Direito internacional 10/08 Direito internacional público Aula passadas: retrospectos ate a atualidade Hoje: Definição – conjunto de normas que

regula as relações externas dos atores que compõe a sociedade internacional. Tais pessoas internacionais são as seguintes: estados, organizações internacionais, o homem, etc (Celso D. de Albuquerque Melo) não existe um poder coercitivo q venha impor sanções nos instrumentos internacionais (há, mas se o estado não se submeter não há) Sujeitos de D internacional: expansão com o decorrer dos seculos (tudo começou com os estados) Pressupostos de existência do DIP: 1- pluralidade de estados soberanos (porque basicamente o D internacional congrega relações entre estados e organizações internacionais, que nada mais são q formados pelos estados) 2 – comercio internacional (navegações, comercio marítimo no final do seculo Xv que tiveram destaque) 3 – Princípios jurídicos coincidentes (não antagônicos) Princípios do DIP: Igualdade jurídica dos estados (regra geral) livre consentimento Pacta sunt servanta (respeito ao que foi pactuado, oposto ao rebus sic stantibus – teoria da imprevisão ) - ai este princípio não é relativizado aqui ele é mais atuante Boa-fé não interferência nos assuntos internos dos outros estados (mas alguém mais ricos acabam interferindo) principio da cooperação (ex Haiti) responsabilidade por atos ilícitos respeito a integridade territorial (senão licitamente) legitima defesa contra agressão dignidade de todos os homens e mulheres proibição da escravatura, do racismo e de trafico de seres humanos precaução … Fundamentos do DIP Duas correntes: 1 – Voluntarista-positivista – da vontade dos estados: positivado por meio da assinatura de um tratado 2 – Jusnaturalista (Ex: Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados 1969 – art. 26 “Todo tratado em vigor obriga as partes e deve ser cumprido por elas de boa-fé”, no qual se houver duvida impera a boa-fé posto que a primeira parte do artigo é totalmente

positivista) – Direitos humanos, independem de regra escrita, tbm refere-se a vontade dos estados – regras “alem da vontade do estado” Fontes do DIP: Estatuto da Corte Internacional de Justiça – CIJ, artigo 38, estipula os elementos aplicáveis em suas decisões: 1 tratados 2 costumes 3 princípios gerais de direto reconhecidos pelas nações civilizadas 4 a doutrina e jurisprudência – meios auxiliares 5 equidade (caso não haja regra, muito raro hoje em dia) Convenções internacionais: Os tratados são atualmente considerados como a mais importante fonte do direito internacional Costume: (prática reiterada (lapso temporal) – regra + aceitação da população) - 2ª Guerra Mundial - Avanço tecnológico Princípios gerais do direito interno integram as lacunas – Ex: Art. 4º LICC “Quando a lei for omissa, o juiz decidira o caso de acordo com a analogia, os costumes e os princípios gerais do direito” Jurisprudência e doutrina Jurisprudência: Decisões de Tribunais Arbitrais – Ex: Câmara internacional do Comercio de Paris – CCI e American Arbitration Association (AAA) Decisões de Corte de Justiça Internacional ex CIJ Decisões de determinadas Organizações Internacionais Ex OMC Doutrina: - Primórdios - Atualmente Importante: embora não constem da enumeração do art. 38 da CIJ, nos dias atuais incluem-se entre as fontes do DIP as Resoluções das Organizações Internacionais. Ex: Resolução da Assembleia Geral da ONU. Blumenau, 11 de agosto de 2010. Tratados internacionais Conceito: “” - solenes porque escritos Convenção de Viena de 1986 é um complemento da anterior Ex. de Convenção: Rio de Janeiro em 1992: Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, posto que tinha conceitos mais gerais, sem detalhar, sem especificar, decorrente desta convenção surge posteriormente o Protocolo de Kyoto (1997), que é totalmente detalhado e específico, mas ambos são tratados. Ex2: Tratado de Assunção (1991), no mesmo ano decorrente dele foi assinado o Protocolo de Brasília, substituído pelo Protocolo Olivos. Em 1994 assinado o Protocolo de

regra geral 2 – Agente signatários: quem tem capacidade de assinatura 3 – Consentimento mútuo: mas segundo a Convenção de Viena. 84. esse critério não é absoluto. “Nenhum estado pode ser coagido”.Ouro Preto e assim por diante. regra geral. Entrada em vigor: a) Vigência contemporânea ao consentimento: expresso na assinatura (muito raro) b) Vigência deferida: um prazo estabelecido no próprio corpo do tratado. Ex. firmar. mas com isso houve alteração dos territórios e os outros países terão que respeitar isso. Revisão: De caráter geral De caráter parcial (emendas) . o próprio texto já o diz. ao Ministro das Relações Exteriores. Competência privativa: presidente da República. Ex: Tratado de Assunção. Nomenclatura Constitucional: CF art. podendo ser delegado pelos “Plenipotenciários” por meio da credencial chamada “Carta de Plenos Poderes”. assinar. Exemplo claro disso: Brasil concede uma redução de II (Imposto de Importação) de um vinho Francês. Reserva: País que não quer comprometer integralmente com todos os termos do tratado Ex: Decreto 57. Embaixadores e outros diplomatas munidos da carta de plenos poderes. que as vantagens q um membro concede a outro membro que faz parte do mesmo acordo ele tem que estender aos demais membros. e em 1901 por meio de um Tratado passou a ser do Brasil. este tratado é considerado válido. Mas algumas reservas tem impedimentos: a) proibidas pelo tratado: alguns tratados não admitem reservas. Versões: a) Autêntica: produzida no curso das negociações e ao final recebe a chancela dos representantes das partes. o vinho teria que ter o mesmo preço para todos os membros da OMC.: 15 países. espanhol e português b) Original: produzida a partir da versão autêntica por responsabilidade das partes. art. em seus idiomas.CELEBRAR. inciso 8º. 19. e no Anexo II deste decreto estão as “Reservas”. mas todos no âmbito/decorrentes do Tratado de Assunção. Ex: tratado anti-fumo assinado pelo Brasil. mesmo não tendo assinado esse tratado terão que respeitar esses novos limites Ex: Cláusula Nação mais favorecida = NMF. apenas 10 concordam. posto que tem maioria de 2/3.: Tratado de Assunção. 4 – Objeto lícito e possível Vinculação das partes: a) Direito difuso Ex: Acre antes era da Bolívia.663/1966 – Lei Uniforme de Genebra (LUG). por ex. **Condições de validade é DIFERENTE do início da validade nacional e internacional Condições: 1 – Capacidade das partes: pessoas de direito público = estados soberanos e organizações internacionais (as ONG não entram neste caso). ex.

