UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA - UFSM CENTRO DE ENSINO SUPERIOR NORTE - CESNORS CURSO: ENGENHARIA AMBIENTAL

PÊNDULO SIMPLES

RELATÓRIO DA DISCIPLINA DE LABORATÓRIO DE FÍSICA

HENRIQUE FACCENDA

2 FREDERICO WESTPHALEM OUTUBRO DE 2011 .

....................................15 ANEXOS................11 CONCLUSÃO..................................................................................................................................................................................................................14 REFERÊNCIAS.......................................3 3 METODOLOGIA........................................................................9 4 RESULTADOS ...........................................................................................................................16 1 INTRODUÇÃO .....................................................3 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO.................................................

4 O presente relatório aborda o experimento onde há um pêndulo simples. ininterruptamente e se desprezando a resistência do ar. bem como suas grandezas físicas. o corpo oscila em torno desta posição. e o que influencia no movimento. O movimento existente caracteriza-se como Movimento Harmônico Simples. quando afastado de sua posição de equilíbrio e abandonado. Atuam sobre o corpo a tensão provocada no fio e seu próprio peso. preso a um fio inextensível e de peso desprezível. . que consiste num objeto que oscila em torno de um ponto fixo. O objetivo do experimento foi o de descrever o movimento do pêndulo. período e frequência.

tanto para a esquerda quanto para a direita do ponto de equilíbrio x0. apresenta sempre a mesma velocidade. Veja a relação entre a posição e as velocidades na figura: (Figura 1) O movimento de um pêndulo simples é periódico. no movimento periódico. se repete em intervalos de tempo iguais é chamado de periódico. 2009). A amplitude xm é dada pelo deslocamento máximo. ou seja. Mais precisamente. aceleração e ângulo θ. ou movimento harmônico simples. repetitivamente. O período ( ) é dado pelo tempo que o objeto leva para ir e voltar da origem. oscilando de um ponto a outro. pois o mesmo move-se para um lado e para o outro da origem. num “vaivém”. E o intervalo de tempo para que ele se encontre duas vezes nessa posição também é sempre o mesmo. A frequência ( ) é o inverso do período. Todo movimento que oscila. Um movimento periódico é um MHS. ou seja. dentro de um eixo x (HALLIDAY. o móvel ao ocupar sucessivamente a mesma posição na trajetória. é o tempo de uma oscilação completa.5 2 REFERENCIAL TEÓRICO Um pêndulo simples consiste em um objeto ligado por um fio a um ponto fixo. relacionada na equação abaixo: (Equação 1) . poderíamos dizer que.

6 Ou seja. a amplitude (de xm até x0). ou seja. pelo tempo. que ignifica ciclos por segundo. e que a sua derivada segunda em relação ao tempo. Também dada pela equação: (Equação 2) Equação que também pode fornecer a velocidade e a aceleração do movimento. A grandeza da frequência no SI é dada por hertz (Hz). Se traçarmos um gráfico do deslocamento pelo tempo em relação à amplitude. é a quantidade de oscilações em uma unidade de tempo. Mostrado nas equações a seguir: . teremos o comportamento dado na figura a seguir: (Figura 2) Onde o eixo x representa a posição. que no caso é igual a 1 (um). dado que sua derivada primeira em relação ao tempo representaria a velocidade. em segundos. a sua aceleração.

7 (Equação 3) (Equação 4) Conhecendo–se a equação da aceleração. para que ela adquira essa aceleração. que diz que a força para que ocorra o movimento em uma mola é proporcional ao deslocamento e a sua constante elástica k. Temos as seguintes deduções: (Equação 6) Concluindo que: (Equação 7) Retomando as palavras de David Halliday: “O movimento harmônico simples é o movimento executado por uma partícula sujeita a uma força proporcional ao deslocamento da partícula e de sinal oposto. ou partícula. Fazemos então a seguinte relação na equação 5: (Equação 5) Então lembramos da expressão matemática de Hooke. podemos usar a segunda lei de Newton para descobrir qual é a força que deve agir sobre o objeto.” Isolando a frequência angular w: (Equação 8) .

tendo em consideração a segunda lei de Newton e a aceleração seja a da gravidade.8 Sabendo-se que a frequência angular (w) representa o numero de oscilações por unidade de tempo. assim como a frequência (f). temos: (Equação 11) . e que x seja igual a L (distância do objeto à haste de sustentação). no SI. porém em unidades de radianos por segundo. Portanto se formula a seguinte equação: (Equação 9) Analisando as equações 8 e 9 temos o seguinte rearranjo matemático: (Equação 10) Substituindo a variável da constante elástica k por isolamento da equação 6.

Cronometrou-se o intervalo de tempo que o pêndulo leva para realizar 10 oscilações. 15 cm.1 Isocronismo para pequenas oscilações do pêndulo Após montado o equipamento e nivelado.  Régua. atribuído para o caso. ajusta-se o comprimento do fio preso à haste para o valor de 30 cm.2 Lei das massas Com o objeto de menor massa m deslocou-se o pêndulo na amplitude de 5 cm.1 Materiais e Equipamentos  Sistema de sustentação principal com tripé e haste. e 25 cm. . 3. o período do movimento (tempo para uma oscilação). Com o auxílio da régua. tirando a média. 20 cm. Calcula-se o período e a frequência do movimento para ambos os casos e verificam-se as mudanças de período. Na outra extremidade do fio se põe o peso de massa m.  Dois pesos com massas diferentes (m e M) e de mesmo volume. 3. desloca-se 10 cm o peso (já caracterizado como pêndulo) de sua posição de equilíbrio. Anotam-se os resultados e faz-se as observações necessárias.9 3 METODOLOGIA 3.2.  Fio com variação de comprimento e engate para a haste e para objeto.2 Procedimentos 3.2. Calcula-se então. Repete-se o experimento para as amplitudes de 5 cm. Constrói-se o gráfico do período x amplitude e frequência x amplitude e verificam-se possíveis relações de grandezas físicas. previamente de fio com comprimento qualquer fixo (no caso 30 cm).  Cronômetro. e posteriormente sua frequência. Logo após repetir para o peso de massa M.

