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Educandário Carlos Drummond de Andrade

Relatório Final Estágio Supervisionado

Teixeira de Freitas - Bahia 2011

Maria Gabriela D.P. Porto

Relatório Final Estágio Supervisionado

Relatório final apresentado para conclusão do Estágio Supervisionado do Educandário Carlos Drummond de Andrade, sob orientação do Coordenador Ary César dos S. Lapa.

Teixeira de Freitas ± Bahia 2011

. Agradeço também as minhas amigas (os). Sofia. graças ao companheirismo de todos.Agradecimentos Agradeço em primeiro lugar a Deus que iluminou o meu caminho durante esta caminhada. mas iluminou de maneira especial os meus pensamentos. que de forma carinhosa me deu força e coragem. também a Maicon que me encaminhou até seu Waldenor e a Glaucia por te me dado a oportunidade de estagiar na sua empresa e aumentando meus conhecimentos pelo tempo que passei em companhia de pessoas excelentes contribuiu imensamente para meu crescimento pessoal e profissional. Aos professores que dedicou seu tempo para nos passar seus conhecimentos acadêmicos. que fortaleceu a buscar melhoria para nosso futuro embora não tivessem conhecimento disto. Desejo a todos muita sorte e sucesso! Muito obrigado por tudo. Eliene e manchinha. a quem eu rogo todas as noites a minha existência. me apoiando nos momentos de dificuldades. E não deixando de agradecer de forma grata e grandiosa meus pais. E também ao abençoado do meu esposo que de maneira negativa que me fortaleceu a buscar novos caminhos sem sua presença no meu futuro com minha filha. quero agradecer também as minhas filhas.

consultoria@hotmail. Dados da Empresa Razão Social: Excellence Consultoria Empresarial LTDA Endereço: rua: 23 de Junho nº 61 B. P. Monte Castelo CEP: 45.com .9995-049 CNPJ: 08.035/0001-06 Ramo de Atividade: Prestadora de serviço Nº de Funcionários: 03 Inscrição Estadual: isento Tel. 2. Dados da Estagiária Aluna: Maria Gabriela D.1.: (073) 3013 .015. Porto Ano: 2011 Período do Curso: III Período Curso: Técnico em Segurança do Trabalho Área de Estágio: Segurança do Trabalho Inicio do Estágio: 26/09/2011 Término do Estágio: 21/12/2011 Duração: 362 horas Empresa Concedente: Excellence Consultoria Empresarial LTDA.3778 Email: Excellence.

3. Características da Organização .

. meio ambiente e saúde. porém a recomendação é de 5 minutos. y Responsável O responsável pela aplicação do DDS é do supervisor do trabalho. y Onde aplicar o DDS? O DDS pode ser realizado em uma sala de reunião ou mesmo no próprio local de trabalho. onde era abordados temas da área de segurança.4. pois e ramo na qual a empresa atua na prestação de serviço e eu deveria ficar a par dos assuntos abordados para poder esclarecer possível duvidas de clientes e assim tinha que fazer a leitura na NR31. mas ele pode escolher alguém do grupo para apresentar o tema escolhido. Segurança e saúde no trabalho na agricultura. Metodologias I . Orientamos os colaboradores sobre os ricos da atividade e quais as medidas preventivas e de proteção. 4. meio ambiente e qualidade.onde os próprios funcionários trocaram alguma experiência que passou ou conhecidos e também falado algumas ocorrência de incidente ou acidente e quais as ações preventivas para que não ocorre ±se novamente. pecuária.Desenvolvimentos das Atividades 4. saúde. um ou outro tema específico pode ser apresentado. Definição do (os) tema (s). exploração florestal e aqüicultura. É possível fazer uma lista de temas para o ano todo e eventualmente. silvicultura. caso seja necessário..2 DDS (Dialogo Diário de Segurança) y Acompanhei algumas vezes. y Duração O DDS não deve ultrapassar 15 minutos. Conscientização aqui pode ser definida como a preocupação constante com segurança do trabalho. Os temas devem ter ligação com o tipo de atividade executada pelo grupo.1 Familiarização com a NR31. y O que é o DDS? É um diálogo destinado a despertar no colaborador a conscientização envolvendo suas atividades diárias.

este último no caso de empresas de mineração. do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA). . 5) Quem está obrigado a fazer o PPP ? R: A elaboração e atualização do PPP é obrigatória para todos os empregadores. quando da rescisão do contrato de trabalho.213/91 e no Regulamento da Previdência Social (Decreto nº 3. bem como sua entrega ao trabalhador na ocasião da rescisão do contrato de trabalho. cuja exigência encontra-se prevista na Lei nº 8. deve ser expedido por médico do trabalho ou engenheiro de segurança do trabalho. Lei 8. um documento históricolaboral do trabalhador. (6) Quem é o responsável técnico pelo LTCAT ? R: O LTCAT . 3) O Perfil Profissiográfico foi instituído por uma Instrução Normativa do INSS ? R: Não. Elaborei alguns PPP.Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho. o resumo de todas as informações relativas à fiscalização do gerenciamento de riscos e existência de agentes nocivos no ambiente de trabalho. (art. apresentado em formulário instituído pelo INSS. em um só documento. O DDS não é uma reunião. resultados de exames médicos e outras informações de caráter administrativo. 2. A Instrução Normativa INSS/PRES nº 45/2010 regulamenta e formata o PPP.048/99). parágrafo 4. Não deixe que assuntos paralelos desviem a atenção do tema escolhido.213/91)" 4) Onde se obtém as informações necessárias para preenchimento do PPP ? R: As informações devem ser extraídas do Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho (LTCAT). exposição a agentes nocivos à saúde. Todos devem assinar uma lista de participação no DDS. Veja a letra da Lei: "A empresa deverá elaborar e manter atualizado perfil Profissiográfico abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador e fornecer a este. O que é PPP? R: PPP é a sigla de Perfil Profissiográfico Previdenciário. além de ser o documento que orienta o processo de reconhecimento de aposentadoria especial. 58. 4. do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) e do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).3 Elaboração do PPP. por determinação expressa da legislação previdenciária. 4. O modelo do formulário encontra-se no Anexo XV da Instrução Normativa INSS/PRES nº 45/2010. O Serviço de segurança deve auditar (registrar em formulário próprio) os DDS para saber se estão sendo realizados a contento. cópia autêntica desse documento.y Recomendações 1. portanto não se deve abrir para discussão em torno do tema apresentado ou você acabará perdendo o controle. 3. O formulário deve ser assinado pelo representante legal da empresa com a indicação dos responsáveis técnicos pelo PCMSO e LTCAT. nos recolhimentos de informações de dados no inicio tive alguma dificuldade mais acabou bem instruída de como montar um PPP. 2) Qual o objetivo do PPP? R: Apresentar. contendo informações detalhadas sobre as atividades do trabalhador.

