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MAIO Nº 9 2008 1

#9 2008
GLOB A L S OLUTI ON S FOR L OC AL C U S T O M ERS – EVERY W H ERE

Arquivo Caterpillar

A qualificação dos
processos de soldagem
está no coração
da Caterpillar
MAIO Nº 9 2008 3
4 MAIO Nº 9 2008

índice

página 8

A qualificação dos processos de


soldagem está no coração dos
produtos da Caterpillar Brasil
página 8

ESAB presenteia o vencedor da


edição paulista do Prêmio
Soldador Padrão 2007
página 13

Com a ESAB, Painco segue firme entre


principais fornecedores para o setor de
bens de capital em movimentação de
terra e mineração
página 15

Mineroduto Samarco – Participação


da ESAB foi fundamental para a
construção da obra página 15
página 18

Atlântico Sul: oportunidade de


bons negócios
página 20

Feira da Mecânica 2008 – Estande da


ESAB vai exibir produtos sofisticados
e com alta produtividade
página 21

Tecnologia ESAB no desenvolvimento


de equipamentos
página 26

QSetTM – um grande avanço em


tecnologia de soldagem
página 27 página 27
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#9 2008

índice

Expediente
Publicação institucional da ESAB Brasil
Rua Zezé Camargos, 117
Cidade Industrial
M3 PlasmaTM – Sistema de CEP. 32210-080 – Contagem – MG
mecanizado de corte plasma para marketing@esab.com.br
marcação, corte de alta qualidade e
www.esab.com.br
alta velocidade e corte de
chapas pesadas
página 31 • Diretor Presidente
Dante de Matos
Embalagem à vácuo: maior proteção • Diretor de Vendas e Marketing
para arames tubulares Newton de Andrade e Silva
página 33
• Diretor Financeiro
Luís Fernando Velasco
• Gerente de Marketing
Sistema Endless Marathon Pac
elimina paradas para troca dos Antonio Plais
tambores de arame
página 34
• Produção
Prefácio Comunicação
(31) 3292-8660
Pacotes para robôs AristoPower 460
• Editora
página 35 Celuta Utsch – MTr. 4667
• Redação
Alexandre Asquini, Débora Santana,
ESAB apóia projeto em prol do Marcus Rocha
meio ambiente
• Acompanhamento
página 36
Débora Santana
• Revisão
Cibele Silva
Como maximizar a produtividade
• Editoração
na soldagem
página 37 Tércio Lemos
• Fotografias
Arquivo da ESAB / outros
Laboratório de engenharia: • Revisão técnica
tecnologia a favor de novos Antonio Plais
equipamentos Cristiano Gonçalves
página 41
6 MAIO Nº 9 2008

Inaugurada em 2002, a Ponte JK sobre o Lago Paranoá, em


Brasília (DF), transformou-se em um ponto turístico pela sua
beleza. A estrutura possui três arcos de 3.150 metros que
desenham o movimento de uma pedra quicando sobre o
espelho d’água. Tem seis pistas de rolamento para veículos
e duas para pedestres e ciclistas nos dois sentidos.
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T E M
I
A Q U
A B
ES

Arquivo Usiminas
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Caterpillar
Arquivo Caterpillar

A qualificação dos processos de


soldagem está no coração dos
produtos da Caterpillar Brasil

H
á pouco mais de meio século, expansão econômica – sinônimo de incon-
a realidade brasileira era consi- táveis oportunidades –, muitas companhias
deravelmente diversa desta que internacionais perceberam que, em algumas
podemos observar hoje. O censo décadas, o Brasil poderia avançar bastante e
de 1950 contou 51,9 milhões de brasileiros, se dispuseram a contribuir para isso.
a maioria dos quais morando na zona rural. A Caterpillar, por exemplo, chegou em 26
Com uma industrialização ainda insipiente, de outubro de 1954, instalando-se no bairro
o país exportava sobretudo produtos primá- paulistano da Lapa, em um armazém voltado
rios e ocupava um modesto 53º lugar entre para a comercialização, produção e estoca-
as economias do mundo. Diante de tal des- gem de peças. No ano seguinte, adquiriu uma
crição, pode parecer que não havia por aqui área de 164.000 m², em Santo Amaro, outro
muitos atrativos para investimentos, o que de tradicional bairro de São Paulo, construindo
modo algum era verdade. Naquele cenário sua primeira fábrica no país. Nos anos de
mundial do pós-guerra, caracterizado pela 1960, iniciou a produção de equipamentos:
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Caterpillar

a primeira máquina fabricada no Brasil foi a empresa informa ter eliminado de seu proces-
Motoniveladora 12E. Desde aqueles primór- so produtivo, das peças e dos componentes,
dios, investir tem sido uma constante para a substâncias nocivas à saúde e à atmosfera,
empresa. Em 1973, comprou um terreno de 4 como o cromato de chumbo, antes usado em
milhões de m2 em Piracicaba (SP), planejando tintas; o cádmio e o amianto, aplicados em
instalar ali sua segunda fábrica, concluída em peças; e substâncias clorofluorcarbonadas,
1976, e que hoje conta com 165.000 m² de que agridem a camada de ozônio. Também
área construída. Em 1993, a Caterpillar con- investiu na suspensão das tubulações e tan-
centrou nessa unidade de Piracicaba todas as ques de óleos para evitar possíveis contami-
suas operações administrativas e industriais. nações do solo e do lençol freático. Garante
Hoje, com mais de 190 milhões de habi- que vem conseguindo bons resultados na re-
tantes, o Brasil se situa entre as dez maiores ciclagem de óleos, papéis, metais e plásticos,
economias do mundo; já a Caterpillar é a 15ª e que há muitos anos co-processa seus resí-
exportadora do país – a 5ª exportadora do duos industriais sólidos (lama industrial e borra
Estado de São Paulo –, tendo alcançado, de tinta) em fornos de cimento.
em 2006, o recorde histórico de 1,1 bilhão de Nos últimos anos, a Caterpillar Brasil tem
dólares, correspondente a vendas para 120 obtido diversas certificações de excelência:
países. Sua linha de produtos é composta ISO 9002 (1994), MRP II Classe A (1999), Ex-
por 28 modelos de classe mundial, incluindo celência Operacional (2000), ISO 14001 (2001)
escavadeiras hidráulicas, compactadores, e ISO 9001:2000 (2003). Em 1999, conquis-
carregadeiras de rodas, motoniveladoras, re- tou o Prêmio Nacional da Qualidade. Alcan-
troescavadeiras e tratores de esteiras, além de çou também, e vem mantendo, a certificação
ferramentas e acessórios especiais para seus de Excelência Operacional, fator de competiti-
equipamentos – todos itens que têm na solda vidade no mercado internacional. E por quatro
um aspecto fundamental de produção. Desde anos consecutivos foi qualificada como uma
outubro de 2001, a empresa atua também no das melhores empresas para se trabalhar no
mercado de energia, produzindo grupos gera- Brasil e na América Latina, de acordo com as
dores de 40 a 370 KW. pesquisas Exame/FIA, Great Place to Work
A fábrica de Piracicaba conta com uma e Valor Carreira/Hay Group. Atualmente, se
estação de tratamento de efluentes industriais orienta pela metodologia 6 Sigma, centrada
e sanitários; parte da água consumida na fá- na busca da eliminação de defeitos em pro-
brica é reciclada e o restante é tratado e lança- cessos para destinar ao mercado produtos e
do completamente limpo no Rio Piracicaba. A serviços com alto grau de perfeição.

Arquivo Caterpillar
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Caterpillar

Investimento nas pessoas e na comunidade


A Caterpillar Brasil faz questão de e motivador. Investimentos constan- Desde os anos de 1990, a em-
sublinhar que o desempenho positivo tes também são realizados em equi- presa participa de atividades da
nas exportações se traduz em benefí- pamentos e instalações produtivas, Fundação Floresta Tropical, que
cios internos: além do pagamento de na rede de comunicação mundial propaga a conscientização pela
impostos e taxas, na esfera pública, com outras unidades e com os re- sustentabilidade na região Amazô-
e da aquisição de bens e serviços, na vendedores. nica e criou a instalação temática
esfera privada, há também a desta- O programa de responsabilidade “Cochicho da Mata”. O espaço, que
car a geração de empregos diretos. social instituído pela Caterpillar inclui já recebeu mais de 350 mil estudan-
Nos últimos dois anos, foram duas ações com o objetivo de promover o tes, de 7 a 18 anos, nas cidades de
mil contratações. Hoje, são 4.900 desenvolvimento sustentável de Pi- São Paulo, Piracicaba, Brasília, Be-
empregados efetivos, para os quais racicaba, cuidar de adolescentes na lém, Curitiba, Campinas, Belo Ho-
é oferecido um plano de benefícios área mais pobre do município, abrir rizonte e Rio de Janeiro, possibilita
abrangente e um programa voltado à oportunidades de terapia ocupacio- aos visitantes conhecer uma floresta
medicina preventiva e à qualidade de nal para aprendizes da Apae, e esti- tropical de verdade, com vegetação
vida. A empresa acredita que inves- mular projetos culturais, como a Or- e simulação do clima e de animais
tir no constante aperfeiçoamento de questra Filarmônica de Piracicaba, típicos. A empresa também criou os
seus profissionais e em alta tecnolo- a encenação da Paixão de Cristo e projeto LixoÚtil, em 2005, sobre re-
gia é a melhor maneira para manter o Grupo Andaime, da Universidade ciclagem, e Planeta H 2O, para aler-
um ambiente organizacional saudável Metodista de Piracicaba (Unimep). tar sobre a escassez da água.

Caterpillar participa das atividades


da Fundação Floresta Tropical

No âmago da gadeira para mineração subterrânea, com


produção, a solda diversos componentes de alta tecnologia e
“A solda é o ‘core’ da Caterpillar”, assina- que pode ser controlada remotamente. Sua
la Luiz Lanza, supervisor de Manufatura da produção substitui os ‘scrapers’, que são ca-
empresa, cuja ampla linha de produtos ab- çambas mais simples.
sorve perto de 3 mil toneladas de solda por Para dar uma idéia do quanto maior po-
ano – 2,4 mil toneladas utilizadas interna- derá vir a ser o emprego de solda com o
mente na fábrica de Piracicaba e algo entre lançamento desses novos produtos, Lanza
480 e 600 toneladas anuais aplicadas por explica que a etapa de soldagem de uma
diferentes fornecedores de partes e peças. caçamba, depois de suas partes estarem
O plano da Caterpillar para o futuro pró- devidamente montadas, consome dois dias
ximo é ampliar a capacidade interna, trans- de trabalho de um soldador, enquanto ape-
ferindo mais algumas de suas operações nas o chassis traseiro da nova carregadei-
para os fornecedores, o que significará maior ra exige uma semana de trabalho de dois
consumo de solda, tanto internamente como soldadores, sendo que o chassis dianteiro
nas instalações dos fornecedores. Em linhas requer mais três dias de trabalho também
gerais, a idéia é lançar novos produtos, subs- de dois soldadores. “A maioria dos serviços
tituindo itens mais convencionais por outros para a produção dessa nova carregadeira
de maior valor agregado, com mais tecnolo- corresponde a soldas de 12 a 22 milíme-
gia, robustez e resistência, e cuja produção tros”, comenta o supervisor.
terá maior utilização de solda. Um dos itens O número de profissionais especializa-
já apresentados ao mercado é uma carre- dos nos diferentes processos de soldagem
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Caterpillar

corrobora a idéia de que a solda é o cora- solda semi-automática ou o arco submer-


