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UNIVLRSIDADL ILDLRAL DO RIO DL JANLIRO

RAQULL CARDOSO DL CAS1RO
DO 1EX1O AO HlPEk1EX1O.
C O M O E l E 1 U A k E S 1 A 1 k A N S l Ç Ã O '
Rio de Janeiro
2006
3
IICHA CA1ALOGRÁIICA
Castro, Raquel Cardoso de.
Do 1exto ao lipertexto - Rio de Janeiro: UlRJ, Campus da Praia Vermelha, 2006.
Orientador: Lmmanuel Carneiro Leao. Rio de Janeiro, 2006. 200 í.
1ese de Doutorado deíendida ao Programa de Pós-graduaçao em Comunicaçao e
Cultura da UlRJ no Campus da Praia Vermelha.
Reíerências Bibliograíicas:
1. Comunicaçao. 2. No·as tecnologias 3. lipertexto
4
IOLHA DL APROVAÇÂO
DO 1LX1O AO lIPLR1LX1O
RAQULL CARDOSO DL CAS1RO
ORILN1ADOR: LMMANULL CARNLIRO LLAO
CO-ORILN1ADORA: RAQULL PAIVA
1LSL DL DOU1ORADO APRLSLN1ADA PARA CUMPRIMLN1O PARCIAL DAS LXIGLNCIAS PARA O 1Í1ULO DL
DOU1ORA LM COMUNICA(AO L CUL1URA.
APROVADA PLLOS IN1LGRAN1LS:
LMMANULL CARNLIRO LLAO - PPGCOM-UlRJ ,ORILN1ADOR,
RAQULL PAIVA - PPGCOM-UlRJ ,CO-ORILN1ADORA,
MIL1ON JOSL PIN1O - PPGCOM-UlRJ
PAULO VAZ - PPGCOM-UlRJ
MIRIAM S1RUClINLR - NU1LS-UlRJ
LRICK lLLIN1O - PPGCOM-ULRJ
Rio de Janeiro
le·ereiro de 2006
S
DLDICA1ÓRIA
Aos meus pais Luiza e Murilo
6
AGRADLCIMLN1OS
Na elaboraçao desta tese ti·e naturalmente a colaboraçao de muitos. Cumpre agradecer:
• principalmente, aos meus pais Luiza e Murilo,
• aos meus irmaos, 1hiago, Joao e Bernardo e minha irma Julia,
• ao meu orientador Proí. Lmmanuel Carneiro Leao,
• aos proíessores: Proí. Marcio 1a·ares D`Amaral, Proí. Milton José Pinto, Proí.
Raquel Pai·a, Proí. Paulo R. G. Vaz, Proí. lenrique Antoun, Proí. Gonzalo
April, Proí. Aluízio 1rinta.
• Aos íuncionarios da LCO-Pós: Valéria Reis, Laércio Nonno, Abeniser Cunha,
Arthur Pinto e lumberto Canuto,
pela assistência dispensada e pelo interesse, acompanhando meu trabalho, dentro do
possí·el, durante toda sua trajetória.
L, íinalmente, ao CNPq pela bolsa, sem a qual nao teria sido possí·el esta tese de
doutorado.
7
LPÍGRAIL
“Cada um de nós é como um homem que vê as coisas em um sonho e
acredita conhecê-las perfeitamente, e então desperta para descobrir que não
sabe nada”
(Platão, Político).

8
RLSUMO
Lsta tese tem por objeti·o estudar as mudanças decorrentes de um no·o elemento ou
componente do atual sistema de comunicaçao de pesquisas acadêmicas, o lipertexto. A
questao eixo se resume da seguinte íorma: DO 1LX1O AO lIPLR1LX1O - COMO
LlL1UAR LS1A 1RANSI(AO· Lm outras pala·ras: o que um membro da academia precisa
saber para comunicar apropriadamente seu trabalho intelectual atra·és de um hipertexto na
Internet, em e com uma determinada comunidade acadêmica·
Pondero sobre esta questao, a partir de uma experiência concreta em que ·i·encio a
construçao de hipertextos: um sítio de estudo da obra de arte literaria Macvvaíva de Mario de
Andrade ,com tikiwiki,, uma pagina pessoal, sobre a ·ida, a obra e o pensamento do Proí.
Lmmanuel Carneiro Leao ,com html,, uma pagina tematica, sobre a proposta teórica e pratica
da Midiologia, de Régis Debray ,com html,, um portal institucional do programa de pós-
graduaçao da Lscola de Comunicaçao da UlRJ ,com phpnuke, e um sítio para o Laboratório
de Lstudos de Comunicaçao Comunitaria ,LLCC, do PPGCOM LCO-UlRJ ,com xoops,.
9
SUMÁRIO
1APRESENTAÇÃO...................................................................................................11
1.1Metodologia..................................................................................................................14
1.2Justificativa...................................................................................................................16
2DO TEXTO AO HIPERTEXTO.............................................................................20
2.1O Projeto do Ato de Comunicação.............................................................................22
Motivações....................................................................................................................................22
Modelo de Comunicação..............................................................................................................32
Trabalho de preparação.................................................................................................................36
2.2O Ato de comunicação Projetado...............................................................................43
Plataforma virtual..........................................................................................................................43
Roteiros.........................................................................................................................................50
Apropriação dos programas..........................................................................................................70
2.3O Ato de comunicação em Si.......................................................................................84
Potencialidades do hipertexto.......................................................................................................88
Texto e Hipertexto......................................................................................................................109
Modelo do pensamento humano.................................................................................................119
3CONCLUSÃO........................................................................................................125
4Bibliografia............................................................................................................130
5Notas.......................................................................................................................136

J0
INDICL DL ILUS1RAÇÔLS
Ilustração 1 - Estatísticas sobre a Internet...............................................................18
Ilustração 2 - Quadro de publicações acadêmicas...................................................37
Ilustração 3 - Terceiro passo do Macunaíma Hipertextual.....................................65
Ilustração 4 - O “médium”........................................................................................87
Ilustração 5 - Tela de apresentação do Hiper-Macunaíma para um internauta....88
Ilustração 6 - Estação de Trabalho A.......................................................................89
Ilustração 7 - Tela de editoração de página..............................................................89
Ilustração 8 - Tela para re-nomear página...............................................................91
Ilustração 9 - Telas para remover página.................................................................91
Ilustração 10 - Tela para permissões da página.......................................................91
Ilustração 11 - Tela para histórico da página..........................................................92
Ilustração 12 - Tela do Histórico comparando versões da página..........................93
Ilustração 13 - Tela de Histórico com a fonte da página.........................................94
Ilustração 14 - Tela de Histórico com listagem de páginas similares.....................94
Ilustração 15 - Tela de slides.....................................................................................95
Ilustração 16 - Tela de comentário...........................................................................96
Ilustração 17 - Tela para anexar arquivo.................................................................96
Ilustração 18 - Estação de Trabalho B...................................................................100
Ilustração 19 - Gerenciamento de Estrutura..........................................................101
Ilustração 20 - Gerenciamento das Páginas...........................................................102
Ilustração 21 - Estação de Trabalho C...................................................................103
Ilustração 22 – As Midiaesferas..............................................................................126
JJ
1 APRLSLN1A(AO
“Questionar os desafios da informática exige pensar o vigor da realidade realizando-
se na informatização” (CARNEIRO LEÃO, 1992, pg. 91).
Lsta tese tem por objeti·o estudar as mudanças decorrentes de um no·o elemento ou
componente do atual sistema de comunicaçao de pesquisas acadêmicas, o lipertexto
1
. A
questao eixo se resume da seguinte íorma: DO 1LX1O AO lIPLR1LX1O
2
- COMO
LlL1UAR LS1A 1RANSI(AO· Lm outras pala·ras: o que um membro da academia
precisa saber para comunicar apropriadamente seu trabalho intelectual atra·és de um
hipertexto na Internet, em e com uma determinada comunidade acadêmica·
Como pondera L. Carneiro Leao na citaçao acima, a Internet e sua técnica discursi·a,
o hipertexto, representam um imenso desaíio para justa apropriaçao na comunicaçao de
estudos acadêmicos, e na constituiçao de espaços ·irtuais de ensino, pesquisa e apresentaçao
institucional. O ·igor da realidade realizando-se na iníormatizaçao` da Academia reílete a
·igência da técnica moderna no desencobrimento explorador` do acer·o intelectual
acadêmico.
Pondero sobre esta questao, a partir de uma experiência concreta em que ·i·encio a
construçao de hipertextos: um sítio de estudo da obra de arte literaria Macvvaíva de Mario de
Andrade, uma pagina pessoal, sobre a ·ida, a obra e o pensamento do Proí. Lmmanuel
Carneiro Leao, uma pagina tematica, sobre a proposta teórica e pratica da Midiologia, de Régis
Debray, um portal institucional do programa de pós-graduaçao da Lscola de Comunicaçao da
UlRJ, e um sítio para o Núcleo de Pesquisa LLCC.
O ponto de partida, ja iniciado na dissertaçao de mestrado, íoi um estudo sobre a
natureza do discurso hipertextual, que se assentou sobre uma pesquisa bibliograíica.
Intensiíiquei esta pesquisa, acompanhada entao de alguns experimentos praticos, como
J2
indicados acima, explorando quais íormas o hipertexto oíerece de organizar e estruturar o
texto. Procurando igualmente e com o mesmo empenho reíletir a questao, e seus
desdobramentos, em termos dos limites desta técnica comunicacional, e·idenciando deste
modo, as possibilidades de seu uso eíeti·o na transmissao de saberes.
De modo a tornar clara a exposiçao deste estudo, procurei primeiramente articular os
planos para a construçao hipertextual, apresentando, atra·és dos conceitos de Pierre Bourdieu
de campo, habitus e mercado, os íatores que exerceram iníluência para encetar o projeto,
depois, procurei enquadrar o projeto do ato de comunicaçao em um modelo comunicacional,
por íim, íecho esta primeira etapa com uma classiíicaçao das possibilidades que encontrei de
publicaçao acadêmica, as respecti·as soluçoes técnicas ·ia·eis e o que ser·iria de guia para a
organizaçao dos hipertextos.
Lm um segundo momento, examinei de perto o que orientou a transiçao do texto
para o hipertexto, relatando bre·emente o que encontrei nas normas da ISO, CAPLS,
Plataíorma Lattes, e no caso da Analise de Discursos, elaborando um roteiro para
coníormaçao do texto ao íormato hipertextual, recolhendo indicaçoes em Michel loucault,
Dominique Maingueneau, Mikhail Baktine, Norman lairclough, Pierre Bourdieu, lrederic
Cossutta, dentre outros. Lstas indicaçoes íormaram os elementos metodológicos a seguir para
dissol·er` o discurso em seus componentes essenciais, aqueles que determinam seu sentido,
e que de·em ser essencialmente preser·ados na passagem do texto ao hipertexto.
Por íim, concluo com algumas consideraçoes e aberturas a no·as questoes, sobre as
possibilidades que oíerece esta construçao hipertextual para a academia. Com eíeito, o
processo de constituiçao de um discurso hipertextualizado é reconhecido como um processo
analogo aquele que os alquimistas do passado denomina·am .otre et coagvta`. Nesta analogia, o
discurso passa por sua dissoluçao` segundo uma abordagem e uma metodologia especííica,
que tento desen·ol·er, se coagulando` no·amente em um discurso hipertextual. Nesta
coagulaçao`, por sua ·ez, a técnica como agente, ou catalisador, é a·aliada quanto as suas
possibilidades de garantir, na coagulaçao` do discurso hipertextual, a eíeti·idade do ato de
comunicaçao`.
J3
Para narrar esta experiência, íaço uma descriçao da açao de um autor de hipertextos, a
começar por sua covavta
3
, que se desdobra em: 1, um ¡ro;eto ao ato ae covvvicaçao, planos para a
construçao de um hipertexto, 2, um ato ae covvvicaçao ¡ro;etaao, quando o projeto ganha
impulso moti·acional, deixando de ser uma íantasia, para se transíormar em uma açao
proposital, onde se aíirma a concretizaçao do projeto, e, 3, um ato ae covvvicaçao ev .i, a açao
concreta no mundo exterior baseada num projeto e caracterizada pela intençao de realizar o
estado de coisas projetado` ,SClU1Z, 19¯9, pg. 124,.
Para íins de experimentaçao, eu me pus como o autor, ao longo de toda esta descriçao
de um desempenho comunicacional, culminando em um trabatbo
1
. Sou eu enquanto aquele
que realiza uma açao de comunicaçao`. Lntendendo açao como comportamento orientado
em relaçao a um plano ou projeto anteriormente elaborado` ,SClU1Z, 19¯9, pg. 128, e
comunicaçao como íundamentada em atos de trabalho |...| atos abertos para o mundo
exterior |...| que serao, supostamente, interpretados pelos outros como signos do que quero
transmitir` ,SClU1Z, 19¯9, pg. 201,. Lsta açao de comunicaçao sera bem sucedida na
medida em que os en·ol·idos no processo de comunicaçao compartilhem um .i.teva ae
reterãvcia.
5
essencialmente similar` ,SClU1Z, 19¯9, pg. 200,.
No caso desta tese de doutorado, o ato de trabalho culmina na constituiçao de um
hipertexto a partir de textos. Nesta açao de comunicaçao, me permiti adaptar a estrutura de A.
Schutz, caracterizando a açao de comunicaçao`. L dei ao ato de comunicaçao em si`, nao o
sentido de re-·isao da açao, mas de apreciaçao do resultado do ato de comunicaçao, realizado
pelo hipertexto constituído. L, é assim que a tese se estrutura enquanto refte·ao
ó
sobre o ¡ro;eto
ao ato ae covvvicaçao, o ato ae covvvicaçao ¡ro;etaao e o ato ae covvvicaçao ev .i.
J4
1.1 ML1ODOLOGIA
Posso ressaltar primeiro a pesquisa bibliograíica extensa, mas dirigida, o mais que
possí·el, pela questao que me interessa, como pode se ·eriíicar nas reíerências - aos li·ros,
artigos, teses e sítios Internet - citadas ao íinal da tese.
Segundo, ressaltaria o estudo de caso`. Como o meio acadêmico em si mesmo, na
sua globalidade e na sua complexidade, é diíicilmente aborda·el ,DURAND, 1969,, proponho
abordar o contexto de uma produçao intelectual ·eiculada pela Internet, em um estudo de
caso` particular ,SILBLRMANN, 1955,, como íoi explicitado acima, demonstrando o
percurso de um um membro da academia na açao de comunicaçao que representa a própria
construçao de um hipertexto.
Assim, torna-se possí·el ·er este integrante do meio acadêmico e as suas obras, com
todas as suas idéias, as suas inspiraçoes, os seus moti·os, as suas iníluências, em todo o seu
¡rivvv vóbite, como surge da cultura, da ci·ilizaçao, das instituiçoes e dos ideais`. L, por
conseguinte, torna-se possí·el encontrar por este trajeto indi·idual a ecologia humana`, as
relaçoes da cultura`, os comportamentos`, as instituiçoes sociais` ` e ainda muitos outros
pontos essenciais, que considerados na sua totalidade mostram o comportamento global deste
autor atra·és de seus mecanismos biológicos, psíquicos ou sociais` ,SILBLRMANN, 1955,
pg. 10-11,.
O intuito primordial é que esta narraçao de uma açao cov.cievte
¨
, em termos de uma
experiência pessoal e particular traga uma braçada de constataçoes sobre este meio-técnico-
cientííico-iníormacional`
8
que se estende também pelo ambiente acadêmico, restituindo
alguns traços desta no·a viaiae.fera
9
por dentro`, tal como a ·i·e o acadêmico-do-meio-
técnico-cientííico-iníormacional` ,SAN1OS, 1995,.
JS
Mas como se certiíicar de que se trata de uma açao cov.cievte. Lsta é a mesma indagaçao
de A. Schutz, que indica uma seqüência de atos que qualiíicam uma açao como consciente.
Atos estes que adotei como uma espécie de roteiro para minha in·estigaçao:
“[...] Nossa próxima questão se refere ao modo como conhecemos a ação consciente.
Qual a evidência
10
através da qual ela se apresenta? Ou seja, como ‘encontramos’ a
ação em nossa experiência? A resposta é que a evidência, ou modo de apresentação,
difere, dependendo de se: 1) o ato está ainda no estado de ‘puro projeto’, 2) a ação,
como tal, já começou, e o ato está a caminho da realização ou 3) o ato já foi
executado e está sendo visto em retrospectiva, como fait accompli.[...]”.
Por íim, é importante lembrar que as posturas metodológicas tomadas estao muito
próximas do processo metodológico que A. Schütz preconizou na abordagem
íenomenológica da açao`. Mas, apesar de minha reílexao acompanhar esta linha
íenomenológica, e também estar marcadamente iníluenciada por leituras e trabalhos de
diíerentes areas, procuro sempre manter uma posiçao que me parece denotar questoes
intrínsecas a area de Comunicaçao, onde eíeti·amente se situa minha tese.
J6
1.2 JUS1IlICA1IVA
Lsta tese de doutorado esta inscrita na linha de pesquisa Mídia e Mediaçoes
Socioculturais`. Nos paragraíos que seguem, tento explicar, paralelo a um paulatino
isolamento de meu objeto de estudo, por quê e por quais posturas teóricas se justiíica a
inserçao de minha de tese de doutorado nesta linha de pesquisa.
Partindo de um quadro ·asto da questao da comunicaçao intersubjeti·a, constato que
na intersubjeti·idade
11
acontece a açao e o discurso. Açao no sentido mais geral do termo de
tomar iniciati·a` do grego arcbeiv, e, imprimir mo·imento a alguma coisa` do latim agere
,ARLND1, 1989,. Discurso entendido como meio de comunicaçao e eíeti·açao da condiçao
humana da pluralidade
12
. Na açao e no discurso os homens mostram quem sao e assim
apresentam-se ao mundo` ,ibid., pg. 189,.
Ao longo dos séculos a humanidade ainda criou íerramentas e instrumentos técnicos
que passaram a intermediar a açao e o discurso. Recapitulando bre·emente nossa história
·emos quinhentos mil anos separando a apariçao da linguagem - açao e discurso - da escrita .
Cinco mil anos depois da escrita, a criaçao dos tipos mó·eis pelo alemao Johann Gutenberg,
considerado o in·entor da imprensa ,ClAR1ILR, 1998,. Lm torno de quinhentos anos
depois da imprensa ·em o teleíone com Graham Bell. Cerca de quinze anos depois do
teleíone, surge o radio com Guglielmo Marconi. Quase cinqüenta anos depois do radio, chega
a tele·isao, com John Logie Baird começando a íazer as primeiras transmissoes experimentais,
após assinado um contrato com a BBC
13
, por íim, a ·olta de cinqüenta anos mais tarde
nascem as N1ICs ,no·as tecnologias da iníormaçao e comunicaçao
14
,.
Deste ·asto uni·erso da comunicaçao intersubjeti·a, intermediada por um conjunto
dos meios de comunicaçao, que inclui, indistintamente, diíerentes ·eículos, recursos e técnicas
- como, por exemplo: jornal, radio, tele·isao, cinema, outdoor, pagina impressa, mala-direta
etc. - interesso-me particularmente pela Internet, que atualmente medeia a troca ou discussao
de idéias, de dialogos, de con·ersaçoes entre muitas subjeti·idades.
J7
A Internet é uma rede que engloba outras redes, estabelecendo conexao entre
computadores que compartilham o protocolo 1CP,IP
15
. Lm outros termos, a Internet é o
·eículo que transporta a iníormaçao estocada em computadores distribuídos pelo mundo
inteiro. A Internet pro·ê di·ersos ser·iços, entre eles pode-se ressaltar o correio eletronico ou
e-mail que permite en·iar e receber correspondência ou notícias, l1P ou lile 1ransíer
Protocol que permite recuperar arqui·os grandes e baixa-los para outro computador, a \orld
\ide \eb ,\\\ or "the \eb", que permite ·er documentos na tela de um computador,
como: imagens, ·ídeos e som, desde que o computador possua um na·egador e esteja
conectado a Internet.
L inega·el que a disseminaçao da Internet esta transíormando a íorma como as
pessoas se comunicam e como procuram iníormaçao, ou seja, o próprio ato de
comunicaçao`. Vem alterando inclusi·e até mesmo a relaçao indi·íduo-instituiçao, seja
go·erno, uni·ersidade, imprensa etc. Lste crescimento esta·el e progressi·o da Internet é
·isí·el em estatísticas oíerecidas pela própria rede eletronica. L tem se discutido no meio
acadêmico as reais oportunidades e ameaças que oíerece esta no·a tecnologia de
comunicaçao.
Para se ter uma idéia do porte` desta grande mídia de comunicaçao`, apresento
abaixo algumas estatísticas do uso da Internet:
Indicadores - Crescimento da Internet - Resultados de 2004
Posição dos Países por Número de Hosts
(fonte: Network Wizards 2004)

País Janeiro/04
1º Estados Unidos* 162.195.368
2º Japão (.jp) 12.962.065
3º Itália (.it) 5.469.578
4º Reino Unido (.uk) 3.715.752
J8
5º Alemanha (.de) 3.421.455
6º Holanda (.nl) 3.419.182

Canadá (.ca) 3.210.081

Brasil (.br) 3.163.349
Hosts na América do Sul
(fonte: Network Wizards 2004)

País Janeiro/04

Brasil (.br) 3.163.349

Argentina (.ar) 742.358

Chile (.cl) 202.429

Colômbia (.co) 115.158

Uruguai (.uy) 87.630

Peru (.pe) 65.868

Venezuela (.ve) 35.301

Paraguai (.py) 9.243

Bolívia (.bo) 7.080
10º
Equador (.ec) 3.188
Ilustraçäo J - Lstatisticas sobre a Internet
Diante deste quadro, de aumento contundente do uso da Internet, surgem
interrogaçoes di·ersas na area de Comunicaçao de um modo geral. Deste uni·erso de
questoes le·antadas acerca das modiíicaçoes causadas por este uso crescente da Internet, me
interesso particularmente pela con·ergência das telecomunicaçoes para o computador
,BURKL & BRIGGS, 2004,, especiíicamente: a transposiçao do texto para o hipertexto, isto
é, a obra hipertextualizada
16
. L demonstro nesta tese que, assim como alguns séculos atras,
J9
após a apariçao da imprensa, se íez necessario pensar uma estandardizaçao da tipograíia -
enquanto arte que compreende as ·arias operaçoes conducentes a impressao dos textos, desde
a criaçao dos caracteres a sua composiçao em paginaçao, índices, notas de rodapé, capítulos,
paragraíaçao, íontes etc, de modo que resulte num produto graíico ao mesmo tempo
adequado, legí·el e agrada·el - 1AMBLM se íaz premente na area de comunicaçao um
estudo e pesquisa sobre o procedimento da publicaçao eletronica, enquanto conjunto de
ati·idades ou processos de editoraçao. Assim como, se íaz premente uma analise das
possibilidades de comunicaçao intersubjeti·a que de íato oíerece esta no·a tecnologia da
iníormaçao e comunicaçao.
Acredito que a Linha de Pesquisa Mídia e Mediaçoes Socioculturais tendo como
objeto de estudo:
“desenvolver metodologias e análises críticas dos fenômenos comunicativos
presentes tanto nas produções da mídia, quanto nas instituições de mediação
tradicional e nas práticas socioculturais” (grifo meu) (vide – www.pos.eco.ufrj.br).
norteou a questao de minha tese de doutorado apresentada bre·emente nos paragraíos
anteriores. Lsta direçao e orientaçao pro·inda da Linha de Pesquisa, por mim escolhida, íica
clara em uma retrospecti·a da contribuiçao que recebi nas disciplinas que íreqüentei ao longo
do curso de doutorado, por exemplo: com o Proí. Milton Pinto e o Proí. Aluisio 1rinta que
apontaram para a Analise de Discurso como metodologia para destrinchar` os textos e
enreda-los no·amente em um hipertexto. Com o Proí. Paulo Vaz e o Proí. lenrique Antoun,
que apontaram para um rico debate sobre a iníormatizaçao e discussao sobre como íica a
relaçao com os outros meios de comunicaçao como a tele·isao, o radio, o correio, o teleíone.
Por íim, com o Proí. Marcio 1a·ares D`Amaral e o Proí. Lmmanuel Carneiro Leao, um dos
íundadores deste Programa de Pós-Graduaçao em Comunicaçao da UlRJ, e meu orientador,
que apontaram para a importancia de uma reílexao do que se da após o trabalho concluído,
isto é, o que aportou esta con·ergência do texto para o hipertexto.
20
2 DO 1LX1O AO lIPLR1LX1O
“A oposição erguida entre cultura e técnica, entre homem e máquina, é falsa e sem fundamento;
ela só reveste ignorância e ressentimento[ ...] A causa maior da alienação no mundo
contemporâneo neste desconhecimento da máquina, não é uma alienação causada pela máquina,
mas pelo não-conhecimento de sua natureza e de sua essência, por sua ausência no mundo de
significações, e por sua omissão na tabela de valores e de conceitos fazendo parte da cultura”
(SIMONDON, 1989, pg. 9).
Como colocado por G. Simondon, esta dicotomia entre cultura e técnica seria a íonte
da tecno-íobia que caracteriza a cultura ocidental, que se associa a idéias íalsas de·ido ao
desconhecimento da técnica ,ANDRADL, 2001

,. Para remediar esta situaçao, é preciso se
conscientizar da realidade humana que reside na realidade técnica ,GLADU, 2001
18
,.
1endo em ·ista esta preocupaçao, esta tese tem como proposta conhecer esta N1IC, e
desta íorma reduzir o desconhecimento dessa técnica, proporcionando assim uma
conscientizaçao da realidade humana que reside nesta realidade técnica. O conhecimento
dessa técnica é guiado pela questao eixo ja colocada. Questao essa, resultante de um recorte
do imenso uni·erso de estudo sobre esta N1IC. Com o intuito de in·estigar a questao
proposta, enquanto doutoranda, encetei uma experiência pessoal na construçao de
hipertextos. Para narrar esta experiência, procurei íazer uma descriçao da açao de um autor de
hipertextos, a começar por sua covavta, isto é:
1, ¡ro;eto ao ato ae covvvicaçao - com um relato das moti·açoes e planos iniciais para a
construçao hipertextual,
2, ato ae covvvicaçao ¡ro;etaao - com uma descriçao da concretizaçao do projeto,
descre·endo o roteiro elaborado para eíetuar a transiçao do texto para o hipertexto,
3, ato ae covvvicaçao ev .i - com algumas consideraçoes sobre o resultado do trabatbo
consumado.
2J
Ou seja, esta tese consiste em uma refte·ao sobre o ¡ro;eto ao ato ae covvvicaçao, o ato ae
covvvicaçao ¡ro;etaao e o ato ae covvvicaçao ev .i. Lsta refte·ao se deu quando minha consciência da
corrente de duraçao ·oltou contra sua própria corrente. Isto é, ao longo do processo de
construçao do hipertexto, minha consciência da experiência na corrente de duraçao pura íoi
transíormada a cada momento em lembrança, e íoram registradas as suspensoes de minha
experiência ,A. SClU1Z, 19¯9,, e sao estes registros que pretendo expor aqui.
Lntretanto, cabe lembrar, que esta refte·ao nao é uma re¡roavçao de minhas
experiências, mas sim uma tevbravça

. Uma tevbravça de uma experiência do mundo exterior,
isto é, uma apresentaçao de uma seqüência de acontecimentos externos. Portanto, nao se trata
de uma seqüência exata, pois demonstro aqui apenas um certo número de acontecimentos
pinçados em sua avraçao
20
total e completa ,A. SClU1Z, 19¯9,, na esperança de expor,
assim, aspectos pertinentes ao longo da construçao hipertextual.
22
2.1 O PROJL1O DO A1O DL COMUNICA(AO
Nesta primeira etapa o projeto é algo ainda íantasiado`, mas como se ja ti·esse
acontecido, ou seja, é uma açao imaginada no tempo do íuturo períeito como algo que ja íoi
realizado` ,SClU1Z, 19¯9, pg. 128,. Lntretanto, é claro, qualquer experiência traz seu
próprio horizonte de indeterminaçao no que se reíere ao íuturo ,SClU1Z, 19¯9, lUSSLRL,
2000,, logo, é natural íicarem ·isí·eis as di·ersas lacunas que existiam no projeto.
O primeiro ponto importante deste primeiro estagio do projeto de comunicar atra·és
do hipertexto, enquanto uma N1IC, íoram as moti·açoes. Ora, o ¡ro;eto ao ato ae covvvicaçao se
deu em um contexto especííico que o moti·ou
21
,SlU1Z, 19¯9,. Lsta moti·açao se assenta
em minha situaçao biograíica determinada que possibilitou certas ati·idades teóricas e
praticas, que A. Schütz denomina como propósito a mao`.
•• • •••• • • MO1í1.ÇOí´ MO1í1.ÇOí´ MO1í1.ÇOí´ MO1í1.ÇOí´ MO1í1.ÇOí´ MO1í1.ÇOí´ MO1í1.ÇOí´ MO1í1.ÇOí´ MO1í1.ÇOí´
Analisando de perto o quadro que propiciou esta experiência, íoi possí·el constatar a
necessidade de pertencimento a um grupo, o campo acadêmico uni·ersitario, que nao é
simplesmente um lugar onde se aprende coisas, saberes, técnicas etc., é também uma
instituiçao que concede títulos, isto é, direitos, e, ao mesmo tempo, coníere aspiraçoes`
,BOURDILU, 1983, pg. 115,. L, também, como colocou A. Schutz:
“[...] Não existe, para o ator, tal coisa como um interesse isolado. Os interesses têm
desde o começo, a característica de estarem inter-relacionados com outros interesses,
dentro de um sistema. Segue-se daí que ações, motivações, fins e meios e, portanto,
projetos e propósitos, são também apenas elementos entre outros elementos que
formam o sistema. Qualquer fim é meramente um meio para outro fim; qualquer
projeto é projetado dentro de um sistema maior. Por esta mesma razão, qualquer
escolha entre projetos se refere a um sistema anteriormente escolhido de projetos
interligados de ordem superior [...]” (SCHUTZ, 1979, pg. 146).
Lm se tratando de campo acadêmico`, ·isitemos o conceito de campo em P.
Bourdieu para um melhor entendimento do argumento em íoco. O campo é o espaço social
23
global, uma espécie de campo de íorças`, onde se tra·a uma luta entre os agentes
dominantes e os agentes dominados, e é justamente essa luta que mantém o campo ·i·o. O
dominante sempre esta íazendo um trabalho de legitimaçao do seu babitv. - conceito que
explico mais adiante -, por meio de três processos: o primeiro seria a criaçao de um uni·erso
simbólico ,ou teorias,, ou seja, criar explicaçoes que justiíiquem e gloriíiquem seu modo de
agir, segundo, o estabelecimento de papéis, isto é, de modos, comportamentos e gostos
padronizados, terceiro, atra·és da reiíicaçao - ou seja, no processo de alienaçao, o momento
em que a característica de ser uma "coisa" se torna típica da realidade objeti·a - os indi·íduos
passam a apreender a realidade como algo dado, independente deles mesmos ,BOURDILU,
1983,.
Resumindo, cada campo é marcado por agentes dotados de um babitv. idêntico. Como
diria P. Bourdieu, as relaçoes entre o babitv. e o campo sao, portanto, uma relaçao de
condicionamento. O campo estrutura o babitv. que é o produto da incorporaçao da
necessidade imanente do campo, por outro lado, o babitv. contribui para a constituiçao do
campo, dotando este de signiíicado, de sentido e de ·alor, íazendo ·aler a pena in·estir nele.
De um modo geral, todo campo exerce sobre os agentes uma espécie de açao pedagógica,
íazendo-os adquirir o babitv. indispensa·el para o relacionamento social.
O campo acadêmico, por exemplo, responsa·el pela criaçao do discurso acadêmico, é
um campo como outro qualquer, tem suas relaçoes de íorça e monopólio, suas lutas e
estratégias, seus interesses e lucros ,BOURDILU, 19¯6,, e seu íuncionamento também se da,
como todos os outros campos, graças a uma luta política pela dominaçao, ou seja, as praticas
acadêmicas nao sao praticas desinteressadas. Um discurso acadêmico só ·ai ser considerado
como tal e como um discurso importante se obti·er o reconhecimento dos pares -
concorrentes:
“[…] o que é percebido como importante e interessante é o que tem chances de ser
reconhecido como importante e interessante pelos outros; portanto, aquilo que tem a
possibilidade de fazer aparecer aos olhos dos outros […]” (BOURDIEU, 1990, pg.
125).
O campo acadêmico também possui um espaço social atra·essado por lutas íundadas
sobre a disputa pela acumulaçao de capital simbólico, capital economico, capital cultural e
24
capital social. P. Bourdieu distingue cada um desses capitais e diz que um campo, para
sobre·i·er, precisa estar em constante luta por esses capitais.
• O capital simbólico corresponde ao conjunto de rituais ligados a honra e ao
reconhecimento de quem tem autoridade e competência, no caso, intelectual.
O capital simbólico pode ser con·ertido em outros capitais.
• O capital economico compreende o acúmulo de bens materiais. No campo
acadêmico é possí·el encontrar a disputa pelo capital economico nas lutas para
adquirir íomento e suporte material para os núcleos de pesquisa, para as
pesquisas indi·iduais, etc.
• O capital cultural corresponde ao conjunto de qualiíicaçoes intelectuais,
encontra-se no campo acadêmico em seu estado institucionalizado, em íorma
de títulos, prêmios, etc.
• O capital social se deíine como o conjunto de relaçoes sociais que dispoe um
indi·íduo ou grupo, o capital social implica um trabalho de socializaçao, as
lutas pela autoridade acadêmica, isto é, pela apro·açao do discurso acadêmico.
Pela deíiniçao de campo acima dada, e tendo em ·ista nossa proposta de estudo de
caso ,neste estagio ainda em projeto, é preciso entender o ciberespaço como:
“[...] espaço de comunicação aberto pela interconexão mundial dos computadores e
das memórias dos computadores [...] a perspectiva da digitalização geral das
informações provavelmente tornará o ciberespaço o principal canal de comunicação e
suporte de memória da humanidade a partir do início do próximo século [...]” (LEVY,
1999, pg. 92-93).
Ou seja, o ciberespaço, em nosso estudo de caso, aparece apenas como mais uma
dimensao - ou espaço de atuaçao` dos integrantes - do campo acadêmico, reíletindo suas
relaçoes de íorça e monopólio, lutas e estratégias, interesses ,BOURDILU, 19¯6,. O
ciberespaço mostra-se, por conseguinte, como um no·o espaço de atuaçao e poder para o
intelectual, tornando-se parte integrante do campo acadêmico, se de·idamente apropriado.
2S
Portanto, construir um hipertexto, como estudo de caso desta tese de doutorado,
neste estagio de projeto do ato, parecia ser uma oportunidade de abordar um tema entao em
pauta e di·ulgar minha produçao intelectual sem ter que seguir inúmeros tramites,
insepara·elmente ligados a publicaçao de periódicos, li·ros etc.
Alias, o hipertexto, enquanto N1IC, nao apresenta·a-se somente como um poderoso
instrumento de comunicaçao de saberes, mas também um elemento de grande potencial na
interaçao acadêmica. Lsta ·alorizaçao do hipertexto em si mesmo e em sua aplicaçao
acadêmica, íaz necessario ·isitar outro conceito de P. Bourdieu, o de vercaao. Dentro de cada
campo existe um MLRCADO de bens simbólicos que íunciona da mesma maneira que um
jogo`, como ja íoi colocado anteriormente. Pois, o mercado de bens simbólicos nao se apóia
sobre a racionalizaçao das açoes, o senso comum`, onde íica explícito, por exemplo: quando
A da algo para B que A sabe que B sabe que A sabe que B retornara o ía·or. O mercado
SIMBÓLICO se apóia numa ignorancia compartilhada` - méconnaissance partagée` ~ eu
sei, mas nao quero saber, que ·ocê sabe, e nao quer saber que eu sei que ·ocê ·ai dar um
retorno - e P. Bourdieu re-introduziu esta noçao de mercado para lembrar o íato de que uma
determinada competência só tem ·alor se existe um mercado para ela.
P. Bourdieu exempliíica a íorça de um mercado atra·és de alguns estudos sobre o
campo da alta costura, das praticas esporti·as, da ciência entre outros. No caso do campo da
alta costura, íica nítida a íorça do mercado, os dominantes sao aqueles que detém em maior
grau o poder de constituir objetos raros pelo procedimento da griííe, aqueles cuja griííe possui
o maior preço.
“A griffe é a marca que muda não a natureza material, mas a natureza social do
objeto. O costureiro realiza uma operação de transubstanciação. Existe um perfume
no Monoprix por três francos, a griffe transforma-o num perfume Chanel valendo 30
vezes mais. O que faz o poder do produtor é o campo, isto é, o sistema de relações em
seu conjunto. O que os costureiros mobilizam, é o que o jogo produz, isto é, um poder
que repousa na fé na alta costura” (BOURDIEU, 1983, pg. 154).
Ja no campo das praticas esporti·as, encontramos um lugar de lutas que, entre outras
coisas, disputam o monopólio de imposiçao da deíiniçao da pratica esporti·a e da íunçao da
ati·idade esporti·a: amadorismo X proíissionalismo, esporte de elite X esporte de massa etc.
Neste campo também se dao as lutas, opondo entre si, treinadores, dirigentes, proíessores de
26
ginastica, comerciantes de bens e ser·iços esporti·os, educadores no sentido mais amplo, e até
mesmo conselheiros conjugais, dietistas, arbitros da elegancia e do gosto, costureiros, etc.
Como se pode ·er, a posiçao dos agentes no campo se da atra·és de uma estruturaçao,
distribuiçao e ·olume dos capitais, e o mercado seria responsa·el pelos ·alores atribuídos a
esses capitais
22
. No caso do campo acadêmico, acredito que exista também um mercado que
torna determinados objetos de estudo` eminentes em detrimento de outros. No momento de
meu doutorado, creio que iníluenciou e moti·ou esta íase do projeto do ato o tema entao em
·oga
23
, a transmissao do conhecimento`, que, com o ad·ento das N1ICs, se tornou uma
questao importante para muitos teóricos da sociedade e da cultura ,BURKL, 2003,.
Segundo alguns sociólogos, vivemos hoje numa ‘sociedade do conhecimento’ ou
‘sociedade da informação’, dominada por especialistas profissionais e seus métodos
científicos. Segundo alguns economistas, vivemos numa ‘economia do conhecimento’
ou ‘economia da informação’, marcada pela expansão de ocupações produtoras ou
disseminadoras de conhecimento. O conhecimento também se tornou uma questão
política importante, centrada no caráter público ou privado da informação, e de sua
natureza mercantil ou social. Historiadores do futuro decerto poderão se referir ao
período em torno do ano 2000 como a ‘era da informação’.
Ironicamente, ao mesmo tempo em que o conhecimento invade a cena dessa maneira,
sua confiabilidade é questionada por filósofos e outros de maneira cada vez mais
radical, ou pelo menos em voz mais alta do que antes. O que costumávamos pensar
como tendo sido descoberto é hoje descrito muitas vezes como ‘inventado’ ou
‘construído’. Mas pelo menos os filósofos concordam com os economistas e com os
sociólogos em definir nosso próprio tempo em termos de sua relação com o
conhecimento (BURKE, 2003, pg. 11).
Logo, escre·er uma tese de doutorado abordando de certa íorma esta tematica - a
construçao de um hipertexto como linguagem técnica que permite uma comunicaçao e
transmissao instantanea e eíeti·a de conhecimentos - seria estar em sintonia com as
preocupaçoes atuais do campo acadêmico. L a construçao hipertextual, neste estagio de
projeto do ato de comunicaçao, parecia um promissor estudo de caso, um embasamento
pratico a tese, com uma obser·açao direta
24
, do objeto de estudo, nao restringindo assim a tese
de doutorado a iníormaçoes puramente teóricas sobre o hipertexto, além de permitir uma íacil
e rapida di·ulgaçao de minha pesquisa.
27
Além do que, adquirir e dominar esta N1IC, como diz G. Simondon, sedimentaria
ainda mais minha entrada e reconhecimento no meio acadêmico.
“[...] As máquinas modernas utilizadas na vida cotidiana são em grande parte
instrumentos de adulação[...] a construção técnica é uma arte de fachada e de
prestidigitação. O estado de hipnose se estende desde a compra até a utilização; na
propaganda comercial, o ser técnico é revestido de uma certa significação
comunitária: comprar um objeto, é adquirir um título para fazer parte de tal ou tal
comunidade; é aspirar a um gênero de existência que se caracteriza pela posse deste
objeto: o objeto é cobiçado como um signo de reconhecimento comunitário [...]
” (SIMONDON, 1989, pg. 281)
25
.
L aqui, ainda se íaz necessario, retornar ao mencionado conceito de babitv., de P.
Bourdieu, e uma de suas dimensoes, o babitv. tivgví.tico. P. Bourdieu, a partir de sua reílexao
sobre o marxismo e a íenomenologia, desen·ol·e uma teoria sobre o que gera a estrutura da
açao social. Lssa teoria busca uma explicaçao sobre qual seria o sentido das praticas humanas.
O que é particularmente interessante, na colocaçao de P. Bourdieu, é que as condiçoes em que
se dao as praticas nao se reíerem a pessoas ou assuntos, mas sim a disposiçoes, e essas
disposiçoes nao sao e nao íazem parte de uma subjeti·idade indi·idual. Lntretanto, isso nao
signiíica que essas disposiçoes, que íormam o babitv., nao ajudem a construir a subjeti·idade
dos agentes numa dada cultura. P. Bourdieu justamente reílete sobre como essas disposiçoes
podem se relacionar a construçao das subjeti·idades.
P. Bourdieu íez uma descriçao detalhada das açoes humanas, pretendendo assim
demonstrar que o homem nao íaz o que quer, quando quer, como quer, onde quer. Isto
porque as negociaçoes e a estratégia das açoes humanas estao íora da própria consciência do
homem. L como se o ser humano esti·esse agindo de modo mecanico`, por imitaçao do que
absor·eu do seu meio. Desta íorma se constituiria o babitv., íicando o agente social sujeito a
sua iníluência, tendo a indi·idualidade de cada ser humano muito pouco espaço para
conseguir reagir as normas. As açoes sociais seriam entao baseadas num grande acordo
inconsciente entre indi·íduos, onde o homem, segundo P. Bourdieu, nao é estratégico`
26
na
maneira como pensa, o babitv. cultural embutido nele é que o permite agir de maneira
apropriada e até mesmo com sucesso na sociedade.
Portanto, o babitv. é o sentido pratico, é o que comanda` a açao humana numa dada
situaçao. 1ornando-se ·isí·el ao obser·armos o sistema de preíerências de cada campo, que
28
comporta e pri·ilegia diíerentes ati·idades, praticas, etc. L, por ser estruturante e, ao mesmo
tempo, estruturado, o babitv. é o mediador entre o agente social e a sociedade ,BOURDILU,
1983,.
Logo, o homem teria duas partes, uma compreenderia todas as coisas com que nasce e
que podem ser consideradas como de sua propriedade, e a outra parte seria adquirida - o
babitv. - pela educaçao, pela socializaçao. A primeira parte do homem é inata e inerente a ele,
incluindo assim a constituiçao íísica e psicológica e tudo aquilo que o homem herdou dos pais
em termos de potencialidades e tendências. A segunda parte do homem é construída
posteriormente atra·és de tudo aquilo que o homem aprende, abarcando assim seus gostos e
desgostos, e é coníormada segundo o ambiente externo em que ·i·e. No latim, babitv.
signiíica condiçao do corpo, qualidade: estilo de se ·estir, disposiçao, estado emocional,
habito.
De certa maneira, o conceito de babitv. proposto por P. Bourdieu coincide com este
signiíicado original do termo em latim: o babitv. nao se reíere ao carater, moral, etc., mas a
proíundas estruturas classiíicatórias` socialmente adquiridas, e maniíestadas em pontos de
·ista, perspecti·as, opinioes, e íenomenos incorporados e concretizados como condutas,
posturas, maneiras de andar, de sentar, e até de cuspir, de assoar o nariz, de íalar e assim por
diante. Como ·imos, o babitv. é o íundamento da segunda natureza` das características
humanas e suas iníinitas ·ariaçoes em diíerentes contextos históricos e cenarios culturais.
Como exemplo do que íoi colocado acima, P. Bourdieu usa o jogo de íutebol, onde o
jogador se posiciona para receber a bola. Lste ato nao é algo pensado e reíletido pelo homem,
mas é como que instinti·o, porque ele absor·eu as regras do jogo, nao precisa mais pensar o
como íazer, quando, onde etc.
“[…] O habitus como sentido do jogo é jogo social, incorporado, transformado em
natureza. Nada é simultaneamente mais livre e mais coagido do que a ação do bom
jogador. Ele fica naturalmente no lugar em que a bola vai cair, como se a bola o
comandasse, mas, desse modo, ele comanda a bola. O habitus como social inscrito no
corpo, no indivíduo biológico, permite produzir a infinidade de atos de jogo que estão
inscritos no jogo em estado de possibilidades e de exigências objetivas; as coações e
as exigências do jogo, ainda que não estejam reunidas num código de regras, impõem
se àqueles e somente àqueles que, por terem o sentido do jogo, isto é, os sensos da
29
necessidade imanentes do jogo, estão preparados para percebê-las e realizá-las. […]”
(BOURDIEU, 1983, pg. 115).
O babitv. tivgví.tico, no caso, seria a capacidade de utilizar as possibilidades oíerecidas
pela língua e de a·aliar praticamente as ocasioes de utiliza-las` ,BOURDILU, 1983, pg. 66,. O
habitus lingüístico de P. Bourdieu se distingue de uma competência de tipo chomskiano pelo
íato de ser o produto das condiçoes sociais e pelo íato de nao ser uma simples produçao de
discursos, mas uma produçao de discursos ajustados a uma situaçao ou de preíerência,
ajustados a um mercado ou a um campo. Para exempliíicar sua noçao de discurso P. Bourdieu
remete ao exemplo dos soíistas, in·ocando a noçao de Kairo.:
“[…] Professores da palavra, eles sabiam que não bastava ensinar as pessoas a falar,
mas que era preciso lhes ensinar a falar no momento oportuno. Ou seja, a arte de
falar, de falar bem, de utilizar figuras de linguagem ou de pensamento, de manipular a
linguagem, de dominá-la, não significa nada sem a arte de utilizar de forma oportuna
esta arte. Originalmente, o kairo era o centro do alvo. Quando você fala de forma
oportuna, você atinge o centro do alvo. Para atirar no alvo, para que as palavras
acertem na mosca, para que as palavras rendam, para que as palavras produzam seus
efeitos, é preciso dizer não apenas a palavra gramaticalmente correta, mas a palavra
socialmente aceitável […]”(BOURDIEU, 1983, pg. 96).
Desta íorma, segundo P. Bourdieu, toda situaçao lingüística íunciona como um
mercado onde o locutor coloca seus produtos, e o que ele produz esta em acordo com as
expectati·as dos preços estabelecidos pelo mercado. L isto se da de íorma natural, pois
quando aprendemos a linguagem também aprendemos paralelamente as condiçoes de
aceitabilidade desta linguagem ,BOURDILU, 1983,. Lembrando que o essencial para uma
determinada linguagem adquirir ·alor esta nas condiçoes sociais da possibilidade da
comunicaçao. Isto é, para que um dado discurso - religioso, proíessoral, pedagógico, etc -
íuncione, e seja enunciado e recebido como ób·io, é preciso uma relaçao de autoridade-
crença, uma relaçao entre um emissor autorizado e um receptor pronto a receber o que é dito
,BOURDILU, 1983,. Ou seja, é preciso que um receptor pronto a receber seja produzido. P.
Bourdieu da ao termo mercado lingüístico um sentido muito amplo, en·ol·endo desde a
con·ersa na relaçao entre duas donas de casa até dois proíessores em uma uni·ersidade. Pois,
quando duas pessoas con·ersam, o que esta em questao para P. Bourdieu, é a relaçao objeti·a
entre suas competências lingüística, social, etc.:
“[…] O mercado lingüístico é algo muito concreto e, ao mesmo tempo, muito
abstrato. Concretamente, é uma certa situação social, mais ou menos ritualística, um
30
certo conjunto de interlocutores, situados abaixo ou acima na hierarquia social, ou
seja, uma série de propriedades percebidas e apreciadas de maneira infra-consciente
e que orientam inconscientemente a produção lingüística. Definido em termos
abstratos, é um certo tipo de lei (variáveis) de formação dos preços das produções
lingüísticas […]” (ibid., pg. 97)
Resumindo, poderíamos dizer que o discurso seria uma praxis, utilizada como
estratégia de comunicaçao. Pela deíiniçao de babitv. e babitv. tivgví.tico acima dada, é possí·el
partir para uma analise do babitv. acaaêvico, agora associado a uma no·a tecnologia de
iníormaçao e comunicaçao em jogo, o que ine·ita·elmente acarreta transíormaçoes. Neste
estagio do projeto do ato ja íoi possí·el entre·er de íorma ainda diíusa o que esta construçao
hipertextual acrescentaria, herdaria e transíormaria no e do conjunto de praticas consagradas
pelo uso e por normas, in·aria·eis, em publicaçoes, atra·és de uma consulta e pesquisa a sítios
Internet e a literatura ja existente do assunto. Listo abaixo o que pre·i, em meu projeto, de
mudanças ja em realizaçao em determinados segmentos do babitv. acaaêvico e que compro·o
ao longo do capítulo ato ae covvvicaçao ¡ro;etaao e no capítulo íinal o ato ae covvvicaçao ev .i,
onde demonstro estas características pre·istas.
• A questao da di·ulgaçao da pesquisa. Com eíeito, a Internet possui um íluxo
diíerente. Lstudando outros sítios - de cunho marcadamente acadêmico -, com
antecedência, pude constatar que nao existe começo ou íim, mas arborescências, e
constante atualizaçao e reutilizaçao das paginas em um sítio Internet, pois, um material
no ciberespaço esta sempre em progressao, sendo objeto de constante recomposiçao.
Nao existe uma determinaçao de um momento ou ocasiao apropriada para
atualizaçao, isto é, íica totalmente a critério do autor ou autores quando substituir,
trazer, acrescentar ou íornecer elementos, iníormaçoes, estilo, etc., mais atuais ou mais
recentes. No caso de conteúdos de cunho acadêmico, os arqui·os digitais nao perdem
crédito e reputaçao por dataçao remota, como é o caso de web jornais, por exemplo.
• A questao da construçao, autoria conjunta e copyleít`

