2011

Goiânia

Karla Rúbia Medeiros
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“Desencontro contínuo das almas congêneres – neste mundo de eterno esforço e de eterna imperfeição.” Eça de Queirós – a Relíquia

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Poesias
Mudas da Borboleta
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Mesmo sem ver Minha alma sentia, Pois minhas mãos o descobriram E o meu corpo vibrava Eu era como uma estrela E ele se tornou o menino que olha para o céu E escolhe lá em cima o que é a sua vida O encontro, ou melhor, reencontro de nossas almas teve a mão avassaladora do destino que nos jogou um nos braços do outro. Os verdadeiros segredos vindos de corações apaixonados trazem em suas lembranças amores impossíveis. Não importa o que nos acontece Tudo muda, vira rotina para o tempo Talvez seja por isso que a felicidade É tão curta. Tornando os seus beijos só lembranças De um instante querido e mantido em Segredo! No futuro, Homo Sapiens reinaram sobre as estrelas E no infinito cósmico desconhecido sustentaram suas vaidades mortais. Num suplício existencial lutarão por forças além da imaginação. Vencer nesse meio hostil é apenas garantir sobrevivência. Nós seres desprovidos de paciência agimos antes de pensar E por isso cometemos atos de pura burrice, Nos deixando ser retrocedidos ao animal irracional, Ser que não pensa, porém também não mata por matar. Tórrida loucura que fascina E excita meus pensamentos. O que será de mim se mi fiz Tão casta aos olhos do mundo, E a noite um anjo vem me visitar. Sofro em saber que... Meu espírito não entende Porque deve ser dominado por uma alma impura, Que leva a minha inocência, Como a água da chuva, Como o vento que sopra, Como uma lágrima que cai. 4

Um beija-flor tocou meus lábios Senti arrepios pelo corpo e Minhas mãos suaram frio. O mar me envolveu em seus braços Senti me protegida e O calor do meu coração me deixava tonta. Olhei para o céu na certeza de que lá me encontraria Sem medo de ser sua e Na certeza que seria para sempre! A SUA ESPERA! Ter medo deve ser um sentimento normal, Afinal o que sinto é bem isso, Medo de amar Porém, antes que pudesse ter o amor, Ele me teve. Assim como o homem responsável por ele. Entreguei-me a ele de corpo, mente e alma e Ele me preencheu dando o que a vida Ainda não havia me dado: A vontade necessária para viver Amar para mim foi provar a vida que estou viva! Parei para olhar a lua Tão cheia e inconstante. Por alguns minutos... Comparei-a uma mulher, Mas, cheguei à conclusão Que nenhuma se compara a sua beleza. Pois a realidade é que não são as mulheres difíceis, Os homens é que são burros. Já dizia um sábio poeta.1 Eu já acho que ele amou tão cegamente Que escondeu de si mesmo a verdade, Que o destino de todo ser é morrer só... O meu amor ultrapassou a barreira do tempo e do espaço Fez renascer o que havia de mais preso em meu ser. A alegria de poder amar e mais, de saber que é amada é indiscutível. Eu acredito que o amor quando verdadeiro pode ultrapassar a vida e renascer sobre a morte. Enfim, eu amo você e o meu ser vive por você e sabe que nem a morte pode acabar com isso: com esse amor. O amor quando não correspondido faz sofrer Mas, também faz com isso renascer para um novo amadurecer.

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“O homem que tem uma língua, eu digo, não é homem, de com sua língua ele não consegue conquistar o amor de uma mulher.”( William Shakespeare, 1564-1616, dramaturgo e poeta inglês)

COMO O VENTO SOPRA Como o vento sopra, toca e move as folhas, O amor sopra, toca e move as almas. Eu hei de amar-te muita, além da vida. Eu hei de amar-te muito além dos dias meus. Eu hei de amar-te, com esperança já perdida de que meus lábios venham os lábios teus. Amei a muitos E por eles não fui amada. E os poucos que não amei por eles fui amada2. O homem não morre quando deixa de viver, Mas sim quando deixa de amar. E só não é feliz quem não quer, porque pode, pode... QUERER Quero amar, quero me entregar a um homem de corpo e alma, Quero mergulhar em seus lábios, ouvir sinos tocar, Quero sonhar e nunca acordar deste doce sonho que é o céu o mar do amor. Em que se ouvem Ti amos apaixonados de lá pra cá. Quero poder dizer sem culpa: _Sou sua! Quero fechar os meus olhos para o amor num jamais acordar. Quero seus abraços, seus beijos, seus sonhos, seus desejos. Quero unicamente o seu amor, para se preciso for, morrer nele... 1-2-3 Bate coração. 3-2-1 Amor, minha paixão 4-5-6 Quero você! 6-5-4 Sempre ao meu lado. Lá no fundo da plena loucura, num último sopro de vida, lhe disse: _ Não quero fechar os meus olhos para escuridão sem antes lhe dizer que Sempre Ti amei! Os rios que correm para o mar não são suficientemente grandes como o brilho que vejo em seu olhar, pois só os verdadeiros amantes sabem como é o brilho de um olhar apaixonado... O que me permite é um devaneio assombro perfeito. Aceito sim e troco minha alegria para que sua alma descanse em paz Sabe, descobri que o amava tarde demais. E não posso mais fazer nada. Olhe pra mim, meus sentidos são todos feitos pra ti venerar Por que o querer é tão comprido? É por que o ter é tão curto, se formos feitos e tirados do mesmo místico? Universo, porque é tão complicado nos colocarmos juntos, já que parece ser tão fácil nos separarmos?
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Lembra o poema do nosso caro Manoel Bandeira: “De todas que me beijaram/De todas que me abraçaram/Já não me lembro mais, nem sei./Foram tantas as que me amaram/Foram tantas as que eu amei./Mas tu, rústico destino, /Tu que não beijastes,/Tu que não abracei/ Somente tu ficastes/De todas as que eu amei.”

Um lápis. Palavras sopradas E sugadas numa Cachola misteriosa. Borracha para revisão, Olhos para sentir. _O que eles diziam de mim? Mas, eu tive certeza! Hei! Você sabia que o que me move, move o universo inteiro. Não sei se isso é amor. Mas se não for, não posso deixar que escape... Sei que não fiz a escolha mais certa. O amor é errado, Por isso escolho você(s). As vestes de ceda que contornam seu corpo escondem o segredo do misterioso amor. Quando os meus lábios forem ao encontro dos teus, E o meu corpo se entregar ao seu Saberei o que é Amar e terei o seu Amor. Quero que mergulhe no ímpeto das profundezas de meus lábios E me traga a estação das flores em meu coração. O amor é lindo! Ele também é feroz, só que depois ele se amansa. Ele é gostoso e divertido! Ele é alegre! Ele é muito colorido, por isso dá bons frutos... Não se pode esquecer que depois de todas essas caras, ele volta para primeira, Num novo amor que volta a se lindo! Escolha um único caminho e nele faça a aventura perfeita. Certo de que você é o único a se responsabilizar pelo que encontrará! O encontro, ou melhor, reencontro de nossas almas Teve a mão avassaladora do destino Que nos jogou um nos braços do outro! Por que quer que eu sofra, se o sofrimento apodrece minha alma? Por que quer que eu ame, se o amor que oferece não esta em ti. As lágrimas que choro são tormentos, gritos no escuro. Cortaram minhas mãos, mas toco você. Cegaram meus olhos, mas vejo você. Arrancaram do meu peito um coração, mas ainda vivo. Eu respiro... Eu desejo... Eu preciso... Do ar. Te amar. De você.

Me sangra a idéia de perceber que a sua mão enrugada segurará a minha. Seus olhos me perturbam. Transformam-me numa coisa que não encontro. Sonhos bonitos! Amor maldito, no bendito dos teus lábios. Beija-me com os olhos, me olha com a boca. Pensa com o coração e ama com o cérebro. Volto, sou eu. Volto, sou você. Tenho em mim amores que me conduzem a loucura. Um rio negro que navegarei ao seu lado. Desejo amar, tristemente sonhei que estava amando! Minha alma inquieta, Minha vida. Traga-me nos seus olhos Um amor puro condenado A morrer no meu coração. Lágrimas me consomem. Seus beijos poderiam me consolar, Mas seus braços estão tão longes. Perdidos, somos duas estrelas juntas, Eternamente separadas! Só posso desejar, Pois sei que nunca o terei. Minha vida, Minha alma inquieta. Loucuras, anseios! Desejo não desejar, Mas a dor corre meu peito. Meu corpo já não tem vida, Pois minha alma se foi com o vento. Vento que libertou meu espírito, Mas me prendeu a esse amor. Amor que é bendito no doce dos teus lábios, Mas maldito por me levar à cegueira. Bendito por me fazer sentir sua na entrega de nossos corpos as juras e aos prazeres da plenitude, Mas maldito por me levar a surdez, já que meus ouvidos não ouvem, escutam somente a melodia sussurrada que sai de sua boca

Bendito, mais que bendito Por me ensinar a sonhar. Tristemente maldito, Por me fazer acordar deste sonho Em que fui: Sua esposa carinhosa. Sua amiga confidente. Sua amante apaixonada. Mas..., É só ao abrir meus olhos e despertar deste sonho mágico, que sei que fui apenas: Seu mais inocente amor. Ser feliz é ver o seu sorriso. Ser feliz é compartilhar do seu olhar. Ser feliz é poder acordar em seus braços. Ser feliz é ver nos seus olhos os filhos que quero ter. Ser feliz é saber que você existe. Ser feliz é poder te amar. Ser feliz é ter agora suas mãos. O tempo não consegue expressar a felicidade de um sorriso e nem medir o prazer de um abraço. Insatisfeito ele faz esses momento passarem tão rápido, e vingativo deixa nas lembranças momentos que não passam Eu morreria mil vidas para estar ao seu lado. Eu nasceria mil vidas para estar ao seu lado, Mas quero nesta vida viver e morrer estando ao seu lado. Que belo sorriso você me ofereceu esta manhã. Saiba que são poucos os dias que me permito ver o sol. Por que tenho tanto medo dos seus braços, se sei que encontrarei neles a proteção que busco. Demorei muito para descobrir naquele seu olhar o amor que o meu coração mantinha preso, mas é preciso que as palavras sagradas vindas dos teus lábios abram este ingrato batedor compulsivo. Criarei asas e voarei para os teus braços, morrerei nos teus beijos, mais que tudo terei ela: A felicidade! Sem saber que era sua minha alma e meus desejos te pertenciam. Meus olhos brilhavam a cada sorriso teu e os meus lábios já pressentiam os toques dos teus e os ansiavam. O meu corpo cada vez que o via inclinava-se em sua direção, como o beija-flor procura a flor e a abelha o mel. Que esta confissão faça uma flor desabrochar em algum lugar...

UMA ORAÇÃO! Eu descobri palavras póstumas escondidas de uma verdade sacra. Tesouros revelados aqueles escolhidos e renovados em fonte de água viva. Eu sou grata a ti por me fazer: O meu que as abelhas produzem, A água que cristalina brota da terra, O fruto colhido no pé, que sacia a fome. Eu sou grata por me chamar de filha e me dar mais que irmãos de sangue. Separados do mundo somos tuas ovelhas. Eu aceito o seu plano maravilhoso. Que meus passos me conduzam a um vale lindo, tão quanto um sonho. Sentir tua presença é a certeza de que suas bênçãos de amor transformam minha jornada numa paz infinita. Agrada-te, Senhor porque criatura sua sou. Que o espírito santo consolador esteja sempre comigo, assim posso te sentir em meu corpo e quão grandioso é o seu poder sobre mim! Deus Duas consoantes, Duas vogais, De um grande significado! A dor dos imortais é um sinal de que o futuro é incerto e de que somente os sábios e os verdadeiros mestres da vida entendem o que o amor significa para aqueles que nunca amaram. Aproveite o meu melhor E se torne o meu anjo. Que o céu caia Sobre os meus pecados! Que eu pare de ti amar! Veneno para minha alma Cura nos teus lábios! Temo existir, porque isto significa que existes também para me fazer amá-lo... Hoje a lua me alcançou, talvez seja interessante esse rubor nas minhas faces! O sangue é o vinho mais caro no/para o mercado de almas caídas. Três Sóis, Três Reis, Um só Coração Pra amar você! Pra sonhar com você! Pra pensar em você! Pra rir com você! Pra olhar pra você! Pra desejar você! Pra sentir, tocar você! Pra ser toda de você! Hei, você taí? Felizes são os loucos que descobriram como não sentir vergonha de serem ridículos!

Neste exato minuto mais um ser humano caiu nas garras do amor! Uma flor de Lótus para o meu bem mais precioso! Pingos de chuva para o meu bem mais precioso! Um suspiro da alma para o meu bem mais precioso! O meu oceano transborda essência vinda de você! Um deserto amigo e sozinho que não te encontra. A resposta está no fato de que estou de olhos abertos e as portas só se abrem quando eles selam. Quando tudo fica escuro, seguras minha mão e me guia! Eu o vi, enrubesci ao vê-lo. Uma perturbação surgiu na minha alma perdida. Eu, ser pequeno nesse imenso oceano desabrocho como uma flor a abrir-se em suas mãos; meu doce anjo. PRIMEIRA FORMA DE AMAR! Na minha vida não existe perdedores, nem vencedores. Declaro que já não me pertenço mais Declaro que aprendi a te amar e ter querer todos os dias do ano E para sempre vai ser assim Eu desejando você como algo muito importante Meu amor é grade por você. O único capaz de nos fazer morrer um nos braços do outro, Meu doce jeito de te amar quer adormecer esta noite nos seus braços Numa entrega total de almas que se amam e sempre se amarão Quer ouvir sua voz rouca no meu ouvido e ser sua a noite inteira Quer ter com você um filho, ser mãe dos seus filhos Acordar com você. Dizer-te que te amo todos os dias da tua vida Existe duas pessoas que se amam E não culpam o mundo por esse amor Somos tão importantes um para o outro Nos completamos e realizamos o que de mais especial temos: um ao outro Somos mais que um casal Temos nossas vidas ligadas para uma eternidade que nos aguarda... Vivendo juntos um do lado do outro E um fazendo companhia para o outro Ser sua é maravilhoso Realmente sei agora que você era o único homem Que me poderia fazer mulher Porque havia cumplicidade em nosso olhar Espera em nossas mãos E finalmente, realização em nossas palavras. Que esse Deus abençoe esse amor assim como o fez puro e inocente, Generoso e fiel. Simples e precioso, Um amor que eu sinto por você e que você sente por mim Não apenas junto, mas sim, nos amando sempre. Poderia ser nosso lema de vida!

Estou queimando por dentro! Por favor, não me deixe, Não saia tão rápido da minha cabeça. Estou pronta e sou agora Só desejo. TONS Fazer um mundo melhor pra você morar é a razão pra eu estar neste lugar. Quero tanto amar você que não importa as condições desse querer. Eu me escondi por detrás da tua vergonha e ignorei que todos te olhavam. Quando na verdade, deveria te despir por inteiro e carregá-la nos braços. Espírito que anda sobre as águas Diz-me se há algo em você Feito só para me fazer feliz. A vida não nos dá saídas Que eu encontrei no seu olhar Que eu encontrei em suas palavras. Um céu paira sobre a terra E nele estrelas brilham Porque amante fizeram juras De amor ao luar. QUERER Quero ter filhos um dia com ele. Quero que ele me carregue nos braços, beije a minha barriga e babe um pouco como todo pai encantado. Quero de vez em quando perder o sono só de olhar ele dormindo ao meu lado. Quero acordar e perceber que ele me olha de um jeito doce e sem dizer nenhuma palavra beije meus lábios. Quero chegar do trabalho e ir bem quietinha para o seu lado me aconchegar, descansando nos seus braços. Quero dançar pra ele de um jeito bem sensual e depois fazer amor a noite inteira. Quero que nunca deixemos de fazer as pazes depois de uma discussão. Quero enlouquecer ouvindo ele contar todos os dias sobre como foi seu dia. Quero me sentir a mulher mais feliz do mundo por poder ser cúmplice dos seus problemas (segredos) e ele dos meus. Quero que às vezes esqueçamos o mundo lá fora e simplesmente saiamos como dois fugitivos. Quero que cada um se sinta mais forte pelo outro pra tentar fazê-lo feliz e sempre estar presente mesmo que do outro dado da porta quando um deles quiser ficar sozinho. Quero agradecer pelos dias difíceis tanto quanto pelos dias maravilhosos ao seu lado. Só peço pra partir antes dele, que a primeira saudade seja de mim e é até melhor porque assim eu já começo a arrumar ‘a nova casa’ pra quando ele chegar com o mesmo sorriso tímido e me fazendo desejar ser novamente mãe de seus filhos. Quero amar cada nova ruga de seu rosto e espero que ele sinta o mesmo. Quero que todo esse querer vire realidade.

Quero um quarto grande... Pra guardar meus medos... Sufocar meus gritos De desespero! Dentro das nossas palavras existem segredos Mal ditos, imperfeitos, amigos fiéis... Que nos cortam a garganta com medo E nos vestem a alma. Serão as chagas do último guardião? Respeitoooooooooooso Soco! Clemência antes do gozo... Caem delicadamente ao meu redor. Sou eu que estou entre espelhos? Tortos, reais, meus fantasmas escondidos! Mortalidade eis que aqui estou frente aos seus devaneios! Tão distante do Belo, na metafísica medíocre de mais um amor ansioso! Estas fugas do inconsciente são assim mesmo. Olhares que se encontram e perdem. Quero ser vista! Sou por olhos controladores que me enfeitiçam. Magia do sentimentalismo. Poesia em vez de lógica, Meus absurdos! Faz tempo que não o vejo de verdade, São momentos perdidos, e ultimamente só os filmes me consolam. Vaga esta noção de importância... Entre o acaso e o imperfeito caso, Esperei tanto, por pouco... Na outra medida Esta sua metade Está o meu sim Pertencimento e Fim Partes juntas que se completam Que se querem bem De um melhor rebuscado Que viu o dia passar Tardes secas a marcas da minha alma Deixar no sangue o fervor da tua falta Contida e sagrada

Apenas uma história como as outras Só um olhar diferente Todo o céu se abriu Eu não era mais a mesma garota. Ser mortal rondando Procurando... Desejando... Buscando mais... Pedidos de socorros são enviados Remetente: meu coração Destinatário: você Passei o dia todo pensando numa forma ideal de atingir o teu pensamento Fiquei até offline por um momento... Nada adiantou enquanto o problema não mudou. Tanto pra se falar Seria um começo ideal Ou melhor, um recomeço digno Mas, você não quis ousar contra o meu silêncio e medo. Tarde da noite ainda penso nas palavras que poderia ter te dito, Nos detalhes que me prenderiam a você e a tua realidade Amargura apregoada em minha alma Martelada a contragosto no peito Que agora sangra sem querer Fecho os olhos pro que não consigo ver Sempre foi assim Comedida demais pro horror Pro que é do humano Marcha continuamente me mostrando que viver é estar Prosseguir necessário Abdicar jamais Diga que venceu os seus obstáculos preferidos Diga que não pode daqui mais voltar Diga que agora precisa ficar Me faça feliz assim A ilusão é o que tenho de melhor Minha amiga não me diz mentiras Ela inventa sonhos

CERTEZAS IMPRÓPRIAS O tipo de coisa que eu sabia que voltaria pra me alcançar a tempo de que me perdesse de novo. No princípio havia tão pouco a se dizer, enquanto a alma continuava a falar segredos do coração: Que com ele posso tudo! Ainda carrego comigo todas as sensações e sabores que me deu. Me sinto tão viva, quente e humana. Capaz de coisas que não sei e nem posso imaginar. Refém de braços desconhecidos, pequena e fogosa neles. Quando apenas diz “menina”, sinto um gosto doce na boca. Quando me faz sorrir com suas pequenas bobagens. Quando tolera minha infantilidade. Quando quer mais que a minha amizade. Quando expõe o desejo que tem de mim e com isso desperta o meu também. É assim, quando volta... Volta com tudo e rouba o tempo, os sonhos e todas as vontades passageiras. Seu lado caído é o que me torna anjo. E os passos lá fora já não me perturbam mais porque aprendi a amar o que a vida me dá, sem cobranças, sem medidas e com os olhos fechados. Quando o sono vem me capturar sinto seu corpo. Seu calor que me mantém aquecida. Sinto a claridade ofusca me acarinhar como você o faria se estivesse aqui. Neste torpe sentimento que não existe fora de mim. Para aqueles que ele afugenta e rebenta. Na imprópria certeza de se fazer merecedor. A ele me dou: A chance de ser mais. Quiçá, de ser pouco... Pouco caminho dividido e confundido. Pouca necessidade de se pertencer ao bem amado. Pouco entendimento do que se pode ser no olhar que te conquistou. Ganhando a carne... Unindo espíritos... Quase completos! É tua a minha inspiração O que incomoda mais: Um besouro besourento? Ou um elefante nariguro? Estranhas coincidências não são explicadas. Mas ficam bonitinhas quando ditas.

Depois que acordar trar-te-ei presentes Escolhidos por meus senhores Abra-os na minha frente e me dê o gosto de ver tua alegria. A tristeza emana de teus olhos Ela me diz que sou mau Me diz que te faço mau Me diz, mas eu não ouço como deveria Meu querer é impróprio Desmesurado. Barulhento e Rabugento! Já velho demais ainda muito moço. Ele é a face que vejo no espelho. Meu querer é tremendo de vontades inconfessáveis. De desejos comuns e tão iguais. Meu querer é único. E agora teu. Que passe logo esta dor E que venha a próxima No chão ainda olho pro céu. Arbitro malvado este Que disse que desde cedo amaria e perderia. Julgue minhas vaidades uma a uma... E me diga o que achou delas. Melhores ou piores que as tuas? Não pensava que o orgulho fosse o que tenho de mais distinto. Que ele fosse minha marca aqui na Terra. Meu corpo de mim ganha espaço, em formas que não contenho Minhas mãos são pequenas não conseguem sozinhas abarcar estas novas medidas. O que quero dizer é que preciso de ajuda. A roupa continua a me pertencer. Não mudei com o tempo Ele é que mudou comigo. Rostos conhecidos ainda me perturbam. Já os desconhecidos me acalentam. Aqui, tudo é espera. Lá, mais adiante realização. Assim espero e Realizo

Preciso da tua tranqüilidade. Do teu consigo... Posso... Vou... Que me levam junto, nem que arrastada. O que suas mãos me falaram. São segredos só meus... Sonhei com tua imagem Com tua infância Você já era especial E era feliz. Quando conhecemos de verdade um ao outro? Quando nos perdemos de nós. Dos nossos eus... É triste a partida, mas ela antecipa alguma chegada Já pensou nisto. Ela também é recomeço. Sempre espero mais dos outros. Sempre busco o melhor que eles não querem me dar. O resultado frustra e decepciona, Mas nem por isso deixo de desejar. Faculdade, projetos, família. Acho que foi nesta ordem natural o foco da minha vida Concluído o primeiro... Reprojetando o segundo... Começando o terceiro... Sei que sou só o começo de uma breve história Contada por poucas perspectivas, Mas creia-me e não discuta Estou aqui. Teu passado? Meu presente. Nosso futuro! Ordem natural das coisas. Resolução dos meus desejos. Obrigação da minha alma. No meu olhar de menina havia um pudor desconhecido Que agora compreendo melhor. Mas, que ainda não experimentei.

Sei que a vida é cheia de supressas, De encontros favoráveis. De lugares que ficam eternizados em minhas lembranças. Estou indo para o Norte Percebi isto antes de virar a Leste. Seria catastrófico. Uma vida. Uma sentença. De viver mais que os dias podem oferecer. Abro meus braços alcanço milhares de outros braços Além das minhas paredes sociais. A manifestação do divino em minha natureza Me fez perceber os outros com mais amor e perdão. Ou pelo menos, trabalhar isto dentro de mim com mais franqueza. Caráter. O que abriga esta definição? Não magoar... Não se obrigar... Não mentir... Não errar... Procurar a perfeição e o juízo corretos no agir e falar. Parece certo tê-lo... Só que percebo o quanto é difícil. Estive perto de ter aquilo que meu coração quis... E abri mão. Não sei se fiz o correto E não posso voltar atrás. Também não quero fazer isto, pois “Sou o resultado de minhas decisões” Brigadinha Pedro Bial pelo conselho. O que vem antes é só expectativa. No momento não fazemos considerações. Depois se criam e inventam histórias. Tudo fica mais bonito ou feio... Isto é história. Não levamos nada desta vida, a não ser aquilo que nos deixamos outros. Que fique algo meu... Não serão meus livros, nem aqueles te amos que declarei, não serão meus vestidos, nem o pouco que juntei... Pena não poder perguntar na hora. E sei que não adianta fazê-lo antes. E o jeito é aguardar. RS... Sonhos são doces Pesadelos pesados

“Ando devagar, porque já tive pressa”. É bem assim que estou. Calma demais. Precisando de uma sacudidela brava. Que me arrepie os ossos e Desanuvie os pensamentos. Não faço mal aos outros Faço a mim. Compreender isto é a chave. Que destranca as janelas da solidão. Sem receitinhas básicas, por favor. A dor de cabeça ta me matando E eu to morrendo a cada dia... Estou perto. To sentindo isto. Sem precipitações. Pra não retardar mais. Meu ESPERADO. Posso dormir acordada? Descobri que sim. Descobri que não existe história de vencidos. Descobri que não sou míope. Vejo além dos outros. Sonho, invento... Imagino. Penso. Não desisto. Creio... Que não existe um fim. Nem este aqui. Dou sempre uma segunda chance ao acaso. Nasço. Improviso e me desfaço. Até que o mundo também possa me escutar. Meu canto. Meu pranto. Meu amor. Oi, tubo bem com você. Este é o dia que eu te preparei. Uma surpresa que te aguarda. Feche bem os seus olhos e apenas confie em mim. Estou aqui e não vou largar suas mãos. Esta pronta? Pule! Agora corra bem rápido. Voe e siga-me. Vai bem fundo e não retorne até que eu diga que pode. Um dia vai poder retornar aos seus antigos donos, mas por enquanto me escute. E sinta que quando o tempo passa existe um mundo lá fora acordado. Espreitando seus medos. Aguarde. Se proteja! Esconda todos os seus famintos desejos. E não diga adeus. Até breve é o que quero ouvir dos seus lábios enquanto esse dia não termina e enquanto não podemos voltar pra casa. Vou te dar outro começo melhor que este. Nele você será uma princesa... Roca que gira e gira a minha vida... Roca que gira e gira o mundo!

