Os Yorubás como vivem e suas origens

A cultura YorubáO conceito de família Iorubá

Falado principalmente na Nigéria, o idioma yorubá é complexo e arraigado em tradições. É o segundo maior idioma da Nigéria, é falado em várias seitas difundidas pelo mundo, entre estes estão a República do Benin, Cuba, Brasil, Trinidad, e Estados Unidos. A origem deste idioma é obscura, e não existe nenhuma evidencia conclusiva provando onde exactamente se originou. A quem diga que o idioma yorubá provém dos Egípcios, à centenas de anos atrás, evidenciados no facto de que um vasto número de palavras yorubás serem bem parecidas com as Egípcias, porém realmente, não existe nenhuma explicação formal de como surgiu o idioma na Nigéria.

A mulher na religião
Quem são os Yorubás
Os Yorubás são um dos mais importantes grupos étnicos da Nigéria, apreciam uma história e cultura muito rica. Existem várias teorias sobre a origem do povo yorubá, estas informações se agrupam cuidadosamente nas declarações via tradição oral. Este povo parece ter se originado de Lamurudu, um dos reis de Mecca (na actual Arábia Saudita). Lamurudu teve um filho chamado Oduduwa, que é amplamente conhecido como o fundador das tribos yorubás. Durante o reinado de seu pai, Oduduwa era muito influente a atraiu vários seguidores, transformou as mesquitas, em templos para a adoração de ídolos, com a ajuda de um sacerdote chamado Asara. Asara teve um filho, Braima, que foi educado como muçulmano, e se ressentiu da adoração obrigada de ídolos. Por influência de Oduduwa, todos os homens da cidade, eram ordenados em uma expedição de caça, que durava três dias, em preparação para honra e culto de seus deuses. Braima aproveitou a oportunidade da ausência dos homens e tomou a cidade. Ele destruiu tudo, inclusive os ídolos, deixando um machado no pescoço do ídolo mais importante. Na volta da expedição, se deram com a cidade destruída, e foram atrás de Braima para queimá-lo vivo. Neste momento começou uma revolta que desencadeou uma guerra civil. Lamurudu foi morto e seus filhos expulsos de Mecca. Oduduwa e seus seguidores conseguiram escapar, com dois ídolos, para Ilê Ifé (ainda ilê ifé na Nigéria moderna). Oduduwa e seus filhos juraram se vingar; mas Oduduwa morreu em Ilê Ifé, antes de ser poderoso suficiente para lutar contra os muçulmanos de seu país. Seu primogénito Okanbi, chamado de Idekoseroke, também morreu em Ilê Ifé. Oduduwa deixou sete príncipes e princesas. Destes originaram-se várias tribos yorubás. A primeira era uma princesa que se casou com um sacerdote e se tornou mãe de Olowu, que se tornou rei de Egbá. A segunda princesa se tornou

