Operações Essenciais de Extinção de Incêndios Florestais

Combate aos Incêndios Florestais

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Combate aos Incêndios Florestais

TEMAS

• Combate aos Incêndios Florestais: − Agentes extintores: água; retardantes: de curta e longa duração; terra; − Meios de extinção terrestre: organização das forças: pessoal veículos; tractores e máquinas;

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Combate aos Incêndios Florestais

TEMAS

− Meios de extinção terrestre: equipamentos: extintor dorsal; Pinga-lume; − Motosserra (de cadeia); − Moto-roçadoras de disco; − Equipamentos de comunicação rádio; − Meios aéreos; −Marcha geral das operações; − Métodos de combate nos incêndios florestais; − Tácticas de combate incêndios florestais.

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Objectivo geral

No final da unidade de formação os formandos deverão identificar os métodos, tácticas e meios de combate aos incêndios florestais, a marcha geral das operações no combate aos incêndios florestais.

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Combate aos Incêndios Florestais

Agentes Extintores
Água • Em jacto • Pulverizada Retardantes de curta duração • Molhantes, humidificantes • Espumas Retardantes de longa duração • Caldas Terra
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Combate aos Incêndios Florestais

Agentes Extintores
A água:
• Muito abundante “económico” • Densa e quimicamente estável • Elevado calor para a evaporação • No processo de evaporação:
Aumenta de volume 1700 X; Desloca o ar; Reduz o oxigénio; Facilita a extinção.

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A sua acção termina com a evaporação da água Retardantes de Longa Duração: • Caldas à base de sulfatos ou fosfatos de amónio.Espumíferos) ‒ Longa duração (RLD . • Princípio de Aplicação: ‒ Em jacto permite o combate à distância e facilita a aproximação. • Acção química: . ‒ Diminui a percentagem de oxigénio na combustão (abafamento).Combate aos Incêndios Florestais Agentes Extintores (Água) • Princípio de Activação: ‒ Diminui a temperatura (arrefecimento).2 a 1% • Gel: 1 a 2% • Extinções muito mais rápidas. 7 | 89 Combate aos Incêndios Florestais Agentes Extintores (Retardantes) • Classificação dos Retardantes: ‒ Curta duração (RCD . • Reduzem o consumo da água ao melhorar a sua eficácia. ‒ Em cone de ataque há uma maior capacidade de extinção e garante alguma protecção ao bombeiro. ao dificultar as reactivações. • Maior segurança na extinção.Libertação de gases não inflamáveis. . 3 . • Espumas: 0.Caldas) • Princípio de Aplicação: • Princípio de Funcionamento: • Reduzem a evaporação RCD • Diminuem o efeito de escorrimento • Permitem combustíveis • Actuam sobre a reacção em cadeia • Diminuem a formação de gases melhor fixação da água aos RLD 8 | 89 • Permitem grande fixação aos combustíveis • Arrefecem e abafam • O efeito de extinção prolonga-se para além da evaporação da água Combate aos Incêndios Florestais Agentes Extintores (Retardantes) Retardantes de Curta Duração: • Molhantes/Humidificantes: .Alteração da reacção de pirólise. 9 | 89 • Acção física: Recobrem os combustíveis com película ignífuga.

Combate aos Incêndios Florestais Agentes Extintores A terra: • Apaga as chamas. essencialmente por abafamento 10 | 89 Combate aos Incêndios Florestais Veículos de Socorro e Combate a Incêndios Veículo Ligeiro de Combate a Incêndios (VLCI) Veículo Florestal de Combate a Incêndios (VFCI) Veículo Florestal de Combate a Incêndios (VRCI) Veículo Especial de Combate a Incêndios (VECI) 11 | 89 Veículo Tanque Táctico Rural (VTTR): Veículo Tanque Táctico Florestal (VTTF): Veículo Tanque Grande Capacidade (VTGC): 12 | 89 4 .

bem como no apoio ao combate a grandes incêndios. Comando e Comunicações (VCCC): Veículo de Gestão Estratégica e Operações (VGEO): 13 | 89 Combate aos Incêndios Florestais Meios de Extinção Terrestre: Tipo de Veículos e Máquinas Tractores . 15 | 89 5 .Veículo de Comando Táctico (VCOT): Veículo de Comando e Comunicações (VCOC): Veículo de Planeamento.Máquinas Tractores com charruas ou grades de disco 14 | 89 Máquinas de rasto com lâmina (bulldozer) Meios aéreos A utilização de aeronaves no combate a incêndios florestais é essencial para a extinção de incêndios nascentes.

