Design Permacultural

por MARCELO de Oliveira Sindeaux

“Resgatar e amar um pedaço da mãe Terra é muito mais profundo do que simplesmente criar sistemas para manter vivo o nosso corpo físico: é o resgate profundo da relação do homem com a natureza, de substituir o tempo do relógio – nossa escravidão – por ritmos. Tempo de cajú, tempo de manga. O levantar e o pôr do sol. A lua minguando e crescendo... E percebermos que, de fato, precisamos de muito pouco para sentir a felicidade; que a integração com a beleza natural é uma fonte de satisfação mais profunda e serena do que grandes conquistas do mundo urbano.” Marsha Hanzi

Design Permacultural

Introdução
O agravamento da crise ecológica global tem cada vez mais apontado para a inviabilidade dos atuais modos de vida nas sociedades modernas. Os meios que desenvolvemos para suprir nossas necessidades, inclusive as mais básicas, têm se mostrado claramente insustentáveis. Se refletirmos cuidadosamente sobre os pesados processos de produção das coisas que utilizamos no dia-a-dia, sobre como têm sido produzido os alimentos que consumimos ou como temos lidado com a água; sobre como têm sido construídas nossas habitações, como temos tratado os nossos dejetos e resíduos, etc. nos daremos conta das profundas marcas que nosso estilo de vida imprime sobre o mundo natural, contribuindo para o agravamento da crise e da degradação da vida no planeta. Esta reflexão tem impelido alguns de nós a rever nossos padrões de consumo e a traçar novas relações com o mundo natural, buscando alternativas e criando novos meios para a supressão de velhas necessidades. A Permacultura, neste contexto, surge como valiosa ferramenta para a reformulação de nossa maneira de estar no mundo e para a redução de nosso impacto sobre a natureza. Desenvolvida na década de 70 pelos australianos Bill Mollison e David Holmgren, a Permacultura consiste, em poucas palavras, num sistema de design para a criação de ambientes humanos sustentáveis. Bill Mollison, numa definição mais elaborada, apresenta a Permacultura como “o planejamento e manutenção conscientes de ecossistemas agriculturalmente produtivos, que tenham a diversidade, estabilidade e resistência dos ecossistemas naturais. É a integração harmoniosa das pessoas e a paisagem, provendo alimento, energia, abrigo e outras necessidades, materiais ou não, de forma sustentável.” (1994). Caracterizando-se como um sistema transdisciplinar, a Permacultura se fundamenta na observação cuidadosa da natureza, na sabedoria das culturas tradicionais e nos vários ramos do conhecimento científico moderno (arquitetura, biologia, zootecnia, geografia, etc.). Suas ações são regidas pelos princípios éticos do Cuidado com a Terra; Cuidado com as pessoas e Limitação do crescimento populacional e dos padrões de consumo. O presente projeto tem, portanto, como proposta o planejamento permacultural do sítio Floresta, visando a redução do impacto ambiental de seus habitantes e proporcionando um espaço saudável e agradável de moradia, trabalho, lazer e socialização. Pautado nos princípios éticos e metodológicos da Permacultura, o design buscará contemplar os setores de captação, armazenamento e uso racional da água; produção agroecologica de alimentos; reciclagem e tratamento de resíduos; habitação de baixo impacto; geração de energias limpas; conservação e restauração da fauna e flora nativas; além de estimular uma relação mais intima e próxima com o mundo natural. Além das intervenções de ordem técnica no espaço físico do sítio, estão implicados no design alguns aspectos de ordem subjetiva, tais como reorientação dos padrões de consumo de seus habitantes e freqüentadores, bem como o respeito pelas demais formas de vida que coabitam o espaço.

Design Permacultural

O entorno
O espaço Floresta está situado no Loteamento River Park, distrito de Mangabeira, município de Eusébio-CE; distando cerca de 25 km do centro de Fortaleza. Localiza-se próximo à zona limítrofe entre os municípios de Fortaleza, Euzébio e Aquiraz. Criado em 1995, apresenta ainda baixa taxa de ocupação, sendo a população local constituída principalmente pelas famílias de caseiros dos poucos sítios e casas de veraneio, bem como por alguns raros proprietários residentes. O acesso ao loteamento se dá principalmente pela ‘Estrada do Fio’ e ‘Estrada da Mangabeira’, sendo realizado quase que exclusivamente por bicicletas ou veículos particulares, tendo em vista a escassez de transporte público na região. O loteamento River Park constitui uma das zonas de influencia da planície flúvio-marinha do rio Pacoti, das quais fazem parte ainda as comunidades de Mangabeira, Olho D’água, Tupuiú, Abreulândia, Porto das Dunas, Fazendinha, Jacundá, Piranha e Vila Cabral. A ocupação descomedida da região iniciou-se no fim dos anos 1970 e se prolonga ao curso dos anos, chegando à intensificação na atualidade. Dentre as atividades econômicas exercidas, destacam-se os empreendimentos turísticos e imobiliários ao longo da faixa de praias, bem como as hortas, granjas, vacarias e pequenos comércios mais no interior. Destacam-se também, como fonte de subsistência de parte das comunidades que vivem na área, as atividades tradicionais de pesca, coleta de ostras, captura de caranguejos, dentre outras. A região apresenta grande riqueza e diversidade de ecossistemas, destacando-se como principais componentes físicos da paisagem a planície costeira, com sua faixa de praias e campos de dunas; a planície flúvio-marinha do rio Pacoti, com seus manguezais e matas ciliares; e os tabuleiros pré-litorâneos, com suas matas de tabuleiro. Abriga ainda uma grande diversidade de espécies da fauna e flora nativas, motivo pelo qual constitui área de relevante interesse ecológico. Em face da grande importância e fragilidade desses ecossistemas, foi criada em 15 de fevereiro de 2000, por decreto estadual nº 25.778, a Área de Proteção Ambiental (APA) do rio Pacoti, que abrange significativa parcela do loteamento River Park e das demais comunidades no entorno. Não obstante a criação da unidade de conservação, a expansão da malha urbana dos municípios de Fortaleza, Eusébio e Aquiraz tem acarretado fortes pressões e a conseqüente degradação dos ecossistemas locais, fazendo-se assim justificável e mesmo necessária a implementação de projetos fomentadores de uma nova relação com o meio natural e, conseqüentemente, novas modalidades mais sustentáveis de uso e ocupação do solo.

