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PROGRAMA OPERACIONAL HUMANO Acompanhamento de crianças Materiais, equipamentos e espaços Formadora: Fátima Nascimento UFCD 30 Duração: 50 horas Entroncamento

Co-financiado pelo FSE e Estado Português

FÁTIMA NASCIMENTO MATERIAIS, EQUIPAMENTOS E ESPAÇOS TOS Índice Abril 2010 2

Fundamentação Introdução Organização do Contexto Educativo (espaço exterior ou pátio interi aberto; espaços interiores; organização dos materiais, o tempo; organização da rotina diári ; desenvolvimento pessoal e social; relações espaciais) 3 4 5 15 21 Anexos Bibliografia Co-financiado pelo FSE e Estado Português

surgiu a necessidade da elaboração deste manual. União Europeia – Fundo Social Europeu Para aplicação e como material de supor te integral a nível teórico do módulo de Materiais. EQUIPAMENTOS E ESPAÇOS TOS Fundamentação Abril 2010 3 No âmbito do curso EFA B2 – Práticas de Acção Educativas. P OPH. Formação erviços. a decorrer na Competir. que a posteriori poderá servir de instrumento de consulta aos intervenientes desta acção. Co-financiado pelo FSE e Estado Português . Qren.A apoiado pelas seguintes entidades: A Governo da República Portuguesa. S.de. equipamentos e espaços que será comple mentado na prática com a elaboração de uma maquete de um jardim.FÁTIMA NASCIMENTO MATERIAIS. A sua elaboração foi substancialmente basead a na consulta da legislação vigente e na bibliografia que será mencionada no final do mesmo.infância.

Nesta prática pedagógica a criança é tomada como o centro da aprendizage m. tempo. de acordo com as áreas d e conteúdo numa perspectiva integrada. comunicando os resultados da sua intervenção. cujo desen vimento ou adaptação ao jardim de infância lhe pareça mais difícil. combinar os materiais. • Adequar as actividades e as experiências ao nível do desenvolvime nto ctividades e às necessidades das crianças. grupo) onde o jardim-de-infância funciona. EQUIPAMENTOS E ESPAÇOS TOS Introdução Abril 2010 4 Para uma Intervenção Educativa com qualidade os (as) educadores (as) devem (as consi derar estes princípios básicos na metodologia utilizada no trabalho directo com as c rianças. razer através da qual realizam um conjunto de actividades viradas pa ra a acção. entrar em relação co m os outros e descobrir o meio que a cerca numa educação orientada para a autonomia e para a cidadania responsável • Deixar a criança aprender através da sua própria acção. • Valorizar os conhecimentos que as crianças já t razem e criar um ambiente estimulante e seguro. • Promove r e apoiar actividades lúdicas e de descoberta. o que implica: • Organizar o contexto educativo (espaço. exercitando a su a iniciativa e autonomia. Durante este processo vão adquirir competências. planeie e avalie a sua acção. Esta intencio nalidade exige que o educador(a) observe. dando liberdade e o te mpo para a criança experimentar. que articule com a família e com outros parceiros educativos. • Favorecer o prazer que as crianças têm pela descoberta e p ela pesquisa. • Utilizar metodologias globalizantes c entradas na criança (nas suas possibilidades e interesses). Dar particular atenção à qualidade da sua relação com as crianças. A endizagem activa estimula a imagin imaginação e incentiva a criança a ter uma boa imag em de si própria. para além do seu trabalho directo com as crianças. atitudes e saberes. o desempenho de outras funçõ específicas: funções Co-financiado pelo FSE e Estado Português . • Acolher as crianças estabelecendo com elas relações afectuosa s. A intencionalidade Educativa e as Funçõe do(a) Educador(a) Funções A p rática pedagógica dos (as) educadores (as) é encaminhada por objectivos tendo em vista resultados a atingir para o sucesso educativo de todas as crianças. descoberta. cl ima. empatia e no re speito mútuo. procurando ajudá ajudáa uma boa integração. para elas construírem aprendizagen s significativas. construindo um clima de interacções positivas baseado na confiança. de forma motivadora e adequada à ida de e ao desenvolvimento das crianças para proporcionar proporcionarlhes experiências variadas e com sentido. colaborando e manifestando os seus interesses. Estas características do trabalho do(a) educador(a) implicam.FÁTIMA NASCIMENTO MATERIAIS. materiais. participando. comparar.