PEDI-ME O QUE QUISERES E EU TE DOU Pedi-me o céu esta noite e ele será seu Ou melhor, pedis a Lua e ela será tua Pedi-me o meu coração que te dou Ou melhor, me dá o teu porque o meu já não me pertence Me faz feliz com teu olhar E me deixa estar no teu gozo O gozo que também me alimenta Retira de mim o que não mostro aos outros Faz no meu corpo tuas derradeiras viagens Peregrina sobre a minha carne E do meu ventre esculpe teus bonitos segredos de menino Revelas-me quem sou de forma profunda que até eu veja Que não sou nada longe dos teus caminhos Longe deste prazer fugaz que me ofereces numa bandeja de prata Faz isto que danço enlouquecida pra ti Que me pinto pra te conquistar Que me visto e dispo pra te perturbar os sentidos Faz isto que me apaixono de novo por tuas vaidades Não esconda mais teus desejos Nem brinque que é o mais poderoso dos mortais Sobrevives com meu canto Te digo isto para que sintas meu peito dolorido Minha alma caprichosa Que te quer a todo instante Confundida alma que já não define o que é o amor Nem mesmo sobre o pretexto da dor Santo foram teus beijos... Profanas foram tuas juras... O que não foi dito ainda assim me fez querer-te E o que você lutou pra não revelar Sabe o que descobri: que você também sabe amar Até mais que eu! Que amo sozinha uma ilusão Não existimos quando estamos unidos na carne Eu me distancio de mim no teu corpo E você simplesmente reage. Goza... Mete... Me intoxica cada dia mais Que apego é esse? É a sensação única que só o outro te dá Mesmo quando não quer dar É a luta dos vencidos: os que sabem que perderam e os que continuam ganhando derrotas Por isso minhas cicatrizes agora são tuas. Por isso estou aqui! Tremendo... Desejando... Ardendo... Sofrendo... A derrota de nunca te encontrar Ou de poder domá-lo como gostaria Mais uma noite. Só mais um gemido. E me apago outra vez!

Vou te dizer a verdade do meu coração. Esta noite vou te contar minha história. A que foi escrita por suas mãos sobre mim. Marcas na minha alma, lembranças da minha mente. Te esperei num tempo de reis e rainhas E você veio tão simples e meigo Com uma rosa me conquistou E me levou junto com as estrelas que me deu O primeiro toque foi seu seguido do meu. Descobrimos juntos o amor E recebemos o que ele nos deu Até o breve adeus Até nosso breve adeus... Te entreguei meu coração. Fui sua de uma forma pura O tempo foi nossa testemunha Ele nos guardou de nós mesmos Nós roubou a velhice Fomos jovens livres e abandonados Com uma única certeza Que nós pertencíamos Não pedi tua vida você a me deu de presente Pra provar ao mundo que podíamos tudo E pra zombar de todas aquelas mentiras Tive que te ver partir cedo do meu destino Não tenho mais os seus braços e nem nosso futuro Tudo se foi e fiquei só perdido Volte pra mim e me leve contigo Segure-me por favor e me leve contigo Sim, meu amor. Eu virei Pra você como sua menina Te levarei comigo pro nosso depois Onde não há mais dor. Onde seremos como astros imutáveis. Me prometa apenas que este não é o fim Eu prometo. Por minha vida e pra além desta. Não faço juras que não posso sentir. Te entrego então tudo que sou e vou ser. Te acompanho... Pra sempre...Seu Pra sempre... Minha. Breve, vinha ver-me ser chicoteado, pelas minhas lembranças.

PRESSENTIMENTO Com o meu “coração” em suas mãos. Será que seus olhos por mim mudaram. Será que pensa na menina. Será que deseja ao menos ficar com ela, além do seu corpo de menina. Será que deseja ser seu homem nesta terra. Creio que não. Sua paciência me incomoda. Sei que todos têm pouco tempo. E que ele já tem sua vida. Não posso roubá-lo dela. Gostaria de roubá-lo deste tempo. E ter alguns momentos só nossos. Sinto falta do seu olhar pequeno pras coisas grandes do mundo. Sinto falta do seu calor e preenchimento. Da excitação que me levava. Me conduzia. Queria o abraço de amigo que não me deu. E um gesto simples amoroso. Uma carícia gentil. O seu querer não domino. Só a minha vontade latente e impaciente. Meus pensamentos voam ao seu encontro. Fico aqui tão longe do seu olhar, e dos seus famintos lábios. Ainda desejando ser por eles devorada. Na carne que fosse me elevou a alma. Possível isto? O foi através dele. Do que senti com ele. Faltou me ser no seu ser. Dentro e fora. Até que o prazer viesse. E como será esse prazer afinal? Como ganhá-lo com outro? Como ser longe do seu ser? Pressinto dois caminhos. Por hora divididos. Confusos, ainda assim similares. Ele ainda quer algo. E eu que esse algo seja eu. Não há um diálogo compreensível. Apenas meu silencio e o seu. O silencio de dois corpos que podiam se pertencer e conhecer mais. Pena que não sempre. Não aqui! Nem agora. Quem sabe: Depois. Existe uma diferença entre estar vivo e viver!

Sete toneladas de comportamento que querem saber a hora que vão entrar. Mas eu já sou louca Esperando Vejo Ele Chegar Sem medo Se aproximar E me dar um... Beijo Eu sou cria de mim mesma. Mas, não costumo atacar. Espero. Ardo. O ardor que antecipa a aproximação. Fujo a tempo de querer mais. O derradeiro pôr-do-sol, já não é mais contemplativo. Pela brisa fria que despe meus sentidos. Pela foligem do tempo. Incomodada pela locução. Permito que meus olhos brilhem. Sugo estes momentos do dia dando lugar a noite. E das sombras ganhando espaço. Dos pássaros ainda se despedindo do tumulto, cedendo... Quero que estejamos próximos. De mãos dadas, no silêncio. Entre flores secas. A contemplar os bichos ganhando formas ou sumindo. Mas vou me perder nos seus olhos e neles ficar. Adormecer. Como diria o poeta: Eu e você na perfeita sinfonia Guardar no coração algo de valor Pra não se perder Desejo dias de chuva, e nem sei por que? No espaço em branco, preenchimento A falta mais linda ainda a ser cantada, não é minha música Sou só eu aqui. No olhar de alguém também E dizer bem juntinho: Minha menina

ESTRELAS CADENTES Elas caem de um céu azul E morrem cedo Num coração que dói Esperam gentilezas.

Como uma Doce chave Em suas mãos Abro-me em flor Sem culpas nem dor Durmo confiante Pronta Em braços conhecidos Porque é bem mais que um amigo Já tens meu destino Me lanço Sem sinais ou avisos prévios Penso aquelas imagens bobas De dormir de conchinha De aguardar a primeira briga De te mirar em segredo Porque se revelas a mim Te entregas também E agora cantamos juntos Vivemos como crianças Já não tão inocentes Porém belas... Aqui, onde o medo me pertence. Aqui, onde você não está. Fica o silêncio. A autoridade que nos governa. Que rege meus sentidos. Que me converte! Coloridos e distorcidos prismas de mim mesma. Me vejo nos seus olhos de garoto. Tão distante esta espera. Tão certa. Marcada em mim. Seu destino nunca foi igual ao meu. E daí que estou aqui. Me converto em mil possibilidades em suas mãos. Pura magia! Doce angústia! Vida que surge por meus poros. Até sua luz vir... Me capturar de novo. Até não restar nada de mim. Fica aqui! Em silêncio. Até que nos vejam. Viramos luz. Brilhamos.... LIZZIE Eu - Ela. Às vezes não sei qual das duas prefiro. Na vida dela construo a minha e tudo vira fantasia. Na espera dele, Sr. Darcy, de sua arrogância e de suas gentilezas. Abro mãos dos 'garotos' ao meu lado por um ideal, protótipo de homem do século XIX. Que talvez só tenha existido mesmo na cabeça de Jane Austen. E ele sempre continuará sendo perfeito demais, e encantador. E eu sempre alimentando este sonho. Fazendo deste sonho o meu real. Torto e desfocado. Tão meu.

NUA, CRUA E SUA Fugindo de mim Ainda no alcance do seu olhar Mira e alvo Objeto e observador Termino aqui Sedenta Faminta Submergindo No tempo que não existe Estou com ele Fiz tudo que quiz E precisei de mais pra voltar Porque o melhor ainda viria Sei disto Sei... No fundo não aceito Só sei. Sei que a vida é recíproca Amiga Traiçoeira as vezes Sei que te tomo pelas mãos E que gosto quando cai no chão. Quando não sai do meu espaço Quando tornas o meu regalo Nua Crua Sua E aqui. A QUEDA - THE FALL Num mundo de sonhos e fantasia. Onde tudo é possível. Basta fechar os olhos. Como uma garotinha. Belas imagens ao entardecer RISCOS ASSUMIDOS A pintura é só uma preparação. Meu jogo continua. Com sutis armas... Esse é meu Sim. Agora posso assumir os riscos. Acelerar meus passos... Ao teu encontro. NÃO ME DIGA A SUA VERDADE Conte a minha De uma forma bem bonitinha Que me faça querer ficar mais.

Não é segredo que Ser sua 'pequena' é um sonho antigo Que guardo comigo Que realizarei ao ouvir de tua boca: 'Minha'... PRESSÃO as horas passam vivo na pressão sem saber se vai chegar sem saber quando devo ir até quando controlada? Até quando esperando? E basta só uma palavra tua basta uma dose diária. Não consigo ser eu mesma com você por perto sempre foi assim... Fico sem reação minhas defesas caem. Eu me perco, me entrego e não quero isto... Eu não quero você em minha vida. RAINHA Queria ser tratada assim Como uma rainha Seria a prova que me ama mais Que me quer além do desejo da carne. Esse é meu orgulho que fala. Depois da meia noite crio asas e vôo fujo me perco em esquinas vejo a lua ir embora ÊXTASE vem quando penso em você. Quando imagino suas mãos em meu corpo. Quando escapo dos outros quando absorvo. Quando o deleite torna-se absoluto. Quanto não tenho mais medo. AH... UH.... Ah... Era isso que eu queria uh... Que bom que ele me dá.

PUDORES E VONTADES Desejos multi facetados De um beijo entregado De um beijo molhado De um beijo imaginado De pular nos seus braços... Da escuridão nos capturar... De um chamego gostoso Que começa no pescoço Vontade de ser tua assim. De ficar assim antes e... Depois... Vontade de mais... TÃO BONITINHO Sua capacidade de fugir de mim. De me querer no pior. Quando nem eu mais posso. Baby, não tenho o que fazer sem você aqui. Não sei Estar neste mundo mais. Se parte de mim não quer. Justo o lado que mais gostava. NADA DE NOVO Quem sabe... Só não era pra ser Sua menina. Sabe quem Ao menos quer ser Meu homem Se sabe... Me avisa! COM PRECISÃO meus amores são precisos tem hora marcada pra acabar DITO Na cara a cor que quero é a tua na boca vermelha a sua pra fome digo: Cristiano pra ousadia: Vem. A SUA BARBA Deixe ela crescer pra me arranhar o rosto Deixe ela crescer pra me fazer cócegas

SEUS OLHOS “Ah! Que vontade de ter você Que vontade de perguntar Se ainda é cedo Hum! Que vontade de merecer Um cantinho do seu olhar Mas tenho medo...” VOLTASTES Pra tua vida normal. Pena, que eu não. E mesmo sabendo que esta aliança no teu dedo significa um mundo de coisas. Não paro de te querer... Não consigo respirar. Pois toda pausa me lembra você. Minhas pequenas mãos sobre as tuas. E o seu olhar pedindo mais do meu. JARRO QUEBRADO Ele caiu sem querer das minhas mãos e se quebrou Sempre espero mais desta vida Aquilo que desconheço E do que quero... E que às vezes quebro. Minhas respostas trago. Meu silêncio permitido Meu hoje, amanhã e depois Agora nosso. Futuro carregado e Infinito breve... A certeza que minhas mãos não alcançam A vergonha do juízo mal feito. O quase grito ainda abafado no peito. O horror que já não me perturba mais como antes. Por que será que mudo tanto comigo? Por que não me consinto? Por que o que ficou no chão caído se parece tanto comigo agora? Cacos de mim e de nós. Limpei minha sujeira, me conformei com meus erros. Mas, não posso arrumar a sua bagunça. Ela fica pra mais tarde. Nunca me vi assim... Sombra melancólica Começo de despedida Pétala caída e murcha. Nunca me vi assim... Coração arrancado Ser mal amado Jarro quebrado

SANGRANDO Choro por dentro E estou gritando Minha dor! Sinto como se estivesse sangrando. Sei que é exagero Mas, é assim que me sinto. Gritando! Quebraram as portas do meu quarto. E isto é literal. Droga! Perder a liberdade na sua própria casa. Tudo vai passar... A raiva, as palavras mal ditas. Tudo enfim... Mas agora... O gosto amargo na boca. Uma tremenda vontade de revidar. De Gritar. Se o pouco que te pertence lhe é tirado. NÃO POSSO Não posso mais fingir que não te conheço Simplesmente não posso ESPIANDO Trava-me um amor não escolhido Que só espio de longe. Rs... Não posso evitar de fazê-lo. Despercebida de mim talvez. O Amo Assim. Rs... Mais queria mais. PARA SE AMARRAR! Ceda espaço... Contrarie suas vontades... Engola a vaidade alheia Respire moderadamente a fúria do outro. Aperte bem os seus desejos E só os revele a quem mereça. MENTIRA Uma curva mal feita no caminho e Bang!!! É melhor mentir, Te trair. Roubar de você o que viria a ser. O destino na palma da mão Reafirma que não. Que a cada segundo resta Um novo. Diferente Abra então seus olhos E contemple: O teu futuro

Um presente muito grande Quero te oferecer com a tua presença. Com a tua chegada quero ser melhor um dia pra recebê-lo, e esperá-lo com aquele sorriso conhecido. Que gera inveja até a lua. Quero ser tudo que deseja... O QUE HÁ DE ERRADO COMIGO Digo pros outros tudo OK Será mesmo? Ainda existe a mágoa, a raiva contida Os medos guardados Ainda preciso fugir de mim. E continuar... Desejando uma brisa suave. E Algo que não conheço! TEIMOSIA Sou assim, Teimosa! Teimo em querê-lo ainda. Mesmo no seu silêncio Mesmo nesta solidão E sem respostas Fico! NOOOOOOOOSA! Como espero isto. Ser tudo pra você um dia. Mas que sua menina! Meu bem mais precioso E desejado. Meu lado, parte "rara" de mim mesma. A que me acalma e anela. A certa! De tudo a volta que é errado. Aconchego amigo. Porto seguro nos teus braços. DENTRO DE VOCÊ Feche seus olhos, deixe-me tocar em você agora. Deixe-me dar-lhe algo que é real. Fechar a porta, deixar para trás seus medos. Deixe-me dar o que você está me dando. Você é a única coisa que me faz querer viver. Em tudo quando estou com você não há razão para fingir. Que quando estou com você Sinto chamas novamente. Basta colocar-me dentro de você. Eu nunca poderia pensar em deixar você...

SERELEPE Juro que fiquei curiosa Toda serelepe E grata ao mesmo tempo. As pessoas, seus traços, seus jeitos inconfundíveis. Tudo disponível. Bastava eu olhar. Admirar! Esta sensação de pertencimento me capturou cedo hoje Demorou pra ir embora. Uma estranha sensação de ser criança. Mesmo sem poder mais ser. Gosto disto, sabia. Isto me faz voar. Ser livre. E 'cria de mim mesma'. ENGANO SEU Ainda tenho tanto pra descobrir. Tantas vidas pra Viver. Tantas histórias pra contar. Tantos rostos pra ver. Tantas camas pra deitar Tantos pratos pra comer. Uma boca pra beijar! Engano seu achar que esta brincadeira me prende. Eu quero é muito Mais. AMANHÃ Fico imaginando como será o meu amanhã. Das coisas que não me pertencem, busco respostas. Do meu pior, espero o melhor. Mais paciência, quem sabe. Menos arrogância, talvez. Sempre pensamos que a experiência conquistada com a idade traz sabedoria. Espero que sim. Quero estar pronta pra morte, tendo lembranças bonitas pra guardar. E de certa forma conservar 'os breves agoras'. Eternizados nos outros. VONTADE DE MAIS. Nossa como eu queria que sempre fosse assim. Preciso disto, sabia? Deste momento e de nada mais. De um dia com você. Algo que valesse a pena o sacrifício. Sem querer muito só com vontade de mais. Rs...

CREIA-ME Vou restaurar o que foi destruído com o tempo. E CRIAR novos começos Não mais como Anjo de Pedra CREIA-ME Serei Mulher apenas. UM OLHAR Como o seu é o que quero Um olhar desafiador Que questiona Que pede mais Um olhar cheio de veneno Pronto para o bote. Um olhar sem medo Entregue. Certo de que não posso fugir. Um olhar que prende o meu. E me faz falar... CHEIRO O seu Cheiro é conhecido Meu menino Vou me espreguiçando como bichano a procura dele E só paro quando começa a gemer Ceder. Daí já é tarde pra parar. CARREGADO apertado em lençóis de seda. Não precisava ser assim sem fim como se não quisesse mais enquanto lá fora as crianças brincam ouso suas risadas infantis. Você ainda me diz que sim. Me prepara pro fim. E aqui tudo foi perfeito. Lá fora, confuso. Agora carregado. ME PROVO ME TESTO ME DESCONHEÇO NO TEU GOSTO

GOSTO O gosto salgado de Tuas lágrimas Era o que tinha... Quando você partiu Quando o meu corpo não foi mais seu. Nem os pássaros voltaram pra casa. Enquanto caminhava sozinha Cedendo... Perdendo... Dias. Crendo... No seu regresso O QUE É A VIDA? Uma coleção de histórias mal contadas... Será meu olhar se perdendo nos outros? Ou minha busca solitária por sentido? É o fôlego que me prende a esta existência. O depois passageiro que me abriga do frio e do perigo. Um tantinho a mais na palma da mão... O que não vou conseguir explicar aqui e agora. Ou o que nunca deixara de ser tarde. Pra fazer... Pra começar. Pra brincar... Pra querer... Pra ficar... Pra amar... A mais. QUANDO? Nas luas que se seguem a Nova me encontro. Estou melhor agora, no silêncio que foi cortado. E enquanto me esperam lá fora. De um quarto pequeno, mas totalmente meu. Pra sala e pro resto desta convivência familiar. Chega de depois. Se o agora é importante. E me mantém conectada a esta realidade, não só de ser social. Se pudesse escolher, mesmo morta e apagada seria uma Estrela, bem próxima da Lua, porque dela não me desfaço tão facilmente. Seria um ponto brilhante de luz, ainda na escuridão do Espaço. Até mais pessoal do futuro... Do meu presente... Aqui nós somos. NÃO CONSIGO ... PORQUE... Acordei dizendo Vou dormir com esta frase Sei disto Sei do que não posso fugir

CORRENDO Embarquei nesta vida sem passaportes reais. Me desprendi do concreto Vivi amores insólitos Fragmentados em mim. Vivi Correndo Com medo Receios... Desembarquei em lugares que meus olhos nunca viram Contemplei rostos envelhecerem tão perto que deles a morte me ficou Com garras Indefinidas... Nada durou mais que um instante feliz E foi tão gostoso admirar meus sorrisos conhecidos Familiares e amigos Que de mim puderam roubar E ficar. BOLHA DE SABÃO JÁ BRINQUEI MUITO. VI O MUNDO POR ESTE ESPELHO ESTOUREI PRECONCEITOS INVENTEI SEGREDOS. AMOR A DISTÂNCIA Tentaria se desse certo Mas os exemplos que tenho me provam o contrário. Que não é tão simples assim. Na maioria das vezes um se perde ao outro. Coisa que até perto é bem possível. Essa falta. Se não há doação e entrega de verdade. HOJE AINDA... Fui caminhar hoje sob o pôr-do-sol pra não perder o costume. E me lembrei que a vida é bem isto. Cheia de altos e baixos. De escolhas erradas e certas. De começos e recomeços. Parei. Respirei bem fundo e continuei andando. A passos lentos no principio que depois se tornaram mais constantes e longos. Fui contemplando o canto diferente dos pássaros e com eles o meu canto se tornou outro também, menos triste e mais esperançoso. CARÊNCIA Todos sentimos esse vazio inexplicável Eu me pergunto se do outro? Acho que não. Já que ele continua mesmo não sendo mais sozinho Não é desesperador Porque esta Carência sempre passa. Que bom que passa.

É ISSO AÍ? Tudo jóia com você? Se não tiver não tem problema... To aqui pra ti ajudar. A melhorar seus erros. A propósito meu nome é: RECOMEÇO. MEU JEITO TOSCO DE TE AMAR É como tomar banho de chuva Lava minha alma Meu jeito tosco de te amar É o que me permite sonhar Com dias de chuva Com noites de chuva PORQUE FAZER A COISA CERTA PARECE TÃO ERRADO? Será que ele pensa em mim? Em como seria me possuir... Digo me ensinar às formas em que o prazer pode se revelar A dois, testemunhar dos meus gozos e gemidos Será que já imaginou como seria me tocar... Como seriam os arrepios provocados em minha pele depois da passagem dos seus lábios. Tirando-me o fôlego. Como em uma espécie de febre a me consumir, estimulando cada ponto sensível do meu corpo. Como seria tremer de desejo? E de que talvez tivesse que se controlar frente a minha excitação. Mostrar aos meus desejos mais íntimos e secretos a forma de domá-los. O primeiro homem de uma mulher de certa forma lhe marca. Eu ainda penso nisto como um regalo. Sou inocente a este ponto. Mas, ainda quero ter a firme certeza que foi bom esperar... Por esse momento, por essa experiência... Com esse homem. EU SEMPRE VOU CANTAR: “ME ENCONTRA... OU DEIXA EU TE ENCONTRAR” Te querendo sou outra pessoa Até legal, mas sem controle algum. Rs... Pareço mais forte pra encarar tudo. E no fundo me sinto de porcelana. Qualquer palavra sua pode facilmente me quebrar. Quem sabe é por isso que me agarro ao que é nosso. "um juizado de pequenas causas" PALAVRAS As mesmas... Na minha monotonia No meu desassossego Para o meu passatempo preferido Me lembrar de você

NÃO FOI, MAS Deve ser assim. Ontem não muito diferente de hoje. Amanhã mais complicado ainda. Porque sempre é só mais um começo... Só outro nome... Outra vontade.... Outro desejo. Nada que vale a pena. Mas que teima em ser descrito. Talvez porque exista em cada absurdo diário. Na minha pouca experiência E na minha falta de juízo HOJE Faça seu coração parar de chorar e volte a sorrir Quero vê-la de novo como era antes. Só saber que consegue não adianta porque você pode tudo menina. E sua dor vai passar. Eu digo pra ela que já chega. Te ofereço meus braços e neles abrigo. Te entrego meu mundo que é o que conheço. E te peço... Que não desista. Nem que seja por mim. Ou por Ele. E AGORA? O que é que eu faço Pra tirar você do meu pensamento Do meu coração Da minha alma NOSSA COMO EU QUERO SEU BEIJO MEU BEIJO NOSSO BEIJO AH TÁ Que vou continuar aqui sozinha O mundo canta lá fora E meu vôo é aguardado. Desperta-me e me prepara Pra Agora Pro nosso Depois. NÃO No hoje quero apenas ficar De costas pro nada Largada No silêncio do teu não Desnudar o meu sim

ESTÚPIDA Enquanto eu coloco Você tira Não entendo por que insisto. Enquanto eu chego Você parte Enquanto eu Amo Você gosta. Enquanto ainda te quero. Você me trai... Não com outras, mas com a vida. Que toma de mim aos poucos. I LOVE YOU É doce a forma de te amar E parece fácil te dizer: Eu te amo. Só que também é complicado Senti-lo tão distante. Tão 'outro' Pouco 'meu'. PRIMAZIA De quereres de sonhos imaginados de luares suspiros de bem-te-vis que cantam só pra mim testemunhando meus amores PREFIRO (CORTAR A LÍNGUA) pra não te trair prefiro pra não te roubar prefiro pra não perguntar prefiro pra não morrer prefiro pra ter que esquecer prefiro pra saber que posso prefiro pra elas ficarem fechadas e eu aberta NOVO DIA UM DIA DEPOIS DO OUTRO EITA VIDA

SE NÃO AGORA ENTÃO QUANDO? Mudaremos o ser concreto e abstrato. Discutiremos como amigos Dividindo nosso pão e vinho. É mais que um saber concedido É fato consumando por nossos egos. Que tão somente Penso não existir Temporariamente... Ademais... Nos vícios da carne e nos júbilos do espírito. IF not now, then when? ESPERA É bem mais que a minha vontade distorcida Quando conquistei meu espaço ao teu lado Me vi alguém... Rumando pro norte naveguei. E ainda no momento seguinte me reaproximei. Sem segredos ousados timidamente fiquei Acho que é assim o tempo da Espera Um lugar tranqüilo dentro de nós SOU HUMANO Me conduz a lugares altos Que sozinha não posso chegar Vejo através dos teus olhos Sustentada por tua força Ao meu favor Meu rei, irmão e amigo Meu caminho MENINA DOS OLHOS Meu olhar por cima do seu. Repleto de esperança. Com tantos sonhos de menina. Quando começa o meu dia. Com um nome e um desejo. Com minhas orações repetidas. O dia transcorre como os outros. Apenas mais uma necessidade. Que logo vou realizar. Meus pequenos passos acompanhavam você chegar e tão logo percebo que é o momento de partir. Me leve junto. Me leve com você. Não me deixe aqui mais uma vez sozinha. Entre a perfeição e a agonia

MENINA NA CHUVA A água simplesmente me liberta Me põe de pé Me deixa dançar até virar Menina. DESENCONTRO É hora de me vestir de novo. Minha nudez aqui já te bastou. E eu não quero ser mais assim. Ainda com só uma metade de mim. Se não encontro o que quero Deve ser porque estou procurando no lugar errado. Olhando quem sabe demais pro lado. Mas, quando me erguer pode ter certeza Não serei mais a menina dos seus olhos Serei outra mulher! EU TENHO TANTO MEDO DE PERDER. TANTO! Não sei porque. Medo de perder minha juventude. Medo de perder minha inteligência. Até medo de perder minha virgindade. É quase tudo medo do desconhecido. Medo de perder esse amor que carrego. De não saber quantas horas ainda o tenho em minha mãos. E quanto me resta deste sentimento, que a princípio não é só meu. Meu coração fica muito triste quando 'o outro' vai embora. Essa partida que parece que vai me matar, só me deixa seqüelas. E esse medo do AMANHÃ, que não passa... Em algum lugar fica meus temores... Na face trago marcas como brasas vivas de um tempo não contado. Nem as lágrimas pedem pausa. Sou caminho de dois partido e solitário. Querência de um prazer inacabado. Na incompleta despedida de possíveis sóis. No enjôo constante desta balsa de aflições. O que sei que não posso. O que sei que não dou. O que perdi sorrindo e chorando. O que perdi amando. E só de mim pedia mais Agora dou... A ela, a dor: tudo! Ao 'outro': mais ainda! ESCOLHAS DURANTE O DIA Apenas um sim E o mundo começa a mudar...

