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2011

APOSTILA DE CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA

APOSTILA PARA ACOMPANHAMENTO DO MÓDULO PROF. ORLEANS MARTINS

[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL]

PROGRAMA
1. PRINCIPAIS FUNÇÕES E ATIVIDADES DA CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA Sistema Tributário Nacional; Legislação Tributária; Tributos – federais, estaduais e municipais; Princípios Constitucionais Tributários; Elementos Fundamentais do Tributo; Obrigação Tributária; Imunidades e Isenção Tributária; Regulamento do Imposto de Renda; Responsabilidade do Contador; Contabilidade Tributária; Planejamento Tributário. 2. TRIBUTOS INCIDENTES SOBRE A RECEITA PIS/PASEP e COFINS; ICMS; IPI; ISS. 3. TRIBUTOS INCIDENTES SOBRE O LUCRO IRPJ; CSLL; Regimes de Tributação do IRPJ e CSLL. 4. SISTEMA DE TRIBUTAÇÃO SIMPLIFICADA Simples Nacional. 5. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS (ICMS) Contabilização do ICMS em empresas em regime normal de apuração. 6. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA (ISS) Breve descrição do tributo; Descrição dos eventos relacionados ao tributo; Contabilização dos eventos. 7. IMPACTOS DOS TRIBUTOS SOBRE RECEITAS E CUSTOS Aquisição de matéria prima; Aquisição de embalagens; Consumo de matéria prima e material de embalagem na produção; Folha de pagamento. 8. IMPACTOS DOS TRIBUTOS SOBRE O LUCRO CSLL; IRPJ. 9. O PROCESSO DE INTERNACIONALIZAÇÃO DA CONTABILIDADE BRASILEIRA A instituição da Lei nº 11.638/07; O pronunciamento CPC 32.

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1. 1.1. PRINCIPAIS FUNÇÕES E ATIVIDADES DA CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA Sistema Tributário Nacional

Direito e Contabilidade são ciências que caminham juntas e complementam-se, desde longa data, acompanhando a natural evolução das diversas sociedades. Direito é a ciência das normas obrigatórias que disciplinam as relações dos homens em sociedade, existindo para isso as diversas jurisprudências. É o conjunto das normas jurídicas vigentes num país. Entre essas, destacam-se as normas gerais de direito tributário aplicáveis à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, constituindo o Sistema Tributário Nacional, que disciplina a arrecadação e distribuição de rendas. A Contabilidade, por sua vez, é a ciência que estuda e pratica as funções de orientação, controle e registro dos atos e fatos de uma administração econômica, servindo como ferramenta para o gerenciamento da evolução do patrimônio de uma entidade e, principalmente, para a prestação de contas entre os sócios e demais usuários, entre os quais se destacam as autoridades responsáveis pela arrecadação dos tributos de uma nação ou região. No exercício de suas funções, claro está que o contador deve obedecer, além das normas e dos princípios fundamentais de contabilidade, também à legislação tributária concernente à correta apuração, registro, divulgação e arrecadação dos diversos tributos que incidem nas diversas fases de atividade das empresas e, principalmente, sobre a obtenção de renda e lucro em determinado período. Justifica-se, portanto, a imperiosa necessidade de os contadores conhecerem determinados aspectos da legislação tributária, devido à grande influência nas rotinas das organizações. 1.2. Legislação Tributária

É oportuno, de início, transcrever o conceito dado pelo Código Tributário Nacional à legislação tributária, conforme o art. 96 da Lei nº 5.172/66, de 25 de outubro de 1966: “Art. 96. A expressão 'legislação tributária' compreende as leis, os tratados e as convenções internacionais, os decretos e as normas complementares que versem, no todo ou em parte, sobre tributos e relações jurídicas a eles pertinentes." A Constituição Federal de 1988 trouxe profundas alterações no Sistema Tributário Nacional, não só em relação à quantidade e ao campo de incidência dos tributos, mas também quanto à própria distribuição dos valores arrecadados entre União, Estados e Municípios, o que atualmente vem comprometendo uma razoável reforma tributária principalmente em razão de não haver consenso entre os governantes de como devem ser repartidos os valores arrecadados. 1.2.1. Leis, tratados, convenções internacionais e decretos De acordo com o art. 97 do Código Tributário Nacional: "Somente a lei pode estabelecer: I. II. III. IV. V. VI. A instituição de tributos, ou a sua extinção; A majoração de tributos, ou sua redução, ressalvado o disposto nos arts. 21, 26, 39, 57 e 65; A definição do fato gerador da obrigação tributária principal, ressalvado o disposto no inciso I do § 3 Q do art. 52, e do seu sujeito passivo; A fixação da alíquota do tributo e da sua base de cálculo, ressalvado o disposto nos arts. 21, 26, 39, 57 e 65; A cominação de penalidades para as ações ou omissões contrárias a seus dispositivos, ou para outras infrações nelas definidas; As hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários, ou de dispensa ou redução de penalidades. § 1 º Equipara-se à majoração do tributo a modificação de sua base de cálculo, que importe em torná-lo mais oneroso.

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Ufir)." 1. em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir. o Distrito Federal e os Municípios. • Que não constitua sanção de ato ilícito: as penalidades pecuniárias ou multas não se incluem no conceito de tributo. OTN. Os tratados e as convenções internacionais revogam ou modificam a legislação tributária interna.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] § 2 º Não constitui majoração de tributo. instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada. Os convênios que entre si celebrem a União. Tributos .3. A denominação e demais características formais adotadas pela lei. determinados com observância das regras de interpretação estabelecidas nesta Lei. Orleans Martins 4 . o pagamento de tributo não decorre de infração de determinada norma ou descumprimento da lei. Para melhor entendimento sobre a definição de tributo.Conceitos e Espécies O Código Tributário Nacional conceitua tributo como toda prestação pecuniária compulsória. O conteúdo e o alcance dos decretos restringem-se aos das leis em função das quais sejam expedidos. A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação. de serviços públicos específicos e divisíveis. o Sistema Tributário Nacional está estruturado de forma a permitir ao Estado a cobrança de: • Impostos: que decorrem de situação geradora independente de qualquer contraprestação do Estado em favor do contribuinte. Os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas. Art. Já os impostos representam. e serão observados pela que lhes sobrevenha. São normas complementares das leis. sendo irrelevantes para qualificá-Ia: I. • Cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada: a autoridade não possui liberdade para escolher a melhor oportunidade de cobrar o tributo. que não constitua sanção por ato ilícito. 98. de CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. ESPÉCIES DE TRIBUTOS No que se refere às espécies de tributos. II. As práticas reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas. • Contribuições de melhoria: que são cobradas quando do benefício trazido aos contribuintes por obras públicas. a que a lei atribua eficácia normativa. inexistindo o pagamento in natura ou in labore. BTN. os Estados. • Instituída em lei: só existe a obrigação de pagar o tributo se uma norma jurídica com força de lei estabelecer essa obrigação. Seção III Normas complementares Art. 99. • Em moeda ou cujo valor se possa exprimir: os tributos são expressos em moeda corrente nacional (reais) ou por meio de indexadores (ORTN. dos tratados e das convenções internacionais e dos decretos: I. a lei já estabelece todos os passos a serem seguidos. II. para os fins do disposto no inciso II deste artigo. Art. assim. III. As decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição administrativa. a atualização do valor monetário da respectiva base de cálculo. como ao impacto causado no contribuinte. ou seja. • Taxas: que estão vinculadas à utilização efetiva ou potencial por parte do contribuinte. o que é pago em bens ou em trabalho ou prestação de serviço. é possível decompor sua definição nas seguintes características: • Prestação pecuniária: significa que o tributo deve ser pago em unidades de moeda corrente. As taxas e contribuições de melhoria têm pouco significado. • Compulsória: obrigação independente da vontade do contribuinte. IV. 100. tanto no que se refere ao montante arrecadado. A destinação legal do produto da sua arrecadação.

corno é o caso do imposto único. Essa amplitude e o detalhamento dado pelo texto constitucional promoveram um crescimento desordenado dos tributos cobrados nos últimos anos. como para direcionar o comportamento da economia.34% do Produto Interno Bruto (PIB). • Rendas e proventos de qualquer natureza. Princípios Constitucionais Tributários Os princípios constitucionais tributários prevalecem sobre todas as demais normas jurídicas. aos Estados. • Exportação. Outras. Orleans Martins 5 . ou relativas a títulos ou valores imobiliários. mas mantendo na essência o que hoje se realiza. sem contar as possibilidades de ocorrência de sonegação. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte. segundo a Constituição Federal. Contribuição Sindical. com isso. 1. • Operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. Essa situação tem causado forte campanha em favor da mudança do Sistema Tributário Nacional. • Serviços de qualquer natureza. câmbio e seguro. • Propriedades de veículos automotores. • Produtos industrializados. Contribuição ao PIS/Pasep. • Propriedade territorial rural. Tais princípios. a competência de estabelecer os tributos: Compete à União instituir impostos sobre: • Importação de produtos estrangeiros. de produtos nacionais ou nacionalizados. a tributação sobre a renda. Tributos Federais. que passa por urna revisão de texto constitucional. as quais só têm validade se editadas em rigorosa consonância com eles. entre os diversos níveis de governo.5. a folha de pagamento dos empregados e o faturamento das empresas. Compete aos Municípios instituir impostos sobre: • Propriedades predial e territorial urbana. são vistos a seguir. que. os custos necessários a sua apuração e recolhimento. de um lado aumenta a indústria da arrecadação e fiscalização e. assumem as características destes para fazer face aos investimentos do governo nesse setor. vemos hoje urna situação em que o governo e os empresários estão onerados pelo excesso de tributos em vigor.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] fato. é vedado à União. o instrumento do qual o Estado dispõe tanto para angariar recursos para gerir a Administração Pública e permitir investimentos em obras públicas. As contribuições sociais instituídas têm corno base os lucros das sociedades. • Grandes fortunas. • Operações de crédito. Assim. o consumo e a propriedade. buscam aproximar o Brasil das nações do Primeiro Mundo. ressalvadas as exceções legais. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: • Transmissão causa mortis e doação de quaisquer bens e direitos. o que tem provocado constantes recordes de arrecadação. são subdivididas em contribuições ao INSS. Atualmente. chegando ao patamar no ano 2000 de 32. de outro. e simplificando o processo de arrecadação. Com a edição da Constituição Federal de 1988. Algumas sugestões primam pela radicalidade. para o exterior. por ato oneroso.4. mais racionais. reduzindo a quantidade de tributos. ou seja. Estaduais e Municipais A Constituição em vigor assim distribui. surgiram para financiamento das atividades sociais as contribuições sociais. 1. de bens imóveis e de direitos reais sobre imóveis. ao Distrito Federal e aos Municípios: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Contribuição Social sobre o Lucro Líquido e Contribuição para o Fundo de Investimento Social (COFINS). embora tenham sido tratadas no capítulo dos tributos. ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior. consequentemente. • Transmissão intervivos.

151.). CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. por mera definição. é possível afirmar que obrigação tributária é a relação de Direito Público na qual o Estado (sujeito ativo) pode exigir do contribuinte (sujeito passivo) uma prestação (objeto) nos termos e nas condições descritos na lei (fato gerador).[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] I. da Constituição Federal o exercício da competência tributária é dado à União. é importante destacar que nasce uma obrigação quando. 145. Princípio da não discriminação tributária O art. proíbe a manipulação de alíquotas.6. .1. aos Municípios e ao Distrito Federal. o pagamento de prêmio em um concurso. 145. independentemente da denominação jurídica dos rendimentos. 151. aparece o princípio da autoridade tributária. em razão de prévia determinação legal ou de manifestação de vontade (como. que. Princípio da tipologia tributária As taxas e os impostos não podem ter a mesma base de cálculo. encontram-se os três elementos básicos da obrigação tributária: a) A lei. visando à procedência e ao destino dos bens. proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou junção por eles exercida. que. Obrigação tributária Inicialmente. Assim.6. bases de cálculo ou qualquer outra fórmula tributária em benefício ou prejuízo da economia da União. é objetiva quando leva em conta manifestações objetivas de riqueza do contribuinte (bens imóveis. por meio de uma relação jurídica. 1. seria a possibilidade econômica de pagar tributos. ao Estado ou ao Município. Orleans Martins 6 . § 2º. § 6Q. II. não sendo permitida qualquer delegação ou prorrogação desta competência para outro ente que não seja aquele expressamente previsto na Constituição Princípio da uniformidade geográfica Nos termos do art.2. 152. títulos etc. exercitarão as competências tributárias. portanto. as espécies tributárias são definidas pela distinção de dois fatores: hipótese de incidência e base de cálculo. Cobrar tributos: a) Em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado (Princípio da irretroatividade tributária). Instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. Princípio da competência Previsto no art. b) No mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou (Princípio da anterioridade). por meio de sua Casa Legislativa. Elementos fundamentais da obrigação tributária Dessa forma. Princípio da autoridade tributária No art. 1. por exemplo. não podendo criar distinções em relação aos Estados. a satisfação de um pagamento pela utilização ou disposição de um serviço público etc. Elementos Fundamentais do Tributo 1. Princípio da capacidade contributiva O art. b) O objeto." III. e são justificadas as prerrogativas da administração tributária.6. "Exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça (Princípio da legalidade). 145. 150. e no art. determinada pessoa (credor) pode exigir de outra (devedor) uma prestação (objeto). inciso III. a tributação da União deverá ser uniforme em todo o território nacional. § 1 º.signos presuntivos de capacidade tributária ou riqueza). títulos ou direitos (Princípio da isonomia tributária). inciso I. o recebimento do preço de um bem em um contrato. conforme se depreende do art. dos Estados ou dos Municípios. estabelece o princípio da capacidade econômica do contribuinte. § 1 º. c) O fato gerador. É considerada subjetiva quando se refere à condição pessoal do contribuinte (capacidade econômica real).

com base na ocorrência do fato gerador.7. da anterioridade (a lei deve estar vigente antes de iniciada a ocorrência do fato gerador) e da irretroatividade (a norma não pode atingir fatos passados). 1. art. da obrigação principal. pode ser classificado como contribuinte ou responsável. como. 1. 1. perdendo eficácia após 45 dias de sua edição. as prestações consistem em: pagamento do valor em dinheiro referente ao tributo devido ou à multa imposta por não atendimento à determinação legal (obrigação principal) ou cumprimento de formalidades complementares. destinadas a comprovar a existência e os limites da operação tributada e a exata observância da legislação aplicável (obrigação acessória). que consiste. Contudo. De forma mais simples. a partir de um texto fundamental (Constituição). 142). Basicamente. em um sistema jurídico. Orleans Martins 7 . Alíquota É o percentual definido em lei que. Essa prática já foi atestada. Base de cálculo É o valor sobre o qual se aplica o percentual (ou alíquota) com a finalidade de apurar o montante a ser recolhido. a alteração da alíquota também está sujeita aos princípios constitucionais da legalidade. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. as regras ordinárias de convivência (leis em sentido restrito). a depender de sua relação com o fato gerador da obrigação. é a obtenção de renda e proventos de qualquer natureza. Assim como a base de cálculo. Exemplo O fato gerador da obrigação fiscal com o Imposto de Renda. deve ser definida em lei complementar. mister se faz o respectivo lançamento. formas diferentes de expressão. têm força de Lei. determina o montante do tributo a ser recolhido. O sujeito passivo. O fato gerador da obrigação acessória é qualquer situação que. assume. pois cria os tributos e determina as condições de sua cobrança (princípio da legalidade dos tributos). e não houve maioria absoluta. enquanto não apreciadas pelo Congresso Nacional. Obrigação Tributária 1.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] A lei A lei é o principal elemento da obrigação. o preenchimento de formulários etc.4. na forma da legislação aplicável. conceitua-se como "o fato" que gera a obrigação de pagar o tributo. Uma vez constituído o crédito tributário. O objeto O objeto representa as obrigações que o sujeito passivo (contribuinte) deve cumprir. aplicado sobre a base de cálculo. a escrituração de livros fiscais. O fato gerador Fato gerador da obrigação principal é a situação definida em lei como necessária e suficiente para sua ocorrência.1. da anterioridade e da irretroatividade. conforme definido no Regulamento do Imposto de Renda. em concreto.7.6. estando sua alteração sujeita aos princípios constitucionais da legalidade (mudança somente por outra lei). impõe a prática ou a abstenção de ato que não configure obrigação principal. Importante registrar que qualquer inobservância de obrigação acessória é possível de ser convertida em obrigação principal em razão da aplicação de multas previstas na legislação específica. na fixação dos elementos imprescindíveis à cobrança do tributo (e/ou penalidade) incidente (CTN. pela maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal. segundo as determinações legais. A base de cálculo.6. vedada a reedição após esse prazo. Um ponto que gerou muitas controvérsias foi a possibilidade de o governo criar e majorar tributos por meio da edição de Medidas Provisórias (MP). Sujeito passivo Denomina-se sujeito passivo o devedor da obrigação tributária. conforme a Constituição Federal. a apresentação de declarações de rendimentos. que define e formaliza o crédito tributário. este deve ser satisfeito pelo devedor por meio do pagamento ou da compensação. por pessoas físicas ou jurídicas.5. por exemplo. Para a exigência. em pelo menos duas ocasiões. as quais.

produtos farmacêuticos. Tributação monofásica Para o governo se ver livre desses questionamentos. pelos tributos devidos pelo espólio. a lei estabelece a obrigação de pagar o tributo. os arts. providenciando seu recolhimento aos cofres públicos. perante eles. A responsabilidade atribuída a terceiros pelo CTN só se aplica aos tributos e penalidades de caráter moratório. Crimes tributários São considerados crimes contra a ordem tributária (arts. escrivães e demais serventuários de ofício. e II. • Os tabeliães. se devido. Em relação a infrações fiscais. que pode ser superior ao valor final da venda. não sendo o contribuinte. O empregado que recebe salário é o contribuinte do imposto de renda. a responsabilidade é de ordem pessoal e intransferível. ou tenha indevidamente se omitido. normalmente naquele em que a fiscalização pode ser mais eficaz. Embora o contribuinte seja o comerciante. Responsável é aquele a quem. • Os tutores e curadores. no caso de liquidação de sociedade de pessoas. e pressupõe duas condições: I. tintas e vernizes. Solidariedade em relação à obrigação tributária A responsabilidade pelos tributos pode ser atribuída de forma solidária a terceiros. por exemplo. que podem ser de vários tipos: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. pelos tributos devidos pelos filhos menores. No caso do ICMS. • O síndico e o comissário. num elo seguinte da cadeia produtiva.3.7. 1. Que o contribuinte não possa cumprir sua obrigação. da indústria de medicamentos. tem surgido questionamentos por parte de algumas empresas sujeitas a esse tipo de tributação. que consiste na incidência do tributo em apenas um dos elos da cadeia produtiva. pelos tributos devidos por estes. Respondem solidariamente: • Os pais. em função de seu ofício. pelos tributos devidos sobre os atos praticados por eles ou. má-fé e intenção. no caso da impossibilidade de cumprimento da obrigação principal pelo contribuinte. pelos tributos devidos pela massa falida ou pelo concordatário. toma-se responsável. que é o contribuinte responsável pelo pagamento do tributo cujo fato gerador deverá ocorrer posteriormente. no entanto. como é o caso. no caso de atraso por tributos declarados ou erros não intencionais. Apesar de a substituição tributária ser um mecanismo aparentemente interessante para o governo. e • Os sócios. com o objetivo de simplificar a fiscalização. antecipar a arrecadação de tributos e/ou evitar a sonegação fiscal. • O inventariante.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Contribuinte é aquele que tem relação pessoal e direta com a situação que constitua o fato gerador. São exemplos de produtos em que ocorre a substituição tributária: automóveis e autopeças.7. o transportador. O contribuinte do ICMS é o comerciante ou o industrial que promove a saída de mercadoria de seu estabelecimento. • Os administradores de bens de terceiros. cigarros e bebidas. 1. tendo em vista que o tributo acaba incidindo sobre um valor estimado. Substituição tributária Uma outra modalidade de contribuinte responsável é a figura do substituto tributário. Orleans Martins 8 . por não portar o documento fiscal.2. Que o terceiro tenha participado do ato caracterizado como fato gerador do tributo. o transportador de mercadorias desacompanhadas dos documentos fiscais legalmente exigíveis toma-se responsável pelo pagamento deste imposto. 128 a 135 do CTN) aquelas ações que envolvem dolo. a legislação encarrega o empregador (responsável) de reter do empregado (contribuinte) o valor do imposto. e combustíveis. levando o contribuinte a recolher mais do que seria pago no sistema normal. 128 a 135 do CTN preveem a possibilidade de transferência a terceiros dos débitos fiscais. pelos tributos devidos por seus tutelados ou curatelados. No caso em que haja infração de natureza criminal. surgiu a figura da tributação monofásica. No caso do imposto de renda sobre salários. seja pelo montante elevado de tributos. seja pelo número reduzido de contribuintes.

É o caso do Imposto sobre a Propriedade Territorial Urbana (IPTU). no todo ou em parte. ele pode ser suspenso. recurso administrativo. Vale destacar que.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 1. No caso em que o contribuinte antecipa o tributo sem prévio exame da autoridade.6. Com a concretização do fato gerador da obrigação tributária. mesmo suspensa a obrigação principal. É o caso do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Mesmo os tributos não lançados normalmente por esta modalidade podem ser lançados de ofício. Crédito tributário Como vimos.7. Na modalidade de lançamento por declaração. para materializar o seu direito.4. e que a suspensão é sempre temporária. processo judicial). 1. 1. O lançamento direto ou de ofício. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. diz-se que o lançamento se dá por homologação. Lançamento A materialização do crédito é denominada lançamento. não há dispensa das obrigações acessórias. da cobrança do crédito tributário (depósito judicial. O lançamento pode se dar de várias formas: de ofício. O Imposto sobre Transmissão Inter Vivos de Bens Imóveis (ITBI) é um exemplo de tributo lançado por declaração. Orleans Martins 9 .7. e só depois tem seus cálculos verificados. A suspensão corresponde ao impedimento temporário de exigir o crédito tributário. por iniciativa do próprio poder público (moratória. desde que não lançados ainda de outra forma.5. o contribuinte ou um terceiro presta informações à autoridade fiscal para que possa ser estabelecido o valor do tributo.7. extinto ou excluído. durante o prazo da moratória ou do julgamento do recurso administrativo ou processo judicial. independentemente de qualquer colaboração do sujeito passivo. o Estado constitui um crédito tributário. extinção e exclusão do crédito tributário Suspensão Uma vez lançado o crédito tributário. parcelamento) ou por iniciativa do sujeito passivo de discutir a validade. é feito por iniciativa da autoridade administrativa. por declaração ou por homologação. Suspensão. o Estado possui o direito de exigir o objeto da obrigação tributária.

podendo ser condicional e exigir garantias. de depósito judicial constituído em seu favor.concessão pelo sujeito ativo de um prazo maior para pagamento integral do crédito tributário. em outras espécies de ação judicial . por lei.efetuado pelo contribuinte que pretende discutir judicialmente a cobrança do crédito tributário. • É concedido.depósito judicial efetuado pelo sujeito passivo diante de recusa de recebimento.semelhantemente ao que ocorre com mandados de segurança. Pode ocorrer por: • Pagamento em dinheiro do exato valor devido. • A cobrança é considerada indevida. • Lançamento por homologação. • Dação em pagamento em bens imóveis. mas que terá de ocorrer mediante previsão em lei. a extinção se dá após a constatação de que o imposto pago corresponde ao montante homologado. sem cobrança de multa. em outros tipos de ação judicial também pode ocorrer por determinação judicial a suspensão do crédito tributário até o julgamento final da ação. • A autoridade administrativa perde o prazo legal para efetuar o lançamento ou iniciar o processo de cobrança judicial. Depois de extinto o crédito tributário. • Depósito judicial .retirada. • Reclamações e recursos administrativos . mas com concessão de prazo adicional. Neste caso. com decisão pró-contribuinte. mas o sujeito ativo perdeu o direito de ação de cobrar o crédito tributário já constituído em função de não ter tomado nenhuma iniciativa dentro do prazo legal. São situações em que ocorre extinção em razão de a cobrança do tributo ser considerada indevida: • Decisão administrativa irreformável . • Concessão de medida liminar ou de tutela antecipada. A autoridade administrativa perde o prazo legal para efetuar o lançamento ou iniciar o processo de cobrança judicial. na forma e condições estabelecidas em lei. • Concessão de medida liminar em mandado de segurança . quando ocorre: • Prescrição . A extinção ocorre basicamente em quatro situações: • A obrigação é quitada pelo contribuinte. • Conversão de depósito em renda . • Transação .quando o contribuinte aproveita créditos anteriores junto ao fisco para fazer um "encontro de contas".no lançamento por homologação. com decisão pró-contribuinte.término de processo no âmbito do Poder Judiciário.o mandado de segurança é a ação judicial cabível na hipótese de a autoridade pública agir com ilegalidade ou abuso de direito.repactuação da dívida fiscal.ocorrem por meio de consulta (quando ainda não houve notificação por parte da autoridade administrativa) ou de recurso (quando já houve notificação). Extinção A extinção corresponde ao término do direito do sujeito ativo de cobrar a obrigação tributária. o pagamento precede o lançamento. perdão total ou parcial do crédito vencido. juros de mora e correção monetária.término de processo no âmbito interno da administração pública. • Compensação com outros tributos de mesma espécie . a obrigação tributária também deixa de existir. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Orleans Martins 10 .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] As modalidades de suspensão são previstas no art. A medida liminar suspende a cobrança do crédito tributário enquanto se discute o direito que está sendo questionado judicialmente. desrespeitando direito líquido e certo do contribuinte. de imposto pago antecipadamente . 151 do CTN: • Moratória .quando ocorreu o lançamento.acordo de concessão mútua entre os sujeitos ativo e passivo. A obrigação é quitada pelo contribuinte de várias formas. pelo sujeito ativo. • Parcelamento . • Decisão judicial transitada em julgado . em que se faz a cobrança de tributos já vencidos sem dispensa dos encargos. • Consignação em pagamento .

para que se possa livrar.não alcança as atividades econômicas reguladas pelo direito privado.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] • Decadência . • Imunidade parlamentar. periódicos e papel destinado à impressão destes. configurando-se como uma concessão de benefício em favor do sujeito passivo.1. que somente pode ser concedido por lei. A isenção pode ser restrita a determinada região do território da entidade tributante. limitandose a um tributo determinado ou região específica ou ainda ao atendimento de determinadas condições. no caso da isenção. Exclusão A exclusão do crédito tributário corresponde à renúncia do direito do sujeito ativo de exigir o crédito tributário.quando não ocorreu o lançamento dentro do prazo legalmente estabelecido. jornais. a renda e os serviços das entidades representativas de partidos políticos. muitas vezes. 1. a entidade tributante (União. • Vedação de entes estatais instituírem impostos sobre o patrimônio. Estabelece o CTN que a isenção estará sempre atrelada a uma lei que especifique as condições e requisitos exigidos para a sua concessão. a concessão atribuída a alguma coisa ou alguma pessoa. mas opta por conceder o benefício de não tributar um determinado contribuinte ou uma determinada situação. desde que não haja ato ilícito. em função de condições a ela peculiares e. Orleans Martins 11 . A imunidade tributária é estabelecida pela Constituição e abrange os seguintes aspectos: • Vedação de entes estatais instituírem impostos sobre o patrimônio. com o propósito de estimular o seu desenvolvimento por meio da atração de investimentos privados. 1. esquivar ou desobrigar de algum encargo que a todos pesa.8. A isenção é concedida por lei.8. Isenção Entende-se na linguagem jurídica como isenção a dispensa. • Vedação de entes estatais instituírem impostos sobre o patrimônio. Enquanto que a imunidade determina uma proibição para a instituição de impostos.corresponde ao perdão total ou parcial do crédito principal vencido. sendo caso. não permitindo que a autoridade administrativa efetue o lançamento. uns dos outros .2. podendo ser de caráter geral ou específico. Ocorre por isenção ou anistia. que não se confundem com imunidade. ou seja. A anistia refere-se somente à dispensa das penalidades pecuniárias pelo não recolhimento do tributo. Imunidade As imunidades podem ser classificadas como privilégios dados a alguém para que se livre ou se isente de certas imposições legais em virtude de que não é obrigado a fazer ou cumprir certo encargo de obrigação de caráter legal: • Imunidade diplomática. • Imunidade tributária. Quando a extinção do crédito tributário é concedida por lei: • Remissão . o prazo de sua duração. a renda ou os serviços. a imunidade. ou para que se livre de qualquer obrigação. Imunidade e Isenção Tributária 1. Estados ou Municípios) tem o poder de tributar. • Vedação de entes estatais instituírem impostos sobre livros.8. que continua sendo devido. sindicatos dos trabalhadores. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. os tributos a que se aplica e. a renda e os serviços das entidades mantenedoras de templos de qualquer culto. instituições de educação e de assistência sem fins lucrativos. • Imunidade judicial.