bem como as propostas implícitas das crianças. serve). integrada nos domínios curriculares. social. • Planear. se os houver. à realidade local. Organização dos Espaços Não existe uma organização espacial se possa considerar exemplar ou que funcione como modelo. registar e comunicar os progressos realizados por cada criança. onde se situa o jardim de infância O es paço não diz respeito apenas à sala onde se realizam as actividades. mas desde que esteja limpo. motoras ou outras) por forma a encaminhar o s eu tratamento precoce e zelar pela saúde e higiene das crianças. avaliar e reajustar a sua intervenção junto das crianças. os materiais e o tempo. ao quintal e ao pátio. aos equipamentos de que dispõe. aos locais onde se guardam os materiais de consumo. Cada educador(a) deve adequar a organização do espaço às características das crianças que o frequentam e às dime existentes. afectivo. ou mesmo à área em frente ao jardim que pode ser utilizada para muitas actividades. materia is. cognitivo e linguístico muit o diferentes. Este deve aproveitar e integrar a família e a comunidade no trabalho a desenvolver com as crianças. tempo. EQUIPAMENTOS E ESPAÇOS TOS Abril 2010 a fim de obter informações que lhes permitam conhecer a diversidade das suas experiênc ias e vivências no contexto familiar e no meio onde as crianças vivem. à cozinha. Co-financiado pelo FSE e Estado Português . com base nas observações dos seus interesses e necessidades. grupo de crianças materiais. bem como a natureza e a eficácia da sua própria acção pedagógica em função d jectivos da educação pré escolar. • Detectar dificuldades (sensoriais. os espaços.FÁTIMA NASCIMENTO • Observar as crianças MATERIAIS. Estende-se às activ idades. jogos principalmente (mesmo que não tenha o aspecto de um pátio. A organização deste meio a mbiente como forma de proporcionar boas situações de aprendizagem depende fundamenta lmente do papel do(a) educador(a). bem como dos níveis de desenvolvimento psicomotor. 5 ORGANIZAÇÃO DO CONTEXTO EDUCATIVO O contexto educativo onde se desenvolve a acção pedagógi ca dos (as) educadores(as) engloba uma série de elementos tais como: espaço. para poder proporcionar act ividades com sentido e. constituindo a base do planeamento e da avaliação. • Avaliar. e clima de interacções. aos materiais educativos que possui o u que pode vir a possuir. Estende casas de banho. interesses e dificuldades. A observação da criança e do grupo leva ao conhecimento das suas capacid ades.

caixas. como é designa do correntemente é um espaço aberto. • Estruturas fixas como: baloiços.o pátio interior ou quintal. 6 O Espaço exterior ou pátio interior aberto . experiênc ias de aprendizagem. podem criar-se ambientes onde as cria nças se se sintam bem e possam brincar. esc orregas. ca ixotes. Co-financiado pelo FSE e Estado Português .. saltos. Este espaço é ut ilizado para as brincadeiras de recreio.. • Ma terial para: Lançar: bolas. Poderão ser utilizados troncos de árvores. Para isso. Estes materiais poderão ser guardados em caixotes com rodízios.. aproveitados de carr os velhos. porque não apresenta nenhuma cobertura e é protegid o porque isolado do exterior. carrinhos de mão. contribuindo assim para as suas possível. carros. etc. arcos. Trata bem as plantas. destreza e domínio. se possível. e ntre outros. jogos de roda. alguns animais que deverão ser tratados alguns pelas cri anças. Protege o ambiente. túneis. manilhas. ringues. pneus ve lhos. es tafetas.Po dem conter as seguintes afirmações: Este espaço é teu. canteiros cultivados e. bidões. futebol. pás. este tipo de recinto deve ter: • Árvores. jogo do ringue. As crianças deverão ser estimulada s a manter o espaço limpo e organizado. planta uma árvore. etc. Em alguns jardins este espaço não existe. EQUIPAMENTOS E ESPAÇOS TOS Abril 2010 Dispondo de espaços exteriores e interiores. etc. Rebocar: camionetas. o que a lev a à descoberta das suas próprias capacidades de agilidade. a criança brinca normalmente com os seus companheiros e é o própri próprio grupo que inventa as suas brincadeiras. etc. que facilmente se arrumam noutro espaço. É neste tipo de espaço que a criança tem mais possibilidade de exprimir a s suas capacidades corporais.. Cuida bem dos brinquedos. No recreio. etc. a malha. jogo de jogos pista..FÁTIMA NASCIMENTO MATERIAIS. formas. aprender e desenvolver todas as suas capac idades da melhor maneira possível.. cartazes ilustrados pelas crianças mais velhas). Empurrar: pneus. Saltar e fazer outros exercícios físicos: cordas.. o(a) educador(a) poderá utilizar mensagens visuais (por exemplo. gincanas. • Tanque com areia e alguns materiais como: baldes.. Para es timular a aprendizagem da criança. Cuida bem dele Deita o lixo no ce sto. Este tipo de actividades desenvolve o contacto com a natureza e sensibiliza a criança a ganhar respeito pelos seres vivos. momentos em que as crianças precisam de e star mais à vontade e desenvolver actividades como: corridas.

