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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS - UFMG

A RELEVÂNCIA DA ANÁLISE DO RISCO NO ESTUDO DE AVALIAÇÃO DE EMPRESAS
Wellington Luiz Teixeira Troglio

Divinópolis 2011

Para Damodaran (2010). Segundo Martins e Assaf Neto (1985). a introdução de variável de risco no objeto da avaliação de empresas é necessária. avaliação relativa que estima o valor de um ativo enfocando a precificação de ativos ³comparáveis´ relativamente a uma variável comum. O sucesso do gestor financeiro é avaliado pela maximização da riqueza dos proprietários das empresas sendo imperiosa a atenção às sinalizações da economia e adoção de ferramentas cada vez mais eficientes para análise e controle de risco associado a estes novos projetos. Segundo Damodaran (2010) todo ativo. seja na subjetividade intrínseca do avaliador. que utiliza modelos de precificações de opções para medir o valor de ativos que possuam características de opções. E continua. Este ativo proporcionará um ou mais fluxos de caixa ao seu proprietário. financeiro ou real. tem valor e pode ser avaliado. pois proporcionam dividendos aos sócios. afirmando que. Nesse sentido. o que exige de seus gestores decisões acertadas sobre novos investimentos. a taxa de desconto será uma função do grau de risco inerente aos fluxos de caixa estimados. seja no modelo de avaliação. para atingir uma melhor competitividade e inserção ou manutenção neste mercado globalizado. valor contábil. existe incerteza associada à avaliação.1 Introdução As empresas estão atuando em um mercado globalizado cuja competição está cada vez mais acirrada. pois está basicamente voltada para o futuro. Há uma imposição para contínuas alterações nas empresas. pode-se conceituar um ativo como bens que têm a possibilidade de gerar caixa (dinheiro) no momento presente ou futuro. em termos gerais. indubitavelmente. outros. e avaliação de direitos contingentes. A dinâmica ambiental torna projeções de longo prazo bastante inseguras. como lucros. lucros aos donos e pode ser vendida a terceiros. Esta incerteza pode ser observada em vários aspectos da avaliação de empresas. seja no processo produtivo. uma empresa é um ativo. existem três abordagens para avaliação: avaliação por fluxo de caixa descontado que relaciona o valor de um ativo ao valor presente dos fluxos de caixa futuros esperados relativos a este ativo. No sentido econômico. e a elaboração de um fluxo de caixa futuro para uma empresa é repleto de incertezas. com taxas maiores para os ativos mais . seja na necessidade de renovação tecnológica. Na avaliação por fluxo de caixa descontado. Nesse ambiente. a realidade das empresas é bastante complexa. com clientes mais informados e exigentes.

Na avaliação relativa. Na avaliação por direitos contingentes ou por precificação de opções. y explicar a eficiência e eficácia da utilização das ferramentas estatísticas no contexto de avaliação das pequenas e médias empresas. 2 Objetivos O trabalho tem como objetivo principal determinar quais ferramentas estatísticas são mais adequadas a cada modelo de avaliação de empresas. como índice preço / lucros do setor. Os modelos de avaliação de empresas estão intrinsecamente relacionados com incertezas e riscos. ou seja. o valor do ativo é determinado de acordo com certas contingências. Nesta avaliação o risco e a incerteza estão associados às oscilações do mercado. o que justifica o estudo da influência e mensuração destes riscos nos modelos de avaliação. de forma a obter modelos de avaliações de pequenas e médias empresas mais preciso e coerente com realidade do mercado. . Como objetivos específicos destacam-se: y y identificar quais modelos de avaliação se aplicam às pequenas e médias empresas. o valor de um ativo deriva da precificação de ativos comparáveis padronizados pelo uso de uma variável comum.arriscados e taxas menores para os ativos mais seguros. análise de viabilidade econômica e análise de cenários. o valor do ativo avaliado é função da ocorrência ou não de determinado evento (opção de compra ou venda de acordo com oscilação do mercado). O problema de pesquisa do projeto concentra-se na busca por ferramentas adequadas de análise de risco aplicadas aos modelos de avaliação de empresas. 3 Referencial teórico O estudo da análise de risco tem sido tema de muitas publicações sobre análise de investimento. examinar quais ferramentas estatísticas melhor se adéquam aos modelos de avaliação identificados. assim como a aplicabilidade deste estudo nas pequenas e médias empresas.

y um ativo com alto grau de risco relevante (de mercado) deve oferecer uma taxa esperada de retorno relativamente alta para atrair investidores. pois se refere a um resultado futuro. revelando uma possibilidade de perda. É um conceito voltado para o futuro. p. 233) o risco existe em todas as atividades empresariais. ser de pouca preocupação para os investidores diversificados. Toda vez que a incerteza associada à verificação de determinado evento possa ser quantificada por meio de uma distribuição de probabilidades dos diversos resultados previstos. Geralmente está associado a algum fator negativo que possa impedir ou dificultar a realização do que foi planejado. que pode ser diversificado. e um ativo de risco alto e mantido individualmente pode oferecer menos risco se fizer parte de uma carteira maior. que reflete o risco de declínio no mercado de ações em geral.Segundo Hoji (2007. A idéia de risco. ou (2) em contexto de carteira. Dessa maneira. e o risco de um ativo é julgado em termos do risco dos seus fluxos de caixa. possuem aversão ao risco. em que os fluxos de caixa de vários ativos são combinados e seus fluxos de caixa consolidados são analisados. de forma mais específica. e (2) risco de mercado. Segundo Brigham e Ehrhardt (2007) o risco pode ser medido de diferentes formas e diferentes conclusões a respeito do risco podem ser tiradas dependendo da medida utilizada. segundo Assaf Neto (2005) o risco pode ser entendido pela capacidade de se mensurar o estado de incerteza de uma decisão mediante o conhecimento das probabilidades associadas à ocorrência de determinados resultados ou valores. . diz-se que a decisão está sendo tomada sob uma situação de risco. em que os fluxos de caixa dos ativos são analisados isoladamente. o risco de uma ação pode ser dividido em dois componentes: (1) risco diversificável. mas o ajudará se você se lembrar do seguinte: y é esperado que todos os ativos financeiros produzam fluxos de caixa. que em geral. e não pode eliminado pela diversificação. e conseqüentemente. y em um contexto de carteira. A análise do risco pode ser um pouco confusa. y o risco de um ativo pode ser considerado de duas formas: (1) em uma base isolada. Há uma importante diferença entre risco isolado e risco de carteira. está diretamente associada às probabilidades de ocorrência de determinados resultados em relação a um valor médio esperado. portanto incerto.

então. Para Assaf Neto (2005) tanto o desvio padrão como a variância tem por objetivo medir estatisticamente a variabilidade (grau de dispersão) dos possíveis resultados em termos de valor esperado. Segundo Damodaran (2010). indicando se o valor médio esperado é representativo do comportamento observado. 2005. 2008. . São Paulo. medidas de risco. Por outro lado. 8ª edição. 5 Referência Bibliográfica ASSAF NETO. em finanças a definição de risco se refere à probabilidade de receber um retorno sobre um investimento que seja diferente daquele que se esperava. 304 p. Atlas. será necessária também uma metodologia de pesquisa de campo através de aplicação de questionários e entrevistas com avaliadores de empresas para obter um perfil das técnicas mais empregadas para avaliação das pequenas e médias empresas.298) a descrição estatística destes dados indica qual a melhor distribuição de probabilidade para a variável aleatória e pode ser utilizada para se obter uma melhor noção do quão arriscado é o projeto. representado pela medida estatística do desvio padrão. ao se tomarem decisões de investimento com base num resultado médio esperado. Assim. ASSAF NETO. p. é na maioria das vezes. 656p. 4 Metodologia Este projeto necessitará de um estudo bibliográfico para determinar quais ferramentas estatísticas melhor se adequarão aos modelos de avaliação das pequenas e médias empresas.Para Assaf Neto (2008. Finanças corporativas e valor. Alexandre. Representam. p. ou seja. cujo objetivo é mensurar a eficiência das técnicas e modelos empregados. Segundo Mota e Calôba (2002. 2ª Edição. São Paulo: Atlas.207) o risco. Os fundamentos de estatística aplicados na mensuração e análise do risco são de grande utilidade para os gestores e tomadores de decisão na avaliação das alternativas de investimento. Mercado financeiro. dispersão das variáveis (resultados) em relação à média. o desvio padrão passa a revelar o risco da operação. Alexandre.

HOJI. Michael C. Administração financeira: teoria e prática. Rio de Janeiro: Qualitymark. CALÔBA. Masakazu. 2002. . Aswath. MOTTA. São Paulo: Atlas. São Paulo: Altas. Alexandre. 2007. Matemática financeira e suas aplicações. MEDEIROS. São Paulo: Atlas. 10ª edição. ASSAF NETO. São Paulo: Atlas. 321p. 1044 p. Redação científica: a prática de fichamentos. 2010. 1036p. Eliseu. Alexandre. resumos. Guilherme Marques. Regis da Rocha.. 2008. BRIGHAM.ASSAF NETO. 391p. Administração financeira: as finanças das empresas sob condições inflacionárias. Avaliação de investimentos: ferramentas e técnicas para a determinação do valor de qualquer ativo. Administração financeira e orçamentária. 2009. São Paulo: Atlas. São Paulo: Thomson Learning. MARTINS. Eugene F. 272p. DAMODARAN. EHRHARTDT. 2007. 559p. 565p. 6ª edição. resenhas. 2ª edição. 11ª edição. 1985. João Bosco.