24 de agosto de 2010. publicado no DOE do Congresso Nacional = encerrada com a publicação o trabalho do legislativo Validade internacional e nacional: podem ocorrer em momento diverso Acordos executivos: Bastantes comuns no USA .“Executive Agreements” Poder executivo que compromete-se por esse ato Na maior partes das vezes referem-se a acordos administrativos Ex: a abertura de uma nova embaixada. por isso essa Convenção não vingou pq ela deveria ter quorum de maioria absoluta posto que este artigo so permite lei complementares.Promulgação Ex2: Decreto 2. . não altera direito interno Blumenau. 17 de agosto de 2010.855.25/08: Pesquisar decisão sobre conflito entre um Tratado que o Brasil tenha ratificado e a legislação INFRACONSTITUCIONAL.Mercosul Conflito de tratados: 1) identidade de fonte de produção: tem que ser os mesmos estados 2) Diversidade de fonte de produção normativa: consenso baseado na ordem pública Blumenau. de 20/12/96 (denúncia) CF art. TRABALHO para entregar impresso amanha .100.Denúncia: Ex: Decreto 1. 7. de 10/04/96 (Convenção 158 da OIT) . Adesão: Ex: Venezuela . Avaliações: 2 provas sem consulta e uma com consulta 31/08 sem consulta – unidade 1 05/10 com consulta 17/11 sem consulta Amanha a aula será por meio do AVA com o quis .18/08 Procedimento de incorporação dos tratados no Direito interno *Assinatura: uma promessa de comprometimento RATIFICAÇÃO (Poder executivo) Art. 47 CF: Regra geral: Maioria SIMPLES dos votos (257/2+1) com a presença absoluta dos membros da Câmara dos Deputados (de 513 presentes 257) Matéria relativa a direitos humanos: 3/5 = quorum qualificado DL (Decretos legislativos): provenientes do Congresso Nacional.

contendo: (comentar) a) Qual o conflito b) Qual a legislação c) Qual a decisão e data Conflitos entre tratados e direito interno Correntes: a) Dualista Radical (lei) e moderada (decreto. adotandose a paridade) Sistema paritário: lei interna e Tratado incorporado tem o mesmo “status” Exceções: a) Art. 103. porque antes era maioria simples) . regulamento) b) Monista Radical (dá prevalência do Direito Internacional) e moderada (CF) A maioria dos países prima os tratados em detrimento da lei interna.343 (SP) até dezembro de 2008.004 – SE (LeiUniformedeGenebra – Decreto nº 57. Ex: França. Grécia. parágrafo 2º e 3º c) RE 466. onde prevaleceu o voto do ministro Gilmar Mendes Assim: a) Tratados que não disponham sobre direitos humanos – critério cronológico b) Tratados que versem sobre direitos humanos: . .* Fazer breves comentários.STF até 1977: primazia do Tratado .Anteriormente à ratificação dos Tratados.Aprovados anteriormente à EC 45 = status supra legal (porque estão acima das leis mas abaixo da CF.Tratados possuem forma própria de revogação = denúncia. 5º.663/66 x Decreto-Lei 427/69. há um controle de constitucionalidade . a) Legislação: mas passa pelo crivo do Congresso b) Doutrina: pela maioria prevalece o Tratado.O poder legislativo assume a responsabilidade de não editar leis posteriores que conflitem com tratados ratificados .Após a incorporação o controle de constitucionalidade é feito pelo STF (RE) ou STJ (RESP) art.Aprovados nos termos do art. cujo critério utilizado é o cronológico Ex: EUA Brasil: não deixa clara expressamente a resolução dos conflitos entre tratados e direito interno. 2/3) . dando preferencia para o Decreto-Lei posto que essa era mais recente. Argentina Paridade. parágrafo 3º CF = status constitucional (quorum qualificado. III e 105. 98 do CTN – Tratado internacionais revogam a legislação interna.1977: RE 80. mesmo que a lei seja posterior b) DGIndividuais: art. . III CF c) Jurisprudência . 5º.

sua formas de reconhecimento.Domínio do Estado no território terrestre: Os limites da autonomia dos Estados são estabelecidos em tratados/costumes. Referências: REZEK. … . VARELLA.Escritor: Valério Mazzoni (controle de convencionalidade) Blumenau.224metros). *Conquista: transferência do domínio do território de um Estado para outro. Ex: Acre. *Cessão Convencional: quando um Estado transmite uma porção de seu território a outro por manifestação livre de vontade. Ex: Tailândia x Camboja. ou seja. deveres e responsabilidades. . Ex: ex-Iugoslávia. 2009. No Brasil: Lei nº 8617.Expansão do domínio do Estado sobre novos territórios: *Ocupação efetiva: quando um Estado toma posse de um território que não pertencia anteriormente a nenhum outro Estado. Unidade 2 (Plano de Ensino) – Pessoas Internacionais 2. Ex: Alsácia (entre Alemanha e França). 2. Discussão sobre o acórdão Blumenau. 1) Limites artificiais: latitude. em diferentes pontos mar adentro. Marcelo D. mas essa convenção é genérica. *Secessão: independência de parte do território. lagos.Domínio do Estado sobre regiões marinhas: A convenção das Nações Unidas sobre Direito do Mar (também chamada de Convenção de Montegobay porque foi assinada na Jamaica) (1982. de 04/01/1993: 1) Mar territorial: compreende uma faixa de 12 milhas marítimas (= 22. 2) Limites naturais: rios. direitos. 1º). 1º de setembro de 2010. que se torna um Estado autônomo. por isso a lei brasileira de 1993) fixa a extensão do território do Estado. (“res nullius”) Ex: expansão colonial europeia da América.. domínio. com exceção do direito de passagem inocente.. URSS. Direito Internacional Público. longitude. Saraiva. Nessa região o Estado exerce soberania plena. que determina os limites do exercício do poder do Estado. Correção da prova Blumenau.1.1. África. Elementos constitutivos a) Território Espaço no qual a soberania estatal é exercida. por meio de guerra. O Estado Objetivo: compreender a natureza jurídica do Estado. 25 de agosto de 2010. . *Decisão Unilateral: quando uma Organização Internacional ou comissão arbitral decide um litígio entre 2 ou mais Estados. 8 de setembro de 2010. .1. . SP. *Descolonização: quando movimento de libertação em relação à metrópole. medidas a partir da linha de baixa-mar do litoral continental (art.