Verifica-se como se comporta o período com a variação de comprimento . com a massa m. Faz-se o gráfico do período x comprimento do pêndulo. calculam-se o período e a frequência do movimento e relacionam-se essas grandezas à grandeza de comprimento. 50 cm. 26 cm.10 3. 32 cm. 17 cm.2.3 Lei dos comprimentos Mudando o comprimento do pêndulo para as seguintes variações: 10 cm.

Tabela 1: Resultados do procedimento experimental de isocronismo Amplitude (cm) 5 10 15 20 25 Tempo de 5 oscilações (s) 5.920 Percebe-se que não ocorre uma mudança significativa dos valores obtidos para período.1 Isocronismo Realizadas os procedimentos de medição.14 5.19 5.11 4 RESULTADOS 4.972 0.967 0. Utilizou-se a equação 1 para obter os resultados da frequência. ou seja.034 1. não ocorre uma relação direta de período e frequência com a amplitude.43 Período (s) 1.032 1. e no anexo feito em laboratório durante o experimento.086 Frequência (Hz) 0. visto que o período é a simples distribuição das oscilações pelo tempo (ou o tempo de uma oscilação completa).16 5.038 1. anotaram-se os seguintes resultados demonstrados na tabela 1. mesmo com o aumento de até cinco vezes da amplitude.17 5.028 1. Figura 3: Gráfico Período x Amplitude Figura 4: Gráfico Frequência x Amplitude .963 0. como conferida nas figuras 3 e 4 abaixo.969 0.

não ocorreu nenhuma alteração de mesma ordem no período e frequência do Pêndulo. fez-se a medição das grandezas físicas em destaque para cada uma delas.2 Lei das massas Com a utilização de duas massas de diferentes pesos. . mesmo com a mudança significativa no valor da massa do sistema.9 0.12 Percebe-se claramente nos gráficos acima que a linha de tendência do período e da frequência tem características constantes. Obteve-se os seguintes resultados para período e frequência: Tabela 2: Resultados do procedimento experimental de massas Massa m M Tempo de 5 oscilações (s) 5. ou seja. 4. não variam com pequenas amplitudes.13 Frequência (Hz) 0.88 Somente a tabela anterior já basta para realizarmos uma breve análise.65 Período (s) 1. acopladas separadamente ao sistema previamente descrito.108 1. Se observarmos que.54 5.

14 0. e no anexo.42 Frequência (Hz) 1.88 1.13 4.3 Lei dos comprimentos Por fim realizou-se a experiência com a alteração do comprimento L (ou x).15 Período médio (s) 0.80 10. Para as mudanças nessa grandeza observaram-se os seguintes comportamentos melhor explorados na tabela abaixo: Tabela 3: Resultados do procedimento experimental de comprimentos Comprimento (cm) 10 17 26 32 50 Tempo de 10 oscilações (s) 6.45 1. Figura 5: Gráfico Período x Comprimento L .54 14.16 1.87 0.69 0.71 Visualizamos facilmente que ocorreu uma significativa mudança no comportamento das grandezas.27 11. aumentou juntamente o período e diminuíram os valores para frequência.97 0.03 1. relação linear que pode ser mais bem explanada na figura 5 a seguir. No decorrer do aumento de comprimento no pêndulo.92 8.

7 Analisando a projeção de resultados oferecidos pela equação 11 mostrados pela tabela 4. Tabela 4: Resultados em função da equação 11 Comprimento (m) 0.21 0. podemos observar que os valores esperados coincidem com os valores obtidos na prática.17 0. A tabela 4 dá alguns resultados esperados se utilizando da equação 11.98 0.83 1.88 0.32 0.10 0. ou finalmente confirmar a validade da equação 11.42 Frequência (Hz) 1.8 m/s. Podemos concluir que essa relação é facilmente descrita em uma função linear a linha de tendência. utilizando para gravidade o valor de 9.I.14 1.50 Período (s) 0.26 0. que descreve o período em função apenas do comprimento e da aceleração da gravidade. utilizando os valores das grandezas convertidas para o S.02 1. considerando uma margem para erros. CONCLUSÃO .63 0.59 1.14 O gráfico acima demonstra a relação existente entre o período e o comprimento do sistema de pêndulo simples.

a análise teórica dos resultados obtidos e a comparação com as observações práticas. e diminuição da frequência. apenas as mudanças no comprimento tiveram interferência em outras grandezas do MHS. descrita nos demais materiais estudados. REFERÊNCIAS .15 Com a realização do experimento em aula prática. portanto que seja para pequenas amplitudes. como o período e a frequência. não influenciando no seu movimento. Podemos concluir também que todo o aumento de comprimento acarreta num aumento também do período. Descarta-se então que alterações na massa e na amplitude do sistema possam estar ligadas a mudanças no comportamento do pêndulo. após três grandezas estudadas para a verificação do comportamento do pêndulo simples e do movimento harmônico simples. podemos concluir que. Destaca-se também a comprovação da validade da equação 11.

ed. 2009. 2 v.16 HALLIDAY. Fundamentos de Física. 8. ed. TIPLER. 1994. 3. Rio de Janeiro: Abdr. Física para cientistas e engenheiros. David. Rio de Janeiro: Ltc. Paul Allen. ANEXOS . 2 v.