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CONTEÚDO OPERACIONAL: ELEMENTOS E TAXONOMIA

1. CONTEÚDO OPERACIONAL DO DESENVOLVIMENTO MOTOR Designamos conteúdo operacional do desenvolvimento motor todos os elementos de expressão motora que integram o comportamento do indivíduo e que são susceptíveis de análise, avaliação e intervenção facilitadora ou reparadora. Estes elementos distribuem-se pelos diversos níveis hierárquicos da organização das condutas motoras, incluindo portanto, de acordo com a nomenclatura clássica de inspiração fisiológica, os reflexos, os automatismo e os actos motores voluntários. Dada a grande variedade de manifestações motora que o indivíduo apresenta ao observador desde as etapas mais precoces do seu desenvolvimento, é indispensável categorizá-las e dispô-las numa ordem ou “taxonomia” que respeite a sua hierarquia e articulação funcional. Por razões que já referimos, mas das quais sublinhamos mais uma vez as distintas ópticas disciplinares que abordam o movimento humano, estas taxonomias apresentam com frequência grandes disparidades estruturais e terminológicas. Em alguns casos, a ênfase é atribuída a dimensão de controlo do movimento; em outros, à dimensão normal. Ainda outras classificações adoptam como princípios organizadores as tarefas ou os efeitos externos das acções motoras. Alguns autores acentuam as bases neurais do movimento, outros a sua dimensão e significado psíquico. A postura etnoantropológica tende a valorizar o fundo social e simbólico associado ao repertório motor do grupo e aos seus modos de aquisição. A taxonomia proposta por Harrow (1972) é uma das que reúne coerência interna e valor didáctico, pelo que se recomenda a sua adopção ao longo do curso, sujeita a uma ou outra intromissão de classificações proposta por outros autores. Esta taxonomia, descrita no quadro 4.1., assenta em seis níveis primários de classificação: dos movimentos reflexos dos movimentos básicos fundamentais das capacidades perceptivas das capacidades físicas das habilidades motoras da comunicação não verbal

embora um deles. situado entre o nível dos movimentos reflexos e o dos “movimentos básicos fundamentais”. a divisão da “discriminação cinestésica” e esta.1.1. da marcha titubeante domínio da locomoção. lateralidade. Os reflexos segmentares são aqueles que implicam um único segmento da medula espinhal.Cada um destes níveis de classificação contém divisões e subdivisões.). passamos em revista algumas noções tal como apresentadas por esta autora. consequência do progresso da maturação nervosa e do afinamento dos esquemas que conduzem. em especial no jogo dos agonistas e antagonistas e na manutenção da postura. Os reflexos intersegmentares envolvem. pela importância que revestem a sua dimensão de controlo motor e a especificidade dos processos fisiológicos associados. a da “consciência corporal”. Se a divisão dos “movimentos básicos fundamentais” poderia ser desenvolvida de forma mais minuciosa (apresentando. apresenta uma subdivisão. auditiva e táctil) parece especialmente ajustada às necessidades de sistematização do sistema motor. o metâmero. sobretudo. Importa. Na verdade. Assim. etc. por exemplo. o nível das “capacidades perceptivas” inclui. discordar da terminologia adoptada. 2. segundo a noção clássica da neurofisiologia. tenha uma importância capital em toda a fisiologia muscular. Sem prejuízo de uma consulta mais aprofundada nos manuais de neurofisiologia. Contudo. já a divisão das “capacidades perceptivas” em quatro divisões de discriminação sensorial (cinestésica. a aquisição e consolidação destes é. o modelo taxonómico da Harrow apresenta uma lógica interna facilmente acessível. o critério dos efeitos externos e observáveis (reflexos de “endireitamento”. O NÍVEL DOS MOVIMENTOS REFLEXOS Sobre a importância do equipamento reflexo já nos referimos em 2. em grande medida. São. que utiliza. dominância lateral e equilíbrio.. por exemplo. num ponto ou noutro. entre outras. já que não se trata de unidades de classificação abstractas mas de realidades fisiológicas intervenientes quer no processo de desenvolvimento quer no da aquisição de novas habilidades motoras. a seu respeito. a “capacidade de coordenação” talvez devesse constituir um nível de classificação autónomo. pela sua natureza anatómica e funcional. enfatiza a organização neural. 2. dois ou mais segmentos medulares. ao contrário de Broer. o reflexo miotático. contendo quatro elementos: bilateralidade. 2. muito restritos. reacções estáticas locais. Embora possamos. a propósito da concepção maturacionista do desenvolvimento motor. . uma enumeração dos seus elementos que não são senão os aqui chamados “ padrões motores fundamentais”). na sua taxonomia. por seu turno. Harrow. visual. por sua vez.1. por exemplo.2. destinguir os reflexos cooperativos dos competitivos.

