XVI CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA MECÂNICA

16th BRAZILIAN CONGRESS OF MECHANICAL ENGINEERING
DETERMINAÇÃO DO COMPRIMENTO DA TRINCA DE FADIGA PARA
CORPOS-DE-PROVA PADRONIZADOS DE ENSAIOS DO TIPO KIC/CTOD
APLICANDO GRÁFICOS DE CONTROLE

Helder Pontes Régis
Centro EederaI de Educação TecnoIogica de Pernambuco - CMEC
Rua Ernesto de PauIa Santos, 561-305 Boa Viagem ReciIe-PE CEP 51021-330
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1orge Alexandre Neves
Universidade EederaI de Pernambuco PROPAD
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Jorgeaneves¸uoI.com.br

Marconi Andrade Farias
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Este estuao analisa a viabiliaaae ao levantamento ae graficos ae controle para o acompanhamento ao crescimento ae pre-trinca em
corpos-ae-prova ao tipo flexão a três pontos, que serão submetiaos a ensaios ae K
IC
e/ou CTOD. Para isto buscou-se observar a
existência ae correlação linear entre o tamanho aa trinca e a flecha maxima atingiaa pelo corpo-ae-prova aurante o ciclo ae
carregamento. Esta correlação e esperaaa no regime elastico ae aeformação, possibilitanao o levantamento ae graficos que
poaerão ser utili:aaos para monitorar a propagação aa trinca observanao-se apenas o comprimento aa flecha maxima registraaa
na maquina ae ensaios. Pretenae-se tambem, verificar a influência aa intensiaaae ao carregamento sobre a correlação entre flecha
maxima e tamanho ae trinca. Foi utili:aao um aço tipo API 5LX70 e os corpos-ae-prova ao tipo flexão a três pontos foram
aimensionaaos com base na norma ASTM E399-90. Pôae-se observar, atraves ae regressão multipla, que ha uma correlação linear
entre as variaveis flecha maxima e comprimento ae trinca.

CTOD, K
IC
, Faaiga, Comprimento ae trinca, Propagação ae trinca.

1. Introdução

AIém dos deIeitos introduzidos na Iabricação, as estruturas e componentes mecânicos normaImente estão sujeitos
a carregamentos cicIicos. Mesmo sem deIeitos signiIicativos, trincas podem surgir como conseqüência dos esIorços
cicIicos. Nos projetos dos eIementos mecânicos atuais, deve-se ter como base as propriedades de propagação das trincas
por Iadiga dos materiais envoIvidos.
A necessidade de ensaios Iaboratoriais que reproduzissem as condições, mais proximas possiveis, dos reais
esIorços que os eIementos de maquinas ou estruturas estão sujeitos, Ievou os pesquisadores a buscarem métodos para o
acompanhamento da propagação de trincas de Iadiga (Broek, 1989). Nestes ensaios, basicamente duas variaveis são
monitoradas: comprimento da trinca e numero de cicIos de carregamento.
O numero de cicIos de carregamento é Iornecido diretamente peIa maquina de ensaios, porém, determinar o
tamanho da trinca com segurança e exatidão, não é tão simpIes.
O método de acompanhamento de crescimento de trinca normaImente utiIizado em metais é o método visuaI, que
utiIiza Iupas ou microscopios moveis, sendo o mais simpIes e de menor custo (AGARD, 1981). Contudo, quando o
ensaio requer muitas horas ou a pesquisa requisitar muitos ensaios, este método torna-se inviaveI por causar cansaço
Iisico do observador.
Uma outra Iimitação do método visuaI de acompanhamento do crescimento de trinca é quando se utiIiza câmara
cIimatizadora ou ainda câmara para ensaio de corrosão sob tensão. Nestes tipos de ensaios a visuaIização do corpo-de-
prova é bastante diIiciI.
Outros estudos ja abordaram as diIicuIdades dos métodos de acompanhamento de crescimento de trinca de Iadiga
(Strohaecker, 1994). Devido as diIicuIdades dos métodos existentes, este trabaIho propõe a eIaboração de graIicos
(EIecha maxima x Comprimento de trinca) como um método aIternativo simpIes e de baixo custo para o
acompanhamento do crescimento de trinca.
Desta Iorma, buscou-se estimar o comprimento da trinca de Iadiga durante o ensaio de K
IC
e/ou CTOD (Branco,
Eernandes e Castro, 1986) de um materiaI especiIico, a partir da IIecha maxima atingida peIo corpo-de-prova.