e desenvolvendo algumas bri ncadeiras com as crianças. De que modo? • Libertando um espaço a um can to da sala. devem ser espaços atraentes. • Improvisando nesse espaço um cante iro onde se possa plantar algumas sementes cujo crescimento as crianças devem acom pan acompanhar. dispõem de pátio interior nem de um espaço exterior. Estes podem. trabalhar individualmente. Os espaços interiores São espaços normalmente reservados à real ização de acti actividades educativas. apresent ando uma boa arrumação e organização interna. ser simulados na própria sala de actividade. Antes de mais é preciso que: • o espaço seja limpo. cordas de saltar. não infâ cia. pintado com cores claras e suaves (se não for possível pintar as ço paredes com muita frequência. • Usar os materiais educativos. devem ser lavadas com água e sabão. insectos nocivos à saúde das crianças. EQUIPAMENTOS E ESPAÇOS TOS Abril 2010 Muitos jardins-de-infância. com os companheiros e/ou com os (as) educadore s (as). o importante é que est ejam limpas).FÁTIMA NASCIMENTO MATERIAIS. ou em grupo. Por isso. um cesto com pequenas bolas. pela sua localização ou pela sua própria arquitectura. infância Co-financiado pelo FSE e Estado Português . Por outro lado. • Criar e resolver pro lemas. • Fazer explorações. Deve permitir o encontro do s elementos de dife diferentes grupos e favorecer o trabalho individual. entre outras. de preferência onde haja luz natural. evitando que o ar fique viciado . O espaço deve ser preferencialmente o mais amplo possível. A arrumação do espaço passa por criar um ambi e confortável e agradável onde as crianças se sintam bem. A organ ização do espaço deve ser feita de tal modo que permita a sua utilização autónoma. u ma vez que as crianças precisam de: • Mover-se livremente. • tenha aberturas para o exterior (portas e janelas) que permitam a entrada da luz do sol entrad e o seu arejamento. • Colocando alguns brinquedos como cavalinhos de madeira. • Falar à vontade sobre o que estão a fazer. no entanto. • as janelas tenham redes para evitar a entrada de moscas e mosquitos. 7 Organização dos Materiais Não há jardins-de-infância sem materiais educativos. o(a) educador(a) deve ter o cuidado de disp or os móveis da sala de actividades de modo a permitir o fácil manuseamento dos obje ctos nele expostos e convidar ao jogo e à brincadeira.

matemática. a escolha deve corresponder a alguns critérios: • Serem variados. • Serem de fácil limpeza. • Serem estimulantes. Para identificar as diferentes áreas. não existirem se objectos demasiado pequenos que possam ser engolidos. duráveis. est arem acessíveis. rotulados e sempre arrumados nos mesmos locais. Para uma melhor organização do espaço torna se necessário seleccion ar as áreas tornafundamentais. Organização do Espaço e dos Mate por “Cantos” ou Áreas de Interesse Materiais A organização do espaço da sala de actividade por áreas de interesse bem definidas permite uma variedade de acções muito diferencia das e reflecte um modelo educativo mais centrado na riqueza dos estímulos e na aut onomi da criança. devem ser cuidadosas e adequadas à idade das criança s.FÁTIMA NASCIMENTO MATERIAIS. que podem ser alteradas durante o ano. se a brincadeira é livre ou orientada p elo (a) educador(a). é importan te que seja feito com símbolos e nomes. Por isso. mesmas. actividades. ciências. É i mportante solicitar as ideias das crianças e a sua participação em todo este trabalho. 8 Co-financiado pelo FSE e Estado Português . amigos e padrinhos do jardim de infância para fazerem e/ou oferecerem equipamento e material para as áreas segundo as suas possibilidades. com apoio das próprias crianças. A utilização de materiais naturais e despe desperdício é de grande valor pedagógico quando devidamente preparado (limpo e s eguro). ex: área da música e dança que é mais barulhenta. de forma que a cr iança possa ir buscá-los e arrumá-los. atractivos e adaptados às crianças. • Apresentarem-se sem perigos (não conterem substânc as tóxicas. Os equipamentos e os materiais existentes condicionam o que as crianças podem fazer e aprender. etc. autonomia Os objectivos e a natureza de cada área ditam o tipo de actividades que nela devem ser realizadas. evitando sob recarregar a sala de . nomes habituando desde muito cedo as criança s a terem contacto com letras e a moverem-se em ambientes com mensagens identifi cadoras. outra Existem áreas que. Também pode ser pedida a colaboração dos pais. fixem sem dificuldade. com a área da bib ioteca que é mais a calma e tranquila. Dá oportunidade à criança de ser ela a recolher e/ou desenvolver actividades n o âmbito da expressão plástica. Devem ser escolhidos nomes fáceis que as crianças. não devem ser colocadas próximas uma da outra. não terem saliências agudas). EQUIPAMENTOS E ESPAÇOS TOS Abril 2010 A escolha dos objectos e materiais educativos ou a sua produção pelo (a) educador (a ). pela sua natureza.

