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Ação Civil Pública e Ação Popular 1. Ação Popular 1.1.

Conceito “Ação constitucional posta à disposição de qualquer cidadão para a tutela do patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, da moralidade administrativa, do meio ambiente e do patrimônio histórico cultural, mediante a anulação do ato lesivo”. Concluímos então que a ação popular trata-se de um remédio constitucional extraordinário que possibilita ao cidadão brasileiro, no gozo de seus direitos políticos, tutele em nome próprio interesse da coletividade para prevenir ou reparar ato efetuado por seus agentes públicos ou a eles equiparados por lei (ou por delegação) na proteção do patrimônio público ou entidade custeada pelo Estado, ou ainda, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico cultural. 1.2. Origem Ao procurarmos na história a origem da ação popular vemos que sua criação confunde-se com o próprio surgimento, em Roma, do habeas corpus, sendo, portanto, um dos primeiros instrumentos de garantia do cidadão contra os abusos do administrador arbitrário. Na Inglaterra, quando a burguesia começou a limitar o poder dos monarcas, com base nos princípios de não poder legislar sem o Parlamento (Case of Proclamations, de 1611), na busca de controlar os agentes do estado para que os mesmos não promovessem desmandos, criouse a possibilidade do cidadão levar à apreciação do judiciário, ofensa que aqueles dessem origem. No direito anglo-americano, ao lado das ações ordinárias, surgiram remédios extraordinários que, após a independência dos EUA, passaram a integrar o seu próprio direito. Vemos, portanto que esses institutos influenciaram nosso direito, que a partir deles desenvolveu o habeas corpus, o mandado de segurança, o habeas data, o mandado de injunção, a ação popular, enfim, quase que todos os instrumentos constitucionais de garantia dos direitos individuais e coletivos. A ação popular encontrou, pela primeira vez, assento constitucional no Brasil, através da Carta de 1934, art. 113, nº 38: "Qualquer cidadão será parte legítima para pleitear a declaração de nulidade ou anulação dos atos lesivos do patrimônio da União, Estados ou dos Municípios". Vindo a ser suprimida na Constituição de 1937. Reintroduzida pela Constituição de 1946, foi mantida em todas as Cartas Magnas posteriores. Sendo que só veio a ser regulamentada, muito mais tarde, pela Lei nº 4.717, de 29.06.65. Este instrumento constitucional foi, sem dúvida, o primeiro remédio processual concebido pelo direito positivo brasileiro com nítidas feições de tutela dos interesses difusos. 1.3. Finalidade O interesse defendido na ação é o da coletividade visando a prevenção ou correção de nulidade de ato lesivo de caráter concreto (quando afeta negativamente ao patrimônio público ou entidade que o Estado participe e ao meio-ambiente) ou abstrato (quando inferisse à moralidade administrativa e ao patrimônio histórico cultural). Havendo na própria lei (arts. 2º e 4º da Lei n.º 4.717, de 29 de julho de 1965) uma ampla relação de atos nulos em detrimento do patrimônio público, sendo que tal relação não é restritiva. Vemos então que a ação popular é uma garantia coletiva e não política. 1.4. Objeto Visa impugnar o ato ilegal e/ou imoral lesivo à coletividade. A doutrina classifica como ato os decretos, as resoluções, as portarias, os contratos, os atos administrativos em geral, bem como quaisquer outras manifestações que demonstrem a vontade da administração sendo estas danosas aos interesses da sociedade. Na defesa do patrimônio público tais atos nulos

moralidade ou atribuição exclusiva ou concorrente da União a ação popular tramitará na justiça federal. tendo a lei especial (Lei n. por qualquer outro legitimado ou. voltando-se contra o agente que praticou o ato.7. Distrito Federal e Municípios. no entanto os atos urgentes poderão ser praticados. 1º.6. Sendo dado prazo comum para a resposta destes. Nosso ordenamento jurídico ainda prevê que quando o autor popular abandonar. a ação popular ganha sua característica especial quanto a legitimação. que causou ou deu oportunidade à lesão. podendo colocar-se do lado do autor popular.não se referem somente aos praticados pelas administrações públicas centralizadas e descentralizadas da União. Estados. O papel do Ministério Público além de fiscal da lei. Ressaltemos ainda que a pessoa jurídica de direito público lesada que fora citada pode abster-se de contestar. serão citados. podendo requerer novas provas na busca da verdade real. Tal direito político é garantido pela Constituição Federal de 1988 em seu art. 1. Competência A ação popular sempre será interposta na justiça comum de primeiro grau no foro do lugar da ocorrência do dano ficando o juízo prevento. pela entidade lesada no prazo de sessenta dias. havendo nomeação de curador especial para os favorecidos revéis. o Ministério Público intimado após as publicações editalícias poderá prosseguir a ação. instituições ou fundações para cuja criação e custeio o tesouro público haja ocorrido ou concorra com mais de cinquenta por cento do patrimônio da receita anual. assim como na execução quando não promovida pelo autor popular. empresas incorporadas ao patrimônio público e os de quaisquer pessoas jurídicas ou entidades subvencionadas pelos cofres públicos. .