............ sem intuitos lucrativos.... o ateliê de pintura ou escultura..... as formalidades determinadas em lei e recolher os tributos retidos sobre os rendimentos pagos por elas........ bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução.8. 2....... Nesse sentido..9.3.... 1.... 84.......... Instituição de educação sem finalidades lucrativas....... toma-se fácil saber qual o dispositivo que se aplica a cada caso particular. o convento e os anexos...Partido político Organização cujos membros programam e realizam ações comuns. Principais casos de imunidade e isenção tributária do Imposto de Renda 1.. É aprovado pelo Presidente da República. o ginásio de desportos.. I ... com fins políticos e sociais. Os serviços são: (a) proteção à família. sinagoga ou edifício principal onde se celebra a cerimônia pública... às repartições lançadoras do imposto. e Entidade sindical de trabalhadores.. b) Aplicar integralmente os recursos no Brasil......Entidade sindical de trabalhadores Sociedade que dirige as atividades duma classe social.... Regulamento do Imposto de Renda Devido à importância para o profissional da Contabilidade. IV . as academias de letras........... 3.Templo de qualquer culto Edificação pública dirigida ao culto religioso. transcrevem-se a seguir alguns comentários preliminares sobre o Imposto de Renda das pessoas jurídicas... Partido político. promulgar e jazer publicar as leis... É a igreja... Instituição de assistência social. II . Para todos os efeitos. segregando os contribuintes pessoas físicas das jurídicas... inciso IV....... à habilitação e reabilitação das pessoas portadoras de deficiência e à promoção de sua integração à vida comunitária etc. na manutenção de seus objetivos institucionais." CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.... o museu..... d) Prestar. inclusive a casa ou residência especial do pastor ou pároco.... 84.. O Regulamento do Imposto de Renda é a consolidação das Leis e Dispositivos que regulamentam e normatizam o Imposto de Renda tanto das Pessoas Físicas como Jurídicas....... desde que não empregada para fins econômicos..... Compete privativamente ao Presidente da República: . São necessárias as seguintes condições para o gozo da imunidade: a) Não distribuir a qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas rendas o título de lucro ou participação no resultado. o que facilita a consulta sobre determinado item.. IV..... pertencente à comunidade religiosa. Sancionar...Instituição de assistência social É a entidade sem fins lucrativos que presta serviços de natureza aos membros da comunidade social. 5. o centro de pesquisa. à adolescência e à velhice... à maternidade.. (b) amparo às crianças e aos adolescentes carentes.... Templo de qualquer culto.. corno o laboratório. a imunidade abrange os resultados relacionados com as atividades essenciais das entidades. à infância...[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 1..... artes e ciências.. cuja redação é a seguinte: "Art....... 4. c) Manter escrituração de suas receitas e despesas em livros revestidos de formalidades capazes de assegurar sua exatidão. e essa atribuição é-lhe dada pela Constituição em seu art. Orleans Martins 12 ..... não apenas o de caráter estritamente didático. V .. O Regulamento é organizado por assuntos. mas todos os que se dedicam à educação e à cultura em geral.Instituição de educação sem finalidades lucrativas É o estabelecimento de ensino. III ..

Os documentos e as demonstrações contábeis são frequentemente utilizados pelo mercado para obtenção de informações da empresa. as empresas e os profissionais responsáveis que assim procederem.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 1.11. há mais de duas décadas. Conceito Pode-se entender Contabilidade Tributária como: • Especialização da contabilidade que tem como principais objetivos o estudo da teoria e a aplicação prática dos princípios e normas básicas da legislação tributária. ou em desacordo com as normas e os princípios fundamentais de contabilidade. Funções e atividades da contabilidade tributária As principais funções e atividades da Contabilidade Tributária podem ser classificadas como: • Apuração com exatidão do resultado tributável .de determinado exercício fiscal. ou ainda com valores divergentes dos contidos nos livros contábeis da empresa.ou do lucro real . de que o gerenciamento das obrigações tributárias já não pode ser considerado uma necessidade quotidiana. caso as demonstrações e os relatórios contábeis sejam elaborados com informações errôneas. O Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) estima que a carga tributária em nosso país representa. de forma a não expor a entidade às possíveis sanções fiscais e legais. devido a suas responsabilidades quanto à eficácia e eficiência nesse gerenciamento. tanto sobre a pessoa jurídica como sobre a pessoa física. por culpa ou dolo. para cálculo e formação das provisões contábeis destinadas ao pagamento dos tributos incidentes sobre o lucro da entidade. • Autoridades fiscais. Entre os usuários que podem ser prejudicados ou enganados em decorrência de fraudes e irregularidades na escrituração contábil e fiscal. em particular a dos profissionais da controladoria e contabilidade. • Ramo da contabilidade responsável pelo gerenciamento dos tributos incidentes nas diversas atividades de uma empresa. com diversas Leis. Portanto. Contabilidade Tributária 1. para todos os efeitos legais e judiciais. eles podem causar prejuízos a terceiros. Caracteriza-se como ato criminoso. tendenciosas ou preparadas de má-fé. podem vir a ser processados e condenados por perdas e danos.10. Tais fatores penalizam sobremaneira o custo da maioria das empresas e acarretam grandes transtornos para o gerenciamento contábil e financeiro dos impostos e demais tributos. com base na legislação pertinente. Portanto. Da mesma forma. mas algo estratégico dentro das organizações de médio e grande porte. Estima-se a existência de aproximadamente 60 tributos vigentes. mais de 32% do Produto Interno Bruto (PIE). podendo ser condenado a indenizar o empresário que for prejudicado. Os empresários e executivos já estão cientes. Além da elevada carga tributária. Isso porque. • Fornecedores. tendo em vista que induzem a determinados atos. a elaboração e assinatura de qualquer documento e/ou demonstração contábil com informações inverídicas. Orleans Martins 13 . ou grupo de em12resas. 1. entre outros. mais do que qualquer outro profissional das áreas administrativa ou financeira.1. o contador precisa conhecer com grande profundidade a legislação tributária. • Investidores do mercado de capitais. Regulamentos e Normas constantemente alteradas. adaptando ao dia-a-dia empresarial as obrigações tributárias. decisões de investimentos. • Sindicatos e funcionários que participam dos resultados. citam-se: • Instituições financeiras consultadas para a concessão de empréstimos e financiamentos. Responsabilidades do Contador A carga tributária no Brasil é extremamente elevada. • Acionistas não controladores. na média dos últimos cinco anos. 1. constitui crime a elaboração de demonstrações contábeis sem embasamento em documentos e informações hábeis e legais. cresce sensivelmente a responsabilidade de todos os gestores da empresa. Nesse ambiente. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Nesses casos. além de perder prestígio profissional em razão de quaisquer falhas mais relevantes na interpretação ou na aplicação no dia-a-dia das normas tributárias.11.11.2. pode ser responsabilizado por possíveis prejuízos que causar no exercício profissional. como concessões de créditos e financiamentos. seja qual for o setor de atividade. o Sistema Tributário brasileiro é um dos mais complexos do mundo. com ou sem má-fé.

departamentos) ou das empresas controladas e coligadas. Sem dúvida. para obter o melhor resultado numa economia tão instável como a brasileira. preenchimento das guias de recolhimento e remessa para o Departamento de Contas a Pagar Controle sobre os prazos para os recolhimentos Assessoria para a correta apuração e registro do lucro tributável do exercício social. de acordo com o princípio contábil da competência de exercícios. em obediência aos Princípios Fundamentais de Contabilidade. um dos mais significativos instrumentos de que dispõem as empresas. como parte integrante do sistema de informações da empresa. Conceito de planejamento tributário A despeito da grande importância de todas as supracitadas atribuições. treinamento e constante supervisão dos funcionários do setor de impostos Orientação fiscal para as demais unidades da empresa (filiais. o valor das diversas provisões para recolhimento dos tributos. permitindo melhor gerenciamento do fluxo de caixa. sem afrontar as diversas legislações que regem os mais diversificados tributos. pois. • Todas as situações em que for possível o deferimento (postergação) dos recolhimentos dos impostos. Enquanto isso não ocorre. em todo o mundo globalizado. departamentos) ou das sociedades coligadas e controladas. o local de instalação da fábrica. principalmente em relação aos chamados impostos não cumulativos ICMS e IPI. ou mesmo o local de origem de determinadas matérias-primas. tais como: • Todas as operações em que for possível o crédito tributário. Escrituração e controle Escrituração fiscal das atividades do dia-a-dia da empresa e dos livros fiscais Apuração dos tributos a recolher. • • • • As principais funções e atividades podem ser sintetizadas no Quadro a seguir. para que possam racionalizar seus custos tributários. Escrituração dos documentos fiscais em livros fiscais próprios ou registros auxiliares. A correta orientação fiscal e tributária para as demais unidades ou empresas pode representar relevantes economias com os impostos. a Contabilidade Tributária tem a responsabilidade de informar. o contador tem principalmente nas atividades de planejamento tributário a grande oportunidade de dar enormes contribuições à alta direção da empresa. Redução de custos é a estratégia que mais se ouve ser empregada nos dias atuais. treinamento e constante supervisão dos funcionários do setor de impostos. para apurar e determinar o montante do tributo a ser recolhido dentro do prazo após encerramento do período de apuração. é o planejamento tributário. proteger seu patrimônio.12. de um planejamento tributário criterioso e criativo. Orientação. • Todas as despesas e provisões permitidas pelo fisco como dedutíveis da receita. visando padronizar procedimentos Planejamento tributário Estudo das diversas alternativas legais para a redução da carga fiscal. Discute-se a urgente mudança de nosso sistema tributário e a adoção de novos mecanismos para simplificação das rotinas tributárias. além de emitir e providenciar a entrega aos respectivos órgãos competentes dos formulários estabelecidos pela legislação pertinente. 1. correta e oportunamente. cada vez mais. Por exemplo. pode significar menor carga tributária. Orleans Martins 14 . Preenchimento de guias de recolhimento. fábricas. • • • • • • • 1. informando o Setor Financeiro de Contas a Pagar da entidade sobre o valor e os prazos de recolhimento. fábricas.12. Orientação fiscal para todas as unidades da empresa (filiais. ao mesmo tempo. as empresas necessitam. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. que possa resguardar seus direitos de contribuinte e. em todas as fases da cadeia de valores do ciclo produtivo e comercial.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] • Registro contábil das provisões relativas aos tributos a recolher. conforme os princípios fundamentais de contabilidade Assessoria para o correto registro contábil das provisões relativas aos tributos a recolher Planejamento Tributário Orientação Orientação.1.

. A finalidade principal de um bom planejamento tributário é. o contador precisa aplicar todos os seus conhecimentos sobre a legislação do tributo a ser reduzido.ICMS e IPI. bastante praticado pelos norte-americanos. objetivando a economia de impostos. • Conhecer todas as situações em que é possível o deferimento (postergação) dos recolhimentos dos impostos. Sonegar. sem infringir a legislação. menciona que "a natureza ou essência do Planejamento Fiscal . o contador precisa. a economia tributária. dissimulação etc. reduzir ou adiar os respectivos encargos tributários. desenvolvendo-se de forma estritamente preventiva. entre as opções legais disponíveis. Trata-se. as que com certeza lhe forem mais satisfatórias. torna-se claro o entendimento de que o planejamento tributário é o estudo das alternativas lícitas de formalização jurídica de determinada operação. a partir desses cenários. após o fato gerador ter ocorrido. devido a urna possível insuficiência de caixa. assim. fiscais e econômicos de determinada decisão gerencial. simulação. sempre que possível. dos efeitos jurídicos. a vontade das partes não pode ser alterada ou modificada. O objeto do planejamento tributário é. mediante o emprego de estruturas e formas jurídicas capazes de bloquear a concretização da hipótese de incidência tributária ou. total ou parcialmente. nada impede que o contribuinte antecipe a ocorrência do fato gerador e comece a projetá-lo e a dimensioná-lo. o conhecimento por parte da autoridade fazendária da ocorrência do fato gerador da obrigação principal. em última análise. possa planejar com bastante antecedência a melhor alternativa para a empresa executar suas operações comerciais. que visa excluir. Condições necessárias para um adequado planejamento tributário Qualquer que seja a forma de tributação escolhida pela empresa.12. Cotejando as várias opções legais. projeta os atos e fatos administrativos com o objetivo de informar quais os ônus tributários em cada uma das opções legais disponíveis. o administrador obviamente procura orientar os seus passos de forma a evitar. • Conhecer todas as despesas e provisões permitidas pelo fisco como dedutíveis da receita.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Entende-se por planejamento tributário uma forma lícita de reduzir a carga fiscal. Para alcançar êxito nessa atividade. o procedimento mais oneroso do ponto de vista fiscal. a que resulte no menor imposto a pagar. de um comportamento técnico-funcional." Dessa maneira. para tanto ficando atento às mudanças nas normas e aos impactos nos resultados da empresa. para deixar de recolher o tributo devido. permitindo melhor gerenciamento do fluxo de caixa. por sua vez. gerando um desgaste desnecessário de investimentos forçado para cobertura de gastos que não estavam previstos. denominar de Planejamento Tributário a atividade empresarial que. a economia de impostos. Nas palavras do saudoso tributarista Nilton Latorraca: "Costuma-se. Com esse procedimento. 1. Planejar é escolher. para que.3. principalmente com relação aos chamados impostos não cumulativos . entre duas ou mais opções lícitas. sem dúvida. Legislação Tributária e Planejamento Tributário Legal De acordo com os preceitos tributários. com o objetivo de encontrar a alternativa legal menos onerosa para o contribuinte. para que o contribuinte possa optar pela que apresente o menor ônus tributário. Entende-se ainda por sonegação toda a ação ou omissão dolosa tendente a impedir ou a retardar. então." Borges. 1. o que exige alta dose de conhecimento técnico e bom-senso dos responsáveis pelas decisões estratégicas no ambiente corporativo. Orleans Martins 15 . o contribuinte tem a vantagem de adotar.consiste em organizar os empreendimentos econômico-mercantis da empresa. antes da ocorrência do fato gerador. por sua vez.12. de fazer com que sua materialidade ocorra na medida ou no tempo que lhe sejam mais propícios. • Ser oportuno e aproveitar as lacunas deixadas pela legislação. adotado no universo dos negócios. então. Para a correta execução das tarefas inerentes ao planejamento tributário. pode-se verificar que a falta de planejamento estratégico tributário pode deixar a empresa mal preparada para os investimentos futuros. Trata-se do conceito de tax saving. é utilizar meios ilegais. Planejamento tributário não se confunde com sonegação fiscal. corno fraude. com profundidade: • Conhecer todas as situações em que é possível o crédito tributário.2. Contudo. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Trata-se do estudo prévio à concretização dos fatos administrativos.ou Tributário .

uma vez ocorrida. independentemente de sua denominação ou classificação contábil) para as pessoas jurídicas em geral CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. c) Atividades de prestação de serviços estão sujeitas ao Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS). concretamente localizada no tempo e no espaço. de arrecadação. mas não de outras. evitando perdas desnecessárias para a organização. procurando atender às possíveis formas da legislação fiscal.1. b) Atividades de industrialização estão sujeitas ao Imposto sobre Produtos Industrializados (IP!). a que vale. Um só evento. o sujeito que praticou o ato previsto em lei. como. 3. o tributo incide. como. ou encontrou-se na situação de fato. 2. além de fabricar e vender um determinado produto. por exemplo. independentemente do setor de atividade. que tem como objetivo o pagamento do tributo. é o fato gerador e não a natureza jurídica da empresa. Também procura projetar de forma clara os atos e fatos administrativos. pode gerar a obrigação de pagar vários tributos simultaneamente: PIS. Nesse mesmo momento. COFINS. também preste serviços de assistência técnica estará sujeita ao IPI. em favor do Estado. de modo a deixar transparentes para todos os envolvidos as informações sobre os ônus tributários em cada uma das opções legais disponíveis. inclusive as empresas públicas e as sociedades de economia mista e suas subsidiárias Faturamento mensal (receitas auferidas pela pessoa jurídica. Programa de Integração Social (PIS). Quadro-Resumo Tributos Espécie Competência Função Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Programa de Integração Social . uma única indústria que. IPI e ICMS. TRIBUTOS INCIDENTES SOBRE A RECEITA Diversos são os tributos que incidem sobre a receita das empresas. é necessário que o contribuinte esteja bem assessorado por uma equipe especializada que saiba realizar o planejamento de tributos sem distorcer. Em outros casos. O planejamento tributário estratégico tem como objetivo fundamental a economia tributária de impostos. Da mesma forma. 2. ou seja. a venda de um produto industrializado. independentemente da denominação contábil por estas recebida. como é o caso das contribuições para: 1. da titularidade de certa quantia. a empresa passa a desenvolver suas atividades de forma estritamente preventiva. Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP). Para poder usufruir em toda a sua plenitude de todas as formas legais de planejamento tributário. Alguns atingem a maior parte das empresas e das receitas por elas obtidas. por exemplo: a) Atividades de comercialização estão sujeitas à incidência do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS). Orleans Martins 16 . sobre as receitas de determinadas atividades.PIS Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público – PASEP Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS Contribuições sociais União Fiscal Auferir receita Pessoas jurídicas de direito privado e as que lhes são equiparadas pela legislação do imposto de renda. é a situação descrita em lei que. ao ICMS e ao ISS. PIS/PASEP e COFINS O PIS/PASEP e a COFINS são contribuições sociais com funções fiscais. Num planejamento tributário estratégico. determina a transferência jurídica. Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS). deixa de ser titular dessa mesma quantia. Incidem sobre as receitas auferidas por todas as entidades. alterar ou esconder as obrigações quando o fato gerador assim o exigir.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Fato gerador é a obrigação tributária principal. normalmente. 2. nesse caso.

Na importação de bens: COFINSIMPORTAÇÃO = d x (VA x X) e PISIMPORTAÇÃO = c x (VA x X) Onde. pois a empresa tem o direito de creditar a si própria o montante da alíquota aplicada sobre compras de mercadorias ou insumos para a produção. condicionada à escolha do regime de tributação de Imposto de Renda escolhido. dentro das condições estabelecidas na legislação.Importação e à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS . os valores a serem pagos relativamente à Contribuição para o PIS/PASEP . bem como para algumas receitas em especial.gov.fazenda. depreciação e amortização.1.Importação) serão obtidos pela aplicação das seguintes fórmulas. as alíquotas são aplicadas à receita ajustada na mesma forma da base cumulativa. em geral relacionadas a itens que não se configuram como receitas (devoluções. e as despesas e custos com energia elétrica. as alíquotas são aplicadas ao valor da receita bruta. abatimentos. para fins de apuração da contribuição devida. além das informações a respeito das receitas auferidas pela empresa. elas estarão sujeitas ao pagamento de PIS e COFINS. reversões de provisões). conforme art. o regime de incidência é uma escolha que cabe à própria empresa.2. b) No regime de incidência não cumulativa. Regime de incidência não cumulativo A opção pelo regime de incidência não cumulativo implica na necessidade de informações adicionais.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] PIS/PASEP: 0.65% no regime de incidência não cumulativa COFINS: 3% no regime de incidência cumulativa 7.1. de 22 de novembro de 2005. exceto quando a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IP!) for específica: I .1. a legislação estabelece a adoção obrigatória do regime cumulativo para alguns setores de atividade econômica. No entanto. A lógica de tributação do PIS/PASEP e da COFINS A tributação do faturamento das empresas pelo PIS/PASEP e COFINS pode se dar de duas formas: a) No regime de incidência cumulativa.Importação e = alíquota do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) Na hipótese das empresas realizarem a importação de serviços. 2. arrendamento.65% no regime de incidência cumulativa 1.receita. 1 º.6% no regime de incidência não cumulativa Por homologação Página da Receita Federal: <www. = • • • • • • ×[ × × ] VA = Valor Aduaneiro a = alíquota do Imposto de Importação (lI) b = alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) c = alíquota da Contribuição para o PIS/PASEP. que deverão assim ser calculados: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. aluguel e energia elétrica. Para a maioria dos casos.Importação d = alíquota da COFINS .br> Alíquotas Lançamento Onde pesquisar mais detalhes 2. Implicações dos PIS/COFINS nas transações de importação de mercadorias e serviços De acordo com Instrução Normativa SRF nº 572. além de algumas despesas como depreciação. alguns produtos. mas permite-se também que o contribuinte reduza o valor da contribuição devida no montante relativo à mesma alíquota aplicada aos valores de compras de bens para revenda. insumos utilizados na produção de produtos ou serviços. aluguéis pagos a pessoa jurídica. ajustada por algumas exclusões permitidas na legislação. Orleans Martins 17 .

Importação f = alíquota do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza Para as empresas que realizarem a importação de mercadorias que tenha a incidência de alíquota específica. deve ser informada a alíquota real empregada na operação. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Portanto. = • • • • V = o valor pago.Importação.485.Importação d = alíquota da COFINS .Importação d = alíquota da COFINS . deve-se informar o valor zero para a alíquota correspondente de cada tributo e. Orleans Martins 18 . terá direito a restituição da diferença de valores. definidas pelo art. que seria devido caso não houvesse imunidade. • Aplicação dos regimes aduaneiros aplicados em áreas especiais. de 30 de maio de 2002. com a redação dada pela Lei nº 10. ou ainda de redução das alíquotas ou da base de cálculo do tributo. • Suspensão do pagamento do IPI vinculado à importação de que tratam as Leis nº 9. o art. antes da publicação desta Instrução Normativa. entregue. isenção ou redução do ICMS. 2º define que na hipótese de a alíquota do IPI ser específica.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] II . nos termos da Instrução Normativa SRF nº 460. o § 2º define que nos casos de imunidade. No entanto. antes da retenção do Imposto de Renda c = alíquota da Contribuição para o PIS/PASEP . nos casos de redução.Importação e da COFINS. de 18 de outubro de 2004.Importação e da COFINS .Importação em razão da utilização das fórmulas constantes da Instrução Normativa RFB nº 571. o valor correspondente a qualquer deles. de 23 de agosto de 1999. e nº 10. isenção ou da suspensão do IPI vinculado à importação de que trata o inciso III do § 1 º deste artigo. creditado. conforme o § 3º. VA = Valor Aduaneiro a = alíquota do II β = alíquota específica do IPI c = alíquota da Contribuição para o PIS/PASEP . os valores a serem pagos serão obtidos pela aplicação das seguintes fórmulas: COFINSIMPÓRTAÇÃO = d x (VA x Y + W x Q) Onde. de 20 de outubro de 2005. de 3 de julho de 2002. 4º define que se o contribuinte comprovar recolhimento de valores a maior que o devido da Contribuição para o PIS/PASEP .684. ou redução de suas respectivas bases de cálculo. de 30 de dezembro de 2002. nº 10. não compõe a base de cálculo da Contribuição para o PIS/PASEP . o valor do ICMS diferido compõe a base de cálculo da Contribuição para o PIS/PASEP . na hipótese de deferimento do pagamento do ICMS. Destaca-se que se aplica também o disposto no caput nas hipóteses de: • Imunidade.Importação. 3º.Na importação de serviços: COFINSIMPORTAÇÃO = d x (VA x X) e PISlMPORTAÇÃO = c x (VA x.Importação e da COFINS .826. o art.Importação e = alíquota do ICMS Destaca-se também que nas operações que incorram nas hipóteses de imunidade ou de isenção ou redução do 11 ou do IPI.637. redução das alíquotas dos respectivos tributos. Esclareça-se que. PISIMPORTAÇÃO = C x (VA x Y + W x Q) = • • • • • • • × × = × × Q = Quantidade do produto importada na unidade de medida compatível com a alíquota específica do IPI. empregado ou remetido para o exterior.X) Onde. isenção ou redução.

br/confaz> Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Alíquotas Lançamento Onde pesquisar mais detalhes CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.Mesmo sem habitual idade. Orleans Martins 19 . IV . no âmbito de sua jurisdição.operação relativa à circulação de mercadorias. de petróleo. bebidas e outras mercadorias em qualquer estabelecimento. realizam operações de circulação de mercadorias ou prestam serviços de transporte interestadual ou intermunicipal ou serviços de comunicação. ou o preço do serviço respectivo. mas não se incluem os descontos incondicionais. inclusive lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos dele derivados. ainda que as operações e prestações se iniciem no exterior Cada Estado regulamenta. Em alguns casos. II .gov. VIII . que incide sobre as operações relativas à circulação de mercadorias.fornecimento de mercadorias com prestação de serviços: (a) não compreendidos na competência tributária dos Municípios. importados do exterior por pessoa física ou jurídica.fazenda. II . como regra geral. no território paulista.entrada de mercadoria ou bem. Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Hipótese de incidência Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços – ICMS Imposto Estados e Distrito Federal Predominantemente fiscal Operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. prestação de serviços interestaduais e intermunicipais. por qualquer meio. Variáveis em função do tipo de bem ou serviço e também do domicílio do vendedor e comprador. o fato gerador do ICMS.2. a Secretaria da Fazenda fixa um valor mínimo para a operação. inclusive o fornecimento de alimentação.Aqueles (pessoas físicas ou jurídicas) que. os importadores ou arrematantes dos bens ou beneficiários dos serviços listados nos itens VI a VIII do quadro Fato Gerador. a emissão. VI . a transmissão. ainda que iniciados no exterior. Na legislação específica de cada Estado. inclusive a geração. a retransmissão.asp> < http://www. A base de cálculo do ICMS. de modo habitual ou em volume que caracterize intuito comercial. a recepção. na operação de arrendamento mercantil. Na base de cálculo se incluem as despesas recebidas do adquirente. A título de exemplo. e de energia elétrica. ICMS O ICMS é um imposto de competência dos Estados. A Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo disponibiliza link para as demais secretarias nos endereços: <http://www. a repetição e a ampliação de comunicação de qualquer natureza. ou a este debitadas. decorrente de operações interestaduais. mas que.prestação onerosa de serviços de comunicação. quando não destinados à comercialização ou à industrialização. porque evidentemente não integram estes no valor da operação.o serviço prestado no exterior ou cuja prestação se tenha iniciado no exterior. I .a venda do bem ao arrendatário.prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal. por qualquer via. qualquer que seja a sua finalidade.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 2. é o valor da operação relativa à circulação da mercadoria. VII . Por homologação. destacamos os fatos geradores previstos pelo Regulamento do ICMS do Estado de São Paulo: I . Várias Secretarias de Fazenda estaduais disponibilizam a legislação em seus sites na Internet. III .gov. V .sp. e serviços de comunicação.a entrada.fazenda. sujeitem-se à incidência do imposto de competência estadual. por indicação expressa de lei complementar. bem como os descontos condicionais a este concedidos.br/links/faz65. (b) compreendidos na competência tributária dos Municípios.

