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Protocolo de Roteamento Dinâmico

RIP, OSPF e BGP
Davi Franco Rego
Engenharia Industrial Elétrica Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia da Bahia (IFBA) Salvador, Brasil davifr@gmail.com

Heider do Sacramento de Sousa
Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia da Bahia (IFBA) Salvador, Brasil sassou12@gmail.com

Vanessa Malvar Sanatana
Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia da Bahia (IFBA) Salvador, Brasil van.malvar@gmail.com

Abstract— Segundo Tanenbaum, no roteamento estático as tabelas de roteamento não se ajustam automaticamente as alterações da rede. Diferentemente, o roteamento dinâmico, permite que, uma vez configurada a tabela de roteamento nos roteadores, os mesmos serão capazes de identificar as rotas e atualizá-las automaticamente através dos protocolos de roteamento. Este trabalho tem como finalidade explorar os mecanismos dos principais protocolos de roteamento (RIP, OSPF e BGP) assim como entender a evolução dos mesmos. Keywords: protocolo; roteamento; evolução, mecanismos

o entendimento do funcionamento destes protocolos, como por exemplo, o conceito de AS (Autonomous System ou Sistema Autônomo). II. DESENVOLVIMENTO A idéia de roteamento interno e externo depende do conceito de um AS. AS é um conjunto de roteadores controlados por uma única administração técnica como conceituado pela norma (RFC 1930). Um AS não possui limites físicos definidos podendo ser geograficamente distribuída, possui, entretanto, políticas de roteamento interno comum em todo o seu domínio. Um AS tem a responsabilidade de definir suas rotas internas, seus protocolos, ligações e esquemas. Tem também a responsabilidade de comunicar aos outros ASs vizinhos as suas rotas para suas redes internas invisíveis. Um AS possui um prefixo de endereço IP (uma faixa de IPs) atribuído pela IANA (Internet Assigned Numbers Authority) que é a entidade internacional responsável por distribuir os endereços IP no mundo. Os protocolos de roteamento são separados entre internos e externos com relação aos ASs. Um protocolo de roteamento é definido como interno se este é utilizado dentro de um AS e externo quando utilizado para conectar os ASs. Nas seções a seguir, serão abordados os protocolos de roteamento interno RIP e OSPF e o protocolo de roteamento externo BGP. III. RIP

I.

INTRODUÇÃO

A necessidade do roteamento dinâmico surgiu com o crescimento das redes. Com o aumento do número de terminais, rapidamente tornou-se impraticável fazer-se a manutenção das tabelas de roteamento dos roteadores de forma manual. Para uma rede muito grande, a adição de uma rota poderia implicar na alteração das tabelas de roteamento de muitos roteadores. No caso de uma falha em algum enlace, a conexão entre estes dois pontos só seria reestabelecida através de intervenção humana. Todos esses motivos levam à necessidade da utilização de protocolos de roteamento dinâmico. O roteamento estático, entretanto ainda é usado em casos específicos, principalmente onde não ocorrem alterações constantes na topologia, mas quase todo o fluxo de dados da internet é roteado por protocolos autônomos. Rotas estáticas também são adicionadas por questões políticas. Este trabalho visa explicar como funcionam os principais protocolos de roteamento dinâmico internos, o RIP e o OSPF, e externo BGP. Também serão abordados os conceitos necessários para

RIP (Routing Information Protocol)

