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Sexta-feira, 24 de Outubro de 2008

Violência na Escola: Existe solução?

A cada dia nos deparamos com cenas de violência no âmbito escolar que ficamos estarrecidos e questionamos o porque de tudo isso?

Quais fatores são responsáveis por esta onda de violência? Afinal como solucionar este grande problema?

Segundo o autor Dimas Cassimiro " Todo e qualquer esforço no sentido de entender ou identificar as razões que promove tamanha violência nas escolas, passa necessariamente por uma análise conjuntural da sociedade onde a escola está inserida, prioritariamente no tocante aos aspectos históricos, econômicos, culturais e de produção, sendo estes os constituintes de toda a base da matriz geradora de todos os conflitos,disparidades, interesses conflitantes e de toda sorte a que estão submetidos os agentes no processo de fazer educação na nossa sociedade e na nossa escola." Posto que vivemos em uma sociedade onde se prioriza o Ter e não oSer, e onde se vive em um cotidiano social marcado pela insegurança e medo, produzindo - se assim esta violência urbana que há tempos ultrapassou os muros da escolas.

Violência urbana: causas e soluções apontadas

³A pobreza não é causa da violência. Mas quando aliada à dificuldade dos governos em oferecer melhor distribuição dos serviços públicos, torna os bairros mais pobres mais atraentes para a criminalidade e a ilegalidade.´ Luís Antônio Francisco de Souza Sociólogo ³Se as pessoas agirem apenas em função do medo, se retraírem simplesmente, elas não vão conseguir operar bem, não vão conseguir enfrentar a violência. Só vão replicar e aumentar o processo, vão reproduzi-lo.´ Adalberto Botarelli Psicólogo Social

1. A violência na escola Os meios de comunicação audiovisual, não raras vezes retratam acontecimentos violentos protagonizados pelos alunos nas escolas. De facto, "inverteram-se os papéis; os métodos violentos de alguns professores eram tradicionalmente mais frequentes no mundo escolar: castigo físico, humilhações verbais«" (Fermoso: 1998:85). Actualmente, os professores não podem exercer qualquer tipo de castigo aos alunos sob

Os inqueridos que se envolveram em comportamentos de violência em todas as suas formas situavam-se nos 13 anos de idade. Os jovens provocadores de violência são aqueles que têm hábitos de consumo de tabaco. tanto como vitimas.08% dos jovens envolveram-se em comportamentos violentos. consumo de estupefacientes. Os vitimados pela violência. não os ajudam quando eles precisam e não se interessam por eles enquanto pessoas. Também são os que experimentaram e consumiram drogas no mês anterior à realização do inquérito.pena de sofrerem sanções disciplinares. 16. Quanto aos professores.7% dos jovens afirmaram terem estado envolvidos em comportamentos de violência. As vítimas de violência são maioritariamente masculinas (58. Este estudo vem reforçar a relevância dos contextos sociais dos jovens. 25. a dificuldade em obter novas amizades. nos últimos meses anteriores ao inquérito. álcool e mesmo de embriaguez. Em relação ao relacionamento entre grupo de pares. provocadores ou duplamente envolvidos.0%). ausência quase total de amigos íntimos.9% dos provocadores vive com famílias reconstruídas. 19. 13 e 16 anos. Os adolescentes que vêem televisão quatro horas ou mais por dia são os que estão mais frequentemente envolvidos em actos de violência. Para os actores de violência a comunicação com as figuras parentais é difícil. acham aborrecido ter que a frequentar e não se sentem seguros no espaço escolar. estes adolescentes referem a pouca simpatia e préstimo e não-aceitação por parte dos colegas de turma. com as idades médias de 11. o grupo de amigos aliados à posse de armas. As vítimas e os agentes de violência não gostam de ir à escola. não os tratam com justiça. analisaram a violência na escola entre vítimas. aparecendo bem focados como factores desencadeadores de comportamentos violentos a desagregação familiar. a pouca ou inexistente atracção pela escola.0%). álcool e tabaco e visionamento excessivo de televisão. provocadores (incitação na forma de insulto ou gozo de um aluno mais velho e mais forte do que o outro) e outros (similarmente vítimas e provocadores) demonstram os seguintes dados bastante curiosos: o o o o o o o o o o o o o Mais de metade dos alunos inqueridos são do sexo feminino (53. Quanto às lutas. mas e os alunos? Que perfil apresentam os adolescentes que se envolvem em actos de violência nas escolas portuguesas? Um estudo realizado em 2001 por Margarida Matos e Susana Carvalhosa baseado em inquéritos a 6903 alunos de escolas escolhidas aleatoriamente. os alunos sujeitos e alvos de violência consideram que estes não os encorajam a expressar os seus pontos de vista.05% das vítimas vive em famílias monoparentais e 10. são os que andam com armas (navalha ou pistola) com o intuito da sua própria defesa. .

