O Príncipe Que Há de Vir The Coming Prince Robert Anderson (1841-1918) ÍNDICE Prefácios Capítulo Capítulo Capítulo

Capítulo Capítulo Capítulo Capítulo Capítulo Capítulo Capítulo Capítulo Capítulo Capítulo Capítulo Capítulo 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 Introdução Daniel e Seu Tempo O Sonho do Rei e as Visões Proféticas A Visão Junto ao Rio Ulai A Mensagem do Anjo O Ano Profético A Era Mística das Semanas "Messias, o Príncipe" A Ceia da Páscoa O Cumprimento da Profecia Princípios de Interpretação A Plenitude dos Gentios O Segundo Sermão do Monte As Visões em Patmos O Príncipe Que Há de Vir

Apêndice 1 Tratado Cronológico e Tabelas Apêndice 2 Miscelânea: Quem e Quando Artaxerxes Longimano e a Cronologia de Seu Reinado / Data da Natividade / Sistema Histórico Contínuo da Interpretação Profética / Os Dez Reinos / Diagrama Cronológico da História de Judá. Apêndice 3 Um Retrospecto e uma Resposta Índice das Escrituras

1

PREFÁCIO PARA A DÉCIMA EDIÇÃO O Príncipe Que Há de Vir esteve esgotado por mais de um ano; parecia desaconselhável reimprimi-lo durante a guerra. Mas a guerra aparentemente fez aumentar o interesse pelas profecias de Daniel; como cresceu a procura por este livro, foi decidida a publicação de uma nova edição sem maior demora. Não que estas páginas contenham quaisquer teorias sensacionais sobre o "Armagedom". O "lugar chamado em hebreu Armagedom" não está situado na França nem em Flandres, mas na Palestina; e o futuro da terra e do povo da aliança será a questão principal na grande batalha que será travada naquela planície histórica. Os estudantes das profecias estão aptos para se tornarem aderentes de uma dentre duas escolas rivais de interpretação. O ensino dos "futuristas" sugere que esta dispensação cristã é um branco total no esquema divino da profecia. Os "historicistas" desacreditam as Escrituras reduzindo o significado de palavras simples, de modo a encontrar o cumprimento delas na história. Evitando os erros de ambas as escolas, este volume está escrito no espírito do dito de Lord Bacon, que "As profecias divinas floresceram e germinaram realizações ao longo de muitas épocas, embora a altura ou plenitude delas possa pertencer a certa época." E esta Guerra Mundial está sem dúvida dentro da abrangência da profecia, embora não seja o cumprimento de qualquer Escritura em especial. Muitos anos atrás minha atenção foi dirigida a um volume de sermões escritos por um rabino judeu da Sinagoga de Londres, no qual ele procurou desacreditar a interpretação cristã de certas passagens messiânicas. Ao lidar com Daniel 9, ele acusou os expositores cristãos de distorcerem, não somente a cronologia, mas também as Escrituras, em seus esforços de aplicarem a profecia das Setenta Semanas ao Nazareno. Minha indignação com tal acusação deu lugar à angústia mental quando o curso do estudo para o qual ele me levou me trouxe provas que aquilo de modo algum era um libelo sem base. Minha fé no Livro de Daniel, já abalada pela infiel cruzada alemã da "Alta Crítica", foi assim mais solapada. Decidi então encarar o estudo do assunto com determinação para aceitar sem reservas não somente a linguagem das Escrituras, mas as datas padrão da história, conforme confirmadas pelos nossos melhores cronologistas modernos. [1] O seguinte é um breve sumário dos resultados da minha investigação com relação à grande profecia das "Setenta Semanas". Comecei com a suposição, com base na leitura rápida de muitas obras padrão, que a era em questão tinha referência aos setenta anos do cativeiro de Judá e que deveria terminar com a vinda do Messias. Mas logo fiz a surpreendente descoberta que isso era errôneo. O cativeiro durou somente sessenta e dois anos; e as setenta semanas relacionavam-se a um julgamento totalmente diferente das Desolações de Jerusalém. Além disso, o período "até o Messias, o príncipe", como Daniel 9:25 diz de forma tão clara, não era setenta semanas, mas 7+62. A falha em distingüir entre os vários julgamentos da Servidão, do Cativeiro, e das Desolações, é uma fonte de erros no estudo de Daniel e dos livros históricos das Escrituras. É estranho que a distinção seja ignorada não somente pelos críticos, mas pelos cristãos. Por causa do pecado nacional, Judá foi levado à servidão a Babilônia por setenta anos, mas isso foi no terceiro ano do rei Jeoiaquim (606 AC). Todavia, o povo continuou obstinado em seus pecados; e em 598 AC, o julgamento muito mais severo do Cativeiro caiu sobre ele. Na primeira captura de Jerusalém, Nabucodonosor deixou a cidade e sua população sem maiores danos, seus únicos prisioneiros foram Daniel e outros cadetes da casa real. Mas nessa segunda ocasião, ele deportou a massa de habitantes para a Caldéia. Entretanto, os judeus ainda permaneceram impenitentes, a despeito das advertências divinas por intermédio de Jeremias em Jerusalém, e de Ezequiel entre os exilados; e após um lapso de mais nove anos, Deus trouxe sobre os judeus o terrível julgamento das "Desolações", que foram decretadas para durarem setenta anos. Assim, em 589 AC, o exército babilônio novamente invadiu a Judéia e a cidade de Jerusalém foi devastada e queimada. Agora, tanto a "Servidão" quanto o "Cativeiro", terminaram com o decreto de Ciro, em 536 AC, que permitiu o retorno dos exilados. Mas como a linguagem de Daniel 9:2 diz tão claramente, os setenta anos das "Desolações" é que foram a base da profecia das setenta semanas. E o início desses setenta anos foi o dia em que Jerusalém foi sitiada — o décimo mês, no nono ano de Zedequias — um dia que desde então tem sido observado com um jejum pelos judeus em todos os países. [2 Reis 25:1] Daniel e o Apocalipse indicam definitivamente que o ano profético tem 360 dias. Além disso, esse era o ano sagrado do calendário judaico; e, como é bem conhecido, era o antigo ano das nações orientais. Setenta anos de 360 dias contêm exatamente 25.200 dias; e, como o dia do Ano Novo judaico dependia da lua equinocial, podemos atribuir o 13 de dezembro como "a data juliana" de 10 do mês dez de 589. E 25.200 dias contados desde a data terminada em 17 de dezembro de 520, que foi o vigésimo quarto dia do nono mês, no segundo ano de Dario, da Pérsia — o mesmo dia em que os fundamentos do segundo templo foram lançados. [Ageu 2:18-19].
2

Aqui está algo para colocar os críticos e os cristãos para pensar. Um decreto de um rei persa era considerado de origem divina, e qualquer tentativa de prejudicar seu cumprimento era geralmente tratada com pronta e drástica punição; apesar disso, o decreto que autorizou a reconstrução do templo, emitido pelo rei Ciro no auge de seu poder, foi estorvado por dezessete anos por pequenos governadores locais. Como isso aconteceu? A explicação é que até o último dia dos setenta anos das "Desolações" expirassem, Deus não permitiria que uma pedra fosse colocada sobre outra no monte Moriá. Portanto, removendo de nossas mentes todas as meras teorias sobre este assunto, chegamos aos seguintes fatos precisamente confirmados: O início das Setenta Semanas foi a emissão do decreto para restaurar e reconstruir Jerusalém. [Daniel 9:25] Nunca houve mais de um decreto para a reconstrução de Jerusalém. Esse decreto foi emitido por Artaxerxes, rei da Pérsia, no mês de nisã, no vigésimo ano de seu reinado, isto é, em 445 AC. A cidade foi realmente construída consoante esse decreto. A data juliana de primeiro de nisã de 445 foi 14 de março. Sessenta e nove semanas de anos — isto é, 173.880 dias — considerados desde o 14 de março de 445, terminaram em 6 de abril de 32 DC. Esse dia, no qual as sessenta e nove semanas terminaram, foi o dia fatídico em que o Senhor Jesus Cristo entrou montado em um jumento em Jerusalém, em cumprimento à profecia de Zacarias 9:9; quando, pela primeira e única ocasião em toda sua jornada terrena, Ele foi aclamado como "Messias, o Príncipe, o Rei, o Filho de Davi". E aqui novamente precisamos continuar com as Escrituras. Embora Deus não tenha em parte alguma registrado a data de nascimento de Cristo em Belém, nenhuma data na história, sacra ou profana, está fixada com maior definição que essa do ano em que o Senhor iniciou Seu ministério público. Faço referência, é claro, a Lucas 3:1-2. Digo isso enfaticamente, por que expositores cristãos têm persistentemente buscado definir uma data fictícia para o reinado de Tibério. A primeira Páscoa do ministério do Senhor foi, portanto, em nisã do ano 29; e podemos fixar a data da Paixão com absoluta certeza como nisã do ano 32. Se autores judeus ou infiéis colocam-se para confundir e corromper a cronologia desses períodos, não estaríamos surpresos. Mas é a expositores cristãos que devemos essa maligna obra. Felizmente, porém, podemos apelar para os esforços de historiadores e cronologistas seculares em busca de provas da precisão divina das Escrituras Sagradas. O ataque geral ao livro de Daniel, discutido brevemente no "Prefácio Para a Quinta Edição", é tratado mais completamente na reedição de 1902 do livro Daniel in the Critics´s Den (Daniel na Cova dos Críticos). O leitor entrará ali uma resposta aos ataques da Alta Crítica a Daniel com base na filosofia e na história, e verá também que os críticos são refutados por suas próprias admissões com relação ao cânon do Antigo Testamento. A maioria dos "erros históricos" em Daniel, que o professor Driver copiou do trabalho de Bertholdt de um século atrás, já foi colocada de lado pela erudição e pesquisa do nosso próprio tempo. Mas, ao escrever sobre o assunto, reconheci que a identidade de Dario, o medo, ainda era uma dificuldade. Desde então, entretanto, encontrei uma solução para essa dificuldade em um verso em Esdras, até então usado somente por Voltaire e outros para desacreditar as Escrituras. Esdras 5 nos diz que no reinado de Dario Histaspis, os judeus encaminharam uma petição ao trono, apelando para o decreto de Ciro que autorizou a reconstrução do templo. As palavras da petição indicam claramente que, de acordo com o conhecimento dos líderes judeus, esse decreto tinha sido arquivado na Casa do Tesouro, em Babilônia. Mas a procura ali foi infrutífera, e ele foi posteriormente localizado em Ecbatana (ou Acmeta: Esdras 6:2). Como então pôde esse documento do governo ter sido transferido para a capital da Média? A única explicação razoável para esse fato extraordinário completa o círculo de prova que o rei vassalo a quem Daniel chama de Dario, o medo, foi Gobrias (ou Gubaru), que chefiou o exército de Ciro até Babilônia. Como vários autores já observaram, o testemunho das inscrições apontam para essa conclusão. Por exemplo, a tábua dos Anais de Ciro, registra que, após conquistar a cidade, foi Gobrias quem indicou os governadores e prefeitos; cujas indicações Daniel diz que foram feitas por Dario. O fato que ele era um príncipe da casa real da Média e, presumivelmente, bem conhecido de Ciro, que tinha residido na corte dos medos, explicaria o fato de ele ser mantido em tal elevada honra. Foi ele quem governou a Média como vice-rei quando o país foi reduzido ao status de província; e para qualquer um acostumado a lidar com evidências, a interferência parecerá natural que, por alguma razão ou outra, ele foi enviado de volta ao seu trono na província e que, ao retornar a Acmeta, carregou consigo os arquivos de seu breve reinado em Babilônia. No intervalo entre a ascensão de Ciro e a de Dario Histaspis, o decreto do Templo pode ter sido esquecido por todos, exceto pelos próprios judeus. Embora tenha sido uma questão séria prejudicar a execução de uma ordem emitida pelo rei da Pérsia [Esdras 6:11], porém neste caso, como já observado, um decreto divino suplantou o decreto de Ciro e vetou a tomada de decisão com base nele. A elucidação da visão das Setenta Semanas, como desdobrada nas páginas a seguir, é minha contribuição pessoal à controvérsia a respeito do livro de Daniel. Como o criticismo
3

investigativo ao qual ele foi submetido não conseguiu detectar nele um erro ou uma falha, [2] ele pode agora ser aceito sem hesitação ou reservas. O único comentário depreciativo que o professor Driver pôde oferecer sobre ele em seu Book of Daniel foi que ele é um reavivamento em uma forma ligeiramente modificada do esquema de Júlio Africano e que deixa a septuagésima semana "sem explicação". Mas certamente o fato de meu esquema estar nas mesmas linhas das do "pai dos cronologistas cristãos" cria uma presunção muito forte a seu favor. Assim, longe de deixar a septuagésima semana sem explicação, eu a tratei de acordo com as crenças dos primeiros pais. Eles consideravam essa semana como futuro, vendo que olhavam para o Anticristo nas Escrituras — "uma pessoa individual, a encarnação e concentração do pecado." [3] R. A. Notas de Rodapé do Prefácio da Décima Edição [1] Com relação aos reinados do reis judeus, entretanto, as datas dos meses de Fynes Clinton estão aqui modificadas de acordo com o Mishna hebraico, que era um livro selado para os leitores ingleses quando o Fasti Hellenici foi escrito. Com referência a uma data de importância cardeal, estou especialmente em dívida com o falecido cônego Rawlinson e o falecido Sir George Airey. [2] Um ponto pode merecer observação em uma nota de rodapé. A tradução da Versão Revisada de Atos 13 parece destruir minha solução do problema confuso dos 480 anos de 1 Reis 6:1. Mas aqui, de acordo com a prática usual deles, e a negligência dos princípios pelos quais os especialistas são guiados ao lidar com evidências conflitantes, os revisores servis seguiram certos dos mais antigos MSS. E o efeito nessa passagem é desastroso. Por que é certo que nem o apóstolo disse, nem o evangelista escreveu, que a posse da terra por Israel esteve limitada a 450 anos, ou que 450 se passaram antes da era dos juízes. O texto adotado pelos revisores é, portanto, claramente errado. Dean Alford considera-o "como uma tentativa de corrigir a difícil cronologia do verso"; e acrescenta, "tomando as palavras como estão, nenhum outro sentido pode ser dado a elas do que a duração do tempo dos juízes foi de 450 anos." Isto é, como ele continua explicando, a era dentro da qual ocorreu o governo dos juízes. Não é que os juízes governaram durante 450 anos — em cujo caso o acusativo seria usado, como no verso 18 — mas, como o uso do dativo implica, que o período até Saul, caracterizado pelo governo dos juízes, durou 450 anos. Quase não preciso observar a objeção que deixo de levar em conta a servidão mencionada em Juízes 10:7-8, Essa servidão afetou apenas as tribos que viviam além do Jordão. [3] Alford's Greek Test. Prol. to 2 Tessalonicenses, Cap. 5. PREFÁCIO PARA A QUINTA EDIÇÃO UMA DEFESA DO LIVRO DE DANIEL CONTRA A "ALTA CRÍTICA" Este volume tem sido depreciado por alguns porque, segundo se alega, ignora a crítica destrutiva que supostamente levou "todas as pessoas com discernimento" a abandonarem a crença nas visões de Daniel. A acusação não é de todo justa. Não somente são algumas das principais objeções dos críticos respondidas nestas páginas, mas ao provar a autenticidade da grande profecia central do livro, a autenticidade do todo é estabelecida e a ausência de um capítulo especial sobre o assunto pode ser explicada. A prática, comum demais na controvérsia religiosa, de fazer uma representação parcial das visões dos oponentes, em vez de aceitar as próprias afirmações deles, nunca é satisfatória e raramente é justa. Além disso, não havia um tratado disponível no lado dos críticos, que fosse conciso o suficiente para possibilitar a base para uma breve digressão, e ainda assim suficientemente completo e confiável para garantir que fosse aceito como adequado. Essa falta, porém, foi desde então suprida pelo livro Introduction to the Literature of the Old Testament, do Professor Driver, [1] uma obra que incorpora os resultados da assim-chamada "Alta Crítica", conforme aceita pelo sóbrio julgamento do autor. Ao mesmo tempo em que evita as malévolas extravagâncias dos racionalistas alemães e de seus imitadores ingleses, ele não omite nada que a erudição possa apresentar justamente contra a autenticidade do livro de Daniel. E, se os argumentos hostis que ele menciona puderem ser mostrados como furados e inconclusivos, o leitor poderá destemidamente aceitar o resultado como "o fim da controvérsia" sobre o assunto. [2] Aqui está a tese que o autor se dispõe a estabelecer: "Diante dos fatos apresentados pelo livro de Daniel, a opinião que ele é a obra do próprio Daniel não pode ser sustentada. A evidência interna mostra, com um rigor que não pode ser resistido, que ele deve ter sido escrito não antes de 300 AC, e na Palestina; e é no mínimo provável que foi composto sob a perseguição de Antíoco Epifânio, em 168 ou 167 AC."
4

O professor Driver organiza suas provas em três divisões: Fatos de uma natureza histórica; A evidência da linguagem de Daniel; e A teologia do livro. Na primeira divisão ele enumera os seguintes pontos: (a) "A posição do livro no cânon judaico, não entre os profetas, mas na coleção de escritos diversos chamados de Hagiógrafo, e entre os últimos desses, próximo a Ester. Embora pouco de definitivo seja conhecido com relação à formação do cânon, a divisão conhecida como "Profetas" foi sem dúvida formada antes no Hagiógrafo; e tivesse o livro de Daniel existido naquele tempo, é razoável supor que teria sido classificado como a obra de um profeta e teria sido incluído entre os anteriores." (b) "Jesus, o filho de Siraque (escrevendo em cerca de 200 AC), em sua enumeração dos israelitas de fama, c. 44-50, embora mencione Isaías, Jeremias, Ezequiel, e (coletivamente) os doze profetas menores, é silencioso com relação a Daniel." (c) "Que Nabucodonosor sitiou Jerusalém e transportou os vasos sagrados no 'terceiro ano do reinado de Jeoiaquim (Daniel 1.1), embora não possa, estritamente falando, ser desaprovado, é altamente improvável; não somente é o livro dos Reis silencioso, mas Jeremias, no ano seguinte (Jeremias 25, etc.) fala dos caldeus de uma maneira que parece implicar distintamente que eles ainda não tinham sido vistos em Judá." (d) "Os 'caldeus' eram sinônimos em Daniel com a casta dos sábios. Esse sentido 'é desconhecido na linguagem assírio-babilônia e, sempre que ocorre, foi formado após o fim do império babilônio, e é assim um indício da composição pós-exílio do livro' (Schrader)."... (e) "Belsazar é representado como rei de Babilônia; Nabucodonosor é citado em todo o Capítulo 5 (versos 2,11,13 e 22) como seu pai."... (f) "Dario, filho de Assuero, um medo, após a morte de Belsazar, 'foi feito rei sobre o reino dos caldeus'. Parece não haver espaço para esse monarca. De acordo com todas as outras autoridades, Ciro foi o sucessor imediato de Nabonido e o governante de todo o império persa. (g) "Em 9:2 é dito que Daniel 'entendeu pelos livros' o número dos anos pelos quais, de acordo com Jeremias, Jerusalém ficaria em ruínas. A expressão usada implica que as profecias de Jeremias formavam parte de uma coleção de livros sagrados, que, apesar de ser afirmado com segurança, não estava formada em 536 AC". (h) "Outras indicações mencionadas para mostrar que o livro não é obra de um contemporâneo, são as seguintes": Os pontos são a improbabilidade, primeiro, para um judeu rígido ter entrado na classe dos "sábios", ou que ele tenha sido admitido pelos outros sábios; segundo, a insanidade de Nabucodonosor e seu edito; terceiro, os termos absolutos em que ele e Dario reconhecem a Deus, ao mesmo tempo em que retêm sua idolatria. Rejeito os itens (f) e (h) imediatamente, porque o próprio autor, com sua justiça habitual, recusa-se a enfatizá-los. "Eles deveriam", ele admite, "ser usados com reservas." A menção de "Dario, o medo", é talvez a maior dificuldade que confronta o estudante do livro de Daniel e o problema envolvido ainda aguarda uma solução. A rejeição desqualificada da narrativa por muitos autores eminentes apenas prova a incapacidade até dos eruditos de considerarem suspender seus julgamentos sobre as questões do tipo. A história daquele tempo é incerta e confusa demais para justificar o dogmatismo e, como o Professor Driver justamente comenta, "uma crítica cautelosa não construirá muito sobre o silêncio das inscrições, onde muitas coisas certamente permanecem para serem descobertas." Na obra recente do Sr. Sayce [3] essa cautela foi rejeitada. Ele aceita, além disso, com uma fé que é excessivamente simples, tudo o que Ciro diz de si mesmo. Era obviamente de seu interesse representar a aquisição de Babilônia como uma revolução pacífica, e não uma conquista militar. Mas o livro de Daniel não conflita com nenhuma das duas hipóteses. Sayce aqui "lê dentro dele", como é tão constantemente feito, o que o texto de modo algum diz ou implica. Não há uma palavra sobre um cerco ou captura. Belsazar foi "morto" e Dario "ocupou" o reino; mas como esses eventos ocorreram precisamos saber por outras fontes. O Professor Driver aqui admite em termos expressos "que Dario, o medo, pode
5

o leitor reconhecerá que a posição de Daniel no cânon é precisamente onde devemos esperar encontrá-lo. muitos dos quais eles corretamente consideraram como proféticos no sentido mais elevado e estrito possível. Se qualquer um adotar a primeira alternativa. um exame dessa lista torna uma das duas conclusões irresistíveis. os Profetas. Jó. ter sido um personagem histórico". eles eram. Eclesiastes. [5] Mas eles dizem que Daniel foi colocado "em proximidade com Ester". e os Outros Escritos)." Com relação ao fato de Ester vir antes de Daniel. de modo que. seguindo a Vulgata. em proximidade com Ester. Neemias e Crônicas em um grupo de livros que inclui os Salmos — os Salmos que eram a parte mais valorizada do cânon pelos judeus — esses Salmos. Jeremias. ele provavelmente nunca teria sido aplicado a ele. reconhecidos como um livro) — eram chamados de "Últimos Profetas". sua importância era imensa. o autor é culpado daquilo que pode ser descrito como desonestidade não intencional. Nossa Bíblia." [6] 6 . (a) Isso é colocado corretamente em primeiro lugar. que em teu nome falaram" — foi sua humilde atitude. mas a posição e o ministério de Daniel foram totalmente diferentes. Daniel contém o registro. Ezequiel. Ou o cânon foi organizado sob direção divina. Isso caracterizou as palavras proferidas por Isaías. Agora. não das palavras da boca de Deus proferidas pelo vidente. Se. Ele não pode querer implicar que os livros do Kethuvim estão organizados em ordem cronológica e. Lamentações." Mas. a inclusão de Daniel no cânon é decisiva para toda a questão. como Josefo nos diz. certamente não pode desejar criar um preconceito ignorante. Daniel vem antes de Esdras. Daniel. "Nem demos ouvidos aos teus servos. for assumido que a organização foi humana e arbitrária. O cânon judaico reconhecia somente vinte e quatro. Para o superficial isso pode parecer entregar todo o caso. A terceira divisão continha onze livros — Salmos. o fato de Daniel estar no terceiro grupo prova — não que o livro foi considerado de reputação duvidosa. por outro lado. "justamente aceitos como divinos. e entre os mais recentes desses. Eram as palavras de Jeová pela boca dos homens que as proferiram. mas a questão é como ela foi considerada pelos homens que definiram o cânon. quanto a Mateus 24:15. os profetas. pois ele mesmo declara que esse livro veio a ser "considerado por eles como superior tanto aos escritos dos profetas e a todas as outras partes do Hagiógrafo. As visões da última metade do seu livro lhe foram dadas após mais de sessenta anos servindo ao estado — o registro dos quais fixaram sua fama na mente do povo como um estadista e governante. mas as palavras que foram ditas a ele. e os "Doze" (isto é. e. Os quatro primeiros — Josué. A primeira divisão continha o Pentateuco. Suas visões têm correspondentes no Novo Testamento. por ser o mais importante. Os pontos restantes começo a discutir um de cada vez. A alta crítica pode tratar como de pouca importância a distinção aqui insistida. ou até morte. portanto. é um enigma e a discussão sobre essa divisão pode ser dosada pelo comentário geral que (a) implica que os judeus estimavam os livros na primeira divisão de seu cânon como menos sagrados que "os profetas". mas mesmo assim ninguém fala do "profeta João". e de sonhos e visões que lhe foram dados. os profetas menores. Esses livros eram classificados em três divisões — a Torá. Cântico dos Cânticos. O crítico fala dele como sendo "na coleção de escritos diversos chamados Hagiógrafo. divide o Velho Testamento em trinta e nove livros. e o segundo — Isaías. A segunda continha oito livros. Ester. Usando-se a palavra "profeta" em seu sentido mais comum. mas que o grande exilado do Cativeiro não era considerado um "profeta". Os profetas colocavam-se diante do povo como testemunhas de Deus. Provérbios.provar. Mas sua aparente importância cresce menos e menos quanto mais de perto ele é examinado. os profetas "falaram movidos pelo Espírito Santo". Em comum com o resto. ao adotar isso de autores anteriores. que foram novamente classificados em dois grupos. A frase. no julgamento deles. Daniel não poderia de modo algum reivindicar o título e. Ruth. Ezequiel e "os Doze". [4] e isso é o suficiente para nosso propósito atual. ou então a classificação dos livros entre a segunda e terceira divisão foi arbitrária. ele não pode ter negligenciado que ele está incluído no cânon com os quatro livros que o precedem — o Megilloth. por que nesse caso ele teria sido excluído do cânon. Juízes. Esdras e Neemias (reconhecidos como um). Samuel e Reis — eram chamados de "Primeiros Profetas". De acordo com 1 Pedro 1:21. o Neveeim e o Kethuvim (a Lei. O que o crítico quer dizer com isso? Ele não pode querer sugerir que Ester seja considerado de baixa reputação pelos judeus. Assim. Jeremias. e Crônicas. Mas isso é totalmente sem fundamento. afinal. em vez de falar contra eles. elas estavam prontos a sofrer tortura.

O crítico. Que o leitor decida essa questão por si mesmo após ler a passagem em que os nomes de Daniel e de Esdras deveriam aparecer. Eu me refiro à cronologia das eras da "servidão" e das "desolações". deixa de observar que o filho de Siraque também ignora não somente personagens famosos como Abel.. e essa é precisamente sua posição se (a) for refutado. Mas por que deveria uma advertência e uma profecia como Jeremias 25 conter o relato de um evento ocorrido alguns meses antes. nenhuma palavra minha será suficiente para influenciá-lo. conjeturam de uma "junta de três".. O livro apócrifo de Eclesiástico. tudo dito acima apresentado se aplicaria aqui com igual força. segundo. Para evitar isso. uma verdadeira exegese precisa decidir em favor da visão alternativa e mais 7 . Ela não é em qualquer sentido uma dificuldade histórica. seria arriscado enfatizar". Nabucodonosor veio contra Jerusalém. por pouco. que é aqui referido. seu silêncio aqui contaria como alguma coisa.16. Jeremias 25 é silencioso sobre o assunto e isso é tudo o que pode ser dito. teve uma parte proeminente na vida nacional e que também deu seu nome a um dos livros do cânon. Ambas são comumente confundidas com o "cativeiro". nunca foi abertamente associado com eles em suas lutas ou dores. por que Jeremias 25 parece inconsistente com ele. além disso. Sansão. é difícil pensar que um cortesão falaria dele de forma diferente a de um rei. ou uma simples olhada nas tabelas que seguem. ou por nada. por que "o livro dos Reis é silencioso" sobre o assunto. Mas em qual conexão seria o nome dele incluído? Daniel foi exilado em Babilônia no início da sua juventude e nunca passou um único dia de sua longa vida entre seu povo. que. por muito. fornecerão provas absolutas e completas que a servidão começou no terceiro ano de Jeoiaquim. E a história não permite nem a mais leve indicação que tal sistema de governo prevaleceu no Império Babilônio. assumindo que as palavras usadas possam significar um triunvirato no mesmo sentido do Capítulo 6:2. e que o rei judeu tornou-se seu vassalo. mas o leitor não deve supor que o filho de Siraque mostra qualquer lista do tipo. Mas. primeiro.(b) Mas pouco precisa ser dito em resposta a isso. o peso a ser dado ao silêncio de uma testemunha ou documento em particular em qualquer questão é um problema familiar ao se lidar com evidências. ao contrário de Daniel. Sendo o livro dos Reis um registro histórico. mas é difícil pensar que isso poderia lhe dar o direito de ser citado por um contemporâneo como rei. que foi somente em parte concorrente com elas. Essas várias eras representaram três julgamentos sucessivos sobre Judá. Os fatos são esses. O cônego Driver comenta: "Pode ser admitido como provável que Belsaruzur manteve o comando para seu pai em Babilônia. mas também Esdras. Portanto. Fazer assim poderia lhe custar sua cabeça! Daniel 5:7. termina com uma rapsódia em louvor a "homens famosos". É realmente verdade que esse panegírico omite o nome de Daniel. Melquisedeque. O cônego Driver admite que o argumento é um "que.29 corrobora aqui de uma forma mais saliente porque é totalmente não planejada. Jó." Se Belsazar foi regente.. como a narrativa indica. recorrendo a uma possível tradução alternativa do aramaico (conforme dada na margem da Versão Revisada). O primeiro ponto é tornado aparentemente em erro. (e) O leitor encontrará esse ponto tratado. um evento que ninguém em Jerusalém poderia esquecer? [9] Uma maior discussão nessa linha é desnecessária. Depende inteiramente das circunstâncias se ele conta ou não. Gideão. a questão se esse é o significado real delas precisa ser definido recorrendo-se à história. estando só. (c) A afirmação histórica com a qual o livro de Daniel inicia é declarada improvável com base em dois fundamentos. e. os críticos. precisamente como diz o Livro de Daniel. (d) Referencio no segundo título da investigação a questão filológica aqui envolvida. Nabucodonosor tinha feito de Daniel o segundo governante no reino. A cronologia delas é totalmente explicada na continuação. porque 2 Reis 24:1 diz explicitamente que nos dias de Jeoiaquim. pois a exatidão da afirmação de Daniel pode ser estabelecida em bases que os críticos ignoram totalmente. e uma referência à digressão (dentro desta obra). por que Belsazar fez dele o terceiro governante? Presumivelmente por que ele próprio mantinha o segundo posto. [8] E o segundo ponto é exagerado. Agora. Se fosse uma questão da omissão do nome de Daniel de uma lista formal de profetas. [7] Se alguém é assim mentalmente constituído que a omissão leva-o a se decidir contra a autenticidade desses dois livros.