. Um exemplo, de como esta
N1IC promo·e e ·iabiliza a interati·idade e por isso uma autoria conjunta, um
trabalho comunitario,
28
é a experiência narrada por G. Landow:
“[…] é quase que inevitável o trabalho colaborador quando criando documentos em
um sistema hipertexto multi-autoral. Um dia quando estava criando elos entre
3J
materiais para o arquivo geral (ou diretório) de Waterland de Graham Swift (1983),
eu observei Nicole Yankelovich, coordenador do projeto Intermedia em IRIS,
trabalhando sobre materiais para um curso de controle de armas e desarmamento
oferecido por Richard Smoke do Centro de Desenvolvimento de Política Estrangeira
da Universidade Brown. Estes materiais, que foram criados por alguém de uma
disciplina muito diferente da minha por um tipo muito diferente de curso, preencheu
uma grande lacuna em um projeto sobre o qual eu estava trabalhando. Embora meus
co-autores e eu tivéssemos criado materiais sobre tecnologia, incluindo gráficos e
documento texto sobre canais e ferrovias, para vincular à seção de ciência e
tecnologia do diretório Waterland, nós não tínhamos a perícia para criar documentos
paralelos sobre desarmamento nuclear e o movimento antinuclear, dois temas que
tocam uma parte importante do romance de Swift. Criando uma breve introdução ao
tema de Waterland e desarmamento nuclear, eu liguei isto primeiro a seção de ciência
e tecnologia no diretório d Waterland e então, a linha do tempo que o material sobre
curso de arma nuclear usa como arquivo diretório. Um breve documento e alguns
links permitiram estudantes na pesquisa introdutória de literatura inglesa explorar os
materiais criados para um curso em outra disciplina [...]”(LANDOW, 1992, pg. 95).
29
Neste sentido, íicou claro durante a constituiçao do ¡ro;eto ao ato ae covvvicaçao relati·o
a alguns sítios que desen·ol·i, que meu plano era eíeti·amente compartilhar e debater. Ou
seja, abrir um espaço de composiçao em co-autoria. Assim íoi no caso do sítio Internet sobre
o Proí. Carneiro Leao, sobre a midiologia, sobre Macunaíma. Desde o princípio de minhas
anotaçoes, ja tinha em mente apenas demonstrar o que ha·ia pesquisado, procurando abrir
um ambiente comum como contrapartida para estabelecer comunicaçao com uma
comunidade de pessoas com interesses aíins, com o intuito de trocar idéias. Certamente, este
compartilhar tem um público al·o muito especííico, e aqui se íaz oportuna a colocaçao de P.
Bourdieu em entre·ista a R. Chartier:
“[...] uma das coisas que me parecem importantes nas diferentes comunicações – e é
um ponto sobre o qual todo mundo estava de acordo – é o fato de que os textos,
quaisquer que sejam, quando são interrogados não mais somente como textos,
transmitem uma informação sobre o seu modo de usar. E o senhor mesmo nos mostrou
que a separação em parágrafos podia ser muito reveladora da intenção de difusão,
por exemplo: um texto de longos parágrafos endereça-se a um público mais
selecionado que um texto separado em parágrafos pequenos. Isto repousa sobre a
hipótese de que um público mais popular demandará um discurso mais descontínuo,
etc. assim, a oposição entre o longo e o curto, que pode manifestar-se de múltiplas
formas, é uma indicação sobre o público visado e, ao mesmo tempo, sobre a idéia que
o autor tem dele mesmo, de sua relação com os outros autores. Outro exemplo, toda a
simbologia do grafismo, que foi longamente analisada. Penso num exemplo entre mil,
aquele do itálico, e mais genericamente em todos os signos que se destinam a
manifestar a importância do que se diz, a dizer ao leitor ‘aí é preciso prestar atenção
no que digo’, o emprego das maiúsculas, os títulos, os subtítulos etc., que são
igualmente manifestações de uma intenção de manipular a recepção. Há, portanto,
uma maneira de ler o texto que permite saber o que se quer fazer que o leitor faça [...]
” (CHARTIER, 2001, pg. 235).
32
•• • •••• • • MODííO Dí COM|^íC.Ç.O MODííO Dí COM|^íC.Ç.O MODííO Dí COM|^íC.Ç.O MODííO Dí COM|^íC.Ç.O MODííO Dí COM|^íC.Ç.O MODííO Dí COM|^íC.Ç.O MODííO Dí COM|^íC.Ç.O MODííO Dí COM|^íC.Ç.O MODííO Dí COM|^íC.Ç.O
O segundo ponto signiíicati·o neste estagio do projeto íoi o enquadramento deste em
um modelo de comunicaçao. Lntao, percorridas as moti·açoes que me le·aram a encetar este
¡ro;eto ao ato ae covvvicaçao, julguei necessario planejar sob qual modelo de comunicaçao se
enquadraria esta ino·adora açao de comunicaçao`. Decidi pela adoçao do modelo de
hipertexto abaixo, proposto por A. Mucchielli ,MUCClILLLI, 2003, pg. ¯5
30
,:
Lste modelo tem origem nos anos 1980, na seqüência dos trabalhos da Lscola de Palo
Alto. Segundo este modelo, uma interaçao esta ligada a presença simultanea de atores sociais
em uma mesma situaçao. A presença de outro nos aíeta, conseqüentemente, isto signiíica que
toda relaçao humana necessariamente implica uma ati·idade conjunta e recíproca. Ou seja,
nao existe um ato indi·idual`, isto seria uma abstraçao, existe somente o ato social`, uma
ati·idade que implica a participaçao de outros indi·íduos. Um ato social é algo eíetuado por
um indi·íduo em íunçao da situaçao total na qual esta inscrito, em íunçao das iníluências
recebidas das condutas dos outros. Desta íorma, o signiíicado é dado objeti·amente atra·és
33
dos elementos de uma situaçao social, de uma ati·idade onde se encontram implicados mais
de um indi·íduo ,ibia.,.
Neste sentido, nós nao comunicamos, mas sim, participamos de uma comunicaçao`
,ibia., pg 92,. Pois, uma comunicaçao se insere em um conjunto de comunicaçoes` ,ibia., de
onde obtém seu sentido. Por exemplo: um núcleo de pesquisa de um PPGCOM constrói um
sítio na Internet. Lsta iniciati·a coleti·a é um ato de comunicaçao do núcleo de pesquisa
enquanto ator social`, e só se da por estar circunscrito em um contexto que o molda e da
signiíicado as trocas que serao entabuladas a partir deste ato de comunicaçao, e no·os
contextos e signiíicaçoes serao construídos pelos indi·íduos en·ol·idos a partir deste ato de
comunicaçao.
Nesta iniciati·a de construçao de um sítio Internet pelo Núcleo de Pesquisa de um
PPGCOM abordada a partir da perspecti·a da metaíora do hipertexto, que segundo A.
Mucchielli pode ser·ir de modelo de analise, considera-se que o sentido do ato de comunicar
é o resultado de um conjunto de açoes ,comentarios, debates, reílexoes etc, a propósito de um
elemento ,apresentaçao em um sítio Internet, da situaçao ,meio acadêmico,.
Obser·emos algumas propriedades deste modelo de comunicaçao. Primeiro,
ressaltaria o íato de que, da perspecti·a proposta por este modelo, nao é possí·el nao
comunicar`. Isto quer dizer que mesmo a comunicaçao acontecendo a distancia, atra·és de
um sítio Internet, se um integrante, do grupo que debate sobre uma problematica, nao se
maniíesta e permanece em um total silêncio a respeito do objeto em debate, esta açao é
considerada uma comunicaçao de uma mensagem, esta mensagem pode ser interpretada de
di·ersas íormas - dependendo do contexto pode ser ·ista como íalta de interesse ou
repro·açao, ou ainda concordancia e consentimento - o íato é que ha comunicaçao até
mesmo quando ha silêncio
31
.
Destacaria também que o modelo acima apresenta dois aspectos da comunicaçao
importantes: o conteúdo e a relaçao ou indício e ordem. O primeiro transmite os dados, o
segundo diz como de·emos compreender estes dados, isto é, uma comunicaçao sobre a
comunicaçao, uma metacomunicaçao. Ou seja, no caso de uma comunicaçao entabulada por
34
um sítio na Internet, da perspecti·a deste modelo, poderia situar em dois planos esta
característica do ato de comunicaçao. Lm um primeiro plano, existem dois tipos de
comunicaçao se maniíestando simultaneamente na interaçao: uma comunicaçao dos textos
eixos apresentando o sítio e os comentarios marginais que explicam como estes textos de·em
ser entendidos. Lm um segundo plano, dentro dos próprios textos de cunho marcadamente
acadêmico disponí·eis no sítio, ·emos: o autor jogando com os dados, conceitos, íatos e
relatos de suas andanças` intelectuais ,como conceitos que pega emprestado da teoria de
outros intelectuais, e ao mesmo tempo íornecendo pistas` de como o leitor de·e entender
sua utilizaçao destes conceitos, dados, íatos etc.
Outra propriedade interessante deste modelo comunicacional: a relaçao entabulada
dependera da pontuaçao da seqüência da comunicaçao entre os integrantes do grupo. Isto é,
uma característica basica da comunicaçao, mesmo a distancia, como é o caso de um sítio
Internet, é de que os emitentes tomam turnos para comunicar e de que, quase sempre, uma
pessoa comunica por ·ez ,COUL1lARD, 1991, \A1ZLA\ICK, 19¯2,. Lsta comunicaçao
pode ter uma pontuaçao concordante ou discordante, no caso de ser concordante signiíica
que os participantes se entenderam, no caso de ser discordante signiíica que os participantes
nao se entenderam.
No caso do ato de comunicaçao entabulado atra·és de um sítio Internet, por
intermédio de um sistema interati·o bem implementado, é possí·el acompanhar a pontuaçao
de uma seqüência na comunicaçao entre os participantes. Vê-se claramente, por exemplo, em
um íórum do sítio, por ·ezes, como os indi·íduos en·ol·idos em um debate di·ergem por
terem concepçoes diíerentes de uma mesma realidade
32
, ou, as ·ezes, por um dos
participantes pressupor que o outro nao somente possui as mesmas reíerências e iníormaçoes,
mas que ainda, necessariamente, chegaria as mesmas conclusoes.
Cabe ainda notar dois modos de comunicaçao da perspecti·a deste modelo: o digital e
o analógico. A comunicaçao digital se caracteriza pela sua utilizaçao de pala·ras. A
comunicaçao analógica é toda a comunicaçao nao ·erbal, por exemplo, quando em uma
comunicaçao analógica íace a íace os participantes se utilizam de gestos, expressoes íaciais,
sinestesia ,p. ex., um períume que e·oca uma cor, um som que e·oca uma imagem, etc., etc.
3S
No caso da comunicaçao por um sítio Internet ·emos pre·alecer a comunicaçao
digital, mas, recentemente, com a adoçao dos chamados emoticons, como demonstrados
abaixo, penso que a comunicaçao analógica também esta sendo integrada. No·os recursos
como a \ebcam, microíone e sensores ampliam as possibilidades de interaçao de no·os
sentidos na comunicaçao ·ia Internet.
36
Ilustraçäo J - Lmoticons
Por íim, ressaltaria a interaçao simétrica e complementar. Pode-se dizer que se tratam
de relaçoes íundadas respecti·amente sobre a igualdade e a diíerença. Uma relaçao simétrica
se caracteriza pela minimizaçao das diíerenças entre os participantes que se comunicam, ja a
relaçao complementar se caracteriza pela maximizaçao da diíerença ,\A1ZLA\ICK, 19¯2,.
37
Da perspecti·a proposta pelo modelo de A. Mucchielli, seguindo a Lscola de Palo
Alto, o ato de comunicaçao necessariamente en·ol·e a marcaçao` da posiçao de seus
participantes, isto é, necessariamente os participantes estarao, quase sempre, ou em relaçoes
do gênero moderadores-debatedores , proíessores-alunos , pesquisadores-discípulos - em
que ha uma relaçao concordante íormando díades, tríades ou composiçoes onde um completa
o outro, e neste tipo de relaçao um participante nao impoe ao outro uma conduta, apenas
cada um se comporta da íorma que se pressupoe e ao mesmo tempo se justiíica o conjunto de
atitudes e reaçoes de cada um - ou em relaçoes do gênero debatedores-debatedores ,
proíessor-proíessor , pesquisador-pesquisador - em outras pala·ras, uma relaçao em que ha
correspondência em grandeza e posiçao dos participantes situados em lados opostos, ainda
que se encontrem distribuídos em ·olta de um eixo comum.
Ao enquadrar este projeto do ato de comunicaçao em um modelo comunicacional
demonstra-se também que mesmo empreendendo uma obser·açao atenciosa sobre a relaçao a
ser entabulada com a construçao hipertextual em sua maniíestaçao, seria humanamente
impossí·el captar cada um dos aspectos particulares deste ato de comunicaçao, pois, como
colocaram P. \atzlawick, J.l. Bea·in e D.D. Jackson:
“[...] a comunicação é uma condição sine qua non da vida humana e de ordem social.
Também é evidente que o ser humano se encontra desde seu nascimento engajado em
um processo complexo de aquisição das regras de comunicação, mas ele tem somente
pouca consciência do que constitui este corpo de regras [...]” (WATZLAWICK,
BEAVIN E JACKSON, 1972, pg. 7).
Portanto, o que se pode demonstrar nesta tese de doutorado na realidade é apenas
uma minúscula íraçao deste emergente ato de comunicaçao ·ia Internet.
•• • •••• • • 1R.ß.ííO Dí PRíP.R.Ç.O 1R.ß.ííO Dí PRíP.R.Ç.O 1R.ß.ííO Dí PRíP.R.Ç.O 1R.ß.ííO Dí PRíP.R.Ç.O 1R.ß.ííO Dí PRíP.R.Ç.O 1R.ß.ííO Dí PRíP.R.Ç.O 1R.ß.ííO Dí PRíP.R.Ç.O 1R.ß.ííO Dí PRíP.R.Ç.O 1R.ß.ííO Dí PRíP.R.Ç.O
O terceiro ponto importante, no ¡ro;eto ao ato ae covvvicaçao íoi planejar de antemao um
esboço de um roteiro para guiar a transposiçao do texto para o hipertexto. Pois, como coloca
A. Schutz:
“[...] é importante saber que as nossas experiências presentes não se referem apenas
às nossas experiências passadas, através de retenções e lembranças. Qualquer
38
experiência refere-se também ao futuro. Traz consigo protensões de ocorrências que
se espera que aconteçam imediatamente – elas são chamadas por E. Husserl de
contrapartida das retenções – e antecipações de eventos mais distantes no tempo, com
os quais espera-se que a experiência presente se relacione [...]” (SCHUTZ, 1979, pg.
135).
Para isto estabeleci o quadro abaixo com as possibilidades de publicaçao acadêmica, as
soluçoes técnicas ·ia·eis e onde busquei orientaçao para eíetuar a transiçao do texto para o
hipertexto:
Objetivo SoIuções tecnicas Orientaçäo
Pessoal
Pesquisa
Institucional
Programas abertos e
gratuitos, como: xoops,
phpnuke, tikiwiki
ou
Paginas html.
Curriculum Vitae
AD
Normas da CAPLS
Ilustraçäo 2 - Quadro de publicaçöes acadêmicas
SOBRL OS OBJL1IVOS
Pessoal - pagina pessoal do proíessor, pesquisador ou estudante organizada como
uma extensao do currículo, apresentando um conjunto de dados concernentes ao preparo
proíissional, as ati·idades anteriores, publicaçoes etc. L o caso da pagina sobre o proíessor
Lmmanuel Carneiro Leao.
Pesquisa - instrumento de in·estigaçoes e estudos, minudentes e sistematicos,
estabelecendo princípios relati·os a um campo qualquer do conhecimento. L o caso do sítio
de estudo sobre a obra Macunaíma, o sítio nao é somente para di·ulgaçao e apresentaçao de
uma pesquisa realizada, o sítio é o instrumento de pesquisa, estudo e in·estigaçao.
39
Institucional - apresentaçao de Uni·ersidade, Departamento ,graduaçao ou pós-
graduaçao,, Núcleo de Pesquisa, também ser·indo como registro das pesquisas realizadas no
ambito acadêmico. L o caso do portal do PPGCOM LCO-UlRJ e o sítio do PPGCOM
LCO-UlRJ-LLCC.
SOBRL A ORILN1A(AO
• Para a construçao da pagina pessoal pretendia utilizar a própria organizaçao de
conteúdo do currículo na Plataíorma Lattes.
• Para o sítio de pesquisa tenciona·a utilizar a Analise de Discursos ,AD, como
orientaçao para a transíormaçao do texto para o hipertexto da pagina tematica. Isto
porque a AD, dedicando-se ao estudo de uma obra pela coníiguraçao de seu texto e
pelo ato de sua apreensao, reporta ao COMO e POR QUL um determinado texto diz
e mostra algo. Isto é, a AD estando interessada em explicar, como coloca Milton José
Pinto:
“[…] os modos de dizer (uso comunicacional da linguagem e de outras semióticas)
[…] os modos de mostrar (uso referencial da linguagem e de outras semióticas,
pelo qual são criados os universos de discurso em jogo no processo
comunicacional), os modos de interagir (uso da linguagem e de outras semióticas
pelo qual são construídas as identidades e relações sociais assumidas pelos
participantes no processo comunicacional) e os modos de seduzir (uso da
linguagem e de outras semióticas na busca de consenso, pelo qual se distribuem os
afetos positivos e negativos associados ao universo de discurso em jogo) […]
” (PINTO, 1999).
oíereceria indicaçao metódica e minuciosa, e direçao de caminhos para
con·erter o texto em hipertexto. Como os campos de estudo da AD sao ·astos,
tendo múltiplas correntes de pro·eniências di·ersas, alguns recortes quanto a
perspecti·a teórica adotada íoram necessarios para prosseguir. Resol·i seguir, dentro
da AD: além do que pude extrair do pensamento de M. loucault em Arqueologia do
Saber`, os desdobramentos de suas idéias, pesquisando N. lairclough, com uma AD
textualmente orientada ,AD1O,, em Discurso e Mudança Social`, além de D.
Maingueneau, que também íaz uma AD1O, mas especiíicamente sobre a obra
literaria, em O contexto da obra literaria`. L com o intuito de elaborar e
40
complementar a direçao dada por M. loucault busquei ainda os estudos de P.
Bourdieu em Ce que parler ·eut dire`, M. Bakhtine em Lsthétique et théorie du
roman`, Lstética da criaçao ·erbal`, A cultura popular na Idade Média e no
Renascimento` e l. Cossutta em Llementos para a leitura dos textos íilosóíicos`.
• Para o portal institucional, planeja·a utilizar como orientaçao as diretrizes indicadas
pela CAPLS.
O quarto ponto importante, deste ¡ro;eto ao ato ae covvvicaçao, íoi o planejamento de
uma lista detalhada de itens a serem checados na produçao do hipertexto, compondo o
questionario abaixo, sobre o qual ja procurei íormular algumas respostas para realizar o
projeto:
1. Qual o objeti·o do sítio Internet·
• Proí. Carneiro Leao - Lste sítio teria o intuito de apresentar algo da
pessoa e do pensamento do íilósoío contemporaneo Lmmanuel
Carneiro Leao
• Macunaíma - apresentar em ·ersao bilíngüe ,português , írancês, um
resumo de cada capítulo, apresentaçao do contexto histórico,
cronologia, correspondências, íragmentos do diario e publicaçoes do
Mario de Andrade, e para um grupo reser·ado um estudo da obra em
hipertexto.
• Midiologia - O sítio se constituiria precisamente de um hipertexto
sobre a no·a disciplina proposta por Régis Debray chamada
Midiologia.
• LLCC - organizar uma pagina para que os integrantes do Laboratório
de Lstudos em Comunicaçao Comunitaria pudessem apresentar seus
4J
trabalhos, pesquisas realizadas, além de reíorçar o sentido de
identidade do núcleo, estimulando o intercambio interno e externo.
• PPGCOM - estabelecer as condiçoes técnicas que ·iabilizam um
portal para apresentaçao do Programa de Pós-graduaçao em
Comunicaçao da UlRJ, assim como a constituiçao de uma gama de
íunçoes e ser·iços de um ambiente iníormati·o para os pós-
graduandos, disseminando também o conjunto de normas que regem o
íuncionamento da instituiçao.
• Re·ista L.Pos - construir um espaço para publicaçao eletronica dos
trabalhos de íinal de curso dos pós-graduandos e pesquisas do corpo
docente.
2. Qual seria o conteúdo imediato·
• Proí. Carneiro Leao - biograíia, publicaçoes, artigos digitas,
entre·istas, bre·iario de citaçoes, aulas em mp3, reuniao de textos
importantes para compreensao da obra do proíessor. links
• Macunaíma - capítulos dos li·ros resumidos, contexto histórico, Mario
de Andrade ,cronologia, correspondências, íragmentos do diario e
publicaçoes,.
• Midiologia - objeti·os, midiólogos, abecedario, outros pensadores da
técnica.
• LLCC - objeti·os, equipe, trabalhos realizados.
• PPGCOM - apresentaçao do programa, histórico, administraçao, pós-
graduaçao lato sensu e stricto sensu e pós-doutorado, núcleos de
42
pesquisa, regimentos, linhas de pesquisa, secretaria ·ia web, processo
de seleçao, edital, programa de disciplina, corpo docente, calendario
leti·o, publicaçoes.
• Re·ista L.Pos - trabalhos íinais dos pós-graduandos.
3. Qual é o público al·o·
• Proí. Carneiro Leao - estudiosos e pesquisadores das mais di·ersas
areas do conhecimento interessados na reílexao do íilósoío
contemporaneo Proí. Carneiro Leao.
• Macunaíma - pesquisadores brasileiros com interesse nas questoes
concernentes a obra literaria Macvvaíva de Mario de Andrade, e em um
espaço onde terao oportunidade de trocar experiência de pesquisa.
• Midiologia - este sítio destina-se aos estudantes uni·ersitarios,
estudantes do ensino médio em geral que tenham interesse em
desen·ol·er pesquisas com o uso da midiologia.
• LLCC - membros de grupos e centros de pesquisa relacionados ao
trabalho de comunicaçao comunitaria.
• PPGCOM - a comunidade uni·ersitaria do PPGCOM LCO-UlRJ,
segmentos da comunidade local e a comunidade usuaria da \eb
interessada em ingressar em uma pós-graduaçao lato sensu na area de
comunicaçao.
• Re·ista L.Pos - O público-al·o é composto de acadêmicos
,proíessores, pesquisadores e estudantes, da area de comunicaçao ou
interessados na reílexao desen·ol·ida por esta area.
43
Concluída esta primeira etapa do projeto de comunicar atra·és desta N1IC, parti para
a segunda íase do projeto em que considero seu desen·ol·imento.
44
2.2 O A1O DL COMUNICA(AO PROJL1ADO
Nesta segunda etapa acrescentei ao ¡ro;eto ao ato a intençao de desen·ol·ê-lo e realiza-
lo, tal intençao transíorma a simples pre·isao num objeti·o e o projeto em propósito`
,SClU1Z, 19¯9, pg. 123,, o projeto deixou de ser uma mera íantasia, um de·aneio e se
transíormou em uma açao proposital, um ae.ev¡evbo. Vou continuar minha refte·ao
descre·endo nos paragraíos seguintes determinados acontecimentos na avraçao do meu
ae.ev¡evbo.
Como o objeti·o principal desta tese é demonstrar o percurso da construçao
hipertextual, atra·és de uma experiência pratica ^O ciberespaço
33
, passarei bre·emente pela
construçao da pIataforma virtuaI
34
, após, ·ou ocupar-me demoradamente do roteiro para a
transiçao do texto para o hipertexto, e por íim, apresentarei como íoi eíetuada a apropriaçäo
aos programas selecionados ,lrontPage, Xoops, 1iki\iki e PlPNuke, para a construçao de
cada hipertexto.
•• • •••• • • Pí.1.íORM. 1íR1|.í Pí.1.íORM. 1íR1|.í Pí.1.íORM. 1íR1|.í Pí.1.íORM. 1íR1|.í Pí.1.íORM. 1íR1|.í Pí.1.íORM. 1íR1|.í Pí.1.íORM. 1íR1|.í Pí.1.íORM. 1íR1|.í Pí.1.íORM. 1íR1|.í
Sobre a plataíorma ·irtual, ao me propor realizar a construçao do hipertexto, ja no
projeto do ato de comunicaçao ·islumbra·a alguns programas e linguagens que dariam
sustentaçao a relaçao que ·isa·a entabular ·ia ciberespaço, como: um na·egador, um
gerenciador de correio eletronico, um ser·idor, um ítp, e um conhecimento mínimo de html.
Nos paragraíos que seguem tento descre·er a constituiçao de uma ¡tataforva rirtvat. As
consideraçoes que seguem relatam uma das possí·eis soluçoes, dentre tantas que as N1ICs
proporcionam hoje em dia. Para um iniciante proporia a constituiçao de uma plataíorma
inteiramente construída com soítware li·re e gratuito, inclusi·e o próprio sistema operacional,
no caso Linux. No meu caso, a aquisiçao do hardware, equipamento laptop, trouxe consigo o
sistema operacional \indows e elementos de soítware normalmente pagos.

4S
Lm um primeiro momento, para montar uma plataíorma ·irtual, é preciso le·ar em
consideraçao as despesas na aquisiçao do conjunto de componentes íísicos de um
computador ou de seus periíéricos. No estudo de caso realizado utilizei o seguinte conjunto
de parametros, componentes, periíéricos e programas que determinaram as possibilidades e a
íorma de íuncionamento de meu computador, de seu sistema operacional, e de seus
aplicati·os:
Processador: Intel® Pentium®4
Clock ,Glz,: 2.8
Memória RAM,SDRAM: 512 MB
Gabinete: laptop
Disco rígido ,GB,: 40
Leitor,Gra·ador de CD-ROM: 52x
Placa de ·ídeo: 128 MB
Modem: 56Kbps V-90
Placa de rede
Portas USB: 2
Sistema operacional: \indows XP Proíessional
1ensao: 110,220
1eclado e Mouse imbutidos
Caixas de som imbutidas
No caso do conjunto dos componentes que nao íazem parte do equipamento íísico
propriamente dito e que incluem os programas ,e os dados a eles associados, empregados
durante a utilizaçao do sistema, nao ti·e dispêndio. Pois, além do \indows XP e do Oííice
que ja ·ieram instalados com o computador, os demais programas que utilizei íoram gratuitos
,íreeware,, como por exemplo:
• Na·egador Mozilla com editor de l1ML
• Na·egador Mozilla lireíox
• Cliente de email Mozilla 1hunderbird
• Ser·idor de \eb ,local,: LasyPlP
• 1ratamento de imagens: GIMP
• Suite OpenOííice ,com saída em PDl,
• Cliente l1P: lileZilla
• Lditor de programas ,PlP, l1ML, JAVA, etc,: l1ML-KI1
• Compressor de arqui·os: ¯ZIP
• Leitor de Arqui·os PDl: Acrobat Reader
Lm um segundo momento, na constituiçao da plataíorma ·irtual, encetei um
aprendizado técnico sobre a construçao de hipertextos na Internet. Como ao longo do
mestrado ja ha·ia iniciado um estudo sobre o ciberespaço
35
, pude conduzir diretamente
46
minhas pesquisas pela web para saber sobre as possibilidades de publicaçao autonoma na
Internet, e descobri o http:,,www.w3schools.com, onde ti·e contato, por conta própria, sem
auxílio de proíessores, com um conjunto de liçoes gratuitas sobre a técnica hipertextual
36
.
Além destes tutoriais também pesquisei a ·ariada gama de programas li·res, abertos e
gratuitos, oíerecidos atualmente dentro da proposta Open Soítware`. Dentre estes,
concentrei nas seguintes categorias de programas li·res e gratuitos, rele·antes para as
experiências que me propunha realizar:
• sistemas gerenciadores de conteúdo` ,Content Management Systems - CMS,, tais
como: PlPNuke ,http:,,phpnuke.org, e Xoops ,http:,,xoops.org,.
• sistemas de conteúdo colaborati·o`, dentro da linha de programas baseados na
linguagem \iki ,termo ha·aiano que signiíica íacil`,, dentre os quais destaca-se o
1iki\iki ,http:,,tikiwiki.org,,
• sistemas gerenciadores de cursos`, tais como o Moodle ,http:,,moodle.org,,
• sistemas comunitarios`, para suporte a íormaçao de grupos de internautas aíins,
como por exemplo o PlPAlumni ,http:,,sourceíorge.net,, para associaçoes de ex-
alunos e o MoreGroup\are ,http:,,moregroupware.nukebrasil.org,mgw,,, para
suporte a grupos de trabalho,
• sistemas de questoes & respostas` ,lrequently Asked Questions - lAQ,, como o
PlPMylAQ ,http:,,www.phpmyíaq.de,,
• sistemas de bancos de dados e íormularios` como o DaDaBik
,http:,,www.DaDaBIK.org,,,
47
• sistemas gerenciadores de bibliograíia`, capazes de criar citaçoes bibliograíicas e
índices bibliograíicos em diíerentes íormatos, como o \ikIndex
,http:,,www.wikindex.com,,.
Mais adiante, escre·o sobre o modo recomendado de apropriaçao destes programas,
segundo a experiência que ti·e para os sítios Internet que desen·ol·i.
1endo pesquisado e estudado o material mencionado acima, em seguida, com o
intuito de testar e a·aliar a íuncionalidade destes pacotes ·isando os sítios a desen·ol·er,
entabulei a criaçao de um ambiente \eb na minha maquina, também baseado em programas
li·res e gratuitos, que permitem implementar um ser·idor \eb local. Lste ambiente, montado
com o programa li·re LasyPlP

, permitiu simular um ser·idor web em meu PC, de modo a
íacilitar as instalaçoes dos pacotes mencionados acima ,phpnuke, xoops, tikiwiki, etc., e
realizar testes de construçao e íuncionalidade dos sítios, antes de po-los em produçao no
domínio determinado. Ao longo deste processo de a·aliaçao deparei com problemas di·ersos:
• os arqui·os destes pacotes, pelo menos em suas primeiras ·ersoes, ·êm com íalhas na
codiíicaçao em linguagem php, sendo necessaria a correçao direta sobre o código,
• nem todos os pacotes ·êm com a língua portuguesa brasileira, o que requer a criaçao
de arqui·os de mensagens e textos traduzidos a partir dos mesmo arqui·os em língua
inglesa, de qualquer, mesmo com traduçoes em português é sempre preciso íazer uma
re·isao e adequaçao dos textos e mensagens.
• Os modelos de interíace dos pacotes requerem ajustes, em grande parte íacilitados
pelo recurso de coníiguraçao dinamica dos mesmos.
• As íormas de operaçao dos pacotes de·em ser também parametrizadas em sua
coníiguraçao de instalaçao e de operaçao,
48
• As permissoes de acesso aos diíerentes módulos dos pacotes, assim como a
·isibilidade e a disponibilidade de acesso destes módulos de·em ser de·idamente
coníiguradas para garantir o bom íuncionamento e a segurança do sítio.
• Por último, o banco de dados utilizado por cada pacote de·e ser instalado em alguns
casos de modo manual.
O exercício destes pacotes neste ambiente \eb local ser·e portanto para dar a
íamiliaridade necessaria para sua implementaçao posterior no seu destino deíiniti·o em um
domínio Internet. Recomenda-se sua realizaçao a todo custo e·itando uma série de
contratempos posteriores na implantaçao íinal.
O passo seguinte íoi pesquisar na Internet um pro·edor que oíerecesse hospedagem
para os pacotes a·aliados, ·isando a construçao deíiniti·a dos sítios, o que íicou da seguinte
íorma:
Sitio Internet Soluçäo
1ecnica e
Categoria
Dominio
Proí. Carneiro
Leao
l1ML
Pessoal
http:,,www.emmanuelcarneiroleao.hpg.com.br,
Midiologia l1ML
Pesquisa
http:,,www.midiologia.hpg.com.br,
49
Sitio Internet Soluçäo
1ecnica e
Categoria
Dominio
Obra literaria
Macunaíma`, de
Mario de
Andrade
38
1iki\iki
Pesquisa
http:,,www.hiperlector.bem-·indo.net
,ainda nao íoi eíetuada a transíerência do sítio
Macunaíma do antigo domínio
http:,,www.pos.eco.uírj.br,pbi,, para esta minha
pagina pesoal.
Portal do
PPGCOM
PlPNuke
Institucional
http:,,www.pos.eco.uírj.br,
Programa das
Disciplinas
MOODLL
Institucional
http:,,www.pos.eco.uírj.br,disciplinas,
Lspaço para o
Projeto Bolsista
Integrado e
Núcleos de
Pesquisa
1iki\iki
Institucional
http:,,www.pos.eco.uírj.br,pbi,
Base Acadêmica do
Proíessores
DaDaBik
Institucional
http:,,www.pos.eco.uírj.br,baseacademica,
Base Acadêmica
dos Alunos
DaDaBik
Institucional
http:,,www.pos.eco.uírj.br,baseacademica,logina
luno.php,
S0
Sitio Internet Soluçäo
1ecnica e
Categoria
Dominio
Banco pós-
graduados
PlPAlumni
Institucional
http:,,www.pos.eco.uírj.br,alumni,
Grupo dos
Proíessores
LCO.Pos
39
MoreGroup\are
Institucional
http:,,www.pos.eco.uírj.br,proíessores,
\ebibliograíia do
PPGCOM
\ikIndex
Institucional
http:,,www.pos.eco.uírj.br,biblio,
Questoes &
Respostas
PlPMylAQ
Institucional
http:,,www.pos.eco.uírj.br,QR,
Sítio do LLCC
Re·ista Koine
XOOPS
Institucional
http:,,www.pos.eco.uírj.br,LLCC,
http:,,www.pos.eco.uírj.br,re·ista,
Para transíerência dos arqui·os localizados em meu computador pessoal, no ser·idor
\eb local, para ser·idor \eb dos pro·edores e manutençao remota destes arqui·os nos
respecti·os domínios, íoi preciso instalar os seguintes recursos:
• l1P lileZilla ,cliente ítp - onde ítp signiíica lile 1ransíer Protocol - Protocolo de
1ransíerência de Arqui·os,, este programa distribuído gratuitamente permite a
transíerência de arqui·os de um lado para o outro, entre um ser·idor l1P de um
pro·edor e o seu PC ,cliente,, sendo uma íorma bastante rapida e ·ersatil de se
transíerir arqui·os
40
.
SJ
• l1ML-Kit - é um programa de ediçao de arqui·os, muito potente, e totalmente
gratuito, que pretende ser a caixa de utensílios para designers, criadores e editores de
sítios. 1raz íerramentas para ediçao de l1ML, PlP, Xl1ML e XML, incluindo
íormataçao, busca, ·alidaçao, pre·iew e publicaçao. Permite controle e ediçao total de
arqui·os ,CSS, XSL, Ja·aScript, VBScript, ASP, PlP, JSP, Perl, Python, Ruby, Ja·a,
VB, C,C--, C4, Delphi,Pascal, Lisp, SQL, diretamente pela Internet, nos arqui·os
de seu sítio.
• SSl Secure Shell - é um terminal aberto sobre os arqui·os de seu sítio, que permite o
uso direto de comandos do sistema operacional sobre o conteúdo de seus sítio, sendo
assim, é uma no·a opçao de subir rapidamente todo o conjunto de arqui·os de
instruçoes dos gerenciadores de conteúdo, compactado em um único arqui·o zip, que
posteriormente é descompactado usando o acesso por cliente SSl
41
.
•• • •••• • • RO1ííRO´ RO1ííRO´ RO1ííRO´ RO1ííRO´ RO1ííRO´ RO1ííRO´ RO1ííRO´ RO1ííRO´ RO1ííRO´
Bem conhecida a íuncionalidade destes pacotes e após sua implantaçao nos
pro·edores deíinidos, iniciei o processo de construçao dos hipertextos, diretamente pela
Internet, atra·és da íuncionalidade dos próprios pacotes. Apresento a seguir as orientaçoes
que obti·e para a transiçao do texto para o hipertexto, expondo os roteiros ja sistematizados -
como no caso dos sítios de pós-graduaçao, periódicos e paginas pessoais - e também o roteiro
que elaborei, íruto de minhas in·estigaçoes e estudos, para a construçao de hipertextos para
pesquisa colaborati·a. Paralelo a demonstraçao desta orientaçao, procuro analisar o que esta
coníiguraçao em hipertexto implica em termos de escolhas de apresentaçao material que
iníluem no estatuto do texto` ,CLLMLN1, 2004,, conseqüentemente, sua natureza, sua
proporçao, sua íunçao e suas relaçoes. Considero estas questoes as mais rele·antes, dada sua
natureza nao tecnicista como íoram as consideraçoes anteriores.
RO1LIRO PARA O SÍ1IO PLSSOAL
O roteiro para construir esta pagina pessoal íoi constituído a partir dos requisitos
relacionados no currículo da Plataíorma Lattes do CNPq. Sao eles:
S2
• Dados pessoais - expandi este quesito para a construçao da pagina sobre a ·ida do
Proí. Carneiro Leao.
• lormaçao acadêmica,1itulaçao - a partir deste quesito construí a pagina intitulada
currículo` do Proí. Carneiro Leao.
• Produçao cientííica, tecnológica e artística,cultural - desen·ol·i sob este quesito uma
pagina com as publicaçoes do proíessor, uma pagina com L-Artigos, outra com
Lntre·istas e ainda mais uma que denominei Bre·iario de Citaçoes, e por íim uma
pagina Aulas em MP3`.
• Acrescentei além destes quesitos do currículo, expandidos na pagina pessoal do
proíessor, a pagina Inspiraçoes, onde procurei dispor textos que íazem parte das
leituras do proíessor.
RO1LIRO PARA O SÍ1IO INS1I1UCIONAL
O roteiro para construçao de um portal,sítio Internet institucional íoi elaborado a
partir das diretrizes indicadas pela CAPLS. Abaixo relaciono o que íoi traçado inicialmente
pela CAPLS, acrescentando paralelamente a esta exposiçao o que resol·i adicionar ao portal
do PPGCOM LCO-UlRJ, por conta própria, por considerar um conteúdo igualmente
importante e pertinente de constar na apresentaçao do programa.
• Apresentaçao do programa, com seus objeti·os, histórico, area de concentraçao, linhas
de pesquisa e outras iníormaçoes essenciais - a partir desta diretriz íoram construídas
as seguintes paginas: apresentaçao do PPGCOM, histórico, administraçao
,coordenaçao e conselhos,, pós-graduaçao ,Stricto Sensu, Lato Sensu e pós-
doutorado,, listagem e pequena explicaçao sobre os núcleos de pesquisa remetendo
para seus sítios particulares, regimentos ,com uma listagem en·iando para os
respecti·os procedimento: 1ransíerência de Linha de Pesquisa, Lstrutura curricular,
Lxame de Qualiíicaçao, Seleçao de Orientador, Requisitos para 1itulaçao, Prorrogaçao
da 1itulaçao, 1itulaçao inconclusa, Concessao de Diploma, 2° ·ia de Diploma,
S3
Re·alidaçao de Diploma, Rematrícula no Curso, Produçao Intelectual, Abandono de
Disciplina, Inscriçao em Disciplina, Intercambio, Auxílio-PROAP, Auxílio-CAPLS,
Auxílio-CNPq, Auxílio-lUJB, Auxílio-lAPLRJ, Auxílio-Programa, Bolsas de estudo,
1axa de Bancada, Normas de lormataçao de 1ese,Dissertaçao, Normas para
Apresentaçao de 1rabalhos Acadêmicos,, Linhas de Pesquisa ,en·iando para uma
pagina contendo objeti·o de cada linha e desta pagina remetendo para os Programas
das Disciplinas ·ia \eb, a Bibliograíia Basica Digital, os 1ermos e Noçoes dos
proíessores, a Agenda de Deíesas e Apresentaçoes, as 1eses de Doutorado
deíendidas, as Dissertaçoes de Mestrado apresentadas e Links pertinentes ,, Secretaria
,en·iando para a pagina de atendimento, íormularios e relatórios,, Dados no SIGMA
,uma pagina com links do Lspaço SIGMA correspondentes aos itens constantes da
recomendaçao da CAPLS.,.
• Corpo docente, com links para os respecti·os currículos Lattes e também para as
homepages dos docentes que as mantenham - a partir desta diretriz íoram
construídas uma pagina pessoal para cada proíessor ,constando um pequeno resumo
da trajetória proíissional do proíessor, um link direto para os currículos na Plataíorma
Lattes e no Lspaço SIGMA, um link para uma pagina iníormando sobre o
Atendimento na LCO.Pós para pós-graduandos e candidatos, um link para os 1ermos
& Noçoes utilizados pelo proíessor, uma listagem das Publicaçoes impressas com um
link ao lado do titulo da obra para uma Sinopse, para 1rechos do li·ros e um link para
a Li·raria Virtual, e por íim, uma listagem das publicaçoes digitais remetendo para os
arqui·os disponí·eis para baixar em pdí,.
• Grade curricular, com o sumario de cada disciplina e a respecti·a bibliograíia, sendo
deseja·el que constem desta última links para os textos utilizados que estejam
disponí·eis na \eb - íoi montada uma pagina com a grade curricular, mas a
especiíicaçao das disciplinas consta somente na pagina das Linhas de Pesquisa.
• Ati·idades pre·istas para os próximos meses ,colóquios, seminarios, coníerências,
participaçao de seus docentes em e·entos, sempre com os dados precisos e, se
possí·el, o link para alguma pagina \eb que iníorme mais a respeito, - a partir desta
S4
diretriz íoi instalada a AGLNDA do PPGCOM, onde proíesores, alunos e
íuncionarios contribuem en·iando iníormaçoes sobre e·entos na area, sobre as
ati·idades dos núcleos de pesquisa e sobre as ati·idades do programa.
• Condiçoes para seleçao nos cursos de pós-graduaçao do programa - a partir desta
diretriz íoram montadas: uma pagina sobre o Processo de Seleçao, uma para os
Con·ênios, outra para o Ldital ,onde também se iníorma sobre: o conjunto de
documentos necessarios ao candidato para o processo de seleçao do PPGCOM, o
presente edital de abertura do concurso para ingresso na LCO.Pós-UlRJ, as pro·as
dos concursos anteriores, os resultados do processo de seleçao,, e uma pagina com os
aíazeres após ingresso no programa.
• Recomenda-se que ,1, uma pagina de curso seja elaborada desde o início das aulas,
que ,2, se possí·el seja construída pelos próprios alunos ou por algum que tenha
competência no assunto e que ,3, tenha três tipos de conteúdo. O primeiro diz
respeito ao programa do curso, com o que íor possí·el de sua bibliograíia. O segundo
se compoe dos trabalhos íinais ou parciais entregues por aqueles alunos que autorizem
sua publicaçao on line. O terceiro seria uma antecipaçao: os alunos que o desejarem
deixariam disponí·el, ja, na pagina web, trabalhos que íizeram antes e mediante os
quais dialogariam com seus colegas. L é ób·io que o proíessor também pode
disponibilizar o seu material de interesse para o curso - a partir destas diretrizes íoi
instalado um gerenciador de cursos que oíerece exibir nao só o programa das
disciplinas, mas muito mais, por isso, mais adiante, quando íalo da apropriaçao dos
programas li·res explico todas as possibilidades que o MOODLL oíerece.
• Além destes quesitos ainda íoram acrescentadas as seguintes paginas - o manual do
pós-graduando ,com seus direitos e de·eres em relaçao ao programa,, sobre o campus
,com iníormaçoes sobre bibliotecas, li·rarias, praças de alimentaçao e outros espaços,,
os compromissos dos representantes de turma, projeto bolsista integrado ,com
iníormaçoes sobre ati·idades dos bolsistas,, uma pagina QUADRO DL AVISOS`
,com pequenos blocos de iníormati·os com a·isos da secretaria e coordenaçao do
programa,, uma pagina com um motor de Busca Personalizada, uma pagina com as
SS
Dú·idas mais lreqüentes sobre o portal do programa, uma pagina para Atendimento
Online ,com o endereço íísico e eletronico da Administraçao do portal, Assistência
Intranet, Assistência LA11LS , Assistência SIGMA, Conselho de Bolsas,
Coordenaçao ,Vice, do Programa, Coordenaçao do Programa, Li·raria Lditora UlRJ,
Monitor - Doutorado, Monitor - Mestrado, NP - CiberIdea, NP - CILC, NP -
Lthos, NP - LLCC, NP - N.Imagem, NP - Nepcom, NP - Nupec, Re·ista
L.Pos,Re·ista LCO.Pos, Secretaria LCO.Pós, Setor de Contabilidade,, uma pagina
com um íormulario para o pós-graduando Subir sua tese,dissertaçao, um banco de
dados sobre os pós-graduandos e proíessores do programa, um lórum, uma pagina de
Links, uma pagina da Li·raria Virtual, uma Leituras e Classiíicados.
RO1LIRO PARA O SÍ1IO DL PLSQUISA
O roteiro que constituí a partir da Analise de Discurso para coníormaçao do texto ao
íormato hipertexto, íoi utilizado somente no hipertexto realizado sobre Macunaíma. Antes de
aplicar a teoria do discurso textualmente orientada na transposiçao do texto para o hipertexto,
percorro bre·emente nos paragraíos seguintes as principais colocaçoes sobre o discurso que
identiíiquei no trabalho de M. loucault.
Lm Arqueologia do Saber`
42
, M. loucault coloca o discurso designando em geral
um conjunto de enunciados que podem pertencer a campos diíerentes, mas que obedecem,
entretanto, a regras de íuncionamento comuns ,RLVLL, 2002,. O discurso pode ser tratado,
portanto, como um conjunto de práticas intermitentes que se cruzam e se excluem
simultaneamente ,lOUCAUL1, 1995,. O discurso psiquiatrico do século XIX, por
exemplo, se caracteriza pela maneira que íorma seus objetos. Sendo esta íormaçao discursi·a
amparada por um íeixe de relaçoes, entre instituiçoes, processos economicos e sociais, íormas
de comportamento etc., que determinam o nascimento do discurso clínico, assim como os
objetos dos quais pode íalar e sua justaposiçao aos outros objetos precedentes. O discurso
também determina quem esta em posiçao de dizê-lo. Isto é, no discurso clínico, por exemplo,
M. loucault nota que o médico é o questionador soberano, o olho que ·ê, o dedo que toca, o
órgao que deciíra os signos etc. ,lOUCAUL1, 1995,. L isto acontece de·ido a um conjunto
de relaçoes peculiares que estao em jogo - relaçoes existentes no espaço hospitalar como lugar
S6
de assistência, de obser·açao, de modos terapêuticos, relaçoes entre os papéis do médico,
como terapeuta, pedagogo na diíusao do saber medicinal, responsa·el pela saúde pública etc.
- e íazem com que o médico seja designado a pronunciar o discurso. Assim como, é inerente
ao discurso um campo pré-conceitual no seio do qual conceitos podem existir. Ou seja, as
regras de íormaçao do discurso clínico, por exemplo, acontecem no discurso mesmo, nao sao
pro·indas de uma mentalidade ou da consciência de alguns médicos. Pois, este campo pré-
conceitual tem sua origem no conjunto de relaçoes que caracterizam a íormaçao do discurso.
L o conjunto de discursos, eíeti·amente expressos em uma dada época, constitui o que M.
loucault denomina de arqui·o. O arqui·o é a reuniao de regras que determinam uma cultura e
permanecem atra·és da história. Por conseguinte, íazer uma arqueologia de um arqui·o, é
procurar compreender em uma massa documentaria, suas regras, praticas, condiçoes e
íuncionamento, o que implica um trabalho de recolhimento dos traços discursi·os que
possibilitem reconstituir o conjunto de regras que em um dado momento determinaram os
limites e as íormas do dizí·el, a íim de descre·er nao somente a maneira como os diíerentes
saberes locais se determinam a partir da constituiçao de no·os objetos que emergiram em
certo momento, mas como estes objetos se comunicam entre si e delineiam de maneira
horizontal uma coníiguraçao e¡i.têvica coerente ,RLVLL, 2002,. Sendo a e¡i.teve um dos
conceitos centrais nos estudos de M. loucault. A e¡i.teve designa as relaçoes que unem
discursos distintos e dispersos, mas que correspondem a uma dada época histórica. Lsta
noçao de e¡i.teve sera substituída mais tarde por M. loucault, que passara a usar o termo
ai.¡o.itiro para designar um conjunto heterogêneo, portando consigo discursos, instituiçoes,
monumentos, leis etc. O termo e¡i.teve, entao, passa a ser entendido como um ai.¡o.itiro
especiíicamente discursi·o.
Lm a Oraev ao Di.cvr.o, uma aula inaugural dada por M. loucault em 2 de dezembro
de 19¯0, no College de lrance, é abordada a questao dos procedimentos que controlam as
produçoes discursi·as. Lsclarecendo que sua teoria do discurso nao se resume a um íeixe de
estruturas identiíica·eis em um texto. M. loucault esclarece que sua teoria do discurso é uma
analise da açao social. M. loucault íala nesta aula inaugural de como as regras do discurso sao
comandadas pelas instituiçoes e praticas sociais. Portanto, sua teoria do discurso implica uma
teoria da sociedade, especialmente, uma teoria sobre poder, legitimidade e autoridade.
Portanto, enunciados nao existem isolados de seu contexto, e o contexto justamente é que ·ai
dar sentido e íorça aos enunciados. Logo, o discurso, segundo M. loucault, reíere-se a
S7
maneira como a linguagem organiza sistematicamente conceitos, conhecimentos e
experiências, e também a maneira como exclui íormas alternati·as de organizaçao. Assim, o
discurso impoe íormas deíinidas as ati·idades sociais.
Lsta perspecti·a ·em a ser complementada no ensaio de M. loucault, O qve e vv avtor.
Nesta aula, M. loucault demonstra sua in·estigaçao para descobrir e explicar as regras e leis
que íormaram o sistema de pensamento do século XIX atra·és de uma analise das praticas
discursi·as desta época. Logo nos primeiros paragraíos M. loucault ja nos desperta para nossa
presunçao sobre a autoria, nos lembrando que o conceito de autor, apesar de nos ser
consolidado, passou a existir recentemente. L ainda ·ai mais adiante demonstrando a íigura
heróica e ·isionaria do autor, ao colocar que este é o íruto de uma conjuntura muito especial e
apenas ocupa um lugar ·azio, que poderia ser eíeti·amente ocupado por qualquer um, na
pronunciaçao de um discurso íormado pelas circunstancias político socioculturais e
economicas de uma dada época. M. loucault deíine entao quatro íunçoes do autor
43
: 1. o
autor esta ·inculado ao sistema legal que surgiu como resultado de uma necessidade de punir
os responsa·eis por discursos transgressi·os, 2. o autor nao é rele·ante em todas as produçoes
textuais, sendo nas produçoes cientííicas, por exemplo, a íunçao do autor mais importante do
que em textos de cunho íolclórico, 3. o nome do autor caracteriza uma íorma particular de
existência do discurso, isto é, a íunçao do autor nao é íormada espontaneamente,
simplesmente se atribuindo um discurso a um autor. Na realidade, resulta de uma ·ariada
construçao cultural em que se elegem certos atributos a uma determinada autoria, 4. o texto
carrega consigo sinais que reíerenciam ao autor, criando a íunçao do autor, como por
exemplo, o pronome eu.
Considerados os principais pontos de interesse para esta tese desta ampla ·isao
pro·inda de M. loucault, passo para a aplicaçao da teoria do discurso textualmente orientada
na transposiçao do texto ao hipertexto. A seguir, exponho o processo de desmonte e remonte
do discurso:
a, Disposiçao dos blocos de texto no hiperdocumento.
i, As Unidades do Discurso e a lormaçao do objeto do discurso`.
S8
“[...] As margens de um livro jamais são nítidas nem rigorosamente determinadas [...]
ele está preso em um sistema de remissões a outros livros, outros textos, outras frases:
nó em uma rede [...] Antes de se ocupar, com toda certeza, de uma ciência, ou de
romances, ou de discursos políticos, ou da obra de um autor, ou mesmo de um livro, o
material que temos a tratar, em sua neutralidade inicial, é uma população de
acontecimentos no espaço do discurso em geral [...] uma descrição dos
acontecimentos discursivos como horizonte para a busca das unidades que aí se
formam [...] As condições para que apareça um objeto de discurso, as condições
históricas para que dele se possa ‘dizer alguma coisa’ e para que dele várias pessoas
possam dizer coisas diferentes, as condições para que ele se inscreva em um domínio
de parentesco com outros objetos, para que possa estabelecer com eles relações de
semelhança, de vizinhança, de afastamento, de diferença, de transformação – essas
condições, como se vê, são numerosas e importantes. Isto significa que não se pode
falar de qualquer coisa em qualquer época [...]”
44
.
,1, Primeira etapa da analise.
Posto isto, parti desta idéia de M. loucault para um olhar bre·íssimo e íocalizado
sobre o Brasil da década de 20. Lntao, ·ejamos o que acontecia no Brasil na época em que
Macunaíma íoi escrito. O Brasil passa·a pelo impacto da Primeira Guerra Mundial e soíria
alteraçoes no campo das idéias como o resto do mundo inteiro. Assistia-se a retomada de
·alores` nos países europeus, e no Brasil urgia nos situarmos como um país que tinha
especiíicidades capazes de traçar uma identidade de naçao ,1LLLS, 199¯,.
Portanto, tudo con·ergia nesta época - os jornais, as editoras, a academia, o métier
artístico, etc - para se encontrar um tipo étnico especííico capaz de representar a
nacionalidade brasileira. 1rata·a-se de uma missao que se impunha a intelectualidade:
encontrar a identidade nacional rompendo com um passado de dependência cultural.
Lsta busca culminou com a Semana de Arte Moderna em Sao Paulo, que na época
experimenta·a um processo de desen·ol·imento economico acelerado, além disso, tinha
historicamente atrelado a sua imagem todo mo·imento de expansao territorial e, portanto, de
coníiguraçao geograíica do país, o bandeirismo paulista. Sao Paulo aparecia assim, aos olhos
da naçao, como o grande empreendedor, o centro do trabalho, o território que deu origem ao
·erdadeiro brasileiro, e nesse sentido, o único estado capaz de promo·er a construçao da
identidade nacional ,1LLLS, 199¯,.
S9
Mario Raul de Morais de Andrade esta·a mergulhado neste burburinho modernista
quando escre·eu Macunaíma. Deste meio nacionalista` emerge, dentro de uma concepçao
íoucaultiana, uma narrati·a que pretende justamente le·ar o leitor ,brasileiro, a um
questionamento sobre sua identidade. Procura situar o brasileiro atra·és de um sincretismo
íolclórico de elementos culturais regionais ,1LLLS, 199¯,.
O que nos remete, por sua ·ez, a D. Maingueneau quando este descre·e a íunçao da
cenograíia na obra literaria. Para ele a cenograíia constitui de íato uma articulaçao
insubstituí·el |...| o público nao consome apenas uma história, inscre·e-se no cenario que,
proporcionando essa história, atribui-lhe um lugar imaginario` ,MAINGULNLAU, 2001, pg.
134,.
Ora, as andanças de Macunaíma da sel·a a cidade, em busca da pedra magica ,o
muiraquita,, roubada pelo gigante \enceslau, seus amores e a·enturas estabelecem uma
cenograíia que le·anta os traços deíinidores de algumas das característica do carater do
homem brasileiro. Lntretanto, é importante salientar que Macunaíma nao é símbolo do
brasileiro, porque símbolo implica uma totalidade psicológica, e Macunaíma possui apenas
alguns traços do carater brasileiro, sendo um símbolo restrito do brasileiro.
Lníim, os paragraíos acima intentam bre·emente demonstrar como o primeiro passo,
na metodologia de M. loucault, inspirou e contribuiu para orientar os primeiros passos na
construçao hipertextual de Macunaíma, repassando pelo contexto da obra, o material que
ser·iu de base para a obra e os estudos realizados sobre a obra.
,2, Primeira etapa da construçao hipertextual
Lsta primeira analise de Macunaíma orienta os primeiros passos na construçao do
hipertexto. Inspirada na idéia de M. loucault de que nao se pode íalar de qualquer coisa em
qualquer época`, e, por conseguinte, que a obra Macunaíma nao poderia ter sido escrita em
outra época que nao íosse esta de Mario de Andrade. Concluí que seria necessario explicitar a
ino·açao do que é dito em Macunaíma atra·és de uma apresentaçao esmiuçada desta rapsódia.
60
Desta íorma, primeiramente, priorizei a criaçao de um bloco dedicado ao contexto em
que esta obra surgiu, paralelo a construçao de paginas com um resumo de cada capítulo de
Macunaíma, de íorma que o leitor pudesse relembrar, ou mesmo tomar conhecimento, da
obra.
Segundo, julguei necessaria a construçao de um glossario, onde pudesse explicar
determinados termos e noçoes de diíícil entendimento usados em Macvvaíva. Pois, como é
sabido, Mario de Andrade trabalhou nesta obra com proíundos estudos íolclóricos, a íim de
reunir uma espécie de pot-pourri do linguajar de todas as regioes do Brasil no intuito de
desenhar` a identidade brasileira. O glossario, portanto, também se tornou parte importante
do hipertexto ao demonstrar este no·o olhar que propoe Mario de Andrade sobre a cultura
brasileira.
1erceiro, presumi igualmente essencial, a criaçao de paginas que relatassem as lendas
sobre as quais se inspirou Mario de Andrade na redaçao de Macvvaíva. Pois, seria mais um
elemento na construçao hipertextual para mostrar com clareza a íormaçao discursi·a de
Macunaíma.
Quarto, considerei importante apresentar, mesmo que bre·emente, alguns estudos
sobre a obra Macvvaíva. Aíinal de contas, estes estudos justamente e·idenciam as relaçoes
estabelecidas entre instituiçoes, processos economicos e sociais, íormas de comportamentos,
sistemas de normas, técnicas, tipos de classiíicaçao, modos de caracterizaçao` que permitiram
este discurso sobre a identidade brasileira aparecer, e conseqüentemente, também a obra
Macvvaíva aparecer.
Assim, a pagina inicial, de entrada no hipertexto da obra Macvvaíva, sendo sem
sombra de dú·ida a mais importante, pois de·eria conter chamadas sucintas para o conteúdo
desen·ol·ido no interior do sítio Internet, íicou apenas com um índice, demonstrando a os
tópicos com hiperlinks para suas respecti·as paginas. Desta íorma, dentro da estrutura em
rede do hipertexto estes blocos esclarecedores da íormaçao do objeto discursi·o` íicam
hierarquicamente sob a pagina inicial do hipertexto da obra Macunaíma, mas de íato estao a
6J
disposiçao de no·as associaçoes que se íaçam necessarias ao longo do Macunaíma
hipertextual`.
ii, lormaçao de modalidades enunciati·as`
“[...] ver no discurso [...] um campo de regularidade para diversas posições de
subjetividade. O discurso, assim concebido [...] é um conjunto em que podem ser
determinadas a dispersão do sujeito e sua descontinuidade em relação a si mesmo. É
um espaço de exterioridade em que se desenvolve uma rede de lugares distintos [...]
” (M. FOUCAULT, 1995, pg. 62)
45
.
,1, Segunda etapa da analise
Lxiste uma característica importante em relaçao ao discurso que de·e ser obser·ada
no trecho transcrito acima, associada um pouco as idéias de P. Bourdieu ,1982,, quando este
descre·e o papel,lugar do escritor no campo literario, idéia esta trabalhada também por D.
Maingueneau ,2001,.
O sujeito social que produz um enunciado nao é uma entidade solta e independente
do discurso, como um autor ou uma íonte originaria. Mario de Andrade nao íoi o criador`
de todo o discurso de mo·imento de ·anguarda modernista de sua época, nem Macunaíma é a
única expressao deste discurso.
As posiçoes sao justamente in·ersas, o meio contextualizado anteriormente abriu um
lugar ocupado pelo discurso de ·anguarda modernista, que posicionou e inseriu Mario de
Andrade dentro do campo literario emergente neste lugar, do qual ele íazia parte dentre
outros. Pois, nao é uma entidade que ·ai gerar seu próprio discurso, mas o discurso é que ·ai
gerar e posicionar uma dada entidade. Assim, por exemplo, o ensino como uma ati·idade
discursi·a posiciona aqueles que íazem parte como proíessor,a, ou aluno,a, |...| M. loucault
atribui um papel íundamental para o discurso na constituiçao dos sujeitos sociais`
,lAIRCLOUGl, 2001, pg. 68-69,.
Neste sentido, remontei a P. Bourdieu para reíorçar este argumento de M. loucault,
precisamente as suas deíiniçoes de babitv. lingüístico, mercado lingüístico e campo literario. O
62
habitus lingüístico
46
, mais uma dimensao da sua noçao de babitv., seria . a capacidade de
utilizar as possibilidades oíerecidas pela língua e de a·aliar praticamente as ocasioes de utiliza-
las.`,BOURDILU, 1983, pg. 66,. L o mercado lingüístico existiria sempre que alguém
produzisse um discurso para receptores capazes de a·alia-lo, de aprecia-lo e de dar-lhe um
preço. ,BOURDILU, 1983,.
Colocando em pratica o que íoi citado acima, poderia dizer que numa analise da obra
Macunaíma precisaria descre·er suas íormulaçoes enquanto enunciados, para entao
determinar qual é a posiçao que pode e de·e ter ocupado Mario de Andrade para ser seu
sujeito enunciati·o. Poderia dizer também que Macvvaíva é uma expressao do Modernismo

,
mo·imento que se maniíesta pela ocupaçao deste lugar determinado e ·azio que pode ser
eíeti·amente ocupado por indi·íduos diíerentes`.
Lste discurso enquanto tal age como ·ocaçao enunciati·a ,MAINGULNLAU, 2001,,
atra·és da qual Mario Andrade se sentiu` chamado a produçao de Macunaíma. Por meio da
pratica social, Mario de Andrade se posicionou como escritor ·anguardista moderno, atra·és
de uma gama de modalidades enunciati·as asseguradas pelas regras correntes do discurso
literario entao em ·oga ,lAIRCLOUGl, 2001,.
Sob esta perspecti·a torna-se possí·el realizar o papel íundamental do discurso na
constituiçao do sujeito social. Se, no discurso literario modernista de ·anguarda, o escritor ,
artista é sucessi·amente o questionador soberano e direto, o olho que obser·a`, a cabeça
pensante capaz de apontar a identidade brasileira, isso se da porque todo um íeixe de
relaçoes se encontra em jogo` ,M. lOUCAUL1, 1995,, relaçoes entre di·ersos elementos
distintos que dizem respeito ao status do escritor literario, ao lugar institucional de onde íala,
etc.
D. Maingueneau ,2001, re·igora este posicionamento quando íala do escritor que
alimenta sua obra com o carater radicalmente problematico de sua própria pertinência ao
campo literario e a sociedade |...| a pertinência ao campo nao é, portanto, a ausência de
qualquer lugar, mas antes uma negociaçao diíícil entre o lugar e o nao-lugar, uma localizaçao
63
parasitaria, que ·i·e da própria impossibilidade de se estabilizar. Lssa localidade paradoxal,
·amos chama-la paratopia` ,MAINGULNLAU, 2001, pg. 28,.
,2, Segunda etapa da construçao hipertextual
Nesta segunda etapa, interpretei a idéia de M. loucault de um lugar determinado e
·azio que pode ser eíeti·amente ocupado por indi·íduos diíerentes` como algo nao deíinido
por um texto, um li·ro ou uma obra, mas ·aria·el, mantendo sua identidade apesar de sua
·ariedade e, mais importante que tudo, o lugar de ressonancia de outras ·ozes`
contemporaneas a Mario de Andrade.
Assim sendo, no Macunaíma hipertextual, sob a pagina Macunaíma, criei uma pagina
dedicada a Mario de Andrade, e sob esta: sua biograíia, diario, correspondência, publicaçoes,
cronicas e entre·istas, para tornar clara a iníluência dos artistas e escritores contemporaneos a
Mario de Andrade, sobre seu trabalho.
L ainda sob a pagina intitulada contexto`, ja criada na primeira etapa do hipertexto,
abri o espaço necessario para ainda abordar a própria produçao literaria dos outros autores
contemporaneos a Mario de Andrade, cujas ·ozes também ocuparam este lugar de
ressonancia.
iii, lormaçao dos conceitos e estratégias`
“[...] o que pertence propriamente a uma formação discursiva e o que permite
delimitar o grupo de conceitos, embora discordantes, que lhe são específicos, é a
maneira pela qual esses diferentes elementos estão relacionados uns com os outros
[...] É esse feixe de relações que constitui um sistema de formação conceitual [...]”
48
(M. FOUCAULT, 1995, pg. 67).
,1, 1erceira etapa da analise
Lm relaçao a este trecho, ·ou apenas mostrar alguns pontos de semelhança entre este
procedimento de analise de M. loucault e o de D. Maingueneau, com ·istas a apoiar e
íundamentar uma AD nesta linha.
64
Vejamos, o escritor,autor precisa se inserir numa tribo,grupo, esta tribo pode
resultar de trocas de correspondência, de encontros ocasionais, de semelhanças nos modos de
·ida, de projetos con·ergentes`. Mas, nao precisa também, necessariamente, tomar corpo,
pois, o íato é que pertencer a uma tribo, mesmo sendo in·isí·el`, signiíica que o escritor
ine·ita·elmente estara engajado no campo literario, escre·endo, publicando e organizando sua
identidade em torno destas ati·idades. O campo literario ·i·e de uma tensao entre suas tribos
e seus marginais. Atra·és do modo como gerem sua inserçao no campo, os escritores
indicam a posiçao que nele ocupam` ,MAINGULNLAU, 2001, pg. 31,.
Cena exemplar disto em Macunaíma se encontra no trecho a seguir em que Pietro
Pietra ·olta para Luropa, mas Macunaíma reconhece que nao pode ir e reílete: |...| Nao, nao
·ou nao. Sou americano e meu lugar é na América. 1enho medo que a ci·ilizaçao européia
deturpe a inteireza do meu carater |...|`. Onde Mario deixa clara sua inserçao na tribo de
·anguardistas que busca·a uma identidade própria do brasileiro
49
.
Além desta relaçao que o escritor de·e estabelecer com uma tribo, também existe a
questao da autoridade ,BOURDILU, 1982,, da modalidade enunciati·a ,M. lOUCAUL1,
1995,, isto é, o que ·ai dar direito e reconhecimento a pala·ra do escritor·
M. loucault pergunta quem íala· Quem, no conjunto de todos os sujeitos íalantes,
tem boas razoes para ter esta espécie de linguagem· Quem é seu titular· Quem recebe dela sua
singularidade, seus encantos, e de quem, em troca, recebe, se nao sua garantia, pelo menos a
presunçao de que é ·erdadeira· Qual é o status dos indi·íduos que têm - e apenas eles - o
direito regulamentar ou tradicional, juridicamente deíinido ou espontaneamente aceito, de
proíerir semelhante discurso·`
L D. Maingueneau responde que existe um determinado estado histórico que
desencadeia um processo em determinados indi·íduos que o con·ocam a produzir literatura.
No campo da analise propriamente textual, desen·ol·emos, por nossa ·ez, uma teoria da
comunidade discursi·a`, que tenta, articular as íormaçoes discursi·as a partir do
íuncionamento dos grupos de produtores e gerentes que as íazem ·i·er e ·i·em delas`
,MAINGULNLAU, 2001, pg. 30,.
6S
,2, 1erceira etapa da construçao hipertextual
Nesta etapa, procurei reunir as condiçoes necessarias para iniciar a construçao eíeti·a
do Macunaíma hipertextual, ou seja, estabelecer os links ou conexoes hipertextuais que
apresentarao texto e con-texto` da obra. Para a de·ida apropriaçao das íormulaçoes teóricas
de M. loucault dadas até aqui, proponho seguir esta etapa da construçao por dois caminhos
paralelos, que denomino de hiper-con-texto` e hiper-texto`, este último tratado na próxima
etapa.
O primeiro caminho pode ser iniciado a partir deste último princípio de M. loucault
sobre a íormaçao dos conceitos e das estratégias`. Adotando este princípio é possí·el uma
AD que consolide as etapas anteriores dando uma íorma deíiniti·a do contexto da obra,
atra·és da seleçao de termos, noçoes e sentenças dos elementos reunidos até agora, para gerar
hyperlinks.
As correspondências, entre·istas, diario de Mario de Andrade, além dos estudos íeitos
sobre Macunaíma, a relaçao de lendas que inspiraram a produçao da obra e a descriçao do
contexto da obra, oíerecem um ·alioso ponto de reíerência para consolidaçao da matriz
conceitual, que, segundo a orientaçao de M. loucault, constitui o íeixe de relaçoes` capaz de
situar` a obra.
Assim, nesta terceira etapa, tentei estabelecer as pala·ras-cha·es no blocos de texto.
liz isto atra·és de uma busca dos elementos recorrentes nos textos, isto é, dos elementos que
reapareciam em todos os íatos pesquisados. Sendo consolidada a conexao entre blocos,nós
na próxima etapa da construçao hipertextual, onde pude entao seguir o caminho de
construçao do hiper-con-texto, o qual esbocei na íigura abaixo, demonstrati·a das paginas que
possuem links se reíerenciando:
66
Ilustraçäo 3 - 1erceiro passo do Macunaima Hipertextual
i, Arqueologia`
“A arqueologia busca definir não os pensamentos, as representações, as imagens, os
temas, as obsessões que se ocultam ou se manifestam nos discursos; mas os próprios
discursos, enquanto práticas que obedecem a regras [...]”
50
(M. FOUCAULT, 1995,
pg. 159 – 160).
,1, Quarta etapa da analise
Ora, este tratamento que M. loucault da as relaçoes entre os enunciados também se
encontra nos escritos sobre plurinlinguismo de M. Bakhtine
51
,apud lAIRCLOUGl, 2001,.
Assim, quanto a esta característica dos trechos acima colocados, e igualmente com o
propósito de reíorça-la, chamo a baila M. Bakhtine, procurando uma analogia com sua idéia
de uma interaçao de discursos múltiplos em um mesmo discurso, e a idéia de M. loucault do
romance como um nó em uma rede.
1ento - paralelo a exposiçao das idéias de M. Bakhtine, coníluentes com as de M.
loucault - por em pratica uma analise da obra Macunaíma com este instrumental teórico de
AD. Lembrando que ·ou trabalhar apenas com alguns trechos signiíicati·os e representati·os
de Macunaíma para alicerçar minhas analises.
67
M. Bakhtine íala de um pasticho
52
literario ao se reíerir as di·ersas camadas de
discursos - cientííico, ético, retórico, ideológico etc. - presentes num dado discurso literario
53
. Sabe-se que o li·ro Macunaíma íoi considerado, por seu autor, uma rapsódia, ou seja, uma
íantasia instrumental que utiliza temas e processos de composiçao impro·isada, tirados de
cantos tradicionais ou populares. O íragmento abaixo retirado da obra é um exemplo disso:
“[...] Uma feita a Sol cobrira os três manos duma escaminha de suor e Macunaíma se
lembrou de tomar banho. Porém no rio era impossível por causa das piranhas tão
vorazes que de quando em quando na luta pra pegar uma naco de irmã espedaçada,
pulavam aos cachos pra fora d'água metro em mais. Então Macunaíma enxergou
numa lapa bem no meio do rio uma cova cheia d'água. E a cova era que-nem a marca
dum pé gigante. Abicaram. O herói depois de muitos gritos por causa do frio da água
entrou na cova e se lavou inteirinho. Mas a água era encantada porque aquele buraco
na lapa era marca do pezão do Sumé, do tempo em que andava pregando evangelho
de Jesus pra indiada brasileira. Quando o herói saiu do banho estava branco louro e
de olhos azuizinhos, água lavara o pretume dele. E ninguém não seria capaz mais de
indicar nele um filho de tribo retinta dos Tapanhumas.
Nem bem Jiguê percebeu o milagre, se atirou na marca do pezão do Sumé. Porém a
água já estava muito suja da negrura do herói e por mais que Jiguê esfregasse feito
maluco atirando água pra todos os lados só conseguiu ficar da cor do bronze novo.
Macunaíma teve dó e consolou:
– Olhe, mano Jiguê, branco você ficou não, porém pretume foi-se e antes fanhoso que
sem nariz.
Maanape então é que foi se lavar, mas Jiguê esborrifara toda a água encantada pra
fora da cova. Tinha só um bocado lá no fundo e Maanape conseguiu molhar só a
palma dos pés e das mãos. Por isso ficou negro bem filho da tribo dos Tapanhumas.
Só que as palmas das mãos e dos pés dele são vermelhas por terem se limpado na
água santa. Macunaíma teve dó e consolou:
– Não se avexe, mano Maanape, não se avexe não, mais sofreu nosso tio Judas!
E estava lindíssimo na Sol da lapa os três manos um louro um vermelho outro negro,
de pé bem erguidos e nus [...]” (ANDRADE, Mário. Macunaíma, o herói sem nenhum
caráter. 2° ed. Rio de Janeiro, Editora da Universidade Federal do Rio de Janeiro,
1996. pg 37-38).
Mario de Andrade mergulhou aqui nos contos presentes em nossa cultura
54
. L nao só
isto, Macunaíma também explorou uma das características particulares da elaboraçao do
plurilinguismo no romance, a introduçao de línguas` ,ou linguajares·, e perspecti·as
literarias e ideologias multiíormes - de gêneros, de proíissoes, de grupos sociais ,o linguajar
do nobre, do íazendeiro, do mercador, do camponês,, introduçao de línguas orientadas,
íamiliares ,a íoíoca, o íalatório mundano, o linguajar doméstico,
55
` ,BAKl1INLL, 19¯8, pg
132,.
68
Mario trabalha estes gêneros ao substituir a estilística literaria pela linguagem do
cotidiano. Pesquisando ·asta bibliograíia - Von Roraima zum Orinoco de Koch-Grünberg,
Poranduba Amazonense de Barbosa Rodrigues, Reise in Brasilien de Spix e Martius,
Diccionario de Brasileirismos de Rodolpho Gracia, A planície do solar e da senzala de Alberto
Lamego lilho, entre muitas e muitas outras obras - Mario introduz este linguajar do po·o
brasileiro colocando as histórias de Macunaíma para serem contadas por um papagaio ao
narrador, que ·ai continuar contando-as:
“[...]Ponteei na violinha e em toque rasgado botei a boca no mundo cantando na fala
impura as frases e os casos de Macunaíma, herói de nossa gente [...] No fundo do
mato-virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente. Era preto retinto e filho do
medo da noite. Houve um momento em que o silêncio foi tão grande escutando o
murmurejo do Uraricoera, que a índia tapanhumas pariu uma criança feia. Essa
criança é que chamaram de Macunaíma.
Já na meninice fez coisas de sarapantar. De primeiro passou mais de seis anos não
falando. Si o incitavam a falar exclamava:
- Ai! que preguiça!...
e não dizia mais nada. Ficava no canto da maloca, trepado no jirau da paxiúba,
espiando o trabalho dos outros e principalmente os dois manos que tinha, Maanape já
velhinho e Jiguê na força de homem. O divertimento dele era decepar cabeça de
saúva. Vivia deitado mas si punha os olhos em dinheiro, Macunaíma dandava pra
ganhar vintém [...]”(ANDRADE, Mário. Macunaíma, o herói sem nenhum caráter. 2°
ed. Rio de Janeiro, Editora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, 1996. pg. 5-
6).
Desta íorma, se estabelece em Macunaíma uma narrati·a dialógica entre as di·ersas
perspecti·as que retratam os diíerentes linguajares, ponto de ·ista contra ponto de ·ista,
acento contra acento, apreciaçao contra apreciaçao
56
`. L atra·és desta correlaçao Mario
permanece neutro como autor em sua narrati·a, ele se ser·e, a todo o momento de sua obra,
desta interpelaçao, deste dialogo de linguajares, a íim de permanecer, sobre o plano
lingüístico, como neutro, como terceiro homem` ` ,BAKl1INLL, 19¯8, pg. 135,.
Outra íorma de introduçao e organizaçao deste plurilingüismo se da atra·és das íalas
dos personagens, que sao pala·ras de outro` em uma linguagem estrangeira` e por isso tem
o poder de reíratar as intençoes do autor

