You are on page 1of 13

Altas Habilidades/Superdotação e a Inclusão Escolar

A Declaração de Salamanca (UNESCO & Ministério da Educação e Ciência da Espanha, 1994), veio influenciar as decisões políticas brasileiras junto ao Ministério da Educação no que diz respeito a debates sobre o conceito, indicadores, políticas sociais e à atenção educacional dispensada ao aluno com de necessidades educacionais especiais. Os movimentos sociais em prol dos direitos humanos ajudaram as pessoas com necessidades educacionais especiais a conquistarem o direito de plena participação social e, tais conquistas orientaram a reformulação de marcos legais para o sistema educacional. Um marco histórico neste sentido foi a Declaração dos Direitos Humanos de Viena (UNESCO, 1993) que trouxe o princípio da Diversidade, colocando o direito à igualdade no mesmo patamar do direito à diferença: “o reconhecimento da pluralidade de sujeitos portadores de direitos e de seus direitos específicos como parte integrante e indivisível da plataforma universal dos Direitos Humanos”(p.7). Introduziu-se, assim a Ética da Diversidade na implantação da política inclusiva, um desafio para a educação brasileira. Consta da Declaração de Salamanca, entre outros, que: “...cada criança tem características, interesses, capacidades e necessidades de aprendizagem que lhe são próprios”; “os sistemas educativos devem ser projetados e os programas ampliados de modo que tenham em vista toda gama dessas diferentes características e necessidades”; “os programas de estudo devem ser adaptados às necessidades das crianças e não o contrário, sendo que as que apresentam necessidades educativas especiais devem receber apoio adicional no programa regular de estudos, ao invés de seguir um programa de estudo diferente”; “os administradores e os orientadores de estabelecimentos escolares devem ser convidados a criar procedimentos mais flexíveis de gestão, a remanejar

e não cada professor. deverá partilhar a responsabilidade do ensino ministrado à criança com necessidades especiais”. Mastiski (2004) argumenta que as políticas curriculares são espaços públicos de tomada de decisões que refletem ideologias e a dinâmica de movimentos sociais e. diversificar as ações educativas. Assim. ainda. Tal projeto envolve o apoio às escolas para que estejam habilitadas a trabalhar com as diferenças e que possam envolver a comunidade na colaboração dessa prática. Para tanto é necessário que sejam oferecidos aos professores subsídios para que venham a desenvolver esta prática inclusiva. com a finalidade de formar um currículo que acolham as diferenças presentes no contexto escolar. Mastiski (2004) argumenta que devem ser oferecidos subsídios que . No que diz respeito à educação inclusiva o Ministério da Educação implementou o Programa Educação Inclusiva: Direito à Diversidade que visa disseminar a política de inclusão e apoiar o processo de construção e implementação de sistemas educacionais inclusivos nos municípios brasileiros.recursos pedagógicos. Esse rompimento é um processo longo que envolve desprendimento dos agentes educacionais no que se refere à mudança na forma de agir. que os textos curriculares simbolizam o discurso oficial do Estado. estabelecer relações com pais e a comunidade”. Neste sentido. Este avanço do pensamento político em torno da educação inclusiva abre os horizontes das políticas educacionais. que seja planejado em paralelo à reformulação curricular a formação continuada de professores no sentido de implementarem práticas pedagógicas que reflitam a diversidade de necessidades apresentadas pelos alunos em sala de aula. os agentes educacionais. A autora sugere. “o corpo docente. Na última década os conceitos de inclusão foram amplamente discutidos e claramente colocados em leis resoluções e pareceres (veja as leis em Gotti. 2004). legitimados pelos atores sociais que os colocam em prática. principalmente. a autora sugere um amplo debate escolar no sentido de propor nova dimensão aos fundamentos e concepções do fazer pedagógico. mas traz para à escola a difícil tarefa de romper com paradigmas tradicionais e propor ações mais amplas que estejam de acordo com as necessidades histórico-culturais da comunidade que a cerca.

