Dicionário de PALAVRAS FREQUENTESEM Oncologia

Dicionário de PALAVRAS FREQUENTESEM Oncologia .

não terá sido fácil de atingir. Estou certo que. que tem de aprender a conhecer a sua patologia para melhor a conseguir enfrentar. nem que seja no mais ínfimo detalhe. pois esta aumenta na proporção inversa das dificuldades. os autores deste manual realizaram uma selecção criteriosa dos termos a utilizar.Prefácio Porque uma melhor Qualidade de Vida pode estar nos detalhes É motivação de todos quanto se dedicam à área da saúde proporcionar aos doentes uma maior qualidade de vida. José Augusto Aleixo Dias Director Médico dos Laboratório Pfizer Nota: Os nossos especiais agradecimentos ao Dr. ajudar e dar algum sentido a algumas referências técnicas com que estes pacientes têm que lidar no seu dia-a-dia. Helena Gervásio. não raras vezes. respectivamente. o trabalho aqui está! E os doentes serão os melhores juízes do valor desta iniciativa. Animados por esta perspectiva. imaginamos que o será ainda mais para o doente oncológico. mais do que nunca. da Liga Portuguesa Contra o Cancro. Se tal é válido para todos nós. o acordo relativamente a uma palavra ou termo. a Sociedade Portuguesa de Oncologia. Porém. resolveram editar este Dicionário como forma de esclarecer. 5 . os Laboratórios Pfizer e a Liga Portuguesa contra o Cancro. apreciamos todos os serviços/instrumentos/meios que têm por finalidade facilitar a nossa (con)vivência diária. e ao Dr. Porque os cuidados de saúde não se esgotam na prática clínica. Hoje. ex-presidente e presidente da Sociedade Portuguesa de Oncologia. Silvério Marques. Silva Ferreira e Dra.

faça-se acompanhar de um familiar ou de um amigo e peça-lhe que anote o que o médico disser de mais importante. Embora este folheto não seja exaustivo. deixamos algumas sugestões que lhe poderão ser úteis: Solicite ao profissional de saúde que fale em linguagem acessível – na sua linguagem – e que faça esquemas ou esboços dos acontecimentos. Acontece também ler textos mais "técnicos" e não os compreender. 6 7 . A par deste pequeno dicionário. Interrompa o médico ou o enfermeiro sempre que tiver alguma dúvida. Ou. palavras cujo significado lhe é desconhecido. quando for à consulta. das alternativas. além de alguns termos usuais na investigação clínica e na organização moderna da luta contra o cancro. não poucas vezes. das escolhas ou dos efeitos mais importantes. Aceder ao significado desses termos constitui um desafio a vencer porventura com a ajuda deste dicionário. contém muitas palavras acerca da doença oncológica (ou cancro) e sobre o seu tratamento.Apresentação A utilidade desta publicação Quando conversa com a equipa médica sobre a sua doença ouve.

tendo como resultado a diminuição da capacidade de transporte de oxigénio para os tecidos. A n t i e m é t i c o : Medicamento utilizado para prevenir ou tratar as náuseas e os vómitos. A n e m i a : Afecção em que o organismo não produz uma quantidade suficiente de glóbulos vermelhos ou de hemoglobina. 8 9 . A r r i t m i a : Irregularidade mais ou menos persistente do ritmo cardíaco. o cansaço e as palpitações. A n o r e x i a : Alteração física ou psicológica caracterizada pela perda do apetite. Entre os sintomas contam-se a palidez. A g u d a : Situação clínica ou doença que surge subitamente e de curta duração.A A A d e n o m a : Tumor benigno. O tumor utiliza os vasos sanguíneos para obter os nutrientes que necessita para o seu desenvolvimento. A n a l g é s i c o : Medicamento ou fármaco utilizado para o alívio da dor. constituído por tecido glandular. A p o p t o s e : Processo normal que conduz à morte programada das células. A n t i c o r p o s : Proteínas especiais produzidas pelas células do sistema imunitário que cooperam no combate às infecções. A n g i o g é n e s e : Processo pelo qual um tumor forma novos vasos sanguíneos. A n t i f ú n g i c o : Medicamento utilizado no tratamento de infecções causadas por fungos.