natural. para o caráter do aramaico em que parte do livro foi escrito. ou com uma linhagem substituída. que garantia há para afirmar que essa "coleção" não existia em 536 AC? Uma afirmação mais arbitrária nunca foi feita. Ele apela. Ele comenta que "o casamento com a família de um monarca conquistado. considerando-se que Daniel era um homem muito piedoso e que dispunha de extraordinários recursos e meios à sua disposição durante o reinado de Nabucodonosor. ou Isaías 37:14 (a carta de Senaqueribe ao rei Ezequias). o rei ausente sendo o primeiro. embora sem qualquer tipo de direito ao título. Daniel. (f) No entanto. Ele foi um naturalista. de acordo com o Professor Driver. e o Professor Driver mesmo permite (pg 468) que possivelmente o rei possa ter se casado com uma filha de Nabucodonosor. Ela pode também indicar um livro. fornece uma resposta completa em sua própria crítica adotando "a suposição que em alguns casos. e. um botânico. Veja. Então. pelo uso hebraico). traduzida como "livro" em Daniel 9:2. de que falara o SENHOR ao profeta Jeremias. terceiro. todas as profecias entregues até aquele tempo estavam registradas em "livros". para facilitar o argumento. Jeremias 29:1 (a carta que Jeremias escreveu aos exilados em Babilônia). A visão do Capítulo 10 foi dada cinco anos após o domínio persa ser estabelecido e essas visões foram a base do livro. E. e o rei regente o segundo. 8 . por último. mas é uma suposição razoável que o todo foi escrito após ele receber as visões. se o usurpador quisesse ser chamado de filho de Nabucodonosor. V. Pusey (Daniel. para o caráter do hebraico. O leitor achará essa objeção totalmente respondida pelo Dr. quatro séculos antes de Daniel. em Jeremias 51:6061 ficamos sabendo que uns dez anos mais tarde outro "livro" foi escrito e enviado a Babilônia. novamente. Agora. a sabedoria e riqueza de Salomão eram comentadas em todo o mundo conhecido." Mas foi exatamente nessas circunstâncias que o livro de Daniel foi escrito. Podemos duvidar que a fama de Nabucodonosor atraiu estrangeiros para Babilônia? Quais eram suas relações com as cortes estrangeiras não sabemos. para a presença de palavras gregas." Eu somente acrescentaria dois comentários: primeiro. E. pg 406-408). não pode "ser afirmado com segurança" que não havia outro homem na terra que pudesse ter cópias de todos os escritos sagrados? [10] Volto-me agora para o segundo argumento do crítico. entendi pelos livros que o número dos anos. ou pequenos grupos de profecias". Por que Daniel não pode ter sido um erudito na língua dos persas? A posição atribuída a ele sob o governo persa torna isso extremamente provável. segundo. significa simplesmente um rolo. registra que no quarto ano do reinado de Jeoiaquim. Essas profecias podem ter sido os rolos. ou "livros". (g) Aqui estão as palavras de Daniel 9:2 (R." A profecia referida aqui é admitidamente Jeremias 25:11-12. os críticos se esquecem que até mesmo em sua própria vista de Daniel a existência de uma tradição é a principal prova de sua verdade. então. que admitamos que "os livros" devam significar os escritos sagrados até aquele período. Jeremias 36:1-2. para o número de palavras persas que aparecem. O autor sem dúvida tinha notas e registros de porções anteriores e históricas. um filósofo e um poeta. que está baseado na linguagem do livro de Daniel. Mas suponha. não é mais do que seria esperado. Onde. Entretanto. era obviamente um modo de fortalecer o trono recémconquistado. em que haviam de cumprir-se as desolações de Jerusalém. segundo. citados em Daniel 9. por que não também um lingüista? Eram todas suas conversas com suas muitas mulheres estrangeiras realizadas com a ajuda de intérpretes? Ele negociava com nações próximas e distantes. que Daniel deveria reinar como o terceiro. o mesmo ano em que a profecia de Jeremias 25 foi dada. por exemplo. além disso. "em cujo caso este pode ser citado como o pai de Belsazar (= avô.): "Eu. Não é absolutamente incrível que os rolos da Lei não eram mantidos juntos? E. a palavra sepher. O número de palavras persas no livro. como ocorre freqüentemente nas Escrituras. e todos sabem como o idioma é influenciado pelo comércio. até mesmo no terreno da controvérsia. Por trás do argumento da presença de palavras estrangeiras está uma suposição não expressa que os judeus eram uma tribo inculta que tinha vivido até então em um monótono isolamento. e aqui está o comentário dele sobre elas: “Que essas palavras fossem encontradas em livros escritos após o Império Persa ter sido organizado e quando as influências persas prevaleciam. ninguém em Babilônia se atreveria a contestá-lo. ou meramente uma carta. Belsazar é chamado de filho de Nabucodonosor. está a dificuldade? O Professor Driver. os escritos de Jeremias entravam em circulação por certo tempo como profecias avulsas. e é provável que Nabonido assim fortificasse sua reivindicação". primeiro. era de setenta anos. é "provavelmente pelo menos quinze".

Um exemplo será suficiente. A força total do caso depende do último ponto afirmado. alega-se. em segundo lugar. Na agitação que se seguiu. Em toda a história dos profetas. Nem deveriam a presença de duas palavras gregas decidir o destino de Daniel. alterações de modo algum vitais. para o bem do argumento. Aqui estão as palavras dele: "O veredito da linguagem de Daniel é assim claro. editaram) o livro de Daniel? E. ele declara. o Grande (332 AC). e todo o terreno já foi coberto pelo Dr. Mas a aliança deles como esses homens distorce seu julgamento e o leva a fazer afirmações produzidas por sua ignorância e pela malícia deles misturadas. é desnecessário. Mas vamos admitir. sob o patrocínio do bispo da diocese. "É digno de nota. pois o Professor Driver é cuidadoso no início em repudiar o que chama de "exageros" dos racionalistas alemães e seus imitadores ingleses." Nenhuma acusação de erro é sugerida. mas aqui. que as palavras eram realmente gregas. Com nosso presente conhecimento isso é o tanto que a linguagem nos autoriza a afirmar definitivamente. o aramaico é consistente com ela. temos provas que não admitem nenhuma resposta: as palavras gregas exigem uma data que destrói a autenticidade de Daniel. a extraordinária justiça com que o Professor Driver expressa os resultados de seu argumento me habilita a consentir com tudo o que ele diz sobre esse assunto e a rejeitar a discussão dele para a seqüela. uma data após a conquista da Palestina por Alexandre. Esses são precisamente o tipo de mudança que eles deveriam adotar. "aponta para uma época posterior do que a do exílio. [11] A questão ainda permanece. Qualquer número de suposições argumentativas podem ser refutada. e o aramaico permite. então essas palavras gregas podem ser facilmente explicadas. o Capítulo 9 de Daniel não tem paralelos no honesto e apaixonado "interesse pelo bem-estar e pelas possibilidades de seus contemporâneos". certamente é oportuno investigar se esses críticos compreendem os rudimentos da ciência de pesar as evidências. foi dado o alarme que um roubo estava ocorrendo entre a companhia. A presença das duas carteiras roubadas não "exigia" a condenação do bispo. e duas mulheres presentes perderam suas carteiras. Isso. os editores encontraram termos que lhes eram estranhos. em toda a Escritura. logicamente não posso expressar uma opinião própria. então. ele mesmo uma autoridade hostil. e que já havia comércio entre a Grécia e Canaã em um período anterior. chegaram a conclusões totalmente diferentes. Conhecemos a "visão ortodoxa" do livro 9 . tal hipótese permite uma explicação mais razoável das dificuldades desse tipo em particular." Nem mesmo na controvérsia teológica poderia outra afirmação ser achada mais flagrantemente infundada e falsa. Mas. [12] Parece agora que havia colônias gregas na Palestina já nos dias de Ezequias. as carteiras roubadas. Se na relação de instrumentos musicais. E a discussão pode ser evitada fazendo-se outra pergunta. a resposta para a qual decidirá toda a questão em disputa. tendo examinado com igual erudição e cuidado. e as palavras gregas usadas estabelecem a verdade disso. Não é fácil fixar os princípios sobre os quais uma questão deva ser discutida. Por que deveríamos duvidar da verdade da tradição judaica que "os homens da grande sinagoga escreveram" (isto é. pois isso não é disputado. O crítico meramente apresenta de uma forma condensada o que os alemães propuseram. "que Daniel — muito ao contrário dos profetas em geral — não exiba qualquer interesse pelo bem-estar e pelas possibilidades de seus contemporâneos. foram encontradas no bolso do bispo! A "Alta Crítica" o teria entregado à Polícia! Talvez uma desculpa seja necessária para essa digressão. mas apropriadas para tornar o livro mais adequado para aqueles que o estavam revisando. se é verdade. como elas foram parar ali? De acordo com o Professor Driver. com toda a honestidade. escrever nomes como Nabucodonosor e Abednego do modo como se tornou usual. Em primeiro lugar." (pg 476). Agora a questão aqui é: não se a doutrina do livro é verdadeira. Problemas precisamente similares a esse pedem decisões todos os dias em nossas cortes de justiça. o hebraico suporta. quão natural seria substituírem esses termos por palavras conhecidas dos judeus da Palestina? [13] Quão natural. também". O hebraico corrobora essa suposição. e no título dos "sábios". a evidência do momento refutou totalmente esse argumento dos críticos. não há nada de novo aqui. É legítima essa inferência com base na presença delas em um livro? Embora alguns apologistas de Daniel tenham pressionado bastante a hipótese de uma revisão. e que essas palavras não eram conhecidas em Babilônia nos dias do exílio. as palavras gregas exigem. As palavras persas pressupõem um período após o Império Persa ter sido bem estabelecido. Mas minha posição não será de modo algum prejudicada por minha incompetência nesse assunto. Posso dizer isso em outras palavras? Os termos persas geram uma suposição que Daniel foi escrito após certa data. mas. Pusey e outros que.Com relação ao aramaico e ao hebraico de Daniel. esvaziadas de seus conteúdos. O último terreno de ataque do crítico é a teologia do Livro de Daniel. O leitor acreditará que a única base em que essa superestrutura se apóia é a alegação que duas palavras gregas são encontradas na lista de instrumentos musicais apresentadas no terceiro capítulo? Em um bazar realizado certo tempo atrás em uma catedral. mas se a verdade de um personagem avançado e definido poderia ter sido revelada em um período tão prematuro no esquema da revelação. ele diz.

Mas aqui somos solicitados a acreditar que outro profeta. Ou o livro de Daniel é aquilo que afirma ser. Ele vive na época em que manifesta um interesse e quais são as necessidades que suas consolações têm de tratar. Já houve uma idéia mais insustentável do que esta? Nenhuma contemporização assim entre fé e descrença é possível. Além disso. mas no início delas. parece ter ouvido falar dele. conforme formulado por um de seus melhores expoentes. não seria estranho se o nome de Daniel e sua fama não estivessem na memória popular. Ele não escreve após as perseguições terem terminado (em cujo caso suas profecias seriam sem sentido). Mas como então poderia ele vir a ser citado em Macabeus — citado. O historiador dessa luta não pode ter sido removido dele por mais de uma única geração. E. ou é totalmente inútil. a segunda ao suposto autor do livro que leva seu nome. ele passou sua vida em esplêndido isolamento na corte de Babilônia. "Por outro lado. passou em branco pela memória da nação. Daniel não tinha pretensões ao manto de um profeta no sentido em que Jeremias e Ezequiel o vestiram. teria aceitado uma fraude literária de data moderna. como poderia ele vir a ser incluído no cânon? Os críticos falam muito da posição do livro no cânon: como explicam o fato de ele ter sido incluído ali afinal? É razoavelmente certo que as duas primeiras divisões do cânon foram definidas pela Grande Sinagoga muito antes dos dias dos Macabeus e que essa finalização foi obra do Grande Sinédrio. não incidentalmente. A presença do livro de Daniel no cânon judaico é um fator mais forte que toda a crítica dos críticos. [15] Se ele foi assim mantido aberto. um dos exilados judeus em Babilônia. porém ele ignora a existência dele. que chegou à posição de influência na corte de Babilônia. mas em uma das passagens mais solenes e chocantes de todo o livro. [14] A voz do profeta tinha estado silenciosa por séculos.de Daniel. somos solicitados a supor que esse grande colegiado. que. a posição do cético é em certo sentido impregnável. em outras palavras. enquanto os dois outros profetas eram figuras centrais entre seu povo — um no meio das dificuldades em Jerusalém. Mas marque o que envolve essa contemporização sugerida. ainda assim. um profeta. A primeira dessas citações refere-se ao próprio Daniel. quando a mensagem de encorajamento teria um valor para os judeus tementes a Deus no tempo da provação. Como já observado. ele profere predições genuínas. embora se refira em termos bem claros ao Daniel do Cativeiro. é absolutamente certo. mas um "vidente" — isto é. Esse argumento também não seria sensivelmente enfraquecido se os críticos insistissem que o cânon possa ainda ter estado aberto por cem anos após a morte de Antíoco. as últimas palavras do velho Matatias? E. Milhares existem que amam o livro de Daniel. sacro ou secular. e o advento da era messiânica segue imediatamente o fim de Antíoco. se o autor é um profeta que vivia no tempo do próprio problema. como um vidente." Agora. foi uma pessoa na história. exatamente como a Isaías ou Miquéias seguiuse de perto a queda do Império Assírio: em ambos os casos o futuro é abreviado. Que alternativa o crítico propõe para nossa aceitação? Aqui ele falará por si mesmo. Na primeira. foi observado por sua ferrenha aderência aos princípios de sua religião. e as citações seguintes serão suficientes: "Daniel. vamos conjeturar a existência de outro profeta nos dias de Antíoco — um profeta real. passamos por um momento fora da névoa e da nuvem da mera teoria e argumento para a luz clara do fato. cuja "mensagem de encorajamento" precisa ter estado nos lábios de todos durante a nobre luta dos Macabeus. Essa é uma das hipóteses mais loucas e temerárias imaginável. composto pelos homens mais sábios e eruditos da nação. mas mesmo assim temem enfrentar essa crítica destrutiva para que sua fé não ceda sob sua influência. com que impetuoso e apaixonado entusiasmo a nação não teria saudado o aparecimento de um vidente nesse tempo! E quando a questão daquela luta feroz colocou o selo da verdade em suas palavras. com seus três companheiros. ou poderia ter sido enganado por ela. não após o segundo século antes de Cristo. fabricada após o tempo de Antíoco Epifânio." [pg 478]. o fato seria outra prova que o mais ciumento e vigilante cuidado deve ter sido exercido continuamente. "Não se pode duvidar". Nenhuma tradição dele permaneceu. e previu. o outro entre os exilados. De ambas as alternativas não há escape. que interpretou os sonhos de Nabucodonosor. Ele é como um jurado obstinado que põe suas costas contra a parede e se recusa a crer nas evidências. Nenhum autor." É ocioso falar dele como sendo a obra de algum profeta de uma época posterior. Ele próprio não reivindicava o título (veja o Capítulo 9:10). isto é tudo que ela tem para apresentar. Portanto. elevado dentro dos tempos históricos. Mas fazendo uma especulação arriscada. pois ele "profere predições genuínas" para o encorajamento dos "judeus tementes a Deus no tempo da provação. ou então é uma fraude literária. No entanto. ou. algo do destino futuro dos impérios caldeu e persa. De todos esses argumentos hostis não há um que não possa ser refutado a qualquer momento pela descoberta 10 . que Daniel não somente "foi uma pessoa histórica". não se pode duvidar. Mas de fato nem um vestígio sequer de sua fama ou de seu nome sobreviveram." [pg 479]. todos os aspectos do livro podem ser consistentemente explicados. A data dele é a dos anos do exílio em Babilônia. "Tudo precisa ser verdadeiro ou tudo é uma impostura. sua fama teria ofuscado a dos antigos profetas dos dias anteriores. Assim.

e. o Príncipe. segundo. mas a grande profecia central das Setenta Semanas permanece. Mas. mas em tempos angustiosos. Apelei. A partir de um evento histórico definitivamente registrado — o edito para a reconstrução de Jerusalém. pelo menos. portanto. Primeiro. Três vezes as profecias de Ezequiel falam dele. Pode ser reconhecido que se o livro de Daniel tivesse sido trazido à luz dentro da era cristã. o falecido Sir George Airy. de acordo com Daniel e Apocalipse. aquele que temos como Senhor ficaria desacreditado. Que é o antigo ano de 360 dias é claramente provado de duas formas. para o cristão. e se fosse provado que Daniel é uma fraude. isso deveria nos levar somente a suspender nosso julgamento. a conclusão é óbvia e irresistível que esse foi o início do período profético. por que. é óbvio para qualquer um em que a faculdade de julgar não esteja em falta que os críticos exageram a importância de suas críticas. Seu ponto final pode assim com 11 . nada resta senão calcular a duração da era. eles deixam de explicar isso. porém. portanto. e isso permite prova da autoridade divina do livro de Daniel.260 dias. Na presença de algum recém-encontrado cilindro das ainda inexploradas ruínas de Babilônia. Mesmo se tudo o que dizem fosse verdadeiro e relevante. Tendo assim definido o ponto inicial de origem das "semanas" e a forma do ano em que elas são compostas. O argumento deles é baseado no silêncio dos livros sacros e seculares dos judeus. Isto posto. para o Astrônomo Real. cuja existência foi esquecida! Não é fácil lidar com esse tipo de casuísmo. Mas os críticos são especialistas e é proverbial que os especialistas são maus juízes. o comprimento do período intermediário foi predito. eles não precisam ser procurados nos escritos dos céticos e dos apóstatas. eles argumentam. eles dizem. é um fato inquestionável que Jerusalém foi reconstruída por Neemias com a permissão de um edito emitido por Artaxerxes (Longimano). eles seriam suficientes para barrar sua admissão ao cânon. e para edificar a Jerusalém. Mas aqueles em que a faculdade de julgamento está desenvolvida pararão e perguntarão: "O que é dito pelo outro lado?" e "A decisão proposta se harmoniza com todos os fatos?" Questões desse tipo. e terminaram no dia 24 de quisleu. Mas há um argumento. Até aqui tenho lidado com suposições. Um homem tão eminente quanto o Daniel do exílio não teria. Que eles fixem a data do livro onde quiserem. uma única questão permanecia. [16] toda essa teoria sobre improbabilidades e picuinhas sobre palavras podem ser silenciadas em um único dia. De qual tipo de ano a era consiste? A resposta a isso é definitiva e clara. Com eles é suficiente que a evidência de certo tipo aponte em uma direção. Daniel não é mencionado pelos outros profetas. e sessenta e duas semanas. e na presença desse único fato.de mais inscrições. Daniel é um mito. Este livro foi escrito para elucidar essa profecia e o resultado constitui minha contribuição pessoal à controvérsia. Apesar disso. e assim me certifiquei da data requerida — 14 de março de 445 AC. portanto. haverá sete semanas. Aqui é possível para alguém que não possa posar como teólogo ou erudito encontrar-se com eles em mais do que termos iguais. Portanto. se ignorados por um autor tão disposto a chegar à verdade. mas tratarei aqui somente com as sessenta e nove "semanas" do verso 25. que eles não podem roubar de nós. por que pode ser provado que os setenta anos das "Desolações" foram desse caráter. de 520 AC. E. Aqui estão as palavras: "Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar. Negar que eles tenham relevância seria desonesto e fútil." [17] Agora. As "Desolações" começaram em 10 de tebete de 589 AC (um dia que por vinte e quatro séculos tem sido lembrado pelos judeus com um jejum). e a conexão entre o período das "Desolações" e a era das "semanas" é um dos poucos fatos universalmente admitidos nessa controvérsia. eles inferem. A própria predição à qual os racionalistas mais fazem objeção. ou até maior. eles conjeturam a carreira de outro Daniel de eminência igual. para calcular para mim a posição da lua em março no ano em questão. é lamentável que ele tenha deixado de levá-los em conta quando declarou os resultados gerais de sua investigação. e a visão de fechamento do livro. três anos e meio proféticos são iguais a 1. inferências e argumentos. a menção de Daniel no livro de Ezequiel não conta nada. Mas a data do mês era nisã e o ano sagrado dos judeus começava com as fases da lua pascal. Se eles alguma vez se apresentaram ao Professor Driver. até ao Messias. a força dessas críticas é dissipada como a névoa diante do sol. Um argumento como esse os racionalistas da Escola Alemã desprezam. Para eles. Eles se livraram do segundo e do sétimo capítulos. as ruas e o muro se reedificarão. ela deveria pesar mais que a evidência negativa que eles citam. e com uma precisão absoluta até ao próprio dia em que a predição foi cumprida. sido assim ignorado. embora. Ele citou naquele discurso que é a chave para todas as profecias ainda não cumpridas (Mateus 24). não existem para os críticos. algum outro Daniel está em vista. possa eu ser perdoado por explicar os passos pelos quais ela foi alcançada. de acordo com seus próprios cânons. no ano vigésimo do seu reinado. para outro evento histórico definitivamente registrado — a manifestação pública do Messias. que não pode ser destruída. Assim sendo. o livro é confirmado pelo próprio Senhor Jesus Cristo. A visão refere-se às setenta semanas de anos. apesar das dúvidas que a controvérsia lança sobre tudo.

e quando promovido por um promotor privado vingativo. mas as autoridades diferem quanto aos versos 7 e 16. Seu suposto fundador partiu com o plano deliberado de eliminar Deus da Bíblia. mas as posições relativas deles são amplamente diferentes. mas o infiel não pode fazer nada com as visões de Daniel. e que foi somente na última revisão que a tradução alternativa "governar como um dos três" foi admitida na margem. Não preciso discutir mais essa questão aqui.). "isto é. "Totalmente indefensável!" Em vista da decisão da Companhia de Revisores do Antigo Testamento sobre esse ponto. entrou publicamente em Jerusalém e fez seu título de Messias ser proclamado abertamente por "toda a multidão de discípulos" [Lucas 19]. Em um caso o objetivo do advogado é unicamente ajudar a corte a chegar a um justo veredito. O Professor Driver me diz que. as teorias de Eichhorn eram inadequadas. No caso da maioria das Escrituras Messiânicas. Ela é em si mesma filha do ceticismo. e por meios justos ou desonrosos ele precisa ser silenciado. de Cambridge. talvez. e o cristianismo também. e desde o início o livro de Daniel estava condenado. portanto. ou parafraseando ligeiramente as palavras. [18] É suficiente repetir que na presença de fatos e números assim detalhados nenhuma mera negação da crença é possível. Passagens como o capítulo 53 de Isaías poderiam ser colocadas de lado. mas qualquer tipo de evidência será suficiente em um tribunal enviesado. e De Wette e outros as melhoraram. ou 12 . tinham de ser desconsiderados. E um método somente de realizar isso é possível.. O livro se destaca como uma testemunha para Deus. A partir do ponto de vista dos céticos. Algumas desculpas são devidas. O erudito cristão escreve para eruditos. ele escreve: "Aqueles que tentam vindicar a exatidão do autor. O primeiro relaciona-se à questão da pura erudição. devemos estar preparados para ouvir afirmações temerárias e talvez até inescrupulosas. O livro do Dr. desejoso apenas de elucidar a verdade. e não menos diferentes são seus argumentos e métodos. ao Professor Driver por incluir essa obra junto com a sua. precisa refugiar-se em uma crença errônea que é pura credulidade. Ambos os autores concordam em impugnar a autenticidade do livro de Daniel.certeza ser determinado. conforme legitimamente usada pelos eruditos cristãos no interesse da verdade. somos lembrados da diferença entre o julgamento de um criminoso quando a cargo de um oficial da justiça responsável da Coroa. precisamos distinguir entre a Alta Crítica. Agora. no outro. Dois exemplos típicos serão suficientes. em cumprimento à profecia de Zacarias. pela primeira e única vez em Seu ministério. Referindose ao quinto capítulo de Daniel. 483 anos (69x7) de 360 dias contêm 173. a tradução absolutamente literal é "governar como a terceira parte no reino". Essas precisam ser explicadas de algum outro modo. pensam que melhoram o caso frisando que Daniel foi feito "o terceiro governante no reino' — Nabonido sendo o primeiro. Farrar reproduz cada pedacinho dessa evidência em sua forma mais sem disfarce e crua. e sua tradução do verso 8 é "terceiro governante no reino"." Não foi até após as páginas precedentes estarem impressas que Daniel. E tenho autoridade para dizer que os revisores deram à questão total consideração. Ela significa 'uma junta de três'. a frase indica extraordinária falta de atenção ou intolerável arrogância. mas Daniel era uma dificuldade. Os milagres. A evidência que eles conseguiram ajuntar é a de um tipo que não serviria para condenar um ladrão conhecido por um pequeno furto — a maior parte dela na verdade já foi descartada. A Bíblia precisa ser explicada. O Professor Kirkpatrick. quando. O teólogo popular repete as extravagâncias do ceticismo alemão para o esclarecimento de um público mais facilmente iludível. é em obediência à lei que filhote de peixe peixinho é. e profecia é o maior milagre de todos. Em nenhuma ocasião foi contemplado aceitá-la no texto. ao recusar a verdade. com a nota. Aqui. À medida que nos voltamos de um livro para outro. Mas o intento e o objetivo são os mesmos. começando em 14 de março de 445 AC terminou naquele domingo na semana da crucificação. "governar como um dos três" (como na margem da R. o Senhor Jesus Cristo. Duas contribuições originais para a controvérsia são limitadas à retórica que esconde a fraqueza dos argumentos falaciosos e o dogmatismo com que ele algumas vezes rejeita os resultados confirmados pelo julgamento de autoridades da mais alta eminência. escrito pelo arquidiácono Farrar. 5:29 é admitidamente "o terceiro no governo" do reino. a tradução 'terceiro governante' parece ser totalmente indefensável. que leva esse nome. ou um dos três sobre todo o reino (compare 6:3). e Belsazar o segundo! Infelizmente para a precária hipótese deles. me indicou o Kautzsch´s Die Heilige schrift des alten Testaments. Os conspiradores organizaram-se para provar que ele foi escrito após os eventos que ele se propõe a predizer. E um período de 173.880 dias.880 dias. "Há um ponto além do qual a descrença é impossível e a mente. o ceticismo que ela definiu como uma neblina noturna sobre a Alemanha tornou a tarefa bem fácil. V. Nos capítulos seguintes todas as questões incidentais envolvidas estão totalmente tratadas e toda objeção respondida. e o movimento racionalista. [19] A tradução correta do Cap. em sua opinião. mas o The Expositor's Bible será lido por muitos para quem The Introduction é um livro desconhecido. com base nos princípios naturais. representante da mais recente e melhor erudição alemã. Se esse movimento leva à descrença. chegou às minhas mãos..

conforme mostrado pelo Dr. que. ao impugnar o livro de Daniel. somente pode ser suportada por imensas manipulações. em cada uma de suas partes. de modo que a próxima pessoa em honra seria o terceiro. Nenhuma palavra minha pode exagerar o valor que associo a essa parte das nossas Escrituras Canônicas. aumentam a autoridade. o Professor Bevan escreve: "No Novo Testamento. Seu lugar de direito no cânon é indisputável e dificilmente há um único livro do Velho Testamento que possa ser feito mais ricamente lucrativo para "ensinar. Ela também recebe confirmação da notável descoberta de Sir Henry Rawlinson. "Ficção confessada" (pg 43). e é a isso que em conclusão desejo me referir. como um acadêmico empresta peso indevido aos seus ditos nos tópicos gerais envolvidos. ao fazerem isso. Sua história é uma lenda tola. Os únicos pontos sérios na acusação a Daniel já foram observados. o Dr. para instruir em justiça para que o homem de Deus seja perfeito. do resto. as bênçãos especificadas no verso 24 são messiânicas. e associado com ele no governo. e perfeitamente instruído para toda a boa obra. O tom e a maneira como sua investigação é conduzida mostra uma prontidão para reconsiderar sua posição na luz de quaisquer novas descobertas futuras." (pg 287). Não é fácil lidar com esse tipo de afirmação com o respeito convencional. Farrar. segundo a qual Belsazar era o filho mais velho do rei Nabonido. [20] As opiniões do Professor Driver merecem o mais alto peso dentro da esfera em que ele é uma alta autoridade.. Mas o arcediago de Westminster. portanto. Esses são os resultados de suas críticas.' Essa tradução parece estar mais rigidamente de acordo com o significado literal das palavras. O tratado dele. Nenhum homem honesto pode negar que. e que compartilha na proverbial incapacidade dos especialistas de lidarem com uma massa de evidências aparentemente conflitantes. Que ação tomaremos com relação a elas? Com tristeza. para redargüir." (pg 4). que a afirmação do Dr. não importa o que o futuro possa revelar. referenciando a terceira visão do profeta. para citar uma testemunha hostil. mas a influência do livro é aparente quase em toda a parte. entretanto. apesar disso. o livro de Daniel é uma mera ficção. traduzem a passagem como 'ele será o terceiro governante no reino.. Farrar exclama. E. "não são de modo algum depreciativos à preciosidade deste Apocalipse do Antigo Testamento. Rashi e Ibn Ezra. Farrar é injustificável. [23] Ou. etc.. Como as palavras são usadas repetidamente em louvor ao livro [22] Daniel não é nada mais que uma novela religiosa e. mas o caráter e valor das Escrituras Sagradas. a obra da imaginação. Ela deve ser atribuída à falta de conhecimento. Para ele. diz Hengstenberg. Essa não é uma afirmação isolada que a caridade poderia atribuir à falta de pensar. ou a falta de isenção? Novamente." É perfeitamente claro. "cuja 13 . Os eruditos cristãos cujas pesquisas os levaram a rejeitar qualquer porção do cânon estão acostumados a dizer que. como Saadia. Ele é. [21] Mas tenho me aventurado a sugerir que sua eminência. 'pois ele segue aqui dois dos nossos comentaristas hebreus de grande reputação. Aqui. não rasgaremos o livro de Daniel de seu lugar no cânon sagrado? De modo algum! "Esses resultados". Winer em sua Grammatik des Chaldaismus.. Jachja. Por outro lado." [24] "Existem alguns poucos livros. Daniel é mencionado somente uma vez. até o mais selvagem deles contrastará favoravelmente com a exegese de Kuenen. Seus milagres são fábulas sem fundamento.. se o Capítulo 9 de Daniel é uma profecia ou uma fraude. diferindo de outra ficção do mesmo tipo em razão de suas múltiplas imprecisões e erros. Em contraste com isso não há reservas nas denúncias do Dr. outros de nossos comentaristas. embora as visões de alguns deles sejam marcadas por surpreendentes excentricidades. e por hipóteses tão grosseiramente impossíveis que tornariam a profecia praticamente sem sentido tanto para Daniel quanto para qualquer leitor subseqüente." E o grão-rabino (cuja cortesia comigo aqui desejo agradecer) escreve: "Não posso absolutamente encontrar falta com a tradução das palavras 'a terceira parte do reino. em todo seu rude absurdo. Para ele se retratar é impossível. mas com deliberado propósito. ao lado do rei e da mãe do rei. por que é um romance tão óbvio que a acusação de fraude é devida unicamente à estupidez da igreja cristã em se equivocar com relação ao objetivo e propósito do "santo e talentoso judeu" (pg 119) que o escreveu. Mas revisar o livro dele não é meu objetivo.como o terceiro. para corrigir. o arcediago Farrar escreve: "A tentativa de referenciar à profecia das setenta semanas principal ou diretamente à vinda e morte de Cristo. ele o chama. gera uma questão geral de importância transcendente. O bispo Wescott declara que nenhum escrito no Velho Testamento teve uma participação tão grande do desenvolvimento do cristianismo quanto o livro de Daniel. "dificilmente há um único livro do Velho Testamento" de maior valor! A questão aqui não é a autenticidade de Daniel. toma a oportunidade para degradar e lançar desprezo sobre a Bíblia como um todo. todos os expositores cristãos concordam. e expandem o valor. o arcediago Farrar adota.