Uma outra situação em que esta competição é evidente observa-se na corrida em condições de fadiga. Quando dois ou mais reflexos competitivos se articulam num determinado padrão. como os que são necessários ao reforço tónico em situações de desempenho motor mais exigente (nos saltos e nas trajectórias do corpo no espaço. para o reflexo miotático e para o mecanismo da inervação recíproca dos agonistas e dos seus antagonistas Por último. Pelo contrário. obviamente. Um reflexo competitivo desempenha. pode ser indispensável para assegurar o jogo harmonioso dos flexores e extensores. por exemplo) inclina a cabeça à retaguarda. Os reflexos suprasegmentares envolvem a participação simultânea da medula espinhal e dos centros cerebrais. um papel exactamente contrário. por exemplo) que lhe é lançada à altura da face. implicando respostas musculares de grande complexidade e extensão. consistindo no encerramento das pálpebras. toma a designação de padrões motores. as reacções tónicas cervicais e as reacções estáticas ao nível da musculatura da face “competem” com os reflexos associados à mecânica da respiração. Na aprendizagem da natação. e os reflexos posturais de organização mais elaborada. em que o controlo da respiração é uma etapa fundamental. necessariamente. o reflexo óptico de defesa. como sejam o reflexo de rigidez extensora (actua sobre todos os músculos antigravíticos dos membros). Logo. como o nome indica. um sentido dificultador da economia do movimento. com irradiação da rigidez aos músculos da face.Diz-se que um reflexo é cooperativo quando se associa. por exemplo). é normalmente acompanhado por reacções de esquiva que cabem na designação genérica de reflexo de sobrevivência. a figura reflexa designa o fenómeno de integração dos reflexos nos membros superiores e nos membros inferiores. na terminologia de Malina. 3. aumentando assim o tónus cervical. numa acção sinérgica. dificultando esta e repercutindose na própria eficiência mecânica do nado. simultaneamente. A sua expressão mais evidente está na alternância dos apoios dos pés e nos movimentos pendulares e assimétricos dos braços na marcha normal. do pescoço e da cintura escapular. O seu enunciado e a descrição dos respectivos percursos de desenvolvimento serão tratados no capítulo seguinte. O NÍVEL DOS MOVIMENTOS BÁSICOS FUNDAMENTAIS Este nível de taxonomia inclui o que. É a actuação conjugada destes dois reflexos que a criança tem de vencer para dominar a recepção de um objecto (uma bola. Estes reflexos assim considerados remetem. a um outro reflexo de igual ou diferente complexidade. Esta não tem. como sucede na marcha e na corrida. aumentando a dificuldade da respiração. quando o atleta em dificuldade respiratória (num sprint. diz-se que há indução sucessiva. Por exemplo. as reacções plásticas que produzem o alongamento e o encurtamento dos músculos. .

uma alteração da dominância dos sistemas sensoriais. em particular. com o objectivo de dirigir as acções motoras. representando o ajustamento do indivíduo ao mundo mediado pelo corpo próprio. O desenvolvimento motor. por exemplo). A descoberta e domínio do mundo é em simultâneo.» Por isso. como todo desenvolvimento. da capacidade de coordenar. pressupõe também informação – um processo aferente indispensável à realização das manifestações motoras. - - (*) Utilizamos. Há. Como desenvolvimento perceptivo-motor devemos entender a maioria das capacidades da criança para perceber (isto é. o desenvolvimento motor. regista-se um aumento da capacidade de discriminação intrasensorial. Esta condição está na dependência do desenvolvimento dos processos de integração cerebral. «se o processamento da informação aferente é lento ou impreciso. para a visão. o termo mundo na sua acepção fenomenológica. expressão do modo como o indivíduo se relaciona com o mundo(*) – com o mundo exterior. um aperfeiçoamento da comunicação intersensorial. “dos outros”. tal como entendido pelos psicólogos (como Marleau-Ponty) ou pelos biólogos que seguiram a tradição de Jakob von Uexküll (s/d). nesta passagem do texto. se trata. através do corpo. na conhecida expressão de Marleau-Ponty. Essa melhoria passa por três condições fundamentais: Verifica-se. Este é. em primeiro lugar. depende em grande medida ao desenvolvimento dos órgãos que são responsáveis pela apreensão das características sensíveis desse mundo ou “mundos” – exterior e interior – isto é. efectivamente. os exteroceptores e os proprioceptores. Ao mesmo tempo. a descoberta e o domínio do corpo. não devemos entender o desenvolvimento motor como sendo apenas motor. O NÍVEL DAS CAPACIDADES PERCEPTIVAS O comportamento motor é. Como escreveram Williams e DeOreo (1980). é maior a probabilidade de a resposta motora ser inadequada. depois. e o mundo social.4. diversos sistemas sensoriais (ouvido-visão. . antes de tido. em simultâneo. o mundo material. a qual passa dos receptores proximais (sobretudo os táctilocinestésicos) para os telereceptores e . Os progressos obtidos num e noutro domínio influenciam-se reciprocamente. “das coisas”. ou seja. “o veículo do Ser no mundo”. o que permite a criança destinguir mais detalhes e identificar semelhanças e diferenças em organizações de estímulos cada vez mais complexas. Assim. captar e avaliar internamente) modalidades cada vez mais complexas de informação sensorial. com a sua ressonância ecológica. em alternativa equivalente ao termo hoje mais corrente de meio ou ambiente. pois é de desenvolvimento perceptivo-motor que.

A maturação histológica e funcional de muitos órgãos integrantes de vários sistemas sensoriais desempenha nesta evolução um papel fundamental. discriminação e acompanhamento visual. estão implicados elementos sensoriais e perceptivos como a acuidade visual dinâmica. por exemplo. é controlado a partir do processo das informações visuais. no modo como a escrita se “desorganiza” quando o indivíduo escreve uma frase conhecida com os olhos vendados. modificações estruturais e funcionais que ocorrem. por exemplo. Isso está bem demonstrado. É sabido que a acuidade visual é reduzida no bebé. ao nível dos cones e dos bastonetes. envolvendo um jogo complexo de músculos extraoculares óculomotores que não está completamente adquirido antes dos 6 anos. por exemplo. É sabido que a acuidade visual é reduzida no bebé. na energia e na duração das mesmas. a respeito da visão e da suas características de acuidade. Se “os olhos dirigem a mão”. nas suas acções mais globais. melhorando gradualmente até aos 8-9 anos. Algo idêntico se passa quanto ao acompanhamento visual. com certeza. ao nível dos cones e dos bastonetes. neste intervalo. com certeza. Algo idêntico se passa quanto ao acompanhamento visual. na orientação dos movimentos gerais e segmentares. Um grande número de dificuldades bem conhecidas dos professores de Educação Física radica nas limitações do processamento das informações visuais na criança. modificações estruturais e funcionais que ocorrem. neste intervalo. envolvendo um jogo complexo de músculos extraoculares e óculomotores que não está completamente adquirido antes dos 6 anos. A importância do desenvolvimento da visão para o desenvolvimento motor é inquestionável. e que explicam essa evolução. Há. não é menos verdade que todo o corpo. melhorando gradualmente até aos 8-9 anos. bem como a maturação dos territórios superiores do sistema nervoso central. por exemplo. pois há uma relação cooperativa entre a visão e sistema cinestésico bem demonstrada. Isso está bem demonstrado. a respeito da visão e das suas características de acuidade. bem como a maturação dos territórios superiores do sistema nervoso central. A maturação histológica e funcional de muitos órgãos integrantes dos vários sistemas sensoriais desempenha nesta evolução um papel fundamental. determinando alterações na localização do corpo. o acompanhamento visual a distância (afastamento do observador ao objecto observado) e a profundidade (afastamento entre dois objectos observados). A resposta tardia da criança para receber a bola não é simplesmente um problema motor – pode ser também resultante da dificuldade em identificar e reconhecer uma trajectória (identificação e reconhecimento de uma forma ou de um padrão) ou de um tempo de processamento ainda lento para aquela situação particular. e que explicam essa evolução. Há. discriminação e acompanhamento visual. . Na recepção de uma bola.