CE Rio Pacoti Loteamento RIVER PARK Euzébio-CE BRASIL Fonte: Google Earth 2006 .Design Permacultural Localização Porto das Dunas Fortaleza .

tendo em vista os seguintes objetivos: Suprir de maneira ecológica e permanente as necessidades de habitação. A vegetação nativa havia sido suprimida para dar lugar a algumas fruteiras tais como cajueiros (gigante e anão-precoce). C2. lazer e trabalho de seus ocupantes.000m². espécies nativas oriundas de outros ecossistemas tais como o sabiá. B4. Sitiar/abrigar atividades educacionais e de pesquisa relacionadas à Permacultura e à cultura da sustentabilidade. G2.Design Permacultural O Sítio O espaço/sítio FLORESTA compreende os lotes B3. F4. estudo. e cacimba com aproximadamente 12m de profundidade. mangueiras. casa de morador. jucá. coqueiros. Eusébio-CE. Ao longo dos últimos anos o espaço vem passando por algumas intervenções pautadas nos princípios éticos e metodológicos da Permacultura. Fonte: Google Earth 2006 . Como resultado de anos de manejo convencional (roço e queima). o solo encontrava-se exposto e significativamente empobrecido pela ausência de cobertura vegetal. O terreno foi adquirido em outubro de 2007.. H1 e H2 da quadra XX do loteamento River Park. Constituir unidade demonstrativa da Permacultura no estado do Ceará. G3. água e energia. F3. aroeira. 360m de cerca em estacas de concreto e fios de arame. quando dispunha das seguintes benfeitorias: casa principal com 132 m² de área construída – aqui denominada de “Casa I” – . bem como prover espaço para socialização. C1. G1. sapotizeiros etc. G4. alimentação. além de espécies exóticas como a leucena. perfazendo uma área total de 6. jatobá. com 21m².

em relação ao nível do mar. apresentando um leve aclive no sentido leste-oeste. de junho a janeiro. embora algumas ruas sejam pavimentadas com pedra tosca. Também não dispõe de transporte público e. e o fato de estar ladeado por terrenos florestados confere ao sitio certo risco de queimadas. bastante difundido na região. reduzindo significativamente na estação chuvosa. predominam as estradas vicinais. Nascente . no entanto não é contemplado pelas redes públicas de água e esgoto. Declive suave Setor de risco (fogo) Setor de risco (fogo) Poluição sonora ocasional Poluição sonora ocasional Vento predominante No tocante à infra-estrutura disponível. sem pavimentação. A prática do uso do fogo. A precipitação média na região é de 1200 mm anuais. O solo é predominantemente arenosos e a área demonstra grande potencial em águas subterrâneas. No período de observação foram identificados as seguintes condições: A parte frontal do sítio está orientada para o nascente. Os ventos predominantes são intensos na maior parte do ano. informações e características do local.2m/s Poente Solo predominante: Arenoso O bom design permacultural pressupõe um atento e cuidadoso processo de observação e levantamento de dados. A topografia é quase plana. O terreno recebe grande insolação ao logo de todo o ano.5 a 8.Design Permacultural Levantamento de SETORES Precipitação média anual: 1200mm Velocidade do vento: 4. de fevereiro a maio. O terreno está situado a cerca de 17m de altitude. o loteamento dispõe de fornecimento de energia elétrica.

e os que exigem menor atenção. Cozinha Comunitária 5. obedecer ao seguinte zoneamento: Zoneamento Observando os princípios da ‘localização relativa’ e do ‘planejamento energético eficiente’ (Mollison. Reservatório 10. Canteiros de pneus 14. Bambuzal 20 ZONA V 22. portanto. III. Mini reserva florestal . Minhocário 9. serão localizados nas zonas periféricas. Horta/Galinheiro 7. Circulo de bananeiras 12. Abelhas 18. 20 21 ZONA zero 1. Composteira 8. IV e V. Sanitário seco ZONA III 19. Casa Redonda 3. Oficina/depósito 4.Fertirrigação 16 19 2 22 17 6 4 11 12 3 13 14 1 10 16 7 8 9 15 17 16 5 20 19 17 ZONA II 16. B. Lago. Forragem animal ZONA IV 20. Casa das bikes ZONA I 6. Casa mãe 2. Evapotranspiração 11. Espiral de ervas 13. 1994) as intervenções e componentes do sistema permacultural deverão ser posicionadas conforme as possibilidades de conexão entre si e a intensidade de manejo por eles demandada. Agrofloresta 17. Cercas vivas 21.Design Permacultural A disposição dos elementos e estruturas do sistema deverá. Berçário de mudas 15. Os elementos que exigem manejo mais intenso deverão ser posicionadas mais próximos aos centros de atividade (casas) nas zonas I e II.

buscando otimizar a utilização dos recursos uma vez que as necessidades de um elemento são supridas pelo resíduo ou produto da atividade de outros elementos. Ex: Água potável . O Diagrama de Conexões consiste numa sistematização dessas relações possíveis entre os diversos elementos do sistema. Ex: Composto Os insumos e serviços intercambiados pelos elementos estão representados nos retângulos das demais cores. Tais conexões simulam a teia de relações e interdependências existente num ecossistema natural. As setas indicam o sentido do fluxo de insumos e serviços dentro do sistema. No diagrama seguinte os elementos do sistema estão representados nos retângulos de cantos arredondados em cor bege. Permite visualizar o conjunto de conexões existentes situando cada elemento dentro de uma visão integrada do sistema como um todo.Design Permacultural Diagrama de Conexões A essência do Design Permacultural reside na rede de conexões estabelecidas entre os diversos componentes do sistema.