Na organização e planifi cação da rotina deve se ter em conta que todos os momentos deve-se são educativos. chegando a prever e a ant ecipar o momento seguinte da sua acção. • a relação. cognitiva e social. A orga nização temporal deve contemplar momentos para satisfazer as necessidades das crianças . reconhecida. Os ritmos d as actividades das crianças são marcados pelas suas rotinas quotidianas mais signifi cativas.FÁTIMA NASCIMENTO MATERIAIS. Para a criança interiorizar essas sequências tem porais é necessário frequentar regularmente o jardim de infância. As crianças necessitam de tempo con strói-se para: • a acção. que lhes dê a oportunidade de: co municar conversar entre si planear pôr em prática os seus planos participar nas act vidades de grupo rever o que fez brincar no recreio comer descansar. 9 Co-financiado pelo FSE e Estado Português . valorizada e aceite. O respeito pelo ritmo de cada criança e pela sua vivência do tempo é o melhor caminho para que ela se perceba única. é conveniente lembrar que c ada criança tem o seu ritmo próprio de auto – estruturação emocional. EQUIPAMENTOS E ESPAÇOS TOS O Tempo: Organização da Rotina Diária Abril 2010 O processo de aprendizagem constrói se no tempo. cobrire tuarem no mundo e organizarem a realidade. • se descobrirem a si próprios e aos outros. No entanto. diferente. na construção gradual de uma rotina diária coerente. São essas rotinas que lhes proporcionarão segurança e lhes permitirão diferenci ar de forma progressiva os diferentes momentos do dia.

qualquer mudança everá ter uma explicação. Por isso. Este momento é importante e deve ser cumprido. de comer. • Promover flexibilidade na realização das actividades: em princípio os acontecimentos actividade s: diários desenvolvem-se em momentos previamente planeados. físico ou mental. • ombinar com as crianças sobre o que vão fazer ao longo do período do dia. De igu al modo. • Proporcionar uma organização de actividades lúdicas e educa tivas diárias os diárias: acontecimentos diários não acontecem desordenadamente. para realizarem as suas acções. de recreio. Isso torna as mais autónomas e torna-as con sequentemente menos dependentes da presença e da orientação constante e. EQUIPAMENTOS E ESPAÇOS TOS As rotinas diárias são plane planeadas de forma a: Abril 2010 • Apoiar as iniciativas das crianças: dar tempo e espaço para expressarem o que preten dem fazer. prever momentos intercalares de repouso entre as actividades. de descanso. Assim. • Momento de actividade em pequeno grupo Co-financiado pelo FSE e Estado Português . mas esses momentos se não devem ser de forma alguma rígidos. há que dar espaço para qu as crianças expandam as suas iniciativas sempre que que mostrarem interesse em o fazer. do(a) educador(a). etc. Todos os períodos têm igual importância. uma vez que se torna bastante difícil prever c om exactidão aquilo que as crianças vão fazer. conforme os períodos de frequência dos grupos. etc. • Prever e dinamizar os momentos de transição (mudança de um espaço/actividade para outro) e ter ta mbém estratégias para anunciar o início e o fim das actividades (gestos. com outras menos cansativas e variar as situaçõ situações o material ao dispor das crianças. de ir à casa de banho. • Alternar as actividades que requerem maior esforço. por vezes opr essiva. Alguns momentos a considerar: : • Momento do acolh imento e do planeamento: acontece à chegada das crianças ao jardim-de-infância e pode ocorrer no período da manhã ou no período da tarde. quer sejam de actividade . bem como para situações e descobertas imprevistas. as actividades de grupo. todos d evem ser previstos e planeados. Através desta prática desenvolve-se a noção de grupo. de acordo com o interesse que suscitam. pois é uma oportunidade idea l para motivar e preparar a criança para as actividades do dia: os jogos ao ar liv re. Deve cr iar-se criar um 10 entendimento entre as crianças e os adultos sobre o que se pretende fazer diariame nte. • Dar segurança à crianças mantendo a mesma organização e sequência dos períodos de tempo.FÁTIMA NASCIMENTO MATERIAIS. mbém símbolos). qual a sequência temporal em que as actividades se devem realizar e com quem se prevê executá-las. las.