temporizadores. então as tabelas ficariam assim: O problema aconteceria nas próximas atualizações das tabelas pois. lembrando que uma rota também é considerada inválida quando ela tem um número de saltos maior que 15. Essas tabelas são atualizadas a partir do envio e recebimento das suas tabelas completas para os roteadores vizinhos. A convergência é lenta devida o tempo de atualização das tabelas. Histórico O protocolo RIP foi criado inicialmente para a arquitetura Xerox Network Systems (XNS). o que poderia causar um congestionamento da rede muito grande entre esses roteadores que ficariam jogando de um para o outro. o RIP se utiliza dessa métrica para calcular a melhor rota possível para cada rede. porém esse valor se refere a ele próprio. etc. então as tabelas abaixo representariam as tabelas de rota desses roteadores. levaria cerca de 8 minutos para essa rota ser descarta. guardando apenas o melhor caminho para as redes. porém isso deve ocorrer antes que o garbage collector remova a rota. supomos que existam dois roteadores interligados Router A e Router B. esse é o tempo máximo que os roteadores podem ficar sem receber informação nenhuma sobre uma rota para uma determinada rede antes de considerá-la inválida.9. As desvantagens estão no limite de saltos (15) utilizados por seu padrão o que o impossibilita de ser utilizado por redes maiores. Funcionamento A tabela de roteamento deste protocolo contém informações como: máscara de sub-rede. vamos supor que a mensagem de notificação foi perdida. Os problemas de estabilidade estariam relacionados aos defeitos do protocolo na sua primeira versão. ou seja. inicia-se um novo temporizador. ou seja. esse tempo um tempo cronometrado para agir. ele teria um linha na tabela para a rede X passando pelo Router B com custo 2. ele registra em sua tabela. a valor default para um hop é de um. ele adicionaria essa linha na sua tabela e adicionaria ao custo o incremento de 1. como por exemplo. Digamos que o enlace da rede X com o Router A ficasse por algum motivo inativo. considerando que essas atualizações ocorrem a cada 30s. porém a versão atual envia mensagens multicast com o endereço de IP padrão 224. o RIP (v2) foi definida pelo RFC 2453. O RIP se utiliza mais dois temporizadores. nessa métrica para cada roteador/gateway que o pacote passa da sua origem até a sua chegada é contado um hop.0. A primeira versão do RIP foi definida pelo RFC 1058 no ano de 1988 e a atual versão. o fator de não suportar rotas alternativas e problemas com a estabilidade e convergência da tabela de rotas. C. o count to infinity que seria gerado por um problema na atualização das tabelas entre roteadores. ou assim que for percebida pelo roteador alguma alteração no seu enlace o roteador propaga essas alterações pela rede. ele só altera a sua tabela de roteamento se o custo para alcançar a rede for menor do que o atual. porém esse valor pode ser alterado pelo administrador da rede. para manter o funcionamento do protocolo e estes estão associados a cada rota da tabela: o timeout e o garbage collector. já que ele é perfeito para pequenas redes. O Router A está ligado a rede X. o que tem o menor número de saltos. Vantagens e Desvantagens As principais vantagens desse protocolo estão na simplicidade na configuração dos roteadores e na baixa utilização de banda. diferentemente do garbage do java. O RIP não mantém na sua tabela de roteamento rotas alternativas para as redes. menor a utilização de banda para a atualização nas tabelas. e com um menor número de roteadores na rede. A métrica utilizada por este protocolo é o Contador de Hops (Saltos).0. B. o Router A ao receber a informação de que o Router B tem uma rota para rede X. na primeira versão esse envio era feito através de broadcast. se não houver nenhuma entrada em sua tabela para aquela rede. todos os pacotes que fossem direcionados a rede X. Após uma rota ser considerada inválida. ou seja. além desse de 30s para o envio completo das tabelas. a rota. geralmente 120s. o que tornaria a rota inatingível e finalmente seria descartada de ambas as tabelas. então o Router A enviaria excluiria a rota para a rede X e notificaria os outros roteadores. e isso ocorreria progressivamente até o custo atingir o valor de 16.A. por sua vez quando o Router B recebesse essa nova tabela do Router A ele atualizaria a sua rota para rede X incrementando mais um ao custo dessa rota sem perceber que ela não existe mais. é mantida na tabela para que os outros roteadores saibam que esta rota é inválida. o tempo que todas as tabelas demorariam a se atualizar caso houvesse uma mudança na topologia da rede. mas para ilustrar o problema de count to infinity. apesar de inválida. esses envios são feitos a cada 30 segundos. . o garbage collector. caso já exista um entrada para aquela rede. o Router B está ligado a rede Y. Após o recebimento de uma tabela de roteamento de um de seus vizinhos o roteador adiciona (+1) nos custos de cada rede através daquele roteador e compara as entradas. O timeout geralmente é configurado para 180s.