apoiando principalmente as famílias com baixos recursos. por via oral ou nasal. as disfuncionais ou as perturbadas ao lidar com dependentes (na preparação da alta hospitalar.). B r a q u i t e r a p i a : Implante temporário e directo no tumor de uma substância radioactiva. flexível e munido de um dispositivo de iluminação. C a r c i n o m a i n s i t u: Carcinoma em fase precoce. B r o n c o s c o p i a : Exame dos brônquios e das suas ramificações por meio da introdução. também chamado endométrio. C •C a r c i n o m a b r ô n q u i c o : Carcinoma que se desenvolve nos brônquios. C C a r c i n o m a : Tumor maligno desenvolvido a partir de células epiteliais.A–B C A s c i t e : Presença de líquido em quantidade aumentada na cavidade peritoneal. intestino e pâncreas. B i ó p s i a : Intervenção cirúrgica destinada à colheita de um fragmento de tecido. a laringe e o colo do útero são disso exemplos. C •C a r c i n o m a d o e n d o m é t r i o : Carcinoma que se desenvolve no revestimento interno do corpo do útero. A faringe. ao acompanhamento. B C •C a r c i n o m a d o c o l o d o ú t e r o : Tumor maligno que se desenvolve nas células que revestem o colo do útero. B i o t e r a p i a : Tipo de tratamento que estimula o sistema imunitário ou utiliza anticorpos ou outros meios para combater as doenças malignas. etc. B i ó p s i a c o m a g u l h a f i n a : Ver citologia aspirativa por agulha. aplicar próteses. A s s i s t e n t e s o c i a l : Profissional apto para ajudar na resolução de dificuldades sociais. por exemplo. à obtenção de apoios locais. A •A d e n o c a r c i n o m a : Carcinoma que se desenvolve nas glândulas ou órgãos que possuem células glandulares. ou seja. aos transportes. que permite ver e biopsiar o interior dos brônquios. localizado e sem invasão dos tecidos adjacentes. etc. C •C a r c i n o m a d e c é l u l a s e s c a m o s a s o u e p i d e r m ó i d e s o u c a r c i n o m a e s p i n o c e l u l a r : Carcinoma que se desenvolve na camada escamosa da epiderme ou nos órgãos revestidos por células escamosas. C a r d i o m i o p a t i a : Afecção do músculo cardíaco que o torna menos capaz de bombear o sangue eficazmente para todo o organismo. de um tubo fino. institucionais e familiares servindo o melhor interesse do doente. 10 11 . O tecido é posteriormente examinado ao microscópio para a identificação da sua natureza benigna ou maligna. células que revestem os órgãos em contacto com o meio externo. C •C a r c i n o m a b a s o c e l u l a r : Carcinoma que se desenvolve nas células basais da epiderme. as na mama.

sem necessidade de “picar” constantemente as veias do doente (por exemplo cateter Hickman e Implantofix). que fornece informação sobre o esqueleto ósseo e que poderá diagnosticar lesão tumoral ou degenerativa (ex: artrose). As fezes são deste modo eliminadas para bolsas descartáveis. com procedimentos semelhantes à colonoscopia. de fácil adaptação e de uso muito confortável. a resolução de conflitos ou de sintomas aflitivos ou de falhas assistenciais. C o l p o s c o p i a : Exame à vagina e ao colo do útero. na veia cava superior no tórax). Também pode ser usada para avaliar a resposta ao tratamento. O objectivo desta classificação é determinar a extensão da doença para avaliar o prognóstico e escolher o tratamento indicado. C o n t a g e m d e g l ó b u l o s b r a n c o s e f ó r m u l a l e u c o c i t ár i a : Número de glóbulos brancos (leucócitos) existentes numa amostra de sangue e suas proporções. (T= tamanho do tumor N= envolvimento ganglionar ou de nódulos linfáticos M= metastização). C i t o l o g i a a s p i r a t i v a p o r a g u l h a : Exame realizado através da aspiração de uma amostra de células ou de fluido por meio de uma seringa e uma agulha fina. Os glóbulos brancos combatem as infecções. células cancerígenas). flexível e munido de um dispositivo de iluminação. o condenam ao silêncio e isolamento. C o n f e r ê n c i a f a m i l i a r : Reunião dos membros da equipa de saúde com o doente (se desejável e possível) e com os seus familiares. Permite a visualização deste órgão para identificação de tumores. 12 13 . aceitando ou rejeitando as medidas ou os tratamentos propostos pelo médico. Col ostomia : Cirurgia para criação de uma abertura entre o intestino e a pele do abdómen. Permite a administração de medicação e de soros. C i t o s t á t i c o s : Medicamentos ou fármacos utilizados para parar a proliferação e o crescimento de uma célula neoplásica.C C C a t e t e r v e n o s o c e n t r a l : Tubo inserido numa veia de grande calibre (por exemplo. C i n t i g r a f i a ó s s e a : Exame de imagem. etc. utilizando neste caso um dispositivo de acesso chamado colposcópio. a prevenção da claudicação familiar (internando temporariamente o doente para descanso dos cuidadores). C o l o n o s c o p i a : Exame realizado através da introdução de um tubo fino. Pode ser escrito ou verbal. Há famílias e culturas em que o doente opta por não saber e delega os seus direitos e poderes a um familiar que age como representante legal. C i s t o o u q u i s t o : Estrutura em forma de saco fechado que contém produtos líquidos ou semi-sólidos (fuidos). A amostra é sujeita a um exame microscópico para a determinação da sua origem (por exemplo. C l a s s i f i c a ç ã o T N M : Sistema para classificar os tumores. glóbulos brancos e plaquetas). pólipos. até ao cólon. que. por via rectal. etc. mentindo ao doente acerca da gravidade do seu estado. possibilitando também a colheita de sangue. C i s t i t e : Infecção da bexiga. uma vez bem informado e completamente esclarecido. visando a revisão do plano de tratamento. para visualização directa. C o n s e n t i m e n t o i n f o r m a d o e e s c l a r e c i d o : É o acto pelo qual o doente assume o direito legal de governo de si e do seu corpo (a sua autonomia). na medula óssea dão origem a todas as células sanguíneas (glóbulos vermelhos. Conspiração do silêncio (a "mentira piedosa" de o u t r o r a ) : É a atitude dos familiares ou dos profissionais. C é l u l a s e s t a m i n a i s : Células progenitoras ou células-mãe capazes de se auto-regenerar e de regenerar os tecidos.