que ocorrem sobretudo quando esta não organiza ambientes suficientemente tranquilos para a construção de valores característicos a este local. pelo que as relações afectivas são intensificadas e todos os conceitos são apreendidos de forma agradável e lúdica. conseguem aprender e serem alunos com aproveitamento. faz com que estes se alheiem dos alunos e não tenham disponibilidade para os problemas decorrentes da juventude. se provêm de uma base familiar desagregada. A este propósito. conforme retratam os meios audiovisuais: alto índice de retenções. o sistema educativo tem vindo a sofrer grandes alterações. o abandono e absentismo escolar. Podem ser exógenos. a escola tem de analisar a forma como é exercido o seu controlo. pode tratar-se de violência contra a escola. rapidamente caminham para a reprovação. Alunos e escola: adversários ou aliados? O senso comum mostra-nos que a relação entre aluno e escola apresenta múltiplas fases ao longo do caminho do indivíduo.Os comportamentos violentos na escola têm uma intencionalidade lesiva. Diminuíram substancialmente os alunos do 1º ciclo do Ensino Básico. indisciplina e mesmo violência. ou são simplesmente comportamentos violentos na escola. a introdução de maior formalidade no relacionamento e a constante troca de professores consoante as disciplinas. para conseguir deter a violência não só interior mas também exterior. Em Portugal. ou mesmo ensino básico. não sabendo ler nem escrever. o ensino secundário foi palco de sucessivas e controversas transformações. como acontece nos bairros degradados invadidos pela miséria e pela toxicodependência. Se os alunos são provenientes de famílias organizadas com razoável cultura e escolaridade. em que alunos problema assumem um verdadeiro desafio à ordem e à hierarquia escolares. Por outro lado. com inúmeros problemas. Para combater a violência. sendo a matemática o real calcanhar de Aquiles» de qualquer Ministério da Educação. faz com que se registe um esmorecimento nesta relação entre alunos e escola. a exigência do Ministério da Educação no cumprimento dos conteúdos programáticos. nomeadamente creche e infantário. Contrariamente. o "Jornal de Noticias" do dia 3 de Maio de 2004 relata uma notícia de um adolescente de 13 anos que se encontra em tratamento numa clínica de recuperação de toxicodependentes e que na escola "atirava cadeiras à professora". a falta de coesão entre o corpo docente. A desvalorização do lado afectivo. Nos primeiros anos. tem que se organizar pedagogicamente. os educadores/professores são durante alguns anos os mesmos. A violência pode ser desencadeada fruto de muitas situações de indisciplina que não foram resolvidas e que constituem a origem de um comportamento mais agressivo. O panorama escolar não é muito animador. somente assinar o seu nome. a violência e indisciplina no espaço escolar. as crianças ficam ansiosas por ir para a escola: é lá que estão os seus colegas de brincadeiras. . determinados de fora para dentro. 1. onde agentes estranhos ao meio o invadem e destroem. possuindo actualmente o segundo ano do ensino básico. ou seja. destruindo material e impondo um clima de desrespeito permanente. procedeuse à obrigatoriedade da escolarização até ao 9º ano.

médico e psicológico. A Família. De referir que o número destas situações de perigo foram aumentando de 1998 até 2001. instigando a agressividade e. São apontadas como causas da violência: a. promiscuidade.504. exercício abusivo de autoridade por parte dos pais e outras situações de risco. A pobreza. uso de estupefacientes e ingestão de bebidas alcoólicas e outras condutas desviantes. agredindo os professores e funcionários.701 medidas. os indivíduos que vivem estas problemáticas familiares são sujeitos e alvos de violência. indisciplina e violência. em 2001 o total de crianças e jovens adolescentes era de 9. A comunidade educativa organiza-se mesmo que minimamente e em conjunto. Não existem dados estatísticos concretos acerca do número de jovens actores e alvos de violência. Normalmente.619. no entanto. permissividade. Causas da violência As causas da violência são inúmeras. Todavia. O que faz com que um aluno exerça violência? Muitas vezes a raiz do problema não se centra na educação. No ano de 1998 foram acompanhados crianças e jovens em risco num total de 2. abuso sexual. são as principais causas que deterioram o ambiente familiar. O cerne da questão é que muitas escolas tentam resolver os problemas para os quais não estão preparadas e que não são . não sendo fácil fazer uma inventariação de todas.979 indivíduos.Felizmente. absentismo. ausência de valores. alcoolismo. pais e funcionários reflectem sobre as diversas temáticas ou problemas. toxicodependência. São ainda apontadas como situações de risco: abandono. maus tratos. Judicialmente. absentismo escolar. É neste núcleo que as crianças e jovens adquirem os modelos de conduta que exteriorizam. abandono escolar. violência doméstica. Em 1998 as medidas foram num total de 1. Impotentes para lidarem com a violência dos seus descendentes. acusam os professores de não domesticar» os seus filhos. para a protecção social ou até judicialmente. em muitas escolas. O jovem apresenta problemas que deveriam ser direccionados para a saúde mental infantil e adolescente. quase que quadruplicou. professores. o Instituto Nacional de Estatística (INE) apresenta uma tabela onde são detectadas as problemáticas em crianças e jovens. bem como as medidas tutelares aplicadas em processos concluídos em 2001. negligência. contrariamente no ano de 1999 em que o número ascendeu às 3. observando-se contudo um decréscimo nos anos subsequentes. o panorama é diferente.. demissão do papel educativo dos pais. alunos. 2. trabalho infantil. social. em extrema instância tornam-se eles mesmos violentos. Como condutas desviantes observadas nos menores. detenção prisional. b. Convém ainda sublinhar que a medida tutelar mais aplicada nestes quatro anos foi a de acompanhamento educacional. desagregação dos casais. Os alunos. são enumeradas a prática de actos qualificados como crime. ou seja. são descritas as medidas tutelares aplicadas em processos finalizados nos anos citados. etc. A organização pedagógica da escola é o pilar essencial para a prevenção dos problemas relacionados com o abandono. Há famílias que participam directamente na violência que ocorre nas escolas.