CAMISOLA Nunca pensei a respeito. Nunca senti a necessidade de ter uma. Mas, comprei duas: nada provocante. Mais a minha cara. Até então não tinha me dado conta deste universo feminino. Dormia de qualquer jeito: camisetão... moletom... bermudinha... enfim... Será que estou mudando. Rs... FAZ DE CONTA Me aproximei sem medo da sua covardia Toquei seus desejos com minha vida Não disse que não podia Nem que queria Apenas deixei E me prendi a esta necessidade: De ser sua. Ainda que menina... Mais mulher a cada Lua Nova. Não faço de conta Recebo meus medos Tremo com seus beijos... Grito seu nome Aqui dentro Onde a saudade e a espera não tem fim. E suspiro... Suspiro... Sentindo! CORAÇÃO BATENDO Prova que ainda amo Que o que não sai do coração volta pra cabeça. Que saudade guardada dói E que alegre é meu pranto por ti. NO ESCURO Por pouco tempo! De vez em quando acendo uma vela. Pra guiar meus passos No escuro, Procuro por ele. O único que me faz rir. E ver até na água da chuva renovo. Possibilidades... Meu caminho: Iluminado ANTES DE DORMIR Me pegue no colo Me coloque na cama Me dê um beijinho de boa noite e espere eu dizer que quero mais.

COM PASSOS Hoje não tem Lua, digo isto porque queria tocá-la. Estar próxima. E sem arrependimentos que talvez reduzam meus passos. Nossos! Novembro que chega e me esvazia, me abarca, me sossega a alma. Novembro de despedidas! Logo no meu amanhã, com gostinho de saudade amadurecida a força. Saudade guardada a tempos! Mas, nada de remendo hoje. Hoje quero só Começos. Sóis novos. Frutos prontos! Sempre no teu querer! E não há nada de errado nisto. Quando você me permite ficar! E ser sua nos versos vindouros. Nesta desmedida sóbria. Ah! Como a ar me chega mais puro e quente na garganta, Como desce suave e ocupa o espaço vazio dos meus pulmões Pra fazer o coração bater mais rápido e pedir mais De um fôlego corrigido MELHORZINHA Depois da ceia do Senhor como não estaria? Mais calma... Mais esperançosa... Mais cheia de vontades... De pular deste trapézio e ver o Sol, mesmo numa manhã de chuva. Rs... PARA SEMPRE É muito tempo? Só se você não quiser. Pois eu te ofereço minhas mãos. O Sabor, cheiro e gosto do meu corpo. Todo um mundo que quero conhecer contigo. Te ofereço ainda meus sonhos futuros E meus suspiros. Agora que te trago aqui dentro E canto seus sorrisos. Agora que sou parte tua Sei que o tempo nos inveja E nunca há de nos alcançar. Não enquanto dizemos Sim. DE OLHOS FECHADOS É MAIS GOSTOSO PORQUE TODO MEDO VAI EMBORA

ME FAZ MAL Esse teu olhar ressabiado de encontro ao meu. De assombroso engano Como se tivesse comido algo estragado. Minha humanidade por ti fica longe nestas horas. Prefiro te virar as costas... E chorar minha ingenuidade perdida. NA FALTA DO QUE FAZER Fique comigo Me dispa a tua maneira antiga de me fazer arrepiar e querer mais Me abrace bem apertado que me falte o ar, me falte a saudade e seja tudo sossego. Só deixe o tempo passar devagar, sem pressa, ser relógio, sem volto logo ou até breve. E sem essa vida de despedidas. SÓ MAIS UMA VEZ CONTIGO É o que ainda estou pedindo... Implorando a tua consciência. É o que preciso pra não temer mais nada. Um momento de curtas palavras. Um instante de gentilezas, carícias e aconchego lento, suave e mais profundo. De poder se permitir fazer o que há tempos está guardado na alma e que agora pode sair. De voar de encontro aos teus segredos e fazer deles os meus. Nossos! De ser quem sempre quis: A mulher sob o olhar de admiração de meu homem. Esculpido e gravado em sua memória, com o seu sabor, cheiro e suor. Seu fôlego e sua vida por começar já tão tarde. Criando novas fantasias e tornando outras reais. De forma cúmplice e certa. Pra enfim ser Ela e não mais, só Eu. TÃO TUA Ainda que de forma igual Continuo tua menina Nesta espera intranqüila Te querendo muito mais que uma vida pode aguentar. Sonhando com teus lábios Com teu olhar pequeno me pedindo mais. E suas mãos desbravadoras, Me ascendendo como labaredas de fogo. É só vontade e mais que isto. É só desejo e tantos outros. Muitos mais famintos que os primeiros e sempre repetidos. Sou só eu. Tão tua... A FÉ QUE TENHO Me mantém aqui Entre todos Pacientemente Esperando Meu breve Depois.

À PROCURA Estou Do que chamam Amor Desesperada por Ele Procurando em todos os Lados Meu par perfeito Meu companheiro de tranças e brincadeiras. Meu outro jeito. Pra contar meus Segredos. SUA WENDY Sinto como se pudesse lhe devolver a vida. Ou talvez, seja o contrário Sou eu que preciso de você pra viver. Já perdi o controle de tudo Não sei mais o que é bom ou ruim. O que vou fazer me basta. Amá-lo até o fim. Nunca me esqueço que foi contigo que aprendi a voar, a dançar e a sorrir de verdade. Carrego comigo meu primeiro beijo. Seu também. E me despeço todas as noites desse meu lado infantil. Aquele que me permito ao seu lado. ALGO SEU PRA MIM O que isto significa é que posso esperar. Sua vez de me encontrar de novo. De quem sabe me querer pra valer. Vou deixar meus rastros pra ficar mais fácil. Enquanto isso percorro sozinha meu caminho. VESTIDO DE RENDA To com esse desejo. De passar a virada do ano com um vestido de renda branco. Vou comprar um! A vontade na verdade vai além de como me vejo neste momento. Tem a 'pessoa especial' do meu lado também. Desejo bobo! Sou assim... "NO PAIN, NO GAIN" "Sem dor, Sem ganho" Será a vida assim? Por isso este sofrimento. Onde ele pode me levar? O que vai me fazer ver? O que há do outro lado afinal? My future! O MEU SILENCIO É MELHOR QUE O TEU ACHO QUE NÃO RS

AMPULHETA Os dias passam numa velocidade alucinante. Não consigo acompanhar tudo que se transforma a minha volta. Tenho a sensação que estou me perdendo no meio desde caos. Que preciso de descanso, pro corpo, pra alma. E quando tudo parece confuso só consigo caminhar, numa tentativa de poder pensar e encontrar saídas. Me encontrar novamente. Só não quero perde este pôr-do-sol.Vou indo então. Ficando talvez. Eu não desisto de querer mudar. Lá fora igual e aqui dentro diferente. Tic: Cada dia vivido. Tac: Cada dia vivido. Tic tac: Cada dia vivido. LISTA DE QUERERES Um livro antigo ainda não lido. Um objeto passado de gerações que tenha um valor especial. Um fruto já maduro colhido no pé. Um sorriso novo de um desconhecido. Um obrigado inesperado e um por nada esperado. O Beijo... Aquele... Dele. Um lugar que seja simples e belo pra passar algumas horas admirando. Um pouquinho de tempo não contado pra não fazer nada, melhor que o agora. Um futuro que seja além dos meus sonhos presentes. O homem... Aquele... Ele. Um tanto de beijinhos e cheirinhos... Uma família não muito grande, receptiva, unida e brincalhona. Um grupo distinto de amigos escolhidos e amados. Um misto de curiosidade e ousadia pro desconhecido que vem. Uma saudade passageira pro que restou dos outros em mim. Um estar real na Glória com meus irmãos e com meu Deus. O seu olhar... Aquele... Você sabe! TUDO QUE TENHO DITO Que só você sabe o porquê. Penso que sim. Coleciono formas de te querer bem. Escrevo maneiras par te amar mais. Será possível? Quando o dia amanhece, ainda na cama meu pensamento vai ao teu encontro e volta com um sorriso nos meus lábios. Tudo que tenho te dito é pouco pro muito que sinto. Que sei que vou sentir. Quando a noite vem, eu me vejo no reflexo da lua e peço de novo pro meu bem querer. Pra que a tua felicidade seja a minha. O que o tempo faz com esse sentimento é eternizá-lo. Torná-lo parte inseparável de mim. Antes de regressarmos.

CONSELHO Tua carne te ensina, que pedir por mais, antes que o dia termine é fraqueza. Por isso, não ceda! Resista à fome do outro. Tome um pequeno gole que seja capaz de saciar-te. Calar teu desejo contido. E pare de culpá-lo por seus erros e por sua covardia. Pare de odiá-lo por ele não esquecê-la. Porque foi pra isto que o amor falou contigo. Acho que foi por isso que ele te escolheu. Por sua capacidade de chorar e perdoar novamente. Por sempre preferir ficar, mesmo quando já é tão tarde. Mesmo sabendo que ele não te quer menina. Fique! Continue esperando. É o que você tem escutado e dito pra si mesma. É o que você tem feito de todos esses dias. Sonhado todas essas noites. O QUE EU FAÇO? O que faço com todo esse tempo? Com toda essa vida? Com todo esse amor? Sabe que não sei E daí? Que se dane! Estou fora do meu juízo perfeito. Digamos que não sou mais eu. VERDADES A verdade por detrás daquilo que nos afugenta a alma. Numa conversa normal do dia a dia. Saindo do convencional. Na resposta daquela oração, quase de desistência. A verdade do outro lado do abismo ignorado. A razão quando digo que O AMO além de mim. Prossigo com estas certezas fracas e débeis: "A coisa mais importante da vida é amar... E em troca amado Ser." E não se pode fugir disto. A TUA MENINA Honra me a espera de ser sua. A ti presto meus amores O segredo que só tu conheces: Sou tua menina Guardiã dos teus desejos Sou os seus piores medos Que te desafiam e caem Como estrelas cadentes. Te ferindo a alma Por querer mais.

DEIXA ME EXPLICAR COMO EU TE AMO Cada dia, desde daquele dia tem sido pra ele. E esse pensamento sai de mim sangrando. Porque não posso mais Sei que não tem fim. Mas não quero morrer assim. Com a sua falta, Porque não me importa o seu nome, seu sexo, seu dinheiro, quem você diz ser no mundo. Eu amo o homem. O que ainda vejo e quero tocar. Eu amo o desejo de ser acordada com seus beijos. Amo essa imagem ainda separada, mas distinta. E amo até a dor que me torna humana agora. Com a parte de mim que me toma, dona, sua Com um bem querer gentil de menina Com um chamego doido de mulher Com meus dias indo pros teus. Com minhas gargalhadas soltas Com esse balanço gostoso Com a chuva que faz parte desta brincadeira Com a precária falta de palavras. Com sentido e cor Com beijinhos doces de amor Como num sonho em que não se quer acordar Com tanto a se declarar. Moço eu te amo. Amo. Rs. Amo. AMORES INCONFESSÁVEIS Eis me aqui, totalmente sua... Sua menina, E você é simplesmente o Amado de minha Alma E o sol que brilha em mim vem de ti. A lua que me enfeita chega quando lembro dos teus olhos. Ela ontem me disse o que já sabia: Veio pra mim e me tornou Sua mulher, Sou sua amada adorada. De que sou sua rosa, bem cuidada. Quero te pertencer e ser pra você tudo, O mais importante. Ou apenas o que já és no meu mundo: Meu ar, minha luz, meus sorrisos, minhas lágrimas e o meu coração. Te trago além das lembranças. Como marca tatuada na carne Início de um precipício. Árvore antiga que não pode ser derrubada. Rocha inabalável que existe a eras. Faça-me parte do teu novo começo. Um que não precisa ser contado pelo tempo. Nem reajustado ao que os demais esperam de nós. Sejamos loucos, apaixonados, amantes. Donos do nosso destino!

UM DIA A menina acordou do seu sonho. Despertou as 16:00 horas de uma Terça-feira. Descobriu-se no calor de outro ser. No tempo que a regula voltou só com aquilo que poderia carregar: Suas lembranças! Que hoje a balançam sem pressa. SOU EU TUA MÚSICA Tua melodia alegre Teu dia novo Teu sorriso despercebido Teu instinto faminto e Tua falta de juízo METADE DE UMA VIDA É o que espero nestes dias de garoa fina. Cheguei até aqui... Preciso continuar. E digo pra vida: WHEN YOU FIND ME! Digo pro acaso que estou aqui: prontinha pra mais. VERGONHA Por que na hora não tive nenhuma? Acho que por estar com ele. Controle... Por que não tive nenhum? Acho que por ter desejado demais. A consciência tá gritando agora que no fundo o que ofereci foi: Liberdade, momentos... Oportunidade! Que soube aproveitar, e disto não faço mau juízo. Quis também e simplesmente me entreguei. A esta curiosidade faminta E a tudo que de mais animal em mim existia. QUEM NÃO QUISER SOFRER, QUE SE ISOLE! Não me arrependo do que fiz. Mas, este silêncio começa a me desestabilizar E ficar sozinha nas minhas escolhas tem sido difícil. Perdi coisas importantes dentro do meu julgamento. E mesmo assim faria tudo outra vez. ESTRELAS Só as vejo contigo... Só sonho contigo... Olhando pro céus que virão DE GRAÇA ME DEU O QUE QUERIA. AGORA TENHO QUE PAGAR.

MAIS AGUA Da chuva pra me lavar. Preciso de muita... Do barulho do vento... Encolhida sossego meus desejos. Até que venha o sol. IDEOLOGIA Qual será a minha? Medindo a ação, Controlando o tempo das escolhas, Ou observando os sentidos... Quem me conhece sabe muito bem que não sou o que digo Não porque minto. A questão é que prefiro conhecer! MEXE COM QUEM TA QUIETO Alguém vai sair machucado desta história. To sentindo isto. Prevendo que pode ser eu... E só há uma saída pra esta equação: Revidar! Ou procurar outro, Que também queira lutar. Sair deste aquecimento... Do: zero a zero... Partir pro: um a um. Se for preciso ir a nocaute E começar tudo outra vez. SABE O QUE FAÇO QUANDO VOCÊ DORME? Viro anjo. E vou pro seus braços. Na próxima Lua estive te observando. Enquanto os astros caiam Fui tantas, fiz tantas travessuras. Tantas... Nada de ficar aí parado, já sabe meu segredo. Preciso de você pra viver! Pra ser! Quero te ter até que o tempo acabe com minha juventude. E os céus desabem em lágrimas sobre mim Me lavar de você. Em você. Sou teu anjo. Sua... Até que te baste! E que nunca baste! Quero muito mais, mas aceito o que me oferece garoto Abro minhas mãos. Antes que o dia termine. Já sabe, estou aqui. Pronta pra te receber e converter: Meu. Uh. Todo meu!

ESCRITO NAS ESTRELAS Posso dormir acordada? Descobri que sim. Descobri que não existe história de vencidos. Descobri que não sou míope. Vejo além dos outros. Sonho, invento... Imagino. Penso. Não desisto. Creio... Que não existe um fim. Nem este aqui. Dou sempre uma segunda chance ao acaso. Nasço. Improviso e me desfaço. Até que o mundo também possa me escutar. Meu canto. Meu pranto. Meu amor. A VIDA É TAO RARA Alguém que já não vejo me disse isto Agora percebo sua razão O trem passa rápido que nem vemos Temos uma só chance pra pegá-lo e sermos tudo Que nossos sonhos diziam Caçando cometas e contemplando rosas Sentindo os gostos incomuns e estranhos Retendo na retina tudo que fica dos outros em nós E dessas perdas abrindo mão de sermos arrogantes, Fiéis de mais Adentrando, pedindo e nunca invadindo Arrancando cheiros, beijos, novos desejos Prestes e prontos pra serem satisfeitos Sem obstáculos, medos Na melodia que nos embala Na dança imprópria de menina travessa No despertar que acorda a alma Pro que de melhor ela pode viver aqui nesta terra pequena de imagens e personagens tão grandes Com muito mais pra ser dito e pensado Com muito mais pra ser vivido de cada um Que não sejam despedidas, mas recomeços Sóis novos, verões chuvosos Amores conhecidos Doados e recebidos! AMAR A VIDA Estou carecendo desta lição Apreendida sozinha e compartilhada todo dia Quando o vejo sorrir e fico feliz junto Sendo tua lua num sol intenso

TOQUE Sinto uma coisa diferente quando me toca. É algo especial, que não sei explicar com palavras. Uma sensação doce, quente e forte. Que fica comigo muito tempo depois que vai. E que me faz perder uma noite de sono... Ganhar outras, com mais cuidado. Você me arrepia os sentidos com seu jeito constrangedor Naquele silêncio consentido Ainda quando meus cachos molhados tocam tua pele. E teus lábios vistoriam minhas pintinhas favoritas. Quando somos corpos, almas e puro gozo. No silêncio conhecido dos teus segredos Me fiz casta Tornei-me mulher. SONHANDO COM SIÃO Ontem a batalha foi dura. A carne derrotada pediu pra existir apenas. O espírito exprimido ainda gritou baixinho. E quando já não mais o medo tinha razão de ser. Pra me ajudar a acordar; Me levar a sonhar com Sião. Voltar às origens do que sou. Escuto, e não durmo pra não perder a última condução. Atenciosamente, Um ser humano Agora filho de deus EU AMO Por que eu amo as suas mentiras? Já cansei de me perguntar... Por que continuo esperando? Já cansei de me questionar... Até quando? Não dá mais. No sonho ou pesadelo da minha mãe estou presa numa árvore. De braços amarrados. Com uma grande caixa de vidro prendendo meus pés. E pra piorar a situação ainda tem um enxame de abelhas que começam a me picar... E eu me questiono se isso não é o AMOR VICIANTE que queria tanto. Aquele que prende. Que te mata aos poucos. Rs... Estou aqui e gosto de saber que sinto-me VIVA. Pensei isso ontem... Como agradeço fazer parte deste caos humano. De poder sentir nesta carne todos os desejos que ainda tenho. Vou além... Grata por estar aqui dividindo e compartilhando. Sempre até, pra não perder o costume.

SUJA Estou me sentindo meu assim hoje SUJA, de mim! Do que li! Do que pertence ao outro! Desde mundo que não cabe em minhas mãos. Do que não poderia mudar a tempo. De ter que dormir com esta sensação na boca. Não posso mais. Por hoje foi isso PERDA Seriam minhas lágrimas também. Posso compartilhar de sua dor... Porque já imaginei um mundo sem ele. Seria muito difícil... Quase insuportável. Eu morreria junto de certa forma. Não pertenceria mais a este mundo absurdo. Demoraria a encontrar a medida de graça nas coisas. Demoraria pra voltar... A respirar. A estar com outros. Agora essa imagem não existe. Não aceito essa PERDA. Não terão chamais o meu consentimento. Que o destino me perdoe. Já que foi tudo coincidência mesmo. Que dure assim. QUANDO Quando foi que eu aprendi a te amar assim? Quando? Quando esta espera se tornou o meu mundo. Mais pequeno que o de costume. Tão incerto, caprichoso e rabiscado. No meio de oceano que não te pertence, Eu prometo que vou te esperar... Nunca seria o fim... A aproximação me marcou a um tempo esquecido, Guardado só no meu coração. Uma brasa viva que queima agora. Sutil, doce, meigo, estupidamente tremendo... Meus dias sem você EU VIVO SONHANDO Também estou esperado o pôr-do-sol companheiro do tempo, Também vivo 'sonhando com esta Justiça, que não falha'. Não feita mais pelas minhas pequenas mãos. O dia pra contemplar. A simplicidade do ser reinar.

EU SEI Eu sei que não me ama. Sei que não me quer. Sei e continuo com este sentimento aqui dentro. Continuo te amando. Por Deus... Continuo aqui... Gritando. E que ao menos o mundo saiba. Porque não escolhi de querer assim. Tanto que dói, sangra e me mata. Tanto que choro... Minhas lágrimas sempre foram tuas. Eu também. Não posso ser de outro. Não com você aqui dentro do meu coração. Terei que arrancá-lo... Não sei se posso. Mas, preciso muito... Eu preciso que entenda. Que responda. Que me deixe viver. Sei que não esta em tuas mãos. Sei que não pode retribuir como desejo. Sei que não podemos ficar juntos. E por que saber não adianta? Não resolve. Porque você existe... Porque estou refém. Porque não consigo ver além. Tão longe que eu também não existisse mais. Sabe por quê? É porque EU ... NÃO VÃO Não vão me roubar o tempo, Nem conseguir retirar minhas ilusões derradeiras, De servir... Contemplar o nosso por vir. NÃO VÃO... Me tirar de você. Creio que não. De um querer. A imagem produzida no sonho reafirma, Sozinha diz muito mais. REGALO Quero se o teu regalo mais grande. Ouvir os teus passos, Deixar a porta aberta pra eles. Me apertar nos seus braços. Encontrar neles meus brinquedos favoritos. Rs...

ONDE EU PODERIA ENCONTRÁ-LO Sei bem onde não vou achá-lo: Ele não vive no seu silêncio, Ele não está nas suas frases comedidas, Ele não é o seu vício da carne alheia, Nem o seu olhar crítico. Não se expressa com elogios e gracejos. E não sobrevive nesta pausa. Nesta falta. Onde então eu poderia encontrá-lo? Creio que além de mim. No seu sorriso cúmplice. No seu gentil modo de me completar. Quando antecipa meus movimentos. E mesmo com a distância dos corpos ainda me deseja. Quando consegue respeitar e esperar meu tempo. Quando age, cuida e me alimenta a alma. Quando estar perto é encontrar o seu lugar no mundo. Quando está aqui. Quando um 'OI' faz diferença pra mim... Não é como os outros, pois é seu. Atribuído de valor por lhe pertencer. Quando borboletas voam no meu estômago E minhas mãos suam... Quando me falta o ar e as palavras. Quando preciso te escutar, apenas estar... Tem sido assim meus encontros fortuitos com o amor. É assim que ele tem me arrebatado os sentidos. É assim que sei que estou amando. E que o amor está em mim. POSSO? Certezas? Nenhuma. Dúvidas? Algumas. Mas, posso estar contigo? Posso? Sendo complicada... Posso? Ao menos Deixar... As minhas certezas e dúvidas Reféns. Das suas.

AMOR NÃO CORRESPONDIDO Já tem um tempinho que te contemplo assim, Perdida em mim, Vendo tudo colorido... Parada no tempo... Absorvendo meus medos de te amar Como realmente és. Eu sei que é ridículo Te desejar sozinha Mas, esta é minha sina. De olhar pro destino E me imaginar nele ao seu lado Sem pausas pro contrário. De declamar meu amor calado E aliviar meu coração Que te escolheu primeiro. De ser como criança emburrada Nessa ilusão secreta. De um amor não correspondido... MARAVILHOSO Pensava que dias de chuva acalmariam minha alma. Descobri que tenho mais valor sob estes sóis intensos. Percebi o que já sabia: O que de mim ficou agora enterro. Antes que ele retorne. Tão rápido, que me cega sempre. Querê-lo é assim... Doloroso... Maravilhoso. E esse coração acelerado... Um tambor que me entrega. Canta que a borboleta está saindo do casulo. E já era hora. De aprender a voar. Correr riscos. Amar. ECOS DE MIM Seus ecos Ecoam em mim. De mim Dizem muito mais. O que não vou ser ao seu lado. Pelo que já foi me dado. O que tornou-se raro. Faço uma aposta com o tempo De deixar você ganhar. De deixar você me usar, Tão bem quanto eu queira. E usufruir de graça o que de mim te dou.