O chefe dos Oyó Mesi. enquanto que o exército de Oyó era chefiado durante uma guerra por um grupo de nobres conhecidos por Eso. Oyó a norte. A sua cultura e história podem ser vista ao longo do mundo. anualmente festivais.mãe de Alaketu. o quinto Onisabe. de entre os filhos do rei anterior. progenitor do povo de ketu. Ele construiu a cidade de Oyó Ajaka. crêem que os antepassados interfiram diariamente nos eventos da terra. considerado como um chefe cuja posição na terra era comparável à do ser Supremo no Paraíso. contando com a colaboração de Eshu (Exu). ou Olódùmare é o Deus supremo dos yorubás. Ao se . onde figurava o Alafin ou rei. Estas estruturas políticas e militares tem sido muitas vezes citadas como modelos de organização. é invocado em bênções e em certas obrigações. o chefe dos quais era o Are-Onakakanfo ou o generalíssimo do exército. O sétimo e último a nascer era Oranyan (odede) . hoje Oyó. Como já vimos os yorubás. Cada divindade tem as suas regras. entre os estados que fundaram estão Ijesha (Ijexá). para tanto. o criador. Eles superaram muitos obstáculos para alcançar o ponto que estão hoje. ele é o criador. O Alafin governava com a ajuda de seus poderosos conselheiros. se tornou rei de Ila. Sabe e Egbado a oeste. de acordo com as suas necessidades e situação. e adoram 401 divindades. que se tornou progenitor dos yorubás. em virtude de seu domínio político-militar sobre grande parte do sudoeste da Nigéria e da área que é hoje a República de Benin. De Ilê Ifé. nenhum sacerdócio organizado. Em algumas cidades são feitos. Oranyan. e Ijebu a sul. lugar sagrado dos yorubás. deus da criação instalou o seu reino em Ifé. Olorun (o dono do céu). o Basorun. Fala-se que Obatalá tinha um irmão mais novo chamado Oduduwa. tinha como funções às de chefe de estado e de conselheiro principal do Alafin. que veio a ser o mais conhecido dos estados yorubás. e o sexto se tornou rei dos Popos. mas nenhum santuário existe para ele. rituais e sacrifícios próprios. Os yorubás. a maior parte desses Orichas são figuras antropomorfas. onde cada Egungun dança. se tornou rei de Savé. ketu. Outra explicação que se faz a respeito do aparecimento das divindades seria que Oxalá ou Obatalá. que armou uma cilada. Ekiti e Ondo a leste. que também são associadas com características naturais. e é festejado. mas eventualmente se tornou o mais rico. A Religião dos Yorubás A religião tradicional yorubá envolve adoração e respeito a Olorun ou Olòdùmarè. As pessoas rezam e fazem sacrifícios. fez um ebó. que se encontrava bastante cansado da viagem. ele era o mais jovem. o terceiro se tornou rei do povo de Benin. que ambicionava executar as tarefas que Olódùmare confiou a Obatalá e. dos Orichas e dos antepassados. os Oyó Mesi. também. são um povo com uma cultura muito rica. que eram numericamente sete e que tinham também a seu cargo a escolha do novo Alafin. os descendentes de Oduduwa espalharam-se por outras zonas da região yorubá. fundou a dinastia de Oyó. especialmente as convicções religiosas. o quarto Orangun. provocando muita sede em Obatalá. em outras palavras. Os yorubás rezam para que os Orichasintervenham nas suas vidas. os yorubás são dos mais influentes povos do mundo.

Cronologia Real Yorubana 1 . Ele é omnipotente . furou a dita palmeira e bebeu o emu (vinho de palma) que jorrava. pois não existe nenhum altar. Olódùmare é o Deus Supremo dos yorubás. É ele acima de tudo.Oduduwa 2 .Aganjú 7 . é o Obá Orum.Sango 5 .Oluodo 17 . Oduduwa que vinha de espreita na retaguarda. rei do céu.Oranyan 3 . o Deus Poderoso. para ajudar a administrar a sua criação. Exausto embriagou-se rapidamente e ali mesmo deitou e adormeceu. Alguns estudiosos dizem que a religião yorubá.Ajagbo 18 .Eguguojo 12 . omnipresente. não existe nada que possa se esconder dele.Obalokun 16 . Ele é Omnisciente Oloddumare sabe tudo.Kanran 20 . e a importância de cada divindade depende da posição dentro do panteão yorubá. Ele é imortal .Osiyago 23 . e o seu status de supremacia é absoluto. nenhum assentamento dedicado a ele e nenhum filho ou filha lhe é consagrado. ele é Olorun Alagbara.Abipa 15 . tudo está ao seu alcance.Oluaso 9 . trouxe para a existência as outras divindades Orichas.Oloddumare nunca morre.Kori 8 .tão omnipotente que para Olòdùmarè nada é impossível.Ojigi . os yorubás crêem que seja inimaginável para Elemi (o dono da vida) morrer. junto com a criação do céu e da terra . merecedor de grande reverência.aproximar de uma palmeira. ele é sábio.Ajaka 6 . A religião é parte essencial da cultura dos povos africanos.Ajaka 4 .Ajiboyede 14 .Onigbogi 10 . passou em sua frente.Jayin 21 . usando seu cajado. Diz a mitologia yorubá que Olòdùmarè.Orompoto 13 .Odarawu 19 .Ayibi 22 . tornou-se fundador dos povos yorubás. Olodumaré Poucos sacerdotes falam de Olòdùmarè. e acreditam que Olódùmare seja o ser supremo.Ofiran 11 . é a religião monoteísta mais antiga da humanidade. ele é o rei cujos trabalhos são feitos para a perfeição.

