As páginas do intervalo 94 até 152 estão sendo digitalizadas. contato: groupware@les.inf.puc-rio.br

Como citar esse livro: LUCENA, C.J.P.; FUKS, H.; Professores e aprendizes na Web: a educação na era da Internet. Org. Nilton Santos. Rio de Janeiro: Clube do Futuro: 2000 , ISBN 85-88011-01-8 http://groupware.les.inf.puc-rio.br/work.jsf?p1=2094

.

.

.

Dedicamos este livro a todos os mestrado e ou alunos de graduação. de uma comunidade associada a este Projeto. . também a todos que. em particular. experiências e contribuem produzem para o desenvolvimento de uma cultura de educação apoiada na Web e. o ambiente AulaNet em suas organ izações ou atuando como professores ou aprendizes. doutorado participaram Dedicamos implantando que participam do Projeto AulaNet.

animações e sons) e com a redução dos preços dos equipamentos e serviços. Já - . transmitir e processar informações (o que permitiu a utilização de imagens. saindo da academia e das BBS (Bulletim Board System . para os serviços que a Internet poderia vir a oferecer. programas.um espécie de provedor popular anterior à disseminação da Internet) começando a chegar a uma significativa parcela da população. equipamentos. informática. Com o crescimento do número de usuários.. a informática saiu das revistas especializadas para freqüentar as páginas dos jornais diários. das revistas em geral e para a televisão. Com o crescimento da capacidade dos computadores de estocar. os interesses se deslocaram do campo das questões de tecnologia. a informática e a Internet se tornaram mais acessíveis. De alguns anos para cá.Apresentação se foi a época em que se via um intelectual comentando com ar intel igente: "Não gosto de computador. etc. Prefiro a minha velha e boa máquina de escrever".

essa dinâmica poderia viabilizar a formação e treinamento dos seus trabalhadores. primeiro esporadicamente. Foi nesse quadro que. por toda a parte só se ouviu falar de e-bank. ao mesmo tempo.. de e-business. Mais recentemente. temos o esforço de profissionais de informática que procuram ampliar os recursos e tornar as máquinas mais acessíveis aos profissionais de educação. 1998 e 1999. organizações e empresas tem se dedicado à atividade de construir recursos. nesses dois últimos anos. Por outro. Durante 1997.A Educação na Era da Internet •• A primeira grande discussão que ganhou a mídia aconteceu quando as empresas começaram a entrar na Internet. ou. instrumentos e experiências práticas de educação à distância. de negócios e coisas que diziam respeito aos interesses e dinâmica das empresas na Internet. simplesmente. diretorias. para não ficar para trás. enfim. depois incessantemente.. a discussão sobre educação à distância invadiu os espaços da educação formal... das secretarias de educação. temos professores e organiza- . começou-se a falar. esta discussão apareceu ainda impulsionada pelas empresas: afinal. Por um lado. coordenações e mesmo de uma grande parcela de professores que começaram a perceber as potencial idades dessas novas tecnologias. das reitorias. dos organismos de financiamento. No início. um grande número de pessoas. que poderiam garantir e baratear a preparação de seu pessoal. de e-commerce. num momento em que eles minguavam por toda parte. descobriu-se a possibilidade de emprego que essa indústria criava. Isso seria bom para as empresas. Como desdobramento. de Educação à Distância usando a Internet. interessava aos profissionais. de maneira mais veloz e mais barata. que viam aí uma nova fonte de trabalho e prestação de serviços. acordaram para o fato de que era necessário descobrir do que se tratava . Mas. . Desde então.

de sustentação e de secretaria de grupos de trabalho (operando à distância). A utilização da informática no Brasil já vinha se generalizando na universidade e em centros de pesquisa. telemedicina) e de utilização de realidade virtual. de vídeo e videoconferência. são utilizados programas de chat (conversas à distância pelo teclado). os preços ainda não os tornaram suficientemente acessíveis para parcelas amplas da população. ainda raros. criando áreas de entretenimento. no interior das salas de aulas e dos departamentos.texto. e depois de muitas tentativas fracassadas. de educação e de edição (de todo o tipo de "publicação" . Mas - . os recursos da Internet para uma atividade educativa se tornam cada vez mais acessíveis ao grande público.Apresentação ções educacionais que começam a desbravar esta fronteira desconhecida da educação. que deixava de estar sob o confortável controle de antes. como instrumento de informação e pesquisa (Web) e. Ainda que não tenha se implantado na estrutura formal de educação. impulsionados por provedores e empresas que buscam ampliar sua gama de serviços para atrair o público. existem experiências mais sofisticadas como asde operação à distância (por exemplo. Em casos mais raros ainda. sons. mas agora tendendo a general izar-se para todo o ensino). No ensino superior. começou a penetrar no ensino primário e secundário (inicialmente nas escolas privadas. O grande problema é que o "ambiente" para utilização destes instrumentos de úma maneira sistemática ainda não está disponível. Em alguns casos. imagens e animações). num grau menor. Os seus instrumentos e ferramentas não são ainda suficientemente fáceis de manipular. como elemento de debate nos grupos de discussão. de simulações. sua utilização já é massiva como meio de comunicação (mensagens e circulação de documentos e textos).

qualquer atividade que envolva computadores aparece como herdeira e continuadora da política de "Tecnologia Educacional" impulsionada a partir do final da década de 1960. que é uma certa incompatibilidade entre as culturas.A Educação na Era da Internet existe um problema maior. que se articulam com outras como os Acordos MEC-Usaid e com a política de privatização da educação (que estão na origem das grandes mobilizações estudantis de 1968). porque para o educador. as práticas educativas. no conteúdo e nos métodos arcaicos de uma prática educativa que não respondia às necessidades de desenvolvimento do país. é a supervalorização da Tecnologia Educacional . etc. As Tecnologias Educativas (TVs. Informática Educativa: uma H istória de Tropeços Parte das dificuldades para a utilização de recursos de informática na educação e de uma certa resistência dos seus profissionais em incorporar as novas tecnologias está ligada à própria história da tentativa de implantação de informática nas atividades das escolas em nosso país. as formas de organização e a própria concepção de educação tradicionais em nossa estrutura educacional e a chamada Instrução Baseada na Web. era flagrante a crise que se manifestava na estrutura. retroprojetor.) eram vistas como tendo um caráter ••• . videocassete.o tecnicismo educacional como solução apresentada para os problemas da educação brasileira. Em primeiro lugar. quando se procurou levar a escola a um "funcionamento racional de formação de mão de obra". O que marca as iniciativas nesta área. em particular. À época.

« racionalizador e propulsor de u-m aumento de produtividade. mas da iniciativa de altos escalões do governo brasileiro. por tornar mais operativo o mesmo modelo tradicional vigente e criar entre muitos educadores um sentimento de descrédito em relação à introdução de tecnologias no processo educativo. Estesseminários mostraram uma comunidade educativa ressabiada com as experiências anteriores de Tecnologia Educacional. em uma concepção da escola como tendo o funcionamento similar à organização fabril. onde os instrumentos se destacam em detrimento dos sujeitos do processo de ensino-aprendizagem.Apresentação . agora tendo o computador como um dos seus instrumentos centrais. Como no final da década de 60. pessoas ligadas diretamente ao processo educacional. a Secretaria Especial de Informática (órgão ligado à presidência da República) criou a Comissão Especial de Educação com o objetivo de criar normas e diretrizes para a área da informação. pela primeira vez. Na década de 1980. essa nova experiência não partiu da decisão dos educadores. apenas. A supervalorização instrumental. reflexo de políticas que não alcançavam a raiz dos problemas que a educação vivia. se destacam: (a) A preocupação em afirmar que investir em Tecnologia Educacional não era resposta aos problemas que vivia a educação: "não (se deve) considerar o uso de computadores e recursos computacionais como a nova panacéia para enfrentar problemas de educação básica ou como substituto eficaz das carências em larga - . Nos anos 1981 e 1982. foram realizados o I e II Seminário Nacional de Informática na Educação envolvendo. terminou. o uso das Tecnologias Educacionais voltou a ser re-valorizado. Em 1980. conforme Ramon de Oliveira. Entre as recomendações do seminário.

(b) a preocupação quanto ao uso indiscriminado de programas estrangeiros que pudessem influenciar os conceitos e padrões culturais nacionais: "que as atividades de informática na educação sejam balizadas por valores culturais. os participantes de ambos seminários se declararam favoráveis a que o governo viabilizasse "recursos como forma de desenvolver atividades de pesquisa e experimento sobre o uso dos computadores na educação". principalmente ao considerarmos que. apenas para "satisfazer os interesses do mercado.A Educação na Era da Internet - escala de docentes e recursos instrucionais elementares ou de outra natureza". representou uma nova etapa da Informática Educativa onde se dá uma . O Projeto Formar. o início do uso dos computadores nas escolas públicas ocorreu no momento em que se investia no crescimento e no favorecimento das indústrias brasileiras de informática". Esta proposta veio se materializar em 1983 no Projeto Educom (Educação com Computadores). eles serviram para acumular uma certa experiência e criar condições para duas iniciativas importantes. quando foram criados cinco projetos pilotos com o objetivo de desenvolvimento de pesquisas e disseminação do uso de computadores no processo de ensino. e o projeto da criação dos Centros de Informática e Educação (Projeto Cied). sociopolíticos e pedagógicos da realidade brasileira". visando a preparação de professores e técnicos das redes municipais e estaduais de ensino. criando projetos pilotos de caráter experimental. no Brasil. O Projeto dos Cieds. Apesar destas preocupações. inerentes ao próprio ineditismo da atividade e devido à falta de continuidade dos recursos. (c) a preocupação quanto ao investimento em máquinas. em 1987. Mesmo passando grandes dificuldades. em particular.

a ausência de discussão e de participação mais ampla de professores e estudantes. excetuando-se casos isolados onde a dedicação e a criatividade permitiram algumas experiências interessantes. visto o quadro deficitário das escolas públicas. As experiências dos anos seguintes foram frustrantes. do MEC para as Secretarias Municipais e Estaduais que passam a participar da construção dos Laboratórios. EssesLaboratórios. ainda que não exclusiva deste projeto. pois além das dificuldades próprias de uma prática sem tradição. seriam uma espécie de frente avançada do processo de informatização da educação. agora. alunos e funcionários que até aqui haviam sido marginalizados do processo de elaboração e decisão sobre estas políticas verem. por outro. como um desperdício do dinheiro que faltava em tantas coisas "mais importantes". seu papel reduzido a mero aplicadores de decisões preestabelecidas. Os computadores que chegavam às escolas provocavam reações contraditórias: por um lado. A falta de infra-estrutura. se constituindo em equipes e espaços de experimentação. vistos como improdutivos. cobrados por uma política e iniciativas das quais não tinham sido constituintes. a ausência de suporte. elemento chave nesta nova etapa. instalados no interior da Escola. terminaram por paralisar e isolar os Laboratórios no interior da Escola. eram vistos como algo que poderia melhorar e facilitar o trabalho (tanto administrativo quanto educativo). que posteriormente serviriam de difusão para outros professores e alunos. - . teve nesta atividade conseqüências mais graves. Acrescente-se às dificuldades o fato de professores. A descontinuidade dos recursos. a falta de preparação das equipes constituídas. a obsolescência extremamente rápida da informática e a falta de manutenção podem paralisar as atividades.Apresentação descentralização.

Os poucos aplicativos que o leigo em informática conseguia usar (como editor de textos e planilhas). Para a comunicação com a máquina ainda eram utilizados sistemas baseados em comandos. cobravam seu preço paralisando as iniciativas. A tônica dos poucos programas educativos existentes apoiava-se no computador apenas como algo capaz de substituir atividades repetitivas desempenhadas pelo homem. realizado pelo Educom!UFPE em 1988. ainda era uma atividade de informáticos.A Educação na Era da Internet - A falta de participação de educadores e educandos no processo de elaboração de uma política para introdução do computador na escola. Nestas condições. de comandos e codificações. exigia ainda o conhecimento de sistemas operacionais. A informática. existia um problema mais geral que era uma confusão entre uti lizar a informática na prática educativa e ensinar informática. baseados no uso do mouse e na representação de uma mesa de trabalho. Mas. a "educação utilizando informática" praticamente inexistia e o que se fazia era "ensino de informática". e a util ização de recursos gráficos. os computadores não podiam ser acessíveis à grande massa de professores e só atraiam aqueles que percebiam as potencial idades ainda não realizadas pela informática. nessa época. na realidade. nos mostra o quanto a atividade de informática educativa estava longe do cotidiano dos professores: . ainda davam seus primeiros passos. assim como a descontinuidade dos investimentos e suporte. Neste quadro. de ajudá-Ios na memorização ou para a transferência de informações para o aluno. O programa do curso de formação dos professores (um pouco o que era feito em todo o Brasil). A interatividade era ainda praticamente nula. e de uma certa maneira até nossos dias.

A escola sempre utilizou uma tecnologia que aparece na organização do espaço escolar.) e no privilégio da palavra e da escrita como elemento constituinte de significados. giz. às máquinas eletromecânicas e agora às máquinas de informática. Um curso deste tipo era algo muito distante da vida das escolas e necessitava um esforço dos educadores que não se justificava. 10) Estudo individual assessorado e 11) Estágio nas escolas do NAE (Projeto Educom. livros. na sala de aula. bem como pela necessidade de formação de um novo tipo de trabalhador e de prestador de serviços adequados às necessidades de uma economia que cada vez mais incorporava as mudanças promovidas pela informática. 7) Utilitários I. cultura e ensino. de formar mão-de-obra capacitada e mercado para a indústria de informática que estava em expansão. mas de pessoas ligadas ao aparato burocrático do Estado. educação e sociedade. nos instrumentos de trabalho (quadro-negro. 3) Introdução à programação Logo. cadernos. 6) Informática. em particular. Existe uma associação do conceito de tecnologia ao moderno. 4) Ensino de informática na escola. 1988). 9) Prática de Laboratório de Informática. envolvidos nas dificu Idades próprias do precário sistema educativo e de sua atividade do dia-a-dia. preocupadas em levar este recurso para o interior das escolas. etc. ao novo e. - . retroprojetores. tecnologia existe em qualquer atividade humana. mimeógrafos. borrões. 5) Desenvolvimento cognitivo. apostilas. 2) Introdução à linguagem algorítmica. Refletia uma iniciativa que não partia das pessoas envolvidas no cotidiano da atividade educativa.Apresentação 1) Introdução à microinformática. 8) Prática do ensino de Informática. já que os resultados eram muito limitados e que eles tinham mais com que se preocupar. Mas.