ção da produção na Caterpillar Brasil. Em so”, diz Lanza.
novembro de 2007, dos 4.900 funcionários Preparar e retreinar soldadores não é
da companhia, 1.151 eram soldadores. uma novidade na Caterpillar. No passado,
Eles trabalham em regime de três turnos, havia uma ‘escolinha de solda’ dentro da
que cobrem as 24 horas do dia. “Estamos empresa; internalizar o aprimoramento das
contratando mais soldadores, porque, equipes é uma prática que se revela sempre
como disse, embora nós devamos transfe- adequada. “Estamos pegando muita gente
rir parte considerável da produção interna nova no mercado, e queremos fazer com
atual para fornecedores, estamos aumen- que eles sejam bem treinados e tomem gos-
tando a produção internamente.” to pela profissão”, diz o supervisor.
Preparação - Além de contratar, a Cater- Pesquisas feitas pela própria Caterpillar
pillar tem procurado preparar os soldado- indicam que os profissionais da empresa
res para que eles melhorem o desempe- têm orgulho de serem soldadores. Os au-
nho. Recentemente, foi adotada uma nova xiliares sentem-se motivados a se preparar
especificação para recertificação de todos por meio dos cursos que a empresa dispo-
os soldadores. Essa especificação deter- nibiliza, com o objetivo de se tornarem sol-
mina que os testes dos soldadores devem dadores. Há entre os funcionários a percep-
envolver a utilização de corpos de provas ção da importância dos soldadores para o
mais sofisticados do que os utilizados no processo produtivo da Caterpillar, e há tam-
passado, e ensaios mais minuciosos, em bém o entendimento de que a ocupação Empresa prepara profissionais
função da exigência da qualidade do pro- configura uma oportunidade de ascensão e para que eles se transformem
em soldadores multifuncionais
duto. “Desenvolvemos até ensaios destru- de segurança de emprego.
tivos dos corpos de prova, justamente para A empresa estimula os soldadores e
verificar se foi dada a penetração adequa- outros trabalhadores a crescer por meio do
da e se o tamanho da solda está de acordo estudo formal. É uma estratégia ter 100%
com as especificações. Toda vez que um do ‘chão de fábrica’ formado no curso téc-
soldador mudar de operação, será treinado nico de mecatrônica. Para tanto, foi firmado
para aquele novo tipo de soldagem. Vamos convênio com a Escola de Engenharia de
certificar o soldador na operação que ele Piracicaba (EEP), da Fundação Municipal de
terá que fazer, para que tenhamos a certe- Ensino, que oferece esse curso de nível téc-
za de que o produto terá a qualidade exi- nico, com dois anos e meio de duração.
gida e que não será necessário refazer o
trabalho”. Parceria - Ao longo do tempo, com maior
Lanza explica que o objetivo é também ou menor volume de negócios entre as duas
preparar o que chama de soldadores mul- companhias, a ESAB tem sido uma parcei-
tifuncionais. Existem soldadores que têm ra da Caterpillar. Um exemplo? Levando
habilidade para determinado tipo de solda, em consideração questões ergonômicas
e não para outro. Quem faz uma solda con- e de segurança do processo de trabalho,
tínua, em vários ângulos, normalmente terá a ESAB desenvolveu o sistema de carretel
dificuldade para executar uma solda circu- metálico para arames tubulares, que passou
lar. Com nosso novo procedimento, toda a ser utilizado nas operações da Caterpillar.
vez que um soldador mudar de função, de- “Essa solução nos trouxe significativo ga-
verá passar por um teste para ver se tem nho no que diz respeito à ergonomia”, diz
qualificação para executar adequadamente Helaydson, explicando que o novo tipo de
a operação para a qual está sendo desig- dispositivo pesa 25 quilos quando carre-
nado. gado – cinco a menos do que o dispositivo
Tem sido dada especial atenção aos anteriormente usado – e também apresenta
trabalhos com procedimentos de solda- características que tornam mais fácil e rápi-
gem mais complexos, que exigem muito do o seu manuseio durante o trabalho, com
do soldador, como as soldas muito longas, ganhos de tempo e eficiência.
que não podem ter interrupção para que Luiz Lanza ressalta que a Caterpillar não
se evitem problemas posteriores às peças. faz nada sem os fornecedores. “Dependemos
“Estamos tentando reduzir o uso desses muito de nossos fornecedores e preserva-
procedimentos com alternativas como a mos um bom relacionamento com eles”, diz,
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Caterpillar

sublinhando uma postura de portas abertas A ESAB participa do Suppliers Day,


para a apresentação e ofertas de produtos e uma promoção que, apesar da denomi-
serviços. “Tendo algo a oferecer, que atenda nação em inglês, foi criada pela Caterpillar
às necessidades da Caterpillar em termos de Brasil para azeitar os relacionamentos com
custo e benefício, estaremos sempre de bra- os fornecedores. A iniciativa consiste em
ços abertos aos nossos fornecedores tradi- uma reunião anual em que é feito um ali-
cionais. Temos os nossos técnicos de solda nhamento: a Caterpillar apresenta a sua
para poder fazer a avaliação dos produtos”. estratégia de negócios, mostra onde quer
Ele concorda que toda grande companhia chegar e fala abertamente quais são os
precisa dessa permeabilidade, justamente problemas e como espera que os fornece-
para se informar e compreender o que está dores possam ajudar, e coloca exemplos
surgindo no mercado. positivos de alguns fornecedores. “Essa
“A Caterpillar tem uma política de man- forma de relacionamento é muito constru-
ter com todos os seus públicos, incluindo tiva. Com ela, o fornecedor é informado
os fornecedores, uma relação bastante dos objetivos da empresa e sabe onde ela
transparente, montada na ética, que esse quer chegar. E isso cria a condição para
é um diferencial no relacionamento entre que o fornecedor possa se organizar para
empresa e fornecedores. Com isso, ao lon- oferecer o que a Caterpillar precisa. Assim
go dos anos, ela construiu parcerias impor- se estabelece um relacionamento bastante
tantes. Com certeza, a Caterpillar valoriza aberto, do tipo ganha-ganha, o que, sem
bastante essa cadeia de fornecedores”, dúvida, é saudável para ambas as partes”,
frisa o supervisor. conclui Luiz Lanza.

Um soldador, um exemplo

Há casos de soldadores que fi- do a permanecer na empresa, traba- Olimpíada Internacional, realizada
zeram faculdade. “Recentemente, lhando na produção. “No período em na Suíça. “Fiquei em quarto lugar,
contratei um soldador para trabalhar que eu era aprendiz do Senai, atuei concorrendo com estudantes de 24
na área de Engenharia de Processos nove meses na área de treinamento, países”.
porque, além da experiência que ele e quando fui contratado como fun- De acordo com Helaydson, em
tem em solda, está fazendo o curso cionário, fiquei mais nove meses na certames como o Soldador Padrão,
de engenharia mecânica. Um profis- produção, retornando depois para a organizado pelo Senai e pela Asso-
sional assim tem potencial para, no área de treinamento, onde permaneci ciação Brasileira de Soldagem (ABS),
futuro, assumir funções de maior res- por seis anos”, conta. os soldadores da Caterpillar demons-
ponsabilidade e alcançar crescimen- Em 2002, Helaydson participou tram sempre um bom conhecimento
to profissional dentro da empresa.” da Olimpíada do Conhecimento, que e habilidade. Praticamente 100% dos
Analista de processo na área de reúne estudantes do Senai de todo processos da empresa são o MIG/
Engenharia de Solda, Helaydson R. o país em 35 modalidades, corres- MAG e o arame tubular e, como
Silva tem uma história dentro da Ca- pondentes a ocupações industriais; nesses torneios os participantes são
terpillar que começa na época do cur- concorrendo na área de soldagem. avaliados nos processos com ele-
so de formação profissional no Senai Ele ganhou a etapa Estadual, realiza- trodo revestido MIG/MAG e TIG, os
e inclui conquistas importantes em da nas cidades paulistas de Limeira e soldadores da empresa normalmente
nível nacional e internacional. Ele in- de Americana, classificando-se para têm um bom desempenho. Quanto
gressou na empresa em 1998, como a etapa Nacional, no Rio de Janeiro, aos outros processos, têm que pas-
aprendiz, e naquele mesmo ano for- que também venceu, qualificando- sar por um treinamento para pode-
mou-se em caldeiraria e foi convida- se assim para disputar em 2003 a rem equilibrar a disputa.
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Soldador Padrão

ESAB presenteia o vencedor


da edição paulista do
Prêmio Soldador Padrão 2007

A
ESAB presenteou com uma de São Paulo, por intermédio do Núcleo
máquina de solda o soldador de Soldagem da Escola Senai Nadir Dias
Sidnei Donizete Coutinho, de Figueiredo, da cidade de Osasco.
profissional do setor de fundi- O objetivo do prêmio é valorizar a classe
ção da Voith Paper – divisão da Voith do profissional do soldador e reconhecer sua
Brasil, localizada em São Paulo. Ele con- importância dentro do processo produtivo,
quistou o primeiro lugar no Prêmio Sol- razões pelas quais a ESAB tem patrocina-
dador Padrão 2007. Esse prêmio, já tra- do a iniciativa. O gerente geral da ESAB
dicional, é uma realização da Associação SP, Pedro Rossetti Neto, participou da ce-
Brasileira de Soldagem (ABS) e do Senai rimônia de premiação, realizada no auditó-
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Soldador Padrão

rio do Senai de Osasco, na noite de 14 de tarefa cada vez mais complexa, porque
setembro de 2007, e, em nome da ESAB, as notas, além de muito altas, estão mui-
cumprimentou e parabenizou o vencedor. to próximas umas das outras.
O diretor executivo da ABS, Daniel M. de Almeida elogia as empresas que par-
Almeida, entregou a Sidnei o troféu que ca- ticipam da iniciativa, sublinhando que a
racteriza o Prêmio Soldador Padrão. ESAB sempre apoiou não apenas o Prê-
Para chegar em primeiro lugar, Sidnei mio Soldador Padrão, como também con-
Donizete Coutinho superou 85 concor- gressos e seminários do setor. Ele desta-
rentes, inscritos por grandes empresas ca que grandes companhias têm buscado
de diversos pontos do Estado de São desenvolver programações voltadas para
Paulo. Inicialmente, os participantes cum- a formação e o aprimoramento de seus
priram uma prova teórica, com base na soldadores, o que considera muito posi-
qual foram selecionados 11 concorrentes tivo. “Empresas como a Caterpillar e Voith
Sidnei Donizete com o
para uma prova prática de oito horas no desenvolvem programas de treinamento e
gerente geral da ESAB SP,
Pedro Rossetti Neto Senai de Osasco. Essa segunda e deci- levam essa atividade muito a sério”, diz.
siva etapa aferiu a habilidade de soldar, a O diretor da ABS assinala também
atitude na aplicação dos conhecimentos que a preocupação em qualificar os pro-
e a utilização da documentação técnica, fissionais nas empresas é importante neste
além de aspectos como segurança, con- estágio do desenvolvimento industrial do
servação do equipamento e do ambiente país porque, a exemplo do que vem acon-
de trabalho. Para a composição da nota tecendo de forma crescente em escala glo-
final, foram levados em conta as avalia- bal, também no Brasil será cada vez mais
ções visual e dimensional e ensaios labo- exigida a adoção da norma ISO 3834, que
ratoriais. Os 11 finalistas participaram da determina a necessidade de qualificação
solenidade de premiação. do pessoal de soldagem de acordo com o
A divulgação do resultado do Prêmio grau de importância que as atividades de
Soldador Padrão ocorreu ao final do En- solda tenham para as atividades produtivas
contro Regional de Tecnologia da Solda- específicas de cada fábrica.
gem, evento de três dias, com uma pro- O professor Cláudio Cabrera, diretor do
gramação de palestras técnicas e uma Senai de Osasco, afirma que, desde o iní-
exposição de equipamentos, produtos e cio, a idéia do Prêmio Soldador Padrão tem
serviços. A ESAB participou da exposi- sido valorizar o soldador e toda a comu-
ção, apresentando o equipamento Aristo- nidade de soldagem. “Queríamos motivar,
Power 460 e equipamentos portáteis da trazer o soldador, o trabalhador do chão
linha Origo. Quanto à linha de consumí- de fábrica, para que ele se motivasse, se
ESAB expôs o equipamento
veis, um dos destaques no estande da atualizasse, e percebesse aqui a quantas
AristoPower 460 e máquinas ESAB foi o MarathonPac, uma embala- anda o estado da arte da soldagem e muito
da linha Origo gem que proporciona grande vantagem mais, que ele se sentisse valorizado”.
em termos de produtividade. O diretor acentua que eventos tecno-
lógicos com a participação direta de em-
Estímulo - O diretor-executivo da ABS, presas como a ESAB traz vantagens sig-
Daniel Marques de Almeida, explica que nificativas também para a Escola Senai,
a idéia do Prêmio Soldador Padrão sem- que é especializada em metalurgia. Ele diz
pre foi incentivar o profissional do setor. que, ao reunir alguns dos principais forne-
“Como diz um amigo nosso, o soldador é cedores do setor, que mostram suas novi-
obrigado a utilizar todos aqueles equipa- dades em termos de tecnologia, o evento
mentos de proteção e fica ‘escondido’ na configura um verdadeiro fórum em que o
sua unidade. Com o Prêmio, queremos foco da escola está na assimilação e dis-
evidenciar o seu trabalho e estimulá-lo a seminação de tecnologia. “Com eventos
crescer profissionalmente”. O dirigente desse tipo, nossos docentes se atualizam,
assegura que, ano a ano, o nível dos par- permitindo o aprimoramento de nossos
ticipantes vem melhorando e que a es- currículos e um melhor planejamento de
colha dos melhores está se tornado uma nossas ações de ensino”, conclui.
Arquivo Painco
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Bens de capital