médios e pesados) Aviões (ligeiros.Meios aéreos Helicópteros (ligeiros. 17 | 89 Combate aos Incêndios Florestais Organização das Forças Terrestres As forças de combate a incêndios florestais organizam-se nas seguintes unidades: Equipa de Combate a Incêndios Florestais (ECIN): Equipa constituída por um veículo de intervenção e respectiva guarnição de 5 (cinco) elementos. Equipa de Intervenção Permanente (EIP): Equipa constituída por um veículo de intervenção e respectiva guarnição de 5 (cinco) elementos. Equipa de Logística de Apoio ao Combate (ELAC): Equipa constituída por 2 ou 3 elementos e um meio técnico de apoio logístico às operações ou a veículos de ataque. médios e pesados) 16 | 89 Combate aos Incêndios Florestais • Equipamentos de comunicação rádio Factor essencial na coordenação de operações de combate a incêndios florestais. 18 | 89 in DON n.º2 – DECIF – Janeiro de 2010 6 .

através de informação imediata e indispensável ao processo de tomada de decisão. Brigada de Bombeiros Sapadores Florestais (BBSF): Brigada constituída por Distrito e formada por elementos dos C. in DON n. à ordem dos CNOS. accionadas e coordenadas operacionalmente pelos CDOS. Equipa de Reconhecimento e Avaliação de Situação (ERAS): Constituída a nível nacional por 2 elementos cada. 20 | 89 in DON n.º2 – DECIF – Janeiro de 2010 21 | 89 7 . Grupo de Reforço para Incêndios Florestais (GRIF): Constituídos por Distrito. 1 GCIF. 1 ABSC e as respectivas equipas. perante a previsibilidade de acontecer um evento. 19 | 89 in DON n.. garantir a antecipação de medidas operacionais..B. à ordem do CNOS deslocando-se para o T. 4 VCI.º2 – DECIF – Janeiro de 2010 Combate aos Incêndios Florestais Organização das Forças Terrestres Grupo de Combate a Incêndios Florestais (GCIF): Constituídos por Distrito. agrupando dos C. 1 VTPT. num total de 32 elementos.B. por sua iniciativa ou por solicitação do CDOS. num total de 15 elementos.O.GAUF): Coordenada tecnicamente pela AFN e constituídas por equipas de 3 elementos cada. num total de 26 elementos. agrupando dos C.º2 – DECIF – Janeiro de 2010 Combate aos Incêndios Florestais Organização das Forças Terrestres Equipa de Observação (EOBS) ou Observadores (OBS): Principal e único objectivo. à ordem do CDOS sem prejuízo de ser utilizada a nível nacional à ordem do CNOS. num total de 15 elementos cada. 2 VTT e 1 VCOT e as respectivas equipas.Combate aos Incêndios Florestais Organização das Forças Terrestres Equipa do Grupo de Análise e Uso do Fogo (E. accionadas e coordenadas operacionalmente pelo CNOS. Voluntários. para avaliação e apoio operacional. actuar proactivamente e. à ordem dos CDOS. Brigada de Combate a Incêndios(BCIN): Brigada constituída até 3 ECIN. Equipa de Sapadores Florestais: Coordenada tecnicamente pela AFN e constituídas por 5 elementos cada. Têm uma grande mobilidade e garantem permanente a interligação com o respectivo COS e CDOS.B.