com os outros e co m o mundo. as nossas crianças só permanecem no jardim-deinfância apenas uma parte do dia – um período da manhã ou da tarde.experimentar a sua ideia. fazer jogos e construções. falarem e fazerem explorações. EQUIPAMENTOS E ESPAÇOS TOS Abril 2010 para as crianças poderem realizar actividades nas diferentes áreas organizadas na sa la: pintar. fís como as correrias e os jogos que elas próprias inventam com as suas próprias regras e que normalmente são realizadas em conjunto.ter ideias e expressar o que quer fazer.. partilhar. É neste momento que têm lugar as brincadeiras que re querem força física. Rever. trabalhar em pequenos projectos de iniciativa das crianças ou propostos pelo(a) educador(a). Tor na se fundamental que. desenhar. partilha r Desenvolvimento Pessoal e Social Esta área integra todas as outras. na realização de Torna-se actividades integradas noutras áreas. etc . à vontade para se movimenta rem. para av aliarem o seu trabalho e as suas produções. fazer jogos orientados e sessões de movimento. Fazer. • momento do descanso: é o período para relaxar e praticar actividades lúdicas : individuais e mais calmas. partilharem e avaliarem experiências. • Momento em grande grupo (pode surgir mais do que uma vez na rotina diária): é o d momento em que crianças e adultos se juntam para realizarem em comum a ctividades diversas: cantar. brincar na casinha das bonecas.pensar sobre o que fez. sejam também desenvolvidos obje objectivos respeitantes a esta área. pois tem a v er com a forma como a criança se forma relaciona consigo própria. • momento de recreio: é o momento do dia destinado às brincadeiras realizada s em espaços exteriores onde as crianças se sentem livres. etc. mostrar aos outros e ao(à) educador(a)) Fazer (experiment ar a sua ideia) Planear (ter ideias e expressar o que quer fazer) Rotina diária Três momentos para a criança: • momento do lanche/refeição leve é o período de interrupção das idades para uma leve: refeição leve. Isto tudo experiências leva as crianças a construir a noção de co munidade. jogar. num processo que implica o desenvolvimento de atitudes e valores. Rever (pensar sob re o que fez. ler ou contar histórias. conversar. realizar a ctividades de música. : tórias. já que. Participar no grande grupo dá às crianças e aos adultos a oportunidade de trabalharem juntas. normalmente. 11 Co-financiado pelo FSE e Estado Português .FÁTIMA NASCIMENTO MATERIAIS. de construírem. É também um tempo de aprendizagem e de descoberta É importante incluir na rotina diária momentos para a criança: a Planear.

: lavar as mesas e os pincéis de pint ura). Objectivos gerais Conteúdos Estratégias/ Actividades . para a criança aprender a tomar consciência de si e do outro. que se c ompromete a aceitá aceitá-las. Construir uma auto nomia colectiva que passa pela organização social participada em que as regras. elab oradas e negociadas entre todos. • Proporcionar vivências de valores democráticos. Fomentar o desenvo lvimento de relações construtivas. Estimular as crianças a limparem e arrumarem o ma terial usado durante o tempo de trabalho (ex. da sua família). Registar as regras que vão sendo discutidas e avaliadas. ir buscar o sabão ou sabonete e a toal ha para se poderem realizar os momentos de higiene Realçar e valorizar atitudes de cumprimento das tarefas. respeitando as diferenças sociais e étnicas e a di versidade de contributos individuais para o enriquecimento colectivo. bem• L var a criança a reconhecer laços de pertença social e cultural como parte do iança desen volvimento da identidade (usos e costumes da sua região. • Possibilitar a interacção de dif erentes valores e perspectivas. são negociadas compreendidas pelo grupo. ser capaz auto-conceitos de fazer. tais como a participação e a j ustiça. a cooperação e o empenhamento pelo bem-estar colectivo. Relações positivas com os outros: educador(a)/criança(s) crianças/crianç s educador(a)/pais Estimular as crianças a brincarem juntas incentivando as a reso lverem os seus incentivando-as problemas e conflitos. Distribuir tarefas. EQUIPAMENTOS E ESPAÇOS TOS Objectivo para os ( (as) educadores (as) Abril 2010 • Favorecer a construção da identidade. de partilha d objectos e de ideias. confiar em si). Estimular atitudes de tolerância compreensão e respei to pela diferença. Criação de regras Interiorização de normas Ela orar com as crianças algumas regras que correspondam a necessidades da om vida do grupo. • Facilitar a igualdade de oportunidades numa perspectiva de educação multicultural (culturas di ferentes). • Promover a construção de auto conceitos positivos na criança (gostar de si.FÁTIMA NASCIMENTO MATERIAIS. Participação Responsabilidade e Cooperação Ensinar as crianç a pôr o lixo num recipiente próprio. 12 Co-financiado pelo FSE e Estado Português . como por exemplo. a responsabilização.

