You are on page 1of 1

AMBIENTE E CIDADANIA

Pilhas e suas alternativas! As pilhas são um produto da nossa tecnologia a que nos familiarizámos, devido ás suas inúmeras aplicações (rádios, “walkmans”, calculadoras, telecomandos, telemóveis, brinquedos, relógios, etc). Há vários tipos de pilhas, que são os seguintes: 1- Pilhas descartáveis: 1.1Salinas (tradicionais): são de fraca duração, pelo que apenas se justifica utilizá-las em aparelhos de muito baixo consumo, tais como relógios, telecomandos, calculadoras. 1.2Alcalinas: duram cerca de 3 vezes mais do que as salinas. 2- Pilhas recarregáveis (reutilizáveis): segundo os fabricantes, podem ser recarregadas cerca de mil vezes. Quase todas elas contêm metais pesados. Por vezes o rótulo refere que são “verdes”, que contêm “0% de cádmio” e “0% de mercúrio”, mas não quer dizer que não tenham outros metais pesados, tais como chumbo ou níquel! É difícil acreditar que as “pilhazinhas” que usamos possam ter algum efeito no ambiente, mas os metais pesados usados na sua composição transformam-nas numa das fontes de contaminação dos depósitos de lixo. A intoxicação por metais pesados, que pode ocorrer mesmo em doses baixas, causa alterações no comportamento, dificuldades de aprendizagem (particularmente nas crianças), etc., devido às lesões no sistema nervoso. Para além dos metais pesados há ainda outras componentes das pilhas (electrólitos, ácidos) que também constituem um risco para o Ambiente. Por exemplo: Basta uma simples pilha para contaminar uma área considerável de solos (por exemplo, a área de um campo de futebol) e durante 50 anos. As pilhas mais perigosas são as pilhas-botão e as alcalinas. Uma pilha-botão liberta em média 1 gr. de mercúrio que é suficiente para contaminar 20.000 litros de águas residuais ou 200.000 litros de águas continentais ou marítimas. Uma única pilha alcalina é suficiente para contaminar 175.000 litros de água, mais do que uma pessoa bebe em toda a vida! As vantagens na escolha pelas pilhas recarregáveis são de vária ordem. Em primeiro lugar, de ordem ecológica, pois duram muito mais tempo, logo reduzimos a quantidade de lixo tóxico que produzimos; em segundo, de ordem económica, porque apesar de exigirem um investimento inicial razoável, pois as pilhas recarregáveis são mais caras e tem de se comprar também um carregador, este custo é facilmente compensado após algum tempo de utilização. Independentemente do tipo de pilhas usadas, nunca se devem colocar as pilhas gastas no caixote do lixo! Devem por isso ser colocadas nos pilhómetros, para serem posteriormente recicladas. Em termos ambientais o ideal seria dispensar o uso de pilhas. Assim, de uso já bastante generalizado temos as calculadoras a energia solar directa. Começam também a aparecer no mercado diversos artigos também a energia solar directa, como por exemplo brinquedos, objectos decorativos, etc. Existe pelo menos uma empresa em Portugal, a F.F. Sistemas de Energias Alternativas Portugal, Lda, web site: www.ffsolar.com, que representa uma série de artigos a energia solar directa ou carregados através também da energia solar ou luz artificial. Estes artigos podem ser adquiridos em lojas especializadas de material electrónico ou através de catálogo. Mª Alexandra Azevedo
Médica Veterinária, Vice-presidente da Direcção do MPI – Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente

Bibliografia:
123“50 coisas simples que você pode fazer para salvar a Terra”, The Earth Works Group, Círculo de Leitores, 1993. “Pilhas esgotadas são poluentes”, Publicação informativa do núcleo de Lisboa da Quercus, 1993, p.13. web site: www.ffsolar.com