C o n s u l t a m u l t i d i s c i p l i n a r : É uma consulta que envolve as várias disciplinas implicadas em cada (revisão do) plano terapêutico e em cada (nova) deliberação. D o e n ç a t e r m i n a l : É a fase terminal da evolução de uma doença crónica e incurável. nomeadamente da forma e da actividade de órgãos internos (por exemplo do coração: ecocardiografia). sob orientação da equipa de saúde (domiciliária). e incluem uma boa comunicação. Constituem um direito. C u i d a d o s p a l i a t i v o s : São os cuidados globais ministrados aos doentes com doença avançada. fadiga e suores nocturnos. visando a dignidade no período final da vida. logo após a sua excisão. perda de peso. em medicina paliativa). caracterizado pelo aumento de volume dos gânglios linfáticos. As plaquetas são células que participam na coagulação do sangue. etc. D e r r a m e P l e u r a l : Presença de líquido na membrana que reveste o pulmão. D o e n ç a C r ó n i c a : Situação clínica que persiste ao longo do tempo (mais que 2 ou 3 meses). C o r t e d e c o n g e l a ç ã o ( t a m b é m d e s i g n a d o e x a m e e x t e mp o r â n e o ) : Congelamento e corte de uma amostra de tecido. pode ou não ser efectuada na presença do doente (e sua família). D o e n ç a d e H o d g k i n : Tipo de tumor do tecido linfático (linfoma). baço e/ou outros órgãos. E E c o g r a f i a : Exame efectuado com ultra-sons que permite observar e criar imagens de partes do organismo. os cuidados básicos. Os sintomas incluem febre. conduzida normalmente pelo médico assistente.. a um tratamento (por exemplo medicamentos citostáticos) ou a uma toxina. o tratamento eficaz da dor e de outros sintomas físicos e psicológicos e o apoio à família. o respeito da vontade do doente. já não susceptível de cura. C r i o c i r u r g i a : Destruição das células por congelamento rápido. D D e p r e s s ã o d a m e d u l a ó s s e a o u m i e l o d e p r e s s ã o : Situação em que a medula óssea produz poucas células sanguíneas devido a uma doença. incluindo em geral os últimos seis meses de vida. A decisão deve ser explicada ao doente (ou a um seu representante legal). o seu acompanhamento.C D–E C o n t a g e m d e p l a q u e t a s : Número de plaquetas (também denominadas trombócitos) existentes numa amostra de sangue. a administração do tratamento. seguido de exame microscópico para detecção de células cancerígenas. para obtenção do consentimento. C u i d a d o r p r i n c i p a l o u p r e s t a d o r d e c u i d a d o s p r i n c ip a l : Indica a pessoa não profissional (familiar ou não familiar) que tem a seu cargo o doente dependente (normalmente no domicílio. 14 15 . D o e n ç a s i s t é m i c a : Doença que afecta todo o organismo e não apenas um órgão.