Visão Clássica: 1. idioma. com vigência até 2041. Rousseau: . Hobbes: 3. renovada pelo Procolo de Madri (1991). Ex4: Espaço sideral e corpos celestes: regulados por tratados que objetivam evitar que as regiões sejam consideradas “res nullius”. Ex2: Antártica: pode ser utilizada somente para fins de pesquisa científica. fiscalizar o cumprimento de normas alfandegárias. ele é construído com o decorrer do tempo. b) População . Blumenau. liberdade de navegação/sobrevoo 4) Plataforma Continental: leito e subsolo das áreas submarinas que se estendem além do mar territorial. à boa ordem ou à segurança do Estado.População: Conjunto de habitantes que mantem uma ligação estável com um determinado Estado por meio do vínculo jurídico da nacionalidade. Ex3: Espaço geoestacionário: região ao redor da Terra. cultura. Grotius: 4. proteção e preservação do meio marítimo. Ex: etnia. 3) Zona Econômica Exclusiva: faixa que se estende das 12 às 200 milhas marítimas. aproveitamento.Nação: considerada pelo direito como uma ideologia e não como um conceito jurídico. ideal para posicionamento de satélites. Estados podem navegar. Jurisdição: regulamentar a investigação científica marinha.Povo: conceito não-jurídico. numa altitude aproximada de 36 mil km acima do Equador. Não integra o território.realizar pesquisas. c) Governo Autonomia: nenhum grau de dependência jurídica. (Não inclui os estrangeiros. Direitos: exploração. etc. Convenção da Antártica. etc. proteção do meio marinho 5) Patrimônio comum da humanidade: regiões que não estão sob domínio direto de Estado algum e cuja preservação é de interesse de todos. gestão de recursos naturais. com sentido sociológico. mas o Estado tem a possibilidade de exercer seu poder de polícia de modo a garantir a segurança nacional. Soberania Estatal: Um conceito não se cria. Jurisdição: regulamentar a investigação científica marinha. 2.Passagem: navegação pelo mar territorial Passagem inocente: desde que não seja prejudicial à paz. A região do leito do mar é chamada de área internacional dos oceanos (Área). 14 de setembro de 2010. . 2) Zona contígua: faixa que se estende das 12 às 24 milhas marítimas. prevenir entradas clandestinas. sanitárias e ambientais. contadas a partir das linhas de base que servem para medir o mar territorial. Ex: Princípio da autodeterminação dos povos (Direito Internacional). Trata-se de “reserva natural dedicada à paz é a ciência”. Direitos: exploração recursos naturais. pescar. Bodin: soberania como poder divino. sobrevoar. 1961. Ex1: Alto-mar: regiões além da ZEE dos Estados. mas inclui os brasileiros no exterior) .

Sucessão de Estados em relação a Tratados. Capacidades (Internacional): 2. 21 de setembro de 2010. Amanha. Sucessão de Estados em relação a dívidas Regra geral.2.Visão contemporânea: 1.2. 2. 2.1.1. reconhecido por outro estado formalmente para então ser considerado um novo estado b) Declaratória: simples constatação de que o estado pré-existe (teoria mais aceita). − Reconhecimento de um novo governo: a) Formal: documento que concordam com o próximo governo b) Diplomática: embaixadores c) De “jure”: pela assinatura de tratado d) De fato: golpe 2. − Transferência de parte do território de um Estado a outro: assunção das dividas proporcionalmente ao território transferido − Novo Estado independente: a divida não é transferida . Teorias: a) Constitutiva: 3 elementos de estado. Competências (Internas): Blumenau.1. “pro rata”. Brasil pagou por isso c) Perda de parte de território para um novo Estado que nasce: o sul é meu estado ( a URSS também cabe nesta modalidade) d) Dissolução de um Estado e formação de novos estados: URSS Princípio norteador: continuidade do Estado. 22/09 não tem aula presencial. − Novos estados independentes: não são automaticamente parte nos tratados de seus predecessores. − Dissolução do Estado em diversos estados: presunção de que todos os novos Estados tem o direito a dar continuidade a todos os tratados relacionados ao estado anterior.1. será postada uma atividade no AVA. Sucessão de Estados É a substituição de um Estado por outro na responsabilidade das relações internacionais de um determinado território.2. − Reconhecimento de um novo Estado: manifestação unilateral e discricionária (= oportunidade e conveniência) de outros Estados/Organizações Internacionais. Presunção de que o sucessor continua sendo parte nos tratados em vigor. de aceitar a criação de um novo sujeito de Direito internacional.2. − Fundo dos Estados: Presunção de que o novo estado participa de todos os tratados ratificados pelos anteriores. Modalidades: a) Aquisição de território cujo domínio a ninguém pertencia: “res nullius” b) Transferência de território de um estado a outro: Acre. Exceção: Direitos Humanos. as dividas do Estado predecessor se transferem ao Estado Sucesso.

Direitos e Deveres dos Estados. Responsabilidade Internacional dos Estados. a) Direitos: Liberdade Igualdade Respeito mútuo Defesa e conservação b) Deveres: Jurídicos Morais (Direitos humano. 28 de setembro de 2010.− União de Estados: assunção da dívida pelo novo Estado − Dissolução: assunção proporcional. 2.1. 1. Os Estados podem ser responsabilizados internacionalmente em caso de violação ao Direito ou de danos provocados a outros Estados/particulares.4.br Patricia Kegel Blumenau.“jus cogens” e “soft law” paluke@furb. a) Atos passíveis de indenização: Ação ou omissão − Atos praticados por seus agentes ou órgãos (Ex: pneus. 2. caso Brasil x UE na OMC) − Atos praticados por agentes públicos − Proteção do Estado a seus nacionais (PF) − Por poder discricionário − PJ: nacionalidade da PJ e não de seus sócios − Cláusulas de renúncia a proteção diplomática (hoje essa cláusula pode ser considerada como abusiva) Ato lícito ou não proibido − Decorrência de ato ilícito ou não proibido pelo Direito Internacional. etc. Gravidade do dano − Prejuízo causado − Análise objetiva (importância do bem ofendido) e subjetividade (necessidade de reparação) . Ex: transporte de petróleo − Comissão de Direito Internacional (CDI): “Convenção sobre a responsabilidade por atos não-proibidos pelo Direito Internacional”: atividade potencialmente danosa deve ser precedida de análise conjunta de risco. − Dano moral: Ex: operações militares.1.3. meio ambiente) . Ex: Bolívia x Brasil (hidroelétricas de Jirau e Santo Antônio) b) Dano Pode ser de diferentes naturezas: − Perda de vidas humanas − Violação da integridade física − Perder/diminuição do valor de um bem.