Aerogerador Vegetais Carne/ovo Eletricidade (uso geral) Peixe Água Negra Frutas Casa da Floresta Água potável Bananas Captação Água (uso geral) Peixe Cacimba Cata vento Água Lago Água Fertilizada Alimentos Composto Alimentos Mel Mel Mudas Agrofloresta polinização composto Circulo Bananeiras Água cinza Cisterna Abelhas Matéria Orgânica Sanitário seco . Água potável Minhocario Água Negra Berçário Mudas Solo Solo Galinheiro Horta Temperos Medicinais Lixo Orgânico Vegetais Carne/ovo Casa Oca Bananas Água cinza Circulo Bananeiras Eletricidade Água Água Forragem (Minhoca) Bacia Evapotransp.Diagrama de Conexões Cisterna Espiral de Ervas Húmus Solo Mudas Húmus Húmus Lixo Orgânico Temperos Medicinais Captação Frutas Bacia Evapotransp.

Design Permacultural Soluções para Habitação .

O entulho resultante deverá ser reutilizado na intervenção nº 6.80 x 1. Após a implantação do design. Foi erigida com materiais e técnicas convencionais – estrutura em concreto armado. locatários e/ ou residentes temporários. será destinada à habitação compartilhada de parceiros.60m) visando uma maior ventilação. dois quartos. iluminação natural e maior comunicação com o ambiente externo.50 x 1. cozinha. serão executados as seguintes intervenções: 1) As janelas originais (0. Visando a adequação ao design permacultural. bem como melhoramentos de ordem estética. divididos em sala de estar.Design Permacultural Casa da Floresta A ‘Casa I’ constitui a principal edificação preexistente quando da aquisição da propriedade. dois banheiros. Também poderá servir aos propósitos de alojamento e base de apoio para atividades de longa duração. Os peitoris deverão estar a 50cm do nível do piso e consistirão em dormentes de madeira reaproveitados. todos adquiridos em madeireira certificada (Corte B-B).20m) serão convertidas em janelões (1. PLANTA BAIXA . paredes em alvenaria de tijolo cerâmico 8 furos. A edificação possui 132 m² em área construída. Em seu lugar será construído um mezanino com estrutura em linhas de maçaranduba e assoalho em tábuas taipá. varanda e área de serviço. 2) A laje da sala de estar deverá ser removida. telha cerâmica colonial e forro em laje valterrana – e padrão de acabamento popular .

A água servida da pia também será reutilizada para irrigação do circulo de bananeiras. O material resultante das demolições será reutilizado na construção da ‘Casa II’. de modo a permitir o fluxo. o balcão será reconstruído tendo em vista melhoramentos de ordem ergonômica e estética. para a irrigação do círculo de bananeiras localizado na zona 1. Sobre a área do Box será criado fosso para iluminação natural (corte A-A). reversível. 6) Na cozinha. Serão criados detalhes na fachada e interior da casa também em tijolo branco aparente. 5) Os dois banheiros deverão ser convertidos num só. O entulho resultante da demolição do balcão e da intervenção nº 2 será reutilizados como aterro na elevação do nível do piso em 35cm. por gravidade.Design Permacultural Casa da Floresta 3) As colunas da varanda serão revestidas em alvenaria de tijolo branco aparente. A elevação do piso permitirá a elevação das instalações sanitárias de águas cinzas. O entulho resultante das demolições será utilizado como aterro para elevação do nível do piso em 35cm. 4) Todo o piso cimentado deverá ser substituído por cimento queimado adicionado de pigmento verde. OBS: Planta baixa e elevações ilustrativas da versão final da casa (pós intervenções) ELEVAÇÕES .

tais como tijolos de adobe ou solo-cimento. revestimentos naturais. além da significativa redução no consumo de materiais na fase de construção.00m x 1. degraus em pedra bruta. contribuindo para a passividade energética da edificação.Design Permacultural A ‘Casa II’ será destinada à habitação individual do residente permanente. Os janelões e demais aberturas possibilitarão a iluminação natural e a ventilação cruzada. banheiro e varanda.0cm.40cm. melhor iluminação e melhor circulação de ar. A edificação terá 81 m² em área construída. Visando a adequação ao design permacultural. o que possibilitará uma maior comunicação entre os ambientes. Nível 3: cozinha e banheiro . Nível 2: varanda e estar . gabinete. piso em cimento queimado adicionado de pigmento verde.20m A sala de estar será contemplada com dois janelões (2.50m) de peitoril baixo (50cm) confeccionado com dormentes reaproveitados. Os cômodos serão delimitados por diferenças de nível: Nível 1: Gabinete . mezanino. divididos em sala de estar. serão observadas as seguintes estratégias e especificações: O projeto arquitetônico prevê o mínimo de paredes internas. cozinha. Na sua construção serão utilizados preferencialmente materiais de baixo impacto. madeiras reflorestadas adquiridas em madeireira certificada.1.20m Nível 4: mezanino/dormitório – 2. Casa Redonda PLANTA BAIXA .

