
rad
c) –
65
6
π
rad
7) Ache a 1ª determinação positiva e escreva a expressão geral dos arcos
côngruos a:
a) -760º
91
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 2
b) 3120º
c)
15
2
π
rad
d)
25
4
π
rad
8) Dada a expressão geral EG = 30º + 360ºk, calcule a 2ª determinação
positiva e a 3ª determinação negativa.
9) Dê a expressão geral dos arcos côngruos a
15
2
π
rad.
10) Identifique quais pares de arcos são côngruos:
a)
3
π
rad e
30
3
π
rad
b) – 30º e 330º
92
Universidade do Sul de Santa Catarina
c) 2º e 1082º
11) Determine:
) 390º
) cos 1845º
5
)
3
) 600º
) cos 480º
a sen
b
c sen
d sen
e
π
=
=
=
=
=
12) Determine o valor da expressão:
a) A= sen330º-2.cos0º+sen60º
b) B= sen 3x + cos 8x - cos 2x para x=
2
π
.
c) C =
7
sen cos 3
3
13
sen
6
π
π
π

93
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 2
Desafio na Trigonometria
Um aro circular de arame tem 2 cm de raio. Esse aro é cortado e o
arame é estendido ao longo de uma polia circular de 9 cm de raio.
Qual é o ângulo central, em graus, que o arco formado pelo arame
determina na polia?
Síntese
Nesta unidade, você estudou o seno e o cosseno de arcos maiores
que 90º. Estes conceitos foram ampliados, pois a trigonometria
foi abordada em toda a circunferência e não apenas no triângulo
retângulo.
Também conheceu uma nova medida de ângulo - o radiano,
que será muito importante nas próximas unidades. Nelas, você
estudará as funções trigonométricas onde os arcos trabalhados
terão que estar inseridos no radiano.
Saiba mais
Sugerimos que você utilize o software Tales para visualizar,
com maior precisão, as projeções do seno e cosseno na
circunferência trigonométrica conforme a variação dos arcos.
Você poderá encontrar
o software Thales
acessando o site:
http://www.unifra.
br/cursos/downloads.
asp?curs=25&grad=Mat
em%C3%A1tica&endere
co=matematica
UNIDADE 3
Estudando as Funções
Trigonométricas
Objetivos de aprendizagem

Definir as funções trigonométricas seno, cosseno,
tangente, cotangente, secante e cossecante.

Aplicar as funções seno e cosseno em diferentes
situações problemas.

Construir o gráfico das funções trigonométricas.

Ler e interpretar gráficos das funções trigonométricas.

Utilizar procedimentos e ferramentas tecnológicas para
a construção dos gráficos das funções trigonométricas.

Desenvolver leituras gráficas envolvendo funções
trigonométricas inversas.
Seções de estudo
Seção 1 Estudando as Funções Seno e Cosseno
Seção 2 Estudando as Funções Tangente, Cotangente,
Secante e Cossecante
Seção 3 Estudando as funções trigonométricas inversas
3
96
Universidade do Sul de Santa Catarina
Para início de conversa
Durante o desenvolvimento desta unidade, você observará que
as funções circulares são periódicas e que elas podem representar
fenômenos naturais periódicos, como as variações da temperatura
terrestre, o comportamento ondulatório do som, a pressão
sangüínea no coração, os níveis de água dos oceanos, etc.
Esses fenômenos periódicos podem ser descritos por gráficos
denominados senóides e cossenóides, que serão abordados na
seção 1, onde você aprenderá a esboçá-los e interpretá-los.
Você construirá e fará as interpretações dos gráficos das demais
funções trigonométricas, definidas em termos de seno e cosseno,
bem como das funções trigonométricas inversas.
O uso de ferramentas computacionais será de grande utilidade
na construção e análise de gráficos desenvolvidos nesta unidade.
É importante que você reconheça a tecnologia, tão presente
no nosso cotidiano, como uma ferramenta que nos auxilia no
desenvolvimento de atividades, tais como construções de gráficos
e cálculos sistemáticos.
SEÇÃO 1 - Estudando as Funções Seno e Cosseno
Nesta seção, você estudará as funções seno e cosseno na
circunferência trigonométrica. Estas funções são periódicas
de variáveis reais, por isso, são adequadas para descreverem
fenômenos de natureza periódica oscilatória ou vibratória.
As aplicações destas funções não se restringem apenas aos
estudos da matemática. Na Cinemática e na Dinâmica, ramos
da Física que analisam os movimentos, são utilizadas na
decomposição de vetores com o objetivo de descrever e explicar
movimentos como: movimento oblíquo de projéteis, movimento
do corpo num plano inclinado, entre outros.
97
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 3
Você sabia...
Na natureza encontra-se uma série de fenômenos ditos
periódicos, ou seja, que se repetem sem alteração cada vez
que transcorre um intervalo de tempo determinado.
Como exemplo de fenômenos periódicos, é possível citar as
ondas do mar, sonoras, ou mesmo ondas eletromagnéticas.
Função Seno
Observe a figura 3.1:
Figura 3.1: Função Seno
A função seno é uma função f: IR → IR que, a todo arco de
medida x∈IR, associa a ordenada y do ponto P.
f(x) = senx
O domínio da função seno é D(f)=IR
A imagem da função seno, Im (f), é o intervalo [-1,1].
98
Universidade do Sul de Santa Catarina
Função Cosseno
Observe a figura 3.2:
Figura 3.2: Função Cosseno
A função cosseno é uma função f: IR → IR que a todo arco
de medida x∈IR associa a abscissa x do ponto P.
f(x) = cos x
O domínio da função cosseno é D(f)=IR.
A imagem da função cosseno, Im (f), é o intervalo [-1,1].
Gráfico da Função Seno: Senóide
Seja f(x) = sen x
Inicialmente, constrói-se a tabela com x variando [-2π, 2π].
Tabela 3.1: Valores do seno
x -2π
3
2
π


2
π
− 0
2
π
π
3
2
π

sen x 0 1 0 -1 0 1 0 -1 0
99
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 3
Observe o gráfico na figura 3.3:
Figura 3.3: f(x) = senx
Observando o gráfico da função f(x)=sen x, no intervalo
[-2π ,2π ], tem-se que:
A função é periódica de período 2π , pois a função repete
os seus valores nos intervalos [-2π ,0] e [0,2π ], ou seja,
toda vez que somamos 2π a um determinado valor de x,
a função seno assume o mesmo valor.
O estudo da variação nos mostra que f(x)=sen x tem um
valor mínimo -1, um valor máximo 1 e assume todos os
valores reais entre -1 e 1, logo, a imagem da função é o
intervalo Im=[-1,1].
O domínio da função f(x)=sen x é D= [-2π ,2π ].
Nos intervalos
| |
2 , π π − − e
| |
0; π , a função f(x)=sen x
assume valores positivos.




100
Universidade do Sul de Santa Catarina
Nos intervalos
| |
, 0 π − e
| |
; 2 π π , a função f(x)=sen x
assume valores negativos.
A função f(x)=sen x é crescente nos intervalos

3
2 ;
2
π
π




¸ ¸
, ,
2 2
π π
(

(
¸ ¸
e
3
; 2
2
π
π
( (
( (
¸ ¸
.
A função f(x)=sen x é decrescente nos intervalos

3
;
2 2
π π − −


¸ ¸
e
3
;
2 2
π π
( (
( (
¸ ¸
.

A função f(x)=sen x é ímpar pois f(x) = -f(-x).
A função f(x)=sen x possui valor máximo quando

3
2
x
π −
=
rad e
2
x
π
= rad.
A função f(x)=sen x possui valor mínimo quando
2
x
π −
=

rad e
3
2
x
π
= rad.
Generalizando algumas características da função f(x)= sen x
tem-se:
O domínio da função é D(f)=IR, pois é possível
estender a senóide ao longo do eixo x.
O conjunto imagem da função é Im(f)=[-1,1].
A função f(x)= sen x possui valor máximo para
| 2 ,
2
x IR x k k Z
π
π
¦ ¹
∈ = + ∈
´ `
¹ )
.
A função f(x)= sen x possui valor mínimo para
3
| 2 ,
2
x IR x k k Z
π
π
¦ ¹
∈ = + ∈
´ `
¹ )
.










101
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 3
Você lembra?
Você já estudou na disciplina ‘Tópicos da Matemática
Elementar I’ cada uma das características das funções
y=sen x e y=cos x, citadas. Assim, você deve lembrar das
definições formais de função periódica, função par e ímpar.
Então:
Função Periódica: Dizemos que uma função é periódica se
existe um número real T diferente de zero, tal que f(x+T)=f(x)
para todo
x ∈D(f).
Função Par e Ímpar: Uma função f(x) é par, se para todo x no
seu domínio temos f(x)=f(-x).
Uma função é ímpar se, para todo x no seu domínio temos
f(x)=-f(-x).
Gráfico da Função Cosseno: Cossenóide
Seja f(x) = cos x
Inicialmente, constrói-se a tabela com x variando [-2π, 2π].
Tabela 3.2: Valores do cosseno
x -2π
3
2
π


2
π
− 0
2
π
π
3
2
π

cos x 1 0 -1 0 1 0 -1 0 1
102
Universidade do Sul de Santa Catarina
Agora observe o gráfico na figura 3.4:
Figura 3.4: f(x) = cos x
Observando o gráfico da função f(x)=cos x, no intervalo
[-2π ,2π ], tem-se que:
A função é periódica de período 2π , pois a função repete
os seus valores nos intervalos [-2π ,0] e [0,2π ], ou seja,
toda vez que somamos 2π a um determinado valor de x,
a função cosseno assume o mesmo valor.
O estudo da variação nos mostra que f (x)=cos x tem um
valor mínimo -1, um valor máximo 1 e assume todos os
valores reais entre -1 e 1, logo, a imagem da função é o
intervalo Im=[-1,1].
O domínio da função f(x)=cos x é D= [-2π ,2π ].
Nos intervalos
3
2 ,
2
π
π

− −

¸ ¸
, ,
2 2
π π (

(
¸ ¸
e
3
; 2
2
π
π
( (
( (
¸ ¸
a

função f (x)=cos x assume valores positivos.
Nos intervalos
3
2 2
,
π π (
− −
(
¸ ¸
e
3
;
2 2
π π (
(
¸ ¸
, a função

f (x)=cosx assume valores negativos.





103
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 3
A função f (x)=cos x é crescente nos intervalos
| |
; 0 π − e
| |
, 2 π π
.
A função f (x)=cos x é decrescente nos intervalos
| |
2 ; π π − − e
| |
0;π
.
A função f (x)=cos x é par, pois, f (x) = f (-x).
A função f (x)=cos x possui valor máximo quando
0 x = rad .
A função f (x)=cos x possui valor mínimo quando x π = −
rad e x π = rad.
Generalizando algumas características da função f(x)= cos x
tem-se:
O domínio da função é D(f)=IR, pois é possível estender
a cossenóide ao longo do eixo x.
O conjunto imagem da função é Im(f)=[-1,1].
A função f(x)= cos x possui valor máximo para
{ } | 2 , x IR x k k Z π ∈ = ∈ .
A função f(x)= cos x possui valor mínimo para
{ } | 2 , x IR x k k Z π π ∈ = + ∈ .
1) Construa e analise os gráficos das funções a seguir,
determinando o domínio, a imagem e o período.
) ( ) 2
) ( ) 1
a f x sen x
b f x sen x
= +
= −
a) Solução:
Inicialmente, constrói-se a tabela 3.3 para a elaboração do
gráfico:









104
Universidade do Sul de Santa Catarina
Tabela 3.3: Valores de f(x)=2+sen x
x sen x y=2+sen x y
0 sen0=0 y=2+0 2
2
π
sen
2
π
=1
y=2+1 3
π
sen
π
=0
y=2+0 2
3
2
π
sen
3
2
π
=-1
y=2+(-1) 1

sen 2π =0
y=2+0 2
Na seqüência, traça-se o gráfico no plano cartesiano representado
na figura 3.5.
Figura 3.5: f(x) = 2 + sen x
D=IR;
Im=[1,3];
P=2π .
b) Solução:
Constrói-se a tabela 3.4 para a elaboração do gráfico:



105
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 3
Tabela 3.4: Valores de f(x)=sen x -1
x senx y=senx - 1 y
0 sen0=0 y=0-1 -1
2
π
sen
2
π
=1
y=1-1 0
π
sen
π
=0
y=0-1 -1
3
2
π
sen
3
2
π
=-1
y=-1-1 -2

sen 2π =0
y=0-1 -1
Na seqüência, traça-se o gráfico no plano cartesiano representado
na figura 3.6.
Figura 3.6: f(x) = sen x -1
D=IR;
Im=[-2,0];
P=2π .



106
Universidade do Sul de Santa Catarina
Comparando os gráficos dos itens a e b com o gráfico da figura
3.3 no intervalo [0, 2π ], você poderá observar que
f(x)=2+sen x pode ser obtida transladando-se o gráfico de y=sen x
em duas unidades no sentido positivo de Oy.
Quando se compara o gráfico de f(x) = sen x-1, observa-se que ele
pode ser obtido fazendo a translação de uma unidade do gráfico
f(x)=sen x, no sentido negativo de Oy.
2) Construa o gráfico da função f(x)=sen
2
x
, dê o domínio, a
imagem e o período.
Você sabia...
Multiplicando o valor de x da função y=senx por um número
real, vamos observar que o período da função fica 2π
dividido por este número. Por exemplo, y=sen(kx) o período

é P= .
Solução:
Inicialmente, constrói-se a tabela 3.5 para a elaboração do
gráfico. Para isso, calcula-se o período desta função, pois se nota
que o mesmo será diferente de 2π .
Observe: P=
Como k =
1
2
, temos:
P=

Como o seno é uma função periódica de período 2π , basta variar

o argumento
x
2
num intervalo de amplitude 2π . Atribuindo

a
x
2
valores adequados e pertencentes ao intervalo
| |
0, 2π e

calculando x e y, temos:
107
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 3
Tabela 3.5: Valores de
( )
2
x
f x sen =
2
x
x
y=sen
2
x
y
0 0 y=sen0 0
2
π
π
y=sen
2
π
1
π

y=senπ
0
3
2
π

y=sen
3
2
π
-1
2π 4π
y=sen 2π
0
Note como é calculado o valor de x:
0
2
2.0
0
x
x
x
=
=
=

2 2
2 2.
x
x
x
π
π
π
=
=
=

2
2.
2
x
x
x
π
π
π
=
=
=

3
2 2
2 2.3
3
x
x
x
π
π
π
=
=
=

2
2
2.2
4
x
x
x
π
π
π
=
=
=
Na seqüência, traça-se o gráfico representado na figura 3.7.
Figura 3.7: ( )
2
x
f x sen =
108
Universidade do Sul de Santa Catarina
3) Construa e analise os gráficos das funções a seguir,
determinando o domínio, a imagem e o período.
) cos 2
) cos 4
a y x
b y x
=
=
a) Solução:
Inicialmente, constrói-se a tabela 3.6 para a elaboração do
gráfico.
De forma análoga à função seno, calcula-se o período da função
y= cos 2x.
Nesta função k=2, logo:
2 2
2
P
k
π π
π = = =
Tabela 3.6: Valores de f(x)= cos 2x
2x x y=cos 2x y
0 0 y=cos 0 1
2
π
4
π
y=cos
2
π
0
π
2
π
y=cos π
-1
3
2
π 3
4
π
y=cos
3
2
π
0

π
y=cos 2π
1
109
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 3
Na seqüência, traça-se o gráfico no plano cartesiano,
representado na figura 3.8.
Figura 3.8: f(x) = cos 2x
D = IR;
Im = [-1,1];
P = π.
b) Solução:
Inicialmente, constrói-se a tabela 3.7 para a elaboração do
gráfico.
Calculando o período da função y= cos4x, tem-se:
Nesta função k=4, logo:
2 2
4 4 2
P
π π π
= = =
.



110
Universidade do Sul de Santa Catarina
Tabela 3.7: Valores de f(x) = cos 4x
4x x y=cos4x y
0 0 y=cos0 1
2
π
8
π
y=cos
2
π
0
π
4
π
y=cos π -1
3
2
π 3
8
π
y=cos
3
2
π
0

2
π
y=cos 2π
1
Na seqüência, traça-se o gráfico no plano cartesiano representado
na figura 3.9.
Figura 3.9: f(x) = cos 4x
D = IR;
Im = [-1,1];
P =
2
π
.



111
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 3
Comparando os gráficos dos itens a e b com o gráfico da figura
3.4, observa-se que as funções ficam mais ou menos expandidas
sobre o eixo x. Isto ocorre porque possuem períodos diferentes.
Pode-se concluir também que, quanto maior o valor de k, o
coeficiente de x, menor é o período da função.
4) Determine apenas o sinal de cos
34
5
π
.
Solução:
cos
34
5
π
= cos
4
5
π
pois,
4
5
π
é a primeira determinação positiva de

34
5
π
, que é um arco do segundo quadrante.
Logo, o sinal de cos
34
5
π
será negativo.
5) Sendo sen x=5k+1, quais os valores reais de k para que esta
igualdade seja verdadeira?
Solução:
Note que, de acordo com a imagem da função y=sen x, deve-se ter
1 1 sen x − ≤ ≤ .
Substituindo senx por 5k+1, tem-se a seguinte inequação
simultânea:
-1 5 +1 1
-1-1 5 1-1
-2 5 0
2 0
-
5 5
2
- 0
5
k
k
k
k
k
≤ ≤
≤ ≤
≤ ≤
≤ ≤
≤ ≤
Logo, a solução desse problema será
2
| 0
5
S k IR k
¦ ¹
= ∈ − ≤ ≤
´ `
¹ )
.
Fique de olho nas aplicações
As funções trigonométricas, em especial as senóides, são ideais
para descrever fenômenos periódicos e, normalmente, utilizam o
tempo como variável independente.
112
Universidade do Sul de Santa Catarina
As ondas, de maneira geral, são fenômenos periódicos descritos
por senóides.
O movimento harmônico simples é um tipo de movimento
periódico muito comum, que se caracteriza pelo movimento de
um corpo em trajetória retilínea, com oscilação em torno de um
ponto de equilíbrio.
Os exemplos a seguir mostram a aplicação das funções
trigonométricas nestes fenômenos.
1) Em um determinado dia e local, a altitude do mar é descrita

pela função ( ) 0, 9 0, 7
6 6
h t sen t
π π | |
= + +
|
\ .
, cuja representação

gráfica é mostrada na figura 3.10:
Figura 3.10: Altitude do mar
Pergunta-se:
a) Quais os horários das marés mais altas e mais baixas?
b) Na maré alta, qual a altitude do mar?
c) Na maré baixa, qual a altitude do mar?
Alguns exemplos foram extraídos
e adaptados do livro ‘Quanta
Matemática em fascículos para o
ensino médio’. Fascículo 4. Autores:
Scipione di Pierro Netto e Sérgio Orsi
Filho. Editora Saraiva. Ano 2000.
113
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 3
d) Qual é a amplitude da onda?
e) Qual o período dessa senóide?
Solução:
Analisando o gráfico, pode-se concluir que:
a) As marés altas ocorreram às 2:00 horas e às 14:00 horas e as marés
baixas ocorreram às 8:00 horas e às 20:00 horas.
b) A altitude do mar, quando ocorreram as marés altas, foi de 1,6
metros.
c) Foi de 0,2 metros a altitude do mar quando ocorreram as marés
baixas.
d) A amplitude, isto é, o tamanho da onda é de 0,7 metros.
A amplitude foi calculada da seguinte forma:
1, 6 0, 2 1, 4
0, 7
2 2

= = .
Uma outra maneira de encontrar a amplitude de uma senóide é
identificar o coeficiente do seno na função ( ) 0, 9 0, 7
6 6
h t sen t
π π | |
= + +
|
\ .
.
e) O período é a distância entre as duas cristas da onda (as maiores
altitudes da onda). Assim sendo, o período dessa senóide é:
P = 14 - 2
P = 12 horas
2) Imagine uma corda presa a uma parede e, na outra extremidade, um
garoto, a fonte harmônica, vibrando essa corda. Uma possível equação
para descrever o movimento da corda provocado pelo garoto é dada por:
( ) 80 20.cos .
2
y t t
π
π
| |
= + −
|
\ .
em que y é o deslocamento vertical da onda
em cm e t é o tempo em segundos.
114
Universidade do Sul de Santa Catarina
De posse desses dados, responda:
a) Qual o gráfico da função?
b) Qual é o período da função?
c) Quais são os pontos de máximo e de mínimo da função?
d) Qual é a amplitude do movimento?
Solução:
a)
Figura 3.11: Movimento da corda
115
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 3
b) O período é a distância entre as duas cristas da onda. Assim
sendo, o período dessa cossenóide é:
P = 2,5 - 0,5
P = 2 horas
c) O ponto de máximo é P(0,5;100) e o ponto de mínimo é
P(1,5;60).
d) A amplitude é de 20 centímetros.
A amplitude foi calculada da seguinte forma:
100 60 40
20
2 2

= =
.
Uma outra maneira de encontrar a amplitude de uma cossenóide
é identificar o coeficiente do cosseno na função
( ) 80 20.cos .
2
y t t
π
π
| |
= + −
|
\ .
.
3) O processo rítmico da respiração pulmonar, isto é, a inspiração
e a expiração apresentam ciclos periódicos em função do tempo,
tal que o volume total de ar, em litros, contidos nos dois pulmões
de um adulto, em condições físicas normais e em repouso, pode
ser descrito por:
y(t) 2,5 0,5.cos t.
3
π 2
| |
= +
|
\ .
em que y é o volume em litros para um
ciclo expiração e inspiração e t é o tempo em segundos.
A partir dos dados, determine:
a) A representação gráfica desta situação;
b) O volume médio do pulmão desse adulto;
c) O volume do ar inspirado, isto é, a amplitude;
d) O período de um ciclo inspiração/expiração.
116
Universidade do Sul de Santa Catarina
Solução:
a) A representação gráfica pode ser visualizada na figura 3.12:
Figura 3.12: Respiração pulmonar
b) O volume médio do pulmão é de 2,5 litros, pois, observando o
gráfico, o volume mínimo é de 2 litros e, o máximo, de 3 litros.
Fazendo a média, tem-se 2,5 litros.
c) O volume de cada inspiração, que á a amplitude, é de 0,5 litros
ou 500 ml, pois,
3 2 1
0 5 500 l
2 2
, litros m

= = =
.
d) O período para um ciclo é 3s. Este resultado foi encontrado
fazendo a diferença entre as duas cristas.
SEÇÃO 4 - Estudando as funções tangente, cotangente,
secante e cossecante
Nesta seção, você estudará as funções trigonométricas
decorrentes do seno e cosseno. São elas:
117
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 3
Tangente;
Cotangente;
Secante e cossecante.
Concentre-se e acompanhe cada uma das funções a seguir.
Função Tangente
Observe a figura 3.13:
Figura 3.13: Função tangente
Geometricamente, definimos tangente do arco a
ordenada do ponto T, ou seja:
tgx=AT.
Conforme o que você estudou em semelhança de triângulos, na
disciplina Geometria I, temos que o ∆ OAT é semelhante ao ∆
OM´M.



118
Universidade do Sul de Santa Catarina
Dessa forma, existe a proporcionalidade entre os lados
correspondentes, o que permite escrever:
1 cos
cos
cos 0
cos
AT OM"
OA OM'
tgx senx
x
tgx. x senx
senx
tgx ; ( x )
x
=
=
=
= ≠
Na seqüência, você verá os valores da tangente dos ângulos
notáveis.
Apresenta-se, primeiramente, a representação gráfica de cada um
desses valores.
Observe as figuras 3.14 e 3.15:
Figura 3.14: Tangente dos arcos de , .
6 4 3
rad rad e rad
π π π
Figura 3.15: Tangente de
3
0 , , , 2
2 2
rad rad rad rad e rad
π π
π π .
119
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 3
Observando as representações geométricas, constrói-se a tabela
3.8 com os valores notáveis da tangente.
Tabela 3.8 Valores Notáveis da Tangente
x 0
6
π

4
π

3
π

2
π
π
3

2
π
2 π
tgx 0
3
3
1 3
Não
existe
0
Não
existe
0
Gráfico da Função Tangente: Tangentóide
Seja f(x) = tg x
Inicialmente, constrói-se a tabela 3.9 com x variando [-2π, 2π].
Tabela 3.9: Valores da tangente
x -2π
3
2
π
− -π
2
π
− 0
2
π
π
3
2
π

tg x 0
Não
existe
0
Não
existe
0
Não
existe
0
Não
existe
0
Figura 3.16: f(x)=tg x
120
Universidade do Sul de Santa Catarina
Observando o gráfico da função f(x)=tg x, no intervalo
[-2π ,2π ], representada na figura 3.16, tem-se que:
A função é periódica de período π , pois a função repete os seus
valores nos intervalos [0, π ] e [π ,2π ], ou seja, toda vez que
somarmos π a um determinado valor de x, a função tangente
assume o mesmo valor.
Quando x tende aos valores em que a tg x não existe, o gráfico
da tangente tende ao infinito positivo ou negativo.
O estudo da variação nos mostra que, no intervalo
[-2π ,2π ], f(x)=tg x é sempre crescente.
O domínio da função f(x)=tg x é:
3 3 3 3
( ) 2 , , , , , 2
2 2 2 2 2 2 2 2
D f
π π π π π π π π
π π
( ( ( ( (
= − − ∪ − − ∪ − ∪ ∪
( ( ( ( (
¸ ¸ ¸ ¸ ¸ ¸ ¸ ¸ ¸ ¸

A imagem da função f(x)=tg x é Im(f)=IR.
Nos intervalos
3 3
2 , , , , 0, ,
2 2 2 2
e
π π π π
π π π
( ( ( (
− − − −
( ( ( (
¸ ¸ ¸ ¸ ¸ ¸ ¸ ¸
, a

função f(x)=tg x assume valores positivos.
No intervalo
3 3
, , , 0 , , , 2
2 2 2 2
e
π π π π
π π π
( ( ( (
− − −
( ( ( (
¸ ¸ ¸ ¸ ¸ ¸ ¸ ¸
, a

função f(x)=tg x assume valores negativos.
A função f(x)=tg x é ímpar, pois tg x=-tg (-x.)
Generalizando, tem-se:
O domínio da função f(x)=tgx é


D( f ) x IR|x k , k Z
2
π
π
¦ ¹
= ∈ ≠ + ∈
´ `
¹ )
.
A imagem da função f(x)=tg x é Im(f)=IR.










121
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 3
Veja alguns exemplos:
1) Determine o valor de
11
.
3
tg
π
Solução:
Primeiramente, calcula-se a 1
ª
determinação positiva de
11
.
3
π
Então,
11 5
3.
3 3 3
tg tg tg
π π π
= = − = −

Lembre-se que
5
3
rad
π
é um arco do 4
º
quadrante. Tem-se,

então, que fazer a redução ao primeiro quadrante.
Logo,
11
3.
3
tg
π
= −
2) Determine o valor de
13
.
4
tg
π
Solução:
Primeiramente, calcula-se a 1
ª
determinação positiva de
13
.
4
π
Então,
13 5
1.
4 4 4
tg tg tg
π π π
= = =
Note que, novamente, foi necessário fazer redução ao primeiro
quadrante.
Logo,
13
1.
4
tg
π
=
3) Encontre o valor de
11 . tg π
Solução:
Primeiramente, calcula-se a 1
ª
determinação positiva de 11π.
Então, 11 0. tg tg π π = =
Logo,
11 0. tg π =
122
Universidade do Sul de Santa Catarina
4) Calcule o valor de
25
3
tg
π
.
Solução:
Primeiramente, calcula-se a 1
ª
determinação positiva de
25
3
π
rad.
25 24
3 3 3
π π π
= + .
Assim, a primeira determinação positiva é
3
π
rad.
Temos, então, que tg
25
3
π
=tg
3
π
= 3 .