à marginalização e exclusão sociais. entidades públicas e privadas nas decisões tomadas nas escolas. sendo a escola sentida como uma imposição por parte da família ou do Estado. e ainda hoje se regista. frequentemente." Na realidade as escolas não estão preparadas para enfrentar a complexidade dos problemas actuais. tornou-se uma fonte de conflitos e não raramente terminam em situações de descontentamento e de agressividade. A escola de hoje. encaram muitos dos professores como incompetentes que aproveitam todas as ocasiões para se furtarem às aulas e recorrerem à baixa por doença. quando funcionam. ao desenvolvimento intelectual pode («) ser pervertido e traduzir-se numa prática excessivamente selectiva. Em certas manifestações públicas de violência. Torna-se imperiosa uma intervenção educativa. os jovens procuram obter segurança. A escola. O princípio de emulação. para não terem que enfrentar os alunos e os problemas daí adjacentes. a situações de exclusão. criam focos de revolta por parte daqueles que legitimamente se sentem marginalizados. colocando em causa as normas estabelecidas. A este propósito Jacques Delors (1996: 48) aconselha os "sistemas educativos" a não conduzirem. Outros revoltam-se. Numa sociedade onde os grupos familiares estão cada vez mais desagregados. No passado. que se auto-intitula de inclusiva. Prevenção da violência A violência surge em contextos e em situações bem conhecidos. a autoridade e insurgem-se contra os professores e colegas como acto de poder e robustez física. o insucesso escolar surge como irreversível. não só dirigida aos jovens mas a todos os cidadãos. As associações de pais. propício em certos casos. "por si mesmos. pais. c. De acordo com Arregi Goenaga (1998: 60). pois todos. d. Porque os alunos estão contrafeitos. a violência afigura ser uma rede complexa que se pode sobrevir a . 1. enquanto sociedade global somos culpados e deveremos ser chamados a intervir para contribuirmos para uma sociedade mais justa e igualitária. Influenciam certos comportamentos que os adolescentes demonstram. e dá origem. as aulas são para eles locais de constrangimento e de repressão de desejos. designadamente os que se prendem com a gestão das suas tensões internas. Então. Os grupos e turmas. este vazio é preenchido por estes grupos formados a partir de interesses e motivações diversas. alunos com menos capacidades intelectuais são estigmatizados. baseada nos resultados escolares. todos os alunos são potencialmente violentos. A crescente participação dos alunos. esquecidos no fundo das salas de aula. respeito e prestígio pela restante comunidade escolar. Ao fazêlo. Alguns alunos conformam-se e conseguem permanecer na escola sem fazerem grandes distúrbios.da sua competência. sendo o resultado de processos de imitação de outros membros do grupo. não o é de facto. Na verdade. Enquanto conjunto estruturado de indivíduos. têm fulcral importância nos processos de socialização e de aprendizagem nos jovens.