a encarnação é um mito. Nenhum cristão ignorará o testemunho do Espírito. em particular pelo nosso próprio Senhor. uma revelação autorizada dos céus. ele ignora o esquema de interpretação que segui. Farrar nos diz. não somente pelos registros existentes. são para nós massacrantes. lembre-se. A.. o Apocalipse do Novo Testamento precisa compartilhar de sua exclusão. Esse resultado a crítica tem o direito de desprezar. Seu verdadeiro lugar não é na cadeira de julgamento. Como então pode o Espírito Santo me conceder o conhecimento do fato ali afirmado. podemos mostrar que essas evidências são suportadas. tão habitualmente esquecido. é uma questão de fato. Capítulo 11 inicia com uma sinopse do conteúdo de Daniel. da Universidade de Oxford. Com essas notas. como esse autor faz. Além de todas as questões de verificação pessoal.autoridade divina é tão completamente estabelecida pelo testemunho do Novo Testamento e. Régio Professor de Hebraico e Cônego do Colégio Christ Church. Primeiro. o cristianismo depende da encarnação e. Mas a questão aqui. Mas o pregador não pode de modo algum ignorá-lo. mas como uma amostra do raciocínio do autor nessa extraordinária contribuição para nossa literatura teológica." [25] Sobre o que. 1892) Desejo aqui reconhecer a cortesia do Professor Driver em responder às várias consultas que me aventurei a lhe dirigir. As visões de João estão tão inseparavelmente interligadas com as visões do grande profeta do exílio. que elas permanecem ou caem juntas. O teólogo cristão precisa levar em conta o muito que a crítica não pode observar sem abandonar inteiramente sua legítima esfera e função. De modo algum. Que base temos então para distingüir o nascimento milagroso em Belém dessas e de outras lendas similares do mundo antigo? O ponto para a ressurreição é uma transparente evasão da questão." Isso merece a atenção mais atenta. [2] De acordo com o plano da obra. . após repetidos exames. Mas isso solapa o cristianismo. repito. Eu as dispenso com dois comentários. ou apelar para algum instinto transcendental. embora elas pareçam destinadas a preparar o leitor para o que vem em seguida. Notas de Rodapé do Prefácio da Quinta Edição [1] An Introduction to the Literature of the Old Testament. não estou preocupado. baseamos nossa crença do grande fato central do sistema cristão? Aqui o dilema é inexorável: para depreciar os evangelhos. junto com notas exegéticas. Mas falar de verificação pessoal. mas quando esses se dissipam ela fica clara e simples. Os judeus declararam que Ele era o filho de José. que a Alta Crítica reivindica uma posição que não pode de modo algum lhe ser concedida. Ele evita o testemunho do capítulo 24 de Mateus recusando-se a acreditar que nosso Senhor alguma vez falou as palavras atribuídas a ele. 9:24-27. a proclamada Rainha dos Céus. Todo o sistema cristão depende da verdade do último verso do primeiro capítulo de Mateus — não vou citá-lo aqui. se os evangelhos não são inspirados. Apelar para o testemunho humano é profunda tolice. Ninguém cede a essa posição mais livremente quando isso se ajusta aos seus propósitos do que o arcediago Farrar. S. Aqui está o argumento cristão: "O Nazareno foi admitidamente o filho de Maria. nos antigos mistérios babilônios. Terceira edição. Driver. senão pela Palavra escrita? Acredito no fato por que aceito o registro da Escritura proveniente da boca de Deus." Exatamente com a névoa e a tempestade podem ocultar a rocha sólida da vista. repousa em evidências que. D. Em toda essa controvérsia um resultado da rejeição do livro de Daniel é totalmente negligenciado ou deliberadamente escondido. em suas críticas sobre o Cap. 14 . como o livro de Daniel.". é divorciar as palavras dos pensamentos e passar para fora da esfera da afirmação inteligente e do bom senso. E isso traz à proeminência o fato. mas no banco das testemunhas. D. Neste ponto estamos cara a cara com aquilo para o qual nenhum consenso de mero testemunho humano poderia emprestar até uma probabilidade a priori. E. [26]. então. não simplesmente por causa de sua influência na questão em discussão.R. ou a dez milhares de testemunhas externas. e os quatro pontos que enumera contra a "comumente compreendida" interpretação messiânica são amplamente tratados nestas páginas. mas temos também miríades de outras testemunhas externas e independentes. embora ele seja adotado por alguns autores de maior eminência do que vários citados por ele. o Dr. porque. temos não somente "verificação pessoal. Dizia-se que o fundador de Roma era uma criança gerada divinamente de uma virgem vestal. é admitir que o fundamento da nossa fé seja apenas uma lenda galiléia. (T & T Clark. mas por miríades de testemunhos externos e independentes. assim essa verdade pode ser obscurecida pelo casuísmo e retórica. o cristão O adora como o Filho de Deus. R. e o Testemunho Interior do Espírito. Qual é a resposta para isso? Cito aqui as palavras dele: "Mas nossa crença na encarnação e nos milagres de Cristo. Se "o Apocalipse do Velho Testamento" for banido do cânon. ou do testemunho interior do Espírito. uma paternidade similar era atribuída ao filho martirizado de Semíramis.

quando nosso Senhor falou da "Lei de Moisés. Levando tudo em conta. parecem ser uma alusão à completa subjugação da Judéia. [6] Against Apio. porém que Nabucodonosor mudou de idéia e o deixou como um rei vassalo na Judéia. e é muito provável que a ação de Joaquim nesse aspecto foi sugerida pela leniência mostrada por Nabucodonosor em relação a seu pai. referencia parte para o tipo e parte para o antítipo". Vemos sua contraparte todos os dias na conduta dos homens ímpios quando os eventos que eles consideram como julgamentos divinos caem sobre suas cabeças. sem aparente mudança de assunto. [8] Possivelmente o crítico quer questionar se Jerusalém foi realmente capturada. em uma descrição contínua. [9] As palavras "como hoje se vê". [5] Como os Salmos vinham antes no Kethuvim. Pusey comenta. pois Daniel é o único historiador contemporâneo. Além disso. Commentary on Daniel. Admito que assumi isso nestas páginas. 44. e não da Grécia para o oriente. em minha opinião. O Dr. Mas o apelo do autor no item (f) para "todas as outras autoridades" dificilmente é justa.8 [7] Essa seção do Eclesiástico inicia com o Cap. isto é. nesta ocasião. era a lei dos anos sabáticos que ele tinha em vista e não 26:18. ele queria dizer todas as Escrituras. nota. O Professor Driver candidamente reconhece que "existem boas razões para supor que a licantropia de Nabucodonosor está baseada em um fato. Ele pode ter saído e ido até o rei caldeu. [11] Falo de duas palavras gregas somente. e a exploração das ruínas de Babilônia ainda está para ser concluída. As influências da civilização não "fluem" no sentido em que a água corre. o Egito foi o próximo a cair diante de Nabucodonosor. como exemplo. os comentários dele sobre o Capítulo 11. de algum modo. ninguém acostumado a lidar com evidências aceitaria a sugestão que a história de Daniel se tornar um "caldeu" seria inventada por um judeu treinado sob o ritual rígido dos dias pós-exílio. 1. [4] Página 479. mas o leitor as encontrará discutidas por Pusey e outros. dispõe com extraordinária credulidade de um cônego da interpretação profética aceita quase universalmente dos dias dos Pais pós-apostólicos até a hora presente! [3] The Higher Criticism and the Verdicts of the Monuments. Mas as Escrituras em nenhuma parte dizem isso." (pg 578). "As palavras aramaicas. Não tenho nenhuma dúvida que se Levítico estivesse antes de Daniel. como bem poderia estar. que "dificilmente pode ser legítimo. e as artes e invenções levadas de um país para o outro carregam seus nomes consigo. 15 . Estou compelido a passar por essas questões filológicas assim rapidamente. do Rev. mas a passagem aqui em questão é Cap. indefensável. e que. [10] A sugestão do Professor Bevan neste ponto é. pois kitharos é praticamente abandonada.Segundo. como seu filho e sucessor também fez (2 Reis 24:12). H. Jeoiaquim caiu em suas mãos e foi colocado em grilhões para ser transportado para Babilônia. Driver diz que no quinto século AC. A sugestão que Daniel teria sua admissão recusada no colégio dos sábios diante da ordem do grande rei para que ele fosse admitido realmente não merece resposta. invadida. Mas eu me refiro a ela para mostrar como um expoente avançado da Alta Crítica pode se desfazer de (g)." Mas certamente a figura que ele usa aqui distorce seu julgamento. bem como as arianas se ajustam à sua idade real" e "o hebreu dele é exatamente o que alguém esperaria da época em que ele viveu. Pusey nega que essas palavras sejam de origem grega (Daniel. O Dr. etc. Sayce. e nos Profetas e nos Salmos" (Lucas 24:44)." Nenhum estudante da natureza humana encontrará algo estranho na ação registrada desses reis pagãos quando confrontados com provas da presença e do poder de Deus. pg 146. Há e sempre precisa haver uma troca. e o capítulo 42:2 registra a vitória de Nabucodonosor sobre o exército egípcio neste mesmo ano. O Dr. no verso 18. podemos apenas ser forçados a dizer que Nabucodonosor veio contra Jerusalém e a sitiou. Com relação ao item (h) pouco precisa ser dito. pg 27-30). deram seu nome ao todo. De acordo com o verso 19. A. 49:6-16. "as artes e invenções da vida civilizada fluíram então do oriente para a Grécia.

embora disperso durante a revolta dos Macabeus." (Encyc. [24] Com. Em "imensa manipulação" e "hipóteses grosseiras impossíveis" nenhum tratado inglês recente pode se comparar com ele. eu a tenho investigado de perto. "Daniel". Veja os artigos do Dr. Farrar. e considerando-se o caráter das inscrições encontradas em outros sítios caldeus. é precisamente o que devemos esperar. Urquhart traz à luz sobre Dario. ao qual peço que o leitor referencie para ter uma resposta mais completa para o livro do Dr. E se. Grande foi minha mudança repentina de sentimentos quando descobri que o argumento do Professor Sayce depende de sua leitura imperfeita da tábua dos Anais de Ciro. podemos esperar obter daqui para frente registros completos do governo da capital. além do mais. Tendo considerado o testemunho da tábua dos anais. 125. Ao escrever sobre (e) no prefácio acima. Tratei completamente a questão de Belsazar em meu livro Daniel in the Critics' Den. pg 76. Pusey. que tem sido citada a favor de fixar uma data posterior para Daniel. ou confundir a era da Servidão com a das Desolações (pg 289). [18] Veja os caps.. tive diante de mim as páginas 524-9 do Higher Criticism and the Monuments. O Primeiro Livro dos Macabeus é uma história da mais alta reputação. Daniel. como Belsazar não é mencionado na passagem. [13] Sobre o assunto. J. e sua exatidão é universalmente reconhecida. Ele também me informou que o Professor Sayce é a "mais alta autoridade em assiriologia" ali referenciada. "Daniel". [15] O Sinédrio. [20] O capítulo dele sobre as Setenta Semanas provoca esta exclamação: É a isso que a teologia inglesa chegou! Não faço alusão a besteiras vulgares como chamar Gabriel de "arcanjo" (pg 275). é um ponto em que os eruditos diferem. em seu Inspiration and Accuracy of Holy 16 . em resposta a uma consulta que lhe encaminhei: "Sou agora da opinião que é uma tarefa muito difícil definir a época de qualquer porção desse livro com base em sua linguagem. Já citei a opinião do Dr. [17] Sigo a leitura marginal da R. [19] Como aceitei isso como uma questão de teste. [14] 1 Macabeus 2:60. mas quando registra a morte dele na captura de Babilônia. [22] Veja ex. 118. [23] Smith's Bible Dictionary. O Professor Cheyne diz: "A partir do hebraico do livro de Daniel nenhuma inferência importante com relação à sua data pode ser seguramente definida. Brit. o medo. ao escrever aquela obra.". escreve. que meu nome deva continuar sendo citado nessa disputa. Essa tábua admitidamente refere-se a Belsazar como "o filho do rei". pg 804). e uma das maiores autoridades na Inglaterra.. 37. e fiquei impressionado pela força das objeções ali apresentadas contra a história de Daniel e Belsazar. 90. que foi a leitura adotada pela Companhia Americana. não poderia estar em Babilônia naquele tempo! Que as "tábuas de contrato" sejam datadas com referência ao reinado do rei. 5-10. qualificando suas admissões em relação a Belsazar. portanto. Não acho. pg 36. Isso. [25] A Doubter's Doubts. [16] As ruínas de Borsippa estão praticamente inexploradas. o Professor Sayce lê "esposa do rei" em vez de "filho do rei" e prossegue argumentando que. eu tivesse diante de mim aquilo que o Rev. pg 15. V. e não do regente. veja também o cap. mas ao estilo e ao espírito da digressão como um todo. veja o artigo do bispo de Durham no Smith Bible Dictionary. Ginsburg "Sanhedrin" e "Synagogue" na Ciclopaedia de Kitto. pg 424 e 494. essa questão pode ser vista como resolvida. [21] Faço alusão à tentativa dele de fixar uma data do livro pelo caráter do seu hebraico e aramaico. 1:54. foi reconstituído quando ela terminou.[12] Higher Criticism and the Monuments. gr. Isso nos permite descontar sua retratação. [26] O Professor Driver tem desde então chamado minha atenção para uma nota nos "Adendos" da terceira edição de sua Introdução.

pois é uma verdade tão essencial do cristianismo quanto o registro da vida e da morte do Filho de Deus." [Salmos 50:3]. É somente o infiel que duvida que haja um limite destinado para o curso deste "presente mundo mau". "Pregava-se freqüentemente sobre isso. mas tentar de um modo humilde elucidar o significado de uma profecia que deve nos livrar de todos esses erros para resgatar o estudo do descrédito que caiu sobre ele. ao fim do décimo século. se de fato o Deus que governa acima é Todo-Poderoso e bondoso? O vício e a impiedade. "tendo entregado suas propriedades aos monastérios ou igrejas. Notavelmente. e a multidão ouvia sem sequer respirar. mas de fé. "Depois voltei-me. e atentei para todas as opressões que se fazem debaixo do sol. uma questão de lógica. a única investigação que nos preocupa relaciona-se com a natureza da crise e o tempo de seu cumprimento. Não é somente no nosso tempo que o fim do mundo foi predito. os edifícios foram deixados sem manutenção ou reformas. o assunto que estava na cabeça e na boca de todos" "Com essa impressão. como se ele não fossem mais necessários no futuro. os afastem de uma consulta imediata tão solene e tão sensata. CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO Para aqueles que estão vivos. O mistério da revelação não é que Ele fará isso. mas o mundo ainda continua aqui. Nenhuma palavra deve ser necessária para reforçar a importância do assunto. Toda a Europa vibrava com essa preocupação nos dias do papa Gregório. e mesmo assim os céus acima se mantêm calados. Isso foi buscado muito mais confiantemente no início do sexto século. Estas páginas não são destinadas a perpetuar a tolice dessas predições. viajavam até a Palestina. O infiel apela para esse fato para provar que o Deus cristão é apenas um mito. um fogo se irá consumindo diante dele. é em algum sentido. E como pode ser assim. e haverá grande tormenta ao redor dele. porque a ira é o último recurso com poder. e de todos os autores do Novo Testamento não há nem um sequer que não fale expressamente sobre isso. mas eles não tinham consolador. [1] O cristão encontra nisto uma prova adicional que o Deus que ele adora é paciente e longânimo — "paciente por que é eterno". a única dificuldade restante na controvérsia sobre Daniel. Mas a questão que surge é se esses nossos dias são muito mais decisivos em razão de serem realmente os últimos tempos. não é mais uma questão séria. isso nos poupará das tolices em que falsos sistemas de cronologia profética inevitavelmente levam aqueles que os seguem. multidões inumeráveis". uma data após a outra foi confiantemente nomeada para a crise suprema. e essa solenidade é imensamente aumentada em uma época de progressos sem paralelos na história mundial. o Grande. E. apesar da negligência proverbial do estudo das Escrituras proféticas. [Judas 14] e o livro de encerramento do cânon sagrado. eu deveria ter considerado que essa. esperando receber uma sentença mais branda por serem servos dos servos de Cristo. as pessoas fugiam em busca de refúgio nas cavernas e nas rochas. mas que Ele demora em fazer isso. [2] Mas isso provará ser uma segurança suficiente contra o erro no estudo. Fazendo um julgamento pelos fatos públicos à nossa volta. confirma e amplifica o testemunho. As antigas Escrituras estão repletas disso. Em muitos lugares. o medo cresceu mais entre o público em geral. e não se calará. ou as extravagâncias de alguns que estudam as profecias." [Eclesiastes 4:1]. A história do mundo está prestes a terminar? Estão as areias do destino do mundo quase esgotadas e está a destruição de todas as coisas perto de acontecer? Aqueles que são prudentes não permitirão que as selvagens afirmações dos alarmistas. do primeiro até ao último capítulo. Que Deus um dia aplicará Seu poder para garantir o triunfo do bem. a violência e o mal estão desmedidos por todos os lados. sejam quais forem suas características. [4] 1881 está entre os últimos. e eis que vi as lágrimas dos que foram oprimidos e dos que não têm consolador. por parte até mesmo daqueles que 17 . nenhum tempo pode ser tão solene quanto o "presente vivo". nas ocasiões em que ocorreram eclipses do sol ou da lua.Scripture. Essa não é uma questão de opinião. e a força estava do lado dos seus opressores. E. Não foi para esse propósito que ela foi dada. Não que uma compreensão correta da profecia nos permitirá profetizar. Quem questiona isso não pode reivindicar o nome de cristão. em anos recentes. Esse foi o encargo da primeira palavra profética registrada nas Escrituras. Portanto. Ele é um espectador indiferente da luta desigual entre o bem e o mal que acontece na Terra. O ano 581 foi um dos primeiros anos fixados para o evento. Outros prendiam-se por juramentos solenes a serem servos nas igrejas ou aos sacerdotes. Mas aproxima-se o dia em que: "Virá o nosso Deus. A chave para essa busca é a visão do profeta Daniel das setenta semanas. longânimo por que é o Todo-Poderoso. onde esperavam que Cristo descesse para o julgamento." [3] Assim. diz Mosheim.

poderíamos consentir em iniciar um curso de ação em tudo sobre o que o criticismo iluminado lançou uma sombra de dúvida. Se Deus graciosamente concedeu Sua revelação aos homens. Embora a infidelidade tenha sido uma boca aberta nos tempos antigos. não é sofisma dizer que passagens. O homem que afirma sua liberdade de receber e ensinar aquilo que considera ser a verdade. cujos discípulos e sucessores. serão incrédulos sem qualquer aparência externa de cristianismo à sua volta. agarravam-se mesmo assim com estúpida tenacidade aos seus dogmas. Mas que julgamento será dado àqueles que se comprazem em proclamar a si mesmos como duvidosos. por sua vez. merece respeito e simpatia. sem dúvida. e tais homens dificilmente estão preparados para tomar partido na luta entre o livre pensar e a servidão aos credos e aos clérigos. pode-se dizer que se um conhecimento do passado é importante. as simpatias deles estão menos divididas. mas quanto ao caráter e valor do que é admitidamente autêntico. Isso. Podemos imediatamente desprezar o sofisma que as Escrituras admitidamente contêm uma revelação. e nesse caso certamente o elemento moral deve ser considerado antes que uma afirmação de vigor mental e independência possa ser ouvida. Mas se ele subscreve a um credo. estaríamos bem. o que nos preocupa é considerar se os escritos sagrados são o que afirmam ser. deve ser cuidadoso ao assumir qualquer uma dessas posições. mas entramos em um caminho descendente e eles precisam realmente ser cegos para não conseguirem ver aonde isso está nos levando.afirmam crer que toda a Escritura é inspirada. Alguns. Além disso. na presente fase da questão. escaparão. um cristianismo que nega a revelação — uma forma de piedade que nega aquilo que é o poder da piedade. ao mesmo tempo em que afirmam serem ministros de uma religião em que a FÉ é a característica essencial? Não existem poucos em nosso tempo cujas crenças na Bíblia é tudo o mais profundo e sem hesitação só porque eles têm compartilhado na revolta geral contra o sacerdócio e a superstição. Mas no conflito entre a fé e o ceticismo. sem nenhum poder de distingüir entre eles até o dia em que a descoberta será tarde demais? E. ela teve seu próprio estandarte e seu próprio campo. o púlpito é a plataforma. Não é no lado da vagueza que os credos das igrejas britânicas estão em falta. em ampliar a mente e elevá-la acima da pequenez produzida por uma contemplação estreita e pouco esclarecida do presente. e recuperadas na próxima. Roma será o único refúgio para aqueles que temem o pavoroso objetivo para o qual a sociedade está caminhando. [5] É a Bíblia a revelação de Deus? Esta agora se tornou a maior e mais premente de todas as questões. e onde quer que encontrada. as forças estão se formando para a grande luta predita no futuro entre a apostasia de uma falsa religião e a apostasia da infidelidade aberta. para o propósito da presente controvérsia. A fé não é a atitude normal das mentes humanas em relação às coisas divinas. Nenhuma classe está a salvo de sua influência. o estudo dela é certamente adequado para despertar o interesse entusiasmado e orientar o exercício de cada talento que possa ser utilizado para fazê-la produzir frutos. E isso sugere outro terreno em que. As universidades são os seminários-chefes. não deve ser acusado levianamente de vaidade ou desejo próprio. E. mas pelo menos há honestidade. em nossos dias especialmente. que não é quanto à autenticidade de uma porção ou outra. qualquer reivindicação do tipo precisa ser examinada. embora ignorantes do poder espiritual da religião. corretos e dignos de louvor. podem ter sido adicionados erradamente ao cânon! Nós nos recusamos a entregar as Escrituras Sagradas aos cuidados daqueles que a abordam com a ignorância dos pagãos e o ânimo dos apóstatas. em vez de solapar as doutrinas que prometeram e são pagos para defender e ensinar. Em um lado pode haver estreiteza. [6] 18 . No entanto. É o volume sagrado em nada melhor que um globo de sorteio do qual números premiados ou não são tirados aleatoriamente. Os motivos dele podem ser rudes. somente limparia o caminho para a questão real em discussão. o conhecimento do futuro precisa ser de valor muito maior ainda. Mas o aspecto especial da época presente — bem adequada para causar ansiedade e alarme a todos os homens pensantes — é o crescimento do que pode ser chamado ceticismo religioso. o testemunho que dá ao caráter e à origem divina das Escrituras. Pondo a questão no nível mais baixo. o fundamento de toda a verdade é solapado e todo o poder de recuperação estará perdido. de modo que o indivíduo diligente que tem dúvidas. isto é. se até o presente pudesse ser estereotipado. Se a autoridade das Escrituras forem abaladas. mas para muitos. o estudo profético reivindica uma peculiar proeminência. Mas o que nos preocupa aqui é o indisputável fato que o racionalismo nesta sutilíssima fase está fermentando a sociedade. e até livros. mas se isso for tocado. e os homens que se vangloriam de serem pensadores livres mereceriam maior respeito se mostrassem sua independência recusando-se a subscrever. entretanto. verdades vitais serão perdidas dentro de uma geração. Alguns dos líderes religiosos mais famosos estão entre seus apóstolos. "os oráculos de Deus". e chocou as massas humanas que. Assim. [2 Timóteo 3:5]. Estamos agora muito além de discutir teorias rivais de inspiração. por qualquer modo alcançada. O cético cristianizado de hoje logo dará lugar ao incrédulo cristianizado.

. resultando do estudo das evidências." [Mateus 16:17]. como é chamada. A fé delas descansa. aumentando em todos os lados. então o ceticismo dá lugar à fé. Páginas poderiam ser preenchidas com citações para provar isso. A base da sua fé era subjetiva e não podia ser mostrada. mas isso é pura credulidade. manter em relação a ele aquilo que é considerado "uma atitude racional". sua fé não foi o resultado disso tudo. Em tais circunstâncias. mas nas grandes verdades objetivas da revelação. [10] "Nenhum livro pode ser escrito em defesa da Bíblia como a própria Bíblia.pelo Espírito Santo enviado do céu. Mas se DEUS fala. porque to não revelou a carne e o sangue. não no fenômeno de sua própria experiência. o ceticismo indica a degradação mental ou moral. podem as almas prudentes e devotas voltarem-se para uma Bíblia aberta e encontrar ali "palavras de vida eterna"? "A atitude racional de uma mente pensante em relação ao sobrenatural é o ceticismo. embora esses fossem totalmente o resultado e em nenhum sentido ou grau a base de sua convicção.. de forma tão real quanto fazia nos tempos antigos. mas em algo que o ceticismo não leva em conta.. realmente não por intermédio de apóstolos inspirados. mas descrença e ateísmo. "Aprouve a Deus revelar Seu Filho em mim". O apóstolo Pedro declara que eles pregaram o evangelho ". que estamos separados por dezoito séculos das testemunhas e de seus testemunhos. para que fôssemos como primícias das suas criaturas. Foi a palavra de Pedro aos fiéis em geral. considerando de forma objetiva. os crentes são "nascidos de Deus". "Os quais não nasceram do sangue. nem da vontade do homem. mas por meio das Escrituras Sagradas que Ele mesmo inspirou. novamente. nada menor servirá para nós. foi esta uma graça especial concedida somente aos apóstolos. Nas provas aos outros da realidade deles. mas veio de uma revelação que foi dada a ele. é totalmente sobrenatural. podem. se quiserem. "Segundo a sua vontade. aos que conosco alcançaram fé igualmente preciosa pela justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo. elas precisam significar alguma coisa mais do que chegar a uma sólida conclusão a partir de premissas suficientes. E as palavras de Paulo são ainda mais definidas: "Porque o nosso evangelho não foi a vós somente em palavras. e além disso que eles reconheçam que ela está totalmente de acordo com o ensino do Novo Testamento. mas também em poder. foi o relato do apóstolo Paulo de sua conversão. As "mentes pensantes". e no Espírito Santo. da confusão e da incerteza.No meio do erro. Nem. mas de Deus. mas podem tirar 19 . Todavia.. A linguagem das Escrituras é inequívoca que o poder do testemunho para produzir essa transformação depende da presença e operação de Deus. mas duas devem ser suficientes." [8] Se o novo nascimento e a fé do cristianismo foram assim produzidos no caso de pessoas que receberam o evangelho imediatamente dos apóstolos. ou aceitar os fatos com base em evidências suficientes. "." [João 1:13]. O fenômeno não é de ordem natural. que está nos céus." O Senhor declarou: "Bem-aventurado és tu. Dizer que essa prova é impossível é equivalente a afirmar que o Deus que nos fez não pode falar assim para nós que a voz carregará consigo a convicção que ela é Dele. mas que pelo menos reconheçam o fato que existem milhares de pessoas confiáveis que podem testificar acerca da realidade da experiência falada aqui. e ainda menos por sonhos e visões. Pedro foi um dos três favoritos que testemunhou todos os milagres." [1 Pedro 1:12]." É a afirmação similar de Tiago [Tiago 1:18] Seja qual for o significado dessas palavras.. apesar disso. elas podem ajudar a repelir os ataques. a principal convicção delas que essas são verdades divinas não depende das "evidências" que o ceticismo se delicia em criticar. O caso dele também não era excepcional. Assim também João diz.." [2 Pedro 1:1]. A prova que a voz é realmente divina precisa ser absoluta e conclusiva. mas meu Pai. Deus ainda está com Seu povo e fala ao coração dos homens agora. e a fé não é a abnegação da razão. nem da vontade da carne. Ele os descreve como "nascidos de novo pela Palavra de Deus". Nem é isso uma mera evasão da questão. Também não adiantará frisar que esse nascimento foi meramente a transformação mental ou moral causada naturalmente pela verdade assim obtida por meios naturais. e isso não é ceticismo de modo algum. e obtêm o conhecimento do perdão dos pecados e a vida eterna. ele podia apenas apelar para os fatos de sua vida. Em resposta à sua confissão: "Tu és o Cristo. Essas pessoas têm prova transcendental da verdade do cristianismo. o Filho do Deus vivo. mas o ato mais elevado da razão. [9] como resultado." [7] A razão pode se ajoelhar diante dos chiboletes e truques do sacerdócio — "a voz da Igreja". incluindo a transfiguração e. Simão Barjonas. As defesas do homem são as palavras do homem. ele nos gerou pela palavra da verdade.

sem questionar. que a proferiu. A Bíblia é a palavra de Deus e. Apesar disso. importantes como possam ser. 20 . após Sua ressurreição. além disso. portanto. Ele procurou confirmar a fé de seus discípulos. em alguma fase de seu desenvolvimento. A Bíblia é muito mais que um livro texto de teologia e de moralidade. o que os gentios podem ter tomado por bênção. mas se elas ajudarem de qualquer modo a promover o estudo das Escrituras Sagradas. ele exclamou: "Ó profundidade das riquezas. o propósito principal terá sido atingido. e quão inescrutáveis os seus caminhos!" [Romanos 11:33] O verdadeiro estudo profético é uma investigação nesses conselhos insondáveis. Passou o tempo em que os homens acreditavam naquilo que seus pais acreditaram. e se o evangelho de João e algumas das epístolas forem deixadas eles estarão contentes. Quão diferente era a atitude da mente e do coração exibida por Paulo! Na visão do apóstolo. Estas páginas são apenas um humilde esforço para esse fim. as Escrituras não são mais uma compilação heterogênea de livros religiosos. a partir do qual nenhuma parte poderia ser omitida sem destruir a integridade da revelação. algumas vezes em negrito. compreendido corretamente. mas aquela terra era preciosa para os israelitas como uma porção da herança dada por Deus e. Entre os três primeiros estava um de quem os registros diziam que defendera um campo plantado com lentilhas.alguma porção de seu significado. "E. o inimigo poderia ter usado aquele terreno como um acampamento a partir do qual iria capturar as fortalezas. tem uma abrangência não mais estreita do que esta. Se as igrejas estão fermentadas com o ceticismo neste momento. Mas muitas promessas foram feitas e muitas profecias registradas. Os fatos da vida e morte de Cristo foram uma prova massacrante da inspiração do Antigo Testamento. o estudo é menosprezado nas igrejas como se não fosse de relevância prática. O cumprimento delas dependerá do Messias. pode provar ser um vínculo na cadeia de verdade em que estamos dependendo para a vida eterna. o crente bem-instruído encontrará dentro dela um depósito infindável de provas que ela é de Deus. tanto da sabedoria. Debaixo da luz que dá. Seu valor principal não é nos trazer um conhecimento "das coisas por vir". fala à alma que não se fecha contra ela." [11] Mas. Realmente. o Espírito Santo. a crise que parece a catástrofe de tudo que os antigos profetas tinham predito dos propósitos de Deus para a Terra. e por todos os profetas. mas um todo harmonioso. Tentar reverter a onda crescente de ceticismo é impossível. o cristianismo se reduz a ser nada mais que "um plano de salvação" para os indivíduos. Roma. além disso. tem um charme estranho para as mentes de certa casta e o racionalismo é fascinante para muitos. Ela é o registro da revelação progressiva que Deus graciosamente concedeu ao homem e a história divina da nossa raça em conexão com essa revelação. Quando Davi ascendeu ao trono de Israel e veio a escolher seus generais. mas podemos desafiá-los a citar um único que tenha dado provas que conhece qualquer coisa de qualquer um desses profundos mistérios da revelação. o grande esquema dos conselhos e das operações de Deus neste e por este nosso mundo de eternidade a eternidade. A ignorância pode deixar de ver nela algo mais do que a literatura religiosa dos hebreus e a igreja nos tempos apostólicos. como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos. ele chamou para os postos de comando homens que tinham demonstrado coragem e valor. mais do que isso. começando por Moisés. explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras.12] Para os outros isso pode parecer pouco. pelo que não vale a pena lutar. consideradas como eventos isolados. abriu um propósito mais amplo e mais glorioso. Os céticos podem se orgulhar dos sábios Professores e Doutores em Divindade entre suas fileiras. Assim também é com a Bíblia. [2 Samuel 23:11. essas riquezas profundas da sabedoria e do conhecimento divinos. ou até mesmo mais do que um guia para o céu. O reinado dos credos é coisa do passado. O estudo da profecia. Devemos concluir então que o passado foi apagado para sempre. precisa ser por um conhecimento mais profundo e completo das Escrituras. mas habilitar-nos a vincular o futuro com o passado como parte do grande propósito de Deus revelado nas Sagradas Escrituras. O leitor. a negligência do estudo profético nelas é o verdadeiro e mais amplo aspecto que tem feito mais do que todo o racionalismo alemão para promover o mal. arrebatado pela contemplação. que parecem estar perdidas nas trevas da extinção nacional de Israel e na apostasia de Judá. mas a ortodoxia no senso antigo está morta e para alguém ser liberto." [Lucas 24:27]. por meio dela. mas sempre discerníveis pelo buscador paciente e dedicado. a frase que é atacada e que pode parecer sem importância alguma. e repeliu uma tropa dos filisteus. algumas vezes em tons mais opacos. pode esperar encontrar a exatidão da Bíblia vindicada em pontos que podem parecer de pouco valor. e que os grandes propósitos de Deus para a Terra desabaram por causa do pecado humano? Com os homens agora como juízes da revelação. que deve incluir o cumprimento de todas elas e. mas o estudante inteligente que pode ler entre as linhas encontrará mapeado ali. mas agora o Messias foi rejeitado. o movimento é senão uma das muitas fases da intensa atividade mental que caracteriza esta época. Quando. Ela é toda de valor intrínseco se realmente é de Deus. e Seu povo estava prestes a ser lançado para fora.