esse problema de estabilidade foi corrigido pela versão atual do RIP através da utilização dos algoritmos Split horizon. não permitindo a definição de área OSPF Não possui limite no número de hops. Considerar o tipo de serviço utilizado. Open Shortest Path First D. Periódica. o protocolo OSPF tinha como principais requisitos iniciais: • • • • Desenvolver um algoritmo amplamente divulgado na literatura específica da área para contribuição e facilidade no acesso Considerar a distância física e o delay. Estrutura O OSPF divide o conjunto de redes em áreas para diminuir os efeitos do crescimento da tabela de enlace. melhorando a quantidade de tempo durante os cálculos e a escalabilidade. A região do backbone deve estar localizada no centro para que todas as áreas tenham fácil acesso a essa região. e se ele for combinado com os algoritmos anteriormente citados otimizaria ainda mais esse tempo de convergência. Cada roteador. sem ter que esperar os 30s para enviar suas modificações. Consideramos que a interface do roteador é o enlace (o link). as rotas que esse mesmo roteador o passou seria enviadas com um custo de 16 tornando essa rota inatingível por aquele roteador e. ele é usado para calcular o menor caminho entre 2 dispositivos. O OSPF é um protocolo do tipo link-state. ou em casos de alteração na topologia da rede. F. na qual todas as informações de todos os estados de enlace conectados e armazenam no banco de dados do estado de enlace. Broadcasts Propagação/ Tráfego de informações Instantânea. de forma que se adaptem rapidamente as alterações da topologia. pois os roteadores do RIP temporizam o garbage collection. pois além de sua popularidade. Split horizon with poison reverse e Triggered updates. Para cada roteador OSPF existem tabelas de estado de enlace correspondentes às áreas a eles vinculadas através da área de backbone. porém ao atualizar um roteador. Somente a número de hops. gera um anúncio de estado de enlace. ele continua atualizando normalmente todos os roteadores. IV. e o relacionamento da interface com os vizinhos se constitui no estado de enlace. representa uma linha de comunicação. Grande consumo na largura de banda. Sua padronização ocorreu no ano de 1990 e pode ser encontrada na RFC 1131. sobre as rotas passadas que eles mesmos. Motivação O protocolo OSPF é o principal protocolo de Gateway Interior. também chamado de algoritmo de Dijkstra (nome do autor). deve-se configurar um enlace virtual. no Triggered updates para evitar ou diminuir o count to infinity ele permite que os roteadores possam emitir suas atualizações de rota a qualquer instante. Convergência lenta. com o intuito de substituir o protocolo de vetor-distância (RIP) por um protocolo do tipo link-state para redes IP. isso quer dizer que as rotas são baseadas nas interfaces dos roteadores e nos relacionamentos com os seus vizinhos. Hierarquia O algoritmo do protocolo OSPF foi baseado no algoritmo SPF (Shortest Path First). Permite a divisão do domínio de roteamento em várias áreas (AS). e não atualizariam aqueles roteadores. E. No caso de uma nova área não poder se diretamente conectada ao backbone.Como foi dito anteriormente. por fim. ele resolve os principais problemas do roteamento feito pelo RIP. Balanceamento da carga por várias linhas. Não possui hierarquia (flat). O Split horizon registraria na tabela de rotas de que roteador ele recebeu aquela rota. já o Split horizon with poison. Periodicamente nas tabelas de roteamento completa. Considera o retardo dos enlaces e custos da rota. Desde então. Para atender melhor estes requisitos é necessário compreender as principais diferenças entre o protocolo RIP e o protocolo em questão: . O RIP já não atendia uma rede de grande porte e começou a apresentar limitações operacionais. apesar de também registrar de quem ele recebeu as rotas. Funcionamento dinâmico. OSPF Categorias Hops (saltos) Métricas RIP Suporta até 15 hops. ao ser inicializado. Histórico O protocolo de roteamento OSPF (Open Shortest Path First) foi desenvolvido pela comunidade internacional IETF (Internet Engeneering Task Force) no ano de 1979-1980. Só quando há alteração na tabela de roteamento. cada nó é um roteador e cada arco que interliga um par de nós. o que diminuiria em muito o tempo de convergência das rotas na rede.