º 4. por ação ou omissão. serviços sociais autônomos. de ação ou omissão. nacional ou estrangeira) favorecidas pelo ato impugnado serão citados por edital. perda parcial ou total de suas capacidades mentais) ou der causa a extinção do processo sem julgamento do mérito. cabe o provimento liminar quando pressentes os pressupostos da aparência do bom direito e do perigo da demora. Se a origem do ato impugnado afetar interesse do patrimônio. proferindo parecer pela procedência ou improcedência da ação conforme seu entendimento. na fase probatória. Partes Diferentemente das outras ações excepcionais como o mandado de segurança e o habeascorpus cuja especialidade se encontra no rito e no comando mandamental. ainda. pode atuar. Ressaltamos também que não tem curso nas férias. pois há a possibilidade de qualquer cidadão no gozo de seus direitos políticos (cidadania mínima) poder intentar. litisconsorciar ou dar prosseguimento a este remédio constitucional. o “parquet” terá o prazo de trinta dias para promover a execução da sentença obrigatoriamente (legitimação extraordinária subsidiária).717. Procedimento A ação popular segue subsidiariamente ao rito ordinário do processo civil pátrio. no entanto sem assumir a defesa à pretensão das partes. Não havendo interesse da União caberá ao juiz de primeiro grau conforme atribuição do regimento interno do tribunal a que pertença. nas quais a União represente os segurados ausentes. perder seus direitos políticos em caráter permanente ou temporário (aquisição de nova nacionalidade. empresas públicas. 1.5. de 29 de julho de 1965) previsto procedimentos e prazos diferenciados: tais como a citação editalícia e nominal dos beneficiados. A lei determina que fica a critério do autor quais as entidades e agentes administrativos que. Já as pessoas (físicas ou jurídicas. 1. suspensão dos direitos políticos. mas também atos de sociedades mútuas de seguros. praticaram ou se beneficiaram do ato impugnado. bem como em relação aos beneficiários do fato. conforme apreciação do magistrado quanto à dificuldade da defesa. prazo comum para contestação de vinte dias prorrogáveis por igual período. com o intuito que os efeitos da sentença recaiam sobre todos. Os responsáveis que não forem incluídos na ação popular serão responsabilizados por ação regressiva. parágrafo único. a participação do ministério público.

ainda. Discorrendo o prazo sem que os colegitimados citados promovam a execução “parquet” terá o prazo de trinta dias para promover a execução da sentença obrigatoriamente..Outro ponto interessante é que neste tipo de ação nosso ordenamento jurídico pátrio não aceita a reconvenção. Ação Civil Pública 2. Isto senhores. Tal provimento judicial surtirá efeito para todos. Recursos Vale ressaltar que todos os tipos de recursos e ações incidentais quer para o juízo “a quo” ou para o “ad quem” admitidas no processo civil pátrio quando apropriadas são utilizáveis.8 Sentença Sendo julgada procedente a ação o ente da administração pública será compelido a corrigir o ato anulado voltando para o estado anterior. Não é qualquer órgão do poder público que. Recebendo o recurso da sentença procedente apenas o efeito devolutivo.º 7. indeferirá tal figuração. tornando a conclusão do processo mais demorada ou que tal participação não seja oportuna na reparação do dano. asseverando o próprio conceito de ação para depois diferenciá-la da ação pública prevista na lei penal. mas tão somente. ou quando não for possível responderá patrimonialmente pelos danos causados. Indicamos como exceção a impossibilidade do Ministério Público recorrer de sentença favorável ao autor. O professor Nelson Nery analisa-o. 2.10. e finaliza concluindo que: ". excluindo-se a entidades lesadas. Pois os efeitos da sentença procedente da ação popular ora intentada atingirão àqueles que não integraram o polo passivo através de ação regressiva. por qualquer outro legitimado. portanto as partes não recorrendo cabe o recurso de ofício. A execução é promovida contra as pessoas que compuseram o polo passivo da ação popular. é preciso fazer uma ressalva. a qualidade da parte legitimada para agir. sob pena de falta grave. confere natureza pública à ação civil. Execução A execução pode ser promovida pelo autor popular. emolumentos e honorários. 