Com a ESAB, Painco segue firme


entre principais fornecedores para
o setor de bens de capital em
movimentação de terra e mineração

F
igurando entre as empresas é um daqueles interessantes casos de
que mais consomem chapas empresas que sempre souberam se trans-
grossas de aço produzidas pelo formar rapidamente, lendo as tendências
Sistema Usiminas – do qual a do mercado e aproveitando muito bem as
Companhia Siderúrgica Paulista (Cosipa) oportunidades.
faz parte – e constando da relação dos Essencialmente brasileira, a compa-
principais fornecedores de indústrias de nhia foi fundada em 17 de junho de 1957
bens de capital para setores de movi- por usineiros de Rio das Pedras (SP) –
mentação de terra e mineração, como a próximo a Piracicaba (SP) –, interessados
Caterpillar, CNH, Dynapac JCB, Komatsu, em incentivar o plantio de cana na região,
Metso e Liebherr, entre outras, a cinqüen- matéria-prima das usinas de produção de
tenária Painco Indústria e Comércio S/A açúcar e álcool. O plantio da cana exige
16 MAIO Nº 9 2008

Bens de capital

a preparação adequada do solo, mas, na toneladas de peças em um ano. Foi um


época, os pequenos sitiantes locais não negócio novo para eles, sobretudo porque
tinham dinheiro para investir em equipa- significou passar a vender produtos dife-
mentos apropriados. A saída foi montar renciados, com valor agregado.” Para a
uma empresa que pudesse oferecer para Painco também foi bom, e em função dis-
os produtores os serviços de preparação so a empresa decidiu construir sua nova
da terra. fábrica, em Rio das Pedras. “Estivemos
A empresa foi denominada Patrulha praticamente cinco anos dentro da Cosipa
de Mecanização Agrícola, o que originou e corrigimos todos os defeitos. Podemos
a sigla Pamec, e inicialmente operava com falar que hoje temos uma fábrica modelo.
dois tratores. Com o correr do tempo, a Também aprendemos muito em termos
empresa passou a fazer a manutenção de legislação ambiental. Lá na Cosipa tem
de implementos agrícolas e foi adquirindo que ser tudo certinho, o que nos permi-
conhecimento nesse campo, até que co- tiu um aprendizado muito bom nesse as-
meçou a fabricar produtos, como cultiva- pecto”, afirma Neno. No mesmo ano de
dores, grades e arados, transformando-se 2001, a Painco foi certificada na ISO 9002
em uma indústria metal-mecânica, a Pa- versão 1994, e, dois anos mais tarde, na
mec Indústria e Comércio, cujas iniciais ISO 9001, versão 2000. A nova fábrica foi
dariam origem à marca Painco. projetada para atender às normas ISO das
Na década de 1970, a Painco passou a séries 14.000 e 18.000.
produzir complementos para carregadeiras A Painco tem, atualmente, duas unida-
de cana, pás carregadeiras, retroescava- des de negócio. Uma delas corresponde à
deiras, lâminas dianteiras e traseiras adap- produção de blanks – que fornece peças
tadas aos tratores agrícolas. Em 1975, a cortadas com simples operações agre-
empresa havia entrado no ramo de caldei- gadas. A outra unidade produz conjuntos
raria e também atuava com uma pequena soldados, que são os blanks com opera-
linha dedicada à produção de peças para ções agregadas de maior valor, como sol-
tratores, fornecendo já para a Caterpillar da, usinagem e pintura. Segundo o diretor,
e outros clientes. Nos anos 80, passou a as peças são usadas pelos clientes em
enfatizar a produção de bens de capital, suas linhas de solda e montagem. “Hoje,
atendendo aos segmentos sucroalcoolei- nesse tipo de atividade, somos o primei-
ro, siderúrgico, de mineração e alimentí- ro fornecedor no Brasil para o segmento
cio. Nos anos 1990, percebeu mudanças de máquinas de movimentação de terra.
no mercado e começou a construir o seu E também estamos entrando no setor de
perfil atual. “Hoje em dia, não temos pro- mineração, buscando diversificar a produ-
dutos próprios. Prestamos serviços para ção”, completa.
terceiros na linha de produtos seriados”,
explica Antônio João Severino, que todos Mercado - Os dirigentes da Painco sa-
conhecem por Neno, diretor executivo da bem que, atualmente, em razão da con-
Painco. juntura econômica global, não é possível
Em 2001, a empresa inaugurou, dentro competir no mercado externo. “Apesar de
da Cosipa, em Cubatão-SP, uma unidade possuirmos uma fábrica bem enxuta, de
especializada na fabricação de blanks, pe- alta produtividade, ela não é competitiva
ças em aço carbono cortadas por proces- para o mercado externo. O aço no Brasil
so de oxicorte e plasma. Com o plano de está mais caro do que lá fora e tem o fa-
consolidação da Painco, essa unidade foi tor de moeda: a taxa de câmbio também
transferida para Rio das Pedras no final de não está favorável para exportação”, diz
2006. o diretor executivo. Mas ele garante que,
Neno considera que essa experiência se houvesse equilíbrio no preço do aço e
com a Cosipa foi positiva para as duas com o dólar mais forte, a Painco teria per-
partes. “Nós alavancamos novos negócios feitas condições de competição externa.
para a Cosipa, em especial para a expor- Neno também assegura que a em-
Peças prontas com tação de peças cortadas para torres eóli- presa é competitiva no mercado interno
participação Painco cas. Chegamos a exportar mais de 30 mil e fala com otimismo de 2008 e de 2009.
MAIO Nº 9 2008 17

Bens de capital
Arquivo Painco

“Normalmente crescemos mais do que 90% das máquinas em atividade na Painco


nossos clientes, porque, para aumentar a são da ESAB. As duas plantas da empre-
produção, os clientes precisam transferir sa – a fábrica mais antiga e a nova, ambas
para fornecedores externos algumas das situadas em Rio das Pedras –, ocupavam,
operações e produção, as quais nós ab- em fevereiro de 2008, 1.025 funcionários,
sorvemos.” dos quais cerca de 35% trabalhavam com
Em 2007, a produção da Painco chegou máquinas de solda da ESAB. “Temos mais
a 60 mil toneladas por ano, com perspecti- de metade das máquinas trabalhando em
va de crescimento para 2008. Para ilustrar regime de dois turnos, utilizando sobretudo
o que esse consumo significa, acrescenta: máquinas da ESAB.” Quanto aos equipa-
“Todos os dias, recebemos em média mais mentos de corte, ocupam de 50% a 70%
de dez carretas repletas de chapas gros- do tempo de cerca de 250 funcionários, o
sas, e enviamos para nossos clientes cerca que permite afirmar que mais da metade
35 caminhões carregados de peças”. dos funcionários da Painco atua com má-
quinas da ESAB.
Presença da ESAB - Atualmente, 70% Neno elogia a sistemática de forneci-
dos equipamentos de corte utilizados pela mento de suprimentos e também o aten-
Painco são da ESAB. “Há algumas máqui- dimento prestado pelos técnicos da ESAB,
nas mais antigas de outros fornecedores, o que abrange orientação para melhorar
mas as máquinas com idade inferior a qua- a utilização das máquinas, a execução
tro anos são todas da ESAB.” Essas má- de tarefas de manutenção preventiva e
quinas, que dispõem de comando numé- a preparação do pessoal interno de ma-
rico computadorizado (CNC), respondem nutenção. Segundo o empresário, essa
por cerca de 80% da produção na área de proximidade traz vantagens para o dia-a-
corte; equipamentos de outros fornecedo- dia da empresa, em especial, ganho de
res executam as operações complementa- tempo de produção: por exemplo, alguns
res de furação e dobras. dos problemas de manutenção podem ser
Quanto aos produtos de solda, a par- resolvidos pela própria equipe da Painco,
ceria entre a Painco e a ESAB é mais an- com orientações oferecidas por telefone
tiga: cerca de 12 anos. “Na área de solda, pela equipe da ESAB.
18 MAIO Nº 9 2008

Mineração

Mineroduto Samarco
Participação da ESAB foi fundamental
para a construção da obra
MAIO Nº 9 2008 19

Mineração

A
ESAB marcou presença com suporte técnico para a utilização de seus
sua tecnologia na construção produtos e participou de treinamento e
de mais uma grande obra: a acompanhamento dos 161 soldadores
ampliação do maior minero- que atuaram no projeto.
duto para transporte de minério de ferro A tubulação do mineroduto foi cons-
do mundo, pertencente à Samarco Mine- truída com chapas de aço API 5 e LX-60,
ração S/A, com 396 quilômetros de ex- ao longo dos 396 quilômetros de exten-
tensão. O mineroduto começa na mina são, sendo 346 km de diâmetro 20” e 50
de Germano, município de Mariana, em km de diâmetro 18”. “Nestas condições,
Minas Gerais, e segue até o porto de eram necessários soldadores bem treina-
Ubu, no litoral capixaba. dos para executar os trabalhos”, comen-
Realizada entre os meses de março tou Pedro. A espessura do tubo utilizado
de 2006 e dezembro de 2007, com in- no mineroduto varia de 8 mm a 19 mm,
vestimentos de US$ 1.183 milhões, a de acordo com as condições do terre-
participação na ampliação do mineroduto no. Em sua extensão, foram executadas
da Samarco foi de extrema importância 32.744 juntas.
para a ESAB. A empresa utilizou o mais Esta obra foi pioneira na utilização
avançado processo de soldagem e usou, dos arames tubulares autoprotegidos
em todo o projeto, somente arames tu- (OK Tubrod 98 0A). A tubulação é pratica-
bulares autoprotegidos para dutos, de mente toda enterrada a uma profundida-
fabricação da própria empresa. de de 1,5 metros e protegida de corrosão
A ESAB trabalhou em parceria com a e abrasão através de fitas de PVC. Sua
Construtora Techint-Brasil, responsável vida útil, inicialmente prevista para 20
pela ampliação deste que foi o primeiro anos, dobrou, devido às melhorias ope-
mineroduto construído pela Samarco, racionais da construção.
em 1975. Também fizeram parte do pro-
jeto as construções de uma nova usina
de concentração de minério na mina de
Germano e de uma terceira usina de pe- Consumíveis para
lotização em Ubu.
soldagem fornecidos
Com a ampliação, a Samarco teve
pela ESAB utilizados
sua capacidade produtiva acrescida em
no mineroduto:
54%, passando das atuais 14 milhões de
toneladas de pelotas por ano para 21,6
milhões de toneladas. Esta nova escala
de produção será fundamental para a Eletrodos Revestidos Celulósicos
empresa acompanhar o crescimento de (OK 22.45P e OK 22.48P)
seus clientes e consolidar sua posição Fluxos Aglomerados
como uma das principais fornecedoras (OK Flux 10.71)
da siderurgia mundial. Arame para Arco Submerso
(OK Autrod 12.44)
Arames Tubulares Autoprotegidos
Suporte técnico e produtos (OK Tubrod 98 OA).