Proceedings of COBEM 2001, Fracture Mechanics and Structural Integrity, Vol. 12, 303
2. Métodos Experimentais e Material Utilizado

Para a reaIização dos ensaios, uma maquina universaI de ensaios modeIo MTS 810 Ioi utiIizada. Eoram ensaiados
dois corpos-de-prova sob IIexão a três pontos e dimensionados segundo a norma ASTM E399-90. VaIe ressaItar que
esta norma Ioi utiIizada somente para o dimensionamento dos corpos-de-prova.
O método visuaI Ioi empregado para acompanhar o crescimento da trinca no corpo-de-prova. Para a visuaIização
Ioi utiIizada uma Iupa com dez aumentos montada em uma mesa de desIocamentos x-y controIada micrometricamente
(Earias, 1994).
Para a conIecção dos graIicos Ioram eIetuadas medições do comprimento da trinca para cada vaIor da IIecha
maxima Iornecido peIa maquina de ensaios.
Para veriIicar a inIIuência da intensidade do carregamento sobre a correIação entre IIecha maxima e tamanho de
trinca Ioram utiIizadas cargas diIerenciadas nos corpos-de-prova ensaiados e testou-se a hipotese, de que um
carregamento maior ocasionara um aumento no coeIiciente de regressão Iinear. Por esta razão são utiIizados
carregamentos diIerenciados: maximos de 5.884 N e 3.923 N para os corpos-de-prova 1 e 2 respectivamente. A
magnitude e a Ireqüência dos carregamentos Ioram escoIhidas com o intuito de se obter uma veIocidade de propagação
que otimizasse a Ieitura das variaveis.
Os corpos-de-prova Ioram conIeccionados a partir de um aço tipo API 5LX70 (Tabs. 1 e 2) e ensaiados com os
seguintes carregamentos:
Corpo-de-prova 1: c.p. 1- carregamento de 588 N a 5.884 N e Ireqüência de 4 Hz.
Corpo-de-prova 2: c.p. 2- carregamento de 392 N a 3.923 N e Ireqüência de 4 Hz.

TabeIa 1. Composição quimica do aço (° em peso).

Carbono 0,110 °
Manganês 1,500 °
SiIicio 0,320 °
EosIoro 0,016 °
EnxoIre 0,002 °
AIuminio 0,037 °
Cobre 0,010 °
NiqueI 0,016 °
Cromo 0,155 °
Niobio 0,440 °
Vanadio 0,440 °
MoIibdênio 0,010 °


TabeIa 2 Propriedades mecânicas de tração.

σ
r
(MPa) σ
e
(MPa) AIong. (°)
628,0 532,2 30


3. Tratamento Estatístico dos Dados

Os dados Ioram compiIados estatisticamente com o auxiIio do soItware SPSS, que Iorneceu os graIicos e dados da
regressão Iinear.
E esperada uma reIação Iinear (Y ÷ a ¹ bX) entre a variaveI independente (Comprimento de Trinca - X) e a
variaveI dependente (EIecha Maxima - Y) expressada peIa Eq. (1):

Flecha Maxima ÷ a ¹ b (Comprimento ae Trinca) (1)

Onde: a ÷ constante ou ponto de interseção.
b ÷ coeIiciente de regressão ou incIinação.

Considerando estas variaveis, eIetuou-se a transIormação Iogaritmica, possibiIitando assim, a veriIicação da
existência de correIação, não so entre as variaveis, mas também entre as suas transIormadas.
Observando nos graIicos uma correIação positiva entre as variaveis, assim como, entre eIas e suas transIormadas
Iogaritmicas, eIetuou-se a regressão Iinear dos pontos, considerando-se cada uma das possibiIidades de correIações
existentes. Assim sendo, Ioram escoIhidas como variaveis, aqueIas que apresentaram o meIhor vaIor do ajustamento. O
ajustamento Ioi avaIiado não so através da visuaIização dos graIicos de dispersão e do coeIiciente de correIação R, mas
também através do R
2
coeIiciente de determinação. O coeIiciente R
2
representa o percentuaI da variância de Y que é
Proceedings of COBEM 2001, Fracture Mechanics and Structural Integrity, Vol. 12, 304
expIicado por X em uma regressão Iinear, em que se pretende prever o comportamento das variaveis através da reIação
Iinear 'Y ÷ a ¹ bX¨ (Lewis-Beck, 1980 e Werkema, 1996).