1 VOPE e as respectivas equipas. agrupados em Task Force.º2 – DECIF – Janeiro de 2010 Combate aos Incêndios Florestais Meios Aéreos Equipas Helitransportadas de Ataque Inicial (EHATI): Constituídas por 5 elementos.B. com a missão específica de intervenção imediata em incêndios florestais. 24 | 89 8 . à ordem dos CNOS. 1 VCOT. num total de 106 elementos.. transportadas num helicóptero.º2 – DECIF – Janeiro de 2010 23 | 89 Sistema de Gestão de Operações (SGO) Marcha geral da operações Organização do SGO: Sempre que uma força de socorro de uma qualquer das organizações integrantes do SIOPS seja accionada para uma ocorrência..B. Companhia de Reforço para Incêndios Florestais (CRIF): Constituída agrupando dos C. agrupando dos C. 22 | 89 in DON n. transportadas por helicóptero ou helicópteros. in DON n. 5 VTGC. 3 GRIF. à ordem dos CNOS. num total de 12 elementos . 1 VGEO. Brigada Helitransportadas de Ataque Inicial (BHATI): Constituídas por 2 ou mais EHATI.Combate aos Incêndios Florestais Organização das Forças Terrestres Grupo Logístico de Reforço (GLOR): Constituídos por Distrito. o chefe da primeira força a chegar ao local assume de imediato o comando da operação e garante a construção de um sistema evolutivo de comando e controlo da operação. 1 VCOT e as respectivas equipas.

de acordo com os objectivos tácticos definidos. normalmente realizadas e desenvolvidas com meios humanos e com o apoio de meios técnicos.Trata dos objectivos operacionais.Detém todo o comando da operação. 25 | 89 Sistema de Gestão de Operações (SGO) Configuração do SGO: • Nível Estratégico . 27 | 89 9 .determinam-se tarefas específicas. • Nível Táctico . 26 | 89 Sistema de Gestão de Operações (SGO) Configuração do SGO: O nível de manobra: .Encarrega-se das tarefas específicas.Sistema de Gestão de Operações (SGO) Organização do SGO: A decisão do desenvolvimento da organização é da responsabilidade do COS (comandante das operações de socorro) que a deve tomar sempre que os meios disponíveis no ataque inicial e respectivos reforços se mostrem insuficientes. • Nível de Manobra .

Sistema de Gestão de Operações (SGO) Posto de comando operacional (PCO) Apoia o Comandante das Operações de Socorro na preparação das decisões e na articulação dos meios no Teatro de Operações. 30 | 89 10 . • Cada elemento recebe ordens exclusivamente do seu superior directo. Comandante das operações de socorro Célula de planeamento Célula de combate Célula de logística 28 | 89 Sistema de Gestão de Operações (SGO) Sistema de Gestão de Operações 3 Princípios Fundamentais 29 | 89 Conceitos de organização do Teatro de Operações Princípios Fundamentais Unidade de Comando: • A cada momento existe apenas um elemento a comandar.

de acordo com a complexidade e risco da operação e das condições de segurança. • Única função de carácter obrigatório. • Em qualquer intervenção o Chefe da Primeira Força a chegar ao TO assume as funções de COS.Conceitos de organização do Teatro de Operações Princípios Fundamentais Obrigatoriedade da função: • Comandante das Operações de Socorro. 32 | 89 Conceitos de organização do Teatro de Operações Funções Comandante das Operações de Socorro (COS): • Responsável pela operação. 33 | 89 11 . 31 | 89 Conceitos de organização do Teatro de Operações Princípios Fundamentais Manutenção da capacidade de controlo: • Número variável entre quatro e seis elementos.

• Determinar os objectivos. 35 | 89 Conceitos de organização do Teatro de Operações Comando Inicial das Operações Parte de Reconhecimento • • • • • Eu sou / estou. • Estabelecer o plano de acção.Necessidade de reforços. Eu solicito.Conceitos de organização do Teatro de Operações Comando Inicial das Operações Funções do 1º COS • Assumir a função e dar a conhecer a assunção. .Acções em curso.Breve descrição da situação. 34 | 89 Conceitos de organização do Teatro de Operações Comando Inicial das Operações O Reconhecimento e a Avaliação • Parte de reconhecimento . . Assumo a função COS…. (Prossigo com reconhecimento) 36 | 89 12 . Eu vejo. . Eu faço. • Proceder ao reconhecimento.Identificação. • Implementar a organização dos meios no TO. • Determinar a estratégia.