na qual cada cópia do algoritmo de roteamento OSPF é rodada separadamente. ele tambem tem que entender a parte interior de uma AS e pode. por ventura. Link state request: Solicitar informações do parceiro. o surgimento ou a exclusão de uma nova rede. dentre outras informações que serão abordadas mais adiante.Existem 2 tipos de roteamento quanto ao particionamento das áreas: se. • • Database description: Anunciar quais são as atualizações do transmissor. Através do protocolo de inundação (flooding) os roteadores trocam informações entre si de forma que cada roteador receba uma atualização do estado de enlace. Link state update: Fornecer os custos do transmissor ao seu vizinho. O desafio que motivou à criação do BGP foi a necessidade de modificações estruturais no seu antecessor. e se a origem e o destino estiverem em áreas separadas chamamos de roteamento inter-área. e sim política. V. com a introdução de prioridades de rotas e limitações. Um roteador que se localize dentro de uma área é chamado de Internal Router. como por exemplo. para que a internet continuasse crescendo e funcionando. Os pacotes de estados de enlace podem ser dos tipos: • • • Hello: Descobrir quem são os vizinhos. O principal problema tratado foi a formação dos loops de roteamento. Link state ack: Confirma a atualização do estado de enlace. com outros sistemas que utilizem o BGP. o caminho mais curto é o caminho mais rápido. A principal função do BGP é trocar. através do algoritmo de Dijkstra. cada roteador completa a sua base de dados e faz o cálculo para verificar qual a árvore de trajetória mais curta para todos os destinos (Shortest Path Tree). BGP Border Gateway Protocol H. Outra vantagem que o BPG apresenta sobre seu antecessor é a possibilidade da utilização de políticas de roteamento definidas pelos AS. Os projetistas tinham que desenvolver um protocolo que tinha como o objetivo criar uma arquitetura de internet que não dependesse de um sistema centralizado. É importante resaltar que. O BPG utiliza uma série de artifícios para manter suas tabelas de roteamento tão compactas o quanto possível. Tinha-se também a intenção de incluir-se políticas de roteamento. O BPG tem como antecessor o EPG (Exterior Gateway Protocol). Após receber essa atualização o roteador armazena essas informações no seu banco de dados de estado de enlace e repassa a mesma para os demais roteadores. Caso haja alguma alteração na topologia. entende-se uma lista de quais as ASs alcançaveis e suas rotas. no roteamento. garantindo que roteadores que façam parte de uma mesma área tenham as mesmas tabelas de estado de enlace. Por informações de alcançabilidade. . ser usado internamente também. Ambos são protocolos criados para serem utilizados nos principais roteadores da internet. informações sobre alcançabilidade (reachability). Um conjunto de regras de ordem não técnica. O protocolo se baseia nos seguintes passos para definir suas rotas: • • • • • Descobrir os vizinhos e os seus endereços de rede Calcular o delay ou o custo para cada um dos vizinhos conectados Construir um pacote com todas as informações adquiridas Encaminhar o pacote para todos os roteadores Calcular o menor caminho para todos os roteadores O funcionamento do protocolo se dá isoladamente em cada área. já que se trata de redes grandes e/ou muito grandes. É desse processo que surge as tabelas de roteamento. Uma das tecnicas utilizadas pelo BGP é para o roteamento externo é o Classless Inter Domain Routing G. O BPG foi projetado a fim de tratar problemas do seu antecessor. que seria aproximar certos ASs entre si mais que outros. com responsabilidades distribuídas e independentes. isso não quer dizer que este caminho tenha o menor número de saltos ou de quilômetros. que são definidas pelos AS ditam como o roteamento deve ser procedido. e o que fica dentro da área de backbone chama-se Backbone Router. Após o compartilhamento entre os roteadores. A idéia era abandonar a estrutura hierárquica existente na época e criar uma nova. pacotes de estados de enlace serão enviado para que todos os roteadores atualizem as informações de suas tabelas e recalculem as melhores rotas. a origem e o destino estiverem em uma mesma área dizemos que o roteamento é intra-área. Funcionamento Com base nessa abordagem dinâmica do protocolo. apesar do BGP ser um protocolo que comunica ASs. Motivação O BGP (Border Gateway Protocol) é um protocolo de roteamento utilizado entre os sistemas autônomos (AS). Todas as áreas devem estar connectados ao backbone para que o mesmo possa realizar a distribuição de informação de roteamento entre as áreas.

