CONHECIMENTO E OPINIÕES DOS DISCENTES DE CINCO CURSOS REGULARES DA UEG-MORRINHOS SOBRE CÉLULAS-TRONCO

ROCHA¹, L.H.O.; SILVA¹, D.R.; NOGUEIRA¹, A.C.; MORAIS¹, L.R.P.; FERREIRA1, L.V.; PIRES², D. de J..
¹ Acadêmicos do Curso de Ciências Biológicas, Unidade Universitária de Morrinhos-GO, UEG. ² Pesquisadora - Orientadora

INTRODUÇÃO
100

As células-tronco são células indiferenciadas e não especializadas com as características de auto-renovação ilimitada (TAKEUCHI & TANNURI, 2006), sendo utilizadas para procedimentos terapêuticos na cura de distúrbios e doenças. Existe controvérsia para sua obtenção devido ao uso de embriões, pois fere os dogmas religiosos e tais células vem atraindo atenção da mídia e da população (RODRIGUES & FONSECA, 2005), já que são capazes de se diferenciar em todos os tipos de células do organismo. No Brasil a lei federal 11.105 de março de 2005, regulamentou pesquisas na área médica, permitindo o uso de células-tronco embrionárias para pesquisas e terapias (TAKEUCHI & TANNURI, 2006). O trabalho teve como objetivo verificar o nível de conhecimento dos estudantes de cinco cursos regulares superiores da Universidade Estadual de Goiás – Unidade Universitária de Morrinhos sobre as células-tronco.

Porcentagem (%)

80 60 40 20 0 Biologia Ciências Contábeis História Letras Matemática

Cursos Pesquisados

MATERIAL E MÉTODOS
Para realização deste trabalho foram aplicados questionários com questões discursivas e objetivas com 100 amostras, sendo entrevistados 20 acadêmicos de cada curso (Ciências Biológicas, Ciências Contábeis, História, Letras e Matemática) da Universidade Estadual de Goiás, UnU - Morrinhos.

A Favor

Contra

Indecisos

Figura 5: Percentual dos discentes em relação a utilização de células-tronco embrionárias no tratamento de doenças familiares.

DISCUSSÃO
Conforme observado na Figura1, os acadêmicos mostraram uma visão distorcida à respeito de quais células possuíam a capacidade de se diferenciar em todos os tecidos. No curso de Ciências Biológicas 80% dos discentes responderam que as células-tronco embrionárias são as que possuem esta potencialidade, já nos Cursos de Matemática (60%) e História(55%) disseram que ser as células-tronco do cordão umbilical. Com base nessas respostas nota-se que ainda há pouco esclarecimento sobre tais células (Figura 2), pois 90% dos acadêmicos de Letras consideram as informações insuficientes. De acordo com a Figura 3, o curso de Ciências Biológicas, acredita que a formação de um novo ser ocorre no momento da fertilização (70%). Para os alunos do Curso de Letras (75%) a vida inicia-se a partir do 14º dia (formação do sistema nervoso) após a concepção, e mais de 70% dos entrevistados de cada Curso concordam com o uso de células de embriões descartados, que estão em clinicas de tratamento para infertilidade(Figura 4) e 85% são a favor da utilização de células embrionárias no tratamento de doenças familiares(Figura 5) .

RESULTADOS
100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 Biologia Ciências Contábeis História
Cursos Pesquisados

100
Porcentagem (%)

Porcentagem (%)

80 60 40 20 0 Biologia Ciências Contábeis História Letras Matemática

Letras

Matemática

Cursos Pesquisados Insuficiente
Figura 2: Percentual de entrevistados que consideram insuficientes as informações divulgadas sobre o assunto.

Células Tronco Embrionárias Células-Tronco da Medula Óssea Células-Tronco do Cordão Umbilical N.D.A
Figura 1: Porcentagem dos alunos que responderam sobre quais são os tipos de células-tronco que possuem o poder de se diferenciarem qualquer tecido.

CONCLUSÃO
Baseado na precariedade de conhecimento sobre esse tema compete aos universitários de Biologia, por já estarem na área de estudo, suprir um pouco estas deficiências realizando palestras, jornais acadêmicos, exposição de vídeo entre outros, utilizando linguagem popular, como o sugerido pelos próprios entrevistados.

100
Porcentagem (%)
Porcentagem (%)

100 80 60 40 20 0 Biologia Ciências História Contábeis Letras Matemática

80 60 40 20 0 Biologia História Cursos Pesquisados Matemática

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
RODRIGUES, F.P.; FONSECA, D.A. DE M. Células-tronco. Departamento de Engenharia de Computação e Automação. Natal, RN. 2005. TAKEUCHI, C.A.; TANNURI, U. A polêmica da utilização de céulas-tronco embrionárias com fins terapêuticos. Ver. Assoc. Mede. Bras., vol. 52, n° 2. São Paulo, mar/abril, 2006.

Cursos Pesquisados Concorda Discorda Indecisos
Figura 4: Porcentagem de opiniões dos acadêmicos sobre o uso de embriões que são descartados na inseminação artificial, para tratamento de doenças.

No 14º dia após a fertilização No momento da fecundação Indecisos
Figura 3: Opinião dos universitários sobre o início da vida.

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