37 | 89 Conceitos de organização do Teatro de Operações Zona do Sinistro ZS • É a superfície na qual se desenvolve a ocorrência. Zonas de Concentração e Reserva (ZCR). Zonas de Apoio (ZA). 39 | 89 13 .Conceitos de organização do Teatro de Operações Zonas de Intervenção • Áreas circulares de amplitude variável. onde se concentram os meios de apoio e logísticos estritamente necessários ao suporte dos meios de intervenção ou onde estacionam meios de intervenção para resposta imediata. os onde meios sob se encontram à EXCLUSIVAMENTE intervenção necessários directa. responsabilidade EXCLUSIVA do Posto de Comando Operacional. Zonas de Recepção de Reforços (ZRR). • Englobam zonas diferenciadas: Zona do Sinistro (ZS). 38 | 89 Conceitos de organização do Teatro de Operações Zona de Apoio ZA • É uma zona adjacente à zona de sinistro (ZS) de acesso condicionado. de acesso restrito. • Adaptadas às circunstâncias e à configuração do terreno.

sem missão imediata. 41 | 89 Combate aos Incêndios Florestais Principais formas de extinção do incêndio florestal Redução do calor (arrefecimento) Diminuição do oxigénio (abafamento) Eliminação de combustíveis (carência) 42 | 89 14 . • Concentrações e trocas de recursos pedidos pelo PCO (Posto de Comando Operacional).Conceitos de organização do Teatro de Operações Zona de Concentração e Reserva ZCR • É uma zona do TO onde se localizam temporariamente meios e recursos disponíveis. • Local onde se mantém assistência pré-hospitalar. sob responsabilidade do CCOD da área onde se desenvolve o sinistro. 40 | 89 um sistema de apoio logístico e Conceitos de organização do Teatro de Operações Zona de Recepção de Reforços ZRR • É uma zona de controlo e apoio logístico. • Local para onde se dirigem os meios de reforço atribuídos pelo CCON antes de atingirem a ZCR no TO.

tem como base o COMPORTAMENTO DO INCÊNDIO e não a decisão aleatória de cada C.º2 – DECIF – Janeiro de 2010 15 .O. • Incêndio em Rescaldo (Em Conclusão). perante a situação: • Incêndio em Curso (Activo).S. • Incêndio Extinto (Finalizado) • Vigilância Activa Pós-Incêndio (Vigilância Activa) • Reactivação • Reacendimento 45 | 89 in DON n. • Incêndio Dominado (Em Resolução).Combate aos Incêndios Florestais Partes de um incêndio “ ” 43 | 89 Combate aos Incêndios Florestais Fases de combate ao incêndio Reconhecimento Salvamentos Estabelecimento dos meios de acção Ataque Rescaldo Vigilância 44 | 89 Combate aos Incêndios Florestais Pontos de situação A alteração das etapas de um Incêndio Florestal.

Reacendimento : Reactivação de um incêndio após este ser considerado extinto pelo COS. pelo COS.º2 – DECIF – Janeiro de 2010 47 | 89 Combate aos Incêndios Florestais Pontos de situação Vigilância Activa Pós-Incêndio (Vigilância Activa): Depois do COS ter dado o incêndio por extinto.Combate aos Incêndios Florestais Pontos de situação Incêndio em Curso (Activo):Incêndio em evolução sem qualquer limitação de área. in DON n. Reactivação : Aumento de intensidade de uma linha no perímetro de um incêndio. estando garantida a consolidação do perímetro do incêndio e portanto o seu não reacendimento. in DON n. garantindo-se que o incêndio não reactiva. dentro do perímetro pequenos focos de combustão que se eliminam ou se isolam. através dos mecanismos de transmissão de calor e altura das chamas é reduzida. o pessoal e material indispensável para vigiar e actuar em caso de necessidade. não existindo o perigo de propagação do incêndio para além do perímetro já atingido.º2 – DECIF – Janeiro de 2010 46 | 89 Combate aos Incêndios Florestais Pontos de situação Incêndio em Rescaldo (Em Conclusão): Situação em que os principais focos de incêndio estão apagados. ficam no local. Incêndio Extinto (Finalizado): Situação onde os focos de combustão estão apagados. mantendo-se somente.º2 – DECIF – Janeiro de 2010 16 . 48 | 89 in DON n. durante as operações e antes de ser considerado extinto. Incêndio Dominado (Em Resolução): Incêndio que atingiu uma fase em que as chamas já não afectam os combustíveis vizinhos.

.Combate aos Incêndios Florestais Todo o Incêndio Florestal deve ser planeado! • Esta ideia reforça-se reforçapara um incêndio florestal com grandes dimensões e intensidades elevadas. • Os reforços necessários .. • O que existe na direcção do incêndio. • A segurança do pessoal combatente. • Os recursos existentes. Combate aos Incêndios Florestais Recorde que deve considerar: • A velocidade de propagação. elevadas.. 51 | 89 17 . • O rumo e velocidade do vento. Incêndio Piódão 2005 (Arganil) Foto: Luís Pita 49 | 89 Combate aos Incêndios Florestais Recorde que Deve Considerar: • A velocidade de propagação. • Os reforços necessários. • O tipo de combustível que arde. 2009 • O que existe na direcção do incêndio. •. • O rumo e velocidade do vento. 50 | 89 • A segurança do pessoal combatente. • O tipo de combustível que arde. • Existem pontos ou áreas de interesse que obrigam a vários níveis de actuação. Miranda do Corvo. • Os recursos existentes. Fotos: Victor Hugo..

máquinas de rasto para a abertura da faixa de contenção (indirecto) e posicionamento nessa faixa de veículos de combate para ataque directo. utilizautilizase o método Directo. na mesma frente de chamas. Ex. suprimindo as chamas ou retardando o seu avanço atacando directamente com meios terrestres e aéreos. 2. Combinado: Consiste na aplicação simultânea dos dois métodos referidos (directo e indirecto). Para deter o avanço de um grande incêndio.Combate aos Incêndios Florestais Combate inicial No combate inicial a um incêndio duas medidas são decisivas para conter o avanço do fogo: 1. em particular de uma frente principal. Directo. empregaemprega-se o método Indirecto. 53 | 89 Combate aos Incêndios Florestais Num incêndio de pequenas proporções e normalmente nos flancos ou na retaguarda de um grande incêndio. Indirecto: Circunscrevendo o incêndio a uma determinada área que poderá ser delimitada por faixas de contenção (descontinuidade do combustível). 54 | 89 18 . Indirecto.atacar os flancos para reduzir a cabeça do fogo 52 | 89 Combate aos Incêndios Florestais Método Directo. Indirecto e Combinado: Directo: Consiste no ataque directo às chamas recorrendo à “táctica ofensiva”.impedir a progressão livre da cabeça até que se possa combater.

• Podem ser utilizados meios terrestres ou aéreos meios manuais ou mecânicos. trabalho. Penacova.Combate aos Incêndios Florestais Na mesma frente de chamas podem ser utilizados os dois métodos em simultâneo: Fotos e trabalho: Victor Hugo. 2009 56 | 89 Combate aos Incêndios Florestais Método de combate directo Vantagens: • Limita a propagação do incêndio. Miranda do Corvo. vigilância. • Ataque progredindo pelos flancos para diminuir a cabeça do incêndio. 2009. pode ser utilizado o ataque frontal. devido à extinção directa e imediata. Desvantagens: • Muito calor e fumo que dificultam o trabalho. • Mais perigoso para os combatentes. • Necessário um maior rescaldo e vigilância. imediata. 2005 secundários. Verónica Catarino Método Combinado A sua utilização depende das condições de progressão e da disponibilidade de recursos 55 | 89 Combate aos Incêndios Florestais Método de combate directo • O ataque é feito directamente sobre a linha de chamas. • Existe um menor risco de focos Foto: Verónica Catarino. Fotos: Victor Hugo. combatentes. 57 | 89 19 . • Quando existirem condições de segurança. secundários. Miranda do Corvo. reacendimentos. • Maior perigo de reacendimentos.

. retardam as chamas.Combate aos Incêndios Florestais Método de combate directo Meios aéreos Auxiliar precioso no combate a incêndios florestais • Utilizados preferencialmente nos incêndios nascentes.... • Actuam sempre em conjunto com os combatentes em terra. ou dificultam a sua progressão. • Extinguem. em geral. ou em segunda intervenção. caminhos. 59 | 89 Combate aos Incêndios Florestais Método de combate indirecto O ataque indirecto pressupõe.. 58 | 89 Combate aos Incêndios Florestais Método de combate indirecto Consiste na criação de faixas de contenção do incêndio que podem ser físicas ou químicas. três fases: Avaliar a situação Estabelecer a faixa de contenção Assegurar a vigilância da faixa / contra fogo 60 | 89 20 . estradas ou outra situação que permita quebrar a continuidade do combustível. ou no aproveitamento de aceiros.