Por fim ficou para seu waldenor avaliar o conteúdo do PPRA no qual eu e augusto elaboramos. A empresa deve elaborar e manter atualizado o PPP para todos os trabalhadores expostos a agentes nocivos e fornecer cópia autêntica do documento ao trabalhador na ocasião da rescisão do contrato de trabalho. um documento que retrata as condições do ambiente de trabalho de acordo com as avaliações dos riscos. (9) O PPP deve ser feito apenas para trabalhadores expostos a agentes nocivos à saúde ? R: Por enquanto sim.(7) Qual a diferença entre o LTCAT e o PPRA ? R: O LTCAT. através da antecipação. emitido pela empresa ou seu preposto. Lei 8. Na identifiquei e avaliei os riscos existentes no ambiente de trabalho. reconhecimento.INSS. não é apenas um documento (ver FAQ do PPRA nesta web site). 58.4 Elaboração do PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais) da Excellence junto com Augusto (outro estagiário). parágrafo 1º. com base em laudo técnico de condições ambientais do trabalho expedido por médico do trabalho ou engenheiro de segurança do trabalho. por sua vez. isto é. 9 (NR-9) do MTb (CLT). consta do Anexo IV do Regulamento da Previdência Social (Decreto 3. a partir de 01/01/2004. Ele não é um formulário a mais. considerados para fins de concessão de aposentadoria especial. biológicos ou associação de agentes prejudiciais à saúde ou à integridade física. como o nome diz.048/99). concluindo sobre a caracterização da atividade como especial. na forma estabelecida pelo Instituto Nacional do Seguro Social . 10) Qual a relação de agentes nocivos à saúde capaz de gerar direito à aposentadoria especial ? R: A relação de agentes nocivos químicos. Qual o objetivo do PPRA? Preservar a saúde e a integridade dos trabalhadores. é um programa de ação contínua. Veja a letra da Lei: "A comprovação da efetiva exposição do segurado aos agentes nocivos será feita mediante formulário. 4. ele concentra todas as informações do laudo técnico e dos formulários antigos. físicos. é um laudo técnico. O PPRA é uma exigência da legislação trabalhista (Norma Regulamentadora nº 9) e o LTCAT da legislação previdenciária. o formulário DIRBEN 8030 (antigo SB-40). avaliação e conseqüente controle da ocorrência de Riscos . da Norma Regulamentadora Nº. O PPRA. O que é PPRA? É o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais. O LTCAT pode ser um dos documentos que integram as ações do PPRA. Foi à elaboração do PPRA da empresa. de 29-12-1994 (DOU de 30-12-1994) e republicada no DOU de 15-2-1995.213/91)" 8) O PPP é mais um documento que deverá ser apresentado à fiscalização do INSS ? R: Ele deve estar disponível para a fiscalização. com sua redação dada pela Portaria nº 25. mas ele é mais que isso. O PPP substitui. Observei as medidas de controle que já existia e as que poderíamos adotar. (art.

Frio. tendo em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais. Fumos. Neblinas. Medição Ruído Motores. Névoas. iluminação. tais como: Riscos Ambientais Exemplos Obriga. Elaboração do Relatório Técnico que conterá: Planejamento Anual Metas Prioridades e Cronogramas. Radiações Ionizantes e Não Ionizantes Pressões Anormais Químicos:Poeiras.Equip. Bactérias.Ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho. Protozoários. são capazes de causar danos à saúde dos trabalhadores. e avaliação quantitativa dos riscos e exposições dos funcionários aos mesmos nos locais de trabalho (medições obrigatórias de acordo com as NR-9 e NR-15. tais como ruído. Orientação quanto à necessidade de utilização de EPI¶s . Gases. Exemplos de Riscos Ambientais: Físicos: Ruído.Químicos e Biológicos existentes nos ambientes de trabalho que. poeiras e hidrocarbonetos). Vibração. Elaboração de Mapa de Riscos Ambientais. Análise Global do PPRA para avaliação do seu desenvolvimento. Ambiente Luxímetro . calor.* Equip. Parasitas e Bacilos Como deve ser desenvolvido e implantado o PPRA? Visita a todos os locais de trabalho para reconhecimento de Riscos Ambientais. em função de sua natureza. Veículos na Rua. monóxido de carbono. compostos ou produtos químicos em geral Biológicos: Vírus. de Proteção Individual. Qual a abrangência do PPRA? O PPRA abrange os Riscos Ambientais Físicos . Que avaliações quantitativas devem ser efetuadas no PPRA? Devem ser avaliados os riscos existentes. Substâncias. Fungos. Implantação de Medidas de controle e avaliação de sua eficácia. Vapores. Umidade. Calor. Impressoras Decibelímetro Iluminação Mesas de Trabalho. Sugestões de Treinamento e Melhorias em Processos. concentração ou intensidade e tempo de exposição.

Abastecimento de Veículos. Britadeira Vapores e Neblinas Solventes. etc. Álcool. Alumínio. Quem pode desenvolver o PPRA? O SESMT . ele deverá contratar uma empresa ou profissional para elaborar. implementar. Ferro. discutindo-o em suas reuniões. deverá ter PPRA e PCMSO. Qual a periodicidade do PPRA e do PCMSO? O PCMSO e o PPRA devem ser elaborados e/ou renovados no mínimo anualmente.Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho do empregador. etc) Bomba de Tubos Colorimétricos.:Garagens) Detector de Gases . Madeira. Resumindo. Hidrocarbonetos (Exemplo: Pintura. Solda Termômetro de Globo Umidade Trabalha em valas Vibração Prensas. Caso o empregador esteja desobrigado de manter um serviço próprio . propondo idéias e auxiliando na sua implementação. Bomba Volumétrica Fumos Metálicos (Solda). acompanhar e avaliar o PPRA. o PPRA ou o PCMSO? . de acordo com o CONFEA/CREA. O PPRA e o PCMSO são obrigatórios para todas as empresas? A elaboração e implementação do PPRA e do PCMSO são obrigatórias para todos de risco e quantidade de empregados. A CIPA da empresa não pode desenvolver o PPRA. Dosímetro Passivo Poeiras Cimento.Calor Cozinhas. Bate-Estacas. são atribuições de Engenheiro de Segurança do Trabalho . embora eles tenham caracterizas diferentes em função do ramo de atividade do empregador.CO * Medições obrigatórias são as que só com a avaliação quantitativa pode-se provar a adequação do ambiente. Sílica. cada empresa que empregue 1 ou mais funcionários. Caldeiras. as medições não obrigatórias são as só deverão ocorrer quando for detectada a existência de tais riscos durante a visita de reconhecimento de riscos. Quem deve ser desenvolvido primeiro. Fumos de Fornos Bomba Volumétrica Gases Monóxido de Carbono (Ex. mas sim participar da elaboração do PPRA. O desenvolvimento e coordenação do PPRA.