, exemplo disso em Macunaíma se encontra no
trecho transcrito abaixo:
“[...] Então o povo que já estava zangado virou contra Maanape e contra Jiguê. Já
todos, e ram muitos! estavam com vontade de armar uma briga. Então um estudante
69
subiu na capota dum auto e fez discurso contra Maanape e contra Jiguê. O povo
estava ficando zangadíssimo.
Meus senhores, a vida de um grande centro urbano como São Paulo já obriga a uma
intensidade tal de trabalho que não permite-se mais dentro da magnífica entrosagem
do seu progresso sequer a passagem momentânea de seres inócuos. Ergamo-nos todos
uma voz contra os miasmas deletérios que conspurcam o nosso organismo social e já
que o Governo cerra os olhos e delapida os cofres da Nação, sejamos nós mesmo os
justiçadores [...]” (ANDRADE, Mário. Macunaíma, o herói sem nenhum caráter. 2°
ed. Rio de Janeiro, Editora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, 1996. pg 98)
“[...] Macunaíma perguntou:
- Ara, ara, ara! Mas você não me dirá o quê está fazendo aí, siô!
O desconhecido virou pra ele e com os olhos relumeando de alegria falou:
- Gardez cette date: 1927! Je viens d’inventer la photographie!
Macunaíma deu uma grande gargalhada :
- Chi! Isso já inventaram que anos, siô! [...]” (ANDRADE, Mário. Macunaíma, o
herói sem nenhum caráter. 2° ed. Rio de Janeiro, Editora da Universidade Federal do
Rio de Janeiro, 1996. pg 143)
Ainda outro íato marcante desta poliíonia em Macunaíma, desta simultaneidade de
·arias melodias` que se desen·ol·em independentemente, mas dentro da mesma
tonalidade`, é a junçao de gêneros intercalados
58
.
Mario reuniu toda sorte de costumes, pro·érbios, ·ersinhos e ditos populares do Brasil
e constituiu uma ·erdadeira antologia do íolclore nacional. Construída a partir da combinaçao,
um ·erdadeiro exercício de bricolage`, de uma iníinidade de textos pro·enientes de íontes
di·ersas: traços indígenas, cerimonias de origem aíricana, e·ocaçoes de cançoes de roda
ibéricas, tradiçoes portuguesas, contos tipicamente brasileiros, anedotas tradicionais da
listória do Brasil, incidentes pitorescos presenciados pelo autor, episódios de sua ·ida
pessoal, transcriçoes dos cronistas coloniais e de etnógraíos, írases célebres de personalidades
históricas ou eminentes, pro·érbios, ditos e processos mnemonicos populares.
“[...] e Macunaíma foi balançando cada vez mais forte. Cantava:
Bão-ba-lão
Senhor capitão
Espada na cinta
Ginete na mão [...]”.
59
A carta de Mario a Alceu Amoroso Lima também demonstra a iníluência que recebeu
de Koch-Grünberg
60
, o etnólogo alemao que íotograíou o Alto do Rio Negro, na Amazonia,
70
entre 1903 e 1905: No geral os meus atos e trabalhos sao muito considerados por demais
para serem artísticos. Macunaíma nao. Resol·i escre·er porque íiquei desesperado de
comoçao lírica quando lendo Koch-Grünberg percebi que Macunaíma era um herói sem
nenhum carater nem moral, nem psicológico, achei isso enormemente como·ente nem sei
porquê, de certo pelo ineditismo do íato, ou por ele concordar um bocado com a época
nossa, nao sei...`.
Concluindo, ambos, M. loucault e M. Bakhtine, parecem estar íalando de aspectos
semelhantes em suas analises do discurso literario, descre·endo a rede conceitual a partir das
regularidades intrínsecas no emaranhado de discursos de uma determinada época,
relacionando esse emaranhado com as regras que caracterizam uma pratica discursi·a. L desta
íorma, ambos pareceram constatar que as regras de íormaçao dos conceitos têm seu lugar no
próprio discurso numa espécie de anonimato uniíorme, se impondo a todos os indi·íduos que
tentam íalar num dado campo discursi·o.
,2, Quarta etapa da construçao hipertextual
Nesta quarta etapa, procurei estabelecer uma seleçao dos trechos signiíicati·os da obra
Macunaíma e as íontes onde Mario bebeu para a criaçao de sua obra, atra·és das pala·ras-
cha·es pre·iamente selecionadas em etapa anterior. Lsmiuçando, íoi possí·el rastrear alguns
dos pastichos literarios íeitos por Mario de Andrade em Macunaíma, que relacionei a íonte de
inspiraçao. Vejamos somente alguns bre·es exemplos:
• estabeleci links entre trechos da narrati·a em Macunaíma inspirados na literatura
íolclórica brasileira. Lxemplos estao ,1, no íragmento em que Mario de Andrade
conta da mudança de cor de Macunaíma e o conto etiológico da cultura brasileira
intitulado Porque o negro é preto`.
• em suas cartas de correspondência com autores contemporaneos - como, Manuel
Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Luis da Camara Cascudo, entre outros -
Mario de Andrade expoe muitas das suas íontes de inspiraçao. Lxemplos estao em
cartas que íala de coma a obra do alemao Koch-Grünberg o como·eu
61
. A partir
7J
destas cartas íoi possí·el estabelecer links entre trechos da obra de Koch-Grünberg e
Macunaíma.
• também íoi possí·el estabelecer links entre cançoes de roda brasileiras de origem
ibérica e trechos de Macunaíma em que se encontram adaptaçoes desta cultura
popular.
•• • •••• • • .PROPRí.Ç.O DO´ PROCR.M.´ .PROPRí.Ç.O DO´ PROCR.M.´ .PROPRí.Ç.O DO´ PROCR.M.´ .PROPRí.Ç.O DO´ PROCR.M.´ .PROPRí.Ç.O DO´ PROCR.M.´ .PROPRí.Ç.O DO´ PROCR.M.´ .PROPRí.Ç.O DO´ PROCR.M.´ .PROPRí.Ç.O DO´ PROCR.M.´ .PROPRí.Ç.O DO´ PROCR.M.´
Visitados os roteiros de transposiçao do texto para hipertexto, ·isando a disposiçao do
conteúdo na web, descre·o nos próximos paragraíos como se deu a apropriaçao dos
programas li·res, selecionados para a construçao dos sítios.
• PlPNuke para o portal do PPGCOM LCO-UlRJ.
Para a construçao do portal do PPGCOM da LCO-UlRJ utilizei o PlPNuke,
disponí·el para baixar em http:,,phpnuke.org,. O PlNuke oíerece um conjunto de módulos
basicos e módulos adicionais produzidos pela sua comunidade de usuarios. Adotei os basicos
e alguns adicionais, procurando articular as íuncionalidades destes módulos com as demandas
da CAPLS para constituiçao de um sítio para um programa de pós-graduaçao.
Lembrando que todos os módulos do PlPNuke selecionados sao interati·os, e
permitem um gerenciamento do grau de interati·idade que se pretende dispor atra·és da
administraçao dos grupos que terao acesso ao portal. Lxistem os anonimos,·isitantes, os
cadastrados no portal ,que se subdi·idem em estudantes, proíessores e íuncionarios, com
·isibilidades diíerentes, e os administradores ,que se subdi·idem em webmaster, secretaria e
coordenaçao,. Os cadastrados e administradores podem entrar com material no portal,
tornando-se desta íorma responsabilidade dos integrantes do PPGCOM, e nao somente da
secretaria do programa, a atualizaçao do portal, seja com notícias de e·entos que julgam
pertinentes para os colegas, seja com a entrada de e·entos na agenda, seja com en·io de
textos, etc.
72
Vejamos como se deu a adequaçao dos módulos disponí·eis no PlPNuke para o
portal LCO.Pos-UlRJ. Primeiramente, íoi preciso trabalhar a cara` do portal, junto a entao
mestranda Mariana Boechat, e sob a orientaçao do Proí. Moha lajji e da Proí. Raquel Pai·a.
Neste momento, íoi necessario íazer uma escolha: ou adota·amos um tema oíerecido pela
comunidade phpnuke, com suas determinaçoes de cores, íontes e disposiçao na tela, ou
cria·amos um tema especialmente para o portal. licou decidido pelos proíessores que seria
mais apropriado criar um tema, o que por um lado caracterizou o portal do PPGCOM, mas
por outro lado, a criaçao deste tema, por termos mexidos nos parametros dos arqui·os php,
implicou que o portal nao poderia ser mais atualizado com as no·as ·ersoes sucessi·as do
phpnuke, sendo íadado a permanecer na ·ersao 6.¯. Na época ·ersao mais atualizada
disponí·el. Nestes dois anos de portal o phpnuke ja chegou a ·ersao ¯.8. Logo, dos no·os
módulos lançados, poucos íoram os que se integra·am a ·ersao 6.¯., íicando, desta íorma, o
portal restrito aos seguintes recursos e módulos descritos e adequados mais abaixo.
listórias - um módulo destinado a publicaçao de escrito ou exposiçao sucinta de um
assunto qualquer. Lste módulo utilizei para a di·ulgaçao de notícias sobre a LCO.Pos, sobre
e·entos na area de comunicaçao, sobre iníormati·os das instituiçoes de íomento, sobre
oportunidades de publicaçao em periódicos da area, constituindo o QUADRO DL AVISOS
on-line do PPGCOM.
Blocos - um recurso de administraçao da disposiçao de quadros de iníormaçoes na
pagina do sítio, ser·e para a administraçao dos blocos que sao usados como barras de
na·egaçao, em ·ertical, na lateral esquerda e direita do sítio, di·ididas em estaçoes tematicas,
que compoem um índice relacionando as íerramentas interati·as do portal, contendo
diíerentes links de acordo com o status do usuario, e en·iando para seçoes em constante
atualizaçao e modiíicaçao. Atra·és deste recurso íoi possí·el organizar o menu principal com
os links para a Pagina Inicial, em Notícias, os links para Re·isao, Notícias por Data, Notícias
por 1ítulo, Notícias por 1ópico, Busca Personalizada, Dú·idas lreqüentes e Atendimento
On-line. O menu utilidades com os links para as seçoes personalizadas para pós-graduandos,
proíessores ou íuncionarios cadastrados, remetendo para o Cadastro ,dados pessoais do
cadastrado,, Blog ,um diario,, Mensageiro ,permite trocar mensagens com outros
cadastrados,, \ebmail ,permite acessar os emails pelo portal,, Logout. Subir tese,dissertaçao,
73
Base de alunos, Base de proíessores, Agenda, lórum, Links, Li·raria Virtual, Leituras,
Classiíicados.
Na·iNuke - este módulo íoi instalado para implementaçao da barra de na·egaçao no
topo do portal, com íormato de um menu drop-down ,caixa que abre lista de opçoes,,
contendo links para iníormaçoes estaticas e institucionais. Lste menu complementou a
na·egaçao com os blocos mencionados acima. A partir destas barras de na·egaçao se
estruturaram os links do portal, constituindo assim dois tipos de link no portal: os links de
na·egaçao estrutural encontrados nas barras de na·egaçao, que resumem as estrutura do
espaço de iníormaçao e permitem aos usuarios a ·isita a outras partes do espaço, os links
associati·os que estao distribuídos ao longo do conteúdo das paginas, sao pala·ras de cor
laranja que apontam para outras paginas do portal, como reíerências adicionais. Os links
ati·os estao em laranja escuro, e os links ·isitados estao em laranja claro e negrito, e
desati·amos o sublinhado. Lsta escolha se deu baseada em pesquisas de usabilidade da \LB.
Os links com cores quentes, como laranja e ·ermelho se destacam, chamando a atençao do
usuario. L·itamos sempre que possí·el o uso do "Clique AQUI" como texto ancora para para
um link. Ao in·és, colocamos o links sobre as pala·ras-cha·es que oíerecem um bre·e resumo
do tipo d e iníormaçao adicional disponí·el.
Calendario - um módulo que permite registrar datas preíixadas para a realizaçao de
determinados e·entos, como deíesas de tese de doutorado, apresentaçoes de dissertaçao de
mestrado, projetos de qualiíicaçao, reuniao dos núcleos de pesquisa, ati·idades pre·istas para
os próximos meses, como, colóquios, seminarios, coníerências, participaçao dos docentes e
pós-graduandos em e·entos etc. Lste módulo íoi instalado para constituir a AGLNDA do
PPGCOM.
Conteúdo - este módulo permite a arqui·ar documentos di·ersos. loi adaptado e
utilizado para a constituiçao da seçao LLI1URAS do portal. Onde constam as seguintes
categorias: Correspondências para apresentaçao de troca de cartas, bilhetes, telegramas ou e-
mails entre estudiosos da mídia, Audio·isual para as emissoes de Radios renomadas e ·ídeos
que ·isam diíundir e promo·er uma reílexao sobre temas di·ersos dentro da area de
comunicaçao e cultura, Antologias para a coleçao de trechos em prosa e,ou em ·erso,
74
selecionados e retirados de obras de autores renomados, Lntre·istas para os colóquios e
encontros aqui transcritos a íim de di·ulgar ou elucidar atos, idéias, reílexoes, etc. de
pensadores das tecnologias da comunicaçao, Lnsaios para a produçao literaria em prosa,
analítica ou interpretati·a, sobre os temas das linhas de pesquisa da LCO.Pos, Cronicas para
pós-graduandos e proíessores pesquisaram ou compuseram textos redigidos de íorma li·re e
pessoal, tendo como temas íatos ou idéias da atualidade, de teor artístico, político, relati·os a
·ida cotidiana, etc., Resenhas para descriçoes, críticas e comentarios recolhidos sobre a
bibliograíia da Pós-Graduaçao na LCO.Pós-UlRJ.
Downloads - módulo que permite a disponibilidade de arqui·os para descarga. Lste
módulo íoi utilizado para montar a seçao SLCRL1ARIA, onde íoram dispostas as categorias:
Di·ersos para arqui·os e documentos como a lauda padrao da LCO.Pos-UlRJ, logo da
LCO.Pos etc, Ldital para o presente edital de abertura de concurso para ingresso na
LCO.Pós-UlR, as pro·as anteriores, resultados do processo de seleçao e documentos
necessarios para inscriçao, lormularios como de prestaçao de contas da taxa de bancada do
cnpq, de escolha do orientador, de inscriçao na pós-graduaçao etc., Relatórios como de
ati·idades do bolsistas, prestando contas do andamento de seu curso, de produçao acadêmica,
Dissertaçoes de Mestrado com as dissertaçoes concluídas na LCO.Pos a partir de 2004, para
baixar, em íormato zip, na íntegra, 1eses de Doutorado com as teses concluídas na LCO.Pos
a partir de 2004, para baixar, em íormato zip, na íntegra.
Administrador - recurso do sistema PlPNuke para entrada dos administradores. Lste
recurso nao requisitou adaptaçao, íoi utilizado exatamente para a seleçao dos cadastrados que
seriam incluídos na categoria de administradors do portal LCO.Pos-UlRJ.
Grupos - recurso para estabelecer os grupos de acesso ao portal. Lste recurso íoi
utilizado para criaçao dos grupos: Proíessores, Lstudantes e luncionarios. L permite o en·io
de boletins para cada grupo indi·idualmente e para todos os grupos juntos.
Usuarios - recurso para gerenciar os cadastros de usuarios do portal. No caso do
portal LCO.Pos-UlRJ o cadastro de·eria ser eíetuado pelos próprios alunos, e cabia a
7S
administraçao do portal apro·ar os cadastros e nao apro·ar quando íossem cadastros de nao
integrantes do programa.
Lnciclopédia - este módulo permite a criaçao de uma obra de reíerência que expoe
metodicamente os íatos, as doutrinas, resultados do saber humano uni·ersal ou especííico de
um ramo do conhecimento, biograíias de grandes ·ultos, etc., e na qual se adota em geral a
ordem alíabética. Lste módulo íoi adaptado e utilizado para a seçao de 1LRMOS &
NO(OLS do corpo docente. O objeti·o desta seçao é introduzir os Pós-Graduandos da
LCO ao pensamento teórico de seus Proíessores, apresentando conceitos cha·es, atra·és de
trechos de suas obras e das obras dos autores que os iníluenciaram, de íorma a mostrar
determinados tópicos essenciais da reílexao de cada um. Apesar das limitaçoes e omissoes
ine·ita·eis quando se trata deste tipo de seleçao, acreditei que o objeti·o de mostrar as
principais linhas do pensamento de nossos Proíessores resiste a este corte, tornando possí·el a
tareía modesta ·isada por esta seçao do Portal.
Líemérides - este módulo íoi inicialmente instalado e utilizado para publicar
acontecimentos pre·istos durante o ano, como íeriados, mas depois íoi desati·ado.
lAQ - este módulo íoi utilizado para registro das dú·idas mais íreqüentes em relaçao
ao portal.
lórum - este módulo íoi utilizado como espaço para debate e reílexao sobre ·arias
questoes acadêmicas e administrati·as de interesse do próprio programa.
Reíerências de l11P - este recurso indica quais sítios na Internet remetem para o
portal LCO.Pos-UlRJ. No caso, auxilia bastante o reconhecimento da presença na Internet,
indicando todos os outros sítios que reíerenciam o portal.
Módulos - este recurso do sistema permite gerenciar todos os outros módulos,
deíinindo quais íicam ati·os, quais íicam inati·os, possibilita deíinir também a nomenclatura,
a posiçao na lateral esquerda ou direita, e os grupos que podem acessar o módulo ou nao.
76
Boletins - este módulo permite o en·io de mensagens editadas em l1ML, para os
alunos, proíessores e íuncionarios cadastrados no portal.
NukeContact - este módulo permitiu a constituiçao do Atendimento On-line do
portal, onde íoram inseridos os contatos com: o coordenador, a secretaria, o proíessor
representante de cada Núcleo de Pesquisa, a administraçao do portal, o Lspaço.SIGMA e a
Plataíorma Lattes.
NukeC - é um módulo para anúncio classiíicado e íoi utilizado para alunos,
proíessores e íuncionarios colocarem anúncio de ·enda, troca e compra de computadores,
estantes, mala etc.
Optimize DB - este recurso permite íazer cópia de segurança e recuperaçao do banco
de dados.
PubVoice - este módulo íoi instalado e adaptado para alunos e proíessores
publicarem li·remente pequenos textos com o íim de chamar a atençao para um
acontecimento ou e·ento importante no PPGCOM.
Re·isao - este módulo ser·e para registrar críticas ou comentarios sobre: notícias
publicadas no quadro de a·isos on-line da secretaria, sobre seçao leituras, sobre a seçao
secretaria, eníim, sobre qualquer material que se encontra publicado no portal.
Gerenciador de seçoes - este módulo íoi instalado e adaptado para as paginas com
material sobre o PPGCOM. Sao paginas cujo o conteúdo nao soíre constantes mudanças,
pois sao iníormaçoes ja sedimentadas sobre o PPGCOM.
Preíerências - este recurso do sistema permite estabelecer todas as coníiguraçoes do
portal, como: tema, email do administrador, diretórios onde de·em ser guardados s arqui·os
en·iados para o portal etc.
77
Ln·ios - este recurso possibilita gerenciar as notícias en·iadas para o portal,
permitindo deíinir íiltrar, editar, apro·ar e publicar ou nao o material. No caso do portal
LCO.Pos-UlRJ este recurso íoi adaptado para ser usado em outras seçoes também, nao se
restringindo ao en·io de notícias ao portal, mas também para o en·io de textos para seçao
Leituras, cabendo ao administrador íazer a transíerência do material.
Lnquete - recurso utilizado inicialmente para le·antamento de dados sobre as
opinioes dos integrantes do PPGCOM cadastrados no portal, acerca de determinado assunto
reíerente ao PPGCOM.
1ópicos - este recurso permite a deíiniçao dos tópicos das notícias a serem postadas
no quadro de a·isos do portal. No caso íoram criados os seguintes tópicos: LCO.Pos ,para
notícias do PPGCOM,, Iníormati·os ,sobre bolsas, empregos etc,, L·entos ,no meio
acadêmico,, Publicaçoes ,chamadas de trabalhos e li·ros ou periódicos publicados
recentemente,.
\eblinks - módulo que permite organizar endereços eletronicos sobre outros sítios na
Internet pertinentes para os integrantes do PPGCOM, como: Acessos Institucionais ,com
links para CNPq, CAPLS, lAPLRJ etc.,, Periódicos da area de Comunicaçao, Bibliotecas
·irtuais e editoras.
Além destes módulos e recursos do PlPNuke também íoram utilizados outros
programas li·res para complementar as necessidades do PPGCOM. Relaciono abaixo os
programas e suas respecti·as utilidades e íunçoes.
O MOODLL
62
, distribuído gratuitamente em http:,,moodle.org, este gerenciador de
conteúdo de cursos íoi instalado para a disposiçao dos programas das disciplinas. Oíerece
principalmente:
A·aliaçoes do Curso - este módulo contém questionarios de a·aliaçao de cursos
baseados em teorias construti·istas, especííicos para ambientes de aprendizagem ·irtuais. Lste
tipo de ati·idade ía·orece a reílexao sobre os processos de aprendizagem durante o curso. O
78
objeti·o dos questionarios é íazer uma pesquisa sobre as posturas dos participantes do curso
perante a aprendizagem e a reílexao crítica. Com base nos resultados destes questionarios,
pode-se identiíicar os íenomenos sociais e tendências indi·iduais que caracterizam os
processos de aprendizagem ao longo do curso, com o objeti·o de a·aliar a adequaçao das
praticas adotadas e otimizar estes processos. ii Lste módulo é importante, pois como diz P.
lreire
63
:
“[...] Não é possível praticar sem avaliar a prática. Avaliar a prática é analisar o que
se faz, comparando os resultados obtidos com as finalidades que procuramos alcançar
com a prática. A avaliação da prática revela acertos, erros e imprecisões. A avaliação
corrige a prática, melhora a prática, aumenta a nossa eficiência. O trabalho de
avaliar a prática jamais deixa de acompanhá-la [...]”.
Salas de bate-papo - ,chat, este módulo permite a realizaçao de uma discussao textual
·ia web em modalidade síncrona. Lsta ati·idade pressupoe a presença e participaçao do
proíessor.
Diarios - ,weblog ou blog, este módulo corresponde a uma ati·idade de reílexao
orientada por um moderador. O proíessor pede ao estudante que reílita sobre um certo
assunto e o estudante anota as suas reílexoes progressi·amente, aperíeiçoando a resposta.
Lsta resposta é pessoal e nao pode ser ·ista pelos outros participantes. O proíessor pode
adicionar comentarios de íeedback e a·aliaçoes a cada anotaçao no Diario e orientar o aluno
caso sinta que este esteja com dú·idas ou apresentando algum problema no aprendizado.
Neste sentido, o diario permitiria trabalhar a Zona de Desen·ol·imento Proximal`
,V\GO1SK\, 19,, isto é, permitiria ao proíessor ajudar o aluno na soluçao de problemas que
este apresentasse no decorrer do aprendizado. Pois, como colocado por L. Morin
64
:
“[...] A educação deve favorecer a aptidão natural da mente em formular e resolver
problemas essenciais e, de forma correlata, estimular o uso total da inteligência geral.
Este uso total pede o livre exercício da curiosidade, a faculdade mais expandida e
mais viva durante a infância e a adolescência, que com freqüência a instrução
extingue e que, ao contrário, se trata de estimular ou, caso esteja adormecida, de
despertar [...]”.
lóruns - os íóruns têm di·ersos tipos de estrutura e podem incluir a a·aliaçao
recíproca de cada mensagem. As mensagens sao ·isualizadas em di·ersos íormatos e podem
incluir anexos. Os participantes do íórum têm a opçao de receber cópias das no·as mensagens
79
·ia email, e os proíessores de en·iar mensagens ao íórum com cópias ·ia email a todos os
participantes. Lste módulo também é importante, pois, como colocou P. Lé·y, nao basta que
cada um de seus membros receba a mesma mensagem` é preciso construir conjuntamente:
“[...] as redes de associações, anotações e comentários às quais eles são vinculados
pelas pessoas. Ao mesmo tempo, a construção do senso comum encontra-se exposta e
como que materializada: a elaboração coletiva de um hipertexto [...] conversar
fraternalmente com outros seres, cruzar um pouco por sua história, isto significa,
entre outras coisas, construir uma bagagem de referências e associações comuns, uma
rede hipertextual unificada, um contexto compartilhado, capaz de diminuir os riscos
da incompreensão [...]” (LEVY, 1993, pg. 72-73)
Materiais - os materiais sao todos os tipos de conteúdos que serao apresentados no
curso. Podem ser documentos ,pdí, doc, txt, gií, jpg, arqui·ados no ser·idor, paginas criadas
com o uso do editor de textos ou arqui·os de outros sítios ·isualizados no ambiente do curso.
Ou seja, permite ao proíessor dispor uma ·asta gama de material para íacilitar o aprendizado
do aluno.
Ainda existem muitos outros módulos a serem explorados, citei apenas os elementares
para dar uma idéia do potencial deste programa.
O outro programa instalado e adaptado para complementar o portal íoi o
PlPAlumni, que ser·iu como banco de dados dos pós-graduados do PPGCOM. Oíerece
basicamente: na Pagina Inicial` um texto de apresentaçao do banco de dados, os
ani·ersariantes do mês e um quadro de a·isos com iníormaçoes de oportunidades de
emprego, ou apresentando parabéns a algum pós-graduado por uma grande realizaçao no
meio acadêmico. A seçao Meu Períil` abre uma íicha do pós-graduado com dados pessoais e
iníormaçoes sobre o emprego atual. A seçao Lista de Membros` é onde todos os pós-
graduandos e proíessores da LCO-Pós.UlRJ podem ser encontrados. L possí·el na·egar pela
lista em ordem alíabética, e também se pode pesquisar atra·és do Motor de Busca para
encontrar alguém em particular. O objeti·o desta seçao Orientadores & Orientandos` é
oíerecer ao Proíessor da LCO-Pós.UlRJ uma listagem de contatos de seus orientandos,
tendo íacil acesso ao seu períil. O Pós-Graduado também pode compor sua lista de contatos
com os Proíessores da LCO-Pós.UlRJ atra·és desta seçao. Se qualquer um dos membros
desta lista modiíicar seu próprio períil, os demais cadastrados sao iníormados ·ia e-mail. A
80
seçao lórum` ·isa conscientizar e sensibilizar a comunidade acadêmica da LCO para a
importancia da participaçao da Uni·ersidade no processo de integraçao de seus pós-graduados
no cenario de competiti·idade no Mercado de 1rabalho dos dias de hoje. Isso seria íeito
atra·és de um acompanhamento das ati·idades dos pós-graduados da LCO.UlRJ, e a·aliaçao
de seus respecti·os trabalhos desen·ol·idos após a conclusao do curso. O íórum também ·isa
reíletir e a·aliar a Pós-Graduaçao da LCO.UlRJ enquanto elemento potencializador na
capacitaçao e íormaçao de recursos humanos em diíerentes horizontes de conhecimento na
area de Comunicaçao. Nesta seçao Curso.LCO.UlRJ` estao organizadas as iníormaçoes
sobre os os cursos concluídos pelos pós-graduados, com os seguintes dados: Nome, N° de
Matrícula, Curso ,Doutorado ou Mestrado,, Bolsista ,sim ou nao e agência,, Orientador,
Linha de Pesquisa, Resumo da 1ese ou Dissertaçao, Pala·ras-Cha·es, Banca Lxaminadora,
Período.
Por íim, o último programa adaptado íoi o DaDaBik para a construçao da Base
Acadêmica, com base em íormularios e tabelas de um banco de dados cadastrando todo o
corpo discente e docente. Assim sendo, trata-se de um Cadastro Acadêmico onde constam as
íichas de todos os pós-graduados, com as seguintes iníormaçoes: Nome, Identidade, Órgao
emissor, Data de emissao ,dd-mm-aaaa,, CPl, Ani·ersario ,dd-mm-aaaa,, 1° L-mail, 2° L-
mail, 1eleíones, Lndereço, Cidade, Lstado, País, CLP, Proíissao, Interesses, N° Matrícula,
Curso ,Lspecializaçao ou Mestrado ou Doutorado, Linha de Pesquisa ,Mídia e Mediaçoes
Socioculturais ou 1ecnologias da Comunicaçao e Lstéticas, Orientador, 1ítulo do Projeto,
Resumo do Projeto, 1ema do Projeto, Pala·ras-Cha·es, Reíerência Bibliograíica, Bolsa de
estudo , Sim ou Nao, lomentador ,Nenhum ou CNPq ou CAPLS ou lAPLRJ,, Nome
e N° da Agência Bancaria ,caso bolsista,, N° da Conta ,caso bolsista,, Data de Ingresso na Pós
,dd-mm-aaaa,, Data de Conclusao da Pós ,dd-mm-aaaa,, Graduaçao, Lspecializaçao,
Mestrado, Doutorado, Lstagios, Ati·idades Acadêmicas no Semestre, Objeti·os íuturos.
• Xoops para o sítio do LLCC e da Re·ista L.Pos
Para o sítio do Laboratório de Lstudo de Comunicaçao Comunitaria ,LLCC, e para a
Re·ista digital L.Pos selecionei o programa li·re Xoops, disponí·el para baixar em
8J
http:,,www.xoops.org,, que também oíerece uma série de módulos, dos quais adotei, instalei
e adaptei os seguintes:
\lSection - este módulo permite a organizaçao e arqui·amento de textos. No caso
da Re·ista L.Pos, praticamente, só utilizei este módulo. Sendo uma re·ista semestral, com o
único objeti·o de publicar e apresentar os trabalhos de íinal de curso do corpo discente, as
pesquisas do corpo docente e alguns trabalhos dos graduandos, estabeleci as categorias
apenas por semestre, por exemplo: Re·ista 2004.1, Re·ista 2004.2 e assim por diante, sem
trabalhar com tematicas. No caso do sítio do LLCC, utilizei este módulo para a ati·idade
intitulada pelo laboratório de Ciclo de Leituras`. Presumindo que o ciclo de leituras se trata
de um conjunto de textos que circula pelo grupo durante algum tempo, e sobre o qual os
integrantes de·em reíletir e debater.
\ordPress - trata-se de um blog` adaptado como módulo utilizado para anotar as
ocorrências importantes de cada jornada de trabalho.
Pdownloads - este módulo permite o armazenamento de arqui·os e sua descriçao,
·isando sua disponibilidade para descarga. Lste módulo íoi utilizado no sítio do LLCC para
arqui·ar e apresentar toda a publicaçao dos integrantes do laboratório resultante da pesquisa la
entabulada.
Sections - este módulo é semelhante ao módulo wísection, mas oíerece poucos
recursos para a organizaçao de textos, é bem simples. Por isso utilizei este módulo apenas para
a apresentaçao do laboratório, criando a categoria Saiba mais sobre o LLCC ...` e sob esta
categoria as seguintes subcategorias:
News - este módulo é próprio para um noticiario e íoi instalado e adaptado para o
LLCC com este propósito. Para isto criei as categorias: Iníormati·os ,sobre acontecimentos
ligados a pesquisa do grupo, como maniíestaçoes etc,, L·entos ,no meio acadêmico ligados a
tem&atica de pesquisa do grupo,, Publicaçoes ,chamadas de trabalhos e li·ros ou periódicos
publicados recentemente pertinentes para a pesquisa do grupo,, Ciclos de Leituras ,para
notícias sobre esta própria ati·idade desen·ol·ida pelo grupo,, Pesquisa Coleti·a ,também
82
para notícias sobre esta própria ati·idade desen·ol·ida pelo grupo,, Cursos ,para noticiar a
oíerta de cursos promo·idos pelo LLCC,.
PiCal - este módulo é um calendario e agenda que permite registrar datas preíixadas
para a realizaçao de determinados e·entos ligados ao laboratório, como: reunioes do grupo,
data de inscriçao nos cursos etc.
lórum - este módulo íoi utilizado como espaço para debate e reílexao sobre as
íuncionalidades e ati·idades do laboratório.
Links - este módulo permite organizar endereços eletronicos sobre outros sítios na
Internet pertinentes para os integrantes do LLCC, como: Acessos Institucionais ,com links
para instituiçoes ligadas ao trabalho comunitario etc., e Periódicos ,que contenham artigos
debatendo as tematicas de pesquisa do LLCC,.
lAQ - este módulo íoi utilizado para registro das dú·idas mais íreqüentes em relaçao
ao uso do sítio do LLCC.
lale Conosco - módulo instalado para contato com o laboratório ·ia email.
• 1iki\iki para o sítio de estudo do Macunaíma
Para construçao do sítio de estudo sobre a obra literaria Macunaíma de Mario de
Andrade, selecionei o programa 1iki\iki, distribuído gratuitamente em http:,,tikiwiki.org,,
que oíerece ·astas possibilidades para um trabalho interati·o e cooperati·o, também com
di·ersos módulos disponí·eis para integraçao ao sítio. Vejamos abaixo os que selecionei,
instalei, adaptei e utilizei.
Agenda - este módulo é um calendario, como os anteriores, que permite registrar
datas preíixadas para a realizaçao de determinados e·entos a serem promo·idos pelo grupo de
estudo.
83
Boletim - este módulo também permite o en·io de mensagens para os integrantes do
grupo de estudo cadastrados no sítio.
Diario - este módulo pode ser adaptado de di·ersas íormas, no caso deste sítio
Internet de estudo grupal, também íoi utilizado para anotar as ocorrências importantes de
cada jornada de trabalho.
Bate-papo - este módulo permite a comunicaçao atra·és de rede de computadores
,ger. a Internet,, similar a uma con·ersaçao, na qual se trocam, em tempo real, mensagens
escritas.
lórum - este módulo íoi utilizado como espaço para debate e reílexao sobre as
ati·idades en·ol·idas na construçao do hipertexto sobre Macunaíma.
Links - este módulo permite organizar endereços eletronicos sobre outros sítios na
Internet pertinentes para os integrantes do grupo de estudo sobre Macunaíma.
Lnquete - módulo que permite a elaboraçao de pesquisas para o le·antamento de
dados sobre as opinioes do público acerca de determinado assunto.
Galeria de imagens - módulo que permite a coleçao e disposiçao de imagens de
natureza di·ersa, como íotos do autor Mario de Andrade e de sua época, etc.
Galeria de arqui·os - módulo que permite organizar um conjunto de documentos, no
caso de um núcleo de pesquisa, por exemplo, recortes de jornal, de re·istas, correspondência
particular, anotaçoes pessoais, memória das reunioes, trabalhos, artigos, analises, etc.
1endo ·isto todo este processo de apropriaçao dos programas li·res, passo adiante,
para o próximo capítulo. Realizado este ato de comunicaçao projetado, em que ocorreu a
implementaçao dos diíerentes sítios, abrem-se espaços de iníormaçao e de comunicaçao
inimagina·eis. Sao muitas as ati·idades comunicacionais que podem ser desen·ol·idas com
84
estes programas, isto é, descortinam-se as potencialidades de uma gama ·ariada de no·os atos
de comunicaçao. No entanto, como ·eremos a seguir, a concretizaçao destes atos de
comunicaçao é uma outra questao que nem sempre depende das condiçoes técnicas e dos
espaços midiaticos criados para sua eíeti·açao.
8S
2.3 O A1O DL COMUNICA(AO LM SI
O projeto de comunicaçao se transíormou em um trabalho, as lacunas íoram
preenchidas, as ·aria·eis receberam ·alores coníorme a açao progrediu ,SClU1Z, 19¯9,. Ou
seja, o projeto se tornou uma açao minha no mundo exterior, baseada em meu projeto, e esta
açao íoi justamente caracterizada pela intençao de realizar o estado de coisas projetado por
mim ,SClU1Z, 19¯9,. Agora, existem aspectos interessantes a serem notados no trabalho
consumado. Lm uma analise retrospecti·a do produto íinal deste ato de comunicaçao se
sobressaem os pontos apresentados nos paragraíos subseqüentes.
Considero, como aíirma P. Ricoeur, que somente pela mediaçao da leitura o texto
obtêm signiíicaçao completa ,RICOLUR, 1985, pg. 286.,. Portanto, acredito que proíundas
modiíicaçoes nas condiçoes de acesso ao texto implicam necessariamente modiíicaçoes no
texto, assim também coloca R. Chartier, ao dizer que: o processo pelo qual um leitor atribui
sentido a u texto depende, conscientemente ou nao, nao somente do conteúdo semantico
deste texto, mas também das íormas materiais pelas quais este íoi publicado, diíundido e
recebido`
65
.
Alias, di·ersos estudiosos, nao só da area de comunicaçao, demonstraram que os
suportes da memória humana nao sao simples interíaces de registro da memória, estes
suportes condicionam a própria produçao da memória. Lstes suportes transíormam as
capacidades cogniti·as da humanidade. Daí a importancia de se conjeturar sobre o modo de
operar da razao humana submetido a disciplina imposta por determinadas técnicas.
J. Goody íez um estudo aproíundado demonstrando que a escrita trouxe, entre
di·ersas outras coisas, a capacidade de abstraçao e generalizaçao. Segundo ele:
“a variação dos modos de comunicação é freqüentemente tão importante quanto os
modos de produção, porque ela implica um desenvolvimento tanto das relações entre
os indivíduos quanto das possibilidades de estocagem, de análise e de criação na
ordem do saber”
66
.
86
A escrita, conseqüentemente, desen·ol·eu no·as possibilidades de estocagem, analise
e criaçao na ordem do saber ,GODD\, 19¯9,:
“[...] mais precisamente, a escrita, sobretudo a escrita alfabética, tornou possível uma
nova forma de examinar o discurso graças à forma semi-permanente que ela dá a
mensagem oral. Este meio de inspeção do discurso permitiu acrescentar o campo de
atividade crítica, favoreceu a racionalização, a atitude céptica, o pensamento lógico
[...] se desenvolveu a possibilidade de acumular conhecimentos, em particular
conhecimentos abstratos, por que a escrita modificou a natureza da comunicação a
estendendo além do simples contato pessoal e transformou as condições de estocagem
da informação; assim tornou-se acessível aos que sabiam ler um campo intelectual
mais extenso. O problema da memorização cessou de dominar a vida intelectual; o
espírito humano pode se aplicar ao estudo de um ‘texto’ estático, liberado dos
entraves próprios às condições dinâmicas da ‘enunciação’, o que permitiu ao homem
tomar distanciamento em relação a sua criação e de examinar de maneira mais
abstrata, mais geral, mais ‘racional’. Tornando possível o exame sucessivo de um
conjunto de mensagens dispostas em um período muito mais longo, a escrita favoreceu
simultaneamente o espírito crítico e a arte do comentário por um lado, o espírito de
ortodoxia e o respeito do registro por outro lado [...]”(GODDY, 1979, pg. 87)
67
.
\. Ong recuperou ·arias pesquisas sobre o processo de interiorizaçao da escrita entre
os gregos, para estudar as diíerenças entre as culturas orais e as culturas escritas. Lle relembra
que nos textos de Platao íoram apresentados ·arios argumentos contra a escrita, que se
sedimenta·a naquele momento da história grega. Platao escre·e o que sai na boca de Sócrates,
personagem que nao deixou nenhum escrito conhecido. O problema principal dos
argumentos de Platao contra a escrita é que ele te·e que usa-la para estabelecê-los. \. Ong
obser·a que os argumentos contra a escrita por Platao sao os mesmos usados hoje contra os
computadores
68
. A passagem da cultura oral para a cultura escrita íoi bem estudada neste
século e permitiu identiíicar na Grécia Classica um momento de interiorizaçao da escrita. \.
Ong considera que íaz parte da escrita os mais ·ariados instrumentos utilizados nos registros,
como também as transíormaçoes que ela causou e causa na consciência humana. Para ele estas
transíormaçoes íoram e sao condicionantes para o desen·ol·imento dos potenciais humanos
mais ele·ados. Lle deíine a escrita como uma tecnologia
69
. \. Ong ·ê as tecnologias nao
apenas como aparatos auxiliares externos, mas transíormaçoes que atingem o interior da
consciência, desen·ol·endo-a
¯0
.
L. L. Lisenstein ,1993, e M. McLuhan ,1969, mostraram a importancia do ad·ento da
imprensa na ci·ilizaçao ocidental, e como esta íoi um íator determinante para as grandes
mudanças do século XV, entre as quais a Renascença, a Reíorma e o nascimento das ciências
87
modernas. A disseminaçao de iníormaçoes estruturadas` pela imprensa criou no·os habitos
da leitura e certamente de pensar. Logo no início de sua apropriaçao dentro da esíera pública
a imprensa catalisou um processo de democratizaçao atra·és da expressao literaria.
Segundo D. Olson ,1994,, a íorma escrita e em especial a íorma impressa modiíicaram
a maneira de pensar das pessoas. Lm seu li·ro 1he \orld on Paper`, D. Olson coloca
pesquisas íeitas por Vygotsky, Luria, Scribner e Cole, que demonstraram como, ao lidar com
silogismos, indi·íduos alíabetizados respondiam as perguntas baseando-se nas premissas,
enquanto indi·íduos nao alíabetizados respondiam as perguntas baseando-se apenas em suas
crenças
¯1
.
Da perspecti·a da midiologia, ha uma correlaçao entre os símbolos e sistemas de
organizaçao nas sociedades, ou melhor, sistemas técnicos ,estabilizaçao da e·oluçao em torno
de uma tecnologia, que ser·em de ponto de equilíbrio aos sistemas sociais ,economicos,
religioso, políticos, educati·os, jurídicos,. Lm outros termos, as íunçoes sociais nao podem ser
estudadas independentemente das estruturas sociais e técnicas de transmissao. Para a
midiologia a mensagem é incorporada pela mídia, e assim ambas se condicionam. A mídia nao
tem só um papel na transmissao de uma mensagem, mas di·ersos, pois é constituída por
materiais organizados e organizaçoes materializadas.
Quadro do Médium retirado do li·ro Introduction a la Midiologie` ,DLBRA\,
2000, pg. 12¯-128,.
VL1OR 1LCNICO VL1OR INS1I1UCIONAL
Material Organizado Organizaçao Materializada
MO 1: suporte íísico
,estatica - pagina
dinamica - ondas sonoras,
OM 1: Código lingüístico
,latim, inglês, etc.,
MO 2: o modo de expressao
,texto, imagem, som, etc.,
OM 2: Quadro de organizaçao
,cidade, escola, igreja, etc.,
88
MO 3: dispositi·o de circulaçao
,em cadeia, em rede, etc.,
OM 3: A matriz de íormaçao
,organizaçao conceitual da
mensagem,
Vetor externo de transporte Vetor interno de elaboraçao
O mundo dos objetos O mundo da ·ida
Médium techno-típico, objeti·o,
cartograía·el, períormance mensura·el
,rapidez, ·olume, custo, etc.,
Médium étnico - cultural, siporte de
uma engenharia subjeti·a, co- extensi·o aos
agentes e in·isí·el a ambos
o suporte como ·ia de transporte
,a estrada, a tela, o papel, etc.,
1.O meio cultural
,cultura romana, helênica, norte
-americana, etc.,
O ·eículo como meio de
transporte
,bicicleta ou automó·el, alíabeto
ou ideograma, pintura ou íoto, etc.,
2.O corpo coleti·o condutor
,empresa, estabelecimento, instituiçao
- museu, editora, escola, canal, etc.,
A rede como modo de transporte
,rodo·iario, impresso, digital, etc.,
3.O código conceitual indutor
,o modo de coníiguraçao interno de
uma mensagem,
Ilustraçäo 4 - O ´medium¨
Nestes termos, por exemplo, uma transmissao por hipertexto em um meio acadêmico
se organizaria da seguinte íorma: MO 1 ~ os materiais utilizados ,um texto, um computador
incluindo hardware e soítware, um modem, uma rede a grande distancia - MAN,
Metropolitan Area Network - um router, uma linha teleíonica, íibras óticas, etc.,, MO 2 ~ os
dispositi·os internos da proíissao ,a uni·ersidade, e todas as outras instituiçoes ligadas a rede
da Internet,, MO 3 ~ os tipos de objetos manuíaturados ,discursos hipertextualizados,. OM 1
~ os códigos íigurati·os ,o íormato em html, o som em mp3, imagens em gií etc,, MO 3 ~ a
organizaçao institucionalizada dos íabricantes e agentes de circulaçao do gosto literario
,editoras, bibliotecas, uni·ersidades, críticos da literatura, proíessores, etc.,, OM 3 ~ os rituais
de congressos, palestras nas escolas e uni·ersidades on ligne.
89
•• • •••• • • PO1í^Cí.ííD.Dí´ DO ííPíR1í`1O PO1í^Cí.ííD.Dí´ DO ííPíR1í`1O PO1í^Cí.ííD.Dí´ DO ííPíR1í`1O PO1í^Cí.ííD.Dí´ DO ííPíR1í`1O PO1í^Cí.ííD.Dí´ DO ííPíR1í`1O PO1í^Cí.ííD.Dí´ DO ííPíR1í`1O PO1í^Cí.ííD.Dí´ DO ííPíR1í`1O PO1í^Cí.ííD.Dí´ DO ííPíR1í`1O PO1í^Cí.ííD.Dí´ DO ííPíR1í`1O
Seguindo os princípios dos autores arrolados acima, procuro, no decorrer dos
paragraíos que se seguem, demonstrar, após o projeto consumado, atra·és de experiências
próprias e pessoais com a criaçao hipertextual, como esta técnica - assim como a escrita, a
imprensa, o ·ídeo - apresenta no·as possibilidades comunicacionais. Ou seja, recorrer a esta
no·a tecnologia da comunicaçao introduz ine·ita·elmente um conjunto de modiíicaçoes nas
íormas e no ato de emitir, transmitir e receber mensagens, que estao suscetí·eis a este no·o
ambiente.
Neste sentido, todos os hipertextos construídos sao exemplo disso. L, justamente
porque todos apresentam basicamente as mesmas íuncionalidades e recursos, ratiíico as
declaraçoes acima, atra·és de uma apresentaçao das potencialidades do Macvvaíva em
hipertexto, construído com 1iki\iki. Lxpondo, desta íorma, o que os interessados podem
íazer com esta N1IC.
Inicio esta apresentaçao atra·és da tela inicial da obra literaria Macunaíma:
Ilustraçäo S - 1ela de apresentaçäo do Hiper-Macunaima para um internauta
A ilustraçao acima demonstra a tela de apresentaçao a um internauta desconhecido
na·egando pela Internet. Lste internauta tem acesso restrito, nao podendo interagir muito
90
com o hipertexto. Como o escopo desta tese recai sobre o autor do lipertexto de
Macunaíma, trabalho dora·ante somente com a interíace para o que caracterizei como editor
¯2
. Logo após eíetuado o login, se apresentam diíerentes estaçoes de trabalho para o usuario
do grupo editor`. Lstas estaçoes de trabalho sao regidas por um princípio ergonomico
constituindo uma interíace que da acesso a uma série de controles e eíetuaçao de ·ariadas
operaçoes.
O que qualiíico como estaçao A:
Ilustraçäo 6 - Lstaçäo de 1rabalho A
permite editar a pagina. Clicando sobre o primeiro botao LDI1AR na barra de
na·egaçao, como demonstra a ilustraçao acima, o usuario editor é en·iado para outra pagina,
onde aparecem comandos de um processador de texto.
Ilustraçäo 7 - 1ela de editoraçäo de página
9J
Na pagina de ediçao de texto, o primeiro comando ,ícone semelhante a duas íolhas de
papel, oíerece a possibilidade de criaçao de uma pagina. O editor marca a pala·ra que deseja
transíormar em link, clica sobre este comando, e a pala·ra aparece entao entre parênteses,
exemplo: ,,Macunaíma,,. Após sal·ar a pagina, a pala·ra-hyperlink aparece com um ponto de
interrogaçao, exemplo: Macunaíma·. Clicando sobre o ponto de interrogaçao o usuario é
le·ado para a pagina de ediçao de Macunaíma, onde pode inserir o texto. Depois de sal·a, esta
pagina se apresenta íora da estrutura em ar·ore. Ao in·és de aparecer a barra de na·egaçao
padrao no topo da pagina, aparece apenas um link a pagina que a reíerenciou junto com o
ícone para ediçao, impressao e transíerência para o íormato pdí da pagina, exemplo: Os
comandos seguintes oíerecem traçar uma sublinha ou italico ou negrito ou cor ou centralizar
pala·ra ou írase para prestar-lhe maior realce. Os comandos subseqüentes oíerecem estilos
diíerentes para títulos, isto é, um conjunto de características de íormataçao que podem ser
aplicadas ao texto, tabelas e listas do documento para destacar sua aparência e estabelecer uma
hierarquia. Depois, ·em o comando que permite criar e alterar tabelas, o comando que
permite inserçao de imagem, o comando que permite inserçao de caracteres especiais, como:
Á A A. O, depois o comando que permite inserçao de hyperlinks para sítios Internet externos,
e por íim, o comando que permite inserçao de régua para separaçao de conteúdos.
92
Mais abaixo é sinalizada a estrutura a qual a pagina pertence, junto ao hyperlink
Administrar estruturas` que le·a a pagina de montagem da estrutura do hipertexto, que
·amos analisar mais tarde.
Os botoes seguintes, Remo·er a pagina`, Re-nomear a pagina` e 1ra·ar a pagina`
sao auto-explicati·os, e nao en·ol·em muitas operaçoes. Apresento as telas abaixo:
Ilustraçäo 8 - 1ela para re-nomear página
Ilustraçäo 9 - 1elas para remover página
Clicando sobre o botao Permissoes da pagina` o editor é le·ado para uma tela onde
se apresentam duas operaçoes:
Ilustraçäo J0 - 1ela para permissöes da página
93
A primeira operaçao é de determinar os grupos de usuario que terao acesso a pagina.
Isto implica que posso, por exemplo, bloquear a pagina para usuarios anonimos e abrir
somente para registrados, editores e administradores. A segunda operaçao permite adicionar e-
mails que de·em ser notiíicados quando qualquer alteraçao íor eíetuada sobre a pagina.
O botao listórico` le·a para a pagina onde se apresentam todas as ·ersoes da
pagina, desde que íoi concebida.
Ilustraçäo JJ - 1ela para histórico da página
94
Os comandos de açao permitem: ·` ·er a ·ersao antiga, b` restaurar uma ·ersao da
pagina, c` comparar ·ersoes da pagina, por exemplo, a ·ersao atual com a última ·ersao,
como demonstra a ilustraçao abaixo,
Ilustraçäo J2 - 1ela do Histórico comparando versöes da página
d` ·er as diíerenças e comparar as ·ersoes em termos de comandos de editoraçao,
como demonstra a ilustraçao abaixo,
9S
por íim, a açao s` permite ·isualizar os comandos de editoraçao de qualquer ·ersao
da pagina em questao, como demonstra a ilustraçao abaixo.
Ilustraçäo J3 - 1ela de Histórico com a fonte da página
O botao Similares` le·a para uma pagina com uma listagem das outras paginas do
hipertexto que estao de alguma íorma ligadas a pagina em questao, ·ide ilustraçao abaixo:
Ilustraçäo J4 - 1ela de Histórico com listagem de páginas similares
96
O botao Desíazer` permite desíazer a última editoraçao de pagina. O botao Slides`
gera uma apresentaçao em slides das paginas contidas na estrutura em ar·ore do hipertexto,
como demonstra o exemplo mais abaixo. L, clicando sobre o ícone da tomada retorna-se a
·isualizaçao normal da pagina.
Ilustraçäo JS - 1ela de slides
O botao Lxportar` permite exportar o código wiki para importa-lo em outro tikiwiki.
O botao Adicionar um comentario` permite adicionar um comentario no íinal da pagina,
como demonstra a ilustraçao mais abaixo.
97
Ilustraçäo J6 - 1ela de comentário
L, por íim, o botao Anexar um arqui·o`, como demonstra a ilustraçao abaixo,
permite juntar um documento relacionado a pagina.
Ilustraçäo J7 - 1ela para anexar arquivo
Como se pode ·er, os comandos disponí·eis para editoraçao nesta estaçao de
trabalho, como marcar pala·ras ou torna-las hyperlinks, selecionar passagens da obra ou
extratos de outras obras criando uma relaçao entre estes documentos, marcar trechos inteiros
etc., isto sao decisoes que implicam necessariamente operaçoes de leitura, de comentario do
texto e de escrita sobre ele. Ou seja, no hiper-tratamento de um texto nao é mais possí·el
distinguir o que é uma leitura auxiliada pelo computador e o que é uma escrita auxiliada pelo
computador. Leitor e autor tornam-se uma coisa só na construçao hipertextual.
Na construçao hipertextual é como se a leitura da obra - segundo U. Lco, ati·idade
cooperati·a que le·a o destinatario a tirar do texto aquilo que o texto nao diz, mas pressupoe,
e a religar ,ou linkar, o texto com os outros textos de sua bibliograíia que íazem parte de sua
biograíia - íosse concretizada no hipertexto. O texto continua se apresentando como uma
maquina preguiçosa que exige do leitor um trabalho cooperati·o para preencher os espaços do
98
nao-dito ou ja-dito, e com o hipertexto ha uma concretizaçao deste preenchimento do nao-
dito, no sentido de que nao íica somente em sua mente, mas é exteriorizado este
preenchimento do nao-dito.
A construçao hipertextual da asas a interpretaçao do leitor, permitindo nao só que o
tecido do texto repleto de espaços brancos, interstícios, sejam preenchidos, mas também,
ajudando na atualizaçao ,LCO, 1985, do texto e ajudando na construçao desta competência
ao longo do hiper-tratamento da obra. Lm outras pala·ras, as operaçoes descritas acima
permitem uma hierarquizaçao subjeti·a da obra literaria e do estudo realizado sobre a obra,
en·ol·endo, desta íorma, uma atribuiçao de pesos diíerentes as passagens do texto, o que
permite, por conseguinte, no·os tipos de leitura e a concretizaçao da competência
enciclopédica` do leitor ,LCO, 1985,.
O que nos remete a R. Ingarden, que íaz uma analise da constituiçao do texto. Para
este autor a írase de um texto literario ·em carregada de intencionalidade
¯3
. Intencionalidade
esta distribuída pelos elementos que a compoem. Lstes elementos em conjunto permitem ao
leitor criar em sua consciência o correlato intencional da írase. L esta ati·idade se processa
dentro de uma ordem, na qual primeiro ·em o nome - que além de denominar um objeto,
também ·ai prepara-lo para exercer uma íunçao na írase, seja como algo portador de uma
qualidade, seja como uma ati·idade a ser exercida - e em segundo ·em o ·erbo e o
complemento, que ·ao preencher esta expectati·a. Assim tanto o nome quanto o ·erbo se
apóiam, um ao outro, e le·am a írase a exercer a intençao nela íundada. Logo, toda írase é o
resultado de uma operaçao subjeti·a construtora. Da mesma íorma que pensamos esta relaçao
entre os elementos da írase, também podemos pensar a relaçao de uma írase com outras
írases. R. Ingarden da o seguinte exemplo para elucidar tal argumento: A criança chora. Lla
tem duas diagonais iguais perpendiculares uma a outra`
¯4
,INGARDLN, 1965,. Ora, ao
lermos estas írases, esperamos que o elemento ela`, no começo da segunda írase, se reíira a
criança, mas logo constatamos que nao, pelo conteúdo semantico presente nos outros
elementos que complementam a írase. Da mesma íorma que pensamos esta relaçao entre os
elementos do texto, as írases, também podemos pensar a relaçao ao longo da construçao
hipertextual, entre blocos de textos. Atra·és dos elementos contidos no texto é possí·el
estabelecer a construçao de hyperlinks ou a soma de arqui·os ou comentarios, que se inserem
99
e se en·ol·em na totalidade objeti·a do texto, que se apresenta como que um pano de íundo
¯5
,INGARDLN, 1965, que permite conexoes entre os objetos singulares associados a outros
elementos, como: outros textos, imagens, sons etc..
Assim também coloca U. Lco, para quem a atualizaçao das estruturas discursi·as de
um texto pressupoe o recurso do leitor as regras da língua na qual o texto é escrito, assim
como ao que U. Lco chama competência enciclopédica`. Sendo o processo, mais ou menos,
o seguinte: o leitor íaz apelo ao seu dicionario de base, identiíicando as propriedades
semanticas das expressoes ,ex.: era uma ·ez uma princesa chamada Branca de Ne·e`.
Princesa é uma entidade sintaxica, singular, íeminina, humana e animada,, ele íaz apelo as
regras de co-reíerência para nao restar ambigüidades, e ele atualiza as seleçoes contextuais e
circunstanciais ,ex.: o gato mia` e a garota mia`,, o leitor se encontra capaz de interpretar,
remontando a sua enciclopédia de expressoes íixas e registradas pela tradiçao retórica ,ex.: o
leitor quando lê a expressao era uma ·ez` é capaz de estabelecer que os e·entos descritos no
texto se reíerem a uma época histórica imprecisa e remota, e nao de·em ser tomados como
reais,, o leitor íaz as iníerências necessarias, atra·és de sua enciclopédia que comporta
írames`, isto é, estruturas compostas de representaçoes e situaçoes estereotipadas. As
iníerências sao íeitas também atra·és da bagagem de leituras do leitor, a competência
intertextual, e por íim, U. Lco introduz um outro plano de cooperaçao interpretati·a, a
hipercodagem ideológica, cada leitor aborda o texto a partir de uma perspecti·a ideológica que
íaz parte de sua enciclopédia. Acredito que este mesmo processo se dê na construçao
hipertextual.
\. Iser pode esclarecer melhor o argumento em íoco. O ,hiper,texto para \. Iser
consiste num modelo de indicaçoes estruturadas` para a imaginaçao do leitor ,·isao muito
próxima a de R. Ingarden,
¯6
.
“[...] Se a princípio é a imagem que estimula o sentido que não se encontra
formulado nas páginas impressas do texto, então ela se mostra como o produto que
resulta do complexo de signos do texto e dos atos de apreensão do leitor. O leitor não
consegue mais se distanciar dessa interação. Ao contrário, ele relaciona o texto a uma
situação pela atividade nele despertada; assim estabelece as condições necessárias
para que o texto seja eficaz. Se o leitor realiza os atos de apreensão exigidos, produz
uma situação para o texto e sua relação com ele não pode ser mais realizada por meio
da divisão discursiva entre Sujeito e Objeto. Por conseguinte, o sentido não é mais
J00
algo a ser explicado, mas sim um efeito a ser experimentado [...]” (ISER, 1996, pg.
33)
O texto, literario por exemplo, é captado como imagem, e nesta imagem sucede o
preenchimento ,lUSSLRL, 2000, do que o modelo textual omite, mas ao mesmo tempo
esboça em suas indicaçoes estruturadas. Ora, a partir do momento que entramos no campo da
imagem, o texto também torna-se um eíeito a ser experimentado. A imagem nao exige um
reíerencial coisiíicado`, objeti·ado, isto é, nao precisa descre·er algo existente de antemao. A
imagem pode períeitamente concretizar coisas` em nossa mente que nao existem, entao, se
caracterizo o texto como imagem, sua apreensao automaticamente ·ai se caracterizar como
uma relaçao de sujeito ·-· objeto. L aqui entra a íenomenologia na teoria de \. Iser. Pois, a
relaçao sujeito ·-· objeto é ·ista na realidade como o sujeito no objeto, e nao o sujeito
separado do objeto.
Desta íorma, nao é possí·el distanciar sujeito-leitor-autor de objeto-texto-sentido, pois
a leitura do texto consiste em uma experiência do sujeito com o objeto. O que se sucede na
leitura é que o objeto-texto-sentido desperta no autor-leitor a produçao de uma imagem-
situaçao. Remetendo a M. Merleau-Ponty ,1969,, e tal·ez expandindo a concepçao de \. Iser,
um texto nao teria sentido para o leitor se nao íalasse daquilo que ele ja sabe. L em íunçao de
tudo o que o leitor aporta consigo na leitura de um texto, o texto pode lança-lo para além do
mundo .
J0J
Ilustraçäo J8 - Lstaçäo de 1rabalho B
Acredito que a construçao hipertextual surge justamente desta atualizaçao
do texto eíetuada pelo leitor. Mas, nao como uma interpretaçao classica
¯¯
,
pois o texto, como colocado por \. Iser nao é algo que de·e ser
des·endado e explicado, como que uma signiíicaçao arrancada da obra,
abandonando-a como uma casca ·azia` ,ISLR, 1996, pg. 26,. O
hipertexto simplesmente concretiza um estudo das condiçoes dos
possí·eis eíeitos estéticos atualizados pela leitura do texto
¯8
. Isto é, o
hipertexto nao é íruto e resultado da ·elha pergunta sobre o que signiíica
esse poema, esse drama, esse romance` ,ISLR, 1996, pg. 53,. Mas sim, o
resultado do que sucede com o leitor quando com sua leitura da ·ida aos
textos` ,ISLR, 1996, pg. 53,.
Visto a estaçao A, parto agora para o que qualiíico como estaçao B. O
primeiro bloco da estaçao B permite uma busca completa pelo conteúdo
de todo o sítio Internet. Uma busca certamente diíerente e mais apurada
que a oíerecida em um li·ro, mesmo que este último contenha índice
analítico e onomastico. O segundo bloco desta estaçao de trabalho
permite ao usuario a·eriguar todas as mudanças ocorridas no sítio Internet, nao só em
paginas, mas também em blogs, íóruns, arqui·os, comentarios, no·os registrados etc. O
terceiro bloco permite ·isualizar os usuarios que estao conectados ao sítio-Internet, no caso de
hipertextos construídos em grupo, como o Macunaíma em lipertexto`, esta íacilidade
permite contato com os colegas de trabalho, con·idando para a sala de Chat, por exemplo. O
quarto bloco expoe uma listagem das dez paginas mais ·isitadas no sítio Internet. Por íim, o
quinto bloco permite acesso direto aos dez últimos comentarios redigidos as paginas no sítio.
Visto a estaçao B, parto agora para o que qualiíico como estaçao C. L após esta
descriçao das utilidades oíerecidas nesta estaçao de trabalho, entabulo uma analise das
possibilidades de uso destas estaçoes na construçao em grupo do Macunaíma em
lipertexto`.
J02
Apesar de ser o primeiro menu de na·egaçao da esquerda para direita - o que por uma
questao de lógica da nossa escrita que começa da esquerda para direita, nos le·aria a dar maior
importancia a esta estaçao de trabalho - os blocos ali dispostos sao os de menor interesse para
o usuario-editor que constrói um hipertexto. Os links desta estaçao de trabalho oíerecem, de
um modo geral, uma na·egaçao completa pelas principais estruturas e paginas do sítio
Internet.
O primeiro bloco demonstra o status do usuario de conexao ao sítio. Caso o usuario
esteja desconectado do sítio, a caixa de login aparece. O segundo bloco, intitulado MLNU
PRINCIPAL, permite ao usuario na·egar pelas principais paginas. No caso do usuario editor
do Macunaíma em lipertexto` mais ·ale o acesso a pagina pelo sistema de busca ou
boo/var/.
¯9
, do que pelo menu principal que implicaria um longo caminho. Sao dois os
caminhos oíerecidos pelo menu principal para acesso ao Macunaíma em lipertexto`. O
primeiro caminho seria pela pasta PBI · PBI-Graduaçao · lipertextos · Como se produz
um lipertexto · lipertexto - Macunaíma. O segundo caminho seria pela pasta Ciberespaço
· lipertextos · Como se produz um lipertexto · lipertexto - Macunaíma. O terceiro
bloco permite acesso: a íunçao Subir 1rabalho`, onde o usuario pode íazer um v¡toaa
80
de
documentos para compartilhar com o restante do grupo, a íunçao en·iar Ln·iar Boletim`,
onde o usuario pode en·iar um a·iso ao grupo marcando um encontro ·irtual ou no·o tópico
no íórum ou no·o documento que subiu para o sítio etc., a íunçao Gerenciar Lnquête`,
onde o usuario pode elaborar uma pesquisa de opiniao com o grupo ou com internautas
solicitados a examinarem o Macunaíma em lipertexto` etc., a íunçao Gerenciar
Lstruturas`, onde o usuario pode criar no·as paginas sob o esqueleto , estrutura do
Macunaíma em lipertexto`, como demonstra a íigura abaixo:
Ilustraçäo J9 - Gerenciamento de Lstrutura
J03
Por íim, o terceiro bloco permite acesso a íunçao Gerenciar paginas`, onde se
apresenta ao usuario uma listagem de todas as paginas do sítio. O usuario pode selecionar uma
pagina, atra·és do campo que se apresenta na coluna a esquerda da pagina, ·er todas as
paginas existentes dentro e íora da estrutura, ·isualizar as últimas paginas alteradas, ·er o
criador da pagina, ·er o último usuario a edita-la, ·er quantas ·ersoes existem da pagina desde
que íoi criada e alterada, quantos comentarios existem sobre uma pagina, ·er quais paginas
estao tra·adas e quais estao destra·adas, ser le·ado, ao clicar sobre o número de ·ersoes da
pagina, ao histórico da pagina, quantos links remetendo a outras paginas do sítio existem ao
longo da pagina, ser le·ado, ao clicar sobre o número de paginas que reíerenciam a pagina em
questao, a listagem d e paginas que reíerenciam esta pagina, por íim, o tamanho da pagina em
bytes
81
.
Ilustraçäo 20 - Gerenciamento das Páginas
J04
L inega·el que as estaçoes de trabalho B e C nao só íacilitam, mas também
demonstram como o hipertexto promo·e um trabalho em grupo. Como o estudo de caso
realizado sobre Macvvaíva pretendia ser um hipertexto em grupo, analiso a seguir, nao só o
que estas estaçoes de trabalho oíerecem, mas também o que o uso de um computador, de um
modo geral, como no·a tecnologia da iníormaçao e comunicaçao, pode oíerecer.
Ilustraçäo 2J - Lstaçäo de 1rabalho C
Primeiramente, uma característica íundamental é que construir e
compartir um hipertexto via web desprende os membros do grupo
em termos de presença e local fisicos, e acredito que sem aíetar a
sociabilidade do grupo, alias, muito pelo contrario, creio que sao
reíorçados os laço sociais entre seus integrantes.
M. Castells aponta para este íenomeno em sua obra A Galaxia da
Internet`:
“[...] Constatou-se que os moradores de ‘Netville’ que
eram usuários da Internet tinham um número mais
elevado de laços sociais fortes, de laços fracos, e de
relações de conhecimento dentro do bairro e fora dele, do
que os que não tinham conexão com a Internet. O uso da
Internet aumentava a sociabilidade tanto à distância
quanto na comunidade local [...]” (CASTELLS, 2003, pg.
103-104)
82
.
No caso do sítio dedicado ao hipertexto sobre Macvvaíva eram
oíerecidas as seguintes possibilidades:
• ter reunioes atra·és da sala de bate-papo ,o também chamado Chat, que
analiso mais adiante,, sem custo algum de transporte e local de reuniao,
• podem trocar e-mails, que analiso mais adiante,
J0S
• podem construir um diario, registrando acontecimentos e impressoes ·ia web
ao longo do trabalho ,o também chamado Blog ou \ebLog que analiso mais
adiante,,
• podem constituir um íórum para debates, ou reuniao para o mesmo íim, que
analiso mais adiante,
• além do que os horarios podem ser acomodados de acordo com a
con·eniência de todos.
• A impressao é também eíetuada por demanda, ou seja, a tiragem é deíinida de
acordo com a necessidade. Assim como, o custo também é ·aria·el em
coníormidade com o poder aquisiti·o de cada um. la quem imprima com
uma lP DeskJet 890C, com cartucho dispendioso, ha quem imprima com
Lpson LQ5¯0-, com cartucho de quantia irrisória.
Nota-se que em todas estas íunçoes acima listadas estou necessariamente criando um
leitor,ou·inte íictício, entao, o ato da escrita pode parecer inicialmente solitario, mas na
realidade é o tempo todo uma íorma de socializaçao, porquanto escre·e \. Ong:
“[...] Até mesmo em um diário pessoal endereçado a mim mesmo eu preciso criar um
destinatário fictício. Realmente, o diário demanda, de certa forma, a simulação
máxima de um remetente e de um destinatário. Escrever é sempre uma espécie de
imitação da conversa, e em um diário, por essa razão, estou fingindo que estou
falando comigo mesmo. Mas eu nunca realmente falo desta forma comigo mesmo [...]
(pois) o tipo de verbalização solipsismo e devaneio que implica são produtos da
consciência moldada pela cultura impressa [...]” (ONG, 1982, pg. 102)
83
.
Como segunda característica de um hipertexto realizado na web e com assistência de
um computador, ressaltaria a velocidade e rapidez com que as tareías podem ser cumpridas.
Apresento a seguir alguns exemplos. Um primeiro exemplo: com um computador, um
scanner
84
e um processador de textos, íoi possí·el digitalizar todos os textos en·ol·idos na
construçao do Macunaíma em lipertexto. A digitalizaçao dos textos além de permitir um
processo ·eloz de transíerência mútua dos documentos implicados no trabalho em questao,
também solucionou outra questao importante: a ortograíia e a caligraíia dos documentos.
J06
Antes circula·am em uma pesquisa em grupo documentos escritos pelos integrantes cujas
caligraíias e ortograíias apresenta·am um entra·e. loje em dia, com o computador e um
processador de textos, todos os textos digitalizados de estudos sobre o Macunaíma passaram
por uma ·eriíicaçao ortograíica automatica, o que permite a leitura e o entendimento íluidos
por parte dos integrantes de um grupo de estudo a distancia. Um segundo exemplo seria que
em uma publicaçao, seja impressa, digital
85
ou eletronica
86
, uma das ati·idades que consome
mais tempo é a colaçao, isto é, o coníronto de cópias do original com suas ediçoes, para
·eriíicar a correspondência entre os respecti·os textos, que se expressa num estema, e assim
analisar a melhor ·ersao, para a escolha da ediçao exata e as características íísicas da ediçao
,tomaçao, paginaçao, ilustraçao, íormato, etc.,. Lsta operaçao pode ser eíetuada rapidamente e
com grande precisao - pelo computador, ou ·ia web pelo sítio-Internet que oíerece o
histórico das paginas - sobre as ·ersoes do texto no íormato digital en·ol·idos na construçao
do Macunaíma em lipertexto ,BLRNARD, 1999,. Um terceiro exemplo seria o tempo
economizado em buscas no dicionario, seja no louaiss ou o Aurélio eletronico, pela
etimologia de determinadas pala·ras para constituiçao de um glossario da obra Macunaíma
,BLRNARD, 1999,. L o próprio glossario ·irtual do Macunaíma em lipertexto`, depois de
construído, também passou a agilizar e íacilitar qualquer busca reíerente ao ·ocabulario
en·ol·ido nos estudos sobre Macunaíma.
Como terceira característica do hipertexto realizado ·ia web ressaltaria a diíerença na
pesquisa e análise de um corpus literário assistida por um computador. Antes, com a
literatura impressa, uma pesquisa que íizesse sobre a obra de um autor, como Macunaíma de
Mario de Andrade, e os estudos existentes sobre esta obra, íicaria reduzida a minha
capacidade de leitura e assimilaçao. loje em dia, com o computador e os textos em íormato
digital é possí·el pesquisar um ·asto conjunto de documentos, dados e iníormaçoes sobre
determinada obra, pois só preciso ler aquilo que a analise computadorizada mostrar diante do
que julgar pertinente in·estigar

