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40 ANOS DA IGREJA BATISTA LETA DE RIO NOVO A IGREJA BATISTA LETA DE RIO NOVO NOS SEUS QUARENTA ANOS

DE EXISTÊNCIA 1892 1932

Escrito em língua leta por Juris Frischenbruder Traduzido para a língua portuguesa por Valfredo E. Purim Revisão e notas por Viganth Arvido Purim

Nesta descrição estão incluídos dados históricos das atividades das outras organizações da Igreja Batista e dos principais lideres da mesma

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Tu deves atar os ferimentos adquiridos. Tu não podes parar ou descansar, Embora sejas um barco que, Ameace a naufragar Deves cumprir a missão Até com o coração fraquejando Com os ventos contrários E com prenúncio da morte a ameaçar. Wilnitis
Tradução livre

Embora em nossos escritos. No espírito dos antepassados. Então no trabalho e nas lutas. Teríamos extrema disposição. Zirulis
Tradução livre

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ESCLARECIMENTOS
Há alguns anos atrás a Igreja solicitou ao Professor Ans Elbert a descrever a historia da Igreja. Muito embora sua vida estivesse cheia de dificuldades e tristezas. Dadas estas dificuldades a obra solicitada não prosperou. Minha inquietação e preocupação eram que a historia da Igreja fosse escrita antes do Jubileu dos quarenta anos de existência. Antes do Jubileu dos 40 anos em 28 de Fevereiro do ano de 1932, fui incumbido desta difícil tarefa. O que para os meus esforços, apesar da minha idade avançada, talvez impossível! Aceitei a incumbência, com reservas, e escrever da melhor maneira. Mantive-me no caminho do meio! Os acontecimentos e datas coletei dos registros dos Livros das Atas. Mas, principalmente de minha própria memória. Esforcei-me a registrar, quanto e o que cada um contribuiu com seu trabalho. Mais tarde: - dos pastores, professores e missionários em visita a igreja até os recepcionistas. Eles foras eleitos e então eram necessários, e, portanto seus trabalhos também são mencionados. Cristo afirmou que ‘’aquele que serve um copo com água será recompensado. Também aquele que faz o menor trabalho com amor e simplicidade será recompensado’’. A Igreja autorizou a descrever amplamente os fatos, no entanto, os fatos obscuros, resumimos, estes deixamos nas mãos de Deus, descrevemos os extremamente necessários. No todo, mantivemo-nos na média.

A HISTÓRIA
No ano de 1890, junto com os patrícios Jahnis Balod, P. Salith e saíram de Riga a Lühbek Alemanha e dai rumo ao Estado de Santa Catarina, os primeiros imigrantes, entre os quais estavam três batistas; - João Arums com a família e a irmã Katarina Bitait. No ano de 1891 saíram de Riga para Rio Novo cinco famílias, João Och, Juris Frishenbruder, Alexandre Grinnfelt, João Boshul e Fritz Malves. Após dois longos meses de viagem na data de 13 de Julho felizmente desembarcamos em Orleans. Pela direção da empresa colonizadora, nossos pertences foram transportados no lombo de mulas ate o barracão coletivo do acampamento. O irmão Jahnis Arums e outros patrícios nos ajudaram a chegar até a mata bruta. Com dificuldades, quando tudo estava arranjado, como morar. Então os cultos de oração eram dirigidos segundo a escala de dirigentes, a Ceia do Senhor era presidida pelo irmão Jahnis Bashulis, o coral era dirigido pelo irmão Juris Frichenbruder. Os cultos eram dirigidos pelo irmão Jahnis Arums. Todos estavam alegres e cantavam, os hinos ecoavam por longa distancia pela mata adentro. No ano de 1891, em Novembro em um culto da manhã fomos surpreendidos com a visita dos irmãos Jahnis Neuland e Jahnis Simson. Ficamos todos surpresos e alegres. Com a presença dos dois citados irmãos ao nosso pequeno coral foram agregadas mais duas potentes vozes. No mesmo ano, em Dezembro, antes do Natal chegaram de Dinaminde e Riga, da Igreja de 3

Angelskalns mais 25 famílias. Assim o irmão Jahnis Och que possuía uma residência maior, os cultos então foram transferidos para a casa dele. No Natal, os irmãos Fritz Karp, Jahnis Klavin e Juris Bankovitch freqüentavam os cultos. Enquanto os demais imigrantes estavam chegando, passou bastante tempo. Uns estavam consolados, outros murmuravam. Havia aqueles que falavam por detrás. Bankovitch dizia ‘’preferia carregar pedras lá a ter vindo para o Brasil’’. – Mais tarde estava feliz e alegre. Quando todos haviam chegado no barracão coletivo, então a freqüência aos cultos aumentou. Em seguida cada um havia construído sua casinha de pau a pique e mais ou menos acomodados. Ao chegar mais imigrantes e verificou-se que o local dos cultos ficou pequeno e para alguns, distante. Uns com os outros conversavam e chegaram a seguinte conclusão: - O local dos cultos não atendia mais as necessidades e que o melhor seria fundar uma Igreja e construir um salão de cultos. Em 20 de Março de 1892, domingo à tarde. Reuniram-se os irmãos e irmãs na casa do irmão Jahnis Och. A Assembléia foi declarada aberta e dirigida pelo irmão Fritz Karp. Por unanimidade elegeram o irmão Fritz Karp para presidir a próxima Assembléia e o irmão J. Simson para Secretario.

RELAÇÃO DOS MEMBROS FUNDADORES
Jahnis Balod. Katarina Grausis. Katerina Bitait. Gedert Feldman. Luiza Feldman. Kate Bankovitch. Ans Grinfelds. Augusto Grinfelds. Augusto Grinfelds. (verificar a duplicidade) Juris Frischenbruder. Ana Frischenbruder. Ana Feldman. Jahnis Arums. Karlote Arums. Jahnis Ochs. Katarina Ochs. Júris Bnkovitch, Sofia Wanag. Ilse Dobite. Jahnis Bashuls. Maria Bashuls. Elizabete Grunfeld. Katarina Grunfeld. Jahnis Neulands. 4

Joana Neulands. J. Simsons. Martinhs Leepkaln. Darte Leepkaln. Jekabs Rose. Jekabs Karklis. Lavise Karklis. Lavise Rose. Lizete Rose. Evaldo Martinsons. Lisa Balod. Kristian Akmengrausis. Anna Akmengrausis. Karlis Match. Katerina Match. Gertrude Gruntal. Eva Indrikson. Anna Engel. Fritzis Karps. Fritzis Malves Olga Malves. Julia Balod Auguste Balod João Friedenberg. Eva Friedendenberg Matilde Friedenberg. Amalia Friedenberg. Willis Gruntal. Gedert Nitenberg. - - - - Nitenberg. Ans Wihtin. Ilse Wihtin. Matilde Wihtin. Emilia Wihtin. Woldemar Stekert. Edevich Stekert. Janhnis Stekert. Karlote Stekert. Jahnis Bieneman. Dore Bieneman. Lise Bieneman. Anna Bieneman. Luiza Bieneman. Martinhs Indrikson. David Gruntskis. - - - - Gruntskis. Jahnis Klavin. Após breve discussão foi formada uma comissão composta pelos irmãos: Jahnis Och; Jahnis Neuland; Jahnis Simson; Karlis Match; Jahnis Stekert, 5

procurar um novo local para construir um salão de cultos, foi logo encontrado no alto do terreno do irmão Simson. Todos, em regime de mutirão, até as jovens irmãs estavam no trabalho de amarração das palhas de palmeiras que serviriam para as paredes e cobertura1. As paredes eram da altura da estatura de uma pessoa. Os assentos foram confeccionados fincando no chão piquetes de madeira e ripas de tronco lascado de palmeira2. Eram assentos até bastante confortáveis. Nesse regime de mutirão três dias foram suficientes para a sua conclusão. Nos fundos ficavam os assentos dos coristas, à direita do salão ficava o coral dos Rio-novenses e o coral de Rio Carlota à esquerda. Os corais cantavam em separado e no final do culto ambos os corais cantavam em conjunto. O hino cantado em conjunto, em um domingo era regido por Karlis Match e no outro, por Juris Frichenbruder. O coral de Rio Carlota era mais vigoroso, havia mais, coristas eles conseguiam novas partituras, o irmão Karlis Match mantinha bom relacionamento com o irmão Dr. A. J. Frey em Riga. Para dirigir os cultos foi eleito o irmão Jahnis Bashul, para os estudos doutrinários o irmão J. Simson e mais tarde para o cargo foi designado o irmão Jahnis Stekert. Para a Escola Dominical se propuseram os irmãos Jahnis Neuland, Karlis Match e Julia Balod. Assim os trabalhos da igreja prosperavam lentamente, porém firmes e constantes. O período de vida do irmão Simson foi curto, ele veio a falecer em Novembro de 1892. Em seu lugar foi eleito o irmão Karlis Seeberg como secretário e o irmão Martin Leepkaln como tesoureiro e o irmão J. Klavin como auxiliar. No decorrer dos dias chegava novos imigrantes, de Novogorod e Riga o que fortalecia o crescimento da Igreja. Verificou-se que o salão de cultos tornou-se pequeno. Os rigores do tempo consumiam os materiais da velha construção, o vento destruía as paredes e o teto de palha, ocasionando sua destruição quase por completo. Por varias vezes foi mencionada a necessidade em construir uma escola e para tanto era necessária uma área de terras, mas este sonho não se realizou na ocasião. Assim também sobre o convite para que a igreja tenha um pastor efetivo, o irmão Ruchevitz e o irmão Dr. J. A. Frey, que viria de Riga visitar a colônia leta de Rio Novo, tudo isto ficou sem solução. Porém a construção do novo templo foi decidida, maior e melhor, próxima da residência do irmão Martin Leepkaln e também próximo à sepultura do irmão Simson na área de terras do irmão Jahnis Klavin.

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As folhas mencionadas eram da palmeira Guaricana (Geonoma Spixiana) muito semelhantes a Rafis A palmeira Jussara (Euterpe Edulis) era muito abundante na Mata Atlântica

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Na Assembléia Geral da igreja realizada em Julho do ano de 1894 foi eleita a Comissão de Construção composta de 7 irmãos, na Assembléia seguinte dois dos eleitos desistiram, por motivo de pequenas divergências. Karlis Match que não esteve na primeira construção agora foi designado mestre de obras. Os irmãos corajosamente abraçaram a obra, grande número de pessoas no trabalho, a construção prosperava depressa. A cobertura de lascas de madeira, também as paredes do mesmo material, e também as aberturas. No mês de Agosto do mesmo ano terminamos o trabalho, em 14 dias, ou seja, 437 dias de trabalho. Foi chamado de Templo de Lascas3, o outro, anterior, era chamado de Templo de Palhas. Ambos os corais cantavam harmoniosamente e outros obreiros se esforçavam, cada um desempenhava suas atribuições com responsabilidade. Assim mesmo começaram a surgir descontentamentos, dificuldades e amarguras, a vida interna da igreja com grande número de membros, de personalidade própria, livres, escreviam cartas para a Letônia, ao irmão Dr. J. A. Frey, ele também se preocupava com o bem estar e a vida espiritual de seu povo e igreja em Rio Novo. E com a colaboração da Missão de Riga, no mês de Junho do ano de 1897 enviou o irmão Pastor Jehkabs Inkis para nos visitar e ajudar na vida espiritual. Com grande alegria e sincera emoção recepcionamos o enviado. A recepção e as festividades foram presididas pelo irmão Fritz Karps e festejamos durante dois dias. Ano de 1.897, em 27 de Junho, houve a primeira reunião presidida pelo irmão Pastor J. Inkis. O irmão Inkis, na ocasião esclareceu que a primeira atitude de todos deverá ser: - uma geral e sincera reconciliação entre todos no próximo domingo, 4 de Julho, na Assembléia Geral para então juntos participar da Ceia do Senhor. Na Assembléia Geral do dia 4 de Julho, dentro do possível foi feita a reconciliação entre os irmãos com divergências. Um dos irmãos voltou a membresia e os demais membros que estavam em divergências sinceramente se perdoaram. Ocorreu que após o sermão proferido pelo Pastor podemos afirmar: - Ó Senhor, nós somos teus filhos! – O irmão Fritz Karp foi reeleito com dirigente das futuras Assembléias Gerais. Os Batismos programados foram adiados para o próximo domingo. Pela manhã, culto. Em seguida, os batismos e após, culto e a celebração da Ceia do Senhor. Desta forma iniciaram as atividades pastorais do Pastor J.Inkis na Igreja Batista Leta em Rio Novo. Nas atividades internas e nas externas, nas missões junto aos imigrantes alemães. Cada domingo havia um sermão consistente. Cultos de caráter variado, como: cultos de oração, de missões e leituras bíblicas, duas vezes por semana. Nas segundas e nas sextas-feiras, também nas terças sextas-feiras à noite.

Estas lascas eram preparadas da madeira Louro e confeccionadas com uma plaina apropriada e manobrada por 3 pessoas
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Uma noite na residência do Jahnis Ochs e outra noite no Grause. Estudava o livro: - A Guerra Santa e Safira. (?) Cristo e as Santas Escrituras. As partes difíceis e incompreensíveis foram explicadas a contento de todos. Nos encontros eram cantados muitos hinos de louvor e orações. Os cultos missionários eram celebrados aos domingos e às vezes em dias da semana. Mesmo assim a freqüência dos irmãos era admirável. O Pastor revelava preocupação com a Escola Dominical e acompanhava pessoalmente seu desenvolvimento. Para a União de Mocidade dedicava as suas melhores atenções. Junto aos moços manteve intensa participação. Ao escrever, lembramos de várias outras atividades realizadas, tais como: - a fundação do coral da União de Mocidade, com a regência de Gustaf Grikis. Também naquela época foram levadas a efeito as mais animadas festas da mocidade. Foram também organizadas as Associações dos Colonos de Rio Novo e de Rio Carlota, para presidente da associação de Rio Novo foi eleito Jahnis Ochs e para Rio Carlota, Karlis Seeberg. Para o Supervisor Geral; Fritz Karp, Secretario, Juris Frischenbruder. Todas estas iniciativas tiveram a permissão e apoio do senhor Galdino Guedes, Prefeito Municipal. Os delitos e divergências de pequena monta deverão ser resolvidos por meio de acordo entre as partes, embora o senhor Prefeito tenha autorizado a aplicar uma multa de cinco mil réis, aos faltosos e que nunca foi aplicada a ninguém. O objetivo prioritário da comunidade era um maior e melhor espaço para a escola e para este objetivo foram eleitos sete irmãos tendo na presidência o irmão Jahnis Ochs, este, e o irmão Karp conseguiram junto ao ilustre senhor Diretor da empresa colonizadora, senhor Staviarski a título de doação, uma área de terras para a construção da tão necessária escola. Foi eleita uma comissão de sete irmãos; Fritz Karp. Presidente; Juris Frischenbruder. Secretário e Tesoureiro; os demais: irmãos: - Purim 4; Jahnis Ochs; Martin Leepkaln; Karlis Match e Karlis Seeberg. A liderança desta comissão produziu grande entusiasmo entre os colonos que em pouco tempo conseguiram reunir 411 mil réis para a passagem do novo professor. Infelizmente, em tão pouco tempo não conseguiram encontrar um professor. Foram feitas incursões à procura de mais áreas de terra para os futuros colonos letos que provavelmente estavam por vir. Aprendíamos a cantar hinos em língua alemã. Celebramos cultos em língua alemã em Orleans e em Rio Novo. Tínhamos bom relacionamento com eles e fizeram parte de nossa igreja. Viajavam de Mãe Luzia em grupos de mais de vinte pessoas, irmãos e irmãs e participavam conosco dos serviços religiosos. Foram eleitos diáconos, que ministravam bons conselhos e ensinamentos, Ensinando que daqui para frente às portas do céu estavam mais que abertas, pois que através da oração a Deus, mas para o bem da igreja e das missões. Com
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Ai está uma dúvida. A primeira letra não é um P mas pelo contexto parece sr. Purim (Puriņa kungs)

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a imposição das mãos e fervorosas orações fomos solenemente empossados no trabalho da igreja. O que agora bem me lembro! Os trabalhos da igreja prosperavam, cada domingo havia um culto abençoado. O aniversário da igreja foi comemorado durante vários dias seguidos, um rico programa, muitos pronunciamentos e hinos. Cantaram diversos corais recordo-me de seis. A igreja ofereceu lembranças aos seus obreiros como símbolos de amor e reconhecimento; em encadernação de luxo o livro “A Terra por onde Jesus andara”. O dirigente dizia: - “Esta noite não é Natal! Mas nós os diáconos; Fritz Karp, W. Slengman; Jahnis Klavin; E. Felberg; Karlis Zeeberg; Juris Frichenbruder e Karlis Match ofereceremos lembranças ao Presidente da igreja Fritz Karp, aos regentes dos corais que agora deixaram a batuta”. Juris Frichenbruder, ao regente Karlis Match que há mais tempo deixou de reger ofertamos um grande Novo Testamento com letras graúdas ““. Para que os regentes novatos não tivessem ciúmes e maior incentivo ao trabalho foi organizada uma surpresa e também aos irmãos W. Leeknin e Gustaf Grikis. A surpresa foi tão bem organizada que entusiasmou a todos e, é difícil descrever os resultados. Poderia escrever muito mais, mas vou permanecer nos principais fatos. Ao aproximar-se o mês de Abril. Primavera na Europa, para nós, outono. Quando todos olhamos para os resultados, os frutos do nosso trabalho. – Quem semeia o amor, colhe amor. A igreja, em silencio organizou uma grandiosa festa em homenagem ao Pastor J. Inkis em data de 14 de Abril de 1898. Grande multidão! Noite silenciosa. Vigorosas vozes masculinas cantam Jeová, Jeová! Resplandeça luz na escuridão! E levante o manto da escuridão do céu. Os irmãos em grande número estavam nas janelas. Foram entoados mais hinos pelos corais unidos! Apos os cumprimentos estabeleceu-se um silencio. – O Pastor Inkis com a palavra disse que nesta data não havia qualquer programação . Uma menina levantou-se e disse: - “nos todos necessitamos mais e mais amar a Jesus” daí em diante todos tiveram motivos para falar sobre o amor de Jesus. Despertou em nós o interesse em testemunhar e cantar. – Festejos e também presentes. O irmão Fritz Karp ofertou da parte da igreja uma soma em dinheiro, o Pastor Inkis afirma que se trata de um presente de peso pesado. Em seguida seguiram outros presentes trazidos pelos irmãos. Hinos e diálogos fraternais se seguiram. O irmão Inkis diz: - durmo insone pensando porque nesta noite tão silenciosa os cães latem desta maneira. Tenho 27 anos e este ano acrescento aos anos mais felizes. Despedimo-nos com os melhores votos e desejos para o futuro! – Num belo dia, de passagem pela colônia fomos visitados pelo Diretor da Empresa Colonizadora, senhor Stawiarski. Nós e os alunos o saudamos com um cântico. Uma menina ofertou a ele o livro “A terra por onde Jesus andara” em língua alemã e em luxuosa encadernação. O senhor Diretor agradeceu emocionado e feliz, mais tarde nos enviou uma oferta de vinte mil réis. 9

A igreja sempre demonstra um coração generoso. Houve vários batismos, houve festas nos céus e também aqui na terra. Seu período de atividade foi abençoado, pleno de felicidade e alegria. Não lhe faltava contentamento bem como também, rigor! - Mantinha-se sempre com a verdade. Ajudava os enfermos e a todos que sofriam algumas dificuldades. Os irmãos generosos, de bom coração – irmão Jahnis Och hospedou –o em sua casa por seis meses por conta dele – o irmão Akmengrausis nos seis meses seguintes. Ele visitou o Estado do Rio Grande do Sul. Na despedida de viagem o irmão Och organizou e serviu um jantar que veio nivelar alguns dissabores. Para o progresso de Rio Novo ele cultivou grandiosos planos. Tentamos alcançá-los, mas não conseguimos! Após sua viagem fomos visitados pelo Dr, W. B. Bagby e Dr. Donys, ambos norte americanos, vindos do Rio de Janeiro, Bagby vigoroso e sincero pregador e cantor. O outro pregava devagar, porém era também médico e ajudou os enfermos. Ambos admiravam a redondeza e diziam que o irmão Inkis deveria voltar a desenvolver seu trabalho de evangelismo. Tivemos também a visita do pastor luterano de Orleans, ele pregou sobre o rico e o pobre Lázaro, muito bom. Desde o ano de 1.899 até 1.900 houve um período silencioso e de difícil espera. Jehkabs Inkis não conseguia um professor enquanto não terminasse seus estudos de música. Assunto que com o irmão J. Inkis haviam se comunicado. Finalmente o J. Inkis havia se comprometido com Villis Butler para assumir a função. A comunidade dos colonos aceitou prazerosamente e os 411,00 mil réis foram encaminhados ao novo professor para cobrir as despesas de viagem . No dia 27 do mês de Maio desembarcou Villis Butler e com sua carta de transferência foi aceito como membro da igreja e com ele também chegaram o idoso irmão Jekabs Inkis. Fato que proporcionou novo movimento na igreja, na redondeza e na escola. No dia 11 de Junho do ano de 1.900 que a escola foi inaugurada com 12 alunos e em Julho havia 15 alunos. O irmão Jekabs Inkis pregava com muito fervor para um abençoado crescimento espiritual de todos. No dia de Pentecostes tivemos a visita de um missionário alemão que dirigiu um culto, o Professor Wilis Butler interpretou do alemão para o leto. No mesmo ano de 1.900, em Julho, desembarcou o pastor Alexandre Klavin e com a carta de transferência foi aceito na igreja, também os pais do professor Butler. No mesmo domingo Alexander Klavin assumiu a presidência e recebeu três novos membros por cartas demissórias, nesta ocasião ele também assumiu o pastorado da igreja. Durante alguns meses ele hospedou-se na residência do irmão Ochs. Na igreja havia trabalho em excesso, temos que construir o edifício da escola e também igreja para que o pastor tenha sua residência própria. Juntando a boa vontade e forças; em Novembro a casa estava com sua coberta pronta, Klavin chegou em uma hora oportuna; pois havia uma onda de doutrina sabatista em andamento. Seu propagandista era o Sr. Graff. Algumas vezes foi dada a oportunidade a ele para pregar em nossa igreja, mas como sua doutrina não coincide com os ensino de Jesus Cristo, esta oportunidade foi logo vedada. Klavin não estava bem de saúde, mas assim mesmo sinceramente se empenhava em resguardar e defender a igreja de doutrinas espúrias.

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Assim também o professor Butler! - Com uma festividade marcante foi a despedida do idoso irmão Jekabs Inkis, foi dada uma significativa lembrança, um relógio de bolso! – Também uma oferta em dinheiro para as despesas de viagem. Ele sentiu-se feliz e satisfeito e em suas palavras de despedida afirmou: - “Agora me sinto pequeno, mas agora com o amor de vocês me fazem ainda menor. Os sabatistas levaram alguns dos nossos irmãos, em 27 de Novembro, 12 irmãos pediram seu desligamento de nossa igreja. Mais tarde, uns voltaram, outros não. O pastor Klavin embora não seja um grande orador, mas seu trabalho prosperava desde o primeiro ano. Ele participava de todas as atividades da igreja, em todas as suas organizações e departamentos. Em Outubro do ano 1901 chegou o Missionário K. Roth de Porto Alegre, pregador fervoroso dirigiu vários cultos abençoados e com grande freqüência de pessoas interessadas. Os sabatistas também o convidaram para pregar, lá ele pregou sobre o cego Bartimeu. Ele quis fundar uma associação de letos e alemães, mas não teve o êxito esperado. Com os melhores propósitos e intenções , ele fundou em Porto Alegre uma pequena escola de missionários. O trabalho do pastor Klavin Deus abençoou grandemente no ano de 1902. Em Janeiro a igreja recebeu pelo batismo 12 novos membros e em Fevereiro, mais 10, com batismos muito concorridos. Como a igreja tinha pastor e professor, estava difícil a sua manutenção. Então no mês de Março do ano de 1893 terminou seu trabalho como pastor na Igreja Batista Leta de Rio Novo. Então, no mesmo dia, 29 de Março, na Assembléia Geral da igreja foram solicitadas cartas de recomendação para a escola de Missões de Roth pelos irmãos Janis Netemberg e Fritz Leiman, em língua alemã. A fim de matricularse neste estabelecimento de ensino teológico a igreja deu seu apoio financeiro pelo que o irmão Klavin agradeceu a igreja. Em certa manhã, bem cedo, reuniram-se, na residência de Jahnis Och despediram os irmãos na fé; Alexandre Klavin; Jahnis Netenberg e Ricardo Inkis a Escola de Missões em Porto Alegre. O irmão Butler proferiu breve discurso de despedida, cantaram alguns hinos, foram feitas orações, desejou-se feliz viagem, os cuidados e a proteção de Deus. Eles foram a pé! – mais tarde, Fritz Leiman foi sozinho, também a pé. (400 Km.?) Após o Pastor Klavin deixar o pastorado ele transferiu sua residência para a colônia Ijuí no Rio Grande do Sul, onde foi pastor, lá também veio a falecer. A Igreja de Ijuí erigiu um monumento em sua memória. A vida de Schanis Netenberg também foi breve, mas Fritz Leiman e Richards Inkis até agora estão trabalhando com bons resultados. Villis Butler, a pedido da igreja aceitou a incumbência de dirigir os trabalhos religiosos. Mas em 28 de Junho de 1903 ele comunicou à igreja que pretende ir aos Estados Unidos e matricular-se em um seminário e em 26 de Julho do mesmo ano recolheu uma oferta voluntária para as despesas de viagem. Embora não estivesse do agrado de todos a sua despedida, pois ele era um ótimo professor e também um bom Diretor da Escola Dominical. Assim mesmo a igreja desejou a 11

ele boa viagem e crescente progresso em sua vida de futuro seminarista. Os irmãos e irmãs da igreja organizaram uma noite de despedida que se prolongou até as 4 horas da madrugada! Todos desejaram uma boa viagem até Rochester, na outra América. Outra vez sem pastor e sem professor! – Em 24 de Abril de 1904 a Igreja unanimemente determinou ao secretário, irmão Janson escrever uma carta ao irmão pastor Karlis Andermann e convidá-lo para assumir o pastorado e exercer também, as funções de professor. O convite ele aceitou amavelmente. Remetemos a importância de quinhentos e cinco mil réis para custeio da viagem. Ao que ele respondeu por carta dizendo da sua surpresa em receber o donativo. No mês de Agosto do ano de 1905 nós o recepcionamos, em uma noite festiva. No Domingo ele dirigiu o culto e pregou. Na quarta-feira, no culto de oração pelo qual ele muito se preocupou, que trouxe á igreja muitas bênçãos. Nos dias da semana na escola. Ele, pessoa de natureza quieta e introspectiva não participava ativamente do interesse pelo ensino. A ele interessava mais o trabalho missionário. Pelo que, foi apoiado por irmãos, principalmente pelos irmãos W. Lieknin; Karlis Leiman; Villis Leiman e G. Arais. Também os coristas por diversas vezes ofereceram sua participação. Mas incansavelmente trabalhavam juntos: Karlis Leiman, diversas vezes em Pedras Grandes, Brusque e nas Serras, e também em outros lugares; anunciavam a Palavra de Deus, pelo que muitos do povo brasileiro se agregaram à igreja. Na Serra também foram realizados batismos. Onde Manoel Bessa junto com a esposa foram batizados. Nesta caminhada, participaram vinte irmãos e irmãs. Este trabalho foi pleno de bênçãos e reconhecimento. Os ouvintes se comportaram com todo o respeito. Lamentavelmente este trabalho não podemos dar a continuidade desejada, como seria necessário. Também em Rio Novo foram realizados batismos. A irmã Emilia Anderman participou ativavamente na Escola Dominical. Após Woldemar Karklin, ela foi designada à Diretora da Escola Dominical. Neste período houve bastante progresso. Ela cantava muito bem e com este dom, servia no coral e na Escola Dominical e também nos cultos de oração. O trabalho da igreja ia razoavelmente bem e prosperando. Cada mês com o culto da Comissão de Missões. Relatórios de Missões da China, Índia e outras terras. Nos últimos tempos mais da Inglaterra, trabalho abençoado de Ivan Roberts. Também foram apresentados trabalhos do Pastor W. Fettlers, notícias em leto do jornal “Avots”. (A Fonte) Sobre o movimento pentecostal em Los Angeles pelo que o Dr. J. A. Frey anotou: será verdade (?) então estão além dos acontecimentos do período apostólico. E sobre estas notícias o pastor Anderman dava crédito total. Bem como, as línguas estranhas e curandeirismo. E, de pouco a pouco começaram aparecer divergências doutrinárias com a Diretoria da igreja e também com a Igreja! A Diretoria da igreja, por diversas vezes tentou demovê-lo e aconselharam que ele continuasse o trabalho que vinha fazendo. 12

Em 29 de Novembro de 1908 Anderman deu um conselho à igreja, que convidassem W. Butler para substituí-lo. A Diretoria da Igreja não aceitou a proposta. Os irmãos da Diretoria, em conjunto e em particular em diversas ocasiões tentaram convencer e fazer desistir da idéia, também o pastor Fritz Leiman contribuiu com a mesma opinião. Mas tudo ficou sem resultado. Na Assembléia Geral, em Fevereiro de 1910 o pastor Anderman assim dizia a Igreja: “que ele se considerava desligado da Igreja, que ele teria visto uma revelação e não quer ser desobediente da revelação”. Podemos dizer que a Igreja possua as chaves, para o desligamento. E também ele tem as mesmas chaves. Ele quer servir a Deus e diz que se alguém quiser mais informações que o procure pessoalmente, e silenciosamente se retira da Assembléia. Na Assembléia de 27 de Fevereiro do ano de 1910, na presidência de Karlis Seeberg. A presidência pergunta: que fazer com a renuncia do pastor Anderman. Aceitá-la ou não. A Igreja aceita. Esclarece que o Pastor Anderman pretende ficar até o mês de Agosto e que continuará a frente da escola. No dia 27 de Junho de 1910 a União de Senhoras solicita permissão a igreja para organizar uma despedida do pastor renunciante. A igreja concede. O culto foi bastante concorrido! – Com hinos e pronunciamentos e breves conversas com os corações doloridos ! Ele foi embora bem recompensado! – Em 27 de Dezembro de 1912 foi anunciado que o pastor havia reconhecido seu erro e que foi aceito como membro na Igreja Batista de Mãe Luzia. Ele reconhece a Igreja Batista com uma Igreja Bíblica, então, que Cristo perdoou a Igreja de Rio Novo, que a Igreja também o perdoe. Cita Ef. 4,32 e Col. 3,13. A Igreja com grandeza provou que, ela o considera como irmão na fé e sua desculpa satisfatória. Não demorou muito sua permanência na Igreja, indo por seus próprios caminhos. (O pastor J.inkis, no ano de 1.911, em Mãe Luzia dialogou muito com ele e a esposa para o seu retorno para a Igreja, mas sem resultados. No ano de 1912 voltou a Igreja, mas logo se desviou e não foi fiel). No mesmo ano de 1910, quando o Anderman abandonou a Igreja. A Igreja recebeu a visita do pastor Fritz Leiman, nascido e criado em Rio Novo, onde estudou e mais tarde com as bênçãos e orações da Igreja foi recomendado ao Seminário. Ele pregou a Palavra com sinceridade e sua pregação foi uma benção para a Igreja. Na primeira Assembléia que se seguiu alguns se apresentaram para sua reconciliação. E no sábado da Assembléia, em 12 de Fevereiro foram aceitos por reconciliação cinco dos que haviam sido desligados, e oito novos irmãos foram aceitos para o batismo. Abençoada e feliz Assembléia. Dia 13 de Fevereiro foram realizados os batismos. A noite uma festa de renovação de forças da Igreja. Cada um usou livremente da palavra para expressar seus sentimentos de alegria e satisfação e renovar seus votos de fidelidade e disposição de trabalho na seara de Deus. Karlis Leiman também havia voltado do Seminário em período de férias. E auxiliou nos trabalhos pregando a Palavra de Deus. 13

Participando do coral o pastor Fritz Leiman também dirigiu vários cultos abençoados em Laguna. Afirmou aos coristas que: - Este campo de trabalho não pode ficar sem cultivo. Após este trabalho o Pastor Fritz Leiman por duas vezes visitou Rio Novo, e suas visitas foram uma benção para a Igreja. O Professor Manuel Bessa também durante vários anos trabalhou com muita dedicação, em paralelo com suas atividades, no trabalho de missões, junto ao povo brasileiro. Na Serra do Mar, em Tubarão e redondezas. O Professor Alfredo Slams (? ) em Pedras Grandes. Dirigiam cultos em louvor a Deus e também na Escola Dominical. Por diversas vezes, visitou Rio Novo, de onde muitos auxiliares davam seu apoio. Por causa do seu fervor e dedicação. Os católicos não o suportavam e por isto teve que abandonar o trabalho em Pedras Grandes. O pastor J. Inkis ao retornar dos Estados Unidos, onde esteve no Congresso da Aliança Batista Mundial, outra vez visitou as Igrejas Batistas Letas no Brasil . E, no começo de Outubro de 1911 esteve aqui em Rio Novo. Com grande entusiasmo e alegria ele foi recepcionado! No desempenho de seu trabalho de evangelização percorreu até Mãe Luzia. Vinte e oito irmãos e irmãs o acompanharam nesta jornada e atividade. Freqüentemente cantavam enquanto viajavam. Durante a passagem por Nova Veneza cantavam um hino e isto surpreendeu com grande alegria o irmão Klava que estava em um estabelecimento comercial. Em Mãe Luzia foram realizados diversos cultos. Comemorou-se o Cinqüentenário dos Batistas na Letônia. Também foram realizados batismos. No último dia, pela manhã foi organizada a Sociedade Palma como símbolo da boa convivência entre Mãe Luzia, Rio Novo e a Letônia Na ocasião foi lançada a pedra fundamental, presidindo o ato o pastor J. Inkis; o Evangelista Felberg e Juris Frischenbruder. Na volta para casa não foi nada feliz, os excessos das festividades adoeceram alguns dos componentes da excursão. Em Rio Novo o trabalho as mancheias, verdadeiros dias de trabalho duro! Foram vários cultos abençoados. Abeberando-se das epístolas de Paulo aos Efésios. Pela unidade de propósitos, amor fraternal, abençoada vida conjugal e outros ensinamentos valiosos. Também as doutrinas sabatistas foram debatidas e colocadas a luz do Novo Testamento. Foram também comemoradas grandiosas festividades pelos jovens. E também foram comemorados os vinte anos no Brasil juntamente com o jubileu dos cinqüenta anos, na Letônia. Nos convida a enumerar, os que emigraram da Letônia; os que nasceram e cresceram no Brasil; estes eram numerosos. Passaram dias e noites em alegrias e festividades. Até foram esquecidas as atividades agrícolas, o mato tomando conta das plantações. O tempo corre voando com asas! – A Palavra de Deus, no entanto, não voltará vazia. Deus coroou a sincera pregação do Pastor Inkis com grandes resultados, tanto é que vinte e nove jovens se agregaram a igreja. O irmão J. Inkis mesmo afirmou: - “É o primeiro grande resultado em minha vida”. 14

Diversas vezes com a diretoria da igreja se discutiu o bem estar e a busca e o convite a um pastor e professor efetivo. Haviam também reuniões com os professores da Escola Dominical dando valiosos ensinamentos. Implantou também a irmandade Palma, que até aqui está desenvolvendo verdejante! Para sua direção o Pastor Inkis nomeou os irmãos K. Match e J. Klava. No dia 23 de Novembro de 1911, histórica festa de batismos em Rio Novo, De manhã, seis horas, irmãos já estavam instalando os biombos necessários. 5 A festa de batismos era marcante, a festividade plena de alegria, contentamento e bênçãos. Com sincero entusiasmo e gratidão pela imensa graça de Deus. Primeiros e podem também ser os últimos grandes eventos de batismo! – A diretoria da igreja e também a igreja está preocupada com os recursos financeiros para a viagem, o irmão Inkis disse: “Estarei satisfeito com o que cada um contribuir”. Naquela época no Brasil haviam moedas de prata, os irmãos e irmãs possuíam bons corações e as ofertas superaram a necessidade, foram arrecadados mais de quinhentos mil réis, dinheiro suficiente para ir e voltar. Grande número de irmãos foram até Orleans para acompanhá-lo na despedida. Á noite ainda um bom culto. Sermão sobre “O Senhor é minha Rocha”. Pela ,manhã as despedidas. Boa viagem esperamos nos encontrar outra vez, isto sabe somente o próprio Deus! Mas á igreja tinha bom coração! Nestas festividades o irmão Bessa em tudo participava. Em Novembro de 1911 despediu-se de Rio Novo, com a família, o nosso regente, irmão W. Leeknin, que por longos anos regeu o coro da igreja; mudou-se para Nova Odessa, São Paulo. A igreja, em reconhecimento pelo se desempenho ofereceu, em luxuosa encadernação um exemplar do hinário em língua leta “Skanhu Rota” ( Jóias de Sons) como lembrança. O irmão K. Leiman: Aluno do Seminário Batista do Sul do Brasil escreveu antes do término de seu curso manifestando seu desejo de trabalhar em Rio Novo e adjacências. Em 25 de Agosto do ano de 1912, em Assembléia Geral o irmão W. Balod propôs, a Igreja e a comissão de Missões aprovaram o convite para assumir o pastorado da igreja. E, em 28 de Setembro do mesmo ano K. Leiman respondeu que ele em breve e em companhia do Missionário A. B. Deter estariam se apresentando em Rio Novo. Em 10 de Outubro de 1912 o pastor Karlis. Leiman com o Missionário A. B. Deter compareceram e a igreja, por unanimidade o elegeu seu pastor. À noite da recepção foi ricamente preparada e em 13 de Outubro do ano de 1912 a igreja por unanimidade aceitou Karlis Leiman como seu pastor. A Igreja destinou a verba de cinqüenta mil réis mensais para se sustento e a Convenção Batista de São Paulo prometu mais cem mil réis, também mensais. O
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Os batismos eram feitos no pequeno Rio Novo então eram necessários biombos para troca de roupas.

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missionário A. B. Deter esclareceu que quando igreja puder deverá manter o seu pastor com recursos próprios. Então a Convenção mandará outro obreiro para substituir o atual, para fazer missões na redondeza. O Pastor Karlis Leiman expressa eu desejo para que todos se empenhem no trabalho com amor e unanimidade, sem o que não haverá resultados. Em 16 de Outubro foram levadas a efeito belas e abençoadas festividades promovidas pela mocidade. O coral estava repleto e apresentou-se de forma maravilhosa com numerosos hinos. Muitos oradores fizeram pronunciamentos e a mocidade declamou inúmeras poesias, e também um lauto lanche foi oferecido a todos os presentes e convidados. Isso tudo entusiasmou o missionário A. B. Deter e também a igreja e quando chegou a hora da despedida, na oração final o missionário não conteve as emoções e chorou de alegria e prometeu fazer tudo ao seu alcance para que as missões aqui prosperem e tragam os abençoados frutos. O trabalho começou com entusiasmo e vigor. Pelos mesmos lugares onde Anderman trabalhou o irmão Bessa ajudou no trabalho missionário. Em Pedras Grandes e Tubarão. Orleans, conforme a agenda, quase todas as semanas um culto noturno e em língua portuguesa. Deus abençoou e muitos batismos foram realizados. Até em Pedras Grandes. O trabalho prosperava normalmente apesar de alguns descontentamentos que com o decorrer do tempo foram se tornando cada vez maiores. O administrador da igreja era o irmão João Purim, a administração interna e a vida espiritual eram administradas e conduzidas por Juris Frischenbruder e em casos de necessidade, ambos trabalhavam juntos. Acontece que o pastor Karlis Leiman, era de temperamento imperativo e se tornou difícil o entendimento e o trabalho em conjunto 6. As desavenças se avolumaram cada vez mais, as maiores com o irmão Juris Frischenbruder, o diretor da Escola Dominical de então. Foram difíceis de conviver e agora amargamente difíceis de descrevê-las. Embora tenham nos pressionado e afagado, sem nada conseguirem Juris Frischenbruder a bem da paz e da saúde renunciou de todas as atividades na Igreja. Ficamos apenas como professor da classe de crianças. Fizemos, dentro das possibilidades, todo o empenho para acertar os caminhos. Assim mesmo a paz não foi alcançada. Após um mês, a igreja não conseguiu outro diretor da Escola Dominical. Diante do fato a igreja consentiu que os professores elegerem um novo diretor, nomearam o irmão W. Osch para conduzir os procedimentos, no entanto, reconduziram outra vez o irmão J. Frischenbruder.

Neste ponto ocorre a cisão e uma parte da Igreja fica com o Pastor Leiman com a Igreja em Orleans e as Congregações de Rodeio do Açúcar na casa dos Leimann onde colaboravam entre outros os da minha família Purim, o trabalho no Rio Laranjeiras na casa da família dos Tomaz e em Pedras Grandes com Onofre Regis e outros.
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Desta atitude alguns professores renunciaram seus cargos, mas foram substituídos por outros mais jovens, que sinceramente se empenharam no difícil trabalho. Em 28 de dezembro de 1913 a igreja elegeu sua nova diretoria composta pelos seguintes irmãos: H. Balod; Jahnis Stekert; Wilis Balod; J. Salit; Karlis Seeberg; Matiss Felberg e também Juris Frischenbruder. Diante da nova diretoria estava um ano de trabalho deveras difícil. Longas, muito longas assembléias foram realizadas, muito falado e decidido. No entanto, no verdadeiro caminho da paz não foi encontrado, e a unanimidade e amor que foi mencionado no início das atividades. Havia uma igreja em Pedras Grandes, fundada com elementos de nossa Igreja em Orleans com Onofre Regis, em Pedras Grandes. Karlis Leiman parte dos membros da Igreja participavam dela. Um ano difícil e separações amargas. A Igreja organizou seu programa e seguia novamente para frente em seu trabalho. Na ocasião, passou por aqui o Willis Butler e por vontade da igreja servia com a pregação da Palavra e outros trabalhos de evangelismo, bem como outras atividades pastorais. Em data de 28 de Dezembro de 1.914 a igreja agradeceu ao irmão Butler pela sua colaboração e pedia que daqui para diante organize as atividades segundo sua própria vontade. Era em um momento difícil uma nova e revigorante solução, porém não demorou! Butler foi para o Rio de Janeiro como professor e a igreja era servida pela diretoria, como de costume. Durante as férias escolares, outra vez Wilis Butler servia a igreja, mas em 26 de Fevereiro do ano de 1916 após solicitação e desejo da igreja Butler aceitou ser o pastor da igreja por um tempo indeterminado. Com uma remuneração satisfatória, com as possibilidades financeiras e da boa vontade da Igreja. Assim começou um novo e revigorado período de vida na Igreja. Em todos os domingos e nas quartas-feiras havia um edificante sermão. E nos cultos de oração da comunidade trazia, para a igreja, mocidade, escola dominical e ao coral muitas bênçãos. Em outubro do ano de 1916, a irmã Katarina Martinson ofertou a igreja dois cavalos, para serem vendidos e com a arrecadação sejam adquiridos novos bancos. A oferta foi recebida com agrado. Quando os novos bancos estavam prontos foi organizada uma festividade em comemoração ao acontecimento. Naquela mesma época no ano de 1916, em Outubro, foi anunciado, na igreja, o noivado do pastor Butler com a senhorita Marta Anderman. A Igreja decidiu! E também recepcionou o pastor Butler e sua nova companheira de vida com uma festividade noturna. O evento foi grandioso ao novel casal, houve muitos votos de felicidades e alegrias, também muitos hinos, pronunciamentos e poesias. 25 de Março de 1917. Comemoração dos 25 anos de fundação da igreja. O evento foi presidido pelo Pastor Butler. Rico programa. Muitos hinos, saudações e pronunciamentos. Os corais cantavam com grande entusiasmo. A banda de 17

música de Orleans participou com vários números musicais. A parte histórica da igreja foi apresentada por Juris Frischenbruder. Foi servido um lanche de café e bolos. No culto da noite, o coral apresentou vários hinos e o pastor recordou alguns acontecimentos da vida da igreja e incentivou a afastar-se das coisas más e voltar-se para as coisas boas, belas e santas. Novamente um lanche com assados saborosos. Hinos: Quarteto feminino: - Esperamos que com asas, livres, na vastidão do céu, voar. Silenciar os gemidos da vida. Pois sinto saudades. Livre das lutas e do pecado. Conduzido por fortes mãos. Momentos como perdidos. Agora recuperados. Elevou o culto às alturas do monte Tabor. A festividade terminou! Implorando a Deus pelas melhores esperanças no porvir. A oferta arrecadada, metade para as despesas do evento e a outra destinada como contribuição ao Hospital de Tubarão. Quase cinco anos haviam passado quando parte da Igreja se desviou. Não foram anos de alegrias. Isto também o Dr. A. B. Deter havia observado. No mês de março de 1919 desembarcaram aqui, o missionário A. B. Deter juntamente com o pastor W. Butler! Ambos tentaram aproximar os irmãos dissidentes. Ouviam ambas as partes e finalmente, em uma longa assembléia, todos juntos, após fraternais diálogos, chegaram a conclusão que como irmãos e irmãs estariam dispostos ao trabalho em conjunto na vida da igreja e nas missões. Elegeram dois irmãos como delegados, os irmãos R, Klavin e W. Butler para representarem a Igreja na Convenção Batista do Paraná e Santa Catarina a ser realizada em Paranaguá. Graças a Deus! O Dr. Deter agradeceu a Igreja pela amabilidade demonstrada e a Igreja, de pé, expressou sua gratidão ao Dr. Deter pelos seus esforços. Ele retornou satisfeito7. Em Maio do ano de 1920 o Dr. Deter decidiu realizar a Convenção Batista Paraná e Santa Catarina em Rio Novo. A Convenção realizou-se em Maio quando compareceram os missionários A. B. Deter; Dr. Watson; Abrão de Oliveira; Manoel Virginio e outros irmãos de Curitiba, Blumenau e Mãe Luzia e também irmãs. O presidente da Convenção foi o Dr. A. B. Deter. Foram dias de glória em Rio Novo! Foram realizadas diversas reuniões e cultos de oração. Nas Assembléias foram tomadas muitas decisões. Anotamos apenas algumas: - o pastor Manoel Virginio discorreu sobre o dízimo e sobre o trabalho diligente na igreja e nas missões. O irmão Juris Frischenbruder apresentou um trabalho, por escrito sobre os letos, sua história religiosa e o seu crescimento. Parte da historia dos nossos antepassados! Que deixaram o catolicismo, luteranismo. E também sobre de mais claras convicções e paz interior que foram encontrar entre os batistas. Discorreu também sobre as perseguições, sofrimentos, penas e prisões. Suas atuais necessidades. Sobre esta colocação o Dr. Deter prometeu ajuda. Pode ser através até do seminário. Júris Leiman lembrou do apoio financeiro da Escola e do Seminário. O Dr. Watson usou da palavra e de forma convincente afirmou que devemos todos nos empenhar no sentido de que em cada estado brasileiro seja implantados uma escola batista e também um missionário atuante que pudesse
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Neste ponto ambas Igrejas voltam a se uinr

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fazer em Santa Catarina um trabalho evangelístico de acordo com as necessidades. A Convenção terminou com boas perspectivas e esperanças! Infelizmente, após 11 anos, pouco foi alcançado e a Igreja de Rio Novo teve que arcar com os prejuízos. No mês de Julho de 1920 afastou-se da igreja o pastor Wilis Butler, ele durante 6 anos serviu muito bem a igreja como pastor e professor, onde passou muitas dificuldades. A Igreja organizou uma despedida condigna após uma Assembléia onde foi dada a oportunidade para todos expressarem sua gratidão. À noite, com hinos, pronunciamentos e um lanche apetitoso, fraternais abraços e despedidas. – Desejamos boa viagem até Curitiba e um abençoado trabalho e resultados. Embora nosso coração estivesse triste por não ter mais um pastor e professor. Após a saída de Butler chegou aqui um sueco, Gunar Wingren. Pregou aqui durante dois domingos, claro ensino bíblico. Mais tarde verificamos que era adepto e promotor do movimento pentecostal. Poucos ecos do pronunciamento ardoroso do Dr. Watson na Convenção aqui em Rio Novo. Em 16 de Agosto desembarcou aqui Dr. Alberto Luper (americano) e Coronél Antonio Ernesto da Silva e também Onofre Regis e Cascão com a finalidade de inspecionar a localidade com vistas a desenvolver um trabalho missionário. Na igreja e também nas redondezas. No mesmo dia chegou na residência de Juris Frischenbruder o diácono W. Slengman. Conversamos longamente sobre missões em Santa Catarina e como pastor pensamos convidar Wilis Leiman que foi anteriormente convidado, porém não compareceu na Assembléia do dia 28 de Agosto cujo assunto foi amplamente discutido e avaliado. O missionário Luper ponderou que não seria interessante conseguir a cooperação de Karlis Leiman, Cogitou-se também a cooperação de Cascão como colportor, enquanto não encontrar uma outra pessoa responsável. No entanto tudo ficou sem qualquer conseqüência. Eles dirigiram vários cultos numerosos e abençoados, em Orleans e também em Rio Novo. Participaram na festa de Ação de Graças. Com grande entusiasmo e brilhantismo bem como manifestara sua admiração pelo bazar organizado com vistas à ajuda aos necessitados da Letônia. O missionário Luper no domingo dirigiu o culto e entre outras coisas afirmou que os crentes não precisavam andar tristes e cabisbaixos, mas andarem com um sorriso nos lábios. Ele nos deixou com grandes compromissos e esperanças. Em sua residência é em Curitiba, está estudando a língua portuguesa e era um missionário auxiliar . No ano de 1922, antes da Páscoa nos escreveu que na Semana Santa, ele estará dando inicio ao trabalho missionário em Florianópolis e o irmão Ginsburg será seu colaborador. Na semana seguinte escreveu novamente que a junta missionária o designou para missionário em Portugal para lecionar e ser o 19

diretor do recém fundado seminário. Nossas alegrias, esforços, expectativas e esperanças evaporaram! Porque, só sabe o próprio Deus. Embora sem pastor, assim mesmo a Igreja prosperava e era abençoada, e em 2 de Abril do ano 1922 foram aceitos para batismo dez novos membros, todos das famílias da Igreja. Esperávamos o Dr. Deter! Mas desembarcou Karlis Leiman com a incumbência de realizar os batismos, a igreja pediu ao pastor Karlis Leiman para que realizasse os batismos, ele amavelmente aceitou o pedido. O evento dos batismos foi realizado em data de 20 de Maio e na assembléia geral ele aceitou a incumbência de mensageiro da igreja junto a Convenção Nacional a realizar-se no Rio de Janeiro. Na assembléia geral, à noite o pastor Karlis Leiman, deu inicio as 19 e o termino as 23:30 horas. Os assuntos principais e prioritários foram o coral e o jornalzinho “ O Amigo da Juventude” (manuscrito) e os costumes grosseiros de alguns membros e sua linguagem inconveniente. Após longas e demoradas discussões o jornalzinho “ O Amigo da Juventude” foi tirado de circulação. E conforme as circunstancias tudo foi aclarado e resolvido. Finalmente o pastor Leiman deu varias recomendações no sentido de que as desavenças devam ser eliminadas e contidas com a finalidade de não impedir o progresso da igreja. Finalmente pediu para que o esquecimento cubra os acontecimentos desagradáveis que aconteceram. Com votação o pedido foi aceito e tudo esclarecido e terminado. A Igreja sinceramente agradeceu ao pastor Leiman a sua contribuição, pelos seus esforços despendidos. Ele agradeceu a Igreja pelas atenções e ajuda a sua mãe quando acamada, pelas visitas durante o período de sua enfermidade. A Igreja incumbiu o pastor Leiman, quando na Convenção, a propor que se consiga um obreiro para esta igreja e que atenda também a região. A Igreja ofereceu ao pastor Leiman a importância de cem mil reis para as despesas de viagem. Na data de 26 de Julho de 1926 o pastor Leiman retornou a Rio Novo. Retornou em uma situação oportuna. Realizou diversos cultos e realizou batismos. A Igreja e os jovens ofertaram uma boa quantia de recursos. Ele mesmo afirmou que foi recebido de forma majestosa. A Igreja mais duas vezes o convidou para assumir o pastorado. Mas ele agradeceu e declinou do convite. No entanto ficou uma ótima relação entre ele e a igreja. Na época do pastor Butler fomos visitados por um pastor presbiteriano! No domingo de Páscoa ele pregou em inglês e o pastor Butler foi o interprete, isto é um registro histórico. 20

Artur Abolins visitou e permaneceu vários meses em Rio Novo trabalhando no serviço da igreja e recebeu o pastor Karlis Stroberg e também presidiu a noite da recepção festiva. No mês de Novembro do ano de 1923 chegou de férias Reynaldo Purim, retornou em visita a seus familiares e também a sua terra natal, onde residiu e trabalhou na Escola Dominical, mocidade e na igreja. Em atenção ao convite da igreja o irmão Reynaldo Purim com entusiasmo começou a trabalhar. Na igreja, mocidade e Escola Dominical, foi um trabalho tão abençoado que muitos jovens agregaram a igreja e, no dia 10 de Fevereiro do mesmo ano tivemos batismos e 10 jovens irmãos e irmãs foram batizados pelo irmão Purim. Belo e comovente acontecimento. Foram realizadas varias, notáveis, preciosas e abençoadas reuniões. Seus compromissos com os estudos no seminário obrigaram a voltar ao Rio de Janeiro. A Igreja reconheceu seus sinceros esforços e o recompensou com uma noite de festa. Karlos Stroberg chegou de Varpa no ano de 1923, no final de Dezembro. Pregou a Palavra de Deus, dirigia cultos de oração. Dirigiu também vários cultos noturnos quando relatou sua participação nas guerras, vitórias e a independência da Letônia. Após o regresso do irmão Purim foram realizados diversos cultos aos domingos e as quartas-feiras à noite. Visitou também Mãe Luzia em diversas oportunidades quando foi acompanhado por vários irmãos da igreja. Suas pregações deixavam as melhores impressões, tanto em Rio Novo como em Mãe Luzia. A igreja o apoiava com recursos financeiros para estas viagens. Não havia passado um ano e a escola não prosperava. Muitos membros da Igreja não estavam satisfeitos e entendiam que devia haver um basta! Pois o trabalho na Escola também era necessário. Assim mesmo e a bem da paz não tomaram nenhuma resolução. A Igreja remunerava seu trabalho com cinqüenta mil reis mensais e desejou boa viagem, Após um tempo retornou acompanhado de sua novel esposa. A igreja organizou uma condigna recepção, uma festa noturna. Semelhante a que foi oferecida a pastor Wilis Butler, com hinos, pronunciamentos e votos de felicidades. Havia bastante trabalho, realizado segundo o ritmo de nossas forças e a igreja prosperava, na igreja, nas redondezas e em Laguna. Todo o mês ia a Laguna onde realizamos cultos de pregação e de oração conforme as possibilidades a palavra de Deus e o poder do Espírito Santo despertavam corações, tanto é que em Rio Novo como em Laguna onde através de batismos iam se agregando a Igreja. E isto era bom e satisfatório, mas antes da vinda de Stroberg haviam algumas contrariedades acumuladas e no decorrer dos dias foram se avolumando e que o pastor tentou resolver, mas não foi feliz,conseguiu ofender alguns membros, ocasionando considerável descontentamento e os ofendidos exigiam uma reconsideração, que não houve, mas ele, defendido por alguns membros manteve-se firme, contra a igreja, corações feridos, não podiam sossegar. 21

Em 30 de Setembro de 1928, em assembléia o problema continuou inconcluso, com dolorosa continuidade e a resultado foi que a situação e os descontentamentos continuaram e as dores continuaram por longo tempo. Em Fevereiro ele retornou e afirmou que o tempo iria cicatrizar as feridas. Em Fevereiro do ano 1931 retornou, dirigiu vários cultos e realizou batismos e em Laguna o trabalho foi mantido. Augusto Klavin, Felipe Karkle e por último, Osvaldo Auras. Em 02 de Setembro do ano de 1928 foram recebidos pela igreja pelo batismo os primeiros membros de Laguna, Iracema Cruz, Timoteo Luiz, Onorato e Francisco Cruz, este último, foi recebido em Novembro e batizado. As irmãs citadas foram aceitas e batizadas no mesmo dia. O Onorato aguardava a chegada de seus pais, porém não chegaram e ele foi batizado em 20 de Março de 1932. Em 16 de Outubro de 1930 a Mocidade comemorou solenes e alegres festas de aniversario, então, um dos irmãos mais idosos comentou: “daqui para frente nosso templo esta recuperado e restaurado então alegremente vamos nos unir, a igreja vai desabrochar” Não foi o que aconteceu! Vieram tempos amargos e tristes. Em 28 de Março de 1.931 o pastor Abrão de Oliveira chegou de Laguna e apos isto começou a atividade evangelística da igreja. A Igreja mandou o irmão Osvaldo Auras verificar o andamento do trabalho, deu como apoio cinqüenta mil reis. Auras retornou trazendo noticias satisfatórias e no Dia das Mães fez com muito entusiasmo um relato minucioso a Igreja. No dia da festa de Pentecostes o pastor Abrão chegou a Rio Novo. Dirigiu vários cultos, realizou batismos e viajou para Mãe Luzia acompanhado pelo irmão Purim, a mocidade e a igreja ofereceram notável apoio a este empreendimento. O trabalho em Laguna prosperava muito abençoado tanto quanto em Rio Novo e em 16 de Outubro a mocidade comemorou seu aniversario de fundação. O pastor Abrão de Oliveira pregou com entusiasmo e deixou um efeito significativo e a Igreja, na mesma data realizou batismos. Mas, em 8 de outubro aconteceu um fato histórico. Foram realizados os primeiros batismos na cidade de Laguna quando foram batizadas 8 pessoas. O regente do coro, irmão Osvaldo Auras com diversos coristas e outros contribuíram com a sua participação. Compareceram ao evento grande multidão que com muito respeito assistiram a solenidade. Graças a Deus! Até aqui nos ajudou o Senhor! Embora sem grandiosas esperanças podíamos olhar para o futuro. As comemorações do 40 anos de existência da igreja estavam bastante próximas,e, portanto difíceis de serem realizadas. Mas quando Deus é por nós quem será contra nós? Em data de 20 de Março de 1932, dia do Jubileu dos quarenta anos de existência da Igreja Batista Leta de Rio Novo! Pela manhã, batismos, 6 pessoas de Laguna e mais um aluno da Escola Dominical foram batizados.

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Na direção do irmão Woldemar Karklin, domingo, a solenidade teve inicio às 11 horas da manhã. Tempo de alegrias e de bênçãos. Cumprimentos e saudações de diversas igrejas, também das organizações da Igreja como da Mocidade, da Escola Dominical. Especialmente, as saudações do professor e pastor Dr. W. Butler, também as saudações do Senhor Prefeito Municipal, Capitão Galdino Guedes que fez votos de progresso. O pastor Abrão de Oliveira semeou rica semente da Palavra de Deus. O coral apresentou números em português e em leto. Após o programa houve um ágape onde os irmãos se confraternizaram fraternalmente. A oferta para as missões em Laguna. Agradável despedida com a participação da Ceia do Senhor e o dia estava terminando. A penumbra da noite chegou. Senhor fica conosco! Em 27 de Março as festividades foram reiniciadas; hinos, depoimentos, testemunhos. À tarde, batismos. Certamente o Senhor estava conosco! Também temos a registrar nossa gratidão a diversos pastores tem nos visitado e de boa vontade anunciaram a Palavra de Deus e nos incentivado ao Seu temor. Ans Arajum: um dos mais antigos pregadores; residindo em Mãe Luzia que muito antes da chegada do Pastor J. Inkis, por diversas vezes nos visitou em Rio Novo. Jacob Purim 8 que na Rússia sofreu perseguições e pressões por causa do Evangelho, em 1931 esteve aqui em visita ao seu irmão Jahnis Purim. Serviu a Igreja anunciando a Palavra de Deus e visitando os crentes em suas casas e incentivando na vida cristã.9 No mês de Março do ano de 1928 tivemos a visita do pastor Djalma Cunha de Curitiba como mensageiro da igreja para as festividades do aniversário da nossa igreja. Bom orador, pregou sobre a prosperidade de Jó, temente a Deus, suas desventuras, seus sofrimentos e sua perseverança e confiança em Deus. Aplicou um curso sobre o dízimo e a sua necessária observação. Quem não devolve seu dízimo, rouba de Deus. Willis Leiman: - nascido e criado em Rio Novo, desde a mocidade, em tudo participou. Como pastor, por diversas vezes visitava seus pais. Na Igreja serviu como evangelista, com a mocidade e também na Escola Dominical, e por mais vezes foi despedido com festividades. Também realizou casamentos, de Lúcia Och. Artur Leiman; também nascido e criado em Rio Novo, participou de todas as atividades da igreja. Janis Nettenberg; Jovem dedicado a todas as atividades. Ótimo corista e também prendado orador. Após o primeiro semestre de estudos apenas uma vez esteve em sua terra natal. Alexandre Klavin; em todos os aspectos, por duas vezes colaborou, também na diretoria da Igreja, nas férias nos visitou e colaborou na Igreja na área de evangelismo. No mês de Agosto de 1906, no último domingo, festividades do dia da Bíblia. A Escola Dominical organizou uma festa com hinos, depoimentos e um apetitoso
O nome correto é Jehkabs Purens que emigrou para Varpa em 1922 Sobre esta pessoa é interessante ler ” Pelas montanhas e vales do Sul do Brasil” do mesmo autor Jehkabs Purens
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café com pães de trigo. Da festividade participou o pastor luterano de Orleans, Sr. Schwabe e vá rios membros da sua igreja. A festa foi bonita e abençoada. Desde a fundação da Igreja até Janeiro de 1898 a igreja foi conduzida por 4 irmãos que presidiam os cultos de oração e serviam a Ceia do Senhor. A comissão, como assim se chamava composta, mais tarde, por 7 irmãos, desenvolvia outras atividades da igreja, nivelando diferenças e apaziguando eventuais desavenças bem como outras coisas. Mas, em 16 de Janeiro do ano de 1898 o pastor J. Inkis recomendou que a Igreja elegesse 7 diáconos e a estes caberia a responsabilidade em dirigir os cultos, assembléias administrativas e servir a Ceia do Senhor. Recepcionar novos membros, batizar e realizar casamentos. Atender também por outros assuntos da Igreja. As mais importantes atividades eram manter em dia os registros; especialmente dos que já repousam de seus trabalhos. Fritz Karp: - em 24 de Agosto de 1892 foi eleito por unanimidade para aceitar novos membros da Igreja, realizar batismos. Ele com pequenas digressões fielmente desempenhou suas atribuições, e como diácono com zelo desempenhou seus trabalhos, que foram: - recepção de novos membros, batismos, servir a Ceia do Senhor, casamentos. Presidir as assembléias, dirigir os cultos e como supervisor das associações da Igreja e dos corais. Era um bom orador e também um bom corista. Adoeceu por longo tempo até que o Senhor, em data de 16 de Novembro de 1914 transferiu seu fiel servo par Sua eterna morada de paz.. E em reconhecimento de sua obra a igreja depositou uma coroa de flores em seu túmulo. João Simson, primeiro secretário, tesoureiro e dirigente de estudos bíblicos, assim como na Letonia ele era zeloso também nos cultos de menor afluência ele anunciava a Palavra e cantava no coral assim também ele fazia aqui no Brasil. Embora sua saúde fosse debilitada, não teve oportunidade em desenvolver seu trabalho. Em Novembro do ano de 1892 Deus o convocou para junto de si, na paz eterna. João Neuland, amigo de Simson, um dos primeiros dirigentes de cultos e que voluntariamente se propôs a trabalhar na Escola Dominical e também corista. Lutou com algumas dificuldades na vida espiritual, durante bastante tempo manteve-se acamado, Deus se compadeceu dele e convocou-o para junto de Si. João Baschulis: - O primeiro que distribuiu a Ceia do Senhor aqui em nossa igreja. Em Riga fez parte da diretoria da Igreja. Mantinha-se sempre em profundo silencio, irmão paciente e operoso, corista consciente e responsável. Por impaciência e insatisfação de sua esposa, em 26 de Março despediu-se da igreja e retornou a Riga. Certamente deverá ter se despedido desta vida e descansa em paz. João Arums: - Membro da diretoria da Igreja, de grande coração, ajudador e paciente, em Blumenau, nos dias de sua velhice, era professor da Escola Dominical, ao derrubar a mata, uma árvore ao cair, foi atingido, acidentalmente, 24