até que ocorra um acidente. máquinas e ferramentas. Inspeção comportamental. e depois levava para que a Flavia ou seu waldenor fazer as correções necessária tipo o vocabulário técnico.2 4. A inspeção de segurança não é um passeio pela empresa. os programas.4 . devendo antecipar-se aos possíveis acidentes. 4. Inspeção na área. então eu preciso ter um PPRA e um PCMSO para cada uma delas? Sim. A inspeção de segurança é um sistema de trabalho tipicamente preventivo.5. é altamente recomendável que o PPRA seja desenvolvido antes do PCMSO. devem estar à disposição imediata da fiscalização.3 4.1 4.5.5. estejam contemplados nos formulários. com objetivos diferentes e programadas em épocas e em intervalos variáveis. pois cada empresa era uma experiência diferente às vezes sentia um certa dificuldade mais quando pegava a duvida ligava para Flavia ou seu Waldenor e tira as duvidas. Para facilitar as inspeções de segurança devem ser providenciados check list prontos onde todos os riscos existentes no setor. E eu posso guardar todos os programas no escritório central? Não. As inspeções de segurança podem ser feitas por diversos motivos. As inspeções de segurança podem ser: Inspeção de extintores. Eu tenho várias sedes. porque estes programas dizem respeito ao trabalhador e seu ambiente de trabalho. pois ainda tenho certo grau de dificuldade para depois ele repassava para os cliente e algumas vezes eu mesmo instruía não conformidade. Por quanto tempo eu preciso guardar estes programas? No mínimo 20 anos. 4. Inspeção de veículos (carros e tratores). um funcionário pode estar exposto a riscos ocupacionais importantes numa das sedes e estes serem inexistentes em outra. ela deve ser realizada com uma visão crítica das irregularidades que estão espalhadas sem que sejam percebidas no dia a dia. e isto também é válido para os atestados de saúde ocupacional. assim como os atestados. através de exames complementares. Desta forma. pois o PPRA fornecerá ao médico coordenador do PCMSO informações importantes sobre a existência e dose de exposição de riscos ambientais a que os funcionários estarão submetidos.5 Inspeção de segurança Gostava muito de fazer inspeção nas empresas.5. permitindo então a correta monitoração dos problemas que possam causar a saúde.Embora as NR-7 e NR-9 não citem que programa deveria ser desenvolvido primeiro. nos diversos locais de trabalho.

ou seja. durante a fase de concepção. mais rapidamente deve ser preservada. com a finalidade de se determinar os possíveis riscos que poderão ocorrer na sua fase operacional. Na NR10 . (anexo) ] A Análise Preliminar de Riscos (APR) consiste do estudo. quando da execução destes serviços. produto ou sistema.Norma Regulamentadora que trata dos serviços no SEP . desenvolvimento de um projeto ou sistema.Sistema elétrico de potência (Sistema Elétrico). tendo especial importância na investigação de sistemas novos de alta inovação e/ou pouco conhecidos. FMEA). A APR teve seu desenvolvimento inicial na área militar. É previsto a aplicação da APR. ou seja. Qualquer tipo de risco no ambiente de trabalho antecipadamente deve-se realizar um estudo técnico de forma a eliminar suas fontes a fim de não prejudicar o trabalhador . Os princípios e metodologias da APR consistem em proceder-se uma revisão geral dos aspectos de segurança de forma padronizada: Descrevendo todos os riscos e fazendo sua caracterização A partir da descrição dos riscos são identificadas as causas (agentes) e efeitos (conseqüências) dos mesmos. desenvolvida na fase de projeto e desenvolvimento de qualquer processo.6 Elaboração de APR A APR e um documento muito importante para reforça ao funcionário de como realizar a atividade os cuidados e prevenção contra incidente e acidentes quando esta realizando sua função. A APR é uma técnica profunda de análise de riscos mas geralmente é precedida pela aplicação de outras técnicas mais detalhadas de análise (Hazop. A priorização das ações é determinada pela caracterização dos riscos. o que permitirá a busca e elaboração de ações e medidas de prevenção ou correção das possíveis falhas detectadas. já que seu objetivo principal é determinar os riscos e as medidas preventivas antes da fase operacional. A APR é utilizada portanto para uma análise inicial. Apesar das características de análise inicial. quanto mais prejudicial ou maior for o risco.4. revelando aspectos que às vezes passariam despercebidos. quando a experiência em riscos na sua operação é deficiente. é muito útil de se utilizar como uma ferramenta de revisão geral de segurança em sistemas já operacionais. Gretener.

c) Determinação dos riscos principais: identificar os riscos potenciais com potencialidade para causar lesões diretas e imediatas. ou seja. tomando como base a experiência passada. com maior segurança. além de definir responsabilidades no que se refere ao controle de riscos. danos à equipamentos e perda de materiais. o que e quem envolve e como será desenvolvida. (anexo) Fiz varias pesquisa de FISPQ para anexar no PPRA que seu Waldenor fez na qual a empresa faz manuseio de vários produtos e também para realizar o Treinamento no cronograma do PPRA. desde o início operacional do sistema. etc. 4. porém.Medidas de Controle e Prevenção APR tem sua importância maior no que se refere à determinação de uma série de medidas de controle e prevenção de riscos. designando também. cuja experiência acumulada conduz a um grande número de informações sobre riscos. e) Revisão dos meios de eliminação ou controle de riscos: elaborar um "brainstorming" para levantamento dos meios passíveis de eliminação e controle de riscos. a) Revisão de problemas conhecidos: consiste na busca de analogia ou similaridade com outros sistemas. esta técnica pode ser utilizada de modo auxiliar. necessita as vezes de ser complementada por técnicas mais detalhadas e apuradas. g)Indicação de quem será responsável pela execução das ações corretivas e/ou preventivas: Indicar claramente os responsáveis pela execução de ações preventivas e/ou corretivas.7 Pesquisa de FISPQ (Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico). b) Revisão da missão a que se destina: atentar para os objetivos. exigências de desempenho. as atividades a desenvolver. f) Analisar os métodos de restrição de danos: pesquisar os métodos possíveis que sejam mais eficientes para restrição geral. Em sistemas que sejam já bastante conhecidos. para a limitação dos danos gerados caso ocorra perda de controle sobre os riscos. para cada unidade. como já foi colocado. perda de função (valor). . para determinação de riscos que poderão estar presentes no sistema que está sendo desenvolvido. desde que compatíveis com as exigências do sistema. d) Determinação dos riscos iniciais e contribuintes: elaborar séries de riscos. Enfim. principais funções e procedimentos. determinando para cada risco principal detectado. permitindo revisões de projeto em tempo hábil. ambientes onde se darão as operações. a fim de estabelecer as melhores opções. A APR tem grande utilidade no seu campo de atuação. consiste em estabelecer os limites de atuação e delimitar o sistema que a missão irá abranger: a que se destina. os riscos iniciais e contribuintes associados.

Nesta seção são apresentados de forma resumida e objetiva os perigos à saúde humana. deve ser feita de forma criteriosa e responsável. telefone e e-mail não podem ser omitidos uma vez que qualquer dúvida relacionada às informações deve ser esclarecida pelo fornecedor. Dados do fornecedor como nome da empresa. A FISPQ fornece informações sobre vários aspectos dos produtos químicos (substâncias e misturas) quanto à proteção. segurança e meio ambiente SEÇÃO 1 ± Identificação do produto e da empresa . indesejáveis ou nocivas que podem ocorrer após exposição e/ou contato de um produto. a busca de informações via bancos de dados de confiança.A classificação final do produto químico deverá ser contemplada na seção 2. que corresponde à identificação dos perigos do produto. Os ³principais sinais e sintomas´ devem referir-se às alterações da percepção normal (sensações) após exposição e/ou . tornando-se um documento obrigatório para a comercialização destes produtos. As informações de ³efeitos a saúde humana´ devem apontar as alterações anormais. o documento não leva em conta todas as situações que possam ocorrer em um ambiente de trabalho. deve ser recebido pelos empregadores que utilizem produtos químicos. denominado ³Ficha com Dados de Segurança´ segundo Decreto nº 2. Ex: Depressão do sistema nervoso central (CNS) e distúrbios gastrointestinais. Há diferentes sistemas de classificação de perigo como o Sistema Europeu de classificação feito com base nas diretivas 67/548/CEE (substâncias) e 1999/45/CE (preparados) e o mais recente GHS ± Globally Harmonized System of Classification and Labelling of Chemicals que surge com o propósito de harmonizar internacionalmente a classificação de produtos químicos. muitas vezes. idênticas. Saúde e Meio Ambiente. Para preenchimento dos demais itens dessa seção. à segurança. A FISPQ é um instrumento de comunicação dos perigos relacionados aos produtos químicos.OIT). SEÇÃO 2 ± Identificação de perigos .O primeiro passo na elaboração de uma ficha de segurança é a informação dos dados referentes à identificação do produto e da empresa. análises de laudos entre outras.657 de 03/07/1998 (promulga a Convenção nº 170 da Organização Internacional do Trabalho . A identificação do produto deve estar em acordo com a rotulagem do mesmo e a presença de um código é importante. Os perigos deverão ser representados pelas frases de risco no item ³Perigos mais importantes´. constituindo apenas parte da informação necessária para a elaboração de um programa de saúde. Sendo assim. recomendações sobre medidas de proteção e ações em situação de emergência. Este documento é dividido em 16 Seções. esta seção serve como base para o preenchimento de itens subseqüentes de forma mais detalhada. visto que todas as informações posteriores referir-se-ão a um produto distinto. pela Comissão de Estudo de informações sobre Segurança. transmitindo desta maneira. Este documento. é o documento que serve como base do sistema de gestão seguro. nomes parecidos e formulações. à saúde e ao meio ambiente. Equívocos no preenchimento desta seção podem resultar no comprometimento da ficha como um todo. conhecimentos sobre produtos químicos.A FISPQ é um documento normalizado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) conforme norma. ABNT-NBR 14725 e pela ISO 11014 e elaborada no Comitê Brasileiro de Química (ABNT/CB-10). perigos físico-químicos e ambientais. pois minimiza a ocorrência de erros causados por semelhança entre produtos. endereço.

O preenchimento da seção 3 deve ser realizado de acordo com o tipo de produto químico devendo ser informado se está se tratando de uma substância simples ou de um preparado. deve ser dado o nome químico comum. ³Efeitos ambientais´ correspondem aos efeitos nocivos das substâncias químicas sobre os ecossistemas. Estes perigos devem ser avaliados através de ensaios físico-químicos adequados. A concentração na qual o ingrediente se apresenta no produto determinará se o mesmo será perigoso ou não. deve ser informada uma visão geral de emergências sendo apresentado de forma direta o aspecto do produto e seu(s) perigo(s) mais importante(s). sendo avaliados através de testes de ecotoxicidade em espécies indicadoras (Ex: Daphnia magna). administração de carvão ativado ou administração de antídotos . sonolência e perda de consciência. No entanto. No final desta seção. ex: combustão. E para que se alcance tal classificação a pesquisa em bancos de dados. por exemplo. Um produto final composto de diversos ingredientes. em caso de produtos que apresentem algum tipo de perigo. interpretação de informações disponíveis e avaliação crítica dos testes realizados são fundamentais. Talvez o preenchimento da seção 2 seja a etapa mais complexa e importante do processo de elaboração de uma FISPQ. pois a classificação final do produto serve de alicerce para elaboração de toda a ficha. informações mais específicas como. vômitos. o número de registro no Chemical Abstract Service (CAS) e ingredientes que contribuam para o perigo. o que o caracterizaria como um preparado pode ser considerado uma substância simples para elaboração da FISPQ desde que o mesmo possua um registro (número CAS) e estudos quanto aos seus perigos tenham sido realizados. remover a vítima para local arejado após inalação ou lavar com água e sabão após contato com a pele. SEÇÃO 3 ± Composição e informações sobre os ingredientes . também deve ser inserido nesta seção. acompanhados dos seus respectivos números CAS.A seção 4 deve conter as principais recomendações para casos de intoxicação distinguindo-se a via de exposição: contato por inalação. Em se tratando de uma substância simples. contato com os olhos e contato por ingestão.contato. O Nº CAS é um número de registro único no banco de dados da Chemical Abstract Service e funciona como uma identidade que minimiza a probabilidade de correlações errôneas. De acordo com a ISO 11014:2009. o qual deve ser referenciado. No caso de um preparado. explosão ou liberação de gases tóxicos após aquecimento. Ex: Líquido inflamável e tóxico. um sinônimo (se houver). letargia. diarréia e etc. Náuseas. SEÇÃO 4 ± Medidas de primeiros-socorros . frases de perigo e de precaução. Ex: dor de cabeça. se um produto é classificado pelo sistema GHS a seção 2 deve conter as classes e categorias de perigo assim como os elementos de rotulagem como símbolos ou pictogramas. correspondentes a aqueles provenientes de reações físicas ou químicas que um produto possa sofrer em determinadas condições. contato com a pele. palavras de sinalização. baseado nos valores de corte definidos pelo sistema de classificação utilizado. É fundamental que sejam informadas as medidas básicas a serem tomadas em casos de intoxicação como. Os perigos físico-químicos. Sua utilização possibilita uma maior praticidade e confiabilidade no processo de identificação de substâncias ou produtos. deve ser informada a natureza química do produto e os ingredientes ou impurezas que contribuam para o perigo com suas respectivas concentrações.

Além disso. O profissional responsável pela elaboração da ficha precisa ter a consciência de que as informações presentes nesta seção são de extrema importância em casos de emergência podendo salvar a vida de uma vítima de intoxicação. visam à remoção do produto derramado ou vazado do ambiente. por exemplo: um líquido altamente inflamável pode produzir vapores que. porém é preciso que se tenha certo cuidado com as particularidades de cada produto. as informações gerais.devem ser incluídas no item ³Proteção do prestador de socorro e/ou notas para o médico´. de modo a normalizar o pH no ambiente atingido pelo vazamento. devendo esta seguir a legislação e regulamentações ambientais vigentes. e isso é feito através de métodos de contenção. aos perigos específicos no combate. As precauções pessoais devem incluir medidas para prevenção da exposição dos indivíduos envolvidos no serviço de emergência ou daqueles que estejam. E a disposição é referente ao destino final que se dá ao produto recuperado. Para isso. sendo este procedimento particularmente importante em casos de acidentes envolvendo produtos corrosivos ácidos ou bases (CETESB. por algum motivo. Assim como na seção anterior. basicamente. Os métodos para limpeza. podem se deslocar até alcançar uma fonte de ignição e provocar retrocesso de chama. por sua vez. o mesmo item deve conter informações para proteção do prestador de socorro. susceptíveis ao contato com o produto. as informações podem ser segmentadas em precauções pessoais. aos métodos especiais de combate e aos equipamentos de proteção de bombeiros e brigadistas. ou atinja determinados ambientes que possibilitem riscos secundários como redes de esgoto. precauções ambientais e métodos de contenção e limpeza. A neutralização consiste na adição de um produto químico. como o nome diz. ou ainda a construção de barreiras físicas para impedir sua movimentação no solo (CETESB. Erros comuns observados em fichas de segurança decorrem do desconhecimento dos significados de recuperação. podendo haver algumas medidas mais específicas como é o caso da neutralização de ácidos com bases. que incluem recuperação. Os métodos de contenção. Seria um exemplo de contenção a construção de desvios e diques para interceptar o fluxo de um produto líquido em uma depressão do terreno. Precauções ambientais visam.Em casos de acidente onde haja derramamento ou vazamento de produtos perigosos a seção 6 da FISPQ é fundamental devendo esta conter informações de como lidar em situações de tal natureza. visam impedir que o produto vazado ou derramado atinja áreas maiores. SEÇÃO 6 ± Medidas de controle para derramamento ou vazamento . . devem ser incluídas na seção 5. neutralização e disposição. por exemplo. desde que sejam oriundas de fontes seguras. Normalmente variam de acordo com o estado físico do produto. 2009). evitar que o produto derramado ou vazado alcance o meio ambiente. SEÇÃO 5 ± Medidas de combate a incêndio ± Esta seção deve trazer informações referentes aos meios de extinção apropriados e não apropriados. Quando se fala em recuperação deve-se ter a idéia de métodos de coleta e remoção de produtos químicos que vazaram ou derramaram. É recomendado um maior detalhamento das informações para produtos inflamáveis. Como exemplo de formas de recuperação pode-se citar a sucção através de bombas de transferência ou caminhões vácuo e adição de absorventes como areia ou terra aplicados para absorção do produto vazado. neutralização e disposição. 2009).

SEÇÃO 8 ± Controle de exposição e proteção individual . É importante ter o conhecimento das nomenclaturas utilizadas por essas agências. Enquanto que o TLV ± C é a concentração que não deve ser excedida durante nenhum momento (ACGIH. ou seja. TLVs. Quanto ao manuseio é sempre importante evidenciar a necessidade de uso de EPIs embora essa questão seja detalhada na seção 8 da FISPQ.Esta seção visa descrever as precauções para manuseio seguro do produto assim como formas adequadas de armazenamento. Os indicadores biológicos de exposição são as substâncias ou seus produtos de biotransformação presentes em materiais biológicos. reações perigosas que ocorram após contato com outras substâncias ou materiais. Com relação às medidas adequadas de armazenamento. A ACGIH apresenta uma lista de BEIs ± Índices biológicos de exposição que representam as concentrações de indicadores biológicos abaixo das quais o trabalhador não deveria apresentar efeitos adverso decorrentes da exposição (ACGIH. STEL ± Short term exposure level e Ceiling. e se possível. RELs e PELs. A existência de incompatibilidades. NIOSH (National Institute of Occupational Safety and Health) e OSHA (Occupational Safety and Health Administration). Dentre as principais agências que estabelecem limites de exposição ocupacional estão a ACGIH (American Conference of Industrial Hygienists). 2006). para uma jornada normal de 8 horas diárias e 48 horas semanais à qual se supõe que o trabalhador possa estar exposto repetidamente durante toda sua vida laboral sem sofrer efeitos adversos decorrentes da exposição. Da mesma forma que existem limites de exposição para substâncias presentes no meio externo. a NIOSH utiliza a sigla REL ± Recommended exposure limit. existem limites biológicos de exposição. deve-se mencionar as condições adequadas básicas como manter recipientes bem fechados. enquanto que a OSHA utiliza a sigla PEL ± Permissible exposure limit. como sangue e urina que são os materiais mais utilizados na avaliação de exposição ocupacional. Esta seção deve contemplar parâmetros de controle para substância como os limites de exposição ocupacional e indicadores biológicos de exposição. todas elas são referentes a concentrações limites ás quais os trabalhadores podem ser expostos sem que o risco seja considerável. Estes limites são determinados com base em períodos de exposição podendo ser. subdivididos em TWA ± Time weighted average. assim como embalagens recomendadas e inadequadas para este tipo de produto.SEÇÃO 7 ± Manuseio e armazenamento . O TLV-TWA é a concentração média ponderada no tempo. O TLV. 2006). que são os limites máximos permitidos para concentração das substâncias ou metabólitos em amostras biológicas. afastados do alcance das crianças e afastado de alimentos e condições a evitar como temperaturas elevadas para produtos inflamáveis. indicar medidas que impeçam o risco de incêndio em caso de produtos inflamáveis e qualquer outra forma de manuseio que diminua os riscos de exposição ou de reações perigosas. devem ser contemplados nesta seção. A ACGIH utiliza a sigla TLV ± Threshold limit value. A seção 8 também deve contemplar os equipamentos de proteção individual adequados para o tipo de produto ao qual a FISPQ é referente. . indicar o tipo de material apropriado para cada equipamento.A seção 8 é estritamente voltada para questões do âmbito ocupacional estando diretamente relacionada com a proteção à saúde do trabalhador.STEL é a concentração a qual os trabalhadores supostamente podem estar expostos por um período curto (15 min) sem sofrer efeitos adversos. desta forma.