a compreender. de um meio de diagnóstico ou de um dispositivo biológico. E r i t r ó c i t o s : Ver Glóbulos vermelhos. E f e i t o s s e c u n d á r i o s o u e f e i t o s a d v e r s o s : Sinais ou sintomas resultantes de tratamentos. E l e c t r o c a r d i o g r a m a ( E C G ) : Exame que regista os impulsos eléctricos produzidos pelo coração durante o seu funcionamento. um membro de uma qualquer religião ou um profissional bem formado podem ajudar a dar voz. E l e c t r ó l i t o s : Substâncias. E s t o m a t i t e : Inflamação da boca. E x p e c t o r a ç ã o : Secreções produzidas pelos brônquios. E q u i v a l ê n c i a o u e q u i p o l ê n c i a c l í n i c a : Condição de legitimação clínica e ética dos ensaios clínicos. E d e m a l i n f á t i c o : Inchaço numa região drenada por vasos e gânglios linfáticos que se encontram bloqueados ou foram extraídos. 16 17 . E x c i s ã o a l a r g a d a : Procedimento cirúrgico de remoção de uma área ampla adjacente a um tumor ou a um tecido lesionado. para observação interna de órgãos em actividade in vivo. a enfrentar. consiste na comparação entre o melhor tratamento disponível e o tratamento inovador que se espera que produza melhores resultados. Quando o tratamento administrado ao doente for escolhido por sorteio. tais como a perda de cabelo. o estoma da colostomia). E n e m a b a r i t a d o : Exame radiológico do intestino grosso realizado através da introdução. E s o f a g i t e : Inflamação ou irritação da mucosa do esófago. E n d o s c o p i a : Exploração visual realizada através da introdução de um tubo fino. metafísicas ou religiosas da existência levantadas pela doença grave ou terminal que uma presença amiga.E E E d e m a : Inchaço de uma parte do organismo devido a retenção de fluidos. Consiste no estudo controlado dos efeitos de um fármaco novo ou no estudo comparativo de um tratamento inovador. E s p i r i t u a l i d a d e : Termo que designa as questões filosóficas. as náuseas e os vómitos. E s t a d i o o u e s t a d o : Sistema de classificação dos tumores. em função da sua extensão e da sua disseminação pelo organismo. Os ensaios em que se emprega um placebo "iludindo" o doente e/ou o médico designam-se por ensaios com ocultação (ou dupla ocultação) ou ensaios cegos (ou duplamente cegos). E n s a i o c l í n i c o : Uma forma de experimentação de um tratamento. de uma solução espessa e leitosa destinada à opacificação do intestino grosso. que desempenham um papel importante na manutenção do equilíbrio dos fluidos e no funcionamento das células e dos órgãos. designa-se por ensaio clínico aleatório. E x a m e l a b o r a t o r i a l d a s f e z e s : Exame para detectar alterações na composição das fezes. flexível e com um dispositivo luminoso. por via rectal. pode ser causada pelo tratamento com citostáticos ou com radiações. E s t o m a : Abertura para o exterior de uma cavidade do organismo (por exemplo. E x c i s ã o o u e x é r e s e : Remoção de um tecido ou órgão através de um acto cirúrgico. tais como o potássio e o sódio.