ESTOU AQUI Acordei assim, e nem sei por quê. Mas, é bom... Com um olhar de criança, De alguma forma, com menos soberba, preconceitos e vícios. Ainda assim jogada no futuro que não me pertence. Tanto de mim que se revela aqui. Tanto que não mostro com receio de chocar. Sentimentos que me entregam. E minhas lágrimas contidas. Essas ainda me acalentam, Pra depois me arrancarem sorrisos forçados. Aqui não consigo mentir. Sou eu... Buscando sempre. Se ao menos soubesse o que? Mas, é esta curiosidade que me move. Nela estão minhas 'caras' reações. Meus tímidos Sim. Meus preciosos NÃO. Estes são importantes porque foram bem pensados. Pensei em descrever uma vida. No caso: a minha. Só que não posso. Às vezes, nem ela me pertence. Tudo se torna insólito e inconstante. E depois volta a calmaria, a sua tranqüila rotina. Penso nas vidas que poderia ter tido. Nos romances, nas lutas, nos sofrimentos. Imagino tudo... E essa falta do que não vivi, dói. Me recarrego nesta perda de mim. Se é que isto é possível. Quero começar o meu dia diferente. Estou aqui neste mundo pra ser muitas... Cada uma contemplando um estar distinto. Cada uma disposta a fazer mais um amigo. E em todas querendo me doar, viver e amar. ESTOU AQUI Meus fantasmas me chamam de bonequinha de luxo. Meus amigos de Rouxinol Lunar. Ao destino fica o AQUI, que não me cabe. Nele ESTOU. Na mesma medida investida. Ao ataque arbitrário e inóspito do outro. Vigiando com olhos de garça. Sangrando... Nesta triste espera. Coberta de idéias velhas que não abro mão. Me desnudando a frente. Em seus olhos!

AGORA É A SUA VEZ De dizer afinal tudo que pensa. Sem esconder o jogo. Sem os disfarces que usa. Com outro nome. Um que não me lembre suas mentiras. Suas armadilhas. Agora é a sua vez De mostrar ao mundo a que veio. De cortar o mal feito... Não diga que não esperava isto de mim. Não diga que não sabia que viria. Não diga que não me queria por perto. Por que vim, Estive sim, Mas, não espero mais. SEU EU SE PERDE NO MEU Com paciência me segura. Não me perca na esquina. Me vigia de madrugada. Não permita que eu saia de casa. Nem que eu vá muito longe. Faz isto o tempo todo com receio que eu estrague fácil. Com prazo de validade, Com temor do acaso, De minha juventude febril Mas, enquanto faz tudo isto Seu eu se perde no meu Se esquece de si. E em segundos... Roubo seu rosto. MUITO? POUCO? O que isto me sugere? Muita coisa calada. Muita espera. Muitos suspiros. Muito que chega, nunca basta... Pouco de um toque que não alcança... Que é preso de um olhar vidrado... Quando fecho os olhos, Estou segura!

NO CONTROLE Eu controlo a tua solidão... Quando me perco em tuas mãos. Agora frias. Controlo os dias de chuva... Quando nos tornamos estranhos. Não me olho, pra não virar estátua de sal. Mas, na medida em que vou ganhando distância dos teus braços os dias ficam cinza. Sei que o fim não pode ser dito. Ainda não... Estou no controle. E não mais meu coração. Enquanto esta medida não dita se aproxima. Ganhando formas absurdas. Caminho... GOSTO DE ESTAR ASSIM Intimidade se faz quando a procura acha respostas no outro. Quando compartilhar não é abrir mão. Mas, deixar pra lá... A tempo de fazer as pazes. Cedendo carinhos... Reconhecer que perder, às vezes é se livrar dos julgamentos da solidão. Não quero um prato cheio. Estou à espera de uma melodia única. Feita pra mim. Existe lá fora. No tic tac opressido. Existe nos meus 'amigos' lidos. E no objeto amado. FELINA Me preparo para esses dias secos. Com paciência de felina. Com vontade na alma de dar menos sorrisos. Me pinto e recrio o tempo todo. 'Moleca' no compasso de um tango. Aproveitando o ser raro neles. Tímida ainda com algumas abordagens, Finjo. Fujo. Desminto. É assim que Vivo. No depois... INFÂNCIA Felizmente a minha não se perdeu dentro de mim. Ainda de olhos fechados contemplo a menina. Trago-a agora pra florear. Pra ousar no que não pode ser dito. E buscar na alma que seja, um alento mais forte. Que esse mundo ainda não me mostrou direito.

DO QUE MAIS VOCÊ GOSTA? No diálogo criado. Ele me perguntou: _Do que mais você gosta? Respondi: _ Do barulho da chuva... Silenciosa. De dormir... Me encolher do mundo na minha cama pequena . Do sorriso do meu sobrinho postiço, do Guigui. Do cafuné da minha mãe. Raros agora. De olhar pra Lua e pensar nele. De saber que Ela tá cheia... Eu to minguante. De poesia recolhida e colhida diariamente. De novos olhares curiosos. Do escuro que me revela. E que fala comigo Me traz a memória que é tempo de acordar. Mas, eu continuo me espreguiçando como gata. Buscando cheirinhos... Gosto desta indecisão que me marca. E me aproxima dos outros. De dizer pro ridículo: 'tosco'. De me ver do mesmo modo. De saber que mesmo 'presa'. Posso... Não! Sou livre. Liberdade feita que me faz olhar pela janela. Ser Diotima. E estar sempre nela. FÁCIL? Quem disse que seria? Ou não te avisaram? Desculpe... Acho que não! Não te falaram Que teria... Que seria... Que morreria. E que algum dia Cairia Que pena. Rs... Então não te mostraram a vida. PEQUENININHO "É de pequeno que se torce o pepino?" Que começam a te dizer o que é certo e o que é errado. O que pode e o que não pode. Que te ensinam a disfarçar os seus medos. A não magoar os outros. PENSO QUE Penso que um sonho assim não é mau. Só preciso que escute o meu coração. Que o seu desassossego vire o meu De estar do teu lado Garoto. Deste jeito.

CÉU DE CHUVA Caído no fim da tarde O bem-te-vi anunciou Que seria um céu de chuva. E recolhida em minhas dores Lavei minha alma nestas águas tristes. Ergui meu olhar adiante. E o calor do Sol que restava Trouxe um Bem maior Despi-me do meu orgulho Despi-me dos meus preconceitos Só que a roca do mundo gira a passos que os meus pés não suportam... A verdade pediu pra si revelar e descobrir com ela minhas crias. Em silêncio tire-o da cabeça. E a tarefa agora é de fazer o mesmo ao coração. Enterrá-lo aqui dentro não serve, já que os ossos ganham carne e vida denovo. Preciso Queimá-lo aos poucos pra não morrer junto. Preciso jogar as cinzas que restarem num lugar que não possa mais encontrar. Bem que o bem-ti-vi me avisou que não seria fácil esquecê-lo. O que ele não me disse é que eu teria que aprender a não amar no sangue. A não amar de forma viciante. Amor que deixa marcas é mais difícil de queimar. Se não tomamos cuidado o fogo nos consome. E o insatisfeito desejo nos tortura. Não espero mais ganhar. Longe do que não tive, Nem toquei, Sei que um Bem maior me espera. É pena não poder vê-lo ainda. Porque isto me daria forças... Peço então só mais uma vez... Por mais um Céu de Chuva, Para que o Bem-te-vi continue cantando... E eu o Receba Desta vez, inteira. BONECA DE PANO Amo tapioca quente, aipim, pequi. Arrastar meus 'r' por aí. Manga do pé, colhida no tempo Dormir de tarde e ver a hora passar Conversa a toa sem sentido no fim da tarde Escrita rebuscada de alguém. Pop rock, blues, moda antiga de viola Meu cristo nazareno Minhas meninas de casa (mama, sorella) Meus tipos construídos Meus amigos, solitários como eu Meus livros ou primeiros filhos Meus devaneios bobos Aguardar o meu 'esperado' amorzinho. O BEIJO AO MEU PRIMEIRO... E ÚLTIMO... SÓ OUTRO SONHO

TENTAR Estou sangrando. Partida Sem chão. E mesmo sem você do meu lado Tenho que tentar. Por elas Por mim. Por nós. Por que o mundo tem que ser deste jeito? Por que essa dor parece só minha? Não consigo falar o que sinto. Não consigo medir estas perdas. E lá fora o caos me sufoca. A pessoa que mais amo está morrendo. E eu com ela. Às vezes queria fugir de tudo isto. Mas tenho que tentar. Lutar do jeito que posso. Tentar pra não desistir. Tentar pra olhar pro amanhã. Tentar pra não chorar de novo. Tentar... Tentar... PROMETO Você pode caminhar sozinho Basta tentar. Estarei do seu lado Prometo não deixá-lo cair. Pode contar com meus pés, meus olhos, comigo. Pode voltar a ser o mesmo homem. Pode voltar a sonhar. Prometo dividir seu medos, convertê-los, e tirá-los. Ser sua luz nesta escuridão. Ser o seu posto de calmaria nesta tempestade. Ser tua até que se canse, que não te baste. E secar tuas lágrimas no meu rosto, Com beijos, convertendo sua dor em desejo. Um que não passe. ELES GOSTAM De serem escravos, De serem usados. Elas, muito mais de dominá-los, De subjugá-los. Creiam! Eles pedem por isso E desta forma se sentem vivos Os dois.

VERGONHA NA CARA? Não tenho nenhuma. Oro e desejo juntos. Peço e rejeito. Provoco e recuso. Abuso. Mas, o que fazer? Me esconder? Me alienar de você? O que? Não existe fórmulas prontas Pra esta falta de jeito passar De mim pra ele. Do ocorrido ser ido. Estou ao menos descendo do muro A porta está se abrindo E o ar não viciado entrando aos poucos. Digo mais uma vez pra afirmar em mim: Recomeço PRA SEMPRE Tem sentimentos que duram isto. São marcas invisíveis que carregamos. Estas cicatrizes de guerra forjaram o que somos. Pessoas e lugares tombados por nós. Grandes companhias... Memoráveis partidas... Um pôr-do-sol diferente do outro. Por que temos ao outro. Meus amigos sabem que tenho essa necessidade de estar sozinha. O que eles não sabem. É que são parte desta solidão. Que já estão comigo no meu curto silêncio. Esse respeito nutre nosso futuro. Me faz desfazer as malas da fuga... Voltar ao convívio. Ser-lhes grata. CORAÇÃO PARTIDO Achamos que é o fim Quando ele se parte Levando nossos planos Descobri que não. Não é o fim. Com medo de olhar o novo Percebi algo surpreendente. Que estar sozinha Também é bom.

A LAGARTA SENTI ENQUANTO A BORBOLETA VOA. Eu me lembro de tudo. Como se fossem espinhos em minha pele. Já em carne viva. Lembro-me do primeiro olhar. De um timbre único. Do feitiço de suas mãos. Não me esqueci dos detalhes. Nem do seu rosto, suas preocupações, seu silêncio. Está tudo aqui comigo. Pronto pra explodir. Martelando num ritmo alheio. Latente... Forte demais pra mim. Como agüento? Já não suporto mais os números conhecidos... E esse amor que se realiza sozinho nos livros. A vida exige. Prova-me. Requerem de mim escolhas. Quando as tomo tudo foge... Escapa. Sou incapaz de domá-lo. É o poder que tem sobre mim. O que não estão preparados pra ouvir. Cem verdades por uma. Não posso dormir. Agora que acordei. Sentindo.............. CALOR Sinto este calor. Sua chama azul. Sua violência Sentencia-me. Consinto. Sinto seu ser próximo. Quero dançar. Ser levada por teus passos. Ainda neles conquistar os meus. NA DÚVIDA Se recuse a dar crédito. De valor ao que não alcançou sua atenção. Ao que não faz parte da sua rotina. Na vicissitude e carência. Não deixe de desejar o diferente. Ele espera isto de você.

LEMBRANÇAS REAIS Lembranças queridas. Guardadas no coração. Histórias refeitas na memória. Que não se perdem. Vidas recriadas... Personagens e seus sonhos. É perfeito te imaginar assim. Num cavalo branco... Um príncipe com cara de anjo. Mas, é só mais um Sonho garoto. Uma lembrança que não existe. A verdadeira é segredo. É a realidade que te fez homem... Meu herói não morreu. Resolvi aceitá-lo como é. PERNAS Gosto das minhas. Sabia? Gosto quando elas ganham espaço... Brincam molecas, traiçoeiras e desengonçadas. Exigentes de mãos maiores quem sabe? A elas dou mais carne... Rs... O valor atribuído é meu. Minhas pernas são somente parte. Embora o todo não fique com ciúmes. Confesso que o resto também me agrada bastante. Rs...

MAIS DE MIM Ontem foi assim. Encolhida, Colhida, Ida, Hoje está sendo. Melhor. VIDA/ MORTE Uma questão de escolhas. De entender a tempo o que é preciso. Necessário pra gerar mudanças. Retardando a morte dos sentidos. Admirando o infinito concebido Pelo criador.

OLHAR Olhar meu alvo. Ainda que mira dele. De mim o que restou não te pertence. Vou... Longe... Volto... Sua... CORAÇÃO DE PEQUENA MULHER Um coração pequeno. Vermelho. Com asas de anjo e rosto de Mulher. Ela em mim sou EU agora. Indo ao teu encontro. Por isso... Peço por favor, Menos sabedoria comum. Menos arrogância. Menos desejos insatisfeitos. Menos, que se transforme em MAIS... UMA PEDRA Uma pedra forte, Fechada E parada. Abrindo... Descobrindo. O conhecido. Pertencendo. Sendo... Mais humana. PALHAÇO Ele guardava segredos Brincava com nossos sonhos. Imitava a vida Para ganhar sorrisos Enquanto chorava por dentro. Era palhaço por fora... Criança aqui dentro. LADOS OPOSTOS Estávamos assim. Cada qual do seu lado. Em lados opostos. Vendo com quatro olhos, em vez de dois. Em direções contrárias. Até que não pude mais dormir e acordar assim. Até que enfim, desisti.

NO MAR Vou lavar meu coração nas águas do mar. Vou secá-lo a tempo. De encontrar um novo amor. PELA JANELA. Meu olhar pela janela hoje foi esperançoso. Consegui ver adiante... Não sei como será logo mais. Mas, creio que posso confiar! A tempestade enfim está cedendo. RS Riram de mim e não comigo Comeram na minha frente e não me ofereceram Foram e não me convidaram. O fizeram e eu não fui Estão parando de insistir Eu de me incomodar. CELEBRAREI Celebrarei esta melodia possessiva Celebrarei com graça o começo deste filme Celebrarei a passagem dos anos pelo rosto Celebrarei os desencontros que a vida me roubou Celebrarei o ‘menino’ que não chegou e deixou saudades. Ficando... Celebrarei meu breve ‘estar’. Achando... PULSO FIRME Agarrada ao laço Com pouco nas mãos Ofereci até o que não tinha Minhas juras... Seu pulso firme Determinou meu destino Agora na sua garupa. ENQUANTO DORMIMOS Estou tentando alcançar o céu. Mas, só toquei você Nesta noite. Epa. Já é Dia. Deixo-o de lado Pra buscar as Estrelas. Elas me entendem melhor. Cochicham no meu ouvido que devo voltar. Obedeço pra não ficar doente, Enquanto dormimos

CÉU DE CHUVA Caído no fim da tarde O bem-te-vi anunciou Que seria um céu de chuva E recolhida em minhas dores Lavei minha alma nestas águas tristes. Ergui meu olhar adiante E o calor do Sol que restava Trouxe um Bem maior Despi-me do meu orgulho Despi-me dos meus preconceitos Só que a roca do mundo gira a passos que os meus pés não suportam... A verdade pediu pra si revelar e descobrir com ela minhas crias. Em silêncio tire-o da cabeça. E a tarefa agora é de fazer o mesmo ao coração. Enterrá-lo aqui dentro não serve, já que os ossos ganham carne e vida denovo. Preciso Queimá-lo aos poucos pra não morrer junto. Preciso jogar as cinzas que restarem num lugar que não possa mais encontrar. Bem que o bem-ti-vi me avisou que não seria fácil esquecê-lo. O que ele não me disse é que eu teria que aprender a não amar no sangue. A não amar de forma viciante. Amor que deixa marcas é mais difícil de queimar. Se não tomamos cuidado o fogo nos consome. E o insatisfeito desejo nos tortura. Não espero mais ganhar. Longe do que não tive, Nem toquei, Sei que um Bem maior me espera. É pena não poder vê-lo ainda. Porque isto me daria forças... Peço então só mais uma vez... Por mais um Céu de Chuva, Para que o Bem-te-vi continue cantando... E eu o Receba Desta vez, inteira. NO SEU COLO Um beijinho gostoso Doce com sabor de mel sobre o morango Um cheirinho apertado nos seus braços Bem quentinho pra me aquecer Quero estar assim com você Menina travessa no seu colo. Pedindo mais. Recebendo com alegria seus famintos desejos. Abusando, me esfregando, te pondo ao limite Garoto. Rs... Fazendo de conta que o resto já não importa enquanto você me carrega E Me Ama Toda.

NUNCA MAIS Seus braços. Seu sorriso. Seu olhar NUNCA MAIS Meus braços. Meu sorriso. Meu olhar. NUNCA MAIS É tempo demais Não acha? Então... Seus braços nos meus. Do meu sorriso pro seu. E nossos olhares. Somos assim MAIS NUNCA Almas que se querem a distância. Que se doam a tempo de compartilhar mais. De Provar mais. SEM TER O QUE DIZER Segure em minhas mãos Me de tempo Não pergunte por que? Só fique... Até que tudo passe E eu possa te agradecer como se deve Te dar o meu carinho. DESCANSO Só estou descansando Enquanto não volta Cuidado! Pra não encontrar outro em seu lugar Cuidado! Sou paciente, mas nem tanto. SABIA Sabia que o que me disseram era mentira. Você viver sem mim? Que engano maravilhoso isto seria. Se eu pudesse viver sem você. Mas me tem na mão A mesma mão que te toco Alimenta meu sorriso Dele faz o seu É meu menino Simplesmente meu.

INGRENAGEM O mundo PAROU Bastou me pegar de jeito Naquele Beijo. Que as máquinas de concreto voltem a funcionar Uma certeza eu tenho Não te largo mais. Na DÚVIDA Te pego de novo. AMOR Que chegue suave assim. Que fique de vez Que comece e termine o dia Que me faça dormir sem pesadelos Que me tenha com selo Com graça de se querer bem DESEJO É assim que você me queria. Cheia de DESEJO Era assim que eu ficava. E onde estão as suas garras? Dentro de mim. Na mulher em mim. SOB OS OMBROS Um peso que não posso mais sozinha carregar. Você colocou ele aqui. Faça-me o favor de tirar. TESOUROS Já enterrei tesouros Já cavei muito fundo nestas dores. Já revelei segredos Já fui caça... De certo alguém. Mas nunca me dei tanto como agora. CLARIDADE Eita idade avançada Que me remete a tua CLARIDADE. Do outro lado a luz que me invade Vem adormecida. Vem sem jeito Desapercebida espero. RECEBO

CRIANDO Sozinha eu danço Crio Brinco Invento amores Desminto Aborto idéias Concretas Me perco Em ilusões Na sombra clara da luz PRESA POR QUANTO TEMPO? O que você não quer Não vou te obrigar a me dar To pedindo faz tempo Pra me desamarrar Mas você tem medo Deu avançar... Tem medo do que eu possa fazer contigo... TANGO É assim que me conduz MARCADO! TROCADO? ENROSCADO. Esse é o nosso Tango É assim que gosto de ir. SILÊNCIO Nossa! Como você me salvou De falar a verdade De magoar os outros LÚDICO Tem algo assim em mim De belo e feio De amistoso e bélico De confundido e certo Algo que me aproxima a tempo de se afastar Algo que exige o meu não Que silencia o meu sim. Um abismo... Um paraíso... Um momento que tardou Uma espera precipitada Diálogos curtos Olhares suspirosos... Tanto de um fôlego Pouco de mim Não traduzido

ARDENDO Ardente desejo Distinto Como vinho tinto Concentrado em minhas veias Devoradoras Um cálice de êxtase te ofereço Ao preço pago de tua escrava E voluntária paixão TUDO QUE EU QUERIA Era ter você aqui. Pra sorrir E cantar Ainda te amo. Pros seus braços vôo sempre Menina Numa tarde que não passa Fui tua de tantas maneiras Tomadas e dadas Mordo os lábios e contenho esses gozos De uns sabores indecifráveis Que explodem em mim. TROPEÇO Tropeços esquisitos Esses que a vida Nos dá. Peço pra evitá-los Ainda que eles me ajudem a crescer As quedas doem. Deixam vergões arroxeados Que custam a passar. E quando me levanto Penso... Nos outros em volta. Com a cabeça baixa de vergonha. Ao cochicho inimigo do "eu avisei" E daí? O tombo foi meu. Eu que aprenda com eles Ou que volte a cair. ELE ME QUERIA. OH PRETÉRITO IMPERFEITO QUE ME MATA.

PERDÃO Se te fiz voltar. Opaco Sem brilho pra mim. Pensava que seu coração fosse mais forte. Pensava que minhas lágrimas não te convenceriam. Que 'bom' que errei... Não enxerga minha querida Que eu sou o teu passado Que de mim não restou nada Além deste perdão. Não sou o mesmo! Nem eu a mesma Agora que seus braços estão sem vida. E de que deles não posso buscar mais nada. Perdão... Se ainda não encontrei forças pra me afastar É que nesta perda ainda existo! O QUE A LUA NÃO ME DEU Pedi pra não roubar. Mas quase sempre implorei. De tuas respostas Fiz as minhas 'Plagiei' Confesso. Mas é por que ela me inspirava Exercendo um poder permitido Quando entreguei-lhe meus amores. Minhas dores... Ilusões básicas desta existência. Quando a fiz minha amiga. A mais 'cara' E distante. CASTA O que queres que eu te faça Menina tão casta? Queres ser princesa no meu castelo? Queres a lua como anel em teus dedos? Queres que não retenha teus sonhos? Mas que possa contigo criá-los? Conta-me então tuas estórias. Toca-me com elas E me fazes dormir ... Como nos braços de minha mãe.

