PLANO ANUAL DE

PREVENÇÃO DE CHEIAS
CICLO 2010/2011

Operador Nacional do Sistema Elétrico
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ONS RE 3/158/2010

PLANO ANUAL DE
PREVENÇÃO DE CHEIAS
CICLO 2010/2011

Agosto de 2010

Sumário

1
1.1
1.1.1
1.1.2
1.2

Introdução
Prevenção e controle de cheias no âmbito do SIN
Breve histórico
Caracterização do problema
Objetivos do trabalho

2

2.5.3
2.5.4
2.6

Bacia do rio Paraná até o posto
fluviométrico Porto São José
Localização e principais características da bacia
Sistema de aproveitamentos hidrelétricos da bacia
Restrições operativas hidráulicas existentes na
bacia do Paraná
Séries de vazões naturais médias diárias
Aplicação da metodologia
Tendências de padrões climáticos
Sistema de reservatórios da bacia do rio Paraná
até Porto São José
Sistema de reservatórios Camargos-Funil
Sistema de reservatórios Caconde-Limoeiro
Alternativas de volumes de espera

3
3.1
3.2
3.2.1
3.3
3.4
3.5
3.6
3.7

Bacia do rio Paraíba do Sul
Localização e principais características da bacia
Sistema de aproveitamentos hidrelétricos da bacia
Aproveitamentos utilizados no controle de cheias
Restrições hidráulicas existentes na bacia
Séries de vazões naturais médias diárias
Aplicação da metodologia
Considerações adicionais dos estudos
Alternativas de volumes de espera

56
56
56
56
59
60
61
63
63

4
4.1
4.2
4.3
4.4

65
65
66
68

4.5
4.6

Bacia do rio São Francisco
Localização e principais características da bacia
Sistema de aproveitamentos hidrelétricos da bacia
Restrições hidráulicas existentes na bacia
Séries de vazões naturais e incrementais médias
diárias
Aplicação da metodologia
Alternativas de volumes de espera

5
5.1
5.2
5.3
5.4
5.5

Bacia do rio Parnaíba
Localização e principais características da bacia
Sistema de aproveitamentos hidrelétricos da bacia
Restrições hidráulicas existentes na bacia
Série de vazões naturais médias diárias
Aplicação da metodologia

74
74
75
75
76
76

2.1
2.2
2.3
2.4
2.5
2.5.1
2.5.2

ONS RE 3/158/2010 Plano Anual de Prevenção de Cheias - Ciclo 2010/2011

6
10
10
10
12

13
13
13
18
21
22
23
28
50
52
54

69
69
70

3 / 150

6 Alternativas de volumes de espera 76 6 6.4 8.6 7.6 Bacia do rio Jequitinhonha Localização e principais características da bacia Sistema de aproveitamentos hidrelétricos da bacia Restrições hidráulicas existentes na bacia Série de vazões naturais médias diárias Aplicação da metodologia Alternativas de volumes de espera 79 79 80 80 80 80 81 7 7.7 Bacia do rio Iguaçu Localização e principais características da bacia Sistema de aproveitamentos hidrelétricos da bacia Restrições hidráulicas existentes na bacia Séries de vazões naturais médias diárias Aplicação da metodologia Tendências de padrões climáticos Considerações adicionais dos estudos Alternativas de volumes de espera 82 82 83 85 86 86 87 89 90 8 8.1 Bacia do rio Jacuí Localização e principais características da bacia Sistema de aproveitamentos hidrelétricos da bacia Aproveitamentos utilizados no controle de cheias Restrições hidráulicas existentes na bacia Séries de vazões naturais médias diárias Aplicação da metodologia Tendências de padrões climáticos Alternativas de volumes de espera Caso 1: Restrição de 1.450m³/s a jusante da usina Dona Francisca Caso 2: Restrição de 2.4 7.1 9. Norte e Nordeste Premissas Resultados Considerações finais 95 96 98 100 100 103 10 Conclusões e recomendações Referências bibliográficas 104 106 Anexo I Metodologias para a prevenção de cheias 109 ONS RE 3/158/2010 Plano Anual de Prevenção de Cheias .400m³/s a jusante da usina Passo Real 92 92 93 93 94 94 94 94 95 8.5 6.3 8.2 6.1 6.6 8. Sudeste/Centro-Oeste.5.6.5.3 7.1 8.2 9.5 8.Ciclo 2010/2011 4 / 150 .6.2.1 7.5 7.3 6.2 7.1 8.4 6.3 Avaliação dos impactos energéticos decorrentes da alocação de volumes de espera para a prevenção de cheias nos subsistemas Sul.2 9 9.5.1 7.1 8.2 8.

Ciclo 2010/2011 5 / 150 .Anexo II Volumes de Espera – Ciclo 2010/2011 126 Lista de figuras. quadros e tabelas 145 ONS RE 3/158/2010 Plano Anual de Prevenção de Cheias .

aloca-se volumes de espera para o controle de cheias na bacia do rio Paraná até Porto São José. Nordeste e Norte do Brasil o período de controle de cheias varia entre os meses de outubro ou novembro e abril ou maio. em função do regime hidrológico das bacias hidrográficas nas quais estão inseridos. • sistemas de reservatórios da bacia do rio Paraíba do Sul – novembro/abril. para as bacias localizadas nas regiões Sudeste. entre os meses de novembro e abril. • sistema de reservatórios da bacia do rio Iguaçu – maio/outubro. cujos volumes alocados são superiores aos necessários para o controle de cheias do próprio Paranapanema. localizada na região Sul. as unidades de planejamento adotadas no plano são os sistemas de reservatórios para controle de cheias. O controle de cheias na bacia do rio Jacuí. • sistema de reservatórios Caconde-Limoeiro – novembro/abril. • sistema de reservatórios da bacia do rio Jequitinhonha – outubro/maio. Os sistemas de reservatórios para controle de cheias tratados neste plano. • sistema de reservatórios da bacia do rio Paranapanema até Chavantes (Jurumirim e Chavantes) – maio/outubro. e uma outra permanente. e • sistema de reservatórios da bacia do rio Jacuí – novembro/outubro. Na bacia do rio Iguaçu. por não se observar nenhuma sazonalidade marcante. • sistemas de reservatórios da bacia do rio São Francisco – outubro/maio. Esta bacia apresenta duas restrições distintas. • sistema de reservatórios Camargos-Funil – novembro/abril. que se localiza numa área de transição entre os regimes hidrológicos das regiões Sul e Sudeste. sendo uma com vigência sazonal.1 Introdução O Plano Anual de Prevenção de Cheias é um instrumento de planejamento da operação hidráulica dos aproveitamentos hidrelétricos integrantes do Sistema Interligado Nacional – SIN . De forma geral. Tendo em vista a integração de conjuntos de aproveitamentos para a operação de controle de cheias no âmbito das bacias hidrográficas. localizada na região Sul. denominado de período de controle de cheias. durante todo o ano. de novembro a outubro. é diferenciado para cada sistema de reservatórios. Na bacia do rio Paranapanema. uma vez que.que estão sujeitos a restrições operativas hidráulicas de vazões ou de níveis máximos para a proteção contra inundações de locais situados a jusante ou a montante. o seu período de controle de cheias é o ano todo. e de maio a outubro para o controle de cheias da própria bacia do rio Paranapanema. ONS RE 3/158/2010 Plano Anual de Prevenção de Cheias . O período de vigência deste plano.Ciclo 2010/2011 6 / 150 . é realizado durante o ano todo. bem como seus períodos de controle de cheias são os seguintes: • sistema de reservatórios da bacia do rio Paraná até Porto São José novembro/abril. • sistema de reservatório de Barra Bonita (bacia do rio Tietê): novembro/junho. de novembro a abril. • sistema de reservatórios da bacia do rio Parnaíba – outubro/maio. o período de controle de cheias é de maio a outubro.

Esta metodologia foi aprimorada no ciclo 2006-2007 com a inclusão de opção de limitação de volume máximo por reservatório e/ou sistema de reservatórios a ser considerado no cálculo de volumes de espera (ANEXO I). ONS RE 3/158/2010 Plano Anual de Prevenção de Cheias . A elaboração do Plano Anual de Prevenção de Cheias é regulamentada pelos Procedimentos de Rede do ONS através do Submódulo 9. Esta alteração será detalhada nos itens de tendências de padrões climáticos das bacias onde esta metodologia é aplicada. neste ciclo de controle de cheias foram alterados o índice que mensura este fenômeno e o critério de classificação. Com o objetivo de aprimorar a classificação das estações chuvosas a partir da consideração do fenômeno ENSO – El Niño South Oscillation. 2009). 2009).Ciclo 2010/2011 7 / 150 . os quais tiveram sua autorização de utilização definitiva através da resolução normativa nº 372 da ANEEL. de 28 de julho de 2009 (ANEEL. Com exceção da bacia do rio Paraíba do Sul. o plano é realizado de forma conjunta entre o ONS e os Agentes de Geração responsáveis pelos aproveitamentos envolvidos. referente aos procedimentos de Recursos Hídricos e Meteorologia. todas as demais bacias consideram a metodologia desenvolvida pelo CEPEL para cálculo de volumes de espera.As restrições operativas hidráulicas para o controle de cheias nos aproveitamentos hidrelétricos do SIN são apresentadas no Quadro 1.3 do Módulo 9 (ONS. De acordo com estes procedimentos.

000 13/02/83 640 3.000 600 550 8 48 Freq vazão natural TR (anos) <2 4 4 4 4 5 4 11 6 31 42 32 39 44 34 38 18 7 9 3 3 11 - 445.600 7.Rib.de Moraes Igarapava Volta Grande Porto Colômbia Marimbondo Caconde Armando de Salles Oliveira (Limoeiro) Theodomiro Carneiro Santiago (Emborcação) Miranda Itumbiara São Simão Barra Bonita Engº.Bon.000 7.000 11 61 67 - 348 3.799 29/01/92 1.458 13.000 1.73 - 3.000 10.270 24.080 1.000 8.798 28/01/92 1.368 07/02/83 54 564 25/12/66 89 757 01/01/46 463 222 Ciclo 2010/2011 80 231 - 625 873 1.440 50.000 6 62 13 3 - 126 366 - 1.Vermelho áreas rib/balsa casa de força rodovia áreas ribeirinhas ponte rodoviária ponte/usina cid.500 5.917 30/01/92 1. LIGHT FURNAS FURNAS FURNAS J M/IJ J J ONS RE 3/176/2008 Plano Anual de Prevenção de Cheias Restrições de nível Restrições de vazões 236 585 1.J.410 19/02/59 25/03/73 13/03/47 15/03/47 Turbin Cap max Taxa de nominal vertedor variação total max.842 10. Souza Dias (Jupiá) us.000 23.500 08/02/83 6.048 24/01/97 8.032 7.731 26/01/92 923 7.200 5 47 10 - 340 5.858 2.B.100 4.497 27/01/92 1.100 12.500/d 2.112 05/01/97 1.252 - 2.070 13.000 10 5 7 5 43 66 40 100 6 250 6 6.096 7.700 16.000/d 1.100 4.Paranapanema Armando pontes/usina Avellanal Laydner (Jurumirim) Chavantes áreas ribeirinhas Porto São José cidade Jacareí adotada na usina cidade Resende cid.572 - 1.000 16.321 8. Barra Mansa Santa Branca Funil Funil Funil Tipo IJ IJ IJ IJ IJ IJ IJ M/IJ IJ IJ Empresa CEMIG CEMIG FURNAS FURNAS CEMIG CEMIG FURNAS FURNAS AES Tietê AES Tietê IJ CEMIG IJ IJ IJ IJ J CEMIG FURNAS CEMIG AES Tietê CESP IJ DUKE IJ J DUKE Posto Fluv.400 14.500/d (1) 3. de acesso cid.577 2.600 1.70 - MLT (m³/s) Afluência máxima Dados hidr.000 3 32 4 - 2.300 4.278 04/02/83 675 2.000/h - 1.481 - 100/h - 340 700 850 800 4 3 - 14 16 - <2 <2 2 - 466.295 1.367 30/01/92 1.162 7.864 2.720 1.951 14/02/83 2.984 150/d 2.189 1.700 42.400 4.393 07/06/83 340 2.870 05/02/83 435 4.752 20/02/80 972 8./naveg Paraná áreas ribeirinhas Paranapanema Paraná Paraíba do Sul Usina Camarg/Itutinga Funil Furnas M.000 24.200 - 5. da usina Vazão (m³/s) Data 131 1253 26/01/92 304 3.000 4.000/d 2.515 1.Quadro 1 Restrições operativas consideradas para controle de cheias e dados de usinas Dados observados Bacia Grande Local da restrição estr.130 (2) 16.481 9.S.000 2.Pardo UHE Itaipava Paranaíba acesso à usina Tietê ponte a jusante cidade Itumbiara ponte a jusante cid.max (m³/s/tpo) (m³/s) (m³/s) Vazão (m³/s) Vazã o/ MLT Vazão / cap verted or (%) Níveis máximos de montante (m) - - 8 / 150 .342 30.552 78 157 2.530 2.520 592 16.

U.959 22.290 2.000 2. isto é.400 3.683 2. Restrição sazonal: de novembro a abril.300 28.392 220 352 1.758 8.830 7.000 m³/s é igual a 10% da vazão defluente anterior. V.000 8.Petr.00 175 9 variável - Legenda: TIPO IJ J M DADOS OBSERVADOS AFLUÊNCIA MÁXIMA VAZÃO/MLT VAZÃO CAP.000 m³/s/dia.VERTEDOR (1) (2) (3) (4) restrição imediatamente a jusante da usina restrição distante da usina com influência de vazão na área intermediária restrição a montante da usina MLT vazão média de longo termo na usina ou seção da restrição (período 1931-2003) máxima afluência observada na usina ou vazão máxima na seção de restrição.000 m³/s é igual a 10% da vazão defluente anterior.767 2. Murta cid.VAZÃO NATURAL indica o tempo de recorrência da vazão de restrição. Redonda cid. ONS RE 3/176/2008 Plano Anual de Prevenção de Cheias Ciclo 2010/2011 9 / 150 ./Juazeiro áreas urbanas áreas urbanas adotada na usina cidade Floriano cidade Teresina Cidade Cel.700 1.872 594 Data 14/03/47 15/03/47 24/01/92 01/02/24 12/02/83 13/02/83 09/02/92 18.488 1.000 12.532 7.582 5.786 453 150 726 1006 209 322 Afluência máxima Vazão (m³/s) 1.400 (4) 1. a freqüência com que a restrição seria rompida caso não houvesse os reservatórios na bacia Para defluências acima de 1.000 2.500 35.370 2.830 16. Barra Piraí ferrovia adotada na usina cidade Pirapora adotada na usina cidade de Unaí cid. limitada a 2.000 170 250 8.100 19. Barra Piraí cid.851 11/03/79 2.160 9.000 10. em % da capacidade. Francisca Tipo J IJ IJ M IJ J IJ J IJ J IJ IJ J J J M IJ IJ IJ Empresa FURNAS LIGHT LIGHT LIGHT CEMIG CEMIG CEMIG CEMIG CHESF CHESF CHESF CHESF CHESF CHESF CEMIG COPEL Tractebel CEEE CEEE MLT (m³/s) 299 20 581 682 53 2. Na cidade de Belém do São Francisco.200 592 291 1.max (m³/s/tpo) (m³/s) (m³/s) 0 0 636 900 64 4.504 12/03/79 18.030 27.000/d 1. Para defluências acima de 9.000/d 500/d 600/4h 150/h Vazão (m³/s) 880 10 2. em condições naturais.Vitória casa força/usina substação usina arrozais Usina Funil Santa Cecília Santana Ilha dosPombos Três Marias Três Marias Queimado Queimado Sobradinho Itaparica Moxotó/PA IV Boa Esperança Boa Esperança Boa Esperança Irapé Foz do Areia Salto Santiago Jacuí D.710 1. da usina Turbin Cap max Taxa de nominal vertedor variação total max.185 376 4. exceto em situação de emergência.Dados observados Bacia São Francisco Parnaíba Jequitinhonha Iguaçu Jacuí Local da restrição cid.368 Restrições de nível Restrições de vazões 500/d 150/d 1.500 4.850 14.183 7.600 2.525 09/03/79 18.60 (3) 304.000 1. caso esta seja distante da usina indica a razão entre a restrição e a MLT indica a abertura máxima.820 2.450 Vazã o/ MLT 4 1 4 5 3 3 3 3 4 14 19 11 5 Vazão / cap verted or (%) 64 1 29 9 36 23 29 13 68 31 10 Freq vazão natural TR (anos) 2 <2 <2 3 <2 5 3 3 2 2 Níveis máximos de montante (m) 140.245 5.258 24/12/45 09/07/83 09/07/83 30/05/92 30/05/92 Dados hidr. que os vertedores podem ser abertos sem causar rompimento da restrição FREQ.000/d 1.948 15/01/02 4.909 3.

depois denominado GTHO (Grupo de Trabalho de Hidrologia Operacional). foi constatado que o suporte técnico-hidrológico do GCOI deveria ser mais amplo e de caráter permanente. ampliou os estudos de controle de cheias e implementou o acompanhamento e a coordenação da operação de sistemas de reservatórios situados nas bacias dos rios Grande. o GTEH. em 1977. tem início também a participação do CEPEL (Centro de Pesquisas de Energia Elétrica . São Francisco. os estudos de prevenção de cheias e a coordenação da operação de controle de cheias passaram a ser atribuições do ONS. No ano de 1979. em sua maioria. localizadas em um dos seus afluentes. o GCOI (Grupo Coordenador para Operação Interligada) constituiu a CECCA (Comissão de Estudos para Controle de Cheias e Armazenamento). Dessa forma. ou de menor período ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 10 / 150 . incluindo o rompimento das barragens de Euclides da Cunha e Armando de Salles Oliveira (Limoeiro). A implantação desses grandes reservatórios propiciou uma considerável regularização das cheias fazendo com que as de menor porte. Ao longo dos anos. com o objetivo de estudar e propor uma metodologia aplicável à operação de controle de cheias do sistema de reservatórios da bacia do rio Grande. a metodologia adotada foi estendida para os rios Paranaíba e Paraná. Paraná. Desta forma. em 1999 extinguiu-se o GCOI e suas atribuições foram absorvidas pelo ONS. Paranaíba.1.1 Breve histórico A partir de 1977 a área de planejamento da operação dos sistemas elétricos interligados brasileiros começou a contemplar sistematicamente o controle de cheias. No ano seguinte. no âmbito do Subcomitê de Estudos Energéticos . os quais apresentavam a característica comum de possuírem aproveitamentos hidrelétricos pertencentes a diferentes empresas.Grupo ELETROBRÁS) nos trabalhos e pesquisas na área de controle de cheias. Com o processo de reestruturação do setor elétrico brasileiro.1. iniciado a partir da segunda metade da década de 90. Para tal. em bacias hidrográficas que após a construção desses adquiriram um acentuado grau de ocupação socioeconômica. o rio Pardo. contribuíram as grandes enchentes verificadas na bacia do rio Grande em fevereiro daquele ano. a partir daquele ano. A partir de 1979. após a criação do GTEH.1 Prevenção e controle de cheias no âmbito do SIN 1. sendo então dissolvida a CECCA e criado o Grupo de Trabalho de Estudos Hidrológicos .SCEN do GCOI.GTEH. 1. com a participação dos Agentes de Geração com aproveitamentos nos sistemas de reservatórios considerados.2 Caracterização do problema Os reservatórios do parque de aproveitamentos hidrelétricos do SIN estão distribuídos por extensas regiões geográficas e foram implantados.1. as quais provocaram diversos danos. Paraíba do Sul e Iguaçu.

áreas que eram freqüentemente inundadas passaram a ser protegidas e utilizáveis. além dos aspectos hidrológicos. bem como o rebaixamento de nível. capazes de absorver parcelas das afluências. qual seja. Estes volumes têm o objetivo de proteção de restrições operativas hidráulicas de vazões ou de níveis máximos a jusante. conduz a um aumento do risco de que os mesmos não sejam totalmente recuperados até o final da estação chuvosa. Estes estudos são realizados anualmente. optou-se por uma decisão baseada na escolha de uma alternativa que não acarrete apreciável aumento do custo total de operação do SIN. Assim. para evitar. Devido à concepção inicial desses reservatórios. A manutenção de volumes de espera sazonais nos reservatórios. podem causar impactos nos custos de operação. ao objetivo inicial de geração de energia dos aproveitamentos hidrelétricos do sistema brasileiro veio se somar. A utilização destas áreas para fins diversos. o de controle de cheias. Os riscos adotados foram traduzidos a partir do estabelecimento dos tempos de recorrência. que correspondem à grandeza estatística que estima a probabilidade da ocorrência de uma determinada cheia no intervalo de tempo de um ano da qual se quer proteger o ponto de controle. que vieram a se refletir na forma de operar estes reservatórios. embora ainda sujeitas a um determinado risco. O estabelecimento dos valores ótimos dos volumes de espera a serem alocados nos aproveitamentos deveria levar em consideração. ou "rebaixamento de nível" para não agravar restrições de vazões ou níveis máximos a montante. através de uma alocação criteriosa de espaços vazios nos reservatórios para o controle de cheias.de recorrência. com um risco prefixado. o Setor Elétrico passou então a prever a disponibilidade de volumes vazios nos reservatórios. não causando impacto a jusante destes reservatórios. como obras civis. Para efetuar o controle de cheias. a utilização dos reservatórios para a geração de energia e controle de cheias simultaneamente. o planejamento da operação deve procurar minimizar este conflito. fossem amortecidas. para efeito de remanso dos reservatórios. Portanto. Como o levantamento de tais benefícios é de difícil consecução. tornou-se evidente a existência de um conflito. Isto traz como implicação uma redução nas disponibilidades energéticas que. que fossem causados danos a jusante nos locais sujeitos a inundações. deu origem a restrições operativas hidráulicas para o escoamento dos rios. denominados "volumes de espera". denominados pontos de controle. em vários casos. abrangendo os reservatórios de aproveitamentos hidrelétricos de usinas despachadas centralizadamente pelo ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 11 / 150 . Tendo em vista que a maioria dos aproveitamentos hidrelétricos não foi projetada para a utilização no controle de cheias. a otimização da relação entre o custo total de operação e os benefícios socioeconômicos promovidos pelo controle de cheias. Em conseqüência deste fato. a contribuição dada pelo Setor Elétrico para o controle de cheias tem uma característica conjuntural. por conseqüência. agricultura e urbanização.

No Capítulo 9 é apresentada a avaliação dos impactos energéticos das alternativas de volumes de espera consideradas neste estudo.SIN. Nos sistemas de reservatórios da bacia do rio São Francisco e da bacia do rio Parnaíba (Capítulos 4 e 5) foram revistos os estudos considerando a atualização das séries até 2010 (maio). Cada alternativa foi obtida em função da freqüência da cheia a ser controlada. indicada em termos de tempo de recorrência dos diferentes cenários hidrológicos associados aos padrões de tendências climáticas. Na bacia do rio Paraíba do Sul (Capítulo 3). tendo em vista a definição de volumes de espera a serem alocados no reservatório de Irapé para a proteção da cidade de Coronel Murta. atualização de séries de vazões e aprimoramento metodológico. 1. tais como: mudança nas configurações dos sistemas de reservatórios. Grande. Desde o ciclo 2006-2007 está sendo considerado um estudo de alocação de volumes de espera para a bacia do rio Jequitinhonha. Iguaçu e Jacuí é a principal motivação para a revisão dos estudos destas bacias.envolvendo as sub-bacias dos rios Paranaíba. Os estudos das bacias dos rios Iguaçu e Jacuí (Capítulos 7 e 8) foram revistos em função da atualização das séries de vazões naturais desta bacia até o ano de 2008. foi realizada a revisão dos volumes de espera em função da diferença dos níveis de partida previstos para o início desta estação chuvosa com os considerados no último estudo. alteração de restrições operativas hidráulicas de vazões máximas ou níveis máximos. A atualização das séries de vazões naturais para a bacia do rio Paraná . Para a bacia do rio Paraná (Capítulo 2) foi incluído o ano de série histórica de 2008.ONS que estejam sujeitos às restrições operativas hidráulicas de vazões máximas ou níveis máximos. Jequitinhonha. quanto ao aspecto da prevenção de cheias nos aproveitamentos do Sistema Interligado Nacional . A revisão anual dos estudos de prevenção de cheias contempla as modificações nos elementos que definem a obtenção dos volumes de espera. ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 12 / 150 . Este estudo foi feito considerando uma série histórica de vazões de 1945 a 2010 (Capítulo 6). Nos Capítulos 2 a 8 são apresentados os estudos realizados para cada bacia hidrográfica e as alternativas de alocação de volumes de espera para os sistemas de reservatórios de aproveitamentos integrantes do SIN.2 Objetivos do trabalho Este trabalho tem por objetivo apresentar os resultados dos estudos efetuados para o ciclo de planejamento 2010/2011. Parnaíba. devido as usinas de Paraibuna e Jaguari serem dotadas de vertedores de lâmina livre e à utilização da metodologia da curva volume-duração. Tietê e Paranapanema – e das bacias dos rios São Francisco. alteração de tempos de recorrência associados à proteção dos pontos de controle.

Corumbá. Marimbondo. de restrições associadas a outras usinas a jusante. Tietê e Paranapanema. Mato Grosso do Sul. Caconde. Barra Bonita. Mário Lopez Leão (Promissão). 2. Jurumirim. São Simão. a saber: a) Sistema de Reservatórios da Bacia do rio Paraná até Porto São José Furnas. é a mais importante da região Sudeste do Brasil. pois está localizada num eixo de grande desenvolvimento do país. os rios Paranaíba. A Figura 1 apresenta a localização dos aproveitamentos hidrelétricos situados nesta bacia. Nova Ponte. pouco a jusante da foz do rio Paranapanema).1 Localização e principais características da bacia A bacia do rio Paraná até Porto São José (posto fluviométrico situado no rio Paraná.000 km² e drena partes das regiões Centro-Oeste e Sudeste do Brasil. Mascarenhas de Moraes. Armando Avellanal Laydner (Jurumirim). b) Sistema de Reservatórios da Bacia do rio Paranapanema até Chavantes durante o período de maio a outubro ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 13 / 150 . foi subdividido em quatro outros sistemas. José Ermínio de Moraes (Água Vermelha). Minas Gerais e São Paulo. Seu período de controle de cheias abrange os meses de novembro a abril. Chavantes e Capivara formam um sistema de reservatórios para a operação de controle de cheias. Emborcação. Formam o sistema de reservatórios para controle de cheias desta bacia os seguintes reservatórios: Camargos. Barra Bonita. Itumbiara. Araguari. Chavantes e Escola de Engenharia Mackenzie (Capivara).2 Sistema de aproveitamentos hidrelétricos da bacia Seu sistema de aproveitamentos hidrelétricos abrange além do trecho do rio Paraná. Nova Ponte. Este sistema. As principais características desses aproveitamentos estão apresentadas no Quadro 2. assim como das restrições a jusante de Porto São José. Promissão e Ilha Solteira/Três Irmãos. Água Vermelha. Ilha Solteira/Três Irmãos. visando não só a proteção de suas próprias restrições. Pardo. Sua área até Porto São José é de 673. para fins da operação de controle de cheias. A Figura 2 mostra um diagrama esquemático do sistema de reservatórios desta bacia. Itumbiara. Marimbondo. Grande. Furnas. Mascarenhas de Moraes. São Simão. em particular áreas do Distrito Federal e dos estados de Goiás. Theodomiro Carneiro Santiago (Emborcação).2 Bacia do rio Paraná até o posto fluviométrico Porto São José 2.

ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 14 / 150 . forma um sistema de reservatórios para a operação de controle de cheias que visa à proteção de sua própria restrição operativa hidráulica. forma um sistema de reservatório para a operação de controle de cheias. que ora sofrem influência do regime de chuvas predominante da região Sudeste. ora estão sob o regime de chuvas da região Sul. no período de novembro a abril os reservatórios de Jurumirim e Chavantes estarão protegendo de forma integrada as restrições operativas hidráulicas locais e a restrição operativa hidráulica em Porto São José e de maio a outubro estarão protegendo apenas as restrições operativas hidráulicas do sistema de reservatórios da bacia do rio Paranapanema. e) Sistema de Reservatórios Caconde-Limoeiro Caconde. forma um sistema de reservatório para a operação de controle de cheias. Desta forma. visando a proteção do ponto de controle a jusante (cidade de São José do rio Pardo) e do ponto de controle localizado a jusante de Armando de Salles Oliveira – Limoeiro . Seu período de controle de cheias abrange os meses de novembro a abril. indicou a necessidade de extensão do período de alocação de volumes de espera. Seu período de controle de cheias abrange todo o ano hidrológico. localizado na bacia do rio Tietê. d) Sistema de Reservatórios Camargos-Funil Camargos. Seu período de controle de cheias abrange os meses de novembro a abril. em razão da inexistência de uma sazonalidade bem definida das vazões. no rio Paranapanema. no rio Pardo. no rio Grande.Jurumirim e Chavantes. visando a proteção do ponto de controle a jusante (estrada de acesso às usinas de Camargos/Itutinga) e o ponto de controle localizado a 7 Km a jusante do reservatório de Funil e a 70 Km de Camargos (cidade de Ribeirão Vermelho). visando apenas a proteção das restrições operativas hidráulicas localizadas na própria bacia. Desta forma. c) Sistema de Reservatório de Barra Bonita O aproveitamento hidrelétrico de Barra Bonita.e a 70 Km da usina Caconde (Usina Hidrelétrica de Itaipava). onde se considerou a série histórica de vazões incrementais médias diárias de Barra Bonita além do mês de abril. Estudo complementar. formam um sistema de reservatórios para a operação de controle de cheias. seu período de controle de cheias abrange os meses de novembro a junho.

Figura 1 Localização dos aproveitamentos hidrelétricos da bacia do rio Paraná ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 15 / 150 .

474 5.200 PARANAPANEMA PARANAPANEMA PARANAPANEMA 530 464 437 18.50(1) GRANDE 974 61.280 658 1.693 67.060 144 - - 620 44.728 12.048 2.218 560 171.234 424 210 380 328 - AES Tietê CACONDE PARDO 1.279 0.540 731 33.336 27.923 (3) 0.418 8.252 0.U.DOURADA SÃO SIMÃO BARRA BONITA ÁLVARO DE SOUZA LIMA (BARIRI) IBITINGA MÁRIO LOPEZ LEÃO (PROMISSÃO) RUI BARBOSA (N.770 0.488 NAmax= 445.163 1.GRANDE) PARANÁ 334 377.380 347 - - TIETÊ TIETÊ 330 71.007 15.719 0.056 132 - - TIETÊ 512.COLÔMBIA GRANDE GRANDE GRANDE GRANDE 954 906 824 754 61.500 5.437 5. (km²) V.454 708 99. ATÉ PORTO S.025 786 94.D.000 NAmin= 478 4.000 - PARANAPANEMA 411 38.VERMELHA) THEODOMIRO CARNEIRO SANTIAGO (EMBORCAÇÃO) NOVA PONTE MIRANDA CORUMBÁ I ITUMBIARA C.294(5) 1.427 0.260 1.0164 32 GRANDE 644 118.124 FURNAS M.Quadro 2 Principais características dos aproveitamentos da bacia do rio Paraná até Porto São José CEMIG CEMIG CEMIG FURNAS CAMARGOS ITUTINGA FUNIL FURNAS GRANDE GRANDE GRANDE GRANDE DIST.090 0.309 1.40 NAmin= 325.444 PARANÁ/TIETÊ 334 448.672 6.000 (6) - - PARANAPANEMA 548 17.483 3.268 0.192 - 5.392 0.169 1.000 52 1.106 (3) 2.500 EMPRESA APROVEITAMENTO RIO A.540 NAmin= 325.178 1.138 17. (MW) MONT(m) JUS(m³/s) 46 1.302 0.00 - - 16.400 663.871 63.891 3.797 0.000 GRANDE 464 139.000 2.AVANHANDAVA) ARAGUARÍ ARAGUARI CORUMBÁ PARANAÍBA PARANAÍBA PARANAÍBA TIETÊ 0. (km³) 6.480 10.050 13.124 0.727 (3) 0.004 4.5 58.000 16.394 1.197 5.252 PARANÁ 280 476.000 7.035 0.855 4.127 264 - - TIETÊ 450 62.221 (3) 3.000 923 15.551 CESP DUKE ENERGY CBA DUKE ENERGY CBA DUKE ENERGY Max=550 Min=19 (3) TRÊS IRMÃOS CESP 4.000 180 1.041 0 80 414 44 - 2.007 52.404 1.691 77.029 74 - - ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 16 / 150 .775 0.396 - - PARANAÍBA 951 29.515 5. OPERATIVAS INST.448 808 CESP ILHA SOLTEIRA ILHA SOLTEIRA/ TRÊS IRMÃOS (4) ENGº.156 (3) 2.380 848 18.0047 108 PARDO 980 4.146 -1 (2) 27.730 2.MORAES GRANDE 999 59.710 140 - 7.567 510 408 375 2.GRANDE P.504 80 AES Tietê E. JOSÉ (km) 1.217 RESTRIÇÕES POT. SOUZA DIAS (JUPIÁ) ENGº SÉRGIO MOTTA (PORTO PRIMAVERA) ARMANDO AVELLANAL LAYDNER (JURUMIRIM) PIRAJU CHAVANTES OURINHOS LUCAS NOGUEIRA GARCEZ (S.056 1.604 1.165 98 - 1.588 0.100 1312 4.000 FURNAS AES Tietê FURNAS AES Tietê CEMIG CEMIG CEMIG FURNAS FURNAS CDSA CEMIG AES Tietê AES Tietê AES Tietê AES Tietê AES Tietê MARIMBONDO JOSÉ ERMÍRIO DE MORAES (A.931 4.000 Max=600 Min=32 - 691 36.471 0.708 TIETÊ CESP CESP - PARANÁ 60 571.104 - CEMIG CEMIG CEMIG FURNAS LUIZ CARLOS BARRETO (ESTREITO) JAGUARA IGARAPAVA V.769 27942 0 3.73 8.CUNHA ARMANDO DE SALLES OLIVEIRA (LIMOEIRO) PARDO 1.

sendo o volume útil obtido pelo somatório dos volumes entre as cotas 323. (3) considerando 5.000 0.D.707 0.408 - 353 - - 24.EMPRESA DUKE ENERGY DUKE ENERGY DUKE ENERGY DUKE ENERGY DUKE ENERGY POSTO FLUV.531 41.01m.810 km² de área em Pirapora.276 0. pode-se considerar Ilha Solteira e Três Irmãos como um único reservatório.799 0 673.540 MW.00 de cada reservatório. JOSÉ (km) 375 341 PARANAPANEMA 233 84.715 5. Primavera está operando na cota mínima 257.725 619 - - PARANAPANEMA 153 88. (4) com a interligação através do canal Pereira Barreto. OPERATIVAS INST.028 (1) para fins de alocação de volumes de espera o NAmin é de 664. (5) P. totalizando 1. (6) Atualmente em operação 14 máquinas de 110 MW. sendo o seu volume útil atual igual a zero.138 526 - - 38 100. ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 17 / 150 .00 e 328. (2) o valor "-1" indica falta de informação disponível. (km²) V. ATÉ PORTO S.U. APROVEITAMENTO CANOAS II CANOAS I ESCOLA DE ENGENHARIA MACKENZIE (CAPIVARA) ESCOLA POLITÉCNICA (TAQUARUÇU) ROSANA PORTO SÃO JOSÉ RESTRIÇÕES POT.00m. (km³) 39.000 RIO PARANAPANEMA PARANÁ A. (MW) MONT(m) JUS(m³/s) 72 81 - PARANAPANEMA PARANAPANEMA DIST.023 0.

A seguir. 16000 1200 1200 1200 2.3 Restrições operativas hidráulicas existentes na bacia do Paraná A bacia do rio Paraná possui diferentes tipos de restrições operativas hidráulicas em pontos de controle a serem protegidas com medidas preventivas de controle de cheias. Tais restrições estão descritas no FAX “Restrições Hidráulicas para Controle de Cheias – Ciclo 2008/2009” – FAX ONS 173/300/2008 e complementadas com as restrições contidas no documento “Inventário das Restrições Operativas Hidráulicas dos Aproveitamentos Hidrelétricos – Revisão-3 de 2008” – RE 3/201/2008.Figura 2 Diagrama esquemático do sistema de aproveitamentos hidrelétricos da bacia do rio Paraná até Porto São José. destacamos algumas das restrições existentes na bacia do rio Paraná. ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 18 / 150 .

evitando o acúmulo de plantas aquáticas. O último aproveitamento do rio Grande com restrições operativas é Marimbondo que possui uma restrição de nível máximo em 445. Esta restrição poderá ser menos severa e a vazão máxima de restrição elevada até 6000 m³/s quando a operação deste reservatório for realizada de forma conjugada com a do reservatório da usina de Estreito.500 m3/s em função de inundação do acesso principal à cidade de Delta e da antiga ponte da rodovia BR-050. da BR-364. Esta restrição visa manter o nível na ponte Gumercindo Penteado.01m (80% do volume útil) a fim de garantir uso consuntivo.000 m3/s devido à estrada de acesso a estas usinas e de 1. não pode defluir vazões superiores a 4.000 m3/s devido a um porto de balsas em São João Batista do Glória.100 m3/s na localidade de Ribeirão Vermelho. Além disso. ranchos de pescadores e causa a erosão do acesso à ponte rodoviária da BR-153. A jusante de Furnas existe uma restrição de vazão de 4. Furnas e Mascarenhas de Moraes. Vale ressaltar que. para o reservatório de Mascarenhas de Moraes.000 m3/s para não causar problemas à estrutura da ponte Gumercindo Penteado. no trecho entre as cidades de Delta e Igarapava. e as conseqüentes obstruções ao fluxo de água entre seus pilares e a montante da viga lateral. sem capacidade de regularização para manutenção de tais restrições. ou seja. na cota 446. O reservatório de Camargos é o único com capacidade de controle de cheias. por problema físico causado pelo posicionamento de seus vertedores. A usina Igarapava possui uma restrição de 4. A usina de Mascarenhas de Moraes. o nível mínimo desse reservatório deverá ser de 664. ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 19 / 150 . Marimbondo possui uma descarga de restrição de 8. da BR-364. A usina Volta Grande deve respeitar a vazão máxima de restrição de 5. 7 km a jusante do reservatório de Funil. considerando o reservatório de Funil apenas como um ponto de controle. e o de jusante. que atinge áreas urbanizadas da própria usina. ranchos ribeirinhos e portos de areia.73 m (95% V.Iniciando pelo rio Grande. portanto necessitam da operação combinada com os reservatórios de montante.U. embora com restrições decorrentes de diferentes causas. Para jusante.). devido à influência do remanso desse reservatório no canal de fuga da usina Mascarenhas de Moraes. 50 cm abaixo do seu tabuleiro. com o aumento da pressão sobre as colunas da ponte devido a velocidade da água. A usina Porto Colômbia tem como limite a vazão máxima de restrição de 7. para o conjunto Camargos/Itutinga existem duas restrições de defluência máxima: 1.40 m.000 m3/s para evitar a inundação de casas de campo ao longo do rio. e as sucessivas submersões e emersões da viga da ponte.400 m³/s devido ao risco de inundação da sua Casa de Força. as quatro últimas usinas citadas e a usina de Jaguara são a fio d'água.000 m3/s. Marimbondo. devido ao represamento de ilhas flutuantes. FURNAS declarou que para fins de alocação de volume de espera para controle de cheias.

existem duas restrições de vazão máxima.000 m3/s. Além disso. Finalmente. considerada desde 1980.000 m3/s para a proteção da ponte da rodovia BR-365 na fronteira dos estados de Minas Gerais e Goiás. a jusante. e a realocação de ilhéus e ribeirinhos. foi levantada a possibilidade de se eliminar esta restrição. A restrição de vazão máxima de 24. Na cheia ocorrida em janeiro/fevereiro de 2005 foi realizado um intenso monitoramento dessas áreas. o aproveitamento de Barra Bonita tem uma restrição. a qual interrompe a navegação fluvial por impedimento do funcionamento da eclusa e causa danos à cidade de Barra Bonita. com o objetivo de se manter a operação da hidrovia Tietê-Paraná. no rio Paraná. No rio Paranaíba. e localizada a jusante da UHE OuONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 20 / 150 . na proteção de comunidades ribeirinhas instaladas em Áreas de Preservação Ambiental. A usina de Itumbiara possui uma restrição de vazão máxima de 7. a jusante da UHE Porto Primavera. visando evitar a inundação de áreas de benfeitorias da cidade de Itumbiara. Cruz Geração de Energia S/A).000 m³/s.No rio Pardo. de recorrência estimada em torno de 250 anos. para a proteção das comunidades a jusante. bastante severa. que se posicionou pela manutenção da restrição.50 m e 381. no município de Ourinhos. a restrição de vazão máxima adotada é de 2. o aproveitamento de São Simão possui uma restrição de vazão máxima de 16. o aproveitamento de Emborcação possui uma restrição de vazão máxima de 5. para não interromper o tráfego na ponte ferroviária Mello Peixoto existente a jusante. sendo uma de 600 m3/s em Caconde para a proteção de enchentes na cidade de São José do rio Pardo e outra de 550 m3/s a jusante de Limoeiro para evitar a inundação da UHE Itaipava. Para a usina de Chavantes.000 m³/s no posto fluviométrico Porto São José. localizada cerca de 32 Km a jusante e também localizada à jusante da UHE Piraju (CBA). No rio Tietê. afluente da margem esquerda do rio Grande. respectivamente.000 m3/s máxima a partir da cheia de 1983. de 2. Com o enchimento do reservatório da UHE Engº Sérgio Motta (Porto Primavera). são considerados os seguintes níveis mínimos para os reservatórios de Barra Bonita e Promissão: 446.000 m3/s. para a bacia do rio Paranaíba. foi incorporada aos estudos após a cheia de 1997 e ratificada pela CESP e DUKE Energy após a realização do monitoramento da cheia de janeiro/fevereiro de 2005 nesta região para a proteção de ribeirinhos e comunidades a jusante.200 m3/s acarretam o início do galgamento e a conseqüente inundação da antiga usina UHE Paranapanema (Sta. até o posto fluviométrico Porto São José.00 m. Vale ressaltar que tal restrição corresponde a uma vazão nunca observada. defluências superiores a 1. após a confluência com o rio Paranapanema.000 m3/s para evitar a inundação da estrada de acesso à própria usina. pela CESP. Este valor é adotado como restrição de vazão máxima neste aproveitamento. a UHE Engº Souza Dias (Jupiá) tem uma restrição de vazão máxima de 16. localizada 13 km a jusante da barragem. auxiliando. Para a usina Jurumirim. também. No rio Paraná.