(ib) Não somente pelos devotos entre os judeus. 1. 446: e veja também Cap. o curso do mundo dá provas que tanto o poder e a bondade de Deus são limitados. os fundamentos da moralidade geral foram inevitavelmente abalados e uma crise deflagrada. a gravidade da qual ninguém pode deixar de ver e ninguém. — Pusey. a humanidade. poderão estar em perigo de uma anarquia de autointeresse. Lidando com um povo que cria na santidade e valor de cada palavra das Escrituras. pg 80.. Ele não prova seu credo. exceto um fanático do materialismo. para dizer o mínimo. Mas ela deixou a autoridade da Bíblia inabalada e os homens puderam sentir que o processo destrutivo tinha seu limite e que ainda havia firmeza debaixo de seus pés. e do ateísmo do outro". não pode provar no fim qualquer coisa senão uma bênção para a humanidade.. e a sociedade acabará. Sua verdade é óbvia para uma "mente pensante". pg 294. (Como relação aos limites e data de fechamento do cânon das Escrituras.)." [6] ta logia tou thou [Romanos 3:2]. [7] Mill. por um despotismo da força. Mas. 8). Um homem somente precisa ser tão ignorante de astronomia quanto o infiel é do cristianismo. 1. cujo caráter qualquer um pode perceber apresentando-se distintamente para si mesmo a idéia da existência sem um Deus. ou algumas porções dela. para o propósito da ordem política. como conseqüência dos tumultos na esfera religiosa. por todos. e Sua bondade em relação ao homem é limitada. Horae Apoc. etc. na Macmillan's Magazine.. Hipólito predisse no ano 500. O Novo Testamento oferece abundantes provas de como Ele a impôs sobre Seus discípulos.. A decadência das antigas mitologias está muito longe de oferecer um paralelo. ao mesmo tempo. Essays on Religion. e encontrará a mais indisputável prova do fato toda vez que investigar os céus! [2] A profecia não é dada para nos habilitar a profetizar. Seus Essays on Religion mostram claramente que o ceticismo é uma atitude da mente que é praticamente impossível de manter. A Reforma foi um tremendo terremoto: ela abalou a fibra da religião medieval e. Mas. "A atitude racional de uma mente pensante em relação ao sobrenatural". "Nunca houve nada na história da humanidade como a presente situação. Mesmo com um pensador tão claro e capaz quanto Mill. Esse fato é de imensa importância em relação ao próprio ensino do Senhor sobre o assunto." "Essa ciência e criticismo. ele declara. "é a do ceticismo. pelas quais os homens estavam dispostos a suportar torturas de todos os tipos em vez de falar contra elas. tão distinto da crença em um lado. e apesar disso ele imediatamente avança para formular um credo. encontra-se diante de uma crise. 243). Ele nunca perdeu uma oportunidade para confirmá-los nessa crença. atuando — graças à liberdade de opinião conquistada pelos esforços políticos — com uma liberdade nunca conhecida antes. (terceira edição). em fevereiro de 1878: "A negação da existência de Deus e do futuro estado. pg 242. nos livraram de uma massa de superstições tenebrosas e degradantes. e na firme convicção que a remoção de falsas crenças. mas como Josefo testifica. elas "eram justamente acreditadas como de origem divina". mas que se existe um Deus. comprimida. 3. Daniel. e até "dispostos a morrer por elas" (Josefo. Ele não é Todo-poderoso. (Essays. Mas um mundo que é intelectual e profundamente interessado no significado dessas questões.Notas de Rodapé do Capítulo 1 [1] De acordo com Mill. É igualmente óbvio que o sol se move em torno da Terra. 21 . por meio de um intervalo perigoso antes que a ciência social possa preencher o trono vago. é o destronamento da consciência. preencheu o mundo com revoluções e guerras. veja Pusey. e das autoridades ou instituições fundadas sobre elas.. [3] Elliot. [5] Não posso deixar de mostrar o seguinte excerto de um artigo escrito pelo professor Goldwin Smith. pg 362-376. pode ver sem o mais sério temor. é claro. mas como um testemunho para Deus quando o tempo chegar. Apiom. etc. Não é que há um Deus. por que isso é somente provável. em uma palavra. Daniel. As antigas Escrituras hebraicas foram assim consideradas por aqueles que tinham sido divinamente indicados para terem a custódia delas. [4] Elliot. enquanto isso. que lê com avidez tudo o que está escrito sobre elas. 1. isso inevitavelmente degenera para uma forma degradante de fé. 373.

ó Pai. Ninguém pode ter um título maior junto ao seu nome. o bom rei Josias. um jovem filho de Josias. ao mesmo tempo em que determinou o direito de primogenitura para a família favorita de José. Nabucodonosor. Ao se revoltar contra Judá. esquecendo-se da adoração a Jeová. em sua marcha de volta ao Egito. impor uma pesada tributação sobre a terra e definir a sucessão do trono. [11] Pusey. pg 25. Isaías. confiou o cetro à casa de Judá. chefiando os exércitos de seu pai e. apareceu diante de Jerusalém para confirmar a suserania. A grande predição das setenta semanas foi uma mensagem entregue a ele por um anjo. que falou com ele como um homem fala com outro homem. e no Espírito Santo". Atos 17 representa a pregação à qual o apóstolo estava aludindo. que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos. é essencial que os principais eventos da história política dos tempos sejam mantidos à vista. Mal terminou a lamentação pública por Josias. Um estranho à dieta de um profeta [2] e às vestimentas de um profeta. Não há contraste algum objetivado entre Deus em um lado. quando o faraó. que sem dúvida alguma se recomendou ao soberano do Egito pelas mesmas qualidades que talvez tivessem induzido seu pai a preteri-lo. embora. pref. o grande Príncipe do Cativeiro certamente não o teria usado. Jeoacaz. Todavia. ele teve visões e registrou o que viu. Daniel.[8] alla kai en dunamei kai en pneumati agio [1 Tessalonicenses 1:5] "mas também em poder. CAPÍTULO 2 DANIEL E SEU TEMPO "O profeta Daniel". ao entrar na Judéia. [1] Como o "discípulo amado" nos tempos messiânicos. e o império que o gênio de Nabopolassar estava então formando no norte. príncipe real de Babilônia. A posição geográfica de seu território a marcava para esse destino. e que no mesmo sentido o Espírito Santo não está nos céus. pois foi assim que o Messias se referiu a ele. No terceiro ano após esses eventos. produziram uma divisão nacional com a ascensão de Reoboão. a nação já tivesse caído em um estado de profunda vassalagem. Que poder milagroso existia nas igrejas gentílicas é claro em 1 Coríntios 12. Naquela luta.. [5] Ele ainda era um menino quando ocorreu a fracassada invasão do Faraó Neco à Caldéia. O povo nunca aquiesceu no coração com o decreto divino que. embora mantidos em xeque pela influência pessoal de Davi. Após dois séculos e meio sem uma única passagem brilhante em sua história. ele viveu no meio de todo o luxo e pompa de um palácio oriental. ele 22 . ele era o homem mais importante no maior império da Antigüidade. Judá ainda reteve uma independência nominal. Objetar que isso referenciava os milagres que seguiram à pregação é trair a ignorância das Escrituras. e a salvação é o dom de Deus [Efésios 2:8]. O verão da glória nacional de Israel foi tão curto quanto brilhante. a suserania na Judéia tornou-se inevitavelmente um teste pelo qual seus antigos inimigos além da fronteira do sul. Próximo ao rei. O profeta nasceu exatamente no mesmo ano que é reconhecido como a época do Segundo Império Babilônio. [2 Reis 23:33-35. um século já tinha transcorrido desde a data de sua extinção nacional. [2 Reis 23:29. tinha sido coroado após a morte de seu pai. apoiaram a Babilônia. mas nos céus. 2 Crônicas 35:20]. Senhor do céu e da terra. mas na Terra. [3] e seus mútuos ciúmes e feudos. Dai as solenes palavras de Cristo. nem ainda entre diferentes tipos de poder. eles foram levados em cativeiro para a Assíria. Josias não somente perdeu a vida. na verdade. exigiu a submissão do rei de Judá. e poder do outro. Faraó alterou o nome dele para Jeoiaquim e o estabeleceu no reino como um vassalo do Egito. [4] e quando Daniel nasceu. mas há um senso real em que o Pai e o Filho não estão na Terra. e o esplendor muito maior do reinado de Salomão. "falaram inspirados pelo Espírito Santo" [2 Pedro 1:21] mas Daniel não proferiu essas palavras "que saíram da boca de Deus". mas a questão é. [10] Tal fé está inseparavelmente conectada com a salvação. Ezequiel e os demais. Após um cerco sobre o qual a história não dá muitos detalhes." [Mateus 11:25]. seus parentes e o soberano. 2 Crônicas 36:3. mas comprometeu ainda mais o destino de sua casa real e a liberdade de seu país. e as revelaste aos pequeninos. e não foi até o fim de uma longa vida como estadista que ele recebeu as visões registradas nos capítulos finais de seu livro. Jeremias.4]. mas foi deposto pelo faraó em favor de Eliaquim. "Graças te dou. testariam as reivindicações de supremacia. Vivendo na metade do caminho entre o Nilo e o Eufrates. ao distribuir as dignidades tribais. os israelitas também apostataram de Deus e. o evangelho que produziu essas igrejas apela aos milagres para confirmá-lo? Pode alguém ler os primeiros quatro capítulos de 1 Coríntios e reter dúvidas com relação à resposta? [9] Deus é onipresente. caíram em flagrante e aberta idolatria. [6] partiu em uma expedição de conquista. Para compreender essas profecias corretamente.

tudo levou para Babilônia. e mofaram dos seus profetas. E os que escaparam da espada levou para Babilônia. nem dos velhos. não deixando nada para trás. que mais nenhum remédio houve. O local foi então entregue ao fogo e à espada. até que os setenta anos se cumpriram. Nabucodonosor determinou infligir um castigo exemplar à cidade rebelde e a seus habitantes e. até que a terra se agradasse dos seus sábados. ele abertamente se rebelou. "Eles. Daniel 1:1-2] Três anos mais tarde. embora durante o restante de seu reinado seu território tenha sido freqüentemente invadido por tropas de caldeus. este é um sinal de prova da força natural da antiga Jerusalém. exceto uma parte dos vasos sagrados do templo. que estava ele mesmo entre os cativos [Ezequiel 1:2]. colocando-se como chefe de todas as forças de seu império. Nabucodonosor "matou os seus jovens à espada. A servidão a Babilônia tinha sido predita já nos dias de Ezequias [2 Reis 20:17] e após o cumprimento da profecia de Isaías a seu respeito. de modo que os babilônios foram compelidos a levantar o cerco e se retirar da Judéia. [Jeremias 37:1. Nabucodonosor retornaria para destruí-los totalmente e fazer de toda a terra "um deserto e um espanto" [Jeremias 24:8-10. [Ezequiel 17:15]. o rei Zedequias e o "restante de Jerusalém que ficou na terra" foram advertidos que a resistência ao decreto divino que os sujeitava ao jugo de Babilônia traria sobre eles julgamentos muito mais terríveis que qualquer um deles tinha conhecido. Como Deus tinha tratado com os pais deles por quarenta anos no deserto. Jeoiaquim se rebelou. assim por quarenta anos este último julgamento foi retardado "porque se compadeceu do seu povo e da sua habitação. todos os dias da assolação repousou. [2 Reis 24:1. esse sucesso temporário dos judeus serviu apenas para exasperar o rei de Babilônia e para tornar o destino deles mais terrível do que a última vez que ele tinha tomado a cidade. um jovem de dezoito anos. e todos os seus palácios queimaram a fogo." [8] Esta é a descrição do cronista sagrado da primeira destruição de Jerusalém.7. E todos os vasos da casa de Deus." [2 Reis 24:14]. ele saqueou a cidade de tudo o que tinha valor e transportou os tesouros para Babilônia. a todos entregou na sua mão. pela boca de Jeremias. pois as forças egípcias vieram apressadamente em seu auxílio. Conseqüentemente. rendeu-se imediatamente com sua família. de modo que Nabucodonosor se retirou sem tomar despojos. de acordo com a era do profeta Ezequiel. nem dos decrépitos. quando as predições da suprema catástrofe de Judá serão cumpridas. destruindo também todos os seus preciosos vasos. Daniel entre eles. na casa do seu santuário. nem das donzelas. e derrubaram os muros de Jerusalém. Jeremias 34:1] ele mais uma vez invadiu a Judéia e cercou a cidade santa. grandes e pequenos. Jeoiaquim reconquistou sua liberdade e seu trono prometendo aliança à Babilônia. Esse foi o "cativeiro do rei Jeoiaquim". [9] 23 . o fraco e ímpio rei foi enganado pelo testemunho desses falsos profetas e.5. rivalizada em tempos posteriores pelos horrores do evento sob o efeito do qual ela ainda está prostrada. e sem cativos. os exércitos dos caldeus mais uma vez cercaram Jerusalém. Em sua primeira invasão ele tinha se mostrado magnânimo e leniente. [7] Joaquim. a despeito das solenes e repetidas advertências de Jeremias. que tinha acabado de suceder ao trono. e destinado a ser superado em dias ainda por vir. zombaram dos mensageiros de Deus." [2 Crônicas 36:15] Por quarenta anos a voz do profeta não ficou em silêncio em Jerusalém. os tesouros da casa do SENHOR. Para que se cumprisse a palavra do SENHOR. que após setenta anos serem cumpridos. eles seriam restaurados à sua terra. Os judeus resistiram com o fanatismo cego que a falsa esperança inspira. 25:9. 27:3-8] No entanto. e os tesouros do rei e dos seus príncipes. Jeremias foi encarregado com uma mensagem divina de esperança aos cativos. cinco anos se passaram antes que os exércitos de Babilônia retornassem para impor a conquista da Judéia. [Jeremias 29:10] Mas enquanto o exilados estavam assim confortados com as promessas de bem. Os eventos parecem a princípio justificar a conduta de Zedequias. Destarte. Zedequias. tendo obtido a promessa de apoio militar do Egito. que transportou para a casa de seu deus. [2 Reis 25:1. Entretanto. a quem Nabucodonosor selecionou para adornar sua corte como príncipes vassalos. mas agora tinha de não apenas afirmar a supremacia.11] Entretanto. e fizeram-se servos dele e de seus filhos. mas punir a rebelião. que por dezoito meses [2 Reis 25:1-3] manteve os inimigos à distância. exceto alguns poucos jovens da semente real de Judá. foi deixado como rei ou governador da cidade despojada e despovoada. falsos profetas se levantaram para alimentar a vaidade nacional predizendo a rápida restauração da sua independência [Jeremias 28:1-4] e. e cedeu no fim à fome e não à força. tendo jurado por Jeová aliança ao suserano. E queimaram a casa de Deus. mas. até que o furor do SENHOR tanto subiu contra o seu povo.capturou a cidade e tomou o rei como prisioneiro de guerra." [2 Crônicas 36:17-21]. até ao tempo do reino da Pérsia. e desprezaram as suas palavras. O tio de Joaquim. criados e oficiais [2 Reis 24:12] e uma vez mais Jerusalém ficou à mercê de Nabucodonosor. e não teve piedade nem dos jovens. "senão o povo pobre da terra. 2 Crônicas 36:6. porém.

em Five Great Monarchies (vol 3. "O sangue corre gelado e o coração adoece diante desses horrores sem paralelos. Essas afirmações. É com as visões que estamos especialmente interessados aqui. [4] A divisão do reino ocorreu em 975 AC. A palavra "pulse". parecem ter sido considerados a partir da data da promessa de bênçãos às dez tribos. pois não têm influência imediata na profecia. o cativeiro na Assíria ocorreu em 721 AC. [3] "Porque Judá foi poderoso entre seus irmãos. e novamente retornou para destroná-lo e colocar Zedequias no trono. [8] 2 Crônicas 36:16. é de grande importância. 1.Notas de Rodapé do Capítulo 2 [1] Acredito que minha crença no caráter divino do livro de Daniel parecerá bem clara nestas páginas. presumivelmente no segundo ano antes da divisão. para o propósito da presente investigação. e os pés parte de ferro e 24 . Com esses. e dele veio o soberano. Jews. a inspiração começou no registro que eles receberam. Hist. mas o Dr. O segundo capítulo. são tornadas improváveis por comparação. Daniel e seus companheiros tornaram-se vegetarianos. 6 Cap. quarto." [1 Crônicas 5:2]. que foram meramente os recipiendários da revelação. 3) Nabucodonosor na sua segunda invasão encontrou Jeoiaquim ainda no trono e foi ele quem o sentenciou à morte e fez Joaquim rei. A narrativa do terceiro. o livro mais convenientemente se dividirá entre os seis primeiros capítulos e os seis últimos. [2] Citar Daniel 1:12 em oposição a isso envolve um óbvio anacronismo. em 977 AC (1 Reis 11:29-39). pg 403). especificados em Ezequiel 4:6. porém a primogenitura foi de José. e a cronologia prova isso. os peitos e os braços de prata." "Parece até que Jerusalém é um lugar sob uma maldição peculiar. isto é. o corpo de bronze. Apiom. Veja Jeremias 1:3 e 25:3. embora não absolutamente inconsistentes com 2 Reis 24. de acordo com Ezequiel 4:5. além disso. Sem dúvida. o rei Nabucodonosor viu uma grande estátua. CAPÍTULO 3 O SONHO DO REI E AS VISÕES DO PROFETA A distinção entre as porções hebraica e caldéia dos escritos de Daniel [1] permite uma divisão natural. A distinção que desejo marcar aqui é entre profecias que os homens foram inspirados para proferir e as profecias como as de Daniel e João. Josefo. a cabeça da qual era de ouro. portanto. Os 390 anos do pecado de Israel. pg 491). Ele diz que o rei de Babilônia logo depois se tornou desconfiado da fidelidade de Joaquim. Jeremias profetizou a partir do décimo terceiro ano de Josias (627 AC) até a queda de Jerusalém no décimo primeiro ano de Zedequias (587 AC). De acordo com Josefo (Ant. a importância da qual aparecerá em uma cuidadosa consideração do todo. a primeira porção sendo basicamente histórica e didática. [2] Em um sonho. 10. quinto e sexto capítulos está além da abrangência destas páginas. esse período são os quarenta anos do pecado de Judá.000. [9] Os horrores do cerco e da captura de Jerusalém por Tito superam tudo que a história registra de eventos similares. 19). no hebraico aponta geralmente para comida vegetal. narra-os em todos seus horríveis detalhes. pois dá a base para as visões posteriores. Elas são adotadas pelo cônego Rawlinson. [5] 625 AC. Sua estimativa do número de judeus que pereceram em Jerusalém é de 1.100. [6] Berosus assevera que essa expedição ocorreu durante a vida de Nabopolassar (Josefo. feitas pelo profeta Aías a Jeroboão. ela provavelmente testemunhou uma porção muito maior de miséria humana do que qualquer outro lugar no mundo". — MILMAN. Mas. que foi ele mesmo uma testemunha deles. e tomamos refúgio em um tipo de esperança desesperada que eles têm sido exagerados pelo historiador. Veja no Apêndice 1 as datas desses eventos e a cronologia do período. porém.. [7] 2 Reis 24:1-2. as pernas de ferro. Comer carne da mesa dos gentios teria envolvido uma violação da lei. e a última contendo o registro das quatro grandes visões que foram dadas ao profeta em seus anos finais. e incluiria um prato tão apetitoso quanto aquele pelo qual Esaú vendeu seu direito de primogenitura (compare Gênesis 25:34). Pusey adere à narrativa das Escrituras (Daniel.

pois. esmiúça e quebra tudo. Mas. mas o estabelecimento de um reino que "esmiuçará e consumirá todos esses reinos". pois viste o ferro misturado com barro de lodo. [5] A interpretação do sonho do rei elevou imediatamente o cativo exilado ao cargo de GrãoVizir de Babilônia [Daniel 2:48]. assim ele esmiuçará e fará em pedaços. e em parte de ferro. que caiu e foi esmiuçada. e as aves do céu. quando o rei medo tornou-se o senhor da cidade das muralhas largas. na tua mão entregou os animais do campo. sem auxílio de mãos. Que o primeiro foi o reino de Nabucodonosor é dito claramente [Daniel 2:37. o qual dominará sobre toda a terra." [Salmos 72:11]. tu és a cabeça de ouro. e for "por uma parte forte e por outra parte frágil". misturar-se-ão com semente humana. mas unicamente das visões preconcebidas dos intérpretes. Mas é suficiente aqui enfatizar o fato. uma posição de confiança e honra que ele provavelmente manteve até que foi exonerado ou se aposentou no cargo durante o reinado de um ou outro dos dois últimos monarcas que sucederam a Nabucodonosor no trono. seu cumprimento não poderia pertencer ao tempo do primeiro advento. nos dias desses reis. E depois de ti se levantará outro reino. não com teorias proféticas. o poder." [Daniel 2:37-45]. ou Seu reino. mas com o significado das palavras comuns. "E todos os reis se prostrarão perante ele. na verdade. a prata e o ouro. ó rei. É igualmente claro que a catástrofe ocorrerá quando o quarto império se tornar dividido. E o quarto reino será forte como ferro. a ser seguida pelo estabelecimento de "um reino que não será jamais destruído". e tendo em mente a distinção entre o que é duvidado e o que é duvidoso. que tinha sido perdida por Judá. sua fama ainda era grande entre os mais velhos e. o bronze. não precisa haver controvérsia sobre a identidade dos impérios ali descritos como Babilônia. mas não se ligarão um ao outro. E. cortada sem o auxílio de mãos. portanto. Foi um cetro imperial que foi confiado ao Filho de Davi. E como os dedos dos pés eram em parte de ferro e em parte de barro. e o que a profecia prediz não é a ascensão e expansão de um "reino espiritual" no meio dos reinos terreais. contudo haverá nele alguma coisa da firmeza do ferro. [6] No entanto. Nenhum cristão duvida que "a pedra cortada sem o auxílio de mão" tipifica o próprio Cristo. primeiro ao caráter da catástrofe final simbolizada pela queda e destruição da estátua. como o ferro. inferior ao teu. Portanto. Certo é o sonho. controvérsia alguma sobre seu caráter geral e abrangência. o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído. revelado em termos mais claros a Daniel em seu exílio. e a pedra tornou-se um grande monte que ocupou toda a terra. [Daniel 8:20-21] O quarto império. da maneira que viste que do monte foi cortada uma pedra. precisa necessariamente ser Roma.parte de barro. e a Jeremias em meio às dificuldades em Jerusalém. foi então lançada sobre os pés da estátua. ela se refere a eventos ainda por vir. [4] As únicas questões que surgem relacionam-se. e fiel a sua interpretação. assim como o ferro não se mistura com o barro. em parte de barro de oleiro. apesar de seus anos avançados. Essas foram as promessas que Salomão herdou. o barro. A soberania predita de Judá passou bem além dos limites da mera supremacia entre as tribos de Israel. A cena da noite fatal do banquete de Belsazar sugere que Daniel estava há tanto tempo afastado que o jovem rei regente não conhecia nada de sua fama. e a breve glória de seu reinado deram provas de quão completamente elas poderiam ter sido realizadas [2 Crônicas 9:22-28] se ele não tivesse se desviado e trocado pelos prazeres sensuais do presente as possibilidades mais esplêndidas que foram abertas diante do homem mortal. O sonho de Nabucodonosor da grande estátua e a visão de Daniel na interpretação desse sonho. que assim a soberania da terra. a força. Uma pedra." [Salmos 89:27]. de bronze. [3] A interpretação está nestas palavras: "Tu. assim por uma parte o reino será forte. ele foi mais uma vez convocado para um cargo de alto escalão por Dario. e quaisquer dificuldades que tenham sido levantadas dependem de modo algum da linguagem da profecia. e ela esmiuçou o ferro. [7] 25 .38] e uma visão posterior nomeia expressamente o império Medo-Persa e o império de Alexandre como sendo "reinos" distintos dentro do intervalo de tempo da profecia. como o ferro que quebra todas as coisas. esmiuçará e consumirá todos esses reinos. todas as nações o servirão. e a glória. isso será um reino dividido. a quem o Deus do céu tem dado o reino. Não há. "Também o farei meu primogênito mais elevado do que os reis da terra. o grande Deus fez saber ao rei o que há de ser depois disto. e um terceiro reino. Portanto. quanto ao que viste dos pés e dos dedos. É desnecessário discutir aqui em detalhes as porções anteriores dessa profecia. e este reino não passará a outro povo. Pérsia. e segundo ao tempo de seu cumprimento. e por outra será frágil. para permanecer com eles até o dia quando "o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído" [Daniel 2:44]. E onde quer que habitem os filhos de homens. mas ele mesmo subsistirá para sempre. Grécia e Roma. Estamos lidando aqui. e fez que reinasse sobre todos eles. Não menos claro é que seu cumprimento era para ser uma crise súbita. Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo. foram uma revelação divina que o cetro perdido da casa de Davi tinha passado para as mãos dos gentios. fora solenemente entregue aos gentios. és rei de reis.

reinos. [12] A terra romana será um dia dividida em dez reinos separados. foram um período do mais brilhante reavivamento espiritual pelo qual sua nação já tinha sido abençoada. Ao tempo da última visão mais de quarenta anos tinham se passado desde que Jerusalém tinha sido deixada em ruínas. pg 8. 1. [10] Ele acrescenta. cujos dentes eram de ferro e as suas unhas de bronze. A captura de Jerusalém. e ele carregou consigo para a corte de Nabucodonosor uma fé e piedade que suportaram todas as influências adversas que eram abundantes naquele cenário. O cativeiro de Daniel e de seus três companheiros. e tempos. por um tempo. Os detalhes da visão. embora politicamente tenebrosos e problemáticos. Até que veio o ancião de dias. E. e eles serão entregues na sua mão. O caráter e curso do quarto império são o assunto proeminente da visão posterior. que era diferente de todos os outros. muito terrível." [versos 17. [8] O Daniel do segundo capítulo era um homem jovem que tinha acabado de entrar em uma carreira de extraordinária dignidade e poder. "Estes grandes animais. daquele mesmo reino se levantarão dez reis. cuja destruição será um dos eventos do segundo advento de Cristo. embora interessantes e importantes. o qual será diferente dos primeiros. e todos os domínios o servirão. ainda possuía um coração tão fiel a Deus e ao Seu povo como quando. e de eternidade em eternidade. Notas de Rodapé do Capítulo 3 [1] "A porção caldéia de Daniel começa no quarto verso do segundo capítulo e continua até o fim do sétimo capítulo" — Tregelles. e o possuirão para todo o sempre. e eles tirarão o seu domínio. para o destruir e para o desfazer até ao fim. e fez justiça aos santos do Altíssimo. Eu olhava. e seus progressos em Babilônia. que são quatro. O profeta então começa a recapitular a visão e sua linguagem permite uma resposta explícita à única questão que pode sensatamente ser levantada sobre as palavras que acabam de ser citadas. Aqui novamente os principais contornos da profecia parecem claros. Mas os santos do Altíssimo receberão o reino. podem aqui passar sem observação porque a interpretação dada é tão simples e definitiva que as palavras não podem deixar espaço para dúvida em qualquer mente sem preconceitos. Os anos de sua infância em Jerusalém. o seu reino será um reino eterno. mas ambas as profecias são igualmente explícitas que esse império em sua fase final será trazido para uma súbita e exemplar destruição por uma manifestação do poder divino na Terra. A data da visão anterior foi aproximadamente o tempo da revolta de Joaquim. e diante do qual caíram três. e o domínio. daquele que tinha olhos. isto é. Mas o juízo será estabelecido. e abaterá a três reis. [8] Os dez dedos da estátua no segundo capítulo têm suas correlações nos dez chifres do quarto animal no sétimo capítulo. fazia em pedaços e pisava aos pés o que sobrava. O Daniel do sétimo capítulo era um santo já idoso que. e a fará em pedaços. isto é." Essa foi a investigação da profecia. ele entrou pelas portas da cidade das muralhas largas como um cativo e um estrangeiro sem amigos. e a pisará aos pés. e uma boca que falava grandes coisas. e eis que este chifre fazia guerra contra os santos. como poucos já conheceram. e prevaleceu contra eles. e a partir de um desses se levantará aquele terrível inimigo de Deus e de Seu povo. e cujo parecer era mais robusto do que o dos seus companheiros. Enquanto os quatro impérios que foram destinados sucessivamente a deter o poder soberano durante "o tempo dos gentios" estão representados no sonho de Nabucodonosor pelas quatro divisões da grande estátua. e depois deles se levantará outro. e lhe obedecerão. "Então tive desejo de conhecer a verdade a respeito do quarto animal. que devorava. (isto é. [2] A seguinte análise do livro de Daniel pode ajudar no estudo do mesmo: Cap. quando o orgulho racial e o credo ainda levavam os judeus a sonharem com a independência. são quatro reis. se o "reino dos santos" seguirá imediatamente após o encerramento do quarto império gentílico. Que ela ainda não foi cumprida é uma questão simples de ver. Se a história registra qualquer evento que possa estar dentro da abrangência dessa profecia é uma questão de opinião. e devorará toda a terra. e do outro que subiu. Aqui está a interpretação que lhe foi dada em resposta: "O quarto animal será o quarto reino na terra. (606 AC). compare verso 23) que se levantarão da terra. ele foi fiel ao Deus de seus pais. e também a respeito dos dez chifres que tinha na cabeça.18]." [Daniel 7:19-27]. alguns sessenta anos antes. 26 . quanto aos dez chifres. e chegou o tempo em que os santos possuíram o reino. tendo passado por provações. e a metade de um tempo. e destruirá os santos do Altíssimo. E o reino. eles estão aqui tipificados por quatro animais selvagens. Daniel. e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo. E proferirá palavras contra o Altíssimo. e cuidará em mudar os tempos e a lei. e o último rei da casa de Davi tinha entrado acorrentado pelos portões de bronze da Babilônia. o qual será diferente de todos os reinos.Mas tanto na prosperidade quanto na aposentadoria.

diferentes uns dos outros. [3] A dificuldade conectada com a data desta visão (o segundo ano de Nabucodonosor) é considerada no Apêndice 1. A estátua de ouro de Nabucodonosor é levantada para todos seus súditos adorarem. e disse: Eu estava olhando na minha visão da noite. nem perderá sua superioridade. e posto em pé como um homem." Como ele indica." (Veja Gênesis 28:15) O significado da profecia. que brotará dele. 5. o qual se levantou de um lado. e foi levantado da terra. Seu nascimento teria ocorrido. 3. [9] O seguinte é a visão conforme registrada em Daniel 7:2-14: "Falou Daniel. desde os dias de Samuel [2 Crônicas 35:18-19. portanto. E quatro animais grandes. [4] Confira Daniel 2:38 e Jeremias 27:6-7. Continuei olhando. subiam do mar. — A afirmação de Gênesis 49:10 pode parecer à primeira vista se chocar com esta: "O cetro não se arredará de Judá. Cap." Mas. Cap. que é a manca e insatisfatória explicação geralmente adotada. mas pelo menos vamos aceitar a linguagem das Escrituras. nem o legislador dentre seus pés. O sonho de Nabucodonosor da Grande Estátua (603-602 AC). até que será exaltado para honra e glória maiores por meio do grande Remidor. Hengstenberg corretamente interpretou isto (Christology. semelhante a um urso. até que venha Siló. e eis que os quatro ventos do céu agitavam o mar grande. um tipo de rei que nunca tinha havido em Israel. 2. e não cair no cego absurdo de esperar o cumprimento de teorias baseadas naquilo que os homens conjeturam que os profetas devem ter predito. foram-lhe arrancadas as asas. o medo (538 AC). [7] Daniel 6:1-2. mas de fato. 9. A visão de Daniel dos Quatro Animais (541 AC ?). na época de Nabopolassar e cerca de três anos depois da morte de Josias. O primeiro era como leão. 6. como provam os eventos. 2 Reis 23:25]. Cap. recusa-se a adorá-lo e é lançado na cova dos leões. Daniel é promovido por Dario. não era que Judá iria exercer o poder real até Cristo. e a ele se congregarão os povos. Cap. e eis aqui o segundo animal. conforme sugerido anteriormente. O banquete de Belsazar.Cap. Cap. em aproximadamente 625 AC. e a quem não somente os judeus. A idade até a qual ele viveu torna igualmente improvável que ele tivesse mais. Arnold's trans. Os três companheiros de Daniel são lançados na fornalha de fogo. 78): "Judá não cessará de existir como uma tribo. Babilônia é conquistada por Dario. "até freqüentemente significa até e após. mas que a preeminência de Judá deve ser irrevogavelmente estabelecida em Cristo — não espiritualmente. 10-12: A última visão de Daniel (534 AC). no reino a respeito do qual Daniel profetiza. Veja a tabela cronológica no Apêndice 1. post. A oração de Daniel: a profecia das Setenta Semanas (538 AC). Cap. Seu livramento e subseqüente prosperidade (537 AC ?). Daniel não poderia ter menos de oitenta anos naquele tempo. 7. e foi-lhe dado um coração de homem. post. Mas a passagem em 8:27 mostra que Daniel ainda exercia algum cargo na corte. 4. Caps. 27 . A visão de Daniel do Carneiro e do Bode (539 AC ?). e então perdê-lo. [5] Acreditar que tal profecia possa algum dia ser realizada pode parecer fanatismo e tolice. isso não pode significar que o poder real era para ser exercido pela casa de Judá até o advento de Cristo. [8] É improvável que Daniel tivesse menos de 21 anos de idade quando foi colocado na chefia do império no segundo ano de Nabucodonosor. [6] Isso aparece a partir da linguagem da rainha-mãe. em Daniel 5:10-12. enquanto eu olhava. O sonho de Nabucodonosor sobre sua própria loucura e a interpretação de Daniel. Cap. e tinha asas de águia. mas todas as nações da terra obedecerão. Cap. 8.

e um ancião de dias se assentou. foi assim que o próprio Cristo descreveu a era da supremacia dos gentios. ele devorava e fazia em pedaços. e eis que neste chifre havia olhos. foi-lhes tirado o domínio. afirma observar meramente a ordem para distingui-la de outra com a qual ela tem sido confundida. o qual tinha dentes grandes de ferro. e o seu corpo desfeito. e em sua capacidade individual o título possa depender unicamente destas. e pisava aos pés o que sobejava. Na verdade. e as suas rodas de fogo ardente. Sobre essa visão. Daniel. Depois disto eu continuei olhando nas visões da noite. esses autores defendem a idéia que a descrição do terceiro reino faz lembrar Roma. incluindo sessenta e cinco "reinos" têm sido apresentados na controvérsia. Mas. Além disso. a espada ou às urnas -. trazido descrédito sobre todo seu sistema. 616. Mas isso não é tudo. a sua veste era branca como a neve. como os de homem. quanto aos outros animais. (veja Apêndice 2. desde o início até o encerramento dos tempos dos gentios. Média. o segundo. e o dá a quem quiser. — o poder que eles detêm é delegado divinamente. e. o seu domínio é um domínio eterno. 28 . ao trono de Babilônia não envolveu uma mudança do império. e o seu reino tal. semelhante a um leopardo. até em uma obra de pretensões como The Speaker's Commentary (vol. mas o fato que vinte e oito diferentes listas. E foi-lhe dado o domínio. Depois disto. e muito forte. entre eles subiu outro chifre pequeno. O experiente autor de Ordo Saeclorum (Cap. de acordo com essa visão. [12] Apela-se para o estado da Europa durante e após o desmembramento do Império Romano como um cumprimento disso. é o assunto das primeiras visões do profeta. embora os monarcas pareçam dever seus tronos às reivindicações dinásticas. e a honra. devora muita carne. e eis aqui outro. Excursus on the Four Kingdoms). Não há presunção contra encontrar em tempos passados uma realização parcial dessa profecia. o primeiro. e uma boca que falava grandes coisas. pg 78-79. Eu continuei olhando. terrível e espantoso. citando Maitland. e foi-lhe dado domínio. e tinha quatro asas de ave nas suas costas. Portanto. como em muitos outros pontos. é uma prova de quão sem valor é a evidência de qualquer um desses cumprimentos. e foi-lhe dito assim: Levanta-te. Estando eu a considerar os chifres. e seu trono era de chamas de fogo.). que não será destruído. e o reino. pg 333.). Essa visão. tinha também este animal quatro cabeças. para que todos os povos. Roma. nações e línguas o servissem. com a qual o nome do professor Wescott está identificado. estive olhando até que o animal foi morto. era diferente de todos os animais que apareceram antes dele. e entregue para ser queimado pelo fogo. até que foram postos uns tronos. o livro de Daniel distingue expressamente Babilônia. ignorando o fato que o território que Augusto governou incluía um distrito considerável tanto na Ásia quanto na África. e tinha dez chifres. os reinos são Babilônia. Eu estava olhando nas minhas visões da noite. eis que. e o cabelo da sua cabeça como a pura lã. e milhões de milhões assistiam diante dele. por causa da voz das grandes palavras que o chifre proferia. Média. [11] Daniel 7:19-27. a escola histórica de intérpretes tem aqui. e abriram-se os livros." [10] Certos autores advogam uma interpretação dessas visões que associa os "quatro reinos" a Babilônia.tendo na boca três costelas entre os seus dentes. e o fizeram chegar até ele. Um rio de fogo manava e saía de diante dele. o terceiro. que não passará. em vez de a Grécia. etc. e eis aqui o quarto animal. Os homens vieram a considerar a Terra como seu próprio domínio e a rejeitar a idéia da interferência divina em seus negócios. Pérsia e Grécia como "reinos" dentro da abrangência da profecia. ante). Mas. e dirigiu-se ao ancião de dias. conforme já observado (pg 32. o quarto será um reino futuro que se levantará nos últimos dias. eu continuei olhando. veja Pusey." [Daniel 4:25]. Deus tomou o cetro que tinha confiado à casa de Davi e o transferiu às mãos dos gentios. contendo muito pouco que mereça atenção. e eis que vinha nas nuvens do céu um como o filho do homem. o medo. No exercício dessa alta prerrogativa. 6. milhares de milhares o serviam. a história desse cetro durante todo o período. Pérsia e Grécia. argumenta que a ascensão de Dario. que por sua vez segue Lacunza (Ben Ezra). pois o "Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens. assentou-se o juízo. todavia foi-lhes prolongada a vida até certo espaço de tempo. Nota C. CAPÍTULO 4 A VISÃO JUNTO AO RIO ULAI "O tempo dos gentios". Pérsia. diante do qual três dos primeiros chifres foram arrancados. Então estive olhando.

os eventos descritos são expressamente definidos como do "último tempo da ira". seu povo estava em cativeiro. mas o pensamento é ímpio que a proclamação não foi genuína e verdadeira no sentido mais estrito possível. As correntes de superfície da responsabilidade humana e da culpa humana não são afetadas pela maré imutável e profunda do conhecimento prévio e da soberania de Deus. qual nunca houve. 8:27] Uma longa vista dos eventos parecia assim estar diante da realização das bênçãos prometidas à sua nação e. Ela trata somente dos dois reinos que estavam representados pela porção do meio. embora não tão geralmente admitido. apesar disso. não pode deixar de ser reconhecido que seus mais chocantes detalhes ainda permanecem totalmente sem cumprimento. Que a carreira de Antíoco Epifânio esteve de uma forma especial dentro da abrangência e significado dessa profecia é algo inquestionável. Portanto. conhece bem a questão. um dos quais era mais alto que o outro. podemos eliminar a história do mundo desde o tempo de Augusto até a hora presente. revelaríamos estranha e obstinada ignorância se duvidássemos do projeto deliberado que deixou esse longo intervalo da nossa era cristã como um branco nas profecias de Daniel. foi seu terrível e ímpio grito diante do tribunal de Pilatos e. [3] Um ponto de contraste com a profecia do quarto reino gentio exige uma observação muito enfática. Uma data definitiva pode ser atribuída ao advento dos três primeiros reinos da profecia. em outras palavras. Antes disso. e a história dos trinta e três anos entre as batalhas de Isso e Ipso. [Daniel 7:28. campos e colinas que possam existir no meio. é desnecessário embaraçar ainda mais o assunto especial destas páginas com qualquer uma dessas discussões. seguida por sua divisão entre seus quatro sucessores. A partir de um desses chifres surgiu um chifre pequeno. embora tenha crescido por último. E. é assim que os dois adventos de Cristo são trazidos aparentemente juntos nas Escrituras do Velho Testamento. pois rejeitaram seu Rei e Salvador. Como quando os picos das montanhas se destacam juntos no horizonte. Mas se esses dezenove séculos tivessem sido acrescentados à cronologia do período para ficar antes de o reino prometido pudesse ser iniciado. e a relativa superioridade da nação mais jovem. como poderia o Senhor ter tomado o testemunho ao cumprimento próximo dessas mesmas profecias e ter proclamado que o reino estava próximo? [6] Aquele que conhece todos os corações. e tempos ainda futuros. [4] compõem a total realização da profecia. e se a data da batalha de Actium for tomada como a época inicial do monstro híbrido que preencheu as cenas finais da visão do profeta — e nenhuma data posterior será atribuída a ela — segue-se que ao interpretar a profecia. A visão do reinado de Alexandre. sugere uma rápida seqüência de eventos. [2] Entretanto. mas agentes livres que usaram sua liberdade para crucificar o Senhor da Glória. os braços e o peito. A ascensão do Império Grego sob a liderança de Alexandre. é tipificada pelo bode com um único chifre entre os olhos. é mesmo assim suficientemente claro. estão representados por um carneiro com dois chifres. [Daniel 8:19] que é "a grande tribulação" dos últimos dias. por dezoito séculos o julgamento tem sido dado a eles. Mas o aparecimento dos dez chifres no quarto animal na visão do Capítulo 7. para alcançar seu clímax no advento do "tempo de angústia. A prova disso é dupla: Primeiro. essas mesmas revelações tornavam essas bênçãos ainda mais certas. A responsabilidade dos judeus era real. parece estar dentro de um período tão breve quanto foi o surgimento dos quatro chifres no bode no Capítulo 8. a visão do profeta no futuro desconsiderou totalmente estes dezenove séculos da nossa era.A visão do Capítulo 8 de Daniel tem uma abrangência mais estreita. apesar de uma ampla expansão de rio. desde que houve nação até àquele tempo. sem perder a seqüência da visão. esse chifre quebrou e deu lugar a quatro chifres que surgiram a partir dele. [1] Segundo. [Mateus 24:21] "o tempo de angústia" que precederá imediatamente a completa libertação de Judá. assim apareciam na visão do profeta esses eventos de tempos agora distantes no passado. [Daniel 2:48. ele tinha testemunhado a destruição do poder babilônio e vira um rei estranho ser entronizado dentro da cidade das muralhas largas. da estátua do segundo capítulo. [5] Ou. sua 29 . "O seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos". e teria sido enganosa e falsa tivesse a profecia predito um longo intervalo da rejeição de Israel antes que a promessa pudesse ser realizada. O Império Medo-Persa. com o Novo Testamento em nossas mãos. Que o cumprimento final dela pertence a um tempo futuro. parecendo quase se tocar." [7] Essas visões estavam cheias de mistério para Daniel e ocuparam a mente do velho profeta com pensamentos perturbadores. representando um rei que se tornaria famoso como blasfemador de Deus e perseguidor do Seu povo. seguida pela divisão de seu império em quatro partes. ao mesmo tempo em que está claro nas páginas da história que essa divisão em dez partes do Império Romano nunca ocorreu. 6:2] mas mesmo assim continuava sendo um exilado. e a culpa deles estava sem desculpas. Eles não foram as vítimas de um destino inexorável que os arrastou para sua condenação. essa visão do carneiro e do bode é importante principalmente como explicação das visões que a precedem. Daniel foi restaurado à posição de poder e dignidade que tinha mantido durante tanto tempo no reinado de Nabucodonosor. Mas a mudança não trouxe esperança a Judá. A revelação mais explícita do Capítulo 9 permite o cálculo dos anos até o primeiro advento do Messias. No que interessa à presente investigação. que tinha sido prometido há tanto tempo.

procurei o significado.300 dias do verso 14. ó Senhor. ele. perdoa. E o bode se engrandeceu sobremaneira. estando na sua maior força. e olha para a nossa desolação. e os dois chifres eram altos. os judeus [Daniel 12:1]. qual nunca houve. e disse: Gabriel. [3] O seguinte é a visão do Capítulo 8: "No ano terceiro do reinado do rei Belsazar apareceu-me uma visão. atende-nos e age sem tardar. E. e se engrandecia. aquele grande chifre foi quebrado. estando eu considerando. E o mistério foi somente aprofundado quando ele se voltou para as profecias de Jeremias. e para o oriente. porque por causa dos nossos pecados. confessando a apostasia nacional. caí adormecido com o rosto em terra. o anjo Gabriel mais uma vez apareceu a ele. Agora.. E ouvi uma voz de homem entre as margens do Ulai. ó Deus nosso. e ferindo-o quebrou-lhe os dois chifres. Assim. mas ele me disse: Entende. e saco e cinzas. quem pode ler essa oração sem se sensibilizar? "Ó Senhor. o qual cresceu muito para o sul. porque a tua cidade e o teu povo são chamados pelo teu nome. tido a visão. abre os teus olhos. e vi. por amor do Senhor. E vi na visão. E disse: Eis que te farei saber o que há de acontecer no último tempo da ira. porque não lançamos as nossas súplicas perante a tua face fiados em nossas justiças. como um príncipe entre seu povo. o qual tinha dois chifres. e me fez estar em pé. Enquanto Daniel estava assim "falando em oração". a mim. e sua terra transformada em um deserto. e sucedeu que. eu estava na cidadela de Susã. Depois ouvi um santo que falava." — isto é. me tocou. vi. e por ele foi tirado o sacrifício contínuo. pois. E se engrandeceu até contra o príncipe do exército. nem havia quem pudesse livrar-se da sua mão. Vi que o carneiro dava marradas para o ocidente. depois daquela que me apareceu no princípio.. para que sejam entregues o santuário e o exército. E dirigiu-se ao carneiro que tinha os dois chifres. E um exército foi dado contra o sacrifício contínuo. e sobre o teu santuário assolado faze resplandecer o teu rosto. E. e para o norte e para o sul. mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo. que eu estava junto ao rio Ulai. Daniel. e das estrelas. e à afirmação do verso 25. com jejum. e aquele bode tinha um chifre insigne entre os olhos. mas. segundo todas as tuas justiças. E vi-o chegar perto do carneiro. mas em tuas muitas misericórdias. porque esta visão acontecerá no fim do tempo. havendo eu. Ó Senhor. e a alguns do exército. e. os teus ouvidos. Notas de Rodapé do Capítulo 4 [1] Faço alusão aos 2. E se engrandeceu até contra o exército do céu. vindo ele. lançou por terra. ó Senhor. pois. ouve. com orações e súplicas. mas sem tocar no chão. tornou-se Jerusalém e o teu povo um opróbrio para todos os que estão em redor de nós. e implorando por restauração e perdão. e os pisou. E levantei os meus olhos." [2] ". e por causa das iniqüidades de nossos pais. ele se lançou diante da presença de Deus. e o bode o lançou por terra. a fim de serem pisados? E ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs. ouve a oração do teu servo. e o santuário será purificado. e eis que se apresentou diante de mim como que uma semelhança de homem. E aconteceu que. Inclina. dá a entender a este a visão.cidade em ruínas. e disse outro santo àquele que falava: Até quando durará a visão do sacrifício contínuo. eis que um bode vinha do ocidente sobre toda a terra. Daniel. na visão. E de um deles saiu um chifre muito pequeno. e o fez. E veio perto de onde eu estava. mas um era mais alto do que o outro. não houve quem pudesse livrar o carneiro da sua mão. e prosperou. para os quatro ventos do céu. por causa da transgressão. filho do homem. [Daniel 9:21. e o pisou aos pés. e lançou a verdade por terra." [Daniel 9:16-19]. veja 8:16] aquele mesmo mensageiro angelical que anunciou tempos mais tarde o nascimento do Salvador em Belém — e. do teu santo monte. ó Deus meu. e ouve. E. e para a terra formosa. estando ele falando comigo. "E se levantará contra o Príncipe dos príncipes. pois não havia força no carneiro para lhe resistir. Aquele carneiro que viste com dois chifres são os reis da Média e da 30 . mas sem mão será quebrado. em resposta às suas súplicas. e caí sobre o meu rosto. e da transgressão assoladora. me amedrontei. porém. e ele fazia conforme a sua vontade. e no seu lugar subiram outros quatro também insignes. e o lugar do seu santuário foi lançado por terra. na província de Elão. pois isso pertence ao tempo determinado do fim. ao qual eu tinha visto em pé diante do rio. e eis que um carneiro estava diante do rio. enfurecido contra ele. todo aquele que for achado escrito no livro. aparte-se a tua ira e o teu furor da tua cidade de Jerusalém. e nenhum dos animais lhe podia resistir. e correu contra ele no ímpeto da sua força. entregou ao profeta a grande predição das setenta semanas. e as suas súplicas. que fixaram em setenta anos o tempo destinado das "desolações de Jerusalém" [Daniel 9:2]. quando vi. desde que houve nação até àquele tempo. por amor de ti mesmo. ó Deus meu. a qual gritou. e para a cidade que é chamada pelo teu nome. e o mais alto subiu por último. e haverá um tempo de angústia.

alguma era de sete vezes setenta na história de Israel. em 333 AC. se levantará um rei. ao descobrir. então levantei-me e tratei do negócio do rei. mas em tempos angustiosos. a parte de Seleuco incluiu a Síria ("o rei do norte"). e para ungir o Santíssimo. e sobre a asa das abominações virá o assolador. a ascensão do Império Romano. levantando-se quatro em lugar dele. Daniel. e para edificar a Jerusalém. Tu. as ruas e o muro se reedificarão. A quem apelaremos para uma interpretação da predição? Não aos judeus. [5] O mesmo comentário aplica-se à visão do segundo capítulo. e no seu coração se engrandecerá. veja Pusey. pg 84. e Ptolomeu ficou com a Terra Santa e com o Egito ("o rei do sul"). e selar a visão e a profecia. e destruirá os poderosos e o povo santo. A batalha decisiva que trouxe o império persa a um fim. mas sem mão será quebrado. Discutir qual teria sido o curso dos eventos tivessem os judeus aceitado a Cristo é mera frivolidade. e destruirá a muitos que vivem em segurança. feroz de semblante. e o grande chifre que tinha entre os olhos é o primeiro rei. ignorando o fato que a história estranha desse povo maravilhoso é marcada em todo seu curso por ciclos cronológicos de setenta e múltiplos de setenta. Mas é legítimo investigar como os judeus que creram. e fará o que lhe aprouver. a morte de Tibério poderia ter levado à divisão imediata dos territórios de Roma e a ascensão do perseguidor predito. que fez de Alexandre o senhor da Palestina. sendo apresentado em uma única visão. no fim do seu reinado. [7] Daniel 12:1. destruirá a cidade e o santuário. Daniel. e para dar fim aos pecados. E eu. conclui que solucionou o problema. Sobre isso. A dificuldade desaparecerá se observarmos quão subitamente o Império Grego foi desmembrado com a morte de Alexandre. para cessar a transgressão. enfraqueci. mas não com a força dele. e sessenta e duas semanas. Mas. e que. não a vitória de Granico no ano precedente. e a distribuição definitiva de seus territórios entre seus quatro principais generais." [4] Foi a batalha de Isso. quando acabarem os prevaricadores. estão inclinados a falsificarem não somente a história. E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias. [1] Sabe e entende: desde a saída da ordem [2] para restaurar. mas não para si mesmo. cerra a visão. e prosperará. por rejeitarem o cristianismo. Mateus 24:21. e destruirá maravilhosamente. e Lisímaco recebeu a Trácia. Alexandre morreu em 323 AC. parte da Bitínia e os territórios entre elas e o rio Meandro. o Príncipe. pois embora sejam os sujeitos da profecia. [6] Isto é. e estive enfermo alguns dias. e isso até à consumação. o reino conforme Daniel tinha profetizado acerca dele. em 331 AC. vendo que a divisão em dez partes do Império Romano e a ascensão do "chifre pequeno" tinham de ocorrer primeiro. E se fortalecerá o seu poder. estão determinadas as assolações. mas suas próprias Escrituras." [Daniel 9:24-27]. é verdadeira. CAPÍTULO 5 A MENSAGEM DO ANJO "Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo. E ele firmará aliança [3] com muitos por uma semana. tudo o que restava não cumprido das profecias de Daniel poderia ter sido cumprido nos anos que ainda tinham de transcorrer das setenta semanas. E pelo seu entendimento também fará prosperar o engano na sua mão. Em uma palavra. e trazer a justiça eterna. e não havia quem a entendesse. Nessa divisão. e até ao fim haverá guerra. sua futura divisão. E a visão da tarde e da manhã que foi falada. e o que está determinado será derramado sobre o assolador. em 301 AC. porém. E espantei-me acerca da visão. mas a Palestina depois disso foi conquistada e mantida pelos selêucidas. e será entendido em adivinhações. inteligentes nas profecias. e de todos os homens os mais profundamente interessados em seu significado. e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação. e o seu fim será com uma inundação. o ter sido quebrado. porque se refere a dias muito distantes. significa que quatro reinos se levantarão da mesma nação. e se levantará contra o Príncipe dos príncipes. que há de vir. e sua destruição final. Não também ao teólogo que tem teorias proféticas a vindicar. talvez. e para expiar a iniqüidade. até ao Messias. e o povo do príncipe. Essa foi a mensagem confiada ao anjo em resposta à oração do profeta suplicando por misericórdias sobre Judá e Jerusalém. Cassandro ficou com a Macedônia e a Grécia.Pérsia. e sobre a tua santa cidade. mas não pela sua própria força. De maneira similar. foi em Arbela. Mas qualquer homem de mente não preconceituosa que leia as palavras sem quaisquer 31 . mas o bode peludo é o rei da Grécia. puderam ter esperado o reino. haverá sete semanas. seguiu a batalha de Ipso. é claro.

[Esdras 5:1. descrito como "setenta semanas". de acordo com essa promessa. [Esdras 6].2. por um personagem descrito como "o príncipe que há de vir". "as ruas e o muro" [5] são enfaticamente mencionados. [10] O decreto de Ciro foi o cumprimento divino da promessa feita a todos do cativeiro no capítulo 29 de Jeremias e. Dario fez a busca nos arquivos babilônios de Ciro e. os judeus retornaram ao trabalho que por tanto tempo ficou interrompido. 4. e quando as notícias chegaram ao palácio da ação aparentemente sediciosa em Jerusalém. a data da própria profecia. era auspicioso para os israelitas. haverá sete semanas. uma ordem divina foi promulgada para a construção do santuário e. [13] Mas embora argumentos plausíveis possam ser apresentados para provar que. [8] por causa da contínua desobediência e rebelião. emitido por Ciro no auge de seu poder. [11] Quando os anos das desolações expiraram. Setenta anos foi a duração indicada para a servidão a Babilônia. para remover todas as dúvidas. a primeira questão que surge é se a história registra qualquer evento que marca sem erro o início da era. [Jeremias 27:6-7. [12] O momento. porque alguns samaritanos resistentes conseguiram estorvar a execução desse edito solene emitido por um déspota oriental. emitiu uma ordem para colocá-lo em efeito. 3. As palavras do anjo são inequívocas: "Desde a saída da ordem para restaurar. em obediência a ela. que Daniel tinha em vista. a única questão é se a história registra o edito para a restauração da cidade. Essa segunda era inicia com a emissão do edito para a reconstrução de Jerusalém — não do templo. a data desse decreto permite prova conclusiva que ele não foi o início das setenta semanas. encontrando o decreto de seu predecessor. prontamente admitirá que em certos pontos principais o significado delas é inequívoco. marca o encerramento dela. e sessenta e duas semanas. E isso explica o aparentemente inexplicável fato que o decreto para reconstruir o templo. foi aumentada pelo fervor religioso contra a idolatria dos magos. [7] Assim. assumiram que as setenta semanas começaram no ano primeiro de Dario. Mas aquela "casa do SENHOR Deus de Israel" é especificada com tal definição exclusiva que não pode de modo algum satisfazer as palavras de Daniel. nem uma pedra seria colocada sobre outra no Monte Moriá. o Príncipe. Mas até que a era das desolações tivesse completado seu curso. a mais plena liberdade foi concedida aos exilados para retornarem à Palestina. Os versos de abertura falam daquele estranho edito pelo qual Ciro autorizou a construção do templo. três decretos de reis persas chamam a atenção. porque. portanto. ou tratado. Foi assim revelado que as bênçãos completas prometidas aos judeus deveriam ser adiadas até o fechamento de um período de tempo. cuja adoração a Jeová recebia a simpatia da fé dos zoroastristas. assim por dezessete anos o segundo período se sobrepôs ao primeiro. As desolações continuaram até o segundo ano de Dario Histapes. Quando nos voltamos para o livro de Esdras. essa aliança será violada na metade da semana pela supressão da religião dos judeus. e um evento definido. O início da semana requerida (em adição às sessenta e nove) para completar as setenta será sinalizado pela assinatura de uma aliança. descrito como o corte do Messias. Como um intervalo de dezessete anos transcorreu entre a data da servidão e o início das "desolações". após o que a cidade e o povo de Daniel [4] seriam estabelecidos nas bênçãos do tipo mais pleno possível. sem esperarem pela permissão da capital. e para edificar a Jerusalém. Realmente. 2. e assim caíram em um erro bem no início da investigação e chegaram a conclusões necessariamente errôneas. [6] 5.5] A onda de agitação política que tinha levado Dario ao trono da Pérsia. têm sua origem no mesmo ponto inicial. Portanto. permaneceu em suspensão até sua morte. Outro período composto de sete semanas mais sessenta e duas semanas é especificado com igual certeza. A servidão terminou com o decreto de Ciro. tanto cristãos quanto judeus. 29:10] Mas outro julgamento de setenta anos de "desolações" fui decretado durante o reinado de Zedequias. e não a da servidão. 1.comentários." Que Jerusalém foi na verdade reconstruída como uma cidade fortificada é absolutamente certo e inequívoco. mas da cidade. ou considerado 32 . até ao Messias. a era completa das setenta semanas e o período menor de sessenta e nove semanas. um edito para o qual uma sanção divina parecia confirmar a vontade inalterada de um rei medopersa. Esse é o segundo evento que permite um possível início para as setenta semanas. Certos autores. [9] Essa foi a era das desolações. exceto as próprias Escrituras e a história da época.

no ano vigésimo do rei Artaxerxes". [Esdras 7:10] sancionado e subsidiado pelo favor do rei. protegidos atrás daqueles muros. nem a abrangência do edito real. O livro de Neemias inicia relatando que enquanto ele estava em Susã. respondeu Neemias. a antiga política de governo dos juízes. Quatro meses mais tarde. peço-te que me envies a Judá. mãos pressurosas estavam ocupadas trabalhando nas ruínas do muro de Jerusalém e. nem a ação dos judeus na busca desse edito. "uma honra de não pequena importância na Pérsia". mas o evento desse vigésimo ano foi nada menos que a restauração da autonomia de Judá. nenhum móvel caro adornava a segunda casa. enquanto que a profecia predisse um decreto para a construção da cidade. para que eu a reedifique." [17] Se essa afirmação não tivesse a sanção de um grande nome. o fato permanece. A dúvida que tem surgido sobre o ponto pode servir como uma ilustração do extraordinário viés que parece governar a interpretação das Escrituras. mas a cidade. sob a liderança de Neemias. o lugar dos sepulcros de meus pais. e acerca de Jerusalém." [18] Permitir a construção do templo era meramente conceder a um povo conquistado o direito de adorar de acordo com a lei do seu Deus. estando diante do rei. a resposta é clara e completa. como o decreto de Dario confirmou o de Ciro. Cinco anos foram suficientes para a erigir a construção que serviria como um santuário para Judá durante os cinco séculos que se seguiram. em conseqüência da qual o significado simples das palavras é criado para dar lugar ao remoto e menos provável. que ele deixa de satisfazer às palavras do anjo. fazemos notório ao rei que. não mereceria nem mesmo uma observação rápida. pois a religião dos judeus não conhece adoração longe dos montes de Sião. por isso foi aquela cidade destruída. O livro de Esdras. sucederá que não terás porção alguma deste lado do rio." Os emigrantes disseram que todos estavam "em grande miséria e desprezo. O segundo capítulo narra como "no mês de nisã. e os seus muros se restaurarem. portanto. Então Neemias respondeu assim: "Se é do agrado do rei. foram além da construção do templo. [20] 33 . Esse decreto foi principalmente uma autorização para "ornar a casa do SENHOR. o mandado de Dario foi o início do período profético. [14] Mas. em notável contraste com o templo que foi erigido nos dias quando a magnificência de Salomão tornou o ouro tão comum em Jerusalém quanto o bronze. era o copeiro do rei. portanto. o aspecto de sua face revelava tristeza.como um edito independente. e tendo sido consumidas as suas portas a fogo?" "Que me pedes agora?". a afirmação seria estritamente correta. O resultado seria criar um belo santuário no meio de uma cidade em ruínas. o que chamou a atenção de Artaxerxes. ou como um edito que deu efeito prático ao decreto de Ciro. Mas. antes da Festa dos Tabernáculos. o muro de Jerusalém fendido e as suas portas queimadas a fogo. O movimento no sétimo ano de Artaxerxes foi principalmente um reavivamento religioso. Se fosse dito que o decreto de ano sétimo de Artaxerxes foi apenas uma "expansão e renovação" dos editos de seus predecessores. tem sido dito. [Neemias 6:15]. que embora as "desolações" tenham sido cumpridas. "Como não estaria triste o meu rosto. não das ruas somente. estando a cidade. assolada. mas das fortificações de Jerusalém. A execução do trabalho que Ciro autorizou foi obstruída pela falsa acusação que os inimigos dos judeus levaram ao palácio." [Neemias 2:5] Artaxerxes atendeu à petição e emitiu as ordens necessárias para efetivá-la. que está em Jerusalém" [Esdras 7:27] estendendo os decretos pelos quais Ciro e Dario permitiram que os judeus reedificassem. e que nela houve rebelião em tempos antigos. restaurarem. Mas somente precisamos nos voltar para o livro seguinte no cânon das Escrituras para encontrarmos o registro que procuramos. Mas esse decreto não faz qualquer referência à construção e poderia ter passado sem ser notado se não fosse pelo fato de tantos autores o terem fixado como o início do período da profecia. que o objetivo deles era reconstruir não apenas o templo. "Uma cidade rebelde e danosa aos reis e províncias. [19] Essa foi uma restauração da existência nacional de Judá e.27] Essa carta também autorizou Esdras a retornar a Jerusalém com os judeus que quisessem acompanhá-lo e restaurar plenamente a adoração no templo e as ordenanças da religião. e se o teu servo é aceito em tua presença." — eles disseram em verdade. será pesquisado em vão por qualquer menção de uma "ordem para restaurar e edificar a Jerusalém"." [Neemias 1:2] O primeiro capítulo termina com o registro da súplica de Neemias ao Deus dos céus. O templo já tinha sido construído muitos anos antes e a cidade ainda estava em ruínas treze anos depois. se aquela cidade se reedificar. [16] Certos de seus irmãos chegaram da Judéia e ele lhes perguntou pelos "judeus que escaparam. pois. à cidade dos sepulcros de meus pais. é adequadamente escolhida como a data inicial do período profético das setentas semanas. até o sétimo ano de Artaxerxes Longimano. perguntou o rei. Foi um evento vastamente diferente quando aquele povo recebeu a permissão de erguer novamente as fortificações de sua cidade e. a cidade estava novamente cercada por um muro e portas. ele estava executando as tarefas de seu cargo e. "Nós. "O decreto do ano vigésimo de Artaxerxes é apenas uma expansão e renovação de seu primeiro decreto. e que restaram do cativeiro. Por mais que seja dito. quando os judeus obtiveram uma carta do rei com a permissão para "ornar a casa do SENHOR" [Esdras 7:19. "Viva o rei para sempre". E para a mesma causa precisa ser atribuída a dúvida que alguns têm sugerido com relação à identidade do rei aqui citado como Artaxerxes Longimano.

e uma. Nas grandes batalhas de Maratona e Salamina. "Essas palavras são aplicadas ao Nazareno. Herman Adler. sessenta e dois. portanto. "o pai da história". mas o segundo príncipe citado no verso 26. é óbvio que. todas em parte concorrentes." — Tregelles.A questão permanece. [7] "Todo o período de setenta semanas está dividido em três períodos sucessivos — sete. especialmente 2. 16. O início do ciclo profético é assim definitivamente fixado como no mês nisã do calendário judaico. V. Daniel.: veja margem). e foi trazida ao fim por um decreto de Ciro setenta anos mais tarde. e da nova aliança. O vigésimo ano de Artaxerxes. [22] Portanto. e terceiro. Daniel. e a última semana está dividida em duas metades. [2] "A partir da emissão do decreto. mas invariavelmente indica parte do templo. [21] Tucídides. se a data desse edito pode ser confirmada com exatidão. um fato notável requer atenção. começou em julho de 446 AC e a ordem para reconstruir Jerusalém foi dada no mês de nisã seguinte. Primeiro. um tratado ordinário está em vista (Confira Josué 9:6." — Tregelles.16). nenhum elemento está em falta para nos permitir fixar com exatidão e certeza a data do edito de Neemias. segundo. a história da Pérsia tinha se tornado interligada com os eventos na Grécia. uma. a data do evento que marcou o início das setenta semanas é fixada somente por referência à era do reinado de um rei persa. o ano após o início da servidão (Jeremias 25:1. ele considerou o tempo da ascensão de direito do rei. Notas de Rodapé do Capítulo 5 [1] "A expressão em nem um único caso se aplica a qualquer pessoa. que o Senhor fez um pacto de sete anos com os judeus no início de seu ministério. e o seguinte nisã (março) como sendo no mesmo ano do reinado do monarca. a servidão. elas deveriam ser setenta. "o príncipe dos historiadores" também foi seu contemporâneo. foi um contemporâneo de Artaxerxes e visitou a corte persa. é 598 AC. 7. 12." — Dr. isto é.15. pg 170. "A servidão" começou no terceiro ano de Jeoiaquim. o cativeiro de Jeoiaquim. são iguais ao todo. mas a extraordinária idéia de um pacto de sete anos entre Deus e os homens não tem uma sombra de fundamento nas Escrituras e é profundamente oposta ao seu espírito. no ano 445 AC.11). Sabemos da velha aliança.18 e 19. sete. Heródoto. e a história registra as datas a partir deste exato período. pg 98. 1869). isto é. Aqui. e acordo quando. [9] As Escrituras assim distinguem três eras diferentes. [8] Foi previsto no quarto ano de Jeoiaquim. [3] Não o concerto (como na A. a ascensão de Artaxerxes foi em fevereiro de 464 AC. Essa palavra é traduzida aliança quando coisas divinas estão em questão.11. sessenta e duas. que é para sempre. A teoria que ganhou aceitação. [23] mas a narrativa de Neemias remove toda a ambigüidade que possa existir. embora essa expressão nunca seja aplicada a uma pessoa em toda a Bíblia. mereceria um lugar proeminente em uma enciclopédia de extravagâncias do pensamento religioso. Verdade é que na história. isto é. ou antes de primeiro de nisã (abril) de 605 AC. Portanto. [6] O personagem referido no verso 27 não é o Messias. pg 90. que vieram a ser chamadas de "o cativeiro". isto é. e as 34 . as desolações. que foi ab-rogada. como poderia ser esperado de um oficial da corte. Daniel. É evidente que como essas partes. de acordo com a era de seu reinado nas Escrituras. Daniel. pg 96. como Neemias menciona o mês de quislev (novembro) do ano. em 606 AC. portanto.7. precisamos recorrer à história secular para nos certificarmos da data. ou a partir da morte de seu pai. e as principais eras cronológicas da Antigüidade eram correntes naquele tempo. a menção do "ano vigésimo de Artaxerxes" deixaria em dúvida se a era do seu reinado foi reconhecida desde sua ascensão ao trono. Mas." — Pusey. o leitor tem apenas de compará-las com os versos precedentes. pelos quais sua cronologia pode ser confirmada e testada. [5] Literalmente "as circunvalações" ou "escarpas dos muros" — Tregelles. "O cativeiro" começou no oitavo ano de Nabucodonosor. de julho de 465 AC. Na narrativa sagrada. [24] Uma ou outra dessas datas. o santo dos santos. precisa ser o início do reinado de Artaxerxes. O assassinato de Xerxes e o início do reinado de sete meses de usurpador Artabano foi em julho de 465. como aqui. Sermons (Trubner. [4] Se as palavras dos versos 24 e 25 não convencem que Judá e Jerusalém são os sujeitos da profecia.

era o decreto que lhes dava uma existência política distinta e reconhecida. [15] Para uma descrição das ruínas do grande palácio em Susã..) Tal sistema de interpretação tem feito muito para desacreditar o estudo das profecias. Esdras 4:16. isto é. de que falara o SENHOR ao profeta Jeremias.18]. mencionado em Esdras 4.400 almas) foi uma adição considerável àqueles que tinham retornado anteriormente e envolveu uma reconstrução de Jerusalém. Veja no Apêndice 1 as questões cronológicas aqui envolvidas. e continuada e aperfeiçoada por Neemias. em Cnidos. até o tempo de Cristo. A causa dessa mudança na política persa é para ser investigada. Isso não envolveu uma reconstrução? Mas. um homem de ascendência judaica. A construção. "Subitamente. portanto. 6:15). 28. [12] Five Great Mon. foi completada em cinco anos (Esdras 6:15). 34. Daniel. cerca de 8. e realmente essa referência ao decreto do sétimo ano de Artaxerxes é uma grande mancha no livro do Dr. pg 405. Kenneth Loftus. [Ageu 2:10. [18] Isto é.697 almas setenta e oito anos antes? (Esdras 2:64. [13] Essa é a época fixada por Bosanquet em Messiah the Prince. pg 90. quando o alicerce foi lançado novamente. Veja Esdras 5.683 homens (com mulheres e crianças. Precisa ser trazido à lembrança que a própria existência de um lugar como uma cidade dependia de tal decreto. vol. de Wm. a quem infelizmente o Dr. 1. O cônego Rawlinson assume que o templo estava há quinze ou dezesseis anos em construção. em que haviam de cumprir-se as desolações de Jerusalém. cap. qualquer que retornasse da terra do cativeiro ia somente na condição de viajante.65). 458 AC.. como na história exterior daquele tempo.desolações começaram em seu sétimo ano. entendi pelos livros que o número dos anos. Pusey acrescenta. Daniel.6). Aqui é obviamente a base real para ele fixar a data 457 AC. em 35 . iniciada por Esdras. no ano vigésimo de Artaxerxes. do Eufrates." [Daniel 6:12]. veja Travels and Research in Chaldea and Susiana. o que se pode dizer da imigração de 49. mas nenhum progresso foi feito até o segundo ano de Dario. Pusey seguiu neste ponto. eu.." [11] "A lei dos medos e dos persas. em 589 AC. conforme dada por Prideaux. o almirante ateniense. Com mais ingenuidade o autor de The Connection argumenta que os anos não batem se qualquer outra data for atribuída e. "A pequena colônia que Esdras tomou com ele de 1. [17] Pusey. não tanto na influência pessoal do copeiro judeu. Con. o Dr. 4. por que nenhuma pedra da casa tinha ainda sido colocada. que não se pode revogar. Neemias. antes da obra ser paralisada pelo decreto de Artaxerxes. recebeu a incumbência de reconstruir a cidade com toda a presteza possível. Essa reconstrução da cidade e a reorganização política. e portanto. [10] Daniel 9:2 é explícito neste ponto: ". [16] Heródoto. Mas o cônego Rawlinson está totalmente enganado ao inferir que o zelo religioso conhecido de Dario foi o motivo que o levou à ação dos judeus. entretanto. Daniel. 458. pg 389). O grande rei foi obrigado a se submeter a uma paz humilhante. "O termo também corresponde". uma vez iniciada. Pusey.400 almas envolveu a reconstrução da cidade. Precisa ser lembrado que o altar foi erguido e o sacrifício foi renovado imediatamente após o retorno dos exilados (Esdras 3:3. O poder da Pérsia tinha recebido um golpe fatal na vitória obtida por Conon. Pusey diz. e terminaram no segundo ano de Dario Histaspes — novamente um período de setenta anos.. copeiro do rei. (Five Great Mon.15. ou mais corretamente. vol 4. Se uma imigração de 8. correspondem com as palavras de Daniel. O alicerce do templo foi lançado no segundo ano de Ciro (Esdras 3:8-11). era de setenta anos. [14] O templo foi iniciado no segundo e completado no sexto ano do reinado de Dario (Esdras 4:24. pg 11. marcou o início das setenta semanas. 3. porque antes. Mas isso é inteiramente contrário às Escrituras. os 483 anos. o decreto do ano sétimo de Artaxerxes precisa estar correto! (Prid. "Desde a saída da ordem para restaurar e edificar a Jerusalém" (pg 172) Esse argumento é o mais fraco imaginável. O Dr." — Trigelles. 5. [19] "Este último é o único decreto que encontramos registrado nas Escrituras que relata a restauração e construção da cidade.

Nota B. C. para o judeu. e por outros foram incluídos no reinado de Artaxerxes" — Clinton. Os sete meses de Artabano. Mas aqui surge uma questão que nunca recebeu observação suficiente na consideração deste assunto. sobre a cronologia do reinado de Artaxerxes Longimano. foi em geral reconhecido pelas nações próximas ao Mediterrâneo. tomando os números redondos mais próximos. e doze meses lunares para um ano." [1] A oração de Daniel referencia os setenta anos já cumpridos: a profecia que veio em resposta à oração predisse um período de sete vezes setenta ainda por vir. Lewis diz que "todo o testemunho crível e todas as probabilidades antecedentes levam ao resultado que um ano solar contendo doze meses lunares. pg 380. considerações desse tipo não vão além de provar o quão legítima e importante é a questão aqui proposta. [20] Artaxerxes I. de 465 e 425 AC. A investigação permanece se existe qualquer base para reverter a suposição em favor do ano civil comum. 1. Jews. [24] Já foi mostrado que a ascensão de Xerxes ao trono é determinada ao início de 485 AC. vol. [21] O ano em que se diz que recitou seus escritos nos Jogos Olímpicos. [22] A era das Olimpíadas começou em 776 AC. mas de que tipo de ano ela é formada? Que o ano judaico era lunissolar parece ser razoavelmente certo. trariam a ascensão de Artaxerxes (após a remoção de Artabano) ao início de 464. consideravam trinta dias para um mês lunar. 2. 747 AC. tornou-se um posto da mais alta importãncia. e por Tucídides freqüentemente." [3] Entretanto. 98)." — Clinton. Abraão preservou em sua família o ano de 360 dias." — Milman. da primavera e do outono. Sir. e sua morte teria acontecido no início do arcontado de Liseteu. julho de 465 AC e a sucessão de Artaxerxes no oitavo mês. [23] "Os sete meses de Artabano foram por alguns adicionados ao último ano de Xerxes. que ele tinha conhecido em seu lar caldeu. no ano de Nabonassar 284. e os anos pelo retorno do inverno e do verão. Ele é mencionado por Heródoto uma vez (6. a era profética é claramente sete vezes setenta 36 . determinados dentro de certos limites de erro. de Lisiteus). [25] Veja no Apêndice 2. Jerusalém. reinou por quarenta anos. (terceira edição). A generalidade da palavra teria esse efeito de qualquer forma. seu uso para indicar o último significado na profecia não é meramente um simbolismo arbitrário. No entanto. completando os vinte e um ano. G. em fevereiro de 464." Adotando essa afirmação.que uma das imposições era o abandono das cidades marítimas e a estipulação que o exército persa não deveria se aproximar a menos de três dias de jornada do mar. e a era de Nabonassar. vol. Ninguém duvidará que a era seja um período de anos. Existe razão de sobra para acreditar que ele foi o rei que enviou Esdras e Neemias a Jerusalém. Fasti Hellenici. daí veio a divisão da eclíptica em 360 graus. Assim. Se podemos confiar na tradição. 2. "Podemos colocar a morte de Xerxes no primeiro mês daquele arconato (isto é. Sir Isaac Newton diz que. Agora. ao criarem calendários para seus festivais. antes da duração exata do ano solar ser conhecida. pg 42. desde uma Antigüidade remota. mas o uso de uma linguagem familiar e facilmente compreendida. Seu vigésimo ano foi completado no início de 465. a Nota A. vol. onde ele é colocado pelo cônego. pg 217. Fasti Hellenici. "Todas as nações. isso é bem diferente. e sancionou a "restauração das fortificações" — Rawlinson. e tão perto da linha de comunicação com o Egito. e. reconheciam os meses pelo curso da lua. 435. CAPÍTULO 6 O ANO PROFÉTICO Em nosso idioma pode parecer pedante falar em "semanas" de um modo diferente da acepção familiar do termo. Herodotus. [2] As datas dos meses do dilúvio (150 dias são especificados como o intervalo entre o sétimo dia do segundo mês e o mesmo dia do sétimo mês) parecem mostrar que essa forma de ano foi a primeira conhecida pela humanidade. foi o mesmo ano da missão de Neemias. estando aproximadamente a essa distância da costa. Ambos os autores foram seus contemporâneos. Hist. a era de Roma em 753 AC. O efeito de suas leis "torna a palavra semana capaz de significar um período de sete anos quase tão naturalmente quanto de sete dias. 4.

portanto. Levítico 26:34-35]. ou metade de uma semana profética. iniciando no dia seguinte ao cerco de Jerusalém pelo exército babilônio e terminando no dia anterior ao lançamento dos alicerces do segundo tempo. A primeira era encerra-se com o Messias sendo "cortado". [11] que é a nação judaica.. o início das desolações pode ser considerado a partir do dia em que a capital foi sitiada. ele é comparado a um leopardo. por causa da negligência em cumprir os anos sabáticos [2 Crônicas 36:21. para proferir grandes coisas e blasfêmias" e "foi-lhe permitido 37 . assim. a data inicial da segunda era é a assinatura de uma "aliança". É óbvio. o príncipe de um povo que destruirá Jerusalém — um personagem de tal proeminência. Nenhuma outra prova pode ser totalmente satisfatória. Na metade da semana de anos o tratado será violado pela supressão da religião dos judeus. e tempos. e destruirá os santos do Altíssimo". Esse foi o início do período. e um tempo de perseguição terá início." [2 Crônicas 36:21. desde o vigésimo quarto dia do mês nono. há um período de 490 anos de 360 dias cada. A visão de Daniel dos quatro animais permite um impressionante comentário sobre isso. mas a invasão da Judéia. o dia dez do mês dez.14] Agora não pode haver dúvidas da identidade do rei de Daniel 7:25 com a primeira "besta" do capítulo 13 de Apocalipse. Ela deveria durar "até que a terra se agradasse de seus sábados. Em Daniel existem dez reinos.. O elemento essencial no julgamento foi. e outro de uma única semana. [7] Mas essa investigação pode ser levada ainda mais longe. [Apocalipse 12:6. vos rogo. ele será o perseguidor dos "santos dos Altíssimo" e sua queda será seguida imediatamente pelo cumprimento das bênçãos divinas sobre o povo escolhido — o evento preciso que marca o encerramento das "setenta semanas". a partir do décimo dia de tebete de 589 AC [5] ao vigésimo quarto dia de quislev de 520 AC. Como já observado. provavelmente. até que os setenta anos se cumpriram. uma fração de pessoas piedosas que permanecerá distante e alheia. podemos esperar encontrar que um período de sete vezes setenta. Assim também no Apocalipse. É possível então se certificar do caráter dos anos dessa era menor? Uma das ordenanças características da lei judaica era que em todo sétimo ano a terra deveria repousar. é declarada como "um tempo. [6] há um período de 25. portanto. e foi em relação à negligência a essa ordenança que a era das desolações foi decretada. [9] A única data que garantiria nossa aceitação sem reservas que o ano profético consiste de 360 dias. podemos concluir que a era das "desolações" foi um período de setenta anos de 360 dias. [10] Conectados com essas eras. Desde o ano seguinte à dedicação do templo de Salomão. e lemos que um "rei" surgirá. todos os dias da assolação repousou. Desde o tempo em que o exército babilônio entrou no país. desde este dia em diante. no ano nono do reinado de Zedequias. contados para trás. o significado da qual poderia ser duvidoso. precisa ser absoluta e conclusiva. que a verdadeira data de início do julgamento não é. mas pertencendo historicamente a um tempo posterior." Agora. o Messias e. mas uma terra tornada desolada pelo terrível castigo da invasão hostil [compare Jeremias 27:13. Como a era das "desolações" foi fixada em setenta anos. que em sua vinda sua identidade será tão certa quanto a do próprio Cristo. conectado territorialmente com esse império. A duração dessa perseguição. a era profética está dividida em dois períodos. exceto. e setenta anos de 360 dias contêm exatamente 25. com o apoio de muitos. as provas contínuas da insatisfação divina. segundo. esse fato pode ser verificado. ou tratado.202 dias. mas se ela for vindoura. conforme revelado a Ezequiel. como o "vigésimo quarto dia do mês nono. e a metade de um tempo" — uma expressão mística. no segundo ano de Dario" [4] "Considerai.anos das "desolações" que estavam diante da mente de Daniel quando a profecia foi dada. desde do dia em que se fundou o templo do SENHOR. E é isso precisamente o que o livro do Apocalipse nos oferece. Portanto. Após investigação. a captura de Jerusalém. o profeta exilado junto às margens do Eufrates [Ezequiel 24:1-2] e por vinte e quatro séculos esse dia tem sido observado com um jejum pelos judeus de toda a parte. até o ano anterior ao lançamento do alicerce do segundo templo. primeiro. precisa ser admitido que nenhum argumento baseado em cálculos desse tipo é definitivo. dois "príncipes" são proeminentemente mencionados. desde o encerramento dos setenta anos da "indignação contra Judá" nos levará ao tempo em que Israel entrou em seus plenos privilégios como nação e. por esse segundo "príncipe". pois. um urso e um leão — as figuras usadas para os três primeiros animais na visão de Daniel. considerai estas coisas. O encerramento da era é indicado na Escritura com igual definição. A identidade do quarto animal com o Império Romano não é duvidosa. No Apocalipse. não uma cidade em ruínas. Ageu 2:17] os efeitos da qual foram perpetuados pela fome e pela peste. como tem sido geralmente assumido. de acordo com o Apocalipse "foi-lhe dada uma boca. um de 7+62 semanas. [8] Entretanto. confira Levítico 26:34-35]. além disso. todas as atividades agrícolas foram suspensas e. mas desde este dia vos abençoarei. seria encontrar alguma porção da era subdividida nos dias em que ela é composta. De acordo com Daniel. isto é.200 dias. se não fosse usada novamente na Escritura como sinônimo de três anos e meio. incorreu em suas plenas responsabilidades. "ele proferirá palavras contra o Altíssimo. representados pelos dez chifres.

O período intermediário considerado exclusivamente foi de 483 anos = 490 anos lunissolares de 360 dias. cap. Brit (sexta edição). [Apocalipse 11:2. De acordo com as fases de 1 de nisã no ano anterior foi provavelmente o dia 15 ou 16 de março. Dict. 5:1-5] menciona como a sanção e incentivo para os judeus retornarem ao trabalho de construir o templo. pg 97.278 dias. [2] Encyc. a identidade deles não pode ser logicamente demonstrada. Não tiveram os cento e oitenta dias da grande festa de Xerxes a intenção de serem equivalentes a seis meses? [Ester 1:4]. iniciando com o vigésimo ano de Artaxerxes. e o ano babilônio consistia de doze meses de trinta dias. [8] O templo foi dedicado no décimo primeiro ano de Salomão. e metade desse período é descrito três vezes como "um tempo. Quarenta e nove anos a partir de 445 nos leva até a data da profecia de Malaquias. Daniel. na história dos hebreus é impressionante e interessante. Dict. pg 314. [10] A divisão das 69 semanas em 7+62 é explicada pelo fato que os primeiros 49 anos. o quarto ano da Octogésima 38 . título "Chronology". [Apocalipse 11:3. correspondendo à mesma descrição. foi a noite de 14 de março de 589 AC. e tempos.. terminaram com uma grande crise na história judaica. Devido à própria natureza do assunto. e a metade de um tempo". "eles serão entregues na sua mão. em que ele explica as setenta semanas como semanas de anos judaicos (lunares). por um tempo. e vencê-los. título "Chronology". de acordo com o Apocalipse. não com o ano solar. mas a suposição mais natural e óbvia é que os dois são idênticos. é claro. que a profecia possa prever a carreira de dois homens diferentes. Agora. [11] "A multidão" — Tregelles. mas com o eclesiástico." De acordo com Daniel. mas repousa precisamente no mesmo tipo de prova sobre a qual os jurados em um tribunal condenam os homens de crimes. Um período similar transcorreu entre a entrada em Canaã e a fundação do reino sob Saul. Ele foi observado dezesseis séculos atrás por Júlio Africano. [7] A data da lua nova pascal. e múltiplos de setenta. Segue-se. enquanto que três anos e meio no calendário juliano contêm 1. que buscarão seguir um curso similar em circunstâncias similares por um período de tempo similar de três anos e meio.fazer guerra aos santos.260 dias. e aproximadamente meio-dia de 1 de abril de 520 AC. e o último o dia 1 ou 2 de abril. portanto. o fechamento do testemunho profético. em sua Cronografia. [12] Vale a pena observar que a profecia foi dada em Babilônia." Não é impossível. Filósofos gregos e latinos também conheceram "semanas de anos" — Pusey. Que o ano profético não é o ano ordinário não é nenhuma nova descoberta. 12:7. "Week". mas no antigo ano de 360 dias. Veja também Smith's Bib. Veja o Apêndice 1. e os prisioneiros condenados são punidos. Esses ciclos de setenta anos. [4] Ageu 2:10. durante os quais a restauração de Jerusalém foi completada. e o segundo templo foi fundado em 520 AC. post. e tempos e a metade de um tempo" [Daniel 7:25. Os livros de Ageu e Zacarias dão por completo as palavras proféticas que a narrativa de Esdras [Esdras 4:24. 1 e 7. Veja o Apêndice 1. "deu-se-lhe poder para agir por quarenta e dois meses. pg 167. 1726. [3] Astronomy of the Ancient.15-19. [9] Embora seja evidentemente confirmado pelo fato seguro que o ano sabático judaico era contíguo. Daniel. que o ano profético não está baseado no calendário juliano. Apocalipse 12:14] duas vezes como quarenta e dois meses. 13:5] e duas vezes como 1. [6] O segundo ano de Dario Hispastes. [12] Notas de Rodapé do Capítulo 6 [1] Smith's Bibl. III. 12:6] Mas 1. [5] O nono ano de Zedequias. pelo qual o ano judaico é regulado.260 dias são exatamente iguais a quarenta e dois meses de trinta dias. ou três anos e meio de 360 dias. essa septuagésima semana é admitidamente um período de sete anos. Vale a pena observar que o intervalo entre a dedicação do templo de Salomão e a dedicação do segundo templo (515 AC) foi de 490 anos.