− Direito de Legação: enviar e receber representantes diplomáticos. previstos em tratados ou consolidados em costumes internacionais. Missão diplomática a) Permanente: − embaixadas (representante política) − consulados (representante comercial/administrativo) − delegação.5. Causas de exclusão de ilicitude. mas regimes específicos.1. escritório: menores dimensões *Acreditação multiplica/dupla: mesma representação diplomática representando um governo perante diversos Estados *Representação comum: mesma embaixada representa 2 ou mais Estados b) Missão especial/temporária: negociação específica/tarefa determinada.1. 2. Baseiam-se no princípio do consentimento mútuo.2.4. aceitos internacionalmente. c) Nexo de causalidade − Relação causal bem definida − Danos indiretos não são conhecidos pelo Direito Internacional. Relações diplomáticas e consulares − Direito diplomático: conjunto de normas e costumes. para regular as relações diplomáticas ente Estados e Direito Internacional. Principais causas de exclusão de ilicitude. − Chefe da missão diplomática: .1. 29 de setembro de 2010. Ex: Guerra de Secessão. Vítimas do Dano − Estado (interesses de particulares/próprios) − Dano concreto: exceção: Direitos Humanos. missões. − Estado acreditante: envia (Direito de Legação Ativo) − Estado acreditador: recebe (Direito de Legação Passivo) − Acreditação: ato pelo qual o Estado acreditador reconhece os poderes do representante do Estado acreditante. Não existe uma teoria geral que exclua de forma absoluta a responsabilidade internacional do Estado. a) Consentimento da vítima b) Contra-medidas legítimas c) Estado de necessidade d) Força maior/caso fortuito e) Prescrição liberatória (não há prazo prescricional) Blumenau. Relações diplomáticas.1.1. − Base jurídica: “Convenção de Viena sobre relações diplomáticas” (1961) 2.5. 2.

comerciais.Técnicos e membros da família: gozam de todas as imunidades. b) Reais de natureza tributária: bens da missão – isenção IPTU. científicas. . … c) Natureza trabalhista. f) Privilégios − Benefícios concedidos pelo Estado acreditador ao Estado acreditante. núncio (representante da Santa Sé).Pessoal de serviço: imunidades: isenção impostos sobre salários (não extensível a família) e) Imunidade de jurisdição e execução − Os agentes diplomáticos tem imunidade de jurisdição penal − Membros do pessoal técnico e serviço: gozam de imunidade de jurisdição civil/administrativa. O local das missões diplomáticas é território do Estado acreditador e não extensão do acreditante. que atua em seu nome b) Pessoal/individual: protege os atos do próprio agente. . Ex: Itamar Franco − Membros da missão diplomática: a) pessoal diplomático b) pessoal administrativo/técnico c) pessoal serviço − O local da missão diplomática: Conjunto das instalações físicas. ITR.Embaixador. adquirido pelo Estado acreditante e muitas vezes cedido pelo acreditador. desde que não sejam nacionais do Estado acreditador.Imunidades válidas a partir do ingresso do agente no território do Estado acreditador. Blumenau. . culturais.local da missão . ministro ou encarregado de negócios. − Classificação das imunidades a) Pessoais de natureza tributária: isenção de impostos. etc. Não há necessariamente tem de ser membro da carreira diplomática. − Função das missão diplomática Representar o estado acreditante perante o acreditador Proteger os interesses do Estado acreditante/seus nacionais Negociar com o governo acreditador Desenvolver negociações econômicas.Os agentes diplomáticos e membros da família: gozam de todas as imunidades. etc. 05 de outubro de 2010. As imunidades podem ter natureza: a) Funcional: proteção do Estado. por meio da proteção ao agente. desde que não sejam nacionais/tenham residência fixa no Estado acreditador. − Imunidades e privilégios diplomáticos a) Imunidades: benefícios previstos em Direito Internacional e concedidos pelo Estado acreditador ao acreditante. . taxas. enviado. . b) Privilégios: benefícios concedidos pelo direito dos próprios Estados acreditadores.correios (qualquer meios de comunicação) − Duração das imunidades e extensão aos familiares dos membros da missão: . agentes diplomáticos e funcionários estrangeiros: mas trabalhistas do Estado acreditante d) Imunidades da missão diplomática.

identificar os princípios. com isenção de tributo) − Matrícula em Universidade pública (24 anos) 2. assim como as principais características e funções do Direito Internacional. óbitos − Autenticar documentos − Favorecer relações administrativas.− − − − Princípio da reciprocidade Podem ser diferenciados de Estado para Estado Importação facilitada de bagagem pessoal Importação de veículo a cada 3 anos com isenção de tributos (Brasil: 2º veículo de fabricação nacional. o prédio do consulado é inviolável.2. − Imunidade do correio consular: relativa − Imunidade de jurisdição: relativa − Imunidades não se estendem aos familiares 2. Relações Consulares − Princípio do Consentimento mútuo. econômicas. − Assembleia geral − Secretaria . mas não o é a residência do cônsul. − Funções relacionadas a atos administrativos/promoção comercial (prioritariamente) − Conceder vistos a estrangeiros − Emitir novos passaportes − Registrar nascimentos. Organizações internacionais Objetivos: compreender a formação. Estrutura.1.2.2.5. culturais.2. órgãos decisórios. Conceito − Associação voluntária de Estados − Formação: por meio de tratados − Personalidade jurídica: distinta dos Estados que as compõem − Caráter intergovernamental (consenso) 2. 2. − A representação consular pode ser exercida por meio de: a) Seção consular da embaixada b) Posto consular c) Consulados − Pessoa da repartição consular Ato de aceitação do chefe da missão consular pelo Estado acreditador chama-se “Exequatur”. casamentos.2.1. etc. − Funcionários consulares − Empregados consulares − Membros do pessoal de serviços Privilégios e imunidades consulares: − Imunidades tributárias: dependem de acordo entre os estados − Imunidades trabalhistas: os empregados estrangeiros permanentes da missão consular não precisam de visto de permanência no país − Imunidades do local da missão. a estrutura.

2ª avaliação: 26/10 Conteúdo: Unidades II e III do Plano de Ensino (Pessoas internacionais e o indivíduo) Com consulta OMS Organização Mundial do Comércio Origens: Década de 30: OIC: Organização Internacional do Comércio (essa organização não atingiu seus objetivos). Ex: A diminui imposto para vinho da França.3.2. até 1994 Cláusula de nação mais favorecida e tratamento nacional. deve estender a todos os membros da OMS. UNESCO. OMS.4. 6 de outubro de 2010.2. GATT: era de caráter provisório. Organizações internacionais de maior relevo na atualidade: − Domínio político: a) ONU b) OEA (Organização dos Estados Americanos) c) LEA (Liga dos Estados Árabes) d) OUA (Organização da Unidade Africana) e) OTAN (NATO) (Organização do Tratado do Atlântico Norte) − Domínio específico: a) Agências especializadas da ONU: OIT. Processo decisório − Resoluções (recomendações): não são obrigatórias − Decisões: são obrigatórias − Quórum: consenso ou maioria qualificada 2.− Sistema de solução de controvérsias − Órgãos específicos 2. para neste terem suas instalações físicas. Blumenau. b) Comunidade Europeia de Energia Atômica CEEA − ALADI (Associação Latina Americana de Integração) − OPEP (Organização Petróleo) Blumenau. 13 de outubro de 2010. Tratamento nacional: proteção da industria nacional Princípio da transparência: que as regras tem que estar estabelecidas. Acordos de sede − Tratados entre Organização Internacional e Estados.3. divulgadas para que nenhum estado membro posso alegar desconhecimento . etc.2. 2.

porque um país que o faz está vendendo no mercado externo um preço aquém do que é praticado no mercado interno (abaixo pro preço de mercado) – “medidas “antidumping”: para não distorcer a concorrência: por exemplo.ESC Etapas: − Consultas (60 dias) − Painéis (3 a 9 meses) − OAp (90 dias) * Brasil x EUA: subsídios ao algodão (Terceiros interessados) − Consultas: setembro de 2002 − Relatórios do painel: setembro de 2004 − Apelação : outubro de 2004 − Relatório OAp: março 2005 (como execução da sentença – 30 dias. 19 de outubro de 201. Blumenau. ai pedem um prazo mais elástico) − Painel sobre cumprimento: agosto 2006 − Relatório do painel: dezembro 2007 . . − Salvaguardas: não são medidas consideradas proibidas pela OMS Base estável para o comércio: necessário para o livre comércio. com a Declaração de Marrakesh. um aumento da alíquota de importação − Subsídios: que altera artificialmente as condições de mercado: recursos que o governo coloca a disposição de pessoas. foi criada a OMC. Acordos: − Multilaterais: países se comprometem a integrar todos. regra geral. não pode haver muita oscilação Proibições de restrições quantitativas: que se o produto estiver prejudicando o comércio nacional (regra geral não pode impor quantidade) Tratamento Especial para PED: precisam de um tratamento diferenciado para competir GATT Nas primeiras 6 primeiras rodadas só se discutia a liberalização: diminuição dos impostos/alíquotas de importação Nas últimas 2 rodadas. por exemplo. Tanto direto como indiretos. também na majoração de tributos. Ex: agricultura e propriedade intelectual − Plurilaterais Sistema de solução de controvérsias − Órgão de solução de controvérsias – OSC − Órgão de apelação – OAP − Entendimento de solução de controvérsias .medidas compensatórias: regra geral. outros assuntos passaram a integrar a pauta de negociações E no final da Rodada do Uruguai.Concorrência Leal: − Dumping: proibida pela OMC.

1. 2. 65-75) Forma de exclusão que impossibilita o retorno ao país. que faz um membro da comunidade constitutiva da dimensão pessoal do Estado (JFR). Ninguém será arbitrariamente privado de sua nacionalidade. Toda pessoa tem direito a uma nacionalidade. a não ser que seja revogado o decreto que determinou.2. 20 de outubro de 2010. 15 da DUDH “1. Condição jurídica do Estrangeiros − Lei nº 6815/80 (Estatuto do Estrangeiro) − Exclusão de estrangeiros por iniciativa local − Deportação (art. − Expulsão (art. 57-64) Forma de exclusão. crimes de opinião (que não sejam crimes comuns) Blumenau.” − No Brasil: matéria é constitucionalidade − CF: jus solis e jus sanguines 3. coisas Art. Unidade III – o indivíduo 3. Blumenau. Condenação criminal Procedimento nocivo a conveniência e aos interesses nacionais. nem do direito de mudar de nacionalidade. − Titular: ser humano − Por extensão: pessoas jurídicas. do território nacional. 27 de outubro de 2010. − Extradição (art. de estrangeiro perseguido por dissidência política. 76 a 94) Tratado ou reciprocidade − Asilo político: acolhimento pelo Estado. de estrangeiro que aqui se encontra após entrada irregular ou cuja estada tenha se tornado irregular.− Apelação do relatório do painel: fevereiro 2008 − Relatório da apelação do painel: junho 2008 − Apelação (Brasil): dezembro 2008 − Relatório final: agosto 2009 Relatório favorável para o Brasil: Brasil poderá suspender concessões até o valor de US$ 147 milhões − Março 2010: Brasil notificou ao OSC a suspensão da aplicação das medidas retaliatórias *UE x Brasil (importação de pneus usados) − Consultas: junho 2005 − Relatório do painel: junho 2007 − Relatório OAp: dezembro 2007 − Setembro 2009: Brasil informou ao OSC o cumprimento das recomendações impostas. Nacionalidade Vinculo politico entre o estado soberano eu indivíduo. .

Argentina. e que cada um dos Membros aplique ao comércio com os demais países idênticas tarifas e regulamentos comerciais. Uruguai. − Integração regional − Zona de livre comércio: grupo de 2 ou mais países entre os quais se eliminem os direitos aduaneiros e os demais regulamentos comerciais restritivos. espécie.. Elizabeth e Bohlke.Correção da prova Blocos econômicos: Accioly. para parcela representativa do intercâmbio comercial dos produtos originários da região.00 II 20% (ad valorem) = R$ 100. − Regime de Exceção: mecanismo que exonera a aplicação da TEC a um número limitado de produtos provenientes de terceiros países (não membros do BE) − Restrições não-tarifárias: disposições não tributárias que têm por objetivo central limitar a importação de determinadas mercadorias. − Regime geral de origem: mecanismo para determinar se um produto é ou não originário de um país/região.. de modo que os direitos aduaneiros e demais regulamentos comerciais restritivos sejam eliminados. inacabada . 24 do GATT. art. quantidade − Tarifa Externa Comum (TEC): é a tarifa que os países membros de um BE cobram para importação de produtos provenientes de terceiros países. Embora tenham como efeito colateral uma limitação às importações. − Salvaguardas: verificar o que é − Medidas não tarifárias: disposições legais co o objetivo de estabelecer controles técnicos às importações de mercadorias por determinado país. − Tarifas “ad valorem”: tributação de acordo com o valor da mercadoria importada. peso. mas possui exceções: PED que tem que receber um tratamento diferenciado) − Mas o blocos não podem impor barrerias por meio da integração para o restante dos contratantes Ex: Mercosul: Brasil. Paraguai − Eliminação dos obstáculos a parcela representativa do comércio regional (está também no GATT – 80% do circula no bloco deveria circula livremente) − Tarifas e outras regras não podem ser mais restritivas que antes do processo de integração − Conceito de BE: Integração econômica numa região determinada.. que faz com que os países façam frente à globalização produtiva. Ex: cotas ou anuêncios prévias de importação. Marcelo. Um bloco econômico é baseado numa teoria de especialização econômica dos países. Ex: Mercosul: UA imperfeita. − Cláusula da não mais favorecida (vantagens q devem ser estendidas aos demais.00 − Tarifas Específicas: tributação de acordo com o volume. em que cada um se especializa e importa do outro o que este tem de especializado. (Zona de Preferencias Tarifárias ZPT) ZLC: 2 ou mais países. − Tarifas: são os valores cobrados quando uma mercadoria entra um país. Ex: NAFTA Extingue barreiras tarifárias (80% dos procutos circulam livremente) Origem regional: emissão de certificado de origem (pelo menos 60%) 1º Extinção gradual até zero das alíquotas e das cotas de importação − União aduaneira: substituição por um só território aduaneiro formado pelos países integrantes. Ex: R$ 500.

Noruega. Dinamarca e Irlanda − 1981: Grécia − 1986: Portugal e Espanha − 1995. Dinamarca. UE – integração regional Accioly.UA = ZLC + TEC − Mercado comum: além das características de uma ZLC e UA. Islândia. Portugal.em seguida aderiram Itália e Benelux (Bélgica. Blumenau. Elizabeth (VERIFICAR) e LOBO. MC = ZLC + UA + liberdade de circulação (4 liberdades): a) pessoas: não somente ir e vir. Suécia. Finlândia e Suécia . − 1960: Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) – RU. Liechtenstein e Finlândia − Objetivo: rejeitar a supranacionalidade − 1972: RU. 3 de novembro de 2010. 1924) − 1929: crise econômica mundial: nacionalismo − 2ª Guerra mundial − Temor de uma 3ª guerra 1950: Declaração Schumann (Jean Monnet) “colocar o conjunto da produção franco-alemã do carvão e do aço o controle de uma alta autoridade comum. numa organização aberta à participação de outros países da Europa” − Proposta aceita pelo governo alemão . Áustria. serviços. residir e trabalhar b) serviços. pessoas e capitais. c) capitais d) bens (alguns autores defendem a concorrência) Ex: União Europeia União Econômica: Ex: União − União Econômica Monetária: moeda única não é característica de MC – estágio máximo até hoje atingido. Maria Teresa de Cárcomo Evolução: − Durante muito anos: guerra e violência − Preocupação de união: após 1ª guerra mundial – manifesto Pan-Europeu (Viena. Holanda e Luxemburgo) − 1951: Instituição da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço – CECA – Tratado de Paris – seis Estados − Situação inovadora − 1957: Comunidade Econômica Europeia CEE – Tratado de Roma Finalidade: criação de um Mercado Comum e aproximação progressiva das políticas econômicas dos Estados-membros − 1957: Comunidade Europeia de Energia Atômica – CEEA ou Euraton – Tratado de Roma Finalidade: utilização da energia nuclear para fins pacíficos − Alargamentos − Europa dos seis: resistência da Inglaterra. agrega quatro liberdades que o regem: livre circulação de bens. Suíça. Áustria.

16 de novembro de 2010. 2. Estônia. segurança e justiça − 2003: Tratado de Nice: adaptou a estrutura institucional comunitária aos alargamentos − 2003: Projeto do Tratado que estabeleceu a Constituição Europeia: foi adotado pelos Chefes de Estado e de Governo no Conselho Europeu de Bruxelas (Junho/2004) e assinado em Roma. . e outra do direito internacional de um EM. Eslovênia. Malta. Letônia. o primado do direito. O direito da UE é dependente do direito dos Estados Membros? Explique fundamentando no princípio utilizado. Lituânia. Nunca chegou a ser ratificado. de transparência e de participação) – 2 tratados em vigor: TUE e TFUE Blumenau. Eslováquia. − Mecanismos de ajuda: Agricultura Reforma administrativa Sistema judicial Meio ambiente Transportes − Programas: PHARA: transição de uma economia centralizada para uma economia de mercado ISPA: instrumento estrutural de pré-adesão SAPARD: agricultura e desenvolvimento rural Prova: 30/11 − 1986: Ato Único Europeu (revisão) − 1992: Tratado de Maastricht * instituição formal da UE * instituiu a UEM * instituição da cidadania europeia − 1999: Tratado de Amsterdã: UE convertida num espaço de liberdade. segurança e justiça. . Polônia e República Tcheca − 2007: Bulgária e Romênia − Atualmente: 27 países − Condições exigidas para adesão: − a) Existência de instituições estáveis que garantam a democracia. 1. 29/10/2004. de abertura.− 2004: Chipre. direito do homem e sua proteção − b) Capacidade de assumir as obrigações decorrentes da adesão − c) Capacidade de adotar políticas comuns − d) Consolidação do mercado interno − e) Criação de empregos − f) Liberdade de circulação de pessoas num espaço de liberdade. − 2007: Tratado de Lisboa – vigo só em 1ª de dezembro de 2009 − Principais objetivos do Tratado: aumentar a democracia na UE (em resposta as grandes expectativas dos cidadãos europeus em matéria de responsabilidade. Havendo conflito entre uma norma da UE. Hungria. qual prevalece? Explique justificando o princípio aplicado.