As variaveis Ioram nomeadas da seguinte Iorma:
EIecha maxima ÷ 'EIecha¨
Comprimento de trinca ÷ 'Trinca¨
TransIormação Iogaritmica de IIecha maxima ÷ 'LnIIecha¨
TransIormação Iogaritmica de comprimento de trinca ÷ 'Lntrinca¨

4. Resultados

Eoram eIaborados graIicos para ambos os corpos-de-prova, sendo 'Trinca¨ a variaveI independente e 'EIecha¨ a
variaveI dependente. Apesar dos indices positivos de correIação - R, ao se observarem os graIicos, não se teve certeza
de quaI deIes apresentava um meIhor aIinhamento dos pontos, se 'EIecha¨ x 'Trinca¨, se 'LnIIecha¨ x 'Trinca¨, se
'EIecha¨ x 'Lntrinca¨, ou se 'LnIIecha¨ x 'Lntrinca¨.
VeriIicou-se então, que a regressão Iinear de 'LnIIecha¨ x 'Trinca¨ apresentava os maiores coeIicientes de
determinação R
2
para os dois corpos-de-prova. Ou seja, o graIico 'LnIIecha¨ x 'Trinca¨ é aqueIe que apresenta o
meIhor ajustamento. Desta Iorma, escoIheu-se este modeIo, sendo o que meIhor representa a variação da EIecha quando
a Trinca propaga.
Os graIicos (1) e (2) mostram a dispersão para os corpos-de-prova 1 e 2 respectivamente, onde se observa a
variação de 'LnIIecha¨ como conseqüência da variação da 'Trinca¨.

















GraIico 1: 'LnIIecha¨ x 'Trinca¨ - c.p. 1 (5.884 N) GraIico 2: 'LnIIecha¨ x 'Trinca¨ - c.p. 2 (3.923 N)

Como os vaIores do coeIiciente de determinação - R
2
estão acima de 0,9 , pode-se dizer que as predições sobre o
modeIo proposto são bastante acuradas. Ou seja, a variaveI independente 'Trinca¨ é responsaveI por um variação
estimada de 90° na variaveI dependente 'LnIIecha¨.

As equações das retas obtidas Ioram:

c.p 1 Lnjlecha ¬ 3,3385 + b,12ôô 1rinca e (2)

c.p 2 Lnjlecha ¬ 3,1393 + b,1173 1rinca (3)

Consequentemente, para o c.p. 1, o anti-In de b é:

(e
b
- 1) x 100 ÷ (e
0,1266
-1) x 100 ÷ 13,50° (4)

Portanto, pode-se dizer que para 1mm de incremento no comprimento da trinca, houve um aumento de 13,50° na
IIecha maxima atingida peIo corpo-de-prova 1 durante o ensaio para a eIaboração dos graIicos de controIe.

Para o c.p. 2, o anti-In de b é:

(e
b
- 1) x 100 ÷ (e
0,1173
-1) x 100 ÷ 12,44° (5)

Da mesma Iorma, pode-se dizer que para 1mm de incremento no comprimento da trinca, houve um aumento de
12,44° na IIecha maxima atingida peIo corpo-de-prova 2 durante o ensaio para a eIaboração dos graIicos de controIe.
TRÌNCA mm
6 5 4 3 2 1 0
L
N
F
L
E
C
H
A
4,2
4,1
4,0
3,9
3,8
3,7
3,6
3,5
3,4
TRÌNCA
10 8 6 4 2 0
L
N
F
L
E
C
H
A
4,4
4,2
4,0
3,8
3,6
3,4
3,2
Proceedings of COBEM 2001, Fracture Mechanics and Structural Integrity, Vol. 12, 305

4.1. Teste de Hipótese

AIém da veriIicação da existência de uma meIhor correIação Iinear entre as variaveis 'LnIIecha¨ e 'Trinca¨
também testou-se a hipotese de que o coeIiciente anguIar do eIeito do comprimento de trinca sobre a IIecha maxima
atingida é maior para o corpo-de-prova carregado com 5.884 N (c.p. 1) do que para o corpo-de-prova carregado com
3.923 N (c.p. 2). Este teste Ioi empregado com o intuito de comprovar estatisticamente a existência de uma diIerença
entre os coeIicientes de incIinação 'b¨ dos dois corpos-de-prova para a reIação Iinear 'Y ÷ a ¹ bX¨ e que esta diIerença
não esteja ocorrendo devido a causas aIeatorias, como erros de medição, mas devido a diIerença de carregamento. Esta
comprovação estatistica é importante uma vez que a utiIização de carregamentos diIerenciados para os corpos-de-prova
vem consoIidar a anaIise da correIação Iinear entre as variaveis estudadas.