,BLRNARD, 1999,, é uma leitura extremamente pontual.
Agregando ainda a esta ati·idade o montante de leituras pontuais eíetuadas por outros
integrantes do grupo, torna-se possí·el abarcar grande parte da literatura de analise de uma
obra. Uma amostra disso seria a busca de pala·ras-cha·es ao longo do texto. Caso desejasse
saber se em Macunaíma, Mario de Andrade íalou sobre Boi-Bumba, nao precisaria me engajar
em uma leitura minuciosa da obra para descobrir, bastaria realizar uma pesquisa no
computador pelo texto digitalizado ,BLRNARD, 1999,. Assim como, com o leitor internauta
J07
do sítio Internet que apresenta o Macunaíma em lipertexto`, que atra·és do bloco de busca
do sítio pode encontrar rapidamente o que deseja, sem necessariamente ler todas as paginas
do hipertexto, realizando desta íorma uma pesquisa somente sobre seus pontos de interesse.
Lsta possibilidade apresenta uma série de modiíicaçoes na analise de discurso textualmente
orientada ,lAIRCLOUGl, 2001,, como aíirma M. Bernard:
“A ferramenta informática permite a emergência de novas categorias em matéria de
análise de textos. Podemos afirmar, por exemplo, e com grande segurança, que um
termo é ausente de um corpus. Um tratamento manual não poderia chegar a tal
certeza. É possível assim caracterizar uma obra não somente pelo que ela diz, mas
também pelo que ela evita, pelo que ela esconde, pelo que ela dissimula” (BERNARD,
1999, pg. 15).
Lníim, resumindo, diria que nao só o Macvvaíva em hipertexto, mas todos os sítios
Internet realizados, apresentam, de certa íorma, em maior ou menor grau, as potencialidades
que M. Palacios
88
aponta: personalizaçao de conteúdo, hipertextualidade, multimidialidade,
perenidade, instantaneidade e interati·idade. Procuro distingui-las bre·emente a seguir. A
personalizaçao de conteúdo, isto é, a disponibilidade de armazenamento ,in loco ou acessado
por links, de dados multimídia ,imagens, animaçoes, ·ídeos, sons, além de textos,, oíerecendo
ainda a possibilidade de selecionar as iníormaçoes de interesse e criar ambientes de estudo
pessoais, para internautas registrados. A hipertextualidade cria a oportunidade de o leitor íazer
uso de uma teia de links` para se aproíundar mais no tema de interesse. A riqueza das
citaçoes em um texto eíeti·a-se na indicaçao de inúmeros enlaces que assim o enredam, e
remetem o leitor diretamente as íontes e esclarecimentos necessarios. A multimidialidade esta
na íorma de apresentar o texto, na Internet pode-se usar recursos de outras mídias como
recursos de ·ídeo, audio, galerias de imagens. Nem sempre é necessario se reproduzir estes
recursos junto ao texto, dada a característica acima de hipertextualidade. A perenidade que
permite a memória` do acer·o de textos, possibilitando acompanhar a e·oluçao de estudos e
pesquisas. A instantaneidade, isto é, a condiçao chamada de tempo real`, na quase
simultaneidade da produçao do texto e sua di·ulgaçao. A interati·idade esta presente ja que o
leitor passa a íazer parte do hipertexto atra·és de salas de bate-papo ,ou os chamados chats,,
íóruns ou e-mails.
Por íim, tendo ·isto estas características e possibilidades do trabalho com hipertexto,
gostaria de colocar que tenho ciência de que nao exauri todas as possibilidades que oíerece o
J08
hipertexto, ·isto que analisei somente as potencialidades de um dos atos de comunicaçao,
atra·és de um produto íinal resultante da transiçao do texto para o hipertexto no estudo de
caso sobre o Macvvaíva. L ainda cabe ressaltar que estas potencialidades nao íoram
concretamente exploradas. Pois, com todo o le·antamento sobre os programas li·res e o
estudo sobre seu íuncionamento, seguida da in·estigaçao e da elaboraçao do roteiro para
transiçao do texto ao hipertexto, e, íinalmente, a implementaçao e casamento destas ati·idades
mencionadas, nao sobrou tempo ·ia·el para exercitar uma obser·açao que a·aliasse a eíicacia
e a eíiciência dos atos de comunicaçao concretizados pelos sítios desen·ol·idos.
Cabe, no entanto, uma ressal·a para o caso do portal institucional dedicado ao
PPGCOM da LCO-UlRJ, pois tendo sido íinalizado mais cedo que os demais, íoi possí·el
experimentar ao ·i·o` seu uso, a·aliando e aprimorando sua íuncionalidade. O que merece
algumas consideraçoes, mas que resumirei em apenas certas constataçoes.
Relembrando o primeiro capítulo, onde escre·o sobre o projeto do ato de
comunicaçao, re·elo uma expectati·a em relaçao as modiíicaçoes que acredito estarem
ocorrendo com o ad·ento do hipertexto no meio acadêmico, modiíicando assim o babitv.
acadêmico. De íato, algumas mudanças ja ti·eram lugar, mas, após obser·ado o ato de
comunicaçao projetado e o ato de comunicaçao em si, nao pude deixar de notar que ainda
íalta muito para uma real apropriaçao desta N1IC no meio acadêmico.
Para citar exemplos:
• tomemos o programa de disciplinas ·ia web, que a rigor é um no·o espaço de
comunicaçao proíessor-estudante, a ser apropriado em eíeti·os atos de comunicaçao,
pelos docentes do PPGCOM. Lamenta·elmente, de ·inte e sete proíessores
cadastrados como administradores de suas respecti·as disciplinas, e, portanto com o
pri·ilégio de pleno uso das íunçoes e recursos docentes do sítio, apenas quatro se
dignaram a entrar neste espaço, realizando algum ato de comunicaçao.
• a seçao de notícias do portal LCO.Pós, que tinha como proposta um ambiente
interati·o para proíessores e alunos en·iarem notícias do meio acadêmico sobre
J09
publicaçoes, e·entos, etc., por íalta de uso daqueles para quem íoi aberto este espaço,
íoi transíormada em simples quadro de a·isos da secretaria, passando para seus
íuncionarios esta incumbência. Lnquanto administradora do portal, nestes dois anos,
ha·ia postado um total aproximado de mil e quinhentas notícias, e apenas seis alunos
postaram cada um em média duas notícias.
• a seçao agenda do portal, um espaço para: os alunos postarem a data de suas deíesas
de tese e apresentaçoes de dissertaçoes, para os núcleos de pesquisa postarem as datas
de seus encontros e e·entos abertos ao público, nao te·e uma postagem sequer.
• os espaços que íoram retirados do ser·idor por íalta de uso, como,
• webibliometria ,para proíessores e pós-graduandos inserirem suas reíerências, de
íorma a trocarem indicaçoes de leituras, e também uma íorma de registrar a
bibliograíia utilizada pelos integrantes do programa,.
• o acer·o de eletronicos ,para registrar e abrir ao público interessado o acer·o de
eletronicos produzidos pelos núcleos de pesquisa do programa,.
• Questoes&Respostas ,um espaço elaborado a partir de um programa gratuito de
lAQ, com um tutorial para os integrantes do programa saberem usar os espaços
do portal,.
• NP&PBI ,espaço desen·ol·ido com tikiwiki para o Projeto Bolsista Integrado e os
Núcleos de Pesquisa di·ulgarem suas pesquisas,.
Lníim, poderia listar aqui como todos os espaços do portal do PPGCOM nao íoram
utilizados, mas creio que os exemplos citados acima sao suíicientes para demonstrar como o
percurso das etapas de realizaçao de um ato de comunicaçao nem sempre sao suíicientes para
garantir sua concretizaçao, especialmente quando o ato de comunicaçao em si, de·e ser íruto
de uma parceria. No caso íaltou a proíessores, coordenadores e alunos o entendimento da
proposta deste necessario ato de comunicaçao entre Co-adju·antes, ironicamente de uma
JJ0
Lscola de Comunicaçao. Para esta N1IC ser realmente integrada ao meio acadêmico, ·indo
até mesmo a modiíicar seu babitv., sera necessario promo·er a dimensao política e cultural de
tal iniciati·a.
•• • •••• • • 1í`1O í ííPíR1í`1O 1í`1O í ííPíR1í`1O 1í`1O í ííPíR1í`1O 1í`1O í ííPíR1í`1O 1í`1O í ííPíR1í`1O 1í`1O í ííPíR1í`1O 1í`1O í ííPíR1í`1O 1í`1O í ííPíR1í`1O 1í`1O í ííPíR1í`1O
1endo analisado estas potencialidades do hipertexto realizado ·ia web, atra·és do
estudo de caso empreendido sobre Macvvaíva, passo agora a uma analise acerca das
características do texto que permaneceram presentes no hipertexto. Para eíetuar esta
analise, acredito ser necessario retroceder as noçoes elementares de discurso e texto, ·isto que
esta transposiçao do discurso para o texto estabeleceu muitas modiíicaçoes como constatado
por P. Ricoeur, e certamente considero que as modiíicaçoes existentes no discurso, a partir do
momento que te·e como suporte a escrita, íoram também transpostas para o hipertexto.
Passo entao para uma consideraçao do texto ,e paralelamente do hipertexto, contrapondo-o
ao discurso.
Segundo P. Ricoeur nao existe compreensao de si que nao seja mediada por signos e
símbolos ,RICOLUR, 1986,. Lntretanto, é importante salientar que esta compreensao de si e
este mostrar-se para o mundo atra·és de signos e símbolos se da de diíerentes íormas. De
imediato, pode-se dizer que no caso do discurso, ou melhor, de um dialogo, os locutores estao
presentes em relaçao um ao outro, assim como no contexto, no meio circunstancial do
discurso, e a língua oíerece amplos recursos - ad·érbios, tempos ·erbais, pronomes, etc. -
para ancorar o discurso na realidade que circunda sua instancia
89
. No caso da mediaçao pela
literatura - composiçao escrita de trabalhos artísticos em prosa ou ·erso - inicialmente da-se a
impressao de um certo constrangimento, e constata-se que graças a escrita
90
o discurso soíre
uma série de modiíicaçoes. Relaciono abaixo as demais modiíicaçoes que considero
pertinentes para um entendimento da noçao de texto e literatura atra·és das idéias de P.
Ricoeur, lembrando que estao separadas em tópicos com o intuito de íacilitar a apresentaçao.
A primeira modiíicaçao seria o íato de a literatura impressa ou digital adquirir uma
autonomia semantica em relaçao a intençao do locutor. Isto é, a característica do discurso
como e·ento, como a situaçao comum aos interlocutores é perdida e nao pode ser
JJJ
reproduzida na escrita. Na passagem do discurso ao texto ,e do texto ao hipertexto,, em
outras pala·ras, do dizer ao dito ,RICOLUR, 1986,, só permanece a característica de
signiíicaçao do discurso. A partir desta passagem, o ,hiper,texto toma ·ida própria e constitui
o que P. Ricoeur chama de o mundo do texto` ou o mundo da obra`.
“Só a escrita, ao libertar-se, não apenas do seu autor, mas da estreiteza da situação
dialogal, revela que o destino do discurso é projetar um mundo” (RICOEUR, 1986,
pg. 128)
Ressaltaria como segunda característica o que P. Ricoeur denomina como hipóstase,
isto é, o texto, assim como o hipertexto, se constitui enquanto substancia, e cabe a leitura,
·ista como interpretaçao, o preenchimento das reíerências ausentes no texto, criando uma
literatura ou imaginario literario, onde o mundo é apresentado pela escrita.
“Com efeito, a escrita convoca a leitura segundo uma relação que, logo, nos permite
introduzir o conceito de interpretação. Por instante, digamos que a leitura ocupe o
lugar do interlocutor, como simetricamente a escrita ocupa o lugar da locução e do
locutor. Pois, a relação escrever-ler não é um caso particular da relação falar-
responder. Não é uma relação de interlocução; não é o caso de um diálogo. Não é
suficiente dizer que a leitura é um diálogo com o autor através de sua obra; é preciso
dizer que a relação do leitor com o livro é de uma outra natureza; o diálogo é uma
troca de questões e respostas; não há troca deste gênero entre o escritor e o leitor; o
escritor não responde ao leitor […] o leitor está ausente na escrita; e o escritor está
ausente na leitura” (RICOEUR, 1986, pg. 155)
91
.
Lnquanto no discurso, como assinalei em tópico anterior, ha dois interlocutores, o
que permite dialogar sobre uma realidade espaço-temporal, um mundo ·i·ido comum, com a
escrita tudo muda de íigura, nao existe uma situaçao` comum. Procede, destarte, a tareía da
hermenêutica, que segundo P. Ricoeur, é justamente a de reconstruir a dinamica interna do
texto ,ou do hipertexto,, e restituir a capacidade da obra de se projetar e exteriorizar-se na
representaçao de mundo que se poderia habitar. A interpretaçao do texto ,como do
hipertexto, se daria atra·és de uma explicitaçao de uma íorma de estar-no-mundo`,
maniíestada diante do texto impresso ,ou digital,. Ou seja, a proposta de P. Ricoeur é a de
uma interpretaçao do texto que implica dois processos: o da compreensao e o da explicaçao.
A compreensao se íorma, se desen·ol·e com a explicaçao. Nao ha explicaçao que nao se
complete pela compreensao. Isto é, a compreensao pede uma explicaçao. Por exemplo, num
dialogo, quando nao compreendo determinados pontos colocados, demando uma explicaçao,
e a explicaçao dada pelo interlocutor permite melhor compreendê-lo. No caso das obras
JJ2
escritas, cujo laço inicial da intençao do autor com seu auditório íoi rompido, a leitura é
guiada por códigos que guiam a compreensao. Assim, P. Ricoeur se recusa a acreditar que
existe a possibilidade de uma empatia, uma congeneridade, isto é, semelhança entre as
subjeti·idades implicadas numa obra. Ao mesmo tempo, que também recusa a possibilidade
de objeti·açao do texto íechado sobre si mesmo e independente de qualquer subjeti·idade,
seja do autor, seja do leitor.
Destacaria como terceira característica importante, o íato de no momento em que o
texto ,ou hipertexto, toma o lugar da pala·ra ocorrer uma aboliçao do carater reíerencial, que
torna possí·el o surgimento da literatura, onde toda reíerência a realidade dada pode ser
abolida
92
:
“[...] Voltemos, pois, a nossa definição: o texto é um discurso fixado pela escrita. O
que é fixado pela escrita é, portanto, um discurso que não havíamos podido dizer,
certamente, mas, precisamente que nós escrevemos porque não o dizemos. A fixação
pela escrita sobrevém no lugar da palavra mesmo, isto é, no lugar onde a palavra
poderia ter nascido. Podemos então nos questionar se o texto não é verdadeiramente
texto quando ele não se limita a transcrever uma apalavra anterior, mas quando ele
inscreve diretamente ao pé da letra o que deseja dizer o discurso [...] quando o texto
toma o lugar da palavra, algo de importante se passa [...] na palavra viva, o sentido
ideal do que dizemos se inclina para a referência real, a saber, aquilo de que falamos;
em última instância, este referência real tende a se confundir com uma designação
ostensiva onde a palavra encontra o gesto de mostrar, de fazer ver [...] Não é mais o
mesmo quando o texto toma o lugar da palavra. O movimento da referência para a
demonstração se encontra interceptado, ao mesmo tempo que o diálogo é
interrompido pelo texto [...] O texto, nós o veremos, não está sem referência ; será
precisamente a tarefa da leitura, enquanto interpretação, de efetuar a referência [...]
”. (ibidem)
Distinguiria como quarta característica o íato do texto ,também o hipertexto, encerrar
em si o paradigma do distanciamento na comunicaçao. L desta íorma, demonstrando que a
experiência humana se da atra·és de uma comunicaçao na e pela distancia.
“No que se segue, elaboraremos a noção de texto em vista daquilo mesmo de que ela é
a testemunha, a saber, da função positiva e produtora do distanciamento, no cerne da
historicidade da experiência humana [...] Proponho que essa problemática seja
organizada em torno de cinco temas: * a efetuação da linguagem como discurso; * a
efetuação do discurso como obra estruturada; * a relação da fala com a escrita no
discurso e nas obras de discurso; * a obra de discurso como projeção de um mundo; *
o discurso e a obra de discurso como mediação da compreensão de si [...] Todos estes
traços, tomados conjuntamente, constituem os critérios da textualidade [...] Desde já,
observaremos que a questão da escrita, se está situada no centro dessa rede de
critérios, de forma alguma constitui a problemática única do texto. Por conseguinte,
JJ3
não poderíamos identificar pura e simplesmente texto e escrita. E isto por várias
razões: a) em primeiro lugar, não é a escrita enquanto tal que suscita um problema
hermenêutico, mas a dialética da fala e da escrita; b) em seguida, essa dialética se
constrói sobre uma dialética de distanciamento mais primitiva que a oposição da
escrita à fala, e que já pertence ao discurso oral enquanto ele é discurso; portanto, é
no próprio discurso que se deve procurar a raiz de todas as dialéticas ulteriores; c)
enfim, entre a efetuação da linguagem como discurso e a dialética da fala e da escrita,
pareceu-me necessário intercalar uma noção fundamental: a da efetuação do discurso
como obra estruturada. Pareceu-me que a objetivação da linguagem, nas obras de
discurso, constitui a condição mais próxima da inscrição do discurso na escrita. A
literatura é constituída de obras escritas, por conseguinte, antes de tudo, de obras.
Mas, isso não é tudo: a tríade discurso-obra-escrita ainda não constitui senão o tripé
que suporta a problemática decisiva, a do projeto de um mundo, que eu chamo de um
mundo da obra, e onde vejo o centro de gravidade da questão hermenêutica. Toda a
discussão anterior servirá apenas para preparar o deslocamento do problema do texto
em direção ao do mundo que ele abre” (RICOEUR, 1977, pg 17).
Por íim, ainda cabe assinalar como quinta característica, as duas propriedades do texto
da narraçao - mais uma ·ez seguindo os passos de P. Ricoeur - respecti·amente: tempo e
intriga. A reílexao sobre o texto da narraçao repousa sobre a articulaçao que ele opera entre a
noçao de tempo nas Coníissoes` de St. Agostinho e a noçao de intriga
93
e mimese na
narrati·a, apresentada na Poética` de Aristóteles. Bre·emente colocando, para St. Agostinho,
o tempo
94
é subjeti·o e se apresenta em uma tripla modalidade de presença: o presente do
íuturo na espera,expectati·a, o presente do presente na atençao,obser·açao e o presente do
passado na memória , lembrança. Para Aristóteles, a composiçao da intriga em uma narraçao
esta atrelada a questao da mimese, pois, a intriga é a imitaçao da açao
95
.
P. Ricoeur reúne a reílexao destes dois pensadores com o propósito de compor a tese
central de sua trilogia, 1emps et Récit`, que é a de que o registro do tempo humano é
coníiado a narrati·a
96
, dando a estrita correlaçao entre mimese e intriga um sentido de prax,i,-
do grego praxis-eos, igual a açao, realizaçao, íunçao, pratica, e propoe mútua relaçao ao
noético ,consciência ·isa um certo, - noematico ,aquilo que é ·isado,