Representa o poder ancestral dos conquistadores desta raça. para meninas é no sétimo dia e para gémeos de ambos os sexos.800 A. Tradicionalmente. o nome geralmente é escolhido de acordo com as circunstancias do nascimento da criança. O Alafin de Oyó. fundador de Ilê Ifé e bisavô de Xangô. Hoje em dia a prática é feita no oitavo dia para todos os recém nascidos. o pai ou um parente mais velho anuncia o dia de dar o nome que é chamado Ikomojade. e a sua coroa representa a autoridade dos Obás.180 a 1. Senta no mesmo trono que seu ancestral Changô ocupou. É o líder espiritual da cultura yorubana. Presume-se que Oduduwa tenha vivido de 2. felicitando os pais e fazendo pedidos em conjunto para que o filho tenha um futuro feliz e afortunado. Todos os demais Obás (reis) dependem e curvamse a seus conselhos. Depois do nome seleccionado. Depois de todos os presentes à mãe . para meninos é um dia após o nascimento. no oitavo dia de nascimento. Todos os parentes e membros da comunidade têm interesse em dar boas vindas ao recém nascido. (rei de oyó) é o líder político da cultura yorubana. a criança deve estar com os pés descalços. Nascimento dos Yorubás Outra formalidade importante yorubá é o nascimento de uma pessoa. A cerimónia acontece ao ar livre. cada pessoa trará dinheiro. que participa dando boas vindas ao recém nascido.24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 - Gberu Amuniwaiye Onisile Labisi Awonbioju Agboluaje Majeogbe Abiodun Awole Arogangan Adebo Maku Majotu Amodo Oluewu Atiba Atobatele Adelu Adeyemi eu Alowolodu Nos dias de hoje. Em seu palácio em Ilê Ifé estão guardados os oráculos oficiais de Oduduwa. seria como o Papa negro. As mulheres entregam os presentes à mãe e os homens dão os presentes ao pai. roupas e outros presentes tanto para o filho quanto para aos pais.C. escolhe o nome apropriado ao filho. é a primeira vez que o filho sai fora de casa. observando as tradições de família e até fenómenos naturais que aconteceram em torno da nascimento do bebé. primeiramente. é o homem que representa toda a cultura negra iniciada por Oduduwa. na realidade é o líder dos yorubás. o rei (Obá ou Oòni) de Ilê Ifé. Dar nome a um filho envolve a comunidade inteira. e a primeira vez que ela tem contacto com os pés na terra. A família.

de onde pode retornar ao aiê nascendo de novo. e finalmente o bebé recebe uma prova de noz de kola. O ancião. e molha seu dedo na água e toca a fronte do bebé. Tudo começa quando um jarro de água é jogado sobre o telhado. pode adicionar mais ingredientes para fazer parte da formalidade. que tenha felicidade. que exercerá os rituais. depois é oferecido óleo de palma (epô) que é tocado com os dedos nos lábios do bebé. significando a pureza de corpo e espírito. Quando alguém morre. que ele tenha felicidade e doçura na vida. São colocadas as vasilhas contendo os ingredientes necessários para continuação da formalidade. num desejo de potência e saúde. isto indica que ele veio para ficar. e anuncia o nome escolhido em voz alta para que todos ouçam. que tenha uma vida sem amargura. reencarnando-se num novo membro da própria família. e todos comem e dançam numa grande alegria que durará até a madrugada. e o ancião pede que ele seja tão doce quanto mel. chama-se de aiê. que o deixará livre das doenças. simbolizando o desejo para boa fortuna do filho. começam as festividades. O filho então saboreia mel. outras divindades e espíritos.entrega o filho a um ancião. depois da pimenta o recém nascido experimenta água. que simboliza a sabedoria. o mundo em que vivem os seres humanos em contacto com a natureza. cada ingrediente tendo um significado especial. E o filho nascido depois de gémeos será chamado de Idowu. seu espírito ou parte dele vai para o orum. como por exemplo se a divindade da família é Ogun. onde estão os Orichas. é apropriado que um velho ancião seja o primeiro a guiar o filho. e o seu uso reflecte a importância do filho para a família. Depois é oferecido vinho. deseja-se que nunca lhe falte o sal. que quer dizer "o pai renasceu". de forma que o recém nascido é seguro de baixo e recebe no corpo a água que cairá de volta. para a família e para a comunidade. O nascimento mais importante é de gémeos (Ibejis). Para os yorubás. São muitos os nomes yorubás que exprimem exactamente esse retorno. e o segundo a nascer será chamado de Kéhìndé. é chamado de orum (céus). a inteligência. e assim por diante. e um mundo sobrenatural. . para que o filho tenha fartura e prosperidade na vida. A primeira vasilha consiste em pimenta vermelha da qual o ancião dá uma prova ao pequeno filho. como Babatundê. logo o ancião oferece sal ao bebé. o pai exige que uma faca ou espada seja usada na formalidade. Após o filho ser borrifado com água o ancião sussurra o nome do recém nascido em seu ouvido. o nome do primeiro nascido será Táíwo. A pimenta então é distribuída para o gosto da assembleia inteira. de tal modo que o morto volta ao mundo dos vivos. Os Yorubás e a morte Os yorubás e muitos outros grupos africanos acreditam que a vida e a morte alternam-se em ciclos. Se o filho se manifesta gritando é considerado de bom sinal. A água é o primeiro dos muitos itens cerimoniais. A pimenta simboliza que o bebé será resoluto e terá comando acima das forças da natureza. mas que sua vida não seja salgada. Depois do item final ser distribuído para a comunidade. ou particularmente o pai da criança. este nascimento é cercado de superstições. pode ser objectos que representam as divindades que a família adora.