e ceifou sua vida. Morte súbita. Quão maravilhosos são os caminhos e os trabalhos. Ele foi o primeiro batista leto em Rio Novo10. João Ochs: - Serviu a Igreja como: - membro da diretoria, presidia as assembléias, dirigente dos cultos de domingo e cultos de oração, tesoureiro e também servia a Ceia do Senhor, seu maior trabalho, que foi difícil e de grande responsabilidade que perdurou três anos, foi a construção do edifício do templo da Igreja e escola. Trabalhou de Fevereiro até Maio. Cada semana, três dias. Este enorme e pesado trabalho lhe proporcionaram fraqueza e desanimo. E em boa hora o irmão Karp o visitou e encorajou a prosseguir. Na festividade de inauguração ele dizia: ‘’Eu estive preso e em dificuldades, mas, o irmão Karp me acudiu. O trabalho de construção, ele razoavelmente terminou. Com algumas lacunas a serem preenchidas, ele não estava satisfeito. Ele acreditava no progresso de Rio Novo. De boa vontade recebia em sua residência os pastores e os apoiava. Adoeceu por longo tempo, e veio a falecer, indo para onde não há dificuldades, somente alegrias e felicidades. João Stekert: - Em Riga foi, na Igreja diligente obreiro! –No dia da fundação da Igreja, foi eleito como dirigente dos cultos e mais tarde, dirigente de cultos de estudos bíblicos. Lutava com algumas fraquezas e mudanças. Mas assim mesmo lutava e servia a Igreja. Nos cultos, cultos de oração e dirigia as assembléias, matrimônios, batismos e servia a Ceia do Senhor. Foi diretor da Escola Dominical, por varias vezes dirigiu as construções. Ultimamente, exerceu a função de ecônomo. Foi um ótimo orador e conduzia as assembléias com rara eficiência. Inesperadamente, a morte o surpreendeu! João Balod: - Serviu a igreja como componente da diretoria. Dirigia os serviços religiosos, tais como, cultos e cultos de oração e também administrou os serviços de construção. Juris Bankovitch: - Nos últimos tempos, em Riga serviu como componente da diretoria. Assim também em Rio Novo servia, dirigia cultos e cultos de oração, mas como administrador e recepcionista serviu por muitos anos, serviu enquanto suas forças existiam, e em 10 de Setembro de 1913 Deus transferiu seu servo cansado para junto de si nas Suas mansões de paz. Juris Leiman: - Serviu também como componente da diretoria e diácono e durante algum tempo serviu a Ceia do Senhor. (Mudou-se para a Argentina). Miguel Lieknin: - Serviu a igreja durante dois anos, Nos domingos sob sua responsabilidade, ele com extremo zelo anunciava a palavra de Deus, realizava matrimônios e, no mês de Julho de 1896 mudou-se para Blumenau. 11 Martinho Indrikson: - Um dos primeiros que a igreja confiou a exposição da Palavra de Deus e incentivar os demais. Foi um dos primeiros diretores da
Para melhor conhecê-lo é interessante ler a “História de um Pioneiro” Quando é mencionado Blumenau é porque foram para as colônias letas de Rio Branco, Bananal, JacuAçu, Massaranduba e outras.
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Escola Dominical. Serviu por diversas vezes na Diretoria. Lutava contra uma difícil e persistente fraqueza. Trocou suas convicções bíblicas pela doutrina adventista onde permaneceu. Jekabs Rose: - No inicio, serviu durante vários anos na Diretoria da igreja, era um irmão cordato. Juntou-se também a igreja dos adventistas. Evaldo Felberg: - Um dos componentes do período do pastor Inkis no ano de 1898 quando foi eleito como diácono. Foi hábil em resolver questões difíceis e foram confiadas tarefas de identificar os problemas miúdos e apanhar as raposas pequenas que destroem as plantações. Seus auxiliares foram W. Slengman e K. Zeeberg, ele também dirigia cultos de oração e também trabalhou na recepção. Serviu a igreja durante alguns anos, em casos de urgência foi pronto em atender. Mudou-se para Nova Odessa. Pastor A. Klavin: - Em seu período de atividades, entre outras atividades estimulou os jovens a praticar esportes e ginástica, vigoroso na palavra. Assuntos eram bem enquadrados e devidamente explicados, os irmãos mais idosos davam sua colaboração. Desenvolvendo assim o dom de oratória nos mais jovens, assim como Fr. Leiman, Ich. Netemberg juntou-se também R. Inkis de Blumenau. Eles se matricularam na escola missionária do pastor Roth em Porto Alegre. Mais tarde, foi Wilis Leiman. Através do qual resultaram ótimos pregadores. No período do pastor Klavin por batismo agregaram-se 25 novos membros a igreja. Os últimos foram Willis (Guilherme) Elbert e Ansis Elbert. – Ansis Elbert em seu período de vida, dedicou a igreja seus esforços, trabalhou muito. Antes da vinda de Butler, enquanto ainda não fazia parte da igreja, dedicou-se ao ensino, na escola, oferecendo as crianças ensino, como professor.No período em que trabalhou como professor havia um grande número de alunos. Colaborava também como professor da Escola Dominical da qual também foi diretor bem como fazia parte da diretoria da igreja. Dirigia cultos públicos e cultos de oração e de missões. Durante muito tempo foi secretário da igreja. Foi também poeta, escrevia poemas adequados às ocasiões. Como escritor, colaborou com os jornais ‘’Avots “(Fonte): -” Jauna Tevija “(Nova Patria):” Kristiga Bals “(Voz Cristã). Em qualquer ocasião estava disponível para uma conversa, sempre colaborador. Foi um homem de sofrimento e dores.A morte amarga o levou e o libertou dos sofrimentos. Na glória não há sofrimentos, mas sim, alegrias e venturas”. Wilis (Guilherme) Lieknin: - Pioneiro desde 1897. Assumiu o coral de Rio Carlota,no lugar de K. Match, como regente do coral, após alguns anos, os dois corais se uniram. Ele era de índole calma continuou a regência do coral. Em sua época, o coral manteve-se em sua melhor performance. Ele também trabalhou na Escola Dominical, como professor e ensinava canto coral para as crianças. Cooperava com o trabalho missionário, na Serra do Mar, Pedras Grandes e outros lugares. Com total dedicação e empenho colaborou com a igreja durante 14 longos anos. De natureza calma, deixava seus afazeres com a consciência de que fazia quanto podia. Em Novembro do ano de 1.911 despediu-se e mudou-se para Nova Odessa. Lá também foi uma benção e alegria enquanto por lá esteve. 26

Na história de Nova Odessa ele registrou: ’’La ficaram meus anos de forças, juventude e anos “, Em 28 de Janeiro do ano de 1.926 ele transferiu-se para sua morada eterna onde recebeu sua coroa de glória!”. G. Auras: - Trabalhou na diretoria por bastante tempo como: tesoureiro da Escola Dominical e também trabalho missionário. H. Balodis: - Exerceu a diaconia por bastante tempo. Dirigia cultos e era ótimo corista. André Engels: - Foi diácono, presidia as assembléias e durante dois anos dirigia cultos. G. Netemberg: - Foi por muitos anos membro da diretoria e por muitos anos também como ecônomo e durante os cultos de oração levantava sua voz. P. Bruver: - Por pouco tempo dirigiu cultos e cultos de oração; e, também dirigiu algumas assembléias. Mikel Paegle: - Por pouco tempo foi diácono, e de boa vontade apoiou o trabalho de missões. Ultimamente, quanto com o Artur dirigia cultos. Ele sempre tinha uma palavra de incentivo para dar. A. Witin: - No começo, era ecônomo e tesoureiro. Fritz Malves: - Também, no início foi ecônomo e tesoureiro. Krisjanis Akmengrausis: - Foi um verdadeiro amigo de missões, na Letônia e também em Rio Novo. Durante seis meses manteve o pastor Inkis em sua residência e não aceitou qualquer recurso pecuniário. Era ágil trabalhador na construção da escola, quase nunca faltava ao trabalho. J. Netenberg: - Serviu durante um ano como administrador. J. Karklin: -No início, por três anos, foi administrador, tesoureiro. Mais tarde revelou e hábil orador. Incentivava o trabalho missionário e a prática do dízimo e em seus pronunciamentos consistiam em apresentação de versículos bíblicos. W. Grinthal: - Nos primeiros tempos, pela sua capacidade, durante curto período dirigia cultos. J. Grikis: - Também nos primeiros tempos, serviu como dirigente de cultos públicos e de oração durante pequeno período. Era um excelente corista por longo tempo. G. Feldman: - No inicio das atividades religiosas na nova colônia. Durante curto período dirigia cultos públicos e de oração e também fazia parte da diretoria. Os três últimos irmãos colaboraram durante curto período, pois logo aportou o pastor J. Inkis, e, com chegada dele suas atividades cessaram.

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Os servos do Senhor que ainda estão vivos, diversos deles ainda estão em serviço com paciente e incansável trabalho, mas estão sendo substituídos pela nova geração. Irmão João Klavin: - De natureza silenciosa e delicada, suas atividades na igreja tiveram início no ano da fundação da igreja, e se estendeu através da vida da igreja. Durante muitos anos foi: - primeiro tesoureiro e contador, membro da diretoria, diácono, dirigente de serviços religiosos, tais como cultos, cultos de oração. Durante vários anos ajudou na Ceia do Senhor, foi também um legítimo incentivador e apoiador de missões. Zeloso em todas as atividades da igreja. Ajudou a muitos em suas dificuldades. E ao despedir-se da igreja, fez uma oferta de amor no valor de Cem mil Réis! Aos seus companheiros de trabalho recomendou: -‘’Cuidem bem do rebanho “. (Atos 20:28). Mudou seu domicílio para Nova Odessa em São Paulo”. Irmão Martin Leepkaln: - Nos primórdios da igreja serviu como tesoureiro e membro da diretoria, também presidia assembléias. Irmão Karlis Seeberg: - Trabalhou muito na igreja, no início como secretario e membro da diretoria. Mais tarde como diácono. Presidiu com muita eficiência as assembléias da igreja. Como professor da Escola Dominical e também como seu diretor durante muitos anos a fio. Foi também presidente da Comissão de Missões com muita dedicação, empenho e perseverança. Traduzia notícias de campos missionários e dirigia cultos de missões bem como administrava serviços de construção junto ao templo. Irmão K. Match: - Serviu como regente do coral, membro da diretoria, foi o primeiro a trabalhar na Escola Dominical. Mais tarde como diácono. Ecônomo. Presidiu algumas assembléias. Administrou a construção da cozinha. E por anos a fio, presidente da comissão dos amigos de missões. Irmão J. Bineman: Desde o início, dirigia cultos, cultos de oração e também assembléias. Irmão W. Slengman: - No início, foi membro da diretoria. Mais tarde, diácono, tesoureiro, servia a Ceia do Senhor e exímio dirigente de assembléias. Irmão E. Slengman: - Também, desde o início, serviu como membro da diretoria, mais tarde como diácono. Administrou todos os serviços de reparos e manutenção das construções. Irmão K. Lövenstein: - Durante vários anos, membro da diretoria e também diácono. Irmão Alexander Seeberg: - Durante um ano foi membro da diretoria e também eficiente dirigente de assembléias administrativas. Irmão Jahnis Purim: - Serviu durante muitos anos como diácono, foi também administrador, construtor e tratou da manutenção das edificações.

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Irmão G. Grikis: - Muito, muito trabalhou. Como presidente e regente do coral da união da mocidade, regente do coral regente do coral da igreja de Rio Novo. Após a saída do irmão Leeknin durante muito tempo. Como reconhecimento e gratidão, a igreja, de pé, ofereceu um exemplar do Cantor Cristão. Serviu, também por anos a fio, como tesoureiro e também, de pé, todos manifestaram seu reconhecimento. Ele serviu também como diácono e na Escola Dominical, como professor e ensinava as crianças a cantar. Irmão Waldomiro Karklin: - No início, durante um ano, como membro da diretoria. Alguns anos mais tarde como diretor da Escola Dominical. Durante anos a fio, serviu com tesoureiro, exercendo o cargo até agora. Como diácono, durante vários anos, e atualmente é o presidente da igreja. Irmão Jahnis Leepkaln: - Como diácono e durante muitos anos serviu como secretário e a igreja manifestou sua gratidão para com ele pelos valiosos serviços prestados e atualmente, é o administrador. Irmão Jahnis Salit: - Tem uma grande folha de serviços, como secretário, diácono, dirigente de assembléias e na Escola Dominical, com muita eficiência participava do coral (como secretário durante mais de 7 anos). Irmão Wilis Balod: - Foi, durante anos, diácono e também colaborou com a Escola Dominical e com o coral. Irmão Roberto Klavin: - Durante anos, diácono, agora, continua como diácono e administrador. Irmão K. Leiman: - Trabalhou como diácono e é um diligente evangelizador. Irmão M. Felberg: - Por pouco tempo membro da diretoria e diácono. Irmão Augusto Klavin: - Desde a sua juventude, servia a Igreja como secretário, mais tarde como diácono, como secretário, com algumas substituições, durante muitos anos. Com bastante entusiasmo junto a Escola Dominical e mocidade com apresentações. Irmão Alexandre Klavin: - Ainda jovem foi eleito na diretoria da Igreja, trabalhava com entusiasmo, na Escola Dominical, e durante um ano como secretário e presidente da união de mocidade. Irmão Oscar Karp: - Durante muitos anos como diácono e dirigente de assembléias. Mas foi acusado indevidamente, e durante vários anos não participou diretamente das atividades da Igreja, muito embora tivesse grande votação. Mas no ano de 1931 voltou às atividades e serviu como diácono. Também como primeiro tesoureiro, cargo que ocupa até agora. Irmão Osvaldo Auras: -De natureza calma e lenta, também, ainda bastante jovem foi eleito como diácono. Já faz bastante tempo que ocupa esta função e ocupa até agora e seu trabalho é notável. professor permanente da Escola Dominical e atualmente diretor,como, também regente do coral. 29

Irmão Felipe Karkle: - Não faz muito tempo foi eleito diácono. Não aceitou de boa vontade o cargo, mas durante bastante tempo desempenhou a contento sua responsabilidade. Serviu como segundo secretário. Trabalhou com zelo na Escola Dominical e com a mocidade. Também, o irmão Otto Slengman durante muitos anos serviu como diácono e presidente da União de Mocidade. Irmão Augusto Felberg: - Por pouco tempo foi membro da diretoria, trabalhou com zelo na Escola Dominical e no coral da Igreja. Também no ano 1.897, foram membros da diretoria os irmãos J. Plieder e F. Maisin e também por longo período o irmão W. Stekert. Outro que permaneceu por longos anos administrador foi o irmão João Leepkaln e Jacob Karklin. Juris Frichenbruder: 12- Por si mesmo é difícil escrever. Entretanto, a verdade sempre permanece verdade. Raro, algum ano de repouso. No começo já descrevemos. Serviu como membro da diretoria. Mais tarde, como diácono. Por longos anos como tesoureiro. Por acusações infundadas, renunciou o cargo. A igreja reconhece e reconduz. Por muitos anos como diretor da Escola Dominical e administrador da igreja, das duas atividades renuncia. Servia a Ceia do Senhor, realizou casamentos e, em 1.926 aceitou o cargo de Diácono e em 1.929 renuncia o cargo de diácono. Em 1929 foi eleito como administrador, o qual não queria. Aceita como colaborador o irmão Jahnis Purim. Notáveis serviços foram realizados, e em 1930 foi eleito como administrador e supervisor dos serviços de manutenção da igreja. Novamente, resistiu à reeleição, pois a responsabilidade era grande e de difícil execução, mas por pedido da igreja, aceitamos. Foram eleitos também auxiliares: os irmãos R. Klavin e O. Auras. No primeiro ano vencemos parte da tarefa com muitas dificuldades. Na metade do ano seguinte conseguimos terminar. Durante bastante tempo com dificuldades com a saúde. Velhice e fraqueza! Ao meu companheiro Roberto Klavin, como o próximo administrador da Igreja. De coração desejamos condições de vencer e colher os resultados. Devagar me despeço das minhas queridas atribuições na Igreja. A última está sendo a descrição da história dos últimos quarenta anos da caminhada da Igreja. Os secretários da Igreja foram: Irmão J. Simson: - durante quase um ano,veio a falecer. Irmão Karlis Seeberg: - durante vários anos. E reeleito mais vezes. Irmão W. Wanag: - por pouco tempo. Irmão W. Grunzkis: - 7 anos.

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E ele mesmo que se descreve

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Irmão E. Janson: - serviu por um ano, ele era capaz de redigir a ata durante a assembléia e ser lida após o termino. Irmão A. Elbert: - dois anos. Irmão Jahnis Leepkaln: - Durante muito tempo, a Igreja reconheceu seu trabalho. Irmão Jahnis Salit: - Durante quase 7 anos e mais tarde, por pouco tempo. Irmão Jahnis Seeberg: - Um ano. Irmão K. Zanerip: - Um ano. Irmão Augusto Klavin: - Secretário durante muito tempo. Irmão Alexandre Klavin: - Um ano. Irmão J. W. Slengman: - Durante um ano e alguns meses. Irmão Felipe Karkle: - Foi secretário auxiliar e agora assumiu o cargo. Tesoureiros: - Os irmãos: - M. Leepkaln e J. Klavin; J. Och e W. Slengman; G. Grikis e J. Frichenbruder; W.Karklin e O. Karp.

A escola da Igreja
Pela escola e cultura a Igreja, desde seu começo se preocupou, assim como por seu lugar e sua área de terra, o espaço físico onde construir. Mas sempre houve dificuldades e sua concretização não se efetivou. No inicio A. Elbert manteve uma pequena escola, durante alguns dias da semana. Mas o principal motivador foi o pastor J. Inkis (como foi descrito anteriormente). O primeiro professor foi convidado pela associação dos pais de alunos, paga a passagem e mantido durante um ano. Mas, após um ano a escola foi transferida para a responsabilidade e manutenção da Igreja. O primeiro professor foi o irmão W. Butler, em 11 de Junho de 1.900 foi dado início às atividades escolares com 12 alunos e em Julho seu número cresceu para 15. W. Butler colocou todas suas forças para o crescimento da escola e haver um retorno positivo deste trabalho. Estabeleceu outras classes onde os irmãos mais idosos pudessem estudar. Elaborou uma pequena gramática da língua portuguesa para que os letos pudessem aprender português, língua da nova pátria. Ele também participava nos trabalhos da igreja. As atividades escolares se desenvolviam a contento, os alunos era aplicados, o professor afirmava que logo não teria mais matéria a ser dada.

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Também ao professor apareceram necessidade em progredir culturalmente, com muito zelo e cuidado, durante três anos transmitiu conhecimentos à escola de Rio Novo como um bom professor. Em Julho do ano de 1903, o professor despediu-se, foi para a outra América em busca de mais conhecimento. Ficamos dois anos sem professor e sem escola. Mas a igreja foi em busca de solução. Não mediu esforços nem economias para suprir esta lacuna tão importante, para que as crianças tivessem escola e cultura. No ano de 1.905 chegou um professor da Letônia, Karlis Anderman e no mês de Agosto foi dado o reinício das atividades escolares. Naquela ocasião haviam muito mais crianças e então a irmã Anderman teve que juntar forças com o esposo nos trabalhos escolares, ela dedicou-se com satisfação pois gostava da atividade. Ele afirmou: “Quando acariciamos as cabecinhas e as tratamos amavelmente então as crianças acumulam conhecimento com mais facilidade”. Ele trabalhava muito bem, quase cinco anos. Ele mudou se domicilio para Mãe Luzia e mudou sua atividade de professor para agricultor! Em Julho do ano de 1.910 recomeçaram os trabalhos escolares, Ansis Elbert, agora os meninos e as meninas tinham crescido bastante e ao professor acumularam as dificuldades e preocupações nas lides escolares. Neste período havia grande numero de alunos. E, segundo suas forças e capacidade, ele desenvolveu a contento seu trabalho até 01 de Junho do ano de 1.913. Então Karlis Leiman foi professor durante um ano. Então, como andava muito fazendo missões se trabalho de professor era interrompido, com estas dificuldades o pastor Karlis Leiman desligou-se de ambas atividades. Ansis Elbert reassumiu o trabalho de professor pelo período de um ano. No entanto, sua frágil saúde impediu a continuidade. Assim passou um bom tempo, outra vez, sem professor. Os pais cujos filhos estavam em idade escolar e sem professor, contrataram João Frichenbruder como professor, a igreja comprometeu-se a dar um apoio financeiro, e em Janeiro de 1.917 ele iniciou seu trabalho de professor com um contrato de um ano. Desenvolveu o trabalho com bons resultados. Passaram-se mais uns seis meses sem professor e em Julho de 1.918 a igreja decidiu nomear a pastor Butler e sua senhora, para que, em caso de necessidade, seja sua substituta. Foi bom, ele conseguiu o reconhecimento das autoridades e com boa remuneração financeira. A igreja sentiu-se aliviada e satisfeita. Então será um longo período de um bom professor e também pastor. Mas esta felicidade durou pouco. Ele foi convidado para mudar-se para Curitiba, aceitou o convite, e, em Julho do ano de 1.920 mudou-se definitivamente. Evaporaram as esperanças. Emilio Anderman lecionou durante um ano com bons resultados, mas com despedidas sinceras e solenes deixou as atividades viajando para a América do Norte. 32

Fritz Treuman, trabalhou durante um ano e fez tanto quanto suas forças permitiram. A igreja tinha saudades de um bom professor e uma boa escola. Assim como Dr. Watson, em seu ardoroso pronunciamento na Convenção em Rio Novo incentivando e entusiasmando a todos os presentes no evento, após a Convenção aportou aqui, em data de 25 de Junho do ano de 1.924 o pastor K. Stroberg que durante seis meses trabalhou como pastor. A igreja determinou que, no período de dois anos conseguir um professor com o necessário currículo. No ano de 1.927 as atividades escolares foram reativadas e desenvolveram bastante bem e com bons resultados. Podíamos pensar que até que enfim tudo estava bem no que diz respeito à educação e cultura, até os vizinhos italianos pretendiam mandar seus filhos estudarem aqui. Qual nada! Em 1.929 no termino dos exames terminou também as atividades escolares e também as esperanças. Ele foi embora. A igreja a cada ano torna-se menor e também os recursos financeiros. O edifício da escola é adequado e espaçoso. Mas assim mesmo não estamos totalmente sem escola. Na administração do irmão Oskar Karp, no mês de Outubro do ano de 1.931 foram reabertas as atividades escolares sob a direção da Profa. Emília Zichman, que dava o melhor de si no ensino das crianças. Fica a interrogação, se a professora Emilia Zichman, será a pessoa que há tanto tempo foi aguardada, e cujas esperanças, por varias vezes convertidas em desilusão no que se refere à escola e a educação? – Terá condições de restaurar as expectativas por tanto tempo acalentadas? Terá forças para renovar e colocar a educação em seu devido lugar, esta é uma pergunta de difícil resposta, mas a resposta ainda mais intrigante. No entanto! - Se as forças da professora não se esvaírem, se transmitir aos alunos o interesse e o entusiasmo, certamente haverá bons resultados. Tanto para os alunos quanto para seus pais. Herdarão benefícios para si como para a comunidade. A Igreja, que tanto se empenhou, se sacrificou para manter uma escola espera que a escola prospere e permaneça. São os votos e desejo deste escritor. Mais algumas recordações…. Nas festividades em homenagem ao prefeito no ano de 1.903. O prefeito municipal: - Senhor João Cabral prometeu subsidiar a escola com a importância de 30,000 (trinta mil réis) mensais. Com muitas dificuldades o Prof. Butler durante dois meses recebeu. (Temos em mãos os comprovantes). Quando o prof. Anderman, em 1.906 tentou também receber, o prefeito alegou que este valor não poderia ser pago. Prescreveu apenas 20.000 (vinte mil réis). Após um ano, quando Anderman foi buscar a remuneração o prefeito alegou não possuir dinheiro em caixa.

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O prefeito de Orleães prometeu um subsidio de 15.000 (quinze mil réis). Uma pequena importância o prof. Elbert conseguiu receber. Mas em outras ocasiões teve que se contentar com as desculpas que o caixa da prefeitura não havia numerário. O governador do Estado, Sr. Schmidt e o diretor do ginásio de Florianópolis, e também o diretor da escola de Tubarão e prefeito desejaram os melhores resultados e progresso. No entanto esqueceram que a escola tinha necessidade de apoio financeiro. O professor Butler, nas comemorações dos 25 anos de fundação da igreja, em seu pronunciamento afirmou que o governo da Rússia foi, para os letos uma verdadeira madrasta, e o Brasil, uma verdadeira mãe. Mas da verdadeira mãe também pouca atenção e amor recebemos e que nós apenas aprendemos uma palavrinha “paciência” ou “façam do seu jeito”. Diversos irmãos e irmãs que adquiriram escolaridade e cultura superior tem conseguido os melhores lugares como: - professores e pastores e temos aceitado o Brasil como nossa segunda pátria, terra e mãe. A nossa maior honra é ser e possuir esmerada cultura e crescimento espiritual!

O CORAL DA IGREJA
Os primeiros imigrantes de Riga, no ano de 1.891, quase todos eram coristas! Na viagem ao Brasil, no navio, em calmaria, e também em estado de amena convivência, cantávamos. Com isto conseguimos amigos e respeito dos demais passageiros e da tripulação. Quando tudo estava organizado na vida da colônia. Então nos cultos de oração, os cânticos eram entoados com muita sinceridade, respeito e devoção, igual aos tempos anteriores, quando ainda na pátria de origem, a Letônia. Com o cântico coral fortalecemos a fé, alegramos os ouvintes, conseguimos a atenção e o respeito dos habitantes da nova terra. Juris Frichenbruder. O primeiro regente que trabalhou ininterruptamente até o ano de 1898. Os letos oriundos de Dinaminde, quase todos eram coristas que vieram também com seu regente, o irmão K. Match. Duas colônias! O templo na divisa das duas colônias. Nos cultos cantavam dois corais, um após outro, e finalizando o culto, uma apresentação em conjunto. O hino final era regido, um domingo por um regente no outro, pelo outro regente, e, quando em algum domingo havia coristas a menos, ambos os corais cantavam em conjunto, cantavam todos os hinos, quando algum corista faltava o correspondente do outro coral preenchia a lacuna. O coral da colônia de Rio Novo, era em úmero, menor, no entanto, cantavam de coração! – Na maioria das vezes cantavam do hinário “Zeribas Auseklis” (O Alvorecer da Esperança). 34

Os hinos mais curtos e fáceis, mais tarde os mais difíceis e complicados. Os hinos dos dias festivos e alegres, belos e adequados às oportunidades e as nossa forças. O coral de Rio Carlota era mais numeroso, mais forte, cantavam hinos do “Swiedru Zeribas’’ (Esperanças da Suécia), hinos muito apreciados por todos nós. Mas, graças a Deus que entre ambos os corais sempre houve boa convivência”. Ambos regentes haviam ha muitos tempo, convivido e trabalhado juntos na terra natal, e pelos seus próprios esforços e persistência, tinham progredido, que podiam ensinar aos demais coristas os rudimentos da música e de canto coral e também de regência. Eles também trabalhavam em outras atividades na igreja e eram incansáveis em alegria no trabalho. Isto continuou durante seis anos, até a chegada do pastor Jehkabs Inkis. Irmão K. Match: - Em seu lugar no ano de 1896, no outono, colocou o melhor corista, irmão w. Lieknin, com o qual colaborou Juris Frischenbruder e comemorou os mais belos e notáveis eventos da mocidade no pastorado do irmão Inkis. No entanto, pressionado por necessidades de ordem familiar, com o coração pesaroso, despediu-se do seu trabalho preferido. Em seu lugar foi designado o seu melhor corista, G. Grikis. Também treinou e regeu o coral masculino, até que em um infeliz acidente acabou quebrando uma das pernas, ocasionando a interrupção do trabalho. Após alguns anos os corais se uniram durante a regência do irmão W. Lieknin. Então tínhamos um vigoroso e grande coral. Nos cultos e outros eventos o coral transmitia aos ouvintes uma abençoada e saudável impressão. O irmão W. Lieknin, de uma natureza calma e uma delicadeza ímpar conquistou a simpatia e o respeito de todos os coristas, haviam numerosos coristas com muitos anos de experiência. O coral estava no auge em qualidade e respeito de todos e o respeito e aprovação pelo regente era de crescimento permanente ele desempenhou fielmente seu cargo durante 14 anos consecutivos. No ano de 1.911, despediu-se do cargo e da igreja e mudou-se para Nova Odessa, em São Paulo. Durante o seu tempo de atividades na regência do coral havia grande interação entre todos, embora tenha mantido um certo rigor e disciplina, encontrava dificuldades muitas vezes para manter todos em boa paz. G. Grikis reassumiu a regência do coral, este de natureza mais rígida que o anterior, também o coral teve bastante êxito na sua regência. Mas aconteceu que chegou da Letônia uma corista, que até cantava bem, no entanto, carente de atenções, freqüentemente criava problemas e dificuldades entre os coristas, fato que perturbava a boa paz e a paciência do regente. G. Grikis regeu o coral até o ano de 1.925, Desempenhou o cargo de regente, também durante 14 anos consecutivos. Com sua incansável, eficiente liderança 35

conquistou o respeito e a gratidão de todos os coristas e da igreja. Ele mudou-se para Urubicí. Após sua transferência, assumiu a regência o seu auxiliar, irmão Osvaldo Auras, este se empenhou com toda dedicação para ensinar e reger e também manter o coral com a mesma situação. Durante um bom tempo assim se manteve, o coral cantava com vigor nos cultos e em outros eventos. Então apareceram vários aborrecimentos e amarguras. Mas no ano de 1929 o coral se animou e cantava muito bem, Porém, no mês de Novembro do ano de 1.930 houve, através de uma irmã, do grupo dos coristas, um inesperado e violento golpe. O coral, durante vários meses silêncio. Durante algum tempo só se ouvia um coral masculino. E após de seis meses o coral começou a se recuperar e se apresentava regularmente e a se apresentar nos cultos e outros eventos. Durante o ano de 1.932 alguns coristas se mudaram para São Paulo e outros para outros lugares. O coral é prejudicado, é reduzido. Faltam, principalmente, sopranos e contraltos. Dificilmente prever que o coral se recupere ao seu antigo esplendor e força. Pode ser! Veremos!

Coral da mocidade
Paralelamente, ao coral da igreja havia o coral dos jovens. Era um vigoroso coral de jovens da União de Mocidade, fundado no período do pastor Jehkabs Inkis no ano 1.897, seu primeiro regente foi o esforçado irmão G. Grikis, ele regeu o coral por muitos anos a fio, e com bons resultados. Em outro período o regente foi irmão W. Lieknin e por pouco tempo o irmão Matis Felberg, e, em 1.914 foi eleito, para regente o irmão Osvaldo Auras que com zelo e muito esforço conduzia e ensinava. No ano de 1.920 os corais se uniram e o coral foi denominado Coral da Mocidade. Porém a regência continuou com o irmão Osvaldo Auras, durante vários anos colaborou com muito empenho, como auxiliar na regência, o irmão Augusto Felberg. E ultimamente, o irmão Osvaldo Auras está só na direção do coral. A mesma dificuldade que acometeu anteriormente, ou seja, a falta de coristas, também agora desponta no coral! Veremos o que o futuro nos trará! Há poucas esperanças, por enquanto. A Associação dos Músicos da Igreja Batista Leta – A Orquestra. Desde 1.917 havia empenho e entusiasmo entre João Frichenbruder e Augusto Felberg; Fundar uma orquestra! Foram adquiridos instrumentos de sopro, ensaiavam em Orleans na direção de maestro M. Luter. Ele afirmava que a música é uma linguagem que todos entendem e aproxima as pessoas. Logo se juntaram outros jovens, todos se esforçavam no aprendizado com bons resultados, incentivar a música entre os associados. Com Gustav Grikis na direção e João Frichenbruder como auxiliar, ou melhor, auxiliar administrativo. 36

A igreja permitiu a orquestra a se apresentar com apresentações em eventos como festividades, programas da mocidade, cultos noturnos e em outras apresentações. Ao dono da iniciativa, João Frichenbruder custou muitos esforços e recursos e durante seis meses foi professor de música. Assim que, logo a orquestra podia se apresentar razoavelmente bem. Durante bom tempo se firmaram em apresentar hinos, que eram belos e agradáveis. Haviam convites para apresentações em aniversários, e casamentos, se bem que todo músico gosta de apresentar algo mais alegre. Porém haviam aqueles que, descontentes com a forma de apresentação, passaram a, com o tempo amargurar as pretensões dos músicos, algumas fundamentadas, outras, nem tanto. Assim, pouco a pouco o entusiasmo foi esmaecendo. Mas no ano de 1.924, ambos os líderes da orquestra, Gustavo Grikis e João Frichenbruder deixaram Rio Novo e com isso terminaram as atividades da orquestra. Durante algum tempo ainda esteve em atividade uma orquestra de cordas. O pequeno grupo liderado por August Felberg, mas perdurou apenas até 1.930. Mas em 1.932 foi restaurado na liderança de Osvald Auras.

ESCOLA DOMINICAL
Uma das mais difíceis, sérias e necessárias atividades de qualquer igreja é a Escola Dominical. Para a Igreja, conquistar e manter seus filhos, suas crianças, para as futuras gerações serem os próximos membros da igreja, seus obreiros para a sua continuidade como: - professores da Escola Dominical, regentes, coristas, diáconos, professores, pastores, cidadãos dignos e cristãos sinceros. “Jesus disse a Pedro: apascenta minhas ovelhas” o famoso servo do Senhor C. Spurgeon afirmou que: “ele preferia batizar alunos da Escola Dominical a adultos que já passaram por uma vida pecaminosa”. Sobre a Escola Dominical é difícil escrever, tudo que posso descrever é da minha memória, porque a Escola Dominical por si mesma tem se mantido livremente. Somente após o ano de 1.912 a igreja começou a eleger seu Diretor e Tesoureiro. Na data da fundação se apresentaram para trabalharem na Escola Dominical os irmãos: J. Neuland; K. Match e Júlia Balod, alguns anos após trabalhou M. Indrikson com resultados satisfatórios, na festa das crianças ele afirmou: “que nunca ocorreu que alguma pergunta deixasse de ser respondida”. Um de seus alunos é notável pregador. Após ele, a Escola Dominical teve continuidade na direção de J. Stekert, ele foi hábil e bom líder. Pressionado pela família e outras responsabilidades teve que abandoar a atividade. 37

A Escola Dominical, em seguida foi liderada pelo Karlis Seeberg auxiliado pela irmã Elionora Grikis por vários anos, mais tarde sob a direção de Willis Butler. Não havia grande número de alunos, porém ele tinha uma admirável peculariedade: - de conseguir a atenção de todas as crianças, ele também criou a sociedade dos amigos da Escola Dominical, uma noite de cada semana era dedicada à reunião dos professores e amigos da Escola Dominical. Na ocasião era revisada a lição do próximo domingo e também era lido um trecho do livro “Introdução nas Escrituras Sagradas e a História da Igreja Cristã”. A noitada sempre terminava com orações pelos presentes. O Pastor Alexander Klavin também participava e o trabalho apresentava ótimos e abençoados resultados. O Professor Wilis Butler viajou para estudar na outra América. Em seu lugar ficou Woldemar Karklin que durante muitos anos trabalhou com eficiência. Mas no ano de 1.905 chegou o pastor Karlis Anderman e a irmã Emilia Anderman, desde a Letônia já trabalhavam na Escola Dominical, e imediatamente começaram a trabalhar na Escola Dominical. Durante bom tempo trabalhavam em conjunto com o irmão Woldemar Karklin, mas logo as atividades passaram para a direção dos recém chegados. A Escola Dominical logo desabrochou, ela possuía a capacidade em atrair as crianças, organizou uma classe para as crianças alemãs, cuja professora era a irmã Karlote Stekert, ela também substituía a irmã Emilia Anderman em suas faltas ou impedimentos. Também foi organizada uma classe de crianças de língua portuguesa dirigida pelo irmão João Leepkaln. – A irmã Karlote Stekert ainda por muito tempo trabalhou junto às crianças de língua alemã. O trabalho se desenvolvia com muito entusiasmo e ótimos resultados até o ano de 1.910. Após o que o pastor e professor Karlis Anderman com novas concepções doutrinárias (movimento pentecostal) ele não teve mais condições de permanecer e trabalhar conosco. Trabalho bastante difícil foi colocado nas costas de Juris Frichenbruder. Ele trabalhou dois anos incompletos. Em seguida, assumiu o prof. Ans Elbert, durante dois anos incompletos. Após ele, novamente Juris Frischenbruder por mais seis anos consecutivos, sofrendo muitas dificuldades, até o final do ano de 1.918. Por motivo de algumas divergências e pressões, ele se obriga a deixar a atividade. Então assumiu a direção da Escola Dominical o irmão Karlis Seeberg. Ele trabalhou incansavelmente, com muita paciência, até o final do ano de 1.930. O irmão Karlis Seeberg foi quem por mais tempo trabalhou na Escola Dominical, como professor, e como diretor, por inúmeras vezes. No final do ano de 1.930 assume a direção da Escola Dominical o irmão Osvaldo Auras. Ele continua com o trabalho e é o seu diretor até agora. Desde o inicio não havia os grandes cartazes para ilustrar as Lições Dominicais. Mas, desde a época do pastor Jehkabs Inkis estes cartazes foram importados e até agora estão a disposição. 38

Nas festas das crianças, junto ao pinheirinho são distribuídos para as crianças e aos professores. Nos tempos do início, não havia condições, porém, mais tarde, foram distribuídos livros para as crianças. Aos maiores, mais aplicados foram ofertados livros valiosos e aos menores, livros menores com cartões. Anos atraz foram ofertados, a cada família, um exemplar da “História dos Batistas da Letônia”. O pastor Jehkabs Inkis escreveu no ‘’Avots’’ (Fonte) que nossa Escola Dominical desenvolveu um valioso trabalho. Nas festividades de outrora, assados, doces e outras atrações culinárias preparadas com esmero e eram oferecidas aos visitantes, porém, atualmente, com poucos recursos estas gentilezas foram diminuindo, os recursos escasseando e perdendo sua capacidade de compra, os livros caros, então oferecemos apenas alguns doces. No Natal, todos os anos foram fartos e grandiosos, assim que os visitantes, muitas vezes tiveram que permanecer fora do templo. Logo no primeiro Natal a direção da Empresa Colonizadora nos ofereceu o pinheirinho com os suportes para as velinhas. Para eles uma Festividade Natalina foi uma surpreendente e maravilhosa novidade. No período da irmã Emilia Anderman a Escola Dominical começou a sair para piqueniques, e eram celebrados cultos ao ar livre, comemorar o dia da Ascensão do Senhor. Mas, no ano de 1.919, no Dia da Estrela (Dia de Reis Magos - 6 de Janeiro) e Dia de São João. Da Escola Dominical saíram muitos profissionais que estão dando continuidade ao trabalho de seus pais e foi a principal mentora e estímulo ao estudo e pesquisa. Saíram sete pregadores do Evangelho, um deles ainda continua seus estudos e outro repousa no seio da mãe terra. Mais três professoras que brevemente terminarão seus estudos. Que pena que nenhum deles! Nenhum mesmo sentiu qualquer chamada para trabalhar aqui em nossa colônia. Todos se dirigem para lugares e condições de vida mais elevadas. Sem as já mencionadas pessoas, tivemos muitos outros irmãos e irmãs que com zelo e dedicação trabalharam como professores e professoras. Também estiveram conosco pregadores. Deus que recompense a cada um pelos seus esforços lá na glória com a coroa imarcescível!

Os dias de alegria e de festas!
Todos os anos: - As festidades do Natal, a Páscoa, o Dia de Pentecostes, O Dia do Aniversario da Igreja (20 de Março) Dia do Aniversario da União da Mocidade (16 de Outubro) A Sociedade de Missões, em Janeiro. A Sociedade de Senhoras. A Escola Dominical, O Nascimento de Cristo, o acender das velinhas no pinheirinho, os eventos de batismo que foram grandes eventos de júbilo. A 39

recepção ao pastor Jehkabs Inkis comemoramos durante dois dias seguidos. Alegrávamos e louvávamos a Deus que agora temos quem pregue a Palavra de Deus e que com zelo administra a vida da igreja e a conduz por veredas seguras. Naquele ano também foi criada a União de Mocidade e comemorada com festividades, grande entusiasmo e alegria. O aniversário da igreja com rica e solene programação que perdurou por sete dias, sendo os dois primeiros, os mais importantes. N inauguração do templo e da escola, as festividades foram comemoradas durante dois dias, foi no período do pastorado do Pr. Alexander Klavin e do Prof. Wilis Butler, com saudações, votos de felicidades e progresso, pronunciamentos, poesias e música. O Senhor Governador do Estado de Santa Catarina, Dr. J. Shmidt manifestou os melhores votos de felicidades e sucesso, o Senhor João Cabral, Prefeito Municpal, o Senhor Diretor Pires, de Tubarão, o Senhor Dr. J. F. Lima, Diretor do Ginásio e muitos outros, da outra América e também da Letônia. O pastor Jehkabs Inkis saudou a todos como povo livre e filhos de Deus. O Prof. Wilis Butler concluiu seu pronunciamento afirmando que: ‘’seria desejável que tudo o que vimos e ouvimos se transformasse em um castelo de luzes! Suprindo as esperanças tão acalentadas. E dentro das possibilidades, recursos humanos e materiais a luz foi expandida, tanto espiritual quanto “cultural”. Após um ano, o governador seguinte, Dr. Vidal Ramos, com assessores, em viagem de inspeção pelo Estado, passou por Orleans e o Prefeito, Senhor João Cabral, o Dr. Leão, Delegado de Polícia e outras autoridades conduziram o Senhor Governador até Rio Novo para visitar a escola. Uma recepção condigna e solene foi elaborada para os ilustres visitantes. Os citados senhores manifestaram seu entusiasmo pelo trabalho dos colonos oriundos da Letônia, disseram da sua surpresa de que em tão poucos anos foram produzidas realizações tão significativas. Outra visita do pastor Jehkabs Inkis pelas colônias letas no Brasil comemorada com muitas festas que também somamos aos grandes eventos em nossa colônia, juntamos também os significativos eventos de batismo. Grandiosas também foram às festividades dos vinte e cinco anos de vida comunitária. Recordando, os belíssimos, abençoados momentos de alegria e felicidade e, descrevê-los, porém, recordamos também as experiências tristes que a igreja sobreviveu, e agora as

Dificuldades e tristezas
Deixando a pátria e mudando-se para uma terra desconhecida, distante na margem do mundo, já foi uma aventura repleta de dificuldades e tristezas. A separação da pátria, com dor no coração, na alma, com lagrimas. Chegando na mata bruta! Outras dificuldades e aborrecimentos, mas ao cristão, nos cultos aos domingos, ouvindo a Palavra de Deus, cantando e orando levanta-se como que com asas, as alturas do infinito, sente-se revigorado e feliz. 40