de L. lusserl
98
.
Lntendendo a açao como o construto da construçao ao que consiste a ati·idade mimética
,RICOLUR, 1983,
99
.
P. Ricoeur inicia esta con·ersaçao entre Aristóteles e Agostinho percorrendo o que
denomina de Mimese I, II e III, e atra·és deste percurso pretende mostrar como a narrati·a se
resume a uma imitaçao da açao humana. Mesmo sendo esta narrati·a a de íicçao
100
.
JJ4
Mimese I
« [...] vemos qual é em sua riqueza o sentido de mimese I: imitar ou representar a
ação, é pré-compreender o que é do agir humano: de sua semântica, de sua simbólica,
de sua temporalidade. É seguramente desta pré-compreensão, comum ao poeta e ao
seu leitor, que se liberta a colocação da intriga e, com ela, a mimese textual e literária
[…]» (RICOEUR, 1983, pg 125)
101
.
Ou seja, Mimese I
102
é o estagio de preíiguraçao do campo de açao, ou seja, a
representaçao daquilo que ainda nao existe, mas que ha de existir, ou pode existir, ou se receia
que exista. A mimese I descre·e a íorma como o campo da açao humana é sempre
preíigurado atra·és de certas competências elementares, como por exemplo, a competência
humana de:
· constituiçao de uma rede conceitual - a capacidade de íormular conceitos, íormar
opiniao e classiíicar.
· constituiçao de uma semantica da açao - a capacidade de relacionar a signiíicaçao
nos signos e da representaçao do sentido dos enunciados.
· uso de símbolos - objetos materiais que, por con·ençao arbitraria, representam ou
designam uma realidade complexa.
· uso de estruturas temporais - segmentaçao e ordenaçao seqüencial de inter·alos
temporais de carater unitario e coeso da experiência consciente.
· uso da ordem sintagmatica - segundo o entendimento lingüístico, o resultado da
combinaçao de um determinante e de um determinado numa unidade lingüística
hierarquicamente mais alta, que pode ser uma pala·ra ,p. ex.: ·anglória, em que ·a é
determinante de glória,, um constituinte de oraçao ,p. ex.: As crianças pequenas choram, em
que os adjuntos adnominais as e pequenas sao determinantes de crianças,, ou uma oraçao ,p.
ex.: O aluno aprendeu a liçao, em que o predicado | aprendeu a liçao | é determinante do
sujeito | O aluno | ,.
JJS
Pois, a composiçao da intriga esta enraizada em uma pré-compreensao do mundo da
açao, isto implica compreender suas estruturas inteligí·eis, suas íontes simbólicas e seu carater
temporal. Isto é, compreender suas estruturas inteligí·eis signiíica compreender ao mesmo
tempo a linguagem do íazer e a tradiçao cultural da qual procede a tipologia das intrigas.
Compreender suas íontes simbólicas signiíica compreender o sistema de símbolos em
interaçao`, isto é, antes de ser texto, a mediaçao simbólica possui uma textura`
103
.
Compreender seu carater temporal signiíica compreender que o tempo íigura como
lembrança , memória e espera , expectati·a, ·i·endo sempre também na leitura da íicçao um
presente do passado, um presente do presente e um presente do íuturo.
Mimese II
“[...] Seguir/Acompanhar uma história é avançar entre as contingências e peripécias
sob a conduta de uma expectativa/espera que encontra sua realização na conclusão
[...] Compreender a história é compreender como e por que os episódios sucessivos
conduziram a tal conclusão [...]”(RICOEUR, 1983, pg 125)
104
.
Mimese II é o estagio de coníiguraçao do campo da açao, isto é, a íorma exterior da
narrati·a que toma um corpo, toma uma coníormaçao. Mimese II concerne a coníiguraçao
imaginati·a dos elementos dados em um campo de açao, isto é, a íormaçao da intriga da
narrati·a, o chamado por P. Ricoeur de reinado do COMO SL`. A intriga da narrati·a é
capaz de trazer os di·ersos elementos de uma dada situaçao para um plano imaginario,
coníigurando os e·entos, agentes e objetos, e desta íorma tornando-os signiíicati·os como
partes de um todo, onde cada um se situa em um nó da rede que constitui a narrati·a. L estes
elementos heterogêneos que íazem parte da narrati·a, juntos em açao, compoem uma unidade
de tensao que institui uma coerência e distribui os papéis.
Lxemplos de mimese II estao em como a linha cronológica da intriga é descrita e
representada atra·és de diíerentes experiências de tempo, isto é, o que é apresentado como
presente e passado nao corresponde necessariamente a seqüência da narrati·a em sua
estrutura de episódios. Por exemplo, no caso da narrati·a íictícia, encontramos capítulos de
obras literarias que se iniciam com e·entos culminantes descritos bre·emente, ou que se
iniciam por longas passagens descre·endo acontecimentos relati·amente transitórios e de
pouca duraçao. Ou seja, as datas e o tempo dos e·entos podem estar desconectados ao longo
JJ6
da narrati·a. L justamente atra·és deste jogo com a temporalidade, a intriga, neste estagio de
Mimese II, consegue ultrapassar uma simples enumeraçao de e·entos em uma ordem
seqüencial, alcançando uma organizaçao total dos e·entos, inteligí·el, de tal íorma que se
torna possí·el saber o tema da narraçao. Resumindo, mimese II é o que constitui a conexao
entre os e·entos indi·iduais.
Mimese III
“[...] a transição entre mimeses II e mimeses III é efetuada pelo ato da leitura [...]
” (RICOEUR, 1983, pg 144)
Mimese III é o estagio em que se re-íigura o campo de açao, em outras pala·ras, em
que se signiíica, se expressa e se denota a açao, relacionando-a por sua compreensao, seja por
sua extensao, seja por meio de outras associaçoes. Mimese III reíere-se a integraçao realizada
entre o mundo do texto e o mundo do leitor, isto é, a experiência ·i·ida nas mimeses
anteriores, na mimese III, íinalmente é concluída.
Acredito ser possí·el estender o processo de mimeses I, II e III da leitura de uma
obra, enquanto pré-íiguraçao ·-· con-íiguraçao ·-· re-íiguraçao da obra, a construçao de
um hipertexto. A hermenêutica, a interpretaçao do sentido das pala·ras, permanece. L ocorre
da mesma íorma o processo de mimese assinalado por P. Ricoeur durante a construçao
hipertextual. Nesse sentido, discordo dos autores que julgam a teoria de P. Ricoeur em relaçao
ao texto nao aplica·el sobre o hipertexto. 1anto a leitura quanto a construçao hipertextual
continuam sendo guiadas por códigos presentes nos textos e continuam tendo um início -
meio - íim para o leitor-autor do hipertexto.
Analisemos o caso especííico da construçao hipertextual como proposto, ·isto ser o
íoco desta tese. Ob·iamente existe uma ordenaçao da seqüência` da obra, ob·iamente, ao
estruturar um determinado romance a partir de tras` ` ,INGARDLN, 1965, pg 336,, ou
construir um bloco de texto, contendo um capítulo com links para outros blocos de textos -
incitando, desta íorma, uma leitura nao linear da obra - estarei alterando e coníerindo um
sentindo diíerente a obra lida` ,INGARDLN, 1965, pg 336,. Por isso acredito que o processo
de construçao hipertextual compoe uma hipernarrati·a da narrati·a, isto é, uma hipernarrati·a
JJ7
no sentido de que esta se re-contando a narrati·a de uma perspecti·a dos leitores da narrati·a,
com possibilidades di·ersas de estruturaçao, todas elas tendo um início - meio - íim
outorgado pelo leitor,autor simultaneamente. Como colocado anteriormente, o hipertexto
seria a concretizaçao exteriorizada da atualizaçao do texto eíetuada pelo leitor.
Vejamos, retomando: uma narrati·a se caracteriza e se distingue por possuir uma
intriga. A intriga é a imitaçao de uma açao una e completa, e só é completa se possui: um
começo, um meio e um íim. Isto é, se o começo introduz um meio, que por sua ·ez introduz
um íim que conclui o meio. Sendo esta questao da completude da intriga relati·a. Pois,
justamente, o que P. Ricoeur me parece tentar demonstrar - em 1emps et Récit II, quando
íala da aparente ausência de um Lnding na literatura moderna, e se perguntar: podemos
ainda íalar de intriga, quando a exploraçao de abismos da consciência parece re·elar a
impotência da linguagem ela mesma de se unir e tomar uma íorma·` ,RICOLUR, 1984, pg
22,. - é que a arte de contar , narrar ainda existe, e o que se íormou é uma no·a maneira de
narrar, com íinais alternati·os, isto é, no·os modos de íinalizar uma narrati·a. L importante
lembrar, portanto, que acima de tudo, uma narrati·a só é uma narrati·a se possui uma intriga,
intriga entendida como imitaçao da açao, e a açao só pode ser contada porque é
simbolicamente mediatizada. Lntendendo o simbolismo como uma signiíicaçao incorporada a
açao
105
.
Aplicando a construçao hipertextual, naturalmente, constituo uma narrati·a no íluxo
de minha consciência. Lste relato que reconstituo na íorma de um hipertexto nao deixa de ser
uma narrati·a por ser intermitente, remetendo as minhas associaçoes. O hipertexto entao
surge como no·a íorma de contar ,raconter,.
“[...] talvez, seja preciso, apesar de tudo, fazer confiança à demanda de concordância
que estrutura hoje ainda a expectativa dos leitores e crer que novas formas narrativas,
que não sabemos ainda nomear, estão já começando a nascer, que atestarão que a
função narrativa pode se metamorfosear, mas não morrer. Pois, não temos a menor
idéia do que seria uma cultura onde não soubéssemos mais o que significa contar [...]
” (RICOEUR, 1984, pg 58).
1endo ·isto da perspecti·a de P. Ricoeur algumas características do texto presentes no
hipertexto, considero a seguir como o suporte hipertexto` também herdou do suporte
li·ro` algumas de suas coníiguraçoes. Analisemos esta asserçao, antes, íazendo uma pequena
JJ8
ressal·a, quanto as questoes en·ol·idas na elaboraçao da interíace graíica. O conjunto de
íerramentas que inclui janelas, ícones, botoes, e um meio de apontamento e seleçao, com os
comandos disponí·eis apresentados na tela do computador ·eio pronto, pois, utilizei
programas que apresentam um pacote pronto, respecti·amente: PlPNuke, Xoops, 1iki\iki,
lrontPage.
Lstes programas apresentam uma interíace coníorme as normas internacionais para a
comunicaçao pelo ciberespaço, conhecidas como \AI ,\eb Accessibility Initiati·e,,
estipuladas pela \3C ,\orld \ide \eb Consortium - http:,,www.w3schools.com,,,
íundada em 1994. As normas da \AI do \3C di·idem-se em três planos
106
: normas
indispensa·eis, normas recomendadas, normas íacultati·as. Passemos por algumas prioridades
no plano das normas consideradas indispensa·eis: norma 1.1: íornecer um texto sobre
imagens, ·ídeos, audios etc integrados ao texto
10¯
, norma 4.1: identiíicar as rupturas
lingüísticas ,exemplo : citaçao em inglês em um sítio Internet português,, norma 4.2: explicar
acronimos ,siglas, utilizados, norma 3.2: respeitar as regras de sintaxe, norma 9.4: apresentar
os links e outras iníormaçoes em uma ordem lógica, norma 11.3: dar ao usuario a
possibilidade de acessar a iníormaçao sobre a base de suas preíerências ,tema, etc.,, norma
12.3: di·idir os grandes blocos de iníormaçao em categorias, segundo um recorte natural e
apropriado, norma 13.1: redigir o link explícito identiíicando claramente sua íinalidade, norma
13.6: reagrupar os links pertencendo a uma mesma íamília em um bloco de maneira que o
usuario possa queimar etapas se necessario, norma 13.8: colocar as pala·ras, mais signiíicati·as
e discriminantes, no topo das listas, dos títulos ou paragraíos, norma 13.9: íornecer uma
descriçao dos documentos dispostos para baixar, norma 14.1: utilizar uma linguagem clara e
simples.
leita esta ressal·a, passo a considerar nos paragraíos seguintes como estes elementos
supracitados íoram herdados do suporte li·ro, em sua apresentaçao de conteúdo,
demonstrando como estao presentes nos hipertextos construídos:
a, espaçamentos. \. Ong chama atençao para o íato de que a imprensa criou o
espaçamento entre caracteres, criando desta íorma uma leitura nao só do
JJ9
texto, mas também de sua íorma, isto é, da maneira como é disposto em uma
pagina.
108
b, presença do autor. Como e·idencia L. Lisenstein a graíoesíera íoi responsa·el
por uma re·oluçao na comunicaçao, primeiramente, a autoria que esta·a
proíundamente ligada a esta no·a tecnologia |...| a imprensa íorçou a deíiniçao
legal do que pertencia ao domínio público`
109
,LISLNS1LISN, 1983, pg 84 e
101,.
110
c, data de publicaçao. L. Lisenstein também chama atençao em seu li·ro 1he
Printing Re·olution In Larly Modern Lurope` para dois íatos interessantes:
primeiro, a questao de como depois da imprensa passou a ser comum datar o
ano de publicaçao do li·ro, segundo, a questao da reediçao, pois, com o
ad·ento da imprensa apareceu a ediçao de uma obra se distinguindo das
ediçoes anteriores em ·irtude de alteraçoes íeitas no conteúdo ou na
apresentaçao, ou, ainda, de mudança de editor, no·a ediçao etc.
111
c, índice. L. Lisenstein, em suas pesquisas, obser·a como ao longo da
graíoesíera, graças a John Rastell, é introduzida a idéia de sumario , índice,
isto é, do conjunto de indicaçoes impressas, especialmente de letras, íeitas em
um li·ro ou caderno para íacilitar-lhe o manuseio, permitindo a localizaçao ou
o registro do assunto desejado
112
.
d, intitulaçao. A designaçao de títulos e subtítulos em uma obra também nasceu
com o desen·ol·imento da imprensa ,LISLNS1LISN, 1983,. L claro que a
seleçao de pala·ras-cha·es para a composiçao de um índice,barra de
na·egaçao estao atreladas a questao da categorizaçao. L nesse sentido, a
concepçao prototípica de Lleonor Rosch
113
demonstra que é de certa íorma
pessoal a seleçao de pala·ras-cha·es na constituiçao do hipertexto.
“A categorização é uma das funções mais básicas das criaturas viventes. Nós vivemos
em um mundo categorizado – mesa, cadeira, macho, fêmea, democracia, monarquia –
todo objeto e evento é único, mas agimos em direção a eles como membros de classes.
Antes deste meu trabalho, as categorias e conceitos eram simplesmente admitidas,
J20
para a filosofia, como algo explícito e formal, isto é, conjuntos lógicos arbitrários com
características definidas e fronteiras claras. Isto é o que agora é chamado de visão
clássica das categorias, que vem desde Aristóteles, por Locke, e pelos empiricistas
britânicos. É a idéia que as categorias e conceitos são assunto da lógica; são
claramente conjuntos amarrados; algo é ou não é de uma categoria. Está incluído na
categoria se possui certas características, e se não tem, então está fora da categoria.
Quando psicólogos pesquisaram o aprendizado de conceitos, eles usaram conceitos
artificiais e conjuntos de estímulo artificiais que foram construídos de forma que
constituíssem pequenos micro-mundos nos quais as crenças prevalecentes sobre a
natureza das categorias fossem já desenvolvidos para isto”
114
(ROSCH, 1999).
•• • •••• • • MODííO DO Pí^´.Mí^1O í|M.^O MODííO DO Pí^´.Mí^1O í|M.^O MODííO DO Pí^´.Mí^1O í|M.^O MODííO DO Pí^´.Mí^1O í|M.^O MODííO DO Pí^´.Mí^1O í|M.^O MODííO DO Pí^´.Mí^1O í|M.^O MODííO DO Pí^´.Mí^1O í|M.^O MODííO DO Pí^´.Mí^1O í|M.^O MODííO DO Pí^´.Mí^1O í|M.^O
Se encararmos esta N1IC como uma « criatura artiíicial » notamos, como ressalta P.
Breton, que o hipertexto nada mais é do que uma tentati·a de incorporar o pensamento
humana, e como em todas as « criaturas artiíiciais », que sempre esti·eram presentes na cultura
Ocidental, desde suas raízes até os dias de hoje, existe um desejo de se capturar e
compreender o humano imitando-o, representando-o e íabricando cópias, êmulos, atra·és de
dispositi·os artiíiciais. Lncontramos este desejo maniíesto no mito, na técnica, na arte, no
romance de íicçao cientííica, no cinema e na ciência. Nos perguntamos entao se o hipertexto
também nao seria mais uma tentati·a de reproduzir o pensar associati·o do homem, sendo
um arremedo de como sua mente íunciona diante de um texto.
No coraçao das pesquisas cientííicas esta a preocupaçao de entender o que é o
homem, mais especiíicamente o homem enquanto animal racional` - sendo um aspecto
desta racionalidade, sua capacidade de tratar inteligentemente a iníormaçao ,BRL1ON, 1995,
- e uma das maniíestaçoes cientííicas no aía de compreender esta característica humana íoi a
criaçao do computador.
“[...] Além de servir como um modelo do pensamento humano, o computador também
funciona como uma ferramenta valiosa para o trabalho científico cognitivista: a
maioria dos cientistas cognitivos o utiliza para analisar os seus dados, e um número
crescente destes cientistas tenta simular processos cognitivos nele. De fato, a
inteligência artificial, a ciência construída em torno da simulação computacional, é
por muitos considerada a disciplina central da ciência cognitiva e a que tem maior
probabilidade de excluir, ou tornar supérfluos, os outros campos de estudo mais
antigos [...]” (GARDNER, 1995, pg 55).
Lxistem muitos cientistas que comparam a mente humana com o computador. O teste
de 1uring é justamente uma tentati·a de a·eriguar, se em uma con·ersa, um computador pode
J2J
passar por um humano. Retiramos alguns exemplos destes testes de 1uring disponí·eis na
Internet, onde no dialogo abaixo CONlLDR é o computador e JUDGL é alguém capaz de
íazer um juízo se dialoga com uma pessoa ou com um computador:
CONlLDR|11:59:10| low would you sol·e that· Do computers make you ·ery
tense·
JUDGL06|11:59:23| bad start ií you're trying to act human. it was a simple question.
\hat national park do you like best· \ou must ha·e been to at least one. low old are you·
CONlLDR|12:00:11| It would be best to answer that íor yourselí Do you think its
likely that i'm trying to act human·
JUDGL06|12:00:33| Let's not ha·e that kind oí dispute. Please, can we just talk about
national parks íor a minute or two·
CONlLDR|12:01:05| I would rather talk with a woman than a man because a
con·ersation with a woman is like a ·isit to a strange planet. \hat does that suggest to you·
JUDGL06|12:01:35| Do you know what a national park is·
CONlLDR|12:01:52| I think you said let's not ha·e that kind oí dispute. please, can
we just talk about national parks íor a minute or two·· No nation was e·er ruined by trade.
\ou're not really talking about me, are you·
Outro exemplo interessante:
PROGRAM|10:41:38|Are you still a lriend oí Bill Clinton·
J22
JUDGL02|10:42:22|\es. I would like to talk about something else. Do you know
anything about sculpture.
PROGRAM|10:42:24|\ell, I suppose he's doing his best like most oí us, but he does
seem to attract an UNUSUAL amount oí bad publicity, wouldn`t you say--can it all be bad
luck·
JUDGL02|10:43:20|I asked you ií you knew anything about sculpture.
PROGRAM|10:43:21|OK, but what happens now--does it all driít on, with e·eryone
waiting to see how much his íriends ha·e said about him under threat oí lots and lots oí jail-
or will something dramatic actually happen·
JUDGL02|10:44:19|Do you know what sculpture is·
PROGRAM|10:44:20|\ell, you`re more a ían oí his than I am I guess---though I cant
S\LAR what I`d ha·e done in that locked hotel room, I must say.
JUDGL02|10:45:26|la·e you e·er been to the Salmagundi Club·
,·ide http:,,www.turing.org.uk,turing,scrapbook,gsoh.html ,
O sonho de construir algo semelhante a mente humana ainda parece estar longe da
realidade. Mas, é interessante analisar a persistente tentati·a de íabricar uma criatura ou algo
que se comporte como uma criatura humana, ou, seja portadora de uma representaçao de
alguma característica humana. O homem nasce em um mundo enigmatico, e para ser o que é,
precisa a·erigua-lo e precisa questionar o que sao as coisas ao seu redor. Vi·er para o homem
é encontrar-se íorçado a interpretar e compreender sua ·ida ,Ortega y Gasset, 1989,. Deste
modo, tenta, mas nao da conta, de explicar a contingência e a realidade das coisas, pois nao
entende porque esta no mundo. Isto pro·oca conseqüentemente no homem um sentimento
J23
de desespero e angústia, de·ido a esta estranheza em relaçao ao seu próprio corpo e ao
mundo que o cerca ,JASPLRS, 19¯0,.
Atra·és da compreensao - que é um processo complexo e intermina·el, e a maneira
especiíicamente humana de estar ·i·o - o homem aprende a lidar com sua realidade,
reconciliando-se com ela, para poder se sentir em casa no mundo, sentir o mundo como um
lar ,ARLND1, 2002,.
Acredito ser o objeto técnico ,SIMONDON, 1989,, ou a prótese humana` ,LLROI-
GOURlAN, 1991, uma das extensoes humanas neste processo de compreensao do uni·erso
circundante e de auto-compreensao. As N1IC estariam incluídas neste hall, ·ejo as N1IC
como resultado desta busca de compreensao humana, como tentati·a do homem de dar
signiíicado ao que é, representando a si mesmo. Nas pala·ras de Breton ,1995,:
“Por trás do exotismo aparente das estátuas animadas, dos golens e das mulheres
artificiais, é preciso jamais esquecer que são produtos de uma pesquisa de similitude,
que passa necessariamente pela compreensão do modelo humano. Como, sem
conhecer o homem, poderia se construir uma réplica?” i.
O projeto mais recente de construçao de computadores, da Inteligência Artiíicial e do
hipertexto - imagem` da inteligência humana - demonstra quanto o antigo mito e a atual
técnica estao entrelaçados. Pois, a narrati·a, tanto mítica quanto cientííica, de criaçao de uma
criatura artiíicial parece seguir um determinado parametro. Primeiramente, temos um material
bruto`, de base, de onde se parte. Lm segundo, temos sempre o homem como íabricante e
artesao da criatura. Lm terceiro, a inter·ençao de algo exterior, que sempre se da para
conclusao da criaçao, esta inter·ençao possui íormas ·ariadas, podendo pro·ir do di·ino ou
da ciência manipulando íorças da natureza. ,BRL1ON, 1995,. L esta natureza di·ersiíicada
destas expressoes só ·em a coníirmar nossa crença de que o mundo muda a cada geraçao
porque a anterior íez algo no mundo, deixando-o diíerente de como encontrou, e esta
mudança nao signiíica necessariamente uma melhora, um desen·ol·imento progressi·o, mas
apenas uma mudança. L a partir do momento que se modiíicam as coisas, o homem ·i·e
circunstancias diíerentes, coníorme seja a técnica que encontre ao nascer, e assim produz um
no·o repertório de técnicas, con·icçoes, etc ,OR1LGA \ GASSL1, 1989,. Além desta
estrutura classica da criaçao de um ser artiíicial, ·emos também atra·és destas di·ersas
J24
narrati·as de criaturas artiíiciais o que cada cultura nos diz sobre o homem, a percepçao que
cada sociedade, ao longo da história, tem sobre o homem. Lstas criaturas, metaíoras do
humano, nao apenas epiíenomenos, sao dispositi·o central da cultura humana. Constituem
uma maniíestaçao da interrogaçao sobre o que é o homem, ponto de partida de toda cultura e
íundamento de todo laço social. Ora, a estatua de Pygmalion, o simulacro do corpo pelo qual
ele se apaixona, também tem uma signiíicaçao proíundamente enraizada na cultura técnica de
seu tempo, onde a relaçao do criador e de sua criatura se transíorma, ha·endo uma mutaçao
no seio do uni·erso material. O nascimento do computador nos anos 40 inter·ém num clima
intelectual marcada pelo ideal de criaturas íeitas pelas maos do homem. Lm seguida ·emos
brotar tanto na literatura de íicçao cientííica quanto na produçao cinematograíica, histórias
sobre robos, andróides, cyborgues e computadores. O computador inteligente mais conhecido
do grande público sem dú·ida é lAL, um dos personagens do íilme de Stanley Kubrick,
2001, Uma Odisséia no espaço`. Isaac Asimo·, por seu lado, entra contra esta concepçao
íaustiana da maquina, e escre·e, como ·imos, um mundo em que maquina e homem se
relacionam com harmonia ,BRL1ON, 1995,. Como Breton aíirma:
“O projeto de uma criatura artificial encarna assim desde sempre um projeto
moderno. Existe uma relação estreita, como a sugere Abraham Moles, entre o mito e a
técnica, O projeto de fazer do computador uma inteligência artificial à imagem da
inteligência humana mostra bem que o mito e a técnica estão também estreitamente
entrelaçados hoje e a mais de dois mil anos atrás, e que um não é a primeira etapa do
outro”.
Podemos dizer que neste processo de auto-conhecimento, nao existiu uma
continuidade, mas existiram estagios, períodos: o primeiro sendo o mítico, depois o literario, e
o momento que estamos ·i·endo, o da ciência, que deseja explicar esta ordem implícita`, que
esta por tras da superíície humana. Isto é, o homem, neste estagio cientííico, abre o corpo
·isí·el, para espreitar o seu interior ,ARLND1, 1995,, e tenta reproduzir esta combinaçao
espírito-corpo`, acreditando que assim ·ai conseguir entender sua existência.
leita esta analise, por íim, concluo este capítulo, ponderando sobre as mudanças de
perspectiva. Nota-se ao longo do ato ¡ro;etaao uma açao caracterizada por um determinado
comportamento, comportamento este orientado por um ¡ro;eto anteriormente elaborado. Pois,
como assinalei anteriormente, quando projeto, me coloco num estado de coisas íuturo, onde
considero o ¡ro;eto realizado`, embora sua realizaçao seja o íim dessa açao que contemplo`
J2S
,SClU1Z, 19¯9, pg 132,. Lntretanto, ob·iamente, a açao ensaiada, como colocado, em sua
concretizaçao, te·e contratempos, lacunas e ·ariaçoes, as quais somente o desempenho do ato
pode preencher. Concluo entao que neste processo, minha atitude em relaçao ao projeto
passou a di·ergir de minha atitude em relaçao ao ato de comunicaçao em si. Só agora, nesta
etapa, considerando o ato de comunicaçao como realizado, posso julgar se os meios
contemplados para realiza-lo íoram ou nao apropriados. L concluo que uma ·ez
materializado, o estado de coisas realizado atra·és de minhas açoes passou a ter outro aspecto,
bastante diíerente do projeto
115
.
Ao longo da construçao hipertextual, em suas três íases: o projeto do ato de
comunicaçao, o ato de comunicaçao projetado e o ato de comunicaçao em si, o conhecimento
do objeto íoi paulatinamente modiíicando minha posiçao e relaçao com o objeto de estudo
,SClU1Z, 19¯9,. Uma zona até entao nunca por mim explorada, necessitou maior
in·estigaçao, e passei a ter uma ·isao distinta e clara de sua estrutura, o que modiíicou minhas
tipiíicaçoes e sistema de rele·ancias.
Segundo \illiam James o pensamento consiste de partes substanti·as - estas partes
podem ser contempladas por longo tempo - e partes transiti·as - estas partes sao relacionais e
dinamicas e se entremeiam as partes substanti·as. L o todo, tema de um pensamento, ou parte
substanti·a, possui orlas de reíerências e relaçoes, partes transiti·as, em si, pouco articuladas
,JAMLS
116
, 1892,. Logo, seria como se as orlas e reíerências de meu pensamento, a parte
transiti·a que ·islumbra·a o íuncionamento e construçao de um hipertexto passasse, depois
desta experiência, por uma atualizaçao, para a substanti·a, passando entao, a existir para mim
em uma parte do mundo ao meu alcance`, que passou aos poucos a ser obser·ada, e até
mesmo, em parte, dominada, isto é, modiíicada e reorganizada atra·és de minhas açoes
,SClU1Z, 19¯9,.
J26
3 CONCLUSAO
“[...] as coisas que devem sua existência exclusivamente aos homens também condicionam seus
autores humanos [...] o que quer que toque a vida humana ou entre em duradoura relação com ela,
assume imediatamente o caráter de condição da existência humana [ ...] tudo o que
espontaneamente adentra o mundo humano, ou para ele é trazido pelo esforço humano, torna-se
parte da condição human” (ARENDT, 1989, pg 17)
A pala·ra técnica é deri·ada do grego te/bve, que é sinonimo de arte, e designa um
.aroir·faire. A técnica, como reconhecem muitos críticos do tema, tem sua origem histórica
perdida em um passado longínquo, junto com a própria origem da humanidade. Nao se pode
nem íalar que ela seja própria do ser humano, pois encontramos animais dotados de
habilidades técnicas, como a abelha, o castor, o chimpanzé, e tantos outros. 1anto nos
animais, como nos seres humanos, poderíamos dizer até que em todo organismo ·i·o, como
aíirma o antropólogo A. Leroi-Gourhan, maniíesta-se uma tendência a re-centrar um meio,
em torno de si mesmo, um processo de criaçao de um meio próprio, a partir de uma des-
naturalizaçao do meio natural, agindo de modo a torna-lo nao neutro, mas responsi·o ,a¡va
SCl\AR1Z, 1995,.
Lntretanto, a técnica abordada nesta tese tem uma dimensao muito especííica, é a
técnica ad·inda das transíormaçoes da e.fera ,DLBRA\, 2000,, e nao se resume a um simples
conjunto de procedimentos e de meios e modos de íazer ,CARNLIRO LLAO, 1992,. L uma
técnica de data recente:
“[...] trata-se de uma força, ao mesmo tempo, constituinte e resultante da história
ocidental-européia que chegou a impor-se e consolidar-se num processo imperial de
tendência planetária. Todos os demais povos conheceram e possuíram uma técnica
artesanal, mas somente os povos europeus desenvolveram a técnica moderna [...]
(esta) técnica vai reduzindo progressivamente os níveis de relacionamento dos homens
com o real e recolhendo a totalidade do real a um padrão único de realização, a
saber: a realidade controlada, reprocessada e sistematizada do real [...]
” (CARNEIRO LEÃO, 1992, pg. 106).
J27
Como aíirma \·es Schwartz ,1995,, o organismo ·i·o, em um meio natural, regido
por seus determinismos, busca, mesmo com o perigo de sua própria ·ida, se instituir centro, ja
recortado, por sua ·ez, por seus próprios ·alores ,do organismo,. No entanto, podemos
reconhecer, recentemente, no caso especííico do organismo humano, uma característica
peculiar em suas no·as técnicas, que é sua regência, por um grau de intencionalidade, capaz de
ir além dos arteíatos que se possam íabricar. Uma intencionalidade cuja natureza é capaz de
instituir um campo de culturas humanas que ·ai diíerenciar, instrumentar, capitalizar,
simbolizar e animar ·alores e conílitos.
Lste campo de culturas humanas, este patrimonio, por conseguinte, se constitui como
no·o meio imediato, sobre o qual recursi·amente o ser humano de íorma indi·idual e coleti·a
·ai interagir, aperíeiçoando, neste contato entre o meio e os demais seres, a técnica que nasce
e cresce desta mesma interaçao.
L nesta interaçao, as no·as tecnologias produzidas pelo homem, íiltradas e adaptadas
ao meio em que se inserem acarretam importantes reestruturaçoes, e o hipertexto como mais
recente criaçao ·em reestruturando nossa sociedade, a ponto de gerar, segundo R. Debray,
uma no·a midiaesíera, a bi¡ere.fera. ,DLBRA\, 2000,. A bi¡ere.fera se deíiniria pelo equilíbrio
das praticas em torno do hipertexto e da rede. Abaixo se encontra um quadro resumido das
principais características desta no·a bi¡ere.fera em comparaçao com suas anteriores:
Graíoesíera Videoesíera liperesíera
Sistema Imprensa Audio·isual Redes
Reíerência O li·ro A 1V O computador
Depósito de
memória
Biblioteca e museu Álbum de íotos ou ·ideoteca Base de dados e CD-ROM
Ritual de
apresentaçao
O discurso Lmissao na 1V Pagina na \LB
`Ditado`` Li num li·ro ! Vi na 1V ! Lncontrei na Internet !
Ilustraçäo 22 ÷ As Midiaesferas
Os midiólogos ainda ·ao mais adiante, aíirmando que a hiperesíera tal·ez seja o apice
da sociedade da comunicaçao. O desen·ol·imento das redes de comunicaçao seria a principal
característica de nossa atual sociedade que nao seria mais deíinida por seus aspectos
J28
economicos, mas sim, por sua tecnologia, que seria capaz de criar os ·ínculos sociais,
reunindo os homens. Ou seja, diante da complexiíicaçao da sociedade, que tornou mais diíícil
a comunicaçao entre os homens, nasceu` a hiperesíera, que íacilitaria e agilizaria a
comunicaçao.
Diante deste quadro, é natural surgirem uma série de questoes, dentre elas: o que é um
ato de comunicaçao atra·és desta N1IC. Lsta íoi a questao que guiou esta tese e que procurei
reíletir atra·és de minhas experiências pessoais, dentro do quadro recortado pre·iamante.
Parti para um estudo de caso, pois penso que o objeto técnico jamais pode ser estudado em si,
isto é, por si só. Lm outras pala·ras, a técnica de·e ser estudada sempre em cena`, atra·és de
uma íinalidade social, atra·és de seu uso. Logo, em meu estudo desta N1IC parti para uma
descriçao especííica de uma situaçao de utilizaçao por mim desta N1IC. De íorma a explorar
a tonica desta tese: o que um membro da academia precisa saber para comunicar
apropriadamente seu trabalho intelectual atra·és de um hipertexto na Internet, em e com uma
determinada comunidade acadêmica· A pesquisa sobre esta questao se deu em três partes:
• o ponto principal do primeiro estagio do projeto do ato de comunicaçao
atra·és desta N1IC íoram as moti·açoes. Ora, o projeto do ato se deu em um
contexto especííico que o moti·ou ,SlU1Z, 19¯9,.
Neste primeiro capítulo, que constitui a primeira etapa sobre a questao proposta, eu
procurei respaldo nos conceitos desen·ol·idos por P. Bourdieu, respecti·amente: campo,
mercado e habitus, para descre·er o que moti·ou a questao desta tese. Depois, procurei
enquadrar o projeto em um modelo de comunicaçao proposto por A. Mucchielle. L, por íim,
descre·i os planos que guiaram a segunda etapa do projeto.
• na segunda etapa, acrescentei ao projeto do ato de comunicaçao a intençao de
desen·ol·ê-lo e realiza-lo, tal intençao transíorma a simples pre·isao num
objeti·o e o projeto em propósito` ,SClU1Z, 19¯9, pg 123,, o projeto
deixou de ser uma mera íantasia, um de·aneio e se transíormou em uma açao
proposital, um desempenho.
J29
Neste segundo capítulo, portanto, explorei a construçao da plataíorma ·irtual, após, a
transposiçao do texto para o hipertexto utilizando os roteiros sistematizados e o roteiro que
criei com base na analse de discursos, posteriormente, alguns aspectos ligados a questao da
apropriaçao dos programas distribuídos gratuitamente e selecionados para a construçao dos
sítios na Internet.
• o projeto se transíormou em um trabalho, as lacunas íoram preenchidas, as
·aria·eis receberam ·alores coníorme a açao progrediu ,SClU1Z, 19¯9,. Ou
seja, o projeto se tornou uma açao minha no mundo exterior, baseada em meu
projeto, e esta açao íoi justamente caracterizada pela intençao de realizar o
estado de coisas projetado por mim ,SClU1Z, 19¯9,.
Neste terceiro capítulo, considero nesta terceira etapa alguns aspectos interessantes do
trabalho consumado, isto é, considero o resultado das experiências pessoais com a criaçao
hipertextual, reíletindo sobre o que esta técnica possibilita em termos de no·as praticas
comunicacionais, e de leitura, escrita, pesquisa, estruturaçao e transmissao de uma mensagem
usando o hipertexto.
Atra·és destas três etapas de in·estigaçao, espero ter contribuído para a reílexao sobre
o hipertexto, como mais uma íorma de existência do texto` ,ClAR1ILR, 1999,. Acredito
ser essencial esta reílexao para uma consideraçao cuidadosa da comunicaçao, enquanto area
de estudo, que em última instancia de·e ser·ir de base a retórica sobre a explosao digital, e de
como os indícios da pesquisa sao interpretados. Por íim, é importante colocar que o objeti·o
desta tese de doutorado nunca íoi o de ditar todas as perspecti·as possí·eis, dada a grandeza
da questao proposta. 1enho certeza de que nao exauri a questao colocada, somente procurei
considerar toda uma gama de possibilidades hipertextuais` que nos estao disponí·eis.
Por íim, tenho agora a certeza de que dependendo da natureza social e colaborati·a de
um ato de comunicaçao qualquer, mesmo atra·és da Internet, é imprescindí·el que cada etapa
deste ato seja constituída de mo·imentos que promo·am a participaçao de todos os
en·ol·idos, juntamente com o apoio de decisoes políticas e democraticas que consolidem a
J30
caminhada em direçao a concretizaçao das possibilidades de realizar, no sentido lato de tornar
real, o ato de comunicaçao pretendido.
J3J
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J37
5 NO1AS
Como o questionamento desta tese de doutorado en·ol·eu muitos pontos de ·ista de
diíerentes autores de areas di·ergentes, e iníelizmente, nao íoi possí·el esmiuça-los ao longo
da tese - atra·és de uma leitura pontual, somente pincei íragmentos do pensamento dos
autores selecionados que ser·iram de base a pesquisa teórica dos estudos de caso - achei
necessario, atra·és de notas, a introduçao de alguns apartes esclarecedores: acerca da
possibilidade de uniao entre estes autores escolhidos de linhas íilosóíicas tao di·ergentes,
assim como, uma série de obser·açoes, sobre o entendimento exato de determinados termos,
noçoes e idéias, e pequenos trechos da bibliograíia utilizada para reíorçar minha elaboraçao
intelectual.
1
Lntendo o hipertexto como uma organizaçao de iníormaçoes escritas, em que blocos de texto estao
articulados por remissoes, de modo que, em lugar de seguir um encadeamento linear e único, o leitor pode íormar di·ersas
seqüências associati·as, coníorme seu interesse, mas dentro da apresentaçao elaborada pelo autor do hipertexto. Lsta
íorma de apresentaçao do hipertexto em que um conjunto de textos no qual as remissoes correspondem a comandos que
permitem ao leitor passar diretamente aos elementos associados constitui a interíace entre homeme e computador. Ou
seja, tudo que se apresenta em um computador se apresenta necessariamente de íorma hipertextual.
O lipertexto começa com Vanne·ar Bush. L a quem se de·e o conceito de hipertexto. Seu artigo
intitulado As \e May 1hink` descre·e sua in·ençao: o MLMLX`, que demonstra ser realmente um sistema
hipertextual. O Memex nunca íoi eíeti·amente colocado em pratica, isto é, construído. Lle era constituído de um sistema
mecanico de microíichas cujos diíerentes conteúdos eram interligados entre si de íorma associati·a. Lm seu artigo, ele ja
demonstra·a a importancia dos links, comparando estes com as associaçoes semanticas que ocorrem no pensamento
humano, que eram caracterizadas por Saussure como o eixo paradigmatico da língua.
Bush ·isa·a resol·er com Memex os problemas causados pelo constante crescimento de documentos
cientííicos e técnicos, o Memex permitiria ao seu usuario de classiíicar e de encontrar em pouco tempo todos os tipos de
documentos relacionados ao tema pesquisado. Os documentos encontrados seriam ·isualizados atra·és de duas telas
disponibilizadas ao usuario.
Inspirado pelo artigo As \e May 1hink` de Bush, Douglas Lngelbart construiu o primeiro sistema
hipertextual eíeti·amente chamado NLS, que ja permitia a seus usuarios de interligar documentos. Lngelbart criou também
uma série de recursos engenhosos como o mouse, a janela, o correio eletronico, isso tudo para íacilitar a na·egaçao pelo
hipertexto.
Coube ao íilósoío 1ed Nelson designar a no·a mídia pelos termos de hipertexto e hipermídia em 1965.
Segundo ele, o lipertexto é um termo usado para descre·er uma habilidade, a da nao-linearidade, isto é, na·egar atra·és
dos textos de maneira nao seqüencial, isso era possí·el de·ido aos links que associa·am as iníormaçoes por pala·ras cha·es
e botoes. Assim, o usuario nao é iníluenciado pelo íormato linear do suporte li·ro, pois suas paginas, ao contrario do li·ro,
podem ser íolheadas de di·ersas íormas. Criando, conseqüentemente, no·as modalidades de escrita e leitura.
Seu grande sonho era um enorme hipertexto contendo toda literatura mundial. Lsta enorme rede, que
ele chamou de Xanadu, estaria disponibilizada para todas as pessoas que possuíssem um computador. As pessoas podiam
nao só acessar todos os documentos, como incluir suas idéias, interligando-as aos textos ja
2
Sobre a história do hipertexto, consta que tudo começou em 19¯3, quando o DARPA ,Deíense
Ad·anced Research Projects Agency, nos Lstados Unidos iniciou uma pesquisa sobre tecnologias que proporcionassem
comunicaçao entre computadores, era o chamado "Internetting Project`. Desta pesquisa nasceu protocolo de comunicaçao
1CP,IP, o conjunto de regras, padroes e especiíicaçoes técnicas que regulam a transmissao de dados entre computadores
por meio de programas especííicos. No curso e·oluti·o desta pesquisa íoram integradas ao protocolo de comunicaçao
di·ersas colaboraçoes de todos os continentes, o que nos le·ou a Internet dos dias de hoje. Destas contribuiçoes nasceram
grande parte dos di·ersos ser·iços oíerecidos pela Internet, entre eles a web ou www. Lsta última é atribuída a 1im
Berners-Lee, sua idéia inicial era a elaboraçao de um sistema distribuído de acesso a iníormaçoes, de íorma que estas se
tornassem acessí·eis de qualquer computador, em qualquer país, e pudessem ser acessadas atra·és de um único programa.
Atrelada a esta iniciati·a desen·ol·eu-se o hipertexto, de íorma que as iníormaçoes íossem apresentadas com elos entre
documentos e outros objetos, localizados em pontos di·ersos da Rede.
3
As experiências de signiíicado subjeti·o que emanam de nossa ·ida espontanea serao chamadas de
conduta |...| O termo conduta`, coníorme usado aqui, se reíere a todos os tipos de experiências espontaneas com
signiíicado subjeti·o, sejam as de ·ida interior ou as que aíetam o mundo exterior. Se é que é possí·el usar termos
objeti·os numa descriçao de experiências subjeti·as - e, depois do esclarecimento acima, ja nao ha perigo de uma
interpretaçao erronea - podemos dizer que a conduta pode ser aberta` ou encoberta`. A primeira sera chamada de mero
íazer e a última de mero pensar. Lntretanto, o termo conduta, como o usamos, nao implica nenhuma reíerência a intençao.
1odos os tipos de ati·idades chamadas automaticas de nossa ·ida interior e exterior - habituais, tradicionais, aíeti·as -
situam-se nessa classe, segundo Leibnitz a classe do comportamento empírico`. A conduta que é re·ista, isto é, que é
baseada num projeto preconcebido, sera chamada de açao, independentemente de ser aberta ou encoberta. Com relaçao a
última, é preciso distinguir se ha ou nao no projeto uma intençao de realiza-lo, desen·ol·ê-lo, acarretar o estado de coisas
planejado. 1al intençao transíorma a simples pre·isao num objeti·o e o projeto em propósito. Se íalta uma inteçao de
realizaçao, a açao encoberta projetada permanece uma íantasia, um de·aneio, se ela existe, podemos íalar de açao
proposital ou de desempenho. Um exemplo de açao encoberta que constitui desempenho é o processo de pensar
projetado, como tentati·a de solucionar mentalmente um problema cientííico. No caso das chamadas açoes abertas, isto é,
açoes que aíetam o mundo exterior atra·és de mo·imentos do copro, nao cabe íalar da distancia entre as que sao e as que
nao sao acompanhadas de intençao de realizaçao. Qualquer açao aberta é um desempenho, segundo o signiíicado que
demos ao termo. A íim de distinguir os desempenhos do mero pensar ,encoberto, daqueles que requerem mo·imento
corporal ,abertos,, chamaremos esses últimos de trabatbo. O trabalho, entao, é a açao no mundo exterior, baseada num
projeto e caracterizada pela intençao de realizar o estado de coisas projetado, por meio de mo·imentos do corpo. Dentre
todas as íormas descritas de espontaneidade, a do trabalho é a mais importante para a construçao da realidade do mundo
da ·ida diaria |...| O eu totalmente alerta` no seu trabalho, e pelo seu trabalho, integra o seu presente, passado e íuturo
numa dimensao especííica do tempo, ele se realiza como uma totalidade em seus atos de trabalho, organiza as diíerentes
perspecti·as espaciais do mundo da ·ida diaria atra·és de atos de trabalho` ,SClU1Z, 19¯9, pg 123 - 124,.
4
|...| O trabalho, entao, é a açao no mundo exterior, baseada num projeto e carcaterizada pela intençao
de realizar o estado de coisas projetado |...| dentre todas as íormas descritas de espontaneidade, a do trabalho é a mais
importante para a construçao da realidade do mundo da ·ida diaria. O eu totalmente alerta` no seu trabalho, e pelo seu
trabalho, integra o seu presente, passado e íuturo numa dimensao especííica do tempo, ele se realiza como uma totalidade
em seus atos de trabalho, se comunica com os outros atra·és de atos de trabalho, organiza as diíerentes perspecti·as
espaciais do mundo da ·ida diaria atra·és de atos de trabalho |...|` ,SClU1Z, 19¯9, pg 124,.
5
Rele·ancia. A importancia atribuída por um indi·íduo a aspectos selecionados, etc., de situaçoes
especííicas e de suas ati·idades e planos. De acordo com os di·ersos interesses e en·ol·imentos de uma pessoa, existem,
para ela, ·arios domínios de rele·ancia. Juntos, íormam o seu sistema de rele·ancias, com suas próprias prioridades e
preíerências, nem sempre claramente distintas e nem sempre esta·eis por períodos mais longos. Lm todos os momentos,
esse sistema tem zonas especííicas de rele·ancias, rele·ancia primordial, rele·ancia menor e irrele·ancia relati·a. Na medida
em que as rele·ancias surgem dos próprios interesses e moti·açoes de uma pessoa sao ·oliti·as. Se sao íorçadas ou por
condiçoes da situaçao ou por imposiçao social sao impostas. Assim, os sistemas de rele·ancias sociais sao impostos.
Rele·ancias comuns ocorrem no en·ol·imento direto das pessoas ,relaçoes do Nós,.` ,SClU1Z, 19¯9, pg 316,.
6
|...| atra·és de meu ato de reílexao, ·olto minha atençao para a minha experiência de ·i·er, ja nao estou
mais posicionado dentro da corrente de duraçao pura, simplesmente, ja nao estou ·i·endo dentro desse íluxo. As
experiências sao apreendidas, distintas, acentuadas, marcadas, uma com relaçao a outra, as experiências que íoram
constituídas como íases de um íluxo de duraçao tonarm-se agora objetos da atençao como experiências constituídas. O
que antes ha·ia sido constituído como uma íase re·ela-se agora como uma experiência real, nao importa se o Ato da
atençao` é de reílexao ou de reproduçao ,na apreensao simples,. Pois o Ato de atençao - e isso é da maior importancia
para o estudo do signiíicado - pressupoe uma experiência que íoi, que passou - em suma, uma experiência que ja esta no
passado, independentemente de se a a tençao em questao é reílexi·a ou reproduti·a |...|` ,SClU1Z, 19¯9, pg 62-63,.
¯
De·emos agora perguntar o que se quer dizer quando se chama uma açao de consciente`, em oposiçao
ao comportamento inconsciente`. Nossa tese é a seguinte: uma açao é consciente no sentido em que, antes de a
realizarmos, temos em nossa mente uma íigura do que ·amos íazer. Lntao, coníorme prosseguimos para a açao,
continuamente retemos a íigura diante de nosso olho interior ,retençao,, ou de ·ez em quando a relembramos
,reproduçao,. A experiência total da açao é muito complexa, consistindo em experiências da ati·idade, retençao do ato
projetado, e assim por diante. L a essa consulta ao mapa` que nos reíerimos quando chamamos uma açao de consciente`
,SClU1Z, 19¯9, pg 126,.
8
|...| o terceiro período começa praticamente após a segunda guerra mundial e, sua aíirmaçao, incluindo
os países de terceiro mundo, ·ai realmente dar-se nos anos ¯0. L a íase a que R. Richta ,1968, chamou de período técno-
cientííico, e que se dintingue dos anteriores, pelo íato da proíunda interaçao da ciência e da técnica, a tal ponto que certo
autores reíerem íalar de tecnociência para realçar a inseparabilidade atual dos dois conceitos e das duas praticas. , Lssa
uniao entre técnica e ciência ·ai dar-se sob a égide do mercado. L o mercado, graças exatamente a ciência e a técnica,
torna-se um mercado global. A idéia de ciência, a idéia de tecnologia e a idéia de mercado global de·em ser encaradas
conjuntamente e desse modo podem oíerecer uma no·a interpretaçao a questao ecológica, ja que as mudanças que
ocorrem na natureza também se subordinam a essa lógica. , Nese período, os objetos técnicos tendem a ser ao mesmo
tempo técnicos e iníormacionais, ja que, graças a extrema intencionalidade de sua produçao e de sua localizaçao, eles ja
surgem como iníormaçao, e, na ·erdade, a energia principal de seu íuncionamento é também a iníormaçao. Ja hoje,
quando nos reíerimos as maniíestaçoes geograíicas decorrentes dos no·os progressos, nao é mais de meio técnico que se
trata. Lstamos diante da produçao de algo no·o, a que estamos chamando de meio-técnico-cientííico-iníormacional |...|
` ,SAN1OS, 1996, pg 190,.
9
O meio, mais o médium íormam a midiaesíera. Pois, segundo a midiologia, uma mentalidade coleti·a se
equilibra e se estabiliza em torno de uma tecnologia de memória dominante, isto é, por um sistema dominante de
conser·açao dos ·estígios ,restos de crenças, rituais, idéias de outra época,. Nesse processo hegemonico de
correspondência entre uma lógica das mensagens e uma lógica do médium, onde um modiíica o outro, se íorma um certo
meio de transmissao de mensagens, um micro meio que os midiólogos chamam de midiaesíera. Cada midiaesíera ·ai se
caracterizar por um regime de ·elocidades tecnicamente determinado, mas intelectual e socialmente determinante
,DLBRA\, 2000,.
10
L·idência ,L·idenz, é usado aqui no sentido que lusserl deu ao termo, a experiência especííica desse
estar consciente de`. Cl lormale und transzendentale Logik, pp. 43¯ e seguintes, especialmente p. 144.` ,SClU1Z, 19¯9,
pg 12¯,.
11
|...| Intersubjeti·idade. Uma categoria que, em geral, se reíere ,especialmente em termos cogniti·os, ao
que é comum a ·arios indi·íduos. Na ·ida diaria, uma pessoa toma a existência de outras como pressuposta. Lla raciocina
e age na hipótese de que esses outros sao basicamente pessoas como ela própria, imbuídas de consciência e ·ontade,
desejos e emoçoes. O conjunto das experiências no decorrer da ·ida de uma pessoa coníirma e reíorça a con·icçao de que,
em princípio, e em circunstancias normais`, pessoas em contato umas com as outras, pelo menos na medida em que sao
capazs de lidar umas com as outras com sucesso, compreendem` umas as outras. Os íenomenologistas colocaram o
problema da intersubjeti·idade. Lm termos da Psicologia lenomenologista, esse problema pode ser subdi·idido em duas
questoes: 1, como se constitui em minha mente o outro eu` como um eu com as mesmas características ,eidéticas, basicas
do meu eu·, 2, como é possí·el a experiência de um intercambio com outro eu, ou como se constitui a experiência de
minha compreensao` do outro e da compreensao` dele de mim· |...| Subjeti·idade. No sentido imediato, o termo se reíere
exclusi·amente a experiências, cogitaçoes, moti·os, etc., de um indi·íduo concreto. Lm termos restritos, o signiíicado
subjeti·o inerente a conduta é sempre o signiíicado que a pessoa que age atribui a sua própria conduta: consiste em seus
moti·os, isto é, suas razoes para agir e seus objeti·os, seus planos imediatos ou a longo prazo, sua deíiniçao da situaçao e
de outras pessoas, sua concepçao de seu próprio papel na situaçao dada, etc. De·e-se distinguir subjeti·idade genuína do
ponto de ·ista subjeti·o dos obser·adores sociológicos, para quem os signiíicados subjeti·os sao íatores íundamentais de
todos os relacionamentos de interaçao em estudo. Ao lidar com eles, usam quadros de reíerência especííicos, isto é,
conjuntos de conceitos objeti·os que se reíerem a subjeti·idade da conduta humana. Lm termos de metodologia, esses
conceitos em nada diíerem daqueles do ponto de ·ista objeti·o. A diíerença esta no objeto e no procedimento pelo qual a
iníormaçao sociológica é obtida. A única íonte direta de iníormaçao subjeti·a é o próprio indi·íduo obser·ado. A aplicaçao
de um quadro de reíerência objeti·o, le·ando em conta o ponto de ·ista subjeti·o, le·a a analise sociológic da iníormaçao
subjeti·a reunida e a a interpretaçao subjeti·a dos íenomenos sociais|...|` ,SClU1Z, 19¯9, pg 313-316,.
12
Para nao interíerir na íormulaçao dos conceitos necessaria a minha reílexao, deixei para íazer a
deíiniçao de linguagem em contraposiçao ao discurso nesta nota. Lntendo linguagem aqui como colocou P. Ricoeur, como
um sistema de regras composto por sinais que existem íora do tempo. Lmbora a linguagem seja necessaria para que haja
comunicaçao, nao acontece como comunicaçao, senao no discurso, que ocorre como e·ento no tempo e como signiíicaçao
a ser compreendida.
13
·ide http:,,www.museudat·.com.br,
14
Les sciences de l`iníormation et de la communication sont historiquement liées a l`essor des mass
médias, médias technologiques que sont essentiellement la radio et la télé·ision. Le dé·eloppement de ces médias de
communication, a partir des années 40, a donné lieu a toute une série d`interrogations sur leurs « eííets » sur les indi·idus et
la société. L`apparition des « nou·eaux médias de communications » ,combinaison d`ordinateurs, de logiciels, de réseaux et
de banques de données multimédias,, donne lieu au même type d`interrogations auxquelles les sciences de l`iníormation et
de la communication, interpellées au premier cleí, essaient de répondre. Le premier domaine d`étude des sciences de
l`iníormation et de la communication concerne donc les nou·elles technologies de l`iníormation et de la communication
,NIC, ,on garde « nou·elles » par opposition aux technologies des médias électroniques plus « ancien », telles la radio et la
télé·ision, » ,MUCClILLLI , 2001, pg. 13,.
15
Protocolo é o conjunto íormal de con·ersoes que go·erna a íormaçao e temporizaçao relati·a de
intercambio de mensagens entre dois sistemas de comunicaçao`.
16
Diíerença entre obra hipertextualizada e obra hipertextual:
a, obra hipertextual - é construída desde o seu princípio em íormato hipertextual, nesta predomina a
intriga` ,na acepçao de P.Ricoeur, como eixo condutor da obra, nao ha·endo portanto contextualizaçao` de elementos
do discurso literario,
b, obra hipertextualizada - se apresenta originalmente em íormato de li·ro, e é submetida entao a
técnica de íormataçao hipertextual, nesta predomina a contextualizaçao, como analise crítica da obra, pari-passu com sua
leitura.

Lm - ANDRADL, 1hales de. Intersecçoes entre o ambiente e a realidade técnica: contribuiçoes do
pensamento de G. Simondon`. Ambient. soc. |online|. Jan.,June 2001, no.8 |cited 20 October 2005|, p.91-106. Disponi·el
em: ·http:,,www.scielo.br,scielo.php·script~sci_arttext&pid~S1414-¯53X2001000800006&lng~en&nrm~iso·. ISSN
1414-¯53X.
18
Pour saisir la portée philosophique de l'existence des objets techniques, Simondon propose une
interprétation génétique généralisée des rapports de l'homme au monde. La culture étant déíinie comme la possibilité de
donner sens et signiíication, la technique doit être considérée comme les autres modes culturels d'être-au-monde, c'est-a-
dire les modes qui médiatisent le rapport de l'homme et du monde. Il s'agit pour cela de íaire la genese des modes de
pensée et d'être-au-monde dont la technologie íait partie au même titre que la magie, la religion, l'esthétique, la science,
l'éthique` ,Lm La contribution de Gilbert Simondon a l'étude de la technique - par Llisabeth Gladu -
http:,,commposítio.org,2000.1,pdí,gladu.pdí,.
19
|...|Os limites da lembrança coincidem exatamente com os limites da racionalidade`, desde que se use
essa pala·ra ambígua no seu sentido mais amplo, isto é, no sentido de possibilidade de atribuir signiíicado`. A possibilidade
de recuperaçao pela memória é, de íato, o primeiro requisito de toda a construçao racional. Aquilo que é irrecupera·el só
pode ser ·i·ido, nunca pensado`: é, em princípio, impossí·el de ser ·erbalizado |...|` ,SClU1Z, 19¯9, pg 65-6¯,.
20
|...| Comecemos por considerar a distinçao que Bergson íaz entre ·i·er dentro da corrente de
consciência e ·i·er dentro do mundo do temo e do espaço. Bergson contrasta a corrente interior de duraçao` - a dirée -
um ·ir-a-ser contínuo de qualidades heterogêneas - com o tempo homogêneo, que se espacializou, se quantiíicou e se
tornou descontínuo |...|` ,SClU1Z, 19¯9, pg 60,.
21
Como colocou A. Schutz, nao somos somente centros de espontaneidade aíetando o mundo e criando
transíormaçoes dentro dele, mas também meros recipiendarios passi·os de e·entos que estao íora de nosso controle, que
ocorrem sem a nossa interíerência. As rele·ancias que nos sao impostas sao as situaçoes e e·entos que nao estao ligados a
interesses por nós escolhidos, que nao se originam em atos da nossa ·ontade e que temos de aceitar exatamente como sao,
sem nenhum poder para modiíica-los por meio de nossas ati·idades espontaneas, a nao ser transíormando essas
rele·ancias assim impostas em rele·ancias intrínsecas. Lnquanto nao alcançarmos isso, nao consideramos as rele·ancias
impostas como estando ligadas a nossos objeti·os espontaneamente escolhidos` ,SClU1Z, 19¯9, pg 113,.
22
O campo da música apresenta o mesmo processo: |...| Basta e·ocar o exemplo da dança e o destino
das bourrés, ga·otas, passa-pés, rigodoes, loures ou minuetos, quando passam a íazer parte da ·ida da corte e das
composiçoes eruditas, suítes, sonatas e ordens, e acabam perdendo todas as características originais por íorça do
reíinamento de ritmo e de tempo. 'Ao passarem da aldeia para a corte, escre·e Richard Alewyn, muitas dessas danças
mudam de ritmo, e todas mudam em ·elocidade. Os mo·imentos amplos e rapidos tornam-se curtos e lentos. O salto
torna-se passo. Deixam de ser danças destinadas a rodopiar e esquecer o mundo. A dança de sociedade da idade barroca
nao é um di·ertimento. L uma cerimonia executada solenemente, a íim de excitar a admiraçao de um público' ,Ver R.
Alewyn. L'uni·ers du baroque. Paris, Gonthier, 1959, pg 34,. A história das íormas musicai constitui, certamente, a
ilustraçao mais e·idente do processo de reíinamento que determina a manipulaçao erudita. 1omemos, por exemplo, o
minueto que, depois de conquistar a corte de Versalhes, e, em seguida, todas as cortes da Luropa ,laydn e Mozart
escre·em minuetos para dança,, passa a integrar a sonata e o quarteto de cordas, a título de interlúdio ligeiro entre o
mo·imento lento e o íinal, com laydn, passa a íazer parte da siníonia e, em Beetho·en, da lugar ao scherzo, cujo único
·ínculo com a dança é o trio. Lstas transíormaçoes da estrutura das obras sao correlatas a uma transíormaçao de suas
íunçoes sociais cujo indicador mais seguro é a transíormaçao da estrutura das relaçoes sociais no interior das quais elas
íuncionam, ou seja, de um lado, a íesta sazonal que cumpre uma íunçao de integraçao e de re·i·iíicaçao dos grupos
primarios` e, no outro pólo, o concerto, reuniao de um público cujo único liame é uma relaçao abstrata de pertinência
exclusi·a ao mundo dos iniciados |...|` ,BOURDILU, 2002, pg 114,.
23
Limitados a los datos parciales y superíiciales de la experiencia biograíica pero orientados por la
ambición de juzgar y explicar, la mayor parte de los ensayos consagrados a las jornadas de Mayo hacen pensar en eso que
Poincaré decía de las teorías de Lorentz: "Lra necesaria una explicación, se la ha encontrado, se la encuentra siempre, las
hipótesis, son el sustrato que menos íalta" . La tentación de multiplicar sin medida las hipótesis a medida nunca se ejerce
tanto sobre los especialistas de las ciencias sociales como cuando se relacionan con los acontecimientos, y los
acontecimientos críticos. Los instantes donde el sentido del mundo social oscila son un desaíío, que no es sólo intelectual,
para todos aquellos que hacen proíesión de leer el sentido del mundo y que, bajo la apariencia de enunciar qué es eso,
pretenden hacer existir las cosas coníorme a su decir, producir entonces eíectos políticos inmediatos, lo que implica que
ellos toman la palabra sobre-el-campo, y no luego de la reílexión, pero tampoco después de la batalla. Los beneíicios
políticos que puede procurar la interpretación de un acontecimiento social dependen estrictamente de su "actualidad", es
decir, del grado en que suscita el interés ya que es la apuesta en conílictos de intereses materiales o simbólicos ,es la
deíinición misma del presente, nunca completamente reductible a aquello que es inmediatamente dado,. Se sigue que el
principio de la mayor parte de las diíerencias entre las producciones culturales reside en los mercados a los cuales ellas son,
mas inconsciente que conscientemente, destinadas, mercado restringido, dentro del cual, en última instancia, el productor
no tiene por clientes mas que el conjunto de sus competidores, o mercado de gran producción , estos mercados aseguran a
los productos culturales ,y a sus autores, beneíicios materiales y simbólicos, es decir sucesos de ·entas, público, clientelas, y
una ·isibilidad social, un renombre -de los cuales la superíicie ocupada en los diarios constituye un buen indicador-
extremadamente desiguales, tanto en su importancia como en su duración. Una de las razones del retraso de las ciencias
sociales, expuestas sin cesar a la regresión hacia el ensayismo, es que las chances de obtener el éxito puramente mundano,
ligado al interés de actualidad, disminuyen a medida que uno se aleja en el tiempo del objeto estudiado, es decir, a medida
que crece el tiempo in·ertido en el trabajo cientííico, condición necesaria, si bien no suíiciente, de la calidad cientííica del
producto. Ll in·estigador no puede mas que llegar después de la íiesta, cuando los íaroles estan sin brillo y los andamios
retirados, y con un producto que no tiene ningún encanto de lo impromptu. Construido junto a las cuestiones surgidas de
la inmediatez del acontecimiento, enigmas mas que problemas, llamando a la toma de posición total y deíiniti·a mas que al
analisis necesariamente parcial y re·ersible, el protocolo cientííico no tiene para esto la bella claridad del discurso del
sentido común al que no le es diíícil ser simple ya que comienza siempre por simpliíicar` ,BOURDILU,
http:,,catedras.ísoc.uba.ar,rubinich,biblioteca,web,abour.html - lOMO ACADLMICUS, cap. V,.
24
Seria uma obser·açao totalmente engajada, onde estaria completamente integrada, ·i·endo a construçao
hipertextual por um período relati·amente prolongado, de modo a captar com maior riqueza de detalhes a maneira pela
qual se apropria desta N1IC nos atos de comunicaçao, no próprio meio acadêmico - segundo suas determinadas normas,
métodos, técnica - e a seqüência de estados de um texto que se transíorma em hipertexto.
25
G. Simondon, mais adiante, coloca que é possí·el romper com este circulo ·icioso, e demonstra isto
atra·és do campo cientííico de pesquisa, onde a maquina, segundo ele, nao é objeto de consumo e nao é destinada a
produzir um trabalho predeterminado pela comunidade. Lu discordo deste posicionamento de G. Simondon, e por isso,
utilizo apenas alguns de seus conceitos, acompanhando-o somente até determinados pontos de sua teoria, aíinados com a
deíesa desta tese de doutorado.
26
Lstratégico no sentido de que nao é nerente ao homem a arte de escolher onde, quando e com que
tra·ar um combate`. Isto é, o homem aprende a arte de aplicar os meios disponí·eis com ·ista a consecuçao de objeti·os
especííicos. Ou melhor, aprende a explorar condiçoes ía·ora·eis com o íim de alcançar objeti·os especííicos.

« |.| La íinalité du copyleít est également la promotion du sa·oir et le progres de la connaissance pour
un public de plus en plus large. Mais la logique en est in·erse de celle du copyright. Au lieu d`une réser·ation de l`ou·re au
seul proíit de l`auteur, est proposée la création d`un íonds commun mis en ligne, auquel chacun peut ajouter sa
contribution, mais duquel personne ne peut retrancher une contribution. Vu l`opportunité de la ·aste diííusion qu`oíírent
des réseaux tels qu`Internet, les íondateurs du copyleít pensent en eííet beaucoup plus eííicace de promou·oir la libre
disponibilité des contenus mis en ligne plutot que de íaire respecter leurs droits pécuniaires pri·atiís. Se dé·eloppant
initialement dans le monde du logiciel, le copyleít permet le libre acces au code source du logiciel, sa libre redistribution et
sa copie. L`utilisateur peut également améliorer le logiciel ou l`adapter a ses besoins spéciíiques. Mais, coníormément au
programme initial, toutes les modiíications ou améliorations doi·ent être ·ersées dans le íonds commun des programmes
libres. A toutes ces étapes de diííusion ou de transíormation, les utilisateurs sont tenus de mentionner toujours le nom de
l`auteur du logiciel initial et de íaire réíérence aux conditions d`utilisation inspirées des principes du copyleít |.| »
,PlILIPPL AMBLARD - http:,,www.hypernietzsche.org,doc,puí,book,hypernietzsche,le-li·re.htm,
28
Ou como reíerido por M.Castells: |...|1al·ez o passo analitico necessario para se compreender as no·as
íormas de interacao social na era da Internet seja tomar por base uma redeíinicao de comunidade, dando menos eníase a
seu componente cultural, dando mais eníase a seu papel de apoio a indi·iduos e íamilias, e des·inculando sua existencia
social de um tipo unico de suporte material. Assim, uma deíinicao operacional util a esse respeito e aquela proposta por
Barry \ellman: "Comunidades sao redes de lacos interpessoais que proporcionam sociabilidade, apoio, iníormacao, um
senso de integracao e identidade social" ,2001, p.1,. Naturalmente, a questao decisi·a aqui e o deslocamento da
comunidade para a rede como a íorma central de organizar a interacao. As comunidades, ao menos na tradicao da pesquisa
sociol6gica, basea·am-se no compartilhamento de ·alores e organizacao social. As redes sao montadas pelas escolhas e
estrategias de atores sociais, sejam indi·iduos, íamilias ou grupos sociais. Dessa íorma, a grande transíormacao da
sociabilidade em sociedades complexas ocorreu com a substituicao de comunidades espaciais por redes como íormas
íundamentais de sociabilidade. Isso e ·erdadeiro no que diz respeito as nossas amizades, mas e ainda mais ·erdadeiro no
tocante a lacos de parentesco, a medida que a íamilia extensa encolheu e no·os meios de comunicacao tornaram possi·el
manter contato a distancia com urn pequeno numero de íamiliares. Assim, o padrao de sociabilidade e·oluiu rumo a um
cerne de sociabilidade construido em torno da íamilia nuclear em casa, a partir de onde redes de lacos seleti·os sao
íormadas segundo os interesses e ·alores da cada membro da íamilia |...|` ,CAS1LLLS, 2003, pg 106-10¯,.
29
|...| one almost ine·itably \orks collaborati·ely whene·er creating documents on a multiauthor
hypertext system. One day when I was linking materials to the o·er·iew ,or directory, íile íor Graham Swiít's \aterland
,1983,, I obser·ed Nicole \ankelo·ich, project coordinator oí the Intermedia project at IRIS, working on materiais íor a
course in arms control and disarmament oííered by Richard Smoke oí Brown Uni·ersity's Center íor loreign Policy
De·elopment. 1hose materials, which were created by someone írom a discipline ·ery diííerent írom mine íor a ·ery
diííerent kind oí course, íilled a major gap in a project I was working on. Although my co-authors and I had created
materiais about technology, including graphic and text documents on canals and railroads, to attach to the science
and technology section oí the \aterland o·er·iew, we did not ha·e the expertise to create parallel documents about
nuclear technology and the antinuclear mo·ement, two subjects that play a signiíicant part in Swiít's no·el. Creating a brieí
introduction to the subject oí \aterland and nuclear disarmament, I linked it íirst to the science and technology section in
the \aterland o·er·iew and then to the time line that the nuclear arms course materials employ as a directory íile. A brieí
document and a íew links enable students in the introductory sur·ey oí Lnglish literature to explore the materiais created
íor a course in another discipline. Similarly, students íroco that course can now encounter materiais showing the eííects on
contemporary íiction oí the concems co·ered in their political science course. Intermedia thus allows and encourages
collaborati·e work, and at the same time it encourages interdisciplinary approaches by making materials created by
specialists in diííerent disciplines work together - collaborate. 1he important point here is that hypermedia linking
automatically produces collaboration. Looking at the way the arms control materials joined to those-supporting the íour
Lnglish courses, one encounters a typical example oí how the connecti·ity that characterizes hypertext transíorms
independently produced documents into collaborati·e ones and authors working alone íinto collaborati·e authors. \hen
one consider the arms control materials írom the point oí ·iew oí their originator, they exist as part oí a discrete body oí
materials |...|` ,LANDO\, 1992, pg. 95,.
30
Lm MUCClILLLI, Alex. Les Modele de la Communication. In: CABIN, Philippe ,coord., La
Communication: etat des sa·oirs. Lditions Sciences lumaines, 2003. ,http:,,www.scienceshumaines.com,homepage.do,
31
|...| Or, si l'on admet que, dans une interaction, tout comportement a la ·aleur d'un message, c'est-a-
dire qu'il est une communication, il suit qu'on ne peut pas ne pas communiquer, qu'on le ·euille ou non. Acti·ité ou
inacti·ité, parole ou silence, tout a ·aleur de message. De tels comportements iníluenecent les autres, et les autres, en
retour, ne peu·ent pas ne pas réagir a ces communications, et de ce íait eux-même communiquer |...|` ,\A1ZLA\ICK,
19¯2, pg 46,.
32
|...| Lm um mundo de aparências, cheio de erros e semblancias, a realidade é garantida por esta tríplice
comunhao: os cinco sentidos, inteiramente distintos uns dos outros, têm em comum o mesmo objeto, membros da mesma
espécie têm em comum o contexto que dota cada objeto singular de seu signiíicado especííico, e todos os outros seres
sensorialmente dotados, embora percebam esse objeto a partir de perspecti·as inteiramente distintas, estao de acordo
acerca de sua identidade. L dessa tríplice comunhao que surge a sensaçao de realidade |...|` ,ARLND1, 1995, pg 40,.
33
|...| O Ciberespaço oíerece um cenario, se nao estritamente equi·alente, bastante semelhante ao das
sociedades complexas contemporaneas, cuja reílexao, no campo da Antropologia, ja possui um reíerencial teórico bastante
desen·ol·ido. Ao debruçar-se sobre as cidades e sobre o mundo "ocidental" de uma íorma geral, a Antropologia percebeu-
se diante de um impasse: como estranhar um "outro" que esta·a aparentemente tao próximo· Muito diíerente de embarcar
em uma canoa e ·i·er ·arios meses entre uma tribo do Pacííico, concentrando o olhar em torno de uma pratica cultural
íundadora do grupo e ·i·ida por todos os seus membros de íorma relati·amente homogênea |10|, o antropólogo "urbano"
íaz de seu objeto de estudo os próprios ·izinhos, e·entualmente moradores de seu prédio e de seu bairro, como o íez
Gilberto Velho em "A Utopia Urbana" ,1989,, pesquisa onde in·estiga as representaçoes que moradores de Copacabana
elaboram sobre o morar no bairro. Seus iníormantes eram os moradores do prédio onde ele próprio mora·a, ou seja, de
uma íorma ou de outra, o próprio antropólogo acaba íazendo parte do grupo a que in·estiga. A distinçao que estabeleci
entre as duas abordagens de estudo do Ciberespaço assemelha-se a diíerença apontada por Durham ,1986, p. 19, entre a
Antropologia urbana brasileira e a praticada pela Lscola de Chicago. Lla denomina a primeira de Antropologia na cidade,
enquanto a segunda de Antropologia da cidade. Assim, a abordagem "extrínseca" íaz uma Antropologia do Ciberespaço ao
considera-lo como mais um aspecto de outras realidades, enquanto que a abordagem "intrínseca" tenta estabelecer uma
Antropologia no Ciberespaço, uma Ciberantropologia. O dialogo com o corpus teórico elaborado em torno da questao
urbana, na Antropologia brasileira, é írutííero, na medida em que muitos dos temas por ele abordados encontram
homologias no interior do Ciberespaço. A pesquisa etnograíica em ambientes de sociabilidade ·irtual também podera
contribuir para o enriquecimento da reílexao sobre as sociedades complexas, ·isto que o Ciberespaço pode ser
compreendido como uma das esíeras constituintes da mesma. |...| Uma das tareías, portanto, de uma Ciberantropologia, é
a de íazer as pontes entre essas diíerentes comunidades de sentido, aos moldes da Antropologia lermenêutica proposta
por Geertz ,1989,, atra·és da traduçao das categorias que orientam as praticas sociais dos grupos on-line. No momento
atual do po·oamento do Ciberespaço, e no que diz respeito ao grupo por mim etnograíado, grande parte dessas categorias
ad·ém do oíí-line. Llementos como coníiguraçoes espaciais, íormas de con·í·io, maneiras de abordagem e modalidades
de relacionamento, encontram no seu símile oíí-line um modelo incial, que é reelaborado e contextualizado ao ambiente de
sociabilidade ·irtual em questao. L latente no discurso dos iníormantes no Palace que essa migraçao categorial em grande
parte supre, na íunçao da analogia, a ausência da elaboraçao das categorias "nati·as" ao on-line |...|` ,Mario J.L. Guimaraes
Jr. - http:,,www.cíh.uísc.br,~guima,papers,ciber_cenario.html,
34
Por plataíorma podemos compreender os elementos de soítware ,"programas", que dao sustentaçao as
relaçoes de sociabilidade no Ciberespaço. Comumente uma plataíorma constitui-se de um programa principal ,como o
Palace, por exemplo,, mas ha casos de plataíormas constituídas por di·ersos programas ,como o IRC, |8|. Os "ambientes
de sociabilidade ·irtual", por sua ·ez, sao constituidos a partir das plataíormas, nao raro abrindo mao de mais de uma
concomitantemente. Lm obser·açoes de campo é comum manter contato simultaneo com determinada persona atra·és do
Palace e do ICQ, por exemplo. As comunidades ·irtuais |9| desen·ol·em sua dinamica abrindo mao de diíerentes
plataíormas, de acordo com o contexto ,Guimaraes Jr., 1998a,. O rele·ante é o pertencimento ao grupo, independente da
plataíorma utilizada para realizar este pertencimento` ,http:,,www.cíh.uísc.br,~guima,papers,plat_amb.html4reín¯ por
Guimaraes Jr., M.J.L.,.
35
Reuni iníormaçoes, dentre outras coisas, sobre: os passos elementares para utilizar os ser·iços
oíerecidos pela Internet, como selecionar uma empresa que oíereça ser·iço de acesso Internet ,um pro·edor,,
procedimentos de adoçao de um pro·edor, ·eriíicaçao dos recursos do sistema operacional , em meu laptop, da ·ersao do
na·egador e do programa de correio eletronico que lê os e-mails, instalaçao de outros na·egadores, necessarios para testar
a apresentaçao das paginas desen·ol·idas ,cada na·egador tem seu grau maior ou menor de aderência aos protocolos
padroes,, e outras consideraçoes técnicas que estenderiam muito esta nota.
36
losting 1utorial, com os seguintes subtópicos: lost Intro, lost Pro·iders, lost Domains, lost
Capacity, lost Lmail, lost 1echnologies, lost Databases, lost 1ypes, lost L-commerce, lost Resources.
CSS Basic, com os seguintes subtópicos: CSS lOML, CSS Introduction, CSS Syntax, CSS low 1o, CSS
Background, CSS 1ext, CSS lont, CSS Border, CSS Margin, CSS Padding, CSS List.
l1ML Basic, com os seguintes subtópicos: l1ML lOML, l1ML & \\\, l1ML Introduction,
l1ML Llements, l1ML Basic 1ags, l1ML lormatting, l1ML Lntities, l1ML Links, l1ML lrames, l1ML 1ables,
l1ML Lists, l1ML lorms, l1ML Images, l1ML Background.
JS Basic, com os seguintes subtópicos: JS lOML, JS Introduction, JS low 1o, JS \here 1o, JS
Variables, JS Operators, JS lunctions, JS Conditional, JS Looping, JS Guidelines.

http:,,www.easyphp.org, LasyPlP installe et coníigure automatiquement un en·ironnement de tra·ail
complet sous \indows permettant de mettre en oeu·re toute la puissance et la souplesse qu'oíírent le langage dynamique
PlP et son support eííicace des bases de données. LasyPlP regroupe un ser·eur Apache, une base de donnée MySQL, le
langage PlP ainsi que des outils íacilitant le dé·eloppement de ·os sítios ou de ·os applications.
38
Inicialmente, este sítio íoi incluído no próprio sírio para o Projeto Bolsista Integrado, em
http:,,www.pos.eco.uírj.br,pbi, Mas com a no·a coordenaçao do PPGCOM, determinados espaços que nao esta·am
sendo utilizados íoram retirados do ser·idor, dentre estes espaços, esta·a o dedicado ao PBI. Com isto, íoi necessario
transíerir o sítio Macunaíma para a minha pagina pessoal http:,,www.hiperlector.bem-·indo.net
39
Com a no·a coordenaçao do PPGCOM, em 2005, determinados espaços que nao esta·am sendo
utilizados íoram retirados do ser·idor, dentre estes espaços, esta·am: este dedicado aos proíessores, o wikindex e o
phpmyíaq.
40
Mais iníormaçoes podem ser encontradas na wikipedia -
http:,,pt.wikipedia.org,wiki,lile_1ransíer_Protocol
41
O SSl ainda possui outras íunçoes. Mais iníormaçoes podem ser encontradas na wikipedia -
http:,,pt.wikipedia.org,wiki,Secure_shell
42
A obra Arqueologia do Saber íoi publicada após uma série de questionamentos acerca das obras
precedentes de M. loucault, que ha·iam deixado algumas dú·idas em relaçao a noçao de discurso, a noçao de enunciado,
as noçoes de praticas e íormaçoes discursi·as, as noçoes de ciência e saber, e as noçoes de arqueologia e história. Assim,
M. loucault procura neste li·ro analisar estas noçoes de maneira mais aproíundada, paralelo a uma exposiçao de sua
metodologia de pesquisa. Logo, nota-se que esta obra aporta toda uma rede de noçoes entrelaçadas e que se interpenetram.
Portanto, apesar do escopo da tese recair sobre o discurso, sera ine·ita·el abordar ao longo deste bre·e resumo da noçao
de discurso para M. loucault outras noçoes como: arqueologia, arqui·o, dispositi·o, episteme entre outras.
43
|.| In dealing with the "author" as a íunction oí discourse, we must consider the characteristics oí a
discourse that support this use and determine its diííerences írom other discourses. Ií we limit our remarks only to those
books or texts with authors, we can isolate íour diííerent íeatures.
lirst, they are objects oí appropriation, the íorm oí property they ha·e become is oí a particular type
whose legal codiíication was accomplished some years ago. It is important to notice, as well, that its status as property is
historically secondary to the penal code controlling its appropriation. Speeches and books were assigned real authors, other
than mythical or important religious íigures, only when the author became subject to punishment and to the extent that his
discourse was considered transgressi·e. In our culture and undoubtably in others as well discourse was not originally a
thing, a product, or a possession, but an action situated in a bipolar íield oí sacred and proíane, lawíul and unlawíul,
religious and blasphemous. It was a gesture charged with risks beíore it became a possession caught in a circuit oí property
·alues. But it was at the moment when a system oí ownership and strict copyright rules were established ,toward the end
oí the eighteenth and beginning oí the nineteenth century, that the transgressi·e properties always intrinsic to the act oí
writing became the íorceíul imperati·e oí literature. It is as ií the author, at the moment he was accepted into the social
order oí property which go·erns our culture, was compensating íor his new status by re·i·ing the older bipolar íield oí
discourse in a systematic practice oí transgression and by restoring the danger oí writing which, on another side, had been
coníerred the beneíits oí property.
Secondly, the "author-íunction" is not uni·ersal or constant in all discourse. L·en within our ci·ilization,
the same types oí texts ha·e not always required authors, there was a time when those texts which we now call "literary"
,stories, íolk tales, epics and tragedies, were accepted, circulated and ·alorized without any questions about the identity oí
their author. 1heir anonymity was ignored because their real or supposed age was a suííicient guarantee oí their
authenticity. 1ext, howe·er, that we now call "scientiíic" ,dealing with cosmology and the hea·ens, medicine or illness, the
natural sciences or geography, were only considered truthíul during the Middle Ages ií the name oí the author was
indicated. Statements on the order oí "lippocrates said..." or "Pliny tells us that..." were not merely íormulas íor an
argument based on authority, they marked a pro·en discourse. In the se·enteenth and eighteenth centuries, a totally new
conception was de·eloped when scientiíic texts were accepted on their own merits and positioned within an anonymous
and coherent conceptual system oí established truths and methods oí ·eriíication. Authentication no longer required
reíerence to the indi·idual who had produced them, the role oí the author disappeared as an index oí truthíulness and,
where it remained as an in·entor's name, it was merely to denote a speciíic theorem or proposition, a strange eííect, a
property, a body, a group oí elements, or a pathological syndrome.
At the same time, howe·er, "literary" discourse was acceptable only ií it carried an author's name, e·ery
text oí poetry or íiction was obliged to state its author and the date, place, and circumstance oí its writing. 1he meaning
and ·alue attributed to the text depended upon this iníormation. Ií by accident or design a text was presented
anonymously, e·ery eííort was made to locate its author. Literary anonymity was oí interest only as a puzzle to be sol·ed
as, in our day, literary works are totally dominated by the so·ereignty oí the author. ,Undoubtedly, these remarks are íar
too categorical. Criticism has been concerned íor some time now with aspects oí a text not íully dependent upon the
notion oí an indi·idual creator, studies oí genre or the analysis oí recurring textual motiís and their ·ariations írom a norm
ther than author. lurthermore, where in mathematics the author has become little more than a handy reíerence íor a
particular theorem or group oí propositions, the reíerence to an author in biology or medicine, or to the date oí his
research has a substantially diííerent bearing. 1his latter reíerence, more than simply indicating the source oí iníormation,
attests to the "reliability" oí the e·idence, since it entails an appreciation oí the techniques and experimental materials
a·ailable at a gi·en time and in a particular laboratory,.
1he third point concerning this "author-íunction" is that it is not íormed spontaneously through the
simple attribution oí a discourse to an indi·idual. It results írom a complex operation whose purpose is to construct the
rational entity we call an author. Undoubtedly, this construction is assigned a "realistic" dimension as we speak oí an
indi·idual's "proíundity" or "creati·e" power, his intentions or the original inspiration maniíested in writing. Ne·ertheless,
these aspect oí an indi·idual, which we designate as an author ,or which comprise an indi·idual as an author,, are
projections, in terms always more or less psychological, oí our way oí handling texts: in the comparisons we make, the
traits we extract as pertinent, the continuities we assign, or the exclusions we practice. In addition, all these operations ·ary
according to the period and the íorm oí discourse concerned. A "philosopher" and a "poet" are not constructed in the
same manner, and the author oí an eighteenth-century no·el was íormed diííerently írom the modern no·elist |.|`
loucault, Michel. "\hat is an Author·" 1rans. Donald l. Bouchard and Sherry Simon. In Language, Counter-Memory,
Practice. Ld. Donald l. Bouchard. Ithaca, New \ork: Cornell Uni·ersity Press, 19¯¯. pp. 124-12¯.
44
|...| o objeto nao espera nos limbos a ordem que ·ai libera-lo e permitir-lhe que se encarne em uma
·isí·el e loquaz objeti·idade, ele nao preexiste a si mesmo |...|, mas existe sob as condiçoes positi·as de um íeixe complexo
de relaçoes |...| Lstas relaçoes sao estabelecidas entre instituiçoes, processos economicos e sociais, íormas de
comportamentos, sistemas de normas, técnicas, tipos de classiíicaçao, modos de caracterizaçao, e essas relaçoes nao estao
presentes no objeto |...| elas nao deíinem a constituiçao interna do objeto, mas o que lhe permite aparecer, justapor-se a
outros objetos, situar-se em relaçao a eles, deíinir sua diíerença, sua irredutibilidade e, e·entualmente, sua heterogeneidade,
eníim, ser colocado em um campo de exterioridade |...|` ,lOUCAUL1, 1995, pg 26, 30 e 51,.
45
|...| Nao é preciso, pois, conceber o sujeito do enunciado como idêntico ao autor da íormulaçao, nem
substancialmente, nem íuncionalmente |...| é um lugar determinado e ·azio que pode ser eíeti·amente ocupado por
indi·íduos diíerentes, mas esse lugar, em ·ez de ser deíinido de uma ·ez por todas e de se manter uniíorme ao longo de
um texto, de um li·ro ou de uma obra, ·aria - ou melhor, é ·aria·el o bastante para poder continuar, idêntico a si mesmo,
atra·és de ·arias írases, bem como para se modiíicar a cada uma. Lsse lugar é uma dimensao que caracteriza toda
íormulaçao enquanto enunciado, constituindo um dos traços que pertencem exclusi·amente a íunçao enunciati·a e
permitem descre·ê-la. Se uma proposiçao, uma írase, um conjunto de signos podem ser considerados enunciados`, nao é
porque hou·e, um dia, alguém para proíeri-los ou para depositar, em algum lugar, seu traço pro·isório, mas sim na medida
em que pode ser assinalada a posiçao do sujeito. Descre·er uma íormulaçao enquanto enunciado nao consiste em analisar
as relaçoes entre o autor e o que ele disse ,ou quis dizer, ou disse sem querer,, mas em determinar qual é a posiçao que
pode e de·e ocupar todo indi·íduo para ser seu sujeito |...|` ,lOUCAUL1, 1995, pg 109,.
46
O habitus lingüístico de P. Bourdieu se distingue de uma competência de tipo chomskiano pelo íato de
ser o produto das condiçoes sociais e pelo íato de nao ser uma simples produçao de discursos, mas uma produçao de
discursos ajustados a uma situaçao ou de preíerência, ajustados a um mercado ou a um campo. Para exempliíicar sua
noçao de discurso P. Bourdieu remete ao exemplo dos soíistas, in·ocando a noçao de Kairos: |.| Proíessores da pala·ra,
eles sabiam que nao basta·a ensinar as pessoas a íalar, mas que era preciso lhes ensinar a íalar no momento oportuno. Ou
seja, a arte de íalar, de íalar bem, de utilizar íiguras de linguagem ou de pensamento, de manipular a linguagem, de
domina-la, nao signiíica nada sem a arte de utilizar de íorma oportuna esta arte. Originalmente, o kairo era o centro do
al·o. Quando ·ocê íala de íorma oportuna, ·ocê atinge o centro do al·o. Para atirar no al·o, para que as pala·ras acertem
na mosca, para que as pala·ras rendam, para que as pala·ras produzam seus eíeitos, é preciso dizer nao apenas a pala·ra
gramaticalmente correta, mas a pala·ra socialmente aceita·el |.|`,P. Bourdieu, 1983, pg 96,. Lm seu artigo sobre a
Langue lrançaise`, P. Bourdieu também coloca uma distinçao entre o entendimento que tem por aceitabilidade e o
entendimento chomskiano de aceitabilidade: A aceitabilidade sociologicamente deíinida nao consiste apenas no íato de se
íalar corretamente uma língua: em alguns casos, por exemplo, se íor preciso uma certa descontraçao, um írancês muito
impeca·el pode ser inaceita·el`. |.| O discurso que produzimos, segundo o modelo que proponho, é uma resultante` da
competência do locutor e do mercado no qual passa seu discurso, o discurso depende em parte ,que seria preciso examinar
de maneira mais rigorosa, as condiçoes de recepçao |.|` ,ibid, pg ¯¯,

Modernismo entendido aqui como mo·imento literario que compreende um grupo ·ariado de correntes
estéticas de ·anguarda, como o Dadaísmo, o Surrealismo e o luturismo. Resumidamente, uma tendência dinamica,
indicando a necessidade de reno·açao e a crença de que é possí·el uma superaçao constante, baseada na idéia da
'modernidade' contra a tradiçao e o antigo. No séc. XX íoi marcado como uma época de mudanças radicais, com a
preocupaçao de substituir os ·alores antigos e no campo literario, a atitude moderna da época colocou acima de tudo o
particular, o local, a circunstancia, o pessoal, o subjeti·o, o relati·o e a di·ersidade ,1LLLS, 199¯,.
48
|N|A descriçao de semelhante sistema |...| nao se toma como objeto de analise a arquitetura conceitual
de um texto isolado, de uma obra indi·idual ou de uma ciência em um dado momento. Colocamo-nos na retaguarda em
relaçao a esse jogo conceitual maniíesto, e tentamos determinar segundo que esquemas |...| os enunciados podem estar
ligados uns aos outros em um tipo de discurso, tentamos estabelecer, assim, como os elementos recorrentes dos
enunciados podem reaparecer, se dissociar, se recompor, ganhar em extensao ou em determinaçao, ser retomado no
interior de no·as estruturas lógicas, adquirir, em compensaçao, no·os conteúdos semanticos, constituir entre si
organizaçoes parciais. Lstes esquemas permitem descre·er sua dispersao anonima atra·és de textos, li·ros e obras |...|
` ,lOUCAUL1, 1995, pg 6¯,. |...| Uma íormaçao discursi·a sera indi·idualizada se se puder deíinir o sistema de íormaçao
das diíerentes estratégias que nela se desenrolam, em outros termos, se se puder mostrar como todas deri·am ,malgrado
sua di·ersidade por ·ezes extremas, malgrado sua dispersao no tempo, de um mesmo jogo de relaçoes. Por exemplo, a
analise das riquezas, nos séculos XVII e XVIII, é caracterizada pelo sistema que pode íormar, ao mesmo tempo, o
mercantilismo de Colbert e o neomercantilismo` de Cantillon, a estratégia de Law e a de Paris-Du·erney, a opçao
íisiocratica e a opçao utilitarista. Lsse sistema sera deíinido se se puder descre·er como os pontos de diíraçao do discurso
economico deri·am uns dos outros, se comandam e se pressupoem ,como de uma decisao a propósito do conceito de
·alor deri·a de um ponto de escolha a propósito dos preços,, como as escolhas eíetuadas dependem da constelaçao geral
em que íigura o discurso economico ,a escolha em ía·or da moeda-signo esta ligada ao lugar ocupado pela analise das
riquezas, ao lado da teoria da linguagem, da analise das representaçoes, da mathesis` e da ciência da ordem,, como essas
escolhas estao ligadas a íunçao exercida pelo discurso economico na pratica do capitalismo nascente, ao processo de
apropriaçao de que é objeto por parte da burguesia, ao papel que pode desempenhar na realizaçao dos interesses e dos
desejos. O discurso economico, a época classica, deíine-se por uma certa maneira constante de relacionar possibilidades de
sistematizaçao interiores a um discurso, outros discursos que lhe sao exteriores e todo um campo, nao discursi·o, de
praticas, de apropriaçao, de interesse e de desejos |...|`,lOUCAUL1, 1995, pg ¯5-¯6,.
49
A situaçao paratópica do escritor le·a-o a identiíicar-se com todos aqueles que parecem escapar as
linhas de di·isao da sociedade: boêmios, mas também judeus, mulheres, palhaços, a·entureiros, índios da América. Basta
que na sociedade se crie uma estrutura paratópica para que a criaçao literaria seja atraída para a sua órbita`
,MAINGULNLAU, 2001, pg 36,.
50
|...| O problema dela é deíinir os discursos em sua especiíicidade |...| segui-los em suas arestas
exteriores para melhor salienta-los |...| Lla deíine tipos e regras de praticas discursi·as que atra·essam obras indi·iduais |...|
Nao é nada além e nada diíerente de uma reescrita |...| é a descriçao sistematica de um discurso-objeto |...| ,lOUCAUL1,
1995, pg 159 - 160,. |...| em um romance, o autor da íormulaçao é o indi·íduo real cujo nome íigura na capa do li·ro |...|
mas |...| os enunciados do romance nao têm o mesmo sujeito, coníorme dêem, como se íosse do exterior, os marcos
históricos e espaciais da história contada, ou descre·am as coisas como as ·eria um indi·íduo anonimo, in·isí·el e neutro,
magicamente misturado as íiguras da íicçao, ou ainda dêem, como se íosse por deciíraçao interior e imediata, a ·ersao
·erbal do que, silenciosamente, experimenta um personagem. Lsses enunciados, ainda que o autor seja o mesmo, ainda que
só os atribua a si, ainda que nao in·ente relais suplementar entre o que ele é e o texto que se lê, nao supoem para o sujeito
enunciante os mesmos caracteres, nao implicam a mesma relaçao entre o sujeito e o que ele esta enunciando |...|
,lOUCAUL1, 1995, pg 106,. |...| as margens de um li·ro jamais sao nítidas nem rigorosamente determinadas: além do
título, das primeiras linhas e do ponto íinal, além de sua coníiguraçao interna e da íorma que lhe da autonomia, ele esta
preso em um sistema de remissoes a outros li·ros, outros textos, outras írases: nó em uma rede |...|`,lOUCAUL1, 1995,
pg 10¯,.
51
nao ha um só romance destes autores classicos que nao constitui uma enciclopédia de todas as ·eias e
íormas da linguagem literaria. Coníorme o objeto representado, a narrati·a e·oca parodista, tanto a eloqüência parlamentar
ou jurídica, quanto a íorma particular de relatórios das sessoes do Parlamento e seus processos-·erbais, as reportagens das
gazetas, dos jornais, o ·ocabulario arido dos homens de negócios da Cidade, as íoíocas caipiras, as pedantes elucubraçoes
dos cientistas, o nobre estilo épico ou bíblico, o tom beato do sermao moralizador, eníim a maneira de íalar de tal
personagem concretamente e socialmente deíinida` ,BAKl1INLL, 19¯8, pg 122,.
52
Verbete: pasticho - 1. Obra literaria ou artística imitada ser·ilmente de outra. 2. Mús. Lspécie de
representaçao lírica composta de arias, duetos, etc., tirados de ·arias óperas, com o íim de reunir num só espetaculo, em
rapida sucessao, os seus números de maior êxito. |Nao é necessario que os trechos escolhidos sejam do mesmo
compositor.|
53
|...| Les paroles d`autrui, narrées, caricaturées, présentées sous un certain éclairage, tantot disposées en
masses compactes, tantot disséminées ça et la, bien sou·ent impersonnelles ,opinion publique`, langages d`une proíession,
d`un genre,, ne se distinguent pas de íaçon tranchée des paroles de l`auteur |.| » ,BAKl1INLL, 19¯8, pg 132,.
54
Luis da Camara Cascudo, em seu li·ro Contos 1radicionais do Brasil, relata as di·ersas ·ersoes do
conto Por que o negro é preto` em que se explica a origem das diíerentes cores dos po·os. Conto este que Mario utilizou
neste capítulo do Macunaíma.
55
« |...| On introduit les langues` et les perspecti·es littéraires et idéologique multiíorme - des genres, des
proíessions, des groupes sociaux ,langage du noble, du íermier, du marchand, du paysan,, on introduit les langages
orientés, íamiliers ,commérages, ba·ardage mondain, parler des domestiques,, et ainsi de suite. Il est ·rai que c`est surtout
dans les limites des langages littéraires écrits et parlés, et a ce propos il íaut dire qu`ils ne sont pas rapportés a tels
personnages déíinis ,aux héros, aux narrateurs, mais introduits sous une íorme anonyme de la part de l`auteur`, alternant
,sans tenir compte des írontieres précises, en même temps a·ec le discours direct de l`auteur |...| L`auteur et le narrateur
supposés prennent un sens tout a íait autre lorsqu`ils sont introduits comme ·ecteurs d`une perspecti·e linguistique, d`une
·ision particuliere du monde et des é·énements d`appréciations et d`intonations particulieres - particulieres tant par
rapport a l`auteur, a son discours direct réel, que par rapport a la narration et aux langages littéraires normaux ` |...|
» ,BAKl1INLL, 19¯8, pg 132 - 133,.
56
|...| Comme nous l`a·ons note, lê récit du narrateur ou de l`auteur présumé se construit sur le íond du
langage littéraire normal, de la perspecti·e littéraire habituelle. Chaque moment du récit est corrélaté a ce langage et a cette
perspecti·e, il leur est coníronté et, au surplus, aiatogiqvevevt : point de ·ue contre point de ·ue, accent contre accent,
appréciation contre appréciation ,et non comme deux phénomenes abstraitement linguistiques,. Cette corrélation, cette
jonction dialogique entre deux langages, deux perspecti·es, permet a l`intention de l`auteur de se réaliser de telle sorte, que
nous la sentions distinctement dans chaque moment de l`oeu·re » ,BAKl1INLL, 19¯8, pg 135,.

|...| la di·ersité de langages d`une société est introduite principalement par le discours directs des
personnages, dans leurs dialogues. Mais, comme nous l`a·ons dit, ce polylinguisme social est épars aussi dans le discours de
l`auteur, autour des personnages, créant ainsi tevr. ¸ove. ¡articvtiere.. Celles-ci sont constituées a·ec les demi-discours des
personnages, a·ec di·erses íormes de transmission cachée de la parole d`autrui, a·ec les énoncés, importants ou non, du
discours d`autrui éparpillés ça et la, a·ec l`intrusion, dans le discours de l`auteur, d`éléments expressiís qui ne lui sont pas
propres ,point de suspension ou d`interrogation, interjections,. Cette zone, c`est le rayon d`action de la ·oix du personnage,
mêlée d`une íaçon ou d`une autre a celle de l`auteur |...| L·idement elle est hybride, et la ·oix de l`auteur peut a·oir
diííérents degrés d`acti·ité, et peut introduire dans le discours transmis un second accent : ironique, indigné, etc. On
obtient la même hybridation, la même coníusion des accents, le même eííacement des írontieres entre le discours de
l`auteur et celui d`autrui, grace a d`autres íormes de transmission des discours des personnages. A·ec seulement trois
modeles de transmission ,discours direct, discours indirect, discours direct d`autrui,, a·ec leurs multiples combinaisons, et
surtout a·ec di·ers procédé de leur réplique enchassée et de leur stratiíication au moyen du contexte de l`auteur, on
par·ient au jeu multiple des discours, a·ec leurs interíérences et leurs iníluences réciproques |...|» ,BAKl1INLL, 19¯8, pg
13¯-140,
58
|...| Le roman permet d`introduire dans son entité toutes especes de genres, tant littéraires ,nou·elles,
poésies, poemes, saynetes, qu`extra-littéraire ,études de moeurs, textes rhétoriques, scientiíiques, religieux, etc., |...| Non
seulement peu·ent-ils tous entrer dans le roman comme élément constitutií majeur, mais aussi déterminer la íorme du
roman tout entier ,roman-coníession, roman-journal, roman-épistolaire ..., |...| 1ous ces genres qui entrent dans le roman,
y introduisent leurs langages propres, stratiíiant donc son unité linguistique, et approíondissant de íaçon nou·elle la
di·ersité de ses langages. |...| Les genres intercalaires peu·ent être directement intentionels ou completement objecti·és,
c`est-a-dire dépouillés entierement des intentions de l`auteur, non pas dits`, mais seulement montrés`, comme une chose,
par le discours, mais, lê plus sou·ent, ils réíractent, a di·ers degrés, les intentions de l`auteur, et certains de leurs élément
peu·ent s`écarter de diííérente maniere de l`instance sémantique derniere de l`oeu·re |...|` ,BAKl1INLL, 19¯8, pg 141-
142,
59
Lste ·erso íoi retirado da literatura ora do Brasil que apresentamos aqui completo: Bao-ba-la-lao,
Senhor capitao, Lm terra de mouro, Morreu meu irmao, Cozido e assado, No seu caldeirao, L íoi enterrado, Na cruz
do Patrao, Capote ·ermelho, Chapéu de galao, Negro cati·o, Nao tem presençao, De dia e de noite, C`os cacos na
mao, Bao-ba-la-lao, Senhor capitao, Lspada na cinta, Sinete na mao, Lu ·i uma ·elha, Com um bolo na mao, Lu dei-
lhe uma tapa, Lla, puío, no chao!` ,CASCUDO, 19¯8, pg 59,
60
|...| Lm 1911, o etnólogo alemao 1heodor Koch-Grünberg iniciou uma pesquisa sobre os costumes e a
tradiçao oral dos índios que habitam a regiao onde hoje se delimita a íronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana, na regiao
do Monte Roraima. Durante dois anos, ele colheu um íarto material que resultou na obra De Roraima a Orinoco, uma
coleçao de cinco ·olumes. Um deles chamou a atençao do escritor Mario de Andrade ,1893-1945, que, inspirado nas
lendas dos índios daquela area, os taurepang e os arekuna, criou Macunaíma. As principais características do Macunaíma de
Mario de Andrade íoram ressaltadas pelo próprio Koch-Grünberg: "Ainda era menino, porém mais saíado que todos os
outros irmaos." Koch-Grünberg ressalta a ambigüidade desse personagem mítico, dotado de poderes de criaçao e
transíormaçao, ao mesmo tempo malicioso e péríido, cujo nome parece conter como parte essencial a pala·ra "maku", que
signiíica "mau", e o suíixo "ima", grande. Assim, Makunaima ,com "k" e sem acento, na graíia original, signiíica "o grande
mau", nome que, segundo Koch-Grünberg, "calha períeitamente com o carater intrigante e íunesto do herói". A obra do
pesquisador alemao permitiu que Mario encontrasse a essência do brasileiro. O próprio autor de Macunaíma comenta essa
descoberta em um preíacio que nunca chegou a publicar com o li·ro, re·elado depois de sua morte: O brasileiro nao tem
carater porque nao possui nem ci·ilizaçao própria nem consciência tradicional. Os íranceses têm carater e assim os jorubas
e os mexicanos. Seja porque ci·ilizaçao própria, perigo iminente, ou consciência de séculos tenham auxiliado, o certo é que
esses uns têm carater |...|` ,reíerência,.
61
|...| Resol·i escre·er porque íiquei desesperado de comoçao lírica quando lendo Koch-Grünberg,
percebi que Macunaíma era um herói sem nenhum carater nem moral nem psicológico, achei isso enormemente
como·ente nem sei porque, de certo pelo ineditismo do íato, ou ele concordar um bocado bastante com a época nossa,
nao sei |...|` ,lLRNANDLS, Lygia, org. - ¯1 cartas de Mario de Andrade, Rio de Janeiro: Sao José, 1968. Paginas 29-32,.
62
Um acronimo de Modular Object-orientated Dynamic Learning Ln·ironment.`
63
Lm lRLIRL, Paulo. A importancia do ato de ler`. Sao Paulo: Cortez, 2005. pag 83. 1ambém R.S.
Rodrigues coloca que a |...| A·aliaçao é componente íundamental de qualquer processo ou instituiçao cujo trabalho seja
educaçao. No caso especííico de programas de Lducaçao a Distancia, diante da íalta de um modelo consolidado e de uma
tradiçao no Brasil, isso se torna ainda mais rele·ante. Al·es ,1994, p.149, é categórico ao aíirmar que uma das grande
íalhas do processo educacional é a íalta de controle qualitati·o dos sistemas, tanto presencial, como por LD.` |...|` Lm
Modelo de a·aliaçao para cursos no ensino a distancia: estrutura, aplicaçao e a·aliaçao`. Por Rosangela Schwarz
Rodrigues em http:,,www.eps.uísc.br,disserta98,roser,index.htm
64
MORIN, Ldgar. Les sept sa·oirs nécessaires a l`éducation du íuture.
http:,,www.agora21.org,unesco,¯sa·oirs,index.html
65
« La leçon ne doit pas être oubliée aujourd`hui, alors que les possibilités oííertes par la numérisation
démultiplient les collections accessibles a distance, mais reníorcent également l`idée qu`un texte est toujours le même quelle
que soit sa íorme, imprimée, microíilmée ou digitale. C`est la une erreur íondamentale puisque les processus par lesquels
un lecteur attribue du sens a un texte dépendent, consciemment ou non, non seulement du contenu sémantique de ce
texte, mais aussi des íormes matérielles a tra·ers lesquelles celui-ci a été publié, diííusé et reçu. Il est donc essentiel que soit
préser·ée la possibilité de consulter les textes en leurs íormes successi·es et que, jamais, les opérations de numérisation,
tout a íait nécessaires au demeurant, n`entra•nent la destruction des objets qui ont transmis ces textes aux lecteurs du passé
- et même de notre présent » ,ClAR1ILR , 2005 - http:,,www.imageson.org,document591.html,.
66
J. Goody em ía rai.ov gra¡biqve, pg 86 : Qu`est-ce la culture, apre tout, sinon une série d`actes de
communication · La ·ariation des modes de communication est sou·ent aussi importante que celle des modes de
production, car elle implique un dé·eloppement tant des relations entre indi·idus que des possibilités de stockage,
d`analayse et de création dans l`ordre du sa·oir ».

|...| Qu'est-ce que la culture, apres tout, sinon une série d'actes de communication · La ·ariation des
modes de communication est sou·ent aussi importante que celle des modes de production, car elle implique un
de·eloppement tant des relations entre indi·idus que des possibilites de stockage, d'analyse et de creation dans l'ordre du
sa·oir. Plus precisement, l'ecriture, surtout l'ecriture alphabetique, rendit possible une nou·elle íaçon d'examiner le
discours grace a la íorme semi-permanente qu'elle donnait au message oral. Ce moyen d'inspection du discours permit
d'accro•tre le champ de l'acti·ite critique, ía·orisa la rationalite, l'attitude sceptique, la pensée logique ,pour íaire resurgir
ces contestables dichotomies,. Les possibilites de l'esprit critique s'accrurent du íait que le discours se trou·ait ainsi deploye
de·ant les yeux , simultanement s'accrut la possibilite d'accumuler des connaissances, en particulier des connaissances
abstraites, parce que l'écriture modiíiait la nature de la communication en l'étendant au-dela du simple contact personnel et
transíormait les conditions de stockage de l'iníormation, ainsi íut rendu accessible a ceux qui sa·aient lire un champ
intellectuel plus étendu. Le probleme de la memorisation cessa de dominer la ·ie intellectuelle , l'esprit humain put
s'appliquer a l'etude d'un "texte" statique, libere des entra·es propres aux conditions dynamiques de l' « enonciation », ce
qui permit a l'homme de prendre du recul par rapport a sa creation et de l'examiner de maniere plus abstraite, plus
generale, plus « rationnelle". Ln rendant possible l'examen successií d'un ensemble de messages étalé sur une periode
beaucoup plus longue, l'ecriture ía·orisa a la íois l'esprit critique et l'art du commentaire d'une part, l'esprit d'orthodoxie et
le respect du li·re d'autre part. |...| quelle est la relation entre modes de pensée et modes de production et de reproduction
de la pensée· |...| L'ecriture « objecti·e » le discours, elle en permet une perception ·isuelle et non plus seulement auditi·e.
Du cote du recepteur, on passe de l'oreille a l'oeil , du cote du producteur, de la ·oix a la main. C'est ici, je pense, que se
trou·e la reponse au moins partielle au probleme de la naissance de la Logique et de la Philosophie. Dans le premier
chapitre, j'ai noté que la Logique, au sens íormel, est étroitement liée a l'écriture: la íormalisation des propositions, qu'on
extrait du ílux de la parole, qu'on designe par des lettres ,ou des nombres,, conduit au syllogisme. La logique symbolique et
l'algebre ,laissons de core le calcul, sont inconce·ables sans qu'existe prealablement l'ecriture. Plus generalement l'interet
pour les regles du raisonnement ou pour les íondements de la connaissance semble bien na•tre, quoique moins
directement, de la íormalisation des messages ,et donc des "assertions" et des "croyances", inherente a l'ecriture. Le
discours philosophique represente tout a íait le genre de íormalisation qu'on est en droit d'attendre de l'utilisation de
l'ecriture. Les societes « traditionnelles » se distinguent non pas tant par le manque de pensee reílexi·e que par le manque
d'outils appropries a cet exercice de rumination constructi·e. |...| J'ai traité du rapport entre processus de communication,
dé·eloppement dune tradition critique et progres de la connaissance ,dont l'apparition de la science est un moment, et je
·oudrais maintenant conclure en proposant un exemple de la maniere dont les techniques d'ecriture jouent le role d'outil
analytique et "ía·orisent" l'esprit critique, et par la même le progres de la connaissance. J'emprunterais mon exemple A
l'ou·rage collectií déja cité de Lakatos et Musgra·e o€ l'on trou·e un débat autour des theses que dé·eloppe 1homas Kuhn
dans 1he Structure oí Scientiíic Re·olutions. Pour Kuhn, une re·olution scientiíique consiste en un changement de
paradigme, une modiíication de la structure globale, par lesquels on passe d'un ensemble de presupposes et de modeles a
un autre. Autrement dit, la science ,la science normale, opere a l'intérieur d'un paradigme qui délimite le champ des
problemes qu'elle résout. Les limites qu'impose un paradigme sont précisément ce qui conditionne le dé·eloppement d'un
domain du sa·oir, elles sont un progres par, rapport au stade pre-paradigmatique , car, en limitant le champ d'in·estigation,
elles permettent a la recherchei de se spécialiser, de se concentrer sur certains objets et d'accumuler ainsi des résultats
positiís. On est ici a l'opposé de la conception de Popper selon laquelle l'esprit critique est au coeur de l'entreprise
scientiíique perçue comme une "re·olution permanente". La diííerence entre ces deux points de ·ue tient essentiellement
au íait que l'acti·ite scientiíique rele·e pour l'un d'une communaute íermee, pour 1'autre dune société ou·erte. Pour
pou·oir apprecier ce qu'apporte Kuhn a l'histoire de la science, il est necessaire qu'on se mette plus ou moins d'accord sur
ce terme de "paradigme". Comme le montre Margaret Masterman dans un article pourtant ía·orable a Kuhn, il a utilise ce
terme dans son li·re de ·ingt et une manieres diííerentes qu'elle s'eííorce de ramener a trois principaux sens: 1. paradigmes
metaphysiques, associes a des ensembles de croyances, 2. paradigmes sociologiques, des acquis scientiíiques deja
uni·ersellement reconnus , 3'. paradigmes issus d'une construction artiíicielle qui permettent de reduire toute question a un
"probleme" soluble. |...|` ,GOOD\, 19¯9, pg 8¯, 9¯ e 103,.
68
"A maioria das pessoas íica surpresa, e muitas íicam angustiadas, ao saber que, íundamentalmente, as
mesmas objeçoes íeitas em geral aos computadores hoje íoram íeitas por Platao no ledro e na sétima Carta em relaçao a
escrita. Primeiro, a escrita, diz Platao atra·és de Sócrates, no ledro, é inumana, pois pretende estabelecer íora da mente o
que na realidade só pode estar na mente. L uma coisa, um produto manuíaturado. O mesmo, é claro, é dito dos
computadores. Lm segundo lugar, objeta o Sócrates de Platao, a escrita destrói a memória. Aqueles que usam a escrita se
tornarao desmemoriados e se apoiarao apenas em um recurso externo para aquilo de que carecem internamente. A escrita
eníraquece a mente. Atualmente, os pais, assim como outras pessoas, temem que as calculadoras de bolso íorneçam um
recurso externo para o que de·eria ser o recurso interno de tabuadas memorizadas. As calculadoras eníraquecem a mente,
ali·iam a mente, ali·iam-na do trabalho que a mantém íorte. Lm terceiro lugar, um texto escrito é basicamente inerte. Se
pedirmos a um indi·íduo para explicar esta ou aquela aíirmaçao, podemos obter uma explicaçao, se o íizermos a um texto,
nao obteremos nada, exceto as mesmas , muitas ·ezes tolas, pala·ras as quais íizemos a pergunta inicialmente. Na crítica
moderna ao computador, íaz-se a mesma objeçao: "Lixo entra, lixo sai". Lm quarto lugar, em compasso com a
mentalidade agonística das culturas orais, o Sócrates de Platao também deíende contra a escrita que a pala·ra escrita nao
pode se deíender contra a pala·ra natural íalada: o discurso e o pensamento reais sempre existem em um contexto de
toma-la-da-ca entre indi·íduos reais. lora dele, a escrita é passi·a, íora de contexto, em um mundo irreal. Como os
computadores." ,ONG, 199¯, pg 94,
69
"Platao esta·a pensando na escrita como uma tecnologia eterna, hostil, como muitas pessoas atualmente
íazem com relaçao ao computador. Lm ·irtude de termos hoje interiorizado a escrita, absor·endo-a tao completamente em
nós mesmos, de uma íorma que a era de Platao ainda nao íizera, julgamos diíícil considera-la uma tecnologia como
aceitamos íazer com o computador. No entanto, a escrita ,e especialmente a alíabética, é uma tecnologia, exige o uso de
íerramentas e de outros equipamentos: estiletes, pincéis e canetas, superíícies cuidadosamente preparadas, pele de animais,
tiras de madeira, assim como tintas e tudo mais. A escrita é de certo modo a mais drastica das três tecnologias. Lla iniciou
o que a impressao e os computadores apenas continuam, a reduçao do som dinamico a um espaço mudo, o aíastamento da
pala·ra em relaçao ao presente ·i·o, único lugar que as pala·ras podem existir." , Ibid. pg 9¯,
¯0
"Dizer que a escrita é artiíicial nao é condena-la, mas elogia-la. Como em outras criaçoes artiíiciais e, na
·erdade, mais do que qualquer outra, ela é inestima·el e de íato íundamental para a realizaçao de potenciais humanos mais
ele·ados, interiores. As tecnologias nao constituem meros auxílios exteriores, mas, sim, transíormaçoes interiores da
consciência, e mais ainda quando aíetas a pala·ra. 1ais transíormaçoes podem ser enaltecedoras. A escrita aumenta a
consciência. A alienaçao de um meio natural pode ser boa para nós e, na ·erdade, é em muitos aspectos íundamental para
a ·ida humana plena. Para ·i·er e compreender plenamente, necessitamos nao apenas de proximidade, mas também de
distancia. Lssa escrita alimenta a consciência como nenhuma outra íerramenta." ,ibid. pg 98,
¯1
|...|Although this is an extremely important claim, it should be noted that it is not ob·ious why a
secondary acti·ity makes the primary acti·ity conscious, that is, why writing makes language into an object oí
consciousness. Nor does it indicate what particular íeatures oí language become such objects oí thought, nor whether
writing itselí is essential or merely useíul íor this new consciousness. But we do ha·e the íeeling that this hypothesis is
pointing in the right direction. , In cooperation with Vygotsky, Luria conducted a series oí psychological studies in Central
Asia, an area then undergoing rapid social change under the collecti·ization programs oí the go·ernment. Luria was able to
gi·e a series oí psychological tests, including classiíication and reasoning tasks, to a group oí traditional non-literate
íarmers and to a comparable group írom the same ·illages who had some exposure to literacy and to a third group that had
some teacher training experience. 1hose least literate were more likely to treat tasks in a concrete, context-bound way while
the more literate took an abstract, principled approach to the series oí tasks. 1hose with a low degree oí literacy íell
between these groups. , Most interesting íor our purposes were subjects' períormance on tasks designated as "íormal
reasoning tasks," basically syllogisms. lere is a typical, widely cited example: In the íar North, where there is snow, all
bears are white. No·aya Zemlya is in the lar North and there is always snow there. \hat color are the bears there· |...|
` ,OLSON, 1994, pg 34-35,.
¯2
O tikiwiki permite mais de uma interíace atra·és da criaçao de grupos de usuarios. Determinei, assim, o
grupo de usuarios anonimos, o grupo de usuarios registrados, o grupo de usuarios editores e o grupo de administradores,
delegando a cada um poderes diíerentes.
¯3
|...| O estrato da obra literaria, estruturado por signiíicaçoes de pala·ras, írases e períodos, nao tem um
ser ideal autonomo, mas é relati·o a determinadas operaçoes subjecti·as da consciência quer pela sua gênese, quer pelo seu
ser. Por outro lado, nao de·e ser identiíicado com nenhum conteúdo psíquico` concretamente ·i·ido nem tao pouco com
qualquer ser real |...|` ,INGARDLN, 1965, pg 126,
¯4
|...| a seqüência de ·arias írases consegue estabelecer uma conexao entre as relaçoes objeti·as
singulares e na ·erdade uma conexao de diíerente tipo inteiramente peculiar. Começa-se por projetar um enquadramento
que abranja tudo e cujas partes ·azias sao sucessi·a e concentricamente preenchidas por relaçoes objeti·as inteiramente
simples. A írase Da planicie ·erde cintila·a um rio proíundo e azul` constitui este enquadramento. Nele coloca-se agora
uma no·a relaçao objeti·a, em princípio íechada em si mesma e só articulada com a primeira de·ido a esta situaçao Sobre
a superíície calma desliza uma pequena embarcaçao`. L no·amente nao se sabe ainda se nesta embarcaçao ha algo mais que
·er, é um espaço ·azio que, por sua ·ez, é preenchido pela relaçao objeti·a projetada pela írase seguinte: Mathilde esta·a
sentada e rema·a`. Se este rema·a nao íosse acrescentado também nao se saberia se Matilde esta·a nesta embarcaçao ou
em qualquer outra parte |...|` ,INGARDLN, 1965, pg. 226,
¯5
|...| ha sempre um pano de íundo mais ou menos determinado que íorma uma só esíera de ser com o
objeto apresentado. Isto é, naturalmente, produzido por momentos correspondentes das relaçoes objeti·as. Pode ser·ir-
nos de exemplo a situaçao da primeira cena do 1° ato da Lmilia Galotti, de Lessing. Nela conhecemos um príncipe no seu
gabinete a dar despacho a ·arias petiçoes. Lstas petiçoes ja nos indicam objeti·idades que se encontram íora da sala que
·emos. Mas também esta própria sala é de antemao apreendida como parte do palacio do príncipe. O que nos é
apresentado nao termina nas paredes do gabinete mas estende-se também as restantes salas do palacio, a cidade, etc.,
apesar de tudo isto nao nos ser dado diretamante. L que se trata de um íundo. Lste íundo nao necessita de ser
explicitamente projetado pelo estado atual das signiíicaçoes das pala·ras. Pelo contrario, é antes habitual atingi-lo atra·és
do estado potencial das signiíicaçoes das pala·ras que aparecem nas írases |...|` ,INGARDLN, 1965, pg. 240,
¯6
|...| o texto se mostra como um processo |...| é o processo integral, que abrange desde a reaçao do
autor ao mundo até sua experiência pelo leitor |...|` ,ISLR, 1996, ·ol. 1, pg 13, |...| o texto é um potencial de eíeitos que
se atualiza no processo da leitura |...|` ,ISLR, 1996, ·ol.1, pg 15,
¯¯
|...| Se a interpretaçao tinha como tareía captar a signiíicaçao do texto, pressupunha-se que o próprio
texto nao podia íormular a signiíicaçao. Como a signiíicaçao de um texto pode ser experimentada se, coníorme supoe a
norma classica de interpretaçao, ja esta aí a espera apenas da explicaçao reíerencial· O processo em que tal signiíicaçao
·em a se maniíestar antecede toda tentati·a de interpretaçao. Lm conseqüência, a constituiçao de sentido e nao um
determinado sentido, apreendido pela interpretaçao, de·eria ter a primazia. Se isso é ·erdade, a interpretaçao nao de·eria
re·elar apenas o sentido do texto a seus leitores, mas sim escolher como seu objeto as condiçoes da constituiçao de
sentido. Nesse instante, ela deixa de explicar uma obra e, em ·ez disso, re·ela as condiçoes de seus possí·eis eíeitos. Se ela
mostrar o potencial de eíeitos de um texto, desaparece a concorrência íatal que te·e de enírentar quando tentou impor ao
leitor a signiíicaçao apreendida como a mais correta ou a melhor |...| em íace da arte moderna, assim como de muitas
recepçoes de obras literarias, o leitor nao mais pode ser instruído pela interpretaçao quanto ao sentido do texto, pois ele
nao existe em uma íorma sem contexto. Mais instruti·o seria analisar o que sucede quando lemos um texto. Pois, é só na
leitura que os textos se tornam eíeti·os |...|` ,ibid, pg 4¯,.
¯8
|...| A obra literaria tem dois polos que podem ser chamados polos artístico e estético. O pólo artístico
designa o texto criado pelo autor e o estético a concretizaçao produzida pelo leitor |...| a obra literaria se realiza entao na
con·ergência do texto com o leitor, a obra tem íorçosamente um carater ·irtual, pois nao pode ser reduzida nem a
realidade do texto, nem as disposiçoes caracterizadoras do leitor. Dessa ·irtualidade da obra resulta sua dinamica, que se
apresenta como a condiçao dos eíeitos pro·ocados pela obra. O texto, portanto, se realiza só atra·és da constituiçao de
uma consciência receptora. Desse modo, é só na leitura que a obra enquanto processo adquire seu carater próprio |...| A
obra é o ser constituído do texto na conciência do leitor |...|` ,ibid, pg 50-51,
¯9
|Ingl.| S. m. Iníorm. 1.Reíerência a um documento em sistema hipermídia ,p. ex., a \eb,, compilada
por um usuario com a intençao de íacilitar posterior retorno a ele. |Uma lista de bookmarks constitui, ela mesma, um
documento hipermídia, em que cada elemento é tb. um elo ,4, para o documento por ele reíerido.|
80
|Ingl.| S. m. Iníorm. 1. Numa rede de computadores, en·io, para um computador remoto, de cópia
,s, de arqui·o,s, originado,s, em maquina local. |Cí.: download.| u lazer upload. Iníorm. 1. V. carregar ,19,.
81
|Do ingl. b,inar,y te,rm,, 'termo binario'.| S. m. Iníorm. 1. Seqüência constituída de um número íixo de
bits adjacentes, considerada como a unidade basica de iníormaçao, e cujo comprimento geralmente é constituído de 8 bits,
octeto. 2. Unidade de quantidade de iníormaçoes, equi·alente a 8 bits, us. ,ger. na íorma de seus múltiplos, kilobyte,
megabyte e gigabyte, na especiíicaçao da capacidade de memória de computadores, tamanho de arqui·os, etc.
82
|...| Desen·ol·endo essa perspecti·a de pesquisa, lampton e \ellman ,2000, empreenderam urn
estudo exemplar em 1998-99 sobre o suburbio mais "plugado" do Canada. "Net·ille" e um suburbio de 1oronto que íoi
·endido como "a primeira comunidade residencial interati·a" : loi oíerecida aos proprietarios das cerca de 120 casas ,de
classe media baixa, conexao de banda larga em tempo integral com a Internet, gratuita, durante dois anos, em troca da
concordancia em ser estudado. Ao todo, 65• das íamilias aceitaram o trato, o que tornou possi·el nao somente sua
obser·acao como uma comparacao com os moradores do mesmo suburbio que nao tinham conexao com a Internet.
Constatou-se que os moradores de "Net·ille" que eram usuarios da Internet tinham um numero mais ele·ado de lacos
sociais íortes, de lacos íracos, e de relacoes de conhecimento dentro do bairro e íora dele, do que os que nao tinham
conexao com a Internet. 0 use da Internet aumenta·a a sociabilidade tanto a distancia quanto na comunidade local. As
pessoas esta·am mais a par das noticias locais pelo acesso ao sistema de e-mail da comunidade que ser·ia como um
instrumento de comunicacao entre ·izinhos. 0 use da Internet íortalecia relacoes sociais tanto a distancia quanto num ni·el
local para lacos íortes e íracos, para íins instrumentais ou emocionais, bern como para a participacao social na
comunidade. De íato, no íinal do periodo da experiencia, os usuarios da Internet se mobilizaram para obter uma extensao
de sua conexao, e usaram a lista de correspondencia da comunidade para sua mobilizacao. Portanto, em geral, hou·e no
experimento Net·ille um íeedback positi·o entre sociabilidade on-line e oíí-line, com o use da Internet aumentando e
mantendo lacos sociais e en·ol·imento social para a maioria dos usuarios. Patrice Riemens ,comunicacao pessoal, 2001,
relata um experimento similar com uma "comunidade plugada" na lolanda, que tambem le·ou a mobilizacao dos usuarios
para pedir uma conexao de ni·el superior ao que o KPN, o pro·edor de ser·icos da Internet, esta·a em condicoes de
íornecer |...|` ,CAS1LLLS, 2003, pg 103,
83
|...| L·en n a personal diary addressed to myselí I must íictionalize the addressee. Indeed, the diary
demands, in a way, the maximum íictionalizing oí th utterer and the addressee. \riting is always a kind oí imitation talking,
and in a diary I thereíore am pretending that I am talking to myselí. But I ne·er really talk this way to myselí. Nor could I
without writing or indeed without print. 1he personal diary is a ·ery late literary íorm, in eííect unknown until the
se·enteenth century ,Boerner 1969,. 1he kind oí ·erbalized solipsistic re·eries it implies are a product oí consciousness as
shaped by print culture. And íor which selí am I writing· Myselí today· As I think I will be ten years írom now· As I hope
I will be· lor myselí as I imagine myselí or hope others may imagine me· Questions such as this can and do íill diary
writers with anxieties and oíten enough lead to discontinuation oí diaries. 1he diarist can no longer li·e with his or her
íiction. 1he ways in which readers are íictionalized is the underside oí literary history, oí which the topside is the history oí
genres and the handling oí character and plot. Larly writing pro·ides the reader with conspicuous helps íor situating
himselí imaginati·ely. It presents philosophical material in dialogues, such as those oí Plato's Socrates, which the reader
can imagine himselí o·erhearing. Or episodes are to be imagined as told to a li·e audience on successi·e days. Later, in the
Middle Ages, writing will present philosophical and theological texts in objection-and-response íorm, so that the reader can
imagine an oral disputation. Boccaccio and Chaucer will pro·ide the reader with íictional groups oí men and women telling
stories to one another, that is, a írame story`, so that the reader can pretend to be one oí the listening company. But who is
talking to whom in Pride and Prejudice or in Le Rouge et le noir, or in Adam Bede· Nineteenth-century no·elists selí-
consciously intone, dear reader`, o·er and o·er again to remind themsel·es that they are not telling a story but writing one
in which both author and reader are ha·ing diííiculty situating themsel·es. 1he psychodynamics oí writing matured ·ery
slowly in narrati·e. And what is the reader supposed to make himselí out to be in linnegans \ake· Only a reader. But oí a
special íictional sort. Most readers oí Lnglish cannot or will not make themsel·es into the special kind oí reader Joyce
demands. Some take courses in uni·ersities to learn how to íictionalize themsel·es a la joyce. Although Joyce's text is ·ery
oral in the sense that it reads well aloud, the ·oice and its hearer do not íit into any imaginable real-liíe setting, but only the
imaginati·e setting oí linnegans \ake, which is imaginable only because oí the writing and print that has gone baíore it.
linnegans \ake was composed in writing, but íor print: with its idiosyncratic spelling and usages, it would be ·irtually
impossible to multiply it accurately in handwritten copies. 1here is no mimesis here in Aristotle's sense, except ironically.
\riting is indeed the seedbed oí irony, and the longer the writing ,and print, tradition endures, the hea·ier the ironic
growth becomes ,Ong 19¯1, pp. 2¯2-302, |.|` ,ONG, 1982, pg 102 - 103,.
84
|Ingl.| S. m. Iníorm. 1. Qualquer aparelho capaz de captar imagens e con·ertê-las em um conjunto
correspondente de sinais elétricos. 2. Restr. Periíérico que realiza a transíormaçao de imagens em dados digitais, ger. na
íorma de uma matriz de pontos. |1b. us. como s. í.|
85
Lntendo por publicaçao digital, a publicaçao acessí·el por meio de rede de computadores, como a
Internet. Lx.: dicionario on-line, catalogo on-line.
86
Lntendo por publicaçao eletronica uma publicaçao íixada em mídia digital, como: CD, disquete, cha·e-
usb, disco rígido, d·d etc.

Lxemplo das possibilidades de busca que oíerece o processador de textos \ord para localizar pala·ras-
cha·es.
Localizar e substituir texto ou outros itens. Use o Microsoít \ord para localizar e substituir texto,
íormataçao, marcas de paragraío, quebras de pagina ,quebra de pagina: o ponto em que uma pagina termina e outra
começa. O Microsoít \ord insere uma quebra de pagina "automatica" ,ou soít, ou ·ocê pode íorçar uma quebra de
pagina em um local especííico inserindo uma quebra de pagina manual "manual" ,ou hard,., e outros itens. Você pode
estender a busca usando caracteres curinga e códigos.
Localizar texto. Você pode procurar cada ocorrência de uma pala·ra ou írase especííica rapidamente.
No menu Lditar, clique em Localizar. Na caixa Localizar, insira o texto que ·ocê deseja localizar. Selecione quaisquer
outras opçoes desejadas. Para selecionar todas as instancias de uma pala·ra ou írase especííica de uma ·ez, marque a caixa
de seleçao Realçar todos os itens encontrados em e, em seguida, selecione em qual parte do documento ·ocê deseja
pesquisar clicando na lista Realçar todos os itens encontrados em. Clique em Localizar próxima ou Localizar tudo. Para
cancelar uma pesquisa em andamento, pressione LSC.
Substituir texto. Você pode substituir o texto automaticamente ‚ por exemplo, ·ocê pode substituir
"Acme" por "Apex". No menu Lditar, clique em Substituir. Na caixa Localizar, insira o texto que ·ocê deseja localizar. Na
caixa Substituir por, insira o texto de substituiçao. Selecione quaisquer outras opçoes desejadas. Para obter ajuda sobre uma
opçao, clique no ponto de interrogaçao e, em seguida, clique na opçao. Clique em Localizar próxima, Substituir ou
Substituir tudo. Para cancelar uma pesquisa em andamento, pressione LSC.
Localizar e substituir íormataçao especííica. Você pode procurar e substituir ou remo·er a íormataçao
de caracteres. Por exemplo, localize uma pala·ra ou írase especííica e altere a cor da íonte, ou localize íormataçao
especííica, como negrito, e remo·a-a ou altere-a. No menu Lditar, clique em Localizar. Se nao íor exibido o botao
lormatar, clique em Mais.
Para procurar por um texto sem uma íormataçao especííica, insira o texto. Para procurar por um texto
com uma íormataçao especííica, insira o texto, clique em lormatar e selecione os íormatos desejados. Para procurar
apenas por uma íormataçao especííica, exclua todo o texto, clique em lormatar e selecione os íormatos desejados. Marque
a caixa de seleçao Realçar todos os itens encontrados em para localizar todas as instancias da pala·ra ou írase e selecione a
parte do documento que ·ocê deseja procurar clicando na lista Realçar todos os itens encontrados em. Clique em Localizar
tudo. 1odas as instancias da pala·ra ou írase serao realçadas. Na barra de íerramentas ,barra de íerramentas: uma barra
com botoes e opçoes usada para executar comandos. Para exibir uma barra de íerramentas, use a caixa de dialogo
Personalizar ,aponte para Barras de íerramentas no menu Lxibir e clique em Personalizar,. Para ·er mais botoes, clique em
Opçoes da barra de íerramentas no íinal da barra de íerramentas., lormataçao, clique nos botoes para íazer alteraçoes. Por
exemplo, selecione uma cor de íonte diíerente, clique em Negrito , e, em seguida, clique em Italico . As alteraçoes que ·ocê
íizer serao aplicadas a todo o texto realçado. Clique em qualquer lugar do documento para remo·er o realce do texto.
Localizar e substituir marcas de paragraío, quebras de pagina e outros itens. Você pode íacilmente procurar e substituir
caracteres especiais e elementos de documento como quebras de pagina e tabulaçao. No menu Lditar, clique em Localizar
ou em Substituir. Se o botao Lspecial nao íor exibido, clique em Mais.
Para escolher o item em uma lista, clique em Lspecial e, em seguida, no item desejado. Digite um código
para o item diretamente na caixa Localizar. Se desejar substituir o item, insira o que ·ocê deseja usar como substituiçao na
caixa Substituir por. Clique em Localizar próxima, Substituir ou Substituir tudo. Para cancelar uma pesquisa em
andamento, pressione LSC.
Para localizar rapidamente itens como elementos graíicos ou comentarios ,comentario: uma obser·açao
ou anotaçao que um autor ou re·isor adiciona a um documento. O Microsoít \ord exibe o comentario em um balao na
margem do documento ou no Painel de re·isao.,, clique em Selecionar objeto da procura na barra de rolagem ·ertical e
clique no item desejado. Você pode clicar em Próximo ou Anterior para localizar o item seguinte ou anterior do mesmo
tipo.
Localizar e substituir íormas substanti·as ou adjeti·as ou tempos ·erbais. Você pode procurar por:
lormas substanti·as no singular e no plural. Por exemplo, substitua "maça" por "laranja" ao mesmo tempo que ·ocê
substitui "maças" por "laranjas". 1odas as íormas adjeti·as. Por exemplo, substitua "caro" por "barato" ao mesmo tempo
que ·ocê substitui "caríssimo" por "baratíssimo". 1odos os tempos ·erbais de um ·erbo Por exemplo, substitua "sentar"
por "le·antar" ao mesmo tempo que ·ocê substitui "sentado" por "le·antado". No menu Lditar, clique em Localizar ou em
Substituir. Se nao íor exibida a caixa de seleçao 1odas as íormas, clique em Mais. Marque a caixa de seleçao 1odas as
íormas. Na caixa Localizar, insira o texto que ·ocê deseja localizar. Se ·ocê desejar substituir o texto, insira o texto de
substituiçao na caixa Substituir por. Clique em Localizar próxima, Substituir ou Substituir tudo. Se o texto de substituiçao
íor ambíguo, clique na pala·ra que melhor corresponde ao signiíicado desejado. Por exemplo, "serra" pode ser tanto um
substanti·o como um ·erbo, clique em "serras" para substituir nomes ou clique em "serrando" para substituir ·erbos. Se
·ocê esti·er substituindo texto, é uma boa idéia clicar em Substituir em ·ez de Substituir tudo, dessa íorma, ·ocê podera
coníirmar cada substituiçao para certiíicar-se de que esta correta. Use a mesma íorma de linguagem e mesmo tempo de
·erbo para o texto de pesquisa e o de substituiçao. Por exemplo, procure por "·ê" e substitua-o por "obser·a" ,ambos sao
·erbos no presente do indicati·o,. Quando a caixa de seleçao Usar caracteres curinga esta marcada, o \ord localiza apenas
o texto exato especiíicado. ,Obser·e que as caixas de seleçao Diíerenciar maiúsculas de minúsculas e Pala·ras inteiras
íicam esmaecidas para indicar que essas opçoes sao ati·adas automaticamente, ·ocê nao pode desati·a-las.,
Para procurar por um caractere deíinido como um caractere curinga, digite uma barra in·ertida ,ƒ, antes
do caractere. Por exemplo, digite ƒ· para localizar um ponto de interrogaçao. Você pode usar parênteses para agrupar os
caracteres curinga e o texto e para indicar a ordem de a·aliaçao. Por exemplo, digite ·,pre,,ado,· para localizar
"premeditado" e "prejudicado". Você pode usar o caractere curinga ƒn para procurar por uma expressao e substituí-la pela
expressao reorganizada. Por exemplo, digite ,Nogueira, ,Cristina, na caixa Localizar e ƒ2 ƒ1 na caixa Substituir por. O
\ord encontrara "Nogueira Cristina " e substituira esse nome por "Cristina Nogueira".
Localizar usando códigos. Use códigos para localizar e substituir No menu Lditar, clique em Localizar
ou em Substituir. Se o botao Lspecial nao íor exibido, clique em Mais. Insira um código na caixa Localizar. Siga um destes
procedimentos: Para escolher um código em uma lista, clique em Lspecial e, em seguida, clique em um caractere, digite o
texto adicional desejado na caixa Localizar. Digite um código diretamente na caixa Localizar. Por exemplo, digite „p para
localizar uma marca de paragraío. Se desejar substituir o item, insira o que ·ocê deseja usar como substituiçao na caixa
Substituir por. Clique em Localizar próxima, Substituir ou Substituir tudo. Para cancelar uma pesquisa em andamento,
pressione LSC. Códigos para itens que ·ocê deseja localizar e substituir. Como especiíicado, alguns códigos íuncionam
apenas se a opçao Usar caracteres curinga esti·er ati·ada ou desati·ada. Se ·ocê incluir o código de hííen opcional, o \ord
localizara apenas o texto com hiíens opcionais na posiçao especiíicada. Se ·ocê omitir o código de hííen opcional, o \ord
localizara todas as ocorrências do texto, incluindo o texto com hiíens opcionais. Se esti·er procurando por campos, ·ocê
de·era exibir códigos de campos ,código de campo: espaço reser·ado que mostra onde irao aparecer as iníormaçoes
especiíicadas de sua íonte de dados, os elementos de um campo que geram um resultado de campo. O código de campo
inclui os caracteres de campo, o tipo de campo e instruçoes. ,. Para alternar entre a exibiçao de códigos de campos e
resultados de campos ,resultados de campo: texto ou elementos graíicos inseridos em um documento quando o Microsoít
\ord executa instruçoes de um campo. Quando ·ocê imprime o documento ou oculta códigos de campo, os resultados de
campo substituem os códigos de campo.,, clique no campo e pressione as teclas SlIl1-l9. Para mostrar ou ocultar os
códigos de todos os campos do documento, pressione as teclas AL1-l9. Se esti·er procurando por elementos graíicos, o
\ord localizara apenas os elementos graíicos entre linhas, ele nao localizara os elementos graíicos ílutuantes. Por padrao, o
\ord insere elementos graíicos importados como elementos graíicos entre linhas, mas ·ocê pode alterar um elemento
graíico ílutuante para um elemento graíico entre linhas.
88
Na realidade, M. Palacios aponta estas características como elementos do webjornalismo. Mas, acredito
que todo sítio Internet, seja de webjornalismo ou nao, apresenta em maior ou menor grau estas particularidades, pois sao
inerentes a esta N1IC.
89
L o discurso se apresenta como um acontecimento ,nascimento, da linguagem, porque ele ocorre no
presente, porque é auto-reíerencial, porque sempre se reíere ao mundo que pretende descre·er, exprimir e representar, e
porque exige a presença de um interlocutor ,RICOLUR, 1986,. Lm outras pala·ras, o discurso é a eíetuaçao da linguagem
como e·ento, como acontecimento, no tempo e remetendo a seu locutor. O discurso, mesmo oral, apresenta um traço
absolutamente primiti·o de distanciamento |...| este traço primiti·o de distanciamento pode ser caracterizado pelo título: a
dialética do e·ento e da signiíicaçao |...| o discurso se da como e·ento: algo acontece quando alguém íala |...| dizer que o
discurso é um e·ento é dizer, antes de tudo, que o discurso é realizado temporalmente e no presente, enquanto que o
sistema da língua é ·irtual e íora do tempo |...| o carater de e·ento do discurso é um dos dois pólos do par constituti·o do
discurso. Precisamos agora elucidar o segundo pólo: o da signiíicaçao |...| assim como na língua, ao articular-se sobre o
discurso, ultrapassa-se como sistema e realiza-se como e·ento, da mesma íorma, ao ingressar no processo da compreensao,
o discurso se ultrapassa, enquanto e·ento, na signiíicaçao. Lssa ultrapassagem do e·ento na signiíicaçao é típica do
discurso enquanto tal. Re·ela a intencionalidade mesma da linguagem, a relaçao, nela, do noema com a noese ,RICOLUR,
19¯¯,.
90
|...| Cet aííranchissement de l`écriture qui la met a la place de la parole est l`acte de naissance du texte.
Maintenant, qu`arri·e-t-il a l`énoncé lui-même quand il est directement inscrit au lieu d`être prononcé · |...|
l`aííranchissement du texte a l`égard de l`oralité entra•ne un ·éritable boule·ersement aussi bien des rapports entre le
langage et le monde que du rapport entre le langage et les di·erses subjecti·ités concernée, celle de l`auteur et celle du
lecteur |...|` ,RICOLUR, 1986, pg 156,.
91
« Ln eííet, l`écriture appelle la lecture selon un rapport qui, tout a l`heure, nous permettra d`introduire le
concept d`interprétation. Pour l`instant, disons que le lecteur tient la place de l`interlocuteur, comme symétriquement
l`écriture tient la place de la locution et du locuteur. Ln eííet, le rpport écrire-lire n`est pas un cas particulier du rapport
parler-répondre. Ce n`est pas un rapport d`interlocution , ce n`est pas un cas de dialogue. Il ne suííit pas de dire que la
lecture est un dialogue a·ec l`auteur a tra·ers son ou·re , il íaut dire que le rapport du lecteur au li·re est d`une tout autre
nature , le dialogue est une échange de questions et de réponses , il n`y a pas d`échange de cette sorte entre l`écri·ain et le
lecteur , l`écri·ain est absent a l`écriture , l`écri·ain est absent a la lecture. Le texte produit ainsi une double occultation du
lecteur et de l`écri·ain , c`est de cette íaçon qu`il se substitue a la relation de dialogue qui noue immédiatement la ·oix de
l`un a l`ou…e de l`autre ».
92
|...| Re·enons, em eííet, a notre déíinition: le texte est um discours íixé par l`écriture. Ce qui est íixé
par l`écriture, c`est donc un discours qu`ont n`aurait pu dire, certes, mais précisement qu`on écrit parce qu`on ne le dit pas.
La íixation par l`écriture sur·ient a la place même de la parole, c`est-a-dire a la place o€ la parole aurait pu na•tre. On peut
alors se demander si le texe n`est pas ·éritablement texte lorqu`il ne se borne pas a transcire une parole antérieure, mais
lorqu`il inscrit directement dns la lettre ce que ·eut dire le discours |.| quand le texte prend la place de la parole, quelque
chose dimportant se passe |.| dans la parole ·i·ante, le sens idéal de ce qu`on dit se recourbe ·ers la réíérence réelle, a
sa·oir ce sur quoi on parle , a la limite, cette réíérence réelle tend a se coníondre a·ec une désignation ostensi·e o€ la
parole rejoint le geste de montrer, de íaire ·oir |.| Il n`en est plus de même lorsque le texte prend la place de la parole. Le
mou·ement de la réíérence ·ers la monstration se trou·e intercepté, em même temps que le dialogue est interrompu par le
texte |.| Le texte, nous le ·errons, n`est pas sans réíérence , ce sera précisément la tache de la lecture, en tant
qu`interpretation, d`eííectuer la réíérence|...|` ,RICOLUR, 1986, pg 154-15¯,.
93
« |.| J`adopte la traduction Dupont-Roc et Lallot que je corrige sur un seul point, en traduisant muthos
par intrigue, sur le modele du terme anglais plot |.| » ,RICOLUR, 1983, pg 69,
94
B-St Augustin ,354-430,, Les coníessions, Li·re XI, chapitres xi·-xxxi : le temps n`existe pas, si ce n`est
dans notre esprit. Dans ce passage des Coníessions, St Augustin s`interroge sur la nature du temps. Il cherche a en donner
une déíinition, et surtout, a sa·oir s`il est un être ou un non-être ,question ontologique, portant sur l`être et le mode d`être
de quelque chose,. Si on parle du temps, en disant que les choses « étaient », « sont », et « seront », le langage nous trompe.
A l`analyse, i.e., des que nous ·oulons penser ce qu`est le temps, en donner une déíinition, le temps nous échappe, et on
doit a·ouer que rien de tel que le temps ne peut en íait exister. St Augustin montre en eííet que le temps n`est composé
que d`inexistences. Il montre d`abord que le passé n`est plus, et que le íutur n`existe pas encore. Il en déduit que passé et
íutur n`existent pas. Puis, il se pose la question de sa·oir pourquoi alors on en parle , notamment, comment se íait-il que
nous prédisions l`a·enir, comme le íait le scientiíique, ou que nous racontions, comme le íait l`historien, les é·énements
passés · Comment cela est-il possible, alors que dans un cas, l`é·énement n`est pas encore, et dans l`autre, il n`est plus ·
Question íormulée de la íaçon sui·ante par Augustin ,18, 23, : o€ sont donc les choses passées et íutures, si elles « sont »
d`une certaine maniere · Voici sa réponse,solution : la narration du passé implique la mémoire, et la pré·ision du íutur
implique l`attente or, se sou·enir c`est a·oir une image du passé, et cette image est une empreinte laissée par les
é·énements, qui, de la sorte, restent íixés dans notre esprit c`est grace a l`attente que les choses íutures sont présentes
comme a ·enir , nous en a·ons une « pré-perception », qui nous permet de les annoncer a l`a·ance , de nou·eau, nous
a·ons dans l`esprit une image qui précede et annonce l'é·énement qui n`existe pas encore , cette image n`est pas a
proprement parler une empreinte laissée par un é·énement passé, mais le signe ou la cause des choses íutures ,exemple : je
·ois l`aurore, et j`annonce que le soleil ·a se le·er,. Augustin en déduit donc que les modes du temps que sont le íutur et le
passé n`existent que dans l`ame, ne ren·oient pas au monde extérieur, mais a notre esprit, dans lequel seul ils « existent ». Il
y a donc bien trois temps, mais si on ·eut parler a·ec rigueur, il íaut donc dire qu`il y a le présent du passé ,~mémoire,, le
présent du íutur ,~attente,, et même, le présent du présent ,~·ision, attention,. Sa solution re·ient donc a mettre le passé
et le íutur dans le présent par le biais de la mémoire et de l`attente, qui sont deux modalités de la conscience,ame,esprit.
1outeíois, si tout en quelque maniere e ramene au moment présent, il s`a·ere que le présent lui-même n`est rien, n`existe
pas. Ln eííet, le présent, plus précisément, l`instant présent, « ne peut être qu`en cessant d`être ». Sa caractéristique majeure,
a lui aussi, est de « passer » ,sinon, ce ne serait plus du temps !,. A peine présent, il est déja du passé, et j`en parle
pratiquement toujours au passé. ,RLlLRLNCIA - http:,,www.philocours.com, ,.
95
|...|the Plot is the imitation oí the action |.|Plots are either Simple or Complex, íor the actions in real
liíe, oí which the plots are an imitation, ob·iously show a similar distinction |...|` ,Aristóteles, Poética, Parte VIII,.
96
|...| Ne quittons pas le couple mimesis-muthos sans dire un mot des contraintes additionnelles qui
·isent a rendre compte des genres déja constitués de la tragédie, de la comédie et de l`épopée et, en outre, a justiíier la
préíérence d`Aristote pour la tragédie. Il íaut être tres attentií a ces contraintes additionnelles. Car ce sont elles qu`il íaut
d`une certaine íaçon le·er, pour extraire de la Poétique d`Aristote le modele de mise en intrigue que nous nous proposons
d`étendre a toute composition que nous appelons narrati·e. |.| La question qui ne nous abandonnera pas jusqu`a la íin de
cet ou·rage est de sa·oir si le paradigme d`ordre, caractéristique de la tragédie, est susceptible d`extension et de
transíormation, au point de pou·oir s`appliquer a l`ensemble du champ narratií. Cette diííiculté ne doit pourtant pas nous
arrêter. |.| » ,RICOLUR, 1983, pgs ¯3 e ¯9,.