Logo, tg
25
3
π
= 3 .
5) Qual é o domínio da função 2 ?
3
y tg x
π | |
= −
|
\ .
Como o domínio da função y=tgx é
D( f ) x IR|x k , k Z
2
π
π
¦ ¹
= ∈ ≠ + ∈
´ `
¹ )
, tem-se:
2
2
2 3
5
2
6
5
12 2
x k
2
2x- k
3
x k
x k
k
x
π
π
π π
π
π π
π
π
π
π π
≠ +
≠ +
≠ + +
≠ +
≠ +
Logo, o domínio da função 2
3
y tg x
π | |
= −
|
\ .
é
5 k
D( f ) x IR|x , k Z
12 2
π π
¦ ¹
= ∈ ≠ + ∈
´ `
¹ )
.
123
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 3
Função Cotangente
Observe a figura 3.17:
Figura 3.17: Função Cotangente
Geometricamente, definimos cotangente do arco a
abscissa do ponto C, ou seja:
cotg x=BC.
Da semelhança de triângulos, tem-se que o ∆ OM’M é
semelhante ao ∆ OBC.
Assim, pode-se escrever:
' '
' "
cos
1
cos
, 0
OM MM
BC OB
OM OM
BC OB
x sen x
BC
x
BC sen x
sen x
=
=
=
= ≠
Logo, tem-se
cos
cot , ( 0)
x
g x sen x
sen x
= ≠ .
Uma outra relação que representa a cotangente é:
1
cot 0 gx , (tgx )
tgx
= ≠ .
124
Universidade do Sul de Santa Catarina
Gráfico da Função Cotangente
Seja f(x) = cotg x
Inicialmente, constrói-se a tabela 3.10, usando a relação
cos
cot , ( 0)
x
g x sen x
sen x
= ≠ , com x variando [-2π, 2π].
Tabela 3.10: Valores da cotangente
x -2π
3
2
π
− -π
2
π
− 0
2
π
π
3
2
π

cotgx
Não
existe
0
Não
existe
0
Não
existe
0
Não
existe
0
Não
existe
Figura 3.18: f(x)=cotg x
Observando o gráfico da função f(x)=cotgx, no intervalo
[-2π ,2π ], representada na figura 3.18, tem-se que:
125
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 3
A função é periódica de período π .
Quando x tende aos valores em que a cotg x não existe,
o gráfico da cotangente tende ao infinito positivo ou
negativo.
O estudo da variação nos mostra que no intervalo
[-2π ,2π ], f(x)=cotg x é sempre decrescente.
O domínio da função f(x)=cotg x é
| | | | | | | |
( ) 2 , , 0 0, , 2 D f π π π π π π = − − ∪ − ∪ ∪ .
A imagem da função f(x)=cotg x é Im(f)=IR.
Nos intervalos
3
2 , , , ,
2 2
π π
π π
( (
− − − −
( (
¸ ¸ ¸ ¸
0;
2
π (
(
¸ ¸
e
3
;
2
π
π
(
(
¸ ¸
,
a função f(x)=cotg x assume valores positivos.
No intervalo
3
, , 0 ,
2 2
π π
π
( (
− − −
( (
¸ ¸ ¸ ¸
;
2
π
π
(
(
¸ ¸
e
3
; 2
2
π
π
(
(
¸ ¸
a

função f(x)=cotg x assume valores negativos.
A função f(x)=cotg x é ímpar pois cotg x=-cotg (-x).
Generalizando, tem-se:
O domínio da função f(x)=cotg x é
{ } ( ) | , k Z D f x IR x kπ = ∈ ≠ ∈ .
A imagem da função f(x)=cotg x é Im(f)=IR .
Acompanhe, a seguir, alguns exemplos envolvendo a cotangente.
1) Determine o valor de
37
cot
6
g
π
.
Solução:
Primeiramente, calcula-se a 1
ª
determinação positiva de
37
6
π
:
37 36
6 6 6
π π π
= +

Temos que
6
rad
π
é a primeira determinação positiva de
37
.
6
π
Então:
3
cos
37 3 2
6 2
cot cot 3
1
6 6 2 1
6 2
g g .
sen
π
π π
π
= = = = =










126
Universidade do Sul de Santa Catarina
Logo,
37
cot 3
6
g
π
= .
2) Calcule o valor de
13
cot
4
g
π
.
Solução:
Primeiramente, calcula-se a 1
ª
determinação positiva de
13
4
π
rad.
13 8 5
4 4 4
π π π
= +
.
Assim, a primeira determinação positiva é
5
4
π
rad.
Tem-se, então, que
2
cos
13 5
4 2
cot cot cot 1
4 4 4
2
4
2
g g g
sen
π
π π π
π
= = = = = .
Observe que:
Fizemos a redução ao primeiro quadrante.
O arco
5
4
π
rad pertence ao terceiro quadrante e, neste, a

cotangente é positiva.
Logo,
13
cot 1
4
g
π
= .
3) Determine o valor de
7
cot .
4
g
π
Solução:
Lembre-se que
7
4
π
é um arco do 4
º
quadrante e, neste, a

cotangente é negativa. Reduzindo ao primeiro quadrante, tem-se:
7
2
4 4
π π
π − =
2
cos
7
4 2
cot cot 1
4 4
2
4
2
g g
sen
π
π π
π
= − = − = − = −


127
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 3
Logo,
7
cot 1.
4
g
π
= −
4) Qual é o domínio da função cot 2
4
y g x
π | |
= +
|
\ .
?
Como o domínio da função cot y gx = é
{ } D( f ) x IR|x k , k Z π = ∈ ≠ ∈ , tem-se:
Nesta função, o arco é 2 ,logo:
4
2 .
4
2 .
4
.
4
2
8 2
x k
x
x k
x k
k
x
k
x
π
π
π
π
π
π
π
π
π π

| |
+
|
\ .
+ ≠
≠ − +
− +

≠ − +
k
D x IR|x - , k Z
8 2
π π ¦ ¹
= ∈ ≠ + ∈
´ `
¹ )
Conheça a origem da tangente e da cotangente.
128
Universidade do Sul de Santa Catarina
Retrospectiva histórica
A função tangente era a antiga função sombra, que
tinha idéias associadas a sombras projetadas por uma
vara colocada na horizontal. A variação na elevação do
Sol causava uma variação no ângulo que os raios solares
formavam com a vara e, portanto, modificava o tamanho da
sombra.
Assim, a tangente e a cotangente vieram por um caminho
diferente daquele das cordas que geraram o seno. Foram
conceitos desenvolvidos juntos e não foram, inicialmente,
associados a ângulos, sendo importantes para calcular o
comprimento da sombra que é produzida por um objeto. O
comprimento das sombras foi também de importância no
relógio de sol. Tales usou os comprimentos das sombras para
calcular as alturas das pirâmides por meio da semelhança de
triângulos.
As primeiras tabelas de sombras conhecidas foram
produzidas pelos árabes, por volta do ano de 860. O nome
tangente foi primeiro usado por Thomas Fincke, em 1583.
O termo cotangente foi, primeiramente, usado por Edmund
Gunter, em 1620, que estabeleceu o equivalente latino
“cotangente de A”, que significa “tangente do complementar
de A”. Em 1674, Jonas Moore criou a abreviação “cot” para
cotangente.
129
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 3
Função Secante e Função Cossecante
Observe a figura 3.19:
Figura 3.19: Secante e Cossecante
Note que, pelo ponto M passa uma reta tangente à circunferência,
interceptando o eixo das abscissas no ponto S e o eixo das
ordenadas no ponto D.
Geometricamente, define-se:
secante do arco o segmento OS, ou seja, sec x=OS;
cossecante do arco o segmento OD, ou seja,
cosec x=OD.
Utilizando semelhança de triângulos, tem-se que o ∆ OMS é
semelhante ao ∆ OM´M.
Dessa forma:
cos 1
1
. cos 1
1
cos
'
OM OM
OM OS
x
OS
OS x
OS
x
=
=
=
=


130
Universidade do Sul de Santa Catarina
Logo:
1
sec , (cos 0)
cos
x x
x
= ≠
Utilizando semelhança de triângulos, novamente temos que, o
∆OM’M é semelhante ao ∆OMD.
1
1
1
1
OD OM
OM MM'
OD
sen x
OD . sen x
OD
sen x
=
=
=
=
Logo:
1
cos , ( 0) ec x sen x
sen x
= ≠
Gráfico da Função Secante
Seja f(x) = sec x
Inicialmente, constrói-se a tabela 3.11, usando a relação

1
sec
cos
x
x
= , com x variando
| |
2 , 2 π π − .
Tabela 3.11: Valores da secante
x -2π
3
2
π
− -π
2
π
− 0
2
π
π
3
2
π

secx 1
Não
existe
-1
Não
existe
1
Não
existe
-1
Não
existe
1
131
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 3
Figura 3.20: f(x)=sec x
Observando o gráfico da função f(x)=sec x, representada na figura
3.20, no intervalo
| |
2 , 2 π π − , tem-se que:
A função é periódica de período 2π .
O domínio da função f(x)=secx é:
3 3 3 3
( ) 2 , , , , , 2
2 2 2 2 2 2 2 2
D f
π π π π π π π π
π π
( ( ( ( (
= − − ∪ − − ∪ − ∪ ∪
( ( ( ( (
¸ ¸ ¸ ¸ ¸ ¸ ¸ ¸ ¸ ¸

A imagem da função f(x)=sec x é Im(f)=| | | |
; 1 1; −∞ − ∪ +∞
.
A função f(x)=sec x é crescente nos intervalos

3 3
2 , , , , 0, , .
2 2 2 2
e
π π π π
π π π
( ( ( (
− − − −
( ( ( (
¸ ¸ ¸ ¸ ¸ ¸ ¸ ¸
A função f(x)=sec x é decrescente nos intervalos

3 3
, , , 0 , , , 2
2 2 2 2
e
π π π π
π π π
( ( ( (
− − −
( ( ( (
¸ ¸ ¸ ¸ ¸ ¸ ¸ ¸
.
Nos intervalos
3
2 , , ,
2 2 2
e
π π π
π
(
− − −
(
¸ ¸ ¸ ¸
3
; 2
2
π
π
( (
( (
¸ ¸
, temos
sec x ≥ 1.
Nos intervalos
3
,
2 2
π π (
− −
(
¸ ¸
e
3
;
2 2
π π (
(
¸ ¸
, sec x ≤ -1.
A função f(x)=sec x é par, pois, sec x = sec (-x).








132
Universidade do Sul de Santa Catarina
Generalizando, tem-se:
O domínio da função f(x)=sec x é

D( f ) x IR| x k , k Z
2
π
π
¦ ¹
= ∈ ≠ + ∈
´ `
¹ )
.
A imagem da função f(x)=sec x é Im(f)=
| | | |
; 1 1; −∞ − ∪ +∞ .
Gráfico da Função Cossecante
Seja f(x) = cosec x
Inicialmente, constrói-se a tabela 3.12, usando a relação
1
cos ecx
senx
=
, com x variando [-2π, 2π].
Tabela 3.12: Valores da cossecante
x -2π
3
2
π
− -π
2
π
− 0
2
π
π
3
2
π

cosecx
Não
existe
1
Não
existe
-1
Não
existe
1
Não
existe
-1
Não
existe


133
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 3
Figura 3.21: f(x)=cosec x
Observando o gráfico da função f(x)=cosec x, no intervalo
[-2π ,2π ], representada na figura 3.21’, temos que:
A função é periódica de período 2π .
O domínio da função f(x)=cosec x é:
| | | | | | | |
( ) 2 , , 0 0, , 2 D f π π π π π π = − − ∪ − ∪ ∪ .
A imagem da função f(x)=cosec x é
Im (f)=
| | | |
; 1 1; −∞ − ∪ +∞ .
A função f(x)=cosec x é crescente nos intervalos

3 3
2 2 2 2
, , , , , e , .
π π π π
π π π π
( ( ( (
− − − −
( ( ( (
¸ ¸ ¸ ¸ ¸ ¸ ¸ ¸
A função f(x)=cosec x é decrescente nos intervalos

3 3
2 , , , 0 , 0, , 2
2 2 2 2
e
π π π π
π π
( ( ( (
− − −
( ( ( (
¸ ¸ ¸ ¸ ¸ ¸ ¸ ¸
.
Nos intervalos | | | |
2 , 0, e π π π − −
, temos cosecx ≥ 1.
Nos intervalos | |
; 0 π − e
| |
, 2 π π , cosecx ≤ -1.
A função f(x)=cosecx é ímpar, pois, cosec (-x) = -cosec x.








134
Universidade do Sul de Santa Catarina
Generalizando, tem-se:
O domínio da função f(x)=cosec x é
{ } D(f) x IR| x k , k Z π = ∈ ≠ ∈
.
A imagem da função f(x)=cosec x é
Im(f)=
| | | |
; 1 1; −∞ − ∪ +∞ .
Acompanhe alguns exemplos envolvendo as funções secante e
cossecante.
1) Determine o valor de
9
sec .
2
π
Solução:
Primeiramente, calcula-se a 1
ª
determinação positiva de
9
2
rad
π
.
9 8
2 2 2
π π π
= +
A primeira determinação positiva de
9
2
rad
π
é
2
rad
π
.
Então:
9
sec sec
2 2
não existe
π π
= →
Logo,
9
sec
2
não existe
π
→ .
2) Determine o valor de
59
cos .
4
ec
π
Solução:
Primeiramente, calcula-se a 1
ª
determinação positiva de
59
.
4
π
Tem-se que
3
4
rad
π
é a primeira determinação positiva de
59
.
4
rad
π
Assim,
59 3
cos cos cos 2
4 4 4
ec ec ec
π π π
= = = .

Logo:
59
cos 2
4
ec
π
= .


135
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 3
3) Qual é o domínio da função
sec
2
y x
π | |
= −
|
\ .
?
Como o domínio da função sec y x = é
( ) x |x , k Z
2
D f IR k
π
π
¦ ¹
= ∈ ≠ + ∈
´ `
¹ )
, tem-se:
2
Nesta função, o arco é x ,logo:
2
.
2 2
.
2 2
2
2
x k
x k
x k
x k
x k
π
π
π
π π
π
π π
π
π
π
π π
≠ +
| |

|
\ .
− ≠ +
≠ + +
≠ +
≠ +
{ } ( ) | , D f x IR k k Z π π = ∈ + ∈ .
4) Qual é o domínio da função cos 3
2
y ec x
π | |
= −
|
\ .
?

Nesta função, o arco é 3
2
x
π | |

|
\ .
, logo:
3
2
3
2
6 3
x k
x k
x k
π
π
π
π
π π
− ≠
≠ +
≠ +
Logo, ( ) | ,
6 3
D f x IR x k k Z
π π ¦ ¹
= ∈ ≠ + ∈
´ `
¹ )
.
136
Universidade do Sul de Santa Catarina
Retrospectiva Histórica
Acredita-se que, por volta do final do século IX, as
seis funções trigonométricas comuns já estavam bem
estabelecidas e as identidades que as relacionavam estavam
em plena aplicação.
O astrônomo persa Abu al-Wafa’ (al-Buzajani) (940-998),
figura 3.22, trabalhou no Observatório de Bagdá, dedicando-
se à teoria lunar. Ao elaborar novas tabelas astronômicas,
usou as funções trigonométricas: tangente e cotangente,
bem como as funções secante e cossecante, estas últimas
inventadas por ele próprio.
Figura 3.22 : Abu al-Wafa’ http://astronomieantique.ifrance.com/astronomiean-
tique/arabe.htm (acesso em 28/06/06).
SEÇÃO 5 - Estudando as funções trigonométricas
inversas
Inicialmente, podemos dizer que é impossível determinar a
função inversa para as funções trigonométricas, pois, como
são funções periódicas, não são bijetoras e, portanto, não são
inversíveis. Contudo, se restringirmos o domínio, podemos gerar
uma nova função que possua uma inversa.
Vamos limitar o domínio a fim de tornar as funções
trigonométricas bijetoras e, assim, poder definir a função inversa
para cada caso.
137
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 3
Função Arco Seno
Redefine-se a função f(x) = sen x para o domínio ,
2 2
π π (

(
¸ ¸
e,
tem-se a função inversa da função seno como y = arc sen x, se, e
somente se, sen y = x, onde se tem que para cada x ∈
| |
1, 1 −
corresponde ,
2 2
y
π π (
∈ −
(
¸ ¸
.
Observe o gráfico da função y = arc sen x, representado na figura
3.23:
Figura 3.23 : Função y = arc sen x
A partir do gráfico, na figura 3.23, tem-se as seguintes
características da função
y = arc sen x:
o domínio da função é D = [-1,1];
a imagem da função é
, ;
2 2
π π (

(
¸ ¸
é crescente em todo seu domínio.



138
Universidade do Sul de Santa Catarina
Função Arco Cosseno
Da mesma forma, vamos redefinir a função f(x) = cos x para o
domínio [0,π].
A função inversa da função cosseno é definida como y = arc cos x,
se, e somente se, cos y = x, onde se tem que para cada x ∈
| |
1, 1 −
corresponde
| |
0, y π ∈ .
Observe o gráfico da função y = arc cos x, representado na figura
3.24:
Figura 3.24: Função y = arc cos x
A partir do gráfico, na figura 3.24, tem-se as seguintes
características da função
y = arc cos x:
o domínio da função é D = [-1,1];
a imagem da função é
| |
0,π ;
é decrescente em todo seu domínio.



139
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 3
Função Arco Tangente
A função inversa da função tangente é definida como y = arc tg x,
se, e somente se, tg y = x, onde, para cada x real, corresponde
,
2 2
y
π π (
∈ −
(
¸ ¸
.
Observe o gráfico da função y = arc tg x, representado na figura
3.25:
Figura 3.25: Função y = arc tg x
A partir do gráfico, na figura 3.25, tem-se as seguintes
características da função y = arc tg x:
o domínio da função é D = IR;
a imagem da função é ;
2 2
π π (

(
¸ ¸
;
é crescente em todo seu domínio.



140
Universidade do Sul de Santa Catarina
Função Arco Cotangente
A função inversa da função cotangente é definida como
y = arc cotg x =
2
arc tgx
π
− , onde, para cada x real, corresponde
| |
0, y π ∈
.
Observe o gráfico da função y = arc cotg x, representado na figura
3.26:
Figura 3.26: Função y = arc cotg x
A partir do gráfico, na figura 3.26, tem-se as seguintes
características da função y = arc cotg x:
o domínio da função é D = IR;
a imagem da função é
| |
0, y π ∈
;
é decrescente em todo seu domínio.
Função Arco Secante
A função inversa da função secante é definida como
1
sec cos y arc x ar
x
| |
= =
|
\ .
, onde, para cada x real, tal que 1 x ≥ ,
corresponde
| |
0, y π = com y ≠
2
π
.



141
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 3
Observe o gráfico da função y = arc sec x, representado na figura
3.27:
Figura 3.27: Função y = arc sec x
A partir do gráfico, na figura 3.27, tem-se as seguintes
características da função y = arc sec x:
o domínio da função é { } | | | 1 ; D x IR x = ∈ ≥
a imagem da função é
| |
0, ;
2
e y
π
π ≠
é crescente em todo o seu domínio,
| | | |
, 1 1, −∞ − ∪ +∞ .
Função Arco Cosecante
A função inversa da função cossecante é definida como
1
arccos y x arsen
x
| |
= =
|
\ .
, onde, para cada x real, tal que, 1 x ≥ ,

corresponde ,
2 2
y
π π (
= −
(
¸ ¸
com y ≠ 0.
Observe o gráfico da função y = arc cosec x, representado na figura
3.28:



142
Universidade do Sul de Santa Catarina
Figura 3.28: Função y = arc cosec x
A partir do gráfico, na figura 3.28, tem-se as seguintes
características da função y = arc cosec x:
o domínio da função é
{ } | | | 1 ; D x IR x = ∈ ≥
a imagem da função é
, 0;
2 2
e y
π π (
− ≠
(
¸ ¸
é decrescente em todo o seu domínio,
| | | |
, 1 1, −∞ − ∪ +∞
.
Que tal alguns exemplos?
Exemplos:
1) Qual o valor de
1
sec 2
2
y arcsen
| |
=
|
\ .
?
Solução:
1
sec 2
2
y arcsen
| |
=
|
\ .
.
Fazendo
1
2
x arcsen = , deve-se procurar um arco cujo seno é igual



143
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 3
a
1
2
.
Então, o arco procurado deve ser
6
x rad
π
= , pois, de acordo com
a definição, o arco deve pertencer ao intervalo ,
2 2
π π (

(
¸ ¸
.
Dessa forma, substituindo x em
1
sec 2
2
y arcsen
| |
=
|
\ .
, pode-se
escrever:
1 1 1
sec 2 sec 2 sec 2.
1
2 6 3
cos
3 2
arcsen
π π
π
| | | | | |
= = = = =
| | |
\ . \ . \ .
Logo, o valor de
1
sec 2
2
y arcsen
| |
=
|
\ .
é 2.
2) Qual o valor de
2
10. arccos
2
E sen
(
| |

=
( |
|
(
\ .
¸ ¸
?
Solução:
2
10. arccos
2
E sen
(
| |

=
( |
|
(
\ .
¸ ¸
Fazendo
2
cos
2
x ar

= , deve-se procurar um arco cujo cosseno é
igual a
2
2

.
Então, o arco procurado deve ser
3
4
x rad
π
= , pois, de acordo com
a definição, o arco deve pertencer ao intervalo
| |
0,π .
Dessa forma, substituindo x em
2
10. arccos
2
E sen
(
| |

=
( |
|
(
\ .
¸ ¸
, pode-
se escrever:
2
10. arccos
2
3
10.
4
2
10.
2
5 2.
E sen
E sen
E
E
π
(
| |

=
( |
|
(
\ .
¸ ¸
(
| |
=
| (
\ .
¸ ¸
=
=
144
Universidade do Sul de Santa Catarina
Lembre-se que
3
4
rad
π
é um arco do 2
º
quadrante e foi necessário
fazer redução ao primeiro quadrante.
Logo, o valor de
2
10. arccos
2
E sen
(
| |

=
( |
|
(
\ .
¸ ¸
é 5 2 .
3) Sabendo que 0,125 tgθ = , determine o valor de θ .
Solução:
Para resolver este problema, pode-se usar a calculadora científica.
Veja:
Tem-se que:
0,125 tgθ = .
Pode-se escrever:
0,125 arctg θ = .
Deve-se encontrar qual o arco cuja tangente é 0,125.
Você deverá programar sua calculadora no modo rad.
Agora tecle 0,125 e, usando a segunda função na sua calculadora,
tecle tan
-1
.
Você obtém: 0,124 θ =
Logo, o ângulo procurado é 0,124 θ = rad.
145
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 3
Pesquise
Utilizando Recursos Tecnológicos na Trigonometria
No ensino da Trigonometria, o uso de softwares
matemáticos pode ser muito interessante para auxiliar
na construção dos gráficos das funções circulares.
Nesta unidade, os gráficos foram construídos no
software GRAPH 4.1, que está disponível para
download em http://www.padowan.dk/graph/.
Você conheceu e aprendeu a utilizar esse software
na disciplina ‘Informática Aplicada à Educação
Matemática’.
Como sugestão, indicamos novamente o software
Thales, que possui um ambiente de trabalho bastante
interessante, no estudo das funções trigonométricas.
Com ele, é possível visualizar simultaneamente o
comportamento das funções no ciclo trigonométrico
e no plano cartesiano.
Atividades de auto-avaliação
1) Determine:
37
)
6
a tg
π
=
7
) cot
2
b g
π
=
5
) sec
4
c
π | |
− =
|
\ .
31
) cos
6
d ec
π
=
5
)
3
e tg
π
=
146
Universidade do Sul de Santa Catarina
2) Qual o sinal da expressão:
3
. 0
3 4
5
.
3 6
tg tg tg
y
tg tg
π π
π π

=
| | | |
− −
| |
\ . \ .
.
3) Determine o valor da expressão:
a) A = sen3x + cos8x - tg2x para x=
2
π
.
b)
7
sen cos 3
3
13
tg
6
B
π
π
π

= .
4) Que número é maior:
3 5
?
4 6
tg ou tg
π π
147
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 3
5) Construa o gráfico e faça a análise das características e propriedades
das funções:
) 2
) 2.cos
4
) 3 2
a y sen x
x
b y
c y sen x
= − +
| |
=
|
\ .
= −
6) Analisando os gráficos:
) 2 a y sen x =
148
Universidade do Sul de Santa Catarina
) 2 cos b y x = +
)
2
x
c y tg
| |
=
|
\ .
149
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 3
Responda os itens a seguir:
a) Qual o domínio de cada uma das funções representadas?
b) Qual é o conjunto imagem de cada uma das funções representadas?
c) Em que intervalo a função y=sen 2x é negativa?
d) Em que intervalo a função y=2+cos x é positiva?
e) Qual o período da função y= tg(x/2)?
7) Determine o valor de k, sabendo-se que sen x = 3k - 7.
150
Universidade do Sul de Santa Catarina
8) Qual a imagem da função f(x) = 5 + cos x?
9) Um corpo faz seu Movimento Harmônico Simples segundo a equação
horária y(t) 4 3.cos t
4
π
π
| |
= + +
|
\ .
, em que t é o tempo transcorrido,
em segundos, e y é a distância, em cm, da extremidade A do corpo à
parede, conforme ilustração a seguir:
a) Represente esta situação graficamente, utilizando o software GRAPH;
b) Qual o ponto de partida do corpo?
c) Qual o seu período de oscilação?
d) Qual a amplitude do movimento?
151
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 3
10) Determine o domínio de cada uma das funções:
( )
) 5
4
) cot
2
) sec 3
) cos 2
3
a y tg x
b y g x
c y x
d y ec x
π
π
π
π
| |
= −
|
\ .
| |
= +
|
\ .
= −
| |
= +
|
\ .
11) Qual o valor de
1
2. arccos
2
y tg
| |
=
|
\ .
?
12) Encontre o valor de
3
2. arcsen
2
y tg
(
=
(
¸ ¸
.
152
Universidade do Sul de Santa Catarina
13) Determine o valor de
3
3 .
3
y arctg arctg = +
Desafios na Trigonometria
1) (Vunesp - adaptado) Uma equipe de agrônomos coletou dados da
temperatura (em
o
C) do solo em uma determinada região, durante três
dias, a intervalos de 1 hora. A medição da temperatura começou a ser
feita às três horas da manhã no primeiro dia (t=0) e terminou 72 horas
depois (t=72). Os dados puderam ser aproximados pela função

3
15 5
12 2
y(t) sen t
π π | |
= + +
|
\ .
, onde t indica o tempo (em horas)
decorrido após o início da observação de y(t), à temperatura (em
o
C) no
instante t. Determine:
a) o gráfico que representa esta situação (use o software GRAPH);
b) a temperatura máxima atingida e o horário em que essa temperatura
ocorreu, no primeiro dia de observação.
153
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 3
2) (Mack-SP) O valor de
3 1 3
5
3 4 2
tg arctg arcsen
| |

|
|
\ .
pode ser dado
por:
a) 0
b) 1
c)
1
2
d) -1
e)
1
2

3) O valor de
1 1
2 3 arcsen arccos
2 2
arctg + + é:
a)
5
6
π
b)
2
π
c)
6
π
d)
7
6
π
e) π
154
Universidade do Sul de Santa Catarina
Síntese
Nesta unidade, você estudou as funções trigonométricas e pôde
conhecer suas características, bem como perceber suas várias
aplicações nos diversos campos da ciência, principalmente nos
fenômenos que envolvem periodicidade.
Você constatou que as funções trigonométricas podem ter
seus domínios restringidos, de modo que gerem uma função
inversível. Dessa forma, os domínios e as imagens das funções
resultantes tornam-se parte de suas definições.
Lembre-se que é fundamental conhecer as funções e conseguir
modelar situações práticas que as envolvem.
Na próxima unidade, você vai estudar as relações e identidades
trigonométricas e, dessa forma, resolver equações e inequações
trigonométricas, que são conhecimentos importantes para um
futuro professor de matemática.
Saiba mais
Para que você aprofunde seu conhecimento na história da
trigonometria, sugerimos a leitura do livro ‘Tópicos de História
da Matemática para uso em sala de aula: Trigonometria’. O autor
é Edward Kennedy.
Com relação à periodicidade das funções, característica bastante
importante das funções circulares, uma boa idéia é acessar
um site de busca e analisar textos referentes a esse assunto na
Internet.
UNIDADE 4
Estudando as Relações,
Equações e Inequações
Trigonométricas
Objetivos de aprendizagem

Reconhecer as relações trigonométricas.

Resolver e simplificar expressões trigonométricas,
aplicando as relações trigonométricas.

Aplicar as fórmulas da adição, subtração e arco duplo.