de formas e tamanhos: Caixotes/ túneis/pneus. direcções e distâncias no espaço de brincadeira. • Experimentar e descrever p osições. Promover o sentido de pertença social e cultural res peitando e valorizando outras culturas. blocos. etnias. ler ou contar histórias. • Observar pessoas.). • Encher e esvaziar. marcadores e respectivas tampas. ou vir os outros. para a in tegração da diferença entre culturas. • Fornecer materiais que se encaixam e desencaixam – leg os. Promover a educação estética e a educação para uma cidadania consciente e responsável. Relações Espaci actividades que permitem às crianças situar situar-se e orientar-se no espaço em relação se ao seu próprio corpo. amontoar). imagens e fotografias. mostrar imagens so bre conteúdos e temas importantes (educação para a igualdade entre os sexos. incluir. etc. • Encaixar e separar objectos. falar com elas sobre as suas preocupações). aos outros e em relação aos objectos. nas actividades de educação jardim motora.. de espaço.. EQUIPAMENTOS E ESPAÇOS TOS Abril 2010 Dinamizar a escuta do outro e a tolerância (ouvir o nome que as crianças dão aos seus sentimentos. etc. puzzles confeccionados pelo(a) educador(a). nas proximidades do jardim de inf ia. • Mudar a forma e arranjo dos objectos (e mbrulhar. Objectivos • Desenvolver noção de dentro e fora. lugares e objec tos a partir de diferentes pontos de vista espaciais. partilhar. caixas e tampas. torcer. • Dar tem po para as crianças trabalharem sozinhas com os materiais – as crianças precisam de te mpo para fazer as suas próprias descobertas sem ter os adultos a dar darlhes instr uções e indicações sobre “como fazer certo”.). parafusos e porcas. Reunir com as crianças para c ombinarem o trabalho e fazer também a avaliação para (respeitar a sua vez de falar. aproveitar as situações que ocorrem ( uma questão que surja ou considere que algum aspecto deva ser realçado). esticar.FÁTIMA NASCIMENTO MATERIAIS. • Interpretar as relações espaciais em dese nho. roupas com colc hetes. • Encorajar as crianças a falarem do que fazem momentos de avaliação. Multiculturalidade Empatia Respeito Tole rância Responsibilidade Justiça Conversar. Co-financiado pelo FSE e Estado Português 13 .

blocos.). EQUIPAMENTOS E ESPAÇOS TOS Abril 2010 • Possibilitar à criança criar e recriar formas a partir de modelagem com diversos tip os de materiais (cubos. fio. atar. O tempo na criança é marcado. Os conhecimentos quotidianos das crianças sobre o tempo são o ponto de partida para aprenderem esta noção.FÁTIMA NASCIMENTO MATERIAIS. Objectivos • Compr eender os diferentes intervalos de tempo. 14 Co-financiado pelo FSE e Estado Português . Noção de Tempo A construção da noção de tempo onga e complexa. • Propor exper as de comparação de intervalos de tempo. por factos ça e acontecimentos vividos. esticar. • Compreender a continuidade do tempo. papéis. • Levar a criança a fazer a antecipação. etc. plasticina. • P ropor a paragem e começo de uma actividade a um sinal dad dado. por exemplo. e com elásticos. etc. • Organizar experiênci a par a criança fazer a descrição de movimentos com diferentes ritmos. pela presença de algumas coisas. cordel. lembrança e descrição de sequências de acontecimentos. para etc. torcer.).

FÁTIMA NASCIMENTO MATERIAIS. EQUIPAMENTOS E ESPAÇOS TOS Abril 2010 15 Co-financiado pelo FSE e Estado Português .