alerta para o fato de que os alunos superdotados e talentosos fazem parte das comunidades excluídas e que permanecem à margem do sistema educacional. em sala de aula. esta população necessita de motivações específicas e não aceitam a rigidez curricular e aspectos do cotidiano escolar – “são tidos como trabalhosos e indisciplinados. . 2003. Corroborando essa idéia Maia-Pinto (2002). apud Mastiski. p. Deixando de receber os serviços especiais de que necessitam. Quase sempre é um desafio para o professor trabalhar com esta criança. Para o Conselho Nacional de Educação e a Câmara de Educação Básica (2001). 2004). têm uma grande motivação ou interesse.ampliem as possibilidades de reflexão e intervenção no fazer pedagógico uma vez que a inclusão começa em sala de aula: Não importa o quão comprometido um governo possa ser com relação à inclusão. afirma que uma constante preocupação para os educadores é a presença. na maioria das vezes têm apenas o reconhecimento de “que é um ótimo aluno”. esses alunos. 139. de crianças com características fora do padrão da classe. são criativos ou possuem habilidades de liderança. o professor logo percebe quando o aluno apresenta um rendimento abaixo da média da classe e. além de alguns mitos como a certeza de que este aluno terá um futuro brilhante (Alencar e Fleith. Porém. O Parecer CNE/CEB nº 17/2001. alunos que apresentam um desempenho acima da média. havendo um certo consenso de que esta criança precisa de um atendimento extra ou de estratégias de ensino especiais que favoreçam o seu desenvolvimento. Para a autora. são as experiências cotidianas das crianças nas salas de aulas que definem a qualidade de sua participação e a gama total de experiências de aprendizagem oferecidas em uma escola. se sobressaem em alguma área. as ações para este fim são hoje bem divulgadas no ambiente escolar. como por exemplo o enriquecimento e o aprofundamento curricular”. As formas através das quais as escolas promovem a inclusão e previnem a exclusão constituem o cerne da qualidade de viver e aprender experimentado por todas as crianças (Mittler. 2001).

assim como a diferenciação curricular para casos específicos.) V .) II . 3º.) c) possibilidade de avanço nos cursos e nas séries mediante verificação do aprendizado. a série ou etapa escolar. substituir os serviços educacionais comuns.393 de 20 de dezembro de 1996 – e Plano Nacional de Educação em 2001. por terem condições de aprofundar e enriquecer esses conteúdos devem receber desafios suplementares em classes comuns. será organizada de acordo com as seguintes regras comuns: (. que . complementar. este atendimento foi reconhecido legalmente.” (p. no Art.. em menos tempo. Este reconhecimento está no Art..terminalidade específica para aqueles que não puderem atingir o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental. os procedimentos e as atitudes e que. As Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica (Ministério da Educação. as altas habilidades/superdotação referem-se a alunos com “grande facilidade de aprendizagem que os leva a dominar rapidamente os conceitos.) assegura recursos e serviços educacionais especiais.. Com a aprovação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional em 1996 – Lei nº 9. e aceleração para concluir em menor tempo o programa escolar para os superdotados”. instituída pela Resolução nº 02 de 11 de setembro de 2001. 5º. De acordo com as Diretrizes. a Educação Especial como a modalidade de educação escolar “(. 39).. a criança com necessidades especiais tem garantido por lei o seu acesso ao ensino regular.a verificação do rendimento escolar observará os seguintes critérios: (. Outros fundamentos legais estão nas Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica...No Brasil. organizados institucionalmente para apoiar.. suplementar e. no Art. 59 alerta que “Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com necessidades especiais: (. em sala de recursos ou em outros espaços definidos pelos sistemas de ensino. Esta Resolução define. em alguns casos.. nos níveis fundamental e médio. em virtude de suas deficiências.” E no Art. inclusive para concluir. de modo a garantir a educação escolar e promover o desenvolvimento das potencialidades dos educandos”. 2001) apresentam algumas vantagens do atendimento ao superdotado e uma política que valoriza o talento. 24º que estabelece: “A educação básica.