Resolver equações e inequações trigonométricas.
Seções de estudo
Seção 1 Relações Trigonométricas
Seção 2 Adição e Subtração de Arcos
Seção 3 Arco Duplo
Seção 4 Equações Trigonométricas
Seção 5 Inequações Trigonométricas
4
156
Universidade do Sul de Santa Catarina
Para início de conversa
Nesta unidade, você vai ter oportunidade de conhecer e trabalhar
com as relações entre os valores das funções trigonométricas,
denominadas relações trigonométricas.
As transformações trigonométricas serão abordadas e você
também irá resolver, ainda nesta unidade, as equações e
inequações trigonométricas e perceberá que, muitas vezes, torna-
se necessário o uso das relações e transformações trigonométricas
na resolução dessas equações.
São assuntos que enriquecerão bastante seus conhecimentos
dentro da Trigonometria.
SEÇÃO 1 - Relações Trigonométricas
Entre as seis funções trigonométricas estabelecidas para o
1º quadrante, existem algumas relações que são válidas para
qualquer arco e que são chamadas relações trigonométricas
fundamentais.
Nesta seção, você vai conhecer as relações trigonométricas
fundamentais. Seu estudo será realizado a partir das funções
trigonométricas de um mesmo arco, que já foram vistas na seção
anterior.
É importante saber que as relações trigonométricas
fundamentais recebem este nome por serem distintas
e completamente independentes umas das outras.
Elas também permitem que, dado o valor de uma das funções
circulares de um arco qualquer, encontremos, se existirem,
os valores das demais funções circulares do mesmo arco.
Vale ressaltar que são extremamente úteis na simplificação de
expressões.
As cinco relações trigonométricas fundamentais mais
importantes são:
157
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 4
1
ª
Relação
Figura 4.1: 1
ª
Relação Trigonométrica Fundamental
Observando a figura 4.1, tem-se:
1 OM =
cos OM' x =
MM' OM" senx = =
Pelo teorema de Pitágoras, no triângulo retângulo OM’M,
tem-se:
( ) ( ) ( )
2 2 2
OM OM' OM" = +
( ) ( ) ( )
2 2 2
1 cos x senx = +
2 2
cos 1 sen x x + =
2
ª
Relação
cos
senx
tgx
x
=
Esta relação só será válida para todo x ≠
2
k
π
π + e k é um número
inteiro.



158
Universidade do Sul de Santa Catarina
3
ª
Relação
cos
cot
x
gx
senx
=
Esta relação só será válida para todo x kπ ≠ e k é um número
inteiro.
4
ª
Relação
1
sec
cos
x
x
=
Esta relação só será válida para todo x ≠
2
k
π
π + e k é um número
inteiro.
5
ª
Relação
1
cossec x
senx
=
Esta relação só será válida para todo x kπ ≠ e k é um número
inteiro.
Existem outras relações trigonométricas derivadas das relações
fundamentais, importantes para simplificar a resolução de alguns
problemas. Acompanhe:
1
ª
relação
Como
sen
cos
x
tgx
x
= e
cos
cot
sen
x
gx
x
= , pode-se obter a seguinte
relação
1
cot gx
tgx
= , válida para todo x kπ ≠ .
2
ª
relação
Você já viu que sen
2
x + cos
2
x = 1.
Assim, se dividir a equação por cos
2
x, tem-se:
2 2
2 2 2
sen cos 1
cos cos cos
x x
x x x
+ =
, como
sen
cos
x
tgx
x
= e
1
sec
cos
x
x
= .
159
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 4
Logo,
2 2
sec 1 x tg x = + , válida para todo x ≠
2
k
π
π + .
3
ª
relação
Sabe-se que sen
2
x + cos
2
x = 1.
Assim, dividindo a equação por sen
2
x, tem-se:
2 2
2 2 2
sen cos 1
sen sen sen
x x
x x x
+ =
.
Como
cos
cot
x
gx
senx
= e
1
cossec
sen
x
x
= .
Logo,
2 2
1 cot cos g x ec x + = , válida para todo x kπ ≠ .
Veja a aplicação destas relações em alguns exemplos, a seguir.
1) Sabendo que
1
3
senx = e que
3
2
2
x
π
π < < , determine o valor do
cosx.
Solução:
Aplicando-se a relação sen
2
x+cos
2
x=1, tem-se:
2 2
2
2
2
2
2
2
cos 1
1
cos 1
3
1
cos 1
9
1
cos 1
9
9 1
cos
9
8
cos
9
8
cos
9
2 2
cos .
3
sen x x
x
x
x
x
x
x
x
+ =
| |
+ =
|
\ .
+ =
= −

=
=
= ±
= ±
160
Universidade do Sul de Santa Catarina
Como está sendo trabalhado um arco x do quarto quadrante,
tem-se que o cosseno é positivo.
Logo,
2 2
cos
3
x = .
2) Se secx= 4, com 0
2
x
π
≤ ≤ , qual o valor da tgx?
Solução:
Sabendo que
1
sec
cos
x
x
= , então:
sec 4
1
4
cos
4cos 1
1
cos
4
x
x
x
x
=
=
=
=
Substituindo
1
cos
4
x = na relação
2 2
cos 1 sen x x + = , tem-se:
2 2
2
2
2
2
2
2
cos 1
1
1
4
1
1
16
1
1
16
16 1
16
15
16
15
16
15
4
sen x x
sen x
sen x
sen x
sen x
sen x
senx
senx
+ =
| |
+ =
|
\ .
+ =
= −

=
=
= ±
= ±
161
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 4
Como o arco x é do primeiro quadrante, tem-se que o seno é
positivo.
Logo,
15
4
sen x = .
Seguindo ao valor da tangente:
cos
15
4
1
4
15 4
.
4 1
15.
senx
tgx
x
tgx
tgx
tgx
=
=
=
=
3) Se k é um número real positivo que satisfaz simultaneamente
as equações
1
3
k
senx
+
= e cosx=-k, determine o valor de k.
Solução:
Utilizando a relação trigonométrica fundamental sen
2
x+cos
2
x=1
tem-se:
( )
2 2
3
2
2
2
2 2
2 2
2
cos 1
1
1
3
2 1
1
9
2 1 9 9
9 9
2 1 9 9
10 2 8 0
sen x x
k
k
k k
k
k k k
k k k
k k
+ =
+ | |
+ − =
|
\ .
+ +
+ =
+ + +
=
+ + + =
+ − =
Resolvendo a equação do 2
º
grau, tem-se:
k’ = -1 e k” =
4
5
162
Universidade do Sul de Santa Catarina
Como k é um número real positivo, a solução do problema será:
k =
4
5
.
4) Simplifique a expressão
2
2
2
cot
1 cot
g x
sen x
g x
+
+
.
Solução:
Fazem-se as seguintes substituições na expressão:

2
1 cot g x + por
2
cos ec x.

2
cot g x por
2
2
cos x
sen x
.
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2 2
2
2
2 2
cot
1 cot
cot
cos
cos
1
cos
1
cos 1.
g x
sen x
g x
g x
sen x
ec x
x
sen x
sen x
sen x
x sen x
. sen x
sen x
x sen x
+
+
+
+
+
+ =
A forma simplificada da expressão
2
2
2
cot
1 cot
g x
sen x
g x
+
+
é 1.
SEÇÃO 2 - Adição e subtração de arcos
Inicialmente, verifica-se se sen (60º+30º) é o mesmo que
sen 60º+sen 30º.


163
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 4
Tem-se que:
(60º 30º ) 90º 1 sen sen + = = e
3 1 3 1
60º 30º
2 2 2
sen sen
+
+ = + =
.
Vê-se então que esses valores são diferentes.
Para calcularmos o seno, o cosseno e a tangente da soma e da
diferença entre os arcos, utilizam-se as transformações a seguir:
( ) .cos .cos
( ) .cos .cos
cos( ) cos .cos .
cos( ) cos .cos .
( )
1 .
( )
1 .
sen a b sena b senb a
sen a b sena b senb a
a b a b senb sena
a b a b senb sena
tga tgb
tg a b
tga tgb
tga tgb
tg a b
tga tgb
• + = +
• − = −
• + = −
• − = +
+
• + =


• − =
+

Deduz-se a fórmula que calcula o cosseno da diferença, ou seja:
cos( ) cos .cos . a b a b senb sena − = + .
Demonstração:
Para a demonstração, deve-se lembrar que a distância entre dois
pontos A(x
A
, y
A
) e B(x
B
, y
B
), do plano, é dada por:
Figura 4.2: Distância entre dois pontos no plano
164
Universidade do Sul de Santa Catarina
2 2 2
( , ) ( ) ( )
B A B A
d A B x x y y = − + −
2 2
( , )
B A B A
d A B (x x ) (y y ) = − + −
.
Seja a figura 4.3:
Figura 4.3: Cosseno da diferença de arcos
Na circunferência trigonométrica tem-se:
os arcos a e b;
o arco a-b;
M representa a extremidade do arco a;
N representa a extremidade do arco b;
P representa a extremidade do arco a-b;
A representa a extremidade do arco nulo.
Observando a figura, conclui-se que as distâncias entre os pontos
P e A, M e N são iguais.
Escreve-se então:
2 2
( , ) ( , ) d P A d M N =
( ) ( ) ( ) ( )
2 2 2 2
P A P A M N M N
X X Y Y X X Y Y − + − = − + −
[1]






165
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 4
Note que:
as coordenadas do ponto P são: P(cos(a-b), sen(a-b));
as coordenadas do ponto M são: M(cosa,sena);
as coordenadas do ponto N são: N(cosb,senb);
as coordenadas do ponto A são: A(1,0).
Assim substituindo em [1] tem-se:
| | | | | | | |
2 2 2 2
cos( ) 1 ( ) 0 cos cos a b sen a b a b sena senb − − + − − = − + −
Desenvolvendo a equação e sabendo que:
2 2
( ) cos ( ) 1 sen a b a b − + − =
;
2 2
cos 1 sen a a + = ;
2 2
cos 1 sen b b + = .
Para facilitar o desenvolvimento da equação, vamos nomear seus membros
A e B, então:
( ) ( ) | | | |
2 2
2 2
cos 1 0 cos cos A a b sen a b e B a b sena senb ( ( = − − + − − = − + −
¸ ¸ ¸ ¸
.
Desenvolvendo A, tem-se:
( ) ( )
( ) ( ) ( )
( )
2 2
2 2
cos 1 0
cos 2cos 1
2 2cos
A a b sen a b
A a b a b sen a b
A a b
( ( = − − + − −
¸ ¸ ¸ ¸
= − − − + + −
= − −
Desenvolvendo B, tem-se:
| | | |
( )
2 2
2 2 2 2
cos cos
cos 2.cos .cos cos 2. .
2 2 cos .cos .
B a b sena senb
B a a b b sen a sena senb sen b
B a b sena senb
= − + −
= − + + − +
= − +
Como A=B, tem-se:
( ) 2 2cos( ) 2 2 cos .cos . a b a b sena senb − − = − +







166
Universidade do Sul de Santa Catarina
Para simplificar a equação, divide-se por (-2):
1 1cos( ) 1 (cos .cos . )
:
cos( ) cos .cos .
a b a b sena senb
Logo
a b a b sena senb
− + − = − + +
− = +

As outras três fórmulas decorrem facilmente da que foi obtida.
cos( ) cos .cos . a b a b sena senb + = −
Demonstração:
Substituindo b por –b tem-se:
( ) cos ( ) cos .cos( ) . ( ) a b a b sena sen b − − = − + − [2]
Você deve lembrar que seno é uma função ímpar e cosseno é par.
Logo, tem-se:
( ) sen b senb − = −
.
cos( ) cos b b − = .
Substituindo em [2] tem-se:
cos( ) cos .cos . a b a b sena senb + = − .
Na seqüência, acompanhe a fórmula do seno da diferença e do
seno da soma:
Seno da diferença: ( ) .cos cos . sen a b sena b a senb − = − .
Demonstração:
Para esta demonstração, utiliza-se um teorema auxiliar:
Para todo x real, tem-se:
cos
2
cos .
2
x senx
sen x x
π
π
| |
− =
|
\ .
| |
− =
|
\ .




167
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 4
Dessa forma:
( ) ( )
( )
( )
( )
( ) .cos cos .
cos
2
cos
2
cos .cos .
2 2
.cos cos . .
sen a b sena b a senb
sen a b a b
sen a b a b
sen a b a b sen a senb
sen a b sena b a senb
π
π
π π
− = −
(
− = − −
(
¸ ¸
(
| |
− = − +
| (
\ .
¸ ¸
| | | |
− = − − −
| |
\ . \ .
− = −
Seno da soma: ( ) .cos cos . sen a b sena b a senb + = + .
Demonstração:
Substituindo b por –b, tem-se:
( ) ( ) ( ) .cos ( ) cos . ( ) sen a b sen a b sena b a sen b + = − − = − − − [3]
Lembre-se que seno é uma função ímpar e cosseno é par.
Logo:
( ) sen b senb − = − .
cos( ) cos b b − =
.
Substituindo em [3], tem-se:
( ) .cos cos . sen a b sena b a senb + = + .
Finalmente, acompanhe as fórmulas da tangente da soma e da
diferença de dois arcos.
( )
1 .
tga tgb
tg a b
tga tgb

− =
+
.
Demonstração:
Você já conhece a relação fundamental
cos
senx
tgx
x
= .
Na demonstração a seguir, ela será utilizada.




168
Universidade do Sul de Santa Catarina
Então, tem-se que:
( )
( ) .cos cos .
cos( ) cos .cos .
sen a b sena b a senb
tg a b
a b a b sena senb
− −
− = =
− +
.
Dividindo o numerador e o denominador por cos a . cos b, supondo
diferente de zero, encontra-se:
( )
( )
cos( )
.cos cos .
cos .cos
( )
cos .cos .
cos .cos
cos cos
( )
.
1
cos .cos
( ) .
1 .
sen a b
tg a b
a b
sena b a senb
a b
tg a b
a b sena senb
a b
sena senb
a b
tg a b
sena senb
a b
tga tgb
tg a b
tga tgb

− =


− =
+

− =
+

− =
+
De forma análoga, demonstra-se que:
1
tga tgb
tg(a b)
tga.tgb
+
+ =

.
Retrospectiva Histórica
Figura 4.4 : Ptolomeu http://educacaomatematica.vilabol.uol.com.br/histmat/precursores.htm
(acesso em 28/06/06).
169
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 4
Ptolomeu, figura 4.4, embora não fizesse uso dos termos seno e
cosseno, mas sim de cordas, utilizou o que pode ser considerado
o prenúncio da conhecida relação fundamental
2 2
cos 1 sen x x + = .
Semelhantemente, em termos de cordas, Ptolomeu conhecia as
propriedades que, em linguagem atual, são:
( ) .cos .cos
( ) .cos .cos
cos( ) cos .cos .
cos( ) cos .cos .
sen x y sen x y sen y x
sen x y sen x y sen y x
x y x y sen y sen x
x y x y sen y sen x
• + = +
• − = −
• + = −
• − = +
Veja alguns exemplos envolvendo a adição e subtração de arcos.
1) Calcule cos75º.
Solução:
Para calcular cos 75º pode-se escrever 75º 30º 45º = + .
cos 75º cos(30º 45º )
cos 75º cos30º .cos 45º 30º . 45º
3 2 1 2
cos 75º . .
2 2 2 2
sen sen
= +
= −
= −
6 2
cos 75º
4 4
= −
6 2
cos 75º .
4

=
2) Determine 15º sen .
Solução:
Faz-se 15º = 45º - 30º.
15º (45º 30º )
15º 45º .cos30º 30º .cos 45º
2 3 1 2
15º . .
2 2 2 2
sen sen
sen sen sen
sen
= −
= −
= −
6 2
15º
4 4
sen = −
170
Universidade do Sul de Santa Catarina
6 2
15º .
4
sen

=
Observe que cos75º e sen15º resultaram em um mesmo valor. Isso
se deve ao fato de serem arcos complementares.
3) Escreva na forma simplificada a expressão
( ) cos
2
A sen x x
π
π
| |
= + + −
|
\ .
, para todo x∈IR.
Solução:
( ) cos
2
cos cos cos cos
2 2
0 cos 1 0 cos 1
0.
A sen x x
A sen . x senx. . x sen .senx
A . x senx.( ) . x .senx
A senx senx
A
π
π
π π
π π
| |
= + + −
|
\ .
= + + +
= + − + +
= − +
=
4) Qual o valor da tg15º?
Solução:
Pode-se fazer 15º=60º-45º.
171
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 4
t
1
60 45
60 45
1 60 45
3 1
15
1 3 1
3 1 1 3
15
1 3 1 3
3 9 1 3
15
1 9
2 3 4
15
1 3
4 2 3
15
2
15 2 3.
tga tgb
g(a b)
tga.tgb
tg º tg º
tg( º º )
tg º .tg º
tg º
.
tg º .
tg º
tg º
tg º
tg º

− =
+

− =
+

=
+
− −
=
+ −
− − +
=


=

− +
=

= −
SEÇÃO 3 - Arco duplo
Nesta seção, você conhecerá as fórmulas que calculam as funções
trigonométricas de um arco que é o dobro do arco cujas funções
já são conhecidas.
Para calcular o seno, cosseno e tangente do arco de 2x, devem ser
utilizadas as seguintes identidades:
2 2 .cos sen x sen x x =
2 2
cos 2 cos x x sen x = −
2
2
2
1
tgx
tg x
tg x
=

Acompanhe a demonstração destas identidades, aplicando as
fórmulas de adição de arcos para cada uma das funções estudadas
na seção anterior.
2 2 .cos sen x sen x x =




172
Universidade do Sul de Santa Catarina
Demonstração:
2 ( )
2 .cos .cos
2 2. .cos .
sen x sen x x
sen x sen x x sen x x
sen x sen x x
= +
= +
=
2 2
cos 2 cos x x sen x = −
Demonstração:
2 2
cos 2 cos( )
cos 2 cos .cos .
cos 2 cos .
x x x
x x x sen x sen x
x x sen x
= +
= −
= −
2
2
2
1
tgx
tg x
tg x
=

Demonstração:
2
2
2
2
1
2
2
1
2
2 .
1
tgx
tg x
tg x
tg x tg(x x)
tgx tgx
tg x
tgx.tgx
tgx
tg x
tg x
=

= +
+
=

=

Retrospectiva Histórica
Os árabes trabalharam com senos e cossenos e, em 980,
Abu’ l – Wafa, sabia que: 2 2 cos sen x sen x . x = , embora isso
pudesse facilmente ter sido deduzido pela fórmula de Ptolomeu
cos cos sen(x y) sen x . y sen y . x + = + , fazendo x = y.
Acompanhe os exemplos!!!


173
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 4
1) Sendo senx=
1
3
e 0
2
x
π
< < , calcule:
a) sen 2x
b) cos 2x
Solução:
Inicia-se calculando o valor do cos x, utiliza-se a relação
trigonométrica fundamental sen
2
x+cos
2
x=1.
2 2
2
2
2
2
2
2
cos 1
1
cos 1
3
1
cos 1
9
1
cos 1
9
9 1
cos
9
8
cos
9
8
cos
9
2 2
cos
3
2 2
cos .
3
sen x x
x
x
x
x
x
x
x
x
+ =
| |
+ =
|
\ .
+ =
= −

=
=
= ±
= ±
=
Já sabendo o valor do cosx, resolve-se o problema proposto:
2 2 cos
1 2 2
2 2
3 3
4 2
2 .
9
a) sen x sen x. x
sen x . .
sen x
=
=
=
174
Universidade do Sul de Santa Catarina
2 2
2
2
cos 2 cos
2 2 1
cos 2
3 3
4 2 1
cos 2
9 9
7
cos 2 .
9
b) x x sen x
x
.
x
x
= −
| |
| |
= −
|
|
|
\ .
\ .
= −
=
2) Dado
3
2
senx = , com
2
x
π
π < < , determine a tg 2x.
Solução:
Primeiramente, é preciso encontrar o valor do cos x para
descobrir o valor da tg x.
Utiliza-se a relação trigonométrica fundamental sen
2
x+cos
2
x=1,
tendo então:
2 2
2
2
2
2
2
2
cos 1
3
cos 1
2
3
cos 1
4
3
cos 1
4
4 3
cos
4
1
cos
4
1
cos
4
1
cos
2
1
cos .
2
sen x x
x
x
x
x
x
x
x
x
+ =
| |
+ =
|
|
\ .
+ =
= −

=
=
= ±
= ±
= −
175
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 4
Você deve ter observado que o valor do cos x ficou negativo, pois
se está trabalhando com um arco do 2
º
quadrante.
Calculando o valor da tg x, tem-se:
cos
3
2
1
2
3 2
.
2 1
3
senx
tgx
x
tgx
tgx
tgx
=
=

| |
= −
|
\ .
= −
Já conhecendo a tg x, resolve-se o problema proposto
utilizando-se a identidade tg2x.
( )
( )
2
2. 3
2
1 3
2 3
2
1 3
2 3
2
2
2 3
tg x
tg x
tg x
tg x

=
− −

=


=

=
Na seção a seguir você resolverá equações trigonométricas e,
para isso, será necessária a utilização de todas as transformações
trigonométricas estudadas nesta unidade.
SEÇÃO 4 - Equações Trigonométricas
Você já conhece os diversos tipos de equações, bem como sua
importância na resolução de vários problemas.
176
Universidade do Sul de Santa Catarina
As diferentes equações possuem nomes específicos em função
de suas características específicas. Por exemplo: 2 4 9 x − = é
denominada equação irracional, pois contém a incógnita “x” sob
o radical.
Nesta seção, serão trabalhadas as equações trigonométricas que
recebem este nome porque são equações em que figuram as
funções trigonométricas com um arco desconhecido.
Para resolvermos as equações trigonométricas, devemos utilizar
artifícios e transformações que nos permitam chegar a equações
básicas do tipo senx=a, cosx=a e tgx=a, com a ∈ IR. Dessa forma,
podemos obter a variável “x” conhecendo o valor de a.
Veja agora alguns exemplos de equações trigonométricas:
2
) 0
) 1 cos 0
) 2 2.cos
a sen x
b x sen x
c sen x x
=
− + =
=
Vale ressaltar que a solução de uma equação trigonométrica é o
conjunto dos valores da variável x que, caso existam, satisfazem a
equação dada.
Observe como encontrar o conjunto solução de algumas equações
trigonométricas:
1) Resolver a equação
1
2
sen x =
no intervalo
| |
0,2π .
Solução:
Você já sabe que o seno é positivo no primeiro e segundo
quadrante.
O arco cujo seno corresponde a
1
2
é
6
π
no primeiro quadrante e,
utilizando a simetria, pode-se encontrar o outro arco do segundo
quadrante:
5
6 6
π π
π − =
.
Observe a representação da solução na figura 4.5.
177
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 4
Figura 4.5:
1
2
sen x = ;
| |
0; 2π
Logo, a solução desta equação é
5
,
6 6
S
π π ¦ ¹
=
´ `
¹ )
.
2) Resolver a equação
1
2
sen x = , com x ∈
0,
2
π (
(
¸ ¸
.
Observe que está sendo resolvida a mesma equação, porém com
intervalo de solução diferenciado. A figura 4.6 representa a
situação do problema.
Figura 4.6:
1
2
sen x = ;x ∈ 0,
2
π (
(
¸ ¸
Logo, como
1
6 2
sen
π
= , então a solução é S =
6
π ¦ ¹
´ `
¹ )
.
178
Universidade do Sul de Santa Catarina
3) Resolver a equação
1
2
senx = .
Solução:
Note que, novamente, é a mesma equação que está sendo
trabalhada, porém sem definir o intervalo de solução. Observe a
figura 4.7:
Figura 4.7:
1
2
sen x =
Veja que, como não há o intervalo definido, devem-se considerar
todas as possibilidades de solução, utilizando, para isso, a
congruência de arcos.
Logo, a solução geral será:
5
S x IR|x 2k ou x 2k , k Z
6 6
π π
π π
¦ ¹
= ∈ = + = + ∈
´ `
¹ )
.
Se você sentir dificuldades, volte à unidade 2 onde estudou a
expressão geral dos arcos côngruos ou comunique-se com o seu
tutor.
179
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 4
4) Resolver a equação 2 sen
2
x – 5 senx + 2 = 0, com x ∈
0,
2
π (
(
¸ ¸
.
Solução:
Como você pode observar, esta equação lembra uma equação do
2
º
grau e, para resolvê-la, utiliza-se sua fórmula resolutiva.
Os coeficientes da equação são:
a = 2
b = - 5
c = 2
O discriminante da equação é:
2
2
4
( 5) 4.2.2
9
Assim:
2
( 5) 9
2.2
5 3
4
Obtemos, portanto, que:
2
1
.
2
b ac
b
senx
a
senx
senx
senx
senx
∆ = −
∆ = − −
∆ =
− ± ∆
=
− − ±
=
±
=
=
=


Como – 1 ≤ sen x ≤ 1, então se deve desconsiderar sen x=2.
Logo, busca-se a solução para
1
2
sen x = .
Note que esta equação já foi resolvida no exemplo 2.
Portanto, x =
6
π
e se escreve a solução S =
6
π ¦ ¹
´ `
¹ )
.
180
Universidade do Sul de Santa Catarina
5) Dê a solução da equação sen 2x=2cos x no intervalo
| |
0; 2π .
Solução:
Utilizando a identidade do seno do arco duplo, tem-se:
2 2cos
2. .cos 2cos
sen x x
sen x x x
=
=
Resolvendo a equação:
2. .cos 2.cos 0
2.cos .( 1) 0.
sen x x x
x sen x
− =
− =
Você já sabe que o produto entre dois fatores só é nulo quando
um dos fatores for zero. Dessa forma:
2.cos 0 1 0. x ou sen x = − =
Assim, tem-se duas equações para resolver:
2.cos 0
cos 0
x
x
=
=
ou
1 0
1
sen x
sen x
− =
=
Encontrando a solução para cos x = 0, no intervalo dado tem-se:
2
x
π
= ou
3
2
x
π
= .
Encontrando a solução para sen x = 1, no intervalo dado tem-se:
2
x
π
= .
Logo, a solução da equação 2 2cos sen x x = no intervalo
| |
0, 2π é
S =
3
,
2 2
π π ¦ ¹
´ `
¹ )
.
181
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 4
SEÇÃO 5 - Inequações trigonométricas
Como ocorrem com as equações, as diferentes inequações
também possuem nomes específicos em função de suas
características.
Nesta seção, você estudará as inequações trigonométricas que
recebem este nome por serem desigualdades nas quais figuram
funções trigonométricas com arcos desconhecidos.
Para resolver as inequações trigonométricas, da mesma forma
que nas equações, deve-se utilizar artifícios e transformações que
permitam chegar a inequações básicas do tipo
sen x<a e sen x>a, cos x<a e cos x>a, tg x<a e tg x>a, com a ∈ IR.
É importante observar que as desigualdades > e < podem ser
≥ e ≤, não interferindo no método de resolução.
Por exemplo, são inequações trigonométricas:
1
1)
2
3
2) cos
2
3) 1
sen x
x
tg x
>

>
Na resolução de inequações trigonométricas é fundamental a
construção da circunferência trigonométrica representando a
situação do problema.
Acompanhe alguns exemplos envolvendo inequações
trigonométricas:
1) Resolver a inequação
1
2
sen x ≥ , com 0 < x < 2π.
Solução:
Inicialmente, marca-se sobre o eixo y (eixo dos senos), o ponto
cuja distância do centro é
1
2
.
Faz-se a análise para valores acima de
1
2
tendo em vista que
1
2
sen x ≥ .
182
Universidade do Sul de Santa Catarina
Traça-se uma reta paralela ao eixo x por
1
2
.
Na figura 4.8, você pode observar que os valores de x que
compõem a solução desta inequação estão entre
5
e
6 6
π π
(parte
destacada na circunferência).
Figura 4.8:
1
2
sen x ≥
Logo, a solução será:
5
|
6 6
S x IR x
π π ¦ ¹
= ∈ ≤ ≤
´ `
¹ )
.
2) Resolver a inequação cos x < -
2
2
, com 0 < x < 2π.
Solução:
Inicialmente, marca-se sobre o eixo x (eixo dos cossenos), o ponto
cuja distância do centro é -
2
2
.
Faz-se a análise para valores menores que -
2
2
tendo em vista
que cos x < -
2
2
.
Traça-se uma reta vertical, paralela ao eixo y por -
2
2
.
Na figura 4.9, você pode observar que os valores de x que
compõem a solução desta inequação estão entre
3 5
e
4 4
π π