Esta é importante pois ensina a criança a adquirir determinados valores tais como a compaixão e a dor alheia. a sociedade é que os transforma. «). o comportamento desses jovens poderá ser considerado como adaptativo. A este propósito o aludido "Jornal de Notícias" de 3 de Maio de 2004. e o programa mais determinante seria a terapia grupal. consumista e competitiva. ou criminoso. cívica. Como já se focou anteriormente. De facto. elucida que este é um campo de acção dos educadores sociais (1998: 62) e por essa razão enumera alguns aspectos que se prendem com o acto de educar como sejam os programas baseados no modelo de conhecimento e de conduta.partir da educação. esperando que o sistema mude per si. Porém. ou seja cidadãos activos e implicados no seu próprio desenvolvimento. Uma parceria eficaz. Não adianta tratar um sintoma sem primeiramente investigar a sua causa. sobre os direitos humanos. A título de exemplo. que quando o jornalista lhe pergunta o porquê de tanta agressividade. para a paz. Vários modelos de intervenção educativa foram aplicados de acordo com o grupo e o meio social envolvente.. o seu destino não está traçado após a nascença. Já Rousseau afirmava que os Homens não nascem naturalmente maus. programa de educação para a saúde. que concomitantemente com a família e as equipas de intervenção lutariam neste trabalho educativo com coerência e contundência. nenhum ser humano nasce violento. programas de acções interventivas em relação ao meio (informação e formação sanitária. estes jovens não têm muitas opções. O citado autor. de desestruturados e não fazer nada para alterar estes comportamentos. e. para a convivência. que valoriza a aquisição de bens de qualquer forma. familiar e mesmo de bairro por ordem a combater os problemas existentes. As medidas tutelares educativas só deverão ser tomadas se outras acções preventivas tiverem sido já executadas e tiverem falido. segurança. o Rendimento Mínimo de Inserção (anteriormente designado de Rendimento Mínimo Garantido) constitui uma medida paliativa. mas talvez utópica. tentando resolver os problemas com medidas paliativas. baseada em valores. Nestes programas também estaria a escola. a realidade é que as equipas são constituídas por um número de técnicos insuficientes. É imperioso mudar o enfoque sobre a questão da marginalidade. É muito fácil rotular os actores de violência de desequilibrados. Numa sociedade tecnológica. que a médio e longo prazo não vão surtir efeitos positivos. Os seus comportamentos são fruto do ambiente a que são expostos. de maus. que só dá oportunidades aqueles que já possuem algo. desejável. fornece-lhes a aprendizagem necessária para sobreviverem à sua maneira e assumirem atitudes que são observadas nos bairros onde vivem. pois o meio onde se inserem. bem como valorizar a vida não só a sua como a dos outros. que têm a seu cargo inúmeros processos de famílias problemáticas. De facto. relata o caso de um adolescente de 13 anos. onde famílias desajustadas poderiam conjuntamente desenvolver projectos de realização pessoal. A solução última não passa somente pela colocação desses jovens em famílias de acolhimento ou lares. levando os cidadãos a uma . consequentemente. o jovem responde simplesmente: " É assim que a malta vive no bairro". normas e modelos de conduta. que serão inculcados no sentido de formar a personalidade do indivíduo. As equipas de intervenção e as autarquias deveriam fomentar a participação efectiva dos cidadãos como protagonistas do seu próprio bairro. a educação deverá registar-se imediatamente à nascença.

De facto. intervenção directa na resolução de conflitos. desenvolver e promover a qualidade de vida de todos os cidadãos. tem duas funções não menos importantes: a primeira. Noutras palavras.L.subsidio-dependência. a transmissão de conhecimentos e conteúdos programáticos compete aos docentes e não aos educadores sociais. O papel do educador social na prevenção da violência O educador social é um profissional que pode agir e interactuar na prevenção e resolução dos problemas de violência. através da formação e trabalho. adoptar e aplicar estratégias de prevenção das causas dos desequilíbrios sociais. centrando-se a "educação preventiva primária" em campanhas de sensibilização contra a conduta violenta na escola. (1998: 136). 7. Apesar de haver discursos divergentes acerca do âmbito de intervenção poder ser formal. realizadas nas escolas. ou mesmo nos meios de comunicação social. auxílio pedagógico a alunos com condutas violentas. especialmente: " («) Detectar mecanismos que possam desencadear num processo de marginalização. com as crianças ou jovens. Petrus (1997: 31) diz simplesmente que "a educação social não deve ter. 1997: 27). pode actuar de diferentes formas. ajuda aos pais que têm filhos com condutas violentas. Após o diagnóstico. apesar das relações entre educação social e marginalização serem evidentes. orientando-os na resolução de tais problemas. 1998:93). a tarefa do educador é prevenir e intervir em situações de desvio ou risco em qualquer franja mais debilitada da sociedade. de forma a criar mudanças qualitativas. pobreza ou desenraizamento social e actuar". nunca poderá ser um trabalho solitário. « A "educação preventiva secundária" seria realizar actividades de educação não formal individualizadas.¶s. a intervenção poderá ser ao nível da prevenção primária e secundária. Como "profissional híbrido" (Fermoso. englobar "todos os . A educação social actua concomitantemente com outros trabalhadores sociais de modo interdisciplinar na protecção e promoção sociais. O educador social perante jovens inadaptados socialmente terá primeiramente que fazer um diagnóstico do problema para posteriormente actuar. entre as suas competências. Na opinião de Fermoso (1998:92-95). a segunda. designadamente com a família. informal ou não formal.1. formação de professores. quando este tinha inicialmente pressupostos louváveis com vista à inserção na vida activa. A. Deverá exercer intencionalmente influências positivas nos indivíduos. O campo de acção do educador social são "os sectores sociais em desequilíbrio («) além de solucionar determinados problemas próprios da inadaptação. no meio onde se registem focos de violência e mesmo na escola como elemento mediador. pais e educadores. com a marginalização não se esgota o âmbito da educação social". a solução deverá centrar-se na intervenção e na erradicação da violência na comunidade onde se inserem os jovens (Pino Juste.T. Este trabalho terá que ser concertado com a escola e com outros trabalhadores sociais. De facto. (Petrus. a responsabilidade da actividade escolar". casas da juventude.