F l e b i t e : Inflamação de uma veia. F o t o s s e n s i b i l i d a d e : Aumento de sensibilidade traduzida em alterações da pele após exposição à luz. F e b r e n e u t r o p é n i c a : Aumento da temperatura corporal (>38ºC). G G á s t r i c o : Relativo ao estômago. G e n e s : Material genético (ADN) responsável pela transmissão hereditária (de pais para filhos) de uma característica morfológica ou biológica (genotipo é o património genético do indivíduo. 18 19 . que cursa com dor e inchaço local. associada à diminuição dos glóbulos brancos (neutropenia) aptos para combater infecções (granulócitos neutrófilos. F u t i l i d a d e : Tratamento fútil ou tratamento inútil é aquele que não cumpre os objectivos para os quais foi prescrito e não melhora a situação clínica do doente. incluindo citostáticos.F G–H F F á r m a c o : Medicamento. quando apenas visível ao microscópio. designadamente o ambiente celular). dos gânglios linfáticos e da medula óssea. dificultando o controlo e a paliação dos sintomas físicos ou psicológicos. fenotipo é a sua expressão em interacção com o meio ambiente. quando visível a “olho nu” ou microscópica. H H e m a t ó c r i t o ( H c t ) : Quantidade de glóbulos vermelhos existentes no sangue em percentagem de plasma. G e n o m a : O conjunto do património genético de um organismo. F í s t u l a : Formação de um orifício ou de um trajecto entre duas áreas do organismo. dá-se o nome de fístula anal ao orifício ou trajecto que se forma entre o recto e uma zona circundante do ânus. H e m a t o l o g i s t a : Médico especializado no tratamento de problemas e doenças do sangue. e contra as suas células tumorais. G l ó b u l o s v e r m e l h o s ( e r i t r ó c i t o s ) : Células sanguíneas responsáveis pelo transporte de oxigénio pelo sangue a todo o organismo. F a r m a c o g e n é t i c a . G V H D ( D o e n ç a d o e n x e r t o c o n t r a o h o s p e d e i r o ) : Resposta "inflamatória" que ocorre quando as células da medula óssea de um dador (enxerto) reagem contra as células do doente receptor (hospedeiro). pertencentes à família dos leucócitos). f a r m a c o g e n ó m i c a : Disciplina de investigação que procura correlacionar a actividade dos genes (ou do genoma) e a sensibilidade ou a resistência aos fármacos. Pode ser macroscópica. É frequente nas áreas submetidas a radioterapia e pode ser desencadeada pela administração de vários medicamentos. Por exemplo. podendo ao invés prolongar o seu sofrimento. H e m a t ú r i a : Presença de sangue na urina. F r a c t u r a p a t o l ó g i c a : Fractura espontânea ou causada por um traumatismo mínimo num osso fragilizado pela presença local de lesões neoplásicas ou osteoporóticas.

L e u c e m i a : Doença maligna dos glóbulos brancos do sangue.H–I I–L H e m o g l o b i n a ( H b ) : Proteína dos glóbulos vermelhos responsável pelo transporte de oxigénio para as células do organismo. I I l e o s t o m i a : Intervenção cirúrgica para criação de um ânus artificial com o intestino delgado. H e p á t i c o : Relativo ao fígado. regulando e integrando o funcionamento dos tecidos e o crescimento e a reprodução do organismo. Pode conservar-se durante alguns anos. que circulam no organismo. além da colheita de sangue. aplicar soros e administrar medicação com segurança (por estar colocada debaixo da pele. I m p l a n t e d e c a t e t e r s u b c u t â n e o : (ver cateter venoso central) Pequena operação. I •I n t r a v e n o s a : Numa veia. L Laringectomia: Extracção cirúrgica da laringe em todo ou em parte. causando deficiente irrigação pelo sangue e insuficiente chegada de oxigénio e nutrientes aos tecidos. I n j e c ç ã o : Introdução de um medicamento ou de um líquido no organismo por meio de uma agulha e seringa. para colocar uma via de entrada que permite. por um carcinoma). I m u n o t e r a p i a : Ver bioterapia. H e m o g r a m a : Contagem do número de glóbulos brancos. I m u n o d e p r e s s ã o ( s e m e l h a n t e a i m u n o s s u p r e s s ã o ) : Situação em que o sistema imunitário se encontra debilitado ou deprimido. aderentes à pele do abdómen (ver colostomia e estoma). H i p e r s e n s i b i l i d a d e : Reacção alérgica a um medicamento. As fezes passam a ser eliminadas para sacos fechados. pelas vias: I •I n t r a m u s c u l a r : Num músculo. H o r m o n a s : Substâncias químicas. I n s u f i c i ê n c i a c a r d í a c a c o n g e s t i v a ( I C C ) : Situação clínica caracterizada por uma diminuição da eficácia do coração como bomba. S •S u b c u t â n e a : No tecido que se encontra por baixo da pele. infecções. moléculas ou tecidos estranhos. L e s ã o : Qualquer alteração numa estrutura do organismo ou de um tecido. glóbulos vermelhos e plaquetas numa amostra de sangue. O organismo produz uma grande quantidade de células sanguíneas anormais por imaturidade ou por longevidade aumentada: 20 21 . na parede anterior do tórax). efectuada normalmente sob anestesia local. mais apto a tolerar elementos estranhos e menos capaz de combater as infecções ou de resistir às doenças. produzidas por diversas glândulas. causada por um ferimento ou por uma doença (por exemplo. ocorre após os citostáticos e na infecção pelo VIH/SIDA. I m u n i d a d e ( s i s t e m a i m u n i t á r i o ) : Sistema de identificação e de defesa do organismo contra doenças.