(parte destacada na circunferência).
183
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 4
Figura 4.9:
2
cos
2
x < −
Logo, a solução será:
3 5
|
4 4
S x IR x
π π ¦ ¹
= ∈ < <
´ `
¹ )
.
3) Qual é a solução da inequação 3 tg x > no intervalo
| |
0, 2π ?
Solução:
Figura 4.10: tgx 3 >
184
Universidade do Sul de Santa Catarina
Inicialmente, consideram-se os valores de x onde a tg x existe:
Para os valores reais de x tais que
2
x
π
≠ e
3
2
x
π
≠ a tg x existe.
Traça-se o eixo das tangentes e marca-se 3 que corresponde a
tg
3
π
.
Observando a figura 4.10 e utilizando a simetria, encontra-se o
arco
4
3
π
para o qual a tangente também é 3 .
Tem-se que: 3 tg x > .
Logo, a solução será:
4 3
3 2 3 2
S x IR| x ou x
π π π π ¦ ¹
= ∈ < < < <
´ `
¹ )
.
Síntese
Nesta unidade você aprendeu a trabalhar com as relações e
identidades trigonométricas e, dessa forma, resolver equações
trigonométricas que são conhecimentos importantes para um
futuro professor de matemática.
Você pôde observar que não existe um modo único de resolver
equações trigonométricas, mas que devemos reduzi-las a equações
do tipo sen x = a , cos x = b ou tg x.
Com o estudo desta unidade, você pôde perceber que, para
encontrar a solução de inequações trigonométricas, precisa-se
das equações trigonométricas, bem como selecionar os arcos que
satisfazem a desigualdade do problema.
Na próxima unidade, você vai estudar os Números Complexos,
mas só siga em frente após conferir todas as suas atividades de
auto-avaliação, esclarecendo suas dúvidas com o professor tutor.
185
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 4
Atividades de auto-avaliação
1) Sabendo que
1
2
sen x = e que
3
x
2
π
π < < , determine o valor de
cos x.
2) Sabe-se que
3
5
sen x = − e
3
2
2
x
π
π < < . Qual o valor da cotg x?
3) Sabendo que
3
2
sen x = e
2
x
π
π < < , determine o valor da expressão
2 2
sec cos . x x +
4) Quais os valores de sen x e cos x sabendo que 2cos sen x x = − e que

2
x
π
π < < ?
186
Universidade do Sul de Santa Catarina
5) Se
5
sec
3
x = , x ∈ 1
º
quadrante, calcule o valor da expressão

( )
2 2
16 cot cos A g x ec x = +
.
6) Se
1
3
sen x = , com 0 ≤ x ≤
2
π
, calcule o valor da expressão

cot
sec cos
tgx gx
y
x x
+
=

.
7) Calcule o valor de
2
cos cossec .sec
1
ec x x x
y
tgx

=

, dado
1
4
sen x = .
8) Se
5
sec
3
x = , com x ∈ 1
º
quadrante, calcule o valor da expressão

2 2
25.cos 16.cot . A x g x = −
187
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 4
9) Determine:

) 105º
) 75º
) cos15º
a sen
b tg
c
=
=
=
10) Sabendo que
3
5
sen x = e que
2
x
π
π < < , calcule o valor de

cos
3
x
π | |
+
|
\ .
.
11) Calcule o valor numérico da expressão

cos( 30º ) cos( 30º )
cos( 30º ) (30º )
x x
y
x sen x
+ + −
=
+ + −
.
12) Simplifique a expressão:
cos(120º ) cos(120º ) y x x = + + −
.
188
Universidade do Sul de Santa Catarina
13) Sendo 5 tg x = , calcular 2 . tg x
14) Sabendo que
1
cos
3
x = , calcular cos 2 . x
15) Se
1
cos
2
sen x x − = , calcule o valor de 2 . sen x
16) Sendo
1
cot
2
g x = , calcule 2 . tg x
17) Sendo
2
1 cos 2 2.cos E x x = − + , calcular
2 3
E E E + + .
189
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 4
18) Qual o valor de ( ) 10º cot 10º . 20º tg g sen + ?
19) Se cot 4 tg x g x + = , quanto vale 2 sen x ?
20) Sendo 45º a b + = e
2
3
tg a = , calcule tg b .
21) Resolver a equação
2
2 0 sen x sen x + − = para 0 2 x π ≤ ≤ .
22) No intervalo
| |
0,π , qual a solução da equação 1 0 tg x − = .
190
Universidade do Sul de Santa Catarina
23) Determine o conjunto solução da equação 2 0 sen x sen x − = sendo
0 x . π ≤ ≤
24) Resolva em IR a equação:

2
3 3 2
sen x sen x
π π | | | |
+ + − =
| |
\ . \ .
.
25) Sendo x ∈
| |
0, 2π encontre o conjunto solução das seguintes
inequações:

1
2
2
cos
2
1
3
cos
2
a) sen x
b) x
c) tg x
d) x
< −
≥ −

<
191
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 4
Desafios na Trigonometria
1) (MACK - SP/2000) O número de valores de x, 0 2 x π ≤ ≤ , tais que
( )
2
cos 1 sen x x + = é:
a) 2
b) 3
c) 4
d) 5
e) maior que 5
2) No intervalo 0 2 x π ≤ < , a equação
2
cos
1
x
sen x
sen x
=
+
, apresenta
exatamente:
a) Uma única solução.
b) Duas soluções.
c) Três soluções.
d) Quatro soluções.
e) Cinco soluções.
192
Universidade do Sul de Santa Catarina
Saiba mais
Se você ficou interessado em conhecer outras equações
trigonométricas, recomenda-se que faça uma busca na Internet.
Como sugestão, acesse o site:
http://www.algosobre.com.br/ler.asp?conteudo=401&Ti
tulo=Trigonometria%20%5BEqua%C3%A7%C3%B5es
%20Trigonom%C3%A9tricas%5D

UNIDADE 5
Números complexos
Objetivos de aprendizagem

Compreender o conceito de números complexos.

Identificar um número complexo na sua forma algébrica
e representá-lo no plano de Argand-Gauss.

Compreender os conceitos de módulo e argumento de
um número complexo z, bem como a sua representação
geométrica.

Apresentar a forma trigonométrica de z.

Operar com números complexos na forma algébrica e
trigonométrica.
Seções de estudo
Seção 1 Introdução
Seção 2 A álgebra dos números complexos
Seção 3 A forma trigonométrica dos números
complexos
5
194
Universidade do Sul de Santa Catarina
Para início de conversa
Nesta unidade você conhecerá o conjunto dos números
complexos, um novo conjunto numérico que ampliará os seus
conhecimentos com relação aos conjuntos numéricos já estudados
por você.
Os elementos desse conjunto podem ser somados e multiplicados
e também possibilitam a extração da raiz quadrada de um
número negativo.
Com esta característica (extração da raiz quadrada de número
negativo) é possível resolver equações que não possuem solução
dentro do conjunto dos reais.
Os números complexos são da forma a+bi, sendo a e b reais e i a
chamada unidade imaginária, para qual i
2
=-1.
O papel desses números é de fundamental importância nos
diversos ramos da matemática além de ser instrumentos
necessários em campos da ciência e da tecnologia.
SEÇÃO 1 - Introdução
Os números complexos se originaram no século XVII, quando
Descartes chamou de imaginários as raízes de radicando negativo
que o matemático italiano Cardano utilizava na resolução de
equações de 3
º
grau.
Rafael Bombelli passou a refletir a respeito da natureza desses
novos conceitos matemáticos e, com seu trabalho, percebeu que
equações do tipo x
2
+ a = 0, só poderiam ser resolvidas com essas
raízes.
Dessa forma, surgiu, aos poucos, uma teoria mais sólida com uma
notação própria, originando um novo conjunto, o Conjunto dos
Números Complexos representado por .
A álgebra dos números complexos, além de ter uma grande
história na área de matemática, tem inúmeras aplicações
na engenharia e na física. Como exemplo, pode-se citar a
195
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 5
descrição de circuitos elétricos, os projetos de asas de aviões, a
representação de ondas eletromagnéticas. Sua aplicação também
se estende em áreas próprias da matemática, da computação
gráfica e da topologia.
SEÇÃO 2 - A álgebra dos números complexos
Nesta seção você estudará a álgebra dos números complexos
e, para isso, deve conhecer de que forma são expressos esses
números.
Conhecendo o “i”
Inicia-se este estudo com a resolução da equação x
2
+1=0 tendo
como universo o conjunto dos reais:
2
2
1 0
1
1
x
x
x
+ =
= −
= ± −
Logo, o conjunto solução é S =∅.
Você sabia...
Quem utilizou o símbolo i para
1 −
pela primeira vez foi
Leonhard Euler em 1777. Foi impresso pela primeira vez em
1794 e se tornou absolutamente aceito após seu uso por
Gauss em 1801.
Agora veja, se tomar como universo um conjunto no qual se
admita a existência da
1 −
, que será substituída por i, a equação
passará a ter solução não vazia.
Veja que a solução da equação será:
2
2
1 0
1
1
x
x
x
x i
+ =
= −
= ± −
= ±
196
Universidade do Sul de Santa Catarina
Logo, x’ = -i e x” = i são as raízes da equação.
Dessa forma, o conjunto solução será:
{ } , S i i = − .
Vejamos, agora, outro exemplo: x
2
- 6x +13=0.
Inicialmente, calcula-se o discriminante da equação:
x
2
- 6x +13=0
( )
2
2
4. .
6 4.1.13
16
b a c ∆ = −
∆ = − −
∆ = −
Observe que se o conjunto universo for os reais, a solução será
vazia novamente.
Então vamos considerar como universo um conjunto no qual se
admita a existência
1 −
, que será substituída por i .
( )
2.
6 16
2
6 16. 1
2
6 4 1
2
6 4
2
' 3 2
" 3 2
b
x
a
x
x
x
i
x
x i
x i
− ± ∆
=
± −
=
± −
=
± −
=
±
=
= −
= +
Logo, x’ = 3 - 2i e x” = 3 + 2i são as raízes da equação.
Dessa forma, o conjunto solução será:
{ } 3 2 ;3 2 S i i = − + .
Os números i, -i, 3-2i e 3+2i são chamados números
complexos.
197
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 5
Você sabia...
A expressão número complexo foi introduzida por Carl
Friderich Gauss em 1832.
Figura 5.1: Gauss
www.corrosion-doctors.org/.../GaussBio.htm
Capturado em 23/07/06
Definindo o número complexo
Número complexo é todo par ordenado (a,b) que pode ser escrito
na forma z = a + bi, onde a e b são números reais e i é a unidade
imaginária, isto é, i
2
= -1 ou i = 1 − .
Veja alguns exemplos:
a) z = 2+3i, temos: a = 2 e b = 3
b) z = -3 +i, temos: a =-3 e b = 1
c) z = -2i, temos: a = 0 e b =-2
Definindo o conjunto dos números complexos
O Conjunto dos Números Complexos é todo conjunto cujos
elementos são da forma z = a + bi, onde a e b são números reais e
i é a unidade imaginária, isto é, i
2
= -1 ou i = 1 − :
= {z = a+bi | a ∈IR, b ∈ IR, i = 1 − }.
198
Universidade do Sul de Santa Catarina
Dessa forma, tem-se que z = a + bi é chamada forma algébrica
de um número complexo, onde a é a parte real e b é a parte
imaginária.
Chama-se unidade imaginária ao número i tal que i
2
=-1 ou
i= 1 − .
Observe o diagrama representado na figura 5.2:
Figura 5.2: Diagrama dos conjuntos numéricos
Como todo número natural é inteiro, todo inteiro
é racional, todo racional é real e, finalmente, todo
número real é um número complexo em que b=0 na
forma a+bi.
Note que, como um número complexo é dividido em parte real e
parte imaginária, então, tomando um número complexo z=a+bi,
podemos considerar as seguintes situações:
z é um imaginário puro quando z = bi, onde a = 0 e
b ≠ 0;
z é real quando z = a, onde b=0.
Você sabia...
Os termos real e imaginário foram empregados pela
primeira vez por René Descartes em 1637.


199
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 5
Exemplos:
a) z= -5+7i
Note que:
-5 é a parte real de z, que se denota por Re(z)=-5;
7 é a parte imaginária de z, que se denota por Im(z)= 7;
b)
3
4
i
z =
Re(z) = 0
Im(z)=
3
4
Pode-se concluir que z é um imaginário puro.
c) z = -4,6
Re(z) = -4,6
Im(z)= 0
Pode-se concluir que z é um número real.
d) Qual deve ser o valor de k para que z = -1 + (k+4)i seja um
número real?
Solução:
Note que para que z seja um número real é necessário que sua
parte imaginária seja igual a zero, assim tem-se:
Im(z) = 0
k+4 = 0
k = - 4
Logo, para que z seja real k deve ser igual a - 4.
e) Determine o valor de x de modo que z = (x
2
- 25) + (2y - 8)i seja
imaginário puro.






200
Universidade do Sul de Santa Catarina
Solução:
Você já sabe que para que z seja imaginário puro deve ter:
Re(z) = 0 Im(z) ≠ 0, assim tem-se:
Re(z) = 0
x
2
- 25 = 0
x
2
= 25
x = ± 5
Im(z) ≠ 0
2y - 8 ≠ 0
2y ≠ 8
y ≠ 4
Igualdade de números complexos
A igualdade entre dois números complexos se estabelece quando
apresentam, simultaneamente, partes reais iguais e partes
imaginárias iguais.
Dessa forma:
Sendo z
1
= a + bi e z
2
= c + di, z
1
= z
2
quando a = c e b = d.
Exemplos:
1) Sejam os números complexos z
1
= -3 + xi e z
2
= 6y- 8i,
determine os valores reais de x e y de modo que z
1
= z
2.
Solução:
Como z
1
= z
2
tem-se que:
201
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 5
Re(z
1
) = Re(z
2
) e Im(z
1
) = Im(z
2
)
-3 = 6y x = -8
y =
3
6

y =
1
2

Logo, os valores de x e y, são respectivamente, -8 e
1
2

.
2) Dados os números complexos z
1
= (3x + y) + 5i e
z
2
= 8 + (x - 2y)i, encontre os valores reais de x e y para que z
1
seja
igual a z
2
.
Solução:
Como z
1
= z
2
tem-se que:
Re(z
1
) = Re(z
2
) e Im(z
2
)= Im(z
1
)
3x + y = 8 e x - 2y = 5
Note que há um sistema de duas equações para resolver:
Multiplica-se por 2 a primeira equação e resolve-se o sistema
pelo método da adição.
O sistema equivalente será:
6 2 16
2 5
x y
x y
+ = ¦
´
− =
¹
Somando as equações tem-se:
7 21
3
x
x
=
=
Substituindo x = 3 em qualquer uma das equações ter-se-á y = -1.
Logo, os valores de x e y, serão respectivamente, 3 e -1.
Você sabia...
No conjunto dos números complexos não existe relação de
ordem, isto é, um número complexo não é maior nem menor
que outro.
202
Universidade do Sul de Santa Catarina
Operações entre números complexos
Adição
A adição entre dois números complexos z
1
= a + bi e z
2
= c + di é
estabelecida da seguinte forma:
Sendo z
1
= a + bi e z
2
= c + di, z
1
+z
2
= (a+c) + (b+d)i
Exemplo:
Sendo z
1
=3+5i e z
2
=-4+10i, determine z
1
+z
2
.
Solução:
Sendo z
1
= a + bi e z
2
= c + di, z
1
+z
2
= (a+c) + (b+d)i
z
1
+z
2
=(3+5i)+(-4+10i)
z
1
+z
2
= 3+5i-4+10i
z
1
+z
2
= (3-4)+(5+10)i
z
1
+z
2
= -1+15i
Logo, z
1
+z
2
= -1+15i.
Subtração
A diferença entre dois números complexos z
1
= a + bi e z
2
= c + di
é estabelecida da seguinte forma:
Sendo z
1
= a + bi e z
2
= c + di, z
1
-z
2
= (a-b) + (b-d)i
Exemplo:
Considere
1
1
z 7i
2
= − e
2
2 1
z i
3 4
= + e calcule z
1
- z
2
.
203
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 5
Solução:
1 2
1 2
1 2
1 2
1 2
1 2 1
7
2 3 4
1 2 1
7
2 3 4
1 2 1
7
2 3 4
3 4 28 1
6 4
1 29
6 4
z z i i
z z i i
z z i
z z i
i
z z
| | | |
− = − − +
| |
\ . \ .
− = − − −
| | | |
− = − + − −
| |
\ . \ .
− − − | | | |
− = +
| |
\ . \ .
− = − −
Logo,
1 2
1 29
6 4
i
z z − = − − .
Multiplicação
O produto entre dois números complexos z
1
= a + bi e z
2
= c + di é
estabelecida da seguinte forma:
Sendo z
1
= a + bi e z
2
= c + di, z
1
.z
2
= (ac-bd) + (ad+bc)i
Note que essa relação ocorre utilizando a regra de multiplicação
de binômios no conjunto dos reais e considerando que i
2
= -1.
z
1
.z
2
= (a+bi).(c+di)
z
1
.z
2
= ac+adi+bci+bdi
2
z
1
.z
2
= ac+adi+bci+bd(-1)
z
1
.z
2
= ac+adi+bci-bd
z
1
.z
2
= ac-bd+adi+bci
z
1
.z
2
= (ac-bd)+(ad+bc)i
204
Universidade do Sul de Santa Catarina
Exemplo:
Sendo z
1
= 1+5i e z
2
= 6-3i, determine z
1
.z
2
.
Solução:
z
1
.z
2
=(1+5i).(6-3i)
z
1
.z
2
= 6-3i+30i-15i
2
z
1
.z
2
= 6+27i-15.(-1)
z
1
.z
2
= 21+27i
Logo, z
1
.z
2
= 21+27i.
Você sabia...
O produto de um número complexo pelo seu conjugado é
um número real não negativo.
Conjugado
Sendo z = a+bi , o número z = a - bi representa o conjugado de z.
Note que houve alteração no sinal, apenas, na parte imaginária de z.
Exemplo:
Dê o conjugado dos seguintes números complexos:
205
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 5
Vale ressaltar que, sendo {z, z
1
, z
2
} ⊂ , tem-se as seguintes
propriedades:
1) z ∈ IR ∴
z
= z
2)
1 2 1 2
z z z z + = +
3)
1 2 1 2
z z z z − = −
4)
1 2 1 2
z . z z . z =
5)
1 1
2
2 2
z
, z 0
z
z
z
| |
= ≠
|
\ .

6)
( ) ( )
n
n
z z ,n Z = ∈
Divisão
A divisão entre dois números complexos z
1
= a + bi e z
2
= c + di é
estabelecida multiplicando o divisor e o dividendo pelo conjugado
do divisor desde que o divisor seja diferente de zero.
Pode-se escrever da seguinte forma:
2
1 1
2
2
2 2
. , 0
z z z
z
z z z
= ≠
Exemplo:
Sendo z
1
= 1+i e z
2
= 4-3i, calcule:
1
2
)
z
a
z
Solução:
1
2
2
1
2
2
1
2
1
2
1
2
(1 ) (4 3 )
.
(4 3 ) (4 3 )
4 3 4 3
16 12 12 9
4 7 3.( 1)
16 9.( 1)
4 7 3
16 9
1 7
25
z i i
z i i
z i i i
z i i i
z i
z
z i
z
z i
z
+ +
=
− +
+ + +
=
+ − −
+ + −
=
− −
+ −
=
+
+
=
206
Universidade do Sul de Santa Catarina
2
1
)
z
b
z
Solução:
2
1
2
2
2
1
2
1
2
1
2
1
(4 3 ) (1 )
.
(1 ) (1 )
4 4 3 3
1
4 7 3.( 1)
1 ( 1)
4 7 3
1 1
1 7
2
z i i
z i i
z i i i
z i
z i
z
z i
z
z i
z
− −
=
+ −
− − +
=

− + −
=
− −
− −
=
+

=
Potências de i
Para calcular as potências de i, com expoente natural, pode-se
obter um critério.
Observe a tabela 5.1:
Tabela 5.1: Potências de i
Expoente (n) Potências de i (i
n
)
0 i
0
= 1
1 i
1
= i
2 i
2
= -1
3 i
3
= i
2
.i=(-1).i=-i
4 i
4
= i
3
.i=(-i).i=-i
2
=-(-1)=1
5 i
5
= i
4
.i=1.i=i
6 i
6
= i
5
.i=i.i=i
2
=-1
7 i
7
= i
6
.i=(-1).i=-i
8 i
8
= i
7
.i=(-i).i=-i
2
=-(-1)=1
9 i
9
= i
8
.i=1.i=i
Você deve ter percebido que a partir de n=4 os valores das
potências começam a se repetir, dessa forma, seja n um número
natural n ≥ 4, dividindo n por 4 temos:
207
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 5
Logo, pode-se escrever n = 4.q + r, com r∈ {0,1,2,3}.
Dessa forma, i
n
= i
4q+r
=(i
4
)
q
.i
r
=1
q
.i
r
=i
r .
Veja que para calcular as potências de i (i
n
) cujo
o expoente é maior ou igual a 4, basta dividir o
expoente n por 4 e elevar i ao valor que corresponde
ao resto da divisão, ou seja, o valor de r.
Exemplo:
Calcular o valor de:
a) i
27
Solução:
Agora se escreve: i
27
= i
3
=-i
b) i
529
Solução:
Logo: i
529
= i
1
=i
Que tal resolver alguns exercícios para reforçar
a aprendizagem das operações estudadas até o
momento?
208
Universidade do Sul de Santa Catarina
1) Considere os números complexos z
1
= 2-2i e z
2
= 1+3i e efetue
as seguintes operações:
a) (z
1
+z
2
)
2

Solução:
(z
1
+z
2
)
2
= [(2-2i)+(1+3i)]
2
(z
1
+z
2
)
2
= (3+i)
2
(z
1
+z
2
)
2
= 3
2
+2.3.i+i
2
(z
1
+z
2
)
2
= 9+6i+(-1)
(z
1
+z
2
)
2
= 8+6i
b) ( )
2
2 1
. z z
Solução:
( ) ( ) ( )
( ) ( )
( ) ( )
( ) ( ) ( )
( )
( )
( )
2
2 2
2 1
2
2
2 1
2
2 1
2
2 1
2
2 1
2
2 1
2
2 1
. 1 3 . 2 2
. (1 6i 9 ). 2 2
. (1 6i-9) . 2 2
. 8 6 . 2 2
. 16 16 12 12
. 16 4 12.( 1)
. 28 4
z z i i
z z i i
z z i
z z i i
z z i i i
z z i
z z i
= + +
= + + +
= + +
= − + +
= − − + +
= − − + −
= − −
2) Determine o número complexo z, tal que i.z (z z) 1 2i + + = + .
Solução:
Sabe-se que z=a+bi e , logo, substituindo na igualdade
i.z (z z) 1 2i + + = + temos:
209
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 5
i.(a+bi)+[(a-bi)+(a+bi)]=1+2i
ai+bi
2
+2a = 1+2i
2a - b +ai = 1+2i
Utilizando-se a igualdade entre dois números complexos
obtém-se:
2a b 1
a 2
− = ¦
´
=
¹

Substituindo, tem-se:
Logo, o número complexo z procurado é z = 2 + 3i.
3) Encontre o valor de x de modo que z = (2x+3i)
2
seja um
imaginário puro.
Solução:
Desenvolvendo o produto notável na expressão (2x+3i)
2
tem-se:
(2x+3i)
2
= 4x
2
+ 12xi +9i
2

(2x+3i)
2
= 4x
2
+ 12xi - 9
(2x+3i)
2
= (4x
2
-9) + 12xi
Você já sabe que para que um número complexo seja imaginário
puro deve ter Re(z)=0 e Im(z) ≠ 0.
210
Universidade do Sul de Santa Catarina
Logo:
Re(z)=0 Im(z) ≠ 0
4x
2
-9 = 0 12x ≠ 0
4x
2
= 9 x ≠ 0
x
2
=
9
4

x =
3
2
±
Portanto, para que o número complexo z = (2x+3i)
2
seja
imaginário puro deve ter
3
2
x = ± .
4) Determine o valor de
92 45
311
i i
i
+
.
Solução:
92 45 0 1
311 3
i i i i 1 i
i i i
+ + +
= =

.
Note que foi feita a divisão de cada expoente de i na expressão.
Agora será feita a divisão de
1 i
i
+

, multiplicando a expressão pelo
conjugado do denominador. Observe:
2
2
1 i i i i 1 i
. 1 i
i i i 1
+ + − +
= = = − +
− −
Portanto, a expressão
92 45
311
i i
i
+
corresponde a 1 i − + .
5) Determine o conjugado do complexo
1
1 i
.
1 i

− | |
|
+
\ .
Solução:
Lembre que, uma potência de expoente negativo
equivale ao inverso da base com o expoente positivo,
desde que o denominador seja diferente de zero.
211
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 5
Assim, o número complexo
1
1 i
1 i

− | |
|
+
\ .
pode ser escrito da seguinte
forma
1 i
1 i
+ | |
|

\ .
.
Efetuando a divisão do número complexo temos:
2
2
1 i 1 i 1 i 1 i i i 1 2i 1 2i
. i
1 i 1 i 1 i 1 i 1 1 2
+ + + + + + + − | |
= = = = =
|
− − + − +
\ .
Logo, z i e z i = = − .
SEÇÃO 3 - A forma trigonométrica dos números
complexos
O Plano de Argand-Gauss
Você já estudou que qualquer número real está associado a um
ponto numa reta e que cada ponto de uma reta corresponde
um número real. Está, agora, conhecendo um novo conjunto
numérico que também tem sua representação geométrica.
Você deve lembrar que cada número complexo z=a+bi está
associado a um par de números reais (a,b).
Sabe-se que cada par (a,b) está associado a um único ponto do
plano, então pode-se associar a cada número complexo z=a+bi
um ponto P de coordenadas a e b, isto é, P(a,b).
212
Universidade do Sul de Santa Catarina
Observe a figura 5.3:
Figura 5.3: Representação geométrica de z=a+bi
Como você pode notar, utiliza-se um sistema cartesiano
ortogonal para representar o conjunto dos números complexos.
O plano em que são representados os elementos de é chamado
plano de Argand-Gauss.
Que tal conhecer um pouco da história do plano de Argand-
Gauss?
213
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 5
Retrospectiva Histórica
Na virada do século XVIII para o XIX, os matemáticos
Caspar Wessel, Carl Friederich Gauss e Jean Robert Argand,
descobriram que os números complexos admitiam
uma representação geométrica. Gauss imaginava essa
representação por meio dos pontos de um plano enquanto
que Wessel e Argand usavam segmentos de reta ou vetores
coplanares.
Como Wessel e Argand tinham pouca representatividade
seus trabalhos não alcançaram a notoriedade merecida na
época.
Em 1831, Gauss apresentou uma detalhada explicação de
como os números complexos poderiam ser desenvolvidos
segundo uma teoria exata, apoiada na representação
desses números no plano cartesiano.
Finalmente, em 1837, Sir Willian Rowan Hamilton chegou
ao final dessas descobertas reconhecendo os números
complexos como um par ordenado de números reais (a,b)
e reescreveu as definições geométricas de Gauss na forma
algébrica.
Figura 5.4: Hamilton
www.at-mix.de/hamilton.htm
Capturado em 23/07/06
214
Universidade do Sul de Santa Catarina
Módulo e Argumento
Agora que você já sabe que um número complexo pode ser
representado no plano, estudará a seguir o significado desta
representação.
Observe a figura 5.5:
Figura 5.5: Módulo e argumento
A distância entre o ponto P(a,b), também chamado afixo de z,
e a origem do plano, representada pelo ponto O, é chamada de
módulo do número complexo z=a+bi, que se denota por |z|=ρ.
Essa distância é calculada utilizando-se a seguinte fórmula:
2 2
a b ρ = +
.
Demonstração:
No triângulo OAP é possível aplicar o teorema de Pitágoras,
pois, trata-se de um triângulo retângulo:
( ) ( ) ( )
2 2 2
2 2 2
2 2
OP OA AP
a b
a b
ρ
ρ
= +
= +
= +
Note que do mesmo triângulo OAP, conclui-se outras relações:
a
cosθ
ρ
= e
b
senθ
ρ
= .
215
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 5
A medida do ângulo θ, indicado na figura 5.5, denomina-se
argumento do complexo z=a+bi que é indicado por arg(z).
O argumento θ pertence ao intervalo de
| |
0 2 ; π
.
Como exemplo, acompanhe a seguir a resolução de alguns
exercícios envolvendo módulo e argumento.
1) Calcule o módulo e o argumento dos seguintes complexos e
represente-os geometricamente.
a) z=1+i
Solução:
Inicialmente, identifica-se o valor de a e b:
Re(z)=a=1 e Im(z)=b=1.
Aplicando a fórmula para calcular o módulo tem-se:
2 2
2 2
1 1
1 1
2
a b ρ
ρ
ρ
ρ
= +
= +
= +
=
Agora, calcula-se o argumento θ:
1 2
2 2
2
2
a
cos
cos .
cos
θ
ρ
θ
θ
=
=
=

