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Texto de Grupo (50X70) Quem pensa que as HQs são apenas para diversão está enganado, HQ também é coisa

séria, abordando questões sociais, fazendo críticas aos governos, disseminando ideologias. Isso mesmo, os nossos tão queridos quadrinhos falam e muito de POLÍTICA. Os quadrinhos também se utilizam da fama de seus personagens para vender produtos e fazer merchandising, desde o surgimento do primeiro personagem o “Yellow Kid”. Já no período das guerras, assim como na Alemanha nazista e instauração dos EUA, os personagens das HQs foram utilizados como instrumentos de influência, persuasão e ampla divulgação, através de suas roupas e suas falas. Nas ditaduras militares latino-americanas os personagens driblaram a censura e levaram ao povo a realidade que os países estavam sofrendo. Até a História da Arte, através da Pop Art, inseriu esse mundo das comics nas suas obras, como Roy Lichteinstein.

Texto 1 (Capitão América, Maus e simbolos ideológicos) (40 X 60) Analisando as HQs podemos perceber que os cartunistas representaram, através dos personagens, os sentimentos comuns à sociedade em que vivem. Em momentos de crises e guerras, entraram em cena com intuito de elevar a auto-estima da população. Os quadrinhos, nas fases mais críticas, abordavam as situações de desordem política, social ou econômica. Um exemplo é a primeira revista do Capitão América criada em 1941 pelos cartunistas Joe Simon e Jack Kirby, em plena Segunda Guerra Mundial fica clara a ideologia Estado Unidense, onde o vilão é um nazista que deve ser combatido pelo herói que vem salvar os indivíduos oprimidos e mal-tratados. Em 1986 o estadunidense Art Spiegelman narra a luta de seu pai, um judeupolonês, para sobreviver ao Holocausto. Através do quadrinho Maus (rato, em alemão), uma tirada irônica em relação às imagens propagandistas do nazismo, que mostravam os judeus como ratos e os poloneses como porcos.

E essa formação da figura do herói contribui para a formação psíquica dos leitores e influencia no desenvolvimento das sociedades. E o segundo foi amplamente divulgado em revista de quadrinhos. seriados. com um largo sorriso no rosto e usava uma camisola amarela muito diferente dos personagens criados no final da década de 30 e início da década de 40 que tinha todo um padrão de super-herói com super poderes. maior o vilão.Texto 2 (Super Homem X Yellow Kid) ( 40 X 40) O primeiro “proto-comic-book” conhecido nos EUA foi o Yellow Kid ou “menino amarelo” que apareceu pela primeira vez na revista Truth. diferente do Yellow Kid que vivia nas ruelas de um gueto ao redor de outras crianças igualmente estranhas. E o herói era definido pelo vilão que enfrentava. sem nenhum fator que o tornasse especial aos demais. ambos foram utilizados na sociedade de consumo dos Norte Americanos. Quanto maior o herói. pois o primeiro foi utilizado em uma maneira de fazer merchandizing em botões. E esse público se identifica com esse herói por ele ter habilidades físicas ou mentas sobre-humanas. . Tanto que a maioria dessas HQs foram proibidas de circular nos países do Eixo. cigarros. O personagem do Super Homem teve sua primeira aparição na Revista Action Comics #1 e seus criadores foram Jerry Siegel e Jer Schuster. Texto 3 (Herói X Vilão e Heroína X Vilã) (40 X40) A dicotomia entre o bem e mal tão observadas nas décadas de 40 e 50 refletiram diretamente nas HQs criando a relação de Vilão(a) X Herói(a) desses personagens. Esses vilões muitas vezes eram representados por comunistas ou nazistas que “ameaçavam” o estilo de vida americano e dos seus aliados. realizando feitos inalcançáveis para uma pessoa normal e com as cores da bandeira dos EUA estampadas nos seus uniformes como o Super Homem. desdentada. O que os dois personagens tem em comum são suas vinculações de mensagens diantes da sociedade mesmo que com funções diferentes. filmes. além das suas ações para proteger os cidadãos de um região contra as forças do mal. entre outras coisas. bolacha e muitos outros produtos. entre 1984 e 1985 criado pelo cartunista Richard Felton Outcault. ou seja. Era uma criança calva.

Como tantos outros representantes da pop-art. que através dos seus personagens até hoje conhecidos Graúna. cartunista. Sofrendo forte censura e repressão é neste quadro que as HQs ganham força e com um caráter de crítica e vão dar voz ao povo. Bode Francisco Orelana e Capitão Zeferino. que pretendia oferecer uma reflexão sobre a linguagem e as formas artísticas. e o Henfil. Fradinhos.Texto 4 Lichenstein (40X 60) A Art Pop foi trazida para o mundo das histórias em quadrinhos por Roy Lichtenstein. Texto 5 Ditaduras latino americanas (Mafada. menina de seis anos de idade “engajada”. Fazendo uma verdadeira revolução estética na História da Arte. entre vários outros assuntos da sociedade e essa personagem preocupa-se em ser o porta voz dos leitores sobre essa percepção do momento vivido pela sociedade. Lichteinstein retratou o mundo liderado pelos grandes vencedores da Segunda Guerra que. utilizou-se de cores brilhantes. as armas nucleares. a partir da globalização convencia os países endividados do Terceiro Mundo que o paraíso do consumo alcançaria todos os habitantes do globo. Extraindo do capitalismo as imagens marcantes e facilmente identificáveis. não-intelectual e popular. Na Argentina nessa mesma época surge Mafalda. as guerras. a injustiça critica o governo. pasquim e Henfil) (40X60) Em meados da década de 60 países da América Latina passam por ditaduras militares. com personalidade crítica que combate o racismo. No Brasil as HQS que traduziam a insatisfação do povo foram: o Pasquim. criticando a cultura de massa e o consumismo. retratou a arte comercial. planas e limitadas. levava a população uma crítica sobre esse momento. jornal que utilizou de tiras como instrumentos de combate à censura maneira humorada. . delineadas por um traço negro que contribuíam para o intenso impacto visual.