Pode ser benigno. disseminando-se depois para outras partes do corpo. inicial ou localizado (in situ). L i n f o m a : Doença maligna do sistema linfático caracterizada pela formação de "massas tumorais" nos gânglios ou nódulos linfáticos.L–M M–N L •L e u c e m i a a g u d a : Doença maligna de progressão rápida em que se verifica imaturidade dos glóbulos brancos e impossibilidade de desempenho das funções normais. amadurecem (diferenciam) e proliferam as células sanguíneas antes de migrarem para o sangue. fígado. incluindo os mais distantes (pulmão. Podem estar presentes nos tecidos. tal como nos processos inflamatórios. M M a l i g n o : O mesmo que cancro ou neoplasia maligna. para os gânglios linfáticos regionais e para os órgãos. desenvolve-se a partir de um sinal que muda de tamanho. M e t a s t i z a ç ã o : Disseminação de um tumor maligno a partir do local onde se desenvolveu. M e d u l a ó s s e a : Tecido de consistência mole e esponjosa que preenche a parte central do osso. dando origem a um tumor.). ou maligno. formato ou cor. no sangue ou na urina de doentes com cancro. M a s t e c t o m i a R a d i c a l : Excisão total da mama. produzidos em situações benignas. etc. cérebro. L i n f ó c i t o s : Tipo de glóbulos brancos que reagem activamente quando expostos a substâncias estranhas ao organismo ou a agentes infecciosos. Em geral. M u c o s a : Membrana que reveste a totalidade ou parte de um órgão que está em contacto com o meio externo (por exemplo. L e u c o p é n i a : Diminuição do número de glóbulos brancos. L •L e u c e m i a c r ó n i c a : Doença maligna de progressão lenta em que se verifica menor imaturidade e maior longevidade dos glóbulos brancos possibilitando o desempenho de algumas funções normais. Tumor que tem a capacidade de invadir e destruir os tecidos adjacentes. N e u t r o p é n i a : Diminuição do número de glóbulos brancos que 22 23 . revestimento da boca ou do intestino). M a s t e c t o m i a : Excisão cirúrgica da mama. nele são formadas. também podem ser N N e o p l a s m a o u N e o p l a s i a : Crescimento anormal de células. L i n f o m a n ã o H o d g k i n : Grupo de doenças malignas do sistema linfático (por exemplo. linfoma B de grandes células). M a r c a d o r e s t u m o r a i s : Substâncias produzidas por algumas células cancerígenas. B e T. M a m o g r a f i a : Exame radiológico da mama. M u c o s i t e : Inflamação de uma membrana mucosa. Há duas principais famílias de linfócitos. M e l a n o m a : Doença maligna das células responsáveis pelo fabrico de pigmento na pele.

transformação maligna de células. P o l i p o s e a d e n o m a t o s a f a m i l i a r ( P A F ) : Perturbação rara de carácter hereditário que causa o crescimento de pólipos no cólon. da evacuação do derrame pleural). para retirar líquido que nela se acumulou anormalmente (ascite). Produzem células linfáticas e actuam como "filtros" identificando e destruindo agentes estranhos e micróbios. de natureza inflamatória. As células cancerígenas que viajam no sistema linfático podem ser "retidas" nos gânglios linfáticos. Se não forem detectados e removidos. P e r f u s ã o e n d o v e n o s a : Introdução através de uma veia de um medicamento ou de um líquido na circulação sanguínea. 24 25 . O n c o l o g i s t a o u c a n c e r o l o g i s t a : Médico especializado no tratamento de doenças malignas.N–O P combatem a infecção (denominados granulócitos neutrófilos). importantes na defesa contra infecções. O n c o l o g i a o u C a n c e r o l o g i a : Estudo e tratamento das doenças malignas. N ó d u l o s a x i l a r e s : Nódulos linfáticos situados nos escavados das axilas. P r o g n ó s t i c o : Previsão do risco evolutivo de uma doença. P ó l i p o : Saliência de uma membrana mucosa. N ó d u l o s c e r v i c a i s : Gânglios linfáticos do pescoço e por baixo do maxilar. garganta. na administração de um agente para selagem daquela área.etc. vesícula. P a t o l o g i a : Estudo microscópico de amostras de fluidos ou de tecidos do organismo para o diagnóstico de alterações tecidulares ou celulares. N ó d u l o s l i n f á t i c o s : Centenas de pequenos órgãos (também denominados glândulas ou gânglios) em forma de feijão localizados em áreas específicas do sistema linfático. estes pólipos crescem e tornam-se frequentemente malignos. O médico especialista denomina-se patologista. P l a c e b o : Medicamento composto por substância inerte (sem ingredientes activos) utilizado normalmente num dos ramos dos ensaios clínicos especiais. P P a r a c e n t é s e : Punção da cavidade abdominal por meio de uma agulha especial. ou ser responsável pela. degenerativa ou tumoral. P l a s m a : Parte líquida do sangue onde se encontram em suspensão as células sanguíneas. O O n c o g e n e : Gene "arcaico" que pode estar associado à. N u t r i c i o n i s t a : Profissional que fornece conselhos alimentares aos doentes. Os pólipos localizam-se ao nível do intestino. após a drenagem do fluido da membrana que reveste o pulmão (isto é. P l e u r o d é s e : Tratamento que consiste.

Q •Q u i m i o t e r a p i a c o m b i n a d a : Administração simultânea de fármacos e outras formas de tratamento com intenção de potenciar a sua acção. para posterior exame microscópico. ecografia. e a eficácia do tratamento utilizado. R e c o r r ê n c i a : O mesmo que recidiva. P r ó t e s e : Aparelho para substituir parte ou a totalidade de um órgão ou de um membro. R a d i o t e r a p e u t a : Médico especializado em radioterapia. a análise do PSA é útil para ajudar o médico a detectar os tumores da próstata. destruindo o maior número possível de células cancerígenas. um seio. P u n ç ã o a s p i r a t i v a d e m e d u l a ó s s e a : Procedimento praticado sob anestesia local e por meio de uma agulha inserida na zona mais espessa do osso ilíaco da bacia. RMN. um braço ou uma perna. Q •Q u i m i o t e r a p i a n e o a d j u v a n t e : Quimioterapia administrada antes da cirurgia (tratamento excisional local) para reduzir o tamanho do tumor de modo a facilitar a sua exérese. P u n ç ã o p l e u r a l : Drenagem de fluidos acumulados na cavidade pleural que reveste o pulmão (ou drenagem do derrame). P S A ( a n t i g é n i o e s p e c í f i c o d a p r ó s t a t a ) : É uma substância produzida de forma natural pela próstata. R R a d i o g r a f i a ( r a i o x ) : Método que utiliza níveis baixos de radiação para visualização dos ossos e de alguns órgãos internos.P–Q Q–R P r o s t a t e c t o m i a : Remoção cirúrgica da totalidade ou parte da próstata. a sua produção encontra-se aumentada em algumas doenças como nos tumores e infecções da próstata. Q u i m i o t e r a p i a : Tipo de tratamento com fármacos citostáticos que destroem as células cancerígenas: Q •Q u i m i o t e r a p i a a d j u v a n t e : Tratamento médico oncológico com intenção curativa cujo alvo são as células cancerígenas não detectáveis. Habitualmente realizado após uma cirurgia que removeu todo o tumor. no entanto. para colheita de uma pequena amostra de medula. por exemplo. P r o t o c o l o : Plano de tratamento. R a d i o t e r a p i a : Tipo de tratamento oncológico que utiliza diferentes fontes de radiação. R a d i o l o g i s t a ( I m a g i o l o g i s t a ) : Médico especializado em métodos de diagnóstico por imagem: radiografia. etc. ou em infecções urinárias do homem. TAC. R e m i s s ã o : Fase da doença maligna em que não há manifesta- 26 27 . R e g r e s s ã o : Diminuição do volume e/ou da massa celular do tumor. Q R e c i d i v a : Reaparecimento de um tumor maligno após o seu tratamento. mas que se pensa estarem presentes.