17% para a maioria dos bens na maioria dos Estados). que tem duas funções extrafiscais: uma função reguladora. seria aplicável a alíquota de 17%. dentre outras questões. se destinada a consumidor final dentro do próprio Estado. o contribuinte responsável pelo recolhimento do ICMS. qual seja: o imposto é calculado com base em um suposto valor final de venda do bem. observadas as condições estabelecidas em lei. seria tributada a 12% e. os Estados de origem e de destino possuem alíquotas e obrigações acessórias diferentes. RJ São Paulo Centro-Oeste. Por exemplo. visando atrair investimentos para o seu território. uma mesma mercadoria vendida por um distribuidor situado na cidade de São Paulo.00.R$17. Norte. se um bem é vendido ao preço de R$ 100. funcionando no sistema de débitos e créditos. O problema é que as mercadorias circulam não apenas dentro dos limites territoriais de um único Estado. Ao realizar uma operação sujeita à incidência de ICMS. e outra função protecionista. se vendida a empresas situadas nas regiões Centro-Oeste. relativo ao imposto pago em sua aquisição. a lógica primária do imposto é preservada. que onera os produtos de acordo com sua utilidade. buscando. por conta dos demais elos da cadeia. a alíquota incide sobre o preço do bem ou serviço. para o desenvolvimento de determinada atividade ou região. IPI O IPI é um imposto de competência da União.00 dos R$ 100. muitas vezes. Norte. e maiores aos considerados supérfluos. tendendo a aplicar alíquotas menores aos produtos considerados necessários. deverá somar ao preço cobrado o imposto incidente nas operações subsequentes.2. No entanto. o contribuinte adquire um crédito (direito de compensação futura) junto ao fisco. Nordeste e ES Na operação seguinte. entre Estados comprador e vendedor. atribui-se a um determinado elo da cadeia a responsabilidade de antecipar os recolhimentos que ocorreriam nas transações subsequentes. Observe que esta metodologia de cálculo implica em uma alíquota real maior do que a nominal. referente ao bem. ou seja. MG.00 e é tributado a 17%. passa a ter um débito (obrigação de pagamento futuro) junto ao fisco. Assim.00 cobrados de imposto correspondem a 20. Além disso. um melhor controle da arrecadação.00 . Esse procedimento provoca a divisão do tributo gerado pela circulação de bens e serviços interestaduais. Ao adquirir bens ou serviços tributados pelo ICMS.3. esse fato favorece o que se denomina "guerra fiscal". Tendo em vista esta função extrafiscal. destaca-se que as alíquotas do ICMS podem sofrer variações em relação aos produtos e serviços e regiões. sendo que. Em alguns casos.00 cobrados referem-se ao imposto. Orleans Martins 20 .00. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.1. os R$ 17.00). os Estados criaram a figura da substituição tributária. mas considera-se que integra o próprio preço. e também reduz a anterioridade para 90 dias. O ICMS é um imposto "por dentro". que aumenta ou reduz alíquotas visando incentivar ou desestimular a produção de alguns produtos. SC. Essa é uma das principais razões do alto grau de complexidade operacional desse tributo. a Constituição Federal permite que o IPI tenha sua alíquota majorada pelo Poder Executivo. Em relação às alíquotas. 2.48% dos R$ 83. Nordeste e Espírito Santo. No caso de substituição tributária. o vendedor cobrará do comprador R$ 100. isto é. 7%. PR. se vendida para empresas situadas dentro do próprio Estado. A lógica de tributação do ICMS O ICMS é um imposto não cumulativo. e destacará na nota fiscal que R$ 17. que correspondem à receita líquida (R$ 100.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 2. seria tributada à alíquota de 18% (operações internas. se vendida para empresas situadas em outros Estados das regiões Sudeste ou Sul. de competência estadual. Neste tipo de situação. Em síntese: Imposto ICMS ICMS ICMS Alíquota 18% 12% 7% Tipo de transação Destino Origem São Paulo São Paulo Tipo Venda interna Venda interestadual Venda interestadual São Paulo RS. O fato de o ICMS ser um tributo de competência estadual implica em que cada Estado tenha a sua legislação própria relativa ao tributo. que consiste na prática de alíquotas diferenciadas e/ou concessão de benefícios fiscais por determinados Estados.

ou equiparado a industrial.1. relativo ao imposto pago na aquisição do insumo. ao vender produtos industrializados. a indústria adquire um crédito (direito de compensação futura) junto ao fisco.a saída de produto do estabelecimento industrial. e • Renovação ou recondicionamento . • Acondicionamento ou reacondicionamento . Orleans Martins 21 . acabamento ou aparência. utilização.TIPI. É possível baixar o Regulamento do IPI (RIPI) e a tabela de alíquotas (TIPI). II . sofre a incidência de IPI. no caso de produtos apreendidos pelo fisco ou abandonados pelo importador.gov. Aparentemente este procedimento é semelhante a tributar o valor agregado no processo de industrialização.obtenção de espécie nova.br».altera apresentação pela colocação de embalagem. • Montagem . • Beneficiamento . Por homologação Na página da Receita Federal «www. Contribuinte Base de cálculo Alíquotas Lançamento Onde pesquisar mais detalhes 2.modifica funcionamento.o desembaraço aduaneiro de produto de procedência estrangeira. ou a sua arrematação em leilão. tais como: • Transformação .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] O IPI incide sobre os produtos industrializados.reunião que resulte em nova unidade. considera-se industrializado o produto que tenha sido submetido a qualquer operação que lhe modifique a natureza ou a finalidade. A base de cálculo do IPI é o valor da operação de que decorrer a saída dos produtos industrializados do estabelecimento do contribuinte. a base de cálculo será o preço corrente da mercadoria ou de sua similar no mercado atacadista da praça do contribuinte. o comerciante de produtos sujeitos ao imposto. o arrematante de produtos apreendidos ou abandonados levados a leilão. Em se tratando de produto leiloado.IPI Imposto União Extrafiscal O imposto incide sobre produtos industrializados.fazenda.produto deteriorado ou inutilizado em condições de utilização.63%. as alíquotas vão de zero até 365. Veja também a seção Perguntas e Respostas. No caso de ad vaIorem. I . o industrial ou a quem a lei o equiparar. Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Hipótese de incidência Fato gerador Imposto sobre Produtos Industrializados . o preço da respectiva arrematação. A lógica de tributação do IPI O IPI é um imposto não cumulativo.3. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. pois eventuais diferenças de alíquotas ou isenções nas fases precedentes alteram a carga tributária final. nacionais e estrangeiros. A legislação estabelece o que se considera produto industrializado e o que não é considerado industrialização. Ao adquirir insumos tributados pelo IPI. Não tendo valor a operação. Nos tributos não cumulativos. mas isto não ocorre necessariamente. porém a maioria das alíquotas está abaixo de 20%. exceto apenas para transporte. que os forneça aos industriais ou aos a estes equiparados.receita. ou sendo omissos os documentos respectivos. obedecidas as especificações constantes da Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (TlPI). Alguns produtos estão sujeitos a alíquotas específicas e outros a ad valorem. A alíquota aplicável em cada caso é obtida na Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados . O contribuinte do IPI é o importador ou a quem a lei o equiparar. e passa a ter um débito (obrigação de pagamento futuro) junto ao fisco. funcionando de maneira semelhante à do ICMS. o montante devido resulta da diferença entre o imposto devido na operação posterior e o exigido na anterior. Após efetuar o processo industrial. considerados como tais tanto os produtos produzidos no país quanto os importados do exterior. Em linhas gerais.

a incidência do ISS está limitada à lista dos serviços que podem ser objeto de tributação. e é somada ao valor do produto. Lei Complementar nº116. Anteriormente à Lei Complementar nº 116/03.4. • Alguns serviços ligados à construção civil. de 31 de julho de 2003) O fato gerador desse imposto é o descrito em lei ordinária do Município. A LC 116/03 estabeleceu que o local da prestação de serviços (e. Para alguns serviços.00. ou seja. 2.00 e é tributado a 5%. para alguns serviços a Lei Complementar nº 116/03 determina que o ISS deve ser pago em favor do Município onde o serviço foi prestado ou está localizado o tomado r. Na esteira desta discussão. ou seja. se um produto é vendido ao preço de R$ 100.gov. Em 2004. • Serviços de limpeza. os Municípios têm a faculdade de reduzir a alíquota mínima Por homologação Quando o prestador de serviço está localizado em um determinado município e o serviço é prestado em outro município. cessão de mão de obra e empreitada.senado. bem como qualquer outra lei federal.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Em relação ao preço do produto. Orleans Martins 22 . a alíquota incide sobre o preço do produto. a lei complementar esclarece em cada caso qual Município tem direito ao imposto Para cada Município. ISS O ISS é um imposto de competência dos Municípios e do Distrito Federal. o valor destes materiais não deve compor a base de cálculo do ISS. muitas empresas prestadoras de serviços transferiram suas matrizes para cidades vizinhas às grandes metrópoles. decoração e jardinagem. No entanto. • Vigilância e segurança. o Município a quem é devido o imposto) é o do estabelecimento prestador dos serviços ou. o IPI é um imposto "por fora". de fornecer recursos financeiros para o Município. é necessário consultar a legislação específica A íntegra da Lei Complementar nº 116/03. conforme o caso. definida em lei complementar. Outra observação importante é que o ISS e o ICMS não podem incidir sobre a mesma operação. o local de domicílio do prestador de serviços. Assim. segundo dados da Secretaria do Tesouro Nacional. Em alguns casos em que a legislação especifica a tributação pelo ICMS dos materiais fornecidos pelo prestador de serviços. pode ser encontrada na página do 5enado Federal (<www. referente ao preço do produto mais IPI. quando o prestador e o adquirente dos serviços estavam em Municípios diferentes. Tem função predominantemente fiscal. o ISS foi responsável por 42% da receita tributária consolidada de todos os Municípios brasileiros. Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Hipótese de incidência Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Alíquotas Lançamento Outras considerações Onde pesquisar mais detalhes Imposto sobre serviço de qualquer natureza (ISS) Imposto Municípios e Distrito Federal Predominantemente fiscal Prestação de serviços informados na lista constante em lei complementar (atualmente. Embora de competência dos Municípios. obedecidas as regras determinadas na Lei Complementar nº 116/03 e pela Constituição Federal O contribuinte do ISS é a empresa ou o trabalhador que presta o serviço tributável O preço cobrado pelos serviços A Constituição Federal estabelece uma alíquota mínima de 2% e a Lei Complementar nº 116/03 determina uma alíquota máxima de 5%. havia muita controvérsia quanto ao local da prestação do serviço. nas quais a alíquota de ISS era mais baixa. portanto. o vendedor cobrará do comprador R$ 105. na sua falta.br>) CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. entre os quais se destacam: • Importação de serviços.

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2.4.1. A lógica de tributação do ISS

O ISS é um imposto cumulativo, ou seja, o ISS cobrado em operações anteriores não é compensado nas operações posteriores. Por exemplo, se um hotel contrata uma lavanderia para lavar toda a roupa de cama, mesa e banho, sobre o valor dos serviços prestados pela lavanderia ao hotel incide ISS, o qual é embutido no preço. O hotel, por sua vez, ao prestar serviços de hospedagem aos seus clientes, também terá que pagar ISS, sem direito à compensação do ISS pago no preço dos serviços de lavanderia que comprou. 3. TRIBUTOS INCIDENTES SOBRE O LUCRO

Incidem sobre o lucro das empresas dois tributos: o Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza (IR) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). O IR incide tanto sobre a renda das pessoas como das empresas (pessoas jurídicas). Quando se trata do IR relativo às pessoas jurídicas, é costume usar a sigla IRPJ. A base de cálculo dos dois tributos é o lucro, na forma definida na legislação. Uma vez que cada tributo tem a sua legislação específica, o valor em reais da base de cálculo de cada um dos dois tributos pode ser diferente. Segundo a legislação do IRPJ, o lucro tributável pode ser apurado de três formas, ou regimes de tributação: Lucro Real, Lucro Presumido ou Lucro Arbitrado. O contribuinte pode optar em qual modalidade de apuração quer ser tributado, observadas algumas restrições ligadas à atividade realizada ou ao volume de receitas - no caso do Lucro Real ou Presumido -, e de eventos justificadores do tratamento excepcional no caso do Lucro Arbitrado. O Lucro Real corresponde ao lucro apurado pela contabilidade, ajustado por adições exigidas e exclusões e compensações permitidas pela legislação. O Lucro Presumido corresponde ao lucro calculado pela aplicação, ao valor do faturamento, de um percentual de margem de lucro determinado na legislação, ou seja, o lucro não é apurado pelo encontro entre receitas e despesas do período, mas sim presumido. Corresponde a um processo de apuração simplificada da base de cálculo do imposto. O Lucro Arbitrado é apurado de forma semelhante ao presumido, com acréscimo de 20%, quando a receita é conhecida, ou por parâmetros técnicos, em situações especiais em que não é possível determinar o montante do faturamento. A opção pelo regime de tributação do IRPJ não traz consequências apenas para este tributo, mas condiciona também a base de cálculo da CSLL (com base no lucro contábil ajustado, lucro presumido ou lucro arbitrado), PIS/PASEP e COFINS (na forma cumulativa ou não cumulativa). 3.1. IRPJ

O Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza é um imposto direto, de natureza basicamente fiscal, ou seja, arrecadatória, de competência da União, que tem como fato gerador a aquisição da disponibilidade econômica o jurídica de renda. O IR atinge tanto pessoas físicas (IRPF) quanto pessoas jurídicas (IRPJ). No caso das pessoas jurídicas, a base de cálculo é o lucro, que pode ser calculado de formas alternativas apontadas na legislação. Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Alíquotas Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza - IR Imposto União Fiscal É a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica de renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos; e de proventos de qualquer natureza, assim entendidos os acréscimos patrimoniais não compreendidos no conceito de renda. Pessoas físicas e jurídicas A base de cálculo do imposto é o montante real, arbitrado ou presumido da renda ou dos proventos tributáveis. Pessoas físicas: 15% e 27,5%, em tabela progressiva Pessoas jurídicas: 15%, mais adicional de 10% sobre a parcela de lucro que exceder a R$ 20.000,00 mensais.

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Lançamento Por homologação Sobre alguns pagamentos a pessoas físicas ou jurídicas, a pessoa jurídica que efetuou pagamento deve atuar como contribuinte responsável, efetuando a retenção do Imposto de Renda Retido na Fonte - IRRF, e posterior recolhimento. O imposto retido, na maioria dos casos, é compensável na apuração do imposto devido pelo contribuinte que sofreu a retenção. Alguns exemplos de rendimentos sujeitos à retenção, e alíquotas respectivas: • Rendimentos do trabalho: 15% e 27,5% conforme tabela progressiva mensal • Rendimentos de capital: fundos de longo prazo e aplicações de renda fixa, em geral de 15% a 22,5% conforme o prazo da aplicação. • Fundos de curto prazo - 20% ou 22,5% conforme o prazo. Fundos de ações: 15% • Prêmios e sorteios pagos em dinheiro: 30% • Remuneração de serviços de propaganda: 1,5% • Remuneração de serviços profissionais prestados por PJ: 1,5% Na página da Receita Federal (<www.receita.fazenda.gov.br>). É possível baixar o Regulamento do Imposto de Renda, programas para preenchimento das declarações e cálculo de tributos em atraso, dentre outras funcionalidades. Veja também a seção Perguntas e Respostas.

Outras considerações

Onde pesquisar mais detalhes 3.1.1.

A lógica de tributação do IRPJ

O IRPJ é calculado mediante aplicação da alíquota ao lucro tributável, apurado nas modalidades Lucro Real, Lucro Presumido ou Lucro Arbitrado. Sobre o lucro que exceder a R$ 20.000,00 no mês, é devido ainda um adicional de 10%. O contribuinte do IRPJ pode optar em apurar o imposto em períodos trimestrais ou anuais, sendo que este último condiciona o contribuinte a apurar o lucro tributável pela modalidade Lucro Real. Optando pela apuração trimestral, o contribuinte deverá pagar o imposto de uma só vez ou em até três parcelas, com base no valor efetivamente apurado. Já se optar pela apuração anual, o contribuinte está obrigado a fazer antecipações mensais do IRPJ, que serão compensadas com o IRPJ devido, calculado na Declaração de Ajuste. O valor da antecipação, por sua vez, pode ser calculado de acordo com as regras do Lucro Real, ou basear-se em uma estimativa de lucro, efetuada a partir do faturamento da empresa. Qualquer que seja a modalidade de apuração escolhida, o contribuinte pode descontar, no momento do pagamento, o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) que tenha sido retido por ocasião de recebimento de rendimentos. 3.2. CSLL

A criação da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) amparou-se no art. 195 da Constituição Federal, que trata das contribuições para o custeio da seguridade social. A CSLL é uma contribuição social, de competência da União, incidente sobre o lucro das pessoas jurídicas, incluídos nesse grupo aqueles que são equiparados à pessoa jurídica para fins de tributação do Imposto de Renda. Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Alíquota Lançamento Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) Contribuição Social. União Fiscal O fato gerador é a obtenção de lucro no exercício. São contribuintes as pessoas jurídicas domiciliadas no país e as que Ihes são equiparadas pela legislação do Imposto de Renda. Resultado apurado pela contabilidade, ajustado conforme determinações legais, resultado presumido ou arbitrado. 9% Por homologação

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Outras considerações Onde pesquisar mais detalhes 3.2.1. Por ser uma contribuição social, este tributo está sujeito à anterioridade de 90 dias. Na página da Receita Federal (<www.receita.fazenda.gov.br>)

A lógica de tributação da CSLL

A lógica de tributação da CSLL segue a do IRPJ. As opções de regime de tributação são semelhantes, ou seja, existe a possibilidade de apurar a base de cálculo da CSLL a partir do resultado contábil, ajustado pelas adições, exclusões e compensações descritas na legislação, ou com base em Resultado Presumido ou Arbitrado. Embora semelhantes na forma de apuração, as bases de cálculo do IRPJ ou CSLL não são necessariamente iguais. Existem diferenças quanto aos ajustes (adições, exclusões e compensações) feitas ao lucro contábil para apuração do Lucro Real (IRPJ) ou do Resultado Ajustado (CSLL), bem como nos percentuais aplicáveis ao faturamento para determinação do Resultado Presumido ou Arbitrado. A CSLL é calculada mediante aplicação da alíquota ao resultado tributável, apurado nas modalidades Resultado Ajustado, Resultado Presumido ou Resultado Arbitrado. A apuração e o recolhimento da CSLL estão atrelados à escolha de regime de tributação do IRPJ, e seguem o mesmo modelo de antecipações mensais, caso a empresa tenha optado pela apuração anual. 3.3. Regimes de tributação do IRPJ e CSLL

Conforme explicamos ao descrever a lógica de tributação do IRPJ, o que muda na apuração dos tributos na modalidade de lucro real, presumido ou arbitrado é a metodologia de apuração da base de cálculo, e não a metodologia de cálculo do imposto. Lucro Real é o lucro líquido do período de apuração, apurado de acordo com a legislação societária e ajustado pelas adições, exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas pela legislação do IR. Qualquer empresa pode optar pela tributação pelo lucro real, mas algumas são obrigadas a utilizar esta modalidade, em função de características relacionadas a tamanho e tipo de atividade desenvolvida. Lucro Presumido consiste em uma modalidade mais simplificada de apuração em relação ao lucro real, na qual o lucro é estimado (presumido) pela aplicação de um percentual sobre a receita bruta obtida pelo contribuinte. O percentual representa, portanto, a suposta margem de lucro que a empresa obteve no período. O percentual é estabelecido em legislação, e tem variações em função do porte e atividade da empresa. Lucro Arbitrado também consiste na aplicação de percentual sobre a receita bruta, e diferencia-se do lucro presumido por ser aplicado, em geral, por iniciativa da autoridade fiscal, quando diante de situações tais como enquadramento indevido no lucro presumido, ausência ou vícios na escrituração contábil, dentre outras. Os percentuais para estimativa do lucro são os mesmos do lucro presumido acrescidos em 20%. O contribuinte também pode optar pelo lucro arbitrado, o que só se justifica em situações-limite, uma vez que esta opção é sempre pior do que a tributação pelo lucro presumido. A escolha da modalidade de tributação do IRPJ condiciona os regimes de tributação da CSLL, e regime de incidência do PIS/PASEP e COFINS, a saber: Regime de tributação do IRPJ Lucro presumido Lucro Real Lucro Arbitrado Regime de tributação da CSLL Resultado presumido Resultado contábil ajustado Resultado arbitrado Regime de incidência do PIS/PASEP e COFINS Incidência cumulativa Incidência não cumulativa PIS/COFINS cumulativa

A opção pelo regime de tributação é feita no início de cada ano, no momento do primeiro recolhimento e vale para todo o exercício financeiro. A opção condicionada de diversos tributos e o fato de que é realizada antes da ocorrência dos fatos geradores torna necessário realizar projeções de resultado, considerando o efeito conjunto de todos os tributos nos diversos itens (faturamento, aquisição de insumos ou mercadorias, gastos com energia elétrica etc.) que compõem o resultado projetado, de forma a poder determinar a opção que minimiza o gasto tributário de uma determinada empresa.

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o fisco determina como condição que tenha sido iniciada medida de cobrança judicial para que a perda seja considerada dedutível). veja a nota de rodapé 3 deste capítulo). Exclusões Para fins de apuração do lucro real.como. que é a apuração do SIMPLES NACIONAL.no período em que foi efetuado o registro contábil. Um exemplo de despesa submetida a algumas condições para que seja considerada dedutível é a constituição de provisão para perdas em créditos de clientes. por exemplo.Lucro Real CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. • Valores excluídos do lucro real de períodos anteriores. que consiste em depreciar um bem em período inferior à depreciação contábil. efetuados a crédito da conta de Lucros ou Prejuízos Acumulados. • Reversão de provisão não dedutível de período anterior . exceto as de natureza compensatória e CSLL (a respeito desta última. 3. e que atingiram condições de dedutibilidade .a reversão de provisão é contabilizada como receita aumentando. factorings e empresas que usufruem de benefícios fiscais de isenção ou redução do IR são alguns exemplos de contribuintes obrigados a apurar o IRPJ devido utilizando o Lucro Real como base de cálculo. IRPJ O Regulamento do Imposto de Renda estabelece a obrigatoriedade da adoção do regime de apuração pelo Lucro Real Empresas que excedam um determinado limite de receita total. como forma de benefício fiscal caso da depreciação incentivada deduzida em períodos anteriores e realização do lucro inflacionário.os ajustes e resultados anteriores. o lucro contábil. portanto. O Lucro Real é calculado a partir do lucro contábil? apurado pela empresa e escriturado em seus livros contábeis. receitas e outros valores não tributáveis inclusos no lucro líquido . PIS. quando se referirem a receitas tributáveis. já que não foram incluídos no resultado do exercício.3. Em período seguinte. Adições Para fins de apuração do lucro real.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Existe ainda uma quarta opção. podemos citar as multas por infração à legislação. CSLL. podendo incluir também ICMS e ISS. Regime de Tributação . • Benefício fiscal . ajustado por adições. sua reversão em contrapartida também não será tributável. exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas pela legislação do IR. portanto. • Receitas tributáveis não incluídas no resultado contábil . são excluídos do lucro contábil: • Resultados. a base de cálculo do IRPJ.caso da depreciação incentivada. mas não afetou o resultado contábil. Orleans Martins 26 . e que será tratado no capítulo seguinte. INSS Patronal e IPI (se for contribuinte do IP!). instituições financeiras. ou impondo algumas condições para que algumas dessas despesas reduzam o lucro contábil e.o fisco se reserva o direito de impor limites à apuração do lucro por parte do contribuinte. devem ser acrescidos ao cálculo do lucro real. são adicionados ao lucro contábil: • Custos e despesas considerados indedutíveis pela legislação do IRPJ . • Provisões consideradas indedutíveis em período-base anterior. Quando se referir à provisão considerada indedutível no passado. COFINS. devendo. um sistema de tributação nacional que consiste no pagamento unificado de IRPJ. a provisão foi considerada não dedutível e adicionada ao lucro real. ser excluído para fins de apuração do lucro real. Como exemplo de despesas indedutíveis.1. rendimentos. o valor anteriormente provisionado atingiu os requisitos para ser considerado dedutível (por exemplo: para alguns créditos de liquidação duvidosa. dividendos recebidos de outras empresas e resultado positivo de participações societárias avaliadas pelo método da equivalência patrimonial. aumentando a base de cálculo do IR. Estes valores são controlados na parte B do LALUR. por conseguinte. não admitindo algumas despesas.

Perdas em operações no exterior exceto hedge (adição somente em dezembro) Adição Rendimentos e ganhos de capital auferidos no exterior. A legislação estabelece limitações para compensação destes prejuízos. coligadas e controladas) Adição Multas por infrações fiscais cobradas DE OFICIO (portanto. Seguro de vida de sócios ou acionistas Prejuízo por desfalque. 19. Tributos e contribuições com exigibilidade suspensa 23. 20. Prejuízo na baixa de investimento adquirido por incentivo fiscal Amortização de ágio na aquisição de investimento avaliado pela equivalência patrimonial Amortização de deságio na aquisição de investimento avaliado pela 15. apropriação indébita ou furto praticado por sócios ou acionistas. Orleans Martins 27 . Excesso relativo aos preços de transferências (transfer price) arbitrados Adição mediante ajustes pelos métodos admitidos pela legislação Lucros disponibilizados no exterior (filiais. 24. Remuneração de diretores de S. excedentes ao limite admitido. 4. 5. apurados conforme a sistemática do lucro real) obtidos em períodos anteriores. Alimentação de empregados quando não fornecida indistinta mente a todos 14. Lucro inflacionário realizado 22. ficam salvas as de natureza compensatória e as impostas por descumprimento de obrigações tributárias meramente acessórias de que não resultem falta ou insuficiência de Adição pagamento de tributo).A. Apresenta-se uma lista de transações que são dedutíveis para fins de cálculo de IRPJ e CSL. 8. Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Exclusão Exclusão Adição 10. Adição Adição Adição Exclusão Adição 9. Perdas incorridas no mercado de renda variável que excederem os ganhos no período de apuração Perdas incorridas em operações day-trade no período de apuração (renda fixa ou variável) Participações e gratificações a administradores e dirigentes IRPJ Adição Adição CSLL 3. que não residam no país 21. Multas impostas por infrações ou transgressões de leis de natureza não tributária. equivalência patrimonial 16. que devem ser considerados pelos seus valores antes de descontado o tributo pago no país de Exclusão origem. Juros sobre o patrimônio líquido. Comissões condicionadas ao recebimento do cliente 12. Lucros distribuídos disfarçadamente 11. Ajustes credores de exercícios anteriores 2. 6. são compensados prejuízos fiscais (isto é. LIVRO DE APURAÇÃO DO LUCRO REAL (LALUR) LISTA DE ADIÇÕES E EXCLUSÕES PARA APURAÇÃO DE IRPJ E CSLL 1 . Pagamento a sociedade civil de profissão regulamentada controlada por pessoa física controladora da fonte pagadora Adição Adição 13. 17. sucursais. Investimentos em atividades audiovisuais 25. Aquisição com cupom fiscal que não atender as exigências da legislação 18.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Compensações Para fins de apuração do lucro real. Ganho na desapropriação para reforma agrária Adição Adição Adição Adição CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. controlados na parte B do LALUR. 7.

As doações aos Fundos da Criança e Adolescente Adição 42. exceto quando 35.IPC/BTNF e parcela do custo de bem baixado a 34. em decorrência da atualização do valor dos estoques de produtos agrícolas. § 3º. e cujos ônus sejam da Adição pessoa jurídica. Reversão de provisões não dedutíveis Adição Adição Exclusão Parcela não recebida dos lucros de contratos de construção por empreitada ou Exclusão 32. não identificados e não individualizados os beneficiários assim como o imposto 44. no mínimo. realizada no período Encargos de depreciação. celebrados com entidades governamentais. que corresponderem à diferença de correção monetária entre o IPC e o BTNF do ano de 1990 Custos ou despesas com leasing. Resultado da equivalência patrimonial ou Adição 29. animais e extrativos destinados à venda. 27. Alimentação de sócios. acionistas e administradores Adição As contribuições não compulsórias. Reserva de reavaliação realizada durante o período-base 30. Adição imóveis. 50% dos empregados). aquisição (inclusive de sociedade em conta de participação). As doações em geral Adição 41.Fapi desde 39. As despesas com brindes Adição Lucros e dividendos derivados de investimentos avaliados pelo custo de 43.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 26. que. 49. Exclusão de consumo). assessores. exceto quando relacionados com a atividade 37. 40. após o ano calendário seguinte Exclusão 28. excederem a 20% do total dos salários dos empregados e da remuneração dos dirigentes da empresa. Depreciação acelerada incentivada Adição Exclusão ou Adição Adição Adição Adição Adição Exclusão Exclusão Adição Exclusão ou Adição Exclusão ou Adição A contra partida do aumento do ativo. Provisões não dedutíveis 31. aluguel de móveis ou imóveis. Orleans Martins 28 . Resultados negativos com atos cooperativos 47. Adição planos de saúde. gerentes. constitui receita Adição operacional. do RIR/99). amortização e exaustão de bens relativo à diferença de correção monetária . Remuneração Indireta de administradores. ou apuração. dirigentes. vinculados ao referido plano. Computados como Exclusão receita. de fornecimento de serviços. para empregados e dirigentes As contribuições não compulsórias. para empregados e dirigentes (e ao Fundo de Aposentadoria Programada Individual . 358. Exclusão tanto em virtude do registro no estoque de crias nascidas no período de 48. 46. Adição relacionados intrinsecamente com a atividade Custos ou despesas de depreciação e demais gastos com bens móveis ou 36. que este atinja. exceto as destinadas a custear seguros e 38. Pagamento sem causa ou a beneficiário não identificado. Exclusão no todo ou em parte. exceto as destinadas a custear benefícios complementares assemelhados ao da previdência social. computados em conta de resultado. Adição reavaliação) efetivada em 1991. que comporá a base de cálculo no período de apuração em que ocorrer a venda dos respectivos estoques. Adição de renda na fonte (art. Resultados positivos relativos aos atos cooperativos (exceto para cooperativas 45. somados. qualquer título. Ganho em desapropriação com diferimento da tributação Exclusão Exclusão Exclusão ou Adição Adição Adição Exclusão Exclusão ou Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Ganho na venda de ativo permanente a longo prazo com recebimento do preço. que ou serão adicionados quando efetivamente recebidos Adição Reserva especial de correção monetária do ativo permanente (equivalente à 33. como pela avaliação do estoque a preço de mercado. Depreciação ou amortização acelerada incentivada Exclusão CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.

