Ciência Rural, Santa Composição físico-química demai-jun, 2006pólen coletado por abelhas africanizadas... Maria, v.36, n.3, p.

949-953, amostras de

949

ISSN 0103-8478

Composição físico-química de amostras de pólen coletado por abelhas Africanizadas Apis mellifera (Hymenoptera:Apidae) em Piracicaba, Estado de São Paulo

Physico-chemical composition of pollen samples collected by Africanized Apis mellifera (Hymenoptera:Apidae) in Piracicaba, State of São Paulo, Brazil

Luís Carlos Marchini1 Vanderlei Doniseti Acassio dos Reis2 Augusta Carolina de Camargo Carmello Moreti3

RESUMO Com o objetivo de se verificar a composição físicoquímica de amostras do pólen coletado por abelhas Africanizadas, foram realizadas coletas em cinco colméias de abelhas Apis mellifera Africanizadas utilizando coletores de pólen de alvado (frontais) com orifícios de 4,00mm de diâmetro, em Piracicaba, São Paulo, durante um ano (março de 1999 a março de 2000). A composição química das amostras foi determinada no Laboratório de Apicultura do Departamento de Entomologia, Fitopatologia e Zoologia Agrícola, ESALQ/ USP. Foram obtidas as seguintes médias: 21,5% de proteínas; 2,8% de cinzas; 23,6% de umidade; 76,3% de resíduo seco; 3,5% de lipídios; 28,4% de açúcares totais; 20,7mEq kg-1 de pólen de acidez titulável e pH igual a 5,1. Para análise estatística, foram considerados todos os dados referentes aos diferentes dias de coleta, sendo as médias mensais comparadas pelo teste de Tukey em nível de 5%. Foram verificadas diferenças significativas nas médias ao longo do ano para os diferentes parâmetros estudados, com exceção da porcentagem de cinzas que não apresentou variação significativa. Palavras-chave: Apis mellifera, composição físico-química, pólen. ABSTRACT Pollen samples were collected from March, 1999 to March, 2000, in Piracicaba, State of São Paulo, Brazil, from 5 beehives of Africanized Apis mellifera by using front pollen collectors with openings 4 mm diameter. The aim of this study was to determine the physico-chemical composition of pollen. Chemical composition of samples was determined at
1

the Laboratório de Apicultura of the Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiróz”, Universidade de São Paulo. The following mean values were obtained: 21.5% proteins; 2.8% ashes; 23.6% moisture; 76.3% of dry residue; 3.5% lipids; 28.4% of total sugars; 20.7 mEq kg-1 of pollen of titrate acidity and pH 5.1. The statistical analyses considered all data concerning the different days and comparison of the monthly means were made by Tukey’s test (P<0.05). There were significant differences along the year, to the different parameters studied, except for ashes which percentage did not present significant variation. Key words: Apis mellifera, physico-chemical composition, pollen.

INTRODUÇÃO A importância do pólen para a colônia é inquestionável, pois dele dependem as abelhas para o seu suprimento de proteínas, sais minerais e produtos biológicos especiais utilizados na sua alimentação. Por essa razão, a produção de mel, cera e geléia real de um apiário está diretamente relacionada com a quantidade de pólen necessária para a alimentação das colmeias. As abelhas, na ausência de pólen, recorrem à sua própria fonte de reserva, metabolizando tecidos de seus corpos para prolongar sua existência. Ao receberem material nutritivo, no caso pólen, rapidamente assimilam os principais nutrientes que

Departamento de Entomologia, Fitopatologia e Zoologia Agrícola, Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, Universidade de São Paulo (ESALQ/USP), Av. Pádua Dias, 11, 13418-900, Piracicaba, SP, Brasil. E-mail: lcmarchi@carpa.ciagri.usp.br. Autor para correspondência 2 Embrapa Pantanal, Centro de Pesquisa Agropecuária do Pantanal, Rua 21 de Setembro, 1880, 79320-900, Corumbá, MS, Brasil. E-mail: reis@cpap.embrapa.br. 3 Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Zootecnia Diversificada, Instituto de Zootecnia, Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, Secretaria de Agricultura e Abastecimento, 13460-000, Nova Odessa, SP, Brasil. E-mail: acmoreti@izsp.br.
Recebido para publicação 08.03.05 Aprovado em 30.11.05

Ciência Rural, v.36, n.3, mai-jun, 2006.