A importância dos dados desta seção está no fato de que uma propriedade físicoquímica pode justificar a toxicidade de um produto. em contato com bases fortes resulta em reações exotérmicas violentas. SEÇÃO 10 ± Estabilidade e reatividade . e produtos com baixo ponto de fulgor que são incompatíveis com oxidantes. da falta de viabilidade financeira para realização dos testes estes dados são faltantes em fichas de segurança. quanto maior a pressão de vapor de um líquido mais volátil ele será e isso resulta em maiores riscos de inalação.SEÇÃO 9 ± Propriedades físico-químicas .Nesta seção deve-se descrever a capacidade do produto químico de produzir ou sofrer reações perigosas.A ISO 11014:2009 traz uma lista de 14 parâmetros físico-químicos que devem estar presentes na ficha de segurança e mais 4 parâmetros que podem ser fornecidos caso seja aplicável. Alguns parâmetros como estado físico. A incompatibilidade química ocorre quando o contato entre produtos ou substâncias químicas diferentes resulta em reação perigosa como é o caso de ácidos fortes que. no entanto sabe-se que dificilmente todas estas informações estão disponíveis principalmente quando se trata de um produto acabado. que determina a incompatibilidade entre produtos ácidos e básicos. Um exemplo muito claro desta situação é a ausência de ponto de fulgor em um produto que contem ingredientes que confirmadamente são inflamáveis. o perigo ao meio ambiente assim como perigos físico-químicos. Estas reações podem resultar. Como exemplo. As propriedades físico-químicas influenciam diretamente em perigos relacionados com reatividade e instabilidade. como é o caso do pH. é preciso que haja condições que favoreçam a ocorrência destas reações. por exemplo. em explosão. O pH do produto pode ser considerado uma propriedade fundamental em termos de perigo. muitas vezes. inflamação dentre outros perigos. De fato todas as propriedades físico-químicas têm seu grau de importância. a determinação do ponto de fulgor é indispensável em casos como este. logo. A ausência de informação nesta seção muitas vezes compromete muito a qualidade do documento. É possível citar alguns exemplos que evidenciam a importância das informações físico-químicas em uma FISPQ: substâncias com elevado coeficiente de octanol/água tendem a se acumular em tecido adiposo de organismos diversos e persistirem por muito tempo no ambiente. uma vez que valores extremos tornam esse produto corrosivo. cor e odor estão quase sempre presentes nas FISPQs pois não exigem testes específicos para sua determinação ao contrário do que ocorre com outros parâmetros que precisam ser determinados através de ensaios. É impossível determinar a inflamabilidade do produto apenas pela concentração de ingredientes inflamáveis. o contato entre cianetos e ácidos gera liberação de gás cianídrico altamente tóxico e volátil. pode-se citar exposição de produtos inflamáveis a temperaturas elevadas ou de produtos explosivos a choque e vibração. Reações perigosas normalmente não ocorrem em condições adequadas de manuseio e armazenamento. sendo mais instável o produto quanto maior a probabilidade de ele reagir de forma perigosa. inclusive sistemas de classificação como o Sistema Europeu e o GHS permitem que o produto seja classificado como corrosivo em casos de pH extremo. liberação de gases tóxicos ou corrosivos. . ou seja. porém devido à dificuldade e.

a mais negligenciada em uma FISPQ. Por exemplo. inalação ou contato dérmico. mutagenicidade em células germinativas. Mutagenicidade corresponde à capacidade de uma substância química produzir alteração do material genético de forma que haja possibilidade de transmissão dessa alteração às células descendentes. 2004). 2007). 2008). Antes de qualquer coisa. ao contrário do efeito sistêmico. 2007). capazes de causar a morte de 50% de uma população exposta. É inadequado classificar um produto sem apresentar dados de CL ou DL que dêem subsídio para tal classificação. são fundamentais o conhecimento técnico e científico em Toxicologia e o senso crítico no momento da coleta de informações. A toxicidade aguda é a capacidade de uma substância química produzir efeitos nocivos após uma única exposição ou exposições múltiplas em um curto período de tempo. é preciso ter em mente que a seção 11 deve estar em perfeita coerência com as informações contidas nos itens ³Efeitos a saúde humana´ e ³Principais sinais e sintomas´ da seção 3. Estes parâmetros são fundamentais para justificar uma classificação de um determinado produto químico como tóxico por ingestão. de acordo com o que se tem disponível nos bancos de dados utilizados. respectivamente. corrosão/irritação da pele. e tais efeitos surgem de imediato ou no decorrer de alguns dias. ou seja.No preenchimento da seção 11 (Figura 11) ³Informações toxicológicas´. não mutagênicas. carcinogenicidade. sensibilização respiratória ou da pele.SEÇÃO 11 ± Informações toxicológicas . lesões oculares graves/irritação ocular. Com base nas informações da seção 3. Nela estão incluídos os perigos à saúde humana que devem ser descritos. pois elas não são . em um primeiro contato o individuo se torna hipersensível àquela substância. as informações (oriundas da seção 3) podem ser detalhadas de forma mais minuciosa. O efeito local é aquele que ocorre no local do primeiro contato entre o organismo e o agente tóxico. Os itens ³corrosão/irritação da pele´ e ³lesões oculares graves/irritação ocular´ representam os efeitos locais enquanto que os itens ³toxicidade sistêmica para órgão alvo específico ± exposição única´ e ³toxicidade sistêmica para órgão alvo específico ± exposição repetida´ são adequados para descrição dos efeitos sistêmicos agudos e crônicos. A toxicidade aguda de uma substância deve ser estimada através de parâmetros tais como DL50 (dose letal 50) e CL50 (concentração letal 50) que são as doses ou concentrações. algumas alterações tais como troca de cromátides irmãs e quebra de cadeia de DNA são consideradas genotóxicas. o profissional responsável pela elaboração da ficha deve ter a capacidade de discernir o que será incluído em cada item da seção 11. BATISTUZZO. A diferença está exatamente na transmissibilidade da alteração genética de célula para célula ou de geração para geração (KLAASSEN. nos itens: toxicidade aguda. toxicidade sistêmica para órgão alvo específico ± exposição única e toxicidade sistêmica para órgão alvo específico ± exposição repetida e perigoso por aspiração. Um erro muito comum observado em fichas de segurança decorre da falta de conhecimento da distinção entre mutagenicidade e genotoxicidade. que requer absorção e distribuição do agente desde seu ponto de entrada até um local distante. Talvez por esses motivos esta seção seja a mais passiva de erros e. com base na ISO 11014:2009. CAMARGO. e daí em diante reações adversas podem ocorrer após contato com quantidades mínimas daquela mesma substância. (KLAASSEN. na maioria das vezes. toxicidade à reprodução. O efeito sensibilizante requer uma pré-exposição à substância química para ocorrer. onde os efeitos deletérios são produzidos (AZEVEDO e CHASIN. Esta reação é também conhecida como reação alérgica e é mediada imunologicamente. Enquanto que na toxicidade crônica os efeitos surgem após exposições repetidas em um período de tempo prolongado (OGA. A partir daí.

BATISTUZZO. água e solo e está intimamente relacionado com as propriedades físico-químicas de cada substância. leva em consideração as evidências em estudos in vitro. A carcinogenicidade é a capacidade de uma substância induzir câncer ou aumentar sua incidência. redução e degradação fotoquímica). E caso haja evidência suficiente de que a substância não seja carcinogênica ela é classificada como Grupo 4. A classificação da IARC é feita com base no peso das evidências encontradas nos bancos de dados. Grupo 2B ± Possível carcinogênico para humanos. a exemplo de outras agências como EPA e ACGIH. . por exemplo. Grupo 2 A ± Provável carcinogênico para humanos. ³Persistência/degradabilidade´. ³Impacto ambiental´ e Ecotoxicidade. Uma substância química pode. Havendo evidência adequada apenas em estudos epidemiológicos ou apenas em estudos experimentais a substância é classificada como sendo Grupo 2 A ou 2 B respectivamente. sair da água por volatilização assim como um contaminante transportado pelo ar pode movimentar-se para a fase aquosa por dissolução. ³Bioacumulação´. não carcinogênica para humanos. que consiste de uma proliferação e crescimento celular aberrante causado por mutações genéticas ou alterações no padrão de expressão gênica decorrentes de outros fatores que não a mutação (origem epigenética) (OGA. 2007). CAMARGO. Substâncias para as quais as evidências sejam inadequadas para classificação. ³Informações ecológicas´. A degradação pode ser biótica (mediada por microrganismos) e abiótica (hidrólise. SEÇÃO 12 ± Informações ecológicas . Grupo 3 ± Não classificável como carcinogênico para humanos e Grupo 4 ± Não carcinogênico para humanos. Ou um contaminante do solo pode ser transportado para o ar circundante pelos processos de volatilização. menor tende a ser sua persistência. oxidação.Informações relativas a possíveis efeitos ambientais.transmissíveis para gerações descendentes (KLAASSEN. Os contaminantes da água podem adsorver-se sobre as partículas do solo. quanto maior a degradabilidade de um produto. dependendo da pressão de vapor da substância química e de sua afinidade pelo solo (AZEVEDO e CHASIN. podendo uma substância ou mistura se enquadrar no Grupo1 ± Carcinogênico para humanos. a qual. a principal referência é a IARC ± International Agency of Research on Cancer. Evidências adequadas em estudos epidemiológicos corroboradas por resultados positivos em testes com animais experimentais normalmente são suficientes para que a IARC classifique uma substância no Grupo 1. 2008). 2004). e é por este motivo que as propriedades ³persistência´ e ³degradabilidade´ constituem um mesmo item na seção 12 da FISPQ. assim como ao comportamento do produto no meio ambiente devem ser contempladas na seção 12 da FISPQ. com animais experimentais e estudos epidemiológicos. Os ensaios com células germinativas de mamíferos oferecem a melhor base para avaliação de riscos de danos genéticos passíveis de transmissão entre gerações. é função das propriedades físico-químicas e da cinética de degradação da mesma. Sendo assim. Esta seção contem itens como ³Mobilidade´. normalmente são alocadas no Grupo 3 que significa não classificável como carcinogênica. O item ³mobilidade´ é referente ao destino das substâncias químicas no ar. Quando se fala em carcinogenicidade. A persistência de uma substância depende da sua estabilidade. Câncer pode ser definido como uma doença essencialmente genética. que por sua vez.

que determinam os métodos adequados para disposição de resíduos perigosos. ou seja. A determinação quantitativa da bioacumulação pode ser feita através da fórmula: BCF=COrganism/CWater. por exemplo. facilidade de cultivo e conhecimento científico da espécie. Quanto maior o valor de log de K ow maior tende a ser a capacidade de uma substância bioacumular ou bioconcentrar. representada pelo log de K ow (coeficiente de partição octanol-água). o endpoint mais comum é a morte. como a espécie Daphnia magna. por exemplo. A lipossolubilidade. CE50 (concentração efetiva média) ou CI50 (concentração inibitória média) os quais são derivados de curvas de concentraçãoresposta. que contempla nove classes de perigo. onde se acumulam. os xenobióticos tendem a ser captados pelos organismos vivos. Logo. são estudados com maior freqüência e essa escolha é baseada em parâmetros como a representatividade ecológica. Os parâmetros comumente utilizados para essa classificação são CL50 em peixes. Alguns organismos. ou seja. é freqüentemente utilizada para predizer a acumulação de compostos orgânicos na biota. A avaliação da ecotoxicidade é feita através de ensaios padronizados nos quais organismos-testes são submetidos a diferentes concentrações da substância química estudada. A CL50 representa a concentração da substância capaz de causar a morte de 50% dos organismos expostos e a CE 50 é a concentração que afeta (efeito adverso não-letal) 50% dos organismos expostos durante um período de tempo específico. recomenda-se para o preenchimento desta seção apenas um direcionamento. SEÇÃO 14 ± Informações sobre transporte ± O transporte de produtos perigosos é regulamentado por um sistema particular de classificação estabelecido pela resolução n° 420 de 12/02/2004 da Agencia Nacional de Transportes Terrestres ± ANTT. embora observações de comportamentos anormais e efeitos não-letais (imobilização em Daphnia) sejam ocasionalmente aplicadas. 2001). tem como base o Orange Book. um regulamento modelo estabelecido pelo Comitê de Peritos em Transporte de Produtos Perigosos das Nações Unidas. Este sistema. por um período de tempo pré-estabelecido (UNIÃO EUROPÉIA. a CI50 é a concentração que provoca uma determinada inibição (como reprodução) em 50% dos organismos expostos. 2001). O que se observa normalmente é uma grande preocupação por parte dos fornecedores com o preenchimento desta seção pelo fato de que ela é a base para elaboração das fichas de emergência e rotulagem exigidas para transporte de produtos perigosos. Essas fichas são fiscalizadas de forma muito mais rigorosa de modo que autuações durante o transporte de produtos perigosos são freqüentes e acabam gerando gastos desnecessários para as empresas. incluindo espécies aquáticas. possibilitando ao usuário da ficha recorrer diretamente às legislações. terrestres e aves é denominada ecotoxicidade. O objetivo dos testes é a obtenção de valores de CL50 (concentração letal média). Para maiores . 2001). Em testes de ecotoxicidade aguda. CE 50 em Daphnia e CI50 em algas sendo esta classificação feita através da comparação com valores de corte determinados pelos sistemas de classificação utilizados (UNIÃO EUROPÉIA. sensibilidade. Ocorre que existem legislações federais e estaduais e órgãos responsáveis como a CONAMA no Brasil. SEÇÃO 13 ± Considerações sobre tratamento e disposição ± A informação apropriada para esta seção deveria contemplar os métodos recomendados para disposição do produto e embalagem após uso. A capacidade de uma substância química produzir efeito nocivo sobre organismos vivos abrangendo os diferentes níveis de organização.Bioacumulação é o termo que descreve a capacidade de uma substância química apresentar concentrações bióticas mais elevadas do que concentrações ambientais. onde BCF é o fator de bioconcentração (UNIÃO EUROPÉIA.