A tecnologia. 4) Ensino de giz e quadro-negro na escola. 3) Introdução à técnica de reunião de professores e de pais e mestres). 1998).A Educação na Era da Internet Nem por isto precisamos de seminários e cursos de formação de professores do seguinte tipo: 1) Introdução às técnicas de impressão (a utilização do mimeógrafo. 6) Processos Gráficos. Normalmente. 7) Utilitários I. tanto faz o quadro de giz ou a Web. Ou seja. como a prática usada no ensino. A tecnologia educativa não pode estar desligada da teoria da educação que envolve várias ciências. mais ou menos a mesma coisa do que se fazia com a tecnologia de informática. uma tecnologia surge como uma projeção de uma prática anterior. 8) Prática de ensino de mimeógrafo. impressão a off-set.): 2) Introdução à linguagem gráfica. Ela é ao mesmo tempo a expressão de uma prática e um elemento que a modifica. A técnica. é fruto de uma proposta político-pedagógica respaldada por conceitos que são o lastro dessa proposta. Esta tecnologia é uma cristalização de práticas desenvolvidas nas atividades educativas. 9) Prática de Laboratório de Quadro-negro. técnica da caneta tinteiro. por si só. Antes do giz e do quadro- - . 5) Desenvolvimento cognitivo. 10) Estudo individual assessorado e 11) Estágio nas escolas do NAE (Projeto Edugiz. não forma nem o professor nem o aluno. cultura e ensino. educação e sociedade. dando-lhe uma importância maior do que a prática pedagógica. Ainda que estes assuntos envolvam a tecnologia educativa. usada ainda hoje na escola e que faz parte da formação dos professores aprender a utilizá-Ias da melhor maneira possível. etc. pensar um curso deste tipo como formação para professores seria uma evidente aberração. a tecnologia usada há de ser referendada para poder fazer sentido.

etc. jáque se incorpora à dinâmica do cotidiano (o qual ela também modificou). Estas observações permitem entender um pouco o misto de dificuldades e potencial idades que cercam o estágio da Informática Educativa. fazer as opções de desdobramento que ainda não se inscreveram em seus instrumentos. Vivíamos um momento em que a tecnologia informática procurava ainda se constituir. no processo de consolidação de uma tecnologia. ela parece substituir a prática anterior. ela tende a ganhar mais importância do que o que se faz com ela. E ao se criarem estes instrumentos. estas práticas se generalizavam e ao mesmo tempo se modificavam em função das particularidades dos instrumentos criados. Ela se propunha facilitar a - . para ajudar a tornar mais visível ou fixar algo que estavam explicando. Utilizá-Ia nesse momento exige o esforço de intervir e conhecer todos os seus mecanismos. em que falamos anteriormente (que de uma certa maneira ainda se manifesta até hoje). Se no primeiro momento se cria a tecnologia com o intuito de fazer melhor. as pessoas escreviam ou desenhavam em algum suporte ou no chão. que passa a ser parte do ambiente. se começa a produzir novas práticas e novas maneiras de se fazer as mesmas coisas e outras. Quando uma tecnologia surge. o ábaco e mais tarde a régua de cálculo. o retroprojetor. por exemplo. suprir suas lacunas. ela parece desaparecer e se tornar invisível. Para fazer contas utilizavam os dedos. primeiro o quadro negro. Esta prática evoluiu criando instrumentos particulares para melhorar esta forma de expressão. para poder corrigir suas falhas. e a maneira de utilizáIa e o resultado da sua ação tendem a ganhar destaque sobre a tecnologia propriamente dita. Quando a tecnologia está amadurecida e consolidada. depois os diapositivos.Apresentação negro. mais rápido e com maior efetividade o que se fazia antes.

os software aplicativos em geral e o início das interfaces gráficas (que começam a reduzir a necessidade de conhecimentos de linguagem de programação e comandos). a rejeição era um fato quase inevitável. em particular ao inexistir um trabalho de informação e de discussão entre educadores. anos 1990. são universais. funcionários e estudantes. os computadores ficam situados tipicamente em Laboratórios especiais. (c) A terceira fase começa na década passada. Mas não realizava esta promessa. e ao fato de se decidir sem eles os passos que deveriam ser seguidos. com o advento da multimídia. Os problemas que vivemos nesse período.A Educação na Era da Internet (mesma) prática que se tinha até aquele momento. Em um artigo publicado no "The American Prospect On Line". os interesses maiores eram com o desenvolvimento da "Instrução Assistida por Computador" e com o ensino de programação do computador (em grande parte este esforço se deu através da organização de cursos de linguagens de programação). com a propagação de computadores pessoais. ao contrário ela somava novas dificuldades às dificuldades existentes. Em - . Nestas condições. tanto maiores porque exigiam uma nova linguagem e novos conhecimentos. pode-se dizer. A história da educação no Século XX foi marcada por previsões e expectativas fracassadas de revoluções da educação a partir da incorporação de tecnologias. muito distantes da prática do educador. (b) Entre 1981 e 1989. da Web e com a integração da informática e do computador no trabalho e na vida cotidiana. com o crescimento explosivo da Internet. Paul Star cita as três fases por que passou a relação entre informática e educação nos Estados Unidos: (a) Na primeira metade dos anos 1950 até avançados anos 1980.

Apresentação 1913. como o retroprojetor. No entanto. passíveis em certo nível de se integrarem à lógica da sala de aula. mesmo que de maneira limitada). o rádio e a televisão requeriam muito trabalho e esforço técnico específicos que dificultaram a sua relação com a sala de aula.execução deficiente. resistência dos professores . Segundo ele. Em seu livro "Os professores e as Máquinas". O fracasso das primeiras fases da integração do computador à prática educativa parece seguir. duráveis. Star. já no percorrer da segunda fase. dinheiro insuficiente.mas por causa de um obstáculo mais fundamental: a lógica da sala de aula" (d. Larry Cuban aponta que estas expectativas foram decepcionadas repetidamente. Esta razão possibilitou que simplificações destas tecnologias. A mais importante delas é que os computadores começam a atrai r o interesse não apenas dos administradores mas. cada - . O mesmo aconteceu quando o rádio foi inventado nos anos 1920 e 30 e com a televisão a partir dos anos 1950. flexíveis e respondiam aos problemas encontrados pelo professor em suas demandas de instrução diária". aparentemente. "as ferramentas que os professores acrescentaram a seu repertório no correr do tempo (por exemplo o quadro-negro e o livro de textos) foram simples. Os filmes. o mesmo ciclo de entusiasmo e desapontamento e fracasso das previsões relativas à introdução na educação destas outras tecnologias. apesar do esforço e do investimento "não pelas razões que geralmente se afirma . fossem incorporados ao ensino. os slides e o videocassete.1996). aparecem questões que se desviam do padrão das tentativas de introdução de outras tecnologias avançadas. Thomas Edison previu que os livros nas escolas logo estariam obsoletos por causa do cinema.

dos estudantes e professores. duráveis. como resultado de uma dinâmica que corresponde a uma trajetória nacional sobredeterminada pela sua integração em um processo mais geral de globalização. O período que passamos hoje no Brasil poderia ser relacionado com a transição da segunda para a terceira fase que ocorreu com a integração do computador à educação nos Estados Unidos. e ganharam a tal ponto repercussão na mídia que se incorporaram à prática educativa dos estudantes e professores por fora da escola. como planilha eletrônica. por uma grande parte do que se poderia chamar a comunidade educativa. como "simples. como meio de comunicação e pesquisa. . estruturas e recursos aplicados dentro das escolas e do aparato educativo. flexíveis e capazes de responder a necessidades definidas pelo professor em função das demandas de instrução diária". uma simultaneidade entre ambas. como instrumento de edição e publicação de pequenos trabalhos. os computadores se mostraram mais suscetíveis e úteis às atividades centradas no estudante e definidas pelo professor. o computador é usado como editor de texto. capazes de introduzir o computador na dinâmica da escola. do rádio e da TV. Ao contrário do cinema. este equipamento e. em particular. elas começaram a se transformar cada vez mais naquelas ferramentas. por um lado.A Educação na Era da Internet - vez em maior número. mesmo que não de maneira intensiva. como entretenimento. como agenda. a Internet. Se. E quando a Internet explode à luz do dia. definidas por Cuban. Ocorre. Hoje. ainda não encontramos profissionais. entraram a tal ponto no trabalho e na vida cotidiana de uma grande parcela da população. a nosso ver.

bibliotecas digitais. Em alguns casos são ambientes particulares. empresas e residências). salas. de celulares e outros serviços informáticos e telernáticos). existem iniciativas de criação de ambientes informáticos que aproximam a máquina dos usuários. Por um lado. Por Que este livro? Temos hoje um "parque informático" significativo no nosso país (equipamentos e programas em instituições. quadros de avisos. etc. '. Por outro lado. um esforço de equipar as escolas (criação de laboratórios. classes e cursos pilotos ou mesmo escolas especiais) e informatizar serviços (bancos de dados administrativos. de computadores pessoais. •• .Apresentação Neste sentido. serviços de edição. cursos usando CD-ROM e a Internet. Dois caminhos. serviços de mensagens da instituição e dos cursos. home-pages e bancos de dados. assim como comunicação entre alunos e professores. têm sido empreendidos. Estadebilidade não é fruto da falta de esforços. criaram-se as bases para uma real incorporação da informática à prática educativa em nosso país. Instituições de ensino e empresas têm produzido programas e sistemas voltados para a criação deste tipo de ambiente. Se observarmos esta real idade. biblioteca. como os laboratórios de que já falamos.). temos já uma significativa parcela da população alfabetizada em informática (alguns milhões de usuários da Internet. não podemos deixar de estranhar a precariedade da utilização da informática na prática educativa. não excludentes.

novos valores. de novos paradigmas. Elas surgem de projetos. Uma prática educativa que não se baseia na continuidade do tem- - . A grande questão. onde o problema não é possuí-Ia. Muitas das experiências que vivemos fracassam ao tentar reproduzir a mesma prática anterior utilizando as novas tecnologias. não é mais possível manter a mesma prática educativa que antes. mas achá-Ia e descobrir sua relevância. a criação de uma nova cultura. que não está resolvida. comunicativas e culturais. Por sua vez. Numa sociedade de abastança de informações. em idas e vindas. Uma experiência particularmente importante neste caminho é a de criação de ambientes telemáticos para o desenvolvimento de uma prática educativa. criadas por tecnologias e relações sociais anterrores. hábitos e práticas não pode ser feita em laboratórios. onde se alternam grandes experiências com fracassos (que às vezes ocorrem mesmo simultaneamente).--l A Educação na Era da Internet Mas cada passo dado parece provocar um sem número de reações e dificuldades já que entram em contradição com culturas. é a criação de uma nova prática comunicativa e de processamento de informações condizentes com estas novas tecnologias. e onde o controle da informação se torna inviável. de práticas e de experiências onde se procura equipar o professor e dar sustentação a sua atividade. que rompendo a barreira do espaço físico da escola ensaia passos no terreno da comunicação digital. hábitos e instrumentos arraigados e incrustados em nossas práticas educativas. onde os homens compartem seu poder com as máquinas ao compartir com elas seu processamento. Esta nova cultura se cria em práticas contraditórias.

Realização é re-criação . e que. para os que desbravam este caminho. Ele procura apresentar. Aprendizado é a evolução do conhecimento . .O processo de implementação de uma inovação é. a partir de uma estrutura conceitual para a implementação de inovações tecnológicas em educação baseada em três argumentos: A adoção precede a mudança . autores deste livro. em essência. r. Esta experiência se articula em torno da criação do ambiente AulaNet.Seres humanos são ativos criadores de conhecimento. mas falíveis. que é independente de distâncias e que não se referencia no espaço físico. (b) contribuir. um conjunto de idéias. ao "abol i-lo" (ou ao torná-Io único) subverte toda prática educativa pré-existente. a inovação tem que ser adotada em primeiro lugar pelos alunos e professores.Para que qualquer mudança pretendida ocorra. O conhecimento criado deve ser refinado pela crítica dos seus pares. Este livro procura refletir sobre este tipo de prática e contribuir para a criação desta cultura. metodologias e experiências construídas por uma equipe de professores e estudantes. técnicas. sem impor. Os objetivos da equipe do Projeto Aulanet são: (a) Promover a adoção da Web como um ambiente educacional. mudanças pedagógicas dando suporte à re-criação.Apresentação I '- po. - . um processo de re-criação no qual professores e alunos reinterpretam a inovação em seus próprios termos. coordenados pelos professores Carlos Lucena e Hugo Fuks. Desta forma a real ização de uma inovação freqüentemente reflete um conjunto de soluções de compromisso entre a forma nova e a antiga de fazer as coisas.

aprendizes e agentes de cultura não habituados a linguagens da informática. em particular dos conteúdos do curso "Tecnologias de Informática Aplicadas à Educação" coordenado pelos autores deste livro. Na sua estruturação. deliberadamente. contradições.A Educação na Era da Internet (c) encorajar a evolução do conhecimento (tanto para alunos quanto para professores). papers. aulas. onde o leitor se ai imenta dos conteúdos apresentados para os destruir. Um pouco também por isto. O que ele faz é apresentar idéias. criando e construindo os seus próprios significados. -i - . muitas das quais servem também à educação presencia!. Por esta própria concepção de estrutura conceitual. a algo contínuo com início. o editor procurou. meio e fim. Ele foi redigido e editado a partir de documentos. a edição do livro acompanhou esta idéia. permitindo redundâncias e desmembrando o material em cinco partes relativamente independentes. Seria empobrecedor reduzir um material tão rico e multiforme. quanto mais não seja por entender que por um bom tempo trabalharemos com uma transição da prática educativa. Tivemos a preocupação de criar uma metainformação (uma informação da informação) através de notas para tornar o livro acessível a uma grande parcela de professores. reflexões. fica evidente que este Iivro não proporá uma receita de prática educativa. Mas permitimos a sobrevivência das mesmas redundâncias. pontos de vista e linguagens diversificadas que encontramos na Internet e nessa experiência. teorias e experiências. evitar a tentação da busca da coerência. uma concepção fechada e definitiva do que será a educação na era da Internet. desenvolvido no próprio ambiente AulaNet. cujas diferentes partes podem interessar a públicos tão diferentes.

Não um instrumento para técnicos. O que pretendemos com ele é oferecer um elemento a mais para a criação do ambiente necessário para o desenvolvimento da educação baseada na Web.Apresentação -•. Esta discussão foi importante para criar uma massa crítica que viabilizasse a construção dos instrumentos que temos hoje para uma prática de educação à distância.' - . o Nilton Santos . Mas hoje. discutindo tecnologias de informática aplicadas à educação. é necessário experimentar. ou para entender o que os técnicos fizeram. para o próprio desenvolvimento destes instrumentos. coordenação e cooperação como seus elementos constitutivos.. que se discute neste livro é uma subversão da prática educativa que aponta o caminho da comunicação. socializar e massificar a sua utilização.

.

Como a utilização de a ecnologia é mui o recente.é chamada de A - . pessoas comunicam para rabalhar em conjunto. localização -í ica e compo ição . i emas e plataformas. vários projetos de pe qui a busca enco ar o aspectos relevantes para o trabalho em grupo au iliado por computador.Comunicação Digital e Trabalho de Grupos proliferação de computadores pe oai e a popularização da Internet ampliaram as possibilidades de comu icação entre as pessoas.que podem ariar em tamanho. criando uma ariedade de serviço oierecidos através de uma rede heterogênea de a bien es. Estes aspecto podem ser i tos n turas de comunicação. E e coordena para trabalhar melhor. tecnologia ba eada e mídia digi ai que dá uporte à ati idades de pe oas o anizad e grupo . coordenação e cooperação co as quai o grupos trabalham.