1 2
2 2
2
2
b
sen
sen .
sen
θ
ρ
θ
θ
=
=
=
Conforme você já estudou, o ângulo cujo cosseno e o seno valem
2
2
é
45
4
rad ou
π
o
.
Logo, θ =
45
4
rad ou
π
θ =
o
.
216
Universidade do Sul de Santa Catarina
Figura 5.6: Representação geométrica de z=1+i
Portanto, sendo z=1+i seu módulo ρ = 2 , o argumento é
θ =
4
rad
π
e a figura 5.6 mostra sua representação geométrica.
b) z=3i
Solução:
Identifica-se o valor de a e b:
Re(z)=a=0 e Im(z)=b=3
Aplicando-se a fórmula para calcular o módulo tem-se:
2 2
2 2
0 3
0 9
9
3
a b ρ
ρ
ρ
ρ
ρ
= +
= +
= +
=
=
Calcula-se o argumento θ:
0
3
0
a
cos
cos
cos
θ
ρ
θ
θ
=
=
=

3
3
1
b
sen
sen
sen
θ
ρ
θ
θ
=
=
=
217
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 5
Conforme você já estudou, o ângulo cujo cosseno é 0 e o seno 1 é
90
2
rad ou
π
o
.
Logo, 90
2
rad ou
π
θ θ = =
o
.
Figura 5.7: Representação geométrica de z=3i
Portanto, sendo z=3i, seu módulo ρ = 3, o argumento é
θ =
2
rad
π
e a figura 5.7 mostra sua representação geométrica.
c) z=-3
Solução:
Inicialmente, identifica-se o valor de a e b:
Re(z)=a=-3 e Im(z)=b=0
Aplicando-se a fórmula para calcular o módulo tem-se:
( )
2 2
2
2
3 0
9 0
9
3
a b ρ
ρ
ρ
ρ
ρ
= +
= − +
= +
=
=
218
Universidade do Sul de Santa Catarina
Agora, calcula-se o argumento θ:
3
3
1
a
cos
-
cos
cos
θ
ρ
θ
θ
=
=
= −
0
3
0
b
sen
sen
sen
θ
ρ
θ
θ
=
=
=
Conforme você já estudou, o ângulo cujo cosseno é -1 e o seno 0
é 180 rad ou π
o
.
Logo, 180 rad ou θ π θ = =
o
.
Figura 5.8: Representação geométrica de z=-3
Portanto, sendo z=-3, seu módulo ρ = 3, o argumento é
θ = rad π e a figura 5.8 mostra sua representação geométrica.
d) z=
3 i − +
Solução:
Identifica-se o valor de a e b:
Re(z)=a=- 3 e Im(z)=b=1.
219
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 5
Aplicando-se a fórmula para calcular o módulo tem-se:
( )
2 2
2
2
3 1
3 1
4
2
a b ρ
ρ
ρ
ρ
ρ
= +
= − +
= +
=
=
Agora, calcula-se o argumento θ:
3
2
a
cos
-
cos
θ
ρ
θ
=
=

1
2
b
sen
sen
θ
ρ
θ
=
=
O ângulo cujo cosseno é
3
2
− e o seno
1
2
pertence ao 2
o

quadrante, cujo arco simétrico no 1
º
quadrante é x=
6
rad
π
, logo,
deve-se fazer uma redução ao primeiro quadrante.
Fazendo a redução tem-se:
6
5
6
x
-
rad
θ π
π
θ π
π
θ
= −
=
=
Desta forma
5
6
rad
π
θ =
.
Figura 5.9: Representação geométrica de z=
3 i − +
Você deve lembrar que já
estudou esta redução na
Unidade 2.
220
Universidade do Sul de Santa Catarina
Portanto, sendo z= 3 i − + , seu módulo ρ = 2, o argumento é
5
6
rad
π
θ = e a figura 5.9 mostra sua representação geométrica.
2) Dados o módulo ρ = 3 e o argumento
5
3
rad
π
θ = determine
o número complexo na forma a+bi.
Solução:
Inicia-se a resolução deste problema calculando os valores do
seno e cosseno do argumento:
5 3
3 2
5 1
3 2
sen sen
cos cos
π
θ
π
θ
= = −
= =
Observe que estes valores foram encontrados reduzindo o arco
5
3
rad
π
θ =
ao primeiro quadrante.
Com estas informações e o módulo, é possível encontrar os
valores de a e b do número complexo, da seguinte forma:
1
2
3
2 3
3
2
a
cos
a
a
a
θ
ρ
=
=
=
=

3
2
3
2 3
3
2
b
sen
b
b
b
θ
ρ
=
− =
= −
= −
Logo:
3 3
2 2
z i = − .
Forma trigonométrica ou polar de um número complexo
Agora que você já conhece o módulo e o argumento de um
número complexo, poderá representá-lo numa forma denominada
trigonométrica ou polar.
Considere o número complexo z=a+bi, representado pelo ponto
P(a,b).
221
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 5
Você já sabe que
a
cosθ
ρ
= e
b
senθ
ρ
= .
Isolando a e b nas respectivas relações tem-se:
a cos e b .sen ρ θ ρ θ = =
Substituindo em z=a+bi:
( )
z cos sen .i
z . cos isen
ρ θ ρ θ
ρ θ θ
= +
= +
Portanto, ( ) z . cos isen ρ θ θ = + é a forma trigonométrica ou polar
do complexo z.
Exemplos:
1) Escreva na forma trigonométrica o número complexo z=2+2i.
Solução:
Para escrever z na forma trigonométrica deve-se calcular o
módulo e o argumento do complexo.
Cálculo do módulo:
2 2
2 2
2 2
4 4
8
2 2
a b ρ
ρ
ρ
ρ
ρ
= +
= +
= +
=
=
Cálculo do argumento:
2
2 2
1
2
2
2
a
cos
cos
cos
cos
θ
ρ
θ
θ
θ
=
=
=
=

2
2 2
1
2
2
2
b
sen
sen
sen
sen
θ
ρ
θ
θ
θ
=
=
=
=

222
Universidade do Sul de Santa Catarina
Logo,
45
4
rad ou
π
θ θ = =
o
.
Portanto, a forma trigonométrica de z=2+2i é:
( )
2 2
4 4
z . cos isen
z . cos isen
ρ θ θ
π π
= +
| |
= +
|
\ .
2) Escreva na forma algébrica o número complexo
z=5.(cos270º + i sen270º).
Solução:
Inicialmente calcula-se o valor do cos270º e sen270º.
cos270º = 0 e sen270º = -1
Agora se substitui esses valores no complexo
5.(cos 270º . 270º )
5.[0 .( 1)]
5.(0 )
5
z i sen
z i
z i
z i
= +
= + −
= −
= −
Portanto, a forma algébrica de 5.(cos 270º 270º ) z isen = + é z=-5i.
Operações na forma trigonométrica ou polar
Multiplicação
Sejam os números complexos
z
1
= ρ
1
(cosθ
1
+ isenθ
1
) e
z
2
= ρ
2
(cosθ
2
+ isenθ
2
)
Efetuando a multiplicação entre z
1
e z
2
, tem-se:
z
1
. z
2
= ρ
1
(cosθ
1
+ isenθ
1
) . ρ
2
(cosθ
2
+ isenθ
2
)
z
1
. z
2

1
. ρ
2
(cosθ
1
. cosθ
2
+ icosθ
1
. senθ
2
+ isenθ
1
. cosθ
2
+ i
2
senθ
1
.senθ
2
)
z
1
. z
2

1
. ρ
2
[(cosθ
1
.cosθ
2
-senθ
1
.senθ
2
) + i(cosθ
1
.senθ
2
+ senθ
1
.cosθ
2
)]
223
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 5
Utilizando as transformações trigonométricas, estudadas na unidade
4, tem-se:
z
1
. z
2

1
. ρ
2
[cos(θ
1

2
)+isen(θ
1

2
)]
Note que para efetuar a multiplicação basta multiplicar os módulos e
somar os argumentos dos complexos.
Exemplo:
Efetue z
1
. z
2
, sendo
1
3 z . cos i.sen
3 3
π π | |
= +
|
\ .
e
2
2 2
2.(cos . )
3 3
z i sen
π π
= +
.
Solução:
Dos complexos retira-se os seguintes dados:
1 1
2 2
3
3
2
2
3
e
e
π
ρ θ
π
ρ θ
¦
= =
¦
¦
´
¦
= =
¦
¹
Substituindo-se esses dados em z
1
. z
2

1
. ρ
2
[cos(θ
1

2
)+isen(θ
1

2
)]
tem-se:
( )
1 2
1 2
1 2
2 2
3 2
3 3 3 3
3 3
6
3 3
6
z .z . . cos isen
z .z . cos isen
z .z . cos isen
π π π π
π π
π π
(
| | | |
= + + +
| | (
\ . \ .
¸ ¸
(
| | | |
= +
| | (
\ . \ .
¸ ¸
= +
Divisão
Sejam os números complexos
z
1
= ρ
1
(cosθ
1
+ isenθ
1
) e z
2
= ρ
2
(cosθ
2
+ isenθ
2
) com z
2
≠ 0
224
Universidade do Sul de Santa Catarina
Efetuando a divisão entre z
1
e z
2
, tem-se:
( )
( )
( )
( )
( )
( )
1 1 1 2 2 2
1 1 2
2 2 2 2 2 2 2 2 2
2
1 2 1 2 1 2 1 2 1 2
1
2 2 2
2
2 2 2 2
1 1 2 1 2 1 2
1
2
. cos isen cos isen
z z z
. .
z z cos isen cos isen z
. . cos .cos cos .isen isen cos i sen sen
z
z
. . cos i .sen
. cos .cos sen sen i sen cos co
z
z
ρ θ θ ρ θ θ
ρ θ θ ρ θ θ
ρ ρ θ θ θ θ θ θ θ θ
ρ ρ θ θ
ρ θ θ θ θ θ θ
+ −
= =
+ −
− + −
=

+ + −
=
( )
( ) ( )
1 2
2
1 1
1 2 1 2
2 2
s .sen
z
. cos i.sen
z
θ θ
ρ
ρ
θ θ θ θ
ρ
(
¸ ¸
( = − + −
¸ ¸
Como você observa, novamente utilizam-se as transformações
trigonométricas estudadas na unidade 4 e, dessa forma, tem-se que:
( ) ( )
1 1
1 2 1 2
2 2
z
. cos i.sen
z
ρ
θ θ θ θ
ρ
( = − + −
¸ ¸
Note que para efetuar a divisão basta dividir os módulos e subtrair
os argumentos dos complexos.
Exemplo:
Sendo z
1
= 12(cos40º+isen40º) e z
2
= 2(cos10º+isen10º), calcule
1
2
z
z
.
Solução:
Dos complexos retira-se os seguintes dados:
1 1
2 2
12 40
2 10
e º
e º
ρ θ
ρ θ
= = ¦
´
= =
¹
Substituindo esses dados em
( ) ( )
1 1
1 2 1 2
2 2
z
. cos i.sen
z
ρ
θ θ θ θ
ρ
( = − + −
¸ ¸
,
tem-se:
( ) ( )
( )
1
2
1
2
12
cos 40 10 40 10
2
6 cos30 30
z
. º º i.sen º º
z
z
º isen º
z
( = − + −
¸ ¸
= +
225
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 5
Potenciação
Considere o número complexo z = ρ.(cosθ + i.senθ).
Tem-se que:
z
2
= z.z
z
2
= ρ.(cosθ + i.senθ).ρ.(cosθ + i.senθ)
Lembre-se que na multiplicação de números
complexos, na forma trigonométrica, basta multiplicar
os módulos e somar os argumentos.
Então, se escreve:
z
2
= ρ
2
.(cos2θ + i.sen2θ)
Para z
3
pode-se escrever:
z
3
= z
2
. z = ρ
2
.(cos2θ + i.sen2θ) .ρ.(cosθ + i.senθ)
z
3
= ρ
3
.(cos3θ + i.sen3θ)
Note que cada resultado apresenta o módulo (ρ) elevado ao
expoente de z e o argumento (θ) multiplicado por esse expoente.
É possível generalizar estes resultados por meio do teorema
demonstrado pelo matemático francês Abraham de Moivre:
Teorema:
Se z = ρ.(cosθ + i.senθ) é a forma trigonométrica do número
complexo z e n um inteiro, então: z
n
= ρ
n
.(cos nθ + i.sen nθ).
226
Universidade do Sul de Santa Catarina
Retrospectiva Histórica
Figura 5.10: Moivre
www.swlearning.com/.../bio8.2.html
Acesso em 25/07/06.
Abraham de Moivre nasceu em 26 de maio de 1667
em Vitry-le-François, em Champagne na França. Era
um matemático famoso pela fórmula de Moivre, que
relaciona os números complexos com a trigonometria e
pelo seu trabalho na distribuição normal e na teoria das
probabilidades. Foi eleito membro da Royal Society em
1697 e era amigo de Isaac Newton e Edmund Halley. Morreu
em 27 de novembro de 1754 em Londres.
Retirado de “http://pt.wikipedia.org/wiki/Abraham_de_Moivre”
Acesso em 25/07/06.
Exemplos:
1) Determine (1+i)
8
.
Solução:
Inicialmente devemos escrever o complexo na forma
trigonométrica, para isso vamos calcular o módulo e o
argumento.
227
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 5
Cálculo do módulo:
2 2
2 2
1 1
1 1
2
a b ρ
ρ
ρ
ρ
= +
= +
= +
=
Cálculo do argumento:
1
2
2
2
a
cos
cos
cos
θ
ρ
θ
θ
=
=
=

1
2
2
2
b
sen
sen
sen
θ
ρ
θ
θ
=
=
=

Logo, θ = 45º ou θ =
4
rad
π
.
Agora, escreve-se o complexo na forma trigonométrica:
( )
2 cos 45 45 z . i sen = +
 
Logo:
( )
( )
( )
( )
8
8
8 4
8
8
2 cos 8 45 8 45
2 cos 360 360
16 1 0
16
z . . º i sen . º
z . º i sen º
z . i.
z
= +
= +
= +
=
Dessa forma, (1+i)
8
= 16.
2) Qual é o valor de
( )
10
3 i −
?
Solução:
Para escrever o complexo na forma trigonométrica, calcula-se o
módulo e o argumento.
228
Universidade do Sul de Santa Catarina
Cálculo do módulo:
( )
( )
2 2
2
2
3 1
3 1
4
2
a b ρ
ρ
ρ
ρ
ρ
= +
= + −
= +
=
=
Cálculo do argumento:
3
2
a
cos
cos
θ
ρ
θ
=
=

1
2
b
sen
-
sen
θ
ρ
θ
=
=
Logo, θ = 330º ou θ =
11
6
rad
π
pois, como você observa, fez-se a
redução ao primeiro quadrante.
Agora, pode-se escrever o complexo na forma trigonométrica:
( )
2 cos 330 330 z . i sen = +
 
.
Logo:
( )
( )
( )
10 10
10
10
10
10
2 cos10 330 10 330
1024 cos 3300 3300
1024 cos 60 60
1 3
1024
2 2
512 512 3
z . . º i sen . º
z . º i sen º
z . º i sen º
z i
z i
= +
= +
= +
| |
= +
|
|
\ .
= +
Dessa forma,
( )
10
3 i − =512 512 3 i + .
229
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 5
Radiciação
Sejam z e z
k
números complexos e n um número inteiro positivo,
tal que: (z
k
)
n
= z.
Nessas condições o número z
k
é uma raiz n-ésima de z.
Veja alguns exemplos:
1) Mostrar que o número z
k
= 1+i é uma raiz quarta de z=-4.
Solução:
Deve-se mostrar que (z
k
)
4
= z.
Tem-se que:
(z
k
)
4
= (1+i)
4
Utiliza-se a fórmula de Moivre para calcular essa potência.
Para isso, calcula-se o módulo e o argumento.
Cálculo do módulo:
2 2
2 2
1 1
1 1
2
a b ρ
ρ
ρ
ρ
= +
= +
= +
=
Cálculo do argumento:
1
2
2
2
a
cos
cos
cos
θ
ρ
θ
θ
=
=
=

1
2
2
2
b
sen
sen
sen
θ
ρ
θ
θ
=
=
=
Logo, θ = 45º ou θ =
4
rad
π
.
230
Universidade do Sul de Santa Catarina
Agora, pode-se escrever o complexo z
k
na forma trigonométrica:
( )
2 cos 45 45
k
z . i sen = +
 
Logo:
( )
( )
( )
( ) ( )
( ) ( )
( )
4
4
4
2
4
4
2 cos 4 45 4 45
2 cos180 180
4 1 0
4
k
k
k
k
z . . º i sen . º
z . º i sen º
z . - i.
z -
= +
= +
= +
=
Então, 1+i é a raiz quarta de -4.
2) Encontre as raízes quadradas de z 4 4 3 i = + .
Solução:
Inicialmente, escreve-se z na forma trigonométrica.
Para isso, calcula-se o módulo e o argumento.
Cálculo do módulo:
( )
2 2
2
2
4 4 3
16 16 3
64
8
a b
.
ρ
ρ
ρ
ρ
ρ
= +
= +
= +
=
=
Cálculo do argumento:
4
8
1
2
a
cos
cos
cos
θ
ρ
θ
θ
=
=
=

4 3
8
3
2
b
sen
sen
sen
θ
ρ
θ
θ
=
=
=
231
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 5
Logo, θ = 60º ou θ =
3
rad
π
.
Agora, pode-se escrever o complexo z na forma trigonométrica:
8
3 3
z . cos i sen
π π | |
= +
|
\ .
Note que o problema é encontrar z
k
∈ tal que (z
k
)
2
= z.
Escrevendo-se z
k
=ρ.(cosθ + i senθ).
Logo:
(z
k
)
2
= z
( )
2
8
3 3
. cos i sen . cos i sen
π π
ρ θ θ
| |
( + = +
|
¸ ¸
\ .
Utilizando a fórmula de Moivre para calcular a potência, vem:
( )
2
2 2 8
3 3
. cos i sen . cos i sen
π π
ρ θ θ
| |
+ = +
|
\ .
Essa igualdade se estabelece quando:
2
8
2 2
ρ
ρ
=
=
e
2 2
3
6
k. , k Z
k. , k Z
π
θ π
π
θ π
= + ∈
= + ∈
Para obter z
k
= ρ.(cosθ + i senθ) deve-se atribuir valores inteiros
para k:
Se k=0,
6
π
θ = , pois temos 0
6 6
.
π π
θ π = + = .
Logo:
0
0
0
2 2
6 6
3 1
2 2
2 2
6 2
z cos isen
z i.
z i
π π | |
= +
|
\ .
| |
= +
|
|
\ .
= +
Se k=1,
7
6
π
θ = , pois
7
1
6 6 6
.
π π π
θ π π = + = + = .
232
Universidade do Sul de Santa Catarina
Logo:
1
1
1
7 7
z 2 2 cos isen
6 6
3 1
z 2 2 i.
2 2
z 6 2 i
π π | |
= +
|
\ .
| |

= −
|
|
\ .
= − −
Lembre-se que para chegar aos valores do cosseno e do seno fez-
se redução ao primeiro quadrante.
Se k=2, temos que
13
2
6 6
.
π π
θ π = + = .
Perceba que
13
6
π
é um arco côngruo a
6
π
e, dessa forma, o
número complexo que seria encontrado coincidiria com o
complexo z
0
, a primeira raiz calculada. Isso torna desnecessário
atribuir outros valores para k.
Finalizando, as duas raízes quadradas de 4 4 3 z i = + são
0
6 2 z i = + e
1
6 2 z i = − − .
Para facilitar este cálculo você poderá utilizar a fórmula:
.2 .2
cos .
n
k
k k
z i sen
n n
θ π θ π
ρ
+ + | |
= +
|
\ .
, onde n é o índice da raiz
procurada.
Essa fórmula é chamada de 2
a
fórmula de Moivre.
Note que se obtém raízes distintas quando k=0,1,2,3,...,(n-1), ou
seja, n raízes, pois após esses valores de k, as raízes se repetirão.
Note o exemplo a seguir:
3) Determinar as raízes cúbicas de z=8.
Solução:
Tem-se que a 2ª fórmula de Moivre é:
.2 .2
cos .
n
k
k k
z i sen
n n
θ π θ π
ρ
+ + | |
= +
|
\ .
233
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 5
Cálculo do módulo:
2 2
2 2
8 0
64
8
a b ρ
ρ
ρ
ρ
= +
= +
=
=
Cálculo do argumento:
8
8
1
a
cos
cos
cos
θ
ρ
θ
θ
=
=
=

0
8
0
b
sen
sen
sen
θ
ρ
θ
θ
=
=
=
Logo 0 θ = .
Portanto a forma trigonométrica do complexo é
8(cos 0 0) z isen = +
.
Encontram-se as raízes cúbicas de 8 da seguinte forma:
3
.2 .2
cos .
0 2 0 2
8 cos .
3 3
2 2
2. cos .
3 3
n
k
k
k
k k
z i sen
n n
k k
z i sen
k k
z i sen
θ π θ π
ρ
π π
π π
+ + | |
= +
|
\ .
+ + | |
= +
|
\ .
| |
= +
|
\ .
O valor de k pode ser 0, 1 e 2, observe:
( ) ( )
0
1
2
0 2. cos 0 0 2. 1 .0 2
2 2 1 3
1 2. cos 2. 1 3
3 3 2 2
4 4 1 3
2 2. cos 2. 1 3
3 3 2 2
k z isen i
k z isen i i
k z isen i i
π π
π π
= ⇒ = + = + =
| |
| |
= ⇒ = + = − + = − +
|
|
|
\ .
\ .
| |
| |
= ⇒ = + = − − = − −
|
|
|
\ .
\ .
234
Universidade do Sul de Santa Catarina
Representação geométrica:
Figura 5.11: Raízes cúbicas de 8
Observe na figura 5.11 que as três raízes estão sobre uma
circunferência, pois temos que as imagens das n raízes de um
número complexo, para 3, n ≥ são vértices de um polígono
regular de n lados, inscritos numa circunferência de centro na
origem e raio
n
ρ
. Dessa forma temos, neste problema, que
3
8 2 r = = .
A Física com os Números Complexos
Os números complexos são muito úteis para realizar operações
geométricas com vetores. Na Física, quando se trabalha com
grandezas vetoriais como força, velocidade e aceleração, a
correspondência entre as operações com os números complexos e
as transformações geométricas são muito úteis.
Representação Vetorial
Na figura 5.12, observa-se o ponto P, que representa o afixo do
número complexo z=a+bi. Este ponto individualiza um vetor com
origem em z = 0.
235
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 5
Figura 5.12: Representação vetorial de z=a+bi
O número complexo z pode ser concebido como o segmento
orientado, vetor, com origem em (0,0) e extremidade em P(a,b).
Também, pode ser representado como qualquer vetor obtido pela
translação no plano desse vetor. Por exemplo, na figura 5.13 o
vetor que vai de A(2,1) a B(5,4) representa o número complexo
z = 3 + 3i.
Figura 5.13: Representação do complexo z = 3+3i
236
Universidade do Sul de Santa Catarina
As operações, nessa representação seguem as regras vetoriais.
Observe a figura 5.14 que mostra a adição (2,4)+(-1,3) = (1,7).