Aos regulamentos e as diretrizes aplica-se o princípio da aplicabilidade imediata? Explique. 17 de novembro de 2010.uy/int − − − − Antecedentes e origem CEPAL ALALC – 1960 – Tratado de Montevidéu – 12 anos = Mercado Comum ALADI Blumenau. Conselho) a) vinculantes: regulamentos (caráter geral) (= nossas leis). Explique como funciona o recurso denominado reenvio prejudicial? Princípios e fontes do Direito da UE Princípios: − Autonomia − Primado − Unidade Fontes: − Originárias: Tratados − Derivadas: (provem das instituições comunitárias .MC (aqui o estágio anterior tem que estar totalmente completo) − Flexibilidade a) Prazos b) Negociações de bens − Equilíbrio (está no preâmbulo) Minimizar as divergências . Qual o significado do princípio da Unidade do DUE? 4. suas decisões) − Jurisprudência: TJUE − Princípios Gerais do Direito − Princípio da aplicabilidade imediata e Princípio da aplicabilidade direta − ou − Princípio da Aplicabilidade direta e Princípio do Efeito Direto (esse último de acesso ao TJUE pelo particular) Questionário para 17/11/2010 (5 questões) MERCOSUL www.Comissão (órgão executivo).vinculantes: recomendações e pareceres − Complementares: atos do conselho da UE (mais alta cúpula da UE.mercosur. 5. Princípios do Mercosul − Gradualidade a) Horizontal: ZLC – UA (TEC) – MC (não está formado mas já tem características) – o que ocorre no Mercosul b) Vertical ZCL – UA. b) Não.3. diretivas (pode3m ser destinadas a todos ou alguns) e decisões.

36% − Reciprocidade Direitos e obrigações − Tratamento nacional (dos países que vem de fora. informática e telecomunicações (que não integram as listas) II – Regime geral de origem . Atualmente atualmente não é proibido.Bens de capital.Fundo para convergência Estrutural e fortalecimento das instituições do Mercosul = FOCEM: US$ 100 milhões (anuais) Brasil 70% .60% média. .Programa de Liberalização comercial . atualmente é o Protocolo de Olivos que vigora (mas também é provisório – de 2004) IV – Cláusula de salvaguarda Instrumento aceito pela OMC para defesa comercial (de forma temporariamente para proteger a industria nacional da entrada de produtos estrangeiros similares) – também até dezembro 2004. mas já em 1991 foi assinado o Protocolo de Brasília que dispôs sobre o sistema de solução de controvérsias que deveria ser substituído até 1994. tornando-se provisório por mais alguns anos. pois já foi assinado o Protocolo para que seja membro pleno − Principais tratados Trazer Protocolo de Olivos e de Ouro Preto + tá Blumenau. mas dentro desse contexto de bloco econômico é contraditório.20% Uruguai 2% .20% Argentina 27% . atualmente eles estão extintos.24% Paraguai 1% .: 40% (essa exceção do Paraguai vai até 2020) III – Solução de controvérsias . pois ele foi parcialmente modificado pelo Protocolo de Ouro Preto. que não fazem parte do Mercosul.Fase transitória do Mercosul. deve ter tratamento igual ao produto nacional (não pode sofrer um tratamento mais gravoso que um nacional se houver um similar em circulação só porque ele é importado)) − Anexos ao tá I.Ex: 2005 . 23 de novembro de 2010. prorrogado até 2007. pois não permite a livre circulação das mercadorias V – Sub-grupos de trabalho Que permanentemente estão estudando sobre um tema − Países associados (a diferença está no grau de aprofundamento da relação/integração para com sua diferença com os países-membros – aqui não tem TEC somente Livre Circulação) a) Bolívia b) Chile c) Peru d) Colômbia e) Equador − 5º país-membro: Venezuela (Protocolo de Adesão: 04/07/2006) – já foi um associado.Lista de exceções . ex. mas ela está num estágio além. mas tem exceções.

o Protocolo de Ouro Preto. . O Conselho do Mercado Comum (CMC). IV. apenas na UE: .A Comissão de Comércio do Mercosul manifestar-se-á mediante Diretrizes ou Propostas.Poderão ser criados. 1º. o Grupo Mercado Comum e a Comissão de Comércio do Mercosul. Segundo o art.As decisões dos órgãos do Mercosul serão tomadas por consenso e com a presença de todos os Estados Partes. (Hoje Parlamento do Mercosul (PM)) V. aliás o princípio da Aplicabilidade Imediata não tem respaldo no Mercosul. Segundo o art.GMC: Artigo 15 . O Conselho do Mercado Comum manifestarse-á mediante Decisões. 42 eles necessitam de procedimentos para que tenham aplicabilidade no ordenamento interno de cada país. O Grupo Mercado Comum (GMC). Não. (Hoje Secretária do Mercosul (SM)) Parágrafo único . . as quais serão obrigatórias para os Estados Partes.CCM: Artigo 20 . é composto por: I. III. 9º. as quais serão obrigatórias para os Estados Partes.Estudo dirigido sobre o Estatuto Normativo/Institucional do Mercosul 1) Qual o instrumento jurídico que estabeleceu a Estrutura Institucional do Mercosul e quais os órgãos que a compunham? Instituído pelo Protocolo Adicional ao Tratado de Assunção sobre a Estrutura institucional do Mercosul. de natureza intergovernamental. O Foro Consultivo Econômico-Social (FCES). A Secretaria Administrativa do Mercosul (SAM).CMC: decisões. Art.O Grupo Mercado Comum manifestar-se-á mediante Resoluções. As Diretrizes serão obrigatórias para os Estados Partes. 3) Como se dá o sistema de tomada de decisões dos órgãos decisórios? Artigo 37 . . 4) As normas emanadas dos órgãos decisórios atendem ao princípio da “aplicabilidade imediata”? Explique. II. o Conselho do Mercado Comum. 2) Quais os órgãos que possuem capacidade decisória e por meio de que tipo de norma se manifestam? Artigo 2º .São órgãos com capacidade decisória. nos termos do presente Protocolo. A Comissão Parlamentar Conjunta (CPC). VI. A Comissão de Comércio do Mercosul (CCM). os órgãos auxiliares que se fizerem necessários à consecução dos objetivos do processo de integração.

.Parlamento do Mercosul. .A Comissão de Comércio do Mercosul (CCM).Secretaria do Mercosul (SM).Artigo 42 . 5) Atualmente. . quais são os órgãos que integram a estrutura institucional do Bloco? . . ser incorporadas aos ordenamentos jurídicos nacionais mediante os procedimentos previstos pela legislação de cada país.Conselho do Mercado Comum (CMC). quando necessário. . .As normas emanadas dos órgãos do Mercosul previstos no Artigo 2 deste Protocolo terão caráter obrigatório e deverão.Tribunal Permanente de Revisão TLM .Grupo Mercado Comum (GMC).Foro Consultivo Econômico-Social (FCES).