retorna com a morte ao Oricha geral. renascendo no seio da própria família biológica. Cada parte destas precisa ser integrada no todo que forma a pessoa durante a vida. podendo daí retornar. Cada vida será diferente. de modo que ninguém herda o destino do outro. sopro vital que vem de Olorum. Na concepção yorubá. espécie de portão espiritual para o culto. . é nesta região que se determina qualquer tipo de comportamento. os vivos podem adorar a sua memória. O ori. a sociedade Gèlédé. que define a origem mítica de cada pessoa. do qual faz parte. que está representado pela respiração. que é a própria memória do vivo em sua passagem pelo aiê. que pode ser invocada através de um altar ou assentamento. vai para o Orum. Na religião de origem africana. nesta ocasião transitam entre os humanos. existe a ideia do corpo material. dando conselhos e resolvendo contendas e pendências de interesse da comunidade. O emi nunca se perde e é constantemente reutilizado. que nós chamamos de cabeça e que contém a individualidade e o destino. é no ori que reside a força principal de captação e re-emissão do aché. 4º O espírito propriamente dito ou Egun. abandona o corpo material na hora da morte. a identidade sobrenatural ou identidade de origem que liga a pessoa à natureza. No caso do egun. 3º Elemi ou Eledá. assim como se faz para os Orichas ou outras entidades espirituais. ou seja. mesmo com a reencarnação. A parte espiritual é formada de várias unidades reunidas: 1º Emi essência vital de cada pessoa que independente do seu corpo físico e que sobrevive a morte deste. julgando as suas faltas. em outro lugar a não ser directo na terra. outra sociedade de mascarados. onde se pode reproduzir o conjunto de atitudes que correspondem às características psicológicas de um oricha. comandados pelo sacerdote chefe chamado Babansìkù. O rito fúnebre é denominado Itutu (ritrual dos mortos) tendo como principal fim. O Oricha individual. o qual se decompõe com a morte e é reintegrado a natureza. que chamam de ara. força vital cósmica do deus-primordial Olódùmarè. 2º O Ori que é a personalidade-destino. por este motivo os sacerdotes antigos não gostavam da ideia de serem enterrados. a morte de um iniciado implica na realização de rituais funerários. É consequentemente no ori que se manifesta a personalidade que cada pessoa possui na natureza. o Orichapessoal. pós-morte. tendo cada um destino diferente após a morte. desaparece com a morte. o seu tipo de comportamental cujas características advêm da humanização de uma energia da natureza.Alguns espíritos são adorados e se manifestam nos festivais de egungum no corpo de sacerdotes que se dedicam a esta parte do ritual africano. sendo reincorporado à massa colectiva que contém o principio genérico e inesgotável da vida. O emi. Sacrifícios votivos são oferecidos ao egum que integra a linhagem dos ancestrais da família ou da comunidade mais ampla. se dedica a homenagear as mães ancestrais (as Iya Nla). pois é único e pessoal. Representam as raízes daquele grupo. Assim como a sociedade egungum adora os antepassados masculinos do grupo. Finalmente o Egun.

Nesta cerimónia os objectos sagrados do morto são desfeitos. Nestas obrigações. A primeira providencia a ser tomada pósmorte é despachar os Barás que pertenciam ao irúmòle do falecido. é claro que em seguida damos uma oferta maior para agradecer os Orichas. uma boa descarga para clarear a aura. costuma-se velar o corpo em casa. os que vivem para ajudar. peço aos meus irmãos de culto que pensem nisto. claro que temos que ver para quem estamos passando os rituais sagrados dos Orichas. Nos rituais funerários da nação Ijexá. tem muito pai e mãe de santo perdido. não devemos perder tempo com ilusões. e as vezes se deparam com situações difíceis. que acontece no sétimo dia. se olharmos a nossa volta sempre terá um ou outro que seguirá a risca o que lhe for delegado. também precisam de ajuda. sem dúvidas da resposta. eles não nos darão um fardo maior do que possamos carregar. nós precisamos desta força interior. ninguém nasce sabendo. o desfazer de laços e compromissos e a liberação das partes espirituais que constituem a pessoa. pode ser bem ao contrario. não devemos ficar irados com os Orichas. muitas vezes não precisa de grandes oferendas. só virá até nossas mãos aquilo que merecemos. de nação para nação. O ponto culminante do ritual. pois. confiar no poder dos Orichas. E há casos em que desejamos determinados acontecimentos. Como cada iniciado passa por rituais e etapas iniciativas ao longo de toda a vida. A Fé Esta é a parte mais importante na feitura de qualquer trabalho. e o objectivo não é alcançado. Todos sacerdotes de Oricha. sacrifícios e oferendas variadas ao egun e os Orichas ligados ritualmente ao morto. não querem ser humildes e pedir explicações para quem sabe. acabam fazendo errado aquilo que seria . Estes rituais variam de terreiro para terreiro. os Orichas sempre irão por descendência na religião. para que ele deixe o mundo terreno e vá para o mundo espiritual. é o èrìssùn. desagregados. há cantos específicos e danças. quebrados. como ficará no futuro a nossa raiz? Já perdemos muito e o que resta tem que ter continuidade. onde há toques de tambores. de vez enquanto fazer uma boa limpeza. mas. não querer ensinar é egoísmo. neste caso. passassem a diante. se recebemos podemos dar. e não sabem para que lado correr. é tão bom quando se precisa de auxilio e ele esta próximo. os rituais funerários serão tão mais complexos quanto mais tempo de iniciação o morto tiver. por que será? É por que não perguntam quando tem dúvidas. porém. não dá para entregar na mão de qualquer um. se não passarmos os segredos do culto. várias divindades participam activamente do ritual funerário através de transe. danças e cantigas apropriadas. cortando qualquer possibilidade de vínculo do egun com o mundo terreno. acham que sabem tudo. ou seja. damos uma vela com fé e recebemos a graça desejada. tem os que fazer com muita fé. Falando ainda na preservação dos cultos. negócios ou saúde. fazer com o coração aberto. e seria melhor preservada a nossa religião se estes que ainda detêm um pouco da sabedoria dos cultos. O rito funerário é. também precisam se descarregar. nem sempre aquilo que queremos servirá para nos fazer feliz. partidos e despachados. no terreiro. A fé é o "meio trabalho". seja este para amor.despachar o egun do morto.

Camarão seco socado. sempre que possível. 7 ovos vermelhos. o médico quando não tem certeza do que fazer. 21 moedas correntes. 1 pitada de sal. coloque dentro da sua casa. Feche o pano. e isto está faltando no culto. 7 acaçás vermelhos. Deixe-o em cima do Ebó. Abaixo seguem alguns Ebós que o poderão ajudar em algumas situações da sua vida. raspe um pouco para eliminar o excesso de negrume. Oferenda a Exú Material: Farinha. e leve-o até a sua boca. uma com mel e uma com água. Modo de fazer: Faça uma farofa com dendê. 1 acaçá branco (bolinho de milho branco misturado com água. querem ter "coisas" que nem pertencem a sua raiz (sua nação religiosa). num caso raro. olho-grande. Este Ebó tem que ser despachado numa rua de muito movimento. Mel de abelhas. Azeite de dendê. estes sempre acabam sem saída. Tem sacerdote aí que só quer aprender a fazer maldade. Como Preparar: Abra o pano em sua frente. ou no chão. na entrada do portão. no entanto. Vá enterrando os talos de mariô e chamando por Ogum. despachar aos pés de uma árvore frondosa. para tirar feitiço. não é tendo um "cemitério" em casa que me fará seguro. Se você morar num apartamento. Se necessário. conseguimos dar largos passos Os Ebós são oferendas feitas para Orixás. deixe a . sempre tem um que sabe um pouco mais. ao lado do portão. Por último. Acenda uma vela e faça os seus pedidos a Ogum. azeite de dendê e mel. 1 farofa de dendê. 1 bife de boi cru. porém com farinha de milho amarela). fazem uma junta médica. 1 obi.tão prático. O princípio do Candomblé baseia-se no Ebó. temos que compreender que. 1 acaçá vermelho (igual a acaçá branco. nas oferendas propiciatórias obtendo a redistribuição do Axé e mantendo o seu equilíbrio vital. Deve-se colocar no muro. por alcançar algum objectivo ou simplesmente como forma de agradar às divindades que se cultuam. Faça o acaçá branco cozinhando a farinha de milho em água. Colocar dentro do alguidar. separadamente. pede ajuda de seus companheiros. nós vamos morrer e não vamos ver tudo. sejam feitas em forma de agradecimento de alguma graça atingida. com uma pitada de sal. não se contentam só com Orichas que devem fazer parte da sua feitura. é preferível recorrer a alguém que tenha fundamento no Candomblé para os realizar de forma correcta. Ebó para Exú LonanAbrir Seus Caminhos. 7 moedas actuais. Acenda as velas. atrás da porta de entrada. 7 búzios abertos. Cebola. sejam elas feitas para apaziguar algum problema. sempre tem uma arma para "matar" uma pomba voadora. Faça o mesmo com as moedas. Odús e outras divindades para diversas finalidades. fazendo seus pedidos. Regue com um pouco de dendê e mel. e muitas vezes só com nossos humildes "santinhos". Como Preparar: Asse o inhame na brasa. prosperidade 1 inhame assado. 7 limões. coração e bofe de boi. não vamos saber de tudo. 7 velas brancas. inveja 1 metro de pano vermelho. fazem mil assentamentos desnecessários. Passe os ingredientes no corpo. Coloque os acaçás. Deixe 7 dias e após. pedir auxílio. o que é nosso ninguém nos tira. Um alguidar. Fígado. abra o obi. onde tenha muitas casas comerciais. trazer dinheiro. pela ordem acima. envolto em folha de bananeira). Farinha de milho branco. 21 taliscas de mariô (folha de palmeira). 1 alguidar médio. 1 alguidar médio. Passe o alguidar pelo seu corpo e coloque-o em cima do pano. Ebó para Ògún Para abrir caminhos. um em cada ponta do inhame.