Também com vazão de 2. Quadro 3 Séries de vazões naturais utilizadas APROVEITAMENTO/LOCAL FURNAS M. adotou-se uma limitação de volume máximo nos reservatórios da bacia do rio Paranapanema. O Quadro 1. No Quadro 5 são apresentadas as séries utilizadas nos estudos dos sistemas de reservatórios Camargos-Funil e Caconde-Limoeiro.rinhos. 2003).200 m3/s há possibilidade de danos à Ponte Pênsil Alves Lima (Chavantes-SP/Ribeirão Claro-PR) existente à jusante.COLÔMBIA MARIMBONDO ÁGUA VERMELHA EMBORCAÇÃO NOVA PONTE CORUMBÁ ITUMBIARA SÃO SIMÃO ILHA SOLTEIRA TRÊS IRMÃOS BARRA BONITA PROMISSÃO JUPIÁ JURUMIRIM CHAVANTES CAPIVARA PORTO SÃO JOSÉ ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias POSTO 006 007 009 011 012 017 018 024 025 209 031 033 034 243 237 240 245 047 049 061 64575004 ciclo 2010/2011 PERÍODO UTILIZADO 1951-2008 1951-2008 1951-2008 1951-2008 1951-2008 1951-2008 1951-2008 1951-2008 1951-2008 1951-2008 1951-2008 1951-2008 1951-2008 1951-2008 1951-2008 1951-2008 1951-2008 1951-2008 1951-2008 1951-2008 1951-2008 21 / 150 .000 m3/s. 2. respectivamente nos Quadros 3 e 4. apresentado no Capítulo 1. incompatíveis com a natureza da bacia. MORAES JAGUARA VOLTA GRANDE P. Além disso. exigindo a alocação de volumes de espera e outras medidas operativas para controlar a restrição de vazão máxima em 2. Estas séries foram obtidas do Projeto de Revisão das Séries de Vazões Naturais (ONS. com o objetivo de se preservar o volume armazenado na usina Capivara. cujo tempo de recorrência é inferior a 10 anos.4 Séries de vazões naturais médias diárias As séries de vazões naturais totais e incrementais utilizadas para os estudos de prevenção de cheias da bacia do rio Paraná estão listadas. com posterior tratamento efetuado para minimizar grandes oscilações diárias de vazões existentes. As soluções de realocação da ponte e instalações do seu núcleo administrativo são de custo elevado. Também com vazão 2. mostra outros aspectos das restrições operativas consideradas nesta bacia e demais bacias hidrográficas dos sistemas interligados brasileiros.100 m3/s surgem problemas na bacia de dissipação da usina e inicia-se o alagamento do seu núcleo administrativo.

Solteira (ISO) + T. foi realizado um estudo adicional para o cálculo de volumes de espera. Como na bacia do rio Paranapanema. a partir do histórico de vazões naturais incrementais médias diárias disponível na bacia para todos os locais de interesse.Irmãos (TRI) / [SSI+AVE+PRO] Jupiá (JUP) / [ISO + TRI] Jurumirim (JUR) Chavantes (CHA) / Jurumirim Capivara (CAP) / Chavantes P. Moraes / Furnas Jaguara / M. um estudo complementar indicou a ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 22 / 150 .Ponte (NPO) Itumbiara/[EMB+NPO+COR] S.Moraes V.Colômbia Avermelha (AVE) / Marimb.Simão (SSI) / Itumbiara B. Para a determinação dos volumes de espera foi adotada a metodologia baseada no cálculo a partir de série de vazões sintéticas. foram gerados 12. Bonita Promissão (PRO) / B. descrita no Anexo I deste relatório.Grande Marimbondo / P. bacia do rio Tietê.5 PERÍODO UTILIZADO 1951-2008 1951-2008 1951-2008 1951-2008 1951-2008 1951-2008 1951-2008 1951-2008 1951-2008 1951-2008 1951-2008 1951-2008 1951-2008 1951-2008 PERÍODO UTILIZADO 1951-2008 1951-2008 1951-2008 1951-2008 Aplicação da metodologia Na primeira etapa de estudo. 1999).Quadro 4 Séries de vazões naturais incrementais adotadas APROVEITAMENTO/LOCAL Furnas M.S.Grande / Jaguara P. Emborcação (EMB) N.000 períodos chuvosos de vazões diárias através do modelo DIANA (CEPEL. o período de controle de cheias abrange o ano por inteiro.Colômbia / V. Para Barra Bonita. através da metodologia CEPEL. O período considerado como estação chuvosa nas séries desta bacia foi o período de novembro a abril. Bonita I. integrante da bacia do rio Paraná até Porto São José. de 1949 a 2008.José / Capivara + Jupiá Quadro 5 1951-2008 1951-2008 1951-2008 1951-2008 1951-2008 Séries hidrológicas incrementais adotadas nos estudos dos sistemas APROVEITAMENTO/LOCAL Camargos Camargos / Funil Caconde Caconde / Limoeiro 2.

respectivamente. para anos à frente.necessidade de extensão do período de alocação de volumes de espera de novembro a junho. • Sistema de Reservatórios Camargos-Funil.2. sistema de reservatórios Camargos-Funil e sistema de reservatórios Caconde-Limoeiro. estações ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 23 / 150 .1. • Sistema de Reservatórios da Bacia do rio Paranapanema até Chavantes. A forma de consideração de eventos do tipo ENSO no estudo está descrita no item 2. Para incorporar a consideração das fases do fenômeno ENSO na caracterização dos cenários hidrológicos adotados no cálculo dos volumes de espera. como o planejamento da operação de controle de cheias (CEPEL. foi dividida nos cinco seguintes trechos. a saber: • Sistema de Reservatórios da Bacia do rio Paraná até Porto São José. a série histórica foi agrupada em estações denominadas Úmidas.6. caracterizadas pela ocorrência de eventos do tipo El Niño nos meses antecedentes. Para o cálculo dos volumes de espera foram considerados os cinco sistemas de reservatórios para a operação de controle de cheias. Nos sistemas de reservatórios da bacia do rio Paranapanema e para Barra Bonita – considerandose todo o período anual e até o mês de junho. Seco e Úmido) e o cenário independente. associados aos três eventos de fenômenos do tipo ENSO (Normal. seus efeitos nas condições hidrológicas das regiões sob influência deste fenômeno só se manifestam após certo tempo. Deste modo. Na aplicação desta metodologia é incorporada a consideração de tendências de padrões climáticos para os seguintes sistemas de reservatórios: sistema de reservatórios da bacia do rio Paraná até Porto São José.1 Tendências de padrões climáticos O fenômeno ENSO – El Niño South Oscillation – e suas relações com a ocorrência de anomalias climáticas em diversas regiões do planeta (teleconexões) têm sido foco de investigações desde o início da década de 60.2. considerando-se todo o período anual.3 e 2.6. • Sistema do Reservatório de Barra Bonita. no qual não foi considerada nenhuma das tendências. foram classificadas as estações chuvosas do histórico de vazões em relação à ocorrência de eventos El Niño ou La Niña nos meses antecedentes. 2.5.6. para o cálculo dos volumes de espera. A bacia do rio Paraná. os quatro cenários hidrológicos foram integrados ao Cenário Independente. conforme descrição apresentada no item 2. por essas razões. 1997). 2. e • Sistema de Reservatórios Caconde-Limoeiro.4 são apresentadas as aplicações da metodologia nos sistemas de reservatórios referidos acima. Além de ser possível se prever atualmente com razoável precisão as oscilações do fenômeno ENSO com antecedência de até três meses. Nos itens 2. Estas tendências foram expressas pela consideração de três possibilidades de cenários hidrológicos de afluências. possibilitando a elaboração de estudos prévios.5.

por exclusão. Com vistas ao aprimoramento dos estudos. Abaixo é apresentada uma exemplificação numérica da aplicação deste critério: ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 24 / 150 . Caso uma estação chuvosa não seja classificada como ÚMIDA ou SECA. por exemplo.Secas caracterizadas pela ocorrência de eventos do tipo La Niña nos meses antecedentes e estações Normais. que não foram antecedidas por eventos caracterizados como El Niño nem como La Niña. denominado ISOMASE-U. O índice SOMASE é um somatório de índices SOI Non Standard. foram apurados os índices SOI mensais de períodos antecedentes à estação chuvosa na região Sudeste. denominado SOMAT-U. ou superiores a um determinado valor de referência. foram os seguintes: • junho – novembro. A não consideração deste período se justifica pela possível influência de fenômeno ENSO associado à estação chuvosa anterior sobre o mês de maio. Cabe destacar que a partir deste ciclo não será mais considerado para a bacia do rio Paraná até Porto São José o período SOI de Maio a Outubro. denominado SOMAT-S. Esta classificação se baseou unicamente no índice SOI. Os períodos de informações do SOI. A estação será classificada como SECA se pelo menos um destes índices for superior a um valor de referência total de estação seca. em base mensal. Para a classificação da estação chuvosa serão considerados dois índices de análise: o SOMASE (soma se) e o SOMAT (soma total). a partir do ciclo 2009/2010. denominado I-SOMASE-S. Vale ressaltar que o índice SOI é apenas um dos parâmetros utilizados na classificação do fenômeno ENSO. Após a obtenção dos índices SOMASE para os dois períodos analisados (junho – novembro e julho – dezembro). o que poderia interferir de forma inapropriada na classificação da estação chuvosa do ano seguinte. a estação chuvosa será classificada como ÙMIDA se pelo menos um destes índices for inferior a um determinado valor de referência total de estação úmida. Essa alteração busca a adoção do índice com toda a sua amplitude de variação e tem como objetivo aprimorar a classificação dos anos hidrológicos. para anos úmidos. a classificação baseada somente nesse índice pode levar a uma classificação diferente de outras que utilizam mais parâmetros como. adotados. passou a se utilizar o índice SOI Non Standard. que leva em conta a temperatura superficial e subsuperficial do mar no Pacífico Equatorial e o fluxo atmosférico na região de atuação dos ventos alísios Para a definição da classificação das estações chuvosas para o Sistema de Reservatórios da Bacia do rio Paraná até Porto São José. e • julho – dezembro. a estação será classificada como NORMAL. Em alguns casos. desde que estes sejam inferiores a um determinado valor de referência. para anos secos. referente à diferença de pressão ao nível do mar entre Tahiti e Darwin. a classificação considerada como oficial pelos centros de pesquisa de todo o mundo.

7 13.8 0 -0.1 ---- ANÁLISE SECO I-SOMASE-S= SOMAT-S= 1 10 Classificação SOMASE-U Classificação Final Jun-Nov Jul-Dez Jun-Nov Jul-Dez Úmido 0 0 ------- 0 -2.3 -0. Abaixo apresentamos os valores dos índices calibrados para a bacia do rio Paraná: • Estações chuvosas ÚMIDAS: I-SOMASE-U = -1.Índices históricos SOI Non Standard Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set 1951 2.4 2.6 0 0 ---------- ---------- 0 1.1 -2. a partir dos volumes excedentes em relação às restrições de vazão máxima.2 1.7 -1.1 -1.5 0.2 2.0 SOMAT-U = -8.1 -1.7 -0.5 2.1 -3. dentro da média e abaixo da média.3 0.9 1 0.7 -0.1 1951 1952 1953 1954 1955 Out Nov Dez 1 -1.2 -3.4 1954 1 1955 -1.3 -1.3 -1.3 -2.6 -1.3 -1.6 ------Seco ------Seco Normal Normal Seco A definição dos índices SOMASE e SOMAT foi obtida a partir de um processo de calibração considerando a série histórica de vazões naturais diárias.6 -1.4 -0.4 -0. e também considerou-se a ordenação das médias de vazões verificadas no período de controle de cheias.3 13.3 -0.6 0 3.5 -0.2 -2.5 0. Deve-se ressaltar que a série histórica de vazões naturais foi classificada a partir do ano de 1951 devido à falta de informações do índice SOI Non Standard anteriores a este.7 2 2.6 0.2 -0.1 0.7 1952 -2 1953 0.1 -0.5 -11.6 -0.6 ---- ---- 0 0 ---- ---- Normal -5.0 A aplicação dos critérios acima apresentados para o sistema de reservatórios da bacia do rio Paraná até Porto São José.9 0.8 1.5 2.4 1.7 ANÁLISE ÚMIDO I-SOMASE-U= SOMAT-U= -1 -10 SOMASE-U Classificação Jun-Nov Jul-Dez Jun-Nov Jul-Dez Úmido -9.5 • Estações chuvosas SECAS: I-SOMASE-S = +0.7 -0. Nesta análise.8 SOMAT-S = +8.4 1.4 -0. com o objetivo de se classificar as estações chuvosas com vazões acima da média.4 0.3 0. ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 25 / 150 .8 0.6 -1.6 -1. gerou a classificação apresentada no Quadro 6.1 -2.7 2.5 -2. consideraram-se as cheias históricas verificadas.5 0 0 -6.

0). Para isto. como uma proposta de aprimoramento para a formação dos cenários Seco e Úmido. Desta forma. todas as séries históricas de vazões naturais incrementais foram separadas em séries históricas formadas apenas pelas estações chuvosas de mesma classificação. buscou-se assegurar também que as séries normais com maiores volumes a serem retiradas não estivessem próximas de serem classificadas como anos secos (SOMA-S ≥ 8. para a geração de séries sintéticas correspondentes ao cenário Seco e ao cenário Úmido foram agregadas a estes as séries com estações chuvosas classificadas como Normais. Na aplicação deste critério. Em função do número reduzido de estações chuvosas Secas e estações chuvosas Úmidas no histórico disponível de cada sistema. Neste ciclo (2010/2011). considerou-se como limite o valor de SOMA-S maior ou igual a 6.Quadro 6 Classificação das estações chuvosas segundo o fenômeno ENSO Estação Chuvosa 51/52 52/53 53/54 54/55 55/56 56/57 57/58 58/59 59/60 60/61 61/62 62/63 63/64 64/65 65/66 66/67 67/68 68/69 69/70 70/71 71/72 72/73 73/74 74/75 75/76 76/77 77/78 78/79 79/80 Classificação Úmida Normal Normal Normal Seca Normal Normal Normal Normal Normal Normal Normal Normal Normal Úmida Normal Normal Normal Normal Seca Seca Úmida Seca Normal Seca Normal Úmida Normal Normal Estação Chuvosa 80/81 81/82 82/83 83/84 84/85 85/86 86/87 87/88 88/89 89/90 90/91 91/92 92/93 93/94 94/95 95/96 96/97 97/98 98/99 99/00 00/01 01/02 02/03 03/04 04/05 05/06 06/07 07/08 Classificação Normal Normal Úmida Normal Normal Normal Normal Úmida Seca Normal Normal Úmida Normal Úmida Úmida Normal Normal Úmida Seca Normal Normal Normal Normal Normal Normal Normal Úmida Normal A partir desta classificação. para uso no estudo de prevenção de cheias do sistema de reservatórios da bacia do rio Paraná até Porto São José. considerando a restrição de Jupiá. Pela classificação das 4 séries normais com maior volume seriam retiradas as séries correspondentes aos anos: ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 26 / 150 . foram retirados do processo de geração de séries sintéticas para a formação do cenário Seco os 10% anos normais com maiores volumes de cheias. foram retiradas as 4 estações chuvosas classificadas como normais de maiores volumes de cheias.0.

0 61 0. como a série 1964/1965 possui um valor de SOMA-S acima de 6.0 0.0 80 0.4 111 4. 1953/1954.0 0. 1984/1985.0 0.0 61 0. 1952/1953 e 1954/1955 – ver tabela abaixo.9 115 1982 2006 1981 1994 1984 1964 1996 1960 1991 1990 1983 2007 1982 1995 1985 1965 1997 1961 1992 1991 0.5 129 5. ou seja. sendo estas: 1968/1969. 1960/1961. Logo.0. 1984/1985.9 179 22. Na análise das séries normais de menores vazões não considerou o índice SOMA-U uma vez que qualquer uma das 20 séries de menor vazão tem volumes de espera nulo considerando a restrição de Jupiá.9 -1.1 0.0 0.7 113 6. A configuração final das 4 séries normais com maior volume a serem retiradas para a formação do cenário seco seriam: 1981/1982.9 143 10.4 Úmido Úmido Normal Úmido Normal Normal Normal Normal Úmido Normal Séries retiradas do cenário Seco Analogamente.8 -3. foram retirados do cenário Úmido os 10% anos normais com menores vazões – uma vez que estas não possuem volumes de espera considerando a restrição de Jupiá.8 -8.0 45 Ciclo 1971 1985 1974 2000 1963 1955 1968 1953 1952 1954 1970 1972 1986 1975 2001 1964 1956 1969 1954 1953 1955 1971 Seco Normal Normal Normal Normal Seco Normal Normal Normal Normal Seco Séries retiradas do cenário Úmido ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 27 / 150 .6 161 8. 1996/1997 e 1960/1961.3 4.5 2.0 85 0.0 0.5.3 121 5.0 61 0.1981/1982.0 78 0. JUPIÀ VE (km³) 47º 48º 49º 50º 51º 52º 53º 54º 55º 56º 57º Classificação %MLT Nov-Abr 0.0 88 0. foi selecionada então para ser retirada da formação do cenário seco a série seguinte de maior volume que não possuísse um valor de SOMA-S maior ou igual a 6.0 0. 1996/1997 e 1964/1965 – ver tabela abaixo.0 64 0. ou seja.0 6. Entretanto.0 -11.2 -15. foram retiradas as 4 séries normais de menores vazões. +6. esta estação chuvosa foi mantida na formação do cenário seco.0 0.0. JUPIÀ 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º VE %MLT (km³) Nov-Abr Classificação SOMA-S Ciclo 35.7 124 5.3 -2.0 59 0.7 122 5.3 0.0 SOMA-U -23.0 55 0. ou seja.

Em resumo. • Cenário Normal: 39 estações chuvosas Normais. Sistema de reservatórios Caconde-Limoeiro (1937/2008) • Cenário Independente: todos as 71 estações chuvosas.5. Sistema do reservatório Barra Bonita (1951/2008) • Cenário Seco: 7 estações chuvosas Secas + 39 estações chuvosas Normais = 46 estações chuvosas Secas ou Normais. • Cenário Úmido: 11 estações chuvosas Úmidas + 39 estações chuvosas Normais – 4 estações chuvosas Normais com menores vazões = 46 estações chuvosas Úmidas ou Normais.2 Sistema de reservatórios da bacia do rio Paraná até Porto São José Nos cálculos dos volumes vazios para o controle de cheias foram consideradas todas as restrições de vazões máximas levantadas e consideradas até então pelas empresas com usinas em operação neste trecho da bacia. • Cenário Úmido: 11 estações chuvosas Úmidas + 39 estações chuvosas Normais = 50 estações chuvosas Úmidas ou Normais. e • Cenário Independente: todos os 57 estações chuvosas (7 estações chuvosas Secas + 39 estações chuvosas Normais + 11 estações chuvosas Úmidas). • Cenário Normal: 39 estações chuvosas Normais. Sistema de reservatórios Camargos-Funil (1951/2008) • Cenário Seco: 7 estações chuvosas Secas + 39 anos estações chuvosas Normais = 46 estações chuvosas Secas ou Normais. e • Cenário Independente: todos as 57 estações chuvosas (7 estações chuvosas Secas + 39 estações chuvosas Normais + 11 estações chuvosas Úmidas). 2. • Cenário Normal: 39 estações chuvosas Normais. Sistema de reservatórios da bacia do rio Paranapanema (1949/2008) • Cenário Independente: todos os 59 anos. foram consideradas as seguintes composições de estações chuvosas: Sistema de reservatórios da bacia do rio Paraná até Porto São José (1951/2008) • Cenário Seco: 7 estações chuvosas Secas + 39 estações chuvosas Normais – 4 estações chuvosas Normais com mais volumes= 42 estações chuvosas Secas ou Normais. Esta configuração é apresentada na Figura 2. • Cenário Úmido: 11 estações chuvosas Úmidas + 39 estações chuvosas Normais = 50 estações chuvosas Úmidas ou Normais. ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 28 / 150 . e • Cenário Independente: todos as 57 estações chuvosas (7 estações chuvosas Secas + 39 estações chuvosas Normais + 11 estações chuvosas Úmidas).

Conforme descrita na introdução deste item 2.6, a aplicação da metodologia
foi realizada em duas etapas: geração de séries sintéticas de vazões e cálculo
dos volumes vazios necessários e suficientes para o controle de cheias.
Os volumes de espera foram calculados a partir das séries geradas para os
três cenários hidrológicos Seco+Normal, Normal e Úmido+Normal para o próximo
ano e o cenário Independente para ser considerado nas avaliações energéticas
de mais de um ano à frente.
As Tabelas 1, 2, 3 e 4, a seguir, apresentam os resultados dos cálculos dos
volumes de espera, para estes quatro cenários hidrológicos, nos sistemas de reservatórios a montante das restrições, para a alternativa de tempo de recorrência
de 30 anos nos reservatórios da bacia. A exceção ocorre com as alternativas
correspondentes aos reservatórios de Jurumirim e Chavantes, tempo de recorrência de 50 anos, e com o reservatório de Barra Bonita, tempo de recorrência
de 20 anos.
Com a implementação no modelo de cálculo de volumes de espera da possibilidade de limitação dos volumes máximos a serem alocados para controle de
cheias por sistema parcial e por reservatórios (Anexo I), foi adotada, em consenso com os agentes de geração, a limitação de 15 km³ para o sistema parcial dos
reservatórios a jusante de Jupiá (sistema parcial 176) e o sistema parcial total
(sistema parcial 760) para os cenários hidrológicos Normal e Seco. Para os cenários hidrológicos Independente e Úmido, este volume limitado não foi suficiente para atender aos tempos de retorno recomendados pelos agentes de geração,
sendo necessário adotar para o cenário Independente 17 km³ para os sistemas
parciais 176 e 760 e, para o cenário Úmido, a adoção de 17 km³ para o sistema
parcial 176 e 18 km³ para o sistema parcial 760.

ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias

ciclo 2010/2011

29 / 150

Tabela 1

Volumes de espera nos sistemas de reservatórios a montante das restrições (km³) - Cenário Seco+Normal

Local com restrição
Período
30/10/10
06/10/10
13/10/10
20/10/10
27/10/10
04/12/10
11/12/10
18/12/10
25/12/10
01/01/11
08/01/11
15/01/11
22/01/11
29/01/11
05/02/11
12/02/11
19/02/11
26/02/11
05/03/11
12/03/11
19/03/11
26/03/11
02/04/11
09/04/11
16/04/11
23/04/11

1

a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a

05/10/10
12/10/10
19/10/10
26/10/10
03/12/10
10/12/10
17/12/10
24/12/10
31/12/10
07/01/11
14/01/11
21/01/11
28/01/11
04/02/11
11/02/11
18/02/11
25/02/11
04/03/11
11/03/11
18/03/11
25/03/11
01/04/11
08/04/11
15/04/11
22/04/11
29/04/11

P.S.José
TR=30

Jupiá1
TR=30

Furn 1
TR=30

MMor1
TR=30

Igar1
TR=30

VGra1
TR=30

PCol1
TR=30

Mari 1
TR=30

Embo 1
TR=30

Itum 1
TR=30

SSim 1
TR=30

0,00
0,00
0,00
4,88
9,82
14,19
14,21
13,42
12,82
12,08
11,59
10,73
10,16
9,35
8,75
8,12
6,99
6,10
5,23
4,87
4,37
3,00
2,60
1,55
0,98
0,05

0,00
0,00
0,16
5,46
10,35
14,65
14,68
13,88
13,05
12,55
12,02
11,32
10,52
9,73
9,01
8,33
7,33
6,59
5,71
5,17
4,48
3,51
2,98
2,01
1,48
0,51

0,00
0,00
0,00
0,00
0,08
0,19
0,39
0,39
0,38
0,36
0,34
0,30
0,29
0,28
0,24
0,20
0,21
0,16
0,09
0,14
0,13
0,09
0,04
0,00
0,00
0,00

0,00
0,00
0,00
0,00
0,06
0,23
0,46
0,55
0,50
0,47
0,46
0,42
0,39
0,34
0,32
0,27
0,23
0,23
0,16
0,17
0,17
0,11
0,05
0,00
0,00
0,00

0,00
0,00
0,00
0,00
0,12
0,38
0,74
0,79
0,72
0,71
0,65
0,60
0,56
0,53
0,47
0,44
0,41
0,33
0,25
0,24
0,23
0,20
0,16
0,00
0,00
0,00

0,00
0,00
0,00
0,00
0,11
0,37
0,72
0,78
0,72
0,67
0,66
0,58
0,57
0,51
0,45
0,42
0,40
0,31
0,25
0,23
0,21
0,15
0,13
0,00
0,00
0,00

0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,25
0,61
0,58
0,56
0,54
0,48
0,46
0,41
0,41
0,32
0,31
0,31
0,22
0,13
0,10
0,11
0,08
0,04
0,00
0,00
0,00

0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,24
0,59
0,65
0,60
0,57
0,56
0,51
0,46
0,46
0,37
0,39
0,32
0,28
0,22
0,16
0,15
0,13
0,10
0,00
0,00
0,00

0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00

0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,75
0,95
0,98
0,93
0,29
0,73
0,73
0,71
0,64
0,58
0,53
0,49
0,47
0,41
0,33
0,31
0,25
0,21
0,10
0,05
0,00

0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,03
0,00
0,00
0,01
0,00
0,02
0,00
0,01
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00

aproveitamento existente imediatamente a montante da restrição

ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias

ciclo 2010/2011

30 / 150

Tabela 2

Volumes de espera nos sistemas de reservatórios a montante das restrições (km³) - Cenário Normal

Local com restrição
Período
30/10/10
06/10/10
13/10/10
20/10/10
27/10/10
04/12/10
11/12/10
18/12/10
25/12/10
01/01/11
08/01/11
15/01/11
22/01/11
29/01/11
05/02/11
12/02/11
19/02/11
26/02/11
05/03/11
12/03/11
19/03/11
26/03/11
02/04/11
09/04/11
16/04/11
23/04/11

1

a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a

05/10/10
12/10/10
19/10/10
26/10/10
03/12/10
10/12/10
17/12/10
24/12/10
31/12/10
07/01/11
14/01/11
21/01/11
28/01/11
04/02/11
11/02/11
18/02/11
25/02/11
04/03/11
11/03/11
18/03/11
25/03/11
01/04/11
08/04/11
15/04/11
22/04/11
29/04/11

P.S.José
TR=30

Jupiá1
TR=30

Furn 1
TR=30

MMor1
TR=30

Igar1
TR=30

VGra1
TR=30

PCol1
TR=30

Mari 1
TR=30

Embo 1
TR=30

Itum 1
TR=30

SSim 1
TR=30

0,00
0,28
3,04
8,77
12,34
12,39
13,42
14,65
14,84
14,31
14,86
14,59
14,69
13,62
12,57
11,27
10,55
9,09
8,37
7,65
6,02
4,71
3,81
2,39
0,69
0,08

0,00
0,46
3,59
9,30
12,67
12,76
13,82
14,62
14,94
14,79
14,88
14,81
14,87
13,98
12,90
12,23
11,10
9,27
8,85
7,72
6,44
5,19
4,31
2,99
1,29
0,54

0,00
0,00
0,00
0,00
0,30
0,82
0,90
0,86
0,81
0,75
0,71
0,67
0,64
0,60
0,52
0,41
0,41
0,26
0,29
0,32
0,25
0,10
0,03
0,00
0,00
0,00

0,00
0,00
0,00
0,00
0,37
0,80
0,99
1,07
1,01
0,99
0,91
0,87
0,82
0,77
0,57
0,58
0,56
0,38
0,41
0,38
0,34
0,28
0,12
0,00
0,00
0,00

0,00
0,00
0,00
0,14
0,76
0,95
1,40
1,42
1,40
1,36
1,26
1,18
1,09
1,02
0,91
0,77
0,78
0,54
0,52
0,55
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0,28
0,19
0,00
0,00
0,00

0,00
0,00
0,00
0,12
0,72
0,92
1,38
1,39
1,43
1,33
1,24
1,18
1,12
1,00
0,89
0,76
0,76
0,53
0,44
0,53
0,45
0,32
0,30
0,00
0,00
0,00

0,00
0,00
0,00
0,00
0,58
0,77
1,25
1,29
1,28
1,20
1,13
1,04
0,97
0,89
0,77
0,64
0,65
0,44
0,33
0,42
0,35
0,24
0,21
0,00
0,00
0,00

0,00
0,00
0,00
0,03
0,38
0,77
1,28
1,29
1,31
1,23
1,14
1,11
1,04
0,97
0,86
0,73
0,69
0,47
0,37
0,43
0,39
0,27
0,29
0,00
0,00
0,00

0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00

0,00
0,00
0,00
0,00
0,53
1,69
1,65
1,58
1,27
0,97
1,33
1,23
1,16
1,10
0,91
0,86
0,84
0,74
0,60
0,56
0,48
0,41
0,31
0,21
0,05
0,00

0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,54
0,45
0,56
0,54
0,44
0,48
0,46
0,41
0,35
0,30
0,31
0,26
0,21
0,02
0,02
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00

aproveitamento existente imediatamente a montante da restrição

ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias

ciclo 2010/2011

31 / 150

00 aproveitamento existente imediatamente a montante da restrição ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 32 / 150 .44 1.47 0.22 1.83 1.91 4.62 1.34 0.66 1.35 0.28 15.33 1.73 11.33 1.00 0.28 0.72 4.14 0.66 1.00 0.79 0.57 1.11 0.00 0.04 0.66 0.91 16.26 6.47 0.11 0.69 0.92 1.00 0.75 4.00 0.13 1.00 0.55 1.24 0.36 1.00 0.48 1.00 0.91 1.00 0.60 0.51 1.25 1.59 0.00 0.00 0.16 0.00 0.30 10.80 1.41 0.97 0.24 1.00 0.05 0.87 0.00 0.13 1.80 5.58 0.70 1.72 1.72 0.00 0.64 0.00 0.19 0.62 1.10 0.00 0.91 0.54 10.37 3.84 0.56 1.16 0.47 0.32 0.99 1.00 0.S.86 15.99 16.97 0.06 0.57 1.90 16.43 1.00 0.41 4.15 1.00 0.42 16.41 1.00 0.00 0.93 1.87 0.01 0.02 0.00 0.47 0.42 0.39 0.00 0.37 15.36 0.05 0.76 0.51 1.50 1.54 1.07 1.00 0.21 14.78 1.99 13.89 9.84 16.00 0.64 8.00 0.00 0.00 0.29 0.99 1.17 17.46 0.04 0.58 16.04 0.49 0.53 1.00 0.00 0.82 0.93 0.01 1.33 1.43 1.70 14.99 1.25 1.00 0.68 16.82 0.45 0.86 1.00 0.53 1.45 1.00 0.16 0.00 0.09 1.Tabela 3 Volumes de espera nos sistemas de reservatórios a montante das restrições (km³) .05 0.53 17.00 0.68 1.92 1.76 1.30 1.00 0.00 0.70 1.01 0.00 0.99 1.69 12.04 0.00 0.23 1.92 0.27 0.00 0.00 0.91 0.42 0.79 1.50 1.87 9.64 0.00 0.62 15.92 0.98 0.18 8.19 1.66 0.75 0.00 0.21 9.00 0.96 0.53 1.00 0.00 0.68 0.00 0.35 5.92 1.22 1.72 7.24 1.00 0.64 1.46 0.22 0.73 0.00 0.95 1.03 2.53 1.58 0.27 1.03 13.59 1.00 0.00 0.86 0.86 1.00 0.35 2.38 1.20 1.81 16.84 16.80 0.53 0.00 0.68 16.00 0.00 0.70 0.16 17.82 1.77 0.00 0.81 0.00 0.02 0.62 1.92 0.00 0.José TR=30 Jupiá1 TR=30 Furn 1 TR=30 MMor1 TR=30 Igar1 TR=30 VGra1 TR=30 PCol1 TR=30 Mari 1 TR=30 Embo 1 TR=30 Itum 1 TR=30 SSim 1 TR=30 2.00 0.45 15.00 0.00 0.00 0.67 0.00 0.61 1.85 17.00 0.00 0.32 11.85 1.83 1.32 1.30 13.59 6.75 0.60 15.58 2.50 1.47 0.00 0.74 1.23 0.07 1.00 0.00 0.01 14.20 1.44 0.00 0.00 0.95 0.14 0.00 0.44 1.00 0.Cenário Úmido + Normal Local com restrição Período 30/10/10 06/10/10 13/10/10 20/10/10 27/10/10 04/12/10 11/12/10 18/12/10 25/12/10 01/01/11 08/01/11 15/01/11 22/01/11 29/01/11 05/02/11 12/02/11 19/02/11 26/02/11 05/03/11 12/03/11 19/03/11 26/03/11 02/04/11 09/04/11 16/04/11 23/04/11 1 a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a 05/10/10 12/10/10 19/10/10 26/10/10 03/12/10 10/12/10 17/12/10 24/12/10 31/12/10 07/01/11 14/01/11 21/01/11 28/01/11 04/02/11 11/02/11 18/02/11 25/02/11 04/03/11 11/03/11 18/03/11 25/03/11 01/04/11 08/04/11 15/04/11 22/04/11 29/04/11 P.

96 0.00 0.36 1.03 0.14 0.28 0.73 0.75 1.33 1.98 1.44 1.30 13.00 0.08 16.62 0.42 0.72 10.47 0.31 1.01 0.40 1.00 0.46 1.35 1.34 0.34 1.68 0.00 0.00 0.00 0.00 0.06 0.65 0.00 0.12 8.00 0.24 1.23 16.00 0.80 16.20 10.00 0.39 1.00 0.00 0.62 9.01 1.00 0.02 0.38 1.00 0.59 0.70 16.69 1.00 0.66 1.70 5.74 0.21 1.00 0.00 0.46 0.00 0.43 1.41 0.José TR=30 Jupiá1 TR=30 Furn 1 TR=30 MMor1 TR=30 Igar1 TR=30 VGra1 TR=30 PCol1 TR=30 Mari 1 TR=30 Embo 1 TR=30 Itum 1 TR=30 SSim 1 TR=30 0.00 0.89 16.80 0.00 0.34 1.08 0.28 0.00 0.43 0.64 14.46 1.00 0.35 1.74 0.34 1.60 3.19 0.47 16.00 0.40 0.19 11.06 2.61 1.82 0.00 0.85 0.29 0.24 1.70 0.89 0.00 0.30 0.00 0.73 16.00 0.00 0.10 1.01 0.41 0.41 0.50 1.52 16.39 16.77 0.48 1.47 8.00 16.00 2.00 0.37 1.00 0.12 0.01 0.83 0.50 6.96 16.00 0.54 1.58 0.98 16.00 0.66 0.37 1.00 0.05 1.14 0.13 0.00 0.34 1.00 0.00 0.68 2.87 12.00 0.51 14.00 0.32 1.00 0.00 0.01 15.84 8.70 0.59 0.66 16.18 1.00 0.43 1.73 0.03 0.58 0.00 0.86 1.61 0.00 0.12 0.83 1.59 0.43 1.36 1.24 14.72 13.00 0.96 0.78 0.26 0.10 0.13 0.83 0.20 0.00 0.06 16.43 1.58 1.70 16.15 0.85 0.09 2.00 1.38 15.07 0.57 16.00 0.00 0.16 0.28 0.00 0.79 1.63 0.00 aproveitamento existente imediatamente a montante da restrição ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 33 / 150 .14 0.00 0.S.02 0.75 1.41 13.00 0.82 0.46 1.96 0.90 0.41 1.00 0.22 5.05 1.93 0.17 1.21 1.96 16.72 17.39 0.92 0.37 1.02 0.45 1.10 0.75 16.13 1.47 0.00 0.07 0.11 0.24 0.00 0.29 1.31 1.40 1.18 16.00 0.37 0.62 0.33 0.00 0.02 0.21 1.25 1.00 0.97 7.23 1.10 1.15 1.37 1.19 1.36 0.00 0.81 0.75 0.85 0.47 16.60 1.54 0.00 0.90 0.50 0.38 1.Cenário Independente Local com restrição Período 30/10/10 06/10/10 13/10/10 20/10/10 27/10/10 04/12/10 11/12/10 18/12/10 25/12/10 01/01/11 08/01/11 15/01/11 22/01/11 29/01/11 05/02/11 12/02/11 19/02/11 26/02/11 05/03/11 12/03/11 19/03/11 26/03/11 02/04/11 09/04/11 16/04/11 23/04/11 1 a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a 05/10/10 12/10/10 19/10/10 26/10/10 03/12/10 10/12/10 17/12/10 24/12/10 31/12/10 07/01/11 14/01/11 21/01/11 28/01/11 04/02/11 11/02/11 18/02/11 25/02/11 04/03/11 11/03/11 18/03/11 25/03/11 01/04/11 08/04/11 15/04/11 22/04/11 29/04/11 P.00 0.80 0.35 1.35 1.00 0.00 0.42 0.43 1.Tabela 4 Volumes de espera nos sistemas de reservatórios a montante das restrições (km³) .00 0.00 0.90 0.46 1.52 12.00 0.00 0.83 0.93 0.31 1.59 0.00 0.46 1.94 0.00 0.71 1.35 1.00 2.00 0.00 0.

os reservatórios de Jurumirim e Chavantes foram considerados nos estudos para cálculo de volumes de espera do Sistema de Reservatórios da bacia do rio Paraná até Porto São José (sem as restrições de Jurumirim e Chavantes) e do sistema formado somente por estes dois de reservatórios. conforme o procedimento descrito no item (a).3 11.212 5.5 1. além de se considerar as restrições a jusante destes. Na bacia do rio Paranapanema.A partir dos resultados de volumes de espera para os sistemas de reservatórios a montante de cada local sujeito a restrição de vazão máxima.6 4.9 10. b) Alocação das eventuais diferenças entre os volumes calculados para o sistema parcial n.979 6. para a determinação da alocação espacial dos volumes de espera nos reservatórios. Normal e Úmido+Normal para o próximo ciclo e o cenário Independente para mais de um ciclo à frente. utilizou-se a série histórica anual de vazões incrementais naturais diárias – outubro a novembro.9 Destaca-se que a determinação da alocação espacial foi aplicada para os três cenários hidrológicos Seco+Normal.233 7. a determinação da alocação espacial ótima dos volumes de espera nos reservatórios foi realizada considerando-se a opção da curva guia a partir dos índices mostrados no Quadro 7 a seguir: Quadro 7 Média das vazões máximas mensais no período dezembro/abril e Índice de potencial de cheia Reservatório EMBORCAÇÃO NOVA PONTE ITUMBIARA SÃO SIMÃO FURNAS MARIMBONDO ÁGUA VERMELHA PROMISSÃO I. ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 34 / 150 . A partir dos resultados de volumes de espera por sistemas parciais.º 1 e n.2 14.1 34. No caso dos estudos do sistema de reservatórios de Jurumirim e Chavantes. Solteira / Três Irmãos Média das vazões máximas mensais no período dezembro/abril (m³/s) 1.7 12.934 Índice de potencial de cheia (% da soma das média das Qmax até Jupiá) 3. respectivamente nos reservatórios de Jurumirim e Chavantes. preferencialmente no reservatório de menor alocação de volume vazio até então.786 991 5. para o cenário hidrológico Independente.º 3 e a soma dos volumes alocados nos 2 reservatórios.128 17.456 2.566 3. foram utilizados os seguintes procedimentos e critérios: a) Alocação inicial dos volumes calculados para os sistemas parciais n.8 6.º 2. Considerando-se as séries geradas pelo modelo DIANA foram calculados os volumes de espera para os 3 sistemas parciais formados pelos reservatórios e pontos de controle (locais sujeitos à restrição de vazão) localizados nesta bacia.

a restrição a jusante de Barra Bonita e. Ou seja. como envoltórias resultantes. as envoltórias do sistema de reservatórios da bacia do rio Paraná até Porto São José e as descritas nos itens (a) e (b). Para o aproveitamento de Barra Bonita. A tabela 5 apresenta os resultados dos cálculos dos volumes de espera considerando suas restrições próprias para os reservatórios de Jurumirim. Chavantes e Barra Bonita (para os quatros cenários hidrológicos). ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 35 / 150 . procedimento análogo ao descrito para a bacia do rio Paraná. A série histórica de vazões incrementais naturais diárias considerada para Jurumirim e Chavantes compreende todo período anual (novembro a outubro) e até o mês de junho para Barra Bonita. as envoltórias do sistema de reservatórios da bacia do rio Paraná até Porto São José e a envoltória obtida para cada um dos cenários hidrológicos durante os meses de novembro a junho – considerando-se o tempo de recorrência de 20 anos. considerando-se o tempo de recorrência de 50 anos. localizado na bacia do rio Tietê. foram considerados os cenários hidrológicos Seco+Normal. A tabela 6 apresenta os resultados para estes mesmos reservatórios quando considerados nos estudos para cálculo de volumes de espera do Sistema de Reservatórios da bacia do rio Paraná até Porto São José (sem suas restrições próprias). Normal e Úmido+Normal.Para a definição do volume de espera final. utilizouse a série histórica anual de vazões incrementais naturais diárias. foram consideradas como envoltórias resultantes para Jurumirim e Chavantes.