mas mesmo assim tão definitivo e claro que. se o julgamento humano for decidir a questão. E envie ele a Jesus Cristo. para que sejam apagados os vossos pecados. Todos os intérpretes cristãos concordam que entre a ascensão do quarto animal e o crescimento dos dez chifres há um intervalo. Em que sentido foram a visão e a profecia seladas na morte de Cristo. o encerramento da septuagésima semana deve trazer para Judá as bênçãos plenas resultantes dessa morte. Há. [2] Mas é consistente com o argumento justo ou com o bom senso dizer que uma era assim cronologicamente definida deva ser interrompida indefinidamente em seu curso? A resposta pronta pode ser dada — que se o bom senso e a justiça. mas uma vez que a profecia vem lado a lado com os eventos que menciona. "Não foi a cruz de Cristo o cumprimento dessas bênçãos?" Um estudo cuidadoso das palavras do anjo em Daniel 9:29 mostrará que não mais de uma delas foi assim cumprida. foi de acordo com isso. como claramente mostrado. considerando-se que a maior de todas as visões ainda estava para ser dada (o Apocalipse) e os dias ainda estavam por vir quando as palavras dos profetas seriam cumpridas? [Lucas 21:22] Seja lá qual for o significado a ser dado a "ungir o Santíssimo". "Arrependei-vos. uma vez que o drama foi cumprido. Judá mostrou-se impenitente e de dura cerviz. ela falha em um de seus principais propósitos se sua relação com eles for duvidosa. Se qualquer indivíduo quiser aprender a conexão entre a profecia e seu cumprimento. CAPÍTULO 7 A ERA MÍSTICA DAS SEMANAS As conclusões a que chegamos no capítulo precedente sugerem um impressionante paralelo entre as primeiras visões de Daniel e a profecia das setenta semanas. Agora. portanto. No entanto." [Atos 3:19-20] A realização dessas bênçãos teria sido o cumprimento da profecia de Daniel. embora dezoito séculos tenham transcorrido desde então. mas ela foi necessariamente transmitida de uma forma mística de modo a confinar os judeus à responsabilidade de aceitarem seu Messias. de modo que as bênçãos prometidas foram novamente adiadas até o fechamento desta estranha época da dispensação dos gentios. Se então o evento que constitui a data inicial da septuagésima semana precisa ser tão pronunciado e certo quanto o comissionamento de Neemias e a morte do Messias. a partir dos quais o grande perseguidor do futuro se levantará. caso contrário elas podem ser "cumpridas" de acordo com a vontade de homens designados. a única dúvida precisa ser se o período final do ciclo e as bênçãos prometidas em seu encerramento. A proclamação inspirada do apóstolo Pedro à nação em Jerusalém. a restauração dos judeus ainda parece uma quimera de fanáticos sangüíneos. Os judeus olhavam meramente para o retorno de sua supremacia nacional. e. como nas outras visões. A sexagésima nona semana deveria terminar com a morte do Messias. [1] mas essa razão aplica-se aqui com especial força. não há somente a mesma razão para essa redução mística na visão das setenta semanas. A transgressão de Judá ainda precisa ser detida e seus pecados selados. A história não contém registros dos eventos para satisfazer o curso predito da septuagésima semana. Esse período. e terminando no segundo ano na Ducentésima Segunda Olimpíada. pois. esse intervalo inclui todo o período entre o tempo de Cristo e a divisão do território romano em dez reinos. o sacrifício tinha sido realizado e Pedro apontou para o Calvário como o cumprimento "do que Deus já dantes tinha anunciado pela boca de todos os seus profetas" e acrescentou seu testemunho. não é admitidamente observado nas outras visões narradas no livro. E é isso precisamente o que o estudo do capítulo 7 de Daniel nos levará a esperar. O Apocalipse não estava escrito quando aquele período deveria ter sido fechado cronologicamente e. ele está necessariamente ainda no futuro. Necessariamente alguma dose de misticismo precisa caracterizar as palavras proféticas. que já dantes vos foi pregado. a priori. As setenta semanas foram estabelecidas como o período durante o qual as bênçãos sobre Judá seriam adiadas. é claro que o Calvário não foi o cumprimento disso. e a septuagésima semana teria corrido seu curso sem interrupções. 475 anos julianos são iguais a 490 anos lunares. uma forte probabilidade que ele seria negligenciado na visão do capítulo 9. mas o propósito principal de Deus era a redenção por meio da morte daquele que levaria os pecados. O dia é ainda futuro quando uma fonte será aberta para purificar a iniqüidade do povo de Daniel [veja Zacarias 13:1] e o sol da justiça nascerá para eles. até mesmo uma criança pode reconhecer sua abrangência e significado. ou um parêntese na visão. e venham assim os tempos do refrigério pela presença do SENHOR. Mas alguém pode perguntar. o significado dessa profecia será claramente evidente quando seu cumprimento final ocorrer. registrada no capítulo 3 de Atos. Mais do que isso. Em comum com toda a profecia. além disso. e convertei-vos.Terceira Olimpíada. não são para sempre ab-rogadas ou perdidas por causa da pavorosa culpa do povo 39 . que leia o capítulo 53 de Isaías e compare-o com a história da Paixão de Cristo: tão vago e figurativo que ninguém poderia ter representado o drama predito. Vamos lembrar também que o propósito da profecia não era agradar ou despertar o interesse dos curiosos.

como essas cenas deverão seguir imediatamente após uma perseguição. [8] mas a Escritura não deixa qualquer dúvida sobre a questão. aparentemente tão inconsistentes. isto é. portanto. esse princípio foi inteligível aos judeus com relação à sua história. Ela é indisputavelmente provada pelo testemunho do próprio Cristo. [Mateus 24:3] Em resposta. [5] Se. [10] Podemos concluir. que a tribulação predita durará três anos e meio e iniciará a partir da violação do tratado na metade da septuagésima semana. não poderia ser mais exata. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem. A esses anos precisam ser acrescentados os quarenta anos do reinado de Davi e os três primeiros anos do reinado de Salomão. o último ponto necessário para completarmos a seqüência de provas é nos certificarmos da data do "Messias. e se 93 forem deduzidos dos 573 anos. e a lua não dará a sua luz. Portanto. e as potências dos céus serão abaladas. então. o resultado é 480 anos. [Atos 3:15] Certamente não existe presunção em supor que o fluxo do tempo profético esteja represado durante todo esse intervalo da apostasia de Judá. É óbvio. De acordo com o livro dos Reis. e as estrelas cairão do céu. dos filisteus. Isaías 1:26 é um comentário sobre "trazer a justiça". seria natural e legítimo introduzi-lo com relação a uma era essencialmente mística como a das setenta semanas. dos midianitas por sete anos e. por mais justa. do rei de Canaã por vinte anos. e todas as tribos da terra se lamentarão. Salomão começou a construir o templo no ano 480 após os filhos de Israel saírem da terra do Egito. por outros. Em punição por sua idolatria. ele falou da tribulação predita por Daniel. [1 Reis 6:1] Essa afirmação que. [2] Todas essas palavras apontam para os benefícios práticos a serem conferidos em um modo prático sobre o povo. o príncipe". ante. confira Oséias 1:9-10] sobre Seu povo. o apóstolo Paulo epitomiza assim a cronologia desse período da história de sua nação: 40 anos no deserto.que "matou o Príncipe da vida". que os 480 anos citados no livro dos Reis desde o êxodo do Egito até o templo é uma era mística formada eliminando-se todos os períodos durante os quais o povo esteve rejeitado por Deus. mais do que qualquer outra. A questão permanece. tem confundindo os cronologistas. "fazer 40 . serem reconciliadas? [3] Se seguirmos a história de Israel no livro dos Juízes. por quarenta anos. Eles se tornaram escravos do rei da Mesopotâmia por oito anos. ou da inferência. assumido aqui que a porção anterior da era profética já correu seu curso. Ele só irá fluir novamente quando a autonomia de Judá for restaurada e. Além disso. aparentemente. 450 anos sob os juízes e 40 anos do reinado de Saul. "Que sinal haverá da tua vinda. a partir do momento em que a readmissão de Israel na família das nações for reconhecida por um tratado. Notas de Rodapé do Capítulo 7 [1] Veja pp. no segundo advento de Cristo. [7] Que essa profecia não foi cumprida por Tito é tão certo quanto a história pode dizer. que quando mãos ímpias ergueram a cruz no Calvário e Deus pronunciou o pavoroso "Lo-ami" [Romanos 9:25-26." [Mateus 24:29-30] Que é para as cenas de encerramento da dispensação que essa profecia se refere é aqui assumido. com óbvia propriedade. e verão o Filho do homem. então. com poder e grande glória. Tomar isso como um sinônimo com declarar a justiça de Deus [Romanos 3:25] é doutrinariamente um erro e um anacronismo. mas todos concordam em rejeitá-la. o sol escurecerá. se qualquer precedente para isso pode ser descoberto na cronologia mística da história de Israel. [9] E. o curso da era profética cessou de correr. Por alguns. do rei de Moabe por dezoito anos. dando 573 anos para o mesmo período que é descrito em Reis como 480 anos. Em seu sermão em Antioquia da Pisídia [Atos 13:18-21]. descobriremos que por cinco grandes períodos sua existência nacional como povo de Jeová esteve suspensa. por mais sólido que seja. a profanação do lugar santo pela "abominação da desolação" — provavelmente alguma imagem de si mesmo — que o falso príncipe introduzirá no templo. Para qualquer um cujas visões de "reconciliação" não estão baseadas no uso da palavra nas Escrituras. portanto. que ocorrerá durante a septuagésima semana. finalmente. Deus os entregou repetidas vezes e "os vendeu nas mãos de seus inimigos". a partir das passagens já citadas. em violação às obrigações de seu tratado de respeitar e defender a religião dos judeus. e do fim do mundo?" perguntaram os discípulos reunidos em volta Dele em um dos últimos dias de Seu ministério terreno. [6] e os advertiu que o sinal daquela pavorosa perseguição será o evento exato que marca a metade da septuagésima semana. vindo sobre as nuvens do céu.44-47. Mas essa conclusão não depende do argumento. [11] Será. a inferência é incontestável que os eventos dessa semana pertencem a um tempo ainda no futuro. Podem essas conclusões. Parece. ela tem sido acusada como uma falsidade. dando um total de 530 anos. logo depois da aflição daqueles dias. mas que os eventos da última semana de anos ainda precisam ser cumpridos. Aquilo que se seguirá é descrito pelo próprio Senhor com palavras de peculiar solenidade: "E. [4] Mas a soma de 8+18+20+7+40 anos é 93 anos. a própria Escritura parece contradizê-la. tem sido desprezada como um erro.

Levítico 1:4. ou impedida (veja o uso da palavra em Gênesis 8:2.. O sacrifício não era a expiação.8. pg 312-313.13.). ou uma bolsa ou saco de tesouro [Jó 14:17].26. foram excluídos dos 480 anos com base no mesmo princípio em que foram as eras das servidões. 1. 32:20 (aplacarei).32-34. e isso é adotado por Hales.31. etc. Daniel 12:11 (LXX). Portanto. Portanto. se existiram. meu argumento permanece o mesmo. remover uma acusação contra uma pessoa por meio do derramamento de sangue. [4] Juízes 3:8. Portanto.. algumas vezes condicionado à ação do sacerdote que estava encarregado da função de aplicar o sangue.31. a obtenção do perdão para o pecado. antes da destruição de Jerusalém 41 . Mateus 24:21. os pecados serão selados — a palavra comumente usada para fechar uma carta [1 Reis 21:8]. ou expiação. artigos 254 e 268). fazer reconciliação.18.30. isto é. [Hebreus 10:17] o que sem dúvida significa que o registro dos pecados é apagado e o período coberto por ele é tratado como se estivesse em branco. Essa passagem em Mateus permite uma prova irrefutável que todos os sistemas de interpretação que fazem as setenta semanas terminarem com a vinda ou morte de Cristo e.20. [3] De acordo com Browne (Ordo Saec. 15:15. de acordo com o uso da palavra na Escritura. se Deus perdoa. 6:7. Mateus 24:15. 16:6. 30:10. Compare 1 Macabeus 1:54. E.14. Daniel 9:27.16. "Naquele dia haverá uma fonte aberta para a casa de Davi.27. 4:2-3.18. Ele também se esquece do pecado. Será visto que caphar nunca é usado em relação à expiação ou derramamento de sangue considerado objetivamente. o Êxodo ocorreu na sexta-feira. os pecados serão tratados e colocados para longe em um sentido prático. Mas se outros estão corretos em inserir períodos com base em conjeturas. a transgressão será detida. embora claramente errado por noventa e três anos. Salomão subiu ao trono em 1016 AC e a fundação do templo foi em 20 de abril de 1013 AC. eles deixarão de transgredir.10." [Zacarias 13:1].16-17. algumas vezes imediatamente após a morte da vítima. eles foram tratados em alguns aspectos com base em princípios similares aos dos indivíduos.reconciliação para a iniqüidade" parecerá uma exceção. Êxodo 29:33. a função delas estará no fim.. 7:7. 10:17.15. portanto. e as palavras em Daniel 9:24 apontam para o tempo quando o benefício será garantido para Judá. cuja data para o Êxodo — 1491 AC — foi adotada em nossa Bíblia. para a purificação do pecado e da imundícia. pois todas terão sido cumpridas. 12:7. [5] Os israelitas foram nacionalmente o povo de Deus. 4:20. Em consonância com isso.53. okodomasan bdelugma eramoseos epi phusiastapion. Uma vida sem Deus é morte.9 afetou somente as tribos que viviam além do Jordão. pg 214). 13:1. as bênçãos do Calvário serão deles. 9:7. Os dias da nossa servidão ao mal são ignorados na cronologia divina. Clinton conjetura que houve um intervalo de aproximadamente vinte e sete anos entre o tempo dos Juízes e outro de doze anos antes da eleição de Saul. T. assim fixando 1625 AC como a data do Êxodo. As conclusões de Browne têm muito para eu recomendá-las.24. 5:6. estendendo todo o período para 612 anos. 14:18-21. vol.10-11. O seguinte é uma relação de passagens em que a palavra é usada nos três primeiros livros da Bíblia: Gênesis 6:14 (betumarás). e não suspendeu a posição nacional de Israel. mas o modo pelo qual a expiação era feita.35. e para os habitantes de Jerusalém. O assunto é totalmente discutido por Clinton em Fasti Hell. to bdelugma eramoseos. Daniel 12:1 (LXX). a passagem do Jordão foi em 14 de abril de 1546 AC. que chama a afirmação em Reis de "uma fraude". a reconciliação será feita para o povo. O verbo hebraico caphar (fazer expiação ou reconcialiação) significa literalmente "cobrir" o pecado (veja o uso dele em Gênesis 6:14). 32:30. como nenhuma outra nação pode ser. A servidão de Juízes 10:7.34. isto é. e por Browne.17:11. revisando os argumentos de Clinton. Êxodo 32:30).30. 8:15. A justiça precisa manter um controle rígido e julgar com severidade. 10 de abril de 1586 AC. portanto. (Este assunto é melhor discutido no Apêndice 1. mas dos resultados obtidos para o pecador. 23:28. [7] kai epi to hieronn bdelugma ton eramoseon. "a preposição que marca substituição nunca é usada em conexão com a palavra caphar" (Girdlestone's Synonyms O. no mínimo. ele aceita as declarações de Paulo sem reservas. Êxodo 36:6). de modo a garantir a aceitação e o favor divino.16. [6] thlipsis. ou de alguma outra forma (por exemplo. intercessão. hotan oun idate to bdelugma tas eramoseos to rhathen dia Danial tou prophatou.36-37. item 6. Outros cronologistas atribuem períodos variando de 741 anos de Júlio Africano aos 480 anos de Usher. estos en topo hagio. ou a graça pode perdoar. implica na remoção da separação prática entre o pecador e Deus. 19:22. isto é. isto é. a visão e a profecia serão similarmente selados. que se quaisquer desses períodos. em Ordo Saec.

Mas isso não foi esquecido pelos sucessores imediatos dos apóstolos. Que o verdadeiro Messias precisa nascer em Belém é aceito pelos judeus e reconhecido pelos cristãos: que o Nazareno nasceu em Belém os judeus persistentemente negam. 6. Citando o verso. ele diz. que não carrega consigo garantia alguma de exatidão exceto aquela que a credibilidade geral do autor possa conferir.. que foi bispo e mártir. Hipólito. mas são consideradas com suspeição. além disso. Se até hoje eles pudessem refutar esse fato. [1] E esses fatos da linhagem e do nascimento do Nazareno fornecem praticamente a única base sobre a qual se poderia entrar em debate. mas é inútil tentar refutar todos eles em detalhes. O evangelista está tratando de fatos acerca dos quais ele já tinha "se informado minuciosamente de tudo desde o princípio" [Lucas 1:3] e em que. que será no fim de todo o mundo. vestidos em pano de saco. que observa aquilo que tantos autores modernos negligenciam. foi assim que. Os cristãos logo esqueceram isso quando não mais tiveram de manter sua fé contra a fronte endurecida do judaísmo. a aliança mencionada em Daniel 9:27. ao escrever para os judeus. estão totalmente errados. [11] Isto é. durante essa semana os dois profetas Enoque e Elias se levantarão na primeira metade. assim também parece que quaisquer escritos que afirmem autoridade ou sanção divina inevitavelmente despertam desconfiança. é o mais definitivo no ponto. e as evidências fossem julgadas em nossas cortes de justiça. A matéria tem sido tratada como se essa referência a Quirino fosse apenas uma alusão acidental. Que metade da última semana foi cumprida. pois se o Cristo que adoramos não é por direito de nascimento o herdeiro do trono de Davi. nota). seu testemunho neste ponto é completo e explícito demais para admitir a dúvida. (Guerras. [10] Tal era a crença da igreja primitiva.260 dias. Ninguém poderia questionar que Seus atos foram mais do que humanos. apelando para as listas daquele censo como para documentos ainda então existentes e disponíveis para consulta. [9] Estou ciente dos sistemas de interpretação que modificam o significado dessas escrituras. na realidade. O PRÍNCIPE" Exatamente como encontramos em certos círculos pessoas que têm a reputação de piedosas. mas o fato é que. é mantido pelo próprio cônego Browne (artigo 339). essa também era a visão do pai dos cronologistas cristãos. mas o sucesso da causa em que sua vida estava dedicada e com a qual suas esperanças de felicidade eterna estavam identificadas. mas os remanescentes três anos e meio ainda são futuros. embora José e Maria vivessem em Nazaré. e que escreveu no início do terceiro século. foram até Belém para alistarem-se. (Veja o Capítulo 11. em Cristo e o Anticristo). A narrativa dos dois primeiros capítulos de Lucas não é como uma página comum da história. mas a questão tem sido debatida longamente em deferência a escritores modernos que defendem uma interpretação diferente de Daniel 9:27. ele quis dizer a última semana. em que um lado mantinha e o outro negava que Seu caráter e missão divinos foram estabelecidos por provas transcendentais. se suas afirmações fossem testadas com base nos mesmos princípios sobre os quais os registros do passado são julgados pelos eruditos. para provar que. que os eventos que pertencem a esse período estão conectados com os tempos do Anticristo. e somente apresentá-la ao mundo pagão. pg 386. mas a cegueira e o ódio chegaram a atribuí-los ao poder satânico. e o Apêndice Nota C. Júlio Africano.). não é o Cristo da profecia. pois pregarão por 1. Justino Mártir afirmou com tal ênfase que Cristo nasceu durante o recenseamento realizado por Quirino. é claro a partir de Mateus 24:21-29 e Daniel 9:24. [8] Fazendo todos os descontos para o deplorável tempo de serviço de Josefo e sua admiração por Tito. as sublimes palavras que em toda era seguinte receberam a 42 . justificariam sua descrença. E que esse evento não foi na verdade o fim da era. seria aceito como um fato bem-estabelecido da história que nosso Salvador nasceu em Belém. "Por uma semana.por Tito. 2 parágrafo 4). seu interesse pessoal era imenso e em respeito do qual um único e flagrante erro teria prejudicado não somente o valor de seu livro." (Hipólito. post. Mas se os evangelistas pudessem ganhar a mesma atenção que os historiadores profanos recebem. CAPÍTULO 8 "MESSIAS. e foi assim que a criança nasceu na cidade real e não da desprezada aldeia da Galiléia. com relação a qual um erro não teria a menor importância. no tempo em que Quirino era o presidente da Síria e Herodes era rei em Jerusalém. Portanto. De acordo com Browne (Ordo Saec. seria absolutamente vital.

nenhuma dificuldade ou pergunta poderia surgir. Mas qualquer que seja a dúvida que possa existir com relação à data de nascimento do Filho de Deus. Mas essas afirmações sobre o recenseamento que trouxe a Virgem Mãe a Belém. por exemplo. e que esse seu primeiro mandato foi da parte final de 4 AC. Zumpt podem ser apropriadamente descritas como uma seqüência de evidências circunstanciais e seus críticos concordam que o resultado é razoavelmente certo. [4] A opinião do nosso mais eminente e confiável cronologista inglês é uma garantia suficiente que essa conclusão é coerente com tudo o que a erudição possa trazer para ter um efeito no ponto. não tinham charme para homens assim preconceituosos. 750). Zombada por Straus e por outros de sua tribo. enquanto estava em andamento. ou menos de cinco ou seis. o Dr. Não muitos anos atrás essa afirmação teria sido recebida com ridicularização ou com indignação. pelos sete ou oito anos que começaram em 4 AC. e seu décimo quinto ano. a passagem tem em anos recentes sido vindicada e explicada pelos trabalhos do Dr. contendo a menção de Quirino como governante da província durante os últimos meses do reinado de Herodes. P. durante o mesmo período. adotar a afirmação de Clinton e atribuir a morte de Herodes ao mês de adar de 3 AC e a natividade ao outono de 4 AC. lidam com fatos simples que não requerem adequação moral para apreciá-los. o Cirênio dos gregos. Além disso. [2] A lista dos governadores da Síria. aproximadamente seis meses antes da morte dele. pois. Mas por uma série de investigações e argumentos separados. e Lisânias tetrarca de Abilene. A morte de Herodes foi ou na primavera de 4 AC. poder-se-ia supor. C. Fynes Clinton resume assim sua discussão da questão: "A natividade não ocorreu mais do que aproximadamente dezoito meses antes da morte de Herodes. ou na primavera de 3 AC. um dos últimos fragmentos da história de Dion Cassius fosse trazido à luz. e seu irmão Filipe tetrarca da Ituréia e da província de Traconites. Que em tal matéria um escritor como Lucas pudesse estar errado é altamente improvável.admiração de milhões. Se. exceto o testemunho positivo de algum historiador de respeito. até daqueles que recusaram dar a elas a homenagem mais profunda de sua fé. sendo Anás e Caifás sumos sacerdotes. Aqui então. o período de seu governo e a data de seu recenseamento foram nove ou dez anos após o da natividade. Portanto. Clinton escreveu sem conhecer aquilo que Zumpt trouxe depois à luz com relação ao recenseamento de Quirino. C. mas que o erro permaneceria sem ser desafiado é absolutamente incrível. e Herodes tetrarca da Galiléia. que o primeiro recenseamento ordenado por Quirino foi realizado antes da morte de Herodes e que. A última será de 4 AC (U. considerado a partir de sua ascensão. As bases para as conclusões do Dr. "E no ano quinze do império de Tibério César. sabe-se também que durante aquele ano. permite-nos com absoluta confiança. 748). Não há em toda a Escritura uma declaração cronológica mais definida que aquela que está contida nos versos de abertura do capítulo terceiro de Lucas. veio no deserto a palavra de Deus a João. desaparece da história. todos independentes das Escrituras. Zumpt descobriu que Quirino foi governador duas vezes da província. Mas o evangelista vai além e fala do início do ministério do próprio Senhor e menciona que "o mesmo Jesus começava a ser de quase trinta anos. nada está faltando. quando sucedeu a Quintílio Varus. escrevendo praticamente cem anos depois do evangelista. assumida com sendo na primavera de 3 AC. Mas um comentário com relação a ele pode não estar fora de lugar. [3] Para tornar essa certeza absoluta. será assumido aqui como absolutamente certo que o nascimento de Cristo ocorreu em alguma data não anterior ao outono de 4 AC. Por um estranho acaso." [6] Essa 43 . sendo Pôncio Pilatos presidente da Judéia." Agora. portanto. aceito como um dos mais certos das coisas realmente certas da história." [5] Essa opinião tem pesado. de Berlin. começou em 19 de agosto do ano 28. Um autor cristão pode ser perdoado se atribuir peso igual ao testemunho de Lucas. portanto. Que a mínima incerteza deva prevalecer com relação ao tempo de um evento de tal interesse transcendente para a humanidade é um fato de significado estranho. Zumpt. e rejeitada por um sem número de autores como um enigma ou um erro. não somente por causa da eminência do autor como cronologista. cada um dos personagens citados na passagem realmente exercia o cargo que lhe é atribuído. Cristo nasceu em Belém. de acordo com a história aceita. e encontramos Justino Mártir. ela é devido não a uma omissão na página sagrada se igual dúvida é sentida com relação à data inicial de seu ministério terreno. A menção de Quirino pelo evangelista parecia ser de um anacronismo total. a data do império de Tibério César é conhecida com absoluta precisão. é falha para nós e. apelando para o fato como sendo inquestionável. há uma interrupção na história desse período. Pode ser. o fato seria considerado tão certo quanto o que Augusto foi imperador em Roma. filho de Zacarias. mas também por causa de sua própria visão sobre a data real do nascimento de Cristo o teria levado a estreitar ainda mais os limites dentro dos quais ela precisaria ter ocorrido. Além disso. A introdução desse novo elemento ao considerar a questão. Sulpicius Quirino. se seu senso de justiça tivesse permitido que ele assim o fizesse. dezoito meses antes da morte de Herodes em 4 AC. A data mais anterior possível para a natividade é então o outono de 6 AC (U. A unanimidade com a qual essa conclusão tem sido aceita torna desnecessário discutir o assunto aqui.

[12] Mas não se deve supor que quando eles adotaram a forma presente de ano. embora em um clima como o da Palestina isso raramente seria retardado por causas que operariam em latitudes com mais névoa ou escuridão. foi 31 de março. [9] Isto é oposto. chegamos enfim a uma data bem calculada e de vital importância nesta investigação. se ele estiver em oposição a uma única folha de pergaminho. toda a controvérsia poderia se voltar para a data da semana da Páscoa em um dado ano. quando a história testifica que certos poderes lhe foram conferidos durante os dois últimos anos de Augusto.afirmação. não é improvável que eles o ajustaram. ou pode ser apresentado. mas não temos conhecimento certo sobre o assunto. que mantinham a opinião que o ano quinze de Tibério foi a data da morte de Cristo. pois o ministério do Senhor. peso algum pode ser dado a ele. requer que o "ano quinze de Tibério" seja compreendido como referenciando. mas pelo aparecimento do seu disco pela primeira vez. assim as tradições cumulativas da Igreja. não teriam um peso maior que as provas para as quais o apelo tem sido feito aqui. o 15 de nisã poderia ter caído em uma sexta-feira. E assim." [10] Um imponente conjunto de nomes pode ser citado em suporte de qualquer ano de 29 a 33. Entretanto. dentro de certos limites. "por alguns. e. pela qual a Páscoa era regulada. [17] Por exemplo. Da mesma forma que uma seqüência aparentemente perfeita de evidências circunstanciais rui diante do testemunho de uma única testemunha de inquestionável veracidade e valor. não a data inicial de seu império. portanto. datando do outono do ano 28. às tradições incorporadas nos espúrios Acta Pilati. e nem um único caso já foi. e não pode ter sido depois de alguns meses além dele. como é totalmente desnecessário. o ano iniciado em 19 de agosto de 28. O fato que esse ciclo estava em uso entre os primeiros cristãos para os cálculos da Páscoa. mesmo se fossem tão definitivas e claras como de fato são contraditórias e vagas. continuaram a corrigir o calendário de uma maneira tão primitiva. sem dúvida algumas vezes acontecia "que nem o sol nem as estrelas apareciam por muitos dias. [13] E é provável que com o ano lunar eles também obtivessem sob os Selêucidas o antigo ciclo de oito anos para fazer o ajuste. tão freqüentemente citados nessa controvérsia. até o primeiro de abril. isto é. mas esse testemunho é de força somente enquanto nada melhor pode ser encontrado. mas uma data anterior. e a voz unida de metade de um condado não suportará um direito consagrado pelo uso. a única coisa razoavelmente certa sobre a questão é que a Páscoa não caía em dias atribuídos a ela por autores cujos cálculos com relação a ela são feitos com rígida precisão astronômica. Podemos. entretanto. mas por causa da nossa ignorância do sistema embolísmico então em uso. pode na verdade ter iniciado antes do fim de seu trigésimo primeiro ano. por outros. [11] Embora o ano judaico fosse o antigo ano lunissolar de 360 dias. Numerosos autores. durante o governo de Quirino." [16] Essas considerações justificam a afirmação que em qualquer ano. e. isto é. A expressão "quase trinta anos" implica em certa margem. De fato. em que a lua pascal foi cheia em uma sexta-feira. sem dúvida." [7] Nem há qualquer inconsistência entre essas afirmações de Lucas e a data da natividade (conforme fixada pelo próprio evangelista. alguns deles eminentes. "estão abertas para uma forte objeção. por que supuseram que ambos os eventos ocorreram em um ano. no ano 32. O uso que faziam do ciclo metônico para esse propósito é comparativamente moderno. por que confundiram a data do batismo com a data da Paixão. por que transcreveram de seus predecessores sem conferir. Mas isso revela estranho esquecimento das complexidades do problema. a data aparente do dia primeiro de nisã. ele precisa ter objetivado que todo o mundo assumiria o que ele queria dizer. torna-se injustificável colocar um significado especial e forçado nas palavras do evangelista. mas adicionando todos os anos os "dias complementares" a respeito dos quais Heródoto escreveu. mais um ponto chama a atenção. [8] Portanto. no outono de 4 AC. era uma data tão bem conhecida no tempo de Lucas quanto o reinado da rainha Vitória é conhecida por nós nos dias atuais. [14] permite a suposição que ele foi emprestado dos judeus. em que os anos de Tibério são considerados de qualquer outra maneira. por outros. entretanto. a data da verdadeira lua nova. Portanto. discutem essa questão como se nada mais fosse necessário em fixar a data da Paixão do que encontrar um ano. Verdade é que se o sistema pelo qual o ano judaico é definido atualmente estivesse em vigor dezoito séculos atrás. e nesse caso o 15 de nisã aparentemente teria caído na terça-feira de 15 de abril. saindo do terreno do argumento e da controvérsia. como em nisã do ano 29. ao referenciar o ano quinze de Tibério César. que o império de Tibério. fixar o ano 32 como o ano da cruficação. De acordo com o esquema do 44 . de acordo com as fases. e nos escritos de certos pais. Todas essas hipóteses. foi a noite (10h 57min) de 29 de março. tomada em conexão com a data comumente atribuída à natividade. iniciando a partir de 19 de agosto do ano 14. [15] porque o Mishna permite a mais clara prova que o início do mês não era determinado pela verdadeira lua nova. como por séculos provavelmente estavam acostumados a fazer no Egito. Mas o calendário pode ter sido ainda mais atrapalhado pela intercalação. A primeira Páscoa do ministério público terreal do Senhor é assim definitivamente fixada pela própria narrativa do evangelho. Ela pode ter sido atrasada.