A participação da ESAB na constru-


ção do mineroduto não se resumiu em
fornecer os produtos fundamentais para a Volume:
realização da obra, mas também no trei- OK 22.45P – 2.340 kg
namento dos soldadores, capacitando- OK 22.48P – 6.960 kg
os a manusear equipamentos e consu- OK Flux 10.71 – 7.425kg
míveis tecnologicamente avançados. De OK Autrod 12.44 – 3.300kg
acordo com informações do engenheiro OK Tubrod 98OA – 30.420kg
Pedro Henrique Pereira Muniz, consultor
técnico da ESAB, a empresa ofereceu
20 MAIO Nº 9 2008

Naval

Atlântico Sul:
oportunidade de bons negócios

A
s obras de construção do maior Treinamento - A participação da em-
estaleiro do Hemisfério Sul tem presa nesse grande empreendimento
a participação da ESAB. O não pára por aí. Com o objetivo de es-
Atlântico Sul, que está sendo treitar os laços com o estaleiro, a ESAB
instalado no Complexo Industrial e Portu- se dispôs a treinar os cerca de 2.000
ário de Suape, em Pernambuco, terá uma funcionários que farão parte da equipe
capacidade de processamento de 100 mil de solda.
toneladas/ano de aço para a construção A primeira turma, composta por 230
de embarcações de grande porte, plata- soldadores e seis supervisores, aprendeu
formas e estruturas flutuantes. Atuando as técnicas da solda com arames tubula-
na construção de navios cargueiros, es- res na indústria naval no período de 18 a
truturas offshore e no reparo e manuten- 22 de fevereiro. O assunto segurança na
ção de embarcações, o estaleiro receberá soldagem também foi abordado e houve
um investimento previsto em US$ 220 mi- teste do produto Dual Shield 7100 LH
lhões. Serão 600 mil m² dedicados exclu- (1,2mm) e demonstração da soldagem
sivamente à construção naval, além de um com backing cerâmico da ESAB. Ambos
cais de 750 metros de extensão. os produtos foram aprovados para serem
A ESAB está fornecendo consumíveis utilizados no estaleiro.
e outros produtos para a obra e trabalha O treinamento, ministrado pelos cola-
para se tornar fornecedor do estaleiro. boradores Pedro Muniz, Wilson Aquino,
Segundo o engenheiro Pedro Muniz, da Daniel Jeremias, Cláudio Fernandes e
filial da ESAB em Salvador, a previsão é Enéas Santos, das filiais Salvador e Rio de
de que o Atlântico Sul consuma, no pico Janeiro, continuará nos próximos meses.
da construção naval, 8.600 toneladas de Segundo Pedro Muniz, a idéia do treina-
aço por mês, o que representará um con- mento teve dois públicos-alvo: o estaleiro
sumo de 170 a 260 toneladas de consu- e os soldadores. “Participar da formação
míveis. “Este volume será um mix de ara- desses novos soldadores é interessante,
mes tubulares, arames sólidos, eletrodos pois assim eles terão uma boa referência
revestidos e fluxos aglomerados”, diz. da empresa”, conclui.
MAIO Nº 9 2008 21

Feira da Mecânica

Estande padrão da ESAB Global


será utilizado na feira

Feira da Mecânica
2008
22 MAIO Nº 9 2008

Feira da Mecânica

Estande da ESAB vai exibir


produtos sofisticados
e com alta produtividade

Smashweld 187M / 187 / 257

A
ESAB, mais uma vez, procura novos equipamentos, reforçou o foco na
antecipar-se à demanda do demanda, qualidade. E os resultados são
mercado e prepara para a 27ª máquinas com tecnologia de ponta, au-
Feira Internacional da Mecâni- mento de funcionalidades, melhorias e
ca a demonstração de diversos produtos novos designs. Além disso, os produtos
que irão atender vários segmentos. De que estarão expostos na feira se desta-
acordo com o gerente do setor de De- cam pela sofisticação e por proporcionar
senvolvimento de Máquinas, Flávio dos maior produtividade.
Santos, a empresa procura sempre reno- Com a consolidada posição de lide-
var sua linha de equipamentos para ade- rança no mercado de máquinas e con-
quá-la à necessidade de seus clientes. sumíveis de soldagem, tanto no Brasil
O uso da metodologia Puma, implan- quanto em todo o mundo, a ESAB quer
tada na empresa em 2006 para geren- mostrar no seu estande na feira que pos-
ciar os projetos e acompanhar passo a sui soluções para todos os segmentos
passo as etapas do desenvolvimento de em que atua. Com alto padrão de qua-
MAIO Nº 9 2008 23

Feira da Mecânica

lidade e desempenho, os equipamentos 318/418 será uma das novidades apre-


da empresa antecipam as necessidades sentadas pela empresa. O equipamento,
do mercado com novidades que contri- que estará no mercado em 2009, reforça
buem não apenas para maior produtivi- as qualidades, o design e a robustez do
dade, mas também lucratividade. maior lançamento da ESAB neste ano, a
O pré-lançamento da Smashweld Smashweld 257.

Pensando em 2009...
Para garantir o lançamento de • Máquinas de corte: projeto Sabre SXE, Além disso, vários outros estudos
novos equipamentos em 2009, o que abrangerá a nacionalização da pla- e projetos (como novos osciladores e
setor de Desenvolvimento de Má- taforma de equipamentos Sabre, que uma nova linha de máquinas tiristo-
quinas trabalha com empenho este hoje é oferecida pela ESAB USA. rizadas para soldagem com eletrodo
ano. Veja o que a ESAB está pre- • Máquinas especiais para exporta- em plataforma modular) estão sendo
parando: ção: a empresa colocará no merca- desenvolvidos. O foco é entender as
• Automação: nacionalização da li- do latino americano duas novidades, necessidades dos clientes e transfor-
nha de colunas de grande porte da a Smashweld 257M e a OrigoArc má-las em novas soluções com au-
série Cab 460. 328AC/DC. mento de produtividade e ganhos.
24 MAIO Nº 9 2008

Feira da Mecânica

Estrelas da
Feira da Mecânica:

Caddy™ Tig 2200i CA/CC

Uma das características mais importantes


de um equipamento TIG AC é fornecer um arco
estável. O Caddy™Tig 2200i possui a função
QWave™ que otimiza a forma da onda AC para
fornecer um arco suave e ao mesmo tempo com
o menor ruído possível, sem comprometer o re-
sultado da solda. O equipamento também possui
AC real, onde a corrente ajustada é sempre igual
à corrente de soldagem.

Smashweld 187M / 187 / 257

Equipamentos projetados especialmente para


atender os requisitos na soldagem de chapas fi-
nas em pequenas e médias indústrias, autope-
ças, concessionárias de veículos e manutenção
industrial. Possui alimentador de arame embuti-
do no gabinete, o que possibilita maior proteção
do consumível e flexibilidade operacional. Tem
Caddy™Tig 2200i CA/CC excelente desempenho na soldagem de chapas
finas em curto circuito. Possui arco com ótima
estabilidade e pouca ocorrência de respingos. O
ajuste da tensão do arco através de chave sele-
tora de faixa permite determinar parâmetros com
precisão. A velocidade de alimentação do arame
com controle eletrônico propicia ajuste preciso e
facilidade operacional.

OrigoTM Arc (256 / 406 / 426 / 456)

Mais uma opção na linha de retificadores.


É assim que o Origo Arc 426 deve ser visto. O
equipamento faz parte da linha de fontes de cor-
rente contínua para soldagem manual e solda
com ampla gama de eletrodos revestidos. É fácil
de manusear e ideal para uso em indústrias de
produção leve e média, para realizar manutenção
e ser utilizado em serralherias, por exemplo.
Entre as principais características da máqui-
na, podemos ressaltar sua utilização para sol-
dagem em aços carbono, inoxidáveis, em ferros
fundidos, alumínio e suas ligas, cobre e bronze.
Possui elevada tensão em vazio, o que assegu-
ra fácil abertura e excelente estabilidade do arco
elétrico.
OrigoTM Arc 426 O ajuste da corrente é feito de forma contínua
através da manivela localizada no painel frontal,
permitindo selecionar com precisão a corrente
de acordo com a aplicação. Alimentação elétrica
MAIO Nº 9 2008 25

Feira da Mecânica

trifásica e com voltagens disponíveis no merca-


do. A refrigeração forçada protege o equipamen-
to contra excessos de temperatura dos compo-
nentes internos.
O gabinete é robusto, construído em chapas
galvanizadas, pintado por processo de eletros-
tático. Os Origo Arc são fornecidos em diversas
configurações com ou sem opcionais montados
na fábrica ou fornecidos separadamente.

OrigoTM Tig 3000i (CA / CC, TA24 CA / CC)

Fonte de energia para soldagem pelo proces-


so TIG, o equipamento fornece excelente aber-
tura de arco e arco estável em ambos os modos
CC e CA. Os materiais típicos para soldagem CA
incluem alumínio, ligas de alumínio e magnésio.
Os materiais típicos para soldagem CC incluem
aço inoxidável, aço e ligas de cobre.
Uma das características mais importan-
tes desta fonte de energia de soldagem TIG é
fornecer um arco estável. O equipamento com
a função QWave melhora a forma da onda CA
para oferecer um arco suave e ao mesmo tempo
com baixo ruído sem comprometer o resultado
da soldagem. Esta fonte também possui faixa OrigoTM Tig 3000i
real de CA, onde a corrente regulada é igual a
corrente real.
O equipamento pode ser utilizado para aplica-
ções em concerto e manutenção, em fabricação
de tubos, na construção civil, equipamentos de
transporte, fabricação de automóveis, na cons-
trução naval e plataformas.