CARAS NEGRAS De intenso frisson De colado sabor Quentes na noite Marcadas Ao alcance de minhas sensações Imagens que não detenho Mas que tem valor Porque sinto SABE QUANDO? Sabe quando vou abrir mão de dizer o que penso? Quando você desistir de ser o que é. Quando tuas escolhas forem suas. Não uma imposição de seus senhores. Quando amar de verdade, O fizer sofrer pelo que amas. Quando puder me olhar nos olhos Sem medo, mesmo que aos prantos. Quando não desejares que o tempo passe mais rápido. Quando você fizer o que tiver que ser feito Mesmo que isso lhe doa. Preciso que seja esta pessoa! Não aquela que imagino. Mas a que pensou um dia. PONTE SECRETA PARA OS TEUS OLHOS Vou achar em mim este lugar. Percorrê-lo até o fim Solitária No absurdo que são as coisas Passageiras Encontrar meu caminho Numa jornada curta De percepções E feito esta meu destino? Não sei. Sei que as curvas Me turvam Me embaralham as vistas Sei que não posso reduzir Meus passos Nem perder o foco. Descansar é um luxo que não tenho. Se me esperam do outro lado? Torço que sim. É por isto que ando

NÃO HAVERÁ AMANHÃ Enquanto seres humanos se armam. Fraudam a si mesmos Enquanto usam máscaras de convivência Enquanto abrem mão de serem verdadeiros E se obrigam ainda a discutir questões Impor ao outro suas opiniões Existe uma justiça não cega É nisto que acredito! No por vir livre dos desejos primários Dotado de consciência Os homens não mais como espectadores ou atores Os futuros seres humanos serão plenos. Luminosos. Essa visão me enche a boca. Me alimenta a alma cansada E me mantém viva. JUNTOS/SEPARADOS No nosso melhor: Fizemos juras Contamos estrelas Brincamos com os animais nas nuvens E era gostoso estarmos juntos. No nosso pior: Nenhuma distância era suficiente Eu queria falar E você já não ouvia mais Cada um do seu lado Separados. COMO? Como posso tirá-lo do meu coração? Como? Como? ... Como? ... Como posso? Como? ... Um rosto que não sai Jás numa memória Esquecida Uma lembrança e uma tímida certeza Já o conhecia! Como posso então, tirá-lo do meu coração? Como? ... "se ele já era, antes deu ser"

Declarações
Se a Borboleta falasse

AGORA SOU SÓ EU Aqui. Te dizendo tudo que sempre quis. Te contando meus desejos e anseios. Quase todos inspirados na sua pessoa. Distinta dos demais é meu objeto obscuro de desejo. Aquele que digo: o amado de minha alma. Você não pediu pra ser. Simplesmente é. Ele. Meu aqui! É o produto de um amor impossível que exige mais de mim. Não penso sobre isto. Vivo e sinto apenas. Todos os dias. E reconheço através do seu nome. De alguma forma tatuado em mim. Se fosse algo externo, na pele quem sabe, talvez conseguisse tira-lo de mim. Mas, suas raízes são profundas. Sei agora que tenho um coração, sabia? Você me fez reconhecer isto. Amando loucamente. Amando sozinha. Amando sem medida. Precisando da música, de suas batidas e ritmos pra me acalmar, pra gritar e quase sempre declamar esse sentimento. Ter uma vida dividida não é algo bom. Nem compreensível. Não chega também a ser uma ferramenta de tortura. Talvez seja minha fonte de criação. Meu jeito de encarar o que existente de superficial no ser humano. Só posso olhá-lo com uma beleza que não possui de verdade. Só posso vê-lo melhor do que em essência é. Por isso disse que não é bom mas, é um pior magnífico, não acham? Não sei demonstrar como isso tem me afetado. Posso explicar da seguinte forma: tem sido o que me prende mais tempo e me tira a atenção. O que me deixa desconcertada. O que me deixa nervosa do nada e ao mesmo tempo arrepiada. O que me abarca muitos sentidos em um só. E me desconecta de tudo e todos. Nos meus suspiros, na anseia de um soluço, em um sorriso sem motivos aparentes. Pois, ocultos estão as lembranças que trago a tona de você. Poderei viver assim até quando? Não é algo que eu deseje, ou espere. Mas, não me sinto capaz de escapar do que mesmo criei. Algo infinito, demasiado antigo, muito, muito, muito forte. Algo que violinos em perfeita harmonia quase chegam a explicar. E que rosas perfumadas tem a pretensão de identificar. Mas, nunca o podem sentir mais terno, mais doce, suave, melancólico e profundo. Com um bem querer beirando ao que é eterno em nós. Ao que não pode ser esquecido com o passar dos anos. Porque simplesmente pediu pra ser único e sempre presente. Pediu com uma gentileza difícil de ser negada. E cá estou eu! Amando... Assim. Esse ser. Que me torna tão humana neste tipo de egoísmo. Nesta tremenda abstração. Se o que descubro dele não passa de dedução, imaginação e construção simbólica. Um tipo idealizado depois de organizado um retalho de frases, leituras e pesquisa. O que a arrogância não me disse, nem o mau humor, muito menos a ira. Não sei! Não sei quem é o homem que amo... Se o amaria assim, como é no mundo e para os demais. Digo que o amo tanto, que talvez consiga até conviver com os dois. Mas, qual deixaria de existir? O Sonho me trouxe até aqui... Com ele pude sobreviver aos dias frios de chuva. Mas, que se dane! Que venha o Sol também... Que me encare como é... Que me faça sofrer de verdade, amadurecer, e no fundo de tudo... Aprender a ser. Ser que treme. Ser que beija... Ser que goza... Ser que precisa ir embora... Que quer voltar de novo. Que se arrepende do feito, do experimentado, do vivido. obs: Ser real, num mundo que se dissolve aos poucos. Ainda não consigo encarar isso daqui como pronto e acabado. A esperança que carrego nas veias pede-me, exige-me um além, um porvir, que possa ser contado um dia.

NO CONTROLE DO AMOR! Dor é assim mesmo: ela vem e vai. Na hora que quer. E ele se foi levando mais uma vez tudo de mim, principalmente minhas ilusões. As fantasias que criei e os beijos que roubei dele também se foram com o vento. E nem pude me despedir. Foi um breve até logo. Não esperava que fosse assim. Sabia que teria um fim, mas não que este chegasse tão breve. Ainda quando o desejo estava tão disperso em mim. Não tenho sentido meus pés no chão. Estou aérea. Quase fria por dentro. Ao passo que esta ansiedade só passou mesmo quando tive a certeza que não teria nenhuma resposta sua ou outra “desculpa” qualquer. O seu silêncio foi suficiente e diz muito, sobretudo define bem o que ele quer e o que não quer. Me diz que não me quer mais e que o desejo foi satisfeito. Diz isto e muito mais. Já que objeto me fiz, ao passo que também ele se tornou quase isto pra mim. E os dias, os quinze dias distantes de um beijo seu, de um toque, de uma carícia sua só aumentaram esta certeza. Viver com tão pouco e com este “quase nada” me fez perceber que de alguma forma alguém teria que por fim a isto. Foram então poucos momentos. Foram poucos encontros. Todos bem carnais, e repletos de atos de luxúria. Satisfiz-me na maior parte destes momentos fantasiosos. E cedi algumas convenções criadas por mim. Cedi e me entreguei também para satisfazê-lo. Do concreto tirei poucas conclusões, afinal ainda sinto a latência desta vontade que crescia dentro de mim, através dele sem dúvida. A sua aproximação como homem real nunca veio. Blindei-me a tempo de não permitir conhecê-lo de verdade e de com isso sofrer pelos juízos de valor que tenho. Não sei quem ele é. O que aspira... Almeja... Sente. O que lhe faz realmente algum sentido. E, contudo tive uma parte física extremamente quente, ansiosa, sedenta de si. Eu diria que conheci essa espécie de caminho da concupiscência dos olhos e a da concupiscência da carne, que por sua vez leva ao pecado. A verdade e a mentira brigam em mim. Foram nos extremos que sempre vivi. Reflito que é hora de buscar equilíbrio. De me encontrar. Quem sou afinal? O que quero? Não só pro meu futuro, pro amanhã, mas também no meu agora, no hoje, neste presente de “escolhas”. É por isso que tenho que sobreviver... Aprender...Ser completa e não uma parte carnal ou uma parte espiritual. Não sou nenhuma das duas separadamente. A razão me diz, a vontade manda e o meu coração sempre pediu isto, a mesma coisa: LIBERDADE. Nem que seja esta conquistada, mas que venha. Ser pros outros, ser pra ele ou outro que chegue, ser pra mim, apenas SER LIVRE, nas minhas escolhas, no meu jeito complicado de ser, na minha entrega, consentimento e permissão, na expansão comunicativa e afetiva do meu ser. Ser espírito e carne conscientes de que não ferem a si e nem ao próximo. Estar enfim no controle deste ser! E nada disso posso fazer sozinha, mas começo assim, só para depois contar com os outros. Estou enxergando isto na terapia, no apoio espiritual, em todo este tempo alheio. Qual será a tentativa melhor para libertar meu ser de encontro a uma existência controlada e pacifica, conciliada entre as vontades e as necessidades físicas e espirituais? Cada dia é uma descoberta diferente de encontro a isto, ao que acredito que vá me fortalecer e amadurecer ao mesmo tempo. Reconstrução simbólica de mim mesma, ainda assim reafirmação dos meus valores, aqueles que foram invertidos nestes últimos meses. Cada passo que dou rumo a este conhecimento e a prática vai determinar uma nova criatura, outra Karla. Que serei daqui a semanas? Não consigo vislumbrar ainda, mas tenho anseio positivo desta jovem, porque sei que algumas máscaras caíram nos meses de Abril e Maio. Partes que se perderam e outras que simplesmente explodiram me mostraram o quanto posso converter certas atribuições para o bem, aquilo que determino como sendo o bem ao menos. Nada foi contrário ao que estava previsto. Vejo desta forma porque não lidei ainda com as

conseqüências reais dos meus atos, mesmo que tenha experimentado já o sentimento de exclusão ou negação, estes não me trouxeram de volta. Aprendo que não há nada de errado comigo. Isto me alivia um pouco: saber que minhas vontades sexuais são normais. O controle destas me possibilitará amadurecer e conviver pacificamente com meus valores e com meus ideais, sem abrir mão de algo que possa me ferir ou causar algum dano. Sei disto agora. Muitos anos negando isto geraram este prejuízo, por isso não consegui determinar meus limites. Algo que só conseguiu fazer com que liberasse isto de uma maneira errada, fora dos padrões e correndo alguns riscos, como o de me envolver sem compromisso com ele. Até nisto identifico que a dificuldade foi minha, de não reconhecer o que queria. Nossos sentimentos quando começam a ser explorados definem uma parte importante de como estamos sendo para os demais a nossa volta e de como lidamos com algumas situações. Meus sentimentos eram imaturos e fracos, logo minha vontade cedeu rápido demais e tentou convencer-me de que isto era normal e me bastava. Nunca o foi. Nunca pude me encarar direito após o que fazia com ele, pois sempre quis mais. Algo que não existe e que eu mesma desconstruí neste “tipo” de relacionamento. Perdi a chance de criar algo estruturado na confiança, na verdade, nos valores que me tornam quem sou pra mim e pros outros quando me tornei “outra” ao seu lado. Isto é uma pena. É triste, percebo agora. Porque só quando avançamos em conhecer as partes que formam a totalidade do ser ao nosso lado é que podemos formar, ter uma noção do ser completo, e a partir daí escolher entre gostar ou não deste. Acho que fiz o contrário lidando com “tipos ideais” inventados por mim sobre ele. Por isto reafirmo que não cheguei a conhecer o ser real. Que afinal não amei. E isto é a parte mais difícil: confessar isto. Se este gostar, se este amar existisse não abriria mão de conhecê-lo de verdade, mesmo que isto significasse a sua perca, afinal ele nunca esteve comigo e eu perdi de igual modo. Mas, teria uma chance pequena de adentrar no campo pessoal de quem realmente ele é e as minhas escolhas a partir daí seriam próximas daquilo que sou. A voz que ouço e que ecoa suavemente nesta noite fria dentro de mim são as mesmas sussurradas por aquele vento, naquela outra noite. O vento me disse que nunca seria dele. Não da forma com que sempre sonhei na parte mais bonita e plena do meu ser. Disse-me que a vida era aquilo e muito mais. E que eu só conheceria esse “muito mais” quando sofresse, quando aprendesse que amor e sexo são coisas diferentes. Quando parasse de fingir que está tudo bem... Quando me entregasse ao que é Verdadeiro como o tinha feito dentro daquele carro naqueles segundos. Quando fosse corajosa o suficiente pra encarar meu Destino de Ser Caído passível de Redenção. Algo veio afinal daquela noite, já distante desta: a confirmação de que esta fraqueza foi só um “disfarce” para o que viria, para o que sentiria e para o que descobria sobre mim. Foi preciso tanto? No meu caso foi porque como disse: os extremos me fizeram. Vou terminar por hoje com esperança, já que não sei como estarei logo mais. Te conto outra hora. Quero saber o que é o Amor, aquele que tanto falei um dia, e achava que sentia. Quero tê-lo e pô-lo em ação. Quero sim isto. E que seja a tempo, no tempo do caos, no tempo do fim. Que seja pela primeira vez sem medo e sem fim, apenas um piscar de olhos para um reencontro de irmãos na glória. Que seja completo e que me complete penetrando na dimensão de todo meu ser humano, com todas minhas limitações. Que me faça ver, compreender, apascentar, vigiar, controlar, amar... Rs... Sim! Eu quero muito isso, porque este sonho o vento não levou. Não deixei que o fizesse comigo!

O DOM DO AMOR O ser humano tem o dom do amor, pois são capazes de expressá-lo em manifestações artísticas que nos trazem prazer ao serem vistas. Ainda não tinha visto o filme “Happy Feet : O Pinguim”, que realmente é muito bom. A idéia do amor também ou do que seria o seu par perfeito. Essa fidelidade que uni duas pessoas em torno de um projeto em comum a ser compartilhado. Gostei disto e do que eu chamo de único “Dom”, alcançado com doação e dedicação ao outro. A imagem que melhor define é conquistada com a superação de diferentes etapas e quando o casal consegue estabelecer um ponto de equilíbrio buscado no contado com o seu cônjuge. Esse reflexo da sua ação é antes de tudo resultado de troca, diálogo e muitos sorrisos juntos. Acredito que a chama da paixão deve ser mantida com novidade e muito estilo. E que a admiração consegue transportar momentos difíceis ou suavizá-los. Sempre estar vendo no seu parceiro algo que te faz feliz ou tentar melhorar a cada problema são atitudes que podem manter o amor vivo não só nos olhos, na cama, mas numa total parceria. A família é antes de tudo o resultado da soma de dois corpos que procuram se harmonizar, que se desafiam constantemente e que se buscam não só por necessidades físicas ou sexuais. Esse conhecer e ao mesmo tempo desconhecer é o que transforma e dá substância a relação. Esse é o ‘Dom” que alguns tem e outros não. Podemos nos capacitar para desenvolver isto, mas penso que não seja algo puramente orgânico ou místico. Alguns fatores promovem este encontro. E criam situações próprias que levarão cada vez com que esse amor amadureça e cresça. E pela mesma via, se não for pra ser, que esse amor se transforme em outros sentimentos. O olhar é antes do gesto o termômetro de reciprocidade de um casal. Quando mesmo em posições distintas o parceiro se dá conta dá falta do outro e o procura não por vigilância, mas por contato afetivo. Aquilo lhe confere uma paz interna. O segundo acordo deve operarse quanto aos debates intelectuais: deve ser algo produtivo, sem inferiorizar o companheiro. A troca de conhecimentos é possível em muitas situações, desde que haja um espírito solidário. O terceiro enforque que equilibra os espaços vivenciados de troca acontece no leito do casal, nas suas expressões sexuais e de afeto. Aqui a parceria deve somar os desejos e as expectativas de ambos. E o confronto também com as limitações de cada um. O melhor resultado acontece quando se procura satisfazer o outro e a si mesmo com isto. E não pode haver um só vencedor neste caso. Como acontece algumas vezes voluntariamente ou não, já que muitos disfarçam isto. A colaboração de ambas as partes envolvidas possibilitará uma relação de parceria e de experiências compartilhadas enriquecedoras para o crescimento individual de cada um. Isso é o legal. A escolha de não ser tão sozinho neste mundo e a não dependência do parceiro criam a aresta que procuramos para fortalecer o amor e configurá-lo num ‘Dom’ infelizmente exercido por poucos. E amar assim é uma arte não uma ciência pronta. Podemos conhecer algumas técnicas e refinar nosso estilo, mas não podemos controlar o resultado final. O que é muito interessante por sinal, esta imprevisibilidade, em alguns casos do mero acaso. O outro não nos pertence. Ele nos soma sim. Acrescenta-nos e com isso nos fortalece. Esse é o encantamento diário que simboliza o que a relação tem sido para o casal. Os dois repito devem checar seus resultados, conferir valores e analisar os erros. Ambos têm um papel definido, que eventualmente pode ser recolocado. O que somos conta muito, bem como o que queremos ser. A mensagem não pode ser dúbia. Outra coisa que acontece com freqüência. Nosso parceiro tem o direito de conhecer o nosso pior também. E perceber se esta preparado para isto. É sem dúvida uma etapa difícil que requer um se conhecer anterior, mas gratificante ao final.

O que não justifica a falta de entendimento, de cooperação, de humildade põe fim a uma relação até estável socialmente. Mas, não explica as razões do porque determinadas formas de amor sobrevivem, mesmo após o outro se tornar pessoa invisível, ou ser inferior. Tamanho erro considerar que tais relações estão fadadas ao fracasso. O tempo e a durabilidade de afeição pelo objeto amado são superiores a estas questões, o que denota que existem formas prejudiciais de se amar. E que por outro lado, estamos propondo uma forma corajosa, mas saudável. Ou de um amor em evolução. As relações amorosas são campo de complexa prática e aprendizado. Não detemos uma verdade apenas. Que bom! Ficamos com o que temos e com as memórias abortadas e selecionadas. Com o visível e palpável. O amor não pode ser concluído, muito menos restringido a receitas elaboradas. Ele é a carência ideal dos seres humanos. Uma busca solitária, que se sintetiza no outro. Tão essencial e necessariamente inflexível aos que não sabem lidar com as situações de troca. E esta em processo de absorção como conteúdo vivo e latente.

SOU IDEALISTA, E DAÍ? Não pensava que fosse tanto. Mas, tem razão. Sou idealista, fantasiosa e romântica demais. Vejo o mundo assim... E é até com certo preconceito que me encaro agora. Meus tipos de homens, todos "irreais", são eu me olhando no espelho. Eca! O olhar do outro nos revela tanta coisa escondida ou pouco falada. Sabe de uma coisa não posso fugir do que me tornei. Posso aprender errando. Mas, pra que sofrer à toa ou por antecipação. Quando enfrentar isto com menos medo. Seria uma forma ideal também de libertação. Pra não ver tudo 'azul'. Rs... E estar menos aqui... Quem sabe, mais lá... E com... Entende? Não? Faz parte do meu tipo também, meio obscuro de ser. Vou terminar o que comecei um dia. Só não sei se o resultado será bom. Eu gosto. O que me incomoda é que meu perfil está em extinção. E logo serão poucos a prestarem atenção a estas palavras. E um livro não lido é um livro morto. Lá vou eu rumo a um futuro quem nem existe ainda. Outra característica certamente: misticismo bem lá no fundo. Mais Eca!!! Conversa estranha de hoje. É só o que me fizeram questionar. E ruminar... Nunca é tarde pra aprender. Quem sabe, mudar!

PROVOCADORES! Os filmes, eles resumem a minha vida. Ao menos conseguem explicá-la pra mim mesma. Acabo de ver um: “Amor em Êxtase”, nem tão bom assim. A não ser a idéia chave sobre a protagonista feminina. E a sua descoberta: dos seus problemas de confiança, que a bloqueavam e impediam de se entregar ao outro. E de todas as justificativas que acabava criando para não enfrentar a si mesma e os seus desejos. A posição segura de ser uma Provocadora! Não deixa de ser um ato covarde. E não era só uma questão de segurança ou conforto, havia muito preconceito e negação escondidos. Ao se revelarem percebi algumas coisas: como sou tola, em querer ficar no controle de tudo. Se me perder, pra sentir é também VIVER. E experimentar meus poucos limites certa de que os riscos valem à pena. Isso sim é VIVER! Nossa! Quanta bobagem se aprende do outro lado do espelho. Sou completamente paranóica e obsessiva com algumas coisas. Não sossego enquanto não vou até o fim. Com os estudos sempre foi assim. E tem essa minha capacidade de investigação. Até onde isto me levará não posso dizer. Perco um tempo danado. Mas, sempre tem o outro lado: neste eu apenas incito, desafio... PROVOCO. Neste mundo não tenho ousadia de caminhar sozinha. Fico observando meus desafiadores e brinco num jogo surreal. Quando fica demasiado real/ perigoso saio/ fujo/ entro em off. Depois recrio as situações perdidas... IMAGINO... E sinto de certa forma, sem danos. Eu sei. É ridículo! “INSUFICIENTE!” É sim. Quando estou no meu mundo fantasiado todos saem ganhando, pois sempre digo o final da frase. Nele eu consigo encarar. Entende? Eu não desvio meu olhar por vergonha ou... Simplesmente OLHO. Vejo tudo que quero. Digo menos e sim ajo muito mais, com tudo que tenho. O dia está terminando. Esses ao menos. Pareceu uma ameaça, mas não é. Tem algo especial pra acontecer comigo. Sou romântica, ora bolas! É só uma idéia, pois continuo tentando. Ainda não desisti. Sabem de quem. Tem sido o protagonista das últimas fantasias. Do sonho de ontem! Do que me lembro mesmo sendo pouco. Mudou tanta coisa cá dentro. De novo por sinal. Esse é o seu ‘dom’ sobre mim, alheio e perturbador. Constrange não conhecer este final. Sufoca saber que nas horas restantes sigo em frente, distante, aqui, pensando NELE, trazendo pra perto, SABENDO que no fundo nunca FOI NADA DISSO. Esta é a menina que vê seu MUNDO pela janela. Essa SOU EU. Ontem durante o culto senti que Deus falou comigo. Me respondeu uma oração antiga. Me emocionei com isto. Gesto simples. Mas, meus sentidos funcionaram e com a ajuda do Espírito Santo compreendi que meu chamado está dentro de mim. Que Deus está nas pessoas a minha volta. Que devo dedicar a elas meus sentimentos, meu tempo, com sinceridade. Através delas terei meus papos cabeça com o Senhor, e vou rir, chorar. Apenas me deixar estar. Agradeci por dentro. Lutava tanto pra ouvi-lo de novo. Parar com minhas frases feitas. Tempo de recomeço. Tempo de Agir.

TIPO - ANTÍTIPO Eu pensava que não tinha nenhum problema. Mas, tinha. Só percebi quando contemplei a outra face do sol. E estive ali, naquele lugar amargoso e ressentido que não gostamos de ir. Eu pensava que era esperta, sagaz e irônica. Mas, não era. E percebi isto quando me fizeram de boba e me confundiram facinho. Quando já havia comprado gato por lebre. Eu percebi que era sozinha quando meus amigos mudaram de endereço e eu não. Quando eles casaram, tiveram filhos e envelheceram. Quando eu me isolei e esqueci que ficar só é perigoso. Ainda tento juntar os restos de um passado. Que só existe na minha percepção das coisas. Nos outros ele jaz morto e ignorado. É que sei que há tesouros nestas lembranças, que me conduzem ao riso ou ao pranto. A questão é que encontrei um caminho ‘barato’ pra sensibilizar minha alma, que se cansa com as coisas comuns da vida. Estou pedindo respostas pro que não compreendo e que me deixa ‘atacada’ em ver neles. Sem dúvida é algo chato! Não o propósito disto, mas a causa a se repetir: esta exigência e esta solicitude. O que me falta é humildade pra reconhecer que tem coisas, pessoas e situações que devem continuar como estão. Que não vão mudar porque preciso, ou porque ‘meu olho’ não agüenta ver tanta feiúra! _ Me desculpem, mas é isto. Não sou má realmente. A predisposição a ser sempre a ‘boazinha’ é que parece um disfarce do/no real. _ Credo! Ataca e reavalia o ‘eu’, que também tem todo o direito de se defender. Talvez tenha criado um Antítipo tão simbólico quando seu Tipo. A argumentação é a seguinte: a aparência se ajusta aquilo que o espelho reproduz e que na verdade todos sabem que nunca será a realidade. A própria inversão da imagem feita e codificada no cérebro é distinta e similar em todos. É divertido pensar que nos outros não sou eu. Que de certa forma fujo de mim mesma. Estou correndo agora... Quem sabe? Nesta irrealidade que me sentencia a diferentes Karlas. Já ouviram aquela frase: “Eu pensava que você era assim... mas, vejo que não.” E isto sendo pra melhor ou pior não importa. Se nem posso com precisão definir quem eu sou pros outros. _ O que tenho sido pra mim já me basta! È sobre esta reflexão que priorizo minhas frentes de batalha. Luto para ser alguém mais verdadeiro pra mim mesmo. A receita soa correta, mas como eu disse é uma luta, e volta ou outra vou ‘a nocaute’. Já disse isto a alguém e repito: ‘A perda ensina, saber que é à hora de se levantar do chão também!’ E olha que quem disse isto nunca caiu direito pra esfolar o joelho e sangrar um pouquinho. Acho que no máximo foram alguns tropicões. Que bom! Suspirei agora porque chego num ponto, volto ao outro, esbarro no próximo e por fim compreendo pra dizer: estou aprendendo a desaprender. É o melhor. Não saber. Ou o saber mais simples, limpo e menos corrompido. O saber bruto despreocupado, que sai na rua com bobs na cabeça. Imagem ridícula pra visualizar um saber que não se diz pronto e que se proclama inacabado. Que me obriga a acordar, mesmo que tarde pra alimentá-lo; que passeia comigo em horas vagas e zomba de mim em momentos inapropriados. Não é um problema que precisa ser resolvido ou que carece de solução. É apenas a vida sendo vivida. Não dá pra voltar atrás, nem pedir a conta. Não sabemos o que vamos ter de gastar com ela. Quais serão as horas mal dormidas mais proveitosas. Concordo que somos limitados, afinal não temos asas. ‘Ainda não!’ Só que me surpreendo no gesto criativo do universo escrito; na poesia gestual que vejo no sorriso dos pequenos e até me surpreendo com esta capacidade de resignação, que o ‘eu’ se submete a ‘aguentar’ mais um pouquinho. Isto é lindo! É Tragédia real. Ficção é quando dizemos que podemos, que vamos, que somos... Blá, blá, blá. Pra que falar? Pra que teorizar? Mas, o diálogo é a expressão democrática livre do raciocínio coerente. _Besteira! Você começa a fazer... Se pegar... Eu repito... Se colar... Outro copia e a história se movimenta assim. Assim até que outro reinvente e pronto: o novo se fez! Até mais meus contemporâneos. Estas foram considerações antes de uma noite bem dormida.