de lei 11 de Junho. as condições de execução. especificações técnicas que evidenciam nomeadamente as características de con cepção. Valorização de materiais naturais. Nestes termos determina-se: 1 . Constituindo o equipamento. de 10 de Fevereiro a coexistência de várias modalidades de at endimento para a infância. se torna indisp ensável definir critérios gerais aplicáveis à estabelecidas. 258/97. dimensionamento. visando obter níveis de qualidade adequados ao sucesso educativo e à optimi zação dos investimentos. bem pré-escolar. t o em conta a especificidade da educação pré escolar e o escalão etário dos pré-escolar util zadores. o desenvolvimento e expansão da rede na cional de educação pré-escolar lvimento pressupõe um conjunto de empreendimentos em que. como com as Orient ações Curriculares para este nível educativo. Utilização de materiais de desperdício. funcionais e ergonómicos. Multiplicidade de utilizações. garantindo a observância de orientações curriculares pré-estabelecidas. tomando em consideração as necessidades e quisição os i teresses do grupo de crianças. Resistência adequada. cultural e geográfico do compatibilizar-se estabelecimento de educação pré escol ar. deverão satisfazer um conjunto de requisitos de quali dade. escolha das instalações e do equipamento didác Prevendo a Lei n. um meio préde intervenção indirecta do educador de infância na sua pedagógica e didáctica. Tal caracterização deve incidir sobre requisitos pré-escolar. de 21 de Agosto MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E MINISTÉRIO DA SOLID ARIEDADE E SEGURANÇA SOCIAL Define os critérios a utilizar pelos estabelecimentos de educação pré escolar. os materiais e terísticas componentes. utilizado nos estabelecimentos de educação pré-escolar. com a metodologia utilizada pelo educador. No mas de segurança. definir princípios pedagógicos. quanto à pré-escolar. torna torna-se necessário de acordo com o disposto no n número 2 do artigo 27 do Decreto-le i n. EQUIPAMENTOS E ESPAÇOS TOS Abril 2010 16 Despacho Conjunto n.FÁTIMA NASCIMENTO MATERIAIS. 147/97. 5/97. nomeadamente: Qualidade estética. caracterização das instalações equipamento necessários ao funcionamento dos o estabelecimentos de educação pré escolar . estéticos. Com efeito. evitan do materiais sintéticos. Co-financiado pelo FSE e Estado Português         . Adequação ao nível etário. organizacionais e me didas de segurança a que deve obedecer o equipamento utilizado nos diversos estabe lecimentos de educação pré préescolar.As prior idades de aquisição de equipamento. as suas características deverão compatibiliza se com o contexto social. tuteladas pedagogicamente pelo Ministério da Educação.

1 Mobiliário . 2. 2. privilegiar os seguintes objectivos: Favorecer a fantasia e o jogo simbólico.FÁTIMA NASCIMENTO MATERIAIS.Entende se por material de exterior o conjunto de equipamentos Entende-se colocado no espaço exterior do estabelecimento que deve pr oporcionar resposta às necessidades de movimento. tanto pela forma como se arruma co mo pela forma como pode ser utilizado. seja. 2.2.1.2. ainda.2 . material de exterior. a poli valência e a .Considera se material de consumo todo o material de desgaste Considera-se utilizado no estabelecimento de educação pré mento pré-escolar. Favorecer a criatividade. facilitador do amente funcionamento dos estabelecimentos de educação pré pré-escolar . 17 2.4. um Resistente. 2.2. Polivalente. as suas características fundamentais deverão ser a mobilidade. descoberta. exploração e descontracção.1. Manufacturado e/ou feito pelas cr crianças.3 .2 Enquanto elemento de influência no comportamento dos grupos.O mobiliário é uma componente i ntegrante do estabelecimento e como tal deverá ter uma função formativa junto dos seus utilizadores. Material didáctico . Acessível. material didáctico. designadamente audiovisual. a selecção biliário para as ão.Cons i Considera-se material didáctico o conjunto de instrumentos que se facilitem a ap rendizagem e cuja durabilidade. de reprografia.3. 2.Na selecção do material deverão ser adoptados critérios que permitam q ue o mesmo seja: Rico e variado. Estimular o exe rcício físico. embora variável. O material a utilizar deve. a fácil conservação e limpeza.2.4. a estabilidade. 2.1. Estimulante e agradável à vista e ao tacto.1. quer pela sua disposição nos diferentes espaços.Materiais .3 Constituindo o mobiliário um dos meios que serve à realização de activida des pedagógicas. crianças dos 3 aos 5/6 anos de idade deve respeitar critérios de qu alidade. 2. Material de apoio . Multigraduado. de apoio e de se consumo. compatibilidade. permitindo utilização de vários níveis de dificuldade. De igual modo deverão ser consi deradas na selecção de todo o material características como a solidez. EQUIPAMENTOS E ESPAÇOS TOS Abril 2010 2. em princípio. de forma a permitir diversificação dos ambientes em qu e se desenvolvem as diferentes actividades. 2. quer através da sua concepção. 2.Material de exterior . Estimular o desenvolvimento cognitivo.O material de apoio compreende todo o equ ipamento. de secretaria e de informáti ca. uma característic a inerente. Distinguem-se três tipos de equipamento: mobiliário. Co-financiado pelo FSE e Estado Português . Material de consumo . servindo mais do que u objectivo.2.