1. Quanto ao litisconsórcio ou a denunciação à lide quando o magistrado detectar que tal inclusão não irá influenciar na decisão. pois trata-se de interesses metaindividuais.347/85 para se postular a tutela jurisdicional dos interesses transindividuais. de forma mais ampla. Quando a ação popular receber sentença final desfavorável à pretensão dela havendo o trânsito em julgado e não comprovada a má-fé ou autor popular ficará isento de custas.". primeiramente.9. havendo a possibilidade de ação regressiva para com seus agentes administrativos e favorecidos que se beneficiaram do ato ora impugnado. Conceito Segundo Vigliar ação civil pública: "nada mais é que o instrumento processual criado pela Lei n. 1. é o próprio Estado . no caso de haver propositura de ação por elas. Citamos. Deve ser um órgão distinto das pessoas jurídicas de direito público.1. da conceituação de ação civil pública. e que o ente público na maioria das vezes iria pagar às expensas da fazenda pública que receberia tal indenização o legislador previu a possibilidade de tal indenização reverter para um fundo próprio criado por lei para subvencionar não somente a lesão ora causada mas a maioria dos interesses difusos de nossa sociedade. 1.. bem como pela entidade lesada tendo o prazo de sessenta dias após a publicação da sentença ou acórdão favorável. Por ter como finalidade o bem social. dado que. Ainda nesta seara. a finalidade supletiva deste remédio constitucional que é a de compelir o ente público omisso a atuar. não podendo ser intentada nova ação pelos mesmos motivos a não ser no caso do seu indeferimento ter ocorrido por falta de provas (não fazendo coisa julgada). porque para o conceito de ação civil pública não se leva em consideração o direito substancial discutido em juízo. legitimado a agir. A sentença improcedente só tem eficácia após confirmação do recurso ordinário.

853/89). que os definiu como os interesses ou direitos "transindividuais. inciso I. Entende-se por interesses difusos a espécie do gênero interesses metaindividuais interesses coletivos latu sensu . Nelson Nery registra que um dos primeiros a elaborar um trabalho científico sobre o tema fora o Prof. outros estudiosos e colaboradores ampliaram a incidência da proteção jurisdicional para outros interesses difusos (consumidor.e ocupam o topo da escala de indivisibilidade e falta de atributividade a um determinado indivíduo ou grupo determinado. consumidor. quando colocou no texto constitucional a previsão de outros interesses difusos ou coletivos.347. de crianças e adolescentes (Lei nº 8.que estará em juízo. qualquer outro interesse ou direitos difusos coletivos ou individuais homogêneos. Deste anteprojeto inicial. sendo que o caráter organizativo é traço básico distintivo desta espécie de interesse. inc. Finalidade O interesse defendido na ação é o da proteção jurisdicional ao meio ambiente.078/90.º 7. Ressaltemos ainda que outras leis de caráter especiais citam outros interesses tutelados por este remédio jurídico tais como: interesses dos investidores no mercado imobiliário (Lei nº 7.078/90.". Waldemar Mariz de Oliveira Junior (Tutela jurisdicional dos interesses coletivos. 2. Caderno 2. a competência absoluta do local do dano. Já os interesses Individuais Homogêneos são aqueles que são espécie de interesse metaindividual muito próximo dos interesses coletivos. de pessoas portadoras de deficiência (Lei nº 7. vindo a ser regulamentado pela Lei n. de que sejam titulares pessoas indeterminadas e ligadas por circunstâncias de fato". 1978).429/92) com real destaque ao código do consumidor (Lei nº 8. verdadeiro amálgama de interesses em torno de um bem da vida.913/89). estético. que os define como "os transindividuais de natureza indivisível de que seja titular grupo. realizado na cidade de Porto Alegre-RS em 1983. parágrafo único .078/90) que acrescentou a defesa dos interesses coletivos homogêneos. não servindo tal parâmetro para nossos conceitos. bens e direitos de valor histórico. bem como a defesa da ordem econômica. Nesta consideração. como se verifica da leitura do art. artigo 81. somente quando o órgão legitimado a agir for o Ministério Público é que se configurará hipótese de ação civil pública. Veio então um projeto elaborado pelos renomados professores Ada Pellegrini Grinover. patrimônio histórico e outros.3. II da Lei 8. 81. in “Estudos sobre o Amanhã” (Ano 2000). Origem Mesmo havendo em nosso ordenamento jurídico a Lei da Ação Popular os doutrinadores pátrios instigavam o tema em que a proibição de alguém pleitear em juízo em nome próprio direito alheio deveria ser flexibilizada quanto a defesa do meio ambiente. bem como a incidência da cautelar. Quanto aos interesses coletivos (stricto sensu) sabe-se que são a espécie de interesse metaindividual referente a um grupo ou coletividade como veículo para sua exteriorização e todo grupo pressupõe um mínimo de organização.069/90). A conceituação normativa dos interesses difusos foi introduzida no direito positivo brasileiro através da Lei 8. inciso II do .2. Essa tendência de fortalecer a ação civil pública como instrumento de defesa metaindividual foi consagrado abrindo possibilidade para a proteção e interesses indisponíveis do indivíduo e da sociedade. contra descumprimento da engenharia genética (Lei nº 8. turístico e paisagístico. Kazuo Watanabe e Waldemar Mariz de Oliveira Junior que apresentaram suas conclusões no 1º Congresso Nacional de Direito Processual. bem como a criminalização da conduta atacada na lei). Cândido Rangel Dinamarco. em razão da prática de improbidade administrativa (Lei nº 8. de natureza indivisível. sendo a mais ampla síntese dos interesses de uma coletividade. artístico. Com o advento da Constituição Federal de 05 de outubro de 1988 alargou-se o alcance desses institutos protegidos enumerando-se a proteção do patrimônio público em geral e tornando meramente exemplificativa uma enumeração que era taxativa. 2. de 24 de julho de 1985.974/95. a que se refere o artigo 81. categoria ou classe de pessoas ligadas entre si ou com a parte contrária por uma relação jurídica básica".

CDC. o sindicato. por qualquer outro legitimado no prazo de sessenta dias. o “parquet” terá o prazo de trinta dias para promover a execução da sentença obrigatoriamente (legitimação extraordinária superveniente). não obrigam juridicamente as partes envolvidas. Nosso ordenamento jurídico ainda prevê que quando o autor abandonar ou der causa a extinção do processo sem julgamento do mérito. podendo requerer novas provas na busca da verdade real. havendo vara federal e interesse manisfesto da União a ação tramitará na justiça federal. Estados.º 8. que discrimina como competente a justiça federal quando os danos forem de âmbito nacional ou regional. porque tanto estas como aquelas podem infringir normas de direito material de proteção aos bens tutelados nesta ação. autarquias ou paraestatais. entendemos aqueles que são comuns à coletividade. considera esta espécie de interesse metaindividual apenas como um interesse individual exercido de forma coletiva. e a Lei n. expondo-se ao controle judicial de suas condutas. 2. o consumo.7. Por interesses coletivos. proferindo parecer pela procedência ou improcedência da ação conforme seu entendimento. 2. Por outro lado. bem como suas entidades paraestatais com personalidade jurídica (autarquias. constituídas a mais de um ano. sejam pessoas físicas ou jurídicas. os interesses são chamados de difusos quando. cabe o provimento liminar quando pressentes os pressupostos da . assim como na execução quando não promovida pelo autor. Competência A ação civil publica sempre será interposta na justiça comum de primeiro grau na comarca em que ocorrer o dano ou o perigo de dano. inclusive as estatais. a família. bens e direitos de valor artístico. desde que presente o vínculo jurídico entre os interessados. 2. que é extraordinária por pleitear em juízo em nome próprio direito alheio sendo legitimados: o ministério público. em geral.5. entre outros.069/90. uma vez que a doutrina. ou poderá nos outros casos. Distrito Federal e Municípios). Partes A ação civil pública ganha sua característica especial quanto a legitimação. empresas públicas. O papel do Ministério Público além de fiscal da lei. na fase probatória. a habitação. que determina o foro competente ser o local da ação ou omissão. por exemplo. A legitimação passiva estende-se a todos os responsáveis pelas situações ou fatos ensejadores da ação. Nos demais casos caberá ao juiz de primeiro grau conforme o regimento interno do tribunal a que pertença o Estado onde se originou o ato a ser impugnado. pode atuar. sociedades de economia mista) e as associações civis. mesmo que o recurso seja para o Tribunal Regional Federal que abrange àquela comarca. interesses coletivos e difusos. Especifiquemos um pouco mais as definições de interesses coletivos e difusos. as pessoas jurídicas de direito público interno (União.4. muito embora se refiram igualmente à coletividade. como o condomínio. entre outros. 2. Ressaltamos as exceções nas leis especiais tais como a Lei n. Procedimento A ação civil pública pode ser proposta subsidiariamente sob o rito ordinário ou sumário do processo civil pátrio. podendo ter por fundamento a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo bem como o ato ilegal lesivo à coletividade sendo responsabilizado o infrator que lesa: meio ambiente.º 8. Objeto Visa defender um dos direitos tutelados pela Carta Magna e leis especiais. o Ministério Público deverá (princípio da indisponibilidade) prosseguir a ação se manifestamente infundados.6.078/90. que tenham por finalidade a proteção de interesses difusos e coletivos. consumidor.

ou quando não for possível responderá patrimonialmente pelos danos causados.347/85. por qualquer outro legitimado tendo o prazo de sessenta dias após a publicação da sentença ou acórdão favorável. Recebendo o recurso da sentença procedente caberá o efeito suspensivo caso o magistrado atribua na intenção de evitar efeitos irreparáveis à parte. tendo ainda o efeito devolutivo.aparência do bom direito e do perigo da demora (não sendo possível ex-officio) ou ainda de tutela antecipada (quando não vedada por lei)." Portanto vedando a apreciação do poder judiciário de ação civil pública para estas finalidades quando em proteção à coletividade. de 24 de novembro de 2000. alteração realizada pela MP 1. que foi acrescido um parágrafo único. Devemos destacar. ainda. Tal provimento judicial surtirá efeito para todos. ainda. portanto as partes não recorrendo cabe o recurso de ofício. excluindo-se a entidades lesadas. a finalidade supletiva deste remédio constitucional que é a de compelir o ente público omisso a atuar. Outro ponto interessante é que neste tipo de ação nosso ordenamento jurídico pátrio não aceita a denunciação à lide ou o litisconsórcio quando o magistrado detectar que tal inclusão não irá influenciar na decisão. o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço . Discorrendo o prazo sem que os colegitimados citados promovam a execução “parquet” terá o prazo de trinta dias para promover a execução da sentença obrigatoriamente. contribuições previdenciárias. no artigo 1º da Lei 7. Recursos Vale ressaltar que todos os tipos de recursos e ações incidentais quer para o juízo “a quo” ou para o “ad quem” admitidas no processo civil pátrio quando apropriadas são utilizáveis.984-24.10.9. Indicamos como exceção a possibilidade do Ministério Público recorrer ou não da sentença. e que o ente público na maioria das vezes iria pagar às expensas da fazenda pública que receberia tal indenização o legislador previu a possibilidade de tal indenização reverter para um fundo próprio criado por lei para subvencionar não somente a lesão ora causada mas a maioria dos interesses difusos de nossa sociedade. Vemos ainda a possibilidade do Ministério Público atuando apenas como fiscal da lei agravar da decisão interlocutória favorável ao autor. Sentença Sendo julgada procedente a ação o ente da administração pública será compelido a corrigir o ato anulado voltando para o estado anterior. havendo a possibilidade de ação regressiva para com seus terceiros responsáveis solidários do ato ora impugnado.8. sob pena de falta grave. Citamos. Tendo a sentença eficácia somente no território da competência do juízo proferidor. A sentença improcedente só tem eficácia após confirmação do recurso ordinário. Quando a ação receber sentença final desfavorável à pretensão dela havendo o trânsito em julgado e não comprovada a má-fé a associação que figurou como autor ficará isento de custas. 2. 2. Por ter como finalidade a defesa dos interesses meta individuais. in verbis: “Não será cabível ação civil pública para veicular pretensões que envolvam tributos. determinando que. tornando a conclusão do processo mais demorada ou que tal participação não seja oportuna na reparação do dano. A execução é promovida contra as pessoas que compuseram o pólo passivo da ação. 2. Execução A execução pode ser promovida pelo autor. não podendo ser intentada nova ação pelos mesmos motivos a não ser no caso do seu indeferimento ter ocorrido por falta de provas (não fazendo coisa julgada). indeferirá tal figuração. . emolumentos e honorários.FGTS ou outros fundos de natureza institucional cujos beneficiários podem ser individualmente determinados. Pois os efeitos da sentença procedente da ação ora intentada atingirão àqueles que não integraram o polo passivo através de ação regressiva.