00 0.03 0.00 0.00 0.08 0.10 0.06 0.25 0.33 0.34 0.40 0.22 0.00 0.29 0.00 0.00 0.05 0.00 0.01 0.00 0.26 0.00 0.05 0.03 0.76 0.00 0.44 0.00 0.14 0.17 0.11 0.43 0.36 0.48 0.00 0.00 0.48 0.20 0.01 0.39 0.27 0.15 0.98 0.35 0.00 0.22 0.00 0.60 0.07 0.18 0.00 0.00 0.34 0.12 1.00 0.00 0.25 0.00 0.26 0.51 0.42 0.35 0.00 0.00 0.42 0.06 0.00 0.16 0.00 0.00 0.15 0.38 0.19 0.00 0.20 0.00 0.03 0.00 0.42 0.00 0.00 0.05 1.00 0.00 0.25 0.24 0.00 0.00 0.25 0.40 0.00 0.03 0.00 0.04 0.07 0.09 0.00 0.34 0.00 0.38 0.35 0.43 0.00 0.00 0.00 0.00 0.14 0.00 0.00 0.23 0.10 1.00 0.07 0.09 0.00 0.02 0.00 0.08 0.69 0.04 0.43 0.43 0.00 0.03 0.00 0.01 0.00 0.17 0.00 0.00 0.90 0.00 0.40 0.00 0.75 0.02 0.29 0.23 0.00 0.87 1.20 0.01 0.23 0.00 0.00 0.38 0.00 0.08 0.00 0.38 0.00 0.04 0.00 0.00 0.94 0.00 0.15 0.00 0.97 1.00 0.00 0.00 0.40 0.00 0.40 0.39 0.48 0.00 0.18 1.28 0.88 0.00 0.65 0.00 0.00 0.00 0.12 1.03 0.32 0.00 0.00 0.00 0.00 ciclo 2010/2011 36 / 150 .43 0.15 1.00 0.38 0.00 0.07 0.00 0.00 0.00 0.65 0.00 0.14 0.00 0.29 0.00 0.03 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.59 0.00 0.41 0.38 0.20 0.00 0.67 0.00 0.23 0.34 0.09 0.38 0.44 0.34 0.51 0.00 0.00 0.00 0.73 1.27 0.18 0.29 0.64 0.24 0.00 0.14 0.23 0.27 0.00 0.07 0.00 0.01 0.36 0.00 0.05 0.00 0.13 0.36 0.00 0.01 0.95 0.13 0.05 0.42 0.01 0.00 0.00 0.00 0.05 0.18 0.24 0.00 0.61 0.53 0.00 0.82 0.37 0.00 0.04 0.03 0.26 0.35 0.00 ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias Barra Bonita TR=20 anos Normal Seco Úmido Independente 0.10 0.13 0.00 0.00 0.40 0.29 0.39 0.49 0.31 0.08 0.00 0.00 0.46 0.00 0.00 0.00 1.00 0.12 0.00 0.22 0.43 0.00 0.00 0.31 0.00 0.00 0.00 0.00 0.05 0.00 0.32 0.09 0.33 0.07 0.00 0.00 0.00 0.00 0.06 0.Tabela 5 Volumes de espera (km³) para os reservatórios da bacia do rio Paranapanema (período anual) e Barra Bonita (até o mês de junho) Período 30/10/10 a 05/10/10 06/10/10 a 12/10/10 13/10/10 a 19/10/10 20/10/10 a 26/10/10 27/10/10 a 03/12/10 04/12/10 a 10/12/10 11/12/10 a 17/12/10 18/12/10 a 24/12/10 25/12/10 a 31/12/10 01/01/11 a 07/01/11 08/01/11 a 14/01/11 15/01/11 a 21/01/11 22/01/11 a 28/01/11 29/01/11 a 04/02/11 05/02/11 a 11/02/11 12/02/11 a 18/02/11 19/02/11 a 25/02/11 26/02/11 a 04/03/11 05/03/11 a 11/03/11 12/03/11 a 18/03/11 19/03/11 a 25/03/11 26/03/11 a 01/04/11 02/04/11 a 08/04/11 09/04/11 a 15/04/11 16/04/11 a 22/04/11 23/04/11 a 29/04/11 30/04/11 a 06/05/11 07/05/11 a 13/05/11 14/05/11 a 20/05/11 21/05/11 a 27/05/11 28/05/11 a 03/06/11 04/06/11 a 10/06/11 11/06/11 a 17/06/11 18/06/11 a 24/06/11 25/06/11 a 01/07/11 02/07/11 a 08/07/11 09/07/11 a 15/07/11 16/07/11 a 22/07/11 23/07/11 a 29/07/11 30/07/11 a 05/08/11 06/08/11 a 12/08/11 13/08/11 a 19/08/11 20/08/11 a 26/08/11 27/08/11 a 02/09/11 03/09/11 a 09/09/11 10/09/11 a 16/09/11 17/09/11 a 23/09/11 24/09/11 a 30/09/11 01/10/11 a 07/10/11 08/10/11 a 1410/11 15/10/11 a 21/10/11 22/10/11 a 28/10/11 29/10/11 a 05/11/11 Jurumirim TR=50 anos Chavantes TR=50 anos 0.82 0.30 0.00 0.00 0.00 0.01 0.34 0.00 0.00 0.

000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.530 0.070 0.000 0.000 0.000 0.000 0.590 0.000 0.180 0.000 0.000 0.005 0.090 Úmido + Normal 0.160 0.360 0.480 0.370 0.000 0.000 0.393 0.000 0.000 ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias Chavantes Independente 0.640 0.041 0.030 0.304 0.000 0.150 1.000 0.240 0.240 0.050 1.820 0.070 0.398 0.230 0.000 0.000 0.005 0.490 0.400 0.000 0.000 0.000 0.330 0.000 Normal 0.000 0.000 0.230 0.230 0.670 0.240 0.000 0.000 Normal 0.400 0.393 0.041 0.480 0.190 0.440 0.290 0.440 0.330 0.039 0.420 0.000 0.000 0.480 0.260 0.304 0.230 0.000 0.000 0.420 0.240 0.530 0.410 0.000 0.410 0.360 0.330 0.070 0.382 0.410 0.229 0.200 0.000 0.304 0.400 0.382 0.030 1.200 0.950 0.760 0.360 0.190 0.330 0.000 0.380 0.000 0.000 0.980 0.400 0.000 0.480 0.430 0.420 0.410 0.390 0.000 0.000 0.030 0.670 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.380 0.005 0.000 0.250 0.650 0.070 0.430 0.000 0.000 0.730 1.430 0.420 0.940 0.880 0.000 0.316 0.160 0.000 0.380 0.000 0.180 0.000 0.160 0.420 0.420 0.000 0.000 Úmido + Normal 0.000 0.393 0.000 0.382 0.090 0.005 0.000 0.270 37 / 150 .230 0.000 0.000 0.398 0.280 0.340 0.377 0.304 0.221 0.221 0.000 0.005 0.170 Normal 0.430 0.005 0.000 0.220 0.380 0.110 0.039 0.000 0.350 0.229 0.430 0.000 0.530 0.000 0.200 0.760 0.000 0.000 0.070 0.250 0.480 0.000 0.030 1.760 0.000 Úmido + Normal 0.393 0.030 1.530 0.160 0.221 0.380 0.380 0.430 0.310 0.360 0.316 0.120 1.180 1.430 0.000 0.430 0.480 0.000 0.000 0.000 0.005 0.360 0.000 0.000 0.000 0.000 0.190 0.Tabela 6 Volumes de espera (km³) para os reservatórios da bacia do rio Paranapanema e Barra Bonita considerados nos estudos para cálculo de volumes de espera do Sistema de Reservatórios da bacia do rio Paraná até Porto São José Jurumirim Período 30/10/10 06/11/10 13/11/10 20/11/10 27/11/10 04/12/10 11/12/10 18/12/10 25/12/10 01/01/11 08/01/11 15/01/11 22/01/11 29/01/11 05/02/11 12/02/11 19/02/11 26/02/11 05/03/11 12/03/11 19/03/11 26/03/11 02/04/11 09/04/11 16/04/11 23/04/11 a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a 05/11/10 12/11/10 19/11/10 26/11/10 03/12/10 10/12/10 17/12/10 24/12/10 31/12/10 07/01/11 14/01/11 21/01/11 28/01/11 04/02/11 11/02/11 18/02/11 25/02/11 04/03/11 11/03/11 18/03/11 25/03/11 01/04/11 08/04/11 15/04/11 22/04/11 29/04/11 Seco + Normal 0.398 0.670 0.280 0.820 0.000 0.000 0.000 0.000 0.330 0.000 0.000 ciclo 2010/2011 Seco + Normal 0.390 0.000 0.000 0.380 0.400 0.398 0.310 0.400 0.000 0.380 0.382 0.041 0.039 0.460 0.430 0.221 0.000 0.316 0.039 0.000 Barra Bonita Independente 0.180 0.180 0.430 0.180 0.400 0.000 0.340 0.000 0.380 0.377 0.190 0.100 1.200 0.377 0.316 0.000 0.400 0.290 0.229 0.400 0.390 0.000 0.510 0.229 0.377 0.430 0.000 0.870 1.420 0.430 0.340 0.000 0.041 0.000 0.000 0.430 0.000 0.005 0.390 0.750 0.240 0.000 0.120 1.000 0.000 Seco + Normal 0.000 0.290 0.400 0.180 0.510 0.420 0.900 0.280 Independente 0.400 0.000 0.000 0.000 0.290 0.

ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 38 / 150 . 20 anos recomendado pela AES Tietê. Em seguida. Para os reservatórios de Jurumirim. 8. As exceções desta alternativa ocorrem com os reservatórios de Jurumirim e Chavantes. a seguir. apresentam os resultados dos cálculos dos volumes de espera dos quatro cenários hidrológicos em todos os reservatórios do Sistema de Reservatórios da Bacia do rio Paraná até Porto São José para a alternativa de tempo de recorrência de 30 anos recomendado pelos Agentes de Geração responsáveis pelos reservatórios desta bacia. com a evolução temporal dos volumes de espera em cada reservatório para os quatro cenários hidrológicos. Chavantes e Barra Bonita estes resultados contemplam o estudo realizado considerando suas restrições próprias. estes resultados são apresentados nas Figuras de 3 a 16. e para o reservatório de Barra Bonita.As Tabelas 7. 9 e 10. tempo de recorrência de 50 anos recomendado pela DUKE ENERGY.

000 0.287 0.269 0.156 0.055 0.000 0.500 0.826 0.000 0.199 9.380 0.723 4.171 1.000 0.654 1.685 0.500 0.801 6.684 0.645 0.313 0.799 1.000 0.772 0.160 0.000 0.000 0.304 0.077 0.392 0.000 0.610 0.388 13.260 0.000 0.070 0.000 0.217 0.370 0.350 0.199 0.000 0.000 0.869 2.000 0.040 0.731 1.290 0.742 0.Tabela 7 Volumes de espera (km³) para os reservatórios da bacia do rio Paraná até Porto São José com operação de controle de cheias .950 0.857 1.331 2.413 1.494 1.000 0.330 0.397 0.722 Furn TR=30 MMor TR=30 Mari TR=30 (1) 0.684 1.000 0.000 0.226 1.090 0.245 0.140 0.512 0.557 1.263 0. ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 39 / 150 .428 0.930 1.114 0.000 0.U.000 0.725 1.013 0.000 0.654 1.208 1.000 0.000 0.000 0.861 1.240 0.187 0.398 0.039 0.740 0.641 1.760 4.382 0.886 0.460 0.000 0.000 0.277 0.233 0.000 0.054 0.000 0.000 0.755 0.125 0.031 3.249 0.922 15.000 0.208 0.403 0.751 4.360 0.792 0.604 3.000 0.398 0.340 0.259 0.315 0.000 0.210 0.000 0.986 0.500 0.486 0.130 2.271 0.117 1.420 0.400 0.500 0.834 0.470 0.000 0.490 0.509 4.171 0.000 0.654 2.620 0.166 0.006 0.437 1.000 0.287 0.411 0.751 1.325 1.136 1.206 0.225 0.500 0.460 0.083 0.118 0.208 1.000 0.999 1.173 0.000 0.113 0.170 0.400 0.471 0.723 14.453 0.000 0.511 0.145 0.034 0.392 0.597 11.375 1.000 0.584 14.365 0.297 1.233 2.000 0.022 0.000 0.696 4.051 0.328 0.131 1.249 0.188 14.000 0.500 0.500 0.000 0.382 0.170 0.197 0.121 1.019 0.016 0.018 0.105 1.340 0.196 0.843 0.475 0.000 0.017 0.187 0.723 0.598 0.066 0.513 0.420 1.425 1.119 0.290 0.230 0.370 5.430 0.000 0.739 3.000 0.000 0.161 0.130 0.537 8.054 1.687 0.330 0.844 0.366 0.093 0.999 0.073 0.259 0.041 0.971 0.261 0.000 0.398 0.046 0.444 0.542 0.204 1.000 0.000 0.379 0.000 0.000 0.959 1.000 0.344 3.945 6.000 0.137 0.304 1.420 1.079 10.765 0.732 10.391 1.307 1.475 0.000 0.500 0.190 0.411 0.641 1.592 1.290 0.483 1.000 0.899 0.500 0.000 0.500 0.410 0.703 1.000 0.228 0.000 0.000 0.000 0.575 0.000 0.353 0.000 0.140 0.240 0.000 0.460 0.842 0.656 0.000 0.510 0.168 0.658 12.835 3.530 0.263 0.000 0.470 0.000 0.410 1.263 0.400 0.263 0.218 0.612 1.141 0.022 0.594 0.575 0.554 7.625 2.132 0.180 0.000 0.510 0.469 AVer TR=30 Embo TR=30 NPon TR=30 Itum TR=30 SSim TR=30 Bbon TR=20 Prom TR=30 Ilh+TIr TR=30 Juru TR=50 Chav TR=50 Capi TR=30 0.163 0.956 0.339 0.184 1.400 0.274 0.104 0.000 0.557 0.304 0.693 0.530 0.000 0.480 0.240 0.423 5.290 4.098 1.000 0.440 0.418 0. do próprio reservatório que deve permanecer vazia.820 1.380 0.000 0.397 0.057 0.025 14.324 0.950 0.000 0.176 3.400 0.000 0.000 0.460 0.240 0.909 0.490 0.000 0.518 1.000 0.557 0.909 1.536 0.187 0.141 0.950 0.500 0.000 0.625 1.399 0.180 0.500 0.470 0.093 2.000 0.360 0.000 (1) Nos volumes indicados para Marimbondo está incorporada a parcela de 5% de V.093 0.341 0.295 1.Cenário Seco + Normal (integrado ao Cenário Independente no caso dos reservatórios de Jurumirim e Chavantes) Reservatórios Período 30/10/10 06/11/10 13/11/10 20/11/10 27/11/10 04/12/10 11/12/10 18/12/10 25/12/10 01/01/11 08/01/11 15/01/11 22/01/11 29/01/11 05/02/11 12/02/11 19/02/11 26/02/11 05/03/11 12/03/11 19/03/11 26/03/11 02/04/11 09/04/11 16/04/11 23/04/11 a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a 05/11/10 12/11/10 19/11/10 26/11/10 03/12/10 10/12/10 17/12/10 24/12/10 31/12/10 07/01/11 14/01/11 21/01/11 28/01/11 04/02/11 11/02/11 18/02/11 25/02/11 04/03/11 11/03/11 18/03/11 25/03/11 01/04/11 08/04/11 15/04/11 22/04/11 29/04/11 Volume total 0.000 0.000 0.382 0.460 0.326 0.398 0.000 0.121 0.232 4.494 0.689 0.623 14.930 1.

000 0.822 0.275 0.930 1.092 0.480 0.470 0.411 0.352 0.479 AVer TR=30 Embo TR=30 NPon TR=30 Itum TR=30 SSim TR=30 Bbon TR=20 Prom TR=30 Ilh+TIr TR=30 Juru TR=50 Chav TR=50 Capi TR=30 0.532 2.398 0.479 0.158 15.468 1.157 2.500 0.320 0.920 0.220 0.041 0.133 1.628 1.500 0.000 0.000 0.148 14.183 1.823 4.470 0.744 0.000 0.000 0.482 1.496 0.247 1.420 1.243 0.400 0.000 0.228 0.360 14.000 0.Tabela 8 Volumes de espera (km³) para os reservatórios da bacia do rio Paraná até Porto São José com operação de controle de cheias .300 0.052 0.463 1.000 0.654 1.444 0.089 0.500 0.549 0.070 0.842 0.740 0.500 0.930 1.215 1.017 0.000 0.062 1.598 0.500 0.139 2.398 0.632 13.000 0.000 0.071 4.340 0.096 0.000 0.949 2.000 0.283 1.866 8.078 2.000 0.585 0.000 0.470 0.049 0.884 0.071 4.698 0.312 16.460 0.930 1.916 3.500 0.250 0.411 0.415 0.240 0.382 0.382 0.304 0.114 0.392 0.342 0.712 1.170 0.580 Furn TR=30 MMor TR=30 Mari TR=30 (1) 0.150 0.500 0.900 0.000 0.859 0.347 1.370 3.090 0.515 1.332 0.241 0.905 1.360 0.773 17.351 1.342 0.723 0.663 0.000 0.057 0.150 0.860 0.521 0.000 0.419 0.072 0.792 0.575 0.164 0.500 0.304 0.790 0.000 0.470 0.856 1.000 0.000 0.000 0.452 1.247 1.274 0.000 0.500 0.654 1.420 0.298 0.420 1.000 0.162 2.100 0.913 9.815 2.878 1.000 0.450 0.166 0.165 3.272 1.460 0.790 0.470 0.341 0.157 2.263 0.583 0.487 0.274 0.290 9.405 0.654 1.360 0.052 0.183 1.094 10.844 0.000 0.228 0.000 0.950 0.500 0.000 0.036 0.298 0.000 0.320 0.640 1. ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 40 / 150 .000 0.240 0.500 0.000 0.000 0.350 0.450 0.290 0.000 0.351 0.958 4.000 0.844 0.000 0.000 0.000 0.078 0.062 0.859 1.000 0.405 0.240 0.399 0.950 0.582 1.950 0.336 0.060 1.823 4.400 0.878 1.825 1.240 0.U.495 0.135 0.190 0.654 1.000 0.873 1.360 0.143 1.500 0.000 0.654 1.000 0.490 1.538 6.157 2.259 0.420 1.382 0.734 16.390 1.500 0.401 1.460 0.156 0.870 0.000 0.324 17.500 0.304 16.000 0.000 0.000 (1) Nos volumes indicados para Marimbondo está incorporada a parcela de 5% de V.582 0.894 1.930 1.721 7.015 0.405 0.196 1.107 0.089 0.420 1.844 0.500 0.000 0.000 0.380 0.583 0.250 0.722 0.400 0.994 2.704 1.000 0.583 0.300 0.372 0.030 0.013 0.650 1.420 1.930 1.240 0.841 4.000 0.510 1.400 0.734 1.150 0.536 4.654 1.000 0.823 4.742 4.250 0.486 0.263 0.295 1.400 0.000 0.398 0.412 0.015 13.000 0.000 0.411 0.000 0.500 0.003 13.230 0.984 0.930 0.239 0.457 0.136 0.172 0.034 0.478 1.440 0.062 0.583 0.930 1.110 0.820 0.Cenário Normal (integrado ao Cenário Independente no caso dos reservatórios de Jurumirim e Chavantes) Reservatórios Período 30/10/10 06/11/10 13/11/10 20/11/10 27/11/10 04/12/10 11/12/10 18/12/10 25/12/10 01/01/11 08/01/11 15/01/11 22/01/11 29/01/11 05/02/11 12/02/11 19/02/11 26/02/11 05/03/11 12/03/11 19/03/11 26/03/11 02/04/11 09/04/11 16/04/11 23/04/11 a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a 05/11/10 12/11/10 19/11/10 26/11/10 03/12/10 10/12/10 17/12/10 24/12/10 31/12/10 07/01/11 14/01/11 21/01/11 28/01/11 04/02/11 11/02/11 18/02/11 25/02/11 04/03/11 11/03/11 18/03/11 25/03/11 01/04/11 08/04/11 15/04/11 22/04/11 29/04/11 Volume total 0.460 0.790 0.689 0.354 12.087 0.000 0.292 0.334 0.249 0.310 0.974 2.353 0.331 0.000 0.399 0.157 2.000 0.352 0.009 1.328 0.030 0.218 0.000 0.572 0.073 0.280 16.444 0.456 2.000 0.110 0.414 1.000 0.244 5.065 1.382 0.462 0.000 0.039 0.950 0.701 1.000 0.197 0.218 0.061 0.000 0.196 0.359 0.019 0.723 3.483 0.113 0.000 0.000 0.330 0.000 0.093 0.186 1.406 4.166 0.594 0.349 0.950 0.950 0. do próprio reservatório que deve permanecer vazia.823 4.

040 0.856 4.100 1.856 4.000 0.170 0.500 0.000 0.367 2.500 0.395 1.400 0.152 0.995 1.280 0.181 0.245 3.166 0.927 3.000 0.000 0.319 13.899 0.005 0.000 0.905 11.000 0.320 0.830 1.610 1.653 0.790 0.385 0.041 0.169 8.904 2.083 0.240 0.940 0.856 4.947 0.522 1.651 1.000 0.030 0.734 2.168 1.470 0.400 0.489 1.000 0.978 1.703 15.502 0.210 4.781 0.632 0.500 0.746 4.208 1.500 0.500 0.000 0.296 16.294 2.501 0.000 0.120 1.338 2.320 2.460 0.405 0.273 14.390 1.670 0.895 1.840 1.950 0.520 0.112 0.066 2.U.611 0.225 0.188 1.500 0.435 0.176 0.000 0.641 0.694 1.360 0.000 0.000 0.000 0.304 0.666 0.740 0.535 0.293 13.223 0.000 0.694 1.382 0.000 0.000 0.760 0.364 0.839 1.548 0.000 0.619 0.030 1.000 0.000 0.120 1.400 0.338 2.681 1.000 0.670 0.572 0.500 0.133 0.152 2.950 0.000 0.950 0.218 0.411 0.000 0.790 0.706 0.259 0.398 0.760 0.000 0.790 0.742 4.760 0.160 0.280 0.934 1.635 0.000 0.986 20.733 2.000 0.000 0.332 0.233 2.240 0.211 0.527 19.380 0.768 1.192 4.631 1.000 (1) Nos volumes indicados para Marimbondo está incorporada a parcela de 5% de V.383 2.405 0.398 0.247 1.950 0.730 1. ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 41 / 150 .403 0.385 0.995 1.378 0.933 1.384 0.000 0.296 1.500 0.436 1.500 0.726 1.589 1.651 1.457 0.078 2.457 0.294 2.260 2.464 0.500 0.546 1.240 0.070 0.062 0.000 0.460 0.280 0.360 0.382 0.471 0.964 1.115 1.316 2.040 0.861 1.323 0.492 0.500 0.907 1.470 0.000 0.460 0.982 0.106 0.500 0.270 1.360 1.891 15.670 0.569 1.236 2.636 AVer TR=30 Embo TR=30 NPon TR=30 Itum TR=30 SSim TR=30 Bbon TR=20 Prom TR=30 Ilh+TIr TR=30 Juru TR=50 Chav TR=50 Capi TR=30 0.368 1.000 0.500 0.339 0.000 0.856 4.166 0.000 0.984 2.500 0.039 0.500 0.236 2.470 0.259 0.382 0.146 0.666 0.136 0.405 0.156 0.273 1.522 0.040 0.856 4.418 0.763 17.856 4.666 0.000 0.400 0.167 16.000 0.Tabela 9 Volumes de espera (km³) para os reservatórios da bacia do rio Paraná até Porto São José com operação de controle de cheias - Cenário Úmido + Normal (integrado ao Cenário Independente no caso dos reservatórios de Jurumirim e Chavantes) Reservatórios Período 30/10/10 06/11/10 13/11/10 20/11/10 27/11/10 04/12/10 11/12/10 18/12/10 25/12/10 01/01/11 08/01/11 15/01/11 22/01/11 29/01/11 05/02/11 12/02/11 19/02/11 26/02/11 05/03/11 12/03/11 19/03/11 26/03/11 02/04/11 09/04/11 16/04/11 23/04/11 a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a 05/11/10 12/11/10 19/11/10 26/11/10 03/12/10 10/12/10 17/12/10 24/12/10 31/12/10 07/01/11 14/01/11 21/01/11 28/01/11 04/02/11 11/02/11 18/02/11 25/02/11 04/03/11 11/03/11 18/03/11 25/03/11 01/04/11 08/04/11 15/04/11 22/04/11 29/04/11 Volume total 4.980 1.170 0.569 1.443 3.000 0.582 1.666 0.000 0.118 0.062 0.161 1.964 2.706 1.505 5.052 1.856 4.694 0.856 4.320 2.452 0.745 1.392 0.500 0.460 0.606 19.431 0.040 0.385 0.398 0.000 0.176 0.132 0.801 10.000 0.193 10.000 0.650 0.940 0.856 4.790 0.826 0.856 4.677 0.950 0.062 0.861 0.750 0.000 0.873 16.950 19.000 0.362 Furn TR=30 MMor TR=30 Mari TR=30 (1) 0.500 0.062 0.535 0.431 0.694 1.803 19.152 0.060 0.240 0.394 0.304 0.797 0.423 0.357 1.138 0.587 0.030 1.148 1.856 4.367 2.290 0.010 1.380 0.587 0.482 7.914 0.139 1.450 1.405 0.299 2.400 0.030 0.500 0.883 1.989 0. do próprio reservatório que deve permanecer vazia.257 0.496 0.928 19.000 1.291 0.530 0.447 3.040 0.279 0.038 1.346 1.000 0.150 2.000 0.120 1.430 1.634 0.313 0.609 1.228 0.239 0.280 0.450 0.538 0.279 0.146 0.420 0.894 2.666 0.379 0.775 0.372 2.669 1.079 0.150 1.119 0.681 1.880 0.431 0.500 0.324 0.748 11.411 1.897 0.259 0.000 0.792 0.351 2.242 0.000 0.039 0.700 2.050 1.

000 0.000 0.000 0.000 0.856 4.000 0.851 2.666 0.120 1.575 1.681 0.950 0.972 2.511 0.062 0.126 0.666 0.775 0.405 0.820 0.500 0.523 0.462 0.666 0.272 0.900 1.029 0.000 2.900 1.270 0.438 1.000 0.000 0.449 0.470 0.640 0.933 17.483 0.500 0.666 0.383 0.694 1.120 0.200 0.457 1.751 4.278 2.187 0.325 2.420 0.981 19.270 0.098 0.211 0.389 3.590 0.950 0.000 0.233 1.000 0.215 0.500 0.000 0.500 0.856 4.000 0.994 4.063 2.060 0.000 0.259 0.000 1.000 2.410 0.706 1.470 0.694 0.010 0.244 0.834 2.359 0.311 0.607 1.000 0.493 16.419 8.716 3.470 0.820 1.181 0.000 0.263 0.694 1.100 0.790 0.000 0.156 0.500 0.010 0.405 0.463 0.056 0.310 0.384 0.666 0.299 4.290 0.000 0.500 0.790 0.005 0.000 0.732 1.258 1.000 0.413 1.000 0.500 0.418 0. do próprio reservatório que deve permanecer vazia.950 0.000 0.000 0.499 17.405 0.071 0.525 1.052 0.790 0.820 0.290 0.004 0.872 1.916 4.930 2.878 0.394 0.000 0.790 0.790 0.420 0.295 1.000 0.325 2.083 2.647 AVer TR=30 Embo TR=30 NPon TR=30 Itum TR=30 SSim TR=30 Bbon TR=20 Prom TR=30 Ilh+TIr TR=30 Juru TR=50 Chav TR=50 Capi TR=30 0.910 0.452 2.900 1.150 0.694 1.229 1.500 0.272 10.000 1.073 0.000 2.280 0.000 0.413 1.681 1.093 0.000 0.681 1.000 0.373 0.999 19.263 1.025 0.409 0.241 0.325 2.887 1.Tabela 10 Volumes de espera (km³) para os reservatórios da bacia do rio Paraná até Porto São José com operação de controle de cheias - Cenário Independente Reservatórios Período 30/10/10 06/11/10 13/11/10 20/11/10 27/11/10 04/12/10 11/12/10 18/12/10 25/12/10 01/01/11 08/01/11 15/01/11 22/01/11 29/01/11 05/02/11 12/02/11 19/02/11 26/02/11 05/03/11 12/03/11 19/03/11 26/03/11 02/04/11 09/04/11 16/04/11 23/04/11 a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a 05/11/10 12/11/10 19/11/10 26/11/10 03/12/10 10/12/10 17/12/10 24/12/10 31/12/10 07/01/11 14/01/11 21/01/11 28/01/11 04/02/11 11/02/11 18/02/11 25/02/11 04/03/11 11/03/11 18/03/11 25/03/11 01/04/11 08/04/11 15/04/11 22/04/11 29/04/11 Volume total 0.470 0.000 0.405 0.000 1.129 0.093 17.325 2.000 0.568 19.413 0.000 0.834 0.000 1.596 12.250 0.010 0.060 0.753 0.856 4.870 1.900 1.500 0.500 0.325 2.000 0.000 1.000 2.000 2.640 0.204 1.544 1.239 0.202 0.325 2.856 4.606 19.000 0.000 1.000 2.180 1.462 0.355 1.879 18.980 0.394 0.431 0.000 1.149 0.856 4.294 1.500 0.500 0.871 18.325 2.396 1.950 0.970 0.878 0.470 0.000 0.043 0.856 4.290 0.666 0.434 Furn TR=30 MMor TR=30 Mari TR=30 (1) 0.000 0.000 0.325 2.030 1.856 4.670 0.418 1.000 0.667 6.000 0.900 1.125 0.339 0.790 0.706 1.500 0. ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 42 / 150 .000 0.778 1.790 0.500 0.060 0.067 0.000 0.666 0.000 0.023 17.263 2.500 0.358 0.413 1.470 0.666 0.900 1.000 0.000 0.900 1.790 0.500 0.600 0.000 1.694 1.470 0.962 1.228 0.678 1.758 0.900 1.000 1.670 0.168 0.827 0.160 0.513 14.000 (1) Nos volumes indicados para Marimbondo está incorporada a parcela de 5% de V.405 0.817 1.470 0.000 2.000 2.000 1.856 4.241 1.480 0.300 1.000 0.000 2.478 1.462 0.896 3.672 13.355 0.000 0.080 1.000 0.009 0.856 4.000 0.000 0.500 0.325 2.229 1.856 4.000 0.641 0.069 0.000 0.900 1.229 1.909 19.420 0.000 0.804 1.470 0.338 0.000 0.500 0.392 0.681 1.150 0.551 1.325 2.000 1.394 0.394 0.000 0.405 0.883 13.470 0.344 0.511 0.670 0.900 0.000 2.030 0.470 0.218 0.681 1.166 0.666 0.784 1.689 0.380 0.U.357 1.856 4.900 1.000 0.550 0.844 1.216 0.229 1.000 0.515 1.500 0.133 1.856 4.805 1.069 0.666 0.640 1.500 0.739 14.673 0.884 9.000 0.370 0.005 0.000 0.249 0.300 0.790 0.950 0.000 2.000 0.

00 94.00 Seco+Normal Úmido+Normal Independente a 16 /0 4/ 11 a 19 /0 3/ 11 22 /0 4/ 11 25 /0 3/ 11 25 /0 2/ 11 a 19 /0 2/ 11 22 /0 1/ 11 25 /1 2/ 10 27 /1 0/ 10 a 31 /1 2/ 10 a 03 /1 2/ 10 a 05 /1 0/ 10 a 30 /1 0/ 10 Figura 4 28 /0 1/ 11 90.00 Normal Seco+Normal 75.00 Mascarenhas de Moraes: evolução temporal dos volumes de espera para os quatro cenários hidrológicos Mascarenhas de Moraes .TR = 30 Anos 100.00 Normal 92.00 95.Figura 3 Furnas: evolução temporal dos volumes de espera para os quatro cenários hidrológicos Furnas .00 43 / 150 .00 80.00 % VU 90.00 Úmido+Normal Independente ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias a 16 /0 4/ 11 19 /0 3/ 11 ciclo 2010/2011 22 /0 4/ 11 25 /0 3/ 11 a 25 /0 2/ 11 19 /0 2/ 11 a 28 /0 1/ 11 a 22 /0 1/ 11 25 /1 2/ 10 a 31 /1 2/ 10 03 /1 2/ 10 a 27 /1 0/ 10 30 /1 0/ 10 a 05 /1 0/ 10 70.00 98.00 85.TR = 30 Anos 100.00 % VU 96.

00 85.00 70.Figura 5 Marimbondo: evolução temporal dos volumes de espera para os quatro cenários hidrológicos Marimbondo .00 65.00 % VU 80.00 Normal Úmido+Normal 55.00 Independente ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 16 /0 4/ 1 1 a 22 /0 4/ 11 25 /0 3/ 11 19 /0 3/ 1 1 a 25 /0 2/ 11 19 /0 2/ 1 1 a 28 /0 1/ 11 a 1 22 /0 1/ 1 25 /1 2/ 1 0 a 03 /1 2/ 10 27 /1 0/ 1 0 a 05 /1 0/ 10 a 0 30 /1 0/ 1 31 /1 2/ 10 50.00 95.00 Independente a 22 /0 4/ 11 25 /0 3/ 11 16 /0 4/ 11 19 /0 2/ 11 19 /0 3/ 11 a a 25 /0 2/ 11 28 /0 1/ 11 22 /0 1/ 11 27 /1 0/ 10 25 /1 2/ 10 a a 03 /1 2/ 10 a 05 /1 0/ 10 a 30 /1 0/ 10 Figura 6 31 /1 2/ 10 50.00 Normal Seco+Normal 60.00 65.00 90.00 Água Vermelha: evolução temporal dos volumes de espera para os quatro cenários hidrológicos Água Vermelha .00 75.00 85.00 70.00 75.00 Seco+Normal 60.TR = 30 Anos 95.00 % VU 80.00 44 / 150 .00 90.00 Úmido+Normal 55.TR = 30 Anos 100.

00 Úmido+Normal Independente Figura 8 22 /0 4/ 11 16 /0 4/ 11 a 25 /0 3/ 11 19 /0 3/ 11 a 19 /0 2/ 11 22 /0 1/ 11 a 25 /0 2/ 11 28 /0 1/ 11 a 31 /1 2/ 10 a a 25 /1 2/ 10 30 /1 0/ 10 27 /1 0/ 10 a 05 /1 0/ 10 03 /1 2/ 10 90.00 Normal 92.00 Nova Ponte: evolução temporal dos volumes de espera para os quatro cenários hidrológicos Nova Ponte .00 94.00 Seco+Normal Úmido+Normal Independente ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias a 16 /0 4/ 11 a 19 /0 3/ 11 ciclo 2010/2011 22 /0 4/ 11 25 /0 3/ 11 25 /0 2/ 11 19 /0 2/ 11 a 28 /0 1/ 11 22 /0 1/ 11 a 31 /1 2/ 10 a 25 /1 2/ 10 a 27 /1 0/ 10 30 /1 0/ 10 a 05 /1 0/ 10 03 /1 2/ 10 90.TR = 30 Anos 100.00 94.00 98.TR = 30 Anos 100.00 98.00 45 / 150 .00 Normal Seco+Normal 92.00 % VU 96.00 % VU 96.Figura 7 Emborcação: evolução temporal dos volumes de espera para os quatro cenários hidrológicos Emborcação .

00 Seco+Normal Úmido+Normal Independente 22 /0 4/ 11 16 /0 4/ 11 a 19 /0 3/ 11 a 25 /0 3/ 11 25 /0 2/ 11 19 /0 2/ 11 22 /0 1/ 11 a a 31 /1 2/ 10 25 /1 2/ 10 27 /1 0/ 10 a 03 /1 2/ 10 a 05 /1 0/ 10 a 30 /1 0/ 10 Figura 10 28 /0 1/ 11 80.00 46 / 150 .00 Normal 85.00 Independente ciclo 2010/2011 11 4/ 3/ /0 22 a 25 1 a /1 /0 4 16 19 /0 3/ 11 1 /1 19 /0 2 /1 /0 1 22 /0 2/ /0 25 a 28 1a a 0 /1 /1 2 25 11 11 /0 /1 31 /1 03 a 10 0/ /1 27 1/ 2/ 10 2/ 0/ /1 05 0a /1 /1 0 30 ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias 11 55.TR = 30 Anos 100.TR = 30 Anos 100.00 90.00 % VU 80.00 90.00 Úmido+Normal 50.00 85.00 São Simão: evolução temporal dos volumes de espera para os quatro cenários hidrológicos São Simão .Figura 9 Itumbiara: evolução temporal dos volumes de espera para os quatro cenários hidrológicos Itumbiara .00 Normal 65.00 70.00 95.00 75.00 10 Seco+Normal 10 60.00 % VU 95.

00 90.00 Normal 65.00 95.00 % VU 80.00 70.00 40.TR = 20 Anos 100.00 80.00 Seco+Normal 60.00 Úmido+Normal 55.00 50.00 85.TR = 30 Anos 100.00 Promissão: evolução temporal dos volumes de espera para os quatro cenários hidrológicos Promissão .00 90.00 Normal 30.00 Seco+Normal 20.00 Independente ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 22 /0 4/ 11 a 16 /0 4/ 11 19 /0 3/ 11 a 25 /0 3/ 11 25 /0 2/ 11 a 19 /0 2/ 11 22 /0 1/ 11 a 28 /0 1/ 11 31 /1 2/ 10 25 /1 2/ 10 a 03 /1 2/ 10 a 27 /1 0/ 10 30 /1 0/ 10 a 05 /1 0/ 10 0.00 47 / 150 .00 Independente Figura 12 15 /0 7/ 11 a 09 /0 7/ 11 11 /0 6/ 11 a 17 /0 6/ 11 20 /0 5/ 11 a 22 /0 4/ 11 14 /0 5/ 11 19 /0 3/ 11 16 /0 4/ 11 a a 25 /0 3/ 11 25 /0 2/ 11 19 /0 2/ 11 22 /0 1/ 11 25 /1 2/ 10 a 28 /0 1/ 11 a 31 /1 2/ 10 a a 27 /1 0/ 10 30 /1 0/ 10 a 05 /1 0/ 10 03 /1 2/ 10 50.00 Úmido+Normal 10.00 % VU 60.Figura 11 Barra Bonita: evolução temporal dos volumes de espera para os quatro cenários hidrológicos Barra Bonita .00 70.00 75.

00 Jurumirim: evolução temporal dos volumes de espera para o cenário Independente Jurumirim .00 90.00 80.TR = 30 Anos 100.00 Independente Figura 14 22 /0 4/ 11 16 /0 4/ 11 a 19 /0 3/ 11 19 /0 2/ 11 22 /0 1/ 11 a 25 /0 3/ 11 25 /0 2/ 11 a 28 /0 1/ 11 a a 25 /1 2/ 10 30 /1 0/ 10 27 /1 0/ 10 a a 05 /1 0/ 10 03 /1 2/ 10 31 /1 2/ 10 20.00 Seco+Normal Úmido+Normal 30.00 % VU 70.TR = 50 Anos 100.00 50.Figura 13 Ilha Solteira Equivalente: evolução temporal dos volumes de espera para os quatro cenários hidrológicos Ilha Solteira Equivalente .00 90.00 % VU 95.00 48 / 150 .00 60.00 Normal 40.00 Seco+Normal Úmido+Normal Independente ciclo 2010/2011 a 14 10 /1 1 16 /0 9/ 11 08 /1 0/ 11 10 /0 9/ 11 a 19 /0 8/ 11 a 13 /0 8/ 11 16 /0 7/ 11 a 22 /0 7/ 11 24 /0 6/ 11 a 27 /0 5/ 11 a 21 /0 5/ 11 ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias 18 /0 6/ 11 29 /0 4/ 11 a 23 /0 4/ 11 a 01 /0 4/ 11 04 /0 3/ 11 26 /0 3/ 11 a a 04 /0 2/ 11 26 /0 2/ 11 07 /0 1/ 11 29 /0 1/ 11 a a 01 /0 1/ 11 04 /1 2/ 10 06 /1 0/ 10 a 12 /1 0/ 10 10 /1 2/ 10 80.00 Normal 85.

00 Seco+Normal Úmido+Normal Independente ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias 04 /1 /1 29 / 04 01 / a 11 4/ 23 /0 26 /0 3/ 11 a a 11 2/ 26 /0 ciclo 2010/2011 1 1 1 03 04 / 02 04 / a 29 /0 1/ 11 a 11 1/ 01 /0 /1 1 /1 1 /1 01 07 / 12 10 / a 10 2/ 04 /1 06 /1 0/ 10 a 12 / 10 /1 /1 0 0 80.00 49 / 150 .00 Normal 85.00 Úmido+Normal Independente Figura 16 14 10 /1 1 a 16 /0 9/ 11 08 /1 0/ 11 a 19 /0 8/ 11 10 /0 9/ 11 a 16 /0 7/ 11 13 /0 8/ 11 a a 18 /0 6/ 11 22 /0 7/ 11 24 /0 6/ 11 27 /0 5/ 11 a 21 /0 5/ 11 23 /0 4/ 11 26 /0 3/ 11 a a 29 /0 4/ 11 01 /0 4/ 11 04 /0 3/ 11 a 04 /0 2/ 11 26 /0 2/ 11 a 07 /0 1/ 11 29 /0 1/ 11 a 10 /1 2/ 10 01 /0 1/ 11 a 04 /1 2/ 10 06 /1 0/ 10 a 12 /1 0/ 10 70.00 % VU 95.TR = 30 Anos 100.00 Seco+Normal 75.00 95.00 % VU 90.00 Capivara: evolução temporal dos volumes de espera para os quatro cenários hidrológicos Capivara .TR = 50 Anos 100.00 85.00 90.00 Normal 80.Figura 15 Chavantes: evolução temporal dos volumes de espera para o cenário Independente Chavantes .

Figura 17 Representação esquemática do Sistema Camargos-Funil Camargos SP1 Funil-Grande SP2 3 SP3 Q restr =1000m /s ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 Q restr =1100m 3 /s 50 / 150 . a CEMIG passou a adotar neste aproveitamento. Após a atualização da série de vazões com o período 19771992. Desde o ciclo 2004-2005. SP2 e SP3. com a composição dos três sistemas parciais SP1. desde a estação chuvosa 1993/1994. Nesta metodologia. definidos com base em avaliações energéticas. mas considerando apenas o reservatório de Camargos. sem capacidade para a alocação de volumes de espera. desta vez utilizando a metodologia CEPEL (Anexo I). por ser um aproveitamento a fio d’água. a partir da revisão das séries de vazões naturais diárias do projeto de Revisão das Séries de Vazões Naturais. foi possível aplicar a metodologia CEPEL para o sistema Camargos-Funil.5. a CEMIG fez uma revisão do cálculo dos volumes de espera em Camargos.2. Esta metodologia proporcionou um acréscimo no grau de proteção à cidade de Ribeirão Vermelho. Em Camargos o volume de espera alocado até a estação chuvosa 1991/1992 era tido como suficiente para garantir uma proteção de 100 anos à cidade de Ribeirão Vermelho. não agregando nenhuma proteção adicional às demais restrições existentes a jusante do mesmo. adotando-se simplesmente o método das Trajetórias Críticas. tal volume passou a representar uma proteção de apenas 17 anos.3 Sistema de reservatórios Camargos-Funil O reservatório de Camargos não é considerado no sistema de reservatórios da bacia do rio Paraná até Porto São José em razão do seu pequeno tamanho em relação aos demais. parcialmente destruída durante a cheia de 1992. volumes de espera associados à recorrência de 50 anos calculados pela metodologia da Curva Volume-Duração. Após a atualização da série histórica até 1996. da localização e da severidade de sua restrição. A representação esquemática deste sistema é apresentada na Figura 17 a seguir. sem a necessidade de se efetuar o cálculo das condições de controlabilidade. cuja recorrência estimada não chega a 2 anos. o reservatório de Camargos é considerado como reservatório para controle de cheias e o reservatório de Funil apenas um ponto de controle (local da restrição mais severa). Em razão da conclusão da construção da ponte ferroviária sobre o rio Grande em Ribeirão Vermelho.

370 0.370 0.370 0.330 0.310 0.370 0.190 0.350 0.370 0.350 0.370 0.350 0. devido à indicação de necessidade de alocação de volume de espera em Funil-Grande em algumas semanas e por esta usina não possuir reservatório de regularização.370 0.250 0.370 0.290 0.000 0. Tabela 11 Volumes de espera (km³) para o reservatório de Camargos com operação de controle de cheias até Funil Período 30/10/10 06/11/10 13/11/10 20/11/10 27/11/10 04/12/10 11/12/10 18/12/10 25/12/10 01/01/11 08/01/11 15/01/11 22/01/11 29/01/11 05/02/11 12/02/11 19/02/11 26/02/11 05/03/11 12/03/11 19/03/11 26/03/11 02/04/11 09/04/11 16/04/11 23/04/11 a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a 05/11/10 12/11/10 19/11/10 26/11/10 03/12/10 10/12/10 17/12/10 24/12/10 31/12/10 07/01/11 14/01/11 21/01/11 28/01/11 04/02/11 11/02/11 18/02/11 25/02/11 04/03/11 11/03/11 18/03/11 25/03/11 01/04/11 08/04/11 15/04/11 22/04/11 29/04/11 Seco+Normal TR = 15 anos 0.370 0.370 0.370 0.320 0.350 0.000 0.280 0.250 0.370 0.290 0.000 0.370 0.020 0.210 0.340 0.370 0.280 0.000 0. é apresentada na Figura 18 a evolução temporal destes volumes de espera.370 0.370 0.370 0.370 0.360 0.310 0.290 0. para os quatro cenários hidrológicos considerados.020 0. Destaca-se que.370 0.000 ciclo 2010/2011 Independente TR = 15 anos 0.370 0.350 0. a seguir.250 0.320 0.370 0.370 0.280 0.300 0.150 0.230 0.000 0.350 0.A Tabela 11. em algumas semanas não é possível garantir o tempo de recorrência de 15 anos para a restrição a jusante da UHE Funil-Grande nestas semanas.000 ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias Camargos Normal Úmido+Normal TR = 15 anos TR = 15 anos 0.370 0.000 51 / 150 .370 0.250 0. Em seguida.350 0.000 0.180 0.360 0.370 0.370 0.010 0.370 0.170 0.370 0.230 0.320 0.330 0.370 0.370 0.370 0.280 0.310 0.000 0.370 0.030 0.000 0.260 0.000 0.370 0.370 0.140 0.370 0.360 0.370 0.000 0.350 0.370 0. apresenta os volumes de espera calculados para Camargos para o tempo de recorrência de 15 anos adotado pela CEMIG.300 0.370 0.350 0.170 0.000 0.370 0.110 0.370 0.370 0.

Figura 18 Camargos: evolução temporal dos volumes de espera para os quatro cenários hidrológicos Camargos . por ser um aproveitamento a fio d’água. a partir da revisão das séries de vazões naturais diárias do projeto de Revisão das Séries de Vazões Naturais. O reservatório de Caconde é considerado como reservatório para controle de cheias e o reservatório de Limoeiro apenas um ponto de controle (local da restrição mais severa).5.00 Normal Seco 50.00 Úmido Independente 2.4 /1 1 30 / 04 /1 1 a 06 /0 5 /1 1 22 /0 4 /1 1 04 /1 1 a 08 a 16 / 04 /1 1 a 02 / /1 1 03 19 / /1 1 03 05 / /0 4 /1 1 25 /0 3 a a 11 25 /0 3 /1 1 /1 1 /0 2 /1 1 /1 1 02 19 / /1 1 a 11 /0 2 /1 1 /0 1 02 05 / 01 /1 1 a 22 / /1 1 01 08 / a 14 31 28 /0 1 /1 1 /1 0 /1 2 /1 0 a 25 / 12 /1 0 a 17 /1 2 /1 0 /1 0 12 11 / 11 /1 0 a 03 /1 2 /1 0 /1 1 19 a 27 / /1 0 11 13 / 30 / 10 /1 0 a 05 /1 1 /1 0 40.00 90. com a composição dos três sistemas parciais SP1. foi possível aplicar a metodologia CEPEL (Anexo I) para o sistema Caconde-Limoeiro.00 Sistema de reservatórios Caconde-Limoeiro Deste o ciclo 2003-2004. sem capacidade para a alocação de volumes de espera.TR = 15 Anos 100.00 70.00 60. A representação esquemática deste sistema é apresentada na Figura 19 a seguir. SP2 e SP3.00 %VU 80. ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 52 / 150 .

050 0.010 0.050 0. Destaca-se que.060 0.020 0.000 0.050 0.010 0. é apresentada na Figura 20 a evolução temporal destes volumes de espera.060 0.000 0.000 0.040 0. a seguir.030 0.050 0.040 0.050 0.030 0.030 0.000 0.010 0.020 0.020 0.000 0.000 0.020 0.010 0.000 ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias Caconde Normal Úmido+Normal TR = 20 anos TR = 20 anos 0.060 0.050 0.000 0.000 0.050 0.020 0.060 0.050 0.030 0.040 0.000 53 / 150 .010 0.010 0.040 0.060 0.070 0.060 0.Figura 19 Representação esquemática do Sistema Caconde-Limoeiro Caconde SP1 SP3 Limoeiro SP2 Qrestr=600m3/s Qrestr=550m3/s A Tabela 12.070 0.010 0.060 0.050 0.080 0.050 0.060 0.040 0.060 0. Em seguida.030 0.030 0.060 0.040 0.070 0.000 0.000 0.030 0.050 0.060 0.020 0.030 0.030 0.040 0.050 0.030 0.040 0.040 0.020 0.030 0.050 0.030 0.030 0.040 0. apresenta os volumes de espera calculados para Caconde para o tempo de recorrência de 20 anos adotado pela AES -Tietê para os quatro cenários hidrológicos considerados. Tabela 12 Volumes de espera (km³) para o reservatório de Caconde com operação de controle de cheias até Limoeiro Período 30/10/10 06/11/10 13/11/10 20/11/10 27/11/10 04/12/10 11/12/10 18/12/10 25/12/10 01/01/11 08/01/11 15/01/11 22/01/11 29/01/11 05/02/11 12/02/11 19/02/11 26/02/11 05/03/11 12/03/11 19/03/11 26/03/11 02/04/11 09/04/11 16/04/11 23/04/11 a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a 05/11/10 12/11/10 19/11/10 26/11/10 03/12/10 10/12/10 17/12/10 24/12/10 31/12/10 07/01/11 14/01/11 21/01/11 28/01/11 04/02/11 11/02/11 18/02/11 25/02/11 04/03/11 11/03/11 18/03/11 25/03/11 01/04/11 08/04/11 15/04/11 22/04/11 29/04/11 Seco+Normal TR = 20 anos 0.000 0. em algumas semanas não é possível garantir o tempo de recorrência de 20 anos para a restrição a jusante da UHE Limoeiro nestas semanas.040 0.040 0.000 0.040 0.070 0.010 0.060 0.020 0.060 0.050 0.030 0.030 0.000 ciclo 2010/2011 Independente TR = 20 anos 0.050 0.010 0. devido à indicação de necessidade de alocação de volume de espera em Limoeiro em algumas semanas e por esta usina não possuir reservatório de regularização.060 0.010 0.000 0.020 0.070 0.060 0.040 0.060 0.000 0.050 0.020 0.

Figura 20

Caconde: evolução temporal dos volumes de espera – Cenário Independente

CACONDE - TR = 20 Anos
100,00

95,00

%VU

90,00

85,00

80,00

Normal
Seco
Úmido

75,00

Independente

2.6

/1
1
/0
4

/1
1
04
16
/

02
/

04

/1
1

a

a

08

22

/0
4

/0
3
25
a

03

/1
1

a
19
/

/1
1
03

/1
1

/1
1

/1
1
/0
3
11

/0
2
25
05
/

02

/1
1

a

a
19
/

02

/1
1

a
05
/

/1
1
01

/1
1

/1
1
/0
2
11

/0
1
28

14
a
22
/

01

/1
1

a
08
/

/1
0
12

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70,00

Alternativas de volumes de espera
No estudo da bacia do rio Paraná foram mostrados somente os resultados correspondentes aos tempos de recorrência indicados pelos Agentes de Geração:
• 30 anos no Sistema de Reservatórios da Bacia do rio Paraná até Porto São
José durante o período de novembro a abril;
• 20 anos no Sistema do Reservatório de Barra Bonita, durante o período de
novembro a junho;
• 50 anos no Sistema de Reservatórios da Bacia do Rio Paranapanema até
Chavantes, considerando-se todo o período anual;
• 15 anos no Sistema de Reservatórios Camargos-Funil durante o período de
novembro a abril; e
• 20 anos no Sistema de Reservatórios Caconde-Limoeiro durante o período de
novembro a abril.
O Anexo II apresenta estas alternativas de volumes de espera semanais para
o controle de cheias dos aproveitamentos da bacia do rio Paraná em km³ e o armazenamento correspondente em %V.U. Os quatro cenários hidrológicos foram
considerados para o sistema de reservatórios até Porto São José, para o sistema
de Camargos-Funil e para o sistema Caconde-Limoeiro. Nos sistemas de reservatórios da bacia do rio Paranapanema – considerando-se todo o período anual -

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os quatro cenários hidrológicos foram integrados ao Cenário Independente. Para
o reservatório de Barra Bonita, os quatros cenários hidrológicos foram integrados
aos seus respectivos cenários hidrológicos do sistema de reservatórios da bacia
do rio Paraná até Porto São José.

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ciclo 2010/2011

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3

Bacia do rio Paraíba do Sul

3.1

Localização e principais características da bacia
Esta bacia, mostrada nas Figuras 22 e 23, está situada entre os estados de São
Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, em uma região com um acentuado grau
de ocupação populacional e um grande parque industrial.
A bacia do rio Paraíba do Sul é de grande importância econômica e social, haja vista os decretos e portarias do Governo Federal que regulamentam o uso dos
seus recursos hídricos, visando atender às necessidades de geração de energia
elétrica, o abastecimento d'água das cidades ao longo da sua calha, o saneamento, a irrigação etc.
Portanto, o controle de cheias é mais um aspecto dentro dos múltiplos usos
que deve ser considerado no planejamento e operação dos aproveitamentos hidrelétricos da bacia.

3.2

Sistema de aproveitamentos hidrelétricos da bacia
A bacia do rio Paraíba do Sul possui um sistema complexo de aproveitamentos,
compreendendo usinas com reservatório de acumulação, usinas a fio d'água, usinas elevatórias etc. Existe um sistema para transposição de bacias com o objetivo original de geração de energia elétrica, mas que garante o abastecimento
d'água da cidade do Rio de Janeiro (Guandu). A Figura 24 mostra todo o sistema
de aproveitamentos da bacia e suas restrições, enquanto o Quadro 8 traz suas
principais características.

3.2.1

Aproveitamentos utilizados no controle de cheias
Os aproveitamentos que participam do controle de cheias através da alocação de
volumes de espera são os reservatórios de regularização de Santa Branca e Funil. O reservatório de Paraibuna tem um papel importante no amortecimento de
cheias, principalmente para as restrições a jusante de Santa Branca, mas seus
órgãos extravasores, válvula de fundo (circuito hidráulico com a turbina com vazão máxima limitada em 120 m3/s) e vertedor tulipa, impossibilitam a alocação de
um volume de espera. Da mesma forma o reservatório de Jaguari tem uma válvula de fundo com capacidade máxima de 60 m3/s e um vertedor a lâmina livre,
não sendo possível também a alocação de volume de espera, mas havendo portanto um amortecimento para jusante, maior ou menor em função do nível de
armazenamento no início da estação chuvosa.
Os aproveitamentos de Santa Cecília e Ilha dos Pombos, por serem a fio d'água, não tem efeito direto no controle de cheias na bacia do rio Paraíba do Sul. A
contribuição pelo bombeamento da Usina Elevatória de Santa Cecília só é efetiva se não estiver ocorrendo cheia simultânea no rio Piraí, devido à sua paralisação, podendo inclusive ocorrer visando à redução das descargas pela barragem
de Santana.

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Figura 22 Localização dos aproveitamentos da bacia do rio Paraíba do Sul Figura 23 Perfil da bacia do rio Paraíba do Sul no trecho dos aproveitamentos hidrelétricos ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 57 / 150 .

Figura 24 Diagrama esquemático do sistema de aproveitamentos hidrelétricos da bacia do rio Paraíba do Sul Rio Paraíba do Sul CONVENÇÃO usina com reservatório usina a fio d’água restrição de vazão máxima (m³/s) reservatório com volume de espera para o controle de cheias PARAIBUNA reservatório JAGUARI Sta. PASSOS SOBRAGI 10 Barra do Piraí ILHA DOS POMBOS Detalhe do rio Sacra Família ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 58 / 150 . BRANCA usina de bombeamento 300 Guararema 340 Jacareí FUNIL 700 TOCOS LAJES FONTES 850 Resende 800 Barra Mansa 880 Volta Redonda VIGÁRIO NILO PEÇANHA SANTANA SANTA CECÍLIA 1100 P.

3 Restrições hidráulicas existentes na bacia Especificamente para controle de cheias. tem-se para Santa Branca uma restrição condicionada ao valor de 300 m3/s no posto fluviométrico de Guararema.0 Qmin= 80.002 - 305 0.030 0. INST.0 (4) Qmax= 700.45 CESP JAGUARI JAGUARI 736 1. (3) Valor máximo condicionado à incremental devido à restrição de 340 m³/s na cidade de Jacareí. Volta Redonda e Barra do Piraí (850.00 LIGHT STA. (6) Para atendimento à calha da CEDAE.LAJES SOBRAGI PARAIBUNA MINEIRO PARAIBUNA METAIS NAmin= 352. CECÍLIA 337 16.694 0.0 (2) Qmax= 120. No rio Piraí.VIGÁRIO 362 30 0.636 85 - LIGHT STA. estimado como correspondente ao nível 2. (km³) POT. quando da ocorrência de chuvas.50 66 322 0.D.0 Qmin= 40.00 NAmax= 140. e se necessário a inversão do fluxo d´água nesta usina através de uma unidade de bombeamento.004 100 - - 3675 0.002 LIGHT I.5 Qmin= 120. 880 e 1.300 0. para minimizar descargas a jusante do reservatório de Santana.001 -88 - 71 - - LIGHT VIGÁRIO NILO PEÇANHA TOCOS PIRAÍ 402 382 LIGHT LAJES RIB.005 PARAÍBA DO SUL PARAÍBA DO SUL -32 182 Qmin= 30. BRANCA PARAÍBA DO SUL 796 5. RIO CESP PARAIBUNA/ PARAITINGA PARAIBUNA/ PARAITINGA 843/834 4. (4) Valor condicionado às restrições nas cidades de Resende.LAJES 74 LIGHT P.516 0. a formação de um volume de espera dinâmico.Quadro 8 Principais características dos aproveitamentos da bacia do rio Paraíba do Sul DIST.ATÉ A FOZ (km) (1) A. (MW) RESTRIÇÕES OPERATIVAS EMPRESA APROVEIT. 3.40 m da régua linimétrica da estação de captação do Serviço Autônomo de Águas e Esgotos – SAAE na cidade de Jaca- ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 59 / 150 . mediante o pleno bombeamento na Usina Elevatória de Vigário e a paralisação do bombeamento na elevatória de Santa Cecília. (5) Usina elevatória.410 0.(m) (5) Qmin= 6.0 Qmin= 71.606 222 NAmin= 449.U. (2) Defluência limite do circuito hidráulico: turbina + válvula dispersora. PASSOS RIB. POMBOS 179 32. busca-se.008 - RIB. 800.445 - NAmin= 397.0 (2) Qmax= 60. Barra Mansa.0 Qmax= (3) Qmin= 10.00 (6) - (1) Refere-se à foz no oceano Atlântico. Para cálculo de volume de espera utiliza-se 300 m³/s como restrição condicionada em Guararema.150 2.00007 60 - LIGHT SANTANA PIRAÍ 346 889 0.0 - - 380 - - 0.100 m³/s. (km²) V.60 JUS. respectivamente).793 28 - FURNAS FUNIL PARAÍBA DO SUL 448 13.(m³/s) Qmax= 10 m³/s - LIGHT LIGHT (5) MONT.308 58 NAmin= 607.

Quadro 9 Séries de vazões naturais médias diárias na bacia do rio Paraíba do Sul LOCAL RIO PERÍODO Paraibuna-Paraitinga S. esta cota é alcançada para um nível junto à barragem de 466. Pode-se observar que estas séries são as mesmas utilizadas nos estudos anteriores. local da restrição.Branca Incremental S.500 m3/s.Piraí . para a formação de um volume de espera dinâmico no reservatório de Santana. podem ocorrer vazões superiores à restrição. a qual provocará uma sobreelevação devido ao remanso na região do aterro da ordem de 30 cm.reí.00 m no local compromete-se a segurança do referido aterro. afluente da margem direita do rio Piraí. 3. que é o aterro da estrada de ferro da Rede Ferroviária Federal. Volta Redonda (880 m3/s) e Barra do Piraí (1. Também o reservatório de Funil opera respeitando uma restrição condicionada (700 m3/s).Branca+Jaguari/Funil Paraibuna-Paraitinga Paraíba do Sul Jaguari Paraíba do Sul Paraíba do Sul - 1927/1996 1928/1996 1935/1996 1927/1986 1927/1996 1928/1996 1935/1996 ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 60 / 150 .4 Séries de vazões naturais médias diárias As séries históricas de vazões naturais médias diárias nos locais de interesse da bacia do rio Paraíba do Sul estão apresentadas no Quadro 9 a seguir. que faz parte da ligação entre Rio de Janeiro e São Paulo. O trecho crítico do subsistema Paraíba . Nesse trecho do rio Piraí estão localizados diversos bairros das cidades de Piraí e Barra do Piraí. A partir da cota 467. onde a descarga de restrição é de apenas 10 m3/s.Guandu.100 m3/s) a jusante do reservatório. visando evitarem-se descargas pela barragem de Santana. contratada por FURNAS. em função dos problemas nas cidades de Resende (850 m3/s).A. Em função do estado hidráulico do Sistema de Desvio Paraíba . O reservatório de Funil tem. ainda. Cabe ressaltar que na ocorrência de chuva na bacia contribuinte do rio Sacra Família. localizado junto ao rio do Salto.70 m e uma vazão afluente de 3.Piraí . Barra Mansa (800 m3/s). mesmo sem a abertura de comporta da barragem de Santana. uma restrição de nível máximo. Segundo estudos realizados pela empresa Geotécnica S.Guandu fica a jusante da barragem de Santana. deverá ser providenciado o desligamento de bombas da Usina Elevatória de Santa Cecília e mantido o pleno bombeamento na Usina Elevatória de Vigário. situado entre a barragem de Santana e a cidade de Barra do Piraí.Branca(Guararema) Jaguari Queluz Funil (Resende) Incremental Paraibuna/S..

ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 61 / 150 .Paraitinga a montante. Considerações: a) Paraibuna-Paraitinga A prática operativa e as simulações já mostraram que.2008 VERIFICADO 61.31.45 95.10. devido à alta regularização do reservatório de Paraibuna .Volume Útil Em função grande diferença do nível de partida da próxima estação chuvosa com os níveis de partida dos últimos anos. Vale ressaltar que as simulações realizadas nos estudos dos volumes de espera necessitam dos níveis dos reservatórios no início da estação chuvosa. obtidas pelo somatório das defluências resultantes da simulação dos reservatórios de montante com as incrementais do trecho entre os reservatórios.34 %V.2009 VERIFICADO 83. em 1983. mostra os volumes armazenados verificados ao final de outubro de 2007.U.38 86.U.10.71 31.82 40. Os volumes de espera para os reservatórios de jusante são calculados utilizando-se a série de vazões afluentes regularizadas.90 %V. principalmente no caso de Santa Branca. .: • %V.24 25.34 28.U.00 94.5 Aplicação da metodologia A metodologia que vem sendo utilizada no sistema de reservatórios da bacia do rio Paraíba do Sul desde o primeiro estudo no âmbito do GCOI para o controle de cheias desta bacia. Para 2010 são apresentados os valores previstos para o final do mês de outubro.40 V.U. A distribuição de freqüência utilizada no ajuste dos eventos extremos máximos é a distribuição Log-Pearson III. Sabe-se que o ajuste de uma distribuição de freqüência aos eventos extremos máximos de uma série regularizada.31.3.76 47. não é bom. necessário nesta metodologia.60 65.10. o amortecimento propiciado pelo reservatório de Paraibuna-Paraitinga tem papel importante no controle da restrição de descarga a jusante de Santa Branca.37 19.35 %V.31.2010 PREVISTO 75. 2008 e 2009. O Quadro 10. Quadro 10 Armazenamentos no início das estações chuvosas APROVEITAMENTO PARAIBUNA/PARAITINGA SANTA BRANCA JAGUARI FUNIL OBS.90 74.10.31.78 77. a seguir.2007 VERIFICADO 36.U. o estudo de alternativas de volumes de espera foi revisto. consiste na aplicação do Método da Curva Volume x Duração para cada reservatório do sistema. durante os períodos de cheias.

a alocação de volume de espera de 0.016 0. Volta Redonda e Barra do Piraí.40 m no posto fluviométrico da LIGHT junto à estação de captação do Serviço Autônomo de Águas e Esgotos – SAAE.012 0.031 0.b) Santa Branca Os problemas de inundação na cidade de Jacareí surgem para níveis d’água a partir de 2. como dito anteriormente. considerando. Barra Mansa.017 0.017 km3 em Santa Branca correspondente ao nível de armazenamento de 94. sendo pouco significativo para o controle das restrições a jusante de Funil. ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 62 / 150 .015 0. que corresponde a uma vazão de restrição de 340 m3/s. O Quadro 11 apresenta as alternativas de volumes de espera para Santa Branca calculados pelo método da Curva Volume x Duração. localizadas a jusante da usina de Funil. existe para este aproveitamento uma restrição de descarga condicionada de 700 m3/s.019 0. Os volumes de espera para o controle de cheias neste local foram calculados a partir das séries de vazões afluentes regularizadas a Funil. c) Jaguari Este reservatório tem pequena capacidade de amortecimento.48% de VU.023 0.009 0.007 0.017 km3. Como a série histórica de vazões naturais utilizada nos estudos é a do posto fluviométrico de Guararema. Quadro 11 Volumes de espera de Santa Branca (km³) para a restrição condicionada de 300 m³/s TEMPO DE RECORRÊNCIA VOLUME DE ESPERA (ANOS) (km³) 20 30 50 60 70 80 100 120 140 160 170 180 0. a montante da cidade de Jacareí.013 0.024 O Tempo de recorrência adotado pela LIGHT para este ciclo será de 100 anos. d) Funil Em decorrência de problemas de inundação nas cidades de Resende.021 0. a determinação dos volumes de espera foi realizada com a vazão de restrição condicionada de 300 m3/s. o que corresponde a um volume de espera de 0.

211 3. considerando diversos tempos de recorrência.6 Considerações adicionais dos estudos Cabe ainda assinalar que a escolha da alternativa de alocação dos volumes de espera desta bacia é feita a partir dos resultados de estudos que levam em consideração o risco de não atendimento de descargas mínimas em várias seções ao longo do rio Paraíba do Sul.7 Alternativas de volumes de espera Em face da experiência operativa nesta bacia foi adotada a alternativa de volume de espera pela LIGHT que corresponde à um TR de 100 anos para Santa Branca e. além dos compromissos energéticos.146 0.176 0.057 0.201 0.091 0. por FURNAS. os quais são apresentados na Tabela 13 e no Anexo II com os valores semanais de volumes de espera em km³ e o armazenamento correspondente em %VU. de 56 anos para Funil. ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 63 / 150 . 3.113 0.132 0.O Quadro 12 apresenta os resultados dos volumes de espera determinados para Funil. Quadro 12 Volumes de espera (km³) de Funil para a restrição de 700 m³/s TEMPO DE RECORRÊNCIA VOLUME DE ESPERA (ANOS) (km³) 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 0.189 0.160 0.

017 94.017 94.48 0.48 0.017 94.154 74.58 0.59 0.48 0.48 0.00 0.017 94.48 0.154 74.017 94.59 0.154 74.48 0.79 0.59 0.59 0.017 94.48 0.59 0.59 0.000 100.59 0.59 0.48 0.017 94.154 74.83 0.017 94.000 100.154 74.59 0.90 0.67 0.59 0.154 74.48 0.154 74.: V E %VU a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a 05/11/10 12/11/10 19/11/10 26/11/10 03/12/10 10/12/10 17/12/10 24/12/10 31/12/10 07/01/11 14/01/11 21/01/11 28/01/11 04/02/11 11/02/11 18/02/11 25/02/11 04/03/11 11/03/11 18/03/11 25/03/11 01/04/11 08/04/11 15/04/11 22/04/11 29/04/11 06/05/11 Santa Branca TR=100 anos km³ %VU 0.59 0.154 74.48 0.017 94.00 Volume de Espera (km³) Volume de Espera em % de Volume Útil do Reservatório ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 64 / 150 .154 74.59 0.154 74.154 74.154 74.010 96.48 0.48 0.000 100.017 94.017 94.017 94.Tabela 13 Volumes de espera nos reservatórios da bacia do rio Paraíba do Sul Período 30/10/10 06/11/10 13/11/10 20/11/10 27/11/10 04/12/10 11/12/10 18/12/10 25/12/10 01/01/11 08/01/11 15/01/11 22/01/11 29/01/11 05/02/11 12/02/11 19/02/11 26/02/11 05/03/11 12/03/11 19/03/11 26/03/11 02/04/11 09/04/11 16/04/11 23/04/11 30/04/11 OBS.59 0.062 89.017 94.154 74.154 74.092 84.017 94.48 0.154 74.003 98.59 0.154 74.017 94.48 0.69 0.007 97.017 94.00 Funil TR=56 anos km³ %VU 0.031 94.017 94.48 0.48 0.48 0.154 74.154 74.75 0.59 0.017 94.59 0.59 0.59 0.154 74.154 74.59 0.154 74.017 94.000 100.48 0.59 0.017 94.00 0.014 95.48 0.92 0.017 94.48 0.48 0.123 79.59 0.

Itaparica. no Estado de Minas Gerais. Além destes aproveitamentos. cujas nascentes estão na região Sudeste. Os aproveitamentos de Sobradinho. ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 65 / 150 . Complexo de Paulo Afonso e Xingó correspondem a 93. é de suma importância na geração de energia para a região Nordeste do Brasil. Figura 25 Localização dos aproveitamentos hidrelétricos da bacia do rio São Francisco (Fonte: ANA) UHE QUEIMADO Devido à grande extensão do vale. ressaltam-se os aproveitamentos de Três Marias e Queimado. A Figura 25 apresenta a localização destes aproveitamentos.4 Bacia do rio São Francisco 4. os estudos realizados nesta bacia geralmente são subdivididos em trechos.6% da capacidade de geração hidráulica instalada no Nordeste. bem como os principais postos hidrométricos ao longo do rio. localizados mais a montante da bacia do rio São Francisco. como descrito a seguir e apresentado na Figura 26.1 Localização e principais características da bacia O rio São Francisco.

O Quadro 13 apresenta as principais características de tais aproveitamentos. Devido à topologia do sistema e às características físicas desta bacia. função da magnitude das vazões. e Sistema de Reservatórios de Sobradinho e Itaparica. para controle de cheias. O sistema de reservatórios dos aproveitamentos hidrelétricos da bacia do rio São Francisco. Queimado. Isto se deve principalmente à grande distância entre estes reservatórios e Sobradinho. foi subdividido em três outros sistemas. visando atender apenas as suas próprias restrições. pois a água liberada em Três Marias.Bacia do rio São Francisco .2 MOXOTÓ XINGÓ Sistema de aproveitamentos hidrelétricos da bacia O diagrama esquemático (Figura 27) apresenta os aproveitamentos hidrelétricos existentes no rio São Francisco. Por outro lado. ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 66 / 150 . com área de drenagem de 3. Sistema do Reservatório de Queimado. seus principais tributários e as restrições operativas consideradas na bacia. o aproveitamento de Queimado. localizado no rio Preto. os reservatórios de Três Marias e Queimado são operados. de forma independente em relação aos reservatórios de Sobradinho e Itaparica. não afeta significativamente as afluências a Sobradinho. priorizando a proteção da cidade de Belém de São Francisco devido à não conclusão das obras de proteção nesta cidade. para fins da operação de controle de cheias.760 km2. Sobradinho e Itaparica. afluente do rio Paracatu. pode levar de 15 a 35 dias para chegar até Sobradinho. a saber: • • • Sistema do Reservatório de Três Marias.divisão por trechos Rio Preto Figura 26 QUEIMADO Alto Médio Sub-médio Rio Paracatu Baixo COMPLEXO PAULO AFONSO ITAPARICA Rio São Francisco TRÊS MARIAS SOBRADINHO 4. com área de drenagem de 499. Desde a entrada em operação de Itaparica a CHESF efetua medidas de prevenção de enchentes.084 km2. O controle de cheias é exercido pelos reservatórios de Três Marias. localizada na extremidade do reservatório.

732 3.278 0.460 3. (km³) 15.000 304.050 CHESF ITAPARICA 310 593.0 0.INST.D.000 NAmax= 8. (MW) 396 105 1. MONT.220 800 A. II e III P.000(1) 300(2) 8.760 499.AFONSO IV XINGÓ 270 270 270 210 606.294 606.270 610.U.OPERAT.544 0.000 (1) Na cidade de Pirapora (2) Na cidade de Unaí (3) Na cidade de Belém do São Francisco ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 67 / 150 .384 3.AFONSO I.423 2.(m³/s) 4.065 400 1.158 0.000 REST.549 1.669 POT.270 606.00(3) 8. (km²) 50.Quadro 13 Principais características dos aproveitamentos da bacia do rio São Francisco EMPRESA APROVEITAMENTO CEMIG CEMIG CHESF TRÊS MARIAS QUEIMADO SOBRADINHO DIST ATÉ A FOZ (km) 2.(m) JUS.0 0.389 28.084 V.500 CHESF CHESF CHESF CHESF MOXOTÓ P.

influenciada pela contribuição da vazão incremental entre Três Marias e Pirapora representada.3 Restrições hidráulicas existentes na bacia O aproveitamento de Três Marias opera com uma restrição de 4. principalmente.Figura 27 Diagrama esquemático dos aproveitamentos hidrelétricos da bacia do rio São Francisco 4.000 m3/s na cidade de Pirapora. ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 68 / 150 . pelo rio Abaeté.

respectivamente. Quadro 14 Séries de vazões naturais médias diárias disponíveis na bacia do rio São Francisco LOCAL TRÊS MARIAS QUEIMADO SOBRADINHO PERÍODO FONTE 1931 . a restrição de nível máximo de montante do reservatório de Itaparica. Este valor de restrição em Unaí foi obtido através de avaliação realizada no período úmido de 2007. Há também. 1983 e 1992.2010 Séries de Vazões Naturais Consistidas Séries de Vazões Naturais Consistidas Séries de Vazões Naturais Consistidas Quadro 15 Séries hidrológicas incrementais adotadas POSTO Três Marias / Pirapora PERÍODO 1931-2010 Queimado / Unaí 1966-2010 Sobradinho / Itaparica 1931-2010 4. Queimado e sistema de reservatórios de Sobra- ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 69 / 150 .5 CARACTERÍSTICAS Informada pelo Agente Calculada função da proporção da área de drenagem do reservatório de Queimado e do posto fluviométrico de Unaí Projeto de Revisão das Séries de Vazões Naturais/Atualização pelo ONS Aplicação da metodologia No presente estudo aplicou-se a metodologia CEPEL (Anexo I) para os sistemas de reservatórios de Três Marias. Urucuia.4 Séries de vazões naturais e incrementais médias diárias Os Quadros 14 e 15 apresentam os históricos utilizados nos estudos da bacia do rio São Francisco. em função dos levantamentos efetuados após a cheia de 1979 e confirmados com os eventos de 1980. a alocação de volumes de espera em Sobradinho e Itaparica objetiva o controle de cheias de 17 e 18 anos de período de retorno.000 m³/s.00m na cidade de Belém do São Francisco. tem-se como restrição de vazão 8. 4. com defluências destes reservatórios de até 8. sendo esta. Paracatu.2010 1966 . como os rios das Velhas. localizada a jusante. Portanto. Todo o trecho do rio São Francisco entre Pirapora e as localidades próximas ao reservatório de Sobradinho encontra-se sem um controle efetivo das cheias. indicando que valores superiores provocariam transbordamento na seção próxima à captação do SAAE. que são acrescidas das contribuições de tributários.2010 1931.A restrição de Queimado estimada correspondente à vazão de 300 m3/s na cidade de Unaí. entre outros. No trecho de Sobradinho até a foz do rio São Francisco. Corrente e Grande.000 m3/s. condicionada ao nível máximo de 304.

respectivamente. os valores da tabela correspondem à consideração de uma vazão de restrição de 8.1. os valores da tabela correspondem à consideração de uma vazão de restrição de 300 m3/s em Unaí e uma recorrência de 10 anos adotada pela CEMIG.6 Alternativas de volumes de espera Em face da experiência operativa nesta bacia.dinho/Itaparica. foram gerados. A aplicação desta metodologia abrange duas etapas distintas. flexibilidade para reduzir ou aumentar o volume de espera alocado nos reservatórios no decorrer do período úmido. utilizando o critério de faixas de proporcionalidade de perda de produtividade do modelo VESPOT. Este procedimento de revisão dos volumes ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 70 / 150 . Na primeira etapa de estudo. portanto. 12. segundo a teoria das Condições de Controlabilidade. Foi decidido. juntamente com a CHESF. considerou-se todos os anos do histórico de vazões para a geração de 12. Na aplicação desta metodologia não foi incorporada a consideração de tendências de padrões climáticos. uma de geração de séries sintéticas de vazões incrementais através do modelo DIANA e outra de cálculo dos volumes vazios necessários e suficientes para o controle de cheias. durante a operação.5. Contudo. 4. descrita no item 2.000 m3/s em Pirapora e uma recorrência de 50 anos adotada pela CEMIG. uma vez que não foi observada uma correlação alta entre estes cenários e a ocorrência de cheias. conforme apresentado no item 4. nas avaliações energéticas. formulou-se a Tabela 14. Para o cálculo dos volumes de espera foram considerados os três sistemas de reservatórios para a operação de controle de cheias.000 séries com o modelo DIANA. foram utilizadospara a determinação da alocação espacial dos volumes de espera nos reservatórios de Sobradinho e Itaparica. adotado pela CHESF.000 m3/s e um tempo de recorrência de 17 anos e 18 anos. de janeiro/1931 a maio/2010 para Sobradinho/Itaparica e de janeiro/1966 a maio/2010 em Queimado. os valores da tabela correspondem à consideração de uma vazão de restrição de 4. para Sobradinho e Itaparica. No caso de Queimado. a disponibilidade de um sistema de previsão de vazões que garante uma antecedência em grandes cheias de até 30 dias no conhecimento do hidrograma afluente permite ao ONS. Os resultados de volumes de espera por sistemas parciais. Foram considerados os períodos de janeiro/1931 a março/2010 em Três Marias.2.000 períodos chuvosos de vazões diárias através do modelo DIANA. obtidos considerando a alocação dos volumes de espera proporcional à perda de produtividade dos aproveitamentos e processo de descarte de máxima flecha. a adoção do cenário independente para todos os sistemas da bacia do rio São Francisco. O período considerado como estação chuvosa nas séries desta bacia foi o período de 25 de setembro a 27 de maio. ou seja. prioritariamente. No caso de Três Marias. No caso de Sobradinho. a partir do histórico de vazões naturais e incrementais médias diárias disponíveis. que retrata uma alternativa de volumes de espera a ser considerada.

00 m. A operação de reenchimento do reservatório de Itaparica a partir do final do mês de março estará condicionada à situação hidrometeorológica vigente na bacia e aos armazenamentos dos açudes monitorados pelo Governo do Estado de Pernambuco.000 m³/s (cota 302. ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 71 / 150 . Assim.00 m (17. bem como controlar cheias com tempo de recorrência superior ao estabelecido no planejamento. com base no quadro hidrológico vigente. Na segunda quinzena do mês de outubro será iniciado o deplecionamento do lago de Itaparica segundo uma curva-guia linear de volumes permissíveis de forma que o seu nível atinja a cota 302. ou não.67m no final de fevereiro. caso se vislumbre a possibilidade de se ter afluências a Itaparica superiores a 8. busca assegurar o reenchimento dos reservatórios para períodos de vazões baixas.000 m³/s. Análises efetuadas nos históricos do posto hidrométrico de São Francisco e das vazões afluentes a Sobradinho indicam que uma vez caracterizada a ausência de cheias de porte no rio São Francisco até o dia 31 de janeiro. deverá ser avaliada a situação hidrológica da bacia. o reservatório pode ser rebaixado para a cota 300.16m no final de novembro e 301.de espera.U.73% V. do reservatório de Itaparica para a cota 300. Durante os meses de fevereiro a abril.00m na barragem). a exemplo de 1992.Metodologia para revisão dos volumes de espera do reservatório de Sobradinho. para garantir uma proteção para Belém do São Francisco. objetivando uma definição sobre o rebaixamento. Neste caso. a ser tratado no relatório “Diretrizes para as Regras de Operação de Controle de Cheias – Bacia do Rio São Francisco”.U.) ou permanecer com 49.83% V. que corresponde a 8. conforme proposta constante do documento ONS-NT133/2005 . caso necessário. igual a do restante do Vale. como as ocorridas em fevereiro de2001. quando se verificou-se a segunda maior enchente do histórico (120 anos de recorrência). possibilita antecipar a elevação da defluência para o valor da restrição e antecipar a sua quebra de forma controlada. já em fevereiro podem ser tomadas decisões para alteração dos volumes de espera estabelecidos no planejamento. visando à alocação de algum volume de espera adicional para controlar cheias incrementais ou ampliar a garantia da cidade de Belém do São Francisco.

365 6.000 0.365 6.300 0. consubstanciadas no documento ONS-NT-109/2006 .000 0.450 0.000 0. no período de dezembro a fevereiro.090 2.120 4.510 5.000 0. bem como no trecho incremental entre o reservatório e a cidade de Pirapora.365 6. foram calculados os volumes de espera pelo sistema SPEC.096 1.790 0.000 0.120 3.970 0.070 0. até o dia 28 de fevereiro.423 1.365 6.000 0.703 1.390 0. permite que possa ser procedido o reenchimento do reservatório a partir de 01 de março.423 1.000 0.400 0.000 0.050 0.365 6.280 0.170 0.035 0.244 6.550 1.926 1.050 0.710 0.530 0.960 4.060 0.100 1.960 4.110 4.752 0.000 0.040 0.000 0.070 0.365 6.000 0.423 1.620 0.040 0.682 1.000 0. a ausência de cheias de porte afluentes ao reservatório.960 4. Foram excluídos os anos que apresentaram a vazão média superior a 120% da MLT.365 6.000 OBS A análise do histórico de vazões afluentes ao reservatório de Três Marias e do posto hidrométrico de Pirapora.000 0.030 0.564 0.203 0.000 0.000 0.035 0.080 1.365 6.010 0.159 3.423 1.880 0.633 1.040 0.930 0.000 0.070 1.110 3.000 Itaparica TR = 18 anos km³ 0.000 0.000 0.520 0.080 1.030 0.060 0.020 0. Os resultados obtidos para os volumes de espera levando em consideração um Tempo de Recorrência de 50 anos são apresentados na Tabela 15.100 3.100 2.110 0.244 6.731 1.423 1.485 1. Período 25/09/10 02/10/10 09/10/10 16/10/10 23/10/10 30/10/10 06/11/10 13/11/10 20/11/10 27/11/10 04/12/10 11/12/10 18/12/10 25/12/10 01/01/11 08/01/11 15/01/11 22/01/11 29/01/11 05/02/11 12/02/11 19/02/11 26/02/11 05/03/11 12/03/11 19/03/11 26/03/11 02/04/11 09/04/11 16/04/11 23/04/11 30/04/11 07/05/11 14/05/11 21/05/11 28/05/11 a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a 01/10/10 08/10/10 15/10/10 22/10/10 29/10/10 05/11/10 12/11/10 19/11/10 26/11/10 03/12/10 10/12/10 17/12/10 24/12/10 31/12/10 07/01/11 14/01/11 21/01/11 28/01/11 04/02/11 11/02/11 18/02/11 25/02/11 04/03/11 11/03/11 18/03/11 25/03/11 01/04/11 08/04/11 15/04/11 22/04/11 29/04/11 06/05/11 13/05/11 20/05/11 27/05/11 03/06/11 Três Marias Queimado TR = 50 anos TR = 10 anos km³ km³ 0.730 0.215 1.000 0.960 4.274 6.230 0.270 0.000 0.583 1.070 1.Tabela 14 Volumes de espera (km³) para a bacia do rio São Francisco – Cenário Independente.130 5.020 0.627 1.000 0.365 6.000 0.390 0.365 6. uma vez caracterizada.508 6.341 0.020 0. ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 72 / 150 .830 0.Metodologia para revisão dos volumes de espera do reservatório de Três Marias. objetivando a realização de revisão dos volumes de espera no início do mês de março.840 0.000 0.780 1.000 0.000 0.670 0.365 6.230 0.000 Sobradinho TR = 17 anos km³ 0.100 3.000 0.000 0.090 2.000 0.000 0.000 0.810 0.244 6.534 1.234 6.110 3.000 0.365 6. Assim.090 4.365 6.423 1.423 1.306 5.460 0.000 0.

000 0.000 0.440 0.000 0.900 0.530 0.250 0.760 0.720 0. a operação do reservatório deverá objetivar a mitigação de cheias que estejam ocorrendo à jusante.400 0.820 0.600 0.000 0.380 0.870 0.270 0.190 0.090 0.000 0.000 0.680 0.300 0.840 0.660 0.720 0.Tabela 15 Volumes de espera de Três Marias para anos de baixa hidraulicidade Período 25/09/10 02/10/10 09/10/10 16/10/10 23/10/10 30/10/10 06/11/10 13/11/10 20/11/10 27/11/10 04/12/10 11/12/10 18/12/10 25/12/10 01/01/11 08/01/11 15/01/11 22/01/11 29/01/11 05/02/11 12/02/11 19/02/11 26/02/11 05/03/11 12/03/11 19/03/11 26/03/11 02/04/11 09/04/11 16/04/11 23/04/11 30/04/11 07/05/11 14/05/11 a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a 01/10/10 08/10/10 15/10/10 22/10/10 29/10/10 05/11/10 12/11/10 19/11/10 26/11/10 03/12/10 10/12/10 17/12/10 24/12/10 31/12/10 07/01/11 14/01/11 21/01/11 28/01/11 04/02/11 11/02/11 18/02/11 25/02/11 04/03/11 11/03/11 18/03/11 25/03/11 01/04/11 08/04/11 15/04/11 22/04/11 29/04/11 06/05/11 13/05/11 20/05/11 Três Marias NT TR = 50 anos km³ 0.730 0. ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 73 / 150 .230 0.000 Havendo indicações de chuvas e incrementais de porte entre o reservatório de Três Marias e o posto hidrométrico de Pirapora.000 0.000 0.000 0.490 0.830 0.540 0.