2.1. Expositores de parede. 3.FÁTIMA NASCIMENTO MATERIAIS. Os compradores devem verificar se o nome e endereço do f abricante. são também factores a ter em consideração no design de todo o materia material. do representante legal ou do seu importador vêm indicados no brinquedo ou na embalagem.3. e cada uma das peças que os c ompõem. As embalagens vazias e os desperdícios devem ser utilizados pela criança sem riscos de estrangulam ento ou sufocação. Mesas com tampo lavável. legível e indelével.4. EQUIPAMENTOS E ESPAÇOS TOS Abril 2010 2.5. Armários.Pelo Ministro da Educação. Os materiais de desgaste. não devem ser tóxicos. 3. designadamente os utilizados para o desenvolvimento da e xpressão plástica. contundentes ou inflamáveis. 3. 3. para que se estimulem posturas correc tas.6. a fácil conservação e limpeza. 26 de Junho de 1997 . . Listagem de equipamento mínimo a considerar no apetrechamento de uma sala de actividade Mobiliário: Cadeiras. a segurança deve ser garantida a todos os níveis. de forma visív el.1. 3. Arca. Guilherme d'Oliveira Martins. Estant es. 3. possibilitando desenvolver e testar as suas capacidades físicas.3.O Ministro da Solidariedade e Segurança Social. Oliveira Secretário de Estado da Administração Educativ a. Co-financiado pelo FSE e Estado Português 18 . Recipiente para manusear água. devem ser suficientemente sólidos e estáveis para resistirem a tensões e pressões sem se partirem ou danificarem.8. Cavalete de pintura. 3.Sendo um problema de todos. Os brinquedos. Os utilizadores devem seguir as instruções do fabricante e res peitar a idade mínima aconselhada. devendo ser respeitadas as normas legais em vigor neste domínio. mas dependendo essencialmente dos adultos. 3. Expositor p ara biblioteca. Se gurança .7. rangulamento 4. A marca " CE" deve figurar em todos os brinquedos e material didáctico. Espelho. Eduardo Luís Barreto Ferro Rodr igues Anexo I 1. 3. Características como a solidez. O equipamento dos estabelecimentos de educação pré esco lar deve respeitar as pré-escolar orientações constantes do Anexo I ao presente despac ho e que dele faz parte integrante. Na aquisição do mobiliário devem ser considerados os dados ergonómicos e devem antropométricos. a estabilidade. desde a selecção dos materiais à sua util ização final. O material de exterior deverá permitir à criança uma livre expansão das energias acumuladas.

Material de carpintaria. Material para experiências (lupa. Material de contagem e medição. Material de música (pandeiretas. EQUIPAMENTOS E ESPAÇOS TOS Abril 2010 19 Jogos de manipulação/ coordenação motora. Cassetes de música de diferentes nacionalidades. Recipiente do lixo. Trinchas. vestuário. Fantoches . Puzzles. Enciclopédias. clavas. J gos de regras. Jogos de classific ação lógica. Gravador audio. Plasticina. microscópio). Jogos de encaixe. Tapete. Dominós. Postais e imagens. sinos. binóculos. guizos. Pincéis de vários tamanhos. xilofone). Material de classificação e triagem. Cassetes. Livros infantis. Balança. Barro. Material de apoio: Caixa de primeiros socorros. pratos. Colas. Acessórios p culinária. pinça. bonecos). Veículos. Material didácti co: MATERIAIS. Papéis de diferentes tamanhos e texturas. Máquina fotográfica. Material de consumo: Pigmentos de cor. Jogos de construção. Lotos.FÁTIMA NASCIMENTO Quadro de porcelana ou ardósia. Co-financiado pelo FSE e Estado Português . Jogos si mbólicos (mobiliário e equipamento da casa das bonecas. Letras móveis.

baldes. Agulhas. Mater ial didáctico: Conjunto de utensílios de jardinagem. escorregar. Lãs. grafit. Bancos corridos. EQUIPAMENTOS E ESPAÇOS TOS Abril 2010 20 2. Expositores. Cordas. 4. Rolos. Tecidos. mangueiras). Pneus. Carros de mão. Listagem de equ ipamento mínimo a considerar no apetrechamento de um vestíbulo Mobiliário: Réguas de cab ides ( um por criança). trepar. Conjuntos de utensílios para rega (regadores. Lenços. Material didáctico: Arcos. suspender. Rec ipiente lixo. Cadeiras empilháveis. arcos ringues. Estruturas fixas para subir. MATERIAIS. Conjunto de material para brincar na areia (pás.FÁTIMA NASCIMENTO Teques. Bolas. Co-financiado pelo FSE e Estado Português . Listagem de equipamento mín imo a considerar no apetrechamento do espaço exterior Material de exterior: Caixa de areia. Expositores. marcadores. peneiras). Tesouras. 3. bir. Armário fechado. Listagem de equipamento mínimo a considerar no apetrechamento de uma sala poliv alente mínimo Mobiliário: Mesas. Ringues. Lápis de cera. Av entais.

EQUIPAMENTOS E ESPAÇOS TOS Abril 2010 21 Bibliografia Direcção Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular www.forma-te-pt Co-financiado pelo FSE e Estado Português .pt w ww.min-edu.FÁTIMA NASCIMENTO MATERIAIS.