que também são seres humanos como todas as outras crianças. a baixa escolarização. as regras para a sã convivência. enredados em sofrimento. A escola não pode ignorar que os conflitos e problemas sociais existem. e por isso tem vindo a adaptar-se como pode. etc. fornecendo à população em risco modelos de conduta adequados ao desenvolvimento afectivo. nenhuma outra instituição poderá jamais substituir as condições educativas da família. Neste campo. Todavia. a pobreza andam de mãos dadas. só porque não tiveram referências positivas na infância e porque as diversas entidades educativas se foram esquecendo» que essas crianças também necessitam de carinho. À escola não se pode pedir que além de ensinar os conteúdos programáticos exigidos pelo Ministério da Educação. O que será que está acontecendo com crianças e adolescentes para aumentar a violência cometida por eles e contra eles nas instituições de ensino? Será que os motivos estão dentro da família. privações e sem projectos de vida. a tolerância. não só económico mas também a nível de recursos humanos para que programas de combate à violência e exclusão social sejam realmente concretizados e obtenham bons resultados. a promiscuidade. nem parece ser razoável que seja unicamente a escola a ensinar valores tão necessários para o normal desenvolvimento da criança tais como: a democracia. somos responsáveis pelas consequências educativas das nossas acções. urge uma intervenção conjunta realmente eficaz. No meio de tudo isto. A quem intervém é necessária prudência. Nós. pois muito mais haveria a dizer. como profissional. intelectual e moral de todos os implicados. salvaguardando os direitos da criança e sua família.implicados na comunidade (instituições. para que não tenham um futuro sombrio. o esforço pessoal. dado que é no contexto educativo que as crianças passam a maior parte do dia. Não podemos deixar que as crianças se transformem em futuros inadaptados ou futuros marginais. onde as privações. tem vindo dissimuladamente a delegar esse papel para a escola. sociedade democrática. dado que o fenómeno da violência é muito amplo e surge em variadíssimos contextos. amigos. a verdade é que a violência continua a existir e a registar-se cada vez mais na população jovem. famílias" no projecto de erradicação da violência. resta então cogitar que toda a sociedade se deveria mobilizar para proteger os cidadãos de amanhã. escola ou estado? Certamente para analisar esses fatores devemos verificar como está nossa cultura. de afecto. o respeito pelo outro. E é precisamente na escola que as crianças imitem comportamentos que diariamente observam. Meios onde proliferam os maus tratos físicos e psicológicos. que valores estamos cultuando. A família brasileira se modificou muito nas últimas décadas desde que as mulheres começaram . núcleo primordial de educação. Terá que haver um esforço financeiro governamental. redação Como tantos outros tipos de violência. Consciente de que este trabalho é insuficiente na abordagem desta temática. tenha também que ter a função educativa que compete aos pais. nas escolas é uma das que mais assustam. Conclusão A sociedade tem vindo a sofrer significativas transformações. A família. a solidariedade.

com a conquista econômica puderam se lançar ao mercado e desmanchar casamentos onde não se sentiam felizes. Fazem com que os jovens adquiram condutas de acordo com o que vivenciam diariamente. mais que depressa. A mulher. aliados a inadaptação social devida à educação deficitária por parte da família ou pelo meio onde o jovem vive. creches ou escolas. Com isso. sem qualquer supervisão das figuras parentais. muitas vezes deixou a educação dos filhos para a escola que já estava sobrecarregada simplesmente em passar conhecimentos teóricos. levando os jovens. A relação familiar centra-se prioritariamente nas necessidades físicas da criança. os pais. Todavia. colocam os filhos aos cuidados de babás. televisão e música. aumentou o número de divórcios pois se antes elas se sujeitavam a violências e desmando dos homens para preservarem sua subsistência e a de seus filhos. Vivemos num mundo capitalista. Com isso. prostituição. utilizam-na como arma quando consideram que ela é eficaz para conseguir os seus propósitos. costumes e bens. Creio portanto que é preciso repensar uma forma alternativa onde os pais estejam presentes dentro de casa orientando os filhos e auxiliando-os em suas dificuldades para que eles não tentem chamar a atenção cometendo atos do qual todos se arrependam TEMA Violência escolar REDAçÃO A violência entre os jovens dentro da escola é fruto da ausência de referências positivas no meio onde vivem. Constroem as suas personalidades de acordo com o que observam. detenção familiar. com violência. Caracterizado pela uniformidade dos usos. sobretudo Internet. Os jovens são os grandes consumidores dos meios audiovisuais. droga. Pois sabemos que a educação de uma criança depende muito dos exemplos paternos e maternos. violência doméstica. Muitas crianças vêem televisão e jogam jogos de caráter lúdico duvidoso. tráfico. sem tempo por causa da dupla jornada.a trabalhar fora e se tornaram mais independentes. alcoolismo. A uniformidade gera segregação e competição desenfreada. A televisão é um dos meios que mais violência difunde e a criança ou jovem é o sujeito passivo que mais a consome. dominado pelo "progresso". a família não se pode demitir do seu papel e atribuir responsabilidades aos outros agentes educativos na formação dos seus filhos. Chegam em casa exaustos após o dia de trabalho. com uma total ausência de discernimento do que é certo ou errado. alimentação e habitação de qualidade. ou a brincar sem um adulto que lhe dê atenção. A carência de bens mínimos como trabalho. Hoje. que são amplamente difundidos pelas mídias. Para estas crianças a violência é algo normal. ou seja. a ver televisão. sozinha. bairro degradado. mal preparados e abandonados pela . muitos filhos ficaram divididos e sem uma estrutura familiar que lhes desse apoio. furtos. têm ainda as lidas domésticas ou trazem trabalho para casa. As crianças assistem a desenhos animados televisivos nas quais as personagens utilizam a violência para conseguir os seus intentos. A criança é colocada em segundo plano. jogos por computador. agressão. O poder de sedução da televisão e a capacidade de imitação das crianças formam uma cumplicidade que pode atuar perigosamente na formação cognitiva destas..