Figura 5.14: Adição de números complexos
Multiplicar um número complexo por i, corresponde a girar
90º, no sentido positivo ao redor da origem, a imagem desse
complexo.
Acompanhe o exemplo:
(5+2i).i = 5i + 2i
2
= -2 +5i
Observe a representação vetorial desta operação na figura 5.15:
Figura 5.15: Representação do complexo z = -2+5i
237
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 5
Conheça agora como surgiram os números
complexos.
Retrospectiva Histórica
Os números complexos surgiram em meados do século XVI
com o matemático italiano Rafael Bombelli, utilizando a
fórmula de Gerônimo Cardano para resolver equações do
tipo
3
0 x ax b + + = .
A equação resolvida foi
3
15 4 0 x x − − = , que aplicando a
fórmula de
Cardano
3 2 3 2
3 3
2 27 4 2 27 4
b a b b a b
x = − + + + − − + ele
obteve o seguinte resultado:
3 3
2 121 2 121 x = + − + − − .
A existência de um radicando negativo era um sinal de
que o problema que gerou essa equação não teria solução.
Porém, Bombelli sabia, por substituição direta na equação
3
15 4 0 x x − − = , que x=4 era uma solução.
Embora considerando impossível a existência de 121 − ,
Bombelli teve que admitir a utilidade desse número como
ferramenta de cálculo, e observou que era possível escrever
121 − de outra forma:
( ) 121 121. 1 11. 1 − = − = − .
Logo, Bombelli tentou encontrar regras para as raízes
quadradas de números negativos; fazendo
( )
2
1 −
=-1. Com suas regras, a fórmula de Cardano
funcionava perfeitamente em qualquer caso, o que o
deixava seguro de seus resultados.
Assim, passou a desenvolver regras para operar com esses
novos entes matemáticos, chamando-os de “números
fictícios”, “números impossíveis”, “números místicos” ou
“números imaginários”.
Foi Euler, mais tarde, que substituiu 1 − pela letra i,
dando assim a idéia para a unidade de um novo conjunto
numérico: O conjunto dos números complexos.
238
Universidade do Sul de Santa Catarina
Síntese
Ao término desta unidade você já pode dizer que conhece um
novo conjunto numérico: o conjunto dos números complexos.
É importante que você tenha percebido que, no conjunto
estudado, os números apresentam duas representações: algébrica
e trigonométrica.
Na forma algébrica as operações que podem ser desenvolvidas
são adição, subtração, multiplicação, divisão e potenciação,
enquanto que, na forma trigonométrica, não se desenvolve adição
e subtração, mas trabalha-se com a radiciação.
Com a conclusão desta unidade, você encerra esta disciplina.
Todo o estudo desenvolvido ao longo das unidades, com
certeza, trouxe-lhe conhecimentos que contribuirão para
o desenvolvimento de suas atividades como profissional da
educação.
É importante que você verifique, no EVA, se suas atividades
estão todas prontas e revisadas.
Atividades de auto-avaliação
1) Resolva as equações no universo dos números complexos:
a) x
2
+ 4 = 0
b) x
2
– 4 x + 5 = 0
239
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 5
2) Resolva a equação z
2
– 3iz = 0 com z ∈ .
3) Determine x e y, para que o número complexo
z = (4 x – 2) + (y
2
– 4) i seja:
a) um número real.
b) Um número imaginário puro.
4) Calcule:
a) (2 + 3i) + (2 – i)
b) (6 – i) + (5 – 2i) – (4 + 2i)
c)
( )
2 1
4 2
3 2
i i i
| | | |
+ − − + −
| |
\ . \ .
240
Universidade do Sul de Santa Catarina
5) Efetue:
a) (2 – i).(1 + 3i)
b)
1 1
.
2 2
i i
| | | |
+ −
| |
\ . \ .
c) (1 + i).(2 – i).(1 + 2i)
6) Expresse os seguintes números complexos na forma a+bi:
( )
2
2
)
2
4 2
)
2 2
1
)
2
i
a
i
i
b
i
i
c
i
− +
+

+

7) Qual o conjugado do número complexo
3
1 2
z
i
=
+
?
241
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 5
8) Determine o valor real de x para que o produto
(12 – 2i).[18 + (x – 2).i] seja também um número real.
9) Dado o complexo z = a + bi. A soma de z com seu conjugado é 18 e o
produto de ambos é 145. Determine o módulo de ab.
10) Calcule a e b reais de modo que
250 104 37
2 i i i a bi + + = + .
11) Calcule a potência de i para i
8 n + 3
, tal que n ∈ N*.
12) Simplificando
101 50
100 49
(2 ) .(2 )
( 2 ) .( 2)
i i
i i
+ −
− − −
, obtém-se:
242
Universidade do Sul de Santa Catarina
13) Se
38 3
2
(10 ).
(1 )
i i i
z
i
+ −
=

, determine
2
ρ .
14) Se k é um número real e o argumento de
k 2i
z
3 2i
+
=

é 45º, então
calcule |z|.
15) Seja o número complexo z = (x – 2i)
2
, no qual x é um número real. Se
o argumento de z é 270º, então calcule
1
z
.
16) Determine o valor de f(z) = 2 z
2
+ 4 z + 5, sendo z = i – 1.
243
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 5
17) Sendo z
1=
4.(cos10º + i.sen10º) e z
2
= 2.(cos20º + i.sen20º)
determine z
1
.z
2
.
18) Sendo z
1
= 2(cos30º + i sen30º) e z
2
= 4(cos60º + i sen60º), qual o
valor de
2
1
z
z
?
19) Calcule:
a) (1 – i)
6
b)
100
1 3
2 2
i
| |
− +
|
|
\ .
244
Universidade do Sul de Santa Catarina
20) Calcule:
a) As raízes quadradas de 2 3 z i = + .
b) As raízes quartas de z=-4.
Desafios em números complexos
1) (ITA) O número natural n tal que (2i)
n
+ (1 + i)
2n
= - 16i, onde i é a
unidade imaginária do conjunto dos números complexos, vale:
2) Seja i a unidade imaginária de um número complexo e sabendo que
i
2
= - 1, então o valor da expressão (-i)
200
+ (2 + i).(2 – i) + i
3
, é:
245
Trigonometria e Números Complexos
Unidade 5
3) (ITA-SP) Considere no plano complexo, um polígono regular cujos
vértices são as soluções da equação z
6
=1. Qual a área deste polígono?
Saiba mais
Uma sugestão para você enriquecer seus conhecimentos sobre os
conteúdos trabalhados nesta unidade, é fazer uma pesquisa na
Internet, buscando a aplicabilidade dos números complexos. Para
isso, use um site de busca, utilizando a expressão “Aplicações de
Números Complexos”. Você encontrará interessantes aplicações.
Compartilhe com seus colegas essas aplicações no EVA por meio
da ferramenta Exposição.
Para concluir o estudo
Ao término desta disciplina gostaríamos de deixar uma
mensagem para você, futuro professor de Matemática,
realçando a importância dos conteúdos aqui trabalhados,
no desenvolvimento de suas atividades na sala de aula.
O exercício de sua futura profissão requer o
conhecimento de todos os conteúdos de Matemática
estudados no seu curso, porém, você deve ir além dos
conteúdos, objetivando um ensino que instigue e ofereça
ao aluno oportunidades para uma educação de qualidade.
Esperamos que tenha aproveitado bem as estratégias
metodológicas, relacionadas com o uso de diferentes
mídias e tecnologias, utilizadas no desenvolvimento dessa
disciplina, pois, lembre-se, professores de Matemática
precisam saber usar, na sua prática, tecnologias de modo
geral, em especial softwares educacionais. O uso de
softwares reforça a linguagem gráfica e, dessa forma,
inova o ensino da Matemática.
Por fim, esperamos que esta disciplina contribua para sua
formação.
Sucesso!!!
Sobre os professores conteudistas
Eliane Darela
Mestre em Engenharia de Produção pela Universidade
Federal de Santa Catarina (UFSC) e licenciada em
Matemática pela UFSC. É professora horista na
UNISUL desde 1998, onde tem desenvolvido suas
atividades com alunos das Engenharias, Administração
e Matemática. É, também, professora de Matemática do
Ensino Médio na Rede Pública Estadual, desde 1989.
Paulo Henrique Rufino
Especialista em Matemática Superior pela Fundação
Educacional Severino Sombra, Vassouras - Rio de
Janeiro. É licenciado em Matemática pela Universidade
Federal de Santa Catarina - UFSC. É professor horista
na UNISUL desde 1992, onde tem desenvolvido suas
atividades com alunos da Matemática, Licenciatura em
Química, Administração, Tecnologia em Gestão de
Agronegócios e Gestão Estratégica das Organizações.
É professor Tutor da Unisul Virtual, na disciplina
Matemática Financeira. Atua, também, como professor
de Ensino Médio no Colégio Energia e na Rede Pública
Estadual, desde 1991.
Rosana Camilo da Rosa
Mestre em Engenharia de Produção pela Universidade
Federal de Santa Catarina (UFSC) e licenciada em
Matemática pela UFSC. É professora horista na
UNISUL desde 1993, onde tem desenvolvido suas
atividades com alunos das Engenharias, Química
Industrial, Arquitetura e Urbanismo, Ciência da
Computação e Matemática. É professora do Ensino
Médio no Colégio Dehon, colégio vinculado a UNISUL
e, também, atua como professora de Matemática no
Ensino Médio da Rede Pública Estadual, desde 1989.
Respostas e comentários das
atividades de auto-avaliação
Unidade 1
1) Considerando o triângulo eqüilátero ABC de lado a, deduza os
valores do seno, do cosseno e da tangente de 30º e 60º.

Solução:
Vamos considerar o ∆AHC, onde você pode observar que é
retângulo, tem-se 30
o
 = , , AC a = ,
2
a
HC = e AH h = .
No primeiro momento vamos usar o teorema de Pitágoras para
obtermos h em função de a, e, dessa forma, calculamos as razões
trigonométricas seno, cosseno e tangente de 30º e 60º.

2
2 2
2
2 2
2
2
2
4
3
4
3
2
a
a h
a
a h
a
h
a
h
| |
= +
|
\ .
− =
=
=
252
Universidade do Sul de Santa Catarina


. 1
2
sen30º
2
3
. 3
2
cos30º
2
. 1 1 3 3
2
30º .
. 3
3 3 3 3
2
a
cat oposto
hipotenusa a
a
cat adj
hipotenusa a
a
cat oposto
tg
cat adj
a
= = =
= = =
= = = = =

3
. 3
2
sen 60º
2
. 1
2
cos 60º
2
3
.
2
60º 3
.
2
a
cat oposto
hipotenusa a
a
cat adj
hipotenusa a
a
cat oposto
tg
a
cat adj
= = =
= = =
= = =
2) Qual o valor de a e c no triângulo ABC?


Observe que o triângulo ABC é retângulo em A e, dessa forma, tem-se:
30
o
B

= , . 18 cat oposto = , . . cat adj c = e hipotenusa a = .
253
Trigonometria e Números Complexos
Utilizando as razões trigonométricas, pode-se encontrar as medidas
solicitadas no problema.

18 1 18
sen30º 36
2
3
cos30º 2 36 3 18 3
36 2 36
a
a a
c c
c c
= ⇒ = ⇒ =
= ⇒ = ⇒ = ⇒ =
3) Calcule as medidas desconhecidas indicadas nos triângulos abaixo:
a)

Utilizam-se as razões trigonométricas para calcularmos as medidas
solicitadas x e y, tem-se:

9
cos 60º
1 9
2
18
x
x
x
=
=
=
sen 60º
3
2 18
9 3
y
x
y
y
=
=
=


b)

254
Universidade do Sul de Santa Catarina
Utilizam-se as razões trigonométricas para calcular as medidas
solicitadas x e y, dessa forma, tem-se:

2 3
sen 60º
3 2 3
2
4
y
y
y
=
=
=

2 3
60º
2 3
3
2
tg
x
x
x
=
=
=
4) Considere o trapézio retângulo ABCD da figura e determine as medidas
x e y indicadas:
Reescrevendo o trapézio, tem-se:

Para encontrar o valor de x utiliza-se a razão cosseno, observe:

13
45º
2 13
2
26 2
.
2 2
13 2
cos
x
x
x
x
=
=
=
=
255
Trigonometria e Números Complexos
Agora, para encontrar o valor de y tem-se:

45º
13
1
13
13
y
tg
y
y
=
=
=
5) Observando a seguinte figura, determine:
a) O valor de a;
b) O valor de b;
c) A medida do segmento AD.
a) O valor de a pode ser encontrado utilizando a razão tangente, veja:

25º
100
0, 466
100
46, 6
a
tg
a
a
=
=
=
b) Para encontrar o valor de b utiliza-se, novamente, a razão tangente:

46, 6
70º
46, 6
2, 75
46, 6
2, 75
17
tg
b
b
b
b
=
=
=
=
256
Universidade do Sul de Santa Catarina
c) A medida desconhecida AD calcula-se da seguinte forma:
AD = AB – DB
AD = 100 - b
AD = 100 – 17
AD = 83
6) Calcule o valor de x e y indicados na figura abaixo:
Inicialmente, calcula-se o valor do segmento DB utilizando a razão
cosseno no ∆ADB:

4
cos 45º
2 4
2
2 8
8 2
.
2 2
4 2
DB
DB
DB
DB
DB
=
=
=
=
=
Agora, calcula-se os valores de x e y no ∆DBC.

2 2
30º
3 2 2
3
3 6 2
6 2 3
.
3 3
2 6
tg
y
y
y
y
y
=
=
=
=
=

30º
4 2
1
2
4 2
2 4 2
2 2
x
sen
x
x
x
=
=
=
=
257
Trigonometria e Números Complexos
7) Observe o triângulo a seguir, sabendo que a medida do lado AD é
40 cm, encontre a medida do lado BC.
Observando a figura, tem-se que:

ADC 120º , logo C 30º
dessa forma o ADC é isósceles.
∧ ∧
= =

Assim, pode-se escrever que 40cm AD DC = = .
Logo, o é retângulo BDC ∆ é retângulo.
Portanto,

sen 60º
40
3
2 40
20 3
x
x
x
=
=
=
8) Duas pessoas A e B estão situadas na mesma margem de um rio,
distante 60 3 m uma da outra. Uma terceira pessoa C, na outra
margem, está situada de tal modo que AB seja perpendicular a AC e a
medida do ângulo seja 60º. Determine a largura do rio.
De acordo com enunciado, temos a seguinte figura, onde d representa
a largura do rio:
258
Universidade do Sul de Santa Catarina
O ∆ABC é retângulo em A. Usando a razão tangente, temos:

60 3
60º
60 3
3
60
tg
d
d
d m
=
=
=
Logo, a largura do rio é de 60 metros.

9) Uma árvore projeta uma sombra de 30m quando o sol se encontra a
64º acima da linha do horizonte. Qual a altura da árvore?
Note que, de acordo com a figura para resolver este problema,
usaremos a razão tangente:

64º
30
2, 05
30
30.2, 05
61, 50
h
tg
h
h
h m
=
=
=
=
Logo, a altura da árvore é de 61,50 metros.
10) (VUNESP/99) - Duas rodovias retilíneas A e B se cruzam formando
um ângulo de 45º. Um posto de gasolina se encontra na rodovia
A, a 4Km do cruzamento. Pelo posto passa uma rodovia retilínea
C, perpendicular a rodovia B. Qual a distância, em Km, do posto de
gasolina a rodovia B, indo através de C?
259
Trigonometria e Números Complexos
De acordo com o problema, temos a seguinte figura, onde x representa
a distância procurada:
Dessa forma, podemos aplicar razão trigonométrica seno para a
resolução do problema:

sen 45º
4
2
2 4
2 4 2
2 2
x
x
x
x km
=
=
=
=
A distância procurada é de 2 2 km.
11) Um estudante de Matemática vê um prédio, do Campus da UNISUL
de Tubarão SC, construído em um terreno plano, sob um ângulo de
30º. Aproximando-se do prédio por mais 20 metros, passa a vê-lo sob
um ângulo de 60º. Considerando que a base do prédio está no mesmo
nível do olho do estudante, determine a altura do prédio e a que
distância está o estudante do mesmo.
A seguinte figura faz a representação do problema, onde h é a altura do
prédio e x a distância do estudante ao prédio:
Note que o triângulo BCD é isósceles, pois tem-se:

^
120º log
30º
B DC o
B

=
=
260
Universidade do Sul de Santa Catarina
Dessa forma, 20 CD DB m = = .
O ∆ADB é retângulo em A, portanto, podemos utilizar a razão seno para
o cálculo da medida h e a razão cosseno para o cálculo da medida x:

60º
20
3
2 20
2 20 3
10 3
h
sen
h
h
h
=
=
=
=

cos 60º
20
1
2 20
10
x
x
x
=
=
=
Logo, a altura do prédio é de 10 3m e o estudante está a 10m de
distância do prédio.
12) Determine, na figura abaixo, a medida do lado AB, sabendo-se a
medida do lado AC é 3 3cm.
Para resolver este problema vamos usar a Lei dos Senos, pois o ∆ABC é
um triângulo qualquer onde se conhece a medida de dois ângulos e a
medida de um de seus lados.

3 3
sen 45º sen 60º
.sen 60º 3 3.sen 45º
3 3 3. 2
.
2 2
3 2
x
x
x
x
=
=
=
=
13) No triângulo RPM, determine o valor de x sabendo que:
MP=
10 2
cm; med(
^
M
)=60º e med(
^
P
)=75º.

261
Trigonometria e Números Complexos
Usando o teorema angular de Tales, temos:

^ ^ ^ ^ ^
180º 60º 75º 180º 45º R M P R R + + = ⇒ + + = ⇒ =
Aplicando a Lei dos Senos, temos:

10 2
sen 45º sen 60º
.sen 45º 10 2.sen 60º
2 3
. 10 2.
2 2
10 3
x
x
x
x
=
=
=
=
14) Determine o valor de x na figura abaixo:
Usando o teorema angular de Tales, temos:

^ ^ ^
^
^
^
180º
105º 30º 180º
180º 135º
45º
A B C
B
B
B
+ + =
+ + =
= −
=
Aplicando a Lei dos Senos, temos:

5 2
sen 45º sen30º
.sen30º 5 2.sen 45º
1 2
. 5 2.
2 2
10
x
x
x
x
=
=
=
=
262
Universidade do Sul de Santa Catarina
15) Qual o perímetro do quadrilátero ABCD?

No ∆ABD, vamos usar a Lei dos cossenos por ser um triângulo qualquer,
onde se conhece a medida de dois lados e um ângulo.

2 2 2
2
2
2
1 2 2.1.2.cos 60º
1
1 4 4.
2
5 2
3
3
x
x
x
x
x
= + −
= + −
= −
=
=
No segundo momento, vamos usar as razões trigonométricas no ∆DBC,
para podermos calcular o perímetro.

30º
3
3
3
3
3 9
1
3
cos30º
3 3
2
2
1 2 1 2
6
a
tg
a
a
a
b
b
b
P AD DC CB BA
P
P
=
=
=
=
=
=
=
= + + +
= + + +
=

263
Trigonometria e Números Complexos
16) Dois ângulos de um triângulo medem 60º e 75º. Se o lado oposto ao
menor ângulo mede 18 2 cm, qual é o comprimento do lado oposto
ao ângulo de 60º do triângulo?
Usando o teorema angular de Tales, temos:

180º
60º 75º 180º
45º
A B C
C
C
∧ ∧ ∧


+ + =
+ + =
=
Aplicando a Lei dos senos, temos:

18 2
60º 45º
. 45º 18 2. 60º
2 3
. 18 2.
2 2
18 3
x
sen sen
x sen sen
x
x
=
=
=
=
17) Os lados de um paralelogramo medem cada um 8cm, e o menor
ângulo que eles formam, mede 60º. Calcule a medida em cm da menor
das diagonais deste paralelogramo.
264
Universidade do Sul de Santa Catarina
Aplicando a Lei dos cossenos, para o ∆ABC, temos:

2 2 2
2
2
2
8 8 2.8.8.cos 60º
1
64 64 128.
2
64 64 64
64
8
x
x
x
x
x cm
= + −
= + −
= + −
=
=
18) Prove a lei dos cossenos quando:
a) o ângulo  for reto
Demonstração
b) o ângulo  for obtuso
Demonstração
19) Prove a lei dos senos quando:
a) o ângulo  for reto
Demonstração
b) o ângulo  for obtuso
Demonstração
Desafios na Trigonometria
1) (ITA-SP) Os lados de um triângulo medem a, b e c centímetros. Qual o
valor do ângulo interno deste triângulo, oposto ao lado que mede a
cm, se forem satisfeitos as relações 3a=7c e 3b=8c?

7
3 7
3
8
3 8
3
c
a c a
c
b c b
¦
= ⇒ =
¦
¦
´
¦
= ⇒ =
¦
¹
265
Trigonometria e Números Complexos
Aplicando a Lei dos cossenos para resolver este problema tem-se:

^
2 2 2
2 2
2
2 2 2
2
2 2 2 2
2 2 2
2 2
2. . .cos
7 8 8
2. . .cos
3 3 3
49 64 16 .cos
9 9 3
49 64 9 48 .cos
49 73 48 .cos
24 48 .cos
24
cos
48
1
cos
2
60º
a b c b c A
c c c
c c A
c c c A
c
c c c c A
c c c A
c c A
A
A
A








= + −
| | | |
= + −
| |
\ . \ .
= + −
= + −
− = −
− = −
=
=
=
2) (Unicamp-SP) A água utilizada na casa de um sítio é captada e
bombeada do rio para uma caixa d’água a 50m de distância. A distância
da caixa d’água e o ângulo formado pelas direções caixa d’água/bomba
e caixa d’água/casa é de 60º. Se pretendemos bombear água do
mesmo ponto de captação até a casa, quantos metros de encanamento
são necessários?
De acordo com o enunciado do problema, temos:
266
Universidade do Sul de Santa Catarina
Aplicando a Lei dos cossenos, temos:

2 2 2
2
2
2
50 80 2.50.80.cos 60º
1
2500 6400 8000.
2
8900 4000
4900
70
x
x
x
x
x m
= + −
= + −
= −
=
=
Unidade 2
1) Expresse em graus (º):
a)
5
3
π
rad
b)
4
3
π
rad
c)
7
6
π
rad
d)
9
π
rad
Solução:
Para transformar de radiano para graus, basta substituir rad π por
180º .
1.a) 5
3
5.180º
5.60º 300º
3
rad
π
= =
1.b)
4 4.180º
4.60º 240º
3 3
rad
π
= = =
1.c) 7 7.180º
7.30º 210º
6 6
rad
π
= = =
1.d) 180º
20º
9 9
rad
π
= =
267
Trigonometria e Números Complexos
2) Expresse em radianos(rad):
a) 20º
b) 315º
c) 120º
d) 67º30´
Solução:
Para transformar de graus para radiano, basta multiplicar por
180º
rad
π
.
2.a) 20º

20º .
180º 9
rad rad
π π
=
2.b)
315º

35 7
315º .
180º 20 4
rad rad rad
π π π
= =
2.c) 120º

2
120º .
180º 3
rad rad
π π
=
2.d)
67º 30´

1º 60´
67º x



´
67º .60
4020

x

′ = =
Logo, 67º 30´ 4020´ 30´ 4050´ = + = .

1º 60´
180º y



180º .60
10800

y

′ = =
268
Universidade do Sul de Santa Catarina
Portanto,

10800´
4050´
rad
z
π →



4050 .
10800
81
216
9
24
3
8
z rad
z rad
z rad
z rad
π
π
π
π

=

=
=
=
3) Encontre o comprimento de uma circunferência de raio 10 cm. Adote
π = 3,14.

10
3,14
2
2.3,14.10
62, 8
r cm
C r
C
C cm
π
π
=
=
=
=
=
4) A roda de uma bicicleta tem 100 cm de diâmetro. Determine o número
de voltas efetuadas pelas rodas quando a bicicleta percorre 14,13 km.
Como o diâmetro vale:
d= 100cm
Tem-se que o raio é r = 50cm.= 0,5m
A distância a ser percorrida é de 14,13 14130 km m = e o comprimento
de uma roda de bicicleta é igual a
2. . 2.3,14.0, 5 3,14 C r C C m π = ⇒ = ⇒ = .
Logo, o número de voltas efetuadas será a razão entre a distância e o
comprimento da roda.
Número de voltas =
14130
4500
3,14
= .
269
Trigonometria e Números Complexos
5) O comprimento do arco AB na circunferência abaixo é:
Dados do problema:

3
60º
?
Aplicando a fórmula, temos :
2. . .
360º
. .
180º
3,14.60º .3
180º
3,14
r cm
l
r
l
r
l
l
l cm
α
π α
π α
=
=
=
=
=
=
=
6) Determine em que quadrante está a extremidade de cada arco:
a) 1550º
Para encontrar a extremidade do arco tem-se que encontrar a primeira
determinação positiva do mesmo:

Dessa forma, nota-se que a primeira determinação positiva de 1550º
é 110º, que é um arco do 2
o
quadrante, logo, pode-se concluir que a
extremidade do arco de 1550º está no 2
o
quadrante.
b)
95
6
π
rad
Para encontrar a extremidade do arco tem-se que encontrar a primeira
determinação positiva do mesmo:

95
6
π 84 11 11
14
6 6 6
π π π
π = + = +
270
Universidade do Sul de Santa Catarina
Dessa forma, nota-se que a primeira determinação positiva de

95
6
rad
π
é
11
6
rad
π
que é um arco do 4
o
quadrante, logo, pode-se
concluir que a extremidade do arco de
95
6
rad
π
está no 4
o
quadrante.
c) -
65
6
π
rad
Para encontrar a extremidade do arco tem-se que encontrar a primeira
determinação positiva do mesmo:
-
65
6
π 60 5 4
10
6 6 6
π π π
π = − − = − −
Tem-se que
2
3
rad
π
− é a primeira determinação negativa do arco e
devemos achar a primeira determinação positiva:

2 4
2
3 3
rad
π π
π − =
Dessa forma, nota-se que a primeira determinação positiva de

65
6
rad
π
− é
4
3
rad
π
que é um arco do 3
o
quadrante, logo pode-
se concluir que a extremidade do arco de
65
6
rad
π
− está no 3
o

quadrante.
7) Ache a 1ª determinação positiva e escreva a expressão geral dos arcos
côngruos a:
a) -760º
Vamos dividir 760º por 360ºpara encontrar a1ª determinaçãopositiva −
Tem-se que -40º é a primeira determinação negativa de -760º. Assim a
primeira determinação positiva é 360º-40º=320º.
Logo, a expressão geral será:
EG=320º+k.360º, k∈Z
b) 3120º

Vamos dividir 3120º por 360ºpara encontrar a1ª determinaçãopositiva

271
Trigonometria e Números Complexos
Assim, a primeira determinação positiva de 3120º é 240º.
Logo, a expressão geral será:
EG=240º+k.360º, k∈Z
c)
15
2
π
rad

15 15 3
Vamos representar onúmero rad por 6
2 2 2
3
é 1ªdeterminação positiva
2
3
2 , .
2
EG k k Z
π π π
π
π
π
π
= +
= + ∈
d) -
25
4
π
rad

25 25
Vamos representar onúmero por 6
4 4 4
Como - rad é a primeira determinação negativa, vamos encontar a1ª determinaçãopositiva:
4
8 7
2 .
4 4 4
7 25
rad é 1ªdeterminação positiva de rad
4 4
Assim, a e
Logo
π π π
π
π
π π π π
π
π π
− − = − −

− = =

xpressão geral será:
7
EG 2k , k Z.
4
π
π = + ∈
8) Dada a expressão geral EG = 30º + 360ºk, calcule a 2ª determinação
positiva e a 3ª determinação negativa.
Se k=1, tem-se a 2
a
determinação positiva.
Logo, a 2ª determinação positiva é 30º + 360º.1=390º
Se k=-3, tem-se a 3
a
determinação negativa.
Logo, a 3ª determinação negativa é 30º + 360º.(-3) = -1050º.
272
Universidade do Sul de Santa Catarina
9) Dê a expressão geral dos arcos côngruos a
15
2
π
rad.

Vamos representar onúmero por
é a primeira determinação positiva
Logo a expressão geral é
3
2
2
15 15 3
6
2 2 2
3
rad .
2
:
EG k ,k Z.
π π π
π
π
π
π
= +
= + ∈
10) Identifique quais pares de arcos são côngruos?
a)
3
π
rad e
30
3
π
rad
Inicialmente calcula-se a primeira determinação positiva de
30
3
π
rad
que é 0 rad, pois .

30
10 0
3
rad
π
π = + .
Logo, esse par de arcos não é côngruo.
b) – 30º e 330º
Inicialmente calcula-se a primeira determinação positiva de-30º, que é
360º-30º=330º.
Logo, esse par de arcos é côngruo.
c) 2º e 1082º
Inicialmente, calcula-se a primeira determinação positiva de 1082º, que
é 2º, pois,

Logo, esse par de arcos é côngruo.
11) Determine:
1
) sen 390º sen(360º 30º ) sen30º
2
2
) cos 1845º cos(1800º 45º ) cos 45º
2
5 5 3
) 2
3 3 3 2
3
) sen 600º sen(360º 240º ) sen 240º sen(240º 180º ) sen 60º
2
) cos 480º cos(360º 120º ) cos120º cos(180
a
b
c sen sen sen
d
e
π π π
π
= + = =
= + = =
| |
= − = − = −
|
\ .
= + = = − = =
= + = =
1
º 120º ) cos 60º
2
− = =
273
Trigonometria e Números Complexos
Obs: Para determinar os valores acima, foram usadas noções de arcos
côngruos e a redução ao 1º quadrante.
12) Determine o valor da expressão:
a) A= sen330º-2.cos0º+sen60º

( )
330º 2.cos 0º 60º
360º 330º 2.cos 0º 60º
30º 2.cos 0º 60º
1 3
2.1
2 2
5 3
.
2
A sen sen
A sen sen
A sen sen
A
A
= − +
= − − +
= − − +
= − − +
− +
=
b) B= sen 3x + cos 8x - cos 2x para x=
2
π
.
Substituindo x por
2
π
, tem-se:

3 cos8 cos 2
2
3. cos8. cos 2.
2 2 2
3
cos 4 cos
2
3
cos 2 cos
2
1 1 ( 1)
1
B sen x x x para x
B sen
B sen
B sen
B
B
π
π π π
π
π π
π
π π
= + − =
= + −
= + −
= + −
= − + − −
=
c) C =
7
sen cos 3
3
13
sen
6
π
π
π

274
Universidade do Sul de Santa Catarina
Para encontrarmos o valor de C, vamos usar a definição de arcos
côngruos.

( )
6
sen cos 2
3 3
12
sen
6 6
sen cos
3
sen
6
3 3 2
( 1)
2 2
3 2.
1 1
2 2
C
C
C
π π
π π
π π
π
π
π
| |
+ − +
|
\ .
=
| |
+
|
\ .

=
+
− −
= = = +
Desafios na Trigonometria
Um aro circular de arame tem 2 cm de raio. Esse aro é cortado, e o
arame é estendido ao longo de uma polia circular de raio 9 cm. Qual é o
ângulo central, em graus, que o arco formado pelo arame determina na
polia?

Dados do problema:
r
1
=9cm
r
2
=2cm
Calcula-se o comprimento da circunferência C
2
:

2
2
2. . r
2. .2 4
C
C cm
π
π π
=
= =
Observe a figura:
275
Trigonometria e Números Complexos


1
1
2. .
2. .9 18
Agora encontra-se o valor do arco x:
18 360º
4
360º .4 20º .4
80º
18 1
C r
C
x
x
π
π π
π
π
π
π
=
= =


= = =
Logo, o valor do ângulo central é 80º.
Unidade 3
1) Determine:
37 36 3
)
6 6 6 6 3
a tg tg tg
π π π π | |
= + = =
|
\ .
7 4 3 3
) cot cot cot 0
2 2 2 2
b g g g
π π π π | |
= + = =
|
\ .
5 5 3 3 1
2 2
4 4 4 4 4
2
2
c ) sec sec sec sec sec
π π π π π
π π
| | | | | |
− = − = = − = − = − = −
| | |
\ . \ . \ .
31 24 7 7 7 1
2
1
6 6 6 6 6 6
2
d ) cos ec cos ec cos ec cos ec cos ec
π π π π π π
π
| | | |
= + = = − = − = − = −
| |
\ . \ .
5 5
2 3
3 3 3
e ) tg tg tg
π π π
π
| |
= − = − = −
|
\ .
276
Universidade do Sul de Santa Catarina
2) Qual o sinal da expressão:
3
. 0
3 4
5
.
3 6
tg tg tg
y
tg tg
π π
π π

=
| | | |
− −
| |
\ . \ .
.