Fonte 653 CVCC

Fonte para soldagem multiprocesso utilizada


em soldagem MIG/MAG, arames tubulares, arco
submerso, eletrodos revestidos e goivagem com
eletrodos de grafite.
Suas principais características consistem em
ser compatível com toda a linha OrigoTM Feed de
alimentadores de arame. Tem capacidade para
650 amperes a 100% do ciclo de trabalho. Pos-
sui tomada de 115 VAC para alimentação de
refrigeração para tochas ou outras ferramentas
auxiliares e circuito eletrônicos protegidos contra
poeira localizados em um compartimento de fácil
manutenção.
O sistema de ventilação somente é acionado 653 CVCC
quando necessário, gerando menos ruído e me-
nor consumo de energia. Possui segurança to-
tal e sistema de monitoramento que não permite
que haja tensão no gabinete, eliminando possibi-
lidade de choque elétrico. Alimentação trifásica
em 220/320/440 V.
26 MAIO Nº 9 2008

Produto

Tecnologia ESAB no
desenvolvimento de equipamentos

U
m novo projeto com a partici- semestre deste ano, para avaliar o resulta-
Aristo Mig 5000i
pação de um grupo de enge- do dos testes de funcionamento do equipa-
nheiros de vários países é o mento. “Além de desenvolver esta máquina,
destaque da área de Desen- o grupo está trabalhando em outras tecno-
volvimento de Máquinas da ESAB. O grupo logias que poderão ser utilizadas em toda
de profissionais, comandado pela equipe linha de equipamentos da ESAB. Por isso, a
brasileira, está desenvolvendo um inversor importância de integrarmos os profissionais
de energia projetado a partir da máquina indianos, suecos e americanos nos proje-
Aristo Mig 5000i, também desenvolvida tos”, enfatizou Flávio dos Santos.
pela ESAB. Dois engenheiros indianos chegaram à
Este novo equipamento será mais leve, ESAB Brasil no dia 14 de janeiro e imedia-
para facilitar o manuseio, com entrada de tamente iniciaram os trabalhos, junto com a
um conversor com capacidade de 500 am- equipe brasileira. Eles acompanham os tes-
pères. “O projeto teve início no Brasil, mas tes dos circuitos de controle e de potência
cresceu e ganhou proporções mundiais. A do equipamento e deverão permanecer no
meta é concluirmos o equipamento Aris- país até o final de abril.
to Mig 5001i Multitensão ainda este ano e
apresentá-lo aos clientes na feira do ano

Mesma estrutura da fonte


que vem”, afirmou o gerente de Desenvolvi- Equipe Técnica de
AristoMig com bloco mento de Máquinas, Flávio dos Santos. Criação do Projeto
multitensão em substituição Atualmente, o projeto encontra-se na
ao Autotransformador.
fase 2, quando são feitos os testes dos
Engenheiros brasileiros:
primeiros protótipos. Em seguida, a equipe
• Flávio Pereira dos Santos
dará início aos testes de integração entre
controle e potência de energia. “O lança- Gerente do setor de Desenvolvimento
Aristo Mig 5001i Multitensão mento deste produto irá marcar uma nova de Máquinas
época de desenvolvimento da ESAB, por- • Cristiano Magalhães Campos Ferreira
que, além de moderno e prático, irá atender Líder do projeto
todos os itens das normas internacionais de • Marco Aurélio Alves Ferreira
segurança e construção”, ressalta Flávio. Responsável pelo sistema de controle
• Fernando Missagia Matos Panades
Grupo internacional - O desenvolvi-
Responsável pelo sistema de potência
mento do projeto exigiu a composição de
um grupo internacional de nove engenhei-
ros da ESAB, formado por brasileiros, sue- Engenheiros indianos:
cos, indianos e americanos, chefiados pelo • Srinivasan Kesavan
engenheiro Cristiano Ferreira, com a realiza- Especialista técnico em testes
ção de reuniões mensais, desde o segundo • Govarthanan Rengamuni
semestre do ano passado. Os brasileiros Especialista na implementação do projeto
são responsáveis pela criação e desenvol-
vimento do projeto Aristo MIG Multitensão,
Engenheiros suecos:
e dois suecos participam dando consultoria
• Per Aberg
sobre o sistema de controle de energia e
potência. Consultor de sistema de controle
Já os americanos irão participar da ter- • Martin Svenson
ceira fase do trabalho, a partir do segundo Consultor de sistema de potência
MAIO Nº 9 2008 27

Alimentador

QSetTM – um grande avanço em


tecnologia de soldagem
Padronização da qualidade de soldagem

Tradução da Svetsaren, revista da ESAB Global


28 MAIO Nº 9 2008

Alimentador

Figura 1. Diagrama de curto-circuito AV. Figura 2.


Menor indutância resulta em elevada freqüência de curto circui-
1. Tempo de curto-circuito. to, e um tempo de arco menor provoca uma poça de solda mais
Durante a fase de curto-circuito a corrente aumenta, e a tensão fria. Maior indutância provoca uma freqüência de curto circuito
é mínima. menor com um tempo de arco maior, resultando uma poça de
2. Tempo de arco solda mais quente.
Assim que as gotas se separam, o arco se restabelece nova-
mente e a ponta do arame volta a aquecer. Gera-se uma nova
gota. A corrente cai, e a tensão aumenta, até o próximo curto-
circuito.

QSet é a ultima novidade da ESAB em soldagem MIG/MAG, um conjunto inovador


que mudará a soldagem por curto-circuito para sempre. Um único comando no botão
do QSet, e alguns segundos de soldagem de teste, isso é tudo que o equipamento
precisa para ajustar automaticamente os parâmetros ideais de soldagem curto-circui-
to. Os benefícios são a redução de tempo e melhoria na qualidade da soldagem.

E
ncontrar o equilíbrio correto entre também pelo comprimento do arco e ajuste
a velocidade de alimentação do da indutância.
arame e a taxa de deposição é O ajuste da indutância também afeta o
crucial para uma correta solda- aporte de calor, junto com a tensão e a ve-
gem curto-circuito. Para obter isso, a ten- locidade de alimentação do arame. Uma in-
são do arco e a velocidade de alimentação dutância maior provoca um período de arco
do arame devem harmonizar. Um soldador maior, uma menor freqüência de curto circuito,
experiente escolherá um ajuste aproximado, e maior aporte de calor (Figura 2).
ajustará depois a tensão de arco e a velo- Menor indutância resulta no contrário:
cidade de avanço do arame, até encontrar menor período do arco, uma freqüência de
um ajuste ideal. O processo então operará curto-circuito maior e menor aporte de calor.
com um arco de curto-circuito em freqüên-
cia adequada, com seu ruído característico
(Figura 1). QSetTM: a mais recente inovação em sol-
Este procedimento será repetido para di- dagem digital inteligente da ESAB
ferentes posições de soldagem, espessuras A eletrônica moderna permite aos en-
de chapa, tipos de arame ou gás de proteção, genheiros projetar softwares que fornecem
pois todos afetam a freqüência do curto-cir- suporte aos soldadores no controle dos pro-
cuito. A freqüência de curto-circuito é afetada cessos de soldagem. Atualmente estamos fa-
MAIO Nº 9 2008 29

Alimentador

Figura 3.
Com o QSet, pode ser ajustada a relação de tempo de arco e tempo
de curto-circuito para obter um arco mais quente, mantendo a mesma
freqüência de curto-circuito.

miliarizados com as extensas funções de me- O sistema QSet está disponível na fonte
mória para armazenar e recuperar os ajustes OrigoMig 3000i, com painel MA23A – um in-
otimizados, para os parâmetros do processo. versor de 300A –, e no alimentador de arame
QSetTM: é a mais recente inovação em solda- OrigoFeed L3004.
gem digital inteligente da ESAB.
Com o QSet, com um simples aperto
de botão a máquina seleciona automatica- 1, 2, 3... soldando
mente a freqüência de curto-circuito para a Aqui se descreve a utilização do QSet em
combinação do gás/arame programada, a três etapas:
qual se mantém quando o soldador adap-
ta a velocidade do arame ao nível exigido Etapa 1
pela aplicação. São necessários apenas al- Faça um teste de solda com qualquer
guns poucos segundos de soldagem teste. velocidade de alimentação do arame. Assim
O mesmo procedimento deve ser repetido que a maquina for ligada, ou depois de qual-
quando se modifica o tipo ou diâmetro do quer troca de arame ou gás, faça uma solda
arame e/ou gás de proteção; a máquina de teste.
encontrará novamente os parâmetros ideais Continue soldando até que se estabeleça
para o arco. um arco estável. O QSet encontrará e aplicará
Não poderia ser melhor. Os soldadores os ajustes ideais para a combinação escolhida
economizam o tempo que perderiam em de arame/gás, quatro segundos após o início
ajustes dos parâmetros de soldagem e po- do arco.
dem concentrar-se na produção da soldagem
perfeita. Também há uma economia de tem- Etapa 2
po na remoção de escória, pois o ajuste dos Ajuste a velocidade de alimentação do
parâmetros ideais reduz os respingos a um arame ao valor que foi escolhido para o tipo
mínimo absoluto. de união, espessura de material e a posição
30 MAIO Nº 9 2008

Alimentador

da peça a trabalhar. O QSet mantém os parâ- tará a tensão média e assim reduzirá de novo a
metros ideais de arco, e a soldagem pode ser relação do curto-circuito.
iniciada imediatamente. Naturalmente, quando
se conhece antecipadamente a velocidade, ela Soldagem spray
pode ser ajustada diretamente. QSet é um desenvolvimento valioso para sol-
dagem em curto-circuito, porém também é pos-
Etapa 3 sível sua utilização para o controle automático do
Troque a velocidade de alimentação do QSet na área de spray do arco. Entretanto, ele
arame sempre que for necessário, durante a requer o ajuste de tensão para máximo aprovei-
soldagem ou entre as soldagens. Quando uma tamento.
geometria, espessura do material ou posição de
soldagem diferentes exigirem uma diferente velo- Utilizando indutância com o QSet
cidade de alimentação do arame, os parâmetros Um arco mais quente ou mais frio requer
ideais serão mantidos e o arco de alta qualidade uma relação diferente de tempo de arco e tempo
estará assegurado. Apenas continue a soldar! O de curto-circuito. Isto pode ser ajustado através
QSet também mantém o processo do arco de do botão do QSet (Figura 3). Com giro no sentido
curto-circuito estável com variações de stick-out horário, o tempo de arco em relação ao tempo
quando a geometria da peça trabalhada se mo- de curto-circuito e o resultado é um arco mais
difica. Isto ajuda os soldadores inexperientes, por quente. E um giro no sentido anti-horário, provo-
exemplo, em cantos estreitos. ca o contrário e o arco ficará mais frio.
Para aumentar ou diminuir a temperatura
Como funciona? do arco, a regulagem por indutância também é
A revolução em fontes de alimentação di- possível, com já foi explicado. Não há uma indu-
gitais teve inicio em 1986; a ESAB foi a pio- tância real na máquina, porém é possível obter
neira na utilização de microcomputadores para um efeito praticamente contínuo de indutância.
controlar processos de soldagem com os me- Comparando com equipamentos convencio-
nores intervalos de tempos nos processos de nais, a combinação do QSet com regulagem
soldagem. por indutância oferece maior liberdade para um
Durante 20 anos esses sistemas de controle ajuste fino dos parâmetros de soldagem e para
foram sendo aperfeiçoados, e atualmente eles obter os melhores resultados possíveis no modo
são a base do QSet. Num arco de curto-circuito de soldagem em curto-circuito.
estável, a relação entre o tempo de curto-circuito
e o tempo e arco está em uma faixa muito pró- Os benefícios do QSetTM – resumo
xima. Se um controle de processo mantém esta Além dos fáceis ajustes de soldagem em
relação dentro da margem, o processo de sol- curto-circuito, o QSet oferece estas vantagens:
dagem se mantém estável e isto resulta numa • Controle com um único botão. Depois que
soldagem ideal. o QSet encontrou os parâmetros ideais na solda-
Isto é o que o QSet faz. Ele mede e contro- gem de teste, somente um botão é necessário
la de forma continua o padrão de curto-circuito para ajustar a potência do arco para alterar geo-
e ajusta a tensão adequadamente. E mais, ele metrias de soldagem ou posições de soldagem.
não requer nenhuma informação prévia relativa • Sem linhas de sinergia. O soldador não pre-
ao tipo e diâmetro do arame, gás de proteção, cisa perder tempo programando e adicionando
stick-out ou outros fatores que afetam o curto- dados, como o tipo e o diâmetro de arame e gás
circuito. Somente é necessário efetuar uma sol- de proteção.
dagem teste para determinar a relação ideal de • Um arco muito estável. QSet sempre en-
curto-circuito, a partir daí o controle do processo contra o arco mais estável, em todas as cir-
passa a ser digital. cunstancias.
A operação do QSet pode ser descrita de • Variações stick-out. O QSet torna mais fá-
outra forma. Imagine o aumento na velocidade cil ao soldador lidar com variações de posição
de alimentação do arame em um processo de e sitck-out, devidas às variações na geometria
soldagem estabilizado. A duração do curto cir- da peça.
cuito aumentará e assim, a relação de curto cir- • Menos respingos. O ajuste automático dos
cuito (tempo de curto circuito x tempo de arco), parâmetros de arco e um arco de curto circuito
aumentará. Reagindo a isto, o controle aumen- estável resultam em menos respingos.
MAIO Nº 9 2008 31

Corte Plasma

Figura 1. A nova tocha PT-1


substitui até três tochas de
aplicação simples para o corte
de chapas pesadas, corte de
precisão e marcação.

M3 PLASMA TM
Sistema mecanizado de corte plasma para
marcação, corte de alta qualidade e alta
velocidade e corte de chapas pesadas

Tradução da Svetsaren, revista da ESAB Global

P
ela primeira vez, cortes múlti- sura de 2 mm até 150 mm, sem perda de
plos e marcação estão dispo- qualidade no corte; uma capacidade que
níveis em um sistema de utili- vai além de qualquer sistema plasma de
zação simplificada. alta definição. O sistema de plasma m3
Corte padrão com plasma em alta ve- produz um corte consistente e melhor,
locidade e baixo custo - marcação e cor- praticamente sem escória.
te de alta qualidade e precisão- e corte A inovação das tochas ESAB estabe-
de chapas grossas com elevada corren- leceu um novo padrão industrial no pro-
te; tudo pode ser obtido com uma única jeto de tochas, que resulta em melhores
tocha de plasma. cortes em faixas mais amplas de mate-
Quando está configurado para a ope- riais e espessuras, com utilização de mí-
ração com 600 A, este notável sistema nima quantidade de material consumível.
de corte de faz a marcação de forma rá- A nova tocha PT-36 (Figura 1) subs-
pida e eficiente em materiais com espes- titui até três tochas de aplicação simples
32 MAIO Nº 9 2008

Corte Plasma

(corte de chapas pesadas, corte de pre- SpeedloaderTM


cisão e marcação). Nenhum outro siste- O SpeedLoader é outra inovação para
ma oferece a confiabilidade, economia e o aumento da produtividade do processo
produtividade do sistema de plasma m3. de corte.
Os fabricantes obtêm o benefício de O PT-36 usa somente um único eletrodo
um melhor corte e produtividade, com na faixa de corte entre 50 a 400 A; o resto
um menor tempo de preparo, tempos das partes frontais pode ser pré-carregado
de parada e custos de consumíveis mí- para reduzir os tempos de parada a um mí-
nimos. nimo. A instalação especial do SpeedLoa-
A tocha plasma PT-36, que já foi der permite a pré-montagem do bico, reten-
aprovada, atende a todas as exigências tor do bico, escudo e retentor do escudo.
tanto em qualidade como em velocida- O operador pode extrair o conjunto
de de corte. Para correntes até 600A a de consumíveis pré-montado, de forma
tocha corta com precisão materiais com rápida e simples, minimizando o tempo
espessuras entre 2 a 150 mm. de parada para a substituição ou mu-
Combinado com o VBA-Expert Pro, dança deles . O SpeedLoader não requer
a ferramenta é utilizada para o corte corpos de tochas caros e não interrompe
preciso de chanfro de chapas; também nenhuma das conexões de fluidos duran-
é totalmente programável para o corte te a substituição, eliminando o risco de
de partes que tem tanto chanfros quan- um dano em no o-ring ou vazamentos.
to bordas retas. A tocha também pode
ser combinada com o inovador VBA- Precisão
Wrist, para o corte preciso e variável A ISO 9013 impõe padrões inter-
de chanfro e perfil em elementos tridi- nacionais para a máxima qualidade de
mensionais como tubulações, terminais corte. O modo de precisão do ESAB m3
abaulados de caldeiras, seções com plasma excede a competência, pois atin-
perfil e chapas. ge melhor qualidade de corte durante a
vida útil dos consumíveis (Figura 2).
Marcação com plasma O modo de precisão do ESAB m3
Figura 1. A nova tocha PT-1 substitui Sistemas ESAB m3 de plasma pos- atinge a faixa 3 da ISO 9013 ou ainda
até três tochas de aplicação simples suem a capacidade de marcação com mais qualidade de corte numa faixa mais
para o corte de chapas pesadas,
plasma, usando a mesma tocha e as ampla de materiais e ajustes de potencia,
corte de precisão e marcação.
mesmas peças de desgaste. O operador que qualquer outro sistema concorrente.
pode controlar a corrente de marcação, a Precisão, produção, ou qualidades
velocidade de marcação e aceleração de de corte podem ser selecionadas com
marcação. Isto facilita o controle da linha facilidade, e mais de um modo pode ser
de marcação em largura e profundidade, aplicado no mesmo setor do progra-
numa velocidade de até 20 m/min. ma. Pelo fato de a tocha PT-36 utilizar
o mesmo eletrodo em toda a gama do
Custos de consumíveis e vida útil plasma de oxigênio, desde 50 a 450 A,
A tocha PT-36 utiliza um menor nu- a comutação dos modos de corte pode
mero de peças de consumo -30 - em ser selecionada rapidamente e sem tro-
relação a equivalentes na indústria para car os consumíveis. Isto facilita a máxima
cobrir a faixa completa. Outros sistemas qualidade de corte em interior de furos e
exigem até 66 partes, ainda sem cobrir recortes, com a maximização de veloci-
a mesma gama de corte. Isto significa dade em cortes externos.
menores compras e itens de estoque. Os sistemas ESAB m3 plasma pos-
Adicionalmente, as características do m3 suem o mais avançado sistema de
plasma permitem uma vazão de gases controle de gás disponível, totalmente
com controle mais aperfeiçoado e con- automatizado com ESAB Vision CNC.
sistente através da tocha; isto, combi- Elevada flexibilidade na seleção e mistura
nado com a tecnologia ESAB Ultra-Life, de gases de proteção permite ao opera-
maximiza a vida dos consumíveis com dor produzir a melhor qualidade da corte
menores custos operacionais. em qualquer material.
MAIO Nº 9 2008 33

Produto

Embalagem à vácuo:
maior proteção para
arames tubulares

A
divisão de Consumíveis da
ESAB Brasil tem uma novi-
dade. Nos primeiros meses
de 2008, todos os arames
tubulares fornecidos em carretéis plás-
ticos e metálicos começaram a receber
embalagem a vácuo. A nova embalagem
apresenta inúmeras vantagens ao produ-
to e, conseqüentemente, ao cliente e ao
usuário.
O produto embalado a vácuo garante
a não absorção de umidade, com benefí-
cios ao processo de soldagem, pois man-
tém o teor de hidrogênio e, conceqüente-
mente, a performance de soldabilidade.
Também há maior proteção no transporte
e no armazenamento, garantindo melhor
condição do produto em regiões úmidas
e, em casos de exportação para países
das Américas Latina e Central, proteção
e resistência no transporte terrestre e
marítimo.
O processo de embalagem a vácuo
da ESAB tem tecnologia avançada e dife-
renciais que ajudam no controle da umi-
dade, melhorando a performance.

Algumas características do processo de


embalagem à vácuo ESAB
1 - Fixação do arame evita contato contra a oxidação na superfície do nio metálico, que evita a passagem
da ponta do arme com o saco a vá- arame. de moléculas de água pela estrutura
cuo, evitando furos. 3 - Saco a vácuo composto por da embalagem, protegendo contra a
2 - Papel VCI (Inibidor Volátil de Cor- poliéster, que garante elasticida- umidade; e polietileno, que promove
rosão) promove a liberação de subs- de, resistência mecânica e barreira resistência mecânica e soldabilidade
tâncias responsáveis pela proteção contra umidade; película de alumí- da embalagem.
34 MAIO Nº 9 2008

Produto

Sistema Endless Marathon Pac


elimina paradas para troca
dos tambores de arame

Traduzida da Let’s Talk, informativo da ESAB Global

A
competitividade e a busca barbas do arame, efetuando a soldagem
constante por meios que de união da extremidade final do arame
proporcionem a redução dos de uma embalagem com a extremidade
custos operacionais, visando de outra embalagem Endless Marathon
assim ao aumento da lucratividade, faz Pac, evitando assim a parada de pro-
com que cada vez mais os investimentos dução. O processo produtivo, então,
sejam efetuados em novas tecnologias continua sem interrupções na soldagem
que proporcionem benefícios e lucrativi- e sem efeitos adversos na qualidade da
dade. De acordo com estas perspecti- solda, o que é ideal para sistemas de
vas, a ESAB lançou as embalagens de soldagem Mig/Mag robotizados e me-
alto ciclo Marathon Pac de 250Kg ou canizados. Em tais aplicações, onde
475Kg. Com estas embalagens a produ- grandes investimentos já foram efetu-
tividade é melhorada, através da redução ados visando à maior produtividade, é
dos custos operacionais e de menores sensato o uso da versão Endless Ma-
taxas de rejeição, além de ser uma em- rathon Pac. Os benefícios são ainda
balagem totalmente favorável ao sistema maiores em células que utilizam diver-
de gestão ambiental ISO 14000, sendo sos robôs: nestas células de soldagem,
fabricada em papelão 100% reciclável. os robôs necessitam inevitavelmente da
Agora a ESAB vai além: com o sis- substituição do arame em momentos di-
tema Endless Marathon Pac, a neces- ferentes. Neste caso, o uso do sistema
sidade de parada de produção para a Endless Marathon Pac, elimina a parada
substituição do arame é completamente da célula para a substituição do arame,
eliminada. Uma unidade especial é usa- mantendo o fator “arc-time” o mais ele-
da para cortar, soldar e eliminar as re- vado possível.
MAIO Nº 9 2008 35

Produto

Pacotes
para robôs
AristoPower 460
Traduzida da Let’s Talk, informativo da ESAB Global

C
om a introdução do novo são considerados flexíveis e confiáveis.
pacote para robôs AristoPo- Testados com excelência, garantem bai-
wer 460, a ESAB vem dispo- xa ociosidade, qualidade constante da
nibilizando aos fornecedores solda e níveis máximos de produtividade,
de robô, integradores e consumidor final, em uma vasta seleção de aplicações e
soluções completas e de fácil instalação indústrias.
e operação, para retrofit e novas células. Um pacote típico de soldagem ESAB
A soldagem robotizada pode ofere- consiste em:
cer um aumento significativo no nível de 1) Fonte de alimentação AristoPower
produtividade sobre os processos de 460 – Equipamento moderno e robusto
soldagem convencionais (processos ma- fabricado no Brasil.
nuais de soldagem). Esta afirmação pode 2) AristoPendant U8 – Controlador to-
ser baseada no fato de que aproximada- talmente programável, idioma em Portu-
mente 80% de todos os robôs utilizados guês, com interface “Fieldbus” integrada.
nos processos a arco elétrico (soldagem 3) Alimentador RoboFeed – Leve e preci-
e corte) empregam o processo semi-au- so, possui enclausuramento dos compo-
tomático Mig/Mag. A ESAB conta com nentes de tracionamento do arame.
uma experiência de mais de 70 anos em 4) Conjunto de cabos.
processos de mecanização e produção Além dos equipamentos, a ESAB
de pacotes de soldagem completamente também oferece uma linha completa de
integrados; não será surpresa alguma se consumíveis, em embalagens Marathon
encontrarmos cada vez mais fabricantes Pac, desenvolvidas para elevados ciclos
de robôs, integradores e consumidor fi- de trabalho. As embalagens estão dis-
nal utilizando-se desta vasta experiência, poníveis em 250kg ou 475kg, às quais
adquirida pela ESAB e aplicada em seus ainda pode ser adicionado o sistema de
pacotes de soldagem. “Endless”, unindo uma ou mais embala-
Utilizando-se de dois sistemas, cha- gens Marathon Pacs, eliminando assim o
mados de Novo e Retrofit, os pacotes de tempo de setup, substituição das emba-
equipamentos para robotização ESAB lagens.
36 MAIO Nº 9 2008

Responsabilidade Ambiental

ESAB apóia projeto em prol


do meio ambiente

A
ESAB está participando de mais um projeto em
prol do meio ambiente: tornou-se parceira do Ex-
pedição Mistralis. O Expedição Mistralis surgiu
em 2005, quando Felipe Caire, seu idealizador,
resolveu desenvolver um projeto de preservação do meio
ambiente marinho a bordo do veleiro Mistralis. Velejando
pela costa brasileira, o projeto tem o objetivo de sensibilizar
as pessoas sobre a importância da conservação dos ecos-
sistemas marinho, costeiro e rural. Este ano, também serão
realizadas pesquisas científicas e produzida uma série de
documentários sobre a realidade dos locais que serão visita-
dos, enfatizando a questão do aquecimento global, das mu-
danças climáticas e sua repercussão nas regiões visitadas.
A ESAB apóia a fase inicial do projeto Expedições Mis-
tralis de 2008, que é a reforma do veleiro, que passará por
mudanças na parte interna e em toda a sua parte elétrica.
Foram doados uma máquina de solda e consumíveis e as
obras estão a todo vapor para que, em agosto, tudo esteja
pronto para a viagem.

Velejando e pesquisando
A expedição de 2008 percorrerá o Estado da Bahia até
o Ceará, saindo do Rio de Janeiro e retornando à cidade,
totalizando 18 meses de educação, pesquisas científicas e
captação audiovisual para a criação dos documentários.
O objetivo é, por meio da educação ambiental, levar às
comunidades das zonas costeiras informações sobre o aque-
cimento global e a poluição dos oceanos. Serão dadas dicas
de como cada um pode contribuir para minimizar este pro-
cesso, melhorando a saúde do planeta.

Para envolver as comunidades

Para atingir a população por onde • Palestras sobre o meio ambiente • Mutirão de coleta de lixo.
o veleiro passará, serão realizados com educadores ambientais forma- • Oficinas de arte-reciclagem.
diferentes eventos que atingirão o dos em Ciências Biológicas, Ocea- • Dinâmicas de grupo.
público adulto e as crianças. A equi- nografia, Filosofia, Pedagogia e Psi- • Montagens de murais onde ficam
pe quer informar e conscientizar as cologia. mensagens para que toda a comu-
pessoas sobre a importância do meio nidade perceba que é necessário
ambiente e sobre como cada um • Vídeos sobre preservação ambiental. preservar o meio ambiente, de modo
pode fazer a diferença. Para isso, se- • Aulas práticas em campo (mangue- a evitar que o lixo seja jogado indevi-
rão realizadas diferentes atividades: zais e praias). damente na natureza.
MAIO Nº 9 2008 37

Artigo técnico

Como maximizar a
produtividade na soldagem
Ronaldo Cardoso Junior
Consultor Técnico ESAB Brasil

O
crescente desenvolvimen- tes na quantidade de metal de solda
to tecnológico observado necessária para realizar a soldagem. A
nas últimas décadas tem redução da área da secção transversal
acarretado a otimização da junta leva a reduções na quantida-
dos processos industriais, levando à de de metal depositado e a ganhos de
busca pela redução de custo e pelo produtividade.
aumento da produtividade contínua na A tabela 1 mostra que modificações
atividade industrial. Hoje, as empre- no tipo de chanfro pode levar a reduções
sas, para sobreviverem no mercado, de até 66% na quantidade de metal de-
são obrigadas a trabalhar sempre com positado (aumento de produtividade de Figura 1: Relação entre a produ-
esses ideais. 2,9 vezes). Mostra também que uma tividade e o custo da soldagem.
Nos segmentos de mercado rela- simples modificação no ângulo do chan- Exemplo em questão: Processo
cionados à soldagem, essa sistemáti- fro “V” (de 70º para 50º), por exemplo, GMAW, junta de topo e chapas de
ca não é diferente. Atualmente, vê-se leva a uma redução de 33% na quanti- ¼”. Valor de referência: 60 ipm.
uma corrida incessante no sentido da dade de metal depositado (aumento de
redução de custo da junta soldada. produtividade de 1,5 vezes).
Há um grande dispêndio financeiro
pela busca de novas tecnologias, bem Taxa de Deposição (kg/h).Ciclo de trabalho
Produtividade (m/h) = Eq.1
como pela aplicação dos processos já Metal Depositado (kg/m)
existentes nas situações adequadas.
Dentro de um mesmo processo de
soldagem, o aumento da produtivida-
de leva à redução de custos, como
pode ser visto na figura 1 [1].
A produtividade pode ser definida
como o comprimento de junta soldada
por unidade de tempo. Desta maneira,
é possível equacioná-la da seguinte Tabela 1: Massa de metal
forma: Portanto, o projetista responsável necessária (kg) por unidade de
Analisando a Eq. 1, vê-se que, pelo desenho do chanfro deve sempre comprimento (m) para soldar
para maximizar a produtividade, é ne- estar atento à área do mesmo, bus- diferentes tipos de chanfros.
cessário: cando sempre reduzi-la na medida do
• Minimizar a quantidade de metal de- possível.
positado;
• Maximizar o ciclo de trabalho; Reforço excessivo
• Maximizar a taxa de deposição. Através das figuras 2 e 3, é possí-
vel observar que, à medida em que a
altura do reforço aumenta, há um au-
Fatores que influenciam mento proporcional na quantidade de
na quantidade de metal depositado, porém há variáveis,
metal depositado como o tipo do chanfro e espessuras Figura 2: Acréscimo (%) na
das chapas, que afetam esta propor- quantidade de metal depositado
Preparação da junta cionalidade. Percebe-se que, para em função do reforço para junta
O tipo de chanfro e a espessura diferentes espessuras e chanfros, as tipo “V” com 70º para diferentes
das chapas são fatores determinan- inclinações das retas variam. espessuras de chapas.
38 MAIO Nº 9 2008

Artigo técnico

Para junta de filete, o efeito do su-


perdimensionamento leva à perdas
mais acentuadas que para juntas de
topo. A adição de 1 mm na garganta
leva a acréscimos de até 85% na quan-
tidade de metal depositado, conforme Tabela 3: Ciclo de trabalho típicos
de diferentes processos de soldagem.
apresentado na figura 4. Desta forma,
a constante medição da garganta (atra-
vés, por exemplo, de calibres) é reco-
Figura 3: Acréscimo (%) na mendada, bem como a consideração
quantidade de metal depositado da penetração no seu cálculo. A norma
em função do reforço para junta européia (EN1993 1-8: 2002) diz que a Cada processo de soldagem pos-
tipo “X” com 70º para diferentes penetração pode ser considerada no sui uma faixa característica de ciclo de
espessuras de chapas. cálculo da garganta, independente do trabalho, como mostra a tabela 3. Ob-
processo de soldagem utilizado. serva-se que o processo com eletrodos
garganta efetiva é a soma da pe- revestidos (soldagem manual – MMA)
netração, P, e da garganta teórica, gT. possui a menor faixa de ciclo de tra-
Através da figura 5, é possível obser- balho, seguido pelos processos semi-
var que a penetração representa uma automáticos (GMAW/FCAW) e ao arco
grande parcela da garganta efetiva da submerso (mecanizado). Esse é um dos
junta. Portanto, caso ela seja descon- motivos que tornam o processo MMA
siderada mais material precisará ser menos produtivo que os outros.
depositado para atingir a mesma a
Atualmente, com a crescente bus-
garganta especificada.
ca pelo aumento de produtividade,
Figura 4: Acréscimo (%) na pequenos fatores, que antes eram
quantidade de metal depositado em Fatores que influenciam
desprezados ou, simplesmente, não
função da garganta para solda de no ciclo de trabalho
se tinha tecnologia suficiente para
filete. Os valores são acumulativos em O ciclo de trabalho é definido como
considerá-los, estão sendo levados
função da garganta de 3 mm. o tempo de arco aberto dividido pelo
em conta, como por exemplo:
tempo total de operação (preparação
da junta, limpeza, troca de eletrodo/ • Embalagens comuns estão sendo
bobinas, remoção de escória etc). substituídas por embalagens a vácuo,
Desta forma, quanto maior o ciclo de evitando a ressecagem e oxidação
trabalho, maior será o tempo em que o dos consumíveis;
soldador estará, efetivamente, deposi- • Bobinas pequenas (de aprox. 12 a
tando material. 30 kg) de arames estão sendo subs-
Ele é uma variável de extrema im- tituídas, principalmente no caso da
portância no que se refere à produtivi- soldagem automatizada, por barricas
dade e ao custo da soldagem, já que (de 100, 250 e 450 kg – ESAB Ma-
Figura 5: Macrografia de uma junta em
o custo relativo à mão-de-obra repre- rathonPac), reduzindo, ou até mesmo,
T soldada. “P” indica a penetração e
“gT” a garganta teórica. A garganta senta aproximadamente 50% do custo eliminando as paradas para troca.
efetiva é a soma de “P” e “gT”. total da soldagem, conforme mostra- • Equipamentos antigos estão sendo
do na tabela 2[2]. substituídos por equipamentos pré – pro-
gramáveis (linha de equipamentos ESAB
AristoTM) e autoprogramáveis (Fonte Ori-
goMig 3000i e alimentador OrigoFeed L
3004), fazendo com que o tempo para o
ajuste dos parâmetros seja minimizado.
Fatores relacionados à produção,
como organização, distribuição de ta-
refas, qualidade, saúde e segurança
Tabela 2: Distribuição de custos para a soldagem de uma junta de topo com penetração também têm influência significativa
total em chapas de aço com ¼” (6,35 mm) de espessura e 10” (254 mm) de comprimento. sobre o ciclo de trabalho.
MAIO Nº 9 2008 39