As águas negras. A água captada pelo telhado do mezanino e varanda. provenientes das pias e chuveiro serão conduzidas a um círculo de bananeiras situado em zona 1. será armazenada em reservatório externo. será conduzida a uma bacia de evapotranspiração. provenientes do sanitário. será armazenada em cisterna externa e destinada ao uso geral. Os telhados serão utilizados como área de captação da água da chuva: A água captada pelo telhado da cozinha. também situado em zona 1. destinada a fins potáveis. O reservatório será conectado à torneira de abastecimento do filtro para água potável. Casa Redonda ELEVAÇÕES e COBERTA .Design Permacultural As águas cinzas.

Design Permacultural Casa das Bikes .

Design Permacultural Cozinha Comunitária .

50 x 1. originalmente localizada na face leste da edificação.Design Permacultural Oficina/depósito A casinha multiuso constituía a segunda edificação preexistente quando da aquisição da propriedade. banheiro e depósito. iluminação natural e comunicação com o ambiente exterior. No novo contexto. será relocalizada na a face norte. 4) O banheiro será demolido e incorporado ao depósito. Foi erigida com materiais e técnicas convencionais e padrão de acabamento popular. Visando a adequação ao sistema permacultural serão realizadas as seguintes intervenções: 1) A porta de acesso. . Poderá ainda vir a abrigar outros usos conforme a necessidade. 2) Será construída varanda de 14m² na leteral norte da edificação. A edificação possuía originalmente 21 m² em área construída divididos em sala. No mesmo lado será aberto um janelão de 1. OBS: Os materiais resultantes das demolições serão reutilizados na construção da ‘Casa II’. funcionará como unidade de beneficiamento de alimentos e depósito para máquinas e ferramentas.60m visando uma melhor ventilação. 3) A sala será forrada com laje valterrana (pré-moldada). O peitoril deverá estar a 50cm do nível do piso e consistirá em dormente de aroeira reaproveitado. A porta de acesso será aberta na face norte.

Design Permacultural Abastecimento de Água .

mediante calhas e tubulações. deverá ser descartada por sistema de separação detalhado na ilustração. 150mm Telhado Calha Detalhe do SEPARADOR Separador de águas de limpeza (1° chuva) Cisterna/ reservatório VISTA LATERAL . a bolinha emborrachada no seu interior se eleva juntamente com o nível da água.75mm A água da propriedade será suprida pelos sistemas de coleta e armazenagem. Uma vez preenchido o cano com a primeira água da chuva. A primeira água das chuvas. fazendo com que o fluxo subseqüente siga direto para o reservatório. bem como pelo cacimbão pré-existente. aos tanques de armazenamento (caixas d’água e cisternas). A água proveniente das chuvas será captada pelos telhados das edificações e conduzida. A água do cacimbão será bombeada principalmente por energia eólica (catavento). estando o sistema automaticamente pronto para a próxima chuva. a bolinha se encaixa na conexão de redução. Na medida em que o cano de 150mm é preenchido. trazendo as impurezas lá acumuladas. obstruindo a passagem da água. A primeira água escoará para dentro do separador. Furo p/ escoamento Cap.Design Permacultural Captação água da chuva joelhos 75mm Canos PVC 75mm Redução 150 – 75 mm Bolinha emborrachada Cano PVC 150mm T. O volume de água no interior do cano escapa lentamente pelo furo de escoamento. admitindo-se o uso de bomba elétrica como meio suplementar (na ausência de vento ou em caso de não funcionamento do cata-vento). que realiza a lavagem dos telhados.

Uma vez cheio o reservatório para água potável (1000L). o qual. A primeira água das chuvas realiza a lavagem do telhado. trazendo as impurezas lá acumuladas. será instalada calha para coleta de água da chuva na metade do telhado da fachada F2. Deste reservatório sairá tubulação direto para torneira posicionada sobre o filtro. o excesso de água transbordará para o reservatório de uso geral (500L). já mais limpa. transbordará para o telhado da ‘Casinha multiuso’. onde terá fins de aguação . por sua vez. Deverá ser introduzida no reservatório pedra de calcário para prover a água dos minerais necessários à saúde. na cozinha. Uma vez separada a ‘primeira água’. o reservatório para uso geral e o reservatório térreo (para aguação). Em síntese: uma grande chuva deverá encher seqüencialmente o reservatório de água potável. fluirá para o reservatório de 1000L instalado sobre a laje. sendo coletada pelo sistema de captação e direcionada finalmente para o reservatório térreo.Design Permacultural Na ‘Casa da Floresta’. a ‘segunda água’.75mm joelhos 75mm Redução 150 – 75 mm Cano PVC 150mm Fundo aberto Bolinha emborrachada Tonel 120L VISTA LATERAL saída p/ escoamento Detalhe do SEPARADOR . Captação água da chuva Separador de águas de limpeza (1° chuva) Telhado Calha Reservatório uso geral Reservatório água potável 1000l Torneira Filtro Canos PVC 75mm T. Esta deverá ser descartada por sistema de separação detalhado na ilustração.

Design Permacultural Soluções para Saneamento .

Design Permacultural As águas cinzas serão direcionadas para sistema de biorremediação. tais como o aguapé e o alface d’água.00 m VISTA SUPERIOR . OBS: Deverão ser preferencialmente utilizados materiais de limpeza biodegradáveis. O primeiro filtro biológico consistirá em caixa pré-moldada. O manejo das bananeiras deverá ser realizado de modo a orientar a sucessão das gerações sempre em torno do buraco.) O segundo filtro consistirá em caixa pré moldada. uma caixa de pedras e 2 filtros biológicos. onde se acumulará a água oriunda da primeira filtragem.8 m Caixa de gordura VISTA LATERAL 2. a respectiva bananeira deverá ser cortada. fatiada e adicionada à pilha de matéria orgânica. Biorremediação e Circulo de bananeiras sifão Filtros biológicos matéria orgânica 0. etc. e plantada com espécies hidrófilas (ex: junco. conforme ilustração. onde serão despejados materiais orgânicos diversos. O círculo de bananeiras consistirá num buraco de aproximadamente 2m de diâmetro por 80cm de profundidade. Neste filtro serão introduzidas espécies aquáticas. preenchida com brita nº 2. areia e solo. O sistema de biorremediação será composto de uma caixa de gordura. Nas bordas do buraco serão plantadas 5 ou 6 bananeiras cujas raízes deverão digerir a matéria orgânica misturada à água proveniente do sistema de biorremediação. A cada cacho colhido. taboa. papiro. seguindo para o círculo de bananeiras. A matéria orgânica deverá ser mantida em grande volume formando uma pilha de 80cm a 1m de altura.