MATERIAL E MÉTODOS A coleta de pólen para as análises físicoquímicas foi realizada por meio de coletores de alvado. As médias mensais foram Ciência Rural. Depois de limpado manualmente e secado em estufa.000 operárias (que formam uma pequena colônia) consomem 1. de 1. toria.08 de Mg. 1978). de 11. de 19. metionina. resíduo seco (sólidos totais). carboidratos.9% para Helianthus annuus e 11. 11. 5. lipídeos. Pinus sp. (1990). proteínas.2% de proteína bruta. n. também sofre a influência da idade. felinanima. lipídeos. mellifera para a coleta na Índia foi de 20. 10.7% e proteínas. 1970).5% a 55. proteínas. A composição química de diversas plantas (trevo branco. cinzas (resíduo por incineração). mínimo de 2% e pH de 4 a 6 (BRASIL.3. etc) utilizadas por A. com o intuito de verificar se o pólen produzido enquadra-se nas normas vigentes. 1.0%.58% a 3.90 (SAMPAIO. 0.1% de lipídeos. mínimo de 8%. fibra bruta.58% a 3. Os valores obtidos foram comparados com as exigências da legislação brasileira.3% para Brassica campestris var. 1974). 1985).950 Marchini et al. de 2.61%. 88mg kg-1 de Zn. Concluíram que a maioria das plantas analisadas contém nutrientes suficientes para o crescimento e desenvolvimento da abelha melífera. . (2003) encontraram os seguintes valores: 75. uma vez que as abelhas não poderão sintetizar as proteínas que os contenham (HAYDAK. torna-se importante. hermeticamente fechados e armazenados sob refrigeração (cerca de 7ºC) até a sua utilização nas análises físico-químicas. mai-jun. foi adotada a metodologia proposta por MOKRASCH (1954).5%.1% de fibra bruta e 2.63%. A composição do pólen varia entre espécies de plantas.36. & SHIMANUKI. da condição nutricional da planta e das condições ambientais durante o desenvolvimento do pólen (HERBERT Jr. de 1.8% a 25. lipídeos. pois é uma importante fonte de proteínas. isoleucina e vanila.17% e 13. verificando que a umidade variou de 16. mellifera no Brasil (Paraná) teve umidade variando de 2. 2001). O pólen para ser comercializado no Brasil deve ter os seguintes requisitos físico-químicos: umidade máxima de 30%. Para as porcentagens de açúcares redutores totais. salgueiro. durante o período de março de 1999 a março de 2000. 26.. bem como fornecer resultados para que possa ser tipificado este produto apícola. açúcares redutores.9% de matéria seca. foi acondicionado em recipientes de plástico de 200mL. O teor de lipídeos presente no pólen de espécies de plantas utilizadas por A.6%.60 a 5. no período de agosto a novembro de 1996. foram usadas as metodologias constantes nas Normas Analíticas do Instituto Adolfo Lutz (INSTITUTO ADOLFO LUTZ.8% para Raphanus sativum. Rubus sp.84% a 27. O valor nutritivo do pólen armazenado artificialmente depende das condições de secagem. 