Não . a miséria em que muitas famílias ainda se encontram.família. Dizendo isso não falo em rigidez. assim como os seus familiares. Até o inicio da década de noventa. e não como alternativa ao trabalho infantil. como o bolsa família e o ação jovem. que os deuses nos livrem dela. Planos. que por favor não finja que é mãe ou pai" Esperando uma reação de espanto ou contrariedade ao título acima. Como todos os problemas do Brasil. Vinte anos depois. ao perceberem que não podem ter a qualidade de vida que desejam optarem por caminhos ilícitos e violentos. nem em controle doentio ± que o destino não nos reserve esse mal dos males. não só de crianças. tento explicar: acho. mesmo (ou sobretudo) disfarçado de religião. Não penso em frieza e omissão. TEMA Família tem que ser careta REDAçÃO "Quem não estiver disposto a dizer não na hora certa e se fizer de vítima dos filhos. sobretudo senso de proteção. ajudam. sim. Essa persistência tem como alicerce principal. este também passa pela educação. mas muitos usam este meio como um ganho a mais. TEMA Exploração infantil REDAçÃO A lei atual do Brasil proíbe o trabalho para menores de quatorze anos. qualquer que seja ela. pois isso seria a diversão maior do demônio. nesta exploração. Penso em cuidados. e que isso há de ser um bem incomparável neste mundo tantas vezes fascinante e tantas vezes cruel. Há de se conscientizar explorados e exploradores sobre os malefícios da exploração do trabalho infantil. que nos encherão de culpa e impedirão que a gente cresça e floresça. não passava mesmo era de exploração infantil. não castração. o trabalho de menores de dezoito anos era amplamente explorado. Imagino presença e escuta. que nos farão órfãos desde sempre. Nem de longe aceito moralismo e preconceito. que vêm na exploração do trabalhador. O próprio adolescente. uma bela fonte de lucros. O trabalho infantil é incentivado pelos próprios pais e este incentivo é bem recebido por muitos empresários. apesar da lei que reprime tal exploração. entre quatorze e dezesseis anos é permitido o trabalho como aprendiz. fazem de todas as formas para receber estes valores do governo e continuar com o seu trabalho informal. existiam boas oportunidades para o futuro do garoto. Nem em pais sacrificiais. não suspeita. e entre dezesseis e dezoito anos é permitido o trabalho diurno e em atividades que não exponham o menor a condição de perigo. Falo em carinho. mas em sua grande maioria. camaradagem e delicadeza. o trabalho infantil ainda persiste. que família deve ser careta.

na família. ler e-mails. alguma segurança e paz.revirar gavetas. Falo em respeito com a criança ou o adolescente. quem não conseguir dizer "não" na hora certa e procurar se informar para saber quando é a hora certa. mas acompanhar. sim. encare a educação como função da escola. esvaziar bolsos. . diga que hoje é todo mundo desse jeito. Vejo crianças de 10. se você se sentir assim. à família moderninha. amorosamente envolvido. sentimento de pertença. não com família amorosa. Vejo adolescentes e pré-adolescentes embriagados fazendo rachas alta noite ou cambaleando pela calçada ao amanhecer. não se compreendem. pois naturalmente pessoas dignas preservam a elegância e não querem se vingar ou continuar controlando o outro através dos filhos. observar. 11 anos freqüentando festas noturnas com a aquiescência de pais irresponsáveis. Por tudo isso e muito mais. com filhos nas mãos de uma gatinha vagamente idiotizada e um gatão irresponsável. dialogar. Não é cargo para um fiscal tirano nem para um amiguinho a mais: é para ser pai. amorosamente interessado. Elas simplesmente não existiam. parindo sozinhas no banheiro. nem mãe nem pai. aturdido. Difícil. É preciso ser amorosamente atento. ou porque os pais nem ao menos sabem onde elas andam. Você vive uma ilusão de família. e deixe os filhos entregues à própria sorte. autoridade. Se acham que filho é tormento e chateação. quem se fizer de vítima dos filhos. Fundou um círculo infernal onde se alimentam rancores e reina o desamparo. a não ser como eventual motivo de irritação. responsabilidade. não deviam ter tido família. com quem saem. mas que em situação normal combinam com velhos internatos. mas também carinho e compreensão. Interesse não é fiscalizar ou intrometer-se. e ninguém em casa sabia que estavam grávidas. quase crianças. bater ou insultar. eu prefiro a família dita careta: em que existe alguma ordem. gravemente responsável. incomodado. é para ser mãe. Paternidade é função para a qual não há férias. pois os tempos trabalham contra isso. mas dizendo que é para dar melhor nível de vida aos meninos. Andamos aflitos e confusos por teorias insensatas. onde passam o fim de semana e com quem? Como não saber o que se passa com eles? Sei de meninas. insultando transeuntes ± onde estão os pais? Como não saber que sites da internet as crianças e os jovenzinhos freqüentam. em entendimento entre pai e mãe ± também depois de uma separação. quem se sentir sacrificado. nunca sujeição. muito menos se respeitam. jogando garrafas em carros que passam. aposentadoria. Não escutamos a voz arcaica que nos faria atender as crias indefesas ± e não me digam que crianças de 11 anos ou adolescentes de 15 (a não ser os monstros morais de que falei na crônica anterior) dispensam pai e mãe. onde todos se evitam. mais uma carga do que uma felicidade. Com essa desculpa não os preparamos para este mundo difícil. Talvez tenhamos perdido o bom senso. onde gostem de estar. que não existe mais amor nem autoridade. de drogas ou outras desgraças. indignidades legítimas em casos extremos. 13º. Também não me digam que não têm tempo para a família porque trabalham demais para sustentá-la. Não entendo a maior parte das coisas solitárias e tristes que vicejam onde deveria haver acolhimento. Descarte esse papel de uma vez. saber. bom humor. Pois quem tem filho é. Mas quem não estiver disposto.. porque são pessoas. Pois.. já não terá mais família nem filhos nem aconchego num lugar para onde você e eles gostem de voltar. escutar no telefone. trabalhando além do necessário. que por favor não finja que é mãe ou pai. muito difícil.

