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AMBIENTE E CIDADANIA Evitar os produtos tóxicos

Hoje em dia nas nossa casas existem mais químicos do que num laboratório médio há cem anos! Há uma quantidade impressionante de tóxicos nas nossas casas escondidos nos produtos mais diversos que utilizamos no dia-a-dia, com efeitos nocivos no sistema imunitário, em certos órgãos (como o fígado ou os rins), causadores de cancro e de malformações congénitas, etc., e outros de efeito ainda desconhecido, devido a falta de estudos de impacte sobre o ambiente e sobre a saúde humana. A lista é quase interminável: ambientadores, desinfectantes, pesticidas, desentupidores, limpa-fornos, artigos de higiene pessoal, desodorizantes, cosméticos, tintas, etc. Por outro lado, são adicionados certos químicos a produtos e artigos usados no dia-a-dia, como por exemplo: resina de aldeído fórmico a tecidos para vestuário e têxteis para o lar para não ser necessário passar-a-ferro, libertando vapores tóxicos; desinfectantes, como o triclosan, a pasta dentífrica, solas de sapato, esfregões, calções para ciclismo, etc., que é completamente desnecessário. Estes químicos são um perigo, para nós e para o ambiente, não só quando os usamos, mas também quando são fabricados e quando vão para o “lixo”. Calcula-se que no mercado internacional circulem 110 mil substâncias, 20 mil das quais são consideradas perigosas. Na Europa existem mais 100 000 substâncias registadas e sobre mais de 90% pouco ou nada se sabe. A esmagadora maioria foi registada antes de 1981, altura em que não era obrigatório apresentar informação sobre a sua segurança, pelo que quase nada se sabe. Das propostas para registo após 1981, cerca de 70% apresentavam características perigosas. Seguem-se algumas sugestões para evitar produtos tóxicos mais agressivos para o ambiente a nossa saúde: 1- Preferir fibras naturais para vestuário, têxteis-lar, etc. 2- Usar redes mosquiteiras 3- Dispensar o uso de produtos sempre que possível, como por exemplo as pastilhas para colocar no autoclismo ou nos dispositivos que se penduram no bordo da sanita, sendo preferível usar produtos de limpeza apenas quando necessário. 4- Evitar as lavagens a seco. Neste tipo de lavagens são usados solventes em vez de água, que são tóxicos não só para a nossa saúde, mas também para o ambiente, como o percloroetileno. No caso de a etiqueta aconselhar este tipo de lavagem, arejar a roupa para se libertarem os resíduos químicos nos tecidos. Procurar lavandarias ecológicas. 5- Usar alternativas inofensivas ou menos tóxicas. Exemplos: 5.1- Para limpar os fornos, borrifar com água e aplicar camadas de bicarbonato de sódio e esfregar suavemente com palha-de-aço as manchas mais difíceis. 5.2- Para perfumar o ar, usar misturas de ervas ou sumo de limão e vinagre. 5.3- Como amaciador de roupa, juntar uma parte de vinagre, outra de bicarbonato de sódio e umas gotas de limão em duas partes de água. 5.4- Para desinfectar o interior da sanita, utilizar vinagre deixar actuar, e escovar aplicando bicarbonato de sódio. 5.5- Para limpar os azulejos da casa-de-banho, usar uma solução de uma parte de vinagre e quatro de água. 5.6- Para desentupir canos usar a tradicional ventosa, pode-se ainda optar por desentupidores biológicos, são à base de enzimas que degradam lentamente a matéria orgânica e são muitas vezes eficazes, a sua desvantagem é serem relativamente dispendiosos, mas em contrapartida são muito mais seguros. 5.7- Usar gel ou líquido para lavar os dentes em vez de pasta, pois muitas vezes é branqueada com recurso a dióxido de titânio, substância que é prejudicial ao ambiente. 5.8- Usar marcadores e canetas à base de água, em vez de à base de tinta permanente, que podem conter solventes perigosos, como o tolueno e xileno. 5.9- Utilizar tintas à base de água ou que contenham baixa quantidade de solventes, em vez de tintas à base de óleo. O mesmo em relação a colas, vernizes e produtos para polir ou tratar a madeira. Comprar, tanto quanto possível, apenas a quantidade suficiente e fechar hermeticamente as embalagens para evitar a libertação de gases poluentes ou que se entornem acidentalmente. 5.10- Para medir a temperatura corporal, usar um termómetro digital em vez do tradicional termómetro de mercúrio.

5.11- Usar plantas aromáticas como repelente de insectos. Há várias soluções, eis algumas: como repelente de traças, distribuir pedaços de madeira de cedro pelos roupeiros e gavetas ou untar as superfícies com óleo de cedro, em vez das bolas de naftalina, cuja composição é 100% paradiclorobenzeno, prejudicial ao fígado e rins; para afastar os insectos (e os maus cheiros numa casa), colocar debaixo dos tapetes e carpetes, por exemplo: alecrim, cavalinha, erva-cidreira, funcho, hortelã, macela, manjericão, manjerona, margaridas, pinheiro, poejo, rosa, salva, tomilho ou violeta de cheiro.

Bibliografia: 1- “50 Coisas simples que pode fazer para salvar o planeta, ”, The Earth Work Group, Círculo de Leitores, 1993, p.28, 52-53, 83 2- “Breves: Cuidado com os desinfectantes!”, ABC Ambiente, Janeiro 2001, p.7 3- Filipe Costa Pinto, “Poupar mais, poluir menos – guia prático de acção ecológica”, edições Nova Gaia, 2004, p.22, 33, 64-66 4- Repelindo insectos indesejáveis - http://www.centrovegetariano.org/index.php?article_id=56