Uma tabela completa BGP para novembro de 2011 possuía mais do que 370. A atualização das tabelas de rota. é feita de forma incremental. Funcionamento O BGP. O segundo fator importante é a identificação do AS. Permitiu tambem a continuação da expansão da internet por facilitar o roteamento elevar significativamente os custos com hardware (processamento e memória. A conexão entre as ASs forma um caminho e a coleção desses caminhos forma uma rota composta pelos ASN que devem ser percorridos até se chegar a um determinado AS de destino. No caso de estourado o tempo limite. exige-se uma topologia full mesh. que pode ser BGP ou o EGP. de um dado AS. como aumento do tempo de convergência. que substituem sua tabela completamente de tempos em tempos. O roteador mantém a versão da tabela que cada vizinho possui. dentre outros fatores. a sessão é finalizada e um novo pedido de abertura de sessão é enviado. de forma que este não precisa se preocupar se a informação enviada vai ser recebida ou não. iniciado no estado “Em Espera”. duas coisas importantes. passa-se para o estado “Ativo”. por questão de garantia e para avaliação de possíveis problemas. Esta técnica. O primeiro fluxo de dados é a tabela completa das rotas BGP. Todos os roteadores precisam estar pareados com todos os roteadores deste mesmo AS. No estado “Ativo” o roteador reinicia o timer de tentativa de conexão e retorna para o estado “Conectado”. Uma sessão BGP entre dois pontos é estabelecida seguindo as seguintes etapas: • • É feito o pedido de solicitação de abertura de sessão. que é composta pelos números identificadores dos ASs. Isso diminui significativamente o número de linhas da tabela de roteamento. Update e as mensagens de notificação. seguem as respostas e logo são negociados os parâmetros para esta sessão. que é uma coleção de prefixos de identificação de AS. TCP. Após a confirmação da resposta. porém introduz os seus próprios problemas. A comunicação entre ASs exige. I. A responsabilidade da confiabilidade na troca de informações entre os roteadores que utilizam o BGP é delegada ao TCP. quando vai inicializar todos os seus recursos. Apenas as linhas das rotas alteradas sofrem modificação. Existe uma solução técnica para o problema. sem contar com as rotas internas de sua AS. No estado “Estabelecido” os roteadores irão trocar mensagens de Keepalive. K. o chamado ASN (Autonomous System Number). A topologia em malha também é a mais cara de ser implementada. Para um dado roteador. Keepalive são enviados para manter a sessão aberta. que será atualizada a medida que as mudanças forem acontecendo. ao contrário do eBGP (external Border Gateway Protocol) que anuncia todas as rotas que conhece. a porta 179. retorna-se para o estado “Ativo”. diferente de muitos outros protocolos. além de complicações para a implementação física das conexões. A atualização da tabela completa acontece apenas ao se estabelecer a sessão entre dois enlaces. Ao entrar no estado “Conectado”. passa-se para o estado de “Estabelecido”. caso contrário. o que acaba consumindo muito do processamento e da memória dos roteadores. A máquina de estados do protocolo permite a visualização de como o protocolo age. Problemas enfrentados pelo BGP O maior problema enfrentado pelo BGP é de fato a estrutura da internet em si. o crescimento das tabelas de roteamento da internet. rejeitar todos os pedidos de conexão e tentará iniciar. Esse número é atribuido pelo IANA.000 prefixos. principalmente). constrói um gráfico dos ASs vizinhos. utilizando informação fornecida por estes. Isso pode se tornar um problema. o ASN.(CIDR). o protocolo faz o possível para não anunciar rotas. As partes de um endereço de IP são divididas em grupos separados. pois o número de seções abertas em um roteador será muito grande. ele mesmo. uma sessão com seus peers. que é a utilização de roteadores refletores de rota. Os roteadores apenas encaminham os pacotes que são destinados a estes IPs agrupados pela tecnica do CIDR. Quando verificado um erro na conexão. A utilização dos refletores muda um pouco a topologia em malha para uma topologia mista com níveis de hierarquia. BGP – Roteamento interno • • O BGP pode ser usado como protocolo interno. existe um número que os identifica. Para tal. Neste caso. as quais são responsáveis. entre roteadores de um mesmo AS. No iBGP (internal Border Gateway Protocol). depois de esperar a conclusão da conexão . Utiliza-se a para efetuar a conexão. há uma nova tentativa de conexão e o timer de reconexão começa a contar. roteamento não ótimo e oscilação nas rotas. Se não. passa-se para o estado “Abrir Enviado”. J. No estado “Abrir enviado” o roteador já enviou o pedido de abertura de sessão e está aguardando a resposta. O CIDR permite o agrupamento de IPs por um roteador. Uma linguagem em comum.