Wieseler. ele subiu de Nazaré. Zumpt nessa questão foram tornados públicos primeiro em um tratado em latim que apareceu em 1854. que descreve as conclusões de Zumpt como "muito aproximadamente certas"." [4] O nascimento de nosso Senhor é colocado em 1 AC. Essa é a tradução correta do verso. não fosse pelo fato que eles não se atreviam a tomá-lo senão furtivamente. Susking. a outra autoridade para este período. nem foi. por Pearson e Hug. Essas sugestões não são feitas para confirmar a prova já oferecida da data do ano da morte de Cristo. e Paulus. [20] Se. pg 457). de Wieseler. pois naquela noite Judá inteiro estava reunido na capital para observar a festa da Páscoa. [5] Fasti Romani. para ser alistado". A questão é discutida também em Chron. Deve ser acrescentado que a data de Zumpt para a natividade é fixada em bases independentes em 7 AC. [19] Toda tocha e lâmpada aumentava o risco de despertar os milhões que dormiam em volta deles. o mês embolísmico era inserido no terceiro." — Ibid. [6] Lucas 3:23. tinha cerca de trinta anos de idade. a lua cheia estivesse sobre Jerusalém. a lua pascal tivesse aparecido somente dez ou onze dias antes daquela noite de quinta-feira. em 4 AC por Lamy. resta ainda uma dificuldade. [3] Os trabalhos do Dr. 1. (Nota em Lucas 2:1). (trans. sobre Quirino no Bible Dict. Venables). sexto. 46. a Belém.. o dia da festa teria caído na sexta-feira (11 de abril). estabeleceu nesta matéria a exatidão de Lucas. durante o governo de Quirino.. Como. 4. Ele diz (vol. além do mais. de Smith. — Dial. à meia-noite. "Uma notável luz foi lançada sobre o ponto pela demonstração. "Jesus Christ". Anger. Notas de Rodapé do Capítulo 8 [1] Belém. [2] Josefo aqui deixa um intervalo em sua narrativa. de Dean Alford. com incrível dedicação e pesquisa. A Versão Revisada traduz assim: "E o próprio Jesus. como parece ser. Merivale adota esses resultados sem reservas. nota). ela certamente estaria baixa no horizonte. 1869). em 3 AC por Baronius. 34. e oitavo anos e um exame dos calendários dos anos 22 a 45 mostra que o ano 32 foi o terceiro de tal ciclo. U. Farrar comenta. e em seu artigo. 750 (4 AC). Seguindo Ideler." 45 . [18] Isso. O leitor inglês encontrará um resumo de seus argumentos em Greek Test. em 7 AC por Ideler e Sanclementi (Bible's Dict. e embora a perda do MSS. Calvisius. não está disponível para fornecer a omissão. ano 29. onde vivia. a história de Dion Cassius. Syn. foi a "estrela" que levou os magos até a Palestina. Trypho. e com a "lua eclesiástica" sendo tudo isso antes da lua real. então. se não tivesse na verdade já sumido. Bengel. porém. ele conclui que a conjunção dos planetas Júpiter e Saturno. 753 (1 AC). o primeiro governador de vocês na Judéia" — Apol. O Dr. provando a extrema probabilidade que Quirino tenha sido governador da Síria duas vezes" (Life of Christ. de Smith. Judas não precisaria de tochas e lanternas para localizar seu Mestre pelas sombras e passagens mais escuras do jardim.. ela iria se acumular em três anos para 33 e 3/4 dias e a intercalação de um décimo terceiro mês (adar 2) de trinta dias deixaria uma epacta ainda residual de 3 e 3/4 dias. que Quirino (o Cirênio de Lucas 2) foi o primeiro governador da Síria a partir do fechamento de A.. que ocorreu naquele ano. mas meramente para mostrar quão fácil é responder às objeções que à primeira vista podem parecer fatais. ele os descreve como "muito impressionantes e satisfatórios". vol. a diferença entre o ano solar e o lunar é de onze dias. o objeto de seu ódio. ele os publicou em seu Das Gegurtsjahar Christi (Leipzig. Em sua história romana. de cujo lugar ele era. mas se. 78. pg 1075). "Zumpt. como vocês também podem descobrir a partir das listas do recenseamento que foi feito no tempo de Quirino. de abril de 1871. pg 7. explicaria que. que foi então feito primeiro no governo de Quirino. E nenhum traidor precisaria ter sido subornado pelo Sinédrio para entregar a eles. apesar de toda a poesia sobre o bosque e os grotões do Getsâmane. e Greswell. nenhuma outra luz seria necessária para ajudá-los em sua culposa missão. Mais recentemente. em 2 AC por Scaliger. "na qual Jesus Cristo nasceu.. Veja também um artigo no Quarterly Review. etc.ciclo dos oito anos. até A. U. por outro lado. até que ele cumpriu sua vil e culposa missão que a multidão se apressou para capturar sua vítima. aparentemente. em 5 AC por Usher e Petavius. antes que eles se aventurassem a sair. quando começou a ensinar. "Afirmamos que Cristo nasceu cento e cinqüenta anos atrás. 1. exatamente como requer a narrativa dos evangelhos. de Augustus Zumpt em seu segundo volume dos Commentationes Epigraphicae. "Mas quando houve um recenseamento na Judéia.

em Chron. de Clinton. vol. com uma octaetéride grega adicionada. Brit. autores recentes assumem geralmente sem prova que o ministério incluiu quatro Páscoas. Essa opinião é agora mantida tão universalmente que não é mais necessário apresentar em detalhes as bases em que ela se apóia. Diss. Syn. de Hengsterberg (trad. Ordo Saec. É duvidoso se nosso Senhor teria observado essa festa. 2:4. Sanclementi. 22 minutos] Mas algumas vezes as fases eram retardadas até que a lua tivesse 1d 17h de idade. se desfaz da dificuldade considerando que a data em Lucas 3:1 referencia. 5." (Pusey. vol. pg 53. e então se o primeiro de nisã fosse adiado até as fases. e as fases na segunda-feira.. entretanto. e se a festa de João 5:1 foi uma Páscoa. mas a afirmação é muito duvidosa. Ela parece depender do testemunho dos últimos rabinos." Para uma descrição do calendário judaico moderno. [13] Foi em aproximadamente no ano 360 que os judeus adotaram o ciclo metônico de dezenove anos para o ajuste de seu calendário. 0h e 22 minutos para a lua cheia. 2. Browne adota isso de uma forma modificada. e em geral para os gentios. o serviço na sinagoga era bem secundário em relação às comidas e bebidas consumidas em excesso nesse dia.): "Este hosei tpiakonta admite considerável latitude. (Gr. (Veja a Tabela de Wurm.. A discussão mais satisfatória da questão que conheço é em Christology. mas que. Daniel. (nona edição. reconhecendo que a hipótese acima referenciada "cai sob objeções fatais". itens 71 e 95. é essencial com autores como ele. que escreveu especialmente para um oficial romano.. pg 407). Certos autores dizem que isso estava em uso no tempo de nosso Senhor. elaboradamente argumentado por Greswell. pg 714). [14] Browne.." (Fasti Rom. [8] Como Dean Alfor diz. Portanto. Veja Ordo Saec. [10] Fasti Rom. é de todo incrível. 18 horas. item 424. o décimo quarto iniciaria somente 1h 22m antes da lua cheia. de Arnold. e veja na pg 177 a nota 7). Os judeus. embora a afirmação do evangelista se choque com sua conclusão sobre a data da Paixão. Cap. rainha da Pérsia. e as provas de Hengstenberg em favor da última são massacrantes. como outras nações que adotavam o ano lunar e corrigiam o defeito intercalando um mês. [11] "O mês começava nas fases da lua. Test. e era uma festa mais social e política do que religiosa.[7] Lewin. ele reconhece sua obrigação de aceitá-la. A festa do Purin não tinha sanção divina. pg 240). contrariamente à prática usual." [9] "Parece absolutamente certo para mim que o ministério de nosso Senhor durou por algum período além de três anos. falharam em obter uma precisão absoluta. Essa precisão. eles usavam um ciclo de oitenta e quatro anos. O apóstolo João menciona expressamente três Páscoas em que o Senhor esteve presente. o ano 30 é o único ano entre 28 e 33 em que as fases da lua cheia foram em uma sexta-feira. de acordo com Newton. o décimo quarto dia de nisã começaria quando a lua tinha 13 dias e 18 horas de idade.. ou nos monumentos. em ajustar o mês à lua não existia na prática. 6: A teoria do principado-conjunto do reinado de Tibério. ou nas moedas. dezoito horas depois de a lua nascer. Antes daquele tempo. É agora geralmente admitido que essa festa foi ou Purim ou a Páscoa. a questão está no fim.. de Venables. teria assim se expressado de modo a ser malinterpretado por eles.. mais de trinta anos. de Wiesler. na realidade. Ele teria subido a Jerusalém especialmente para celebrá-la. e faltando 1 dia. ano 29. que atribuem a crucificação ao ano 29 ou 30. Ele comenta que "é improvável até o último grau" que Lucas. No ano 29. e isso acontece. 755-765). que era evidentemente o período calípico dos setenta e seis anos. mas somente em uma direção.. na realidade. trad. por outro lado. Portanto. no décimo terceiro ano de Xerxes (473 AC). afirma em sua Cronografia que "os judeus inserem três meses intercalares a cada oito anos. Júlio Africano. Ela foi instituída por um decreto de Ester. [12] Herodes. pg 176. veja Encyc. Fasti Sacri. isto é. mas a morte de Cristo. [A idade da lua na fase cheia será 14 dias. há um vestígio que possa ser encontrado que ajude a estimar os anos desse imperador". a lua cheia foi no sábado. 46 . achando "que em nenhuma parte nas histórias. não o ministério de João Batista. Não sabemos qual era o método de cálculo deles no tempo da era cristã.

como mostra sua própria tabela. Realmente. Esses 33 dias e 3/4 formam um mês lunar de 30 dias. algumas vezes. dia 16 de abril. Fasti Rom.. Assim. a do sexto. Ordo Saec. Essa é a epacta do primeiro ano. ou décimo terceiro mês (embolismo). O tratado Rosh Hashanah do Mishna lida com o modo em que. 3). estão marcados com "E". i. nenhum ano entre 28 e 33) satisfaz a esse requisito. A diferença. que é igual a 30 dias exatos. mais de 2. de 33 dias e 3/4. [16] Atos 27:20. de acordo com as octaetérides. ela pode ter sido ainda mais retardada pela operação de regras. pois a lua cheia pascal no ano 29 foi em um sábado. A proclamação pelo Sinédrio. A evidência de duas testemunhas competentes era requerido pelo Sinédrio para o fato que eles tinham visto a lua.." — Browne. "e com base nisso ele afirma que o ano 29 é a única data possível para a crucificação. [20] Josefo testifica que uma "multidão inumerável" vinha para a festa (Ant. que é chamada de epacta. não na sexta-feira de 18 de março. Entretanto. 2. (Guerras. talvez.. a epacta a do quarto ano é igual a 11 e 1/4 + 3 e 3/4 = 15 dias. do terceiro. pg 240] Além disso. portanto. [18] O seguinte é o esquema da octaetéride: "O ano solar tem uma duração de 365 dias e 1/4. 37 e 1/2. 424. 9). além dos estrangeiros presentes na cidade. vol. que é adicionado ao terceiro ano como um mês intercalar. os anos embolísmicos. é 11 dias e 1/4. 6. a festa da lua nova era regulada. pode ter sido algumas vezes retardada até um dia ou dois após as fases e. &3).200 pessoas realmente participaram da ceia pascal. 9. 2. 47 .. a epacta do sétimo ano é 18 e 3/4. 64. possivelmente. as fases eram retardadas até que a lua tivesse 1d 17h de idade [Clinton. [17] Veja Fasti Rom. pelo fato que até anos recentes o Mishna não estava traduzido para o inglês. sobre a impossibilidade de determinar em que anos a Páscoa caiu na sexta-feira. (ch. Os dias da lua cheia da Páscoa nos anos 22 a 37 foram como segue. e um resíduo. ele calcula que em uma Páscoa antes do cerco de Jerusalém.700. A epacta do segundo ano é igual a 22 dias e meio. Portanto. como aquelas do moderno calendário judaico para evitar que certos festivais caíssem em dias incompatíveis. o dia incluído entre os dois ocasos do sol seria o 15 de nisã. 22 05 de abril 23 25 de março 24 12 de abril 25 01 de abril 26 21 de março 27E 09 de abril 28 29 de março 29E 17 de abril 30 06 de abril 31 27 de março 32E 14 de abril 33 03 de abril 34 23 de março 35E 11 de abril 36 30 de março 37E 18 de abril [19] Lucas 22:2-6. C. a do quinto ano é igual a 26 e 1/4. nenhum ano possível (isto é. Parece no Mishna ("Pesachim") que as regras atuais para esse propósito não estavam em vigor. Ano D. pg 240. Ordo Saec. 9. o caso delas estarem "um dia e uma noite na estrada" é previsto. 12 meses lunares têm 354 dias. e as numerosas regras dispostas para a jornada e exame dessas testemunhas provam não infreqüentemente que elas vinham de certa distância. nos dias do "segundo templo". mas mesmo assim devem ter existido regras similares em operação. e a do oitavo é igual a 18 e 3/4 + 11 e 1/4. vol. que é o terceiro embolismo sem qualquer epacta restante. Isso pode ser explicado.[15] Veja Browne. Essa visão é mantida também por Ferguson e outros. ou epacta de 3 e 3/4 dias. Ele afirma que "se em um determinado ano a lua pascal estivesse na fase cheia em qualquer instante entre o pôr do sol de uma quinta-feira e o pôr do sol de uma sexta-feira. o que dá o segundo embolismo de 30 dias com uma epacta de 7 e 1/2. 17.

e incluía ambas. e então comerá das coisas santas. mas o judeu inteligente nunca as confundia. e pode parecer que os suprimentos necessários para o festival ainda poderiam ser adquiridos na noite anterior. pois essa ceia somente seria celebrada após a hora em que essa contaminação já teria passado. "E havendo-se o sol já posto. o evangelista fala da partida apressada de Judas. e dá uma importância que dificilmente pode ser exagerada à questão que surge nesta controvérsia: Foi a traição um fato que ocorreu na noite da ceia da Páscoa? Se. A ceia era o memorial da redenção dos primogênitos de Israel na noite anterior ao Êxodo. sem o sacrifício da Páscoa. a despeito dos esforços da erudição para provar que os evangelhos estão aqui em discordância. [4] Nenhuma palavra pode expressar mais claramente esta discussão do que as do próprio Pentateuco na promulgação final da Lei: "Porém no primeiro mês. Esse princípio aplica-se com força peculiar ao estimarmos a credibilidade das narrativas dos evangelhos. após a narrativa da lavagem dos pés dos discípulos. Mas. então será limpo. Mateus diz: "E no primeiro dia da festa dos pães ázimos. "Chegou. Com ainda maior definição. e. a festa era a celebração de sua libertação real da casa da servidão. sete dias se comerão pães ázimos. a festa dos Pães Ázimos era popularmente chamada de Páscoa. é se participar das ofertas de paz do festival poderia ser apropriadamente designado como "comer a Páscoa". O dia da festa era um sábado. não era a Ceia Pascal. Na linguagem da Lei. porém. quando o comércio era proibido. Esse fato permite-nos concluir que a Páscoa. Mas nenhum apelo em deferência aos grandes nomes pode ser tolerado por um momento quando o ponto em discussão é a integridade das Escrituras Sagradas. "antes da festa da páscoa". um ou todos os evangelistas erraram em uma matéria de fato tão definido e claro. exatamente como a Festa dos Tabernáculos estava baseada na grande oferta pelo pecado do dia da expiação que a precedia. ou Passagem. é profundamente fútil. pois outro dos erros nessa controvérsia é a suposição que o dia judaico era invariavelmente considerado com um nictêmero. [6] e." (Lucas 22:7. Esses autores confundem a Ceia Pascal com o festival que a seguia e ao qual ela emprestava seu nome. ninguém que tenha aprendido a estimá-los como revelação divina ficará surpreso ao descobrir que a principal dificuldade depende inteiramente da prevalecente ignorância com relação às ordenanças judaicas e à lei de Moisés. [1] O testemunho dos três primeiros evangelhos é unânime que a Última Ceia foi celebrada durante a Páscoa judaica. chegaram os discípulos junto de Jesus. o dia dos ázimos. para alguns. ênfase adicionada). embora feita com o melhor dos motivos. aos catorze dias do mês. A ceia não era uma parte da festa. não pela quantidade de verdade que suas evidências contêm. Marcos narra que isso ocorreu no primeiro dia dos pães ázimos. em relação à qual os judeus se recusaram a se contaminar entrando na sala de audiência. portanto. as palavras do Senhor ao traidor foram compreendidas como "Compra o que nos é necessário para a festa. Mas é afirmado com confiança que o testemunho de João é exatamente tão claro e não ambíguo que a crucificação ocorreu no mesmo dia e. é inútil querer supor que seus escritos foram de alguma maneira dados pela boca de Deus. foram ao Mestre em busca de instruções. que começava no fim da tarde. A própria Lei de Moisés fornece a resposta: "Então sacrificarás 48 ." [Levítico 22:7] Não era assim com as ofertas santificadas do dia da festa. (Marcos 14:12). da mesma forma que a Festa das Semanas veio a ser comumente designada Pentecostes. porque este é o seu pão. conhecendo o dia e os ritos associados. e se ele falasse enfaticamente da festa da Passagem." [5] Abrindo o décimo terceiro capítulo de João à luz dessa simples explicação. era moralmente a base sobre a qual a festa foi criada. dizendo: Onde queres que façamos os preparativos para comeres a páscoa?" [2] A proposta foi.CAPÍTULO 9 A CEIA DA PÁSCOA A confiabilidade das testemunhas é testada. [3] Esse título era comum para a ceia e para a festa. quando sacrificavam a páscoa. se isso for possível. explicando que. mas dos discípulos. [8] A única questão. na véspera do festival. [7] Sem dúvida. A cena é a Ceia da Páscoa. mas pela ausência de erros. não do Senhor. estaria referenciando o festival e excluindo a ceia. em que importava sacrificar a páscoa. na mesma hora do sacrifício da Páscoa. Muitos autores eminentes podem ser citados que apóiam essa visão e a controvérsia em sua defesa é infindável. E aos quinze dias do mesmo mês haverá festa." [João 13:29]. toda dificuldade desaparece. A tentativa de provar que ela foi uma celebração antecipada. algumas vezes argumenta-se. essa era a regra comum e notavelmente com relação à lei da purificação cerimonial. Um único erro flagrante pode servir para desacreditar o testemunho que parecia do mais alto valor. E a linguagem de Lucas é ainda mais inequívoca. como tem sido dito comumente. que eles precisavam comer antes da hora em que suas impurezas cessavam. que. é a páscoa do SENHOR.

em violação à lei. A Páscoa. e os judeus rabínicos. A força desse "portanto" depende parcialmente de negligenciar o fato que todos os grandes sacrifícios para os quais o 15 de nisã devia em grande parte sua distintiva solenidade. além disso. argumenta-se. os versos de encerramento deste mesmo capítulo dão essa confirmação. Ele exclamou. em seu sentido mais definitivo e estreito. portanto. quando pensava em Sua missão na Terra. como na maioria dos outros pontos de diferença entre os judeus caraítas. A Lei determinava que o molho das primícias fosse movido perante o Senhor "no dia seguinte ao sábado (da Páscoa)" [Levítico 23:10-11] e. Durante todo Seu ministério terreal. era na festa que o governador libertava um prisioneiro para o povo (João 18:39. ele era especificamente distinguido como o dia em que as primícias da colheita eram oferecidas no templo." [Deuteronômio 16:2. Se então as palavras de João são inteligíveis somente quando assim interpretadas. (Lucas 22:53) Sua hora. Tendo isso em mente. em cumprimento a essa missão. Ou. "o Messias foi cortado". em que a substituição. As ofertas que são colocadas primeiro no livro de Levítico têm uma grande parte na teologia da epístola aos Hebreus — o "Levítico" do Novo Testamento. Mas embora os outros sacrifícios típicos sejam quase totalmente ignorados nos sistemas de nossas principais escolas de teologia. Mas quando algumas vezes seus opositores quiseram lançar mão Dele.. Mas João não diz expressamente que era "a preparação da Páscoa". e se quando assim interpretadas são consistentes com o testemunho dos três primeiros evangelistas. mas um dia útil de trabalho. e os primeiros molhos ajuntados deveriam ser levados ao Santo Lugar para serem movidos solenemente diante de Jeová. é essencial. e é assim usado por todos os evangelistas.a páscoa ao SENHOR teu Deus.. quando. a partir desse dia. Ele a chamou. por outro lado.8). No entanto. E assim veio a acontecer que o indiciamento diante de Pilatos ocorreu no festival. (Números 28:17-24) em que. (Números 28:19-24) [10] Neste relato somente é que o sábado era um "dia grande". nem uma mão foi alguma vez lançada sobre o Bendito. esse dia não poderia deixar de ser realmente um "um dia grande".. e assim sincronizando com as solenidades tanto do festival pascal e o sábado. de acordo com a intenção da Lei. a hora deles. que seguiam as tradições dos anciãos. se confirmação ainda for necessária. Mas. que o leitor compare o verso quatorze do capítulo 19 de João com o os versos trinta e um e quarenta e dois do mesmo capítulo e não terá dificuldade em interpretar as palavras em questão. a colheita da cevada deveria iniciar. "era a sexta-feira da Páscoa". [13] Agora.. ainda mais notáveis e significativos. eles não têm pequena proeminência nas Escrituras. como o livro de Deuteronômio expressamente ordena que as semanas deveriam ser contadas a partir do primeiro dia da colheita (Deuteronômio 16:9. enquanto que a Páscoa nem é referenciada uma única vez. [12] O argumento em prova que a morte de Cristo foi no mesmo dia em que o cordeiro da Páscoa era morto. porque em respeito a essa ordenança. portanto. combinada com uma visão mais ampla dos tipos mosaicos. os fariseus estavam interessados em conseguir que Ele fosse traído na noite da Ceia Pascal. os últimos estavam totalmente errados. Mas com os judeus tudo isso foi perdido no rito vazio de oferecer no templo uma medida de alimentos preparados com milho que. era o dia da ressurreição. dissipa a força dessa conclusão. Ele foi colocado em suas mãos. uma investigação mais de perto do assunto. uma hora misteriosa por vir era mencionada. ganhou um interesse e valor fictício a partir da aparente adequação do sincronismo que isso envolve. ele declara e. O verdadeiro dia para a ordenança. [11] quando. sempre foi o tipo mais popular de todos. de acordo com o costume citado. sete dias nelas comerás pães ázimos. "Que era grande o dia de sábado".3. O ensino distintivo do calvinismo está baseado em dar um lugar exclusivo ao grande sacrifício da oferta pelo pecado de Levítico. e isso não precisa necessariamente significar o décimo quarto dia de nisã? A resposta simples é que nem uma única passagem foi citada dos escritos sacros ou profanos em que esse dia é assim descrito. "Esta é a hora e o poder das trevas". 49 . Mas. e compare 2 Crônicas 35:7. Marcos 15:6 e Lucas 23:17). pois. embora passado em humilhação e opróbrio. [9] Mas ainda outra afirmação de João é citada nesta controvérsia. nenhum elemento está faltando para dar certeza que os eventos do capítulo 18 ocorreram durante o dia da festa. sete semanas eram contadas que terminavam com a festa de Pentecostes. Esse rito era invariavelmente celebrado no dia 16 de nisã. enquanto que entre os judeus. eram repetidos diariamente em todo o festival. "o primeiro dia da semana" seguindo a Páscoa. "a preparação" era o nome comum para o dia anterior ao sábado. Temendo prender o Senhor no dia da festa por causa do povo (Mateus 26:5. que se apegavam às Escrituras como seu único guia. essas ofertas de Levítico [14] marcavam o dia da festa. Marcos 14:1-2). em que o ódio deles ficaria irrestrito. tinha sido colhido dias antes. e compare Levítico 23:15-16). como todos os evangelistas declaram. precisa ter sido o dia 15 de nisã. compare Mateus 27:15. das ovelhas e das vacas. é evidente que o dia seguinte após o sábado não deveria ser ele mesmo um sábado. exceto em inoportunas súplicas ou em devoção e serviço amoroso.. quando Judas e a ímpia multidão o cercaram no jardim. E outros sincronismos não estão em falta. de acordo com os evangelhos.

Compare Êxodo 12:14-17 e Levítico 23:5. Esses autores querem que acreditemos que os discípulos supuseram que estavam ali e então comeram a Páscoa. Se qualquer um tem dúvidas sobre isso. por exemplo. esse período era designado na lei. de Browne. mas o encerramento de Seus sofrimentos. mas além e acima disso tudo o mistério da Paixão é que Ele foi abandonado e se tornou maldito de Deus. Seus sofrimentos nas mãos dos homens foram apenas uma conseqüência disso. e marque que na enumeração das festas no capítulo 23 de Êxodo. era considerado. com os lombos cingidos. Ant. o dia em que o fermento deveria ser removido das casas. A morte Dele não foi o início." A matéria é tratada em diversos livros. na noite em que a Páscoa era comida. É injustificável afirmar que a ausência do artigo em João 19:14 impossibilita dar esse 50 ." [16] Notas de Rodapé do Capítulo 9 [1] theopneustos. a Páscoa (isto é. 14:2. o dia 14 de nisã. isto é. Mas embora a Páscoa fosse celebrada entre seis da tarde e a meia-noite.. 16. na prova que "os três primeiros evangelhos estão em discordância neste ponto com o quarto. ou o dia da festa.. como Lucas diz: ha maera ton adzumon. e compare com Josefo. A agonia da meia-noite no Getsêmani foi assim. foi porque Deus O entregou nas mãos deles. Quando essa hora prevista chegou. a distinção seria entre Páscoa e Pentecostes ou Tabernáculos.. para uma exaustiva discussão dessa questão. Marcos 15:42.3. não o início do 15 de nisã. na verdade. Também pode ser dito que o Senhor sancionou e participou em uma violação da Lei por que se reclinou na ceia. Não era o primeiro dia da festa. a Ceia Pascal) é totalmente omitida. [7] Tal.. [6] João 13:1. de acordo com o Mishna (Tratado Berachoth). era o dia da expiação (Levítico 23:32) e também o sábado semanal." [4] Ou. mas ta prota ton adzumon. em vez de se manter em pé. se de cima não te fosse dado. Na Versão Autorizada os tradutores perverteram esse verso. chamada a páscoa. versos 31 e 42. e mesmo assim imaginaram que Judas foi despachado para comprar o que faltava para a Páscoa! [8] Porque o dia terminava às seis horas. [5] Números 28:16. Além disso. "Nenhum poder terias contra mim. Josefo (Ant.1. o dia começava às seis horas da manhã. ou.17. sabemos a partir de autores judeus que essas ofertas (chamadas no Talmude de Chagigah) eram comidas entre três e seis horas. ". indicando que não consta no original. O leitor precisa distingüir cuidadosamente entre versos como este e aqueles em que em nossa tradução a palavra "festa" aparece em itálico. o grande antítipo daquela meia-noite no Egito. a partir das seis horas da manhã seguinte. foi a hora de Seu triunfo. 65-70. 2) cita um edito imperial que dispensava os judeus de comparecerem nos tribunais no sábado ou após a nona hora do dia da preparação. "Coar um mosquito e engolir um camelo" era característico dos homens que eram os atores nessas cenas.. mas a noite do dia 14 (compare Êxodo 12:6-8 e Levítico 23:5). O dia 15. a mão poderosa que O tinha guardado da fúria se afastou. E pontos como dizer que os judeus eram proibidos de deixar suas casas na noite da ceia. pois. como Sua morte foi o cumprimento da libertação de Seu povo. os sapatos nos pés e o cajado nas mãos. 2 Timóteo 3:16. e também em Mateus 27:62. assim ela ocorreu no aniversário daquele "mesmo dia em que o SENHOR tirou os filhos de Israel da terra do Egito. e a impureza cerimonial continuava até às 6 horas. e 17:9. envolvem a confusão entre as ordens dadas para a noite do Êxodo com a lei relativa à sua celebração anual. como determinado em Êxodo 12. E. 6. [3] Veja Lucas 22:1. Aqui. se a ênfase estivesse na última palavra. [15] Em algum sentido. daí Sua resposta a Pilatos. trato apenas os pontos salientes da controvérsia.a festa dos ázimos. sem dúvida. Veja Ordo Saec.As agonias que os homens Lhe infligiram estão na mente da cristandade. Os argumentos baseados na observância sabática do 15 de nisã serem inconsistentes com os eventos da manhã da crucificação não têm valor algum. [2] Mateus 26:17 (Versão Revisada). que leia o Mishna. realmente. segundo os seus exércitos." Se os homens o prenderam e o feriram. quando o anjo destruidor passou pela terra. Lucas 23:54. [9] Em de paraskeua tou pascha.

O dia da ressurreição foi o aniversário da passagem do Mar Vermelho. No dia 17 de nisã. Ela não tem lugar na doutrina da epístola. Segue-se que o verdadeiro dia de Pentecostes precisa sempre ser no primeiro dia da semana (veja Levítico 23:15. e a expressão "sexta-feira da Páscoa" era tão natural para o judeu quanto "segunda-feira de Páscoa" é para nós. [13] A menção histórica da Páscoa em Hebreus 11:28. não na hora da morte do Senhor. "A elucidação da doutrina dos tipos. Ant.. naquele mesmo ano o verdadeiro Pentecostes foi. 9.. 765)] pode ainda ser registrada como uma vergonha merecida para a teologia.5. e isso. [15] Nenhuma mente reverente buscará analisar o significado dessas palavras. e novamente do repouso da Arca sobre o monte Ararate (Gênesis 8:4). [11] O calendário judaico atual é ajustado de tal forma que o dia 14 de nisã nunca caia em um sábado (veja Encyc. Brit. mas o dia que o seguiu. o povo redimido emergiu das águas do mar e o Senhor Jesus ressuscitou dentre os mortos. Guerras. é um problema importante para os futuros teólogos. com sua oferta de carne. [12] Na verdade ele não poderia ter sido senão o maior sábado do ano. Compare Josefo. a terra renovada emergiu das águas do dilúvio. um fato que confirma a suposição que a palavra ambígua usada em Atos 2:1 significa "cumprido" no sentido de passado. 51 . (Veja Êxodo 12:2. ocorreu no mesmo dia divinamente indicado para o rito.23). A Páscoa da celebração anual era apenas um memorial da Passagem no Egito. agora inteiramente negligenciada. e que foi então reunida "no primeiro dia da semana" que a igreja recebeu o dom do Espírito Santo. mas no ano da crucificação. era feito porque as atividades do dia eram incompatíveis com a observância devida ao quarto mandamento. Mas o crente não tolerará uma dúvida sobre a realidade e profundidade do significado delas. 6. tornou-se o primeiro mês no Êxodo. o dia seguinte após o sábado seria invariavelmente um dia útil. o grande antítipo. entre a nona e undécima hora (Josefo. a palavra é anarthrous. Ainda mais valiosa é a sua explicação de Mateus 27:62. [14] A oferta queimada. [10] Números 28:19-24. a ressurreição de Cristo dentre os mortos (1 Coríntios 15:20.16) e. para que a lei fosse perfeitamente coerente em prover que o molho fosse movido no primeiro dia da colheita." Essa frase de Hengstenberg (Christology (Arnold´s Ed. não é logicamente uma exceção. (Veja a nota de Alford sobre Marcos 15:42.. nona edição. 299). Portanto. 3).significado à palavra paraskeua nesta passagem. mas após a hora. sem dúvida. Ele era morto. Portanto. Nisã. 3:10. [16] Êxodo 12:51. Nos três dos outros cinco versos citados. confira Ordo Saec.). exceto que elas testificam o grande fato que Seus sofrimentos e morte foram em expiação pelos nossos pecados. que foi o verdadeiro tipo. que tinha sido o sétimo mês. e é fútil fingir que isso não é suficiente para explicar a menção dele. portanto. não o dia de sábado em que os judeus observavam a festa. pois de fato ela veio a ser o nome comum para o dia. e muito do que tem sido escrito nesta controvérsia pode ser citado para provar sua verdade. a oferta pacífica (o chagigah do Talmude) e a oferta pelo pecado (Levítico 1:4). título "Hebrew Calendar"). é somente em um ciclo de anos que o verdadeiro dia para oferecer as primícias cai no terceiro dia da Páscoa. além disso.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful