Exposição Permanente

A exposição permanente inicia-se no corredor do piso de entrada, com uma breve
abordagem à história do Museu, à qual se seguem quatro grandes núcleos expositivos.
Na sala 1 estão expostas as colecções cronologicamente compreendidas entre o
Paleolítico e a Idade do Ferro.
Na sala 2 abordam-se as questões inerentes à integração de Bracara Augusta no Império
romano, ou seja, em que medida o comércio e o contacto com as inovações tecnológicas
influenciaram o desenvolvimento da economia local.
Na sala 3 pode tomar-se contacto com aspectos relacionados com o desenvolvimento do
projecto de arqueologia urbana, em curso, respeitantes à organização do espaço público e
doméstico em Bracara Augusta.
Na sala 4, são apresentados testemunhos alusivos às ligações viárias de Bracara Augusta,
às necrópoles que se situavam na sua proximidade para além de alguns achados
associados à religiosidade, no período romano e paleocristão.
A cave do bloco de serviços "o espaço-cripta" conserva vestígios “in situ”, de uma
habitação da época romana com um mosaico.
Os textos de sala fornecem informação detalhada sobre as peças em exposição e seus
contextos de origem.



• Pré e Proto-História
Esta sala apresenta desde os primeiros testemunhos de ocupação do Homem na região, datadas de há cerca de 250.000 anos,
até às peças datadas do séc. I d.C., com a plena integração no Império romano.
Destacam-se:
- a diversidade de matérias-primas de que progressivamente o Homem se serviu para
fazer os seus objectos;
- a evolução da tecnologia de fabrico dessas peças, desde o talhe de pedra à execução de
artefactos em metal;
- a progressiva diferenciação social entre indivíduos e comunidades.


• Bracara Augusta e o Império Romano
O primeiro contacto entre os bracari e os romanos deu-se entre 138-136 a.C., no âmbito de
expedições de reconhecimento militar.
Desde então, e até à fundação da cidade de Bracara Augusta (16-15 a.C.), esta região
viveu um clima de paz que favoreceu o desenvolvimento, pelo que o comércio em grande
escala, proporcionado pela integração no Império romano, abriu novas oportunidades de
expansão e negócio.
Destaque para a qualidade das peças cerâmicas produzidas localmente, algumas delas
imitando de forma perfeita peças importadas. A abundância e a qualidade dos barreiros
desta região propiciaram o desenvolvimento da olaria até à actualidade.



• Bracara Augusta - Espaço Urbano
As intervenções arqueológicas realizadas em Braga, desde meados da década de setenta,
proporcionam um melhor conhecimento da organização da cidade romana de Bracara
Augusta.
Alguns desses vestígios da ocupação romana foram integrados na malha urbana actual
sendo visitáveis.



• Bracara Augusta - Vias, Morte e Religião
Neste último espaço expositivo abordam-se três grandes temas – as vias que ligavam
Bracara Augusta às restantes cidades do Império romano, a distribuição das necrópoles na
cidade e os testemunhos da relação dos seus habitantes com as várias divindades.
Na época romana, o espaço dos mortos era fora da cidade, ou do mundo dos vivos. Os
cemitérios localizavam-se normalmente junto às vias de saída das cidades.
Algumas das peças encontradas em sepulturas estão associadas a epígrafes funerárias. A
análise do conjunto destes materiais é muito interessante, sob o ponto de vista da
organização social da cidade.
Da relação dos homens com as divindades ficaram testemunhos epigráficos de grande
significado e elaborada expressão estética.
Finalmente encontram-se alguns vestígios associados ao período paleocristão e concretamente a réplica do Sarcófago de S.
Martinho de Dume.



• Mosaico in situ
Durante as escavações arqueológicas, que precederam a construção do edifício do Museu,
foram encontrados vestígios de uma habitação do século I, com a particularidade de ter um
mosaico.
Dada a elevada acidez do solo em Braga, este tipo de achado raramente se preserva, pelo
que se procedeu à sua integração nas instalações do Museu, no espaço-cripta do bloco de
serviços.
O mosaico é constituído por motivos geométricos bicromos (branco e preto). Um dos
painéis musivos é constituído por um tabuleiro, em que as casas apresentam cruzeta ao
centro, em oposição de cores e o outro é decorado com quadrícula de linhas de
ampulhetas, com tesselas de granito e de calcário.
Estão em curso trabalhos de restauro.