Perda na alienação de bens que serão tomados em arrendamento pelo próprio vendedor do bem Prejuízo na alienação de participações não integrantes do ativo permanente. liquidada no período de apuração. Adição 54. máquinas e equipamentos. As despesas operacionais relativas aos dispêndios realizados com pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica de produtos. 62. Garantias 72. Lucro de exploração correspondente a exportação incentivada 68. 56.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 50. no período de apuração em que concluída sua utilização. contabilizada pelo regime de competência. com deságio superior a 10% dos respectivos valores de aquisição. Lucro inflacionário diferido Receitas ou rendimentos incluídos na apuração do lucro líquido que não são 73. poderão ser depreciados na forma da legislação vigente. na forma da lei. 63. Contingências 71. com divulgação do respectivo edital. pagos a pessoas físicas ou jurídicas residentes e domiciliadas no país. admitidos pela legislação do imposto de renda Exclusão Exclusão Adição Adição Adição Exclusão Exclusão CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. metrologia. Exaustão Incentivada 51. de participação societária de titularidade da empresa que efetuar a subscrição e integralização. 64. Royalties e assistência técnica não dedutíveis 67. licenças. quando a opção for pelo regime de caixa O valor total da variação cambial ativa. homologações e suas formas correlatas. destinados à utilização em projetos de pesquisa e desenvolvimentos tecnológicos. procedimentos de autorização de registros. excluída em período anterior e que tenha sido liquidada no período de apuração. contabilizada pelo regime de competência. ou onde esta não existir. quando a opção for pelo regime de caixa O valor total da variação cambial passiva. podendo o saldo não depreciado ser excluído na determinação do lucro real. Prejuízo na venda de ações em tesouraria 53. bem como relativos a procedimentos de proteção de propriedade intelectual. O valor total da variação cambial ativa. aplicáveis a produtos. Ganho com bens ou direitos recebidos em devolução de participação no capital registrados pelo valor de mercado Total dos custos e despesas vinculados às receitas da atividade imobiliária que foram tributadas pelo RET patrimônio de afetação Total das receitas próprias vinculadas a atividade imobiliária que foram tributadas pelo RET patrimônio de afetação Ajuste por diminuição no valor de investimentos avaliados pelo PL Exclusão Adição Adição 52. Lucro de exploração negativo (atividade rural) 66. 55. sistemas e pessoal. Adição Exclusão Exclusão Adição Adição Exclusão Exclusão Adição 58. O valor total da variação cambial passiva. processos. normalização técnica e avaliação da conformidade. Lucro da exploração correspondente a atividade rural 69. e o valor dessa participação societária registrado na escrituração contábil desta mesma pessoa jurídica. resultante da incorporação ao patrimônio de outra pessoa jurídica. Exclusão Adição Exclusão Adição Adição Adição Exclusão Adição Exclusão 65. quando a opção for pelo regime de caixa. Exclusão Exclusão 61. não tenha sido efetuada por meio de leilão público. Exclusão Exclusão 59. quando a opção for pelo regime de caixa. pagos a pessoas físicas ou jurídicas residentes e domiciliadas no país Os valores relativos aos dispêndios incorridos em instalações fixas e na aquisição de aparelhos. adicionada em período anterior. durante 3 dias no período de um mês. Exclusão Exclusão 60. Perda de equivalência patrimonial 70. Orleans Martins 29 . caso a venda não tenha sido realizada em bolsa de valores. A parcela correspondente à diferença entre o valor de integralização de capital. 57.

00 400.00 (-) Impostos incidentes s/vendas = Receita líquida operacional (-) Custo das mercadorias e serviços vendidos = Lucro bruto (-) Despesas com vendas . e as parcelas não realizadas de lucros em contratos de empreitada com órgãos públicos. Ao final do capítulo será apresentado um exemplo mais completo. um lucro de R$ 400. como. que tenha sido creditada ao resultado. ao qual são realizadas adições.2006 ITENS R$ RECEITA DA VENDA DE MERCADORIAS E SERVIÇOS Venda de mercadorias 1.com.00 Venda de serviços 500. são lançados os valores que afetarão o lucro real de períodos futuros. as depreciações.000. apenas para permitir a comparação entre os regimes de tributação.00 (-) Despesas administrativas .00 1. titular ou administrador da pessoa jurídica credora ou parente até terceiro grau.000.br>.000. Perdas no recebimento de créditos com pessoa jurídica que seja controladora. no primeiro trimestre do ano.00 . na parte B. controlada. 74.00 500.00 = Lucro antes do IRPJ e CSLL Adição Adição Exclusão R$ 1. Orleans Martins 30 .40. Uma empresa obteve.1º TRIMESTRE . LALUR Os ajustes mencionados são realizados.000. inclusive com escrituração do LALUR e registros contábeis. pelo regime de tributação pelo resultado ajustado. a base de cálculo muito se assemelha à apuração IRPJ pelo lucro real. depreciação acelerada incentivada e provisões momentaneamente não dedutíveis.500. Portal tributário: <www.000.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. exclusões e compensações previstas pela legislação.000. são escriturados os ajustes ao lucro e é transcrita a demonstração do lucro real. o Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR). coligada ou interligada.00 .00 (+) Receitas financeiras 50. mas nem todos são realizados em ambas as bases de cálculo. que afetam apenas a base de cálculo da contribuição social. separadamente. em livro específico.00 .br>. o ponto de partida é o lucro contábil.400.000. por exemplo. que houverem sido computadas no resultado sem observância dos limites previstos na legislação. Fontes: Receita Federal do Brasil Portal de auditoria: <www. tais como prejuízos a compensar. Exemplo de cálculo O exemplo apresentado a seguir é bastante simplificado.000.000. sócio.portaldeauditoria.com.portaltributario.100. CSLL Quanto ao cálculo da Contribuição Social sobre Lucro Líquido. Boa parte dos ajustes coincidem.000. ou com pessoa física que seja acionista 75. amortizações e exaustões incentivadas.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Perdas decorrentes de créditos não liquidados. Da mesma forma que na apuração do lucro real. recebidos a título de devolução de participação no capital social de outra sociedade.000. controlador.130.000.00 assim discriminado: DRE DO PERÍODO . O LALUR é composto de duas partes: na parte A. Diferença entre o valor de mercado e o valor contábil de bens e direitos 76.000.100.600.00 (+) Resultado da equivalência patrimonial 20.000.000. que afetam apenas a base de cálculo do IRPJ.

combustível derivado de petróleo. álcool etílico carburante e gás natural Prestação de serviços: a) exclusivamente prestação de serviços: faturamento anual até R$ 120. tiver sido igual ou inferior a 48 milhões de reais ou ao limite proporcional de R$ 4 milhões multiplicados pelo número de meses de atividades no ano.00 .00.6% 16% 32% 16% R$ 57.00 Mais: Adições Despesas Indedutíveis R$ 2.00 R$ 2.00) Base de Cálculo da CSLL R$ 382.00 .300. O fato de a pessoa jurídica não ter efetuado o pagamento do imposto no prazo legal ou ter efetuado com insuficiência.2.00 Adicional. portanto: Lucro Antes do IRPJ e CSLL R$ 400.00).200.00 anuais e demais serviços não exclusivamente c) transporte (exceto carga) % de Presunção 8% 1.00 Lucro Presumido (IRPJ)/Resultado Presumido (CSLL) CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. tais como IPI.00 Aplicando-se a alíquota de 9% sobre a base de cálculo. não impede o exercício da opção pelo regime de tributação com base no lucro presumido. descontos incondicionais e vendas canceladas. • Soma de receitas computadas integralmente como lucro.000. inclusive do adicional. industrial. Calculando o Lucro Real: Lucro Antes do IRPJ e CSLL Mais: Adições Despesas Indedutíveis CSLL Menos: Exclusões Resultado da Equivalência Patrimonial Base de Cálculo da CSLL O IRPJ devido é: Alíquota normal.620.000.620.000.R$ 60. R$ 365.000. no ano calendário anterior. Para apuração da base de cálculo do IRPJ (Lucro Real).00 R$ 365. A base de cálculo da CSLL é.000.000.000.380. Atividade Comercial.000. para consumo.00 Menos: Exclusões Resultado da Equivalência Patrimonial (R$ 20.00 = 34.00 (R$ 400. Também para a CSLL o somatório de despesas indedutíveis da base de cálculo é igual a R$ 2.00 referem-se a despesas não dedutíveis conforme a legislação do IRPJ. IRPJ Poderão optar pelo regime de tributação com base no lucro presumido as pessoas jurídicas cuja receita bruta total.00 R$ 32.00 b) exclusivamente superior a R$ 120.000.000.15% x R$ 382.380. Orleans Martins 31 .000.000. O Lucro Presumido é apurado mediante: • Aplicação do percentual correspondente ao tipo de atividade sobre a receita bruta auferida para aquela atividade no período.00.R$ 34. transporte de carga e serviços hospitalares Revendas.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Dentre as despesas administrativas.00) Total IRPJ devido 3. apura-se o montante devido de CSLL para o trimestre: 9% x 382.500.000. R$ 2.00) R$ 382.00 R$ 89.00 R$ 34.380. Tabela: Percentuais de presunção.000. o ponto de partida é o lucro contábil após computada a CSLL.3.000. algumas deduções são permitidas. ou seja. No cálculo da receita bruta.10% x (R$ 382.000.00 (R$ 20. tais corno ganhos de capital e receitas financeiras.

na página 31. em função da receita bruta.00) Total IRPJ devido No cálculo da CSLL.000.000.00.00 330. quando: • O contribuinte.00 160.00 12% Serviços 500.000.00 160. A escrituração revelar evidentes indícios de fraude ou contiver erros ou deficiências que a tomem imprestável para: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. teríamos: Tabela: Receita bruta no trimestre.000. Orleans Martins 32 .00 . locação ou cessão de bens imóveis. ignora-se o lucro contábil apurado.00 50.10% x CR$ 290.00 = R$ 29.000.000.00 290. Tabela: Receita bruta no trimestre.000.000.00 120. não mantiver escrituração na forma das leis comerciais ou fiscais.000.3.00 R$ 66.00 8% Serviços 500. ou seja. Exemplo de cálculo Considerando o mesmo exemplo utilizado para demonstração do cálculo do IRPJ/CSLL com base no lucro real. para fins de tributação.LUCRO PRESUMIDO R$ Alíquota Venda de mercadorias 1.LUCRO PRESUMIDO R$ Alíquota Venda de mercadorias 1.00 32% Receitas financeiras Lucro presumido O IRPJ devido é: Alíquota normal. na forma da lei. Atividade Pessoas jurídicas em geral Prestação de serviços. também ocorre a aplicação de percentuais sobre a receita bruta.500.000.15% x R$ 290. Na apuração do lucro presumido.700.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] CSLL Na apuração da base de cálculo da CSLL com base no resultado presumido.00 Adicional. exceto hospitalares. APURAÇÃO . e factoring.000.500. mas os percentuais são diferentes dos adotados para apuração do lucro presumido: Tabela: Percentuais de presunção. intermediação de negócios. apura-se o montante devido de CSLL para o trimestre: 9% x R$ 330.000. APURAÇÃO .00 50. devidos no período no decorrer do ano calendário pelas pessoas jurídicas. retornamos à demonstração de resultados do primeiro trimestre de 2006.00 R$ 23.000.R$ 60.000.00 Aplicando-se a alíquota de 9% sobre a base de cálculo. ou deixar de elaborar as demonstrações financeiras exigidas pela legislação fiscal.000.000. e calcula-se um lucro estimado. que pode arbitrar o resultado para o cálculo do imposto e da contribuição social.00 32% Receitas financeiras Lucro presumido R$ 43. O lucro arbitrado pode ser aplicado nas situações em que a escrituração contábil e fiscal do contribuinte for desclassificada por parte da autoridade fiscal.000.3. obrigado à tributação com base no Lucro Real.000. móveis e direitos de qualquer natureza.000.00 % de Presunção 12% 32% 80. 3. administração. Lucro Arbitrado (IRPJ)/Resultado Arbitrado (CSLL) O Lucro Arbitrado é uma prerrogativa do Fisco.

Orleans Martins 33 . O lucro estimado para servir de base ao cálculo à antecipação do IRPJ e CSLL consiste na soma das seguintes parcelas (RIR/1999. Atividades Atividades em geral (RIR/1999. Este "encontro de contas" acontece por ocasião da entrega da Declaração de Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas . 518) Revenda de combustíveis Serviços de transporte (exceto transporte de carga) Serviços de transporte de cargas Serviços em geral (exceto serviços hospitalares) Serviços hospitalares Intermediação de negócios Administração. deverão recolher mensalmente antecipações de IRPJ e CSLL com base em lucro estimado ou Lucro Real apurado em balancete de suspensão/redução. acrescidos em 20%.3.60% 16% 8% 32% 8% 32% 32% 16% 32% CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.por ocasião da entrega da DIPJ.Recolhimento por Estimativa As empresas tributadas pelo Lucro Real. O montante do tributo pago em antecipações mensais será compensado com o montante devido com base no Lucro Real. inclusive bancária. conforme tabela de percentuais a seguir. O comissário ou representante de pessoa jurídica estrangeira deixar de escriturar e apurar o lucro de sua atividade separadamente do lucro do comi tente residente ou domiciliado no exterior. sobre a receita bruta auferida mensalmente. os lançamentos efetuados no livro-diário. desde que demonstre. Percentuais 8% 1. nos quais deverá estar escriturada toda a movimentação financeira. inclusive adicional. Os percentuais aplicáveis para apuração do Lucro Arbitrado são os mesmos do Lucro Presumido. apenas nos casos em que for possível apurar a sua receita bruta. 223 e 225): • Valor resultante da aplicação dos percentuais fixados na lei. bancos e assemelhados Factoring Suspensão/redução do IR A pessoa jurídica poderá suspender ou reduzir o pagamento do imposto devido em cada mês. das demais receitas e dos resultados positivos decorrentes de receitas não compreendidas na atividade.4. O contribuinte não apresentar à autoridade tributária os livros e documentos da escrituração comercial ou fiscal ou o livro-caixa. 3. O contribuinte optar indevidamente pelo regime de tributação com base no Lucro Presumido. por conta ou subconta. • Ganhos de capital. através de balanços ou balancetes mensais. variáveis conforme o tipo de atividade explorada. IRPJ e CSLL pelo Lucro Real Anual .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] o Identificar a efetiva movimentação financeira. inclusive bancária. o livro-razão ou fichas para resumir e totalizar. calculado com base no lucro real do período em curso. que o valor acumulado já pago excede o valor do imposto. que optaram pela apuração anual. O contribuinte não mantiver. • • • • Autoarbitramento É possível ao contribuinte autoarbitrar a base de cálculo do IRPJ e CSLL. Tabela: Percentuais por atividades. locação ou cessão de bens e direitos de qualquer natureza (inclusive imóveis) Instituições financeiras. arts. o Determinar o Lucro Real. se houver. art. em boa ordem e segundo as normas contábeis recomendadas. e a empresa deverá providenciar o recolhimento da diferença.

Os valores mensais e acumulados no ano do resultado contábil e ajustes (adições menos exclusões) encontram-se demonstrados a seguir.00 15.00 300.00 432.900.00 16.12 x (A) (F) = (C) + (E) (B) x 0.026. Ago.00 46.120.00 1. Mar.596. Orleans Martins 34 .760.400.00 7.00 150.00 Meses A partir do Lucro Real/Base de cálculo da CSLL acumulado ao final de cada mês.000.00 8.000.800. Mar.80 22.00 7. Resultado contábil No mês Jan.80 60.09 45.00 648.00 2.00 1.00) (5.00 Jul.00 200. Nov.800.160.368.00 600.1512 (D) x 0.40 23.00 2.000.00 600.00 7.00 24.00 51.00 342.00 2.000.00 1.00 17. Para tanto.200.00 (200.80 1.000.500.mesmos para apuração do lucro real e da base de cálculo da CSLL.00 6. Jul.000.00 552. Fev.00 3. Out.500.00 35.00 21.00 2. Set.400.00 20.00 2.840.00 8.000.000.800.00 3.00 (3.00 912.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Para uma demonstração de como se faz o cálculo.00 1.600.00 5.00 540.000.800. Fev.500.00 486. Nov.00 11.400.600.00 1.000.000.00 264.00 300.500.000.00 40.00 50. com aplicação das alíquotas de 15% para IRPJ e 9% para CSLL.00 51.520.600.400.00 840.00 4.00 5.00 180.00 500. considere uma empresa comercial com faturamento de R$ 480.00 70.60 501.300.700.162.000.200.000. os ajustes são .900.100.640.500.760.00 756. Ago.000.00) 5. 45.00 70.00 9.550. 22.00 3. Out.00 1.00 756.00 2.00 456.00 39.00 27. Nesta empresa.80 1.00 15.00 1.00 6. Nov.00 2.00 5.850.600.00 1.00 (4.00 23.000.00 216.000.00 100.00 100.00) 4.00 237.00.00 11.00 14.00 5.000.00 9.000.050.200.00 18.450.000.00 20.440. Dez. Abr.000.00 70.08 x (A) (D)=0.000. Maio Jun. é necessário acompanhar o lucro tributável acumulado mês a mês. cujo detalhe mês a mês encontra-se na tabela a seguir. a empresa precisa acompanhar os ajustes (adições e exclusões).200.00 200.00 240. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.00 14.000.00 162.00 2. Jul.700.00 276. 8.000.00 480.800.00 496.048.400. Out.00 5.080.00 216.000.700.00 612.600.000. Mar.00 19.550.600.596.00 100.000.00 550.00 11.40 524. Abr.100.00 720.00) 5.600.000. Abr.00 O IRPJ e CSLL estimados em função do faturamento mensal são: Meses Faturamento Base cálculo IRPJ IRPJ Base cálculo CSLL IRPJ + CSLL no mês Estimativa Estimativa CSLL Estimativa Estimativa (C) = (E) = (A) (B) = 0.00 Ajustes Lucro Real / (Adições menos Exclusões) Base de cálculo CSLL Acumulado no ano No mês Acumulado no ano Acumulado no ano 8.00 Jan.00 16. Ago.00 1. Meses Faturamento no mês Jan.00) (2.00 60.000.400.000.600.40 410. Maio Jun.00 4.900.00 1.00 1.000. calcula-se os valores devidos de IRPJ e CSLL.680.300.60 18. além de apurar o resultado contábil. Dez. Set.00 3.000.00 2.00 70.00 7. Maio Jun. não tendo obtido no período ganhos de capital e outras receitas não compreendidas na atividade. Dez.00 248.00 1.00 1. Set.000.00 19.000.00 194.700.00 1.000.00 18.950.00 2.400.600.900.00 840. Fev.40 46.00 1.00 40.300. Para apuração do valor devido de IRPJ e CSLL.00 4.00 3.00 700.00 400.

60 estimativa 501.00 3.925.440.850.00 2.80 Jul.00 Nov.00 630.480. A opção é conjunta para IRPJ e CSLL.360.00 1.00 1.000. 9.00 1.596.312.00 19. apurado com base no lucro real/base de cálculo da CSLL.00 Out.026.256. 3.048.60 Ago. 1.00 1.000.000.00 960.00 Fev. 1. Em março.40 suspensão 0. 1.00 6. 9. e o IRPJ e CSLL devidos com base no lucro real apurado no mês era R$ 2.00 1.00 5.00 1.480.00 1.00 Jun.00 3.00.00 1.00 Dez.00 4.480.500.00 19. e o IRPJ e CSLL devidos no ano passou a ser de R$ 1.000.00 3.00 900.160.500.00 estimativa 1. o lucro real acumulado no ano caiu de R$ 9.350.00 2.00 9.00 em janeiro.00. efetuando recolhimento da antecipação com base em estimativa a empresa recolheria mais tributo do que o devido relativo ao ano CR$ 1.256.60 Nov. tornando mais atraente o recolhimento por estimativa. a antecipação a ser paga se adotado o critério de estimativa seria R$ 456.80 1.000.026.150.440.40 410.00 27.00 2.480.00 (R$ 2. Como já foram recolhidos R$ 1.000.175. ou no efetivamente devido (balancete de suspensão/redução).000.00 = R$ 456.162.026.00 estimativa 1.026. Em decorrência do registro de prejuízo contábil no mês.680.680.00 4.482. que é o montante que iguala tributos devidos e antecipados.368. novos prejuízos reduziram ainda mais o tributo devido no ano. 17.040. Caso a empresa não obtivesse mais lucro nem faturamento durante o ano. 21.40 524.530. 240.596.00 O montante a ser recolhido mensalmente a título de antecipação pode basear-se no valor estimado.00 2.160.00 7.026.305. considerando-se o menor desembolso possível. Em fevereiro.000.560. a empresa fica autorizada a não proceder a recolhimento de antecipação.00).000.00 Mar.00 1.00 4. 19.00.00 estimativa 912.80 redução 423.00 Jul.00 Fev. 19.15 (C) Jan. de R$ 1. 14. Assim. Orleans Martins 35 .430.R$1.000.00 414.00 Maio 11.000.00 1.00 .00 + R$ 1.00 39. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. 4.00 17.00 4.00 Mar.00 Ago.640.00 912.00 redução 240.026. Como já recolheu até fevereiro R$ 1.256.00 2.00 1. 4.000.00 (R$ 1.00 4. 7.640.050.00 1. 4.510.000.000.80 estimativa 1.00 estimativa 1.650.00 90.00 1.00 1. 6.40 423.00 4.00 5.00 suspensão 0. IRPJ + CSLL Recolhimento com Recolhimento devidos base em balancete Recolhimento Opção IRPJ + CSLL a Meses acumulado até acumulado no de suspensão/ por estimativa escolhida recolher o mês anterior ano redução Jan. 27.440. 6.00 2. que passou a ser de R$ 240.360.00 2. 39.550.00.00 14.00 para R$ 6. a melhor alternativa é transcrever para o LALUR o balancete que justifica a redução do valor da antecipação dos tributos para R$ 414. teria que recolher por ocasião da entrega da declaração de ajuste a diferença entre tributo devido e tributo antecipado.00 21.00 1.00 Set.440.00 456. comprovando essa situação com levantamento de balancete que justifica a suspensão do recolhimento de antecipações de IRPJ e CSLL.00.00 9.080.00 990.000.000.00 Dez.440.000.40 suspensão 0.680.890.754.000.000.00 Em janeiro. a antecipação a ser paga se adotado o critério de estimativa seria R$ 1.000.00.00 1.00 4.00 240.850.048.20 501.560.500. A tabela a seguir evidencia a melhor opção de recolhimento da antecipação a cada mês.440.080.368.285.00 2.000.60 1.162.00 1.00 2.00 6.00 4.500.00).160.00 6.R$ 1.00 342. 5.592.00 1.00.680.00 redução 414.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Lucro Real IRPJ devido Base de cálculo acumulado até o acumulado até o CSLL acumulada até Meses mês mês o mês (A) (B) = A* 0. 2.050.00 CSLL devida acumulada até o IRPJ + CSLL mês (O) = (C)*0.00).134.09 (E) = (B) + (O) 810.00 3.710.00 150.680.00 Set.00 240.00 Jun.026.800.596.00 .00 1.440.00 1.00 1.000.00 Abr.755.680.00 Abr.160.026.968.00 3.00 Out.00 1.00 540.00 11.00 Maio 2.040.160.

pois permitia efetuar um recolhimento inferior ao devido com base no lucro real.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] O IRPJ e CSLL devidos no ano com base no lucro real acumulado até abril foi de R$ 1.00. estadual e municipal) de uma única vez. a Comissão de Valores Mobiliários e o Banco Central do Brasil. mês a mês (e nesse caso a nossa empresa encerraria o ano tendo recolhido R$ 9. os quais eram considerados no sistema simplificado. de 14/12/2006 (Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas).00. o processo de abrangência ficou automatizado. O Simples abrange o ISS (Imposto sobre Serviços .360.5. setembro e outubro. Microempresa: receitas brutas anuais até R$ 240.400. junho e julho.644.municipal) e o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias . Utilizando as alternativas descritas.00. Uma vez que até março haviam sido recolhidos R$ 1. 4.00.000. situação que se inverteu em agosto.360. Com o Simples Nacional.00 até R$ 2.00). somente mediante convênio do Município e do Estado com o governo federal. Pequena Empresa: vendas anuais acima de R$ 240.680.R$ 7. Em novembro e dezembro. No entanto. SISTEMAS DE TRIBUTAÇÃO SIMPLIFICADA Um tributo que resume diversos outros: SIMPLES Nacional Simples Nacional é o nome dado ao novo tratamento tributário para microempresas e empresas de pequeno porte instituído pela Lei Complementar nº 123. Orleans Martins 36 .00 (R$ 9. Nada impede que a empresa recolha antecipações com base no valor apurado pelo lucro real. estabelecem que a constituição do ativo fiscal diferido deve estar atrelada à possibilidade de utilização destes valores nos próximos períodos. Assim. o recolhimento por estimativa mostrou-se mais interessante. Esse direito de redução futura das bases de cálculo de IRPJ e CSLL constitui-se em um ativo para a empresa que apurou o prejuízo fiscal (base de cálculo negativa) desde que existam perspectivas de lucros futuros.644.440. diversos órgãos que emitem normas contábeis. e não precisaria fazer recolhimento complementar na declaração de ajuste). como a apuração de prejuízo fiscal/base de cálculo negativa e ajustes temporários ao lucro.000. há uma simplificação no recolhimento e na burocracia administrativa da gestão de tributos das empresas enquadradas. Note que o ponto fundamental para que o direito legal de compensação se torne efetivamente um direito para a empresa tributada pelo Lucro Real é a existência de resultados tributáveis no futuro. anterior ao Simples Nacional.00. do ponto de vista de administração dos recursos financeiros. só é necessário recolher um complemento de R$ 240.00.716. As empresas que se enquadrarem no regime simplificado recolhem oito impostos das três esferas (federal. na declaração de ajuste a empresa deverá recolher a diferença de R$ 1. 3.estadual). Ativos e passivos fiscais diferidos Na apuração do IRPJ e CSLL devidos.00 (redução). existem alguns eventos que geram direitos de compensação futura ou postergação de pagamento de tributo. Atentos a este fato.1. Portanto. ensejando o registro de Ativos e Passivos Fiscais Diferidos. Definição ampla de Micro e Pequena Empresa: a definição ampla está atrelada ao valor Receita Bruta de Vendas que uma empresa obtém durante o ano fiscal. quando a empresa beneficiou-se da possibilidade de reduzir ou suspender o recolhimento das antecipações de IRPJ e CSLL. 4. a empresa recolheria até dezembro R$ 7. a empresa deverá apresentar histórico de rentabilidade. Nos meses de maio.00.00. quando permitido.3. como o Conselho Federal de Contabilidade. Prejuízo fiscal (IRPJ) e base de cálculo negativa (CSLL) As empresas tributadas com base no Lucro Real têm direito de compensar e períodos futuros o prejuízo fiscal (base de cálculo negativa) calculado com base na legislação específica do IRPJ (CSLL).360. através do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) uma vez por mês. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.000. a estimativa tornou-se novamente mais atrativa. Uma vez que o tributo devido no ano é de R$ 9. expectativa de geração de lucros tributáveis futuros fundamentada em estudos técnicos de viabilidade que permitam a realização deste ativo fiscal. parece-nos estranho que a empresa não opte por postergar o pagamento dos tributos. Vale ressaltar que o recolhimento da antecipação por estimativa é uma faculdade que é concedida às empresas.

na condição de Microempresa (ME). excluídas as vendas canceladas e os descontos incondicionais concedidos. mas que a receita bruta de todas as empresas não ultrapasse o valor máximo. A base de cálculo do SIMPLES Nacional é a receita bruta. construtoras.00.000. dentre outros. Por exemplo.00 no ano anterior e. Pode-se verificar que as exceções que a lei trata estão atreladas a negócios que não têm natureza comercial ou industrial e sim a serviços de natureza financeira. sua forma jurídica poderia até se enquadrar. • Origem do capital social . bem como as relativas ao salário-educação e à Contribuição Sindical Patronal. Independentemente do percentual de participação. No quadro abaixo está a relação de tributos e suas respectivas esferas que fazem parte do regime simplificado nacional. Por exemplo.sociedades de cujo capital participe estrangeiro residente no exterior ou outra pessoa jurídica.400.as empresas que exercem determinadas atividades. como. na condição de Empresa de Pequeno Porte (EPP).00 e R$ 2. são empresas de porte naturalmente maior e que podem buscar recursos no mercado acionário (negociadas em bolsa e supervisionadas pela CVM). Sigla do Tributo IRPJ CSLL IPI PIS COFINS ICMS ISS INSS Patronal Municipal Estadual Federal X X X X X X X X A inscrição no SIMPLES Nacional também dispensa a pessoa jurídica do pagamento das contribuições instituídas pela União.por exemplo. para uma empresa que começou a operar em 1 Q de março. do limite imposto. ou seja. • Limite máximo de faturamento . instituições financeiras.00. a lei exige que se somem as receitas totais e não apenas a proporção de participação do sócio que detém outras participações. participa em outras empresas que podem ter suas receitas brutas acima.só poderão optar pelo SIMPLES. por exemplo: seguradoras que são supervisionadas pela SUSEP. pois mesmo tendo receita bruta na faixa permitida. empresas cuja receita bruta anual atingiu o limite máximo de R$ 2. As sociedades por ações. geralmente.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Obs.000. mas na essência econômica é um grupo que não pode ter as vantagens tributárias da lei. ao SENAI. A possibilidade de optar pelo SIMPLES Nacional está condicionada ao atendimento de uma série de condições relacionadas a: • Tipo de atividade econômica desenvolvida .000.000. individualmente ou em conjunto. em que geralmente dependem de um capital maior para suas operações como também têm regulação específica. Isto tira a possibilidade de um grupo de empresas fazer uso da lei. não podem optar. como. o que evidencia uma preocupação em relação à participação de um acionista pessoa física. os valores máximos da receita bruta para micro e pequena empresa serão respectivamente R$ 200. uma empresa que participa em diversas outras empresas não tem perfil de empresa pequena para a lei. empresas organizadas na forma de sociedade por ações estão impedidas. as empresas que obtiveram receita bruta anual até R$ 240. A lei tem a preocupação de dar vantagem para a empresa que realmente é pequena. A lei permite que um sócio tenha participação em uma outra empresa. estão entre as empresas que não podem optar pelo SIMPLES. financeiras pelo BACEN. ao SESI. ao SENAC. entendida como tal o produto da venda de bens e serviços nas operações de conta própria. Orleans Martins 37 . As alíquotas aplicáveis variam por faixa de faturamento e atividade.000. • Forma de organização social . imobiliárias e prestadoras de serviços típicos de profissões regulamentadas. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. e constam no anexo da Lei nº 123/06.: em caso da empresa começar a operar durante o ano. deverá ser considerada a proporcionalidade. com algumas exceções. o preço dos serviços prestados e o resultado nas operações em conta alheia. por exemplo. ao SEBRAE e seus congêneres. como as destinadas ao SESC.

escolas livres. existe um tipo de tabela. artes. que varia de alíquota por total das respectivas receitas. ou seja. de natação e escolas de esportes. Para encontrar a alíquota devida. Devem ser separados os seguintes tipos de receitas: Tipos de receitas (por atividade) Receitas decorrentes da revenda de mercadorias Receitas decorrentes da venda de mercadorias industrializadas pelo contribuinte Receitas decorrentes da prestação de serviços.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Como é administrado o SIMPLES Nacional entre as três esferas? Cada esfera (federal. Tal comitê está vinculado ao Ministério da Fazenda e tem a seguinte estrutura normatizada em lei: Secretaria-Executiva do Comitê Gestor de Tributação das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (CGSN/SE) A Secretaria-Executiva tem por finalidade prestar apoio institucional e técnico-administrativo necessários ao desempenho das competências do CGSN. bem como a de locação de bens móveis e outras que não relacionadas como vetadas na Lei Complementar nº 123/06 Receitas decorrentes da venda de mercadorias sujeitas a substituição tributária Receitas decorrentes da exportação de mercadorias para o exterior. 4. ela é aplicada ao valor do faturamento obtido no mês. academias de dança. Sua apuração deve ser efetuada após a empresa ter todos os dados mensais sobre suas receitas brutas. confecção. desde que desenvolvidos em estabelecimento do optante. Urna vez encontrada a alíquota. produção cultural e artística e produção cinematográfica e de artes cênicas Cumulativamente. comércio serviços.1. consultando a tabela correspondente (indústria. inclusive jogos eletrônicos. A lógica de tributação e cálculo do SIMPLES Nacional A apuração do tributo devido pelo SIMPLES Nacional ocorre mediante aplicação da alíquota devida ao valor da receita bruta mensal auferida pela empresa. planejamento. inclusive sob a forma de subempreitada. academias de atividades físicas. estadual e municipal) terá seus respectivos representantes em um comitê que irá gerir e normatizar os aspectos tributários do Estatuto Nacional da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte. elaboração de programas de computadores. Orleans Martins 38 . há a necessidade de segregação. locação de bens e móveis). empresas montadoras de estandes para feiras. licenciamento ou cessão de direito de uso de programas de computação. o que faz sentido. a empresa deve considerar o tipo de atividade e a receita bruta acumulada no ano. pois urna empresa que presta serviço e revende mercadorias não poderia aplicar a mesma alíquota para a atividade serviços e de revenda respectivamente. Para cada tipo de receita. cursos técnicos e gerenciais. corno também qual a faixa de alíquota em que se enquadra. de ioga e de artes marciais. de línguas estrangeiras. A lei trata as receitas por "atividades".1. desportivas. inclusive as vendas realizadas por meio de comercial exportadora ou do consórcio previsto na lei complementar Construção de imóveis e obras de engenharia em geral. chamado de Comitê Gestor de Tributação das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte. de capoeira. administração e locação de imóveis de terceiros. manutenção e atualização de páginas • • • • • • • CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.

6º da Lei Complementar nº 116/03) . • Entregar declaração eletrônica que deva conter os dados referentes aos serviços prestados ou tomados de terceiros. a empresa enquadrada no SIMPLES Nacional deverá: • Fazer declaração única e simplificada de informações socioeconômicas e fiscais. • Emitir documento fiscal de venda ou prestação de serviço. que deverão ser disponibilizadas aos órgãos de fiscalização tributária e previdenciária. e a micro ou pequena empresa poderá abater este valor do ISS que deve conforme o respectivo anexo. A alíquota segue a tabela da legislação da localidade ou Município. § 1 º. Obrigações trabalhistas Da mesma maneira que a simplificação em relação às obrigações acessórias. conforme descrito pelo art. COFINS. IPI. sujeitas ao regime não cumulativo de PIS/COFINS. • Posse do livro intitulado "Inspeção do Trabalho".[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] eletrônicas. da Lei Complementar nº 123/06. • Empregar e matricular seus aprendizes nos cursos dos Serviços Nacionais de Aprendizagem. de acordo com instruções expedidas pelo Comitê Gestor. das trabalhistas foram dispensadas as seguintes exigências: • Afixação de quadro de trabalho em suas dependências. Obrigações acessórias O SIMPLES Nacional traz uma grande simplificação em relação às obrigações acessórias exigidas pelo Fisco. limpeza ou conservação • Transporte municipal e interestadual de passageiros. a partir da publicação pela Receita Federal de um Ato Declaratório Interpretativo (nº 15). pois a diferença na receita líquida é um percentual considerável. na conformidade do que dispuser o Comitê Gestor. aproveitassem o crédito destas contribuições ao adquirir produtos e serviços de empresas enquadradas no SIMPLES Nacional. Tal fator gera uma limitação na cadeia de valor de grandes distribuidores que não podem se creditar destes impostos. • Comunicar ao Ministério do Trabalho e Emprego a concessão de férias coletivas. Orleans Martins 39 . Desse modo. observados prazo e modelos aprovados pelo Comitê Gestor. Além de manter em boa ordem e guarda os documentos que fundamentaram a apuração dos impostos. Mas permitir ao tomador de serviço ou o comprador. • Manter o livro-caixa em que será escriturada sua movimentação financeira e bancária.impostos não cumulativos) para as empresas compradoras ou clientes. que foi alterado pela Lei Complementar nº 128/08. • Anotação das férias dos empregados nos respectivos livros ou fichas de registro. proibia que empresas tributadas pelo lucro real. serviço de vigilância. foi a solução encontrada para o impasse do art. ICMS . as pessoas jurídicas não optantes pelo SIMPLES Nacional terão direito a crédito correspondente ao ICMS incidente sobre as suas aquisições de mercadorias de microempresa ou empresa de pequeno porte optante pelo SIMPLES Nacional. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. pode-se perceber que tal regime de tributação tem uma certa rigidez quanto a planejamento de cadeia de suprimentos no tocante a impostos. desde que realizados em estabelecimento do optante. 23 que impedia o uso de créditos de ICMS e de IPI por compradores de mercadorias de empresas que optaram pelo SIMPLES Nacional. pois não permite que a empresa enquadrada possa se utilizar de créditos relativos a impostos. como limite.esta lei permite que seja retido na fonte o valor do ISS no Município onde a micro ou pequena empresa estiver prestando o serviço. o ICMS efetivamente devido pelas optantes pelo SIMPLES Nacional em relação a essas aquisições. Retenções de ISS Retenções de ISS pelas micro e pequenas empresas (relação de serviços conforme art. Desta maneira. desde que destinadas a comercialização ou industrialização e observado. escritórios de serviços contábeis. Além disso. Créditos As empresas que estão enquadradas no SIMPLES Nacional não geram crédito de impostos (PIS. 23.

000.040.01 a 480.00 x 5.01 a 720.000.23% 11.000.95% 10.01 a 1.01 a 1. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.000.000.84% 7.47% = R$ 547. O registro contábil do SIMPLES relativo ao mês de setembro seria: D .exemplo prático A empresa comercial A.01 a 1.47%.00 De 960.23% 10.00.1.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] O que foi mantido como obrigatório: • Anotações na carteira de trabalho e previdência social. enquanto não prescreverem essas obrigações. O registro contábil do SIMPLES relativo ao mês de agosto seria: D .000.SIMPLES a Recolher (Passivo) No mês de setembro: • Receita bruta acumulada de janeiro a setembro = R$ 170.00.000.00 De 1. • Alíquota aplicável (conforme receita bruta acumulada) = 5. receita bruta acumulada de R$ 100.00 De 240.200.00 e R$ 10. Nos meses de agosto e setembro.28% 8.00% 5.00 De 1. A tabela para comércio é o Anexo de alíquotas vigente para empresas comerciais: Receita Bruta em 12 meses (em R$) Alíquota Até 120.00 De 1.320.680.320.200.00 De 600. auferiu receita de R$ 60. • Apresentação da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social (GFIP).00 De 840.000.00 De 1.01 a 240.000.Impostos e contribuições incidentes s/Vendas SIMPLES (Resultado) C .000.000.00 De 1.000.01 a 2.00 (receita bruta acumulada efetiva).560.000.47%.01 a 960.282.45% 9. Orleans Martins 40 .00.32% 11.440.680.01 a 1.Impostos e contribuições incidentes s!Vendas/SIMPLES (Resultado) C . • Alíquota aplicável (conforme receita bruta acumulada) = 5.000.00 De 1.01 a 360.36% 8.920.47% 6.12% 9.01 a 600.13% 10.000.54% 7.000.000.00 De 120.03% 9.000.000. • Imposto devido = R$ 10. obteve.01 a 1.000.00 De 720.01 a 1.000.000. • Imposto devido = R$ 60. até julho de 2007.080.01 a 840.00 De 1.000.560.000.01 a 1.01 a 1.00 De 480.440. Cálculo e contabilização do SIMPLES Nacional . 4.000.800.000.000.04% 10.920.SIMPLES a Recolher (Passivo) R$ 547.00 respectivamente.00 4.000.080.000.000.00 x 5.00 De 1. • Arquivamento dos documentos comprobatórios de cumprimento das obrigações trabalhistas e previdenciárias.00 Note que a mudança de faixa faz com que a empresa aplique a nova alíquota sobre o valor do faturamento no mês sem distinção entre a parcela que teoricamente ainda estaria dentro do limite anterior de faturamento.32% No mês de agosto. optante pelo SIMPLES Nacional na condição de ME.800.000. • Apresentação das Relações Anuais de Empregados e da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED).00.000.000.000.2.282.000.000.000.47% = R$ 3.00 De 360.00 R$ 3.000.000. o valor do imposto devido seria: • Receita bruta acumulada de janeiro a agosto = R$160.60% 8.000.

00 de imposto. • Valor da receita bruta de serviços x alíquota conforme a Tabela (Anexo IV): R$ 600. que tem uma diversificação maior da natureza de suas receitas. O fato de uma empresa ter mudado de faixa no mês de agosto.00 x 4% = R$ 400.000. Veja que o imposto para negócio.000.28% = R$ 49. enquanto a outra só mudou de faixa em setembro.000.00 até julho. • Total empresa Y = R$ 108. Convênios anteriores: antes do SIMPLES Nacional havia o SIMPLES.000.00 nos dois meses considerados no exemplo. quando parte destas vendas ainda estaria no limite anterior. apuraria os seguintes valores: Em • • • agosto: Receita bruta acumulada de janeiro a agosto = R$ 110. Imposto devido = R$ 10.00 x 8. tende a ter um valor menor de imposto a pagar devido à sistemática da apuração que a lei codificou.000.00 x 9.400.000.000.282. • Receita bruta de comércio empresa Y: R$ 600.00.00 com um total de receitas brutas anuais no valor de R$ 2.47%.78% = 58.360.680. só que em ordem inversa (ou seja.47%. temos que considerar o limite total de receita bruta de modo a totalizar tais valores.000. sendo que ambas faturaram no total R$ 70. Veja que. por exemplo.200. Orleans Martins 41 . cada receita alcançando um total de R$ 1. Apuração do imposto simples para empresa X: • Valor da receita bruta de comércio x alíquota conforme a Tabela (Anexo O: R$ 1. mas apuraram o valor de seu imposto simples diferentemente. considere o caso da empresa B. uma vez que a empresa faturou R$ 100. como.00. com as mesmas características da empresa A e faturamento até julho também de R$ 100. tiveram um total de receitas brutas iguais.000.47%.00.00 x 9.00.00.200. Por exemplo.00.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] No mês de agosto.00. tendo que sujeitar toda a receita do mês (R$ 60.00 que é o valor limite máximo de receita bruta para o enquadramento ao regime do SIMPLES Nacional.829.000.000.00.000.00.95% = R$ 119. há a possibilidade de uma empresa enquadrada no regime simplificado (EPP) ter dois tipos diferentes de receita bruta.000. • Imposto devido = R$ 60. enquanto que a empresa B pagou R$ 3.000. se a empresa tivesse um tipo de receita.00. Alíquota aplicável (conforme receita bruta acumulada) = 4%.000. Evidentemente.000.00 em agosto e R$ 60. • Receita bruta de serviços empresa Y: R$ 600. a empresa passou do patamar de tributação de 4% para 5. X e Y.00.200.00 no bimestre agosto/setembro.000. a empresa comercial X tem um tipo de receita e a empresa Y tem receitas originárias de revenda (comercial) e de serviços.00. Para melhor compreender os efeitos desta regra estabelecida pelo fisco para apuração do tributo devido. que tinha a abrangência automática dos mesmos impostos abrangidos pelo SIMPLES Nacional (da esfera federal) quando do enquadramento da empresa. As duas empresas. fez com que a empresa A tenha pago R$ 3. para o ICMS e ISS havia necessidade de que a respectiva esfera CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Vamos ver por quê: • Receita bruta de comércio empresa X: R$ 1. • Receita bruta de serviços empresa X: zero.000. Porém.680. somando-se os meses de agosto e setembro.000. • Total empresa X = R$ 119. acabaria pagando um valor a maior do que se tivesse mais de um tipo.00 em setembro).00.00) à alíquota de 5. Apuração com mais de um tipo de receita bruta Pelo fato da apuração e cálculo do Imposto Simplificado nacional levar em consideração o tipo de receita. • Alíquota aplicável (conforme receita bruta acumulada) = 5. A empresa comercial B.00 x 4% = R$ 3. R$ 10. No mês de setembro: • Receita bruta acumulada de janeiro a setembro = R$ 170.400.400. que faturasse os mesmos R$ 70.00 Apuração do imposto simples para empresa Y: • Valor da receita bruta de comércio x alíquota conforme a Tabela (Anexo O: R$ 600.682. serviços e comércio.

será não cumulativo. de iniciativa do Presidente da República ou de um terço dos Senadores. o que deixa a empresa menos refém de sua respectiva jurisdição tributária local. estadual (ICMS) e municipal (ISS) está sendo tratada em lei. em função da essencialidade das mercadorias e dos serviços.na hipótese da alínea "a" do inciso anterior. X . I . mediante resolução de iniciativa de um terço e aprovada pela maioria absoluta de seus membros.poderá ser seletivo.resolução do Senado Federal. g. tal unificação de impostos federais.não incidirá: a) sobre operações que destinem mercadorias para o exterior. assegurada a manutenção e o aproveitamento CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. b) fixar alíquotas máximas nas mesmas operações para resolver conflito específico que envolva interesse de Estados. III . nem sobre serviços prestados a destinatários no exterior. ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior. de 2001) b) sobre o valor total da operação. compensando-se o que for devido em cada operação relativa à circulação de mercadorias ou prestação de serviços com o montante cobrado nas anteriores pelo mesmo ou outro Estado ou pelo Distrito Federal. qualquer que seja a sua finalidade. não poderão ser inferiores às previstas para as operações interestaduais. salvo determinação em contrário da legislação: a) não implicará crédito para compensação com o montante devido nas operações ou prestações seguintes. nos termos do disposto no inciso XII. V . quando o destinatário for contribuinte do imposto. estabelecerá as alíquotas aplicáveis às operações e prestações. 155.salvo deliberação em contrário dos Estados e do Distrito Federal. b) acarretará a anulação do crédito relativo às operações anteriores. sob competência tributária dos Estados e do Distrito Federal. VIII . inciso 11: Art.incidirá também: a) sobre a entrada de bem ou mercadoria importados do exterior por pessoa física ou jurídica.é facultado ao Senado Federal: a) estabelecer alíquotas mínimas nas operações internas. 5. 155. bem ou serviço. b) a alíquota interna. Com o SIMPLES Nacional. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS (ICMS) O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte e Comunicação (lCMS).[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] local. de 1993). Ainda segundo a Constituição Federal: § 2º O imposto previsto no inciso II atenderá ao seguinte: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3. IV . cabendo o imposto ao Estado onde estiver situado o domicílio ou o estabelecimento do destinatário da mercadoria. aderisse ao sistema de modo que se fizesse um convênio aceitando que o imposto que esta tributa possa estar incluso na alíquota única do imposto simplificado. interestaduais e de exportação. as alíquotas internas. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: II . (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 33. II . VII .em relação às operações e prestações que destinem bens e serviços a consumidor final localizado em outro Estado. estadual e/ou municipal. De acordo com o art. aprovada pela maioria absoluta de seus membros. nas operações relativas à circulação de mercadorias e nas prestações de serviços. assim como sobre o serviço prestado no exterior. caberá ao Estado da localização do destinatário o imposto correspondente à diferença entre a alíquota interna e a interestadual. quando mercadorias forem fornecidas com serviços não compreendidos na competência tributária dos Municípios. Orleans Martins 42 . adotar-se-á: a) a alíquota interestadual. IX . VI . é um imposto previsto na Constituição Federal. quando o destinatário não for contribuinte dele. mediante resolução de iniciativa da maioria absoluta e aprovada por dois terços de seus membros. ainda que não seja contribuinte habitual do imposto.a isenção ou não incidência.operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação.

d) fixar.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] do montante do imposto cobrado nas operações e prestações anteriores.. observado o disposto no § 1º (Lei 6. de serviços e de mercadorias. VII .na entrada. IV. de estabelecimento de contribuinte. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42. ocorre o fato gerador do ICMS: Art. ainda que para outro estabelecimento do mesmo titular. de 19. o montante do imposto sobre produtos industrializados. III . em estabelecimento de contribuinte. em sua base de cálculo. de 2001) i) fixar a base de cálculo. 153.2003) b) sobre operações que destinem a outros Estados petróleo. de mercadoria oriunda de outro Estado destinada a uso ou consumo ou ao ativo permanente. IX . b. realizada entre contribuintes e relativa a produto destinado à industrialização ou à comercialização. DOE 05.na saída de mercadoria. de 2001) De acordo com a legislação vigente (será considerado o Regulamento do ICMS do estado de São Paulo. de 19.na transmissão de propriedade de mercadoria ou de título que a represente.2001) IV .12.no desembaraço aduaneiro de mercadoria ou bem importados do exterior. (Redação dada ao inciso IV pelo inciso II do art.cabe à lei complementar: a) definir seus contribuintes. configure fato gerador dos dois impostos. incentivos e benefícios fiscais serão concedidos e revogados. sujeitem-se à incidência do imposto de competência estadual.02. d) nas prestações de serviço de comunicação nas modalidades de radiodifusão sonora e de sons e imagens de recepção livre e gratuita.529 de 04. inclusive lubrificantes. quando esta não transitar pelo estabelecimento do transmitente. (Incluída pela Emenda Constitucional nº 33. VIII). VIII .na aquisição. o local das operações relativas à circulação de mercadorias e das prestações de serviços. serviços e outros produtos além dos mencionados no inciso X. e energia elétrica.2002. XII . nas hipóteses definidas no art. a. mercadoria ou serviço.no fornecimento de alimentação. f) prever casos de manutenção de crédito. isenções. Orleans Martins 43 .na transmissão de propriedade de mercadoria depositada em armazém geral ou em depósito fechado.no fornecimento de mercadoria com prestação de serviços: a) não compreendidos na competência tributária dos municípios. efeitos a partir de 22. c) sobre o ouro. bebidas e outras mercadorias qualquer estabelecimento. IV .2003) XI . (Incluída pela Emenda Constitucional nº 33. quando a operação.374/89. na redação da Lei 11. 1º. mas que. b) dispor sobre substituição tributária. art. art. relativamente à remessa para outro Estado e exportação para o exterior.001/01. § 5º. VI . mediante deliberação dos Estados e do Distrito Federal. de modo que o montante do imposto a integre também na importação do exterior de bem.12. indicação expressa de lei complementar. g) regular a forma corno. a qualquer título.02. de mercadoria ou bem importados do exterior e apreendidos ou abandonados. para fins de legislação base). incluídos os serviços que lhe sejam inerentes. quando não destinados à comercialização ou à industrialização.no desembaraço aduaneiro de mercadoria ou bem importados do exterior. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. c) disciplinar o regime de compensação do imposto. e) excluir da incidência do imposto.. no território paulista. para efeito de sua cobrança e definição do estabelecimento responsável.2002. 2º [ . 2º.não compreenderá. qualquer que seja a sua finalidade. b) compreendidos na competência tributária dos municípios. II . (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 42. h) definir os combustíveis e lubrificantes sobre os quais o imposto incidirá urna única vez.na entrada. em licitação promovida pelo Poder Público. de lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos derivados de petróleo e de energia elétrica oriundos de outro Estado. V . hipótese em que não se aplicará o disposto no inciso X.12. ] I . nas exportações para o exterior. combustíveis líquidos e gasosos dele derivados. 1 º do Decreto nº 46.

caso o serviço seja prestado mediante pagamento em ficha.626 de 05.na prestação onerosa de serviços de comunicação feita por qualquer meio.2003. autorização esta dada à vista do comprovante de pagamento do imposto incidente no ato do despacho aduaneiro. tendo transitado pelo estabelecimento transmitente. pelo depositário. cartão ou assemelhados. retransmissão. se a entrega da mercadoria ou bem importados do exterior ocorrer antes da formalização do desembaraço aduaneiro. o título jurídico pelo qual a mercadoria.2003. 2. saída ou consumida no estabelecimento. a natureza jurídica das operações de que resultem as situações previstas neste artigo. a validade jurídica do ato praticado.02. da mercadoria ou bem importados do exterior somente se fará se autorizada pelo órgão responsável pelo seu desembaraço. 2. o pagamento do imposto. por contribuinte. se tal pagamento se fizer em momento anterior. acrescentado pela Lei 11. Orleans Martins 44 . § 4º São irrelevantes para a caracterização do fato gerador: 1. salvo disposição em contrário prevista na legislação.0001/2001.02.2002) a) à vista do comprovante de recolhimento do imposto ou do comprovante de exoneração do pagamento.12. IV): (Redação dada ao § 1 º pelo inciso 11 do art. considera-se ocorrido o fato gerador no momento da entrega. 1 º do Decreto nº 47. § 1º. § 2º Na hipótese do inciso XII. após o desembaraço aduaneiro. de serviço prestado ou iniciado no exterior. 3. tiver estado na posse do respectivo titular. da mercadoria ou bem importados do exterior somente se fará se autorizada pelo órgão responsável pelo seu desembaraço. 1 º do Decreto 46.2002. art.529 de 04. após o desembaraço aduaneiro. deste tenha saído sem pagamento do imposto em decorrência de operações não tributadas. e de outros documentos previstos na legislação. efeitos a partir de 22. autorização esta dada à vista do comprovante de pagamento do imposto incidente no ato do despacho aduaneiro.143/02): (Redação dada ao item 2 pelo inciso I do art. 2º.no recebimento. da mercadoria ou bem importados do exterior somente se fará (Convênio ICMS . a entrega pelo depositário. DOE 06. transmissão. art. § 1º Na hipótese do inciso IV (Lei 6. os efeitos dos fatos efetivamente ocorridos.no início da prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal.619/00.2002. 2º.374/89. e § 6º. na redação da Lei 10. 5. se for o caso. emissão. inclusive na geração. efeitos a partir de 19. XII . na operação de arrendamento mercantil. 4. XIII . XI .02.12. salvo disposição em contrário.no ato final do transporte iniciado no exterior. XV . salvo disposição em contrário prevista na legislação. ainda que por débito em conta corrente ou meio eletrônico de dados. DOE 05. também. 11. § 1 º Na hipótese do inciso Iv. utilizado para a prestação do serviço. ou quando do seu pagamento. § 3º O imposto incide. considera-se ocorrido o fato gerador quando do fornecimento ou disponibilidade desses instrumentos pelo prestador. repetição e ampliação de comunicação de qualquer natureza. 1º. salvo disposição em contrário prevista na legislação. o título jurídico pelo qual o bem. após o desembaraço aduaneiro. art. autorização esta dada à vista do comprovante de pagamento do imposto incidente no ato do despacho aduaneiro. 3.na utilização. a entrega pelo depositário. pelo destinatário. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. a entrega. sobre a ulterior transmissão de propriedade de mercadoria que. XIV . oportunidade em que o contribuinte deverá comprovar. b) se autorizada pelo órgão responsável pelo seu desembaraço.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] X . ou por qualquer outro instrumento liberatório do serviço. de serviço cuja prestação se tenha iniciado em outro Estado e não esteja vinculada a operação ou prestação subsequente alcançada pela incidência do imposto. recepção. por qualquer via.02. tiver estado na posse do prestador.2001) 1.por ocasião da venda do bem arrendado.

[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] § 5º Nas hipóteses dos incisos VI e XIv. Por esse regime. sendo que. O mesmo procedimento deve ser aplicado a todas as aquisições que resultem em recuperação do ICMS. visando-se apurar. pois o produto de sua arrecadação corresponde. é um dos tributos que apresenta maior número de eventos econômicos. para constituir seus estoques. O ICMS é caracterizado como um dos principais impostos.ibpt. as empresas devem apurar o saldo a pagar ou a recuperar do imposto. que serão posteriormente utilizados em sua atividade-fim. não há débito ou créditos de imposto. em pagar o imposto correspondente à diferença entre a alíquota interna e a interestadual.800. Orleans Martins 45 .00 ICMS destacado na Nota Fiscal: R$ 1. Por ter natureza não cumulativa. serão apresentados os eventos.00 Pelo aproveitamento do ICMS destacado na Nota Fiscal: D . relativas ao ICMS.Pela aquisição de matérias-primas (valor líquido): D .00 Dessa forma. entre outros. o ICMS possui basicamente duas formas de apuração. nos tópicos seguintes. as indústrias possuem o direito de recuperar o crédito do ICMS destacado na Nota Fiscal. Aquisição de matérias-primas Quando da aquisição de matérias-primas. afinal. a saber: a) Regime Normal de Apuração . relativos apenas às operações realizadas por ele mesmo. têm-se operações nas quais deverá haver o respectivo lançamento contábil.ICMS a Recuperar C . <http://www. dentre outros.br/img/_publicacao/13710/181. produtos.200. apresentando especificidades quanto às formas de arrecadação. conforme estudos realizados pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.Fornecedores R$ 1.1. com o registro de créditos e débitos de imposto. compensando os referidos créditos com os débitos oriundos da venda de produtos e mercadorias. Serão expostos. pois o mesmo já foi recolhido pelo contribuinte eleito como substituto tributário. mercadorias.com. b) Regime de Substituição Tributária .200.00. A seguir. Contabilização do ICMS de empresas em regime normal de apuração Quando a empresa está sujeita ao regime normal de tributação. pelo valor de R$ 10. para as indústrias. ao final. a aproximadamente 20% do total de tributos arrecadados por todas as esferas de governo (Fonte: IBPT. ao final do mês.000. gerando lançamentos contábeis de média complexidade. há diversos eventos econômicos que podem ocorrer. Dentre as suas características. o custo de aquisição efetivo da matéria-prima corresponde a R$ 8. Sempre que ocorrido o fato gerador do ICMS. no dia a dia das empresas. quando das operações corriqueiras.Estoque de Matérias-primas C .800. a obrigação do contribuinte consistirá. 5. as formas de contabilização mais comuns.Fornecedores R$ 8.00 Lançamento contábil .regime pelo qual o ICMS é recolhido na fonte em determinada fase de sua circulação.regime de apuração pelo qual a empresa realiza o aproveitamento dos créditos provenientes da aquisição de matérias-primas destinadas à produção e de mercadorias destinadas à revenda. realizadas com a aquisição e comercialização de matérias-primas. nas fases subsequentes. como a aquisição de materiais secundários de produção e material de embalagem. com os respectivos registros contábeis das operações. Evento: aquisição de matérias-primas. o saldo a pagar ou a recuperar do tributo. haja vista que o ICMS é um imposto recuperável.pdf>).

00 Lançamento contábil . no curso das atividades normais.Estoque de Mercadorias . As empresas comerciais podem efetuar o registro contábil de seus estoques por intermédio de dois sistemas: o sistema de registro permanente de estoques (inventário permanente) e o sistema de registro periódico (também conhecido como inventário periódico). em alguns estados.ICMS a Recuperar C .00 Evento: aquisição de mercadorias para revenda. de acordo com o sistema de inventário adotado pela empresa. Destaca-se que. A seguir.Pela aquisição de mercadorias: D . com tributação pelo ICMS Quando uma empresa adquire mercadorias e.00 (Inventário periódico) ICMS destacado na Nota Fiscal: R$ 120.Produto X C .Contas a Pagar R$ 88.Fornecedores R$ 1. com incidência do ICMS pela alíquota de 12% (Inventário Permanente) D . de acordo com o tipo de inventário adotado pela empresa. Nesse caso.00 Pelo aproveitamento do ICMS destacado na Nota Fiscal: D .ICMS si Compras R$ 120. juntamente com as operações de compra de mercadorias.Fornecedores R$ 120.000. não há a possibilidade de aproveitamento do crédito do ICMS correspondente.00 (Inventário permanente) ICMS destacado na Nota Fiscal: R$ 120. Evento: aquisição de mercadorias para revenda. devoluções de vendas. Além das operações de aquisição de mercadorias.Fornecedores R$ 880. as empresas comerciais. a empresa adquirente poderá se creditar do ICMS destacado no CTRC.ICMS a Recuperar C . pelo valor de R$ 1.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. salvo situações específicas vedadas em lei.Pela aquisição de mercadorias (valor líquido): D . as empresas podem realizar.00 Verifica-se que. como não há o destaque do ICMS. Orleans Martins 46 . também possuem o direito de se creditar do imposto. por intermédio do Conhecimento de Transporte Rodoviário de Cargas (CTRC). quando adquirem mercadorias para revenda. recebimento de bonificação de mercadorias.Produto X (pelo valor líquido) C . juntamente com essas mercadorias. devoluções de compras. em virtude da legislação específica do Estado.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Aquisição de mercadorias para revenda Da mesma forma que as empresas industriais. proveniente de aquisição de mercadorias. bem como o custo de aquisição da mercadoria. Aquisição de fretes em operações de compra de mercadorias.000. veremos os lançamentos relativos a cada um dos sistemas de registro de estoques.00 Pelo aproveitamento do ICMS destacado na Nota Fiscal: D . como aquisição de frete. entre outras. embora a operação de compra de mercadorias seja a mesma.Contas a Pagar R$ 12.000.Compra de Mercadorias C . quando da realização de transporte intermunicipal.ICMS a Recuperar C . realiza o pagamento do transporte. possuindo um tratamento distinto. como. diversas operações.00 Lançamento contábil .00 D . pelo valor de R$ 1. têm-se registros contábeis distintos.00. quando as empresas aderem a determinada tributação simplificada.Estoque de Mercadorias . por exemplo. Evento: pagamento de frete no valor de R$ 100. mas no interior do mesmo Estado a operação de transporte de cargas não tem o destaque do ICMS. Todas essas operações podem ser tributadas pelo ICMS.

ou então a crédito da conta Caixa.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Evento: pagamento de frete no valor de R$ 100. por R$ 20. Quando da realização de operações de venda de mercadorias. bem como proporcionar um retorno ao capital investido pelo sócio ou acionista.00 D . na conta Fornecedores (por opção do contador/empresa) ou contas a pagar.00 Pela venda de mercadorias: D .600. Evento: venda de mercadorias a vista/a prazo. Orleans Martins 47 . deduzindo-se os impostos recuperáveis incidentes sobre o mesmo.Contas a Pagar D .Caixa/Duplicatas a Receber C . se na operação de transporte de cargas ocorrer incidência do ICMS. ao qual a empresa deverá realizar a apuração do mesmo. com incidência do ICMS pela alíquota de 12% .ICMS a Recolher Fretes sobre vendas de mercadorias As empresas. ocasionalmente podem ficar responsáveis pelo pagamento dos fretes incidentes sobre as vendas.000.00 Pelo ICMS incidente sobre as vendas: D . por motivos diversos. a operação de contratação de fretes pode ser contabilizada.00 R$ 18.Fornecedores/Contas a Pagar/Caixa D .00. o frete incidente sobre compras integra o custo da mercadoria vendida.00 ICMS incidente na operação: R$ 18.00 De acordo com os princípios de custo.Frete sobre Compras C . CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. ocorre o débito do ICMS.00 R$ 3. de acordo com o sistema de inventário. Dessa forma.600. proveniente de aquisição de mercadorias. eventualmente ocorrem situações onde o fornecedor de determinada mercadoria recebe de seu cliente a mercadoria em devolução. tendo como objetivo cobrir todas as despesas e custos.00 ICMS incidente sobre a venda: R$ 3.ICMS a Recuperar C . Quando isso ocorre.Inventário Periódico D . no valor de R$ 150. corno não conformidade com o pedido ou mercadoria deteriorada.Venda de Mercadorias R$ 20.00 Corno se pode observar. quando vendem mercadorias. debitados no Conhecimento de Transporte Rodoviário de Carga (CTRV).00 R$ 12. a empresa responsável pelo pagamento terá o direito de recuperar os referidos créditos de ICMS.ICMS a Recuperar C . com a finalidade de posteriormente realizar a venda das mesmas. Evento: responsabilidade pelo pagamento do frete. Operações de devoluções de compras de mercadorias No curso normal das atividades empresariais. obtendo uma margem de lucro.000.Fretes sobre Vendas C . deverá ser realizada uma contabilização diferenciada. nas operações a prazo. Operações de venda de mercadorias As empresas adquirem mercadorias.ICMS de Fretes s/ Vendas R$ 150.ICMS si Fretes R$ 100. compensando-se os créditos provenientes da aquisição de mercadorias. nas operações a vista. em operação de venda de mercadorias ou produtos.ICMS s/ Vendas C .

Estoque de Mercadorias D .Devolução de Vendas C . restituição em dinheiro do valor correspondente às mercadorias devolvidas (caixa) ou ainda. por ocasião da devolução de compras. que poderá ser utilizado quando a empresa vier a realizar novas compras junto ao seu fornecedor. no valor de R$ 5. denominada "ICMS sobre devolução de vendas". Da mesma forma que.00 Corno se pode observar pelos registros acima. para fins tributários.ICMS a Recolher R$ 4. ocasionando o que comum ente é chamado de devolução de mercadorias de clientes. Evento: devolução de compras mercadorias. toma-se necessário o registro correspondente do imposto incidente sobre as referidas operações. Outro fator a ser considerado é a natureza da conta.000. no caso em questão.00 ICMS incidente sobre a devolução de R$ 60.00 D . no caso de devolução de vendas o tratamento seria o mesmo. contabiliza-se o ICMS sobre devolução de compras separadamente.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Nessas situações. quando da aquisição de mercadorias. Na saída por ocasião de urna devolução. é a venda de mercadorias. caso elas sejam operações tributadas pelo ICMS.00 R$ 600. Orleans Martins 48 . CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.00 R$ 60.00 (Inventário periódico) ICMS destacado no valor de R$ 600. ou ainda vendas canceladas.00 R$ 600.400.00 (Inventário permanente) ICMS destacado no valor de R$ 600. no valor de R$ 5. tem natureza Devedora. por ocasião da venda de mercadorias. constituição de um direito (créditos a receber).ICMS s/ Devolução de Compras C . Dessa forma. Entendemos tratar-se de uma técnica mais adequada. pois a operação a ser considerada.00 D . além de realizar a devolução das mercadorias. Operações de devoluções de vendas de mercadorias Da mesma forma que as empresas podem devolver mercadorias aos seus fornecedores.Fornecedores/Caixa/Créditos a Receber C .Devoluções de Compras D . destacando-se os efeitos tributários das operações de devoluções de mercadorias.000. recebendo créditos apenas quando do encerramento para apuração do Resultado do Exercício. uma conta redutora da conta devolução de vendas. Isso decorre da necessidade de informação por parte dos usuários da contabilidade.Duplicatas a Receber/Caixa D . de acordo com as condições comerciais estabelecidas. há reflexos no ICMS que foi debitado. a empresa possui o direito de creditar-se do ICMS correspondente.000.ICMS a Recolher R$ 5. Há três opções na conta devedora. correspondente a despesas. Adota-se. do que a contabilização diretamente na conta ICMS sobre vendas. Evento: devolução de vendas de mercadorias. As contas de resultado.ICMS a Recuperar C . no momento da negociação: abatimento do valor da mercadoria devolvida nas duplicatas a pagar (fornecedores). ocorrerá o débito correspondente. nesse caso.00 D .00 Evento: devolução de compras mercadorias. o valor debitado por ocasião da devolução de vendas será aquele correspondente ao valor total da nota fiscal.Fornecedores/Caixa/Créditos a Receber C . em determinadas situações os clientes das empresas também podem efetuar essa operação. Quando ocorre essa situação.00 Observe-se que. usualmente. no valor de R$ 500. Nesse caso específico. cria-se uma conta redutora. independe o tipo de inventário adotado pela empresa.Fornecedores/Caixa/Créditos a Receber C .ICMS sobre Devolução de Vendas R$ 500.

Receita de Bonificação de Mercadorias D .Mercadorias Recebidas em Bonificação C . na operação de consignação. tem o direito de recuperar o ICMS incidente sobre as mercadorias recebidas em bonificação. a empresa que recebe as bonificações. pela empresa vendedora (denominada consignadora). via de regra. que não são de sua propriedade. de uma operação de consignação de mercadorias.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. A comunicou à empresa Gama S. Essa operação consiste no envio. no que diz respeito ao ICMS. seja total ou parcialmente. a mercadoria continua de propriedade do consignador.000. que havia vendido 30 unidades. Orleans Martins 49 . uma nota de venda de mercadorias (para simples faturamento). pois não possuíram custos de aquisição.00 (Inventário Permanente) ICMS sobre as mercadorias bonificadas: R$ 360. ao valor unitário de R$ 100.ICMS s/ Mercadorias Recebidas em Bonificação Operações de consignação de mercadorias Dentre as diversas atividades desenvolvidas pela empresa. Note-se. e o crédito do ICMS.00 R$ 360. Quando ocorre a comunicação da venda.Receita de Bonificação de Mercadorias R$ 2. para aqueles clientes que realizam compras em grande quantidade.ICMS a Recuperar C . no comércio.000.ICMS a Recuperar C . então. A foi de R$ 2. entre duas empresas comerciais. para a empresa Gama S. para a empresa que recebeu as mercadorias em consignação. Visando esclarecer essas questões. mas não a propriedade. até a empresa consignatária realizar a venda para terceiros. no valor de R$ 3.00 e o preço de venda da empresa Beta S. segue abaixo um exemplo prático. a utilização do recurso de bonificação de mercadorias. para a empresa que efetuou a remessa em consignação. pois quando da venda das mercadorias.00 R$ 360. Evento: recebimento de mercadorias em bonificação. a empresa consignatária deverá emitir uma nota fiscal de devolução simbólica para o consignador. essas serão tributadas normalmente. nesse caso. Se a mercadoria circulou da empresa A para a empresa B. No entanto. o fato gerador do ICMS. que detém a posse das mercadorias.Estoque de Mercadorias C . ocorre por ocasião da circulação das mercadorias. A remeteu.000. mas não serem de sua propriedade. era de R$ 600.Receita de Bonificação de Mercadorias D . a empresa Beta S.00. a empresa consignatária efetua a devolução das vendas. se essas forem tributadas. O ICMS incidente sobre todas as operações é de 12%. em 2 de janeiro de 20xO.00 (Inventário Periódico) ICMS sobre as mercadorias bonificadas: R$ 360. devendo haver o respectivo débito de ICMS.00 D . A diferença existente entre uma compra e venda comum reside no fato de que. ocorreu o fato gerado do ICMS. gerando uma margem de lucro maior para o vendedor. sendo que este emitirá. R$ 3. Entretanto. ou ainda. O custo das unidades.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Recebimento de bonificação de mercadorias É prática costumeira. 100 unidades da mercadoria Y. Caso não ocorra a venda das mercadorias. para que outra empresa (consignatária) realize a venda das referidas mercadorias. no valor de R$ 3.640. bem como há a possibilidade de inexistência de mercadorias na empresa. quotidianamente. A empresa Gama S. pode ocorrer uma operação denominada consignação de mercadorias. pois foram enviadas a outra empresa em consignação. quando tributadas.000. A. A.00 Evento: recebimento de mercadorias em bonificação. em regime de consignação para a empresa Beta S. quando do lançamento de um novo produto.000. não tendo qualquer benefício específico.00 D .00. A empresa que fornece as mercadorias em bonificação deve tratá-Ias como vendas normais. A No dia 31 de janeiro de 20xO. a existência de conceitos distintos: há mercadorias que podem estar fisicamente no estoque da empresa.

Há situações. Contabilização do ICMS para empresas em regime de Substituição Tributária A figura da substituição tributária teve seu ápice com a introdução. retenção e recolhimento do ICMS sobre duas ou mais operações da cadeia produtiva.ICMS si Mercadorias em Consignação C .substituído: R$ 15. basta o comerciante substituído agregar todos os custos pagos pelo produto como custos de comercialização e/ou produção. devolução. assegurada a imediata e preferencial restituição da quantia paga. automóveis etc. cujo fato gerador deva ocorrer posteriormente.000.600. Um dos tributos que mais se utiliza do recurso da denominada Substituição Tributária é o ICMS. uma vez que. em que. Já para o substituto.ICMS a Recolher D .00 ICMS das operações subsequentes: R$ 600.00 D .000.00 D . em produtos como combustíveis. As operações ocorridas sob esse regime devem ser objeto de contabilização distinta.00 Como se pode observar. venda. por intermédio do § 7º do art.00 R$ 100. ele deverá observar a segregação entre o tributo devido nas próprias operações do tributo retido por substituição tributária. caso não se realize o fato gerador presumido. quando da ocorrência de fato gerador do ICMS.000. em todas as operações anteriormente relacionadas. 150 da Constituição Federal. das operações subsequentes.000. por meio da Emenda Constitucional nº 3. Orleans Martins 50 . o contribuinte torna-se responsável pelo cálculo.Mercadorias Consignadas (contas de compensação) R$ 100. em um regime conhecido como Substituição Tributária. relativo às operações de aquisição.00 ICMS das operações próprias: R$ 1. recebimento em bonificação ou consignação de mercadorias.00 R$ 12.1. O tratamento contábil da substituição tributária deve ser observado com muito mais cuidado pelo substituto (aquele que vende o produto com substituição tributária). nas operações de produtos adquiridos pelo regime de tributação pela substituição tributária. a outro sujeito passivo. de fatos tributários posteriores. da possibilidade de atribuição. temos a seguinte operação de um produto vendido por substituição tributária: Valor de venda pelo substituto: R$ 10. Para fins de exemplificar.00 Valor de venda varejo .200. 5. de 1993. Todo o tributo já foi todo retido e recolhido nas operações anteriores.Mercadorias em Consignação (estoque em poder de terceiros) C .00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. do que por aquele que recebe o produto em substituição tributária. Diz o referido artigo: § 7º A lei poderá atribuir a sujeito passivo de obrigação tributária a condição de responsável pelo pagamento de imposto ou contribuição. nesse regime. além da operação envolver o ICMS incidente sobre as denominadas "operações próprias". tintas. conforme será observado no tópico a seguir.000. fretes e outros. pneus. deve ocorrer o registro dos fatos contábeis relativos às denominadas operações próprias.Mercadorias Recebidas em Consignação (contas de compensação) C .1. Esse fato decorre de que.ICMS a Recuperar C .ICMS si Mercadorias Recebidas em Consignação R$ 12.000.000. contudo.Consignação de Mercadorias (contas de compensação) Evento: recebimento de mercadorias em consignação D . não há qualquer compensação do imposto pago nas operações anteriores.00 Valor total da Nota Fiscal: R$ 10.Mercadorias Consignadas (contas de compensação) C .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Evento: remessa de mercadorias em consignação D .Estoque de Mercadorias R$ 60.

Entretanto. para melhor compreensão: Exemplo de cálculo do FATOR a ser utilizado no cálculo do aproveitamento do ICMS incidente sobre aquisição de ativo permanente. a recuperação imediata de todo o ICMS incidente em uma operação de aquisição de ativo imobilizado. a operação é bem simples.Compras de Mercadorias C . às empresas. pelo contribuinte substituído. deverá ocorrer nos 48 meses seguintes à aquisição do imobilizado.00 (600. dessa operação.00) (-) ICMS Substituição Tributária Receita Operacional Bruta 10.Inventário Periódico D . pois o valor corresponde ao ICMS a ser recolhido pelo substituto. dessa forma. Esse processo de recuperação.200. de acordo com a legislação vigente. em virtude do imposto já ter sido recolhido nas fases anteriores.00) . a aquisição de um ativo imobilizado é considerada uma operação de longo prazo. possuem o direito de recuperar o ICMS sobre essa aquisição.operações próprias D ..Inventário Permanente D .600.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Evento: venda de produto com substituição tributária D .ICMS a Recolher R$ 1.ICMS ....1.00 R$ 600.00 Evento: contabilização do ICMS por substituição tributária D . O fator deverá ser igual ao produto entre 1/48 (um quarenta e oito avos) com a relação entre a soma das saídas e prestações tributadas e o total das saídas e prestações escrituradas no mês. ficaria assim expressa: Faturamento Bruto 10.00 Verifica-se. em razão das operações posteriores realizadas pelo contribuinte substituído.600. quando realizam operações de aquisição de ativo fixo. 5. Vamos a um exemplo. que o ICMS por substituição tributária.Substituição Tributária a Recolher Evento: contabilização do ICMS . CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. não é realizado qualquer débito de imposto. embora integrante do faturamento da empresa..600.Estoques C .Fornecedores/Caixa R$ 10. A parte inicial da Demonstração do Resultado do Exercício.Fornecedores/Caixa R$ 10. Aproveitamento de créditos de ICMS sobre venda de Ativos Imobilizados e a contabilidade As empresas sujeitas à tributação do ICMS. seja pelo regime de substituição tributária..00 Evento: aquisição de produto pelo substituído . ao contrário do ICMS incidente sobre as operações mensais da empresa.. os lançamentos seriam os seguintes: Evento: aquisição de produto pelo substituído . .00 Quando da realização da venda. de acordo com determinado fator.Faturamento Bruto R$ 10. Orleans Martins 51 . Basta contabilizar o valor efetivamente pago como estoque.200. seja pelo regime normal. No exemplo em questão.000.. não constitui um elemento de sua Receita Operacional Bruta. destinado à manutenção das atividades da empresa.ICMS s/ Vendas C . não é permitida pela legislação vigente.00 (-) ICMS s/ Vendas (1.2. destinado às suas atividades.600. não havendo qualquer possibilidade de creditarnento do ICMS das operações anteriores.ICMS por Substituição Tributária C .Duplicatas a Receber/Caixa (Cliente Alfa) C . Dessa forma. Já para o contribuinte substituído.

083333%. será realizado em um prazo previsto de 48 meses. caso a empresa possuísse créditos de ICMS sobre aquisição de Ativo Imobilizado. e uma parcela que será utilizada após o término do exercício social subsequente. no valor de R$ 5.ICMS sobre aquisição de Ativo Imobilizado (Ativo Circulante) C .00 60.000.00. não poderá ser aproveitada nos meses subsequentes.12.00 Outras 200. venda e cancelamento de créditos decorrentes de operações com ativo imobilizado.000.102 CFOP 5.02083333 * (0. sendo que o saldo restante.000. o percentual a ser utilizado seria de 2.00 850.00 será aproveitado no longo prazo. deverá ser cancelado.00/850.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] A empresa ALFA S.000.00/48 = R$ 150.00) FATOR = 0.0159313 Neste mês em questão. que resultam em um montante de R$ 1. então.00 > parcela máxima mensal do ICMS a ser aproveitada.950.950. O ICMS incidente sobre as operações de aquisição de imobilizado.000. Aquisição de ativo imobilizado Evento: aquisição de ativo imobilizado tributado pelo ICMS a vista Bem: Máquina Empacotadora . para as empresas que promovem saídas não tributadas. serão abordados todos os eventos provenientes de situações envolvendo aquisição. deduzido dos impostos recuperáveis incidentes sobre a operação.20x0 Valor do bem adquirido: ICMS incidente sobre a aquisição: D . que é inerente à aplicação do fator.00 50. O fator para utilização. que não for aproveitado.000.000. Dessa forma.200. o saldo de créditos do ICMS sobre aquisição de determinado ativo. a empresa teve um total de R$ 650.00 500. deve ser realizada a segregação entre o ICMS a ser aproveitado no curto prazo (ativo circulante) e a parcela a ser aproveitada no longo prazo (ativo não circulante). para um total de saídas no valor de R$ 850.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.949 Totais Valor Contábil 100.00 ICMS 12.0159313. teremos uma parcela do ICMS a ser aproveitado que será utilizado no exercício social imediatamente posterior. A diferença do ICMS não aproveitado.00 500.000.00 --281.Máquinas e Equipamentos C . ao final do mês de janeiro de 20xO.00 R$ 52. o fator a ser multiplicado pelo ICMS incidente sobre aquisição de ativo imobilizado seria 0. A.00 --650.000. Os lançamentos correspondentes seriam os seguintes: Evento: apropriação do ICMS incidente sobre aquisição de bem do Ativo Imobilizado D .00 em operações tributadas. teve as seguintes operações registradas em seu Livro de Registro de Saídas: CFOP 5.00 50.. Então.250. Ao final dos 48 meses. Caso a empresa apresentasse somente saídas tributadas.000. deverá ser calculado da seguinte forma: FATOR = 1/48 * (650.000. Orleans Martins 52 .00 O custo de aquisição do veículo será representado pelo valor de aquisição do bem.76470588) FATOR = 0.000. a serem aproveitados no curto prazo.00. ou seja.Caixa/Bancos Conta Movimento R$ 1.200.000.00 Nesse caso em questão.000.000. 1.000.00. 13 meses a R$ 150.00 9.00 BC 100.000.800.59313% do valor total do ICMS.000. No exemplo em questão: R$ 7.Caixa/Bancos Conta Movimento R$ 60.Data operação: 20.00 200. A seguir.202 CFOP 6.000. como já vimos anteriormente. Meses nos quais irão ser creditados os valores do ICMS: De dezembro de 20x0 a dezembro de 20x1 = 13 meses Após dezembro de 20x1 = 35 meses Têm-se.102 CFOP 6.00 R$ 7.

resultado. Utilizando-se o exemplo anterior.000. proveniente de saldo remanescente. mensalmente. ou por ocasião da venda do ativo imobilizado.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. ao final de 48 meses. possa não ser aproveitada.250.00 R$ 455.Outras despesas operacionais (ICMS si Ativo Imobilizado Não Utilizado) C . após 24 meses de aquisição Custo contábil do bem: Depreciação acumulada do bem: ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar . Aproveitamento mensal de ICMS incidente sobre ativo imobilizado Após a aquisição.Caixa/Bancos Conta Movimento R$ 5.0166667. não utilizados.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] D . a empresa poderá aproveitar o crédito do ICMS.280. ao final de 48 meses: R$ 3.00 D . com saldo de créditos de ICMS a recuperar Operação: Venda de Ativo Imobilizado. teríamos uma situação onde o custo de aquisição do imobilizado será representado pelo valor de aquisição.00 R$ 5. Evento: cancelamento do ICMS sobre ativo imobilizado. Evento: alienação de ativo imobilizado.Ativo não Circulante: R$ 26. uma vez que tais valores não poderão ser recuperados no futuro.200. A primeira situação decorre do fato de a empresa promover saídas não tributadas. no primeiro mês. devem ser cancelados. são aproveitados créditos em percentual inferior a 1/48.00 A apuração do fator de aproveitamento do crédito do ICMS sobre ativo imobilizado ocorrerá mensalmente. Em relação ao ativo imobilizado adquirido: Valor total do ICMS a recuperar: Fator: Valor do ICMS a recuperar no primeiro mês: R$ 7.0166667 R$ 120.ICMS a Recuperar C . os créditos remanescentes. não utilizados.00 Importante é ressaltar que o aproveitamento do crédito do ICMS sobre aquisição de ativo imobilizado não ocorre juntamente com os créditos provenientes da aquisição de mercadorias.ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar (Ativo Circulante) R$ 455. as duas situações anteriormente descritas.Ativo Circulante: ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar . Ele é creditado diretamente na apuração do ICMS. proporcionalmente às saídas tributadas. em um saldo de créditos. a possibilidade de recuperação do ICMS na aquisição do Ativo Imobilizado existe.ICMS sobre Aquisição de Ativo Imobilizado (Ativo Não Circulante) C . Dessa forma.00 R$ 900. Cancelamento de crédito do ICMS sobre ativo imobilizado não utilizado Ao final do período de 48 meses.00 0. a seguir. Dessa forma. pois não é permitida pela legislação a sua utilização.ICMS sobre Aquisição de Ativo Imobilizado (Ativo Circulante) R$ 120. vamos considerar que. podendo ocorrer variações no valor a ser aproveitado. de acordo com o percentual de saídas tributadas em relação às saídas totais. antes do término desse prazo. perdendo as suas características intrínsecas de ativo. no Livro de Registro de Entradas. deduzido dos impostos recuperáveis. Serão analisadas. Máquinas e Equipamentos. a partir do primeiro mês de aquisição. o fator de aproveitamento do ICMS seria 0. a empresa em questão teve 80% de suas saídas tributadas. ao final dos 48 meses previstos para aproveitamento Situação: Valor total do ICMS sobre ativo imobilizado: Saldo remanescente. O lançamento contábil correspondente a essa operação seria: Evento: aproveitamento mensal do ICMS sobre aquisição de Ativo Imobilizado D .00 Após os referidos lançamentos. à razão de 1/48. pois devem receber tratamento contábil distinto. Orleans Martins 53 .400.00 R$ 900.00 Verifica-se a apropriação do saldo do ICMS sobre ativo imobilizado como despesa. Embora haja uma parcela que. devendo ser provisionado pelo seu total.

05 e 17.09). III.19. Instituições financeiras. 7. corretagens ou intermediações de seguro.08.09 a eles prestados dentro do território do Município de São Paulo. Pessoas jurídicas. Tomadores ou intermediários de serviços provenientes do exterior do País ou cuja prestação se tenha iniciado no exterior do País. 17. 19 e 21 a 40. deverá integrar o custo do bem vendido. São responsáveis pela retenção do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza e compreendem fatos geradores passíveis para talos serviços prestados nas condições que seguem: I. não aproveitado em virtude da alienação do bem. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. 7.04. 7. Orleans Martins 54 .13. b) Subitens 7. 11.400.14. 7.Máquinas e Equipamentos C . 18. 1Q do Decreto nº 50. 7. quando tomarem ou intermediarem serviços: a) Dos quais resultem remunerações ou comissões. inclusive imunes ou isentas.13.1.Depreciação Acumulada .12. realizados por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo. de serviço não compreendido na competência da União ou dos Estados e. 7. objetos.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Evento: venda do bem do ativo imobilizado D . no item em questão. bens ou valores. II. c) Itens 1.Outras Despesas Operacionais (Custo da Venda de Ativo Imobilizado) Evento: cancelamento do saldo do ICMS a recuperar. no Ativo Circulante D . 3 (exceto o subitem 3.03. 4 a 6.07. executados por prestadores de serviços que emitam nota fiscal ou outro documento fiscal equivalente autorizado por outro município ou pelo Distrito Federal. no Ativo Não Circulante D .02.00 R$ 5. e condomínios edifícios residenciais ou comerciais.00 R$ R$ 900. 7. por elas pagas a seus agentes.Outras Despesas Operacionais (Custo da Venda de Ativo Imobilizado) C .Outras Despesas Operacionais (Custo da Venda de Ativo Imobilizado) C .Outras Despesas Operacionais (Custo da Venda de Ativo Imobilizado) C . não inscritos no Cadastro de Prestadores de Outros Municípios. b) De conserto e restauração de bens sinistrados por elas segurados.8 aIO.00 R$ 26. quando tomarem ou intermediarem os seguintes serviços listados no art. com ou sem estabelecimento fixo.11. 7. por pessoa física ou jurídica. 7. 1 Q da Lei nº 13.02.Município de São Paulo Breve descrição do tributo Fato gerador Constitui fato gerador do Imposto sobre Serviços (lSS) no município de São Paulo a prestação. 7.05.ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar . 7. 7.05 e 17. 7.280. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA (ISS) . prestados por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo. remessa ou entrega de correspondências.ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar .17 e 16.18.Ativo Circulante Evento: cancelamento do saldo do ICMS a recuperar. especificamente.Máquinas e Equipamentos Evento: lançamento da depreciação acumulada do bem D .01.701/2003.Ativo Não Circulante R$ 900. IV.10.09.896/2009: a) Subitens 3.00 Observe-se que. quando tomarem ou intermediarem serviços de coleta. 7. 6. pelos agenciamentos.06. 17 (exceto os subitens 17.01 a eles prestados dentro do território do Município de São Paulo por prestadores de serviços estabelecidos fora do Município de São Paulo. 7. Sociedades seguradoras. o saldo do ICMS. corretores ou intermediários estabelecidos no Município de São Paulo.20. a prestação dos serviços constantes da relação do art.15. documentos. 13 a 15. 6.03 e 12. 7. bem como nos subitens 7. 2. 7.04. 11.04).

então. VII. quando tomarem ou intermediarem serviços dos quais resultem remunerações ou comissões. Sociedades que explorem serviços de planos de medicina de grupo ou individual e convênios ou de outros planos de saúde. comprovado via declaração cadastral (profissional autônomo). laboratórios de análises. logística e congêneres. quando tomarem ou intermediarem serviços: a) dos quais resultem remunerações ou comissões. por elas pagas a seus agentes. o mês de emissão do documento fiscal (nota fiscal de serviço. bens ou valores. armazenagem de qualquer natureza.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] c) De regulação de sinistros vinculados a contratos de seguros. V. movimentação de aeronaves. de sêmen e congêneres. de eletricidade médica. pelos agenciamentos. Entretanto. IV ou V da Lei Complementar nº 123/2006 considerando-se a faixa de receita bruta a que a ME ou EPP estiver sujeita no mês anterior ao da prestação dos serviços. tem-se como sujeito ativo o Município de São Paulo. Também. de inspeção e avaliação de riscos para cobertura de contratos de seguros e de prevenção e gerência de riscos seguráveis. serviços de apoio aeroportuários. movimentação de passageiros. Momento de incidência/retenção/recolhimento Fundamentado o fato gerador. a alíquota prevista nos Anexos III. a partir de 01. Hospitais e prontos-socorros. remessa ou entrega de correspondências. Orleans Martins 55 . objetos. bancos de sangue. serviços acessórios. fornecidos por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo. quando tomarem ou intermediarem os seguintes serviços fornecidos por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo: a) tinturaria e lavanderia. no caso dos serviços prestados pelas Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) optantes pelo SIMPLES Nacional. Sujeito ativo Decorrente desse Imposto. sendo o tomador do serviço caracterizado como o contribuinte responsável pela retenção e recolhimento do tributo. b) coleta. documentos. documentos. casas de saúde e de recuperação. para cálculo do imposto a ser retido na fonte. realizados por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo. de patologia. recibo de profissional autônomo. utilização de aeroporto. de olhos. compete o recolhimento do valor retido na fonte no dia 10 ou dia útil posterior do mês subsequente ao mês de ocorrência do fato gerador. movimentação de mercadorias. quando tomarem ou intermediarem os serviços aeroportuários. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Empresas de aviação. corretagens ou intermediações de planos e títulos de capitalização. capatazia. prontos-socorros. os responsáveis tributários ficam desobrigados da retenção e do pagamento do imposto. bens ou valores. objetos. gozar de isenção ou gozar de imunidade. pelos agenciamentos.01. ambulatórios. Empresas administradoras de aeroportos e de terminais rodoviários. corretores ou intermediários estabelecidos no Município de São Paulo. VI. Tal alíquota deve ser destacada pelo prestador de serviço em documento fiscal fornecido à fonte pagadora. por elas pagas a seus agentes. prestados dentro do território do Município de São Paulo. Ao tomador do serviço. fornecidos por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo. de pele. clínicas. em relação aos serviços tomados ou intermediados de prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo e nos enquadramentos que seguem. IX. qual seja. tratado na Lei Complementar Federal nº 123/2006.2009. b) de hospitais. quando tomarem ou intermediarem os serviços de coleta. remessa ou entrega de correspondências. corretores ou intermediários estabelecidos no Município de São Paulo. Sujeito passivo O contribuinte de fato consiste do prestador de serviços. deve ser considerada. entre outros). Sociedades de capitalização. o momento de incidência/retenção do ISSQN ocorre quando do recebimento/pagamento do serviço prestado. VIII. corretagens ou intermediações de planos ou convênios.