( )
3
. 0
3 4
5
.
3 6
. 0
3 4
5 7
.
3 6
3
. 1 0
1
.
3 6
3
3
3.
3
3
tg tg tg
y
tg tg
tg tg tg
y
tg tg
y
tg tg
y
y
π π
π π
π π
π π
π π

=
| | | |
− −
| |
\ . \ .
| |
− −
|
\ .
=
− −
=


=

=

3) Determine o valor da expressão:
a) A = sen3x + cos8x - tg2x para x=
2
π
.
Substituindo x por
2
π
, temos:

3 8 2
sen cos
2 2 2
3
sen cos 4
2
1 1 0 0
A tg
A tg
A
π π π
π
π π
= + −
= + −
= − + − =
b)
7
sen cos 3
3
B
13
tg
6
π
π
π

=
277
Trigonometria e Números Complexos

( ) ( )
6
sen cos(2 )
3 3
12
6 6
sen cos
3
6
3 3 2
( 1)
3 2 3 2
3 3 3 3 2 3
2 2
. . .
2 2 2
3 3 3 3 3
3 3
B
tg
B
tg
B
π π
π π
π π
π
π
π
| |
+ − +
|
\ .
=
| |
+
|
\ .

=
+
− −
+ +
+
= = = = =

4) Que número é maior:
3 5
?
4 6
tg ou tg
π π

3
1
4 4
5 3
6 6 3
tg tg
tg tg
π π
π π
= − = −
= − = −
Esses valores foram obtidos utilizando redução ao primeiro quadrante.
Logo,
5 3
.
6 4
tg tg
π π
>
5) Construa o gráfico e faça a análise das características e propriedades
das funções:
) 2 sen
) 2.cos
4
) 3 sen 2
a y x
x
b y
c y x
= − +
| |
=
|
\ .
= −
Neste exercício sugere-se a utilização do software GRAPH 4.1. Observe
as análises feitas no exercício 6.
278
Universidade do Sul de Santa Catarina
6) Analisando os gráficos:

2 y sen x =

279
Trigonometria e Números Complexos
2 cos y x = +

280
Universidade do Sul de Santa Catarina

2
x
y tg
| |
=
|
\ .

Responda os itens a seguir:
a) Qual o domínio de cada uma das funções representadas?
b) Qual é o conjunto imagem de cada uma das funções representadas?
c) Em que intervalo a função
2 y sen x =
é negativa?
d) Em que intervalo a função 2 cos y x = + é positiva?
e) Qual o período da função
2
x
y tg
| |
=
|
\ .
?
281
Trigonometria e Números Complexos
| |
2
2
2
2
2 11
2 1 3
2
3
2
2 2
0 2
2
a ) y sen x D R
y cos x D R
x
y tg D { x R / x k }
b ) y sen x Im [ , ]
y cos x Im [ , ]
x
y tg Im ] , [
c ) ; e ,
d ) ;
e ) P
π π
π π
π π
π
π
= =
= + =
| |
= = ∈ ≠ +
|
\ .
= = −
= + =
| |
= = −∞ ∞
|
\ .
( (
( (
¸ ¸ ¸ ¸
=
7) Determine o valor de k sabendo que sen x = 3k - 7.
Sabe-se que 1 sen 1 x − ≤ ≤ , tem-se:

( )
1 1
1 3 7 1
7 1 3 7 7 1 7
6 3 8 3
6 3 8
3 3 3
8
2
3
senx
k
k
k
k
k
− ≤ ≤
− ≤ − ≤
− ≤ − + ≤ +
≤ ≤ ÷
≤ ≤
≤ ≤
Logo:
8
| 2
3
k R k
¦ ¹
∈ ≤ ≤
´ `
¹ )
8) Qual a imagem da função f(x) = 5 + cos x?

( ) 5 cos
5
1
5 1 4
5 1 6
Im [4, 6]
f x x
a
b
a b
a b
= +
=
=
− = − =
+ = + =
=
282
Universidade do Sul de Santa Catarina
9) Um corpo faz seu Movimento Harmônico Simples segundo a equação
horária y(t) 4 3.cos t
4
π
π
| |
= + +
|
\ .
, em que t é o tempo transcorrido,
em segundos e y é a distância, em cm, da extremidade A do corpo à
parede, conforme ilustração a seguir:

a) represente esta situação graficamente, utilizando o software GRAPH;

b) qual o ponto de partida do corpo?
O ponto de partida corresponde ao instante inicial, ou seja, t=0:

(0) 4 3.cos .0
4
(0) 4 3.cos
(0) 1
y
y
y
π
π
π
| |
= + +
|
\ .
= +
=
A extremidade a estava a 1cm da parede.
283
Trigonometria e Números Complexos
c) qual o seu período de oscilação?

2 2
8 segundos
4
P
m
π π
π
= = =
d) Qual a amplitude do movimento?
Calcula-se a amplitude subtraindo o valor máximo atingido pela função
do valor mínimo:
7-1 = 6cm.
10) Determine o domínio de cada uma das funções:
( )
) 5
4
5
4 2
20 2 4
4 4
20 3 4
3 4
20 20
3
20 5
3
{ / }
20 5
) cot
2
2
2
{ / }
2
) sec 3
3
2
6 2 2
2 2
6 3 2
{
2 3
a y tg x
x k
x k
x k
k
x
x k
D x IR x k
b y g x
x k
x k
D x IR x k
c y x
x k
x k
x k
x k D x I
π
π π
π
π π π
π π
π π
π π
π π
π
π
π
π
π
π
π
π
π
π π
π π π
π π
π π
| |
= −
|
\ .
− ≠ +
− +

≠ +
≠ +
≠ +
= ∈ ≠ +
| |
= +
|
\ .
+ ≠
≠ − +
= ∈ ≠ − +
= −
− ≠ +
− +

≠ +
≠ + = ∈ / }
2 3
) cos 2
3
2
3
6 3
3 3
6 3
{ / }
6 2 6 2
R x k
d y ec x
x k
x k
x k
x k D x IR x k
π π
π
π
π
π π
π π
π π π π
≠ +
| |
= +
|
\ .
+ ≠
+

≠ − +
≠ − + = ∈ ≠ − +
284
Universidade do Sul de Santa Catarina
11) Qual o valor de
1
2. arccos
2
y tg
| |
=
|
\ .
?
Para encontrarmos o valor de y, vamos considerar
1
arccos e usar a definição.
2
x =
Logo, o arco cujo cosseno vale
1
2
é
3
x rad
π
= .
Portanto,
2
2 3
3 3
y tg tg
π π | |
= = = −
|
\ .
.
12) Encontre o valor de
3
2. arcsen
2
y tg
(
=
(
¸ ¸
.
Para encontrarmos o valor de y, vamos considerar
3
e usar a definição.
2
arcsen x =
Logo, o arco cujo seno vale
3
2
é
3
x rad
π
= .
Portanto,
2 2
2 3
3 3 3 3
y tg tg tg tg
π π π π
π
| | | |
= = = − = − = −
| |
\ . \ .
.
13) Determine o valor de
3
3 .
3
y arctg arctg = +
Para calcular o valor de y, vamos considerar:

3
3
3
3
3 .
3
, .
3 6
arctg a e arctg b
tg a e tg b
Logo a eb
π π
= =
= =
= =
285
Trigonometria e Números Complexos
Portanto,
3 6 2
y
π π π
= + = .
Desafios na Trigonometria
1) (Vunesp - adaptado) Uma equipe de agrônomos coletou dados da
temperatura (em
o
C) do solo em uma determinada região, durante três
dias, a intervalos de 1 hora. A medição da temperatura começou a ser
feita às três horas da manhã no primeiro dia (t=0) e terminou 72 horas
depois (t=72). Os dados puderam ser aproximados pela função

3
15 5
12 2
y(t) sen t
π π | |
= + +
|
\ .
onde t indica o tempo (em horas)
decorrido após o início da observação de y(t) à temperatura (em
o
C) no
instante t. Detemine:
a) O gráfico que representa esta situação (use o software GRAPH);

286
Universidade do Sul de Santa Catarina
b) a temperatura máxima atingida e o horário em que esta temperatura
ocorreu no primeiro dia de observação.
A temperatura máxima atingida foi de 20º C, pois, para t=12 tem-se:

3
15 5
12 2
3
12 15 5 12
12 2
5
12 15 5
2
12 15 5 1
12 20
y(t) sen t
y( ) sen .
y( ) .sen
y( ) .
y( )
π π
π π
π
| |
= + +
|
\ .
| |
= + +
|
\ .
= +
= +
=
A temperatura máxima ocorreu às 15 horas, pois a medição iniciou-se
às 3 horas da manhã. Logo, 12+3=15.
2) (Mack-SP) O valor de
3 1 3
5 arcsen
3 4 2
tg arctg
| |

|
|
\ .
pode ser dado
por:
a) 0
b) 1
c)
1
2
d) -1
e)
1
2

3 3
Vamos considerar arctg a e arcsen b e aplicando a definição das funções circulares
3 2
3 3
inversas teremos tga e senb .
3 2
Logo, a e b .
6 3
1 5 3 3
Portanto, tg 5. . tg tg tg - tg 1.
6 4 3 6 12 4 4 4
π π
π π π π π π π
π
= =
= =
= =
| | | | | |
− = − = = = − = −
| | |
\ . \ . \ .
3) O valor de
1 1
2 3 arcsen arccos
2 2
arctg + + é:
a)
5
6
π

287
Trigonometria e Números Complexos
b)
2
π

c)
6
π

d)
7
6
π

e)
π

Vamos considerar e e aplicando a definição das funções
circulares inversas, tem- se : e
Logo,
3 6 3
Portanto,
6 3
1 1
arctg 3 a,arcsen b arccos c
2 2
1 1
tg a 3,senb cosc .
2 2
a , b e c .
7
2. rad
3 6
π π π
π π π π
= = =
= = =
= = =
+ + =
Unidade 4
1) Sabendo que
1
sen
2
x = − e que
3
2
x
π
π < < , então determine o valor
de cos x.
Para determinarmos o valor do cos x, vamos usar a 1ª relação
fundamental da trigonometria.

2
2 2 2 2 2 2
2
1 3
cos ?
2 2
1 1
cos 1 cos 1 cos 1 cos 1
2 4
3 3
cos cos
4 4
Como x é um arco do 3º quadrante, onde o cosseno é negativo, temos:
3
cos .
2
senx com x x
sen x x x sen x x x
x x
x
π
π = − < < =
| |
+ = ⇒ = − ⇒ = − − ⇒ = − ⇒
|
\ .
= ⇒ = ±
= −

288
Universidade do Sul de Santa Catarina
2) Sabe-se que
3
5
sen x = − e
3
x 2
2
π
π < < . Qual o valor da cotg x?
Inicialmente calcularemos o valor do cos x, utilizando a 1ª relação
fundamental da trigonometria:
2 2
2
2
2
3 3
2
5 2
1
3
1
5
9
1
25
16
25
16
25
4
5
4
4 5
5
3
5 3
5
x
senx com x cot gx ?
cos x sen x
cos x
cos x
cos x
cos x
cos x
cos x
Usaremos, agora, a relação cot gx para encontrar o valor da cotg x :
senx
cos x
cot gx .
senx
π
π = − < < =
= −
| |
= − −
|
\ .
= −
=
= ±
=
=
= = = −

4
3
.
| |
= −
|
\ .
3) Sabendo que
3
2
sen x = e x
2
π
π < < , determine o valor da expressão

2 2
sec cos . x x +
289
Trigonometria e Números Complexos

2 2
2 2
2 2
2
2
2
2
3
sec cos ?
2 2
Calcularemos, primeiramente, o cos :
cos 1
cos 1
3
cos 1
2
3
cos 1
4
1
cos
4
1
cos
4
Como x é um arco do 2º quadrante tem-se que:
1
cos
2
Na seqüênci
senx com x x x
x
x sen x
x sen x
x
x
x
x
x
π
π = < < + =
+ =
= −
| |
= −
|
|
\ .
= −
=
= ±
= −
2
2 2 2
1
a, utilizando sec , tem se:
cos
1
sec
cos
1
sec
1
2
sec 2
Substituindo os valores encontrados na expressão:
1 1 16 1 17
sec cos ( 2) 4 .
2 4 4 4
x
x
x
x
x
x
x x
= −
=
=

= −
+
| |
+ = − + − = + = =
|
\ .
290
Universidade do Sul de Santa Catarina
4) Quais os valores de sen x e cos x sabendo que 2cos sen x x = − e que

2
x
π
π < <
?

( )
2 2
2
2
2 2
2
2
?
cos ?
2cos
2
Substituindo -2cos na relação trigonométrica fundamental tem-se:
cos 1
2cos cos 1
4cos cos 1
5cos 1
1
cos
5
1
cos
5
Observando o quadrante do arco tem
senx
x
senx x com x
x
sen x x
x x
x x
x
x
x
x
π
π
=
=
= − < <
+ =
− + =
+ =
=
=
= ±
-se:
5
cos
5
5
2.cos 2.
5
2 5
.
5
x
senx x senx
senx
= −
| |
= − ⇒ = − −
|
|
\ .
=
5) Se
5
sec
3
x = , x ∈ 1
º
quadrante, calcule o valor da expressão

( )
2 2
16 cot cos A g x ec x = + .

2 2
2 2
2 2
5
sec 1º 16.(cot cos ) ?
3
1
Inicilamente calcula-se o valor do cos utilizando a relação sec :
cos
5
sec
3
1 5
cos 3
5cos 3
3
cos
5
Agora, calcularemos o sen :
sen cos 1
sen 1 cos
x x quadrante A g x ec x
x x
x
x
x
x
x
x
x x
x x
sen
= ∈ = + =
=
=
=
=
=
+ =
= −
2
2
2
2
3
1
5
9
1
25
16
25
16
25
4
5
Conhecendo-se o valor do sen e cos , pode-se calcular a cotg e a cossec :
cos
cot
3
3 5 3
5
cot .
4
5 4 4
5
1
cos
1 5
cos
4
4
5
Substituindo os
x
sen x
sen x
senx
senx
x x x x
x
gx
senx
gx
ecx
senx
ecx
| |
= −
|
\ .
= −
=
= ±
=
=
= = =
=
= =
valores encontrados na expressão tem-se:
291
Trigonometria e Números Complexos

2 2
2 2
2 2
5
sec 1º 16.(cot cos ) ?
3
1
Inicilamente calcula-se o valor do cos utilizando a relação sec :
cos
5
sec
3
1 5
cos 3
5cos 3
3
cos
5
Agora, calcularemos o sen :
sen cos 1
sen 1 cos
x x quadrante A g x ec x
x x
x
x
x
x
x
x
x x
x x
sen
= ∈ = + =
=
=
=
=
=
+ =
= −
2
2
2
2
3
1
5
9
1
25
16
25
16
25
4
5
Conhecendo-se o valor do sen e cos , pode-se calcular a cotg e a cossec :
cos
cot
3
3 5 3
5
cot .
4
5 4 4
5
1
cos
1 5
cos
4
4
5
Substituindo os
x
sen x
sen x
senx
senx
x x x x
x
gx
senx
gx
ecx
senx
ecx
| |
= −
|
\ .
= −
=
= ±
=
=
= = =
=
= =
valores encontrados na expressão tem-se:

2 2
2 2
16.(cot cos )
3 5
16.
4 4
9 25
16.
16 16
41
16.
16
41.
A g x ec x
A
A
A
A
= +
(
| | | |
= +
(
| |
\ . \ .
(
¸ ¸
(
= +
(
¸ ¸
=
=
292
Universidade do Sul de Santa Catarina
6) Se
1
3
sen x = , com 0 ≤ x ≤
2
π
, calcule o valor da expressão


cot
sec cos
tgx gx
y
x x
+
=

.
Inicialmente, simplifica-se a expressão
cot
sec cos
tgx gx
y
x x
+
=

utilizando as
relações trigonométricas estudadas:

2 2
2
sen cos
cos sen
1
cos
cos
sen cos
sen .cos
1 cos
cos
x x
x x
y
x
x
x x
x x
y
x
x
+
=

+
=

Como
2 2
sen cos 1 x x + = e
2 2
1 cos sen x x − = , tem-se:

2
2
3
3
1
.cos
cos
1 cos
.
.cos
1
Substituindo o valor do sen , tem-se:
1 1
27.
1
1
27
3
senx x
y
sen x
x
x
y
senx x sen x
y
sen x
x
y
=
=
=
= = =
| |
|
\ .
7) Calcule o valor de
2
cos cossec .sec
1
ec x x x
y
tgx

=

, dado
1
4
sen x = .
Inicialmente, simplifica-se a expressão
2
cos cos .sec
1
ec x ecx x
y
tgx

=


utilizando as relações trigonométricas estudadas:
293
Trigonometria e Números Complexos

2
2
2
2
2 2
1
1 1 1
1
1 1 1
1
1
16
4
cos ec x cos ecx.sec x
y
tgx
.
sen x senx cos x
y
senx
cos x
cos x senx
sen x.cos x
y
cos x senx
cos x
cos x senx cos x
y .
sen x.cos x cos x senx
Substituindo o valor do sen x, tem-se:
y
sen x

=


=


=

− | | | |
=
| |

\ . \ .
= = = =
| |
|
\ .
16.
8) Se
5
sec
3
x = , com x ∈ 1
º
quadrante, calcule o valor da expressão

2 2
25.cos 16.cot . A x g x = −

2 2
2 2
2 2
5
sec 1º 25.cos 16.cot
3
1
Utilizando a relação secx calcula-se o cosx:
cosx
5
sec
3
1 5
cos 3
5cos 3
3
cos
5
Agora pode-se calcular o senx utilizando a relação sen cos 1:
sen cos 1
x x quadrante A x g x
x
x
x
x
x x
x x
= ∈ = −
=
=
=
=
=
+ =
+ =
2
2
2
2 2
2 2
3
sen 1
5
16
25
16
25
4
5
Obtêm-se o valor da cotgx:
cos
cot
3
3 5 3
5
cot .
4
5 4 4
5
Substituindo os valores na expressão tem-se:
25.cos 16.cot
3 3
25. 16.
5 4
25.
x
sen x
senx
senx
x
gx
senx
gx
A x g x
A
A
| |
+ =
|
\ .
=
= ±
=
=
= = =
= −
| | | |
= −
| |
\ . \ .
=
9 9
16.
25 16
9 9
0.
A
A

= −
=
294
Universidade do Sul de Santa Catarina

9) Determine:
) 105º
3 2 2 1 6 2
105º (60º 45º ) 60º .cos 45º 45º .cos 60º . . .
2 2 2 2 4
) 75º
3 3 3
1
45º 30º 3 3 3 3 12 6 3
3 3
75º (45º 30º ) . 2 3.
1 45º . 30º 6
3 3 3 3 3 3 3
1 1.
3 3
) cos15º
cos15º cos (45º 30º ) co
a sen
sen sen sen sen
b tg
tg tg
tg tg
tg tg
c
+
= + = + = + =
+
+
+ + + +
= + = = = = = = +

− − +

= − =
2 3 2 1 6 2
s 45º .cos30º 45º . 30º . . .
2 2 2 2 4
sen sen
+
+ = + =
295
Trigonometria e Números Complexos
10) Sabendo que
3
5
sen x = e que
2
x
π
π < <
, calcule o valor de

3
cos x
π | |
+
|
\ .
.
2 2
2 2
2
2
2
2
3
cos ?
5 2 3
Inicialmente calcula-se o valor do cosx:
sen cos 1
cos 1
3
cos 1
5
9
cos 1
25
16
cos
25
16
cos
25
4
cos
5
Utilizando a fórmula da adição cos cos co
senx com x x
x x
x sen x
x
x
x
x
x
(a b) a.
π π
π
| |
= < < + =
|
\ .
+ =
= −
| |
= −
|
\ .
= −
=
= ±
= −
+ = s :
cos cos .cos .
3 3 3
1 4 3 3
cos . .
3 2 5 2 5
4 3 3
cos .
3 10
b - sena.senb
x x sen senx
x
x
π π π
π
π
| |
+ = −
|
\ .
| | | |
+ = − −
| |
\ . \ .
− − | |
+ =
|
\ .
296
Universidade do Sul de Santa Catarina
11) Calcule o valor numérico da expressão

cos( 30º ) cos( 30º )
cos( 60º ) sen(30º )
x x
y
x x
+ + −
=
− + −
.

cos( 30º ) cos( 30º )
cos( 60º ) (30º )
cos .cos30º . 30º cos .cos30º . 30º
cos .cos 60º . 60º 30º .cos .cos30º
2cos .cos30º
cos . 30º cos . 30º
2cos .cos30º
2cos .
x x
y
x sen x
x senx sen x senx sen
y
x senx sen sen x senx
x
y
x sen x sen
x
y
x sen
+ + −
=
− + −
− + +
=
+ + −
=
+
=
30º
3
2
1
2
3.
y
y
=
=
12) Simplifique a expressão: cos(120º ) cos(120º ) y x x = + + − .

Utilizando as trnasformações da soma e subtração dos cossenos dos arcos,tem-se:
cos(120º ) cos(120º )
cos120º .cos 120º cos120º .cos 120º .
2cos120º .cos
Reduzindo 120º ao primeiro qu
y x x
y x sen senx x sen senx
y x
= + + −
= − + +
=
( )
adrante tem-se:
2. cos 60º .cos
1
2. .cos
2
cos
y x
y x
y x
= −
= −
= −
13) Sendo 5 tg x = , calcular 2 . tg x

2
2
5 2 ?
2
2
1
2.5 10 10
2
1 5 1 25 24
5
2
12
tgx tg x
tgx
tg x
tg x
tg x
tg x
= =
=

= = =
− − −
= −
297
Trigonometria e Números Complexos
14) Sabendo que
1
cos
3
x = , calcular cos 2 . x

2
2 2
2
2
2
2
2 2
Calcula - se o valor do utilizando relação trigonométrica :
1
1
1
1
3
1
1
9
8
9
8
9
8
3
Utilizando a fórmula do arco duplo tem- se :
2
2
2
sen x
sen x cos x
sen x cos x
sen x
sen x
sen x
senx
senx
cos x cos x sen x
cos
+ =
= −
| |
= −
|
\ .
= −
=
= ±
=
= −
2
2
1 8
3 3
1 8
2
9 9
7
2
9
x
cos x
cos x .
| |
| |
= −
|
|
|
\ .
\ .
= −
= −
298
Universidade do Sul de Santa Catarina
15) Se
1
cos
2
sen x x − = , calcule o valor de 2 . sen x

( )
2
2
2 2
2 2
1
2
2
Pode - se resolver este exercício elevando ambos os lados ao quadrado, observe :
1
2
1
2
4
1
2
4
Pela relação fundamental tem- se :
senx cos x sen x ?
senx cos x
sen x senx.cos x cos x
sen x cos x senx.cos x
s
− = =
| |
− =
|
\ .
− + =
+ − =
2 2
1 e
pela transformação do arco duplo tem- se logo pode - se escrever :
1
1 2
4
1
1 2
4
3
2
4
en x cos x
2senx.cosx sen2x,
sen x
sen x
sen x
+ =
=
− =
− =
=

16) Sendo
1
cot
2
g x = , calcule 2 . tg x

2
2
1
cot 2 ?
2
1
cot
2
1 1
2
2
2
2
1
2.2
2
1 2
4
2
1 4
4
2
3
gx tg x
gx
tgx
tgx
tgx
tg x
tg x
tg x
tg x
tg x
= =
=
=
=
=

=

=

= −
299
Trigonometria e Números Complexos
17) Sendo
2
1 cos 2 2.cos E x x = − + calcular
2 3
E E E + + .

( )
2 2 3
2 2 2
2 2 2
2 2
2 3 2 3
1 cos 2 2cos ?
Utilizando a fórmula do arco duplo, tem-se:
1 cos 2cos
1 cos 2cos
1 cos
Pela relação fundamental, tem-se:
1 1 2
2 2 2 2 4 8 14.
E x x E E E
E x sen x x
E x sen x x
E sen x x
E
E E E
= − + + + =
= − − +
= − + +
= + +
= + =
+ + = + + = + + =
18) Qual o valor de
( ) 10º cot 10º . 20º tg g sen + ?
Para calcular esta expressão, vamos usar as relações trigonométricas:

( )
( ) ( )
( )
2 2
10º cot 10º . 20º
10º cos10º
10º cot 10º . 20º . 2.10º
cos10º 10º
Pela relação trigonométrica e transformação do arco duplo, tem-se:
10º cos 10º
10º cot 10º . 20º
10º .cos10º
tg g sen
sen
tg g sen sen
sen
sen
tg g sen
sen
+ =
| |
+ = +
|
\ .
| +
+ =

\
( )
( )
( )
.2 10º .cos10
1
10º cot 10º . 20º .2. 10º .cos10º
10º .cos10º
10º cot 10º . 20º 1.2
10º cot 10º . 20º 2.
sen
tg g sen sen
sen
tg g sen
tg g sen
|
°
|
.
+ =
+ =
+ =
300
Universidade do Sul de Santa Catarina
19) Se cot 4 tg x g x + = , então quanto vale 2 sen x ?
Utilizando as relações trigonométricas tem-se:

2 2
2 2
cot 4 2 ?
cos
4
cos
cos 4. .cos
.cos .cos
cos 4. .cos
Pela relação trigonométrica tem-se:
1 4. .cos
1
.cos
4
Sabendo que 2 2. .cos , pode-se
tgx gx sen x
senx x
x senx
sen x x senx x
senx x senx x
sen x x senx x
senx x
senx x
sen x senx x
+ = =
+ =
+
=
+ =
=
=
= substituir o resultado obtido acima:
1
2 2.
4
1
2 .
2
sen x
sen x
=
=
20) Sendo 45º a b + = e
2
3
tg a = , calcule tg b .
( )
Utilizando a fórmula tg(a b), tem-se:
1 .
2
3
45º
2
1 .
3
2
3
1
2
1 .
3
2 2
1 .
3 3
3 2 2 3
3 3
3 2 2 3
3 2 3 2
5 1
1
.
5
tga tgb
tg a b
tga tgb
tgb
tg
tgb
tgb
tgb
tgb tgb
tgb tgb
tgb tgb
tgb tgb
tgb
tgb
+
+
+ =

+
=

+
=

− = +
− +
=
− = +
− = +
=
=
301
Trigonometria e Números Complexos
21) Resolver a equação
2
2 0 sen x sen x + − = para 0 2 x π ≤ ≤ .

( )
2
o
2
2 0 0 2
Observe que esta equação representa uma equação do 2 grau cuja a incógnita é
portanto pode - se utilizar a fórmula resolutiva deste tipo de equação :
1 4 1 2
1 8 9
1
sen x senx x
sen x,
. .
senx
π + − = ≤ ≤
∆ = − −
∆ = + =
− ±
=
9
2 1
1 3
2
4 2
2 1
2 2
Como 1 1 então 1
Portanto,
2
2
.
senx
sen x e sen x
senx senx
x
S
π
π
− ±
=
= − = − = =
− ≤ ≤ =
=
¦ ¹
=
´ `
¹ )
22) No intervalo
| |
0,π , qual a solução da equação 1 0 tg x − = .

302
Universidade do Sul de Santa Catarina
23) Determine o conjunto solução da equação 2 0 sen x sen x − = sendo
0 x . π ≤ ≤

( )
2 0 0
2 0
Utilizando a fórmula do arco duplo, tem-se:
2 .cos 0
Colocando-se senx em evidência, tem-se:
. 2cos 1 0
Aplicando a lei do anulamento,tem se:
0
2cos 1 0 cos
sen x senx x
sen x senx
senx x senx
senx x
senx
x x
π − = ≤ ≤
− =
− =
− =

=
− = ⇒ =
1
2
Observando o intervalo de definição, tem-se:
0 0 ou
1
cos
2 3
0, , .
3
senx x x
x x
S
π
π
π
π
¦
¦
´
¦
¹
= ⇒ = =
= ⇒ =
¦ ¹
=
´ `
¹ )
24) Resolva em IR a equação:

2
3 3 2
sen x sen x
π π | | | |
+ + − =
| |
\ . \ .