portanto. de um lado. ordem e poder de motivação. as dificuldades tornam-se ainda mais evidentes. O mais provável é que ambas as causas concorram para essa situação frequente. tanto no plano das atitudes como no dos movimentos. pois não só a bola. por igual. Há. alheada do jogo. é caso para que perguntemos se esse comportamento se explica por uma causa psicológica (desinteresse pelo carácter inconsequente e anárquico do jogo. pois os jogadores são chamados a realizar cálculos óptico-motores para os quais não dispõem das condições preceptivas e perceptivo-motoras indispensáveis. A organização cinestésica implica igualmente um longo e prolongado processo de maturação histológica e funcional dos proprioceptores. a atitude. o crescimento e as capacidades físicas pelas suas expressões dimensionais ou “quantitativas”. os primeiros passos na aprendizagem de um jogo desportivo colectivo. Aliás. A acuidade visual que. É com certeza. uma decisão puramente didáctica. enquanto os padrões motores e as habilidades motoras são habitualmente tratados no quadro da maturação do sistema nervoso e das aprendizagens. a evolução da força muscular nas crianças e jovens é tratada na Fisiologia Geral e. por longos momentos. O NÍVEL DAS CAPACIDADES FÍSICAS O desenvolvimento das capacidades físicas é tratado com mais frequência nos cursos e livros de textos sobre o crescimento e o treino desportivo. no lançamento/recepção da bola. egocentrismo e consequente dificuldade para participar em actividades em grupo) ou pelas limitações funcionais da visão infantil. A tomada de consciência do corpo “em si” e na sua relação com o meio é determinada em grande parte pelo modo como a criança. Assim. não se confina ao plano dos exteroceptores. bem como dos circuitos de transmissão e processamento das respectivas informações que precedem as respostas de controlo central das condutas motoras. o que afecta. O desenvolvimento das capacidades perceptivas. os companheiros e os adversários estão em movimento como a própria criança realiza deslocações constantes. na óptica da resposta de treino. interpreta e organiza os dados da sensibilidade cinestésica e somestésica. a partir das suas experiências motoras. o desenvolvimento motor e as habilidades motoras como um corpo de fenómenos de natureza mais “qualitativa”. o equilíbrio e a coordenação dinâmica geral. agora. outro. Esta concepção em outras dicotomias bem conhecidas. Na literatura e na organização da investigação cientifica. alem de um critério . quando a criança pára e parece. na Fisiologia do Exercício. o crescimento e as capacidades físicas evocam desde logo o aparelho locomotor e os sistemas de produção energética. torna-se agora quase exclusivamente dinâmica.Se considerarmos. e. Em consequência. o jogo perde fluência. era estática em relação ao companheiro e dinâmica em relação à bola. fundada numa concepção tradicional que coloca. 5. base indispensável da estruturação das condutas motoras.