Combate aos Incêndios Florestais Método de Combate Indirecto • Em Ataque Indirecto abrindo faixas de contenção reduzindo o combustível ou para realização de fogo táctico e/ou contrafogo. menos expostos às chamas e ao fumo. 63 | 89 da progressão do 21 . • Sacrifica por vezes floresta valiosa. • Há mais tempo para organizar o combate. • Existe menos possibilidade de reacendimentos. 62 | 89 Combate aos Incêndios Florestais Método de Combate Indirecto Desvantagens: • A incorrecta aplicação pode aumentar incêndio. decisivamente • Exige uma estimativa muito precisa incêndio. 61 | 89 Combate aos Incêndios Florestais Método de Combate Indirecto Vantagens: • Os combatentes trabalham afastados do incêndio.

Combate aos Incêndios Florestais Exemplos do Método de Combate Indirecto Abertura de faixas de contenção • Antes • Depois 64 | 89 Combate aos Incêndios Florestais Exemplos de combate indirecto Manuseamento do fogo Faixa de contenção + Queima de vegetação em terreno inclinado 65 | 89 Combate aos Incêndios Florestais Método de Combate Indirecto 1º A impossibilidade de um ataque directo não justifica a utilização imediata de contrafogo. 2º Um contrafogo exige condições para se fazer com segurança. 3º Um ataque CONTRAFOGO responsabilidade. com exige grande 4º A decisão deve ser sempre da competência do mais alto responsável no teatro de operações. indirecto. 66 | 89 22 .

aprovado pelo Despacho 14031/2009 de 22 de Junho.Decreto Lei nº 17/2009. de 14 de Janeiro de 2009 . terminar ou corrigir a extinção de uma zona de rescaldo de maneira a diminuir as probabilidades de reacendimentos.Regulamento do Fogo Técnico .Combate aos Incêndios Florestais Método de Combate Indirecto FOGO TÉCNICO FOGO CONTROLADO FOGO SUPRESSÃO FOGO TÁCTICO CONTRAFOGO Fonte: Regulamento do Fogo Técnico 67 | 89 Combate aos Incêndios Florestais Método de Combate Indirecto ◄ Fogo de Supressão ► Enquadramento Legal: . do Secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e das Florestas 68 | 89 Combate aos Incêndios Florestais Método de Combate Indirecto ◄ Fogo Táctico ► “Pressupõe o uso do fogo no âmbito da luta contra os incêndios florestais. e desta forma diminuir a intensidade do incêndio. consistindo na ignição de um fogo ao longo de uma faixa de contenção com o objectivo de reduzir a disponibilidade de combustível. ou criar um zona de segurança para a protecção de pessoas e bens” Fonte: Regulamento do Fogo Técnico 69 | 89 23 .

pode após autorização expressa da estrutura de comando da ANPC registada na fita de tempo de cada ocorrência. dianteira de uma frente de incêndio de forma a provocar a interacção das duas frentes de fogo e a alterar a sua direcção de propagação ou a provocar a sua extinção” Fonte: Regulamento do Fogo Técnico 70 | 89 Casal da Lapa – Pampilhosa da Serra 2005 Fonte: http://www.pt/ Combate aos Incêndios Florestais Método de Combate Indirecto ◄ Uso do Fogo de Supressão ► Fogo de Supressão são . utilizar o fogo de supressão. Fonte: Regulamento do Fogo Técnico 71 | 89 Combate aos Incêndios Florestais Método de Combate Indirecto ◄ Uso do Fogo de Supressão ► . Fonte: Regulamento do Fogo Técnico 72 | 89 24 . . do planeamento dos meios e procedimentos necessários. assim como os seus impactos e a segurança de pessoas e bens.O COS. na contenção. .O COS deve decidir a utilização desta técnica após a identificação da oportunidade.Combate aos Incêndios Florestais Método de Combate Indirecto ◄ Contrafogo ► contra os incêndios florestais. assim como da definição clara dos resultados e dos riscos esperados.Só deve ser utilizado quando esta técnica se justifique como sendo a mais adequada no âmbito da estratégia de combate. e avaliados os resultados esperados. nas situações previstas no SIOPS.soeirinho.As acções de executadas sob orientação e responsabilidade de técnico credenciado para o efeito pela AFN (Equipas GAUF). “Pressupõe o uso do fogo no âmbito da luta consistindo na ignição de um fogo ao longo de uma faixa de contenção.