os serviços de saúde no Brasil mal conseguem dar conta das crianças. Sabe-se que o relacionamento humano sofre constantemente com os conflitos de interesses. as vezes trinta e cinco. Imagine o que irá ocorrer com essa demanda cada vez maior de idosos nos hospitais. ou o bolso vazio do segurado. ou parar de brincar de casinha: a vida é dura e os meninos não pediram para nascer. ou pelo tempo que suporte pagar as pesadas mensalidades. o estudo do que é bom para o indivíduo e para a sociedade. . TEMA De onde vindes? O lado ético nas relações REDAçÃO A ética é descrita como sendo a ciência da moralidade. O Brasil é hoje. vem se tornando um país de pais velhos. e cada vez mais será. Esta definição leva a uma questão muito delicada. Um homem que domina a si próprio dificilmente atacará o próximo. imaturidade. este. estando assim. ou até mesmo abandonam a idéia de ter filhos. um passo a frente no quesito ética. um país de velhos. as relações humanas. Os planos de saúde e hospitais particulares são ótimos até que seu cliente contraia uma doença realmente grave.É bom começar a tentar. e costumeiramente vemos personalidades sociais. ganância. como pais. Os casais vêm se programando para ter filhos após os trinta anos. irresponsabilidade. ambição. Para que este amor floresça. as pessoas devem auto conhecer-se física e emocionalmente. habilidades e necessidades. não desempenharem seus papéis como convencionalmente se espera deles. a velhice. gestantes e adultos jovens. identificar seus pontos fortes e fracos. O governo diz estar melhorando as condições de atendimento do sistema de saúde. mas não é o que se houve da boca de quem já precisou desse serviço. TEMA A saúde no Brasil REDAçÃO O Brasil chega à casa dos duzentos milhões de habitantes com uma característica peculiar. fatalmente irá parar num leito da rede pública. amar o semelhante como si mesmo. Hoje. "Querer se dar bem" é mais forte que "Meu espaço termina quando começa o do outro". Outra característica marcante é que além de ser um país de velhos. e vários outros. Podemos enumerar os problemas éticos nos relacionamentos humanos. mães e mestres. violência. Cada vez mais vemos casos de primeira gravidez após os quarenta anos. Ao constatar a gravidade da doença. Talvez possamos começar a resolver o grave problema ético nas relações humanas partindo do principio de que devamos identificar o que nos faz mal e também o que faz mal ao nosso semelhante.