Despesas com Serviços Prestados por Terceiros C . sem dedução.00 D . Base de cálculo e alíquotas A base de cálculo do ISSQN compreende o preço do serviço prestado.Serviços de Terceiros a Pagar D . Orleans Martins 56 . os eventos relacionados ao tributo compreendem a(o): • Incidência do fato gerador. aplicam-se alíquotas de 2. ocorre o seguinte evento relacionado ao tributo: • Recebimento de serviços prestados com retenção do ISS pelo tomador do serviço.2.3. 1º do Decreto nº 50.Serviços Prestados por Terceiros R 50. com retenção do ISS de 5% pelo tomador do serviço: R$ 50. quando do recebimento do serviço prestado.Disponibilidades C . limitada a 20%. Contabilização dos eventos Para o prestador de serviço. compreende: • Incidência do fato gerador. no prazo estabelecido pela legislação. Para o tomador do serviço.00 R$ 950. implicando no seguinte acréscimo legal sobre o valor do principal devido e não recolhido no prazo estipulado pela legislação vigente: (I) multa moratória de 0. isto é. Descrição dos eventos relacionados ao tributo Para o prestador de serviço.Disponibilidades R$ 50. no curso irregular da obediência à legislação vigente. a receita bruta a ele correspondente.896/2009. R$ 950. com retenção do ISS pelo tomador do serviço. • Pagamento do respectivo valor de ISS dentro do prazo de recolhimento.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. os eventos atrelados ao tributo consistem dos que seguem: • Pagamento em atraso de ISS retido na fonte. Apurada a base de cálculo. Para o tomador do serviço. constituindo obrigação de retenção pelo tomador do serviço.5% a 5% segundo normatização pela Portaria SF nº 014/2004 aos serviços nela expressos.33% por dia de atraso. o ISS constitui-se numa despesa que deve ser assim contabilizada: • Recebimento de serviços prestados no valor de R$ 1.Receita de Serviços D .ISS a Recolher .Receita de Serviços Para o tomador do serviço. constituindo obrigação de retenção pelo tomador do serviço.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Aspecto geográfico A retenção é aplicável aos sujeitos passivos prestadores dos serviços listados no art.Despesas com Serviços Prestados por Terceiros C .Despesas com ISS (redutora da receita) C .000. com exceção de descontos e abatimentos concedidos independentemente de condição. a contabilização dos eventos relacionados ao tributo recolhido.00.00 D . 6.Serviços Prestados por Terceiros C .ISS a Recolher . no curso regular da obediência à legislação vigente. 6.00 • Pagamento do respectivo valor de ISS dentro do prazo de recolhimento. D .

000.000.Despesa com Serviços Prestados por Terceiros C . era a apresentada no quadro da página seguinte. Atenas possui um limite de crédito junto ao Banco "X".000. A Cia. constituindo obrigação de retenção pelo tomador do serviço.Escritório (sede) Imóveis .000. Orleans Martins 57 . 7.000. D . apenas para exemplificar o lançamento contábil.Disponibilidades D . que serão comercializadas no território nacional.00 555.00 555. C . a empresa adquiriu uma propriedade.Serviços Prestados por Terceiros Valores hipotéticos.00 Patrimônio Líquido 35. Os valores deverão respeitar a legislação vigente no município onde ocorrer o fato gerador.896/2009. Atenas foi constituída com o objetivo de importar bebidas e recondicioná-las para a comercialização no mercado brasileiro. ATENAS A Cia.Despesa com Serviços Prestados por Terceiros C .Serviços Prestados por Terceiros • Provisão do acréscimo legal referente à multa moratória.Lojas (comercialização) Equipamentos e utensílios Veículos (-) Depreciação Acumuladas Total BALANÇO PATRIMONIAL 31/12/2006 PASSIVO 290.00 150.000. a contabilização dos eventos relacionados ao tributo recolhido. industrialização (acondicionamento) e comercialização de bebidas.00 Passivo Circulante 5.00 Passivo Não Circulante 265. situada na zona rural.000. Atenas é uma empresa que atua no ramo de importação. Atenas. D . A empresa iniciou suas atividades no final de 2006.00 285. vinho e uísque.Serviços Prestados por Terceiros • Pagamento do respectivo valor de ISS com acréscimo legal fora do prazo de recolhimento. que funciona de forma semelhante ao cheque especial de pessoa física. ATIVO Ativo Circulante Caixa Bancos conta Movimento Ativo Não Circulante Imobilizado Instalações industriais (produção) Imóvel .000.00 265. tais como: vodca.00 555.701/2003.ISS a Recolher .000. A Cia.00 25.ISS a Recolher .00 Total 31/12/2006 555.000.Serviços de Terceiros a Pagar D .00 Capital Social 40.000.000.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Para o tomador do serviço. compreende: • Incidência do fato gerador. fora do prazo estabelecido pela legislação.000. em 31/12/2006.ISS a Recolher . Fontes • Lei nº 13. • Decreto nº 50. IMPACTOS DOS TRIBUTOS SOBRE RECEITAS E CUSTOS O CASO DA CIA. • Portaria SF nº 14/2004.Despesa de Multa com Caráter Compensatório C .000. onde construiu suas instalações industriais com o objetivo de acondicionamento das bebidas importadas. No ano de 2006.00 15. A posição patrimonial da Cia. denominado "conta empresarial".

que estipula e/ou modifica o percentual aplicável.Estoque/Matéria-Prima/Bebidas em tonéis (Ativo) C . será: D .Fornecedores (Passivo) R$ 2. convertido pela taxa de câmbio do dia.Tonéis Preço por Tonel U$ Vodka Ballaloc 250 1.: Cada tonel de bebida tem capacidade de 100 litros. Seguro e Frete internacional). foram: Tabela: Volume de bebidas importadas. Deve-se observar que a alíquota.00 1. e. Produto (tonel) QTOE .017. fretes e seguros).Bancos conta Movimento/Banco "X" Na impostos: • • • • R$ 10.78 Vinho Seco Fino 300 1. geralmente em moeda estrangeira.46 importação de insumos (bebidas).555.361.33 Total 750 Obs. a empresa realizou a importação de bebidas a serem acondicionadas e. através do SISCOMEX. A composição do CIF deverá ser o valor FOB da fatura comercial.361. no valor de R$ 1. em recipientes de capacidade 2208. O percentual a ser cobrado de imposto (alíquota) fica a cargo do órgão regulador.573.00 Vodca 20 Uísques 2208.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 7.777. A base de cálculo do II é o Valor CIF . mostos de 22. Os custos referentes ao frete das mercadorias adquiridas.12. Aquisição de matéria-prima No dia 2 de janeiro de 2007.Free on Board). multiplicada pela alíquota incidente.261.09 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. em operações com importação de mercadorias e serviços.052.78. PIS e COFINS importação. excluídos os da posição 20.Estoque/Matéria-Prima/Bebidas em tonéis (Ativo) C . pode variar de acordo com a natureza/tipo de produto e/ou serviço. As alíquotas são as seguintes: Cod TEC Descrição Aliq % 2208.1. mais o valor do frete e seguro internacional. Orleans Martins 58 . que. R$ 2.222.30 Com um teor alcoólico. Quando não há o valor do seguro ou o frete internacional.04 uvas. com 120 dias de prazo para o pagamento.1. Atenas contratou ambos por U$ 5. comercializadas. Insurance and Freight (Custo. para o exercício.60. a prazo. incluídos os vinhos enriquecidos com álcool. ocorre a incidência dos seguintes Imposto de Importação (II). em volume.052. a serem acondicionados. representam.172.188. superior a 50% vol. Os cálculos dos tributos incidentes nesta operação iniciaram-se pelo Imposto de Importação.172. em reais. Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte Interestadual ou de Comunicação (ICMS).78 O valor da aquisição (compra) dos tonéis de bebidas totalizou U$ 1. As importações das bebidas. a base de cálculo é formada pela soma dos custos de importação (matéria-prima. a Receita Federal. nessa transação.75.89 Uísque 200 2. irá arbitrar um valor para o frete e o seguro internacional para se chegar ao preço CIF que é a base de cálculo do II. O registro contábil da aquisição de matéria-prima. foram de responsabilidade do importador (FOB . os quais também devem integrar o custo de aquisição da bebida em tonéis: D .863.56 472. 7. Total U$ 297.30.1.89.12 Uma vez que seguro e frete corriam por sua conta.000.. a Cia.Cost.10 12 superior ou igual a 50 litros Vinhos de uvas frescas. posteriormente. Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Imposto de Importação Na apuração do Imposto de Importação.777.22 403.

39 166.67 • Taxa do dólar ou moeda estrangeira negociada 1. distribuindo-se proporcionalmente o valor do seguro e frete. que define os imposto de importação por mercadoria.129. Tabela: Apuração do Imposto de Importação.78 + 5. • CIF em dólar = 1.12 10.754.00 26.50 9.Estoque/ Matéria Prima/Bebidas em tonéis (Ativo) C .50 R$ 355.10 Vinhos espumantes e vinhos espumosos 2204.641.26 e o registro se faz a débito da conta de estoque: Contabilização D .744.777. nesta operação.90 Outros Adotando-se as alíquotas conforme TEC.444. de forma a apurar a base de cálculo e o imposto devido.170.387.90 85.178. portanto. dos impostos não recuperáveis e taxas aduaneiras. a empresa pagou as seguintes taxas aduaneiras.744.744.50 Taxas aduaneiras 6.739.1.Bancos conta Movimentol Banco "X" (Ativo) R$ 26.387.361.22 830.46 355.26 20 20 O valor do Imposto de Importação.547.57 Alíquota do II Total Imposto de Importação a recolher Valor CIF x 5% 20% 12% 20% 104. representa R$ 355. demonstramos o cálculo do Imposto de Importação por tipo de bebida adquirida.687.744.062.025. é representado pela soma dos custos das matérias-primas adquiridas mais o valor do frete e seguros.Estoquei Matéria Prima/Bebidas em tonéis (Ativo) C . Produtos (tonel) Valor ClF da Importação (MP) R$ Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total 522.387.50 2.57 A seguir.33 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.26 O valor dos estoques.89 1.863.620.261.753. Orleans Martins 59 . Produtos (tonel) Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total Contabilização D .Bancos conta Movimento/ Banco "X" (Ativo) 7.10.49 709.172.10.75 • Valor CIF em reais 2.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 2204. Contas Preço da matéria-prima adquirida (bebida em tonéis) Fretes e Seguros Imposto de Importação Taxas aduaneiras Valor total dos Estoques R$ 2.052.86 2.10 Tipo champanha (champagne) 2204.2.080.622.26 26. conforme demonstrado a seguir: Tabela: Valor das compras (estoque de matérias-primas).062.622.00 10. Taxa aduaneira Sobre as mercadorias importadas.97 355.

33 60% 30% 40% 380. Base de cálculo do IPI = valor CIF + valor do II Para este caso. Atenas.82 1. em recipientes de capacidade superior ou igual a 50 litros Ex 01 .89 804.10 Com um teor alcoólico.69 1. Ex 01 . mostos de uvas.RIPI.Vinhos da madeira.486.014. do porto e de xerez 2208. conforme regulamento do ICMS .296.409.35 Imposto sobre as Operações Relativas a Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação Para os produtos importados pela Cia.1..1.16 3. superior a 50% vol. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.204. R$ 1. A composição da base de cálculo é feita da seguinte forma: A lógica de tributação do IPI na IMPORTAÇÃO Base de cálculo do IPI dos produtos importados: é o valor que serviu de base de cálculo do Imposto de Importação (Valor CIF).710. excluídos os da posição 20.RICMS.61 1. em volume. pois.30. Cod TIPI 2208.024.35 1.3. após desembaraço.04 Vinhos de uvas frescas.775. por isso é que se divide por 1 menos a alíquota do ICMS. utilizaram-se as alíquotas descritas na TIPI.974. obtido de cevada maltada 40 60 30 Descrição Aliq % 60 Tabela: Apuração do IPI.Bancos conta Movimento/ Banco "X" (Ativo) 7. incluindo o Imposto de Importação. Orleans Martins 60 .4. incluídos os vinhos enriquecidos com álcool.60.469. devido à importação dos tonéis de bebidas. Atenas.33 1.IPI a Recuperar (Ativo) C .384. além dos encargos efetivamente pagos pelo importador.93 241.296.444. por determinação legal. as operações de importações realizadas sofrem incidência do respectivo imposto.050. Imposto sobre Produtos Industrializados e Imposto sobre Operações de Crédito. conforme regulamento do IPI . acrescido do imposto de importação. Câmbio e Seguro e sobre Operações Relativas a Títulos e Valores Mobiliários .68 O valor do IPI a ser pago pela empresa poderá ser recuperado em operações posteriores.006.754.00 Vodca 22. Produtos (tonel) Base de Cálculo Alíquota (IPI ) Total do IPI si e a matéria-prima Total c/ IPI Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total 633.08 402. Base de cálculo do ICMS A composição da base de cálculo é assim formada: (Valor CIF + 11 + IPI + IOC + IOF + Despesas Aduaneiras)j(l.024.045. ocorre fato gerador do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte Interestadual e de Comunicação.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 7.359.IOF e despesas aduaneiras.Alíquota do ICMS) Veja que a base de cálculo do ICMS é feita como se o valor da sua respectiva alíquota entrasse "por dentro". de forma que o registro contábil fica: Contabilização D .09. a empresa enquadra-se como contribuinte de fato do IPI. A lógica de tributação do ICMS na IMPORTAÇÃO O valor da operação (mercadoria mais serviços) ou importação. Imposto sobre Produtos Industrializados Para os produtos importados pela Cia.003. pela importação de mercadoria.83 2.Destilado alcoólico chamado uísque de malte (malt whisky) com teor alcoólico em volume superior a 54% e inferior a 70%.201.

156.Aduana) realizar o controle.469.156. já que não poderão compensar com os valores de saída.828.25) 1.23 A apuração do PIS e COFINS incidentes de transações de importação devem orientar-se pela instrução normativa da Receita Federal do Brasil nº 572. o que não acontece nas operações de compra realizadas no país. e. entendese que integram o valor aduaneiro.350. • Os gastos relativos à carga.68 4.119.76 25% 338.606.400.014.25 25% 348. • O custo do seguro da mercadoria durante as operações.5.401.204. A fórmula padrão para apuração da base de cálculo é a seguinte: Base de Cálculo do PIS e COFINS: COFINSIMPORTAÇÃO = d x (VA x X) PISIMPORTAÇÃO = C x (VA x X) O Valor Aduaneiro representa toda mercadoria submetida a despacho de importação está sujeita ao controle do correspondente valor aduaneiro. Cálculo de X: = • • • • • • ×[ × × ] VA = Valor Aduaneiro a = alíquota do Imposto de Importação (lI) b = alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) c = alíquota da Contribuição para o PIS/PASEP. associados ao transporte da mercadoria importada.94 1.350.359. mas para as empresas que estão sob o regime cumulativo (lucro presumido e simples) deverão considerar tais valores como custo das compras. A composição da base de cálculo é assim formada: Tabela: Apuração do ICMS. Cabe ao poder público (Receita Federal do Brasil .479.69 1. independentemente do método de valoração utilizado: • O custo de transporte da mercadoria importada até o porto ou o aeroporto alfandegado de descarga ou o ponto de fronteira alfandegado.393.89 25% 469.23 Da mesma forma que ocorre com o IPI. até a chegada aos locais.050. Produtos (tonel) Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total Base de cálculo colocando Base de cálculo Alíquota Total Imposto de ICMS o ICMS “por dentro" (MP + IPI) recuperar ICMS = (3) x 25% (3) = (2) / (1-0.82 1. ou seja. que consiste na verificação da conformidade do valor aduaneiro declarado pelo importador com as regras estabelecidas no Acordo de Valoração Aduaneira. Para as empresas que estão sob o regime de tributação não cumulativo de PIS e COFINS.352.625. de 22 de novembro de 2005.486.1.045.16 1.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Na importação o IPI faz parte da base de cálculo do ICMS.72 3.56 1. o ICMS a ser pago na importação será recuperado nas operações posteriores: Contabilização D . PIS e COFINS Importação R$ 1. Orleans Martins 61 .409.879. Assim. onde devam ser cumpridas as formalidades de entrada no território aduaneiro.90 1.ICMS a Recuperar (Ativo) C . não agregarão ao custo dos estoques.Importação d = alíquota da COFINS . tais valores podem ser compensados.Importação e = alíquota do ICMS CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.314. à descarga e ao manuseio.Bancos conta Movimento! Banco "x" (Ativo) 7. que dispõe sobre o cálculo das referidas contribuições.

3% Vinho Seco Fino 41.622.8072 ×[ % = 1.14 19. Os valores por produto estão descritos na tabela abaixo.65% 7.32 88.09 3.50 58. considerando apenas transações de importação.622.23 % 41.28 Expostos todos os tributos incidentes sobre aquisição de matéria-prima importada.01 268.63% Carga Tributária 63.161.68% 23.300.024.710.18% 5.30 108. quando somados os tributos que a empresa teve que pagar.28 7.65% 15.22 19.7% 58.156.65% 1.000.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Cálculo dos parâmetros para apuração do PIS e da COFINS Importação: = = .312.641.08 348.60% 7.062.86 1.22 1.63 R$ 58.687.545.57 355. % % % ×[ .39 9.60% 7.384.33 469.061.81 1.86 166. (*) Imposto a recuperar.65% do total gasto com a aquisição. equivalente a R$ 2.534. incluindo frete e seguros. Atenas: Tabela: Composição do gasto total com aquisição de matéria-prima. PIS Total de PIS Aliq COFINS 1.620.64 23.50 380.64 830.7% 58.7% 52.00 241.739.062.587.287.533. % % .22 1. representa uma média de 58.50 108.287. Imp.862.350.387.129. ×[ . Produtos Custo da Matéria-prima Vodca Ballaloc 36.49 1.744.296.622.49 104.350.65% 1.167.39 58.675.062.828.37% CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.501.119.7190 Assim.06 1.26 26.37 Aliq.675.22 85.3% Média 41.72 Seco Fino Total 2.587.93 338.32 1.57 Contabilização do PIS D . Atenas pela aquisição da matéria-prima propriamente dita (US$ 1.300.63 4.452.300.30 1.452.547.3% Uísque 47.795.178. PIS* COFINS* TOTAL 15.753. % % × × % % × % × % × % ] % ] = 1.PIS a recuperar(Ativo) C .534. Taxas Produtos MP+ Frete e IPI* ICMS* Importação Aduaneiras Seguro (1) (1) (1) Vodca 522.63 522.201. Orleans Martins 62 .42% 100. % % % × = 1.739.COFINS a recuperar(Ativo) C .28 268.129.080.Bancos conta Movimento/ Banco "X" (Ativo) R$ 268.952.94 Ballaloc Uísque 709. % % .97 10.011.401.167.795.025.00% No entanto.81 709. observa-se que o valor pago pela Cia.72 2.67.90 6.20 23.6367 % % ] = .56 Vinho 830. a carga tributária da empresa. tem-se as seguintes bases de cálculo e a apuração dos respectivos tributos: Tabela: Apuração do PIS e COFINS Importação Produtos Vodca 8allaloc Uísque Vinho Seco Fino Total VA (CIF) X Base cálculo Pis/ Cofins 944.427.53% 20.Bancos conta Movimento/ Banco "X" (Ativo) Contabilização da COFINS D .439. Tabela: Carga tributária por produtos. A tabela a seguir demonstra a composição do gasto total da Cia.170.545.64 88.534.00 402.50 1.35% (1) Custo.235.4% em relação ao valor total da transação.35 1.01 2.753.18% 0.57) corresponde a 41.60% Total de COFINS 71.14 71.

Tabela: Compra de embalagens.22.507. pode ser recuperada.6% R$ 224.00 3.00 R$ 22.00 Esta transação de aquisição de insumos. PIS = (246.481.011.320.alíquota de 7.IPI a Recuperar (Ativo) D .400.Fornecedores (Passivo) R$ 162.33 Aquisição de embalagens A Cia. Orleans Martins 63 .89 804.000 Total 75.400) x 7.500. Atenas irá recuperar. posteriormente.00 224. ou seja.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.400. Produtos Preço Unitário R$ Total de Garrafas Vodca Ballaloc 2.50 25.00 COFINS = (246. Os demais tributos (ICMS. Atenas adquiriu bebidas em tonéis para serem acondicionadas e.400.004.00 R$ 3.000.320.00 22. Tabela: Quantidade e preço de aquisição das embalagens. PIS/PASEP e COFINS) estão embutidos no preço das embalagens.95 20.00 79.00. também foi adquirido material de embalagens.Valor das embalagens sem IPI .00 D .alíquota de 18% PIS/PASEP .696.000.024.60% = 17.48 633. Tabela: Custo de aquisição da matéria-prima importada. no entanto.00 Somando-se ao preço cobrado pelas embalagens o IPI incidente sobre as compras. ICMS.alíquota de 10% (destacada na nota fiscal) . a nota fiscal da compra totalizou R$ 246.061.65% COFINS . possibilita que a empresa credite (recupere) o valor dos tributos pagos no momento da venda (comercialização) de seus produtos.057.39 4.20 2.Estoque/Material de Embalagem (Ativo) D .000 Total (R$) 62.235.312. irá compensar com o imposto devido incidente nas operações de vendas os valores de IPI.alíquota 1.000 .00 R$ 17.024.56 2.775.003. Para a realização do acondicionamento das bebidas importadas. PIS e COFINS pagos.00 40.00 246.22 1.83 2.974. comercializadas.(8) 1.75 30.00 R$ 246.696.IPI .33 697. o custo do estoque é representado pelo total do gasto com a aquisição.754.696.887.501.PIS a Recuperar (Ativo) D .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Parte dos tributos.Valor total da NF ICMS .000.00 R$ 40. Produtos Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total 7.536.22.400.81 805.952. Atenas adquiriu embalagens no mercado nacional.ICMS a Recuperar (Ativo) D .00 17.439.65% = 3.2.000 Uísque 3.COFINS a Recuperar (Ativo) C .006. Considerando que a Cia.862.400.000 Vinho Seco Fino 2.400) x 1.61 1.500.59 1. que será utilizado no processo de acondicionamento. tanto pela legislação do IPI quanto do ICMS.960. Compra de Embalagens .000 .00 82. a Cia. O valor do PIS e COFINS a recuperar é calculado aplicando o valor da fatura de Embalagens menos o IPI (receita bruta) multiplicado pela alíquota respectiva. o que se encontra evidenciado na tabela a seguir. menos os impostos recuperáveis. Valor da Matéria-Prima Valor do Custo dos produtos Impostos a Creditar (8) + Tributos (A) importados (A) .024.444.

00 7. cujo ônus financeiro é da empresa.74 Acima de 654.376. consulte o site do MPAS: <http://www.Estoques/Custos de Produção/Matéria-Prima (Ativo) C .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Voltamos a ressaltar que PIS/PASEP e COFINS estão sendo lançados em conta de ativo porque a nossa empresa exemplo é tributada pelo regime não cumulativo. e fazem jus ao salário-família os empregados que percebem até uma determinada faixa salarial.444.00 no mês de janeiro. Folha de pagamento da ClA.67 15. Orleans Martins 64 .68 0.00 Nem todos os empregados fazem jus a salário-família.50 20.40 716. temos: Folha de Pagamento Salários Brutos Mais: Salário-família Salário-maternidade Menos: INSS funcionários IR retido na fonte Salários Líquidos Contabilização do custo com mão de obra Registrando a folha de pagamento do pessoal encarregado da produção: Pelo salário e descontos dos empregados encarregados da produção: D . a empresa terá que desembolsar R$ 157.mpas.027.40.R retido na fonte a pagar (Passivo) C .027.4.00 26.3.50 R$ 4.50 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Atenas possui 24 funcionários na área de produção da empresa. Uma funcionária encontra-se em licençamaternidade. No regime cumulativo. Em janeiro de 2007.Estoques/Custos de Produção/Salários (Ativo) C . Além da folha de pagamento.400.400. D .50 R$ 2. Resumindo os valores a receber e descontos. o valor de PIS e COFINS embutidos na NF de compra compõe o custo de aquisição do estoque.INSS a recolher (Passivo) R$ 26. cujos salários brutos somaram R$ 26.754. a tabela de faixas salariais e valores de salário-família eram (para consulta do valor atualizado.400.00 4.57 até 654.00 R$ 19.br/>): Critérios p/ Cálculo do Salário-Família Remuneração (R$) Salário-Família (R$) Até 435.960.56 22.00 2.Estoque/ Material de Embalagem (Ativo) R$ 162. Consumo de matéria-prima e material de embalagem na produção Durante o mês de janeiro de 2007. conforme portaria do Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS).00.Estoques/Custos de Produção/Material de Embalagem (Ativo) C .00 157.Estoques/Matéria-Prima (Ativo) R$ 2.869. todo o estoque de matéria-prima e de material de embalagem foi utilizado na produção.376.gov. Fazem jus a salário-maternidade as empregadas em gozo de licençamaternidade por nascimento ou adoção de filho. 7.Salários a pagar (Passivo) C .996. Somando-se os empregados que fazem jus a salário-família.34 De 435.33 D . e faz jus a um salário de R$ 716. ATENAS A Cia. ocorreram pagamentos de saláriofamília e salário-maternidade.

reduzindo-os do montante a recolher ao INSS: D .933.200.Estoques/Custos de Produção/ Férias (Ativo) C .33 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.53 FGTS 8% 234. Encargos sociais (INSS e FGTS) R$ 873. que repassa às demais entidades. Alíquotas Produção Salários Brutos 26.112. contribuição previdenciária e contribuições a terceiros (SESC.1.Estoques/ Custos de Produção/ FGTS (Ativo) C .40 FGTS 8% 176.00 Total 6. incidem FGTS.70% 7.INSS a recolher (Passivo) C .70% 609.00 Da mesma forma que em relação à folha de pagamento. a empresa realiza a contabilização da provisão de décimo-terceiro salário.7%.00 INSS Empresa 27. Tabela: Encargos sociais sobre remuneração a empregados da produção.00% 2.FGTS a recolher (Passivo) 7. Tabela: Provisões e encargos sobre 13º e férias do pessoal da produção.00 INSS Empresa 27.Provisões Trabalhistas/Provisão para Férias (Passivo) R$ 2.4. o registro dos encargos sociais incidentes sobre a remuneração paga ao pessoal encarregado da produção impacta o custo da produção.00 Em observância ao regime de competência.Estoques/Custo de Produção/INSS (Ativo) C .70% 812.80 FGTS 8.40 A empresa está obrigada ao pagamento de tributos que incidem sobre a remuneração do trabalho.2. Provisões trabalhistas R$ 2.Salários a pagar (Passivo) 7. Transações Alíquotas R$ Provisão de Férias + 1/3 de férias 2.933.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Pelo salário-família e salário-maternidade dos empregados encarregados da produção: A empresa paga salário-família e salário-maternidade. O somatório das contribuições incidentes sobre remuneração de empregados a serem recolhidas ao INSS totalizou 27.4.67 Provisão de 13º 2.991. férias e adicional de férias (1/3). Orleans Martins 65 .312. INCRA etc. SEBRAE. mas tem o direito de recuperar estes valores.400.33 INSS Empresa 27.59 Pelas provisões de férias e adicional de férias relativas ao pessoal encarregado da produção (mão de obra): D .312. As contribuições a terceiros são recolhidas juntamente com as devidas ao INSS.112. Sobre a remuneração de empregados.INSS a Recolher (Passivo) R$ 7.80 Pelo FGTS incidente sobre remuneração paga ao pessoal encarregado da produção (mão de obra): D .). Pelos encargos devidos ao INSS incidentes sobre remuneração paga ao pessoal encarregado da produção (mão de obra): D . A tabela seguir apresenta o resumo" dos valores a serem registrados. SESI. e também os encargos trabalhistas (INSS empresa e FGTS) sobre o valor das provisões.