Por isso. é ne- Quando se conversa com alguém. exatamente: COmUnlCaçaO. imagens. dessa maneira. deixamos de tratar e ap icaçoes e arqu IVOS. ninguém pode se limitar a um só tipo Estamos na era do telefone celular que . termos como "arquivos".e passamos a trabalhar com outros conceitos tais como d " I' -"" . a computação "programas" só trabalhava com A e "aplicações".A Educação na Era da Internet Groupware. realização dos compromissos cessário facilitar esse tipo de diálogo e oferecer meios para que essa conversa aconteça da melhor maneira possível. se está assumindo compromissos. coordenaçao peração. se traduz pela assumidos. partir do desenvolvimento Recursos gráficos ou de utilização de textos. Atualmente.1 - de comunicação. ícones e multimídia que tornaram relativamente mais fácil a comunicação com a máquina e. . Torna-se necessário dar instrumentos para que essa conversação se realize nos mais diversos locais e nos mais diferentes momentos. no fundo. a tornaramacessívelaumnúmero maior de pessoas por dispensarem códigos e conhecimentos de programação. Os conceitos básicos que norteiam os sistePrograma de computador que oferece suporte para o trabalho de grupos.. _ _ e coo- Originalmente. Ao lidar com Groupware. das interfaces gráficas come- -- çou a ser importante trabalhar com a dinâmica dos sentidos humanos. . " Trabalhar é Conversar E o trabalho. mas baseados nessetipo de tecnologia são.

são esses produtos que deveremos levar em consideração. Não devemos poupar esforços para que todos usem o correio eletrônico. mas. Ambientes deste tipo constituem os espaços de trabalho de uma organização digital. em breve. quanto na externa. eles servem para mapear essas tecnologias e. quando se quer promover uma sala de reuniões. continua a ser muito importante a comunicação assíncrona como a que se dá através de cartas. do que bastariam servir. criam e tomam decisões. nós poderemos nos comunicar entre quaisquer lugares e em qualquer momento. ao mesmo tempo. o que caracteriza tipicamente a comunicação das diferentes pessoas de um grupo. Os programas servem a muitas coisas mais. o usuário comum deste programa não utiliza nem dez por cento de seus recursos. de qualquer maneira. A princípio. No entanto. Então. O que as pessoas fazem quando se reúnem? . a uma mistura delas. necessidades específicas. a uma determinada necessidade específica. por exemplo: "Eu quero ter uma sala digital de reuniões. de mensagens eletrônicas. de publicações impressas e de outros meios na qual os diferentes sujeitos da comunicação se manifestam em momentos diferentes. Esseé o primeiro passo para se ter uma organização digital. - . por exemplo. Veja o Word da Microsoft.Elas conversam. cada um deles. mas em locais diferentes". A utilização deve ser intensiva. mas a um conjunto. em termos de tecnologia.Comunícaçâo Digital e Trabalho de Grupos está se tornando uma das formas mais importantes de comunicação. para se implantar uma cultura de comunicação digital. Podemos pensar. é preciso dar suporte a essetipo de atividade. As necessidades de comunicação formando no mundo do trabalho geraram uma série de tecnologias que foram se transem diversos produtos que respondem a várias Esses produtos não respondem. com o qual. o que caracteriza uma organização digital é o uso intensivo de correio eletrônico tanto na comunicação interna das organizações.

a interatividade é quase nula. o segundo passo é procurar dentro da organização . setores ou indivíduos grupo inicialmente envolvido que se comunicam no processo. grupos com os quais ele trabalha dentro e fora da empresa são a organização.da empresa. motivação motivado .difunde a informação.pois sem não nada poderá ser feito. Comunicação do tipo divíduo que está trabalhando. É dentro desse grupo bem estruturado e. com o Paralelamente. devemos explorar a lateralidade das relações de trabalho.um grupo muito bem estruturado. tipo de trabalho gera um tipo de comunicação específica. conversar. que espalha. A informação segue apenas um sentido.). as pessoas e os Esse é o seu broadcastéadorádiodifusão (também utilizado pela televisão transmitida através de antenas).a comunicação . do emissor para o ouvinte. Porque dentro da perspectiva do inr--------. Em seguida. telefonemas dos ouvintes. grupo de trabalho.dissemina. você tem muita Em uma organização do tipo comunicação I' b Ih - broadcast de disseminação . O retorno da informação é limitado e se dá por outros canais (pesquisas. que não caberia detalhar aqui. bem estruturado e bem motivado ao qual nos referimos inicialmente. principalmente. Se trabalhar é comunicar-se. universidade ou de qualquer ambiente de trabalho . organização e empresa são as pessoas com quem e e se comunica e com quem tra a a. Do seu ponto de vista. cartas. etc.A Educação na Era da Internet Uma vez que se tenha uma infra-estrutura para isto. então o que podemos fazer para estimular esse processo? . já que tecnologia transforma a água em vinho .que começamos a implantar os produtos Croupware. Neste tipo de informação.De início. implantamos um groupware para facilitar a comunicação Cada entre os integrantes deste grupo pequeno. a expansão do uso dessas tecnologias deve avançar na direção de outros grupos. Essas relações se diferenciam pelo formato da comunicação.

Essa leque diversificado de mecanismos que estão presentes nas mesma cooperação no trabalho deve existir.dependendo das necessidades do trabalho . desde o eu-sozinho até o extremo oposto.). em relação à duração e ao tempo no qual se estabelecem. com os clientes. etc. quando se tem toda a lateral idade possível. documentos oficiais. Quando estabelecemos contato com vários setores e grupos. no trabalho de equipe. não pode haver uma ruptura entre os momentos em que estamos sozinhos. nos grupos. reestruturam-se e se renovam.Comunicação Dígítal e Trabalho de Grupos de um para muitos (comunicados. Essarenovação se dá a partir da resposta da equipe com a qual trabalhamos. seja quando ele trabalha em grupo.essa comunicação se modifica. etc. através de um no ambiente de trabalho. também. Equipes se formam. e se coordenam. orientações. de acordo com o grau de cooperação entre seus integrantes e em função de seus objetivos. na negociação com fornecedores. continuamente. seja quando o indivíduo desenvolve uma atividade sozinho. Estamos falando daquele grupo inicial. pequeno e motivado. é preciso ferramentas para esses diversos grupos. e também dos outros grupos com nossa - . quando nos relacionamos equipe ou com toda a Internet. As comunicações As pessoas se comunicam ferramentas disponíveis se diferenciam muito. Por isso. E é importante enfatizar que as ferramentas não podem ser muito diferentes. tanto verticalmente como horizontalmente . regulamentos. em todo o ambiente da Internet. Mas também há bastante conversação e reuniões onde a interatividade está colocada nas relações entre pessoas.

nós temos um processo contínuo de comunicação.ainda mais se pensamos em Internet . incluindo a lateral idade existente nelas.é também uma relação de trabalho. com diferentes técni- cas. onde cada vez mais as fronteiras das empresas se diluem (o self-service. O cliente. ~~da dia mais. o trabalho e o aprendizado começam a ficar muito perto um do outro. a empresa ou a escola. E o produto dessas relações e interações. o caixa eletrônico.o universo onde essa empresa ou escola está inserida. Então. hoje. a relação dos clientes com as empresas . etc. Por isso. Afinal. está dentro do fluxo de trabalho da empresa. linguagens e jargões. por exemplo. ele é parte da empresa. O produto dessas relações e interações é a organização. é ele que preenche o formulário quando faz um pedido de compra. em particular. Tão perto a ponto de se confundirem. da Internet. que digita a ficha de pagamentos e pratica outras ações.) e onde o cliente passa a ser parte dela. Os Clientes como Parte da Empresa Podemos afirmar que. nios de conhecimentos que percorre domídiferentes. é a sua "fatia de mercado" . o que torna necessário um aprendizado constante. É interessante observar. quando pensamos em todo - esse processo de comunicação entre organizações. equipes .A Educação na Era da Internet e pessoas que interagem com ele. Esta tendência do mercado. se acelera e se aprofunda com o surgimento das redes informáticas e.

versa. suporte técnico. que o nosso modem está estabelecendo contato com outro computador e negociando a forma de comun icação e cooperação entre eles. Estáquerendo saber do modem do outro lado. É necessário. Quando ouvimos o barulhinho do modem do nosso computador. Ele transforma os sinais usados pelo computador em sinais utilizados pela linha telefônica e vice. E um aspecto básico na noção de comunicação entre computadores é a cooperação. enfim. que tudo isso necessita de uma rede de computadores que lhe dê sustentação. versões.Comumcação Digital e Trabalho de Grupos e pessoas. É preciso suporte de agenda. há uma série de serviços fundamentais para que uma aplicação de Groupware possa se realizar. co-autoria. para o ser humano assumir o controle. Isso é muito natural Equipamento de interface que permite a conexão de um computador através da rede telefônica com outro computador. toda e qualquer interface é um entrave ao trabalho. no mundo da informática. Portanto. por exemplo. as regras de comunicação e cooperação entre os computadores e as máquinas que se integram. qual é a sua capacidade de enviar e receber informações. percebemos que uma conexão está sendo feita. Não existe escapatória para isto. - . de conversar. suporte à decisão. do tipo distribuição Ou seja. em outras palavras. ter um acúmulo das mais variadas formas de tomada de decisão para concretizar a comunicação. uma vez que os protocolos da Internet são. em outro local. ele precisa entrar em contato com os sistemas e produtos que dão suportes a esses serviços. ainda. Infelizmente. Os computadores têm que cooperar entre eles. E isso tudo só para se ter uma aplicação. Para identificarmos como isto ocorre. o que se traduz no poder de controlar de software dentro da Internet. basta refletirmos sobre os sistemas operacionais com todas as suas idiossincrasias.

sar em uma série de coisas que não tem nada a ver com a tarefa em si. mas em outras coisas d b alheiIas a e e. por exemplo. Se pensarmos em engenharia de produção. gravá-Io em um diretório. quando vamos real izar uma tarefa neste programa de computador. Não podemos mais pensar só nos problemas ligaos a nosso tra alho. Para melhor entender a que nos referimos. desagradável e cansativa. infelizmente.A Educação na Era da Internet Estamos Microsoft bastante acostumados ao Windows precisamos da pen- e sabemos que. produzir uma cópia de segurança. mente para. S I omos f orça d os a raCIOCinar d e . nos preocuparmos com a possibilidade de confusão de versões. O sonho é que o computador fique muito mais parecido com o liquidificador. a empresa terá a memória dos motivos que de- ~- . de forma a permitir a recuperacomeçamos a ter uma representação Essa memória servirá futuracomportamentos ou da memória organizacional. rever decisões que foram tomadas com relação a determinados produtos. precisamos abrir um processador de texto.. entre as pessoas e equipes é armazenada."gelo picado" e pronto! Passeio pela Memória Quando toda essa comunicação ção da informação.e já estamos raciocinando de forma indireta. poderíamos fazer uma comparação eletrodomésticos. com o Windows . que é extremamente cus- tosa. se for o caso. sim. abrir e nomear um arquivo. uma maneira indireta. e os que é O computador muito do extremamente fácil de usar. videocassete e. onde você coloca o gelo e aperta o botão . mas. Para escrever um texto. entre os computadores se aproxima não do liquidificador. por - exemplo.

por exemplo. em projeto. Se temos uma memória.Comunicação Digital e Trabalho de Grupos terminaram uma opção. já materiais e tecnologias melhores. e. as tecnologias e os materiais não estavam suficientemente desenvolvidos para a produção de uma turbina. nesta memória. quando se revisaria a decisão anterior com o objetivo de alguma coisa (quem sabe. nesse momento. e aprendizado de passear mos a possibilidade de incorporá-Ia de treinamento isso gera a de novos tenda do assunto e agregue valor. Muito mais importante é conhecer o processo que levou à tomada da decisão. que que antes não pude- viabi Iizassem idéias e alternativas ram ser implantadas). em determinado caso em que foi usada cerâmica ao invés de alumínio em um produto. Essa seria. o torna-se necessário um gerente que ené muito útil também para a tede de pessoas que ingressam na empresa. obviamente. Grande parte do tra- - . uma informação modificar existiriam muito útil em outro momento. Esta memória capacitação um determinado percorrê-Ia. certamente. assim como passa a ser constante a necessidade de treinamento. Com isso. Talvez a opção tenha sido motivada pelo fato de que. grande parte do trabalho pes realizam que gera gerenciamento: a necessidade de novas que as equiformas de começa a ocorrer de forma assíncrona. possibilidade funcionários. o processo vai se confundir com o próprio produto. No trabalho intelectualizado. A decisão em si deixa de ser tão fundamental. em determinada época ou circunstância. O fluxo de entrada de informações sobre o processo passaa ser constante.

homem-hora. a microempresa. olho-vivo . através de um micro conectado à Internet. isto é. E. trabalho e aprendizado juntos.persistir. Principalmente porque grande parte do trabalho vai vão andar ser feita em casa. do olho em cima. presa vai se constituir parte da empresa ou da escola. Se esse tipo de gerente tradicional . A característica de pessoas da organização ou a equipe ção digital é a de ser holística . própria empresa. e onde se divide e fragmenta todo o Nossa Casa como Parte da Empresa Cada vez mais.trabalhar com o todo. não é mais necessário. a organização terá muita dificuldade de lidar com o trabalho realizado fisicamente longe de seus olhos. e o círculo - completa. vai ser parte da organização. se isso E. Novamente. portanto. Deixamos de ser simplesmente . Ela tende a ser a própria escola e a Cada microemse consumidores em uma empresa. aquela gerência tradicional do passa a ser completamente do estou-vendo-o-que-você-está-fazendesnecessária. a qual também será o lugar onde vamos aprender. o conjunto está fazendo. O simples papel de intermediário numa organização não mais taylorista trabalho. a casa. o que passa a interessar agora é se o trabalho de uma pessoa agrega valor ao que o grupo. longe dos olhos do gerente. não tem sentido da organizadigital.A Educação na Era da Internet balho começa a acontecer do homem-hora.

--l você se conecta de seu provedor instalada (o servidor) . cabo ótico. entender que permite pessoas e É muito serviços importante que o protocolo cliente-servi- de da Internet está baseado na relação dor. satélites. uma padronização. um protocolo. A L--. a ligação física (seja por telefone. uma série de normas. e às demandas e usuários . você tem um "servidor" dor .local onde está a sua caixa de correio ..) e de outro. porque hoje ainda existe uma distinção muito forte entre o papel do cliente e do servidor. no entanto. para a. ondas de rádio.Comumcação Dígítal e Trabalho de Grupos e passamos cia essa era. O Napster já anuno programa Napster ria c um ambiente onde um usuárioassociadopode acessar computador e o d qualquer outro usuário para procurar músicas guardadas diretórios em preestabelecidos pelo proprietário. você usa seu "cliencom a máquina Clientedecorreioeletrônico é um aplicativono seucomputador. . as de seus cI ientes.que são chamados quando Só para exemplificar: te" de correio eletrônico. -----' Quem tem alguma atividade na Internet. . tam em. a ser também provedores.-- que se dirigem outras pessoas.chamado de provede vários "clientes".e busca as di . você tamo assim como que vai ser realizado no seu micro será parte - . etc. . as mensagens que você deseja enviar se encarrega para O provedor (e-maíls) e recebem de e-nviar e receque por ber as mensagens sua vez enviam de outros provedores. Essa é a relação e a estrutura básica de serviços da Internet. fi' d I Ja OUVIU a ar murto nestas uas pa avras: protoco10 e padronização. bém vai virar um provedor processamento de informações.d E' I' b' mensagens IrIgl as a voce. ou seja.capazde enviare recebermensagens. L-. A Internet é baseada em dois fatores: de um lado. Num futuro próximo.que atende computadores aos requisitos . Essadistinção. tende a cair mais à frente. Então. uma mesma "linguagem" máquinas se comunicarem entre si.

A Educação na Era da Internet

integrante do processamento da empresa para a qual trabalha e do processamento que está ocorrendo em toda a Internet. Por exemplo, mantendo o seu computador conectado à rede, você poderá alugá-Io para que outros o utilizem para processar dados, aproveitando as horas ociosas. Para alcançarmos essa nova realidade, devemos primeiro investigar porque tantas tentativas de implantação de Groupware falharam. Acontece que ele gera mudanças na maneira de trabalhar, e uma dessas mudanças consiste no fato de que o esforço do aprendizado passa a ser constante. Temos que aprender constantemente para poder conversar com outras pessoas (utilizando outros jargões) e para acompanhar a reestruturação de equipes durante o tempo todo. A maior dificuldade é que não há uma percepção muito clara dos benefícios obtidos. Assim, ao mesmo tempo em que perturbamos uma dinâmica pré-existente, não podemos ver claramente os benefícios da nova dinâmica. Do lado da computação, ficiente de conhecimento dicionalmente, não há um acúmulo suTrade sistemas multiusuários.

quando existe muita gente na rede, a sen-

sação que temos é a da lentidão do processo. Essa é a única percepção que temos da existência de outras pessoas na rede. Então, ainda não existe uma cultura de sistemas multiusuários. O que estamos tentando fazer com o AulaNet é exatamente aumentar essa cultura. Do ponto de vista dos resultados, ainda não existem métricas implementação que perm itam med i r os gan hos com por de Groupware. Por exemplo, o famoso ín-

-

dice ROI (Retorno de Investimentos), já foi aplicado

Comunicação Digital e Trabalho de Grupos

várias empresas que implantaram

esse tipo de tecnologia Por

e não foi constatado um aumento de produtividade.

quê? - Novamente, parece que esses indicadores não levam em conta as métricas que espelham a valorização do indivíduo necessário qüência,
O Iham

dentro da empresa e da organização. uma metodologia seu trabalho. que comprove

Torna-se que o
Os efeitos da implantação do Groupware não se traduzem de imediato, já que eles se dão por processos cumulativosconformeconstroem uma cultura e um acúmulo de memória de experiênciasedepráticas.