5 Bacia do rio Parnaíba 5.112 km². com aproximadamente 1. O Quadro 16 apresenta as principais características do aproveitamento hidrelétrico de Boa Esperança. O rio Parnaíba é o principal da região.U.D. Estado do Maranhão e tem sua foz na cidade de Parnaíba. Figura 28 Diagrama esquemático com a indicação do aproveitamento hidrelétrico de Boa Esperança e das restrições operativas na bacia do rio Parnaíba CONVENÇÃO restrição de vazão máxima (m³/s) Rio Parnaíba Teresina 2400 3000 Rio Gurguéia Rio Uruçui Preto 1600 Floriano Rio Poti BOA ESPERANÇA Rio Canindé Rio Balsas reservatório com operação para o controle de cheias Quadro 16 Principais características do reservatório de Boa Esperança EMPRESA CHESF APROVEIT.000 1.600 74 / 150 . (MW) 225 RESTR. (km²) V.1 Localização e principais características da bacia A bacia do rio Parnaíba abrange quase totalmente o Estado do Piauí. OPERATIVAS MONT. no Piauí. Seu leito desenvolve-se do Sul para o Norte e faz a divisa do Estado do Maranhão com o Piauí. totalizando 344. RIO BOA ESPERANÇA PARNAÍBA DIST. parte do Maranhão e uma pequena área do Ceará. Apesar da intermitência de grande parte de seus tributários.917 ciclo 2010/2011 POT.(m) JUS. INST. (km³) 300. o rio Parnaíba possui uma grande importância econômica para a região.400 km de extensão. A Figura 28 apresenta um esboço da bacia. O rio Parnaíba nasce na Chapada das Mangabeiras.(m³/s) - 1.ATÉ A FOZ (km) 700 ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias A. seus principais tributários e a indicação das restrições operativas consideradas.

bacia do rio Parnaíba CIDADE COTA VAZÃO APROXIMADA Floriano Teresina 8. cuja implantação limitou-se à execução de obras civis. A limitação de defluência em Boa Esperança é considerada uma descarga calculada em função das restrições em Floriano e Teresina e das incrementais Boa Esperança/Floriano e Floriano/Teresina. como os demais reservatórios do setor elétrico brasileiro.600 e 2. interfere na curva-chave do posto fluviométrico de mesmo nome. foi projetado para geração e para regularização das vazões com o objetivo de permitir a navegação. sendo alocado.5.2 Sistema de aproveitamentos hidrelétricos da bacia O aproveitamento hidroelétrico de Boa Esperança é. que o efeito de represamento do rio Parnaíba causado pela confluência com o rio Poti. 5. de uso múltiplo.98 m 6. 1995 e 2003). foi incluído o controle de cheias nas regras operativas de Boa Esperança. afluente localizado imediatamente a jusante da cidade.000 m3/s. bem como o efeito de remanso da confluência dos rios Parnaíba e Poti na cidade de Teresina.87 m 2. de forma que o valor da cota pode corresponder a vazões inferiores à indicada. tendo a cheia de 1995 se formado a jusante do reservatório.000 m³/s Observações No decorrer das últimas cheias constatou-se. volume de espera para este fim.3 Restrições hidráulicas existentes na bacia O aproveitamento de Boa Esperança opera com uma restrição variável devido às contribuições existentes nos trechos do Parnaíba a montante das cidades de Floriano (rio Gurguéia) e de Teresina (rio Canindé). capital do Estado. 1985. considera-se que a restrição de defluência de Boa Esperança varia entre 1. tendo em seu projeto um sistema de eclusas. são considerados os seguintes valores apresentados no Quadro 17. Além disso. Tendo em vista que tais incrementais não são fixas. atualmente. a defluência permitida em Boa Esperança é variável. Após avaliação das últimas cheias (1981.400 m³/s 3. sendo a primeira utilizada para o cálculo do volume de ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 75 / 150 . O reservatório. Quadro 17 Restrição local . em Teresina. desde o final da década de 70. o único implantado na bacia. no período úmido. Na prática.

5. Na primeira etapa de estudo. pois considera as maiores contribuições já observadas nos rios Gurguéia e Canindé.5. uma vez que apenas neste período se dispõe de descargas médias diárias observadas. 5. Salienta-se que. A mesma abrange duas etapas distintas. Para o período de Set/1933 a dez/1965 as vazões médias mensais foram obtidas por meio de um modelo de regressão múltipla utilizando dados de precipitação mensal nos postos de Amarante e Oeiras e dados de vazão observada no posto fluviométrico de Boqueirão. por serem séries de vazões médias mensais. utilizando precipitação mensal nos postos Amarante e Oeiras e a vazão mensal em Boa Esperança.6 Alternativas de volumes de espera A Tabela 16 apresenta a evolução temporal dos volumes de espera de Boa Esperança recomendada para o período úmido 2010/2011. foram gerados 12. descrita no item 2. ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 76 / 150 . Na aplicação desta metodologia não foi incorporada a consideração de tendências de padrões climáticos. uma de geração de séries sintéticas de vazões naturais.espera. e outra de cálculo dos volumes vazios necessários e suficientes para o controle de cheias.4 Série de vazões naturais médias diárias A série de vazões afluentes a Boa Esperança utilizada para o cálculo do volume de espera está compreendida no período de janeiro de 1966 a maio de 2010. na formação das descargas em Floriano e Teresina. face ao pequeno número de anos do histórico de vazões. como já destacado no ciclo anterior. de janeiro de 1966 a maio de 2010 em Boa Esperança. Contudo.5 Aplicação da metodologia No presente estudo aplicou-se a metodologia CEPEL (descrita no Anexo I) para o sistema do reservatório de Boa Esperança. 2008b). através do modelo DIANA. correspondente ao tempo de recorrência de 36 anos indicado pela CHESF. O período considerado como estação chuvosa foi o de 25 de setembro a 27 de maio.000 períodos chuvosos de vazões diárias através do modelo DIANA. as séries de vazões naturais diárias no período de janeiro de 1966 a dezembro de 2005 foram substituídas pelas séries obtidas no projeto de revisão de séries de vazões naturais desse aproveitamento (ONS. a partir do histórico de vazões naturais. a série histórica de vazões médias mensais para o período de Jan/1931 a ago/1933 foi obtida através do modelo de regressão múltipla.1. as mesmas não foram utilizadas nos estudos de controle de cheias apresentados nesse relatório. A título de informação. segundo a teoria das Condições de Controlabilidade. 5.

680 0.680 0.680 0.680 0.530 0.050 0.670 0.680 0.680 0. calcularam-se os volumes de espera pelo sistema SPEC excluindo-se os anos que apresentaram a vazão média dos meses de janeiro e fevereiro superior a 120% da MLT destes meses.000 0. consubstanciadas no documento ONS-NT-027/2006 .000 0. Os resultados obtidos para os volumes de espera levando em consideração um Tempo de Recorrência de 36 anos encontram-se apresentados na Tabela 17. Assim. a ausência de cheias de porte afluentes ao reservatório.680 0.000 0. até o dia 28 de fevereiro.000 0. uma vez caracterizada.680 0.Metodologia para revisão dos volumes de espera do reservatório de Boa Esperança – Revisão 1.680 0.680 0.540 0.550 0.120 0.000 0.680 0.630 0.550 0. objetivando a realização de revisão dos volumes de espera no início do mês de março.440 0.000 0.680 0.Tabela 16 Volumes de espera (km³) de Boa Esperança Período 25/09/10 02/10/10 09/10/10 16/10/10 23/10/10 30/10/10 06/11/10 13/11/10 20/11/10 27/11/10 04/12/10 11/12/10 18/12/10 25/12/10 01/01/11 08/01/11 15/01/11 22/01/11 29/01/11 05/02/11 12/02/11 19/02/11 26/02/11 05/03/11 12/03/11 19/03/11 26/03/11 02/04/11 09/04/11 16/04/11 23/04/11 30/04/11 07/05/11 14/05/11 21/05/11 a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a 01/10/10 08/10/10 15/10/10 22/10/10 29/10/10 05/11/10 12/11/10 19/11/10 26/11/10 03/12/10 10/12/10 17/12/10 24/12/10 31/12/10 07/01/11 14/01/11 21/01/11 28/01/11 04/02/11 11/02/11 18/02/11 25/02/11 04/03/11 11/03/11 18/03/11 25/03/11 01/04/11 08/04/11 15/04/11 22/04/11 29/04/11 06/05/11 13/05/11 20/05/11 27/05/11 Boa Esperança TR = 36 anos km³ 0.000 Através da análise do histórico de vazões afluentes ao reservatório de Boa Esperança.680 0.680 0.680 0. ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 77 / 150 .680 0.560 0. constatou-se que o reenchimento do reservatório poderá ser procedido a partir de 01 de março.680 0.000 0.

180 0.000 0.180 0.180 0.180 0.050 0.180 0.180 0.000 0.180 0.180 0.170 0.000 ciclo 2010/2011 78 / 150 .160 0.180 0.180 0.180 0.Tabela 17 Volumes de espera (km³) de Boa Esperança para anos de baixa hidraulicidade Período 25/09/10 02/10/10 09/10/10 16/10/10 23/10/10 30/10/10 06/11/10 13/11/10 20/11/10 27/11/10 04/12/10 11/12/10 18/12/10 25/12/10 01/01/11 08/01/11 15/01/11 22/01/11 29/01/11 05/02/11 12/02/11 19/02/11 26/02/11 05/03/11 12/03/11 19/03/11 26/03/11 02/04/11 09/04/11 16/04/11 23/04/11 30/04/11 07/05/11 14/05/11 21/05/11 a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a 01/10/10 08/10/10 15/10/10 22/10/10 29/10/10 05/11/10 12/11/10 19/11/10 26/11/10 03/12/10 10/12/10 17/12/10 24/12/10 31/12/10 07/01/11 14/01/11 21/01/11 28/01/11 04/02/11 11/02/11 18/02/11 25/02/11 04/03/11 11/03/11 18/03/11 25/03/11 01/04/11 08/04/11 15/04/11 22/04/11 29/04/11 06/05/11 13/05/11 20/05/11 27/05/11 ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias Boa Esperança TR = 36 anos km³ 0.000 0.170 0.170 0.000 0.180 0.180 0.170 0.180 0.000 0.070 0.000 0.180 0.180 0.180 0.180 0.000 0.000 0.170 0.

atravessando o sudeste da Bahia até desaguar no Oceano Atlântico.319 km² no trecho mineiro e o 3. Entre os principais usos da água praticados na bacia. destacam-se a irrigação. nas proximidades das coordenadas 18º 30’ de latitude Sul e 43º 35’ de longitude Oeste. Existem dois aproveitamentos na bacia em fase de operação. tendo ao leste o Oceano Atlântico. e mais um com entrada em operação prevista até 2012. São Pedro e São Francisco e.6 Bacia do rio Jequitinhonha 6. A bacia limita-se com as bacias do rio Pardo (ao norte). pela margem direita.1 Localização e principais características da bacia O rio Jequitinhonha tem suas nascentes próximas à cidade de Diamantina (MG).200 m. A Figura 29 apresenta o reservatório de Irapé com a indicação da localização da restrição operativa considerada. ambos de construção recente quais sejam: os aproveitamentos de Irapé e Itapebi. a mineração e o abastecimento doméstico e industrial. sendo 66. Figura 29 Diagrama esquemático do sistema de aproveitamentos hidrelétricos da bacia do rio Jequitinhonha Irapé Q restr Cidade de Coronel Murta = 2100 m³/s ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 79 / 150 .996 km² no trecho baiano. Salinas.315 km². próximo à cidade de Belmonte (BA). Piauí e São Miguel. O Quadro 18 apresenta as principais características do aproveitamento hidrelétrico de Irapé. do rio Doce (ao sul) e do rio São Francisco (ao oeste). drenando uma área de cerca de 70. A bacia está compreendida entre os paralelos 16º e 18º de latitude Sul e 39º e 44º de longitude Oeste. numa altitude de cerca de 1. pelo Estado de Minas Gerais. O rio Jequitinhonha tem como principais afluentes pela margem esquerda os rios Itacambiruçu. na Serra do Espinhaço. Desenvolve-se predominantemente no sentido nordeste. os rios Araçuaí.

5 Aplicação da metodologia No presente estudo aplicou-se a metodologia CEPEL (Anexo I) para o sistema do reservatório de Irapé. conforme Quadro 19. atualmente. uma vez que apenas neste período se dispõe de descargas médias diárias observadas.2 Sistema de aproveitamentos hidrelétricos da bacia O aproveitamento hidroelétrico de Irapé é. descrita no item 2. 6. (km²) V. IRAPÉ RIO JEQUITINHONHA DIST.U.AT É A FOZ (km) - A.100 6. regularizando. e outra de cálculo dos volumes vazios necessários e suficientes para o controle de cheias. como os demais reservatórios do setor elétrico brasileiro.bacia do rio Jequitinhonha CIDADE VAZÃO APROXIMADA Coronel Murta 2. no período úmido. segundo a teoria das Condições de Controlabilidade.689 POT. (km³) - 3. atualmente.D.(m³/s) - 2.5.000 períodos chuvosos ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 80 / 150 .(m) JUS. A mesma abrange duas etapas distintas. 6. INST. foram gerados 12.450 m³/s na cidade de Coronel Murta.Quadro 18 Principais características de Irapé EMPRESA CEMIG APROVEIT. a partir do histórico de vazões naturais.1. o segundo implantado na bacia. O reservatório foi projetado para geração de energia elétrica.3 Restrições hidráulicas existentes na bacia O aproveitamento de Irapé opera com uma limitação de defluência de 2. Na aplicação desta metodologia não foi incorporada a consideração de tendências de padrões climáticos. através do modelo DIANA. (MW) 360 RESTR.4 Série de vazões naturais médias diárias A série de vazões afluentes a Irapé utilizada para o cálculo de volume de espera está compreendida de 1945 a 2010. A partir de 2006.100 m³/s calculada em função da restrição de vazão máxima para controle de cheias de 2. foi incluído o controle de cheias nas regras operativas de Irapé. OPERATIVAS MONT. Na primeira etapa de estudo. face ao pequeno número de anos do histórico de vazões. de janeiro de 1945 a maio de 2010 em Irapé. Quadro 19 Restrição local . uma de geração de séries sintéticas de vazões naturais. as vazões afluentes ao reservatório de Itapebi. sendo alocado. volume de espera para este fim.450 m³/s 6.

000 0.000 0.220 0.240 0.6 Alternativas de volumes de espera A Tabela 18 apresenta a evolução temporal dos volumes de espera de Irapé recomendado para o período úmido 2010/2011.190 0.360 0.000 Período 25/09/10 02/10/10 09/10/10 16/10/10 23/10/10 30/10/10 06/11/10 13/11/10 20/11/10 27/11/10 04/12/10 11/12/10 18/12/10 25/12/10 01/01/11 08/01/11 15/01/11 22/01/11 29/01/11 05/02/11 12/02/11 19/02/11 26/02/11 05/03/11 12/03/11 19/03/11 26/03/11 02/04/11 09/04/11 16/04/11 23/04/11 30/04/11 07/05/11 14/05/11 a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a 01/10/10 08/10/10 15/10/10 22/10/10 29/10/10 05/11/10 12/11/10 19/11/10 26/11/10 03/12/10 10/12/10 17/12/10 24/12/10 31/12/10 07/01/11 14/01/11 21/01/11 28/01/11 04/02/11 11/02/11 18/02/11 25/02/11 04/03/11 11/03/11 18/03/11 25/03/11 01/04/11 08/04/11 15/04/11 22/04/11 29/04/11 06/05/11 13/05/11 20/05/11 ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 81 / 150 .320 0.000 0.460 0.380 0.000 0. correspondente ao tempo de recorrência de 50 anos indicado pela CEMIG.420 0.000 0.000 0.170 0.240 0.450 0.340 0.290 0.430 0.220 0. Tabela 18 Volumes de espera (km³) Irapé Irapé TR = 50 anos km³ 0.de vazões diárias através do modelo DIANA.310 0.220 0.220 0.000 0.360 0.300 0.190 0.120 0.390 0. O período considerado como estação chuvosa nas séries desta bacia foi o de 25 de setembro a 27 de maio. 6.000 0.180 0.150 0.

menores horizontes de previsão. correspondente ao trecho denominado Médio Iguaçu. Baseado nas considerações acima e na análise do histórico das vazões disponíveis. ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 82 / 150 . uma vez que evoluem de forma gradativa. haja vista os trechos fronteiriços delimitados pelo canal principal do rio Iguaçu. identificam-se três regiões hidrologicamente distintas e conhecidas por Alto. portanto. Médio e Baixo Iguaçu. que compreende a área drenada a montante da localidade de Porto Vitória. O trecho conhecido como Alto Iguaçu. onde se observa um comportamento diferenciado das ondas de cheia ao longo da bacia. O trecho a jusante de Porto Vitória é caracterizado por acentuada declividade. Esta bacia tem também áreas de contribuição no estado de Santa Catarina e na República Argentina. conforme mostra a Figura 30. uma região de basalto com reduzida capacidade de retenção e regularização da água no seu subsolo. Essa bacia possui características próprias que determinam distintos padrões de enchente ao longo da mesma.7 Bacia do rio Iguaçu 7. A bacia apresenta características geomorfológicas também distintas. Nesta última. resultando em escoamentos que possibilitam boa antecedência nas previsões. as declividades se tornam mais suaves. conforme mostra a Figura 29. situada na cabeceira do reservatório de Foz do Areia. caracteriza-se por declividades extremamente pequenas. tendo no planalto de Guarapuava.1 Localização e principais características da bacia A bacia do rio Iguaçu localiza-se na região Sul do país em grande parte no estado do Paraná. resultando em rápidas respostas às precipitações e. área de contribuição do rio Jordão. Aliado a este aspecto. a distribuição espacial das chuvas na bacia mostra maiores índices de pluviosidade na sua parte central.

encontram-se os aproveitamentos de Santa Clara. No rio Jordão. ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 83 / 150 . entre GNB e Salto Santiago. a saber: GBM (Foz do Areia) e GNB (Segredo) da COPEL.Figura 30 Localização dos aproveitamentos hidrelétricos da bacia do rio Iguaçu e perfil com divisão de quedas 7. As principais características desses aproveitamentos estão apresentadas a seguir no Quadro 18. Fundão e Jordão. todos operados pela COPEL. dispostos em cascata. afluente do rio Iguaçu pela margem direita.2 Sistema de aproveitamentos hidrelétricos da bacia A bacia do rio Iguaçu possui cinco aproveitamentos hidrelétricos de grande porte. Salto Santiago e Salto Osório da Tractebel Energia e GJR (Salto Caxias) da COPEL.

260 NA.240 120 120 - - S.900 4. SANTIAGO IGUAÇU 357 43.007 0. INST.384 1.D. Caxias) SANTA CLARA FUNDÃO JORDÃO - 19.769 56. (2) Valor de restrição para proteção da casa de força própria.000 (2) 30. variável em função do nível da água em Porto Vitória e em União da Vitória. OSÓRIO GJR (S.273 0.127 3.420 - TRACTEBEL COPEL COPEL COPEL COPEL IGUAÇU IGUAÇU JORDÃO JORDÃO JORDÃO 307 210 32 23 3 45.max= variável(1) - TRACTEBEL S.403 0. (3) Restrição da ponte da PR-182.A.805 1. (m) JUS.346 0. (MW) RESTRIÇÕES OPERATIVAS MONT.977 3.Quadro 18 EMPRESA Principais características dos aproveitamentos da bacia do rio Iguaçu APROVEITAMENTO RIO DIST.000 (3) - (1) N.262 0.852 4.078 1.U. (km³) POT.025 1. máximo do reservatório. determinada pela curva de remanso.676 COPEL GNB (Segredo) IGUAÇU 450 34. ATÉ A FOZ (km) A.090 4730 0. (3) Restrição da ponte da PR-182. A Figura 31 mostra a disposição relativa dos aproveitamentos hidrelétricos na bacia do rio Iguaçu.113 1. Figura 31 Diagrama esquemático do sistema de aproveitamentos hidrelétricos da bacia do rio Iguaçu O reservatório de Foz do Areia é operado no controle de cheias para evitar a sua influência nos níveis de enchente das cidades de União da Vitória (PR) e ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 84 / 150 . (m³/s) - COPEL GBM (Foz do Areia) IGUAÇU 550 30. (km²) V.

7. através da metodologia CEPEL. utilizando eventual volume vazio existente no seu reservatório para absorver os efeitos do rebaixamento de Foz do Areia. O aproveitamento de Segredo não possui nenhuma restrição conhecida para a operação hidráulica do seu reservatório. O aproveitamento de Salto Santiago possui uma restrição de defluência. de modo a não provocar aumentos na vazão máxima a jusante do sistema de reservatórios. na preservação do fim energético (pela recuperação do nível máximo normal 742. descrito no item seguinte. Essa operação é denominada de “rebaixamento dinâmico” e baseia-se no recurso de previsão da vazão afluente. em certas condições de cheia. Sua operação consistirá em controlar as vazões para jusante. determinada segundo critérios pré-estabelecidos.000 m3/s. caracterizada pela inundação da sua própria Casa de Força para vazões defluentes superiores a 19. 2002). A operação em Foz do Areia deverá ser executada de forma integrada com Segredo. em conjunto com os demais reservatórios de jusante. Dependendo da tendência macro-climática. com base nos níveis da água observados. que permitem estabelecer. Porto Vitória (localizado no trecho intermediário entre Foz do Areia e União da Vitória) e União da Vitória. nos níveis de inundação das cidades de União da Vitória (PR) e Porto União (SC). Essa influência é determinada pelas curvas de remanso calculadas pela COPEL (CEHPAR. Salto Santiago poderá alocar ou não volumes de espera para a proteção desta restrição.Porto União (SC). A operação de controle de cheias do reservatório de Foz do Areia visa evitar o agravamento das enchentes em União da Vitória e Porto União. com exceção do reservatório de Salto Santiago que tem regras próprias de operação de controle de cheias. Assim. descrita no Anexo I deste relatório. o primeiro da cascata. através de uma metodologia específica denominado de “rebaixamento dinâmico”. o nível do reservatório de Foz do Areia a ser considerado como restrição.00 m no final da cheia) e na disponibilidade de volumes vazios nos reservatórios de jusante. localizada na sua cabeceira. possui uma restrição de operação caracterizada pela influência do seu reservatório. em Foz do Areia. em áreas situadas acima da cota de desapropriação. O reservatório de Salto Santiago é utilizado no controle de cheias para evitar a inundação da sua própria casa de força. ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 85 / 150 . simultaneamente. em tempo real e para cada situação de cheia.3 Restrições hidráulicas existentes na bacia O aproveitamento de Foz do Areia. A operação de “rebaixamento dinâmico” deverá ser executada sob a coordenação do ONS que deverá levar em consideração as afluências verificadas nas bacias de contribuição das usinas da cascata e a existência os volumes vazios existentes nos reservatórios de jusante. a restrição de nível do reservatório de Foz do Areia não é um valor constante. e sim variável e determinado em tempo real através das curvas de remanso deste reservatório.

(Eletrosul. À jusante deste aproveitamento existe uma ponte rodoviária da PR-182 sobre o rio Iguaçu. Esta vazão corresponde a um tempo de recorrência superior a 100 anos. O aproveitamento de Salto Caxias. usual no dimensionamento deste tipo de obra. com o objetivo de reavaliar o critério de alocação de volumes de espera em Salto Santiago no período de maio a outubro. segundo o critério descrito no item 7.000 m3/s naquele local. o último da cascata e também o mais recente. em situações em que houver perspectiva da vazão atingir valores da ordem de 30. 2003). entre os municípios de Capitão Leônidas Marques e Marmelândia. entretanto.000 m3/s. essas séries foram utilizadas para gerar 12. para a qual a COPEL informou como restrição a vazão de 30.5. 7. utilizou a série de vazões naturais médias diárias do rio Iguaçu em Salto Santiago do período compreendido entre 1951 e 2008. Segundo levantamentos realizados pela COPEL a jusante de Salto Caxias até o final do trecho exclusivamente nacional do Iguaçu. a- ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 86 / 150 .O aproveitamento de Salto Osório não possui nenhuma restrição conhecida para a operação hidráulica do seu reservatório. Sua operação consistirá em controlar as vazões para jusante.000 séries sintéticas. que igualmente não são passíveis de proteção com volumes de espera. há propriedades agrícolas. que tem sido adotado desde 1993. teve o seu reservatório enchido em outubro de 1998. em consonância com os demais reservatórios da cascata. o que possibilitará uma evacuação ordenada das áreas de várzea durante os eventos de cheias. 1993). O presente estudo utilizou as séries de vazões do ano todo (04/dezembro a 02/dezembro).1. instalações agropecuárias e sedes de fazendas que são gradativamente atingidas para vazões muito altas. associados à restrição da sua casa de força. Esta restrição não é contemplada neste plano de prevenção de cheias. como aquelas ocorridas em 1983 e 1992. deve ser considerada nas diretrizes para regras de operação de controle de cheias. O período de 1951 a 2001 é parte da revisão das séries de vazões diárias do Projeto de Revisão das Séries de Vazões Naturais (ONS. 7. Neste trecho é importante que Salto Caxias mantenha taxas de variação de defluência compatíveis com as taxas das cheias naturais. a série histórica de vazões naturais médias diárias de Salto Santiago de 1951 a 2008 foi dividida em séries representativas de cenários hidrológicos relacionados ao fenômeno ENSO. Na seqüência. baseado no estudo “Pesquisa de Período Menos Suscetível a Ocorrências de Cheias em Salto Santiago”.4 Séries de vazões naturais médias diárias O estudo para a determinação dos volumes de espera de Salto Santiago. A COPEL adota medidas para manter informadas as comunidades usuárias da referida ponte rodoviária.5 Aplicação da metodologia Inicialmente.

a partir do ciclo 2009/2010. 1997). que não foram antecedidas por eventos caracterizados como El Niño nem como La Niña. Atualmente. Secos ou Normais. a partir dessas. possibilitando a elaboração de estudos preventivos. de maio a outubro: • novembro a abril. 7. em base mensal. Deste modo. Para incorporar a consideração das fases do fenômeno ENSO na caracterização dos cenários hidrológicos adotados no cálculo dos volumes de espera. e • janeiro a junho ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 87 / 150 . como o planejamento da operação de controle de cheias (CEPEL. • dezembro a maio. por exemplo. além de ser possível se prever com razoável precisão as oscilações do fenômeno ENSO com antecedência de até três meses.través do modelo DIANA e. foram apurados os índices SOI Non Standard mensais dos seguintes períodos antecedentes ao período chuvoso na região Sul. passou a se utilizar o índice SOI Non Standard.1 Tendências de padrões climáticos O fenômeno ENSO – El Niño South Oscillation – e suas relações com a ocorrência de anomalias climáticas em diversas regiões do planeta (teleconexões) têm sido foco de investigações desde o início da década de 60. Para o cálculo dos volumes de espera foi considerado somente o reservatório de Salto Santiago. descrita no Anexo I deste relatório. Essa alteração busca a adoção do índice com toda a sua amplitude de variação e tem como objetivo aprimorar a classificação dos anos hidrológicos. por ser esta a forma mais eficaz na operação de controle de cheias. para a restrição hidráulica. foram classificadas as estações chuvosas do histórico de vazões em relação à ocorrência de eventos El Niño ou La Niña nos meses antecedentes. classificação essa considerada como oficial pelos centros de pesquisa de todo o mundo. Para classificar as estações chuvosas (anos) da série histórica de Salto Santiago em Úmidos. Sendo que. referente à diferença de pressão ao nível do mar entre Tahiti e Darwin. foram determinados os volumes de espera de acordo com a metodologia CEPEL. Esta classificação se baseou unicamente no índice SOI. caracterizadas pela ocorrência de eventos do tipo El Niño nos meses antecedentes. seus efeitos nas condições hidrológicas das regiões sob influência deste fenômeno só se manifestam após certo tempo. estações Secas caracterizadas pela ocorrência de eventos do tipo La Niña nos meses antecedentes e estações Normais. a série histórica foi agrupada em estações denominadas Úmidas. a temperatura superficial e subsuperficial do mar no Pacífico Equatorial e o fluxo atmosférico na região de atuação dos ventos alísios. a classificação baseada somente nesse índice pode levar a uma classificação diferente daquela utilizando outros parâmetros como.5. Vale ressaltar que o índice SOI é apenas um dos parâmetros utilizados na classificação do fenômeno ENSO. Em alguns casos.

na bacia do rio Paraná. O ano de 1951 foi considerado o início da série histórica de vazões devido a indisponibilidade de informações do índice SOI Non Standard anterior a esse ano. anteriormente.7 SOMAT-Seco = +10 ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 88 / 150 . de modo a permitir classificar os anos com vazões acima da média. As vazões médias do período de controle de cheias (maio a outubro) foram organizados em ordem decrescente. Os valores dos índices calibrados para a bacia do rio Iguaçu são os seguintes: • Estações chuvosas Úmidas: SOMASE-Úmido = -0.7 SOMAT-Úmido = -10 • Estações chuvosas Secas: SOMASE-Seco = +0. dentro da média e abaixo da média.As estações chuvosas foram classificadas por dois índices de análise SOMASE (soma se) e o SOMAT (soma total) descritos. A escolha dos índices SOMASE e SOMAT foi realizada por um processo de calibração a partir da série histórica de vazões naturais diárias Salto Santiago de 1951 a 2008.

Normal: 41 anos. Devido ao número reduzido de anos Secos e de anos Úmidos no histórico disponível. cuja conclusão ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 89 / 150 .6 Seco + Normal: 8 estações chuvosas Secas + 41 estações chuvosas Normais = 49 estações chuvosas Secas e Normais. a série histórica de vazões naturais de Salto Santiago foi separada em séries históricas Úmida. foram consideradas as seguintes composições de cenários para viabilizar a geração de séries sintéticas: • • • • 7.O Quadro 19 apresenta a classificação resultante dos anos da série histórica de Salto Santiago.: Quadro 19 Classificação das estações chuvosas segundo o fenômeno ENSO . Considerações adicionais dos estudos A ELETROSUL (1993) elaborou um estudo denominado “Pesquisa de Período Menos Suscetível a Ocorrências de Cheias em Salto Santiago”. e Independente: 57 estações chuvosas (8 estações chuvosas Secas + 41 estações chuvosas Normais + 8 estações chuvosas Úmidas). Úmido + Normal: 8 estações chuvosas Úmidas + 41 estações chuvosas Normais = 49 estações chuvosas Úmidas e Normais. Normal e Seca.Bacia do rio Iguaçu Estação Chuvosa 51/52 52/53 53/54 54/55 55/56 56/57 57/58 58/59 59/60 60/61 61/62 62/63 63/64 64/65 65/66 66/67 67/68 68/69 69/70 70/71 71/72 72/73 73/74 74/75 75/76 76/77 77/78 78/79 Fase Enso Normal Normal Normal Normal Seca Normal Normal Normal Normal Normal Normal Normal Normal Normal Úmida Normal Normal Normal Normal Seca Normal Normal Seca Normal Seca Normal Úmida Normal Estação Chuvosa 79/80 80/81 81/82 82/83 83/84 84/85 85/86 86/87 87/88 88/89 89/90 90/91 91/92 92/93 93/94 94/95 95/96 96/97 97/98 98/99 99/00 00/01 01/02 02/03 03/04 04/05 05/06 06/07 07/08 Fase Enso Normal Normal Normal Úmida Normal Normal Normal Úmida Normal Seca Normal Normal Úmida Úmida Normal Normal Normal Normal Úmida Seca Seca Normal Normal Normal Normal Úmida Normal Normal Seco A partir desta classificação.

Normal e Úmido. O resultado do cenário Independente será considerado nas avaliações energéticas para mais de um ano à frente. Esses resultados foram analisados pela Tractebel Energia em conjunto com o ONS e COPEL visando a sua adoção no ciclo 2010-2011. valor este significativamente inferior à restrição existente a jusante de Salto Santiago.000 m3/s.5.86 %VU) a 0. foi utilizada a série histórica de vazões médias diárias de 1951 a 2008 e a consideração do ano todo.05 %VU). A Tabela 19 apresenta os volumes de espera resultantes para os cenários Úmido e Independente. Salto Santiago deverá alocar volume de espera no período de 21 de maio de 2011 a 22 de julho de 2011. devendo realizar a ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 90 / 150 . Os resultados indicaram a necessidade de volumes de espera apenas no período de maio a julho.541 m3/s. indicado pela Tractebel Energia para a restrição hidráulica associada a inundação da casa de força da UHE Salto Santiago. realizada em tempo real pela consideração da disponibilidade de volumes vazios nos reservatórios de jusante e da garantia de recuperação do nível máximo normal 742. Nesta série.1992) verificada até então neste local. com base na série de vazões médias diárias (1941 . Desta forma. o período chuvoso da bacia do rio Iguaçu continua sendo de maio a outubro.estabelece não ser necessária a alocação de volumes de espera em Salto Santiago no período de novembro a abril. Os cenários Normal e Seco não apresentaram volume de espera para o tempo de recorrência adotado. De acordo com o critério descrito no item 7. Essas séries sintéticas foram utilizadas na determinação de volumes de espera para diversas alternativas de cenários hidrológicos e de tempo de recorrênciade 250 anos.1. que varia de 0. relativo ao ciclo 2010-2011. 7. a determinação de volume de espera para o controle de cheias considerou somente a restrição hidráulica associada à inundação da casa de força de Salto Santiago. de 04/dezembro a 02/dezembro. conforme alternativas apresentadas a seguir. devido às restrições consideradas. A restrição de montante de Foz do Areia é controlada através da operação de rebaixamento dinâmico neste mesmo reservatório. As séries sintéticas geradas pelo modelo DIANA foram selecionadas após uma criteriosa análise dos parâmetros do modelo e privilegiando o ajuste às vazões altas ocorridas nas maiores cheias verificadas nesta bacia.00 m no final da cheia.7 Alternativas de volumes de espera Na bacia do rio Iguaçu. A metodologia CEPEL(1997) foi aplicada à série de vazões diárias de Salto Santiago. de 05/dezembro a 03/dezembro e os cenários hidrológicos Seco. No presente estudo. com alocação de volume de espera no próprio reservatório. e a maior vazão observada no semestre de novembro a abril foi de 6.080 km3 (98. de 19. respectivamente.120 km3 (97.

00 ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 1 01 1 7/ 2 01 29 /0 7/ 2 a 15 /0 1 a 20 1 1 23 /0 7/ 20 1 7/ /0 09 06 25 11 /0 6/ 20 1 /2 01 1 1 a a 01 / 17 /0 07 6/ 2 /2 01 01 1 1 1 01 6/ 2 03 /0 a 1 20 1 5/ /0 27 5/ /0 14 30 /0 4/ 20 1 20 1 1 1 a a 20 /0 06 /0 4/ 2 5/ 2 01 01 1 1 60.00 Úmido 70.090 0.080 0.00 95.000 30/04/2011 a 06/05/2011 07/05/2011 a 13/05/2011 14/05/2011 a 20/04/2011 21/05/2011 a 26/05/2011 27/05/2011 a 03/06/2011 04/06/2011 a 10/06/2011 11/06/2011 a 17/06/2011 18/06/2011 a 24/06/2011 2506/2011 a 01/07/2011 02/07/2011 a 08/07/2011 09/07/2011 a 15/07/2011 16/07/2011 a 22/07/2011 23/07/2011 a 29/07/2011 Figura 32 Independente 0.000 0.00 %VU 85.00 75.090 0.000 Salto Santiago: evolução temporal dos volumes de espera para os cenários hidrológicos Salto Santiago .00 91 / 150 .100 0.080 0.090 0.000 0.090 0.080 0.120 0.080 0.transição do nível do reservatório.00 Independente 65.090 0.00 90.090 0.000 0.080 0. Tabela 19 Volumes de espera (km3) para Salto Santiago – Cenários Úmido e Independente Salto Santiago TR=250 anos Período Úmido 0.000 0.000 0.000 0. A Figura 32 apresenta a evolução temporal destes volumes de espera para os cenários hidrológicos considerados.090 0.080 0.00 80.080 0.080 0.Cenário Úmido e Independente TR = 250 anos 100. na primeira semana que antecede e na primeira que sucede a alocação do volume de espera.090 0.

Os primeiros 200 km de seu curso segue no sentido sudoeste até receber o rio Jacuí-Mirim pela margem direita.39 ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 92 / 150 . numa extensão de mais 200 km. A Figura 33 apresenta a planta e o perfil do rio Jacuí com os aproveitamentos hidrelétricos da bacia. um dos principais rios do estado. Neste trecho. com exceção de Dona Francisca que pertence a Dona Francisca Energética S. o rio segue por cerca de 300 km no sentido leste até desembocar no estuário do Guaíba. Figura 33 Perfil com divisão de quedas dos aproveitamentos hidrelétricos da bacia do rio Jacuí 489. em altitude aproximada de 700 m. quando este passou a elaborar os estudos de prevenção de cheias de todos os aproveitamentos despachados por ele de forma centralizada. nasce nos arredores da cidade de Passo Fundo.A. Nova mudança de rumo se verifica ao receber as águas do rio Vacacaí pela margem direita. – DFESA.1 Localização e principais características da bacia A bacia do rio Jacuí está situada no estado do Rio Grande do Sul. quando muda de sentido para sul. O rio Jacuí. já na região denominada Depressão Central. região Sul do Brasil.50 279.8 Bacia do rio Jacuí 8. A própria CEEE vinha elaborando os estudos para a determinação dos volumes de espera necessários para o controle de cheias até a criação do ONS. Todos os aproveitamentos desta bacia são operados pela CEEE que é proprietária de quase todas as usinas desta bacia.

1 reservatório usina a fio d’água restrição de vazão máxima (m³/s) Aproveitamentos utilizados no controle de cheias A usina Passo Real é único aproveitamento na bacia do rio Jacuí com capacidade de alocar volumes de espera para o controle de cheias nesta bacia. despachadas pelo ONS.até a foz (km) 508 495 448 414 A. localizada na cabeceira da bacia do rio Jacuí.D.U. abaixo.2. A CEEE mantém um rebaixamento no nível operacional do reservatório Ernestina. (2) Restrição devido ao cultivo do arroz no período de novembro a abril. FRANCISCA CONVENÇÃO reservatório com operação para o controle de cheias 8. a saber: Passo Real. enquanto a Figura 34 apresenta a configuração esquemática desses aproveitamentos.140 8.FRANCISCA Rio JACUÍ JACUÍ JACUÍ JACUÍ Dist. inst.0244 0. com o objetivo de prevenção de cheias e segurança da própria barragem. (MW) 158 180 500 125 Restrições operativas Mont. mostra as principais características dessas usinas.400 1.1582 0. (Km³) 8.600 13.450(2) (1) Restrição devido à inundação na casa de força e subestação da UHE Jacuí.(m³/s) - 2.0628 Pot. Jacuí. Ernestina é um aproveitamento constituído de reservatório de armazenamento e uma PCH.400 (1) 2. Itaúba e Dona Francisca. Quadro 21 Principais características dos aproveitamentos da bacia do rio Jacuí Empresa CEEE CEEE CEEE DFESA Aproveit.200 3.2 Sistema de aproveitamentos hidrelétricos da bacia Na bacia do rio Jacuí atualmente existem quatro usinas hidrelétricas em operação.(m) Jus. O Quadro 21. Tendo em vista que este aproveita- ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 93 / 150 .8. PASSO REAL JACUÍ ITAÚBA D.220 10.3568 0. (km²) V. Figura 34 Diagrama esquemático do sistema de aproveitamentos da bacia do rio Jacuí PASSO REAL 2400 JACUÍ ITAÚBA 1450 D.

constituída de casa de força e subestação da usina.1 Tendências de padrões climáticos No presente estudo para a bacia do rio Jacuí.5 Aplicação da metodologia As séries históricas de vazões naturais médias diárias de Passo Real e da bacia incremental de Dona Francisca. vazões superiores a 2. o controle de cheias desta usina é de responsabilidade exclusiva da CEEE. no período de 1941 a 2005 e complementada até 2008 com dados consolidados pelo ONS. o segundo.4 Séries de vazões naturais médias diárias No presente estudo. reconstituídas no Projeto de revisão de séries de vazões naturais. realizada em 05/08/2009. Este último considerou o período de dezembro a dezembro com objetivo de reavaliar o período de controle de cheias. ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 94 / 150 .3 Restrições hidráulicas existentes na bacia A principal restrição que tem sido considerada no controle de cheias na bacia do rio Jacuí refere-se à inundação das instalações da usina Jacuí. descrita no Anexo I deste relatório. foram utilizadas para gerar 12. provocando remoção do material de aterro. com danos imprevisíveis. Portanto. durante o ano todo. foi utilizada as séries históricas de vazões naturais de Passo Real e de Dona Francisca. não foi adotado o critério para caracterização de padrões climáticos desenvolvido pelo CEPEL e revisto neste ciclo tendo em vista que na primeira reunião do PAPC.450 m3/s.5. No período de novembro a abril. de 1941 a 2008.000 séries sintéticas. descargas de 3.400 m3/s atingem o talude da subestação. associado a restrição de vazão máxima de 2400 m³/s relativa a inundação da subestação e casa de força da usina Jacuí.500 m3/s inundam a casa de força da usina de Jacuí. O estudo foi dividido em dois casos de alocação de volumes de espera em Passo Real: o primeiro. abrangendo o plantio. o primeiro valor de vazão que passa a ser considerado como restrição local é de 2. 8. foram determinados os volumes de espera de acordo com a metodologia CEPEL. através do modelo DIANA e.mento não é despachado pelo ONS. 8. 8. devido ao cultivo do arroz. a partir dessas. adota-se como restrição de defluência máxima desta usina o valor de 1. no período de novembro a abril. associado a restrição hidráulica de vazão máxima de 1450 m³/s relativa ao cultivo do arroz a jusante de Dona Francisca.400 m3/s.000 m3/s atingem o nível de coroamento do aterro da subestação desta usina. Estudo realizado pelo Instituto de Pesquisas Hidráulicas-IPH da Universidade Federal do Rio Grande do Sul concluiu que: vazões da ordem de 3. 8. o crescimento e a sua colheita na área ribeirinha situada a jusante da usina Dona Francisca.

340 0.340 0.340 0. ou seja.340 0.340 0.340 0. 8.450m³/s a jusante da usina Dona Francisca O estudo de controle de cheias associada a restrição de vazão máxima de 1450 m³/s a jusante da usina Dona Francisca (Caso 1) utilizou as séries históricas de vazões naturais de Passo Real e da bacia incremental entre Dona Francisca e Passo Real.340 0. como nas bacias da região Sudeste.340 0.6.340 0.320 ciclo 2010/2011 95 / 150 . Normal e Seco..340 0.340 0.340 0.330 0.340 0. do período de novembro a abril. em algumas semanas não é possível garantir o tempo de recorrência de 12 anos para a restrição a jusante da UHE Dona Francisca nestas semanas. Tabela 20 Volumes de espera para controle de cheias em Passo Real – caso 1 – período novembro a abril – TR = 12 anos Período 23/10/2010 30/10/2010 06/11/2010 13/11/2010 20/11/2010 27/11/2010 04/12/2010 11/12/2010 18/12/2010 25/12/2010 01/01/2011 08/01/2011 15/01/2011 22/01/2011 29/01/2011 05/02/2011 12/02/2011 19/02/2011 26/02/2011 05/03/2011 12/03/2011 19/03/2011 26/03/2011 02/04/2011 09/04/2011 16/04/2011 a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a 29/10/2010 05/11/2010 12/11/2010 19/11/2010 26/11/2010 03/12/2010 10/12/2010 17/12/2010 24/12/2010 31/01/2011 07/01/2011 14/01/2011 21/01/2011 28/01/2011 04/02/2011 11/02/2011 18/02/2011 25/02/2011 04/03/2011 11/03/2011 18/03/2011 25/03/2011 01/04/2011 08/04/2011 15/04/2011 22/04/2011 ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias VE Passo Real (Independente) 0.1 Caso 1: Restrição de 1.330 0.320 0.340 0. a CEEE concordou em utilizar a série integral de vazões. Posteriormente.6 Alternativas de volumes de espera 8. Os volumes resultantes estão apresentados na Tabela 20.foi debatido e concluído que o fenômeno ENSO tem baixa correlação com o regime de chuvas no extremo sul do país.340 0.340 0.330 0.340 0. devido à indicação de necessidade de alocação de volume de espera em Dona Francisca em algumas semanas e por esta usina não possuir reservatório de regularização.340 0.340 0. Destaca-se que.340 0. Os volumes de espera foram calculados para tempo de recorrência de 12 anos. sem a distinção entre série de vazões de anos Úmido.340 0. tendo em vista ser este o período de vigência desta restrição. indicado pela CEEE.