RECOMEÇO DE COMEÇOS. Um recomeço na minha vida. Meu novo nascimento, que foi testemunhado em público por meus irmãos, no dia 29 de Abril de 2007. Já faz quase três anos, e desde lá realmente muita coisa mudou. Minha percepção do mundo. O que quero pra mim. E minhas lutas diárias tem sido em torno desta crença. Encarada quase como um desafio nos tempos de hoje. Sinto-me por vezes sufocada. E no meio de tantas coisas erradas olho pra frente. Pro exemplo de Jesus, que enfrentou tudo como homem. Sentiu medo, raiva, desejos... E conseguiu estabelecer uma relação com o Pai, com o nosso Deus. Quando aceitei-o como parte da minha vida. Aceitei também o projeto de Deus pra humanidade, de salvar os homens. Cuja natureza foi corrompida pelo pecado. A liberdade só é possível graças ao sacrifício de Cristo. Ao seu gesto de renúncia em nosso favor. Ele nos transformou com isto em filhos de Deus. Em seus irmãos e nos deu por herança a eternidade celestial. O sentimento pra crer nisto tudo veio com uma fé que não é minha. Mesmo que erre, peque, ou me desvie, não posso negar esta verdade. Que de todas é a mais real pra mim. Já tive experiências com o Sagrado. Como nas canções: já senti Deus falar comigo. E também já passei por momentos de desanimo e maior desapego. Realmente é uma caminhada... Uma jornada de percepções boas e ruins; difíceis e complexas, torturantes e pacificadores; alienantes e críticas. Engraçado como quase não falo disto aqui. Uso mais o blog pra desabafar meu lado romântico. Mas, isto não significa que esta parte não tenha valor na minha vida. Tem e muito. Sei disto. Tudo que faço ou não vem com este valor. Observo as pessoas se doarem... falarem de Deus e de Jesus. Cantarem... Evangelizarem.... Enfim, tentando mudar as coisas a sua volta. Melhorarem esse caos. Toda esta destruição por meio de algo bom. Porque os ensinamentos de Cristo em si são justificáveis de uma sociedade melhor: amor, paz, perdão. Só que ultimamente vivo um momento da minha vida de mais ação. Sinto que falar de Deus, do seu plano para o homem é também agir no mundo. Através de atitudes imperceptíveis. É mais que caridade. É a tentativa individual de cada um de se superar a cada instante. De Vencer os seus medos, obstáculos. De tirar suas máscaras sociais. De dizer o que se pensa de uma forma que não choque ou magoe o outro, apenas lhe abra o campo de visão. Um mundo utópico talvez, seria construído com seres humanos evoluídos a este ponto. A cada momento um recomeço de começos. Com novos rostos prontos pra serem ajudados, ou o inverso. Quando estendemos a mão recebemos. Nem que seja uma lei sagrada do Universo. Deus vive nestes momentos. E externamente se manifesta a nós. Não sei porque. Só sei que foi desta forma que o redescobri... De tudo que havia lido, vivenciado quando pequena na Escola bíblica Dominical, ou do Colégio Evangélico que estudei, ou de outras filosofias e religiões que estudei. De tudo o que ficou como essencial dentro de mim. E o que faz eu voltar atrás. Tentar olhar o outro como a mim mesmo, com menos preconceitos e mais justiça. Esse é o meu Deus. Que falando na terceira pessoa parece impessoal. Mas, que quando deito na cama, isolada de todos e sou só eu me conhece tão bem. Dialogamos nestes momentos. Vejo como uma troca, até o momento que o mundo real se tornará totalmente celestial.

ESPERANÇA DO PORVIR "A ardente expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus." Romanos 8.19 O que realmente encontraremos no porvir? Não sei definir materialmente, cientificamente ou filosoficamente como será. Posso teorizar é verdade. Definir metas e traçar alvos. Mas, não posso traduzir o conceito de Esperança evidente na questão. Porque a melhor forma de aguardá-la é saber que não podemos vê-la. Que a espera produz paciência e traz paz em nosso íntimo. Paulo talvez teve esta imagem. Dos homens que seremos, e da manifestação do Criador abertamente as suas criaturas. Com majestade, com glória e sob a autoridade divina do seu poder. Mas, acima do que parece a expressão de uma superioridade moral, estética e espiritual desejada percebo também que ele pode contemplar a nossa participação como filhos adotivos, já transformados pela redenção corporal. Toda a vaidade que nos corrobora e se enche de sentido cederá frente aquele que a deixou, antes, permitiu existir entre nós, nos aborrecendo e distinguindo enquanto mortais. Frente ao evento da glória nós libertará de todas as máscaras que ainda possuímos, ou que ainda abrimos mão. Os loucos do hoje se reconheceram nela. E toda a criação num só coro não mais pranteará os dias maus. Os dias do jugo da escravidão. Como é tudo ainda insólito e a espera temporária, definições a parte surgem. Esta, mesmo não querendo pode ser uma delas. Mas, confesso que a minha visão do depois é magnífica e me arranca um suspiro da alma, se possível me prende as palavras, certa de que elas continuam pequenas. Certa de que a qualquer momento verei a Verdade. ELIAS Um garoto de sete anos que conheci nesta última viagem que fiz pro meio do nada. Elias vive os seus dias de criança num acampamento dos sem terra. Igual a outros, e com uma alegria fora do comum. A despertar o interesse dos outros. Ele se espreitou curioso pra dentro da nossa barraca e por lá ficou. Ficou pra me mostrar que existem anjos, disfarçados de seres humanos. Vi que sua infância não roubada se manifesta nas estripulias de criança. De se jogar na areia branca, se misturar a ela, de conduzir um vira lata amigo com um pedaço de pau pelo caminho. De ir à frente saltando suas estrelinhas pra mostrar sua coragem. A ingenuidade de um menino que ainda torcia pra seleção do Brasil, sem saber que a mesma já voltará pra casa derrotada. Que pediu pra vir conosco pra um mundo que pra ele podia ser melhor. Deixando um nó abafado em nossa garganta, quando sua mãe pela situação não demonstrou nenhum impedimento. Fiquei com ele no pensamento. Porque conhecê-lo me marcou. Deu pra eu conversar com Deus e perceber que Elias é cristão sem saber. Que ele é agora puro de uma forma, que eu nunca vou conseguir ser. Que no meio do seu nada existe uma riqueza tremenda que ensina. Me ensinou. Os: Também gosto de ser provocada!

ESTAMOS NO NADA Que viagem! Que impressões. Eu, minha irmã e minha mãe fomos com sua amiga Diomara para bem perto de Formosa, depois de Bezerro, Vila Boa, JK, chegando ao trevo com a santa “Estrela da Manhã” fazendo a curva à direita até o Km 34, depois mais 3 Km e eis que chegamos no assentamento onde o seu irmão se encontra, já pra mais de dois anos. Nossa! Quase um treinamento surpresa e improvisado de missão. Nunca estive numa barraca. Então pensem? Como diria o Huck: _ Loucura. Loucura total! E desde ontem, já sabemos que vamos voltar amanhã eu reflito. Penso sobre tudo e principalmente: Ele. Sabem que minhas tentativas para esquecê-lo e tirá-lo de dentro de mim são grandes. E confesso que por horas observando a terra seca e branca, as árvores baixas retorcidas e o barulho do vento quase posso fazê-lo. Em alguns momentos penso que sim. Sobretudo quando num lugar que dá a impressão de fuga. Tem gente é verdade, como todo lugar. Tem a voz da minha irmã. Acho que nunca jogamos tanto (cartas, dama, jogo da velha, forca). Mas há também a tranqüilidade. Há também uma Congregação Cristã, uma Assembléia; aula de capoeira, sábado de manhã para as crianças e muita gente forte com esperança. A terra já foi dividida e a posse se dá aos poucos dentro das condições de cada um. Segundo a história o genro de tal político Figueiredo vendeu a terra para o INCRA, enfim, isso é o de menos. Eu sei que vi muita terra e muito vazio. É lindo, contemplativo e inóspito. Embora com água e energia me lembre ainda um tempo antigo, em que o homem pode voltar a si e ao outro em sua solidão. Gente simples talvez e histórias... Lembra-me tudo que guardo pra manter. Quase não dá pra ver o céu na cidade. Goiânia já se perdeu muito. É necessária às vezes esta limpeza dos olhos e da alma. Aqui onde os passarinhos ainda têm ninho. E eu menina da cidade, me prendo a estes detalhes, porque prefiro o isolamento aos ‘tipos físicos’. É um espaço em que respiro melhor. Literalmente, no caso. Hoje é só um dia da minha vida diferente. E talvez se eu pudesse ter mais disto não precisasse de mais nada. Até criar costume, raízes novas pra me exorcizar de meu passado, quem vem com um nome. Mas, acho que não sou capaz disto. Não é só questão de querer. É só a verdade da frase, que não importa o lugar. E como comprovei o mês passado, nem o tempo. Não pra conceitos que não abrimos mão. Queria até encontrá-lo aqui. E isto é mau sinal. Tentativas de trazê-lo pra mim. Minha imaginação vai ganhando pino como o sol do meio dia e a fome me diz que é hora de me retirar deste isolamento, um cantinho a uns dez metros mais ou menos da barraca, entre duas outras, debaixo da sombra esparsa de uma árvore, sentada nas ruínas de algo, um montão de areia que parece ter sido uma habitação. Volto a elas lá dentro e depois retorno, pois o dia continua e ainda existem os rios e os caminhos... Fomos ao rio Paraná, na cidade de Flores. E a água me lavou. E esta sensação de leveza é imprescindível. Tomar banho de rio mais um item na lista das prioridades de um bom dia. Os meus cachos curtos parecem agora perfeitos, bem como o dourado da pele que brilha com este pôr-do-sol que vejo. E sobre o capim seco. Agora só admiro...

PEGO TODAS. SERÁ? Deve existir algum controle de qualidade, de quem se pega ou não se pega. Deve haver uma listinha, com os nomes das suas próximas "vítimas"... Ou quem sabe um manual de como enganar as "trouxas". Porque é até normal se deixar seduzir por estes Don Ruans de plantão. O que eu realmente não entendo é porque há tanta fome... Um homem insaciado, pronto pra te oferecer o que você quer, quando quiser, prontinho...Rs... Tão fácil! De forma rápida e descartável. E eles não tem nome, endereço, profissão... São e te dão o que vocês querem. Sem complicações, sem compromissos, sem o amanhã... É tentador, não? As mais decididas conseguem reverter o jogo quando tornam-se o oposto, deixam de ser sobreviventes e passam a ser "felinas", aprendendo a seduzir e atacar. As demais resta poucos lencinhos para suas repetidas lágrimas. E creiam que não há culpados. Não se pode dizer com tanto acesso gratuito a informação que: "Fui enganada". Amiga, você se deixou enganar... Quis mesmo. Comeu e se lambusou. Se desse pra limpar toda sujeira. Evitar certos constrangimentos. E as consequências para os que não tem sorte. Riscos todos corremos desde o momento que nos dispomos a conhecer... Enfim, cada um que use as armas que tem. Mas, que não se engane, pois todo caçador pode um dia virar caça de alguém. Ser ferido e pisoteado com suas conhecidas estratégias. Não to rogando praga. O que sei é que por mais que algo seja bem feito, ainda sim pode ser esquecido. Isto sim que é morte.Saber que você nunca ficou no coração de alguém. Nem se tornou especial. Passou por esta vida como se nem tivesse nascido, porque não despertou sorrisos, apenas gozos, que serão substituídos por melhores. PROVOCADORES Os filmes, eles resumem a minha vida. Ao menos conseguem explicá-la pra mim mesma. Acabo de ver um: “Amor em Êxtase”, nem tão bom assim. A não ser a idéia chave sobre a protagonista feminina. E a sua descoberta: dos seus problemas de confiança, que a bloqueavam e impediam de se entregar ao outro. E de todas as justificativas que acabava criando para não enfrentar a si mesma e os seus desejos. A posição segura de ser umaProvocadora! Não deixa de ser um ato covarde. E não era só uma questão de segurança ou conforto, havia muito preconceito e negação escondidos. Ao se revelarem percebi algumas coisas: como sou tola, em querer ficar no controle de tudo. Se me perder, pra sentir é também VIVER. E experimentar meus poucos limites certa de que os riscos valem à pena. Isso sim é VIVER! Nossa! Quanta bobagem se aprende do outro lado do espelho. Sou completamente paranóica e obsessiva com algumas coisas. Não sossego enquanto não vou até o fim. Com os estudos sempre foi assim. E tem essa minha capacidade de investigação. Até onde isto me levará não posso dizer. Perco um tempo danado. Mas, sempre tem o outro lado: neste eu apenas incito, desafio... PROVOCO. Neste mundo não tenho ousadia de caminhar sozinha. Fico observando meus desafiadores e brinco num jogo surreal. Quando fica demasiado real/ perigoso saio/ fujo/ entro em off. Depois recrio as situações perdidas... IMAGINO... E sinto de certa forma, sem danos. Eu sei. É ridículo! “INSUFICIENTE!” É sim. Quando estou no meu mundo fantasiado todos saem ganhando, pois sempre digo o final da frase. Nele eu consigo encarar. Entende? Eu não desvio meu olhar por vergonha ou... Simplesmente OLHO. Vejo tudo que quero. Digo menos e sim ajo muito mais, com tudo que tenho. O dia está terminando. Esses ao menos. Pareceu uma ameaça, mas não é. Tem algo especial pra acontecer comigo. Sou romântica, ora bolas! É só uma idéia, pois continuo tentando. Ainda não desisti. Sabem de quem. Tem sido o protagonista das últimas fantasias. Do sonho de ontem! Do que me lembro mesmo sendo pouco. Mudou tanta coisa cá dentro. De novo por sinal. Esse é o seu ‘dom’ sobre mim, alheio e perturbador. Constrange não conhecer este final. Sufoca saber que nas horas restantes sigo em frente, distante, aqui, pensando NELE, trazendo pra perto, SABENDO que no fundo nunca FOI NADA DISSO. Esta é a menina que vê seu MUNDO pela janela. Essa SOU EU. Ps: Também gosto de ser provocada!

NO TEMPO E PARA ALÉM DELE Muito foi falado e está sendo, mas tenho que registrar as impressões pessoais que tive. E este é o meu canal de expressão. Ontem o mundo viu. De certa forma, parou também. Engraçado como a muito tempo uma notícia não me prendia tanto a atenção. Até por ser uma boa notícia, o que nestes tempos por ser uma exceção merece destaque. A última vez que uma imagem televisionada me marcou faz tempo. Acho que durante os Jogos Olímpicos de 1996, em Atlanta, nada de muito especial a não ser o fato de ser imagens coloridas da nossa primeira TV assim. A segunda talvez foi ontem. E não foram só minhas as lágrimas e da família do primeiro mineiro chileno a ser resgatado, Florencio Avalos, que fizeram destas imagens um episódio histórico. Não vi o homem descer na Lua... Não tenho estas impressões. Mas, a sensação parecia a mesma... De conquista. De vitória. E por outro lado tinha o fator humano. Isto sem dúvida tornou a cena: O momento da cápsula sendo aberta, do mineiro saindo... Seu filho ao fundo desabando ao ver o pai... E nossa captando esses vestígios em nosso tempo... Incrível. Coisas deste tipo tornam-nos circunstanciais. Quem diga a imprensa. E no fundo nos conectam também aos nossos contemporâneos. No tempo e para além dele fica a sensação de que o homem tem a capacidade unica de se projetar no futuro, ainda mais quando suas emoções e anseios são determinados nos outros. A distância espacial e temporal diminuem. Fazemos e somos história. NO ESCONDIDO Podemos nos transformar quando temos a certeza que não estamos sendo mais vigiados pelos Controladores Sociais. Quando podemos no Escondido tirar nossas máscaras e sermos verdadeiros. Aqui surgi o nosso pior. Ou nem tanto. A questão é que longe do olhar do outro matamos, roubamos, mentimos, prostituímos... Ou do outro lado, sorrimos, aceitamos e vestimos diferentes conceitos, idéias e teorias. Aquelas que julgamos como sendo as favoráveis ao nosso bem estar, ou 'ser superior'. Quando o mundo não olha, vem a barbárie. Não como um tema preconceituoso, mas como a expressão do que o homem não admite pra si, ou em público. O que é pior, porque tem mais força de destruição. Ocultamos a verdade. Jogamos após várias derrotas iguais 'achando' que a próxima batalha será diferente. Que poderemos obter a vitória. Mas, vencer quem? O outro? De igual desejo, santos e deuses, crueldades e criatividade... Ou sempre a nós mesmos? Cada vez mais fragilizados e mais sozinhos. O homem com todas essas guerras (externas e internas) aprendeu que ser livre é poder conviver pacificamente com sua solidão. E o estar só não é visto mais como algo ruim, prejudicial ou enganoso. Por isso, que cada vez mais longe do olhar acusador ou recíproco do outro, ele se descobre, quem sabe, como realmente é. Nada que possa assustar as futuras gerações. Só me preocupo com o desespero, com essa falta, com toda essa depressão privada. E com esses frutos mal acabados e colhidos cedo, que não tem gosto, nem sumo e que não tem sentido de vida. Objetivos podemos até copiar, sendo infelizes ou não no caminho traçado. Agora: Razão, Sentido, Fundamento? Isso realmente eu não sei. Talvez porque o que imagino desse amanhã me cause medo, sobretudo os seus personagens. O homem idealista, guerreiro e sonhador está sendo sepultado a cada dia. Qual será a cara desse novo ser social, que sai do seu Escondido, sem tanto pudor, nem sofrendo julgamentos antecipados? E que se revela tal qual sempre foi?

PESSOAL E ÍNTIMO Tudo afinal, ou quase... Se converte em pessoal e íntimo. As relações são assim, sobretudo as afetivas. Observando a sociedade oriental, mas especificamente, a asiática, pelo cinema notei que até mesmo debaixo de todo um pudor, de toda uma formalidade e precisão dos detalhes, de uma forma sutil eles também experimentam suas emoções. Não só nos ambientes profissionais, mas familiares também. Isso expandiu a visão que tinha de determinados assuntos, como por exemplo: a castidade, os ritos fúnebres e aquilo que envolve o corpo, como alguns ritos de passagem. Algumas relações são mais explicitas. É fácil distinguir cada lado e suas variáveis, pois os princípios que norteiam o que pode ou não ser dito e feito estão bem determinados. Outras formas de convivência acabam entrando em conflito justamente porque seus agentes não conseguem fazer essa troca, sem que haja um desequilíbrio de poder ou que não gere mais alteridade. A relação entre o público e o que é privado fica tênue. Os problemas podem ser observados como parte do que é coletivo, sendo antes do ambiente particular. Uma fórmula ocidental acredito de expor o que afinal não consegue ser resolvido. Somam-se essas desconjunturas e fricções mostrando-as abertamente. O que antes não era possível, ou convencional pelas normas morais, agora tem até público e mercado consumidor. Algumas situações no entanto conseguem maior destaque. Podendo ser apreendidas na memória não só daqueles que participam. Enquanto registros mais fiéis elas tendem ao julgamento dos seus interlocutores históricos. Deixando o que é singular pra adquirir um caráter simbólico de valor. Os significados passam a contar com o engajamento de um número cada vez maior de pessoas. O que fica de aceitável nesta memória deixa também de ser íntimo e de alguma forma volta a sê-lo quando tomado por discursos fora do seu contexto de origem. O que explica uma jovem feminista ser a favor da castidade. Acreditar nos avanços modernos para a livre expressão do seu sexo e optar por ir contra a norma expressa. As múltiplas identidades que estão fragmentadas, ainda assim conseguem coexistir no que fica, ou tem restado de contemporâneo em nós. Gosto muito desta expressão: Contemporaneidade porque a princípio sei que ela não define muita coisa, pois traz consigo a permissão ao que se diz novo, quase nunca o sendo... Ao que é moderno, revisitando o antigo, clássico, ou qualquer transitoriedade artística e até mesmo lingüística. As sociedades antes caracterizadas como mais formais tem sintetizado isto... Essa efervescência de idéias, pensamentos e atitudes do outro, do que era distinto ou inferior. O resultado visível e palpável é uma juventude, de 25 até 35 anos muito conectada ao que está na moda (comercial) e pouco preocupada com o que fica de carga moral e ética do seu passado. Não é uma falta de respeito consciente, já que alguns padrões permanecem. Mas, a gradual inserção da mulher no mercado de trabalho, antes ocupado por homens é um avanço significativo disto. A decisão quanto ao uso do seu próprio corpo é outro reflexo. Mas, ainda é alvo de certo tipo de exclusão machista, sobretudo na caracterização do seu sexo, de frágil, delicado e submisso. Transformações lentas quanto a maior exposição do seu corpo também são observadas. Até que ponto isso pode ser comparado com o mundo ocidental não posso me estender. Só espero que a desvalorização não venha junto, como geralmente acontece.

Q ual é a percepção do real que estou tendo? É deste instante: da noite, que já é dia. Do passado que se foi, mas é próximo ainda. Do que não foi dito ou pensado, se é que isto pode ser possível. Do meu estar em pleno processo de transformação, num fluxo contínuo tempo e espaço, concreto ou simbólico e ainda assim, cheio de expectativas. Viver o instante é estar disposto a lidar com as frustrações, de se posicionar no jogo tênue dos poderes e expressar sua individualidade com uma ética social. Exercendo diante desse conflito de interesses sua voluntária capacidade de doar-se ou não. Lutando pra não abrir mão de seus direitos, embora a sobrevivência material restrinja até certo ponto esta superação humana, não só nos campos visíveis artísticos. O que entendo da negação é antes de tudo aceitação. Soa contraditório, mas é uma afirmação do que não se é, não necessariamente, do que não se quer. Estabelece-se uma regra de concessões. Uma sublimação que restringe as pulsões ou desloca o impulso dos desejos de se realizarem. Neste diálogo com as aparências reproduzidas para se comunicar com os demais, o sujeito – agente se perde. A narrativa não significa que sua identificação está pronta, pelo contrário, podemos percebê-lo na lenta e rápida mudança dos seus gestos e na reflexão pós prática de seus pensamentos. O Devir se coloca como mera ação e vai, além disso, quando é capturado pelo ator deste espetáculo montado, com forças externas e naturais agindo também. As decisões geradas a partir de escolhas arbitrárias ou não, embora importantes não devem produzir efeito de julgamento, nem de comprovação empírica, muito menos de interpretação conceitual. Desconsideram-se as preocupações causais e abre-se um universo novo, fruto do momento do homem em ação, agir e pensamento. A consciência é uma das ferramentas que podemos utilizar neste novo saber. Não uma consciência reprodutora, orgânica e lógica. Embora esta organização estrutural facilite o processo devemos adotar uma postura digamos que mais rebelde e menos cristalizada, pelas normas já estabelecidas. Toda postura crítica, sem prepotência ou aforismos é bem quista. Não uma continua interrogação, aquela que estabelece mais postulados. Gostei da explicação do termo ‘instinto’ (não só como idéia de um misticismo), mas de algo que soa como uma percepção inteligente humana bem aflorada ou de uma Consciência Instintiva. Esse ‘time’ que gerencia o campo das idéias e das transformações precisa que haja os interlocutores destas manifestações. É necessário que se determine formas de se traduzir estes diálogos para /no cotidiano. O que queremos nós com isto? Não é importante que a vontade se realize mediante a consciência de uma liberdade restritiva. Mas, esse pulo – ‘Start” pode fazer a diferença entre: sei o que faço, sei o que sou e desenvolvo o que estou sendo. Indo fora é claro de si mesmo. No jogo de olharmos os outros, às vezes caímos em nossos critérios e classificações. Nesta busca pessoal ele não deixa de ser nosso referencial, porém já podemos falar e lidar com termos mais justos ou próximos. O homem, a meu ver precisa encarar o seu mal, ou o seu erro. Lidar com os seus medos e vivenciar os seus sofrimentos. Dizemos superá-los. E na verdade buscar com isto criação, nem que seja a partir de uma reconstrução, de seus valores, que tendem a se ampliar na perspectiva mais positiva feita. E essas novas identificações com o mundo são pra mim a descoberta de um ‘novo’ olhar. Não um que precise de óculos, entende? Não teremos mais medo, ou raiva que seja, de nos percebermos míopes. E até no ápice de cegueira não estaremos tão perdidos, apenas caminhando. Novas considerações de uma madrugada de chuva: Somos breves, mas contemporâneos. Daí prolongue-se nesta ‘estadia’ e reaja a ela provocando talvez. Até.

“EXISTE UM ENCONTRO SECRETO, MARCADO ENTRE AS GERAÇÕES PRECEDENTES E A NOSSA. ALGUEM NA TERRA ESTA A NOSSA ESPERA.” Walter Benjamim. Este pensamento solto retirado constitui muita coisa. Fala da tentativa de tornar o passado em algo inteligível pra nós, em algo comunicável e acessível. E cria-se com isto expectativas novas até pro nosso futuro quando estas percepções começam ainda no presente. O que são tempos insólitos? E tempos de desconstrução? Tenho a sensação que estamos sumindo... Perdendo, sem ficar tempo suficiente nos demais. É tudo numa velocidade acelerada que nossos valores e ideais não são suficientes. A volta está o “caos” social, urbano, religioso, familiar e das relações pessoais. As coisas ficam pequenas e desvalorizadas no espaço concreto dentro de nós. Ambíguo dizer isto, as sinto como se o “eu” estivesse sucumbindo no meio desses tantos “eus”, grupos e sub grupos (tribos, partidos e opções). É como se o individualismo do final do século XX que se impusera a custo da “morte” de várias “entidades” acabasse pluralizando a tal ponto que “ninguém busca mais ninguém”; nem se “reconhece” simbolicamente no outro, que dirá do “outro atemporal”. Não tem importância o que se foi diante dos “momentos”; do fazer e acontecer, do aqui e agora. Os diálogos tem sido abreviados. As cartas pessoais tornam-se recadinhos copiados de todos e pra todos ou qualquer um. Até nossas sensações e nossos sentimentos parecem passageiros e substitutos (substituíveis). A ânsia do novo se faz presente no nosso cotidiano. Só que nem nós conseguimos dar conta deste “novo”, que passa acelerado e cujas sensações são esquecidas facilmente. Realmente você consegue se lembrar da última frase, daquele livro lido que te cativou; ou mesmo do último tempero, daquele prato apreciado com cuidado; ou mesmo, do bom papo que lhe deixou uma impressão diferente no restante do dia, das semanas, ou mesmo em sua vida? Sei lá. Estou tentando e confesso que às vezes não consigo. Enquanto muitos “gritam” pra “aparecer” o que resta é esse silencio do outro lado. Prefiro até este do que a moda padronizada, alimento de “engorda” da massa. Mas até quando? Quando afinal será este “abate” despercebido? Sempre que fecho os olhos me concentro pra não ver as mesmas figuras repetidas que se vestem, comem, andam e escutam iguais. E que ainda por cima admitem ser diferentes. Será? Será que se impor é apenas um ato de rebeldia, de contravenção? Será que ser diferente é “nadar contra a corrente”? Quando muitos dizem fazer isto e tornam-se tão parecidos entre si. Então não sei mais. Acho que tem uma saída, que não chega a ser um atalho nesse caminho e para os que “sobrevivem”: COMPARTILHAR dos detalhes e dos gestos. Então vamos lá: “No jardim rebuscado de minha mãe brotaram um par de rosas diversas, uma rosa que floriu pouco, mas de um perfume doce suave e quente; a outra, de um leve vermelho que se abriu como num sorriso breve e em poucos dias elas murcharam, mas deram cara nova aquele cercado. E me deram uma vontade secreta de poder como elas perfumar e enfeitar; trazer alegria e encanto a paisagem conhecida. Bela função (atribuição) das rosas, destes pequenos detalhes guardados. Pena que o que fica volta a ser névoa na memória, mas entre outros sois conto mais... Até breve, companheiros do tempo. Reflexões antes do jantar. Imaginem a Fome! Rs...