6. Respeitar em todo o momento as normas de segurança (ex. temperatura e humidade do ar 73 | 89 Combate aos Incêndios Florestais Método de Combate Indirecto ◄ Uso do Fogo de Supressão ► Regras de Segurança: 1. 75 | 89 25 . 3. fogo. mais do que aquilo que a equipa pode vigiar e rescaldar. 74 | 89 Combate aos Incêndios Florestais Método de Combate Indirecto ◄ Uso do Fogo de Supressão ► Regras de Segurança: 4. Antes de iniciar o Fogo.Combate aos Incêndios Florestais Método de Combate Indirecto ◄ Uso do Fogo de Supressão ► A Equipa • Constituída por elementos com conhecimentos profundos de comportamento e uso do fogo. assegure-se que dispõe de meios suficientes para proteger a faixa de contenção eliminando possíveis focos secundários que possam surgir. quer sejam operacionais ou civis que não tenham sido evacuados. A Técnica • Aplicada em Função do Combustível e da Topografia A Oportunidade • Em função da Meteorologia (direcção e velocidade do vento. Assegurar que todos os envolvidos nas operações de extinção. 4. Garantir sempre que não existem pessoas entre as duas frentes. “Protocolo LACES”). têm conhecimento da manobra. 4. As equipas que vão efectuar a manobra devem reunir no seu ponto de ancoragem. Não se deve adiantar a linha de fogo. 2. A faixa de contenção deve ser completa e terminar em pontos seguros.

Conheça os factores a todo o momento. • Aplicação segundo a Topografia (fogo a favor. consoante as dimensões do incêndio e o tipo de vegetação.Combate aos Incêndios Florestais Método de Combate Indirecto ◄ Uso do Fogo de Supressão ► Condições Favoráveis/Desfavoráveis à Aplicação. intensidade e comprimento de chama). • Aplicação segundo os Combustíveis (tipo de combustíveis → velocidade de propagação. para poder tomar decisões atempadamente. FAIXA DE CONTENÇÃO CONTEN ÃO 78 | 89 26 . chama). 77 | 89 Combate aos Incêndios Florestais Método de Combate Indirecto: contrafogo A faixa de contenção pode ser efectuada com meios manuais. flanco). nunca os despreze! . analise os meios que dispõe e os que poderão vir a ser necessários.O comportamento do incêndio depende de vários factores. e 76 | 89 Combate aos Incêndios Florestais Método de Combate Indirecto ◄ Princípios do Uso do Fogo de Supressão ► . • Aplicação segundo a Meteorologia (temperatura humidade do ar. vento). flanco). direcção e velocidade do vento).Analise as situações possíveis de causar perigo e actue. faça previsões. contra. . . mecânicos portáteis ou mecânicos pesados.Com o desenvolvimento do incêndio.

CONTENÇÃO FAIXA DE CONTEN ÃO 80 | 89 Combate aos Incêndios Florestais Combate indirecto com contrafogo Correntes de convecção criadas por frentes de chamas que se aproximam 81 | 89 27 .Combate aos Incêndios Florestais Método de Combate Indirecto: contrafogo CONTRACONTRA-FOGO FAIXA DE FAIXA DE CONTENÇÃO CONTEN ÃO CONTENÇÃO CONTEN ÃO 79 | 89 Combate aos Incêndios Florestais Combate indirecto com contrafogo Antes de iniciar um contra-fogo assegure-se que dispõe de meios e equipamentos de extinção suficientes para proteger a faixa de contenção eliminando possíveis focos secundários que possam surgir.

terra. −Marcha geral das operações.Revisões • Combate aos Incêndios Florestais: − Agentes extintores: água. − Meios de extinção terrestre: organização das forças: pessoal veículos. − Motorroçadoras de disco. Pinga-lume. 83 | 89 49 4 Métodos de Combate aos Incêndios Florestais 84 | 89 28 . − Meios aéreos. − Métodos de combate nos incêndios florestais. − Equipamentos de comunicação rádio. − Motosserra (de cadeia). retardantes: de curta e longa duração. tractores e máquinas. − Tácticas de combate incêndios florestais. 82 | 89 49 Revisões − Meios de extinção terrestre: equipamentos: extintor dorsal.