ainda. desenvolvendo um trabalho cooperativo entre os diversos segmentos que compõem a comunidade escolar. (Org.O.) serviços de apoio pedagógico especializado em salas de recursos. e. flexíveis e abertos que possibilitem a aprendizagem e participação de todos. utilizando procedimentos. respeitando as diferentes formas de aprender e atendendo as necessidades educacionais de todos os alunos. Parecer CNE/CEB nº 17/2001.. Brasília: CNE/CEB. Direito à educação: subsídios para a gestão dos sistemas educacionais: orientações gerais e marcos legais.) (2004). R. apresentarem: (. D. Maia-Pinto. equipamentos e materiais específicos”. Gotti. Maia-Pinto. procedimentos e atitudes”. (2002). Brasília: MEC/SEEP. Universidade de Brasília. Brasília. Neste sentido. (2002). Avaliação das práticas educacionais implementadas em um programa de atendimento a alunos superdotados e talentosos.S. a proposta de atendimento educacional para os alunos com altas habilidades/superdotação dos NAAH/S tem fundamento nos princípios filosóficos e ideológicos que embasam a educação inclusiva: valorizando a diversidade como elemento enriquecedor do desenvolvimento pessoal e social. durante o processo educacional. . Estudos de Psicologia. no Artigo 8º. grande facilidade de aprendizagem que os leve a dominar rapidamente conceitos. promovendo o desenvolvimento de currículos amplos. R.) inciso III – altas habilidades/superdotação. que enfatiza que: “As escolas da rede regular de ensino devem prever e prover na organização de suas classes comuns: (.R. Referências: Conselho Nacional de Educação & Câmara de Educação Básica (2001).R. M. Dissertação de Mestrado. & Fleith..considera “educandos com necessidades educacionais especiais os que. Percepção de professores sobre alunos superdotados... nas quais o professor especializado em educação especial realize a complementação ou suplementação curricular. garantindo a acessibilidade física e as comunicações.

Porto Alegre: Artmed. 2003. Ministério da Educação. Censo Escolar.Resolução nº 02 de 11 de setembro de 2001.inep. Brasília: Secretaria de Educação Especial. 23. Políticas públicas de inclusão educacional: desafios e perspectivas. Wide Web: http://www. A. Documento elaborado na Conferência Mundial sobre os Direitos Humanos de Viena. cita-se as seguintes: A Política Nacional de Educação Especial do Ministério da Educação / Secretaria de Educação Especial (1994) adota o conceito de Marland. Brasília: CORDE. Diretrizes gerais para o atendimento educacional aos alunos portadores de altas habilidades/superdotação e talentos. Declaração e Programa de Ação de Viena. julho). (1995). Educação inclusiva. UNESCO & Ministério da Educação e Ciência da Espanha (1994).contextos sociais. Educar em Revista. que define como pessoas – crianças e adultos com altas habilidades / superdotação as que apresentam desempenho acima da média ou elevada potencialidade . Ministério da Educação. inúmeras pesquisas têm sido realizadas com o intuito de dar respostas a questões ligadas à definição de superdotação. 185-202.br Mittler.Mastiski. (2004). UNESCO (1993.SD/AH Quem é o aluno com altas habilidades/superdotação? Embora ainda não exista uma definição universal de altas habilidades/superdotação. Peter. (2004). Dentre elas. Tanto que a literatura especializada é rica quanto às citações de diferentes autores. Brasília: MEC/INEP/SEEC. Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica . Declaração de Salamanca e linhas de ação sobre necessidades educativas especiais : acesso e qualidade. C.gov. Ministério da Educação (2001). R. Área da Superdotação/Altas Habilidades .