Os volumes de espera estão apresentados na Tabela 21.070 0.070 0.350 0.180 0.350 0.350 0.350 0.280 0.070 0.310 0.180 0.350 0.070 0.070 0.350 0.350 0.180 0.350 0. indicado pela CEEE.350 0.070 0.070 0.180 0.2 Caso 2: Restrição de 2.350 0.180 0.310 0.8.070 0.350 0.090 0.350 0.350 0.340 ciclo 2010/2011 96 / 150 .350 0.350 0.350 0.180 0.180 0. Tabela 21 Volumes de espera para controle de cheias em Passo Real – caso 2 – período dezembro a dezembro – TR = 100 anos Período 23/10/2010 30/10/2010 06/11/2010 13/11/2010 20/11/2010 27/11/2010 04/12/2010 11/12/2010 18/12/2010 25/12/2010 01/01/2011 08/01/2011 15/01/2011 22/01/2011 29/01/2011 05/02/2011 12/02/2011 19/02/2011 26/02/2011 05/03/2011 12/03/2011 19/03/2011 26/03/2011 02/04/2011 09/04/2011 16/04/2011 23/04/2011 30/04/2011 07/05/2011 14/05/2011 21/05/2011 28/05/2011 04/06/2011 11/06/2011 18/06/2011 25/06/2011 02/07/2011 09/07/2011 16/07/2011 23/07/2011 30/07/2011 06/08/2011 13/08/2011 20/08/2011 27/08/2011 03/09/2011 10/09/2011 17/09/2011 a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a 29/10/2010 05/11/2010 12/11/2010 19/11/2010 26/11/2010 03/12/2010 10/12/2010 17/12/2010 24/12/2010 31/01/2011 07/01/2011 14/01/2011 21/01/2011 28/01/2011 04/02/2011 11/02/2011 18/02/2011 26/02/2011 04/03/2011 11/03/2011 18/03/2011 25/03/2011 01/04/2011 08/04/2011 16/04/2011 22/04/2011 29/04/2011 06/05/2011 13/05/2011 20/05/2011 27/05/2011 03/06/2011 10/06/2011 17/06/2011 24/06/2011 01/07/2011 08/07/2011 15/07/2011 22/07/2011 29/07/2011 05/08/2011 12/08/2011 19/08/2011 26/08/2011 02/09/2011 09/09/2011 16/09/2011 23/09/2011 ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias VE Passo Real (Independente) 0. Os volumes de espera foram calculados para tempo de recorrência de 100 anos.180 0.350 0.350 0.6.350 0.350 0.070 0.350 0.350 0. devido a existência dessa restrição durante o ano todo.070 0.070 0.070 0.350 0.400m³/s a jusante da usina Passo Real O estudo de controle de cheias para a restrição de vazão máxima de 2400 m³/s a jusante da usina Jacui (Caso 2) utilizou a série histórica de vazões naturais de Passo Real do ano todo (04/dezembro a 02/dezembro).

Cenário Independente Nov-Abr (1450 m³/s) TR = 12anos e Ano Todo (2400 m³/s) TR = 100anos %VU 95 90 85 Independente 23 /1 0 06 /20 /1 10 1 20 /20 a 2 /1 10 9/1 1 0 04 /20 a 1 /20 /1 10 2/1 10 2 1 18 /20 a 2 /20 /1 10 6/1 10 2 1 01 /20 a 1 /20 /0 10 0/1 10 1/ 2 a 15 20 2 /2 /0 11 4/1 010 1 2 29 /20 a 0 /20 /0 11 7/0 10 1 1 12 /20 a 2 /20 /0 11 1/0 11 2/ 1 a 26 20 0 /2 /0 11 4/0 011 2 2 12 /20 a 1 /20 /0 11 8/0 11 3 2 26 /20 a 0 /20 /0 11 4/0 11 3 3 09 /20 a 1 /20 /0 11 8/0 11 4/ 3 a 23 20 0 /2 /0 11 1/0 011 4 4 07 /20 a 1 /20 /0 11 6/0 11 5 4 21 /20 a 2 /20 /0 11 9/0 11 5 4 04 /20 a 1 /20 /0 11 3/0 11 6 5 18 /20 a 2 /20 /0 11 7/0 11 6/ 5 a 02 20 1 /2 /0 11 0/0 011 7 6 16 /20 a 2 /20 /0 11 4/0 11 7 6 30 /20 a 0 /20 /0 11 8/0 11 7/ 7 a 13 20 2 /2 /0 11 2/0 011 8 7 27 /20 a 0 /20 /0 11 5/0 11 8 8 10 /20 a 1 /20 /0 11 9/0 11 9 8 24 /20 a 0 /20 /0 11 2/0 11 9 9 08 /20 a 1 /20 /1 11 6/0 11 0/ 9 a 22 20 3 /2 /1 11 1/1 011 0 0 05 /20 a 1 /20 /1 11 4/1 11 1 0 19 /20 a 2 /20 /1 11 8/1 11 1/ 20 a 1 0/2 11 1/1 01 1 1 a 25 /20 /1 11 1/ 20 11 80 ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 97 / 150 . A Figura 35 apresenta a evolução temporal dos volumes de espera a serem alocados no reservatório de Passo Real.220 Tendo em vista a superposição dos 2 períodos de alocação de volume de espera.1. Os volumes de espera resultantes dos estudos foram analisados pela CEEE conjuntamente com o ONS.340 0. para as duas restrições hidráulicas consideradas. segundo o critério descrito no item 2. A tabela II. Figura 35 Passo Real: evolução temporal dos volumes de espera para as duas restrições hidráulicas 100 Passo Real . os resultados apresentados nas Tabelas 20 e 21 devem ser combinados de modo a envolver os dois casos.13 do Anexo II apresenta esses resultados.6.Período 24/09/2011 01/10/2011 08/10/2011 15/10/2011 a a a a 31/10/2011 07/10/2011 14/10/2011 21/10/2011 VE Passo Real (Independente) 0.220 0.220 0.

Sul e Nordeste. os impactos de três cenários de alocação de volume de espera: Normal. Figura 9. em cada mês do horizonte de análise. Os impactos foram avaliados comparativamente a um cenário sem a consideração de volume de espera. Foram analisados. As Figuras 9.1-a Energia armazenável máxima com volume de espera SE/CO (%EARm) 100% 98% 96% 94% Úmido 92% 90% % EARmax 88% 86% 84% Seco Normal Período de cenário independente 82% 80% 78% 76% Úmido 74% Seco 72% Normal ago-10 set-10 out-10 nov-10 dez-10 jan-11 f ev-11 mar-11 abr-11 mai-11 jun-11 jul-11 ago-11 set-11 out-11 nov-11 dez-11 jan-12 f ev-12 mar-12 abr-12 mai-12 jun-12 jul-12 ago-12 set-12 out-12 nov-12 dez-12 jan-13 f ev-13 mar-13 abr-13 mai-13 jun-13 jul-13 ago-13 set-13 out-13 dez-13 jan-14 f ev-14 mar-14 abr-14 mai-14 jun-14 jul-14 ago-14 set-14 out-14 nov-14 dez-14 70% ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 98 / 150 . o modelo NEWAVE foi utilizado. a seguir. para cada um dos cenários.9 Avaliação dos impactos energéticos decorrentes da alocação de volumes de espera para a prevenção de cheias nos subsistemas Sul. neste ciclo. transformando-os em restrição de armazenamento máximo por subsistema. com os volumes de espera para controle de cheias das usinas indicadas nos estudos de planejamento da operação hidráulica dos aproveitamentos hidroelétricos integrantes do Sistema Interligado Nacional – SIN. Sudeste/Centro-Oeste.1-a. apresentam a energia armazenável máxima dos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste. Para este fim.1-c. Norte e Nordeste Para avaliação dos impactos energéticos. foram realizadas simulações com modelo NEWAVE considerando 2. respectivamente. 9. Úmido e Seco.000 séries sintéticas de energias afluentes e a base de dados do Programa Mensal da Operação – PMO de agosto de 2010.1-b e 9. considerando a alocação dos volumes de espera.

1-b Energia armazenável máxima com volume de espera Sul (%EARmax) 100% 98% 96% 94% 92% Período de cenário independente 90% 88% 86% 84% 82% 80% 78% 76% 74% Úmido 72% Seco 70% Normal Figura 9.ago/10 set/10 out/10 nov/10 dez/10 jan/11 f ev/11 mar/11 abr/11 mai/11 jun/11 jul/11 ago/11 set/11 out/11 nov/11 dez/11 jan/12 f ev/12 mar/12 abr/12 mai/12 jun/12 jul/12 ago/12 set/12 out/12 nov/12 dez/12 jan/13 f ev/13 mar/13 abr/13 mai/13 jun/13 jul/13 ago/13 set/13 out/13 dez/13 jan/14 f ev/14 mar/14 abr/14 mai/14 jun/14 jul/14 ago/14 set/14 out/14 nov/14 dez/14 % EARmax ago/10 set/10 out/10 nov/10 dez/10 jan/11 f ev/11 mar/11 abr/11 mai/11 jun/11 jul/11 ago/11 set/11 out/11 nov/11 dez/11 jan/12 f ev/12 mar/12 abr/12 mai/12 jun/12 jul/12 ago/12 set/12 out/12 nov/12 dez/12 jan/13 f ev/13 mar/13 abr/13 mai/13 jun/13 jul/13 ago/13 set/13 out/13 dez/13 jan/14 f ev/14 mar/14 abr/14 mai/14 jun/14 jul/14 ago/14 set/14 out/14 nov/14 dez/14 % EARmax Figura 9.1-c Energia armazenável máxima com volume de espera Nordeste (%EARmax) 100% 98% 96% 94% 92% 90% 88% 86% 84% 82% 80% 78% 76% 74% 72% 70% 68% 66% Período de cenário independente 64% 62% 60% ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 99 / 150 .

assim como sua variação em relação ao cenário sem a consideração de volume de espera.2 os resultados da análise. • Horizonte de análise: agosto/2010-dezembro/2014. a partir de então é considerado o cenário independente para todas as alternativas.14 223. Quadro 9.5 753. no âmbito do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico – CMSE.95 Normal 27134.1.86 Seco 27359. a saber: custo total de operação e geração térmica média anual.4 760.16 -0.88 Cenário Pode-se observar que a variação do valor esperado do custo total de operação pela consideração de volumes de espera. e que o subsistema Norte não apresenta usina com alocação de volume de espera. a seguir.08 -96. inclusive no primeiro ano. apresentam-se as principais premissas do estudo e no item 9. No item 9. 9.45 129.2 Resultados O Quadro 9. ONS e EPE.1 Premissas As principais premissas consideradas no estudo estão descritas a seguir: • Versão do Modelo NEWAVE: 15. • Cenário de Oferta com base no cronograma de obras estabelecido em reunião do DMSE de Acompanhamento de Cronograma de Usinas. • Carga própria de energia elaborada pela EPE/MME e ONS utilizada no Planejamento Anual da Operação Energética – Ano 2010.Observa-se que as diferenças de alocação de volume de espera nos três cenários acontecem até o 1º semestre de 2011.44 Úmido 27454.1 Valor esperado do custo total de operação (106 R$) Valor esperado Variação Desvio Padrão (R$ milhões) (R$ milhões) (%) (R$ milhões) Sem Volume de Espera 27230. coordenado pelo MME. • Níveis iniciais de armazenamento do Programa Mensal de Operação do mês de agosto de 2010.90 0.21 0. Ressalta-se que para o subsistema Nordeste foi considerado apenas o cenário independente.24 753.8 746. realizada em 21 de julho de 2010. 9.1 apresenta o custo total de operação para cada um dos cenários analisados. independentemente do cená- ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 100 / 150 . com participação da ANEEL.

000 29.000 15.000 16.000 24.rio. não é significativa. apresentada a seguir.2.000 Milhões de R$ 25.2.2 Valor esperado dos custos totais de operação e desvios padrões associados (106 R$) 30. como pode ser observado na Figura 9.000 Sem Volume de Espera Seco Normal Úmido O Quadro 9.000 27.000 21.000 19.000 28.000 26. apresentando incrementos inferiores à tolerância do modelo.000 17.000 22.000 20. Figura 9.000 18.000 23. apresenta os valores médios anuais de geração térmica dos cenários estudados. ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 101 / 150 . a seguir.

Quadro 9.2 Geração térmica média anual (MWmed) SUDESTE 5000 4500 4000 3500 MWméd 3000 2500 2000 1500 1000 500 0 Sem VE 2011 3968 2012 3590 2013 4238 2014 4538 Normal 3968 3606 4272 4546 Úmido 3970 3601 4265 4535 Seco 3965 3604 4264 4535 SUL 1200 1000 MWméd 800 600 400 200 0 Sem VE 2011 1092 2012 970 2013 1002 2014 1031 Normal 1097 972 1005 1031 Úmido 1096 972 1004 1029 Seco 1095 971 1004 1029 ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 102 / 150 .

conclui-se que os impactos energéticos pela consideração de volume de espera. quando analisados sob a ótica do modelo NEWAVE.2 Geração térmica média anual (MWmed) – continução NORDESTE 1800 1600 1400 MWméd 1200 1000 800 600 400 200 0 Sem VE 2011 1007 2012 1101 2013 1410 2014 1620 Normal 1012 1105 1420 1623 Úmido 1010 1106 1439 1617 Seco 1010 1103 1431 1620 Pelos resultados apresentados no quadro anterior. no máximo. Seco ou Úmido). não foram significativos.6 MWméd no subsistema Sudeste/Centro-Oeste.Quadro 9. no cenário Normal no ano de 2013.3 Considerações finais Com base nos resultados apresentados. independentemente do cenário considerado (Normal. 33. pode-se observar que as gerações térmicas médias anuais tiveram uma variação em relação ao cenário sem alocação de volumes de espera de. ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 103 / 150 . 9.

10

Conclusões e recomendações
De acordo com o que foi exposto nos capítulos anteriores são apresentadas, a
seguir, as conclusões e recomendações relacionadas aos estudos de prevenção
de cheias nos reservatórios de aproveitamentos hidrelétricos do SIN:
a) Os estudos desenvolvidos e a experiência operativa ao longo das últimas
décadas têm demonstrado que os reservatórios dos aproveitamentos
hidrelétricos além de serem utilizados para geração de energia elétrica
podem contribuir, também, dentro de certas limitações, para o amortecimento
de cheias. Como a alocação dos volumes de espera utiliza uma parte do
volume do reservatório destinado a geração de energia, o SIN pode passar a
ter riscos adicionais no que se refere: ao reenchimento dos seus
reservatórios e ao incremento no valor esperado do custo total de operação.
Portanto, somente a partir de estudos dos impactos energéticos causados
pela alocação de volumes de espera é que se pode definir a solução que
permita atender aos compromissos de controle de cheias, com um risco
(tempo de recorrência) fixado, e de atendimento à carga de demanda e
energia, com um acréscimo de custo econômico e risco determinado.
b) Além do esforço para reduzir ou evitar os impactos causados pelas cheias,
através da prática de alocação de volumes de espera e de regras de
operação adequadas, observa-se a necessidade de ações extra-setoriais
complementares, como por exemplo, a implementação efetiva de uma política
de ocupação e uso do solo por parte dos poderes governamentais instituídos.
c) Para o ciclo 2010/2011, os volumes de espera apresentados no Anexo II
abrangem os sistemas de reservatórios localizados nas bacias dos rios
Paraná até Porto São José, Paraíba do Sul, São Francisco, Parnaíba,
Jequitinhonha, Iguaçu e Jacuí. No caso do sistema de reservatórios para a
operação controle de cheias da bacia do rio Paraná, caso seja necessário
planejar ou programar vertimentos durante o período de controle de cheias
para a manutenção dos volumes de espera indicados, deve-se promover uma
avaliação do risco na operação de controle de cheias, considerando outras
alternativas de distribuição espacial dos volumes de espera que, sem violar o
risco associado ao tempo de recorrência adotado, permitam reduzir ou evitar
vertimentos. No caso do sistema de reservatórios da Bacia do rio São
Francisco, a disponibilidade de previsões de vazões de boa qualidade, para
até 30 dias, possibilita a revisão dos volumes de espera de Sobradinho. Os
procedimentos para a revisão dos volumes de espera nestes casos são
estabelecidos nos relatórios de Diretrizes para as Regras de Operação de
Controle de Cheias de cada bacia. Ainda no caso do sistema de reservatórios
da Bacia do rio São Francisco, a operação de reenchimento do reservatório
de Itaparica, a partir do final do mês de março, estará condicionada à

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situação hidrometeorológica vigente na bacia e aos armazenamentos dos
açudes monitorados pelo Governo do Estado de Pernambuco. Para os
reservatórios de Três Marias, no rio São Francisco, e Boa Esperança, no rio
Parnaíba, é possivel a revisão dos volumes de espera estabelecidos, levando
em consideração os documentos: ONS-NT-137/2005 - Metodologia para
revisão dos volumes de espera do reservatório de Três Marias e ONS-NT027/2006 - Metodologia para revisão dos volumes de espera do reservatório
de Boa Esperança.
d) Considerando a heterogeneidade dos tipos de restrições hidráulicas, os
diferentes níveis de severidade dessas restrições em termos quantitativos, a
diversidade dos regimes hidrológicos, e os impactos energéticos, são
adotados diferentes tempos de recorrência para a proteção de cada ponto de
controle.
e) As análises apresentadas no Capítulo 9 concluem que a adoção de volumes
de espera associados aos tempos de recorrência indicados pelos Agentes
aponta para uma tendência de aumento no custo total de operação do SIN,
nos custos marginais de operação e na geração térmica, quando analisados
sob a ótica do modelo NEWAVE. As diferenças entre os impactos energéticos
dos três cenários com volume de espera (Normal, Seco e Úmido) não foram
significativas.
f) Dentre as restrições de vazão máxima protegidas a partir da alocação de
volumes de espera no âmbito do SIN um dos casos que demandam a maior
alocação destes volumes é o da restrição de vazão máxima de 16.000 m³/s
da UHE Jupiá. Esses volumes de espera, os quais são alocados no período
de novembro a abril de cada período hidrológico, chegam a alcançar até 17
km³, o que corresponde a cerca de 10% da capacidade máxima de
armazenamento do subsistema Sudeste. Neste contexto, a ANA no início de
2009 constituiu grupo de trabalho, formado por técnicos da própria Agência,
do MME, do MMA, da ANEEL, do IBAMA, do ONS e da CESP, para a
realização de estudo de reavaliação da restrição de vazão máxima defluente
na UHE Jupiá. Até então, os estudos desenvolvidos não produziram
subsídios suficientes para a revisão desta restrição por parte deste grupo.
g) O Anexo II apresenta os volumes de espera indicados para o ciclo
2010/2011. No caso das bacias dos rios Paraná até Porto São José e Iguaçu
são mostrados os resultados para os quatro cenários hidrológicos
considerados (Úmido+Normal, Normal e Seco+Normal e Independente). Para
as demais bacias, o único cenário considerado foi o cenário Independente.

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ciclo 2010/2011

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Anexo I Metodologias para a prevenção de cheias ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 109 / 150 .

tanto de caráter administrativo como de engenharia. da limitação de Marimbondo para evitar afetar a ponte Gumercindo Penteado da Rodovia BR-364. objetivando o controle de cheias. As medidas administrativas compreendem o estabelecimento de responsabilidades nas decisões operativas entre as diversas pessoas e órgãos envolvidos na operação. As medidas de engenharia constam principalmente da coleta. basicamente em função da constatação dos problemas verificados após a ocorrência de cheias. o conjunto de informações sobre restrições hidráulicas vem sendo formado. travessias de balsas e. O presente relatório trata dos estudos de prevenção de cheias. a sua Casa de Força). por exemplo. às próprias instalações da usina (por exemplo. Em uma segunda etapa são elaboradas todas as medidas que devem ser tomadas durante a ocorrência de cheias. são consideradas duas etapas. como é o caso. para estudos de planejamento da operação hidráulica. os órgãos responsáveis pela operação dos sistemas dotam-se de recursos físicos e materiais para o controle de enchentes. processamento e análise dos dados operativos observados no sistema visando a sua utilização para quantificação e previsão das afluências. de forma que a manipulação dessas informações forneça elementos para decisões operativas mais adequadas dentro de cada situação. como ainda não se possui um levantamento completo das planícies de inundação. Portanto. o acionamento de equipes para execução de tarefas de emergência. Tais restrições podem ser de máximas vazões defluentes que não causem danos a jusante ou de nível no reservatório. áreas urbanas. estradas. bem como as decisões operativas indicadas pelas regras de operação para controle de cheias estabelecidas. tendo em vista as condições operativas caracterizadas pelos níveis d'água no(s) reservatório(s). chamada de prevenção. afluências. que têm início com o levantamento e determinação pelas empresas. plantações. casas. chamados neste último caso de volume de espera. Estas regras são um conjunto de instruções pelas quais devem ser definidas descargas defluentes que garantam a segurança do sistema hidráulico e/ou reservatório. Na primeira. taxas de variação do(s) armazenamento(s) etc. utilizados para amortecer cheias de magnitudes até ao correspondente tempo de recorrência adotado. Os recursos materiais do controle de cheias correspondem às redes de medição hidrometeorológicas e sistemas de transmissão de dados. as principais limitações atualmente existentes na operação hidráulica dos reservatórios devem-se a pontes. Os recursos físicos são os rebaixamentos de nível dos reservatórios para proteção de restrições de montante. De uma maneira geral. das restrições à operação dos aproveitamentos nas várias bacias. o aviso ou a remoção de moradores ribeirinhos etc. em alguns casos. No entanto.No planejamento da operação hidráulica dos reservatórios do sistema interligado. a consideração de novas restrições é feita de ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 110 / 150 . tais como. com raras exceções. ao longo destes anos. bem como aqueles deixados nos reservatórios para proteção de restrições de jusante. bem como o cadastramento dos bens ali existentes.

18 ou 18% a este risco poderia ser atribuído um valor monetário (o custo do risco) multiplicando-o pelo prejuízo com a possível perda da ponte. utilizando o procedimento tradicional em obras hidráulicas (ver Kite.(1 - • R = 1. o Setor Elétrico tem buscado reduzir ou evitar os impactos causados pelas cheias.(1• 1 ) 50 10 = 0. dentro do conjunto levantado. deverá ser considerada nos estudos de controle de cheias. Admitindo a independência dos eventos anuais.S = 1.forma estimada. a probabilidade de não ocorrência de um evento com tempo de recorrência superior a Tr é: q = 1• a probalidade de não ocorrência (ou segurança) em n anos é: S = (1 • 1 Tr 1 ) Tr n finalmente a probabilidade (ou risco) que o evento ocorra ao menos uma vez nos n anos é: 1 ) n Tr assim. através da prática de alocação de volumes de espera e de regras de operação de controle de cheias adequadas para os seus reservatórios. Com base nestas alternativas e numa avaliação de impactos energéticos tomase uma decisão sobre os volumes a serem implantados. 1977. se tivéssemos um volume de espera para proteger uma ponte para cheias de até 50 anos de recorrência. Um outro aspecto importante é a heterogeneidade dos tipos de restrições. 1976 e Raudkivi. Pinto e outros. conforme já mencionado no capítulo 1. ou um período de tempo arbitrado para análise econômica). 1975) de calcular o risco dentro de um determinado período de tempo (vida útil da obra ou benfeitoria a ser protegida. esta análise poderia ser levada mais adiante. ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 111 / 150 . Apesar das dificuldades para o estabelecimento das restrições. a partir do evento de recorrência Tr e da probabilidade de ocorrência 1/Tr dentro do período unitário de tempo considerado (ano para o nosso caso). Para isso não se possui ainda instrumentos técnicos e políticos que propiciem a definição criteriosa de qual restrição hidráulica. por exemplo. Tradicionalmente os estudos de prevenção de cheias envolvem a consideração de alternativas de volumes de espera associados a tempos de recorrência. num período de 10 anos o risco de inundá-la seria de: R = 1 . No entanto. devido às dificuldades técnicas e materiais da quantificação precisa das mesmas.

Quando os custos totais resultantes da quebra de restrições puderem ser avaliados. = vazão média diária no dia t + j. apresentado em (Beard. há uma vasta classe de problemas em que a análise acima é aplicável. Este fica definido como: (1) d-1 va(d) = max [ ∑ (q (t + j) . Neste trabalho. o volume vazio necessário para absorver cheias com qualquer duração. o método da Curva Volume x Duração para cálculo de volumes de espera foi adotado no estudo da bacia do rio Paraíba do Sul. denominado volume de espera.1 Método da Curva Volume x Duração Dentro da etapa denominada "prevenção de cheias".qr. I. d = 1. pode ser representado pela seguinte expressão: ve(i) = max [ (va(d) .∆t).d. constatadas ao longo dos anos.. Obviamente há casos em que a quantificação das perdas econômicas é difícil ou mesmo não aplicável.2. apesar de algumas dificuldades na sua aplicação. 1963).. A solução obtida com este procedimento é ainda utilizada. ∆t)] j=0 0 < t < h . Este volume. No presente estudo isto ainda não foi possível em razão da não existência de boas estimativas dos custos envolvidos. ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 (2) 112 / 150 .h ]. Este método relaciona cada intervalo de tempo com duração de d dias consecutivos com o máximo volume afluente neste período. o primeiro método adotado pelo Setor Elétrico para o cálculo dos volumes de espera é o chamado "Método da Curva Volume x Duração".d +1 onde: D q (t+j) ∆t H T va (d) = máximo volume afluente para a duração de d dias. No entanto. pode-se definir..O custo do risco é diretamente comparável com o custo energético associado à alocação do volume de espera em n anos. será possível determinar o grau de proteção ótimo a ser adotado. em função do risco em um determinado período de tempo e do custo do risco. quando envolve perdas de vidas humanas. A partir da série histórica de vazões naturais médias diárias e admitindo uma vazão defluente máxima que não cause danos a jusante (descarga de restrição). = duração em dias. = intervalo de discretização do tempo (1 dia = 86400 s). para o período chuvoso de cada ano hidrológico.3.. = dia. = número de dias da estação chuvosa. o que poderia em alguns casos levar a um dimensionamento ótimo dos volumes de espera sob o ponto de vista econômico.

que seja viável a alocação deste volume. contudo. A duração associada a este volume é chamada duração crítica. Qr ve (i) = volume de espera para o período chuvoso do ano hidrológidescarga de restrição. A Figura I.1 ilustra o conceito da Curva Volume x Duração. da série histórica. A Figura I.2 mostra a obtenção da Curva Volume x Duração associada a uma probabilidade p. Figura I.1 Curva Volume x Duração Um possível critério para obtenção do volume de espera a ser alocado seria selecionar o máximo volume de espera levantado na série histórica. então. uma distribuição de probabilidades a cada duração de d dias torna-se possível construir a Curva Volume x Duração associada a uma probabilidade p fixa de emergência. Como. amostras de eventos máximos de várias durações. nada garante que o histórico se repetirá no futuro. ou mesmo. a solução mais comum leva a um estudo de freqüência e à adoção de uma distribuição teórica de probabilidades. Ajustando. ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 113 / 150 . São levantadas.onde: co.

Considerando d* como a duração em que se verificou a máxima diferença calculada. isto é. este processo artesanal. Desta forma. o que.2 Obtenção da Curva Volume x Duração associada a probabilidade fixa p de emergência Neste caso. duração) pelo Método dos Mínimos Quadrados. ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 114 / 150 . (d*. va(d* . Contudo. va(d* + 1)).1. va(d) é tal que: P [ VA(d) > va(d) ] = p (3) Uma das dificuldades observadas na aplicação deste método deve-se à variação amostral que. passou-se a recomendar a construção gráfica com ajuste manual da curva. implicavam em erros significativos nos volumes de espera resultantes. conforme mostra a Figura I. qr.1)). e os volumes passíveis de serem liberados no mesmo período.Figura I. va(d). a saber: (d* .d.∆ ∆ t. va(d*)) e (d* + 1. mesmo pequenos desvios da curva ajustada. corrigiu os problemas do ajuste automático de uma parábola do 2º grau.2. além de lento e trabalhoso. em relação aos volumes próprios das várias durações. ao conjunto de pares de pontos. induz a uma perda de precisão em função da escala gráfica adotada. faz com que a curva va(d) não seja côncava. porém em duas etapas. pelo Método dos Mínimos Quadrados. Na primeira etapa são calculadas as diferenças entre os volumes afluentes para as várias durações. Entretanto. em uma segunda etapa o programa computacional efetua o ajuste de uma parábola do 2º grau por três pares de pontos. ocasionalmente. em parte. como é o esperado. Atualmente utiliza-se um processo computacional de ajuste automático. O procedimento inicialmente adotado para superar este inconveniente consistia no ajuste de uma função analítica aos pares (volume afluente.

Este método não considera implicitamente a variação do potencial de cheia com o decorrer da estação chuvosa. Com efeito. Este assunto é polêmico no meio hidrológico e vem sendo discutido há bastante tempo conforme relatado em (NERC. que o evento "cheia" pode não ocorrer. não é eficiente. Melhor explicando. ainda. por exemplo. três das publicações citadas recomendam distribuições diferentes. Contudo. em situações normais.qr. O estudo do NERC recomenda a distribuição Gumbel. uma conclusão bastante difundida é que não se dispõe de uma distribuição "melhor" para o ajuste a séries de vazões extremas. é necessário uma análise do ajustamento de diversas distribuições. A questão fundamental que se coloca para a utilização do método é relativa a qual distribuição teórica de probabilidades deve ser ajustada. a alocação constante do volume de espera superdimensiona a proteção desejada. ainda. não ultrapassa uma recorrência de 50 anos. e neste caso o objetivo "geração de energia" fica muito penalizado durante a estação seca que se segue. para então ir decaindo conforme se aproxime o final da estação.Logo. duração crítica) associado a cada tempo de recorrência considerado para o aproveitamento. A estratégia que vem sendo adotada para compatibilizar a manutenção do risco com a evolução dos volumes de espera alocados. consiste na determinação de volumes de espera a partir da censura contínua da série de vazões médias diárias. enquanto o estudo do USWRC a Log-Pearson III. conforme o avanço da estação chuvosa. Em geral. 1987). Pode-se acrescentar. Logo. ter-se-á o valor mais preciso para o par (volume de espera. Tal solução. como uma curva do grau n se ajusta perfeitamente a n+1 pontos e utilizou-se os pares de pontos de maiores diferenças va(d) . a proteção considerada no controle de cheias. (Kite. Portanto. Uma outra dificuldade da aplicação do método da Curva Volume x Duração é que o mesmo determina somente um único volume de espera para toda a estação chuvosa. a determinaONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 115 / 150 . Para se ter uma noção de quão polêmica é a escolha da distribuição de probabilidades para vazões extremas. desejando-se uma maior segurança no estudo. 1975). Há que se ressaltar.d. que no caso da escolha de uma distribuição de probabilidades para a determinação de volumes de espera. Realmente. 1977). o estudo da ELETROBRÁS recomenda a distribuição Exponencial de 2 parâmetros. deve-se levar em consideração que existe a particularidade de não incorrer em grandes extrapolações da faixa amostral. em regiões com sazonalidade bem definida. o risco para o qual o volume de espera foi dimensionado só se verifica no período inicial da estação chuvosa. atendo-se mais à questão da estimação dos parâmetros das distribuições mais utilizadas. o bom ajustamento da distribuição teórica à faixa amostral tem relevância maior nesta situação que no caso do dimensionamento de vertedores. na medida em que existem interesses conflitantes. Portanto. (USWRC.∆ ∆ t. O trabalho de Kite não indica uma distribuição específica. admitindo para certos casos o uso de distribuição Gumbel. 1977) e (ELETROBRÁS.

o qual inclusive é utilizado nas bacias do rio Paraíba do Sul. o procedimento é discutível pelo fato de haver a necessidade de ajustar a distribuição de probabilidades a séries de vazões regularizadas. devido à variação amostral. Entretanto.ção do volume de espera para o dia t considera a série de vazões no intervalo que vai do dia t ao final do período chuvoso. na prática. as quais são obtidas através de um modelo de simulação que considere as regras de operação para o controle de cheias. Além disso. de forma que sua extensão para o caso de um sistema de reservatórios requer algumas considerações. A aplicação deste expediente nem sempre é possível devido às séries de vazões naturais disponíveis. isto pode não ocorrer. O procedimento usual. Cabe assinalar que a solução apresentada atende a somente um único reservatório. Contudo. Figura I. ora contemplam períodos distintos que inviabilizam a obtenção das séries de vazões afluentes.3 consegue promover um rápido reenchimento do volume de espera. Estas séries são obtidas pela soma das vazões defluentes do reservatório de montante. com as vazões naturais incrementais da bacia intermediária.3 Alocação variável de volume de espera ( tem po ) 0 estação chuvosa ( volum e ) O procedimento indicado na Figura I. o risco se mantém constante e o volume de espera se torna variável. A Figura I. para então obter os volumes de espera dos reservatórios de jusante a partir de séries de vazões afluentes. esta solução deixa o Método da Curva Volume x Duração muito vulnerável ao problema da variação amostral. O esperado é que os volumes de espera obtidos decaiam continuamente. então. ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 116 / 150 . consiste na determinação de volumes de espera para o reservatório de montante a partir da série de vazões naturais. Neste caso.3 mostra este tipo de alocação. as quais ora não existem para alguns aproveitamentos.

Efetivamente. Parnaíba. no caso. esta metodologia vinha sendo estudada desde 1985. No âmbito do GTHO. pelos resultados encontrados. o volume de espera associado a uma probabilidade de ocorrência p’. esta aplicação se estendeu às bacias dos rios São Francisco.2 Metodologia CEPEL A Metodologia CEPEL para cálculo de volumes de espera é composta do método das trajetórias críticas acoplado à teoria das condições de controlabilidade. para que esta opção metodológica ocorresse de forma gradual e consistente. começou a ser testada nas bacias dos rios São Francisco. observou-se que ainda seria necessário se aprofundar algumas pesquisas.2 a seguir. Os métodos e os seus desenvolvimentos para a aplicação aos estudos de controle de cheias dos sistemas de reservatórios brasileiros são apresentados nos itens I. que resolve a questão da alocação temporal dos volumes. Emprega um algoritmo recursivo sobre as vazões naturais médias diárias do local a ser estudado. Esta nova metodologia. Neste trabalho.2. relativas ao Método da Curva Volume x Duração. Paraná e Paraíba do Sul. que depende essencialmente de um bom gerador de séries de vazões diárias.1 Método das trajetórias críticas Utilizando-se o contrato de estudos de controle de cheias que a ELETROBRÁS manteve com o CEPEL foi possível desenvolver por esta entidade. Jequitinhonha. O método das Trajetórias Críticas foi desenvolvido no CEPEL por Kelman (1987) e permite determinar para cada dia da estação chuvosa. Partindo-se de um volume de espera nulo no final do último ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 117 / 150 . a estação chuvosa 1997/1998 constituiu o marco da primeira aplicação integral desta metodologia. com objetivo de superar as limitações acima referidas. Parnaíba. a Metodologia CEPEL para cálculo de volumes de espera foi aplicada aos estudos da bacia dos rios Paraná até Porto São José. abrangendo todos os locais de interesse para os estudos de prevenção de cheias do Setor Elétrico. à bacia do rio Paraná.1 e I. A aplicação recomendada começou no início de 1995 com a implantação dos programas computacionais da metodologia CEPEL nas empresas. Iguaçu e Jacuí. Durante o III Encontro Técnico de Hidrologia Operacional. Tal procedimento já fora utilizado na bacia do rio São Francisco. o chamado "Método das Trajetórias Críticas" para determinação de volumes de espera. Inicialmente.2. previamente estabelecida. realizado em 1994. dentre outros trabalhos. I.I. No presente relatório. Iguaçu e Jacuí. O conceito de trajetória crítica já vinha sendo utilizado para subsidiar a alocação temporal dos volumes de espera determinados pelo Método da Curva Volume x Duração.2. para auxiliar a determinação de uma alocação temporal assemelhada às trajetórias críticas verificadas no histórico. São Francisco. Jequitinhonha. quando houve sua primeira aplicação. foi recomendada uma ampla aplicação da metodologia CEPEL para cálculo de volumes de espera.

. (q (h -1. Ao início do penúltimo dia.dia do período chuvoso.i) .i) . índice do ano vazão média diária no dia h do ano i.4.qr) x ∆t ] onde: ve h i q (h. recursivamente.i)] t=h. então. 2 (3) A evolução do volume de espera ao longo do tempo para o i-ésimo ano denomina-se trajetória crítica.-i) = max [0.i) qr ∆t - (1) volume de espera. a seguir. apresenta a trajetória crítica para o ano i.qr) x ∆t + ve (t. o volume de espera deverá ser igual a: ve (h-1) = max [0. dispondo-se sempre do volume necessário no início do dia posterior. determina-se o volume no início deste dia da seguinte forma: ve (h. determinar os volumes necessários nos dias anteriores: ve (t-1.i) .. descarga de restrição intervalo de discretização (1 dia = 86400 s). h-1. mostrando as regiões segura e insegura para a operação de controle de cheias do reservatório. pode-se.. (q (t -1. A figura I.qr) x ∆t + ve (h.i) = max [0.. (q (h. no dia h de um ano i. ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 118 / 150 . índice do último dia do período chuvoso.i)] (2) De uma forma geral. da vazão média diária neste dia e da descarga de restrição. h-2.

4 Evolução do volume de espera para o i-ésimo ano Suponham-se agora. não importando o ano ocorrido. a vazão defluente será superior a descarga de restrição.Figura I.5 Definição da envoltória das trajetórias críticas ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 119 / 150 .5. Figura I. representada em linha tracejada. A envoltória das mesmas. cujas trajetórias estão na figura I. garantirá que em nenhum instante. três anos distintos.

ainda pequeno para a determinação de trajetórias associadas aos tempos de recorrência comumente adotados pelo Setor Elétrico brasileiro.. é necessária a aceitação de alguma probabilidade p’ de insucesso no controle de cheias..n]. assim como no caso da Curva Volume X Duração.2 Limitação de Volume Máximo O modelo de cálculo de volumes de espera permite ao usuário limitar volumes máximos por reservatório e/ou sistema parcial.Em uma série de n anos. 2. a envoltória garantirá a não ocorrência de violação da descarga de restrição. a alocação da envoltória obtida das séries sintéticas de vazões seria inviável. ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 120 / 150 ...i). A envoltória é definida por: v1 (t) = max [ve (t. de qual é a maior razão entre o volume vazio diário e o tempo existente até o final da estação. uma abordagem probabilística. A taxa de reenchimento de cada trajetória é obtida por pesquisa. Dessa forma: k = n + m. adota-se. a envoltória de volumes de espera resultante é obtida inicialmente eliminando-se n trajetórias críticas que necessitarem de volumes superiores ao informado pelo usuário e.. Desta forma. um conjunto de k trajetórias críticas que não serão consideradas na determinação da envoltória de volumes de espera. período este. em seguida. Desde os estudos e testes realizados com o Método das Trajetórias Críticas. A utilização de séries sintéticas é imperiosa. I -1.2. então. sendo que neste caso o universo de possíveis seqüências de vazões futuras é obtido através de séries sintéticas de vazões. Como.. o modelo de geração de séries sintéticas utilizado tem sido o modelo DIANA. pois as séries históricas de vazões diárias disponíveis nos locais de interesse para os estudos de prevenção de cheias geralmente não ultrapassam 60 anos. Caso o usuário utilize a opção de limitação de volumes. ao longo de todos os dias da estação chuvosa.h Como a seqüência de vazões futuras não é conhecida. A eliminação das k trajetórias críticas é realizada segundo critério que prioriza a retirada de trajetórias com altas taxas de reenchimento ao final do período chuvoso. provavelmente. desenvolvido por Kelman (1986). t =1. I. consequentemente n trajetórias. Define-se. as envoltórias de volumes de espera resultantes deste processo de eliminação de trajetórias críticas apresentam as menores taxas de reenchimento para cada um dos tempos de recorrência considerados. m trajetórias críticas necessárias para a composição das k trajetórias críticas que não serão consideradas na determinação da envoltória de volumes de espera.2.

1984). para um sistema de reservatórios é necessário. o mínimo espaço vazio a ser alocado a jusante depende do total afluente a R1 (soma da afluência a R2 com a afluência incremental entre R2 e R1) e também do espaço vazio que tiver sido alocado em R2. sendo R2 o reservatório de montante.6. ou seja. chamadas de condições de controlabilidade: E1 (t) ≥ Ve1 (t) E2 (t) ≥ Ve2 (t) E1 (t) + E2 (t) ≥ Ve1. conforme a Figura I. Figura I. formam sistemas parciais os conjuntos {R1}. {R2} e {R1. só um ponto de saída. entretanto. Damázio (1989) estendeu estes resultados de forma a considerar também sistemas com múltiplos locais sujeitos à restrição. O cálculo do volume de espera a ser alocado em cada reservatório e em cada dia deve considerar que existe um mínimo espaço vazio a ser alocado em R2.6. a determinação de como este volume deve estar disponível espacialmente.2. No caso do exemplo da Figura I. no qual existem restrições de vazão máxima imediatamente a jusante de cada reservatório. Para um dia qualquer t.6 Sistema de dois reservatórios com restrições de vazão máxima R2 R1 Para o entendimento das condições de controlabilidade é necessária a noção de sistemas parciais (Marien. R2 e R1. Tome-se como exemplo um sistema de dois reservatórios. permitindo um tratamento estocástico do problemas. 2 (t) (1) (2) (3) ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 121 / 150 . em série. levando a formulação da teoria das condições de controlabilidade para a análise determinística de sistemas de reservatórios com apenas um local sujeito à restrição. função exclusiva de sua restrição e das afluências a R2 Por outro lado. Formam sistemas parciais todos os conjuntos de reservatórios de um sistema que dispõem de apenas um exutório.3 Teoria das condições de controlabilidade O Método das Trajetórias Críticas resolve a questão da alocação temporal dos volumes de espera. agregando ainda à esta teoria a noção de envoltórias. o domínio das soluções possíveis é caracterizado pelas seguintes equações.I. Os problemas de sistemas multireservatórios para controle de cheias foram analisados teoricamente pela primeira vez por Marien (1984). uma para cada sistema parcial. ainda.R2}.