15mg kg-1 de Cu. Para as determinações de porcentagens de Nitrogênio protéico (digestão ácida). 0. de 1. v. Assim o conhecimento de sua composição física e química. SP. de 13. leucina.06%. de 12.00mm de diâmetro.. Todos esses fatores indicam que a composição química é a chave que determina a utilidade do pólen na nutrição da abelha (STANLEY & LINSKENS. FUNARI et al. 2006.84%. 19.9 a 23.5kg de pólen. com a finalidade de serem utilizados os dados obtidos em futuros estudos de nutrição de abelhas.6 a 28. Assim. Além da nutrição das abelhas. em cinco colmeias.9%. temperatura e duração do tempo de armazenamento e da planta de origem do pólen. de acordo com a metodologia proposta por FUNARI et al. O principal objetivo do presente trabalho foi a determinação da composição físico-química das amostras de pólen produzidas ao longo do ano na região de Piracicaba. cinzas.6% de minerais com os seguintes valores: 0.17% a 5. de 2. 114mg kg-1 de Fe. triptofano. mínimo de 1. O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualizado.6% para Petunia hybrida (SINGH et al. reintegrando-se à normalidade (HAYDAK. Em determinação bromatológica e mineral do pólen coletado por A. 0.25%. mellifera no Brasil (Botucatu). os quais são todos obtidos do pólen. fibra bruta.26% de Ca. kiwi. açúcares totais de 14. 0.67 de K. o teor de açúcares redutores.61% e pH.61% a 11. pH (determinação eletrométrica) e acidez titulável (titulação). mellifera para a coleta de pólen na Nova Zelândia foi determinada por DAY et al.07% a 5. com orifícios de 4.1 a 25..40% a 28. umidade (perda por dissecação). lisina. histidina.21% de S. haviam perdido. cinzas máximo de 4%.4% de P. o pólen coletado no alvado das colmeias pode ser utilizado como complemento alimentar na nutrição humana.1991). Experimentos de alimentação demonstram uma necessidade média de 145mg de pólen para que uma abelha operária complete seu ciclo de vida. 32mg kg-1 de Mn e 10mg kg-1 de Bo.1999). de 4. lipídeos (extração com solventes). no sentido de tipificar o produto obtido em diferentes regiões.55%. Uma dieta deficiente em qualquer um destes aminoácidos pode gerar sintomas específicos de deficiência. O pólen coletado por A. (2003). 17.8%.40%.4% para Cosmos bipinnatus. de 0.1934) As abelhas necessitam de 10 aminoácidos essenciais: arginina. açúcares não redutores. treonina.