312.790.Provisões Trabalhistas/Provisão INSS s/ Férias (Passivo) R$ 812.790.400. Salários + encargos de pessoal da produção = Custo total com mão de obra Custo total com mão de obra Salários Brutos 26.400.53 Pela provisão de encargos devidos ao INSS incidente sobre 13º salário do pessoal encarregado da produção (mão de obra): D .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Pela provisão do 13º salário relativo ao pessoal encarregado da produção (mão de obra): D . IMPACTOS DOS TRIBUTOS SOBRE O LUCRO Sobre o lucro auferido pela Cia. o custo total com mão de obra da empresa somou R$ 42. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Atenas. A Cia. a 162% dos salários brutos (R$ 26.53 FGTS 234.40 Pela provisão de FGTS incidente sobre férias e adicional de férias do pessoal encarregado da produção (mão de obra): D .00).33 INSS Empresa 812.00 Provisão de férias 2.Provisões Trabalhistas /Provisão FGTS s/ Férias (Passivo) R$ 234.00 INSS Empresa 609. Orleans Martins 66 .67 obra): Pela provisão de FGTS incidente sobre 13Q salário do pessoal encarregado da produção (mão de D .Provisões Trabalhistas /Provisão INSS s/ 13º Salário (Passivo) R$ 609.Estoques/Custos de Produção/INSS (Ativo) C . há a incidência dos seguintes tributos: • Imposto de Renda Pessoa Jurídica e • Contribuição Social Sobre o Lucro. encargos e provisões.Provisões Trabalhistas /Provisão FGTS s/ 13º Salário (Passivo) R$ 176.112.00 INSS Empresa 7.200. adota a tributação pelo Lucro Real anual.80 FGTS 2.00 Total 42.Estoques/Custos de Produção/INSS (Ativo) C .Provisões Trabalhistas/ Provisão 13º Salário (Passivo) R$ 2. conforme discriminado a seguir. Se compararmos este montante com o salário líquido que os empregados irão receber (R$ 19.200.73 8.Estoques/Custos de Produção/FGTS (Ativo) C .40 FGTS 176.Estoques/Custos de Produção/ Décimo terceiro Salário (Ativo) C . é necessário que se faça mensalmente o cálculo do tributo devido com base no Lucro Real (IRPJ) e Resultado Ajustado (CSLL).996.73.Estoques/Custos de Produção/FGTS (Ativo) C .00 Somando-se salários.00 Pela provisão de encargos devidos ao INSS incidente sobre férias e adicional de férias do pessoal encarregado da produção (mão de obra): D .933. O custo total com mão de obra corresponde.50 sem contar o salário-família e maternidade) o custo total com mão de obra corresponde a 214% do salário líquido. o que lhe permite recolher as antecipações do IRPJ e CSLL mensalmente por estimativa' ou com base em balancete de suspensão/redução. Assim. neste caso.67 Provisão de 132 Salário 2.

CSLL a pagar (Passivo) R$ 486.497.00) 12. mantidas a base de cálculo e as alíquotas previstas na legislação específica em vigor.00 x 9% = R$ 35. No período. uma parcela das despesas administrativas e de vendas.998. Lucro antes do IR e CSLL Adições Despesas não dedutíveis (Administrativas e Vendas) Provisão para créditos de liquidação duvidosa Exclusões Base de Cálculo para Contribuição Social sobre o Lucro Líquido Alíquota CSLL devida no Período Contabilização Pela CSLL devida no período: D .00 (5.220.998. Contribuição Social sobre o Lucro Líquido .R$ 35.87 apurado conforme demonstração do resultado do exercício.Provisão para CSLL (Resultado) C .00.00 5. exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas pela legislação.000. foi considerada indedutível. por não contar com documentação adequada. ao qual serão feitos os ajustes determinados pela legislação.420. no valor de R$ 8.342.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 8.947.000.Ativo Diferido CSLL (Ativo Realizável a Longo Prazo) C .105.Imposto de Renda Pessoa Jurídica O lucro real é o lucro líquido do período de apuração. em 15 de dezembro de 1988.497.947.1.0% 486. A determinação do lucro real será precedida da apuração do lucro líquido de cada período de apuração com observância das disposições das leis comerciais.86 (R$ 453. é o lucro após computada a CSLL. Transcrevemos a seguir a demonstração do resultado antes do IRPJ: Demonstração de Resultado Mensal Faturamento Bruto IPI Receita Bruta de Vendas Impostos incidentes sobre vendas PIS 17. A base de cálculo e o valor da CSLL devida no período são.000. A provisão para créditos de liquidação duvidosa também foi considerada indedutível. com a finalidade de custear os benefícios da seguridade social do país. I).000.87 9.00) CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.105.900. 8.072.689.525.00) (209.000.CSLL A contribuição social é um tributo incidente sobre o lucro das pessoas jurídicas.80 D . IRPJ . Orleans Martins 67 .66 .80 O valor da despesa com CSLL no período é R$ 417.Provisão para CSLL (Resultado) R$ 35.420.752. O ponto de partida no cálculo é o resultado parcial de R$ 4.541.87 407.80). portanto: Tabela: Apuração da CSLL.420. Foi instituído pela Lei nº 7.405.00 (4.33 Pela CSLL incidente sobre provisão para créditos de liquidação duvidosa (Ativo Diferido) Ativo Diferido CSLL = R$ 399.00 399. tal como definida no Capítulo II do Título VIII da Constituição Federal de 1988 (art.947. Aplicam-se à CSLL as mesmas normas de apuração e de pagamento estabelecidas para o imposto de renda das pessoas jurídicas. ajustado pelas adições.2. 195.680. o que. no caso do IRPJ.33 4.00 8. uma vez que os créditos em atraso não atendiam os requisitos para que fossem considerados como perda efetiva nos moldes da legislação tributária.593.

405.54 No período.525.608.998. O Lucro Real e o valor do IRPJ devida no período são. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.20.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] (OFINS ICMS sobre Vendas Receita Líquida de Vendas Custo dos Produtos Vendidos Lucro Bruto Despesas de Vendas Despesas Financeiras Despesas Administrativas Lucro Operacional Resultado não Operacional Lucro Antes do IRPJ e CSLL CSLL Lucro Antes do IRPJ (963.828.87 486.381.351.552.00.IRPJ a Pagar (Passivo) R$ 1.000.00 O diferimento de impostos segue o regime de competência.683.433. portanto: Tabela: Apuração do IRPJ.998.00) 8.00 399.525.002) IRPJ devido no Período Contabilização Pelo IRPJ devido no período: D .653.80.87 810. no valor de R$ 8.Ativo Diferido IRPJ (Ativo) C .039. porém a dedutibilidade.87 .000.405.947.000.100.855. deverá ser considerada quando da realização financeira de tal despesa.33 4.170.Provisão IRPJ (Resultado) R$ 99. Lucro antes do Imposto de Renda Adições Despesas não dedutíveis (Administrativas e Vendas) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa Exclusões Lucro Real (Base de cálculo do IRPJ) IRPJ Alíquota Normal (15% x 5.105.59) 4.47 4.00 8.349. despesas administrativas e de vendas. pois na contabilidade foram consideradas despesas.07 (518.93) 5. tal diferimento não deverá ser efetuado.680.87 4.349.337.00 x 25% = R$ 35. Caso a sua realização seja colocada em dúvida.561.105.511.88 538.420. A provisão para créditos de liquidação duvidosa também foi considerada indedutível.59 1.00) (3.105.538.20) (91.420.452. foram consideradas despesas indedutíveis. D .47 Pelo IRPJ incidente sobre provisão para créditos de liquidação duvidosa (Registro de Ativo Diferido) Ativo Diferido IRPJ = R$ 399.Provisão para IRPJ (Resultado) C .497.420. para efeito de IRPJ e CSLL.00 5.381. Orleans Martins 68 .87 407.000.75) IRPJ Alíquota Adicional (10% x (5.546.00 (2.41 ) (75.998. sem sua respectiva contabilização. uma vez que os créditos em atraso não atendiam os requisitos para que fossem considerados como perda efetiva nos moldes da legislação tributária.

Livro de Apuração do Lucro Contábil". Conscientes do problema que seria gerado. da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). A publicação da Lei 11. que coordena e congrega os auditores independentes. a base de cálculo dos tributos. representa a academia. O PROCESSO DE INTERNACIONALIZAÇÃO DA CONTABILIDADE BRASILEIRA A instituição da Lei nº 11. em um livro à parte.638.1. • IBRACON . Atuariais e Financeiras. A expectativa presente é que.International Accounting Standards Board. de 4 de dezembro de 2008. tornando obrigatória a partir de 2010. de 27 de maio de 2009. que representa as companhias abertas.mudaram.e consequentemente. Mudando-se os critérios contábeis.Instituto dos Auditores Independentes do Brasil. Posteriormente.941. após a consolidação das mudanças no plano contábil. Com as alterações introduzidas pela Lei nº 11. convertida na Lei 11. para fins de tributação. 9. a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). através da emissão de uma lei específica. O RTT. inclusive para a apuração do imposto sobre a renda com base no lucro presumido ou arbitrado. • CFC . em dezembro de 2007. este regime oferece às empresas contribuintes maior segurança jurídica no momento da apuração das bases de cálculo do tributos federais. como convidados permanentes do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. foi criado o que passou a ser chamado de "LALUC .Conselho Federal de Contabilidade.1. seria afetada.638. As autoridades tributárias baseiam-se nos números contábeis (aos quais alguns ajustes são feitos) para tributar as empresas. da contribuição para o PIS/PASEP e da contribuição para o financiamento da seguridade social (COFINS).638. composto por um conjunto de normas orientativas: IFRS . E o que isso tem a ver com a questão tributária? Tudo. em referência ao "LALUR Livro de Apuração do Lucro Real". "congelou" os métodos e critérios contábeis. uma vez que o modelo de contabilidade que está sendo implementado é aderente ao modelo internacional delineado pelo IASB . pode-se dizer de forma simplificada.Bolsa de Valores de São Paulo.1. e. fariam os ajustes necessários a atender aos novos critérios contábeis trazidos pela Lei nº 11. emitidas pela Comissão de Valores Mobiliários. revogou o parágrafo que criava o LALUC e garantiu a neutralidade tributária criando o RTT . as quais deverão ser elaboradas em consonância com os padrões internacionais de contabilidade. o Banco Central do Brasil. Fazem parte também. • APIMEC NACIONAL . • BOVESPA . os elaboradores da Lei nº 11.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 9. Regime Tributário de Transição Em linhas gerais. portanto. será optativo apenas nos anos de 2008 e 2009. que efetuou alguns ajustes na Lei nº 11. muitos dos critérios para avaliação de ativos e passivos . apuração de resultados .638 preocuparam-se em garantir que os novos critérios contábeis não afetariam a base de cálculo dos tributos. Um grande passo concreto dado nessa direção foi a criação do CPC (o Comitê de Pronunciamentos Contábeis).Associação Brasileira das Companhias Abertas. que foi criado por um resolução do Conselho Federal de Contabilidade e que é formado por seis entidades: • ABRASCA .International Pinancial Reporting Standards. em seguida. que congrega os profissionais da área de contabilidade. Cabe destacar que a neutralidade fiscal! proposta pelo Regime Tributário de Transição (RTT) para empresas optantes do regime do lucro real vigerá até a entrada em vigor de lei que discipline os efeitos tributários dos novos métodos e critérios contábeis.638/07 A contabilidade brasileira encontra-se num processo de convergência aos padrões internacionais contábeis.638/07 veio atender a questões que já vinham sendo discutidas pelos contabilistas brasileiros há cerca de duas décadas. que representa os analistas de mercado. que representa o mercado de títulos e valores imobiliários.Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis. uma vez que a lei traz em seu texto a possibilidade de normas adicionais. em especial daqueles incidentes sobre o lucro. Assim. a Receita Federal do Brasil e a SUSEP (Superintendência de Seguros Privados). • FIPECAFI . existente na legislação do Imposto de Renda. A ideia era a seguinte: as empresas fariam os seus registros contábeis conforme os critérios aceitos pela legislação tributária.Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais. 9. e as demais que estão por vir. as autoridades fiscais deverão ajustar a legislação fiscal à nova configuração contábil. Orleans Martins 69 . que é uma entidade ligada à Universidade de São Paulo e que. a Medida Provisória 449.Regime Tributário de Transição.

Para garantir a neutralidade. considerando os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007). que regulamentou o RTT. O art. no LALUR. 941/09 estabelece que as pessoas jurídicas deverão primeiramente apurar o resultado do exercício de acordo com as disposições da Lei nº 6. o parágrafo único do art.2. em partidas dobradas. • Empresas que operam com contratos de arrendamento mercantil (leasing): para fins contábeis. Possam existir situações em que adesão ao RTT poderá ser menos complexa. a dedutibilidade da amortização com base no critério vigente em 31/12/2007. exclusão e compensação) de valores prescritos ou/e autorizados pela legislação tributária. alguns destes contratos deverão ser considerados como uma operação de compra e venda a prazo. poderão ser realizados outros ajustes no LALUR (adição. ao menos para 2008 e 2009. resultando em apropriação de despesas relativas a estes contratos num período de tempo superior. mas sim submetido ao teste de recuperação. cabe destacar que as empresas que não optaram pelo RTT não terão a neutralidade assegurada.941/09 fica estabelecido que a sua adoção para fins de apuração do IRPJ implicará na adoção automática para os demais tributos federais: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). 17 da Lei nº 11. recebem isenção ou redução de impostos. no Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR). o bem estará sujeito à depreciação. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. CSL. estabelece que.941/09 será também aplicável para a apuração do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ). as empresas optantes poderão continuar realizando as apurações do IRPJ e da CSLL com base nos métodos e critérios contábeis vigentes em 31/12/2007. com a finalidade de reverter o efeito da utilização de métodos e critérios contábeis diferentes daqueles vigentes em 31 de dezembro de 2007. que estabelece que.638/07.941/09 deixa claro que as normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e pelos demais órgãos reguladores que visem alinhar a legislação específica com os padrões internacionais contábeis também não poderão alterar a base de cálculo do IRPJ. Portanto. Assim.COFINS.1. 16 da Lei nº 11. a Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social. para fins de aplicação do RTT. 21 da Lei nº 11. definido como uma escrituração das contas patrimoniais e de resultado.941/09. a opção pelo RTT parece assegurar. Além disso.404/76. PIS e COFINS. Dentre as hipóteses em que a opção pelo RTT pode ser uma alternativa para a manutenção da carga tributária: • Empresas que possuem incentivos fiscais considerados como subvenção para investimento: como tais subvenções passam a ser contabilizadas no resultado do exercício. 9. Orleans Martins 70 .1. • Empresas que estão amortizando ágio justificado por rentabilidade futura (após incorporação): considerando que as novas práticas determinam que este ativo diferido não será mais amortizado. O detalhamento deste ajuste global será objeto do FCONT (Controle Fiscal Contábil de Transição). Lembrando que. considerando os critérios contábeis aplicáveis à legislação tributária.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Às empresas optantes do RTT segundo o art. 9. conforme os novos métodos e critérios contábeis) para o lucro líquido para fins tributários (ou seja. para apuração da base de cálculo do imposto. De acordo com as instruções do RTT. as pessoas jurídicas que fizerem opção pelo REGIME TRIBUTÁRIO DE TRANSIÇÃO deverão realizar os ajustes específicos no lucro líquido do período. Empresas tributadas pelo lucro presumido e real A Lei nº 11. para empresas optantes da sistemática do lucro presumido. com as modificações introduzidas pela Lei nº 11. normalmente com taxas que levam em conta a vida útil efetiva.1. A formalização da opção ocorreu no momento da entrega da DIPJ. Subvenções para investimento As transações relacionadas a subvenções para investimento é disciplinada pelo artigo 18 da Lei nº 11. referente ao ano calendário de 2008. a empresa optante poderá efetuar as adições e exclusões inerentes às diferenças de critério contábil diretamente no Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR). Portanto. CSLL e. a não tributação pelo IRPJ.2. que serão concedidas como estímulo à implantação ou/e expansão de empreendimentos econômicos. Destaca-se também que as companhias abertas e outras que fizerem a opção deverão aplicar as normas emitidas pela CVM. recomenda-se avaliar as especificidades de cada empresa. as empresas devem fazer um ajuste global do lucro líquido societário (ou seja. inclusive o PIS e a COFINS somente ocorre se a PJ optar pelo RTT. A Instrução Normativa da Receita Federal do Brasil nº 949/09. No entanto.

enquanto mantidas em reservas e não disponibilizadas aos sócios. Orleans Martins 71 . conforme refere o art. De acordo com as orientações constantes das normas expedidas pela CVM. No entanto.3. hipótese em que a base para a incidência será o valor restituído. Transações contábeis que provocam efeitos tributários em função da opção da RTT Dentre as orientações e recomendações em relação ao RTT. esses valores poderão ser excluídos do LALUR. posteriormente. com posterior capitalização do valor da doação ou subvenção.2. as empresas optantes do regime tributário transitório deverão reconhecer o prêmio recebido em conta do resultado pelo regime de competência. Descrição Ágio fundamentado por rentabilidade futura (após incorporação) Arrendamento mercantil Leasing Depreciação .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Destaca-se também que as doações realizadas pelo Poder Público deverão ser registradas em conta do resultado pelo regime de competência. limitado ao valor total das exclusões decorrentes de doações ou subvenções governamentais para investimentos. mediante redução do capital social. ou • Integração à base dos dividendos obrigatórios. desde que esse valor seja mantido em urna reserva de lucro específica. Esta nova regra assegura a não tributação das subvenções para investimentos. limitado ao valor total das exclusões decorrentes de prêmio na emissão de debêntures. 195-A da Lei nº 6.404/76. as companhias abertas e outras poderão.alteração de vida útil econômica Opção pelo RTI Dedutibilidade da amortização assegurada. A partir desta avaliação sobre os reflexos fiscais que podem decorrer dos respectivos ajustes. destaca-se que as empresas deveriam identificar que ajustes podem e são aplicáveis às demonstrações contábeis. mediante redução do capital social. • Restituição de capital aos sócios ou ao titular. sendo necessária a avaliação do efeito do teste de recuperação Passará a registrar a depreciação dedutível do bem ativado e encargos financeiros do passivo registrado Mesmos efeitos da opção. de acordo com o critério vigente em 31/12/2007 (Benefício via LALUR) Dedutibilidade da contra prestação paga assegurada. hipótese em que a base para a incidência será o valor restituído. para fins de apuração do lucro real e da base de cálculo do PIS e da COFINS posteriormente. se considerarmos que não ocorre mudança de critério contábil. Entretanto. Ágio na emissão de debêntures No caso de haver ágio na emissão de debêntures. excluir o valor do prêmio de emissão nas debêntures do LALUR para fins de determinação da base de cálculo do IRPJ e da CSL e da base de cálculo do PIS e da COFINS. não aproveita fiscal mente. limitado ao valor total das exclusões decorrentes de prêmios na emissão de debêntures. • Restituição de capital aos sócios ou ao titular. com posterior capitalização do valor do prêmio. A lógica subjacente refere-se ao fato de que não se devem onerar benefícios fiscais cedidos pelo próprio Poder Público. 9. hipótese em que a base para a incidência será o valor restituído. nos 5 (cinco) anos anteriores à data de doação ou subvenção. hipótese em que a base para a incidência será o valor restituído. mediante redução do capital social nos 5 (cinco) anos anteriores à data da emissão das debêntures corno prêmio.1. ou • Integração à base de cálculo dos dividendos obrigatórios. 9. Entretanto.1.1. mediante redução do capital social. os valores das subvenções para investimento e doações recebidas do Poder Público serão tributadas caso seja dada destinação nas seguintes hipóteses: • Capitalização do valor e posterior restituição de capital aos sócios ou ao titular. será necessária a comprovação para atendimento inclusive do Fisco NÃO Opção Em princípio. somente revisão de estimativa da vida útil CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. de acordo com o critério vigente em 31/12/2007 Se a taxa for aumentada. o valor do prêmio na emissão de debêntures será tributado caso seja dada destinação nas seguintes hipóteses: • Capitalização do valor e posterior restituição de capital aos sócios ou ao titular. limitado ao valor total das exclusões decorrentes de doações ou subvenções governamentais para investimentos. é exigido que as subvenções para investimentos e as doações recebidas do Poder Público deverão ser mantidas em conta de reserva de lucros. os gestores terão condições de realizar urna avaliação mais precisa e decidir sobre a viabilidade da opção ou não ao RTT. apresentam-se algumas transações que poderão provocar efeitos tributários em função da opção do RTT. Sendo que. Na tabela a seguir.

A questão principal do CPC 32 são as consequências fiscais atuais e futuras da futura recuperação do valor contábil de ativos (por venda ou uso).638/07 e das medidas instituídas pela Lei 11. de acordo com o critério vigente em 31/12/2007 emissão de ações Dedutibilidade ocorrerá pelo critério Ativo diferido . sobre o qual os tributos sobre o lucro são recuperáveis. e. • Lucro tributável é o lucro para um período.Income Taxes.2. determinado de acordo com as regras estabelecidas pelas autoridades tributárias. Cita-se como exemplo vedação da compensação dos valores de IRPJ e CSLL devidos por estimativa.vigente em 1/12/2007. operacionais recuperação.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Efeitos de natureza credora ou devedora serão neutralizados no LALUR (adição/exclusão) Reserva para subvenção na Não tributação assegurada. que veda a compensação das estimativas de IRPJ e CSL1. • Ativo fiscal diferido é o valor do tributo sobre o lucro recuperável em período futuro relacionado a: a) Diferenças temporárias dedutíveis.IAS 12 . • Tributo corrente é o valor do tributo devido (ou recuperável) sobre o lucro tributável (ou prejuízo fiscal) do período. • Despesa tributária (receita tributária) é o valor total incluído na determinação do lucro ou prejuízo para o período relacionado com o tributo sobre o lucro corrente ou diferido. Em relação às opções de tributação do IPRJ e CSLL. que prescreve o tratamento contábil para os tributos sobre o lucro. Orleans Martins 72 . • Prejuízo fiscal é o prejuízo para um período. 327 do RIR) (adição temporária) Teste de recuperação Tratamento de provisão (lmpairment) temporariamente indedutível Fonte: Terco Grant Throrntton (2009). • Passivo fiscal diferido é o valor do tributo sobre o lucro devido em período futuro relacionado às diferenças temporárias tributáveis. da apresentação dos tributos sobre o lucro nas demonstrações contábeis e da divulgação das informações relacionadas aos tributos sobre o lucro. Como tem ocorrido em relação a outros assuntos contábeis. que pareciam perfeitamente estabelecidos. 9.o IAS 12 .Income Taxes O Comitê de Pronunciamentos Contábeis aprovou. 9. que é a norma internacional. o pronunciamento do CPC reproduz . que pode ser uma alternativa viável.exceto em relação a pequenas adaptações para tornar a tradução melhor compreensível . e das transações e eventos no período atual reconhecidas nas demonstrações contábeis. não inferior a cinco anos (art. pois reduziria os efeitos impostos pela MP 448. cabe destaque para a apuração com base no lucro real trimestral. CSLL. que teve como finalidade a neutralidade fiscal. conforme o caso Será tributado para fins de IRPJ. Algumas definições importantes utilizadas pelo pronunciamento são: • Resultado contábil é o lucro ou prejuízo para um período antes da dedução dos tributos sobre o lucro. Pois têm-se observado diversas discussões que destacam que estas medidas instituídas restringem alguns dos direitos das empresas. sobre o qual os tributos sobre o lucro são devidos. determinado de acordo com as regras estabelecidas pelas autoridades tributárias. qual seja.despesas pré. o pronunciamento CPC 32.1. • Diferença temporária é a diferença entre o valor contábil de ativo ou passivo no balanço e sua base fiscal. O pronunciamento também trata de reconhecimento de ativos fiscais diferidos decorrentes de prejuízos e créditos fiscais não usados. Ajustes a valor presente de contas a receber e a pagar Os ajustes aumentarão ou reduzirão o lucro tributável. PIS e COFINS Também deverá cumprir o critério fiscal previsto no artigo 327 do RIR (cinco anos) Tratamento de provisão temporariamente indedutível Diante das mudanças introduzidas pela Lei nº 11. não obteve-se o consenso esperado. b) Compensação futura de prejuízos fiscais não utilizados.2. O Pronunciamento CPC 32 Tributos sobre o lucro . c) Compensação futura de créditos fiscais não utilizados. As diferenças temporárias podem ser tanto: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. 941/09. que já estão sendo questionadas judicialmente pelos contribuintes. em 17 de julho de 2009. da futura liquidação de passivos.

ou. Orleans Martins 73 . e no momento da transação. • • As figuras a seguir ilustram de forma gráfica o tratamento prescrito para registro de ativos e passivos fiscais diferidos. Base fiscal de ativo ou passivo é o valor atribuído àquele ativo ou passivo para fins fiscais. Diferença temporária dedutível. o CPC destaca que tais ativos só deverão ser reconhecidos na medida em que seja provável a existência de lucro tributável contra o qual a diferença temporária dedutível possa ser utilizada. Já para o reconhecimento de ativos fiscais diferidos. conforme o CPC 32/IAS 12: Em relação aos ativos: O pronunciamento torna obrigatório o reconhecimento de passivo fiscal diferido para todas as diferenças temporárias tributáveis. A figura a seguir ilustra o modelo de decisão para o reconhecimento de ativos e passivos fiscais diferidos: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. exceto quando o passivo fiscal diferido advenha de: • Reconhecimento inicial de ágio derivado da expectativa de rentabilidade futura (goodwill). ou • Reconhecimento inicial de ativo ou passivo em uma transação que: não é uma combinação de negócios.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] • Diferença temporária tributável. não afeta nem o lucro contábil nem o lucro tributável (prejuízo fiscal). além das mesmas exceções relacionadas para os passivos fiscais diferidos. a qual é a diferença temporária que resulta em valores que são dedutíveis para determinar o lucro tributável (prejuízo fiscal) de futuros períodos quando o valor contábil do ativo ou passivo é recuperado ou liquidado. a qual é a diferença temporária que resulta em valores tributáveis para determinar o lucro tributável (prejuízo fiscal) de períodos futuros quando o valor contábil de ativo ou passivo é recuperado ou liquidado.

[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Orleans Martins 74 .

9. Manual de Contabilidade Tributária: textos e testes com as respostas. BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: CHAVES. PEREIRA.com CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Contabilidade Tributária. Luciano Gomes dos. Barros. ed. GOMES. Érica Gadêlha. atual.br Web site: informacaocontabil. Sidney Ferro. Roberta Carvalho de. Manual de Contabilização de Tributos e Contribuições Sociais.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] BIBLIOGRAFIA BÁSICA: FABRETTI. São Paulo: Saraiva. Renato. rev. São Paulo: Atlas. Francisco Coutinho. GALLO. SANTOS. OLIVEIRA. 2010. Láudio Camargo. CHIEREGATO. ed. 3.blogspot. 2010. Carlos Alberto. Contabilidade Tributária. São Paulo: Atlas. 2010. Marilete Bezerra. São Paulo: Atlas. V. Legislações específicas (leis. 2007. São Paulo: Fase Editora. Gustavo Pedro de. NEVES. Silvério das. São Paulo: Atlas. 13. e ampl. José Hernandez. ORLEANS SILVA MARTINS Doutorando e Mestre em Ciências Contábeis pela UnB Email: orleansmartins@yahoo. Imposto de Renda Pessoa Jurídica para Contadores. ed. São Paulo: IOB – Thonsom. OLIVEIRA. 11. VICECONTI. 2010. Orleans Martins 75 . ALENCAR. decretos e normas). São Paulo: Atlas. ed. 2007. Contabilidade Tributária: entendendo a lógica dos tributos e seus reflexos sobre os resultados das empresas. Mauro Fernando.com. 2009. Carlos Alberto. MUNIZ. Amaury José. Luís Martins de. Contabilidade Tributária na Prática. Paulo E. REZENDE. Cleônimo dos Santos. PEREZ JÚNIOR. 2009. Curso Prático de Imposto de Renda: pessoa jurídica e tributos conexos. PEREIRA. REIS.