Groupwere valoriza o indivíduo e, em conseO

Então, usan d o in d ica d ores que não para essesaspectos, rea Imente não conseguimos perceber os seus resultados.

Após a implantação do sistema Gtoupwere, o trabalho passa a se basear no aprendizado, pelo simples fato de que, ao lidar com grupos diferentes, é preciso aprender a identificar o que essas pessoas querem, além de identificar uma nova forma de conversar com elas. isso será em grande parte possível quando os conteúdos da empresa estiverem digitalizados. Ou seja, quando forem criadas uma memória organizacional e equipes de trabalho que conheçam de tal forma o assunto que se reúnam apenas para tomar decisões. O hábito de fazer reunião para conversar a respeito de trabalho vai acabar. As pessoas vão se reunir para trabalhar e tomar decisões. isto também leva à necessidade de um tipo de gerência completamente diferente da tradicional.

Comunicação Digital e Trabalho de Grupos
Na televisão, nós vemos e ouvimos o que todos vêem e ouvem. No telefone convencional, falamos com pessoas

-

A Educação na Era da Internet

com as quais desejamos interagir, ou quase isso, e ligamos para os lugares onde supomos encontrar essas pessoas. Já quando usamos o telefone celular (ou pessoal) na verdade não ligamos mais para lugares e, sim, para pessoas - ainda que essas pessoas estejam sempre em lugares. No fundo, não desejamos ver e ouvir o que todos vêem e ouvem e, sim, o que cada um de nós quer ver e ouvir. "Gosto disso", "aquilo me entedia", etc. .. O formato genérico da televisão aberta não leva esta opinião em consideração e nos invade com isso e aquilo. Mas, e se só queremos "isso" ("já disse que aquilo não me interessa")? - Com a TV por assinatura podemos procurar um canal especializado "nisso" e zapear sempre que aparecer "aquilo" de que não gostamos. Às vezes, gostaríamos de perguntar algo a mais sobre "isso", mas a televisão não nos ouve; só fala! Também não nos interessamos jornal impresso nos oferece. queremos notícias por tudo que o Se gostamos de futebol, bascada o mespes-

do nosso time e da Seleção Brasiponto de vista individual, mas eles insistem compartilhem ao horóscopo, em falar

leira. De determinado sobre o Michael mo signo!

quete pode nos entediar,

Jordan. Quanto

um tem o seu, embora milhares Queremos nos comunicar texto e da circunstância, aproveitar a oportunidade

com determinadas

soas, saber delas, trabalhar com elas. Dependendo do conpode ser necessário deixar um para anexar uma carta-convite Pode até recado para entrar em contato com elas e, quem sabe, para o lançamento de um livro, por exemplo.

-

haver um site dedicado ao livro, seu autor e seus leitores.

mas sim um dos nossos muitos "avatares" para passearmos num ambiente virtual ou participar de um . mandar determinada mensagem primeiro para nós mesmos (para sentir o impacto como leitor). urgentemente. você pode estar em qualquer eletrônica lugar. Se o descobrirmos conectado à Internet. em qualquer hora. comunicarmos e trabalhar. Jogo na rede.poderemos até vê- 10 e ouvi-Io. podemos chamá-Io. Podemos enviar em anexo um avaliação e garantindo a rapidez: "Por para avaliadores no site da artigo. preencha o formulário pois esse processo não pode parar". alguém nos escreveu (talvez o "correto" fosse enviá-Ias ao nosso advogado. sem mesmo mudar de posição. Interagir! Nunca escrever esteve tão valorizado. que a mensagem irá até você. que decidiria pelo seu envio ou não. . Podemos. tanto faz estar no Rio ou em Londres. visitarmos juntos sua página. Usando o correio eletrônico.língua franca na fica mais fácil nos é preciso estar conectado para que alguém envie uma mensagem e para a pegarmos na hora em que qu isermos em nosso provedor. às vezes. A qualquer hora respondemos a mensagens que. - . favor. Além do mais. fechar a janela do jogo e voltar correndo ao "mundo do trabalho" para falar.Comunícaçáo Digital e Trabalho de Grupos Talvez agora não queiramos mais ser nós mesmos. Bonecos e imagens que nos representam em ambientes virtuais. já que elas acabam criando compromissos). trocarmos mensagens . Tempos modernos! Podemos. momentos depois. corrigi-Ia e só depois enviáIa ao destinatário. Nem tanto na língua portuguesa quanto em inglês . Internet. pedindo conferência. com alguém através da rede.

A Educação na Era da Internet Podemos também fazer um diagrama e enviá-lo como em um envelope. Ou enviar uma outra mensagem para todos os membros do comitê do programa de uma determinada conferência que nos interessa. parecia ser estilo ertdecô. podemos . Quanto à hospedagem. A conferência pode ser a oportunidade de visitar o lugar para onde viajaremos. por exemplo. jogamos no lixo! Serviços dos mais Variados Tipos Encontramos em sítes informações e serviços dos mais variados tipos. Ao consultar - o mapa da cidade. usando cartão de crédito. Devemos sempre prestar atenção aos cabeça Ihos das mensagens. caso seja esse o de nossa preferência. por conter informação sobre a informação contida na mensagem do tipo quem. Com isso. Mensagens que não contêm o Assunto (subject) resumido no seu cabeçalho. na foto. pois eles são ricos em metainformação. onde e quando. no síte da prefeitura local. Pode ser aquele que. em anexo. Guardamos as diversas mensagens em diferentes pastas de correio. pois ninguém o fará por nós. informações para autores e do evento pode ser comprada. sobre uma determinada conferência da qual vamos participar: formulários muito mais. filtramos mensagens de pessoas e assuntos indesejados. Precisamos guardar. Até a camiseta comemorativa de inscrição e aceitação das regras. com o cartão de crédito já reservamos o quarto do hotel desejado. Há conferências que só aceitam artigos enviados por correio eletrônico.

atualizados. certamente nos primeiros contatos quando tentamos estabelecer confian- - . direto do aeroporto. . em cias existe membros a senha! do comitê organizador. Os sites de conferências são sofisticados e. via computador.Comumcação Dígítal e Trabalho de Grupos . ta clicar. No prefeitura pode-se. devido à convergência das várias mídias para o formato digital. visrtar esses sttes. visuais e de computadores.. só se entra com A novidade que a Internet está trazendo é a possibilidade de nos comunicarmos de diversas maneiras. nos moldes atuais. Uma ressalva: às vezes. ver e ouvir alguns Muito investimento sários para fazer formações sobre a história e a cultura da cidade. programadores . conteudistas. ao contrário do telefone Telepresença e Videoconferência Em algumas situações de trabalho. constan- temente. e talentos diversos são necesestes e manter site da clips com in- sites multimídias: Para basPessoasquesãoresponsáveis pela produção de conteúdos para o site. Uma destas novidades é a telepresença. sites de conferênpara os uma área com acesso reservado Ali. podemos pedir para que nos mantenham informados sobre os eventos do congresso ou de possíveis cancelamentos. além de outros tipos de profissionais. ainda. tendo os endereços. Preenchendo o formulário. onde se pode ver o interlocutor. obter mais informações sobre a região da cidade em que o evento será real izado e se será possível chegar ao hotel de metrô.

de banda passante. Em 1994. Tampouco a Internet estava preparada. A solução foi investir em um formato que se apóia Banda Passante é chamado o canal de comunicação. ler-se-ia Si-iú-si-mi. - I . e com exceção das placas de captura de vídeo. na similaridade entre o quadro anterior e o seguinte. ao contrário do vídeo que é de natureza contínua. onomatopéia de See you see me. Ela é algo novo. Um vídeo digitalizado ocupa um grande volume de informação o que cria problemas com as velocidades atuais. A idéia era muito· arrojada. permitindo dessa forma uma grande economia ponto-a-ponto. O que propiciou o recurso de enviar somente a diferença entre os quadros. entre dois compu- videoconferência - tadores pessoais na Internet. um grupo de cientistas da Universidade de Cornel! começou a desenvolver um groupware chamado CU-SeeMe de suporte para videoconferência U são as iniciais de Cornell University. o que quer dizer Vejo você. Nas interações pessoais. Infelizmente. o nome é também um trocadilho. A telepresença não é a (re-linterpretação de nenhuma forma de comunicação já conhecida e experimen- tada. como na apresentação da nova netinha para a vovó que nunca saiu de Portugal. Nascia ali o Groupware de isto é. h dor di' prate el ra. você me vê. pois sua comunicação é baseada na segmentação de dados. isso é um sucesso total. pois este tipo de uso não estava preViStO para nen um computa . O tempo é real.A Educação na Era da Internet ça mútua. precisamos saber o endereço ele- trônico da pessoa ou desse grupo como no telefone tra- em grupara c poso O desafio era prover alta tecnologia o usuário de um simples Pc. é fundamental. "olhos nos olhos" pode ser fundamental. Podemos nos comunicar agora com alguém apenas ou com um grupo de pessoas. assim. dicional. Economia.

A solução encontrada foi a de começar a exibir o vídeo assim que uma quantidade suficiente de quadros chegasse ao destino. que dispensa o uso de placa de captura de vídeo no PC e que com um imã pode ser fixada sobre o monitor. d mos este I ivro.Comumcação DIgItal e Trabalho de Grupos Em 1996. Esterecurso introduz um atraso entre o começo da ação na sua origem e sua exibição no destino. Não era mais necessário esperar por toda a transferência para que o vídeo começasse a aparecer na telinha do Pc. po r v i deoco n ferê n c i a O Uma experiência de aplicação dessas novas tecnologiaspodeserencontrada no núcleo de pesquisas denominado Projeto Rio Internet TV. centenas de visitantespordia. o refletor Rio Internet TV recebe atualmente nas suas salas de reunião digital. - d e uma sessão e seu posterior consumo sob demanda. O passo seguinte foi mais ousado e deu origem ao Refletor . uma pequena câmera de menos de 10 centímetros.o servidor CU-SeeMe. surge a QuickCam. tanto públicas quanto privadas. um groupware que cria a possibilidade rem multiponto.um falando para muitos .cujoobjetivoéo de estudar e fomentar o uso davideoconferênciacomo ferramenta de comunicação no ambiente de trabalho. Vários software de videoconferência ram criados para o formato específico fode b road cast. no entanto. demorava mais de uma hora. do Departamento de Informática da PUC-Rio. Todos essessoftwares esbarravam no seguinte problema: para se exibir um vídeo de um minuto era necessário esperar até o fim da transferência do arquivo que. Tudo desenvolvido e adaptado para uma base instalada de redes e computadores que não foram projetados para serem veículos deste tipo de comunicação. por vezes. de várias pessoas se comunicaco n exão Até momento em que produzinesta tecnologia. ancestral da Web Cam. a gravação e uma sessão de videoconferência mesmo no formato broadcast.. que permitiam a gravaçao . Mais um contratempo ao mítico conceito de "tempo real".é um desafio ainda não resolvido. - .

O trabalho digital é fortemente baseado na absorção de dados. Todo design objetiva algo! d d b d Visan o a criação e am ientes igitais do grupo deve ser facilitada em outro momento. Existem mesmo muitas regras formalizadas e aceitas por um grande número de seus usuários. Nunca se conversou tanto com tanta gente. de trabalho. Em breve.sites WWW . a são . conferênci Web . O uso intensivo de correio eletrônico é fundamental na organização digital.e videoóti mos exemp Ios das Web vem de World Wide Web (WWW) . Todas as pessoas estão tendo os seus viveres redefinidos pela constituição da Internet.. durecimento potencializada a Internet ainda vive o delírio infantil da gratuidade causado pela falta de tarifação. A ética da Rede. mas é preciso coÀs vezes.• j tecnologias disponíveis para o Design de Comunicação Digital. sua conversão em informação e na disseminação de conhecimento.A Educação na Era da Internet . É natural que uma nova ética.teia de amplitude mundial-que começou a se popularizar em 1990 através do Navegador Mosaic. Como já mencionamos O formato da comunicação municar-se! trabalhar é conversar. Correio eletrônico. precisamos nos ver. bem antes de termos nosgenéticos. pode variar. uma "netiqueta" esteja surgindo. a impessoal idade das trocas será pelo fim do dinheiro como conhecemos Será o plasma da rede servido num conta- - atualmente.adeus Michael Jordan! Atualmente. outras vezes basta enviarmos uma mensagem. a comunicação ao máximo.----------. Ambientes Digitais de Trabalho . assumir compromissos e realizá-Ios. mas a comunicação não pára por aí. . Com o amada rede. teremos nossos clones virtuais varpara sosclones rendo a rede em busca de informação personalizada os nossos gostos .

000 torcedores.Comunicação Digital e Trabalho de Grupos gotas de valores infinitesimais.: cultura que transforma o mundo em uma "aldeia global". consumida como o preço do combus- tível cobrado pelos carros-tanque que abastecem os posSe por uma matéria sobre o time do seus 35. onde o meio é que a mensagem! - . Um prato cheio para qualquer comunidade formada por pessoas com o mesmo interesse e um sério obstáculo para os ladrões da era digital . tos de gasolina.os ladrões de bits! A digitalização da comunicação forja hoje uma nova cultura de comunicação onde "quem não se comunica se trumbica". o Flamengo se cobrasse um décimo de centavo e esta fosse pelos faturamento seria de 350.000 reais. como dizia Chacrinha . o teórico canadense Marshall Macluhan. sem nunca ter conhecido está revolucionando que cunhou a expressão a Internet. como imaginou outro gênio da comunicação.o Velho Guerreiro. Uma .000.

.

Desde os seus primórdios. e mais recen1- temente a Web. etc.Educação à Distância na Internet A Instrução Baseada na Web c Educação à distância consiste no ensino por meio de mídia impressa ou eletrônica para pessoas engajadas em um processo de aprendizado em tempo e local diferentes doís) instrutor(es) e dos outros aprendizes. A Instrução Baseada na Web (lBW) pode em homenagem ao primeiro livro publicado sobre o assunto: WebBased Instruction de B. Os computadores foram . televisão e computadores. Khan. correio eletrônico.----------. a educapor correspondência ção à distância incorporou diversas tecnologias para atender requisitos de diferentes mídias tais como rádio. IBW. apresentação de 1997. Usamos esse nome. Editor: Educational Technology Publications..H. - . '---:-_-------' ser definida como o uso da Web como um meio para a publ icação do material de um curso. usados de diferentes maneiras: grupos de dis- cussão. quando se usava papel e tinta para estudos na Rússia e na Inglaterra.

e de forma síncrona ou ela também compreende o uso da Web para a apresenta- A educação baseada na Web é algo recente e. for conveniente possam ocorrer de forma síncrona. vemos três tipos de eleconteúdo multimídia. a qual se torna mais compleestão sempre presentes O expande substancialmenpode usar A nature- obrigatoriedade xa pelo fato de se tratar de multimídia. no início deste novo milênio. de recursos que o aprendiz do processo de aprendizado. Os autores deste livro fazem parte de um grupo que acredita que o futuro da educação passa pela IBW e que as transformações que ela provocará estão apenas começando. tanto o aluno quanto o quando e onde buscar materiais Embora algumas atividades o acesso. de estudar "quando de leitura" se dá pela informa- - ção escrita apresentada na tela. multimídia com os estu- será muito grande. Quando pensamos nos recursos que caracterizam a Instrução mentos: Baseada na Web. za assíncrona dá suporte ao aprendizado através de agendas flexíveis. instrutor decidem curso ou outros recursos. ninguém pode ainda se intitular um profundo conhecedor ou grande especialista no assunto. aplicação de testes e comunicação dantes.A Educação na Era da Internet tutoriais. segue o modelo para você". A ênfase em comunicação ção de conferências assíncrona. assincronismo e de leitura. seja ela criada pelo aluno . Essas três características quando acesso a conteúdo multimídia te a variedade para participar um curso da Web está sendo conduzido. em geral. A "obrigatoriedade autoplanejado do e.

