Decreto 1171/94 | Decreto Nº 1.

171, de 22 de junho de 1994
Aprova o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal. 0 PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 84, incisos IV e VI, e ainda tendo em vista o disposto no art. 37 da Constituição, bem como nos arts. 116 e 117 da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, e nos arts. 10, 11 e 12 da Lei nº 8.429, de 2 de junho de 1992, DECRETA: Art. 1º Fica aprovado o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, que com este baixa. Art. 2º Os órgãos e entidades da Administração Pública Federal direta e indireta implementarão, em sessenta dias, as providências necessárias à plena vigência do Código de Ética, inclusive mediante a Constituição da respectiva Comissão de Ética, integrada por três servidores ou empregados titulares de cargo efetivo ou emprego permanente. Parágrafo único. A constituição da Comissão de Ética será comunicada à Secretaria da Administração Federal da Presidência da República, com a indicação dos respectivos membros titulares e suplentes. Art. 3º Este decreto entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, 22 de junho de 1994, 173º da Independência e 106º da República. ITAMAR FRANCO Romildo Canhim Eate texto não substitui o publicado no DOU de 23.6.1994. ANEXO Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal CAPITULO I Seção I

Das Regras Deontológicas
I - A dignidade, o decoro, o zelo, a eficácia e a consciência dos princípios morais são primados maiores que devem nortear o servidor público, seja no exercício do cargo ou função, ou fora dele, já que refletirá o exercício da vocação do próprio poder estatal. Seus atos, comportamentos e atitudes serão direcionados para a preservação da honra e da tradição dos serviços públicos. II - O servidor público não poderá jamais desprezar o elemento ético de sua conduta. Assim, não terá que decidir somente entre o legal e o ilegal, o justo e o injusto, o conveniente e o inconveniente, o oportuno e o inoportuno, mas principalmente entre o honesto e o desonesto, consoante as regras contidas no art. 37, § 4º, da Constituição Federal. III - A moralidade da Administração Pública não se limita à distinção entre o bem e o mal, devendo ser acrescida da idéia de que o fim é sempre o bem comum. O equilíbrio entre a legalidade e a finalidade, na conduta do servidor público, é que poderá consolidar a moralidade do ato administrativo. IV- A remuneração do servidor público é custeada pelos tributos pagos direta ou indiretamente por todos, até por ele próprio, e por isso se exige, como contrapartida, que a moralidade administrativa se integre no Direito, como elemento indissociável de sua aplicação e de sua finalidade, erigindo-se, como conseqüência, em fator de legalidade. V - O trabalho desenvolvido pelo servidor público perante a comunidade deve ser entendido como acréscimo ao seu próprio bem-estar, já que, como cidadão, integrante da sociedade, o êxito desse trabalho pode ser considerado como seu maior patrimônio. VI - A função pública deve ser tida como exercício profissional e, portanto, se integra na vida particular de cada servidor público. Assim, os fatos e atos verificados na conduta do dia-a-dia em sua vida privada poderão acrescer ou diminuir o seu bom conceito na vida funcional. VII - Salvo os casos de segurança nacional, investigações policiais ou interesse superior do Estado e da Administração Pública, a serem preservados em processo previamente declarado sigiloso, nos termos da lei, a publicidade de qualquer ato administrativo constitui requisito de

eficácia e moralidade, ensejando sua omissão comprometimento ético contra o bem comum, imputável a quem a negar. VIII - Toda pessoa tem direito à verdade. O servidor não pode omiti-la ou falseá-la, ainda que contrária aos interesses da própria pessoa interessada ou da Administração Pública. Nenhum Estado pode crescer ou estabilizar-se sobre o poder corruptivo do hábito do erro, da opressão ou da mentira, que sempre aniquilam até mesmo a dignidade humana quanto mais a de uma Nação. IX - A cortesia, a boa vontade, o cuidado e o tempo dedicados ao serviço público caracterizam o esforço pela disciplina. Tratar mal uma pessoa que paga seus tributos direta ou indiretamente significa causar-lhe dano moral. Da mesma forma, causar dano a qualquer bem pertencente ao patrimônio público, deteriorando-o, por descuido ou má vontade, não constitui apenas uma ofensa ao equipamento e às instalações ou ao Estado, mas a todos os homens de boa vontade que dedicaram sua inteligência, seu tempo, suas esperanças e seus esforços para construí-los. X - Deixar o servidor público qualquer pessoa à espera de solução que compete ao setor em que exerça suas funções, permitindo a formação de longas filas, ou qualquer outra espécie de atraso na prestação do serviço, não caracteriza apenas atitude contra a ética ou ato de desumanidade, mas principalmente grave dano moral aos usuários dos serviços públicos. XI - 0 servidor deve prestar toda a sua atenção às ordens legais de seus superiores, velando atentamente por seu cumprimento, e, assim, evitando a conduta negligente. Os repetidos erros, o descaso e o acúmulo de desvios tornam-se, às vezes, difíceis de corrigir e caracterizam até mesmo imprudência no desempenho da função pública. XII - Toda ausência injustificada do servidor de seu local de trabalho é fator de desmoralização do serviço público, o que quase sempre conduz à desordem nas relações humanas. XIII - 0 servidor que trabalha em harmonia com a estrutura organizacional, respeitando seus colegas e cada concidadão, colabora e de todos pode receber colaboração, pois sua atividade pública é a grande oportunidade para o crescimento e o engrandecimento da Nação. Seção II

Dos Principais Deveres do Servidor Público
XIV - São deveres fundamentais do servidor público: a) desempenhar, a tempo, as atribuições do cargo, função ou emprego público de que seja titular; b) exercer suas atribuições com rapidez, perfeição e rendimento, pondo fim ou procurando prioritariamente resolver situações procrastinatórias, principalmente diante de filas ou de qualquer outra espécie de atraso na prestação dos serviços pelo setor em que exerça suas atribuições, com o fim de evitar dano moral ao usuário; c) ser probo, reto, leal e justo, demonstrando toda a integridade do seu caráter, escolhendo sempre, quando estiver diante de duas opções, a melhor e a mais vantajosa para o bem comum; d) jamais retardar qualquer prestação de contas, condição essencial da gestão dos bens, direitos e serviços da coletividade a seu cargo; e) tratar cuidadosamente os usuários dos serviços aperfeiçoando o processo de comunicação e contato com o público; f) ter consciência de que seu trabalho é regido por princípios éticos que se materializam na adequada prestação dos serviços públicos; g) ser cortês, ter urbanidade, disponibilidade e atenção, respeitando a capacidade e as limitações individuais de todos os usuários do serviço público, sem qualquer espécie de preconceito ou distinção de raça, sexo, nacionalidade, cor, idade, religião, cunho político e posição social, abstendo-se, dessa forma, de causar-lhes dano moral; h) ter respeito à hierarquia, porém sem nenhum temor de representar contra qualquer comprometimento indevido da estrutura em que se funda o Poder Estatal;

