Utopia – informações a respeito da obra

Esta obra do sec. XVI, esta dividida em dois livros. No primeiro comenta-se a sociedade da época com toda a sua corrupção e sede de poder onde todos os meios justificam os fins, critica-se o comportamento dos governantes e a falta de humanismo para com o povo. No segundo livro somos transportados para um país que se construiu a ele mesmo, cujas normas são centradas no bem estar do seu povo. Em Utopia todas as pessoas tem os mesmos direitos e deveres, não existe dinheiro embora o pais seja muito rico, as pessoas trabalham para o bem geral, numa temporada trabalham na cidade noutra trabalham no campo. Se tiverem inclinação para uma profissão são livres de a exercer o tempo que o desejarem. O ouro e as pedras preciosas existentes no país são entregues ás crianças em forma de brinquedos, só assim afasta-se a possibilidade de ganância entre os adultos ( ninguém saudável deseja roubar um brinquedo a uma criança). Embora pareça uma sociedade perfeita em Utopia há escravos, os criminosos doutros paises são enviados para Utopia. Estes fazem o trabalho mais sujo, trabalham em matadouros, morgues , saneamento etc., mesmo tendo a condição de escravos estas pessoas têm um tratamento melhor do que muitas pessoas livres no resto do mundo. Os utopianos que sejam apanhados um crime são expulsos do país e perdem a oportunidade de voltar, pois quem nasce e é educado para pensar no bem geral e mesmo assim comete crimes merece um castigo maior, o resto do mundo era demasiado perigoso e desumano. Utopia é um bom exemplo de gerência de uma comunidade , uma obra de referência , sempre actual visto que muitos dos problemas relatados no primeiro livro ainda estão por resolver. Esta obra surge como uma obra pioneira em várias correntes de pensamento que nos seculos seguintes, como o comunismo.

More quer dizer que a guerra na época era superior a qualquer outra coisa. As virtudes de um príncipe eram baseadas na guerra, e não na razão, na justiça ou na fé.A pena de morte aplicada na época, mesmo sendo cruel e desumana, não bastava para impedir os roubos. Desse modo, percebe-se que mesmo sendo tão cruel, não era o bastante para impedir o roubo. O problema é que, o que seria pior que a morte? Desse modo, o roubo se torna um problema insolucionável através do castigo. No entanto é oferecida a idéia de que o roubo deve ser tratado a partir das raízes, ou seja, impedir o roubo dando condições para que não exista o roubo.O fato de reservar áreas para a criação de ovelhas, impede o uso dessa terra para a agricultura, o que causa a diminuição de obtenção de alimentos para a sociedade. Desse modo, os alimentos são distribuídos, mas acaba faltando. Como os alimentos são dados primeiro à nobreza, e depois ao povo, este último recorre ao roubo para se sustentar. Assim, um modo de reduzir o roubo seria fornecer mais alimentos. Porém, para isso, seria necessário diminuir a produção de lã, utilizada para exportação. Como os nobres se interessam mais pelo dinheiro, recusam esse ato. Assim o problema do roubo não pode ser solucionado.Ao criticar os governadores, More está depreciando e os chamando de incapazes. More critica principalmente os governadores e seus métodos, e critica mais ainda ao mostrar uma república perfeita, que utiliza métodos inteiramente diferentes dos utilizados na época.More critica que os pensamentos de Cristo diziam que a não deveria existir a propriedade privada, e sim a propriedade comum. A crítica de More é a de que os “hábeis cléricos vergaram” o Evangelho para se adequar aos costumes de hoje. Assim, o Evangelho perde seu significado inicial. More desse modo critica a Igreja dizendo que ela manipula os ditos de Cristo, afirmação que contribuiu para a perda de sua vida.More tenta conciliar filosofia e religião dizendo que após a morte, há a recompensa pelas boas ações e castigo pelas más. Ele mostra vários conceitos de religião. No final da página, mostra que os utopianos aceitam isso pois é o que lhes traz felicidade, e que se alguém recusa a idéia, só pode estar louco por não querer a felicidade.

Na segunda parte.More diz que “viver segundo a natureza” é viver utilizando a razão como base de pensamento. e a ilha não poderia ser auto-suficiente. têm uma “religião” aceita através da razão. No entanto os ofícios e cargo seriam adaptados para as necessidades atuais. oferecendo-nos. não seria mais tão fácil de criar ou ser inventada atualmente. . A pena mais severa que puderam achar foi a escravatura. o luxo e a injustiça dos nobres e dos monges. o autor apresenta e critica o quadro sociopolítico da Inglaterra e dos outros estados europeus de então. A filosofia antiga era basicamente utilizar-se da razão para entender as coisas ao seu redor. pois com os novos costumes da humanidade. e uma das obras primas do Renascimento. Os sacerdotes toleram as outras religiões. os sacerdotes acharam uma religião. ainda hoje (e sobretudo hoje?) de profunda e palpitante actualidade. leis e talvez a divisão hierárquica da população. Percebe-se assim a relação direta entre a filosofia antiga e o que More diz sobre viver segundo a natureza.Os utopianos tratam seus compatriotas escravos mais severamente pois dizem que foram ensinados com as mais limpas virtudes desde criança e que acham impossível alguém quebrálas. Thomas More preferiu imaginar concretizada numa terra longínqua a organização ideal da sociedade. por estar rodeada pelo capitalismo. Percebe-se que é uma alternativa à pena de morte que provou ser insuficiente na Inglaterra. deste modo. e desprezam as outras. adaptada para hoje não teria muitas diferenças quanto à religião. e nenhuma é proibida. pois foi um modo que descobriram de punir os ladrões. veberando o despotismo das monarquias. Na primeira parte deste livro. a venalidade dos altos funcionários. em vez de propor dogmaticamente as reformas que considerava necessárias. no entanto acabam convertendo outros utopianos. No entanto. ou censurada. Porém. Sem serem forçados. Uma ilha Utopia. Ao quebrá-las percebem que este que as quebrou deve ser severamente punido. ao não ser auto-suficiente. uma descrição magnífica do que poderíamos chamar o estado socialista e democrático perfeito.Todos em Utopia têm suas religiões.Desse modo. Utopia é um romance politico-social universalmente célebre. teriam que recorrer a partes do capitalismo. o servilismo dos cortesãos.A ilha de Utopia. alguns utopianos aderem à essa nova religião. seria difícil encontrar um método de conciliar os diferentes pensamentos. por não as proibirem.

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