Noético-Noematico ou Noese-Noema de L. lusserl. A intencionalidade também se constitui de atos,
nao só atos cogniti·os, mas atos de querer, de pensar, de julgar, de sentir, de perceber, de imaginar, eníim, atos que estao
sempre correlacionados` com um objeto. Segundo M. Chauí, a esses atos L. lusserl chama de noesis ,atos pelos quais a
consciência ·isa um certo objeto de um certo modo, e aquilo que é ·isado pelos mesmos sao os noemas ,conteúdo ou
signiíicado desses objetos ·isados,. Resumindo, todas estas ati·idades sao modos de estar no mundo que tem um carater
intencional, criando o mundo na consciência.
98
|...| Je preíere ce ·ocabulaire husserlian au ·ocabulaire olus saussurien choisi par les derniers
traducteurs írançais, qui tiennent la mimésis pour le signiíiant, la praxis pour le signiíié, a l`exclusion de tout réíérent extra-
linguistique ,Dupont-Roc et Lallot, ad 51 a 35, p. 219-220,. D`abord le couple signiíiant-signiíié ne me para•t pas approprié,
pour de raisons que j`explique dans la Métaphore ·i·e et que j`emprunte a Ben·eniste, a l`ordre sémantique du discours-
phrase et a íortiori a celui du texte, qui est une composition de phrases. Ln outre, la relation noético-noématique n`exclut
pas un dé·eloppement réíérentiel, représenté chez lusserl par la mimesis aristotélicienne n`e s`épuise pas dans la stricte
corrélation noético-noématique entre représentation et représenté, mais ou·re la ·oie a une in·estigation des réíérents de
l`acti·ité poétique ·isés par la mise en intrigue en amont et an a·al de la mimesis-muthos |.| » ,RICOLUR, 1983, pg ¯3,.
99
L`action est le construit` de la construction en quoi consiste l`acti·ité mimétique` ,RICOLUR, 1983,
pg. ¯3,.
100
« Je réser·e touteíois le terme de íiction pour celles des créations littéraires qui ignorent l`ambition qu`a
le récit historique de constituer un récit ·rai. Si, en eííet, nous tenons pour synonymes coníiguration et íiction, nous
n`a·ons plus de terme disponible pour rendre compte d`un rapport diííérent entre les deux modes narratiís et la question
de la ·érité. Ce que le récit historique et le récit de íiction ont en commun, c`est de rele·er des mêmes opérations
coníigurantes que nous a·ons placées sous le signe de minesis II. Ln re·anche, ce qui les oppose ne concerne pas l`acti·ité
structurante in·estie dans les structures narrati·es en tant que telles, mais la prétention a la ·érité par laquelles se déíinit la
troisieme relation mimétique » ,RICOLUR, 1984, pg. 12-13,.
101
|.| On ·oit quel est et dans sa richesse le sens de mimesis I : imiter ou représenter l`action, c`est
d`abord pré-comprendre ce qu`il en est de l`agir humain : de sa sémantique, de sa symbolique, de sa temporalité. C`est sur
cette pré-compréhension, commune au poete et a son lecteur, que s`enle·e la mise en intrigue et, a·ec elle, la mimétique
textuelle et littéraire. Il est ·rai que, sous le régime de l`ou·re littéraire, cette précompréhension du monde de l`action
recule au rang de répertoire`, pour parler comme \olígang Iser, dans Der Akt des Lesens, ou au rang de mention`, pour
employer une autre terminologie plus íamiliere a la philosophie analytique. Il reste qu`en dépit de la coupure qu`elle
institue, la littérature serait a jamais incompréhensible si elle ne ·enait coníigurer ce qui, dans l`action humaine, íait déja
íigure |.| ,RICOLUR, 1983, pg 125,.
102
|...| comprendre ce qu`est un récit, c`est ma•triser les regles qui gou·ernent son ordre syntagmatique
|.| l`intrigue, entendue au sens large qui a été le notre dans le chapitre précédent, a sa·oir l`agencement des íaits ,et donc
d`encha•nement des phrases d`action, dans l`action totale constituti·e de l`histoire racontée, est l`équi·alent littéraire de
l`ordre syntagmatique que le récit introduit dans le champ pratique |.| si en eííet, l`action peut être racontée, c`est qu`elle
est déja articulée dans des signes, des regles, des normes : elle est des toujours symboliquement médiatisée |...| Si, en eííet,
l`action peut être racontée, c`est qu`elle est déja articulée dans des signes, des regles, des normes : elle est des toujours
symboliquement médiatisée. Comme il a été dit plus haut, je prends appui ici sur les tra·aux d`anthropologues se réclamant
a des titres di·ers de la sociologie compréhensi·e, parmi lesquels Cliíord Geertz, l`auteur de 1he Interpretation oí Cultures.
Le mot symbole y est pris dans une acception qu`on peut dire moyenne, a mi-chemin de son identiíication a une simple
notation ,j`ai a l`esprit l`opposition leibniziene entre la connaissance intuiti·e par ·ue directe et la connaissance symbolique
par signes abrégés, substitués a une longue cha•ne d`opérations logiques, et de son identiíication aux expressions a double
sens selon le modele de la métaphore, ·oire a des signiíications cachées, accessibles seulement a un sa·oir ésotérique. Lntre
une acception trop pau·re et une acception trop riche, j`ai opté pour une usage ·oisin de celui de Cassirer, dans la
Philosophie des íormes symboliques, dans la mesure o€, pour celui-ci, les íormes symboliques sont des processus culturels
qui articulent l`expérience entiere. Si je parle plus précisément de médiation symbolique, c`est aíin de distinguer, parmi les
symboles de nature culturelle, ceux qui sous-tendent l`action au point d`en constituer la signiíiance premiere a·ant que se
détachent du plan pratique des ensembles symboliques autonomes rele·ant de la parole ou de l`écriture. Ln ce sens, on
pourrait parler d`un symbolisme implicite ou immanent, par opposition a un symbolisme explicite ou autonome. Pour
l`anthropologue et le sociologue, le terme symbole met d`emblée l`accent sur le caractere public de l`articulation signiíiante.
Selon le mot de Cliííord Geertz, la culture est publique parce que la signiíication l`est`. J`adopte ·olontiers cette premiere
caractérisation qui marque bien que le symbolisme n`est pas dans l`esprit , n`est pas une opération psychologique destinée a
guider l`action, mais une signiíication incorporée a l`action et déchiíírable sur elle pas les autres acteurs du jeu social. Ln
outre, le terme symbole - ou mieux médiation symbolique - signale le caractere structuré d`un ensemble symbolique.
Cliííord Geertz parle en ce sens d`un systeme de symboles en interaction`, de modeles de signiíications synergiques`.
A·ant d`être texte, la médiation symbolique a une texture. Comprendre un rite, c`est le mettre en place dans un rituel, celui-
ci dans un culte et, de proche en proche, dans l`ensemble des con·entions, des croyances et des institutions qui íorment le
réseau symbolique de la culture. Un systeme symbolique íournit ainsi un contexte de description pour des actions
particulieres. Autrement dit, c`est en íonction de...` telle con·ention signiíiant Ceci ou cela: le même geste de le·er les bras
peut, selon le contexte être compris comme maniere de saluer, de héler un taxi, ou de ·oter. A·ant d`être soumis a
l`interprétation, les symboles sont des interprétants internes a l`action |...| le terme symbole introduit en outre l`idee de
regle, non seulement au sens qu`on ·ient de dire de regles de description et d`interpretation pour des actions singulieres,
mais au sens de norme |...| on passe ainsi sans diííiculte, sous le titre commun demediation symbolique, de l`idee de
signiícation immanente a celle de regle, prise au sens de regles de description, puis a celle de norme, qui equi·aut a l`idee de
regle prise au sens prescriptií du terme |...|` ,RICOLUR, 1983, pg 112-125,.
103
Compreender um rito é coloca-lo em um ritual, e este em um culto e, aproximando-se, no conjunto de
con·ençoes, crenças e instituiçoes que íorma a rede simbólica da cultura` ,RICOLUR, 1983, pg 114,
104
« |.| Sui·re une histoire, c`est a·ancer au milieu de contingences et de péripéties sous la conduite d`une
attente qui trou·e son accomplissement dans la conclusion |.| » ,RICOLUR, 1983, pg 130,.
105
|...| um e·ento histórico nao é somente o que acontece, mas o que pode ser contado, ou que ja íoi
contado em cronicas ou lendas. Além do mais, o historiador nao íicara desolado de trabalhar somente sobre documentos
parciais: só íazemos uma intriga com aquilo que sabemos, a intriga é por natureza conhecimento mutilado` |...|
` ,RICOLUR, 1984, pg 303,.
106
Lach checkpoint has a priority le·el assigned by the \orking Group based on the checkpoint's impact
on accessibility. |Priority 1| A \eb content de·eloper must satisíy this checkpoint. Otherwise, one or more groups will íind
it impossible to access iníormation in the document. Satisíying this checkpoint is a basic requirement íor some groups to
be able to use \eb documents. |Priority 2| A \eb content de·eloper should satisíy this checkpoint. Otherwise, one or
more groups will íind it diííicult to access iníormation in the document. Satisíying this checkpoint will remo·e signiíicant
barriers to accessing \eb documents. |Priority 3| A \eb content de·eloper may address this checkpoint. Otherwise, one
or more groups will íind it somewhat diííicult to access iníormation in the document. Satisíying this checkpoint will
impro·e access to \eb documents. Some checkpoints speciíy a priority le·el that may change under certain ,indicated,
conditions.
10¯
Lsta primeira norma íoi criada para íacilitar os deíicientes íísicos, como os cegos, por exemplo. Vim a
descobrir, pela reportagem - http:,,radio-canada.ca,branche,·6,1¯2,non-·oyant.html - da Radio Canada a importancia
de inserir explicaçoes das imagens, denomina-las coerentemente, ao in·és de íig.1, colocar o nome da íigura, a importancia
também de usar textos como links e nao botoes, etc. L simpliíicar a apresentaçao de um sítio web, pois quanto menos
eíeitos especiais, ja·ascript ao longo do texto, mas íacil a leitura para um cego. A criaçao do css, outro exemplo, também
simpliíica a leitura, pois diminui considera·elmente os códigos entremeados ao texto.
108
|.| Inconsequential words may be set in huge type íaces: on the title page shown here the initial
†1lL' is by íar the most prominent word oí all. 1he result is oíten aesthetically pleasing as a ·isual design, but it plays
ha·oc with our present sense oí textuality. \et this practice, not our practice, is the original practice írom which our
present practice has de·iated. Our attitudes are the ones that ha·e changed, and thus that need to be explained. \hy does
the original, presumably more †natural' procedure seem wrong to us· Because we íeel the printed words beíore us as ·isual
units ,e·en though we sound them at least in the imagination when we read,. L·idently, in processing text íor meaning, the
sixteenth century was concentrating less on the sight oí the word and more on its sound than we do. All text in·ol·es sight
and sound. But whereas we íeel reading as a ·isual acti·ity cueing in sounds íor us, the early age oí print still íelt it as
primarily a listening process, simply set in motion by sight. Ií you íelt yourselí as reader to be listening to words, what
diííerence did it make ií the ·isible text went its own ·isually aesthetic way· It will be recalled that pre-print manuscripts
commonly ran words together or kept spaces between them minimal. , L·entually, howe·er, print replaced the lingering
hearingdominance in the world oí thought and expression with the sight-dominance which had its beginnings with writing
but could not ílourish with the support oí writing alone. Print situates words in space more relentlessly than writing e·er
did. \riting mo·es words írom the sound world to a world oí ·isual space, but print locks words into position in this
space. Control oí position is e·erything in print. †Composing' type by hand ,the original íorm oí typsetting, consists in
positioning by hand preíormed letter types, which, aíter use, are careíully repositioned, redistributed íor íuture use into
their proper compartments in the case ,capitals or †upper case' letters in the upper compartments, small or †lower case'
letters in the lower compartments,. Composing on the linotype consists in using a machine to position the separate
matrices íor indi·idual lines so that a line oí type can be cast írom the properly positioned matrices. Composing on a
computer terminal or wordprocesser positions electronic patterns ,letters, pre·iously programmed into the computer.
Printing írom †hot metal' type ,that is, írom cast type - the older and still widely used process, calls íor locking up the type
in an absolutely rigid position in the chase, locking the chase íirmly onto a press, aííixing and clamping down the
makeready, and squeezing the íorme oí type with great pressure onto the paper printing suríace in contact with the
platen. , Most readers are oí course not consciously aware oí all this locomotion that has produced the printed text
coníronting them. Ne·ertheless, írom the appearance oí the printed text they pick up a sense oí the word-in-space quite
diííerent írom that con·eyed by writing. Printed texts look machine-made, as they are. Chirographic control oí space tends
to be ornamental, ornate, as in calligraphy. 1ypographic control typically impresses more by its tidiness and ine·itability:
the lines períectly regular, all justiíied on the right side, e·erything coming out e·en ·isually, and without the aid oí the
guidelines or ruled borders that oíten occur in manuscripts. 1his is an insistent world oí cold, non-human, íacts. †1hat's
the way it is' - \alter Cronkite's tele·ision signature comes írom the world oí print that underlies the secondary orality oí
tele·ision ,Ong 19¯1, pp. 284-303,. , By and large, printed texts are íar easier to read than manuscript texts. 1he eííects oí
the greater legibility oí print are massi·e. 1he greater legibility ultimately makes íor rapid, silent reading. Such reading in
turn makes íor a diííerent relationship between the reader and the authorial ·oice in the text and calls íor diííerent styles oí
writing. Print in·ol·es many persons besides the author in the production oí a work - publishers, literary agents, publishers'
readers, copy editors and others. Beíore as well as aíter scrutiny by such persons, writing íor print oíten calls íor
painstaking re·isions by the author oí an order oí '' magnitude ·irtually unknown in a manuscript culture. lew lengthy
prose works írom manuscript cultures could pass editorial scrutiny as original works today: they are not organized íor rapid
assimilation írom a printed page. Manuscript culture is producer-oriented, since e·ery indi·idual copy oí a work represents
great expenditure oí an indi·idual copyist's time. Medie·al manuscripts are turgid with abbre·iations, which ía·or the t
copyist although they incon·enience the reader. Print is consumer-oriented, since the indi·idual copies oí a work represent
a much smaller in·estment oí time: a íew hours spent in producing a more readable text will immediately impro·e
thousands upon thousands oí copies. 1he eííects oí print on thought and style ha·e yet to be assessed íully. 1he journal
Visible Language ,íormerly called the Journal oí 1ypographic Research, publishes many articles contributory to such an
assessment. , \riting had reconstituted the originally oral, spoken word in ·isual space. Print embedded the word in space
more deíiniti·ely. 1his can be seen in such de·elopments as lists, especially alphabetic indexes, in the use oí words ,instead
oí iconographic signs, íor labels, in the use oí printed drawings oí all sorts to con·ey iníormation, and in the use oí
abstract typographic space to interact geometrically with printed words in a line oí de·elopment that runs írom Ramism to
concrete poetry and to Derrida's logomachy with the ,printed, typically, not simply written, text |.|` ,ONG, 1982, pg
123-122,.
109
|.| By 1500, legal íictions were already being de·ised to accommodate the patenting oí in·entions
and assignment oí literary properties. Once the rights oí an in·entor could be legally íixed and the problem oí preser·ing
unwritten recipes intact was no longer posed, proíits could be achie·ed by open publicity pro·ided new restraints were not
imposed. Indi·idual initiati·e was released írom reliance on guild protection, but at the same time new powers were lodged
in the hands oí a bureaucratic oííicialdom. Competition o·er the right to publish a gi·en text also introduced contro·ersy
o·er new issues in·ol·ing monopoly and piracy. Printing íorced leag deíinition oí what belonged in the public domain. A
literary common` became subject to enclosure mo·ements`, and possessi·e indi·idualism beagn to characterize the
attitude oí writers to their work |.|`,LISLNS1LISN, 1983, pg 84,.
110
|.| 1he íirst copyright act in the world was the British Statute oí Anne, írom 1¯10. It is a·ailable in
the British Library, 8 Anne c. 19. Se·eral monographs on copyright date this text to 1¯09. lowe·er, 1¯10 is the correct
date, see John leather, 1he Book 1rade in Politics: 1he Making oí the Copyright Act oí 1¯10, "Publishing listory", 19,8,,
1980, p. 39 ,note 3,. 1ranscription írom íraktur is a·ailable below the image. Anno Octa·o. Ann‡ Regin‡. An Act íor the
Lncouragement oí Learning, by Vesting the Copies oí Printed Books in the Authors or Purchasers oí such Copies, during
the 1imes therein mentioned. \hereas Printers, Booksellers, and other Persons, ha·e oí late írequently taken the Liberty
oí Printing, Reprinting, and Publishing, or causing to be Printed, Reprinted, and Published Books, and other \ritings,
without the Consent oí the Authors or Proprietors oí such Books and \ritings, to their ·ery great Detriment, and too
oíten to the Ruin oí them and their lamilies: lor Pre·enting thereíore such Practices íor the íuture, and íor the
Lncouragement oí Learned Men to Compose and \rite useíul Books, May it please \our Majesty, that it may be Lnacted,
and be it Lnacted by the Queens most Lxcellent Majesty, by and with the Ad·ice and Consent oí the Lords Spiritual and
1emporal, and Commons in this present Parliament Assembled, and by the Authority oí the same, 1hat írom and aíter the
1enth Day oí April, One thousand se·en hundred and ten, the Author oí any Book or Books already Printed, who hath
not 1ransíerred to any other the Copy or Copies oí such Book or Books, Share or Shares thereoí, or the Bookseller or
Booksellers, Printer or Printers, or other Person or Persons, who hath or ha·e Purchased or Acquired the Copy or Copies
oí any Book or Books, in order to Print or Reprint the same, shall ha·e the sole Right and Liberty oí Printing such Book
and Books íor the 1erm oí One and twenty \ears, to Commence írom the said 1enth Day oí April, and no longer, and
that the Author oí any Book or Books already Composed and not Printed and Published, or that shall hereaíter be
Composed, and his Assignee, or Assigns, shall ha·e the sole Liberty oí Printing and Reprinting such Book and Books íor
the 1erm oí íourteen.
A íew quotations írom historical source texts. Oratio publicata res libera est. ,A speech made public is
íree.,
Quintus Aurelius Symmachus ,345-410,
|...| may it please your Majesty that it may be enacted |...| that the author oí any book or books already
composed, and not printed and published, or that shall hereaíter be composed |...| shall ha·e the sole liberty oí printing
and reprinting such book and books íor the term oí íourteen years, to commence írom the day oí the íirst publishing the
same, and no longer |...|
1he Statute oí Anne, 1¯10
...the bookseller acquires by an act a manuscript, the ministry, by a permission, authorizes the publication
oí this manuscript, and guarantees to the purchaser the peace oí his possession. \hat is there that could be contrary to the
general interest·
Denis Diderot, "Lettre sur le Commerce de la librarie", 1¯63
Lord Chieí Baron Smythe obser·ed, |...| that the cases pro·ed that property did exist pre·ious to
publication, and that publication could not alter it, íor that publication neither made it a sale, a giít, a íoríeiture, nor an
abandonment, which were the only ways that a person could part with his property. \hen a man published his manuscript,
he sold to one person only one book, and the use oí that one book, without any design oí allowing the purchaser to
multiply copies: ií he ga·e a book away, he ga·e it under the same restrictions.
Donaldson ·. Beckett, Proceedings in the Lords, 1¯¯4
Now, ií there exists any incorporeal right or property in the author, detached írom his manuscript, no
act oí publication can destroy it. Can then such right or property exist at all· |---| Abridgments oí books, translations,
notes, as eííectually depri·e the original author oí the íruit oí his labours, as direct particular copies, yet they are allowable.
1he composers oí music, the engra·ers oí copper-plates, the in·entors oí machines, are all excluded írom the pri·ilege
now contended íor, but why, ií an equitable and moral right is to be the sole íoundation oí it· 1heir genius, their study,
their labour, their originality, is as great as an author's, their in·entions are as much prejudiced by copyists, and their claim,
in my opinion, stands exactly on the same íooting ...
Lord Chieí Justice De Grey in Donaldson ·. Beckett, Proceedings in the Lords, 1¯¯4
Lord Lííingham rose last, and begged to urge the liberty oí the press, as the strongest argument against
this property, adding, that a despotic minister, hearing oí a pamphlet which might strike at his measures, may buy the copy,
and by printing 20 copies, secure it his own, and by that means the public would be depri·ed oí the most interesting
iníormation.
Donaldson ·. Beckett, Proceedings in the Lords, 1¯¯4
1he author and the owner oí the copy may both say about it with the same right: it is my book! but in a
diííerent sense. 1he íirst regards the book as writing or speech, the second only as the mute instrument that deli·ers the
speech to him or the public, i.e. as a copy. 1his right oí the author is howe·er no right to the thing, namely the copy ,since
the owner may burn it beíore the author's eyes,, but an innate right in his own person, that is to pre·ent another írom
deli·ering it to the public without his consent, which consent can by no means be presumed, because he has already gi·en
it exclusi·ely to another.
Immanuel Kant, Von der Unrechtmˆ‰igkeit des Büchernachdrucks, 1¯85
1he most sacred, most personal oí all the properties, is the work íruit oí the thought oí a writer |...| so it
is extremely just that the men who culti·ate the íield oí thought enjoy some íruits írom their work, it is essential that
during their liíe and a íew years aíter their death, nobody can dispose oí the product oí their genius, without their consent.
Jean Le Chapelier in the Paris Assembly 1¯91
It is thus ob·ious, that according to common judgment, the public regards and must regard itselí as
being in joint possession oí a published work: and that which has been published in print, can no less than manuscripts in
earlier times, be considered publici iuris.
J.A.l. Reimarus, Der Bücher·erlag in Betrachtung der Schriítsteller, der Buchhˆndler und des
Publikums abermals erwogen, April 1¯91
I wanted to show that those, who complain about reprinting, state reasons and demands they cannot
maintain, since the reprinting oí published writings must be judged only by how reasonable or unreasonable it is, and
consequently it must be leít to each and e·eryone's own conscience to consider what common ad·antage to allow, and this
cannot be regulated by legislation.
J.A.l. Reimarus, Nachtrag zu der Lrwˆgung des Bücher·erlags und dessen Rechte, December 1¯91
Now, why does one regard the use oí a writer's own words quite diííerent írom the use oí his ideas· In
the last case, we utilize what we ha·e as common property with him, and pro·e that it is thus, by gi·ing it our íorm, in the
íirst case we take possession oí his íorm, which is not our property, but exclusi·ely his. |---| 1he right oí the buyer to copy
what he has bought, goes as íar as physical possibility permits in appropriating it, and this diminishes, the more the work
depends on íorm, which we can ne·er make our own.
Johann Gottlieb lichte, Beweis der Unrechtmˆ‰igkeit des Büchernachdrucks, 1¯93
It is suííicient that philosophically we understand that in all imitation two elements must coexist, and not
only coexist, but must be percei·ed as coexisting. 1hese two constituent elements are likeness and unlikeness, or sameness
and diííerence, and in all genuine creations oí art there must be a union oí these disparates.
Samuel 1aylor Coleridge, On Poesy or Art, 1818
A poet creates ·erse, the paper which materializes the issuance, the hundred thousand copies where they
are reproduced, could possibly be the property oí an indi·idual, oí a thousand or one hundred thousand, but what is not
possible to appropriate, are the ·erses themsel·es: each one has the capacity to recognize them with his intellect, and the
possibility to reproduce them by reciting them, by writing them down.
Augustin Charles Renouard, "Les Droits d'Auteurs dans la Littérature, les Sciences et les Beaux-Arts"
,1838,
Beíore the publication, the author has an undeniable and unlimited right. 1hink oí a man like Dante,
Moliere, Shakespeare. Imagine him at the time when he has just íinished a great work. lis manuscript is there, in íront oí
him, suppose that he gets the idea to throw it into the íire, nobody can stop him. Shakespeare can destroy lamlet, Moliere
1artuíe, Dante the lell.
But as soon as the work is published, the author is not any more the master. It is then that other persons
seize it: call them what you will: human spirit, public domain, society. It is such persons who say: I am here, I take this
work, I do with it what I belie·e I ha·e to do, |...| I possess it, it is with me írom now on...
Victor lugo, in the 18¯0's, as chair oí l'Association Littéraire Internationale.
|.|` ,·ide - http:,,www.copyrighthistory.com,anne.html,.
111
|.| under the guidance oí technically proíicient masters, the new technology also pro·ided a way oí
transcending the limits which scribal procedures had imposed upon technically proíicient masters in the past |.| Not
e·ery edition, to be sure, eliminated all the errors that were spotted, good intentions stated in preíaces íailed to be honored
in actual manuíacture. L·en so, the requests oí publishers oíten encouraged readers to launch their own research projects
and íield trips which resulted in additional publications programs |.|` ,LISLNS1LISN, 1983, pg ¯5,.
112
|.| John Rastell took care to pro·ide an introductory 1abula`: a íorty-six-page chronological register
by chapters oí the statutes 132¯ to 1523`. le was not merely pro·iding a table oí contents, he was also oííering a
systematic re·iew oí parliamentary history - the íirst many readers had e·er seen. 1his sort oí spectacular inno·ation, while
deser·ing close study, should not di·ert attention írom much less conspicuous, more ubiquitous changes. Increasing
íamiliarity with regularly numbered pages, punctuation marks, section breaks, running heads, indexes, and so íorth helped
to reorder the thought oí all readers, whate·er their proíession or craít |.|` ,LISLNS1LISN, 1983, pg ¯3,.
113
|...| Ao caracterizar a concepçao prototípica, aíirmou-se que, de acordo com ela, dados os dois
exemplares de um conceito, um deles pode ser mais típico que ou outro - o que nao acontece na concepçao classica. O
que esta em jogo aí é a relaçao entre conceitos e exemplares, por exemplo, entre o conceito de torre e uma torre particular,
digamos, a torre Liííel. O íenomeno de tipicalidade, entretanto, maniíesta-se também na relaçao entre conceitos e sub-
conceitos: isto é o que acontece, por exemplo, quando se aíirma que maça é uma íruta mais típica que a jaca - tomando a
maça` e a jaca` como denotadores de tipos`, e nao como exemplares de írutas`, a maça` e a jaca`, na terminologia que
·amos usar, designam sub-conceitos de írutas |...| Lste experimento tem a ·er com aquilo que temos em mente quando
usamos pala·ras reíerentes a categorias. Consideremos, por exemplo, a pala·ra ·ermelho`. leche os olhos e imagine um
·erdadeiro ·ermelho. Agora imagine um ·ermelho alaranjado ... e agora um ·ermelho arroxeado. Lmbora ·ocê ainda possa
usar o termo ·ermelho` para o ·ermelho alaranjado ou para o ·ermelho arroxeado, eles nao sao tao bons exemplos de
·ermelho ,casos tao claros daquilo a que ·ermelho` se reíere, quando o ·erdadeiro` ·ermelho`. Lm suma, alguns
·ermelhos sao mais ·ermelhos que outros. O mesmo ·ale para outros tipos de categorias. Considere os caes. 1odos ·ocê
têm alguma noçao do que seja um ·erdadeiro` cao, um cao bem canino`. Para mim um perdigueiro ou um pastor alemao
sao caes bem caninos, enquanto um pequinês é um cao menos canino. Note que este tipo de julgamento nao tem nada a
·er com o quanto ·ocê gosta de algo, ·ocê pode gostra mais d eum ·ermelho arroxeado do que a cor de um ·erdadeiro
·ermelho, e mesmo assim reconhecer que a cor de que ·ocê gosta mais nao é um bom exemplo de ·ermelho. Você pode
preíerir um pequinês sem achar que esta é raça que melhor representa a canidade` |...|` ,OLIVLIRA, 1993-1994, pg 32-
33,.
114
\ell, categorization is one oí the most basic íunctions oí li·ing creatures. \e li·e in a categorized
world -- table, chair, male, íemale, democracy, monarchy -- e·ery object and e·ent is unique, but we act towards them as
members oí classes. Prior to my work, categories and concepts were simply assumed, írom philosophy, to be something
explicit and íormal, that is, to be arbitrary logical sets with deíining íeatures and clear-cut boundaries. 1his is what is now
called the classical ·iew oí categories, which comes down írom Aristotle through Locke and the British empiricists. In a
nutshell it's the idea that categories and concepts are matters oí logic, they are clearly bounded sets, something either is or
is not in the category. It is in the category ií it has certain deíining íeatures, and ií it doesn't, then it's outside the category.
\hen psychologists did research on concept learning, they used artiíicial concepts and sets oí artiíicial stimuli that were
constructed so that they íormed little micro-worlds in which those pre·ailing belieís about the nature oí categories were
already built in. 1hen they'd do their learning experiments. But what they íound out in terms oí the nature oí categories
was already a íoregone conclusion because that was what they had already built into it` ,ROSCl, 1999,.
115
|...| Pois, o estoque de conhecimento existe num íluxo contínuo e muda de qualquer Agora para o
seguinte, nao só em termos de extensao como também de estrutura. Lsta claro que qualquer experiência posterior o
enriquece e alarga. Atra·és da reíerência ao estoque de conhecimento a mao, num determinado Agora, a experiência
anterior, nos modos de igualdade`, semelhança`, similaridade`, analogia`, etc |...|` ,SClU1Z, 19¯9, pg 130,.
116
|.| Knowledge about a thing is knowledge oí its relations |...| In all our ·oluntary thinking there is
some 1OPIC or SUBJLC1 about which all the members oí the thought re·ol·e. Relation to this topic or interest is
constantly íelt in the íringe, and particularly the relation oí harmony and discord, oí íurtherance or hindrance oí the topic.
Any thought the quality oí whose íringe lets us íeel oursel·es 'all right,' may be considered a thought that íurthers the
topic. Pro·ided we only íeel its object to ha·e a place in the scheme oí relations in which the topic also lies, that is
suííicient to make oí it a rele·ant and appropriate portion oí our train oí ideas |...| Now we may think about our topic
mainly in words, or we may think about it mainly in. ·isual or other images, but this need make no diííerence as regards the
íurtherance oí our knowledge oí the topic. Ií we only íeel in the terms, whate·er they be, a íringe oí aííinity with each
other and with the topic, and ií we are conscious oí approaching a conclusion, we íeel that our thought is rational and
right. 1he words in e·ery language ha·e contracted by long association íringes oí mutual repugnance or aííinity with each
other and with the conclusion, which run exactly parallel with like íringes in the ·isual, tactile, and other ideas. 1he most
important element oí these íringes is, I repeat, the mere íeeling oí harmony or discord, oí a right or wrong direction in the
thought |...| 1he only images intrinsically important are the halting-places, the substanti·e conclusions, pro·isional or íinal,
oí the thought. 1hroughout all the rest oí the stream, the íeelings oí relation are e·erything, and the terms related almost
naught. 1hese íeelings oí relation, these psychic o·ertones, halos, suííusions, or íringes about the terms, may be the same
in ·ery diííerent systems oí imagery. A diagram may help to accentuate this indiííerence oí the mental means where the
end is the same |.|`. ,JAMLS, 1892, url http:,,psychclassics.asu.edu,James,jimmy11.htm ,

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Aos meus pais Luiza e Murilo .

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e então desperta para descobrir que não sabe nada” (Platão. .“Cada um de nós é como um homem que vê as coisas em um sonho e acredita conhecê-las perfeitamente. Político).

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...............................................................................................................................................70 2.....................................14 1...............................................................................................................................................................................2O Ato de comunicação Projetado............................1Metodologia.........................................................................................................................................................................................................................................32 Trabalho de preparação...............................................................43 Plataforma virtual.....................................................2Justificativa....................................................................................................................................................................................................................................16 2DO TEXTO AO HIPERTEXTO...............119 3CONCLUSÃO......................................................130 5Notas..20 2..........................................................................................! 1APRESENTAÇÃO............................136 ....................................................1O Projeto do Ato de Comunicação.......................88 Texto e Hipertexto................50 Apropriação dos programas...........................................................................................................................3O Ato de comunicação em Si........................11 1...............................................109 Modelo do pensamento humano..............................................................................................................................................................................36 2.........22 Motivações.......84 Potencialidades do hipertexto..........................................................................................................................................................................................................43 Roteiros.......................................................................................125 4Bibliografia.........................................................22 Modelo de Comunicação.....................................................

.....................................91 Ilustração 10 .....100 Ilustração 19 ....................................91 Ilustração 11 .Tela de apresentação do Hiper-Macunaíma para um internauta....................Tela para histórico da página............................................87 Ilustração 5 ......................92 Ilustração 12 ..........................................."# $ Ilustração 1 ..........................................................................................18 Ilustração 2 .....................................Gerenciamento de Estrutura...............................................................Tela de Histórico com listagem de páginas similares.......95 Ilustração 16 ............................Quadro de publicações acadêmicas.........Estação de Trabalho B........................................................................................................................101 Ilustração 20 ...........Tela de slides.................................................................65 Ilustração 4 .........Telas para remover página.............................................Estação de Trabalho C......................................................88 Ilustração 6 ......102 Ilustração 21 .......................Tela para re-nomear página........37 Ilustração 3 ....................................96 Ilustração 18 .....O “médium”.89 Ilustração 7 ................Tela de Histórico com a fonte da página......94 Ilustração 15 ..........94 Ilustração 14 ..................Gerenciamento das Páginas......Estatísticas sobre a Internet.....................126 .........................89 Ilustração 8 ............................................................96 Ilustração 17 .........................91 Ilustração 9 .......Tela do Histórico comparando versões da página.......Tela de editoração de página................Tela para anexar arquivo.......................................................................Tela para permissões da página....................................................93 Ilustração 13 .....Tela de comentário..............Estação de Trabalho A.............................103 Ilustração 22 – As Midiaesferas..........................................................Terceiro passo do Macunaíma Hipertextual..........

. . : ) 33 .+ ' 3 + ' ( . . . . %9 6 .+ ' $ + . ( / ) 0. :0 ! (% I ) . 6 / O G J $ F 7 ( . 91). &' . # ' / ) &% + ' * ) 3 / / -. 6. .$ “Questionar os desafios da informática exige pensar o vigor da realidade realizandose na informatização” (CARNEIRO LEÃO. 3 . . % . ( . %. . # + ' G & 'G # 0 ) 0 ) .. $:$ . ' % % . %5 $ / 3 I .L 7 + ' F+ R ' R 3 1 6 %5 $ 6$ 3 /# . ) . . / 3 K . . ./ ( 6297 ?P$L % . ! . 0 *. . 1992. .+ ' 2S . . 7 !% . + ' F Q .. . / Q$ 3) I .. ' J / 0. ' ( + 3 ( K I . + ' 0. 3) . ! K 0 .. / // ) 0 . ."" 1 6! %9%2 6?. pg. # 6 / 7 % # . . . + .

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( 3 6 9. )+ ' .] Nossa próxima questão se refere ao modo como conhecemos a ação consciente.]”. ) . difere.. como fait accompli. .+ ' / * . U0 . ) 0 I . Qual a evidência 10 através da qual ela se apresenta? Ou seja." : 6 . . já começou. ) . ' )+ ' . ) * . ! * ( ( ( ( * . ^ F # # ( + ' . 6 9. # 3 "% I + .. ou modo de apresentação.. dependendo de se: 1) o ato está ainda no estado de ‘puro projeto’.. . 2) a ação. como ‘encontramos’ a ação em nossa experiência? A resposta é que a evidência. * . I . . F . e o ato está a caminho da realização ou 3) o ato já foi executado e está sendo visto em retrospectiva. # # ( ' ' / / # T ) # J .[. . (. como tal. ^ . (. Q + R : ' / I . F # “[.

# &) . ( * .. . ) # 3 . # * . . ) 1YVB 6 3 . . ) # ) I . . 6+ ' 3 . . . . . ! / 3 K Q A6 %2 # . . 0 + T . @. ) # # . ' + ' ( 3+ ' . ) . 1 ' + ' Q . 3R 1VYVB 11 3 .+ ' 3' . . ) ) I . . ^ T U3 . Q:J : + T 9 . .@ I 0) 3 . 0 ) . + . < # (F ( + ' ( : . ) ) Q2 RA / + ' ." 1 9 77 6 7 "6 % 0 R 2 / K + ' # 0 ( ) . / 3 K . 14 . K (. *. 2 7 A 3 . . 3 . + 1XB ' F 0 . ^ . . 3' . . ' . . .+ ' K . # + ' . + ' .+ ' ) . K ) . + ' A 6 7 % 8 ( < ) .+ ' # / 3 . K I . 7 / 3 K ( 3J . R . . / ) 3 3 0 . # @ < # * 3 1VVYB % . . ( / 3 @ + ' ' . .

a# ` / B a I . Q + ' 7 ) K I .+ R ' 7 .065 5. )3 3J 3 .+ ' )3 0 . I Q 7 R ) Q J . . 3 ." 6 7 . ! . 3 ) 3 .it) Reino Unido (. .469. 3 . ) / . . ` / A` ` ` ) U7 3 J 3 ./ + ' 3+ . ..uk) Janeiro/04 162. + ' . # ( 3 3 . . @ .578 3. 3) J G . . _ . 7 ' I _ . 3J . . . + 0 + ' ( K + ' 0 3 ) ( * 3 @ J 3 . ! / ) J. .962.368 12.jp) Itália (. 1\ / . * 7 ( I . -. 7 @ X Posição dos Países por Número de Hosts (fonte: Network Wizards 2004) País 1º 2º 3º 4º Estados Unidos* Japão (. % /J . K C . .% ( . 67 ! ` . !7 ! .+ R " ' 3 J. ( G ` . . / 0 . . % ( . .195.752 .715. .

+ ' (.182 3.358 202.py) Bolívia (. 3 ) .163.630 65.cl) Colômbia (.163." 5º 6º 7º 8º Alemanha (. .pe) Venezuela (.ca) Brasil (.uy) Peru (.868 35.ar) Chile (. )+ T T A. 7 <<9 / # F XB 1 7 ) . T .429 115. E% b ." / (+ 0)2 (( 3* + 5)* ) '(* . .br) Argentina (.349 & )+ .158 87.349 742.+ T # I . 7 .ve) Paraguai (.081 3.br) Hosts na América do Sul (fonte: Network Wizards 2004) País 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º Brasil (. .419. ) )(1+ .080 3.(.188 3.co) Uruguai (. ) .bo) Equador (.de) Holanda (. I 3 .421. 3 ) 3 . % 0 .301 9. 4 4 54 . . + ' .nl) Canadá (.243 7. . 0 .210. + .ec) Janeiro/04 3.455 3.

' F+ ' ' I. . . R # 0 ( ) (. / K & # ! :J : + T 9 . + ' + ' . ' 0 . # + ' . K 0 ) ) + J . &' 0 * / .+ ' U . 3 !* < c.+ . # ( ^ ! (6 Q ! ( . ) 0 @ 6:. ! ) 3 . ' % . 3 .eco. .+ ' 3 / + ' & # .C: 3 / . quanto nas instituições de mediação tradicional e nas práticas socioculturais” (grifo meu) (vide – www. ) 6 (. ! (! / . ) (+ ( ' (F 3 0 + ' . “desenvolver metodologias e análises críticas dos fenômenos comunicativos presentes tanto nas produções da mídia.J . J ) ( @ 6. / . . . . 0 + .+ ' . . ( (F ( . . . . ( / # ./ ! (: ! ) "F ! . # + ' . + 6 ' / 3 K (F / . . ' ! ( ( I .3 .pos.+ ' . . . 3 ) . ."! * . . ! (: . . ( 0 _ . 6 0 0 + .+ ' .br). )3 J 3 / ( + ' . T .ufrj. ' H6 + ' ( ' # ( F+ ' 3' ! (% . / 3 . U )0 .

I) . F+ ' # G K 4B . . ( + I ' 11YB 3 ( . K. . é falsa e sem fundamento. . . ela só reveste ignorância e ressentimento[ ..%# $ %5 $ 6$ 7 !% %5 $ “A oposição erguida entre cultura e técnica. . + # ' G @. .] A causa maior da alienação no mundo contemporâneo neste desconhecimento da máquina. A62 . #. . + F # .+ ' + ' ) . 3 # # ! . I . 1989. 3 -. . e por sua omissão na tabela de valores e de conceitos fazendo parte da cultura” (SIMONDON. . por sua ausência no mundo de significações. + T / . $ . A<&6 . . . B . . . F+ ' I . ( + ' . -. ) . (/ F . não é uma alienação causada pela máquina. + ' . F 3 ( . I (F I . . entre homem e máquina. pg. 3 / @. #. . . 0 8 ' . #. #.+ ' . mas pelo não-conhecimento de sua natureza e de sua essência. I I . + ' ' 2 7 1B . . 11WB ! . 3+ T . < 9 . ' / . I . I . . @.. 6 % . 2 7 . # . 9).

. . . D 1VWVB ' K + 3 ' . ^ . + ) ( . % . ) I . A6 9 % -. + ' . . . ) S D 1VWVB ! .. . + # ' . ( + ' # ./ + ' % & / # $ ' I -. / * . A6 9 ..%" $ . ( # . . ) + ' T / # . + . # . 7 -.. I ^ .. - # . .

3 I D 1VWVB % / . I . qualquer escolha entre projetos se refere a um sistema anteriormente escolhido de projetos interligados de ordem superior [. Os interesses têm desde o começo. J + / )0 . Q * 3 1 0 ) 3+ T A9 $ K . dentro de um sistema.(. a característica de estarem inter-relacionados com outros interesses. ( A9 K R ( . R A9 # F ) I KI + Q ' + ' ) D 1VWV (. ^ F # 2 7 ( . ( . 6 9. 3 Q ' I / I + R T ..%% 1 $! $% $ 2 $6 $ % $: 27 6?. 6 9. são também apenas elementos entre outros elementos que formam o sistema. ) -. .] Não existe. ( 3 . . $ . + ' A. I . . ) 1 YB % 3J 3 $ # . F # “[. Segue-se daí que ações.. . para o ator. projetos e propósitos. I . ) J I / . (. .. / -.$ K I ) Q( ( I. ..R 3 ) . . I 1VY4 ) 11\B % ) . *. fins e meios e. tal coisa como um interesse isolado./ 6 . . ( . portanto. Por esta mesma razão. 3+ ' 3 . . + ! . % . U 'R • '() *+. D 1VWVG K 3 0 K( 0 F 99% & . F * B . motivações. 146)..]” (SCHUTZ. . 1979..-. ' ( . pg. . 3 0 J . . Qualquer fim é meramente um meio para outro fim. # 0. # Q. qualquer projeto é projetado dentro de um sistema maior.$ 7 % .

.. . . / . * . / . 1VY4B . + T . aquilo que tem a possibilidade de fazer aparecer aos olhos dos outros […]” (BOURDIEU. . + ' / 3 @ K A. . . 3 I . portanto. a . @ 0 0. . *3 . . + ' . + / . + ' ( + ( . pg. . ! . . 3 ) 33 $ . . #. G .+ T I (. .. I ) . A. * . 1990. @. . . . _ . . ' .. . K . A * )G ) F G . ) (F . + ' . . Q. 0 3 / ) . + ' ) ( ) 3 I .% ) / I .. $ . ) 0 (F . K ( . . . 3 + ' ) ). / I + ' . .$ 3 J 7 % ) + ' .$ 7 % ) + 0 3 + T 1VW BG J. . . $. 125). I . 0.. . 3 . . . J. ( . @ B / . . I . ) (. “[…] o que é percebido como importante e interessante é o que tem chances de ser reconhecido como importante e interessante pelos outros. . * + ' + ' . . ) . 3 (F / 3 I .. G ( + R IK /# . /3 . . . ' ' . + @ ' a ) I K J. $. I / I K .

2 . . . #.] a perspectiva da digitalização geral das informações provavelmente tornará o ciberespaço o principal canal de comunicação e suporte de memória da humanidade a partir do início do próximo século [. T . ) I ) .. 3 . . K .. ( • $.$ + ' 3 . . • $. .% . . + K Q ( + .. U# . + T . . . F . S ... 7 % ( 1VW B $ ./ + . . . 3 . ./ + + + R ' * . F+ ' . * / . 1999.. K BI . -. pg. F . $. + .. . ) ) . • $ . K . - . . . I . . “[.]” (LEVY. / . S . I • $ . ! . .. ) ( . ) . 3 J . / 33 . . ./ . . / . . ! . . .] espaço de comunicação aberto pela interconexão mundial dos computadores e das memórias dos computadores [. . ( . _ . _ . * . . A. @ 3 . ) .. A ( + ' 0 ) . J 3 3 . 92-93). .. .. . .. $ ' @ + T . K (. + T /# 3+ ' . J . . .

. . 3 2 . ) + . . U / .K) ( ( . mas a natureza social do objeto. . O costureiro realiza uma operação de transubstanciação. 0 (3 . O que os costureiros mobilizam. / 6 0 ) 97 :.+ ' 3 3 6 $ + T 6 * / . % :% F+ ' . é o que o jogo produz. . . 3 - @ !. . R (. isto é. . / . 3 I ' )(GU ( ) 2 . 5 ) ( 3 ( + ' . * ' * . * 5 ' U 3 + ' ( . ( $ . . Existe um perfume no Monoprix por três francos. QK) R . / . (F . ( + / K ( + 3 . .. # . / # / . ' / I # !. . . * ! 3 . / “A griffe é a marca que muda não a natureza material.. . / ) S ' c 60 + ' . K # # . (. 0 K( . I . J . F 3 3. 154). isto é. . * . 0 . . (. ( + ' G ) 0. R@ Q I . o sistema de relações em seu conjunto. 1983.% ! 0 ) 3 ) 3 ) . ) . / c.d&7 $ ' . ! . 6 ' + ' . O que faz o poder do produtor é o campo. 0 ( . a griffe transforma-o num perfume Chanel valendo 30 vezes mais.. . -.. 3 / I 0. pg. .+ ' . 3 . . / - 3. ) Re I / . . * / Q) / Q / 2 7 F+ ' . + ' . 0.+ ' . / J . um poder que repousa na fé na alta costura” (BOURDIEU.

. . . Mas pelo menos os filósofos concordam com os economistas e com os sociólogos em definir nosso próprio tempo em termos de sua relação com o conhecimento (BURKE. @ .. . X / I . ) . E% 4B + ' ( 3 . . marcada pela expansão de ocupações produtoras ou disseminadoras de conhecimento. 3 R . #.. dominada por especialistas profissionais e seus métodos científicos. 3 # c .+ ' . c ) . ' I ) / *. pg. 3 2 . ao mesmo tempo em que o conhecimento invade a cena dessa maneira. vivemos hoje numa ‘sociedade do conhecimento’ ou ‘sociedade da informação’. + ' ' + T . 11). / K / # . centrada no caráter público ou privado da informação. ' Segundo alguns sociólogos. ( + T # . 0 3 )+ ' . &) . #. 0 . K Q ' . .% ) 0 . . % . ' 2 7 A. 0 ) + # ' . @ . *. 0. 2003. (. . K) 3+ 0/ 3 . ( 3 ) ) . . . . Segundo alguns economistas. O conhecimento também se tornou uma questão política importante. vivemos numa ‘economia do conhecimento’ ou ‘economia da informação’. . Historiadores do futuro decerto poderão se referir ao período em torno do ano 2000 como a ‘era da informação’. . .+ ' / 3+ ' . ( . Ironicamente. 3) 4 + ' . K 0. 0 0 3 3 I 3 / I 2 /J . sua confiabilidade é questionada por filósofos e outros de maneira cada vez mais radical. # / . . R ) . I 3 / + ' . Q / K . e de sua natureza mercantil ou social. O que costumávamos pensar como tendo sido descoberto é hoje descrito muitas vezes como ‘inventado’ ou ‘construído’. ou pelo menos em voz mais alta do que antes. ( .

% . na propaganda comercial.] ” (SIMONDON..] As máquinas modernas utilizadas na vida cotidiana são em grande parte instrumentos de adulação[. . ) ' IQ ) . 7 * . !. / 3 K ..] a construção técnica é uma arte de fachada e de prestidigitação. . I ! + ' I 3J 3 0.% 6I # . I . 1989. O estado de hipnose se estende desde a compra até a utilização.. ) . .+ ' ( / .. 0. % / 3 K . . + T # / 3 ( -. pg. + T + T ! ( ' / .+ ' 0 . + ' ( !. ) 0. . # I 3 . é adquirir um título para fazer parte de tal ou tal comunidade. !. ( -. + ' K ' ( Q (. / . 281) 25. ). #. I % . ' (F + T . + . # + # T ) . ) / . .R c ) . . F< 9 “[. (F # # ( 3 6 3 J G . . ' ' ' ( (F . é aspirar a um gênero de existência que se caracteriza pela posse deste objeto: o objeto é cobiçado como um signo de reconhecimento comunitário [. . 0 T ) 3 3 . . .+ ' ' (F I ) 3 . .. . / + ' $ ' + T ) (.R ) . 2 7 . I ) U C. .. # ' / + T # . .. / !. K / 3 K ' + T ' K ( ! .. U. + T # . R + # ' . I / 3 Q. ) .. o ser técnico é revestido de uma certa significação comunitária: comprar um objeto.

@ . . 0 ( . transformado em natureza. # . * R . . desse modo. como se a bola o comandasse. . K) I. ele comanda a bola. . as coações e as exigências do jogo. . (F . incorporado. / 3 ) / . ) (. ) J ) ) (. isto é. 3 .$ 7 % &) @ . no indivíduo biológico. . F+ 6 ' + (. . . . * . 0 ( . O habitus como social inscrito no corpo./ / % . por terem o sentido do jogo. ) -. . I # # . . J. ( + ' 33 2 + ' . 3 I .% . . I I + T ( ( . . ' (. ' I ) ) K) K) ( ' . . . . . os sensos da . . ( . . . Nada é simultaneamente mais livre e mais coagido do que a ação do bom jogador. permite produzir a infinidade de atos de jogo que estão inscritos no jogo em estado de possibilidades e de exigências objetivas. ( 3 Q . Q ) ( _ ( !. . Ele fica naturalmente no lugar em que a bola vai cair. . !. ainda que não estejam reunidas num código de regras. # I. A. ) . F F FR # *. 1VY4B 3 ) ( I 3 0. # 6 # ) .% . ( / # / 3 “[…] O habitus como sentido do jogo é jogo social. . T . ' J . #/ 0 I. .+ ' . . impõem se àqueles e somente àqueles que.3 3 # ( 3 ) . mas.

7 % 0 + ' / ) ) . Ou seja. Originalmente. . mas que era preciso lhes ensinar a falar no momento oportuno. 3 . I ' . de dominá-la. F . o kairo era o centro do alvo. ' + ' + ' / 7 % . ./ K 3 3 3 !. 1VY4 ) M + ' ( -. eles sabiam que não bastava ensinar as pessoas a falar. mais ou menos ritualística. . . 3 -. para que as palavras produzam seus efeitos. Concretamente. . um . a arte de falar. Para atirar no alvo. para que as palavras acertem na mosca. . mas a palavra socialmente aceitável […]”(BOURDIEU. ^ . + ' % / + T ) I . 0 “[…] O mercado lingüístico é algo muito concreto e. . 1 F F RA. muito abstrato. para que as palavras rendam. 96). . […]” (BOURDIEU. pg. 1983. é preciso dizer não apenas a palavra gramaticalmente correta.$ 3 . B $ + T . )J . $ J) #/ ( ./ K I . # ( . 115). ^ F 0 0 ( . + ' . *3 / 1VY4B & . é uma certa situação social.+ 7 ' K + ' 1VY4B $ I . “[…] Professores da palavra. I . . você atinge o centro do alvo. .@ ) ) ( . ^ 0 . . . )J . !. ! . + A. pg. ao mesmo tempo. . . de falar bem. não significa nada sem a arte de utilizar de forma oportuna esta arte. Q . de utilizar figuras de linguagem ou de pensamento. ./ . ( K ! + ' (.%! necessidade imanentes do jogo. T ) . 3 . . + T / ) ). * I F ! + / 3 ' K ! . 1983. . . !. )J . K 3 )J . ^ . / . Quando você fala de forma oportuna. ( . ( 3. @ A. + ) . ) ) / I 7 % 0 . ( . . estão preparados para percebê-las e realizá-las. . ( + ' . ( .$ 0 -.$ . de manipular a linguagem. .

-. K . Definido em termos abstratos. . 3 ( 3 3 0 . • 6 2 7 ' /# . . . K I “[…] é quase que inevitável o trabalho colaborador quando criando documentos em um sistema hipertexto multi-autoral.+ T & ) 3 ) . + T I . situados abaixo ou acima na hierarquia social. + ' . # . F+ ' 0 + ' I (./ 2' ' % . . # .+ ' K( 0 # 3 0 3 K) F ( + ' 2 J 3 ( / . / ( . .+ ! ' 0 . + ' F+ ' F . 0 . + 3 )+ ' J .. .I . O (R W < & N . I ( . Q. J 3 ) 2 + ' ) J K 2 . pg. K 3 -. ' / . . + / K 7 ( J 7 . . . + ' . S + ' . J. 0. . 3 0 + ' 3/ F Y . . 97) J I ) ( 0 ) # 7 ) U + K 0 . 2 . é um certo tipo de lei (variáveis) de formação dos preços das produções lingüísticas […]” (ibid. J . . . K 0 F+ ' . 3 N /K ) ' . ( . . 3 ( F I . ( . 3 • 6 ( . F+ ' ) @ ' 0 ) ' . @ . ( . uma série de propriedades percebidas e apreciadas de maneira infra-consciente e que orientam inconscientemente a produção lingüística. ou seja. . K 3 I / . + T .. Um dia quando estava criando elos entre .# certo conjunto de interlocutores. J 3 ( . .. .