para o canteiro bio-séptico. OBS 1: Deve-se evitar o lançamento de materiais (inclusive de limpeza) não biodegradáveis no vaso sanitário. proveniente das descargas. evitando assim qualquer lançamento de efluentes para o subsolo. a água escoará. através de canos PVC de 100mm. O canteiro consistirá num grande tanque (dimensionado a 1m³ por pessoa) impermeabilizado e preenchido com camadas de material de granulométrica decrescente: 1° camada – 20cm de entulho. Câmara anaeróbica Canteiro Bio-septico VISTA LATERAL . provenientes das descargas do vaso sanitário. Da câmara anaeróbica. tais como hortaliças e tubérculos. 2° camada – 15 cm de brita nº 2. Fossa Séptica sifão Solo Brita 0 Brita 2 Entulho Cano PVC 100mm perfurado Na camada de solo serão plantadas espécies de folhas largas. O excesso de água existente no fundo do canteiro. 3° camada – 15 cm de brita nº 0. como nos sistemas convencionais. através de um sifão. perfurados. por último 50 cm de areia e solo. será capturado pelas raízes das plantas e eliminado por evapotranspiração. onde boa parte dos patógenos será eliminada. para uma caixa de distribuição anaeróbica. onde todo o material sólido ficará armazenado e convertido em lodo. tais como bananeiras e taiobas. O excesso de água escoará. fluirão para a fossa séptica. OBS 2: Não deverão ser cultivadas na bacia espécies cujas partes comestíveis fiquem em contato direto com o solo.Design Permacultural Bacia Evapotranspiração Perda de água por Evapotranspiração Bananeiras e outras espécies de folhas largas As águas negras.

será aquecido no interior das câmaras eliminando os possíveis patógenos.Design Permacultural Sanitário seco Ar quente Ar quente O sanitário seco terá como principais objetivos: constituir alternativa ao excessivo consumo de água dos sanitários convencionais. Um primeiro assento deverá ser utilizado enquanto o segundo permanecerá interditado. A pia será alimentada pela água da chuva captada pelo telhado da cabine e armazenada em caixa d’água elevada. Após a utilização do sanitário. papel e serragem). o segundo assento deverá ser disponibilizado e o primeiro interditado pelo período mínimo de 6 meses. Uma vez cheia a câmara. o usuário deverá depositar duas latas de serragem. que deverá estar sempre disponível no local. Uma pia para higienização das mãos estará disponível sob a cabine. bem como produzir composto orgânico para utilização na Agrofloresta.40m Câmara de compostagem Câmaras de compostagem c/ portinhola frontal Escada de acesso CORTE LATERAL VISTA DE FUNDOS . Cada assento corresponderá a uma câmara de compostagem. abrigando 2 assentos. quando o composto estará pronto para a coleta através da portinhola frontal da câmara. As câmaras de compostagem serão construídas em alvenaria e laje pré-moldada e fechadas na parte superior com chapa metálica preta. pintado de preto. Um cano PVC 100mm. O Sanitário seco consistirá de uma cabine elevada. conduzindo para o exterior todo o ar quente com eventuais odores.40m 60cm 60cm Chapa metálica preta Caixa d’água 750L 2. Exaustor preto 1m acima do telhado Exaustor preto 1m acima do telhado Calha Serragem Pia Ar frio Assentos Chapa metálica preta Ar quente 80cm 2. para a absorção do calor do sol. O material depositado (fezes. funcionará como exaustor.

Design Permacultural Produção de Alimentos .

iii) excedente de minhocas produzido no minhocario. No lago serão produzidos peixes e patos.740L e um sistema de cascatas para oxigenação. Treliça chamapássaros Dinamizadores / aeradores Lâmpada chama-insetos Cacimba Lago impermeabilizado VISTA LATERAL . ii) fezes de pássaros atraídos pela treliça chama-pássaros. v) ração complementar (caso necessário) A água do lago. além de constituir habitat para a fauna nativa. já fertilizada com as fezes de peixes e patos. Quando fechado o registro e cheio o reservatório. que deverá permanecer acessa durante a noite. dois cata-ventos. iv) insetos caídos na superfície do lago. atraídos pela lâmpada chama-insetos. será bombeada ininterruptamente pelo segundo catavento para o reservatório vertical. O primeiro cata-vento bombeará a água do poço para o lago. Reservatório vertical para irrigação.Design Permacultural Lago / Fertirrigação Cata-vento p/ bombeamento poço-lago e poço-casas Cata-vento p/ bombeamento lago–reservatório de irrigação. de onde fluirá por gravidade para a horta e canteiros. A alimentação dos peixes consistirá basicamente de: i) fezes dos patos. O sistema Lago/Fertirrigação terá como objetivos principais a produção de peixe e a fertilização natural da água para irrigação dos canteiros. Uma bóia será instalada no cano de saída para controle do nível do lago: uma vez atingido o nível. a bóia fechará a passagem da água fazendo com que o fluxo retorne ao poço pela tubulação de retorno. o excesso de água escoará por um ladrão e será conduzida de volta ao lago pelo sistema de cascatas. O sistema consistirá de um lago impermeabilizado. um reservatório vertical com capacidade de 2. quando aberto o registro do sistema de irrigação. oxigenando a água.