303
Trigonometria e Números Complexos
25) Sendo x ∈
| |
0, 2π
encontre o conjunto solução das seguintes
inequações:
1
2
a) sen x < −


7 11
{ / }
6 6
S x IR x
π π
= ∈ < <
2
cos
2
b) x ≥ −


3 5
{ / 0 2 }
4 4
S x IR x ou x
π π
π = ∈ ≤ ≤ ≤ ≤
304
Universidade do Sul de Santa Catarina
1 c) tg x ≤


5 3
{ / 0 2 }
4 2 4 2
S x IR x ou x ou x
π π π π
π = ∈ ≤ ≤ < ≤ < <
3
cos
2
d) x <


11
{ / }
6 6
S x IR x
π π
= ∈ < <
305
Trigonometria e Números Complexos
Desafios na Trigonometria
1) (MACK - SP/2000) O número de valores de x, 0 2 x π ≤ ≤ , tais que
( )
2
cos 1 sen x x + = é:
a) 2
b) 3
c) 4
d) 5
e) Maior que 5

( )
( )
2
2 2
2 2
0 2 cos 1
Desenvolvendo o quadrado da soma, temos:
2 .cos cos 1
cos 2. .cos 1
1 2 .cos 1
2 .cos 0
2 0 cos 0
0
onde tem-se 0, 2
cos 0
3
tem-se
2 2
Logo
x senx x
sen x senx x x
sen x x senx x
senx x
senx x
senx ou x
senx
x x e x
x
x e x
π
π π
π π
≤ ≤ + =
+ + =
+ + =
+ =
=
= =
=
= = =
=
= =
3
a solução é 0, , , , 2 .
2 2
Portanto o número de soluções é 5.
S
π π
π π
¦ ¹
=
´ `
¹ )
2) No intervalo 0 2 x π ≤ < , a equação
2
cos
1
x
sen x
sen x
=
+
, apresenta
exatamente:
a) uma única solução.
b) duas soluções.
c) três soluções.
d) quatro soluções.
e) cinco soluções.
306
Universidade do Sul de Santa Catarina

( ) ( )
( ) ( )
2
2
2
cos
1
Utilizando a relação trigonométrica fundamental, tem-se:
1
1
Como1 sen x é uma diferença de dois quadrados, temos: 1 senx . 1 senx
1 . 1
1
simplificando o fator comum tem
x
sen x
sen x
sen x
senx
senx
senx senx
senx
senx
=
+

=
+
− − +
− +
=
+
os :
1
1 2
1
2
5
Logo, os valores que satisfazem a igualdade são e .
6 6
Portanto, são duas soluções.
senx senx
senx
senx
π π
− =
=
=
Unidade 5
1) Resolva as equações no universo dos números complexos:
a) x
2
+ 4 = 0
a = 1, b = 0, c = 4

( )
2
2
1
2
4. .
0 4.1.4
0 16 16
2.
0 16
2.1
0 16. 1
2
16. 1
2
4.
2
2
2
{2 , 2 }
b a c
b
x
a
x
x
x
i
x
x i
x i
S i i
∆ = −
∆ = −
∆ = − = −
− ± ∆
=
− ± −
=
± −
=
± −
=
±
=
= +
= −
= −
307
Trigonometria e Números Complexos

( )
2
2
1
2
4. .
0 4.1.4
0 16 16
2.
0 16
2.1
0 16. 1
2
16. 1
2
4.
2
2
2
{2 , 2 }
b a c
b
x
a
x
x
x
i
x
x i
x i
S i i
∆ = −
∆ = −
∆ = − = −
− ± ∆
=
− ± −
=
± −
=
± −
=
±
=
= +
= −
= −
b) x
2
– 4 x + 5 = 0

( )
2
1, 4, 5
4 4.1.5
16 20
4
( 4) 4
2.1
4 4.( 1)
2
4 4. 1
2
4 2.
2
2
{2 , 2 }
a b c
x
x
x
i
x
x i
S i i
= = − =
∆ = − −
∆ = −
∆ = −
− − ± −
=
± −
=
± −
=
±
=
= ±
= + −
2) Resolva a equação z
2
– 3iz = 0 com z ∈ .

2
z - 3iz 0
( 3 ) 0
Ultizando a Lei do Anulamento, tem se :
0
3 0
3
{0, 3 }
z z i
z
ou
z i
z i
S i
=
− =

=
− =
=
=
308
Universidade do Sul de Santa Catarina
3) Determine x e y, para que o número complexo
z = (4 x – 2) + (y
2
– 4) i seja:
a) Um número real.

2
2
Im( ) 0
4 0
4
4
2
z
y
y
y
y
=
− =
=
= ±
= ±
b) Um número imaginário puro.

2
2
Re( ) 0 Im( ) 0
4 2 0
4 2
2
4
1
2
4 0
4
4
2
z e z
x
x
x
x
y
y
y
y
= ≠
− =
=
=
=
− ≠

≠ ±
≠ ±
4) Calcule:
a) (2 + 3i) + (2 – i)

(2 3i) (2- i) 2 3 2 4 2 i i i + + = + + − = + .
b) (6 – i) + (5 – 2i) – (4 + 2i)
(6 – i) + (5 – 2i) – (4 + 2i) =
6 5 2 4 2 7 5 i i i i − + − − − = −
.
c)
( )
2 1
4 2
3 2
i i i
| | | |
+ − − + −
| |
\ . \ .

( )
2 1
4 2
3 2
i i i
| | | |
+ − − + −
| |
\ . \ .
=

2 1 2 1 4 3 24 25
4 2 4
3 2 3 2 6 6
i i i
− +
+ − + + − = − + = =
.
309
Trigonometria e Números Complexos
5) Efetue:
a) (2 – i).(1 + 3i)

2
(2 ).(1 3 ) 2 6 3 2 6 3 5 5 i i i i i i i i − + = + − − = + − + = + .
b)
1 1
.
2 2
i i
| | | |
+ −
| |
\ . \ .

2
1 1 1 1 1 1 1 4 5
. 1
2 2 4 2 2 4 4 4
i i i i i
+ | | | |
− + = − + − = + = =
| |
\ . \ .
.
c) (1 + i).(2 – i).(1 + 2i)

( ) | | ( )
2
2
1 .(2 ) .(1 2 ) 2 2 .(1 2 ) 2 2 1 .(1 2 ) 3 .(1 2 )
3 6 2 3 6 2 1 7 .
i i i i i i i i i i i i
i i i i i i
( ( + − + = − + − + = − + + + = + + =
¸ ¸ ¸ ¸
+ + + = + + − = +
6) Expresse os seguintes números complexos na forma a+bi:

( )
( )
( )
( )
( )
( )
( )
( )
2
2
2
2
2
2
2 2
2
2
2 2 4 2 4 2 1 2
) . .
2 2 2 4 4 2
4 2 2 2 8 4 2 2 2 2
4 2 8 6 2 2 6 6 2
) . 1 2 .
4 2 6
2 2
2 2 2 2
4 2
1
1 2 1 2 1 2 (2 ) 4 2 4 2 2 4
) . .
2 2 2 (2 ) (2 ) 4 4 1 5 5
i
i i i i i i
a
i i i i
i i i i i
i i i
b i
i
i i
i
i
i i i i i i i i
c i
i i i i i i
− +
− + − − + +
= = = =
− −
+ + + + +
+ + − +
= = = = = +
+

− +

+
+ + + − + + −
= = = = = = − +
− − − − + − +
7) Qual o conjugado do número complexo
3
1 2
z
i
=
+
?

( )
( )
2
Inicialmente coloca-se z na forma a bi:
1 2
3 3 6 3 6 3 6
.
(1 2 ) 1 2 1 4 1 4 5 5
3 6 3 6
Como .
5 5 5 5
i
i i
z i
i i i
z i z i
+

− −
= = = = −
+ − − +
= − ⇒ = +
310
Universidade do Sul de Santa Catarina
8) Determine o valor real de x para que o produto
(12 – 2i).[18 + (x – 2).i] seja também um número real.
Inicialmente escreve-se o número complexo dado na forma a + bi:

( ) ( ) ( )
( ) ( )
( ) ( )
2
12 2 . 18 2 216 12 .( 2) 36 2 . 2
12 2 . 18 2 216 12 24 36 2 4
12 2 . 18 2 212 (12 60)
i x i i x i i x
i x i xi i i x
i x i x i
( − + − = + − − − −
¸ ¸
( − + − = + − − + −
¸ ¸
( − + − = + −
¸ ¸
Dessa forma tem-se:

Im( ) 0 12 60 0
12 60
60
12
5
z x
x
x
x
= ⇒ − =
=
=
=
9) Dado o complexo z = a + bi. A soma de z com seu conjugado é 18 e o
produto de ambos é 145. Determine o módulo de ab.
Expressando estas informações na linguagem matemática, tem-se:

( )
2
2
2 2 2
2
2
2
18
. 145
Se , tem se que z . Substituindo no sistema, tem-se:
18
18
2 18
9
. 145
( ).( ) 145
145
9 145
81 145
145 81
64
64
8
Portanto, o módulo d
z z
z z
z a bi a bi
z z
a bi a bi
a
a
z z
a bi a bi
a bi
b i
b
b
b
b
b
¦
+ =
¦
´
=
¦
¹
= + − = −
+ =
+ + − =
=
=
=
+ − =
− =
− =
+ =
= −
=
= ±
= ±
e a.b 9.( 8) 72. = ± =
311
Trigonometria e Números Complexos
10) Calcule a e b reais de modo que
250 104 37
2 i i i a bi + + = + .

( ) ( )
250 104 37
125 52
2 2 1
2
125 52
2
Aplicando propriedade de potência, tem-se:
2
Sabe-se que i 1, logo:
( 1) ( 1) 2
1 1 2
2
Utilizando a igualdade entre números complexos, tem-se:
i i i a bi
i i i a bi
i a bi
i a bi
i a bi
a
+ + = +
+ + = +
= −
− + − + = +
− + + = +
= +
0 2 e b = =
11) Calcule a potência de i para i
8 n + 3
, tal que n ∈ N*.
Aplicando as propriedades de potência, tem-se:

( )
( )
8 3
4
2
3
4
Sabe - se que 1 e tem- se
1
Observe que sempre será positivo, pois representa um número par
1
8n 3 n
n
8n 3
2 3
n
8n 3
4n
8n 3
8n 3
i i .i
i i .i
i i i, :
i .( i )
(-1) 4n .
i .( i )
i i.
+
+
+
+
+
=
(
=
¸ ¸
= − = −
= − −
= −
= −
312
Universidade do Sul de Santa Catarina
12) Simplificando
101 50
100 49
(2 ) .(2 )
( 2 ) .( 2)
i i
i i
+ −
− − −
, obtém-se:
Coloca-se em evidência (-1), para poder utilizar divisão de potência de
mesma base:

( ) ( )
( ) ( ) ( ) ( )
( )
( )
( )
( )
( ) ( )
101 50
101 50
100 100 49 49 100 49
101 50
101 50
100 49 100 49
101 100 50 49
101 50
100 49
101 50
2 . 2
(2 ) .(2 )
( 2 ) .( 2)
1 . 2 . 1 . 2
2 2
(2 ) .(2 )
.
( 2 ) .( 2)
2 1. 2
2 . 2
(2 ) .(2 )
( 2 ) .( 2) 1
(2 ) .(2 )
i i
i i
i i
i i
i i
i i
i i
i i
i i
i i
i i
i i
− −
+ −
+ −
=
− − −
− + − −
+ −
+ −
=
− − −
+ − −
+ −
+ −
=
− − − −
+ −
( ) ( )
100 49
101 50
2
100 49
101 50
100 49
101 50
100 49
2 . 2
( 2 ) .( 2)
(2 ) .(2 )
(4 2 2 )
( 2 ) .( 2)
(2 ) .(2 )
(4 1)
( 2 ) .( 2)
(2 ) .(2 )
5.
( 2 ) .( 2)
i i
i i
i i
i i i
i i
i i
i i
i i
i i
= − + −
− − −
+ −
= − − + −
− − −
+ −
= − +
− − −
+ −
= −
− − −
13) Se
38 3
2
(10 ).
(1 )
i i i
z
i
+ −
=

, determine
2
ρ .
Lembre-se que ρ é o módulo do número complexo, dessa forma
deve-se escrevê-lo na forma algébrica: z =a + bi:

( )
( )
38 3
2
2 3 4
2
2
2
2 2 2
2 2 2
2
2
(10 ).
1
10
1 2
1 10.( ) 1
1 2 1
( 2 10 ) 2
.
2 2
4 20
4
4 20
4
5
5 1, logo:
z 5 - i
5 ( 1)
25 1 26
Portanto, 26.
i i i
z
i
i i i
z
i i
i
z
i
i i
z
i i
i i
z
i
i
z
z i
a e b
a b ρ
ρ
ρ
ρ
+ −
=

+ −
=
− +
− + − −
=
− −
− −
=

− −
=

− +
=
= −
= = −
=
= +
= + −
= + =
=
313
Trigonometria e Números Complexos

( )
( )
38 3
2
2 3 4
2
2
2
2 2 2
2 2 2
2
2
(10 ).
1
10
1 2
1 10.( ) 1
1 2 1
( 2 10 ) 2
.
2 2
4 20
4
4 20
4
5
5 1, logo:
z 5 - i
5 ( 1)
25 1 26
Portanto, 26.
i i i
z
i
i i i
z
i i
i
z
i
i i
z
i i
i i
z
i
i
z
z i
a e b
a b ρ
ρ
ρ
ρ
+ −
=

+ −
=
− +
− + − −
=
− −
− −
=

− −
=

− +
=
= −
= = −
=
= +
= + −
= + =
=
14) Se k é um número real e o argumento de
k 2i
z
3 2i
+
=

é 45º, então
calcule |z|.
Inicialmente escreve-se z na forma a + bi:

( )
( )
( )
( )
2
2
2 3 2
3 2 6 4 (3 4) (2 6)
.
3 2 3 2 9 4 9 4
3 4 2 6
13 13
Como o argumento principal é 45 , tem se : Re( ) Im( )
3 4 2 6
13 13
3 4 2 6
3 2 6 4
10
Substituindo o valor de k em z, tem-se:
z
k i i
k ki i i k k i
z
i i i
k k
z i
z z
k k
k k
k k
k
°
+ +
+ + + − + +
= = =
− + − +
− +
= +
− =
− +
=
− = +
− = +
=
=
2 2
2 2
2 2i
z
2 2
8 2 2
Portanto, z 2 2
a b
z
z
+
= +
= +
= =
=
314
Universidade do Sul de Santa Catarina
15) Seja o número complexo z = (x – 2i)
2
, no qual x é um número real. Se o
argumento de z é 270º, então calcule
1
z
.
Inicialmente escreve-se z na forma a + bi:

2
2 2
2
2
2
4 4
4 4
Como o argumento principal é tem- se que é um número imaginário puro e negativo
Logo e
4 0
4
4
2
Para tem- se
4 4 2 4 4
2
2
z ( x i )
z x xi i
z ( x ) xi
270 , z .
, Re(z) 0 Im(z) 0
x
x
x
x
, x 2, :
z (2 ) . i ( )
= −
= − +
= − −
= ≠
− =
=
= ±
= ±
=
= − − = − −
o
2
8 8
Para tem- se
4 4 2 4 4 8 8
Portanto 8
Logo
1 1 8 8 8
8 8 64 64 8
2
i i
, x -2, :
z ((-2) ) .( )i ( ) i i
, z i.
i i i i
. .
z i i i
= −
=
= − − − = − + =
= −
= = = =
− −
16) Determine o valor de f(z) = 2 z
2
+ 4 z + 5, sendo z = i – 1.

2
2
2
( ) 2 4 5
( 1) 2( 1) 4( 1) 5
( 1) 2( 2 1) 4 4 5
( 1) 2( 1 2 1) 4 1
( 1) 2.( 2 ) 4 1
( 1) 4 4 1
( 1) 1.
f z z z
f i i i
f i i i i
f i i i
f i i i
f i i i
f i
= + +
− = − + − +
− = − + + − +
− = − − + + +
− = − + +
− = − + +
− =
315
Trigonometria e Números Complexos
17) Sendo z
1
=4.(cos10º + i.sen10º) e z
2
= 2.(cos20º + i.sen20º) determine z
1
.z
2
.

( ) ( )
1 1 1
2 2 2
1 2 1 2 1 2 1 2
1 2
1 2
1 2
1 2
1 2
4 10
2 20
. . cos .
. 4.2 cos(10 20 ) . (10 20 )
. 8. cos30 . 30
3 1
. 8. .
2 2
8 3 8
.
2 2
. 4 3 4 .
z e
z e
z z i sen
z z i sen
z z i sen
z z i
z z i
z z i
ρ θ
ρ θ
ρ ρ θ θ θ θ
⇒ = =
⇒ = =
( = + + +
¸ ¸
( = + + +
¸ ¸
( = +
¸ ¸
(
= +
(
¸ ¸
= +
= +


   
 
18) Sendo z
1
= 2(cos30º + i sen30º) e z
2
= 4(cos60º + i sen60º), qual o valor
de
2
1
z
z
?

( ) ( )
1 1 1
2 2 2
2 2
2 1 2 1
1 1
2
1
2
1
2
1
2
1
2
1
2 30
4 60
4
60 30 60 30
2
2 30 30
3 1
2
2 2
2 3 2
2 2
3
z e
z e
z
. cos i.sen
z
z
. cos( ) i.sen( )
z
z
. cos i.sen
z
z
. i.
z
z
i
z
z
i.
z
ρ θ
ρ θ
ρ
θ θ θ θ
ρ
⇒ = =
⇒ = =
( = − + −
¸ ¸
( = − + −
¸ ¸
( = +
¸ ¸
(
= +
(
¸ ¸
= +
= +
o
o
o o o o
o o
316
Universidade do Sul de Santa Catarina
19) Calcule:
a) (1 – i)
6
( ) ( ) | | ( )
3
3
6 2 3 3
2 3
1 1 1 2 1 2 1 2 8 8.( ) 8 i i i i i i i i i
(
( − = − = − + = − − = − = − = − − =
¸ ¸
¸ ¸
b)
100
1 3
2 2
i
| |
− +
|
|
\ .

| |
( )
2 2
2
2
100 100
100
1 3
2 2
1 3
100
2 2
1 3 1 3
1
2 2 4 4
1
1
2
1 2
3
3
2
1 2
120
1 100 120 100 120
12000 12000
n n
z i
n , a , b
a b
a
cos cos
b
sen sen
z . cos( n ) i.sen( n )
z . cos . i.sen( . )
z cos i.sen
ρ
ρ
θ θ
ρ
θ θ
ρ
θ
ρ θ θ
= − +
= = − =
= +
| |
| |
= − + = + =
|
|
|
\ .
\ .

= ⇒ = = −
= ⇒ = =
=
= +
(
= +
¸ ¸
= +
o
o o
o o
100
100
100
120 120
60 60
1 3
2 2
o
o
Calcula-se a primeira determinação positiva de 12000 :
z cos i.sen
Faz-se a redução ao primeiro quadrante para o arco de 120
z cos i.sen
z i.
= +
= − +
= − +
o o
o o
317
Trigonometria e Números Complexos
20) Calcule:
a) As raízes quadradas de
1 3 z i = +
.

( )
2 2
2
2
1 3
1 3
1 3
1 3 4 2
1
2
3
2
3
2
3 3
2 2
3 3
2
2 2
k
z i
a e b
a b
a
cos cos
b
sen sen
Logo, 60 rad
z .(cos i.sen )
As raízes quadradas de z são dadas pela fórmula:
k k
z . cos i.sen com k {0,
ρ
ρ
ρ
θ θ
ρ
θ θ
ρ
π
θ
π π
π π
π π
= +
= =
= +
= +
= + = =
= ⇒ =
= ⇒ =
= =
= +
(
+ +
(
= + ∈
(
(
¸ ¸
o
0
1
3 1 6 2
0 2 2
6 6 2 2 2 2
7 7 3 1 6 2
1 2 2
6 6 2 2 2 2
1}
k z . cos i.sen . i. i.
k z . cos i.sen . i. i.
π π
π π
(
(
= ⇒ = + = + = +
(
(
¸ ¸
¸ ¸
(
(
= ⇒ = + = − − = − −
(
(
¸ ¸
¸ ¸
318
Universidade do Sul de Santa Catarina
b) As raízes quartas de z=-4.

( )
2 2
2
2
4
k
0
4
4 0
4 0
16 0 4
4
cos cos 1
4
0
0
4
Logo,
4.(cos . )
As raízes quartas de z são dadas pela fórmula:
2 2
z 4. cos . com k {0, 1, 2, 3}
4 4
k 0 z 2
z
a e b
a b
a
b
sen sen
z i sen
k k
i sen
ρ
ρ
ρ
θ θ
ρ
θ θ
ρ
θ π
π π
π π π π
= −
= − =
= +
= − +
= + =

= ⇒ = = −
= ⇒ = =
=
= +
+ +
(
= + ∈
(
¸ ¸
= ⇒ =
1
2
3
2 2
. cos . 2. 1
4 4 2 2
3 3 2 2
1 2. cos . 2. 1
4 4 2 2
5 5 2 2
2 2. cos . 2. 1
4 4 2 2
7 7 2 2
3 2. cos . 2. 1
4 4 2 2
i sen i i
k z i sen i i
k z i sen i i
k z i sen i i
π π
π π
π π
π π
(
(
+ = + = +
(
(
¸ ¸
¸ ¸
(
(
= ⇒ = + = − + = − +
(
(
¸ ¸
¸ ¸
(
(
= ⇒ = + = − − = − −
(
(
¸ ¸
¸ ¸
(
(
= ⇒ = + = − = −
(
(
¸ ¸
¸ ¸
319
Trigonometria e Números Complexos
Desafios em números complexos
1) (ITA) O número natural n tal que (2i)
n
+ (1 + i)
2n
= - 16i, onde i é a unidade
imaginária do conjunto dos números complexos, vale:
Aplicando as propriedades de potência:

( )
( ) ( )
( ) ( )
( ) ( )
( ) ( )
( )
( )
( )
( )
( )
2
2
2
3
3
3 3
3
2 (1 ) 16
2 1 16
2 1 2 16
2 1 2 1 16
2 2 16
2. 2 16
2 8
2 2 .( )
Lembrando que -i i , tem-se:
2 2 .
2 (2 ) 3
n
n
n
n
n
n
n n
n n
n
n
n
n
n
i i i
i i i
i i i i
i i i
i i i
i i
i i
i i
i i
i i n
+ = −
(
+ + = −
¸ ¸
+ + + = −
+ + − = −
+ = −
= −
= −
= −
=
=
= ⇒ =
2) Seja i a unidade imaginária de um número complexo e sabendo que
i
2
= - 1, então o valor da expressão (-i)
200
+ (2 + i).(2 – i) + i
3
, é:

( )
( )
100
2
2
100
2
100
4 2 2
4 1
1 5
1 5
200 3
200 3
200 3
200 3
200
(-i) (2 i).(2 - i) i i ( i i i ) ( i )
(-i) (2 i).(2 - i) i i i
(-i) (2 i).(2 - i) i i
(-i) (2 i).(2 - i) i i
(-i) (2 i)
(
+ + + = − + + − − + −
¸ ¸
( + + + = + + −
¸ ¸
+ + + = − + −
+ + + = + −
+ + 6
3
.(2 - i) i i. + = −
320
Universidade do Sul de Santa Catarina
3) (ITA-SP) Considere no plano complexo, um polígono regular cujos
vértices são as soluções da equação z
6
=1. Qual a área deste polígono?

6
6
0
1
2
1
1
1
Calcula-se o módulo e o argumento de z:
1 0
Aplicando a fórmula de Moivre, tem-se:
cos .
3 3
Então:
k 0 z cos 0 . 0 1
1 3
1 cos .
3 3 2 2
2 2 1 3
2 cos .
3 3 2 2
3
k
z
z
z
k k
z i sen
i sen
k z i sen i
k z i sen i
k
ρ θ
π π
π π
π π
=
=
=
= ⇒ =
= +
= ⇒ = + =
= ⇒ = + = +
= ⇒ = + = − +
=

3
4
5
cos . 1
4 4 1 3
4 cos .
3 3 2 2
5 5 1 3
5 cos .
3 3 2 2
Para cada valor de k obtem-se um par ordenado que representa z no plano de Argand Gaus:
1 3 1 3
(1,0); , ; , ;
2 2 2 2
z i sen
k z i sen i
k z i sen i
π π
π π
π π
⇒ = + = −
= ⇒ = + = − −
= ⇒ = + = −
| | | |

| |
| |
\ . \ .
( )
1 3 1 3
1, 0 ; , ,
2 2 2 2
e
| | | |
− − − −
| |
| |
\ . \ .
Observe a figura:


321
Trigonometria e Números Complexos
Para calcularmos a área do hexágono, vamos inicialmente, calcular o
lado da figura, utilizando o cálculo da distância entre dois pontos no
plano.
Vamos escolher dois vértices consecutivos:
(1,0) e
1 3
,
2 2
| |
|
|
\ .

( ) ( )
2 2
2 1 2 1
2
2
2
2
1 3
1 0
2 2
1 3
2 2
1 3
4 4
1.
d x x y y
d
d
d
d
= − + −
| |
| |
= − + −
|
|
|
\ .
\ .
| |
| |
= +
|
|
|
\ .
\ .
= +
=
Cálculo da Área do hexágono:

2
2
3 3
2
Tem-se que d , onde é a medida do lado do hexágono, logo:
3.1 3
2
3 3
. .
2
A
A
A u a
=
=
=
=

 
Referências
BOYER, C. B. História da Matemática. São Paulo: Edgard Blücher
Ltda. 1996.
CARMO, Manfredo P. Trigonometria e Números Complexos.
Coleção Fundamentos da Matemática Elementar, SBM, RJ.
DANTE, Luiz Roberto. Matemática. 1ª edição. São Paulo: Ática,
2004.
FLEMMING, D.M. e GONÇALVES, M.B. - Cálculo A -Funções Limite
Derivação Integração. São Paulo: Makron Books, 1992, 617 p.
FLEMMING, Diva Marília, LUZ, Elisa Flemming e WAGNER,
Christian – Tópicos de Matemática Elementar. Palhoça: Unisul
Virtual, 2005, 246p.
FINNEY, Ross L. Cálculo de George B. Thomas Jr. , volume 1/ Ross
L. Finney, Maurice D. Weir, Frank R. Giordano; tradução Paulo
Boschcov. Saão Paulo: Addison Wesley, 2002.
GIOVANNI, José Ruy, BONJORNO, José R., GIOVANNI Jr, José R.
Matemática Fundamental: uma nova abordagem. São Paulo: FTD,
2002.
GUELLI, O. Contando a História da Matemática: dando corda na
trigonometria. Vol 6. São Paulo: Ática, 2003, 64p.
IEZZI, Gelson. Fundamentos da Matemática Elementar:
Trigonometria. Vol 3. São Paulo: Atual, 1993.
IEZZI, Gelson. Fundamentos da Matemática Elementar: Complexos,
polinômios e equações. Vol 6. São Paulo: Atual, 1993.
HISIANG, W. Funções Trigonométricas e Leis da Trigonometria.
Revista do Professor de Matemática. São Paulo, nº 23, p. 23-24,
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KENNEDY, Edward S. Tópicos de História da Matemática para uso
em sala de aula: Trigonometria. São Paulo: Atual, 1994.
NETTO, Scipione Di Pierro e ORSI, Sérgio Filho. Quanta
Matemática em Fascículos para o Ensino Médio. Fascículo 4. São
Paulo: Saraiva, 2000.
324
Universidade do Sul de Santa Catarina
NETTO, Scipione Di Pierro e ORSI, Sérgio Filho. Quanta Matemática em
Fascículos para o Ensino Médio. Fascículo 9. São Paulo: Saraiva, 2000.
PAIVA, Manoel. Matemática. 1ª ed. São Paulo: Moderna, 2004, vol 2 e 3.
ZAPIROLLO, Maria Jose Couto de Vasconcelos. SCORDAMAGLIO, Maria
Terezinha. CANDIDO, Suzana Laino. Matemática – Projeto escola e cidadania
para todos. São Paulo: Editora do Brasil, 2004.
325
Trigonometria e Números Complexos
Anexo – Tabela de Razões Trigonométricas