/ U # 3 . de sua relação com os outros autores. sobre a idéia que o autor tem dele mesmo. que foram criados por alguém de uma disciplina muito diferente da minha por um tipo muito diferente de curso. . e mais genericamente em todos os signos que se destinam a manifestar a importância do que se diz. 235). preencheu uma grande lacuna em um projeto sobre o qual eu estava trabalhando.] uma das coisas que me parecem importantes nas diferentes comunicações – e é um ponto sobre o qual todo mundo estava de acordo – é o fato de que os textos.+ . que pode manifestar-se de múltiplas formas. . os títulos. Embora meus co-autores e eu tivéssemos criado materiais sobre tecnologia. para vincular à seção de ciência e tecnologia do diretório Waterland. é uma indicação sobre o público visado e. uma maneira de ler o texto que permite saber o que se quer fazer que o leitor faça [. J ! “[. Isto repousa sobre a hipótese de que um público mais popular demandará um discurso mais descontínuo. etc. . transmitem uma informação sobre o seu modo de usar. 1992.+ ' . .] ” (CHARTIER. Estes materiais. ( J #3 / . . ao mesmo tempo. coordenador do projeto Intermedia em IRIS. # J 7 . Um breve documento e alguns links permitiram estudantes na pesquisa introdutória de literatura inglesa explorar os materiais criados para um curso em outra disciplina [. eu liguei isto primeiro a seção de ciência e tecnologia no diretório d Waterland e então.. 29 2 ) K / ! ( + T / . toda a simbologia do grafismo. Há.." materiais para o arquivo geral (ou diretório) de Waterland de Graham Swift (1983). . . o emprego das maiúsculas. assim.. incluindo gráficos e documento texto sobre canais e ferrovias.. ' / 3 $ / # / . / . que são igualmente manifestações de uma intenção de manipular a recepção. Penso num exemplo entre mil. por exemplo: um texto de longos parágrafos endereça-se a um público mais selecionado que um texto separado em parágrafos pequenos. 95). .. portanto. quando são interrogados não mais somente como textos.. trabalhando sobre materiais para um curso de controle de armas e desarmamento oferecido por Richard Smoke do Centro de Desenvolvimento de Política Estrangeira da Universidade Brown. quaisquer que sejam. J . (F I . pg. E o senhor mesmo nos mostrou que a separação em parágrafos podia ser muito reveladora da intenção de difusão. a linha do tempo que o material sobre curso de arma nuclear usa como arquivo diretório. . Criando uma breve introdução ao tema de Waterland e desarmamento nuclear. aquele do itálico. que foi longamente analisada. pg. ) . . . 2001. Outro exemplo.(. os subtítulos etc. ( + ' . a dizer ao leitor ‘aí é preciso prestar atenção no que digo’. dois temas que tocam uma parte importante do romance de Swift. S ..]”(LANDOW. eu observei Nicole Yankelovich. 3 3 . J + &' (. + ' ( 3 6 / : . nós não tínhamos a perícia para criar documentos paralelos sobre desarmamento nuclear e o movimento antinuclear. # 3 K 0 # . a oposição entre o longo e o curto.

. . R ! .+ ' # / % 6 9 ) + 6 ' + # ' ' 3 3 J . ) (. 6 : . .8' $ ) . + ' . 3 ) + ' + 1VY 0 ) ( . U . K R . Q . I ) ( ( + ' / 3 K ( -.# . 0 . 0 ) K . 5' 67) 5+. I + ^ . ) (. 3 I . / + ' ( ^ . 3 . .% • '3.4' 3. . 3 + ' 3 J 0 ) (. 7 %&&7 + ' 4 ) W\ 4 B 3 . ( + ' . $ J Q .+ R ' A: K ( 3+ T / . K / # c %. ./ .+ % ' ' K) 3 Q + ' .

3 F ) .3 0 + A. . J . J 7 0 ( 0 / + A ' 2S . .+ ' I . I A . 0 / . . @ .+ ' .+ ' / . + RA T !!< $: . . . . T J 7 B . .# . 0 41 . ) (.B $/ 3 ( .+ ' 3 2 !!< $: / : . 3 ( 3+ ' . K . R . . . ) -. ( . # -. 3 3 . S . K + ' . . ) 3 @ ( c. . # . 3 . . . 3 I . 3 J . ' / .+ ' 3 J A B . ) .+ ' . K S .. I ( U . . $ I . . . * 6 . 0 . . . . J . # ( T . / / K ) .+ $ ' + ' . / / ! J 3 3 I ' + I ' ' 0.+ .+ ' )V B ! /I 7 Q % Q Q * ' . . ) . R7 J 7 .+ ' / . * ' ' .+ ' . . . ! . 2 A J ) (. . . . F..+ ' / I S 3 .+ ' Q ' I c. 3 3 . 3 . + ' .+ R ' B * 0 . . .+ ' . B ! ) . + T .

I . # .+ ' . (.+ ' U . . . . . ) (.+ ' 7 . ) 3 ) 6 T (. ( J % ) J 3 Q . ' I . ) . + ' . . * . 3 . ) . . . . . F ' 3 / F . . . . . . .+ ' .B . ' .+ ' A 6 . . . ^ . J . ( . . 6 . . . ^ . ) ( .+ ' . . 0 . . + T . I ) * .. (. . .+ ' 3 / / I . . ) c. .+ ' . . .. / . "3 3 4 J # / U 3F ( -. J. . 3 FA $ & + . F+ ' B .3 . ( . 3. .3 F+ ' ) 3. T / * . .+ ' 0 % + ' ) * 3 . 3 J 3 I J 3 .+ ' ) (. J. . 2 I . K) . ) # U . . + R J . . .+ ' ) . $ 0 7 . + ' ) / 7 I J 1VV1G ` 6 D&6` 7 E 1VW B % .J .+ ' 3 . . 3F ( . . . .+ ' . ' . ( A. . . 7 + ' 3 ) ( + T ( * . . Q R . .

+ ' + ' * . . ( .+ ' . . . 0 / 3 . . .+ 3 7 ' . .2 ) / . ) J 7 .+ ' . . 3 ` / . # / I 3 . 2 3 + ' . ) . . .

. / + ) . I . '(* . ' . F + . ( .3 F+ ' + ' ( I .& )+ . K 0 . F+ ' ( ! + F + ' . )2 5( ! ( + ( T . . 1. . F + A` 6 D&6` 7 E 1VW B ." / 6. .

3 6 .< +9+. M “[. . K / + ' . pg.+ ' / 3+ ' ( + ' . / # .# . ) /J F 3 + ' + . 3 3 Q ' ) .. / ( . I . . . (+ ' ) .]” (WATZLAWICK.. ' + ' ( . ...8' $ /+ 6 9.. . . através de retenções e lembranças. K (.' 3. @ . 7). 1972. 3 .+ ' . ' . . 3 . . + T ( -. . @ # 0 6 / I / J . . K + # ' . . ) # 0 . T ) 3 / . ! S. < 9. . F # “[. Também é evidente que o ser humano se encontra desde seu nascimento engajado em um processo complexo de aquisição das regras de comunicação. .+ 3 7 ' I • (9+: +4. .] a comunicação é uma condição sine qua non da vida humana e de ordem social.+ R ' %. . + T . + ' ! + T . + ' . mas ele tem somente pouca consciência do que constitui este corpo de regras [. .] é importante saber que as nossas experiências presentes não se referem apenas às nossas experiências passadas. BEAVIN E JACKSON. ( J 6 : . ( . . J J ' + T @ . . ) + ' # ( K ! .. M ! ` F N..+ ' . T . .. Qualquer .

+ . 1979. J / : . F 3 J J I 3 . ! + T # / .experiência refere-se também ao futuro. 135). I .% / '+ . #. % $9 $. ' I 3 )+ ' 3 )+ ' C . 7* 1 . 0. . pg. com os quais espera-se que a experiência presente se relacione [. 3 / / .. 0 ) ) F / . / @ . J . " ! 6 7 . J + ' .]” (SCHUTZ. J )+ T .C . 2 6!%9 !0 ) # & )+ . % 7 "$9 ! ' ( % U @ 0 ) . Traz consigo protensões de ocorrências que se espera que aconteçam imediatamente – elas são chamadas por E. ' + ' ! ! ) ) .. . 30 . + ' / ( / . # M / MN M . 3 &' ( . .748'3& + 9 (+ + 61+ '(* .+ T . Husserl de contrapartida das retenções – e antecipações de eventos mais distantes no tempo. ( ! / . K / . 4 2 7: 2 ( 2 9$. ..

' ) 7 I 6 6 .(.$ • ! . 0 ) . J . 0 ) ! ( & F * ) F+ ' • ! + ' J ( . 3 : + ' ) ) . ) . . + ' . S . + ' / I 3 3 . pelo qual se distribuem os afetos positivos e negativos associados ao universo de discurso em jogo) […] ” (PINTO. *. ( . () + ' A6 B . $ 0 R % . . . % 6 $ 7 %2 6?. ( . . . . @ ! .! 7 ) c / % $ . 3 -. 0. C &% 9$. 7 F $:$ !$ 8 % . 3 S . 6 3 Q6 # ' 3 U ) ) 6 I / / / I A6 $B / Q 6 . ) J !!< $: % $ A) + ' F !!< $: * + B 2S ' . os modos de interagir (uso da linguagem e de outras semióticas pelo qual são construídas as identidades e relações sociais assumidas pelos participantes no processo comunicacional) e os modos de seduzir (uso da linguagem e de outras semióticas na busca de consenso.. I / . # + 9 . : / (F I . 0 . pelo qual são criados os universos de discurso em jogo no processo comunicacional). .3 6 9 / R : ) 0 Q$ .+ ' # * . . . 2 . + ' 3 F 6 0 # / . . 1999). R G .: I ! “[…] os modos de dizer (uso comunicacional da linguagem e de outras semióticas) […] os modos de mostrar (uso referencial da linguagem e de outras semióticas.

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as condições históricas para que dele se possa ‘dizer alguma coisa’ e para que dele várias pessoas possam dizer coisas diferentes. () + ) ) 0 .. J . de uma ciência. .. de diferença. Isto significa que não se pode falar de qualquer coisa em qualquer época [. . I . F + I . I I : 3 . .(. de afastamento. 3 ... outras frases: nó em uma rede [. . em sua neutralidade inicial.. outros textos. F . I . é uma população de acontecimentos no espaço do discurso em geral [. S . ' . . 3 ) .] As margens de um livro jamais são nítidas nem rigorosamente determinadas [. # / 3 J . 3 . F J . ! J..“[. 9' ! /# . ) J 9 3 3 3 / ..]” 44. * 3 .] Antes de se ocupar.] ele está preso em um sistema de remissões a outros livros. # # ) + ' . J ( . o material que temos a tratar.(. ou mesmo de um livro. ' 3 / . I . + A %&%9 1VVWB ' : U J (. são numerosas e importantes. de transformação – essas condições. F I .. .. . _ . as condições para que ele se inscreva em um domínio de parentesco com outros objetos. . @ K I .] uma descrição dos acontecimentos discursivos como horizonte para a busca das unidades que aí se formam [. ( # % ' 3K . de vizinhança. . ' ( + . . . # U -. ) ! . ou de discursos políticos. com toda certeza. < 6 . Q3 + T R . ) A %&%9 1VVWB . ou de romances. . / .. ' 9' ! I . % # . ou da obra de um autor. .] As condições para que apareça um objeto de discurso. A1B ! 0 ! / : . como se vê. 6 : . $ ..@ / .. para que possa estabelecer com eles relações de semelhança.

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) 0 ' I :0 6 I . 62) 45.+ T (+ .. ) )J . F ( 3 ) . . 3 : ) A . K .. / A 67 &$ < 3 . 3 R “[.] ” (M. . É um espaço de exterioridade em que se desenvolve uma rede de lugares distintos [. . Q.. .. . )J . . 0 ) Q: ." + ' # R 3 .. S .. F . pg. assim concebido [. R J I 6 ) 6 ! ) . 3 . R 3 ' I . J. U 0 + ' I I . . . 0 3 3 ) ) 3 ) Q6 (F . ' ( : .] é um conjunto em que podem ser determinadas a dispersão do sujeito e sua descontinuidade em relação a si mesmo. 0 $ . ( 1 ) Y VB 2 . : .] ver no discurso [.] um campo de regularidade para diversas posições de subjetividade. ( + T !.. FOUCAULT. J BQ + ' . # . ) * ( . . .. !. A1B 9 ) 0 % . ) 1B . ^ . + T ' K . . AB + ' A B Z [: K / :0 I 3 . ^ ( + . ' . /# 3 A1VY B / I / 3 $ . (F . 1995. O discurso. . . .

+ T . . I Q ) R F . J ). . ) 0.$ F + A./ + ( ( K) R A: $ 6 & . + ' .0 . J ! 3 ) . 0 3) . 3 A:67 2< %2%6 + ' ) : . 3 ! 0. 1B 3 I 9 / . 3 3 ) A 67 &$ < 3 . B % J) . -. 0 ) ) / . . ^ / 7 % . J . F + T . + ' ( . . . / . F K 3 . -. + ' IQ . ' I ' ( * ) . T F 0 )I # . ) ' . (. . A 1B . . ^ 3 0 . . ( 3 / I . :0 : 6 6 Q ) . I . J 3 / / F 0 ( 3 ) # 0Q / 3R 3 . . . -. 9 . :0 6 ' : 3F 0 / ' XW % 3 I 0. K 3 ( 3 .3 . . 3 + ' F ( 3 J ( . 0 .% #/ F kR A. F + ' 3 )J .+ ' R. Qk . . F+ ' Z[ . . : . U . 1VV\B 0 + T ) : Q .$ )J . ) 1B . . 1VY4 ) . # . 7 % 1VY4B X ' ( .

] É esse feixe de relações que constitui um sistema de formação conceitual [. A1B . RA:67 2< %2%6 A B9 ) . é a maneira pela qual esses diferentes elementos estão relacionados uns com os outros [.K 3 F + ' / I 0 . J # / . 0 % . ( R. -. G .]” 48 (M. 0 : 0 ) 6 Q. FOUCAULT. # ) BQ + ' . /# ( -.] o que pertence propriamente a uma formação discursiva e o que permite delimitar o grupo de conceitos.+ G T 0 G. 0 * . 0 # 33 * / / F 1 ) YB % ._ . % / . J . 1995.. pg. ( + ' 0 6 . ) : ) . : 6 : 3 / 6 : . c. c 0 ) / . embora discordantes. / I 3 0 3 : 3 J ) . / / ) (G 0 ) : ... .0 3 . # + 3 .. / RK. Q ) ) ' ( Q3 F R 6 . c. + c / . + # ' 2 3F 3 . . 67).. 3 # : # . que lhe são específicos.. . I R ) “[. c ) ( 3 3 :0 6 .

# ) ( .3 % . 3F 3 33 # *. 3H ) 1 )4 B . #."K . I K . ( . XV . . . . : / ) + ' ) ( F T . ' + ' 1 ) 41B . L8 . . ) F / . . U 3 . : ) . . 3 33 / ) # + . Q 3 J R ) (. J ) I J . . I3 # ) Q I . LR % ./ ( @ . 0 : . R: . 0 )K 3 Q6 3 I . ) 0 . 3 RA:67 2< %2%6 : . / I . 3. . 3 ( 3 3 ) . Q2 . 6 I. :0 / * ' # . + ' K I . . ) 3 J 3 3 ( + T (F . . / Q . . ! 3 3 ) 3 ' 9 F / .@ . K I ' 3 J ( L8 ) . 3 A: L / I $ 6 & . . /. F 33 R A:67 2< %2%6 .3 F + ' + ' ! QZ [2' / ' I Z[ $ R 6I ' 1VV\B I 3 + ' A. .$ 7 % . 1VY B 3 / . . 3 ) . / . -. ( L8 ) ) L8 . 0 . #./ K . ] . ' / 0 $.

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0U . # . 6 & : . . : 3 / : .]” 50 (M. ( + 0 + ' * . ( ) (. 3 .8 ( . . as representações. as imagens. as obsessões que se ocultam ou se manifestam nos discursos. . : . 159 – 160). / I 1B . mas os próprios discursos.. + + ' 0 # 0 I .M # J . ) : . + T \1 . 2 0 8 *4 ) & B Q6 )R “A arqueologia busca definir não os pensamentos. enquanto práticas que obedecem a regras [.. A 67 &$ < ) ) . J.& )+ .. os temas. . / .M # .7 + '5+6+ 1 4 )@ '+ '(* . # . pg. . 1995. FOUCAULT. # . *.M # : . @ _ / J 3 U 0. I . /# . : ) U/ S . @ . 6 * . A1B 8 0 $ . ./ 4 2 1. I : . . * 4* + ( .

\4 ( *. . ) 0 / ( 14 B J 6 / I . pg 37-38). Por isso ficou negro bem filho da tribo dos Tapanhumas. de pé bem erguidos e nus [. Tinha só um bocado lá no fundo e Maanape conseguiu molhar só a palma dos pés e das mãos. 1996. J. ) . F 0 .M # . água lavara o pretume dele. Macunaíma. ) K ) + ' I . mas Jiguê esborrifara toda a água encantada pra fora da cova. não se avexe não. Nem bem Jiguê percebeu o milagre. . Então Macunaíma enxergou numa lapa bem no meio do rio uma cova cheia d' água. do tempo em que andava pregando evangelho de Jesus pra indiada brasileira.. K 0 @. . 2° ed. Só que as palmas das mãos e dos pés dele são vermelhas por terem se limpado na água santa. E a cova era que-nem a marca dum pé gigante.] Uma feita a Sol cobrira os três manos duma escaminha de suor e Macunaíma se lembrou de tomar banho. branco você ficou não. \ # * . ( 9 / .. Quando o herói saiu do banho estava branco louro e de olhos azuizinhos. J) \X % ' * + ' . Rio de Janeiro. LB . mais sofreu nosso tio Judas! E estava lindíssimo na Sol da lapa os três manos um louro um vermelho outro negro.6E . Q ] ) H A J ( T . ) K -B . pulavam aos cachos pra fora d' água metro em mais. ) - . :0 : .. Mário. E ninguém não seria capaz mais de indicar nele um filho de tribo retinta dos Tapanhumas. mano Jiguê.]” (ANDRADE.: . Abicaram.3 ) K ) / A A ((. porém pretume foi-se e antes fanhoso que sem nariz. ) (F ( ( * ) # + ' @ . J.@ ( U 3 * . 3 : . $() / J ( . B \\RA. . o herói sem nenhum caráter. . Porém no rio era impossível por causa das piranhas tão vorazes que de quando em quando na luta pra pegar uma naco de irmã espedaçada. Maanape então é que foi se lavar. 7 2%% 1VWY . Porém a água já estava muito suja da negrura do herói e por mais que Jiguê esfregasse feito maluco atirando água pra todos os lados só conseguiu ficar da cor do bronze novo. ( . Macunaíma teve dó e consolou: – Olhe.. mano Maanape. Editora da Universidade Federal do Rio de Janeiro. O herói depois de muitos gritos por causa do frio da água entrou na cova e se lavou inteirinho. se atirou na marca do pezão do Sumé. Mas a água era encantada porque aquele buraco na lapa era marca do pezão do Sumé. I . + ' / I 3 “[. Macunaíma teve dó e consolou: – Não se avexe.

Maanape já velhinho e Jiguê na força de homem.6E 7 2%% 1VWY ) 14\B $ ) ( ' ( / + ' 3 + T Q ) F+ ' R \W ) ^ ) ) Q : . F J . .+ . ) J 0 R 3 I . De primeiro passou mais de seis anos não falando. herói de nossa gente [. 0 . . trepado no jirau da paxiúba. Ficava no canto da maloca. @ :0 . # .. O divertimento dele era decepar cabeça de saúva.. que a índia tapanhumas pariu uma criança feia. . & / ) #G . “[. Houve um momento em que o silêncio foi tão grande escutando o murmurejo do Uraricoera. 2° ed.. Essa criança é que chamaram de Macunaíma. ( . 56). J 3 . . / . . Já todos.] No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma.]”(ANDRADE. + ' )J . .Ai! que preguiça!.3 .:0 . ' 0) ] . Si o incitavam a falar exclamava: . Então um estudante . Era preto retinto e filho do medo da noite. 1996. : . Macunaíma. espiando o trabalho dos outros e principalmente os dois manos que tinha.. < ^/ ) # G : 6/ 3 ) G // ) ( @ " ) K # * .]Ponteei na violinha e em toque rasgado botei a boca no mundo cantando na fala impura as frases e os casos de Macunaíma. e ram muitos! estavam com vontade de armar uma briga. Já na meninice fez coisas de sarapantar. pg. o herói sem nenhum caráter. . / 3 3 + :0 ' / ) K ) K # H RA. Macunaíma dandava pra ganhar vintém [.+ \R % ' 3 Q 3 3 3 I * . . / / ) G # < . Editora da Universidade Federal do Rio de Janeiro. ) .. ^ .. ) . e não dizia mais nada... ( ... Rio de Janeiro.G6 / J. “[. ! / 6 /# 3 F . Vivia deitado mas si punha os olhos em dinheiro.] Então o povo que já estava zangado virou contra Maanape e contra Jiguê. . herói de nossa gente. 9 F F ) ) E . ! . J Q 3 ( . ( . : . $ . Mário.

Editora da Universidade Federal do Rio de Janeiro. O povo estava ficando zangadíssimo... _ .. . / I G 3 . / + ' ( ( . ) R _ G .] Macunaíma perguntou: . o herói sem nenhum caráter.../ F _ E . . J :0 . . 3 / I 3 . . 59 6. Rio de Janeiro. Mário. sejamos nós mesmo os justiçadores [. 3 3 / .. siô! O desconhecido virou pra ele e com os olhos relumeando de alegria falou: . G 3 . . 1996. J J ) ) G .]”. (.+ T G G . Rio de Janeiro.+ T / .Chi! Isso já inventaram que anos.. Macunaíma.] e Macunaíma foi balançando cada vez mais forte. 3 / I . Meus senhores. Mário. * . ( 3 # J 3 . “[. o herói sem nenhum caráter. 6 * ) ' & / I ( ) ( 6 ( -. < ^/ ) # . :0 6. ) . pg 98) “[. ( \Y : . pg 143) 6 3 0 Q Q R ( RI K + ' . ara.. 2° ed. + + T .]” (ANDRADE. Cantava: Bão-ba-lão Senhor capitão Espada na cinta Ginete na mão [. a vida de um grande centro urbano como São Paulo já obriga a uma intensidade tal de trabalho que não permite-se mais dentro da magnífica entrosagem do seu progresso sequer a passagem momentânea de seres inócuos... 1996.Ara..]” (ANDRADE. siô! [. 2° ed. ara! Mas você não me dirá o quê está fazendo aí.Gardez cette date: 1927! Je viens d’inventer la photographie! Macunaíma deu uma grande gargalhada : . ) Q/ . Editora da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ergamo-nos todos uma voz contra os miasmas deletérios que conspurcam o nosso organismo social e já que o Governo cerra os olhos e delapida os cofres da Nação. Macunaíma. 2 ) 6 .! subiu na capota dum auto e fez discurso contra Maanape e contra Jiguê. 3 3 ) . * ( G( ) . + T . G I * G # *. .

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S 3 3 3 + T /# ( F F ! / X 3 3 + ' %: R A"n<$ 9En 1VB “[. ( ) ./ 3 K (. Este uso total pede o livre exercício da curiosidade.. M K. .. Avaliar a prática é analisar o que se faz. ' ( /. . . I 0 0 I .J.]”. comparando os resultados obtidos com as finalidades que procuramos alcançar com a prática. + ' 0 @ AN / ) / ) B $ ( * ( T . F! F) F “[. A avaliação corrige a prática. . QD K ! . 6 3 ) ( * ' 3 + ' F 3 . aumenta a nossa eficiência. erros e imprecisões. .. ./ . que com freqüência a instrução extingue e que.. . ( 3 3 + ' ) . ( _ . 9 3 N/ ( / @ A. J . ) . de despertar [. . . @ $ ( * ) . * . estimular o uso total da inteligência geral. se trata de estimular ou. 0.. B # J. 0 + ' .] A educação deve favorecer a aptidão natural da mente em formular e resolver problemas essenciais e. A avaliação da prática revela acertos.. 2 . 3 .. + ' ) 0 / 3 / $ ( (+ ( ' . % * 3 T F+ ' + . F . .]”. ao contrário. / / -.. de forma correlata. melhora a prática. % * I 3 / 3 K 3 . % . O trabalho de avaliar a prática jamais deixa de acompanhá-la [. 4 0 F) I(F ( ' . * . a faculdade mais expandida e mais viva durante a infância e a adolescência. ' .] Não é possível praticar sem avaliar a prática. caso esteja adormecida.

J 3 S 3 F ' 3 / (.. .. )I ! ( ! ( (. . R 3 ! (R / . isto significa. 7.]” (LEVY. . 3 ) ) 3 . entre outras coisas. 3 I + Q$ ' ) / I 3 I ( . . $ ! !6 / . + T ) . ! &I O Q ' / 3 “[. + ' ( * ) : . ( . + 9 ' ' ( 3 . ) RI . ( !!< $: $( . * . $ / 3 K 6 ) / . . 6 + Q: ' ( ) .. F+ ' * 3) .. 72-73) : . . construir uma bagagem de referências e associações comuns. a construção do senso comum encontra-se exposta e como que materializada: a elaboração coletiva de um hipertexto [. 3 . 3 3 ) )( K) B . % ( * / .. RI . .] as redes de associações. ( A ' ( ../ 3 / I I ) ( * . . . . uma rede hipertextual unificada. * ) . . Ao mesmo tempo.. pg. I ) % $ !* / I . 1993. .] conversar fraternalmente com outros seres.! 3 . # + Q& ' * ) . K . / RI C : b $ J 3 / . capaz de diminuir os riscos da incompreensão [. $ K ! @ . * ) (. F 6 I . Q!0 ) / I / ( (/ . um contexto compartilhado. cruzar um pouco por sua história. (. 0 + T % $ !* ( $ !* < % $ !* * / 6 . 0 ) . anotações e comentários às quais eles são vinculados pelas pessoas.

* % ) 3 . + ' 0 / : J G .. BG $ * / F . . 0 3 I ( .. + ' # + Q ' * ) BG . + T ! K G : G 2o: %!G ! ( ' G 7 % I. . 6. ( . ( 6!% BG 2 7) + G % ' G $/ 3 ( K !* . . . . 0 G% 0 G6 3 ) • 5 J &% 3 %! ! 3 ) J %! &/ . . / BG < Gd) ' G o% J G . . . ' BG 2o !* A 6. 6 ) 0 . % ! . 9 B& # #3 G 2! A. ! & # ! J . % $ . 3 # / # !* < + ' .+ ' 5 0 A&% J 3 B / . /# * ) . .. 6.+ 2 ' .3 R3 ./ ) 0 . + ' #3 G .M / .. ' . . B $ 6!%9 BG G . G7 BG 1o% !G 6 3 0 G ! JG .+ ' ! K G ! 3 A2 # / . F+ ' ! K G A:J J ( . G . . * ) ' A G % +G : ) .# + Q * ' c. (. A + G ! 3 ' F 3 : . . + ' . F+ G ' A 2o A : G BG 9 2' B 6) . #. A G 3 ( . ( + T A ! 2 . BG G % / ) ( . . F . .J : . . 3 3 3 % $ ( R # F ' ) ' ) F 2 ) . . . ) + ' #K 7 % $ $( * . A. . # G G A% 9 . ( / S ( .. . . ( + T G 2o G G % $ * ) ( 3 + ' / 3 I . .

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< 3 O (F . de análise e de criação na ordem do saber” 66.+ ' 3 # + ' .3 0 ( ) / ( ^ . /) (. . ( 60 . I . ( / + ' ) F+ 9 ) ' . * ( F # ' U . + T ( ! A 7 $% . (. 1VY\ F ' ) Y B ! . /./ + ' . .+ ' ) . . .) 3 # / # * ' ' ' * + ' J 0 . 3 * . # . + . / I . + T (. porque ela implica um desenvolvimento tanto das relações entre os indivíduos quanto das possibilidades de estocagem. # % $: 27 6?. ( (. ( + ' / . “a variação dos modos de comunicação é freqüentemente tão importante quanto os modos de produção. / K + ( K ' % 0 . S ( c . K / I . . * c. F ( . . Q ' ( . . / . . F D 1VWVB 6) . ./ R\ . ' . K K /# . + ' . . ) /# A9 .$ %: 97 K 3 0 3 . % .+ ' ( D 1VWVB $ K A9 . . . + T / .4 $6 $ $ .

. . liberado dos entraves próprios às condições dinâmicas da ‘enunciação’. 87) 67. .. .. . . # A1V VB & . assim tornou-se acessível aos que sabiam ler um campo intelectual mais extenso. # ` $ )3 + T ) ! . O problema da memorização cessou de dominar a vida intelectual.. .3 F + ' + I . o espírito de ortodoxia e o respeito do registro por outro lado [. + T ' . . sobretudo a escrita alfabética.. 3 0 # * ) ) ! ' .. mais ‘racional’.6 . ( / F+ ' F . Este meio de inspeção do discurso permitiu acrescentar o campo de atividade crítica. $ ). . a escrita favoreceu simultaneamente o espírito crítico e a arte do comentário por um lado.. ( . 3 3 . Tornando possível o exame sucessivo de um conjunto de mensagens dispostas em um período muito mais longo.] mais precisamente. ..] se desenvolveu a possibilidade de acumular conhecimentos. ^ / A<$ 3 3 n 1VWVB 3 / . tornou possível uma nova forma de examinar o discurso graças à forma semi-permanente que ela dá a mensagem oral. . /. I . . . + ( ( 5" c. favoreceu a racionalização. . mais geral. #.]”(GODDY. ` $ ) # K... o espírito humano pode se aplicar ao estudo de um ‘texto’ estático. 0 . <I . % .. ( 3 . o que permitiu ao homem tomar distanciamento em relação a sua criação e de examinar de maneira mais abstrata. . em particular conhecimentos abstratos. ) (. 3 ! ' ' ! ' . . / 9* .. 3 ) . 3 3 / I + ( T % ( (F ( Y 3 0 ( ! ' ( ' # . . o pensamento lógico [. ) ) 3 ) ) / 3 . . . a escrita. / / . ) # ) ' ` . . W / + . 3 $ 0 .) 0 “[.. . pg. + ' . ) . ` $ ) . 1979. . . por que a escrita modificou a natureza da comunicação a estendendo além do simples contato pessoal e transformou as condições de estocagem da informação. ) 6 ) ( V % &% . F+ ' . A1VV4B : :. 3 . I . a atitude céptica.

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R 9 . . Se o leitor realiza os atos de apreensão exigidos.. ) . 3 * . + ' . . ! . / . . então ela se mostra como o produto que resulta do complexo de signos do texto e dos atos de apreensão do leitor. Por conseguinte. (F + . Q. .] Se a princípio é a imagem que estimula o sentido que não se encontra formulado nas páginas impressas do texto.!! 3 3 A7 2<6 %2 1V \B . . / K .. 0 3 I F / 6. . . I T %. I + T . BW . A . 3 2 3R U 0. (F I ' ( ` 7 . BG .. 3 . U ( BG Q( R ( -. . F + ' 3 . ) c . . O leitor não consegue mais se distanciar dessa interação. (. Ao contrário. 6 .. ) + ' R Q ) I . o sentido não é mais . I %. ( W\ 6 . ) . 0 3F ) ( /) ^ R BG T ( 3 F I..+ T # ) R ( . # F . 3 I . %. Q ) . ) . # (F # .. # *. / 3 K . T *. / )) ) G # F+ ' J) . -. * Q 7) . $ A# ) + ' B ` 7 A3 ' “[. ele relaciona o texto a uma situação pela atividade nele despertada.. ) / . I ' Q ( -.3 . produz uma situação para o texto e sua relação com ele não pode ser mais realizada por meio da divisão discursiva entre Sujeito e Objeto. F R . U -. A ' . . I . ' + T . / I ( * . I . assim estabelece as condições necessárias para que o texto seja eficaz. A Q ) . I . # (F T ( -. / . ) T . .

) ! OA1V VB ' ( . ( A 0 99% & . $ ( I ' R ' . ` 7 / K ' ! K ( . pg. . (. F . . 33) $ . . K K 3F . . 1996. ) K rs / K ( . ) ) .. -."# # algo a ser explicado. F Q. .+ T / I H / 3 K ) rs / K I3 % B I. I + ' ' / K ' I J 3 . # /+ ) ( ) . Q. ) ` 7 ( + ' I : : . mas sim um efeito a ser experimentado [. + ' K / % 0 + 0 . . F + ' + ' K / K K .]” (ISER. / K / K $ + ' . 3 . ) 3 . .. ) ' 6 ' . 6 ) ' ' .

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* ( 5. / I . O uso da Internet aumentava a sociabilidade tanto à distância quanto na comunidade local [. %" / (+ . 3 /# ./ ( + + . / + T .74 * 3+D. ( . 1 374 8* 574. de laços fracos. + 01. ( . # 'G • . 103-104) 82. ."# C F ) )3 0 . ( ' D1 *4 ) E+I4 6 84 ) @ . J. ( . ( 4 ( 63 .]” (CASTELLS. * ) . G . + & ! . /# ' ) ) .. : 7 R ( _ / Q6 < 0 “[. e de relações de conhecimento dentro do bairro e fora dele. ' * & (* . / J . ' 4 ) * ( 74 8 4 4 + 4 & 2 &G(2 ( 6 4 6. pg. 64 * (7. I # .. . 2 ( . 2003. . ) . . # / • T 3 I B .. ) I ..+ ' /# . < '8. . . ) ( + ' # + T 3 # / I . 0 0 . ' )+ ). .] Constatou-se que os moradores de ‘Netville’ que eram usuários da Internet tinham um número mais elevado de laços sociais fortes. do que os que não tinham conexão com a Internet. ) * (. / ) A / .

o diário demanda. . / I3 0 I 3 &8\W g .] Até mesmo em um diário pessoal endereçado a mim mesmo eu preciso criar um destinatário fictício. J 3 ) F N/ . e em um diário. 3` $ ) . . . . de certa forma.. 1982. ) ( . 6 . ( . pg. . . . • 6 .. . I # . / I YX . 0 . ) .. Escrever é sempre uma espécie de imitação da conversa. G ( * / ' ( • I . . Realmente. J. ) F+ ' ) ( 3 F . S ' # F . 3 -. -. . . 102) 83. 1 74 + 74 ) + ' . F+ ' “[. ) ` / ) & T 3 N/ • . ( ! % ' I . K 0 # 0 ) I ( . ) . 4. ( 6 . 2 3 I (."# • . 3 3 I .] (pois) o tipo de verbalização solipsismo e devaneio que implica são produtos da consciência moldada pela cultura impressa [. M / I .]” (ONG.. . # * . a simulação máxima de um remetente e de um destinatário. YV . . ( J ( -. . # . . ) BG /# A 0 ) / . Mas eu nunca realmente falo desta forma comigo mesmo [. E & 27+ 4* 81 ?.J . # 0 . : .. ' 6 .. . /# . . . 3 . por essa razão. estou fingindo que estou falando comigo mesmo. ' ( ( + T . .

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pelo que ela esconde. . Q: . / 0 . que um termo é ausente de um corpus. 0 . pg. J K R . É possível assim caracterizar uma obra não somente pelo que ela diz. J 6 (F 6 . J. 3 3 J 0 ) YY ' * . Podemos afirmar. . . 3 I + . # . 3 . 0 ) “A ferramenta informática permite a emergência de novas categorias em matéria de análise de textos. . . 1999. S ( . / / 3 A . + T : . J."# J 7 J # % / A 67 &$ < . K Q 6 + ' (F ( * # * R . I . .. / + T + T . / . S J A . F+ ' MB / Q . 0 F ! ( ) . + T ( . 3 J S # ! . mas também pelo que ela evita. I ) ( 6# ( . ) MR ( 3 U( 7 ) 2 # . Um tratamento manual não poderia chegar a tal certeza. F ( I 1B . 3 . F+ ' # ) ) F I . # 3 + ' R K 0 .. / I . . B ( . ( (. por exemplo. . 3 I / . 15). . ) . / # ( . % ( 7 F : ! . ' # 3 )+ 6 ' / .+ ' . pelo que ela dissimula” (BERNARD. 0 6 # Q 3 A 0 . B # 6 J F . ' / /# . e com grande segurança.

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+ ' 3 I . + ' ) # . . não há troca deste gênero entre o escritor e o leitor./ . .+ ! ' . + ' ! . . + ' A . ' . 2 F 6 Q ) . + 2' # ' 0 ' 7 I . . mas da estreiteza da situação dialogal. c . o diálogo é uma troca de questões e respostas. Não é suficiente dizer que a leitura é um diálogo com o autor através de sua obra. 3 3 . # . R I . Não é uma relação de interlocução.. não é o caso de um diálogo. 3 / R # * . Pois. . pg. # A + ' # ( + ' 6. J. . a escrita convoca a leitura segundo uma relação que. IK .+ ' ' .""" F 3 ) (. I .+ ' ' . / () . como simetricamente a escrita ocupa o lugar da locução e do locutor. J. # 0 33 ! . 128) . a relação escrever-ler não é um caso particular da relação falarresponder. nos permite introduzir o conceito de interpretação. ' . 0) . . logo. e o escritor está ausente na leitura” (RICOEUR. # ! ( -. ) B $ . . 1986. . . #/ Q * . revela que o destino do discurso é projetar um mundo” (RICOEUR. . . Por instante. A 7 $% ) R 1VY B A# Q B * A . não apenas do seu autor. ( F A. . ' . / . é preciso dizer que a relação do leitor com o livro é de uma outra natureza. # . I 3 . ) 0 . pg. ( B . digamos que a leitura ocupe o lugar do interlocutor. % ) . ao libertar-se. / 6 ( K . K + ' Q ! ' . .+ ' . o escritor não responde ao leitor […] o leitor está ausente na escrita. - 2 . + R. . 1986. . B . # * 0 “Com efeito. 155) 91. “Só a escrita. . + ' ! . / c. # ) B .

) / 3 K / 3+ K ' K K . J. .. portanto. # . aquilo de que falamos. . certamente.. ( . .] Voltemos.. da função positiva e produtora do distanciamento..K + / . mas quando ele inscreve diretamente ao pé da letra o que deseja dizer o discurso [. * a efetuação do discurso como obra estruturada. I / I . elaboraremos a noção de texto em vista daquilo mesmo de que ela é a testemunha. # J 3 “[... # B . # / / 6 . o sentido ideal do que dizemos se inclina para a referência real. . se está situada no centro dessa rede de critérios... ao mesmo tempo que o diálogo é interrompido pelo texto [. * a relação da fala com a escrita no discurso e nas obras de discurso. de efetuar a referência [. enquanto interpretação. # + / / 3 K I .] O texto. B ) .] Todos estes traços. . (ibidem) ) ) -.. pois. A / V . * a obra de discurso como projeção de um mundo... Por conseguinte.+ ' A / I ( c... ) * . . “No que se segue. (. de forma alguma constitui a problemática única do texto.+ % ' . observaremos que a questão da escrita. U ..] ”. algo de importante se passa [. O movimento da referência para a demonstração se encontra interceptado. tomados conjuntamente. ' 6 . 0 3 I . J. ( / + ' ( -. * o discurso e a obra de discurso como mediação da compreensão de si [. ) ! . 0 ( . no lugar onde a palavra poderia ter nascido.] quando o texto toma o lugar da palavra.] Proponho que essa problemática seja organizada em torno de cinco temas: * a efetuação da linguagem como discurso.] Não é mais o mesmo quando o texto toma o lugar da palavra. Podemos então nos questionar se o texto não é verdadeiramente texto quando ele não se limita a transcrever uma apalavra anterior. nós o veremos.] na palavra viva. este referência real tende a se confundir com uma designação ostensiva onde a palavra encontra o gesto de mostrar.. A fixação pela escrita sobrevém no lugar da palavra mesmo.. precisamente que nós escrevemos porque não o dizemos. ) . . não está sem referência . O que é fixado pela escrita é.. constituem os critérios da textualidade [. a saber. a saber. no cerne da historicidade da experiência humana [.. um discurso que não havíamos podido dizer. será precisamente a tarefa da leitura. de fazer ver [.""% . mas. em última instância. a nossa definição: o texto é um discurso fixado pela escrita. . * ( . ) + ' U. isto é. 3 .] Desde já.

essa dialética se constrói sobre uma dialética de distanciamento mais primitiva que a oposição da escrita à fala. ( ) ) I . não é a escrita enquanto tal que suscita um problema hermenêutico. e onde vejo o centro de gravidade da questão hermenêutica. pareceu-me necessário intercalar uma noção fundamental: a da efetuação do discurso como obra estruturada. ) + ' . Toda a discussão anterior servirá apenas para preparar o deslocamento do problema do texto em direção ao do mundo que ele abre” (RICOEUR. + ' 9 6) 6 * . . de obras. . 1977. ! / # . * 6) 3 # . A ."" não poderíamos identificar pura e simplesmente texto e escrita. + + ' / 3+ ' ) V\ @ . ) ) 0. A literatura é constituída de obras escritas. . * . Pareceu-me que a objetivação da linguagem. c) enfim. 3 . constitui a condição mais próxima da inscrição do discurso na escrita.3 ) V4 9 6) # I / 3 K .. 3 + . % A 7 $% U . R ./ 3F ) / Q ( T R Q! I . J. b) em seguida. mas a dialética da fala e da escrita. é no próprio discurso que se deve procurar a raiz de todas as dialéticas ulteriores. isso não é tudo: a tríade discurso-obra-escrita ainda não constitui senão o tripé que suporta a problemática decisiva. a do projeto de um mundo. por conseguinte. entre a efetuação da linguagem como discurso e a dialética da fala e da escrita. 3 1 7 7 77 7 7 (. Mas. ! ( + @ ' ) 6 ( ' + ' 3 VX . 3 + # ' + ' 3 I : 6 . + ' . A. # I AB + ' % 3 VY T B VW S . + ' . . ' 1VY4B VV I. ! . antes de tudo. + ' I . 3 0 _ S ) Q V ( ' I R . nas obras de discurso. I3 . 3 * / ' + ! 6 * )I U. + ' . : . . ' + . + ' + ' + ' ( 0 + ' ! .. que eu chamo de um mundo da obra. . B @ + ' F+ ( + ' ' 0. portanto. E isto por várias razões: a) em primeiro lugar. e que já pertence ao discurso oral enquanto ele é discurso. pg 17).

+ # ' + ' I . É seguramente desta pré-compreensão. -. ^ )J . 3 t . . @ ) 3 . + ' ^ . @ ) + ' -. . )* B K $ K Z $ [ B ) 0. + ' t ) J/ . )J . @ . t.. $ + ' K : 6 71 7 I ' . de sua temporalidade. ( t."" : 7 « [. é pré-compreender o que é do agir humano: de sua semântica. () + ' # 0 . . 0 ) ( -. 3 + ' / 0 t . ^ 3 )* + + B + [I ' . ' . K . . Z + A ' A 6 . # + A ' 3 I ' . . de sua simbólica. . com ela. ' + ' . @ / K . / + ' # . 3 . ) + ' + ' c . . . . . que se liberta a colocação da intriga e. ( . 0 0 . . pg 125) 101. ) (.. () # 3 I . + ' (. a mimese textual e literária […]» (RICOEUR. 1983. . + @ . comum ao poeta e ao seu leitor.] vemos qual é em sua riqueza o sentido de mimese I: imitar ou representar a ação. ' .

. % 3 I * / . # F 7I 7 0 ) . ! 3 . 3 . . . . . . .. 0 : 7 7 “[. pg 125) 104. ' + ) ' / . . . () # ' 3 . I. . U . F . . .] Seguir/Acompanhar uma história é avançar entre as contingências e peripécias sob a conduta de uma expectativa/espera que encontra sua realização na conclusão [.J . . * () ) ) + ' ) 0 F )3 J )3 J I. + . 1983. ) ( ' . ) - ) (F .. . ) I ^ . : 3 ) 3 .] Compreender a história é compreender como e por que os episódios sucessivos conduziram a tal conclusão [. ( . ' ) (. 3 . -. ( ) (. . I ) I 3 . 3 . 0 * ) (.. 3 (. ' T 3 % $:$ 9%R 6 ( * 3 K / I 3 . J * . . () + ' . + ' / .]”(RICOEUR. (F ( + R ' / + I Q . 7 7 ' . (.. * + . / 3 3 . + : ' + ' + ' I + ' I ( 7. 7 ( + ' ) . 3 33 / I ( / . / K Q . ."" ! + ' 7 . -. Q ) J/ R14 . .. 0 ) + $ ' K ! . * . * . () + ' ) 3 I ) 0 ) (. # .. 3 ) ..

7 / 3 ) ) F+ ' + ' 3 . % . 77 ( 7 I . () + r@ ' s + ' ! K) 7 7 77 7 7 () + ' 3 . . ) * # . 6 (. J 3 3 7 . # 3 0H R A7 2<6 M . ( $/ 3 . ! . + # ' / .R / / 3 %2 1V \ / ..+ T . ] . T . + ' 7I 7 3 )3 J ."" 3 %K : ^ .. ' 77I 7 K 0 ) () + ' .. . ' s . .] a transição entre mimeses II e mimeses III é efetuada pelo ato da leitura [. ( . / @Q . / U. + ' + ' + ' . . ( . J . Q + # ' + ' . : .] ” (RICOEUR. . ( . + ' . . pg 144) : ) (. .. .. 3 I U / %2 1V \ )44 B ! # 3 . + 3 I K) .. @( 2 . 1983. 33 ' ) + ' 3 K F 77 ( 7 I.(. + # ' J @ . ' ) 0 ) : 77 7 “[. ' RA7 2<6 . J 6. Q . J . 3 ) 44 B @ .3 0 ) 6# J 3 I() + r@ . / # . ^ . / # ( # ' .

-. F ' .3 . 7 . 3( .3 J @ . ) I U 3 1VYX ) 3 ! I 7 . . ) (. K ( ( -.+ T $ # ' 3 ( ' “[. ) 3F ) ) Q . que atestarão que a função narrativa pode se metamorfosear. # . ( ( . % + # ' . # 3 @( "K ) 6 . () + T ! Q 6 . 1984. fazer confiança à demanda de concordância que estrutura hoje ainda a expectativa dos leitores e crer que novas formas narrativas. ) . + ' . . .] talvez. + . R + ' / # I (F Q . A . J. F % + ' + ' 3 I 3 . % + ' 7 9 . . que não sabemos ainda nomear.. # . seja preciso. 3 # 3 R ) .. 3 3 C 3 * . ( . B ( # . ) + ' I + ' . mas não morrer. F .. + ' 1 \ 3 ) I ( .. . . F+ ' F F+ ' / 3 ."" 0 . F 6 . pg 58). U . @ * I.. ) .. ! ) ) ) . B @I . estão já começando a nascer. não temos a menor idéia do que seria uma cultura onde não soubéssemos mais o que significa contar [. Pois. ( 3 ... . . LR A 7 $% I F + ( / ( 3 *I + ' / . / ) / .] ” (RICOEUR. apesar de tudo. 3 ). + ' . ) # .

A ^ J 7 / 14 V ( F ) ) . #. 0 3 1 W . / O7 . 0 ( G ) . ) (. . # ' . G 1X 1 3 .BG G 11 4 ( -. . + ' ) )4 + . 3 . 1 ` 67 A` / 6.3 3 ! !2 M 5 / + ' (./ `4 1VVX 6 A` . / T . )J . 0 F ( . K ( + . ( G ) (. T 3 3 J . ."" 3 ( . # ) 0 G 3 ) . . . . 3 ) A . ( . # 3 3 ! 11 ( G ) * . ' F M` M % . ` G ` / ` 67 (. X VX 0 . $ . `4 (. . ) 0 . ( .+ ' ) . S B + + ` $ ). + ' ( ( ' .G ) X1 ) . . ) !) U .BG . + ' . ( . . 3 # 0 ( ) . J ) . # . . * . 0 G J ._ M / 1 4 14 0 . ) G 14 1 M G + T ( / . / + ' ( M / + ' J . K J 3 . ( J 14 Y . . / . ) . - 3B B NNN N4 .+ ' 3 ) 3 J A ) B / (. . .

+ ' / . 3 # “A categorização é uma das funções mais básicas das criaturas viventes. K . . 111 ) S 3 Q # . Antes deste meu trabalho. .""! / I 0 ) 1 Y ( I . + ' + 6 ' ) + ' 3 ' J. + ' # . 114 # + ' / / I J . % 3 . ' . . I 0 ( ) J . 3 3 3)+ ' A%7 9%29 %7 1VY4B C . I # F . ) / . % % . 3 # J /J . F+ ' B .+ Q ' 3 J . mas agimos em direção a eles como membros de classes. . R1 V A%7 / 9%29 %7 1VY4 92 . monarquia – todo objeto e evento é único. # . ) Z[ ) ( ( ( 0 3 3 ( + ' )YX ( + S .+ T (. + ' + ' . cadeira. I # % R ' + ' + T G ( 3 + ' ( . 3 . K 11 / 3 . ) F+ % ' . . J . democracia.+ % % ' 3 ' / . % % B ) ( ( I 3 ) ) + . Nós vivemos em um mundo categorizado – mesa. + ' . macho. ( . 3 G . as categorias e conceitos eram simplesmente admitidas. 92 . fêmea. / I . B ! ) / .+ ' 3 + T + ' 3 + 7 % O: . I / B ( ) 1 1B 11 + 3 + ' ) .

T J. Está incluído na categoria se possui certas características. são claramente conjuntos amarrados.. a ciência construída em torno da simulação computacional. ' . pg 55)."%# para a filosofia. u. + ' . conjuntos lógicos arbitrários com características definidas e fronteiras claras. 3 ) # . K F ( ) . e um número crescente destes cientistas tenta simular processos cognitivos nele.. 1999).]” (GARDNER. (. % )IK . o computador também funciona como uma ferramenta valiosa para o trabalho científico cognitivista: a maioria dos cientistas cognitivos o utiliza para analisar os seus dados. @ . % . 3 . ( 0 Q ) . % $2 1VV\B ' ( ' . É a idéia que as categorias e conceitos são assunto da lógica.. isto é. # . 2 2 # . . . . . + . . algo é ou não é de uma categoria. como algo explícito e formal. * .] Além de servir como um modelo do pensamento humano. J.7/ . ( # .(.. '3. por Locke. + ' .7(' . # $. ( . J. “[. • 9 . . a inteligência artificial. ou tornar supérfluos. + ' . v #K (. e se não tem. ( + A. I . ' .# I . . Quando psicólogos pesquisaram o aprendizado de conceitos. 1995. e pelos empiricistas britânicos. 3 ( . ( R@ . J F # I (. 2 7 . . 3 . I u. + .. é por muitos considerada a disciplina central da ciência cognitiva e a que tem maior probabilidade de excluir. eles usaram conceitos artificiais e conjuntos de estímulo artificiais que foram construídos de forma que constituíssem pequenos micro-mundos nos quais as crenças prevalecentes sobre a natureza das categorias fossem já desenvolvidos para isto” 114 (ROSCH. Isto é o que agora é chamado de visão clássica das categorias. $ . De fato. . 3 # # 3 I ! 3 . . os outros campos de estudo mais antigos [. então está fora da categoria. / I ' (.6 +7' + .4' 3' < . que vem desde Aristóteles.. ( . J. . v 3 3 K (/ .

. F $2 % L Z \V 1 [ 11 NN O 3 # L . N K M / $2 % . L . 3 Z 1 1 \[ 7 N M 3 # MN # ) N `# # # ) ) /.# N N O L $2 % M O# w Z 1 11[7 N . ) $2 % I . N LL 2 O M )/ $ ! $< 6:Z X1 4Y[ O 1 6 (. M O 3 O <% Z \V 4[/ 11 `# M O M / Ln (O w O ) #3 / . ."%" # 7 (F KJ F 0) / ). ) J 3 <% I ) I .# L / / N # ( O ( O # M O ) <% Z 1 M( 44[& w N L #3 # M ( ! . O L N # N <% Z 1 1 4\[ O M N N# M L $2 % N K n w M / Z 1 1 \ [ 7 # MO M ( O L w #3 # M N ( 3 / O .

^ ' 3. . . . # . ) . $# .# 3 )0 ( + ' 0. ! $< 6:Z X4 1[ 1 $E / N# # N N ) #N # ) . ) 0."%% <% Z X 1 O# ) / . L ! $< 6:Z XX 1 9` %6 N# 7 # 3 H [ ` # O H . .L M X[ ` 7 (/ #w )# / /. # <% Z X\ 1 [ 3 O 3 / # 9 ) / L A3 # NNN ) ) M ) . . . ' . ) . . ) ) + ' I # 1VYVB . 7 "3 3 A$ ) O< . O# #3 L / # N # ( ( N # 3 O (K <% Z XX 1V[ 1 O M N N# . . ) # # U K . / # / / 2 9 6& <% Z X4 1 [ M O 7 (O M N O# ) / . 0 . # ( # . J. / M ) ## B $ : . # M ( (# # 7 7 O 7) # ) 7. . I . # I .O N M H O ( O. # 3 (/ . [ n 7N M M / # ) O M N ! $< 6:Z X 1 ..

J Q * . . 3 + ' ( + T *3 (F ) . % $2 1VV\B % . é preciso jamais esquecer que são produtos de uma pesquisa de similitude. ' . / . 3. . 6 (. B 6. ) 3 # F A.0 . <$ . 3 c. ( ) 3 + ' ( . c ! . . ) J. 3 . A97 . 3 3 . ' @ I 33 @ # . 0 3 . * ) (. / . poderia se construir uma réplica?” i. .. 3 . (. . . ) # + ' . . + ' . . ( I . A$ (. # - + ' 3 . Como.. ( . 3 ... :$2 $2 1VYVB T # ' 6 2 7 . dos golens e das mulheres artificiais. ) . 3 (/ . . @ J. . ' # 2 . . A 69!% 9 1VW B 6 3 I . ! ) . . . $ # I . + ' % ) R + . 7 ) ."% ) S 3 #F + ' * .(. + ( # I . Q/ ' . / I . . I . sem conhecer o homem. T + %<6 n <699% . 3 F . . . # ' RA&% $7 3 2 7 # G 3K # A1VV\B “Por trás do exotismo aparente das estátuas animadas. . . + % ( . ) + ' 3 33 F 1VYVB 6 I 3 I 3 % . R ' K @Q (. que passa necessariamente pela compreensão do modelo humano. . . ) (. A6 %2 # . . . + ' K . 0 3 (. I 62 1VV1B / K .

Q F . . como a sugere Abraham Moles. . . / I S 3 . entre o mito e a técnica. #. $ (. . . . 1 / _ $ 0 # * S . . (. / . ' # + . ) ( _ )+ ' . Q 0 . ! . . . / I # !O ) ( ( F #3 X % 3 I ) 3 . I 6& + R 7 . $ . ' ( + ' + / I + ' 3 . + ' . . ( $. 3 . J. + . #. . J . R . % $2 1VV\B 3 ( J. # * ' / 0 ) (. # 3 . F 0 ) 33 .. . . + ' # . (."% 3 . . + ' .6 . .. ( A. + ' ( . 0 . # . M . ) ' 0 J R . F / % . ' ) 9 . # * ( “O projeto de uma criatura artificial encarna assim desde sempre um projeto moderno. . ( 4 / ! R K R / Q . ) ( . # J 0 84 ( 2 1+ 2 *84 )E . F+ ' K ( . F ' / + 6'7+ + 7 ( 5. Existe uma relação estreita. + ' 0 ( )0 . ' . I . / / ) Q ( . J. e que um não é a primeira etapa do outro”. . O projeto de fazer do computador uma inteligência artificial à imagem da inteligência humana mostra bem que o mito e a técnica estão também estreitamente entrelaçados hoje e a mais de dois mil anos atrás. # 1VV\B ) A6 %2 K . ( F -. 3 . OE / . . # . J + . . / + ' 0 3J 3 Q J 0 ./ ) O . # ( . ( ) . 7 I 3 .

# D 1VWVB )+ ' (. + ' 3 . . . . . . F + # ' ."% A9 D 1VWV .( . K 11\ ) 14 B % . # . ) F # 3 / 3 @ ' . ' ' 3 I + T .+ ' (. . ' K . . . ( . # 3 ) . A9 3 . 3 @ 3 % + T ( -.+ ' + . / A 6:%9 3 3 11 ` ) U ( -. # + ' K . (.+ ' / K ( ) . ( F ' / 3 3 + ' . F # + T . . + ' # .+ ' K) % . I 3' 3 . + T 9 ) . F+ ' 3 . / (. . F+ ' . #. .R I / @ . c . c ' . 9* ) 3F . F / ( F 0 . / K . . K # . + ' . -. ' / 3 3 I # + T I A9 D 1VWVB .+ . . 6 . 1YV B & ) 3 / 3 Q .

Todos os demais povos conheceram e possuíram uma técnica artesanal. I . # ) -.] ” (CARNEIRO LEÃO. I J (F A 6 2%7 $ &%. .. 3 . . pg 17) 6 C ( #/ . 106).. * ' .] (esta) técnica vai reduzindo progressivamente os níveis de relacionamento dos homens com o real e recolhendo a totalidade do real a um padrão único de realização."% 4 $ 2 & 9. # I * I ) .$ “[. K I . ( F+ ' 9 `6 3 I .. K / # ) ) ? B . ) J K * 3 . .. . constituinte e resultante da história ocidental-européia que chegou a impor-se e consolidar-se num processo imperial de tendência planetária. F I _ ) # 2' ) # *. . . ao mesmo tempo. # . 1989.] tudo o que espontaneamente adentra o mundo humano.] o que quer que toque a vida humana ou entre em duradoura relação com ela. . . mas somente os povos europeus desenvolveram a técnica moderna [. ) 3 A % I . 33 . ( + T A %. torna-se parte da condição human” (ARENDT. / .. * ) 6 & G D 1VV\B < . 1992. 6n B ' ' . 6 I . I ... #.. . reprocessada e sistematizada do real [. J F ( . pg.. ou para ele é trazido pelo esforço humano. . a saber: a realidade controlada.(. I ..$ 1VV B C “[.J..] trata-se de uma força. + ' 0 # ..] as coisas que devem sua existência exclusivamente aos homens também condicionam seus autores humanos [. assume imediatamente o caráter de condição da existência humana [ .

. . J. 3 _ # . . . $: ` %. . ) ( . 3 . + . . . I / F ( . (+ . 7 + (4 + $ . F F I. . 6n # 3 " 6 6 " p/ % 3 x " ' "x 3 ( " 3 B 6 6/ . . / + ' # . . ) . . J ) . / O J / A %. < ( ( ( 9 ( -. + 3 ' 3 0. . F F . 3 ./ . F # + T ) ( # ) ( . . . J. 33 * 3 B 2 . . .(. % . . 3 ' . * ) . .+ $ ' . 3 3 ( ' # . # 3 . ( . N F A1VV\B # / . ) .K . . ( ( . #. * * 7 $ 3 . * 3 . 3 I . ( . . ( + ' . 7 x ] H HH & & )+ . 3 . !0 ) % . .%% J ( 1 14 G* ( '(* . 3F .+ ' 3F K 0 . . . n3 9. 3 I . . . . I (/ . ) K 0 % 3 3 . $ + ' ."% ( . J. ' ( $. ) ) A ) ) ) # .

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