O tratamento destes problemas só terá início quando as catástrofes se tornarem extremamente constantes e graves. estratégias de expansão geopolíticas. Aquecimento. São muitos itens a serem repensados. produção de grande quantidade de lixo e gases tóxicos. econômica. frio. infelizmente. a lenha. as principais delas: a energia solar. poluição de rios. . Esse conjunto harmônico é chamado de ecossistema. ozônio. O governo tem que acabar com essa situação anticristã. e quando isto ocorrer. TEMA Fonte de energia renovável. até o mais complexo. e os poderosos já tendem a abandoná-lo num futuro não muito distante. degelo. através das quais vivem os homens na atualidade. sobretudo usinas hidroelétricas e de álcool. interage completando-se. o petróleo vem mostrando problemas insolúveis. Assim como o carvão. tornado. eólica. O resultado deste progresso foi o quadro de destruição que vemos hoje no planeta. TEMA Desastres ambientais. itens que não interessam mudança para a maioria da população. e a usina nuclear. O Brasil vêm a tempos demonstrando interesse estratégico em desenvolver energia renovável. Problemas como o crescimento populacional. A vida deve estar sempre em primeiro lugar. REDAçÃO A pouco mais de cem anos o petróleo surgiu como a grande fonte de energia par a evolução humana. Com a revolução industrial veio o predomínio da povoação urbana. mas muitos ainda acreditam que é fruto da natureza e não da destruição causada pelo homem. calor. Fontes renováveis ganham espaço a cada dia. desde o mais simples. uso desordenado de recursos naturais.A saúde tem que ser prioridade. o homem passou a interferir gravemente para a destruição deste equilíbrio. O país vislumbra a possibilidade de se transformar num grande fornecedor de energia para o mundo. São tantas as calamidades. etc. e. e o homem sempre fez parte dele também. REDAçÃO A natureza é uma obra perfeita onde cada elemento. boa parte da população humana e de todo o ecossistema da terra já terá desaparecido. A solução para essa questão não escapa a uma revisão da forma social. hídrica (ex. álcool). hidroelétricas). entre tantas outras ofensas a natureza. e biomassa (ex. terremoto. etc. afetando países e pessoas realmente poderosas. A partir do início da revolução industrial. grandes desmatamentos. cultural e política. que nem dá para contar. consumo exagerado de bens. interesses exagerados em ganhos financeiros. superpopulação.

mas nada. e conforme vão crescendo. visando à qualidade. ganham os educandos por serem atores desta transformação e não somente réplica de como se pensava no passado. Zelar pelo cumprimento de seu trabalho. TEMA O papel do educador REDAçÃO O papel do educador é propiciar aos alunos. em sua grande maioria. É claro que as enchentes são calamidades naturais.Este desenvolvimento de energia renovável já começa a causar problemas. agregando valores para transformar em sucesso as oportunidades existentes. telhadas. Ter sensibilidade para auto avaliar-se. Ser referencial de comportamento ético e cívico. REDAçÃO As enchentes. cobertas. As cidades são. O educador é um mediador de conhecimentos. eles acreditam que o solo é profundamente castigado e que grandes áreas usadas para a cana deveriam ser usadas para o cultivo de alimentos. as cidades são quase que totalmente asfaltadas. Se o . ele media a construção de novos valores. habilidades e atitudes que os transformem em cidadãos. cimentadas. Trabalhar em equipe junto à comunidade. ganha o educador ao usar a capacidade de estimular e despertar conhecimentos para desenvolver um melhor mundo. Não bastasse essa invasão desordenada de territórios inundáveis. na maioria das vezes. pois há várias vertentes da sociedade que julgam problemáticas as áreas de cultivo de cana para álcool combustível. fundadas as margens de rios. é necessário criar imensos lagos artificiais. O mesmo ocorre com as hidroelétricas. oportunidades que favoreçam o desenvolvimento de capacidades. Precisa estabelecer com clareza objetivos a atingir. Esses problemas com cheias ganham repercussão quando ocorrem em ambiente urbano. inovando e pesquisando novos caminhos para favorecer a aprendizagem. que causam grandes desastres ambientais. aquela área inundável que foi ocupada de forma desordenada. TEMA Tudo sobre uma enchente. O educador deve ser flexível. A água da chuva cai. receptivo e crítico. áreas inundáveis em época de cheia vão sendo gradativamente ocupadas por construções. são provocadas pela interferência humana no meio ambiente. É uma administração de relação ganha-ganha. seu fim é a baixada. pantanal. lagos e mares. com sua habilidade. e mesmo nos pequenos riachos quando da época de chuva. corre em busca de uma terrinha para se infiltrar. visto o que acontece nas cheias dos grandes rios amazônicos. pois para criá-los.

ou seja. ambos os comandos decisórios visam benefícios particulares em detrimento dos benefícios sociais. REDAçÃO A tendência da maior parte dos paises em desenvolvimento é a descentralização da gestão pública como parte inerente da democracia. sobretudo na área da saúde. pois. porém. Ao que tudo indica.volume da chuva for baixo. Finalizando. noticia nos jornais de tv. é fácil prever. bem caras para o cofre público. de forma que o cidadão tenha a condição de participar ativamente do processo. É fato que governantes da direita tendem a escolher correligionários e que os da esquerda buscam a comunidade. o resultado quanto a esta descentralização parece ser semelhante. para o bolso do cidadão. em todos os âmbitos sociais. alijam a participação de camadas mais conservadoras da sociedade. Independente da direção política dos governantes das cidades. . o cidadão brasileiro carece de prática com o convívio democrático. surge o político. os problemas também. a grande questão da sociedade brasileira é criar o espírito democrático no cidadão. TEMA As grandes questões da gestão pública na área da saúde. essa estrutura de descentralização já se encontra em estágio avançado. é de se esperar que os resultados sejam parecidos. mas se chover por muito tempo sem dar trégua. Sendo assim. O objetivo é o fortalecimento das instituições locais. Com esse quadro desenhado. com suas soluções performáticas e. No caso do Brasil. das decisões. o regato canalizado consegue levar embora. sempre. e infelizmente.