assim. a qual será periodicamente substituída. tendo ao centro um abrigo central para as galinhas. adequando-se. O grupo de galinhas (12 indivíduos. o ciclo seguinte (próximas 12 semanas) se dará sem o trabalho das galinhas.Design Permacultural Horta/ Galinheiro rotativo O sistema Horta-Galinheiro terá como objetivo central a produção de hortaliças. as galinhas promoverão a aração. quando todos os canteiros estarão plantados. adubação natural e controle de espécie espontâneas no canteiro. O processo se repetirá a cada duas semanas. bebedouros e chocadeiras. ovos e carne. As galinhas terão acesso permanente ao abrigo central. as quais deverão pastejar na zona de Agrofloresta ou em piquete móvel (trator de galinhas). dispondo de hortaliças em diferentes estágios de crescimento e colheita. 47m² cada. O piso do abrigo central deverá permanecer coberto com raspa de madeira. as aves deverão ter acesso somente ao piquete seguinte e o plantio será realizado no primeiro. VISTA SUPERIOR . divididos em seis piquetes de 22. ao ritmo de consumo dos habitantes. no máximo) terá acesso por duas semanas a um primeiro piquete. O conjunto terá 14m de diâmetro.43m² em passeios. dispostos como na ilustração. Decorridas as duas semanas.04m² em canteiros e 6. Para descanso dos canteiros. de modo que o ciclo estará completo ao final da 12ª semana. onde serão instalados os poleiros. Enquanto pastejam. preparando-o para o plantio. O sistema consistirá em dois cercados circulares e concêntricos. sendo 16.

bem como dificultará o surgimento de espécies espontâneas indesejáveis. será utilizada na produção de composto. iv) forragem. altura: 30cm Telas de contenção Portas de acesso Abrigo central Canteiros laterais Abrigo central Portas de acesso Telas de contenção . ii) hortaliças não colhidas. A alimentação das galinhas será composta de: i) espécies espontâneas em crescimento nos canteiros. minhocas e reposição do mulch (cobertura morta). Horta/ Galinheiro rotativo Canteiros principais Acessos: largura: 60cm Mureta de contenção dos canteiros. A cobertura morta auxiliará na retenção da umidade. de preferência produzida internamente. Nos canteiros laterais serão plantadas espécies forrageiras para alimentação complementar das galinhas.Design Permacultural A raspa velha. húmus. A aguação dos canteiros será realizada por aspersores suspensos no madeiramento da coberta. retirada do abrigo central e misturada às fezes das galinhas. A insolação será controlada mediante a fixação de sombrites na estrutura da coberta. fazendo uso da água proveniente do Sistema Lago/ Fertirrigação. iii) resto de alimentos proveniente das cozinhas. proteção do solo contra ventos e insolação direta. Estas espécies funcionarão ainda como quebravento para a proteção das hortaliças. Na implantação do sistema admite-se a compra de insumos externos. O manejo dos canteiros consistirá na aplicação periódica de composto. tais como solo pára os canteiros e ração para galinhas. Posteriormente o manejo dos canteiros e a alimentação das galinhas deverá ser realizada a partir de recursos internos.

tais como composto. círculo de bananeiras ou composteira. aspectos. As espécies espontâneas deverão ser retiradas periodicamente lançadas no minhocario. A água será proveniente do sistema Lago/Fertirrigação. O formato espiral possibilitará uma relação otimizada de área de plantio por metro linear de parede de contenção. sob pérgula de madeira (reflorestada e certificada) para suporte de trepadeiras e controle da insolação. além de prover diferentes alturas. Espiral de Ervas 0. adequando-se às necessidades das diferentes espécies. Terá 1. portanto.6m de diâmetro na base por 1.30m de altura. húmus e mudas. VISTA LATERAL .8 m VISTA SUPERIOR 1m O manejo da espiral será realizando sempre que se fizer necessário e deverá prever a utilização de insumos produzidos internamente. drenagens e micro climas. A irrigação se dará por microaspersor suspenso na estrutura da pérgula. O sistema consistirá de um canteiro com formato espiral e parede de contenção em pedra. rica em micronutrientes necessários ao bom desenvolvimento das plantas. A espiral será instalada na zona 1.Design Permacultural A espiral de ervas será destinada à produção de ervas medicinais e temperos.00 a 1.

Será instalada pérgula de madeira (reflorestada e certificada) para suporte de trepadeiras e controle da insolação dos canteiros. A água será proveniente do sistema Lago/Fertirrigação. será realizada nos canteiros de pneus. deverá ser instalada treliça para suporte à espécies trepadeiras. restos e palha. O sistema consistirá em canteiros circulares construídos com pneus reutilizados. Para a montagem dos canteiros deve-se cortar as laterais dos pneus. contribuindo para o conforto térmico da edificação no período da tarde. terra. O conjunto será localizado na zona 1. portanto. Apoiada à estrutura da pérgula. de modo a projetar sombra sobre sua parede oeste. A irrigação dos canteiros se dará por microaspersores suspensos na estrutura da pérgula. próximo aos fundos da Casa I. círculo de bananeiras ou composteira. húmus e mudas. rica em micronutrientes necessários ao bom desenvolvimento das plantas. tais como composto. Canteiros de pneus Pérgula Treliça para trepadeiras Pneus velhos VISTA LATERAL Parede Oeste Casa Grande Pérgula Pneus velhos VISTA FRONTAL . empilhá-los dois a dois – como na ilustração – ou três a três e preenchê-los com composto.Design Permacultural A produção de ervas utilizadas como temperos. O manejo dos canteiros será realizando sempre que se fizer necessário e deverá prever a utilização de insumos produzidos internamente. As espécies espontâneas deverão ser retiradas periodicamente lançadas no minhocario.

crotalária. jatobá. jucá. deverá ser realizada a roçagem e toda a biomassa incorporada ao solo. guandu. tubérculos. abóbora. Após 60 ou 90 dias. café. as quais devem ser plantadas todas juntas e em grande densidade. lab-lab. ingá. siriguela. quiabo. fava. cajá. feijão. mucuna. bucha . fava. abacate. moringa. ata. pinhão manso. melão. ipê. legumes. sabiá. cajueiro. abobrinha.Design Permacultural Agrofloresta Espécies de SUPORTE Cobertura vegetal Arbustos Árvores de médio prazo Árvores de longo prazo Palmeiras Lianas (trepadeiras) feijão de porco. milheto etc. mororó. berinjela. etc. paineira. girassol. etc. cunhã. feijões. acácias. açaí. xxxxxxxxxxxxxxxxxxxx lab-lab. A Agrofloresta terá como objetivo principal a produção de alimentos diversos tais como frutas. mucuna preta. goiaba. etc. mamão. etc. feijão de corda etc. deverão ser introduzidas as espécies que comporão a Agrofloresta. milho. maracujá. banana aroeira. Deverá assemelhar-se a um ecossistema natural. angico. tipuana. babaçu. acerola. pupunha. feijão de corda. carnaúba. O plantio do coquetel deverá ser realizado sempre que se fizer necessário. feijão. etc. cacau. Coco. Também servirá de habitat para fauna e flora nativas. crotalária. mangueira. timbaúba. quando as plantas atingiram um nível ótimo de crescimento. algodão algodão. laranja etc. dendê. mamona. milho. observando as características de diversidade e estratificação. catingueira. Uma vez preparado o solo. cará do ar. gliricídia. O coquetel é composto por uma mistura de sementes de espécies leguminosas (fixadoras de nitrogênio) tais como: feijão de porco. folhas comestíveis. mandioca. Sua implantação deverá ser precedida de preparo do solo mediante plantio de coquetel de adubação verde no inicio da quadra invernosa. além de espécies medicinais e essências florestais (madeira). Estas se dividem em Espécies PRODUTIVAS melancia. amendoim. leucena. pimentas guandu.

A estrutura do berçário consistirá basicamente de cobertura com caibros 5 x 3cm. espaçados 50cm entre si. A água para irrigação será proveniente do sistema Lago/Fertirrigação. ramais de irrigação e pulverizadores Pulverizador Recipientes de propagação: garrafas plásticas. O Berçário de Propagação terá como objetivo abrigar essa atividade de produção de mudas. bandejas de ovos e outros materiais reutilizáveis. latas de margarina. junto à parede sul da ‘Casa 1’ conforme definido em zoneamento (item 14). as quais deverão ser produzidas internamente a partir dos recursos locais.Design Permacultural Berçário de Propagação Caibro para suporte de sombrites. latas etc. recipientes de margarina. bem como aos ramais de irrigação e aspersores. ficando próximo às fontes de húmus e composto. Serão instaladas três filas de prateleiras para acomodação das mudas. rica em micronutrientes necessários ao bom desenvolvimento das plantas. As prateleiras deverão ser confeccionadas em material vazado (tela) de modo a permitir a passagem da luz e água da irrigação para as prateleiras abaixo. da horta e da Agrofloresta será necessário a constante introdução de mudas. O berçário será implantado em zona 1. insumos básicos para a composição do substrato de propagação. Serão utilizados como recipientes de propagação materiais reutilizados obtidos a partir da coleta seletiva realizada nas casas. portanto. Deverão servir de suporte à fixação de sombrites ou profusão de trepadeiras (maracujá) para controle da ventilação e luminosidade. tais como garrafas plásticas. bandejas de ovos. Pulverizador Cordas para suporte das prateleiras centrais Prateleiras vazadas (teladas) Prateleiras vazadas (teladas) VISTA FRONTAL . Para a manutenção dos canteiros.

5m (obs: dimensão variável). O liquido que por ventura escorrer para o fundo do caixote deverá ser eliminado através de pequeno dreno instalado num dos cantos inferiores do caixote. A desidratação de frutas conferirá valor agregado ao produto.5 x 1.5m.5 x 1. bem como reduzirá sua perecibilidade.5 x 1. O Secador solar consistirá de um caixote em madeira nas dimensões de 1. Para tanto o secador deverá ser montado com uma pequena inclinação de modo a facilitar o escoamento. deverá ser instalada tela metálica para suporte das frutas. revestido internamente com papel alumínio ou outro material refletor. em madeira. As paredes internas deverão ser pintadas de preto ou revestidas com material da mesma cor tendo em vista a absorção dos raios solares e produção de calor. O secador solar será utilizado no beneficiamento da produção agroflorestal. revestido internamente com papel alumínio ou outro material refletor.5m. VISTA SUPERIOR Tampa móvel em vidro ou outro material translúcido Tela metálica para suporte Caixote 1.Design Permacultural Secador Solar Tela metálica para suporte Caixote 1. A tampa deverá ser confeccionada de material translúcido de modo a permitir a entrada da luz e será fixada com dobradiças em uma das paredes laterais do caixote de modo a permitir sua abertura vertical. em madeira. dreno CORTE LATERAL . com tampa translúcida e tela para suporte das frutas. À meia distância entre a tampa e o fundo.

Design Permacultural Soluções para Resíduos .

O minhocario deverá ser alimentado periodicamente. será coletado o chorume a ser utilizado como biofertilizante nos canteiros.Design Permacultural Minhocário Tampa dupla em madeirite c/ articulação central Os resíduos orgânicos produzidos (restos de alimento em geral. alimentos salgados ou ácidos) deverão ser levados ao minhocario para devido processamento produção de húmus. migrando posteriormente para o setor seguinte e deixando no primeiro. solo e minhocas vermelhas californianas. No segundo anel. Os insumos produzidos (húmus. Lado 1 Lado 2 Anel pré-moldado de 1. de forma compatível à demanda das minhocas. com exceção das carnes. Os anéis serão instalados sobre a base de apoio. No anel superior serão depositados inicialmente esterco de gado.20m de diâmetro e 50cm de altura Grade vazada Anel c/ fundo e torneira para coleta do chorume Base de apoio CORTE LATERAL . Deve-se manter a umidade do minhocario com uma leve aguação diária e cobrindo os resíduos com jornal úmido. biofertilizante e minhocas. O sistema será composto de dois anéis em concreto pré-moldado. queijos. uma tampa articulada e uma grade vazada. espiral de ervas e demais canteiros. o húmus pronto para coleta. de modo que as minhocas processem o material de um setor. O fundo do primeiro anel deverá consistir numa grade vazada de modo a permitir o escoamento do chorume. A alimentação deverá ser feita em rodízio ao longo do perímetro do minhocario. biofertilizante e minhocas) serão destinados à adubação nos sistemas Horta/Galinheiro.

esterco. impedir a circulação do ar. temperatura ambiente e odor agradável. restos de alimento. material verde removido dos canteiros. espécies espontâneas. contudo. estando pronta para uso nos canteiros e berçário de propagação. Cada camada deverá ser montada com 20 a 30 cm de altura e aguada antes da montagem da camada seguinte. mínimo 1m³ . No pico de compostagem a temperatura deverá atingir entre 50 a 60ºC. O processo pode ser realizado mediante diferentes metodologias. Após concluída. MATERIAIS RICOS EM CARBONO: Folhas secas. restos de alimento em grande volume ou impróprios ao minhocario etc. visando evitar a lavagem de nutrientes em caso de chuva. palha. algas.Design Permacultural Compostagem PROPORÇÃO IDEAL: 25 de Carbono / 1 de Nitrogênio MATERIAIS RICOS EM NITROGÊNIO: Folhas verdes. Sugere-se aqui a montagem de uma pilha em camadas intercaladas de material verde e fresco (rico em nitrogênio) e material seco (rico em carbono). feno. aguapés. A pilha completa deverá apresentar um volume mínimo de 1m³. sem. A pilha deverá ser revirada e aguada periodicamente até atingir um aspecto homogêneo. deverá ser coberta com material impermeável. animal morto. deverão ser processados através da compostagem. papel Resíduos orgânicos tais como restos de poda. Vol.

metal e vidro. caixas de ovos etc. deverão ser reutilizados como recipientes para propagação de mudas. garrafas pet. recipientes de manteiga ou margarina. Feita esta observação. entre seus objetivos máximos. o material será doado a catadores da região. Portanto a redução do consumo de embalagens e outros materiais descartáveis deverá ser anterior à questão do tratamento dos resíduos. esteiras. instalados nas cozinhas para esta finalidade. garrafas plásticas em geral. Outros materiais reutilizáveis no sistema deverão ser devidamente armazenados para possível uso futuro. inorgânicos e recicláveis. deverão ser reutilizados como cobertura morta (mulch) para controle de espécies espontâneas e retenção de umidade junto às espécies produtivas da Agrofloresta. papel. os resíduos sólidos ainda produzidos. pedaços de tecido etc. Uma vez cheio os recipientes. serão separados e acondicionados em recipientes apropriados. Materiais como caixas de leite. Materiais como jornais velhos. papelões (sem cor). Antes do armazenamento os resíduos devem estar limpos e secos.Design Permacultural Coleta seletiva Um modo de vida pautado nos princípios éticos da Permacultura deve buscar. a produção nula de resíduos inorgânicos. de modo a possibilitar sua armazenagem por longo tempo. . compreendidos nas categorias: plástico.

Design Permacultural Soluções para Energia .

texto Design Permacultural Aerogerador .

cercas e estratégias sociais .Design Permacultural Acessos.

Introdução à Permacultura. 2009. Soluções Sustentáveis: Permacultura na agricultura familiar. 2007. Porto Alegre: Livraria do Arquiteto. • WOODROW.Design Permacultural Bibliografia: • LEGAN. The Permaculture Home Garden. Pirenópolis. Sue. Ecohouse: A casa ambientalmente sustentável. Bill. Tagari Publications: Tyalgum NSW. GO: Ecocentro IPEC – Instituto de Permacultura e Ecovilas do Cerrado. Pirenópolis. Ed. Nubélia Moreira da. 2007. Johan Van. PERMACULTURE: A Designers’ Manual. 2004. Manual do Arquiteto descalço. • ROAF. • SILVA. Pirenópolis. Soluções Sustentáveis: Construção Natural. Linda. Rio de Janeiro: TIBÁ. GO: Mais Calango Editora. • MOLLISON. Ed. 2005. Universiudade federal do Ceará. • LENGEN. Bill. Porto Alegre: Bookman. 1994. GO: Mais Calango Editora. Dissertação de mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente. • SOARES. Lucia. 2004 • MOLLISON. Nos Meandros do Pacoti: os impactos socioambientais da atividade imobiliária nas comunidades do entorno da planície flúvio-marinha do rio Pacoti-Ceará. Tagari Publications: Tyalgum NSW. 3° ed. Tradução Alexandre Salvaterra. GO: Ecocentro IPEC – Instituto de Permacultura e Ecovilas do Cerrado. 1996 . Pirenópolis. André. Tradução André Luis Jaeger Soares.

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