Deve ser observado o impacto da educação à distância sobre o estudante. Uma queixa freqüente sobre ambientes de educação à distância é que os aprendizes se sentem isolados. o provocador. é um caminho para superar esta limitação. A Tecnologia da Web o uso apropriado da Web em educação deve obentre outros. às vezes. As mensagens que vão sendo dinamicamente criadas podem tomar várias formas: do texto ao áudio ou arquivos de vídeo para animação. O desenvolvimento de estratégias para dar "poder" ao aprendiz. tecnológicos. Um aspecto fundamenque o meio tem em O meio à distância. organizacionais e institucionais. de metodologias e estratégias pedagógicas no ambiente de educação à distância. encorajando tanto o trabalho em grupo como o trabalho independente e também a interação.A Instrução Baseada na Web ou pelo instrutor. tal está relacionado ambientes para educação à importância freqüentemente impõe a metodologia e cria restrições para a instrução. A distância e a falta de contato pode gerar a sensação de isolamento e de perdido no mundo. não o envolverem no curso. A "obrigatoriedade de leitura" junto com a interpretação das diferentes mídias pode ser um desafio substancial.Os aspectos pedagógicos se referem ao ensino e ao aprendizado.Educação à Distância na Internet . Aspectos Pedagógicos . permi- •c - . servar aspectos pedagógicos. A incorporação te reduzir essas restrições. caso o instrutor. o facilitador do ensino e.

Questões das linhas de comunicação. Soluções para de "perdido Ambientes podem contra o fenômeno devem ser incorporadas ao curso. os processadores dezoito mais fáceis de usar e custo caem nesta categoria. . além de envolverem bém "múltiplas acesso do tempo. a sensação peculiares surgem no hiperespaço. Vários aspectos um deles. "Timing" é outro aspecto importante.podem ter a sensação geral que requer mas para interação aos computadores importantes. Os aprendizes múltiplos níveis.A Educação na Era da Internet : leve. envolvem em atividades diferentes e se engajar ao longo .às ve- Os alunos com velocidades e em outras adiantados muita habilidade e discussão. mas de à de informação relacionados é apenas por múltie fadiga no na tamter Um aspecto carga de informação. meno exponencial dores e da redução banda. e à Web. A sobrecarga de informação povoado de saturação em um ambiente plas mídias pode levar à sensação pelo fluxo contínuo dar apoio ao aprendiz hiperespaço" de informação. a lei de Moore. zes atrasados com relação a outros na formulação tecnológicos de teligados alunos . no aluno. Web. velocidades Segundo de certa falta de coerência Aspectos Tecnológicos .Os aspectos e a seus programas devem crescente Esses aspectos são extremamente dos computacomo largura de aplicações levar em conta o fenô- da velocidade de seu custo. a cada (chips) em rné- - dobram de capacidade meses. a conteúdos velocidades". logo é preenchido perdido pedagogia típico da utilização da Web é a sobre- O site do curso começa com grande quantidade o que pode provocar. Trabalhar causadas ainda mais.

enquanto o custo cai pela metade. para transmissão de imagens ou simulações pesadas. Há ainda o problema dos alunos tecnófobos . O choque inicial pode ser fatal e ele vai demorar muito a voltar a usar computadores se não tiver controle sobre a sua tecnologia. Se esta velocipodemos imaginar o mundo daqui a de uma que estará na sua mesa será de transmissão por segundo e cujo valor atual muito grande na edu- dade se mantiver. por exemplo. A velocidade da rede ainda será por mais alguns anos um obstáculo. para o uso na Web reas um impacto Aspectos Organizacionais .e da potencial frustração que acompanha suas dificuldades.~- Educação à Dtstâncía na Internet .Os aspectos organizacionais também devem ser parte das preocupações nejamento de um curso para ser ministrado paração de um curso convencional. uma máquina Enciclopédia dez anos: o computador Britânica com velocidade seria de milhões de dólares. O maior desafio associado com o lado tecnológico da Web talvez sejam as frustrações que acompanham dificuldades com novas tecnologias. O medo e a intimidação diante dos equipamentos são pontos a serem considerados. e: apropriado desse tipo de educação. A preparação e o plaquerem um período de tempo muito maior do que a preOs desafios típicos são ampliconvencionais precisa pensar com várias se- manas ou meses de antecedência para produzir o ambiente - .que reagem mal a qualquer tipo de tecnologia nova .A Instrução Baseada na Web dia. É razoável pensar que esse processo provocará cação. dos ambientes de aprendizado ficados quando o facilitador Web e o material associado.

É necessário que o corpo docente dedique tempo para preparar seus cursos e muito esforço para se manter atualizado com as novas tecnologias. são os seguintes os requisitos que devem ser preenchidos pelo professor de cursos na Web: É preciso ver o curso de uma maneira nova. do ponto de vista das instituições de ensino. rio o reconhecimento Por isso. escrevendo os artigos científicos que o promovem no meio Professores na Web Segundo nossa experiência. Se isso não ocorrer.Algumas práticas institucionais são entraves para o desenvolvi mento da IBW. Uma coisa a ser lembrada é a natureza da Internet: é pouco atrativo e interessante o site de um curso que não é animado e atualizado constantemente tecnológico e o suporte no momento do curso. é que ele vai dispor-se a elaborar esse tipo de curso. é um desafio permanente e vital para garantir seu conseqüente sucesso. Só quando o professor tiver a segurança de que será promovido na carreira docente pela produção de seu curso na Web. tanto quanto humano.A Educação na Era da Internet Outra questão associada ao aspecto organizacional é o suporte permanente ao curso. em algum momento será necessádesse trabalho realizado pelos professores. Aspectos Institucionais . apenas reformando-o . ele vai preferir continuar acadêmico. caso contrário nenhum deles vai querer fazê-Io. A ten- - tativa de usar o curso de sempre.

Ao mesmo tempo. possibilidade to interinstitucional plo material aluno. E isso não é fácil. É necessária alguma familiaridade com o uso de tecnologia como forma de ligação primária entre professor e aluno. teste e avaliação de desempenho de retorno constante do do relacionamende am- baseados na Web. assim como do aperfeiçoamento entre professores e alunos e da admi- nistração e marketing do programa (divulgação decisão do aluno de fazê-lo). de atendimento arbitrário (qualquer virtual (hohorário). uma pelo estilo de vida dos alunos distantes.quando. É necessário ensinar efetivamente sem levar em consideração hábitos que desenvolvemos no ensino tradicional. precisamos desenvolver Quando recebemos uma mensagem de um aluno de um outro estado ou país. O professor deve mudar o seu papel atual de provedor de conteúdo para o de facilitador . pode ser um esforço simplesmente jogado fora.Educação à Dístâneía na Internet . é preciso perceber que tipo de contexto está levando-o a fazer aquela reflexão ou pergunta. sobre o curso. porque a principal comunicação será através do uso de tecnologia da informação. para ajudar na tomada de - . proporcionadas pela Web: horário de atendimento rário pré-determinado horário de atendimento interação aluno-aluno. pela Internet). dirigimos-lhe compreensão uma pergunta para acordá-Io.de solista para maestro. sem o controle visual típico do contato olho a olho . por exemplo. surgem novas formas de interatividade entre professores e alunos e alunos entre si. Na realidade.A Instrução Baseada na Web para sua utilização na Web. ao ver um aluno quase dormindo.

No caso. como se dá o aprendizado. Há uma diferença fundamental entre os dois enfoques. que substitui a antiga máquina de cópias por uma documentação aula. . para ser transmitida - comunicada do professor para o aluno. ele espera algumas semanas para descobrir se determinado curso é aquele que quer fazer ou se deve cancelar a matrícula. Os cursos existentes hoje na Web são essencialmente de três tipos: • Os cursos basicamente centrados na sala de aula. No construtivismo. • • cursos onde o aprendizado é dirigido pela sala de aula e suplementado por atividades na Web. Esses é reconceitos diferem na forma como o conhecimento mais bem apresentada. a Web funciona como mais estruturada. O controle continua na sala de l presentado e como o significado é criado e. cursos que usam os recursos da Web como um sistema completo de apresentação e discussão do conteúdo. Na educação formal. que usam a Web como quadro de avisos e meio de informação complementar. pode-se separar os conceitos de objetivismo e de construtivismo de uma maneira bem mais clara. A filosofia do objetivismo é a de que a informação da mente e pode ser e no mundo exterior é independente caracterizada em termos objetivos. portanto.A Educação na Era da Internet o fato de um curso estar publicado na Web permi- te ao aluno percorrê-Io e saber se é o que está querendo realmente fazer. a copiadora do professor. Quanto aos critérios gerais de construção de cursos na Web.

Veremos como se pode fazer isso um pouco mais adiante. Métodos de Ensino Existem diversos métodos aplicáveis ao ensino baseado na Web. Quando ele é centrado no estudante. • na versão construtivista é necessário projetar-se várias maneiras de o aluno sintetizar. os próprios aprendizes selecionam e dão seqüência àsatividades educacionais. O primeiro método é o de disseminação com o propósito de distribuir com endereços a informação. os cursos são estruturados e organizados pelos chamados organizado pelo professor para ser apresentado ao alu- designers instrucionais e. são se- guidos pelos alunos. criando suas próprias oportunidades de educação.Educação à Distância na Internet . o conteúdo é eminentemente no. Na aprendizagem centrada no conteúdo. organizar e reestruturar a informação. uma representação de conhecimento própria. organização de home pages (/inks) de outras home pages recomenda- - . interna e pessoal.A Instrução Baseada na Web cada aluno constrói individualmente por sua experiência particular. Temos a apresentação da informação sobre o curso. que é indexada Esses dois conceitos levam à organização de cursos com estilos bem diferentes: • no curso objetivista. supostamente. O controle das atividades de aprendizagem pode ser centrado no estudante ou centrado no conteúdo.

de sugestão de recursos e de formulação de mento. transcrição de comunicação entre alunos. da do conhecide ao de discussões. Nesse caso. gerativo Este método envolve assimilapelos alunos. externa. os grupos e listas de discussão. O terceiro método é o de colaboração interna no grupo. é o desenvolvimento. de condução entre outras. onde um professor externo orienta um aluno que está trabalhando tema determinado.A Educação na Era da Internet das. os ambientes MUD. Este método repete o ensino tradicional. O segundo método é o de facilitação com propósito de dar apoio e assistência ao estudante. que não seria Uma num extensão deste conceito é o de estágio. de home Neste caso. como um todo. externos ao curso. por exemplo. os chats (salas de bate-papos pela Internet) desempenham um papel fundamental. O quarto método é o da colaboração interação com agentes e com comunidades podemos ter. Nesse caso. de diretrizes. pages originais sobre determinados pontos que passam a - ser incorporadas ao conteúdo do curso. . Podemos usar professores visitantes longo do curso inteiro com uma facilidade possível de implementar da maneira tradicional. Um outro método é o desenvolvimento elaboração de conteúdo. etc. um professor "visitante" um outro país. ele faz um estágio fora do ção e síntese das informações adquiridas e organização de conteúdo. que é basicamente o trabalho cooperativo entre alunos através dos mecanismos de comunicação disponíveis. e recaem sobre o professor as funções. de fornecimento perguntas estimulantes. ambiente do curso.

Os endereços da Web. e assim por diante.-W_e_b_. advogado do diabo. -' •• " - . e criticadas por eles. simula-se uma situação. o outro. textos associados às aulas. informações gerenciais. entre outras. São informações sobre leituras suplementares às quais os alunos podem ter acesso.A Instrução Baseada na Web Um método importante. em particular nas ciências sociais. das pela IBW. apresentados pelos alunos e submetidos e aprovados pelos seus colegas. apresentamos métodos gerais utilizados em cursos na Web e sua forma de A seguir.-----------. do organi- Outros recursos preciosos para a comunicação discussão entre alunos a qual se torna mais dinâmica quando implementada como News.um é moderador. como matricular-se no site. apresentaremos atiimplementação.. durante o curso.Educação à Dístâncía na Internet . ferências sob forma de endereços de home pages. poderão ser incorporados às referências do curso. Uma delas é a publicação de informações com o objetivo de fornecer informação sobre o curso: programa. é o desempenho de papéis: são atribuídas responsabilidades simuladas a um grupo de pessoas . onde eles são desempenhados. Os Newsgroups zam a discussão visualmente por meio de tópi'-c_o_s. A partir desses papéis. Outra atividade específica é o fornecimento de reAtualmente isso já pode ser implementado através de ambientes MUD e é perfeitamente compatível com instrução baseada na . que serão submetidas à avaliação pelo conjunto de alunos. Se grupo são o servidor de listas. -------' vidades bem específicas e que são possibilita- . a conferência e a . enfim. Esta atividade pode ser implementada na forma de um pequeno banco de dados de endereços de determinadas home pages. Até aqui. o relator. e um terceiro é.

por parte dos alu- nos. um assunto antigo pode ser discutido. finalmente. por exemplo. gravando um chat para reprodução e discussão posteriores. sem interferência com outros que dinamicamente vão surgindo no servidor de listas e nas salas de bate-papo também. é outra manei ra de comparti Ihar experiências. A instrução ocorre com toda a classe - coletivamente e é rara a formação de pequenos grupos na . de projetos que de páginas na Web. Podemos fornecer texto digital. em seu Iivro "Como os professores ensinavam". artigos em HTML ou para down/oad dos recursos disponibilizados desenvolvimento como parte o no curso. viabi Iizando discussão e revisão dos projetos que são A IBW e a Sala de Aula Tradicional Larry Cuban. Quais são as práticas da sala de aula convencional? A primeira é que a fala do professor sempre excede a do aluno.A Educação na Era da Internet abrirmos uma sala de news para cada uma das aulas. temos a publicação a modelagem. ao longo do curso. Ele compila e categoriza essaspráticas e as apresenta confrontando-as com um curso organizado em conteúdos. Podemos fazer atividades específicas como capturar diálogos. ou promover de conteúdo. centrado no estudante. o professor fala muito mais do que o aluno. publicados. como forma de complementação E. apresenta as categorias principais da sala de aula convencional em um extenso trabalho que cobre um século inteiro de práticas em salas de aula. Numa sala de aula comum.

O livro texto é um elemen o utilizado para modulação do conteúdo das aulas e. O mesmo Larry Cuban propõe o modelo de currículo centrado no estudante que. Nele. do seu ponto de vista. seria a superação do modelo de aula convencional. pelo processo de aprendizagem do estudante é igualou pelos movimentos dentro da sala de aula. O uso do tempo da exceções de pau- aula é determinado pelo professor. A hierarquia neste tipo de educação é caracterizada pelo mobiliário: a sala de aula é organizada em filas de cadeiras voltadas para o quadro negro e para a mesa do professor. - . a partir de um problema apresentado pelo professor. para conduzir o processo de avaliação do aluno. que os estudantes definam as regras de comportamento na sala de aula e até mesmo o sistema individualmente ou em pede recompensas e punições. Para tornar um pouco menos abstrato esse conjunto de categorias. Os estudantes ajudam a escolher o conteúdo a ser organizado e estudado. vamos dar um exemplo de curso centrado no aluno. Os professores permitem. O mobiliário quenos grupos. e o estudante tem um grau substancial de responsabilidade pelo que é ensinado. O tempo da fala maior do que o do professor. é organizado de forma que os alunos possam trabalhar em grupo ou individualmente.mesma sala ou a instrução indivi al. O professor se baseia no livro texto para guiar o processo de decisão sobre currículo e instrução. . Usa-se uma enorme variedade de material instrucional. A maior parte da instrução ocorre em pequenos grupos distribuídos pela sala de aula. por escolha do grupo ou dos indivíduos. indu i e. ainda. co sas para perguntas ou rápidos apartes.