massagens. imagiológicas e laboratoriais. R e s i s t ê n c i a a f á r m a c o s : Acontece quando os fármacos (por exemplo. como a Atropina. das cartilagens ou dos músculos. 28 29 . vómitos. ioga. Por exemplo. coriza (nariz a pingar) e salivação. Estes sintomas podem ser prevenidos pelo uso de medicamentos anti-colinérgicos. técnicas de visualização. T e r a p i a s c o m p l e m e n t a r e s : Tratamentos ou técnicas de intervenção que acompanham as terapêuticas oncológicas tradicionais e cuja utilidade pode estar ou não cientificamente comprovada. T r â n s i t o b a r i t a d o : Estudo radiológico precedido da ingestão de uma solução espessa e leitosa denominada bário destinado à exploração do aparelho digestivo. R e n a l : Relativo ao rim. os órgãos ou os tecidos do dador e os do doente. Entre estes sintomas contam-se as náuseas. T r a n s p l a n t e d e m e d u l a ó s s e a : Administração de uma quantidade extra de células normais de medula óssea para a reconstituição da medula após o tratamento com doses elevadas de quimioterapia: S S a r c o m a : Doença maligna com origem no tecido mesenquimatoso. os citostáticos) deixam de actuar e perdem a sua eficácia (por exemplo. sudação. S i n t o m a s c o l i n é r g i c o s : Sintomas resultante da libertação de acetilcolina pelo sistema nervoso. cãibras. mecanismos de adaptação molecular das células malignas à sua entrada ou à sua acção) R M N ( r e s s o n â n c i a m a g n é t i c a n u c l e a r ) : Exploração dos órgãos internos por meio de ondas magnéticas que criam imagens dos tecidos. T i p a g e m H L A : Análise ao sangue para estudo da compatibilidade entre o sangue. S i s t e m a l i n f á t i c o : Rede de vasos e gânglios linfáticos utilizados pelos linfócitos ao circularem no organismo. As células cancerosas também podem usar esta rede para viajarem e se disseminarem. Uma remissão muito prolongada pode significar cura da doença. T e s t e d e P a p a n i c o l a o u : Exame microscópico das células colhidas no colo do útero para despiste precoce do cancro. Ver terapias complementares. por exemplo. T T A C ( t o m o g r a f i a a x i a l c o m p u t o r i z a d a ) : Estudo computorizado radiográfico que gera imagens em cortes do órgão examinado. diarreia.R–S T ções clínicas da doença detectáveis. Uma remissão completa inclui a ausência de manifestações clínicas. nos ossos. T e r a p i a s a l t e r n a t i v a s : Terapêuticas que não são consideradas pela comunidade médica cientificamente comprovadas. T o m o g r a f i a d e e m i s s ã o d e p o s i t r õ e s ( P E T ) : Tomografia computorizada para o despiste de doença maligna metabolicamente activa.

T •T r a n s p l a n t e a u t ó l o g o d e m e d u l a ó s s e a : Administração das células de medula óssea normais do próprio doente. Estas têm capacidade de invadir os tecidos normais e de se disseminarem pelo organismo. Alguns tumores produzem grandes quantidades de VEGF e formam novos vasos sanguíneos para obtenção dos alimentos (nutrientes) necessários ao seu desenvolvimento. em proliferação ou em paragem da maturação ou em supressão da senescência e da morte. contribuindo com a sua presença para evitar o abandono do doente (ou o idoso) e para ajudar os familiares ou os prestadores de cuidados quer nos domicílios quer nas instituições. 30 31 . T u m o r e c t o m i a : Excisão cirúrgica de um tumor e de uma quantidade mínima do tecido adjacente. se dedica a visitar e acompanhar os doentes e suas famílias. após doses elevadas de quimioterapia. U U r e t e r o s t o m i a : Intervenção cirúrgica para incisão dos canais que transportam a urina dos rins para a bexiga (ureteres) e criação de uma abertura directa no abdómen visando a eliminação da urina para uma bolsa especial. após adequada estimulação.T U–V T •T r a n s p l a n t e a l o g é n i c o d e m e d u l a ó s s e a : Administração de células de medula óssea de um dador. T r o m b o c i t o p é n i a : Diminuição do número de plaquetas no sangue. V í r u s : Partícula infecciosa que pode causar uma doença. V VEGF (factor de crescimento vascular endotelial): Substância produzida pelo organismo que estimula o crescimento dos vasos sanguíneos. T •T r a n s p l a n t e a u t ó l o g o d e c é l u l a s e s t a m i n a i s d o s a n g u e p e r i f é r i c o : Colheita e administração de células-mãe ou estaminais normais de medula óssea circulantes no sangue periférico do próprio doente. portanto sem capacidade de se espalhar pelo organismo. É um tipo de cirurgia muito usada no tratamento conservador do cancro da mama. T u m o r b e n i g n o : Conglomerado de células sem capacidade de invadir e metastizar. células não controladas. T u m o r : Massa de células em proliferação ou multiplicação. o vírus da gripe. V o l u n t á r i o o u B e n é v o l o : É o cidadão que voluntariamente. T u m o r p r i m i t i v o : Designação do tumor inicial ou do local onde inicialmente se desenvolveu o tumor. após a administração de doses elevadas de quimioterapia. geralmente de um familiar do doente. Estas células são recolhidas antes da administração da quimioterapia. T u m o r m a l i g n o : Tumor constituído por células cancerígenas. por exemplo. após apropriada formação e integrado na equipa médica. Pode ser benigno ou maligno.

Notas Notas 32 33 .

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