Em geral. a saber: operação normal e operação em emergência. I. para qualquer sistema multireservatório a região viável será sempre caracterizada por limites inferiores Ve(t) para somas de espaços vazios de reservatórios pertencentes aos vários sistemas parciais existentes neste sistema. sob o controle do Centro de Operação.4 Conceitos gerais das regras de operação para controle de cheias Uma vez escolhida a alternativa de alocação de volume de espera.1 Operação normal Esta operação pode ser caracterizada pela ocorrência de uma cheia que permanece. com o objetivo de fornecer elementos para melhor compreensão da função dos volumes de espera. Julga-se.2 I. a operação normal ocorre enquanto houver capacidade de descarga para controlar o reservatório em níveis inferiores àqueles que começariam a causar danos.7 ilustra a fronteira entre as regiões viável para controle de cheias neste sistema como um todo para um determinado dia. Damázio (1989) mostra como os limites inferiores de espaços vazios. não havendo perspectivas de esgotamento dos volumes de espera dos reservatórios nem da liberação de descargas defluentes que ultrapassem restrições a jusante dos aproveitamentos. ao longo de sua duração. portanto. conveniente apresentar os conceitos gerais destas regras de operação. ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 122 / 150 . No caso de reservatórios com restrição de montante. Ve(t) são determinados para cada sistema parcial. passa-se à segunda etapa do planejamento da operação hidráulica onde devem ser estabelecidas diretrizes para regras de operação considerando duas condições.Os valores de Ve(t) servem para definir a região viável para os espaços vazios no dia t.4.7 Regiões viáveis e inviáveis para os espaços vazios num determinado dia Ve1 Região viável Região inviável Ve2 Ve1. A Figura I. Figura I.

que garantam a segurança da barragem. Outra situação possível que caracteriza a condição de emergência é a perda de comunicações da usina com o Centro de Operação. A sobrecarga induzida é obtida quando as comportas do vertedor são operadas todas ao mesmo tempo. Em ambas as situações. entre os níveis máximo normal e máximo maximorum. Se o Centro de Operação se mantém em comunicação com todas as usinas do sistema.4. As enchentes que impliquem em decisões operativas em condições de emergência podem ocasionar situações críticas que coloquem em risco a própria segurança da barragem. e são apresentadas em relatórios específicos para cada bacia. existem meios adequados para a definição da operação integrada do sistema hidráulico para controle de enchentes. sem provocar enchentes mais críticas do que as que ocorreriam sob condições naturais de escoamento. para dispor de um volume adicional para controle de cheias. salienta-se o conceito de curva de sobrecarga induzida. tais como níveis em pontos críticos do(s) rio(s). a cada instante. para cada ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 123 / 150 . Estas regras são frutos de uma longa experiência operativa ou podem ser obtidas de simulações com modelos programados para este objetivo. de modo a possibilitar o armazenamento do excesso de afluência em relação à descarga defluente total.2 Operação em emergência Esta operação pode ser caracterizada pela ocorrência de uma cheia com perspectivas de esgotamento dos volumes de espera dos reservatórios. I. I. Neste caso. vazões afluentes em pontos situados a montante ou a jusante dos reservatórios. qual defluência deve ser programada de forma a garantir a segurança das estruturas dos aproveitamentos. para as quais deve estar disponível uma sistemática de procedimentos bem definidos. é indispensável a existência de regras de operação que indiquem. sendo necessário providenciar descargas defluentes totais que superam as limitações impostas por eventuais restrições. No esquema a ser desenvolvido para operação em emergência. A sobrecarga induzida. o elemento encarregado da operação da usina deve estar autorizado a tomar as providências cabíveis.Durante a operação normal para controle de cheias. No entanto. alturas de chuva etc. pode-se invadir o volume de segurança. provocando danos. são recebidas e processadas as informações de dados provenientes de postos hidrometeorológicos da rede de medição. vazões dos principais afluentes.3 Curva de sobrecarga induzida Em aproveitamentos onde existe folga na capacidade de vertimento em relação à cheia de projeto revista. oferecendo um quadro aproximado da situação real do sistema e permitindo uma boa confiabilidade das decisões. é indispensável a disponibilidade de regras de operação que recomendem os valores das descargas totais em função de vários parâmetros.4. através de aberturas parciais.

Em (Beard. com uma dada afluência presente e o nível atual do reservatório. utilizados para a definição do diagrama de operação normal. porém garantindo a abertura ordenada total para lâmina livre das comportas. pela sua curva de sobrecarga induzida. considerando como limite máximo o nível estabelecido para o volume de espera. 1963) e (CECCA. correspondente à sobrecarga induzida máxima. (Beard. de modo que seja utilizado o volume do reservatório até a sua capacidade disponível. o diagrama de operação normal é adotado para a elevação gradual das defluências. buscando atingir o valor da restrição e a recuperação do nível do volume de ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 124 / 150 . A curva de sobrecarga induzida é obtida pela união de todos os pontos que representam os máximos níveis permitidos do reservatório.abertura parcial das comportas. A hipótese admitida é de que o hidrograma tenha atingido o seu pico para o valor atual e de que os valores futuros ocorrerão segundo uma lei exponencial que governa a recessão das vazões de um rio. tendo em vista uma previsão do mínimo volume afluente que pode ser esperado em uma particular cheia. quando em operação sob sobrecarga induzida. 1959). está limitada pela cota do topo das comportas do vertedor para esta mesma abertura. haja vista o nível de armazenamento no aproveitamento (ou sistema) e o porte da cheia. de modo a evitar o galgamento das mesmas. Estes mesmos conceitos foram. o efeito da utilização da curva de sobrecarga induzida é o de criar uma capacidade adicional de amortecimento de cheias no reservatório. para várias taxas de descargas defluentes totais. limitada no seu nível máximo normal ou. A partir deste volume afluente mínimo esperado. Uma família de curvas características de afluências pode ser traçada a partir destes cálculos. posteriormente.4. é o denominado diagrama de operação em emergência apresentado em (U. Por outro lado. para obtenção do valor da defluência mínima necessária em cada aproveitamento. pode ser calculada a descarga defluente. no nível máximo normal operativo.4 Diagrama de operação normal e em emergência Uma ferramenta bastante utilizada. Army Corps of Engineers. para a garantia da segurança da barragem. até o nível em que todas as comportas devem estar totalmente abertas. Portanto. o diagrama de operação em emergência é usado para indicar a necessidade de rompimento da descarga de restrição. Este diagrama define a descarga que deve ser defluída. quando necessário. quando são conhecidos os níveis do reservatório e a taxa de variação dos níveis ou a afluência.S. Portanto. 1977). pelo menos para aquelas mais freqüentes. 1977) é recomendado que a curva de sobrecarga induzida seja traçada a partir de um ponto correspondente à descarga máxima de restrição que não provoque danos a jusante. I. O volume mínimo afluente a ser esperado pode ser calculado pela área sob o trecho de descida do hidrograma. durante a ocorrência de uma cheia. quando possível.

da heterogeneidade dos tipos de restrições hidráulicas.espera no período inicial da subida das vazões afluentes ao aproveitamento ou sistema considerado. e da ausência de séries hidrológicas diárias homogêneas para os locais de interesse. Por fim. das características peculiares das regiões e regimes hidrológicos. não é viável generalizar as metodologias para as várias bacias brasileiras. ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 125 / 150 . das diferentes configurações topológicas dos aproveitamentos. vale ressaltar que em função dos vários aspectos levantados.

Anexo II Volumes de Espera – Ciclo 2010/2011 ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 126 / 150 .

00 0.00 1.078 79.60 0.859 93.91 1.114 98.32 0.860 95.00 0.00 0.480 81.10 0.60 1.14 0.10 1.00 0.89 0.83 0.40 0.90 0.09 2.100 99.00 0.70 1.10 1.80 0.822 93.10 1. Vermelha TR=30 anos km³ %VU 0.00 1.85 0.40 0.40 0.90 0.40 1.40 0.01 0.000 100.40 1.052 99.444 96.722 94.40 0.10 0.215 76.089 99.190 92.32 0.500 80.00 0.99 2.500 80.000 100.240 90.99 2.ciclo de planejamento 2010/2011.920 94.00 0.894 63.10 0.062 98.40 0.14 0.96 0.00 0.00 1.249 97.90 0.26 0.24 0.500 80.500 80.000 100.080 96.166 98.00 0.61 0.50 0.80 0.33 0.26 0.157 58.183 90.71 0.470 96.80 0.00 0.80 0.186 78.30 1.930 65.000 100.16 1.654 68.10 0.030 99.00 0.00 0.90 0.70 0.884 82.013 80.000 100.00 0.90 1.16 1.510 71.259 97.00 0.30 1.30 0.91 0.172 96.250 90.00 0.61 0.157 58.272 75.10 0.60 1.290 88.65 0.000 100.90 0.00 0.052 98.009 61.247 77.825 65.00 0.90 0.80 0.500 80.654 68.856 66.00 São Simão TR=30 anos Km³ %VU 0.43 0.42 0.00 0.087 99.415 83.40 0.40 0.734 68.00 0.000 100.411 83.500 80.000 100.99 1.00 1.98 0.359 86.065 79.000 100.70 0.00 0.352 97.99 2.49 0.99 0.654 68.500 80.060 79.873 64.420 88.60 1.698 87.230 90.000 100.994 62.470 96.50 1.70 0.197 98.090 96.14 0.183 90.320 98.70 0.468 72.900 94.162 58.196 90.420 88.30 0.40 0.40 0.479 90.29 0.89 0.870 84.40 0.405 96.51 0.41 0.420 88.00 0.49 1.20 0.654 68.00 0.00 0.00 0.80 0.00 Emborcação TR=30 anos km³ %VU 0.150 97.00 0.49 1.239 97.77 0.878 64.342 96.073 99. ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 127 / 150 .298 97.16 1.29 0.353 97.062 99.60 1.263 95.20 0.000 100.220 91.392 97.61 0.49 2.50 1.00 0.470 96.66 0.00 0.654 68.723 95.598 95.420 83.10 0.50 1.360 97.50 0.298 97.40 0.81 1.500 80.60 0.000 100.157 58.1 Volumes de espera para controle de cheias dos reservatórios da bacia do rio Paraná (trecho até Porto São José) .80 0.90 0.440 82.905 82.930 94.90 1.241 90.500 80.80 0.015 99.000 100.330 87.22 0.930 65.842 83.295 89.60 0.51 0.380 85.50 0.55 0.500 80.411 83.00 A.300 97.701 69.10 0.859 93.29 1.399 96.99 1.000 100.405 96.60 0.40 0.30 1.110 95.36 0.515 71.20 1.250 90.00 0.274 97.00 0.71 0.984 81.320 98.341 93.078 60.496 90.228 97.411 83.39 1.689 96.98 0.594 88.00 0.39 1.820 95.49 0.089 99.90 0. Moraes TR=30 anos km³ %VU 0.034 91.30 0.072 98.000 95.88 ¹ Nos volumes indicados para Marimbondo está incorporada a parcela de 5% de V.50 0.19 0.482 91.444 96.000 100.352 96.463 71.00 0.00 0.500 80.500 80.60 1.342 96.00 M.40 0.70 0.41 1.70 1.00 0.00 Itumbiara TR=30 anos km³ %VU 0.133 90.000 100.09 1.44 0.79 1.40 1.450 91.00 Nova Ponte TR=30 anos km³ %VU 0.40 0.00 Barra Bonita TR=20 anos Km³ %VU 0.99 0.00 1.930 65.70 0.00 0.90 2.663 87.50 1.310 87.59 1.157 58.40 0.844 95.340 86.452 71.300 97.000 100.10 1.00 0. Cenário Normal (integrado ao Cenário Independente no caso dos reservatórios de Jurumirim e Chavantes) Período 30/10/10 06/11/10 13/11/10 20/11/10 27/11/10 04/12/10 11/12/10 18/12/10 25/12/10 01/01/11 08/01/11 15/01/11 22/01/11 29/01/11 05/02/11 12/02/11 19/02/11 26/02/11 05/03/11 12/03/11 19/03/11 26/03/11 02/04/11 09/04/11 16/04/11 23/04/11 30/04/10 a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a 05/11/10 12/11/10 19/11/10 26/11/10 03/12/10 10/12/10 17/12/10 24/12/10 31/12/10 07/01/11 14/01/11 21/01/11 28/01/11 04/02/11 11/02/11 18/02/11 25/02/11 04/03/11 11/03/11 18/03/11 25/03/11 01/04/11 08/04/11 15/04/11 22/04/11 29/04/11 06/05/11 Furnas TR=30 anos Km³ %VU 0.110 95.56 0.98 0.000 100.399 92.000 100.092 96.000 100.218 97.336 97.275 89.328 87.13 0.00 1.420 88.70 0.000 100.250 98.490 73.00 0.000 100.654 68.13 0.332 86.72 0.135 98.470 96.40 0.00 0. do próprio reservatório que deve permanecer vazia.99 2.495 80.70 0.744 85.00 0.347 74.331 87.70 1.60 1.71 0.166 98.000 100.00 Marimbondo¹ TR=30 anos km³ %VU 0.218 97.Tabela II.478 71.740 95.000 100.000 100.640 70.930 65.16 1.414 91.92 0.00 0.930 65.420 88.283 89.486 96.00 0.30 1.90 0.000 100.878 66.16 1.16 1.274 97.10 0.90 1.30 0.792 95.228 97.30 0.000 100.061 98.00 0.844 95.844 95.500 80.470 96.000 100.575 96.000 100.75 0.401 72.000 100.712 69.390 88.000 100.20 0.457 96.90 0.930 65.39 1.405 96.00 0.628 68.704 67.60 1.247 77.63 0.500 80.00 0.14 0.000 100.582 89.49 1.26 0.500 80.71 0.84 1.096 99.U.00 0.66 0.107 99.582 69.093 99.500 80.00 0.156 98.057 99.39 1.10 0.036 81.350 86.00 0.

61 0.63 0.549 74.00 Jurumirim TR=50 anos km³ %VU 0.406 50.000 100.60 0.20 4.000 100.400 87.000 100.400 87.304 90.000 100.00 0.372 84.02 0.00 0.000 100.70 0.59 4.12 0.950 83.000 100.00 0.11 0.00 0.360 88.20 4.143 98.650 81.11 2.000 100.40 4.70 0.456 72.000 100.00 0.841 46.000 100.38 0.487 77.950 83.00 0.00 0.483 77.02 0.823 46.69 0.742 47.79 0.000 100.00 0.113 94.000 100.196 90.00 0.00 0.000 100.31 0.11 0.150 97.02 0.85 4.ciclo de planejamento 2010/2011.40 0.450 92.030 99.000 100.29 0.521 75.00 0.38 0.11 0.585 72.815 68.54 3.00 0.000 100.460 85.58 0.00 1.00 0.823 46.36 0.382 87.00 0.049 97.583 72.000 100.000 100.240 92.916 56.00 0.70 0.60 0.400 87.243 88.51 0.30 0.20 0.00 0.11 0.000 100.000 100.70 Capivara TR=30 anos km³ %VU 0.47 0.30 2.30 0.071 54.334 84.070 97.36 0.11 0.40 0.790 74.000 100.40 0.70 0.00 4.462 78.40 1.00 0.00 0.041 98.60 2.349 83.00 0.240 92.00 0.382 87.36 0.950 83.419 80.479 77.28 0.48 0.000 100.000 100.20 4.950 89.10 Chavantes TR=50 anos km³ %VU 0.000 100.00 0.Tabela II.40 0.00 128 / 150 .250 92. Irmãos TR=30 anos km³ %VU 0.00 0.823 46.000 100.382 87.000 100.47 0.139 87.00 0.44 0.00 0.00 0.790 74.351 83.00 0.823 46.60 2.532 60.00 0.42 0.1 Volumes de espera para controle de cheias dos reservatórios da bacia do rio Paraná (trecho até Porto São José) .00 0.000 100.00 0.398 87.11 0.00 0. Cenário Normal (integrado ao Cenário Independente no caso dos reservatórios de Jurumirim e Chavantes)– CONTINUAÇÃO Período 30/10/10 06/11/10 13/11/10 20/11/10 27/11/10 04/12/10 11/12/10 18/12/10 25/12/10 01/01/11 08/01/11 15/01/11 22/01/11 29/01/11 05/02/11 12/02/11 19/02/11 26/02/11 05/03/11 12/03/11 19/03/11 26/03/11 02/04/11 09/04/11 16/04/11 23/04/11 30/04/10 a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a 05/11/10 12/11/10 19/11/10 26/11/10 03/12/10 10/12/10 17/12/10 24/12/10 31/12/10 07/01/11 14/01/11 21/01/11 28/01/11 04/02/11 11/02/11 18/02/11 25/02/11 04/03/11 11/03/11 18/03/11 25/03/11 01/04/11 08/04/11 15/04/11 22/04/11 29/04/11 06/05/11 ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias Promissão TR=30 anos km³ %VU 0.00 0.000 100.000 100.949 67.292 86.00 0.01 4.60 0.583 72.44 0.000 100.40 0.59 4.136 93.000 100.950 83.240 92.49 0.00 0.14 0.165 53.398 87.583 72.460 85.40 0.000 100.11 4.400 87.304 90.36 0.460 85.10 0.00 0.583 72.20 0.40 0.062 77.51 0.000 100.572 73.000 100.950 83.360 88.000 100.019 99.400 87.000 100.412 95.000 100.00 0.170 98.47 0.00 0.070 97.164 92.63 0.00 0.460 85.60 0.790 74.071 54.44 0.44 0.00 0.536 49.00 0.32 3.000 100.47 0.60 2.00 ciclo 2010/2011 Ilha/T.000 100.60 0.60 1.382 87.000 100.20 4.42 0.00 0.00 0.000 100.039 98.36 0.240 92.000 100.42 0.017 99.72 0.958 67.52 0.00 0.000 100.398 87.00 0.000 100.000 100.000 100.29 0.150 97.

500 80.263 95.20 0.666 94.01 1.218 97.420 97.96 1.730 71.00 0.964 62.152 79.636 87.324 97.60 0.000 100.677 86.378 84.80 1.59 2.861 64.052 62.259 97.146 90.40 0.152 78.632 95.27 0.500 80.176 98.530 96.30 2.726 66.062 99.010 80.40 1.30 0. Vermelha TR=30 anos km³ %VU 0.14 0.50 0.106 78.90 2.40 1.69 0.80 2.89 2.039 99.582 69.457 97.27 0.470 96.19 0.861 95.70 0.00 0.000 100.50 1.279 97.40 0.666 94.666 94.80 0.457 96.09 0.21 2.346 75.405 96.81 1.00 0.000 100.86 0.ciclo de planejamento 2010/2011.60 0.50 0.60 0.760 70.914 83.00 0.115 59.339 86.367 55.100 57.09 0.694 86.589 69. ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 129 / 150 .60 0.666 94.38 0.Tabela II.489 71.079 99.00 0.69 0.078 60.471 91.904 63.90 0.19 2.90 0.236 57.631 86.69 0.90 0.947 92.40 0.500 80.940 63.97 0.040 99.10 0.31 0.20 0.500 80.50 1.760 70.880 65.50 0.90 0.385 96.934 92.49 2.360 92.120 93.152 61.291 97.635 94.00 0.40 0.452 82.20 0.19 1.62 1.90 0.160 99.20 0.995 61.40 1.00 0.40 0.40 1.000 100.86 1.380 85.49 1.00 0.40 0.21 1.700 51.535 95.146 98.040 98.030 59.005 99.500 80.431 83.70 0.20 0.694 86.609 89.90 1.313 97.00 0.30 1.00 0.70 1.50 0.166 98.338 57.500 80.150 61.500 80.296 76.00 0.50 0.148 77.120 56.80 2.30 0.80 0.79 1.91 0.40 0.897 92.775 95.88 0.40 1.70 2.522 89.120 93.00 A.385 96.320 55.92 0.569 87.86 0.899 82.20 0.80 1.90 1.80 1.119 97.49 2.00 0.500 80.20 0.00 2.89 2.39 0.30 1.030 59.31 1.58 1.70 0.840 64.00 0.000 100.69 0.50 0.00 M.00 0.280 88. do próprio reservatório que deve permanecer vazia.681 86.436 72.80 1.16 2.40 1.98 0.00 Marimbondo¹ TR=30 anos km³ %VU 1.2 Volumes de espera para controle de cheias dos reservatórios da bacia do rio Paraná (trecho até Porto São José) .133 98.35 0.569 87.062 99.60 0.00 0.00 Barra Bonita TR=20 anos Km³ %VU 0.522 96.431 96.00 2.383 54.000 100.500 80.280 89.470 97. Cenário Úmido + Normal (integrado ao Cenário Independente no caso dos reservatórios de Jurumirim e Chavantes) Período 30/10/10 06/11/10 13/11/10 20/11/10 27/11/10 04/12/10 11/12/10 18/12/10 25/12/10 01/01/11 08/01/11 15/01/11 22/01/11 29/01/11 05/02/11 12/02/11 19/02/11 26/02/11 05/03/11 12/03/11 19/03/11 26/03/11 02/04/11 09/04/11 16/04/11 23/04/11 30/04/10 a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a 05/11/10 12/11/10 19/11/10 26/11/10 03/12/10 10/12/10 17/12/10 24/12/10 31/12/10 07/01/11 14/01/11 21/01/11 28/01/11 04/02/11 11/02/11 18/02/11 25/02/11 04/03/11 11/03/11 18/03/11 25/03/11 01/04/11 08/04/11 15/04/11 22/04/11 29/04/11 06/05/11 Furnas TR=30 anos Km³ %VU 0.89 0.118 95.357 89.964 62.79 0.000 100.40 0.48 0.260 59.11 1.61 1.225 91.79 1.290 88.236 57.950 94.384 96.00 Emborcação TR=30 anos km³ %VU 0.394 96.00 0.10 0.062 99.00 0.228 97.666 94.49 2.280 89.233 59.20 0.500 80.67 0.29 2.587 89.21 0.279 97.294 58.188 93.90 0.00 0.31 0.00 0.380 85.90 0.19 0.000 100.792 85.00 0.00 0.91 0.16 0.040 99.37 0.39 1.745 68.00 0.984 64.989 81.706 86.00 0.500 80.000 100.00 Nova Ponte TR=30 anos km³ %VU 0.40 1.10 1.500 80.418 96.40 0.00 0.00 0.156 98.316 58.40 0.650 74.69 2.90 0.40 0.694 86.500 80.56 0.403 92.470 97.000 100.70 0.00 0.40 1.242 98.208 90.706 95.29 1.00 1.30 0.368 75.694 86.405 96.411 96.80 0.933 62.80 0.90 0.50 0.09 ¹ Nos volumes indicados para Marimbondo está incorporada a parcela de 5% de V.030 59.982 81.60 1.38 0.000 100.00 Itumbiara TR=30 anos km³ %VU 0.69 1.61 1.907 63.423 96.405 96.00 0.08 1.826 95.00 0.70 1.U.77 0.10 0.500 80.320 55.40 0.60 1.80 2.29 0.19 2.13 1.55 1.405 96.10 1.760 70.040 99.79 1.669 86.000 100.00 0.270 89.797 93.15 0.435 82.40 1.91 0.90 0.50 1.150 55.83 0.90 0.546 70.70 0.040 99.70 1.431 83.71 0.430 91.00 2.000 100.768 65.00 0.29 0.00 0.995 61.18 1.500 80.372 54.10 0.51 0.535 95.40 1.367 55.136 93.61 1.395 88.50 1.49 1.750 70.280 89.351 55.10 1.07 0.26 2.294 58.211 96.320 98.60 0.39 1.501 90.259 97.500 80.239 97.35 1.80 1.392 97.895 94.681 86.69 1.19 2.338 57.299 56.38 0.980 61.610 69.181 96.39 0.450 91.548 95.00 1.247 76.411 72.138 97.20 1.062 99.168 77.61 1.81 0.00 0.740 95.050 59.86 1.273 92.839 66.781 84.50 0.00 São Simão TR=30 anos Km³ %VU 0.20 0.280 89.139 58.59 2.10 0.40 0.083 99.500 80.09 0.000 100.19 0.176 98.500 80.496 96.259 89.80 0.651 70. Moraes TR=30 anos km³ %VU 0.69 0.000 100.830 65.978 62.500 80.70 0.

58 0.47 0.382 87.000 100.41 1.00 0.00 0.742 47.000 100.000 100.000 100.47 0.80 0.50 2.39 4.385 81.11 0.52 0.000 100.00 0.11 0.90 3.000 100.36 0.856 45.000 100.000 100.14 0.47 0.619 70.502 94.00 0.50 1.40 0.00 0.398 87.44 0.00 0.940 83.000 100.000 100.038 98.00 0.72 0.856 45.304 90.210 53.460 85.000 100.132 93.52 0.00 0.000 100.44 0.161 75.20 0.00 0.00 0.950 83.927 56.382 87.00 0.400 87.00 0.Tabela II.36 0.000 100.856 45.223 89.00 0.240 92.83 4.538 74.00 0.00 0.30 0.192 64.00 0.360 88.40 3.460 85.00 0.00 0.36 0.11 4.47 0.950 83.950 83.000 100.245 63.611 71.390 84.83 4.40 0.000 100.31 0.00 0.42 0.304 90.01 0.42 0.21 0.11 0.63 0.00 0.83 4.00 0.443 83.42 0.52 0.734 69.00 0.170 92.91 0.57 0.00 0.641 69.20 3.40 0.492 76.240 92.83 4.52 0.651 69.000 100.00 0.856 45.00 0.653 69.02 0. Cenário Úmido + Normal (integrado ao Cenário Independente no caso dos reservatórios de Jurumirim e Chavantes) – CONTINUAÇÃO Período 30/10/10 06/11/10 13/11/10 20/11/10 27/11/10 04/12/10 11/12/10 18/12/10 25/12/10 01/01/11 08/01/11 15/01/11 22/01/11 29/01/11 05/02/11 12/02/11 19/02/11 26/02/11 05/03/11 12/03/11 19/03/11 26/03/11 02/04/11 09/04/11 16/04/11 23/04/11 30/04/10 a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a 05/11/10 12/11/10 19/11/10 26/11/10 03/12/10 10/12/10 17/12/10 24/12/10 31/12/10 07/01/11 14/01/11 21/01/11 28/01/11 04/02/11 11/02/11 18/02/11 25/02/11 04/03/11 11/03/11 18/03/11 25/03/11 01/04/11 08/04/11 15/04/11 22/04/11 29/04/11 06/05/11 ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias Promissão TR=30 anos km³ %VU 0.856 45.00 0.02 0.29 0.ciclo de planejamento 2010/2011.000 100.000 100.587 72.00 0.856 45.360 88.04 4. Irmãos TR=30 anos km³ %VU 1.240 92.00 0.856 45.00 0.36 0.91 0.000 100.72 0.000 100.460 85.18 0.000 100.070 97.00 0.364 82.856 45.83 4.856 45.400 87.00 0.000 100.379 82.00 0.60 0.000 100.19 0.10 Chavantes TR=50 anos km³ %VU 0.48 0.00 0.83 4.00 0.400 87.00 0.000 100.88 0.450 92.80 3.83 4.12 0.670 68.03 0.060 97.240 92.00 130 / 150 .250 92.166 92.447 50.039 98.89 0.36 0.112 87.856 45.70 0.790 74.2 Volumes de espera para controle de cheias dos reservatórios da bacia do rio Paraná (trecho até Porto São José) .000 100.44 0.000 100.00 Jurumirim TR=50 anos km³ %VU 0.856 45.950 83.00 0.400 87.382 87.000 100.670 68.000 100.000 100.00 0.332 96.000 100.398 87.00 0.70 0.170 97.83 4.00 0.40 0.464 78.70 Capivara TR=30 anos km³ %VU 0.83 4.21 0.00 1.92 0.88 0.000 100.00 0.83 4.80 2.030 99.790 74.400 87.634 70.000 100.041 98.000 100.790 74.883 79.790 74.000 100.000 100.670 68.000 100.000 100.572 73.066 65.000 100.000 100.000 100.398 87.02 0.070 97.00 0.460 85.000 100.63 0.90 1.82 0.20 0.257 87.00 ciclo 2010/2011 Ilha/T.83 4.000 100.323 84.000 100.00 0.40 0.11 0.02 0.520 28.42 0.

00 0.U.654 68.259 97.77 0.80 1.486 96.857 64.00 0.10 0.00 0.470 81.40 1.180 92.20 0.80 0.80 0.00 0.130 59.410 73.11 0.500 80.740 95.78 0.104 99.00 0.731 86.51 0.187 98.792 95.304 75.826 95.093 99.24 0.00 0.263 95.051 99.684 69.956 81.000 100.60 0.460 82.39 1.70 0.20 0.018 99.00 0.41 0.00 0.70 1.00 0.00 0.000 100.53 0.80 0.295 89.557 70.751 68.00 0.67 0.000 100.00 0.136 59.40 0.000 100.00 Marimbondo¹ TR=30 anos km³ %VU 0.00 São Simão TR=30 anos Km³ %VU 0.141 94.70 0.000 100.19 1.91 0.000 100.60 0.00 0.00 0.480 81.60 1.60 0.930 65.89 0.12 0.016 99.494 71.500 80.208 98.861 66.403 92.000 100.12 0.01 0.39 1.00 0. Vermelha TR=30 anos km³ %VU 0.000 100.328 98.00 0.249 97.000 100.00 Itumbiara TR=30 anos km³ %VU 0.10 0.500 80.19 0.16 1.40 0.843 83.017 99.000 100.117 78.50 0.899 82.000 100.10 0.610 95.69 0.413 74.208 90.118 95.70 0.04 0.71 1.625 69.90 0.41 1.090 96.89 1.82 1.000 100.000 100.21 0.513 97.00 0.226 76.430 83.000 100.40 1.490 97.00 0.80 0.92 0.000 100.50 0.057 98.909 92.41 1.083 99.375 73.000 100.00 Nova Ponte TR=30 anos km³ %VU 0.00 0.000 100.00 A.20 0. do próprio reservatório que deve permanecer vazia.50 0.641 68.210 98.105 78.799 65.00 1.723 95.959 92.512 90.70 0.11 2.70 0.00 0.60 0.000 100.341 93.60 0.84 0.625 87.00 0.000 100.80 0.51 0.00 0.886 84.90 0.61 0.145 98.80 0.399 92.28 0.000 100.69 0.58 0.00 0.930 65.40 0.125 98.000 100.00 0.07 0.290 88.397 84.140 99.69 1.00 0.39 1.20 0.598 89.999 62.10 0.500 80.000 100.00 0.3 Volumes de espera para controle de cheias dos reservatórios da bacia do rio Paraná (trecho até Porto São José) .218 97. Cenário Seco + Normal (integrado ao Cenário Independente no caso dos reservatórios de Jurumirim e Chavantes) Período 30/10/10 06/11/10 13/11/10 20/11/10 27/11/10 04/12/10 11/12/10 18/12/10 25/12/10 01/01/11 08/01/11 15/01/11 22/01/11 29/01/11 05/02/11 12/02/11 19/02/11 26/02/11 05/03/11 12/03/11 19/03/11 26/03/11 02/04/11 09/04/11 16/04/11 23/04/11 30/04/10 a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a 05/11/10 12/11/10 19/11/10 26/11/10 03/12/10 10/12/10 17/12/10 24/12/10 31/12/10 07/01/11 14/01/11 21/01/11 28/01/11 04/02/11 11/02/11 18/02/11 25/02/11 04/03/11 11/03/11 18/03/11 25/03/11 01/04/11 08/04/11 15/04/11 22/04/11 29/04/11 06/05/11 Furnas TR=30 anos Km³ %VU 0.49 ¹ Nos volumes indicados para Marimbondo está incorporada a parcela de 5% de V.90 0.156 98. ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 131 / 150 .000 100.39 0.00 0.742 85.693 87.19 0.173 98.592 69.90 0.000 100.50 1.370 85.00 0.49 0.30 0.16 1.000 100.01 0.141 98.469 91.350 86.20 0.10 0.656 87.380 85.500 80.60 0.483 71.654 68.326 97.171 96.49 0.365 85.536 95.204 76.013 99.49 1.00 0.034 80.00 0.80 0.50 0.054 99.40 0.00 1.60 0.510 80.471 91.000 100.00 0.269 89.09 0.19 0.271 95.022 99.274 97.765 86.420 88.612 70.00 0.31 0.066 98.263 95.00 0.121 91.00 Barra Bonita TR=20 anos Km³ %VU 0.00 0.21 1.259 97.171 90.52 0.230 91.40 0.353 97.60 1.00 0.00 M.685 94.440 82.166 98.19 1.199 96.391 74.000 100.000 100.313 97.50 0.00 0.170 98.842 83.000 100.59 0.00 0.00 0.330 86.187 98.81 1.594 88.307 76.70 0.Tabela II.90 0.37 0.130 99.24 0.000 100.114 98.684 87.00 0.30 0.99 0.324 97.00 0.971 92.60 1.70 0.80 0.00 0.09 0.20 0.379 97.844 95.00 0.30 1.00 0.ciclo de planejamento 2010/2011.83 0.80 1.40 0.40 0.48 0.10 0.510 80.511 95.60 1.29 0.261 98.99 0.00 1.00 0.08 0.397 84.20 0.00 0.51 2.19 0.50 0.999 81.00 0.15 0.12 0.21 1.260 89.325 93. Moraes TR=30 anos km³ %VU 0.00 0.073 79.290 88.190 92.689 96.00 0.40 0.71 1.000 100.187 98.91 1.02 0.263 95.119 79.80 0.297 74.00 0.70 0.40 0.500 80.40 0.00 0.09 1.52 0.91 1.418 96.20 0.500 80.518 72.000 100.51 0.140 99.225 91.000 100.909 63.00 0.000 100.137 98.184 77.00 0.70 0.755 85.500 80.60 1.000 100.20 1.290 88.07 0.411 97.046 91.500 80.00 0.392 97.163 98.420 88.339 97.000 100.60 1.000 100.170 93.093 99.380 85.00 1.470 96.411 96.040 99.000 100.772 93.10 1.75 0.50 0.208 78.287 88.81 0.00 0.245 98.725 67.197 98.87 0.30 1.58 0.99 1.90 0.20 0.00 0.85 0.000 100.69 0.090 99.022 99.444 96.20 1.228 97.75 0.19 0.470 96.00 Emborcação TR=30 anos km³ %VU 0.90 1.90 0.437 72.131 78.81 1.000 100.500 80.80 0.180 92.99 0.160 99.420 83.340 86.10 0.490 80.834 93.233 95.53 0.500 80.00 0.000 100.500 80.00 0.986 82.287 97.000 100.620 96.00 0.

40 0.42 0.398 87.00 0.950 83.000 100.00 2.00 0.00 0.000 100.400 87.000 100.00 0.760 46.398 81.641 81.00 0.000 100.000 100.00 0.000 100.460 85.098 76.315 85.006 99.000 100.000 100.38 0.000 100.093 65.11 0.00 0.36 0.000 100.304 90.869 68.63 0.70 4.11 0.70 1.250 92.000 100.00 0.98 0.751 47.00 0.604 59.475 77.40 0.11 0.00 0.304 90.000 100. Irmãos TR=30 anos km³ %VU 0.69 0.00 0.654 70.00 0.68 0.00 0.00 0.00 0.000 100.000 100.000 100.40 2.00 0.42 0.000 100.077 96.400 87.000 100.000 100.11 0.72 0. Cenário Seco + Normal (integrado ao Cenário Independente no caso dos reservatórios de Jurumirim e Chavantes) – CONTINUAÇÃO Período 30/10/10 06/11/10 13/11/10 20/11/10 27/11/10 04/12/10 11/12/10 18/12/10 25/12/10 01/01/11 08/01/11 15/01/11 22/01/11 29/01/11 05/02/11 12/02/11 19/02/11 26/02/11 05/03/11 12/03/11 19/03/11 26/03/11 02/04/11 09/04/11 16/04/11 23/04/11 30/04/10 a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a 05/11/10 12/11/10 19/11/10 26/11/10 03/12/10 10/12/10 17/12/10 24/12/10 31/12/10 07/01/11 14/01/11 21/01/11 28/01/11 04/02/11 11/02/11 18/02/11 25/02/11 04/03/11 11/03/11 18/03/11 25/03/11 01/04/11 08/04/11 15/04/11 22/04/11 29/04/11 06/05/11 ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias Promissão TR=30 anos km³ %VU 0.00 0.575 72.42 0.00 132 / 150 .000 100.240 92.000 100.00 0.00 0.360 88.000 100.00 0.50 0.019 99.041 98.392 81.687 88.382 87.30 4.055 97.00 0.453 78.00 0.00 0.070 97.70 0.23 0.79 0.400 87.950 83.000 100.00 0.00 0.00 2.739 80.168 92.84 0.000 100.63 0.00 ciclo 2010/2011 Ilha/T.000 100.000 100.30 0.44 0.557 81.000 100.58 0.217 89.000 100.113 94.Tabela II.00 0.00 0.98 0.36 0.50 2.72 0.68 0.240 92.000 100.460 85.36 0.382 87.00 0.10 1.428 79.60 3.20 0.57 0.645 92.000 100.290 63.70 0.47 0.ciclo de planejamento 2010/2011.71 0.000 100.400 87.000 100.00 0.366 82.240 92.000 100.00 0.70 Capivara TR=30 anos km³ %VU 0.000 100.3 Volumes de espera para controle de cheias dos reservatórios da bacia do rio Paraná (trecho até Porto São José) .000 100.330 94.40 0.121 87.000 100.000 100.575 72.00 0.031 55.00 0.02 0.00 0.000 100.98 0.42 0.00 0.000 100.36 0.000 100.79 4.000 100.04 3.53 0.039 98.249 88.70 3.340 84.57 0.232 52.11 0.00 0.00 Jurumirim TR=50 anos km³ %VU 0.00 0.20 0.79 0.01 4.00 0.60 1.00 0.90 4.00 0.00 0.32 0.000 100.00 0.835 57.00 0.47 0.000 100.00 0.460 85.000 100.00 0.542 74.475 94.80 0.509 49.70 1.950 89.70 0.398 87.00 0.80 0.530 82.81 0.410 92.400 87.054 99.382 87.47 0.47 0.36 0.000 100.000 100.557 81.44 0.196 90.070 97.398 87.530 82.360 88.80 0.11 0.161 98.494 76.460 85.000 100.132 93.277 86.331 74.000 100.000 100.30 0.22 3.00 0.344 62.89 0.00 0.00 0.10 Chavantes TR=50 anos km³ %VU 0.206 90.80 3.000 100.44 0.68 0.40 1.00 0.000 100.00 0.425 84.820 79.240 92.

10 0.000 63.80 0.00 0.90 0.19 1.820 68.000 94.50 1.870 66.500 80. do próprio reservatório que deve permanecer vazia.81 0.90 2.80 2.666 94.900 63.228 97.59 0.90 0.358 85.000 94.24 1.550 96.09 0.90 0.24 1.463 81.68 0.40 0.000 63.215 91.000 94.000 100.216 96.462 82.062 99.60 0.500 80.49 1.706 86.24 1.24 1.90 0.80 2.844 95.04 0.80 2.681 86.500 80.90 2.00 0.000 94.120 56.40 1.90 1.500 80.000 94.90 2.10 0.000 100.666 94.24 1.804 65.670 73.41 0.673 94.820 68.00 0.20 1.000 94.000 94.90 0.384 96.90 0.775 95.80 2.49 1.11 1.86 1.40 0.149 98.19 1.U.70 0.19 1.300 97.640 75.551 69.80 2.90 2.515 70.500 80.000 63.24 1.50 1.000 100.48 0.431 96.00 0.24 1.030 59.00 0.40 2.10 1.887 63.00 0.666 94.278 56.24 1.325 55.80 2.500 80.00 Emborcação TR=30 anos km³ %VU 0.20 1.069 97.500 80.19 0.00 1.00 0.294 75.150 97.00 Marimbondo¹ TR=30 anos km³ %VU 0.30 1.392 97.370 97.19 1.457 73.06 0.31 0.000 100.000 63.20 0.900 63.500 80.244 90.325 55.000 63.000 100.10 0.405 96.259 97.89 0.325 55.10 1.681 86.000 100.31 0.263 77.694 86.694 86.00 0.133 90.080 79.394 96.732 66.355 93.89 0.90 0.666 94.10 0.827 84.80 2.900 63.325 55.30 0.900 63. ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 133 / 150 .187 98.00 0.930 63.500 80.156 98. Cenário Independente Período 30/10/10 06/11/10 13/11/10 20/11/10 27/11/10 04/12/10 11/12/10 18/12/10 25/12/10 01/01/11 08/01/11 15/01/11 22/01/11 29/01/11 05/02/11 12/02/11 19/02/11 26/02/11 05/03/11 12/03/11 19/03/11 26/03/11 02/04/11 09/04/11 16/04/11 23/04/11 30/04/10 a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a 05/11/10 12/11/10 19/11/10 26/11/10 03/12/10 10/12/10 17/12/10 24/12/10 31/12/10 07/01/11 14/01/11 21/01/11 28/01/11 04/02/11 11/02/11 18/02/11 25/02/11 04/03/11 11/03/11 18/03/11 25/03/11 01/04/11 08/04/11 15/04/11 22/04/11 29/04/11 06/05/11 Furnas TR=30 anos Km³ %VU 0.670 73.000 94.00 0.817 67.000 100.50 1.004 99.90 1.50 0.96 0.00 0.478 71.394 96.81 0.681 86.40 0.90 2.86 0.000 100.19 1.19 0.10 1.204 58.000 100.90 0.500 80.666 94.000 100.000 94.01 1.00 0.056 99.900 63.280 98.10 0.04 0.00 Nova Ponte TR=30 anos km³ %VU 0.49 0.000 100.70 0.00 0.20 0.640 95. Vermelha TR=30 anos km³ %VU 0.000 100.40 2.666 94.00 M.00 0.500 80.025 99.55 0.19 1.00 0.500 80.00 Barra Bonita TR=20 anos Km³ %VU 0.753 86.50 0.523 95.30 0.500 80.99 1.40 0.90 1.000 100.000 100.029 80.972 64.970 82.270 89.10 1.59 0.000 94.19 1.00 0.678 68.000 100.37 0.218 97.383 92.000 63.20 0.900 63.00 A.778 67.249 98.90 0.80 0.92 0.10 0.640 70.10 0.83 0.000 63.19 1.90 0.63 0.70 0.325 55.000 100.641 87.40 1.90 2.168 93.10 1.00 0.900 63.00 0.544 87.900 63.166 98.000 100.90 0.00 0.689 96.99 1.49 0.418 96.10 1.40 1.85 0.396 72.69 2.50 0.666 94.00 0.63 0.01 0.525 71.000 100.40 1.00 0.80 0.07 0.80 2.670 73.420 83.00 0.073 99.980 61.80 2.40 0.325 55.500 80.000 63.30 1.93 0.834 93.181 96.180 54.98 0.00 0.85 0.90 0.00 0.666 94.70 0.90 2.233 90.325 55.900 63.500 80.000 63.00 0.20 0.69 1.000 100.694 86.24 1.344 86.00 0.339 97.805 84.90 2.00 0.357 89.706 86.239 97.ciclo de planejamento 2010/2011.300 94.25 0. Moraes TR=30 anos km³ %VU 0.70 1.241 75.80 0.900 63.00 0.70 1.00 0.00 0.462 82.71 0.59 1.00 0.420 83.093 99.90 2.91 1.00 0.50 0.00 ¹ Nos volumes indicados para Marimbondo está incorporada a parcela de 5% de V.405 96.325 55.500 80.000 100.666 94.449 91.00 0.405 96.263 95.405 96.694 86.681 86.28 0.00 0.29 0.241 98.63 0.000 100.30 0.666 94.80 0.40 1.60 1.030 59.00 Itumbiara TR=30 anos km³ %VU 0.694 86.120 78.394 96.009 91.10 0.00 0.405 96.872 93.000 100.00 0.90 0.90 0.052 97.01 1.270 97.50 1.500 80.60 0.60 0.40 1.00 0.125 98.00 0.90 2.263 95.000 63.483 96.10 0.20 1.000 100.950 62.590 77.90 2.083 60.48 0.00 São Simão TR=30 anos Km³ %VU 0.000 94.00 0.962 62.89 0.00 0.90 1.24 1.258 89.81 0.15 0.311 97.405 96.202 78.000 100.80 2.10 1.129 97.000 63.500 80.31 2.758 95.10 1.40 0.70 1.20 0.500 80.35 1.19 1.50 0.00 0.420 83.99 1.Tabela II.394 96.00 0.50 0.607 87.00 0.325 55.470 96.19 1.4 Volumes de espera para controle de cheias dos reservatórios da bacia do rio Paraná (trecho até Porto São José) .160 99.878 94.373 97.325 55.647 87.000 100.900 64.40 1.878 83.30 0.000 63.44 0.098 99.380 85.00 0.000 100.820 65.