org/wiki/Sistema_aut%C3%B4nomo_(Internet) http://pt. entendemos que o conteúdo abordado é de extrema importância no que se refere a vida acadêmica e profissional dos integrantes da equipe.sp. não possuam os requerimentos de hardware mínimos para manter as tabelas. Discutimos as vantagens oferecidas pelos protocolos e suas principais falhas. de forma que este trabalho apenas tangencia o seu funcionamento em linhas gerais. L.htm http://pt. mais velhos e menos capazes. REFERÊNCIAS [1] [2] [3] [4] [5] Andrew S. E o mais importante. vol. Tanenbaum. tabelas de roteamento maiores levam mais tempo para estabilizar depois de uma grande modificação. Seu nível de complexidade também é bastante elevado. Conclusão O BGP é um protocolo que liga as “colunas vertebrais” da internet.conei. Sua importância é tal que pode-se dizer que este evitou o colapso da internet pela explosão das tabelas de roteamento.1. Rede de Computadores. 2003.Se as tabelas de roteamento globais crescerem para um ponto onde alguns roteadores. que exigiu síntese e análise por parte dos componentes do .gov. CONCLUSÃO FINAL grupo em questão. VI. Editora Campus. http://www.com/doc/51274496/28/Protocolo-de-roteamento-BGP%E2%80%93-Parte-1 Este relatório é resultado de estudo e pesquisa.br/as.rnp. bem como o seu funcionamento na prática. Exploramos também o breve historio dos protocolos e a evolução dos mesmos.br/newsgen/9903/bgp4.scribd. esses roteadores não serão gateways eficientes entre as partes da internet que são responsáveis por conectar. proporcionandonos conhecimento mais amplo na área de Redes de Computador. 4° edição. Por se tratar de um assunto diretamente ligado a área de TI. o que pode derrubar serviços importantes durante este tempo.wikipedia.html http://www.