Poema s
O vôo da Borboleta

FÔLEGO Estranha sensação. Parece que posso senti-lo em mim. Não tenho medo! Já sabia desde o princípio que eu era dele. Talvez ainda seja? Em noites como essa penso que sim! Noites em que me Liberto e não pertenço mais a este mundo. Não sou superior aos outros seres humanos por conseguir fazer isto, apenas diferente. Uma particularidade viciante, já que sou a ‘fadinha’ dos seus sonhos. Percebo que tudo não passa de uma preparação. Como transpor um corredor com os pés a flutuar. Tudo me deixa tonta. E eu desejo para de suspirar. Descobrir o que quero ser? Para redescobrir o que já sou! Fique comigo! Devore-me nestas linhas. Já tens a minha permissão. Falta-te coragem? A tanta superficialidade nestes quadros que me inquieta o espírito essa espera, sinônimo de indecisão. Algo seu, que tomo emprestado. Quero que termine com esperança, mas me agradaria mais se o visse enrubescer! Seria mais prudente confiar que bailarinas podem encantar como cisnes. Um italiano diria que esta analogia ‘é bela’ para um discurso tão romântico, mas isto, só me afasta do meu mais secreto objetivo: ‘Ser eterna aos olhos dos mortais’. RESPIRO Um cisco entrou no meu olho, quando a porta se fechou e você saiu levando toda dor que suas palavras deixaram no ar. Agora eu entendo o que você estava fazendo comigo. Simplesmente me viciando ao teu corpo aos pouquinhos. De forma que tudo ficou pequeno demais ao seu redor. E quando a minha vontade era que a sua fosse satisfeita, percebi que estava perdida, que não me pertencia mais. Juntei forças pra lutar contra isso, mesmo que fosse preciso matar o objeto do meu desejo1 Talvez você seja um ‘bruxo’ porque sabendo dos meus sentimentos resolveu partir/ sair da minha vida! As correntes foram soltas, mas por que não consigo andar? Por que sinto que falta uma parte de mim, aquela que me fazia sorrir por qualquer besteira e suspirar o tempo todo? Algo que me fazia enrubescer, tremer por inteiro, suar as mãos e achar que o coração vai sair pela boca de tão acelerado. Teu nome, antes pronunciado como uma palavra sagrada. Agora é proibido como a um mal que se teme por antecipação. Às vezes, acho que aquela menina se perdeu naquele beijo de despedida. Foi o último castigo ‘mágico!’

_ Mas não posso voltar a dormir, já perdi muito tempo e sei que a solidão pode ser melhor companhia! CARTA AO SENHOR DARCY Uma bela carta ao Sr. Darcy dos meus sonhos está sendo escrita. A ele todos os meus bom dias. A ele todos os meus doces beijos. A ele todos os meus suspiros. A ele todos os meus desejos. Quero ser sua jovem companheira. Despertar seus quereres ocultos. Ser mira de seus debates. Quero tê-lo em silêncio. E no barulhento caos encontrá-los. Seu olhar por hora se converterá no meu. Quero tê-lo acima de tudo e de todos. Imensurável amor. Sedutor, amigo. Tranqüilo. Como numa canção oriental ESFINGE! Pediram-me pra falar baixinho. Tentar de novo como se tudo fosse normal. _ Hipócritas! _ Malditos sejam todos eles! São cegos e não conseguem ver que estou em chagas. Corrompida por suas traças moralistas. _que o caos os devorem! _ Que os seus filhos me adorem! Nada neste infecto mundo pode saciar-me! Como transcender verdades de areia? Só posso negá-las. E saber que sou o dono da realidade que crio. Quando a borboleta vai sair do casulo? É uma inquietação até para meu espírito acostumado ao ‘bom cheiro de mofo’. Creio que a lagarta era algo previsível, mas não tão ridícula quanto estas novas ‘filosofices’ que cospem ‘verdades universais’. Tudo mais cedo ou mais tarde desmorona e com eles caem os seus mestres. Assim, o assistimos se rebaixarem ao tempo. Tolos são os que pensam que com novas máscaras eles ainda sobrevivem. _ Fedem carniça, um insulto até aos urubus! Os vermes irão me reciclar antes que eu fique tranqüilo! Como não tenho vícios, além de escrever. Tenho a ilusória satisfação de ‘encher o saco’ de alguns, ou alimentar as esperanças de outros. Já que tudo é possível aos jovens espíritos presos ao seu tempo! LUGARES COMUNS Quero ser como ela... Quero ter uma vida que possa ser contada e lida com emoção... Queria ter um nome que não é o meu... Um nome que poderia se Marguerite Duras... E escrever o que só a intimidade revelada ensina... Ter essas lembranças em mim... Me perder na inocência, nas mãos de um amante, que poderia se qualquer um e nenhum, aqueles que mal olho, nas ruas, nos caminhos que me repetem. Não tive a beleza de descobrir a dor e o prazer da ‘experiência’ na flor do botão, ainda em transformação para o corpo de mulher, mas já com aquele olhar de e para o desejo esquisito e proibido. Podia ter me perdido aos quinze, mas continuo sonhando, desejando o inesperado, o suor de um corpo contra o meu... A falta de palavras, apenas os gemidos, ser suja, imunda e me limpar das minhas velhices, das minhas fantasias, desse irreal tão comprido. Falar baixinho é tão triste e como ela sentir consolo na morte. Viver de passado é escrever num tom conhecido entre alguns. Somos lembranças e este momento me inspira. Começo uma tradição de os deixarem me escolher pelos nomes. O primeiro foi ontem e quantos virão até que eu sangre de verdade. Parece engraçado, mas eu queria estar naquela

cama, em Cholen e deixar de ser menina, assumir meu posto de fêmea, mudar estas linhas e este sabor na boca para o dele, da sua pele, dos seus vícios quais forem, que por alguns momentos serão meus. Perder o respeito que me é sagrado, chorar e rir por ter que deixar aquela cama. Mas, não é esta em que escrevo, pequena a me caber, de solteira que me dá liberdade de faltar espaço... Será outra... Desconhecida... Que marcará meu coração e ficará para a História... Eu a descreverei senhores de maneira mórbida talvez, como a um leito de morte, que antecipa o final do que sou, que me aguarda com medo e uma vergonha que não vou poder mais ter e que vou desejar outra vez. Serei luz nas trevas e as sombras me cobrirão. Quando abrir os olhos depois do feito, trêmula talvez, eu irei ao papel a tinta e escreverei aquele corpo nu ao lado do meu, o sangue, a dor e ela, a cama, que antecipou tudo, que foi tudo, que foi o meu rumo perdido...

FRESCOR Tive medo de acordar sozinha num dia de céu de baunilha. Deparei-me com um pigmalião na calçada e ele camuflou seu amor. Atravessei a rua e joguei minhas cartas. Na verdade, eu blefei! Como um oráculo suas palavras a mim foram proféticas: um futuro amaldiçoado eu teria se não coragem criasse para nua aos seus olhos ficar. Ele queria roubar minha vergonha e tocar minha alma. Novamente tive medo, mas segurei suas mãos suadas e trêmulas. Nos caímos no chão em gargalhadas: voltando a ser crianças puras e inocentes. Eu senti arrepios quando ele beijou minha pintinha castanha na barriga. Tive então a certeza que nada me faltava, pelo contrário, eu tinha a impressão que ia começar a dever muito a vida. CONVERSAS! Vou arriscar um pouco só pra ver no que vai dar. Prometo não ultrapassar meus limites. Só não ter medo de dar o primeiro tiro. Estou ansiosa para ver um pouco de sangue. Às vezes é a única saída para quebrar a rotina de anos (quase duas décadas). Só espero não ser queimada como a Joana D’ Arc aos 19 anos. Seria coincidência demais e há tão pouco heroísmo aqui comigo. Quero sentir como pode ser amar: sentir um corpo quente vibrando com seus toques e te fazendo arrepiar. Deve ser gostoso demais os lábios úmidos se descobrindo e explorando. Um pouco de adrenalina que vem e vai fácil. Quando isso acontecer vocês vão perceber que os meus versos ficarão diferentes. É que a dona deles vai começar a ver um novo mundo.

E

stão me cobrando e me enganando. Um jogo duplo de cúmplices. Sou a mocinha que tem medo de ser violada. Uma puta que sonha em se tocada como a uma santa. Vagabundos dormem e vampiros ‘purpurinados’ se entopem com o caos. Vícios da nova era. Princípios mal concebidos por ventres secos de grilo. Que o quê que te deixa acordada, me mantém em coma... Rogo... Rogo... Todo tempo alienadamente vivido. Sou sua e choro ao ver o dia. Porque me deixaste aqui? Perdida no que é apenas um corredor de portas sombrias. O mesmo jogo lá fora entra pela sola dos seus pés porta adentro sujando e corrompendo minhas virtudes.

POEIRA Um sopro de vida vale muito. Pense só nos milhares que estão nascendo agora. Agora faça silêncio para os que estão indo embora. Espere um pouco e se concentre no agora. Os que compartilham desta existência desigual contigo. Faça uma escolha neste insípido e passageiro momento: Ser ou não ser? Amar ou não amar? Doar-se ou não doar-se? Estar ou não estar? Ir ou não ir? Esperar ou não esperar? Trabalhar ou se encontrar? Viver pra si ou para os outros? Acredita que sonhos comuns tornam -se realidade? Se Ele anunciou que somos Filhos do Céu. Quero crer que depois da Poeira virá as verdadeiras respostas. Virá o nosso impensável começo.

S

órdida e venenosa como uma cobra... Quando serei ela, comendo sorrisos, ficando nua ao poder do arco-íris. Sente um cheirinho e o gosto amargo... Entra com a tua língua na reentrância úmida e apertada para que aquele espaço vibre e arquei-se sozinho... Veja! Ele já canta como um bebê, querendo mordiscar aquele biquinho rosado de pele madura. Que fruta! ... Que sabor! ... Todos meus... Todos seus... Nunca nossos? _ Quer estragar a brincadeira, o santa inocência. _Continua apertadinha? Então escorrega aquela mão suada e fria que de tão pequena se perdeu nele... Em mim. _Chega!!! Tenha pena desta anciã de desejos. Que o silêncio me conte uma outra fofoca... Mais divertida. Batam-me, mas me façam rir... Virei tão rápido e ainda me perseguem. Vazio e fundo. _Meu! _Me dá ele. Ele gosta de mim não ta vendo? Meu...meu...rahhhhh.... Rodannnnndo. Eu to rodando.........ah! cai comigo agora? _Menino mau! Larga ela, ta machucando. _Ela ta chorando. _Não fica assim não, ele já foi embora. _Ta doendo! Eu sei, também dói em mim. Sempre doeu. _O problema é que ele volta. E ela sorri e gira de novo, gira mais rápido... Tudo de novo. Lúdico, a meia luz!

U

m coração “perfeito” que leu Nietzsche, que leu Borges e Sabrinas como se estivesse os escutando. Grandes furações batem as portas da sua rígida disciplina e dizem que você não é tão imaculado. Ela te boxeou ao lado de um boneco de vítreo.. Dois faróis acordados que te vigiam. A fuga em pânico não passou de uma brincadeirinha na floresta. _ Onde estão os meus projetos?

Tantas quedas para poucas pernas. São aqueles irmãos do meu sangue que me viciaram a longas escutas e “sinceras” verdades. Os pensamentos a lado dão lugar àquelas mesinhas brancas tão vazias na memória, mas que ainda pertencem ao meu medo de sinos. Hoje orgulhosos... De uma vida que ainda anda, come... _ Ela respira senhor? Não foi longe por falta de coragem, nem produziu doces loucuras sob celas escuras. A mocinha que também gosta de mocinhos como J. Genet esta palpitando seus olhos sob quatro paredes. Um quarto tosco foi... Esta sendo furtivamente uma prisão criada para este fim: de prolongar uma existência fundindo-se a outras. Delírios com um reconhecimento seria preguiça, pois estou entre dois séculos e me sinto entre o antes e vivo pelo depois. Poderia ter todos eles em mim! São suas luzes que me incomodam. Partida, eu sou caminho que permanece alheio e ao lado estabeleço regras. Faça destas o que quiser! ue isso garoto? Eu sou mais funda que esse prato. Admito que de juiz a ladrão foram duas escolhas. Disso não passam. Saquei a rolha do destino e me embebedei. Queria que tivesse sido só uma vez, mas precisei de mais. _ É louco? Porque me fez feliz e triste por ser simples. Quem sabe seja este o meu melhor!? Foram os seus amigos, pois dei folga aos meus para que instalassem pontes de concreto em nossa relação. Vibra ao violino e já não dança como aquela cigana. Quero no fundo de mim que seja um véu bem escuro. Que cubra meus sonhos e este rosto que o tempo consome. _ Onde estão suas mãos? A fugitiva quer ser tocada (solta) antes do vigésimo primeiro eclipse. _ Mataram Diotima ou a esconderam atrás da minha cama. Se fossem palavras sussurradas poderia haver alegria ou tristeza. Provoquem mudança... Nunca vi o mar... Nunca vi... _ Por que me observam? Olhos que me perturbam. _ Quando a minha nudez será revelada? Estou programada a ir mais devagar. _ Por que tenho medo de morrer e ter que esticar uma pele que se enrugará? Por isso economizo uma aposentadoria que rejuvenesce meu espírito. Canta o sabiá e não permita que estas pálpebras se rendam ao sono. _ Um cafuné na orelha! Não acontece hoje. Amanhã, que Deus queira que sim. Não escondo o que sou, ou em como acredito ser. Esse estar sendo é inconformante. _ Por que uma vida quando nasce é tão especial quanto uma que parte? Não existe terror suficiente no mundo, nem “baboseiras” suficientes? Grandes “sacos” da imaginação. Tão restrita a meia dúzia de vocabulários. Por que não sou o meu melhor crítico? Não sobreviveria. Felizmente não, bonequinhos do além! Tenho um compromisso de ontem que não cabe mais ser esticado. _ Fuuuuuuui. Pena que não tão graciosa como os pássaros.

Q

É como se fôssemos gerados no silêncio e que o nosso maior desejo é o de sussurrar gritos. A gente já começa caminhando e o ponto de chegada é tão desconhecido quanto o de partida. Por que o gosto do cafezinho corta a sociedade no que me distância?

A palavra pérola já foi esquecida... Eu só escuto pingos mal dormidos. Morremos de olhos abertos senhores, enquanto o prazer de defecar é passageiro. É como uma caixa retangular branca que me sufoca e cheia de lembranças perdidas. A pergunta não cala: _Em que rabisco eu me perdi. Ou se foi naquele que me encontrei? E já não tem cheiro de mofo pra mim e talvez a confusão seja de uma pintura a óleo, onde a paisagem se mistura e escorrega num sonho e num instante que o tempo leva/dilui. Tudo tem um código de entrada e este é assinado pela melancolia _ a bela dama dos solitários. Brinco porque minha inconstância é monótona e não queria perde-los. Vou fazer vinte e um anos e essa sensação de que algo acontecerá me acompanha. Penso que seja porque as coisas diferentes logo tornam-se iguais. Estou com medo de dormir, porque não creio que esteja acordada. Tanta coisa e nenhum amigo pra me revelar. Queria se concordância e me jogar na perfeita histeria. O que fica é tão claro que incomoda. São novamente os pingos! E por que fico me convencendo de que não preciso orar mais? A hipocrisia dos dois lados da questão e preciso de um a boa dose de conformação para aceitar a posição de covarde que assumo. Falo de mim querendo espelhar o mundo e acabo ofendendo “supostas” inteligências ou “sensos” de crítica. Nunca assumi uma briga de verdade e a fartura de não me toques me transfigurou nesta pedante. Tantos joelhos no chão e mãos levantadas para o céu, pernas abertas sem opção, deixando mais uma provocação! Quando se utiliza a lógica, o seu antônimo faz presença. Por que não falo ou menciono lugares que não conheço? Agora,... Sabe vou ficar aqui ao seu lado! Estou escutando o meu coração. Vou me encontrar com ele esta noite.. Estou viva me pergunto? Por que prefiro o escuro? A palavra inocente é tão bonita, não acha? Um mundo vive lá fora. Amo a maneira que a música me invade e diverte. Tudo aconteceu muito rápido e eles não viram quem foi o assassino. É sempre bom quando alguma coisa morre. Ficaria bem de olhos fechados. Os livros que irei ler estão me esperando. E impacientes com o meu atraso. Quem poderia supor que a realidade incomoda? Deixaram as portas abertas e quanto mais grito, menos me ouvem. Outra palavra perfeita e transformadora: silêncio. Por que ele é doce e incomoda, porque ele me traz você de novo, porque me faz chorar e segurar o riso, porque sou silêncio e fuga. Aquela que seus olhos viram tornou-se circunstância. Ela continua aqui no mais profundo de mim. Feitos da terra, corrompidos por ela e dançando do mesmo mau. Alguém me fez uma promessa, beijei suas mãos, lavei seus pés, lhe dei uma segunda pele. Cada passo, cada giro e o corpo desliza em movimento. _ Sinta! A única balada no meio do salão e o ar fica quente porque enquanto tudo gira eu sou profusão de sensações.

Aquele prazer que lhe corta a espinha. _ Assim! Continua sendo a inveja dos anjos, porque unimos a alma e a dança. Quando era pequena, coisa que continuo sendo gostava de imaginar, coisa que continuo fazendo, mas antes era doce. Por que o hoje seria diferente? E agora quero que seja mais que uma lembrança ou uma brincadeira de criança. Andamos agitados ultimamente, ou é só impressão minha. Falam longe daqui, estou me esforçando para escutar. Nunca é o mesmo! Tudo começa com a sensação de que vai ser impossível e o gosto da vitória vai se dissolvendo aos poucos. Não quero ser melhor amanhã!!! Por que sinto tudo no eu? Por que o não seguro em minhas mãos e o faço esquecer? Indo e voltando... Mais profundo, no fundo de você, retorno com o que os reis irão querer (me oferecer). (coro) _Coroas de flores ao seu nascimento! _Coroas de flores com a minha morte! _Coroas de flores...

N

ão possuo um grande segredo. Será que é assim que ficamos vazios? Meus vazios me preenchem. Por pertencermos somos vencidos sempre, mas que não haja empates! Nunca! Talvez... Quem nunca desejou o seu ontem? Quem não virou estatua de sal? Por favor me beije com todo anseio de amanhã e me carregue nos braços do futuro. Na inconstância do que já passou para o que há de vir estamos aqui e ali. Preciso fazer pazes com o Sol, estou perdendo a cor. Ah! Tenho medo de subir... Tenho medo de descer. E agora? Afirmação não! Ela existe para os cegos de espírito, porque é pela dúvida que seremos coroados. Toda mudança de posição é constrangedora, pois entre a retirada de uma máscara para se colocar outra, entre aquela fração de segundo, descobrem-se às belas feiúras e as originais criações. Nem cito mais a frustração dos espelhos porque creio que eles nunca existiram. PRIMEIRO ENCONTRO Quando 'Ele' me ignora eu simplesmente faço o mesmo. Nem um 'Olá' amigo ás vezes dói, machuca, sabe? E podia ser de tantas formas diferente. Como ainda é ridículo que desejo ser bonita pra ele. Tudo tão atoa. Tento me conscientizar disto, enquanto o vejo ceder por outras, olhares, atenções, que queria que fossem minhas a lhe despertar. Enfim, preciso me cicatrizar rápido. Sei disso. Do quanto é difícil. Do quanto eu preciso. Desabafo no tempo. Aqui, pra não explodir. É um pouco assim que me sinto hoje. Dias 15 e 16: Surpresas e desafios. Dois dias intensos que conseguiram me capturar. Fui levada por meus desejos e a razão me conteve. Até a despedida breve não me sentia em meu corpo. Irreal demais. Precipitado talvez. Apenas um beijo... E tudo já não tinha sentido. Reafirmação de quem si é. Para no final da noite o sabor fictício do que não aconteceu. Não me privo. Consinto. Quando não se pede mais. Lá estou. Vou. Tão longe de mim. Volto.

Agora respiro sem pausas. Sou a menina de sempre. Alma jovem no corpo de mulher. Pequenas mãos sobre mãos compridas. Uma pinta clara no pulso esquerdo. Um olhar perdido, fixo em seu alvo, mas tímido. Lábios que me prendiam. Eu os venci. Ou eles me derrotaram? Só posso dizer que sou assim. Que o sagrado é parte de mim. Minha visão de mim no futuro está nisto: no que não vejo, defino, SÓ SINTO.

VERDADE A verdade por detrás daquilo que nos afugenta a alma. Numa conversa normal do dia a dia. Saindo do convencional. Na resposta daquela oração, quase de desistência. A verdade do outro lado do abismo ignorado. A razão quando digo que O AMO além de mim. Prossigo com estas certezas fracas e débeis: "A coisa mais importante da vida é amar... E em troca amado Ser." E não se pode fugir disto. Eu tentei até. Porque o que quero de alguma forma me fere. Porque choro agora frente a este desejo. Mas, enquanto puder ser e dizer o que quiser aqui posso viver assim. Separada da parte de mim. Trazendo ela sempre. Lutando... Mesmo que sozinha. AO SEU LADO Sabe vou ficar aqui ao seu lado! Estou escutando o meu coração. Vou me encontrar com ele esta noite. Estou viva me pergunto? Por que prefiro o escuro? A palavra inocente é tão bonita, não acha? Um mundo vive lá fora. Amo a maneira que a música me invade e diverte. Tudo aconteceu muito rápido e eles não viram quem foi o assassino. É sempre bom quando alguma coisa morre. Ficaria bem de olhos fechados. Os livros que irei ler estão me esperando. E impacientes com o meu atraso. Quem poderia supor que a realidade incomoda? Deixaram as portas abertas e quanto mais grito, menos me ouvem. Outra palavra perfeita e transformadora: silêncio. Por que ele é doce e incomoda, porque ele me traz você de novo, porque me faz chorar e segurar o riso, porque sou silêncio e fuga. Aquela que seus olhos viram tornou-se circunstância. Ela continua aqui no mais profundo de mim. TENHO CERTEZA Que mesmo a força e do seu jeito. O que faz é pro meu bem... Que posso confiar nas tuas incertezas. Por que sei que é capaz de conviver com as minhas pirraças. Com minha timidez e falta de jeito pra lidar com o próximo. Quero estar contigo a cada nova etapa. E

poder contar com a segurança dos teus braços. Teus conselhos sábios que chegam na hora certa. Com teu silêncio que me acolhe e revela sempre precisando de melhorar, retroceder e voltar. Que volte do teu lado então. Do mundo que conheço falta esta parte, que te pertence, dos seus medos e segredos. Do que foi ficando e lhe marcando os gostos. Do seu modo de ver as coisas e delas se expressar. Me falta seu sorriso ao acordar. Seus beijos ao dormir. Seu colo de pai, aconchego querido... Teu estar transformando meu ser. Não quero um tanto de detalhes pequenos, basta-me ser tua testemunha, companheira, amiga e sempre amante. E tua... Pra sempre.

GALATEIA DE PIGMALIÃO Galatéia foi criada. Seu escultor deu vida ao mármore frio esperando por fim a sua solidão. Esta é a estória de Pigmalião. Quando a deusa do amor por ele teve compaixão. Sua criatura ganhou vida. Já com uma missão definida: de abrigar o amor de seu Criador. De tomar sua dor... E transformar esta falta em complemento. A história tem um final assim, indeterminado, mas feliz. Nesse tempo de mitos ainda reflito. Se toda a sua perfeição de mulher idealizada lhe bastou... Se ela realmente o amou. Ou depois... Preferiu a caverna das dúvidas.Nem precisar de tanto. Desejou não ser mais... CINCO MINUTOS A DOIS Eu: NA LUA QUE TE ESCONDE TEM MUITAS FACETAS... Dan: A alma que responde, sou EU, intenso... Inverso... Invernando em tua janela Eu: JANELA QUE SE ABRE. MAS NÃO EXPRESSA TUA FACE. Dan: Alma que TE cabe, mas não te contempla em tempo de TE fazer feliz. Eu: SE ESSA FELICIDADE QUE JULGO PERTENCER ME COUBESSE. SERIA TUA NO PROXIMO VERSO... Dan: Se a tua CALMA me soubesse ver, talvez, não SERÍAMOS longe um ao outro. Eu: MAS A DISTANCIA CONTIDA ME É SAGRADA AINDA. ME ENCANTA POIS É LIRA. Dan: Mas, a ÂNSIA que me assoma a lembrança do BEIJO me refaz em teu ensejo, PREVEJO a tua chegada. Eu: COM PÉS DESCALÇOS DE MENINA, COM ANSEIO DE MULHER, COM O SUSPIRO DA MORTE ANTECIPADA. Dan: A sorte de MORRER, nos teus braços, é ter em ti o LAÇO com a vida, com a volta PRA casa. ( DAS 21:54 HORAS AS 22:00 HORAS; DIALOGO (MSN) COM DAN’ ROCHA BLOG: ATEUGOSTO) CARPE DIEM Me esforço pra começar o dia assim.