[hLLp://mdds.lmc-lp.pL/pL-Þ1/exposlcaopermanenLe/PlghllghLLlsL.aspx]


Na antiga capital de Con ve n t u s , Br a ca r a Au gu s t a , foi edificado, nos inícios
do século I, um santuário rupestre que é hoje conhecido como Fonte do
Ídolo, ou “Quintal do Idro”. Este monumento conservou-se, parcialmente,
e é um dos locais da cidade romana mais divulgados devido ao seu cariz
único.
Numa superfície vertical com cerca de três metros de largura observa-
se na parte esquerda uma estátua com cerca de 1,10 metros. Esta figura
encontra-se num avançado estado de degradação, o que impossibilita
averiguar se é feminina ou masculina. Todavia, consegue-se perceber que
se trata de uma personagem togada que segura na mão um objecto, talvez
uma cornucópia. À esquerda da cabeça é visível a seguinte inscrição:
(CEL)ICVS FRONTO / ARCOBRIGENSIS / AMBIMOGIDVS / FECIT, que pode
ser traduzido por “Celico Fronto, de Arcóbriga, Ambimógido fez (este
monumento)”. Do lado direito do monumento distingue-se uma edícula,
com a representação de um busto no seu interior, que foi intencionalmente
desviado para a esquerda dando, desta forma, espaço à seguinte inscrição:
CELICVS FECIT, a que se segue na parte inferior do nicho: FRO(NTO), ou
seja o nome do dedicante. À esquerda da edícula pode-se ler o nome de
uma divindade: TONGONABIAGOI. O nicho é adornado por um frontão onde
se pode ver uma pomba e um maço. Acima do frontão há uma epígrafe
com letras gravadas em tipo diferente, e que é considerada tardia por
diversos investigadores. Na base deste nicho brota um pequeno manancial.
Aintrepretação deste santuário é complexa. Alinha interpretativa originada
por José Leite de Vasconcelos manteve-se estável ao longo de quase um
A FONTE DO ÍDOLO
século, sofrendo apenas algumas variações. Leite de Vasconcelos entende
que a divindade e o dedicante se encontram ambos representados,
assumindo que a primeira está representada na edícula e a segunda em
alto-relevo. Esta leitura foi, posteriormente, invertida por Alain Tranoy,
que identifica o deus com a figura do lado esquerdo e o dedicante com o
busto inserido no nicho.
Outro autor, António Rodríguez Colmenero, defende que se trata de um
santuário plural. Desta forma o dedicante, Ce licu s Fr on t u s , apenas está
registado na inscrição enquanto que as duas divindades estariam
representadas. Afigura em pé corresponderia à deusa Nabia (uma Nabia
/ Fortuna). Ton gon a bia gu s , divindade da “veiga bracarense” estaria
representada na edícula.
Com base no conhecimento dos vestígios encontrados na envolvente da
Fonte do Ídolo, há investigadores que entendem que o monumento poderá
ter sido parte integrante de uma domus suburbana, enquanto outros
pensam que estamos perante um santuário público mandado edificar por
Celico Fronto para usufruto da comunidade bracarense. Seria pois um
dos raros exemplos de ebergetismo na cidade de Br a ca r a Au gu s t a .
Estamos assim perante um local de grande relevância patrimonial e
científica, quer pela sua originalidade, quer também pela informação que
faculta acerca das divindades indígenas veneradas nos primórdios da
Ca lla e cia meridional.
Apesar de ser dedicado a deuses autóctones, o santuário da Fonte do Ídolo
possui um marcado estilo clássico.
CÂMARA MUNICIPAL
DE BRAGA
TEXTO: ALEXANDRINAAMORIM REVISÃO: FRANCISCOSANDE LEMOS
FONTE DOÍDOLO
Rua do Raio / 4700-Braga (S. João do Souto)
Cont act os:
Tel.: 253 218011 / E-mail: ger al@fonte-idolo.mail.pt


Sítios Arqueológicos


Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva
Cruzamento sul entre o decamanus maximus e o cardus maximus. No interior da Biblioteca
foi integrado um troço bem conservado de uma grande cloaca da época de Augusto.

Rua de S. Paulo, 1 – Braga

Horário:
Segunda-feira e Sábado: 9:30 - 12:30 / 14:00 - 18:00 horas
Terça a Sexta-feira: 9:00 - 20:00 horas

As escavações realizadas neste espaço puseram a descoberto um troço bem conservado
de uma grande cloaca, cujo traçado coincide com um importante eixo da cidade romana,
definido por uma rua com 7,5 metros de largura. Separando dois quarteirões residenciais,
esta rua estava ladeada por pórticos, que se dispunham ao longo das habitações de
ambos os lados da rua.
No cimo da Rua Frei Caetano Brandão e cruzamento com a Rua de S. Paulo, pode
observar-se um conjunto de pilares almofadados em granito que definiam o porticado
poente da rua e que testemunham o cruzamento sul das duas principais ruas de Bracara
Augus ta: o decumanus maximus (leste-oeste) e cardus maximus (sul-norte).
A cloaca está definida por dois muros paralelos e coberta por grandes lajes dispostas
horizontalmente; nalguns locais a estrutura atinge a altura de 1,60 metros, sendo visíveis
ao longo das paredes bocas de outros esgotos que nela vinham desaguar.
Das ruínas descobertas, foram integradas no imóvel a cloaca da época de Augusto (séc. I) e vestígios de uma rua medieval (a
Rua Verde) que se sobrepôs ao tramo sul do antigo cardus maximus.

Escola Velha da Sé
Restos de uma domus datada dos meados do
século I, com ocupação até finais do século IV. No
actual edifício da Junta de Freguesia da Sé.

Rua D. Afonso Henriques, 1 – Braga

Em processo de musealização.
Informações através do Gabinete de Arqueologia
da Câmara Municipal de Braga

Na cave deste imóvel observam-se as ruínas de
uma casa romana, que foi cortada a oeste pela cerca medieval; distingue-se, também, a face norte da referida muralha medieval.

Largo de S. Paulo
Marcação no pavimento do Largo de S. Paulo das
estruturas arqueológicas romanas detectadas no
arranjo do largo.

Sob o pavimento desta praça, a menos de vinte
centímetros de profundidade jazem os vestígios de
uma insula cujos muros se encontram marcados
em pedra irregular, de cor cinzenta; esta ins ula
abria a sul para o decumanus maximus.
No lado Norte do Largo. a Igreja de Santiago foi
implantada no espaço de uma das antigas ruas de
Bracara Augus ta; a orientação da igreja corresponde à dos eixos da cidade romana; marca pois o limite sul desta Ins ula.

Domus de Santiago
No Claustro do Seminário de Santiago encontram-se as ruínas de uma domus cujo peris tilo
rodeado de um pórtico abria, a sul, para o decumanus maximus. Conservam-se o tanque
central do peris tilo e alguns fragmentos de mosaicos descobertos nas escavações deste
claustro.

Largo de Santiago, Braga

Visitável mediante marcação.
Mosaicos em exposição no Museu Pio XII

O pórtico dava acesso a vários compartimentos da casa; no centro da área porticada, que
corresponde ao próprio claustro, foi encontrado o tanque revestido de mosaico, com
decoração de golfinhos. Os restantes compartimentos da casa, incluindo um hipocausto de
uma área privada de banhos, encontram-se sob o actual edifício do Seminário.
Esta habitação foi construída na segunda metade do século I e sofreu uma remodelação
entre finais do século III / inícios do IV, data à qual podemos atribuir os mosaicos
encontrados nas escavações.

Sé Catedral de Braga
Rua de Nossa Senhora do Leite – Na parede exterior da cabeceira da Sé observa-se
uma inscrição à deusa egípcia Ísis, que sem dúvida integrava um altar existente no interior
do mercado romano.

Sob a Sé conservam-se as ruínas de um mercado romano, do Alto Império, posteriormente
adaptado a basílica paleo-cristã que, na Alta Idade Média, foi o templo de evocação de
Santa Maria.
A Torre-Capela de Nossa Senhora da Glória assenta sobre a muralha do Baixo Império
(século III d.C.), que nesta zona delimitava a Norte a urbe romana.

Visitável sob reserva.

Domus das Frigideiras do Cantinho
Restos de estruturas de uma domus romana
datada do Baixo Império. É possível a sua
completa visualização de cima, através do vidro
que constitui o piso do café.

Café/Snack Bar Frigideiras do Cantinho
Largo S. João do Souto, 1 – Braga

Horário: O conjunto pode ser visitado dentro do
horário de funcionamento normal do
estabelecimento.

As ruínas correspondem a um coredor de circulação, que se abre a poente através de uma porta a um amplo compartimento,
dando igualmente passagem a outros dois corredores, um dos quais definido por duas bases de coluna. Na parte nordeste do
corredor do corredor situa-se um compartimento aquecido por sistema de hipocausto com colunelos, o qual revela que esta
habitação dispunha de banhos privados, à semelhança de muitas outras identificadas em Bracara Augus ta.
Estruturas que definem uma ala compartimentada, muito provavelmente pertencente a uma antiga domus de época romana. Um
dos compartimentos escavados correspondia a um hipocausto do balneário da casa.

Balneário pré-romano da Estação
Constitui o único vestígio de balneário pré-romano conhecido até ao momento no território
de Braga.

Largo da Estação – Braga
Horário: Aberto permanentemente ao público

Descoberto aquando da construção da Estação de Caminhos de Ferro, no piso -1, de
acesso ao parque de estacionamento estão preservadas e musealizadas as ruínas de um
balneário pré-romano semelhante a vários outros existentes nesta região do país.










[hLLp://mdds.lmc-lp.pL/pL-Þ1/slLlosarqueologlcos/ConLenLLlsL.aspx]


Museu de Cultura Castreja
O Solar da Ponte, situado em S. Salvador de Briteiros, é um edifício senhorial com alguns traços barrocos,
construído entre os finais do século XVIII e o início do XIX. Serviu de apoio às pesquisas arqueológicas de
Martins Sarmento na Citânia e no Castro de Sabroso. Ficou na memória da história da Arqueologia
portuguesa por, em 1877, ter sido o local onde foram recebidos participantes no I Congresso Arqueológico
Nacional.
Integrado num complexo de construções agrícolas, com alpendre, curral, sequeiro, espigueiro com eira e
moinho, há muito que deixou de ser centro de actividade agrária, tendo passado por um processo de
abandono e degradação, que terminou quando, por altura do centenário da morte de Francisco Martins
Sarmento (1999) a SMS promoveu o seu restauro exterior, com o objectivo de ali concretizar um sonho
antigo: a instalação de um museu monográfico denominado Museu da Cultura Castreja, estreitamente
relacionado com a Citânia de Briteiros, o Castro de Sabroso e a figura do arqueólogo Francisco Martins
Sarmento.
As principais preocupações deste projecto prenderam-se com a necessidade de reintegrar no contexto os
materiais arqueológicos da proveniente da Citânia de Briteiros e do Castro de Sabroso e com a intenção de
proceder à reorganização museológica do Museu de Arqueologia instalado em Guimarães, na sede da SMS.
A organização museológica aplicada no Museu de Cultura Castreja inspira-se na metodologia que Martins
Sarmento utilizou para agrupar as colecções que recolheu durante as suas escavações, distribuindo-se pelos
seguintes módulos temáticos:
• os elementos líticos decorados, ligados à arquitectura habitacional, integrando objectos de grande
diversidade, muitos dos quais profusamente decorados, nomeadamente em motivos esculpidos;
• a produção local, representada por objectos cerâmicas (entre os quais máscaras e diversas marcas de
oleiros) e em objectos metálicos (nomeadamente em bronze);
• outras cerâmicas com marcas de proprietário, correspondentes a um núcleo a destacar com informação
específica;
• as importações, entre as quais se salientam objectos de vidro, ânforas e objectos -cerâmicas em terra
sigillata;
• os objectos de adorno, vestuário e tecelagem, que integram um núcleo de grande quantidade de
objectos a expor sequencialmente, segundo as suas funcionalidades e segundo a repartição sexual dos
elementos de vestuário e de adorno, com destaque para a actividade eminentemente feminina da
tecelagem;
• a Pedra Formosa, o monumento mais representativa do Museu, proveniente de um balneário castrejo e
que se transformou no ex-libris da Sociedade Martins Sarmento.
A par do espólio arqueológico, o Museu de Cultura Castreja dá particular destaque à figura do arqueólogo de
Briteiros, Francisco Martins Sarmento, cuja memória está presente ao longo da exposição através dos seus
textos e fotografias e dos objectos que lhe pertenceram.
O Museu de Cultura Castreja está aberto ao público desde finais de 2003.

[hLLp://www.csarmenLo.umlnho.pL/nephl_33.asp]

Museu Martins Sarmento
O Museu da Sociedade Martins Sarmento é um dos mais antigos museus arqueológicos portugueses. A sua primeira instalação
data de 1885 e o seu núcleo central foi constituído com o espólio que pertenceu à colecção particular de Francisco Martins
Sarmento, que o arqueólogo doou à instituição.
O Museu está instalado na sede da SMS. As suas secções arqueológicas distribuem-se por dependências do extinto Convento de
S. Domingos (escadaria de S. Domingos e claustro gótico, ao qual, em finais do século XIX, foi sobreposto um segundo piso para
funcionar como galeria do Museu). Mantendo, no essencial, a estrutura expositiva original, o Museu da SMS é também, nos
tempos que correm, uma memória única das concepções museológicas da transição do século XIX para o século XX.
Os acervos do Museu distribuem-se por cinco secções:
• Secção de epigrafia e escultura antiga (escadaria do antigo convento de S. Domingos, piso inferior do claustro e jardim).
• Secção das indústrias pré e proto-históricas (galeria superior do claustro de S. Domingos).
• Secção de numismática, esfragística e medalhística (galeria superior do claustro S. Domingos, em parte em reserva).
• Secção de etnografia moderna (actualmente em reserva).
• Secção de arte moderna e contemporânea (actualmente em reserva).
Por motivos de segurança, a Sociedade Martins Sarmento tem guardado, em cofre bancário, um conjunto de peças,
nomeadamente objectos em ouro de grande valor patrimonial, que podem vir a constituir um dos principais centros de atracção
de um Museu renovado.
| Indústrias Pré e Proto-Históricas |
A secção das Indústrias Pré e Proto-Históricas do Museu da Sociedade Martins Sarmento
na galeria mandada construir para o efeito na década de 1880 na galeria sobreposta ao
claustro do antigo Convento de S. Domingos a expensas de Francisco Martins Sarmento.
O acesso à zona de exposições faz-se através da escadaria do antigo convento.
O espólio exposto distingue-se pela variedade, quantidade e qualidade das peças
expostas, reunindo um património arqueológico de características únicas, com particular
destaque para as suas colecções de artefactos produzidos pela cultura castreja, em boa
parte reunidos a partir das explorações de Martins Sarmento no noroeste de Portugal ao
longo do último quartel do século XIX.
Esta secção está organizada segundo a concepção da divisão do tempo histórico
dominante na passagem do século XIX para o século XX, constituindo um interessante
objecto de museológico cuja memória importa preservar, conciliando-a com a
necessidade de modernização e adaptação à linguagem expositiva contemporânea.
O circuito da visita inicia-se pelos materiais do período paleolítico, com inúmeros
artefactos de pedra lascada e de pedra polida: pontas de seta, buris, percutores,
raspadores, facas, trituradores, machados, martelos, polidores, enxós, pesos de rede e
de tear, etc.
A colecção lítica do Museu tem múltiplas proveniências: dos arredores de Lisboa (Monsanto, Paço de Arcos, Casal do Monte),
concheiros de Muge, Picos Asturienses, etc.
Em seguida, passa-se para o espólio de bronze, composto por grande número de peças originárias de sítios do Norte de Portugal
onde se incluem diversos machados lisos, de talão, de uma e de duas aletas, alabardas, pontas de lança, peças. O Museu possui
uma grande colecção de peças composta por moedas, fíbulas, fivelas, placas de cinto, agulhas, anéis, pinças, peças votivas,
alfinetes de toucado, campainhas, para além de múltiplos fragmentos de difícil identificação. Os objectos de bronze mais
notáveis são um enigmático carro votivo e um espeto provenientes de Vilela, no concelho de Paredes
A colecção de instrumentos de ferro encontra-se no final do percurso,
sendo composta por sachos, um alvião, machados, pontas de lança,
chaves, pregos, das mais diversas proveniências. A par destas peças,
encontram-se algumas pequenas barras de chumbo provenientes da
Citânia de Briteiros.
A colecção de cerâmica é muito vasta, especialmente no que se refere
a exemplares da cerâmica castreja e luso-romana, com destaque para
os vasos e fragmentos encontrados na Citânia de Briteiros e da Penha.
Entre o material exposto, incluem-se excelentes espécimes de cerâmica
de pasta fina, pintada e de terra sigillata. Existem também diversos
exemplares de telhas, de tijolos e de canalizações romanas.
O Museu possui ainda um interessante conjunto peças de vidro
(fragmentos e objectos intactos).
Pertence a esta secção do Museu vaso de grande dimensões (Pithos), com quatro asas e fundo plano, proveniente da Penha e
recentemente restaurado, actualmente exposto no átrio da sede da Sociedade Martins Sarmento.
| Escultura e Epigrafia |
As peças expostas na Secção de Epigrafia e Escultura Antiga do Museu da
Sociedade Martins Sarmento distribuem-se pela escadaria do antigo convento de
S. Domingos, pelo claustro e pelo jardim.
O seu espólio, que começou a ser reunido no último quartel do século XIX,
durante as prospecções arqueológicas de Francisco Martins Sarmento, é
composto por mais de uma centena e meia de peças, quase todas elas de
granito, integrando exemplares de estatuária, inscrições honoríficas,
monumentais, sepulcrais, aras votivas, aras anepígrafas, marcos miliários,
pedras de armas, elementos de estruturas arquitectónicas, peças de arte
ornamental, emblemas, objectos de uso industrial.
Nesta secção encontram-se os elementos mais emblemáticos do acervo
arqueológico da Sociedade Martins Sarmento: a Pedra Formosa, os dois
Guerreiros Lusitanos, os marcos miliários, as pedras com inscrições da Citânia de
Briteiros.
| Tesouro |
A Sociedade Martins Sarmento possui, guardado em cofre bancário, para além de um significativo conjunto de moedas de ouro e
prata, algumas pedras preciosas, jóias modernas, medalhas e condecorações honoríficas, um precioso conjunto de jóias de ouro
arcaicas, da proto-história do noroeste de Portugal, a saber:
• um par de arrecadas encontradas em 1937 na Citânia de Briteiros;
• o «Tesouro de Gondeiro», adquirido por compra em 1929, composto por dois braceletes, uma aro e uma espiral;
• o "Tesouro de Lebução¨, doado em 1957 pela família de Ricardo Severo, que inclui dois torques, duas extremidades de
torques e uma bracelete;
• uma pulseira, proveniente do "Tesouro de Monte da Saia¨, Barcelos, adquirida por compra em 1957.
O Museu possui ainda um a réplica em prata dourada da "Jóia da Cantonha¨ (pulseira encontrada na Penha, em Guimarães),
cujo original pertence ao acervo do Museu Nacional de Arqueologia.

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Forte de LoveIhe


0IstrIto/Concelho/FreguesIa: 7Iana do Castelo/7Ila Nova de CerveIra/Lovelhe
Periodo: Ìdade do Ferro, Fomano, Ìdade |édIa e |oderno
0escrIção: ColIna de baIxa altItude localIzada na margem esquerda do FIo |ondego. CeologIcamente é
um antIgo terraço fluvIal onde tem aparecIdo alguns seIxos talhados paleolitIcos.
A nascente da colIna passou uma antIga estrada romana da rede vIárIa secundárIa,
perceptivel, somente, no toponImo 8reIa.
A cerca de duas centenas de metros para nascente apareceu, no prIncipIo do século, uma
sepultura da Ìdade do 8ronze, que é conhecIda por QuInta da Agua 8ranca.
No decorrer do século Ì a. C. a colIna foI ocupada por um povoado da Ìdade do Ferro e que se
pode desIgnar por ¨castro agricola¨, se atendermos à tIpologIa do seu sIstema defensIvo.
No século Ì d. C. efectuaram·se as prImeIras construções romanas. A prImeIra terá sIdo
construida a partIr do século ÌÌ, para ser reformulada, posterIormente, no século ÌÌÌ.
As estruturas maIs monumentaIs, actualmente vIsiveIs, pertencem à do baIxo ImpérIo
que perdurou até à ocupação Suevo·7IsIgotIca. PosterIormente, sobre as ruinas da
romana, que tem pedras almofadadas e mosaIcos, foI construida, uma outra , de
tIpologIa semelhante à anterIor, reutIlIzando alguns materIaIs exIstentes e cuja cronologIa a
coloca em plena Alta Ìdade |édIa. A sua destruIção deverá ser contemporânea das prImeIras
Invasões árabes.
So no século X7ÌÌ é que a colIna foI novamente ocupada com a a construção do Forte Lobelhe,
que ocorreu por volta de 1662. Trata·se de uma tipIca fortaleza abaluartada construida
especIfIcamente para defender a passagem do rIo em apoIo do Forte de CerveIra no decurso
das Cuerras da Festauração.
|eIo: Terrestre
ClassIfIcação: Em 7Ias de ClassIfIcação

FotografIas






[hLLp://www.lpa.mln-culLura.pL/]

Algumas das peças encontradas em sepulturas estão associadas a epígrafes funerárias. Morte e Religião Neste último espaço expositivo abordam-se três grandes temas – as vias que ligavam Bracara Augusta às restantes cidades do Império romano. . O mosaico é constituído por motivos geométricos bicromos (branco e preto). com a particularidade de ter um mosaico.Espaço Urbano As intervenções arqueológicas realizadas em Braga. ou do mundo dos vivos. no espaço-cripta do bloco de serviços. Martinho de Dume. pelo que se procedeu à sua integração nas instalações do Museu. em oposição de cores e o outro é decorado com quadrícula de linhas de ampulhetas. em que as casas apresentam cruzeta ao centro. • Bracara Augusta . Um dos painéis musivos é constituído por um tabuleiro. desde meados da década de setenta. Os cemitérios localizavam-se normalmente junto às vias de saída das cidades. este tipo de achado raramente se preserva. Alguns desses vestígios da ocupação romana foram integrados na malha urbana actual sendo visitáveis.Vias. A análise do conjunto destes materiais é muito interessante. • Mosaico in situ Durante as escavações arqueológicas. proporcionam um melhor conhecimento da organização da cidade romana de Bracara Augusta. foram encontrados vestígios de uma habitação do século I. com tesselas de granito e de calcário.• Bracara Augusta . Estão em curso trabalhos de restauro. Finalmente encontram-se alguns vestígios associados ao período paleocristão e concretamente a réplica do Sarcófago de S. que precederam a construção do edifício do Museu. Dada a elevada acidez do solo em Braga. a distribuição das necrópoles na cidade e os testemunhos da relação dos seus habitantes com as várias divindades. sob o ponto de vista da organização social da cidade. o espaço dos mortos era fora da cidade. Da relação dos homens com as divindades ficaram testemunhos epigráficos de grande significado e elaborada expressão estética. Na época romana.

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com a representação de um busto no seu interior.pt TEXTO: ALEXANDRINA AMORIM REVISÃO: FRANCISCO SANDE LEMOS . apenas está registado na inscrição enquanto que as duas divindades estariam representadas. talvez uma cornucópia. Leite de Vasconcelos entende que a divindade e o dedicante se encontram ambos representados. Seria pois um dos raros exemplos de ebergetismo na cidade de Bracara Augusta. Ambimógido fez (este monumento)”.: 253 218011 / E-mail: geral@fonte-idolo. O nicho é adornado por um frontão onde se pode ver uma pomba e um maço. desta forma. Esta leitura foi. há investigadores que entendem que o monumento poderá ter sido parte integrante de uma domus suburbana. espaço à seguinte inscrição: CELICVS FECIT. de Arcóbriga. a que se segue na parte inferior do nicho: FRO(NTO). parcialmente. À esquerda da cabeça é visível a seguinte inscrição: (CEL)ICVS FRONTO / ARCOBRIGENSIS / AMBIMOGIDVS / FECIT. Outro autor. Numa superfície vertical com cerca de três metros de largura observase na parte esquerda uma estátua com cerca de 1. o que impossibilita averiguar se é feminina ou masculina. CÂMARA MUNICIPAL DE BRAGA FONTE DO ÍDOLO Rua do Raio / 4700-Braga (S. foi edificado. A linha interpretativa originada por José Leite de Vasconcelos manteve-se estável ao longo de quase um século. sofrendo apenas algumas variações. consegue-se perceber que se trata de uma personagem togada que segura na mão um objecto. o santuário da Fonte do Ídolo possui um marcado estilo clássico.10 metros. que identifica o deus com a figura do lado esquerdo e o dedicante com o busto inserido no nicho. Todavia. Acima do frontão há uma epígrafe com letras gravadas em tipo diferente. Estamos assim perante um local de grande relevância patrimonial e científica. e que é considerada tardia por diversos investigadores. Esta figura encontra-se num avançado estado de degradação.A FONTE DO ÍDOLO Na antiga capital de Conventus. Apesar de ser dedicado a deuses autóctones. nos inícios do século I. À esquerda da edícula pode-se ler o nome de uma divindade: TONGONABIAGOI. Com base no conhecimento dos vestígios encontrados na envolvente da Fonte do Ídolo. invertida por Alain Tranoy. Na base deste nicho brota um pequeno manancial. A figura em pé corresponderia à deusa Nabia (uma Nabia / Fortuna). quer pela sua originalidade. Bracara Augusta. A intrepretação deste santuário é complexa. e é um dos locais da cidade romana mais divulgados devido ao seu cariz único. Do lado direito do monumento distingue-se uma edícula. Celicus Frontus. assumindo que a primeira está representada na edícula e a segunda em alto-relevo. António Rodríguez Colmenero. um santuário rupestre que é hoje conhecido como Fonte do Ídolo. ou seja o nome do dedicante. posteriormente. Tongonabiagus. que pode ser traduzido por “Celico Fronto. João do Souto) Contactos: Tel. defende que se trata de um santuário plural. quer também pela informação que faculta acerca das divindades indígenas veneradas nos primórdios da Callaecia meridional. divindade da “veiga bracarense” estaria representada na edícula. que foi intencionalmente desviado para a esquerda dando. ou “Quintal do Idro”.mail. Desta forma o dedicante. enquanto outros pensam que estamos perante um santuário público mandado edificar por Celico Fronto para usufruto da comunidade bracarense. Este monumento conservou-se.

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de cor cinzenta. com ocupação até finais do século IV. que foi cortada a oeste pela cerca medieval. Afonso Henriques.Sítios Arqueológicos Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva Cruzamento sul entre o decamanus maximus e o cardus maximus. pode observar-se um conjunto de pilares almofadados em granito que definiam o porticado poente da rua e que testemunham o cruzamento sul das duas principais ruas de Bracara Augusta: o decumanus maximus (leste-oeste) e cardus maximus (sul-norte). sendo visíveis ao longo das paredes bocas de outros esgotos que nela vinham desaguar. nalguns locais a estrutura atinge a altura de 1.18:00 horas Terça a Sexta-feira: 9:00 . marca pois o limite sul desta Insula. 1 – Braga Horário: Segunda-feira e Sábado: 9:30 . cujo traçado coincide com um importante eixo da cidade romana. Paulo. Sob o pavimento desta praça. distingue-se. Rua D. I) e vestígios de uma rua medieval (a Rua Verde) que se sobrepôs ao tramo sul do antigo cardus maximus. definido por uma rua com 7. Paulo Marcação no pavimento do Largo de S. a menos de vinte centímetros de profundidade jazem os vestígios de uma insula cujos muros se encontram marcados em pedra irregular. a sul. Separando dois quarteirões residenciais. No interior da Biblioteca foi integrado um troço bem conservado de uma grande cloaca da época de Augusto. a Igreja de Santiago foi implantada no espaço de uma das antigas ruas de Bracara Augusta. A cloaca está definida por dois muros paralelos e coberta por grandes lajes dispostas horizontalmente. também. No cimo da Rua Frei Caetano Brandão e cruzamento com a Rua de S.60 metros.5 metros de largura. Paulo.12:30 / 14:00 . a face norte da referida muralha medieval. No actual edifício da Junta de Freguesia da Sé. esta rua estava ladeada por pórticos. Largo de Santiago. Escola Velha da Sé Restos de uma domus datada dos meados do século I. que se dispunham ao longo das habitações de ambos os lados da rua. No lado Norte do Largo. Informações através do Gabinete de Arqueologia da Câmara Municipal de Braga Na cave deste imóvel observam-se as ruínas de uma casa romana. esta insula abria a sul para o decumanus maximus. Rua de S. Das ruínas descobertas. Domus de Santiago No Claustro do Seminário de Santiago encontram-se as ruínas de uma domus cujo peristilo rodeado de um pórtico abria.20:00 horas As escavações realizadas neste espaço puseram a descoberto um troço bem conservado de uma grande cloaca. Paulo das estruturas arqueológicas romanas detectadas no arranjo do largo. foram integradas no imóvel a cloaca da época de Augusto (séc. Conservam-se o tanque central do peristilo e alguns fragmentos de mosaicos descobertos nas escavações deste claustro. a orientação da igreja corresponde à dos eixos da cidade romana. 1 – Braga Em processo de musealização. Braga . Largo de S. para o decumanus maximus.

É possível a sua completa visualização de cima. . Balneário pré-romano da Estação Constitui o único vestígio de balneário pré-romano conhecido até ao momento no território de Braga.C. As ruínas correspondem a um coredor de circulação. Sé Catedral de Braga Rua de Nossa Senhora do Leite – Na parede exterior da cabeceira da Sé observa-se uma inscrição à deusa egípcia Ísis. Os restantes compartimentos da casa. João do Souto. que sem dúvida integrava um altar existente no interior do mercado romano. Domus das Frigideiras do Cantinho Restos de estruturas de uma domus romana datada do Baixo Império. o qual revela que esta habitação dispunha de banhos privados. Sob a Sé conservam-se as ruínas de um mercado romano. foi o templo de evocação de Santa Maria. do Alto Império. Na parte nordeste do corredor do corredor situa-se um compartimento aquecido por sistema de hipocausto com colunelos. data à qual podemos atribuir os mosaicos encontrados nas escavações. Estruturas que definem uma ala compartimentada.Visitável mediante marcação. de acesso ao parque de estacionamento estão preservadas e musealizadas as ruínas de um balneário pré-romano semelhante a vários outros existentes nesta região do país. Esta habitação foi construída na segunda metade do século I e sofreu uma remodelação entre finais do século III / inícios do IV. no centro da área porticada. que se abre a poente através de uma porta a um amplo compartimento. A Torre-Capela de Nossa Senhora da Glória assenta sobre a muralha do Baixo Império (século III d. 1 – Braga Horário: O conjunto pode ser visitado dentro do horário de funcionamento normal do estabelecimento. dando igualmente passagem a outros dois corredores. Mosaicos em exposição no Museu Pio XII O pórtico dava acesso a vários compartimentos da casa. um dos quais definido por duas bases de coluna. incluindo um hipocausto de uma área privada de banhos. foi encontrado o tanque revestido de mosaico. Largo da Estação – Braga Horário: Aberto permanentemente ao público Descoberto aquando da construção da Estação de Caminhos de Ferro. através do vidro que constitui o piso do café. com decoração de golfinhos. no piso -1. à semelhança de muitas outras identificadas em Bracara Augusta. Um dos compartimentos escavados correspondia a um hipocausto do balneário da casa. encontram-se sob o actual edifício do Seminário.). que corresponde ao próprio claustro. Café/Snack Bar Frigideiras do Cantinho Largo S. posteriormente adaptado a basílica paleo-cristã que. Visitável sob reserva. que nesta zona delimitava a Norte a urbe romana. na Alta Idade Média. muito provavelmente pertencente a uma antiga domus de época romana.

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