Em quais situações é aplicado? 1. 2. no marco do estabelecido neste numeral. justificadamente. ii) Os gastos relativos a esse assessoramento serão custeados em montantes iguais pelos Estados partes na controvérsia ou na proporção que determine o Grupo Mercado Comum. requerendo. Sem prejuízo disso. quando considere necessário. Nesse caso. A controvérsia também poderá ser levada à consideração do Grupo Mercado Comum se outro Estado. solicitar. do Protocolo de Ouro Preto.. os Estados partes na controvérsia poderão. tal procedimento ao término das negociações diretas. O PO é o atual sistema que disciplina o sistema de solução de controvérsias do MERCOSUL. definir o foro. definido nos termos do artigo 14 deste Protocolo. dos protocolos e acordos celebrados no marco do Tratado de Assunção. das Resoluções do Grupo Mercado Comum e das Diretrizes da Comissão de Comércio do Mercosul serão submetidas aos procedimentos estabelecidos no presente Protocolo. das Decisões do Conselho do Mercado Comum. (Protocolo de Olivos = PO) 1. i) Nesse caso. Se mediante as negociações diretas não se alcançar um acordo ou se a controvérsia for solucionada apenas parcialmente. Não obstante. o procedimento arbitral iniciado pelo Estado Parte demandante não será interrompido. As controvérsias que surjam entre os Estados Partes sobre a interpretação.Estudo dirigido sobre o sistema de solução de controvérsias do mercosul. de comum acordo. submetê-la à consideração do Grupo Mercado Comum. Uma vez iniciado um procedimento de solução de controvérsias de acordo com o parágrafo anterior. nenhuma das partes poderá recorrer a mecanismos de solução de controvérsias estabelecidos nos outros foros com relação a um mesmo objeto. 2. Artigo 6 Procedimento opcional ante o GMC 1. o Grupo Mercado Comum avaliará a situação. de comum acordo. Sem prejuízo do estabelecido no numeral anterior. salvo acordo entre os Estados partes na controvérsia. o Conselho do Mercado Comum regulamentará os aspectos relativos à opção de foro. 2. a aplicação ou o não cumprimento do Tratado de Assunção. a submissão ao PO é obrigatória? Explique. qualquer dos Estados partes na controvérsia poderá iniciar diretamente o procedimento arbitral previsto no Capítulo VI. Surgindo uma controvérsia entre os Estados Membros. dando oportunidade às partes na controvérsia para que exponham suas respectivas posições. à escolha da parte demandante. As controvérsias compreendidas no âmbito de aplicação do presente Protocolo que possam também ser submetidas ao sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio ou de outros esquemas preferenciais de comércio de que sejam parte individualmente os Estados Partes do Mercosul poderão submeter-se a um ou outro foro. as partes na controvérsia poderão. o assessoramento de especialistas selecionados da lista referida no artigo 43 do presente Protocolo. que não seja parte na controvérsia. 3. Artigo 7 .

Resumindo. em qual fase atua o GMC e se sua intervenção é obrigatória. Artigo 3 Regime de solicitação O Conselho do Mercado Comum poderá estabelecer mecanismos relativos à solicitação de opiniões consultivas ao Tribunal Permanente de Revisão definindo seu alcance e seus procedimentos. ipso facto e sem necessidade de acordo especial.Atribuições do GMC 1. Diga quais são. 6. 5. se possível. dias a partir da data da reunião em que a controvérsia foi submetida à consideração do Grupo Mercado Comum. 3. é a mesma competência dos Tribunais Arbitrais Ad Hoc. Se a controvérsia for levada à consideração do Grupo Mercado Comum a pedido de um Estado que dela não é parte. Artigo 8 Prazo para intervenção e pronunciamento do GMC O procedimento descrito no presente Capítulo não poderá estender-se por um prazo superior a trinta (30). ele é opcional. Explique o significado do mecanismo de "opiniões consultivas" e apresente um exemplo. o Grupo Mercado Comum poderá formular comentários ou recomendações a respeito. deverão ser expressas e detalhadas. Dentre as principais inovações introduzidas pelo PO encontra-se o Tribunal Permanente de Revisão = TPR. a jurisdição dos Tribunais Arbitrais Ad Hoc que em cada caso se constituam para conhecer e resolver as controvérsias a que se refere o presente Protocolo. O PO prevê duas fases. 2. Se a controvérsia for submetida ao Grupo Mercado Comum pelos Estados partes na controvérsia. Como se dá o acesso dos particulares ao sistema previsto na PO? Artigo 39 Ãmbito de aplicação O procedimento estabelecido no presente Capítulo aplicar-se-á às reclamações efetuadas por particulares (pessoas físicas ou jurídicas) em razão da sanção ou aplicação. Não é obrigatória a interferência do GMC. por . Negociação direta e Procedimento de Revisão. este formulará recomendações que. visando à solução da divergência. bem como a jurisdição do Tribunal Permanente de Revisão para conhecer e resolver as controvérsias conforme as competências que lhe confere o presente Protocolo. Quais as suas competências? Artigo 33 Jurisdição dos tribunais Os Estados Partes declaram reconhecer como obrigatória. 4.

salvo se as partes decidirem outro prazo. A menos que a reclamação se refira a uma questão que tenha motivado o início de um procedimento de Solução de Controvérsias de acordo com os Capítulos IV a VII deste Protocolo. de medidas legais ou administrativas de efeito restritivo. uma solução imediata à questão levantada. 2. Artigo 40 Início do trâmite 1. Os particulares afetados formalizarão as reclamações ante a Seção Nacional do Grupo Mercado Comum do Estado Parte onde tenham sua residência habitual ou a sede de seus negócios. das Decisões do Conselho do Mercado Comum.qualquer dos Estados Partes. discriminatórias ou de concorrência desleal. Tais consultas se darão por concluídas automaticamente e sem mais trâmites se a questão não tiver sido resolvida em um prazo de quinze (15) dias contado a partir da comunicação da reclamação ao Estado Parte a que se atribui a violação. dos protocolos e acordos celebrados no marco do Tratado de Assunção. em violação do Tratado de Assunção. sem que se tenha alcançado uma solução. Os particulares deverão fornecer elementos que permitam determinar a veracidade da violação e a existência ou ameaça de um prejuízo. Finalizadas as consultas. 2. a fim de buscar. Artigo 41 Procedimento 1. para que a reclamação seja admitida pela Seção Nacional e para que seja avaliada pelo Grupo Mercado Comum e pelo grupo de especialistas. mediante as consultas. a Seção Nacional do Grupo Mercado Comum que tenha admitido a reclamação conforme o artigo 40 do presente Capítulo deverá entabular consultas com a Seção Nacional do Grupo Mercado Comum do Estado Parte a que se atribui a violação. do Protocolo de Ouro Preto. se for convocado. a Seção Nacional do Grupo Mercado Comum elevará a reclamação sem mais trâmite ao Grupo Mercado Comum. . das Resoluções do Grupo Mercado Comum e das Diretrizes da Comissão de Comércio do Mercosul.

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