composta e complexa. A posição que vamos adaptar neste curso é a de considerar. AS HABILIDADES MOTORAS Atitude diferente será tomada a respeito das habilidades motoras.de exposição do movimento humano que leva esta separação artificial de duas expressões de um mesmo fenómeno – o acto motor. Uma habilidade motora deve ser entendida como um aperfeiçoamento ou optimização de um padrão motor. Malina. etc. intelectual. determinado pela necessária adaptação a uma condição particular. faz sentido que Harrow tenha considerado. Por isso. social. 6. no plano das suas definições. introduzido por Berne em 1957 (cfr. na sua taxonomia. Esse nível. 1984). Contudo. Tal não dispensa que sublinhemos a importância que tem o nível de desenvolvimento motor no momento em que se inicia uma aprendizagem. um conceito de emprego generalizado quer na educação quer no treino desportivo. pois os critérios diferenciados e alguns dos argumentos que apresenta são bastante questionáveis. admite-se que a autora não alcance um grau de aceitação idêntico. . readiness. como integrando o processo de desenvolvimento motor. a elevação quantitativa das chamadas “capacidades físicas” que não resultem do processo de treino desportivo ou de qualquer outra forma de exercício intencional e sistematicamente orientado para esse efeito. em conformidade com a definição de Malina reiteradamente citada. deve ser entendido como o indicador decisivo da pertinência do processo de aprendizagem que se pretende realizar. muitas vezes designado como “nível inicial” ou “comportamento à entrada”. Como é evidente. A adequação do conteúdo e da complexidade da aprendizagem ao estádio de maturação da criança (motora. o padrão motor maduro do lançamento por cima do ombro não satisfaz as exigências de distancia do lançamento do dardo nem as de força de precisão do remate de andebol. a expressão “habilidade adaptativa” nos seus três níveis – simples. as quais remeteremos para a disciplina de Controlo Motor e Aprendizagem.) traduz o estado de prontidão.

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a utilização de .Assim. já a definição de habilidade motora composta. implicando. necessariamente. se podemos aceitar que uma habilidade adaptativa simples seja entendida como o refinamento de um padrão motor fundamental.

» (Harrow. Assoc. .F. para que tais tarefas sejam executadas.U. Pennsylvania. Wild M (1938). etc. bastão. Columbus. cit. consideradas mais complexas do que as actividades incluídas na categoria. há necessidade de apenas um mínimo da informação sensorial. como sejam o proprioceptivo. tem implicações noutros planos inerentes à organização do movimento. Charles E. ob. Wallon H (1973). Rigal R (1985). A própria autora manifesta algumas dificuldades quando pretende clarificar a sua proposta: «É desnecessário dizer que alguns comportamentos são difíceis de serem categorizados.um utensílio (raqueta. As actividades de esgrima. Eckert H (1974). Vol. Paris.) 7. o coordenativo e o da reprogramação motora. porventura. Embora essa subcategoria trate de actividades que exigem o uso de algum instrumento. 9 (3): 20.) restringe ao plano instrumental o que. Educ. Motor Development. [tiro com arco] e remo exigem implementos mas o padrão básico de movimento utilizado é fundamentalmente o de empurrarpuxar e. os educadores serão capazes de identificar actividades que embora requeiram a utilização de um implemento não podem ser. Vigot. The behavior pattern of throwing and some observations concerning its course of development in children. BIBLIOGRAFIA Espenschade A. Merril. Lea & Febiger. Talvez um exemplo esclareça melhor esse ponto. Wickstrom RL (1983). Research Quarterly Am. Health Phys. Les Origines du Caractère chez I`Enfant. Motricité Humaine: Fondements et Applications Pédagogiques. Philadelphia. P. Paris. Ohio. logicamente. Fundamental Motor Patterns.