f) permitir que perseguições.i) resistir a todas as pressões de superiores hierárquicos.E vedado ao servidor público. estimulando o seu integral cumprimento. abstendo-se de fazê-lo contrariamente aos legítimos interesses dos usuários do serviço público e dos jurisdicionados administrativos. ilegais ou aéticas e denunciá-las. mesmo que observando as formalidades legais e não cometendo qualquer violação expressa à lei. para obter qualquer favorecimento. para si ou para outrem. familiares ou qualquer pessoa. pelas exigências específicas da defesa da vida e da segurança coletiva. sugerir ou receber qualquer tipo de ajuda financeira. com os jurisdicionados administrativos ou com colegas hierarquicamente superiores ou inferiores. d) usar de artifícios para procrastinar ou dificultar o exercício regular de direito por qualquer pessoa. seguindo os métodos mais adequados à sua organização e distribuição. para o cumprimento da sua missão ou para influenciar outro servidor para o mesmo fim. s) facilitar a fiscalização de todos atos ou serviços por quem de direito. u) abster-se. t) exercer com estrita moderação as prerrogativas funcionais que lhe sejam atribuídas. prêmio. q) manter-se atualizado com as instruções. as normas de serviço e a legislação pertinentes ao órgão onde exerce suas funções. m) comunicar imediatamente a seus superiores todo e qualquer ato ou fato contrário ao interesse público. . com critério. interessados e outros que visem obter quaisquer favores. simpatias. comissão. doação ou vantagem de qualquer espécie. n) manter limpo e em perfeita ordem o local de trabalho. g) pleitear. tendo por escopo a realização do bem comum. conivente com erro ou infração a este Código de Ética ou ao Código de Ética de sua profissão. h) alterar ou deturpar o teor de documentos que deva encaminhar para providências. caprichos. provocar. poder ou autoridade com finalidade estranha ao interesse público. em função de seu espírito de solidariedade. p) apresentar-se ao trabalho com vestimentas adequadas ao exercício da função. exigindo as providências cabíveis. causando-lhe dano moral ou material. Seção III Das Vedações ao Servidor Público XV . v) divulgar e informar a todos os integrantes da sua classe sobre a existência deste Código de Ética. de acordo com as normas do serviço e as instruções superiores. i) iludir ou tentar iludir qualquer pessoa que necessite do atendimento em serviços públicos. b) prejudicar deliberadamente a reputação de outros servidores ou de cidadãos que deles dependam. as tarefas de seu cargo ou função. r) cumprir. de exercer sua função. refletindo negativamente em todo o sistema. solicitar. na certeza de que sua ausência provoca danos ao trabalho ordenado. de forma absoluta. para si. antipatias. paixões ou interesses de ordem pessoal interfiram no trato com o público. j) zelar. tanto quanto possível. benesses ou vantagens indevidas em decorrência de ações imorais. gratificação. e) deixar de utilizar os avanços técnicos e científicos ao seu alcance ou do seu conhecimento para atendimento do seu mister. tempo. c) ser. a) o uso do cargo ou função. segurança e rapidez. o) participar dos movimentos e estudos que se relacionem com a melhoria do exercício de suas funções. facilidades. amizades. no exercício do direito de greve. l) ser assíduo e freqüente ao serviço. posição e influências. de contratantes. mantendo tudo sempre em boa ordem.

se apresente contrário à ética.029. processo sobre ato. denúncias ou representações formuladas contra o servidor público. de 2007) XXI . o) dar o seu concurso a qualquer instituição que atente contra a moral. em conformidade com este Código. . de amigos ou de terceiros. O retardamento dos procedimentos aqui prescritos implicará comprometimento ético da própria Comissão. ouvidos apenas o queixoso e o servidor. divulgadas no próprio órgão. m) fazer uso de informações privilegiadas obtidas no âmbito interno de seu serviço. poderá instaurar. assinado por todos os seus integrantes. fato ou conduta que considerar passível de infringência a princípio ou norma ético-profissional. ou apenas este.029. para o efeito de instruir e fundamentar promoções e para todos os demais procedimentos próprios da carreira do servidor público. servidor. competindo-lhe conhecer concretamente de imputação ou de procedimento susceptível de censura. de 2007) XXII . no tratamento com as pessoas e com o patrimônio público. os registros sobre sua conduta ética. para as providências disciplinares cabíveis. e. poderá a Comissão de Ética encaminhar a sua decisão e respectivo expediente para a Comissão Permanente de Processo Disciplinar do respectivo órgão. (Revogado pelo Decreto nº 6. qualquer documento. podendo ainda conhecer de consultas. aos organismos encarregados da execução do quadro de carreira dos servidores. de 2007) XVIII . XIX . desde que formuladas por autoridade. se for o caso. à entidade em que.029. criadas com o fito de formação da consciência ética na prestação de serviços públicos. para a apuração de fato ou ato que. de ofício. em benefício próprio. cuja análise e deliberação forem recomendáveis para atender ou resguardar o exercício do cargo ou função pública. Uma cópia completa de todo o expediente deverá ser remetida à Secretaria da Administração Federal da Presidência da República. se houver. cumulativamente. se a apuração decorrer de conhecimento de ofício. de parentes.Cada Comissão de Ética. (Revogado pelo Decreto nº 6. a honestidade ou a dignidade da pessoa humana. p) exercer atividade profissional aética ou ligar o seu nome a empreendimentos de cunho duvidoso. bem como remetidas às demais Comissões de Ética. com a omissão dos nomes dos interessados. (Revogado pelo Decreto nº 6. qualquer cidadão que se identifique ou quaisquer entidades associativas regularmente constituídas. indireta autárquica e fundacional.Dada a eventual gravidade da conduta do servidor ou sua reincidência.029. terão o rito sumário. integrada por três servidores públicos e respectivos suplentes.j) desviar servidor público para atendimento a interesse particular. livro ou bem pertencente ao patrimônio público. encarregada de orientar e aconselhar sobre a ética profissional do servidor.Em todos os órgãos e entidades da Administração Pública Federal direta.A pena aplicável ao servidor público pela Comissão de Ética é a de censura e sua fundamentação constará do respectivo parecer. XVII -. (Revogado pelo Decreto nº 6. com ciência do faltoso. n) apresentar-se embriagado no serviço ou fora dele habitualmente.Os procedimentos a serem adotados pela Comissão de Ética. de 2007) XX . sem estar legalmente autorizado. em princípio. por exercício profissional. na análise de qualquer fato ou ato submetido à sua apreciação ou por ela levantado. serão resumidas em ementa e. deverá ser criada uma Comissão de Ética.À Comissão de Ética incumbe fornecer. jurisdicionados administrativos. o servidor público esteja inscrito. ou em qualquer órgão ou entidade que exerça atribuições delegadas pelo poder público. CAPÍTULO II DAS COMISSÕES DE ÉTICA XVI . a repartição ou o setor em que haja ocorrido a falta. cabendo sempre recurso ao respectivo Ministro de Estado. cabendo à Comissão de Ética do órgão hierarquicamente superior o seu conhecimento e providências.As decisões da Comissão de Ética. l) retirar da repartição pública.

destina-se à aquisição de bens e serviços comuns. as empresas públicas e as sociedades de economia mista. (Revogado pelo Decreto nº 6. cabendo-lhe recorrer à analogia. alegando a falta de previsão neste Código. e dá outras providências. da Constituição. as entidades paraestatais. ou em qualquer setor onde prevaleça o interesse do Estado. ainda que sem retribuição financeira. de 31 de maio de 2005 Regulamenta o pregão. inciso IV.520. um compromisso solene de acatamento e observância das regras estabelecidas por este Código de Ética e de todos os princípios éticos e morais estabelecidos pela tradição e pelos bons costumes. aos costumes e aos princípios éticos e morais conhecidos em outras profissões. preste serviços de natureza permanente. temporária ou excepcional. no âmbito da União.520. 2o da Lei no 10. desde que ligado direta ou indiretamente a qualquer órgão do poder estatal. e tendo em vista o disposto na Lei no 10.XXIII . (Revogado pelo Decreto nº 6. DECRETA: Art. de 17 de julho de 2002. de 2007) Decreto 5450/05 | Decreto Nº 5. por força de lei. XXV . .A Comissão de Ética não poderá se eximir de fundamentar o julgamento da falta de ética do servidor público ou do prestador de serviços contratado. deverá ser prestado. no uso da atribuição que lhe confere o art. de acordo com o disposto no § 1o do art. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. entende-se por servidor público todo aquele que. e submete-se ao regulamento estabelecido neste Decreto. de 2007) XXIV . 1o A modalidade de licitação pregão. como as autarquias. para aquisição de bens e serviços comuns. na forma eletrônica.450.Em cada órgão do Poder Executivo Federal em que qualquer cidadão houver de tomar posse ou ser investido em função pública. de 17 de julho de 2002. 84. na forma eletrônica. perante a respectiva Comissão de Ética.029. contrato ou de qualquer ato jurídico. as fundações públicas.029.Para fins de apuração do comprometimento ético.