Melhor é quando ele termina com esta sensação de que cada instante valeu a pena de ser vivido Com menos preconceito pro que te chega desconhecido Menos arrogância diante do que não se consegue explicar Menos timidez, vergonha e medo pra enfrentar os outros e se jogar... Com tudo, que nem craque em final de campeonato tentando valorizar o seu passe. Passe adiante esta idéia: ame cada vez mais! Até seu peito pedir sossego. Até a alma dizer: aproveite mais. Seja mais pra alguém. Fazendo igual ou diferente fique neles... E se perca de vez em quando, porque ninguém é de ferro.

MINHAS LÁGRIMAS ESTÃO NELE Agora eu choro sabe. Pelo silêncio que eu não consigo explicar. Por esta lacuna dentro de mim. Que alcança até a minha alma. Não sei por que me perco tão fácil assim. E porque amar é tão errado. Amor que sangra. Que dói. Que dentro de mim não tem fim. E minhas lágrimas são parte... Confessam o que não pode ser dito. Minhas lágrimas estão nele. No que ele não pode me dar agora. E que eu quero tanto. Como lutar contra isto? E simplesmente deixar pra lá? Como parar de chorar? Me ensinem, por favor. Quando eu me via melhor era sempre ao seu lado. De todas as formas possíveis eu vencia. E no meio de todo este caos só consigo pensar que não vale a pena estas partes incompletas, estes rabiscos de nada. É tudo igual. Do mesmo jeito. Sem jeito na verdade. E lá no fundo previsível também. Não posso mais... Agora é muito forte... Machucando... Quebrando... Arrancado tudo. Sinto! Não é só algo que deveria ser. Continua sendo o que não é. O que não me pertence do outro, do alheio. Vou respirar, sei que vou... Mas, é difícil. Prefiro pensar que meu lamento é uma forma de exorcismo pessoal. De libertação, quem sabe? Pra não ver. E pra não sentir mais. Algo que nem lembro. Que nasceu no começo das Eras... E vou ficar. Antes mesmo de ir. Não no fim. Aqui. Ainda aqui... Até que... Você venha. Por favor, venha... MEU MILAGRE Pode ser pretensão minha, mas você é o meu milagre. Carrego dentro de mim todas as sensações do menino que habita em ti. Não sei bem porque o trago aqui. Mas, Creio que é parte do processo de me tornar anjo. De me despir das minhas velhas roupas e de me perceber tão somente ser humano. Aprendendo o preço salgado de cada lágrima e doce de cada sorriso. Medindo os espaços que não te encontro ou trazendo a lembrança dos objetos que nomeiam a sua imagem. Gravando as suas palavras e tornando os momentos compartilhados em fluxo continuo, mantido 'vivo'. Como testemunha indireta destas experiências eu te protejo, eu intercedo, eu apenas recebo sua carnalidade. E como portadora dessas fraquezas do ego eu projeto pro depois algo melhor. Esta ânsia secreta me distingui pela cabeça baixa... A esperança converte meus medos de não mais vê-lo e me leva a balançar. Sempre na espera... Sempre até que... FIM DE CASO

Não pensei que seria desta forma. Sem avisos ou explicações. Tão desnecessária a meu ver. Típica de quem precisa fugir a tempo. E quem sabe não mais se esconder. Dos seus desejos por mim. Ele os tem! Agora sei disto. E este conhecimento me veio tarde. Quem dera eu tivesse o feito primeiro, mas meus princípios não foram suficientes. Minha carne abriga um desejo maior que minhas vontades. Um desejo faminto! Muito jovem por sinal. Um desejo que prefere observar. E olhar pela janela do alheio e privado. Agora sem respostas do outro lado não sei como vou me comportar. Sinto uma leve melancolia do inesperado me assombrar os nervos. Receio contido de sofrer na verdade. Entender o Fim não basta. Não serve. Não adianta. Sou teimosa a este ponto. Se nunca poderei tê-lo saciado. Posso disfarçar a Fome. Até quando? Espero que Ele não demore a se aperceber que também precisa disto. Seja lá o que for. Que não me deixe só neste silêncio escuro. E que se farte um dia no Banquete que posso lhe oferecer. Estive me preparando pra isto. Pra abrigar seu lado menino... Me utilizar satisfatoriamente do Homem que lhe pertence. Nesta humanidade que nos cabe. O MENINO E SUA MENINA Ele a convidou para irem juntos. Ela estranhou, pois o caminho era curto e já conhecido. Mas aceitou. Ele segurou em suas mãos. Ela estranhou, pois eram amigos a tempos conhecidos. Mas aceitou. Ela sorriu pra demonstrar que aquilo embora novo era agradável. Ele estranhou sua demonstração de carinho. Mas aceitou. Ele correspondeu com aquele olhar brilhante, imaginando... Ela não estranhou mais nada, no fundo, esperava aquilo, imaginando... Eles aceitaram... Imaginando... SONHOS DE PRINCESA Começam assim: Num castelo bem protegido, ela anseia pelo ESPERADO. Seus sorrisos mudaram deste que suas formas ganharam curvas. Enquanto os dias diminuíam. Com um segredo afiançado em seu coração e com os seus a lhe negarem a satisfação deste desejo. Porque não ser o Herói da história ela se questionou. Esta dúvida alimenta seu espírito. Breve ela agirá. GOZO E APRENDIZADO. Ainda a imagem que tenho de mim. Eterna e perene. Solta e entregue. Exigente e possessiva. Querendo sempre mais dos que não me conhecem. Sentindo o início do fim. Precisa ao olhar pra você. Sorrindo ao fazê-lo. Estupidamente romântica, meiga. Ainda que fugaz em suas considerações. A mulher ainda menina e vice-versa. Lá e cá. De joelhos aprendendo... Gozando.

UMA DOSE DE CADA VEZ Sabe de uma coisa. Não preciso que me olhe assim. Com pena. Por amá-lo! Por querêlo além de mim! Por esperá-lo perdido! Por ter no olhar esse desejo. Essa admiração. Esse tímido sorriso. Não preciso que se desculpe. Ou que queira o mesmo. Nem que seja meu amigo. Mas, digo ainda: Tenho falta da tua voz, do teu jeito. Tenho falta de ti... E vai sempre além de mim essas necessidades. Que me atrapalham a vida. Que me conduzem. Que se repetem.

Volta pra sua casa então. Vai sozinho. Vai sem mim. Não leva consigo mais esta ridícula declaração. Vai e não volta. Porque isto também me atormenta. E você sabe. Sabe de tudo e não faz nada. Não pode fazer nada! Isso é uma Droga sabia? Mas, como não fui de outros, como posso fazer você ser meu? Ninguém é de ninguém. Ainda assim queremos ser. Quem sabe um dia? Já tarde da noite posso falar que Amar só não vale. Vou me precipitar em braços amigos, mesmo sem Vontade pra forçar conhecer o amor. Sair do campo da expectativa. Vou saciar a fome da carne. Enganar meu coração. Será que sou capaz? Se pergunto é porque não. Eu poderia ser outra, mas nunca conseguiria me entregar sem amor. Por que sou assim? Por que o amor me limita assim?Um objeto de cada vez. Uma loucura de cada vez. Uma dose de cada vez.

NA MADRUGADA DE ONTEM, COM O SUSSURRO DO VENTO E DA CHUVA Tenho dois dias pro mundo lá fora não ver que não estou mais aqui. Tenho três horas para arrumar minhas malas, organizar os livros que vão e os que ficam. Tenho um minuto para dizer o que ainda não disse por falta de sono. Com mais dele. Tenho cinco semanas pra viver sem saber se ao teu lado estarei. Fazendo o que? Tenho uma noite pra testemunhar o barulho da chuva. O sussurro do vendo. O rabisco e o gesto. Passaram-se as horas, os dias, os minutos, a semana... Passou-se a Vida. Uma moça bonita que me olhava com a boca pequena. Agora as orelhas refletidas no espelho. E tudo de mais, restando menos. Pra ser escrito/ preenchido / dito / nunca visto ou sentido / Querido... Sentada... Ficando... No tempo que se passou. Fugindo pra ganhar mais instantes... Quem sabe? E no inconcreto espaco que me abarca alargando novos mundos e rostos. “Na dor de quem fica há a lembrança de quem parte”. Não fui ainda... Tamanha tristeza Do que me já foi... Ficando. _ Eu posso ser racional com você? _ Como queira. Mas, antes tire sua máscara da gentileza. _ Eu preciso que faça sexo comigo algumas vezes. Tenho esta necessidade biológica. Você me compreende? _ Sim. Eu te entendo. Também a tenho. Mas, antes quero que me diga quando foi a última vez que fizemos amor juntos? _ Foi semana passada. Talvez sexta... _ Não. Esta foi à última vez que fizemos sexo. Eu gozei duas vezes. Lembra-se? _ O que é afinal? Qual a diferença então? Eu pensei que o diálogo resolveria este nosso problema. _ O problema não é meu. É seu. Sempre estive disposta ao sexo ou ao amor. Agora quanto à diferença. Tenho feito sexo todos os dias, com e sem você. A última vez que fizemos amor foi ontem, quando o vi descer do carro e você sorriu pra mim, mesmo depois de um dia

estressante lá fora, se chegou próximo o bastante. Me ergueu e disse: “minha menina”. Essa posse eu te dei. Era assim que eu me vi nos seus braços. Foi assim que te amei. À noite, depois dos jogos... Não nos tocamos, nem repetimos carícias conhecidas. Fomos dormir e pronto. Mas, meu sono foi tranqüilo e gostoso no gozo daquele “menina”. Adormeci logo, lembrando dele e do moço que o falou. _ E o que fazeremos agora? O que você quer de mim? _ Você já sabe. Muito sexo. Com algum amor. Ou o contrário, também serve. _ Então: Vem cá... “Minha menina” Pausa... Que venha a mulher.

o que se favor, me diga? Enterrá-la? o natural, Quando uma pessoa morresociedade deve fazer, porcadáveres em gavetas. NemÈpodia esta o mais óbvio. Minha guarda seus sugerindo tais idéias. Beijam com muita saliva para sentirem as línguas. Ignoram o teor preocupante de bactérias e microorganismos. Lançaram uma sonda espacial no Espaço. E eu não vi. Me perdi em algum lugar. Ainda busco me encontrar. Entre os achados e perdidos não estou. No ponto de ônibus, a caminho da faculdade, no corpo de uma menina de calça jeans azul listrada e tênis. Quem sabe ali no meio de lobos. Procurando os passarinhos. Que cantaram ontem pra mim. Quando caminho sob o pôr-do-sol faço meu ritual de agradecimento e minha higiene mental. Quando isto também começou a virar rotina parei. Lá estavam todos me olhando, com umas retinas petrificadas e umas feições chocantes, denunciando com altivez que Eu Não Era Mais Virgem. Se tivesse sido pelo menos evitaria tal constrangimento. Um abuso social permitido. Reguladores e aspirinas não me servem. Para uma noite bem dormida eu preciso de tinta, de uma folha branca, de idéias soltas. De frases com sentido próprio. Muito egoísta por sinal. Traduzo meus sons criando fantasias, sem nenhuma preocupação ou cobrança sobre o real. Estou cercada. Sem sono. Confusa. Embaraçada. Quente (ao menos mãos e pés). Estou querendo mira. Buscando alvos. Viva e ativa.

N

enhuma designação será capaz de explicar de forma que eu entenda porque estamos aqui. Mas irracionais e sentimentais. Repletos de patologias de cunho mental. Projeto um filme diferente para esta era. Nele os atores estão mudos, como de primeira. Não existem diálogos compreensíveis. Do eu, passando pelo outro, de volta a mim mesmo. E rápido. E de forma segura, antes que eu perca a paciência em ter que ouvir esse outro falar. Ele não me interessa. É meu espelho. Tais impressões/ imprecisões não diminuem com o tempo, pelo contrário, crescem e se rivalizam. E quando a película ainda está sendo rodada. Digamos que as luzes ainda não foram apagadas. Há algo errado. Alguma coisa que não pode ser vista e muito menos mencionada. A principio pensei e sugeri que mudassem o foco, as cores, pois poderia ser a juventude idealista. E o frescor pueril de antigas serenatas. Mas, não! Este filme curto, em preto e branco, sem som e falas era a alegoria da minha ‘jornada’ por esta Terra. Por esta Via Láctea. As percepções foram tremendas. Toda a narrativa sinalizada ecoou nos quatro cantos do planeta e alcançou dimensões de um Universo desconhecido.

Agora com tamanho reconhecimento me sinto digna e preparada para assinar esta obra. Só preciso que o editor faça um bom trabalho nos diálogos. Ainda não gostei do resultado. Após uma pausa merecida retornei as minhas imagens favoritas. Tinha um pai e uma menininha sinalizando novas relações de afeto. Tinha uma mãe aprendendo a chorar. A irmã foi deletada em algumas cenas. O controle etário o fez. E muita alucinação sozinha. Havia um instrumento recorrente de tortura psicológica: um computador conectado... Havia salas virtuais. Toda a fantasia desse espaço. Noutros tempos se protagonizava. Vivendo neste não era uma grande vilã ou Rita Gueibord. Era apenas uma jovem, menina de tudo ainda. Com olhos fechados para algumas coisas e desinteressada.

S

im, eu sei bem do que você fala. Os seus argumentos eu os conheço de cor. Se recorda que já foram meus. Meu modo distorcido de explicar as coisas e querer fazer sentido. Não fujo mais. É uma pena. Também não brinco mais. Nunca bebi, nem fumei... A propósito, nunca estive lá. Ainda assim insistem em me acusar. Este crime não cometi. Se o tivesse feito o assumiria, sem nenhum problema. Me tornaria um herói, algum dia para um menino rebelde. Enquanto minhas dores não são só minhas. E que metade do mundo dorme, ou melhor, desperta ouçam o que digo: de borboleta à estrela... de um ser metamorfo à quase eterno... da beleza à luz. Há tanta diferença. O que me permite sonhar mais um pouco. E continuar escrevendo histórias. Na luta que vem a seguir sob a derrota recente no campo de batalha. Estamos procurando abrigo. Talvez, nunca encontremos respostas. É urgente! Sim, mais uma vez necessário. Estancar o sangue... Suturar o corte... Abrir mão de velhas cartas. Ceder, enquanto podemos voltar atrás. Antes que cometam outro assassinato. Meu orgulho tinha um traço peculiar, acordava sempre tarde, depois de lançada mão minha vaidade. Para seduzir é claro. Sempre foi assim: com focos pequenos, um leve batom, um decote desmerecido ou uma combinação nova. Esta criatura pediu para que a matassem há muito tempo. Aqui sou eu me defendendo. Abrindo-me. Entregando. _Esperta garota! Continua blefando. Sim. Jogando. Em cena o ato último foi o que mais levou tempo para ser encenado. No andar de cima havia apenas uma poltrona marrom vazia. Estava quente ainda. No tapete da sala havia marcas. A porta estava aberta e a claridade do sol criava reflexos nas paredes velhas. Tudo era silencio e dor. Era lindo. Era partida. O Fim. O barulho da chuva me acalma. É algo que posso confiar. Já reli incontáveis vezes a carta que lhe escrevi, a ser enviada. As palavras martelam. Isto parece bom. No outro dia não sei o que esperar de mim. Perdendo forças... Torcendo pra continuar... Receosa quanto ao que me espera. Não sinto uma tristeza por não saber. Na verdade são sentimentos que nãos e traduzem. Já nascem aqui dentro e vez ou outra pedem pra sair. Mas, não podem todos de uma vez. Rotinas estressam bem mais. Elas se tornam doses comedidas e viciantes do comum e previsível. A melancolia surge em cena despudorada. Convincente. Querendo levar junto às últimas virtudes. De uma natureza fraca procurei respostas. Contentei-me em permanecer no caminho. Passos lentos é verdade, ainda assim sigo em frente. Sem dó, nem piedade. É assim que vivem. E assim os deixo morrendo. Nãos salvo ninguém. Não tiro do frio.

Necessária minha nova obrigação. Respeitável, embora egocêntrica. Sou vigília do tempo. A denominação antiga era mais pomposa: Guardiã. POEMA A ponta dos pés alcança a parede O corpo pesado jás na cama. A mão escreve rapidamente. Os olhos relêem e acompanham o pensamento. Brotam palavras. Que cortam o silencio. E os desejos da alma suspirosa Posso mudar de posição. Ainda assim sentir. Que o espaço a volta é só outra ilusão. E que a pausa feita terminou em poesia (poema)

E

u só pensava em viver. Não queria magoar ninguém. Queria ao menos uma vez ser sincera com meus sentimentos. E livre. Livre na manifestação dos meus desejos. Não sei por que choro. Talvez porque minha natureza não seja tão rebelde como minha carne. E essa lágrima que cai do meu rosto, ao mesmo tempo em que é salgada, chega a ser doce. A maneira como me beija e me toca. Não sei se por ser o primeiro. Possui-me desta forma. E sinto-me cativa dessas vontades. Que não são apenas dele, mas minhas também. E os julgamentos alheios e internos me desfazem aos poucos. Esse é o gosto amargo da derrota antecipada que muitos dizem. Foram distintos três encontros. Cada um me marcou. Parece que o que era desejo aos poucos se transformou em carnalidade, sobretudo o desejo amoroso. Que se perde. Escapa de mim. Quando a realidade não é nada fantasiosa. Suspiro entre os seus braços. E nossos corpos começam a se descobrir. Sinto que ele está perto de me dar prazer. Já o dei, mas não consigo me satisfazer com isto. Seu gozo foi doce na minha boca. Sua perda de sentido e fraqueza me ensinou como as mulheres detêm afinal certo poder sobre o outro sexo. As coisas continuam cômodas. E nada tranqüilas. Estou ‘em chagas’. No poema já escrito, sendo levada pela água da chuva... Com a sensação de que meu coração acelerado vai enfim parar de bater. E que essa corrida louca está chegando ao fim. Precipito-me de vez no caos do outro ser. E percebo enfim, que não existe prazer compartilhado. E sim solitário. Afinal de contas pra isto foram feitas as amantes. Seus rostos desconhecidos, apenas seus gemidos... E eu realmente queria que esta história fosse diferente. Podia acontecer algo. Um furacão que me arrancasse dessa tempestade. Ou uma despedida definitiva. Um encontro fortuito que me permita enxergar além deste momento. E do apego que aqueles braços me trazem. Seu olhar vai ficar aqui dentro. Mas, terei ao menos uma chance de escapar. Porque não posso controlar esse tempo, essa diferença, essa distância... Essa vida? Por que sou fêmea no cio? Por que ele se tornou meu macho escolhido? Chega desses por quês! Basta desta vida pouco vivida. Basta! Perdoem-me algum dia. Os que fizeram bom julgamento de mim. Os que esperavam mais. Ou que me consideravam forte. Ajuizada. Desculpem-me. Não pensem que estou bem com tudo isso. Com o que tenho feito. Sei que não existe mal, além daquele que enraizado em mim já começa a podar-me. Escravidão! Cárcere da alma, num corpo faminto. Quando terminar o dia. Após essa busca encontrar sentido: de perda ou de mais conquista. Quero poder voltar às origens. Ser a menina que fui um dia. Ser tola, como só ela era. Ingênua. Muito ingênua. Juntar-me. Recomeçar. Diferente e igual. FÊNIX Perto de mim vi teus olhos negros sedentos e perfurantes que atingiram de uma só vez minha alma contida. No começo das Eras a sua luz me distinguia. Era clarão em dois céus divididos. E eu portadora de uma Lua minguante que com a aurora cantou última vez. O vento continua a me cobrir os pensamentos turvos e quentes. Faço de conta e brinco. Derreter é

preciso! E já não resta nenhuma imagem triste que seja apagada. Fica oh vida com estes guardados sabores e aproveita deles sempre mais um pouquinho. O tempo do fim abreviou minhas despedidas e converteu novamente brancas linhas. Ganhou meus medos. Me fez mulher, em outros sonhos. E não foi nada daquilo que quis. Foi melhor! O primeiro e último beijo: doce. As escolhas de querer mais. Quando no meu nada lhe dara tudo. E agora no meu tudo ei de lhe dar nada? Não pude resistir? Não. Ainda luto com esta natureza ambígua. Com toda potência ativa do sim. Calei-me poucas vezes, o suficiente para que quisessem ouvir-me de novo. Quis ficar nos outros. Se consegui? Não sei. Sei que tentei e que busquei em alguns ver além. Poucos ofereceram momentos de entrega. Apreendi os detalhes que quis ver. Faltou-me tanto de tantos que termino desculpando-me e agradecendo os gestos amorosos sinceros. Estão todos aqui dentro de mim, sendo reproduzidos. A cada espaço vazio que um sorriso, uma lágrima, um poema, um cheiro... Preencheu. Em cada dia julgado ‘sem valor’. Aos nomes de/para sempre e aqueles desconhecidos. Com carinho... CARTA DE ANIVERSÁRIO Tenho o hábito de escrever cartas aos meus amigos, na data de seus aniversários. Acredito no poder das palavras escritas e de como podem se converterem em bonitas lembranças. Te felicito por mais esta translação em sua vida. Repleta de mudanças e novas percepções. Como você já não é mais um garoto, o que o tempo faz em acrescentar-te ou não já não tem o mesmo peso. Digamos que tua balança de valores deve ser outra. E na nossa diferença etária não me julgue demasiado ingênua por te desejar: algo novo todo dia, que te encante os olhos ou distraia; Novos amigos para ampliar os teus conceitos, quem sabe desfeitos e mais momentos com os teus já conquistados. Ocasiões simples, que se digam memoráveis; Algo seu. Criado com esmero, cuidado e dificuldade, que possa doar aos outros; Se permita ser uma pessoa melhor a cada instante, seja esta triste ou alegre, rancorosa ou perdoadora, paciente ou belicosa, amorosa ou egoísta... A questão é ser alguém que reage e ecoa desta forma nos seus próximos. Desejo realmente que espere simplesmente mais. Que espere tudo. A vida que te pertence lhe flui como um dom por ter objetivo, por ser especial e não produto de circunstâncias ou de um jogo do acaso. Na rotina alienante, às vezes, nos perdemos, mas procure se desafiar e se encontrar constantemente na reflexão de quem você é e está sendo. Pode não encontrar as respostas. Ou deixar à areia da ampulheta escorregar sem grandes questões. Pode até mesmo trancafiar suas dúvidas sob um perfil taciturno. Tua humanidade única e distinta se reflete nisto... Que encare sozinho os seus medos e desejos. Que os compartilhe talvez... E que entenda que o melhor é aprender. Frente a estas possibilidades ver que o desapego também é acolhedor. E no meio de toda expectativa criada sentir que o que Somos tão o somos brevemente. Num ‘suspiro’ partimos, mas podemos ficar eternamente nos demais. Esta fragilidade bela que merece ser notada e descrita. Meu caro, a tua existência não é só sua. Que bom. Que estás ficando nos outros e não a força diga-se com bom juízo. Fica aqui minhas impressões, do que permito-me entregar-lhe. Com carinho...

Q

uero te conhecer de verdade. Dormir na sua cama com você de conchinha ou abraçadinho. Pode ser? Quero vê-lo sorrir mais vezes. E quero muito te ouvir ministrar uma aula, ou palestra. Olhar pra você de uma forma diversa e finalmente ser por ti reconhecida neste olhar. Quero que me deseje até mais do que diga. E quero que demonstre

isto em público, com manifestações carinhosas de cuidado, afeto e carinho. Serei submissa das tuas vontades quando elas não me forçarem a ser o que não sou. Quero ser tua amiga. Tua cúmplice nesta vida. Quero que me cale com teus beijos. Que me permita falar no teu silêncio. Ainda quero teu abrigo e um pouco dos teus minutos contados. Mas, por favor, nestes instantes seja só meu porque serei só tua. Quando olhar pra lua se lembre da menina que te quer. Quando ver a chuva fina pela sua janela saiba que ela também escuta o barulho da água e pensa em você. Quando sentir que o mundo te sufoca e que não te basta não se esqueça do calor pequeno dos braços da moça e do seu olhar ingênuo, porque foi com este olhar que ela te deu o seu mundo. E que através dos seus beijos poderia conhecer o amor. Não aquele comprado pelos costumes e comodismos e sim, um regalo gratuito, que te fez especial nos sonhos dela. A se você fosse esse homem! Que bom, que você sempre será ele no seu coração.

A TERRA QUE GEME! Meu primeiro amante aqui na Terra tem sabor de terra molhada. De terra seca sendo molhada pela chuva fina do final da tarde. De terra suspensa no ar. De terra com cheiro de café torrado. De terra com gosto de gergelim. De terra evaporando a água... Com um gostinho salgado do seu último beijo. Foi nesta que aprendi a gemer. E reconheci na dor meu prazer. Nesta densa terra que gozei. Foram seus lábios molhados e nosso suor. Foi o seu gozo sobre mim! E era só a Terra que geme. Na procura por mais, mesmo em rápidas chuvas de verão

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