Artigo técnico

Fatores que influenciam Outro processo importante no


na taxa de deposição que diz respeito a elevadas taxas
A taxa de deposição é definida de deposição é a soldagem ao arco
como a quantidade de metal deposita- submerso (SAW). Esta é usualmente
do por unidade de tempo. Juntamente mecanizada (altos ciclos de trabalho),
com o ciclo de trabalho, ela é uma va- podendo se trabalhar com elevadas
riável decisiva quanto à produtividade correntes e com perdas mínimas, ga-
de determinado processo. Portanto, rantindo, conseqüentemente, elevada
ela deve sempre ser levada em consi- produtividade. A soldagem SAW é li-
deração na escolha. mitada às posições de soldagem 1F, Figura 6: Taxa de deposição para
Através da figura 6, observa-se 1G e 2F (posições planas e filete na diferentes processos de soldagem.
que diferentes processos possuem di- horizontal).
ferentes taxas de deposição e que, in- O processo ao arco submerso tor-
dependente dele, a taxa de deposição na-se ainda mais produtivo quando são
aumenta com o aumento da corrente. usados mais de um arame, como no
É visto que a soldagem com arames caso do Twin Arc, Tanden Arc (figura
tubulares (FCAW/MCAW) possui maio- 8) e Tanden-Twin. Nesses casos, múlti-
res taxas de deposição que os proces- plos arames são adicionados à mesma
sos GMAW e MMA. poça de fusão, aumentando significati-
Quando se trata dos processos vamente a taxa de deposição.
FCAW, GMAW e SAW, o “stick-out”
é exerce grande influência na taxa de Mecanização leve – Elevados ciclos
deposição. Ele representa a distância de trabalho e taxas de deposição, re-
Figura 7: Desenho esquemático
entre o bico de contato e a peça de sultando em alta produtividade com
do arco elétrico.
trabalho (figura 7). A taxa de fusão do baixo custo de investimento.
arame aumenta com o aumento “sti-
ck-out” devido à maior extensão do A mecanização leve é definida
eletrodo e maior dissipação do calor como a utilização de equipamentos
por efeito joule[3]. pequenos, fáceis de usar e de baixo
Uma outra importante variável custo, que visam otimizar a soldagem.
relacionada à taxa de deposição é a Ela é composta por tratores, tartaru-
eficiência da mesma, que representa gas e pequenos posicionadores.
a razão entre a massa de metal depo- A elevada produtividade é alcança-
da através de: Tabela 4: Eficiências de deposição
sitado e a massa de consumível fundi-
• Elevadas taxas de deposições: Com típicas dos processos de
da. Por exemplo, se um processo pos-
a mecanização, é possível manter cor- soldagem ao arco elétrico.
sui a eficiência de deposição igual a
60%, isso implica que, para 100 kg de rentes de soldagens e “stick-out” ele-
consumível utilizado, 60 kg são efeti- vados de forma homogênea durante
vamente depositados e o restante (40 toda a soldagem.
kg) é perdido na forma de escória e • Elevados ciclos de trabalho: O nú-
respingos. A tabela 4 apresenta faixas mero de paradas é reduzido e as con-
de valores de eficiência de deposição dições de saúde e segurança são me-
para diferentes processos. lhoradas.
Através da figura 5 e da tabela 4, • Alta qualidade do cordão de solda:
observa-se que os arames tubulares Como os parâmetros de soldagem são
apresentam altas taxas de deposição previamente definidos, a soldagem é
aliadas a altas eficiências, o que ga- padronizada, garantindo a qualidade
rante elevada produtividade quando de forma homogênea ao longo do cor-
comparados com eletrodos revestidos dão de solda. Isso leva a menos res-
e arames sólidos. Por esse motivo, es- pingos e reduções de defeitos (como,
ses processos vêm sendo substituídos por exemplo, mordedura e falta de fu-
gradativamente pela soldagem com são), afetando positivamente também Figura 8: Processo Arco Submerso
arames tubulares. no ciclo do trabalho. Tanden Arc com seis arames.
40 MAIO Nº 9 2008

Artigo técnico

Considerações Referências
finais bibliográficas

Como foi visto, há diversas formas [1] – Mendez, P.F.; Order of Magni-
de se aumentar a produtividade. Algu- tude Scaling of Complex Engineering
mas delas requerem altos investimen- Problems, and its Applications to High
tos; já outras são decorrentes de sim- Productivity Arc Welding. MIT, 1999,
ples modificações de projeto, como, pag. 113.
por exemplo, a mudança do ângulo do [2] – A.K. Pandjiris, C. N. Cooper,
chanfro. A tabela 5 faz um resumo das and W. J. Davies. Know costs, Then
maneiras para maximizar a produtivi- Weld. J.pages 561 – 568, 1968.
dade. [3] – Suban, M.; Tušek, J. Depen-
A ESAB encontra-se à disposição dence of melting rate in MIG/MAG wel-
para discutir com você sobre produti- ding on the type of shielding gas used,
vidade, entre em contato com um re- Journal of Materials Processing Tech-
presentante. nology, v. 119, p. 185-192, 2001.

Tabela 5: Objetivos para maximizar a produtividade e maneiras de alcançá-los.


MAIO Nº 9 2008 41

Estrutura Interna

Laboratório de engenharia:
tecnologia a favor de novos
equipamentos

T
ecnologia a favor do desenvolvi- Além da infra-estrutura, o novo espaço é
mento de novos equipamentos. sinônimo de organização. Com ele, uma nova
Com esse intuito, a ESAB investiu fase se inicia, com a padronização de relató-
na construção de um novo labo- rios e de informações. “Todos os projetos terão
ratório exclusivamente eletrônico na unidade suas ações realizadas no desenvolvimento do-
III, em Contagem/MG. Em 150 m2, foram ins- cumentadas, sistematizando todos os projetos
taladas estruturas para a realização de todos da ESAB”, afirma Cristiano. Na sala de testes
os testes de tipo exigidos pela norma interna- elétricos, por exemplo, é possível gerar relató-
cional de construção e segurança para equi- rios automáticos de ensaios de temperatura,
pamentos de solda, a IEC 60974-1. curva de característica e característica técnica.
Em funcionamento desde março, o labo-
ratório se destaca por possuir equipamentos Ensaios - Quatro espaços distintos foram
de última geração, piso antiestático (protegen- criados para a realização dos ensaios, otimi-
do os circuitos eletrônicos contra danificações zando as tarefas. Conheça os principais itens
elétricas), um local para desenvolvimento de realizados em cada um:
circuitos eletrônicos, espaços separados para
cada tipo de ensaio e ferramentas que permi- Ensaios elétricos:
tem não só o desenvolvimento de novos pro- • Proteção contra choque térmico
dutos em conformidade com a norma, mas a • Requisitos térmicos
segurança dos engenheiros que executam os • Operação a normal
trabalhos no local. • Proteção térmica
Segundo Cristiano Magalhães Campos Fer-
reira, engenheiro do Desenvolvimento de Máqui- Ensaios mecânicos:
nas e supervisor da área, o laboratório ajudará a • Proteção contra água (IP)
atender a grande demanda por equipamentos • Teste de queda
em curto prazo e com garantia de performan- • Resistência das alças
ce: “Buscamos atender esses clientes evitando
retrabalho e colocando no mercado produtos Ensaios de longa duração:
com qualidade e em conformidade”. • Funcionamento dos equipamentos em uma
Avaliar cada equipamento, registrando seu sala com temperatura mantida a 40º durante
funcionamento, suas alterações e adequações um longo período de tempo.
e o resultado dos ensaios aumentam a qualida-
de dos produtos, que passam a ter um book. Ensaios de performance de solda:
Esse é o resultado final do trabalho realizado no • Verificação da característica de soldabilidade
laboratório que, resumindo em uma só palavra, de cada equipamento para determinar sua apli-
quer dizer diferencial. cação em campo.
42 MAIO Nº 9 2008

Estrutura Interna

Puma 1) Investigação: realização do planejamento


É dentro do laboratório que acontecem a do projeto.
2ª e a 3ª fases do Puma, metodologia utilizada 2) Desenvolvimento do Conceito: de-
na ESAB que busca a organização do proces- senvolvimento do conceito (desenho) da
so e desenvolvimento de produtos, reforçando máquina.
o foco na demanda, qualidade e baixo custo. 3) Desenvolvimento do Protótipo: produção
Para se antecipar na oferta de inovações de um modelo da máquina no Laboratório de
ao mercado, em 2006, a empresa implantou Desenvolvimento de Máquinas.
essa ferramenta e o resultado é a adequação 4) Verificação do Sistema de Produção:
das máquinas de acordo com o que o merca- produção da primeira série de máquinas já na
do e os clientes desejam, uma vez que podem Fábrica de Máquinas.
manter um maior controle dos processos, im- 5) Verificação do Produto: avaliação da
pedindo que estudos inviáveis sejam continu- primeira série de máquinas para verificar se
ados e, conseqüentemente, protegendo os estão prontas para iniciar a produção. Pos-
recursos que seriam investidos. teriormente, é desenvolvido um planejamento
da produção.
Com o objetivo de gerenciar os projetos, o 6) Produção: aprovação da máquina para a
Puma é dividido em oito fases: produção na linha da Fábrica de Máquinas.
0) Documentação da Idéia: análise de uma 7) Auditoria: após três meses de produção da
necessidade do mercado para verificar se é máquina na fábrica, é realizada uma auditoria
viável ou não o desenvolvimento da idéia. pela equipe envolvida no projeto.

Norma Internacional IEC 60974-1


Requisitos de Construção e Segurança
1 Escopo 8.3 Curto circuito 11.6 Saída de energia auxiliar
2 Referências normativas 8.4 Sobrecarga 11.7 Cabos de solda
3 Definições 9 Proteção térmica 12 Circuitos de controle
4 Condições ambientais 9.1 Requisitos gerais 13 Dispositivo contra acidentes
5 Ensaios 9.2 Construção 13.1 Requisitos gerais
5.1 Condições de ensaio 9.3 Localização 13.2 Dispositivo de redução de tensão
5.2 Instrumentos de medição 9.4 Operação 13.3 Dispositivo de comutação de AC para DC
5.3 Conformidade dos componentes 9.5 Reiniciação 13.4 Conexão de um dispositivo contra aci-
5.4 Ensaios de tipo 9.6 Capacidade operacional dentes
5.5 Ensaios de rotina 9.7 Indicação 13.5 Interferência com operação de um dis-
6 Proteção contra choque elétrico 10 Conexão à alimentação de entrada positivo contra acidentes
6.1 Isolamento 10.1 Tensão de alimentação 13.6 Indicação de operação satisfatória
6.2 Proteção contra choque elétrico em con- 10.2 Alimentação de energia 13.7 Falha na segurança
dições normais (contato direto) 10.3 Meios de conexão 14 Requisitos mecânicos
6.3 Proteção contra choque elétrico no caso 10.4 Terminais de entrada 14.1 Cabine
de algum defeito (contato indireto) 10.4.1. Marcação de terminais 14.2 Resistência de impacto de alças, bo-
7 Requisitos térmicos 10.4.2 Continuidade do circuito de proteção tões, etc
7.1 Ensaio térmico 10.5 Ancoragem dos cabos 14.3 Meios de manobra
7.1.1. Tolerâncias dos parâmetros de ensaio 10.6 Aberturas de entrada 14.4 Resistência à queda
7.1.2 Duração do ensaio térmico 10.7 Dispositivo de comutação liga/desliga 14.5 Estabilidade à inclinação
7.2 Medição de temperatura de alimentação de energia 15 Placa de identificação
7.2.1 Sensor de temperatura da superfície 10.8 Cabos de alimentação 15.1 Requisitos gerais
7.2.2. Resistência 10.9 Dispositivo de acoplamento de alimen- 15.2 Descrição
7.2.3 Sensor de temperatura incorporada tação (fixação de tomada) 15.3 Conteúdo
7.2.4. Determinação da temperatura do ar 11 Saída 15.4 Tolerâncias
ambiente 11.1 Tensão em vazio nominal 15.5 Direção de rotação
7.2.5 Registro de temperaturas 11.2 Valores de ensaio de tipo da tensão de 16 Ajuste da saída
7.3 Limites do aumento de temperatura carga convencional 16.1 Tipo de ajuste
7.4 Ensaio de carregamento 11.3 Dispositivos mecânicos de comutação 16.2 Marcação do dispositivo de ajuste
7.5 Comutadores e anéis coletores usados para ajustar saída 16.3 Indicação do controle de corrente ou tensão
8 Operação anormal 11.4 Conexões de saída 17 Manual e marcações
8.1 Requisitos gerais 11.5 Alimentação de energia para dispositi- 17.1 Instruções
8.2 Ventilador bloqueado vos externos 17.2 Marcações