e de frente para a bacia macere as folhas esfregando uma na outra. um copo d´água. coloque-as numa bacia com água. Deixe de misturar e amassar quando estiver bem cremoso. Corte os miúdos de boi em pedaços pequenos e coloque para refogar com dendê. Depois de 7 dias. depois coloque em um pedaço de folha de bananeira e enrole. Oferece-se para Exú pedindo o que se quer. a lápis. Deixe esfriar. . 09 de Abril de 2010 00:44 Jose Luciano Material: Água morna Folhas de Pata de Vaca Folhas de Tapete de Oxalá (Boldo) Mel Flores Brancas Lave as folhas uma a uma. pensando positivamente nos seus objectivos.massa bem consistente. ponha o refogado de miúdos sobre a farofa e coloque o acaçá no centro. e a vela acesa. Banho para Iemanjá ajudar a conquistar as coisas que deseja Sex. 1 garrafa de água mineral Modo de fazer: Tire a cabeça dos quiabos – reserve Corte os quiabos em cruz e pique-os bem fininhos. Faça numa lua nova. Acrescente 8 gotas de perfume. despache este ebó em agua corrente. Tome o banho do pescoço para baixo Ebó para Yemanjá – Para obter um pedido Impossivel 8 maças 8 moedas 1m de morim branco 8 velas brancas comuns 8 rosas brancas 1 garrafa de champanhe 1 taça branca 1 perfume de boa qualidade 8 vezes o seu pedido escrito num pedaço de papel branco. um pouco de sal. Coloque num alto: a travesssa . vá com as mãos amassando-os com a água e mel de abelha. o camarão e rodelas de cebolas. Faça seus pedidos enquanto for picando. Coloque as farofas no alguidar sem misturar muito. Ebó para Atrair dinheiro com o Orixá Xangô Vela marrom 7 dias travessa de louça branca – pequen 12 quiabos Mel de abelha. Faça um ajabó. Enfeite com as cabeças reservadas Coloque na travessa. cheia ou crescente – quarta feira – durante o dia. Coloque numa praça bem movimentada. cebola. como que espumando. isto é.

Enfeite com as rosas e com o perfume. 2° Despache este ebó numa praia. Acenda as velas em volta.Modo de fazer 1° Tire o miolo das maçãs – reserve. Por cima: Forre o morim. Acenda as velas. não descasque. Enterre as maçãs. Faça este ebó numa lua cheia. Coloque os ovos dentro do oberó. Faça numa lua nova. cheia ou crescente. e em cada uma delas . Coloque o oberó. Passe as moedas pelo corpo – fazendo seus pedidos – e coloque-as dentro do oberó. Despache este ebó numa mata fechada. Regue com azeite de oliva e azeite de dendê. Abra a champanhe – enca a taça e coloque a garrafa ao lado. batendo a ponta. Passar por três encruzilhadas. afim de que fiquem em pé. Forre o morim. Coloque os pedidos e as moedas dentro de cada maçã. antes de entrar na mata. nova ou crescente – quarta feira – durante o dia. sábado. peça licença para Ossâim. em cada um deles escrever o nome da pessoa ou pessoas. Ebó para Ossâim – Para obter um pedido Impossivel 11 ovos 1 oberó Azeite de oliva Azeite de dendê 1 m de morim branco 6 velas brancas 6 moedas Modo de fazer Cozinhe os ovos. espere esfriar. Regue com mel – volte o miolo. e colocar numa vasilha de barro. Para Afastar um inimigo que esteja incomodando Pegar quatro ovos chocos.

fazendo um circulo com as pontas para fora. completando assim 36 horas o amalá arriado dentro de casa. EBÓ PARA OBTER BOAS OPORTUNIDADES E SER NOTADO NO TRABALHO OU NOS NEGÓCIOS 12 folhas de Iroko 01 Amalá completo (12 bolas de inhame. 01 quartinha com agua 03 velas de 12 horas 01 gamela redonda 01 tijela com ajebó (cortado em rodelas e cozido rapidamente com agua e banha de ori) Acender 12 pedras de carvão bem grandes. Ossun e Wají.12 moedas. Pinta-se 1 alguidar número 05 e 1 quartinha com tampa sem alça de Efun. PRAGAS.apanhar um pouco de terra e jogar em cima dos ovos na vasilha. 12 folhas da fortuna. FEITIÇARIAS. coloca-lo então no lugar onde será arriado o amalá. rodar todos os comodos com o carvão aceso. peça a Xango para elevar a sua vida. daqueles usados pelos padres em missa. ir dizendo: “A feitiçaria que puseram em mim. Na terceira encruzilhada colocar a vasilha no chão. as vezes até 3. 12 pedaços de rabada. 12 cocadas brancas. lembre-se embora partida em 4 esta vara continuará com seu comprimento que normalmente chega a 2metros. 12 acarajés. EBÓ TÓYA KÓSÌ REMOVER DOENÇAS. 12 orobos. 12 bicos de papagaio. 1 Galinha D‘Angola 1 Ekuru 1 Acaçá 1 Acarajé 1 Aberém 1 Bola de Canjica 1 Bola de Feijão Preto 1 Bola de Arroz 1 Ovo 1 Bola de Farinha . após esse tempo a pessoa retira as folhas de Iroko quina e toma banho da cabeça aos pés. ao comprido. e por em cima das brasas muito incenso importado. Os outros ingredientes todos serão postos em cima do amalá. Trazer então o amalá. BAKU E EGUN Material: 1 Vara de bambu que deverá ser partida. As folhas de iroko serão postas embaixo da gamela. As moedas não serão despachadas. os orobos serão todos alafiados enquanto se pede as coisas a Xango. pôr alcool e acender. em 4. pega-se 1 parte destes 4 e confecciona-se na ponta deste uma espécie de ponta de flecha. e sim guardadas no Xango da pessoa. que não me atinja”. e leva o amalá para uma pedreira. As velas serão acesas a casa 12 horas. tirar empecilhos e inimigos ocultos e declarados. 12 quiabos inteiros. Depois acender uma vela para as almas. Ir pedindo o que deseja. 12 akasás. esse amalá é entregue a Oba Aganjú. Ficar de longe vendo. 12 pedaços de peito bovino. 12 abarás. cantando louvando e pedidndo tudo o que se precisa. Quando os ovos começarem a estourar. ou em um pote onde se tenha favas de olho de boi e imã com uma figa.