autoconfiança e uma crença na sua própria habilidade de desenvolver um trabalho importante. pensamento criativo ou produtivo. aptidão acadêmica específica. o comportamento superdotado consiste na interação entre os três grupamentos básicos dos traços humanos: habilidades gerais e/ou específicas acima da média. expressos em diferentes linguagens. motivação e empenho pessoal nas tarefas que realiza. musical. filosóficas ou outras. Segundo este pesquisador. relatados ou demonstrados que confirmariam a expressão de traços consistentemente superiores em qualquer campo do saber ou do fazer. Da mesma forma que nos demais casos. elevados níveis de comprometimento com a tarefa e elevados níveis de criatividade. Criatividade: são os comportamentos visíveis por intermédio da demonstração de traços criativos no fazer e no pensar. plástica. Um dos aspectos que Renzulli dá ênfase em sua concepção é o motivacional. no seu Modelo dos Três Anéis. Uma conceituação atualmente aceita por vários autores sobre o que seja a pessoa superdotada é a de Renzulli. dedicação.em qualquer dos seguintes aspectos. matemática. teatral. Habilidade acima da média: referem-se aos comportamentos observados. Esse aspecto inclui uma série de traços. de tal forma que seriam percebidos em repetidas situações e mantidos ao longo de períodos de tempo. tais traços apareceriam com freqüência e duração no repertório de uma pessoa. gestual. como: perseverança. Qual a origem das altas habilidades/superdotação? Como na grande maioria das demais áreas da vida humana. Envolvimento com a tarefa: relacionam-se aos comportamentos observáveis por meio de expressivo nível de interesse. tais como: falada. a discussão científica sobre o talento tem sido permeada por defesas da herança biológica e da estimulação ambiental. isolados ou combinados: capacidade intelectual geral. talento especial para artes e capacidade psicomotora. capacidade de liderança. esforço. Assim. é muito .

sentimento de desafio diante da desordem de fatos. percepção acurada das situações de grupo. musicais. capacidade para resolver situações sociais complexas.pode-se destacar tanto na área das artes plásticas. rapidez do pensamento. capacidade para resolver problemas de forma diferente e inovadora. de concentração. compreensão e memória elevadas. . evidenciando habilidades especiais para essas atividades e alto desempenho. alto poder de persuasão e de influência no grupo. e até de modo extravagante. capacidade de resolver e lidar com problemas. sociabilidade expressiva.apresenta flexibilidade.evidencia aptidão acadêmica específica. boa memória. habilidade de trato com pessoas diversas e grupos para estabelecer relações sociais. Quais os tipos de alunos com altas habilidades/superdotação? Dos tipos mencionados na literatura.difícil poder apontar com exatidão quanto de determinação cabe a um e a outro. gosto e motivação pelas disciplinas acadêmicas de seu interesse. destacam-se os seguintes: Tipo Intelectual . Tipo Acadêmico . Tipo Social . rapidez de aprendizagem. facilidade de auto-expressão. capacidade de pensamento abstrato para fazer associações. fluência de pensamento. e que um ambiente estimulador favorece a manifestação de suas características. Tipo Criativo . como dramáticas. sensibilidade para as situações ambientais. com razoável segurança. Entretanto. produção ideativa.relaciona-se às seguintes características: originalidade. fluência e flexibilidade.revela capacidade de liderança e caracteriza-se por demonstrar sensibilidade interpessoal. habilidade para avaliar. podendo reagir e produzir diferentemente. que ambos contribuem para o processo de desenvolvimento de uma pessoa dotada de altas habilidades/superdotação. de atenção. atitude cooperativa. Tipo Talento Especial . sintetizar e organizar o conhecimento. capacidade de produção acadêmica. imaginação. literárias ou técnicas. pode-se afirmar.