os fundos especiais. na forma eletrônica . não cabendo ao provedor do sistema ou ao órgão promotor da licitação responsabilidade por eventuais danos decorrentes de uso indevido da senha. Art. Estados. preferencialmente. vinculação ao instrumento convocatório e do julgamento objetivo. incluindo qualquer transação efetuada diretamente ou por seu representante.SICAF. dependerá de registro atualizado no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores . os membros da equipe de apoio e os licitantes que participam do pregão na forma eletrônica. para imediato bloqueio de acesso. o pregoeiro. as unidades gestoras integrantes do SISG deverão adotar. que atuará como provedor do sistema eletrônico para os órgãos integrantes do Sistema de Serviços Gerais . § 2o No caso de pregão promovido por órgão integrante do SISG. na forma eletrônica. . competitividade e proporcionalidade. o credenciamento do licitante. como modalidade de licitação do tipo menor preço. salvo quando cancelada por solicitação do credenciado ou em virtude de seu descadastramento perante o SICAF. as sociedades de economia mista e as demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União. com apoio técnico e operacional da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento. bem assim a sua manutenção. o sistema de cotação eletrônica. Subordinam-se ao disposto neste Decreto. publicidade. os parâmetros mínimos de desempenho e de qualidade e as demais condições definidas no edital. serão fixados critérios objetivos que permitam aferir o menor preço. § 3o A chave de identificação e a senha poderão ser utilizadas em qualquer pregão na forma eletrônica. igualdade.SISG. § 2o Na hipótese de aquisições por dispensa de licitação. 24 da Lei no 8. as fundações públicas. fundamentadas no inciso II do art. por meio de especificações usuais do mercado. probidade administrativa. § 2o Para o julgamento das propostas. além dos órgãos da administração pública federal direta.será conduzido pelo órgão ou entidade promotora da licitação. bem como aos princípios correlatos da razoabilidade. § 4o A perda da senha ou a quebra de sigilo deverá ser comunicada imediatamente ao provedor do sistema. eficiência. para acesso ao sistema eletrônico. salvo nos casos de comprovada inviabilidade. § 5o A Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação poderá ceder o uso do seu sistema eletrônico a órgão ou entidade dos Poderes da União. 3o Deverão ser previamente credenciados perante o provedor do sistema eletrônico a autoridade competente do órgão promotor da licitação. § 4o O pregão. devendo ser considerados os prazos para a execução do contrato e do fornecimento. § 1o O credenciamento dar-se-á pela atribuição de chave de identificação e de senha. § 5o O uso da senha de acesso pelo licitante é de sua responsabilidade exclusiva. pessoal e intransferível. Distrito Federal e Municípios. § 1o Consideram-se bens e serviços comuns. aqueles cujos padrões de desempenho e qualidade possam ser objetivamente definidos pelo edital. moralidade. sendo preferencial a utilização da sua forma eletrônica. § 6o O credenciamento junto ao provedor do sistema implica a responsabilidade legal do licitante e a presunção de sua capacidade técnica para realização das transações inerentes ao pregão na forma eletrônica. Art. realizar-se-á quando a disputa pelo fornecimento de bens ou serviços comuns for feita à distância em sessão pública. as empresas públicas. 4o Nas licitações para aquisição de bens e serviços comuns será obrigatória a modalidade pregão.666. ainda que por terceiros. § 1o O pregão deve ser utilizado na forma eletrônica. a ser justificada pela autoridade competente. as autarquias. conforme disposto na legislação vigente. mediante celebração de termo de adesão. Orçamento e Gestão. 2o O pregão. impessoalidade. as especificações técnicas. por meio de sistema que promova a comunicação pela internet. Art. Art. 5o A licitação na modalidade de pregão é condicionada aos princípios básicos da legalidade. de 21 de junho de 1993.Parágrafo único. § 3o O sistema referido no caput será dotado de recursos de criptografia e de autenticação que garantam condições de segurança em todas as etapas do certame.

. § 3o A designação do pregoeiro. por excessivas. Art. Art. bem como quanto aos elementos contidos no orçamento estimativo e no cronograma físico-financeiro de desembolso.determinar a abertura do processo licitatório. § 1o A equipe de apoio deverá ser integrada.elaboração de termo de referência pelo órgão requisitante. a critério da autoridade competente.designação do pregoeiro e de sua equipe de apoio. As normas disciplinadoras da licitação serão sempre interpretadas em favor da ampliação da disputa entre os interessados. cabe: I . na forma eletrônica. das sanções aplicáveis. II .apresentação de justificativa da necessidade da contratação. em sua maioria. será observado o seguinte: I . por servidores ocupantes de cargo efetivo ou emprego da administração pública. com indicação do objeto de forma precisa. quando houver recurso. vedadas especificações que. inclusive no que se refere aos prazos e às condições que. na forma eletrônica. cronograma físico-financeiro. limitem ou frustrem a competição ou sua realização. 6o A licitação na modalidade de pregão. 9o Na fase preparatória do pregão. irrelevantes ou desnecessárias. § 1o A autoridade competente motivará os atos especificados nos incisos II e III. IV . elaborados pela administração.Parágrafo único.aprovação do termo de referência pela autoridade competente. prazo de execução e sanções.indicar o provedor do sistema.definição das exigências de habilitação. ou para licitação específica. pertencentes.decidir os recursos contra atos do pregoeiro quando este mantiver sua decisão. concisa e objetiva. na forma eletrônica. ao quadro permanente do órgão ou entidade promotora da licitação. VI . Art. suficiente e clara. 7o Os participantes de licitação na modalidade de pregão. poderá ocorrer para período de um ano.adjudicar o objeto da licitação. o princípio da isonomia.celebrar o contrato.designar e solicitar. se for o caso. bem como às locações imobiliárias e alienações em geral.elaboração do edital. de forma clara.homologar o resultado da licitação. critério de aceitação do objeto. as funções de pregoeiro e de membro da equipe de apoio poderão ser desempenhadas por militares. procedimentos de fiscalização e gerenciamento do contrato. e VII . estabelecendo critérios de aceitação das propostas. estratégia de suprimento. de acordo com as atribuições previstas no regimento ou estatuto do órgão ou da entidade. e VI . 8o À autoridade competente. sejam consideradas relevantes para a celebração e execução do contrato e o atendimento das necessidades da administração. preferencialmente. § 2o No âmbito do Ministério da Defesa. a finalidade e a segurança da contratação. desde que não comprometam o interesse da administração. V . ou de órgão ou entidade integrante do SISG. o credenciamento do pregoeiro e dos componentes da equipe de apoio. indicando os elementos técnicos fundamentais que o apóiam. II . pelas suas particularidades. As designações do pregoeiro e da equipe de apoio devem recair nos servidores do órgão ou entidade promotora da licitação. junto ao provedor do sistema. definição dos métodos. por meio da internet. admitindo-se reconduções. III . § 2o O termo de referência é o documento que deverá conter elementos capazes de propiciar avaliação do custo pela administração diante de orçamento detalhado. Art. III . deveres do contratado e do contratante. V . valor estimado em planilhas de acordo com o preço de mercado. podendo qualquer interessado acompanhar o seu desenvolvimento em tempo real. IV . se for o caso. têm direito público subjetivo à fiel observância do procedimento estabelecido neste Decreto. 10. Art. não se aplica às contratações de obras de engenharia.

aferidos pela autoridade competente. III . V .à qualificação econômico-financeira. exclusivamente por meio eletrônico.verificar e julgar as condições de habilitação. apoiado pelo setor responsável pela sua elaboração.credenciar-se no SICAF para certames promovidos por órgãos da administração pública federal direta.acompanhar as operações no sistema eletrônico durante o processo licitatório. examinar e decidir as impugnações e consultas ao edital. IV . V . via internet. III . Caberá ao licitante interessado em participar do pregão. VI . examinar e decidir os recursos.encaminhar o processo devidamente instruído à autoridade superior e propor a homologação. II . dentre outras atribuições. a proposta e. em especial: I .verificar a conformidade da proposta com os requisitos estabelecidos no instrumento convocatório.solicitar o cancelamento da chave de identificação ou da senha de acesso por interesse próprio.§ 4o Somente poderá exercer a função de pregoeiro o servidor ou o militar que reúna qualificação profissional e perfil adequados.coordenar o processo licitatório. auxiliar o pregoeiro em todas as fases do processo licitatório.à qualificação técnica. na forma eletrônica: I .à habilitação jurídica. assumindo como firmes e verdadeiras suas propostas e lances. no âmbito da União.receber. 14.conduzir os trabalhos da equipe de apoio. 11. inclusive os atos praticados diretamente ou por seu representante. II . Caberá à equipe de apoio. Para habilitação dos licitantes. Distrito Federal e Municípios. não cabendo ao provedor do sistema ou ao órgão promotor da licitação responsabilidade por eventuais danos decorrentes de uso indevido da senha. 12. exclusivamente. e XI . a documentação relativa: I . encaminhando à autoridade competente quando mantiver sua decisão.utilizar-se da chave de identificação e da senha de acesso para participar do pregão na forma eletrônica. e VII . IV . Caberá ao pregoeiro. autárquica e fundacional.responsabilizar-se formalmente pelas transações efetuadas em seu nome. Art. será exigida.comunicar imediatamente ao provedor do sistema qualquer acontecimento que possa comprometer o sigilo ou a inviabilidade do uso da senha.adjudicar o objeto. IX . Art.indicar o vencedor do certame. Estados. III . . que tenham celebrado termo de adesão. VIII . no prazo estabelecido. Art. X . O fornecedor descredenciado no SICAF terá sua chave de identificação e senha suspensas automaticamente. VI . e de órgão ou entidade dos demais Poderes. ainda que por terceiros.receber.remeter.dirigir a etapa de lances. quando for o caso. quando não houver recurso. II . Art. Parágrafo único. 13. para imediato bloqueio de acesso. VII . seus anexos.conduzir a sessão pública na internet. responsabilizando-se pelo ônus decorrente da perda de negócios diante da inobservância de quaisquer mensagens emitidas pelo sistema ou de sua desconexão.

Art. na mesma licitação. e b) meio eletrônico. Art. observado o disposto no inciso I. do atendimento aos índices contábeis definidos no edital. 15. de 1993.000.até R$ 650.superiores a R$ 1.responsabilidade solidária das empresas consorciadas pelas obrigações do consórcio. por certificado de registro cadastral que atenda aos requisitos previstos na legislação geral.COMPRASNET.acima de R$ 650. Parágrafo único.comprovação da capacidade técnica do consórcio pelo somatório dos quantitativos de cada consorciado.00 (um milhão e trezentos mil reais): a) Diário Oficial da União.obrigatoriedade de liderança por empresa brasileira no consórcio formado por empresas brasileiras e estrangeiras. e VI . observados os valores estimados para contratação e os meios de divulgação a seguir indicados: I .000. Quando permitida a participação de empresas estrangeiras na licitação.00 (seiscentos e cinqüenta mil reais) até R$ 1. 17. na forma eletrônica. V . 78 da Lei no 8. suficiente e clara do objeto.00 (seiscentos e cinqüenta mil reais): a) Diário Oficial da União. e VII . por empresa consorciada. será iniciada com a convocação dos interessados por meio de publicação de aviso. em se tratando de órgão ou entidade não abrangida pelo referido Sistema. na internet. na forma estabelecida no edital.FGTS.apresentação da documentação de habilitação especificada no instrumento convocatório por empresa consorciada. na internet. dias e horários em que poderá ser lida ou obtida a íntegra do edital. Art. por intermédio de mais de um consórcio ou isoladamente. a indicação dos locais. com indicação da empresa-líder. VI .br. na internet. III . bem como o . IV . § 2o O aviso do edital conterá a definição precisa.constituição e registro do consórcio antes da celebração do contrato. quando for o caso.demonstração. Quando permitida a participação de consórcio de empresas.00 (um milhão e trezentos mil reais): a) Diário Oficial da União. e c) jornal de grande circulação regional ou nacional.gov. § 1o Os órgãos ou entidades integrantes do SISG e os que aderirem ao sistema do Governo Federal disponibilizarão a íntegra do edital. IV e V deste artigo poderá ser substituída pelo registro cadastral no SICAF ou.000.000. serão exigidos: I . III. 7o da Constituição e no inciso XVIII do art.à regularidade fiscal com a Fazenda Nacional.300.666. e c) jornal de grande circulação local. no Portal de Compras do Governo Federal . II .IV . autenticados pelos respectivos consulados ou embaixadas e traduzidos por tradutor juramentado no Brasil. o sistema da seguridade social e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço . as exigências de habilitação serão atendidas mediante documentos equivalentes. b) meio eletrônico.ao cumprimento do disposto no inciso XXXIII do art. 16. que deverá atender às condições de liderança estipuladas no edital e será a representante das consorciadas perante a União. A fase externa do pregão.à regularidade fiscal perante as Fazendas Estaduais e Municipais.300.comprasnet. II . sítio www. em meio eletrônico. V . para fins de qualificação econômico-financeira. nas fases de licitação e durante a vigência do contrato. Fica impedida a participação de empresa consorciada.comprovação da existência de compromisso público ou particular de constituição de consórcio. III . A documentação exigida para atender ao disposto nos incisos I. b) meio eletrônico. Parágrafo único.

§ 5o Todos os horários estabelecidos no edital. valor e eventuais anexos estarão disponíveis na internet. automaticamente. § 4o Até a abertura da sessão. no aviso e durante a sessão pública observarão. desclassificando aquelas que não estejam em conformidade com os requisitos estabelecidos no edital. Até dois dias úteis antes da data fixada para abertura da sessão pública.ICP-Brasil. exclusivamente por meio eletrônico via internet. § 4o O prazo fixado para a apresentação das propostas. então. Após a divulgação do edital no endereço eletrônico. exceto quando. os licitantes deverão encaminhar proposta com a descrição do objeto ofertado e o preço e. § 2o O pregoeiro verificará as propostas apresentadas. encerrar-se-á. Art. a fase de recebimento de propostas. será realizado por meio da internet. contado a partir da publicação do aviso. . decidir sobre a impugnação no prazo de até vinte e quatro horas. o horário de Brasília. em campo próprio do sistema eletrônico. Art. os licitantes poderão retirar ou substituir a proposta anteriormente apresentada. § 2o Acolhida a impugnação contra o ato convocatório. O sistema ordenará. Qualquer modificação no edital exige divulgação pelo mesmo instrumento de publicação em que se deu o texto original.endereço eletrônico onde ocorrerá a sessão pública. § 4o As propostas contendo a descrição do objeto. para todos os efeitos. se for o caso. 18. § 1o A participação no pregão eletrônico dar-se-á pela utilização da senha privativa do licitante. 19. § 3o A declaração falsa relativa ao cumprimento dos requisitos de habilitação e proposta sujeitará o licitante às sanções previstas neste Decreto. quando. na forma eletrônica. a sessão pública na internet será aberta por comando do pregoeiro com a utilização de sua chave de acesso e senha. na internet. será definida e publicada nova data para realização do certame. a data e hora de sua realização e a indicação de que o pregão. que cumpre plenamente os requisitos de habilitação e que sua proposta está em conformidade com as exigências do instrumento convocatório. Os pedidos de esclarecimentos referentes ao processo licitatório deverão ser enviados ao pregoeiro. Distrito Federal. reabrindo-se o prazo inicialmente estabelecido. § 3o A publicação referida neste artigo poderá ser feita em sítios oficiais da administração pública. na forma eletrônica. § 2o Para participação no pregão eletrônico. Art. Art. § 1o Os licitantes poderão participar da sessão pública na internet. 21. sendo que somente estas participarão da fase de lance. 22. automaticamente. devendo utilizar sua chave de acesso e senha. as propostas classificadas pelo pregoeiro. até três dias úteis anteriores à data fixada para abertura da sessão pública. o licitante deverá manifestar. não será inferior a oito dias úteis. § 3o A desclassificação de proposta será sempre fundamentada e registrada no sistema. o respectivo anexo. com acompanhamento em tempo real por todos os participantes. até a data e hora marcadas para abertura da sessão. inquestionavelmente. independentemente do valor estimado. § 5o O sistema disponibilizará campo próprio para troca de mensagens entre o pregoeiro e os licitantes. A partir do horário previsto no edital. qualquer pessoa poderá impugnar o ato convocatório do pregão. a alteração não afetar a formulação das propostas. desde que certificado digitalmente por autoridade certificadora credenciada no âmbito da Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira . no endereço indicado no edital. Art. inclusive para contagem de tempo e registro no sistema eletrônico e na documentação relativa ao certame. será adotado o disposto no inciso III. § 1o Caberá ao pregoeiro. 20. Art. 23. exclusivamente por meio do sistema eletrônico. auxiliado pelo setor responsável pela elaboração do edital. § 6o Na divulgação de pregão realizado para o sistema de registro de preços.

após solicitação do pregoeiro no sistema eletrônico. § 6o A etapa de lances da sessão pública será encerrada por decisão do pregoeiro. § 7o No pregão. § 5o Durante a sessão pública. § 4o Não serão aceitos dois ou mais lances iguais. com os respectivos valores readequados ao lance vencedor. § 3o O licitante somente poderá oferecer lance inferior ao último por ele ofertado e registrado pelo sistema. 24. os licitantes serão informados. § 8o Os demais procedimentos referentes ao sistema de registro de preços ficam submetidos à norma específica que regulamenta o art. observado o critério de julgamento. de 1993. 25. pelo sistema eletrônico. do valor do menor lance registrado. respeitada a ordem de classificação. sem prejuízo dos atos realizados. poderão ser convocados tantos licitantes quantos forem necessários para alcançar o total estimado. § 11. § 4o Para fins de habilitação. inclusive quando houver necessidade de envio de anexos. quando dos procedimentos licitatórios realizados por órgãos integrantes do SISG ou por órgãos ou entidades que aderirem ao SICAF. no decorrer da etapa de lances. . o pregoeiro examinará a proposta subseqüente e. § 2o Os licitantes poderão oferecer lances sucessivos. a verificação pelo órgão promotor do certame nos sítios oficiais de órgãos e entidades emissores de certidões constitui meio legal de prova. § 10. nos prazos estabelecidos no edital. na ordem de classificação. Encerrada a etapa de lances. na forma eletrônica. § 5o Se a proposta não for aceitável ou se o licitante não atender às exigências habilitatórias. observados o horário fixado para abertura da sessão e as regras estabelecidas no edital. Classificadas as propostas. § 9o A negociação será realizada por meio do sistema. realizado para o sistema de registro de preços. o licitante será imediatamente informado do seu recebimento e do valor consignado no registro. esta deverá ser encaminhada de imediato por meio eletrônico. após o que transcorrerá período de tempo de até trinta minutos. No caso de desconexão do pregoeiro. aleatoriamente determinado. o pregoeiro dará início à fase competitiva. em tempo real. § 2o Os documentos exigidos para habilitação que não estejam contemplados no SICAF. assim sucessivamente. quando então os licitantes poderão encaminhar lances exclusivamente por meio do sistema eletrônico. podendo ser acompanhada pelos demais licitantes. § 8o Após o encerramento da etapa de lances da sessão pública. o pregoeiro examinará a proposta classificada em primeiro lugar quanto à compatibilidade do preço em relação ao estimado para contratação e verificará a habilitação do licitante conforme disposições do edital. Quando a desconexão do pregoeiro persistir por tempo superior a dez minutos.Art. deverão ser apresentados inclusive via fax. o pregoeiro poderá encaminhar. § 3o Os documentos e anexos exigidos. a sessão do pregão na forma eletrônica será suspensa e reiniciada somente após comunicação aos participantes. nos documentos por ele abrangidos. no prazo definido no edital. vedada a identificação do licitante. § 1o No que se refere aos lances. § 6o No caso de contratação de serviços comuns em que a legislação ou o edital exija apresentação de planilha de composição de preços. Art. findo o qual será automaticamente encerrada a recepção de lances.666. deverão ser apresentados em original ou por cópia autenticada. contraproposta ao licitante que tenha apresentado lance mais vantajoso. até a apuração de uma proposta que atenda ao edital. observado o preço da proposta vencedora. no endereço eletrônico utilizado para divulgação. quando a proposta do licitante vencedor não atender ao quantitativo total estimado para a contratação. § 1o A habilitação dos licitantes será verificada por meio do SICAF. os lances continuarão sendo recebidos. se o sistema eletrônico permanecer acessível aos licitantes. quando remetidos via fax. não se admitindo negociar condições diferentes daquelas previstas no edital. para que seja obtida melhor proposta. § 7o O sistema eletrônico encaminhará aviso de fechamento iminente dos lances. prevalecendo aquele que for recebido e registrado primeiro. 15 da Lei no 8.

fizer declaração falsa ou cometer fraude fiscal. a autoridade competente adjudicará o objeto e homologará o procedimento licitatório. Parágrafo único. II . quando lhe será concedido o prazo de três dias para apresentar as razões de recurso. garantido o direito à ampla defesa. para. manifestar sua intenção de recorrer. intimados para. comportar-se de modo inidôneo. durante a sessão pública. não assinar o contrato ou ata de registro de preços. Decididos os recursos e constatada a regularidade dos atos praticados. poderá ser convocado outro licitante. Declarado o vencedor. convocado dentro do prazo de validade de sua proposta. § 2o O acolhimento de recurso importará na invalidação apenas dos atos insuscetíveis de aproveitamento. § 1o A anulação do procedimento licitatório induz à do contrato ou da ata de registro de preços. As penalidades serão obrigatoriamente registradas no SICAF. registrado em ata e acessível a todos. importará na decadência desse direito. o adjudicatário será convocado para assinar o contrato ou a ata de registro de preços no prazo definido no edital. o licitante será declarado vencedor. § 3o No julgamento da habilitação e das propostas. pelo prazo de até cinco anos. desde que respeitada a ordem de classificação. ficando os demais licitantes. Art. O processo licitatório será instruído com os seguintes documentos: I . injustificadamente. as quais deverão ser mantidas pelo licitante durante a vigência do contrato ou da ata de registro de preços. Art. desde logo. ficando o pregoeiro autorizado a adjudicar o objeto ao licitante declarado vencedor. sem prejuízo das multas previstas em edital e no contrato e das demais cominações legais. dos documentos e sua validade jurídica. 26. não mantiver a proposta. § 3o O vencedor da licitação que não fizer a comprovação referida no § 2o ou quando. § 2o Na assinatura do contrato ou da ata de registro de preços. Art. 27. querendo. devendo anulá-lo por ilegalidade. recusar-se a assinar o contrato ou a ata de registro de preços. mediante despacho fundamentado. será exigida a comprovação das condições de habilitação consignadas no edital. de forma imediata e motivada. apresentar documentação falsa. mediante ato escrito e fundamentado. Art. ensejar o retardamento da execução de seu objeto. § 1o A falta de manifestação imediata e motivada do licitante quanto à intenção de recorrer. assinar o contrato ou a ata de registro de preços. qualquer licitante poderá. falhar ou fraudar na execução do contrato. apresentarem contra-razões em igual prazo. nos termos do caput. em campo próprio do sistema. que começará a contar do término do prazo do recorrente. A autoridade competente para aprovação do procedimento licitatório somente poderá revogá-lo em face de razões de interesse público. sendo-lhes assegurada vista imediata dos elementos indispensáveis à defesa dos seus interesses. deixar de entregar documentação exigida no edital. após comprovados os requisitos habilitatórios e feita a negociação. ressalvado o direito do contratado de boa-fé de ser ressarcido pelos encargos que tiver suportado no cumprimento do contrato. 30. pertinente e suficiente para justificar tal conduta. atribuindo-lhes validade e eficácia para fins de habilitação e classificação. § 1o Após a homologação referida no caput. § 2o Os licitantes não terão direito à indenização em decorrência da anulação do procedimento licitatório. ficará impedido de licitar e de contratar com a União. 28. 29.§ 9o Constatado o atendimento às exigências fixadas no edital.justificativa da contratação. Aquele que. salvo disposição específica do edital. e será descredenciado no SICAF. . Art.termo de referência. § 4o O prazo de validade das propostas será de sessenta dias. por motivo de fato superveniente devidamente comprovado. o pregoeiro poderá sanar erros ou falhas que não alterem a substância das propostas. sem prejuízo das multas previstas em edital e no contrato e das demais cominações legais. de ofício ou por provocação de qualquer pessoa.

edital e respectivos anexos. § 3o A ata será disponibilizada na internet para acesso livre. imediatamente após o encerramento da sessão pública. 31. O Ministério do Planejamento. de 21 de dezembro de 2000. § 1o O processo licitatório poderá ser realizado por meio de sistema eletrônico. b) propostas apresentadas. Art. d) aceitabilidade da proposta de preço. com a indicação das respectivas rubricas. Fica revogado o Decreto no 3. e d) dos demais atos em que seja exigida a publicidade.ata contendo os seguintes registros: a) licitantes participantes. Art.parecer jurídico.O. sendo que os atos e documentos referidos neste artigo constantes dos arquivos e registros digitais serão válidos para todos os efeitos legais. e) habilitação. IV . c) lances ofertados na ordem de classificação.minuta do termo do contrato ou instrumento equivalente. 184o da Independência e 117o da República. c) do extrato do contrato.autorização de abertura da licitação. relativos ao processo licitatório. Este Decreto entra em vigor em 1o de julho de 2005. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Paulo Bernardo Silva Este texto não substitui o publicado no D.comprovantes das publicações: a) do aviso do edital. e f) recursos interpostos. § 2o Os arquivos e registros digitais. 33.U. VII . quando for o caso. de de 2005. VI . de 1º. Art. ou minuta da ata de registro de preços.697.designação do pregoeiro e equipe de apoio.III . X .planilhas de custo. XI . XII . conforme o caso. IX . 32.6. deverão permanecer à disposição das auditorias internas e externas. Brasília. inclusive para comprovação e prestação de contas. b) do resultado da licitação.previsão de recursos orçamentários. respectivas análises e decisões. quando for o caso. Orçamento e Gestão estabelecerá instruções complementares ao disposto neste Decreto. conforme o caso.documentação exigida para a habilitação.2005 . VIII . V .

no uso das atribuições que lhe confere o art. 15 da Lei nº 8. sociedade de economia mista e demais entidades controladas. Art. a locação e a aquisição de bens quando efetuadas pelo Sistema de Registro de Preços.Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos DECRETO Nº 3. autárquica e fundacional.931.2002) Parágrafo único. empresas públicas. e dá outras providências. Para os efeitos deste Decreto. no âmbito da Administração Federal direta. e nos termos do disposto no art.666. sociedades de economia mista e demais entidades controladas. são adotadas as seguintes definições: . de 23. empresas públicas. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. de 21 de junho de 1993.8. Regulamenta o Sistema de Registro de Preços previsto no art. obedecerão ao disposto neste Decreto. direta ou indiretamente pela União. 1º As contratações de serviços. obedecerão ao disposto neste Decreto. da Constituição. alínea "a".666. direta ou indiretamente pela União. fundos especiais. 84. 15 da Lei nº 8. DECRETA: Art. de 21 de junho de 1993. incisos IV e VI. 1º As contratações de serviços e a aquisição de bens. autárquica e fundacional.(Redação dada pelo Decreto nº 4. DE 19 DE SETEMBRO DE 2001. fundos especiais. no âmbito da Administração Federal direta. quando efetuadas pelo Sistema de Registro de Preços.342.

ou a programas de governo.520. na modalidade de concorrência. para contratações futuras.666. . onde se registram os preços. desde que devidamente justificada e caracterizada a vantagem econômica. III . conforme as disposições contidas no instrumento convocatório e propostas apresentadas.342. de 17 de julho de 2002.Ata de Registro de Preços . e será precedida de ampla pesquisa de mercado. fornecedores. mediante correspondência eletrônica ou outro meio eficaz. obrigacional. órgãos participantes e condições a serem praticadas. e ainda o seguinte: I . aquisição e locação de bens. I .8. e 10. para contratações futuras.Órgão Gerenciador . com característica de compromisso para futura contratação. Art.quando for conveniente a aquisição de bens ou a contratação de serviços para atendimento a mais de um órgão ou entidade.Sistema de Registro de Preços . nos termos da Lei nº 8. e IV . de 23.Órgão Participante . Poderá ser realizado registro de preços para contratação de bens e serviços de informática. a critério do órgão gerenciador e mediante despacho devidamente fundamentado da autoridade máxima do órgão ou entidade.(Redação dada pelo Decreto nº 4. 3º A licitação para registro de preços será realizada na modalidade concorrência.Sistema de Registro de Preços . obedecida a legislação vigente. pelas características do bem ou serviço.342. Art.órgão ou entidade que participa dos procedimentos iniciais do SRP e integra a Ata de Registro de Preços. o SRP nas seguintes hipóteses: I .(Redação dada pelo Decreto nº 4.342. § 1º Excepcionalmente poderá ser adotado o tipo técnica e preço.quando for mais conveniente a aquisição de bens com previsão de entregas parceladas ou contratação de serviços necessários à Administração para o desempenho de suas atribuições. 3º A licitação para registro de preços será realizada na modalidade de concorrência ou de pregão. a critério do órgão gerenciador e mediante despacho devidamente fundamentado da autoridade máxima do órgão ou entidade. e IV .I . (Redação dada pelo Decreto nº 4.2002) § 2º Caberá ao órgão gerenciador a prática de todos os atos de controle e administração do SRP. houver necessidade de contratações freqüentes. preferencialmente.conjunto de procedimentos para registro formal de preços relativos à prestação de serviços e aquisição de bens. e será precedida de ampla pesquisa de mercado.8. de 23. de 21 de julho de 1993. 2º Será adotado. do tipo menor preço.quando.quando pela natureza do objeto não for possível definir previamente o quantitativo a ser demandado pela Administração.8.órgão ou entidade da Administração Pública responsável pela condução do conjunto de procedimentos do certame para registro de preços e gerenciamento da Ata de Registro de Preços dele decorrente.666. Parágrafo único. os órgãos e entidades para participarem do registro de preços. do tipo menor preço. III .conjunto de procedimentos para registro formal de preços relativos à prestação de serviços.SRP .documento vinculativo.2002) II . o tipo técnica e preço.2002) § 1º Excepcionalmente poderá ser adotado. II . Art. nos termos das Leis nos 8.SRP . de 1993.convidar. de 23.

visando informá-los das peculiaridades do SRP e coordenar. nos termos da Lei nº 8. prévia reunião com licitantes. ao qual. em . de 1993. as informações sobre a contratação efetivamente realizada. para atendimento às necessidades da Administração.tomar conhecimento da Ata de Registros de Preços.consolidar todas as informações relativas à estimativa individual e total de consumo. quando de seu uso.zelar. quando do uso da Ata de Registro de Preços. inclusive a documentação das justificativas nos casos em que a restrição à competição for admissível pela lei. que a contratação a ser procedida atenda aos seus interesses.garantir que todos os atos inerentes ao procedimento para sua inclusão no registro de preços a ser realizado estejam devidamente formalizados e aprovados pela autoridade competente. e III . das obrigações contratualmente assumidas. IV . quando da necessidade de contratação. II . § 4º Cabe ao órgão participante indicar o gestor do contrato. dos fornecedores. compete: I . 67 da Lei nº 8.promover todos os atos necessários à instrução processual para a realização do procedimento licitatório pertinente.realizar. quanto à sua utilização. antes da realização do procedimento licitatório. com o objetivo de assegurar. bem como os atos dele decorrentes. os respectivos quantitativos e os valores a serem praticados. junto ao órgão gerenciador. VIII . inclusive quanto aos quantitativos e projeto básico. § 3º O órgão participante do registro de preços será responsável pela manifestação de interesse em participar do registro de preços. adequado ao registro de preço do qual pretende fazer parte.realizar a necessária pesquisa de mercado com vistas à identificação dos valores a serem licitados.confirmar junto aos órgãos participantes a sua concordância com o objeto a ser licitado. tais como a assinatura da Ata e o encaminhamento de sua cópia aos demais órgãos participantes. pelos demais atos relativos ao cumprimento. V . após receber a indicação do fornecedor. devendo ainda: I . o correto cumprimento de suas disposições. logo após concluído o procedimento licitatório. VII .conduzir os procedimentos relativos a eventuais renegociações dos preços registrados e a aplicação de penalidades por descumprimento do pactuado na Ata de Registro de Preços.666. III . de sua estimativa de consumo.manifestar.realizar todo o procedimento licitatório. com os órgãos participantes. promovendo a adequação dos respectivos projetos básicos encaminhados para atender aos requisitos de padronização e racionalização. posteriormente. a fim de obter a indicação do fornecedor.666. cronograma de contratação e respectivas especificações ou projeto básico. sobretudo quanto aos valores praticados. de 1993. sempre que solicitado. VI . providenciando o encaminhamento. providenciando a indicação. a qualificação mínima dos respectivos gestores indicados. quando necessário. e IX .gerenciar a Ata de Registro de Preços.II . inclusive as respectivas alterações porventura ocorridas. além das atribuições previstas no art. II . III .promover consulta prévia junto ao órgão gerenciador. e também. obedecendo a ordem de classificação e os quantitativos de contratação definidos pelos participantes da Ata. informando ao órgão gerenciador eventual desvantagem. ao órgão gerenciador.assegurar-se. pelo mesmo. encaminhando. sua concordância com o objeto a ser licitado.

para que este proceda a indicação do fornecedor e respectivos preços a serem praticados. II .informar ao órgão gerenciador. Art. Parágrafo único. num mesmo órgão e entidade.8. em função das propostas apresentadas. 57. a quantidade mínima. § 1º Os contratos decorrentes do SRP terão sua vigência conforme as disposições contidas nos instrumentos convocatórios e respectivos contratos. devidamente justificada e comprovada a vantagem. de 1993. e IV . Art. computadas neste as eventuais prorrogações.quando das contratações decorrentes do registro de preços deverá ser respeitada a ordem de classificação das empresas constantes da Ata.o preço registrado e a indicação dos respectivos fornecedores serão divulgados em órgão oficial da Administração e ficarão disponibilizados durante a vigência da Ata de Registro de Preços. 7º A existência de preços registrados não obriga a Administração a firmar as contratações que deles poderão advir. neste caso. observando-se o seguinte: I . obedecido o disposto no art.2002) § 2º É admitida a prorrogação da vigência da Ata. No caso de serviços. seja atingida a quantidade total estimada para o item ou lote. e III . da Lei nº 8. as características e origem dos bens licitados e a recusa do mesmo em assinar contrato para fornecimento ou prestação de serviços. satisfeitos os demais requisitos desta norma.coordenação com o órgão gerenciador. 5º A Administração. 57 da Lei no 8. sendo assegurado ao beneficiário do registro a preferência de fornecimento em igualdade de condições. nos termos do art. e será observada a demanda específica de cada órgão ou entidade participante do certame. 57 da Lei nº 8. de 1993. quando a proposta continuar se mostrando mais vantajosa. firmadas na Ata de Registro de Preços. obedecido o disposto no art. quando a quantidade do primeiro colocado não for suficiente para as demandas estimadas. quando da aquisição de bens ou contratação de serviços. poderá ser utilizada por qualquer órgão ou entidade da Administração que não tenha participado do certame licitatório. pela aplicação de eventuais penalidades decorrentes do descumprimento de cláusulas contratuais. as divergências relativas à entrega. Art. facultando-se a realização de licitação específica para a aquisição pretendida. deverá ser evitada a contratação. quando da necessidade de contratação. durante sua vigência. Nestes casos. o prazo e o local de entrega ou de prestação dos serviços. 6º Ao preço do primeiro colocado poderão ser registrados tantos fornecedores quantos necessários para que. sempre que comprovado técnica e economicamente viável. Art. e as ofertas sejam em valor inferior ao máximo admitido. . § 4º. de forma a possibilitar maior competitividade. Parágrafo único. a subdivisão se dará em função da unidade de medida adotada para aferição dos produtos e resultados esperados. desde que se trate de objetos de qualidade ou desempenho superior. 8º A Ata de Registro de Preços. recorrerem ao órgão gerenciador da Ata de Registro de Preços. a recusa do fornecedor em atender às condições estabelecidas em edital.666. a critério do órgão gerenciador.666. observado. poderão ser registrados outros preços.342. quando de sua ocorrência. Art.666.os órgãos participantes do registro de preços deverão. de 1993. § 1º Os contratos decorrentes do SRP terão sua vigência conforme as disposições contidas nos respectivos instrumentos convocatórios e respectivos contratos decorrentes. poderá subdividir a quantidade total do item em lotes. 4º O prazo de validade da Ata de Registro de Preço não poderá ser superior a um ano. Excepcionalmente. de mais de uma empresa para a execução de um mesmo serviço em uma mesma localidade. com vistas a assegurar a responsabilidade contratual e o princípio da padronização. dentre outros. de 23. (Redação dada pelo Decreto nº 4.

explicitando o conjunto de elementos necessários e suficientes. optar pela aceitação ou não do fornecimento.as condições quanto aos locais.mediante prévia consulta ao órgão gerenciador. quando cabíveis. independentemente dos quantitativos registrados em Ata.as penalidades a serem aplicadas por descumprimento das condições estabelecidas. terá efeito de compromisso de fornecimento nas condições estabelecidas. procedimentos a serem seguidos.a quantidade mínima de unidades a ser cotada. convocará os interessados para assinatura da Ata de Registro de Preços que.os órgãos e entidades participantes do respectivo registro de preço. II . disciplina e controles a serem adotados.342. nos casos de serviços. 9º O edital de Concorrência para Registro de Preços contemplará. de 23. a freqüência.2002) I . forma de pagamento e. é facultada a exigência de apresentação de proposta diferenciada por região.a especificação/descrição do objeto. desde que devidamente comprovada a vantagem.8. deveres. variáveis por região. passagens aéreas. a cem por cento dos quantitativos registrados na Ata de Registro de Preços. após a indicação pelo órgão gerenciador do registro de preços. quando desejarem fazer uso da Ata de Registro de Preços. para a caracterização do bem ou serviço.os modelos de planilhas de custo. VIII . VI .o prazo de validade do registro de preço. o órgão gerenciador. cuidados. características do pessoal. observadas as condições nela estabelecidas. para que este indique os possíveis fornecedores e respectivos preços a serem praticados. consideradas as regiões e as estimativas de quantidades a serem adquiridas. 10. III . no caso de prestação de serviços. A contratação com os fornecedores registrados. por item. Art. 11. prazos de entrega. desde que este fornecimento não prejudique as obrigações anteriormente assumidas. deverão manifestar seu interesse junto ao órgão gerenciador da Ata. complementarmente. como critério de adjudicação. pelo menos: Art.a estimativa de quantidades a serem adquiridas no prazo de validade do registro. § 2º Caberá ao fornecedor beneficiário da Ata de Registro de Preços. de 23. no mínimo: (Redação dada pelo Decreto nº 4. inclusive definindo as respectivas unidades de medida usualmente adotadas. após cumpridos os requisitos de publicidade.342. por órgão ou entidade. § 3o As aquisições ou contratações adicionais a que se refere este artigo não poderão exceder. a oferta de desconto sobre tabela de preços praticados no mercado. Homologado o resultado da licitação. materiais e equipamentos a serem fornecidos e utilizados. respeitada a ordem de classificação e a quantidade de fornecedores a serem registrados. com nível de precisão adequado. por intermédio de . de modo que aos preços sejam acrescidos os respectivos custos. § 2º Quando o edital prever o fornecimento de bens ou prestação de serviços em locais diferentes. § 1º O edital poderá admitir. IV . nos casos de peças de veículos. VII . manutenções e outros similares. obedecida a ordem de classificação. medicamentos. Art.2002) Art. 9º O edital de licitação para registro de preços contemplará. quando cabíveis. periodicidade.8. § 1º Os órgãos e entidades que não participaram do registro de preços.(Incluído pelo Decreto nº 4. V . e IX .o preço unitário máximo que a Administração se dispõe a pagar. será formalizada pelo órgão interessado. e as respectivas minutas de contratos. no caso de bens. por contratação.

instrumento contratual. o órgão gerenciador deverá proceder à revogação da Ata de Registro de Preços. será formalizado por despacho da autoridade competente do órgão gerenciador. na forma prevista em regulamentação específica. confirmando a veracidade dos motivos e comprovantes apresentados. Poderão ser utilizados recursos de tecnologia da informação na operacionalização das disposições de que trata este Decreto. Art. Art. por motivo superveniente.8. Art. de 1993. tornar-se superior ao preço praticado no mercado o órgão gerenciador deverá: I . sem justificativa aceitável. autorização de compra ou outro instrumento similar.tiver presentes razões de interesse público.2002) . § 3º Quando o preço de mercado tornar-se superior aos preços registrados e o fornecedor. o fornecedor será liberado do compromisso assumido.não retirar a respectiva nota de empenho ou instrumento equivalente.frustrada a negociação. nas hipóteses previstas. decorrentes de caso fortuito ou de força maior devidamente comprovados. Poderá ser utilizado recursos de tecnologia da informação nos procedimentos e atribuições de que trata este Decreto. ou de fato que eleve o custo dos serviços ou bens registrados. II . 65 da Lei nº 8. III . bem assim na automatização dos procedimentos inerentes aos controles e atribuições dos órgãos gerenciador e participante. adotando as medidas cabíveis para obtenção da contratação mais vantajosa. § 2º O fornecedor poderá solicitar o cancelamento do seu registro de preço na ocorrência de fato superveniente que venha comprometer a perfeita execução contratual. de 23. (Redação dada pelo Decreto nº 4. conforme o disposto no art. § 1º O cancelamento de registro.convocar os demais fornecedores visando igual oportunidade de negociação.convocar os demais fornecedores visando igual oportunidade de negociação.não aceitar reduzir o seu preço registrado.666. mediante requerimento devidamente comprovado. de 1993.666. 13.342. § 1º O preço registrado poderá ser revisto em decorrência de eventual redução daqueles praticados no mercado. 12. sem aplicação da penalidade. 62 da Lei nº 8. 14. A Ata de Registro de Preços poderá sofrer alterações. § 4º Não havendo êxito nas negociações. assegurados o contraditório e a ampla defesa. o órgão gerenciador poderá: I .convocar o fornecedor visando a negociação para redução de preços e sua adequação ao praticado pelo mercado. não puder cumprir o compromisso. e IV . II .descumprir as condições da Ata de Registro de Preços. 14. cabendo ao órgão gerenciador da Ata promover as necessárias negociações junto aos fornecedores. O fornecedor terá seu registro cancelado quando: I . e se a comunicação ocorrer antes do pedido de fornecimento.liberar o fornecedor do compromisso assumido. § 2º Quando o preço inicialmente registrado. emissão de nota de empenho de despesa. e III . na hipótese de este se tornar superior àqueles praticados no mercado. obedecidas as disposições contidas no art. e II . Art. no prazo estabelecido pela Administração.

20. O Ministério do Planejamento. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Martus Tavares Este texto não substitui o publicado no D. 17. Art. Revoga-se o Decreto nº 2.U. Brasília.Art. Orçamento e Gestão poderá editar normas complementares a este Decreto. 16.743.2001 . Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. 19 de setembro de 2001.O. 15. Art. 180º da Independência e 113º da República.9. de 21 de agosto de 1998.

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