6ab 22. (1990).6 16.0ab 22.3 e 20.5bc 66.6 Açúcares totais (AT) (%) 31.3ab 21.3a 5.18% verificado durante o mês de janeiro na região de Piracicaba. que obteve 15. 2006.7abc 20.0c 28.1% para os meses de julho e abril de 1999.0ab 72.2ab 5.1 e mínimo de 2.3abcd 33. cinzas.8a 2.5a 21.3%) é próxima aos 75.6bc 22. sendo.9bc 21.8a 2. mas é inferior aos 30.2ab 5. SP.9 (%) 25. e aos 20% de ALMEIDA-MURADIAN et al.7%.2g 3. em Piracicaba. O valor médio do teor de proteínas (21. Comparando com o trabalho de DAY et al.5abcd 28.2ab 21.1 4.7bc 21.9a 28.8bc 20.1a 2.3a 5.3ab 21.7 5.4abc 78.5cde 3.0abcd 36.8c 23.87%) pouco superior aos 2.9ab 5.4 4. através do programa SAS (1997).9bcde 4.5ab 22.Valores médios de proteína. nas colunas.2b* 20.3 4.8 e mínimo de 20.8%) é igual ao limite menor observado no presente trabalho. lipídeos.5abc 33. o limite interior observado por aqueles autores (16. embora o limite superior de umidade (25..8a 2.0abc 78. SP.2bc 77.2cd 27.9defg 3.7d 25.9abc 21. respectivamente.5c 22.5ab 33. A alta umidade durante o mês de janeiro é explicada por ser este o mês mais chuvoso na região em estudo.2a 16.58%) encontrado no presente trabalho é muito próximo aos verificados por BARRETO et al.4ab 33. e superior ao observado por PALMA (1992).6abc 19.4 4.6 13.8ab 20.4 13. respectivamente.36.5abcd 31.1bc 24.05).7 1999 2000 Média CV% *Médias seguidas de letras distintas. respectivamente.0ab 5. com máximo de 3. nos meses de maio e junho. 951 comparadas pelo teste de Tukey (P=0. As porcentagens de proteína em amostras de pólen coletadas por Apis mellifera apresentaram variações estatisticamente significativas.6% para os meses de março de 2000 e agosto de 1999.9 8. Ciência Rural.6 a 3. resíduo seco. umidade.1a 3. A média (76.2% observados por ALMEIDAMURADIAN et al. (2004) para pólen produzido na região sul do Brasil.9% obtidos por Tabela 1 . lipídeos. na Nova Zelândia.Composição físico-química de amostras de pólen coletado por abelhas africanizadas.5abc 77.2defg 2.3abc 3.3abc 22.1a 2.8%. PR.0bcd 3.8a 2. (2004) para pólen produzido na região sul do Brasil. (2000).1bc 23.2b 21.8b 5. portanto.2a 76. Proteína Ano Mês (%) Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Janeiro Fevereiro Março 20.5bc 81. para os meses de janeiro e fevereiro de 2000. Os resultados apresentaram grande variabilidade nas médias durante os meses do ano. na região de Maringá.8a 2.3 Acidez titulável (mEq kg-1) 19.0cd 74. mellifera apresentaram variações estatisticamente significativas. n.6cde 3. CV= Coeficiente de Variação.5ab 21. pH.0a 2. As porcentagens de cinzas em amostras do pólen coletado por A. ao longo de um ano.3abc 20.9bc 21. Os resultados apresentaram pequena variabilidade nas médias durante os meses do ano.6abcd 25. sendo o valor médio (2.0abc 77.8a 22.9efg 4.0ab 5. Os valores observados encontram-se na faixa de variação verificada por SAMPAIO (1991) (1.1b 21.9 (%) 2.1abc 27. mai-jun.5ab 20. (2000) em Taubaté. mellifera não apresentaram variações estatisticamente significativas.9abc 75. respectivamente.6a 3. que são de 20.0bc 22.6%) para pólen coletado no estado do Paraná.8 Cinzas Umidade Lipídeos pH (%) 2.4% citado por COSTA et al.2 Resíduo seco (%) 74.9a 2.8a 3.0ab 25.0.8abc 23.4cdef 5. mellifera são inversamente proporcionais à umidade observada. açúcares totais e pH e acidez titulável.8d 83.5bcd 26.8ab 4. diferem estatisticamente entre si em nível de 5% de significância pelo teste de Tukey.1ab 21.1ab 5.8abc 20.8a 2.2 e mínima de 16.0ab 5.9abc 76. . As porcentagens de umidade em amostras do pólen recém coletadas por A.7abc 19. umidade.5bc 19. acidez titulável e açúcares totais em amostras de pólen de Apis mellifera obtidas em coletores de pólen de alvado (frontais).2ab 5.0a 3..0abcd 21. grandemente afetado pelas condições ambientais.9%) tenha sido bem menor que aos 33.2abc 20.3. As porcentagens de resíduo seco em amostras do pólen coletado por A. SP. Este fato pode ser explicado por ser o pólen um material altamente higroscópico. com máxima de 33.4fg 2.0ab 4.0ab 5. com máximo de 22. RESULTADOS E DISCUSSÃO Os dados referentes às porcentagens de proteína.8 a 16. v. encontram-se na tabela 1. cinzas. resíduo seco.

952 Marchini et al.(1989) também encontraram relação direta entre a área de pólen e a de cria. n. com máxima de 33. Anais.R. et al.3. que. 1984) e um melhor aquecimento (SEELEY.7%. nos Estados Unidos. Florianópolis.9 a 4. que. no estado do Paraná. em Maringá. 1982). 1988).7%. fato que pode ser explicado pelas variações que ocorrem nas composições das plantas de origem do pólen e também pelas necessidades diferenciadas das abelhas em determinados componentes presentes nos materiais coletados. tendo como explicação a grande variabilidade de origem botânica do pólen coletado. 2001). A nutrição da colônia. de cera de abelha.2%.3 e mínima de 4. Florianópolis: CBA.9.8.7%. A variação observada tem como justificativa as variações que ocorrem nas composições das plantas de origem do pólen coletado. já que a produção de crias está diretamente relacionada à quantidade de pólen coletada (SZABO. & SHIMANUKI (1978) encontraram valores médios de 20. Considerando que o pólen é matéria-prima para produção de geléia real. para os meses de novembro e abril de 1999. mellifera apresentaram variações estatisticamente significativas.36. 2000. Os resultados apresentaram grande variabilidade nas médias durante os meses do ano. Instrução Normativa n. Perfil protéico do pólen coletado por Apis mellifera (Híbrida africanizada) no período outonoinverno no apiário do Centro de Estudos Apícolas da Universidade de Taubaté. As determinações eletrométricas do pH em amostras do pólen coletado por A. Estes valores são próximos aos observados por SAMPAIO (1991) (2. (1989) observaram relação positiva entre a área de pólen e mel. Journal of Food Composition and Analysis. Acesso em 12/03/2004. L. Os resultados apresentaram grande variabilidade nas médias durante os meses do ano. TOOD & REED (1970) e COUTO et al. DAY et al. 1985).gov. REFERÊNCIAS ALMEIDA-MURADIAN. Ciência Rural.5. Disponível na internet em: http:// www. (2000). respectivamente. mellifera apresentaram variações estatisticamente significativas. Comparando com os dados de literatura. 2006. com máxima de 5.0%).8 para os meses de junho e dezembro de 1999. As porcentagens de açúcares totais em amostras do pólen coletado por A. Regulamentos técnicos de identidade e qualidade de apitoxina.1 a 25. de geléia real liofilizada. (Compact disc).. mellifera apresentaram variações estatisticamente significativas. com máxima de 22. umidade.2%. pelo financiamento do projeto no. mai-jun.5 e mínima de 19.br/das/dipoa. com máximo de 5. um número maior de nutrizes (MORAES & CRUZ-LANDIM. também influencia diretamente o desenvolvimento larval.5% de COSTA et al. o que possibilitou a realização do presente trabalho. As abelhas são insetos sociais e. como HERBERT Jr.C. (1990). L. COUTO & COUTO. respectivamente. AGRADECIMENTO Os autores agradecem à FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). BRASIL.9 e mínima de 21. 1982. Uma colmeia mais populosa proporcionará maior coleta de alimento (SZABO. para os meses de julho de 1999 e março de 2000. & SHIMANUKI (1978). Acesso em 01/09/2004. 3 de 2001. no Brasil. 1998/05017-7. (2004) para pólen da região sul do Brasil.6%) para o pólen produzido no estado do Paraná e por PALMA (1992) (2. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE APICULTURA. para os meses de abril e março de 1999. Brasil. 13. pH e açúcares totais com as exigências estabelecidas pela legislação brasileira (BRASIL. SP. no entanto. BARRETO. e aos 72.com/locate/jfca. PR. (2003) em Botucatu. seria interessante a suplementação das colônias com uma fonte protéica nas épocas de escassez ou quando o pólen natural tem baixas porcentagens de proteínas (GARCIA et al. . em trabalho realizado nos Estados Unidos. lipídios. Poucos autores divulgaram os resultados obtidos para os valores de pH do pólen.elsevier.6 a 5.. foram obtidos valores inferiores a 7. respectivamente. sua atividade e seu comportamento dependem do número de indivíduos que compõe a família. 1989). respectivamente. mellifera apresentaram variações estatisticamente significativas..2 a 5. e um pouco inferiores aos 6% obtidos por ALMEIDA-MURADIAN et al. Chemical composition and botanical evaluation of dried bee pollen pellets. indicando que o material analisado é ácido. como tais.M. Comparando-se os valores obtidos para proteínas. e SAMPAIO (1991) obteve valores na faixa de 19. (in press). verifica-se que HERBERT Jr.agricultura. et al. e SAMPAIO (1991). Disponível na internet em: www. observou valores de 4. de própolis e de extrato de própolis. cinzas. FREE (1967). A acidez titulável em amostras do pólen coletado por A. On Line.4 a 28. FUNARI e al. de pólen apícola. valores de 11. na Nova Zelândia. Já COUTO et al. On line.B. principalmente em relação ao pólen.1 e mínimo de 2. 2000. v. As porcentagens de lipídeos em amostras do pólen coletado por A. todos próximos aos obtidos no presente trabalho. obtiveram média de 4. verifica-se que todas as amostras coletadas ao longo do ano atenderam às exigências estabelecidas. em todas as análises realizadas. Os menores valores observados foram pouco inferiores aos verificados no presente trabalho.

118f.E. 2000.. et al.63. 1990. Chemical composition and nutritive value of bee-collected and bee-stored pollen. Efeitos do fornecimento de farelo de trigo sobre o desenvolvimento da glândula hipofaringeana e produção de geléia real em colmeias de Apis mellifera.B. p. FUNARI. 1982. Composições bromatológica e mineral do pólen coletado por abelhas africanizadas (Apis mellifera L. MORAES. Factors determining the collection of pollen by honey bee foragers. MOKRASCH.L.S. n..15. R. 1989. Florianópolis. M. et al. Anais.138-146. Annual Review of Entomology.2. Composition of freshly harvested brazilian royal jelly: identification of carbohydrates from the sugar fraction. TOOD. v. S.C.B. T. 2000. 3. p. Journal of Apicultural Research.1.36. n. v. p.1. v. COUTO. T. SEELEY. COUTO. n. 1970. F. v. v.A. 201p. Características produtivas e reprodutivas de colônias de Apis mellifera submetidas a alimentação natural na região de Maringá-PR. SAMPAIO. S.N.H.31. p.1. Apidae). v. n. Apidology. M. n.208.122. n. n. E.9. Brasil.4. H. HAYDAK. Normas analíticas do Instituto Adolfo Lutz: métodos químicos e físicos para análise 953 de alimentos.. 1989.ed. New Zealand. American Bee Journal.711-716. HAYDAK.. p. v. R. p. C.27-33. 1974. SAS INSTITUTE. Pollen: biology. p.2.) em Botucatu.1-2. 1954. 1934. The nutrient composition of honey bee-collected pollen in Otago. REED.M. Journal of Agricultural Research.S..87-92.134-144.9. São Paulo: Instituto Adolfo Lutz. Phenotypic correlations between colony traits in honey bee.cpc. R. 1988. p. 1970.143-153.W. v. FREE.11.1.14. C. COSTA. 1967. R. Ciência Rural.unc. et al. n.M.49. Journal of Biological Chemistry. PALMA. STANLEY. Cary. INSTITUTO ADOLFO LUTZ.21-27. p.55-59. Changes in total nitrogen content during the life of the imago of to worker honey-bee.38. R. Archivos Latinoamericanos de Producción Animal. COUTO.Composição físico-química de amostras de pólen coletado por abelhas africanizadas. 533p. n. biochemistry and management.H.3. 2003. 1985.H. p.12. v. GARCIA. 1978. (Compact disc). Naturalia. Journal of Ecological Entomology. p. Quantitative comparison of lipids in some pollens and their phagostimulatory effects in honey bees. n.. et al. v.213-218. Animal Beehaviour. mai-jun. .D. DAY. Florianópolis: CBA.23. et al. n. SZABO. Influência da densidade populacional no comportamento dos núcleos das glândulas hipofaringeanas de Apis mellifera (Hymenoptera. F. LINSKENS.. Dissertação (Mestrado em Entomologia) – Universidade Federal do Paraná. 1984.R. Caracterização do pólen apícola processado comercial e armazenado na colmeia. v. Estado de São Paulo.K. Disponível em: http:// www. CRUZ-LANDIM.A. v. On line.1. M. n. L. 1997.N. Ecossistema..148-149. v. 13..edu. v. Honey bee nutrition. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE APICULTURA. Heidelberg: Springer-Verlag.29. p. 2006. 1991. Analysis of hexose phosphates and sugar mixtures with the anthrone reagent.1.I. Journal of Apicultural Research. J. 1999. H. E. n. Brood measurement as a valid index to the value of honey bees as pollinators. SINGH.33-40.8893. Ciência Zootécnica. p. 1985. Princeton: Princeton University. Acesso em 24 de maio de 2005. p. v. S.42-44.pão de abelhas.C.10. Journal of Apicultural Research.B. 1992.6-8. A study of adaptation in social life. L. SHIMANUKI.119-122. Produção de cria e alimento em colmeias de Apis mellifera confinadas e tratadas com ração protéica.15. de algumas localidades do Paraná. p. Revista Agropecuária Brasileira.C. HERBERT JR.. et al. Estudo do fornecimento de ração protéica em colmeias de Apis mellifera infestadas com Varroa jacobsoni.3. SAS/STAT software: changes and enhancements through release 6. Honey bee ecology. 307p.