Capacidade de resolver problemas. controle e coordenação motora. 2002). jamais deve ser o de rotular. há um elenco de características consideradas universalmente. mesmo porque cada um apresenta perfil diferenciado. o aparecimento de outros tipos. Sensibilidade. resistência. agilidade de movimentos.SEESP. podendo haver várias combinações entre eles e. Persistência na área de seu talento. inclusive. Conduta criativa. Esses tipos são desse modo considerados nas classificações internacionais. como: Curiosidade e vivacidade mental. Como identificar as altas habilidades/superdotação? O propósito principal da identificação. ligados a talentos de mais habilidades (MEC. evidenciando desempenho fora do comum em velocidade. Energia. de agir e de desenvolver seu potencial. Pensamento original e divergente. de pensar. Facilidade de compreensão e percepção da realidade. Nem todos apresentam as mesmas características. força. Entretanto. mas sim motivo para estabelecer uma ação pedagógica adequada.destaca-se por apresentar habilidade e interesse pelas atividades psicomotoras. Motivação interna. visto que elas podem variar em grau de intensidade e na forma de sistematizar os comportamentos.Tipo Psicomotor . Quais as características mais comuns do alunado que apresenta altas habilidades/superdotação? Suas características variam. de aprender. Habilidade em assumir riscos. que venha ao .

Outra. com apoio e estímulo. indicando o limite mínimo de produção que deve ser alcançado. nas mais diversas situações de ação. além de enfrentar a concorrência no campo de atuação. posição e desempenho nas quais as crianças estiverem envolvidas. ao contrário. . Tanto uma quanto a outra devem estar de acordo com as características da escola e adequadas à realidade do aluno. produção.(GUENTHER. apoiadas em um critério fixo. no Brasil. alto grau de criatividade. Pessoas que alcançaram a notoriedade só o conseguiram após muitos anos de dedicação e esforço na mesma área. orientado pela observação contínua. baseado na seqüência de acontecimentos naturais do diaa-dia.encontro das necessidades educacionais. é importante destacar que reconhecer crianças como superdotadas não significa predizer um futuro brilhante para elas. direta e cuidadosa. ou ponto de demarcação. sociais e emocionais dos alunos e esteja expressa no projeto político pedagógico da escola. as alternativas utilizadas são: enriquecimento curricular e aceleração. antes que seja reconhecida a existência de talento. podemos destacar: LDBEN nº 9394/96 RESOLUÇÃO CNE/CEB Nº 02/2001 DELIBERAÇÃO Nº02/03 – CEE Quais as alternativas para o atendimento ao superdotado? Segundo as diretrizes básicas traçadas pelo Ministério de Educação – MEC.2000) Contudo. Existe amparo legal para o atendimento ao superdotado? Dentre os documentos legais existentes sobre esta temática. desenhando um processo de identificação ao longo de uma dimensão de tempo. ou as duas combinadas. Há duas linhas direcionais levando à identificação: Uma através de medidas estandardizadas.

Brasília: SEESP. que dela necessitarem para o seu sucesso escolar. ALENCAR. Perspectivas e desafios da educação do superdotado.O que pode fazer o professor pelo aluno superdotado? É importante apontar que nenhum professor necessita apresentar altas habilidades para ensinar alunos que as apresentam. E. Toda ação pedagógica utilizada com o superdotado pode ser utilizada com qualquer aluno. O processo de criatividade: produção de idéias e técnicas criativas. O que compete ao professor é a identificação das áreas de altas habilidades do aluno. observando como estas estão sendo utilizadas no contexto escolar. 1994. . E.L. ALENCAR. Qual o papel da Educação Especial no que se refere ao aluno com altas habilidades/superdotação? A Educação Especial deve atuar na relação pedagógica para assegurar respostas educacionais de qualidade às necessidades especiais do aluno com altas habilidades/superdotação. interesses e necessidades do educando. São Paulo: Makron. Petrópolis: Vozes. Como desenvolver o potencial criador. E. Considerações como estas. Dicas O que mais posso ler sobre este tema? ALENCAR.M. e planejando as atividades de ensino de forma a promover o crescimento de acordo com o ritmo.S. chama atenção para o fato de que propostas de enriquecimento curricular e estratégias tem sido também aproveitados em situações de aprendizagem com alunos não necessariamente superdotados.104–124).M. NOVAES (1981) em seu artigo “Benefícios da Educação do Superdotado Extensivo a Todos”.M. Tendências e desafios da educação especial (p.L.L. 1991. as possibilidades.S. recursos e metodologias em todas as etapas ou modalidades da Educação Básica. 2000.S. por meio de serviços.

E. J. 1997.S. STERNBERG. Howard . 1998. Inteligências múltiplas – Um conceito reformulado. COSTA. O despertar do gênio – Aprendendo com o cérebro inteiro. A C. R. 2001. Educando o ser humano: uma abordagem da psicologia humanista. 2000. Belo Horizonte: Universidade. FREEMAN. C. Mitos e realidades. Educando os mais capazes. RAMOS. 2001. Porto Alegre: Artes Médicas Sul. Z. Petrópolis: Vozes. C. GUENTHER. WINNER. GARDNER. Z. & FLEITH. Rio de Janeiro: Qualitymark Editora. Desenvolver capacidades e talentos. São Paulo: EPU. Porto Alegre: Artmed. Tempo de servir: o protagonismo juvenil passo a passo: um guia para o educador. D. Porto Alegre: Artes Médicas Sul. E.M. & GUENTHER. Que filmes posso assistir sobre o tema? Mentes que brilham Lances inocentes Gênio Indomável Uma mente Brilhante Sociedade dos Poetas Mortos Prenda-me se for capaz Encontrando Forrester Amadeus Brilhante Hackers-Piratas de Computador . ARMSTRONG. São Paulo: Mercado de Letras. Crianças superdotadas. 2003. 2001. Z. Inteligência plena: ensinando e incentivando a aprendizagem e realização dos alunos. 2000. J. educação e ajustamento. C. São Paulo: Objetiva. Cosete.ALENCAR. GUENTHER. C.L. 2002. Um conceito de inclusão. S. G. 2000. Superdotação: determinantes. Thomas. São Paulo: EPU. Inteligências múltiplas na sala de aula.

com.br www.possibilidades.br www. a partir da década de 90.br www.talentocriativo.edukbr.intelliwise.Código para o Inferno Endereços eletrônicos www.br Responsáveis pela área de Altas Habilidades/Superdotação: Joana Schiliam Ferraz Débora Tanus Kreling ABAHSD .br www. o modelo das Inteligências Múltiplas de Gardner e o modelo WICS de Sternberg são estudos que se destacam. A Teoria da Desintegração Positiva de Dabrowski .com.com. o modelo Diferenciado de Superdotação e Talento de Gagné . relativamente vagos. Superdotação é um conceito que serve para expressar alto nível de inteligência e indica desenvolvimento acelerado das funções cerebrais.br www. o Círculo dos Três Anéis de Renzulli .profissaomestre.pedagobrasil. chega à prática dos profissionais da educação são conceitos desligados de concepções.ufsm/ce/revista. São modelos diferentes que não se excluem .com. Desde a década de 80 surgem novas teorias sobre inteligência que vêm ampliando nossa visão sobre altas habilidades. as pesquisas cognitivas foram enriquecidas com o desenvolvimento das ciências neurais. pesados de mitos que as produções científicas estão derrubando.com.br www.com. Ressignificar as concepções e conceitos sobre altas habilidades / superdotação é de suma importância sobretudo quando se admite que qualquer prática educativa deve sempre partir de um referencial teórico.com.Associação Brasileira para Altas Habilidades/Superdotados Resumo : Apesar de documentos legais que reconhecem alunos com capacidade acima da média na população escolar o que. muitas vezes.