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definição

Uma gravidez múltipla ocorre quando mais do que um feto nasce da mesma gravidez. Há dois tipos principais de gravidez múltipla: a monozigótica e a dizigótica. Gravidez monozigótica: ocorre quando, após a fecundação, o zigoto resultante se divide em mais do que um embrião origina gémeos idênticos, ou seja, que partilham o mesmo material genético. O número máximo registado de gémeos idênticos foi cinco, na maior parte dos casos resultantes de tratamentos de fertilidade. Gravidez heterozigótica: ocorre quando dois ou mais óvulos libertados no mesmo ciclo menstrual são fecundados pelo mesmo número de espermatozóides, dando origem a embriões geneticamente diferentes, os chamados gémeos falsos . A forma mais comum de gravidez heterozigótica é a gravidez dizigótica. Gravidez polizigótica: corresponde a uma combinação de gravidez monozigótica com heterozigótica por exemplo, quando um de dois óvulos fecundados se divide, originando-se dois gémeos idênticos e um falso . Máximo registado: octagémeos.

riscos
y Nascimento prematuro 51% dos gémeos e 91% dos trigémeos nascem prematuros, por oposição a 9,4% em gravidezes normais; 14% dos gémeos e 41% dos trigémeos nascem muito prematuros, contra 1,7% nas gravidezes normais. A taxa superior de nascimentos prematuros leva necessariamente a um peso médio inferior nos fetos de gravidezes múltiplas. (gráfico) Risco alargado de emaranhamento no cordão umbilical; Síndroma de transfusão gémeo-gémeo 75% dos gémeos monozigóticos partilham a mesma placenta, correndo o risco de uma partilha de fluxo sanguíneo que pode levar à transferência de sangue de um gémeo para o outro; este desequilíbrio pode afectar o desenvolvimento de ambos, num caso devido ao excessivo volume sanguíneo (poliglobulia), no outro como resultado de uma quantidade insuficiente de sangue (anemia). As formas de tratamento existentes têm uma taxa elevada de sucesso, mas se não for tratado este síndroma leva quase invariavelmente à morte dos fetos. Maior probabilidade (cerca de 50%) de necessidade de cesariana

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gémeos xipófagos
Os gémeos xipófagos, também conhecidos por gémeos siameses, são gémeos monozigóticos cujos corpos se unem no útero. A teoria mais aceite actualmente para este

Existe partilha de córion.fenómeno é a da fusão. que a medicina moderna conseguiria separar. . fundindo os gémeos. estimando-se que ocorra a cada 50. A xipofagia é um fenómeno raro.000 a 100. resultando muitas vezes na morte de um ou ambos os gémeos. foram a origem do termo gémeos siameses . Cerca de metade das gravidezes xipófagas são interrompidas espontaneamente. Esta condição afecta mais frequentemente o sexo feminino. Chang e Eng Bunker fizeram durante anos parte de um conhecido circo ambulante. O mais famoso par de gémeos xipófagos nasceu no Sião (actual Tailândia) no século XIX. sendo a razão feminino-masculino de 3:1. a cirurgia de separação de gémeos xipófagos tanto pode ser relativamente simples como extremamente complexa. tendo este tipo de gémeos uma taxa de sobrevivência de cerca de 25%. Estes gémeos. com uma incidência superior em África e no Sudeste Asiático. Separação Dependendo da zona de ligação e das partes do corpo partilhadas. células estaminais homólogas de ambos os embriões se fundem. Na maior parte dos casos. a separação é extremamente arriscada. posteriormente. na medida em que a qualidade de vida dos gémeos é frequentemente maior do que se crê e.000 nascimentos. segundo a qual o ovo se divide completamente mas. A alta taxa de mortalidade que lhe é inerente faz com que a separação de siameses levante um problema ético. portanto. a necessidade de separação é discutível. O caso mais problemático é o da separação de cabeças. pois eram assim anunciados pelo circo devido à sua nacionalidade. placenta e saco amniótico.

tornando-se vestigial no embrião que se forma completamente. O nome de Lakshmi deve-se à semelhança com a divindade hindu com o mesmo nome. Lakshmi foi submetida a várias operações através das quais lhe foram removidos os membros e órgãos da gémea parasita. resultando no que aparenta ser uma rapariga com quatro braços e quatro pernas. A gémea parasita não possui cabeça e apresenta um tronco subdesenvolvido. a principal das quais durou 27 horas e foi executada por . Ao contrário do que acontece quando se formam gémeos siameses. que é representada com quatro braços. parecença que levou a que lhe fosse prestado culto. Lakshmi é a autosita de um par de gémeos isquiópagos. Um dos casos mais conhecidos de um gémeo parasita é o da indiana Lakshmi Tatma. ou seja. O embrião não desenvolvido é classificado como parasita e não xipófago por não se ter formado completamente e estar totalmente dependente das funções corporais do gémeo completo. o desenvolvimento de um dos embriões cessa durante a gestação. nascida em 2005. denominado autosita.gémeo parasita O parasitismo ocorre quando a divisão do embrião em dois é incompleta. mantendo um dos embriões dominância sobre o outro no processo de desenvolvimento. unidos pela pélvis.

não se dando por isso um crescimento tão notório. no entanto. gémeos homozigóticos. Estas células vão. sensação de inchaço e falta de ar). já é visível em ecografias. os embriões tornam-se visíveis numa ecografia. por vezes. estes não têm espaço. ao embrião. decorrente da necessidade de suportar o desenvolvimento dos embriões. náuseas. cansaço e desgaste emocional (até mesmo numa maior extensão que com um só feto em gestão). aumento do apetite (o corpo precisaria de mais 600 kcal por dia para alimentar os dois fetos). formando dois aglomerados ou conjuntos distintos de células. após o y y y . Ao longo das semanas.36 médicos. acredita-se que os fetos têm já conhecimento um do outro nesta altura. é necessário. cobertos por pêlos finos e uma substância gordurosa e elástica denominada vernix caseosa (verniz queijoso) que hidrata os fetos e os protege de invasões bacterianas.000 foi pago inteiramente pela fundação de caridade do hospital. isto é. 8-12 semanas: Durante este período. atingindo os 9 cm de comprimento. no caso de gémeos. 12-16 semanas: A partir das 12 semanas. diurese exacerbada e todos os outros sintomas característicos de uma gravidez normal (hemorragias nasais. dá-se início à gastrulação e à organogénese. 20-24 semanas: Forma-se tecido adiposo. a membrana que separa os dois fetos. 32-36 semanas: É neste período que se dá um crescimento significativo dos fetos. a partir da sexta semana. os fetos aumentam de peso e estão. os fetos evoluem da seguinte forma: y 3-8 semanas: Surgem na mãe os primeiros sintomas de gravidez. diferenciar-se sucessivamente em blastocistos e depois fetos distintos. após algumas divisões. 24-28 semanas: Por volta das 24 semanas. y y y 16-20 semanas: Durante este período. os fetos entram numa fase em que lhes é finalmente viável sobreviver. Devido à estagnação do peso. as células provenientes do ovo podem separar-se umas das outras. os embriões duplicam de tamanho. passamos a chamar feto. Concepção de gémeos semana a semana Nas primeiras semanas após a concepção poderá ocorrer uma divisão segregativa de alguns elementos celulares pré-blastocísticos. posterior e individualmente. Apesar de não serem ainda capazes de ver ou ouvir. nomeadamente. neste momento da gravidez. Mãe. portanto. apesar de necessitarem de auxílio médico. A partir das três semanas. O custo de mais de $625. apesar de muito fina. Neste período.é comum anemia devido ao défice de hemácias. a probabilidade da ocorrência de partos prematuros é elevada.

a maior parte dos gémeos já nasceram nesta altura. os bebés são colocados em incubadoras. mantê-los nos cuidados intensivos até atingirem o peso ideal e. y 36-40 semanas: Embora este seja o último período de uma gravidez regular. por vezes. . dada a incapacidade de regular a sua temperatura corporal. A placenta continua a nutrir os fetos em desenvolvimento.nascimento.