Mas quando sobrevém as dificuldades e tristezas, Onde o cristão encontra alegria e prazer? Em silenciosa oração. Na proximidade de Deus. – Igreja - Tem havido muitas e diversas dificuldades e tristezas. Entretanto, vamos lembrar e relatar apenas as maiores, como a que exigia que as senhoras, na igreja, deviam cobrir a cabeça com véu ou outra cobertura. Isto começou em 1.895 e perdurou por três anos. Cobrir a cabeça com véu, lenço ou chapéu. Alguns irmãos se colocaram firmemente a favor da medida, alegando necessidade. Outros alegavam que devia se dar liberdade. O ponto de vista da Diretoria da Igreja e nas assembléias com discussões ríspidas até que decidiu-se consultar o Dr.J. A. Frey, em Riga, (este escriba foi designado a redigir a consulta) O Dr. J. A. Frey, em resposta esclareceu que nem chapéu, nem lenço nem nada para cobrir. Mas conforme os usos e costumes do ocidente, de acordo com o que está escrito na Bíblia, que todo o semblante deve estar coberto e oculto. As conjecturas continuaram e não havia paz. Algumas famílias se afastaram da igreja e faziam seus cultos em outro local. No período do pastorado de Jehkabs Inkis o assunto foi ainda questionado e discutido até a exaustão. O conselho do pastor foi que mantivéssemos as portas abertas para que os descontentes pudessem sair ou então voltar. Logo algumas famílias voltaram, outras voltaram mais tarde, apenas uma família não voltou. Estudamos documentos produzidos pela Convenção Batista da Letônia e foram lidos em assembléia onde se caracterizou que cada Igreja é livre para se conduzir conforme os ditames e princípios bíblicos e pela maioria de votos. Com estas colocações terminaram as dissensões e permaneceu a liberdade. Logo surgiram outras dificuldades e tristezas. Esta foi uma rixa e incompatibilidade entre vizinhos. Entre um respeitável irmão idoso e uma irmã. A irmã afirmava que o idoso irmão estava invadindo parte de seu terreno para fazer plantio de cereais. Nas reuniões da Diretoria e Assembléias gerais muito se tratou. Alguns irmãos idosos se colocaram em defesa da irmã, os diáconos e o pastor Jehkabs Inkis reconheciam o irmão idoso por inocente! Mas não conseguiam chegar a um acordo em paz! Foi convocada uma Assembléia Extraordinária com um único assunto na pauta: a divergência entre os irmãos. A Assembléia foi presidida pelo pastor Jehkabs Inkis, entretanto sem solução. Seis diáconos renunciaram seus cargos. Também o pastor Inkis afirmou que ele nada poderia fazer, monumental aborrecimento, dores de coração e noites indormidas. Após um programa de despedidas o pastor Inkis foi embora. Após vários meses, a Igreja reelegeu os mesmos diáconos com grande maioria de votos e após alguns anos mais tarde, um agrimensor fez novas medições nas terras da colônia e constatou-se que o idoso irmão estava com a razão. Então ela, o pastor Inkis e os demais diáconos tiveram que sofrer amargas decepções por inverdades e acusações proferidas sem os necessários fatos confirmados. Depois de muitos anos houve mais um incidente semelhante, mas, graças a Deus chegou-se à paz.

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No período do pastorado do irmão Alexander Klavin a doutrina sabatista trouxe grande abalo tristeza e dor em nossa Igreja. Produziu bastante luta e aborrecimentos que permaneceram por muito tempo. A Igreja perdeu muitos membros. Alguns retornaram. Os demais após muitos anos acabaram indo embora. O Dr W. Bagby nos mandou um brasileiro presbiteriano que fundou um grupo de Militantes Cristãos. Esses militantes ostentavam um sinal agora em uso pelo grupo jovem, cada um por sua vez dirigia cultos de oração. (este escriba organizava os cultos). Também o grupo das crianças trabalhava com interesse. Mas alguns irmãos não estavam satisfeitos. Chegou o Karlis Anderman (expastor e agora pentecostal) daí levantaram-se mais divergências e insatisfações, e o grupo se desfez. Foi estabelecido que nos domingos pela manhã fossem feitos cultos de oração, mas devagar e silenciosamente acabaram. Este espaço de tempo foi preenchido pela Escola Dominical. Havia um grande movimento pentecostal que só trouxe tristezas e aborrecimentos e a perda de muitos membros da igreja sendo que parte da igreja se separou. Isto durante anos foi uma amarga experiência. Mais tarde, porém muitos retornaram. Nos últimos anos convivemos com duplas tristezas e dificuldades. Como dizia o poeta: - “Umas tristezas ainda não acabaram e outras tomaram seu lugar”. Mas Graças a Deus! Que no quadragésimo aniversário podemos dizer: “Até aqui nos ajudou o Senhor!” No entanto as dificuldades e tristezas continuaram. Existiam dificuldades desde a fundação da igreja. E na comemoração dos 40 anos as dificuldades continuaram, surgindo uma séria interrogação. Por quanto tempo estas dificuldades permanecerão? E êxodo dos crentes para outros lugares do Brasil? Citei por muitas vezes este problema e não vou me delongar agora sobre ele. Outra semelhante a este é sobre a eleição dos obreiros da igreja que desde a fundação foram levadas a efeito, embora democraticamente, mas os eleitos nem sempre corresponderam aos encargos para que foram eleitos, muitos desistiram ou abandonaram suas funções e as atividades da igreja sofreram solução de continuidade. Na Diretoria de 1.893 foram eleitos irmãos bastante responsáveis e dedicados, mas no ano seguinte apenas um permaneceu no cargo e os demais foram substituídos. Em 1.895 foram eleitos 4 obreiros da diretoria anterior e os demais em primeira eleição. Esta diretoria foi eleita com significativo numero de votos, acima de 60. A Diretoria trabalhava com bastante dedicação, pois era irmãos muito capazes. No entanto, no fim do ano novas idéias foram colocadas e foi eleita outra Diretoria, foram apresentados 16 novos irmãos para compor a nova diretoria, 12 deles agradeceram e não aceitaram a indicação o pleito foi adiado para a próxima Assembléia, porém a eleição não aconteceu e foi confirmada a diretoria anterior, após seis meses dois deles renunciaram e em seu lugar foram eleitos outros.

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Foi decidido que uma Diretoria para ser eficiente deveria ter um mandato de dois anos, porém, no ano de 1.897 quase toda a Diretoria foi substituída, com exceção de apenas um componente. No ano de 1.898 o pastor J. Inkis uniu alguns cargos criando a Diaconia, ficando aqueles que trabalharam e apresentaram bons resultados. Estes obreiros, e também aqueles que por mais anos serviram a Igreja, sendo que alguns renunciaram suas atividades por acusações infundadas, mas foram em seguida reconduzidos as suas atividades. Isto aconteceu até que os obreiros mais jovens pudessem assumir cargos de maior responsabilidade. Houve também casos, onde a má vontade de alguns os que trabalhavam, foram acusados maldosamente. Coisas do Adversário. Os mais competentes renunciam, outros, incapazes assumem, o tempo passa e trabalho de Deus é prejudicado. Um pastor experiente me falou: - “É a febre de eleições!”..

A Sociedade das Senhoras
Não pouco depois da fundação da Igreja, em primeiro de Maio do ano de 1.892, na assembléia da igreja o irmão Fritz Karp propôs a criação de uma sociedade das senhoras casadas, para que a assembléia da Igreja autorize a sua fundação. A Assembléia, de boa vontade permitiu a organização, e em silêncio, na sombra da igreja trabalhavam, faziam seus cultos de oração e estudos bíblicos. Guardavam seu dinheiro de missões. Apoiavam os necessitados da igreja, os pastores e missões. A irmã Eva Indrikson foi a primeira presidente, e durante muitos anos presidiu a sociedade. Em sua administração fundou um Coral das senhoras, sob a regência do rabiscador destas linhas. Na noite de recepção do pastor J. Inkis, no seu retorno do Rio Grande do Sul, a Sociedade das Senhoras organizou um evento digno de elogios, solene, abençoado, onde o novel coral apresentou-se pela primeira vez. Sucederam na direcão da sociedade as irmãs: - Catarina Och; - Catarina Klavin; - Dora Bieneman; - Charlote Stekert e outras. Foram muitas atividades abençoadas e alegres atividades da sociedade de senhoras. Deus recompensará n glória as silenciosas e pequenas atividades das senhoras de nossa igreja. A Sociedade não teve longa vida, não passou dos vinte anos, as senhoras mais jovens eram ativas na União de Mocidade e outras passaram para a paz eterna.

A Sociedade de Missões
Na foz do rio Daugava em Dinaminde. (Letônia) Trabalhadores fundaram uma pequena sociedade de Missões, na presidência do renomado líder batista leto, 43

Dr. J. A. Frey. Para este objetivo, cada associado separava, diariamente, de seus proventos a importância de 3 kopecs (moeda russa). A sociedade prosperou e trabalhava com dedicação. Em seguida, no ano de 1.891 houve a emigração para o Brasil e muitos dos associados deixaram a pátria. Também em Rio Novo, no Brasil a sociedade de missões teve continuidade. Pequena Sociedade de Missões. Os fundadores foram: - Fritz Karp; - M. Indrikson; - Krishjan Akmengrausis; - Jekab Rose; J. Klavin; - Jacob Karklis; - Carl Match e outros mais. A Sociedade logo prosperou e chegou a 25 componentes que trabalhavam silenciosamente.. Todos os meses, em um domingo se reuniam, trocavam idéias, liam algumas notícias de missões e oravam pelos missionários. Distribuíam folhetos entre os brasileiros e outras etnias. Cada um, segundo as possibilidades, também separava de seus rendimentos uma parte para missões e assim a caixa de missões acumulava ofertas que eram usadas nas necessidades missionárias. A sociedade se comunicava com a sociedade irmã, na Letônia com a qual mantinha sinceras relações fraternais, e, especialmente com seu líder Dr. J. A. Frey, e foi ele quem proporcionou a vinda ao Brasil do pastor J. Inkis para o Rio Novo. As atividades do pastor J. Inkis foram apoiadas com entusiasmo por essa pequena sociedade de missões. O apoio financeiro para a vinda do prof. Karlis Anderman, em grande parte foi o patrocínio da Sociedade de Missões e mais tarde contribuiu na sua manutenção. Em todos os aspectos, a Sociedade de Missões estendia sua ajuda a aqueles que dela solicitavam. Todos os anos no primeiro dia de Janeiro a Sociedade comemorava seu aniversário, sempre belos e abençoados. Trabalharam na presidência da sociedade os seguintes irmãos: - Fritz Karp; - - J. Stekert; - K. Match; - J. Leiman e Karlis Seeberg. – A sociedade também experimentou um período doloroso. Foi no período da divisão, promovido pelo movimento pentecostal, também a sociedade, que também se dividiu. Foi um período triste e infeliz, porém a sociedade se reorganizou e continuou suas atividades por durante mais uns vinte anos. O presidente que por mais tempo dirigiu a sociedade foi o irmão Karlis Seeberg, os sócios mais idosos foram, após as lutas e trabalhos para o desanco eterno e a sociedade também. Encerrou suas atividades no ano de 1.930.

A Sociedade das Jovens
Logo após a fundação da Igreja, foi fundada e começou suas atividades a Sociedade das Jovens, Com vigor e entusiasmo trabalhavam junto às atividades da igreja dando, nas mais variadas formas, seu apoio. Freqüentemente promovia rifas e acumulava valores que serviam a Igreja em suas necessidades mais prementes. Cooperavam no trabalho de Missões. Este 44

tipo de atividade perdurou por mais de vinte anos. Mas no ano de 1.920 a Sociedade de Jovens mesclou-se com a União de Mocidade e passaram a trabalhar em conjunto. A União de Mocidade foi fundada alguns anos mais tarde e sempre trabalhou com entusiasmo, mas com a chegada do pastor J. Inkis em Rio Novo a mocidade ganhou novo animo. Elaborou novas formas de trabalho e cultos, tais como estudos bíblicos, cultos de oração e de apresentações de poesias, hinos, apresentações musicais e depoimentos. Nos períodos dos pastorados de Klavin e Butler era comum fazerem noitada com uma interessante “caixinha de perguntas” muito concorrida, onde dúvidas eram esclarecidas. Manteve-se durante bom tempo um jornalzinho mensal, manuscrito, de nome “Amigo da Juventude” na coordenação do irmão F. Treiman, que terminou após 7 anos de publicação, ele, o coordenador, também terminou suas atividades terrenas e foi para o merecido descanso eterno. Noitadas de apresentações sempre foram o ponto forte das atividades das jovens, ricos em apresentações musicais, poesias, solos, pronunciamentos e outras atividades! tais como bazares e rifas. A Sociedade muito contribuiu com o trabalho de Missões, principalmente em Laguna, a Sociedade mantém trabalhos de Missões nos arredores com a pregação da Palavra de Deus e com apresentações de canto, coral ou solos. A Biblioteca da mocidade (com 526 volumes, maioria em língua leta) com livros que contribuem para o enriquecimento cultural e religioso das jovens. A sociedade tem trabalhado em paralelo com a igreja e trabalha até agora, embora fique cada vez menor em número dada a saída de tantos jovens em busca de outras atividades. Seria desejável que a Mocidade também escrevesse sua história, seria rica e de grande valor e interesse para todos.

Estatística dos primeiros 41 anos de existência da Igreja Batista Leta de Rio Novo

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ANO

BATISMOS

EMIGRANTES

RECONCIL.

IMIGRARAM

DESLIGADOS

1.892 1.893 1.894 1.895 1.896 1.897 1.898 1.899 1.900 1.901 1.902 1.903 1.904 1.905 1.906 1.907 1.908 1.909 1.910 1.911 1.912 1.913 1.914 1.915 1.916 1.917 1.918 1.919 1.920 1.921 1.922 1.923 1.924 1.925 1.926 1.927 1.928 1.929 1..930 1.931 1.932 TOTAL

8 6 4 1 1 4 8 5 3 12 2 1 4 3 5 5 8 31 7 3 8 4 14 1 2 10 4 4 9 5 9 191

4 2 1 5 2 3 5 1 3 2 1 4 4 2 1 2 37 2 2 2 3 1 3 4 4 4 1 102

5 2 4 4 2 1 5 4 1 3 6 2 1 4 1 2 3 1 2 3 2 1 2 60

12 1 2 1 6 11 1 6 2 4 2 7 16 9 4 1 1 5 2 3 4 4 6 9 7 8 6 6 9 7 3 22 156

1 7 2 3 7 4 1 2 8 1 2 8 2 1 2 3 4 4 2 1 2 6 4 1 1 2 1 1 1 4 2 1 91

Estas estatísticas foram coletadas pela professora Emília Sichman, pessoalmente, estava sem condições de fazer estas estatísticas, e, ela, amavelmente fez o levantamento e estão agora a disposição.
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Os trabalhos de construção da Igreja foram executados pelos seus membros! Raras vezes foram executados por profissionais remunerados, apenas os de extrema necessidade, tais como os de marcenaria, Cadeiras, mesas, camas e os atuais bancos. Assim também seus obreiros, pastores e professores tem mantido com recursos próprios, apenas o pastor Leiman recebia alguns recursos da Convenção Batista de São Paulo como apoio missionário e ele trabalhava entre os brasileiros. A Igreja também apoiou outras pequenas Igrejas brasileiras e também foi enviada considerável quantia em dinheiro para a Letônia, quando da sua Independência, mais tarde, mais recursos foram mandados para as igrejas batistas letas e russas. A Igreja, com o êxodo de seus membros para as cidades e outros lugares, foi enfraquecendo e diminuindo sua membresia, ficando difícil sua existência especialmente na manutenção de um obreiro. ************************************** Neste ponto termina o Trabalho do grande líder Júris Frischembruder. Ele foi um lutador e teve muitas dificuldades na vida. Pode parecer um tanto pessimista o seu ponto de vista, mas no final pode-se perceber que a Igreja não conseguiu romper o bloqueio e penetrar na comunidade em geral então passou a sofrer a diminuição gradativa com a saída dos seus membros para outras localidades. V. A. Purim

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