a ³ordem de serviço´ é uma das ferramentas mais valiosas no combate aos acidentes de trabalho e doenças ocupacionais. Quanto maior a compreensibilidade para o público alvo maior será a possibilidade se alcançar o objetivo final. alguns itens podem ser acrescentados nesta seção de modo a facilitar o entendimento de todas as seções. medicamentos. há outro fator que precisa ser levado em consideração. sendo ele responsável pela segurança química. SEÇÃO 15 ± Regulamentações ± A seção 15 da FISPQ é destinada às legislações aplicadas ao produto químico. A apresentação dos significados de siglas ou abreviações é de extrema importância uma vez que. nem todos têm conhecimento técnico para entendimento dos significados. Produtos formados por mistura de substâncias dificilmente são regulamentados. Este profissional. principalmente legislação do país/região onde a FISPQ está sendo utilizada. O art. sendo esta seção levada em consideração. quando o produto em questão é uma substância pura e conhecidamente perigosa. entre outros motivos. as informações contidas em uma FISPQ são de caráter técnico. e permitir o acesso a tais informações em casos de dúvidas que ocorrem com freqüência. Apesar de pouco divulgado. 3. na maioria das vezes. deve se responsabilizar pela transmissão mais adequada das informações para os trabalhadores. de modo que a interpretação das mesmas deve ser feita por um profissional expertise. e conseqüente diminuição dos riscos oferecidos pela utilização de produtos químicos perigosos. que é a diminuição dos riscos químicos. A FISPQ deve ser vista como uma ferramenta essencial no gerenciamento de risco químico nas indústrias ou qualquer empresa que lide com produtos químicos. CONSIDERAÇÕES FINAIS O que se vê atualmente em fichas de segurança é a falta de qualidade e certo descaso com relação à importância das informações que deveriam estar ali presentes. aumentar a credibilidade daquilo que está sendo informado na ficha. SEÇÃO 16 ± Outras informações ± De acordo com a ISO 11014 esta seção deve conter qualquer outra informação que seja importante do ponto de vista de segurança. e que não tenha sido contemplada nas seções anteriores.8 Elaboração de OS (Ordem de Serviço) Gostei muito de elabora as OS pois já tinha ouvido falar mais nunca tinha visto e nem elaborado pois e um documento muito importante para o trabalhador e obrigações que junto com APR reforça a necessidade do trabalhador e ter mais cuidado e atenção no desenvolvimento da função para sua própria segurança e saúde. podemos citar substâncias que são listadas pela FDA (Food and Drug Administration) que não podem ser utilizadas em produtos diversos como cosméticos. segurança do trabalho ou saúde do trabalhador na empresa. Referências bibliográficas são fundamentais por. Com base no que comumente é observado em fichas de segurança. Como exemplo. 4. produtos alimentícios entre outros com o intuito de promover a proteção à saúde pública.informações a respeito da classificação para transporte recomenda-se o acesso a resolução n° 420. 157 da . Esta visão é um estímulo para uma elaboração mais responsável e mais criteriosa dos documentos. Além da boa qualidade dos documentos que é representada pela riqueza de informações oriundas dos mais bem reconhecidos bancos de dados.

destinado à proteção de riscos suscetíveis a ameaça da segurança e da saúde do indivíduo.A.A estava ok para verificar se estava vencido ou cancelado o lote e imprimir e verificar com o setor de compra se fizeram alguma compra e epi¶s para atualização da pasta de CA para que numa possível auditoria esteja tudo em conformidade. que o empregador tem o dever de fiscalizar. aos riscos que são gerados e o que deve ser feito para monitorá-lo e fiscalizá-lo. atesta que um produto está em conformidade com as especificações da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e é considerado apto para ser comercializado como um EPI. O C. inserido na função desempenhada pelo empregado. Muitos empregadores até cumprem com essa obrigação legal.A. etc« As ordens de serviço são ´fichas técnicas´ que explicam detalhadamente como deve ser feito àquele determinado serviço. regulamentado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O C. no local em que o trabalho é exercido.Equipamento de Proteção Individual. O recomendado é que coloque. e quais os cuidados que deve ter. mas esquecem de divulgar esse documento no local de trabalho. a ordem de serviço principal ± mais importante ± em um mural.CLT traz a obrigação às empresas de cumprir e fazer cumprir com as normas de segurança e medicina do trabalho. é um Certificado de Aprovação para EPI .gov. treinamentos conforme o cronograma do PPRA e orientar os cliente conforme sua necessidade para ficar se tudo estava em ordem para uma possível auditoria.9 Pesquisa de C. Por meio da Norma Regulamentadora n° 6. por exemplo. isso para que sempre que haja dúvida seja a mesma facilmente consultada. Nesse dia aprendi muito sobre a necessidade da importância de um técnico de segurança e a necessidade de ser organizado e seguir certo perante as . 4.11 Acompanhamento de auditorias. de uso individual utilizado pelo trabalhador.br Passo-a-passo: 4. fornecer os equipamentos de proteção individual. Entenda com isso. a realização dos exames médicos.10 Visita técnicas nas empresas (clintes) para organização de documentações tanto para auditoria quando para Windek.mte. considera-se equipamento de proteção individual todo dispositivo ou produto. http://www. Todo mês era necessário visitar os clientes para verificar documentação de segurança. Todo investimento é muito pouco quando analisamos as consequências de um acidente de trabalho 4. inspeção.A Sempre que ia fazer inspeção de segurança era necessário verificar se os números de C.

em quando seu Waldenor ficou no escritório verificando do PPRA anterior e eu e Flavia fomos fazer entrevista com os trabalhadores. pois aprendi muita coisa que não fazia idéia eu. Flavia e seu Waldenor fomos para uma empresa de café para coletar dados para revisão anual do PPRA. relatórios de inspeção.13 Divulgação de acidente Onde eu e o Augusto fomos para uma empresa fazer a divulgação de acidente que tinha ocorrido em outra empresa. Foi muito aproveitoso e enriquecedor nos dias. 4. 4. 4. Onde foi anota todas as não conformidade para tomar providencia e no dia da reunião com os gestores da empresa.15 Organização dos documentos e de pastas na empresa no qual quando era necessário etiqueta as pastas .12 Entrevista com os colaboradores de um cliente novo para elaboração de PPRA. 4. 4. . Onde passamos (02) dois dias fazendo entrevista no campo com isso vimos que a empresa e muito arcaica perante as normas legais.normas para que não ocorrer uma não conformidade seja ela qual for. plano de ação e relatório de visita ) No qual a empresa passa um relatoria dos serviços prestado para cliente todo inicio de mês.14 Lançamento de dados no sistema da empresa tais como (atualização de dados da empresas.Onde o objetivo era orienta e apontas as falha do acidente para que os mesmo acidente não venha ocorrer na empresa no qual foi divulgado e no final recolhemos as assinaturas dos colaboradores para evidenciar a divulgação do acidente na empresa pois a empresa presta serviço a Suzano no qual e norma fazer divulgação para todas as empresa prestadora de serviço da Suzano.16 Toda semana era realizado uma reunião para fazer um levantamento de como tava indo a tarefa de cada um e o que cada iria fazer na semana.organizar documentos dos clientes em suas devidas pastas e atualizações de dados para que todos fica-se à par dos assunto das empresa e até para quando fosse outra pessoa lança no sistema na falta do outro.