000 100.290 90.02 0.98 1.30 0.00 0.950 83.896 56.000 100.410 87.950 83.310 90.15 0.856 45.000 100.10 1.470 85.000 100.000 100.950 83.00 Capivara TR=30 anos km³ %VU 0.000 100.211 90.000 100.02 0.01 4.851 68.856 45.18 0.000 100.00 0.95 0.00 0.470 85.000 100.470 85.470 85.00 Chavantes TR=50 anos km³ %VU 0.355 83.00 0.36 1.40 0.00 0.00 0.000 100.000 100.100 95.000 100.000 100.00 0.409 80.413 33.00 0.25 1.02 0.00 0.751 47.60 1.76 0.000 100.60 1.000 100.790 74.784 80.68 0.000 100.15 0.00 0.54 3.00 0.290 90.511 75.Tabela II.200 93.40 0.000 100.50 0.83 4.229 42.790 74.010 99.80 0.000 100.010 99.08 0.67 0.413 33.84 0.15 0.15 0.290 90.40 1.42 1.00 0.00 0.000 100.071 97.00 Jurumirim TR=50 anos km³ %VU 0.00 0.12 0.000 100.790 74.02 0.25 1.83 4.438 32.00 0.480 91.02 0.00 0.389 51.790 74.83 4.000 100.22 0.000 100.15 0.856 45.413 33.05 0.83 4.834 90. Irmãos TR=30 anos km³ %VU 0.00 0.00 ciclo 2010/2011 Ilha/T.40 0.00 0.99 0.470 85.15 0.452 61.470 85.70 2.46 0.46 0.000 100.CONTINUAÇÃO Período 30/10/10 06/11/10 13/11/10 20/11/10 27/11/10 04/12/10 11/12/10 18/12/10 25/12/10 01/01/11 08/01/11 15/01/11 22/01/11 29/01/11 05/02/11 12/02/11 19/02/11 26/02/11 05/03/11 12/03/11 19/03/11 26/03/11 02/04/11 09/04/11 16/04/11 23/04/11 30/04/10 a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a 05/11/10 12/11/10 19/11/10 26/11/10 03/12/10 10/12/10 17/12/10 24/12/10 31/12/10 07/01/11 14/01/11 21/01/11 28/01/11 04/02/11 11/02/11 18/02/11 25/02/11 04/03/11 11/03/11 18/03/11 25/03/11 01/04/11 08/04/11 15/04/11 22/04/11 29/04/11 06/05/11 ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias Promissão TR=30 anos km³ %VU 0.49 2.83 4.61 0.000 100.04 3.470 85.15 0.78 0.600 71.67 0.856 45.000 100.005 99.000 100.00 0.359 96.790 74.000 100.60 0.ciclo de planejamento 2010/2011.07 0.229 42.000 100.05 4.470 85.043 97.060 98.84 0.00 0.60 4.856 45.295 74.00 0.790 74.060 97.790 74.25 1.00 0.790 74.00 0.856 45.83 4.272 87.20 2.32 0.500 76.000 100.00 0.910 84.790 74.060 98.00 0.00 0.000 100.150 95.000 100.02 0.15 0.250 92.856 45. Cenário Independente .005 99.98 0.25 1.000 100.02 0.000 100.069 97.000 100.000 100.00 0.338 84.00 0.10 0.00 0.08 0.470 85.000 100.02 0.00 0.83 4.229 42.856 45.462 78.00 0.000 100.00 0.60 1.10 0.00 0.46 0.83 4.856 45.30 0.856 45.40 0.856 45.95 0.00 0.000 100.83 4.83 4.02 0.413 33.511 94.000 100.126 94.950 83.68 0.470 85.21 0.000 100.00 0.681 68.000 100.418 33.000 100.229 42.83 4.15 0.299 52.29 0.575 72.83 4.00 134 / 150 .00 0.00 0.994 66.000 100.00 0.067 88.73 0.15 0.856 45.10 0.4 Volumes de espera para controle de cheias dos reservatórios da bacia do rio Paraná (trecho até Porto São José) .00 0.010 99.00 0.

ciclo de planejamento 2010/2011 Período 07/05/11 14/05/11 21/05/11 28/05/11 04/06/11 11/06/11 18/06/11 25/06/11 02/07/11 a a a a a a a a a 13/05/11 20/05/11 27/05/11 03/06/11 10/06/11 17/06/11 24/06/11 01/07/11 08/07/11 Barra Bonita TR=20 anos Úmido + Normal Normal km³ %VU km³ %VU Seco + Normal km³ %VU 0.09 89.130 0.090 0.26 90.21 93.05 98.060 0.080 0.15 96.88 96.250 0.080 0.280 0.00 Independente km³ %VU 0.88 96.Tabela II.010 0.00 0.49 96.000 ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias 96.09 89.49 96.000 ciclo 2010/2011 89.83 98.250 0.030 0.000 96.99 94.61 100.83 99.09 91.93 97.280 0.26 90.030 0.050 0.88 98.060 0.00 0.83 98.080 0.040 90.170 0.26 92.05 100.44 135 / 150 .150 0.080 0.030 0.090 0.250 0.04 92.83 99.88 98.37 94.280 0.230 0.250 0.030 0.26 90.5 Volumes de espera para controle de cheias dos aproveitamentos da bacia do rio Paraná (trecho do rio Tietê) .66 98.88 96.49 96.200 0.090 0.090 0.66 98.49 97.180 0.080 0.61 100.010 0.050 0.

147 0.000 0.00 100.350 0.056 0.46 90.00 0.17 95.41 86.ciclo de planejamento 2010/2011 Jurumirim TR=50 anos Período 07/05/11 a 13/05/11 14/05/11 a 20/05/11 21/05/11 a 27/05/11 28/05/11 a 03/06/11 04/06/11 a 10/06/11 11/06/11 a 17/06/11 18/06/11 a 24/06/11 25/06/11 a 01/07/11 02/07/11 a 08/07/11 09/07/11 a 15/07/11 16/07/11 a 22/07/11 23/07/11 a 29/07/11 30/07/11 a 05/08/11 06/08/11 a 12/08/11 13/08/11 a 19/08/11 20/08/11 a 26/08/11 27/08/11 a 02/09/11 03/09/11 a 09/09/11 10/09/11 a 16/09/11 17/09/11 a 23/09/11 24/09/11 a 30/09/11 01/10/11 a 07/10/11 08/10/11 a 1410/11 15/10/11 a 21/10/11 22/10/11 a 28/10/11 Chavantes TR=50 anos km³ %VU km³ %VU 0.340 0.000 0.000 0.23 98.6 Volumes de espera para controle de cheias dos aproveitamentos da bacia do rio Paraná (trecho do rio Paranapanema) .153 0.153 0.47 100.26 86.000 0.17 95.00 ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 136 / 150 .47 91.270 0.350 0.147 0.17 95.17 95.22 98.390 0.17 95.17 95.000 92.350 0.00 98.68 95.054 0.260 0.23 91.22 91.10 89.00 100.00 100.23 98.00 100.147 0.270 0.260 0.153 0.350 0.153 0.17 100.47 91.260 0.00 100.000 0.430 0.17 95.Tabela II.45 100.147 0.17 95.00 98.250 0.000 0.147 0.17 100.056 0.000 0.153 0.41 86.45 91.46 88.000 90.17 95.290 0.49 95.17 95.00 100.290 0.430 0.000 0.147 0.49 88.45 91.290 0.270 0.054 0.49 88.41 87.68 87.00 100.430 0.22 98.49 88.054 0.153 0.000 0.056 0.00 100.390 0.46 90.000 0.

320 0.020 0.68 100.260 0.33 56.370 0.190 0.00 100.370 0.280 0.40 52.370 0.94 44.370 0.94 44.89 47.350 0.92 52.92 47.370 0.ciclo de planejamento 2010/2011.370 0.38 50.370 0.94 44.00 0.94 44.370 0.000 0.85 47.94 44.150 0.94 44.350 0.92 44.80 68.sistema de reservatórios Camargos-Funil .370 0.370 0.250 0.94 44.43 46.94 44.94 44.210 0.320 0.02 100.00 56.85 53.00 100.94 44.290 0.350 0.370 0.000 ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias 100.51 100.17 83.370 0.280 0.000 0.77 74.00 100.94 44.370 0.290 0.370 0.94 44.94 44.00 137 / 150 .94 44.94 44.00 Independente km³ %VU 0.300 0.21 97.370 0. Período 30/10/10 06/11/10 13/11/10 20/11/10 27/11/10 04/12/10 11/12/10 18/12/10 25/12/10 01/01/11 08/01/11 15/01/11 22/01/11 29/01/11 05/02/11 12/02/11 19/02/11 26/02/11 05/03/11 12/03/11 19/03/11 26/03/11 02/04/11 09/04/11 16/04/11 23/04/11 a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a 05/11/10 12/11/10 19/11/10 26/11/10 03/12/10 10/12/10 17/12/10 24/12/10 31/12/10 07/01/11 14/01/11 21/01/11 28/01/11 04/02/11 11/02/11 18/02/11 25/02/11 04/03/11 11/03/11 18/03/11 25/03/11 01/04/11 08/04/11 15/04/11 22/04/11 29/04/11 Camargos TR=15 anos Úmido + Normal Normal km³ %VU km³ %VU Seco + Normal km³ %VU 0.92 47.38 58.000 0.250 0.170 0.94 44.370 0.280 0.94 44.00 100.94 44.94 44.370 0.73 74.94 44.92 47.80 62.370 0.94 44.000 0.370 0.350 0.36 55.36 62.00 0.92 44.94 47.94 44.230 0.370 0.330 0.370 0.94 44.80 73.94 44.000 0.00 58.94 44.360 0.94 46.350 0.030 0.370 0.85 65.94 46.370 0.280 0.370 0.310 0.38 53.000 0.370 0.370 0.290 0.94 44.250 0.370 0.87 61.94 44.77 71.94 44.370 0.00 100.140 0.43 47.54 98.370 0.310 0.70 97.310 0.350 0.31 62.33 58.350 0.87 53.000 0.370 0.000 100.94 44.94 44.7 Volumes de espera para controle de cheias dos aproveitamentos da bacia do rio Paraná .000 0.000 0.370 0.00 47.370 0.00 58.370 0.94 44.70 79.92 44.80 65.370 0.33 62.94 44.89 56.360 0.000 ciclo 2010/2011 100.94 44.330 0.00 100.92 44.Tabela II.87 47.94 44.94 55.300 0.170 0.370 0.370 0.000 0.02 100.370 0.33 52.230 0.340 0.94 44.350 0.75 77.110 0.370 0.360 0.43 49.370 0.020 0.250 0.370 0.010 0.94 44.63 95.320 0.000 100.350 0.180 0.94 44.370 0.92 50.

03 96.050 0.05 94.000 0.020 0.000 100.10 88.050 0.00 100.05 96.08 92. Período 30/10/10 06/11/10 13/11/10 20/11/10 27/11/10 04/12/10 11/12/10 18/12/10 25/12/10 01/01/11 08/01/11 15/01/11 22/01/11 29/01/11 05/02/11 12/02/11 19/02/11 26/02/11 05/03/11 12/03/11 19/03/11 26/03/11 02/04/11 09/04/11 16/04/11 23/04/11 a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a 05/11/10 12/11/10 19/11/10 26/11/10 03/12/10 10/12/10 17/12/10 24/12/10 31/12/10 07/01/11 14/01/11 21/01/11 28/01/11 04/02/11 11/02/11 18/02/11 25/02/11 04/03/11 11/03/11 18/03/11 25/03/11 01/04/11 08/04/11 15/04/11 22/04/11 29/04/11 Caconde TR=20 anos Úmido + Normal Normal km³ %VU km³ %VU Seco + Normal km³ %VU 0.10 88.000 0.03 98.020 0.070 0.030 0.040 0.06 92.02 98.00 100.10 88.05 96.02 98.020 0.ciclo de planejamento 2010/2011.11 86.08 90.05 94.050 0.060 0.030 0.00 100.00 138 / 150 .08 92.000 0.050 0.05 94.03 98.040 0.050 0.05 92.06 94.02 100.030 0.060 0.02 100.10 88.05 94.10 88.060 0.00 100.10 88.06 94.030 0.060 0.00 0.08 90.050 0.08 90.08 90.050 0.03 98.040 0.05 94.02 100.000 0.08 84.050 0.03 96.13 86.08 90.08 92.08 90.080 0.05 96.00 90.060 0.020 0.070 0.10 90.000 0.050 0.070 0.000 0.05 96.10 88.060 0.040 0.060 0.06 94.020 0.03 96.08 92.050 0.060 0.010 0.Tabela II.8 Volumes de espera para controle de cheias dos aproveitamentos da bacia do rio Paraná .10 90.000 0.05 94.010 0.060 0.040 0.000 0.08 90.000 100.11 86.000 0.040 0.000 0.060 0.010 0.11 88.03 96.00 100.060 0.070 0.000 0.08 88.08 90.050 0.060 0.060 0.06 92.03 98.000 ciclo 2010/2011 100.11 88.050 0.030 0.000 0.08 90.050 0.030 0.06 92.030 0.040 0.050 0.030 0.020 0.10 90.02 98.10 88.030 0.010 0.030 0.060 0.040 0.00 100.06 94.05 94.00 90.040 0.05 88.00 100.000 0.030 0.020 0.03 96.10 88.10 88.05 94.00 100.10 86.05 94.020 0.010 0.11 86.00 0.020 0.010 0.06 92.03 96.010 0.030 0.06 88.040 0.06 92.040 0.040 0.06 92.060 0.070 0.040 0.030 0.050 0.06 92.000 ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias 100.060 0.030 0.030 0.02 98.10 88.00 Independente km³ %VU 0.06 92.sistema de reservatórios Caconde-Limoeiro .00 100.02 98.010 0.06 92.00 94.050 0.040 0.10 90.02 98.02 100.010 0.010 0.08 90.020 0.00 94.

48 0.000 100.017 94.48 0.017 94.154 74.Tabela II.00 ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias Funil TR=56 anos km³ %VU 0.59 0.000 100.67 0.017 94.154 74.59 0.48 0.017 94.017 94.48 0.48 0.000 100.154 74.154 74.017 94.48 0.017 94.017 94.007 97.48 0.92 0.59 0.59 0.48 0.154 74.154 74.59 0.014 95.ciclo de planejamento 2010/2011 Período 30/10/10 06/10/10 13/10/10 20/10/10 27/10/10 04/12/10 11/12/10 18/12/10 25/12/10 01/01/11 08/01/11 15/01/11 22/01/11 29/01/11 05/02/11 12/02/11 19/02/11 26/02/11 05/03/11 12/03/11 19/03/11 26/03/11 02/04/11 09/04/11 16/04/11 23/04/11 30/04/11 a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a 05/10/10 12/10/10 19/10/10 26/10/10 03/12/10 10/12/10 17/12/10 24/12/10 31/12/10 07/01/11 14/01/11 21/01/11 28/01/11 04/02/11 11/02/11 18/02/11 25/02/11 04/03/11 11/03/11 18/03/11 25/03/11 01/04/11 08/04/11 15/04/11 22/04/11 29/04/11 06/05/11 Santa Branca TR=100 anos km³ %VU 0.59 0.017 94.154 74.017 94.017 94.59 0.58 0.48 0.48 0.017 94.59 0.017 94.154 74.59 0.154 74.75 0.154 74.154 74.48 0.48 0.017 94.154 74.00 0.000 100.017 94.59 0.59 0.154 74.9 Volumes de espera para controle de cheias dos aproveitamentos da bacia do rio Paraíba do Sul .154 74.003 98.59 0.48 0.092 84.123 79.59 0.017 94.017 94.59 0.59 0.90 0.017 94.017 94.017 94.154 74.59 0.154 74.79 0.154 74.59 0.48 0.59 0.59 0.83 0.062 89.00 ciclo 2010/2011 139 / 150 .031 94.48 0.59 0.48 0.017 94.69 0.48 0.00 0.48 0.010 96.59 0.48 0.48 0.154 74.154 74.48 0.154 74.154 74.

83 1.70 4.508 80.450 97.000 100.090 76.100 74.80 6.423 59.99 1.365 77.000 100.000 100.00 0.040 89.926 73.306 88.80 6.960 82.80 6.423 59.000 100.000 100.060 84.00 0.16 0.170 98.00 0.365 77.365 77.130 78.341 90.040 80.73 0.110 71.110 71.00 0.75 3.00 0.790 77.423 59.00 0.000 100.270 78.000 100.70 0.80 6.300 84.95 1.89 0.00 0.03 0.00 0.01 0.110 79.17 0.035 99.86 0.32 0.670 95.00 0.070 82.19 0.89 1.930 93.00 0.36 4.25 4.234 78.203 94.485 58.22 1.880 87.365 77.80 6.960 82.100 74.000 100.59 0.89 0.000 100.000 100.00 0.00 0.365 77.000 100.627 54.93 3.244 78.32 0.11 1.00 0.365 77.00 0.40 1.970 87.80 6.564 84.730 82.583 55.00 0.000 100.365 77.120 69.244 78.000 100.710 95.000 100.000 100.76 0.000 100.32 0.090 82.274 78.080 79.365 77.000 100.000 100.70 4.31 1.035 99.99 1.30 0.13 2.752 78.00 0.423 59.46 0.28 0.15 1.120 69.810 77.159 99.050 87.73 0.000 100.12 6.47 5.50 1.15 1.00 0.390 90.43 0.090 76.00 0.46 0.73 0.80 6.550 56.060 84.03 0.365 77.070 73.400 77.000 100.01 0.00 0.52 0.22 6.000 100.80 6.61 0.100 74.30 1.59 0.30 0.620 89.000 100.00 0.960 82.80 6.633 53.000 100.000 100.703 51.00 0.90 1.37 1.365 77.731 51.60 1.39 0.80 6.60 3.110 71.460 96.32 0.080 79.10 2.215 85.100 74.64 4.390 60.90 1.000 100.00 0.70 4.000 100.230 93.45 3.000 100.280 91.030 92.Tabela II.000 100.230 99.89 1.05 0.78 5.82 0.35 0.510 80.10 0.000 100.16 0.80 6.80 6.830 74.69 3.26 6.22 6.020 94.89 1.11 1.682 52.00 0.530 83.89 1.20 0.00 0.03 0.00 0.62 5.365 77.00 0.423 59.00 Itaparica TR = 18 anos km³ %VU 0.00 Queimado TR = 10 anos km³ %VU 0.423 59.00 0.010 97.19 0.10 Volumes de espera para controle de cheias dos aproveitamentos da bacia do rio São Francisco ciclo de planejamento 2010/2011 Período 25/09/10 02/10/10 09/10/10 16/10/10 23/10/10 30/10/10 06/11/10 13/11/10 20/11/10 27/11/10 04/12/10 11/12/10 18/12/10 25/12/10 01/01/11 08/01/11 15/01/11 22/01/11 29/01/11 05/02/11 12/02/11 19/02/11 26/02/11 05/03/11 12/03/11 19/03/11 26/03/11 02/04/11 09/04/11 16/04/11 23/04/11 30/04/11 07/05/11 14/05/11 21/05/11 28/05/11 a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a 01/10/10 08/10/10 15/10/10 22/10/10 29/10/10 05/11/10 12/11/10 19/11/10 26/11/10 03/12/10 10/12/10 17/12/10 24/12/10 31/12/10 07/01/11 14/01/11 21/01/11 28/01/11 04/02/11 11/02/11 18/02/11 25/02/11 04/03/11 11/03/11 18/03/11 25/03/11 01/04/11 08/04/11 15/04/11 22/04/11 29/04/11 06/05/11 13/05/11 20/05/11 27/05/11 03/06/11 Três Marias TR = 50 anos km³ %VU 0.00 Sobradinho TR = 17 anos km³ %VU 0.89 0.44 2.070 82.76 0.00 0.99 0.960 82.000 100.070 82.020 73.020 99.80 6.365 77.62 0.80 0.040 89.840 94.00 abacate ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 140 / 150 .000 100.00 0.096 69.534 56.000 100.00 0.69 3.030 92.79 6.000 100.89 1.89 1.76 0.22 6.520 94.780 49.76 1.423 59.91 0.000 100.050 87.89 1.44 0.365 77.000 100.70 4.00 0.244 78.

000 100.550 71.680 64.44 0.390 89.170 95.99 0.680 64.00 0.190 94.000 100.60 0.000 100.680 64.44 0.680 64.220 94.150 95.12 0.000 100.44 0.000 100.00 0.14 0.000 100.540 71.320 91.000 100.340 90.680 64.53 0.550 71.80 0.96 0.34 0.220 94.680 64.44 0.24 0.76 0.00 0.38 0.87 0.530 72.00 0.380 89.44 0.180 95.44 0.71 0.680 64.00 0.61 0.04 0.000 100.44 0.00 0.44 0.00 141 / 150 .360 90.680 64.44 0.430 88.44 0.72 0.680 64.190 94.00 0.00 0.00 0.44 0.04 0.00 ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 Irapé TR=50 anos km³ %VU 0.680 64.75 0.240 93.000 100.680 64.85 0.000 100.43 0.120 93.680 64.220 94.23 0.000 100.220 94.44 0.000 100.680 64.000 100.450 87.44 0.290 92.85 0.39 0.44 0.000 100.00 0.24 0.ciclo de planejamento 2010/2011 Período 25/09/10 02/10/10 09/10/10 16/10/10 23/10/10 30/10/10 06/11/10 13/11/10 20/11/10 27/11/10 04/12/10 11/12/10 18/12/10 25/12/10 01/01/11 08/01/11 15/01/11 22/01/11 29/01/11 05/02/11 12/02/11 19/02/11 26/02/11 05/03/11 12/03/11 19/03/11 26/03/11 02/04/11 09/04/11 16/04/11 23/04/11 30/04/11 07/05/11 14/05/11 21/05/11 a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a 01/10/10 08/10/10 15/10/10 22/10/10 29/10/10 05/11/10 12/11/10 19/11/10 26/11/10 03/12/10 10/12/10 17/12/10 24/12/10 31/12/10 07/01/11 14/01/11 21/01/11 28/01/11 04/02/11 11/02/11 18/02/11 25/02/11 04/03/11 11/03/11 18/03/11 25/03/11 01/04/11 08/04/11 15/04/11 22/04/11 29/04/11 06/05/11 13/05/11 20/05/11 27/05/11 Boa Esperança TR=36 anos km³ %VU 0.680 64.70 0.420 88.04 0.44 0.28 0.000 100.630 67.00 0.05 0.33 0.11 Volumes de espera para controle de cheias dos aproveitamentos da bacia do rio Parnaíba e Jequitinhonha .050 97.00 0.04 0.00 0.44 0.360 90.440 76.240 93.460 87.00 0.680 64.00 0.560 70.000 100.49 0.000 100.93 0.000 100.680 64.49 0.78 0.120 96.310 91.44 0.Tabela II.23 0.680 64.00 0.300 91.670 64.

05 100 Período 30/04/2011 a 06/05/2011 07/05/2011 a 13/05/2011 14/05/2011 a 20/04/2011 21/05/2011 a 26/05/2011 27/05/2011 a 03/06/2011 04/06/2011 a 10/06/2011 11/06/2011 a 17/06/2011 18/06/2011 a 24/06/2011 2506/2011 a 01/07/2011 02/07/2011 a 08/07/2011 09/07/2011 a 15/07/2011 16/07/2011 a 22/07/2011 23/07/2011 a 29/07/2011 Úmido ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 ciclo 2010/2011 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 0 0 0 0.86 97.05 98.120 0.57 97.86 97.05 98.080 0 100 100 100 97.080 0.12 Volumes de espera para controle de cheias dos aproveitamentos da bacia do Iguaçu .090 0.090 0.090 0.05 100 142 / 150 .Tabela II.090 0.ciclo de planejamento 2010/2011 (hm³) VE Salto Santiago (TR 250 anos) Normal e Seco Independente % VU (hm³) % VU (hm³) % VU 0 0 0 0.86 97.86 97.05 98.090 0.05 98.080 0.86 97.080 0.090 0.100 0.090 0.090 0.08 98.86 97.86 98.080 0.080 0.86 97.080 0 100 100 100 97.05 98.080 0.05 98.

83 89.53 89.ciclo de planejamento 2010/2011 .83 89.53 89.350 0.53 89.Tabela II.340 0.83 89.340 0.350 0.83 89.83 89.340 0.53 89.53 89.53 89.83 89.350 0.340 0.83 29/10/2010 05/11/2010 12/11/2010 19/11/2010 26/11/2010 03/12/2010 10/12/2010 17/12/2010 24/12/2010 31/01/2011 07/01/2011 14/01/2011 21/01/2011 28/01/2011 04/02/2011 11/02/2011 18/02/2011 26/02/2011 04/03/2011 11/03/2011 18/03/2011 25/03/2011 01/04/2011 08/04/2011 16/04/2011 22/04/2011 29/04/2011 06/05/2011 13/05/2011 20/05/2011 27/05/2011 03/06/2011 10/06/2011 17/06/2011 24/06/2011 01/07/2011 08/07/2011 15/07/2011 22/07/2011 29/07/2011 05/08/2011 12/08/2011 19/08/2011 26/08/2011 02/09/2011 09/09/2011 16/09/2011 23/09/2011 31/10/2011 07/10/2011 ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 143 / 150 .83 89.350 0.53 89.340 0.340 0.340 0.83 89.350 0.83 89.53 89.350 0.350 0.83 89.83 89.340 0.350 0.350 0.340 0.83 89.340 0.53 89.53 89.83 89.83 89.340 0.53 89.350 0.340 0.340 0.83 89.340 0.53 89.83 89.13 Volumes de espera para controle de cheias dos aproveitamentos da bacia do Jacuí .53 89.83 89.350 0.83 89.340 0.340 0.340 0.83 89.340 0.340 0.53 89.340 0.350 0.350 0.83 89.83 89.350 0.83 89.350 0.53 89.350 0.340 0.340 0.53 89.83 89.83 89.53 89.53 89.340 0.350 0.340 89.83 89.83 89.350 0.340 0.53 89.53 89.350 0.53 89.350 0.53 89.340 0.350 0.350 0.TR=12 anos (novembro a abril) e TR = 100 anos (ano todo) Período 23/10/2010 30/10/2010 06/11/2010 13/11/2010 20/11/2010 27/11/2010 04/12/2010 11/12/2010 18/12/2010 25/12/2010 01/01/2011 08/01/2011 15/01/2011 22/01/2011 29/01/2011 05/02/2011 12/02/2011 19/02/2011 26/02/2011 05/03/2011 12/03/2011 19/03/2011 26/03/2011 02/04/2011 09/04/2011 16/04/2011 23/04/2011 30/04/2011 07/05/2011 14/05/2011 21/05/2011 28/05/2011 04/06/2011 11/06/2011 18/06/2011 25/06/2011 02/07/2011 09/07/2011 16/07/2011 23/07/2011 30/07/2011 06/08/2011 13/08/2011 20/08/2011 27/08/2011 03/09/2011 10/09/2011 17/09/2011 24/09/2011 01/10/2011 a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a VE Passo Real Independente (hm³) VE Passo Real Independente (%VU) 0.350 0.340 0.53 89.

340 0.08/10/2011 15/10/2011 22/10/2011 29/10/2011 05/11/2011 12/11/2011 19/11/2011 26/11/2011 a a a a a a a a 14/10/2011 21/10/2011 28/10/2011 04/11/2011 11/11/2011 18/11/2011 25/11/2011 02/12/2011 ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias 0.340 0.83 89.83 89.83 89.340 ciclo 2010/2011 89.83 89.340 0.340 0.340 0.340 0.83 89.83 89.83 89.340 0.83 144 / 150 .

Lista de figuras. Figura 3 Furnas: evolução temporal dos volumes de espera para os quatro cenários hidrológicos Figura 4 Mascarenhas de Moraes: evolução temporal dos volumes de espera para os quatro cenários hidrológicos Figura 5 Marimbondo: evolução temporal dos volumes de espera para os quatro cenários hidrológicos Figura 6 Água Vermelha: evolução temporal dos volumes de espera para os quatro cenários hidrológicos Figura 7 Emborcação: evolução temporal dos volumes de espera para os quatro cenários hidrológicos Figura 8 Nova Ponte: evolução temporal dos volumes de espera para os quatro cenários hidrológicos Figura 9 Itumbiara: evolução temporal dos volumes de espera para os quatro cenários hidrológicos Figura 10 São Simão: evolução temporal dos volumes de espera para os quatro cenários hidrológicos Figura 11 Barra Bonita: evolução temporal dos volumes de espera para os quatro cenários hidrológicos Figura 12 Promissão: evolução temporal dos volumes de espera para os quatro cenários hidrológicos Figura 13 Ilha Solteira Equivalente: evolução temporal dos volumes de espera para os quatro cenários hidrológicos Figura 14 Jurumirim: evolução temporal dos volumes de espera para o cenário Independente Figura 15 Chavantes: evolução temporal dos volumes de espera para o cenário Independente Figura 16 Capivara: evolução temporal dos volumes de espera para os quatro cenários hidrológicos Figura 17 Representação esquemática do Sistema Camargos-Funil Figura 18 Camargos: evolução temporal dos volumes de espera para os quatro cenários hidrológicos Figura 19 Representação esquemática do Sistema Caconde-Limoeiro Figura 20 Caconde: evolução temporal dos volumes de espera – Cenário Independente Figura 22 Localização dos aproveitamentos da bacia do rio Paraíba do Sul ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 15 18 43 43 44 44 45 45 46 46 47 47 48 48 49 49 50 52 53 54 57 145 / 150 . quadros e tabelas Figuras Figura 1 Localização dos aproveitamentos hidrelétricos da bacia do rio Paraná Figura 2 Diagrama esquemático do sistema de aproveitamentos hidrelétricos da bacia do rio Paraná até Porto São José.

Figura 23 Perfil da bacia do rio Paraíba do Sul no trecho
dos aproveitamentos hidrelétricos
Figura 24 Diagrama esquemático do sistema de
aproveitamentos hidrelétricos da bacia do rio
Paraíba do Sul
Figura 25 Localização dos aproveitamentos hidrelétricos
da bacia do rio São Francisco (Fonte: ANA)
Figura 26 Bacia do rio São Francisco - divisão por
trechos
Figura 27 Diagrama esquemático dos aproveitamentos
hidrelétricos da bacia do rio São Francisco
Figura 28 Diagrama esquemático com a indicação do
aproveitamento hidrelétrico de Boa Esperança e
das restrições operativas na bacia do rio Parnaíba
Figura 29 Diagrama esquemático do sistema de
aproveitamentos hidrelétricos da bacia do rio
Jequitinhonha
Figura 30 Localização dos aproveitamentos hidrelétricos
da bacia do rio Iguaçu e perfil com divisão de
quedas
Figura 31 Diagrama esquemático do sistema de
aproveitamentos hidrelétricos da bacia do rio
Iguaçu
Figura 32 Salto Santiago: evolução temporal dos
volumes de espera para os cenários hidrológicos
Figura 33 Perfil com divisão de quedas dos
aproveitamentos hidrelétricos da bacia do rio
Jacuí
Figura 34 Diagrama esquemático do sistema de
aproveitamentos da bacia do rio Jacuí
Figura 35 Passo Real: evolução temporal dos volumes de
espera para as duas restrições hidráulicas
Figura 9.1-a Energia armazenável máxima com volume
de espera SE/CO (%EARm)
Figura 9.1-b Energia armazenável máxima com volume
de espera Sul (%EARmax)
Figura 9.1-c Energia armazenável máxima com volume
de espera Nordeste (%EARmax)
Figura 9.2 Valor esperado dos custos totais de operação
6
e desvios padrões associados (10 R$)
Figura I.1 Curva Volume x Duração
Figura I.2 Obtenção da Curva Volume x Duração
associada a probabilidade fixa p de emergência
Figura I.3 Alocação variável de volume de espera
Figura I.4 Evolução do volume de espera para o i-ésimo
ano
Figura I.5 Definição da envoltória das trajetórias críticas
Figura I.6 Sistema de dois reservatórios com restrições
de vazão máxima
ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias

ciclo 2010/2011

57

58
65
66
68

74

79

83

84
91

92
93
97
98
99
99
101
113
114
116
119
119
121

146 / 150

Figura I.7 Regiões viáveis e inviáveis para os espaços
vazios num determinado dia

122

Quadros
Quadro 1 Restrições operativas consideradas para
controle de cheias e dados de usinas
Quadro 2 Principais características dos aproveitamentos
da bacia do rio Paraná até Porto São José
Quadro 3 Séries de vazões naturais utilizadas
Quadro 4 Séries de vazões naturais incrementais
adotadas
Quadro 5 Séries hidrológicas incrementais adotadas nos
estudos dos sistemas
Quadro 6 Classificação das estações chuvosas segundo
o fenômeno ENSO
Quadro 7 Média das vazões máximas mensais no período
dezembro/abril e Índice de potencial de cheia
Quadro 8 Principais características dos aproveitamentos
da bacia do rio Paraíba do Sul
Quadro 9 Séries de vazões naturais médias diárias na
bacia do rio Paraíba do Sul
Quadro 10 Armazenamentos no início das estações
chuvosas
Quadro 11 Volumes de espera de Santa Branca (km³)
para a restrição condicionada de 300 m³/s
Quadro 12 Volumes de espera (km³) de Funil para a
restrição de 700 m³/s
Quadro 13 Principais características dos
aproveitamentos da bacia do rio São Francisco
Quadro 14 Séries de vazões naturais médias diárias
disponíveis na bacia do rio São Francisco
Quadro 15 Séries hidrológicas incrementais adotadas
Quadro 16 Principais características do reservatório de
Boa Esperança
Quadro 17 Restrição local - bacia do rio Parnaíba
Quadro 18 Principais características de Irapé
Quadro 19 Restrição local - bacia do rio Jequitinhonha
Quadro 18 Principais características dos
aproveitamentos da bacia do rio Iguaçu
Quadro 19 Classificação das estações chuvosas
segundo o fenômeno ENSO - Bacia do rio Iguaçu
Quadro 21 Principais características dos
aproveitamentos da bacia do rio Jacuí
Quadro 9.1 Valor esperado do custo total de operação
6
(10 R$)
Quadro 9.2 Geração térmica média anual (MWmed)

ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias

ciclo 2010/2011

8
16
21
22
22
26
34
59
60
61
62
63
67
69
69
74
75
80
80
84
89
93
100
102

147 / 150

Quadro 9.2 Geração térmica média anual (MWmed) –
continução

103

Tabelas
Tabela 1 Volumes de espera nos sistemas de reservatórios
a montante das restrições (km³) - Cenário
Seco+Normal
Tabela 2 Volumes de espera nos sistemas de reservatórios
a montante das restrições (km³) - Cenário Normal
Tabela 3 Volumes de espera nos sistemas de reservatórios
a montante das restrições (km³) - Cenário Úmido
+ Normal
Tabela 4 Volumes de espera nos sistemas de reservatórios
a montante das restrições (km³) - Cenário
Independente
Tabela 5 Volumes de espera (km³) para os reservatórios da
bacia do rio Paranapanema (período anual) e
Barra Bonita (até o mês de junho)
Tabela 6 Volumes de espera (km³) para os reservatórios da
bacia do rio Paranapanema e Barra Bonita
considerados nos estudos para cálculo de
volumes de espera do Sistema de Reservatórios
da bacia do rio Paraná até Porto São José
Tabela 7 Volumes de espera (km³) para os reservatórios da
bacia do rio Paraná até Porto São José com
operação de controle de cheias - Cenário Seco +
Normal (integrado ao Cenário Independente no
caso dos reservatórios de Jurumirim e Chavantes)
Tabela 8 Volumes de espera (km³) para os reservatórios da
bacia do rio Paraná até Porto São José com
operação de controle de cheias - Cenário Normal
(integrado ao Cenário Independente no caso dos
reservatórios de Jurumirim e Chavantes)
Tabela 9 Volumes de espera (km³) para os reservatórios da
bacia do rio Paraná até Porto São José com
operação de controle de cheias - Cenário Úmido
+ Normal (integrado ao Cenário Independente no
caso dos reservatórios de Jurumirim e Chavantes)
Tabela 10 Volumes de espera (km³) para os reservatórios
da bacia do rio Paraná até Porto São José com
operação de controle de cheias - Cenário
Independente
Tabela 11 Volumes de espera (km³) para o reservatório
de Camargos com operação de controle de cheias
até Funil
Tabela 12 Volumes de espera (km³) para o reservatório
de Caconde com operação de controle de cheias
até Limoeiro

ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias

ciclo 2010/2011

30
31

32

33

36

37

39

40

41

42

51

53

148 / 150

Cenário Normal (integrado ao Cenário Independente no caso dos reservatórios de Jurumirim e Chavantes)– CONTINUAÇÃO Tabela II.ciclo de planejamento 2010/2011.3 Volumes de espera para controle de cheias dos reservatórios da bacia do rio Paraná (trecho até Porto São José) .Tabela 13 Volumes de espera nos reservatórios da bacia do rio Paraíba do Sul Tabela 14 Volumes de espera (km³) para a bacia do rio São Francisco – Cenário Independente. Cenário Seco + Normal (integrado ao ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 64 72 73 77 78 81 91 95 127 128 129 130 131 149 / 150 .2 Volumes de espera para controle de cheias dos reservatórios da bacia do rio Paraná (trecho até Porto São José) .ciclo de planejamento 2010/2011. Cenário Úmido + Normal (integrado ao Cenário Independente no caso dos reservatórios de Jurumirim e Chavantes) Tabela II.2 Volumes de espera para controle de cheias dos reservatórios da bacia do rio Paraná (trecho até Porto São José) .1 Volumes de espera para controle de cheias dos reservatórios da bacia do rio Paraná (trecho até Porto São José) . Cenário Úmido + Normal (integrado ao Cenário Independente no caso dos reservatórios de Jurumirim e Chavantes) – CONTINUAÇÃO Tabela II. Cenário Normal (integrado ao Cenário Independente no caso dos reservatórios de Jurumirim e Chavantes) Tabela II. Cenário Seco + Normal (integrado ao Cenário Independente no caso dos reservatórios de Jurumirim e Chavantes) Tabela II.ciclo de planejamento 2010/2011.ciclo de planejamento 2010/2011.ciclo de planejamento 2010/2011.ciclo de planejamento 2010/2011.1 Volumes de espera para controle de cheias dos reservatórios da bacia do rio Paraná (trecho até Porto São José) . Tabela 15 Volumes de espera de Três Marias para anos de baixa hidraulicidade Tabela 16 Volumes de espera (km³) de Boa Esperança Tabela 17 Volumes de espera (km³) de Boa Esperança para anos de baixa hidraulicidade Tabela 18 Volumes de espera (km³) Irapé 3 Tabela 19 Volumes de espera (km ) para Salto Santiago – Cenários Úmido e Independente Tabela 20 Volumes de espera para controle de cheias em Passo Real – caso 1 – período novembro a abril – TR = 14 anos Tabela II.3 Volumes de espera para controle de cheias dos reservatórios da bacia do rio Paraná (trecho até Porto São José) .

4 Volumes de espera para controle de cheias dos reservatórios da bacia do rio Paraná (trecho até Porto São José) .5 Volumes de espera para controle de cheias dos aproveitamentos da bacia do rio Paraná (trecho do rio Tietê) . Tabela II.ciclo de planejamento 2010/2011 Tabela II.ciclo de planejamento 2010/2011 Tabela II.Cenário Independente no caso dos reservatórios de Jurumirim e Chavantes) – CONTINUAÇÃO Tabela II.ciclo de planejamento 2010/2011 Tabela II.ciclo de planejamento 2010/2011 Tabela II.TR=14 anos (novembro a abril) e TR = 62 anos (ano todo) ONS RE 3/158/2010 Plano anual de prevenção de cheias ciclo 2010/2011 132 133 134 135 136 137 138 139 140 141 142 143 150 / 150 .ciclo de planejamento 2010/2011.4 Volumes de espera para controle de cheias dos reservatórios da bacia do rio Paraná (trecho até Porto São José) .8 Volumes de espera para controle de cheias dos aproveitamentos da bacia do rio Paraná sistema de reservatórios Caconde-Limoeiro .11 Volumes de espera para controle de cheias dos aproveitamentos da bacia do rio Parnaíba e Jequitinhonha .9 Volumes de espera para controle de cheias dos aproveitamentos da bacia do rio Paraíba do Sul .13 Volumes de espera para controle de cheias dos aproveitamentos da bacia do Jacuí .ciclo de planejamento 2010/2011.6 Volumes de espera para controle de cheias dos aproveitamentos da bacia do rio Paraná (trecho do rio Paranapanema) .7 Volumes de espera para controle de cheias dos aproveitamentos da bacia do rio Paraná sistema de reservatórios Camargos-Funil . Cenário Independente Tabela II.ciclo de planejamento 2010/2011.ciclo de planejamento 2010/2011 Tabela II. Cenário Independente CONTINUAÇÃO Tabela II.10 Volumes de espera para controle de cheias dos aproveitamentos da bacia do rio São Francisco .ciclo de planejamento 2010/2011. Tabela II.ciclo de planejamento 2010/2011 Tabela II.ciclo de planejamento 2010/2011 .12 Volumes de espera para controle de cheias dos aproveitamentos da bacia do Iguaçu .

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