Hipoteses testadas: Ho ÷ b (c.p. 1) · b (c.p. 2); H1 ÷ b (c.p. 1) > b (c.p. 2)

Para isto Ioi utiIizado um teste estatistico para a diIerença entre os coeIicientes, através da distribuição de t-stuaent
(Lewis-Beck, 1980):

t* ÷ b1 - b2 ÷ b (c.p. 1) - b (c.p. 2) e (6)
S
b1-b2
S
b (c.p. 1) - b (c.p. 2)


S
b (c.p. 1) - b (c.p. 2)
÷ (S
b (c.p. 1)
)
2
¹ (S
b (c.p. 2)
)
2
(7)

Onde:
t
*
÷ vaIor do t caIcuIado.
S
b1
÷ erro padrão do coeIiciente b do corpo-de-prova 1.
S
b2
÷ erro padrão do coeIiciente b do corpo-de-prova 2.
S
b1-b2
÷ erro padrão da diIerença entre os coeIicientes.

PeIo reIatorio do SPSS, para 'LnIIecha¨ x 'Trinca¨, nos respectivos corpos-de-prova temos:

S
b (c.p. 1)
÷ 0,002773
S
b (c.p. 2)
÷ 0,001814

Substituindo em (7) resuIta em:

S
b (c.p. 1) - b (c.p. 2)
÷ 0,003314 (8)

Portanto, substituindo em (6):

t* ÷ 3,3385 - 3,1393 ÷ 0,1992 ÷ 60,1154 (9)
0,003314 0,003314

Visto que o t* é maior que o t (critico), a um niveI de signiIicância de 0,01, rejeita-se a hipotese nuIa (Ho) e aceita-
se a hipotese aIternativa (H1), ou seja, o coeIiciente anguIar do copo-de-prova 1 (5.884 N) Ioi maior do que o
coeIiciente anguIar do corpo-de-prova 2 (3.923 N) não devido a causas aIeatorias. Portanto, existe uma diIerença
comprovada estatisticamente no coeIiciente de regressão, não devido a Iatores aIeatorios mas causais: a diIerença de
carregamento entre os dois corpos-de-prova.

5. Conclusões

VeriIicou-se estatisticamente que ha uma correIação Iinear entre as variaveis anaIisadas. A partir desta
conIirmação, concIui-se que é possiveI prever o comprimento de uma pré-trinca de Iadiga na preparação de corpos-de-
prova que serão submetidos a ensaios de K
IC
e/ou CTOD, através de graIicos de controIe, tomando-se como parâmetro o
vaIor da IIecha maxima atingida peIo corpo-de-prova durante o carregamento.
VaIe ressaItar que para cada materiaI ou condições diIerentes de ensaio deve-se eIaborar graIicos especiIicos. Este
Iato Ioi conIirmado através da diIerença no coeIiciente de regressão Iinear causado peIo aumento da magnitude do
carregamento do corpo-de-prova 1 (5.884 N) em reIação ao corpo-de-prova 2 (3.923 N).
Espera-se que este trabaIho contribua com as pesquisas que buscam praticas Iaboratoriais mais simpIes e de menor
custo tanto para pesquisadores como para os técnicos de Iaboratorios de controIe de quaIidade da industria siderurgica e
metaI-mecânica.

Proceedings of COBEM 2001, Fracture Mechanics and Structural Integrity, Vol. 12, 306
6. Referências

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BROEK, David. The Practical Use of Fracture Mechanics. KIuwer Academic PubIishers. Dordrecht, NetherIands,
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WERKEMA, Maria Cristina C.; AGUIAR, SiIvio. Analise ae Regressão. como entenaer o relacionamento entre as
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DETERMINATION OF FATIGUE CRACK SIZE FOR STANDARD SPECIMENS OF K
IC
/CTOD TESTS
APPLYING CONTROL CHARTS

Helder Pontes Régis
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This article examines the viability of aetermining the fatigue crack si:e auring the propagation of this cracks for three-point bena
specimens for K
IC
ana/or CTOD tests applying control charts. Given the fact that at the linear elastic :one, a linear correlation is
expectea between the crack si:e ana the maximum stroke of the machine piston, this correlation was analy:ea auring the fatigue
crack growth in two CTOD specimens. If control charts can be built, the crack si:e can be monitorea auring the growth using as
parameter only the stroke aisplacement showea by the test machine. In the present stuay, the influence of the loaaing magnituae over
the correlation `maximum stroke` x `crack si:e` was analy:ea either. The API 5LX70 steel was appliea to built three-point bena
specimens accoraing to ASTM E399-90 stanaara. Through multiple regression, eviaence was founa that supports the use of control
charts to approximately preaict the fatigue crack si:e for stanaara tests.

CTOD, K
IC
, Eatigue, Crack Size, Crack growth.