Ainda estamos limitados pelo espaço físico. está correto. há certas características que. uma vez que tanto os alunos quanto o professor que está conduzindo o processo inteiro cometem erros e torna-se necessário voltar atrás e refazer a avaliação. para serem superadas. o que apresenta um sensível progresso em relação à sala de aula convencional. quando os estudantes ainda não sabem nada sobre técnicas de correção de programas. O problema é apresentado no primeiro dia.A Educação na Era da Internet o professor deseja ter a prova e a verificação forpro) mal. geograficamente. Reuniões constantes são necessárias. no nosso ponto de vista. Ainda assim. muito grande e com muitas linhas de códigos. por parte dos alunos. ainda estamos limitados por distâncias . vão exigir a instrução baseada na Web. Isso dá uma idéia de um curso centrado no estudante. Esta é uma tarefa suficientemente grande para se ter trabalho para as aulas durante várias semanas até o final do semestre. A sala de aula e certos laboratórios são designados para o curso e mesmo que queiramos extrapolar os muros da instituição. de que um determinado grama de computador. •• . Aprendizado sem Compartimentos Devemos ter sempre em mente que existe um requisito ainda não superado na educação: a aprendizagem ainda é colocada em compartimentos. A partir daí ele pode fazer a divisão do grupo de alunos em unidades para que sejam feitas provas separadas do mesmo problema.

Encontramos um grande potencial para isso na Instrução Baseada na Web. podem ser obtidas através de sua uti I ização.Educação à Distãncia na Internet . Novas formas. apesar da relativamente escola. visitas a locais. ainda. para caracterizar a educação centrada no estudante. etc. Estacompartimentação do espaço de trabalho estende-se por uma estrutura temporal e seqüencial determinando do: as disciplinas • são ministradas uma ordem em em determinados que as aulas são dadas e em que o assunto é organizahorários segundo uma seqüência fixa. espaço e seqüência. o que pode ser visto como um repertório de estratégias consinstrucionais implementadas em um ambiente pequena interação que ocorre entre alunos e professores num dia típico na trutivista e orientadas para a cognição e para o aprendiza- - . Para romper com a sala de aula tradicional e objetivar o ensino centrado no estudante é preciso superar essas restrições de tempo. laboratório. a presença física do estudante e do professor na sala de aula é um requisito para que a aprendizagem aconteça. graficamente compartimentada presentes na Em geral. a aprendizagem é geo.A Instrução Baseada na Web Alguns autores consideram que mesmo nas propostas de Cuban. diferentes da instrução tradicional. sobrevivem. à guisa de síntese: As estruturas espaciais e temporais às quais os aprendizes precisam aderir estão firmemente instrução tradicional. características essenciais da "instrução tradicional".espaços físicos são designados para efeitos de aprendizagem: sala de aula. • Relan e Gillani acrescentam as seguintes.

O aprendizado baseado em experimentos vivenciados ou "no local". troca e comunicação • como uma plataforma de idéias.os projetos multi. maneiras: • Como por exemplo. cooperativo . avaliação e integração • como de uma grande variedade para colaboração. no espaço. d voluntários. rca assegura a a re exao imnterrupta por uma legião etradutores sobre um tópico e a revisão de teses individuais. é possível apre- simuladas. para a expressão artísticos e internacional e contribu cognitivos. o pela esete. Esses são os conceitos-chave: ambiente construtivista orientação e aprendizado . em casa e no K pio.por exem.rial. trabalhando todos na Internet. de informação. usar a Web das seguintes um recurso para a identificação. • como ição de conceitos e e sign ificados um meio para a participação e parcerias anteriores. conversação. as sendo traduções ' f f d fi . pela visita a locais próximos.que podem ocorrer na sala de aula. permanente a uma grande quantidade de matede inclusive Brasil. averdaN de. independentemente são da localização geoculturais. em experiências cognitivas. para a cognição. aprendizagem Dados os pressupostos sentar alguns exemplos podem ser contrastados de projetos baseados em IBW que tradicional.--------------. Podemos. dis- um meio cussão.A Educação na Era da Internet do cooperativo. Várias expedições con- - . .2) A IBW pode ser empregada para promover mente. com a instrução 1) A sala de aula convencional aprendizado está limitada ocorre nos limites físicos impostos cola. Com a possibilidade de acesso e commais decem crianmil çasdecerca 130 países. Com a IBW estendemos as fronteiras do conhecimento o Projetoidlink. trabalha projetos em educacionais culturais local de trabalho.cooperativa. pela sala de aula." entre idiomas realizadas gra ICa.

experientes. para o conteúdo à IBW é a apresentação na forma de hipertexto. em sala notável do plade com seus participantes recente foi a exploração na Web. a natureza comparada sobre cados até uma certa data. até o presente mo- 6) A Web está contribuindo utilizando - . está ausente cognitivas Isto dá ao estudante o que. vantagens amplamente distância o aprendizado. de aula baseadas neta Marte.A Instrução Baseada na Web duzidas por cientistas e outros profissionais podem ser ce- acompanhadas tes vivenciam nas colhidas interação bastante milhares por estudantes a expedição por câmaras no assunto. potencialmente. para promover à projetos que. de vídeo e atividades Um exemplo da superfície e WebCam. acompanhada de pessoas. O estudante problemas seus pares e especialistas se desloca do livro de torpublitópico de cono As 4) A fonte predominante de conteúdo texto e do professor informação. ete.Educação à Distância na Internet . do hipertexto na sala de aula tradicional. resolver se estende todas as tem coo- além da sala de aula. na literatura. por centenas 3) Com a IBW. caracteristitêm sido discutidas a educação poder de controlar camente. questionar cooperativo à Internet. Estudantes pesquisa inerente podem também contribuir que desenvolvedo tópico. para. na-se dinâmica ram extensa S) Um atributo teúdo para uma fonte variadíssima do conteúdo aos textos estáticos um determinado Além disso. o aprendizado salas de aulas conectadas a possibilidade perativamente. Os estudanatravés de fotografias. nas escolas. de discutir.

Finalmente. a possibilidade de escolha e a personalização do curso pelo próprio aluno. O conteúdo é dinâmico e o aluno é também provedor desse conteúdo. Os estudantes têm a escolha de conteúdo. recursos. - . feedback (retorno) e uma variedade de mídias para expressar suas compreensões. já que o mesmo conteúdo pode ser elaborado com base em focos bastante diferenciados por outros alunos. 7) Individualização e escolha pelo estudante também adquirem um diferente conjunto de dimensões na Web. tempo. Muitos cursos passaram a ser oferecidos remotamente e o aprendiz pode aproveitar-se da flexibilidade de tempo e de conteúdo. Na aprendizagem baseada na Web. aprendizes novatos e estudantes.A Educação na Era da Internet mento. Por exemplo. ainda estão sendo difíceis e caros. a fonte predominante de conteúdo se desloca do livro texto do professor para uma fonte variadíssima de informação. Conteúdo pode ser informação e também a interpretação de informações por especialistas. a Web está promovendo conceitos de educação à distância para superar as barreiras que outras tecnologias impuseram a esse novo método de ensino.

'-----------' mações pertinentes.Apoio de Computadores à Atividade Educativa A tecnologia de suporte à educação denominada Learningware é um tipo particular de Groupware. algum programa do tipo de Groupware com correio e possibilidade de acessar home pages. de uma rede para dar suporte a isso. necessariamente. é necessário com equipado com um computador. - .Idéias. e. que pode ser a Internet ou uma Intranet. além de toda uma audiência composta para essa rede telemática de educação. um universo de dados que se espera transformar em inforde participantes dispostos a contribuir Uma rede interna de computadores de uma empresa ou organização que funciona como a Internet. Ele possui ferramentas. um ambiente modem. atividade educacional. O que esse ambiente novo pode trazer? . É uma tecnologia que visa dar sustentação a uma determinada Para desenvolvê-Ia.

e natureza das ferramentas de comunicação em uma postura de motivar o aluno. Essas são as novas tarefas do professor: lar metas. rente. no mundo tradicional. tem mais a missão de transmitir o aluno e ajudá-Io conhecimento na busca do conheci- mento. preso em um ambiente que . vive o paradigma Ele é fechado em uma sala de aula onde o professor chega e responde a uma série de perguntas que sequer Ihes foram feitas. alguém com capacidade de pegar. eles devem ser prepatutores e até O professor não e. sim. planejar estejam disponíveis. uma vez que nesse ambiente ele precisa buscar a informação e tratar do conhecimento. filtrar e transformar a informação. A idéia. Podemos propiciar mais fontes de ajuda para os alunos e um ambiente de discussão mais participativo. comparando com o mundo empresarial. Quanto aos professores. podemos olháIas pelo aspecto cooperativo ou pelo aspecto tradicional. de participação.A Educação na Era da Internet Em um ambiente desse tipo o aluno pode ser muito mais ativo e independente. Quanto às abordagens de ensino. O aluno. é a de que o aluno seja um trabalhador da sociedade do conhecimento. Comparando e estar atento para que os recursos com o mundo o professor é o líder e não mais o antigo ge- Com essetipo de tecnologia podemos ter muito mais interação e com maior qualidade. presarial. Por uma boa parte do seu - tempo ele permanece passivo. do confinamento. estipuemrados para trabalhar mesmo provocadores de orientar como facilitadores. Esta participação está embutida na disponíveis.

Isto porque é preciso que haja interesse e motivação para buscar a informação desejada. Hoje em dia. e não mais a atitude tradicional de só olhar para o professor. Educação como Entretenimento Transformar este paradigma tradicional no sentido de escolha individual a questão chave da implantação da educa- ção como fábrica para a educação como entretenimento. Neste caso.APOIO de Computadores à Ativídade Educativa funciona como uma fábrica . este conceito está ultrapassado. A estrutura da classe precisa ser reorganizada a partir desta nova dinâmica. terão a preocupação de conversar entre si e com o professor. da busca da informação de novas tecnologias de necessária ao aprendizado de um determinado assunto. o professor passa a ser um animador de conteúdos. No lugar da aula tradicional. teremos alunos trabalhando ativamente uns com os outros. é suporte à educação.com horários pré-determi_nados e funções que devem ser exercidas rotineiramente. onde os alunos se sentam alinhados.como se quanto mais tempo alguém estivesse associado a uma tarefa mais aprendesse sobre ela. . Os estudantes. A comunicação não passará mais exclusivamente _. petência tradicionalmente se transforma em em relaagora é idéia de projeto e há uma mudança fundamental A competência toda baseada no mérito e não mais naquele tipo de comassociada ao tempo exercido de atividade . agora. O que importa é o que a pessoa sabe fazer. A idéia da classe tradicional ção ao conceito de competência.

oferecido pelo grupo. Toda a informação gerada a partir da troca. Os conteúdos didáticos. assim como o processo de baseado no retorno revisão que passa a ser ininterrupto. os estudantes entre si. o professor sabe antecipadamente qual o material que vai usar em uma aula e o prepara antes do curso começar. O conteúdo do curso é dinâmico. e eles dentro do grupo devem dividir a nota entre si. dividiam passam agora a serem orientados pelo professor. enfim tudo - que favoreça o aluno a aprender a observar. e oumas produzidas pelos alu- nos. quando em grupo. O professor pode dar uma nota para o grupo inteiro. analisar e . faziam sozinhos ou. tradicionalmente. como o livro-texto tros materiais acadêmicos. As atividades do grupo passam a se desenvolver através de seminários. projetos cooperativos. um grupo de quatro alunos pode receber uma nota como trinta e seis. o material educativo passa a ser centrado nos assuntos e nas questões levantadas pelos alunos. Quanto ao processo de avaliação. Tradicionalmente. Agora eles são avaliados pelos outros integrantes do grupo. Por exemplo. Com a abordagem cooperativa. acrescidos de todas as contribuições aparecer na comunicação poderão ser incorporados daquele curso. mas se desenvolverá lateralmente entre os alunos. serão ainda utilizados.A Educação na Era da Internet pelo professor. tradicionalmente os alunos são avaliados só pelo professor. tudo que e os resultados dos projetos ao conjunto do conhecimento Os trabalhos que.

pessoas de filtrar essa informação para a organização valor.. I que consiste no estímulo aos membros do grupo a exporem aceleradamente as idéias que Ihes venham à cabeça. pacidade Quer dizer.. de idéias interessantes especulando tes e construir. Tempestade Cerebral. Esta é a técnica sobre ela. um conjunto aperfeiçoando. técn ica brainstorm. Esse criatividade ambientes estrutura apresentar quantidade cooperativo podem ser estimulados na Web. exercitar o risco. descobrir improvisar conjunto convencionais. a partir delas. Com o uso dessa técnica. alguma coisa nova. do conhecimento de buscar informação. mas que poderiam oferecer caminhos completamente novos para a refi exão.I. como já afirmamos. de curso centrado e percorrer.ApOlOde Computadores à Atividade Educatrva sintetizar. Começaremos pela . procurandofavorecer o surgimento de idéias que seriam bloqueadas por não representarem ainda uma idéia completamente clara. o pensamento crítico e o através aprendizado da instrução de relações. Técnica com uma Vamos que uma certa e s ti m u a r do e de expedientes p O d e m s e r u t I I Z a os p a r a criatividade através da IBW. Ela pode ajudar o estudante novos padrões a outros traestimulam em Tradução a desafiar regras. de técnicas e adicionar de fatores mesmo a seguir. f se pode '------------' ou diferende produzir nando. Este é o trabalhador que será necessário Pensamento Criativo o pensamento baseada criativo. agregando estes devem se com caque tornar trabalhadores e transformá-Ia nós acreditamos digital. combi. detalhes que a literal: não é fácil de implementar no aluno. . d . Um exem- lançar uma idéia e seguir elaborando - . balhos.

por exemplo. o protetor. Promovemos uma RPG não é. atribuir papéis do seguinte gênero: . Neste caso. novamente. movimentos Iigados às histórias em quadrinhos(quetiverammuita importância em seus eventos realizados na dêcada de 90). A idéia é a de que eles. na realidade. discussão a respeito de um determinado assunto e ao acaso distribuem-se tarefas ou papéis aos seus participantes. entre outras técnicas. como. histórias ou resusituações difíceis de reestruturação de uma escola. por exemplo. uma atividade específica da Internet. A guém po e ser escoIhido para o papel de sintetizador. temos uma situação determinada. e outros ligados às atividades culturais. um problema da vida real e não um tema. por exemplo. um terceiro como mentor e outros poderão ser o med iador. Podemos. por exemplo. por exemplo. de uma pergunta do tipo: "O que pode levar ao fracasso da Instrução Baseada na Web?".A Educação na Era da Internet pio é lançar para os alunos o tema: "De que maneira e em que situações a IBW pode ser mais eficaz"? Uma outra estratégia é o chamado brainstorm re- verso. A quinta técnica-é a de simulação e. vivenciem serem entendidas de outras formas. nesse caso. o inventor. A terceira técnica é a atribuição de tarefas que explorem o potencial de raciocínio no que se costuma chamar de "Role Playing Games" (RPG). No caso. o proa I d blema específico que se tem em mãos vai determinar quantidade e as características dos papéis que podem ser distribuídos aos participantes. o simular uma reunião de RPG. Evidentemente.. Uma quarta técnica de estimulação de criatividade através da IBW é a redação criativa. ao assumirem esses papéis. e assim por diante. Isso pode ser feito. no teatro. Existem. contando e completando mindo debates. a idéia pode ser formulada a partir. um outro para o de juiz. - Podemos.

A idéia é que o aluno busque justificar a analogia que foi estabelecida. Escrita livre. Finalmente. Por exemplo. mecânico.". outro o administrador. diários e jornais pessoais também servem como estímulo da criatividade implementados possíveis de serem num ambiente de IBW. conexões e exercícios de associação livre.. mapeamento. no âmbito de criatividade. um outro é o político. como é que isso vai impactar a IBW?". padeiro ou artista. ou "suponha que". o que é um bom estímulo para que o aluno reflita sobre o conceito de Cursos Centrados no Aluno. líder comunitário. outro é o professor. o uso de analogia e de associações forçadas. maestro.. Exemplos de questionamentos: "E se você fosse encarregado de implementar instrução baseada na Web em uma escola?" ou "suponha que as velocidades da Internet sejam multiplicadas por cem no próximo ano. associando a outras profissões como as de guia turístico. "como melhorar o AulaNet?". Outras formas de estimular a criatividade são o pensamento metafórico. Podemos ainda estimular a criatividade. da mesma manei- ra que colocar questões para despertar idéias. um bom exercício é o de usar a construção de redes semânticas.como na situação anterior do RPG. propondo exercícios do tipo "e se?". um outro é o aluno. experimentando rearranjos de fatos. via IBW. Por exemplo: colocar o conceito de Curso Centrado no Aluno e começar a produzir atributos e características re- - . um outro é o um probleEsses atores vão discutir um tema ou vivenciar uma história que não é tipicamente ma .ApOIOde Computadores à Atívídade Educatrva alguém é o pai. Coisas desse tipo: "Um bom professor é como .

Caracterizamos pensamento crítico como todas as atividades nas quais os estudantes são chamados a identificar os pontos principais de determinados temas. Então. apresentamos técnicas específicas para sua estimulação no ambiente de IBW. construir taxionomias ou categorizações. Há vários modelos gráficos possíveis. Uma primeira técnica pode ser a utilização de organizadores gráficos. podemos pedir que o aluno faça - um diagrama representando o ensino de aula convencio- . "árvore de decisão". Há motivação quando há pensamento crítico. etc. Pensamento Crítico Aqui saímos do pensamento criativo e nos movemos para o pensamento crítico. por exemplo. até que uma rede semântica seja produzida em torno deste conceito central. desenvolver linhas de tempo. ordenar idéias. Estasidéias são ainmais valiosas da melhores. mapas conceituais. identificar padrões e relações. Abaixo. Todas estas atividades são úteis para o desenvolvimento do pensamento crítico. mais úteis e intelectualmente se os estudantes trabalharem cooperativamente. a buscar causa e efeito.A Educação na Era da Internet lacionadas. examinar relações de custos versus benefícios e a interligar idéias. Esta é a noção de pensamento crítico. fluxogramas. outro elemento de aprendizagem que se pretende desenvolver e estimular através de técnicas especiais em IBW. fazer comparações e estabelecer contrastes.

- . Outras formas de estimular o pensamento crítico são a votação e os métodos de classificação e estabelecimento de ordenamentos. pois a pessoa que o está exercitando é obrigada a encontrar os ponto essenciais de um determinado tema tratado ao longo de um certo número de páginas. Outra técnica é a de elaboração de resumos. "Quais os artigos mais interessantes do livro?". "0 que "0 que você já aprendeu até este ponto?" A construção de situações deste tipo leva ao do pensamento crítico.Saber. prós e contras. "caracterize e classifique as idéias na lista que geramos durante o brainstorm sobre um determinado assunto". Querer. sumários e revisões. Outra forma é a elaboração de minutas.Apoio de Computadores à Atívídade Educativa nal e o ensino centrado no estudante . Por exemplo. ete. Want. Uma terceira técnica para estimular pensamento crítico é solicitar manifestação do aluno sobre o que é mais ou menos interessante. com reflexões. Outras maneiras de desenvolvimento do pensamento crítico são as críticas e réplicas. listas de idéias e questionamento guiado.talvez identificando as interseções entre eles e representando-as. Learn . criticar determinado artigo sobre IBW. A produção de resumos é uma forma muito eficiente de desenvolver o pensamento crítico. Por exemplo. Temos também a técnica chamada de K-W-L (Know. Exemplo: "Registrem os aspectos positivos e negativos dos diversos mecanismos de busca na Internet". Aprender). e desenvolvimento "0 que você já sabia?". por exemplo. Os exemplos de perguntas são os seguintes: você ainda quer saber?".

coo- por último do problema ideal para aprendizagem de idéias produzidas como discussões podem em painéis. Há. de textos. - pes de estudantes. A capacidade gráficos. de contrastes A. competição simpósios. casos cumulaticomo "examine às seguintes também taxionomias. que com o propó- de um curso na Web. a favor e três argumentos por casos. de técnicas na Web. à Instrução os sites da Web relacionados finalidade". debates argumentos Distância. interativas animação da Web para a publicação e som gerados baseada por estudantes em projetos. críticos.A Educação na Era da Internet Temos ainda a possibilidade lados. categorize Este é o conjunto estes sites de forma útil para que um professor. se tornar as principais • . ainda. o caso B e o caso C e responda são boas fontes. o caso compaperguntas". Situações de categorização. deve levar em considede selecionar pensamento atividades crítico. ração no momento sito de desenvolver Aprendizagem Cooperativa Nós discutimos Trataremos perativa. por grupos. a torna redes Atividades entre equihistórias criatividade e pensamento da aprendizagem crítico. o raciocínio vos e exemplos Esquemas rações e matrizes "Após examinar Baseada uma determinada é animador e exames de situações sário ouvir todos de julgamentos Exemplo: simutrês à em que seja necescontra a Educação os lados do argumento.

Enumeramos a seguir técnicas de estímulo ao desenvolvimento da aprendizagem cooperativa: rever trabalhos e dis- . Estatécnica. em geral. • Uma sexta técnica é a Investigação em Grupo. • A Controvérsia Estruturada também é uma técnica para desenvolvimento da aprendizagem cooperativa. em um determinado curso. • A primeira. essencialmente. da Instrução Baseada na Web nos dias de hoje e na situação atual da Educa- - .. Exemplo: entrevistar um determinado professor utilizando a tecnologia de Chat. em pegar um grande tema. Pares a de estudantes têm a incumbência por exemplo. nós podemos propor. subdividi-Io em unidades menores. informações. Consiste. para este curso e passe a lista adiante até que esgotemos todas as idéias Esta é uma forma de simular na Web o Caconceito de mesa redonda. Conferências Satélite e Grupos de Dis• A Conferência Síncrona é outra forma. fés Eletrônicos.. sobre a viabilidade ção no Brasil. • Uma terceira técnica é a Conferência Assíncrona: cussão. é implementada por uma lista através de correio eletrô- • Uma segunda forma é a promoção de Mesas Redondas. que cada pessoa de um grupo adicione uma idéia sobre aperfeiçoamentos individuais. e a mais óbvia. entregá-Ias a pequenos grude se comportar favor ou contra uma determinada idéia em um debate. é a Atividade entre Parceiros: Compartilhar simplesmente nico. cuti-Ios juntos. ApOlOde Computadores à Atívídade Educatíva de sucesso da IBW. Por exemplo.

• Aprendizagem quatro ou cinco para acomodar • Baseada serem tratados. Simpósios promovida bates para formação de redes de idéias. na Web de uma determinada Ainda em Aprendizagem certo número to estudado. e depois procedas Equido todo. ser solicitados a atribuir vaa Web. Uma maratona entre os alunos de um curé um exemplo de ati- à computação vidade deste gênero. Motivação Concluída Aprendizagem esta revisão de técnicas Cooperativa. mais alocar lores . o conceito de visitará um do conjune DeCooperativa.A Educação na Era da Internet pos para os problemas der a um processo • Outras técnicas pes de estudantes conjunto relevantes. caberia para promover dois ainda tratar da moti- vação para Instrução Baseada na Web.por exemplo. Apresentamos - modelos: . de princípios de um a dez .a um determinado educacionais aplicados dando um peso para aqueles que são considerados em Projetos. • A Competição de programação so de introdução Visitas a Galerias: cada grupo de estudantes de sites e fará uma avaliação entre Equipes. Painéis. projetando Exemplo: estudantes o campus um site ideal que reúne cursos baseados universidade. de síntese em que as soluções uma solução partes são usadas para produzir podem são Linhas de Valor e Gráficos.

Ela pode. Relevância . portanto. obter a atenção. Manter a Atenção já é mais difícil. com o modelo ARCS (Atenção. Uma vantagem da Instrução Baseada na Web é o seu potencial para mudar a Relevância de extrínseca para intrínseca. estar relacionada extrínsecos.é muito mais uma questão de alinhamento com o interesse em determinado tópico e a percepção de sua utilidade para os objetivos de longo prazo. Relevância. Relevância. por exemplo. Confiança e Satisfação) e o modelo CFC (Desafio. Segundo Dushastel. Podemos ter um motivador extrínseco (como. Exemplo: arrumar um emprego.Apoio de Computadores à Atividade Educativa Os trabalhos de Keller e Susuki. mas com motivação. Alguma coisa que se vai fazer porque se precisa fazer. dependendo a motivadores do conteúdo intrínsecos ou da tarefa de estratégias de design de recursos de que podem ser utilizados para atrair a atenção. em virtude da riqueza de informação disponível e da variedade multimídia corrência.é tarefa relativamente fácil na Web. devido à grande con1- instrucional. É possível fazer isto de tal - . Fantasia e Curiosidade) de Malone pode ser intrinsecamente motivante. Confiança e Satisfação. Atenção . conseguir um trabalho) ou intrínseco (vontade pessoal de aprender sobre artes porque somos fãs de determinada atividade artística). fornecem dimensões interessantes para determinar porque IBW sugerindo como se deve agir para gerar interesse em IBW. a IBW satisfaz plenamente aos dois primeiros fatores e tem problemas com relação aos dois últimos (Confiança e a Satisfação). O modelo ARCS considera quatro fatores de motivação para o aprendizado: Atenção.

Há um segundo modelo sobre motivação para aprendizagem a que nos referimos anteriormente. . essesfatores são menos controláveis em IBW. Por esta razão. Desafio e Fantasia. estão mais associados a jogos instrucionais e simulações e. o de Malone.é proporcionado resultados difíceis deprever. não relacionados ainda diretamente com a IBW. Fantasia e Curiosidade. e extrapolou para ver como os mesmos fatores que criam o interesse por jogos podem ser usados para motivar o aprendizado. - quanto.. atuam mais sobre a persistência na realização das tarefas ao longo do tempo do que na interação com tarefas momento a momento. O modelo de Malone inclui os seguintes fatores: Desafio. até o presente.. que analisou os jogos de computadores que são sabidamente cativantes.A Educaçào na Era da Internet forma que o site da Web dê uma motivação intrínseca ao problema. e. Desafio . Ou seja.envolve a imersão do aprendiz num ambiente interessante que o convida ao envolvimento (tanto em um ambiente de aventura quanto em um ambiente próximo à realidade). o sentimento de controle da aprendizagem pode ser um fator positivo para o estudante curioso. por objetivos explícitos e por Fantasia .são outros dois fatores. Eles se relacionam à percepção do estudante quanto a ser capaz de ter sucesso a partir dos resultados obtidos. em geral. por en- . Confiança e Satisfação . mas o perigo da sensação de estar perdido pode ser real e exigir suporte adequado para evitá- 10. Do lado positivo. em relação a Confiança e Satisfação não está ainda muito claro que técnicas da Web ajudariam a suprir estes dois fatores motivacionais.

sobre o qual o processo de aprendizagem ainda está sendo descoberto. Como usar este recurso rico em informação neste exato momento. o grupo deve ser tratado como grupo. No momento da avaliação. sempre ter iniciativa e encorajar uma participação e saber avaliá-Io. basicamente.está mais relacionada à motivação intrínseca e é diretamente relevante para a instrução baseada na Web. com a convicção de que ninguém vence sozinho e de que só pessoas unidas trabalham juntas. ativa dos alunos. Ele deve ajudar na formação do grupo. Ensino e Aprendizagem Como ensinar e aprender usando Learningware? Qual é. A Web ainda é vista hoje como um recurso muito rico em informação. O professor deve faci Iitar a auto-aval iação e os programas de computador utilizados devem ter uma série de índices as mensagens e garantindo a - . o papel do professor e do aluno no uso dessa nova tecnologia? O papel do professor é planejar o curso. para estimular o processo de aprendizagem é um tema em investigação em toda parte. em função da riqueza de recursos que ela concentra e possui.ApOlOde Computadores à Atividade Educatíva Curiosidade . na designação de responsabilidades Como é que ele modera esse grupo? .Coordenando e tentando dar ritmo e organização à interação existente dentro dele. Compondo netiqueta.

precisa evino que se refere tar dar aulas e ser muito claro quanto às suas expectativas. Os caminhos dessa interação passam pela partici- - pação no grupo de discussão. basicamente. a comunicação sor deve trocar de papel periodicamente o desenrolar do curso. tipo coletânea mento podem postas mais freqüentes (FAQ). O professor. quer dizer. fóruns de debates com assistência de software d e apoio. O professer muito sensível às avaliações na ementa. Quanto ao aluno. de acordo com ativamente. assim como o respeito entre os aprendizes. e interagir muito com os seus colegas. software utilizado para esse tipo de ensino deve haver de perguntas e resa exemplo de sistemas de ajuda. ele pode ser pela Internet ou por telefone. É fundamental encorajar a comunicação e a metacomunicação. feitas pelos participantes de um coletivo de discussão ou em qualquer outra atividade na Internet. responder a mensagens. Outras formas de atendiAs FAQs (Frequently Asked Questions) são uma formar de resumir as experiências de um grupo através da compilação das principais perguntas e respostas dadas a elas.A Educação na Era da Internet -l Dentro do que o ajudem a fazer o trabalho de avaliação conforme Tarouco e outros. que nós chamamos de aprendiz por sua participação grama de computador ativa. ele deve acessar e usar o proregularmente. mas jamais dom iná-Ia. ser criadas. Seu objetivo é permitir uma incorporação mais fácil de novos participantes à atividade. mon itorar a participação e sempre dividir a turma em gru- pos pequenos. ao atendimento ao aluno. principalmente à avaliação. pela inversão de papéis e . Guiar a conversação. como se estivesse testando este programa. Ele deve participar a respeito do curcom os alunos e so. Quanto presencial.

jamais ser genéricas. o correio eletrônico. Um meio de comunicação avaliação do grupo e comportar-se com educação . nunca complicado. O aluno deve ser cortês e evitar o uso de pseudônimos. muito conectar-se e usar os programas de computador. ao máximo com o instrutor.isso novo sugere novas for- mas de uso e é importante que a polidez permeie essas formas de uso. tudo "" tem que ser levado em conta: o português e a maneira de escrever deverão estar corretos. O entendimento sunto deve ser facilitado. Devem ser evitadas citações impróprias. Ao site do curso. No entanto. da orientação sobre o que ele deve ou não deve ter iniciativa colaborar nessa explorapossível e o de O aprendiz ção. Se essas mensagens forem curtas. só deve ter acesso quem participa dele. do as- . além de O aluno tem que se esbem a tecnologia. como explorar todos os recursos que a Internet oferece. As mensagens devem ser de um tamanho razoável. As mensagens devem ter foco sempre. saber organizar os assuntos do curso. aí. não será necessária uma grande preocupação com o português correto ou com a ortografia correta. auxiliar os colegas e dominar o processado r de texto. é fundamental bom uso do campo Assunto (Subject): o o campo que dá título e resume o assunto da mensagem.ApOlOde Computadores à Atívídade Educatíva avaliação da contribuição forçar para conhecer dos colegas de curso. sim. e o site também tem que oferecer alguma segurança. entender muito bem o processo de auto-avaliação é muito importante. No caso de troca de mensagens. independente explorar. quando a mensagem for longa. saber assim pesquisas de novos conteúdos.

refletir e aplicar o que está aprendendo. não pa- .. nada conclusivo. Antes de tudo. na Web depende depende ponente. queremos na personalização para assegurar que o aprendiz mas relacionar não é apresentar dessas discus- em um questionamento: do uso de ferramentas do aprendiz e em o envolvimento IBW? . flexões sobre o assunto. lembrar. Vamos apresentar. sões. aprendizado. . precisamos ração preliminar. até que ponto devemos apontar algumas indicações do grau de iniciativa e de algum nível de autotanto como um comda instrução baseada Isso pode ser considerado quanto como um resultado _ . Uma delas está embutida existe sentido métodos. como considebaseada Ou seja. na Web.A Educação na Era da Internet o Papel do nhado Facilitador sobre o papel a ser desempena Instrução Basereneste texto. no grupo? não estão ainda totalmente responpara avande contato síncrono Qual é papel do instrutor na promoção de um .O dilema que temos é mais ou menos o seguinte: seja livre. Até agora. que construa conhecicontroa mento livremente lar esse processo? Qual é a mistura adequada assíncrono? sentido de comunidade Essas perguntas didas.. algumas algumas Há muita discussão pelos instrutores e aprendizes Nossa intenção ada na Web. que o sucesso de uma instrução muito da iniciativa do aprendiz. O aprendiz tem que ter oportunidade de interagir. mas podemos çar em sua resposta.então.