Então pegue os dois pratos e coloque um do lado do outro. ficará a quartinha. e pede-se ao Filho de Santo para mentalizar tudo que deseja que saia da Vida dele e do Corpo. e que seus inimigos não possam lhe enxergar. O próprio Iyawo faz um Sarayê com a Galinha em seu Corpo e a Joga bem longe com toda a Força. o Alguidar pintado nos Pés da Árvore e Junto a Quartinha sem nada dentro apenas tampada. Este ebo será feito em local de mato queimado e/ou seco. canta-se para Omolu. e que tenha formigueiro perto. novamente peça a Èsú dinheiro. o Filho de Santo encosta a Lança de Bambu rente ao Tronco da Árvore. Na mão Esquerda a Vara de Bambu.tampa-se a Quartinha e manda-se o Iyawo atira-la ao chão para que se quebre. as 2 favas de Èsú raladas uma em cada prato. Entregar na mão direita dele a Galinha D’Angola que será segura pelas Patas. em seguida coloque a peneira na boca desta panela e derrame o mel. com suas próprias mãos e junte ao inhame. feitiços. Durante todo o processo deste ebó. e fique com este ebo nos pés no mínimo por 4 horas. e ao chegar em casa tome banho com sabão da costa e/ou . ÈBÓ P/TIRAR QUEIMAÇÃO MATERIAL Panela de barro 9 Ovos 9 Cebolas Dendê Peneira pequena Mel Morim branco MODO DE FAZER: Pegue uma panela de barro coloque em sua frente. danda da costa em pó. dá-se na mão do Filho de Santo o Estoura Balão que será apontado para bem longe botando para correr então todas as mazelas que estavam na vida daquela pessoa. os 2 obi roxo ralados. passado este período. passe esta massa em todos os dois pés.Tudo isso em Tamanho exagerado. leve e coloque em uma estrada de grande movimento e que você não veja seu final. na mão esquerda então. ÈBÓ PARA ARRUMAR EMPREGO MATERIAL 2 Inhame Da costa Dendê 1 Obi roxo 2 Pratos Danda da costa em pó 14 Folhas de fortuna 2 Favas de Èsú 1 Alguidar 7 Ovos Bastante moedas MODO DE FAZER: Os dois inhames da costa devem ser bem cozidos. coloque uma meia. e caminhos de emprego. retire tudo e coloque dentro do alguidar. passe em todo o corpo 9 ovos. pede-se ao Iyawo fale com a boca dentro da quartinha pedindo para sair tudo de ruim da vida dele. amasse cada inhame em cada prato. ebo. e peça as forças da Terra que tire tudo de ruim de sua vida. no pé de uma Árvore Frondosa. e sua água é para tomar um banho ao fim desta obrigação. 1 Estoura Balão (Fogos) Modo de Fazer: Levar o Filho de Santo no mato. cubra com bastante dendê e quebre dentro 7 ovos. fazendo seus pedidos a Èsú caminhos de emprego rapidamente. então cubra com o morim branco. um pouco de dendê. jogue por cima de tudo bastante moedas. Neste mometo. e as 9 cebolas. entre os dedos enfim passe bem. E 1 Bacia de Pipocas. então após o banho. olho grande e queimação. coloque dentro desta panela e cubra com dendê. ou seja no outro dia de manhã em jejum. folhas da fortuna 7 em cada prato triture bem. Ao terminar de passar todas as comidas. E vai se passando todas as comidas começando pelas comidas escuras e terminando com as Pipocas. Tira-se a Tampa.

escreva os pedidos referentes à parte profissional em 7 papéis.sabão de coco. fartura e bons negócios. depois leve em um jardim e coloque em baixo de uma arvore. etc… Materiais necessários: 1 Alguidar nº 5. dinheiro. Farinha de kibe. de cera. Trazer fartura. leve a uma encruzilhada e peça a Exú Bará que abra os seus caminhos para que consiga um emprego ou uma promoção. Após o Ebó prescrito acima aconselha-se a fazer o seguinte banho abaixo —>> BANHO FORTALECER ORI MODO DE FAZER: Pegue água de coco verde. 1 Par de mãos abertas. . quine dentro de uma vasilha com folhas de algodoeiro. elevante. 7 Moedas. antes tome banho com sabão da costa e/ou sabão de coco. Semente de girasol. Oferecer a ODÉ e OYÁ para … . após feito isto tome banho com as ervas. 1 Imã. Abertura profissional: 01 bandeja papelão pipoca estalada (sem sal e sem açúcar) 07 papéis com os pedidos escritos 07 velas vermelhas 07 chaves Forre a bandeja com a pipoca. etc. Protecção da casa: 01 fita vermelha 01 chave 07 moedas 07 grãos de milho 01 saquinho de tecido vermelho Coloque dentro do saquinho: a chave. as moedas e os grãos de milho. na esquerda o imã e em volta o arroz com casca. amarre com a fita vermelha e pendure por cima da porta de entrada da sua residência ou comércio. a farinha de kibe e as sementes de girasol. Arroz com casca. e tome este banho varias vezes sempre ao amanhecer. logo a seguir coloque um akasa em sua cabeça e amarre com um morim branco e fique pôr duas horas. Trocar uma vez por ano na lua crescente ou cheia. pedindo protecção. sorte. Maneira de fazer: Dentro do alguidar colocar o par de mãos voltadas para cima. enrole cada papel em uma chave e coloque dentro da bandeja formando um círculo. sendo que a ponta da chave fica voltada para fora. na mão direita colocar as 7 moedas.

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