Equilíbrio na Comunicação A mistura assíncrono adequada de contatos síncrono e é outro desafio no estabelecimento do pa- - . Outra forma de induzir a participação é atribuir determinados papéis aos aprendizes. Essa é. tais como o de seminarista. inclusive. Isto pode ser feito através da publ icação de mensagens assíncronas elaboradas e idealizadas para promover conversação. Portanto. No que consiste essa adequação? . uma outra técnica para promover e adequar os cursos. apresentador.Na publicação preliminar de um conteúdo que enfatize o envolvimento do aprendiz. porque há óbvias dificuldades em gerenciar um grupo desses. pois caso isto não ocorra. a educação não acontece. a experiência que vivenciamos desde 1998. A subdivisão em grupos menores é. com o objetivo de promover a interatividade. é necessário um certo nível de indução. debatedor e moderador. É necessário usar esse tipo de nos cursos que temos feito com o AulaNet role playing como meio de animação. O uso de pequenos grupos para realizar tarefas é outro recurso. É importante evitar que todo trabalho se faça com grupos muito grandes. no sentido de torná-Ios bem-sucedidos.ApOIOde Computadores à Atívídade Bduoatíva rece razoável esperar que essetipo de resultado seja obtido sem orientação sobre o uso de métodos interativos. pelo menos para geração de uma experiência inicial de instrutores e aprendizes. pelo menos.

o trabalho progressivo em um determinado mas novas mais adiante. para dinâmica de aprendizagem. Como fazer: discutidos cussão e de maneira elaboração. Na comunicação não é uma coisa que acontece assíncrona o fluxo de informaproblema. e organizar a interação. Diante disso.na discussão dos temas . ou seja. Então. ma de fazer isso de maneira As ferramentas de interações adequada devem para promover estar contidas necessários mesmo ambiente.Sabe-se que ção) para incentivar esse aprendizado pontaneamente. ma distância transacional. - competente on-line.A Educação na Era da Internet pel do instrutor e do aprendiz. ou as regras de ouro. ser se criar uma comunidade sendo mantidas ativas por períodos e revisadas de for- sempre às perguntas apresentadas. nicação é unidirecional. rentes tipos é a seguinte: treinamento ambiente escolhendo síncrona assuntos para serem A forde maneira assíncrona em grupos de disainda está em estes difeno ao assíncrona com a comunicação em bate-papos. quando a comuEla se traduz no sentimento se cria o que na teoria se cha- por parte do aprendiz de estar perdido por falta de contato. com as idéias ção deve permitir . Quando o relacionamento se dá de forma unidirecional. . é preciso encontrar uma forma de equilibrar a comunicação síncrona. a pergunta que se faz quais são os requisitos os usuários face a face (pelo menos para nossa geraa usarem bem um escomplexo multiferramenta? . Os princípios são: responder básicos.

O software tem que ser abrangente e permitir o uso de um grande número de ferramentas de comunicação. rimentar a opção por cursos puramente Deve-se expe- on-line e pre- - . porque se pode fazer planejamento. até pelos efetivamente envolvidos com computação. vontade política. Quando é institucional um nicho quando começar para treinamento. A escolha do software é fundamental. deve-se ter um suporte de 24 horas por dia nesse ambiente. Deve-se selecionar todo Groupware deve Aliás. por professores. em um nicho há uma maior facilidade. e prover um treinamento para o grupo que vai trabalhar com Learningware. além do ambiente. repensar como vão ser os cursos e preparar dicas e orientações para uso. é óbvio. deve haver um bom planejamento e. ou de um grupo de professores ou da instituição. É interessante observar que a equipe para implantação de Learningware deve ser multidisciplinar. Deve-se identificar e apoiar as pessoas que querem ser treinadas. fissionais de vários ramos de atividade.ApOlOde Computadores à Atívídade Educatíva Implantação da IBW A implantação de Learningware pode ser iniciativa de um professor organizacional. Quando a iniciativa não é da instituição deve se ter muito cuidado com os conteúdos educacionais e com os recursos. Essa implantação exige trabalho conjunto de um elenco de propassando por talentos ligados à televisão e ao cinema. Para obter apoio institucional. Além de um acesso muito bom. vai ser implantado em algum ambiente pequeno.

temos a limitação de acesso. a partidesigual. O professor deve da e contornar estes problemas com muita arte. -' ticipantes d O curso estejam rea Imente d esf ru. ele é o resultado Romiszowski do conteúdo com a Comunicação Mediada dições para encaminhar a comunicação ela destrarnbelhar devemos dar ao professor as conpara o rumo cerna direção ou caminhar 1 ser o maestro para que esse grupo trabalhe unido. entre outros mandamentos diz que: "Se algo pode acontecer errado. Como problemas institucionais típicos temos a falta de tempo e de treinamento. acontecerá!". sempre comentada na área de informática. tar a competição. além de I I J por Computadores (CMC) conforme - Ravitz. o apoio intermitente (às vezes há apoio. Como problemas operacionais A "lei de Murphy". ao novo ambiente. Quanto à dinâmica. É muito importante saber avaliá-Ios também.um do cur- tando dele. a falta de participantes e a famosa municação são normalmente lei de Murphy que sempre nos acompanha. às vezes não há) e uma falta de planejamento estratégico Quanto integração da própria instituição. principalmente. Problemas de coagravados pela ansiedade do professor em garanti r que os par- '-- . to quando errada. que não haja um excesso de informação excesso de dados que atrapalhe o desenvolvimento so . Então o professor deve cipação é normalmente motivá-Io a trabalhar.A Educação na Era da Internet l i parar os alunos para fazer esse tipo de curso.e. o professor tem uma função muito importante de facilitar a cooperação do grupo e eviQuando o trabalho é em grupo. Devemos garantir que haja um fluxo de comunicação. I .

O professor não deve ofuscar o aluno nesse caminho. o paradigma da sala de aula tradicional. Porque nesse tipo de ensino. onde só o professor fala para a turma de alunos.ApOlOde Computadores à Atívídade Educatíva I A idéia para a reformulação dos conteúdos é a de reaproveitá-Ios e elaborar novos. O que se quer com o Learningware interação. com o tempo.. Devemos entender que o professor passa a ter o papel de facilitador e o aluno de aprendiz. não tem mais lugar.. Pelo contrário. em algum momento. ) é i: ) l. para cursos do tipo on-line e para outros que vão ser consumidos na Web. é todo mundo falando com todo mundo. o aluno deve virar professor. - .

As páginas do intervalo 94 até 152 estão sendo digitalizadas.br .puc-rio. contato: groupware@les.inf.

R.scu. M. tembro de 1998. BOLTER.au/sponsored/ausweb/ [Consu Ita: em 07/ ausweb95/papers/education2/alexander/> BAER.Bibliografia ALEXANDER. Wired Magazine.1999. 1960. The Process of Communication: An Introduction to Theory and Practice. D. Inc. COLEMAN. 1995. Winston. D. R. S. Se- J. e KHANNA. Rinehart and applications.edu. Groupware: Technology and Publisher Holt. D. Media. e GRUSIN. - . Cambridge. Smart Kids? Who Needs 'Em. K. BERLO. 08/2000]. Remediation: Understanding New EUA: MIT Press. <http://www. EUA: Prenctice Hall.

e ARRIGHI. EASTMOND.I. P. (Ed). New Publications. Rio de Janeiro. New York. 1996. Interactive Similarities 1997.H. e TUROFF.. DE EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA DA PUC-Rio [Consulta: em 07/08/2000]. How Teachers Taught. through computer conferencing.br> CUBAN. B. L.. D. L. Edition. L. 1988. M. 3(2). Web-Based Instruction. 1995. and Multimedia and Web-Based - Differences. B. New Publications. GREI F. HEDBERG.. Learning: M. Tele-learning Distance learning.119-130. J. 1993. Thomson Computer COORDENAÇÃO in a Digital World: The Future of Oxford. <www. O Futuro do Trabalho: Fadiga e Ócio na Sociedade Pós-industrial.A Educação na Era da Internet COLLlS. EUA: Teachers College Press. C. Web-Based Instruction. Inglaterra: International Press.cead. HILTZ. Proceedings World Conference of the Web Society. learning networks: A field guide to teaching and online learning (3rd Ed. S. HARASIM. Instruction. Jersey: Educational Technology ______ .) EUA: MIT Press. DE MASI.H. BROWN. Alone but together: Adult distance study Cresski 11. DUCHASTEL. Brasil: José Olympio tora. Interactive Learning Environments. 1996. Hampton D. Framework for Web-Based 1997. L. A Motivational In KHAN. R. Edi- B. V. . York: Educational Technology . TELES.1993.A book of readings.puc-rio. Collaborating in cyberspace: Using computer conferences as a group learning environment. New Jersey: Press. EUA: Morgan Kaufmann Publishers. of the WebNet-96 San Francisco. In KHAN. Computer Supported Cooperative Work .1999. 2nd. Design for Web-based learning. 1997. HARASIM.

KELLER, J e SUSUKI, K. Motivational Design of Instruction. In C. Reigeluth. Instructional Design and Theories and Models: An Overview of their Current Status. Erlbaum Lawrence Associates (Ed.).1983. LAURILLARD, D. Rethinking university teaching: A framework

for the effective use of educational technology. Londres, Inglaterra: Routledge. 1993. MALONE, T. Towards a Theory of Intrinsically Cognitive Science. 4, 333-369, Motivating 1981.

Instruction. MCLUHAN, Limited.

E. e ZINGRONE, 1995.

F. (Eds.). Essential McLuhan [tra-

dução dos autores]. Concord, Canadá: House of Anansi Press

MOORE, M. G. Distance Education Theory. American Journal of Distance Education. 5(3), 1-6. 1992. NICOLACI-DA-COSTA, A. M. Na malha da rede: os espaços Brasil: Campus, 1998.

íntimos da Internet. Rio de Janeiro.

NIELSEN, J. (Ed.). Designing users interface for International use. Amsterdam: NORMAN, Elsevier. 1990.

D. A. The invisible computer: Why good products computer is so complex, EUA: and MIT appliances are the solution.

can fail, the personal information Press.1998. ______

. <http://www2.pitt.edu/pwm/is2000/design.html>

[Consulta: em 07108/2000]. OLIVEIRA, R. Informática Educativa. Campinas, Brasil: Papyrus Editora. 1999. PROJETO KIDLlNK <www. 2000]. kidlink.org> [Consulta: em 07/081

••

A Educação na Era da Internet

RELAN, A. e GILLANI, Traditional KHAN, B.H.

B. Web-Based Similarities Publications.

Instruction New

and the In Jersey:

Classroom:

and Differences. 1997.

Web-Based

Instruction.

Educational Technology ROMISZOWSKI, communication.

A. J. e RAVITZ, In KHAN,

J. Computer

mediated 1997.

B.H. Web-Based Instruction. Publications.

New Iersey: Educational Technology

SCHON, D. A. lhe reflective practitioner: How professionals

think in action. EUA: Basic Books. 1983. _____ . Educatingthe reflective practitioner. São Francis-

co, EUA: Jossey-Bass Inc., Publishers. 1986. SCHRAGE, M. No more teams! Mastering the dynamics of

creative
Doubleday.

collaboration.
1995.

New

York,

EUA:

Currency

SIMClTY <http://www.simcity.com>

[Consulta: em 07/08/2000].

STAR, P. lhe American Prospect On Une. Computing Our Way

to

Educational Reform, July-Aug, www.prospect.org/archives/27/27star.html>
07/08/2000].

1996. <http:// [Consu Ita: em

TAPSCOTT,

D. Growing up digital: lhe rise of the net generation. New York: McGraw-Hill. 1998.

TAROUCO, L. M. R., GELLER, M., HACK, L. e VIT, A. Supporting Group Learning and Assessment Through the Internet. In:

lerena Networking Conference 2000. Lisboa. 2000.

-

Carlos José Pereira de Lucena
Graduado Universidade na PU C-Rio, entre 1962 e 1965, nas obteve o mestrado na Canadá (1969), na qual é, pela

áreas de Economia e Matemática, de Waterloo,

desde 1975, professor adjunto e pesquisador sênior associado do Computer Systems Croup, e o doutorado Universidade da Califórnia em Los Angeles (1974). de Informática do país, na

Em 1968, com um pequeno grupo de colegas, fundou o primeiro Departamento PUC-Rio, sendo duas vezes seu diretor. Desde 1982, é professor titular deste departamento. Foi ainda Decano do Centro Técnico e Científico e Vice-Reitor desta Universidade. Coordena o Laboratório de Engenharia de Software (LES)-, e também o Projeto AulaNet. Foi membro do Comitê Assessor da área de Computação e do Conselho Deliberativo do CNPq (dois mandatos), presidente da área de Computação na CAPES(dois mandatos) e coordenador brasileiro da cooperação científica em Informática com a Alemanha desde 1972 (convênio CNPq/ GMD). De ·1995 até dezembro de 1996, representou a comunidade acadêmica no Comitê Gestor do Projeto Internet no Brasil e, desde 1996, no Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CCT) da Presidência da República. Sua atividade de pesquisa na área de métodos formais da Engenharia de Software está documentada mais de 200 publicações e internacionais em e quatro livros. Atuou nos code várias re-

mitês de programa de dezenas de conferências nacionais e nas comissões editoriais vistas, no país e no exterior. Recebeu, dentre outros, o

por Comem mais de 40 publ ica- É membro do Laboratório de Engenharia de Software onde coordena os projetos AulaNet (educação baseada na Web) e Rio Internet TV (videoconferência). do Mérito Científico em 1996. Atualmente é Professor Assistente da Pontifícia de pesquisa do DepartaCatóa mento de Informática lica do Rio de Janeiro. Obteve o grau de Mestre em Informática na PUC-Rio. em 1981 e. como Analista de Sistemas no CCE/PUC-Rio. Sua atividade está relacionada Auxiliado Universidade and Medicine da Universidade Groupware. uma subárea de Engenharia de Software voltada para o Trabalho Cooperativo putador que está documentada ções. em 1984. e o grau de Doutor em Ciência da Computação pelo Imperial College of de Science Technology Londres. em 1987. no mesmo ano. Brasileira de Ciências. '- .Prêmio Álvaro Alberto em Informática. em 1991. duas (1988 e 1991) e e da Academia vezes o prêmio Nacional de Informática a Grã-Cruz da Ordem Nacional Tecnológico. É membro titular Hugo Fuks Hugo Fuks graduou-se na UFRJ como Engenheiro de Produção.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful